sábado, 30 de dezembro de 2017

ESPÍRITOS DA NATUREZA (ELEMENTAIS)

ESPÍRITOS DA NATUREZA (ELEMENTAIS) E FADAS
Aquilo que é gerador de vida, a força da gravidade que produz o elemento terra, a energia, o espírito disso, é a energia dos Gnomos. E a energia da vida que se torna na força que gera a energia do ar, a energia dos Sílfides, que são os Espíritos do Ar. Eles são a manifestação, eles são as energias, mas gente aquilo que nós dizemos é que não são energias subjectivas do vosso subconsciente embora o vosso subconsciente possa tingir tudo quanto lhe surja. Não são exsudações do vosso inconsciente, embora o vosso inconsciente possa transudar e colorir e distorce-los bastante. Não são simples projecções da relação que vós tendes com a natureza, embora essa relação possa colorir a relação que tenham com o Espírito da Natureza, com os Espíritos da Natureza. Não são uma expressão de imagens favoritas de um princípio psicológico mais complicado.
Eles são reais. E tal como haveriam de não querer que ninguém pensasse: “Bom, Tu não passas de um complexo da minha mãe e do meu pai, da minha irmã e do meu irmão, e de tudo o que eu penso da humanidade; tu não és real; tu não estás aí; tu não passas da invenção da imaginação. Tu não existes; tu não tens importância...” Mas são bem reais. Não são apenas a expressão personalizada de um complexo psicológico. Um complexo psicológico é uma forma desidratada de uma energia muito real, suculenta e viva. Se conseguirem desidratá-la, então poderão emoldura-la e pendura-la numa parede. Não são a loucura de quem se encontra insano ou perdido. São energias muito reais, porém, não são fadas. NÃO SÃO FADAS, SÃO ESPÍRITOS DA NATUREZA. Não personificados, mas que adoptam uma forma. Essa é uma distinção importante: Eles não são uma mera personificação, mas a forma que esta consciência adopta – no vosso mundo dimensional.
E a tarefa deles, a ‘tarefa’ que lhes cabe, o destino que lhes cabe na busca que empreendem por Deus, Deus, Todo na jornada que empreendem rumo ao lar, o destino que lhes cabe está em trazerem os éteres, através da força, à manifestação. Trazer os éteres por intermédio da força, reunir as energias e as forças na criação e manifestação. Não fora por causa desses seres, não existiria nada criado, nada destruído, nada mantido junto, nada para se desagregar. Não existiria vida, nenhuma planta cresceria, nenhum corpo cresceria, não existiria nada. Não haveria substância nem vida; não existiria luz alguma, nem vida. Tudo quanto nasce e morre e entretanto tem vida por causa desses espíritos da natureza que fazem o trabalho de reunir a energia através da força à existência, à criação e à manifestação.
São essas energias e forças que vós usais, que trabalham em vós, na criação desta ilusão – o fogo, a água, a terra e o ar, e de tudo quanto são detentores, os elementos, as forças e as energias que constituem a própria vida, que é a própria consciência. Não são fadas, mas têm uma existência entre mundos. Este é o grande intermediário, as forças que existem entre a energia e o seu elemento; as forças que se encontram pelo meio. E são essas manifestações do espírito do fogo, as salamandras e ondinas, os gnomos e as sílfides que existem no etérico, por entre mundos.
Mas façamos um mapa. Aqui fica o etérico, este enorme círculo representa o etérico. Neste etérico, as energias, por intermédio das forças, tornam-se nos elementos que se manifestam no vosso mundo como o mundo que conhecem. Aqui no etérico, a corrente de energia que corre para aqui; depois há um maravilhoso tipo de... onde se encontram os espíritos da natureza. Mas eles emanam para o vosso mundo – os gnomos vêm até à terra, as ondinas caem dos céus e fluem pelas águas. E a energia que constitui o ar, dos ventos que não conseguem ver, que preenchem tudo por toda a parte, lá vêm elas. E da mesma forma vêm na luz, do sol e da lua, de todos os planetas e estrelas e acorrem ao vosso mundo, mas vêm daqui, desta coisa... Ora bem, por aqui, algures, vamos representá-lo aqui só para efeito de demonstração – aqui situa-se o mundo das fadas. E esses espíritos da natureza acorrem na mesma a esse mundo, e são os minerais, os animais, as plantas e as fadas desse mundo, e criam as formas, criam os corpos – o fogo, a água, a terra e o ar. Também elas conhecem os gnomos, as ondinas as sílfides e a energia das salamandras, por elas fluírem daqui para este aqui.
Aqui situa-se o vosso mundo. Ali situa-se o mundo das fadas. Acolá tem lugar um outro mundo. Aqui tem lugar um outro mundo. E aqui tem ainda lugar um outro mundo. E existe um por trás do tridimensional. É uma central, é como se fosse uma grandiosa e potente central, mais vasta do que podem imaginar – é o próprio etérico – prestructural, pré-conceitual, o etérico. E dentro dele, a energia que se transforma na força; o dinamismo da força e da energia que produzem o elemento num trabalho conjunto do espírito, que é trazido ao vosso mundo por parte desses espíritos da natureza, para funcionar no vosso mundo de modo que esse vosso mundo possa existir, assim como todos estes mundos. E vós sois um raio na roda. Ao redor desse centro desta grandiosa e gloriosa roda de vida, de consciência. E aqui situa-se o vosso mundo. E aqui este outro cujo nome quem saberá, e talvez nunca venham a saber. Mas existe igualmente aquele que é o mundo das fadas – não é o país das lendas – o mundo das fadas. Este é o mundo das fadas. Este é o mundo do Além. (NT: Outro, no original, que traduzo por Além) Certamente é passar do vosso mundo para o centro onde poderão experimentar os espíritos da natureza; e do centro, dessa grandiosa estação central, passar para os mundos Além. Tal como eles, desses mundos do Além podem passar para este Etérico, para este espaço intermédio, para esta central, e chegar ao vosso mundo.
Ora bem, quando dizemos isto, representámo-lo assim como se existissem todos estes raios que partem do eixo como se fosse... mas estão a ver, existe ao vosso redor, à vossa volta. Em muitos aspectos talvez seja melhor dize-lo assim: O centro que se situa ao vosso redor (e não só algures num centro) que é esse Espírito da Natureza, que existe enquanto Espíritos da Natureza. E quando vocês conseguem passam ara esse reino, para esse campo de jogo situado no vosso domínio, aí podem passar para os mundos do Além, por entre os quais o que constitui a maior atracção – o Mundo das Fadas.
Que descobrirão aí? Já falaremos nisso. O Além Místico é mais do que andar a tatear pelo reino das fadas. Não tem que ver com tentar apurar o que as fadas estão a fazer. Há muito trabalho a fazer, e há um preparo sólido a fazer, mas a meditação (não transcrita) põem em movimento, constitui a seu modo uma iniciação destinada a pôr em marcha, a abrir a porta que lance luz (não em todas as suas sendas) mas numa senda que possa resultar para vós. Assim, falemos da técnica e assim explorar mais desse particular aspecto do Além que é das Fadas. O mundo do Além é vasto, muito mais vasto que o vosso mundo. O vosso mundo é tão vasto quanto é, com todo o seu plano físico, astral, mental e causal, é muito pequeno comparado com a vastidão desse Além, que é dimensional, que é dimensional no vosso universo. Existem muitos outros mundos nesse Além, e do seu ponto de vista o vosso constitui um mundo do Além. Vós possuís limites (marcos) diferentes dos deles; vós tendes diferentes padrões de aceitabilidade; vocês pensam por formas que para eles parecem estranhas. Sentis por formas que não fazem qualquer sentido. Vocês possuem emoções que podem ter as mesmas palavras, mas que para eles não traduzem a mesma coisa. Vocês são o Além, vistos pelos olhos daqueles a quem chamais do Além. E possuís uma magia diferente, e uma maneira de conhecer diferente; muito mais limitada em muitos aspectos por terem jogado fora muitas das opções ao se afeiçoarem pela linha recta, ao se afeiçoarem ao conhecimento horizontal. Mas é um modo diferente; vós representais tanto o Além (e são estranhos porventura) para aqueles do Além, quanto eles o representam para vós. Mas o que os liga a todos é o Espírito da Natureza – isso vós partilhais.
Bom, devido à forma como calibraram os vossos lobos temporais, por causa da forma como limitaram os vossos sentidos unicamente aos que lhes são familiares, e mesmo nesse aspecto, limitaram quais órgãos do corpo supostamente devem fazer isso... No vosso mundo é suposto ver com os olhos, entendem? Aqueles que vêm pelos dedos, são um pouco chanfrados, não fazem muito sentido. O provável é que sejam mais inteligentes, mas de acordo com os vossos padrões (do consensual, não individuais) aqueles que vêm com as mãos, aqueles que tocam com os olhos, aqueles que utilizam outros órgãos do corpo a fim de ver, cheirar e tocar, ah, não os aceitam. E vocês fecham as portas à imaginação, negam-na como o têm feito, excluem o equilíbrio enquanto sentido; é suposto terem equilíbrio, serem equilibrados – o que significa conformar-se aos padrões aceites, enquadrar-se na perfeição numa realidade consensual, não abanar o barco, ser moderado em todas as coisas (ser equilibrado, sem dúvida, ou invisível em tantos aspectos) o sentido mudou tanto que quem apresenta sentidos não habituais...
Portanto, vocês calibraram os vossos lobos temporais, limitaram os vossos sentidos àqueles com que estão familiarizados, limitaram até mesmo a sua expressão a certos órgãos específicos, e em muitos aspectos cerraram os centros chakra, tudo quanto são os vossos dispositivos de medição – os lobos temporais, os chakras, os sentidos habituais são os dispositivos que usais. Assim, vocês não têm percepção dos espíritos da natureza no seu veículo, na sua forma corporal. Têm percepção da natureza e sabem que possui um espírito mas deixam isso para os poetas. Todavia, aquilo que partilhais, o que todo o mundo partilha no vosso Além, são outros espíritos da natureza, o próprio Espírito da Natureza. Mas quando conseguirem abrir-se à experiência dos espíritos da natureza (não têm que os experimentar a todos) mas quando conseguirem abrir-se à experiência dos espíritos da natureza, conseguirão entrar nesse espaço intermédio, um limiar, um portal, um espaço liminar. Mas há mais do que esse limiar; isso é mais vasto que todos os mundos contidos nele. Quando conseguirem abrir-se para com os espíritos da natureza (o que não quer dizer que tenham que ver os gnomos e as ondinas e as salamandras). A experiência não está limitada ao que os vossos olhos conseguem captar.
Continua
Transcrito e traduzido por Amadeu António

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

SEMENTE DE FÉ - MARK PROBERT



A EXTRAORDINÁRIA ‘SEMENTE’ DA FÉ
Mantém a fé em ti mesmo, no sentimento que tens pela vida. Não te permitas ficar apavorado com respeito aos teus juízos. Se tiveres algumas dúvidas, volta-te para aqueles que confiam e ficarás bem. É para isso que os humanos têm amigos. É por isso que há tantos de nós na existência que necessitam uns dos outros. O homem não podia encontrar uma consciência maior na existência, que ele próprio. Quando ele pela primeira vez despertou do seu estado animal ele não sabia que era um animal, ele era um autómato. Então, subitamente, acudiu-lhe a Luz (de repente, ou seja, passados milhões e milhões de anos) pelas experiências por que passou, criando diferentes formas que passou a habitar, ele finalmente chegou à ideia da forma de um pau com uma bola no topo (RISO) E então começou a cantar aleluias; porém, não antes.
Pergunta: No primeiro capítulo do livro subordinado ao Saco Mágico, (Magic Bag) faz-se menção à existência de dois estados de consciência. Qual a razão dos dois estados distintos já que fomos todos criados iguais?
A Bíblia fala-lhes da queda do homem. Pergunta – terá ele caído sozinho ou terá sido empurrado? (RISO) Conhecendo a natureza humana, acho que devemos pensar que fomos empurrados! Quer dizer, ele não o fez, alguém mais o terá feito; ou deuses, ou demónios, ou o vizinho do lado, porém, “não fui eu, eu não o fiz”. Não existem dois estados separados de consciência, mas vós hipnoticamente sugeristes um mundo diferente. Eu construo um mundo que constitui uma vibração diferente da de algum outro anterior. Agora sou o criador - eu sou. Crio sempre à minha imagem e semelhança. A consciência superior em mim disse: “Não, não faças isso; arrepender-te-ás no dia em que o fizeres.” Mas eu, este desejo criativo presente em mim, obcecado por isso, eu precisava criar, por me encontrar nesse estado de consciência. Não indaguei acerca do preço a pagar nem me importaria se tivesse sabido desse preço. Não me teria detido, por essa ser a natureza do criar. Assim, terei caído? Serei eu, homem, um pecador? Claro que não! Agi segundo a minha natureza.
Ah, meus amigos, como é que podemos torturar-nos tanto com a culpa em relação a algo que não fizemos nem fazemos? Nos fazemos aquilo que nos é natural fazer. Mas depois há uma certa quantidade de nós que fica envergonhada, por não sabermos o que fazemos, e ao não sabermos, contraímos sentimentos de culpa. Alguém que crie (a ideia de) um deus é acometido de imediato por sentimentos de culpa, por saber que os deuses são sempre superiores.
Comentário: Caso se mexa ele será condenado.
Se se mexer, ah sim, será imediatamente condenado. Qualquer acção que exerça representará imediatamente um mal, qualquer que seja. Portanto, o deus cristão está a dizer-lhes: “Homem, como te atreves a viver; como te atreves?”
Comentário: Nós não percebemos que criamos essa condição e que seríamos castigados; nem que fosse tão só passar para o passo seguinte.
Claro que não. É verdade. Vejam meus amigos, não acham que se o ser humano é tão grandioso quanto digo que seja (e estou certo de quem muitos de vós aqui presentes acreditarão que o seja) não pensam que ele teria visto através dessa rede de pesca dos falsos conceitos? É tão puro quanto o melhor tipo de seda.
Uma vez mais volto à vossa Bíblia e ouço o homem Jesus a dizer: “Eu não vim trazer paz ao mundo, mas a espada.” Lembram-se disso? A espada do quê? Estão a ver, os descrentes atacam isso e dizem: “Estão a ver o tipo de Deus que têm? É a mesma velha história do deus enraivecido que está sempre com vontade de matar.” Só que essa espada é uma espada que corta, que nos retira a impureza, a consciência inferior; separa-a de forma a podermos ver. É uma espada com que atacar o inimigo, a consciência inferior. “Eu vou preparar um lugar para vós. Na casa do meu Pai há muitas mansões; eu vou-lhes preparar um lugar.” Quererá dizer que Jesus ia preparar um local? Não. Mas Jesus disse que o que quer que tivesse que morrer na cruz, deveria morrer, caso o Cristo precisasse preparar um lugar para nós. Porquanto o Cristo é a Luz, e a Luz é o Eterno.
Pergunta: Yada, se nada há início nem fim, onde foi que os seres humanos foram descobrir essa ideia?
Lembram-se de eu ter falado há pouco da não existência de um vazio em parte alguma em toda a natureza, o que quer dizer que não há começo nem fim? Bom, existe um vazio - o único vazio real que não tem existência em parte alguma, excepto na vossa cabeça! (RISO) Mas assim que reconhecerem que esse vazio consiste em coisas sem fim, então perceberão que não existe vazio nenhum. Mas, para responder à questão, aquilo que é chamado ‘tempo’ presta-se ao surgimento de começos e de fins. Bom, que é que isso quer dizer, ‘pelo seu surgimento’? O único surgimento do tempo que podem encontrar assenta no movimento. O que quer que puserem em movimento representa algo chamado matéria, ou energia, ou o que desejarem chamar-lhe. Só assim poderão ter conhecimento do tempo, não será? Estará aqui alguém que tenha uma resposta melhor?
MOVIMENTO. A natureza do movimento, aquilo a que chamais movimento tridimensional, o ser humano fica com a sensação de que as coisas estejam a derreter e estejam a ser recriadas para voltarem a derreter. Num certo sentido é verdade que o mundo da matéria se materializa e desmaterializa a partir do corpo da Luz, da Eterna Luz da Criação. Foi aí que os seres humanos foram buscar a ideia de começos e de fins. Parece que uma criança nasce; parece que ela permanece. Mas o tempo passa e ela envelhece e continua no mundo, quando na verdade, o seu tempo encurta cada vez mais. Espantoso!
Mas agora imaginem como podemos - nós que sentimos o impulso por sabermos um pouco acerca da vida - como podemos chegar a sentir-nos espantados quando começarmos a descobrir aquilo que buscávamos. Começos e fins têm lugar na nossa cabeça. Acreditamos em começos e fins. Pegamos numa semente e plantámo-la no solo, e o agricultor que for esperto vai tratar da sua vida depois de ter plantado a semente, por saber que a terá plantado no solo adequado, de modo que prossegue com a semeadura, e não vai andar a inspeccionar cada semente. Já o insensato, tudo quanto plantar, voltará atrás a cavar e a cavar a ver como se está a processar o crescimento em condições.
Sabem por que razão a borboleta se torna numa criatura magnífica? Por não ser uma borboleta mas uma lagarta; tem a ideia de tal modo concentrada na (texto em falta) que não pensa em mais nada. Isso dá um ser perfeito (texto em falta) lagarta. Isso representa a verdadeira felicidade. Depois vem um tempo em que se transforma numa larva. Nesse estado, envolta num casulo, não quer saber de mais nada nem se interessa pelo que foi nem com o que vier a ser. Isso, uma vez mais, é o que torna a pequena larva perfeita. Agora, podem cortar e abrir a larva e não verão nada que se pareça com a lagarta que foi, nem com a borboleta que virá a ser, nada em absoluto. Apenas um líquido descorado. Não será isso espantoso? Mas encontra-se lá tudo, a borboleta, a lagarta e a larva. O abençoado ‘três em um’ encontra-se precisamente ali. Então subitamente sucede um tempo em que surge essa pequena criatura mágica do saco mágico (texto em falta) e vive na perfeita consciência de borboleta. Assim, tudo quanto necessita é de um dia - um dia. E o tempo necessário para ser aquilo que sempre foi é a eternidade.
Mas vejamos o carvalho, como chega a ser enorme. Mas passa-se algo muito estranho - vocês apenas colocam a semente na terra - de onde é que esse carvalho sai? Toda aquela substância... Numa das suas fases do crescimento podiam pegar nela e com o dedo podiam tê-la empurrado pela terra adentro. Verdadeira magia. Nesse Saco Mágico chamado bolota encontra-se a floresta toda. Uma eternidade de florestas, por na Luz se achar presente um símbolo (ideia) a que chamais árvore. Enquanto se achar presente esse símbolo da árvore na Luz da Criação, as árvores fluirão para a Terra. Enquanto esse símbolo do homem existir, essa forma do homem virá à Terra. Destruam o símbolo e isso representará o fim da espécie.
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A NATUREZA DO ESPAÇO
...A grandes passos do desígnio, de modo que aqueles que prosseguirem no viver, na Terra, vão até ao espaço. O homem irá para fora. Ele não se irá ficar pelo sistema solar, mas prosseguir. Ele irá para o espaço exterior. Ele descobrirá uma coisa espantosa que para ele será o facto das profundezas do espaço representarem as profundezas da consciência humana.
Muita gente, em especial os cientistas e aqueles que se interessam pelos estudos da astronomia e da física, essa gente tem uma tremenda sensação sobre o que é chamado espaço. A mente sem instrução pensa que o espaço seja infinito, interminável, que prossiga para sempre e mais um dia. Mas essa não é a natureza do espaço. A Criação curva-se sobre si própria, o que quer dizer que o espaço se curva sobre si próprio.
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BUSCAR E ENCONTRAR
Enquanto perseguirem a felicidade não a encontrarão, jamais a encontrarão. Não será verdade? Pensem nisso quando estiverem em busca dela. Só a obtemos quando deixarmos de a buscar. Isto poderá soar, de certa forma, a paradoxo, mas noutros aspectos poderá soar a conversa fiada. (Riso) Agradam-me as expressões do Americano. Conversa Fiada soa ainda melhor que paradoxo. Mas agora que o disse, pergunto: "Que quererão dizer com o termo felicidade?"
Comentário: Ter conhecimento da própria mente. Não culpar ninguém; sermos mais nós mesmos; não querer nada. Creio que sim, que esse seja o meu problema, não saber exactamente o que quero tão pouco. Suponho que seja essa a dificuldade, não saber o que eu própria quero.
Então, mais ninguém to poderá dizer. E porquê? Por não te conheceres. Mas, se to pudessem dizer, não serias capaz de o saber, de o compreender. Antes de obtermos informação sobre uma coisa útil precisamos ser capazes de compreender aquilo que obtemos. O que quer dizer que precisamos ter experiência sobre a qual essa informação possa ser apresentada.
Pergunta: Como poderei começar?
Já começaste há muito tempo, antes mesmo de nasceres, mas não sabias disso. Não tiveste conhecimento disso por não teres tido do que querias dizer com o termo 'felicidade'. Eu falo em felicidade e se passar os olhos pela sala poderão ter a certeza de que cada pessoa lhes dará uma ideia diferente do que o termo significa para elas. Mas, vocês entendem, como poderão encontrar felicidade vivendo no mundo físico? Consideremos isso. Como poderemos ter felicidade no mundo físico quando não sabemos o que esperar aqui? Muitas vezes chegamos a sentir ser o que eu afirmei há pouco, marionetas. Encontramo-nos à mercê do que parece um mestre de marionetas destituído de emoções, indiferente. Uma marioneta à mercê de um mestre de marionetas que não conhecemos. Entendem, a marioneta tem tanto conhecimento da existência de um mestre de marionetas quanto o ser humano tem conhecimento da existência de um Deus. Não o sabemos. Não tem qualquer compreensão. Não pode ter. Como poderemos entender que dois vezes dois sejam quatro se não soubermos o significado da palavra quatro? Assim, dizemos: "Quem no-lo poderá dizer? Aquele que mo conseguir dizer imediatamente se tornará no meu 'deus', na minha fonte de toda a compreensão."
Até que a marioneta possa despertar para o facto de que é o mestre das marionetas, ele continuará a debater-se no mundo das marionetas sem saber porquê nem o que o comanda. Encontra-se à mercê dos caprichos do que chama de destino. Não estou a escarnecer de vós mas estupefacto com aquilo porque passei. Levou-me algum tempo a despertar para o facto de que sou o mestre das marionetas. Somente então deixei de brincar apenas para me divertir e observei os movimentos fúteis
Comentário: Não podemos ter conhecimento de sermos o mestre das marionetas até que comecemos conscientemente a agir com conhecimento, e quanto mais agirmos conscientemente, mais tomaremos consciência de sermos o mestre das marionetas. Isso não acontece de repente, acontece?
Claro que não, mas parece fácil, não é? Quando explicado soa fácil para quantos compreendam a explicação.
Pergunta: Posso dizer uma coisa?  A aceitação e o ajustamento não andam de mão dada e não conduzirão à felicidade?
Claro , exacto. Se não aceitarmos e não nos dispusermos a ajustar-nos...
Comentário: Não é comprometimento.
Não, se se comprometerem, estarão de regresso ao início. É a aceitação, a reflexão inteligente.
Comentário: Não significa covardia, mas uma enorme luta para alcançar essa aceitação.
Não. Exactamente. A título de exemplo desse tipo de aceitação, existiram grandes mestres na China e na Índia e em muitas partes do mundo, verdadeiros gurus na verdadeira acepção da palavra, cujos corpos físicos tiveram estruturas físicas muito más e que sofreram doenças terríveis. No entanto esses seres habitaram nesses corpos por anos a fio, torturados pela dor, e de repente alcançaram a capacidade de se alçar acima da dor. Não há quem entre nos portais da matéria que se livre da dor. Quando se domina o mundo da matéria está-se livre; mas, como dizia antes, há um preço a pagar. Estão dispostos a aceitar?
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O SENTIMENTO E A BUSCA
Meus amigos, é na esfera do sentimento que encontramos harmonia uns com os outros; que permutamos esses sentimentos por meio do sentimento chamado amor. Pensem nisso. O AMOR NÃO É UM CONTACTO FÍSICO. Essa coisa chamada amor vem a nós (quer dizer, entre o homem e a mulher; refiro esse tipo de amor que se acha presente exactamente aqui) quando é real, vem antes de existir qualquer relação física muita vez. A relação física então vincula-o e confere-lhe vida, energia para crescer. Meus amigos, a busca da Verdade é coisa pessoal. Não se preocupem com (...) o que qualquer outra era tenha pensado. Vós sois quem busca. Busquem e nada receiem. Prossigam com cuidado à medida que buscarem e se tiverem que descobrir que a vossa luz deve ter brilho, então tenham cuidado com a forma como a irradiam aos olhos dos outros, por poder somente cegá-los e levá-los a atacá-los com receio. Sabem, quando se está adormecido, quando mais adormecidos estiverem, se os despertarem repentinamente e lhes apontarem a luz aos olhos, isso levá-los-á a não perceber que estão a fazer isso em seu benefício. Eles atacá-los-ão e chutá-los-ão! O ser humano ainda carrega o animal em si, o animal perverso. Não há animal que seja tão perverso quanto o humano, quando ele é depravado. E porquê? Por o animal humano ter o poder de fazer algo que mais nenhum animal pode fazer, que é personalizar. Isso é uma coisa chocante, por ele personalizar com o vosso corpo e a vossa mente e ele matá-los-á. Vampirizá-los-á.
Se souberem que são diferentes a melhor coisa a fazer é não deixar que os outros pensem que sois diferentes. Protejam a vossa luz. Se a quiserem partilhar com alguém que achem que esteja a fraquejar no seu sono, então ponham-lhe a mão por cima ao abordarem-no, só um pouco de luz, por não possuir nenhuma.
Comentário: A menos que peça isso.
Esse é o momento. Mas mesmo aí, deem-lhe somente um pouco, até ele se acostumar a ela; até que ele penetre a sua mente e isso o leve a questionar: "Que é que detém essa luz? De onde é que ela vem?" Em vez disso, ele mostrar-se-á rápido - com as garras, os dentes e os punhos. Mas se lhe derem um pouco, dar-lhe-ão tempo para se admirar. Ele não se sentirá assustado nem apavorado. Passará a estar simplesmente agradavelmente interessado.
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AMBIDESTRIA
Pergunta: Porque serão algumas pessoas ambidestras? Terá a polaridade ou a encarnação num planeta diferente que ver com isso?
Não, não. Isso tem que ver com uma condição do cérebro que também representa uma condição do sistema nervoso. Há alguns que não chegam a ser verdadeiramente canhotos que foram levados a sê-lo. Os pais ou assistentes não terão percebido o que terá acabado por se tornar no que são, destros. Mas há quem seja ambidestro por causa do arranjo dos padrões cerebrais. A esses não deveis procurar mudar. Por ser natural na pessoa. Para aqueles a quem não é natural o provável é que descubram outros distúrbios na pessoa, distúrbios emocionais. Se chegarem a obter êxito na mudança de um canhoto numa pessoa destra, ele sofrerá distúrbios emocionais que caso contrário não sofreria. Agora, não lhes posso dizer como chegar a saber disso, mas poderão aprendê-lo e chegar a saber o que fazer no vosso mundo.
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ORAÇÃO, RECOMPENSA E CASTIGO
O HOMEM É O CRIADOR DO UNIVERSO
Boa noite, amigos. Eu trago-lhes o amor do mundo do espírito e o enorme respeito do ‘Círculo interior’. Eu entoei um mantra por vós há uns minutos atrás. Um mantra é uma oração. A oração é muito necessária na vida do homem. Mas é muito melhor se souberem o que a oração faz; se conhecerem a lei da oração. O homem busca eternamente conhecer a relação que tem com o que é chamado Deus. Todas as raças humanas ao longo da história do mundo, tentaram invocar um estado superior da mente que não ele próprio. Quando refiro ‘superior a ele’ não quero dizer separado de si, mas superior ao aspecto físico. Quantos de vós conhecereis o ‘superior’ ao vosso aspecto físico? Compreendem o que isso envolve? Faz-se necessário que o homem entenda isso. Que esse vosso ‘Eu’ é o vosso Deus.
Ao invocarem esse Deus estão a despertar o vosso estado superior de consciência. Não estão a orar a um Ser que se acha distante muitas milhas de vós; não estão a invocar um Ser que existe separado de vós, mas que SOIS vós. O homem precisa despertar para a compreensão; caso contrário não saberá em que consiste a oração. Aprenderá meramente a soletrar palavras, de que nada sabe. Porém, a história religiosa do homem não mostra que os sacerdotes das diversas religiões fizeram uma tentativa por esclarecer o homem para o facto de que ele é Deus. Portanto, até à actualidade, ele ainda crê que esse Deus seja algo que ele precise entender; que ele precise temer. Todos esses actos são realizados com base do facto desse Deus o estar a observar e de que o punirá por qualquer erro que possa fazer.
Será essa uma maneira inteligente de viver? Nós do Círculo Interno achamos que não. A bondade e uma vida de bondade representa simplesmente uma vida de sabedoria. É uma forma inteligente de vida sem esperar recompensas pelos vossos actos. Todas as religiões propõem uma recompensa pelo bem e castigo por aquilo que é chamado mal. Essa é a doutrina dos sacerdotes; mas não é um facto. Vós recebeis as vossas recompensas por qualquer que seja a acção. Recebem-na no acto. O homem precisa acordar para isso. Vós, todos vós, sois absolutamente responsáveis por tudo quanto tem lugar na vossa vida. Não podem esperar que mais ninguém arque com os vossos erros, as vossas responsabilidades. Este é o tempo em que precisamos perceber que não existe nada no que é chamado de ‘expiação’. Nenhum mestre grandioso veio alguma vez à face da terra que fosse capaz de arcar sobre os seus ombros com os vossos erros, mas o homem não perceberá isso até que chegue a compreender que ele próprio é um grande ser que possui uma grande herança.
Matéria! Que coisa é a matéria? De onde vem a matéria? Como é que essa matéria toma forma, contornos ou o que desejarem? Por acção de que vontade, de que querer? Por vós próprios. Podeis pensar para convosco que estas coisas não sejam verdade; que possivelmente não poderiam ser os criadores deste vasto universo e dos muitos universos que têm existência no tempo e no espaço, mas creiam-me, amigos, vós sois, em definitivo. É a vossa consciência, é o vosso estado de consciência e por esse estado de consciência vós viveis, vós criais. Mas o homem, o que me inclui a mim (o facto de me encontrar no plano de consciência em que me encontro não me exclui do que é chamado natureza do homem). O que quer que formos – nos diferentes estados de consciência - damos por nós a construir esse mundo. Agora perguntava-lhes se desejarão debater alguma coisa do que disse. Terão alguma objecção de uma forma ou de outra? Têm o direito a expressar-se caso o desejam. Nós não afirmamos conhecer tudo, por acontecer que não nos encontramos no estado físico e químico da consciência. De forma nenhuma. Não existe começo nem fim. Vós sois o começo e o fim.
Pergunta: Se somos criadores, como é que somos capazes de criar qualquer coisa mas não conseguimos criar uma haste de relva, uma montanha ou uma árvore?
A montanha, a árvore ou a haste de relva faz tudo parte do universo. O grão de areia, o vosso estado de consciência tornou-o naquilo que ele é. Vós criastes a haste de relva. Possuís o que é chamado cinco sentidos, é isso que supondes que tendes – cinco sentidos. É igualmente suposto que o homem não pode conhecer nada para além desses cinco sentidos. O ‘Eu’ não precisa depender do físico em absoluto. Enquanto não souberem que possuem mais do que cinco sentidos, não os terão. Actualmente os cientistas alegam ter descoberto ou chegado a crer, após muitos anos de estudo e da aplicação daquilo que estudaram, na existência de uma coisa como a telepatia. Que coisa será essa telepatia? Como é que funciona? Será por intermédio de algum dos cinco sentidos? Não é, não senhor. Será que pensamento viaja numa onda de um cérebro para outro cérebro? Será essa energia uma força? Não é – apesar de no futuro vir a ser medida enquanto energia, no entanto não o é. Essa é somente a aparência tridimensional. Nós falamos muito no que chamam de tempo e espaço, e afirmamos que é coisa que não existe; aquilo em que tendes aqui a vossa existência não é espaço, mas consciência.
Se estudarem e fizerem uma comparação entre o mundo dos sonhos e o que chamais de estado de vigília na realidade (hmm, realidade; falarei disso mais tarde). Nos vossos sonhos tendes espaço, tempo, coisas, não é? Não será assim? Então, como será isto diferente daquilo? Bom, se chamarem a isso espaço e tempo, terão alguma coisa com que comparar esse espaço e tempo? Não, é consciência. Tudo quanto acontece quando enviam um pensamento a outra pessoa é o facto de expandirem o vosso estado de consciência.
Amigos, é extremamente difícil traduzir isto na vossa língua, por qualquer língua falada, estas grandiosas verdades da vida. A maior parte do que o homem ouve com respeito à vida é patranhas, de modo que não chega a obter uma oportunidade de compreender. Porque os vossos ‘grandes’ mestres religiosos não querem que saibam da verdade; porque se souberem, deixam de ganhar o dia. Se chegarem a perceber a grandeza que lhes assiste, isso representará o fim do sacerdócio. Eles deixarão de construi templos, e não gastarão mais o vosso dinheiro na construção desses vastos templos em que o Cristo é adorado. Nenhum verdadeiro mestre deseja que o homem passe fome enquanto constrói templos para si. O homem está a erguer-se da era das trevas, está progressivamente a alcançar a luz. E irá continuar, e todas as demais coisas que lhe não são necessárias ao desenvolvimento terminarão seguramente. E só quando o fizer, o homem descobrirá a sua verdadeira liberdade, o seu verdadeiro paraíso e a sua verdadeira natureza.
A haste de relva, a montanha e a árvore – não verão essas mesmas hastes de relva, essas montanhas e árvores nos vossos sonhos? De que são elas feitas? Quem as terá feito? VÒS! Quando chegarem a perceber isso, então terá conquistado a sua paz e o seu paraíso na terra, e não antes. A vossa Bíblia Cristã diz-lhes que são responsáveis pelo vosso irmão, e sois – mas não podeis entender o que um guardião significa por completo até que cheguem a compreender a vós próprios.
Pergunta: Será isso que Cristo queria dizer quando disse: “Eu e o meu Pai somos um só?”
Exactamente, minha cara senhora. “Por mim, nada faço, mas unicamente através do meu Pai que está nos céus eu faço estas coisas.”
“Céus”, “Pai”! Talvez se admirem de haver tanto sofrimento sobre a terra. Eu podia dizer muita coisa com respeito ao homem e ao seu aspecto religioso, mas considerem-no na multiplicidade de aspectos que o caracterizam e descobrirão muita crueldade. Que é que supõem que produza tal coisa? É unicamente por ele não se compreender a ele próprio que ele se detém por aí. Supõem que se amarem de verdade o vosso irmão o poderão ofender? Mas esse é o único pecado que o homem pode cometer, ofender o seu irmão. Se não aprenderem a viver correctamente estarão a prejudicar o vosso semelhante quando se prejudicarem, por vocês serem o próximo. Sintam-se livres. Medo – o homem precisa erradicar isso da sua natureza. Que têm vocês a temer? Exactamente o quê?
Actualmente falam sobre a guerra atómica. Ameaçam uma nação e outra ameaça-os com a destruição do pior tipo. Deixem que lhes assegure que o homem não pode ser erradicado da face da terra. Têm-se dado algumas das maiores catástrofes que têm abalado a Terra de uma ponta à outra, e no entanto a vida prossegue. A vida é a força criativa e não pode ser destruída. O homem está somente agora a despertar para a sua grandeza, está a alcançar a luz da compreensão Porque deveria ele temer ser aniquilado da Terra? Isso não pode acontecer. E a perda do corpo físico não é nem de longe a pior coisa que pode acontecer ao homem. Mais tarde ou mais cedo cada um de vós deixará de estar no plano terreno. No que chamam de ‘tempo’ farão a transição a que chamam morte. O que temem mais é a mudança – a mudança para um estado superior de consciência, uma consciência maior e mais expandida. A vossa felicidade reside exactamente aí, assim como a vossa infelicidade. Levarão isso quando forem, quando procederem à transição. E por aquilo que tiverem feito vivereis nesse outro estado de consciência em que eu vivo. Por aquilo que pensarem estabelecereis vós as vossas leis. Quanto mais cresce a civilização maior a tensão. O homem precisa primeiro aprender a relaxar o corpo físico. Precisa aprender a entrar no que é chamado ‘meditação’, porque só dessa forma compreenderá ele o que o céu realmente é. Somente então ele saberá o que é o paraíso. Que terão a dizer acerca disto?
Pergunta: Será preciso que o homem desça até à escuridão e ao caos antes de alcançar a luz?
Não, não é necessário. A necessidade da ocorrência disso depende da compreensão que o homem tiver. Se os líderes da vossa nação e de outras nações não tiverem compreensão e vós, o povo, vos sentardes na ociosidade e não tentarem nada que impeça a ocorrência dessas guerras, naturalmente colherão o resultado da vossa falta de acção., por na não acção se achar patente muita acção, acreditem! A vossa nova bomba a que chamam bomba de hidrogénio – se isso for largado na Terra provocará uma tragédia terrível sobre a vossa Terra. Incinerará a vossa atmosfera até ficar numa massa ardente, numa massa incandescente; mas isso não quer dizer que a terra toda venha a ser destruída. Isso poderia ocorrer numa parte da Terra, mas a acção contínua – ou aquilo a que chamam de reacção em cadeia – poderia ser interrompida. Não quer dizer que viesse a consumir todo o oxigénio na Terra Não. Se for largada junto à água – sobre um dos vossos grandes oceanos – é provável que evapore esse oceano. Mas se for largada em terra, emitirá vastas nuvens de poeira que com o tempo se instalará na terra e isso resultará numa radio actividade, e poderão adivinhar o resultado. Que beneficiará qualquer nação do uso de tais armas? Não poderiam ganhar nada. Se o vosso país largar essa arma terrível em algum outro país, isso tornaria esse pais tão impróprio que mais representaria um dano para o vosso país e vice-versa. Quando outra guerra eclodir, acreditem no que lhes digo, eles não recorrerão às bombas atómicas. Eles enterram enormes fortunas nelas, mas não as irão utilizar. Hoje, só a vossa América detém a luz, e se essa luz se apagar, ela apagar-se-á pelo mundo todo, e não levará centenas mas milhares de anos até que o homem reencontre o caminho de volta para a condição de que goza hoje.
Pergunta: De que modo uma catástrofe dessas afectaria o mundo do espírito em que se encontra?
Enviaria para o nosso mundo, conforme todas as guerras o têm feito, enormes hordas de almas despreparadas. Tornaria o nosso trabalho quase impossível de levar por diante. Levaria àqueles que fossem remetidos para o meu mundo centenas e até mesmo milhares de anos a despertar. Eles haveriam de renascer no mundo físico de novo muito rapidamente, exactamente como acontece hoje e acontece após cada guerra: dá-se um enorme influxo de almas para o vosso plano terreno.
Se o homem se esforçar por passar somente do plano terreno para o astral e voltar a este, tudo bem. Ele dispõe de muito tempo e pode prosseguir por tanto tempo quanto desejar sofrer assim. É por isso que os grandes mestres como o Mestre Cristo veio ao plano terreno a fim de instruir o homem sobre a sua grandiosa herança, de o salvar da sua terrível condição de passar do material para o astral inferior e de regressar de volta ao material, por existir exactamente tanto sofrimento aqui quanto no plano físico. Não pensem que a morte os livra do sofrimento, porquanto o vosso sofrimento não é uma coisa física de todo. O corpo físico-químico não possui qualquer sentimento. É matéria. É a mesma coisa que isto (bate na mesa). Aqui (aponta a cabeça) é onde o sofrimento ocorre.
Talvez alguns de vós numa certa altura ou outra das vossas vidas tenham feito alguma coisa que a vossa mente lhes tenha dito que não deviam fazer, e isso lhes tenha causado uma enorme agonia. Não é o corpo físico que é afectado. Ninguém lhes está a tocar. Porque sofrem? Por ser aqui que o sofrimento tem lugar (aponta a cabeça). Mesmo quando o corpo físico-químico sofre, a dor não tem lugar na matéria mas na mente. Hoje vocês têm drogas com que se entorpecem (põem a dormir) de modo a não sentirem a dor. Vocês aplicam essas pastilhas à parte que dói, a fim de que essa zona do corpo deixe de doer? Não – colocam-no no sistema nervoso que opera através do cérebro físico. Ele encerra o canal que dá para o “eu”, a mente, o self, de modo que não padeçam. O homem não é um ser físico-químico; ele só assumiu esse tipo de forma por poder estar em relação com a matéria físico-química.
Bom, não vou ficar por muito tempo. Há outros que desejam usar o corpo do rapaz para falar.
“Eu queria apresentar cumprimentos da parte da minha amiga, a Miss Rose, que se deve encontrar quase na Índia já, e queria perguntar se olham por ela,” observou uma convidada.
Sim, olhamos sim, e eu ia dize-lo antes do falares. Estou certo de estabelecermos um contacto com ela em Bombaim. Também ficaremos felizes, estamos ansiosos com o experimento e tu faz o favor de lhe dizer que lhe enviamos as maiores bênçãos de Deus
“Posso perguntar mais uma coisa?” observou a convidada. “Vocês andavam à procura de um canal em Nova Iorque que apareça. Há algum tempo perguntei-lhes e vocês responderam-me que iriam descobrir se existe algum canal que pudessem usar em Nova Iorque.”
Há uma senhora em Nova Iorque com quem temos vindo a experimentar a ver se podemos falar através dela – uma senhora pequena e de cabelos grisalhos - e assim que tivermos alguma certeza de a podermos usar dir-te-emos quem é e onde vive. Mas, por favor, não te esqueças de transmitir a nossa mensagem à senhora que está em Bombaim.
“Obrigado, Estou certo que ela estará a pensar em nós. Ela chegará lá dentro de três dias. Muito obrigado,” disse a convidada.
Mas antes de me ir eu quero dizer que quando pela primeira vez vim eu invocava o Deus Ka. Conforme muitos de vós sabeis, ele é conhecido na vossa presente civilização como um Deus Egípcio, mas é o Self, o Eu, o espírito ou o Eu Superior do indivíduo. Eu cruzo os braços assim (cruza os braços) e digo E-NA-DA! E-NA-DA quer dizer o corpo do desejo. Peço protecção contra qualquer estímulo externo que afecte ou comova ou sugestione o corpo do desejo em demasia. Na minha antiga língua E-DA-DA referia-se ao corpo da morte. ‘E’ significa o; ‘NA’ é força; ‘DA’ é a morte; mas também quer dizer vida, por não existir morte alguma. Estendo as minhas bênçãos à vossa casa.
“Boa noite, Yada, e muitíssimo obrigado,” responderam todos.
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O ASTRAL – UMA RÉPLICA DO MATERIAL
ALFRED LUNTZ (O original contém palavras em falta)
Vamos desfrutar de um pouco de jovialidade esta noite. Toda a gente parece estar a conter o fôlego. Eu ia falar sobre a vossa televisão moderna. Quando o ‘rapaz’ (Mark) esteve no estúdio de televisão, alguém o qui introduzir num programa semanal. Não seria bestial? Eu não consigo imaginar-me no papel do que vós Americanos chamais de ‘genial’. Não acho que o comediante á tenha ficado muito entusiasmado acerca do que temos a dizer. Nós do ‘Círculo Interno’, conforme dissemos, percebemos a posição em que vocês se encontram. Estou certo de que vós compreendeis a nossa situação. Não podemos vender este trabalho por tal preço.
Irene: Estou certamente agradecida por ter explicado exactamente aquilo que esperavam de si.
Eles queriam que eu me mostrasse mais comercial; por vivermos num mundo comercial, e porque não haveria eu de poder descer até ao seu mundo e deixar de me jactar tanto? Não nos opomos que comercializem tudo, e estamos certos de que eles receberão na mesma moeda. Mas não podemos permitir-nos tomar parte disso. Nós, do Círculo Interno, não nos podemos desviar do nosso propósito. Este trabalho é da maior importância e temos feito uso da energia não só do ‘rapaz’ como da tua, também. (...) no desenvolvimento do seu corpo físico para este tipo de trabalho, e só estaríamos a jogar em falso em relação aos nossos ideais e ideias quanto ao que planeamos fazer. Por isso, se não se importam, evitaremos a área da televisão.
Irene: Então, está bem.
(Dirigindo-se a Harriet Foster) Sabemos como tens sido paciente e leal; o quão duro tens trabalhado todos estes anos para levar este trabalho ao seu mais elevado grau. Acredita em mim, minha querida, nós estamos a esforçar-nos no nosso trabalho, porém, não menos que tu.
Harriet: Fico feliz e satisfeita por ouvir as suas gentis palavras. Eu aprecio o trabalho, mas por vezes tenho receio de não conseguir as coisas exactamente como deviam ser.
Tu és uma perfeccionista. São os teus nervos que te tornam assim. (...) bumerangues em ti, como todas as coisas em que põem demasiado esforço. Deverei continuar a falar de coisas semelhantes ou deverei escutar-vos. Por vezes fico um pouco aborrecido por escutar a minha própria voz.
Convidada: Gostaria de sugerir um tópico. Quer falar sobre a vida no seu mundo em vez da vida no nosso mundo?
Receio poder deixar-te desapontada. Com isso refiro-me ao facto de te poder mostrar que, muito embora suponhas que o meu mundo seja amplamente diferente do vosso, não é. No estado de consciência em que me encontro existe praticamente um duplicado do vosso mundo. Possuímos vastos centros de aprendizagem de todo o género. Temos muitas igrejas diferentes, uma infinita variedade de clubes. Mas, como é que tudo isso tem lugar? Simplesmente devido a que, o que quer que o homem pense na terra, ele leva-o consigo e prossegue desse modo. Sabem que o corpo mental que alguns chamam de fantasma é tão sólido para esse estado de espírito ou faixa de vibração quanto o vosso mundo? Vocês não vão encontrar nada que seja fora do vulgar, nada de estranho nem nada de incrível. Hão de progredir, mas o progresso que fizerem será feito por meio da compreensão de que estas coisas não são as coisas necessárias ao vosso crescimento. Enquanto acreditarem que precisam ter uma igreja especial, um clube especial, uma coisa especial assim ou assado, hão de tê-la. No meu mundo vocês podem fazer precisamente aquilo que estão a fazer no vosso mundo físico-químico.
Convidada: Se aí fossemos hoje poderíamos conhecer o Círculo Interno?
Bem, minha cara, do vosso lado da vida vocês dispõem do vosso próprio estado de privacidade sempre que o desejam, não? Podem retirar-se para trás de uma parede, não é? Também do meu lado há quem saiba que aquilo que parece uma parede não passa de matéria mental, e para quem tem conhecimento disso a parede não mais constitui uma barreira. Contudo, Para podermos ter privacidade, estabelecemos uma vibração mental que actua com uma parede para quantos se intrometam quando não o desejarmos. Agora, as vossas paredes físico-químicas não são mais sólidas do que as paredes das casas no meu mundo. Mais do que isso, esta parede que vocês vêem neste compartimento, se compreendessem as leis da desintegração e da reintegração da matéria, e como controlá-la com a mente, podiam atravessá-la. Substância não é o que vocês supõem que seja.
Tem sido dito há muitos anos que um corpo astral ou um fantasma é composto por uma substância tão leve que consegue atravessar as vossas paredes por causa da leveza e ausência de densidade. Mas isso não é verdade. A estrutura atómica do corpo astral é muito mais densa do que a da matéria físico-química, muito mais densa. A sua densidade resulta da seguinte forma: No caso da matéria físico-química verifica-se uma radiação procedente do núcleo do átomo. Isso, em última análise, constitui radiação de calor. É a essência do átomo. Agora, quando o corpo físico-químico solta essa essência no que é chamado ‘morte’, o átomo astral perde uma enorme quantidade de calor. Por isso, a sua radiação diminui bastante e o campo electrónico decai na direcção do núcleo do átomo, ao solidifica-lo a um grau mais intenso, e ao torná-lo mais compacto. Nessa condição mais compacta ele é capaz de atravessar a vossa matéria físico-química passando pelo campo electrónico; e isso não perturba o átomo nem o campo de modo nenhum. Há aqui alguém que seja químico ou sinta inclinação para esse tipo de coisa que queira debater comigo algumas das coisas que afirmei?
Convidado: Sabe o que é verdade ou o que é ficção? Tudo é passível de debate mas a que conclusão chegaremos com o debate, se alguma de todo?
Nada para além da troca de opiniões. Jamais sabem quando podem descobrir que podem usar uma ideia.
Convidado: O mensageiro no Homero ou Platão, cobre umas 50 ou 100 páginas a discutir e nenhuma das partes chegou a algo de concreto.
Bom, posso fazer-lhe uma pergunta que creio que provavelmente já conhece? Que haverá a alcançar? Um encontro de mentes. Não há nada a obter nem local onde chegar. Já lá vos encontrais. Sempre falamos contra aquilo a que chamam apego, por se perderem na crença de que deva existir algum tipo de recompensa ou compensação para o que fazem ou deixam de fazer. Parece dominar constantemente o desejo de obtenção, mas não há nada a obter.
Convidado: O conforto físico torna o percurso mais tolerável, mais confortável.
Senhor, um certo tipo de conforto depende da pessoa. O que é importante e constitui um enorme conforto e alegria para si pode representar uma enorme carga para outros.
Convidado: Continue, se faz favor.
Não sei em que sentido deverei prosseguir. Se não tivermos nada a debater, então não o poderei debater consigo – posso? Você, estou ciente disso, é bem moderno no seu pensar. Percebe as coisas a uma luz melhor do que a de muitos.
Convidado: Conforme disse, encontramo-nos aqui hoje, e possivelmente amanhã ou no dia seguinte teremos desaparecido – não o sabemos. Daí que tentemos viver pelo melhor que podermos e fazer pelo melhor que soubermos. O meio em que vivemos é capitalista. Por conseguinte, é adequado que obtenhamos os confortos que nos livrem um pouco do desconforto para prosseguirmos pela estrada da vida. Deveremos dizer mais conforto físico como um automóvel, etc.?
Serão essas as coisas reais da vida?
Convidado: Como haveremos de o saber, já que a única coisa que encontramos na vida é o nosso próprio conforto?
Por vezes chamam-me desordeiro, por gostar de começar as coisas e depois me recostar e escutar os outros. O maior dos amores fenece quando não tem mais nada que o excite e estimule para poder prosseguir. Poderá pensar que ao dizer isso eu me esteja a referir somente ao mundo físico, mas não estou. Pode-se levar um grande amor para outros domínios da vida e manter a chama a arder, mas ela arderá suavemente e não com uma chama que queime. Bom, na medida em que a pessoa não conhece nada antes de nascer, eu podia debater isso consigo até à hora do amanhecer e deixar o ‘rapaz’ cansado e a si também. Mas, que será isso que fica cansado e que tinha conhecimento então e não tem agora?
Convidado: Sabe que há muitas coisas que não conhecemos. Nada direi senão arriscar uma opinião que é passível de ser considerada uma idiotice.
Que coisa será uma idiotice ou não?
Convidado: Aquilo que aos olhos do mundo não concordar com as opiniões que tivermos.
Se acreditar nelas, elas poderão ser falsas para dez mil outras pessoas, mas você está a viver a sua vida, e não essas dez mil vidas; assim, aquilo em que acredita é absolutamente verdade; não existe mais nenhuma verdade.
Convidado: Nada a alterar?
Nesse caso, senhor, você próprio altera-o.
Convidado: Aquilo que é verdade hoje não o é amanhã.
Precisamente, mas isso não leva ninguém a lado nenhum, por o homem poder sentar-se e discutir no sentido físico e tentar aplicar o quadro geral ao que disser, mas não o conseguirá por o quadro geral cobrir muitos estados e não só o físico. Porque vimos nós, poderá perguntar, aqui falar destas coisas quando estamos tão cientes do facto de que os maiores filósofos que alguma vez viveram à face da terra debateram tantas questões, e os irreflectidos dirão que não chegaram a parte nenhuma? Mas na verdade chegaram. Cada um chegou exactamente onde queria, ao que esperava. A verdade, qualquer que possa ser a forma que adopte aos vossos olhos, é a verdade. Vós falais nos vossos átomos com respeito à vossa matéria. No entanto, os vossos cientistas não sabem de onde ou como a matéria é produzida. Mais do que isso, eles não conseguem ver as partículas que compõem a matéria. Claro que sempre podem observar o movimento que essas partículas adoptam por meio das pequenas estrias de luz que deixam nas suas placas sensíveis. O homem só é um ser físico quando não se esforça por compreender mais que isso; tudo quanto conhece é que há algo que se move; o que essa coisa seja que se move ou quem a moverá, disso não tem a menor noção, de modo que se senta admirado sempre que algo de estranho acontece.
Convidado: Temos visto muito disso, não é mesmo? Estão a tornar-se numa ‘coisa batida’ (aludindo aos ‘discos voadores’).
Não é ‘coisa batida’ para a maioria. Muita gente na verdade sente ânsia, sente-se atormentada e alguma muito receosa, e à medida que essa coisa aumenta e essas naves aparecem, o provável é que se sintam em pânico.
No começo, algures por volta de 1946, mencionamos que essas naves que não deviam caçar essas naves, porque se o fizerem podem acarretar sarilhos. No entanto, um homem jovem e empreendedor decidiu caçar um e o resultado foi uma morte antes do tempo; a desintegração do seu avião em pleno ar. Prevenimo-los uma vez mais para não o fazerem. Se eu fosse um deles eu recearia vir até à terra. Amigos, essas naves vêem da condição chamada mundo etérico. Quando os vossos cientistas começarem a entender melhor as leis da vibração da matéria, começarão a admitir a possibilidade de uma civilização dessas. Tal civilização tem sido do conhecimento de muitas escolas do oculto mas tal não tem sido difundido entre as massas. Há milhares de anos que isso é conhecido. Todos os mundos, toda a gente que existe no espaço a que chamam planetas, estrelas, e tudo o mais, possui um corpo etérico, que vai justamente ao bem (ou mal) conhecido átomo. Por todo o espaço existe um estado chamado consciência. Não há lugar no espaço que não comporte pensamento inteligente. Agora, talvez alguns de vós tenhais ouvido falar das doutrinas que afirmam que o vosso átomo ou átomos materiais não se chegam a tocar. Contudo, no mundo etérico os átomos tocam-se. A forma do seu movimento é amplamente diferente da forma do movimento do vosso átomo físico. Terá algum de vós algo a comentar?
Convidado: Como haveremos de contactar esses seres etéreos?
Esses seres permitir-se-ão tornar conhecidos de vós no seu devido tempo; quando sentirem que estão a salvo.
Pergunta: Professor Luntz, queria perguntar-lhe que poderemos chegar a estabelecer contacto com eles por meio de símbolos.
Seria muito melhor se usassem uma forma de sinais por cores coloridas, e quando essas coisas forem observadas, tentassem dirigir esses clarões de luz sobre eles ou na sua direcção. Pelo menos seria um começo de modo a que saibam que sois menos de recear. A vossa bomba atómica provocou mais prejuízos do que podereis perceber. Atraiu mais atenção do que algum dos vossos cientistas poderá imaginar. Atraiu atenção ao longo de muitas milhas e milhas de espaço. Até certo ponto, criou uma brecha no cinturão ionizado que circunda a vossa terra. Agora, essa brecha pode ser sanada. Um outro erro, porém, é o que cometem quando largam uma dessas bombas na vossa terra e a primeira coisa que constatam é que essa rachadela aumenta. Isso irá deixar entrar na vossa terra tempestades de vento tão terríveis que o homem lamentará amargamente o dia em que a descobriu.
Harriet: Isso foi o que sucedeu na civilização Yu de que Yada nos fala, não foi?
Foi. Se acharem que isto não passe de conversa fiada, vão falar com uma das vossa mentes altamente avançadas em ciência e verão. Esta noite não estou a conseguir fazer o que desejara; esperava mexer com alguém a ponto de o levar a conversar comigo.
Amigos, não quero prender-me demasiado tempo ao ‘rapaz’; isso desgasta-lhe as energias. Precisamos extrair demasiado calor e energia dele. Não nos agrada fazer isso, mas antes que me vá, desejo dizer-lhes que, o que quer que suceda na vossa terra, quer nas vossas imediações pessoais ou gerais ou em qualquer outra parte da terra, não tenham medo, não entrem em pânico, não se atormentem; com uma atitude destas encontrarão segurança.
Irene: A minha filha está a ter alguns problemas de dores atrás da cabeça e vertigens. Gostaria que a visse.
Fazem-me o favor de me desculpar? Vou até lá a ver o que se passa de errado com a filha da Irene. Voltarei num instante. (Pausa) A pressão arterial dela encontra-se de novo baixa. Além disso, ela tem alguma vértebra fora do lugar, na espinha. Ela encontra-se sujeita a uma enorme tensão. Precisa aprender a relaxar, mas com três filhos parece-lhe impossível consegui-lo. Penso que tem alturas em que se pode deitar no chão com as pernas erguidas e os braços cruzados sobre o peito e relaxar durante quinze minutos por dia. Eu trataria de a levar a um médico competente que a examine, mas penso que irá descobrir que sofre de tensão baixa, o que provoca tonturas.
Amigos, não acho que consiga falar-lhes mais, espero voltar a vê-los a qualquer altura. Mas antes de me ir, digo-lhes que a coisa mais magnífica na vida está na busca da vida. Compreender isso é chegar a uma relação harmoniosa com o mundo em que vivem. Deus fique convosco.
 
Mark Probert
Tradução: Amadeu António