quinta-feira, 23 de março de 2017

VOZES XVIII

O DOUTOR STEPHEN WARD FALA SOBRE A SUA EXPERIÊNCIA E A CONDIÇÃO DE VIDA NO SEU PLANO
Rose Creet: Bom fale lá comigo.
Ward: Bom, eu acho que me tenho interessado por experiências, evidentemente, e tenho assistido a algumas palestras dadas aqui por almas de outras esferas que sabem muito sobre muitos aspectos da vida, embora com toda a franqueza de momento não esteja disposto a proceder a quaisquer alterações e me sentir particularmente feliz com o ambiente, e sempre seja interessante escutar comunicações de outras almas de esferas mais elevadas... E com toda a franqueza por vezes fico perplexo por todo o caleidoscópio da vida aqui ser tão intenso e tão extraordinário, que o tempo não existe no mesmo sentido que existe para vós. Num certo sentido nós medimos a passagem do tempo, só que não pela lua nem pelas estrelas nem pelo sol nem nada disso... Parece que a nossa vida é tão cheia, tão interessante... Além disso tenho conhecido gente tão interessante e tenho escutado alguns oradores notáveis e gente notável de outras esferas, que nos narram vários aspectos das suas vidas que é fascinante. Mas claro que percebo que eu próprio ainda não estou preparado para ir até lá mas também não o desejo, por me encontrar numa condição de vida que para mim é tão normal e tão natural e tão afortunada, tão tranquila e pacífica... E eu estou a assimilar tanto em tantos aspectos, para além de também me estar a expressar no sentido artístico e sentir tanto interesse pelo meu trabalho com respeito à pintura... por sempre ter gozado de aptidão para isso, e desde que aqui tenho estado tenho desenvolvido com uma maior intimidade, de modo que agora creio não estar a conseguir um mero sucesso, quer dizer o sucesso aqui não é como na Terra, no sentido material mas um aspecto estético, mas algo que brota de nós próprios e da realização de sermos criativos.
Mas depois, claro está, também me deixei emergir e interessar pela música e tenho assistido a grandes concertos dados por grandiosos músicos, e tenho escutado novos trabalhos e novas sinfonias, e algumas das orquestrações são de tal modo extraordinárias... Mas claro que o alcance que conseguimos é tão formidável aqui e os instrumentos usados são muito novos na medida em que evidentemente são instrumentos que são concebidos e criados aqui, por não termos as mesmas limitações que vocês têm.
Rose Creet: Que tipo de instrumentos têm aí? Os novos. Têm algum limite?
Ward: Suponho que num certo sentido, obviamente, exista um limite. Presumo que esse limite em certa medida seja condicionado pelo ambiente, pela condição de vida em que existimos, pelo conhecimento e pela experiência das pessoas interessadas, com respeito àqueles que criam os instrumentos e à queles que os tocam, e àqueles que compõem a música, claro está. Suponho que possamos dizer que sim, que existam limites, só que são limites da mente e da imaginação e da capacidade criativa, num certo alcance, se quisermos, da experiência ou num certo nível de consciência e aptidão... Por evidentemente perceber agora que vivemos num mundo ilimitado, e caso exista algum limite de todo, ou assim pareça, deverá ser em nós próprios, e passará por só conseguirmos entender até certo ponto. Mas se concebermos o facto que com efeito percebemos que esta vida é ilimitada, claro que toda a condição da vida e do ambiente em que nos encontrarmos atingimos determinado ponto... Por outras palavras, emergimos ou somos assimilados, ou assimilamos tudo quanto uma particular experiência nos puder dar, evidentemente, e aí o horizonte torna-se mais amplo e mais vasto e gradualmente evoluímos para uma nova condição, depois de termos absorvido tudo quanto a anterior nos tiver dado. Por outras palavras, não existem limites, e tudo quanto num certo sentido possa ter parecido estar limitado a um certo espaço-tempo. Mas tudo isso pode variar de acordo com o indivíduo. Certas pessoas são capazes de assimilar tanto num período de tempo comparativamente curto, enquanto outras precisam de períodos muito mais prolongados.
A condição de vida em que me encontro é de tal modo afortunada, e é um ambiente de tão completa e perfeita alegria que não consigo conceber, embora possa perceber, que possam existir condições tão sem limite muito para além dos meus horizontes. Mas a questão está em que não sinto qualquer necessidade de me expandir de momento para além... bom, do que estou a assimilar e a experimentar, por isto para mim constituir a minha vida. Mas percebo evidentemente que isto é apenas uma faceta, é apenas um pequeno aspecto de nós, da nossa evolução e da nossa existência, só que existe uma coisa extraordinária e maravilhosa com respeito a toda esta coisa aqui que nos deixamos emergir e nos sentido tão felizes com a condição em que nos vemos, em que conhecemos toda a sorte de gente, mentes grandiosas dotadas de interesses e desejos idênticos, assim como conhecendo velhos amigos que conhecemos no passado e fazemos novas amizades...
Gradualmente deixamo-nos apanhar de tal maneira pela forma de vida que em si mesmo se torna uma coisa extraordinariamente feliz que consigamos conceber alguma coisa para além disso, enquanto experimentamos e percebemos o tempo todo que comummente existam... que devam existir muitas outras perspectivas muito mais remotas, que evidentemente alcançaremos na altura devida, que não sentimos necessidade de correr ou de nos tornar exuberantes, o que não corresponde verdadeiramente ao termo, por nos tornarmos extremamente exuberantes. Por exemplo se tivermos assistido a um determinado recital aqui, ou um grandioso trabalho, é claro que somos presos nisso e ficamos exuberantes e vociferantes e reagimos a isso.
Essas são algumas das experiência significativas. É verdade que se diga que vivemos todos, numa certa medida, se quisermos, pela experiência, e isso adequa-se-nos e o seu ideal adapta-se-nos por tanto tempo que se torna em essência necessário. Há aqui tanta gente que também vem de outras esferas ou de outras condições de vida, presumo eu, por ser o que ouço, que de uma maneira ou de outra me dá a ideia, e eu expando a minha experiência e o meu conhecimento em muitos sentidos. Mas claro que tenho vindo a empreender um certo volume de trabalho com outros e nós temos um grupo, conforme vocês lhe chamariam, e nós muita vez vimos até à Terra inclusive, e ajudamos gente menos afortunada, ou aqueles que se encontram apegados à Terra ou os que passam para este lado e precisem de orientação ou de assistência ou de ser elevados, e nós conduzimo-los, se quisermos, a ambientes condicionais que sabemos os deixarão felizes.
Também sintonizamos o cumprimento de onda, se me for permitido usar tal expressão, ou consciência de outras pessoas que aguardam para os receber. Nós aqui temos abrigos ou pensões, locais destinados à recepção das pessoas são estimuladas ou onde recebem auxílio e uma compreensão das coisas que são necessárias ao seu reajustamento, porquanto certas pessoas levam um certo tempo a despertar ou a ajustar-se. Na realidade há quem, durante um certo período de tempo - eu emprego esta expressão do "tempo" mas precisam levar a coisa muito devagar, muito e facilidade, por as circunstâncias da passagem que tenham atravessado terem sido tais que necessitam de um tempo assim. Tudo aqui é empreendido naquilo que vocês chamam de ócio, mas ainda assim, e uma vez mais, depende uma vez mais do indivíduo. Mas suponho que num certo sentido seja verdade dizer que levamos um tipo de existência de lazer.
Não quer dizer que seja (...) ou retrógrada, mas nós assimilamos tanto, que por vezes ficamos o que vocês chamariam, suponho eu, "exaustos." Não se trata de uma exaustão real, que vocês entendem no sentido físico, mas assimilamos e compreendemos tanto e experimentamos tanto que então passamos por um período - não direi que seja um período de tempo, no sentido de... em que relaxarmos e repousamos ou... e de facto algumas pessoas dormem, só que não no sentido do termo que usam, de sono. Reparem, eu preciso empregar por exemplo, se ficarmos terrivelmente imersos em algo e ficarmos como que emocionalmente presos, sentimos um tipo de exaustão mental, suponho, e aí sentimos necessidade de descontrair, e podemos assumir uma forma de sono em que perdemos - ou assim parece - a consciência, depois do qual acordamos revigorados. Embora não tenhamos dia nem noite, nem aquilo que designam por “horas” que determinemos para dormir ou para trabalhar, temos algo que de certo modo é comparável, na nossa existência, na medida em que descobrimos... Se dermos muito de nós mesmos e nos prendermos demasiado em algo que seja considerado entusiasmante e depois forçarmos até determinado ponto, aí uma vez mais temos uma reacção e ficamos a precisar de descontrair e de repousar para voltarmos a erguer-nos em termos de energia.
Sabes, temos uma forma de vida aqui que em alguns aspectos é de tal modo similar à vossa, em que assimilamos tanto a partir da atmosfera. Esta atmosfera em que temos a nossa existência é tanto mais rarefeita. Nós respiramos, e suponho que num certo sentido possuímos pulmões e órgãos internos da mesma forma que vós, embora à medida que progredimos certos aspectos do velho corpo material desaparecem e descobrimos que determinadas coisas não mais são necessárias. Mas até onde posso dizer-lhes, nós possuímos uma atmosfera rarefeita e temos como que consciência de respirar, só que não é idêntica à mesma, por duvidar muito que seja como era na Terra. Mas temos ar, pelo menos o que aparenta ser ar; por outras palavras nós respiramos e exalamos. Quer dizer, isto é algo sobre o que creio que nunca ninguém falou.
Rose Creet: Mas a mim parece-me extraordinário. Porque... A necessidade de respirar... Porque é que isso sucede?



Ward: Bom, quer dizer, só o consigo pôr desta forma, embora possa não soar muito verossímil... Penso que toda a questão está em que vivemos num ambiente que, embora muito afastado da terra, mesmo assim é uma condição muito necessária e natural, e tanto quanto vos posso dizer eu encontro-me muito consciente, por exemplo, daquilo que chamarão de “respirar,” embora possa não ser bem o mesmo que era na Terra, porque tanto quanto me é dado saber pode não ser... Temos esta sensação de um formidável júbilo, sensação de leveza, sensação de substância ao meu redor e em mim, que é muito real e muito sólida, muito concreta. Quer dizer, uma cadeira é uma cadeira, é real e sólida. Um quarto é um quarto, e possui paredes, e possui o que vocês chamam de peças de mobília, e nós possuímos tapetes e coisas desse género. Podem pensar que isto seja muito esquisito, e certas pessoas na terra jamais aceitariam isto, mas a questão está em que tudo aqui é criado, não só pela fantasia nem pela força do pensamento. Há gente aqui que se delicia em executar determinados trabalhos e artes manuais. Mas precisa ter em mente que as pessoas não podiam ser felizes em nenhuma forma de existência se não fosse criativa por qualquer forma. Ter um trabalho qualquer para fazer é essencial e necessário.
E assim, por exemplo, alguém que tenha um jardim e o adore, e o trabalhe, e cuide dele durante horas. Pode não... e invariavelmente, muito poucos, por exemplo, deste lado chegam a experimentar muitos dos problemas decorrentes da experiência e das condições normais da Terra. Mas não se vêem ervas daninhas nestes jardins. Isso, é-me contado, deve-se em parte ao facto de as pessoas aqui pensarem num nível diferente da consciência, e a que visualizem em pensem somente na beleza e a que pensem apenas em coisas criativas que possuem valor, e em alegria para os outros. Consequentemente, em estados de maior progressão do ser, dado que não pensemos num outro estado vibracional e não pensemos o mal nem queiramos mal, nem nos preocupemos com as coisas que são desnecessárias, então gradualmente essas coisas deixam de existir, e nós vivemos num mundo consciente onde assim como pensamos também criamos... Embora ao mesmo tempo – não quero dizer que, se desejarmos alguma coisa ou pensarmos em algo, isso venha necessariamente de forma automática, porque precisamos esforçar-nos e trabalhar para determinado fim, para determinado objectivo; precisamos criar e produzir. E é por isso que aqui este é um mundo real; não é um mundo insípido, não é algo em que simplesmente pensamos e desejamos e aí está - não. Precisam definir objectivos, e trabalhar em prol deles, temos que experimentar muitas coisas, muitas das quais, claro está, nos estágios primários precisam ser erradicados de nós.
Se levarmos connosco perspectivas fortes, ideias fortes, seja o que for, que será prejudicial para o vosso progresso, então precisaremos aprender a pô-las de lado, a jogá-las de lado, e precisamos concentrar-nos nas coisas que realmente são importantes, como que abrir os nossos olhos para as perspectivas com que nos defrontamos e assimilar o conhecimento que nos prepararem ou derem, e a oportunidade de o colher com ambas as mãos e de o usar. E conhecendo gente como a gente faz, todo o tipo de gente, e acolher da sua parte algo que nos tenham a dar por terem estado aqui há mais tempo, uma maior experiência, grandes mestres, grandes filósofos, grandes profetas também, num certo sentido, embora pareça estranho que falemos da existência de profetas e de profecias no nosso mundo, em referência a coisas que ainda se acham por vir, mas isso acontece porque, as almas como eu disse antes, são capazes de se sintonizar com encarnações e o passado, assim como com aquilo que está ainda por vir, que é como se estivesse temporariamente oculto, mas que está em preparação, porque assim como viverem e agirem no vosso mundo actualmente também estão em certa medida a preparar-se para o mundo que está para vir, e estão a criar as condições em que virão a dar por vós. E aqui as pessoas fazem exactamente o mesmo na nossa esfera; criam as condições de vida em que (...) uma afortunada, enquanto ao mesmo tempo que abrem caminho para uma experiência maior numa outra existência mais afastada mesmo e remota, conforme deve ser, temporária. Mas está tudo aí, entendes?
Eu acredito, entendes, aprendi que tudo está aí à espera de ser descoberto; não é necessariamente algo que precise ser criado necessariamente no imediato ou no futuro imediato por assim dizer, mas já se encontra aí, à espera que o vejamos...
Rose Creet: Se já se encontra aí, suponho que os profetas de que falas, nesse lado, os levem a descobrir isso...
Ward: Sim, é um facto, porque na realidade... quer dizer, há muitas coisas que nos deixam perplexos, eu admito-o, mas estou a começar agora a ver que não existe começo nem fim; que a vida é (um processo) contínuo e que tudo (se processa) por diferentes graus da experiência, diferentes encarnações que possamos ter tido em diferentes alturas, que sempre parecem no passado. Essas coisas tornaram-se realidade mas ainda se encontram aí, em segundo plano. Mas aquilo que diz respeito ao futuro é como que, num certo sentido, preparado. O que não quer dizer que só possam evoluir num certo sentido, por evoluirmos em muitos sentidos, de facto tomamos vias diferentes, se quisermos pô-lo assim, para chegar ao mesmo sítio, por vias diferentes, se quisermos, ou diferentes ambientes ou condições ou esferas, que porventura poderão ser muito necessárias, embora esteja certo de que o sejam. Enquanto uma pessoa o consiga por um caminho directo, outras irão por direcções diferentes, mas eventualmente todas convergem num mesmo ponto; só que para algumas torna-se necessário experimentar isto ou aquilo, outros precisarão experimentar algo completamente diferente. Existe toda uma variedade... Existe uma variedade espantosa de experiência a ter aqui, que se estende para além da crença. Quer dizer, no vosso mundo vocês podem ter muitas experiências, podem ter extraordinários exemplos de inspiração e de evolução e de desenvolvimento, de acordo com qualquer coisa que suceda, etc., mas aqui isto aqui é muito mais variado. Quero dizer, uma pessoa não tem necessariamente que permanecer num certo molde, por exemplo. Uma pessoa pode romper esse molde e reformar-se, e tornar-se algo num certo sentido, muito diferente ou mesmo muito distinto. E no entanto não se pode furtar a... Muita gente que anda em fuga sem perceber o seu verdadeiro eu, de facto nem sequer conhece o seu verdadeiro eu, e anda em busca desse eu real. Mas aquilo que vocês não compreendem é que nós somos uma combinação de muitos eus. Quer dizer, por exemplo, é a razão por que na minha última encarnação na Terra eu fui uma certa coisa, e eu tenha dado a aparência... e a minha vida tenha sido... Bom, tenha corrido como correu, e as coisas que aconteceram... Vejo agora que podiam ter sido evitadas, evidentemente, mas no entanto ao mesmo tempo é algo de que não me arrependo por sentir que essas coisas tinham que acontecer.
Realmente eu saí-me muito melhor do que poderíamos pensar. Penso que eu tinha que submergir, num certo sentido eu tinha que ser tipo humilhado, tinha mais ou menos que aprender determinadas coisas que só poderiam ser aprendidas de certa forma. Quer dizer, é óbvio que na vida toda a gente, mais cedo ou mais tarde precisará passar por muitas fases e muitas condições, muitas desilusões, muitos desapontamentos que possam alternar os acontecimentos, assim como experimentar mortes. Todas estas coisas sucedem a muita gente, à maioria das pessoas absolutamente, numa encarnação ou noutra. Mas consigo agora ver que somos muita gente, embora usemos da lisonja e digamos que somos isto ou aquilo numa existência, numa vida, e nos conheçamos a nós próprios enquanto essa pessoa e toda a gente nos conheça, isso será apenas uma pessoa para nosso verdadeiro eu. Nós estamos de tal modo presos uns aos outros que num certo sentido chegamos a estar misturados, embora por vezes não pareçamos misturar-nos ou ajustar-nos a esta ou àquela pessoa.
Mas consigo agora (perceber a existência) de almas-grupo, gente que esteve reunida por diversos graus e modos, em diferentes eras e décadas. A questão está em que a vida constitui um padrão, padrão esse que agora percebo com tal clareza que não tenho quaisquer remorsos com respeito à minha última encarnação ou à minha última condição de vida. Percebo que não poderia ter tido muito mais, e que também representei uma parte que em certa medida influenciou outros, e que aquilo que me aconteceu que envolveu uma certa porção de bem, acabou por se desenvolver, pelo que penso que isto seja verdade e que num certo sentido não foi desperdiçada ou vivida em vão, por muita mais coisas me terem acontecido, coisas que se desenvolveram e que não podiam voltar a acontecer, que penso que não poderiam a voltar a acontecer a ninguém conforme aconteceram comigo. Penso que devia ter-me tornado como que uma chave que destrancasse a porta da experiência, em certa medida, o que teria beneficiado outros, algum tempo mais tarde. Por não ter dúvida alguma agora, ao ver com toda a clareza que, aquilo que fiz ou o que aconteceu comigo em certa medida tinha que acontecer; não quero dar a entender que tenha sido uma marioneta, mas acho e penso que seja verdade dizer que por vezes as pessoas vêm ao vosso mundo com uma certa coisa para fazer; elas poderão não ter consciência disso, e na verdade podem nem ter consciência da coisa toda, mas as suas vidas, de alguma maneira ou feito, são criadas ou trazidas à existência temporariamente no sentido material, de modo que o homem saia beneficiado.
Não penso que realmente o que me aconteceu realmente tenha sido de modo nenhum um desperdício de esforço; creio que até certo ponto isso abriu a porta a outras pessoas que em certa medida beneficiarão. Não creio que aquilo que tenha ocorrido comigo pudesse provavelmente... ou que pudesse alguma vez voltar a ocorrer em Inglaterra, pelo que dizer que eu tenha sido um bode expiatório em certa medida seja verdade, mas penso que num peculiar conjunto de circunstâncias com que me envolvi - que não foram inteiramente causadas por mim, porque na realidade em certa medida houve uma força nisso - mas ao mesmo tempo, não foi nenhum desperdício de tempo, não foi nenhum desperdício de esforço... eu não me arrependo. Quando aqui cheguei vinha cheio de remorsos e terrivelmente propenso à Terra... Na realidade fui conduzido às vossas reuniões e isso ajudou-me de uma forma espantosa a ver-me a mim próprio, a reajustar-me; estou de tal forma reajustado agora que consigo ver tudo no seu verdadeiro sentido (...) e actualmente vejo que a minha vida tinha que acontecer do modo que aconteceu e que não poderia ter acontecido de outra forma. Eu fui como que, mas não exactamente, um peão no jogo, mas ao mesmo tempo percebo que em certa medida, a vida de certas pessoas é deliberadamente trazida à existência, no sentido material, para realizar um certo "algo" que é essencial à edificação do seu bem-estar ou à exploração ou à reeducação, se preferirmos, de outros que virão. Quero dizer que sei que fiz coisas estúpidas mas negá-lo será, de certo modo, estúpido, suponho. Não vi as coisas que estavam diante do meu nariz, mas vejo agora que em muitos aspectos eu estava a esgotar algo, o que em parte era cármico, mas também algo que representaria um benefício numa altura mais tarde - que agora está certamente a tornar-se bastante óbvio - para a geração que veio a seguir, porque o que me aconteceu a mim não podia certamente voltar a acontecer a mais ninguém, a mais nenhuma pessoa. Eu fui apanhado em algo que não era só uma coisa pessoal, mas era algo muito maior, conforme agora o vejo...

Rose Creet: O que acontece àqueles que armaram tudo quanto lhe aconteceu a si?

Ward: Num certo sentido...

Rose Creet: O quê?

Ward: A questão... quero dizer torna-se tão fácil sentar e alegar que isto é negro e aquilo é branco. Mas não existe nada negro nem nada branco e de facto todo ser humano realmente representa uma mistura de muitos tons, e eu creio que precisamos ver isso. Mas por vezes as pessoas são apanhadas num círculo ou numa espécie de posição da qual não conseguem muito bem escapar, e que só conseguem fazer o que conseguem fazer, o que gosta de fazer nos limites desse círculo particular ou espaço particular. Quer dizer, claro que agora não nutro qualquer ressentimento em relação a quem quer que seja...

douglas conchear fala sobre o conceito de alma-grupo e a multidimensionalidade do ser

Eira: Conta-me acerca da encarnação que tiveste no Egipto antigo. A primeira de que te consegues recordar, conforme acho que foi o que disseste que contarias. Quando foi que ficaste a conhecer essas encarnações?

Douglas: Bom, vem muito naturalmente, mas depois depende da pessoa, da ansiedade que ela tenha por identificar e experimentar, do quanto deseje conhecer acerca de si mesma e do passado. As primeiras impressões que se obtém quando para aqui se vem são sempre de um grande entusiasmo e de uma vida nova, e passam por fazer amizades, encontrar-nos com velhos conhecidos, relações, etc., pelo que não se pensa muito sobre nós próprios, no sentido de vidas passadas, presumindo mesmo que se saiba alguma coisa que seja acerca da possibilidade de vidas passadas, por a maioria das pessoas só se interessarem pela vida que tiverem vivido. E muito pouca gente chega a perceber que possa existir coisa tal quanto encarnação ou reincarnação. Por isso, a vasta maioria das pessoas leva imenso tempo, antes de começar a aprofundar ou a compreender as possibilidades do presente e do passado.

De facto, a vasta maioria das pessoas dá-se por satisfeita e contenta-se em... suponho que deva dizer ficar estática. Mas não é senão quando começamos a compreender mais a fundo esta vida que começamos a perceber que o passado tem importância e que provavelmente tivemos muitas existências e assim que começamos a encontrar-nos com gente aqui que reclama conhecer-nos e que recorda experiências passadas que tiveram connosco, e como teremos conhecido esta ou aquela pessoa, e passado por esta ou aquela experiência... De facto, todas as nossas vidas acham-se entrelaçadas, conforme agora percebo, evidentemente. Mas algo que nunca cheguei a perceber é que fazemos todos parte de uma ALMA-GRUPO. Embora sejamos indivíduos, e retenhamos a nossa individualidade e personalidade, é algo por que se evolui, poder-se-á dizer, ao longo de séculos da experiência. Não nos tornamos de repente... tornamo-nos somente por meio da tentativa e do erro, da experiência, etc... e só começamos a assimilar ou a perceber a sua verdadeira potência e aquilo que realmente representa, o que realmente alcançamos, quando formos capazes de nos ver em retrospecto a nós próprios, entendes?

Eu creio que a vasta maioria presume que a nossa vida seja o que se ache circunscrito entre o berço e a sepultura, quando evidentemente é apenas uma vida de uma série de vidas, em que assumimos diferentes corpos e diferentes condições, em diferentes períodos de tempo, em que tivemos oportunidade de experimentarmos muitas coisas, tudo quanto ajuda a edificar a verdadeira personalidade e carácter do indivíduo. Somos todos, obviamente, o produto de experiências, não só das nossas próprias como também dos outros, por nunca podermos viver para nós próprios, e a menos que percebamos isso e que não somos unidades autônomas, como gostamos de pensar que somos, na terra, mas aquilo de que não temos consciência é que somos o produto de todo tipo de mentes e de todo o tipo de influências e de todo tipo de experiências, e que seria impossível assimilar tudo numa vida e num corpo. Por conseguinte, tivemos muitas, muitas vidas em que fomos homem e mulher, ou em que possivelmente teremos sido uma criança que terá morrido em tenra idade...

De facto é altamente importante perceber que é somente quando tivermos obtido inúmeras experiências que realmente poderemos começar a ver-nos como um indivíduo plenamente desenvolvido. Mas a questão está em que a minha anterior encarnação - e isso só me chegou gradualmente, por supor que se ache tão afastado e tão distanciado no tempo, e tanto quanto me é dado saber, essa não terá sido a minha primeira encarnação mas apenas uma que tive muito cedo, num período muito recuado do tempo no Egipto, numa das primeiras dinastias, em que eu era um sacerdote. Eu gostaria de tentar colocar isto numa perspectiva apropriada, por ser tão importante...

Desde o começo, mas certamente tanto quanto o consigo recordar ou trazer à memória, eu sempre fui um buscador da verdade. Sempre fui alguém que tinha ânsia por conhecer e descobrir a realidade da vida, eu sempre quis conhecer os segredos da vida, sempre quis saber o que nos faz mexer. Consigo perceber agora que sempre me senti atraído pela religião, que sempre estive mais ou menos ligado à religião por alguma forma. O que não quer dizer necessariamente que eu tenha sido uma pessoa religiosa, por existir uma vasta diferença entre ser uma pessoa religiosa no pleno sentido do termo e sentir interesse ou mesmo inclinação para a religião. Isto pode parecer paradoxal mas é verdade...

Eira: Eras um sacerdote do culto de Amon-Rá, ou...?

Douglas: Eu era sacerdote no templo de Carnak, e suponho que tenha sido onde fui iniciado, na minha infância - segundo o que me foi dito, não que o recorde por experiência própria - acha-se tão afastado no tempo que nem uma imagem disso tenho, mas corresponde ao que me foi contado. E eu fui um sacerdote no templo de Carnak, o que retrocede no tempo aí uns três ou quatro mil anos antes de Cristo. E eu era na realidade, não sei se irás a entender isto mas tentarei pô-lo pelo melhor que conseguir. Eu era um filho ilegítimo de um dos Faraós, que evidentemente tinha muitas concubinas, o que suponho que na época fosse algo amplamente aceite; de qualquer modo, eu era um dos muitos filhos e fui colocado no templo quando era muito novo, aí por volta dos dez ou doze anos, onde era cantor. Eu possuía voz, uma voz de criança porém uma boa voz, e ensinaram-me as harmonias melódicas da música, e eventualmente tornei-me num serviçal, ou seja alguém que servia no altar, e eu era uma das muitas crianças que presumivelmente iam nas procissões e que contribuía para todas as cerimónias associadas ao templo.

Quando cresci, fui iniciado e conduzido ao sacerdócio, e eventualmente tornei-me num sacerdote. Nessa encarnação vivi até uma idade muito avançada, e também detinha um enorme poder, porquanto tendo estado no sacerdócio durante tanto tempo, e no depósito...

Eira: De que faraó se tratava, querido? Porventura não te lembrarás...

Douglas: Não, eu lembro-me. Pelo menos não me recordo mas foi-me dito (...)

Eira: Ah, esse foi um reinado maravilhoso...

Douglas: Sim, esse foi um reinado interessante, mas um reinado que atravessou muitas guerras. Mas o pior período foi quando... não se pode comparar a um período de paz, mas esse foi um largo período em que se travaram muitas guerras em terras de maior e de menor monta. E parte do meu trabalho passava por visitar os exércitos levando réplicas dos deuses e carregando o séquito de servos e sacerdotes e toda a comitiva de gente ligada aos rituais ou cerimónias, porque embora não fosse propriamente compreendido, o sacerdócio era muito poderoso, muito mais poderoso do que aquilo que as pessoas presentemente percebem, e por necessidade certas secções do sacerdócio estavam ligadas ao que chamam de exércitos. Eles não combatiam necessariamente de jeito nenhum, mas transmitiam força espiritual, a chamada força moral, aos soldados, em especial aqueles que tinham a seu cargo vastos números de homens. E eu visitei muitos lugares, e fui até à Assíria e a muitos outros lugares que os tempos obliteraram por completo.

Existiam muitas raças, raças entrelaçadas. E na raça efectiva dos Egípcios existiam muitas secções e variantes, segundo aquilo que consigo colher, no seu período de infância, era uma raça numérica (...) Mas evidentemente, pelo que consegui colher eu estive quer muito ligado à religião ou muito oposto à religião, o que te poderá soar meio estranho. Aí poderás fazer uma ideia de mim como da oposição, mas a questão está em que eu sempre estive na religião cristã – quer bastante a favor, quer muito contra. Por outras palavras, é suposto eu ter estado nela desde tempos imemoriais desde que fui um indivíduo. Sempre fui muito curioso por conhecer tudo acerca da religião e do que está por detrás dela, e da vida depois da morte e da comunicação, e de facto nos tempos Egípcios era parte muito importante da cerimónia. Não era a cerimónia pública, estou agora a falar da privada e pessoal.

Eira: Faziam sessões, mais ou menos?

Douglas: Um tipo de sessões, sim, em que curiosamente usávamos crianças, jovens garotos, como médiuns, o que se devia quer ao facto da pureza da mente quer à falta de experiência no mundo exterior, assim como por de facto descobrirmos que muitos fenómenos ocorrem que envolvem os catraios, como os fenómenos poltergeist, etc. Os catraios, em especial em determinadas idades, envolvem determinada coisa que é muito propícia a fenómenos físicos. E era coisa comum jovens garotos ser usados enquanto instrumentos. E eu tive algumas experiências nesse sentido. Mas claro que, na Roma antiga, onde eu tive uma outra experiência numa altura posterior, eu fui muito mais o contrário, de facto eu fui muito contra a religião. Isso evidentemente constitui uma guerra constante, se quisermos, ou uma batalha constante em nós próprios numa busca. Mas claro que jamais poderemos assimilar o conhecimento se só conhecermos um dos aspectos da coisa. E o que isso tem de extraordinário é que temos que experimentar coisas diversificadas, por muitas maneiras diferentes. Precisamos estar a toda a hora, não direi em guerra nem com (...) mas precisamos sempre estar a buscar e a pesquisar, por vezes em oposição; porque por vezes a oposição conduz-nos a um novo aspecto do conhecimento. É por isso que digo que é estúpido que as pessoas aceitem algo às cegas de que não têm necessariamente uma prova, ou aceitem literalmente sem procurar dessecá-lo e analisá-lo ou criticá-lo, ou suscitar uma nova ideia. Por a verdade estar constantemente em mudança; com isto não quero dizer que ainda não seja a verdade, mas a questão está em que apresenta sempre um aspecto novo, há sempre algo novo a aprender e a ganhar, alguma nova experiência a descobrir, etc.

Eira: Bom, obviamente que, se foste um sacerdote, eu não estive contigo nessa encarnação particular.

Douglas: Nessa encarnação não estiveste comigo, evidentemente, por os sacerdotes não se casarem. O que não afectava, claro está, o facto de eles terem relações. A questão está em que podemos recuar a outras experiências minhas em que eu estive muito na oposição à religião. Mas de um jeito estranho, embora nesse período de encarnação Romano do tempo de Nero e dos primeiros cristãos, eu não era contra os cristãos, mas não era crente no cristianismo. E decerto que em certa medida me ressentia da infiltração que esse pensamento conseguia nos assuntos de Roma e em particular na política, por ter começado a influenciar a política, por mais que isso agora possa parecer estranho. Havia um vasto número de gente altamente situada que tinha aceite o cristianismo, embora não o declarassem às claras nesse. Eu perdi um ou dois amigos muito chegados, nessa época, por causa das doutrinas cristãs, por eles terem mudado o estilo de vida e a maneira de pensar, o que abriu uma brecha entre nós. Nesse período de tempo eu era uma pessoa muito ligada às artes da guerra nesse período de tempo e de facto tinha um elevado posto nos exércitos de Roma.

Na mudança de que falo, em Roma, eu aposentei-me por estar demasiado velho para ser soldado, e tive uma Vila muito bela que mandei construir que foi o nosso lar, e nessa altura tu eras minha mulher. Tanto quanto sei sempre estivemos juntos e sempre nos conhecemos... E tivemos cinco filhos. Nós presumimos ou pensamos, na Terra, que seja a base do relacionamento. Este negócio do relacionamento é algo que creio precisamos esclarecer. Quer dizer, nós falamos de uma vida em que casamos e tivemos filhos e evidentemente laços de parentesco estreitos. Mas precisamos lembrar-nos que ao longo de um período de dois mil anos deram-se muitas mudanças em nós próprios, e o laço que era tão forte no sentido familiar, no sentido material, mudou. O que não quer dizer que ainda não tenhamos laços e afectos e amor, pois o amor aumenta, só que com o aumento do amor e o aumento dos afectos sobrevém um novo conhecimento e uma nova realização, a de que somos tanto mais parte um do outro que o relacionamento físico ou os aspectos físicos da relação não mais têm o mesmo sentido, como no caso de esposa, filho, filha... Após um tão longo período de tempo aqui não mais ocorrem no mesmo sentido e não têm o mesmo sentido. Eles são importantes, mas temos uma sabedoria maior, uma maior percepção que não tem nada que ver com o relacionamento físico de homem ou mulher ou filho, filha ou marido ou esposa. É uma visão mais vasta da mente e do espírito que nos une.

Eira: Isso é formidável, querido...

Douglas: Há tanta gente... por exemplo, eu conheci gente que me disse: “Eu tive três maridos. Quando passar para o vosso lado, com qual passarei a estar?” É muito provável que venha a ficar com qualquer um deles, ou com nenhum. Ou bem que poderá vir a ficar com um deles, ou venha a viver num sentido comunitário. Mas divorciam-se do aspecto físico do relacionamento e colocam tudo no plano mental e espiritual e aí percebem que as qualidades dos diversos indivíduos são o factor importante, e não o facto de amarem mais este ou aquele. O amor é algo que é fluído. E quanto mais amor tiverem mais ele aumenta, e mais ele distribui e mais abrange, mais aproxima todos os envolvidos. Precisam tentar evitar, tanto quanto possível, nesta grandiosa concepção das coisas, nesta realização maior das coisas, que o amor, que é o factor predominante que se encontra por detrás de toda a vida, e que é de tal modo abrangente que só pode ser verdadeiramente realizado e compreendido quando deixar de ser demasiado pessoal, do ponto de vista da possessividade, etc...

Penso que é importante perceber que, por exemplo, que desde que tu e eu viremos a ficar juntos, quando aqui estivermos, será num muito mais elevado plano mental e espiritual evidentemente, e que em consequência da tua vinda, tu serás apresentada e conhecerás muita gente que está há muito associada a nós; e começarás a visualizar as coisas de uma forma mais clara e a apreciar as coisas de forma mais completa, de modo que te tornarás parte deste grande todo. Por já termos visto anteriormente que todo o espírito é UM só espírito, e que embora existam indivíduos na medida em que temos uma personalidade individual, carácter, etc., que representa um acúmulo ao longo de séculos de aprendizado e de experiência, seja como for, fazemos todos parte uns dos outros. O progresso dos meus amigos é num certo sentido o meu progresso; quanto mais eu progredir mais tu progredirás, por causa do amor e do afecto que tenho por ti e da força que te trago, que te possibilitam que te chegues mais e assimiles, conforme assimilarás assim que aqui chegares, ainda mais do que provavelmente poderias ter assimilado caso não estivéssemos juntos ou, por exemplo, nunca nos tivéssemos conhecido.

Por vezes as vidas das pessoas são unidas ao longo de muitas encarnações, e tornam-se verdadeiramente num espírito no sentido mais completo, entendes?. Assim que nos conseguirmos livrar do EU SOU individual, e em vez disso nos considerarmos parte de um grande todo completo... ou por outras palavras, tomarmos consciência de que somos parte de um plano divino, do Espírito Divino... é sobre essa unidade da mente que muita gente, creio bem, tece inúmeras teses e ideias concernentes a si mesmos e à religião em particular.

Refiro-me a esta ideia da religião que as pessoas têm quando aceitam a religião ou qualquer credo ou dogma que seja, de serem indivíduos e de virem a ser completamente salvos ou a tornar-se íntegros, e que venham de novo a existir numa forma de vida em que venham a representar uma parte muito importante, sem dúvida... mas elas não parecem valorizar que a única maneira de encontrar a verdadeira ideia seja perdendo-a. Por outras palavras, não é ser salvos nesse sentido da matéria, mas que vocês possuem dentro de vós a capacidade de se salvarem por intermédio de um desejo da verdade, de um desejo de conhecimento, por intermédio da aceitação - e contudo ao mesmo tempo, também em certos casos por meio da rejeição.

As pessoas não valorizam nem compreendem plenamente que para se avaliar o branco precisamos do negro e não uma escassa condição de cinzento. Por outras palavras, todas as nossas vidas são unidas na medida em que fazemos todos parte e parcela uns dos outros, e que quando uma pessoa cai, então as outras pessoas envolvidas poderão alçar-se a uma elevada condição. Elas reduzem-se, por assim dizer, de bom grado, para ajudar uma menor. Por outras palavras é somente perdendo-nos que nos encontramos; somente pela percepção de que somos aquilo que somos por causa dos outros, e por causa dos pensamentos e influências dos outros. Por outras palavras, nós não nos podemos elevar ou alcançar ou ser algo até que num certo sentido nos esqueçamos de nós e amemos, e aceitemos que de facto todos fazemos parte da grande Fraternidade do Homem, que fazemos todos parte do Grande Plano, fazemos todos parte do Espírito de Deus.

Somos todos do mesmo espírito que se manifesta sob diferentes aparências, se preferirmos, em diferentes períodos de tempo e em diferentes corpos e em circunstâncias diferentes. Mas é o mesmo espírito que anima toda a vida, e é essa unidade do espírito que torna todas as coisas tangíveis e concebíveis, todas as coisas possíveis. E decerto que é esse Espírito Divino que leva cada um de nós a percebermos um potencial e uma possibilidade. Não devemos perder de vista o facto de que embora sejamos indivíduos, não podemos ascender sem que os outros também ascendam, e que eles nos ajudam e nós a eles, e que nessa ajuda esteja a resposta para todos os problemas e para todas as confusões. Não devemos considerar nunca que possuamos todas as respostas e que, em nós próprios não consigamos fazer nada até que nos esqueçamos de nós próprios por assim dizer, no amor e no verdadeiro eu-próprio.

Eu aprendi tanto durante o tempo em que aqui tenho estado... A religião devidamente compreendida e devidamente aplicada no seu sentido pleno, no sentido correcto, constitui a resposta, mas não no sentido tacanho nem no sentido em que muita gente desejará que enveredem, que muita vez pode acarretar desespero e confusão. Penso que devemos manter a mente sempre livra para aceitar ou rejeitar, e não para ficar atada nem agrilhoada

Toda a minha bênção e amor, e adeus.

Eira: Sim, obrigado, querido.


Leslie Flint
Transcrito e traduzido por Amadeu António 

segunda-feira, 13 de março de 2017

CRISTAIS



 
Pistas e indícios dos Antigos. 

No trabalho que fizemos, na exploração que fizeram de Sírio, dos seus planetas e do seu povo, das suas quatro raças que em última análise se expandiram em catorze raças – um número válido. O trabalho que empreendemos acerca de Lemúria, essa terra que a imaginação esqueceu, essa terra que emergiu das brumas e que constitui o primeiro experimento de um novo tipo de ser humano, que surgiu através do vórtice de Sírio, do vórtice da Deusa, que surgiu das brumas, e que quando foi completado se retirou... Lemúria onde vocês definiram uma opção, onde se podiam ter retirado para as brumas fazendo dessa a vossa última encarnação física, há tantos e tantos milhares de anos atrás, mas onde ao contrário optaram por permanecer neste reino, permanecer neste experimento que certa vez iniciado não abandonariam. Uma decisão árdua, uma escolha dura, fruto do amor. E conforme os cristais foram cheios com conhecimento e distribuídos também vocês enquanto consciência determinaram continuar – reincarnar, sem dúvida, com toda a amnésia que tanto faz parte disso, nesse segundo experimento, da Atlântida e as suas três civilizações. E depois no mundo moderno.

Como com cada destruição da Atlântida, as pessoas na tentativa de escaparem, antes do fim depositaram cristais em diversos lugares por todo o mundo, e como cada uma das civilizações que procuraram escapar para uma dos catorze diferentes locais – o número tem importância. E depois no vosso mundo moderno à medida que evoluíam e descobriram a vossa herança e tradição, e o vosso caminho no tecido das vidas até esta encarnação, a fim de completarem o que começaram no que parecerá ter sido há muito tempo, de modo que esta poderá ser a vossa última encarnação se assim o preferirem.

Mas ao longo do caminho tem-se apresentado a influência dos Antigos. Que Antigos? Para alguns, para muitos de vós, houve uma altura na vossa infância ou adolescência, porventura nos anos do crescimento, poderá ser havida algo pessoal como que surgido do nada, que tenha contornado a esquina como se nunca tenha existido antes e tenha atravessado a vossa vida no que poderá ter parecido um momento, embora um momento que tenha sido eterno, e que depois tenha saído da vossa vida de forma tão misteriosa quanto tenha surgido, um Ancião, um homem ou uma mulher velhos que não fossem vossos parentes mas que de algum modo fizessem parte da vossa vida: Porventura um encontro breve, mas um encontro fortuito com um Ancião. Quem são esses Antigos? 

Nós descrevemo-los como Anciãos na expressão humana dos seres e das raças de Sírio, localizado no sistema planetário da estrela Sírio, os Anciãos que atingiram o estado translúcido antes da exaltação de serem elevados ao estado de seres de luz ou Os Resplandecentes de Sírio. Seres humanos! Num recipiente humano diferente da vossa forma humana; não homos sapiens conforme vocês definiram que foram mas seres humanos do sistema planetário Sírio. Os Anciãos que alcançaram o estado translúcido, ainda humanos antes de se transformarem nos seres de luz ou Resplandecentes de Sírio e no vosso planeta, nas terras que formam a Lemúria, os sonhadores, os sonhadores da Lemúria, os mais evoluídos do povo da Lemúria, dos seres humanos, alguns dos quais atingiram o estatuto de Anciãos e alguns dos quais completaram a sua metamorfose, tornando-se nos Antigos.

Na Atlântida, onde do mesmo modo existiram alguns Anciãos, mulheres e homens velhos, que eram os guardiães dos vales de cristal. E em cada uma das três civilizações das Atlântida, grandiosos vales de cristal que tinham cristais de dimensões com seis, nove, doze metros de diâmetro, de muitas toneladas, que compunham esses vales, no interior dos quais muitas vezes se viam templos de cristal, dotados de cristais arredondados com uma altura de seis a nove metros, grandiosos cristais geradores, grandes esferas como nunca viram ou como dificilmente conseguirão imaginar, cujos guardiães e zeladores não eram jovens, não aqueles que há pouco tinham atingido a idade adulta, mas esses Anciãos que, embora de corpos vagarosos e decididamente se movimentassem em câmara lenta e fossem tão velhos, o que lhes faltava em termos de vigor físico tinham muitas vezes mais em termos de magia. Sim, os Anciãos da Atlântida, os guardiães dos vales de cristal e dos vórtices de cristal. Sim, nos dias de glória eles acharam-se presentes e quando as coisas se deterioraram esses Anciãos foram vistos como velhos tontos e foram perseguidos dos vales e desses vórtices, quando na verdade os problemas (não que tenham sido singularmente provocados mas se agravaram). Os translúcidos, os Anciãos de Sírio antes de se tornarem nos seres resplandecentes de Sírio, os Antigos sonhadores da Lemúria que tinham completado a sua metamorfose, os Anciãos que foram guardiães dos vales de cristal e dos vórtices de cristal, tanto no vosso domínio como no domínio das fadas – não fadas dos contos de fadas mas das fadas que partilham desta Terra. Os Reis e Rainhas da luminescência alba do reino das fadas que são os Antigos, os Anciãos.

Mas há no vosso mundo humano, embora menos visíveis agora do que noutras alturas, menos visíveis agora onde não há lugar para anciãos, sejam mais ou menos antigos, Há os crones (seres idosos) e eremitas, seres humanos que na sua idade são verdadeiramente anciãos e verdadeiramente antigos. Mas nem toda a mulher que atinge os anos da idade da velhice se torna num crone ou num ancião. Nem todo o homem que alcança os anos de eremita (não os anos da reclusão, não esse tipo de eremitas) nem todo homem que atinge a velhice se torna num eremita. Mas tornar-se um crone ou num eremita, num Ancião, fz parte do processo.

Dos seres translúcidos de Sírio, até aos crones e eremitas do domínio humano (a tradição dos antigos) assim como no reino que é de cristal, onde também existem Anciãos passando pelos sonhadores, na plena metamorfose que atingiram, pelos guardiães e zeladores dos vales e dos vórtices, pelos reis e rainhas luminescentes do domínio das fadas...


Mas comecemos pelo óbvio: Os cristais possuem consciência. Vocês sabem disso, ou não estariam agora a ler sobre eles nem teriam a curiosidade que sentem acerca do trabalho e do despertar com os cristais. Vocês sabem que os cristais possuem consciência, mas mais correctamente será dizer que os cristais são consciência, consciência que optou por se expressar a si mesma no reino mineral, que optaram por se expressar na forma cristalina. Do mesmo modo que vós, que habitualmente dizem que possuem consciência, quando mais correctamente seria dizer que são consciência que optou por se expressar na forma humana. Os cristais e vós, cada um é consciência que escolheu expressar-se por formas muito diversas. Ambos, vós e os cristais, são tão distintos quanto podem ser, e no entanto tão semelhantes – consciência que elegeu manifestar-se na forma física; um na forma cristalina e o outro na forma humana. É importante que saibam que vocês são consciência, do mesmo modo que é importante que saibam que os cristais também são consciência. 

E o que também importa saber, que no vosso mundo actual se tornou ainda mais importante saber, por ao vosso redor e no universo estar a eclodir um enorme despertar que já teve início e que já se encontra bem encaminhado. Está a ocorrer um grande despertar que os pode conduzir além dos pesadelos e da mediocridade, que os pode levar e ao vosso mundo (para além dos pesadelos e da mediocridade) rumo a um futuro positivo de sonhos e de visões, a um futuro virgem e intocado pelas mãos humanas, de magia e de milagres. Está a ocorrer um enorme despertar, que os pode conduzir a vós e ao vosso mundo e que pode transformar o vosso trabalho num grandioso trabalho da vossa era actual e da era que está por vir.

Existe uma energia tripolar que busca tornar-se numa força unipolar neste vosso mundo de dualidade, neste mundo bipolar. Existe, pois, uma energia tripolar que procura tornar-se numa força unipolar. É isso que referenciamos como esse grandioso despertar que os pode elevar e ao vosso mundo (que pode elevá-los e ao vosso trabalho) rumo ao Grande Trabalho, e a um Novo Mundo.

Energia tripolar - existe o domínio da espiritualidade, e nesse domínio existe a vossa Terra, um campo de jogo chamado Terra; e nesse campo de jogo existe individualidade, designadamente individualidade humana. Esses são os componentes dessa energia tripolar. O domínio da espiritualidade, o campo de jogos da terra e a individualidade humana. E cada um deles está a mudar, está em ascensão, está a despertar. E no domínio da espiritualidade de Deus, da Deusa e de Tudo Quanto Existe, a Deusa está de volta. Ela jamais partiu, ela jamais foi a parte alguma, mas estava encerrada, desactivada, mas agora está de volta na devida linha deste domínio da espiritualidade, de deus, da Deusa, do Todo, a Deusa está de volta. E no campo de jogos, a Terra está a despertar, a consciência da terra, na sua devida linha ou consciência dos cristais. E na humanidade, a individualidade, a complexidade da individualidade está a despertar. E na devida linha da consciência humana – vós – na vossa individualidade humana, na complexidade. E assim aqui está, a emergir do Seu domínio, Deus, a Deusa, o Todo, a consciência dos cristais a emergir da devida linha da consciência da Terra e a vossa consciência a emergir na complexidade da consciência humana.

Mas para plenamente receberem o grande despertar... mas entendam uma coisa, sempre existiu despertar, sempre. Só que não como este. O despertar que está actualmente a ocorrer é revolucionário, despertar exponencial em cada um dessas áreas – domínio, campo de treinos e individualidade, nunca foi como se está a tornar: um despertar que de súbito se torna num grandioso despertar. E para receberem esse despertar e plenamente elevarem o vosso trabalho ao Grande Trabalho e receberem cada recompensa, para colherem a magnanimidade do sucesso, felicidade, luz e amor para vós e para o mundo com que tanto se preocupam, com tão grande beleza, benevolência e verdade, vocês precisam estar mais despertos, mais alerta, mais conscientes do que nunca.

Mas nesse sentido não estão sós; não precisam fazer tudo sozinhos. Não estão sós; nunca mais se verão sós. E embora o trabalho com os cristais não seja a única via para se tornarem mais despertos e mais conscientes. Mas é um meio elegante, um meio majestoso, uma forma mágica. Não é a única via, mas se aprenderem a despertar a consciência dos cristais, se aprenderem a trabalhar com eles, pode tornar-se para vós numa forma de criarem uma confluência, uma corrente conjunta da vossa consciência e da consciência que é chamada “consciência do cristal.” E nessa corrente conjunta de consciência, uma confluência de magia que pode ser verdadeiramente elegante.
Que coisa serão, pois, os cristais? Que constituirão eles no domínio físico? Queremos falar a respeito disso por ser importante que o compreendam, porque falar meramente das qualidades metafísicas do quartzo e de coisas desse género torna-se num conto de fadas um tanto deslocado e sem base de facto alguma, etc. E por também criar uma perspectiva para quem está por fora, por diversas razões e para quem associa aos cristais todo o género de actividades horrendas, etc., e as coisas horrendas que se dão com eles. E que não conseguem distinguir, por tornar difícil distinguir o que comporte de verdadeiro e o verdadeiro potencial de um cristal.
Conforme nós dizemos, olhem há toda essa literatura, toda essa informação, três quartos da qual é falsa. Mas como distinguirão o que é verdadeiro do que não é? Não queremos que entrem nessa do dizer: “Bom, esta fonte diz que isto é verdade e que aquilo é falso, etc.” Se o jogarmos nesse nível tratar-se-á do mesmo jogo, de modo que pretendemos dar uma olhada breve em certas das propriedades físicas dos cristais, porque então poderão operar com isso, a fim de entenderem o que seja válido e o que não seja relativamente aos cristais em combinação com uma certa verdade relativa à metafísica e à forma como a realidade opera, para que consigam decidir por vós próprios se isso não passa de um monte de porcaria ou se é informação válida que possam usar e com que possam trabalhar sem ter que estar a estruturar antecipadamente ou a interrogar-se sobre quem estará a falar a verdade. Vocês poderão descobrir quem fala a verdade, o que representa uma ideia curiosa, bem o percebemos, mas seja como for queremos que o experimentem, de modo que queremos olhar um pouco para as propriedades físicas.
Assim, e antes de mais, a crosta da vossa Terra é composta de vários químicos, certos elementos, e noventa e nove por cento dessa crosta terrestre é composta por oito elementos particulares, que do mais frequente ao menos frequente são: Antes de mais o oxigénio; a coisa mais abundante na vossa costa terrestre e por isso mesmo na vossa realidade é o oxigénio. O segundo é a sílica. O que mais abunda a seguir ao oxigénio é a sílica e a seguir têm o alumínio, que constitui o terceiro – absolutamente. E depois há o ferro. E a seguir ao ferro há o magnésio, depois o cálcio, o sódio e o potássio.
Esses oito elementos compõem noventa e nove por cento do que compõe a vossa crosta terrestre em toda a singularidade e diversidade que a caracteriza e em meio a todas as diferenças como norte e sul, este, oeste, etc. Esses são os elementos que mais predominam. E o cristal de quartzo constitui uma combinação de oxigénio, a coisa mais comum que têm, e silicone, a segunda coisa mais comum de que dispõem, e envolve uma combinação em que dois átomos de oxigénio se combinam com um átomo de sílica. E a forma como essa combinação opera, sem nos adentrarmos demasiado na área da química, é que um átomo é composto por um núcleo conforme bem estarão cientes, um neutrão, um núcleo central em torno do qual roda um certo número de electrões, num padrão arredondado e em certos níveis, à semelhança de conchas de electrões que viajam ao redor de modo que um electrão representa uma concha; se houver dois electrões, geralmente continua a existir uma concha por eles se emparelharem numa dupla, mas se existirem mais deverá resultar em duas conchas, três conchas e várias outras conchas formadas pelo padrão desses electrões. E basicamente pode ser descrito como o vosso Sol, no centro do vosso sistema solar mais Mercúrio a rodar em torno dele. Ora, Mercúrio não altera a sua órbita, sabem, não ultrapassa além da de Plutão nem para trás e para diante, mas permanece numa elíptica constante e a uma distância constante do sol, no que a isso diz respeito em particular.
Uma concha. A concha seguinte é formada pelo quê, Vénus, que na concha que forma não roda de encontro a Mercúrio na rotação e distância permanentemente constantes que descreve na elíptica à semelhança da Terra e de Marte em todo o seu percurso. Pois bem, o átomo de forma similar tem o seu núcleo e electrões que giram em torno dele numa órbita aleatória, reconhecidamente, não como os vossos planetas numa órbita sistemática mas aleatória, só à mesma distância na concha em que operam. E o que acontece aqui é que na concha externa não existe em número suficiente pelo que se juntam e deixam de lado um electrão de uma outra molécula, ou melhor de um outro átomo, para formarem uma molécula e assim dois átomos de oxigénio e um de silicone combinam-se e encaixam, por as conchas externas ficarem preenchidas com os electrões delas próprias e das outras e assim ficam ligadas em conjunto.
Por essa altura não criam um formato um a um mas as moléculas ligam-se umas com as outras; de novo, as conchas exteriores ligam-se muito à semelhança desses brinquedos de chapa, em que precisam segurar as coisas neles e elas ligam-se e criam uma estrutura elaborada dessa forma capaz de ligar, contanto tão longa e tão logo fique preenchida e não consigam colocar mais. Por isso estão limitados nesse sentido, mas a combinação em particular é formada por dois átomos de oxigénio e u átomo de sílica combinadas a fim de criarem uma molécula que se vai ligar a outras moléculas e formar uma treliça que nesse sentido constitui o quê? Uma volta em espiral de trinta graus, uma hélice que dá uma volta de trinta graus e que dá seis voltas até ficar completa e voltar ao ponto onde terá iniciado e uma vez mais, e outra e mais outra.
Não muito diferente da hélice formada pelo vosso ADN em cada átomo do vosso corpo, nem diferentemente da espiral formada pelo vosso sangue ao percorrer as vossas veias e artérias. O sangue não flui através delas mas espirala num ângulo de trinta graus ao longo das veias do vosso corpo, etc., para cima e para trás e ao redor e esse tipo de coisa, a mesma espiral; seis voltas até completar o círculo. E os cristais constroem-se dessa forma, constroem-se através dessa energia espiralada composta por moléculas de sílica e de oxigénio combinadas e travadas em conjunto, entrelaçadas, e a formar a solidez e a dureza daquilo que é caracterizado como quartzo ou cristal, e de resto de todos os cristais; diferentes combinações que resultam em diferentes formas, diferentes espirais, mas o quartzo é aquele que apresenta uma volta de trinta graus e que dá seis voltas até atingir o círculo e assim temos a forma natural composta por seis lados do quartzo de cristal.
Agora, há certas energias bastante interessantes que ocorrem no caso do quartzo - no caso do cristal e em particular no do quartzo. Há energia no exterior, há energia no interior, e nós chamaremos sinergia a essas duas energias em termos da energia do todo. Se pegarem num pedaço de quartzo, num pedaço de cristal e o pousarem e pegarem num martelo, ou num martelo de borracha ou algo e lhe baterem com ele, estarão a colocar esse cristal sob tensão, estão a comprimi-lo; por instantes mas de uma forma significativa, estão a comprimi-lo. Ora bem, o que acontece quando fazem isso, é que certos desses electrões de que falamos, que se encontram na cobertura exterior deslocam-se, saltam, à semelhança porventura do caso de pegarem num cacho de uvas e o abanarem, situação essa em que algumas das uvas poderão soltar-se por estarem maduras.
E nesse sentido, quando o golpeiam ou comprimem, ou o colocam sob pressão, na superfície inferior do cristal isso vai libertar electrões. Bom, isso poderá ser comprovado no laboratório, por um fluxo de electrões constituir electricidade. E quando golpeiam um cristal, ele acende-se; talvez não o suficiente para poderem ler um livro à luz que gera, mas ele acende-se. (Riso) E mesmo num compartimento escuro, se pegarem num cristal e o golpearem de uma forma significativa, conseguirão ver uma erupção de luz a olho nu. É por isso que por entre a maioria dos Índios desta parte ocidental dos Estados Unidos, sempre que descobrem cristais nos acampamentos e coisas muito frequentadas assim, eles lhes batem e libertam faíscas (luz) porque quando os golpeiam, eles libertam electrões, e a luz que enceram, aprisionada, é libertada. A vossa realidade é toda composta de luz, conforme temos vindo a dizer sempre que referimos o aprisionamento da luz nas partículas subatómicas, nos Neutrinos e nos Quarks e nos Charms e em vários outros do género, que por sua vez incluem a uma determinada faixa vibratória os electrões e os protões que criam a matéria, etc., etc. falamos acerca disso desde o seu processo ao máximo.
A luz constitui luz aprisionada, e essas partículas subatómicas que são luz aprisionada, ao serem golpeadas libertam a luz e vocês reparam numa explosão de luz, os electrões libertam-se, ao que se chama energia piezoeléctrica (Piezo = energia estimulada pela compressão. Piro = energia estimulado pelo calor). O que acontece nesse sentido, golpeiam-no e ele liberta esses electrões, e depois quando deixam de o golpear ele volta a captar outros, por existirem montes de electrões a flutuar ao redor, não é?
Existem muitos átomos de oxigénio no vosso ar, felizmente, e eles andam a flutuar ao redor. E assim, vocês golpeiam o cristal e facilmente os eletrões passam a desmembrar-se por um processo de cisão e vão para outra parte qualquer, e após esse golpear ou essa pressão ter terminado o cristal passa então a reunir electrões – assume outros. E vocês golpeiam-no de novo e eles libertam-se, alguns são soltos no exterior enquanto outros são recolhidos. E sucessivamente, para trás e para a frente e vocês continuam a bater no cristal repetidamente e ele liberta essa carga, essa luz.
Ele não diminui, porque assim que deixarem de lhes bater ele recolhe outros electrões, para os voltar a libertar uma vez mais, e esse é o princípio básico do funcionamento da agulha do vosso fonógrafo. É um pedacinho pequenino de quartzo, feito porventura de diamante ou safira, ou quartzo, nos discos estragados dos dois lados, mas seja como for, é isso. O pequeno quartzo percorre um sulco, sulco esse que é curvo, enquanto o quartzo segue a direito; daí que esbarra nos lados, constantemente a esbarrar para um lado e para o outro, razão porque têm um anti derrapante e um contra peso para contrabalançar todo esse material mirabolante para lhes poupar os discos, mas o mesmo sucede em termos de ser golpeado, os cantos desse sulco. Não é preciso muito para obter uma certa energia eléctrica, claro que não, porque o golpear constante dos cantos liberta uma carga eléctrica que por sua vez é transferida e mecanicamente ampliada para despois se tornar no som, mas sugerimos aqui que seja como for, assenta nesse princípio de funcionamento – golpear o quartzo para o levar a libertar a luz, a electricidade que contém, os seus electrões, sem jamais se desgastar, supostamente – bom, desgasta-se quanto a isso, mas não por causa de tal acção. Mas representa a energia piezoeléctrica que flui no exterior do cristal.
Agora; não só libertam luz do cristal através da pressão como também lhe colocam luz – luz sob a forma de electricidade, luz sob a forma de pensamento. O cristal obterá demasiados electrões e incha, engorda. E engordará até que eventualmente quebre? Não. Devido a que a electricidade alterne a sua corrente, não é, em termos de corrente A C D, e mesmo o facto de a direccionar nesse sentido sofre flutuações e não flui directamente, o que sugerimos é que o que acontece é que ele se acende, ou incha e volta a encolher; para trás e para diante. E é por isso que têm relógios de cristal, não é? Tempo exacto definido por cristais de quartzo, etc. Leva uma pequena bateria que coloca uma pequena carga no cristal, e o cristal responde para fora e para dentro muitas, muitas vezes por segundo; e tudo quanto os relojoeiros precisam fazer é calcular quantas vezes o faz por segundo, o que poderá ser computorizado e inserido no relógio de modo que um cristal que vibre a determinadas frequências por segundo, toda a vez que completar esse número de vibrações, isso levará o ponteiro dos segundos a mexer-se. E toda a vez que o ponteiro dos segundos se mexe sessenta vezes, o ponteiro dos minutos mexe-se, e toda a vez que o ponteiro dos minutos se mexer sessenta vezes o ponteiro das horas mexe-se. Simples! Basicamente é o processo. Porque quando colocam electricidade no cristal ele expande-se, e contrai-se. Ele vibra – ele vibra – e a frequência da vibração é constante em cristais do mesmo tamanho, sem que importe onde o obtenham.
Se obtiverem uma fatia de cristal de Madagáscar e outro do Arkansas e outra ainda do Alasca, e fizerem passar uma corrente eléctrica através deles todos, contanto que tenham um tamanho idêntico, todos eles vibrarão a uma mesma velocidade constante. Assim, golpeiam-no e libertam luz; colocam-lhe energia e libertam energia, libertam vibração. Colocam-lhe vibração e ele liberta luz, colocam luz nele e ele liberta vibração. Energia piezoeléctrica. Energia piezoeléctrica que flui à superfície do cristal e não dentro dele, à superfície apenas, na borda externa. Porque dentro, todo o conjunto se acha de tal modo apetado que os electrões não vão a parte nenhuma. Encontram-se todos completa e impecavelmente apertadinhos, mas é no bordo que tem espaço de sobra, de forma que o apertam e apertam uma pequena vida, uma pequenina luz, apertam até soltar esses pequenos electrões. Preenchem-no com a energia da vida, que é transferida por muitas coisas desde o pensamento até à electricidade, e o cristal obtém tantos electrões que se expande e contrai e vibra; a energia piezoeléctrica a operar – isso no laboratório, não é só por parecer agradável, mas é o que ele faz.
Os rádios de cristal e todo o uso que agora se dá aos cristais; nos computadores não utilizam esse tipo de cristais. Abram-nos e não descobrirão nenhuns, mas chips sintéticos feitos de silicone que funcionam como cristais e já iremos falar acerca disso dentro de instantes. Mas seja como for, esse é o princípio básico aí contido, nesses pequenos chips que conseguem armazenar e transferir informação por meio de vibração.
Bom, isso engloba a energia superficial; mas, e que dizer da interior? Bom, a energia contida no interior do cristal constitui uma energia em espiral. Cresce numa treliça em espiral, cresce desse modo, numa volta de trinta graus e seis voltas até completar um círculo. Completa seis voltas por círculo porque trinta numa circunferência de trezentos e sessenta dá seis, certo? Por o círculo completa trezentos e sessenta graus, etc., etc.
(NT: Aparentemente este cálculo apresenta um erro, porque seis voltas completam apenas 180 graus, e não trezentos e sessenta.)
Mas é a mesma volta que o vosso ADN dá, a mesma volta que o vosso fluxo sanguíneo descreve no vosso corpo; mas é um giro poderoso por ser amplificador.
Assim tem uma energia no interior que funciona diferentemente da energia no exterior, mas ambas as energias trabalham em conjunto de modo a levar que o cristal irradie energia. Porque a energia ao fluir de dentro confere pressão sobre o exterior e desse modo cria o efeito piezoeléctrico quer estejam presentes ou não sentados a esfregar um bastão e continuam a fazer isso, porque ele funciona por mote próprio, por a energia que flui através dele, a energia que flui no vosso universo, a energia da Terra, no determinado número de ciclos por segundo que apresenta, fluir automaticamente através dos cristais, por eles fazerem parte da terra quando lá se encontram. E assim esse fluxo de energia piezoeléctrico, tanto em termos de libertação de energia sob a forma de luz e da libertação de vibração, constitui uma limpeza. E ambas as energias criam uma energia que irradia, uma sinergia de ambas, um todo que é maior do que a mera soma das suas partes: Dentro e fora, e dentro e fora juntas – três formas diferentes de energia todas quais podem ser-lhes bastante úteis, e que em última análise utilizarão se usarem os cristais como poder ou ferramentas de crescimento.
Bom, outra coisa que é importante compreender, que é em relação à sílica. Areia. A segunda coisa mais predominante no vosso planeta, e muito predominante no vosso corpo, por possuírem tremendas quantidades de sílica no vosso cérebro. Cristais líquidos – oxigénio e sílica em constante formação e reforma no vosso cérebro, assim como em diversas outras partes do vosso corpo – tremendas quantidades de sílica. A sílica é chamada de semiconductor; soa a palavra extravagante, não? Pois bem, sabem por exemplo que o cobre é um condutor de electricidade. Ligam um gerador eléctrico e num terminal colocam um fio de cobre, ligam-no e verão que conduz a electricidade com toda a clareza. A água conduz a electricidade, assim como várias outras coisas. Já outras não conduzem electricidade, e por isso podem pegar no mesmo fio e envolvê-lo em borracha, e com a borracha a envolve-lo deixa de ser conductor. A sílica constitui um semiconductor – que conduz e que não conduz – por vezes conduz e por vezes não. Essa é uma característica muito importante, porque o que pode ocorrer com a sílica é que podem armazenar uma carga na sílica, e não armazenar uma carga noutro pedaço de sílica, porque por vezes conduz e por vezes não conduz - é semiconductor.
E todo um sistema binário que é o vosso sistema de computador, acha-se fundado no facto de poderem colocar uma carga em certos chips de sílica e de não conseguirem colocar uma carga noutros chips de sílica. E a combinação de “On” e “Off”, “Yes” e “No”, 1 e 0, cria todo o mecanismo que em última análise representa o vosso extravagante processador de texto que percorrem com um rato. (Riso)
Por isso os ir informar (aos chips) e o computador tem registos que lhe dizem que se tiverem três chips ligados e um desligado isso significa determinada coisa, e que se tiverem três chips desligados e um desligado isso significará outra coisa, ou um ligado e outro desligado… todas essas possíveis yes no, yes no, on off, on off, 0,1, 0,1, black white, carregado, não carregado. Um sistema binário está na base de todo o funcionamento do computador, assim como de muitas outras funções definitivamente, que ocorrem; muito diminutas e muito amplas, mas o que aqui sugerimos é que seja a capacidade que a sílica tem de armazenar uma carga.
(NT: Não nos esqueçamos de que o controlo da velocidade de informação é conseguido pela manipulação dos electrões, ao nível molecular, e levá-los a funcionar como “interruptores,” o que representa a função do microchip. Todavia, à altura da sua criação, que foi creditada a Jack Kilby, em 1958. Mas, não será de estranhar que só recentemente se tenha conseguido ver o comportamento do electrão à medida que faz o percurso ordenado, décadas após da criação dos microprochips? O que deixa antever uma reversão na ordem da criação, ou invenção, por comprovar que só agora começamos a obter uma visão do comportamento dos electrões através de um sistema que a IBM usa de litografia óptica, chamada Pico Second Imaging Analyses, processos de implantação de Íons, etc.
Outro meio de transmissão de informação moderno é a fibra óptica, que é constituída por um fio mais pequeno do que um cabelo humano que contém cristais no seu núcleo que conseguem fazer passar uma imensa quantidade de informação, pelo facto da luz ser reflectida para o interior a partir da interface conseguida entre a camada central e a de vidro, externa, que ultrapassa enormemente a compreensão científica que temos da matéria. A sua origem também nunca foi questionada. É como que tivesse surgido do nada. Sabe-se que Charles Kuen Kao pesquisou e foi pioneiro ao conseguir um aproveitamento da luz, mas por que razão não é o seu nome familiar nessa área e se perdeu no processo?)
Agora, armazenar uma carga significa o cristal, que é composto de um terço de sílica, duas partes de oxigénio – quer dizer, é sílica (areia) e oxigénio (ar), não é? Ele é capaz de armazenar uma carga! É fascinante, porque então pode armazenar energia, então poderá armazenar um pensamento. E é assim que o podem empacotar com conhecimento – um conhecimento binário, que ulteriormente poderá ser libertado muito à semelhança da possibilidade que têm de empacotar um computador com conhecimento, encher-lhe a memória, encher-lhe a sílica com cargas positivas ou negativas ou “On” “Off” até ficar repleta, e de seguida traze-lo de volta. Mas se o computador falasse na sua própria língua composta por “On” “Off”, vocês não entenderiam coisa alguma do que diria, pelo que dispõem de formas codificadas de compreender do mesmo modo que a vossa mente tem formas codificadas de compreender por a vossa mente estar também repleta de sílica. Podem armazenar informação – alguns de vós terão percebido isso (riso) “Eu lembro-me disso!” Conseguem armazenar uma carga na vossa “cabeça”; o vosso cérebro liberta electricidade, e luz. Não o percebem por se achar bem encaixado no crânio para ficar protegido… “Oh, não consigo recordar… Ah, já me lembro!” (Riso)
Podem criar pressão no exterior ou no interior por acção do pensamento, entendem? Para fazer com que liberte essa informação, ou essa informação armazenada – e essa (de armazenamento) é a função que cabe à sílica. Acha-se nos cristais e acha-se em vós; vocês não são um cristal, nem o cristal é pessoa alguma, mas ambos são consciências em formas diferentes, e o que sugerimos é que conseguem comunicar morfogenicamente se por nenhuma outra forma. Mas comunicam.
Mas mais, já que o oxigénio é a coisa mais abundante de que dispõem e a sílica é a segunda coisa que mais abunda, a combinação de ambas é a terceira coisa mais abundante, que são os cristais. A rocha mais comum no vosso planeta é a rocha ígnea que é um terço cristal. E depois há cristais por toda a parte – por toda a parte – por crescerem de uma forma prolífica. Alguns não são de tão boa qualidade quanto outros, mas crescem de uma forma bastante prolífica. Alguns não possuem todas as boas qualidades mas abundam de uma forma prolífica.
Mas têm cristais líquidos; os cristais no estado líquido ou sólido ainda têm as mesmas propriedades. E essas são as propriedades físicas de tudo quanto um cristal tem que ver. É um pedaço de rocha fascinante que o cristal é. E com respeito às suas propriedades metafísicas, já que não conseguem vê-los necessariamente no laboratório mas conseguem vê-lo na vida do dia-a-dia, quando os utilizam e quando trabalham com eles? Sete qualidades diferentes, claro está. (Riso) Antes de mais, um cristal tem a capacidade de equilibrar e de harmonizar. Com base na lei da ressonância, quando uma frequência, uma vibração se junta a outra vibração diferente, em última análise essas duas vibrações tornar-se-ão uma mesma. Se uma é rápida e a outra lenta, ou a lenta acelera, a rápida abranda, ou ambas encontrar-se-ão algures pelo meio. Mas em última análise tudo ressoa à mesma frequência. Por isso, quando têm um cristal que ressoa a uma frequência particular constante, permanecerá na mesma; vocês estão com ele e que pegam nele, mas ele não vai mudar mas sim vocês. Isso poderá tê-los enganado por muito tempo, mas não obstante vocês mudarão, sem sombra de dúvida. Ninguém o mantém na língua mas em última análise mudarão. (Riso)
Não podem, na verdade muita gente descobre que não pode estar muito tempo perto dos cristais sem descontrair um pouco, mas sente-se equilibrada no sentido de uma certa harmonia. O pior dos problemas que pode ocorrer é que parecem não manter a vossa atenção quando estão perto de cristais – em particular a vossa, aquela que tenta usar, aquela que ressoa e que além disso a que é ajustada para vós. E, conforme diremos mais tarde, podem empacotar muito conhecimento e energia nele. Vocês podem alterar-lhe a vibração para estabelecer a frequência, para que quando pegarem nesse cristal, independentemente do local onde se encontrem, ao pegarem nele, ele possa puxar por vós.
Ora bem, certo é que também o podem perturbar ou diminuir a frequência, mas podem reencaixotá-lo nesse sentido particular, se o tentarem. Peguem no cristal e apliquem-no sobre o vosso martírio e autocomiseração e fealdade e sentimentos de horribilidade e podridão e pavor e a seguir coloquem-no na estante e, “Ei! Segurei no meu cristal por um bocado e de súbito comecei a sentir-me terrível e triste e podre. Diz-se, nesse sentido, que se teve cuidado, mas a vibração encontra-se nele, e se segurarem nele como deve ser, vocês poderão elevar-se para a sua vibração sem que a dele desça ao nível da vossa; se não pegarem nele de forma apropriada poderão conduzir a coisa directamente para vós, e aí ficarão com duas versões de vós próprios – sozinhos no vosso poço de desespero. (Riso) Portanto, ele pode equilibrar e harmonizar.
Em segundo lugar, ele consegue reunir e armazenar informação, conhecimento, compreensão, percepção, por causa das propriedades da sílica ele consegue armazenar. Devido à espiral e ao campo de energia decorrente da energia piezoeléctrica à superfície, não opera a energia electromagnética; não, é uma energia diferente, um tipo diferente de electricidade. Mas trata-se de uma energia piezoeléctrica que todavia atrai e por conseguinte consegue reunir conhecimento, e consegue armazena-lo. Alguns de vós, que conhecem isso trazem os vossos cristais aos seminários e seguram neles enquanto ouvem tudo quanto é dito, porque os vossos cristais estão neste exacto momento a ouvir tudo quanto é dito e a armazenar essa informação. Eles podem reunir e armazenar, de modo que quando chegarem a casa e tentarem recordar-se do que terá sido dito em relação a algo, podem aceder a isso através do cristal. “Ora, tem lá paciência…!” Certamente que podem!
Tivemos alguém que tinha um cristal consigo e que teve que comparecer num encontro, uma mulher jovem que tinha um encontro marcado com um homem de negócios da alta esfera do poder, que por acaso era desdenhoso, conhecido pela capacidade que tinha de espremer o sangue a um nabo, ou enganar um menino e comer-lhe o pão. (Riso) Mas seja como for, o que pretendemos sugerir é que, ao precisarem encontrar-se com essa gente particular e se preocuparem por não conseguirem lembrar-se de tudo, que é que fazem? Armazenam num cristal, um pequeno cristal inócuo, e colocam em cada uma das suas faces a informação de que querem falar, pelo que nesse encontro seguram no cristal de uma face até à seguinte, a fim de recordarem tudo quanto têm que dizer. Tudo quanto tenham armazenado, libertam a informação à medida que forem prosseguindo. Manipulam-na na perfeição. Não se esquecerão de uma só coisa, muito para sua estupefação (assim como humilhação). (Riso)
Na realidade ele é capaz de juntar informação, ele reúne a informação, razão porque quando se sentam ao redor da vossa casa de mau humor, o cristal reúne isso tudo. Por isso, tenham cuidado com o que dizem e sentem ao redor de um cristal, por ele os estar a observar a toda a hora e estar a reunir cada pedaço da informação. A seguir pegam nele e espremem-no e seguram nele, digamos que o mantêm num equilíbrio apropriado e numa posição adequada, o que é bastante fácil de fazer, mas seja como for eles são capazes de reunir e de armazenar informação.
Em terceiro lugar, conseguem amplificar, projectar e direccionar a energia. Amplificar a energia sem sombra de dúvida, por meio dessa espiral, e é capaz de dirigir essa energia por intermédio da espiral, à medida que ela se mover e for dirigida dessa forma. A energia piezoeléctrica que liberta esses electrões pegam de volta electrões e pode atrair eletrões da energia do vosso pensamento. por isso podem reunir a informação nele e projectá-la por meio de um cristal. Apontá-la, a fim de a projectarem, para dessa forma influenciarem. Pode amplificar, projectar e dirigir a energia.
Em quarto lugar pode ser muito útil na transformação; querem transformar alguma coisa com respeito a vós próprios? Têm alguma qualidade que tenham tratado de alguma forma... não serve de atalho, em termos aqui de terem um problema e recusam-se a tratá-lo, recusam-se a processá-lo, recusam-se a examiná-lo, recusam-se a lidar com ele, recusam-se até mesmo a ter ideia dele, mas podem sentar-se com o cristal e dizer: "Vamos lá, transforma este sacana!" Não funcionará! Mas se fizerem o vosso trabalho de casa e confrontarem e aprenderem o que precisam aprender e o libertarem pelo melhor de que forem capazes, e ainda assim trazerem isso agarrado a vós, então poderão sentar-se com o cristal e libertá-lo e transformar essa energia dentro de vós para mudarem, ou para transcenderem. Quarto componente - transformar ou transcender.
Em quinto lugar: O cristal pode ser usado na perfeição e de forma potente para condensar e focar a energia. A quinta posição corresponde à terceira, entendem? Na terceira posição pode amplificar, dirigir e projectar. Também pode condensar e focar a energia como um laser. Uma energia poderosa. É desse modo que pode ser usada para matar alguém. Não o recomendamos. (Riso) Com toda a clareza, não é coisa que recomendamos. Mas seja como for, pode focar e condensar a energia de uma maneira negativa, mas pode linda e maravilhosamente focá-la de uma maneira positiva. Consegue focá-la de maneira precisa.
Em sexto lugar, os cristais conseguem comunicar uns com os outros. Eles falam uns com os outros a toda a hora. A ideia egocêntrica de que somente as pessoas podem falar nesse sentido é bastante... com sorte... minguante. Eles falam entre si de uma forma bastante concisa. Por todo o mundo; não são restringidos pelo tempo e espaço, etc. É por isso que um cristal no Connecticut é capaz de falar com outro na Ásia e passar informação de um lado para o outro, e fazê-lo a toda a hora. É por isso que um cristal que segurem é capaz de captar informação em qualquer parte do vosso planeta ou no vosso universo, onde quer que hajam cristais. Reconheçamos que vocês precisam ter sensibilidade; não é só esperar que balbuciem de forma suficientemente sonora para poderem ouvir enquanto passam, embora alguns de vocês consigam. Mas em grande maioria não conseguem, por eles serem muitos discretos. Eles conseguem comunicar e fazem-no; e vocês podem comunicar através deles e junto com eles.
Finalmente, os cristais podem funcionar com toda a clareza a fim de proteger e curar. Nesse sentido funciona como o oposto da primeira qualidade, de equilibrar e de produzir equilíbrio e harmonia que possam protegê-los; um campo de energia, uma bolha de energia, um borrifo de energia, uma parede de energia que os proteja do vosso próprio ego negativo e de mais alguma coisa de que se queiram proteger. E pode curar; pode ser usado para curar, como um instrumento de cura. Não pode curar por si só, mas pode funcionar como instrumento de cura e de protecção.
Essas são as propriedades metafísicas, em combinação com as propriedades físicas do que os cristais compreendem e daquilo para que podem ser usados e de como podem ser agregados. Os cristais são consciência e não só rochas. A maioria do material que leem tem alguma validade em termos das propriedades materiais que lhes delegam, mas geralmente encara os cristais apenas como rocha, uma rocha comum fascinante, que faz coisas especiais. Aqueles que assistiram ao seminário “Leis Secretas da Consciência,” distanciam-se muito em termos das possibilidades que têm, arruínam essas perspectivas do que de ridículo apresentam, etc. "O cristal disse-mo na noite passada..." e essa coisa amalucada. Mas o que conta é que os cristais são consciência, todas as células representam consciência, todos os átomos possuem consciência, cada pedaço de energia traduz uma consciência, e aqui sugerimos que o cristal seja uma consciência rarefeita (subtil), é uma consciência muito evoluída do reino mineral. Não diremos que seja a mais evoluída, por não ser o mesmo, não o podermos descrever nesse sentido; mas é um mineral muito evoluído, dotado de uma enorme quantidade de consciência. E sugerimos que ele aceita o conhecimento que recebe e vê, antecipa, dessa forma, como um mestre em silencio, detentor da sabedoria. Sugerimos que o cristal detém essa sabedoria por a ter experimentado, detém-na por ter sido acondicionado com tal sabedoria.
No filme "2001" publicado há tantos anos atrás, que é um arquétipo nas qualidades fascinantes que encerra, dá-se a descoberta de um monólito de uma época primitiva. E esse mesmo monólito é depois descoberto na lua, e esse mesmo monólito é descoberto em Júpiter ou no espaço exterior, sugerindo de algum modo uma ligação existente entre os três, sugerindo um propósito, que pode ser maior do que o dos cientistas primitivos e dos cientistas avançados que procuram quebrar-lhe o código, abri-lo e descobrir o que encerra o e conhecimento que comporta. Na verdade o cristal funciona muito à maneira que a ficção procura sugerir subtilmente relativamente ao funcionamento do monólito, pelo facto de conter informação e de transmitir informação. E o que nós sugerimos é que apresenta um elo poderoso na união da consciência. Por isso há carma que pode ser desenvolvido em torno dos cristais; vocês abusam deles e maltratam-nos, e podem desenvolver carma. Ao passo que se maltratarem um pedaço de rocha ou um pedaço de cascalho, etc., é pouco provável que venham a desenvolver carma.
Com certas plantas, sugerimos que contraiam e não contraiam carma, e com certos animais seja do mesmo modo, mas como cristal há em definitivo o potencial de desenvolverem carma, pelo que é importante, muito embora vós próprios crieis o carma, ele ainda pode ter afeitos deletérios, caso não o criem adequadamente ou não o libertem apropriadamente. Por conseguinte o uso adequado e a compreensão dos cristais é com efeito muito importante para entenderem por que estão de volta actualmente, a razão por que estão de novo a emergir de novo, e não apenas como coisa bonita e brilhante e uma moda excelente de pedras e cristais de exibição, não. Compreender a sua história, as suas origens, o sagrado que envolve, desde a época vetusta da Lemúria, levados adiante; as civilizações surgiram e desvaneceram-se enquanto os cristais (e mais algumas coisas) permaneceram. Compreender as suas propriedades físicas e metafísicas, ter uma noção da consciência que encerra são os passos iniciais no desenvolvimento efectivo de uma compreensão que em última análise conduzirá ao vosso próprio uso mais efectivo e potente dos cristais; de, num certo sentido, cocriar, trabalhar com eles em harmonia.
Vocês precisam acompanhar o cristal, ver como se sentem e para que o vão usar, qual é a intenção que têm com o uso desse cristal particular – se virá a ser um cristal que produz e irradia que emita energia no exterior com propósitos particulares ou para cercar energias e coisas desse tipo, porque aí, a inclusão pode resultar na perfeição. Se vão usar o cristal com o propósito de vidência e ler o futuro e ver o passado no futuro; essas inclusões podem servir de maravilhosos pontos focais. Para os usarem de maneiras diversificadas as inclusões podem ser úteis e podem ficar abafados e muito nublados, pelo que sugerimos que não venham a obter o que pretendem deles, certamente. Por isso, para terem um certa quantidade de clareza, sugerimos que o melhor seja que a ponta do cristal seja claro enquanto a base pode ser um tanto nublada, em termos de um cristal comprido dessa natureza. E que numa bola de cristal será bom ter alguma parte dela, ou que seja grande parte clara, dependendo das vossas próprias preferências, mas que uma pista diminuta de qualquer coisa, que poderá não ser mais que uma bolha, pode representar um acesso formidável, um ponto focal para vós.
Transcrição e tradução de Amadeu António