sábado, 28 de janeiro de 2017

VOZES XIII




MAHATMA GANDHI

Há muito preconceito criado pela tolice e ignorância do homem, por causa do orgulho nacional e da sua obstinação e desejo de posição pessoal. Até que o homem perceba que são todos de uma mesma família, que existe apenas uma religião, uma religião universal, que é a Verdade. O próprio homem criou barreiras com a sua ignorância e desejo de engrandecimento pessoal. Ele considera o seu conhecimento perfeito enquanto o conhecimento das outras pessoas é imperfeito; a sua religião é a única religião verdadeira, enquanto as outras religiões são falsas.

Existe apenas uma verdade que é o fundamento de todas as religiões. Em essência, o homem construiu em torno da religião muitas barreiras, falsidades, credos e dogmas, e consequentemente existem não apenas entre as religiões, mas entre as nações, grandes diferenças de opinião, grandes divergências e caminhos separados que causam grande infelicidade a muitos. Neste mundo reina uma enorme pobreza, e muitas vezes a pobreza não se deve apenas à ignorância, mas também ao orgulho pessoal, ao desejo pessoal do indivíduo que se encontra em condições de suprimir. 



Muitas vezes a religião é a base de grande parte da infelicidade do mundo. As religiões fortalecem-se e grupos de indivíduos criam para si mesmos uma enorme massa de riqueza que não é usada em função dos pobres, nem dos subalternos, nem dos oprimidos, mas do engrandecimento pessoal de alguns, não apenas fora da religião, mas dentro dela. Onde houver uma grande força na religião, muitas vezes há uma fraqueza maior. Aquelas religiões que acumulam grande riqueza estão muitas vezes muito distantes da verdade. Eu vi isso por muitas formas diferentes. 



Quando eu estive no vosso lado e desde que vim para aqui, eu tenho visto nos corações de muitas dessas pessoas que se encontram nos ditos lugares cimeiros e em posições de prestígio, e eles não se preocupam com o bem da humanidade. Eles estão preocupados com o seu orgulho pessoal e a ideia pessoal do que consideram ser a verdade, e muitas vezes estão longe da verdade. É nosso desejo, de todos quantos aqui vêm, que com o tempo, derrubemos essas barreiras que o homem criou na sua tolice. Estou interessado em que vós e outros como vós, sejam os propagadores desta grande revelação tão essencial para a felicidade e o bem-estar do mundo. 



Hoje o vosso mundo encontra-se como que à beira da destruição. A qualquer altura a ponte em que o homem se encontra, que por si só é tão pouco fiável que é duvidoso que sustente o peso que lhe é colocado, por o próprio homem inconscientemente e de certa forma conscientemente ter suscitado essa condição de confusão, essa condição de ódio e de intolerância - há tanta intolerância depositada no mundo por meio da tolice do homem – mas a menos que algo seja feito muito em breve, eu posso constatar que pelo peso da tolice do homem e da ignorância combinada com a falta de espiritualidade de que padece, destruirá a própria ponte que lhe permite alcançar em segurança a margem de paz e da felicidade.

Nós, deste lado, há muito tempo nos esforçamos para construir entre o nosso mundo e o vosso uma ponte onde o homem possa subir às alturas e encontrar aquela paz que o vosso mundo não pode dar. Sabemos que só por esta verdade, somente por esta realização da comunicação entre os chamados mortos e os vivos, assenta a salvação do vosso mundo. Toda a história se repete. A própria história demonstra que o próprio fundamento da felicidade do homem assenta no conhecimento e na realização da vida que está para vir. 



A vida terrena não é senão o campo de treino, a escola em que o homem deve aprender a lição que consequentemente lhe dará a oportunidade de herdar o reino do Pai vivo. Impera tanta ignorância no vosso mundo, são tão poucos os estudantes, tão poucos se encontram preparados para aprender, e são tantos os egoístas e voluntariosos, e tolos ao extremo. Vocês, meus filhos, estão preparados para se tornarem bons estudantes, estão preparados para aprender, mas muitas, muitas são as almas que não estão preparadas para aprender, não estão preparadas por qualquer forma para fazer qualquer sacrifício. Aqueles que quiserem servir a Deus devem estar preparados para sacrificar, se necessário for, mas há poucos que se encontrem preparados para sacrificar. 



Em todas as organizações religiosas, conforme vocês as denominam, em todos os credos que vocês possuem e em todas as diferentes nacionalidades, há por aqui e por ali almas boas e sinceras. Mas, infelizmente, muitos só podem conceber a verdade do ponto de vista do seu próprio estreito aspecto limitado. Eles não estão preparados para ter uma mente aberta e para viver livres e receber inspiração. Eles aceitam apenas aquilo que têm aceitado e em que têm acreditado. Para eles a revelação de Deus é como um livro fechado, o que eles sabem foi-lhes revelado a eles e isso apenas.
 Eles não percebem que ao longo do tempo existiram grandiosos profetas, grandiosos videntes, grandes mestres, grandes filósofos, grandes almas. E todas essas almas, em muitos casos, embora não em todos, se sacrificaram voluntariamente no altar do amor pelos seres humanos seus companheiros. E há poucos no mundo de hoje que estejam preparados para se sacrificar. 



Para eles a sua religião é algo que lhes dá porventura num sentido exterior, uma espécie de paz, mas não a paz real. Não lhes dá a percepção de que nos esforçamos por lhes transmitir. Eles muitas vezes são falsos mesmo para si mesmos e até mesmo para aquilo que professam acreditar. Dói-nos quando vemos como no vosso mundo existe tanta malícia, tanto ódio, tanta intolerância, tanta infelicidade, tanto medo, tanta dúvida. O vosso mundo está repleto de medo: medo no seu aspecto religioso, medo na percepção da forma como sente as coisas que conhecem. 



Não existe segurança nas mentes das massas de pessoas. Mesmo aqueles que professam a sua religião particular, muitos deles duvidam até do que aceitam ou professam acreditar. Há muito poucas pessoas no vosso mundo que detenham a verdade que possa torná-las livres, porque a primeira coisa que a verdade fará quando você gozarem dessa verdade é que dar-lhes liberdade de espírito. Serão capazes de receber mais e mais verdade, e o cúmulo de verdade traz-lhes uma segurança e uma paz de espírito que transcende todas as coisas. Não tem carregarão medo no coração e então serão capazes de lutar contra o mundo em que vocês precisam existir. Há muito de que queremos libertar o homem, mas acima de tudo do medo. A vida no vosso mundo está repleta de medo. As pessoas temem um imenso número de coisas. 



Por há hoje tanto medo sobre o vosso mundo? Por o homem não ter aprendido o caminho. Existe apenas um caminho real. É o caminho do espírito, mas há poucos que sigam esse caminho. Existem alguns que professam isso, outros que se esforçam, mas há poucos que o consigam, por não conseguirem esquecer-se de si próprios. A primeira lição que se deve aprender é esquecer-se de si próprio. Dar em amor tudo o que for possível a partir de dentro de vós próprios, e isso lhes será devolvido. Essas coisas de que Cristo falou e todos os grandes mestres, bem como todos os grandes filósofos, ao longo dos séculos, foi que o próprio homem devia esquecer-se de si próprio e que, em troca, poderia se encontrar-se. 



Quando vocês se perdem a si próprios num mar de amor então certamente vocês descobrem que amam as suas margens. É como se vocês se lançassem no poder de purificação do eterno mar de amor, e não se afogassem, mas se tornassem como que levantados, sustentados por ele, e carregados nele, e por consequência, o vosso trabalho tivesse então começo. E poderão ser lançados em muitas enseadas, que irão permitir que outros encontrem o que vocês tiverem encontrado. Acreditem em mim, meus amigos, por eu saber que só há uma maneira, que é uma maneira do amor.

Quando o homem se esquece de si próprio em amor e em serviço, então começa a viver, então começa a perceber Deus e propósito que Ele tem para ele. Então Ele mostrar-lhes-á o caminho, e como poderão vivê-lo e o que podem fazer com ele, e como poderão permitir que outros também o encontrem. A primeira lei é amar o próximo mais do que a vós mesmos, que assim começarão a viver pela primeira vez. Vocês começam a respirar o ar da liberdade, e encontram a força que lhes é dada para combater todos os males do vosso mundo. Aqueles a quem foi dada a tarefa de fazer a vontade de Deus, sempre tiveram de aprender a esquecer-se de si mesmos, primeiro. Eu, do mesmo modo que outros, não estava preocupado com a casa, com roupas, com a posição. Eu não estava preocupado com o dinheiro, e no entanto foi-me dado amor por parte dos outros que viram em mim como fizeram em outros discípulos em eras passadas. Eles viram um caminho para Deus, um caminho em que podem ajudar os outros a encontrar paz e felicidade. 



Havia alguns no vosso mundo, como de fato ainda hoje há, que consideram que eu tinha o desejo de poder e ainda assim eu não tinha qualquer poder, somente o do amor pelas outras pessoas. Nada desejava para mim próprio, mas havia quem dissesse que interesse que eu tinha não era pelo bem dos outros, mas por mim mesmo. Havia alguns que diziam que os motivos que eu tinha eram políticos. Todas essas coisas não eram verdadeiras. Eu só estava preocupado com o bem da humanidade. Eu tentei trabalhar não só a favor do meu próprio povo. Claro que eu tinha um dever, conforme eu o vi em erguer o meu próprio povo e levantá-los daquela condição em que se encontrava para tentar melhorá-lo num certo sentido, talvez materialmente, mas seja como for o interesse fundamental que tinha era por melhorá-los espiritualmente. Eu percebo as muitas diferenças existentes no vosso país entre os povos, especialmente no campo da religião. Foi uma grande barreira. Assim, novamente, algumas pessoas consideram que eu tenha vindo para fundar uma espécie de religião nova. Isso não foi verdade. 



Foi somente através da meditação e da oração que fiz, e se me é permitido dizê-lo, da humildade, que eu fui capaz de receber a força e a inspiração para continuar, muitas vezes contra a doença, contra a saúde e as dificuldades de que vocês nada sabem. Mas eu disse-lhes, meus filhos, que se seguirem os passos que os grandes mestres e de mestres que o demostraram no passado, aqueles que sacrificaram muito por amor pelos seus semelhantes, vocês permitir-nos-ão a nós, através de vocês, fazer muito para aliviar o sofrimento nos corações de muitos. Não devemos esperar ver a face do vosso mundo mude por completo tão cedo. Isso eu percebo não ser possível. Ninguém deste lado pode antecipar uma coisa tão maravilhosa. Vai levar muito tempo, mas precisamos de uma cura - discípulos aqui e aí que se unam e se esforcem connosco para tornar isso uma possibilidade. São os poucos que salvarão os muitos, meus amigos. 



Estamos muito preocupados com o seu mundo hoje. Ele não melhora, mas piora, e muito. Só é preciso de um toque que o vosso mundo entre em chamas. Isso eu não acho que precise ser muito sublinhado; É óbvio que existe muito medo no mundo. Qual será a base desse medo? Será para o bem da raça humana? Será por certas pessoas temerem as outras nações? Não. É por eles temerem a falta ou a perda do seu próprio modo de vida, por elas temerem que possam perder o poder e a força que detêm no mundo. Todas essas coisas se baseiam em motivos materiais, não espirituais. Eles dar-lhes-ão uma interpretação superficialmente espiritual, mas quando você chegam bem ao fundo da questão, você descobrem que as raízes estão enterradas profundamente, no material da escória da terra. Eles não se preocupam com os seres humanos enquanto tal. Eles estão preocupados com o poder. Eles estão preocupados com o dinheiro, com investimentos. Eles estão preocupados com a força do aspecto material, não o espiritual. 



Se pudéssemos mudar a perspectiva e os pensamentos dessas pessoas colocadas em lugares cimeiros e fazê-los ver os verdadeiros valores. Mas para haver paz no vosso mundo, precisa haver harmonia, precisa haver equilíbrio. Não esperamos que vocês possam existir no vosso mundo sem coisas materiais. Mas o homem só se preocupa com as coisas materiais. Ele não considera o espiritual. Ninguém se preocupa com as coisas espirituais. É sempre a propriedade, a propriedade, as ações, o dinheiro e todas as coisas que consistem em matéria da Terra. Se é esta nação ou essa nação, eu não diferencio entre elas. Eu não defendo um credo nem, digamos, defendo uma convicção política particular sobre outra. Vejo o bem fundamental em tudo, mas vejo que, na chamada defesa desse credo político particular, milhões de pessoas podem ser conduzidas a uma morte precipitada, despreparadas para uma nova vida, cheias de erros nos seus corações e nos seus caracteres, e isso seria desastroso. 



Ninguém poderia ganhar tal guerra, quer sejam aqueles que vivem na terra ou aqueles que venham a ela. Perspectivamos somente a destruição total, a desolação total, a infelicidade total para aqueles que aqui continuassem e para aqueles que aqui viessem, pois poucos haveria que aqui viessem preparados para a morte. A morte é algo que no vosso mundo é tabu. As pessoas têm medo de mencionar a palavra; não gostam de pensar nisso. Fogem dela. É algo de que têm medo, por saberem bem lá no fundo dos seus corações que é uma realidade que eles eventualmente terão que enfrentar, e eles têm medo dela por saberem em si mesmos que não estão totalmente preparados para isso. Elas sabem muito pouco sobre isso e têm medo de descobrir. O medo domina os corações e as mentes dos homens, e sabemos que, a menos que algo seja feito sobre isso antes que seja tarde demais, as consequências desastrosas são tão tremendas, que quase não nos atrevemos a pensar nisso. 

A vossa responsabilidade é grande. Quanto mais conhecimento recebem, mais compreensão têm dessas coisas, dessas verdades que lhe transmitimos, maior é a vossa responsabilidade. Não é uma tarefa fácil que para vós próprios reservem. Asseguro-lhes, não será fácil fazer este trabalho. Na verdade eu sei que vocês descobrem que implica muitos sacrifícios. Mas, uma vez mais, eu sei que não se importam, porque vocês gostarem de servir. É esse amor pelo servir, é esse desejo de servir que importa. Neste serviço, vocês encontram a vossa própria salvação como aconteceu com milhares no passado. Mas no presente momento a coisa mais imperativa é como salvar o vosso mundo do desastre. Porque eu garanto que há duas grandes nações no vosso mundo que têm imenso medo, e que com esse mesmo medo, elas podem destruir não só a si mesmas, mas ao resto do mundo ou grande parte dele. 



É esse medo terrível, esse sentimento de estarem na borda do precipício, e de que só é preciso o toque de um dedo para os empurrar. Isso é algo terrível; depois que terem tido guerras desastrosas e do homem ter sofrido tão intensamente, vocês terão pensado que tenham aprendido. Mas não, só se torna piores ainda; O homem cria para si um inferno vivo, por pensar o tempo todo exclusivamente em termos materiais. Ele não encara nada no sentido espiritual. Todas as organizações religiosas (nas suas diferentes denominações) pouco fazem para aliviar essa condição. Às vezes falam sobre isso, sobre o "quão é terrível". Mas eles defendem o seu modo de vida conforme o encaram, ou a sua religião particular, a ponto de dizerem, "se vamos de mal a pior então estaremos justificados na defesa do nosso modo de vida", sabendo nos seus corações que o seu modo de vida contem muito mal, no entanto eles dizem: "ah, bom, é o menor dos males", e no entanto têm conhecimento da destruição que pode vir sobre o mundo que se torna terrível só de pensar. 



Existe bem em todos; Isso eu não o nego. Em todos os corações há algum bem, e fundamentalmente, suponho eu, realmente existe bem no coração das massas: eles só desejam a paz. Mas estão tão manipulados por tantas formas distintas, que se assemelham a ovelhas que se deixam levar para o abate. É-lhes incutida a ideia de que estão sempre certos, mas frequentemente estão muitas vezes erradas. Esse medo terrível, a percepção que eventualmente deve vir ao homem de que não pode viver pelo medo, mas somente pelo amor. Esta é a nossa tarefa, a nossa responsabilidade: temos de dar ao mundo a percepção de que o amor vence tudo. É o credo mais antigo, é a verdade mais antiga do mundo: que é pelo amor que conquistamos - não pelo ódio. O poder do amor é tremendo. Este poder de viver torna possível a nossa vinda aqui para conversarmos convosco. Este poder de amor dá-nos a força para combater os males do vosso mundo. Este poder de amor torna-lhes possível uma nova vida. Pois que, quando você se afastam dos vossos, vocês entram no reino do amor, e então, se não estiverem prontos por não terem amor suficiente nos vossos corações, então vocês têm que aprender a ajustar-se e têm que trabalhar muito. É melhor saber destas coisas enquanto estão na Terra. Sejam, pois, de boa-fé, como Cristo disse: "A tua fé te salvará".

(Gandhi a esta altura fez uma pausa para responder a perguntas, não suficientemente claras, da parte do grupo.) 



O passado é como aquilo que se lhes apresenta no espelho. É o reflexo da realidade. A realidade é o presente e o futuro que está para vir. Quando nos olhamos ao espelho não vemos o nosso verdadeiro eu no momento. As coisas estão invertidas. Muitas vezes não vemos a clareza do coração. O mundo está com grande necessidade de líderes - líderes espirituais. No momento presente está sendo conduzido não por líderes espirituais, mas por materiais. E mesmo alguns deles não se situam fora da igreja, mas dentro. Não desejo ser mal interpretado como tendo no meu coração qualquer inimizade ou qualquer má vontade que presentemente não tem qualquer existência na minha natureza, mas eu digo-o por agora poder falar plenamente com base na verdade, e, portanto, não receio afirmar o que sinto, por saber que, até que muitas pessoas, particularmente aquelas colocadas nos lugares cimeiros da política e da igreja, até que eles mudem as suas índoles e a sua maneira de pensar, eles não poderão salvar o vosso mundo da destruição. 



A igreja tem grande poder e pode fazer muitas coisas, mas deve lembrar-se que a igreja cristã não é a única igreja, nem é a única fé, não é o único caminho. Na verdade, a igreja cristã é pequena em comparação com o enorme número de pessoas que se situam fora dela. Lembrem-se que não é numa igreja, nem é num credo, num dogma, que a verdade é encontrada. A Verdade é encontrada apenas procurando dentro de si mesmos como Cristo disse, e a percepção de que vocês são parte de um plano divino, que vocês fazem parte do propósito de Deus e que devem esquecer-se de si próprios e que então poderão começar a servir. Infelizmente, a maioria daqueles que proclamam ser líderes não se esqueceram de si próprios, mas apenas se lembram de que é por isso que se encontram na posição em que estão - não por causa dos méritos que tenham enquanto seres espirituais, mas por causa de mérito que têm enquanto seres materiais. E essa é a fraqueza de que o vosso mundo padece. É por isso que a força do vosso mundo é sofre uma diminuição. Não é de uma verdadeira força que vocês dispõem no vosso mundo por os vossos líderes serem quem são. 

Os vossos líderes elevaram-se a um lugar cimeiro, não por motivos espirituais ou por amor espiritual pela massa da humanidade, mas apenas por estarem tão só preocupados com a posição material, o poder material e a substância. A força do amor, a força da felicidade, da alegria, a força do conhecimento, da paz, todas as boas qualidades só existem quando vocês se esquece de vós próprios. Essas pessoas não se esqueceram de si próprias. Elas fizeram-se apenas porque se esforçaram materialmente em função dos lugares cimeiros. Elas não se negaram a si próprias. Muitas vezes elas aproximaram-se dos lugares cimeiros por meio da trapaça, como vocês dizem, assim como por métodos dissimulados, situações sem que superam o que eles pensam ser obstáculos não relacionados com as pessoas. Eles estão preocupados consigo próprios. Enquanto houver egoísmo e intolerância, enquanto houver ódio e malícia no íntimo dos homens, esses serão os homens que se alçarão aos lugares cimeiros e que trarão destruição ao vosso mundo. 



Os verdadeiros líderes são os do espírito, os da mente. São esses que vocês devem buscar para salvação do vosso mundo e para a alegria e a felicidade que devem vir. Asseguro-lhes que a vossa salvação não reside na política, nem nos políticos, nem nas pessoas situadas em lugares elevados da igreja, nem nos credos e dogmas, mas em pessoas verdadeiras, sinceras e honestas que não procuram os lugares cimeiros do mundo, mas o reino de Deus e o amor que tem pelos seus filhos. Estas são as pessoas em que vocês devem confiar. Aqueles que não possuem nada, que não lhes podem dar nada de material, mas que lhes dão muito espiritualmente. Aqueles que negarem o mundo salvarão o mundo. Aqueles que não têm, terão muito, porque seu é o reino de Deus, e onde eles acumulam é no céu, e isso é indestrutível. 



Aqueles que acumulam grandes fortunas no vosso mundo, aqueles que acumulam grande poder para si e para os seus amigos trarão destruição e infelicidade ao mundo. Estas são as pessoas que perderão tudo. Não encontreis nada aqui, meus filhos, não vos considerais demasiado como coisas da Terra. Construam, como disse Cristo, os vossos tesouros nos céus pelo vosso coração e pelas boas obras que o vosso coração vos ordenar, e por amor servi aos seus filhos, e encontrareis a paz, e na humildade encontrareis a verdade e a verdade dar-lhes-á liberdade. 


Sejam de boa-fé, meus amigos, sejam de boa-fé. Eu preciso ir, seja de paz para mas que a paz fique convosco. Estendo as minhas bênçãos a todos os povos do mundo.
Lesle Flint 

RABINDRANATH TAGORE

Rabindranath Tagore: Estou muito feliz de vir aqui falar convosco. [Pausa] Estou muito interessado em tudo o que está a acontecer com respeito a este trabalho. Estive um longo tempo a tentar ajudar deste lado. Muitas pessoas vêm, alguns de vocês, é claro, sabem muito bem, mas muitas pessoas não sabem quem vem, muitos que ajudam e prestam assistência. Claro que se for possível algumas das outras almas acabarão por se tornar conhecidas. Mas seria impossível todos falarem, porque se assim fosse, significaria que vocês teriam que vir às sessões todos os dias, e por muitos, muitos dias, por muitos anos por haver tantas pessoas muito interessadas. 



Eu próprio estive interessado nesta matéria por muito tempo antes de eu vir para aqui. Quando eu estava na Índia, escutei muitas das almas que sentiam interesse pelas religiões, pela comunicação, etc. Oh, não era exatamente assim, é claro, mas na Índia há muitos, muitos profetas, muitos videntes, muitas pessoas maravilhosas que estão em contato com o infinito. Embora eu não estivesse tão bem inteirado quanto vocês com respeito exactamente ao como espiritualismo, eu interessava-me pelo ocultismo. Estou interessado em todos os aspectos desta matéria formidável, e oh, se era possível, e eu possuo a experiência possível para estabelecer comunicação, mas a ideia que tínhamos era bastante diferente, no entanto constitui todas a mesma verdade, diferentes aspectos da qual eram visíveis para diversas pessoas por modos diferentes, mas cada um tem o aspecto da verdade peculiar a si mesmo. Vocês têm sido muito afortunados por terem recebido tantos desses conhecimentos. 
Eu era um grande seguidor de Gandhi, mas não completamente. Eu tinha grande respeito e admiração por Gandhi. Mas havia outros por quem me interessava, em Benares, onde passei muito do meu tempo, e onde ouvi várias almas. Havia uma pessoa extraordinária lá a quem eu ia, que era um homem notável, mas completamente desconhecido fora da Índia. Apenas algumas pessoas tinham conhecimento dele, por entre o resto da Índia, mas fora da Índia ele não era do conhecimento do homem branco, dos europeus. 



Eu próprio era um ocultista. Eu era capaz em mim próprio de me transportar por milhares de milhas. Nesse estado de transe, eu podia viajar no meu corpo astral e visitar lugares e pessoas, e eu aprendia a fazer uma enorme quantidade de viagens astrais. Também era capaz de usar o poder do pensamento para alcançar resultados que em si mesmos eram muitas vezes impressionantes. Eu não acho que o mundo ocidental conheça o suficiente, e na verdade sabe muito pouco sobre o poder do pensamento da alma interior, ou do poder que pode ser alcançado pela devoção, pela introspecção, sentando calma e placidamente por um período de tempo de contemplação, todos os dias, ser capaz, por assim dizer, de aprender a superar as limitações da carne. O homem tem muito pouca percepção de como superar o eu, de como se libertar, libertar o verdadeiro eu do corpo físico. Pensa muito no corpo físico. Concentra muito a ideia nas coisas materiais. Ao passo que, se o homem aprendesse a usar o poder do eu, do eu interior, e se concentrar nisso, ele aprenderia como superar, como fazer muitas das coisas que se acham registradas nos grandes livros das eras passadas. 



Tanto o grande Buda como Jesus entendiam essas verdades do eu interior, que era como eles conseguiam realizar e fazer as coisas que ficaram registradas na história. Por outras palavras, eles conheciam o poder do eu interior, da alma interior, e sabiam como usar esse poder para superar todas as limitações do corpo. Deixa de haver limitações corporais quando vocês começam a perceber o poder que a alma interior possui. Para usar esse poder e manifestá-lo, e aprender a superar, demasiada restrição é imposta ao homem por ele só pensar materialmente e não pensar em ermos espirituais. Ele não pensa no poder interior da alma, na indestrutibilidade, como superar as limitações da carne. Na verdade, seria uma grande coisa se as pessoas aprendessem essas verdades, porque elas mudariam não só a si mesmas individualmente, mas poderiam mudar, claro, o mundo inteiro e o pensamento do mundo inteiro e, consequentemente, o próprio mundo se tornaria num lugar realmente muito melhor. Mas existe tanta destruição no homem, há tanto pensamento ruim, pensamento errado. Tanto tempo e esforço são dados às coisas que são destituídas de importância, e nenhum tempo é dado às coisas que são coisas duradouras e vitais, as coisas da alma, as coisas indestrutíveis.

Vocês são espiritualistas conforme vocês se dizem, conhecedores de alguns aspectos da verdade, mas mesmo assim, mesmo entre os espiritualistas com os quais tenho estado em contato, em especial desde que aqui estou, estive em vários lugares onde os espiritualistas se reúnem mas muito raramente vejo qualquer realização da verdade no sentido mais elevado. É tudo num nível material muito baixo e, consequentemente, muitos deles atraem a si mesmos almas que fizeram muito pouco progresso. De facto, muitos deles são muito idênticos às próprias pessoas. De facto, eu diria que, no geral, o espiritualismo não é tanto espiritual, é bastante material, e é uma concepção muito material de algo que basicamente é espiritual. Quer dizer, é muito angustiante. 



Estou muito satisfeito quando entro em contacto com algumas pessoas como vocês que estão sinceramente a esforçar-se para estabelecer contato no mais elevado sentido, para que vocês possam não só ser elevados, mas outros também. Mas eu gostaria que vocês fizessem, o que eu acho que seria muito importante para vocês, uma meditação uma vez por dia. Eu acho que se vocês pudessem ter uma meia hora de quietude onde vocês pudessem reunir-se em paz e permitir-se libertar-se das coisas materiais durante esse espaço de tempo. Passado um tempo vocês se tornariam muito mais conscientes não só do poder do espírito dentro de vós, mas daqueles que se encontram ao vosso redor que estão a ajudá-los e a tentar pavimentar-lhes o caminho para que vocês possam continuar este trabalho de uma maneira melhor num sentido mais elevado. Vocês têm feito, eu entendo, muito bom trabalho, mas eu acho que não é nada do que podem conseguir com a cooperação do poder do espírito que se encontra dentro de si mesmos e estabelecer uma ligação mais elevada e mental e espiritual com essas almas que vêm a vós que os ajudam, muitos dos quais vocês conhecem. E como eu digo, há muitos que vocês não conhecem. 



Estou muito ansioso por ajudá-los e por ajudá-los, e fazê-lo só me deixará muito feliz. 
Pergunta F: "Por favor, amigo, poderemos conhecer o seu nome?" 


Rabindranath Tagore: Oh, o meu nome: ele é irrelevante para vós. Eu era eu mesmo e, de facto, não tinha senão desejo de permanecer completamente desconhecido. Mas se quiserem, podem chamar-me Tagore. 


Pergunta F: "Tagore?" 


Rabindranath Tagore: Tagore. 



Pergunta F:"Tagore poderei agora, perguntar-lhe outra coisa? Você está a falar sobre o poder do pensamento. Bom, é claro que lemos sobre isso, evidentemente, e foi-nos dito que o poder do pensamento é muito forte. Agora, no mundo espiritual… se quisermos pensar em algo, como uma xícara de chá e tomá-la, como é que esse poder do pensamento realmente funciona?" 



Rabindranath Tagore: Bom, se por exemplo, vocês concentrarem a vossa mente ou os vossos pensamentos numa determinada coisa; vocês têm uma palavra para um objeto, que em si mesmo pode tornar-se uma realidade, por o pensamento ser uma realidade para nós. É algo que pode ser dirigido de tal maneira que a partir dos elementos das condições da vida em que nós existimos, existe uma substância que pelo processo do pensamento pode ser superada e usada mesmo numa fração do que vocês chamariam de segundo na aparência real desse artigo em que vocês se tenham concentrado. Mas, embora em todos os aspectos externos apresente uma qualidade física na medida em que vocês se concentrarem nela, caso seja uma xícara de chá, por exemplo, ela só terá substância para o indivíduo em questão, mas uma vez mais, só na medida em que esse poder permanece na posse do indivíduo o qual, evidentemente, obviamente depois de estar aqui por um tempo muito curto, deixa de desejar coisas mundanas como xícaras de chá. 



Mas no caso de uma mulher de faxina, quem quer que ela seja, quem chegue aqui e deseje a proverbial taça de chá, pelo processo do desejo do vosso pensamento, ela assim o fará, e ela apresentar-se-á a ela, e não será como se fosse por magia. Por outras palavras, o que quero dizer é que a própria composição do indivíduo fornece as condições e o ambiente sob o qual ele passará a existir e a viver e, consequentemente, as coisas que forem naturais e essenciais para ele achar-se-ão presentes. Numa primeira instância, o que é mais natural do que uma pessoa que não tenha tido ambições particulares em nenhum sentido, digamos, na Terra, que tenha vivido uma vida muito ordinária, muito comum, que costumava varrer a casa ou fazer camas, ou cozinhar, o que quer que seja? Essa pessoa encontrará uma condição tão semelhante à sua perspectiva ou pensamento que essas coisas se apresentarão automaticamente; elas achar-se-ão presentes e assim a proverbial taça de chá será feita da proverbial maneira ou na maneira a que tenham sido acostumados. 



Por outras palavras, essas coisas são, num certo sentido, materiais apenas para os indivíduos envolvidos, mas realmente não passam de ilusões. Estas coisas têm lugar numa vibração mundana (ou cerebral), na vibração mental do cérebro, embora eu não me refira ao cérebro físico no mesmo sentido. Vejam bem, uma pessoa não é mais do que aquilo que ela pensa ser. Se uma pessoa que vem aqui pensa que é necessário fazer todas as coisas rotineiras, mundanas, a que ela se tenha acostumado, se ela pensar que o seu corpo é o mesmo que tinha na Terra, então todas as funções do corpo e assim por diante serão os mesmos até que ela comece a perceber que se operou uma mudança que ela não entendera por completo. Ela não a terá aceitado totalmente, mas ela própria estará a limitar-se por meio das suas vibrações do pensamento e, por conseguinte, ela permanecerá nisso até que comece a pensar as condições que ela própria tenha criado de outra forma. 



Por outras palavras, todos nós somos o produto, por assim dizer, do nosso próprio pensamento criativo - nem mais nem menos. Mas, é claro, uma alma mais evoluída… é por isso que eu lhes disse que, se você estiverem chateados e tiverem essa percepção do poder interior, a força vibracional interior da alma, que pode manifestar-se e, com isso, alterar mesmo as circunstâncias em que vocês existem, e em que vivem e trabalham. Assim é que isso se aplica no sentido material no seu lado. Por outras palavras, ele pode mudar mesmo as circunstâncias da vida. As pessoas não percebem: "Oh, isso não é bom para mim; por que essas coisas não mudam?" e assim por diante. Ela não percebe que tem o poder dentro de si para alterar as circunstâncias e as condições da sua vida. Acha-se dentro de si o poder de mudar, mas até que ela perceba esse poder, não haverá mudança. Porque vocês podem mudar não só a vossa própria forma de pensamento e de vida, como também os próximos e os vossos entes queridos. É claro que eles também devem ter um desejo de mudança e eles também devem cooperar, mas o poder está lá. Dentro de toda a vida humana, existe o poder de mudar, de ser diferente, de alterar, de se tornarem diferentes no sentido de que uma pessoa se torna espiritualmente mais consciente e conhecedora, e muitos dos inconvenientes e das complicações da existência material, consequentemente desvanecer-se-á. Tudo depende do processo de pensamento individual. 



Pergunta F: "Quando você passou, com que foi que se deparou? Eu pensei que você...?”


Rabindranath Tagore: Felizmente para mim, eu tinha viajado muitas vezes do corpo da Terra para as esferas. Eu tinha entrado em certas taxas vibracionais do ser, e estava familiarizado com várias almas que estiveram aqui, algumas durante séculos. Não me foi difícil. Quando o meu tempo chegou, e eu me percebi de que estava aproximar-se a altura de deixar o corpo, foi-me simples libertar-me por completo do corpo. Não houve dor, nem sofrimento, não houve qualquer doença no meu caso, por eu finalmente saber como me libertar no final, sem nenhuma das condições que muitas vezes se dão no caso de tantas pessoas. A doença é uma força de pensamento que é tão prevalente no vosso mundo, porque o próprio homem possui uma mente enferma. Quando o homem deixar de pensar de uma forma doentia, ele mudará, ele irá tornar-se saudável. Quando o homem tiver pensamentos saudáveis, quando ele pensar em coisas espirituais, tudo irá desaparecer dele: todas as doenças da Terra, todas as fraquezas da condição da Terra. Todas essas coisas de que vocês padecem, que o homem criou. O vosso mundo era um mundo perfeito. O homem tornou-o imperfeito com a sua loucura e ignorância e o desejo pessoal no sentido errado. O homem pensa no mal e, portanto, atrai sobre si coisas más. Tenham pensamentos puros e vocês terão um corpo são, e toda a vossa vida será transformada. 



Desejo muito poder ajudá-los. 


Pergunta M: "Você foi um iogue quando se encontrou na Terra?" 


Isso poderá ser dito com respeito a alguns, mas é apenas um termo. Há iogas e iogas. Há de todos os tipos. Ah, na Índia, há tantas! 


Pergunta M: "Com que se parecerá o seu mundo? Poderá descrever algo da condição em que se encontra?" 



Rabindranath Tagore: Encontra-se tão distante do vosso mundo, que as palavras não podem descrevê-lo, e, portanto, você não pode concebê-lo nem imaginá-lo por os vossos pensamentos não poderem permitir que vocês entrem nessa condição de vida em que me encontro, por vocês não terem transformado o suficiente os vossos pensamentos ou a vossa perspectiva para poderem atingir qualquer coisa que eu possa transmitir-lhes nesse sentido. Qualquer esforço que eu empreendesse no sentido de lhes transferir imagens ou pensamentos sobre o meu mundo, que é ao que isso equivaleria, não lhes iria dar qualquer indicação, neste momento. Receio que seja impossível. Tudo o que posso dizer-lhes é que o mundo em que eu tenho existência, é tão distante de concepção de vida que vocês têm, que não é possível, a não ser que eu posso dizer-lhes que, tanto quanto me é possível, que se puderem visualizar todas as belezas naturais do vosso mundo sem nenhuma das imperfeições, se puderem perceber todas as belezas que vocês conhecem além até mesmo do que são capazes de descrever, aquilo que vocês sentem na intensidade do ser dentro de vós, mesmo que vocês porventura num certo sentido não consigam vê-lo plenamente com os olhos da carne, se vocês puderem perceber a intensidade do amor e da beleza e da realidade da vida no sentido mais elevado possível, que é a única maneira de transmitir o que me é possível a mim ou qualquer outra pessoa para poder traçar-lhes um quadro de algo sobre a nossa vida. Existe toda a beleza, todo o amor perfeito, existe toda a oportunidade de serviço amoroso no sentido mais elevado, mas as condições em que vivemos, acham-se tão longe da descrição que só se pode sentir isso, mas não descrevê-lo; Eu não sei como seria possível. 



Mas isto eu digo-lhes, eu e outras almas aqui, eu, Tagore irei ajudá-los, e vou, se vocês nos derem oportunidade para tanto, reservando-se pelo menos um pouco de tempo a cada dia para se retirarem da Terra e das suas condições e transferirem os vossos pensamentos no para o mais elevado nível possível, que vocês forem capazes de alcançar, que nós e os outros, muitas almas virão e nós iremos ajudá-los. Vamos ajudá-los tremendamente no trabalho com que se comprometeram. Eu sei que vocês estão a fazer um grande trabalho, mas vocês não percebe a imensidão da tarefa que está diante de vós, especialmente se vocês a levarem para o plano elevado que eu e outros desejamos que você façam. Vocês receberam muita instrução, vocês receberam muita orientação, vocês receberam muita ajuda. Muito conforto tem sido dado, mas há muito ainda que falta ser revelado. Tanto que só pode ser dado gradualmente, passo a passo, mas você irão subir às alturas. Mas quando tiverem atingido as alturas em que pesquisamos e desejamos para vós, vocês vão ver ao olhar para trás, como foram lento os caminhos para subir, mas como valeram a pena, porque vocês terão ganho tão grande e maravilhosa experiência e a visão do espírito que lhes tem sido dada será grande. 

Estamos muito felizes e valeu a pena que tudo tenha sido como tem sido. E à medida que vocês iniciam o que vocês chamam de novo ano, que pode parecer tão importante para você e de facto é, mas que não passa da continuação, conforme sabemos, é o tempo todo dentro do tempo, ao mesmo tempo, e no entanto, eu e outros iremos ajudá-los e, você irão ver nos próximos meses, conforme os denominam, irão trazer-lhes uma grande alegria. Ser-lhes-á dada uma grande força, e deverá apresentar-se uma grande oportunidade, mas iremos estar convosco, e não os iremos deixar ficar mal, porquanto aquilo que tanta vez lhes tem sido dito, aquilo que fazemos juntos é muito maior do que nós mesmos . Somos apenas os servos de outras almas superiores a nós. Nós fazemos o trabalho do Grande Espírito. É uma grande alegria vir a vós, meus filhos, e eu dou-lhes a minha bênção. Adeus! 


Auditório: "Muito obrigado!"
Leslie Flint 

PLATÃO

Platão fala sobre as cinco leis que se encontram em falta

Devo dizer que acho esquisito ver-me comprimido na força sólida da vida, depois do que me foi dado entender sobre a expansão das forças do espírito que me imputaram a prestação de contas pelo tempo imaginário que passou desde que estive no corpo que ficou conhecido como Platão.
Fui convidado a informar-me pelo estudo para me habilitar a familiarizar-me com as frequências que são exigidas para que me mova pela treliça sólida da vida uma vez mais. E agora encontro-me muito confortado mas ainda assim muito agitado com relação às explicações da vida que a maior parte, senão a totalidade, das pessoas da terra buscam, assim como uma maior possibilidade delas próprias enquanto centelhas de luz que emanam da força da vida de que fizeram parte por muitas eternidades do tempo.

Eu podia expressar por outras palavras o sentido e propósitos da minha presença aqui convosco, mas nesta tentativa dou por mim forçosamente confinado à linguagem da diversidade do Inglês e a encontrar aquilo que opto por dizer por entre a multiplicidade de palavras e acções que vejo reluzirem no cérebro humano deste corpo.

Aquilo que lhes concerne é entender as cinco leis da criação que foram obliteradas ou aniquiladas pela acção constante que a humanidade empreende no sentido de densificar ou alargar o revestimento do materialismo sólido, e assim perder todo o entendimento do que, e daquele que representam enquanto fonte de luz independente de toda a força da luz da expressão, pelo que precisamos examinar a compreensão das leis da Verdade, Misericórdia, Justiça, Iluminação e Salvação, em prole do entendimento do propósito esclarecedor da Misericórdia, da Justiça e da Verdade da vida, leis essas que foram extintas por meio da negação da verdadeira fonte da vida do homem, e das intermináveis oportunidades que teve de viver na constância da capacidade ilimitada de que goza em todas as áreas concernentes não a um mundo mas a vários biliões de galáxias que pululam de vida, e à força da expressão da vida nas suas diversas formas e feitios.

Por ora interessa-nos saber que eventualmente essas leis se reconciliarão com as leis actualmente expressas somente nas sete leis do vosso mundo, e que são aquilo que por esta altura está a ser aprendido por aqueles que buscam além das sete leis, as cinco que se perderam na obscuridade da carência de que o homem padece de uma fonte espiritual para a compreensão e sentido da vida.
Trata-se aqui não de ver e de não entender o espectro da cor das leis extintas pela humanidade, porque quando as doze leis de toda a criação vibravam numa justa frequência de expressão, existia somente a força ideal da luz ou efervescência luminosa branca que constituía a humanidade conhecida como espírito, quando pertencia àquela força de toda a criação como aquela luz e força que se encontrava além daquilo que se traduz pela luz do sol, da lua ou das estrelas.

Era essa força luminosa que constituía os eixos da plenitude constantes da abundância que avivavam as forças das energias sólidas que vieram à Terra actual somente em função das experiências de aprendizagem e da compreensão da vida, para equilíbrio das leis da causa e do efeito. No entanto, actualmente a humanidade padece com a modernização de vida a que se vê sujeita, o que me deixa um tanto surpreendido, na descrença e pesaroso, só de pensar como essa senilidade constante imperou no distanciamento das verdadeiras forças da vida, para o que é suposto responder por uma modernização ou conveniência que a capacidade inventiva do homem lhe impôs, não para seu conforto espiritual mas em função dos confortos do corpo e dos meios que o cercam.

Assim, aquilo que traduz a consideração e o movimento do vosso tempo actual assemelha-se muito à daqueles vastos continentes perdidos da Lemúria e da Atlântida a que me referi enquanto estive a envergar as vestes da carne na pessoa de Platão, ao reforçar os ensinamentos de Sócrates e de Aristóteles, e do que gerou o sentido do porquê desses continentes terem desaparecido. Uma vez mais, a falta de realização da unidade de toda a expressão, e a negação deles próprios a fim de verem na sua supremacia o direito a todas as leis que se perderam e que agora vibram somente nas sete leis do Equilíbrio, da Ordem, da Harmonia, do Desenvolvimento, da Percepção de Deus, do Amor e da Compaixão. Só que essas não são as leis que são entendidas pela expressão espiritual.
Ao invés, o homem procura compreender pela via intelectual o sentido da vida; o propósito de toda a vida é o de se enquadrar na grande tapeçaria da própria criação. E é esse potencial ilimitado da humanidade que agora enfrenta os vastos acontecimentos cataclísmicos que aprisionaram os nossos mundos do passado. Continuará a ser assim até que se dê essa profunda iluminação em que a Verdade, a Justiça, a Misericórdia, a Salvação e a Iluminação sejam trazidas de volta às pregas da vida e a humanidade possa livremente dar expressão do seu ser de uma força de energia de todo o potencial ilimitado em todas as terras, todos os ares, assim como em toda a consecução do que é conhecido como infinito.
Que lhes agradará saber?

Pergunta 1: Poderia descrever por breves trechos as cinco leis que se acham em falta no universo?
Platão: A verdade consiste na raiz da própria criação. As suas ramificações são as dos corpos materiais usados com base na força da energia que reside no propósito criativo dessa mesma verdade. A da misericórdia consiste naquilo que é trazido a toda a força do reconhecimento e respeito pelo alcance do equilíbrio no corpo, na alma e no espírito, percebendo-o, contudo, na unidade que reconhece até mesmo o mais simples organismo da terra enquanto força vibratória interligada a todas as coisas e condições da vida, quer sólida ou da energia do espírito. O que quer que lhes influencie a vida, qualquer que seja a acção do vosso ser, se não perspectivarem a misericórdia e a compreensão da mais simples das formas de vida ,não lhes será permitido mover-se pelo âmbito das forças que conduzem ao equilíbrio da vida o propósito criativo de toda a expressão individua ainda ligada à unidade da vida conforme lhes é trazida à atenção.

E com isto passamos para a lei da justiça, não aquilo que aferem no campo do certo e do errado com que a humanidade se vê comprometida. A justiça de alargarem mais a percepção do espírito, da alma e do corpo a fim de justificarem a misericórdia e a verdade já expressas nas suas formas mais elevadas. Depois deparámo-nos evidentemente com o processo da iluminação de todas as forças da criação, não num só mundo, senão nos milhões de mundos que rodeiam os vossos seres. E no âmbito da salvação da humanidade, vendo que ela representa a força de todo o infinito na sua ilimitada aceitação do seu ser nessa iluminação, para o que concorrem todas as possibilidades e realizações mas uma maior concordância para entender o seu significado de um mundo no momento do tempo ou energia, e para o seu eventual desejo de produzir as leis actualmente não representadas no vosso mundo.

Ao se verem rejuvenescidos pelo que constitui um processo de rejuvenescimento do vosso mundo, também a raça da humanidade, não só o vosso mundo mas em todos os mundos interligados perceberá a excelência e unidade que representam e assim ver a rima e a razão da força constante da própria vida.

Pergunta 1: Os oradores falaram diversas vezes sobre o nosso mundo e as seis galáxias que se lhes acham associadas. Essas galáxias estarão a interpenetrá-lo em termos dimensionais ou estarão completamente separadas?

Platão: Vendo-o a partir da força que me iluminou com respeito à compreensão da vida, existem sete a representar a Terra, no meio, rodeadas por cinco galáxias invisíveis que se encontram em sintonia com cada uma das leis representadas nas sete, no entanto as cinco que se perderam sem rumo no oceano da criação, embora limitadas na sua aderência ou atracção a um dos assuntos do mundo, pelo que não sustém essa força da unidade conforme indicada.

Esses mundos rodeiam o vosso para lhes possibilitar o desfrute de que gozam na vossa terra e na vossa atmosfera ou águas. E são as forças constantes que outros iniciados nos campos para além deste ver noutros domínios podem entender que cada uma representa uma lei que permanece na tapeçaria da própria vida. Contudo, essas encontram-se em risco ao constatarem as mudanças que lavram nas forças totais da solidez dessas energias ou planetas, e por isso devem passar por essas mudanças que produzirão a unidade da força da vida uma vez mais.

Pergunta 1: A que se assemelhará a vida nesses outros universos dedicados a cada lei particular?
Platão: É uma ascensão gradual como uma escada direccionada para o objectivo final do infinito onde você reconhecem ser esse infinito, que são aquilo que possui um potencial ilimitado e detém um controlo total sobre todas as forças sólidas que cercam o infinito da vossa compreensão e unidade do ser. Mas depois, precisam examinar fundo as passagens Bíblicas, e refiro-me àquelas que são interpretadas com base nas verdades que ainda estão por se manifestar ao mundo, mas são ilimitadas na compreensão do conhecimento, com respeito às cinco leis da criação perdidas, cujo domínio foi dado à humanidade, na terra. Mas querem dizer que o homem deveria ser o servo das criações que o rodeiam, pelo que deveria guardá-las, por elas constituírem a iluminação com respeito ao infinito da unidade.

Mas, possuidor de domínio sobre todas as coisas, o homem usou e abusou desse privilégio de achar que seja legitimamente seu, quando fazem parte do que forma todas as coisas possíveis. Enuncio-o de uma forma forçada por eu ver a magnitude de tudo isso em aventuras por que passei nos limites limítrofes das energias que me revelaram, para meu contentamento, o profundo sentido da própria força da vida.

Pergunta 2: De que modo a materialização neste planeta põem em risco esses outros reinos?
Platão: Por negarem às leis a sua justa expressão. Não existe aquela ordem, aquele equilíbrio e harmonia nos confins do corpo humano por o espírito padecer das limitações que a humanidade intelectualmente deposita nas forças da avaliação vibratória. E onde não imperar essa Ordem, Equilíbrio, Harmonia, Crescimento, Percepção de Deus e Compaixão não existe, pois, o contentamento total nem o equilíbrio nem coordenação de todos os planetas misturados no planeta do corpo para poder sustentar a compreensão de cada um como o infinito da própria criação.
Pergunta 2: Poderei entender que a falta de percepção espiritual que as pessoas têm possa afectar-nos a saúde no plano físico, mas uma vez mais, de que modo afectará isso os habitantes dos planos invisíveis?

Platão: Todas as coisas se acham interligadas na unidade da vida. Aquilo que afirmo é que qualquer que seja a ideia apresentada por um indivíduo numa dada altura, afectará o pensamento e as acções do colectivo da humanidade e por isso é reconhecendo a unidade da humanidade com a total unidade da criação e reconhecer as suas qualificações espirituais consideradas em falta ao entrar no vosso ambiente do presente momento.

Pergunta 1: Os cinco universos que se acham em falta, quando as leis se estabelecerem neste plano no futuro, esses outros universos reconstituir-se-ão a si mesmos?
Platão: As leis ou universos que circundam as vossas sete leis de cada terra têm uma comunicação perturbadora com o que é o infinito de toda a vida. E assim, o processo que se segue passa por reconhecer que tem que se dar uma coagulação de todos os mundos nessa unidade e tolerância de modo a chegarem a ver a totalidade da compaixão da vida do que só neste mundo trás a plena essência da própria unidade.

Pergunta 3: Poderá falar mais um pouco acerca das leis da Salvação e da Iluminação?
Platão: A salvação de toda a capacidade criativa é encontrada na iluminação que se tem no potencial ilimitado apresente no direito de nascença na força sólida da vida, independentemente do mundo em que eleja fazer parte num dado momento. Assim, a salvação ainda não foi alcançada na humanidade no presente na vossa Terra, por ela não aceitar a iluminação para além do que tenha cabimento nos significados, ou onde seja vista por uma aceitação total do que poderá parecer nebuloso na aparência, por todas as coisas que procuram entender não se encontrarem nos livros que vocês leem nem nos pensamentos que têm, por a essência da vida ser os verdadeiros sentimentos que sentimos, sentimentos que representam as verdades do pensamento e da acção, mas depois, uma vez mais a falta de salvação de si mesmo no propósito iluminado dessa unidade foi o que levou a que essas leis estejam em falta à espera de uma reforma que chegará naquilo que se acha perante o vosso mundo do momento.

Pergunta 1: Por a nossa Terra e as pessoas que nela se encontram estarem num estado de elevado estresse estaremos em risco de perder alguma das sete leis que já existem?
Platão:  As leis que já existem são pálidas na capacidade que têm de amplificarem o magnetismo necessário ou vibração da vida. Assim, verão que se desvanecem na obscuridade até à altura em que o vosso mundo perder o percurso orbital que tem e se situar no seu zénite de completa revolução ou significado nos objectivos dessa unidade de que falo.
Pergunta 1: De que modo a órbita da Terra será alterada?

Platão: O corredor da vida, as alterações orbitais que já se verificaram não têm estado em foco na unidade ou ser que compreende no presente. Já ocorreram inúmeras vezes antes, pois descobrirão que o vosso mundo ter uma existência, à semelhança de outros mundos, para além do que chamam anos, ou tempo. Elas são elaboradas no útero do infinito, muito para além do que chega a ser mesmo calculado pela força do entendimento da força mais vigilante da mente até à compreensão da própria vida. Assim, tudo esteve perdido em relação ao ponto de vista da humanidade do vosso presente tempo, como esteve no meu tempo, antes deste. Assim nascem e morrem mundos, e se alteram e voltam a ampliar, porém, sempre no âmbito da essência da atracção dessa força sustentadora da vida que produz esta unidade que se acha diante do vosso mundo e de todos os mundos e que sofrerá um aumento por meio de limitações e ainda assim legitimamente proclamará todas as suas leis uma vez mais.

Pergunta 1: Estará a referir-se a uma mudança física da órbita terrestre, a uma reviravolta polar, ou está a penas a falar em termos alegóricos?
Platão: Não o limitamos aos planetas ou mundos. Vemos a mudança completa de todas as coisas influenciadas pelo que designamos como vibração sólida e fonte íntima do que se traduz pelo espírito do alento ou energia da vida. Assim, todas as coisas deverão passar para todas essas mudanças registadas e todas as coisas serão afectadas.

Pergunta 2: Terá um tempo que indique relativamente a isso?
Platão: Vós estais a viver esse tempo, presentemente. A aventura começou no que constitui milhares de anos atrás, e gradualmente avançou para essa força em que na carência que a humanidade tem de compreender o significado da vida, que foi concedida e está a ser concedida uma manobra de o perspectivar, embora precise entrar pelo processo da osmose para verem a plena luz do ser e a associação que tem com tudo quanto o rodeia.

Pergunta 3: Quando foi que começamos a perder as cinco leis?
Platão: Não o podemos situar no tempo. Não existe desse modo, mas antes no constante processo de evolução das energias sólidas contra aquelas da energia espiritual onde a constante negação da humanidade em ver o seu direito espiritual levou a que cada uma das leis definhasse e se afastasse da humanidade e da Terra que, conforme me foi dado ver, a mais recente mudança no vosso mundo trouxe a falta de pleno significado da unidade que é expressada.
Pergunta 2: Como poderá a humanidade reacender o desejo de aprender e de reestabelecer essas leis?

Platão: Percebendo e vendo a mais simplista expressão de todas as coisas. Ver que ela própria representa a totalidade da criação, que nada lhe é impossível, quer produzir, superar ou fazer parte. Porém o homem perdeu-se numa senilidade espiritual e desertou o oásis do que consiste no deleite e realização da própria vida. E assim padece das limitações naquilo que na legítima demanda trás à existência o magnetismo natural destes átomos numa completa unidade que tanto se expressa no vosso mundo e nos mundos que os rodeiam presentemente.

Pergunta 2: Que cores se acham associadas às cinco leis que estão em falta?
Platão. As cinco leis que foram eliminadas pela ignorância da humanidade aceitaram aquelas cores que não se encontram no espectro total do arco-íris do mundo. São cores extra que vocês não viram nos prismas que sejam notadas pelo magnetismo da própria vida. Por isso, as cores parecer-lhes-iam opacas ou haveriam de se parecer mais com formas cilíndricas do que conseguiriam vê-las no âmbito alargado e horizontal da luz. E assim, o que gradualmente saciará o significado e concretizará a mudança de todos os mundos será uma vez mais inundar todo o infinito da humanidade com a mais brilhante das luzes brancas que possivelmente possa ser entendida no vosso mundo.
Pergunta 2: Poderá dizer-nos que papel os extraterrestres venham a representar na ajuda que nos venham a dar no reacender das cinco leis perdidas?

Platão: Eles veem trazer um serviço mais profundo à humanidade do vosso mundo, por todas as acções que, enquanto colectivo humano que afectaram o seu mundo e os seus sistemas de governo, pelo que agora eles eclodem para conduzir o vosso mundo ao seu equilíbrio magnético uma vez mais. Isso requer a iluminação da humanidade, porém, um novo crescimento do princípio das novas vidas que são trazidas ao mundo para que vejam o pleno sentido da sua essência espiritual.
Pergunta 3:de que modo irão os extraterrestres ajudar-nos?

Platão: Eles vêm dar uma ajuda nas leis a que chamam adesão, ou aquilo que vocês designam por gravidade. Eles repararão muitos dos átomos fracturados pela ignorância da humanidade, usando um átomo para incapacitar outros, em vez de os usarem para contribuírem para a possibilidade de alcançarem a humanidade. Contudo, incompreendidas na sua legítima energia provocam um interminável número de problemas de doença corporal. E assim, passa por conduzir o átomo a um equilíbrio, o que por sua vez trás a força vital à expressão da compreensão do ser.

Assim, dá-lhes a oportunidade de adicionar ou subtrair ao que são as verdadeiras forças representadas nas leis perdidas que precisam ser devolvidas ao equilíbrio das doze leis originais que conduzem todo o esforço criativo para o objectivo final da compreensão de si mesmos enquanto seres todo-poderosos, ilimitados no seu potencial de ser parte do interminável círculo da própria vida, detentores das suas fortes capacidades para se moverem em toda e qualquer direcção; de resistir ou de rejeitar ou aniquilar aquilo que traduzir a lei da causa e efeito. Reconhecer por fim qualquer término da vida e o seu cumprimento eu se expande para deleite de toda a criação. Daí, as expressões e possibilidades e realizações conduzem actualmente o homem pelas impurezas da limitação que se volta para uma purificação completa do que foi referido nos continentes perdidos que se comprovarão uma vez mais.

Porém, cabe nos vossos próprios esforços e definição trazer à atenção das pessoas aquilo que elas buscam no derradeiro âmago da vida; aquela força que eles representam de interligação com todas as coisas sem se especializarem nem sentirem inadequação nas menções das suas intuições, ou abrir de par em par as luzes do seu próprio espírito. Portanto, move-se diante do perímetro da vida a realização mais profunda da possibilidade e exigência por levá-la ao equilíbrio da própria criação. Até esse momento o vosso mundo perde todas as suas capacidades de funcionar, conforme tal funcionamento lhes são dado a conhecer no presente.

Cabe a vós consumir aquilo que lhes dirigi: Alargar os vossos horizontes para isso, cujo tempo próprio para tanto é o presente, uma vez que permanecerei pelas cercanias do vosso mundo em serviço, haverei de ter outras ocasiões para os visitar. Assim, devo partir, por a energia estar a atingir a mais fraca intensidade suportável, que me provoca desconforto na força do corpo, ou do próprio mundo. Deixo-os nas forças do vosso próprio ardor por compreender até que nos voltemos a encontrar.
 Elwood Babbitt

YADA

O Homem: Criador de Mundos
Desastres e Desaparecimentos
A Ilusão da Reincarnação

Assim é que volte de onde nunca fui, para prosseguirmos com a batalha. Antes de falar de coisas e pessoas que desaparecem, quero dizer o seguinte:  Existe muita ansiedade e preocupação por entre a população terrestre com respeito ao que venha a ocorrer num futuro próximo. Parece imperar a ideia generalizada sobre desastres completamente demolidores que venham a dar-se na Terra Vão dar-se. Porém, não no vosso tempo, pelo que nada têm com que se preocupar. (Proferido em 1954) Evidentemente que, devido à ocorrência de fortes nevões ocasionais durante determinados anos, muitos locais da terra sofrerão graves inundações. Não precisam ir consultar médiuns para falaram com fantasmas a fim de ficarem a saber disso.

A Terra sofreu os desastres mais terríveis ao longo de toda a sua história. Desde há algum bilião e meio de anos atrás a Terra foi vítima de um grave desastre: O de estar a tentar crescer. E todo o crescimento envolve dor. A Terra constitui uma entidade viva - à semelhança de vós. E ela passou pelo seu nascimento e o seu ciclo de vida e a sua morte conforme todos os corpos no espaço. É coisa natural.

Esta vossa Terra foi abalada e agitada por uma multiplicidade de formas. Mas hão-de notar que ela continua a existir - e o mesmo se aplica ao homem! Num tempo futuro, porventura dentro de quatro ou cinco biliões de anos, ela começará a morrer. O sol poderá desaparecer, subitamente ou lentamente. Caso desapareça lentamente, ele dará ao habitante terrestre tempo para se ajustar às condições em mudança.

Marte constitui um planeta moribundo Tem estado nesse estado moribundo há um imenso número de anos, e deu aos habitantes de Marte a oportunidade, um tempo de preparação para abandonarem Marte. Existem ao redor de Marte aquilo que chamam corpos satélites que por vezes são chamados de luas de Marte. Algumas delas foram feitas pelo homem, foram feitas pelos seres que habitaram Marte.
Marte foi ocupada a certa altura por seres humanos muito semelhantes a vós. Eles fizeram o que vocês estão a fazer hoje com os satélites e os sputniks. O homem é extremamente engenhoso. O homem, enquanto criador, vê-se por vezes forçado a preparar-se para fazer coisas. Bom, ele não tem consciência do porquê, de hoje, ele estar a colocar esses satélites no espaço. Quando os marcianos começaram a fazer isso eles não sabiam a razão porquê excepto por curiosidade científica.

Esses satélites que se encontram no ar actualmente assemelham-se a estetoscópios no seio do tempo. O homem procura auscultar a ver o que se passa no exterior. Mas haverá de descobrir que é a mesma coisa que se passa aqui. Com muito pouca diferença. Mas, que estará por trás dele colocar esses satélites sensíveis ali? Ele não sabe senão que se está a preparar para a altura em que vier a ser forçado a abandonar a Terra. Ele construirá planetas em que passará a viver. Então sucederá uma altura no tempo em que ele precisará construir unidades térmicas para que esses planetas feitos pelo homem possam sobreviver. O homem voltará atrás a fazer coisas que originalmente fez: Fazer planetas! Criar Sóis ASSIM como outros corpos espaciais. Ele fá-lo-á pela força do pensamento e com o prolongamento do pensamento chamado mãos. Ele penetrará a matéria e sacará a energia e criará vastas bolas de energia a fim de aquecer o seu próprio sistema solar.

Espaço! Qual será a natureza do espaço? No vosso mundo de hoje os vossos cientistas sabem como agitar um dado volume de espaço num ciclotrão (Acelerador de partículas) e produzir uma substância sensorial a que chamam energia que se torna matéria. Espaço! Um volume de espaço! Soa incrível. Mas o espaço constitui algo. Não podem rodopiar coisa nenhuma. Assim, rodopiem algo e criem uma coisa qualquer. É a partir dessas outras dimensões do tempo, ou melhor dizendo, frequências, que a vossa Terra, o vosso mundo químico, chegou a existir.

Vocês foram certa vez seres espaciais. Com isso quero dizer que tinham existência noutras dimensões ou frequências. E por serem o criador, vocês começaram a experimentar aquilo que criaram, chamado matéria. Mas por vezes as nossas experiências escapam ao controlo e acabamos com o que é chamado reacções em cadeia. O que significa um contínuo acumular e disseminação daquilo que tenha sido iniciado.

Galáxias ou universos em ilha estenderam-se para fora rumo ao espaço infinito. Só que o espaço não é nada em si mesmo. Não constitui uma entidade externa. É a vossa consciência! O que quer dizer que vocês não estão a percorrer duas entidades distintas chamadas espaço e tempo, mas uma entidade chamada consciência. Esse espaço constitui uma substância viva e representa a vossa vida.
Agora, existem muitos padrões geométricos no campo daquilo que é chamado matéria. Cada um desses padrões constitui uma diferente dimensão. Assim, eu podia dizer-lhes algo que sem dúvida já terão ouvido muitas vezes antes. Que vocês vivem em mundos que existem dentro de mundos, que existem dentro de outros mundos. No passado isto não passava de conceito filosófico ou postulado da metafísica. Mas nos dias actuais os vossos cientistas de diversas escolas de alta aprendizagem estão efectivamente a experimentar essas dimensões a fim de descobrirem aquilo de que são feitas. Elas constituem padrões geométricos.

Bom! Navios, pessoas, esquadrões aéreos de repente desaparecem numa área conhecida como Triângulo das Bermudas e locais semelhantes que existem ao redor do mundo. E vocês admiram-se, e muitas vezes ficam aterrados. Mas realmente não há nada por que ficar aterrado, por vós e eu termos vindo de outras dimensões para além daquelas onde permanecemos. Vocês estão a viver num outro plano geométrico para além destas outras dimensões, e é por isso que é difícil para vós ver essas frequências com o vosso sentido limitado Mas certas dimensões podem ver de volta o vosso padrão e vê-los. Quando entrarem naquele outro padrão chamado mundo Astral, que se situa apenas um passo de vós, verão aqueles que se encontram no mundo químico.

Por vezes dá-se uma passagem de resíduos ou aparecem efeitos decorrentes de outras dimensões, e quando essa outra frequência é estabelecida no vosso espaço, qualquer um que seja apanhado nessa frequência diferente ficará perdido. A sua frequência que lhe parece natural, assim como o seu mundo conforme a aparência que tinha para ela, desvanece-se.

Examinemos isso de uma maneira mais simples para ver se entendem melhor. Porque a vida realmente é simples, só o homem chegou a crer que seja tão complexa que tudo se torna num mistério para ele. Não é! É a própria figura da simplicidade, mas é isso que a torna tão complexa. Observemos um movimento lento para a frente e para trás feito com um dedo. Podíamos mover o dedo tão rápido que ele deixaria de poder ser visto e vocês diriam que se teria desvanecido. Isso levá-los-ia a suspirar de admiração. Oh! Que mistério extraordinário! Para onde terá ido? Vamos procurá-lo. Mas ele não foi a parte nenhuma. Existe exactamente aqui. Só que a frequência em que agora tem existência se acha para além da vossa capacidade sensorial de o medir, pelo que parece que se terá desvanecido.
Por vezes pessoas, coisas, animais, insectos - desvanecem-se. Não foram para parte nenhuma por não haver para onde ir. Simplesmente foram apanhadas numa frequência e sofreram uma mudança, a estrutura corporal, a estrutura atómica dos "blocos de construção" do corpo sofreram uma mudança a fim de irem ao encontro das novas vibrações a que se acha sujeita. Agora, nesse chamado "além" característico dessa outra frequência existem enormes oceanos, enormes montanhas, céu, sol, árvores, casas - todas essas coisas. Tal como vocês têm aqui.

Esquadrões aéreos, navios, pessoas penetram na área das aparentes forças misteriosas e desaparecem por completo sem deixar traço. Foram apanhadas por uma outra dimensão do tempo e lentamente perderam a consciência de um local como o do mundo físico ou químico. Elas ainda se encontram vivas! Não estão mortas. Só que no local onde agora se encontram acreditam que sempre aí estiveram. Não têm qualquer recordação da vida terrena.

Bom; no passado aqueles que foram chamados de discos voadores que vive numa outra frequência, vieram à terra, do mesmo modo que estão actualmente a vir, e levaram muita gente da terra, enormes quantidades delas de uma só vez, e levaram-nas para outros planetas, e por vezes para outras galáxias. Na vossa galáxia chamada Via Láctea existem mais de um milhão de planetas, a maioria das quais são ocupadas por seres vivos, e algumas das quais se assemelham a vós aqui na Terra. Assim, quando forem até lá o melhor é que levem as vossas maneiras convosco, por irem encontrar-vos a vós próprios pelo caminho.

Um pouco antes mencionei o termo "rápido," e sempre disse que não existe "rápido" nem "lento" com respeito à vibração, e isso é verdade. Por isso quero corrigir o termo. Não é "rápido," nem é "lento." Só poderá ser pensado como padrão de um carácter do movimento, e é tudo. Quando olhamos de perto o átomo conforme os vossos cientistas fazem, descobrimos que não consistem de espaço vazio entre os chamados corpos satélites e o núcleo, ou o âmago, ou o corpo solar. Os vossos cientistas dizem que o átomo é composto 90% de coisa nenhuma por pensarem que o espaço que se encontra entre os corpos satélites e o núcleo seja composto por vácuo. Mas não é assim. A partir do núcleo são emanados um género que se move por diminutos arcos - uma série de arcos. Essa energia em movimento de arco move-se no que é chamado de movimento quanta, o que quer dizer uma série de correntes de energia que se movem por arcos  e por movimento quanta, que actuam sobre os corpos satélites afastando-os, por acção daquilo a que chamam de acção ou corrente alterna.

Vocês podiam ver essa acção com olhos que vibrassem na mesma frequência que a do átomo, e assim poderiam ver o que acontece. Isso leva a que os corpos satélites se distanciem e voltem a aproximar-se no mais belo ritmo que alguma vez terão presenciado. Essa energia que procede do âmago do átomo é muitos, muitos milhões de vezes mais densa do que a água. Pensem nisso! Aquilo que tem o aspecto de não ser coisa nenhuma é mais denso do que qualquer outra coisa . O homem é um mago! É uma alquimista! A alquimia não consiste na mudança de metais básicos em ouro e prata. A alquimia consiste no saber como manipular a matéria e transformá-la numa coisa que desejem que se torne. A alquimia consiste em saber como controlar o mundo químico - não com as vossas mãos apenas mas com a vossa mente. Por o mundo químico vos pertencer, por o terem criado. Vocês são os magos! Não este pequeno corpo mas o vosso ser mais vasto que criou esse corpo e se acha presente em toda a parte. Talvez não lhes agrade ser mago - mas são. Com o tempo cada um de vós aprenderá a sê-lo. 

Os seres Etéreos ou os chamados discos voadores são magos. Eles não veem com a intenção de os prejudicar. Tivessem eles vindo com tal intenção e poderiam  tê-los eliminado da Terra há eternidades. Esses seres são seres espaciais. Não procedem de outros planetas. Eles não são seres planetários mas deslocam-se a diferentes planetas, não só no vosso sistema solar ou galáxia, mas a outras galáxias ao longo de todo o espaço e tempo. Por eles não se deslocarem conforme vocês concebem o movimento. Eles movem-se por meio de uma acção de teleportação ou emergir noutras frequências pelo uso de vibrações que instantaneamente os coloca onde desejam estar, mesmo apesar da aparente distância compreenda distâncias da ordem de biliões de anos-luz.

O espaço não consta do que os vossos cientistas creem que seja, mas ele terão que aprender a diferença existente entre movimento direccional e movimento vibratório. O espaço não se traduz por distância mas graus de percepção; a distância traduz-se pela mera lentidão que leva a lá chegar.
Pergunta: O homem eventualmente não aprenderá a controlar as diferentes frequências?
Oh, estou certo disso, senhor. Da minha parte não alimento a menor suposição acerca disso por eu conhecer a verdadeira natureza do homem. Sim! Ele deve! Porque tão só esta terra – refiro-me apenas a esta pequena vibração – com o tempo mudará. Sim. O grande sol! Agora, existem no vosso espaço sóis que poderiam alojar milhões de sóis dos outros do mesmo tamanho que o do vosso. Milhões! É enorme. O homem ainda não aprendeu a tomar as rédeas da criação nas suas próprias mãos. Ele receia isso, por lhe terem incutido que tenha sido criado por um deus. E enquanto ele crer que tenha sido um deus que a tenha concebido… (Yada ao gesticular com as mãos esbarrou com o microfone) Ooops! Que foi que atingi?
O microfone.
Magoei-o?
Não. Foi o microfone, yada!

Bom, ele também me atingiu. (Riso) Estão a ver, quando se golpeia uma coisa qualquer ela golpeia-os de volta. Por isso, se não quiserem ser magoados, não magoem. Mas uma vez mais afirmo que o homem venha a criar planetas – ele virá a criá-los. Por lá fora, além da atracção que a vossa terra exerce, o homem consegue mover-se muito bem pelo espaço. Ele será capaz de caminhar sobre coisa nenhuma. O homem em si mesmo não tem peso. Nada possui peso excepto aquele criado pelo movimento. O átomo é imponderável, mas em movimento que sofre adquire peso em si no que é chamado de gravidade desse corpo. Dizer que um átomo não tenha gravidade é uma tolice. Porque, se dez biliões, ou triliões, ou centenas de triliões (Estas palavras agradam-me, embora não signifiquem coisa nenhuma) de átomos têm peso, então o átomo possui peso. Precisamos começar a ganhar peso por qualquer lado.

Um átomo, dois átomos, três átomos, quatro átomos – me breve começam a vê-los. Não tanto devido ao número de átomos mas devido às mudanças que são geradas por um agrupamento deles. É criado um campo. Aquilo a que chamam campo de força é gerado por entre os átomos. O átomo não gera qualquer campo. Mas quando se encontra num enxame, por assim dizer, criam um campo que vocês conseguem ver. A superfície! O campo chama-se electromagnético. Assim, não vêm o átomo mas o campo de forças gerado entre os átomos.

Ora bem, é referido que a minha mão toca a mesa. Todos quantos aqui se encontram presentes acreditam nisso por ser o que os olhos lhes dizem. Mas esse é um falso conceito. Não importa o quanto pressione a mão deste homem (o instrumento) na mesa, a mão não chega a tocar a mesa. Se dispusessem de um calibre muito sensível que consiga medir a distância que se verifica entre esta mão e a superfície da mesa, veriam que existe um vasto espaço entre ambos. E se golpearem um pedaço de aço com um martelo pesado, o aço e o martelo não se terão tocado.

Por isso, nenhuma das peças de matéria chega sequer a tocar a outra. Não soa lá muito boa ideia, soa? Porque quando beijam umo mocinha bonita sentem que a tocam. (Riso) E muitas vezes a sensação do toque deixa-lhes os cabelos de pé. O amor! É o tipo de sensação que torna a criação maravilhosa, bela! Esse amor confere propósito à vida. Dá-nos vida! Conscientes! Dotados de uma enorme energia para empreender grandes coisas – deixa o mundo em chamas por acção da ambição. Sim! O amor! Precisará dar-se entre pessoas jovens segundo a idade que tenham no tempo? Não! Precisa dar-se entre aqueles que forem jovens no espírito. Não são os anos que tornam o homem velho. Nem é a passagem de algo chamado tempo que provoca isso, mas contínuas sensações de frustração e de tédio. É isso que os envelhece.

Pergunta: Para superarmos isso não deveríamos ir ao cinema e aos concertos a fim de quebrar a monotonia?
Não só isso mas mostrar um interesse activo por vós próprios sem quaisquer intrusões externas que os deliciem. Adquirir alegria em vós próprios mentalmente. Alcançar essa alegria precisam cultivar o amigo interior – estudá-lo. Ele situa-se exactamente aqui na cabeça mesmo acima da cana do nariz. Mas se vocês continuarem a viver “fora” sem prestarem qualquer atenção ao pequeno homem aqui em cima, ele afundar-se-á e fechar a porta. E aí irão sentir-se muito sós. Independentemente da quantidade de gente que estejam convosco, sentir-se-ão muito sós. Não deixem que ele lhes feixe a porta. Por ele ser o companheiro com quem terão que andar para sempre. A lâmpada de Aladino é esse ponto localizado aí acima do nariz. Esfreguem-na até a despertarem! O mundo adquirirá brilho de novo, e sentir-se-ão velhos na idade, eles cairão por terra e vocês sentirão a juventude da consciência retomada.

Um homem de cem anos é muito velho para o vosso mundo actual. Geralmente consideram os 60 ou 75 ou pouco mais que isso. Quando precisavam viver nada menos do que 250 anos com perfeita vitalidade. Vejam, se fazem favor, uma pessoa de cem anos faz um corte na mão e vocês verão que as células que acodem a combater os venenos e a sarar a ferida, verão que esses agentes, esses pequenos soldados da vida são tão jovens como no dia em que o homem nasceu. Nesse caso, que é que envelhece? A vossa mente! O tédio! Não há nada que envelheça mais rápido do que o tédio. Ele é p pior inimigo do homem. Sim, façam um esforço por o combater sempre que sentirem chegar-se a vós. Não lhe deem tempo para se aproveitar de vós.

Pergunta: Alguma vez chegará o homem a viajar para os outros planetas na forma física?
Ah, sem dúvida! Porquanto, se o homem é o criador, alguma coisa poderá ser-lhe impedida? Nada em absoluto! No devido curso ele conquistará a sua inteira criação. Ele fá-lo-á.
Pergunta: por favor, fala-nos da reincarnação.

Renascimento! Reincarnação! Um retorno, e um retorno de onde nunca chegaram a ir. Escutem estas palavras, se fazem favor, e eu procurarei explicar que a reincarnação não é factual em absoluto mas uma elaboração da mente dos criadores; um ciclo de necessidade para quantos ainda se encontrem adormecidos; uma ideia inacabada que procura despertar da monotonia do ir e voltar. Quem dera que dispusesse de um quadro para exemplificar a reincarnação e o que sucede, mas tentarei dar o meu melhor com o dedo deste homem e o topo da mesa.

Farei um quadrado do tamanho que quiserem, mas por uma questão de conveniência irei traça-lo com 50 por 50 cm. Suponhamos que 50 por 50 compreenda a criação inteira. Aqui me encontro eu situado nela. Mas não me agrada por não existir aqui nada. É tudo espaço, e eu não suporto isso. Preciso manipular os espaços de algum modo para diminuir as distâncias, pelo que crio partições, paredes. Divido este espaço de 50 por 50 em diversos compartimentos, e agora já tenho algo em que me apoiar, tocar. Sinto-me mais seguro e essa vida torna-se mais concreta. Não suporto o nada (vazio).

Agora não estou satisfeito ao dividir este espaço noutros volumes mensuráveis, e preciso nomear esses diferentes espaços. Assim, chamo a um espaço sala de estar, a outros quarto e cozinha e quarto de dormir, e etc. Mas enquanto o faço, no esforço que empreendo por criar uma condição nova, esqueço a velha. Por isso, quando me descolo de um para outro compartimento, faço-o sob a ilusão de que não estou mais NUM espaço chamado 50 por 50. Ao passar de um compartimento para outro sinto estar num local diferente. A cozinha parece diferente do quarto de dormir ou da sala de estar. Alguém vem visitar-me pela sala de estar e eu encontro-me da cozinha e chama pela pessoa. Então, junto comigo a pessoa terá consciência da cozinha e ambos teremos perdido a consciência da sala de estar.
Não podem estar na cozinha se estiverem em parte na sala de estar. Simplesmente não podem! Precisam ter toda a vossa consciência no modo cozinha, porque caso contrário encontrar-se-ão num estado de confusão. Têm a consciência dividida. Têm uma consciência de bilocação. Toda a vez em que entra num compartimento diferente digo, eu vou aqui, eu vou ali – mas não vou a parte nenhuma. Ainda me encontro no espaço 50 por 50; não será assim? Assim o homem vem à Terra, e pensa ter ido a um sítio qualquer diferente daquele em que se encontrava. Talvez ele se encontrassem no mundo astral. Assim, para poder chegar ao físico ele precisa fazer como aquele que dividiu o espaço. Precisa perder consciência do mundo astral, ou chamar-lhe-emos sala de estar? Mas poderão ver que ele não vai a parte alguma. Não será assim?

Meus amigos, não estou a negar a reincarnação. Ah, não! Estou simplesmente a tentar mostrar-lhes a mecânica da consciência à luz do renascimento. É tudo.
Pergunta: Em que estado de espírito é que consideras ter a tua presente identidade?
Não diferente daquele em que vocês se encontram, unicamente vocês não têm consciência daquilo que eu tenho. Entendam, eu tenho consciência do estado em que me encontro. Vocês não têm consciência do meu estado. Por isso pensam que seja algo diferente do vosso estado. Mas realmente não é! Eu existo, tal como vós, no enorme espaço do compartimento chamado 50 por 50. Mas vocês deixaram-se apanhar de tal modo pela ideia do que chamam de cozinha que pensam que eu seja diferente de vós.
Examinemo-lo, se fazem favor, do seguinte modo: Aqui uma pessoa deita-se e vai dormir e vocês encontrais-vos no mesmo quarto que ela. Olham para ela – ela parece inocente. É a única altura em que parece inocente. (Riso) Pensam que essa pessoa esteja adormecida – querendo com isto dizer que ela não sabe o que se passa no “exterior.” Esse é um falso conceito. A consciência ou a percepção assemelha-se bastante a um gato e nunca chega a dormir. Está sempre com um olho aberto a ver o que se passa. Mas encontra-se num outro estado de consciência. Em que estado? No seu estado, no seu próprio estado, no seu estado do sentir.

Pensem nessa palavra, meus amigos, sentir. Aquele ali prostrado com a cara de inocência – uma máscara – esconde de vós o que está realmente a fazer. Ele pode estar a passar um bom bocado a percorrer uma das estradas rurais, ao passear por entre as árvores, ou quedando-se à beira de um lago plácido a observar uma queda de água. Mas pode ser perseguido pelos seus próprios medos, por feiticeiras, por monstros dos seus próprios sentimentos de insegurança.

Está viva, está a experimentar o seu próprio mundo. De momento uma parte dele não se acha consciente do mecanismo físico. Mas existe ali um outro guarda que observa a máquina e que escuta cada som, o mais pequeno ruído que se dê no quarto. Ele regista-o e mais tarde poderá, caso se trate de um som perturbador, caso o som tenha apresentado a qualidade de ameaça, poderá não o despertar, mas mais tarde ele poderá ouvi-lo de novo quando se achar acordado para o mundo físico. E indagará onde será que terá escutado isso antes, e como lhe reagir. Ah, eu sei como devo actuar – talvez fugindo – talvez ficar e enfrentá-lo – porventura com amor – talvez com ódio, seja como for, ele saberá.

Um bebé ainda no ventre da mãe cria a sua própria estrutura, sabe o que sucede fora do corpo da mãe. Uma parte da sua consciência regista-o à semelhança de um gravador regista cada som. Por vezes a gravação toca de novo. E se o indivíduo não se lembrar do momento em que isso lhe tenha acontecido que ele agora escuta de novo, pode sentir-se assustado e chocado. Assim como poderá acontecer que ele se lembre, e o som ser de tal natureza que lhe diga de novo o quão tenha sido espantoso, divino.

Pergunta: Disseste que tens uma existência como que no estado do Éden. Poderias explicar?
Sabem, meus amigos, aqueles que começam como alunos em relação a um professor, se não acabarem por se tornar num professor, e mais do que num professor, então de que uso será ter um professor? Irei ser professor para sempre e nunca um aluno? Não! Assim, ensino aos outros aquilo que sei para que possa tornar-me seus alunos e eles me possam dizer de novo aquilo que eu conheci. Sim, eu conheci-o mas deixá-lo-ei de fora de modo que venha a ser interessante escutá-lo de novo.
O estado semelhante ao do Éden! O estado da realidade. Onde é a realidade? Que coisa será a realidade? Realidade é aquilo que estão a fazer num dado momento. Não existe outra realidade. – AGORA! AGORA! Essa é a minha derradeira realidade. Meus amigos, não esperem por algo maior. Tornem aquilo que têm, grandioso. Vejam a grandeza nisso – AGORA!

Se esperarem a vida toda passará por vós até que aprendam. Pois eu sou para sempre aquilo que sou Não me torno coisa nenhuma, nem volto a ser coisa alguma. EU SOU! Não existe nenhum outro deus diante de mim. Eu sou a VIDA ETERNA. Tudo quanto parece ocorrer faz parte do meu sonho Eu estou a sonhar! Mas em todo sonho, eu sou a realidade do sonho. Vejam bem, meus amigos, o que a realidade é – o nosso sonho. Não me fará a mim mais do que eu, o criador, o permito.
Que é que querem? De que andam atrás nesta vida? Da realidade? Já a TÊM! Jamais a terão de melhor feição nem mais grandiosa do que a que têm agora. Bom, alguns não gostam disto por aquilo que têm actualmente não ser bom. A relva parece sempre mais verdejante no jardim do vizinho. Gastar-me-ei aqui ou ali apenas para descobrir que não passava de uma ilusão. Vós sois os zeladores, aquele que rega, o que cuida do relvado da vida em que se encontram.

Pergunta: Poderemos atender às nossas aulas no astral por acção da projecção astral?
Meus amigos, não venham a mim nem a ninguém em busca de sabedoria. Vocês possuem-na! Vocês possuem-na! Muitos percorrem milhas e milhas para o que chamam de Índia, China à procura dos segredos da vida. Existiu certa vez um homem à face da vossa Terra chamado Ponce de Leon, o que buscava a fonte da juventude. Ele passou a vida toda em busca dela quando ela se encontrava exactamente nele o tempo todo. É triste, e no entanto não é, por ter sido a forma por que precisava aprender. Quando veem outra pessoa a lutar na vida, não desperdicem o vosso tempo nem as vossas energias a sentir pena da pessoa Se puderem fazer alguma coisa por ela – façam-no! Mas não sintam pena dela. Poderá chegar um tempo em que ela olhe para vós e sinta pena de vós. E nisso não existe crescimento algum. Não há nada a ganhar. Não lhe estarão a dar nada ao sentir pena dela.
Um dos vossos entes queridos falece. Poderão fazer alguma coisa por ele? Podem, sim, podem orar. Orar à Luz Eterna e pedir-lhe que ela possa despertar e manter-se desperta no mundo astral. Isso representa um serviço. 

Pergunta: Que acontece quando oramos?
Isso cria uma luz que desperta a pessoa, a torna mais ciente de si mesma de modo a poder conhecer a natureza do meio em que se encontra. Mas nem só a oração cria a luz. Também aquilo a que chamam palavrões, que criam diversos tipos de luzes, cores. Palavras agradáveis e bem entoadas criam cores belas. Quando empregam uma palavra violenta de um modo agressivo, ela cria um vermelho de sangue profundo, e as vibrações são revelam-se grosseiras e perigosas para alguém assim como para aquele que as emite.

No que chamam de Judo, são ensinadas palavras secretas ao estudante do círculo interno. Um estudante desse círculo poderá apontar-vos de uma certa maneira e pronunciar essa palavra e se vocês estiverem na frente dele, ele deixá-los-á mortos ou inconscientes. E jamais os terão tocado; apenas pronunciam as palavras. A lei da Palavra! Não amaldiçoem ninguém porque a maldição votará a vós com vibrações violentas.

Pergunta: Terá a oração a deus algum valor no autoconhecimento?
Tem. E se lhes foi ensinado a orar a um ser chamado Deus – façam-no! Continuem a fazê-lo! Não o combatam simplesmente eu ou alguém mais lhes dizer que não existe qualquer deus antropomórfico. Agora; Porque deverão continuar a fazê-lo? Voltemos à antiguidade, há milhares e milhares de anos atrás. O homem aprendeu que sentando-se em determinadas formações e cantando ele criaria deuses. Claro que ele não sabia que estava a criar deuses. Ele não sabia que estava a proceder à criação. Ele achava estar a captar a sua atenção, a atenção dos deuses para si e para as suas necessidades. Assim, ele sentava-se nessas formações e começava a cantar. Eles concentravam-se nos deuses das colheitas, nos deuses das chuvas, nos deuses das florestas, dos animais, etc. Ao cantar centravam as suas consciências no centro do círculo. Todos colocavam as suas consciências no centro do círculo e cantavam. Em breve surgia-lhes no centro do círculo uma pequena névoa amarelada e delgada. E logo começava a crescer e a crescer e adoptar diferentes cores. Crescia imenso, 450, 750 cm, 1,5 metro. Por vezes tinha duas cabeças, olhos bojudos, uma boca a babar-se – a coisa mais horrível que se podia ver, a balançar-se para a frente e para trás. Todo esse ser era formado a partir das energias das pessoas que se encontravam nesse círculo. Todo o horror procedia dos seus receios, ansiedades e ódios que sentiam pelos outros presentes no círculo. Pensem nisso!

Agora! Eles pediam a esse grandioso ser que lhes protegesse as colheitas, ou pediam que chovesse, ou que não chovesse. E acreditavam que ao dar oferendas a esse ser eles seriam atendidos. Mas sabem que mais, meus amigos, eles eram atendidos. A colheita era cuidada. Mas por vezes determinados pormenores corriam mal e aquilo que eles pediam não acontecia, e assim alguém do círculo arcava com as culpas. Alguém ais que não eu. Cada um dos presentes no grupo teria pensado – não eu, eu não o fiz. Assim, apara descobrirem quem o tinha feito, eles sujeitar-se-iam uns aos outros a diferentes tipos de crueldade. E quem gritasse mais, decerto que era o culpado. Assim, eram submetidos a sacrifícios para apaziguar os deuses.

Vocês veem, quando o homem é tolo, apesar de ele ser o criador e não o saber, ele torna-se muito menor do que qualquer das bestas das florestas. Orem ao Deus a quem lhes ensinaram a orar. Enviem-lhe amor, a “Ele.” Por ser masculino. Quanto mais fizerem isso melhores serão os resultados que obterão. O “Deus” que É atende às vossas orações se “Lhe” endereçarem os vossos desejos com sinceridade.

(A consciência de Yada afasta-se – longo silêncio – e duas das pessoas chamam-no – Yada! Yada! Volta aqui. Por fim, com uma inspiração explosiva ele retoma o controlo do corpo)
Tudo bem. Esqueci o corpo e perdi consciência dele por um instante. Sabem, quando se esquecem do vosso corpo ficam em sarilhos. O corpo não assa de um asno. Nos círculos das doutrinas interiores é tratado com um burro. Vós, a consciência, caso sejam conscientes, são quem cavalgo esse burro. O melhor é que fiquem junto a ele, porque se não ficarem estão metidos em todo o género de sarilhos. É isso que deixa os vossos cemitérios tão cheios das máquinas das pessoas, por elas conduzirem os seus automóveis e não estarem atentos aos seus corpos, pelo que os corpos não se interessam pelo que lhes pode acontecer e matam-se. Fiquem no vosso próprio corpo; mantenham a vossa atenção onde estiverem. Se estiverem em casa, então poderão permitir que a vossa mente vagueie se deixarem o corpo algures. Dizem ao corpo, agora fica aí que eu vou a tal ou tal parte. Por vezes o corpo não aceita a vossa ordem por vocês não acreditarem no que dizem. Assim, deixam ficar o corpo estendido e tentem ir a qualquer sítio, mas o corpo ergue-se e acompanha-os. A isso chama-se sonambulismo. Esquecem-se de dizer ao corpo de modo que ele entenda o que querem dizer. Agora fica aí deitado e cala-te. Por vezes precisarão usar de um pouco de força. Cerram as juntas do corpo num estado cataléptico de modo a não poder mover-se, e aí poderão ir onde quiserem. Serão livres - o corpo não os acompanhará como um zombie ou uma marioneta. Sim, vós sois o mestre. Vós sois a consciência.

(Yada perde a noção do corpo por momentos)
Pergunta: Queres partir, querido?
Creio que seja melhor partir. Estou a fazer uso de mais energia deste homem do que gostaria.
Obrigado. Boa noite.

COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM

Esta noite vou falar do ser humano enquanto centro de comunicação. À semelhança de todo ser vivo que precisa ter acesso ao que o rodeia no exterior, o humano possui o que se chama de sentidos. Enquanto os seus sentidos sejam condicionados pelo que o rodeia, eu poderia dizer que o que o rodeia é criado por ele próprio, pelos seus sentidos. Contudo ele possui um outro mundo no qual ele vive mais firmemente. De modo mais contínuo do que qualquer animal. A maioria dos animais inferiores vive no exterior, no mundo físico. È o que se chama instinto, que eles seguem em vez de criarem padrões, digamos, na mente da espécie. Cada espécie de ser destas possui o que é chamado de mente genérica, e agem muito de acordo com essa mente e a sua natureza particular.
Pergunta: A mente de grupo?

A mente de grupo, exactamente. O homem também possui essa mente, só que o homem possui uma outra coisa mas torna-se difícil ter a certeza de que esse algo seja completamente bom para ele, que é a capacidade de raciocinar sobre os actos que comete; de pensar nos actos que pratica e depois realizá-los quer hoje, amanhã ou quando sentir que deva fazer algo com respeito a eles. Quando o animal deseja fazer alguma coisa, ele actua com base nisso. Não há esperar até amanhã nem à hora seguinte, por o seu acto ser controlado pelo instinto.

Por o homem ser capaz dessa coisa chamada raciocínio e de planear com antecedência, ele também é capaz de viver como que em diversos tempos, ao mesmo tempo. Por exemplo, ele pensa em algo, e logo pensa no futuro desse algo. Geralmente esse algo traduz-se por ele próprio. Ele é igualmente capaz de pensar sobre alguma coisa ou alguma condição que já lhe tenha ocorrido algures no passado. o que quer dizer que ele pode regredir no tempo, ou examiná-lo naquele instante.
Mas devido à natureza complexa da mente do ser humano, ele sujeita-se, ou pode-se dizer, torna-se presa de toda a sorte de condições negativas, tais como medos, receios com relação a coisas que provavelmente nunca ocorrerão. Aqui por exemplo, na sala em que os encontramos, onde nos juntamos e conversamos juntos, onde no entanto cada um de nós não está periodicamente. Nós estamos sempre algures, numa outra parte qualquer mentalmente, e nessas excursões mentais temos experiências que uma vez mais criam todo o tipo de sentimentos - alegria, riso, lágrimas.

A mente armazena essas ideias. Durante anos a mente vem deambulando em torno da colecta de todo tipo de experiências e armazena-as, pensa nelas, julga-as, e depois guarda a coisa toda. Muito embora ele pudesse tratar dos pensamentos, retomá-los para os trabalhar, ainda assim ele armazena-os neste aspecto inconsciente, e também armazena o que fez com respeito a eles. Não será mesmo uma maravilha?! É uma espanto! Porém, por mais espantoso que seja, a própria capacidade de agir desse modo, de fazer essas coisas, geralmente conduz a muita confusão quanto ao que sucede no momento ou em qualquer altura mais à frente, ou ao que tenha sucedido no passado. Porquê? Por rejeitar as coisas de que não gosta, as coisas que não lhe parecem bem, as coisas com que não se sente confortável nem deixar completamente em branco., e as colocar para trás das costas quanto possa. Depois cria pequenas histórias da carochinha em relação a elas e ideias agradáveis. Mas ao fazer isso faz coisas desagradáveis, agradáveis, e ao mesmo tempo faz coisas que são como não o são. Ter-me-ei tornado claro?

Torna-se-me muito difícil fazer isto. Não que eu pense que vocês não tenham a capacidade de captar logo a coisa, mas por achar que tenha muita capacidade de o traduzir muito bem por palavras.
Pergunta: Podes não ter razão para pensar assim, mas se me for permitido apresentar uma opinião, creio que te sais maravilhosamente bem. Sempre me admiro com a capacidade que tens de lidar com o Inglês. A sério.
Muito agradecido. É por isto que digo que me dá muita coragem.

Quando no passado afirmei que o ser humano se encontre enfermo por todo o mundo, não se trata tanto de uma condição física quanto mental. Foi isso que disse. O que queria com isso dizer - era a mecânica da insanidade que sofre. Ele ainda não aprendeu a encarar todas as suas experiências como simples experiências. Ele ainda precisa aprender a encerrar as suas experiências em embalagens emocionais. Não creio que ele o venha a conseguir, mas essa condição da clareza de consciência não virá a suceder ao homem em massa. Não aconteceu no passado, e observando o vosso mundo actual, que evoluiu maravilhosamente - com todo o conhecimento técnico que possuem - ainda têm muito pouco entendimento da psicologia da mente humana.

ALEGRIA. Falemos da alegria em deferência ao medo, ou a outra coisa qualquer, ao que é chamado de atitude negativa da mente. Alegria! De pouco me serve a mim dizer que a vida seja para viver com alegria, por ser óbvio que a alegria não é coisa que exista por si só. Como poderemos gerar compreensão na mente com relação àquilo que a alegria seja se não tivermos conhecido a dor ou o medo? Porém, caso isto seja verdade, parece-nos que o medo tenha o seu lugar na vida, e que a vida seja algo que fazemos mentalmente. O medo tem o seu lugar.

FELICIDADE. Bom, eu afirmei, e vocês concordaram,  que o medo, a ansiedade, a culpa, a vergonha, assim como a alegria, a paz de espírito e a felicidade, se tudo isso pertence ao mundo do homem, então precisamos interrogar-nos sobre o que estamos a fazer ao tentarmos deter todas essas coisas. Poderemos levar mais alegria do que medo a alguém? poderemos espalhar mais felicidade do que tristeza? Nem por isso. Não consigo imaginar alguém que sinta completa felicidade ininterrupta. Em que consistirá a felicidade? A verdadeira causa da felicidade consiste num estado de espírito íntimo, e nós possuímo-lo independentemente do que nos acontece, por a felicidade constituir paz de espírito.
Aquilo que acontece convosco é chamado experiência, e haverá alguma altura em que consigam ter uma experiência isenta de dor? E será isso especialmente verdade se não tiverem aprendido a arte do desapego emocional? Sermos capazes de presenciar e testemunhar, ou sermos capazes de sofrer uma experiência sem ficarmos emocionalmente embaraçados. É muito difícil por o mundo físico ter exigido às formas vivas um sistema nervoso, e toda a experiência - e mesmo fazer nada consiste numa experiência - criar pressão de qualquer género sobre esse sistema nervoso.

A simples ideia de sair à procura de comida nos vossos tempos modernos pode criar, e cria efectivamente, pequenos pavores secretos e incerteza quanto ao local onde se venha a conseguir essa comida que procuramos. O esforço por comunicarem sexualmente e os intermináveis tabus atribuídos ao sexo em quase todas as sociedades, de todo o tipo, desde os Aborígenes da Austrália até a vós aqui nesta nação, criaram e atribuíram ao sexo um enorme preço que o indivíduo precisa pagar. Isso é coisa natural - o homem fazer sexo. Manter-se agasalhado e abrigado gera dentro de si, independentemente do dinheiro que tiverem, um medo inconsciente de que não venham a conseguir satisfazer as coisas normais, as coisas que nasceram para fazer; vocês obtêm o preço da doença de corpo e alma.

EDUCAÇÃO. Que preço não pagam por ela, ao nível do sistema nervoso! Não conheço a percentagem estatísticas das crianças que, nos primeiros tempos escolares, se sentem tão entusiasmadas, tão receosas de falhar nos seus estudos que a sua visão fica arruinada e os médicos insistem em dar-lhes outros pares de olhos, a que chamam óculos, quando aquilo que realmente precisam é de ver o medo da vida afastado delas ocasionalmente, pela redução dos esforços que produziram com a ansiedade que sentem por aprender.

O preço que não pagam pelo êxito que os vossos alunos altamente educados adquirem no chamado mundo dos negócios! O vosso mundo dos negócios é um mundo de insanidade para a maioria dos homens, nos esforços frenéticos que fazem por conseguir aquilo a que chamam viver. Não é apenas o viver que pretendem conseguir, a que se veem forçados a conseguir, mas um viver melhor do que o do vizinho, mas por a maioria dessa gente altamente educada dos negócios não ter aprendido a desafeiçoar-se emocionalmente, a maioria deles acaba com o quê? Com úlceras, doenças do coração, pressão arterial alta, ao que chamam de hipertensão. Há muito tempo que aprendi que as pessoas nesta nação, mas é indubitável que o fazem nas outras nações, se dedicam a coleccionar uma variedade de doenças a ser usadas para alívio, quando de facto, existe apenas uma só doença, que é a verdadeira doença do ser emocional. Porque não estudam esse aspecto?
Contam constantemente contos da carochinha às crianças sobre o modo como ela deve ser financeiramente bem-sucedida no vosso mundo ou não passará de um pária. O corpo humano não consegue tolerar esse tipo de coisa! Não o pode tolerar! De pouco servirá estudar doenças cardíacas e que fazer com respeito a elas. Deviam pesquisar era a forma de não terem doenças cardíacas.
Comentário: Ao contrário rende mais, Yada.

ENSINEM-NOS!

Claro que sim. Eu entendo. Assim, até mesmo aqueles que procedem às pesquisas se tornam vítimas de ataques cardíacos e de pressão arterial elevada. O que eu lhes digo, meus amigos, é que lhes ensinem a respeitar-se acima de tudo, e que lhes ensinem lentamente a deixarem de ter medo de fracassar. Ao mesmo tempo ensinem a não se comprometerem com aquilo que fazem, ou o que lhes é dado a fazer, e a fazer isso por amor de fazê-lo e por nenhuma outra razão. Então, tornar-se-ão não só num grande êxito como também num êxito salutar. Assim viverão mais tempo. A vida longa de nada servirá se tiverem que sofrer o tempo todo, por isso ensinem a amar o que fazem, ou a não o fazer em absoluto. Se o fizerem, se continuarem como fazem actualmente, em que as pessoas caem para o lado mortas, contraem problemas renais, diabetes e tudo mais que se possa imaginar como antes, não obstante descubram a cura para as doenças cardíacas, essa cura não as impedirá de continuar a surgir.

PAZ DE ESPÍRITO
Pesquisem a paz de espírito. Reeduquem a mulher no sentido de voltar a ser uma companheira para o marido em vez - do quê? Aquele a quem deve dar e dar e dar ou ela não será feliz. Ela encontra-se num estado de frustração emocional caso não possua o que a vizinha da porta do lado possui. De que modo vocês pensam! Dizem uma coisa da boca para fora e pensam outra diferente. Falam de amor ao próximo e no entanto usam uns aos outros por questões de conveniência.
Por ora vou ficar por aqui.  

YADA

Meus respeitados amigos, é com grande prazer que me venho dirigir a vós esta noite. Há tanto a dizer com respeito à vida que se torna difícil saber por onde começar, por cada um de vós ser único, um mundo a parte. Mundo esse que é composto de ideias e de sentimentos completamente diferentes daquele que se encontra sentado a vosso lado. Cada um de vós possui ideias próprias que o poderá levar a expressar-se de determinada forma. Quando o fazem e eu não compreendo as palavras que empregam, devo simplesmente dizer: "Não entendo, esclarece aquilo que estás a dizer." Por isso, devem fazer o mesmo para me agradar, não? Porquanto eu possa parecer-lhes que não seja deste mundo, eu realmente sou. Vocês não estão a comunicar com um morto. Jamais algum médium comunicou com mortos, nem quem quer que seja, com respeito a isso, mas com a vida, com a consciência. 

O homem não compreende aquilo que é à superfície. Ele está equivocado em relação à maioria das coisas com que lida no mundo físico. Ele é o que se poderá dizer um observador do superficial. Mas o trabalho da vida requer que se vá abaixo da superfície, para se chegar a saber o que a vida é. A vida superficial representa o que os antigos mestres chamaram de mundo das ilusões. O homem vive num sonho, dentro de um sonho, dentro de outro sonho.

Meus amigos, eu não lá grande coisa. Deixem que o confesse. A morte não nos habilita para além daquilo que tivermos conhecido enquanto tivermos estado no corpo físico. A menos que tenhamos aplicado o conhecimento, aplicado o raciocinar, não nos desenvolveremos seja em que plano for. A vida constitui um estudo. Aquilo que actualmente possuem levarão convosco. Então, se ainda tiverem capacidade de aprender, continuarão a aprender nesse estado ou esfera. A vida constitui uma experiência. Aquilo que é chamado alma constitui um composto de experiências.

Todo e qualquer um tem diferentes experiências. Mas depois procuramos comparar as experiências que tivemos com as de outro e isso geralmente conduz à confusão e à guerra. Esse é o problema das nações, do mesmo modo que é problema que diz respeito às pessoas, por as nações serem compostas por indivíduos. A questão que toda a humanidade persegue é: "Eu sobreviverei à morte do corpo físico?" Se não existir coisa tal como sobrevivência, então não tenho direito de aqui estar.

Eu digo-lhes que vocês sobrevivem, mas não vo-lo posso provar. Vocês precisam prová-lo a vós próprios. Não precisam ir a médiuns nem a sessões para comprovarem a sobrevivência. A sua história acha-se presente em toda a parte. Se observarem as acções do que chamam de natureza, mente, ou Deus, se quisermos, isso tornar-se-á óbvio. Quando conseguirmos tranquilizar as nossas mentes com a verdade da sobrevivência, então a maior parte dos nossos receios desvanecem-se. Porquanto, meus amigos, a maioria dos nossos medos erguem-se com base na crença de que não continuarão ou não poderão prosseguir após a morte. Sentem medo, mas medo do quê? Do desconhecido. Desde que o homem tem estado nesta Terra ele tem ido e vindo e comunicado consigo próprio o tempo todo e ainda assim, nos vossos tempos modernos, a grande maioria das pessoas não aceitam a ideia disso, ou aceitam-na, mas sem saber porquê. Não sabem como creem. Mas nós, meus amigos, a nós não interessa o modo como creem, nem um pouco, e vocês não deveriam preocupar-se com o que os outros creem. Deviam preocupar-se, e preocupam-se de facto, com o modo como o outro terá chegado às conclusões a que tenha chegado com respeito a tudo e mais alguma coisa, para não mencionar a sobrevivência e da comunicação. Isso é interessante. Não só interessante, mas de vital importância saber.

Dizer-me simplesmente aquilo em que acreditam de nada me serve, por eu ter uma crença própria, que poderá diferir por completo da vossa. E isso poderá causar, e habitualmente causa, guerra entre as pessoas, por jamais a vossa crença chegar a ser tão boa quanto a minha, ou tão verdadeira quanto a minha. "Eu sou um dos escolhidos de Deus, enquanto vocês foram escolhidos, pelo diabo, quando muito." Por isso, já veem, meus amigos, como não ase chega a parte nenhuma questionando as opiniões que os outros tenham da vida. Mas sentar-se e perguntar: "De que modo chegou a crer da forma que crê, meu amigo?" Isso não só os deixará informados sobre a natureza do que é chamado pensar, em geral, como lhes revelará a natureza, o carácter da pessoa. Revelar-lhes-á onde residem os medos que tem, e a origem das esperanças e dos prazeres e das dores que tem. Lembrem-se, meus amigos, que tudo é composto de mente, tudo não passa de consciência. Nós percorremos e temos o nosso ser na Luz que é chamada de Natureza de Cristo, na Luz, e não no espaço e tempo enquanto entidades separadas da consciência. O tempo e o espaço são consciência, e esta consciência constitui a Luz, a matriz, a partir da qual o homem e todas as formas e coisas procederam.

 Por todas as formas não passarem de ideias criadas por essa grande mente, essa grande Luz e a seguir projectada e gerada no que é chamado de existência tridimensional, onde se padece da crença de que de algum modo nos encontremos fora da consciência, num outro estado chamado "matéria." Não, isso é uma projecção ilusória da consciência. O corpo tridimensional, ao tentar aferir a sua existência exterior, afere-a com o que é chamado sentidos, mas esses sentidos acham-se altamente circunscritos.

Muita é a contenção que impera entre as pessoas hoje, sobre o que é chamado de discos voadores, reincarnação, hipnose. Temas populares, não? Porém, a menos que debatam esses temas com afecto, em paz e com gozo uns com os outros, e sem ódio, irão ter guerras. Como é que pensam meus amigos? isto é importante. Nós, do Círculo, dizemos muita vez que não retornamos à Terra para falar por intermédio deste homem para lhes contarmos o que quer que seja, para lhes ensinarmos coisa nenhuma. Viemos apenas na esperança de que aquilo que dizemos poder levá-los a pensar seriamente.

SOBRE A NOSSA MENTALIDADE

O pensar, meus amigos, representa uma arte. Uma arte que quase se perdeu para o vosso mundo, por terem ficado mecanizados nos vossos modos. São mecanizados no vosso pensar. Claro que são avançados em mecânica, por ser nisso que concentram os pensamentos. Muitos foram os templos que foram erigidos no vosso tempo destinados a ensinar-lhes aquilo a que chamam vida, não só no aqui e agora, como no alegado porvir. Não existe vida futura; apenas existe o aqui e agora. Se aqui não estiverem agora também não se encontrarão no futuro. Se o homem pudesse, deveria libertar-se dos muitos complexos de culpa de que padece e dos sentimentos de vergonha e do desejo de se punir a ele próprio.

Meus amigos, o mundo acha-se sobrecarregado de um imenso desejo masoquista de autopunição: "Ah, eu cometi um erro. Eu questiono-me se deus me perdoará." Que tipo de Deus será esse? deverei deixar de viver por temer cometer erros? Erro é um outro termo para o pecado. Porém, o termo pecado, aquilo a que chamam a conotação da palavra, deixa a alma petrificada e perturba o ego a tal ponto que o homem teme expressar-se.

Todos nós que vimos ao mundo material somos condicionados pelo ambiente, condicionados por aqueles que vieram antes. Condicionados é uma outra palavra empregue para hipnotizados. Quererão deixar o estado hipnótico em que se encontram? Então pensem pela vossa cabeça. Não aceitem a palavra de quem quer que seja que procurem saber, mas escutem, escutem em toda a parte por onde forem com um tremendo respeito e afecto por tudo aquilo a que derem atenção, pois, lembrem-se, não estão a tentar analisar nenhuma personalidade, estão em busca da verdade. “O mundo acha-se repleto de ruido e de furor,” conforme um dos vossos grandiosos poetas certa vez disse no passado, “de ruído e fúria que nada significam.” Desde o útero até à cova, nada senão ruído e fúria.

Assim, que é que o homem quer? Será disso que anda em busca? Creio que não. Ele procura reconhecer-se como o Criador de tudo. Só que ele deixou-se tomar pelo receio, receoso de olhar o seu Criador nos olhos, a MENTE ETERNA. “Vós sois pecadores…” ”Bom, nesse caso escondo-me.” Caso deus, um ser externo os tivesse criado a vós e a mim, esse Deus seria a própria perfeição. E se é a personificação da perfeição, então não poderá julgar nada que seja menos perfeito. Se houver pensamentos negativos na sua criação, esses pensamentos terão origem naqueles da criação e não por Ele. “Ele” soa a masculino. Mas, porque não ter uma deusa feminina? Ela. Haveria mais homens a ir para o céu actualmente caso assim fosse! (RISO) Quantos dos homens estarão dispostos a ir e a dar ouvidos ao que outro homem pensa ou acredita ou diz, quer se trate de um Deus, em diabo, ou o vizinho da porta do lado? Muito poucos. Por isso, não é masculino, nem é um ser sexuado, mas “Aquilo,” a LUZ, a Luz Eterna que nada conhece acerca do mal, mas apenas conhece equilíbrio, por ser o que isso é, equilíbrio, perfeição.

Agora, se tiver consciência disso, a minha vida tornar-se-á numa fonte de alegria, e deixarei de ter medo de me deitar e de adormecer, mas descontrairei por completo. Porque relaxarei mais? Por saber que possuo o meu ser num estado de perfeição. Nada de desequilibrado nem de negativo me poderá acontecer. Se eu morrer, que é do que a maioria de nós tem pavor, se morrer no meu sono, sei que estarei tão vivo quanto antes. Porquanto “vivo” significa consciente. Esta coisa (o corpo) não está viva, a vida que encerra é vida consciente procedente do ser que habita nele. Todas as células do vosso corpo encerram a vossa consciência. Cada uma das diminutas partículas do corpo encerra uma substância chamada consciência. É por isso que a mente pode curar o corpo de qualquer tipo de enfermidade. Mas então, porque razão não nos curamos? Por sermos hipnotizados no sentido contrário, razão porque não conseguimos acreditar, não temos qualquer crença. Não podemos incorporar essa crença no chamado inconsciente - que devia ser entendido como o aspecto mais consciente - não o podemos incorporar.

A boca fala demais. Usamos de retórica em relação ao que é chamado Luz ou Deus, mas não parecemos ser capazes de demonstrar Deus nem a Luz. A boca não diz a verdade, por não se achar ligada à mente. È tudo. Pratiquem dia a dia colocar a verdade na consciência, não a crença mas a verdade – de que vós, a mente, controla o corpo. Poderão não ter nada do que consideram curas miraculosas, acontecimentos, fenómenos ou experiências miraculosas à disposição, porém, se mantiverem os olhos abertos, se mantiverem alerta a percepção, verão que ocorrerão pequenas coisas.
Por exemplo, verão que se tornam menos irritados, ou seja, o vosso ego não andará tão nervoso conforme costumava. O vosso ego começa a afastar-se e a dar uma oportunidade à consciência para se ocupar do viver. Se alguém se pronunciar de uma modo depreciativo com respeito a vós, não mais prestam atenção. Se preferirem falar de vós de uma forma aviltante, deixam de prestar atenção. Se preferirem falar assim, não tem problema, que importa? Acreditarão que o que digam seja verdade? Devem acreditar, caso ficarem irritados com isso. Se souberem que não é verdade, qual o motiva da irritação ou a razão da discussão? “Ah, podem-me arruinar a reputação.” Vocês tem reputação? (Riso) Caso creiam que têm, livrem-se dela rápido!

Aquilo que querem é ter percepção consciente do vosso próprio ser, não reputação. Porquanto, assim que dispuserem dessa percepção, terão a vida nas vossas mãos, no vosso coração, na vossa mente. Não mais temerão o que digam, o que façam, por saberem que se afastaram da tempestade exterior. Perceberão que a vida é perfeição. Não ansiarão por entrar na tempestade. Deixarão que se enfureça, ou para o colocar em termos simples, porventura, Ficarão a assistir à parada da vida que passa sem precisarem misturar-se na confusão. Saberão em que consiste a vida e não mais necessitarão ir a um templo, por disporem do maior dos templos justamente aqui (dentro), o templo vivo do Deus vivo. Não ase preocuparão com a possibilidade de terem vivido ontem ou há 10000 anos atrás, ou se virão a viver nalgum tempo futuro. Perceberão a lógica de viver agora – agora!

Ah, poderão dizer: “Se ao menos pudesse saber o que terei feito uma vida passada, poderia usá-lo como regra agora, nesta.” Ah ah. Não o farão. Se não tiverem controlo emocional sobre vós próprios, continuarão a fazer conforme essas emoções lhes exigirem, quer tenham sido reis ou vadios na última vida. A maioria de nós, meus amigos, por causa desse ego, desse eu emocional, se acreditarmos no que é chamado vida passada, não seríamos mais do que reis e rainhas, príncipes e princesas e tudo quanto de grande tenha existido.

Quantos de vós não gostariam de confessar que tenham sido Hitler? Não muitos. Podíamos dizer que o personagem Hitler, ou Schickelgruber (seu pai) seria maneira de o fazer parecer muito mau, não? Hitler era um nome muito bonito, mas Schickelgruber já representa um nome sarcástico. É estranho o que os nomes pode fazer por vós. Mas podíamos dizer que o homem Hitler na sua vida terá sido porventura Alexandre o Grande em alguma vida passada, ou Napoleão ou ainda o mais hediondo Gengis Khan. Bom; existiu um homem de grande personalidade e grande desejo de dominar o mundo. A questão está em saber se ele se terá dominado a ele. Mas independentemente de o ter conseguido ou não, ele desempenhou a parte que veio desempenhar, do mesmo modo que Hitler, Alexandre o Grande, Napoleão e todos os chamados ditadores ou conquistadores que alguma vez terão vivido. Cada um de nós faz agora o que veio cá fazer. Isto em certos aspectos poderá parecer ilógico, não?
Já tive muitos que vieram a mi e me disseram: “Não gosto daquilo que faço.” Eu digo-lhes: “Porquê?” E eles respondem: “Não tem qualquer importância.” Eu sei que nos sentimos inseguros caso não nos sintamos importantes. A personalidade, o ego, exige uma noção de importância, de ser querido, de ser respeitado, de ser admirado.

Eu não quero ser admirado, quero ser levado em consideração, pois quando nos encontramos numa posição por meio da qual me admirais, isso leva-me a sentir-me superior a vós. É por isso que o cadeirão do juiz é colocado num nível superior, de modo que ninguém possa vir ao seu encontro e se sinta superior. Baixemos das alturas e observemos e caminhemos juntos, certo?

RENASCIMENTO

Será que viveram antes? Antes do quê? Antes de ontem ou no dia anterior? Vivi, sim. Levei uma vida eterna. Isso soa grandioso, não? Mas eu vou acrescentar uma pequenina coisa a isso, para sempre e mais um dia. Isso é muito tempo. Eu, CONSCIÊNCIA, vivo para sempre. EU PESSOALMENTE, sou um composto de experiências. Esta é a minha personalidade, a minha alma, o meu espírito, a minha mente. Seja o que for que queiram chamar-lhe, é isso que sou e eu actuo e respondo por essas experiências. Talvez não esteja consciente de ter tido tais experiências no que é chamado “antes.” Contudo, desempenharei essas experiências sem ter qualquer consciência delas. A minha consciência incitará o meu aspecto do corpo, ou a “marionete” pendurada nos cordéis, ela incitá-la-á a mover-se nesta ou naquela direcção; a fazer isto ou aquilo. E eu direi a mim próprio: “Porque terei eu feito isso? Não será estranho?”

Existem muitas mentes grandiosas no vosso mundo de hoje que podem ter trazido a sua grandeza de outras experiências tidas na terra, mas não têm recordação disso como tal. Mas sentem uma instigação, um incitamento inconsciente, para agir desses modos. Os chamados génios na música ou em qualquer das artes, poder-se-á dizer se se quiser que sejam a reincarnação de outros génios musicais do passado Talvez alguns dos vossos cientistas digam que não seja uma recordação de vida passada, mas uma memória genética. O seu trisavô (quase a chagar a Adão, na genealogia) terá sido um músico grandioso.

Bom, talvez ele tenha sido aceite no seu tempo ou não. Talvez as pessoas desse tempo pensassem que a sua música era de tal modo avançada que não a apreciassem. Tê-la-ão considerado uma má música, e tê-lo-ão tratado mal por causa dela. Bom, poderemos dizer que esse desejo musical ou desejo de expressar a música da sua alma tenha sido frustrado. Mas ele terá semeado no seu corpo genético e depois de muitas gerações passadas e esses genes terem sido passados – aquilo que chamam de genes e cromossomas que edificam o corpo celular – de geração em geração com pequenos toques de música ou talvez sem qualquer consciência musical. Mas ainda assim os genes carregam o padrão, a memória para ser encenada no vosso tempo, no vosso mundo. E então, lá vem ele em toda a sua glória de novo. Mas ele não é o seu trisavô – é ele próprio.

Há tantas coisas, meus amigos, em que pensar, com que se preocupar. A reincarnação possui tantas ramificações, algumas das quais tão subtis, que se nós os verdadeiros buscadores quisermos tirar algum sentido, precisamos examiná-las. O que quer dizer que vão precisar observar a crença contrária – o que é chamado de contrário. Mas poucos de nós quererão fazer isso. Deixamo-nos apanhar numa crença e não examinamos o lado oposto dela. “Existe apenas um lado e esse lado é o meu lado e não quero dar ouvidos a nenhum outro.”

Sei do caso de pessoas que adoeceram quando lhes contaram as vossas crenças. Adoeceram! Vi-as reagir com violência embora vocês, ao lhas revelar, possam ter tido a melhor das intenções. Vi o caso de um indivíduo que contou a uma senhora (uma senhora bastante religiosa, embora não vos diga quais as crenças religiosas que tinha, direi apenas que era muito religiosa, muito devota) e ele disse-lhe: “Sabe que sobrevivemos à morte e que não vamos para o céu nem para o inferno, excepto aquele que criamos quando nos encontramos aqui na terra? E que é possível comunicar com aqueles que vão além do véu?” Eu vi a pressão arterial da senhora a subir e a reacção nervosa a palpitar na garganta. Sim, vi o sangue a afluir-lhe ao cérebro e a inchar-lhe as artérias e a produzir-lhe uma latejante dor de cabeça. Veem o que podem fazer com as vossas crenças? Bonito, não? Vejam o que sucede connosco, meus amigos, quando nos embrulhamos com as nossas pequenas crenças pessoais que temos sobre as coisas.

Deixem a porta cair, estou pronto para ouvir qualquer coisa. Se conseguires provar-me que eu seja falso, que as ideias, os pensamentos que tenho, sejam falsos, ficarei encantado, por me levar a conseguir um maior entendimento da vida. Como me poderás provar seja o que for se não te prestar atenção, se eu projectar uma dor de cabeça em mim próprio a fim de me impedir de ouvir?
Muita gente procura dar afecto a outros por terem ficado tão frustrados na experiência do amor que chegam a suspeitar de tudo excepto de quem lhes dê amor. E então vocês vão orientar a vida de outros no seu lugar? Vão dizer-lhes como pensar? Até mesmo os vossos próprios filhos, meus amigos, só os podem condicionar até determinado ponto, pois tenham em mente que enquanto os condicionam no vosso lar, na segurança do vosso lar, eles também estão a ser condicionados fora de casa. Eles escutam coisas contrárias às que lhes ensinam. E regressam e dizem-lhes: “Que pensas disto? Não me disseste tratar-se deste caso, mas que era assim ou assado. O meu sacerdote, ou o meu pastor, rabi, disse-me que era de outro jeito, assim como o meu professor. Que é isto?” Que é que podem fazer? Bom, vocês podem, e muita vez ficam zangados. Zangados a ponto de dizer ao sacerdote ou ao pastor algo por ter contado tal coisa ao vosso filho. “Eu ou dizer aos pais do teu colega que não podes brincar mais com ele, por ele ser um fedelho.”

Que é que estarão a tentar fazer? A impedir que os vossos filhos aprendam? Meus amigos, sentem-se juntos com o vosso filho e digam-lhe: “Tu és capaz de pensar, tu tens ideias próprias. Ei disse-te determinadas coisas que na crença que tenho, te irão ajudar a levar uma vida melhor. Pronto, há quem defenda o contrário. Mas, vamos pôr estas duas versões lado a lado e tu verás por ti próprio qual será a melhor. Não necessariamente a correcta, mas a melhor e a que sempre representa a maneira correcta. Vamos examiná-las, observá-las.” Terão reservas mentais em relação aos vossos próprios filhos? Estarão a criar idiotas? Não penses, deixa que eu – a tua mãe ou pai - pensemos por ti. Bom, isso é inofensivo em determinada medida. Mas mesmo assim, a criança precisa aprender a pensar pela sua cabeça desde que é criança. Se não fizerem isto vocês continuarão a ter o que os inquieta no vosso mundo de hoje, que se chama delinquência juvenil.

Meus amigos, vou voltar por um instante ao que mencionei anteriormente, ao que é chamado de renascimento. Muitos creem que acreditemos na reincarnação. Simplesmente asseveram que o Círculo Interior a que o indivíduo chamado Mark Probert creia na reincarnação. Eu acredito na vida. Mas de que forma acredito na vida ou na reincarnação? Ninguém parece perguntar-me isso. Examinemos por um instante aquilo a que me refiro e aquilo que pensamos da reincarnação. Consideremos aquilo a que chamam uma sala quadrada, com talvez 9 metros quadrados. Dividimos este compartimento em compartimentos menores e chegamos a crer que, ao percorrermos essa área estejamos a passar de compartimento em compartimento. Contudo, teremos ido a algum sítio? Ainda nos encontramos no mesmo espaço.

Só que, por termos erguido paredes a dividi-lo, passam a crer que exista uma separação e que passam de um para outros compartimentos completamente diferentes. E que quando regressam áquilo que chamam de sala de estar, depois de passarem por todos esses compartimentos, poderão dizer que se trate de um renascimento, mas na verdade a vossa consciência nem foi nem veio. Vocês existem. Quando superamos muitas das outras condições ilusórias ou estado de consciência, chegaremos lentamente a perceber este facto, “EU SOU.” Não virei a ser, nem fui. EU SOU, e sou eterno, se for preciso acrescentar essa palavra. Mas padecemos da crença hipnótica do tempo e do espaço e de uma coisa chamada matéria – numa condição de três dimensões.

É dito que a matéria se move pelo espaço. Isso dá a ilusão do que é chamado tempo, movimento no tempo. Não pensem que venham subitamente a perceber a invenção de tudo isso, mas poderão lentamente entender certas coisas que os aliviarão de crenças estabelecidas com respeito a alguma coisa. Não fiquem com ideias fixas. Se acreditarem que porventura alguém lhes tenha chamado Cleópatra numa vida anterior – de que será que isso lhes valerá actualmente? A crença será boa apenas se os levar a ser melhores enquanto pessoas, a ser gentis, a usar de uma maior compreensão. Mas muitos adoptam a atitude contrária, e dizem: “Se eu tiver sido um ladrão na minha última vida, não posso evitar roubar nesta vida.” Isso é uma excelente desculpa para deixar de assumir a responsabilidade.

Muitos de nós assumem essa atitude para com deus e para com o diabo, mas conforme eu disse um pouco antes (palavras em falta aqui) o vizinho do lado. “Deus definiu que eu roubasse, deus decidiu que os meus filhos me fossem tirados nesta vida, o meu amado filho, carne e sangue da minha carne e sangue, a quem eu amava como à minha própria vida. Deus fez-me isso. Não posso julgar por que mo terá feito, mas ele simplesmente fez-mo.” Porque deveria ele fazê-lo? Porque lhes haveria de tirar o vosso amado filho que é completamente inocente em relação a todo o erro e deixar assassinos e seres odiosos viverem? Isso terá alguma lógica para vós, meus amigos? OU então dizemos: “O diabo levou-me a fazê-lo; não o consegui evitar. Foi o diabo que o fez. Se ao menos ele aqui não tivesse entrado, eu não o teria cometido.” Se não conseguirmos sobreviver com isto, atribuiremos a culpa a alguém mais concreto, ao vizinho. “Ele sugeriu que eu o fizesse. Mas seja quem for, eu sou inocente. Eu sou sempre inocente.” Sempre procuramos empurrar a responsabilidade para alguém que não nós.

Foi por isso que todas as religiões criaram um salvador que foi crucificado que arcasse com toda a indiferença que demonstramos para com a vida aos seus ombros. Se acreditarem que alguém tenha morrido por vós, não me importa quem tenha sido, na cruz ou apedrejado até à morte, ou enforcado, mas se acreditarem que tenha sido assim, por que razão não actuarão desse modo e não fazem tudo quanto tenham no vosso poder por tornar a vossa vida uma vida mais bela, mais compreensiva? Quando escuto os vossos padres, os vossos sacerdotes, pelos muitos templos que vocês têm, observo as pessoas à medida que vão e veem, e verifico muito pouca mudança. Elas veem ao templo, ouvem as suas preleções, e saem porta fora e voltam para casa e para as velhas disputas e ódios que nutrem entre si. Muito pouca mudança chega a evidenciar-se.

Se lhes disserem isso, por o não perceberem por eles próprios, ficarão ressentidos e dirão: “Afinal, eu sou somente um ser humano.” Apenas um ser humano? Meus amigos, o ser humano consiste num estado divino, um estado de inteligência. Precisamos merecer esse elevado título, “ser humano,” por não nascermos com ele. Precisamos ser treinados a viver de modo são num mundo insano. Bom, enquanto refiro mundo insano, o mundo em si mesmo não é insano, mas nós seres humanos, devido ao desafortunado condicionamento em que os encontramos tornamo-nos insanos.

Ouço dizer que no vosso mundo os vossos médicos produziram uma condição tão boa que as doenças mais virulentas que costumavam dizimar populações inteiras, não assolam mais o vosso mundo. Mas admitem, ao mesmo tempo, que os distúrbios mentais estão a aumentar a passos largos. Nós sugerimos que, por as alas psiquiátricas dos vossos hospitais se encontrarem repletas actualmente, temos uma maneira de alterar tal condição, e de a melhorar um pouco, por um sistema rotativo. (Riso) Seria muito mais fácil de gerir por fazer pouca diferença deixar sair os internos e entrar os não internos! (Riso) A INSANIDADE nem sempre é uma óbvia. De facto, raramente o é.

Eu observo o meu semelhante e avalio a sanidade dele pelo que faz em comparação com aquilo que eu faço, e na maioria dos casos julgo-o insano. Há não muito tempo atrás, eu falava através deste homem numa cidade da Califórnia. O fulano amável que tinha organizado o grupo, que aquela gente chamava de grupo privado, composto por um número reduzido de pessoas, esse indivíduo convidou alguns dos psicólogos e psiquiatras da universidade, alguns dos quais compareceram. E de entre eles veio um que ficou de casaco e de chapéu, sem à-vontade durante alguns minutos, a seguir ao que se foi embora. Mais tarde, ele disse ao organizador: “Eu presenciei o mesmo tipo do que é chamado de esquisitice em algumas das instituições mentais por onde ando.” Óptimo! Então, porque mantê-los lá?
Nós não temos objecções às ideias desse indivíduo, meus amigos. Se ele pensa dessa maneira, em que é que isso me afecta? Mudar-me-á? Poderá afectar o homem por intermédio de quem eu falo, mas a mim não me causa a menor perturbação, por eu saber aquilo que sou. Eu sei. E quando sabemos não temos medo. Caminhamos na Luz e damos atenção a tudo e a todos. Pensem na libertação da tensão, da ansiedade.

Quantos não quererão viver a vossa vida por vós, uh? Alguns. Mas quantos morreriam por vós? Ah, não. ”Tu és boa pessoa. Eu tentei ajudar-te, mostrar-te o caminho correcto de viver (que na verdade é o meu) mas morrer por ti? Não, receio que isso seja pedir muito.”

Meus amigos, A VIDA IMPLICA UMA ENORME RESPONSABILIDADE ÀS COSTAS DO INDIVÍDUO. Tentemos aceitar essas responsabilidades, avançar com elas, sem ter medo de cometer erros. Por ser a primeira coisa que fazemos, de qualquer modo. Mas capacitemo-nos a reconhecer esse facto, de que somos capazes de cometer erros. Eu sei que cometo erros, sim, seria estranho se não o cometesse. Não faria parte do mundo humano. Estaria junto dos anjos. Apenas os anjos não cometem erros. Mas mesmo eles, quando não têm ninguém a olhar, cometem, ocasionalmente. (Riso) Mas vocês entendem, eles não se podem permitir admiti-lo! Isso levá-los-ia de imediato à expulsão do céu. E vocês não querem ir para o céu? É excelente, mas vocês não se divertirão muito por lá.

Eu quero ouvir algumas das vossas ideias, se fazem favor. Podem querer objectar alguma coisa do que tenha dito, mas ao objectarem quero que me digam por que razão objectam. Por favor, meus amigos, quero perguntar-lhes o seguinte: Se tiverem alguma coisa a dizer, de positivo ou de negativo, digam-mo agora. Não esperem até sair daqui para dizer: “Oh, eu podia ter dito isto ou aquilo.” Digam-mo agora. Por ser assim que eu aprendo, entendem?

Pergunta: O que eu queria perguntar é o seguinte: Há muitos anos eu era amigo chegado do Bispo Gallagher e ele proferiu uma afirmação que, de acordo com as confissões da Igreja Católica, eles apuraram que se verificariam cerca de três milhões de abortos por ano nos Estados Unidos. Creem que cerca de 200 000 das mortes nas estradas nos Estados Unidos (Números que não parecem estar correctos). Assim, mata-se cerca de dez milhões por ano e 3 milhões em abortos. Ora bem; já que tudo quanto a vida comporta é uma mudança de consciência, haverá algum prejuízo grave com o caso dos abortos, das mortes verificadas nas estradas ou nas guerras? Isso resultará nalguma espécie de dano com respeito à morte?

Meu bom amigo e doutor, eu não quero ser sarcástico, mas quando se encontrar na minha posição, quando vier para este lado do véu, verá que não há nada de errado por não importar como ocorre. Eu sou um dos que alegadamente estão mortos, entende? Agora, se eu estivesse no vosso mundo, eu não veria nada de errado com a vida, veria? Entende o que está a acontecer? Quando aqui vier verá que não há nada de errado com a morte. A morte é apenas o outro lado da vida. O termo morte na verdade quer dizer ignorância. Não quer dizer dissolução da estrutura física, nem abandono do corpo por parte da consciência. Contudo, você vive num mundo em que tem ideias sobre o que chamam de moral e ética. Acredita em algo chamado certo e errado, e precisa acreditar nisso caso o mundo venha a ser um lugar meio são para se viver.

Agora, a própria vida não lhes diz como agir nem quando. Ela diz para VIVEREM. Isso é tudo quanto a vida diz. Mas nos nossos diversos ambientes nós criamos leis morais e éticas e precisamos viver de acordo com elas, por ser através dessas coisas que apuramos o que fazer e quando o fazer.

ABORTO. 

Falará o aborto unicamente pelo aborto? Não, ele traduz – quantos disse que se verificam por ano? (Dr. Cerca de três milhões) Parece-me que sim – ele traduz uma outra coisa. O impulso formidável que o homem tem por se criar – por se criar e se recriar. A isso chamam de instigação biológica. Essa instigação biológica nada diz sobre o amor, apenas diz para produzirem. Mas se o homem não for condicionado a pensar de modo equilibrado obedecerá a esse impulso para “produzir” automaticamente. É uma ordem hipnótica. Com efeito não sabemos o que nos incita ao acto da reprodução. NO caso da maior parte decorre de um furor cego.

Mas existe algo mais e mais significativo do que o que chamam de impulso biológico, ou sexo. Mais significativo do que a mera reprodução, ou da momentânea satisfação que liberta tanta tensão que os sujeita no vosso viver diário. Que mais estará por detrás disso? O enorme desejo de criar musica, literatura, e todas as maravilhosas belas artes. Por detrás dele está o desejo de ser amado, de ser querido. Mas qual a razão de tantos abortos? A maioria deve-se ao facto do homem ter sido condicionado pelas religiões quanto ao acto sexual ser um mal, e errado.

Ao mesmo tempo é-lhe incutido que se deve produzir, com tanta frequência quanta puder, por Deus o amar mais. Quantos mais filhos tiverem maior será o amor que Deus terá por vós, o que significa que terão um lugar especial no céu. Bom, isso pode soar uma delícia para os pobres, por eles terem pouco mais que fazer. (Riso) Mas se eles foram condicionados a crer nisso, vocês veem ao que isso leva, meus amigos? A uma maior pobreza do que antes. Uma maior pobreza significa mais escravidão para com as alegadas autoridades de Deus e da vida futura, mais escravos.

Que aqueles de nós que raciocinam, quando sentirmos o desejo a despertar em nós; que vamos fazer com ele? Reproduzir-nos ou usá-lo numa bela pintura, um trabalho de escrita criativa, ou numa obra de arte. Em que o iremos usar? Só lhes digo isto – despertar a kundalini, ou aquilo a que chamam de “desembainhar a espada,” usá-la – para que irão despertá-la?

KUNDALINI 

Kundalini é a energia cósmica que se acha centrada no vosso corpo. A “espada” é também chamada de “espada de fogo.” Em que irão usá-la? Esse impulso para pintar, esse impulso por escrever, é o impulso sexual Mas vocês não o encaram como tal de modo que pintam com liberdade, compõem música à vontade, por não terem sentimentos de culpa em relação a isso mas quando toca à reprodução ou à coabitação de facto, então sentem-se frustrados. E admiram-se de isso poder não ter consequência alguma. Será errado? Deus irá amá-los depois? “Seja como for, vou fazê-lo à mesma.” (Riso) Mas porque fazê-lo à mesma co todo esse tipo de conflitos interiores que tanta tensão mental provocam que por sua vez vão actuar sobre o corpo sob a forma de doenças que começam, porventura como uma desordem de origem nervosa que lentamente chega a transformar-se num distúrbio glandular endócrino que provoque alterações químicas que mais tarde ou mais cedo tragam uma doença orgânica real.

Não digo que algo esteja mal, 300 000, ou três milhões, 500 milhões de abortos, matança de pessoas, os vossos próprios semelhantes nas estradas com as vossas carruagens de carga, isso não muda aquilo que sinto Não me importa; continuem. Vocês deviam importar-se, por viverem neste vosso mundo. Se verdadeiramente amam a vida, isso significará amor pelo próximo enão só por vós próprios. Amar a vida é não só medo de morrer por terem amor pela vida, porque, se amam a vida, jamais recearão morrer mas tratarão a vida com um enorme cuidado, com uma enorme delicadeza, com um enorme amor. Agirão, e demonstrá-lo-ão sendo cuidadosos e cautelosos, e usando a premeditação em vez do pensamento A posteriori naquilo que fazem.

GUERRA 

As guerras são criadas para fazer dinheiro, para expandirem a nação. Actualmente a vossa nação chegou a perceber que a guerra somente trás ódio e mais guerra. Vocês dispõem de uns quantos elementos no vosso governo que buscam a guerra, que gostariam de a travar, e que esperam conseguir dinheiro com ela. Mas aqueles que verdadeiramente entendem, os verdadeiras pessoas de topo da vossa nação SABEM que a violência não conduz a nada mais do que a violência. A constituição que foi traçada há muitos anos atrás no vosso país, encerra a premissa implícita de que a guerra não conduz a mais nada senão à guerra. Actualmente todas as nações sabem que uma outra guerra será a última. Porquê? Não porque venham a deixar de querer mais guerras, mas porque não restará ninguém com quem guerrear. Uma outra guerra, meus amigos, devastará por completo o vosso mundo a ponto de não deixar nada com vida, não pessoas, mas nada vivo á face do vosso mundo, nem mesmo uma haste de relva! Passarão 500 000 anos antes que cheguem sequer perto de conseguir o tipo de civilização de que agora dispõem. – CASO VENHAM A TRAVAR UMA OUTRA GUERRA.

Poderão dizer que isto soe contraditório – se não houver nada vivo deixado, como poderá chagar a a haver outra vida, outra civilização, outro ser humano e tudo o mais. De onde acham que esta veio? Do nada? O homem já foi completamente aniquilado da face da Terra em cinco diferentes vezes no passado. Só que a vida é persistente, e voltará a vingar, a despeito de tudo quanto o homem faz de emocional. A vida tem persistido por entre os mais violentos estados que atingiram a vossa Terra, e algumas foram as condições que se tornaram verdadeiramente devastadoras. O homem já chegou a morrer congelado, queimado, electrocutado, eliminado da face da Terra – ah-ah, sacudidos. Ah, sim, mas quando as coisas voltam de novo a acalmar, lá vêm eles.

Na actualidade os vossos cientistas estão a esforçar-se por conseguir um químico qualquer que elimine, aniquile certos tipos de pragas – aquilo a que chamam insectos, e saíram-se muito bem com alguns dessas drogas, dessas substâncias químicas. Chegaram a matar algumas dessas pequenas criaturas por um ano ou mais. Mas volvido um ano, lá surgem esses seres de novo, e de facto com corpos mais resistentes do que antes. Vêm agora preparados para resistir a qualquer droga que lhes seja atirada. Qual foi a substância que por vezes utilizaram, muito forte no início, chamava-se DDT? (A audiência confirma) Quando foi empregue, havia um tipo qualquer de fruta em que a testavam. “Esplêndido; eliminamos tudo, acabamos com a praga. Eureka, fomos vitoriosos!” Mas eles surgiram de novo, e desta vez, eles ingerem todo o DDT pulverizado e apreciam-no. (Riso) os germes que a certa altura eram tão violentos, que matavam o que chamam de pragas, elas não são eliminadas, não desaparecem; ainda existem. Só estão à espera que o homem cometa um leve deslize e voltarão a ter uma outra praga – como em Inglaterra e na maior parte da Europa, em séculos passados.

Por falar em guerras, creio que se diz actualmente no vosso mundo que as máquinas que conduzem pelas estradas matam mais gente por ano do que as guerras. Não será assim? Poder-se-á então dizer que as máquinas sejam um mal e que as deviam dispensar? Tirar todas as vossas carruagens das ruas, dispensá-las, por constituírem uma ameaça para a sociedade, para a vida? Façam lá isso. Mas deixe que lhes diga, já que são dotados de uma mente tão criativa, que haverão de criar algo igualmente destrutivo. Não podem dizer destrua-se a bomba atómica, não se recorra à utilização da energia atómica, afastemo-la, escondamo-la debaixo de uma coisa qualquer. O homem tentou isso quando as máquinas pela primeira vez começaram a andar pelas ruas – carros, conforme lhes chamam – a multidão dos clérigos, os bruxos foram às autoridades e disseram para as remover, por o homem não ter sido para correr tão rápido pelo espaço. Mas elas continuam a andar por aí.
Mark Probert

Traduzido por Amadeu António