quinta-feira, 13 de julho de 2017

COMUNICAÇÃO ESPIRITUAL - RYERSON




Comunicação COM O ESPÍRITO

O caminho ascendente
Kevin Ryerson
Tradução: Amadeu António

A FORÇA QUE É DEUS
John (OU JOÃO, QUE SE AUTODENOMINA COMO O AMADO DISCÍPULO DO CRISTO HISTÓRICO)
Existem muitas descrições de Deus, mas somente uma que revela a verdadeira natureza desse ser grandioso. Deus é amor, e amor é altruísmo que se acha presente em todos e em cada um. É a faculdade de dar de vós próprios enquanto seres que gozam de abundância. Pois que, se são imortais, se são um espírito, se são filhos de Deus, então podem dar de si sem frivolidade e sem hesitação. Com cada acto transcenderão, pois, a mundanidade do plano físico e tornar-se-ão mais nos filhos de Deus que são, porquanto isso representa a fusão de corpo, mente e espírito, espírito de dedicação e de serviço por Deus.
Em Deus, que é omnipresente e impessoal, encontramos descanso, encontramos o sono. Em nós próprios, enquanto filhos da luz, que somos cocriadores com Deus no universo, encontramos o despertar. Aquilo que desperta, desperta unicamente com o objectivo de retornar ao descanso, no entanto aquilo que descansa, descansa apenas com o objectivo de voltar a despertar.
Aquilo que surge, surge unicamente para desaparecer. Em última análise Deus é sono. É o Nirvana. O despertar é a expressão da individualidade que têm em Deus e naquela singularidade presente em si mesma. Assim, é através de vós que Deus percebe e expressa neste plano. Vocês são os olhos, os ouvidos e os sentidos de Deus neste plano. Sois um ser pessoal, pelo que também Deus é pessoal. Também são um ser dotado de infinitos recursos, pelo que também deus é um ser dotado de infinitos recursos. Existe uma relação profunda entre vós e o divino.
Deus é amor. Quando vocês manifestam uma natureza afectuosa, manifestam a natureza pessoal de Deus. Deus é Deus Pai e Mãe, que não é masculino nem feminino. Existe somente unidade. Foi referido que ninguém consegue ver a Deus mas que conseguirão sentir, compreender e chegar à presença. Se com isso se referir que se vejam com uma maior clareza, então talvez tenham visto a Deus. Se tiverem visto um acto de afecto, terão visto a Deus.
O homem volta-se para Deus como se Ele dispusesse do poder de provocar a mudança. Não existe coisa tal como mudança; existe somente movimento. O movimento poderá causar inspiração na mente dos homens de modo a que possa procurar atingir objectivos elevados. Deus é amor, pelo que se amarem os vossos irmãos e irmãs no plano terreno estarão em harmonia com eles e manifestarão Deus ou o poder de causar movimento. Deus é amor, e a mor é harmonia. Manifestem harmonia em vós e tornar-se-ão no maior curador de todos porquanto, por meio do vosso exemplo pessoal, outros desejarão deixar-se arrastar para a luz, e é bem melhor acender uma vela na escuridão do que amaldiçoar as trevas.
Cada um de vós é um filho e uma filha de Deus, e cada um de vós poderá ser elevado porventura de acordo com o exemplo pessoal do homem Jesus, ou Buda, ou pela vossa própria consciência. Porquanto é a elevação da alma que concerne a Deus. Vós sois uma porção de Deus nesse estado de desenvolvimento que procura entender a natureza de Deus por meio do exemplo pessoal. Enquanto parte de Deus que são, já se encontram num estado de perfeição. A alma nada conhece para além da perfeição; por ser o filho ou a filha que é de Deus.
As trevas exteriores que percebem em certas pessoas não passa da ignorância de Deus. Permanecei com eles num estado de paciência mas não se desgastem, nem lancem pérolas aos porcos. Amem a Deus de todo o vosso coração e mente, e ao semelhante como a vós próprios. Cumpram esse mandamento e não quebrarão nenhum outro. Não se deixem sobrecarregar de leis, por as leis se destinarem a proporcionarem a faculdade de especificarem o vosso progresso, e lhes dar a medida da paz interior.
Quando vocês amam, abrem mão do vosso ser limitado e acolhem o todo. Aí, veem-se a si mesmos e aos outros a essa luz suprema. Amem o próximo como a vós próprios. Desse modo permitirão que Deus molde a vossa natureza e reconhecerão ser um só com essa ordem superior. Essa é a relação apropriada. Amem a Deus de todo o vosso coração, mente, forças e alma e ao vosso semelhante como a vós próprios.
A razão por que esqueceram a relação que têm com o divino deve-se ao facto de se terem familiarizado mais com as actividades do plano terreno. A memória é desenvolvida por um processo de repetição. Focam-se nas condições desta vida pelo que se familiarizam muito mais com elas. Mas quando vão além das recordações mundanas desta vida, começam a recordar e a sentir-se inspirados pela recordação de Deus. Quanto mais meditarem e ponderarem nisso, mais exercerão a recordação, e mais se familiarizarão com a ordem superior. Assim, pois, começam a recordar que são uma porção de Deus.
Considerem a verdadeira idade que têm, a composição dos vossos átomos. Não serão milhões de anos velhos? Quando contemplam a vossa natureza, são antigos. Vocês brotam de uma vasta totalidade, mesmo enquanto seres físicos que são. Quanto mais antigos, quando mais infinitos não serão na vossa natureza se aceitarem que são um espírito? Quando se acalmarem recordarão E quando se interrogarem do que deverão recordar, recordarão que são Deus. Amar o Senhor Deus de todo o vosso coração e mente, é o compromisso que têm para com o universo. Amar o próximo como a vós próprios é o compromisso que assumiram para com deus, neste plano, porque, quando olham para aquele que se acha junto a vós, esse é o vosso mais elevado compromisso – amar essa pessoa com a vós próprios. E assim como fazem para com o mais pequeno deles, também o fazem para com o maior.
Muitos buscam a verdade através de complexos sistemas de filosofia e troçam da simplicidade do amor O amor significa harmonia. Se produzirem harmonia em vós próprios, poderão estendê-la a outros. Independentemente do sistema de referência de que usarem, independentemente da orientação que receberam, aquilo que encaminha para essas coisas será o amor que reside em vós, por lhes chegar procedente de Deus e ser um dom que lhes é dispensado eternamente, numa abundância que jamais secará. Essas são as obras de que devem partilhar, para que não passem mais sede de novo.
Deus dá-lhes com abundância. Olhem para os vossos vastos campos de cereais, para os vastos recursos de que dispõem. Não é a falta de alimento que causa a fome por entre as vossas nações mas a falta do pão interior da vida, a falta de amor que têm uns pelos outros, a ignorância de que padecem quanto à vossa verdadeira natureza, enquanto filhos ou filhas de Deus. Procurem evoluir espiritualmente de forma a tornarem-se no espírito e expressão de Deus. Deus é amor e o amor constitui um factor duplo. É a criação de harmonia, mas é igualmente o entendimento da vossa separação em relação aos outros. É, pois, quanto têm noção da vossa separação dos demais que se movem rumo àquilo de que se sentem separados. Em última análise, quando se unem co todas as coisas, até mesmo o amor deve encontrar um término. Por isso, o objectivo final da vossa evolução espiritual está na fusão com todas as coisas, o que representa o derradeiro acto de amor, o derradeiro abandono de vós.
Vocês precisam ser o vaso para criar o vazio, para derramarem de si mesmos, para sacrificarem todas as coisas, para venderem todas as coisas e obterem a pérola de grande valor que consiste no conhecimento da vossa natureza original, do vosso nome original, o qual se acha preservado no Livro da Vida. Porquanto cada um de vós representa um nome que brotou da boca de Deus Pai e Mãe, cada um de vós é uma palavra nesse Livro da Vida. Do mesmo modo que têm muitas ideias mas uma só mente, também por sua vez existem muitas almas mas apenas um deus. Vocês são como que uma ideia na mente de Deus.
Façam com que brote o equilíbrio em vós, por ser isso que Deus deseja para vós, por vocês serem uma porção de Deus. Tal como o vosso corpo físico tem muitas células mas ainda assim representa um só corpo, também por sua vez existem muitas almas mas um só Deus. E vós não passais de um corpúsculo no corpo de Deus – completo, único e individual.
Assim, que coisa será Deus? Deus é amor, amor é harmonia, harmonia gera paz, e a paz é aquilo que provoca movimento em todos os seres, para se voltarem uns para os outros de forma a conseguirem estabelecer a harmonia final que representa o todo colectivo de Deus, que é amor.
A inspiração provém sempre do Pai. Louvem todos a Deus, por ser Ele que os ama, acima de todos os outros. Tal como ele amou o homem Jesus, também por seu turno os ama a vós, de modo que também vocês possam ser elevados nas vossas asas da harmonia e que a paz se estabeleça no vosso seio. Trabalhem numa linha que os inspire. Se houver inspiração num nome conforme o nome Jesus ou Buda, ou Maomé ou Brahma – e a meditação sobre essas causas gerar movimentação em vós, então será sensato tomar esse nome como referência. Mas lembrem-se que os nomes não passam de pontos de referência. Todos os nomes dos Hebreus, Cristãos, budistas, Hindus, Essénios e Maometanos não passam de pontos de referência. É Deus quem lhes empresta relevo. Assim, se desejarem concentrar-se em Deus, trabalhem em nome do amor, de modo a poderem manifestar essas propriedades.
Como funcionarão as orações? Se apelarem para Deus, que é o Todo, e conduzirem um diálogo que afecte determinadas circunstâncias, será somente por o recurso adicional do vosso ser divino influenciar essas circunstâncias. Não sejam como os hipócritas que oram numa atitude de ostentação e que buscam a veneração dos homens e mulheres. Remetam-se em segredo ao vosso templo vivo, em meditação; unifiquem a vossa mente, corpo e espírito, que representa o vosso próprio princípio Crístico, em serviço pela totalidade mais vasta. Mas procurem igualmente partilhar em companheirismo aquelas coisas que vêm a vós; pois quem vem a vós silenciosamente pela noite? É simplesmente Deus, que é amor. Deus gera harmonia, que de facto é paz, de onde todas as vossas ideias hão-de brotar, e a partir da qual são tão caros uns para os outros.
Tal como fariam da vossa vida um sacrifício vivo, também por seu turno poderão fazer da vossa vida uma oração em si mesma, carregando isso internamente no vosso coração. É dito para orarem em segredo, que Deus os recompensará publicamente. Não sejam como o hipócrita que se mantém à esquina a jejuar de rosto sério. Os homens podem exaltar as suas virtudes mas em última análise obtêm a sua recompensa. Voltem-se antes para dentro. Se isso for feito através da humildade dos vossos trabalhos diários, pois que seja. Se for através da meditação estruturada e não buscarem o elogio dos homens, pois então que seja. A forma que a oração assume será individual e relativa à pessoa, mas consta sempre de um diálogo ou troca com a força mais elevada do universo.
Existem muitas filosofias, muitos sistemas de pensamento, mas existe unicamente um só Deus. A filosofia procura expressar deus nos níveis humanos; a religião procura expressar deus nos níveis místicos. Deus procura expressar-se a Si mesmo no amor pessoal que tem por cada um de vós. Contemplem a face daquele que se sente junto a vós, por ser aí que encontrarão Deus. Deus acha-se em cada um de vós e torna-os todos iguais. Deus não é deter poder sobre a vida e a morte, porquanto a morte não existe – existe somente vida sucessiva. Mas a vida é feita da interacção que têm com as outras pessoas. Vocês vivem por cada palavra que proceda da boca de Deus, porque no começo era a palavra, e cada um de vós assemelha-se a essa palavra, e compõe um único parágrafo no Livro. Mas existe somente um único Livro. Cada um de vós representa uma palavra individual, mas é amando-vos uns aos outros que se ligam e que passam a ser como um só. E esse “um só” é Deus, o qual é amor, harmonia e paz.
Tom McPherson
(Tom MacPherson nasceu na panínsula do Dingle, a Irlanda. Fpoi criado em County Meath nas vizinhanças do monumento nacional irlandês, o local megalítico sagrado de New Grange. Aos catorze anos de idade foi aprendiz de malabarista (mago) na cidade de Dublin onde chegou a dominar a arte de carteirista. Aos dezoito anos de idade iniciou em londres uma carreira no teatro Globe de Shakespeare. Tom fez uma série de contribuições para as peças do Bardo (trova e poesia) tais como o personagem Autolycus (negociante trapaceiro) na peça Uma História de Amor. O palco seguinte na vida de Tom apresenta-o a aprender com um ourives de prata nas artes da alquimia. Tom esteve envolvido numa certa quantidade de intrigas de corte no reinado de Isabel I)
Lembrem-se de que são Deus. Esse é o vosso único propósito – embora possam optar por tratar de o recordar de uma forma única, em termos de ocupação, talento, dieta, oração, meditação e religião. Como haverão de visualizar Deus? Todo o sacerdote que conheci ao longo dos corredores do tempo tentou conter essa. Deus é amor, o amor é harmonia, e conforme o João disse, a harmonia gera paz.
Grassa a fome no mundo, não por que Deus o queira, nem por existir demasiado desequilíbrio na distribuição geográfica, mas por existir falta de Deus, ausência de uma natureza afectuosa, altruísta. Quando surge alguém que soa o apito a todos os vossos políticos, por serem mesquinhos, eles começam a mexer-se e a sentir-se culpados e a querer explicar. Mas na verdade, que é preciso é um livre fluxo de ideias e um reconhecimento intransigente da humanidade de todas as pessoas e de que todos são dignos.
Atun-Re
(Atun-Re é um antepassado de descendência Núbia e um Sacerdote Egípcio que viveu no tempo de Akenaton. Ele foi considerado um iniciado das pirâmides, um mestre no drama sagrado e em certa época o comandante do exército Egípcio. Ao perder a família na guerra, renunciou à violência e votou-se ao sacerdócio. Chegou a ser considerado um sacerdote de Ptah e de Sekhmet e o arquitecto principal da cidade de Akenaton)
Que será Deus? Deus é a interligação que têm com o Todo. É da totalidade que a luz interior vem. Por isso, se forem depreciativos para com um qualquer dos vossos irmãos ou irmãs, então serão depreciativos em relação a vós próprios, e essa luz escurecerá por terem deserdado uma porção de vós próprios. Por isso, a vossa luz resplandece mais, muito mais, quando reconhecem o vosso irmão. Ah, mas isso comporta um mistério. A luz também escurece se não se reconhecerem a vocês próprios, por também serem uma parte do todo, não?
As vossas orações são o esvaziar das vossas preocupações. São um apelo a uma força muito mais vital. Constituem um apelo para com o todo no sentido de servir o indivíduo singular ou um segmento mais vasto, mas ainda focado, do todo. A oração é o vosso testemunho, a vossa comprovação da dignidade do indivíduo, ou a crença que têm no valor desse indivíduo.
Manter a lei mais elevada significa o derrube das barreiras existentes entre vós e todas as coisas, enquanto preservam a integridade da vossa individualidade. Por isso ser tudo o que a alma representa: a capacidade de ser um com todas as coisas, e com Deus, e ainda assim manter a integridade da sua individualidade. Isso representa a lei suprema. O João diz que amor é harmonia. É a habilidade de negociarem uma posição mais ampla para vós próprios. Mas o amor é igualmente o entendimento da separação existente entre vós e o vosso semelhante, e o desejo de se unirem a ele. Aí o amor torna-se harmonia e não mais tem existência naquela dimensão original de movimento e união. Assim, a lei suprema consta do exercício do amor que, em última análise revela todas as coisas ao se unir com elas.
A essência da existência é amor. O amor não representa só uma emoção. Tão pouco é o amor dimensional. Amor é aquilo que une as dimensões. Amor é o contexto final de Deus, é aquilo que ao unir todas as coisas gera uma experiência compreensiva, harmoniosa e perspicaz. É pessoal mas é universal. É o alfa e o ômega. Existe e não tem existência. Para amarem precisam estender a mão ao semelhante num gesto de profunda sinceridade que consigam convocar na capacidade que têm de ser sensíveis e de sentir. O amor ocupa todas as áreas de realce da mente humana. Deus é amor.

John

No início existia somente consciência pura e material grosseiro, ou matéria. Era a consciência perfeita que observava e penetrava a matéria perfeita através de um processo de psicocinese, que deu origem ao começo do presentemente existente universo físico conhecido.

A origem do planeta foi uma criação dos trabalhos do Pai, por meio do uso daquelas substâncias que designais por “leis da física”. Pois do mesmo jeito que tendes o vosso metabolismo, também as leis da física constituem o metabolismo de Deus na forma física. E assim como dispondes de escolha consciente quanto ao nascimento das crianças, também por sua vez se deu no caso da criação do universo que Deus levou a cabo. Era desejo do pai provocar o movimento no plano físico, de modo a conferir à existência tridimensional expressão pessoal.

No começo era a palavra. Porque o universo, na versão dos níveis do pensamento, consta de percepção. Todas as coisas que governam o vosso universo físico se acham em harmonia com aquelas coisas que ainda permanecem invisíveis. Porquanto da mesma forma que é dito que Deus é uma força invisível, também por sua vez se passa o mesmo com o universo, por a decisivas percepções do universo precisarem desdobrar-se de um estado de percepção.

Aquelas coisas que em última análise governam as leis do vosso universo físico não se acham tanto além da percepção mas além dos limites físicos deste universo físico, daí que ainda permaneçam incomensuráveis.

O critério conclusivo da realidade que tendes neste universo é aquilo que determinais como velocidade da luz. Mas existem forças que vão além da velocidade da luz. Não é que vos encontreis limitados à velocidade da luz, mas mais o facto de não conseguirdes perceber para além dela, pois como a capacidade de observar que tendes depende da velocidade da luz, ou da própria luz, não conseguis observar aquelas coisas que residem para além dela.

A luz é um subproduto, mas um agente activador de forças naturais no vosso universo conhecido. Frequentemente o homem percebe a luz como um subproduto da actividade ao nível atómico. O que está errado. A luz em si mesma é o activador de todas as formas de actividade, com excepção da força primária, que governa a sua própria natureza. Os buracos negros constituem o ponto focal de onde tais actividades prosseguem por diante, ou a luz procede do vosso sol, ou é elaborada a partir do vosso sol pela força maior do buraco negro. Os buracos negros constituem um ponto focal para o padrão daquelas coisas que viajam mais rápido do que a luz, assim como da própria luz.

Partículas que vijam muito além do alcance da luz foram designadas, desde tempos imemoriais, como “éteres”, ou as forças invisíveis, por serem literalmente invisíveis. Constituem um padrão que viaja num estado isento de atrito. Por isso, as qualidades peculiares à própria luz, tais como a particularidade de viajar por ondas, mantendo apesar de tudo, a aparência de partículas, não podem ser observadas por vós, por não possuírem qualquer instrumento nesta altura que as perceba e por terem um breve período de vida no contínuo do vosso tempo/espaço.

Essas forças que são instantâneas e que ultrapassam a velocidade da luz, aproximam-se daquilo que podereis designar por “velocidade do pensamento”. Assim como conseguis recordar instantaneamente uma década ou um milhar de anos passados, também por sua vez é o pensamento instantâneo, e como tal encontra-se além da bitola ou parâmetro que designais por “luz”. Não viaja ao longo das curvaturas normais do tempo e do espaço. A ciência de designais por “radiônica” será porventura o que mais próximo chegará da compreensão e documentação dessas coisas.

O universo consiste num sistema de cálculo, e consiste no perfeito equilíbrio patente entre todas as coisas. Aquelas partículas que viajam além da velocidade da luz num estado de completa ausência de fricção constituem formas refinadas de energia. Tais partículas viajam não tanto por ondas mas num padrão específico. Assim, o universo não se acha limitado à massa que actualmente percebeis, mas existem outros níveis de massa que trazem equilíbrio ao sistema como um todo.

O universo constitui o “corpo físico” de Deus. Do mesmo modo que possuís uma alma e um espírito, também por seu turno existe o espírito de Deus. A criação física do universo destinou-se à expressão pessoal, de modo que, para compreenderem o universo, deveis voltar-vos para dentro para vos começardes a compreender. O universo não representa nenhum sistema caótico de energias em interacção umas com as outras, e a moldar as coisas por sua própria iniciativa. Existe harmonia no universo, por Deus ser amor e o amor consistir em harmonia.

Essas actividades não são tão moldadas pelas leis que governam a luz - por a velocidade da luz não passar do parâmetro por que este universo físico é medido – elas são moldadas pelo espírito dentro de vós. Por existirem aquelas coisas que viajam além da velocidade da luz e que vos moldam as actividades neste plano, mas como viajam num estado isento de fricção, elas permanecem até agora invisíveis a vós. Acham-se de tal modo interligadas às vossas actividades, que ainda precisais detectá-las. Ainda percebeis com base nos níveis da velocidade da luz e continuais a dar crédito à ideia da existência de coisa tal como tempo e espaço.

O tempo é simplesmente o modo que Deus encontra de impedir que todos os acontecimentos transpirem a uma só vez. O tempo em si mesmo faz parte do processo consciente e é eliminado quando recordais acontecimentos da infância instantaneamente. Então, se retirarem algum discernimento ou algum prognóstico dessa memória, podereis utilizar essas energias para vos alterardes no presente. Nós diríamos que a própria superação da ilusão do tempo e do espaço é sinónimo de evolução espiritual, por Deus não conhecer nem tempo nem espaço.

Tal como vós descobristes existir uma ligação o homem e os raios do sol, também por vosso lado haveis de descobrir possuir uma ligação com todas as forças universais. O homem tem falado muitas vezes da mente de Deus como a alma, por a alma ser imortal e constituir o âmago do vosso próprio ser. Quando ela abandona o corpo físico, o corpo fica inactivo. Não se trata de cada um de vós constituir uma criatura biológica dependente do plano terreno e das suas acções e forças recíprocas. Tanto mais que, cada um de vós é uma alma, e cada um de vós representa um zelador de forças universais. Até mesmo quando vos projectais, nos vossos estados do sonho, nos domínios astrais e nos níveis da alma que residem além dos próprios planos de Deus, também por sua vez precisais vós entender o corpo físico como o veículo da alma, assim como a projecção das vossas energias nas extensões e acções recíprocas que a vossa mente exerce sobre os níveis universais.

Cada um de vós representa uma sombra na superfície do universo, por o universo possuir o próprio sistema de pensamento, a sua própria consciência, e cada um de vós representar uma projecção nela.

No vosso universo físico existem muitas formas de vida. A vida não representa tanto uma função biológica mas padrões contínuos específicos de inteligência. Essas coisas manifestaram-se, em parte, noutros planos de existência assim como planos físicos e sistemas solares semelhantes. Existem não só outras formas de vida biológica, como existem outros padrões de existência em que os seres não passam de estados de energia pura.

Todas as formas de vida biológica constituem um ponto de actividade conhecido como “inteligência”. A inteligência não passa de um padrão de energia que é completamente autónomo e se mantém na sua contínua forma de percepção. Por conseguinte, toda a forma de vida constitui apenas um nível de percepção tida sobre um plano específico de existência. Existem outros sistemas solares bastante semelhantes ao vosso, dotados e formas humanóides.

Na realidade existem seres provenientes de outras galáxias que monitorizam os vossos avanços tecnológicos. Eles não desejam tanto pôr o vosso planeta de quarentena, tanto mais que desejam ver que alinheis as vossas tecnologias pelos valores espirituais e por um respeito por todos os seres. Porquanto, se não conseguirdes nem sequer respeitar o vosso planeta, como vos poderão confiar as próprias estrelas?

Muitas aterrissagens foram já vistas por indivíduos privados que fizeram da comunicação das experiências por que passaram a missão das suas vidas. Essa informação foi sistematicamente suprimida pelo vosso governo, mas muitos documentos estão agora a começar a ser libertados. Eles crescem e mingam de acordo com a consciência de cada país. Essas coisas ocorrem em parte para livrar o ego do homem da percepção que tem dele próprio como o único ser inteligente do universo.

A harmonia, e não o caos, é o que governa o vosso universo. O universo constitui o corpo físico de Deus em que Ele se revela a vós sempre e de forma contínua. Desde a mais diminuta das partículas às grandes baleias que habitam os vossos mares, todas essas coisas são interdependentes umas das outras, num estado de harmonia. Todas essas coisas vos ligam e vos tornam num todo. E é essa energia UNA, o amor e a harmonia que representam a verdadeira natureza de Deus, que vos conferem o sentido de propósito, de bem-estar, e de paz que tendes na permanência temporária do plano terreno.


John

A lei do Carma consta simplesmente da lei do retorno. Aquilo que adiantais (no sentido de projectar, emitir, agir) voltará a vós. Isso deveria provar ser uma influência libertadora, porquanto cada pensamento que emitis, pelo próprio acto de o pensardes, é, por sua vez julgado, e regressa a vós como Carma somente para obterdes compreensão, e não como uma punição.

Todas as acções têm origem no Carma, mas todas são passíveis de ser alteradas por meio da consciência. O Carma pode ser o factor iniciador de um acontecimento, mas é a consciência que o conduz à sua conclusão. Desse modo, à medida que mais e mais se forem tornando conscientes de vós próprios como um ser harmonioso, ou como uno com Deus, o resultado de acções iniciadas com base no Carma poderá ser completamente diferente do que se vos aceitardes como vítimas do Carma.

O Carma consta simplesmente de acções levadas a cabo em vidas passadas. Quando a alma originalmente encarnou no plano terrestre, foi a partir da ignorância, por terdes esquecido que sois parte do divino. Ao vos preparardes no sentido de vos tornar entidades conscientes, e atravessardes muitas encarnações, as vossas acções foram-se tornando progressivamente mais sofisticadas, progressivamente conscientes.

De acordo com o grau em que vos recordais ser Deus, o temor de Deus constitui o começo da sabedoria. A sabedoria consta unicamente do conhecimento aplicado. Jamais confundam o conhecimento com a verdade. A verdade é simplesmente a de que Deus é amor. Eventualmente, todo o conhecimento que tendes, toda a sabedoria que tendes, todas as acções que praticais, sejam positivas ou negativas, deverão render-se à verdade, de modo a abrangerdes de facto todas as coisas com uma natureza sábia. Porquanto existem muitos caminhos que vos conduzem à verdade, mas jamais confundam o caminho com a própria verdade, por ser a verdade que vos libertará.

Não tenteis tanto erradicar o Carma da vossa existência mas em vez disso tentai transcende-lo e desse modo alterar as circunstâncias da vossa vida pessoal. Muito embora muitas vezes tenham um sentido de predestinação, essa predestinação assenta simplesmente no facto de que todos retornarão à verdade. E quanto mais animarem a verdade na vossa vida, mais vos vereis livres da predestinação do Carma mundano. De modo que o livre-arbítrio se aplica aqui. Não existem acidentes, apenas existe o Carma. Mas o Carma e a compreensão são sinónimos, e se usarem de compreensão, transcenderão o Carma.

É possível ter cidadania noutras esferas da existência. Há quem viaje por entre as esferas – chamais a tais indivíduos “seres espaciais.” Existem inúmeras almas companheiras que outras, que percorrem a jornada física, e que são igualmente vossos irmãos. Por vezes a vossa alma manteve companheirismo nos seus planos, mas na omnipotente sabedoria ou objectividade da alma, sempre regressareis para satisfazer o vosso Carma no ponto em que terá tido origem.

A lei da Graça constitui porventura a mais delicada das leis e é simples na sua prática. A lei da Graça é aquilo que dissolve a lei do Carma. Transcende a lei do Carma. A lei da Graça resume-se ao: “Perdoai as nossas dívidas como nós perdoamos a quem nos deve.” Ou seja – o semelhante atrai o semelhante. Ao perdoardes, o que traduz a lei da Graça também por vossa vez sois vós perdoados, suplantando desse modo a lei do Carma. Porquanto se perdoardes uma acção praticada contra vós, também por sua vez a acção que tiverem praticado contra os outros será perdoada. Aqueles que possuem Graça movem-se suavemente através do plano terreno.

É a alma que cria o corpo físico, e não vice-versa. Porque a alma sempre foi una com o universo e jamais esteve separada dele. Quando a alma opta por projectar a sua consciência no plano terreno, criou-vos como um ser submetido à lei. Mas vós não fostes feitos para vos submeterdes à lei, por terdes vindo cumprir a lei – e essa lei é a lei da Graça, (NT: Também conhecida por Dharma) a lei do Carma.

Por vezes sentis ter um Carma positivo ou negativo. O Carma positivo ou bom concede-vos uma enorme liberdade em que não precisais lutar com as questões do ego. O Carma negativo prende-vos junto aos problemas do ego, por vos levar a examinar-vos e a ter uma fraca auto-estima. É o vínculo que tendes com o ego que cria a circunstância do Carma positivo ou negativo. Assim, pois, eliminai o ego e ver-vos-eis, pois, livres para servir, livres para vos amardes uns aos outros. Por isso constituir verdadeiramente o amor incondicional que brota eternamente e que molda as fundações do vosso próprio ser. E então, de facto tornais-vos um com Deus e encontrar-vos-eis no mundo mas não lhe pertencereis.

O livre-arbítrio constitui a individualidade que vos caracteriza no espírito, de modo que, a unidade do espírito sempre existiu convosco, mesmo enquanto alma individual. Porquanto a alma não passa da individualidade que vos caracteriza no espírito, e o livre-arbítrio representar a capacidade de serem livres nesse espírito. Em última análise o livre-arbítrio significa ter liberdade em conformidade com a vontade do Pai, (…) por obterem a vossa máxima liberdade no contexto de tal vontade. Isso não representa tanto a capacidade de escolher entre várias direcções diferentes, mas mais liberdade no sentido da vontade de Deus, o qual é completa harmonia com todas as coisas. 

A vontade divina é a revelação que deveis aplicar a vós próprios no sentido do uno e da unidade com o todo. A vontade limitada, ou a vontade da mente, constitui porventura apenas a direcção do curso que definis para a expressão da vossa vida, tal como ocupação e dieta rumo ao que aplicais a vossa vontade. Esses são simplesmente os instrumentos, ao passo que o mestre que utiliza os instrumentos é a vontade divina.

Tom MacPherson

O Carma consta unicamente de acções que exercestes em vidas passadas. Tal como os acontecimentos da vossa infância moldam a vossa vida adulta, as actividades que pusestes em acção em vidas passadas moldam os acontecimentos mais abrangentes ou circunstâncias desta vida. Por conseguinte, elas têm sentido. Mas vós não vos encontrais aqui para trabalhar o Carma que tendes. Se alguma coisa, podeis transcender o vosso Carma tornando-vos numa pessoa amável. É isso o que significa “perdoa-nos as nossas faltas assim como perdoamos a quem nos ofendeu.” Não vos encontrais aqui para esgotar o vosso Carma, estais aqui para ser seres amáveis, e, se alguma coisa, para transcender o Carma que tiverdes.

A roda do Carma consta da ideia de precisardes percorrer os ciclos da reincarnação devido às acções que tiverdes tido em vidas passadas. A maneira por que rompereis a roda do Carma é fazendo rolar a roda do Dharma. A roda do Dharma é a roda que gira 360 graus sem realmente virar. É o símbolo da derradeira libertação, por poderdes operar em todas as direcções por meio do serviço. Podeis romper a roda do Carma, ou os ciclos da encarnação, refinando o serviço espiritual que ofereceis e fazendo-o bem. Mas o serviço espiritual não quer dizer que vos torneis obrigatoriamente padres ou freiras. (Caso quisesse dizer, não creio que alguma vez o tivesse conseguido.) Significa espiritualizar os vossos objectivos. Significa isolar os talentos que possuís e praticá-los bem, e ser basicamente uma pessoa amável.

No espírito nós possuímos uma perspectiva mais alargada, mas na realidade, aprendemos por intermédio de vós. Não existe realmente nenhuma forma de vos livrardes do Carma contraído no plano terreno, entendem, a menos que possuam um corpo físico. O Carma contraído no plano terreno geralmente pode ser livrado unicamente no plano terreno. Assim, pela observação das vossas acções enquanto pessoas fisicamente encarnadas, também podeis queimar Carma.

Criminosos e assassinos por vezes regressam para serem eles próprios assassinados, ou porventura para se tornarem santos. Por exemplo, Moisés foi um homicida. Creio que ele tenha morto num acto de autodefesa, mas ainda assim foi um homicida. Ele espancou até à morte o companheiro com base na fúria, o que não representou exactamente a mais ética as decisões. Mas prosseguiu até se tornar num grande intelecto, num grande legislador, e é considerado um santo por muita gente. De modo que, basicamente, tendes muitas hipóteses. O vosso Carma representa o vosso sistema de juízo. Mas existe justiça.

Existe uma enorme escassez por entre aqueles (fariseus) que andam de nariz erguido e dizem, em relação àqueles que morrem de fome na Etiópia: “É o Carma deles,” por a deles ser uma fome de espírito, a qual representa uma fome ainda mais profunda.
Encontrais-vos aqui para transcender o vosso Carma tornando-vos divinos. E Deus é amor.

No Começo: Uma Versão Poética
John
No começo era a Palavra e a Palavra era una com Deus, idêntica a Deus. Nada foi feito aparte da Palavra. E a vida do mundo passou a existir, de facto, desde essa altura, porque quando é mencionado: “Onde estáveis quando ergui as fundações do mundo?”, a resposta é, a esse respeito: “Na Unidade”.
Primeiro existia o Vazio, e o Vazio era destituído de forma. Nesses dias movia-se apenas um espírito, uma consciência – o tudo que não era nada e o nada que era tudo. De facto tratava-se dum estado de perfeição. Se invertêsseis as correntes do tempo e do espaço, e os campos que unem as forças que sustentam o próprio átomo, essas mesmas forças poderiam esmagar toda a criação e ela seria capaz de passar pelo buraco duma agulha.
Deus voltou-se para o Vazio e viu que era destituído de forma. Extravasando-se, o espírito perfeito penetrou a matéria perfeita, e surgiram a mente e a luz. Esplendor. Um som isento de ruído que era a criação.
Foi posta em andamento uma dança pela qual o dançarino e a dança eram um só A mente perfeita penetrou a encarnação, e a criação passou a ser concebida. Toda a criação começou então a desdobrar-se qual florescer fresco dos lírios do campo, e a mão do Deus Pai/Mãe teceu um imenso tecido, disseminando estrelas por todos os quadrantes do tempo e do espaço, combinando universos dentro de universos, criando incontáveis mundos e dispersando-os por todo o cosmos – o que deu lugar a uma harmonia que era todas as coisas, semelhante o incontável número de pedras preciosas dos tesouros de Salomão, num movimento assombroso.
Nos dias que correm vós estudais as leis da criação, aquilo a que chamais “o universo”. Mundos sem conta foram criados pela força da mente. Porque a consciência é a força evolucionária. A mente precede a matéria, numa contemplação de si própria. Essas coisas a que chamais Física, essas leis que governam o cosmos não passam das sombras da consciência de Deus Pai/Mãe, à sua passagem. Isso constituiu à altura a conclusão do primeiro acto criativo.
Fluindo ao longo das correntes do tempo e do espaço, os mundos coligaram-se e começaram a tomar forma. Em seguida as estrelas, as quais existem em maior número que grãos de areia na enseada. Passaram a existir oceanos e ares puros, no entanto nada se movia em si mesmo ou por si mesmo.
A perfeição da mente, a perfeição do espírito era, é, Deus, a mover-se nesse momento, a envolver-se e a repercutir e a trançar e a misturar-se a fim de criar uma tapeçaria dotada duma glória inimaginável. Ele pôs em marcha uma dança e o dançarino, os quais, uma vez mais formam um só, a tecer e a combinar até o tear e o tecido serem um só, e inseparáveis. Em seguida formou-se a união de formas simples e elegantes em que a forma era capaz de se replicar a si mesma, primeiro noutra igual e em seguida em duas. Depois as duas deram lugar a uma infinidade.
Gerou-se a conquista de formas simples e da sua ligação a momentos – aquilo a que chamais “átomos”, e aquilo a que em seguida chamais “moléculas” – cadeias e bandas em espirais de formas ascendentes até chegarem a possuir consciência a fim de se replicarem a si mesmas. Por fim, elas foram atadas à forma da célula singular, para de seguida dar lugar à união entre essas células – colónias.
Durante eternidades o tecelão teceu, com indizível paciência e materiais cada vez mais em abundância, o tecelão ancestral teceu com riqueza e diversidade. Por eternidades teceu ele, pela criação da expressão duma nova dimensão. Porque muitas novas espécies de seres espevitaram pela formação de muitos mundos, espécies que fizeram brotar muitos membros e asas para dominarem os ventos, e variações de membros para dominarem os líquidos chamados “oceanos”. Diversos em número, elegantes na forma, essa passou a ser a criação da dimensão designada por “vida biológica”. E desse modo se completou o segundo grandioso acto criativo.
Movendo-se na perfeição, o Deus Pai/Mãe exalou todas essas coisas pela acção mental, por intermédio da consciência, enquanto a força evolucionária, com paciência, através das eternidades, milhares e milhares de revoluções da vossa pequena esfera de existência ao redor duma estrela solitária, sempre a progredir na direcção dum momento único que se torna presentemente relevante para vós. Porque houve um terceiro grande acto criativo, que se centrou na força e no ímpeto da criação duma nova expressão da consciência.
Porque essa perfeição que era o espírito, essa perfeição que consistia na mente perfeita, a força evolucionária presente em todas as coisas, que reúne o cosmos, ao ser perfeita, ao ser a perfeição, não era capaz de tolerar nenhuma imperfeição. Desse modo, uma vez motivada unicamente pela perfeição, passaria a criar e a manifestar a perfeição de modo a satisfazer o eu perfeito.
De que modo? Por meio do desenvolvimento de nenhuma expressão excepto aquela perfeição, movendo-se e explorando a substância da perfeição que era o espírito e a mente de Deus, para contemplar a natureza da criação que sido posta em marcha. Desse modo chegou a surgir o fenómeno a que chamais “almas”.
As almas foram criadas para ser pensamentos na mente de Deus. Porque cada uma constituía a perfeição do pensamento na mente universal. Essas almas foram criadas aos pares, tanto no masculino como no feminino, positivas e negativas, tal como reflectido pela criação, de modo a poderem dar testemunho umas das outras. Criadas sob a forma de “almas gémeas” elas eram em quantidade infinita, perfeitas, e tinham uma existência radiante, por serem luminosas. Eram elas a Palavra, toda a Palavra que saía da boca do Pai. Porque no começo existia a Palavra, e a Palavra era uma com Deus, idêntica a Deus. E nada foi criado aparte delas. Por serem da mesma substância do divino; elas eram as estrelas vespertinas que certa vez tinham cantado em uníssono. Porque, de facto elas eram mensageiros do divino.
Tudo veio a ser criado a um só tempo. Por traduzir a sua própria perfeição do seu momento do tempo e do espaço que consistia na unidade que mantinha com o todo. Em seguida começaram a expandir-se a um só mandamento, o de traduzir a perfeição que as caracterizava. Porque eram igualmente dotadas de livre-arbítrio. E em que consistirá o livre-arbítrio senão a liberdade no seio da vontade de Deus? E lá se expandiram aos pares a fim de serem co-criadores com o divino. Porque carregavam o propósito de diversificar a criação.
Ocuparam todos os sectores do tempo e do espaço, e foram capazes de explorar todo o Reino do Céus. Porque todas as estrelas fluíam abaixo deles e eles podiam caminhar por entre as estrelas, que eram como as suas moradas. Esses seres celestiais eram infinitos em número e ilimitadas mas de facto e de qualquer modo ingénuos – destituídos de experiência, mas só conhecimento; destituídos de acção, apenas conhecimento; destituídos de mente, só conhecimento. Contudo, viriam a conhecer a acção, viriam a conhecer o pensamento, viriam a conhecer a vontade, por serem os criadores das suas fundações. Desse modo se lançaram esses co-criadores de Deus em frente pois derramavam-se em frente de novo como toda a palavra proferida pela boca do Deus Pai/Mãe. E avançaram em frente inconscientes do tempo e do espaço, por os transcenderem. Fluíram a partir da omnipresença – únicos e individuais, contudo unidos, uns aos outros.
Onde estava a sabedoria ao criá-los aos pares? No facto de que tratando-se de pares podia-se gerar consenso, para que dele pudesse resultar criação. Entre Deus e a matéria, formavam-se um par, o que por sua vez deu lugar à multiplicidade. Mas a multiplicidade ainda é a unidade. Por conterem todos os elementos da perfeição e ainda assim serem dotados de livre-arbítrio.
Desse modo avançaram com o conhecimento na diversificação da criação que tinha emanado, na qualidade de co-criadores no cosmos. E passaram para as dimensões materiais deste nível da existência física que designais por “Terra”.
Nesses dias ancestrais, em que altura se terá isso dado? Quem o poderá apontar? Aos olhos do Senhor, um milhar de anos não passa dum batimento cardíaco, e um batimento, um milhar de anos. Ainda assim, eles moveram-se na linha desses interesses, nessa criação.
De facto, o seu conhecimento viu-se sobrepujado pelos sentidos inerentes a este plano. Vastos diversos eram os turbilhões e as correntes que emanavam da criação. Vastos e profundos eram os reservatórios do seu próprio ser. Uma fonte de sensações jamais anteriormente experimentada. Quase o suficiente para sobrepujar qualquer forma de conhecimento, e de facto isso quase aconteceu.
Inicialmente diversificaram a criação e obtiveram êxito nessa tarefa. Porque a consciência constitui a força evolucionária – e não a circunstância que brota do acaso. Além disso, não será a mente infinita essencialmente paciente? O conceito da infinidade, que governa todo o tempo e o espaço não explicaria a razão por que a força evolucionária, e todo o movimento gerado no tear do tecelão criaria e expandiria o tecido a que chamais de tempo e de espaço? Porque a infinidade governa todo o tempo e espaço, mas somente Deus governa todas as realidades. Desse modo Eram criadores juvenis, apesar de terem a eternidade por idade, os que criaram e diversificaram por entre as leis naturais, porque de facto eles eram as leis e elas eram unas com eles.
Mas à medida que avançavam, os seus sentidos foram sobrepujados. Pela primeira vez desenvolveram eles sensação, e recorrendo ao livre-arbítrio passaram a penetrar a sua criação ao invés de através dela. E chegaram àquilo que designaríeis por “encarnação”, passando inicialmente a encarnar em formas de vida que designais por “mamíferos”, ou nos primatas inferiores.
E foi por essa altura, ao avançarem na sua criação e ao focarem-se de forma singular, que eles se tornaram semelhantes a um artista que, dando lugar à criação dum pote de barro, passaria a concentrar-se de forma tão obsessiva nessa criação que passaria a identificar-se com ela ao invés de com o facto, com o conhecimento, o conhecimento de que o criador e a criação formam um só.
Portanto, passando desse modo do infinito ao finito, movendo-se para a matéria, para aquilo que chamaríeis de formas animais, perderam eles o seu conhecimento do divino. E aquilo que outrora tinha sido gracioso, tal como o dedilhar do harpista na harpa, deixou de ser. Mas a perfeição existente, o processo de aperfeiçoamento, teve continuidade, porque aquilo que é perfeito permanece perfeito, mesmo quando a ilusão da imperfeição se faz presente.
Essas almas, esses co-criadores, em seguida puserem em marcha um ciclo, a lei do carma, a qual consta simplesmente da lei do retorno. Tudo vem de Deus, tudo regressa a Deus. Dotados de infinita paciência e infinita habilidade, esses tecelões procuraram esboçar uma corporização a partir do pó da terra, uma forma de vida, uma nova expressão, uma espécie que fosse elegante na forma.
A Primeira Civilização
Primeiro, numa forma que reflectia a singularidade da sua natureza andrógina, sem serem masculinos nem femininos, eles esboçaram uma consciência enquanto se achavam ainda encarnados a fim de realizar e completar as acções que tinham posto em marcha eternidades antes. Eles viveram e habitaram a terra que actualmente não passa de memória. Vós chamais-lhe “mito”. Vivam numa paisagem cintilante que os homens e as mulheres ainda chamam de Éden, enquanto outros chamam de Lemúria. Viviam em cidades cristalinas que se espalhavam como jóias por uma paisagem esmeralda. Dominavam tecnologias e não trabalhavam a terra com a enxada mas obtinham a fruta do campo por acção de pura força mental. Dominavam os instrumentos da luz e do som, e todas as coisas se curvavam à sua vontade. E viveram eternidades na perfeição, tanto masculinos como femininos numa só forma. Porque, de acordo com todas as lendas, eles compunham a raça Adamita, Amelius, os primeiros habitantes, os primeiros humanos.
Seres luminosos eram eles, por procurarem dominar a expressão da luminosidade, e não se julgavam uns aos outros por adoptarem formas físicas mais grosseiras, por perceberem a cintilação da luz ao redor de todo e qualquer um. Mas desejosos de obter uma perfeição mais cuidada e não desejarem permanecer como uma expressão egocêntrica, junto com o surgimento de outras colónias, surgiram dias duma outra criação, que no mito colectivo, na consciência colectiva da humanidade deu lugar a uma outra expressão de civilidade chamada Atlântida.
Na Atlântida, eles não procuraram tanto dominar a luminosidade nem a mente pelo alinhamento com o divino, mas buscaram, antes, dominar o (aspecto) material, moldá-lo pela força da vontade para obterem todas as necessidades, numa busca da resolução pela matéria ao invés do espírito. Em resultado disso a sua luz obscureceu-se. Mas pela primeira vez na experiência humana trouxeram à manifestação, ou pelo menos produziram a oportunidade da, divisão do eu em duas expressões, masculina e feminina. Isso representou o surgimento de Adão e Eva, o primeiro homem e a primeira mulher, dotados de nova experiência e de novas sensações jamais experimentadas pelas almas, antes. Dois sexos se espalharam ao longo de sete raças a fim de encorajar a perfeição, e disporem de um par para completarem uma testemunha.
À media que essa espécie de seres prolongou os seus experimentos no campo da consciência, e à medida que os fluxos e refluxos das correntes do tempo e do espaço os faziam avançar, e a Lemúria e a Atlântida penetraram no mito e nas brumas do tempo e do espaço, e a história se desenvolveu qual maré implacável sob a plenitude da mãe lua, a banhar-se e a enrolar-se nas margens das vossas histórias actuais, segundo a consciência que tendes, essas almas tinham formado para si a corporificação física, o templo vivo que vos permitiu tornar-vos seres humanos.
Esses seres humanos procederam da luz. Eles jamais chegaram a penetrar as trevas, mas precisavam unicamente reclamar aquilo que os torna humanos – a completude e a riqueza do seu espírito. Reclamar o caminho da alma, a riqueza e a herança que lhes pertencia. Se as histórias que mencionamos são percebidas como um mito, nelas subsiste ainda uma raiz de verdade que podem iluminar a alma. Porque vós sois essas almas. Vós sois essa perfeição. E essa é a vossa herança - a unidade existente.
As Raízes da Consciência
Para poderdes compreender a alma, primeiro precisais compreender os trabalhos do espírito divino a que chamais Deus, porque no começo existia apenas esse espírito, e esse espírito desdobrou-se em si mesmo, dando lugar à criação dos seres que acabaram por se tornar as almas. Elas foram criadas em polaridades, macho e fêmea, contudo, eram andróginas por natureza. Eram conhecidas por “almas gémeas”.
As almas gémeas são almas individuais com as quais fostes criados há várias eternidades passadas, porque o espírito uno que é Deus não desejava que os seus rebentos vivessem na solidão, e ao invés disso criou-vos aos pares a fim de dardes testemunho da existência uns dos outros. Desse modo, as almas gémeas foram criadas e responsabilizadas e endossadas de autoridade a fim de se tornarem co-criadoras com Deus. Esse é o propósito e a função das almas, o de se tornarem co-criadoras junto no universo físico que podeis perceber, assim como por todas as dimensões e ordens de tempo e de espaço, e até mesmo aqueles níveis das projecções da própria consciência.
As almas gémeas foram responsabilizadas pela co-criação, junto com Deus, de duas polaridades a partir das quais viria a resultar a criação do que designais por “leis da física”. Essas leis foram registadas no livro de Enoch, onde é narrado, “Eis que vi os anjos presentes em todas as maquinações do sol.” Tratava-se das actividades das almas nas suas incursões ao longo dos éteres que têm presença para lá da velocidade da luz. O derivado da sua criação e movimento são essas leis da física que observais nos dias que correm.
Em seguida as almas adoptaram identidades individuais, as quais se tornaram no reflexo pessoal de Deus sobre este plano. Porque Deus pode ser considerado a força vital e a alma da própria alma, o foco que abrange o todo. Mas as almas, sendo igualmente filhos de Deus, reflectem a natureza de Deus e ocupam todos os sectores do tempo e do espaço, assim como todas as dimensões, até penetrarem a própria consciência.
Desse modo foram as almas criadas. Penetrando as suas actividades na qualidade de almas gémeas, foi-lhes outorgado domínio sobre uma multiplicidade de planos e de níveis da existência, passando em seguida à dimensão que designais por plano terreno, projectando-se desde a nona dimensão, e passando pela sétima, que conseguis medir por intermédio das vossas actuais tecnologias, para de seguida se moverem com perfeição através da primeira dimensão para voltarem de novo à nona. Assim agiram as almas para criarem o universo físico e tornaram-se na corrente do tempo e na própria lei, ou na força causal que tem existência no plano terreno.
O grandioso espírito chamado Deus já tinha criado o universo físico, que podia ser seguido até ao que designais, nas vossas leis da física, por “Big Bang”. Passou em seguida a dar-se a criação da dimensão biológica a que chamais vida. Foi aí que as almas começaram a diversificar a sua criação, a diversificar as espécies, por lhe ter sido consignado comando a fim de subjugarem a terra e torná-la sua. E nisso, passaram a diversificar as formas de vida, passando ao longo de todas as dimensões biológicas e todas as sensações dos reinos mais elevados da consciência se achavam de baixo do seu comando.
Mas à medida que as almas avançavam, passaram progressivamente a concentrar as suas energias nos níveis da terceira dimensão, e a intensidade do foco da sua energia pôs em marcha os começos das fundações da mente, mente essa que era um derivado da jornada da alma através do físico. Desse modo, a mente ao invés da consciência pura chegou a tornar-se no construtor e na força activa sobre esta dimensão física.
A mente chegou a elevar-se acima dos aspectos impessoais e não mentais, os quais se traduzem pelos atributos divinos da alma, a níveis duma ênfase pessoal, da cobiça e de criações especiais sobre este plano. Desse modo, a inexperiência das almas começou a dar lugar à criação do ego e das emoções. Disso brotou tanto uma ordem competitiva com o início do apego emocional. Essas forças lentamente passaram a atrair cada vez mais a energia da alma, passando a exigir da parte das leis naturais um deslocamento equânime dos fluidos hidromecânicos na base dos quais a alma tem a sua função, assim como do estado semelhante ao plasma da alma cristalizada nas três dimensões da existência que actualmente admitis.
A partir da terceira dimensão, de seguida, surgiu a criação do ego. É por isso que existem três pontos primários de focagem, referidos nos Vedas como “os três nós” nos quais os aspectos centrais do ego devem ser cindidos por uma força superior conhecida por “kundalini”. Tal como noutros sistemas de pensamento, eles tornaram-se nos “três átomos permanentes”.
As almas eram capazes de se libertarem de todos os aspectos posicionados em todas as dimensões excepto da terceira, na qual chegaram a concentrar-se. Eram capazes de purificar a sua essência até mesmo ao nível dos éteres puros, excepto em relação aos três átomos permanentes nos quais os seus apegos enquanto entidades pessoais se tornaram confinados neste plano.
Foi o cíclico continuar desses três átomos por intermédio das espécies, em relação às quais se deu uma atracção magnética natural, que puseram em marcha a lei do carma. Desse modo chegaram as almas a cair. Ao invés de se tornarem na lei e na força causal sobre este plano, subjugaram-se à lei, responsável pelas suas acções na terceira dimensão – e com uma maior ênfase, uma vez que se tinham apegado nos seus campos etéricos por intermédio dos três átomos permanentes.
Os três átomos permanentes no começo tinham o seu centro nos três chakras básicos. Eles tinham existência no ser que existia antes do homem como isso – três chakras elementares. Eles estiveram relacionados com a fundação da alma na matéria, com as forças sexuais, e com as concepções emocionais primitivas. Elas aprisionaram as almas, ou ataram-nas aí.
De seguida, uma segunda vaga de almas veio ao plano terreno para preencher o vazio que tinha deixado aberto pelas almas que tinham encarnado no físico e se aprisionaram nos vários tipos de reinos animais, vegetais e minerais. Essa segunda vaga de almas tornou-se nas ordens angélicas e dévicas. Começaram de imediato a colocar ordem nas leis naturais e na ordem das coisas ao acelerarem a evolução e começarem a expurgarem do planeta todas as formas de vida que eram passíveis de se tornar ameaçadoras para as formas pré humanóides primitivas.
Desse modo chegou a dar-se a extinção de muitas espécies, à medida que enormes concentrações de força ódica (força divina segundo a concepção nórdica), ou da força vital se tornou necessária à rápida evolução a partir dos níveis pré-humanos até àquilo que é conhecido por forma humanóide. Além disso, novos portais passaram a ser necessários para o influxo dessa força vital. Foi decidido que talvez a forma superior fosse a dum primata inferior primitivo, a partir da qual todas as almas passariam eventualmente a construir o veículo redentor humanóide. Muitas outras formas humanóides e semi-humanóides, conhecidas como os semideuses na mitologia Grega, surgiram igualmente, pelo que éreis uma sociedade dotada duma multiplicidade de espécies, nesses dias.
A seguir deu-se o desenvolvimento do corpo etérico, a fim de cuidar dos elementos primários da evolução humana, e depois o corpo emocional. Os corpos etérico e emocional foram os primeiros dois a ser criados. Originalmente não existiam emoções neste plano e cada ser era de acordo com a sua natureza. Não havia concepções emocionais, nem apegos pessoais, porque as emoções constituem uma fusão entre o físico e a consciência, e uma concepção do ego.
A seguir surgiu o corpo mental, que representou o começo da primeira concretização duma natureza única e peculiar. Depois surgiu o corpo astral, necessário à manutenção das lições que as almas teriam a aprender na actualização pessoal rumo a Deus. Mas não foi senão quando surgiu uma sociedade dotada duma multiplicidade de espécies que as actividades do corpo espiritual chegaram a surgir. Aqui identificamos portanto os corpos espiritual e causal, o início do elo com uma consciência planetária. O sentido de unidade com o planeta activou então o princípio do corpo da alma e da ligação com a consciência superior.
Com a criação de cada uma dessas anatomias subtis em desenvolvimento, surgiram novos portais que fundaram o seu assento no que viria a tornar-se conhecido como os chakras. Estes eram localizados particularmente na forma pré-humana, nos testículos e nos ovários no macho e nos ovários ma fêmea, nas supra-renais (glândulas endócrinas), no baço, no timo, na tiróide controladora, e depois no cérebro réptil primitivo – na pituitária e na pineal.
O desenvolvimento desses chakras foi chave para o desenvolvimento dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Porque à medida que a força da vida começou a insinuar-se, tornou-se necessário armazenar a energia em quantidades que a consciência fosse capaz de medir neste plano. Daí o começo do desenvolvimento dos hemisférios direito e esquerdo; e como tal, os conceitos lógico e intuitivo do homem também começaram a desenvolver-se, de forma que tanto o homem como a mulher foram capazes de meditar e de ponderar os seus actos neste plano e tornar-se seres conscientes.
Com o lento desenvolvimento das faculdades direita e esquerda do cérebro surgiu a grandiosa criação da alma neste plano – a personalidade humana. O corpo físico tornou-se no depósito de todas as coisas irrealizadas pelo ser. Também foi por essa altura que os átomos permanentes começaram a encontrar novos assentos da consciência nos indivíduos, passando dos chakras básicos para o coração, e em alguns casos, para a tiróide e para a pineal. Noutros, para o hara, o coração, para a glândula pineal, e para a pituitária.
As novas posições dos três átomos permanentes transferiram a enxurrada da força vital para a zona do ventre no corpo físico e forçou a sua evolução no sentido ascendente, porque a força vital estava igualmente concentrada na pituitária e na pineal. Isso deu lugar ao surgimento de rápidos e massivos inchaços das actividades neurológicas, vindo a situar o seu clímax no Homem Pré-Histórico, durante os períodos da Lemúria e da Atlântida. Por essa altura, o coração, o timo e os tecidos musculares do coração tornaram-se críticos para a saúde e o bem-estar do indivíduo, com o timo a formar as próprias fundações da personalidade biológica durante os primeiros sete anos de vida. Tem sido assim desde a altura da Atlântida e até à vossa história registada.
Nos primeiros tempos, a humanidade encontrava-se sob ordem directa dos anjos e não expressava vontade própria, senão para preparar o veículo humanóide redentor. Em seguida começaram a criar competições para alcançarem níveis mais elevados de consciência, porque uma vez mais a besta - o ego – mostrava-se desenfreada. Isso conduziu aos ciúmes pelos deuses mas atraiu igualmente aquela segunda vaga de anjos, que entraram nessas competições, ao invés de permanecerem no divino. Isso falou pela segunda vaga da encarnação.
A segunda vaga de encarnação contribuiu enormemente para a criação de um nível mais elevado de consciência. E essa segunda vaga de anjos também se revelou catalítica no aperfeiçoamento final da raça Adámica na Lemúria, a qual então se tornou no Jardim do Éden. Isso destinou-se à reabilitação final do livre-arbítrio no plano físico, o que constituiu como um primeiro passo na reabilitação da humanidade no divino.
Então, na Lemúria, deu-se a finalização dos sete chakras e a origem dos sete raios, conferindo às almas uma consciência pura de si próprias sobre este plano, de modo a poderem lentamente começarem a soerguer-se para deixarem de permanecer sujeitos à lei mas se tornarem na própria lei.
Quando a vontade é fraca nessas áreas, os indivíduos recolhem-se aos três chakras básicos. Estes tornam-se nas origens da feitiçaria que procuram manipular as forças superiores a fim de preservarem a vontade pessoal ao invés da divina, a qual diz respeito à espiritualização do eu.
As forças conhecidas como os sete raios unem-vos às formas superiores ao se coordenarem com os centros dos chakras a fim de atraírem a força vital a partir das dimensões superiores, da unidade com o universo. Isso possibilita uma direcção pessoal da força da alma sobre este plano e uma maior manipulação dos átomos que atam as almas a ele. Também permite que o corpo físico se torne numa unidade de energia naturalmente reabilitada, com a sua capacidade de se focar no plano ao invés de se manter amarrada aqui.
A ligação original da alma a este plano tornou-se no conceito mitológico dos anjos acorrentados nos poços e atormentados dia e noite pelos anjos de Deus. Isso não passou do chamado dessas almas desse abismo na antiga, ancestral memória racial da humanidade, para o conhecimento de vós próprios enquanto seres divinos e filhos e filhas de Deus.
Os raios revelam as actividades e o realce que a alma deseja na personalidade, as lições espirituais restantes. Assim, o estudo dos chakras e dos raios revela os aspectos não espiritualizados e não alcançados do subconsciente, que é o corpo físico. Por isso, a formação correspondente.
Tendo obtido múltiplos níveis de perfeição, deu-se uma reunião final das almas e de arcanjos tanto no estado encarnado como desencarnado. Definiu-se o desejo de que a perfeição fosse testada uma última vez, porque a unidade obtida na Lemúria ainda não tinha sido testada; e de facto, isso não representaria somente um teste, ma um exame, a ver se a luz poderia sobreviver na nova forma. Desse modo, a forma andrógina singular dos habitantes da Lemúria foi dividida em macho e fêmea a fim de instaurar a intimidade e a partilha entre dois seres dotados de idênticas necessidades, temperamento idêntico, e consciência idêntica. Isso representaria o teste final para os egos. E de facto tem representado, desde então, um teste para os homens e as mulheres.
Com tais actividades, traçou-se as lições individuais de novo para os chakras inferiores, o que causou problemas ao nível da sexualidade. Porque de facto são as igrejas que têm assento nos chakras inferiores que procuram testar os profetas e frequentemente os aponta em falta. Isso não quer dizer que sejam unicamente os conceitos da sexualidade que sejam críticos ao progresso mas o facto de cada indivíduo precisar realizar ser mais do que um ser físico e que o físico constitui unicamente o seu foco e a ênfase dada às lições deste plano.
Até mesmo hoje vós estais a sofrer os testes da androginia, em que cada indivíduo chega a compreender possuir um relacionamento pessoal com Deus. A androginia consiste na capacidade de serem tanto macho como fêmea e de exprimir as concepções naturais dessas coisas através do altruísmo. Isso ocorre para que ninguém possa julgar o outro de acordo com a sua sexualidade ou expressão sexual. Dessa forma, a questão do equilíbrio entre masculino e feminino e a ordem final instituída. Porque as questões do foro da masculinidade e da feminilidade e das expressões humanas de intimidade ultrapassam as fronteiras de toda a linha racial, social e económica.
O teste, pois, consiste no alcance do equilíbrio – não simplesmente na reabilitação dum relacionamento idêntico entre macho e fêmea mas na igualdade de todos quantos encontram expressão na forma humana. Por isso, o teste consiste no preparo final das energias dos chakras inferiores para as dirigir acima, onde se poderão tornar divinas e vos vireis a servir uns aos outros sem pré-juízo nem preconceito, mas com um amor incondicional uns pelos outros e um desejo pela instauração de harmonia em todas as coisas.
Sabei que a vossa alma se acha ligada ao corpo físico não na condição de escravos mas para experimentardes a revelação que pode advir da personalidade. Pois a personalidade não passa duma recordação da alma, e vós tivestes muitas vidas, por isso, muitas recordações delegadas à alma. Mesmo ao terdes lembranças da vossa infância que ainda vos moldam o pensamento sem no entanto serdes mais crianças, o mesmo acontece em relação à alma, que eventualmente haveis de vos desenvolver na alma a partir da personalidade.
A alma está associada por um compromisso em relação ao corpo físico, não tanto sob a forma de escravidão ma mais na qualidade dum servo, para que cada um possa servir o outro pela revelação de Deus neste plano de existência. A alma consiste na individualidade que possuís em Deus. Quanto mais manifestardes essa presença, mais começareis a manifestar a presença de Deus nas vossas actividades pessoais.
Existem muitos métodos por intermédio dos quais a alma se revela a vós, porque vós sois a alma. E quanto mais integrardes esse fenómeno na vossa própria natureza, mais perto chegareis de recordar por completo aquele que sois. E realmente, vós sois deuses.
A alma na verdade liga-se no ventre da mãe; as agulhas que elege para tecer a moldura e a tapeçaria do corpo físico são os vossos pais. A alma é a entidade consciente que vos torna num ser humano singular. Ao nascerdes, e ao tomardes o primeiro folgo, a consciência da alma começa a ser condicionada, e a mente consciente e a identidade consciente começam a ser moldadas. Quando a vontade se centra no mundo, a criança, um ser plenamente consciente, simula e adapta a estrutura mental aos pontos referenciais das lições a ser aprendidas. Lenta mas seguramente, o véu do esquecimento delineado de modo a que a alma possa ter um foco total no plano terreno.
A exploração do fenómeno da alma é sinónimo da exploração da vossa própria natureza. A alma é aquela porção de vós que permanece indelevelmente agregada a Deus, inalterada, e permanente. É a ideia de existir uma constante no modo de ser das coisas – não rígido nem fixo mas sempre movente, contudo permanentemente em repouso. É o alfa e o ómega; é o divino que existe no nosso íntimo sempre a fluir e sempre em movimento. O tudo que não é coisa nenhuma e o nada que é todas as coisas.
Não somente é a alma una com Deus, como vós sois a alma, e a alma é una com todas as coisas. Nesta vastidão e unidade que é Deus, que é a alma, estais vós, na volta, contidos. Em última análise, trata-se da criação da vossa própria realidade, por não existir coisa nenhuma fora de Deus. Por isso, não existe nada fora do fenómeno da vossa realidade pessoal. Porque no final de contas havereis de vos prolongar e tornar-vos na alma. A alma é imortal e jamais pode “perder-se”, apesar de por vezes poder desviar-se do seu verdadeiro caminho ou propósito neste plano. Mas nenhuma alma alguma vez se perde ou perece; talvez permaneça nas trevas por um período de tempo, até regressar a casa, na luz.

GUIAS E MESTRES ESPIRITUAIS
John
Cada um de vós possui uma faixa ou um espectro de guias espirituais e de mestres que estão convosco. As flutuações que se verificam nos vossos estados de crescimento espiritual determinam as entidades que atraem. Há guias e mestres que procuram trazer-lhes riso e alegria. Geralmente surgem como crianças, ou seres delicados e sentimentais. Há outros que desejam comunicar sabedoria. Talvez vocês tenham guardado certas imagens desde a infância relativas ao aspecto que uma pessoa de sabedoria deva ter. Muitas vezes isso não se deve tanto à vossa imaginação mas a uma comunicação literal proveniente de um espírito ou mestre particular.
Há guias e mestres que lhes transmitem sabedoria e orientação filosófica, outros que os orientam com respeito a assuntos mundanos ou de ordem prática, e outros ainda que os orientam em áreas específicas do estudo.
Os vossos diversos guias e mestres estão convosco para lhes trazer conforto, alegria e sabedoria, mas acima de tudo, para os familiarizar com a noção de vós próprios enquanto espírito, coisa que verdadeiramente são. Por o aprendizado final que lhes vem ao encontro ser dos níveis da alma. Vocês começam a compreender que são uma porção de Deus, activa na sua sabedoria, e que além disso, vós sois uma alma, um espírito. Dessa forma obterão uma maior compreensão e esclarecimento, por o testemunho final que derem dever ser sempre em vós próprios.
Os vossos guias e mestres espirituais são geralmente de uma vibração ou consciência superior e dispensam tanto compreensão da natureza espiritual quanto filosófica, enquanto se acham no plano terreno. Todos vós sois almas que têm estado na experiência desde as fundações do mundo, a quem os mensageiros de Deus administram e a quem procuram guiar de volta à vossa verdadeira natureza.
O propósito dos guias e mestres espirituais é o de proporcionar orientação em áreas específicas do pensamento. Não é que as entidades espirituais que operam convosco nestes domínios sejam entidades ligadas à Terra, mas antes, por não existir progressão neste plano sem um corpo físico, eles desejarem cumprir padrões cármicos por intermédio da empatia que estabelecem convosco, por vocês possuírem um corpo físico.
O corpo físico é o vosso templo e cada um de vós é como um espírito. A orientação que os vossos guias e mestres lhes estendem pretende levar por diante a compreensão de vós mesmos enquanto espírito, por eles residirem já nesses domínios. Conforme vocês se elevam, também por seu turno eles se elevam. Desse modo resulta progressão para todos.
O fenómeno a que chamam de “Comunicação com o Espírito,” pouco mais que um diálogo com identidades idênticas a vós próprios. À medida que vocês progredirem também por seu turno os guias e mestres espirituais próximos a vós progridem. Acima de tudo, vocês promovem o bem-estar uns dos outros. Geralmente eles são membros da vossa alma grupo, só que se encontram no estado desencarnado.
Os guias e mestres espirituais não são infalíveis na informação que dispensam. O aconselhamento da sua parte deveria ser tomado justamente enquanto tal – aconselhamento da parte de alguém que talvez goze de um espectro mais alargado de experiência de vida. Os prognósticos da parte dessas entidades deveria ser temperado com o livre-arbítrio. Quer dizer, todo o prognóstico pode ser alterado, pelo que o aconselho que lhes for fornecido deve ser tomado como inspiratório ou direccional, com a compreensão de que vocês o podem alterar pelo uso do vosso livre-arbítrio. Isso não pretende minar a confiança que vocês têm no prognóstico mas igualmente o de se conhecerem enquanto espírito. Todas as decisões finais com respeito aos assuntos do espírito residem no indivíduo.
A afinidade que estabelecerem com um guia ou mestre espiritual baseia-se na familiaridade, num saber, assim como num laço que não carece de explicação. É uma condição intuitiva. Também por seu turno é o laço que têm com os vossos guias e mestres, porquanto ao expressarem a vossa humanidade, ambos expandem as suas asas do intelecto até se tornarem como que envoltos pelas atmosferas do espírito e ambos planarem em tal afinidade. As relações que tiverem com os vossos guias e mestres espirituais são melhor descritas nos termos de uma amizade, ou de um laço presente entre indivíduos. Talvez os tenham conhecido em vidas passadas, ou quando se encontravam no estado desencarnado enquanto eles estivessem encarnados, por terem tido vidas em que vocês terão estado desencarnados e dispensaram orientação do outro lado por intermédio do estado de transe. Ou seja, vocês foram guias espirituais nas vossas próprias vidas passadas. Desse modo, o relacionamento que têm equipara-se às relações que têm neste plano.
Poderão ser negativamente influenciados pelos vossos guias e mestres espirituais? Somente se a vossa própria consciência o permitir. Aquilo que vocês chamam de “negatividade,” não passa de ignorância. Por isso, assim como poderão receber um conselho negativo da parte de alguém que se encontre desencarnado, mas é o vosso livre-arbítrio que o deve activar, também por seu turno sucede com toda a orientação que receberam da parte daqueles dotados de uma natureza ignorante situados nos planos etéricos.
Uma personalidade de estrutura não esclarecida que procure transmitir orientação pode sintonizar apenas aqueles níveis de consciência que vocês permitirem. Assim, começam antes de mais a manifestar um tal padrão na vossa própria personalidade, e eles aproveitá-la-ão como uma oportunidade para ratificarem essa negatividade que já tem lugar em vós. A responsabilidade pela criação disso cabe-vos a vós, quer no sentido da elevação espiritual quer da sentida da obsessão nas áreas em que ainda se encontrem com falta de esclarecimento.
Vocês perguntam se podem confiar em que os vossos guias e mestres sejam bons e não maus. Antes de mais, não existe bem nem mal, apenas sabedoria e ignorância. Tal como existem indivíduos entre vós que vocês sentem não ser física ou mentalmente evoluídos, ou aqueles que designam por “retardados” na capacidade de aprendizagem, e ainda assim vocês não os temem, por entre os domínios dos seres desencarnados existirem personalidades ou almas similares que ainda manifestem falta de desenvolvimento, e que não são tanto más mas ignorantes.
A relação que têm entre vós próprios e os guias espirituais e mestres que atraem baseia-se no livre-arbítrio. Não existe coisa alguma enquanto possessão. A possessão não passa de obsessão relativamente a um nível particular do pensamento. Vocês não podem atrair nada mais elevado ou inferior do que aquilo que são, na vossa própria consciência. Por isso, o relacionamento é um relacionamento assente no livre-arbítrio. Portanto, não é uma questão de bem ou de mal mas mais de uma questão iluminação ou de trevas ou de esclarecimento e de ignorância.
Já que não podem atrair nada que seja superior ou inferior ao que já são, toda a informação que recebem deveria motivá-los a um exame do nível em que percebem estar. Se a informação for do que designam por “nível inferior,” isso deverá inspirá-los a examinar pessoal de modo a aceitarem ou a rejeitarem tal informação.
Para obterem informação acerca de um guia ou mestre espiritual, isolem aquelas áreas do conhecimento de vidas passadas que possam já possuir. Elas podem chegar-lhes como talentos, ciclos repetidos ou especializados que sejam apresentados no vosso padrão de vida, e atracção que sintam por indivíduos de diferentes etnias, nacionalidades e fundos, assim como períodos de tempo. Meditem nesses locais e períodos de tempo. Tracem-nos no olho da mente antes de mergulharem no estado de sonolência. Ao fazerem isso, não só aumentam uma oportunidade de estabelecerem comunicação, mas também aprofundam a afinidade com tal comunicação.
Procurem apurar o nome do vosso guia ou mestre espiritual já que isso lhes facultará diversas pistas quanto à origem cultural dessa entidade particular. Assim que o nome for revelado, procurem desenvolver um ponto de contacto com esse guia ou mestre, talvez sob a forma de um símbolo. Normalmente os presságios são adiantados da parte de um guia ou mestre nos vossos assuntos do dia-a-dia.
Certos indivíduos contactam os seus guias ou mestres espirituais por intermédio da escrita automática, situação em que se colocam de lado ou descontraem a própria consciência e permitem que uma mensagem jorre da vossa caneta para o papel. Muitas vezes a mensagem não tem cabimento na vossa própria caligrafia mas carrega o registo do guia ou mestre que contactam. Essa é uma das formas de contacto mais simples a desenvolver, que pode ser realizada da seguinte forma: Meditem por breves instantes no nome que tiverem obtido na meditação ou numa outra fonte. Permitam que a mão se mova com liberdade sobre o papel. A seguir procurem receber a formulação de as várias estruturas das palavras na mente, anotando-as. A corrente das palavras normalmente vem rapidamente. A orientação pode ser dada com clareza por intermédio desse instrumento particular.
As fontes predominantes de comunicação são através da meditação e do estado de sonhos. Mantendo um diário de sonhos vocês poderão obter acesso àqueles seres que lhes transmitem orientação. Pela meditação, que constitui o mero alinhamento entre corpo, mente e espírito através da contemplação, vocês podem aprofundar essa afinidade.
Os diversos discípulos do homem Jesus usavam as faculdades psíquicas e falavam no que era conhecido por “língua dos anjos,” ou “línguas.” Eram diversos guias e mestres espirituais a falar por eles, por eles falarem os idiomas das muitas línguas culturais.
“Mediunidade,” é um termo empregue na focalização do espírito por intermédio do indivíduo, acima e além da faixa das suas faculdades conscientes. Cada um já possui essa faculdade em vós. E as vossas meditações deverão conduzi-la para mais próximo de vós. São os vossos mestres e guias espirituais que comunicam e estabelecem diálogo convosco. Mas lembrem-se de orar somente ao Pai que se encontra no céu para que ele possa enviar-lhes um mensageiro. Se perceberem Deus enquanto amor, esse será o mestre a quem servirão.
A meditação constitui o pilar para toda a forma de contacto ou diálogo com os guias ou mestres espirituais. A meditação não passa de dispensar um tempo para ficarem convosco próprios e com Deus, para pensar ou expressar pela oração aquilo que desejarem ver respondido. Eu diria para orarem unicamente a Deus, que Ele poderá enviar-lhes um mensageiro enquanto um dos vossos guias espirituais, mas jamais lhes dirijam as vossas orações, por existir unicamente um Deus, um espírito, e uma revelação. Os guias e os mestres revelar-lhes-ão, no vosso próprio tempo, a aprendizagem que lhes for necessária. Se forem intuitivos, não precisará nem dar-se contacto no nível mental ou pessoal com guias ou mestres. Muitos contornam mestres dotados de estruturas de personalidade e passam até à ordem dos anjos.
Os anjos diferem dos guias e mestres. Os anjos são seres que nunca estiveram encarnados e que ainda residem em estados de perfeição. Em contraste, os guias e mestres espirituais aparecem-lhes com personalidades oriundas de vidas passadas para lhes possibilitar um foco de identidade, de modo que vocês, ao se encontrarem encarnados, possam expressar-se para com eles e possam aprender com a sua filosofia, compreensão intuitiva, e o contexto da compreensão cultural que têm. Por eles desejarem projectar uma compreensão de natureza empática.
Orem a Deus a pedir uma revelação respeitante ao aspecto particular do crescimento espiritual, ou talvez a necessidade de melhoria na personalidade para produzirem paz em vós próprios. Orem directamente a Deus. Deus possui muitos nomes mas apenas um espírito. Deus é amor. Assim, pois, orem com amor e isso será o que receberão. Não orem pela revelação de um guia ou mestre espiritual, orem pela revelação de Deus, talvez por intermédio de um guia ou mestre. Desse modo Deus revelará o escolhido. Poderá ser um guia ou mestre, ou talvez um da ordem angélica. Cabe à vibração do indivíduo, e é de acordo com o livre-arbítrio e o tempo próprio de Deus que essas coisas são reveladas nas vossas meditações e vocês se tornam receptivos a elas.
O canal que lhes fala reside em certos níveis da luz que constituem mais comummente uma iluminação – e não tanto pensamento nem mente, mas iluminação e harmonização com as diversas forças, e procura emitir uma cristalização das várias formas de luz. Porquanto o cristal constitui porventura o prisma perfeito através do qual a luz pode passar para iluminar. Será como um indivíduo que acendeu muitas velas e meditou nelas com os olhos abertos. De seguida, ao se afastar, ainda será capaz de preservar o padrão dessa multiplicidade de velas na sua visualização, e permanecerá num sono profundo e não terá nada excepto sonhos com essas velas; e cada iluminação terá um significado específico para ele, enquanto se acha nesse estado de sono.
A fonte do conhecimento do canal que lhes fala é referida como sendo expressado a partir do Deus de dentro. Por vocês não se encontrarem encarnados no corpo físico, vocês acham-se encarnados na condição humana. Personificação, mente e espírito perfazem precisamente a condição humana. As próprias palavras do canal que lhes fala não passam da expressão de um vocabulário que compõem a personalidade humana. O canal que lhes fala procura ser parte da presença do divino e poder comentar inteligentemente muitas coisas a partir da cognoscência pura.
Da vossa parte que se encontram encarnados, nós que residimos fora do tempo e espaço físicos aprendemos coisas como o carinho, amor e paciência. Cada um aprende com os outros, porquanto de facto, vocês não habitam o corpo físico, vocês habitam a personalidade humana, que é o produto da jornada tanto do espírito quanto da alma pelos planos materiais.
A fim de facilitarem a comunicação com os domínios do espírito, primeiro precisam recordar os vários diálogos que já poderão ter connosco, através de sonhos. De facto não há passos que precisem dar, necessitam simplesmente recordar. Quem entre vós não terá perdido um objecto e de seguida, ao descontraírem a mente, terá recordado onde o objecto estaria? As vossas meditações e sonhos veem quando vocês relaxam o corpo físico e permitem que a mente explore os perímetros completos de si própria – corpo, mente e espírito. Recordem simplesmente os vossos sonhos. Meditem profundamente e a seguir recordem. Se o processo da memória funciona na recuperação de um objecto perdido ou de um evento da infância que lhes moldou a personalidade, também pode recordar os vossos eus anteriores e todos os vossos futuros potenciais e inspirá-los.
Meditem e recordem a vossa natureza original, aquilo que os torna humanos. A vossa natureza original é o facto de serem filhos da luz, filhos de Deus, nem masculinos nem femininos mas transcendendo tudo. Meditem e recordem que todas as coisas procedem de Deus, e que todas as coisas retornam a Deus. Recordem simplesmente. Os diálogos que vocês têm com aqueles que residem nos planos do espírito têm lugar a toda a hora. Nós falamos convosco na mais edificante das formas e no entanto vocês não recordam essas coisas devido ao condicionamento me que se encontram neste mundo. Permaneçam no mundo mas sem serem dele. Recordem simplesmente.
A capacidade de interagirem com os seres espirituais ou qualquer outra forma não passa de um aspecto da recordação da vossa própria natureza, mas à medida que tomarem maior consciência dos profundos recursos que têm em termos de consciência, também por sua vez continuarão profundos diálogos com os níveis do espírito. Existe em última análise apenas um espírito, que é o espírito a que chamam de Deus. É desse nível que vocês manifestam a vossa natureza superior, embora aprendam acerca dessa natureza porventura através do diálogo com outras presenças espirituais. Quanto mais chegarem a essa presença, mais facilmente fluirão na língua dos anjos, na língua dos espíritos, na língua dos santos. Assim pois, não passa de uma estada temporária convosco.
Acima de tudo o mais, os diálogos que prosseguem com o canal que lhes fala ou qualquer outro espírito encarnado só possuem valor se se amarem uns aos outros. Os vossos sonhos, as vossas meditações – isso é a recordação que fazem. Recordem simplesmente. Isso é tudo quanto devem fazer. Meditem, recorram à vossa respiração, relaxem e expandam as dimensões da mente. Por a mente possuir apenas um dom – o de recordar. Quando fundem a mente, o corpo e o espírito, recordam o divino, de que procederam e ao qual regressarão.
Tom McPherson
Os guias espirituais procuram inspirá-los a adoptar uma perspectiva particular. Não é que definamos ditames para vós, mas tentamos transmitir-lhes percepções intuitivas acerca da vossa vida, que é que primordialmente são um espírito. Os mestres procuram ensinar-lhes isso, e os guias procuram conduzi-los para isso. Geralmente os guias lidam com as emoções, ao passo que os mestres lidam com a vossa ética. Em última análise, a vossa melhor fonte de orientação é o divino dentro de vós.
Se estiverem emocionalmente transtornados, um guia terá prioridade. Se estiverem a passar pela necessidade de definição de uma carreira, um mestre terá prioridade. Se estiverem emocionalmente transtornados e isso estiver a bloquear-lhes a carreira, o guia terá precedência. Mas é estritamente relativo à experiência do indivíduo. Guias e mestres são igualmente importantes. Ambos contribuem para o vosso desenvolvimento espiritual.
Quantos guias e mestres terão vocês? Não têm a Bragada Ligeira nem nada que se pareça a operar junto a vós. Geralmente sugerimos que tentem não mais do que três níveis directos de comunicação. Caso contrário torna-se um pouco demasiados chefes a dar cabo do caldo – e quando o caldo são vocês, isso é algo com que se preocupar. Geralmente há meia dúzia de guias que trabalham convosco – é relativo a cada indivíduo. Eu diria para estudarem as questões de maior pertinência que actualmente tenham, aquelas mais urgentes e de topo (actuais) e o provável é que elas envolvam um guia a coordenar todas essas necessidades.
Geralmente, os vossos guias e mestres procuram transmitir-lhes percepções em vez de um padrão ou modelo geral. A comunicação dá-se geralmente através de uma série de sincronicidades. A vossa própria consciência uma extensão de vários dias, semanas, e meses de antecipadamente que estabelece uma série de acontecimentos que atrairão indivíduos apropriados ou os atrairão para locais apropriados em que venham a experimentar o auge colectivo de informação e de pessoas que então se tornam significativas.
O melhor método para contactarem os vossos guias e mestres é a meditação. Aprendam meramente a colocar-se num estado ligeiro de meditação e abram-se à comunicação. Poderá surgir um pressentimento (ou presságio) relativamente rápido. Um dos meus favoritos passa por trabalhar com os vossos camiões de produtos lácteos da Shamrock. É muito fácil fazer com que um camião de produtos lácteos passe pelo restaurante onde vocês se encontram quando estão a imaginar de onde irá sair a próxima refeição. O camião da Shamrock passa a rugir e isso representa uma garantia rápida; é o Tom McPherson a comunicar, “Não entres em pânico que está-se a arranjar alguma coisa.”
A única coisa a temer quando tentam contactar um espírito guia ou um mestre espiritual sois vós próprios, por atraírem a vós somente o que permanecer na esfera da vossa própria consciência. E se, em certas ocasiões surgir o chamado bicho papão, talvez isso se deva tão só à vossa própria luz interior. Ele poderá desejar aprender alguma coisa, receber uma bênção e a seguir passar para uma ordem superior. A única coisa com que realmente precisam preocupar-se é com a ignorância e o medo, que são sinónimos de superstição.
Eu descreveria a existência nos domínios do espírito mais como um estado de cognisciência. Trata-se de um estado muito seguro. Também é um estado muito objectivo. Vocês não têm receios nem problemas de mortalidade nem de estresse. Têm sentimentos. Ocasionalmente deslizam um tanto para a emotividade – mais tipo frustração. Na verdade trata-se de um estado bastante humano, sem os seus pontos altos
Não é em absoluto estranho não possuir um corpo. Nós aqui gozamos de um formidável sentido de objectivo (foco). Podemos experimentar as coisas tão espacialmente quanto vocês. Não andamos simplesmente a flutuar por aí.
Da forma como percebo este aposento, por exemplo, ele possui a aparência de um velho pub Inglês amistoso. Os cavalheiros encontram-se sentados vestidos de forma apropriada à consciência que têm conforme o fariam nesses dias. Algumas das senhoras encontram-se sentadas por aqui com vestidos curtos de corte escandaloso apropriados ao nível da ousadia que atingiam nesses dias. Já outras senhoras andam abotoadas de forma mais apertada do que um tambor. Os vossos trajes e aparência ajustam-se pelo que eu não sofro qualquer choque cultural ao me dirigir a vós. As vossas lâmpadas são substituídas por velas e reflectores de apoios em cobre; fluídos e bebidas que não existiam nos meus dias podem parecer que são cerveja. Esta realidade conceptual presta-se-me na comunicação que empreendo de forma a conseguir trabalhar convosco em termos logísticos.
Existe um outro nível a que consigo ajustar-me bastante rápido, em que a maior parte de vós é pouco mais que uma iluminação, pura luz. Dependendo do quão longo vou nos planos a que eu vou, eventualmente tudo se torna luz branca, com percepções de movimento e uma maior ou menor luminosidade, em que todas as coisas são acedidas instantaneamente – quase como quando rodam a roda das cores todas e ela eventualmente fica branca. É luz, iluminação pura, passamos por vários corredores e túneis, mas todos num estado de iluminação. Luz estrita. Fechem os olhos por uma vez e voltem o rosto para uma luz e obterão uma ligeira percepção daquilo a que se assemelha. Depois desviem-se da luz e tornar-se-á tudo escuro. Voltem-se de novo na sua direcção, e verão mais. Pressionem os olhos e verão centelhas. Assemelha-se a isso.
Habitualmente gracejo, como um bom Irlandês que sou, com o facto de não ter encarnado nos últimos quatrocentos anos ou isso devido a que, com o Império Britânico por todo o planeta, não conseguia descobrir um lugar onde chegar. Mas eu encarnarei provavelmente nos próximos cinquenta a setenta e cinco anos, porque por essa altura a vossa sociedade encontrar-se-á espiritualmente e tecnologicamente mais avançada. A maior parte do meu carma foi criado na Atlântida, e o contexto social e cultural adequados estarão presentes por essa altura. Optei por não encarnar por o instrumento (Kevin) estar a fazer o trabalho por mim e eu ser terrivelmente preguiçoso! Se eu encarnasse, poderia ter que me tornar num canal de transe, apenas para descobrir as mesmas coisas que o instrumento lhes está a revelar esta noite que eu fui capaz de introduzir no seu caminho tão facilmente. Mas na verdade, ainda não é altura de eu encarnar, e dado que não tiramos um número e aguardamos quatrocentos anos, desejo estar activo a dialogar convosco, já que todos somos seres humanos e podemos partilhar um diálogo comum uns com os outros.
Pessoalmente progredi na exposição que fiz a todos vós ao conseguir uma actualização das circunstâncias culturais actuais. De facto parte do meu próprio crescimento reflecte-se no grau com que a vossa sociedade conseguiu livrar-se de certos dos preconceitos que tinha. Apenas pequenas bolsas da vossa sociedade ainda se agarram e essa diversidade de preconceitos, e somente segmentos indolentes que não os largam de todo. Eu diria que, no geral, purifiquei a minha personalidade em grande parte através do descarte dos preconceitos. (Embora seja difícil de acreditar, se quiserem saber a verdade, também descartei o preconceito que tinha contra os Ingleses. Só o mantenho “na bica” por uma questão de orgulho nacional e por um bom toque de humor ocasional.)
Quando não me encontro ocupado a canalizar, ando por aí sentado a cantar canções e a contar anedotas com respeito aos Ingleses. Não, estou somente a gozar de novo. Tenho uma agenda social muito preenchida e por estes dias sou muito popular, graças ao trabalho da Srª MacLaine. Ando a perambular pelos planos sem objectivo, a tentar transmitir compreensão por onde posso – não contrariamente à forma como fazem aqui. Houve alturas em que alguns de vós estiveram do outro lado, na minha posição, a dispensar orientação. Por outras palavras, houve alturas em que andaram a arrastar as correntes e a bater nas paredes a tentar captar a atenção.
Quanto a saber se medito – ergo uma caneca ou duas de cerveja, sim. Definitivamente, eu medito. Meditação é mera contemplação da vossa própria natureza superior. Não possuo um corpo, pelo que não medito da mesma forma que vós, mas contemplo e acedo aos níveis superiores de mim mesmo, que é o que a meditação realmente significa.
Assim como também diria em tom definitivo que também tenho guias e mestres. O John actua como um guia para mim. Trata-se de um sistema de coisas ascendente, mas que não comporta qualquer hierarquia. Perguntam-nos habitualmente se os guias e os mestres comunicam uns com os outros quando não estamos na forma física. Absolutamente. Nós juntámo-nos para as nossas pequenas festas. Elas podem ser tão entusiasmantes ou tão enfadonhas quanto as que vocês aqui têm. Comunicamos, mas é mais como luz ou sensibilidade. É mais uma percepção que temos uns dos outros do que um diálogo. Ocasionalmente ouvimos uma pessoa resmungar na audiência: “Por Deus, eu não acredito nos espíritos.” Bom, asseguramos-lhes que por aqui se torna bastante difícil acreditarmos em vós de vez em quando. Mas encontramo-nos aqui e estamos aqui a fim de os ajudar, como vocês quiserem. Mas se sentirem que não precisam de auxílio, não faz mal. O que quiserem fazer com isso fica ao critério do vosso livre-arbítrio.
Por conseguinte, não existe mistério algum. Encontramo-nos aqui. Possuímos personalidades. Não andamos a espiá-los nem a espreitá-los no banheiro ou assim. E se por acaso se entediarem connosco, poderão simplesmente barrar-nos. De facto, acreditem ou não, é tanto mais fácil para vocês desligarem-se de nós do que para nós. Por isso, pobres de nós!
Se desejarem tornar-se num canal, a melhor coisa a fazer seria isolar um único guia e desenvolver uma afinidade com ele – conseguir o seu nome, o eu aspecto físico, bem como a área em que dispensa orientação. A seguir procurem marcar um encontro com ele numa meditação, talvez antes de caírem no sono, e observem o vosso estado do sonho.
Guias e mestres espirituais não entram no vosso corpo, mas apenas os “eclipsam.” A forma como funciono neste instrumento resume-se a fazer carrancas com o polegar no nariz e um abanar de dedos aos Ingleses – tudo quanto me dá prazer fazer – simplesmente comunicar informação por forma telepática ao corpo dele. Mas asseguro-lhes que o jovem ainda se encontra no comando.
Ora bem, estarão dispostos a dedicar mais de um quarto do vosso tempo a este trabalho? Óptimo, por já estarem a fazer isso quando dormem pela noite. O sono é um estado sensitivo em que vocês podem receber visitas da parte dos vossos mestres e guias. Eventualmente, ao continuarem a meditar e a isolar aquelas entidades particulares com que trabalham, talvez através da escrita, e se habituarem aos vossos guias, as suas palavras possam por vezes surgir no vosso próprio diálogo, embora não sem vossa permissão. Eventualmente aprofundarão a vossa meditação a ponto de eles conseguirem falar por completo.

O MESTRE INTERIOR
John
O verdadeiro estudante, o verdadeiro iniciado também se torna num mestre para os outros, por o contínuo diálogo e expressão ser exactamente isso – de mestre para mestre. É acalmando-vos de mente, corpo e espírito, por meio do processo da meditação, que escutarão o outro, que ouvirão no sentido profundo as palavras que lhes são dadas e se permitem ser ensinados. Então, aquele que tiver derramado de si em serviço a vós prepara-se para se tornar de novo num estudante, de modo a poder passar para uma expressão maior. Em última análise isso destina-se à redescoberta do ponto do enfoque que de facto reside em nós, que é Deus.
A derradeira expressão é o diálogo convosco, por em última análise vocês existem para permitir que Deus lhes aligeire o intelecto e lhes molde as actividades. Isso manifesta-se não por meio de nenhumas palavras armazenadas em volumes – por as palavras serem fracos transmissores daquilo que o espírito busca revelar – mas que cheguem a um pleno conhecimento de vós próprios por meio da expressão pessoal e da vossa experiência pessoal. Quando mantêm a lei superior vêem-se livres, por aí não mais se encontrarem sujeitos à lei, mas se tornarem idênticos à lei, lei essa que é o amor.
O vosso aspecto impessoal, que é Deus, jamais julga. Acha-se sempre presente, à procura de conduzir cada um de vós para uma dimensão mais elevada de vós próprios. É nessa dimensão elevada do vosso ser que em última análise expressam essa perfeição neste plano. É pela actualização de vós próprios acima e além das dimensões do plano, onde se tornam no ser total, na expressão total. Nisso há alegria. Porque do mesmo modo que consideram comportamentos passados que tenham sido originalmente embaraçosos e mais tarde os encaram à luz de uma maior sensatez e uma maior maturidade e colhem regozijo delas, também por seu turno se dá com a (experiência) vigente da alma, de uma contínua alegria, quando percebem as coisas desse nível. Tudo é continuamente novo, mas ao mesmo tempo mais velho que o tempo e o espaço, que não têm existência.
Estudem as expressões daqueles que emitem amor em abundância, por o ambiente ao seu redor se transformar. Aqueles que estudam a alquimia sabem que, em última análise o trabalho não tem que ver com a transmutação dos elementos, mas a transmutação de vós próprios, e que a “pedra filosofal” é a consciência que alcançam, já que é pela consciência que todas as coisas se transformam.
Diz-se: “Eu sou o alfa e o ómega. Surjo apenas para desaparecer. Sou amor, que existe e dá a ilusão da criação do vazio. Sou aquilo que é omnipresente. Sou aquilo que não é nada. Sou a luz. Sou o vazio. Detenho as chaves do céu e as chaves para o abismo. Eu sou o alfa. Eu sou o ómega. Sou aquilo que sou. Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus. Tranquiliza-te. Sê.”
Isso é a voz do mestre interior. Isso é a poderosa espada de dois gumes da verdade, que corta em ambos os sentidos. Esse é o pensar interior. A dimensão do vosso ser que é uma com Deus na presença, que jamais os abandonará. Isso é quilo que brota nas pessoas e que colectivamente habita no meio de todas as pessoas, e os atrai permanentemente para a iluminação. Esse é o conhecimento que busca a confirmação de que a iluminação é efectivada dentro. Esse é o mestre interior, que é amor, e que os une e os torna a todos num só.
Tom McPherson
Toda a informação é assimilada por intermédio de vários modelos pessoais. Os gurus, por exemplo, alegam que podem demonstrar a experiência pessoal de Deus. Fazem-no a partir de uma de duas posições – ou são diabos sorrateiros que apenas querem conseguir um grande séquito, ou têm legitimidade nessa experiência e expõem-se ao escárnio público, assim como se habilitam aos dividendos decorrentes de um enorme afecto da parte dos seus seguidores. Guru quer simplesmente dizer mestre. Mas todos são mestres. Vocês podem atingir a realização de Deus pelo olhar nos olhos da venha senhora doce que passa por nós na rua. Ela é um mestre. Ela é um guru. Ela mostra-lhes a experiência de Deus. A velha senhora é apenas alguém autónomo, ao passo que outros fazem propaganda. Na minha perspectiva, um profissional é justamente alguém que faz disso modo de vida. Não significa que seja melhor do que quem quer que seja.
Atun-Re
Cada um de vós é um portal. Vocês são uma janela aberta sobre o Akasha, o omnisciente. Colectivamente, vocês são a consciência deste planeta e os portais por meio dos quais a luz jorra e ilumina este plano. Vocês são os olhos e os ouvidos e a manifestação de Deus neste plano. São quem apreende. São os mestres. Por ser as interacções que têm uns com os outros que os convencem de que existem. Mas quão tolos são por não saberem disso, pelo que também são estudantes. Mestres e estudantes – tudo num pacote conveniente – que se encontram no templo. Não precisam viajar até o Egito, às pirâmides. Isso é apenas o potenciador do que já existe dentro de vós. A pirâmide contém tudo quanto o homem conhece, tudo quanto a mulher conhece, toda a sabedoria das eras. No entanto, quão velhos serão vocês? Já existiam antes das pirâmides. Aqui, neste templo, no vosso próprio corpo físico, encontram vocês o mestre interior.
A vossa personalidade é o estudante, e o Cristo é onde encontram o vosso mestre dentro desse templo, onde pegam na vossa mente e a acalmam. Precisam entrar no templo, naquelas câmaras mais íntimas, e descobrir o santo dos santos, o eu superior. Por o eu superior continuamente lhes animar o ser físico. Ele inunda-lhes o templo de luz, e a seguir, quando vocês regressam desses estados, procuram recordar aquilo que já são – ou seja, luz.
Aquilo que era conhecido como “a Fraternidade,” não passava de um punhado de velhos tontos que pensavam entender as coisas que eram dignas de ser preservadas. Assim, inventaram algo chamado “escrita” para produzir um punhado de livros idiotas e os passar às gerações posteriores, que provavelmente procuraram convencer-se da sua própria importância. Mas entretanto, esses livros proporcionaram o maravilhoso serviço de continuar a inspirar as pessoas e recordar-lhes que elas fazem parte do grande todo, ao invés de apenas as limitações dessas escolas.
O valor final que cada escola fornecia era o de cada pessoa eventualmente se aborrecer com a escola e ir além dela, ou pelo menos suspeitar que deva existir alguma coisa que resida além desses velhos idiotas senis, que falavam entre si acerca disto ou daquilo. No entanto eu também falo em tom de gracejo. Por, evidentemente, as escolas serem irmandades. Elas habilitam as pessoas a partilhar umas com as outras e a preservar um certo nível de manifestação daquilo que é entendido como Deus. Mas eventualmente, cada escola deve descartar os seus perímetros e fundir-se com as outras escolas. Esse é o contínuo processo de actualização, já que as escolas significam simplesmente “perímetros de conhecimento.”
Assim, seja em que escola for que deem por vocês a estudar, percebam que o verdadeiro objectivo não assenta tanto na aprendizagem de todas as coisas que a escola contenha, mas atingir o acto derradeiro, que é o descarte desses perímetros para se fundirem com o todo.
O reconhecimento da consciência colectiva ajuda-os a reconhecer que são mais do que simplesmente vós próprios. Assim, apegam-se a uma escola de pensamento e assumem a identidade dessa escola. Dizem: “Agora estou com pessoas por quem sinto afinidade, pelo que melhor sou acolhido. Expandi a minha área de influência.” Mas em última análise precisam assumir a identidade de Deus, que os levará acima e além de todas as escolas de pensamento.

OS MESTRES
John
Mestres são simplesmente aqueles que ensinam e que expressam a compreensão que alcançam do relacionamento que têm com o todo universal. À medida que cada um de vós se torna num mestre, começa a expressar o domínio que possuem dentro de vós, a própria vida torna-se na expressão para todas as formas de ensino e associação uns com os outros. Assim, vocês são professores mestres quando expressam uns para com os outros aquilo que sentem do parentesco que têm com Deus. Em última análise, existe somente uma expressão, que é a dimensão que se acha dentro de cada um de vós.
Tem sido referido que qualquer coisa que valha a pena aprender vem directamente da experiência, e tudo quanto não seja digno de ser aprendido, se acha guardado em livros. Nós diríamos que contidas nas páginas dos livros se acham imagens bidimensionais, e que com essas superfícies chatas estimulam o pensamento. O pensamento torna-se então no activador que extrai a experiência do indivíduo dos éteres para si próprio. Vocês são, pois, feitos, por alinharem por todas as dimensões de vós próprios em mente, corpo e espírito, até à própria Divindade.
É na vida, o grande activador, o grande princípio, que encontram o verdadeiro domínio. Aqueles que tiverem que se tornar mestres da vida não deveriam tanto procurar exercer controlo sobre os demais, por isso rapidamente se desvanecer, e ser uma tolice sentar-se num trono de que eventualmente, na vossa sabedoria, abdicarão; em vez disso, precisam perceber que aquele que busca conquistar o mundo deve primeiro conquistar-se a si mesmo, por toda a experiência proceder de si próprio.
Os mestres operam através do espírito ou elevando-os a esse nível de existência. Habitualmente visitam-nos nas alturas mais esporádicas da experiência emocional, ou quando vocês se encontram próximo da fadiga, por as vossas emoções os estarem a puxar para a Terra. Valendo-se dessa experiência, um mestre pode então reconstruir um aspecto da vossa personalidade transformando as vossas emoções. Por a personalidade ser tecida a partir da tapeçaria das vossas emoções, que constituem aquelas dimensões não percebidas do ser neste plano oriundas de experiências passadas que vocês buscam elevar e eventualmente transformar por meio do princípio Crístico.
Ao buscarem compreender o conceito de mestres, sempre busquem aquilo que se encontra profundamente dentro, por o verdadeiro mestre se encontrar dentro de vós. Encontrarão esse padrão noutros mestres, em Jesus, Buda, Krishna, Mohamed, e todos os outros que tiverem ascendido a níveis mais elevados da consciência no serviço que prestaram na revelação de Deus sobre este plano. Porquanto originalmente vocês foram almas, criadas no divino e na perfeição, e, enquanto almas, vocês estendiam-se das hostes celestiais até aos vários mestres por direito próprio.
O mestre dentro de vós é o Cristo, e o Cristo constitui a incorporação da mente, corpo e espírito ao serviço de Deus. Nisso, vocês tornam-se revelações uns para os outros, tornam-se professores uns para os outros, tornam-se inspirações uns para os outros. E à medida que se juntam e se tornam um no vosso espírito, também por vossa vez se tornam fortalecidos.
Isto é mais do que filosofia – tem que ver com tornar-vos na força causal neste plano. É mais do que uma ideia, tem que ver com tornar-vos na força causal na criação neste plano. É mais do que a actividade da meditação, tem que ver com tornar-vos na força causal neste plano – a força causal, o criador, de que todas as realidades se estendem, para que vivam a vida enquanto mestres.
A vida é a tapeçaria que tecem entre uns e outros, cada um de vós a trabalhar no tear da criação. Mas a vida é a interactividade que têm uns com os outros à medida que continuam a criar e a ter um maior conhecimento dessas actividades neste plano. Quando procurarem os mestres, observem os tecelões do destino, que vocês são. Quando procurarem os mestres, observem aqueles que são a força causal neste plano. Procurem dentro. Mas procurem igualmente nos olhos daquele que se sente junto a vós, por os olhos serem o espelho da alma, e assim encontrarem o reflexo da natureza de Deus. Caso, dentro, auscultarem amor pelo vosso irmão e irmã, aí encontrarão o todo, aquilo com que se unirão e tornarão um. Por aí descobrirem a reunião dos mestres, dentro de vós e nas expressões que têm uns com os outros.
Todos são iguais aos olhos de Deus, por Deus não respeitar pessoas, nem mestre nem estudante. Assim como fizerem ao mais pequeno, assim farão ao Deus Pai/Mãe, que é o Revelador, que possibilitou a todos vós o nascer na expressão única do divino que devem atiçar e deixar queimar intensamente de modo a ser uma revelação para todos.
Tom McPherson
Cada mestre representa uma mandala a meditar a fim de revelar algum aspecto íntimo do vosso próprio ser. Se fossem ordenar os mestresto dos na sua forma hierárquica, descobririam uma mandala bastante parecida com a mandala que representa o som do OM. Cada mestre constitui um processo de actualização pessoal. Assemelha-se um tanto à criação de uma mandala com pedras preciosas, e cada mestre seria representado por uma joia preciosa, com Deus no topo da pilha. Dependendo da vossa própria consciência, vocês poderão dar saltos quânticos na instrução de vós próprios. É apenas algo contra o qual optem por se medir, ou optem por não o fazer.
Atun-Re
Com que então as crianças desejam aprender coisas dos mestres. Na verdade, é o mestre ou professor sábio que sempre os procurarão guiar para a vossa luz interior, porque caso contrário serão conduzidos para o caminho da decepção. Assim, precisam ter o cuidado de também não se enganarem, por a luz que vem de dentro de vós constituir um dom, uma dádiva de Deus.
Não será esta chamada “Uma Noite de Mestres”? Não terão as crianças vindo aprender acerca do domínio (mestria)? Bom, nesse caso tê-los-emos enganado, por vocês serem os mestres que se encontram aqui reunidos. Por ser uma noite de mestres mesmo sem a presença deste velho, não será? Vocês entendem, são vocês que criam esta noite, são vocês que aprendem uns com os outros, porque sem vocês não existiria objectivo, não existiria nenhum velho Atum-Re. Vocês concedem uns aos outros permissão para viver, e é por concederem tal permissão que cada um de vós é um mestre. Assim, um mestre vem para que possam ter vida e a possam viver de forma abundante, e isso é o que cada um de vós faz quando se observam uns aos outros. Vocês convencem-se uns aos outros de que se encontram aqui. Em última análise, quando abandonarem esta sala, não terão forma de provar que isto tenha sucedido. Por isso, vocês concedem uns aos outros permissão para ter vida, e na medida em que são mestres, permitem uns aos outros viver a vida abundantemente.
Revelar os vossos mestres é dizer a Deus e dizer a vós que o vosso mestre é e deve ser o amor. Por eu não lhes poder prestar um desserviço dando-lhes menos que isso, e exigir de vós que sirvam o mestre unicamente, por tal exigência também decorrer das necessidades deste velho – servir esse mestre. Mas o servente, conforme o John diria, também é digno do seu salário, pelo que também receberão esse amor, mas apenas derramando de vós. Porquanto o valor do reservatório, caso o desejem conter, (ao amor) está em permanecer vazio, pelo que poderá voltar a ser cheio. Purifiquem o reservatório, por ele ser o vosso instrumento físico. Derramem-no, por isso ser a vossa mente. Encham-nos até à borda com águas que sustentem, por isso ser o vosso espírito.


O PLANO TERRENO
O TEMPLO DA ALMA
JOHN
O corpo físico constitui o “templo” em que a alma reside, e deste modo o seu veículo destinado à experiência deste plano. A mente constitui o “sacerdote” que nele habita e busca a contemplação da natureza de Deus, e o espírito constitui a presença que vos liga ao divino. Não vos encontrais encerrados no corpo físico numa situação de aprisionamento, estais aqui por uma questão de opção, dotada do propósito da experiência e da revelação. O corpo físico representa a faculdade de que a alma goza de se focar no tempo e no espaço. Constitui a extensão natural da força da alma no plano terreno e é dada às suas leis e dinâmicas naturais. Encontrais-vos aqui a fim de cumprirdes a lei, e não para vos sujeitardes a ela.
Enquanto homens e mulheres, sois uma porção do espírito, uma sintonia refinada de mente, corpo e alma. A fusão da mente, do corpo e da alma constitui aquilo que conheceis por “personalidade.” Não sois uma personalidade limitada moldada simplesmente por influências parentais ou ambientais; mais ainda, sois uma personalidade moldada por todas as influências cósmicas.
Durante vários milhares de anos os verdadeiros padrões de energia do corpo físico foram do conhecimento de místicos, assim como as iluminações que circundam o corpo físico, ou “aura.” Mas só recentemente as vossas ciências começaram a documentar essas coisas. Em parte, a ciência representa o escriba que documenta aquilo que já do conhecimento de Deus. De facto o corpo físico está directamente vinculado ao próprio universo, conforme foi reflectido na antiga ciência da astrologia.
O corpo físico representa o templo em que a alma, que constitui a parte de Deus em vós, escolheu residir. Assim, pois, a alma constitui a ligação que têm com o universo, e o corpo físico não passa de uma expressão dessa alma neste plano. O corpo físico carrega em si todos os padrões únicos das vossas vidas passadas. É moldado pela alma para porventura estabelecer padrões corporais físicos adicionais através dos vossos filhos para futuras encarnações dessa alma num momento posterior.
O cérebro físico representa o veículo físico para armazenamento da mente. Ele estende-se a outras porções do organismo físico através do sistema nervoso. Imaginem todo o corpo físico como uma capacidade de raciocínio ou como um órgão físico destinado à expressão da alma. De seguida imaginem os padrões do pensamento individual a estender-se ao longo dos vários meridianos do corpo. Dessa forma, as considerações da alma estendem-se ao corpo físico e manifestam-se com propriedades específicas nos vários órgãos.
A alma encontra-se num estado de perfeição, no entanto, a iluminação que pode conceder a este plano particular vem por intermédio do vosso corpo físico e é por conseguinte filtrada pelas experiências que tendes neste plano, o que representa o vosso carma. Todos os órgãos a que o pensamento da alma se estende possuem uma função específica e reflecte um certo aspecto da vossa personalidade. Como a vossa personalidade se manifesta através da filtragem dos padrões cármicos da alma, a doença constitui porventura desarmonia proveniente de uma vida passada, que é regulada pela força vital, que constitui as considerações e o peso ou gravidade que exerce sobre o corpo neste plano.
Não é tanto que cada órgão possua uma forma de inteligência, mas mais que cada órgão possui um sistema de consciência. Do mesmo modo que descobriram campos electromagnéticos ao redor do corpo físico, também por sua vez cada órgão o possui, pela sua existência e vibração molecular, emite padrões específicos de energia que poderão ser percebidos e estudados, medidos e compreendidos. Cada um de vós constitui já um instrumento de tais cálculos aos níveis subconscientes, por cada um desses padrões activar a inteligência natural que reside na área craniana.
A inteligência não constitui mais do que a faculdade de perceber, reter, e de aplicar. É a inteligência que mede o padrão de energia da consciência de cada órgão específico, por a consciência não passar de uma colecção de um corpo de uma informação específica. A consciência não representa tanto uma forma de inteligência, ou um raciocínio, nem mesmo um estado de espírito, mas um corpo colectivo de factos que precisam ser activados e aplicados pela inteligência. Por isso, é a inteligência natural do nível da alma, ou a faculdade de perceber o conhecimento e de o aplicar, que fornece a ilusão da inteligência no corpo físico. Mas constitui mais um estado de espírito que é percebido e utilizado pela inteligência natural da própria mente. É a mente quem calcula cada uma dessas formas de ressonância e por conseguinte dá instruções quer no sentido de limitar ou de facultar a sua própria abundância natural.
Vários padrões cármicos alojados no corpo físico têm a capacidade ao nível da alma de moldar o corpo físico após o quarto mês da concepção. Como na estrutura genética se encontram igualmente certos padrões cármicos, isso muitas vezes determina a forma do corpo físico – a fim de representar padrões originários de vidas anteriores. Em última análise, porém, a alma molda a forma física através do reflexo que emite da personalidade. Pois a personalidade e a mente estendem-se profundamente no corpo físico, à semelhança de raízes de árvores que se estendem profundamente pelo solo.
A mente constitui o padrão de todo o corpo físico. É independente do corpo físico mas ainda assim ligada a ele fisiologicamente e através da personalidade. Da mente consciente poderá porventura dizer-se que seja a personalidade, só que não a substância total da mente, que inclui a consciência superior, o consciente e a mente subconsciente a funcionar em sintonia com os níveis elevados da alma. Portanto, como a alma em si mesma é imortal, a mente possui a faculdade de rejuvenescer o corpo, que constitui o seu veículo actual, até mesmo aos níveis da imortalidade física. Mas a imortalidade constitui mais uma propriedade da alma do que uma função directa da mente. A força vital constitui o padrão directo da expressão da alma no corpo físico. Ela desloca-se ao longo dos diversos meridianos. Sempre que a mente apresente um bloqueio, passa a apresentar-se um bloqueio correspondente na personalidade, a qual representa o instrumento de reflector da alma. Assim, pois, a mente é o arquitecto, o arquitecto do corpo físico e o arquitecto da vossa existência. Daí se poderá em boa verdade dizer que, tal como um homem se julga no seu coração, assim ele é em tudo quanto faz.
A força vital não se propaga por acção das vias capilares, mas forma um sistema de energia completamente independente. Percorre-o através do sangue, na hemoglobina, a qual é rica em ferro, e o seu próprio fluxo gera um campo magnético suave. Além disso, as propriedades eléctricas do sistema nervoso, e particular do sistema nervoso simpático, também produzem um fluxo suave similar. A força vital, que se estende a partir da alma, propaga-se ao longo dos fluxos magnéticos a várias porções do corpo físico. A ligação que tem com a alma assemelha-se aos raios individuais de luz que procedem do sol – a luz não constitui o sol em si mesma, mas uma porção das suas energias.
Um espírito constitui um enfoque particular. Quando se diz: “Tu és como um espírito,” quer-se dizer que sois um ponto de inspiração neste plano no espírito do Pai. Mas enquanto alma, alcançam um maior sentido de sintonia com todos os níveis do pensamento. A alma obtém o sopro da vida a partir do espírito do Pai, mas a sua individualidade é aquilo que lhe confere padrões de vida únicos.
A alma não conhece tempo nem espaço, de modo que não conhece nem bem nem mal. Mas ao experimentar a iminência dos fluxos de tempo nestas dimensões, a alma organiza-se continuamente através de actos e de motivações ao longo do tempo e do espaço. À medida que esses actos ou lembranças se organizam continuamente a si mesmas dentro de dimensões a que chamais personalidade, ou da mente consciente, concedem a si próprias sentido no contexto da história conhecida, mas eventualmente precisarão realizar-se em Deus.
O espírito é o conhecimento totalmente abrangente que constitui o Pai. Forma um corpo de conhecimento e de substância a que todos têm acesso. Pois isso é o que o espírito constitui – um corpo de informação que activa certos pontos de inspiração no enfoque da mente. Uma vez que o Pai constitui a mente universal, e vós enquanto alma possuís mente, também vós possuís o espírito que é o Pai. Mas a alma constitui a individualidade que vos caracteriza nesse espírito que tudo abrange.
Os homens e as mulheres foram criados no espírito desde as fundações do mundo. Vós encarnastes no plano físico para obterem experiência e revelação. Com isso não nos referimos a um aprendizado no sentido comum do termo, por não existir coisa alguma como aprendizado – existe apenas revelação. Por cada um de vós constituir uma parte de Deus, uma porção do espírito, uma parcela da mente universal, que desde logo conhece todas as coisas. A revelação sobrevém-vos por um processo de recordação, pois se todas as coisas constituem uma porção do verdadeiro ser, o qual é a alma, então são apenas esquecidas e precisarão ser-vos reveladas. Tal como poderão perder um objecto particular de grande valor e recuperá-lo através da lembrança, quanto mais não buscariam recordar o reino que já vos pertence por direito?
Aquelas faculdades que são descritas nos termos do “Eu Superior,” ou que designais por “psíquicas,” constituem os diversos dons da profecia – falar em línguas, adivinhação, clarividência, telepatia. Todas essas coisas constituem a recordação dos níveis da alma.
As vossas diversas ciências e psicologias estudam a mente e as várias hormonas do homem em busca da personalidade biológica e do vínculo existente entre mente e corpo nas vossas espécies. Infelizmente, o homem raramente vai além dessas regiões. Ele limita os seus estudos à mente e ao corpo, ignorando a influência oriunda dos níveis da alma.
É peculiar que a raça humana se identifique tanto com os primatas inferiores, para chegar a traçar todos os vossos modelos evolutivos e o sentido de vós próprios a partir dos ratos. Considerai o presente estado da vossa sociedade e imaginai as lições que não terão sido aprendidas. Seria sensato estudar os primatas superiores, as formas mamíferas superiores tais como os golfinhos, e constatarão intercooperação num ambiente mais apropriado, um ambiente altamente fluido. Por a vossa verdadeira ambiência representar a mente, a qual é tão fluida quanto o próprio oceano. É sentimento, o qual é tão fluido quanto o próprio oceano. Estudai esses aspectos do reino animal e aprenderão mais sobre vós e os padrões evolutivos mais elevados a emular.
Actualmente, a parapsicologia começou a explorar o conceito de vidas passadas – ou reincarnação – que por vezes é considerado chave no que toca à alma. Mas a maioria da vossa sociedade continua a apegar-se a ideias da memória genética ou racial que encaram o homem apenas enquanto corpo físico, e a personalidade como condicionada apenas pelo plano terreno. A vossa verdadeira natureza reside no céu, e constitui mais um estado de espírito. Pois vós não passais de sombras do universo, e do mesmo modo que nenhuma sombra pode existir sem a luz e sem um corpo físico, também por seu turno não existe existência alguma sem a mente, o corpo, e a alma. A vossa realidade é composta de consciência.
Não vos achais encarnados no corpo físico, achais-vos encarnados na personalidade. Enquanto o ego exercer domínio, enquanto o ego se apegar e vos focardes nele em vez de o espiritualizardes, então não tereis conseguido recordar quem sois por inteiro. Precisais activar a lembrança da verdadeira fonte da vossa natureza. Essa recordação precisa tornar-se na vossa natureza. É possível residir no plano terreno e ainda assim não lhe pertencer. É possível estar fisicamente encarnados na condição humana e ainda assim com pleno conhecimento da vossa natureza amorosa. Aí tê-la-eis em pleno domínio no céu e na terra – assim como é em cima, também é em baixo.
A responsabilidade que vos cabe neste plano é a de espiritualizarem a personalidade, e assim integrá-la nos níveis da alma, de modo que quando a vossa hora de passar sobrevier, possais realmente manter e habitar a personalidade que tendes actualmente, de modo que a personalidade que habitais seja como uma veste digna de cobrir a alma, porventura para mais uma jornada por um outro padrão similar.
A alma “enverga” uma personalidade tal como vós envergais uma veste. A personalidade, ao representar uma veste assim, é eventualmente largada e passa a constituir uma recordação para os níveis da alma. Não é tanto que vós passeis desta vida e percais todo o sentido de identidade, porque quando percebem ser uma alma neste plano, tornais-vos numa alma viva.
A alma encontra-se constantemente em estado de total iluminação; apenas a personalidade, que não passa de uma recordação, parece permanecer na confusão. Tal como a vossa memória e a vossa mente continuamente vagueiam pelos assuntos em que desejais focar-vos, também por sua vez se passa o mesmo com a personalidade num todo. Por a personalidade ser totalmente composta de mente, e somente quando se torna integrada nos níveis da alma procede a verdadeiros avanços.
O homem tem muitas vezes falado da alma como a mente de Deus, por a alma ser imortal. Constitui o próprio centro do ser do homem, e quando ela abandona o corpo físico, este fica inactivo. Pois não é que sejais criaturas biológicas que dependem unicamente no plano terreno e da sua acção recíproca e forças. Tanto mais que cada um de vós constitui uma alma e cada um de vós constitui um zelador das próprias forças universais. Nos estados do vosso sono projectais-vos para os domínios astrais e para os vários níveis da alma, que residem mesmo além dos planos de Deus. Nessa medida precisam entender que o corpo físico constitui o veículo da alma assim como a projecção das vossas energias nos planos universais.
A vossa mente supraconsciente, que é sinónimo de espírito, constitui a soma total de todas as vossas vidas passadas e de todos os vossos potenciais futuros. É um vasto oceano de consciência cósmica com que todos são um. Quando encarnam, ou quando essa consciência se foca através do corpo físico por altura do vosso nascimento, então, colectivamente, os acontecimentos desta vida constituem a soma total e expressão de todas as vossas vias passadas e de todas as vossas vidas futuras ao sucederem em simultâneo.
Do mesmo modo que todos os eventos da vossa infância moldam a vossa personalidade de adulto, e ainda assim isso não representa a soma total do vosso ser, também por seu turno o espírito, o qual representa a soma total de todas as vossas vidas passadas e de todos os vossos potenciais futuros no plano terreno, não constitui a totalidade da essência, o verdadeiro ser, ou a verdadeira natureza, e não passa da jornada da alma através do físico. Pois na verdade, para se ir além das questões da vida e da morte, precisais tornar-vos filhos da luz. Precisais expressar-vos como filhos de Deus. Porquanto, se sois imortais no vosso espírito, ou se o vosso pensamento pode sobreviver por breves instantes para além dos domínios do corpo físico, então de facto, vós sois um espírito, sois uma energia que não pode ser criada nem destruída.
Ser humano é ser dotado de mente, corpo e espírito. Ser humano é não só errar, mas perdoar os erros, por serdes espírito, e os espíritos transcenderem o erro. Tentai não permanecer muito numa relação de confronto entre limitado e infinito, coisa que sois. Do mesmo modo que aumentastes os vossos recursos mentais e passastes por várias escolas de pensamento na formação da vossa personalidade de adultos, quanto mais não será quando a vossa mente penetra no limiar do espírito? Tal como se tivessem extraviado um objecto e o tivessem encontrado por meio da recordação, também por sua vez, recordai-vos agora como parte do mar infinito num oceano de consciência. As vossas acções devem ser moldadas pelo amor. O amor constitui a vossa única ética.
Compreendei, pois, que o próprio universo constitui o corpo de Deus. O vosso próprio corpo físico representa a capacidade de vos concentrardes neste plano. O corpo físico constitui o vosso templo e todas aquelas coisas que levais para o templo colocais sobre o altar de Deus, e tal como o próprio universo constitui a expressão de Deus, também por sua vez o vosso corpo físico constitui a vossa expressão para Deus.
Isto não quer dizer que devais possuir uma forma anatómica perfeita, mas mais como a utilizais como expressão de ensino uns para com os outros. O corpo físico não representa nenhuma maldição que vos tenha sido lançada, mas a capacidade que gozais de vos expressar neste plano. Porquanto sem corpo físico, não existe progressão. Deste modo, cada um de vós recebeu um enfoque neste plano que é fruto da vossa própria escolha nos níveis da alma.
O reconhecimento do corpo físico como veículo destinado à expressão no plano terreno é fazer com que busquem pela vossa verdadeira natureza nos níveis da alma, por cada um de vós ser uma alma, e o corpo físico, uma vez mais enquanto ponto de referência, vos dotar de flexibilidade neste plano. Faculta-vos a capacidade de ser criativos neste plano. Acima de tudo, constitui um templo para o Deus vivo, de quem todos sois filhos e filhas. Assim, não sintam que o corpo físico represente uma carga sobre vós, pois independentemente da sua capacidade, destina-se a pôr em foco a manifestação da vossa verdadeira natureza enquanto Deus. O corpo físico que vos foi dado, independentemente da forma ou capacidade de que seja dotado, não está tanto destinado a tornar-se num instrumento de sofrimento, mas a conceder-vos foco. Deveis procurar uns nos outros, por serdes o guardião do vosso irmão e irmã neste plano.
Cada um de vós possui em si a verdadeira liberdade. Estendei-vos às regiões astrais, onde atravessareis uma maior compreensão. Mas mais ainda, servi o amor que reside em cada um e em todos vós, por a faculdade da alma é a do único e verdadeiro mestre que todos deveis servir, que é o amor que se acha em vós.
Amor é harmonia. Olhai para o universo e descobrireis harmonia. Não constitui nenhum sistema caótico, mas um sistema de harmonia. É a música das esferas que se estende pelos vossos planos que o corpo físico escuta e regista sem que porventura faça ideia disso. Pois embora escutem o vento e não conheçam a sua proveniência, nem para onde se dirige, também por vosso turno sabeis que existe unicamente uma atmosfera de que retirais o próprio sopro da vida. O mesmo se passa com o espírito. Existe apenas um só espírito, um Deus, um amor, uma harmonia, que vos concede vida e o único sentido de verdadeiro valor e de dignidade, o único sentido de medida por que podereis medir a vossa permanência temporária no plano terreno. Assim, enquanto vos achais encarnados, o corpo físico constitui a vossa expressão. Constitui o templo que dedicais ao Deus vivo, de que cada um de vós faz parte.
Tom MacPherson
O Eu Superior são os objectivos colectivos mais elevados das vossas vidas passadas da mesma forma que a vossa mente subconsciente contém as actividades suprimidas desta vida e de vidas passadas. Quando se misturam, tornam-se num ser único que chamais a vós.
Enquanto funcionardes a partir do ego, ou somente da perspectiva física limitada ou sentido que tendes de vós próprios, não estareis a reconhecer plenamente aquele que sois. Quando vos identificais com corpo, mente e espírito, reconheceis a vossa plena natureza e assim também transcendeis e transformais aquele que percebeis ser. Desse modo obtereis um melhor relacionamento com os demais. Conforme o John indicou, amai a Deus e ao próximo como a vós próprios, e não infringireis nenhuma das outras regras.
O ego é basicamente os sistemas que tendes de pré-condicionamento e preconceito baseados na experiência mundana e uma certa disponibilidade de irem além da vossa experiência, por pensardes ter alcançado clareza com ela. Contudo, a pessoa que se dispõe a ir além e a expandir a sua natureza elimina o ego.
Este plano surgiu com todos vós a tropeçar por aqui, por a alma poder viajar para onde quisesse. O tempo é completamente irrelevante para os níveis da alma, de modo que tudo quanto se passa aqui “em baixo” não passa de uma gota no oceano. Em vez de olhardes toda a vossa vida como uma enorme pedra de tropeço, lembrai-vos de que a alma é apenas uma gota no oceano. A alma encontra-se já num estado de perfeição – tendes mesmo a oportunidade de o provar aqui em baixo.
Quando possuem um corpo físico, as coisas tornam-se muito mais pessoais. Tendes a oportunidade de demonstrar o que é chamado de “realidade pessoal,” em que toda a experiência é mais intimista e menos relativa. Mas, mesmo quando vos situais no corpo físico, ainda gozais de acesso à projecção astral, à projecção da alma, à experiência de quase-morte, e a todas as outras habilidades que designais por psíquicas. “Psíquico refere “proveniente da mente e da alma.” Por isso não precisais pensar que estar num corpo represente uma limitação. É uma mera dimensão extra que acrescentais ao vosso crescimento que nós, no espírito, podemos unicamente experimentar se o fizermos junto convosco.
O plano terreno foi criado mais ou menos como um corpo para Deus se expressar. A alma que deseja manifestar-se aqui deverá penetrar um nível denso e de seguida deverá ascender através das leis deste plano. Sois bastante afortunados por ter um corpo, sabeis? Afinal de contas, se fossem anjos, ou se fossem perfeitos, tudo quanto poderiam ser seria melhor, ou os melhores de todos. Seria um pouco entediante. Aqui tendes acesso a um pouco de contraste, a um bocado de variedade. E afinal, a diversidade constitui a especiaria da vida.
Já que Deus ajuda aqueles que se ajudam a eles próprios, deviam proceder a afirmações de carácter positivo sobre aquilo que gostariam de realizar, e de seguida tornar-vos acessíveis a isso. “Tornar-vos acessíveis” significa percorrer os passos todos e processar o aprendizado necessário, com a confiança ou fé de que eventualmente apurarão resultados. Geralmente as soluções que procurais vêm por intermédio de outros indivíduos, muitas vezes de uma modo bastante espontâneo e quase místico. Todavia isso não comporta qualquer mistério. O vosso alerta telepático atrai as pessoas, e por conseguinte as oportunidades a vós. Deus não faz o trabalho pela vossa vez; Deus opera por intermédio de vós.
Precisais ter em mente que a matéria acompanha o pensamento. Por outras palavras, é a mente que fecha a mão e não a mão que fecha a mente. Vós ides consegui-lo, definitivamente. Afinal de contas, foi profetizado um milhar de anos de fraternidade. Quando é mencionado um fim do mundo, refere o término do mundo conforme o conheceis. No presente, com a trapalhada em que o mundo se encontra, penso que seria coisa bastante maravilhosa a pôr cobro.
ATUN-RE
Uma vez mais, Atun-Re volta dirigir-se aos filhos para lhes falar. Naquilo que vos vou dizer, recordar-lhes-ia que todos os aspectos da divindade são naturais à vossa personalidade, e que cada um de vós representa um acto vivo de alquimia, que consta da união de espírito a fim de transformar a vossa personalidade de modo a poderdes alcançar um maior alinhamento com as forças pessoais que já se encontram contidas em vós. A pedra filosofal que fo procurada durante tanto tempo pelos alquimistas do Egipto, da Atlântida e da Babilónia, e por entre os reis dos confins mais distantes do Oriente e do Ocidente, é a vossa própria consciência. Sim, meus filhos, a pedra filosofal é a vossa própria consciência. Vós sois mestres no controlo que exerceis sobre o corpo. Conseguis fazer com que caminhe, com que fale – todas essas coisas constituem o domínio que a mente exerce sobre a química do corpo, ou a sua alquimia.
Aceitais que a mente consiga criar doença, mas podeis igualmente aceitar que ela cria saúde e bem-estar, pois ela cria cada um dos vossos momentos de vigília. A mente constitui um arquitecto que vos ajuda a perceber e a ajudar, e que vos pode ajudar a redesenhar o vosso templo, a vossa expressão física, o vosso corpo. Porquanto o vosso corpo constitui o palco em que representais coisas. E é a projecção que a alma exerce no corpo que cria a mente, de modo que a mente é coisa divina; é a pedra filosofal.
A mente representa a tela da vossa consciência. É uma inspiração que deviam tratar bem. Permiti que as emoções a suavizem e a unjam, mas não deixes que se descontrole, porque aí torna-se no ego e não vos serve na perfeição. Cada um de vós precisa recordar quem é. Sois filhos de Deus, do Deus que é todas as coisas. A vossa mente é abençoada quando a alinham pela vontade divina, que é que vos deveis amar uns aos outros. Nada mais é digno de vós. Não se contentem com nenhuma outra coisa para além do amor uns pelos outros. Aí estareis libertos. Então a vossa mente poderá brincar, poderá sanar, poderá criar. É o instrumento que alinha os chakras. Onde estaríeis sem a vossa mente – fora dela? Ela é a pedra filosofal.
A consciência – isso é a vossa pedra filosofal. Ela construiu as pirâmides, e se foi capaz de construir as pirâmides também vos poderá reconstruir. Concebeu Roma, de modo que poderá conceber-vos e recrear-vos. A vida é mais eterna do que as próprias pirâmides. Pois todos os homens gostam de se reproduzir. E isso concede a cada geração uma dádiva preciosa, a herança de um conhecimento colectivo que as vossas mentes perceberam. Até mesmo aquilo que a mente percebe como falso ainda presta um serviço às suas vítimas. Permite que cada indivíduo ultrapasse o seu próprio obstáculo, e busque a verdade por si só. Ninguém vos poderá dar a verdade. Isso só pode vir de dentro. A verdade é expressada – mas se a rejeitardes, se não acreditardes, isso fica ao critério da vossa escolha. Apenas poderá ser-vos oferecida Mas cabe-vos a vós aceitá-la. Isso constitui uma escolha da mente.
Enquanto funcionardes com base no ego, ou com base na perspectiva física limitada que tiverdes ou no sentido que tiverdes de vós próprios, não estareis a reconhecer em pleno o ser que sois. Quando reconheceis plenamente a vossa mente, e o espírito, reconheceis a vossa natureza integral de modo que transcendeis e transformais aquele que percebeis ser. Desse modo cultivareis melhores relações com todos os outros. Conforme o John indicou, se amardes a Deus e ao próximo como a vós próprios, não podereis desrespeitar nenhuma outra lei.

EMOÇÕES HUMANAS
John
As emoções são a substância que os vincula ao plano terreno. Constituem o material maleável que deriva de vidas passadas e que compõe a substância do próprio carma.
As emoções são armazenadas na mente subconsciente. A mente consciente escora-se no plano físico por intermédio dos compromissos emocionais aí estabelecidos. Quando tais compromissos emocionais são examinados em níveis superiores, tornam-se numa sensibilidade altamente refinada. Não é que vos torneis impessoais, mas mais que vos tornais “sensitivos.” As vossas emoções começam então a alicerçar e a espiritualizar a personalidade, e tornam-se nos condutores sensíveis que ligam a luz mais elevada ao subconsciente e por conseguinte transformam o todo.
Mas precisam entender que, no sentido mais elevado da palavra, as emoções não têm existência. Em vez disso, o ser comporta diversos graus da energia única, que é amor. O amor em si mesmo não constitui uma emoção, mas é sentido em meio às emoções. As emoções não passam das cordas de um instrumento altamente afinado, como uma harpa ou uma lira, mas o amor constitui o instrumento no seu todo. As cordas da harpa podem emitir muitos sons e harmonias, ao criarem a ilusão de que elas próprias estejam a criar a música, mas é mais o instrumento inteiro e a sua afinação que são responsáveis pelas melodias.
Além disso, não existe coisa tal como raiva, existe apenas frustração. Aquilo que experimentais como raiva não passa do bloqueio do amor, de modo que no verdadeiro sentido da palavra, a raiva não existe. Apenas a falta de amor. É o amor que tem substância, e a raiva não passa de um ponto central da frustração. Por isso, quando vos irritais com um indivíduo, ou identificais a emoção da raiva, não a expresseis. Nem vos preocupeis com ela. Além do mais, fazei a pergunta: “ Porque estarei eu frustrado com este conjunto de circunstâncias? Porque me sentirei insensível em relação a este indivíduo?” Em seguida examinai objectivamente os sentimentos que tendes a partir de um verdadeiro estado de consciência e da única energia verdadeira que cura todas as coisas, que é o amor. O amor restaura a harmonia por SER ele próprio harmonia. Mais ainda, activais Deus na vossa vida, por Deus ser amor.
Tampouco existe coisa como ódio. Os homens e as mulheres não têm a capacidade de odiar, por terem sido criados a partir de Deus e constituem uma porção de Deus, e Deus não tem a capacidade de odiar. Por isso, que coisa será, pois, essa emoção que identificais como ódio? O ódio representa o verdadeiro vazio em que tem existência a falta de amor. A fúria representa o bloqueio do amor. Aquilo que percebem como ódio é o vazio que se lhe segue. Mas uma vez que nada pode fazer surgir coisa nenhuma, e o semelhante atrai o semelhante, e o ódio não existe, ele não possui poder próprio. O que se passa é simplesmente o facto de provocardes frustração nos outros com a ausência da fluência da energia do amor em vós.
Todas as emoções brotam da falta de amor ou de harmonia no próprio. Até mesmo certos estados de amor podem ser rastreados até chegarem à falta de harmonia. Precisam ser completamente amorosos, porque quando amam de uma forma discriminada e apenas em determinado grau, ou de uma forma condicional, não estais a brotar do vosso ser total. Para serem um ser total, precisam amar indiscriminadamente, ou pelo menos desejar a harmonia em todos, o que constitui o começo do amor.
A emoção que identificam como medo não passa da falta de conhecimento, ou temor do desconhecido. Olhar directamente no coração da ignorância é olhar directamente no coração do desconhecido. Não exista nada que sobrecarregue mais o espírito humano do que a ignorância. A única coisa que podeis ignorar é Deus na formação das vossas acções. Porquanto tudo quanto há a conhecer ser Deus, e todas as coisas encontrarem expressão em Deus. Quando ignorais isso, instigar os vossos sentimentos e olhar fudo no coração do desconhecido pode representar coisa temível, mas como tudo quanto há a conhecer é Deus, o temor de Deus representa o começo da sabedoria.
Se o temor de Deus representa o começo da sabedoria, então a dor, o sofrimento não passa da activação do conhecimento. Assim, por sua vez, se passa nos níveis fisiológicos. A dor, uma vez removida de modo apropriado, não passa da activação do conhecimento no indivíduo. Isso pode ser conseguido de uma forma afectuosa. O amor constitui o restabelecimento da harmonia no corpo físico. Embora por vezes isso possa ser considerado doloroso, será rapidamente seguido pela alegria após a libertação do sofrimento.
Muitas das formas de enxaqueca não passam de tensão acumulada na estrutura muscular a puxar o crânio ou as placas cranianas ou a estrutura muscular mais baixa ao longo e ao redor da medula oblongata. Aquelas coisas que identificais como raiva e frustração produzem estados críticos desses.
A violência não constitui a supressão das emoções, mas mais a armazenagem delas dentro de si e a seguir o desejo de as libertar nos níveis físicos num acto de violência. Notai as contorções que o corpo físico apresenta sempre que uma pessoa se torna violenta devido à frustração armazenada dentro de si. Para ultrapassarem as emoções violentas, deviam meditar com regularidade. Em vez de procurarem suprimir as vossas emoções, estudem-nas e aos sentimentos que geram e de seguida dirijam-nas a Deus através da oração e da fé.
As neuroses constituem vazios ou lacunas no vosso fluxo do amor, que percorre os pontos meridianos e o sistema nervoso. Quando se apresentam lacunas nos fluxos da energia estabelece-se a confusão, e a confusão não passa de um vazio, as trevas da ignorância, que gera temores e neuroses. Eventualmente isso chega a formar paranóia.
A neurose é uma actividade que é alojada no corpo físico e que é lentamente libertada de modo a poderem lidar com ela no tempo próprio que definirem. Ou seja, encontrais-vos ainda num estado de relativo equilíbrio. A esquizofrenia, por outro lado, sucede quando a mente se estende profundamente pelos níveis do corpo físico e activa continuamente a neurose, por vezes causando cisões na própria estrutura celular. O corpo passa então a ser moldado ou aprisionado pelas próprias actividades bioquímicas.
A esquizofrenia pode advir do trauma antes do ego se encontrar bem desenvolvido ou então desenvolver-se em períodos em que o ego se encontre num estado de fraqueza. O ego constitui uma autoconfiança na sua variante mais refinada. Representa a linha ténue entre o eu e o egoísmo. Num indivíduo saudável o ego pode ser utilizado como um escudo – não tanto para os proteger, mas mais para os manter alinhados através da autoconfiança na expressão que formais neste plano.
Todas estas coisas são armazenadas na estrutura muscular. Quando as energias do corpo físico se acham correctamente alinhadas e não se apresentam quaisquer vazios ou lacunas, a estrutura muscular é corrigida e intacta. Mas quando se apresentam vazios na estrutura emocional, ou bloqueios na harmonia do corpo físico produz-se um resvalar na estrutura muscular, tanto no nível fisiológico como no físico, e mesmo um desalinhamento dos próprios tendões musculares.
Assim, no corpo físico encontra-se um padrão específico de uma ressonância variada de energia gerada pelas actividades conscientes das emoções. Quando se produz uma verdadeira fluência na energia vocês sacodem esses bloqueios e restauram as sinapses necessárias. É assim que a energia cura. Tal como uma quebra ou um curto-circuito no fluxo eléctrico pode provocar tensões e mesmo chegar a produzir calor, (e a eclosão de fogo, o que representa desarmonia nesse mesmo sistema) também por sua vez se dá o mesmo em relação aos meridianos do corpo físico.
Acima de tudo, sejam pacientes em relação às vossas emoções, pois também não existe coisa alguma como tempo. O tempo, ou o sentido de tempo, envelhece o corpo físico em termos cronológicos, por “Cronos” significar tempo. Mas se tiverem paciência, abrandarão o metabolismo até que alinhe correctamente, não tanto num contínuo formado por tempo e espaço ao vosso redor, mas mais com o amor, a verdadeira energia que une todas as coisas, a qual constitui a verdadeira harmonia. Então o tempo não exercerá impacto sobre vós – tanto ao nível metabólico, ao nível fisiológico, ao nível físico, ou ao nível emocional.
É dito muitas vezes que o tempo cura todas as coisas. Isso está errado. Tanto mais que a verdadeira cura só poderá sobrevir do restauro da harmonia com o próprio universo, o que exige paciência. Permanecei na paciência entre as experiências. Dá-se a experiência seguida da paciência e de outra experiência. Pois quando vos encontrais em meio a uma experiência, não tendes sentido algum de tempo. Apenas quando vos encontrais entre as experiências que as tensões emocionais, conforme as designais, começam a causar-lhes dificuldades. Por conseguinte, dominai a paciência, que desse modo começareis a dominar o sentido do tempo, ou Cronos, que cobra o seu preço aos níveis metabólicos. Permanecei todos na paciência. Mas fazei isso com base num estado meditativo, para produzirem paz dentro de vós, o que os iluminará com amor, removerá todos os bloqueios do corpo físico, e verdadeiramente restaurará a saúde.
Com respeito aos efeitos provocados pelas emoções sobre os órgãos particulares do organismo, traçamos-lhes breves sugestões – mais do tipo simbólico. O coração prende-se com a natureza carinhosa. O chakra da garganta tem que ver com a natureza da expressão, os chakras “inferiores” acham-se ligados à força criativa, e a área abdominal constitui porventura o armazenamento das emoções desagradáveis. O armazenamento da negatividade, claro está, produz úlceras. A carência de afecto ou a incapacidade de receber amor manifesta-se na doença e nas enfermidades cardíacas.
Estudai os meridianos e as várias emoções armazenadas sobre os órgãos do organismo físico e as tensões neles contidas. É do conhecimento geral, por exemplo, que as emoções de uma natureza perturbada são armazenadas na área abdominal. Também é do conhecimento geral que os sentimentos de amor são experimentados no chakra do coração, assim como a comunicação é experimentada na garganta. No chakra “inferior” são armazenadas diversas tensões respeitantes à sexualidade e às suas expressões. Um tratamento dos meridianos corporais através de técnicas tais como a acupunctura, a acupressão, o jin shin do e o jin shin jitsu restaurarão o equilíbrio emocional no indivíduo. Aquelas terapias que são de natureza delicada e que produzem sensibilidade e amor entre o terapeuta e o cliente são do tipo mais elevado.
De todas as vossas terapias, a mais efectiva na resolução de bloqueios emocionais é a do acolhimento de Cristo dentro de vós, o conhecimento de serem parte de Deus, e de que deus deseja que tenham alegria. É por isso que a fé cura todas as coisas. A fé constitui prova de coisas invisíveis. Mesmo nas vossas estruturas eclesiásticas, mitos encontram alegria na libertação emocional – embora os dogmas dessas organizações projectem uma certa negatividade que em última análise produz estados de desequilíbrio. Mas fé em si mesmos, e fé no alcance das vossas faculdades curativas constitui o mais elevado dos bens, porventura a mais elevada forma de cura que descende da natureza de Deus, por Deus ser amor.
Se entregarem todas as coisas a Deus, as emoções não existirão, por tudo quanto passar a existir será o amor presente dentro de vós. Assim, entreguem essas coisas a Deus que Ele tratará delas, pois se Deus é amor, e LHE ofertardes essas coisas num gesto de amor, elas serão levadas a um alinhamento.
TOM MACPHERSON
Terei eu ainda alguns laços emocionais? Bom, enquanto Irlandês, e até que os Ingleses libertem a Irlanda, eu terei laços. Qualquer um que possua uma personalidade humana terá laços de apego. É isso que o ego tem de mais pegajoso, vêem? Laços de apego são tudo quanto tem que ver com o carma. Mas nisso reside o problema. Essas emoções podem tornar-se numa susceptibilidade quando vos identificais uns com os outros na qualidade de seres humanos. Por conseguinte elas não são negativas mas apenas meras oportunidades de crescimento.
Eu diria que o melhor remédio para os bloqueios da energia são as ameixas. Ai, peço-vos imensa desculpa. Jamais consigo resistir a essa. Mas de facto o humor ajuda. Aquilo a que se resume é que o melhor é não considerar a vida de modo demasiado sério. Além disso, quando se sentem bloqueados, o provável é que estejam presos a um acontecimento que parece estar a bloquear-lhes o progresso espiritual, ou a carregar um lastro de acontecimentos ao contrário de serem verdadeiramente espirituais e de saberem que o vosso espírito os deverá levar a transpor o curso dos acontecimentos.
Aprofundem também a vossa meditação e sentido de amizade, e debatam os bloqueios com os outros. Não é que devam reservar-se completamente para vós e exercitar a vossa senda através dela. Conversai sobre isso com os outros. Além disso equilibrai os chakras. Muitas vezes uma massagem também auxilia.
Poderão ultrapassar a frustração se perceberem com ela os condiciona. Eu ultrapassei a minha própria frustração ao sondar aquilo por que me sentia frustrado e de seguida ao decidir que não valia o esforço. Por exemplo, frequentemente brinco com o facto de não ter encarnado durante os últimos quatrocentos anos devido a que, por causa do império Britânico se achar espalhado por toda a parte, não ter descoberto um local decente onde encarnar. Ora, isso é uma tolice, por os Britânicos se estarem a vingar ao manterem o velho Tom fora do corpo e ao impedi-lo de voltar aqui em baixo e endireitá-los, possivelmente, como quem diz. Agora, isso é um tanto limitativo, não? Portanto, quando percebem que as vossas frustrações lhes limitam a liberdade, eventualmente decidirão ultrapassá-la.
Todos vocês necessitam de uma experiência prática da alegria. Enquanto Irlandês, eu passei por um bom bocado de experiência pessoal em relação aos velórios, que supostamente representam uma ocasião de pesar. Mas tudo quanto fazíamos era botar a tampa para baixo e despedir o velhote no seu caminho. Que melhor forma de o aceitar que essa? Afinal de contas, vós celebrais ao virem ao mundo, passais uns setenta anos de infelicidade aqui, e de seguida pranteais alguém que goza da oportunidade de partir. Essa só pode ser a piada bastante mais sinistra que poderei ter escutado!

A SEXUALIDADE E AS RELAÇÕES HUMANAS
JOHN
A sexualidade e os relacionamentos humanos são praticamente sinónimos, pelo facto da sexualidade humana não se achar confinada ao acto sexual em si mesmo, mas constituir uma energia contínua que se gera com todos cada e com cada um. O propósito da sexualidade humana é o de conduzir (ou atrair) as pessoas a níveis de intimidade. Não foi projectada como barreira que pudesse gerar consciência de si; foi concebida para levar as pessoas a um relacionamento humano. Por ser nos relacionamentos que negociastes níveis de intimidade, e uma intimidade aberta e negociada constituem a pedra angular da interactividade que têm uns com os outros, o que em si mesmo representa a vida.
A sexualidade humana é mais do que a atracção que se gera entre as pessoas; faz parte do carácter e da composição da identidade humana. Em termos esotéricos, a sexualidade encontra a sua sede de consciência no segundo chakra. Aqui, tanto no macho como na fêmea, encontramos as fundações tanto da identidade pessoal como a da própria sociedade.
A separação dos papéis sexuais por posições ditadas pela sociedade é uma das formas em que a sexualidade humana tem sido usada com o objectivo de dividir a raça. Existe unicamente uma raça, a raça humana. Tais divisões sexuais arbitrárias presentes nas diversas culturas não passam de um exemplo da negação da plena liberdade humana. Na verdade, em meio à luta exercida pelo género humano, a primeira opressão significativa é a da sexualidade. A inflamação dos fortes instintos humanos – o desejo de intimidade, de estimular e de reproduzir – traduz-se por forças tangíveis e poderosas políticas e sociais.
Para compreenderem a sexualidade humana precisam tornar-se um com a vossa própria sexualidade. A maneira de conseguir isso não é dividindo-se em papéis de macho e fêmea, mas fundindo esses papéis na totalidade dentro de vós. Apenas quando alcança, o estado de androginia e aceitam tanto o masculino como o feminino, e que vós e tudo quanto vos diz respeito se torna emancipado. É apenas quando cada um se torna andrógino e acrítico ou imparcial quanto à sexualidade dos outros e à sua expressão (conquanto seja fruto do consentimento de ambas as partes) que todas as diversificações da sexualidade humana se fundem e encontram uma senda comum que é tanto emancipadora e unificadora. Ser andrógino é não ser masculino nem feminino ao nível da personalidade, mas tornar-se um, situação em que se equilibram ambos os aspectos.
As origens da sexualidade humana datam da civilização esotérica da Lemúria, em que o corpo físico era tanto masculino quanto femininos contidos num só, ou andróginos. Os Lemurianos reproduziam-se por vontade própria após profundos actos meditativos. As glândulas mamárias não eram proeminentes senão até ao parto, altura em que o indivíduo assumia o aspecto de uma mulher conforme o entendem nos dias actuais; mas antes do parto, tinham mais uma aparência masculina. Apenas mais tarde, por altura da civilização esotérica que foi a da Atlântida, que se deu a divisão de macho e fêmea. Pois, conquanto preconceitos de local de origem e de raça tenham sido ultrapassados na Lemúria, um teste final fez-se necessário a fim de assegurar a perfeição da consciência humana. Daí a divisão em macho e fêmea, em que o verdadeiro conhecimento de si mesmo enquanto espírito poderia ser testado no seu estado final de androginia, independentemente da forma física de polaridade que o espírito ocupasse.
Nos tempos da Atlântida pois, encontrais os início da criação das condições culturais que agora experimentais – dos homens a exercerem domínio sobre as mulheres. Pois embora nos níveis da alma, ou nos planos de Deus enquanto tal homens e mulheres sempre tenham sido tratados por igual, na manifestação do plano terreno, o homem, ao possuir um corpo físico mais forte e ao ser um caçador por entre as tribos primitivas após o afundamento da Atlântida, chegou a exercer domínio sobre a mulher. Além disso, após o afundamento da Atlântida, muitas tribos reverteram para as formas inferiores que designais por “primitivas,” em particular sob a forma de Cro Magnon. Isso explica as formas de arte altamente desenvolvidas que apresentavam, por serem os guardiões do conhecimento da Atlântida, em vez de praticantes directos. Eventualmente as suas práticas foram integradas nas elevadas culturas do Egipto, da Babilónia, e em outras. Aí descobris as raízes dos relacionamentos entre homens e mulheres.
Isto não pretende dizer que o teste se tenha dado apenas entre homens e mulheres, porque na verdade se deu entre mulheres e mulheres, e homens e homens também, a fim de integrar essas actividades num todo. Desse modo se deu a origem de, e a necessidade de, práticas tântricas, em que a sexualidade humana era usada tanto a fim de negociar relacionamentos como para integrar as faculdades da mente, do corpo, e do espírito de uma modo mais pleno. Novas emoções e conceitos acorreram aos indivíduos que não tinham iniciação nessas práticas. A supressão da sexualidade deu origem às várias fobias e histerias que ainda empestam a vossa sociedade nos dias actuais. Uma sexualidade promíscua conduziu a desequilíbrios, agressões, e a constrangimentos, e à necessidade de justificar tais comportamentos.
Nos rituais tântricos, primeiro dava-se a abertura dos chakras e de seguida as preliminares que envolviam as várias zonas erógenas do corpo físico. Por fim – e isto é posto no mais simples dos termos – dava-se a cópula. Várias posições assumidas nas preliminares iniciais não se diferenciavam das posições usadas pelos estudantes da Ioga. Elas não só realçavam o prazer como eram usadas especificamente para regular os fluxos sanguíneos, e por conseguinte os fluxos da consciência, a partir das várias sedes da consciência localizadas no corpo físico até aos órgãos internos. Em última análise, as preliminares sempre incorporam certos princípios de natureza tântrica. A estimulação de cada parceiro com base no próprio princípio do prazer estimula os fluxos sanguíneos no sentido das diversas porções do corpo físico, em particular durante o orgasmo.
Ao explorar o corpo físico do companheiro, as pessoas descobrem certas áreas sensíveis que chagaram a designar por “zonas erógenas.” Se estudadas cuidadosamente, essas áreas da sensibilidade, em particular aquelas dotadas de uma natureza altamente concentrada, deviam revelar um padrão ao longo do fluxo dos meridianos do corpo físico. Se cuidadosamente mapeadas, uma pessoa conhecedora descobriria que o estímulo das correntes sanguíneas flui para essas áreas, ou que o estímulo desses meridianos por meio do acto erógeno, começaria a gerar um diagrama da consciência da pessoa; e que ao mapear as zonas erógenas no corpo físico e ao comparar os pontos meridianos, se obterá um modelo da consciência do indivíduo. Isso deve-se a que o estímulo das áreas erógenas no corpo físico enviem os fluxos sanguíneos necessários para essas sedes da consciência, activando-as na personalidade.
Desse modo o acto sexual não se destina unicamente à libertação de tensões; até mesmo na mais simples das maneiras de preliminares, o que constitui um acto tântrico em si mesmo, dão-se alterações efectivas na personalidade. Se esse princípio for inteligentemente aplicado, aqueles que partilham das intimidades do avanço do acto sexual, realçam, e espiritualizam a personalidade ao incrementarem a força vital através dos fluxos dos meridianos e da concessão às correntes sanguíneas de uma maior à-vontade quando há tensões libertas do corpo físico após o orgasmo.
A kundalini constitui o despertar das forças espirituais dentro de vós. A sexualidade é muitas vezes uma das mais poderosas sedes ou centros para abrir a kundalini e as sedes da consciência aí localizadas. É sensato abrir a kundalini através da partilha natural e íntima do acto sexual, porventura por intermédio dos meios preliminares sugeridos, e de seguida pela entrada na intimidade sexual. O próprio orgasmo pode provocar a abertura de todos os chakras e das sedes da consciência, caso, após o acto sexual, a meditação suceder a fim de manter a energia no corpo físico. Essa energia, que se acha encerrada no sistema, abre então a kundalini naturalmente, após ter equilibrado e alicerçado as sensibilidades emocionais no próprio acto sexual.
A abertura da kundalini constitui a fusão dos meridianos, os tecidos neurológicos (do sistema nervoso), a estrutura do esqueleto, e todas as outras funções da mente, corpo e espírito num único estado de consciência.
Tem sido referido que no próprio acto sexual se gera um esgotamento de energia, em particular na ejaculação, da parte do homem para a mulher. O que efectivamente sucede é uma reversão das polaridades. Após o acto sexual geralmente sucede um estado de passividade no homem e de actividade na mulher. Se ambos esses estados se consolidassem em ambos os indivíduos e eles meditassem neles, o estado andrógino seria alcançado, e desse modo o total aprimoramento e fecho da energia. Mas não se dá perda nenhuma de energia da parte quer do homem quer da mulher.
O acto sexual resulta numa reversão das polaridades, desse modo provocando um estado andrógino nos indivíduos. O estímulo do acto sexual é comprável ao da acupunctura, da acupressão, e a outras forças que operam juntamente com os meridianos do corpo físico. Isso permite que a personalidade flua ao longo das linhas naturais da sexualidade e atraia indivíduos que tenha conscientemente escolhido nesta vida. Isso torna-se de seguida no ponto de equilíbrio de que a individualidade brota.
Tais princípios servem para desenvolver as relações humanas, por uma mais elevada compreensão do verdadeiro propósito da sexualidade permitir um aprofundamento das relações entre as pessoas. Mas além disso, a sexualidade humana constitui um fluído magnético que brota de todas as pessoas e actos como uma força atractiva, não só ao nível biológico como também sobre um princípio magnético literal, criando uma força continua para atrair as pessoas para os relacionamentos humanos.
A sexualidade constitui a atracção entre dois indivíduos com uma mesma mentalidade. De acordo com certos padrões cármicos, tanto no nível da alma como do mental, que é a personalidade (ou seja, a personalidade é moldada pelo meio imediato desta vida particular). Assim, pois, existe o princípio da reincarnação – por a sexualidade ser, a vários títulos, ser moldada por vidas passadas.
A sexualidade constitui um diálogo entre dois corpos. Caso os corpos sintam atracção um pelo outro, então todas as trocas de linguagem corporal, o cultivo do acto sexual seja por que meios for, e as várias manipulações exercidas sobre as susceptibilidades dos dois corpos no acto sexual constituem em si mesmas um diálogo em que a pessoa descobre, nos níveis subliminares, a libertação ou incremento de tensões, de acordo com o modo como a mente consciente percebe a experiência.
O orgasmo biológico constitui o culminar de todos esses diálogos. É a mensuração do sucesso dos diálogos apresentados anteriormente. É a força motora que atrai homens e mulheres para, não tanto o contacto físico um com o outro, mas também para a comunicação sobre os níveis espiritual e emocional.
A sexualidade, quer de carácter homossexual quer de carácter heterossexual, constitui a exploração das vossas personalidades enquanto seres encarnados, ou enquanto espírito que habita a carne. A preferência sexual de um indivíduo não devia ser vista como coisa boa nem má – tais preferências não passam da função do diálogo que o corpo mantém para com e e com outro.
A homossexualidade, ou o sexo entre macho e macho ou fêmea e fêmea, não passa de uma partilha de intimidade. A divisão entre masculino e feminino foi responsável pela criação da sexualidade humana, ao cruzar todas as linhas da experiência – inclusive a homossexualidade, a heterossexualidade, e a bissexualidade. Cada parte está em igualdade de circunstâncias na lição de que - pala expressão sexual e pelas intimidades inerentes ao relacionamento humano - cada indivíduo devia ser equilibrado, carinhoso, e altruísta.
Em termos bíblicos, a homossexualidade era considerada uma forma de prevenção da natalidade – em particular, quando afectava a linhagem masculina directa. O povo Hebreu, para poder sobreviver enquanto tribo nómada, tinha que garantir uma natalidade fecunda devido à elevada taxa de mortalidade verificada entre as crianças. Essas coisas aplicavam-se principalmente nos tempos de Moisés, embora também tenham surgido nos ensinamentos de Paulo, já que ele estudava tanto a lei de Moisés quanto o Novo Testamento do mestre conhecido como Jesus.
A interpretação bíblica disso refere que todas as coisas se encontram num estado de evolução. A maior parte da ênfase verificada na Bíblia é colocada na luxúria, onde reza que: “Eles ardiam de luxúria e de paixões impuras uns pelos outros.” A luxúria é energética ou violenta. Diz que: “As mulheres desviaram-se do uso natural dos seus corpos e ardiam de luxúria umas pelas outras.” Isto não significa tanto um comentário acerca das práticas homossexuais mas mais acerca da concupiscente maneira em que as pessoas manifestavam dos diálogos corporais. Assim a ênfase é colocada na luxúria, que significa egoísmo, egocentrismo, e não no desejo quer por companhia quer por equilíbrio da experiência da alma, a qual vem através da reincarnação. Por conseguinte, trata-se mais da interpretação que é feita da Bíblia do que da Bíblia em si mesma, que soa estranhamente peculiar nestes dias que correm.
Saibam, pois, que a sexualidade não passa do fluído magnético que vos atrai para a intimidade, de forma que possais então desenvolver relacionamentos. Por ser através do testemunho que passais uns para com os outros que possuem vida e a vivem em abundância. A vida constitui as interactividades que exerceis uns para com os outros, as quais lhes permitem dar expressão àquilo que Deus é. E deus é amor, amor é harmonia, e a harmonia gera paz. Deviam abordar todos os vossos relacionamentos com uma atitude de amor.
Por vezes procuram compreender a sexualidade através das diversas estruturas que tendes da moral. Mas à medida que prosseguirem na descoberta de que essas coisas são determinadas nos níveis da alma, compreenderão que, em Cristo, não existe nem masculino nem feminino. Deus não os julga no sentido da masculinidade nem da feminidade, nem acerca da natureza da sexualidade que manifestarem, A existir um julgamento fidedigno, ele dar-se-á unicamente ao nível da compreensão e do grau em que manifestam o mandamento do amar a deus de todo o vosso coração e mente e o próximo como a vós próprios. Em Deus não existe divisão; não existe masculino nem feminino. Existe unicamente um Deus, um amor, o qual representa harmonia. E harmonia é o que deve ser estabelecido por entre o género humano.
ATUN-RE
Ah, Atun-Re dirigir-se-ia aos filhos para lhes falar. Abençoados sejam. Perguntaram acerca do celibato. Quantos conhecerão essa experiência voluntariamente? A prática do celibato não deve ser entendida como supressão, mas a canalização da energia, por deliberação consciente, para os estados mais elevados. Representa olhar para cada pessoa com gentileza e de uma forma íntima e não suprimir aquilo que pode ser natural, mas permitir que aquilo que é natural flua por toda a forma física.
O celibato devia ser utilizado com sensibilidade e prudência, através da meditação. Poderão utilizar a energia de modo que flua de uma forma uniforme e para se tornarem num estudante completamente dedicado da senda espiritual. Até mesmo a prática do celibato por padrões compostos de avanços e retrocessos contribui para a saúde e o bem-estar do indivíduo, e para os educar para as necessidades da vossa forma física. Alguns de vocês tagarelam sobre: “Já suportei imensa privação. Sinto-me tão stressado.” Nesse caso lançais-vos à mercê de qualquer um. Esse é um triste estado de assuntos humanos. Se tivessem que canalizar essa energia, acrescentariam bem-estar ao vosso próprio corpo físico. Haveriam de o remodelar, de o tornar atraente. E haveriam de criar um fluxo constante de energia ao vosso redor, um fluxo mais relaxado, dotado de uma menor ansiedade e pôr menos de parte as pessoas com quem desejariam negociar intimidade. Porque cada pessoa constitui um templo, e cada templo deveria ser respeitado com reverência.
O verdadeiro praticante do celibato permite que o relaxamento sobrevenha ao corpo físico de modo que ele ou ela não se vejam dominados pelo sexo. Porque a sexualidade humana precisa fluir com naturalidade a partir do indivíduo e ser justamente canalizada. Então haverá relaxamento sobre a forma física, assim como a alteração efectiva das características do indivíduo. Por vezes, sobrevêm-lhe um novo tipo de luxúria, ou estatura adicional, ou uma correcção de dificuldades no fluxo e movimento da forma física. E se for utilizada de forma sensata, e com discrição, o celibato poderá realçar o relacionamento que têm com Deus. O que não quer dizer que o celibato constitua a única prática – não passa de uma prática singela, comparável à meditação ou à oração.
A escolha entre uma sexualidade activa e o celibato fica ao critério de cada um. Ambas constam de disciplinas. E uma sexualidade indisciplinada pode chegar a ser tão punitiva quanto o celibato estritamente forçado das diversas culturas e religiões. A sexualidade e o celibato têm idêntico valor se praticados com consciência.
Se uma pessoa negociar de forma adequada e tântrica, sele ou ela abordar o acto sexual com uma atitude de consentimento e de carinho e praticar o tantra com uma intimidade negociada, então, na verdade, colherá benefícios disso.
O tantra constitui a canalização da energia sexual para o bem-estar espiritual. Não deveriam ser menos cautelosos com uma prática das técnicas tântricas do que deveriam sê-lo nos outros aspectos do viver. Devem tratar tudo não com precaução, mas com sensibilidade. Poderão abusar de vós próprios ao mergulharem em relacionamentos que não lhes tragam satisfação. Poderão abusar de vós próprios fisicamente ao negarem ao vosso corpo os próprios nutrientes de que necessita. Com o kundalini não é diferente. Não é nada que deva ser temido, mas algo que deverá ser tratado com sensibilidade. Precaução implica um perigo já presente. Eu diria que o perigo surge apenas da falta de sensibilidade.
É através da sensibilidade que poderão abordar qualquer forma. A prática da meditação e da respiração constituem duas formas que poderão ser altamente benéficas. Não as abordem de uma forma arrogante, por isso poder romper padrões emocionais que vos são necessários para um equilíbrio e para tratarem das questões do mundo. Se abordarem o que quer que seja de um modo arrogante me vez de sensibilidade, expõem-se a perigos. A kundalini actua apenas aquilo que para que a encaminharem. Em si mesma, é impessoal.
O propósito do tantra é o de elevar a consciência das pessoas de forma que se tornem mais conscientes de si mesmas em todas as áreas, e não apenas no contexto do relacionamento. Recomendamos o modelo que o John sugeriu – a mais simples forma preliminar que envolva a estimulação do corpo físico, que culmine na intimidade do acto sexual. Esse modelo em si mesmo é de natureza tântrica. Mas se desejarem praticar o tantra, percebam que também pode ser praticado no celibato, por meio da meditação, pela canalização das vossas energias celibatárias para as dimensões superiores da vossa forma física. Poderão desejar aumentar o conhecimento que têm destas questões a partir daqueles sistemas orientais de pensamento que organizaram a informação sob a forma de manuscritos em que falam de uma fluência natural do amor e do erotismo e o estímulo que provocam na consciência.
Os indivíduos deviam sentar-se, meditar, e de seguida negociar aquilo que querem de verdade um do outro antes de penetrarem no acto, ou de porem termo a um relacionamento. Isso representa o verdadeiro ponto inicial do processo de espiritualização. Quando um casal não mais consegue ser honesto um com o outro, então o relacionamento não poderá crescer mais. Um casal que seja honesto um com o outro sempre descobrirá um crescimento adicional no relacionamento que mantiverem.
A dificuldade associada ao adultério, conforme o designam, está no facto de um dos parceiros se tenha votado ao segredo sem o conhecimento do companheiro, muitas vezes trazendo um terceiro partido de volta para o leito com ambos, através do visionamento, pois isso pode ser pressentido pelo amante astuto. Que efeito causará isso? È mais a desonestidade da parte de um do que o acto em si mesmo que poderá suscitar qualquer energia negativa, por intermédio de um processo de internalização em vez de uma completa abertura e da criação de um espaço dentro desse relacionamento. Por ser possível, até mesmo no caso daqueles que tenham feito votos de monogamia, permanecer aberto e honesto, e dizer que deseja explorar os seus sentimentos que tem por outra pessoa. Nesse caso, talvez possa estabelecer agregados familiares separados a fim de explorar essas coisas, e ainda assim preservar a singularidade do seu relacionamento. Portanto, a palavra-chave é honestidade.
A honestidade não representa o derramamento das emoções pessoais, mas a presentação das seus sentimentos e a disponibilidade para dar ouvidos ao outro, e de seguida negociar a partir daí.
Se houver honestidade, se houver abertura não resultarão danos. O único dano será aquele que é internalizado, por a pessoa que internaliza por vezes sente suspeição em termos vibratórios que por sua vez se transforma em estresse, e um ácido que poderá corroer o carácter do indivíduo.
A energia sexual, devidamente equilibrada e canalizada ao longo do corpo, poderá ser usada como uma força magnética para atrair as pessoas apropriadas às vossas circunstâncias de vida. A redução do estresse na forma física, por intermédio da sexualidade, e também se torna regeneradora da vida. A sexualidade constitui um elemento-chave, a energia-chave através da qual poderão operar conscientemente no sentido de negociarem os níveis da intimidade que desejarem com as pessoas.
Recomendaríamos que não aplicassem a sexualidade de uma forma promíscua, e que evitem ser como gibões aos saltos por entre as árvores. Torna-se sensato aplicar a consciência e a sinceridade ao relacionamento. Isso não quer dizer que se devam retrair ou proteger-se constantemente atrás de longas vestes ao circularem pelas ruas. Não, encorajámo-los a trabalhar com a meditação a fim de reduzirem o estresse e, acima de tudo, a livrarem-se do temor nos relacionamentos. Além disso expandam o conhecimento holístico que têm acerca das várias doenças venéreas transmissíveis, por existirem métodos directos de os aliviarem. Mas acima de tudo o mais, a meditação representa um papel chave nisso – fundir-se, torná-lo num acto tântrico, dotado de um profundo respeito de parte a parte.
Na verdade, as doenças venéreas de que padecem geralmente procedem da supressão ou abuso da criatividade do indivíduo. Tem muito pouco que ver com a sexualidade ou a moralidade em si mesma, já que pode ser captada apenas num acto sexual, e geralmente quando um indivíduo se encontra sob elevados graus de estresse. Em relação à sexualidade, diríamos que uma sexualidade suprimida constitui uma criatividade suprimida.
Diríamos que o aborto constitui a escolha consciente de uma pessoa que não se sente suficientemente amadurecida para trazer uma alma ao mundo. O aborto espontâneo é considerado um acto de Deus. Em certas culturas representa um acto punitivo destinado a esmagar uma pessoa sob um papel social. Nos dias presentes, certos medicamentos e procedimentos tornam o aborto disponível às mulheres e concede-lhes uma escolha consciente. Eu diria que como o aborto espontâneo ocorre na natureza, precisará ser utilizado conscientemente pelas pessoas. Para este velho, contudo, o nascimento é igualmente nobre, e caso levado a bom termo, talvez esse pacote precioso da alma completamente encarnada posso ir até àqueles que lhe transmitam amor e carinho. Mas recordem, se ambas as partes, masculina e feminina, tiverem desde logo usado de sensibilidade, aí nem o aborto nem a adopção teriam constituído um problema.
Quanto à violação, diríamos que os seus efeitos nefastos podem ser percebidos no trauma que a pessoa experimenta, nas cicatrizes que são deixadas na psique, e nas imagens que são impressas na pessoa. Elas poderão ser aliviadas através da meditação e limpeza da alma da pessoa a fim de restaurarem a sua auto-estima e perceber que não foi ela quem estimulou tal acto, mas um indivíduo brutal e incompleto. Diríamos que a violação é cármica mas não punitiva.
Nos domínios espirituais, gera-se uma troca sexual consciente entre aqueles que preservam um nível qualquer da personalidade humana. Dá-se uma prática da sexualidade humana sob formas de intercâmbio tanto de informação como de energia. Há quem tenha aprendido muito através do acto sexual e, caso o deseje, poderá ainda envolver-se nesse acto num estado desencarnado, por intermédio da visualização. Porquanto a verdadeira encarnação dá-se na personalidade humana. Vós não vos achais verdadeiramente encarnados num corpo humano, mas encontrais-vos encarnados numa personalidade humana. E como é da personalidade que brota a sexualidade, a sexualidade humana é ainda praticada no estado desencarnado e pode ser visualizado sob a forma da cópula sexual de acordo com a consciência da pessoa. Mas geralmente, dá-se mais sob formas de troca de energia.
É referido que o homem e a mulher se encontraram certa vez numa única forma e que vós vivestes em corpos arredondados. Tornaram-se de tal modo poderosos e arrogantes que ameaçaram rolar montanha acima e desafiar os próprios deuses. E assim a Deusa do Amor veio para a conclusão: “Vamos dividi-los ao meio, que assim vão-se ver de tal modo a brigar uns com os outros que não nos irão incomodar mais.” Quão bem-sucedidos os deuses não terão sido!

O DIVINO CURADOR
A Sede Real da Consciência e a Natureza da Alma como Deus
John
Ser um curador significa restaurar a harmonia. O verdadeiro curador canaliza energia divina e amorosa. Poderão falar suavemente com uma pessoa e curá-la de corpo e espírito e geralmente o corpo físico acompanhará isso, por a matéria acompanhar o pensamento. Curadores assim acham-se tão cheios de energia divina que transferem essas harmonias directamente para a pessoa.
A cura constitui o mais elevado dom do espírito, por consistir na restauração da harmonia em todas as coisas em si mesmo. Quando aplicado ao corpo físico, traz harmonia aos órgãos internos.
Reina a controvérsia entre os vossos correntes sistemas médicos. Os vossos praticantes médicos tradicionais aderem à ideia de que curar envolva o isolamento de várias doenças e o tratamento de sintomas específicos por intermédio da destruição das células, ou dos vírus, ou das infecções bacteriológicas que parecem constituir a causa de desequilíbrio no corpo físico. As terapias mais naturais ou holísticas procuram restaurar o correcto equilíbrio no corpo e nos diversos tecidos e órgãos até à sua máxima capacidade, usando os diversos estados naturais de imunidade.
A medicina moderna procura duplicar as propriedades naturais do corpo pelo estudo da sua biologia. As observações são depois documentadas e sintetizadas, e certas substâncias são derivadas para tratar o corpo por meio de injecção ou inoculação. Muitas vezes essas substâncias contêm toxinas que provocam danos aos vários órgãos internos, em particular no trato da limpeza – os rins, o fígado, o sistema linfático e até mesmo o próprio sangue. Contudo, conforme é notado pelos vossos praticantes naturalistas, o corpo físico já contém todos os elementos necessários em si. Estimular do corpo pelo emprego de diversas terapias naturais e proporcionar-lhe alimentos naturais seleccionados no seu estado puro e orgânico em vez de adulterados pelo homem, o corpo físico poderá assimilar e sintetizar todas as suas necessidades próprias.
O corpo físico é um instrumento da mente, e não o contrário. O corpo físico constitui o templo. A saúde do corpo físico consiste no estado de harmonia com a mente. Certas dietas e posturas do ioga, e vários exercícios destinados à expansão da consciência, produzirão equilíbrio no próprio corpo.
O corpo físico pode ser tratado e ter o equilíbrio restaurado nos seus níveis densos, mas também possui níveis etéricos. Até recentemente, as vossas ciências tradicionais negaram a existência de qualquer forma de mensuração dos campos de energia, mas recentemente começaram a registar medições de campos de energia, campos áuricos e até mesmo campos electromagnéticos ao redor do corpo. Esses campos electromagnéticos constituem efectivamente a força final que governa o corpo físico ao nível molecular. As próprias propriedades químicas que compõem o corpo físico são ligadas por forças de energia yin e yang ao nível molecular. Mas são as vibrações dessa estrutura molecular que compõem as definições finais etéricas do corpo físico. Porquanto cada um de vós constitui um ser de luz, cada um de vós é energia, pelo que o corpo físico pode ser tratado e restaurado em estados de harmonia a diversos níveis.
A cura pode basear-se em princípios vibratórios assim como na nutrição, no conhecimento da anatomia, massagem (ou estimulação das forças naturais bioquímicas do corpo) e em diversos outros métodos. A ciência moderna acha-se em posição de documentar essas diversas dimensões existentes no corpo físico, para as poder refinar. Todas as vossas ciências e sistemas de cura poderão eventualmente evoluir e integrar-se. Não têm que fazer guerra umas às outras, mas poderão todas servir um propósito útil. Todas poderão, por sua vez, curar.
Mas talvez o maior bloqueio à cura esteja na própria mente, por a mente ser o arquitecto da vossa existência neste plano. É o portal através do qual a alma pode manifestar-se a si mesma em determinados níveis. Porquanto contido no corpo físico vocês são mesmo isso – mente, corpo e alma, completamente integrada numa unidade singular.
A mente é o construtor por constituir o cadinho. Tal como vocês dispõem de um cadinho para conter a argamassa para a construção dos blocos, e do mesmo modo que têm um contentor que reúna os próprios blocos juntos, e do mesmo modo que têm o constructor, que constitui o contentor do conhecimento necessário à construção da estrutura, também a mente, onde todos os elementos se acham contidos, é o contentor e o constructor, o arquitecto de todas as coisas que são erguidas em vós próprios. Como vocês percebem Deus, a personalidade é moldada e estende-se às regiões no corpo físico através da cura. A mente é o arquitecto do corpo físico.
Frequentemente o homem associa o seu ser com a mente e o corpo, e nega a existência da alma, mas alma é aquele estado de harmonia perfeito que existe em todos os níveis – desde o etérico, para se estender depois aos níveis densos do corpo físico através dos chakras ou as sedes da consciência situados no interior do corpo físico. Esses pontos chakra correspondem às diversas glândulas – aos testículos (no homem) e aos ovários (na mulher), ao baço, à área abdominal do estômago, ao timo e ao coração, à tiroide, e por fim à glândula pineal. Esses são os partais através dos quais a alma se manifesta a si própria no físico. As glândulas principais – a pineal e a pituitária e o timo – têm uma importância crítica para o sistema imunitário e para o desenvolvimento da personalidade bioquímica. O baço é responsável pela produção de muitas das células brancas, os testículos e os ovários são responsáveis pela procriação, e o estômago é responsável pela absorção das necessidades nutricionais e pela produção de muitas das enzimas.
Aqui poderão encontrar muitos exemplos de como o corpo físico integra de volta no nível denso e nos níveis etéricos, estendendo-os mesmo aos níveis da própria alma. Mas a mente é a articulação existente entre todos eles, por a mente ser moldada pela modificação comportamental por meio da activação dos chakras, e as tensões armazenadas dentro da mente poderem provocar bloqueios ao longo dos meridianos ou pontos de acupuntura, assim provocando e eventualmente manifestando doença no próprio organismo. Por conseguinte, a cura consta do processo íntegro de mente, corpo e alma.
Mas acima de tudo, a alma é o ponto harmonioso que existe em vós o tempo todo, por cada um de vós ser como que uma alma, e todas as formas de cura se direccionarem para a expressão da própria alma. A alma é aquela porção de vós que constitui Deus Pai/Mãe, que habita em cada um e em todos vós. Cada um de vós foi criado em igualdade de circunstâncias, nesse mesmíssimo espírito. Pois conquanto sejam um ser integrado, e conquanto neste plano manifestem a mente, o corpo e a alma enquanto um estado de existência tridimensional, não deixa de ser um estado temporário. Eventualmente evoluirão a partir daí. Para terem um verdadeira cura, precisam integrar a mente, o corpo e a alma, e manifestar a consciência de Cristo, por vocês serem estranhos à Terra e não serem deste plano.
Eventualmente deverão evoluir para a cura nos níveis da própria divindade, por todos serem filhos e filhas de Deus. Em última análise, todas as formas de cura do corpo físico não passam de produtos da aprendizagem da alma. Dessa forma precisam alcançar o alto aprendizado, o mais elevado dom do espírito, a maior cura de todas, que consta da manifestação da perfeição que tem lugar em vós, ou o amor que reside dentro.
A alma acha-se já num estado de perfeição. É a própria fundação vibratória em que todos os sistemas de pensamento, filosofia e cura funcionam. É a própria força que molda a estrutura molecular que eventualmente evolui na espiral ADN, que por sua vez eventualmente levará os genes que compõem as próprias fundações do corpo físico a evoluir. É a força que detém esse padrão inteligente.
A mente e o corpo poderão por vezes produzir dramáticas formas de cura em si mesmos, mas a menos que tais curas sejam sentidas nos níveis da alma, geralmente a aflição retorna. É a alma que estabelece a harmonia no homem. É a alma que activa a personalidade da mente. Por isso, contem com a harmonia da alma para lhes dar paz de espírito, que poderá por sua vez estender a cura ao corpo físico.
A maneira de curar do homem Jesus era através do seu corpo físico, o qual constituía um padrão perfeito. Ao estender a cura a outros, e ao se disponibilizarem para a aceitar, recebiam a informação da parte dele telepaticamente, ao se situarem no perímetro da sua aura. As aflições de que padeciam no corpo passariam a adoptar um padrão correcto nos níveis vibratório, molecular e genético de forma a começarem a reconstruir-se. Por as suas mentes conscientes, que moldavam a maioria das actividades do corpo físico, terem esquecido, através da ausência de fé, a própria capacidade de se curar de que dispunham. Por isso os seus corpos físicos não detinham o padrão do correcto estado de saúde. Mas quando os seus corpos físicos, ou as suas mentes, passavam a ter fé em alguém como ele que trilhava essa perfeição chamada Deus de perto, então eram capazes de reactivar essa memória a partir do seu subconsciente ou do inconsciente colectivo, ou nível subconsciente colectivo. O corpo físico haveria então de assimilar esse padrão em si próprio e começar a reconstruir-se, primeiro ao nível vibratório e etérico, e a seguir ao nível molecular, e depois ao nível genético, para depois curarem o organismo como um todo. Tudo era conseguido a partir do nível do amor, que é a alma.
O verdadeiro curador é a alma, a qual constitui a vossa individualidade em Deus. A alma reside no corpo físico, que é o templo, e deseja que se torne num todo e puro. A alma tem uma ligação directa com o corpo físico através da mente, de modo que a mente pouco mais é que o cadinho ou o veículo que manifesta os níveis e as percepções da alma. Mente, corpo e alma constituem uma unidade funcional singular, independentes umas das outras, mas que apesar de tudo dependem umas das outras. Por isso existe um elo de ligação contínuo. Porquanto o corpo físico possui igualmente a sua consciência. Tal como o vosso corpo evoluiu dos primatas inferiores, que possuem consciência mas não alma, também por sua vez o corpo físico possui uma consciência, e a mente constitui o ponto reflector intermédio entre a alma, que é omnisciente já que constitui uma parte de Deus, e os níveis e instintos conhecidos como corpo físico.
O estudo do comportamento animal expressado no alcance do conhecimento da inteligência do homem está errado. Em vez disso, deveriam estudar as actividades da inteligência da própria mente - e então por sua vez encontrarão os elos com a existência do eu superior. Pois tal como o homem descobriu a mente subconsciente, eventualmente descobrirá o eu superior ou mente supraconsciente, que representa o reflexo da alma no plano terreno.
O eu superior não constitui tanto a verdadeira porção omnisciente da alma, mas o topo do funil em que todas as actividades são filtradas para este plano particular. Por a alma residir num estado de perfeição, e para toda forma de cura precisam somente manifestar essa perfeição na mente, enquanto o cadinho que é, porque então será manifestada no corpo físico.
A doença não passa da decomposição de uma área específica no corpo físico que permite que formas de vida desnecessárias passem a habitar nele. Por conseguinte, a doença constitui uma aflição situada no corpo e não tanto um ataque oriundo de um organismo externo. Se desejarem manifestar perfeição na alma, que é amor, que é harmonia, também por sua vez essa harmonia começará a restaurar o corpo físico a partir de dentro.
Toda forma de aflição situada no corpo físico constitui um incentivo para que a mente se conduza à harmonia. Com a pergunta: "Porque me terá assolado esta doença?" Vocês colocam em movimento um incentivo para a melhoria dentro de vós, quer tenham consciência das actividades da alma ou não. Poderão voltar-se para a mente em busca de uma resposta, ou para os níveis da alma, mas é a formulação da questão em si mesma que estimula o incentivo para que produzam progressão em vós, seja em que nível for que a vossa crença o manifestar.
A mente consciente não passa da porta através da qual a alma se reflecte neste plano. É uma passagem que pode estar fechada ou aberta de par em par, assim como poderá apresentar certas réstias de luz a atravessá-la quando se pense que esteja fechada. A mente consciente constitui a entrada por meio da qual a luz da alma deve brilhar. A porta poderá estar completamente aberta em qualquer altura e vocês poderão entrar e habitar nos domínios e regiões da alma. Mas como a alma se encontra num estado de perfeição, quem quer que abra a sua mente para com esse conceito começará a manifestar as propriedades naturais da luz dentro de si. Mas eventualmente precisará filtrar-se até aos níveis mais densos do corpo físico num todo, razão porque o processo de cura por vezes parecem ser lentos.
Existem quatro princípios que, uma vez dominados, estabelecerão harmonia na vossa vida - o jejum, a paciência, a dieta correcta e uma comunicação correcta com os níveis da alma, ou Deus. O instrumento que constitui o pilar de tudo isso, e que é o pilar do vosso crescimento espiritual num todo, é a meditação. A meditação depende de cada um dos quatro princípios anteriormente descritos para a sua prática e aplicação. Porque, para poderem meditar, precisam ter paciência, ter uma dieta correcta, jejuar (para a purificação do corpo físico e para reforçarem o estado meditativo) e estabelecer um diálogo correcto ou oração com Deus a todos os níveis, o que representa o foco central de toda a meditação. De facto a meditação constitui o diálogo com os níveis da alma ou Deus, seja como for que percebam esse ser, e a expectativa e a esperança por uma resposta nesse mesmo período de tempo. Caso a resposta não chegue, então a paciência precisará ser usada como um instrumento até que a comunicação desejada suceda.
O primeiro princípio reside no jejum, o qual confere às pessoas a capacidade de viajarem por grandes quantidades de tempo sem sustento, e permite liberdade de qualquer interferência da parte dos níveis grosseiros do corpo físico durante o processo da meditação. Também funciona bem como um instrumento para a limpeza do corpo.
O jejum permite que a anatomia inteira do corpo assimile energia. Na verdade podiam viver unicamente daquilo que é conhecido como prana, por essa força do prana auxiliar à regeneração completo dos tecidos. Por na verdade o corpo físico constituir um condutor de energia, daquilo que é conhecido por prana, ou a força vital. Já foi demonstrado que os fluídos eléctricos, ou correntes eléctricas, podem provocar a regeneração dos tecidos, e que quando a fraca voltagem dos tecidos neurológicos flui de forma ininterrupta para os tecidos celulares, eles se regeneram mais rápido. Quanto mais não será durante um jejum, quando o corpo físico não mais se volta para o processo bioquímico por meio da assimilação dos gêneros alimentícios. O jejum permite que o corpo físico volte os mecanismos dos tecidos celulares para uma transformação em condutores mais claros de energia que permita um alinhamento mais rápido dos chakras.
Mas não confundam o jejum com o passar fome, por o jejum não passar da mera abstenção daquilo que não é apropriado, e isso pode ser alcançado primeiro por meio de uma dieta vegetariana rica em proteínas para manter uma saúde apropriada dos tecidos celulares, mas proteína de fontes mais apropriadas. O jejum constitui a purificação do corpo físico e não a negação de alimentos.
Ao tentarem o jejum com o objectivo de purificarem o corpo físico, ou para o preparar para um estado intenso de meditação, precisam jejuar num mínimo de três dias para que exerça qualquer impacto nos níveis mais densos. Isso deve-se ao facto do corpo físico exigir três dias para se livrar de tudo quanto seja desnecessário, em termos de alimentos, do trato intestinal. De preferência deverão jejuar um quarto dia para permitirem o derrube dos tecidos desnecessários. Porquanto assim que o corpo não tiver mais nada em si para digerir, ele volta-se para si próprio e passa a depender dos seus próprios recursos naturais. Mas a última coisa que o corpo físico dirigirá são os seus próprios órgãos vitais, razão porque o jejum pode muitas vezes curar condições cancerígenas, ao começar a ingerir os tecidos atacados e os eliminar naturalmente. O jejum deveria ser abordado com a ideia de que limpa o corpo físico com um objectivo específico, quer com o objectivo da meditação quer com o da cura, ou o da purificação por direito próprio.
Durante um jejum, deveriam ingerir enormes quantidades de líquido no sistema para que descarreguem continuamente os tecidos desnecessários. Dessa forma, não aplicam qualquer tensão sobre os rins nem sobre o sistema linfático, o fígado, nem sobre o trato intestinal num todo. Sumo de aipo, de pepino, e outros sumos vegetais neutralizarão as toxinas que serão libertas em resultado do jejum, e assim eliminam a náusea.
Durante o processo de limpeza também se opera o desenvolvimento dos padrões de velhos hábitos, incluindo assim como satisfações da carne. Muitos desses padrões são armazenados na própria memória celular pelo que, quando iniciam o processo de limpeza, estão não só a preparar espaço na parte física do ser como também estão a limpar a mente subconsciente. É por isso que muita vez as pessoas experimentam pesadelos durante um jejum. A vontade de recomeçarem a comer nessas alturas geralmente representa o desejo de selarem essas correntes subconscientes e de induzirem o corpo físico a actividades com que se encontre mais familiarizado, tal como a ingestão de comida aos níveis físicos.
A dieta correcta permite que a pessoa vá a qualquer ambiente e partilhe dos alimentos que sejam naturais em relação a essa área, e por conseguinte, a capacidade de se integrarem nesse ambiente. De preferência a dieta correcta deverá ser a de natureza vegetariana, em vez de partilharem de produtos sanguíneos ou quaisquer carnes, incluindo peixe e galinha. O canal que lhes fala recomenda cozinhados preferencialmente cozidos a vapor, fervidos, ou preparados numa frigideira oriental (wok), a lume brando. As carnes devem ser estritamente empregues como remédio, por exemplo, quando houver necessidade de certas formas de proteína para reabilitarem o corpo por um breve período de tempo.
Toda a cura deve proceder da obediência das leis de Deus. Obedecer às leis de Deus significa: "Não matarás." É por isso que é, em parte, sensato manter uma dieta vegetariana. Há quem diga que o vegetarianismo envolve a destruição da vida vegetal e que assim se viola os mesmos princípios, mas isso não é verdade. Por o corpo da planta se destinar à fertilização da geração seguinte de mudas e se criarem uma compostagem (adubo) dos resíduos humanos, satisfarão o padrão cármico. Desse modo não se dará o abate da individualidade conforme se verifica no abate dos animais.
A paciência constitui o domínio do elemento do tempo, que não existe. Tão pouco existe o espaço. Existe somente experiência, e depois paciência, e a seguir experiência. Paciência é aquilo que tem uma existência tangível entre as experiências. Porque, quando se encontram em meio a uma experiência, em particular quando resulta uma enorme alegria ou uma intensa preocupação, o corpo físico não envelhece. Apenas a impaciência envelhece o corpo físico, por lhe acrescentar a noção do tempo, e o tempo envelhece o corpo físico. O tempo constitui igualmente o portal para a doença.
A paciência tanto cura como mantém a estrutura do padrão como um todo. A paciência constitui o padrão correcto. É a substância tangível da harmonia enquanto padrão, ao manifestar em si mesmo. A paciência não constitui a supressão de agressões nem de frustrações, é o conhecimento delas e a compreensão de que são desnecessárias ao sistema. É a sua remoção e o correcto restauro daquela energia verdadeira. Por outras palavras, a paciência constitui a capacidade de manifestar a energia verdadeira, que é amor.
Quando activos numa experiência a percebem como salutar, não têm qualquer percepção de tempo. Podem mesmo chegar a sentir-se tão preocupados com a experiência que se atrasem para um compromisso. Talvez devesse ser dito, pois, que "não têm noção do tempo." Em tais casos, o tempo não exerce qualquer efeito sobre vós. Por o tempo existir porventura enquanto energia, mas não enquanto substância tangível, embora possa agir sobre vós fisicamente. A paciência confere-lhes o domínio sobre o tempo e o espaço, que não existe quando a paciência se faz presente.
Dos níveis da alma, que se estende à mente e a seguir ao corpo físico, meditem na perfeição que é a alma. Descubram o OM, ou apalavra correcta, ou a harmonia que se acha dentro de cada um de vós. Isso decorre da meditação, e constitui o estágio preparatório de todos os curadores, descobrir a perfeição e a harmonia que reside dentro, remover de vós qualquer forma de estática emocional e dedicar-se à harmonia que desejam restaurar nos outros, por a harmonia no corpo físico representar a cura.
Tom McPherson
Corre o equívoco de que os vegetarianos tenham dificuldade na obtenção de proteína suficiente para manterem uma saúde óptima. Há um grão Asteca conhecido por Amaranto que está de regresso por estes dias, e é uma proteína mais completa do que muitas das vossas carnes. Enquanto vegetarianos, se assimilassem tofu (que é composto à base de soja), mais arroz integral e feijões, disporiam de proteína completa. Substituam o vosso bife de 450 gramas por isso e sentir-se-ão na perfeição.
Além disso, creio que estejam a descobrir que precisam de muito menos proteína do que as tabelas dos vossos prontuários médicos actualmente revelam. Se desejarem saber quem terá criado tais tabelas, creio que foram as indústrias da carne, de modo que as tabelas são um tanto interesseiras. Lacticínios constituem uma boa fonte ética de proteína - decerto melhor do que matar a vaca. Mas ainda representa uma fonte menos superior. Torna a vossa nutrição numa nutrição de segunda, usada. Se a vaca puder comer a relva e obter todas as proteínas de que necessita, e certamente é muito maior que vós, porque deverão tornar a vossa proteína numa proteína de segunda?
Vão directamente até à fonte. Não tolero a velha desculpa de que se tirarem uma abóbora da videira, também possam matar uma vaca. Não é o mesmo. Quando comem uma maçã, estão apenas a consumir a parte da planta que se destina às sementes, de qualquer modo. E enquanto adubarem a semente e a devolverem à Terra, estarão a completar o seu ciclo natural. Portanto, não estão a abater a árvore, mas a partilhar do fruto que foi destinado como alimento, e assim estarão em harmonia com as leis elevadas e sustentem o estado de equilíbrio da nutrição destinada a uma optimização da saúde.
O processo da espiritualização impõe poucas exigências ao corpo físico. Onde o organismo apresenta uma excessiva exigência é na demasiada digestão de produtos alimentícios desnecessários, que provoca desequilíbrios em todo o sistema. Também há uma exigência real que é imposta à mente no sentido de não partilhar de hábitos alimentares compulsivos. Tanto comer menos como jejuar fazem parte da espiritualização do corpo físico por concederem à mente uma plena integração no corpo e um muito maior grau de consciência. E quanto mais o físico e o mental se fundirem, mais penetrarão nos estados supraconscientes. O ioga constitui uma demonstração disso no sentido do supraconsciente exercer o seu foco final sobre o corpo físico.
Enquanto o corpo estiver ocupado a triturar proteínas desnecessárias, estará somente a funcionar enquanto ser biológico. Quando for bem nutrido e sustentado, torna-se num veículo e num portal para o espírito. A mente poderá então dispersar-se ao longo da grelha do corpo físico, que constitui uma antena ou condutor para a energia mais elevada, e assim manter um estado de saúde superior.

A BUSCA DE PODER PESSOAL
John
Para compreenderem a natureza do poder pessoal, precisam entender a natureza do poder em seu pleno direito. O poder constitui um foco único não para a mudança – por não existir coisa alguma como mudança - mas mais para produzir movimento num sistema ou estrutura. Dado que o movimento confere a ilusão da mudança, o homem desperdiça imenso tempo na busca do poder de modificar as coisas. Mais ainda, se procurarem obter movimento, o qual representa inspiração, então terão obtido a chave do poder pessoal.
A natureza do poder pessoal, pois, não reside tanto na busca da produção de mudança nem na utilização do poder da vontade, mas muito mais na produção de movimento num conjunto de coisas ou de circunstâncias que eventualmente conduzirão a resultados que tanto poderão como não ser materiais. Só um tolo busca poder a partir dos ganhos materiais. É um disparate dizer que o dinheiro represente poder, por o dinheiro poder conseguir apenas coisas materiais. O verdadeiro poder pessoal é a faculdade de exercer influência. Talvez as palavras “poder” e “influência” se traduzam literalmente uma pela outra, não muito diferente de “amor” e “harmonia”, que representam uma e a mesma coisa.
Não existe nenhum bem; não existe nenhum mal – existe unicamente o homem e os sistemas de juízo que emprega. E quando percebem que não existe coisa alguma como mudança mas tão só movimento, então compreenderão que em vez de procurarem mudar aquelas coisas que os afligem, deveriam tentar afastar-se delas rumo a uma consciência mais elevada e mais grandiosa, num acto de amor e de harmonia.
O homem sensato buscaria a influência sobre os assuntos das coisas conformem se apresentam, assim como a compreensão daquelas coisas que se encontram ainda por existir. Isso equivale a mergulhar no futuro, o que representa, por direito próprio, um poder.
A inspiração constitui uma forma elevada de poder. Em todo o homem e em toda a mulher existe um desejo de exercer inspiração ou o fogo (ânimo) directo interior. Aquele que compreende a verdadeira natureza e uso do poder pessoal procurará produzir inspiração.
A inspiração procede de uma fonte única, que é a harmonia. È através do exemplo pessoal que homens e mulheres são inspirados, e desse modo se dá a conquista do poder pessoal. A harmonia dentro de vós, que representa amor, constitui poder pessoal. Por conseguinte, se buscarem estabelecer harmonia em vós, então essas coisas provocarão uma influência nos outros por intermédio da inspiração.
As pessoas utilizam o termo “poder” por desejarem mudança. Se pensassem mais em termos de “movimento” em vez de “mudança,”, utilizariam o termo “inspiração.” Por a inspiração ser a faculdade de provocar movimento dentro de vós. Por conseguinte, o poder, o movimento e a inspiração são sinónimos. O único poder de que precisam é da inspiração dentro de vós, o que representa o movimento do espírito.
Não existem coisas tais como estrutura ou organizações, apenas existe a influência das pessoas. Por conseguinte, o homem sensato buscará exercer influência em vez de poder a fim de produzir uma mudança directa. As pessoas não mudam. Nada de novo existe sob o sol. Em vez disso, buscai influenciar aquelas coisas que já existem. Buscai a pedra angular da influência, a qual representa a inspiração.
Não existe coisa alguma como mudança. A mudança não passa da busca que o homem empreende no sentido de reordenar as circunstâncias que sempre existirão no seu meio. Sempre tereis pobres convosco, mas a pobreza é relativa à consciência do indivíduo. Há muita gente que leva existências monacais e que no entanto é rica no sentido de possuir todas as coisas, ao se terem emancipado de todas as coisas. Há também aqueles que desejam servir de foco para o fluxo de dinheiro. Esses assemelham-se a um prisma em relação a tais actividades e permitem que os atravessem, transmutando-as em diversas cores.
O poder constitui a capacidade de estabelecer harmonia dentro de vós, o que por sua vez faculta a capacidade de inspirar os demais. Porque se a mente estiver repleta de caos, então desejarão paz. E é o alcance dessa paz e dessa harmonia, que lhes conferirá a capacidade de exercer influência – não tanto sobre os outros, mas com os outros.
Jamais busquem o domínio pelo uso do poder pessoal; mais ainda, busquem operar com o poder que têm. Com tal direito, obterão a maior influência. Criem um vazio e Deus preenchê-lo-á. Criem a necessidade e de seguida, não criem tanto o desejo junto com outros de preencher essa necessidade, mas permitam que percebam essa necessidade em si mesmos, de modo que assim consigam servi-los. Com um equilíbrio assim, cada um servirá o outro, e gerar-se-á a criação de uma perfeita harmonia., que representa perfeita inspiração, e por conseguinte um perfeito poder.
Assim, e uma vez mais, qual será a natureza do poder pessoal? É a capacidade de causar inspiração sobre um conjunto de influências que já têm existência, em que o resultado final poderá ser material, mas isso não deve constituir a procura no seu direito próprio.
A materialização constitui um dom directo que deriva de Deus e que não resulta do poder pessoal. O poder pessoal situa-se no domínio do concreto, e a materialização permanece no domínio do mental, ou porventura no seu mais elevado nível, enquanto a projecção que é de um objecto noutro. Esses são os reinos do espírito, os quais representam os domínios de Deus, o poder pessoal não procede da extensão do ego mas mais da obediência correcta das leis de Deus, por intermédio da oração e da educação. E as derradeiras influências são como as representariam nos níveis do físico. A materialização representa a visualização directa e a directa manifestação das faculdades divinas.
Todas as coisas devem ser edificadas com base na verdadeira energia, que é o amor. Porquanto se amarem alguma coisa, possuirão uma compreensão minuciosa dela, e ela, por sua vez poderá prestar-lhes um serviço.
Para obterem poder precisarão tirar proveito da inspiração. E para isso, primeiro precisam meditar. A meditação é oração dirigida a deus, o qual é inspiração por direito próprio. Em meditação, centrem-se naquilo que desejam manifestar através da natureza do poder. Porquanto talvez a maior verdade seja a de que o poder não passe do vínculo que têm com aquilo que desejam manifestar. Por conseguinte, sentem-se em meditação. Acalmem-se e procurem conduzir a vós, directamente, por intermédio da meditação, pessoas junto com quem poderão manifestar esses instrumentos necessários; ou procurem acalmar-se o suficiente para obter uma clareza tal na vossa própria visão que possam dirigir essa visão directamente para aquele que seja necessário inspirar.
O poder pessoal são actividades encenadas ao nível do indivíduo. Elas poderão achar-se em harmonia com as leis de deus, mas não constituem necessariamente as actividades directas de Deus. Essas coisas não são boas nem más; não passam da influência de um conjunto de circunstâncias destinada a manifestarem aquilo que é desejado ou percebido como uma necessidade particular. Busquem a mais elevada harmonia em todo o tipo de coisas, por Deus já conhecer as necessidades que têm. Desse modo, e através de uma oração adequada e da meditação, poderão manifestar as mais elevadas percepções que Deus tem para vós. Isso não quer dizer que existe bem ou mal, ou superior e inferior, na manifestação do poder pessoal; só pretende referir que essas coisas não passam de instrumentos destinados à utilização em particulares alturas do vosso crescimento.
O poder pessoal não passa de instrumentos. Não representam luzes que iluminem a senda, mas os instrumentos destinados à construção da própria senda. Por ser à luz de Deus, e estar circunscrito das leis de Deus, que todas essas coisas devam ser feitas. Deus é amor, e é num amor assim que deverão manifestar as derradeiras e mais elevadas verdades dentro de vós. Por conseguinte, o poder pessoal constitui unicamente o desejo de manifestar a percepção da necessidade pessoal, primeiro através da meditação, de seguida por intermédio da inspiração, e depois da concessão dessa inspiração a outros, e da inflamação dela neles, naquilo em que poderão achar-se em harmonia co o que percebeis como a vossa necessidade.
Essa é a natureza do poder pessoal, influenciar o conjunto de questões pelas quais vós, por vosso turno, devereis eventualmente moldar a manifestação do material. Uma vez mais, façam todas essas coisas à verdadeira luz de Deus, a qual é o amor, que por sua vez constitui harmonia dentro de vós, de onde todas as coisas se deverão estender.

PADRÕES DE DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO
John
Aquilo que designam por psíquico não é tanto um poder quanto um dom. É a recepção de informação de além do alcance da vossa capacidade consciente. Qualquer informação que recebam de além dos cinco sentidos da visão, da audição, do toque, do olfato, e do paladar deriva do “sexto sentido,” tal como telepatia, clarividência, clariaudiência, ou profecia. Representam a lembrança daquelas coisas que esqueceram. Por cada um de vós ser um espírito. Um espírito, quando não possui o corpo físico, não se vê limitado aos cinco sentidos, mas tem uma maior sintonia com um sistema de conhecimento que existiu desde as fundações do mundo. Quando se encontram encarnados e possuem um corpo físico, a telepatia constitui a sintonia que estabelecem com essas fontes de informação.
O termo psíquico significa a atenção da mente, ou o produto da mente. Por cada um de vós ser um espírito, por cada um de vós ser uma alma, todos vós possuís o conhecimento de Deus em vós. E cabe na capacidade da vossa mente consciente recordar essas coisas através dos dons que foram mencionados. Vocês possuem a capacidade de se projectar além do corpo físico e dos seus limitados cinco sentidos. Vocês possuem a capacidade de perceber o futuro, de perceber o passado. Por todas as coisas serem constituídas por uma qualidade vibratória. Do mesmo modo que estendem um pensamento e ele subsiste, assim também vós.
Os poderes psíquicos, conforme chegaram a designá-los, são capacidades que contêm em vós. O termo poder traduz-se por “movimento,” de modo que poder e movimento são sinónimos. O homem muita vez procura poder para produzir equilíbrio em vós. Tanto mais que deviam buscar o movimento em vós, que é a inspiração. Porque quando a mente penetra nos reinos mais elevados, ou no Eu Superior, e recebe inspiração, essas capacidades ou poderes, que são naturais aos níveis da alma, estendem-se ao nível do físico.
Primeiro e mais proeminentes, há os cinco sentidos. Por vezes depreciam-nos como uma limitação, mas eles estendem-lhes a capacidade de se expressarem artisticamente, e dão-lhes um sentido de percepção no plano físico. Os cinco sentidos constituem ferramentas e deviam ser utilizados enquanto tal. Vocês chegaram mesmo a utilizá-los na construção das ferramentas que documentam as vossas energias mais elevadas. As pessoas geralmente amaldiçoam os cinco sentidos, mas apesar dos cinco sentidos serem limitados, não deviam amaldiçoá-los. O verdadeiro valor dos vossos sentidos depende do uso que lhes dão enquanto ferramentas. O seu propósito está em lhes dar uma noção de vós próprios enquanto ser físico. Jamais depreciem essas capacidades. Tanto mais que são abençoados com elas, por as conduzirem à expressão nos níveis mais elevados. Eles destinam-se a trazer-lhes a inspiração necessária, inspiração que atiça a mente. A inspiração que pode ser recebida pelos cinco sentidos quanto à maravilha dos planos físicos pode ainda conduzi-los de volta aos níveis superiores de onde originalmente vieram.
Se os vossos cinco sentidos constituem o vosso primeiro ou capacidade, o vosso segundo é a própria mente. A mente constitui a vossa capacidade de organizar o pensamento. O pensamento organizado confere-lhes um sistema de filosofia, e consequentemente expressão, raciocínio, pensar, e a capacidade de meditar, que constitui a porta para outras faculdades. Mas a mente representa uma capacidade em si mesma. Precisam aprender a treiná-la, a reforçar-lhe as capacidades de concentração, de observação, e a seguir de retenção dessas capacidades. A mente não representa um veículo completamente limitado, mas a capacidade que têm de reter coisas no plano terreno. É o alojamento da vossa personalidade, que se estende desde os níveis da alma.
A personalidade não constitui tanto uma capacidade quanto uma expressão da mente. A mente possui a capacidade de meditação. A meditação constitui a porta para as vossas capacidades psíquicas. Mas é necessário que entendam cada um dos passos precedentes e que comecem a apreciá-los no seu próprio direito. Isso impede-os de amaldiçoarem o corpo físico, por o corpo físico constitui o vosso templo, e aquele que quiser avançar seja por que forma for para a casa de um outro homem deveria primeiro ter a sua própria casa em ordem.
A mente possui a capacidade, através da meditação, de receber aqueles dons que designam por psíquicos, tais como a clariaudiência, a sensitividade e a clarividência, enquanto ainda habitam o corpo físico. Há igualmente aqueles que conseguem ver no futuro, assim como aqueles que conseguem ver no passado. Todas essas coisas são possíveis por o sistema nervoso agir como uma antena ou uma caixa de ressonância para as diversas capacidades telepáticas com que estão sempre em sintonia.
Para verem o passado precisam somente sintonizar aqueles pensamentos e vibrações que sempre estão convosco e se acham registados nos próprios éteres. Para verem o futuro, ou projectam diversas improbabilidades ou então empregam a habilidade que a mente possui de cálculo com base numa série de circunstâncias que já tenham sido postas em marcha. O livre-arbítrio entra nisso e pode alterar o curso dos acontecimentos, por muita vez ainda existir um padrão cármico a encenar sobre o qual têm que projectar. Uma vez mais, tudo isso é possível por o sistema nervoso actuar como um estado de ressonância para a recepção das energias da parte dos indivíduos vivos e a seguir ter interacção na mente, onde as energias se elevam à consciência.
A mente humana possui a capacidade de ouvir aqueles que se encontram no estado desencarnado. Já que escutar constitui um dos pontos de comunicação do homem, quando pensamento é projectado e recebido nos terminais nervosos nessa área particular, e depois manifestados e calculados nessa porção particular do cérebro, ou da mente carnal, são capazes de escutar esses pensamentos no contexto do vosso próprio vocabulário. Também possuem a capacidade de sentir odores há muito tempo extintos, mas que contudo vêm pairar sobre vós nas atmosferas.
As faculdades psíquicas constituem as projecções reais de energia que é libertada pelo processo da própria vibração e ressonância que exercem sobre a camada molecular, descobrindo a sua activação no sistema nervoso da pessoa, depois calculado na mente, onde se manifesta por meio de um dos cinco sentidos.
Isso é o que é conhecido por faculdades psíquicas, o sexto sentido, uma forma de ressonância de energias em vez de actividade bioquímica, como os vossos sentidos físicos mais importantes são. Cada uma dessas faculdades estende-se do nível físico e é passível de se desenvolver por intermédio da meditação.
O vosso terceiro nível ou faculdade é o visionário. Representa a activação da glândula pituitária. Essa glândula, que constitui a sede do sexto chakra, confere-lhes a capacidade de entrarem em harmonia com seres que se encontram para além do físico e estende-se além dos níveis da telepatia. Por a telepatia constituir a linha divisória delgada existente entre aqueles sentidos descritos anteriormente que actuam como ressonância, e o nível visionário. A telepatia constitui o equilíbrio entre os dois. Não se trata de uma capacidade distinta mas é entrelaçada entre eles. O nível visionário constitui faculdade completamente funcional, por se aproximar da própria alma. A sede da alma está no sistema endócrino. Cada uma das estruturas glandulares individuais do sistema endócrino possui a sua própria energia activada pelas faculdades da alma. O nível visionário, por meio da glândula pituitária, acha-se separado da capacidade telepática, embora a telepatia se estenda pelas suas actividades. Representa a comunicação directa com os níveis da alma, que os capacitam a compreender todas as correntes de informação e todos os padrões das próprias leis universais, ou aquelas coisas que designam por leis da física. Elas misturam-se, pois, fundem-se mutuamente e são compreendidas ao nível tridimensional que conhecem como plano físico.
O plano visionário representa a capacidade de ver o futuro com clareza, conforme é definido no plano de Deus. É sintonia universal dotada de ideiam ou a própria mente universal. A telepatia constitui uma das pedras angulares da mente universal neste plano, mas a mente universal não depende das energias da telepatia. A telepatia constitui frequentemente um produto da geração de padrões cerebrais dos seres encarnados. O nível visionário é as energias independentes e separadas da própria alma. Consequentemente, a telepatia constitui um produto deste plano, ao passo que a alma tem sintonia com todas as energias elevadas.
A seguir há a abertura do chakra coronário, ou da glândula pineal. Uma sintonização com essa glândula particular começa a activar o corpo humano num todo, porquanto por essa altura se gerar uma completa harmonização com a pituitária e começarem a estender-se às faculdades seguintes dentro de vós, a projecção da mente para a matéria. Isso é possível devido a que a circundá-los exista um campo de energia que chegaram a designar por aura, visível à medida se estende ao exterior na forma de uma onda cerebral dotada de baixa voltagem produzida no corpo físico. Quando projectada e a seguir concentrada, tem influência sobre o campo electromagnético que os rodeia. Essas energias subtis corporais podem ser projectadas nos padrões moleculares subtis do físico, obtendo desse modo uma harmonização com as energias que já existem nessa propriedade física.
O conceito de projecção mental de energia a fim de moverem objectos torna-se por completo irrelevante quando compreendem que o próprio objecto comporta a energia necessária para provocar o seu próprio movimento seja de que natureza ou em que grau for. A mente estende os seus refinados fios de influência ao físico e utiliza a energia do próprio objecto para provocar o seu movimento. Isso de facto dissipa o mistério da produção de energia da mente, mas é sustentado pelos vossos físicos como impossível. De forma que, a mente usa a energia já existente no próprio objecto.
Depois de atingirem esses níveis do pensamento, actividades tais como a levitação tornam-se então possíveis, porquanto por essa altura a alma e a mente acham-se de tal modo integrados que as actividades se estendem ao corpo físico e mesmo até aos níveis celulares. Por conseguinte, dá-se o desafio daquilo que vieram a chamar de gravidade. A gravidade não existe no próprio espírito, daí a capacidade da levitação.
A levitação, pois, não consta tanto da superação da atracção gravitacional que a massa sofre, mas antes a harmonização do vosso ser com as vibrações de todas as coisas ao vosso redor. Isso resulta unicamente da meditação. No estado meditativo, a aura, que consta do campo de energia que circunda o corpo, começa a sintonizar com determinadas frequências elevadas e começa a decompor os padrões do corpo físico. Isto, claro está, representa uma simplificação do processo. Não se baseia nas electromagnéticas mas mais numa sintonização com as vibrações que já existem para além da velocidade da luz. Assim, através do incremento das vibrações na aura, gera-se efectivamente um incremento ou intensificação das vibrações no nível radiônico inerentes à estrutura molecular do corpo inteiro.
Isso não passa da extensão das energias metabólicas que já existem na estrutura molecular do corpo físico. Mas como o corpo já se encontra num padrão correcto, e a meditação simplesmente reúne as energias e as foca no propósito desejado, o estímulo ou vivificação dá-se ao nível vibratório em vez do da reestruturação das moléculas.
Em última análise trata-se de uma sintonização com aqueles padrões que viajam mais rápido do que a luz. Não é tanto que o corpo físico supere a velocidade da luz, mas aproxima-se apenas, enquanto ainda conserva o seu padrão em vós. O resultado final da levitação não assenta tanto no erguer do corpo físico ou em puxá-lo para longe da massa, mas ao invés neutraliza a força da acção recíproca que se verifica entre o indivíduo e a massa.
A levitação constitui o trampolim para os aportes (NT: Transferências de um para outro lugar). O aporte representa a capacidade de dissolver os padrões do corpo físico ao nível molecular, projectá-los nos éteres, e de voltar a encaixá-los, não tanto com base na estrutura original da matéria mas mais com base no seu padrão conforme projectado através dos éteres. Os próprios éteres são partículas de energia que se propagam ou viajam além da velocidade da luz. É diferente da projecção astral, que consiste na capacidade que a mente possui de se estender além dos níveis do corpo físico.
A última capacidade alcançável enquanto permanecem na encarnação é a própria ascensão. A ascensão consiste na glorificação do corpo físico através da total sintonização com o nível da alma, o qual é uma porção de Deus. Aí já não serão capazes de se manter neste plano e dissolvem-se nos estados dimensionais para aí passarem a residir.
Certas formas de desenvolvimento psíquico, tais como a projecção astral, podem ser realizadas e melhoradas com base na dieta. Por exemplo, a ingestão de determinados sumos de fruta – tais como laranja, uva e toranja – no sistema, uma hora antes de se retirarem para o estado de sonhos, estimular-lhes-á a capacidade que têm de se projectarem astralmente. O plano astral é a faculdade que o corpo físico possui de penetrar num estado de relaxamento e de libertar o que é conhecido como corpo astral. O corpo astral é um padrão de energia que lhes mantém a estrutura da personalidade em estado de contenção, de modo a poderem funcionar neste nível em vez de deslizarem para os níveis das vidas passadas. Quer dizer, a alma acha-se revestida pelo corpo astral a fim de manterem a vossa individualidade nestes dias e nestes tempos.
Muitos indivíduos danificaram os seus corpos astrais por intermédio das drogas, das formas artificiais de estimulantes, ou de outras substâncias estranhas ao organismo físico. Essas substâncias são como remédios e precisam ser utilizadas enquanto tais. Não têm qualquer propósito no desenvolvimento espiritual excepto para indivíduos específicos que possam ter necessidade delas para obterem vislumbres da existência e da natureza de outros planos do pensamento. Mas constituem remédios, e não verdadeiro alimento espiritual. O alimento espiritual vem somente dos níveis da alma.
Na verdade, muitos daqueles que experimentaram drogas capazes de lhes alterar a mente entraram agora em práticas de meditação, por a meditação constituir o verdadeiro método de obterem o estado visionário natural, ao trazerem a vós a substância natural dos corpos etéricos e conduzirem todo o sistema dos chakras a um equilíbrio. Vós estais actualmete a começar, por intermédio de pesquisa e estudos biomoleculares, a compreender que o corpo físico contém opiáceos naturais, formas naturais de ácidos e de alucinógenos, no vosso próprio sistema endócrino, que, uma vez activados, estimulam o estado visionário aos níveis bioquímico e espiritual por todo o sistema num todo.
O homem da antiguidade ia aos seus templos e ingeria certos alimentos espirituais que o ajudavam a alcançar níveis de consciência que lhe revelavam informação que passava a integrar na sua sociedade como uma força espiritual, e o estimulava a encarar o homem como mais do que processos bioquímicos inerentes ao próprio corpo físico. O corpo físico é como que um templo, e vós, enquanto espírito que nele residem, podem estimular nesse templo estados naturais similares através da meditação sobre os chakras, que são as ligações com os corpos subtis, que podem então passar a exercer impacto sobre a forma biomolecular. De facto, o corpo físico mantém todos os padrões bioquímicos correctos para a pessoa.
Assim, o canal que lhes fala incitá-los-ia a todos a saber que são espírito, e que todas as vossas drogas ou remédios já se acham contidos em vós. Há muitos que sentem não conseguir atingir estados alterados de consciência, e assim se voltam para as drogas e para substâncias vegetais que as encerram. Mas a sabedoria mais elevada está em estar em correcto alinhamento em si mesmo. Por cada um de vós ser um espírito, e o vosso corpo físico ser um sistema mais vasto de química e de equilíbrio do espírito do que poderá ser alcançado por intermédio de qualquer droga natural ou sintética.
Cada um de vós já possui essas faculdades em si mesmo. Quando se encontram no estado desencarnado, possuem a faculdade da recordação de muitas coisas; contudo, enquanto se encontram na carne, recordam essas coisas com um propósito específico de aprendizagem, a fim de compreenderem que muito embora se encontrem na carne, não se encontram separados dos trabalhos de Deus. Por conseguinte, as vossas faculdades psíquicas não passam da evidência de serem como que um espírito, mas cabe à mente consciente tomar a decisão final da orientação filosófica de ser como que um espírito, o que significa ser amoroso.
O vosso desenvolvimento psíquico, pois, representa o começo da abertura para com certos níveis do espírito com base nos níveis telepáticos. O espírito precisa então ser filtrado através da psique até aos níveis da personalidade. Para os preparar para o estado colectivo apropriado, vários aspectos negativos emergem até à superfície a fim de lhes chamar a atenção para eles de modo a que os possam purificar ao nível consciente. Não é diferente do processo da psicanálise, que penetra na mente inconsciente e que suscita aspectos negativos que habitualmente provocam estados emotivos radicais em vós, que então precisam enfrentar aos níveis conscientes. Assim também por sua vez sucede com muitos de vós que receiam que os aspectos negativos possam emergir à consciência. Mas quando o vosso desenvolvimento psíquico é disciplinado pela meditação, vocês removem tais aspectos negativos e tornam-se num veículo claro para o estado visionário que se segue.
O dom já foi atribuído. É apenas uma questão de como aquele que o recebeu o desenvolve. É como aquele a quem é dada uma carteira que a seguir vai até ao mercado. Ele pode gastar as moedas ou investi-las no mercado e fazer com que muito retorne a ele, dependendo da sabedoria com que investir. Assim, depende do indivíduo e do seu estado de desenvolvimento. A todos são dadas as moedas. Só precisam ir até ao mercado para procederem ao vosso próprio investimento em vós próprios.
A faculdade de perceberem informação e a capacidade de se entenderem enquanto espírito deveria constituir a vossa mais elevada diligência nos domínios psíquicos. Não utilizem tanto estes dons em proveito próprio, mas mais como ferramentas destinadas ao vosso próprio desenvolvimento e ao desenvolvimento de outros. Desse modo chegarão a compreender plenamente as faculdades psíquicas que já se acham num estado de desabrochar em vós.
Utilizem as vossas capacidades psíquicas na ajuda a outros a fim de que possam alinhar o seu padrão de vida pela sua natureza espiritual mais elevada. A vossa espiritualidade procede do fundo de si mesmo e do vosso livre-arbítrio. As faculdades psíquicas não passam de uma ferramenta. Não são a progressão do espírito e si mesmas. Podem manifestar-se no progresso espiritual mas não constituem um fim em si mesmas. São um instrumento a ser utilizado, tal como todas as outras formas, e são completamente neutras no seu aspecto. São vocês que lhes dão as qualidades que possuem. São vocês quem as utiliza quer de forma sabia quer de forma ignorante.
Cabe na capacidade de todo o indivíduo formar e moldar o próprio desenvolvimento espiritual. O desenvolvimento psíquico não passa da evidência de vós próprios enquanto espírito, pelo que deveriam ser responsáveis enquanto espírito que são. Deus é amor, e vós sois filhos de Deus.
Utilizem as vossas faculdades psíquicas com amor, de modo a conduzi-los à harmonia com os demais, por ser a harmonia o que desejam. Se gozassem de uma comunicação telepática plena uns com os outros, existiria uma união entre todos vós, e deteriam todas as coisas em comum, tanto pelo pensamento como no espírito. Dessa forma conheceriam as necessidades uns dos outros à medida que surgem, e poderiam servir uns aos outros de uma forma mais plena. Isso representaria uma forma de associação telepática. Se uma faculdade assim fosse desenvolvida, certamente que conseguiriam ver a facilidade com que podem influenciar uns aos outros, e dessa forma levar paz e amor junto de todos e a cada um de vós.
A meditação, a oração e o jejum representam ferramentas com que poderão alcançar níveis de compreensão destinados a padrões do desenvolvimento psíquico. Seja qual for o dom psíquico que optem por manifestar, a oração, a meditação e o jejum constituem as vossas pedras angulares. Depois, a paciência e, a título de reforço, um padrão dietético acertado, de preferência vegetariano, e vastas quantidades de frutas em particular durante os períodos de desenvolvimento específico.
As vossas faculdades psíquicas são ferramentas que deverão usar construtivamente. Aí poderão começar a compreender o pleno potencial que encerram. Há alguns que pegariam num martelo, e que, em vez de o usarem no encaminhamento dos pregos na construção de uma estrutura de madeira, os usarão para produzir diversos sons, como um instrumento. Mas assim que o verdadeiro propósito do martelo for descoberto, o indivíduo poderá arranjar a estrutura necessária, tal como desejais arranjar a estrutura do vosso padrão de vida.
Assim que descobrem o instrumento, permitam que passe a ter certas áreas de autoridade na vossa vida. Reconheçam a existência dessas faculdades. Registem no papel aquilo que desejam ver manifesto na vossa vida. Repitam essas coisas três vezes para vós próprios enquanto estiverem num estado meditativo e a seguir ponham-nos de lado. No espaço de um certo tempo poderão começar a ver a manifestação desses padrões, mas é através da fé que essas coisas são conseguidas e não tanto do pensamento positivo (desejo) nem detendo-se nas coisas de forma impaciente, mas mais permanecendo na verdadeira paciência até que o padrão da evidência seja estabelecido, quando vocês quase o tomarão como certos.
Em muitas alturas as vossas faculdades psíquicas permanecem latentes, mas isso deve-se unicamente ás limitações da mente consciente, e não a limitações da parte de Deus. Deus é amor, e o desejo que têm de permanecer em harmonia uns com os outros que activa essas faculdades. A telepatia constitui a pedra angular da forma universal, por estarem atados numa singular associação por intermédio da telepatia. É através dessas faculdades que se dá uma contínua comunicação uns com os outros, e de um para com o outro. Todos os indivíduos possuem uma forma de comunicação com o espírito, nem que seja nas suas orações ou esperanças silenciosas.
A própria esperança consiste na activação da desejada informação para além dos níveis conscientes, pelo que consequentemente reside estritamente no domínio do indivíduo e é algo que empreendem de forma bastante natural. Mas para desenvolverem as vossas faculdades psíquicas, precisam tornar-se estudantes e penetrar determinadas áreas da disciplina a fim de corrigirem desequilíbrios e obsessões na personalidade; caso contrário serão conduzidos a um sistema isolado de informação, que não é salutar em qualquer sistema de estudo ou de comunicação. Assim, uma vez mais, é um potencial que todos têm, mas que não desenvolvem necessariamente.
Lembrem-se que apenas devem obedecer a um mandamento – “Amar a Deus de todo o coração e pensamento, e ao vosso semelhante como a vós próprios” – que desse modo iluminarão todos os caminhos que conduzem ao lar. Mas nunca confundam o caminho com a própria verdade. Ele poderá conduzir à verdade, mas existe somente uma verdade, que é a verdade do amor. O amor é iluminar o coração, e assim como um homem pensar no seu íntimo, assim também ele deverá ser. Deixem que estas coisas lhes iluminem as faculdades que chegaram a designar por psíquicas, que por sua vez elas os ajudarão no vosso crescimento espiritual, de forma a poderem regressar a Deus, que é amor.
Tom McPherson
O psíquico sem o espiritual é como uma carroça sem cavalo. O psíquico representa a carroça, suponho, enquanto o espiritual seria o cavalo. Pode ser agradável sentar-se na carroça, e pode parecer bonito, e até mesmo ousado, mas sem o cavalo não vai a lado nenhum.
Atun-Re
Não há necessidade de controlo quanto ao que chamam de protecção psíquica. É só com respeito à vossa composição emocional que precisam preocupar-se. É para isso que devem tender. Poderão receber mensagens telepáticas que os possam perturbar um pouco, mas somente se estiverem emocionalmente desequilibrados na vossa vida. Mas se estiverem equilibrados, deixem meramente que passe o que tiver que passar por vós e regresse à sua origem e abençoem-no. Por isso, a única coisa de que precisam proteger-se é de vocês próprios.

SOBRE A CANALIZAÇÃO DE TRANSE
JOHN
Na canalização de transe, aquilo que designam por personalidade desencarnada é capaz de utilizar o corpo físico para comunicar desde planos além dos domínios dos padrões normais dos cinco sentidos. Tais comunicações destinam-se ao avanço da consciência colectiva da humanidade num todo.
Existem muitas referências à canalização por entre as vossas sociedades e sistemas de pensamento. Porventura o manuscrito mais comum seja aquele que conhecem como Bíblia, por aí encontrarem muitas referências ao estado de canalização, em que indivíduos tais como José, Jacó, Jesus e os apóstolos entrarem nem tais estados e receberem visões. Existem igualmente muitas referências que parecem obscurecer o estado de transe, tais como: “Olhai, eis que caí como morto,” ou: “O sono penetrou neles,” mas tais passagens referem de facto a o estado de canalização ou visionário, por intermédio do qual a humanidade tem recebido muitas profecias e inspirações para muitos avanços tecnológicos.
E estado de transe estende-se até à Atlântida, onde diversos seres desencarnados dessa época desejavam influenciar o plano terreno. Muitas das estruturas religiosas daqueles que foram conhecidos na Atlântida como os Filhos da Lei do Um atingiram a cristalização final na vossa história conhecida como o Oráculo de Delfos. O Oráculo constituía uma casta de sacerdotes que mantinham um estado de transe perpétuo para propiciarem um fluxo contínuo de consciência que se estendia desde os reinos que chegaram a conhecer como seres espirituais. Essa contínua corrente destinava-se ao avanço da cultura e da história.
Na mitologia Grega existem vestígios históricos directos passíveis de ser rastreados das guerras Troianas, das histórias de Ulisses e de muitos outros. Embora envoltos no mito, eles foram representados em vários níveis dos planos astrais e produziram uma compreensão das aplicações práticas da informação canalizada por parte dos diversos oráculos. Nesses dias, os oráculos eram conselheiros de reis e ajudavam a moldar muitos dos pontos de contacto ao longo da história.
Por toda a vossa sociedade, o homem tem-se transformado cada vez mais numa criatura tecnológica, e abandonado muitas das influências do domínio espiritual. Contudo estas coisas propagam-se por ciclos, à medida que o homem entra para dentro e para fora de domínios espirituais da sua própria natureza e do seu próprio avanço enquanto um todo colectivo. Em sistemas de pensamento mais recentes, o homem chegou a pensar na informação canalizada como “superstição.” Em contraste, ele crê que alcançou um avanço tecnológico, por exemplo, nas suas medicinas. Mas o homem não produziu curas na medicina, apenas combate com a doença. A informação canalizada a que chamam de holística, por seu lado, está actualmente a fazer com que o pêndulo incline para o outro lado, e está a começar a exercer o seu impacto na vossa sociedade, com um retorno a métodos de cura mais naturais. Muita desta informação foi transmitida no estado canalizada por meio de indivíduos tais como Edgar Cayce.
A mediunidade predomina por entre as mulheres da vossa raça, por terem a taxa metabólica correcta para a fundação ou recepção de almas e poderem mais facilmente receber comunicados dos níveis do domínio espiritual, ou dos planos astrais. É por esta razão que se atribuem grandes faculdades intuitivas às mulheres. Isso não exclui o homem, nem o torna num veículo inferior; deve-se unicamente a que o corpo físico da mulher se encontre metabolicamente orientado para receber a informação proveniente dos níveis da alma.
A mediunidade pode ser desenvolvida por qualquer indivíduo, mas a pedra angular desse desenvolvimento reside na meditação. Todas as grandiosas invenções do vosso século vinte resultaram não tanto da pesquisa directa mas da meditação feita com base nessa pesquisa e da activação do estado de canalização. Por exemplo, estudem o indivíduo que conhecem como Albert Einstein. Ele foi um visionário. Ele estudou coisas a partir de um ligeiro estado de transe que contemplava ao nível visual, e a seguir encenava mentalmente as diversas visões que tinha. Por fim, fundava os discernimentos que alcançava no sistema de matemáticas a que chamam de ciência. Mas a compreensão que Einstein tinha da matéria e da energia e da interacção que têm, assim com das imitações da filosofia da luz, chegou-lhe enquanto se encontrava nesse estado ligeiro de transe.
Testemunhem como Eli Whitney, cuja concepção do Linotipo lhe chegou enquanto permanecia num ligeiro estado de transe, e o homem Abraham Lincoln, cuja decisão de assinar a Proclamação da Emancipação, que declarava que todos os indivíduos eram iguais e abolia a escravatura no vosso país, que veio até ele através do estado mediúnico de um outro indivíduo (NT: Andrew Jefferson Davis) conforme documentado nos vossos livros de história.
Muitas das descobertas que resultaram nas vossas viagens à lua vieram de indivíduos enquanto se encontravam no estado mediúnico. Foi uma combinação de tecnologia, meditação feita com base nessa tecnologia, e de informação que chegou aos indivíduos em questão através de um ligeiro estado de transe que produziu muito dos vossos triunfos tecnológicos.
Muitos dos vossos grandes cientistas encontram-se focados não tanto em assuntos práticos mas em estudos que vão além da sua própria consciência. Leiam as diversas biografias desses indivíduos e descobrirão que muitos dos níveis visionários do pensamento foram obtidos de ligeiros estados de transe.
Muitas das vossas ciências constituem uma integração da meditação e da tecnologia, e as ciências que evoluíram delas não passam de uma documentação de ideias que inicialmente vieram do estado de transe. As vossas ciências, por seu turno, procuram documentar aquelas dimensões da existência que a parapsicologia está agora a buscar esclarecer-lhes – aquelas coisas que chegaram a chamar de domínios psíquicos, tais como a telepatia, a clarividência, a clariaudiência, e a sobrevivência da personalidade naqueles reinos que designaram por morte.
Um estado ligeiro de transe não passa da profunda concentração da mente naquilo que reside no vosso imediato, e não tanto o batucar nessas coisas, mas verdadeira meditação e examinação disso a ponto de se alhearem do vosso ambiente imediato. Uma vez mais, muitos dos vossos grandes cientistas tornaram-se completamente alheios relativamente ao ambiente que os cercava, desligando os cinco sentidos e entraram num estado de transe para examinarem a informação – não só a partir do nível da sua mente consciente, mas também a partir dos níveis do supraconsciente.
Entrar em estados de canalização profundos é entrar nos repositórios da vossa própria consciência, por cada um de vocês possuir essas faculdades da consciência, que não são diferentes de nenhuma outra dinâmica da consciência ou fenómeno de memória. Porque o que estão aqui para fazer é recordar aquele que verdadeiramente são, e a canalização não passa de recordação das vossas verdadeiras dimensões.
Por ser nisto que consiste a informação canalizada – aquilo que lhes chega do além dos domínios do estado normal de aprendizagem. Procede da meditação à luz do estado ligeiro de transe que se estendem aos estados da mente, alfa, beta e teta e que fornece conhecimento aplicável ao alívio da doença, à descoberta de novas tecnologias que permanecem latentes na consciência da humanidade como um todo.
A mediunidade ou canalização não passa de um termo para a concentração do espírito por intermédio do indivíduo acima e além do alcance das suas próprias faculdades conscientes. Cada um de vós possui essas faculdades e as vossas meditações trazer-lhes-ão isso. São os vossos guias e mestres que comunicam convosco e estabelecem diálogo. Mas lembrem-se de orar apenas a Deus. Agradeçam ao Pai que se encontra nos céus de modo que ele possa enviar-lhes um mensageiro para o ministério dos anjos. Mas se perceberem Deus como amor, esse será o mestre que servirão.

O RETORNO
O ESTADO DE SONHAR
JOHN
O estado de maior sensibilidade que todo indivíduo possui, é o estado do sonhar. Vós praticais esse estado de cada vez que adormeceis, pelo que se encontra junto a vós o tempo todo. O vosso desabrochar psíquico pode começar se mantiverdes um diário dos sonhos que tendes.
Eis aqui a sugestão de um exercício. Seleccionai um elemento de informação que desejeis conhecer, talvez um evento antes de se verificar, ou o resultado de um conjunto específico de circunstâncias. Expressai o desejo que tendes relativamente a essa informação, repetindo-o três vezes. Meditai nas circunstâncias, dando a vós próprios instruções, novamente por três vezes de que, imediatamente após receberdes a informação no estado de sonho acordareis e de que sereis capazes de anotar essa informação no diário. A seguir, avançai para o estado de sono.
O estado do sonho geralmente é precedido pelo agrupamento de muitos símbolos. Alguns desses símbolos são-vos pessoais, mas outros são universais – tais como o do Ankh (Cruz Ansata empregue no antigo Egipto), a serpente, várias formas geométricas, estruturas piramidais, e a cruz cristã. Todos esses são símbolos universais e geralmente têm aplicações universais. Por exemplo, a água geralmente simboliza a própria vida, tal como no caso das “águas da vida”. Um enorme caudal de água pode significar que ides deparar-vos com muitos indivíduos. Um pequeno caudal ou volume de água pode indicar um conjunto pessoal de circunstâncias que se tornará de imediato relevante para vós.
Frequentemente, as pessoas sonham com automóveis. Eles simbolizam-vos a vós e ao condicionamento em que vos encontrais. Se o veículo se encontrar num estado que denote precisar de reparo, isso pode reflectir o estado da vossa própria personalidade. A cor do veículo pode fornecer certas pistas psicológicas quanto ao vosso funcionamento pessoal. Por exemplo, um veículo vermelho pode ter que ver com sentimento de raiva oculto. O azul pode ter que ver com a necessidade de cura.
As estruturas de habitação são frequentemente usadas para representar o ser (Eu) nos sonhos. Situações de aprendizagem tanto podem significar que possuís informação a transmitir como informação a receber, para o vosso próprio crescimento ou crescimento de outros.
Os sonhos de natureza desagradável, ou pesadelos, conforme os designais, na realidade são positivos, e não exercem necessariamente um impacto negativo nem vos auguram propriamente nenhum mau presságio. Mais do que isso, representam uma purificação da mente subconsciente – devido ao facto de terdes a tendência para recordar de uma forma mais gráfica aquelas coisas que temeis. A limpeza da mente subconsciente prepara-vos para fluxos mais positivos de informação proveniente dos planos conscientes ou da actividade inconsciente do estado do sonho.
Após um período de expressão através de símbolos, o estado do sonho entra em áreas de uma maior clareza, em que os acontecimentos adoptam uma aparência mais literal. E de facto, isso deve-se ao facto dos acontecimentos serem bastante literais. Porque nesse caso sintonizais com os níveis do plano astral, que são tão reais quanto os do próprio plano terreno. Frequentemente as cores apresentam uma certa vivacidade, ainda maior do que a vivacidade deste plano. Frequentemente dá-se uma retenção da memória das viagens astrais. Projecções de indivíduos que parecem pertencer a culturas passadas podem representar guias e mestres com quem tereis contacto nos níveis supraconscientes.
TOM MACPHERSON
O estado sonho constitui uma dimensão. Em determinado grau, ele reflecte as perambulações mundanas das ansiedades subconscientes do dia. Mas constitui literalmente uma dimensão por aceder a um maior grau de recordação, ou mente, ou de memória, que existe independentemente do corpo físico. A seguir sujeita-se efectivamente a um ciclo que percorre o corpo de modo a poder focar-se no presente. Podeis chamar-lhe uma “dimensão da mente”.
O Eu Superior, ou supraconsciente, (espírito) assemelha-se a uma roda que se encontra constantemente a girar. É a energia causal. Ele entra na mente subconsciente através das anatomias subtis e a seguir penetra um ciclo que percorre ao longo do corpo físico como a força da vida. Depois vem ao de cima e aproxima-se dos domínios do consciente. Rompe o que quer que não se encontre espiritualizado ou que esteja bloqueado no corpo físico e arrasta-o até ao estado do sonho.
O vosso sonho, pois, torna-se numa série de símbolos de energia activada de modo a conseguirdes reter a informação conscientemente a partir do subconsciente, o qual constitui o corpo físico. Portanto, se analisardes os sonhos que tendes, ou se receberdes imagens por meio da hipnose ou da meditação, estais a abrir-vos a esse processo, que é contínuo.
Para realçardes o estado de sonho eu geralmente sugiro pickles e cebola, por que se caso não surgir nenhum sonho, alguma outra coisa deverá provocar! Não, estou a dizer isso em tom de brincadeira. Mas existem certas medidas dietéticas que podemos sugerir. Uma alteração da dieta que passe a consistir largamente de frutas frescas conduziria à promoção de um maior estado de sonho. Por exemplo, se fizésseis um jejum à base de sumos de fruta durante vinte e quatro horas, isso aumentaria o estado do sonho.
Sumo de laranja cerca de uma hora antes de adormecerdes, constitui um maravilhoso estimulante para o estado do sonho por ser rico em açúcar natural. Isso estimula os tecidos musculares num grau tão ligeiro que os tecidos neurológicos ainda são capazes de repousar. Esses tecidos assemelham-se bastante aos neurónios existentes no cérebro, que constituem os bancos principais da consciência onde o estado do sonho é armazenado. Na realidade, eu podia ter conseguido uma pequena fortuna com o segredo de desactivar o estado do sonho. Podia ter cobrado um penny pelo segredo de o activar e em seguida exigir o resgate de um rei para o desactivar. Mas vou-vos dize-lo de graça – o modo de desactivar os sonhos é comendo grãos. Por isso, a dieta pode estimular definitivamente o estado do sonho.
O modo como funciona é que com os tecidos neurológicos em repouso e os tecidos musculares ligeiramente estimulados, é libertado material onírico que vem ao de cima e é amplificado por intermédio dos tecidos neurológicos. E vós despertais com uma recordação clara, devido a que os tecidos neurológicos não mais se encontrem exaustos. A seguir, ao acordares, anotai as imagens que tiverdes obtido num caderno de sonhos e meditai nelas. Não as analiseis, mas meditai nelas.
Ainda que o significado do sonho que tiverdes tido não se torne de imediato evidente, mantende um registo dele no vosso diário de sonhos. Tanto podereis meditar nele até que os símbolos de tornem claros, como podeis afastá-los e voltar mais tarde a ele. Mas preservai sempre os sonhos como uma recordação e colocai-os numa prateleira até que se torne apropriado. Frequentemente os símbolos racham ou fendem mesmo antes de precisardes da informação. Eles assemelham-se a ovos – uma coisa em que precisais sentar-vos durante um tempo.
Se não conseguirdes recordar os eventos do sonho, tentai seguir as sensações ou sentimentos. Anotai o que sentistes. Descobrireis que eles se assemelham a linhas finas por meio do que conseguires “fisgar o peixe inteiro,” ou a “pescaria da noite,” por assim dizer. É como lançar a mente consciente, à semelhança de uma rede, na direcção do subconsciente e ver o que conseguis pescar. E os sentimentos ou sensações constituem as linhas por meio das quais puxareis a carga toda.
O hemisfério direito do cérebro acha-se um tanto envolvido no processo de recordação assim como no do registo dos sonhos, mas ocasionalmente, sente-se desagradado e tenta analisar tudo no terreno. Se deixardes que ele analise, eventualmente ficará exausto, passará tudo para o hemisfério direito do cérebro, e dirá: “Aqui está, digere lá um pouco essa maldita coisa.” Aí, a informação virá ao de cima.
Tudo quanto é suprimido é armazenado na mente subconsciente. Na realidade, os sonhos são todos neutros – é a vossa mente consciente quem escolhe colocar-lhes uma carga emocional. Se chegardes a perceber que os sonhos são apenas o esvaziamento do subconsciente, percebereis que, embora um sonho particular pudesse assumir uma forma mais agradável, ele está apenas a purgar o vosso subconsciente ao fazer com que suba ao nível consciente e ao libertar as imagens. Dessa forma obtereis uma maior clareza em relação ao processo do sonho, em vez de rejeitar as imagens e voltar a suprimi-las. Por outras palavras, o próprio valor que comporta é o de que ao tê-lo sonhado, podeis libertá-lo.
A maioria dos sonhos relacionados com a morte são apenas eventos transitórios na vossa vida. A morte acompanha-vos a cada dia. Na realidade, a morte não existe mesmo – apenas transições de um estado de consciência para o seguinte. A maioria dos sonhos relacionados com a passagem significa unicamente que tereis completado uma fase do vosso trabalho. Não querem dizer que o vosso relógio esteja na iminência de deixar de dar as badaladas.
ATUN-RE
Os sonhos procuram suscitar compreensão em vós, por permanecerem suspensos entre o corpo físico, ou mente subconsciente, e a mente consciente. Ao virem ao de cima para se tornarem parte da vossa mente e serem percebidos e se tornarem uma parte consciente de vós, eles produzem compreensão, e compreensão e conhecimento são as chaves do poder. O poder não constitui a capacidade de mudar as coisas, mas a capacidade de as mover com suavidade e sem problemas, de forma a suscitardes harmonia, e por isso mesmo vantagem, para a posição que ocupais na vida.
No estado de sonho passais através dos diversos níveis a que chamais Beta, Alfa, e Teta e recordais os eventos de vidas passadas (as recordações derradeiras que se acham alojadas no subconsciente). À medida que essas coisas se movem para a mente consciente, a mente não deseja reter parte delas, pelo que começa a esquecer. E essas recordações esquecidas tornam-se emoções, por serem as coisas que temeis. Perguntais: “Que será que eu estou a sentir?” “Algo está a incomodar-me.” “Sinto medo de algo – que será?” Mas, se meditardes na emoção básica, podereis desbloqueá-la e traze-la a cima junto da percepção consciente, e ver que talvez estejais a reagir a uma vida passada. Então rastreais o medo que sentis de espaços fechados até uma encarnação anterior; e por terdes compreendido, libertais-vos, e sentis-vos livres.
Cada aspecto do vosso sonho aponta um elemento qualquer do vosso ser, ou a forma como interagis com outra pessoa, mas ainda vos reflecte a vós. Por isso, examinais cada objecto ou cada símbolo, e vedes como lhe reagis. Meditai em cada símbolo e quebrai-o como fazeis a um ovo, até conseguirem ver o conteúdo que apresenta.
Quando encadeais memórias que não se articulam com a experiência imediata que fazeis, chamais a isso sonhos. Todos os aspectos da consciência se tornam vida como um sonho. Do mesmo modo que interpretais os vossos sonhos para lhes dar significado, tentai interpretar cada detalhe que vos chegue pelo processo da recordação, por isso representar o sonhar consciente. É o sonhar lúcido, por vos sonhardes uns aos outros.

INTUIÇÃO, A PEQUENINA VOZ INTERIOR
John
A intuição representa a mobilização do vosso processo completo do pensar. Não existe coisa tal como matéria, existe unicamente pensamento. A matéria acompanha o pensamento, por todas as coisas consistirem num estado de energia. E em última análise, todas as coisas não passam de um estado de consciência. A consciência que abrange todas as coisas é o ser que chamam de Deus, a mente universal. Para compreenderem a intuição, precisam simplesmente compreender-se a si mesmos. Precisam ampliar o contexto das origens de si próprios.
As vossas origens foram na qualidade de alma. Vocês consistem em mente, corpo e espírito. O corpo físico não representa um lugar de encarceramento para a alma ou o espírito, mas representa a própria habilidade que a alma tem de se forcar no tempo e no espaço. A alma é omnipresente e preenche todos os sectores do tempo e do espaço. Porquanto é esse fenómeno de consciência, ou esse fenómeno da mente, que representa um dos maiores recursos da mente. E como mesmo no meio de vós encontram graus ascendentes de inteligência, porque não, pois, a inteligência universal, a mente universal a que chamam Deus? Porquanto uma consciência que se acha sujeita a uma mudança permanente eventualmente deve fundir-se e confrontar essa consciência derradeira.
A intuição motiva-os na direcção do retorno a Deus. O sentido da vossa natureza original motiva-os a criar os vários enquadramentos de vida. Chamam a isso “filosofia,” chamam-lhe “intuição,”, chamam-lhe “espírito,”, chamam-lhe “pequena voz sussurrante.” Mas foi-lhes dito: “Eis que veio uma enorme ventania e o Senhor não se encontrava nela; Eis que de seguida ocorreu um terramoto, mas o Senhor não se encontrava nele. Eis que de seguida lavrou um enorme incêndio, mas o Senhor não estava nele. Por fim ouvi uma voz delicada e murmurante...”
(NT: Reis, 19:11:12)
Também vós, pela vossa parte, chegastes à presença do Senhor, à presença da consciência universal da qual brotaram, e toda a vossa vida consiste somente num processo de retorno a ela. De facto vocês nunca a abandonaram. Só precisam recordá-la.
A mente, quando é moldada pelos cinco sentidos busca eventos. Quando é afeiçoada pela intuição, e pela percepção intuitiva aprofunda-lhes os talentos. Aí servem a Deus por servirem os outros de uma forma que lhes permite que se movam pelo mundo sem que lhe pertençam, e que participem nele de acordo com a necessidade ao invés do desejo ou da ilusão.
A intuição representa a vossa maior capacidade. Constitui a faculdade ou mecanismo para abrir caminho de um nível de consciência para outro, seja psíquico, ou por intermédio da recordação da informação adquirida a partir da experiência dos cinco sentidos físicos. A intuição constitui o mecanismo por meio do qual recobram memórias da infância ou acontecimentos relativos a vidas passadas. E através da intuição podem ver no futuro. Isso representa a capacidade que têm de memória.
Qual será o maior obstáculo ao processo intuitivo? O maior obstáculo à intuição é aquilo que bloquear a memória. E aquilo que bloqueia a memória é simplesmente o estresse, pois o estresse do momento não bloqueará mesmo os aspectos mais acessíveis da memória? Imaginem, pois, quanto mais não bloqueará a memória atrofiada e as capacidades atrofiadas da memória. Quando se encontram agitados, não tentam recordar intuitivamente um momento de sossego? Não inspiram profundamente, e de forma intuitiva, uma lufada de ar? Porque é que o fazem? A fim de relaxarem o corpo físico. E a meditação e a hipnose, ao descontraírem os diversos estados de estresse e agitação do corpo e ao conduzi-los aos estados de onda cerebral Alfa e Teta não lhes facultarão uma maior capacidade de recuperação da memória e uma maior capacidade intuitiva e criativa? Qual será, pois, o maior bloqueio à intuição? O estresse. E qual será a maior fonte de estresse? A falta autoestima. Ela será, porventura, a única fonte de estresse. A pessoa dotada de confiança não é assaltada pelo estresse, ou sente-o só que é capaz de o canalizar e de colher benefícios dele, em termos de aprendizagem. É muito mais um processo de expansão e de contração, não contrário ao fenómeno da respiração que o alivia. Porquanto a autoestima, que consiste na integração da experiência e do instinto, ou das acções e do instinto no momento, caracterizada por uma recordação de si mesmo superior, permite tanto a intuição como a transferência das intuições que proporciona.
A intuição, que é sinónimo de memória, constitui um fluxo de energia que percorre os corredores neurológicos. Isso não é passível de ser demonstrado através da reacção química, mas através da condutividade dos corredores neurológicos. O estresse interfere com essa condutividade do fluxo de energia. A redução do estresse promove a condutividade, de modo que o fluxo mais fácil do fluído eléctrico que constitui porventura o único mecanismo físico da mente passível de ser identificado no âmbito das vossas ciências. Reduzam o estresse e promoverão o fluxo da memória, ou intuição.
Tem lugar em meio ao vazio, ao nada que é tudo, em que reside a chave da vossa intuição, porque quando tranquilizam o pensamento e instauram esse vazio chamado cognoscência (sabedoria), aí recordam. Por esse vazio estar prenhe de visão, discernimento, em relação às quais passam a dar outras designações, como criatividade, resolução de problemas, sonhos, lógica, e vários outros convênios. Encadeiam observações passíveis de ser repetidas e contrastam-nas com um todo estável e mais vasto. Encadeiam-nas como pérolas num fio e chamam-lhes factos. Colocam-nas ao pescoço e chamam-lhe ciência. O que sugerimos é que deveriam vender essa “pérola de enorme valor,” e procurar avançar directamente para a cognoscência, por aí residir o vosso verdadeiro crescimento, o vosso verdadeiro desenvolvimento psíquico – por terem tido origem na condição de alma.
Acima de tudo, se procurarem intuir, se procurarem redigir informação sobre as vossas dimensões conscientes, pensem no seguinte: São parte de Deus, e é de Deus que todas as coisas brotam, assim como é a Ele que todas as coisas retornam.
Tom McPherson
Existem vários instrumentos de uso intuitivo. O I Ching é um excelente exemplo. Trata-se de uma método bastante singular de atirar varas, não contrário ao arremesso das pedras das Runas que eu costumava usar. É um sistema composto por símbolos específicos elaborado num método Oriental. Quando arremessam as varas ao ar, elas caem num padrão específico que não é dissimilar a uma impressão de computador que assinale a posição em que se encontram em meio à totalidade das coisas nesse instante. Baseia-se na teoria de que não existe acaso. Não é que os padrões sejam produzidos de forma aleatória e vós engendreis as circunstâncias – ao invés, revelam-lhes um potencial. Se quisermos, trata-se de uma forma de análise do carácter divino.
Eu achava o arremesso das Runas bastante interessante. As Runas constituem uma série de símbolos impressas em pedras. Baseavam-se originalmente no alfabeto Atlante, que constitua a redução de todas as forças primárias da natureza a vários símbolos simples. Depois deitávamos mais ou menos sortes, por assim dizer, e os padrões eram estudados pela pessoa ou adivinho, cuja intuição estaria em condições de personalizar a mensagem enquadrando-a na mensagem de acordo com as necessidades da pessoa a quem a leitura se destinava. Por outras palavras, representava um foco para a intuição. Os escandinavos eram muito bons nisso, assim como os Druidas. Na verdade foram os Druidas que levaram as Runas aos Escandinavos, creio bem. Por sua vez, os Druidas constituíam alguns dos velhos remanescentes da casta sacerdotal dos Atlantes. De modo que essa coisa da intuição recua bastante on tempo, e não é, de forma alguma, nova.
Não levem nada do que leem a sério; considerem-no e analisem-no. Quanto mais profundo o vosso processo intuitivo se tornar, mais precisa será a análise. As Runas constituem um perfeito exemplo de uma série de símbolos produzidos de forma aleatória que a vossa intuição deve reunir. Precisam analisá-los e a seguir coordenar cuidadosamente os resultados na vossa mente. Mas não sigam isso de olhos vendados, por disporem de livre-arbítrio.
Haverá alturas em que terão uma elevada intuição, e outras em que terão uma intuição fraca. Terão períodos em que a vossa intuição será excelente mas a capacidade de coordenar as circunstâncias se apresentará débil. Por exemplo, podem ter uma excelente Visão e forma nenhuma de a coordenar por não se encontrarem rodeados por pessoas suficientemente pragmáticas. É quando se tornam profetas balbuciantes sem ninguém que vos escute. Assim com há outras alturas em que a vossa análise seja excelente, mas não obtêm a visão necessária para a enunciarem às outras pessoas. Elas dirão: “A análise que fazes é interessante, mas ao mesmo tempo revela-se embotada e pouco inspiradora.”
Não há nada que seja aleatório, nem mesmo a selecção de bolinhos da fortuna num restaurante Chinês. Não os encorajo a investir as vossas poupanças em bolinhos da fortuna, mas não envolvem qualquer acaso. Possuem significado.
As cartas do Tarot podem ser usadas como uma forma de acesso instantâneo ao estado de sonho, dotada que é de símbolos e significados já interpretados para vós. As afirmações constituem intuição aplicada. Por exemplo, se tivessem que seleccionar uma imagem positiva e repeti-la vezes sem conta sob a forma de um mantra, eventualmente obteriam discernimento quanto ao problema em que estivessem a trabalhar no momento. Ele fluiria de encontro a vós. Assim como poderiam conhecer alguém que possuísse a informação de que precisassem. Será o equivalente a um SOS psíquico, se quisermos, que é emitido de forma telepática ao vosso grupo de pares. Vocês atraem essa pessoa por estarem constantemente a emitir o sinal, e depois simplesmente disponibilizam-se relativamente a uma resposta.
Tenham fé na fluência da vossa própria intuição. Seguir o fluxo de imagens que surge equivale a seguir a corrente da vossa própria consciência. Velhos monges Budistas, Maias, e Druidas, costumam sentar-se junto a rios e a deixar que as ideias fluíssem com o rio. Se seguirem essas imagens, isso não será diferente de uma corrente criada por vós próprios. Alguns rios correm rápida e furiosamente e já outros correm mais vagarosamente. Mas sejam pacientes e as respostas de que precisam virão.

ESTADOS DE MEDITAÇÃO
JOHN
Aprofundar a compreensão que tendes da meditação é aprofundar a compreensão de vós próprios, por a meditação ser apenas um processo de recordação daquele que sois verdadeiramente. Vós sois todos filhos de Deus, filhos da luz, pelo que a meditação é relaxamento do corpo físico enquanto a mente explora os perímetros totais dela própria.
Vós sois um ser tríplice (trindade) constituído por mente, corpo e espírito, ou essência. Ao estudante das dinâmicas psicoespirituais (psicologias), é dito em alternativa que sois formados por subconsciente, consciente, e supraconsciente. O canal que vos fala sugere que a mente subconsciente constitui o corpo físico, a mente consciente é a personalidade, e a mente supraconsciente é o vosso espírito pessoal. E é através da meditação que unificais todas essas três partes.
Armazenados profundamente na mente subconsciente acham-se os bloqueios que vos obstruem na obtenção de uma percepção superior. A meditação simplesmente integra a mente, o corpo e o espírito de modo a poderdes transcender esses bloqueios. O ioga constitui uma dessas práticas meditativas, por o termo ioga significar união – a união da mente, do corpo e do espírito. Nessa união, quando integrais a mente, o corpo e o espírito com graciosidade - ou consciência, subconsciente e supraconsciência - entrais na totalidade da humanidade que vos caracteriza, na totalidade dos recursos que vos assistem, a fim de vos libertardes na vossa estadia temporária no plano terreno.
A meditação constitui a tentativa de vos expandirdes a partir da memória subjetiva, a qual consta dos perímetros da personalidade definida, ou o próprio ego, rumo a dimensões e perímetros do Eu (Si Mesmo ou Ser). Trata-se simplesmente de um exercício que facilita a memória a fim de obterdes acesso a essas dimensões elevadas e a recordação da ordem natural das coisas em cujo centro já vos situais. Nas vossas meditações, procurai aplicar o mesmo processo de recordação que utilizaríeis na busca de objetos perdidos.
Foi afirmado por várias pessoas que na meditação precisais suprimir as faculdades conscientes. Sugeriríamos que a meditação constitui o aquietar e o acalmar da mente consciente. Esse constitui o procedimento que realça a recordação no avanço rumo a uma lembrança superior.
É o corpo físico quem teme o sofrimento. É o corpo físico quem teme a perda de rendimentos que lhe garantam o sustento e o alimento. É o corpo físico quem teme a perda do abrigo e conforto de que goza. Todos esses temores, que são estimulados pela necessidade que o corpo físico tem de manter uma posição na sociedade que lhe assegure os confortos básicos, lançam o Eu médio, ou a mente consciente, num tumulto. Se o corpo físico for acalmado e tranquilizado quanto à posição que assume nessa negociação, passará a dar-se um maior desejo de ascender. A meditação produz um estado de confiança desses.
O corpo é concebido para atender às necessidades do espírito, e ambos são servidores um do outro, por o corpo físico constituir a capacidade que a alma tem de se focar no plano terreno. O corpo não representa uma prisão, mas um templo vivo. Quando o corpo fica a saber que a meditação e o jejum promovem a saúde e o bem-estar e geram uma enorme abundância, torna-se num condutor para as dimensões espirituais, e desse modo, na força espiritualizante da personalidade. Por isso, é relaxamento, equilíbrio e remoção das ansiedades, o que buscais através da meditação.
Todas as questões preocupantes brotam do subconsciente, o qual constitui o corpo físico. Isolai as necessidades do corpo físico. A seguir, quando identificardes as suas necessidades e elas forem reunidas, o vosso corpo começará a prestar-vos um serviço. Quando precisais de mais, o vosso corpo fornece-vos mais. Ele necessita de muito pouco sob a forma de alimento, e é capaz de satisfazer bastante bem grande parte das suas necessidades. A meditação constitui o método de incremento de tal processo. A mente começa a ser capaz de alcançar as suas faculdades superiores.
A mente subconsciente constitui a memória mais limitada de todas as três. De facto, o subconsciente constitui o corpo físico, o qual só experimenta os perímetros imediatos do tempo e do espaço conforme os experimentais agora, e de uma forma descoordenada e despercebida. Ela experimenta os impulsos físicos da fome e da fadiga. Notai o sentido de urgência que o seu fluxo de tempo apresenta, o controlo que exerce sobre o vosso comportamento e o sentido de bem-estar e de auto-estima que tendes. É o corpo físico quem experimenta a mortalidade, e é a partir desse sentido de mortalidade que o egoísmo, os instintos de sobrevivência e outras actividades surgem.
Na mente subconsciente, ou corpo físico, encontrais aquelas dimensões do Eu que suprimis. A razão para tal supressão deve-se ao facto de poderdes confortavelmente preservar aspetos da personalidade consciente. Aquilo que é suprimido geralmente são ocorrências da infância e de vidas passadas. Uma vez que se verifique a contínua supressão disso no subconsciente, eventualmente tal processo conduzirá ao estrese e a padrões emocionais a que chamais paranoias e formas de ansiedade. Se forem deixadas por tratar, eventualmente tornar-se-ão estados de enfermidade. Mas é para poderdes preservar o consciente ou os perímetros reconhecidos da vossa personalidade (NT: Em que fundamentamos a identidade) que instituís a regra da supressão.
A mente subconsciente parecerá, por vezes, ser a fonte mais ativa das vossas lembranças imediatas, mas isso deve-se ao facto de constituir os perímetros da experiência com que estais familiarizados e em que fostes condicionados. Por isso são mais facilmente condicionados pela mente consciente. A princípio, poderá não parecer que tenhais esta mesma facilidade de acesso aos estados supraconscientes, mas com a prática, eles também se tornarão familiares. Não é que a meditação se torne mais fácil com a prática, mas as memórias acabam por se tornar mais habituais. Tal como podeis repetir o nome de um estranho até que acabe por se tornar tão familiar que a pessoa possa tornar-se vosso amigo devido a tal familiaridade, também por sua vez, os aspetos estimulantes da meditação são exercícios na mente divina. Quando começais a recordar essas faculdades mais elevadas, elas começam a servir-vos ao revelarem as ligações que tendes com a verdadeira ordem de coisas e a harmonia natural em cujo centro já vos situais. A meditação faculta acesso à força causal do vosso padrão de vida.
O corpo físico constitui o templo vivo. A mente representa o sacerdote que o habita e busca a contemplação da natureza de Deus, e o espírito é a presença que vos liga ao divino. A mente consciente possui apenas uma faculdade, que é a da recordação. Não sereis, em última análise, discriminados por uma série de eventos que se unem e se reorganizam num aspeto do vocabulário? Vós constituís um diálogo contínuo. Sois pedaços contínuos do fluxo do tempo a reorganizar-se a si próprios no contexto da personalidade. Isso compreende a própria consciência, a percepção contínua de acontecimentos que terão fluído por intermédio do tempo e do espaço. Não suprimam a mente consciente. Mais, deveis acalmar o diálogo que tem convosco, e a seguir estendê-lo. Porque a mente consciente constitui a atividade da memória, e vós desejais recordar porções daquilo que se situa aos níveis da alma. Por isso, prolongai a mente consciente, como se o fizésseis a um receptáculo; esvaziai-o do diálogo inútil que ela produzirá equilíbrio.
A mente consciente não deve ser suprimida. Em última análise ela deseja estender-se aos níveis da alma, por neste plano particular constituir um “mensageiro.” Por isso, jamais castigueis a mente consciente. Além disso, ampliai-a. Utilizai-a como um instrumento. Desse modo, o processo de visualização poderá tornar-se-vos mais claro. Porque a mente assemelha-se a um tear em que todas estas coisas são fiadas e a tapeçaria será conseguida.
A mente supraconsciente, a qual é sinónimo de espírito, constitui a soma total do esplendor de todas as vidas passadas que vivestes, assim como todos os vossos futuros potenciais. É um vasto oceano de consciência cósmica em que cada um de vós é UM. Quando encarnais, ou quando esta consciência se foca por intermédio do corpo físico à nascença, pois, os factos colectivos passam nesta vida a constituir a soma total da expressão de todas as vossas vidas passadas e de todas as vossas vidas futuras, ao sucederem em simultâneo.
A mente supraconsciente consiste em todos os elevados ideais que tendes e o acesso a ideais elevados das vidas passadas, aquelas coisas que o espírito e a alma conhecem por experiência pessoal obtida no plano terreno. São as situações das vidas passadas, tanto quanto as acções desta vida. Mas aqui não identificamos o princípio da supressão, como no caso da mente subconsciente. Ao invés, identificamos um processo de negação ainda mais subtil – uma recusa de ascender. Por existirem ideais mais elevados que alterariam e transformariam a personalidade consciente, ou o Eu intermédio, e a recusa de ascender, ou de perceber esses ideais elevados, ser tanto um processo de negação quanto uma recusa de acesso ao subconsciente.
A recusa de ascender plasma-se nas situações em que o indivíduo nega a existência de forças mais elevadas ou das suas dimensões espirituais. Todos as pessoas têm a capacidade de ter ideais elevados, mas mantêm na sua consciência uma barreira de estática a que se referem como “cinismo.” Esse estado mental permite que os indivíduos permaneçam confortavelmente dentro dos perímetros actuais conhecidos da identidade, a partir dos quais desafiarão qualquer um no sentido de lhes provar um sistema de ideais elevado que funcione de forma incondicional. Isso não representa tanto uma supressão, mas uma recusa de ascender a um ideal mais elevado que transformaria a personalidade para além da definição ou reconhecimento que fazem delas próprias, que é aquilo que temem, que representa o Eu intermédio, o Eu consciente, situado nos perímetros do ego e do desejo de sobrevivência do ego, numa posição intermédia entre o subconsciente e o supraconsciente, a recusar a ascender.
O corpo físico foi criado como um instrumento e um banco de consciência. É o condutor da própria força vital. O sentido de bem-estar que sucede com a descontração das ansiedades ou tensões imediatas, por meio das influências tranquilizantes da respiração e da meditação, assim como o alívio subsequente dos estados de enfermidade e, consequentemente, a o aumento da longevidade, são reflexos da penetração do Eu Superior, ou dos estados supraconscientes do espírito pessoal no corpo físico, a começar a activar memórias mais elevadas. Porque, com cada dimensão da mente, desde o subconsciente e a perspectiva limitada que tem do fluxo do tempo, até à perspectiva mais alargada da mente consciente e à capacidade que tem de aceder a pontos pré-natais e a planos conceptuais e planos para os eventos futuros antes que eles sucedam, é nos estados supraconscientes que vós avançais e recuais para eventos futuros e aquelas coisas que sucederam em vidas passadas.
Com a respiração rítmica consciente, a mente começa conscientemente a penetrar os reinos e dimensões do corpo físico. Além disso com a primeira inspiração, a mente consciente ascende às dimensões mais elevadas, alinhando aquelas faculdades conhecidas como as “anatomias subtis” – o etérico, o mental, o emocional, o astral, o espiritual e os corpos da alma – por essas constituírem as anatomias do supraconsciente. E à medida que a vossa consciência se expande radialmente no sentido dessas dimensões e no sentido da aura, formam-se vínculos mentais com a consciência planetária, ou os Registos Akáshicos, sob a forma de uma existência numa quarta dimensão. Nesse caso também acedeis a vínculos telepáticos com outros indivíduos situados no planeta. Assim, à medida que a vossa consciência se expande radialmente, assume um fenómeno espacial.
A melhor técnica de meditação é aquela que resulta na tranquilização do corpo, técnica essa que é pessoal a intransmissível. Caso seja a dança, pois que seja. Se for a postura disciplinada, pois que seja. Caso seja a ioga, pois que seja. Se for a corrida, pois que seja. A meditação é aquilo que relaxa o corpo enquanto a mente explora os perímetros dela própria.
Na meditação o corpo deixa de existir conforme o conheceis. Quando o corpo físico é acalmado, as emoções são silenciadas, e ficais alerta para com os vossos recursos mais elevados – os vossos sentimentos. Os sentimentos constituem a fusão do intelecto com as emoções. Nesse caso são, pois, alquimicamente transformadas. Passais então a comer, mais por necessidade do que por causa da emoção. Esse é o princípio da dieta correcta. Eventualmente, tanto ao nível espiritual como filosófico, inclinais-vos mais para o vegetarianismo, por vos conscientizardes mais de outros seres sencientes, de outras formas de vida e da ordem natural que têm na existência. Este é um dos primeiros passos no restauro da senda natural. Tornais-vos vegetarianos e dominais outros princípios da dieta correcta.
Quando alcançais um estado de desapego na meditação, obtendes a capacidade de observar. Isso faculta-vos a obtenção de um terreno mais elevado de modo a tornar-vos na mente inquiridora, que investiga, e que formula questões com clareza. Não nos referimos a nenhum estado “impessoal”. Não se trata de nenhum desapego das emoções. É a tranquilização das emoções, a criação de integridade e de confiança. É a capacidade de ter fé. A fé é comprovação das coisas não vistas. É a capacidade de atingir estados elevados, de contemplar, de meditar, de ponderar, de aquietar as emoções e de as observar, e em seguir, de avançar rumo ao Eu Superior.
Refletir sobre personagens divinos tais como Buda e Jesus, adequa-se à meditação. Orai unicamente a Deus, mas travai diálogo com aqueles que personificam o divino, por constituírem exemplos históricos do que podeis alcançar no vosso próprio processo de espiritualização. E não será isso melhor do que permanecer nos negócios mundanos, aqueles a que chamais de “factores de ansiedade”? É muito melhor debruçar-se sobre o divino, por isso constituir a meditação. É concentrar-vos nos vossos próprios potenciais elevados, o que produz optimismo, alegria e êxtase.
Um dos utensílios chave ou técnicas de meditação é a respiração aperfeiçoada. A respiração é a medida do controlo consciente sobre as funções autónomas do corpo físico, uma vez que é uma resposta autónoma à qual tendes um rápido e fácil acesso. A utilização da respiração aperfeiçoada por meio de ritmos específicos, permite que o estudante possa começar a obter uma abordagem meditativa do corpo físico. Por isso, a respiração rítmica num contexto consciente conduzirá naturalmente o estudante à quietude interior, a qual é a fonte de memória mais elevada.
Vós achais isso reflectido no acto natural da reflexão, em que “expirais o ar”, ou exalais aquilo que designais por “suspiro”. É acto instintivo, o facto de, sempre que acedeis à memória, o corpo físico se aquietar e a recordação se tornar mais clara. Porque o corpo físico é um condutor e um depósito para as coisas que não são percebidas, para padrões Cármicos que constituem as fundações ou as tapeçarias do vosso propósito de vida. Depositado no corpo físico, o qual constitui o próprio templo vivo, acham-se aquelas coisas que não foram reconhecidas (influências) provenientes das vidas anteriores. Se não forem percebidas tornam-se subconscientes. Eu sugerir-vos-ia que, uma vez que o corpo físico constitui a mente subconsciente, quando produzis respiração rítmica no templo vivo, aquietando-o e acalmando-o através da meditação, a mente começa a explorar as dimensões mais amplas dela própria ao aceder a lembranças decorrentes de vidas passadas.
O corpo físico não constitui um local de aprisionamento do espírito humano, mas a capacidade que a alma tem de se focar no tempo e no espaço. Vós sois um sistema altamente sofisticado e um grau galopante de consciência. A faculdade da mente que possuís comporta uma autonomia bastante específica para os diferentes estados alterados em que entrais. O estado Beta constitui o repositório do inconsciente. O estado Alfa é aquele em que começais a aprofundar a vossa prática meditativa. Aqui encontrais a maioria das dimensões psíquicas e a capacidade de projecção astral. O estado Teta é aquele dos profundos recursos da abordagem do subconsciente. E tal como a mente e o corpo físico possuem uma anatomia, também por sua vez possui a supraconsciência. A forma anatómica da supraconsciência são os chakras e as anatomias subtis.
A meditação alinha os chakras e as anatomias subtis e leva-vos à expressão verdadeira da consciência que sois. Porque tudo o que sois é uma dimensão cada vez maior de consciência, até eventualmente vos tornardes um com Deus e entrardes no Nirvana. Ao entrardes no Nirvana entrais no NADA que é todas as coisas, e no TUDO que é nada. Porque Deus conhece todas as coisas, e pelo facto de conhecer não possui a capacidade de pensar. Quando todo o pensamento cessa, a vossa própria existência conforme a conheceis cessa, e entrais num estado de sabedoria ou Nirvana.
A mente possui a faculdade de se desalinhar. O espírito e a alma estão sempre alinhados pelo divino. Os chakras encontram-se sempre abertos, por constituírem os portais para o divino. Somente a mente dá a ilusão dos chakras se acharem encerrados. Assim, quando aquietais a mente e prestais atenção ao pleno Ser, tornais-vos conhecedores. Todo o pensamento cessa então e vós penetrais nos profundos recursos do estado meditativo e saís transformados.
Ao concentrardes a vossa consciência nos chakras, iniciareis o processo de autorrealização (actualização de vós próprios). Quando meditardes em todos os chakras, atingireis naturalmente um estado de conhecimento. Mas acima de tudo, deveis debruçar-vos sobre o divino; então os chakras tornam-se completamente claros e a mente é alinhada no seu pleno potencial, com plena recordação de si própria.
A projecção astral é um produto da meditação. Não é que aprendam a projectar-se astralmente, por não existir coisa tal como “aprender”. A única coisa que aprendeis é o quão pouco sabíeis antes. A projecção astral é recordada, por estarem constantemente a projectar-vos astralmente. A projecção astral constitui a faculdade de vos focardes na vossa própria esfera mais ampla de consciência sem deixarem de manter a consciência individual com que vos identificais nesta vida.
As substâncias tais como a marijuana e os cogumelos fazem pouco mais do que estimular a própria fisiologia do corpo, a qual é um produto da mente em busca de dimensões mais elevadas. O próprio corpo físico possui fisiologias mais complexas que sucedem nos estados meditativos, do que poderia alguma vez ser imaginado com base na ingestão de qualquer dessas forças exteriores.
Em certas sociedades, essas substâncias passíveis de alterar a mente eram ingeridas mais como parte de um regime nutricional, e em quantidades bastante reduzidas. Isso permitia que o corpo físico tirasse partido dessas substâncias de uma forma natural e gradual. O canal que vos fala não atribui qualquer crítica à ingestão dessas coisas em maior quantidade, mas tampouco o encoraja, por a meditação ser completa e única em si mesma e por si só. No espaço de uma inspiração de ar, a vossa própria fisiologia é capaz de produzir uma relação pessoal mais aprofundada com o divino do que por anos consecutivos de ingestão de substâncias exteriores.
O sonhar acordado (devaneio) constitui meditação. O sono constitui meditação. Até mesmo a depressão pode representar uma meditação induzida biologicamente, por vos forçar a um estado contemplativo. Todos esses processos são meditativos por sua própria natureza, e podem conduzir a um estado pleno de meditação de acordo com a vontade própria e o quão perto trilhais o divino.
A meditação é um processo do acesso, por intermédio da memória, a estados supraconscientes e subconscientes, pelo que, o acesso a informação a faculdades subconscientes e supraconscientes por meio do estado do sonho constitui um procedimento meditativo. Mas o indivíduo ainda será capaz de ponderar ou de meditar nessas coisas a que tenha acedido a partir do estado de sonho de forma que se tornem conscientes.
Toda a gente medita. O corpo físico necessita tanto de meditação quanto necessita de sono e de respirar, porque a meditação acha-se suspensa entre esses dois estados. O indivíduo que se acha sobrecarregado pela falta de sono ou pela tensão excessiva do corpo físico, cria uma suspensão das emoções. Isso frequentemente conduz ao devaneio, o que consiste numa meditação biologicamente induzida. A sobrecarga das emoções conduz à depressão, a qual também é uma forma de meditação biologicamente induzida.
Meditai antes de dormir e depois de vos levantardes. O dia em que essa meditação não acabar por ser induzida nos níveis biológicos não se apresentará tão agitado. Alpinismo, dança e atletismo, são igualmente formas de procedimento meditativo por reunirem mente, corpo e espírito numa integridade de propósito. Mas notai que são formas de procedimento. Quando o propósito consiste em alinhardes pelo Eu Superior – ou seja, pelos perímetros elevados que designaríeis por Deus - e em prosseguirdes para um diálogo por essa via, aí de facto torna-se numa meditação verdadeira. A meditação é a ocupação do corpo físico enquanto a mente explora os plenos perímetros de si própria. Mas além disso, meditação é o diálogo que tendes com a fonte mais elevada do universo, assim como a expectativa de uma resposta. Por isso, é a fusão da oração e da recepção de uma resposta a essa oração enquanto permaneceis no estado meditativo.
Quando meditais nos sete chakras tornais-vos conhecedores de que as actividades que desempenhais neste plano se assemelham porventura a um sonho. E assim como obtendes estados de consciência a partir dos vossos sonhos, também por sua vez percebereis que este nível de existência constitui igualmente um sonho. À medida que criais e moldais a vossa realidade por meio da concentração da vossa visão interior – tal como tentais focar-vos na visão dos vossos sonhos – também por sua vez deveríeis ter a focalização da manifestação exterior, o sonho que sonhais durante as vossas horas do estado de vigília. Isso vem através da oração, a qual consiste num diálogo com Deus Pai e Mãe. Isso sucede com a meditação, o tempo que dispensais à comunicação com Deus. Quando alinhais os chakras, preparais o templo vivo para o diálogo apropriado com Deus. Esses são os utensílios através dos quais tomais consciência das actividades elevadas.
Quando meditais estendeis-vos aos níveis da alma. É aí que o Pai habita, O Deus Pai e Mãe que é o criador de tudo. Deus é amor, e se vos amardes uns aos outros, todas as coisas vos deverão ser dadas. A simplicidade do amor é frequentemente ridicularizada, mas amor significa harmonia. E precisais da disciplina do indivíduo neste plano físico para produzirdes harmonia, a qual é o trabalho activo de Deus em vós. E na verdade vós sois uma porção desse trabalho.
Tom Mc Pherson
 Os mesmos processos de pensamento que empreendeis a fim de descobrirdes os objectos físicos extraviados são utilizados na meditação a fim de recordardes vidas passadas. Pensais para convosco próprios: “Se eu ao menos parasse de pensar nesse maldito nome, recordá-lo-ia”, e quando parais o diálogo interno, frequentemente o nome sobrevém-vos à consciência. As formas de procedimento usadas na meditação são as mesmas, à excepção de focardes a vossa atenção numa recordação extraviada, de uma vida passada, digamos, ou da infância. Por isso trata-se simplesmente de um processo de memória, e de a trazer de volta de um modo mais disciplinado e numa escala mais elevada. Mas os processos são idênticos.
Quando a mente entra em relacionamento com o corpo físico durante a meditação, ela atinge a sua máxima faculdade a qual consta simplesmente de memória. O corpo físico basicamente necessita do reforço positivo de que tudo está bem. É o corpo que experimenta a mortalidade, não a mente nem o espírito. Assim que acalmardes o corpo, ou satisfizerdes as suas necessidades básicas por meio da meditação, a mente poderá então aceder à memória elevada, ou ao espírito, o qual é o vosso guia interior. Sempre é apropriado dispensardes um tempo para vós e para Deus, e então, caso possamos contribuir nem que seja um pouquinho, tiraremos proveito dessa oportunidade. A meditação diária sempre é recomendada. É rejuvenescedora para o corpo físico, acalma os nervos, promove a cura dos tecidos internos, coloca-vos em contacto com Deus, e tudo o mais que qualquer outra “banha da cobra” prometa. Constitui um tonificante geral.
Quando vos focais nos chakras, isso assemelha-se mais a um acto de contemplação ou de meditação do que de análise. Por exemplo, é possível contemplar o próprio umbigo, mas impossível analisá-lo. E se não acreditardes em mim, procurais analisá-lo sempre que quiserdes.
Quando meditais e dais por vós a fixar-vos numa ideia, não considereis a ideia como um obstáculo. Se uma ideia se revelar recorrente, concentrai-vos nela, e eventualmente, quando o seguirdes ao seu extremo natural, ela desatar-se-á tal como um “nó górdio” (um problema extremamente complicado). Isso é operar com base da resolução de problemas. Esse pensamento obsessivo deverá efectivamente conduzir-vos ao próximo estado profundo. Quando meditais, aumentais a força vital em vós. A força vital de facto anima ou acelera o corpo e permite que mais consciência ou aspectos profundos venham à superfície e sentir-vos-eis mais repletos de vida na experiência que vivenciardes.
A meditação é a fusão da mente, do corpo e do espírito, quer seja feita de forma consciente quer brote espontaneamente. Como só existe uma experiência na meditação, utilizai aquilo que basicamente resultar no vosso caso: dança, corrida, sono – isso são tudo formas de meditação. Eu diria que é aquilo que aplicardes que melhor opere.
Para meditardes, podeis deitar-vos, sentir-vos confortáveis, e em seguida desenrolar uma lista mental de coisas na vossa mente. Se uma das coisas nessa lista mental parecer assumir uma posição predominante, ou parecer repetir-se, seleccionai essa. Continuai a dar-lhe voltas na vossa mente, a ver o que é que vos tenta comunicar.
É mesmo possível meditar enquanto assistis à vossa tevê “idiota”, ou àquilo a que gosto de me referir como a vossa moderna “bola de cristal.” Deus é de tal modo poderoso que poderia provavelmente chegar-Se a vós através desse instrumento. Vez por outra, as pessoas deixam-se deslizar para um estado ligeiramente meditativo ou hipnótico enquanto vêem televisão, talvez enquanto assistem a um filme que celebre a vida de um individual inspirador. Isso são comunicações por meio de um meio humano, e como o meio humano é realmente capaz de inspirar, e a inspiração pode conduzir a um estado meditativo; é por essa razão que eu digo ser mesmo possível meditar um pouco enquanto estais colados ao vosso televisor.
O estado de sonho é a vossa fonte mais valiosa de informação psíquica. Certa vez provoquei um indivíduo, ao perguntar-lhe se estaria na disposição de relegar um terço da sua vida a actividades espirituais. Ela disse: “Bom, não sei – gosto de assistir à televisão e de jogar ténis...” ele não tinha a certeza de conseguir tornar-se num asceta. Mas eu disse: “Bom, isso é de lamentar, porque tu já sonhas ou dormes um terço da tua vida, e tudo o que precisas fazer é tomar consciência dessa mesma fonte repleta de informação meditativa ou contemplativa tanto oriunda do subconsciente como do supraconsciente, e um terço da tua vida é já dedicado sob a forma de prática espiritual.” De facto, a abordagem que o preguiçoso faz à meditação mesmo antes de adormecer pode representar um estado meditativo.
ATUN-RE
O vosso espírito, ou a vossa mente supraconsciente, constitui o princípio ascensional e a mente consciente é o Eu intermédio; a mente subconsciente, ou corpo físico, constitui o princípio de supressão. Precisais entender isto como uma contínua dinâmica activa e funcional. Porque é quando a mente supraconsciente desce e penetra o subconsciente - onde reside algo familiar em que se fixar - e a seguir conduz isso de volta à mente consciente onde poderá ser identificado, de modo que possais optar por ascender ou ser inspirados, ou onde podeis optar por reconhecer o impulso como emoção e depois procurar traduzi-lo por compreensão e sensibilidade. Este processo contínuo constitui o perímetro das funções da vossa personalidade confusa, por tudo ser um processo. Por meio dessa contínua oscilação, avançais por meio do fluxo de tempo da realidade subjectiva, e a contínua oscilação entre essas três dimensões de vós próprios torna-se vida.
Podeis ultrapassar a resistência que manifestais à ascensão começando por perceber como a ascensão vos serve. O espírito encontra-se continuamente em fluência, à semelhança de um rio, e a animar o corpo físico, constantemente a atrair os ideais mais elevados e a coordená-los com os eventos cármicos que se acham depositados no corpo físico. Por ser por meio do corpo físico que experimentais o carma, e a mente determinar o modo de o organizarem ou de lhe reagirem. Mas quando reunis a mente, o corpo e o espírito, como por intermédio da meditação, obtendes compreensão.
Uma vez em meditação, expandis-vos ao longo dos diversos níveis das anatomias subtis, examinando todas as coordenadas dos perímetros das vossas vidas passadas, num fluxo infinito do tempo, até aos níveis da própria alma. O vosso corpo astral protege-vos de uma informação em demasia, porque se começardes a sentir-vos demasiado como um Napoleão, eles trancam-vos num quarto. Se vos sentirdes demasiado como no Egípcio ancestral, sereis considerados excêntricos. Por conseguinte, isso precisa ser tudo cuidadosamente coordenado pelo modelo do Pequeno Gordo Americano, cujo corpo sofre uma expansão por ingerir demasiado fluxo temporal.
Todas as coisas constituem um estado de energia e precisais coordenar cuidadosamente cada uma dessas energias. Isso é o que a meditação vos permite fazer. À medida que abris cada uma das propriedades da kundalini, coordenais cada um dos níveis do fluxo do tempo a partir de todas as vossas vidas anteriores. E assim como essa energia se estende ao exterior e cria os eventos de vidas futuras, também elas são cuidadosamente coordenadas no cento do fluxo temporário que é o próprio corpo físico, a habilidade que a alma tem de se focar no fluxo temporal a que chamais “agora”. A meditação é a coordenação dessas energias de modo a poderdes criar um fluxo temporal constante e uniforme que afecte o espaço à vossa volta.
Permiti que sugira uma meditação simples: Aqueles que ingerem carne, incluindo peixe - não a comam durante sete dias. Notai o que desperta em vós. Vejam se o velho Atun-Re não terá razão acerca das exigências imediatas do corpo. Vejam se não dais por vós a esgueirar-vos para a cozinha à noite, e preocupados com a possibilidade de Deus vos estar a vigiar por trás do ombro. Para aqueles que já não ingerem carnes, deixai de tomar estimulantes ou álcool durante sete dias. E para aqueles de vós que já não ingerem estimulantes, jejuai três dias à base de sumos. Isso levar-vos-á a meditar e colocar-vos-á em contacto com as vossas emoções.
A própria eliminação de carne ou de estimulantes durante uma semana conduzir-vos-á a um estado meditativo, e mostrar-vos-á como o próprio fluxo da vida constitui uma meditação. É a união da mente, do corpo, e do espírito num acto de comprometimento com a disciplina espiritual. Mas nem sequer chega a ser uma disciplina, por a disciplina constar unicamente de um corte com aquelas coisas de que não necessitais e que constituem de facto barreiras para uma plena vivência.
Quando ascendeis procurais mover-vos para cima e para além do próprio fluxo temporal. Começais de facto a resistir à gravidade, mesmo no sentido físico. Os pés assentam mais firmemente no chão, pelo que vos sentis mais “bem assentes”. Quando buscais a inspiração das dimensões mais elevadas, quanto mais bem formados não sereis de mente, corpo e de espírito, por a meditação constitui o elo de ligação de corpo, mente, e espírito em serviço ao mais elevado e grandioso objectivo, o qual é a vossa alma, para que vos torne a todos filhos da luz.
O sol irradia para todos, e revela todas as coisas. O sol assemelha-se à alma. A alma escolheu expressar-se de determinado modo, e na meditação reside o diálogo que estabeleceis com o espírito superior. Do mesmo modo que desfrutais do cálido abraço do vosso parente terreno - pai ou mãe - abraçai tanto Deus como a vossa alma na meditação que fizerdes. Por se tratar de um diálogo. A meditação aumenta o conhecimento de vós próprios de modo que possais desfrutar desse abraço. O serviço para com os demais permite-vos pôr em prática as capacidades e os talentos que possuís. Triste será todo quanto – homem ou mulher - que não se presta a um serviço, porque nesse caso só poderá ser escravizado. O “serviço” que vos cabe é o trabalho que empreendeis, a ocupação que assumis. A oração é a capacidade de exprimirdes. A oração é chave na expressão. É a abertura que manifestais uns para com os outros. É a bênção que enviais às pessoas, nas conversas que tendes com Deus.
A meditação constitui uma estrutura confortável na qual sois capazes de conversar com Deus. A amizade, são aqueles com quem servis, aqueles que são vossos amigos. Quando essas coisas se misturem podeis então estender amor, podeis estender harmonia.
Como podereis tirar partido das plenas faculdades da mente subconsciente de modo a obterdes uma compreensão plena? Começai pelo que é chamado de “Eu Superior”, o qual projecta para baixo, à semelhança dos raios de Ra, de modo a iluminar aquelas partes de vós que designaríeis então por mente subconsciente, que pode ser representada pelo chacal, ou o mundo inferior. Na Pirâmide, isso constitui a câmara profunda interior, já que a própria Pirâmide representa um diagrama da consciência superior. Mas para compreenderem essas coisas – isso representa o abismo da vossa mente subconsciente, regida que é pelo mundo inferior, ou o chacal.
O chacal é aquilo que procura devorar todas as coisas e se apega ao mundo inferior e mantém a pessoa “morta”, sem que consiga viver plenamente. Aqui, pois, temos o indivíduo, a mente, que trás o conhecimento e a sabedoria, por residir entre a mente supraconsciente e a mente subconsciente. E nisso reside o mistério. A vossa mente subconsciente não constitui nem nunca constituiu a fonte do vosso crescimento, por representar o chacal que busca consumir todas as coisas, toda a verdadeira medida de crescimento. A mente subconsciente é o depósito das coisas não realizadas. E os vossos próprios aspectos subconscientes são aquelas coisas ainda por espiritualizar, em que nenhuma luz foi derramada. O disco solar que vê todas as coisas como pelos olhos de Hórus não terá lançado qualquer raio de luz sobre o subconsciente.
Que coisa será o subconsciente? É o vosso corpo físico. É a concha e o véu do esquecimento que colocastes sobre vós próprios enquanto almas encarnadas. Assim, desenvolveis terapias para acalmar o chacal, para o pôr a dormir – a vossa hipnose, as vossas meditações, todas essas coisas acalmam o chacal. A meditação relaxa o corpo físico de forma a permitir que a consciência da vossa personalidade explore as dimensões superiores. O que surge é o facto dessas dimensões do eu superior operarem constantemente através do fluxo da mente subconsciente. Se acalmardes a mente subconsciente, se a exteriorizardes, se desistirdes de todos os vossos sentimentos de mortalidade, se descontrairdes a vossa forma física, se promoverdes a cura com base no espírito, então tereis esvaziado o subconsciente. Não mais ele romperá ou bloqueará o fluxo da supraconsciência à medida que ela penetrar a fim de espiritualizar o subconsciente e a seguir se transferir para as dimensões mais elevadas, que se tornam no vosso Eu consciente. Quanto mais vazio o subconsciente estiver, mais clara será a fluência do vosso Eu Superior.
Através da meditação e da oração reconheceis as vossas limitações e estas vazam do subconsciente. Mas caso não admitais as vossas limitações, se vos esconderdes da discussão que tivestes, ou negardes o facto de terdes cometido uma transgressão contra alguém, o evento permanecerá enterrado na mente subconsciente até eventualmente a vossa supraconsciência o trazer ao de cima através dos sonhos. Frequentemente hão-de ver isso expressado sob a forma de símbolos. Se continuardes a suprimir isso, talvez se tornem demónios que criais como que a perseguir-vos, e que provocarão tensão nos músculos e talvez vos faça doer a barriga. Eventualmente torna-se o que designais por “doença psicossomática,” por a vossa mente subconsciente constituir o vosso corpo físico.
Enquanto seres humanos, vós residis nos pontos intermédios entre a mente consciente e a supraconsciente. Isso compõe a personalidade humana. É o que sois. Sois compostos tanto de aspectos subconscientes como supraconscientes em diferentes períodos do tempo. Jamais vos achais fora de alcance da supraconsciência; só pensais estar por acreditardes ter que passar pelo subconsciente ou estudar os sonhos que tendes. Mas a supraconsciência ou Eu Superior está junto de vós o tempo todo. Portanto, esvaziai o vosso subconsciente. Dirigi-vos às vossas dimensões superiores. É aí que reside o vosso talento. É um erro pensar que seja o subconsciente quem esteja a fazer o trabalho. Ele representa apenas um depósito dormente. É a vossa supraconsciência, o vosso espírito, a vossa alma, quem opera o trabalho todo. É a força causal da criatividade. O subconsciente é simplesmente um depósito onde vos preparais para as revelações que a supraconsciência então vos trás.
Agora, meus filhos, silenciai e dormi. Suspendei-vos no “ovo da eternidade.” E agora, cessai o vosso sonho e acordai para a maior realidade de todas. Contemplai a face daquele que se senta diante de vós, por ser nessa amizade que encontrais Deus. Amai-vos uns aos outros. Tocai aquele que se senta próximo a vós, por aí residir a maior acção de todas: amizade, viver uns com os outros. Aí está o sonho que ocupais. Pois não será a vida diária um sonho? Não será cada pessoa aqui reunida um símbolo de algo passado, de algo escondido? Se fordes moldados por condições Cármicas, sonhos de vidas passadas, então por sua vez isto também deverá consistir num sonho, não será? Não é um factor de iluminação que todos vós reunis com um propósito comum? Esta é a meditação superior, não será?
CHAKRAS – PADRÃO DE PERFEIÇÃO
John
Os chakras constituem a origem da vossa consciência superior. São uma planta, ou modelo, do Eu Superior. É através dos sete principais chakras situados no corpo que a alma deixa a sua marca no plano terreno. São as estruturas etéreas ou anatomia que tem assento em pontos anatómicos particulares no corpo físico; são os animadores do corpo.

Os chakras constituem um plano ou modelo ao longo do qual a mente passa a entrar e estabelece um padrão correcto para si mesma. Toda a vez que meditais nos chakras, toda a vez que a mente é exposta a esse escantilhão e penetra nesses vórtices de energia, representa um reforço positivo para o padrão dessa perfeição. Desse modo estais a lidar com o padrão da “iluminação do comportamento”. Simplesmente dito, a memória não será realçada através do reforço positivo? E não será através do processo da memória que verdadeiramente chegamos a conceber de nós próprios? E não será por meio da inspiração que chegamos a transcender e a conhecer a alegria? Assim, meditando nos chakras, que já constituem um padrão de perfeição pessoal e relevante para o próprio, vós dais um reforço positivo à memória da perfeição. A seguir, quando os chakras são abertos, ou melhor, quando a mente se expõe a essa perfeição, segue-se a inspiração.

Os chakras são a sede da consciência de cada indivíduo. Por altura da transição a que chamais de morte física, são os chakras e várias anatomias subtis e meridianos que sobrevivem. Na verdade poderá ser mais exacto dizer que sois os chakras, sois essas energias subtis, por eles na verdade constituírem as raízes da vossa consciência. Quanto mais vos focardes nessas realidades, maior será o comando que tereis sobre a verdadeira realidade do que sois.

Os sete chakras são comuns a todas as culturas, a toda a expressão. Nos sistemas de pensamento Judeo-cristãos são referidos como a Árvore da Vida. Eles constituem as Sete Igrejas do Livro da Revelação. São as Rodas dos sistemas de pensamento orientais. As Sete Serpentes da mitologia de Quetzalcoatl. Os Sete Espíritos do homem e da mulher que, uma vez plenamente integrados, se tornam no modelo do Eu Superior.

O primeiro chakra encontra-se localizado na base da espinha, ou no cóccix; o segundo está localizado no género sexual (na mulher nos ovários e no homem nos testículos); o terceiro acha-se nas regiões estomacais ou no abdómen; o quarto chakra reside nas regiões do timo, ou do coração; o quinto acha-se dentro da garganta, ou das actividades da tiroide; o sexto chakra, ou o que designais por terceiro olho, está localizado na área da glândula pituitária; e o sétimo, ou chakra coronário, constitui a glândula pineal, situada no topo da cabeça.

Quando perspectivado de um estado elevado de clarividência, os chakras aparecem como raios que se estendem para diante a partir das sedes da anatomia ao longo da coluna espinal para as regiões da testa, para depois se estenderem pelo horizonte, não de maneira diferente do espectro natural do arco-íris. Esses raios estendem-se ao infinito por a alma em si mesma constituir um ser infinito, e o corpo físico constituir a capacidade que a alma tem de se focar no tempo e no espaço. Assim, pois, a alma cria o corpo físico de acordo com as leis naturais do plano terreno; e concede a si mesma permissão para exercer um foco no tempo e no espaço.

Os sete raios estendem-se a partir do infinito da alma para o factor limitado do tempo e do espaço, a fim de criar o fenómeno dos chakras, em cujos perímetros a alma se personifica na personalidade individual de uma encarnação escolhida. Assim, pois, podeis ver os raios como uma extensão da alma, a criar os chakras por um processo holográfico, ou o processo em que o corpo físico (assim como a mente subconsciente e a mente consciente) são criados.

Os sete raios constituem a individualização da força da alma em correlação com a mente universal superior. De facto, eles são a própria força através da qual a mente superior, ou a própria alma, se individualiza através dos chakras.

Os chakras, ou as sete sedes ou centros de consciência, estão associados a certas palavras-chave. Em relação ao primeiro chakra, a palavra-chave é compreensão; por para se progredir rumo a qualquer coisa, precisamos ter compreensão. A palavra-chave para o segundo chakra é criatividade, por criardes a vossa própria realidade com base na compreensão. A palavra-chave para o terceiro chakra é sensibilidade, por precisardes ter sensibilidade e empatia pelos outros para serdes capazes de vos realizardes. A palavra-chave para o chakra do coração é amor, por o amor representar a harmonia inata que existe em todas as coisas e precisardes ter harmonia em todas as coisas em relação às quais possais compreender, criar, ou ter sensibilidade. No caso do quinto chakra, temos a expressão, o problema da articulação, a capacidade de vos expressardes para com terceiros. No sexto chakra está a visão, a capacidade de perceber propósito. Por fim, propósito divino é sinónimo do sétimo, ou chakra coronário.

Os chakras são um sistema de auto-realização pelo qual vos elevais a partir dos instintos básicos aos maus elevados níveis da consciência, e pelo qual o ser elevado que verdadeiramente sois é revelado. Por serdes um ser que consiste em mente, corpo, e espírito pessoal, e é com a integração desses três que vos tornais num com a força superior – ou seja, com o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, ou o Deus Pai e Mãe. Por nessa articulação manifestardes o modelo da vossa verdadeira identidade, que representa a manifestação do Cristo dentro de vós, ou a fusão da mente, do corpo, e do espírito ao serviço de Deus.

Os chakras governam a vossa realidade física. O que parecem ser eventos produzidos ade forma aleatória na vossa vida, tais como pessoas, oportunidades, e várias outras questões, são frequentemente reflectidas nas anatomias subtis muito antes de se manifestarem no físico. Os chakras e os seus relevantes padrões de energia constituem as forças que atraem apropriadamente as pessoas e as circunstâncias para a vossa vida. Constituem padrões de energia magnética que tanto atraem com repelem. De acordo com essas energias, atraís a vós pessoas e circunstâncias de acordo com as suas polaridades naturais e influências magnéticas. Pois, na verdade, a vida não passa de uma série de vibrações coordenadas, sistemas de atracção e de repulsa, e o grau com que centrais os chakras será o grau em que trareis uma manifestação externa mais harmoniosa às circunstâncias da vossa vida pessoal.

A abertura dos chakras pode constituir uma chave na vossa centralização na vossa verdadeira natureza. O activo mais valioso que possuís é a vossa personalidade. A personalidade constitui o vocabulário pelo qual comunicais com todos os outros seres. Porquanto na verdade, o ego humano, ou a personalidade humana, não passa disso – um vocabulário. Nada mais nem nada menos. É o meio e a forma através da qual o vosso carácter se articula.

E a personalidade, esse vocabulário, constitui um produto dos chakras, e do grau de abertura ou de fecho em que se encontram. Quanto mais vos trabalhardes a vós próprios na dimensão espiritual, mais os chakras se abrirão. Mas isto encerra um outro mistério – os chakras jamais chegam verdadeiramente a estar abertos ou fechados. De facto os chakras encontram-se sempre abertos. Apenas a mente se fecha. E quando tiverdes sintonizado a mente com os centros espirituais, ela abre-se por influência dos chakras.

O corpo físico não difere de um holograma. Tal como as vossas ciências recriam imagens tridimensionais por um processo holográfico, também vós, pela vossa parte, sois um ser constituído por sete dimensões. Vocês consistem de altura, largura, e profundidade, assim como tempo, espaço, mente e consciência. Nessas sete dimensões se revela o vosso próprio espectro completo enquanto seres conscientes. Assim como no plano terreno possuís três níveis de consciência (consciente, subconsciente e supraconsciente) por habitardes três dimensões (altura, largura e profundidade) também por sua vez a alma possui sete níveis de consciência e habita todas as sete dimensões. Essas dimensões intersectam-se e encontram o seu foco nos chakras, nos sete níveis de consciência que compõem a totalidade e a essência da influência da alma nos assuntos do dia-a-dia das vossas vidas.

Se reflectirem na natureza dos chakras na meditação Kundalini, abris-vos para com as sedes da consciência em que as verdadeiras raízes da vossa personalidade são reveladas, por a substância da vossa personalidade encontrar o seu foco por intermédio dos chakras.
Assim como o cérebro carnal é especializado nas funções que adopta, e vos faculta a fala, a lógica, a intuição, a criatividade, também por sua vez o próprio corpo físico, no seu todo, representa a sede da alma, a sede da anatomia dos sete chakras.

A mente estende-se a todos os aspectos do corpo físico através dos tecidos neurológicos, como raízes que se estendem pela terá adentro, à procura de nutrição. O corpo físico constitui um ponto de foco, e os tecidos neurológicos são como raízes de consciência, que se estendem fundo dentro do alojamento do templo do corpo físico, para se estabelecerem e serem conscientemente percebidas e a seguir tecidas na tapeçaria em que se torna a vossa personalidade.

Mas e então? Por a mente não constituir a vossa única fonte de consciência; também possuís as vossas dimensões espirituais. É através dos chakras que o vosso espírito se integra em pleno na trindade da mente, do corpo, e do espírito. As vossas ciências físicas olham para os padrões fisiológico e biológico do organismo físico em busca da sede da personalidade, mas descobrem unicamente reflexos dessas coisas nas variadas propriedades químicas que observam. Isso não passa de matizes da verdadeira força causal, que são as rodas da revelação, os chakras, que continuamente animam o corpo físico do nível molecular ao anatómico. O produto disso é a vossa personalidade e o vosso padrão pessoal de vida.

É através dos chakras que vos estendeis ao infinito. É igualmente através dos chakras que a alma ganha intimidade com o plano terreno, intimidade essa, que se traduz pela vida que viveis. Quando alinhais os chakras, podeis então estabelecer as sedes da memória da alma, por a alma se estender ao infinito e ocupar todos os sectores do tempo e do espaço. E é através dos chakras que o holograma do corpo físico é criado e obtém animação e é coordenado como um instrumento delicado de energia radiante.

Existem muitas técnicas para dinamizar os chakras. Primeiro, precisais ter conhecimento daquilo que fazem e da sua particular área de influência. Os chakras inferiores são muitas vezes dados à procriação. Mas além disso, as proteínas produzidas tanto no homem como na mulher que se encaminham para a ovulação ou para a produção de espermatozóides podem ser de novo utilizadas no corpo físico para a o seu próprio fortalecimento espiritual. Essas proteínas são de seguida passadas à corrente sanguínea ou às vias circulatórias, onde se dá a filtragem no baço e a produção de certas hormonas e anticorpos que espiritualizam, o corpo físico ao longo de linhas biológicas. Essas são as actividades biológicas dos chakras.

Mas além disso, quando essas energias são aplicadas ao corpo físico, intensificam a cura espiritual, que eventualmente molda a personalidade humana, que representa o instrumento para a expressão espiritual e aprendizagem neste plano. Isso pode ser conseguido por meio da meditação, do yoga, da oração, e do jejum.
Como os chakras dizem respeito à alma, ao vos sintonizardes com os chakras, sintonizais-vos com a função especializada que a alma deseja manifestar no plano terreno, moldando-vos o carácter e natureza de acordo com as lições que vós, enquanto alma, desejais plenamente aprender. Quando mais tiverdes consciência desse fenómeno, mais a vossa mente se abre para com os seus recursos mais elevados. E quanto mais restaurardes a vossa natureza angélica, mais vos tornais num ser infinito.

O espírito, a alma, acha-se permanentemente alinhada pelo divino. Os chakras encontram-se permanentemente abertos, por constituírem os portais para o divino. Unicamente o homem que passa a ilusão do fecho dos chakras. Assim, pois, ao serenardes a mente e dardes ouvidos por completo ao Eu, tornais-vos conhecimento, todo o pensamento cessa, e penetrais nos mais profundos recursos do estado meditativo. Saís, assim, transformados, e todas as coisas definidas correctamente.

Tom McPherson

Se lhes derem uma possibilidade, os chakras tornam-se por completo autocorrectivos. Eles encontram-se sempre em equilíbrio; o que acontece unicamente é que vós aceitais, ou deixais de aceitar, a informação que eles vos conduzem. Não se trata efectivamente de alinhardes os chakras, mas de alinhardes com os vossos chakras.

A cura representa um produto do alinhamento dos chakras. Não será verdade que podeis curar úlceras ao aliviardes ansiedades? E não serão a maior parte das alergias um produto do estrese mental? Por conseguinte, a cura consta do alinhamento com os chakras e da permissão para que a mente divina possa tomar posse. Pois que, se a mente mundana, ou a mente consciente, é capaz de curar, imaginai somente o que a mente divina é capaz de fazer.

Pensai nos chakras como um sistema de tons harmónicos. Cada pessoa tem um tom particular com que está sintonizada, de acordo com os tons da harmonia dos chakras. Certas cores possuem notas específicas ou oitavas associadas a elas. A cor por que uma pessoa se sente atraída representa uma chave para a parte do instrumento humano com que se acha em sintonia com uma oitava particular. O sarcófago existente dentro da Grande Pirâmide, acha-se sintonizado com determinado tom que representa a chave mestra, ou oitava, com que toda a gente pode sintonizar.

Retractai a coluna espinal como uma série de notas musicais onde terminam as ligações nervosas. Colocai uma oitava a cada um dos pontos chakra – uma no cóccix, outra associada aos tecidos do género sexual, outra no estômago, outra no coração, etc., até à pituitária e à pineal – e descobrireis uma escala completa. A seguir por meio de uma série de sustenidos e bemóis, sereis capazes de sintonizar oitavas particulares, escalas, e notas aos rins, ao fígado, e por aí adiante, tocando literalmente o instrumento humano.

A glândula pineal representa a sede principal ou centro da consciência. Junto com a glândula pituitária, é comummente referida como o terceiro olho. A glândula pineal em si mesma constitui o chakra coronário. É a glândula mais protegida de todo o corpo. Estimula as regiões do hipotálamo e constitui na verdade a verdadeira seda da consciência no corpo. Os tecidos cerebrais operam os aspectos mais mundanos da intuição e da análise, ao passo que a glândula pineal constitui verdadeiramente a base da própria consciência.

O modelo mais aproximado que me ocorre para descrever a relação existente entre o espírito e a sede física da consciência foi quando o vosso companheiro Marconi, se estou bem certo, difundiu ondas electromagnéticas sobre um cristal. O cristal entrou em ressonância, e o resultado da transferência de impulsos eléctricos foi som audível. Em muitos aspectos, a glândula pineal é muito similar. Sendo rica em silicone, segundo creio, que é muito semelhante ao quartzo nas propriedades cristalinas que possui, o espírito faz interface com ele e entra em ressonância, e isso torna-se detectável como as funções bioeléctricas do corpo, que estimulam o processo de divisão celular ao longo dos meridianos e de outros campos de energia concentrados ao redor dos chakras. Por isso não é diferente do modo como o cristal de quartzo é capaz de sintonizar energia electromagnética ajustada de uma forma refinada e de a traduzir em energia física audível.

O alinhamento dos chakras é facilitado pelo regime vegetariano e pelo jejum. O regime vegetariano, no geral, promoverá a saúde dessas glândulas. E para além disso, uma rígida dieta de fruta, desde um período que se prolongue desde uma semana até quarenta dias, pode representar uma excelente técnica para ajudar a desenvolver uma sensibilidade e a consciência dessas glândulas. Não recomendo tal dieta o tempo todo, mas sete dias de dieta deveria provar ser bom, em particular um jejum à base de mangas.

Os chakras estão sempre abertos. A melhor coisa a fazer é serenar a mente. Deixai que os chakras façam o seu trabalho sem que a mente se intrometa. O lado esquerdo do cérebro adora interferir em tudo. O que importa é que, ao vos realizardes por intermédio dos chakras e das anatomias subtis, recordais tudo. Isso alinha-vos a supraconsciência, e tudo quanto fica que resta é Deus. Isso manifesta-se como uma sensação avassaladora de cumprimento, um profundo altruísmo, e um forte desejo de viver a vida com simplicidade. Isso é chamado de arrebatamento – uma forma divina de loucura, dependendo do quão bem conseguirdes lidar com ela.

Atun-Re

É somente por negardes o facto dos chakras se encontrarem abertos que porventura parecerá que estejam fechados. Os chakras encontram-se continuamente abertos. Eles funcionam convosco em todas as alturas, porque de outro modo a própria vida teria cessado. É somente o grau em que acolheis a informação que eles vos trazem que pensais que estejam abertos ou fechados.

Até mesmo o conceito de abertura ou fecho se encontra errado, por o espírito se achar continuamente convosco. Apenas a ilusão da mente consciente – de que consiste de corpo e mente unicamente – que dá a aparência do seu fecho. Assim, os chakras encontram-se abertos o tempo todo; é somente uma questão de os alinhardes de forma que eles vos possam transferir energias mais apropriadamente.

Tampouco podem os chakras sofrer qualquer bloqueio. Os espíritos jamais são bloqueados não existem barreiras. Apenas a mente deixa de estar aberta. Por conseguinte, abram as vossas mentes. Esquecei os chakras e abram as vossas mentes. Pensai nos chakras como uma loja que permanece aberta o tempo todo e em que podeis fazer compras em qualquer altura.

Certos chakras são mais sensíveis que outros em relação a diferentes níveis de memória por meio da recordação de vidas passadas. Do mesmo modo que utilizaríeis diferentes partes do cérebro a fim de recordardes vários aspectos da vossa existência imediata aqui no plano físico, também por seu turno os chakras são utilizados em diferentes tipos de recordação relativamente a vidas passadas.

Cada chakra comporta igualmente distintos níveis de informação, de uma forma compatível. E embora um chakra inicial possa ter o aspecto inicial dessa memória, todos os sete chakras comportam a memória como um todo.

Armazenada em cada chakra acha-se informação destinada à mente. A mente, por intermédio dos cinco sentidos físicos, acredita que a informação toda se encontra fora de si mesma. Acredita em toda a informação que lhe chega por intermédio dos cinco sentidos – toque, paladar, olfacto, audição, visão. Mas na verdade cada um desses sentidos é enganoso. Cada um deles foca constantemente a mente consciente nos perímetros limitados de si mesma. Assim, a mente está continuamente a ser puxada para fora de si, quando na verdade todos os perímetros da mente se acham armazenados nos tecidos musculares do corpo físico.

A mente, por intermédio dos seus sistemas nervosos simpático e central, recebe as variadas reclamações da parte desses diferentes tecidos inseridos na mente e interpreta-os como dor. E diz: “Não me incomodes. Não quero dar ouvidos às tuas dores e sofrimento.” Só tem vontade de dar continuidade a um diálogo por meio do sensual. Isso torna-se demasiado sedutor, e vós criais a ilusão desta realidade física a fim de explicardes todas as dores e sofrimentos que sofreis.


Os chakras constituem os campos da força vital que constantemente animam as células, as moléculas, e os átomos do corpo. Os vários chakras e raios estendem-se até ao infinito. São os éteres que vos criam a forma física. É a alma e os campos luminosos que vos circundam o corpo físico. Por conseguinte, quando me perguntais: “Como obtemos informação?” Eu digo que ela procede dos níveis da própria alma, por a alma ocupar todos os sectores do tempo e do espaço. Ela coordena as actividades que tem na forma física por meio dos chakras, ou dos éteres, que não passam de reflexos da passagem da alma por aqui, do mesmo modo que a mão que se meche através da atmosfera cria uma brisa.

Do mesmo modo que a alma olha para baixo a partir do infinito, cria um foco físico, que é o corpo físico. O corpo físico constitui a capacidade que tendes de exercer um foco no tempo e no espaço. A alma cria isso ao se projectar para baixo através dos sete raios. Os raios são a personificação por meio de uma alma individual. Eles tornam-se ainda mais personificados na experiência individual no tempo e no espaço. 

Assim, os raios são os portadores de informação individualizada, mas ainda assim universal. Constituem a extensão directa da perfeição da alma numa forma individualizada. Os chakras, pois, representam a interface entre a dimensão física e a dimensão espiritual. Desse modo, raios e chakras são na verdade sinónimos. É unicamente uma situação dos chakras constituírem um ponto íntimo através do qual podeis interagir convosco próprios enquanto seres físicos e etéreos.

Quando a mente deixa de receber sensações externas, mas passa a receber em vez disso a partir da estrutura interna, os chakras, pois, tornam-se alinhados e vós tornais-vos consciência pura. Estendeis-vos ao infinito dirigindo-vos para dentro, onde descobris o vosso foco nos chakras.

Demasiada concentração nos chakras inferiores, e passareis a atrair indivíduos unicamente num base física. Demasiada concentração no chakra médio, nas emoções, e começais a expandir-vos, passando a ocupar mais do que o espaço legítimo que ocupais no planeta. Demasiada concentração nos chakras visionários, assim como nos elementos superiores das coisas, e obtereis visão destituída de fundamento. Consequentemente, o objectivo consiste em abrir cada um dos chakras por meio de uma habilidosa meditação, equilíbrio, e serenidade.

Do mesmo modo que o sol irradia para baixo e confere luz para deixar que a planta cresça e essa planta sempre cresça na direcção do sol, também por seu turno a vossa alma vos envia a força vital em que a vossa forma física cresce. E quanto mais energia dessa aproveitardes por meio dos chakras – que constituem os canais apropriados – mais iluminados vos tornareis.

Sugerimos que comeceis a trabalhar com os chakras, por o vosso currículo para a consciência superior se encontrar aí delineado. Os chakras encontram-se sempre abertos. Apenas a mente se encontra cerrada. De que forma abrireis a mente? Meditai, simplesmente. É a coisa mais relaxante e benéfica que podeis fazer. Vós dizeis: “Não consigo fazer isso,” mas isso é mentira. Por adormecerdes, por dormirdes. E quando o corpo adormece, começais a recordar, tendes lembranças. Essas lembranças são chamadas de sonhos. Muita gente intelectual diz: “Eu não sonho,” mas é o tipo mais intelectual das pessoas que muitas vezes possuem as barreiras mais delgadas. Assim, pois, sabei que as portas para os chakras vos estão abertas em todas as alturas, e apenas amente se encontra cerrada. Ela precisa florescer à semelhança de um lótus de mil pétalas, que flui para todo o sempre no Ganges, no Nilo, no Amazonas, ou no vosso Mississipi.

Exortá-los-íamos a recordar a existência do vosso espírito, que representa o vosso portal para a identidade superior. Acha-se continuamente focado em vós por intermédio das portas abertas dos chakras. Por essa porta que é aberta pelo Eu Superior, pelo Cristo, jamais pode ser fechada por nenhum homem ou mulher. Acha-se eternamente aberta. Depende unicamente do grau em que a mente, por intermédio da fé, a aceita e a prática e a torna parte do seu padrão pessoal que se torna na personalidade. Aqueles que abrem as portas dos sete chakras aceitam a plena identidade deles próprios enquanto espíritos.

Morte: Rito de Passagem      

John

                              
Para poderdes compreender aquilo que designais por ”vida após a morte” deveríeis primeiro compreender que não existe essa coisa chamada morte, porquanto tal acontecimento consiste apenas numa passagem de um plano para outro. A perda do corpo físico que vos serve neste plano não passa da troca de uma velha vestimenta, ao penetrardes num plano e nível de existência diverso. Quando começais a entender que sois um espírito ou uma alma, e a compreender a personalidade como uma memória ou expressão dessa mesma alma, também vos desdobrareis numa revelação e numa vida mais plena.

A vida consiste numa meditação. É a contemplação que a alma faz das actividades que exerce neste plano. Do mesmo modo que mergulhais num estado de meditação que vos acalma e vos afasta o medo de retornar à corrente do vosso padrão normal de vida, assim também ocorre quando passais desta vida para a seguinte. Para poderem compreender a morte e o processo do morrer devereis primeiro entender-vos como seres constituídos por mente, corpo e espírito. Encontrais-vos aqui a fim de compreender que a morte faz parte do ciclo natural da vida; quando não a aceitais desse modo tomais-vos por muito menos do que aquilo que na verdade sois. Porque, sendo constituídos de mente, corpo e espírito, a mortalidade do corpo físico representa apenas uma questão pertencente ao foro da vossa verdadeira natureza.

A passagem do corpo físico não representa um abandono do corpo; ao invés, é o corpo que vos deixa, por vos afastardes da dimensão espaço/temporal, rumo a um nível crescente do espectro da consciência. A forma como experimentais essa expansão da consciência por altura dessa passagem tem sido descrita como uma revisão de todas as questões da vossa vida, para de seguida passarem em revista as questões inerentes às vossas vidas anteriores em aproximação a uma ordem superior e crescente de seres. Trata-se de um “cilindro de iluminação” o qual percorreis, eventualmente na direcção de uma ordem superior de seres celestiais. Tudo isso não passa duma realidade perceptível à medida que a vossa mente se expande, porque eventualmente a mente “recorda” e vós tornais-vos semelhantes ao divino.

Subsiste, muitas vezes, na personalidade um pressentimento da altura dessa passagem. Muitas vezes subsiste temor, e sintonizais as forças do corpo (instintos vitais). Frequentemente ocorre uma revisão das vidas passadas, (alusão à senilidade) o que representa a desactivação do factor DNA no interior do corpo físico (subconsciente) e a libertação da energia por meio dos meridianos para a mente consciente, onde essa energia passa a ser examinada, inter-relacionada e armazenada naquilo que é conhecido como o corpo astral. Sucede em seguida um fechar de todos os diversos pontos meridianos do organismo físico e por fim sobrevém um certo sentido de calma e a tranquilidade sobrevém em meio a toda e qualquer actividade consciente.
Por esta altura não se trata tanto de penetrardes na escuridão ou num vazio mas antes numa crescente iluminação que parecerá inundar o aposento onde vos encontrais, de modo que aqueles que se encontrarem ao vosso redor parecerão dissolver-se, entrelaçando-se lentamente num padrão singular de luz. Porque, à medida que iniciais a transição para fora do corpo físico, a aura existente ao redor de cada indivíduo torna-se-vos mais iluminada e distinta à percepção. Por essa altura o perdão sobrevém com facilidade, não tanto pela razão de não mais terdes de vos relacionar com essas pessoas mas por atingirdes o esclarecimento de um estado de consciência mais elevado - do mesmo modo que sobrevém com maior facilidade quando tomamos consciência de que, ao perdoarmos também somos perdoados.*
 *(Nota do tradutor: Por sermos quem inflige toda a culpa e juízo tanto sobre nós como nos outros).
Quando passais deste plano e penetrais outros planos dimensionais, dais início a um período de reorientação em que começais a compreender inteiramente aquilo que vos aguarda nesses planos, enquanto ainda permaneceis inseridos nas vibrações do plano terreno. Porque não passareis deste plano ** até que todas as coisas vos sejam reveladas por intermédio dos níveis da alma, pois que “ninguém se eleva ao Pai senão através do Filho (ou Filha), que em vós reside,” ou seja, através da vossa própria alma, por meio das expressões da vossa alma. Portanto, dessa forma transitais de corpo em corpo e nesse ínterim passa a ter existência aquilo que designais por “sobrevivência” ou vida após a morte.
**(Nota do tradutor: Aqui faz uma alusão a uma continuidade da experiência objectiva mesmo posteriormente ao desenlace da carne, no chamado plano “astral”)

Após esse período de reorientação ocorre a verdadeira transição do plano físico para os reinos espirituais. Ocorre uma permanência temporária ao longo de um vórtice de luz em turbilhão, bem como o testemunho e fenecer de muitas das vibrações oriundas deste plano. Essas vibrações são por vezes percebidas como personalidades em vários estados de progressão, alguns mais elevados que outros; estados múltiplos de iluminação e de ignorância. Sois então guindados aos mais elevados níveis da vossa consciência alcançada nessa vida particular, pelo que podereis rever os vossos guias e mestres espirituais e residir em níveis de consciência e de paz que não tereis conhecido neste plano.
 
Nessa altura tereis decidido romper o “cordão” que vos liga ao corpo físico. Em seguida dá-se o total abrandamento de todas as actividades - desde a actividade cerebral até à do batimento cardíaco e por fim o corpo físico é abandonado para permanecer prostrado e imóvel.
Àqueles que se encontram neste plano parecerá que tereis falecido mas na verdade tereis penetrado num estado superior de luz e de supremo esclarecimento - um estado de consciência expandida. Porque nesse exacto momento, a vossa consciência mergulha num estado de sintonia na compreensão de todas as coisas – todas as coisas que sofrestes e experimentastes. Porque, nesse estado, o próprio padrão do Livro da Vida desdobra-se diante de vós. A configuração dos mistérios do Espírito torna-se-vos clara – porque estais de retorno a casa a fim de obterdes o esclarecimento que já vos pertence.
Quando a passagem deste plano é feita de forma rápida, é frequente o indivíduo nem sequer tomar consciência de ter cruzado o “umbral da morte”. Nesse caso requer-se um certo período de reorientação para que uma pessoa perceba ter passado desta vida. Isso é particularmente verdadeiro no caso da experiência de quantos possuam pouca ou nenhuma consciência, ou vontade de conhecer os padrões de toda uma existência que se estende para além dos seus corpos físicos. Eles preservam aquele nível de consciência que detinham anteriormente, por ser tudo quanto tiverem conhecido durante muitos anos. Condicionaram-se a si mesmos e à sua personalidade por intermédio desse fraco padrão de receptividade, de modo que possuem muito pouco ou nada por que possam esperar, além de um estado de existência física tridimensional.

E quando dão por si mesmos como tendo atravessado tal umbral, sobrevém-lhes um grande temor, por eventualmente tomarem consciência dessa passagem sem que saibam o que esperar. Assim, esses indivíduos necessitam de um maior período de tempo de orientação a fim de serem capazes de perceber a existência de entidades espirituais.
    
Essa não é propriamente uma condição como a descrita em termos de "alma perdida" mas consiste apenas numa limitação do espírito - num tipo de personalidade de apego à Terra - porquanto a alma acha-se em constante iluminação e jamais poderá perder-se; a personalidade, que em si mesma não passa de uma memória, é que se debate na confusão. Exactamente como acontece quando a vossa mente se afasta continuamente das coisas em que desejais concentrar-vos, também por seu turno ocorre o mesmo com a personalidade, no seu todo. Porque a personalidade é totalmente constituída pela mente, e somente quando se torna integrada nos níveis da alma se torna capaz de conseguir verdadeiros avanços.
Existem aqueles que, ainda detentores de uma existência biológica neste plano - como se designa nos vossos círculos médicos ou clínicos - libertaram as energias da mente e do espírito a fim de alcançarem uma expressão independente do corpo físico. Isso é o que designais como experiências de quase morte. Após uma experiência dessas um indivíduo torna-se tanto mais esplendoroso quanto isso lhe permite obter o conhecimento do ser imortal que é, de modo que a mundanidade da sua vida anterior sai transformada. Porque, do mesmo modo que uma pessoa pode partilhar convosco um pensamento positivo que os fortifique e eleve, quanto mais não será com o facto absoluto e positivo de serem um espírito que transcende todo o tempo e espaço!

Desse modo a vossa vida deixa de ser vivenciada segundo a perspectiva de serem uma energia que supostamente acumula experiência para posteriormente morrer, mas de serem, ao invés, uma entidade que permanece continuamente consciente e num estado de permanente progressão, de uma vida para a seguinte. Para conquistardes a morte tudo o que precisais fazer é morrer, porque isso subentende básica e simplesmente a morte do ego. A mente, o corpo e o espírito são somente os perímetros definíveis do ser humano, de vós próprios enquanto seres constituídos de energia.

Ao vos projectardes além do corpo físico e passardes pela experiência de prognosticarem o futuro antes de ele ocorrer - ao cavardes fundo nos recessos da alma e do espírito e recordardes as vossas vidas passadas, também vos tornais instruídos acerca do facto de serem uma totalidade composta por mente, corpo e espírito, e de que sobreviveis à morte, e de que a morte não passa de uma ilusão.
  Fazei da morte um aliado. Morrei a cada dia para que se possa dar uma fusão de mente, corpo e espírito; porque então podereis tornar-vos seres humanos completos. Pois que, toda a vez que vos tomais por menos que um ser humano, escravizais-vos.

Ide junto daqueles que estão a morrer e inspirai-os com o vosso sopro de vida, porque eles não estão a morrer, mas apenas a transitar. Não derrameis lágrimas de luto mas sim de alegria, de modo que ao observardes profundamente o seu íntimo e restaurardes desse modo os seus traços de humanidade e ao lhes removerdes a dor, eles possam expirar e - não morrer - mas sim inspirar um alento de luz e passar para um plano mais elevado. Ponde um término no sofrimento e na tristeza por meio da partilha de vós próprios, e pelo recurso ao vosso mais profundo sentimento de humanidade - ao vosso espírito e ao vosso amor. Nada há que possam empreender de mais útil do que o trabalho feito com um amor incondicional.
  
A morte representa o limiar do quê? Do facto da sua pura inexistência. Só existe vida, e mais vida. Pois do mesmo modo que despis vestes velhas que não vos servem nem vos aquecem mais, também acontece com o corpo quando ele é deixado de lado - com graciosidade e delicadeza.
   Não é que expireis o último alento mas que esse último alento seja expirado de modo tão intenso que possa inundar-vos de luz, e possais deixar esse tumulto de morte e essa veste que vos serviu e vos providenciou calor humano durante todos estes anos, permitindo-vos tocar-vos mutuamente neste momento particular do tempo e do espaço.

Assim, que desafio apresenta o plano terreno? E que mistério reservará a sobrevivência? O de poderdes manifestar neste período de vida o padrão que permeia ambas as formas de existência. Por possuirdes a distinta vantagem de dispordes de um corpo físico, tal situação confere-vos a possibilidade de poderdes focar-vos. E cabe a vós restituir à vida que actualmente estais a viver a clareza de percepção de serem verdadeiramente um ser espiritual.
   
Descrever-se-ia melhor a morte como uma transição porque, na verdade, ela não passa do fenecer de cada uma das fibras limitadoras do ego.
O carma - ou acções empreendidas em vidas anteriores - e o ego são sinónimos. Mas carma é igualmente sinónimo de compreensão e toda a vez que o ego morre e a verdadeira natureza brota, também sois instruídos acerca das dimensões mais profundas e mais vastas do vosso ser, como parte do Conhecimento do Todo.

Porque ao vos agarrardes à vossa identidade limitada, também provais da verdadeira morte porque nesse caso deixais morrer em vós a centelha da vida.
Não existe coisa alguma como morte. E também não existe coisa tal como tempo ou espaço; existe somente o amor dentro de cada um e de todos vós. Voltai-vos para aqueles que se reúnem num espírito de amizade pois é aí que encontrareis o espírito do amor.
Foi-vos dito: “Amai o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração e com toda a vossa mente, e o vosso semelhante como a vós próprios, e nenhum outro mandamento violareis.” E se fizerdes exactamente isso, estender-vos-eis sobre águas da vida infinita, as águas vivas que brotarão de cada um e de todos vós.
Contemplai o rosto do indivíduo que se acha diante de vós. Nele vos encontrais vós também. Quanto mais vastos não se tornarão, pois, os vossos recursos se comungardes uns com os outros!
Assim, se vos dais e vos partilhais a vós próprios, como havereis de entender a morte? A morte não existe como um término, mas como o início de cada novo sopro de vida que inspirais. Esse é o verdadeiro significado da experiência de morte, seja ela física, mental ou espiritual. É apenas a oportunidade de conhecer, até mesmo enquanto o cenário se acha em fase de preparo.
Não pergunteis por quem dobram os sinos pois eles dobram por vós. A morte não é um término mas sim um começo, por meio do que saireis mais enriquecidos e vos aprofundareis no conhecimento de vós e do semelhante, em quem Deus reside.
Tom McPherson
Eu gostaria de salientar que ninguém morre. Por exemplo, se se referissem a mim como morto, eu sentir-me-ia extremamente ofendido. Eu não me encontro morto, eu apenas “passei” do plano físico.
Frequentemente, a nossa passagem do físico é bastante rápida. Assemelha-se a um rugido nos ouvidos e de súbito estamos a transpor um túnel de iluminação. Em breve percebeis estar entre muitos amigos, e experimentam um nível extra de consciência e de iluminação. Todas as outras realidades que alguma vez tenham percebido e todos os pensamentos que tenham alguma vez tido terão sido completamente transformados. Então atravessam um outro nível de iluminação para a presença de seres superiores. Geralmente conseguem pressentir presenças que vos tenham sido bastante queridas, e todas as coisas adquirem clareza. Então experimentam de imediato um padrão incomum de tempo e de espaço e por vezes têm consciência do local onde se passará a desenrolar a vossa encarnação seguinte. Uma sensação verdadeiramente fascinante.
A forma como a minha própria passagem do físico sucedeu foi assim: Antes de mais, eu era um carteirista que foi enforcado pelos Ingleses. Isso resulta um tanto embaraçante – a menção de que um irlandês pudesse ser apanhado pelos Ingleses – mas foi o que aconteceu. Eles propuseram-me a escolha entre os dedos das mãos ou o pescoço, e eu decidi que queria que fosse o pescoço, pois que, sem dedos eu não conseguiria transacionar muito de qualquer modo. Assim, eles puseram-me sobre um barril, puseram-me uma corda ao pescoço, e deram-me a oportunidade de fazer um longo discurso. Foi bastante estranho porquanto sempre enforcavam os carteiristas para desencorajar o furto, mas como os enforcamentos eram eventos públicos nesses dias, juntar-se-iam enormes multidões e dar-se-ia mais furtos por entre essas multidões do que em alguma outra ocasião.
Assim, o discurso inflamado que proferi durou cerca de trinta ou quarenta minutos, o suficiente para conceder aos meus amigos um tempo extra exercerem o seu ofício. Eu senti-me um tanto satisfeito ao assistir ao furto das carteiras daqueles que gritavam para que o barril me fosse retirado debaixo. Foi uma espécie de derradeira satisfação do plano terreno.
Eles retiraram o barril debaixo, deu-se um estalido de rachadura e aquilo de que tomei consciência a seguir foi que estava de pé atrás a assistir aos aplausos de alegria de toda a gente e vi o meu corpo a balançar para a frente e para trás. Não abandonei o plano terreno de imediato. Recuei, olhai para o meu corpo e achei que tinha sido tão bonito quanto sempre pensara ser. Não receava propriamente a morte, por ter estudado a Wicca (NT: Religião politeísta pré-cristã de culto basicamente dualista que envolve as artes do poder sobrenatural e da magia, geralmente associado à bruxaria e que hoje é considerada um culto neopagão), uma religião muito antiga, e por a ideia de espíritos e de santos não ser nova para mim. Eu sabia que haveria de transpor o físico e que de qualquer jeito a extremidade da corda seria bastante rápida.
Assim, ali estava a balançar para a frente e para trás quando de súbito se deu um bramido ensurdecedor nos meus ouvidos e eu atravessei uma espécie de túnel durante um bocado. Pensei ter percebido alguns rostos, mas foi tudo muito rápido. Aquilo de que me apercebi a seguir foi que me encontrava com co os meus amigos barulhentos dos tascos que tinham passado alguns anos antes pela mesma via, por serem também carteiristas. Dei por mim a conversar com eles, assim como alguns outros companheiros que ocasionalmente tinha encontrado no estado do sonho mas que não conseguira reconhecer muito bem. Eles encontravam-se vestidos de uma forma bastante estranha, e para minha inteira surpresa, descobri que eram os meus guias e mestres espirituais. Não tinha percebido que tinham radicado em diferentes culturas. Mas sempre tinha suposto que os anjos que nos ministravam se vestiam de uma forma bizarra.
Acabei descobrindo que céu e inferno não encerravam muita coisa; que podíamos criar mais ou menos esse tipo de coisa por uma questão do nível de mentalidade que tivéssemos alcançado. Por isso dei por mim a vaguear por um certo número de ambientes tipo tascas, por ser onde sempre me sentira mais confortável. Não era propriamente a vibração mais elevada, mas também não era exactamente a mais baixa. Muita é a gente que se cruza e que troca conversa nos bares com a melhor das intenções.
Após ter andado um pouco por ali, regressei ao plano físico só para ver como era. A seguir emergi de algum modo no espírito e passei a mergulhar num estudo de forma a chegar à situação em que me encontro nesta altura – de um guia espiritual em questões de natureza prática.
Abandonar o corpo físico não é assustador em absoluto, embora o possa ser quando estão mesmo a abandonar a forma física. Diria que é mais desorientador do que assustador – o que me conduz a um outro aspecto. Os guias e os mestres aborrecem-se quando pensam neles em termos de assombração ou algo do género. A coisa não funciona assim. Na verdade, quando se detêm a pensar nisso, somos luminâncias claras e puras, ao passo que vós, por outro lado, sois massas desajeitadas bioquímicas. Estou certo de que se viessem a arrastar-se atrás de mim no passo lento do fluir temporal em que se movem, eu me sentiria assustado e jogado fora do tempo que me cabe.
Existirá alguma coisa como o inferno? Pelos céus – não! Aqui usamos o termo bastante, mas por piada. Não, o inferno é coisa que não existe. Vocês têm muito mais inferno no vosso lado do que nós aqui. É mais com um mito. Não existe aqui ninguém com uma capa vermelha e uma forquilha e com um riso perverso. Não é nada assim. Contudo, há uma espécie de limbo, e um sítio onde as entidades menos esclarecidas do que eu, digamos, habitam por algum tempo.
Portanto, o inferno enquanto local não tem existência. É um termo que é empregue com frequência, por assim dizer, mas depois, também costumavam pensar que o mundo era plano. É mais o facto de as pessoas associarem o sofrimento ao inferno, de modo que chegam a pensar que possua substância. Concordo que vós criais o conceito do inferno na vossa mente e que aí vivereis se o quiserdes, mas será unicamente devido ao vosso livre-arbítrio, caso o desejeis. Portanto, existirá coisa alguma como inferno? Existe, e chama-se Inglaterra. Não, absolutamente. Suponho que a existir um local como inferno, eu teria sido habilitado, e estou certo de que teria sido o primeiro a descobri-lo. Não, o inferno é algo que foi inventado há muito tempo atrás, nos tempos medievais, creio bem.
O inferno consiste num erro de tradução mais do que qualquer outra coisa. Por exemplo, é utilizado o termo shivat, que significa mais “sepultura.” Diz que hão-de ir para a sepultura. Eles traduziram isso como querendo dizer Hades ou inferno. Com origem no Grego, a palavra Hades significa “lugar dos mortos.” Não quer dizer uma fornalha ardente. Se notarem bem, verão que muitas vezes o termo fornalha ardente era empregue em referência a um lugar em que ardem para sempre. Muitas vezes o fogo é utilizado na purificação. Assim, pois, simboliza o processo simbólico que a alma atravessa, uma purificação antes da sua próxima encarnação. Porquanto a Bíblia também prega a reencarnação.
Athun-Re
Vocês interrogam acerca dos “estertores da morte.” Nós diríamos que não existe nada como estertores da morte. Isso não passa das dores de parto para um estado mais elevado de existência. Vocês interrogam qual a sensação que um ser físico sente ao abandonar o corpo. Que ser físico? Por essa altura vós sois seres espirituais.
Por que experiência passará a mãe ao dar um filho à luz? Dor – mas talvez também alegria e conhecimento de que o pai da criança se acha presente e de que ambos formam um na experiência porque passam, por o pai, que se acha verdadeiramente num estado de empatia, também sentir um enorme dor. Poderão encontrá-lo inclinado a um canto. Através da meditação e do exercício apropriado também se torna possível, dar à luz sem qualquer dor, e a criança deslizar com suavidade para o mundo. Isso constitui igualmente facto que também ocorre entre vós.
Por conseguinte, dá-se o mesmo com a entidade física por altura da passagem do físico. Não morte, mas passagem do físico. E cabe à percepção do ser espiritual tomar um derradeiro fôlego e passar para a eternidade. É isso que devem esperar.
A percepção? Uma percepção de iluminação. Luz. Uma partida para junto dos amados, da mesma forma que a criança sai e se vê cercada por os amados que tendem a cuidar dela e que criam toda uma dimensão nova para ela, uma nova vida. E que vem a herdar todas as coisas da família, toda a sua ancestralidade e nobreza e glória, assim como as lições que tem a proporcionar. Portanto, a vossa passagem do físico assemelha-se a um nascimento que pode eclodir com maior ou menor dor, que poderá ser acolhido com alegria ou medo, caso seja indesejada. Vós só saís lesados na medida em que temerdes, e experimentais alegria na medida em que não ofereceis resistência.
Que é que sucede à alma após a morte? Ah! Vós permaneceis no divino; a alma não morre. A vida jamais termina. Quereis referir-vos ao que sucede quando o corpo físico decide jazer sem “vida?” Jamais confundam a personalidade com a alma. Não, não – esse é o vosso pior erro! A alma permanece radicada no divino, e constitui o Cristo. É aquilo que reside ao lado direito do trono de Deus.
Quando o mestre Jesus alcançou o nível de ascensão que atingiu, a personalidade que ele tinha foi até esse nível, e isso é o que vocês buscam conseguir. Isso representa a vossa ascensão. Ele também foi afortunado ao levar o corpo que tinha com ele em demonstração do facto de que o espírito constitui o controlador do físico. Isso também representa o vosso objectivo final, embora não preciseis necessariamente ascender, dado que a cada instante despendido no físico obtêm o mesmo nível e realização da consciência de Cristo, até eventualmente terem uma personalidade que seja digna de vida eterna. Então, essa representação no plano físico jamais morrerá ou será alterado – por ser perfeita.

VIDAS PASSADAS
John
O padrão que tecem na vossa presente vida é uma veste que preparam para envolver a alma, para que quando avançarem para outra vida, ou aquele princípio que designam por reincarnação, essa veste possa porventura ser envergada de novo. Na verdade há muitas pessoas que, enquanto existem no plano terreno têm noção de vidas passadas, e que por conseguinte dispõem de todo um leque de vestes com que a alma possa envolver-se.
Muitos perguntam se será necessário reincarnar, por se sentirem ansiosos ante a ideia de regressarem ao plano terreno. Nós dizemos que não é necessário reincarnar, uma vez a lição que tenham que a prender seja o desfrute do padrão de vida neste plano. Por conseguinte, não é tanto o desejo de retornarem ou de não retornarem mas mais o domínio do nível de satisfação de vida conseguido neste plano particular da existência.
As vossas vidas passadas compõem o vosso padrão de vida composto de uma cuidadosa coordenação das lições passadas. Elas contribuem com circunstâncias de acordo com a lei da causa e do efeito, ou carma, por os influenciarem no plano por estes dias. Elas são a rede e a tapeçaria constante das energias que chegam até vós através dos chakras, ou centros de consciência situados no corpo físico. Por sua vez, entrelaçam-se na personalidade e transformam-se nas lições de vida que a alma passa a experimentar.
Tom McPherson
Todo o vosso padrão de vida é baseado nas vossas vidas passadas, ou falta delas – funciona de ambas as maneiras. Não é que cheguem com um grande saco de coisas velhas para viver disso; é mais refinado que isso. Toda a vossa personalidade se acha baseada em directrizes mais do que qualquer coisa. Quanto de uma personalidade passada trarão convosco? Muito pouco, se é que trazem. É somente se ficarem obcecados com isso. Por exemplo, os excêntricos que preferem perambular em trajes do passado carregam muito mais grandes pedaços de personalidades do que as outras pessoas. O vosso homem comum das ruas poderá ter o desejo secreto de o fazer, mas não passa de desejo que nunca chega a manifestar-se; ele terá carregado muito pouco, mas ainda está a experimentar algumas das directrizes. Mas varia de pessoa para pessoa.
As vossas vidas passadas são basicamente compostas de energia. São experiências tidas ao longo da corrente do tempo que lenta e progressivamente moldam a dinâmica da vossa personalidade. São preservadas e filtradas por intermédio do corpo astral, mas antes, precisam passar pelo corpo espiritual, onde as éticas mais elevadas são organizadas. Depois o corpo causal convoca todos os diversos indivíduos para possivelmente interpretar circunstâncias cármicas. De seguida projecta no corpo astral, onde tudo é exibido e mantido no original, relativamente à personalidade corrente. À medida que a energia é passada, as vidas passadas são basicamente apenas essa informação de que não obtiveram compreensão, por a compreensão constituir a perfeita aliança entre as vossas emoções e o intelecto.
A decisão quanto ao sexo em que encarnam é, muito simplesmente, a necessidade de uma lição. Posso garantir-lhes que existem muitos soldados no sexo masculino de vidas passadas que actualmente encarnaram na forma feminina, razão porque têm o vosso feminismo militante. Eles dizem: “Meu Deus, que maldito erro terei cometido no passado? Vamos obter a igualdade!”
Vocês podem efectivamente planear uma encarnação várias centenas de anos antes que suceda. Conversam com os vossos pais, que poderão encontrar-se no espírito nessa altura, e definem mais ou menos as coisas – e adivinhem que chega para jantar!
As pessoas que costumam queixar-se muito por se encontrarem encarnadas são um tanto frívolas com respeito a isso por realmente passarem mais tempo no espírito do que fazem nos planos físicos, de qualquer modo. Vocês só encarnam para os exames finais; a maior parte do estudo que fazem é feito aqui. Com respeito às aflições físicas, uma pessoa poderá vir a mancar talvez por numa vida anterior caçar animais com armadilhas cruéis e os ter feito viver coxos. Nesta vida ela identifica-se com a sua experiência, com o sofrimento que lhes provocou. Acha-se armazenada no seu velho banco da memória.
Ocasionalmente as almas passam para outros planetas depois de terem deixado o plano terreno, mas não até que superem a maioria do seu carma contraído aqui – a menos que façam apenas uma ligeira visita a um dos outros planos existentes no vosso sistema solar. Mas uma pessoa não vai além do sistema solar até que domine mais ou menos a sua frequência.
A alma não se acha verdadeiramente integrada no corpo físico senão até ao quarto mês de encarnação. Ela desenvolve os tecidos fetais, mas não encarna. Não difere muito da montagem de um carro – podem reunir tudo até formarem o carro, mas não é senão até que consigam sentar-se no banco do condutor que estão literalmente nele.
Os seres humanos poderão voltar na qualidade de animais? Pior – podem voltar como Ingleses. Estou apenas a gracejar – como bom Irlandês que fui, nunca consigo passar uma linha recta. Mas seja como for - Uh-oh, senti o rubor apresentado por uma aura nas traseiras da sala. Ah, não! Decerto perdoa-me o bom humor, não? (Descarreguei um pedaço de carma ali) Mas seja como for – dizemos que não. Estiveram certa vez encarnados nos domínios animais, e de facto existe uma memória ancestral dessas experiências; contudo, não regressam como animais. Porém, os animais podem reincarnar. O gato que tiverem tido o Egipto poderia de facto ser o vosso cão nesta vida. Eles encarnam de acordo com o grau de apego emocional que sentirem por eles.
Atun-Re
A razão por que parece ser mais fácil recordar vidas passadas do que probabilidades futuras deve-se ao facto de, armazenados no corpo físico se encontrarem muitos dos eventos subjectivos que estão para se tornar condições nesta vida. A facilidade que têm no seu acesso deve-se ao facto de lhes serem familiares. São eventos que estão para suceder, pelo que se encontram um tanto mais próximo. Ao passo que, os ideais superiores são geralmente mais difíceis de lidar, no sentido de que por vezes vocês não optam por ascender.
Vidas passadas são eventos interessantes que se assemelham a livros que leem e que quando terminam a sua leitura colocam na prateleira. Coisas transcendentais tornam-se conscientes e os incomodam constantemente.
A personalidade é um reflexo de todas as coisas que sucederam ao longo das muitas vidas passadas. Quando aquelas coisas que forem de ordem cármica tiverem sido limpas, tudo quanto restará será a essência pura das vossas vidas passadas.

O CAMINHO ASCENDENTE
John
Por nascimento optaram por vir até ao plano terreno a fim de aprenderem acerca da vossa própria natureza celestial. A magnificência da vossa natureza está no facto de não serem simplesmente uma entidade nascida do material que se tenha tornado consciente de si mesma enquanto entidade física, mas antes no facto de constituírem uma energia espiritual, energia essa que constitui o grandioso mistério de todas as coisas. Lembrem-se, o espírito é a luz, a mente é quem cria, e o físico constitui o resultado.
Amem o Senho Deus de todo o vosso coração, mente, forças e alma, e o vosso vizinho como a vós próprios. Sereis o guardião (responsável) do vosso irmão? Sereis o fiel depositário da vossa irmã? De facto isso é o cultivais quando entrais no plano terreno. Essa é a lei da correcta comunhão.
Até onde deverão chegar a partir disso? Para mais perto de Deus. Mas, de que maneira? Instruindo os demais e derramando as vossas experiências neles. Porquanto tal conforme cada filho e filha de Deus e do homem se eleva, todos os outros serão atraídos para ele ou ela. Vocês elevam os outros ao se tornarem mestres em cada acto, cada obra, e cada palavra. Um mestre não representa um sistema de informação organizado – em vez disso, mestre é aquele que busca inspirar.
Os passos que poderão seguir incluem uma dieta correcta, uma ocupação correcta, um serviço correcto, uma expressão correcta, oração correcta, e o pilar de tudo isso está na meditação. Recorram aos talentos que lhes foram atribuídos à vossa medida. Selecionem aqueles que os beneficiem e que adorem exercer; assim, poderão amar outros servindo-os. A expressão correcta faculta-lhes as chaves da comunicação com outros. Monitorizem as palavras que empregam cuidadosamente, e em última análise expressarão o espírito. Pratiquem a meditação que consta do acalmar do corpo físico na presença de Deus, de modo que a vossa natureza seja pura. A oração correcta consiste no diálogo que estabelecem com o mais elevado. Estes são passos que poderão seguir. Mas acima de tudo o mais, amem-se uns aos outros.
Escolham um caminho que contenha âmago, algo que adorem fazer. E escolham sempre o caminho do meio, nem um ascetismo extremado nem uma indulgência extremada, e o caminho actualizar-se-á por si só. Se aperfeiçoarem os talentos que possuem por aquilo que adorarem fazer, então terão a mais elevada inspiração no sentido de dar seguimento a esse caminho, e desse modo aproveitarão todos os vossos recursos.
Existe unicamente um propósito de vida, que é a descoberta da vossa união com Deus. Com respeito ao serviço que têm a fazer na vida, a personalidade constitui um instrumento; é o vocabulário por intermédio do qual comunicam com outros seres neste plano. Aspectos dessa personalidade, ou vocabulário, poderão ser organizados para comunicarem ou articularem os vossos talentos e outros utensílios singulares. Tais talentos, baseados em experiências de vidas passadas, poderão de seguida ser organizados num serviço particular à sociedade, ou à comunidade espiritual como um todo. Isso tornar-se-á no trabalho ou serviço da vossa vida – alguns poderão mesmo dizer que seja o propósito de vida.
A meditação constitui o instrumento para acederem apropriadamente e estabelecerem as vossas prioridades e por intermédio do que espiritualizam os talentos que possuem e os alinham pelo verdadeiro propósito de encontrarem a vossa união com Deus. A meditação poderá mesmo conduzir a vós os eventos e as alterações da personalidade necessários para atingirem o serviço da vossa vida. Mas, uma vez mais, assenta somente na recordação, o processo da memória.
Cada um de vós possui um modelo do padrão da vossa vida. Diríamos que a mente é o construtor e o vosso espirito constitui o modelo que dá origem à ilusão de uma predestinação categórica. Vós escolheis a qualidade da estrutura. Podem edificar sobre a rocha ou sobre a areia. O modelo consta da edificação de um templo vivo. Se Deus habitar esse templo, a estrutura achar-se-á completa. Conquanto uma peça possa ser montada com base no diálogo, estrutura e tempo, não poderão moldar as palavras com a paixão que sintam e criar todo um sentido novo? Assim, embora subsista a ilusão de uma estrutura fixa no tempo e no espaço, também por sua vez a vossa mente constitui o construtor.
Cada um de vós é um portal através do qual a luz chega. Cada um de vós representa uma faceta do prisma. O prisma volta-se e dele passa a afluir diversos pontos de luz que iluminam o plano e o elevam ao mais elevado propósito e à mais grandiosa existência.
Quando percebem a vida exclusivamente através dos vossos cinco sentidos, acham-se verdadeiramente limitados. Mas quando permitem que a vossa mente se expanda até às vidas passadas e aos potenciais do futuro, vocês saem transformados, e a realidade, no sentido, no sentido desses cinco sentidos, desmorona. Isso não quer dizer morrer mas transformar-se numa nova realidade, numa nova sociedade, numa nova ordem social, numa nova fraternidade, irmandade, humanidade.
Assim, para expressarem plenamente a vossa humanidade, precisam ir além dos vossos cinco sentidos. Anteriormente pensavam constituir mente e corpo dotado de um espírito além do vosso encalce. Depois, com a descoberta da mente subconsciente, não saiu a vossa sociedade transformada? Não levam agora em conta uma medida mais completa do ser humano nos vossos assuntos sociais? Quanto mais não será a vossa sociedade remodelada e transformada quando, individual e colectivamente, se aceitarem como espíritos. Uma recolha de matéria comprovativa eventualmente ditará uma nova compreensão da vossa realidade. Tal como a ciência aproveitou novas ideias, também por sua vez a mente e o espírito aproveitarão novas intuições. Permitam que Deus lhes acelere o intelecto e obterão um novo coração e uma nova mente, e o mundo conforme o terão conhecido, o mundo do pesar e da tensão, passará e penetrarão numa fraternidade de mil anos. Como? Sendo mente, corpo e espírito, que é a vossa verdadeira natureza. Vocês são um com Deus, o qual é amor.
Mas acima de tudo, os diálogos a que dão continuidade com o canal que fala, ou com qualquer outro espírito encarnado, só têm valor se se amarem mutuamente. Os vossos sonhos, as vossas meditações – isso representa o vosso recordar. Lembrem-se simplesmente. Esse é o único processo que devem empreender. Meditem, inspirem, relaxem, e expandam as dimensões mentais. Por a mente possuir apenas um dom – recordar. E quando fundem a mente, o corpo e o espírito, recordam o divino, do qual vieram e ao qual retornam.
Busquem os princípios que curem. Busquem os princípios que produzam o divino. Então, por sua vez essas formas de serviço estender-se-ão a todos os vossos princípios e a todas as vossas acções. Acima de tudo o mais, permitam que Deus lhes acelere o intelecto por essas vias, e então passarão a ver com o vosso olho interior.
Mesmo aquelas coisas que lhes sucedem e lhes provocam aflição destinam-se mais a fortalecê-los. Aquelas coisas que lhes trazem paz não são outra coisa que um reforço positivo desse estado. Porque na verdade não existe coisa tal como teste ou fracasso, não existe coisa tal coo vitória ou derrota. Existe somente a Qualidade do Ser que tem lugar dentro, o estado de ser humano. E ao serem humanos, são compostos por corpo, mente e espírito. Esse é instrumento crítico da paz – a fusão de mente, corpo e espírito, seguida da manifestação da consciência de Cristo interior.
Se virem as sombras escurecerem, saibam que se deverá ao facto da lamparina e o azeite da vida e a fé estarem com o pavio curto no vosso íntimo. Mas se forem bem supridos de azeite, a chama arderá ainda mais brilhante, e iluminará e atrairá aqueles que buscarem a luz. Não se escondam por entre as sombras do vosso próprio temor, mas mantenham o vosso olho uno, que eventualmente todas as almas regressarão ao lar.
Vertam de vós, deixem-se preencher mais pelo vosso verdadeiro Eu. O único pecado que existe é o egoísmo, perpetuação em função de si próprio. Despejem isso fora; então, tudo quanto faltar fazer será o que pertence a Deus, à inspiração divina. Como conseguir isso? Através do serviço pelos outros. Isso não significa a supressão do Eu, mas a força activa e dinâmica do verdadeiro Eu.
Contudo fiquem igualmente sabendo que o servo é digno do soldo que lhe cabe; por isso, também receberão pelo serviço que prestarem. E como o servente escolhe o mestre que deseja servir, também vocês se podem derramar em serviço para então serem repletos com as águas da fonte que jamais seca, o manancial que brota de dentro e os reabastece. Se beberem dessa fonte, jamais virão a passar sede de novo mas receberiam um novo coração e uma nova mente e uma nova maneira de ver as coisas. Assim, derramem de vós através do serviço e depois fundam mente, corpo e espírito em Deus. A oração e a meditação proporcionam-lhes as oportunidades de chegar a essas revelações íntimas.
A fusão de mente, corpo e espírito em serviço a Deus revela o aspecto de vós que é único, em que cada um de vós é filho da luz e deve assemelhar-se à luz a fim de iluminar o caminho que conduz à verdade.
Mas quão triste é o facto de alguns confundirem o caminho com a própria verdade, porquanto ampla é a via que conduz à discórdia, ao desgosto e à acusação, mas estreita é a via que conduz à verdade e à iluminação. Endireitai os caminhos do Senhor e a vossa natureza será moldada, e sereis endireitados qual bastão, de modo que não dominem tanto os outros, mas os conduzam à harmonia. Por o bastão ser aquilo que orienta e direcciona e os tocar delicadamente num ombro ou no outro. Não é o bastão do conquistador mas o bastão do pastor que cuida e orienta o rebanho e que extrai o próprio sustento de vida da actividade que empreende. Também o mesmo se dá convosco, de modo que irem em frente com equilíbrio e munidos do bastão da verdade, atraiam outros a vós de forma que também se tornem que nem crianças, simples em todas as coisas, contudo, prudentes que nem serpentes.
Isso não alberga qualquer tolice, nem mesmo nada de utópico, por essas coisas não resultarem das filosofias; resultam do facto de serem filhos da luz, filhos de Deus. Assim, busquem primeiro o reino, que então todas as coisas lhes serão acrescentadas. Pois que o termo “reino” significa a “ ordem natural das coisas,” e isso brota de dentro de vós e deve permanecer no templo vivo que é o corpo físico.
A vida neste sistema solar está destinada a servir de “olhos” ao universo, a explorá-lo e a compreender a sua natureza, de modo a que venham a compreender a vida para além dos limites e regiões inerentes à sua forma bioquímica. Por a vida estar vinculado não só às energias que rodeiam o corpo físico, como também às forças etéricas, e estende-se mesmo às próprias estrelas. O futuro da vida neste planeta está no facto de eventualmente virem a tornar-se seres de luz e virem a ter cada vez menos necessidade de um corpo físico. Mais, tornar-se-ão seres etéricos. Não é tanto que venham a desenredar-se do corpo físico e esse modo se venham a purificar e a retornar ao estado angélico, mas mais que venham a extrair-se ao corpo físico bioquímico necessário à manutenção da percepção que têm da vida e se venham a tornar cada vez mais seres de energia e de luz ao nível da percepção.
Pois o próprio universo possui um padrão de desabrochar natural e de sintonia com aquelas forças que constituem a mente de Deus, embora Deus seja igualmente que se acha num estado de existência. Assim, por sua vez, tal como vocês possuem um corpo físico, também por sua vez o universo constitui o corpo de Deus. Cada um de vós deve trazer à luz equilíbrio em si mesmo em sintonia com essas forças, de modo que se tornem num profeta por direito próprio. Pois esse representa o nível visionário.
O propósito da criação física consiste em alinhá-los pela força superior, que é Deus. Nessa medida deveriam definir-se através dos sete níveis da consciência a fim de se tornarem naquilo que verdadeiramente são – filhos e filhas de Deus. Isso é realizado pela fusão de mente, corpo e espírito até por fim manifestarem a natureza de Deus no plano material conforme lhes for revelado através do Deus Pai e Mãe, o que os tornará uma alma viva. Por virem a obter vida das revelações que usarem uns com os outros.
Tenham em mente os vossos ideais mais elevados, as vossas intenções mais elevadas. Optem por ascender àquele nível de consciência que sintam ser o vosso mais elevado. Activem isso por intermédio das vossas orações para com a única e verdadeira energia, que é Deus, e nada mais terão a fazer.
Tom McPherson
Se sentirem estar no limiar de uma nova relevação e estar a bater à porta sem que ninguém atenda, sentem-se e desfrutem de um descanso antes que os vossos hospedeiro entre. Descontraiam um pouco da viagem de mil milhas que levaram a chegar aí. Meditem simplesmente. Quando por fim o vosso hospedeiro os convidar para a nova revelação, desfrutarão dela muito mais se não se encontrarem cansados da viagem.
Deem uma olhada ao vosso redor. Descobrirão que outros se acham sentados à mesma porta. Falem com eles acerca das maravilhosas aventuras por que passaram para chegar aí. E antes que deem por isso, o tempo passará. Em breve o vosso hospedeiro estará aí e deixá-los-á entrar. Por outras palavras, partilhem da vossa experiência com os outros que se encontram sentados à mesma porta convosco, e a sensação de peso desaparecerá.
Atun-Re
Quando reconhecem ser uma alma, serão plenamente fortalecidos de modo a transformar os outros. A autoridade para os transformar brota da vossa própria experiência, da vossa própria alma, através do exemplo pessoal. Ha! Por vezes a mais brilhante das revelações é também a mais aborrecida. Mas é através do exemplo pessoal que se transformam uns aos outros. O humor transforma-os. O simples facto de se reunirem em círculo transforma-os, por se acharem no interior dele, tal como a força da vossa alma, a presença de Deus, se encontra dentro de vós. Vós tornais este num local de aprendizagem. Tornam-no num templo. Jamais deveriam ignorar essa autoridade, porque quando o fazem, ignoram a Deus.
Não se deveriam esgotar, meus filhos, ou derramar-se como água nas areias do deserto, para aí evaporar e não chegar a prestar para nada. Não, meus filhos, não se deixem esgotar. Dai livremente, mas sejam verdadeiros com o vosso próprio desenvolvimento, também. E possa tal desenvolvimento residir para sempre no vosso coração.
Além disso, filhos, saibam que existem profundos significados por entre os mistérios da Pirâmide. Precisam chegar a conhecer o verdadeiro sentido das pirâmides. Precisam saber qual o verdadeiro sentido de vós próprios. A Pirâmide constitui um livro em pedra – não é um túmulo que tenha pertencido a algum faraó há muito tempo falecido. É um mistério interior. E os vossos corpos físicos tampouco constituem túmulos que eventualmente definhem, mas são templos vivos. São mistérios vivos, meus filhos. Precisam vir a essas revelações vivas, precisam vivê-las. Mas acima de tudo, precisam tornar-se nelas, por vocês serem tal mistério.
A cada um de vós é dado um talento. Os vossos talentos assemelham-se a palavras E como as vossas palavras vivas chegam a reunir-se, vocês escrevem um livro, tornam-se num drama, numa cena. E isso torna-se parte da comunidade de que brotam novas histórias que contribuem para a consciência colectiva. Cada um de vós cresce ao recorrerem uns aos outros, ao permitirem que os talentos uns dos outros sejam expressados com maior facilidade.
São portadores de uma nova ideia que levarão a outros a fim de os inspirar, de os infectar. De facto um portador de uma doença só precisa espirrar que passará de imediato a gozar de uma maior companhia na infelicidade de que padece. Mas o mesmo se aplica àquilo que encontram de bom ao vosso redor. Quer dizer, se creditam à infelicidade o facto de a disseminarem tão facilmente, porque não o creditam do mesmo modo à alegria que sentem dentro de vós? Levem os outros simplesmente a inalar o sopro inspirador, pois que se um espirro se der de forma aleatória, quanto mais eficazes não serão as palavras bem trabalhadas e formuladas pela vossa mente e pronunciadas com a língua, a inflamar os outros?
As pessoa riem e dizem: “Ah ah, as ideias utópicas que tu tens são tão velhas quanto o tempo, contudo onde param elas? Espalhadas como sementes aos ventos.” Vocês poderão sorrir e dizer: “Admites que os ideais que tenho sejam mais velhos que o tempo, de modo que sobrevivem a qualquer civilização que possas citar. Mas é verdade, talvez se assemelhem a sementes deitadas aos ventos, mas quando encontrarem solo fértil, quão bela não é a flor que fazem brotar, quão bela essência. Mas mesmo que a sua estadia sob o sol seja breve, e apenas um olho lhe testemunhe a beleza, e possam murchar rapidamente antes que o Inverno chegue, ainda assim espalhará as suas sementes ao vento por gerações, muito depois do vosso conceito de civilização ter murchado. Pois que por tua própria confissão, os conceitos que tenho de utopia e de comunidade são mais velhos do que o próprio tempo. E os ventos em que as minhas ideias são espalhadas são os ventos do espírito, e as sementes são os ideais das maiores mentes que iluminarem cada geração. E mesmo apesar de cada semente ter a sua própria estação, também por sua vez terá o filósofo dito que não existe nada mais poderoso do que uma ideia cuja estação tiver chegado. Abre os olhos meu amigo, para que as possas ver, para que a tua alegria não seja rompida com o Inverno do descontentamento.”

OS CONTADORES DE HISTÓRIAS
VOZES

LITTLE ELK

Shiawanaka. Eu, Little Elk, venho falar convosco por breves instantes. Perguntastes se porventura desejaríamos expressar mais alguma coisa a este grupo. Desejamos. Desejamos que façam mais perguntas, por aprenderem mais desse jeito. Quando fazem perguntas descarregam, por admitirem um certo elemento de ignorância E isso é sensato. Porquanto aquilo que aprendem, conforme já foi dito muitas vezes, é o quanto sabiam antes. Assim, com cada interrogação, aprendem mais. s vossas perguntas constituem o próprio ponto crucial por meio do qual têm permissão para falar. Se em última análise se imobilizarem, imobilizarem não na vossa ignorância, mas imobilizar-se de modo a chegarem a conhecer o Grande Espírito – isso representará meditação. Isso representará para onde rumarão na vossa busca espiritual, experimentar essa serenidade. Mas não se imobilizam na ignorância. Em vez disso, incitem aquilo que desejarem acrescentar a vós próprios, até que eventualmente consigam unir-se a isso. Então isso provocará um torpor em vós, mas será um torpor pacífico; será a experiência do espírito.

Perguntam por que razão terão esquecido tanto! Ah, queridos filhos, quando recordam tudo, sabem o que sucede? Desmaiam. Caem no sono. É quase como um jogo. Costumávamos sentar-nos ao redor de uma fogueira e jogar como crianças, mas quando conhecêssemos todas as regras desses jogos, cada movimento que a pessoa fizesse, cairíamos no sono. Chamam a isso tédio. Em última análise, quando aprenderem todas as coisas, voltam a dormir, estado esse que é o estado natural de Deus. Mas um dia voltariam a despertar-vos, por terem um novo jogo com que brincar, um novo sonho a vivenciar. Pois assim é a vossa criação. Se estiverem um pouco aborrecidos, então talvez se voltem para um jogo maior e Little Elk terá sido bem-sucedido. Shiwanaka.

REDKIN

Olá para todos vós. Aqui fala Redkin. Sentem-se bem esta manhã? Estão a tentar falar com os mestres e tudo – desejarão conversar com um velho escocês malicioso? Eu fui comandante de um navio certa vez, sabem.

Esta não seria uma tripulação muito má com que navegar. Todos dariam bons corsários. Sairíamos juntos e talvez afundássemos uma fragata Espanhola ou assim, tudo ao bom serviço da Rainha, não é? Existe uma linha tênue entre um pirata e um corsário, sabem. Os corsários tinham mais ou menos licença para pilhar e faziam-no com um pouco mais de graça e dignidade. De certo modo, é isso que um mestre é, sabem. Tinham mais ou menos licença da parte de Deus para desfrutarem da vida, digamos assim, mas em função da licença da percepção e da consciência que tínhamos, e do respeito e da integridade de todos quantos nos rodeiam. Por ser pela falta de respeito que se tornavam piratas, sabem. Mas tudo quanto fazíamos assumia a mais pobre autoridade de todas, que representava o nosso eu limitado. Como quando tínhamos a Rainha e toda a nação atrás de nós, só queríamos arranjar sítio para onde fugir.

E é um pouco assim com Deus, sabem. Porque quando têm o Deus de todos atrás de vós, meninos e meninas, aí nada temos a perder e tudo a ganhar. De certo modo, é quase como com os corsários. Muitos dos corsários eram compostos da ralé da sociedade – é por isso que vocês dariam bons corsários. Quase como se, ao rasparem o fundo do barril, acabassem com a melhor parte. Mas digo isto um pouco na brincadeira. Seja como for, gostaria de dizer que são todos bom material para os mestres e assim. Mas lembrem-se que é quando o fazem a serviço de Deus, do dever e da Rainha. Por isso, possa o deus de todos nós olhar por vós.

ERCON

Eu, Ercon, da nave Arcumi, venho falar convosco, filhos da Terra. Chegamos para lhes trazer conhecimento de vós próprios enquanto seres de energia. Nós que ocupamos o corpo etérico enviamos-lhes saudações desde os planos de existência de Sírio, Órion e Plêiades. Endereçámos-lhes cumprimentos de modo a que aumentem o conhecimento que têm na expansão do vosso ser e para buscarem adoptar uma superior propriedade de conhecimento, por no universo não estarem sós. Por estas coisas serem dadas de forma a poderem expandir-se.

Vocês evoluíram a ponto de agora precisarem ser adequados, disciplinados, e desenvolverem a vossa natureza espiritual de modo a adoptarem a aplicação adequada das vossas tecnologias em benefício de todo o vosso planeta. Não podem mais ser crianças, mas precisam tornar-se adultos responsáveis, e adoptar uma maior percepção de toda a vossa herança. Sem essas influências, voltar-se-ão para vós próprios. Precisam livrar-se do mais velho dos males que é a guerra. Por não ser aceite que carreguem esse mal para as próprias estrelas. Tão pouco nós, de Arcumi nem os da Federação poderemos interferir. Só podemos vigiar. Existem alguns de nós entre vós neste momento. Continuem a expandir a vossa visão acima e além das vossas próprias limitações a fim de chegarem a conhecer a vossa verdadeira herança.

Nos dias da Atlântida, quando mantínhamos um maior intercâmbio cultural com o vosso planeta, a ponto agora de estarem à beira de um julgamento motivado pelas leis causais do vosso próprio plano. Vocês conduzem essas actividades a vós próprios. Mas também cabe na vossa capacidade transformá-las, conduzir a vós uma grande paz, restaurar o vosso planeta na sua própria perspectiva e no seu devido património por entre um milhar de outros mundos, daqueles que se ligaram à paz e que buscam companheiros e irmãos conscientes por todo o universo, para se elevarem e eventualmente se unirem ao Todo. Adonoi.

ENTIDADE GRUPAL

A entidade acha-se agora focada. A entidade que fala constitui um foco da consciência colectiva de indivíduos presentes e daquilo que vocês têm em comum. A entidade constitui uma revelação comum. Caso haja um nome para a entidade, será Revelação. A entidade passará agora a dispensar a informação desejada.

No futuro da sociedade de que são cidadãos e construtores, serão arquitectos que moldarão a arquitectura como quem molda a consciência. Já começaram a trabalhar sobre esses princípios e descobriram-nos nas vossas formas esféricas, cónicas e piramidais – aqueles que vivem sob abóbadas e estruturas do tipo tepee (tenda), assim como aqueles que habitam abaixo da superfície da terra. Descobrirão que essas geometrias lhes realçam as formas físicas, de modo a perpetuarem um maior saúde e um maior bem-estar da população em geral.

Haverão de descobrir que não mais existirá qualquer barreira de comunicação entre a vossa cidadania, e que por altura dos seis anos, cada um de vós terá dominado as capacidades de projecção astral e de clarividência. Isso será apresentado por cada cidadão. Isso ser-lhes-á ensinado como parte do desenvolvimento da personalidade de cada indivíduo, em vez de fenómeno separado.

Além disso, dar-se-á um completo restauro por entre as arquitecturas mencionadas de forma a começar a suportar a comunidade num todo nos seus empreendimentos. Porquanto toda a comunidade suportará a consciência. Nas vossas evoluções actuais, procura moldar a sociedade de forma a servir uma força social, e analisam os comportamentos que surge nas vossas áreas metropolitanas, tanto positivos quanto negativos, como causados pela abundância ou falta da mesma, ou pelo desejo de manipulação. Nos dias de que falamos, não mais se entenderão enquanto criaturas sociais governadas pelas realidades do físico. Deverão, na verdade, submeter muito mais o ambiente de acordo com a consciência. Tornar-se-ão de facto “seres de luz.”

A cor tornar-se-á numa ciência destinada a elevar a consciência, não através da inspiração psicológica, como agora é feito, nem mesmo da importância filosófica, mas para que tudo ao vosso redor se torne num elemento causal e activo para elevar a sociedade.
A meditação, que é agora considerada uma prática religiosa, tornar-se-á numa ciência. Representará a própria fundação da aprendizagem tanto do sistema espiritual como do sistema lógico do pensamento. Deverão ingerir cada vez menos alimentos no organismo, e eventualmente em quantidades tão diminutas que naturalmente partilharão dele directamente da natureza de novo, conforme tinha sido a intenção original.

Em breve verão os começos da aceitação da projecção astral, ou da experiência fora do corpo. Primeiro o seu estudo nas vossas instituições de aprendizagem. Depois, algum tempo mais tarde, a sua aplicação enquanto agente terapêutico. Depois, após a viragem do século, a sua institucionalização e ensino como facto do currículo do pensamento científico e filosófico e a aplicação das suas qualidades transformadoras à população num todo. Depois, talvez dentro de cinquenta anos, a experiência comum de todo o cidadão.

Pousar na superfície de outros planetas, por parte de todos vós, será comum. Isso de facto sucederá na forma física. Serão capazes de se envolver em corpos de luz, por os tecidos celulares que compõem actualmente os corpos físicos não serem capazes de se reestruturar e regenerar por completo em qualquer ambiente. Não mais dependentes de qualquer processo biológico ou químico, não passarão de contentores da iluminação que constitui a verdadeira origem do ser, a própria luz. E servirão como condutores e hão de organizar a estrutura celular o necessário para se adaptarem ao ambiente de qualquer superfície que pisem.

Tornar-se-ão mais etéreos na vossa composição. Uma maior transparência. A aparência física será a de uma transparência, com muitos das funções internas completamente visíveis. Além disso, serão grandiosos em iluminação. O tempo médio de vida aumentará para aproximadamente dois mil anos, pressionando porventura a um terceiro ou quarto milénio numa encarnação. Isso deverá ser após terem passado por um milhar de anos do que é designado por fraternidade. Deverá ser uma época de enorme avanço nas tecnologias que actualmente entendem como práticas espirituais, por esses não serem apenas princípios religiosos, mas ciências. E tão pouco foram concebidos com o propósito de arte ou cultura, mas foram-lhes dados com o propósito de edificarem uma sociedade espiritual de que são agora cidadãos.

Cada um de vós deveria começar já a formar essas noções. Mas quando buscam ao vosso redor pela origem da noção de comunidade, esta entidade diria que cada um é essa comunidade. Cada um de vós precisa desenvolver os talentos que lhes foram dados. Pois sempre procuram fora de vós pela comunidade. Não é que a comunidade deva ser edificada, mas que vocês precisam crescer, por ser uma entidade viva, tal como vocês são. Precisam inspirar a nova vida através das vossas próprias percepções.

Criem uma comunidade que nutra o todo daquele que são em mente, corpo e espírito. Não é que compitam nem cavem um destino contra outro, mas que cada destino se torne como um só todo comum. Actualmente, o isolamento e a especialização de cada aspecto da sociedade provoca competição como que devido à limitação dos recursos e desse modo competição nos destinos das pessoas. Em vez disso, criem um ambiente que traga equilíbrio e que permita que todos os destinos se desenvolvam, e floresçam.

Antes de se dar a queda na densidade da matéria, eram para fazer evoluir o planeta num todo. Eram para ter sido “conforme a lei,” em vez de se submeterem a ela, como no carma. Por o propósito original, a visão original, ser o de que na qualidade de almas manifestassem o elohim, que significa “Deus no homem.” Que manifestassem a forma humanoide estritamente a partir da essência dos seres neste plano, e deambulado pelo Jardim de forma permanente, tal como Deus fez naqueles dias no Éden e na Lemúria.

Assim pois, talvez possam ver na visão original, como poderia ser restaurado mesmo enquanto habitam o corpo físico, por vocês serem cidadãos do que eventualmente virá a ser uma sociedade cósmica, para irem além dos domínios da compreensão das coisas do físico – não mais procurem curar apenas os vossos corpos físicos, mas que também curem mesmo a prioridade mais elevada do vosso espírito pessoal e a composição da vossa mente. Conforme foi dito pela outra fonte que contribui para a corrente existência da entidade, “A mente é o arquitecto da vossa existência, neste plano.”

Concentrem-se naquelas tecnologias que façam progredir a comunidade, e continuem de acordo com os talentos que têm. Vocês dizem que Deus ajuda aqueles que se ajudam a eles próprios. Estudem os talentos que possuem. Desenvolvam aquelas coisas de que dispõem para contribuir. Porque cada um desses talentos será como que de Deus, se os doarem desinteressadamente em auxílio da comunidade num todo. Porquanto é pelo vosso exemplo pessoal que cada um de vós ensina e instrui os outros e se tornam mais íntegros.

É sensato antes de mais concentrar-se naquelas coisas que podem transformar, primeiro a vós próprios, e finalmente o todo. Porque então a política, que consta da manutenção do poder, poderá igualmente sair transformada. Assim, primeiro concentrem-se em vós. Isso é a primeira coisa a ser transformada – aquilo que reside em vós, a expressão do talento. Sejam um curador, sejam aquele que dispensa palavras de sabedoria, sejam um que ensina, sejam um que cuida da forma de ser da natureza – isso e só isso lhes foi dado como autoridade, como um dom. Transformem isso primeiro. Então, todas as coisas ao vosso redor começarão igualmente a transformar-se. Caso contrário, vaguearão pelo caminho que aparentemente não terá rumo.

Pressentimos uma resistência da parte de todos os presentes para aceitar a totalidade do conhecimento de si mesmos como Deus. A consciência que têm desta realidade limita-se a períodos de meditação, oração, e serviço aos outros. Só quando se der a plena aceitação dessa consciência, a todos os níveis e em cada acto consciente, que cada um de vós será realizado. Só a plena aceitação de vós e o alinhamento com Deus poderá remover as pedras de tropeço. Outros poderão inspirá-los em relação a estas coisas, mas apenas através do eu, do verdadeiro eu, que isso chegará a vós, por cada pessoa só se poder julgar a si própria.

Muitos de vós reincarnareis no período dos mil anos de fraternidade. Pois conquanto se dê o ranger de dentes e o morder as rédeas para se elevarem além deste plano, após terem regressado ao estado de espírito e olhado para trás para os trabalhos realizados e aqueles que vêm por diante, descobrirão porventura que na vossa experiência enquanto filhos e filhas de Deus, desejariam retornar ao plano terreno por causa da ordem reestabelecida, de modo que a luz será a dinâmica desses dias.

JAPU (Ou o Complexo de Jonas)

Olá em favor das gentes. Ser Japu. Japu não ser grande mestre nem nada. Ele vir após mestre grandioso ter vindo. Fazer as pessoas sentir-se um pouco assustadas. Japu apenas acaba de chegar e talvez contar pequena história, mas aí precisar ir rapidinho. Uh-oh. Um momento por favor. Japu ter que coçar nariz…. Só um instante.
Uh-oh. Japu situá-los numa das já favoritas histórias de Japu. Encontrá-los todos encarnados no tempo de Jonas. Profeta Jonas. Todos vocês viver em Nínive, a cidade onde ele ir profetizar. Vocês todos ser gente indecente, muito desagradável, a andar juntos sempre de mansinho e na galhofa. Beber muito. Fazer todo o tipo de coisas juntos. E Jonas clamar e saltar para cima e para baixo e vocês ficar com cabelos em pé. Querem ouvir um pouco da história do Jonas?

Todos vocês viverem em Nínive, e Jonas ser pessoa muito recôndita. Um dia, quando Jonas estar compenetrado nos próprios assuntos, Deus vir até Jonas. Enorme nuvem escura. Jonas dizer: “Ai, que nuvem tão escura. Hoje ir chover. Hoje não haver piquenique.” De repente Deus dizer a Jonas: “Ser melhor que acredites! Eu ter grande trabalho para ti.”

Jonas ficar aterrado, com os cabelos de pé. Ele dizer: “Quem seres tu?” Deus dizer: “Eu ser Deus.” Mas Jonas dizer: “Como saber que ser Deus?” Deus dizer: “Tu realmente não querer descobrir!” Jonas ficar tão aterrado quanto àquilo que Deus lhe diz para fazer, o cabelo ficar de pé e ele fugir. Ele marca passagem em navio e dizer: “Não ter problema. Eu fujo e não ter que ser grande profeta.” Assim, Jonas esfregar mãos, cheio de orgulho, peito inchado, enorme sorriso, e começar a olhar o oceano.

Cedo peixe grande chegar. Peixe muito grande, e ser mais esperto que o esperto do Jonas. Peixe grande, grande sorriso para o peixe. Jonas olha ao redor, vê peixe, ficar com cabelos de pé. Ele ir esconder-se, agarrar-se ao mastro. Mas enorme tempestade vir e peixe engolir Jonas. Jonas dizer: “Que é que estou aqui a fazer? Porquê eu?” Tal como vocês fazem por vezes. Logo peixe grande sentir dor de estômago e cuspir Jonas na praia. Jonas olhar em redor e dizer: “Ah, estar perto de Nínive. Talvez ser melhor ser profeta do que alimento para peixe.” E ele dizer: “Afinal de contas, talvez o pago não ser tão mau. Bom benefício de reforma!”

Ele envergar vestes malucas, de peito inchado, entrar na cidade e invadir cidade de lés a lés, (de uma ponta à outra) e clamar: “Grande castigo estar a chegar.” As pessoas darem ouvidos e dizer: “Quem ser este?” “Ah, este ser Jonas. Grande profeta. Falar com Deus.” Cabelos de pé. Jonas dizer: “Grande castigo chegar no prazo de noventa dias. Arrependam-se, arrependam-se.” E assim desanda da cidade, sentar-se nos montes e jejuar o tempo todo.

Em breve as pessoas a correr pela cidade, grande castigo estar para chegar, a esbarrar umas nas outras, a correr em redor. Elas dizer: “Precisar usar pano de linhagem e cinzas.” Jonas fazer muito bom trabalho. Todos ficar aterrados, a correr em redor, e a esbarrar uns nos outros, com os cabelos de pé. Todos a brigar por causa do pano de linhagem agora. O último grito da moda ser pano de linhagem. Não conseguir encontrar cinzas suficientes para cobrir o peito e começar a desfazer mobílias para a queimar, por quererem um bom monte de cinzas para cobrir a cabeça. Alguns ficam tão desesperados que começam a trepar as chaminés em busca de cinzas.

Deus olhar para baixo e dizer: “Que espectáculo grandioso.” Deus dizer: “Não crer eu ter conseguido melhor serviço. O Jonas tê-los abalado um bom bocado para os levar a todos a arrepender-se.” Ele dizer: “isso ser óptimo.”

Assim todos vocês se arrependerem e andar em redor envergando pano de linhagem e cinzas. Entoam os cânticos, orarem, olharem por cima do ombro. Grande castigo não chegar. Oram mais. Olham por cima do ombro. Nenhum castigo chegar. Passam noventa dias.

Jonas, ele dizer: “Noventa dias ter chegado e passado e nenhum castigo. Devo ser falso profeta. Toda a gente ir atirar pedras em mim.” Então deus aparecer. Grande nuvem escura. Falar com Jonas e dizer: “Que é que tens? Os profetas tentarem levar as pessoas a pensar melhor, a ter melhores pensamentos, viver vida melhor. Tu seres melhor profeta de todos. Teres-me poupado dores de cabeça de ter que provocar enorme terramoto ou algo assim. Devias tirar o dia. Tu ser melhor profeta de todos tempos. Todos outros profetas andar em redor, fazer grande profecia, e eu precisar ir e provocar enorme terramoto. Eu não gostar fazer isso, por ser demasiado que fazer! Muito mais simples se todos se arrependerem. Por isso, tu seres melhor profeta de todos. Todos se arrependerem. Não ter problema. Vamos fazer piquenique juntos.”

Depois haver história de como Japu descobrir como só existir um Deus. Durante a vida de Japu, ele acreditar em muitos deuses diferentes. Japu ser porteiro. Pessoas entrar na cidade através de enorme portão e ele atirar-lhes com bênçãos. Um dia dar-se enorme reunião de sacerdotes de muitos deuses diferentes. Deus do céu, deus do sol, deus das flores, deus dos mercadores, deus do milho, deus da chuva – um monte de deuses. (NT: Á semelhança dos cristãos que, na actualidade, veneram diversos santos) Por isso Japu, ele ir ao encontro de diferentes sacerdotes e aprender com respeito aos diferentes deuses. E Japu dizer: “Que Japu fazer para levar os deuses a sorrir a Japu?” Sacerdotes dizer: “Tal como pequeno bocado de milho vai até onde deuses do templo se encontrarem, deixa um bocado de milho, que então deuses sorrir para ti.” Japu sair-se assim: “Oh, isso ser bacana.”

Assim, Japu pegar bocado de milho para ir ofertar no templo. Então Japu começar a coçar cabeça um pouco. Por Japu ser porteiro, ele saber quantas pessoas entrar e sair da cidade. Também sabe quanto cereal, quanto milho, quantos diferentes alimentos chegam à cidade. E ele volta e conta diferentes sacerdotes que vir de cidade diferente e perceber que haver centenas e centenas de deuses. Então conta o número das diferentes pessoas que pedem favores aos deuses. Montes de pessoas. Depois conta quanto cereal e milho entram na cidade e descobre cereal e milho suficiente para servir os deuses todos – que dever ser montes de deuses magricelas a correr em redor. Deuses magricelas, muitos deuses magricelas. Porque haver montes de deuses magricelas? Assim, quando Japu, já muito velho, abandona corpo físico e sobe e descobre que só existir um deus, ele solucionar todo o mistério. Não um monte de deuses magricelas, apenas um Deus gordo e enorme. Ter sido assim que Japu ter descoberto que só existir um deus – um Deus enorme e gordo e vez de um monte de deuses magricelas.

Este grupo desejar saber vidas passadas juntos? Japu procurar no libro a história deste grupo. Ah, Japu descobrir uma. Japu sentar-se aos portões da cidade a observar os mercadores a passar e a lançar bênçãos às pessoas, na esperança de se darem bem na cidade, na esperança de deus as abençoar com muitos filhos, na esperança de abençoar um pouco este ou aquele. Um dia à hora marcada Japu trocar serviço com outro e ir até à cidade. Japu dar atenção às pessoas. Logo assiste a dois homens numa acesa discussão. Eles serem velhos sábios por todos os dias virem à cidade e discutirem a respeito de diferentes coisas sábias como se um deus ser melhor que outro. Uma competição acesa. Muitos aproximar-se para escutar a discussão. Os velhos sábios nunca darem o braço a torcer e fazem as pessoas ficar com cabeça às voltas. Duas das pessoas mais sábias da cidade estarem a toda hora a discutir. Dizerem: “Este deus ser esperto, aquele deus ser burro.” Esperto, burro, esperto, burro – fazer a cabeça das pessoas andar à roda.

Um dia eles começarem a discutir de novo e as pessoas a ficar ranzinza. Pessoas ranzinza, todas cansadas. Grassar um pouco de fome e estômagos andar vazios. Os velhos chegarem, começar a discutir, e a dizer que sabem tudo, e logo as pessoas ficam cansadas e com a cabeça à roda. Sem saber o que fazer. Então começam aos berros: “Calem-se, calem-se.” Mas homens sábios falar em brados tão altos um com o outro que nem ouvem as pessoas. Termos como “Calar,” e “Viva,” fazer muito pouca diferença na língua de Japu, de modo que sábios ouvirem as pessoas e pensarem: “Oh, as pessoas estão a aplaudir-nos, todos entusiasmados, provocar enorme impressão.” Assim, brigam, discutem, berram, gritam – as pessoas ranzinza, com vapor a sair-lhes pelos ouvidos. Completamente cansados com os velhos, ranzinza uns para os outros, começam a berrar: “Calem-se. Parem de discutir!”

Os velhos começam a berrar mais alto, mais gritaria. Logo as pessoas ficar tão cansadas de os ouvir que pegar neles aos ombros e tentar conduzi-los para fora da cidade. Os velhos ainda ouvem as gentes a berrar e pensar estar a ser carregados aos ombros por pessoas sentir-se feliz.

Os aldeãos levam-nos até ao cimo do monte. Velhos dizer: “Oh, eles carregam connosco montanha cima para nos venerar.” Mas pessoas jogá-los penhasco abaixo! Eles estar tão atarefados a berrar e a discutir um com o outro que berram e discutem até ao fundo do penhasco. Batem tão forte no fundo do penhasco que quase saltam para trás. Pessoas ficar com cabelos de pé por pensar ter que ouvir velhos discutir de novo. Quando atingem o fundo, o espírito dos velhos sair do corpo, ainda aos saltos, os seus espíritos ainda aos gritos um para o outro. Isso ter sido há cinco mil anos. Japu ter ido no outro dia e os seus espíritos ainda estar aos berros e aos gritos.

Moral da história ser que melhor coisa a fazer ser dar ouvidos às pessoas que os rodeiam do que dar ouvidos a vós próprios somente, caso contrário passar eternidade e nenhum crescimento, por mais sábios ou esperto que tenham na cabeça. Vocês entenderem?

Bom, grupo querer saber com respeito aos sonhos? Melhor sonho por que se interessar ser sobre sonho que sonham no estado desperto. Vocês pensar que vida de todos os dias que vivem agora ser realidade. Vocês pensar estar acordados. Japu diz isso ser sonho. Toda a vida ser um sonho. Por vezes sonho que têm à noite ser mais real do que vida do dia-a-dia por saírem do corpo, projectar-se astralmente, e aproximar-se de espírito. Espírito ser mais real que vida do dia-a-dia que levam. Portanto, sonho ser mais real que simples torpor. Por ser quando estão verdadeiramente adormecidos e não despertar para dimensões superiores.

Alguns pensar que jornada rumo a deus ser ficar sentado, as asas a brotar das costas, andar a esvoaçar, sorrir para as pessoas, sorrisos idiotas. Andar por aí a cumprimentar as pessoas e a bater as asas, e com grandes revelações. Não. Nenhum sorriso idiota nem asas. Apenas serem melhores uns para os outros. Nada demais. Quanto mais perto de Deus, mais querem preservar todas as suas árvores, mais apreciam a natureza, e querem fazer o que é natural. Mais amor. Isso ser progresso de volta a Deus. Nada demais.

Um olá para agradar às pessoas. Este ser Japu. Japu chegar e conversar um pouco com as pessoas. Querer saber acerca das coisas dos mestres? Querer saber como conseguir esperto na cabeça, ser assim? Dizem: “Ah, mestre saber muitas coisas. Ir aprender muitas coisas.” Contudo, quando mestre prosseguir e lhes contar um monte de coisas, vocês dizer: “Oh, desejar que mestre desapareça,” aborrecidos e sonolentos. Começar a aparecer no rosto. Novo mestre aparecer e dizer: “Olá para agradar às pessoas,” pessoas sentar-se direitas e procurar ficar de olhos brilhantes. Dizer: “Ah, vamos aprender coisas.” Mestre falar e falar, e todos aborrecidos. Olhos doridos, procuram ficar despertos. Ficar todos embaraçados, cair no sono. Novo mestre aparecer. “Oh, novo mestre, mais coisas a aprender.” Mestre discorrer sobre coisas complexas, todos aborrecidos, não ser divertido. Mestre prosseguir. Depois novo mestre: “Novo mestre, aprender coisas novas.” Única coisa que pessoas aprender ser quão entediadas se sentem. Assim, melhor coisa a aprender é ter esperto na cabeça e tirar proveito de si e da experiência da vida. Olhem para aqueles que desfrutam de si que saberão quem ser verdadeiro mestre. Olhem para aqueles que desfrutam da vida. Esse ser um mestre secreto. Mestre ser repleto de alegria. Ser por isso que crianças ser pequenos mestres. Elas saber como desfrutar da vida. Olhem para as criancinhas de colo, de sorriso na cara. Esses ser mestres. Olhem para os velhos que rangem, que avançam de sorriso na face. Eles apreciarem poder viver muito tempo para se tornar velhos. Melhor ser velhos que rangem cheios de alegria do que jovens entediados. Vão ficar velhos e ranger muito tempo mas em breve vão tornar-se velhos enfadados. Isso não ser mestre. Mestre ser aquele que é cheio de alegria.


ObadiaS

Ah, é o Obadias. O Obadias vem para falar à gente pequena. Ah, a gente pequena procura ter esperto na cabeça quanto às obras do awanga, ou o que chama de meditação. Quanto mais esperto tiverem na cabeça quanto à meditação, mais esperto terão na cabeça quanto àquele que são. Quando mergulham no estado de sono, isso traz-lhes esperto à cabeça, estão a perceber, por os deixar conscientes em todos os instantes do dia. Vocês pensam que quando vão dormir ficam inconscientes. Não – por vezes as pessoas tomam mais esperto na cabeça quando dormem.

Por vezes utilizam como que um mantra que repetem uma e outra vez, a que chamam ressonar. Os outros não gostam de ouvir esse mantra. Mas isso é o que é, por os fazer dormir e talvez por vezes lhes estimular os sonhos, e isso ser equivalente a ser inteligentes e mais sábios.

Ah, gostar de perguntar sobre a música. Como quando estão com o tambor ou com o canto. Isso torna-os mais inteligentes por os deixar como que num estado mais profundo, e isso ser bom por se assemelhar a entrar no sono enquanto permanecem acordados, enquanto meditam, entendem? Por os tornar mais conscientes do espírito que são, e isso também ser bom.
Ah, mas o Obadias ficar muito desapontado quando o pequeno por intermédio de quem o Obadias fala mencionar o reggae, e vocês responderem: “O reggae?” e se admirarem por que razão será bom. Como se o raggae fosse como o vudu ou uma coisa má. Ah, isso é como o que porventura os brancos dizem a toda a hora. Mas é como se fosse coisa boa, por conter o canto básico, e falar do necessário para a liberdade espiritual, entendem? Assim, da próxima vez que escutarem música, vejam se os faz balançar para trás e para frente, e se os faz sorrir um pouco.

Isso é como a meditação, por relaxar o corpo, e fazer com que sintam vontade de se erguer e de saltar. Não precisam fazer nada, por o espírito saber o que quer fazer. O espírito tem vontade de se erguer e de andar aos saltos. Talvez o corpo de início tenha vontade de ficar sentado, mas o espírito, esse quererá andar a saltar. Mas em breve como que vão para o espírito e sentem mais aquilo que são, por serem o espírito.

Ah, é o Obadias. O Obadias vem e fala com a gente pequena. A gente pequena gosta de tentar ter esperto na cabeça com respeito ao espírito. Muitas vezes é como se a gente pequena fizessem perguntas sobre os fantasmas; perguntam sobre o que parecerá ser o mau espírito. Por vezes ser como as pessoas serem como o que dizem “supersticiosas.” Por vezes ser como o espírito como que se esconde debaixo da cama, ou atrás da cadeira, a chocalhar correntes e como que fazer os cabelos ficar em pé. Como se o espírito pudesse parecer demasiado material – esse tipo de coisa. Não, isso é só na vossa cabeça. Mas isso não ser esperto na cabeça. Mas precisam ficar com esperto na cabeça com respeito ao espírito, por vocês, também, serem um espírito. Apenas têm um corpo.

Como quando dizem: “Pobre de mim infeliz que tenho que arrastar o corpo o tempo todo comigo.” E sentem como se tenham que cuidar do corpo. Não, o corpo cuida de vós! Se lhe derem a oportunidade, ele leva-os a passear. Se lhe fornecerem o alimento correcto, ele cuidará de vós, e fá-los-á sentir-se muito bem.

Por isso, de vez em quando, devem levar o corpo a dar uma caminhada. Como que levam a dar um passeio pelo parque, e se alguém lhes perguntar o que fazem, dizem: “Estou a levar o meu corpo a passear, por apreciar o meu corpo. O meu é muito acolhedor e não tenho outro. O melhor é que leve este.” Porque se não cuidarem do vosso corpo que, onde é que irão viver?

Ah, a gente pequena querer aprender como curar o corpo e depois quer viver com esperto na cabeça em relação a como o corpo se cura a ele próprio, como a gente pequena realmente ser o espírito. Portanto, a gente pequena por vezes tem vontade de praticar o awanga. Como tantas vezes o homem branco, ele fica todo assustado. Ele pensa como se o vodu ou a macaca ou o awanga vão ser como medicina ruim. Por vezes como que os diferentes governos pensarem que a homeopatia ser como coisa má, também. Pensam que seja como a macaca ou o vodu. Não, ser igual à boa medicina. Ser como a medicina que funciona no espírito, por o homem e a mulher, eles realmente ser o espírito, eles realmente ser a energia. Vocês ter o corpo mas realmente ser o espírito. Assim, às vezes deixem o espírito vir um pouco à cura e isso ser bom para a gente pequena por em todo o caso isso ser o que realmente cura o corpo. O espírito ser como o amor que a gente pequena tem uma pela outra.

Ah, a gente pequena tentar ter esperto na cabeça com respeito a como ser o espírito. Isso ser bom, porque como a gente pequena, por vezes pensar que ser um fantasma ou como uma pessoa morta. Não, espírito não ser morto. Espírito ser muito ocupado, demasiado ocupado para andar a arrastar as correntes, ou para se esconder atrás da cadeira, ou debaixo da cama, ou no armário. Não, não ter esperto na cabeça quando pensarem que espírito faça tal coisa. Por saber que vocês ser o espírito. Como saber que vocês ser como o espírito? Por vocês como que ter a capacidade de ir além do corpo, no que chamam de “projecção astral.” Por vezes gente pequena ficar apavorada por pensar como que espírito do Obadias ou do McPherson esconder-se atrás das cadeiras e chorar e gemer e arrastar correntes. Não, isso ser como superstição. Por o espírito ser muito ocupado, estão a entender? Porque, quando terem esperto na cabeça com relação àqueles que são, vocês querer ser mais alegres, começarem a rir, e viverem como mais abundantemente, como o homem Jesus fez. Porque ser como Deus estar por toda parte. O espírito estar por toda a parte. O senhor estar por toda a parte.

Ah, a gente pequena gostar aprender mais acerca do espírito e dos mestres e coisas. Ah, isso ser muito bem. Mas por vezes os pequenos tentar expandir em conhecimento mas por vezes apenas expandir na cabeça, ou no ego. E isso não ser bom. O espírito falar muito simples, não por que sejam o espírito – não, por ser como cada coisa que é dita, ser tão poderoso que se expandir demais, e aí dizer: “Agora, eu saber mais segredos.” Mas então descobrir que não saber tanto assim, mas descobrem que isso ser como uma bênção também por então serem capazes de experimentar mais, e ser como deus para os pequenos. Porque quando aprender que vida poder ser repleta de alegria por não haver bloqueio algum á alegria que experimentam, como ser igual a completo e abundante.

Ah, gente pequena eles sentarem e falar ao senhor John e fazer pergunta muito sério e todo o mistério profundo acerca do corpo. Ah, a gente pequena começar a sorrir um pouco. Ah, isso ser bom para gente pequena, porque por vezes o que gente pequena precisa como nas emoções e coisas ser trabalhar a awanga e ter a alegria. Porque a alegria no corpo ser a alegria na vida, isso ser bom para a gente pequena. Ah, por o Obadias, ele trabalhar a awanga e a awanga trazer alegria às pessoas. Por vezes talvez gente pequena precisar fazer como o bocado de festa. Ah, por vezes precisar dançar ao redor da fogueira como a gente do Obadiah e tocar o tambor e empregar o canto.

Ah, a gente pequena por vezes precisar cantar e outras vezes precisar fazer o awanga, talvez isso assustar o homem branco que vive lá na casa grande. Por o homem branco, ele estar na casa grande o tempo todo, e ele temer o awanga e pensar Obadias ir deitar magia má no homem branco. Não, o Obadias, ele nem sequer querer perder tempo com o homem branco. Ele ter tempo muito bom com o awanga. Por isso, gente pequena não ter que beber o rum e ficar como todo doente como o homem branco ter que fazer. Tudo quanto ter que fazer ser sentir bem no espírito. Quando a gente aprender sobre o canto e cantar, então começar a cantar na alma, porque quando cantar na alma, então ter esperto na cabeça, como o Obadias. Oh, a gente pequena realmente gostar estar contente na alma e no espírito, mas por vezes a gente pequena, ela esquece como ficar feliz. Ela pensar ir encontrar a felicidade num livro. Não, ela não ir encontrar a felicidade num livro. Não ir encontrá-la dentro da cabeça. Ir encontrá-la dentro do coração. Assim, a gente pequena precisar ter esperto. Ela precisar trabalhar o awanga. Ela precisar aprender como se ela estar no espírito. Assim, ser bom ter esperto na cabeça e ser bom ler o livro, mas assim que pousarem livro, melhor ser ir fora para o canto e o tambor.

A História do Obadias sobre Deus e a Igreja

Ser como no tempo em que p patrão no Haiti ele chegar certo dia e passar sermão a Obadias e dizer: “Obadias, é bom que tu ir à Igreja, por Deus estar lá na Igreja, por ser onde Ele está.” Mas Obadias saber não só estar naquela Igreja, por ser onde as mulheres lhes cantar os cânticos terríveis a toda a hora. E se Deus estar naquela Igreja, de certeza Ele querer sair!

Mas finalmente o patrão morrer, e como toda a gente se juntar e esperar e chorar e tudo. O corpo do patrão ter dado o fora por ele ser muito velho. E o Obadias, ele estar deitado. E o Obadias, ele gostar ir dormir e gostar de abandonar o corpo por meio da projecção astral. E quando o patrão sair do corpo, toda gente lamentar-se e chorar, e o patrão voltar-se após ter passado e ver o Obadias ali parado, e pensar que tenha ido para um lugar mau. Por pensar ser onde Obadias ir. Mas Obadias dizer: “Não, vocês não ir a lugar mau. Você como olhar para cima como um imenso túnel.”

E o Obadias chegar e apresentar o patrão ao pai e à mãe, que passaram e todos chorar e gritar. E a seguir como ele deixar-se levar em direcção de luz. E Obadias saber ele ir gostar grande luz e aprender coisas grandiosas. Por ele ainda ter o que chamam de carma. Mas subitamente Obadias acordar do sonho que teve por ouvir como que o choro do seu neto acabadinho de nascer. E Obadias saber que patrão ter voltado muito rápido para aprender as suas lições.

HIRAM
Bênçãos a todos quantos se reúnem na luz. Eu Hiram, venho falar convosco de modo que possais ser repletos dos procedimentos e da luz que buscam levar uns aos outros. Muitos de vós procuram aprender aqueles instrumentos que os leve a uma maior iluminação. Quando entram na iluminação e no conhecimento de que deus reside dentro de vós, de que todos sois filhos de Deus, realizais-vos de uma forma mais elevada. Essa realização vem da oração e da meditação, coisas que são instintivas em cada um de vós. Então atingirão um nível superior de iluminação por virem a perceber a capacidade total que têm de conhecimento directo e de consciência directa de Deus, que já reside nos vossos corações.
É quando atingem esses níveis da realização que são serão completos (aperfeiçoados). E daí poderá, pois, brotar a alegria. Já falaram da sabedoria contida na busca da alegria. A alegria brota da simplicidade. Vem da vivificação da mente por parte de Deus. Vem da compreensão, quando as palavras são sinceramente proferidas. Não daqueles que procuram dominá-los pela influência, mas daqueles que tiverem vindo a vós com um coração aberto, de forma a serem cheios da graça do Deus vivo.
Porquanto foi dito: “Eu sou o Deus dos vivos,” e que Deus viria ao meio de vós de modo a disporem de vida e viverem essa vida com abundância, de modo que pudessem reconhecer-se enquanto filhos de Deus e ser realizados por meio uns dos outros. Não por meio da vossa vontade limitada, mas pela vontade divina que se acha encerrada em cada um de vós e lhes dá sustento e significado e conhecimento além do alcance das palavras, além do alcance da experiência do imediato. Então a vossa experiência imediata tornar-se-á bem-estar, e ver-se-ão completos e perfeitos, santos e queridos e preciosos em Deus, cuja presença reside em todos vós.
ANTONY
Eu, Antony, venho falar com cada um de vós para que possam sair enriquecidos pela presença do Senhor Deus que reside no meio de vós. Há uma ela a acender em cada um de vós para que brilhe com esplendor e lhes traga profundas visões ao de cima, lhes ilumine o caminho, que eventualmente conduzirá às profundezas do vosso ser pleno, e abra o Salão dos Registos, de modo que todas as coisas sejam conhecidas.
Fiquem sabendo do seguinte: Vocês residem actualmente no que é designado por “fim dos tempos”. Isso é motivo de celebração, por ser nesta altura que verão o regresso do cristo à Terra. Isso deverá proceder do vosso seio, do seio de cada um de vós, de modo que sejam realizados nestas matérias e perfeitos. Porquanto sem estes conhecimentos, a própria vida se esvaziará, e vocês tornar-se-ão como uma árvore que não dá fruto. Sem raízes profundamente lançadas nas águas da vida eterna, cada um começará a murchar e a desaparecer.
Mas isso não sucederá convosco, por terem estabelecido as vossas raízes fundo nas tradições da grande herança espiritual, de forma a serem estimulados e cada um possa crescer e participar dos frutos que produzem uns para os outros e partilhar com amizade, ao se reunirem em nome de Deus, que é amor. Dessas formas servireis e estimulareis uns aos outros.
As vossas pesquisas constituem as raízes que penetram ainda mais fundo nessa herança espiritual. Mas voltem-se sempre para cima, em direcção ao sol e ao céu, como se a abraçá-lo. Mas sejam sempre abundantes. Longos serão os anos dos vossos dias quando vierem a habitar a Terra para a aperfeiçoarem. Amen.


Sem comentários:

Enviar um comentário