domingo, 4 de junho de 2017

DROGAS & EDUCAÇÃO SEXUAL (EXCERTOS)



DROGAS
Gravado em casa de Katrina Schwenger
Búfalo, Nova Iorque, 7 de Junho de 1966
Yada: É um prazer vir a esta casa, em que o Espírito é procurado; a casa do Espírito é onde vão os ensinamentos do espírito. Desejo igualmente estender a minha apreciação aos outros membros do Círculo interior, à dona da casa que nos convidou para virmos aqui. É estupendo que o Mark tenha uma hipótese de relaxar aqui e de libertar a mente interior e de conseguir algum repouso. Tudo quanto for feito a favor do Mark por qualquer de vós é profundamente agradecido pela nossa parte, por ele representar o nosso instrumento no mundo. E restabelecendo-se e equilibrando-se, ele torna-se ainda um instrumento melhor.
Vocês desempenham uma parte muito importante na busca pela luz, entendem. Os altos e baixos do plano físico perfazem a sua natureza. Quando aqueles de nós o compreendem, então superámo-las e seguimos em frente. Mas nós não objectamos, nem fazemos um protesto por aí além, como aquele: “Isto não me devia ter acontecido! A ele, com certeza, mas não a mim!” Quando temos muitos problemas isso mostra que a vida sente interesse por nós. Preferiríamos ser ignorados? Creio que não. O organismo, pela sua própria natureza acha-se muito aberto à dor e à alegria. Elas perfazem duas coisas; assim, como poderemos ter riso sem dor? O que estou a tentar dizer é que precisamos perceber isso, e aceitá-lo. Assim, quando as coisas correrem mal para o nosso lado, não desperdiçaremos as nossas energias nem s nossas ideias e sentimentos tornando-nos emotivos demais.
Bem sei que nos dias que correm o protesto é significativo; toda a gente protesta por tudo e por nada. De facto, se não protestarem não estarão a favor da corrente. Ninguém reparará em vós a menos que adoptem um olhar desesperado e bradem bem alto: “DEEM-ME PERMISSÃO! DEEM-ME LIBERDADE! Mas frequentemente quando não temos educação – ou desconhecemos a natureza do nosso ser – aquilo que queremos não é liberdade, mas simplesmente licença para nos expressarmos por qualquer forma por que passemos a enquadrar-nos, quer magoemos alguém ou não.
Creio – mas vocês poderão contrapor – que não poderemos obter liberdade de nenhum tirano exterior a menos que nos libertemos do tirano que temos dentro de nós. E nós estamos muito escravizados por esse grande tirano que carregamos dentro de nós, muito mais do que por qualquer tirano exterior. Muitas vezes escravo protesta contra as correntes que o prendem quando não sabe o que fazer caso as correntes fossem removidas.
Muita gente presume que eu seja um espírito. Quanta vez na vida presumimos e nunca nos damos ao trabalho de descobrir se essa presunção se baseia em factos ou em crenças. “Eu creio!” Só que alguns daqueles que creem que eu seja um espírito ou uma concha astral podiam, para sua própria edificação e segurança, procurar descobrir o que querem dizer com tais termos.
Muita gente pensa que quando morrem, eles – aquilo a que chamam espírito ou alma – voa para o céu ou resvala para o purgatório ou cai no inferno. Outros acreditam que a centelha da vida, após ter sido liberta da carne passa rapidamente para o nirvana, para aí – segundo é dito – a centelha de vida ou o espírito vive em paz e na descontracção enquanto “contempla” a sua vida passada. Conseguirão imaginar alguém que consiga relaxar com a contemplação da vida terrena que tiverem tido? Como o conseguirão?
Audiência: Não o conseguimos nem mesmo aqui!
É isso. E se o não conseguem fazer aqui, como o conseguirão fazer em algum outro sítio? A libertação da carne não lhes proporciona nada mais do que o que conseguimos pela educação, pela compreensão que reunimos de forma diligente com a busca pelo conhecimento da verdade, dos factos. Quando os obtemos, nem sempre nos trazem paz de espírito, por termos andado por aí a vagar por tanto tempo com “não factos.” Então subitamente, por nunca termos estado preparados, as coisas correm para o torto. As crenças que alimentávamos parecem rebentar-nos na cara, e ficamos num estado de infelicidade. Quando as pessoas descobrem que isso é assim, quando subitamente passam do físico, a imensidão de crenças que tinha sobre o céu, o inferno e o purgatório ou nirvana não se materializam, e elas dão por si num vazio. Querem sair desse vácuo. Nesse caso fiquem a conhecer a verdade. Decerto que eu não sou senhor de toda a verdade, alguém mais a detém, igualmente. Ajuda se trocarem as ideias e as sensações que têm uns com os outros, pois muito se pode aprender desse modo. Mas assim que depositam a vossa crença numa determinada coisa, ela perde-se, e vocês ficam num estado de confusão.
Quando o homem jesus disse: “Sigam-me, por eu ser o caminho e a luz,” ele não referia “Eu, Jesus.” Ele não estava a falar sobre a personalidade, mas do EU SOU, QUE É A LUZ. Por vezes a palavra é simplesmente um som: OHM. EU SOU ISSO. ISSO SOU EU. Tat sat tat; tat sat ohm. Só que isso não significa, nem pode significar muito para aquele que não tiver procedido a muito pensar a fim de chegar a saber. EU SOU O CAMINHO E A LUZ. A maioria de vós foi condicionado pelas chamadas doutrinas Cristãs, que lhes foram transmitidas pelos sistemas sacerdotais dos templos, ou aquilo a que chamam igrejas; e a maioria escutou isso e esqueceu-o – ou ouviram-no mas não chegaram a escutar de verdade – ou então escutaram mas não compreenderam aquilo que ouviram. E isso é muito fácil de suceder. Claro que não estou a criticar; não me encontro em posição de o fazer. Nós somos todos buscadores – elevados ou menos elevados, mestres ou estudantes – jamais deixamos de aprender. Por isso ser a vida, uma forma de vida. É a mecânica do ser, só que exige TRABALHO.
Alguns adoptam a via da metafísica. Isso é óptimo para eles, tanto quanto a religião ortodoxa para outros. Ninguém pode aprender mais depressa do que a capacidade lho permite. Fazem tudo quanto lhes é possível FAZER. Mas por vezes precisam dar um passo além disso – inclusive da via metafísica – rumo ao caminho oculto. Bom; no caminho do oculto já não é tanto uma questão de estudo, mas uma questão de PRÁTICA das leis por formas ocultas. Percorrendo o caminho do oculto, eventualmente atingirão um grau de compreensão que lhes revelará a necessidade de um mestre espiritual. Quando tal necessidade sirge, vocês conseguem um. Ele virá a vós. Há certas práticas ocultas que não podem ser executadas a sós, ou somente com outro presente na “existência da carne.” Precisarão ter a ajuda de um ser de outro plano.
Pergunta: Nós atraímos esse ser, não é?
Claro que atraem. Ele tomará consciência de vós assim que o tempo chegar. Agora, o tempo poderá nunca vir a chegar para alguns neste vida particular. Antes de conseguirem sair da roda física, precisarão assumir o caminho que atrairá a vós um ser de um plano mais elevado de consciência. Talvez no começo ele se situe no plano mesmo a seguir a este, a que vocês chamam astral – ao qual eu chamo de antecâmara - onde vocês esperam até sentirem a atracção para voltarem a afluir para o mundo físico. Sabem, meus amigos, não é tão fácil PERMANECER fora do mundo físico – não é tão fácil quanto é SAIR dele.
O tédio é uma das chaves que abre a porta do mundo astral, por o tédio nos envelhecer; não é só a fécula que provoca isso. Talvez seja o amido do tédio! A falta de interesse pela vida leva-nos a adoptar uma respiração superficial, e passado um tempo, deixam de conseguir respirar. Tédio. Façam tudo quanto lhes for possível para se manterem afastados do tédio. Lembrem-se de que vós – e dirijo-me a vós individualmente – enquanto compartilham a vossa vida com os outros, vocês vivem a vida a sós; e nasceram sozinhos e hão-de morrer a sós. A nós, por vezes isso soa assustador e corremos a arranjar tanta gente quanto pudermos para estarem connosco. Procuramos envolve-los ao nosso redor, a fim de nos protegermos da solidão. Mas, por estranho que pareça, quanto mais gente atraímos a nós mais a solidão que sentimos aumenta. Conseguir uma ou duas pessoas que se tornem nossas amigas – um amigo é alguém a quem podemos contar tudo. Se conseguirmos ter uma ou duas amigas na vida, QUE SORTE! Somos verdadeiramente abençoados pelos deuses – inclusive pelo Cristão.
Acreditem, meus amigos, o deus Cristão não é lá muito livre com as bênçãos que dispensa à sua criação – mas não o censuro por ele acarretar com tanto – como o meu colega Inglês, o Prof. Luntz diria – aborrecimento. Sim, aborrecimento. Deus aborrece-se com o homem. Não o verão para cima e para baixo no seu céu a bradar: “Pobre de mim, pobre de mim, sozinho!” Que ser totalmente desamparado não deve ele ser, porque toda a vez que a sua criação revela algum interesse por ele é quando pretendem alguma coisa. O deus Cristão – deus nenhum, para ser franco – tem quaisquer amigos em função de si próprio, por causa dele próprio. E isso é natural porquanto, quantos humanos amam verdadeiramente em função dos outros? Quantos? Todos andamos em busca de conseguir algo uns dos outros, até mesmo connosco. Poucos de nós somos amigos de nós próprios por esperarmos mais de nós do que damos – ou do que estamos prontos a dar, ou do que estamos dispostos a aceitar.
Deveríamos supor que todos os humanos estão prontos e abertos para acolher amor, mas isso é a última coisa que a maioria de nós é capaz de aceitar. Estranho, não? Mas é-o apenas por estarmos perdidos – perdidos em meio ao medo, à ansiedade, à culpa e à vergonha. Uma das formas de fugirmos à vida – por ser tão doloroso – é começarmos a buscar vias de escape. Talvez uma dessas vias seja o desejo de dormir a toda a hora. Uma outra via pode ser o excessivo uso do tabaco ou do álcool. Depois ele estende-se por si só; quanto mais culpa e dor a vida comportar, mais drástica será a medida pela qual sentiremos precisar evadir-nos. Uma dessas medidas drásticas são as drogas, as drogas alucinogénicas.
Audiência: Temos muitas perguntas a fazer sobre isso.
No meu tempo havia uma pequena flor que crescia nas colinas mesmo às portas da cidade Kaote. No começo as pessoas usavam-na para mascar – era semelhante às vossas “campainhas” (Digitalis purpúrea) só que mais pequena. O seu mascar produzia uma quantidade de efeitos alucinogénicos e a extensão e o tipo de alucinação dependia da personalidade, da natureza da pessoa. Em qualquer dos casos, dava-lhes um alívio da monotonia periódica de – não da sua existência, mas da sua ignorância. Após um tempo, o sistema sacerdotal estabeleceu uma lei que dizia que ninguém excepto os sacerdotes usaria essa droga, sob pena de condenação à morte, por criar visões de Deus. Mesmo hoje, à semelhança do meu tempo, o homem pensa que presta mais atenção ao seu Deus do que faz a si próprio, ao seu semelhante. Ele constrói vastos e dispendiosos templos ao seu Deus enquanto o seu semelhante morre à fome. Ele sente que o seu Deus necessita de toda essa vasta beleza ao seu redor, ou sentir-se-á ofendido. Hoje, vocês ainda fazem isso. Na cidade em que eu vivia, Kaote – era chamada cidade dos templos – existiam 33 deles. E quanto mais templos, mais pobreza; mais sacerdotes, mais prostitutas. Drogas – ou seja lá como for que lhes chamem – nós chamávamos a esse botão, a essa pequena flor, Pei. Creio que vocês se referem à droga marijuana Pei.
Todas essas drogas são meios mentais de escape do que é chamado realidade. Da Realidade, que é a maior alucinação de todas. Nenhuma droga conseguiria criar tal alucinação do que chamam de realidade. Nenhuma droga. Ao chegarmos ao sonho físico, ficamos hipnoticamente encantados com ele, por intermédio dos sentidos. Os olhos – as cores mais belas que criam. Essas cores não existem por si só. O tecido básico subjacente da cor é um cinzento embotado e desinteressante – o cinzento da energia. Mas quando a energia entra em acção, e cria uma superfície material vocês obtêm a sensação da cor dela, ou o som dela, ou o sabor dela. A beleza ou a fealdade dela é aferido pela forma com a medem com os sentidos. Tudo isso é hipnoticamente produzido pelas sugestões dos sentidos. Os antigos chamavam ao mundo material o “mundo da ilusão.” Não queriam dizer que não existia, mas apenas que é SENSORIAL e por isso mesmo, transitório – mais transitório mesmo do que aqueles produzidos pelas drogas. Por criar mudanças mais permanentes. Isto encerra um paradoxo – mudanças permanentes. Com as drogas, os efeitos dependem do indivíduo, do sentimento que tem pela vida, da atitude que tem para com as suas experiências. Nenhuma experiência por si só os assombra. É a vossa ATITUDE. Assim, nós levamos as nossas atitudes para o estado alucinatório produzido pelas drogas, e fazemos coisas com elas. Mas não faremos a mesma coisa quando vamos dormir e temos um sonho? Nós levamos as nossas atitudes connosco e fazemos delas monstros ou anjos.
Pergunta: Que será que provoca à nossa consciência, Yada?
Uma vez mais, depende muito da natureza do indivíduo, mais do que depende da droga. A droga por si só não é nada, nem produz nada. É por isso que toda a gente que experimenta O LSD tem diferentes reacções e ninguém tem a mesma.
Pergunta: Que efeito duradouro terá ela no indivíduo?
Uma vez mais, quanto anseiam vocês por escapar à vida, aos vossos afazeres, ao vosso viver diário? Dependendo disso, será o efeito duradouro que a droga terá sobre a personalidade. Nenhuma droga é responsável pelo bom nem pelo mau efeito; é o indivíduo. Nenhuma vida por si só é prejudicial ou boa por nós ou para nós. Depende do sonhador. Se quiserem ter bons sonhos, sonhos alegres, sonhos pacíficos e satisfatórios que lhes tragam paz de espírito, precisam aprender a observar o que sucede em vós e na vossa vida diária. COMPREENDÊ-LO. EXAMINÁ-LO COM SINCERIDADE.
E a única forma porque conseguirão isso é primeiro ter uma ideia daquilo que são. Ao virem ao mundo físico - aquilo que nós somos, depende das próprias atitudes que temos para com as nossas experiências. Temeremos? Sentiremos vergonha? Sentiremos culpa? Acreditem-me quando digo que tornarão o vosso sonho num pesadelo.
VOCÊS NÃO NECESSITAM DE DROGAS PARA SE COMPREENDEREM A VÓS PRÓPRIOS, PARA SABEREM AQUILO QUE SÃO E CONHECER O VOSSO LUGAR NA EXISTÊNCIA. SÓ PRECISAM DE PENSAMENTO CONCENTRADO, PRECISAM DA VONTADE QUE LHES DISPENSE TEMPO PARA VÓS PRÓPRIOS, PARA FAZEREM UM BALANÇO HONESTO SOBRE VÓS PRÓPRIOS.
Auditório: Não queremos fazer isso, Yada.
Pois, tens razão. Eu sei disso. E conquanto eu ria, não acho que seja engraçado. Na realidade é triste. Vocês colocam uma parede de encontro àquilo de que não gostam; colocam uma barreira contra os pensamentos que lhes incutiram que são errados - "Ah, eu não pensaria tal coisa, cá eu não!" ou então: "Só quando me encontro sozinho." Essa é a pior altura por ser quando estão entregues ao pior dos juízes - a vós próprios. Não seria bom se pudéssemos barrá-lo também - dizer-lhe para se meter na sua própria vida? Mas não, ele está convosco e, se tentarem afastar-se dele, ele encará-los-á com um tal ar de desdém que vocês nem se poderão mexer. E quando ele critica, vocês enterram-se pelo chão abaixo.
Meus amigos, eu estou a tentar responder-lhes às perguntas num curto espaço de tempo, por ser o que querem. Mas comecei com a ideia em mente de falar sobre este tema, e tenho-o feito por intermédio deste indivíduo por toda a parte até aqui, agora. Desde o homem da rua até ao mais educado, eu tenho tido conversas sobre isto. E actualmente é um tema significativo - isso e o crime que está a aumentar - e não só por entre os jovens. Os jovens estão simplesmente mais activos por disporem de mais energia. Mas eu vou falar sobre isto e vou ATENDER cuidadosamente ao que me disserem; e espero que venham a escutar cuidadosamente ao que eu lhes disser. Só deste modo obteremos resultados das nossas conversas.
(Yada retira-se e retorna passado um instante)
Cá estou de volta. Conforme disse muita vez, eu volto de onde eu nunca fui. Meus amigos, antes de mais acho que é importante dizer o seguinte: eu não sou um espírito no sentido em que entendem o termo. Eu sou uma consciência. Isso é o que vocês são. O termo Espírito significa sopro, spiritus. Alento é relativo a pulmões, aos órgãos por intermédio dos quais o ar passa para produzir oxigénio, o volume adequado dele na corrente sanguínea, de modo a que ele possa alcançar o cérebro onde o pensador habita. O pensador está dentro dessa pequena caixa chamada cabeça. Ele encontra-se aninhado aí. E por vezes, se não o tiverem despertado, ele fica irritadiço quando o desafiam: "Deixa-me estar; sinto-me confortável. Durmo e durmo, não acendas a luz."
Com o uso das drogas vocês mexem com o pensador; vocês mexem com o sonhador; mexem com o criador. O criador vive em cada um de nós - não um deus, mas um criador. Os deuses precisam ser adorados; eles não se satisfazem a menos que vocês se ponham de cara no chão e de cú no ar, a prestar obediência, aleluias. O homem tem feito este tipo de coisa desde que aqui chegou e descobriu que era um tanto diferente do animal de quatro patas. Ele precisava encontrar algo maior do que ele próprio para poder rastejar para os seus braços e chorar, por ele temer. O homem trouxe este deus consigo desde a sua vida primitiva, mas em caso algum é um deus algo melhor do que o indivíduo que o criou.
As drogas mostrar-lhes-ão isso, o LSD e outras drogas, até mesmo aquelas que eu costumava tomar no meu tempo, na cidade que habitava, Kaote, há 500 000 anos atrás. Terá o homem mudado? Não, só mudou de vestes. Ele sente-se mais protegido desde que começou a cingir o lombo com tecido - protegido do sentimento de culpa que tem, do sentimento de ser um animal - embora ele reconheça agora que é um ser humano. Na Bíblia cristã é mencionada essa vergonha. Adão e Eva viram que se encontravam nus - quem mais haveria para se preocupar? Só eles os dois - conforme é dito na vossa Bíblia.
Pergunta: Isso não será simbólico?
Claro que é simbólico. Eles viram-se, o que quer dizer que se tornaram conscientes de si pela primeira vez. CONSCIENTES DE SI. Mas isso é o que nos acontece quando buscamos a vida. Quanto mais fundo estudarmos, mais chegamos a alcançar consciência de nós próprios, mais nos sentiremos envergonhados - até alcançarmos um certo ponto de compreensão e nos revestimos com essa compreensão e voltamos a sentir-nos seguros de novo.
O LSD e substâncias similares são usadas para estimular as células cerebrais que nunca tiverem sido estimuladas antes. Isso também pode ser feito - e o estudante da respiração iogue sabe disso - forçando a respiração com as energias do corpo, para cima até ao centro. Esse enorme estímulo leva o criador a ver a sua criação como ele nunca a terá visto antes.
Agora, se ele for uma pessoa saudável, que não padece de enfermidades mentais ou emocionais muito profundas, ele terá uma experiência de tal modo bela que jamais a esquecerá. Ele tornar-se-á numa pessoa diferente quando regressar ao sonho físico, quando tomar consciência dele. Vejam bem, no começo o criador encontrava-se a dormir, inconsciente. Ele não podia criar tudo isto com "consciência," por a consciência física tender a justificar; e num ápice ela encontraria argumento para invalidar a existência.
Imaginem a consciência ter percepção, e criar o neutrão e o protão. Não conseguiria imaginar nada assim, não o eu consciente. Mas o grande criador interior, que é o eu inconsciente, não justificou a criação; apenas criou. Essa é a sua qualidade de ser e - se me desculparem - a sua qualidade do não ser - por ele temer. Mas os receios dele estão a sair ao tomar consciência de que ele é um deus, um criador. Por ter estado por tanto tempo inconsciente no seu pensar, e não saber, de súbito torna-se consciente e diz: "Não, eu não fiz isso; foste tu quem o fez!" Ele não assume responsabilidade, e as drogas afastam-no de todo sentido de responsabilidade; separam-no da sua consciência inferior que sente a culpa. Façam o favor de me ler as perguntas.
Pergunta: A primeira e a segunda perguntas já foram respondidas. Prevê mais alguma pesquisa séria a ser feita com o LSD, no controlo do nosso ambiente, tal como a possibilidade de obtermos a capacidade de levitar ou de visitarmos outros planetas?
Não ficam aliviados por não estarem na minha posição? Primeiro, lembram-se de que o que estou a dizer foi conseguido a partir da minha própria experiência de vida. Não se lhes pede que aceitem isso como a verdade suprema; só se espera que atendam, e depois que confiem no vosso discernimento. O LSD ou qualquer outra droga pode torná-los mais livres do que quererão ser. Se se virem sujeitos aos factores negativos como a culpa, a vergonha, o temor para com a vida em geral, o LSD poderá dar-lhes um belo retracto mas não os levará a parte nenhuma em que não tenham estado antes.
Pergunta: Eis aqui uma interessante, Yada. No uso experimental do LSD ou num estado induzido de consciência poderemos tornar-nos num grande curador?
NÃO. Vocês estão a ir além das capacidades do - não da droga, mas da personalidade a quem ela é ministrada - do indivíduo, entendem? Essas poções nada têm de mágico, nada absolutamente. ELAS MEXEM COM AQUILO QUE TEM EXISTÊNCIA. Elas vão até ao íntimo do criador e mexem com a criação conforme ela se está. Mas tudo quanto existe, é belo
Pergunta: Poderá o utilizador da droga contactar gente do espaço ou de outros planetas?
NÃO. Que sucede quando ingerem a droga? Algo como quando entram num sonho ordinário; entram em vós próprios Entram naquilo que VÓS SOIS. Poderão ter uma recordação de ser um dinossauro, conforme se diz que alguém terá experimentado ao usar essa droga - não será assim?
Audiência: É, exacto.
A gente do espaço é como vós. Em si mesmos são uma raça e possuem as suas próprias dificuldades; a sua própria vida. Têm as suas próprias limitações de compreensão - intensas, se preferirem chamar-lhe isso, ou menos intensas - de acordo com o entendimento que tiverem deles. Nós sonhamos o nosso próprio sonho. O criador cria e habita a sua criação mas não é mais do que a sua criação. Ele simplesmente estende o seu sentido de consciência
Pergunta: Sob a influência do LSD o eu superior do indivíduo assume e transcende a consciência inferior, e poderá uma estado desses tornar-se permanente?
Permanente é um termo e tanto. Pode ser um pestanejar de olhos ou um bilião de anos. Permanente. Quanto tempo vive uma pessoa? Essa é uma outra experiência individual, que também depende da atitude que a pessoa tiver para com as suas experiências a que chama vida. Não existe "permanência" em parte nenhuma. A permanência não é natural, nem constitui lei nenhuma. A criação só é possível por causa da contínua e interminável mudança que ocorre; mudança no estado de espírito do criador. Meus amigos, estarei a ser claro, por favor?
Audiência: Está.
Para mim, é da maior importância, assim como para vós, que eu esteja. Por ser a única forma por que poderemos aprender. Essas drogas não farão nada por vós em termos de comunicação com os outros, mas se tiverem um verdadeiro afecto pelo ser humano, ou por um animal, ou por um objecto, a profundidade desse afecto provocar-lhes-á esta experiência - quando trazem esse afecto à vossa consciência - de expandir enormemente a sua natureza para vós. Vocês torná-la-ão maior, mais estupenda, mais - como deverei dize-lo? - não me agrada o ermo "divino" - por precisarmos ser humanos antes de nos tornarmos divinos; e para nos tornarmos humanos, precisamos compreender o que o termo significa.
Nós não nascemos humanos; nós estamos a tornar-nos humanos. E conseguimos isso por meio da aprendizagem sobre a nossa natureza, pela meditação. Se quiserem usar drogas na vossa meditação, usem-nas; mas lembrem-se de que pagarão um preço por isso. Poderão deixar de ser capazes de deixar de as usar. Poderão descobrir que os estimulam de tal modo, na vossa consciência superior, onde o vosso sentido de beleza é tão belo - caso se veja livre da culpa - que precisarão continuar a usá-la. Assim que despertarem para a vida do dia-a-dia, cairá sobre vós uma sensação de escuridão, de torpor e de tédio. Eles estados por si só conduzi-lo-ão de volta à ingestão da droga. Estão a entender?
Audiência: Estamos, tem toda a lógica. Existirá alguma semelhança entre o estado de consciência induzido pelo LSD, ou o ouro estado de consciência induzido pela hipnose?
Há, há a similitude com aquilo que é induzido por sugestão hipnótica. Não é tão alargado na sua beleza e satisfação como no caso do uso do LSD, por na hipnose - independentemente da profundidade do estado - carregam convosco a dor física e o sofrimento do mundo externo. Não encontram qualquer beleza por não encontrarem qualquer escape do mundo externo, não a sério. Elas não podem ser alcançadas suficientemente fundo; o criador nelas não pode chegar a ser tocado. O LSD desnuda-nos justo até ao criador, e refiro isso literalmente, meus amigos.
Exactamente até ao criador. É por isso que é tão perigoso quando mal usado, por nos tornarmos receosos ao descermos e chagarmos mais e mais próximo do criador. Ficamos com medo. As nossas ansiedades intrometem-se no caminho. O sentido que temos de vergonha pode intrometer-se entre nós e o criador - as sombras da vergonha e da culpa. Isso por sua vez poderá levar-nos a cometer crimes por ficarmos interiormente furiosos. Não nos sentimos satisfeitos. Aproximamo-nos da luz e nos sentirmos famintos. Passamos fome, e sentimos isso, com o uso das drogas. Aí, podemos tornar-nos criminosos; podemos ficar obcecados. Isso não nos tornará a vida em nada melhor do que se chegarmos a tocar o aspecto criativo em nós.
Pergunta: Aqui vai a última pergunta, Yada. Caso uma mãe que esteja de esperanças experimente o LSD, que efeito - se algum - provocará isso na consciência do nascituro?
Não vejo que isso possa melhorar a criança, mas tão pouco vejo que prejudique a criança. O bebé, a entidade que entra, acha-se de tal modo situada que a sua corrente sanguínea se encontra bem separada da corrente sanguínea da mãe. Parte disso - as sensações e os efeitos da droga - que mão toma passara ao sistema nervoso da mãe, e poderá criar situações aí que produzam uma criança que pense melhor ou uma criança negativa, por o sistema nervoso da criança não se achar preparado pera ser estimulado. Esta é a IDEIA que tenho, a minha opinião, do que observei e vi com o uso das drogas nas mães e nos seus nascituros.
Pergunta: Eu tenho um irmão que tem problemas de costas. Poderia indicar-me a causa? O médico não a consegue encontrar.
Toda a raça humana sofre de problemas nas costas de diferentes tipos. Houve uma época m que o homem se movia como um macaco grande, e assentava sobre os antebraços. Desde que o homem adoptou a posição erecta, os órgãos descaíram e deixaram de ter a resistência que tinham quando o homem se movia sobre os quatro membros. Tão pouco a coluna vertebral tem a resistência para sustentar o corpo na posição erecta.
A natureza, as leis da natureza, através das experiências e da evolução no esforço que empreendeu por moldar um corpo mais saudável, o processo disso deixou fraquezas no corpo. Além disso, os alimentos que ingerem actualmente diferem daqueles que o homem ingeria quando ele vagueava mais à vontade, e afectaram as diversas glândulas e levaram-nas a funcionar mal e enfraquecendo o corpo em vez de o tornar mais resistente e forte - um colapso na capacidade do corpo de usar a química para se manter saudável.
Assim, que sucede a essas glândulas? Algumas fazem um mau uso do cálcio e descarregam-no nos ossos, nas juntas do corpo. Isso, na espinha, provoca a calcificação dos músculos e dos tendões que correm ao longo da coluna vertebral, de modo que deixam de ser tão flexíveis quanto deveriam ser. Essa perturbação poderá causar tensão nos músculos e tendões, e ao fazerem isso puxam as vértebras e endurecem-nas. Se resultar num aperto dos nervos isso poderá criar cegueira ou paralisia por qualquer forma no corpo. Se não for um aperto nos nervos, serão esses músculos e tendões que estarão a sofrer distensão ou flacidez.
Pergunta: Mas os médicos não o conseguem descobrir?
Claro que deviam. Ele é médico?
Pergunta: É
ARTERIOSCLEROSE
É claro que é provável que não o venham a descobrir; mas um bom quiropata descobriria. O que não quer dizer que ele seja capaz de curar, só que uma das melhores terapias para a espinha está no massagear ao longo da espinha, só que por fora., com os dedos, não torcer os ossos nem a cabeça. Muitos quiropatas torcem a cabeça assim e depois ao contrário, onde lhes estiver a doer. Não deviam fazer isso. Utilizem os dedos, a bola da palma das mãos para massagear o corpo – não ao longo da coluna vertebral mas ao longo do corpo. As glândulas avariam e a substância chamada colesterol dispersa-se e é despejado no sangue e disperso pelas veias sem um sentido de orientação definido.
Pergunta: Será isso perigoso?
É, pois. Provoca o que é chamado endurecimento das artérias, ou arteriosclerose. Bom, o corpo produz naturalmente o colesterol; essa é uma das suas funções. Sob tensão e ansiedade, ele muita vez produz demasiado; e esse “excesso” é depositado nas artérias. Não é só uma doença dos idosos, por poder ser encontrada em muitos jovens. E nem sempre é causada por desnutrição mas pela pobre atitude para com a vida, pelas reacções emocionais – em demasia e sem controlo.
O Mark, por intermédio de quem eu falo, contraiu diabetes. Isso é provocado por choques, pela aflição a que o indivíduo não se consegue esquivar nem equilibrar nem de argumentar. As glândulas pancreáticas perturbam a reacção nervosa ao redor das Ilhotas de Langerhans, pelo que elas deixam de funcionar inteligentemente a fim de controlarem os açúcares e os amidos. Assim, elas despejam essas coisas na corrente sanguínea, nos rins, e o sangue, em virtude desse excesso de açúcar, tenta chegar aos capilares no cérebro; e por não conseguir, vocês padecem de inconsciência. Destrói o mecanismo que produz adrenalina assim como insulina.
As glândulas da adrenalina são igualmente grandemente afectadas pelo uso do LSD, assim como a glândula pineal; ambas podem ser grandemente afectadas pelo uso desta droga. Há uma substância que precisamos fazer um grande esforço para descobrir para o Mark, que alguns de vocês conhecerão. É uma das melhores coisas para o sistema glandular, incluindo as gonadas. Chama-se Ginseng. É proveniente da China. Muita gente pensa que seja um estimulante sexual e isso é tudo porque a tomam. O facto é que estimula todas as glândulas a uma acção muito equilibrada. Por causa do estímulo das glândulas, remove a colecção de substâncias gordas das artérias desse modo restabelecendo um sentido de juventude, uma sensação de juventude no corpo.
Pergunta: Porque será tão difícil de conseguir?
Na verdade não é; só precisam procurar. Vocês cultivam-no no vosso país, pelo que não precisam ir à China. Mas, se se tornar conhecido quanto à utilidade que tem, precisarão ser ricos para o conseguir! O homem tem vindo a esforçar-se por criar substâncias maravilhosas por o primeiro desejo que tem ter sido o de descobrir uma substância que lhe trouxesse de volta o sentido da juventude. Não todos terão ouvido falar na fonte da juventude? Os seres humanos têm vindo a persegui-la desde a alvorada da história, desde o tempo de Adão e Eva. O Adão aborreceu-se com ela por as suas glândulas terem deixado de funcionar bem, o que a levou a envelhecer e engordar.
Mas sabem, meus amigos, não há nada maior que os leve a envelhecer e a engordar mais do que perder o interesse pela vida. Procurem coisas que lhes espevite o interesse. AMEM A VIDA. Fariam melhor, por ser a única que virão a ter. Vocês dir-me-ão: “Ah, não é assim. Eu hei-de voltar!” Não, VOCÊS não irão voltar! Mais alguém tomará o vosso lugar. Poderão pensar que regressarão mas não; alguém mais virá de volta.
Pergunta: Porquê? Por a personalidade morrer?
Adiantaste-te a mim! Exactamente. Quando voltarem à terra, vocês morrem. Essa é a verdadeira morte da personalidade. Essa ida e volta não passa de um jogo chamado “Vai-te embora Pedro; regressa Paulo.” Onde o terão deixado ficar? Ele encontra-se aqui mas está adormecido, profundamente adormecido. Por vezes conseguem estimulá-lo; e essa droga consegue fazê-lo: mas não só estimular o Pedro como podem chegar até ao Adão.
Adão significa o princípio primordial, o que quer dizer que voltam até ao criador. Excita à Luz da criação. O seu único perigo está no seu mau uso. Necessita de um maior estudo. Mas como em qualquer evento, não devia ser colocado nas mãos do ignorante, do temeroso, nem do que carrega culpa; porque assim torna-se numa arma mortífera para a alma.
Audiência: Caso pense que o Ginseng venha a ajudar o Mark, eu compro-lho.
Ah, obrigado. É muito amável, mas ele já o conseguiu.
Pergunta: Deveria ser tomado seco ou sob a forma de chá?
Vem em cápsulas. Vocês podem, se o desejarem, abrir a cápsula e verter o pó em água quente e bebericá-lo. Utilizando-o dessa forma, os efeitos poderão ser mais benéficos.
Pergunta: Poderia falar sobre o LSD no tratamento das doenças mentais? Será de algum modo benéfico?
É. Vejam bem, o tratamento encontra-se nas mãos daqueles que têm uma ideia razoável dos efeitos colaterais que essa droga pode apresentar. Creio que a denúncia feita por parte das chamadas autoridades, com respeito a essa droga, não é sobre a droga em si mesma mas contra o seu uso promíscuo – especialmente por parte da juventude, por já se encontrar mais estimulada do que aquilo de que tem noção, razão por que cometem crimes.
EDUCAÇÃO SEXUAL
O seu impulso sexual, descontrolado, produz crimes, e leva-os a isso. Se ensinassem a verdade com relação à sexualidade de uma pessoa, e se ensinassem a orientá-la, e voltar-se nas direcções apropriadas e salutares, vocês não teriam os crimes que têm. Numa pessoa jovem, o sexo é o mais forte impulso; nessa idade é-lhes barrada a liberdade sexual, com a apelação de que são “demasiado jovens.”
Demasiado jovens? Nesse caso, também estarão a dizer que sejam demasiado estúpidos, demasiado insuficientes, demasiado irresponsáveis. Será que é isso que vocês pensam? Que eles sejam demasiado inexperientes? Que deverão esperar até serem velhos? Então, será demasiado tarde; então já “estarão fartos disso,” conforme vocês Americanos diriam.
Vocês dizem: “Espera; só é seguro fazeres sexo quando casares. Porque quando estiveres casada, essa será a única altura em que será legal.” Legal agir com naturalidade? Será que fazer o que é natural ao vosso corpo e pelo vosso corpo é legalizá-lo? Vocês não veem os resultados de o procurarem legalizar? Observem o vosso mundo de hoje. Sempre o sexo foi oprimido ele explodiu em violência. Mas, se ensinarem responsabilidade pessoal aos jovens, se lhes ensinarem a respeitar o próprio corpo, eles respeitarão os outros. Não serão violentos por saberem orientar os seus desejos de forma inteligente. Saberão como usá-los com os outros que sentirem da mesma forma que eles - dar ao próximo com a por e estima. Caso contrário será destruir-se a si e ao companheiro - quer se encontram legalmente casados ou não; é o mesmo.
A legalidade do sexo é natural; é o jeito de ser da vida, da natureza. Não se pode decretar contra as Leis da Natureza! Diriam ao vosso filho para aguardar até encontrarem maneira de legalizar a sua comida antes de ele a comer? Se for contra a lei comer, ele morrerá à fome. E isso é o que ele está a fazer com o impulso sexual, está à míngua por não a usar correctamente.
Meus amigos, até mesmo este estupendo meio de comunicação se torna monótono e danoso para nós quando o utilizamos mal. É dito que quando o ser humano atinge uma certa idade, deixa de sentir impulso sexual; ou que se o sentir, é uma desgraça. Que mau que seria, ainda termos comunicação sexual, aos 60 ou 70 ou mesmo aos 100, não? Onde estaremos nós? Que é que pensaremos? Onde teremos a mente?
Veem o quanto é necessário ser humano antes de tentarem tornar-se num deus? Precisa existir uma droga que nos ajude a explorar o nosso lado primeiro, antes de nos lançarmos aos pés do nosso deus. AH, CONHECER-ME, à consciência inferior que se acha presa no sonho do mundo material. Conhecer-me - isso dar-me-ia o maior escape das dores do mundo material.
Pergunta: Será esse um caminho natural?
AUTOCONHECIMENTO
É, o natural. As drogas, à semelhança de tudo o mais, podem levar-nos a um inferno ou a um céu, dependendo unicamente do que tivermos aqui por dentro e do que soubermos que se acha aqui dentro.
Pergunta: Porque será tão difícil conhecermos a nós próprios?
Por lhes terem dito que não estão preparados para se conhecerem; que precisam dirigir-se a um "deus" para Lhe rogar, que Ele os protegerá. Os sacerdotes - vão a eles; façam-lhes crescer a bolsa; aumentem-lhes o tempo de vida; engordem-nos.
Querem conhecer-se? Fiquem em silêncio e façam um balanço da vossa vida. Voltem a olhar as vossas experiências. Procurem recordar os pensamentos e sentimentos que tiveram sobre as diversas experiências que tiveram em criança. Não é difícil. Exige tempo e "vontade" e uma consciência que os preserve de se assustarem convosco próprios. Lembram-se que vós - todos quantos aqui se encontram sentados - não fizeram nada que eu não tivesse feito. Eu passei por todas as experiências imagináveis. Eu tive que aprender a adoptar uma atitude equilibrada com relação à minha experiência. E a única forma porque conseguirão isso é pela honestidade que usarem em relação a vós próprios.
Quando se sentam em meditação, e fazem um balanço de vós próprios, de repente veem um retracto de terem sido condicionados pelo ambiente em que tiverem estado inseridos - e por aqueles que os rodeavam, a sentir culpa com relação a isso. Não aceitem uma sensação de culpa com relação a isso. Observem-no. Não digam a vós próprios: "Ah, eu não faria isso! Eu não havia de fazer tal coisa!" Queria dizer uma praga! "Eu não; ah, eu não!" Mas VOCÊS fizeram.
Querem ser livres? Examinem de verdade aquilo que fizeram a vós próprios: "Eu fiz isso por me encontrar nesse estado de compreensão - ENTÃO. Esse era o limite do conhecimento que eu tinha À ALTURA. Não podia ter feito melhor, por não dispor dos meios com que fazê-lo melhor. Não podia ter feito outra coisa AGORA, com a compreensão mais avalizada que possuo, eu não o faria - não porque seja um mal o prejudicial nem nada disso, mas por não ser inteligente. Era-o antes de eu ser um ser humano; eu só fazia parte do ser humano e encontrava-me em parte desperto. Agora tenho mais umas luzes."
Pergunta: Todas as experiências por que passamos se destinam a despertar-nos.
Exacto. Mas isso é tudo; isso é tudo. Não é bom e nada é mau, excepto o que o sonhador torna nisso. Conforme eu disse antes, o pior juiz, o mais crítico, são vocês. O que não quer dizer que tenham que recear antes de comparecerem diante desse juiz, por a sua crítica lhes trazer aquele tipo de luz que nenhum juiz exterior lhes poderia trazer.
Não será estupendo quando conseguem ir para a cama na escuridão e encontrar uma luz? Ficar em paz; que espectacular! Quando não têm que envergar máscara alguma nem ninguém em função de quem a precisem usar, sentem-se livres. Mas é a última coisa que fazem pelo anoitecer, tirar a máscara. Então passam a ser vocês mesmos. Param com as poses, com o fingimento, com o faz de conta. PORQUE SE TIVEREM QUE USAR UMA MÁSCARA PARA VÓS PRÓPRIOS, DECERTO DEVERÃO ESTAR PERDIDOS!
A todos quantos não me tenham ouvido falar por intermédio do Mark antes, espero que venham a ter uma mente aberta, como os outros têm, com o passar dos anos. Amizade. Não há palavra maior que essa. Com amor os vou deixar. Boa noite.
Sessão #155 06/04/66
CITAÇÕES
"Ao fazerem uso da cura em vós próprios, precisam romper a barreira da descrença. Não se trata de mera descrença. Não é tão simples assim quanto essa expressão os possa fazer crer. Trata-se de um estado, um estado hipnótico de condicionamento que precisam romper antes da oração., no uso da oração, que pode estimular-lhes a consciência de modo a passá-la do atoleiro da condição que lhe tem imposto aquilo que vocês hoje chamam de "lavagem cerebral"." É algo muito difícil de conseguir."
"Toda a doença tem origem no aspecto emocional do ser. Toda a doença é produzida pela falta de compreensão do nosso próprio ser, pela crença de que não somos amados e valorizados, o que por sua vez cria um profundo sentido de frustração que vai promover a culpa, a vergonha, a indignidade; e depois, algures ao longo desse percurso de negatividade várias são as glândulas que são afectadas por causa de toda essa condição negativa pertencentes ao aspecto emocional. E quando essas condições vêm ao nosso encontro, quando se instalam em vós, provocam mudanças no movimento, na corrente das energias do corpo, nos nervos, nas glândulas, nos músculos, nos tendões e no sangue. A ansiedade provoca mudanças definidas nos movimentos do sangue por lhes provocar mudanças químicas. Essas alterações químicas por sua vez produzem uma variedade de enfermidades relacionadas com o sangue aquilo que é chamado pressão arterial alta."
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"Ensinar constitui a coisa mais maravilhosa, porém, se o professor não conseguir tornar-se claro, nada terá lucrado para si nem para o aluno. Na verdade, não consigo aceitar o facto de ser um professor sem que ao mesmo tempo me considere um aluno.
"Tudo é experiência. Nós morremos unicamente quando resistimos à vontade de aprender. Essa nossa morte é chamada "ignorância." Poderei perguntar-lhes qual a diferença que existe entre "inocência" e "ignorância"?
Comentário da audiência: Inocência é algo por que não somos responsáveis e ignorância é falta de conhecimento.
"Infelizmente, porém, as leis naturais não dizem respeito ao facto de se ser uma criança ou um adulto naquilo que se faz. Uma criança pode, por um breve acaso, diria, ingerir veneno que o facto De a criança não ter conhecimento disso, não ter consciência disso, não impedirá esses químicos de lhe atacarem o organismo. OU então, caso pegue em explosivos e os use de um modo a que não esteja acostumada, eles irão agir de acordo com a sua natureza e matar a criança, sem consideração pelo facto de ser uma criança ou um inocente.
Audiência: A natureza não contempla qualquer recompensa ou castigo. É uma questão de consequências.
"Exacto, e isso é tão verdadeiro para a criança quanto para o adulto, assim como para qualquer coisa na natureza. Agora; conscientes da existência da lei da causa e efeito, não deveríamos deter-nos e pensar no que sempre fazemos antes de fazermos essas coisas? Porque, quem conhecerá tão em as leis da vida que possa saltar directo para qualquer tipo de movimento ou de acção de modo irreflectido e escapar á reacção -- boa, má ou indiferente quanto possamos pensar que seja? Ninguém conhece tanto assim. As leis não podem agir de uma maneira para o inocente e de outra diferente para aquele que conhece.
"Se quisermos levar uma vida pacífica em que a mente repouse, uma vida em que não se esteja a dormir para com o seu mundo exterior, e consequentemente, constitua um dupla ameaça para si, só há um meio de alcançarem essa paz de espírito, que é aprendendo, conhecendo-se. De que são vocês feitos? São compostos por experiências, em parte, mas a vossa natureza mais profunda procede das atitudes que adoptam para com a vossa experiência. Frequentemente temos sentido que umA experiência nem prejudica nem faz qualquer bem seja a quem for. Basicamente são as atitudes que temos para com aquilo que experimentamos que nos trazem paz de espírito ou nos deixa num caos.
"Muita gente, após ter ficado inicialmente a saber que a personalidade e a consciência humanas sobrevivem à morte do corpo, começam a sentir que o mundo externo seja um lugar de que se deva escapar. Quando tal desejo os acomete, deveria despertá-los para o facto de que não têm conhecimento daquilo que julgam saber. Apenas creem, por lhes ter sido dito, não porque tenham conhecimento directo.
"A maioria daquilo em que o homem crê é da natureza do que é chamado de "bonitinho." São fábulas, histórias do fantástico, muito bonitinhas. Isso leva-nos a perder a capacidade de pensar. O seu mundo de crença é de tal modo maravilhoso que fica preso emocionalmente nele. Fica preso nele e não quer sair. Nem chega sequer a saber que é uma criação emocional sua.
"A crença é para os emotivo e não para o que pensa O homem precisa conhecer. O homem de inteligência deve ter conhecimento! Ele não pode viver de crenças! É dito no vosso mundo que um homem precisa ter fé. Fé, por certo, porém, não fé cega... uma fé que brote da experiência e de atitudes ponderadas para com as experiências.
Audiência: Haverá alguma coisa em que o homem posse depositar fé, exterior a si mesmo?
"Aqueles que escutam e não pensam, mas que ouvem e que aceitam o que os outros lhes dizem, criam uma vida de negativismo para si próprios que lhes traz mais sofrimento e uma maior ansiedade."
Mark Probert
Tradução: Amadeu António

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