segunda-feira, 26 de junho de 2017

DESFAZENDO MITOS



PERGUNTAS & RESPOSTAS 7/2/1962
SERÁ O CENTRO DA TERRA HABITADO?
Irene: Esta pergunta é da parte de Elizabeth Page e do Dr. Gilbert Young. Quererá Yada fazer o favor de explicar a abertura polar, o centro da terra e os seus habitantes e os túneis de ligação com a superfície da terra e as cidades subterrâneas no centro da terra?
Regressamos aos longos corredores do tempo do mundo, até às civilizações muito antigas e captamos uma altura em que os polos tinham um clima tropical. Por outras palavras, os polos da terra nessa altura não eram o que são actualmente. Deu-se uma mudança nos polos e antes dessa mudança ocorrer, eles tinham um clima tropical e muito húmido. Nesse tempo existia gente que habitava essas partes do mundo que tinham pele escura, e muitos, muitos animais do tipo cujos descendentes encontram hoje nas florestas da África, da Índia e de outros locais assim. Sucedeu um enorme desastre na Terra e uma mudança dos polos. Esta Terra já foi virada do avesso e torcida e já sofreu muitas calamidades ao longo dos séculos da sua existência.
Irene: Yada, eles perguntam se poderá debater as aberturas polares e o centro da terra e os seus habitantes.
É disso que estou a falar. Muita gente construiu túneis pelo interior da terra por uma razão ou por outra. Mas essas aberturas nos polos foram criadas por forças naturais e então o homem procedeu a um certo corte a fim de também chegar a essas cavernas naturais. A certa altura, uma raça de gente foi para o subsolo devido à descoberta de radiação que envelhecia as pessoas mais rápido do que pensavam poder envelhecer.
Irene: Eles fazem aqui referência aos túneis que ligam a superfície da terra e os subterrâneos no centro da terra.
Cidades subterrâneas, sim, porém, não no centro da terra. Entendem, se penetrarem muito fundo pelo interior da terra  deparar-se-ão com um calor tremendo, não um calor que derive de uma fogueira que tenha continuidade, mas devido ao rápido declínio da matéria ou à deterioração química.
Irene: Tipo um calor gasoso, algo semelhante ao que o sol emite?
Sim, um calor muitíssimo intenso. Agora, existem certas porções da terra em que vocês podem perfurar vários quilómetros, mas não obstante a parte da terra, se afundarem muito, encontrarão fogo, não do tipo de chamas mas mais do tipo de rocha e terra derretida. Bom, no próprio centro da terra vocês encontram matéria extremamente densa, matéria mais pesada como o ferro ou os metais comuns, e em estado fluído só que de uma densidade muito intensa como algumas substâncias que encontram nas regiões exteriores do espaço que se assemelham a matéria negra, ou ao vazio que consiste numa matéria de extrema densidade. Bom, no centro da terra encontra-se o mesmo tipo de coisa, quero dizer, no núcleo. Por isso ninguém poderia viver no centro directo da terra. Agora, na América do Sul têm escavado túneis no Brasil e nas montanhas dos Andes e em locais como esses.
PIRÂMIDES SOB O GELO DOS POLOS
Irene: Isso faz referência à pergunta 2: Existirão aberturas de túneis do centro da terra que terminem na superfície da terra no Arizona e no Brasil e no estado de Santa Catarina e no estado de Santana e num túnel que tem ligação com a grande pirâmide de Gizé no Egipto?
Sim, houveram túneis anteriores à glaciação, antes da mudança dos polos, onde o gelo se formou. Antes desse tempo, quando os dois polos apresentavam uma condição tropical, os povos que lá existiam construíram pirâmides. As pirâmides constituem enormes símbolos secretos da - deverei dizer natureza divina do homem? Mas o termo "divino" não me agrada, por estar demasiado conotado com as vossas doutrinas cristãs e outros ensinamentos religiosos. Só que o homem é um ser grandioso e a pirâmide constitui um símbolo da sua grandiosa natureza.
Bom, no passado, muita foi a história que foi escrita com respeito aos túneis secretos que existem por baixo das pirâmides e esses túneis alongam-se a partir do este na direcção do oeste, de norte para sul, e em certos casos atravessam por completo desde uma pirâmide até outra. Certas cidades foram construídas sob as montanhas dos Andes, em determinadas secções das montanhas, e uma cidade muito vasta foi construída e ainda lá se encontra, embora a sua população há muito tenha desaparecido. Em nenhum caso existe alguma civilização considerável por debaixo da terra.
Irene: Tem conhecimento de alguma abertura no Arizona, Yada, que sirva de abertura para um desses túneis provenientes das cidades subterrâneas?
Existe, mas não conduz às cidades. Há muito tempo que foi bloqueado. Sérios terramotos destruíram esses túneis. Mas ainda existe uma pequena porção de um túnel no Arizona, só que se situa nas regiões selvagens do deserto; não propriamente no deserto mas mais nas regiões rochosas. Na parte do Arizona nas regiões montanhosas onde existe mais rocha do que areia. Agora, alguns desses povos foram descendentes dos pré Egípcios, e na América do Sul vocês tiveram os pré Incas
Irene: Mas esses eram povos da superfície?
Esses eram povos da superfície. Todos os povos dos subterrâneos foram, a certa altura, povos da superfície. Nunca existiu povo algum, nenhuns seres humanos que tenham tido origem no subsolo. Todos nasceram à superfície.
Irene: Não me terá dito, Yada, que existia uma pirâmide no Colorado ou num local qualquer nessa área?
No Colorado, sim.
Irene: Ainda estará em existência?
Está.
Irene: Contudo, deve estar coberta, não?
Sim, está, à semelhança dos polos norte e sul, onde existem pirâmides sob o gelo. Agora, essas pirâmides, em todos os casos, foram construídas para suportar tremendos pesos de água e de gelo, pelo que ultrapassaram em duração todos os dilúvios que cobriram as terras e as grandes eras glaciares. Elas superaram todas essas coisas. Ainda se encontram em existência sob o gelo, sob a água e o solo.
Irene. Mas estavam cobertas por enormes pedaços de ardósia ou...?
Mármore, sim.
Irene: Tenho ideia de me ter contado que as do Egipto estavam...
Pois, mas em todos os casos não é assim. Na maioria dos casos, como nos polos, foram revestidas a pedra, enormes pedras - não pequenas. Agora, na construção da pirâmide de Gizé e de outras no Egipto foi emprego um mármore suave. A razão disso devia-se ao facto de oferecer uma menor resistência  à água quando o dilúvio ocorreu e as cobriu.
As pessoas que penetraram no subsolo da terra nas regiões dos polos eram pessoas dotadas de uma pele muito branca. Isso ocorreu após a destruição, quando os gelos começaram a cair. Durante muitos, muitos anos esses povos penetraram na terra. Depois da terra ter sido coberta de gelo, a intensidade do frio e o clima gélido revelou-se excessivo e eles entraram no subsolo. Aqueles a quem chamam Esquimós da actualidade não eram um povo autóctone dos polos, mas um povo Asiático originário da Ásia Menor.
Irene: Eles devem ter atravessado alguma faixa de terra a que chamamos as Ilhas Aleutas lá perto do Alaska.
Pois, e esses povos vieram e perderam-se e não conseguiram encontrar o caminho de volta, havia um território que actualmente não existe - por actualmente estar coberto por água.
Irene: Será essa terra um continente ou terá sido uma porção de um continente que actualmente exista?
Era um pedaço dele, uma faixa bastante vasta dele. Agora, eles não eram Atlantes, mas povos que vieram depois da Atlântida ter sido destruída. Mu foi destruída. Mas esses povos vieram depois.
Irene: E eram um povo de pele branca?
Eram.
Irene: Pergunta 3 não tem que ver com o assunto, mas pergunta: Virão os discos voadores do espaço exterior ou do centro da terra?
ORIGEM DOS OVNIS
Não são originários do centro da terra, nem da terra em absoluto. Esses seres são habitantes do espaço. Eles não vêm de planetas, vêm do espaço. Agora, isto não quer necessariamente dizer que vivam numa dimensão diferente, mas simplesmente que habitam no espaço.
Irene: Quando diz que não vivem numa dimensão diferente, Yada, eles não se encontram num estado tridimensional de consciência no seu habitat natural, encontram?
Não, eles... o problema está em que vocês não compreendem o espaço, não compreendem a sua natureza. No devido tempo virão a entender, quando chegarem a estudá-lo mais e chegarem a viajar nele. É muito diferente do que muitos dos vossos cientistas presentemente pensem que seja. Existem graus do que chamam de matéria que não são visíveis.
Irene: Nós não possuímos instrumentos que o meçam actualmente, mas ainda assim...
Existem. É dessa substância, conforme sabem o que substância seja, que a substância do mundo provém, que o mundo material surgiu.
Irene: Sim, Yada. Terá conhecimento do Almirante Bird?
Tenho, sim.
Irene: Terá o Almirante Bird voado pela abertura polar em vez e a atravessar?
Não, não a atravessou, mas voou sobre ela. Contudo, vislumbrou uma pequena cidade, tipo no centro dos gelos no polo, tipo uma enorme oásis, com verdura e tudo isso.
Irene: Enterrada no gelo?
Não, não se encontra enterrada no gelo.
Irene: Não está enterrada no gelo, mas numa área que ainda permanece temperada?
Exactamente. Creio que isso tenha sido reportado em alguns dos escritos que ele delegou às autoridades.
Irene: Creio que sim, Yada. Claro que está a par do facto das expedições que foram feitas desde que ele lá foi e de homens que escavaram o gelo e que quase construíram uma cidade lá. Terão eles consciência desse local particular onde se verifica essa exuberância de verdura?
Têm, têm. Sabem, meus amigos, e dirijo-me a vós em Buffalo, se mo permitem, que muito mito foi criado com respeito aos povos do subsolo. Foi escrita muita coisa que simplesmente não é verdade. Os verdadeiros factos é que viveram seres por debaixo da terra, alguns dos quais ainda vivem, mas isso nada tem de romântico, por envolver uma vida terrível e lúgubre. O homem não foi para o subsolo por outra razão senão para escapar a determinadas condições que estavam a ter lugar à superfície do planeta. Mesmo como vós na vossa presente civilização irão precisar ir para o subsolo se não conseguirem protecção do incremento que a radiação está a ter, radiação essa que estão a criar na vossa atmosfera com os experimentos das explosões atómicas, para não dizer nada com relação à possibilidade de uma guerra.
POSSIBILIDADE DE UMA GUERRA NUCLEAR NO FUTURO
Bom, nós, do Círculo Interno, afirmamos que vocês não irão defrontar-se com uma guerra. Ainda decorrerão muito e muitos anos antes que o homem se volte para a guerra. Ninguém que actualmente esteja vivo na terra assistirá a essa guerra que virá. Daí já poderão ver daqui a quantos anos não decorrerá essa guerra.
Irene: Isso diz igualmente respeito à possibilidade de precisarmos ir para o subsolo, não?
Diz, sim. Se defrontassem uma guerra não poderiam simplesmente construir abrigos, quer individuais quer familiares, quer comunitários. Isso seria uma tolice, porque desse modo haveriam simplesmente de criar a vossa própria sepultura. O homem Krushchev afirmou que iria enterrá-los. Bom, ele também teria que se enterrar a ele próprio assim como a todo o povo da Rússia, e vocês haveriam de se enterrar a vós próprios, porque construir esses abrigos equivaleria a cavar a vossa própria sepultura. Vocês não haveriam de sair deles com vida, caso se verificasse uma guerra atómica. E se saíssem, poderiam morrer dentro de pouco tempo num enorme estado de agonia.
Não, o homem irá precisar penetrar fundo na terra, tal como outras civilizações fizeram no passado pelas suas próprias razões particulares, e pelo menos numa dessas civilizações eles tiveram que ir para o subsolo por os cientistas da época terem descoberto que estavam expostos a demasiada radiação proveniente do espaço exterior (do sol). Embora não soubessem de onde provinha, sabiam que estavam a ser eliminados por uma situação invisível.
Bom, com relação ao subsolo, vocês precisarão ter todo o cuidado quanto ao local onde decidirem penetrar, por poderem morrer com a radiação causada no subsolo pelo rápido declínio dos elementos pesados presentes no subsolo. Que é que chamam à substância que actualmente andam a escavar?
Irene: Urânio?
Urânio, obrigado. Poderão precisar ir para o subsolo não por causa do rebentamento de bombas mas devido à saturação da atmosfera, na sua maior parte devida ao rebentamento de bombas nas regiões superiores da vossa atmosfera, por a radiação cair lenta mas continuadamente de volta à terra pelo que venham a ter chuva mortal a cair durante anos a fio.
Irene: Pergunta 5: Onde, à superfície da terra encontraremos restos vivos dos Atlantes, ou a existência de povos à superfície que constituam um vestígio dos Atlantes?
Não, não. Não existem vestígios dos Atlantes quer à superfície ou no subsolo.
Irene: Isso parece responder à questão!
Pelo que de melhor consigo!
Irene: Pergunta 6: Yada, está familiarizado com o S. Germaine, ou com os mestres (eu não tenho conhecimento deles, Yada) Dwal Khul, Kuthumi e Morya? (Mestres da Teosofia) Todos eles ainda viverão nos seus corpos físicos e encontrarão o seu habitat no centro da terra, ou acima da terra?
A REALIDADE DO CONTACTO COM OS MESTRES
Não, esses seres são o que é chamado de Mestres mas são mais que isso - são Adeptos. Por causa do conhecimento oculto que possuem, esses seres aprenderam a viver num estado de consciência diferente em que não existe morte, uma vibração diferente. Eles aprenderam a dominar a matéria com o conhecimento oculto que têm, de modo que de tempos a tempos podem aparecer e desaparecer ao longo dos séculos. Eles jamais morrem. Agora, esses são alguns do punhado que aqui foi mencionado. Na história do mundo, existem vários milhares desses seres, não milhões mas milhares, simplesmente, por ser muitíssimo difícil aprender a dominar a matéria mentalmente, e por certas práticas, rituais e acertos, por meio dos quais se aprende a instigar Mestres de outras dimensões e obter educação da sua parte.
Há uma certa entrega que é feito do nosso próprio ser ao mestre que nos vem ensinar esse tipo de coisa. O homem comum do vosso mundo não tem qualquer conhecimento acerca do que um mestre seja. O homem a quem chamam Jesus (a quem nós chamamos Aesus) o Iniciado, o Ungido, foi um ocultista que pertenceu a uma ordem da Fraternidade Branca, mas também todos esses seres que se tornaram mestres ao longo das eras se tornaram membros da Fraternidade Branca.
Bom, existem certos grupos de indivíduos na vossa terra que têm uma vaga associação com a Ordem da Fraternidade Branca, a banda original que não teve a sua existência na terra Mas esse grupo tem existência na terra. Eles estiveram aqui. À medida que um estudante da vida avança no seu conhecimento da natureza da vida, ele recebe o título de metafísico. Mas vocês quase não têm verdadeiros metafísicos na terra. Digo "quase" por existir um número relativamente vasto, só que em relação à população da terra, representa um número muito escasso.
Um metafísico devia ser capaz de ter existência e de trabalhar conscientemente em pelo menos dois planos acima do plano físico. Devia ser capaz de curar por qualquer modo necessário. Por qualquer modo que achasse ser necessário ele deveria ser capaz de o fazer. Mas a maioria das pessoas que se cognominam de metafísicos actualmente não passam de simples estudantes dotados de uma compreensão primária da natureza da vida que não consegue pôr o conhecimento que tem em prática por não saber como. o conhecimento que tem é de tal modo limitado que são aquilo a que vocês chamam de...
Irene: Academicamente educados mas destituído de educação interna.
Sim, são metafísicos intelectuais.
Irene: Algumas das coisas que está a dizer já respondem parcialmente algumas das perguntas que falta responder. Claro que não tem importância, mas parece que já respondeu a elas antes que eu as formulasse. Mas não tem importância por a repetição ajudar, não?
Ajuda.
Irene: Parte da sexta pergunta que não li é a seguinte: Poderia por mote próprio contactar algum desses grandes seres, ou precisariam vir até si? E ser-nos-á possível contactá-los? É meu entendimento que isso já tenha sido conseguido.
Caso possa humildemente dizer que eu, claro está, posso estabelecer contacto com esses seres. Mas desejo afirmar, com toda a sinceridade, que esses seres não contactam ninguém nem nenhum grupo na terra, a menos que tenham uma razão bem definida para o fazerem. Eles não aparecerão a menos que seja necessário e tenham um tipo especial de dever a cumprir.
Irene: Quem será que lhes incumbe esse dever a cumprir?
Os membros superiores ou potentados da Fraternidade Branca.
Irene: Não é por ninguém aqui da terra que lho peça?
Não, não, por saberem que o homem terreno, que é um homem emocional, ainda se encontra na sua infância e que está apto a pedir toda a sorte de coisas que pensa querer, mas que desconhece o valor dessas coisas. O homem emocional, descontrolado, sem educação. Tem muitos quereres que pensa precisarem ser atendidos, mas isso é o ser emocional que...
Irene: Creio que porventura exista, Yada, quem ore com sinceridade, e pense que, por as suas orações não serem atendidas, isso se deva a um mestre desses, não conhecendo o estado superior do seu próprio ser interno, do seu próprio ser.
Exactamente. Entende, quando cremos no nosso ser emocional, quando nos perdemos no nosso aspecto do ego, nós pensamos assim. Isso não tem importância por vocês precisarem percorrer esse caminho, precisam percorrer o caminho do ego, quer dizer, o aspecto inferior do ego. Esse é o caminho da iniciação, de modo que mais tarde possam compreender o estado mais elevado. Não é algo que seja contra o homem, nem algo porque precisemos apontar o nosso dedo a outros, ou a nós mesmos com um sentimento de culpa e toda essa mesquinhez. Não, esse é um caminho natural. Precisam percorrê-lo.
Estou ciente de que existe muita conversa entre os povos da terra, entre o homem civilizado nos seus salões de sessões, sobre mestres que vêm a essas sessões, mas eles simplesmente não fazem isso. Isso é um disparate. Já ouvi muita gente afirmar que tenha estado em comunicação com o São Germain e todos aqueles que foram mencionados na pergunta anterior e todos os que não se deram a conhecer à humanidade. É até mesmo afirmado que o homem Jesus, mais todos os seus apóstolos estejam em comunicação nos salões de sessões por intermédio de um infeliz de um médium espiritualista. Isso é triste, por não passar tudo de ilusão, ilusão e pretensão.
Aqueles que vêm e asseguram às pessoas nessas sessões que são mestres, procuram o enaltecimento. Buscam um lugar ao sol, que nunca obtiveram quando estiveram no corpo físico. Podiam ter conseguido, mas não o conseguiram, por não terem sabido como. Percorriam a existência nas suas mentes infantis, e ainda a percorrem nela quando voltam e posam numa sessão como um mestre. Eles não sabem o que dizem e decerto que aqueles que aí assistem não sabem ao que estão a assistir; a idiotice da coisa.
Mas depois, o homem sempre brinca com as sombras, e continuará a brincar com elas até que saia da infância, quando obtiver a verdade, quando puser e lado os seus brinquedos da infância e se tornar num adulto. Por o corpo físico se alargar e se expandir não quer dizer que a pessoa se tenha tornado num adulto. Nós seres humanos continuamos a ser crianças até conseguirmos uma compreensão da verdadeira natureza do nosso ser e do mundo ao nosso redor.
Por isso, em vez de me opor àquilo com que essa gente se ilude a pensar em ambos os lados do vale, deixemo-los para lá. Eles hão-de sair disso no devido tempo. Afirmo estas coisas sem qualquer sentido de crítica. Simplesmente faço afirmações sobre as coisas com elas são. Não oponho objecção a coisa nenhuma que o homem faça enquanto se encontra na fase da infância. Não, nenhuma crítica, por esse ser o único caminho que podem adoptar.
Irene: Pergunta 7: Já foi parcialmente respondida, mas ainda a lerei na íntegra. Virá a ser necessário que as pessoas recorram ao subsolo por causa da radioatividade  que venha a proliferar, ou para se proteger da guerra nuclear? (Parte a que já respondeu) Virão os Hemisfério Norte e Sul a ser afectados por graves cataclismos semelhantes, ou isso confinar-se-á unicamente ao Hemisfério Norte, deixando assim livre o Hemisfério Sul como uma zona de segurança?
CATACLISMOS GEOLÓGICOS
Num momento qualquer futuro distante, dar-se-á uma agitação da terra de novo. Uma certa secção da terra que, tanto quanto sei, será o Hemisfério Sul, virá a ser gravemente abalado. Muita água deverá correr  ao longo da parte sul do mundo. Grande parte da superfície terrestre do mundo será coberta por essas águas. Mas segundo os registos, isso ainda não deverá ocorrer durante muito tempo. A Terra, aparte a sua oscilação natural devida à sua estrutura, que não é redonda, mas mais inclinada para o formato da pera, sofrerá um abalo generalizado, mas ele não destruirá muito seres humanos nem vida animal na região do Hemisfério Sul quando suceder.
Irene: Yada, situar-se-á o Hemisfério Sul na parte menor da forma de pera da terra?
Situa.
Irene: Pergunta 8: Será possível, para alguém que se encontre ainda no plano terreno assumir ou perdoar o carma de outra pessoa, diminuindo desse modo o número de vezes do seu próprio renascimento?
NÃO! Não tinha intenção de me revelar tão brusco, pelo que o vou dizer outra vez mais suavemente, não. O carma é uma coisa muito pessoal. Encaremo-lo do seguinte modo:  Que coisa é o mundo? O mundo de que falo neste momento é o mundo da matéria. Os antigos afirmaram: "O mundo da matéria é um mundo de ilusão." Isso, evidentemente, não queria dizer que o mundo não existisse, mas que a sua natureza, na medida em que os humanos são, é sensorial. Isso é válido para todos os animais. Tudo quanto possua sentidos avalia o mundo de acordo com a capacidade que esses sentidos têm de o mensurar.
Que será que é avaliado? Algo chamado vibrações. A essas vibrações chegaram vocês a chamar química, por a natureza básica dessas vibrações ser atómica. Dessa estrutura atómica  brota um agrupamentos desses átomos que formam diferentes tipos de químicos, químicos esses, ou moléculas que tanto podem formar matéria viva como o que é chamado de matéria inanimada, ou matéria química. Não estrutura celular enquanto tal. Somente por um esforço do sol foi a matéria química sintetizada e criada a substância viva a que chamam célula. A substância viva de uma célula é chamada protoplasma. O homem não poderia ter aparecido na terra, nem tão pouco nenhum outro ser, caso o sol não tivesse podido criar uma célula viva.
Assim, na minha civilização, nós que chamávamos a nós próprios Yugas, inicialmente por altura da criação da nossa civilização, adorávamos o sol. Adorávamo-lo como o ponto de que proviéramos. Era o nosso Deus criador. Deus é termo que não me agrada por não ser nem adequado nem inteligente. Confere, em especial no vosso mundo de mentes destituídas de treino com respeito à natureza da vida, um conceito errado. Mas preciso empregar um termo que consigam compreender e utilizar, por causa do entendimento que têm dessas palavras. Nós sabíamos que o sol era o nosso criador. Sabíamos que nos movíamos e tínhamos a nossa existência em função do sol. Cientes disso, recebíamos uma educação relativa ao filho que descia à terra, que encarnava, que vinha salvar o homem, mas sabíamos que a sua encarnação não ocorria na forma de um homem, mas na forma de raios, de radiação.
À medida que ela passava pelas profundas nuvens da atmosfera, perdia a sua natureza mais profunda e mais potente e revestia-se de uma energia vivificante em vez de uma energia destrutiva. Acabou por salvar o mundo, porque sem esse sol suavizado do homem sol, se ele tivesse vindo à terra teria morrido. Não teria tido oportunidade de evoluir na terra. Assim que a primeira matéria viva foi criada, se pudesse ter sido, teria sido destruída. “Eu sou o caminho e a luz.” A luz tornou-se possível na terra somente por causa da atmosfera e por causa dos raios que passavam pela atmosfera provocarem aquilo que é chamado difusão nesta vasta atmosfera. Sim, “Eu sou o caminho e a vida, eu, o filho do sol.”
Nos ensinamentos interiores ministrados nos templos místicos representavam peças e o que é chamado drama. Isso são ritos e rituais praticados. Há sempre alguém, um ser humano vivo, que representa o filho encarnado (sol). Depois havia doze a dezasseis seres que representam os signos do Zodíaco, os símbolos do mundo físico e da existência espiritual na totalidade.
ORIGEM DA DOUTRINA CRISTÃ
A religião Cristã é uma doutrina que foi roubada das escolas místicas, em parte das escolas místicas da Grécia, da Índia, do Egipto e dos Druidas. A história do sol, o deus sol do amor, vocês encontrá-la-ão se percorrerem as doutrinas de todas as raças e povos. Se não no aspecto exterior dos ensinamentos, então enterrados algures nelas encontrarão a história da encarnação do filho (sol).
Irene: isso incluirá alguns dos cinco livros que foram redigidos por altura de Constantino, que não chegaram a ser incorporados na Bíblia Cristã?
Sim. Alguns desses livros versavam sobre o renascimento, a reincarnação - a vida após a morte, a comunicação do espírito, e todas essas coisas se achavam contidas neles, mas não chegaram sequer a ser incluídos. Não é que tenham estado incorporados e tenham sido excluídos, eles simplesmente não foram incluídos. Os antigos escritos sobre a encarnação, o renascimento, provieram da Pérsia para posteriormente virem a cair na Índia e na China. A história original veio dos místicos da Pérsia.
Irene: Muito antes da Bíblia ser redigida...
Sim, muito, muito antes. A história é muito antiga e muito complexa. Desejaria poder falar prolongadamente sobre a história do homem e da história do seu Salvador, o sol.
Irene. Se lhe for permitido fazê-lo, nas reuniões fechadas, ficaríamos encantados pelo facto de o fazer com o propósito de fazer um livro de referência para a biblioteca da nossa fundação.
Pois, eu ficaria encantado com isso. Mas quero fazer alguns comentários para esta gente de Buffalo com respeito ao que eu afirmei, se mo for permitido.
Irene: Sim, se vós, Anita, Alfred, Dr. Page e Dr. Young tiverem a gentileza de nos enviar os vossos comentários para o Yada, sobre o que ele tiver a dizer sobre este assunto, ele ficará encantado.
Além disso, se tiverem alguma objecção a fazer a algo que eu tenha dito, façam o favor de expressar as ideias que tiverem sobre a questão. Esse é o único meio por que podemos aprender na vida, pelo diálogo.
Irene: Pergunta 9: Será possível algum mestre vivo trazer cura instantânea a alguém que se encontre necessitado dela e que a solicite com uma fé plena? E essa cura física afectaria candidatos e interferia com os candidatos espiritualmente adiantados ou com o carma? Existirá algum mestre vivo na terra presentemente?
Será porventura estranho que tenhamos debatido este assunto há duas ou três semanas atrás.
Irene: É bem verdade.
Mas não é, por só existir uma mente, e nós humanos estarmos em constante comunicação uns com os outros, embora a maioria de nós não o percebamos nem tenhamos consciência disso. (Só um momento, enquanto dialogo com o meu mestre) Eu disse há pouco que não estão a comunicar com os Mestres e que nem eles comunicam com o homem comum. Bom, isso soa ao que vós, na América, chamaríeis de “pretensiosismo,” mas não é. Eles não se mantêm distanciados somente por serem avançados e não poderem tolerar o homem no nível de consciência em que se encontra. É uma tolice chegar sequer a dizer isso, mas por vezes eles interferem sempre que o acham necessário. Ajudam onde podem ajudar; onde a lei lhes permite que ajudem, Agora; eu não creio que um mestre recusaria auxílio a alguém com base no facto de isso poder interferir com o padrão cármico da pessoa ou as experiências necessárias. O sofrimento deveria ser tolerado somente caso tenha propósito, O que quer dizer que não deveria ser permitido que o sofrimento prosseguisse indefinidamente nem por qualquer razão. A natureza não castiga a ela própria em parte nenhuma de si para sempre. Embora a doutrina cristã os leve a crer que certas pessoas, por não agradarem a Deus, ou ao seu deus – por não o deixarem feliz – ele os confine ao inferno para sempre e mais um dia. Para sempre já é demais, mas mais esse dia final, é demais! RISO mas quando se está em sofrimento, quando se está doente, não precisam entrar em contacto com um mestre para que os cure. Nós somos o nosso próprio mestre, e não há mestre maior.
Irene: Isso entra em questão na pergunta 10: Para dar algumas sugestões sobre a cura de nós próprios.
ORAÇÃO
Pois. Bom, quando oram com sinceridade para serem aliviados de alguma doença, há sempre a possibilidade de aquele que ora, não ser instantaneamente curado, mas sê-lo-á no devido tempo. Que é que a oração faz? É um trabalho psicológico. Quando oramos agitamos o aspecto intocado de nós próprios chamado “inconsciente.” Não gosto do termo “inconsciente”, por achar que deveria ser chamado TODO CONSCIENTE., por nos encontrarmos em larga escala no estado de inconsciência na maior parte do tempo. Quando oramos, contactamos o Eu todo consciente, o eu que nada sabe do sofrimento. Não tem qualquer consciência da dor nem da doença, por não reconhecer a matéria enquanto tal, e a dor ter lugar na matéria.
Quando o homem criou o mundo físico e veio habitá-lo, ele desceu ao inferno, que é o mundo da matéria, ao inferno do sofrimento. Ninguém que venha á terra, ao mundo da matéria, quer se trate do vosso mundo ou de outro planeta, nenhuma consciência que chegue a tocar a matéria lhe escapa sem dor, sem sofrimento, por o tocarmos por intermédio do que é chamado corpo sensorial. É assim que sentimos DOR; a alegria, o riso, a felicidade constituem um grau de dor ou pressão. O mundo da matéria é a cruz que nós criadores precisamos carregar. Quero dizer, devemos carregá-la quando aqui chegamos. Quando entramos nele, perdemos a consciência que tínhamos ao virmos, do estado de Éden a partir do qual sentimos. Embora não me agrade o termo “sentir.” Nós somos pioneiros na nossa própria criação. A oração consiste no estabelecimento de comunicação com o Estado Edénico, o qual não tendo nenhuma ideia da dor ou da doença ou da morte em si mesmo, e transmite à oração essa maravilhosa ignorância quanto à matéria, ou será que deveria dizer inocência?
Irene: Aquele que está a orar?
Não, essa grande mente, esse aspecto todo consciente. Ele desconhece a dor, de modo que quando saímos dela, projectamos a nossa consciência nele e tornamo-nos parte dele, pelo que nos tornamos ignorantes da dor e da doença. ENTÃO PERDEMOS A DOR.
Irene: Se nos pudermos tornar mais ou menos condicionados para compreender, conforme estava a dizer, que somos compostos por mente, isso aliviar-nos-ia o corpo físico das pressões da mente, de nos garrarmos à ideia de estarmos doentes.
Pois, mas isso não é tão simples quanto isso.
Irene: Isso tão pouco é o que estamos a discutir, mas é uma das formas que encontro para me aliviar. Creio que isso me ajuda a curar o corpo tão rapidamente.
Pois. Bom, na oração, na oração muito centrada, vocês estão a dar a vós próprios um tratamento psicológico. A maioria dos humanos, ao entrarem no mundo físico, perde a memória de ter sido certa vez um ser grandioso. Perdemos memória do nosso estado superior, do grande estado Edénico e quando perdemos a recordação disso adquirimos sentimentos de culpa, culpa da queda na matéria. Isso perseguiu-nos ao longo de séculos. Todo ser que saia da luz e nasça com este grande sentimento de culpa, que produz em nós todo o tipo de doenças. É o campo em que têm início todos os outros sentimentos de culpa que captamos ao nos mantermos aqui na terra.
Irene: interrogo-me como seria se não tivéssemos esses sentimentos de culpa. Deveríamos ter uma civilização diferente, não?
Ah, mas é claro, é claro. Não teriam guerras, por não sentirem ódio, e não sentiriam ódio por não terem medo. Todos os tumultos que o homem sofre, todo o sofrimento provêm do medo e a natureza básica desse medo é chamada o desconhecido. Nós não sabemos do que é que temos medo.
Irene: A culpa acarreta isso, e é o gerador disso.
Medo do desconhecido. Nós olhamos o mundo exterior, que parece existir fora de nós próprios, e ele produz o sentimento interno do desconhecido, da quantidade do desconhecido aqui, e não sabemos como responder-lhe, como nos mexer em relação a ele, e mais ficamos apavorados.
A oração é chave para ao compartimento da Luz. Carma. Eu afirmei que quando faço uma tentativa para curar alguém, uma das primeiras coisas que faço, é olhar a luz da aura da pessoa e ver o que a condição cármica me diz quanto a dever fazer alguma tentativa para curar a pessoa da sua doença. Agora acrescentei de bom humor, que se eu visse que essa pessoa sofria de algo proveniente de uma condição cármica ou que brotasse de uma condição de carma, eu não faria nada por ela. Claro que não faria, por me vir a afectar caso eu detivesse essa condição criada. Não, mas por causa dessa pessoa perder algo, caso eu detivesse de imediato essa condição. Mas mais que isso, se eu detivesse uma situação de outra pessoa, eu precisaria antes de mais saber o que a teria iniciado. Isso é mais importante do que o receio que eu tivesse de partilhar do sofrimento cármico dessa pessoa, ao interferir com essa condição.
Irene: Não me fará nada a mim.
Não me fará nada, por eu ser o mestre. Eu sou. Nada me pode prejudicar. Bom, quando afirmo ser o mestre, estou simplesmente a fazer uma afirmação que tu consegues fazer. Tu és o mestre.
Irene: Nós não admitiremos isso, Yada.
Não, Se eu procurar curar alguém, só quererei saber o seguinte: Que terá iniciado a doença em vós? Bom, poderei ter que me estender de volta na vossa mente até às profundezas de vós próprios, e poderei precisar, porque caso contrário resistir-me-ão, poderei ter que lhe remover a consciência. Quero dizer, a consciência de si, de modo a que eu possa chegar ao vosso eu profundo.
Irene: Desculpe-me Yada, mas só nos resta um minuto na fita, e eles gostariam de saber que parte os sais celulares ou minerais têm na cura do cancro ou de outras condições malignas.
Eu não sei, eu não sei. Eu sei que a célula humana assim como as estruturas celulares das plantas são extremamente complexas e que podem ser afectadas por diferentes químicos por uma variedade de modos, e que também podem ser profundamente afectadas tanto para o melhor como para o pior pela psique, pela actividade que a mente tem sobre o corpo. Com muita frequência, devido aos sentimentos de culpa que acarretamos, nós liquidamo-nos. A causa disso reside profundamente na mente e podemos chegar ao centro da causa com amor e compreensão, de modo que a pessoa dê de si livremente sempre que desejar examinar-lhe a mente. Pela hipnose, pelo poder da sugestão, posso levar a pessoa a abrir-se a ela própria de modo a revelar-me qual tenha sido o medo que tenha dado origem à sua doença.
Irene: Então conseguirá um completo restabelecimento, não?
Consegue, então conseguirá dizer-mo. Entendes, em vez de eu lhe dizer, ela pode mostrar-me a condição básica da doença de que padece. Então poderei fazer alguma coisa. Mas eu realmente não faria nada. Todo passo que eu desse seria de assistência à pessoa no conhecimento da causa da doença de que padece e do que fazer com respeito a ela.
Irene: Seria a actividade da sua mente sobre o corpo.
Pois. Há certas pessoas que, se as curarmos de uma doença, porventura por meio daquilo que é chamado de imposição das mãos, pela cura da fé, ou pelo uso de agulhas, ou de alguma outra forma material, essa pessoa venha a ficar de novo doente, independentemente do número de vezes que livrarmos a pessoa dela. Ela ou irá contraí-la de novo e de uma forma pior, ou irá contrair uma outra doença, ou entrará numa espécie de choque, ou sofrerá acidentes – são muitas as coisas. Se esse medo procurar destrui-la por intermédio desses sentimentos de receio e de culpa, não há nada que a impeça de se destruir até que esse medo semente seja exterminado e a pessoa expresse a razão desses receios, culpas, ansiedade ou frustrações. É com amor que me despeço.
Irene: Obrigado, Yada, e os nossos agradecimentos aos dois médicos.
Pois, mas se estiverem doentes, arranjem alguém que tenha conhecimentos de anatomia, que conheça o corpo, e os hipnotize e lhes penetre na mente, alguém que tenha conhecimentos de psiquiatria. Não enganem ninguém que não tenha conhecimento dessas coisas, que não conheça o corpo, por a hipnose poder, caso seja mal usada, resultar muito problemática para a vítima.
Irene: Estas são perguntas enviadas pela Anita e pelo Alfred Ganchow. Adorado Yada, poderá ter a gentileza de nos dar algumas pistas acerca de como meditarmos? Estamos aqui no processo de formarmos, em nossa casa, um pequeno grupo especial de amigos que está muito interessado no estudo destas elevadas verdades. Também queríamos meditar com regularidade. Por favor, diga-nos como haveremos de avançar. Ficaríamos extremamente satisfeitos se viesse ver-nos num destas noites de Sábado num futuro próximo.
Aceito humildemente atender a essas pequenas reuniões. Agora, queres-me ler a pergunta?
Irene. Essa parece ser a primeira pergunta, Yada, a das pistas sobre como meditar.
MEDITAÇÃO EM GRUPO
Sou de opinião que a meditação em grupo não seja tão produtiva. A meditação é uma forma de actividade mental e social que é muito pessoal, pelo que deveria ser praticada sozinhos e em silêncio. A meditação não consta de sentar e pensar e ouvir com uma mente limpa dos medos e ansiedades do pensar do dia-a-dia. A meditação não é pedir seja o que for, mas sim a criação de uma atitude receptiva de modo que a mente possa estar preparada como um recipiente que aguarda que o encham de algo específico. A maior parte do tempo aqueles que se sentem a meditar, sem que tenham recebido qualquer instrução sobre como meditar, sentam-se simplesmente e fazem as suas perguntas que querem ver respondidas. Não devem fazer isso. Tornem simplesmente a vossa mente tão receptiva quanto possível. Agora, inicialmente o meditador pode não receber muita coisa, por não se achar preparado para receber. Ainda não terá realizado a arte do silêncio no seu íntimo.
A maioria daqueles que habita o aspecto emocional, quando se vêm num ambiente tranquilo, quando não escuta ruídos exteriores a intrometer-se na mente, vêem-se apoquentados pelos ruídos interiores produzidos pelo aspecto emocional que não sente prazer em ficar sossegado, nem de ser apaziguado. Ele rebela-se contra esse tipo de disciplina, de modo que arranja toda a sorte de confusão no corpo. Tornam-se conscientes de pequenas dores por todo o corpo e comichão na pele, ou gazes estomacais que provoquem ruídos gorgolejantes provenientes de diferentes partes do corpo. Têm sensações de inquietação de todo o género que se evidenciam no sistema nervoso e aí começam a sofrer contrações musculares e contrações e estremecimentos pelo corpo de forma inconsciente. Tudo isso representa o aspecto emocional a rebelar-se contra a disciplina.
Creio que todos aqueles que iniciam a meditação por uma primeira vez deveriam antes de mais praticar imobilizar o aspecto emocional e o aspecto corporal. Isso pode ser conseguido por uma série de práticas de sentar-se sozinho e aprender a ignorar o que sucede com o aspecto emocional. Também é óptimo, caso seja possível, tomar um banho antes de se sentarem a meditar, e limpar tanto quanto possível a superfície do corpo. Um banho tépido deixa o corpo relaxado e reduz a irritação dos nervos da pele. Também deixa o plexo solar suficientemente relaxado de forma que subsista uma menor hipótese de produzir gás por meio da ansiedade, da incerteza, da preocupação, dos medos e todo esse tipo de coisa.
É dito por parte daqueles que não sabem que a meditação consta simplesmente de sentar a pensar, pelo que surgem muitos grupos do que chamam de meditação. Somente após cada um ter realizado isso... (falta de texto) a meditar por si só, poderão formar um grupo de meditação que se torne produtivo.
Irene; Além disso, suscitou na mente daqueles que têm assistido às preleções, que colocaram perguntas referentes à meditação e à arte de tais actividades, que nem toda a gente descobre conseguir relaxar e meditar na posição sentada, e que uma posição mais propensa poderá ser mais adaptável à mente de alguns. Caso existam diversos num grupo que adoptem a posição de bruços no chão, ou sobre uma cama, o que se faz mais do que necessário, conforme diz, a fim de se acostumarem à arte da meditação. Talvez após tenham conseguido essa arte do relaxamento e da meditação, se possam sentar em grupo. Mas inicialmente a posição mais confortável que se conseguir obter será a melhor. Não será verdade?
Claro que sim, mas eventualmente a melhor posição é a sentada. Mas vocês entendem, o aspecto emocional rebela-se contra o facto de ficarem em silêncio de qualquer modo, e a menos que tenham disciplinado o corpo numa postura apropriada, surgirão dificuldades no corpo que impedirão uma meditação produtiva. Assim, meditem numa posição sentada, e se possível, na posição de lótus, que é a melhor. Na posição de lótus o torso é suficientemente endireitado para cima e para baixo e os órgãos ficam livres de pressão. Muita gente carece de uma postura apropriada, o que leva os órgãos do corpo, especialmente o estômago, a não se sentir livre quando se sentam. Sentem-se atolados e aí a espinha fica fora de posição, de modo que não se verifica uma corrente de energia natural. Isso é causa de várias dificuldades na meditação. Os ombros devem ser mantidos atrás, o peito deve ser mantido numa posição confortável para fora e não relaxada.
Irene: Quando nos encontramos na posição adequada do lótus, as pressões corporais desaparecem, e a mente não se demora no corpo, mas é deixada em branco, por assim dizer.
Exacto. Se não subsistirem perturbações no organismo, também não se apresentarão na mente. Porque as irritações mentais perturbam a mente, entendes? E a mente torna-se consciente do corpo. Sim, a mente não poderá ver-se livre, nem poderá afastar-se do corpo.
Irene: Eu pensava, Yada, que quando adoptamos essa posição, isso inicialmente nos levasse a expelir gases que nos levariam a ficar tensos caso nos encontremos num grupo. Assim, mais uma razão porque é melhor meditar sozinho.
Irene: Além disso, será melhor que aprendamos a comer alimentos correctos que não provoquem gases. Mas estás a entender, o sistema nervoso produzirá gases caso nos encontremos emocional ou mentalmente perturbados.
Irene: Haverá algum alimento particular que gostasse de sugerir que evitemos?
Há. Feijões, couve-flor, repolho, tudo o que for da família das couves, as cebolas. Acho que se mais frutos e vegetais do tipo frondoso foram ingeridos melhor serás para a saúde da pessoa em todo o sentido. Alimentos à base de nozes, iogurte, queijo fresco, essas coisas são excelentes.
Irene: Mesmo que essas coisas sejam comidas em mistura, por vezes causam perturbações. Por exemplo, caso eu coma uma pera com alguns alimentos, isso provoca um tremendo volume de angústia.
A ingestão de maçãs, também, por alguns não conseguirem digerir a casca. Outros não conseguem digerir as nozes adequadamente, pelo que deveriam ser moídas, e transformadas num tipo de pasta.
Irene: Então, cada um deve aferir por si próprio o que deve comer.
Pois, pois.
MÉDIUNS OU SENSITIVOS?
Irene: Pergunta 10: Parece reinar muita má interpretação sobre o conceito da mediunidade e da função de mediador. Faça o favor de ampliar com respeito a isso.
O termo "médium" refere simplesmente um método empregue. É muito inadequado na forma em que é aplicado a alguém que possui um nível mais elevado de sensibilidade, não só para com o mundo que o rodeia, da matéria, como para com os mundos para além do mundo da matéria, para com as vibrações que ultrapassam as vibrações do mundo da matéria. Creio que o termo "sensitivo" seria um termo muito melhor que o de médium. Por mais que as doutrinas do espiritualismo se esforcem por tornar a mediunidade uma coisa muito difundida, devo dizer que não é. É um dom raro, uma faculdade rara. Há muita, muita gente que é muito sensitiva, só que a sensibilidade que tem não vai bem além do mundo físico. E quando refiro que não vai bem além do mundo físico, incluo o baixo astral enquanto parte do mundo físico. A capacidade que têm e no sentido de contactar os mortos, ou seja, os ignorantes, os não despertos. Isto poderá soar a uma crítica da minha parte, mas meus amigos, estou a cingir-me aos factos, e aquilo que com eles vocês façam compete somente a vós. O seu sintam com respeito a eles é inteiramente da vossa competência. Mas eu sei que existem somente uns quantos raros casos de seres humanos que aqui vêm com uma sensibilidade extra de modo a poderem tornar-se num canal para a mente educada, para os seres dos estados mais elevados da actividade mental. Agora, devemos considerar este como superior.
Irene: Porque haveríamos de criticar uma criança por se encontrar na primeira classe?
Pois é claro, e é justamente isso. É dito que todos os médiuns têm espíritos íntimos, mas nem todos os familiares têm médiuns! RISO Um ser espiritual verdadeiramente instruído não penetrará num salão de sessões. Agora, há muitos no astral inferior que aprenderam muito sobre a vida desde que partiram. Alcançaram filosofias maravilhosas e aos olhos do mundo ignorante poderão parecer e soar como seres espirituais altamente instruídos. Mas tudo bem. Decerto que serão muito mais inteligentes do que aqueles a quem acorrem, de modo que se prestam ao seu propósito.
Mas, para voltar ao tema da mediunidade, o termo nem sequer chega a transmitir a extensão da sensibilidade de um verdadeiro sensitivo. Agora, grandes músicos, grandes mestres do passado poderão ser classificados como médiuns no campo da música. Eles encontram-se em harmonia com o espírito da música, os verdadeiros mestres. Agora, digamos que um desses seres que venha ao vosso mundo para comunicar convosco, ele viria junto daqueles que nada sabem de música? Viria a um salão de sessões conversar com pessoas que não tenham o menor entendimento das elevadas leis da música? Certamente que não. Depois há os mestres da comunicação, os médiuns do que é chamado arte e pintura e escultura, que virão somente àqueles que mostrem sinais de capacidade, um grande conhecimento no campo da compreensão da arte. Não viriam ao artista iniciante, àquele que realmente não apresente talento, ou que apresente uma capacidade muito limitada. Com que intenção fariam isso esses médiuns da música ou da arte?
Olhemos o meu maravilhoso estudante da vida Ramon Natalli. Junto de quem vem ele conversar? Somente daqueles que têm compreensão da ciência, da astronomia. Poderá ele conversar com aqueles que não tenham entendimento dessas coisas? Ele pode, mas com que propósito? Tudo na vida encerra um propósito, entendem? A vida encerra uma enorme harmonia e desígnio. E nada disso é trazido à existência pela lei do acaso! Aqueles que pensam que o acaso (sorte) exista, ignoram a verdade.
Mediador significa interveniência, aquele que traz equilíbrio entre uma acção positiva e uma negativa. Ele poderá, em certos aspectos ser encarado como um catalisador. Um catalisador em química produz equilíbrio entre dois químicos que de outro modo não se misturam um com o outro. Mediadores. Não. Médiuns. Não.
O termo médium reporta-se aos dias em que queimavam bruxas e oráculos na estaca. Sensitivos seria um termo melhor para os descrever na medida em que não parecemos ser capazes de encontrar um termo na língua Inglesa que se adeqúe mais. A maioria dos médiuns do mundo dos vossos dias não estão desenvolvidos, e carecem de uma maior interacção, carecem de instrução com respeito àquilo que estão a fazer, com respeito à natureza do mundo com que estão a lidar, ou com que têm possibilidade de lidar. Muitos deles ficam muito aquém da capacidade que apresentam, da capacidade que têm de comunicar com o lado espantoso do homem para além daquele do baixo astral, ou do passo inicial depois do mundo físico. Nós sabemos que há muito mais a ser comunicado do que com os "mortos."
No vosso livro sagrado Cristão diz: "Não recorram aos mortos por os mortos nada conhecerem." É precisamente assim. O termo "mortos" significa ignorantes e não a dissolução do corpo físico - significa ignorância. Não vão junto dos ignorantes, por eles nada conhecerem. E quando nós permanecemos ignorantes no mundo físico, continuaremos na nossa ignorância no mundo astral, a menos que façamos, ou tentemos fazer o que deixamos de fazer no mundo físico, o que significa tornar-se conscientemente interessado na vida, de modo a poderem instruir-se.
A causa da ignorância reside na falta de desejo de conhecer. É um género de satisfação presunçosa com aquilo que pensamos saber. Mas, que é que a maioria de nós conhece? Somente aquilo que nos transmitiram aqueles que vieram ao mundo físico antes de nós, pelo que tudo quanto conhecemos é apenas crença, crenças destituídas de substância factual por base. Quando o homem, em especial aqueles de nós que perseguem um maior conhecimento, quando por uma primeira vez tentamos comunicar com os "mortos" começaremos a expandir a capacidade que temos de comunicar com os vivos. Todo o universo constitui um universo vivo.
Agora, os espiritualistas dirão que não estão a comunicar com os mortos por eles não se encontrarem mortos. Só que isso constitui um erro. Eles estão mortos. Encontram-se na condição de morte com respeito à compreensão, da sabedoria e até mesmo do conhecimento. Carência é o termo, carentes, ignorantes.
Irene: Devo ler a pergunta 11? Um bem conhecido mestre numa preleção que deu aqui em Buffalo declarou que Jesus (que nós conhecemos pelo nome de Aesus) encarnou no corpo de um Irlandês. Será isso verdade?
RISO Mas é claro que não. Para início de conversa aquele que ficou conhecido por Jesus foi um iniciado, que se tornou num mestre. Neste exemplo, um mestre é alguém que possui plena compreensão da natureza do seu ser e por conseguinte da natureza da vida na totalidade. Ao longo de muitas encarnações ele terá chegado a conhecer o que a vida realmente é. Pensarão que alguém detentor de um conhecimento total da vida como esse voltaria a enterrar-se de novo no mundo emocional, e que se sujeitaria de novo à ignorância? Decerto que não! Que deva regressar ao mundo da matéria de novo através do corredor biológico, e voltar a nascer de mulher uma vez mais? Eu realizei o segredo do meu próprio ser. Alguém que tenha obtido formação universitária não regressa ao jardim-de-infância nem às classes primárias escolares. Peço que me desculpem por dizer isto por ser um tanto chocante, mas o único termo que pode ocorrer-me com relação a tal ideia é "ridículo." Que esse homem, Jesus, tenha regressado a este mundo da matéria é ridículo.
Isso revela, e é uma demonstração daquele que age enquanto médium na recepção desse facto inverídico, revela os limites da compreensão que tem. Revela que percorre não só o seu mundo emocional e aspecto, como revela que não sabe que ele é o sonhador e não o sonho. Ele não vê que é o mestre das marionetas e não a marioneta. Assim, nesse tipo de ignorância ele sente-se livre para fazer afirmações dessas, tal como ultimamente alguém que escreveu nos jornais sobre um outro indivíduo, e disse que eu tinha agora reincarnado na terra, e que existia alguém mais que agia em meu nome (Yada) na América do Sul que estava a tomar o meu lugar, por eu ter regressado para outra experiência terrestre. Isso é ridículo!
Irene: Que o Yada tinha reincarnado no Peru e que outro personagem estaria a falar por intermédio do Mark e que se apresentava sob o nome de Yada até que você se acostumasse ao ambiente por lá.
RISO Tudo bem. Eu não me importo. Se eles quiserem dizer essas coisas devem dizê-las. Porém, aqueles de nós que queiram buscar a verdade deviam reconhecer de onde vem tanta falta de conhecimento e tratá-lo enquanto tal. E como é que devemos tratar isso? Ignorando-o, não lhe prestando qualquer atenção, nem considerá-lo com seriedade. É como os boatos das crianças. Ora, por favor..............
A ATRACÇÃO DO ÓDIO
Irene: Pergunta 12: É nosso entendimento que no nosso mundo físico fazemos frequentemente amizades que prosseguem quando ambas as pessoas vão para o mundo astral. Será isso igualmente válido com relação às inimizades? E caso seja, em que grau os ressentimentos entre duas pessoas serão continuados no astral?
É dito que o ódio é parente do amor e é verdade. O ódio brota, uma vez mais, da ignorância, da falta de compreensão do outro, mas sobretudo da falta de compreensão de nós próprios. E do mesmo modo que é parente do amor, constitui uma forte força e atracção, uma força potente que coloca os envolvidos no ódio juntos. Se alguém me odiar, eu não poderei ser atraído para o seu círculo de sentimentos e de desejos, caso eu não aceite o ódio que ele sente. Sabendo aquilo que ele é, e ciente dele ser tanto a luz quanto eu, como poderei odiá-lo? Como poderei devolver-lhe ódio? Se eu o fizer, isso demonstrará a ignorância de que padeço. Rebaixo-me ao nível dele, de modo que serei atraído para o seu círculo de sentimentos quer eu me encontre no mundo físico ou no baixo astral onde o ódio tem continuidade.
Muitas vezes aqueles que se tiverem assassinado aqui, no ódio que sentem mu pelo outro, dão por si juntos de novo, no ódio que sentiam um pelo outro, e encontram-se de novo em actos de assassínio um do outro uma e outra vez ao longo de séculos, ou até que se instruam, comecem a ver a ignorância de que padecem e se esforcem por se instruir com respeito à vida. Isso tem continuidade em todo o campo de batalha, por os mortos continuarem a lutar.
Irene: Pergunta 13: Durante uma das suas palestras subordinadas ao tema dos planetas e das estrelas resumiu o debate dizendo, passo a citar: "Que diriam se eu lhes dissesse que na realidade não existem corpos estelares no espaço?" Poderia fazer o favor de expandir essa observação tão interessante que fez?
A GÉNESE DOS ASTROS DA GALÁXIA
Pois. O que eu queria dizer com tal declaração é simplesmente o seguinte: Que os corpos avistados por vós aqui na terra não pertencem a eles próprios conforme vocês os veem. Os sois são corpos de um género quem muita gente pensa serem corpos flamejantes, como substância em chamas. Mas não é assim. Trata-se de química no acto de mudança de uma forma para outra. O sol constitui mua enorme e contínua explosão atómica. Quando essas energias esgotam esses sois tornam-se naquilo que é chamado estrelas anás, ou campos de energia muito menores.
Irene: A actividade é praticamente a mesma, só que eles são mais pequenos?
Mais pequenos mas a actividade não é a mesma, por causa do abrandamento dessa tremenda actividade. Mas tais corpos eventualmente tornar-se-ão corpos frios quando a actividade decorrer num ritmo muito mais baixos. A decomposição e o desenvolvimento, a mudança tornar-se-á muito menos rápida do que antes. Agora, nem todos os corpos foram libertados pelo sol, não do sol.
Inicialmente o sol, conforme vocês agora o veem era constituído por matéria muito solta, dispersa por um muito mais vasto volume de espaço e à medida que esses vastos campos de energias começaram a centrar-se, foi deixando anéis de energia, anéis separados.
Irene: Semelhantes a faixas?
Sim, faixas. E essas faixas, à medida que lançaram a matéria de que não necessitavam, foram lentamente moldadas em formas menores, e criaram o que é chamado planetas. Depois deu-se uma vasta explosão. Antes, esses anéis não foram libertados pela explosão mas simplesmente pela acção do encolhimento do centro. Isso viria a atrair ou a soltar faixas de energia. Depois, a parte central do sol tornou-se mais violenta nas suas acções e explodiu e a matéria dispersa tornou-se nos planetas interiores. Só que nessa explosão a substância que veio a formar esses planetas foi apanhada no que é chamado de movimento em vórtice, num movimento em turbilhão. Todos os corpos presentes no espaço tiveram início num vórtice em turbilhão.
Irene: Esse vórtice em turbilhão suga o material de que necessita até ao núcleo para formar nova substância celular?
Até ao centro. A força de atracção é uma força centrífuga (Creio que essa seja a palavra correcta). Bom, quando saímos pelo espaço o sol não brilha. O brilho que é visto pelos astronautas é a reflexão que o sol provoca na superfície da atmosfera da terra. Se afastassem a terra para onde o sol não pudesse reflectir-se nela, o sol não brilharia, não lançaria luz. Assemelhar-se-ia a uma luz morta.
Irene: Por não ter onde reflectir?
Exacto. Foi isso que queria dizer quando afirmei que não existem corpos no espaço.
Irene: Corpos celestes.
Corpos celestes conforme vocês os veem da terra.
PONTOS LUMINOSOS AVISTADOS NO ESPAÇO
Irene: Obrigado, Yada. Pergunta 14: Por favor dê-nos tudo quanto puder acerca disto: O que terá sido, ou é, os muitos ponto de luz vaga-lume que os astronautas Americanos e Russos têm visto enquanto viajam pelo espaço exterior? Serão alguns deles entidades humanas que tenham passado do nosso mundo físico?
Não, não. São agregados da matéria que não foram colectados numa forma. Eles são eléctricos por terem sido alimentados pelas energias do sol, ou dos sóis. Agora, esses pontos possuem inteligência própria, só que essa inteligência nada tem que ver com a do tipo humano. Além disso, à medida que o vosso povo da terra avançar até mais longe pelo espaço, verificará campos mais amplos dessa matéria ao redor de outros planetas, próximo a outros sóis.
Onde quer que exista um sol a uma distância relativa de um planeta, encontrarão desses campos de matéria. Agora, por vezes o chamado povo dos discos voadores usarão esses olhos eléctricos para observar uma nave criada pelo homem, aquilo a que chamais de foguetes. Eles activarão esses campos onde houver um foguete a mover-se através eles e obterão uma melhor compreensão acerca da natureza do foguete e dos seres ocupantes que os tripulam. Estás a compreender?
Irene: Estou, só que esses agregados não são criados pelos seres espaciais, são?
Não, não são criados pelos seres espaciais. Conforme eu disse, haverão vastos campos dessa substância nas profundezas do espaço à medida que foram avançando por ele.
Irene: Pergunta 15: Quando uma pessoa encarna pela última vez na terra, estará ela ciente de ser a sua última encarnação, e ainda estará a ser observada chamada para um certo local ou morada?
ÚLTIMA ENCARNAÇÃO
Não, quando terminamos a vossa ronda pela terra, isso quer dizer que se tornou no que é chamado de mestre, ou alguém que compreende a natureza do seu próprio ser. Não é um homem santo. É simplesmente alguém que por meio das múltiplas vidas que passou a aprender despertou para o facto de ser o mestre da vida. Assim, chega a conhecer a natureza do mundo material de modo que não precisa regressar à terra, só que poderá, caso deseje. Só que ao fazê-lo, deva ele tomar a via biológica de novo, o que será bastante improvável, mas caso deva fazê-lo, ele regressa com conhecimento; ele carregará a lembrança de modo a fazer o que tem a fazer ao vir por essa via e depois parte. Não teria que morrer a morte comum, embora possa adoptar o nascimento comum no mundo da matéria. O que equivale a dizer que perderia o corpo físico. Não seria cremado nem enterrado no que é chamado sepultura. Assim que chegarem a saber no que consiste a vida, não voltam aos estágios iniciais. Que propósito teriam em fazer isso?
Conforme eu disse, ele poderá adoptar a via biológica, mas sempre teria um propósito para o fazer e nunca viria a padecer da morte do inculto, do ignorante. Os mestres não vêm ao homem, ao leigo a fim de o ensinar. Jamais terá surgido um num salão de sessões. Não teriam qualquer objectivo com isso. Apenas perturbaria mais os que aí permanecem adormecidos, os ignorantes, os iletrados. Para eles isso não teria qualquer valor, por eles não conseguirem compreender a natureza de uma ser desses.
Ah, sei bem que muitos ignorantes surgem e que posam como mestres, o que é muito fácil de fazer aos ignorantes aqui na terra. Não digo que seja errado tais seres aparecerem nos salões de sessões e posar como grandes adeptos, mestres e avatares. O homem é por sua própria natureza um actor no mundo físico, e igualmente por sua própria natureza é um actor no mundo universal, no mundo em geral. Ele é um actor, um criador do seu próprio palco, o seu construtor e o actor nele. Essa é a sua sina, o seu modo de ser. A personalidade humana não é uma coisa homogénea, mas feita de muitas partes, muitos tipos de partes distintos. Devemos fazer aquilo que precisamos fazer, quer na ignorância ou com conhecimento, devemos agir em conformidade com isso.
Irene: Pergunta 16: Esta pergunta divide-se em duas partes. A primeira: Será o sol o Cristo em quem vivemos e temos o nossa existência e ser?
Se bem te lembras, ainda hoje falávamos sobre este tema. A encarnação do sol, ou seja dos raios solares. Como será que os raios do sol encarnam, ou seja, adoptam matéria? Quando a radiação, a energia vem do sol, ou do espaço exterior, e atinge a atmosfera da vossa terra, reveste-se de matéria.
Bom, no Círculo Interno esse revestimento do sol é chamado encarnação do sol (filho). A vinda do sol a fim de salvar o mundo. Porque sem o sol, não poderia existir mundo para o homem, nem para nenhum ser vivo. O filho do sol traz vida. É a própria essência da vida na matéria e como a radiação do sol se acha presente em todo o lado no que respeita à terra, a vinda do filho é constante e vem até cada ser vivo. Eu sou a luz e o caminho; sem o filho eu, o mundo, estou perdido, mergulhado na morte e no esquecimento.
Irene: Está preparado para a segunda parte?
Estou, faz favor.
Irene: "Isso" com letra maiúscula, que se acha presente em toda a parte, e que consequentemente tudo conhece, será Isso o seu Mestre, o professor a que se refere de vez em quando?
Claro, de certo modo é. Contudo, aquele a quem chamo Mestre (Kethra) em si mesmo é um ser e por si só, tal como vós. Com isso quero dizer que ele é consciente de si, mas não nasceu de mulher, nem alguma vez encetou a experiência terrena. Existem seres que habitem mundos dentro de mundos e que nada sabem sobre o mundo da matéria. No entanto têm uma existência própria e têm consciência tanto deles próprios como de outros seres presentes no seu nível de consciência.
Sendo que o universo consiste numa coisa viva, isso é assim por causa dessas diferentes gradações de consciência que existe em tudo. Vocês vêm que uma coisa é um objecto. Um objecto é uma expressão externa dos nossos sentimentos. Por isso, um objecto é algo que não tem existência por si só separado e exterior a nós, mas é isso, é parte disso. Essa é uma das razões por que é tão difícil para alguém até mesmo no astral inferior dizer a alguém no mundo físico em que consiste um objecto no seu estado de consciência, no seu mundo, muito difícil. Daí já poderão ver a dificuldade inerente à descrição e um objecto nalgum estado superior de actividade mental. É muito mais difícil. Agora essa dificuldade tem continuidade aqui, essa dificuldade em descrever as coisas uns aos outros tem justamente continuidade no vosso mundo, na vossa civilização. Duas pessoas que observem um objecto é quase certo que apresentem pontos de discordância entre si com respeito à natureza do objecto. Não será assim?
Irene: É bem verdade. O indivíduo descreverá o objecto de acordo com o sentimento que tem.
MAPAS DO ALMIRANTE PIRI REIS
Pergunta: Gostaria de fazer uma certa pergunta que tem que ver com determinados mapas, que foram usados por um Almirante Turco, ou Capitão de Mar, os mapas de Colombo utilizou para cobrir o percurso que fez até às Américas. Os mapas que foram recentemente usados pelo Departamento Naval dos Estados Unidos para corrigir os mapas de que dispomos. E esses mapas foram delineados a partir de cima, de uma perspectiva aérea. Sabe alguma coisa acerca deles? Para elaborarmos aqueles que temos elaborados a partir do território, recorremos à ajuda da bússola. Só gostava de acrescentar que esses mapas são muito antigos.
Vou conferenciar um pouco com o meu mestre, está bem? O meu mestre diz que esses mapas não foram originalmente feitos no plano terrestre, mas foram originalmente feitos por aqueles a quem vocês chegaram a chamar o povo do espaço, que depois os deram ao homem na terra. A idade desses mapas é de aproximadamente 30,000 anos. O povo do espaço veio e fez esses mapas como vocês estão a fazer actualmente, ao elaborarem cartas das estrelas e de outros corpos no espaço. Houve um vasto número deles que elaborou mapas nos sistemas solares. Depois há grupos que se entregam à criação de mapas dos planetas, de corpos singulares existentes no espaço. Outros fazem mapas dos sóis, alguns de quais poderiam comportar no seu interior milhões e milhões de sóis como o do vosso sistema, de cuja existência não estão cientes.
O homem só vagamente tem noção da vastidão dos mundos materiais que perfazem o que chamais de sistema galáctico. Existem incontáveis milhões de sistemas galácticos, a maioria dos quais de tal modo gigantes que vós na terra não poderíeis medi-los de forma consequente. Não dispõem do tempo nem do conhecimento de como fazer isso. Agora, existe uma forma de viagem que é, poderão chamar-lhe, teleportação, em que não se movem no movimento direccional, mas em que mudam de posição quase instantaneamente, por meio da simples mudança da alteração das taxas de vibração. Permanecendo quietos e de seguida vibrando.
Pergunta: pelo uso da consciência?
Sim. É nesses casos que entram num verdadeiro contacto com o seu aspecto criativo do ser. Agora está a acercar-se do vosso mundo um tempo em que essa capacidade da teleportação, uo de moverem um objecto dessa maneira, mas esse tempo ainda está um tanto distante de vós. Assim, a ideia de que as estrelas estejam fora do vosso alcance pode ser legitimamente aceite. Eu aduziria a isso, pelo menos por ora, que nada permanece impossível para sempre.
Comentário: Então, é cada coisa no seu devido tempo.
Exacto. Esses mapas de que fala foram feitos numa era em que o gelo se movia ao longo da terra, quando a terra estava aquecer.
Comentário: Isso é verdade, Yada, e é o que tem deixado os cientistas desconcertados.~
Mas, é claro. Mas eles não precisam ficar desconcertados. A única coisa que deveria deixá-los confusos é o povo do espaço, a realidade da sua existência, essa é a única coisa que deveria confundir os cientistas. E a única razão porque deveria deixá-los confusos é por ainda não se encontrarem num estado de espírito que os leve a aceitar isso.
Comentário: É verdade. Eu gostaria de acrescentar algo a isso. Tenho estado interessado na antropologia e em outras formas – nas formas aerodinâmicas, e contei aos meus amigos sobre elas e eles queriam uma razão para que eles não aterrizem aqui. Eu fiz-lhes uma descrição viva que, caso não estejam preparados para isso, os poderá matar. De forma que essa é a forma de responder à questão, Yada, sem precisarmos dizer mais nada, por a acção do homem, ele correr para algo que não compreende, ou ter medo e ou adorar ou estar preparado para matar. Nunca para adoptar uma atitude de meio-termo.
Exacto, e ele ou mata ou adora, por uma mesma razão, em razão do medo.
RELIGIÃO
A religião, conforme existe hoje, não virá a existir em breve, mais cedo do que alguém poderá ter ideia presentemente. A adoração no templo deverá acompanhá-la, a adoração do Deus criado pelo homem, chamado Jeová. Esse é um Deus criado pelo homem. Nos dias actuais tem-se dito que “Deus está morto.” Estarão familiarizados com isso? Esse Deus está morto faz muito tempo por nunca ter existido. Ele foi um modelo para o homem primevo para o proteger contra os seus medos. Mas o Deus que existe, o qual não é deidade nenhuma, não pode ser adorado, excepto pelas acções do homem Esse é real; esse é a vida, e a base da vida. Estará Deus morto? Como poderá alguma coisa que tenha existência não existir? O que quer que seja?
Comentário: Como esperar instruir essa gente, os teólogos?
Bom, poderão entender como isso é quando perceberem a tolice que a coisa toda é, a completa insanidade da coisa, de alguma vez ter existido tal Deus. Tudo quanto nascer morrerá, mas se nunca tiver nascido não poderá morrer. Não será assim? Somente algo que tenha nascido poderá morrer, e o Deus Cristão nasceu; nasceu da imaginação do homem, para ser usado durante um certo período de tempo. Porém, não faz mais falta. E os deuses, à semelhança de tudo o mais, morrem quando esgotam a sua necessidade. Conseguirão imaginar manter algo que seja inútil? Será isso são? Teria o homem chegado a algum lugar caso se tivesse agarrado à coisa misteriosa, e ao mesmo tempo construído esses pássaros rápidos que andam pelos céus a que chamais Jatos? Não será isso ridículo?
O verdadeiro criador não nasce, mas o verdadeiro criador vem à consciência, torna-se consciente de si toda a vez que cria uma forma. Fará isto sentido para vós? Digam-mo se fazem favor. Sempre que as minhas ideias chocarem com o que acharem ser verdade, digam-mo. Esta é uma aula de aprendizagem e não se aprende pela concordância que só pretende agradar aos egos – ao vosso ou ao meu.
É a verdade e isso é tudo, porque descobrir-se a si mesmo é descobrir a coisa de que a humanidade anda mais em busca. É chamada paz de espírito. Sem isso, não se pode chegar a conhecer coisa nenhuma, e com isso chegam a conhecer tudo. É o que nos dá paz de espírito, e conforme eu tenho dito, a felicidade e a paz de espírito não andam juntas. A “felicidade” depende de alguma outra coisa que diga que existimos com base em alguma coisa; que diga Eu não tenho, eu não posso viver sem isso. Quando alguém tem paz de espírito não anda atrás da felicidade. Observam a vida e obtêm compreensão do que todas as coisas são, e que são como deviam ser em qualquer altura. É assim que são. Dessa forma não discutimos com a vida; não tentamos pressionar as coisas nem os outros, por sabermos que na medida em que o fizermos, pressionar os outros, pressionamo-nos a nós mesmos. E para evitarmos uma tensão desnecessária não tocamos na coisa. Paramos de tentar pregar ao mundo a nossa maneira de pensar. Instruímo-nos antes de mais, e quando o fizermos ficaremos espantados ao ver como as pessoas se instruem. É de onde vem a paz de espírito, em silêncio, ao procurarmos por nós. E quando nos encontrarmos, deixaremos de brigar. E a vida desdobrar-se-á para melhor.
O GRANDE RISCO FUTURO (OU ACTUAL?)
O grande problema do homem, actualmente, o seu maior problema, não passa por nenhuma ideologia política nem ideologia religiosa. O seu grande problema reside nas massas que não têm educação e que passam fome. E nenhuma religião, nenhuma política irá alterar esse mal. Apenas uma coisa o irá fazer, que é chamado amor, a compreensão do próximo, compreensão pelas suas necessidades, tanto mentais quanto físicas. Se as suas necessidades mentais e físicas sorem tratadas, as suas necessidades espirituais tratarão de si próprias. E o homem precisa de compreender o seu mundo, o mundo material – a sua natureza, a capacidade que tem de prover em abundância para todos que venham à terra.
Acredita-se que a explosão demográfica em breve venha a esgotar a terra na sua capacidade de produzir suficiente substância para que o homem se alimente e vista. Mas não é assim, por existirem muitas formas na natureza – na natureza do mundo, na natureza da química, por que o homem poderá produzir substâncias para sobreviver e tanto quanto necessite.
No devido tempo o homem aprenderá a fazer florescer substâncias na própria atmosfera que o rodeia. Ele conseguirá grandes e vastas quantidades de energia do sol e da água, como nunca foi capaz de extrair antes, o conhecimento que obterá em química, quanto à estrutura atómica fornecer-lhe-á um tipo de suprimento infindável de todo o género de novos materiais. Não deverá haver qualquer preocupação com a fome, mas a ganância do homem – a ganância individual que corre no íntimo das pessoas – afasta-lhes a capacidade de dizer que toda a gente deve dispor de tudo quanto é necessário para o seu sustento material. Isso trouxe o poder e o controlo sobre todas as coisas do mundo a uns quantos, e a escravidão a muitos. Se pensássemos o suficiente em dar e em partilhar, não teríamos problemas no mundo. Só que a maioria do pensar é canalizado para o controlo, para tirar, para colher para si próprio, pelo que a grande maioria passa sem isso. Independentemente do que as autoridades de quaisquer nacionalidades aleguem quanto à necessidade de guerra, elas mentem, por todas as alegações que fazem serem quer políticas quer religiosas. A preocupação que o homem deveria ter devia ser com o homem – não com deus nem com as armas. Assim como o homem viver e pensar, também Deus deverá pensar e viver.
Eu não creio que qualquer poder que o homem possa usar para deter a guerra possa fazer alguma coisa excepto violência. Quer seja por controlo mental ou físico, é uma forma de oposição, e a oposição só cria mais e maior oposição. O homem só pode aprender pela experiência – refiro-me às massas, porque os indivíduos evidentemente podem aprender por via intuitiva. Aprender por via intuitiva exige que se pense, requer compaixão, compreensão e amor; e as massas não dispõem dessa capacidade. Elas vivem no sonho ilusório de modo que nele morrem.
A guerra deve esgotar-se. As guerras têm início numa ideia. O pensamento pronuncia a necessidade de violência, de controlo, controlo pelo ganho pessoal. Isso constitui um retrocesso aos tempos das trevas da raça humana. Podereis mentalmente destruir m certo número de armas de destruição, mas isso não destruirá a luta que o homem empreende pela guerra, por ser medo e ódio que provém dele. Ele precisa tratar disso sozinho, ele precisa sofrer por essa ser a única forma porque poderá despertar. Quando descobrir que não suporta mais a dor, ENTÃO travará a guerra, mas não antes. Então, ele procurará na sua mente por um meio de viver inteligentemente. Por essa altura, religião e política não terão mais que ver com o homem.
Irene: Yada, gostaria de saber o que pensa sobre a viagem que o nosso presidente, o Sr Eisenhower, anda a fazer com respeito à boa vontade e à influência que poderá ter tido com respeito à ausência de estresse que uma nação pode exercer sobre outra e à paz ou seja o que for.
Esse homem ao fazer a sua ronda pelos países, assumiu um carácter que não tinha antes; as pessoas atribuíram-lho, ao fazerem dele um símbolo da abundância. As massas analfabetas do mundo viram-no como um símbolo do alívio dos seus sofrimentos e das terríveis carências. Ele passará à história como o pombo da paz e o deus do progresso. Lembra-te das minhas palavras. Mas os poderes do mal instalados dominam as massas - esses poderes secretos que se encontram por detrás dos bastidores.
Irene: Por detrás mesmo dos governantes de todos os governos.
Sim. Eles vão deixar que isso se produza facilmente. Vão mover uma tremenda oposição e em breve será visto por todos os jornais de todos os diversos países e dos diferentes estados do vosso pais, rumores que farão com que o vosso Presidente pareça um anjo das trevas. Essas ideias subtis de domínio do mundo.
Irene: isso será e esperar?
Isso virá a suceder. Esperem e verão. Mas ele ainda ficará na história por as pessoas fazerem isso dele, independentemente dos terríveis anjos das trevas
Irene: Creio que o presidente tenha sido muito sincero quanto ao desejo que formulou de aliviar essa gente, e sinto que o amor suplantará no final o lado negativo da vida. Não crê isso?
No devido tempo, sim. Mas deixa que me volte aqui para o vosso país. Como já dissemos muita vez antes, o vosso país constitui o berço da luz, da luz da compreensão, da luz da paz, da luz da abundância para todo o mundo. Se o vosso país não for destruído por nenhuma força exterior, ele poderá – caso não se resguarde – ser levada a pôr-se de joelhos por as forças das trevas interiores dentro das suas próprias fronteiras. Disso deverá ela resguardar-se, muito mais do que das hienas risonhas do exterior.
Irene: Estará a referir-se à possibilidade de nos comerem por parte dos nossos inimigos que se encontram instalados em altas posições que poderão produzir desarmonia?
Assim é.
Irene: Creio que a hierarquia do nosso governo está ciente dessas coisas e suponho que sintam que enquanto os tiverem em posição de poderem observar o que estão a fazer, melhor será aí do que nalgum outro lugar onde não os possam ter debaixo de olho. Não crê que seja essa a sua atitude?
Não, não. Eles não sabem o que deveriam saber. Há muito que está a ser feito no campo do enfraquecimento das vossas forças de governo por todo o mundo. Estão a sabotá-los.
Irene: Vocês do Círculo interior estarão em posição de saber dessa sabotagem
Estamos, mas não iremos falar nisso, eh?
Irene: Seja como for, creio que esteja nas mãos da luz.
Sim, aquilo que tiver que ser terá que ser. Se for para o desenvolvimento do homem, quer individual quer ao nível nacional, sê-lo-á.
EXORCISMOS
Magia é o uso inteligente as nossas forças, das nossas energias. Tempestades, ciclones, tornados, tempestades eléctricas são produzidas pelas energias psíquicas do mundo. Um mago inteligente pode controlar as forças da vida – as tempestades, os ventos. Mas raramente um mago inteligente o tenta, por ele saber, para falar em termos genéricos, que essas tempestades podem criar grande devastação, e que são vitais para todas as coisas na terra.
Audiência: Posso lançar aqui uma pergunta? Eu estive em Monument Valley há alguns anos, e Harry Goulding, o proprietário do entreposto de comércio lá disse-me que quando eles fizeram o filme Stage Coach (No tempo das Diligências) o feiticeiro da tribo índia local produziu tempestades de pó, chuva e todo o género de tempo para eles, para o filme. Pelo menos foi o que ele me contou.
Isso não me surpreende nada. Isso é o poder natural dos seres humanos, caso ele saia da sua pequena mente e afirme o seu domínio do Universo. Mas nenhum indivíduo conseguirá fazer isso enquanto estiver a usar os seus poderes sobre eles próprios, sob a forma de medo. O MEDO É UMA FORMA DE MAGIA NEGRA – sobre si próprio. Devido à mente grandiosa dão-se infinitas actividades nessa mente. No que é chamado actividade poltergeist, certas formas recusam-se a deixar-se exorcizar por serem mecânicas. Não contêm qualquer consciência, qualquer inteligência. A maioria dos padres da Igreja Católica – e atrevo-me mesmo a dizer, de todas as igrejas, de todas as religiões, desconhecedores da ordem plena das coisas, da verdade relativamente às coisas, fracassam no exorcizar dos chamados espíritos maus. Devido a que, para a maioria dos do sistema sacerdotal de todas as religiões, um espírito mau ser um espírito mau. Tudo quanto desconhecem, e não compreendem, constitui um mal. Enquanto uma pessoa pensar o mal, o mal será produzido e disseminado como um grande incêndio ou uma grande epidemia. MAL.
Mas aquele que tem compreensão, é capaz de reconhecer instantaneamente um espírito inferior e saber o que precisa para o banir caso ache que não deva estar presente e não fazer o que estiver a fazer.
Espíritos inferiores são simplesmente seres humanos que possuem pouca compreensão da vida. Existem milhões deles a deambular pela terra, na carne. Mas por envergarem um revestimento de carne, ninguém os reconhece. E por a maioria das pessoas andar nas trevas, e terem uma propensão para a maldade, como haveremos de reconhecer mais alguém?
LUCIFER VS SATÃ
Os Rosacruz provêm das doutrinas Egípcias. Voltando aos tempos muito antigos, das formações iniciais das escolas místicas, as iniciações e os rituais eram realizadas com o uso do que é chamado energias sexuais. Agora, devido à forma como essa força era mal usada, frequentemente trazia insanidade e morte àqueles que não se encontrassem bem treinados e não soubessem como conservar as suas energias e impedir que os abandonassem, esgotando-os desse modo depois dos rituais.
Agora, é dito, por aqueles que não sabem, que os ensinamentos Cristãos iniciais provieram de um culto sexual. O homem moderno refere isso de sobrancelha levantada e desdém de toda a conversa imoral, e refere como essa gente era imoral, quando na realidade eles nem de perto eram tão imorais quanto vocês são hoje. Porque essas práticas não eram executadas para auto gratificação. Somente mais tarde, é que algumas dessas escolas fracassaram, devido a que as forças e o modo como eram usadas produzissem somente um desejo de auto gratificação. A decadência abateu-se sobre essas escolas. Imoralidade, decerto, por imoralidade ser abuso.
Hoje, no vosso país, verifica-se um estado generalizado de imoralidade. Moralidade para mi significa abuso ou mau uso das forças maturais. Mais tarde, nas escolas, devido ao que ocorreu nelas, e à destruição de muitas dessas escolas, ensinaram o celibato. Bom, o celibato é prática extremamente difícil de vivenciar por a inclinação natural do homem ser a de se reproduzir. Ele não pensa nisso desse modo, mas essa é a sua inclinação natural. Essas forças naturais produzem pressão sobre o sistema nervoso, até que actuemos conforme naturalmente devíamos a fim de nos reproduzirmos. Os animais de quatro patas são salvos por terem o que é chamado acção sazonal.
O pensar constitui uma lâmina de dois gumes. Tem levado o homem a abusar mais do que a usá-lo. O homem possui a imaginação que os animais não possuem. É isso que o torna superior a qualquer outra coisa existente na terra – a capacidade que tem de imaginar. Eu ouço as pessoas falarem e elas dizem: “Ah, é só a minha imaginação!” A imaginação constitui o centro, a sede das vossas capacidades criativas. Antes de se poder produzir precisa-se imaginar.
O vosso mundo assemelha-se bastante a um aquário. Dos outros mundos pode-se observar o vosso mundo com a maior das facilidades, o que quer dizer que vocês dispõem de muito pouca privacidade. De modo que agora, se tiverem alguns sentimentos de culpa, começarão a comportar-se.
Audiência: Precisamos de algumas cortinas psíquicas.
Vocês também têm disso, se souberem com usá-las o que são.
Audiência: Acabei justamente de ler o livro do Dr. George Hunt Williamson
Sim, estou muito ciente desse homem.
Audiência: El afirma muita coisa, e diz que existiu um planeta chamado Lucifer posicionado entre o planeta Júpiter e o planeta Marte, que explodiu por acção de uma explosão de energia termonuclear qualquer que se terá dado por volta de 1200 ac., o que representa uma das razões principais que provocaram os terramotos e os meteoros que caíram sobre o Egipto no tempo do êxodo. Será isso verdade?
É, mas não lhe teria chamado Lucifer – em especial por entre os cristãos – por passar imediatamente a ser considerado um mal. Lucifer significa “O Portador da Luz.” Será isso um mal? Vejam bem, esse grandioso ser foi enviado para o mundo tridimensional num período em que o homem era, deverei dizer mais maldoso do que é agora? Ah, não! Não. O Bem melhora do mesmo modo que o Mal.
Esse ser veio uma altura do crescimento da terra e da permanência do homem aqui, quando ele era necessário para lançar uma luz a fim de despertar a consciência do homem, para o trazer para fora da sua consciência animal, em que não tinha ideia de conceitos de bem nem de mal, e em que ele só agia de acordo com os seis impulsos animais naturais.
Mas os grandes criadores do mundo físico viram que se não fosse dada a Luz da sua realidade ao homem, a sua consciência de Cristo, se ele não tivesse esse despertar, ele destruir-se-ia antes de poder avançar as escalas do que é chamado evolução da mente e da emoção. Mas veio um tempo em que outras forças sentiram que estavam a ser usurpadas, de modo que iniciaram uma campanha contra o Portador da Luz, Lucifer. E nesse tempo eles sabiam (como os espertos da actualidade sabem), que a melhor maneira de destruir a verdade, ou de destruir qualquer coisa, é dando-lhe um certo nome. Isso é tudo quanto é necessário. Assim, designaram esse ser grandioso como um agente das trevas, que se afirmava como um ser de luz; mesmo como hoje, em que é referido na vossa Bíblia Cristã para experimentarem os espíritos, por poderem ser do diabo.
O único diabo real que existe é o que trazemos em nós – no nosso pensar – na nossa maneira de sentir, pela forma como fomos condicionados a sentir-nos receosos dos deuses e dos demónios. E decerto se temermos o nosso deus, deveremos temer o nosso diabo. Mais, que lugar poderia um deus ocupar sem um diabo? Um sustenta o outro.
A senhora, Betty, é tua amiga?
Audiência: É sim, Yada. Ela ensina comigo. Ensina numa outra escola durante o ano.
Que trabalho mais ilustre! Muito necessário. Sem professores, o homem torna-se num animal. Apesar da instrução poder ser o que é chamado académica, sem instrução académica, o ser humano perde toda a sua dignidade humana. Assim, que enorme importância não tem a educação! Só que podiam conseguir melhor.
O vosso modo de vida visa destruir o indivíduo. Educar. Quando se obtém uma instrução académica apropriada, começa-se a pensar com mais clareza. O que não nos torna necessariamente mais moral e eticamente civilizados. Existe muita gente instruída que é imoral. Mas leva-nos a pesar melhor. É, conforme disse anteriormente, uma lâmina de dois gumes. Também pode criar criminosos mais espertos.
Educação: Existirá mais algum animal à face da terra que consiga uma educação desse género? Consegui-la-ão? Conseguirão entendê-la?
O que queria dizer é que enquanto professores vocês são muito responsáveis, pelo que deveria ser posição honorável. Mas creio que o vosso sistema social pague melhor aos actores mais do que aos professores.
 (continua)
Mark Probert
Traduzido por Amadeu António





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