quinta-feira, 1 de junho de 2017

MENSAGEM SOBRE O MEDO DE FRACASSAR




A MENSAGEM DA IRMÃ THEREZA VANDENBERG
5 Janeiro 1947
“Eu sou Thereza – Thereza Vandenberg. Eu fui uma freira, uma freira do Sagrado Coração do estado de Nova Iorque, em 1862. Durante a maior parte da minha vida acreditei em tudo quanto me era contado, só que agora sei muito mais – muito mais. Mas temos por aqui muitas freiras que não mudaram a sua maneira de crer de todo. Elas ainda pertencem à Igreja e às suas Ordens. São verdadeiramente sinceras e praticam boas obras, por haver milhões de almas virem para este lado da vida que se agarram às velhas crenças e necessitam da ajuda daqueles que as aceitam com igual fervor.
“Eu saí dessa condição; eu estava preparada para sair dela muito antes de passar dessa vida, mas então já me encontrava envelhecida, e nada teria a ganhar se tivesse revelado as minhas ideias aos demais. Só teria colhido pesar e sarilhos disso. Mas mesmo nessa altura eu sabia, conforme sei agora, que a Vida é uma coisa grandiosa demais para ser resumida a um conjunto de ensinamentos qualquer. Desde então tenho estudado filosofia. Se alguém questionar sinceramente “O que é a vida? não poderá ficar confinado aos limites de nenhum credo. Os credos que foram pregados à humanidade são histórias contadas aos garotos – contudo, de pouco adiantará contar-lhes a verdade. As crianças são crianças, e ainda não conseguem compreender as verdades do conhecimento dos adultos.
“Compaixão – tenhamos compaixão acima de tudo; o amor acompanha-a mas as doutrinas não. Caso um homem queira sair da escravidão do pesar e da tristeza, ele precisará primeiro ter amor. E o amor não tem nada de misterioso, e traduz-se pela compreensão do próximo... Sim, o ditado é verdadeiro, compreender tudo é perdoar tudo. Mais, é amar... Como o amor de Deus. Equivale ao amor da sabedoria. Quem tiver amor pela sabedoria terá amor por Deus. Compreensão, sabedoria, amor de deus, amar o próximo, a unidade de todos os homens na fraternidade – tudo isso é uma mesma cosia e tudo emana do um e concorre para o um, cada uma dos quais envolve as demais.
“Cristo conforme o encaram actualmente, constitui um Ideal. Jesus foi um homem semelhante aos outros, embora tenha sido altamente exaltado em sabedoria e perfeição. Pela Virgindade de Maria, a Imaculada Concepção, creio que significa apenas que Jesus se encontrava cheio de sabedoria e de bondade e amor; ele amou, e a Força Divina respondeu ao seu amor, como sempre faz. O Universo sempre responde ao amor e à sabedoria – até mesmo as coisas maldosas o fazem. Mas o “mal” é parte da manifestação Divina.
“Vocês indagam acerca da alma-grupo. Ela existe, não é uma entidade, é uma Força inteligente. Quando aos Arcanjos, eles são Entidades singulares, e foram certa vez homens e mulheres à face desta terra. É crença minha que a alma não entra no corpo do infante até que esse corpo se ache preparado para ela, e esteja completamente formado em todas as suas partes – até que a nova habitação esteja completada e pronta para ela. Eu conheço o teor da doutrina a este respeito, mas a Igreja Católica presume demasiado. Direi por fim, o que me vai na alma. A autoridade da Igreja é uma autoridade apenas para o ignorante. À face da sabedoria não representa nada. O “Amor de Deus,” representa a expressão religiosa da relação existente entre o Absoluto e as suas manifestações.”
Logo após a irmã se ter pronunciado surgiu Lo Sun Yat, um antigo Tibetano e uma personalidade muito versada, que com respeito à noção da Alma-grupo disse o seguinte:
Lo Sun Yat: Não entendo a distinção que os ocultistas fazem entre o espírito grupo e a alma grupo, já que para mim são a mesma coisa. A alma-grupo não constitui uma entidade, mas uma corrente de energia cósmica dotada de inteligência. É como se a electricidade, p.ex., soubesse o que está a fazer.
O conceito dos Arcanjos é um conceito verdadeiro. Os espíritos Grandiosos que permanecem diante do Trono, conforme vocês dizem na vossa linguagem, são entidades singulares (seres distintos e individuais).
Jesus o Cristo e outros grandiosos mestres também edificaram para si mesmos os seus corpos de arcanjo, mesmo enquanto permaneciam na terra
As sessões do Mark P. não são “círculos de mensagens,” nem reuniões espiritualistas no sentido usual do termo. O médium não recebe qualquer compensação e é considerado completamente honesto. O propósito que tem é o de prestar auxílio a pessoas com problemas e que se encontram aturdidas do “outro lado.” E obter tanta informação factual quanta possível sobre as condições do Outro-mundo. A honestidade de um médium não é, em si mesma, garantia nenhuma contra o engano cometido por parte dos comunicadores. Têm surgido ocasionais personificações, tal como a do Sir Isaac Newton” que não conhecia as matemáticas e muito menos Latim, mas que se revelou um fulano esperto em tudo isso. É óbvio que a verdadeira identidade de tais personalidades como a de Lo Sun Yat não podem ser verificadas.
Tudo quanto se pode dizer é que frequentemente se revelam personalidades poderosas, ilustres e completamente integradas, pelo que não há razão para se supor que sejam uma ficção do subconsciente, etc. O editor apenas reporta, de tempos a tempos, comunicações que parecem ter interesse. Ele não garante nada, e embora a personalidade aceite os que comunicam como seres humanos desencarnados (sem que tenham razão para o contrário) ele não impõe a sua opinião nos leitores. Ele apenas roga que o cético suspenda o julgamento, e acima de tudo que continuem a investigar com paciência., e um conhecimento crescente e uma atitude crítica e espírito de abertura. Quanto à mensagem de Tereza Vandenberg, ela parece conter uma certa dose de sabedoria e de beleza, além de senso-comum suficiente para justificar a sua inclusão neste apontamento.
Thereza Vandenberg (Continuação) 19 Dez. 1948
“Eu descobri muitas coisas que possivelmente não poderia chegar a conhecer durante o meu tempo na terra. Voltei-me para o campo da filosofia e da ciência uns quantos anos antes de passar dessa vida, mas aí, ao conseguir um certo conhecimento, não achei que colhesse qualquer benefício desertar da Igreja por essa altura. Podem entrar para uma organização e obedecer às suas leis, mas podem igualmente seguir os vossos próprios ditamos por uma aprendizagem interior; muito embora o vosso aprendizado interior possa anular todas as leis que sejam ensinadas por essa organização. Contudo, se derem por vós numa posição em que possam contribuir com o maior bem permanecendo nessa organização, isso será a coisa inteligente a fazer.
“Bom; a senhora acolá mencionou “a recepção do Espírito Santo – creio que descobrirão que na maioria desses ensinamentos ocultistas, os mestres ou Adeptos dessas doutrinas têm uma maneira de dispensar o poder deles próprios àqueles que aceitam enquanto seus discípulos. O Dr. Layne, na doutrina Huna, os Mestres Huna conseguem outorgar o poder de caminhar sobre o fogo aos seus seguidores, não? É um despertar do Eu Superior do outro. Assim, já poderão ver que conheço um pouco da Huna!”
Meade Layne: Isso corresponde à energia vital do Eu Superior?
“Corresponde, e a forma de revitalizar essa energia é por uma atenção apropriada para com a respiração. A respiração é vidam e nos vossos momentos de meditação, como cheguei a saber, a respiração é uma das vias para o conhecimento áureo. Ela estimula o cérebro e liberta-o dos venenos tóxicos.”
Meade Layne: refere-se à respiração rítmica?
“Refiro.”
Meade Layne: Aquela em que contamos e suspendemos a respiração?
“Sim. Colocar o dedo na narina e respiram por uma, e depois pela outra, exalam por a contrária de forma alternada – é um óptimo meio; Desse modo produzem um estado mental de positivo e negativo.”
Meade Layne: Está a falar da forma ordinária por que meditamos, neste caso?
“Estou. Eu desejara ter aprendido mais enquanto me encontrei na terra com respeito a essa prática particular. Aprendi um pouco disso, mas receava pôlo em prática.”
Meade Layne: Há muitos que receiam isso.
“Pois; não é bom praticá-la a menos que o façam sob a tutela da instrução de alguém que saiba; porque uma vez indevidamente praticado pode produzir amnésia, uma ruptura dos arredores, o que poderá resultar num perigo."
Meade Layne: Eu referia-me aos efeitos psicológicos.
"Sim, afecta o cérebro -- creio bem, ao afectar os conteúdos acídicos das células do cérebro.. Isso não estará de acordo com a opinião médica, Doutor?"
Meade Layne: Refere que disso possa resultar amnésia?
"Sim, essa é a crença que tenho. Se houver alguma coisa no que tenha dito com que não esteja de acordo, espero que o denuncie. Nós, que falamos por intermédio deste jovem procuramos manter uma mente imparcial. Agrada-nos fazer um género de debate. Nenhum de nós, acho eu, pode estar tão seguro do que quer que seja que nos possamos considerar certos o tempo todo."
Meade Layne: Por vezes teme-nos deparado com o fenómeno de ventos gélidos na sala de sessões; terá isso alguma relação com "precipitação de ventos" mencionada na Bíblia?
"Ao abrirem a porta psíquica, vocês estão naturalmente a criar uma condição. O nosso mundo é um mundo mental, e o vosso é um mundo dito físico, e vocês abrem a porta entre ambos esses mundos. Não sei se posso explicá-lo adequadamente por palavras. Talvez haja quem o consiga explicar."
Pergunta: Haverá alguma diferença entre iluminação e o "agraciar do Espírito Santo"?
"Creio que comporta uma diferença. Na iluminação a mente do indivíduo abre-se para si própria; porém, a dádiva, envolve um segundo agente. No primeiro caso, a mente aprende sem o auxílio da substância física. No caso da concessão do Espírito Santo, há uma parte física do Eu que é concedida à outra. Agora, essa qualidade "física" é difícil de descrever. Receio ter que deixar a explicação disso a cargo de alguém mais que não eu."
Pergunta: Antes de ir embora, explica-nos o que significa o pecado cometido contra o Espírito Santo?
"Creio que isso refere o pecado cometido contra o Eu Superior. O Eu Superior representa verdadeiramente o Espírito Santo. Vejam, o conhecimento que tenho não abrange muito, por não ter começado os meus estudos senão tarde da vida. Preferiria muito mais passar isso a mais alguém que esteja mais avalizado para responder a isso. Os outros que estão para vir hoje gostariam que lhes colocassem essa pergunta de novo." (Thereza retira-se)
Thereza Vandenberg 2 Jan. 1949
"Bom; outro ano veio e se foi -- para vós, gente. Estou certa de que todos esperam um ano melhor. Não será estranho que todos os anos, à medida que passamos pela vida, no princípio de cada ano sempre digamos: "Meus deus, como fico aliviada por o ano ter terminado. Este ano novo decerto vai ser melhor." Eu aprendi ao longo dos anos da minha vida e ao vir para aqui que um ano não é diferente do outro. Haverá igual medida de bem e algo não tão bom assim."
Pergunta: Acha que este ano nos trará alguma paz e fraternidade ao mundo?
"Tem havido quem empregue essas expressões desde os tempos da pré-história, quando o homem costumava usar porretes para atacar. Assim que o homem detentor do porrete conseguia tudo que viesse ao seu encontro, ele sentia que tudo era felicidade. Por dispor de tudo quanto queria, achava ser tempo de dizer: "Vamos instaurar a paz." Mas aquele a quem ele tinha dado com o porrete não podia ter paz. E assim foi sempre ao longo das eras, e continuará a ser. Sempre haverá contenda, por só por meio da contenda e das provações poderá resultar algum aprendizado. O homem não parece progredir por meio da paz e da descontração. Sem querer mostrar-me irreverente, eu diria que porventura Deus no Jardim do Éden terá pensado que Adão e Eva estivessem a tornar-se demasiado gordos e indolentes!"
Comentário: Percorreu muito caminho desde o treino que recebeu na Igreja.
"Meu Deus, se percorri! Foi somente na última parte da minha vida que comecei a voltar a minha atenção para alguma coisa excepto os ensinamentos da Igreja. Por vezes dou por mim a desejar que tivesse sabido destas coisas antes, numa fase anterior; mas depois, era a minha vida, e era isso que eu tinha que experimentar -- a minha expressão no plano físico. O velho Filósofo Chinês diz: "Ninguém deserta antes do seu tempo," e mesmo ele não tem controlo sobre essa "altura apropriada." De qualquer maneira, desejo-lhes um excelente ano, e que deem continuidade a este trabalho. Na nossa opinião é um grande trabalho, e haveríamos de lhe sentir a perda da mesma maneira que vós, caso algo sucedesse que o comprometesse."
Meade Layne: Enfrentamos imensas dificuldades em mantê-lo -- em especial em termos financeiros, mas esperamos conseguir continuar, claro está. O rapaz precisa de ter maneira de ganhar a vida, já que se sente inseguro...
"Esses problemas financeiros são muito irritantes. Eu consegui escapar-lhes ao viver numa Ordem que conseguia suprir-nos mais ou menos o bem-estar, mas eu sei o quão difícil é. Vamos ver essa matéria e ver se podemos fazer alguma coisa a respeito."
Meade Layne: Dado que diz isso, direi que ficaríamos gratos caso pudessem, por carecermos de auxílio material.
"Bom, antes de muito tempo, eu ou alguém mais aparecerá e falará com quem se achar por perto que se interesse, e fará algumas sugestões, e estou segura de que será útil. Sinto-me somente um pouco cansada; o controlo mental está a escorregar-me das mãos, pelo que devo ir."

IRMÃ THEREZA VANDERBERG
SOBRE O MEDO DE FRACASSAR
"Eu sou a Irmã Thereza Vanderberg, anteriormente da Igreja do Sagrado Coração de Brooklyn, Nova Iorque, e vou falar sobre o medo do fracasso. Eu descobri, enquanto me encontrava na terra, assim como desde que para aqui vim, que os medos que temos da vida se baseiam principalmente no medo do fracasso, nos esforços que envidamos por realizar aquilo que pudermos ter decidido set out fazer.
Nas escolas, de que o meu adorado colega Yada di Shiite falava ainda há pouco, as crianças nos esforços que fazem por aprender os vários e aparentemente necessários temas de modo a poderem vir a integrar o mundo dos negócios, sujeitam-se a um medo enorme nas lições que enfrentam na sala de aulas. Mais, a atribuição de boletins de notas, creio bem, constitui um sistema um tanto injusto.
"Tais boletins de notas são dados, e as crianças jamais deveriam ter hipótese de ver as notas uns dos outros, porque se um indivíduo, uma criança, estiver acanhado em determinados estudos, outras crianças poderão fazer pouco dela, e gracejar com a criança e atormentá-la com respeito à ignorância que apresentar com respeito ao nível de compreensão desse assunto ou matéria particular. É provável que isso leve a criança a afastar-se mentalmente de estudar fugir mentalmente mais essa matéria. Assim como poderá ficar receosa dessa matéria.
"Um professor jamais deveria admoestar uma criança por ela fracassar num tema, mas ao invés tentar descobrir porquê, procurar conhecer o processo de pensar por que a criança terá anteriormente sido condicionada pelos pais, em casa. Porque um receio dessa matéria poderá subsistir por toda uma vida e levar a criança, mesmo na idade adulta, a abrigar um receio psicológico de voltar a abordar essa matéria de novo. Ela não quererá ser menosprezada, por isso lhe trazer um estado de insegurança.
"Caso pudessem eleger os professores que realmente amem aquilo que façam, e que possuam compreensão psicológica da natureza da criança, e da forma coo foi condicionada no seu lar -- porque amar a criança significa compreendê-la.
"Quando somos bem pequenos -- na verdade, quando nascemos no mundo -- durante um certo período de tempo temos tal curiosidade pela aprendizagem das coisas que isso nos leva ou impele a pôr tudo o resto de parte. Inconscientemente, estudamos essa coisa. Queremos saber de que é feita -- ou como por vezes é dito -- o que faz com que isso funcione.
"Agora, ao crescermos é evidente que destruímos as coisas por constituir um exercício para nós e por mais nenhuma razão. Dá-nos algo de físico a fazer com as mãos. Contudo, no devido decurso do tempo, a mente do bebé começa a examina as peças da coisa que terá despedaçado. Isso representa o começo da mente científica -- o exame pela destruição. No decurso do tempo, a verdadeira mente científica vem à frente e tem vontade de aprender a reunir essas coisas juntas de novo da mesma maneira que estava originalmente.
"Assim, deviam dar às crianças coisas que possam destruir, aquilo a que podemos chamar "brinquedos da destruição." Se encorajarmos a criança a destruir cedo, é evidente que iremos encorajá-la a reconstruir aquilo que tiver destruído. Se não fizermos isso, isso deixar-nos-á marcados como destruidores e nós carregaremos esse padrão de destruição ao longo da vida, e sofreremos por causa disso. Quando vir outras pessoas a armar as coisas, a construir coisas, receará tentar a reconstrução. Sentir-se-á inadequado para a tarefa e isso dar-lhe-á uma noção de uma maior violência em razão do sentimento de inferioridade que isso lhe gera.
"Ensinemos a criança a não recear o fracasso, porque assim ela não receará tentar, independentemente da frequência com que tiver enfrentado o fracasso. Isso dá-lhe um sentido de ser importante, de fazer parte -- uma parte necessária deste mundo.
MEDO
"Não me venham a mim em lágrimas nem com raiva por terem fracassado. Eu diria à criança: Percebe que é definitivamente possível falhar muitas vezes antes de poderes chegar a ser bem-sucedido, por toda a vida, por todos os empreendimentos bem-sucedidas acontecerem em resultado de se ter cometido uma série de erros -- antes de mais pela abordagem da questão, por uma ideia."
"Poderemos dizer que tudo não passa de teoria, e que a partir da teoria elaboramos os factos. Os FACTOS, pois, existem apenas como possibilidade, um potencial de uma dada condição ou situação ou coisa. E não podemos ser bem-sucedidos sem sabermos as enormes possibilidades que temos de fracassar. O fracasso dá-nos não só força de carácter, como se enfrentarmos o facto de que nós -- nós próprios criamos o erro -- e aceitarmos esse facto, acataremos a responsabilidade pelo nosso fracasso.
"A menos que façamos isso, nunca viremos a ser bem-sucedidos em coisa nenhuma que tentemos fazer. Como poderemos dizer que tenhamos sido bem-sucedidos a menos que tenhamos fracassado antes? A vida parece trabalhada de modo errado primeiro, e de maneira correcta mais tarde.
"Ao contemplarem uma bela obra de arte muitos dirão: "Como isso é belo!" E a seguir acrescentarão: "Como, se não sei nem desenhar uma linha recta!" Porque será que não há nada mais difícil de fazer? Afeiçoa-se quase impossível desenhar uma linha recta sem uma régua -- não será?
"Contudo, creio que a maioria dos seres humanos terão esse instrumento chamado régua justamente ao seu lado toda a sua vida mas simplesmente recusam reconhecê-la como um instrumento útil. Depois, ao tentarem desenhar linhas rectas sem ela e se depararem com o contínuo fracasso, dirigem um lamento aos céus: "Deus, que se passa contigo que não fazes as coisas a meu favor da maneira acertada?"
"Essa luz criativa nunca lhes terá dado qualquer instrumento. Tudo funciona de acordo com a natureza. A natureza? Naturalmente. Talvez sejam capazes de tirar fotografias à luz hoje; não sei. Mas sei que no começo, na lei do desenvolvimento de uma foto imperava o escuro. É assim, não? Conseguirão, pois, imaginar alguém que se esforce por desenvolver um retracto em plena luz do dia e subsequentemente protestar feito doido para com a divindade pela aparente falta de consideração que revela, e como é devoto para com Ele ou Ela?
"Nós voltámo-nos contra Deus, a Luz Eterna, e depois deploram-No, e bradamos clamar contra Ele por não atender às nossas orações ou por aparentemente nos negligenciar. Por vezes achamos que seja por Ele nos estar a punir, por de um modo ou de outro sermos pecadores e precisarmos ser punidos. Pelos céus, isso não passa de um complexo de culpa e realmente não queremos ser verdadeiramente castigados. Dizemo-lo simplesmente para obtermos a simpatia da Luz, de Deus.
"Bom, Ele não funciona desse modo. Ele não funciona com base na emotividade. Ele trabalha pela Lei, pela eterna Lei do equilíbrio, da beleza, do amor. Não tenhamos receio de enfrentar, de reconhecer que era nossa culpa, nosso erro -- nem do nosso vizinho do lado, nem do diabo, nem de Deus, porque só então seremos capazes de corrigir a situação."
Mark Probert
Tradução: Amadeu António

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