sábado, 20 de maio de 2017

MARK PROBERT


Yada
Ed: Tinhas que o ver uma vez mais, Yada, antes de ir para o oeste de novo.
É uma honra. Muito agradecido. Muito obrigado a todos pela atenção e gentileza que tanto nos estenderam e a este homem e à sua esposa (Mark e Irene).
Anita: Estamos felicíssimos por o ter connosco.
Ah, com certeza.
Irene: E nós sentimo-nos agradecidos a toda a gente por se ter mostrado tão leal e por ter vindo assistir às palestras. Isso para nós tem representado uma enorme ajuda.
Yada: Tem, sim. Sem isso, o nosso trabalho seria impossível, sem o vosso interesse. Agora, não é tanto o interesse que sentem por nós enquanto personalidades, mas o interesse que sentem pelo estudo da vida. Isso é mais importante. O melhor é que coloquem as nossas personalidades atrás e que nos esqueçam, mas não se esqueçam de vós e dos vossos ensinamentos e da aprendizagem que fazem da vida, o desejo que têm de buscar e de continuarem a buscar, independentemente do que mais lhes possa suceder. Não se permitam desviar do Caminho.
Meus amigos, quando uma pessoa se sente solicitada a entrar em associação com outra, a primeira coisa que precisa lembrar-se é que está a lidar com a vida da outra pessoa. Ela está literalmente a tomar o seu tempo e atenção, que é a sua vida. Bom, se assim é, é da maior importância que ela dê a essa atenção uma melhor vida; que lhe mostre o caminho. Caso contrário será um desperdício da vida da pessoa, e ninguém dispõe de uma vida suficiente para que seja desperdiçada, muito embora vocês possam permanecer aqui mil anos; não fará qualquer diferença.
A sua vida é para a educação de si mesma no conhecimento do que o caminho de regresso ao lar significa, retorno à origem. E se nos descuidarmos, podemos não só desviar-nos do caminho, mas desviar os outros, e esse é o maior pecado que alguém poderá cometer contra o seu semelhante. E embora todos os humanos que sejam realmente aventureiros na nossa própria criação, embora disponhamos de imenso tempo para regressar ao lar, ainda assim não dispomos de nenhum para desperdiçar, quer por uma má orientação, quer pela falta de interesse que sintamos, que se traduz por aquilo que vós Americanos chamais de “desperdício de tempo.”
Irene: Eu tenho uma pergunta, Yada. De modo a não cometer os mesmos erros por uma segunda vez, gostaria de saber sobre as circunstâncias que conduziram à queda do homem. Terá a consciência superior criado a sua própria consciência inferior e ter-lhe-á concedido posteriormente o livre-arbítrio? Caso tenha sido assim, então a consciência inferior terá perdido a relação que tinha ou a comunicação que tinha com a consciência superior devido ao desejo de expressar a sua própria individualidade?
Quando a consciência superior permitiu a divisão, a – aquilo que chamam de criação da matéria – ela instaurou um estado que conhecem por dualidade. Ao fazer isso, obteve algo chamado consciência, percepção do seu ambiente relativamente a si própria. Quando isso ocorreu, e ainda tem estado a ocorrer desde (bom, não digamos desde quando) nós perdemos a vontade, não a obtivemos; perdemo-la. Isso faz parte do trabalho, Conquistar de Volta a Nossa Vontade, a Capacidade que Temos de Determinar as Nossas Vidas. Acredita-se, em grande parte pelos Cristãos, que Deus tenha criado o homem e lhe tenha dado uma vontade de modo a permitir-lhe uma escolha entre o certo e o errado. Meus amigos, simplesmente não foi assim. O homem procura, com o tipo de corpo de que dispõe, procura ser o que é chamado um ser humano ou uma espécie de vida muito exclusiva. Nós não somos humanos por nascimento. O corpo nu que recebemos não nos torna humanos, nem garante uma pertença à espécie humana. Ainda somos animais e pertencemos à ordem inferior das coisas.
Não é senão quando começamos a pensar, a racionalizar inteligentemente que nos tornamos humanos. Não dispomos de poder para tomar decisões até que nos tornemos sãos, até que o animal seja separado de nós. Observem o homem do vosso mundo moderno de hoje. Quanta pressão não é exigida para trazer ao de cima - não o animal mas a besta? A maioria de nós, desde infinitos milhares e milhares de anos encontra-se aqui para conseguir controlo e para derrubar a besta. A besta no homem é semelhante à besta em qualquer animal, é insana. Não se dispõe a enfurecer-se nem a deixar de se enfurecer. Não tem determinação para fazer coisas negativas ou positivas. Quaisquer que sejam as coisas positivas que a maioria de nós consiga realizar numa vida, muito raramente pensamos nisso. Pensamos não só na causa – no que nos leva a fazer o que fazemos, mas nos efeitos. Injectamos emoções insanas no que pensamos ser a nossa decisão de fazermos isto ou aquilo. É por isso que na maioria das vezes, fomos magoados em meio ao que fazemos e no mais das vezes magoamos os outros.
Acham que seja possível um ser humano são pensar sequer que a guerra possa responder por um viver pacífico e inteligente? Pensam que um ser humano que não tenha controlo sob as suas emoções, possa pensar em fazer as coisas acertadas? Não pode. A maioria de nós faz o que faz por se sentir obrigado a isso. Há algo dentro de nós e esse algo na maior parte das vezes é o aspecto emocional inferior a que chamo de besta, e com frequência chamo-lhe o asno esquizofrénico em nós. Bom; sei que nós, seres humanos, não gostamos de ser criticados. Apraz-nos o louvor – e devíamos ser louvados. Devíamos esforçar-nos por nos louvar uns aos outros, em especial enquanto andamos por aí feito burros, por sermos perigosos e a crítica nos poder magoar o suficiente para nos levar a querer alterar-nos e a despedaçar aquele que nos critica. Esse ego é um maníaco e está sempre disposto e com vontade de mostrar as suas garras e presas.
Agora, ao entrarmos no Caminho começamos a tornar-nos humanos, começamos a merecer esse título. Um título maravilhoso por o passo seguinte só se poder imaginar que seja o do deus eterno dentro de nós, o do criador. Sim, é referido que o homem Jesus, quando crucificado na cruz, ressuscitou de novo ao terceiro dia. Na realidade não importa quantos dias levou a conseguir fazê-lo, o facto é o de que ele o fez. Mas, que foi que ressuscitou? O aspecto criativo, o aspecto Crístico ressuscitou a partir do humano, que ele foi durante tanto tempo na terra. Ele não conquistou essa humanidade da noite para o dia, à semelhança de toda a gente, de resto. Não estou a falar do Jesus que permitiu ser assassinado na cruz.
Há muitos, muitos “Jesus” que procuram conseguir fazer isso para sua própria glória e em função dos sentimentos masoquistas que têm em relação à vida. Esse não é o único que descobriu o Cristo o homem não sofreu qualquer queda. Se tivesse sofrido, alguém o teria levado a isso. Não, não sofreu qualquer queda. Ele foi enviado pela mente superior. A mente inferior foi enviada pela mente superior a fim de se aventurar na criação da mente inferior. É disso que se trata, de uma criação da mente inferior. É por isso que encerra tanta violência. Ela diz respeito à mente inferior. Com frequência, quando passam do mundo físico, essa mente inferior ainda sobrevive e mantém a pessoa no seu sonho. Ela torna-se no que é chamado “apegada à terra.” Mas ela não se encontra verdadeiramente apegada, não à terra em si mesma. Ela encontra-se apegada à consciência inferior. Quando os antigos Egípcios enterravam os seus reis, colocavam nas tumbas tudo quanto eles possuíam. Todo o seu ouro, prata e pedras preciosas, tudo quanto lhe trouxesse prazer era colocado nas suas tumbas.
Antes de enterrarem essa pessoa nas tumbas, tinham gente, homens que se reuniriam na tumba ao redor do morto, to faraó ou das rainhas, e eles entoavam cânticos. Faziam uma verdadeira sessão. E que sessão! Convocariam todos os que se encontrassem ligados à terra, gente que tivesse vivido a sua vida puramente em função das satisfações físicas, avarentos que tivessem venerado o ouro e as pedras preciosas, só por uma questão de as possuir. Convocá-los-iam e dir-lhes-iam que poderiam dispor de toda a riqueza material dos faraós, rainhas ou outros dignatários, mas que precisariam ali ficar. Diziam-lhes da possibilidade dessas tumbas poderem vir a ser assaltadas e essas coisas roubadas. Se isso acontecesse, seria sua função ir no encalço de quem o tivesse feito e conseguir recuperar as coisas roubadas; amaldiçoá-los, destruí-los, e trazer-lhes a morte, ou viriam apoderar-se das suas posses e nuca mais as recuperariam.
Irene: Yada, quando foi a pirâmide pela primeira vez construída?
A pirâmide de Gizé foi construída há 25000 anos atrás. Já esteve debaixo de água. Ela é muito, muito velha.
Irene: Yada, durante uma das palestras que foram gravadas, aconteceu que mencionou que a vida e a consciência no mundo astral constituem questão muito pessoal.
É verdade.
Irene: O Ed gostaria de saber se poderia alargar o tema em certos detalhes e nos dizia porque nos será mais difícil aprender no mundo astral do que aprender na vida material.
Pois, antes de mais, tenho que fazer comparações entre este mundo e o mundo astral. Este mundo não será um mundo pessoal? Tu e tu e tu vivem no mundo juntos? Parece que quando não pensamos nisso, todos vós, mas digamos que eu também estive convosco no mundo físico, que todos nós vivíamos no mesmo mundo. Não vivemos. Conquanto partilhem, mentalmente partilhem da ideia de que vivem num mundo conjunto, a verdade é que cada um de nós vive sozinho no mundo físico; e sozinhos no mundo astral. Só que a nossa mente criativa dá-nos a ideia de que existem mais de nós e de que nos associamos uns com os outros. Associamos? Pensem nisso por um instante. Parece que sim. Podem alcançar o mesmo estado se praticarem, podem criar um mundo de sonho em que vão dormir e entram nesse mundo de sonho e podem ter toda a gente nesse mundo de sonho que quiserem ter. E a cada um de vós parecerá... (Ruído externo de travões, que interrompe o raciocínio)
Irene: Então, gostamos do mundo em que vivemos, mas tudo bem. É, conforme eu disse, a forma como lhe respondemos. É isso que o conforma.
Mas claro que é. O mundo astral, a mesma situação. Podem obter a sensação de viver num terra com milhares e milhares de pessoas ao vosso redor. Há lá condições criadas do que têm aqui. Agora, nas florestas, quando um habitante das florestas morre, e dá por si numa vida na floresta. De que outra forma poderia ser? Conseguem imaginar um homem da selva que, ao morrer dá por si num tipo de local astral que se assemelhe à cidade em que vivem, aqui? Claro que não. Caso isso acontecesse, isso representaria um verdadeiro inferno. Só podemos ater-nos àquilo a que nos tivermos habituado a ater. E se em qualquer altura algo correr mal nesse local onde tivermos a nossa consciência, saberemos de imediato disso, por não ter sido o mesmo que aquilo que tivermos sido treinados para esperar. O inesperado torna-nos o ambiente numa baralhada.
Irene: Temos que aprender a viver com equanimidade, não Yada?
Quantos de nós teremos treinado o animal até esse ponto?
Audiência: Imagino que muito poucos.
É verdade. Pegam num animal qualquer e projectam-no subitamente num ambiente completamente diferente, e que é que descobrem? Fica em estado de confusão, do mesmo modo que o animal humano. E nem todos os animais de quatro patas se ajustam mais do que os de duas pernas. Alguns nem chegam a ajustar-se por completo, e endoidecem por completo, e morrem, da mesmo forma que os humanos.
Irene: Poderia, então, explicar porque será tanto mais difícil aprendermos no astral do que no físico?
Claro, por aí não terem um corpo físico que os prenda; é verdade, não dispõem de nenhum corpo físico no plano astral que os prenda. Os vossos pensamentos – vocês vivem num mundo de pensamento. Bom, também vivem num aqui, só que aqui vocês têm um factor adicional, aqui, a crença na matéria, a crença no peso, e enquanto essas crenças os envolverem, descobrirão que as vivem nesse mundo. No astral, a maioria de nós descobre que é bastante livre, muito mais livres do que terão sonhado na terra ou mundo da matéria. E quando descobrem isso, queremos automaticamente experimentá-lo. Queremos fazer coisas que não podíamos fazer uma vez na terra, e como não sabemos como fazê-las, encontramo-nos num estado de confusão.
Por exemplo, querem ir a uma parte qualquer. Uma de duas coisas sucederão assim que essa ideia se nos aflora no mundo astral – assim que pensarem no local, vocês encontram-se nele. Não há pensar e esperar e avançar; será pensar simplesmente e logo nos encontramos lá a fazer o que tínhamos pensado. Agora, aqui, podem pensar numa coisa e esperar o tempo que quiserem por essa coisa, ou deixar de o fazer. Mas depois, gozam de uma condição similar aqui, pela qual caso o pensamento seja real darão por vocês a fazer isso. Poderá levar-lhes um pouco mais, mas acabarão por a fazer; de facto não serão capazes de lhe resistir. A autossugestão e mesmo tão poderosa quanto a sugestão de terceiros, e muita vez mais, mesmo. Bom, alguns passam do mundo físico, e é tão real – por real refiro – semelhante à terra. O mundo astral é muito mais como a terra, pelo que lhes leva mais tempo a aceitar o facto de que não mais se encontrarem num corpo físico.
Audiência: Quando estava a falar sobre isto no Sábado passado, não terminou. Chegou a indicar a dificuldade de nos concentrarmos agora no mundo físico quando procuramos meditar.
Isso é o meso que eu disse antes, quanto a tentarem pensar, em vez de meditar. No vosso mundo físico, vocês podem sentar e meditar e qualquer coisa que desejem, porém observem isto – o quão difícil é colocar o pensamento numa coisa e mantê-lo aí durante um período de tempo apreciável. Quão difícil é concentrar-se e manter a vossa atenção. Observem, se fazem favor, os animais que perseguem outros, em especial na família dos gatos. Observem a extrema habilidade de concentração na sua presa que eles têm. Observem a acção corporal na sua extrema concentração. Alinha por completo com a presa. Prepara os músculos para agir tal como os músculos da presa vão actuar, pelo que pode cair-lhe em cima num instante. Cronometra os seus músculos com a acção dos músculos do animal que persegue. Concentração. É uma palavra do léxico do Inglês comprida e uma coisa muito difícil de conseguir. Muito difícil.
Audiência: Pode-nos dar uma pista, Yada?
Uma pista sobre como conseguir isso?
Audiência: Sim.
Só há uma maneira, que é fazendo-o. Não há como dize-lo. Vejam bem, entre diversas outras dificuldades que a mente ocidental em especial tem, claro que também o têm no oriente, por todo o oriente, nem todo o chinês ou asiático sabe estas coisas mais do que vocês aqui. Existem muitos descrentes por toda a Ásia tal como por aqui no vosso país. Existem provavelmente mais, por lá existirem mais Asiáticos, razão porque é mais razoável. Mas olhem o corpo, por exemplo. Estará o corpo no vosso mundo preparado, no vosso ambiente, estarão os músculos mantidos tonificados? Vocês praticam? Será algum esforço difundido no sentido de ensinar às pessoas a arte do relaxamento? A simplesmente relaxar?
Conseguem realmente relaxar? Sabem, o verdadeiro relaxamento, quando o conseguem e querem sair dele, não o conseguem de um salto imediato. Se o conseguissem, o provável é que caíssem mortos, por o corpo não se achar preparado para isso. Observem a pessoa que não consegue concentrar-se. Vejam como se sente e não descontrai, mas pensa estar a consegui-lo. Algo a perturba e ela saltará de imediato sem dificuldades, por não ter concentrado a mente, por não ter relaxado. Não terá afastado todos os demais pensamentos da consciência.
Ao se sentar a meditar, a mente do Americano faz esse tipo de coisa. Se for um indivíduo casado ou uma mulher casada, pensará; “Quisera saber se conseguirei suficiente dinheiro para mandar o meu filho para a faculdade.” A criança ainda não é bem capaz de caminhar, mas ela já sente preocupação em relação a garantir-lhe a faculdade. “Espero viver o suficiente para o ver crescer. Entoarei os meus mantras.” Aquilo a que os Americanos chamam orações a Deus. “Que vida embotada ele pode levar, não ter nada que lhe aconteça. Se eu tivesse um filho eu oraria, eu trataria de lhe arranjar todo o tipo de coisas.” Vocês não quererão ter uma vida interessante? Estou segura de que sim.
Não peçam por menos problemas, por menos dificuldades, porque nesse caso estarão a pedir que a vida os ignore. Bem sei que há alturas em que desejariam que o fizesse. Também eu, quando vivi aí na terra, me senti tentado a fazer isso. Isso é uma ideia emocional. Frequentemente, as pessoas cujos corpos estejam em sofrimento conseguem muito mais, não só para si mesmas como para os outros, do que aqueles que estão de saúde, por aqueles que gozam de saúde geralmente não se sentirem motivados a fazer nada. Sentem que dispõem de tempo infinito. Nenhum de nós dispõem de tempo infinito. Não temos tempo para desperdiçar.
(continua)
Mark Probert
Tradução Amadeu António



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