sexta-feira, 7 de abril de 2017

COMUNICAÇÃO COM O MUNDO DO ESPÍRITO - 3ª PARTE



TERCEIRA PARTE

Referências bíblicas do Uso da Força Ódica na Comunicação com o Espírito

E o Senhor desceu na nuvem de Od, e falou com ele. (Números 11:25)
"As leis da natureza são universalmente aplicáveis e não admitem exceção. Se, portanto, a lei da força ódica que eu te descrevi constitui a lei básica de toda comunicação com o espírito, então ela deve aplicar-se sempre que os espíritos comunicam com o homem.
"A fim de mostrar que a corrente de energia ódica era igualmente necessária na comunicação do espírito com os seres humanos conforme relatada na Bíblia, eu quero examinar alguns dos relatos do Antigo e do Novo Testamentos contigo, e explicá-los.

"Naturalmente, no caso da maior parte das manifestações do espírito que a Bíblia fala, é feita menção apenas ao facto de tal comunicação; nada é dito sobre os fenômenos que a acompanham. No entanto, há uma abundância de casos em que o emprego de od é expressamente mencionado. A primeira menção ocorre na história de Abraão. 'Quando o sol se tinha posto, e se tinha tornado completamente escuro, o que se passou entre aqueles pedaços de carne foi como um fogo fumegante e uma tocha acesa.
(Gênesis 15:17)

Isso aconteceu quando o Senhor estava a falar com Abraão.
A corrente ódica, quando apenas ligeiramente condensada, parece uma nuvem de fumaça
e tem um brilho amarelo-avermelhado no escuro, como uma chama de fogo.

"A história de Moisés está cheia de exemplos relevantes. "E o anjo o Senhor apareceu-lhe como uma chama de fogo saltando de um espinheiro: quando ele olhou, viu o espinheiro em chamas com o fogo, ainda que não fosse consumido por ele.' (Êxodo 3:2)

Também neste caso foi od que o espírito empregou a fim de falar com Moisés. Tinha que ser noite, quando Moses viu tal aparição, porque durante o dia, o od ter-se-ia parecido não como uma chama, mas como uma nuvem a envolver o espinheiro. Isto é confirmado pelo seguinte relato bíblico:

"O Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem de dia, para lhes mostrar o caminho, e numa coluna de fogo pela noite, para poder brilhar para eles, para que eles pudessem viajar tanto de dia como de noite. Nem a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite deixou o seu lugar à frente das pessoas.' (Êxodo 13:21-22)

A coluna de nuvem era nada mais do que a nuvem de od, que, tanto no caso do espinheiro como no da orientação dos israelitas, formara a concha ódica que rodeava o anjo do Senhor e de que o anjo necessitava para se tornar perceptível ao homem. Eu já te expliquei que o od está sempre associado a um espírito.

Não existe tal coisa como od independente, a flutuar livremente. Assim foi em todas manifestações testemunhado pelo povo de Israel. Por isso, quando se fala no Velho Testamento da "Coluna de nuvem," é sempre em conexão com alguma actividade por parte de um dos espíritos de Deus. "Assim, o" anjo de Deus "que tinha viajado na frente do exército de Israel até este ponto, mudou de posição e mudou-se para a sua retaguarda; consequentemente, a coluna de nuvem se retirou de diante deles para trás.'
(Êxodo 14:19)

"Assim que Moisés entrou na tenda, a "coluna de nuvem" desceu e ficou à entrada da tenda, enquanto o Senhor estava a falar com Moisés." (Êxodo 33:9) "Então Moisés reuniu setenta homens dentre os anciãos do povo, e fê-los ficar ao redor da tenda. E o Senhor desceu na nuvem e falou com ele.'
(Números 11:24-25)

"No Monte Sinai, quando o Senhor queria falar com Moisés em tons altos o suficiente para que todas as pessoas ouvissem, Ele disse a Moisés: 'Desta vez vou tornar a nuvem ainda mais grossa, para que todas as pessoas possam ouvir-me falar contigo e acreditem em ti para sempre.' (Êxodo 19:9)

Isto indica expressamente que a nuvem de od era necessária para permitir ao Senhor falar com o homem. Isso também indica claramente que quanto mais denso for o od tanto mais altos serão os sons produzidos por meio da força ódica. O mesmo é verdadeiro praticamente verdadeiro em relação ao vosso rádio. Quanto mais forte for a corrente de alimentação, tanto mais forte será o som transmitido.

"Quando, pois, o Senhor apareceu no monte Sinai em meio a um poderoso clangor de trombetas, a força ódica precisou ser correspondentemente forte. Consequentemente é-lhes dito: "E o monte Sinai foi completamente envolto em fumaça, por o Senhor ter descido sobre ele em fogo; a fumaça subia como a fumaça de um forno de fundição, e todo o monte tremia. E o som das trombetas tornou-se cada vez mais alto. Moisés falava, e o Senhor respondia-lhe em alta voz." (Êxodo 19:18-19)

"Ao explicar a lei da força ódica, eu salientei que a condensação do Od é produzida com a ajuda de correntes fortes. O mesmo é verdadeiro para a dissolução do Od condensado. As grandes massas de Od ao redor monte Sinai também foram condensadas ​​por correntes de alta tensão. Era, pois, muito perigoso aventurar-se dentro do campo de alta voltagem dessas correntes. Daí o Senhor tenha proibido as pessoas de se aproximarem da montanha. Todos - humano ou animal - quantos ignorassem o mandamento, certamente morreriam. (Êxodo 19:12)

Não se tratava de uma ameaça vazia para instilar o medo de Deus nas pessoas, como vocês mortais poderão acreditar. Foi, sim, um aviso justificado do perigo letal que natural e necessariamente acompanhava qualquer contacto com essas correntes. Assim como vocês chamam a atenção para o perigo letal do contacto com as vossas correntes de alta tensão terrestres colocando sinais de alerta, assim também o aviso emitido para o povo de Israel foi dado com um propósito similar. Somente depois dessas correntes terem sido desligadas eram as pessoas autorizadas a subir à montanha. O Senhor anunciou a altura correcta pelas seguintes palavras: "Só quando o chifre de carneiro soar, poderão subir à montanha.' (Êxodo 19:13) Somente aqueles a quem o Senhor tinha autorizado a entrar nas correntes ódicas, ou seja, Moisés e Arão, poderiam fazê-lo antes, sem que colocassem as suas vidas em perigo. No caso deles, tinha-lhes sido fornecido um "isolamento" não contrário ao tipo que vocês usam para as pessoas que precisam expor-se a altas tensões.

"E quando o Senhor ordenou ainda que pessoas ou animais devessem ser mortos, por tentarem sequer chegar perto da montanha fumegante, isso não foi emitido como uma punição por desobediência, uma vez que, obviamente, no caso dos animais a questão do pecado dificilmente poderia surgir. Esse mandamento foi, sim, uma medida para evitar a todo custo qualquer interrupção da corrente de energia. Tal interrupção teria resultado caso quaisquer seres materiais entrassem em contacto com as correntes ódicas sem autorização, isto é, se não fossem dotadas de meios de 'isolamento' próprios.

"Esta explicação dos eventos registados na Bíblia surpreende; os eventos podem parecer-lhes demasiado mundanos e materiais. Mas é a verdade, e fornece-lhes uma nova prova da validade universal das leis dadas por Deus, a que até mesmo o próprio Criador se submete, no trato que tem com a matéria. Ele não suspende uma única lei, ou, como a Sagrada Escritura expressa: 'Eu sei que tudo o que Deus tem ordenado tem validade eterna. ' (Eclesiastes 3:14) "Depois desta explicação, também irás entender porque Cristo, imediatamente após a sua ressurreição, proibiu Maria Madalena de o tocar.
A materialização do seu espírito estava então somente a começar, e Maria Madalena, ao tocá-lo, teria não só impedido qualquer progresso subsequente do processo de materialização, como teria destruído o que já se tinha tido início. A explicação dada na Bíblia como a razão de recusa de Cristo para deixá-la tocá-lo foi adicionado mais tarde por um ignorante copista que inseriu as palavras: "Eu ainda não ascendi ao Pai." (João 20:17)

Que isso não tenha podido ser a verdadeira razão para recusar-se a deixar que Maria Madalena tocasse o seu corpo ódico materializado é evidente a partir do facto de, um pouco mais tarde, Cristo ter convidado expressamente os seus apóstolos a tocá-lo, embora no momento ele também não tivesse ainda ascendido ao Pai. Mas a materialização do seu corpo estava, pois, completa e, portanto, qualquer contacto com ele não poderia causar danos físicos aos seus discípulos ou interferir com a materialização.

"Peguemos em mais alguns exemplos do Novo Testamento. Na Transfiguração no monte Tabor, "veio uma nuvem que os cobriu, e uma voz chamou de dentro da nuvem." (Mateus 17:5) Assim, a nuvem de Od era necessária também aqui, a fim de produzir uma voz que pudesse ser ouvida por ouvidos humanos. A mesma nuvem foi usada por Moisés e Elias para se fazerem visíveis em corpos de Od condensado aos três apóstolos presentes.

"Foi numa figura de Od materializado que Cristo apareceu depois da sua Ressurreição e com que se apresentou diante dos seus discípulos no dia da Ascensão. Eles viram o seu corpo ódico dissolver-se numa nuvem de Od diante dos seus olhos, e quando a nuvem em si se tornou invisível por uma maior dissolução, Cristo tinha desaparecido da vista deles. A crença geral de que se tratava de uma nuvem ordinária no céu que escondia Cristo dos seus discípulos é totalmente falsa.

"Por altura do Pentecostes, surgiram sobre a cabeça dos Apóstolos e daqueles que estavam com eles "línguas de fogo."  Estas eram pequenas chamas de Od, como a chama vista no espinheiro, "que veio repousar sobre a cabeça de cada um." Cada um deles recebeu um espírito de Deus de tal concha de Od. Esses espíritos, com o auxílio do poder ódico, começaram a falar através dos seus instrumentos humanos - um numa língua estrangeira, outro noutra - em tantas línguas estrangeiras quantas s eram diferentes nações representadas entre os seus ouvintes. Da circunstância das línguas dos Od pareciam pequenas chamas percebe-se que era noite quando os espíritos de Deus desceram. A hora real do surgimento do espírito seria, pelo vosso método de avaliação 1:30 da manhã.
...

"As ofertas de sacrifício no Antigo Testamento eram a fonte da qual os espíritos de Deus tomavam o Od necessário para os capacitar a falar.

"Entre as partes do Velho Testamento que resultam incompreensível para vós acha-se o primeiro e acima de tudo as leis do sacrifício do Israelitas. Você interrogar-se-ão, e com razão: Como pode Deus, que é a fonte de toda a vida e felicidade, de tudo o que é bom e belo, encontrar prazer na oferta de animais, plantas e ervas? Por que Ele deveria deleitar-se com o sangue dos animais sacrificados e a gordura fumegante de touros, cabras e cordeiros? Por que ele deveria deliciar-se com as fragrâncias resultantes da mirra, da canela, do cálamo, da cássia e do azeite? Por que deveriam as especiarias ser especialmente atraentes a Ele? Poderá parecer-lhes infantilidade que o grande Deus, que os próprios céus não conseguem conter, pudesse ter uma pequena tenda terrestre construída para Si, e que Ele mesmo devesse designar e determinar cada detalhe trivial, cada feixe e parafuso, cada tapete e cortina, cada peça de roupa que devia ser usada pelos sacerdotes, desde os seus toucados até às suas roupas interiores. Será que na verdade não lhes soará a vaidade humana que Deus devesse insistir com respeito à maioria dos materiais preciosos: o ouro, a prata e as mais belas pedras preciosas, de modo que o Tabernáculo e os seus acessórios custassem uma fortuna enorme no vosso dinheiro?

"Se observares essas coisas do ponto de vista puramente humano, poderá parecer-te indigno de um Deus. Mas assim que perceberes o propósito que Deus perseguia e entenderes que este efeito poderia ser alcançado apenas por meio daquilo que te parece tão incompreensível, irás maravilhar-te com a Sua infinita sabedoria e amor.

"Infelizmente um conhecimento desse propósito acha-se ocultado de vós, humanos, embora a própria finalidade lhes seja expressamente declarada e indicada nas sagradas escrituras. Vocês perderam a capacidade de ler as Escrituras de forma reflectida.
A vossa vista passa por cima do seu conteúdo como o de qualquer livro mundano e interpretam aquilo que leem de uma forma puramente humana. Os vossos espíritos sagazes  mundanos não conseguem discernir nelas feitos poderosos de Deus. Assim, eles são igualmente incapazes de compreender o verdadeiro significado do que vocês encontram nas formas físicas do Tabernáculo e nas oferendas descritas no Velho Testamento.

"Abre a tua Bíblia, e eu te levarei a uma compreensão do que ela diz sobre a tenda da revelação (Tabernáculo) e o seu mobiliário, as oferendas sacrificiais e o sacerdócio. O único propósito para o qual todas essas instruções foram emitidas é indicado nas palavras: "Devem fazer um holocausto diário diante de Deus de geração em geração, à entrada do Tabernáculo, onde eu irei entrar em comunicação convosco, a fim de falar convosco. Aí comunicarei com os filhos de Israel." (Êxodo 29:42-43)

"A comunicação de Deus com os israelitas era o único propósito da edificação do Tabernáculo e de ter dado instruções sobre as oferendas sacrificiais. Sabes que todo o espírito requer força ódica terrena sempre que desejar comunicar com os seres materiais de uma forma perceptível aos sentidos terrestres. Essa é uma lei estabelecida por Deus que se aplica a todos os seres espirituais, desde Deus, o espírito mais elevado, até aos mais baixos espíritos das profundezas. Sempre que, pois, o próprio Deus, ou os espíritos de Deus, seja a Seu mando ou com a sua aprovação, desejarem comunicar com os israelitas e falar com eles, eles precisavam ter od de um tipo adequado disponível.
"Todas as medidas acatadas por Moisés por ordem de Deus na edificação do Tabernáculo e na apresentação das oferendas eram concebidas para adquirir a mais pura od terrestre.
"Como os seres terrestres são portadores de od terrestre, e o od do ser humano seres constitui uma maravilhosa mistura de muitas variedades de od da Terra, o od necessário para permitir que Deus falasse com o homem era elaborado a partir de uma grande variedade de fontes terrestres, incluindo minerais, plantas, ervas, árvores e animais. Acima tudo, no entanto, era necessário para assegurar que o od puro recolhido e já preparado não fosse contaminado por od impuro que irradiasse da matéria terrestre. É por isso que todos os materiais utilizados na construção do Tabernáculo e na elaboração dos seus acessórios teve que ser apenas do od mais puro. Entre os minerais, o ouro, a prata e o cobre possuem a mais pura ódico mistura, conforme mostrado pelo facto de eles não enferrujarem, por efeito de formas de oxidação resultantes da absorção de od impuro, a qual tem um efeito destrutivo sobre qualquer od em que penetre.

"A mesma coisa acontece com respeito aos tecidos que eram usados, alguns para oas vestes dos sacerdotes, alguns para cortinas e tapetes, e outros ainda para cobrir o telhado do Tabernáculo. Azul e vermelho-púrpura, carmesim e linho fino são os tecidos com a mistura ódica mais pura. Portanto, o Éfode (xaile ou manto sacerdotal) do sumo-sacerdote, que mais se aproximava do espírito de Deus que falara através da nuvem de od, tinha de ser feito de um linho fino vermelho e azul, púrpura, escarlate e sedoso retorcido, entrelaçado com ouro.

"A couraça da justiça," usada por cima do Éfode, era feita na mesma maneira. Além disso, era adornada com 12 pedras preciosas, por estas conterem grandes quantidades da od mais valiosa. A roupa exterior era toda azul, púrpura, e na borda de suas saias usavam romãs de azul e vermelho escarlate roxo e, adornadas com uns quantos sinos dourados no meio. Todos esses detalhes eram da maior importância. As roupas de baixo eram de linho, as calças de linho puro. Também sabemos que o linho limpo usado ao lado do corpo ou usado para roupa de cama é especialmente propício à saúde. Isso deve-se a que esse tecido contenha um od especial e puro que se transmite ao vosso corpo e exerce um efeito de reforço.

"De todas as madeiras, a acácia é a mais pura e, pois, a única madeira que podia ser usada na construção do Tabernáculo. Todas as demais instruções - sobre a composição dos utensílios de cozinha, das cortinas, dos tapetes e revestimentos da tenda - eram igualmente emitidos unicamente para assegurar o maior grau de pureza do od. Tu poderás encontrá-los por ti mesmo, se consultares à Bíblia.

"Tudo o que tenho referido até agora serviu como uma precaução contra a contaminação do od que estava a ser preparado na forma de uma nuvem ódica formada acima da Arca da Aliança e que devia servir para transmitir as palavras de Deus. Pela mesma razão se requeria que os sacerdotes fossem obrigados a lavar as mãos e os pés na água que ficava na entrada do Santo dos Santos antes de irem para perto da Arca da Aliança.

"O mais importante, porém, era a preparação do próprio od - que, flutuando como uma nuvem acima da Arca, era necessário para Deus falar a Moisés. Neste caso, o discurso não era feito através de um médium, mas por 'voz directa." Os sons do espírito eram suficientemente condensados pela od terrestre da nuvem que os tornavam audíveis aos ouvidos humanos. Como a Bíblia diz: "E quando Moisés entrou no Tabernáculo, ele ouviu a voz que lhe falava da tampa da Arca da Aliança, do meio dos dois querubins: e era assim que Deus falava com ele.' (Números 7:89)

"O propósito das oferendas prescritas consistia na elaboração da presente nuvem de od.
"Estás suficientemente familiarizado com o facto de o sangue ser o condutor de od no corpo físico. Daí que a maior quantidade dele, e a mais solúvel, seja encontrado no sangue, de modo que o sangue é a melhor fonte de od para a comunicação com o mundo espiritual. E era só por uma questão de obtenção de od que os animais eram sacrificados, tanto na adoração dos ídolos dos pagãos como no serviço divino dos judeus. O sangue era vertido sobre o altar, e uma parte da carne, especialmente a gordura, os rins e o fígado, eram desintegrados em od ao serem queimados, por, a seguir ao sangue, essas peças serem as mais ricas em od.

"Através de oferendas aos seus ídolos, os pagãos preparavam od para comunicar com espíritos malignos. No Tabernáculo de Deus, a preparação do od era realizada para tornar possível que Deus e os Seus espíritos mais elevados se comunicassem com o povo de Israel, conforme testemunham as palavras pronunciadas por Deus a Moisés: "O sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do Senhor na entrada do tabernáculo, queimando a gordura de forma que suba como um doce aroma para o Senhor. Eles deixarão de oferecer os seus animais em sacrifício para os espíritos malignos cuja adoração idólatra actualmente praticam.' (Levítico 17:6-7)

"Dado que a nuvem de od acima da Arca da Aliança representava a mais pura mistura de od terrestre, apenas aqueles animais cujo od foi do tipo mais puro eram autorizados a ser abatidos. Os chamados animais "impuros" não eram autorizados a ser utilizados como animais de sacrifício. Os animais considerados "Impuros" na Bíblia são aqueles que têm a menor quantidade e o mais impuro od de qualquer criatura cuja carne poderia concebivelmente servir como alimento humano. Essa é também a razão por que as pessoas estavam proibidas de comer a carne dos animais impuros.

Devido à sua od impura era prejudicial, em primeiro lugar, para o corpo humano.
Os seus médicos sabem muito bem que comer carne de porco não é recomendado, especialmente para crianças em crescimento. O que você chama escrófula dificilmente seria encontrada entre as crianças se lhes fosse negada a carne de porco, que é não saudável mesmo para os adultos mesmo que constitua uma parte substancial da dieta diária.

"Havia, no entanto, outra razão para proibir os judeus de comer a carne de animais impuros. Vocês sabem que qualquer od impuro que se possa achar presente numa pessoa oferece uma abertura perigosa para o mundo mau do espírito e pode influenciá-los negativamente de forma duradoura. Uma od impura constitui o sopro de vida dos espíritos malignos, e sempre que encontrarem alguém cuja od seja como a sua própria, poderá prontamente influenciar os vossos pensamentos e imaginação, mas também despertar paixões físicas a um nível perigoso. Uma pessoa cuja od seja pura não se mostrará tão facilmente acessível ao mal, cujo contacto directo será evitado pela radiação da sua od pura. Por o mal não poder suportar mais a radiação ódica pura do que os olhos aflitos de uma pessoa pode suportar a luz forte. A pureza da od da pessoa depende da pureza do seu espírito, e uma vez que a maioria das pessoas, devido a que tenham os espíritos impuros, já possuem od impuro suficiente que garanta uma abertura suficiente ao mal, é mais importante não adicionar mais od terrestre impuro através do consumo de alimentos impuros.

"Portanto, Deus tinha razões muito importantes para proibir o consumo da carne dos animais impuros. A influência dos poderes do mal era particularmente forte naqueles dias, devido à idolatria generalizada, e Deus queria proteger as pessoas que Ele tinha escolhido como portadores da Sua fé contra tal influência perniciosa.
"Pela mesma razão, Ele emitiu as numerosas regras para governar os casos em que os israelitas entraram em contato com um od impuro, e foram consequentemente considerados impuros.

"O od de animais limpos sem mácula, no entanto, não era suficiente por si só, para a preparação da mistura ódica necessária para o Tabernáculo. Também o od mais puro que podia ser obtido a partir de plantas e minerais era necessário. O od da mirra, da canela, do cálamo, da cassia, do pão de centeio, da farinha de trigo, do vinho e do azeite eram misturados com o das especiarias como o estoraque, a ônica e o gálbano, o incenso puro e o sal. Assim, tornou-se num "aroma doce para o Senhor.' Sabes, pelo que te ensinei, o que se entende por "doce aroma para o Senhor;' sabes que o od mais puro do mesmo modo emite o mais doce odor.

"A mistura ódica para o Tabernáculo era preparado por espíritos de Deus num estado de pureza correspondente ao do espírito que se manifestava. Os 'Químicos do Além' eram aqueles seres que vocês chamam de "Querubins." É por isso que a sua imagem era colocada por cima da tampa da Arca da Aliança na forma de estátuas douradas e também era bordada nas cortinas e tapetes.

"Na medida em que o od era reunido acima da tampa da Arca e era usado pelo espírito de Deus para falar, o od tinha de ser preparado nas imediações da Arca, para que a fonte de od estivesse sempre em estreita proximidade com o espírito que precisava dele. Daí os altares e as tabelas nas quais as várias oferendas eram feitas pronto estavam perto da cortina atrás da qual a Arca da Aliança se encontrava.

"A reunião e a condensação do od era facilitada pelo facto de a arca se achar num espaço fechado por tapetes e uma cortina. Também vós, quando desejam recolher od em quantidade para alcançar um elevado grau de condensação, fazem uso de uma assim chamado "cabine," dentro da qual ou em cuja entrada o médium, que é a fonte do OD, se senta. As leis que regem a comunicação do espírito com a humanidade são as mesmas em todos os lugares.

"O facto das asas dos dois querubins nas duas extremidades da Arca da Aliança estarem estendidas como um telhado contribuía ainda mais para segurar a nuvem de od reunida acima da Arca.

"O grande rigor das determinações para manter qualquer od impura afastada do Tabernáculo também servia a outro propósito: se as puras e muito poderosas correntes ódicas produzidas no Tabernáculo pelos espíritos de Deus fossem autorizadas a entrar em contacto com correntes impuras, o portador da od impura seria morto pelas correntes de alta tensão, da mesma forma como qualquer um que entre em contacto com a corrente eléctrica de alta tensão terrestre sem um bom isolamento pode morrer.

"Por tal razão, a Aarão não era autorizada a entrada no santuário sempre que quisesse, mas só depois da condensação do od acima do Arca se achar completa e depois das correntes de alta tensão utilizadas para o efeito terem sido desligadas. Era-lhe dito quando podia entrar. Se não tivesse atendido às instruções, também teria morrido, como os seus dois filhos, quando violaram as leis para manter a preparação do puro od durante a queima dos ingredientes.

"Depois do que acabaste de aprender, entenderás as leis respeitantes às oferendas sacrificiais e o equipamento do Tabernáculo a uma luz diferente daquela que até agora usaste. 

Médiuns

Muitas eram as ocasiões e as maneiras por que Deus costumava falar com os nossos pais através dos profetas. (Hebreus 1:1)

"Nos dias em que os homens procuravam Deus no mais recôndito dos seus corações, a comunicação com o mundo espiritual de Deus era directa. A maioria dos indivíduos possuía as qualidades naturais necessárias para essa comunicação espiritual. O seu próprio espírito, sintonizado com o que era sublime e divino, era capaz de receber mensagens do mundo espiritual através da visão espiritual, audição e do sentimento. Era o mesmo que vocês chamam de "clarividência," "clariaudiência" e 'clarissenciência' hoje. Não eram necessários intermediários para transmitirem as mensagens do Além.

"Esses dons desapareceram quando a humanidade se desviou de Deus e devotou todos os seus pensamentos e cuidados às coisas mundanas. Na perseguição excessiva de dinheiro e outros bens mundanos que empreenderam, as pessoas esqueceram Deus. Isso não só rompeu a comunicação com o mundo bom do espírito, mas levou a que aqueles dons que tornavam possível a comunicação espiritual desaparecessem. Hoje, a maioria da humanidade foi tão longe que já nem sequer pensa nem acredita na possibilidade de tal comunicação. Existem relativamente poucas pessoas hoje que possuam os dons em questão e que estejam em contacto com o bom mundo dos espíritos da maneira que os povos tementes a Deus do passado estavam.

"Mas está chegando o tempo em que as coisas voltarão a ser como antes eram a este respeito, isto é, em que cada indivíduo pode comunicar com o Além por meio da visão e da audição espiritual. Até que isso suceda, porém, aqueles que ainda acreditarem em Deus poderão comunicar com espíritos por intermédio de um outro canal, e muitos que não creem em Deus podem testemunhar os trabalhos do mundo espiritual com os seus sentidos corpóreos e, assim, despertar no seu íntimo de modo a retornarem à crença em Deus, no além, e na continuação da vida depois da morte do corpo.

“Para tal efeito, Deus concedeu à humanidade de hoje os chamados 'médiuns.' O significado desse termo já te foi esclarecido, mas uma vez que compreensão correcta da natureza dos "médiuns" representa um dos aspectos mais importantes no domínio da comunicação espiritual, não quero deixar de te instruir por completo nesse particular. Vou-me limitar a discutir os médiuns humanos, omitindo os casos em que os animais podem servir de médiuns.

"Médiuns" são intermediários, ou instrumentos humanos, empregados pelo mundo espiritual para comunicar com a humanidade. Na medida em que os seres espirituais necessitam de poder ódico para esse fim, os 'médiuns' são seres humanos que servem o mundo espiritual como fontes de força ódica.

“É principalmente a sua própria od que os médiuns cedem aos espíritos que se manifestam. Os médiuns são, no entanto, ao mesmo tempo colectores do od contribuído pelos não-médiuns presentes nas chamadas sessões espíritas. Assim como às vezes acontece na construção de um aqueduto, quando a água da fonte principal é suplementada pelas muitas fontes menores para aumentar a produção, do mesmo modo a capacidade que o médium tem de fornecer od é aumentada pela adição do poder ódico mais fraco das outras pessoas presentes.

"Enquanto todas as pessoas possuem poder ódico, na maioria dos casos encontra-se muito estreitamente ligado ao corpo para ser cedido prontamente. Por conseguinte, não está ao dispor do mundo espiritual em força adequada. As pessoas adequadas para funcionar como médiuns são altamente" sensíveis." Isso significa que, devido à facilidade com que o seu od pode dissolver-se, as impressões causadas sobre elas são muito mais profundas do que no caso das outras pessoas. Esse não é um estado doentio, como pensam os vossos cientistas, e não tem qualquer relação com o nervosismo, a histeria ou a falta de força de vontade; pelo contrário, os bons espíritos não podem usar pessoas nervosas, irresolutas ou doentes como médiuns. Um bom médium tem mais força de vontade, nervos mais fortes e uma melhor saúde física do que as demais pessoas.

“Os médiuns dividem-se em diferentes tipos de acordo com a finalidade com que seu poder ódico é empregue pelo mundo espiritual.

"1. Se este poder for usado para erguer ou baixar uma mesa ou fazer com que ela emita batidas, o médium empregado, nesse contexto, é chamado de 'médium de mesa.'
"A levitação ou os batimentos na mesa são usados ​​como linguagem gestual para a obtenção de mensagens do mundo espiritual. Essa é a mais baixa forma de comunicação do espírito, por os espíritos que comparecem em sessões de inclinação da mesa são quase sem exceção de baixa ordem. O mundo espiritual mais elevado não escolhe essa forma de comunicação, de modo que em tais reuniões acontece os espíritos baixos que aparecem muitas vezes carregam muita travessura, ocasionalmente assistidos pelos truques dos participantes. Infelizmente, a inclinação da mesa com as suas em parte irrisórias, e em parte inverídicas manifestações muito contribuem para desacreditar também as formas superiores de comunicação do espírito. Aqueles que procuram a Deus e os amigos da verdade, portanto, evitam toda comunicação desse tipo e escolhem apenas métodos dignos de objectivos elevados.

"2. Quando as mensagens do mundo espiritual são transmitidas através da escrita (automática) de um ser humano, essa pessoa é chamada de 'médium de escrita. A maneira como a escrita é realizada difere amplamente por entre os médiuns da escrita. Num caso, os pensamentos são inspirados no médium no estado completamente consciente e escritos por ele (ou ela); Esse também é, pois, conhecido como médium de inspiração. A mão de um outro médium poderá ser guiada ao mesmo tempo que as palavras que escreve lhe são inspiradas no seu espírito. Ele está o tempo todo plenamente consciente das suas acções. A inspiração simultânea é necessária naqueles casos em que o médium ofereça demasiada resistência à orientação da sua mão. Outros têm apenas consciência de estarem a escrever, mas não têm qualquer consciência do conteúdo da sua escrita. Outros ainda, escrevem em estado de completa inconsciência; eles não sabem nem que estão a escrever, nem o que eles estão a escrever. Além disso, acontece com frequência que um e o mesmo médium de escrita escreva por várias dessas maneiras. A chamada 'escrita directa' é substancialmente diferente dos tipos de escrita mediúnica citados, e são produzidos pelo próprio espírito, que faz apenas uso da força ódica do médium e não da sua mão. Por efeito do od que toma do médium o espírito materializa a sua própria mão, e com ela escreve sobre uma superfície que não esteja em contacto com a médium, como uma ardósia, uma folha de papel, ou algo semelhante. A quantidade de Od requerida para tal método é significativamente maior do que quando a mão do médium é usada para escrever.

"Vós estais familiarizados com dois exemplos de "escrita directa" que constam na Bíblia. As tábuas dos mandamentos foram escritas no Monte Sinai pela mão de Deus, conforme relatado nos livros de Moisés: 'As tábuas foram obra directa de Deus, e a escrita inscrita nas tábuas era a Sua própria escrita." (Êxodo 32:16)

"Quando o rei Belsazar celebrou uma grande festa com os seus senhores e bebeu dos vasos sagrados que o seu pai tinha roubado do templo de Jerusalém, enquanto entoava cânticos de louvor aos seus ídolos, "os dedos de uma mão humana apareceram e redigiram na parede caiada de branco do corredor real em toda a extensão a partir do candelabro, de modo que o rei viu as costas da mão à medida que ela escrevia. (Daniel 5:5)

“A mão do médium também pode ser usada para desenhar ou para a pintura em vez de escrever. Nesse caso, os médiuns são chamados “médiuns de pintura," sendo o processo geral o mesmo que no caso da escrita.

"3. Outro tipo médiuns de escrita é o chamado 'médium de prancheta.' Uma "prancheta" é uma placa de madeira, metal ou outro material em que são marcadas as letras do alfabeto, números e outros símbolos. A superfície da prancha é lisa, de modo que um objecto poderá facilmente deslizar sobre ela. O médium, que mantém a consciência plena, coloca a mão sobre algum objeto que se desloque facilmente que repouse sobre a laje, e que tem um ponto ou ponteiro. Depois espera até que o objecto se mova em direção às letras. O ponteiro indica, uma após a outra, as letras individuais que completarão, uma vez reunidas, palavras e frases.

"O médium de prancheta senta-se de olhos fechados ou, melhor ainda, com os olhos vendados, para que não possa ver as cartas, dado que de outra forma possa haver o perigo de ele poder contribuir para o movimento da sua mão e assim reproduzir os seus próprios pensamentos. A mais famosa de todas as pranchetas foi a 'couraça' da Éfode (veste) do sumo-sacerdote, que era ele próprio um médium.

"Na tradução moderna que fazem da Bíblia esse 'peitoral' é referido como "A placa do oráculo" porque era usada pelos israelitas quando eles inquiriam a Deus." Tinha a forma de um quadrado e consistia de quatro fileiras de pedras preciosas, a primeira das quais era composta por um sárdio, um topázio e um carbúnculo; a segunda continha uma esmeralda, uma safira e um diamante; a terceira um Jacinto, uma ágata e uma ametista; E a quarta um crisólito, um ônix e um jaspe. (Êxodo 39:9-13)

"Em cada pedra fora gravado um caractere, correspondente aos nomes das doze tribos de Israel; Assim, elas formaram uma espécie de alfabeto. Pedras preciosas eram usadas por possuem forte força ódica e, portanto, fortalecerem o poder mediúnico do sumo-sacerdote. Entre as pedras havia um sulco de ouro largo e liso, sem cantos ou arestas. Uma parte do equipamento era chamada "placa da testa," um diadema de ouro gravado com as palavras: "Dedicado ao Senhor." Fixado à cabeça com um cordão de púrpura, era o mais importante dos objectos usados ​​na consulta do Senhor. Daí, que carregasse a inscrição: "Dedicado ao Senhor," com toda a razão. (Êxodo 39:30-31)

"Sempre que ele "inquiria a Deus," o sumo-sacerdote desatava a borda inferior do peitoral do Éfode e colocava o peitoral na posição horizontal. Então removia a placa de ouro gravada, ou o "diadema," da cabeça e colocava-a num dos sulcos por entre as pedras preciosas. Então ele colocava a mão sobre o peitoral, sem o tocar nem ao 'diadema' que repousava sobre ele. A forte força ódica do sumo-sacerdote era usada pelo mundo espiritual de Deus para pôr em movimento o diadema dourado. Ele deslizava ao longo dos sulcos, tocando sequencialmente, com um pequeno orifício por meio do qual estava preso à cinta, aquelas pedras cujos caracteres uma vez reunidos formavam uma palavra. Quando uma palavra era formada, o diadema deslizava para a borda direita do peitoral, onde atingia um pequeno sino para indicar que a palavra estava completa. Quando as palavras eram colocadas de modo a formar uma frase completa, o diadema deslizava tanto para a direita como para a esquerda do peitoral, batendo nos sinos em ambos os lados em sucessão. Esse duplo sinal indicava a conclusão de uma frase. Dessa forma eliminava-se toda a possibilidade de erro, uma vez que nenhuma palavra poderia ser movida para o lugar precedente, e nenhuma frase anterior poderia ser movida para a seguinte.

"Na medida em que esse método excluía qualquer equívoco da resposta de Deus, o diadema e os sinos eram conhecidos colectivamente como os "lotes sagrados," símbolos de veracidade e de clareza. Nos textos hebraicos são chamados de "Urim e Thummim," palavras que também significam Verdade e Clareza. Nos dias dos reis de Israel, a "couraça do juízo" era frequentemente usada quando as pessoas "inquiriam a Deus," e os sacerdotes actuavam como médiuns. David, em particular, apelou desse modo a Deus em quase todas as questões importantes através do sacerdote Abiatar, fazendo uso do "peitoral," e por meio dele recebeu a resposta de Deus.

"4. O mais importante dos meios para comunicar a verdade são os “médiuns de transe” assim que eles são treinados para ser médiuns de transe profundo.' É referido que um médium está em "transe profundo" quando seu próprio espírito tiver deixado completamente o seu corpo. Nesse estado, o médium fica como um cadáver, e a única diferença está em que o seu espírito, que deixou o corpo, ainda se encontra ligado ao corpo por uma banda de od, enquanto num cadáver a conexão dessa banda de od se encontra em falta. Através desta faixa de od o corpo do médium recebe força vital suficiente do espírito fora do corpo para manter os seus órgãos em funcionamento. É ao longo dessa faixa de od que o espírito do médium também volta ao seu corpo. No lugar do espírito que se encontra fora do corpo, outro espírito entra no corpo do médium de transe e comunica a sua mensagem usando os órgãos de expressão do médium. Ao fazê-lo, faz uso das energias ódicas que permanecem no corpo do médium após o seu espírito o ter deixado. Naturalmente, um médium de transe profundo não tem conhecimento de nada do que o espírito exterior tenha dito. Quando o espírito do médium volta a entrar no corpo, a consciência retorna e ele sente-se como se tivesse dormido. Daí vocês falarem no 'sono mediúnico' dos médiuns de transe profundo.

"É da maior importância que aqueles a quem o espírito exterior se dirigir através de um médium saibam que tipo de espírito tenha tomado posse do corpo do médium - se é um espírito elevado ou inferior, bom ou mau. Por essa razão eu aconselho a todos a testarem os espíritos, a fim de saberem se eles são verdadeiramente enviados por Deus, ou se são maus. Isso pode ser conseguido fazendo com que jurem em nome de Deus acerca da sua identidade e acerca da sua proveniência. Um bom espírito fará esse juramento, ao passo que um maligno não o fará. Se estiverem a lidar com um bom espírito, ele irá informá-los, admoestá-los, instruí-los e aconselhá-los para vosso bem. Se, porém, o espírito for mau, expulsem-no de imediato, mas primeiro admoestem-no a voltar-se para Deus e a orar a Ele.

"Se os espíritos inferiores entrarem num médium de transe, de tipo que se encontre em severo sofrimento, mas forem de boa vontade, é vosso dever instruí-los sobre a condição em que se encontram, dirigi-los para Deus e orar junto com eles. Dessa forma vocês irão usar de uma grande amabilidade para muitas dessas " pobres almas," como vocês lhes chamam, e eles ficar-lhes-ão gratos por isso para sempre.

"O dever de testar os espíritos foi enfatizado pelos Apóstolos quando eles pregaram aos primeiros cristãos. Toda a comunidade cristã foi cuidadosamente instruída sobre essa matéria; igualmente bem informados nesse domínio estava o povo do Antigo Testamento.
"5. 'Médiuns de aporte' são geralmente igualmente médiuns de transe profundo cujas forças ódicas são usadas pelo mundo espiritual para transferir objetos materiais para espaços fechados a partir do exterior, ou de dentro desses espaços para fora. O estado de transe profundo é necessário na maioria dos casos, uma vez que os espíritos exigem todas as forças físicas do médium, a fim de tornar esses "aportes" possíveis, uma vez que os objectos precisam ser dissolvidos num só lugar, e condensados de novo na substância no outro. Existem, é verdade, médiuns que são capazes de liberar od suficiente para efectuar 'aportes' sem precisarem entrar num 'transe profundo,' especialmente se vários médiuns poderosos forem usados em simultâneo como fontes de od.

"Embora vocês não possam fisicamente perceber o calor extremamente elevado que é desenvolvido pelas correntes ódicas para o propósito de desmaterializar a matéria, vocês podem sentir parte do calor que permanece após os objectos terem sido condensados de novo. Um exemplo poderá deixar-te isso claro: Existem os chamados espectros, que ocasionalmente "atiram" pedras, areia e coisas similares da rua para os compartimentos fechados de um compartimento. Eles só conseguem fazer isso quando tiverem suficiente força para produzir correntes quentes de alta tensão. Com elas dissolvem os objectos e transportam o dissolvido para os compartimentos, onde os voltam a condensar em matéria sólida, que passa a poder ser sentida como quente ao toque, porque, embora tenha sido condensada uma outra vez por correntes de energia frias, retêm parte do enorme calor usado na sua dissolução, assim como o aço brilhante, ao ser arrefecido em água, permanece quente durante um tempo considerável.

"Às vezes, o corpo do médium é transportado de um lugar para outro, ocasionalmente a uma enorme distância. Isso também é feito por desmaterialização do corpo do médium num ponto e uma nova materialização em substância no outro.
"Quando, conforme relatado no Velho Testamento, o profeta Habacuque, juntamente com a comida que levava consigo, precisou ser transportado por um anjo do Senhor a Daniel na cova dos leões, o anjo não carregou Habacuque pelo ar como as pessoas parecem acreditar, mas desmaterializou-o e tudo o que ele carregava consigo e voltou a materializá-lo na cova do leão.

"O mesmo aconteceu no caso de Filipe, conforme relatado nos Actos dos Apóstolos:
Quando ele ilumino e baptizou o tesoureiro da Rainha Candace de Etiópia, "o Espírito do Senhor levou Filipe para Azoto." O espírito desmaterializou o corpo de Filipe, fazendo-o desaparecer repentinamente diante do tesoureiro, e voltou a materializá-lo na cidade de Azoto. (Atos 8:39-40)

"Tais acontecimentos estão além da compreensão dos seres humanos por eles não poderem ver as forças em acção. O facto da matéria e mesmo dos corpos de pessoas vivas poderem ser desmaterializados num lugar e serem materializados de novo não mais pode ser negado, uma vez que casos bem autenticados desse fenómeno serem numerosos demais para admitirem tal negação. As leis naturais de acordo com as quais essas coisas se deverão ficar amplamente claras depois da explicação que te dei.

"6. No caso de médiuns de materialização,' toda a força física ódica do médium é usada para permitir que um ou mais espíritos se façam visíveis aos olhos humanos. Uma vez que todo o od do médium é necessário, o espírito do médium precisa ser afastado do seu corpo. Dependendo da quantidade de od disponível, o espírito externo usa-o para envolver, quer toda a configuração, isto é, todo o seu corpo e todos os seus membros, ou apenas certas partes, como por exemplo, os olhos, o rosto ou as mãos. Se a materialização for completa o suficiente para permitir que o espírito materializado pareça um ser terreno, o od do médium só não será suficiente, e a matéria precisará ser retirada do seu corpo e usada no estado ódico para a materialização do espírito.

"Em tais ocasiões, um médium perde tanto peso corporal quanto o od e a matéria que tiver cedido ao espírito externo. Os vossos cientistas determinaram essa perda de peso por meio de escalas automáticas, nas quais tenham colocado o médium no início da investigação. São conhecidos casos em que um médium de materialização perdeu tanto quanto 36 quilos no espaço de alguns minutos. Entretanto, a matéria e o od ligados ao médium por meio da banda acima mencionada fluem de volta para o corpo do médium quando o espírito é desmaterializado de novo. É por isso que vocês vêem a materialização sempre ocorrer perto da médium. Muitas vezes vocês podem notar, também, que os movimentos de um espírito sejam acompanhados por movimentos similares por parte do médium, por a conexão existente entre o médium e o espírito materializado ser uma conexão muito estreita.

1. Se as suas mãos e braços tiverem sido presos aos de alguém mais por meio de cordas firmemente atadas, e vocês gesticularem com os vossos próprios membros, vocês fariam com que a outra pessoa fizesse gestos semelhantes com os seus. O espírito materializado e o médium estão ligados de maneira análoga pelas bandas ódicas espirituais.

"Essa conexão íntima entre o médium e o espírito materializado explica outro fenômeno que os vossos cientistas também acham incompreensível, nomeadamente, os diferentes odores frequentemente difundidos pelos médiuns durante a materialização. Às vezes, esses odores são agradáveis, outras vezes são um fedor ou o odor desprendido por um cadáver em decomposição. Esses odores dependem da natureza dos espíritos materializados por meio do od. Quando eu te falei acerca do od, expliquei que ele assume um odor em conformidade com as qualidades do espírito que envolve. O od tomado de um médium e usado por um espírito para a sua materialização, pois, assume um odor correspondente à natureza desse espírito, e uma vez que o material do espírito permanece intimamente ligado ao médium, o perfume ódico do espírito também é transmitido ao médium. Isso dá a impressão de que o próprio aroma seja a causa do odor agradável ou desagradável, enquanto que os odores na verdade procedem dos espíritos que se materializam com o od do médium.

"7. Existe ainda um outro tipo de médium; esses médiuns não são bons para a humanidade, por eles são usados principalmente por espíritos malignos. Eles são os chamados 'médiuns físicos'. Os espíritos usam o poder ódico desses médiuns para mover objectos que se encontram por perto do médium. Mesas, cadeiras, utensílios de todos os tipos são elevados e flutuam de um lugar para outro; os instrumentos começam a tocar; uma trombeta é elevada no ar e ressoa; um tambor próximo soa batidas; sinos passam a voar através do aposento e da área, e ocorrem inúmeras coisas semelhantes.
           
“Escusado será dizer que os bons espíritos não se comportam desta forma, por não ser tarefa do bom mundo espiritual produzir fenômenos apenas para satisfazer a obsessão do homem com experiências extraordinárias. Lembra-te, isto é verdadeiro em algumas manifestações que ocorrem igualmente com outros médiuns, mas não ocorre tão frequentemente com eles como com os "médiuns físicos."

"Tu perguntas a que propósito os espíritos baixos apresentam tal "carnaval" em sessões "sessões espíritas" modernas, ou porque realmente eles estão autorizados a fazê-lo. A isso posso só responder dizendo que os espíritos inferiores gozam do mesmo livre arbítrio que as pessoas perversas. Assim como estes últimos são deixados livres para agir como quiserem, nenhumas restrições são impostas às liberdades dos primeiros, pelo menos até certo ponto. É verdade que eles não gozam de total liberdade, porque se gozassem causariam à humanidade ainda mais mal do que causam. Por o objectivo do homem ser alcançar Deus, e, em face desse objetivo, Deus estabeleceu limites às actividades dos malfeitores. Mas até mesmo o "carnaval" do mal, como tu o chamaste, Que ocorre nas reuniões espíritas de hoje frequentemente tem um bom efeito apesar de tudo. Hoje, quando há tantas pessoas que não acreditam em Deus, no Além, no mundo espiritual e na sobrevivência após a morte, traz-lhes algum bem testemunhar tais coisas, nem que seja por os levar a pensar nessas questões, a sentir-se inseguros na sua descrença e começar a procurar a verdade.

"Esta afirmação aplica-se a tudo o que acontece nas reuniões espíritas de hoje, desde a levitação e batidas na mesa aos fenômenos físicos e à materialização do espírito. Mesmo que, para a maioria das pessoas o interesse que sente por essas coisas brote apenas de um desejo de experimentar algo sensacional, muitas vezes acontece que eles mantêm a impressão de que as forças sobrenaturais devam existir. Mesmo que esse resultado deixe muito a desejar, é pelo menos melhor do que se esses indivíduos nunca tivessem sido recordados sobre Além.

"Aquilo de que a humanidade precisa, e precisa de verdade, é duma explicação completa da natureza da comunicação espiritual e da maneira pela qual a comunicação pode ser estabelecida com o bom mundo do espírito. Essa deve ser a missão da tua vida, e por essa razão estás a receber todos estes ensinamentos. Eles não se destinam a ti sozinho, mas aos teus semelhantes também. Eles são teus irmãos e irmãs, e é teu dever ensinar-lhes estes factos. Quando as pessoas foram ensinadas a procurar a comunicação com o bom mundo espiritual, cada encontro espiritualista se tornará um serviço inspirador divino.

"8. Os vossos eruditos incluem entre os médiuns aqueles indivíduos que gozam dos dons de 'clarividência' e 'clariaudiência'. Isso não está correcto. É verdade que os clarividentes, clariaudientes e os clarissencientes gozam de poderes mediúnicos, mas eles não são verdadeiros médiuns. No caso deles, é o seu próprio espírito que se encontra ativo, que vê e que ouve, enquanto no caso dos médiuns reais, é um espírito exterior que age enquanto o espírito do médium é temporariamente livre.

"Embora os dons da" clarividência "e da" clariaudiência" permitam que o espírito de um ser humano veja e ouça os espíritos ao seu redor, o clarividente não é um instrumento desses espíritos e, portanto, não é um 'médium.' O espírito de uma pessoa dotada de clarividência, clariaudiência e dos poderes sobrenaturais de cheirar, provar e sentir devem isso exclusivamente ao facto de se poderem desprender do corpo em maior ou menor grau. Um espírito assim separado e parcialmente afastado do corpo torna-se independente dos sentidos físicos do corpo e assume as faculdades e propriedades de um espírito desencarnado, e vê, ouve ou sente à maneira dos espíritos do Além, de acordo com o grau em que se afasta do seu corpo e de acordo com a pureza do od que envolva o espírito. Essa pureza do od é de particular importância para os "clarividentes," por não se poder ver claramente através de um vidro impuro.

"Da mesma forma, os poderes espirituais dos Espíritos do Além variam muito de acordo com a composição do seu corpo ódico. Alguns desses espíritos podem ver, ouvir e sentir coisas que outros espíritos são incapazes de detectar. O mesmo se aplica aos seres humanos dotados de Clarividência, clariaudiência e clarissenciência. Também possuem essas faculdades de acordo com inúmeros ​​graus de agudeza, desde as mais rudimentares às mais refinadas. Alguns simplesmente sentem a proximidade dos espíritos que os rodeiam e sentem vagamente a impressão em si mesmos, mas não vêem nem ouvem esses espíritos. Outros são capazes de ver os espíritos, mas não ouvi-los. Ainda outros são capazes de os ver claramente, ouvir suas palavras e podem distinguir os diferentes espíritos segundo a sua natureza.

"Os muitos erros cometidos pelos vossos clarividentes nas declarações que fazem são devidos ao facto de que com a maioria deles a faculdade acha-se presente num estado muito imperfeito.

"Encontrarás muitas referências à clarividência tanto no Velho como no Novo Testamento. Do patriarca Jacó, é-nos dito: 'Ao seguir o seu caminho Jacó encontrou “anjos de Deus.” Ao vê-los, Jacob disse: “Este é o exército de Deus” (Gênesis 32:2-3)

"Durante o reinado do rei Davi, quando o anjo do Senhor feriu o povo de Israel com a peste como castigo, David realmente viu o anjo. "O anjo do Senhor, porém, acabara de chegar à eira Araúna do Jebuseu. Quando Davi viu o anjo que causara a mortandade entre o povo, gritou ao Senhor em oração: "Eis que tenho pecado e sido mau, mas estas ovelhas, que foi que elas fizeram?” (II Samuel 24:16-17)

"O profeta Eliseu tinha o dom da clarividência. É com respeito a ele que no Livro dos Reis diz que de forma clarividente ele vira o seu servo Geazi (Gedalias) seguir o capitão Naamã que fora curado e achacar os presentes com respeito a Eliseu com base em falsos pretextos. Quando Geazi escondeu esses presentes na casa destinada a seu próprio uso e se colocou diante do seu senhor, Eliseu perguntou-lhe: "Onde foste Geazi? Ele respondeu: "Não fui a parte nenhuma." Então Eliseu disse-lhe: "Eu não estava contigo em espírito, quando alguém se voltou para ti do seu carro? Será é um tempo para receber dinheiro e vestuário e para adquirir vinhas e pequenos animais e gado, e criadas e criados junto com isso? (II Reis 5:25-26)

"Eliseu também previu o destino que Hazael iria trazer através da clarividência, conforme está registado no mesmo livro da Bíblia: "Eliseu ficou com o olhar fixo no espaço, horrorizado, e a seguir irrompeu em lágrimas. Quando Hazael lhe perguntou: "Por que chora o meu senhor?" ele respondeu: "Porque eu sei que os desastres que irás infligir sobre os Israelitas. Irás incendiar as suas cidades fortificadas, matar os seus jovens à espada, e retalhar os seus filhos em pedaços e cortar os corpos das suas mulheres grávidas! O Senhor Deus me deixou ver-te reinando como rei sobre a Síria.“ (II Reis 8:12-13)

(continua)
Tradução: Amadeu António



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