segunda-feira, 17 de abril de 2017

CONVERSAS SOLTAS






Irene: Tem andado de um lado para o outro, foi ao Havai e andou por aí e ele tem estado a observar algumas das experiências que fez.
(Yada faz comentários acerca dos Kahunas e dos comentários de grupo de forma entusiástica)
Irene: Você ensina a Luz, não é nenhum mago negro. Diga-me Yada, tem-se divertido tanto quanto nós?
Nós obtemos da vida aquilo que nela depositarmos. Se fomentarmos as forças negras, obteremos forças negras. Na vida, aquilo que fazemos é como na Austrália – o pau que eles arremessam – o boomerang. Ele sempre regressa. Mesmo que atinja o alvo, ainda precisarão ir apanhá-lo, mas tudo quanto podem esperar é que tenha atingido a pessoa certa!~
Meus amigos, esta noite vou falar um pouco sobre as diversas condições da vida com que se deparam após a passagem do mundo físico. Muita coisa é referido com respeito a isso. Há inúmeros indivíduos que escreveram e que falaram sobre a vida além do mundo físico, mas eu gostaria de dizer o seguinte: é um mundo muito pessoal. Não se assemelha tanto ao mundo que aqui têm, em que, quando nascem têm algo preparado para vós. Levam-no convosco daqui para lá, mas tudo quanto podem fazer é esperar que lá lhes seja útil.
Muita, muita gente morre mortes violentas e em estados desafortunados, e no que vocês chamam de tragédias. E por tais tragédias terem feito tanta impressão nas mentes, mantêm-se próximo aos locais em que as tragédias ocorreram. Quase nunca essa gente tem consciência do tempo e da passagem do tempo. É por isso que casas, locais, e até mesmo pessoas são assombradas por seres que passaram há anos e anos. Esses seres que partiram, não têm qualquer reconhecimento do tempo. Repetem uma e outra vez a coisa que os conduziu á tragédia, e de seguida a própria tragédia que os liquidou.
Mas depois há aqueles que não passaram por tragédias dessas, e que não marcaram do mesmo modo a sua consciência, e que se deparam com uma enorme dose de liberdade do mundo físico. Muitas delas permanecem ao redor dos locais onde terão tido várias experiências, mas acham-se conscientes. Permanecem ao redor com um objectivo, que na maior parte dos casos é o de ajudar aqueles que amaram e que deixaram para trás. Por vezes há quem venha a nós, mas essa gente do outro lado é completamente estranha para aquele a quem vem. Mas esse irradia uma luz por intermédio de certas práticas metafísicas, e por regra essa gente sabe que essa pessoa é um auxiliar. E consegue muita assistência da sua parte no sentido de entrar no caminho certo para uma vida útil de novo.
Muita gente morre num estado de confusão, em especial caso o façam numa morte violenta, e não sabem onde se encontram nem que fizeram a travessia, e continuam a tentar fazer o trabalho que faziam enquanto se encontravam na estrutura física. Essa gente tem que ser conduzida por aqueles que se encontram capacitados para fazer essas coisas, e para os esclarecer quanto à condição em que se encontram. Muita gente que passa em assassinatos, num assassinato violento, desperta num estado de violência, horrorizados e a gritar. E frequentemente, o corpo psíquico apresenta todas as marcas que tenham sido feitas no corpo físico por altura do assassinato.
Creio que se pudessem ensinar que o ser humano é composto por mente, e que é consciência, e que essa consciência, esse aspecto mental representa um gravador. Ele regista tudo. Também regista as reacções que têm para com tudo, as atitudes que movem em relação a tudo. Creio que se nos ensinassem isso, assim como se nos ensinassem a manter-nos emocionalmente desapegados das nossas experiências, creio que muitos de nós não seriam assombrados. Não que tenhamos a intenção de o ser, mas é que nem sequer sabemos que estamos a sê-lo.
Muitas vezes as pessoas morrem me meio ao ódio, a um enorme ódio, e o ódio mantêm-nas atadas ao local em que se encontra a pessoa que odiaram.
Pergunta: Não existirão guias ou auxiliares para essa gente? Estarão incapazes de os ver?
Existem. Não, existem muitos guias, auxiliares, assistentes, mas creio que o entenderão assim que eu o disser, que nenhum de nós, até que nos encontremos preparados para aceitar os pensamentos que nos são transmitidos pelos outros, o aceitará.
Audiência: Por outras palavras, poderão pensar que estejamos a brincar.
Exactamente. Mais do que brincar, ficam ressentidos. Não acreditam por completo no que lhes é dito. Como muitos que aqui adoptam a mesma atitude, quando lhes é dito que sobreviverão, que o seu verdadeiro eu sobreviverá à morte da sua estrutura física, ficam ressentidos com isso.
Audiência: Mais uma coisa, disse-nos muita vez que nós somos consciência, e que tudo é mente. Nós ouvimos afirmá-lo e dizemos que entendemos, mas não conseguimos imaginar isso na mente.
É muito, muito difícil. Creio que pelo menos consigam um breve quadro se o disser assim, como neste momento, querem ir para casa no Texas. É em Galveston, não?
Audiência: É, sim.
Pois, eu estive no seu lar. Senti-me muito honrado por me encontrar lá.
Audiência: Obrigado, Yada. Tivemos a honra de o receber.
Bom, tudo quanto tem que fazer é fechar os olhos exactamente onde está, e de imediato pode ver o interior da sua moradia, o exterior, onde quiser projectar a sua mente, não é assim?
Audiência: Exacto.
Bom, esse é um dos modos por que poderá obter um quadro de como virá a existir no estado posterior à morte. Mas essa é a condição que obterá assim que passar pelos planos inferiores, o que é chamado planos do baixo astral. Porque nos planos do astral inferior, tende a recriar o corpo que teve no mundo físico, de modo que isso actua conforme vocês Americanos chamam “uma chatice.”
Audiência: Retém-nos.
Sim, creio que essa uma óptima expressão “uma chatice.” As expressões coloquiais são muito, muito boas. É verdade, retém-nos. Depois virá um tempo em que perderão esse corpo astral. Não o deixarão por aí a flutuar no espaço. Na Teosofia há uma doutrina que diz que quando morremos, vamos para o mundo astral por um tempo e de seguida morremos, e de seguida a centelha de vida faz uma viagem rápida para o que é chamado Nirvana, e deixamos o cadáver a flutuar no espaço. Bom, a natureza não é assim tão descuidada, não é assim tão carente no pensar. A natureza, a grande mente criativa, sabe o que faz a cada pequeno passo da vida. Não deixará corpo nenhum a flutuar por aí pelo espaço com que os médiuns ignorantes contactem.
Aquilo que parece ser um corpo, é a pessoa que se acha perdida numa maneira de pensar. Assemelha-se aqui ao gravador; tudo quanto consegue dizer é o que foi gravado nele. As suas experiências repetem-se e repetem-se nos mesmos moldes uma e outra vez. Agora; muitos desses zombies do mundo astral aparecem nos salões de sessões, e de cada vez que os frequentarem poderão constatar isso, e deverão ir com frequência para procederem ao experimento apropriado. Façam-lhes perguntas e verão que repetem e repetem a mesma coisa que lhes tiverem dito antes. Isso são zombies do plano astral, que aparecem com frequência nos salões de sessões, mas de forma nenhuma constantemente; há alguns que se encontram muito vivos e muito despertos e muito conscientes.
Sentem-se frequentemente frustrados e detidos pela ignorância do médium e das pessoas presentes. São muito limitados pelos pensamentos daqueles que estiverem presentes, contudo possuem a sua própria consciência, e operam por meio dessa consciência. Esse corpo astral, durante o período de partida da centelha de vida, deteriora-se. Vai-se deteriorando, atravessa esse processo enquanto a centelha de vida se prepara para o deixar. Por fim, quando o corpo astral completa a sua deterioração, e evaporação, poderão dizer, a centelha de vida acha-se livre e nada resta que a atraia mais, ou que seja atraído aos sensitivos no mundo físico.
Agora, no estudo de alguém que busca tornar-se médium, ou sensitivo, creio que seja sensato que primeiro faça um curso prolongado em psicologia humana, por sabermos que os seres humanos são um bando muito estranho. Nós não nos conhecemos uns aos outros principalmente por não nos conhecermos a nós mesmos. Quem conhecerá os meus estímulos, as minhas carências, os meus profundos desejos? Muitas vezes nem eu mesmo. Não, até que uma situação surja que despolete essa coisa inconsciente em mim que me põe em acção, que nem eu sabia que se encontrava ali. Assim, como poderá mais alguém saber da sua existência? Em face disso, cairiam muito facilmente na crença pelo séquito espiritualista de que e tudo um processo muito simples, que quando vocês morrem, podem comunicar através de um médium em qualquer desses salões de sessões sempre que quiserem. Isso é errado. Não podem. Se assim fosse, os salões de sessões estariam cheios de espectros e vocês não teriam espaço para respirar.
Sim, espectros, por ser isso que eles são. Ocasionalmente, um ser inteligente comparece a uma sessão, mas vem com um objectivo muito definido, e não com conversa fiada. Não, eles têm um objectivo, tem um plano; sabem o que estão a fazer. A maioria desses seres que comparece nos salões de sessões não têm a menos ideia de onde se encontram nem do que estão a fazer., de modo que inventam histórias por intermédio da ajuda da mente do médium.
Audiência: Como poderemos constatar a diferença?
Precisam ser sagazes! RISO É por isso que afirmo que seja bom que tirem um curso prolongado em psicologia. Aí poderão constatar realmente a verdadeira diferença.
Audiência: Eles estão sempre a falar... dizem que vem fulano e beltrano. Como poderemos apurar o nível de consciência de que vêm?
A única forma porque poderão é pelo que eles afirmam. Agora, se tiverem um bom conhecimento em psicologia, tudo quanto têm que fazer, não precisarão fazer qualquer esforço para expor o médium. Tudo quanto têm que fazer é sentar e escutar, e dentro de pouco tempo conhecerão a profundidade da consciência do meio que comunica. Vocês conhecê-la-ão. E se a compreenderem e perceberem que se situa num nível baixo, vocês simplesmente afastar-se-ão por saberem que nada terão a ganhar ali.
Audiência: Eles procurarão um médium do seu próprio nível?
Claro, que mais?
Audiência: Está a referir-se ao médium de transe, neste caso?
Estou. Entendam, neste transe profundo como aquele em que este homem aqui se encontra, a menos que o resguardem, ele permanece completamente exposto. Todos os médiuns de transe permanecem completamente expostos para qualquer do pó astral que sopre.
Audiência: A menos que usemos de um guarda-chuva.
(A rir) É bem verdade. O que a maioria dos médiuns precisam não é tanto de um guarda-chuva, mas de uma porta anti mosquito na sua mente aberta. Sim, manter o pó astral de fora. Sempre que forem a tais locais, ou sempre que pessoalmente fizerem um trabalho experimental no que são chamadas coias psíquicas, interroguem-se: Que propósito têm? De que estão verdadeiramente à procura? Estarão simplesmente atrás de diversão, ou desejarão a verdade com respeito à vida? É como quando vão estudar as plantas (Biologia). Farão esse estudo por diversão ou realmente quererão saber o que torna a rosa tão bela? Como vocês Americanos diriam: “Como pode? Porquê? O que tornará alguma coisa bela? Qual será a natureza das coisas, independentemente da beleza? O que será a familiaridade? O que será a fealdade? Qual será a estrutura celular da planta? Como é que a planta funciona? Aparte da magia, como é que a bolota, essa pequena semente, como é que brota tanto material dessa pequena semente? Vocês não o conseguem colocar lá. Que coisa espantosa, que coisa formidável, que fenómeno fascinante.
Os que procuram fenómenos, em especial os que estejam pela primeira vez em busca das coisas metafísicas ou ocultas – fenómenos? Já o disse antes e digo-o uma vez mais, olhem-se no espelho. Querem sentir-se fascinados? Querem ficar encantados? Querem ficar pasmados? Olhem-se ao espelho. Não precisam ir aos salões de sessões. Olhem-se nos olhos, mesmo nos olhos. Que máquina! Que instrumento! Ela transmite ao observador, que se situa dentro da cabeça, ao ser mental, ao operador, um quadro. De quê? Como? De energia eléctrica. Espantoso! Fascinante para além de toda a definição! Como? Como é que acontece? Um quadro. Olham-se nos olhos e dizem: “Eu estou a ver.” Cor, forma. Só que poucos de nós chegam a fazer ideia da mecânica, da maravilhosa mecânica da visão.
COR: Sabem, não existe cor alguma, não por si só. A cor é feita no cérebro. Existem pequenos cones, por vezes chamados cones da cor, terminais nervosos sensíveis que captam certas vibrações e que rejeitam outras. Que pensador! Que engenheiro! Que inventor! Que mente! Pensem nisso. A vida no além é fascinante?
Audiência: A própria vida.
A própria vida. É fascinante para além de toda a descrição, cada pedaço dela, cada parte. Ninguém deveria alguma vez sentir-se aborrecido. Desde o nascimento até à morte existe uma contínua grandeza a ser experimentada. Mas vejam, por termos sido seriamente condicionados e recebido falsos conceitos, literalmente hipnotizados com esses falsos conceitos, não é de admirar que caiamos presa da depressão e de outros estados negativos. Não é de admirar que os nossos hospitais mentais e os hospitais médicos e as vossas prisões estejam cheios. Tudo isso está lotado. A única coisa que possivelmente poderemos fazer é dar início a um sistema rotativo. RISO
No entanto, enquanto o digo a rir, tenho consciência do quão trágico é por não precisar ser assim.
Irene: Por falar de estados de espírito confusos, Yada, numa destas noites tivemos aqui um convidado, e eu gostava de saber se o terá observado. Pensa que se tenha dado uma mudança? Estarão diferentes de quanto entraram? Sentir-se-ão justificados por colocarem esse indivíduo na instituição mental, ou o quê?
Sentem, sim. Sentiram-se justificados e esse homem ainda está carente de algum trabalho mental inteligente em si. É uma posição que não defendo. Não posso fazer nada por ele por causa da posição em que se encontra.
Irene: Compreendo. Pergunto-me se as sugestões que ele deu serão fiáveis.
Digamos que não prejudicarão coisa alguma.
Irene: Bom, era o que eu queria saber.
Em relação à pergunta que fizeste com respeito à extensão da inteligência do médium, relativamente ao ser que comunicou. Vejam este homem, se fazem favor. Ele completou a educação até ao sexto ano do primário. Contudo, nós do Círculo não encontramos quase nenhuma dificuldade em comunicarmos algumas ideias aos académicos do vosso mundo sobre diferentes campos da educação.
MENTE. O que é? Existirá alguma coisa chamada vossa mente e minha mente? Até certo grau, existe. A personalidade é aquilo que é reunido aqui no plano terreno. É assim que chegamos a conhecer-nos uns aos outros, no plano terreno, pela personalidade que apresenta, a qual consiste em experiências e em atitudes que formamos em relação às experiências.
Audiência: Não pensará, Yada, que existem alguns filósofos da vida muito bons que não sabem escrever nem ler? A mente do indivíduo realmente não se detém no fascínio pelos fenómenos físicos mesmo que não tenha sido o que chamamos de “educado.”
Assim é. Vejamos o que chamam de génios. Eu sempre gosto de falar do Mendelssohn, esse grande homem da música. Onde terá ele adquirido aquela capacidade avançada e notável ed tocar música clássica aos quatro anos de idade? Quem o terá ensinado? Bom, podemos dizer de um ponto de vista científico que é chamado de pensamento biológico ou genético, que ele o tenha adquirido a partir dos genes e dos cromossomas da mãe e pai, ou do avô ou da bisavó, até chegarmos a Adão e a Eva! Mas talvez nem tanto assim, entendes, por Adão e Eva não terem sido seres genéticos; eram feitos de barro. Reza na vossa Bíblia Cristã que Deus pegou num bocado de barro e de terra e fez um modelo, uma forma, e que depois lhe incutiu o sopro da vida. Ele nada disse de genes e cromossomas.
Assim, voltando assim tanto, diremos que Meldelssohn adquiriu a sua maravilhosa capacidade de tocar música numa jovem idade. Mas aí iremos precisar explicar como. O que é que os genes e os cromossomas fazem? Em biologia eles falam de cruzamento de genes e de cromossomas. Descobrimos que essas coisas, os genes, se assemelham um tanto a missangas amarradas nos cromossomas que se assemelham a linhas ou fios. Bom, isso são tudo compostos químicos e, em si mesmos, genéticos ou celulares, digamos. Poderão vocês sentir-se satisfeitos ao pensar nessas coisas, sentir-se satisfeitos com o génio dessa gente? Não só no Mendelssohn mas nos grandes artistas e escritores e dos outros grandes indivíduos criativos?
Audiência: Parece-me a mim que muita vez não que esses génios tenham adquirido o talento a partir dos genes e dos cromossomas dos antepassados, mas que seja algo que tenham cultivado em experiências anteriores e que tenham trazido consigo de volta.
Bom, tudo bem, eu vou alinhar com isso. Mas irão deixar a coisa nesse pé? Como foi que isso aconteceu? Como é que trazem isso? Terá vindo do nada? Como terá aqui chegado? Entendem, o vosso mundo físico é dimensional, o que difere bastante do mundo de que virão assim como do mundo para onde irão, após terem deixado este mundo.
Pergunta: Yada, pergunta como iremos deixar nesse pé. Ao experimentar alguma coisa a mente retém essa experiência e pode não a usar durante várias vidas seguintes. Não será isso verdade? Mas ainda a retém. E quando descobre que tem vontade de tocar música de novo, cria um corpo e toca música.
Tudo bem, mas isso não satisfaz.
Audiência: Estou de acordo.
Meu respeitável amigo, você, que trabalho exerce?
Eu estou na área da germinação.
Tenho a sensação de que sabe algo sobre química, também.
Audiência: Não desde o liceu e a faculdade. Muito pouco. Tenho pensado na química e tenho esta informação de não saber o que fazer com isso. Eu vi na TV, uma demonstração de química, e de repente fez-se-me luz a explicação que o professor dera de que todos os químicos que eram conduzidos por electricidade eram as coisas que eram boas para nós, e que os químicos que não eram conduzidos pela electricidade não eram bons para nós, tal como o caso do sal, que é bom para nós por ser conduzido por electricidade. O açúcar branco é um não condutor de electricidade. Bom, é uma informação linda, mas que iria eu fazer com isso?
Usem o sal e deixem de usar o açúcar. RISO É uma piada. Yada ri.
Audiência: Uma boa piada.
É claro. Mas haverão de descobrir que todos os vossos alimentos vitais, o próprio termo “vital” significa energia, vida, e vida significa energia. Basicamente isso é tudo quanto existe, algo chamado energia. Temos que ser cuidadosos, entendem? Não podemos dizer que seja energia por energia não passar de uma palavra; mas podemos dizer algo chamado energia. Isso é a essência do mundo físico.
Bom, o que eu queria dizer era que, genes e cromossomas, sendo substâncias químicas dotadas de sensibilidade eléctrica, a entidade que entra transmite por meio de uma alteração eléctrica os seus padrões de memória do que fez antes a essas substâncias químicas. Nós somos aquilo que os nossos genes e cromossomas são, entendem? Por isso, os Biólogos afinal de contas têm razão, não? Só falham em explicar como isso é conseguido, É tudo. Impulsos eléctricos. Bom, se algum de vós me quiser contestar, podemos falar mais sobre isso.
Audiência: Nós não temos tanto conhecimento sobre isso quanto você.
Muito obrigado, mas como é que sabem que sei muito sobre isso?
Audiência: Soa lógico.
Tudo bem, soa lógico, mas não se deixem ficar por aí. Procurem noutro lugar a ver se sou verídico.
Pergunta: Que fará com que o impulso eléctrico traga de volta a recordação? Porque vem ele a uma pessoa particular não a outra?
É um padrão de memória, o que fui, aquilo que fiz, aquilo com que sonhei antes.
Pergunta: Eu sei, mas porque deverá isso actuar padrões de memória quando outras pessoas não actuam padrões de memória?
Actuam sim, só que de maneira diferente. Também ocorre uma actividade entre os genes e cromossomas, que responde pela criação de um trapaceiro, um bandido, um assassino. É por isso que não irão impedir que cometam assassínios se isso se encontrar na sua composição físico-mental. Não os irão deter. Colocam-nos na prisão e em breve eles saem e cometem um novo assassinato e vocês pensam que por meio de um tratamento psiquiátrico irão deter isso. Mas vocês não sabem o suficiente acerca da personalidade interior do ser humano para lhe ministrarem um tratamento psiquiátrico adequado, de modo a contornarem a recorrência da matança
Pergunta: A regressão hipnótica adiantará alguma coisa?
Depende. Na prática da hipnose, se for alguém que saiba o que está a fazer e compreender a mecânica do corpo físico e da acção química da mente, sim, poderia servir como um bem, porque aí o hipnotizador saberia como manipular a consciência da pessoa de modo a evocar nela as imagens apropriadas que leve a pessoa a viver de novo aquela vida inteligente que tenha vivido anteriormente. Agora, se tiver sido um trapaceiro no passado, isso não quer dizer que tenha que o ser de novo. De jeito nenhum. Somente se ele não receber a educação adequada quando aqui chega e se depara com um ambiente que lhe distorça demasiado os esforços que empreenda é que será provável que ele venha a tornar-se num trapaceiro.
Pergunta: Existirão mais trapaceiros do que indivíduos correctos?
Existem. E porque será? Por o homem ter medo. O medo é o que nos torna negativos nos nossos afazeres. Esse é o ponto básico para os afazeres negativos do homem – o medo. Contestará alguma coisa disto, senhor?
Audiência: Eu tenho uma pergunta pessoal. Eu utilizei um oscilador no Mark ontem como parte de uma exposição experimental. Terá ele notado essa máquina?
Notou.
Audiência. Ela terá algum mérito nisso? Será um mecanismo de cura pela fé ou realmente recarregará as células do corpo?
Perdoe-me se pareço, não quero dizer ofensivo mas, que quer que eu diga?
Audiência. Ah, não me quer desfazer o sonho.
Não. Para alguns, poderia parecer operar maravilhas.
Audiência: Será cura pela fé?
É.
Audiência: É cura pela fé. Em que estado tenho a mente? Em que param as minhas crenças? Como se encontrarão elas centradas? Peguemos neste homem, o que dá início à situação em que se encontra. Já afirmamos no passado que ele é diabético. Agora, algum dos senhores aqui presentes me responderá, por favor. Conhecerão alguém que contraia a diabetes, que seja calmo e pouco emotivo com respeito às coisas? Eu não conheço nenhum, mas talvez vocês conheçam. A diabetes é uma das mais notórias doenças emocionais, ou como vocês dizem, psicossomáticas; isso, e aquilo a que vocês chamam de artrite, as coisas do foro da neurite. Neurite é a inflamação dos nervos. Alguém que seja desapegado, pouco emotivo, contrairá neurite? Não. Vocês poderão dizer-me que certos indivíduos nascem com isso. É o mesmo. Poderão dizer-me: “Ah, o bebé está a dormir, ele não sabe o que faz.” Erro crasso, erro crasso. O cérebro regista cada ruído, capa pensamento, cada sentimento ao redor, esteja acordado ou adormecido, seja novo ou velho.
Audiência: Muitos pais haveriam de não acreditar nisso.
Com é que hei-de dizer, come si come ça. Há milhares de pessoas que não acreditam em mim, na minha existência. Mas a sua descrença não impede a nossa existência.
Não me provoca qualquer alteração; apenas neles. O que uma pessoa pensar sobre a não existência de outra, ela não pensa em relação à pessoa mas em relação a ela mesma, à sua própria não existência. Por isso, não precisam disputar com ninguém quando os negarem por qualquer forma que seja. Quando negamos o outro negámo-nos a nós próprios. Se esse outro estiver completamente fora de harmonia co o seu meio, isso alcançá-lo-á. Vocês não precisam fazer nada com respeito a isso. As leis naturais da vida encarregar-se-ão disso do mesmo modo que se encarregam de vós e de mim. Se compreenderem isto, então ficarão emocionalmente desprendidos quanto a tudo que ocorra ao vosso redor. Vocês dizer que a vida é assim. Se não o puder alterar, alterá-lo-ei; caso contrário não lhe tocarei. É tudo.
Senhora, está com bom aspecto. Sente-se bem?
Senhora: Sinto.
Isso é muito melhor do que parecer bem, sentir-se bem, porque quando se sentem bem, não sentem nada. Somente quando temos dores é que sentimos alguma coisa, e tomamos consciência do corpo. Muita gente diz que no mundo astral não temos um corpo. Se se sentirem bem aqui também não terão corpo. Não terão consciência dele. No mundo astral podem ter um corpo e não ter consciência dele, por se sentirem bem, equilibrados. Isso constitui o júbilo da boa saúde.
Audiência: Deve ser uma experiência emocional e tanto, para muita gente, sentir-se doente deste lado e chegar ao outro lado e não sentir nada. Durante um tempo deverão sentir-se um tanto esmagados.
Sim, se aceitarem o facto de terem perdido a sua estrutura física e não se sentirem aterrados por isso, nem entrarem em pânico com a sensação que têm, em especial caso tenham tido um corpo enfermo durante muitos anos, no mundo físico, será uma sensação de tremendo júbilo, estase.
Audiência: Alguns deverão pensar estar verdadeiramente no céu!
Exacto. Não é de admirar, eh? No céu deve-se ter paz de espírito. E ter paz de espírito passa por gozar de boa saúde, tanto física quanto mentalmente. Esse é o maior céu, o maior. Os vossos sacerdotes não querem que vocês tenham um inferno somente aqui, mas depois igualmente. Ganham dois infernos pelo preço de um! Ah-ah.
Pergunta: Yada, como explicará que, em especial quando sentimos orgulho, nos sintamos tão bem, quase como se rebentássemos Teremos consciência do corpo nesse caso?
Não tanto, não. Isso é mais uma sensação mental, centra-se mais na mente. O corpo não compreende o que é chamado alegria da forma que sente a dor. Com a dor, a mente fica retida no corpo. Na alegria, a mente solta-se do corpo e fica livre dele. Não se centra no corpo.
Falemos do clímax sexual que poderá ser chamado “Samádi do Pobre.” É nesse instante, nesse formidável momento em que a mente se encontra com a consciência superior, que se sentem livres do corpo. A pressão original que desencadeia o clímax dá-se no físico, mas os verdadeiros resultados dão-se na mente. Na mente. É por isso que quando duas pessoas acasalam de forma apropriada, o seu relacionamento sexual é uma alegria, e o único pecado que o ser humano pode cometer será a de usar a energia sexual em alguém a quem não ame. Esse é o maior pecado que poderá cometer e comete-o nele próprio, por poder trazer problemas de saúde a ele próprio assim como à sua parceira ou parceiro por causa disso. Ele esgotarás as energias dela e as dele e com essa depleção surgirão tremendas irritações.
Vejam bem, meus amigos, quando não conhecemos a verdade sofremos as consequências, reacções negativas causados no corpo e na mente. Precisamos saber disso. A partir das nossas experiências. As experiências porque passamos não nos ensinarão nada? Deviam.
Audiência. Isso, uma vez mais, depende do indivíduo. (É claro!) Voltando ao tema da consciência do corpo há muitas alturas durante o dia em que as pessoas não têm consciência do corpo. Mas a mente opera tão rápido que quando pensam no corpo pensam ter estado conscientes dele o tempo todo.
É claro. É assim. Mas também é instantâneo. Para mim, enquanto opero através deste homem, é como querer tocar a mesa. O pensamento é origem do acto, é dito e feito. Eu toco a mesa antes de a chegar a tocar, ao pensar fazê-lo. Caso contrário jamais poderia ter pensado em tocá-la.
Audiência: Toca-a por um acto de fé?
É claro, é claro, fé. Não há coisa maior.
Audiência: por meio dos processos mentais do pensamento, em que nos encontramos 80% do tempo. Durante um bom bocado ed tempo não temos consciência do corpo.
Exacto. O homem vive cerca de 80% da sua vida mentalmente, com quase nenhuma consciência quer do seu corpo quer do seu ambiente físico. Que maravilha. Quando chega a ter consciência disto, quanto mais livre não chega a ser da tirania da consciência hipnotizada.






(continua)
Mark Probert  3 Janeiro de 1964
Tradução: Amadeu António

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