sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

VOZES XVI





DOUGLAS CONACHER
existe vida após a morte
Este livro, publicado em 1978 é o segundo de dois livros de transcrições compilados a partir de gravações de sessões de voz directa com o médium Leslie Flint, em que a viúva de Douglas Conacher a Sra. Eira Conacher veio a obter conhecimento sobre a vida nos reinos da ascensão da existência humana da parte do marido falecido Douglas. Eira escreveu na Introdução:
"Numa das primeiras sessões de voz directa que tive com o meu marido, ele disse-me que gostaria de se concentrar nesta forma de comunicação, com a ideia de prestar um serviço e de tentar acertar as ideias e a sua mensagem e conhecimento para os dedicar ao maior número possível, por meio do que espero um dia se torne num livro."
A primeira gravação foi feita pela Sra. Eira em 16 de outubro de 1959, um ano após a morte física do seu marido.
Douglas, através da voz directa:  
"Ao produzir este livro, procuro colocar nas mãos de inúmeros ​​leitores um guia para a verdade, como agora sei que representa; que a vida é verdadeiramente eterna e que a morte não passa da porta de entrada para a vida; que só se começa a viver quando se morre; que a morte é o começo de uma realização maior e de uma sabedoria maior.

"Ao mesmo tempo devemos perceber que a existência terrena é essencial. Na verdade, pode-se compará-la a uma sala de aulas na qual devemos aprender lições que são necessárias antes de entrarmos no maior mundo exterior do espírito. Em alguns casos, pode ser necessário retornar à sala de aulas por um breve espaço de tempo para aprender algumas lições que possamos ter falhado anteriormente.

"Talvez a alguns de nós, quando na terra, nos tenham ensinado coisas com toda a sinceridade pelos nossos professores que, no entanto, provaram estar erradas. Eu sinto que poderei ser colocado nessa categoria. Eu tive lições não necessariamente ensinadas por maus professores, mas devo dizer por professores mal informados e, embora não seja uma pessoa preconceituosa, eu cegamente aceitei certas coisas que agora sei que são falsas.

"No entanto, eu percebo muito bem as dificuldades dos que se encontram em lugares cimeiros, particularmente daqueles a quem talvez tenham dado um trabalho a fazer e procurem fazê-lo da melhor maneira possível, e que perpetuam muitas suposições que agora sei que carecem de verdade. Mas isto não é de modo algum uma crítica, pois tudo o que eu digo e tudo o que me esforço por fazer, é feito com amor; o meu único objetivo, o meu único desejo, é servir.

"Voz (profunda, vibrante e com um sotaque francês): Estou tão contente de vir e falar consigo, Sra. Maconacher.

Eu: Quem é que fala, por favor?

Voz: "Maria. Maria. Você sabe, há muita gente que vem até vós deste lado; Além do seu marido, há muitas outras pessoas que estão interessadas em prestar serviço. Eu acho que você vai escrever muito por estar a receber uma grande dose de inspiração do nosso lado. Oui. Você vai fazer mais do que você imagina. O seu marido era um homem muito talentoso, mas ele não teve oportunidade de desenvolver certos aspectos da sua habilidade.

Douglas: "Sabes, desta vez este negócio deixa-me intrigado. Não tenho a menor ideia do tempo. Desde que eu aqui estive, eu achei muito difícil ter certeza sobre o tempo enquanto tal. Na verdade, tenho uma maior consciência do tempo pela tua mente.

"Oh, eu acho maravilhoso poder vir falar contigo assim! Claro que não sei o aspecto que a minha voz tem. Tudo o que sei é que estou aqui e falar contigo através desta "caixa," que de uma forma notável transmite os meus pensamentos através do som. É bastante estranho; concentramos os nossos pensamentos, e a caixa de voz responde automaticamente. Suponho, que de certa forma, seja um pouco como na Terra; pensamos no que desejamos dizer e os nossos órgãos vocais respondem automaticamente, e fazem vibrar a atmosfera criando sons, e as pessoas ouvem os nossos pensamentos sob a forma de som.

"Isso é exatamente o que estou a fazer. Mas num certo sentido este mecanismo é artificial, o que possivelmente irá alterar a voz. Gostaria de me familiarizar mais com esta forma de comunicação para que eu possa fazer melhor. Eu quero ajudá-los.

Eu: Já viste o Rev. W. Stainton Moses ultimamente? (ele tinha sido visto e descrito por médiuns muitas vezes como tendo estado como o meu marido)

Douglas: "Tenho sim, e devo dizer que ele é uma pessoa maravilhosa, e que tem sido uma grande bênção e ajuda para mim. Nós entendemo-nos muito bem os dois. Achas o livro dele interessante?

Eu: "Acho. Ainda estou a lê-lo. O Rev. Maurice Elliot encontra-se agora do teu lado.

Douglas: "Sim, ele está connosco. Tive o prazer de me encontrar aqui com muitas pessoas que eu nunca conheci na Terra - o Rev. Drayton Tomas, por exemplo; E conheci Inge. Lembras-ta do Deão Inge?

Eu: "Eu lembro-me de quanto apreciaste os livros dele.
"Quando venho falar contigo, eu não sou exactamente sólido relativamente ao vosso mundo. É como um meio-termo. Tenho mais consciência dos teus pensamentos do que tenho do teu ser físico. Estou consciente do compartimento em que te sentas, por me ter sintonizado em certa medida com a atmosfera e a condição do lugar. Mas é realmente o aspecto mental que estás a receber, o pensamento que te está a ser transmitido artificialmente, conforme precisa ser; mas claro que tem as suas complicações. Eu vou melhorar assim que obter uma maior confiança e chegar a saber um pouco mais como é conseguido. Hoje sinto-me mais em sintonia, por assim dizer, do que provavelmente já estive antes.

"Eu não gostaria que as pessoas pensassem, como muitos fazem do vosso lado, que depois da morte vocês se tornam de repente muito angelicais; ou, caso vocês não tenham sido assim muito bons na Terra, vocês estejam condenados aos reinos inferiores.

Aqui as pessoas são como são, boas e más e indiferentes. Mas uma vez que a maioria das pessoas é uma combinação de tantas coisas, no início vocês entram numa condição de vida que é generalizada para a média das pessoas.

"Gradualmente, vocês evoluem, assimilam novos conhecimentos, conhecem nova gente que é muitas vezes mais avançada e que os pode ajudar e mostrar-lhes diversos estágios da vida. Vocês entram num novo espírito, por assim dizer.

"A morte é uma aventura tremenda! Significa começar num novo mundo, encontrar velhos amigos, travar novas amizades, obter novas vistas, experiências novas, livrar-se de todas as enfermidades e males do corpo; Poder pela primeira vez ter uma sensação de leveza sem ter de carregar um corpo que muitas vezes se tornara enfermo, doente e difícil.

Eu: "Eu gostei da comparação anterior que fizeste da morte como uma viagem que encetamos.

Douglas: "Sim, num certo sentido é uma viagem - uma viagem de descoberta. Mas muitas pessoas não se preparam para ela pelos pensamentos e ações - fazendo o que sabem no seu íntimo ser certo. O bem que carregam dentro de vós é, num certo sentido, a única bagagem que podem trazer convosco. As coisas que são Deus, as que há de mais elevado no homem - isso é o que o homem deve cultivar. É muita a bagagem que as pessoas precisam descartar e esquecer. O homem carrega muito peso. Ele sobrecarrega-se com todo o tipo de pensamentos e de ideias e de responsabilidades que constituem uma desvantagem e um obstáculo. O homem deve aprender os verdadeiros valores e então só carregará o que é bom.

"A morte é algo a aguardar, se perceberem que é uma libertação de todos os males do mundo material. É como a crisálida e a borboleta. O homem é como a crisálida não totalmente consciente e perceptiva, ainda não libertada da prisão dos seus pensamentos. Quando ele for capaz de se afastar dos pensamentos e ideias materiais - então ele se tornará numa bela criatura espiritual e encontrará felicidade num reino espiritual.

Eu: "Mickey, nós sempre lhe chamamos de controlador do Sr. Flint. Poderia explicar o que isso significa, por favor?

Mickey: "Bom, eu suponho que um controlador seja alguém que se encarrega das diferentes condições que prevalecem na comunicação. É meu trabalho estar por perto do médium, e ajudar alguns dos recém-chegados. Aqueles que tiveram pouca ou nenhuma experiência de comunicação precisam de aconselhamento, e eu actuo no controlo das condições que prevalecem no momento da comunicação.

"No início, as pessoas do vosso lado e do nosso que não se acham familiarizadas com esta forma de comunicação ficam muito apreensivas, e eu tenho que me mostrar alegre e divertido para aliviar a tensão. Muitas vezes gera-se uma tensão formidável no ambiente de sessões como essas - as pessoas ficam muito ansiosas ou um pouco emocionadas, e precisam de calma e de diversão para fazê-las esquecer. Não é um trabalho fácil, mas eu adoro, e conheço todo tipo de pessoas.

Eu: "Você tem um trabalho muito importante, Mickey.

Mickey: "Sim, e é um trabalho para o qual nos precisamos treinar. Eu estive com este médium vários anos antes de me ser mesmo permitido comunicar e muito menos agir como controlador.

"As pessoas dizem: "Por que deverão enviar alguém como Mickey que por todas as evidências externas não parece muito avançado?" Mas o que eles não percebem é que, para podermos comunicar, não importa quem somos ou de que esfera vimos, precisamos baixar as nossas vibrações, a fim de nos harmonizarmos convosco e o vosso mundo, e isso em si não é uma tarefa fácil de fazer.

"Portanto, alguém como eu que durante um longo período treinou para fazer isto, pode ser de grande ajuda. Muitas vezes consigo transmitir mensagens quando os amigos espirituais acham difícil baixar as suas vibrações o suficiente para se comunicarem com o vosso lado.
Eu: "Eu acho que tu és avançado, mas assumes esse ar inocente!

Mickey: "Bem, eu faço o melhor que posso, tia. Eu vivo mais em dois mundos do que o comunicador médio. Para trabalhar com o médium, harmonizei-me com as vibrações dele, mas também tenho a minha própria existência separada, numa esfera inteiramente diferente.  Num certo sentido, preciso viver em dois mundos ao mesmo tempo.

Douglas: "Tudo o que tem vida no vosso lado tem vida aqui. Mas as formas mais baixas de vida, tais como os répteis e os insectos e assim por diante, que são comuns no vosso mundo, não existem na mesma forma nos planos mais elevados. Todos eles passam por fases de evolução; Eles encontram-se todos num processo de mudança.

"Aqui não nos casamos - não existe o dar e receber no casamento, nem posse. Aqui não se deseja possuir outra pessoa em nenhum sentido. Achamo-nos em completa harmonia com a outra alma, tremendamente sintonizados, e temos pensamentos semelhantes, os mesmos pontos de vista, a mesma mentalidade. Não existe nascimento no sentido que vocês conhecem.

"Claro que tudo isso é lei natural também, mas não pode ser regulado por cerimônias materiais. Duas pessoas só permanecerão juntas quando forem absolutamente adequadas umas às outras, quando estiverem tão em sintonia, quando esse amor for tão avassalador, tão abrangente, que natural e instintivamente desejem ser como uma e ajudar-se mutuamente a expandir-se e crescer em estatura mental e espiritual.

"Aqui nada é encoberto. Tudo é gradualmente mostrado, na sua evolução. Se quisermos entrar em sintonia com alguém por quem sintamos admiração, podemos ver essa pessoa e pelo mero processo do pensamento, entrar numa condição da sua vida e da sua personalidade. Vemos eventos como eles realmente aconteceram na forma de picturização no éter, quase como se estivéssemos a assistir a uma tela de cinema - a uma tela de cinema.

"Na terra vivem num mundo que é realmente o produto de vidas passadas, de mentes passadas, e em certa medida vocês estão a sofrer da forma de pensar e de agir erradas de pessoas que aí estiveram antes de vós. O mundo está sempre a criar. Ao homem é dado livre-arbítrio e a oportunidade de fazer grandes coisas, e muitas vezes ele faz em certos sentidos. Mas, infelizmente, o homem também constrói e cria por meio da sua mente coisas menos afortunadas. As pessoas muitas vezes dizem: "Oh, por que permitirá Deus isto, e permitirá Deus permite aquilo?" Mas Deus não interfere com o livre-arbítrio.

"Existem muitas, muitas esferas - ou seja, existem muitas condições de vida e muitas formas de desenvolvimento. Existem esferas aqui que são muito parecidas com as condições materiais e naturais da terra e, em certa medida, com o modo de vida terrestre. Não é senão até que se afastem do aspecto material da vida que vocês realmente começam a perder esse sentimento de que certas coisas sejam necessárias e que eles tenham que ser produzidas de certa maneira. É tudo uma questão de desenvolvimento e de evolução.

"Aqui vocês aprendem que basicamente todas as coisas são mente ou o poder do pensamento. O poder criativo vem de dentro. É a melhor parte do homem - a parte divina do homem - que produz essa beleza.

Eu: “Ontem, estive a tentar ajudar um jovem que ficou muito perturbado com a morte da sua mãe, a entender algo desta verdade, mas o comentário que fez foi: "Tudo parece óptimo, mas não pode ser provado."

Douglas: “Quando uma pessoa diz que é tudo muito interessante, mas que não pode ser provado, eu acho que ela está a ser tola. Pela simples razão de que, se ela não fazer um esforço, não pode esperar que esse conhecimento lhe venha a cair no colo. Se uma pessoa se esforçar sinceramente por descobrir a verdade, tudo está aí para ser descoberto, e ela será ajudada e orientada e não terá necessidade de temer.

Eu: “Podes-me falar sobre o governo do mundo em que te encontras?

Douglas: “Poder-se-ia dizer que estamos conscientes de um governo do ponto de vista de tudo se achar em ordem, de tudo estar a ser conduzido de forma ordenada. Vemos os resultados do governo, embora não tenhamos plena consciência daqueles que nos governem. Não existe coisa tal como um governo conforme vocês entendem o termo, e ainda assim há quem seja possua um desenvolvimento muito mais elevado e desenvolvido, que tem uma grande parte a desempenhar na vida de milhares e de milhões de almas e de organizações em cada estágio particular do ser.

Eu: “Que corpo estás a usar actualmente?

Douglas: “O corpo etérico.

Eu: “O corpo espiritual situa-se dentro do etérico?

Douglas: “O corpo espiritual, como tal, não é, num certo sentido, um corpo. Se pudermos perceber que, à medida que passamos por diferentes graus da experiência, ou talvez devamos dizer, estágios da evolução, nos deparamos com a ocorrência de mudanças subtis e quase imperceptíveis. Embora não se sinta nada, temos consciência interior de certos aspectos da mudança.

“Eu não quero que penses que nos tornamos incorpóreos, apenas espírito e mente, por assim dizer, e numa força animadora. É verdade que esta força vivificante - este poder, esta parte do indestrutível que chamamos de Deus, este sopro de vida, seja qual for a maneira em que prefiram colocá-lo - é a realidade: Mas ainda somos indivíduos e reconhecíveis como tal. Aqui os animais têm liberdade para vaguear e para desfrutar da sua existência; Não existe medo na sua composição. Eles não se temem mutuamente nem au homem.

Eu: “Terá acontecido alguma coisa de particularmente excitante no estrato das esferas espirituais em que te encontras?

Douglas: “A resposta a isso seria que nunca é outra coisa senão excitante. Quando consideramos que milhões e milhões de pessoas para aqui vieram por gerações e gerações de tempo - em todos os diferentes graus de evolução, diferentes tipos de indivíduos, analfabetos, sem instrução, de todas as diferentes nacionalidades, de diferentes pontos de vista, com diferentes abordagens da vida - Toda essa imensidão é tal que até mesmo descrever a parte mais mínima parte disso exige descrição. Esta suposição de que a Terra seja o único mundo a considerar é errada por existirem vidas, pessoas, mundos que têm existido por séculos a séculos, há milhões e milhões de anos. Nesses outros mundos, a consciência das pessoas acha-se muito mais espiritualmente e psiquicamente avançada do que na Terra; o conhecimento que possuem é tremendo! Existem graus de inteligência muito mais avançados do que qualquer coisa conhecida na Terra. Na verdade, os povos de certos planetas estão muito preocupados com a terra, e na verdade têm vindo a tentar estabelecer contato.
A grande maioria das pessoas desses outros planetas são em relação a toda a aparência exterior semelhante a nós mesmos, e muitos deles mentalmente também são muito semelhantes aos seres terrestres materiais; mas existem outras condições de vida em que os contornos e a forma diferem; Eu não poderia nem tentar descrever isso. O importante é que o poder do Espírito Santo se manifesta em muitas formas e de muitas maneiras.

Cristo não pode ser delimitado no sentido de que Ele muitas vezes o é. E, depois, uma vez mais, não devemos nos referir a ele como pessoa. Deus e Cristo são um - mas num sentido espiritual. As pessoas ficam confusas com tudo isso por lhe atribuírem um perfil e uma forma, por lhe atribuírem um nome e um título.

"É o poder do Espírito Santo a manifestar-se de muitas maneiras diferentes que é a própria vida. É o poder que gera em nós e através de nós e ao nosso redor. É isso que nos torna parte dos seres espirituais divinos. Por possuirmos contornos e uma forma exteriores pensamos em nós próprios como povos. Mas não devemos pensar apenas na figura, na forma, no tamanho e na aparência dos nomes e dos títulos - devemos pensar no Espírito Santo, na força eterna que é a própria vida e que é gerada em todas as coisas. Existe vida eterna não só no ser humano, mas também no reino animal. As pessoas parecem pensar que os animais não têm vida além da matéria. Não é assim. Existe uma centelha de vida em todas as coisas que têm ser - um espírito eterno que a todo o tempo motiva uma vida nova.

Douglas: "O livro [Capítulos de Experiência] vai contribuir enormemente para despertar um enorme interesse. Agora, só terás que lhe dar andamento. Isso vai levar algum tempo, mas tê-lo-ás cumprido na perfeição.

Eu: "Só redigi a partir do gravador o que me disseste, querido.

Eu: "Que trabalho tens agora, querido?

Douglas: "Eu faço várias coisas. Eu sou um professor e visito vários planos, ou esferas onde milhares de almas se congregam e habitam diferentes níveis de consciência. Tento transmitir a essas pessoas algo que tenha vivido da vida que experimentei que está para além do seu conhecimento normal. Por outras palavras, tento erguer levantar o seu de conhecimento e de experiência. Mas não por meio do discurso como vocês o entendem. Podemos transmiti-lo pelas nossas forças de pensamento e reunindo as nossas experiências. Somos capazes de fazer vibrar a atmosfera. Somos capazes de transmitir em certos comprimentos de onda não apenas o que estamos a pensar, o que estamos a sentir, e o que estamos a expressar - mas podemos também imaginá-lo. Podemos transmitir imagens de pensamento. à medida que elas ouvem os nossos pensamentos como ondas sonoras, eles também veem na forma de imagem na atmosfera o que temos na ideia. É quase como um aparelho de televisão. Somos, num certo sentido, o que vocês chamariam transmissores. Você poderia dizer que não só estamos recebendo grupos, mas também somos capazes de emitir; nós somos capazes de emitir.

Eu: "Pareces trabalhar muito, querido.

Douglas: "Quando trabalhamos, sentimo-nos felizes. A percepção de que estamos a servir, a elevar, a orientar e em certos sentidos, a inspirar os outros, espero eu, e a procurar e a descobrir - esse é o tipo de trabalho que traz-nos alegria ao coração. A questão principal é que todos nós, mais ou menos de acordo com a experiência que temos, estamos a trabalhar para o melhoramento da raça humana, para a melhoria da humanidade. Cada um está contribuindo com a sua parte de acordo com a sua luz. Até mesmo aqueles que se encontram nos planos inferiores procuram - talvez nem sempre estejam cientes ou tenham consciência disso - no entanto, há a consciência interior de algo que está em falta, eles precisam e eles precisam apenas de uma pequena orientação, de pouca ajuda, da pouca inspiração que podemos dar, para os colocar no caminho da progressão.

Somos todos instrumentos, minha querida. Tu és tanto um instrumento quanto o médium e o Mickey, e todos os outros que trabalham neste padrão que estamos a criar. Vemo-los a vós e aos outros como vocês como elos vitais numa cadeia que estamos a construir ao longo de um período de tempo terrestre. Quando ela estiver fortalecida, essa corrente terá tal poder que as pessoas no vosso mundo poderão entender um pouco mais, e a força disso as puxará para a percepção do espírito, para ser elevada por ela.

Eu: "Podes-me falar sobre as novas vibrações, o teu novo habitat conforme o designas?

Douglas: "Sim. É preciso perceber que não existe uma linha de demarcação entre um estado de ser e o seguinte; Há uma espécie de entrelaçado. No início, pode não ser consciente ou ter percepção de um novo estado do ser. Na maioria dos casos, isso virá gradualmente. Aconteceu isso comigo. Só posso dizer que era como se estivesse num estado de sono - a dormir, se quisermos - e então, em vez de despertar para a condição de vida à qual me acostumei, estava ciente de mudanças. O ambiente era diferente, toda a atmosfera se encontrava mais rarefeita, havia uma maior luminosidade. Inconscientemente, talvez, aceitamos tudo ao nosso redor e sobre nós como sendo natural e como o desejamos. Nós nos aclimatizamos e nos contentamos e aceitamos isso como uma coisa natural quer no vosso mundo ou nesta vida.
Capítulos da Experiência
Douglas e Eira Conacher casaram-se em Londres em 1937. Eira escreveu:
"O meu marido e eu não nos conhecemos até muito tarde na vida. Douglas tinha cinquenta e oito anos, e era um solteiro consumado; eu tinha trinta e nove anos e estava profundamente envolvida no meu trabalho como Amante de Arte numa escola no Surrey. No entanto, em 12 de agosto de 1937, alguns meses depois do que pareceu um encontro casual, estávamos casados. Isto foi durante o período de paz inquietante antes da Segunda Guerra Mundial se abater sobre todos nós.
Em 1958, a morte do seu marido foi uma crise na vida de Eira que motivou uma busca pelo conhecimento espiritual. Ela começou a frequentar médiuns e em 1959: "Eu tive o privilégio de conhecer o Sr. Leslie Flint... e de ser convidada para os seus círculos noturnos." Eira viu-se capaz de conversar com o marido de novo enquanto participava das sessões de Voz Directa conduzidas por Flint com a participação do seu leal "controlador" conhecido como "Mickey." Ela chegou a obter conhecimento acerca da reencarnação, dos aspectos espirituais da existência mortal e a natureza da vida além da nossa esfera terrestre.
Douglas (Voz Directa): "Suponho que seja natural e humano supor, como parece superficialmente, que o nascimento seja o começo da vida. Mas, ao mesmo tempo, não há comprovação alguma que o homem possa avançar em apoio dessa afirmação. O nascimento pode ser o amanhecer de uma nova experiência, de uma nova consciência, de uma nova consciência, de uma nova oportunidade de vida em diferentes circunstâncias, mas não é necessariamente o início. Na verdade, sabemos que não é. O nascimento é a mera consciência a ser despertada de novo ou a renascer em determinadas circunstâncias e condições de vida. O que existe, existe antes ou depois da chamada morte. A morte é a maior ilusão de todas. Tanta gente presume que depois da morte não exista nada - que represente o esquecimento; e assume que antes da vida começar na Terra, antes do nascimento, exista o olvido. Nada poderia ser mais falso. A vida é constante e contínua; não tem começo nem fim. É como se existissem episódios nos quais vocês estivessem conscientes.
“No entanto, há, e até certo ponto sem que tenha plena realização disso, muitos aspectos da vida que o homem não pode trazer à sua consciência, que são igualmente reais, igualmente vitais, tão importantes quanto qualquer vida terrena. Existem condições de vida antes do nascimento do mesmo modo que há condições de vida após o nascimento, e uma existência material física não é necessariamente o tudo e o término de todas as coisas; de facto, é apenas uma de entre inúmeras vidas. O mundo-terra é um campo de treino. Tem sido um campo de treino por incontáveis ​​séculos. Milhões e milhões de séculos se passaram e o homem ainda está a aprender e muitas vezes precisa voltar e aprender mais, e fazer o bem, e progredir.
"…Bem, minha querida, gostas da tua nova casa?
Eu: "Será muito agradável quando eu me acostumar a viver num quarto.
Douglas: "Eu tenho a sensação de que você ainda pode vir a passar por uma outra mudança.
Eu: "Tiraste isso da minha mente?
Douglas: "Possivelmente. Eu estou constantemente contigo, e sei o que estás a pensar na maior parte do tempo. Eu esperei muito por isso. Haverá alguma coisa que gostasses que eu falasse em particular hoje?
Eu: "Há algum tempo atrás disseste que gostarias de voltar a falar sobre reencarnação.
Douglas: "Esse é um tema tão vasto que levaria muitas sessões. Creio que a coisa mais importante a realizar em relação à reencarnação é o facto de não ser algo que seja necessariamente essencial em todos os casos; por outras palavras, nem todos encarnam de novo, embora muitos o façam - de facto, a grande maioria. Mas, é claro, precisamos regressar séculos após séculos e perceber que há muitas almas que encarnaram em várias ocasiões, e que agora não sentem a necessidade de encarnar de novo.
"É preciso aceitar o facto de que, numa vida na Terra, só se pode esperar roçar a superfície da experiência, e muitas vezes é necessário reentrar no mundo da Terra a fim de viver uma nova vida num corpo novo, como num novo ser. Às vezes é essencial experimentar certos acontecimentos que só podem ser experimentados em condições muito diferentes daquelas quando nos encontrávamos na Terra antes. Então, uma vez mais, eu acho que devemos lembrar que existem indivíduos que optam por voltar a fazer um trabalho especial. A maioria dos grandes mestres e profetas de antigamente eram Almas muito Antigas que optaram por voltar a fazer certo trabalho em certa era, para dar um exemplo e por mostrar o caminho a outros que pudessem vir a segui-los.
Eu: “Muita gente não consegue aceitar a reencarnação.
Douglas: “Embora possa parecer bastante estranho, eu não acho que realmente importe. Tem que haver quem tenha uma visão diferente e diferentes estratos de experiência; mas depois, é claro, há muita gente para quem a reencarnação é repugnante e que, em muitos casos, não tem necessidade de reencarnar, nem quererão reencarnar. Há tantas almas na terra que experimentaram muito em vidas anteriores das quais, o mais provável seja que lembrem pouco ou nada em absoluto, e de uma forma que acaba por ser bom.

Eu: “Nós realmente estivemos juntos em vidas anteriores?
Douglas (enfaticamente): “Oh, tivemos várias encarnações no Egipto; uma na China antiga; uma que no meu parecer se passou na Roma antiga; e em certa medida também fomos influentes no final do século XVII e início do século XVIII ao darmos uma nova concepção aos ensinamentos de Cristo, mas essa foi muito difícil por ter sido uma época em que a ortodoxia era muito poderosa. Nós tínhamos uma interpretação e uma percepção da Fé Cristã que tentamos inculcar e impressionar e trazer à existência, mas foi, naturalmente, muito difícil. Sabes, ao mesmo tempo tivemos uma ligação com a Holanda.

Eu: “Quando foi que ficaste a saber dessas encarnações?

Douglas: “Isso vem muito gradualmente mas aí, mais uma vez, depende de cada indivíduo e do quão ansioso esteja por assimilar o conhecimento e a experiência, e do quanto deseja desejoso de saber sobre si mesmo e sobre o passado. Obviamente, ao aqui chegarmos por uma primeira vez encontramo-nos tão cheios de entusiasmo por esta vida – por fazermos novas amizades, por encontrarmos velhos conhecidos e relações, etc. - que não pensamos muito a sério em nós mesmos no sentido de vidas passadas, mesmo assumindo que se sabe alguma coisa sobre a possibilidade de vidas passadas.

“Somos todos produtos de experiências, não só de nós mesmos, mas também de outros, porque nunca poderemos viver por nós próprios. Na Terra gostamos de pensar que somos uma unidade independente, mas não somos. Nós somos o produto de todo o tipo de mentes, de todo o tipo de influências, de todo tipo de experiências, e seria impossível assimilar tudo num corpo numa vida. (NT: Multidimensionalidade do ser) Por isso, tivemos muitas, muitas vidas em que fomos homens e mulheres, e em que talvez tenhamos sido apenas uma criança que tenha morrido em tenra idade. É muito importante perceber que somente quando tiveram inúmeras experiências podem realmente começar a ver-se a si mesmos como indivíduos plenamente desenvolvidos.
“Eu fui um sacerdote nos templos de Carnaque e fui iniciado muito cedo na minha juventude, e isso deve reportar-se a uns 3000-4000 anos antes de Cristo. É o que me disseram, não que me lembre da experiência, pelo que só posso repeti-lo como tal, por até agora não ter uma imagem clara disso. Não sei se consegues entender isto, mas eu preciso tentar colocá-lo o melhor que posso - eu fui um filho legítimo de um dos Faraós. Os Faraós tinham muitas concubinas. No início do período egípcio de que falo, a comunicação era uma parte muito importante da cerimônia do templo. Não de uma cerimônia pública; Estou agora a falar de uma cerimónia particular e muito pessoal. Era uma espécie de sessão em que as crianças - estranhamente jovens rapazes - eram usadas como médiuns.
[Na Roma antiga, onde tive outra experiência mais tarde], eu era uma pessoa de grande reputação por entre os exércitos de Roma. Na época de que falo em Roma, depois de me ter retirado por eu ser velho demais para ser soldado, tive uma casa muito bonita construída que se tornou a nossa casa, e nessa época tu eras minha esposa e tivemos cinco filhos.

“É importante perceber que, embora tu e eu venhamos a estar juntos quando estivermos aqui, será num plano mental e espiritual muito mais elevado. E em consequência de tua vinda, serás apresentada a irás conhecer muitas pessoas há muito associadas a nós, e começarás a visualizar as coisas mais claramente e a apreciar as coisas mais de modo mais completo. Tornar-te-ás parte deste grande todo, por, como eu disse antes, todo espírito ser um só espírito, e embora sejamos indivíduos na medida em que temos personalidade e carácter individuais - que é uma acumulação de séculos de aprendizado e de experiência – no entanto somos todos uns parte dos outros... Todos somos parte da grande fraternidade do homem; todos fazemos parte do grande plano; todos somos parte do espírito de Deus. Tivemos uma encarnação na Itália durante o que foi chamado de período do Renascimento.

Eu: “Podes-me falar sobre isso?

Douglas: “Sim, eu era um padre de novo. Parece que sempre procurei experiência religiosa. Eu era um padre desde aproximadamente a idade de dezoito anos e, até onde eu posso reunir as ideias, eu vivi até ser muito velho, mais de oitenta anos. Tu casaste-te com um homem muito rico e tiveste muitos filhos, e morreste relativamente jovem – por volta dos teus trinta anos. Chamavas-te Helena nesse período, e eu era Rodrigo. Precisas tentar ver as coisas desta maneira - [aqui] estás a viver num mundo que é um mundo de pensamento, um mundo criado fundamentalmente pelas forças do pensamento. Isto aplica-se mesmo à própria natureza e a muitas das coisas que a natureza fornece. De facto, podíamos voltar atrás, se soubéssemos, no próprio tempo até à criação. Qualquer coisa criada - qualquer coisa que seja - constitui um estado de consciência, um estado de realização que se solidifica com o homem. O homem cresceu no mundo e o mundo cresceu com o homem. Certamente a coisa toda representa um estado de espírito. Retira o estado de espírito, e o homem deixará de existir.

“À medida que cresceres em estatura mental, compreensão mental, apreciação mental, à medida que avançares com uma visão mais ampla e uma realização mais ampla das coisas, também as limitações de cada mundo em que possas existir recuam e se tornam menos importantes. À medida que avançares, terás os olhos abertos para mundos mais novos, para condições mais novas, para novas configurações das vibrações. Por outras palavras, és o que você és por causa da consciência que tens das coisas que o homem por meio de incontáveis
​​eras trouxe à existência.
Eu: “Certas pessoas pensam que estamos a chegar ao fim de uma era.

Douglas: “Bom, a vida está sempre a chegar ao final de uma era e a começar uma nova. Num certo sentido, é verdade, mas não sou daquelas pessoas que pensam que o mundo da Terra vai chegar ao fim.
“O que vai acontecer e tenho a certeza de que estou certo nisto - é que seres de outros mundos, ou de outros planetas, vão se dar a conhecer muito em breve. Por outras palavras, eles vão vir de tal maneira à Terra, que o homem vai perceber plenamente a realidade viva dos povos de outros planetas.
As pessoas presumem que o passado já aconteceu, que o presente está a decorrer, e que o futuro ainda não existe. Mas, na verdade, é claro, o futuro já existe em estado embrionário, ele já está a começar a mover-se, já está a tomar forma. Um dia vou tentar explicar isso. O que aconteceu e o que está a acontecer neste momento já está a formar o que vai acontecer no futuro próximo.
Eu: “Interesso-me pelas várias encarnações que tiveste. Consegues lembrar tanto do passado como a China antiga?

Douglas: “Que devo admitir foi há muito tempo. A dinastia chinesa da qual éramos participantes situa-se tão distante no tempo, e foi tão cedo. Olhando para trás, tanto quanto eu tenho sido capaz de reconstituir deve ter sido a nossa mais antiga encarnação. Pode ter havido outros antes, mas se assim foi não me lembro delas. Embora me tenham dito que tenhamos tido uma encarnação no que é hoje denominado Atlântida. Mas eu não tenho a menor lembrança ou recordação dela.

“Há muitos casos em que as pessoas à beira da sepultura foram encontrados ainda com vida. Não é um milagre. É algo que tem que ver com a lei natural, por até que a corda entre o espírito e o corpo físico esteja completamente rompida, até que o espírito seja libertado da emanação da aura do corpo, até que se tenha rompido por completo, há sempre a possibilidade do indivíduo não estar totalmente morto no sentido de estar morto para o corpo material e morto para o mundo material. É por isso que nunca é coisa boa proceder ao enterro ou à cremação muito de repente; pelo menos devem deixar passar quatro ou cinco dias.

“Eu tive uma encarnação feminina na França do século XVIII. Evidentemente, nessa ocasião, eu era uma pessoa de alguma posição e riqueza. Suponho que era importante que eu devesse aprender certas lições, por eu ter estado demasiado envolvida na Revolução Francesa, embora tenha tido a sorte de escapar às consequências da revolução. Por outras palavras, não fui guilhotinada. Fui capaz de fugir para a Áustria no próprio limiar da catástrofe. (...)
 “Embora existam muitos, muitos casos de pessoas que se reúnem de novo uma e outra vez por meio do renascimento em circunstâncias diferentes e em diferentes épocas, nunca se deve dar muita importância aos aspectos físicos ou materiais. O que é importante é a progressão espiritual que é conseguida por aqueles indivíduos ao longo do próprio tempo.
“Esse negócio do tempo é sempre um problema. Deve-se sempre perceber que, em grande medida, é uma ilusão. Claro que é muito importante e vital na Terra, assim como o corpo físico é importante e devemos cuidar dele, e o mesmo modo que muitas das coisas que podem acontecer são vitais e importantes, embora, por vezes, possam parecer triviais. Na verdade quase se poderia dizer que algumas das coisas que acontecem a alguém na Terra que superficialmente parecem ser do mais trivial são, por vezes, da maior importância, e as coisas que às vezes parecem da maior importância são as mais triviais.
“Precisamos lembrar-nos de que, se quisermos alcançar alguma coisa, ou estivermos a avançar enquanto seres espirituais, precisamos experimentar todo o tipo de coisas. Não podemos viver e experimentar e progredir conhecendo apenas o bem; também temos que conhecer o ruim. Precisamos quase de certeza cometer erros. A causa fundamental de todas as enormes tragédias da vida, as guerras, os conflitos, e a infelicidade que se segue se devem a que o homem seja egocêntrico, não só individualmente, mas a nível nacional. Esse é um outro grande erro. Não deve imperar esse espírito nacional, esse elemento competitivo; não deve imperar essa sensação de que nossa nação é a tal, e de que todas as outras sejam inferiores. (...) Nós somos parte dessa unidade pela qual nos encontramos englobados e levados a existir.

Eu: “Para voltarmos ao assunto das encarnações, querido, nós alguma vez encarnamos noutros planetas?

Douglas: “Há certos planetas que realmente são mundos do espírito; são habitados por pessoas que viveram na terra e que foram liberados dos seus corpos físicos, e que se alçaram da sua condição física da Terra, e entraram numa nova vida a que vocês chamam os planetas. As pessoas do vosso lado supõem que não poderia haver qualquer vida como a que vocês conhecem- à face dos planetas, mas, é claro, que isso é completamente errado; muitos dos planetas são habitados.

Eu: “Onde te encontras tu, em relação aos planetas?

Douglas: “Bom, se queres que te trace uma área geográfica, isso é impossível. A questão está em que todos os nossos mundos, todos os mundos espirituais, constituem planetas. Eu não sei muito bem o que algumas pessoas supõem sobre o nosso mundo, mas é claro que nos encontramos em mundos como o vosso, só que de uma ordem superior. Mas uma vez que, além de tudo, eles se acham afastados da terra e do pensamento terreno e das condições terrenas, e não estão sujeito às mesmas leis da natureza, existem enormes diferenças. Esses planetas de que falo são os nossos mundos, e são mundos reais em que vivemos e temos o nosso ser, em que vivemos uma vida mais rarefeita e uma vida mais purificada.
“Quando duas pessoas que na terra sejam perfeitamente adequadas em todos os sentidos vêm para aqui, elas irão ficar juntas. Mas isso não significa que venham a emergir, e a tornar-se um no sentido que algumas pessoas presumem. Elas ainda permanecem espíritos individuais; elas ainda mantêm a sua própria perspectiva, pensamento e ideias. Embora possam apresentar uma enorme semelhança uma com a outra, ainda assim não perdem a identidade; poderão ser, de certa forma, como duas metades unidas a formar um todo perfeito, mas num sentido mais amplo, e não no sentido de perderem a individualidade e a personalidade ou a forma espiritual.
“Seria correcto dizer que quando vivemos no nosso próprio ambiente aqui, somos felizes. Mas quando somos conscientes, como precisamos ser, se quisermos progredir em absoluto, acima das enormes necessidades da humanidade - não necessariamente apenas no vosso mundo, mas também nas esferas inferiores da vida do nosso lado, onde as pessoas se encontram certamente muito pouco desenvolvidas, para dizer o mínimo, então, é claro, não podemos ser totalmente felizes na nossa própria felicidade. O maior obstáculo ao verdadeiro progresso é ter uma mente fechada ou ter uma visão estreita, seja no sentido religioso ou noutro sentido qualquer.
Eu: “Qual é a concepção que fazes de Deus?
Douglas: “Deus é uma força, uma força viva vital que é dinâmica, e presente dentro de toda a alma humana.
Eu: “Vais-me contar sobre mais alguma encarnação?
Douglas: Sim, espero ser capaz de o fazer. Isto é onde chegamos, de novo, ao processo do controlo do pensamento. É onde ficamos num determinado comprimento de onda, ou vibração, que pode estar associada a essa encarnação particular, e recebemos de volta, por assim dizer, a memória do passado por meio da qual poderemos tornar possível traçar-vos exemplos e experiências dela.

“Quando obtemos essa compreensão das almas-grupo, quando entendemos o que significam, voltamos à reencarnação de novo, por um grande número de pessoas que viveram em épocas anteriores fazerem parte dessas mesmas almas-grupo, e passarem por certas experiências essenciais para elas - não só individualmente, mas também enquanto grupo. Fazem parte deste todo extraordinário. Não há nenhuma razão pela qual todo o mundo da Terra não pudesse ser alterado de tal forma que pudesse realmente tornar-se num paraíso na Terra. Há muito que o homem poderia realizar, tanto que ele poderia descobrir, tantas bênçãos que ele poderia trazer à humanidade com a sua pesquisa e abordagem científica. Ao homem é dada inteligência e a oportunidade de se desenvolver. Mas tanto do que é descoberto não é usado como deveria ser - e é levado a um nível material baixa e usado, o muitas vezes, (lamento dizê-lo) em detrimento do homem. (...)
“Sentimos que a inspiração e a mensagem espiritual que trazemos poderia mudar o mundo inteiro; poderíamos trazer a evolução de um elevado grau ao homem, de modo que o mundo da terra realmente representaria um trampolim no melhor dos sentidos. Jamais haveria, pois, qualquer necessidade, por as encarnações, e, eventualmente, o vosso mundo se tornaria uma parte do nosso mundo; ao passo que conforme se encontra agora, constitui uma existência separada que nunca esteve destinado a ser.
Douglas Conacher passou para o outro lado, em 6 de junho de 1958. Em outubro do ano seguinte a sua viúva, Eira, gravava a primeira sessão em fita pelo método da Voz Directa com o médium Leslie Flint. Durante os anos 60, frequentando o círculo de Flint ela viria a gravar muitas conversas de voz directa (voz desencarnada) que a informaram sobre as novas condições de vida do marido. Hoje, o Coleção Douglas Conacher das gravações de Leslie Flint acham-se disponíveis à audição na wholejoy.com, sem qualquer custo. Eira publicou dois livros de transcrições compiladas a partir de gravações dessas sessões: Capítulos da Experiência em 1973 e Existe vida após a morte, em 1978. Aqui está alguma informação de base fornecida por Eira Conacher em introdução que fez ao primeiro livro.
“Douglas serviu na Primeira Guerra Mundial e conheceu muito bem os horrores da guerra, e a sua natureza altamente sensível foi altamente afectada por essa segunda conflagração. Seguiram-se anos de doença, operações e frustrações; e tornou-se necessário que ele desistisse do negócio de publicação que tinha no coração de Londres, e tentasse encontrar descanso e paz no meio rural.

"O meu marido era profundamente religioso e um membro devoto da Igreja da Inglaterra. Os livros que publicou eram principalmente sobre a religião ortodoxa e filosofia. Ele tinha um amor enorme de livros e lia muito, mas não me lembro dele ter lido qualquer coisa de carácter psíquico ou oculto. Nem tão pouco alguma vez discutimos tais coisas. Tivemos vinte anos de companheirismo dedicado, e embora o caminho que tivemos que percorrer, e as lições que tivemos de aprender, fossem frequentemente muito difíceis, a partilha dessas experiências tentando uniu-nos mais e fortaleceu o nosso amor. Eu tinha lido alguns livros sobre o tema da vida após a morte antes do meu marido falecer, mas a busca de conhecimento espiritual que empreendi começou a sério algumas semanas após esta crise por que passei na minha vida. Além disso, durante este tempo, tive o privilégio de ter sessões com muitos dos melhores médiuns de hoje, que me trouxeram uma enorme alegria. A vida tomou um novo brilho, e uma nova realização do seu propósito e esplendor alvoreceu na minha vida. O que eu tinha vagamente percebido antes, tornou-se claro e inteligível. Eu sabia, sem sombra de dúvida que a morte, longe de ser o fim da vida, era de facto a porta de entrada para a vida e para uma vida cada vez maior.

“Eu classificava este material com vista à compilação de um livro a partir do conhecimento que tinha recebido através de muitas formas de mediunidade, quando achei necessário pôr essa ideia de lado. Em agosto de 1959, tive a sorte de conhecer o Sr. Leslie Flint, um médium bem conhecido pela sua integridade, que tinha o raro dom da mediunidade de voz directa e independente e o privilégio de ser convidada para os seus círculos nocturnos. Essas foram ocasiões grandiosas. Mais tarde, tive muitas sessões privadas com ele. Douglas logo se tornou um comunicador muito bom pelo método da voz directa, e manifestou o desejo de se concentrar nesta forma de comunicação. Ele disse-me: "Este é de longe o método mais directo, e o mais satisfatório, uma vez que nos acostumamos a ele. Há muito menos probabilidade do médium, ou do destinatário das mensagens, influenciar o que está a ser transmitido..."
O livro de Eira Conacher é "Dedicado a Leslie e Mickey com o nosso amor." Ela descreveu o “controlador” de Flint, Mickey, como "o nosso mestre de cerimônias" e relatou o que ela e outros frequentadores sabiam sobre ele. Ele encarrega-se das diversas condições que prevalecem na altura da comunicação. As observações divertidas que faz aliviam qualquer tensão que possa resultar, levando-nos a sentir relaxados e felizes. A última vida terrena que Mickey teve foi breve, pois ele foi morto com a idade de onze anos, pouco antes da Primeira Guerra Mundial, durante a travessia da estrada perto da estação de metro de Camden Town, onde ele vendia jornais. Ele é um grande personagem que adora a todos. Os frequentadores poderão ter contemplado o significado das múltiplas ocasiões em que o Mickey e os outros comunicadores usavam o pronome "nós" durante a conversa. Nos dois livros de transcrições de conversas em sessões de voz directa do marido do "outro lado," comentários de Eira são identificados pela palavra 'Eu'. Um capítulo do primeiro livro é um tributo que apresenta palavras do comunicador Douglas Conacher em apreço ao Mickey e por Leslie, tal como acerca do Mickey:.." Por trás de tudo o que acontece está o Mickey... Ele é, por assim dizer, o compadre com quem todos temos uma enorme dívida. "Eira ficou igualmente agradecida ao médium.
Eu: “E o Leslie, também, é claro.

Douglas : Sim, o médium, abençoa-o, estamos muito gratos a ele por todo o seu esforço, pelo trabalho que fez, e pelas muitas oportunidades que ele nos deu. Espero que a sua saúde venha a continuar por muitos anos, de modo que nós possamos fazer este trabalho e ajudar muitas almas no vosso mundo.
“Estou a expressar, mestre, o quão feliz me sinto com o que sou. E quando não sou a identidade que de mim vês aqui, eu sou o que é: a plataforma a partir da qual todas as coisas saem, por o sétimo nível ser a totalidade do pensamento, que é o grande Vazio que mantém os vossos planetas em órbita, as vossas células juntos, e que abrange todas as coisas nos perímetros de todo o sempre. E quando vocês forem uma entidade do sétimo nível, não existirá mais coisa alguma tal como níveis. Só existirá o É. Nisso, transformamo-nos em todo o sentimento de todas as coisas, toda a sabedoria, todo o pensamento."
Apresentação da autoria de Mark Russel Bell
Tradução: Amadeu António



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