domingo, 19 de fevereiro de 2017

UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA E DE CORAGEM



Florenz Ziegfeld
UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA E DE CORAGEM

Ziegfeld: "Muito bem, eu só apareci por alguns momentos para ganhar um pouco mais de experiência a falar convosco. Vocês conseguem ouvir o que eu estou a dizer?"
Pergunta: "Sim, você... [Ininteligível] Flo. Você sempre veio."
Ziegfeld: "Eu quero tornar o meu... [Ininteligível] vosso lado, se calhar..."

Pergunta: [Riso]
Ziegfeld: " De qualquer modo se vocês quiserem fazer alguma coisa, a perseverança é uma das coisas mais importantes. Se vocês quiserem comunicar, vocês têm que perseverar e continuar a tentar e a forçar. Se pudessem ver todas estas pessoas que estão por aqui, eu acho que vocês teriam muito do que falar."
Pergunta: "Hmm... Diga-nos... Uma vez que veio até nós e que aqui se encontra, bem que nos pode dizer... bom, algo acerca do seu grupo e assim por diante."
Ziegfeld: "Bem, eu não acho que errasse muito se não dissesse que tenho alguém, pelo menos uma pessoa de cada nação ou nacionalidade e de todas as gerações, sob o sol aqui. Quanto mais vemos da vida mais percebemos quanto precisamos aprender.
Mesmo neste lado, eu percebo que existem almas que estão aqui há séculos e séculos, que progrediram para além de toda a aparência externa do corpo físico, ainda que mantenham, poder-se-á dizer... hmm, personalidade, pois é a personalidade que vocês entendem e sentem, e num certo sentido vocês vêem, mas não vêem essa personalidade, vocês não vêem esse indivíduo, se quisermos, num esboço ou forma física, mas é algo de que vocês têm consciência, e são almas altamente evoluídas que deixaram para trás por completo e em absoluto todas as condições da Terra, todos os vestígios da vida material. São inteira e exclusivamente Espírito, e consequentemente, os seus órgãos físico externos... o organismo desapareceu por completo."
Pergunta: "Você quer dizer que simplesmente não os sentimos, não conseguimos ouvir nada?"
Ziegfeld: "Bom, poderá dar-se esse caso, por eu não os poder alcançar e eles não poderem manifestar-se no plano particular da minha existência. Sem dúvida, com o tempo, eventualmente eu elevar-me-ei o suficiente para que eles se me tornem visíveis como seres humanos, que é, digamos, o que diremos como que as almas dos espíritos ou das pessoas. Que eles tenham exactamente a mesma forma, eu duvido, não sei, mas há uma coisa que eu acho que se torna muito óbvia ao ouvido, quando estamos aqui há algum tempo, ou deverei dizer mais exatamente, quando tivermos conseguido qualquer tipo de progresso; gradualmente perdemos todos os aspectos materiais, e os aspectos físicos que diferenciam macho e fêmea desaparecem gradualmente, e temos no lugar disso um indivíduo sem sexo, um espírito destituído de sexo, sem nenhuma diferença física real. Não sei se estou a deixar isto suficientemente claro."
Pergunta: "Sim, Flo, eu acho..."
Ziegfeld: "Creio que quando chegamos às coisas básicas, percebemos que a forma física externa do corpo humano é meramente uma questão de... bom... quase se poderá dizer, fortuita. Se realmente será fortuito ou não, não sei, mas ser de um sexo ou do outro é, num certo sentido, destituído de importância. Simplesmente acontece à medida que crescemos, somos do sexo feminino ou masculino ou uma mistura dos dois.

Muito bem, então uma vez aqui, vocês começam a perceber que existe como que uma fusão, por assim dizer, muito mais do que alguma vez na Terra, entre homens e mulheres. Há uma espécie de rejuvenescimento, eu nem sei se é mesmo a palavra que deva usar, mas há uma consciência e um despertar para as realidades cósmicas e a consciência da vida, espiritual, que gradualmente retira todas as velhas ideias terrenas com respeito a homens e mulheres e muitas das coisas pertencentes ao sexo do vosso lado. Isso não acontece necessariamente de uma vez, estou certo disso, e certamente não ocorreu no meu caso e no de muitos dos meus amigos aqui, que eu sei que retêm exteriormente a mesma aparência idêntica que tinham na Terra ou possivelmente um pouco ou bastante mais jovem. Mas eu sei da parte de alguns daqueles com quem estive ligado, ou com quem estive em comunicação, que com respeito à aparência externa não existe sexo. Não sei se vou descrever isto tão bem, mas a questão é essa... perdemos..."
Pergunta: "Perdemos parte das emoções, suponho?"
Ziegfeld: "Sim, tudo se torna num estado altamente refinado, num estágio ou estado de evolução onde o amor se torna o factor dominante, mas é um amor completa e absolutamente espiritual onde os antigos desejos e as velhas condições físicas se perdem, o que pode não acontecer com alguns por muitos, muitos séculos do tempo, conforme o designam."
Pergunta: "Então os órgãos do corpo também retrocedem, os órgãos do nosso corpo, por exemplo, tudo isso deve gradualmente desaparecer?"
Ziegfeld: "Pois sim, mas entende, eu não sei, mas eu acho que alguém poderá ter-te dado essa ideia a conhecer antes, mas gradualmente todos os órgãos internos desaparecem. Por exemplo, quando para aqui vêm pela primeira vez, vocês sentem desejo de comer e de beber e vocês têm essas coisas, mas gradualmente o desejo de comer e o desejo beber deixa-os, de modo que ao longo do processo do tempo vocês descobrem sem qualquer tipo de, porventura, consciência interior, em primeiro lugar, que certos órgãos gradualmente começam a desaparecer, e eventualmente descobrem que perdem o desejo de comer e de beber; não usam do mesmo tipo de abordagem mental das coisas, de modo que certas partes, por assim dizer, do corpo desaparecem. Deixam de ter qualquer valor ou qualquer uso. Então o mesmo se aplica, por exemplo, aos órgãos físicos, e aos órgãos sexuais."
Pergunta: "Sim, mas em certas alturas deve existir forma, não?"
Ziegfeld: "Ah sim, sim, eu sei disso, mas o que estou a tentar dizer é que, enquanto processo gradual de mudança da mentalidade, mudança gradual da personalidade, mudança gradual da personagem da pessoa, o corpo espiritual começa a ser afectado pelo aspecto mental e pelo aspecto emocional, o eu interior, a alma, se quisermos, de modo que notam essas mudanças a ocorrer gradualmente, e chegam a um estado tal que vocês deixam de existir numa determinada esfera ou esferas, e entram num estágio muito mais elevado do ser, num estado muito mais elevado da vida em que as coisas são completamente diferentes, onde vocês perdem a forma exterior conforme a compreendem."
Pergunta: "Teremos que passar por uma certa forma de morte, digamos, como temos que passar aqui?"
Ziegfeld: Sim, sim, de certa forma, mas não é o mesmo tipo de morte, não sei como ta descrever.
Pergunta: "Não, eu..."
Ziegfeld: "Olha, podem usar o exemplo da crisálida e da borboleta, para ter uma ideia vaga do que quero dizer. À medida que progridem, vocês gradualmente descobrem que o corpo que tinham vindo a usar não tem mais uso ou valor para vós, e descartam-no. Vocês entram numa espécie de coma, se quisermos, e quando saírem desse estado de coma, descobrem que vocês estão sem corpo, que de qualquer modo era desde logo apenas uma réplica do corpo físico, e vocês descobrem que possuem uma forma muito mais purificada e rarefeita, embora não na forma que conheceram na Terra. Vê bem, o corpo etérico é um duplicado exacto do corpo físico, mas não é mais o vosso verdadeiro eu, do mesmo modo que o vosso corpo hoje não é o vosso verdadeiro eu. É apenas a cobertura, é apenas o veículo da alma."
Pergunta: "Pois."
Ziegfeld: "Mas é a alma que continua sempre, não o corpo etérico, que pode durar talvez séculos no tempo, conforme vocês entendem o tempo, talvez milhares de anos, por a vida ter muitas fases, muitas esferas de actividade. Vocês mantêm a vossa forma exterior, talvez por séculos. Eu sei que no meu caso, estou certo de ter um longo caminho a percorrer até chegar a tornar-me uma alma completa. De momento eu sou apenas um indivíduo que progrediu até um certo grau, mas sei que ainda conservo toda a minha aparência externa e forma como eu fui conhecido na Terra, e acho que continuarei assim por muito tempo, por eu saber que tenho muito que aprender! [Nota do editor: Na época desta gravação, Florenz tinha estado "morto" há quase 22 anos]

Por eu saber que, eventualmente, do mesmo modo que estas pessoas que não vemos, mas que sabemos que existem e que pressentimos, se quisermos... eu não sei como dizer isto, mas nós aqui temos médiuns, num certo sentido, do mesmo modo que vocês têm médiuns no vosso mundo, seres dotados de uma alta expansão e de uma enorme subtileza que se encontra numa posição, embora não vão lá sozinhos, quer dizer, às esferas elevadas do ser, mas que são capazes de receber uma certa quantidade de informações e de ajuda, que nos transmitem a nós que somos menos afortunados e não tão altamente evoluídos.

Cada fase, cada estágio da humanidade tem de ser alcançado e passado e temos que progredir para um novo reino ou um reino superior. Cada indivíduo passa por estágios; tu estás está a passar por um estágio agora, e quando para aqui vieres irás passar por um processo de mudança. Vais continuar e vais viver uma vida muito semelhante em alguns aspectos, ou seja, irás ter as mesmas reações mentais; irás conhecer isso por um bom tempo, com respeito ao amor e ao afecto. Terás porventura o mesmo, talvez até mesmo paixões. Deste lado existe o amor físico. Não é algo que seja descartado de imediato. Não é algo que seja menosprezado. É algo bastante natural. Vocês ainda têm a mesma atitude mental em relação a certas coisas, e conquanto essas coisas sejam importantes, conquanto essas coisas sejam vitais, vocês ainda têm essa capacidade de continuar da mesma maneira. Não existe desgraça alguma nisso. Ninguém pode de repente tornar-se numa alma completa e aperfeiçoada. Vocês precisam passar por todas essas diferentes condições e estágios.

As crianças também nascem aqui em certas esferas, e essas crianças são muito belas por nascerem da mente, da alma e do espírito. Elas nascem como se fosse do amor, e embora o corpo físico e psíquico, se me for permitido usar tal palavra, sejam usados
​​para procriar a criança numa união, sem que haja contaminação da essência, por assim dizer, ou parte material real. Há tanta coisa que temos a explicar, sabes, mas a questão está em que é muito difícil.

Se pudéssemos mesmo dividir, suponho, cada plano em várias secções, isso poderia ajudar, mas é muito difícil o que uma pessoa lhes pode dizer, como o nosso amigo que acabou de falar sobre a casa nas brumas, conforme a experiência por que passou, mas isso ficou a dever-se ao facto de ele ter alcançado apenas um determinado desenvolvimento – um determinado estágio - de facto tu quase podes ver o mesmo no caso inicial dele, ele não tinha ido muito longe, em absoluto, mas precisou cruzar o abismo por si próprio; era algo que ele precisava fazer. Mas a recepção que teve, assim que ele expressou o desejo de ajuda e de orientação e de elevação tornou mais fácil o facto dos seus amigos o ajudarem. Gradualmente ele foi conduzido. Mas há certas pessoas que, quando aqui vêem pela primeira vez que, por terem levado vidas exemplares do vosso lado, conseguem um progresso muito maior, e têm uma recepção muito diferente e uma experiência diferente.

Mas, como digo, todos quantos vêem só podem contar a sua própria história à sua maneira, e embora de certa forma possam apresentar diferenças, gradualmente vocês descobrem que tudo se enquadra, tudo se encaixa como num quebra-cabeça, em que cada peça é importante em relação ao todo."
Pergunta: "Sim, isso deve tornar todas as histórias e todas as variantes muito interessantes."
Ziegfeld: "Pois, elas sempre serão interessantes, eu sei disso, mas precisam ser muito pacientes, sabes, por não ser fácil vir falar convosco, gente. Não temos facilidade em moldar as palavras para descrever as coisas que queremos dar-lhes a conhecer, sabes... Tudo quanto lhes contarmos, quero que percebam que não passa de um vislumbre do que tentamos transmitir. Temos que o reduzir à linguagem material, e muito se perde com isso. Damos o melhor que podemos, sabes."
Pergunta: "Esses vislumbres ajudar-nos-ão muito."
Ziegfeld: "Bom, o que eu quero que vocês saibam, acima de qualquer outra coisa é que, seja como for que tiverem levado uma vida na Terra - quer tenha sido muito boa, ou muito ruim, ou não tão ruim quanto a da maioria das pessoas - existe uma oportunidade, há um lar, uma esperança, e acima de tudo há um amor que os sustentará, que os ajudará, que os guiará, que os elevará e os salvará. Há muitos amigos por aqui, de todos os graus, de todas condições, de todos os estágios de desenvolvimento, sempre prontos a estender uma mão aos recém-chegados. Ninguém precisa ter medo de morrer, não importa em que condição se encontre, por no final, eventualmente, existir um caminho. Não importa que alguma pobre alma tenha cometido alguma coisa sombria, pode ainda apresentar alguma característica redentora em si mesma, talvez tenha tido algo no seu passado, na história dos seus pais, e talvez isso tenha plantado uma semente que, bom... a tenha levado a cometer certas coisas muito erradas - provavelmente muito erradas mesmo.

Existe sempre um amor, existe sempre um poder, há sempre um jeito para cada um dos filhos de Deus. A ninguém é negado clamar por ajuda, pois uma vez que houver um desejo redentor, poderemos dizer para nós próprios, então estaremos no caminho certo. Poderá não ser um caminho fácil, poderá ser um caminho difícil para alguns, mas vocês nunca estarão sozinhos, do mesmo modo que um amigo que foi mencionado, que esteve perdido por entre as brumas. Essa condição de brumas foi criada pelos pensamentos, pelos maus pensamentos, pelos maus pensamentos de um número incalculável de almas que as criaram no vosso mundo. Onde quer que pelo vosso mundo houver uma terra de névoas. Elas pairam sobre a vossa Terra como uma poça negra. Quando algumas pessoas deixam o vosso mundo, passam por elas sem nem mesmo saberem que estão lá, por as suas mentes e as suas vidas terem sido elevadas a tal ponto que não poderiam ter consciência da sua existência.

Há muitos para quem esse nevoeiro é uma realidade e que ancoram nele, pairam nele por um tempo. Às vezes, enquanto ainda vêm ao nosso encontro, elas acham mais fácil chegar até vocês. E pairam em torno do vosso mundo ao invés de se fundirem nesta condição de depressão e de neblina em torno de vós e da Terra, e elas invadem as mentes e as mentalidades das pessoas fracas. É por isso que vocês precisam ser fortes no vosso mundo. Vocês têm que aprender a superar-vos a vós próprios. Vocês têm que aprender a superar as coisas em vós próprios que sabem que são ruins, que estão erradas. É por isso que é importante que vocês tenham coragem, fé, e que devem ter dentro de si mesmos suficiente amor por toda a humanidade; e por mais que o indivíduo possa ser pecaminoso, vocês devem ter alguma simpatia, devem tentar ter algum entendimento, porquanto na medida em que distribuírem pensamentos de amabilidade, se distribuírem amor e simpatia da alma vocês estão a ajudar não só os indivíduos interessados, mas a vós próprios, assim como àqueles que estão apegados à terra em torno do vosso mundo, e acredita que há muitos.

Se pudessem vê-los, e se pudessem ver o tipo de lugares que eles assombram, vocês não conseguiriam nem chegar perto de nenhum deles. Tomem o exemplo do homem que tenha sido um bêbado; por vezes ele assombra os lugares que tiverem representado uma fixação para ele, quando estava na terra. Ele vê os próprios amigos e companheiros de pé no bar a emborcar mais uma rodada, e muitas vezes retiram uma enorme satisfação e prazer disso. E descobrem que os vícios e as partes inferiores dele entram, por assim dizer, no organismo físico do amigo ou da pessoa, de quem quer que esteja na condição de Terra, e começam a ver influências definidas a trabalhar. Vocês vêem nos vossos jornais, e lêem sobre isso, não é? Alguém foi atacado, talvez alguma jovem tenha sido atacada, e no dia seguinte você lêem sobre outro caso. Talvez no dia seguinte vocês leiam mais três ou quatro casos. Bom, esse é o tipo de condição que surge por afectar as mentes dos outros. Isso invade a mentalidade fraca, e talvez alguém aqui, um homem, num momento de tolice, tenha cometido um assassinato. Ele pode pairar ao redor e impingir os seus pensamentos a alguém de mentalidade fraca e de natureza semelhante, e alguém comete a mesma ação.

Sempre verão no vosso mundo, que um acto desencadeia uma dúzia de outros actos subsequentes, ou mais. Do mesmo modo que numa guerra: ela cresce na intensidade e ferocidade. Uma vez que ponham a coisa em andamento, por assim dizer, ela ganha velocidade e aí reúne uma tremenda força e poder. Quanto maior a taxa for, maior a força por trás dela será. Vocês no vosso mundo simplesmente não conhecem o poder do pensamento. Assim, é importante que quando pensarem, tenham pensamentos correctos, para que vivam uma vida correcta e façam as coisas acertadas, e eu sei que se vocês se esforçarem sempre por dar o vosso melhor, vocês não poderão errar muito, por haver por aqui muito bons amigos, que vêem a vós para os guiar, ajudar, erguer, partilhar todos os vossos pequenos problemas e dificuldades, e orientá-los se puderem. A vida é para ser vivida, mas ao mesmo tempo, há um jeito de a vivermos!
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"O nosso trabalho constitui um esforço missionário organizado que tem por objectivo disseminar a Verdade, sem o qual a vida espiritual do vosso mundo morreria. Da religião há poucos entre vós, e dos poucos que há, na maioria dos casos, perderam o seu poder de influenciar a vida e a acção. A vitalidade desvaneceu-se e só a aparência permanece. Conforme era no tempo do Cristo, assim é agora. Os homens andam ansiosamente à procura de algo que está para vir.
"Todo o tecido da sociedade é como um favo de mel, e há minas que podem explodir a qualquer momento. O que vocês chamam de comunismo ou socialismo é um mal, cujo potencial nenhum dos vossos homens de estado actuais percebem. Nesta mesma cidade (…) pode revelar-se, e arruinar todo o vosso sistema social. Ele é responsável por todo o descontentamento que no futuro próximo irá irritar os legisladores do vosso país. Este vosso mundo, nos seus aspectos sociais e religiosos, chegou encontra-se no seu último estertor, e precisa de algum novo poder que lhe dê vitalidade. Nós consideramos o que vocês chamam de Espiritualismo como o único antídoto possível para essa massa putrefacta de corrupção, o único meio de purificar o vosso mundo. Nós dizemos-lhes claramente que a vossa era é oca, espalhafatosa e irreal. Como o ar abençoado do céu mantém as coisas naturais puras, também o ar espiritual do nosso mundo purifica e revigora a vossa vida espiritual. É necessária uma religião de algum tipo para todos. A Causa em que nós e vós estais interessados conseguiu um progresso muito grande. É com o desenvolvimento da verdade espiritual pura, o crescimento da tolerância, e o rompimento de duras e firmes barreiras, a expansão do espírito de Cristo, em vez da teologia, que o progresso tem sido conseguido.
"Enquanto têm sido confundidos e desanimados com as decepções e a fraude que abundam nas manifestações públicas, os fundamentos permanecem inabaláveis mas o ar fétido será afastado deixando a atmosfera espiritual limpa e purificada. A vossa era é uma era de investigação e indagação, e representa um período para semear as sementes da Verdade Divina.
"Há muito tempo dissemos que seriam feitos ataques às formas de personificação da ordem existentes em cada país; Espanha, Alemanha, Itália e mais ainda na Rússia. Esse tem sido o caso, mas uma manifestação de discórdia ainda mais terrível está por vir. Socialismo, comunismo, ateísmo, niilismo - nomes diferentes para a mesma doença insidiosa - estão a sofrer um incremento no vosso mundo. Possivelmente essas forças poderão ser usadas para o bem quando gastaram os seus poderes; mas presentemente são empunhados pelos adversários que animar os princípios da desordem, a fim de se oporem ao nosso trabalho.
(IMPERATOR, através de WILLIAM SAINTON MOSES)

 CHOPIN III
Michey: Eu sabia que virias hoje
Rose: Ah, é claro que sabias.
Flint: Claro que ele viria. (Ri)
Rose: Como poderia deixar de saber? Vais fazer alguma coisa excitante? Mamoose parece pensar que vamos ter uma noite muito emocionante.
Michey: A sério? Gostava de saber porquê.
Rose: Esteve em transe na noite passada?
Michey: Transe?
Rose: Ele diz que esteve - e que acordou e que eu por si a falar numa língua qualquer estranha.
Michey: Ah. Eu não sabia nada disso. Já tenho muito que fazer com a mudança diária - já para não falar da mudança nocturna.
Flint e Rose: (Riem)
Chopin: ...Eu estive lá na noite passada.
Rose: Você esteve, Frédéric?
Chopin: ...Experiências.
Rose: Oh, eu... eu... Não me ouviu dizê-lo?
Chopin: Eu sei. Eu estou sempre lá a tentar fazer alguma coisa, sabes. Eu estou sempre a experimentar sempre que consigo ter uma oportunidade, sabes. E muitas vezes acho que a melhor altura é quando o médium se encontra completamente inconsciente e não sabe. Mas ocasionalmente eu tento ver se consigo estabelecer algum contacto no estado de sono, sabes.
Rose: Sim, e sei o que estava a fazer: a praticar o seu Polaco.
Chopin: A falar no meu próprio idioma, sabes.
Rose: Sim.
Chopin: Eu quero tornar-me proficiente em transmitir os meus pensamentos por sons através do médium, entendes?
Rose: Sim.
Chopin: Eu acho que vamos ter que o deixar inconsciente nas sessões.
Rose: Sim, essa é uma ideia muito boa, Frédéric. Está a praticar para o meu amigo?
Chopin: Bem, eu não sei. Estou só a praticar.
Rose: Para quem?

Chopin: Qualquer um. Não apenas uma pessoa em particular.
Rose: Oh, eu gostaria de saber Polaco.
Chopin: Por quê?
Rose: Por que não pratica agora, se pode? Não vai tentar?
Chopin: Não, eu prefiro falar em Inglês, caso contrário, tornar-se-ia ininteligível para vocês. Além disso, é muito mais difícil e eu quero fazê-lo à minha própria maneira.
Flint e Rose: (Riem).
Rose: Você sempre tem a sua própria maneira, não?
Chopin: Por o meu jeito ser o acertado. A minha maneira é a sensata.
Rose: Estou a entender. Tudo bem, senhor!
Chopin: Em todo caso, não teremos qualquer oportunidade de falar com alguém na minha língua por algum tempo.
Rose: Não?
Chopin: Em todo caso, eu tenho as minhas próprias razões.
Rose: Por quê?
Chopin: Eu quero ser capaz de ser proficiente. Eu quero ser capaz de dominar a situação.
Rose: Ah, pois.
Chopin: Não quero que ninguém possa dizer: 'Ah, bom, ele não falou muito bem o Polaco,' ou algo assim. Além disso, não te esqueças de que o Polaco de há 150 anos atrás não é o mesmo de hoje.
Rose: Ah, não é?
Chopin: E consequentemente eu tenho que aprender a falar o mais moderno.
Rose: Ah. Tudo bem, Frédéric. Como é que pronuncia o seu nome? Você diz que é Chopin, Chopin.
Chopin: Shou-pan.
Rose: Chopin ou Shu-pan?

Chopin: “Shou.”

Rose: Ah.
Chopin: Por que você entoa o 'Oh' assim?
Rose: Bom. Eu pensei ter ouvido você dizer "Shu-pan" ou algo parecido. Pode ter sido um deslize.
Chopin: Não.
Rose: Eh?
Chopin: Ora, ora, ora, o que é? O que ias dizer?
Rose: Seria maravilhoso se eu trouxe o meu amigo e você falasse Polaco fluente por ele ter dito que: "A única coisa que me levaria a acreditar, seria se o Chopin falasse comigo em Polaco."
Chopin: Bom, vamos ver, vamos ver. Mas de momento não estou tão preocupado com o sobre o teu amigo em particular.
Rose: Não.
Chopin: Estou preocupado com outras coisas.
Rose: Bom, eu estou muito interessada em saber tudo sobre o Egipto antigo, se me quiser contar algo sobre isso.
Chopin: Estás interessada em saber sobre o Egipto antigo.
Rose: Sim.
Chopin: Eu deveria ter pensado que há coisas muito mais importantes a discutir do que o antigo Egipto.
Rose: Há montes de coisas importantes, mas você vê, o início, quando estivemos ambos no Egipto antigo. Se pudéssemos ir subindo pouco a pouco, você entende? Do antigo Egipto e o passo seguinte, para a frente. Você não acha?
Chopin: Não, eu não.
Rose: Bom, eu - você sabe tudo sobre isso, Frédéric, e eu não, entende. E o antigo Egipto sempre me atraiu muito.
Chopin: Isso não é de surpreender. Mas muitas coisas te têm apelado em diferentes alturas.
Rose: Sim, mas você está em posição de me esclarecer, não é?
Chopin: Eu sinto vontade de te provocar.
Rose: Tudo bem, então provoque hoje. Faça o que quiser hoje. Estou preparada para qualquer coisa.
Chopin: Esse é o teu problema, estás sempre preparada.
Rose: (Riso) Bom, você está de humor. Eu não quero estragar-lhe o humor. Eu consigo lidar com isso, espero bem.
Chopin: Eu achei que irias conseguir lidar comigo.
Rose: (Ri).
Chopin: Bom, no trono do Egipto encontrava-se um rei chamado Aquenáton. Ele foi um governante muito sábio e muito bondoso, mas muito impopular no âmbito dos sacerdotes, da religião do seu tempo. Ele tinha ideias, um 'Novo Pensamento,' como poderia designá-lo, o que não agradou a determinadas pessoas posicionadas em lugares cimeiros. E eles esforçaram-se bastante por tentar complicar-lhe a vida e a actitude que ele tinha para com as pessoas. As pessoas gostavam de Aquenáton, mas os sacerdotes estavam a perder terreno, estavam a perder força, por causa das novas ideias dele, das ideias religiosas do rei. Sabes, durante muito tempo, nós, tu e eu fomos, como é que chamam a isso, fomos buscadores. Sentíamo-nos ansiosos por descobrir a verdade.
Fomos criados num círculo religioso. Fui criado numa casa religiosa. Além disso, desde muito cedo na infância, fomos legados à Igreja para ser o que tu chamarias de uma servos da Igreja da época. Mas nós vimos os trabalhos internos dos sacerdotes que não aprovávamos, mas não foi possível fazer nada sobre isso. Fundamentalmente tínhamos uma grande fé, mas essa fé foi abalada por indivíduos do sacerdócio e nós passamos a interessar-nos, sabes, pela doutrina, pelo novo pensamento de Aquenáton. Mas, eventualmente, passamos a ser vistos com suspeição pelos sacerdotes e tivemos que proceder a uma fuga para salvar as nossas vidas. Já te contei algo disso antes.
Rose: Sim. O que, você e eu escapamos?
Chopin: Nós escapamos... por um tempo, mas fomos apanhados.
Rose: Oh. E então o que aconteceu, Frédéric?
Chopin: Ah, fomos condenados à morte.
Rose: Condenados à morte!
Chopin: Secretamente. Ele não teria resultado os sacerdotes darem a entender que eles estavam a condenar pessoas à morte por causa das suas crença religiosas, pois não teria sido muito popular junto das pessoas; especialmente as pessoas que pertenciam à própria Igreja. Mas... ah bom, não fomos autorizados a viver. Esse foi o nosso primeiro contacto, tanto quanto a minha memória não me falha.
Rose: E depois o que aconteceu após a morte?
Chopin: Oh após a morte estivemos aqui algum tempo juntos, mas apenas por um curto período de tempo. Em seguida, voltamos a Roma, à Roma antiga da época de César.
Rose: Ah, sim.
Chopin: Éramos Cristãos. Estávamos sempre em busca, como eu já disse antes, da verdade. Mas aí de novo as nossas crenças religiosas não foram populares. A nossa busca da verdade meteu-nos em muitas dificuldades. Mas nós eram irmão e irmã.
Rose: Irmão e irmã? Oh.
Chopin: E assim, eventualmente, tivemos que fugir de Roma na época em que os cristãos estavam a ser perseguidos. Mas vivemos e estabelecemo-nos no que hoje eu acho que chamarias de sul da Itália onde vivemos em paz e em tranquilidade numa pequena aldeia. Os nossos pais tinham morrido muitos anos antes. Nenhum de nós casou, o que não é de surpreender, pois, embora nós não percebêssemos isso (que éramos irmão e irmã, é claro), houve algo que nos impediu, na nossa própria maneira de ser, de desejar procurar a felicidade noutro lugar. Nós contentámo-nos em ser deixados em paz. Eu era - eu sei que te vais rir disto - mas eu era um carpinteiro. Muito bom.
Rose: Um carpinteiro?
Chopin: Um bom carpinteiro.
Rose: Ah, sim.
Chopin: Você sabe, até mesmo na minha última encarnação, embora eu fosse um músico, eu era habilidoso com os dedos noutros sentidos. Eu podia criar: fazer coisas. Eu costumava divertir-me fazendo coisas de madeira na minha última encarnação. Isso é algo que provavelmente nunca apareceu em nenhum livro que versasse sobre mim, mas...
Rose: Não.
Chopin: Eu gostava de esculpir, como vocês dizem, de fazer, de criar coisas, sabes.
Rose: Sim.
Chopin: Mas isso é outra coisa.
Rose: Sim, mas continue, Frédéric. Você era...
Chopin: Tu também eras muito artística. Eras capaz de costurar e de bordar na perfeição. Era desse modo que levávamos a vida nessa encarnação romana. Eu fazia o meu trabalho como carpinteiro fazendo várias coisas e tu com a costura e o bordado, por seres muito esperta. Mas, sabes, entre nós tivemos uma enorme felicidade. Eu vivi até me tornar num homem muito velho. Tu passaste quando te encontravas nos teus quarenta e eu vivi muitos mais anos depois de ti.
Rose: E o que foi que eu fiz, entretanto, depois de eu morrer?
Chopin: Depois que tu morreste, ah, ainda estiveste aqui comigo.
Rose: Onde?
Chopin: Aqui.
Rose: Aí?
Chopin: Nenhum de nós se tornou músico. Tu ainda estás no processo de te tornares um, é claro. Mas eu não fiz nada no que diz respeito à música, exceto no Egipto onde eu tive uma certa educação musical, mas é preciso lembrar que existiam poucos instrumentos. Principalmente eles eram o que chamarias de um tipo de lira.

Rose: Pois.

Chopin: ...em que eu era bastante proficiente. Esse foi o primeiro instinto que tive para a música. No entanto, curiosamente na minha segunda encarnação eu não tive qualquer lembrança da música de todo - de criar ou tocar qualquer instrumento. Mas, foi na minha terceira encarnação que eu comecei a minha carreira artística musical.
Rose: Isso foi em...
Chopin: Isso foi no tempo da família Borgia...
Rose: Ah, pois.
Chopin: ...de que provavelmente já deves ter lido e ouvido falar muito.
Rose: Mil quatrocentos e qualquer coisa...
Chopin: Foi nesse período que a arte se encontrava em florescimento. Foi apreciada provavelmente mais nesse período, do que foi apreciada antes ou depois. Os instrumentos musicais estavam a tornar-se mais, digamos, compreendidos. Eles estavam a ser criados e as pessoas que tinham alguma experiência e conhecimento estavam a avançar e eram capazes de tocar e de compor. Nesse período particular, é claro, a música tinha avançado em certa medida, em comparação com os tempos antigos e eu tinha muitos dons na medida em que eu sabia pintar e conseguia tocar e compor. Algumas das minhas composições desse período inicial, presumo bem, podiam ainda estar por surgir, isto é, podem ainda existir vestígios da música que deixei.
Rose: Isso foi o tempo em que você era... como se chamava nome, então? Er... ah caramba... Qual era o nome que tinha na altura, Frédéric?
Chopin: O nome que eu tinha... Eu tive muitos nomes. Como todas as crianças Italianas foram-me dados muitos, muitos nomes.
Rose: Não, mas no tempo que esteve a compor na época dos Borgia.
Chopin: Giuseppe.
Rose: O que?
Chopin: Giuseppe.
Rose: Giuseppe. Ah.
Chopin: (Ininteligível) e foi aí que nos ligamos com o [Rudolph] Valentino e a sua família.
Rose: Ah, pois.
Chopin: Por a família dele estar relacionada com a nossa família.
Rose: Ah sim, e o Mamoose entra aí, não?
Chopin: Ele entra em cena aí pela primeira vez.
Rose: Ah. Eles eram irmãos - eram dois irmãos, não eram?
Chopin: Eles eram irmãos, séculos atrás nesse período específico. A família Guglielmini. A família Guglielmini.
Rose: Eh?
Chopin: Eu tento pronunciar para ti o nome da família. A família Guglielmini (Giovanni Battista Giuglielmini)
Rose: Gugliel...
Chopin: Família Guglielmini.
Rose: Família Guglielmini. Pois.
Chopin: Forjaram-se algumas ligações aí nesse período, que foram repetidas por sucessivas encarnações posteriores. Sabes, foste desposada, como se diz, prometida?
Rose: Desposada, sim.
Chopin:... quando era uma criança muito pequena e eu lembro-me da nossa cerimónia de casamento, ou serviço - lembro-me muito bem das vidas que levamos nesse período; provavelmente mais desse período do que talvez de qualquer outro. Por provavelmente, em parte, termos sido marido e mulher pela primeira vez e também por a minha música e por ter sido quando o teu interesse pela música surgiu primeiro, pelo menos, quando se evidenciou, sabes.
Rose: Ah.  
Chopin: Se alguma vez fores a Itália, coisa que provavelmente farás um dia, vai a Roma... verás alguns traços do meu trabalho.
Rose: Do seu trabalho?
Chopin: Alguns.
Rose: Mmm. Não pare, Frédéric.
Chopin: Houve uma família muito antiga chamada família Bellini.
Rose: Vallini?
Chopin: Não, não: Bellini.
Rose: Oh, Bellini.
Chopin: ...que era a casa a que pertencíamos. Ainda existem pessoas dessa família hoje e ainda existe trabalho dos irmãos Bellini, pois éramos uma família numerosa e eu e o meu irmão éramos ambos artistas. O meu irmão em particular. Ele era um artista muito talentoso e fazia muitas obras excelentes e eu também pintava, mas não tão bem, conforme penso ou creio. Mas o meu interesse pela música avançou nessa época nessa encarnação e eu compunha várias músicas para celebrações especiais e serviços da Igreja. Também para - também para, o que vocês chamam, suponho eu... (Ininteligível) para dança, como vocês dizem: pavanas, coisas dessa natureza.
Rose: Será que tivemos algum filho Frédéric?
Chopin: Não.
Rose: Não?
Chopin: Não. Não tivemos filhos. Tu sempre pareceste ter o hábito de morrer jovem - apenas por uma única razão é que desta vez morres mais velha.
Rose: Entendo.
Rose e Flint: (Riso)
Rose: E acerca do Valentino? O que... ele entra de novo em cena?
Chopin: Ele entra em cena várias vezes. Ele é, claro, uma alma muito antiga. Ele é um grande psíquico. Ele sempre esteve interessado no ocultismo. Nesse período específico era perigoso mexer com o oculto - isto é, caso a Igreja ficasse ciente disso. A Igreja sempre foi muito poderosa. Eu também me interessava pelo ocultismo e tu também. Mas nesses dias não tínhamos um grande conhecimento, mas tínhamos tido alguma experiência. Tínhamos uma grande crença na vida após a morte e na comunicação, mas a nossa oportunidade de aprofundar o assunto não era muito expressiva; não era muito significativa.

Mas Valentino era um personagem extraordinário. Ele sempre foi muito emocionante e, às vezes, quando ele estava connosco ou nós com ele, quando viajávamos, íamos a Nápoles. Permanecemos algum tempo nesse lugar e gostaríamos onde aprendíamos muito sobre as coisas psíquicas da parte dele. Mas tínhamos todos um pouco de receio disso. Por naqueles tempos a magia negra ser muito abundante e ser considerado muito imprudente ter algo que ver com qualquer coisa dessa natureza. Além de que era mais do que isso - era perigoso. Havia muitas bruxas, embora percebamos agora que elas não eram necessariamente pessoas más em absoluto. Mas naqueles dias éramos muito supersticiosos.
Rose: Sim. O Mamoose também lá se encontrava?
Chopin: Ele estava também se encontrava. Ele era um dos irmãos do Valentino nesses dias. A família Valentina é uma família muito antiga. Havia dois grupos - é muito difícil de explicar. Na Itália naqueles tempos havia casas, havia famílias que eram muito poderoso. E armaram-se enormes contendas entre essas famílias, entre as várias seitas e povos, e o país era governado em secções pelos nobres.
E gerou-se um enorme antagonismo entre certas famílias e uma série de incidentes desagradáveis ​​em que eu não estive envolvido, mas ele sim. Ele foi morto num duelo com outra família. Muito parecido com o de Romeu e Julieta, os Capuleto e assim por diante. Mas isso era comum nesses dias.

As famílias governavam vastas áreas de terra. Sabes, não foi senão em 1700 que eu realmente desenvolvi a minha música, de qualquer forma ou sentido, da forma que eu achava que a música devia ser desenvolvida. Foi nesse período que eu fiz uma grande quantidade de trabalho e compus, mas nunca me tornei no que vocês chamam famoso. Mas eu compus uma grande quantidade de obras, algumas das quais, possivelmente ainda hoje em dia ainda são tocadas, mas principalmente para a Igreja.
Eu sei que não aprecias música de igreja, mas naqueles dias a maioria da música era composta para a Igreja. Recebíamos apoio da Igreja. Também era essencial viver nesses dias. Agora estou a falar de uma encarnação posterior.
E na Itália e na Espanha e em alguns outros países do continente a música era muito apreciada e muito apoiada pela Igreja e muita gente que tinha inclinação musical recebia uma grande ajuda da parte da Igreja. A Igreja, em certos aspectos era, por assim dizer, o amparo da música. Eles - nós devemos muito à Igreja, do ponto de vista do desenvolvimento da música.

Alguns dos monges, por exemplo, eram muito psíquicos e eram muito inspirados. Eles não eram, talvez eu devesse chamá-los de médiuns, no mesmo sentido em que vocês os entendem hoje. Mas, nas suas meditações e orações e no tipo de vida que viviam e levavam elas trouxeram-lhes muito, de natureza mental. Eu acho que a maioria das pessoas que se encontrava nos mosteiros e afectos à Igreja - onde tinham muito tempo para meditar e para se entregar à oração e ao pensamento - eles eram muito mais sensitivos em relação às coisas do espírito, em consequência do que recebiam uma grande inspiração. E alguns dos monges eram muito musicais e deram um grande contributo à música e ajudaram ao seu desenvolvimento.

Mas não foi senão na minha última encarnação que eu realmente me tornei num músico de pleno direito e acho que todas as experiências e conhecimentos anteriores que eu tinha aferido e acumulado, sabes, ao longo de séculos de tempo e... tanta coisa surgiu nessa encarnação, que eu acho que foi na minha última encarnação que eu realmente consegui o que eu tinha a intenção de fazer, o que me propus aprender, o que eu tinha desenvolvido dentro de mim enquanto pessoa e carácter. Toda a minha vida passada, em certa medida, pode ser rastreada na minha música. É por isso que quando eu era muito, muito jovem, costumava surpreender as pessoas com o que eu conseguia fazer com o piano, com o que eu conseguia sacar do piano.

Mas, como sabes, quando eu era jovem as aulas que eu tinha eram muito superficiais.
Eu tinha muito pouca formação musical para dar no que quer que fosse, sabes, até eu atingir uns doze anos.
Rose: Eu sei disso Frédéric, Elsner não poderia ter conhecido aquele Żywny, lembra-se do  Żywny?
Chopin: Lembro, sim...
Rose: Do seu primeiro professor? Ele não conseguia ensinar-lhe mais quando você era - ele iniciou-o quando você tinha cerca de seis ou sete...
Chopin: Eu sei...
Rose: ...mas ele não conseguiu fazer mais nada de si, disse ele.
Chopin: Não.
Rose: E assim você começou a compor muito cedo. Você compôs - começou com a idade de oito anos. Eu consegui algumas dessas composições.
Chopin: Eu comecei - foi um instinto natural, comigo.
Rose: Pois.
Chopin: Sabes, é uma coisa extraordinária que eu quase não tenha tido qualquer ensino, quaisquer lições, com respeito a tocar piano.
Rose: Hmm. Não, eu sei.
Chopin: Tudo por instinto. Vinha-me naturalmente.
Rose: Pois.
Chopin: Quando eu era muito jovem eu sentava-me ao piano apenas a dedilhar, como vocês dizem, a colocar os meus dedos sobre as teclas. De qualquer forma, vinha-me automaticamente.
Rose: Sim. Ah, que interessante. Continue, Frédéric, se puder.
Chopin: Você sabe que há uma pequena coisa que eu compus: Em Dó Menor.
Rose: Dó Menor? Qual foi?
Chopin: Eu não acho que já a tenhas ouvido. Eu não poderia ter tido mais do que sete ou oito anos quando eu comecei a tocá-la.
Rose: Eu gostaria que você a cantarolasse.

Chopin: Eu não sei se consigo cantarolá-la. Mas mais tarde, muitos anos mais tarde, eu usei essa melodia simples e curta, esse tema, num trabalho posterior. É composto apenas por três notas.
Rose: Hmm. Um improviso em três notas, disse você?
Chopin: Em três notas.
Rose: Qual foi, Frédéric? Diga-me... (Silêncio)
Flint: Ele está a brincar contigo.
Rose: Hmm.
Flint: Está a tentar fazer com que descubras por si própria.
Rose: Eu sei. (Ri) Estou a esforçar-me por pensar muito. (Silêncio)
Chopin: (Muito calmamente) Dum, dum, dee, dum, dee...
Rose: O que?
Flint: Ele está a cantarolar alguma coisa, não?
Rose: Está.
Chopin: [Continua a cantarolar em voz baixa]
Rose: Eu não consigo ouvi-lo.
Flint: Tão pouco eu, é tão débil.
Rose: Dum, da, da, da, da, da, da, da...?
Chopin: Três notas.
Rose: É o que que está a sair em seu hmm... terceiro movimento de sua... hmm... Sonata?

Chopin: Tu lembras-te. Você descobriste-a.
Rose: Eh?
Chopin: Eu estava a ver quanto tempo te iria levar.
Rose: (Riso) Eu tinha pensado nisso, mas não tinha a certeza.
Chopin: Vês? O básico.
Rose: Eh?
Chopin: Você conduziste isso exactamente ao básico, vês.
Rose: Sim. Foi isso?
Chopin: Eu improviso com base nisso, sabes. Lembro que uma vez aconteceu uma coisa muito divertida quando eu estava a compor uma coisa. Foi num piano muito antigo. Eu estava longe da minha própria casa. Foi nalgum lugar onde o piano se encontrava em que tinha apanhado humidade e as notas, algumas notas ficavam presas, sabes.

Mas não obstante eu pensava: "Ah, não importa. Isto é um teste ou algo assim," sabes. Eu dizia a mim próprio: 'Ah, vou ver o que posso fazer com as notas que não prendem," e compunha alguma coisa com aquilo, entendes.
Rose: Sim. O que é que foi?
Chopin: Um pedaço de minha música, onde parece que há algo em falta, algo que falta - como se fosse bastante óbvio que algo estivesse errado e, no entanto, não é errado. Está musicalmente certo. Mas qualquer um que fosse muito esperto diria para si mesmo:
"Hmm. O que é este homem está a fazer aqui? Há algo de incomum. A que se deverá esta falha?" É quase como se houvesse algumas notas em falta. Na verdade, em certas cópias da minha música, mesmo em vida, eles colocavam certas notas que eu tinha tido a intenção de deixar de fora.
Rose: Ah!
Chopin: É um prelúdio.
Rose: A Prelúdio?
Chopin: Hmm. (Silêncio) Deixa pra lá.
Rose: Ah não, não, eu preciso entendê-lo.
Chopin: Já o entendeste.
Rose: Entendi? À primeira?
Chopin: É muito estranho, pelo menos na ideia de certas pessoas. Mas eu compus isso num piano muito antigo, onde um monte de notas não tocavam e onde os pedais não estavam a funcionar correctamente. Foi, de certa forma, uma espécie de teste para mim e eu encontrei uma enorme diversão com isso. É um trecho divertido de composição.
Rose: Hmm. Se é divertido deve ser um dos seus Scherzos.
Chopin: Não, não. É divertido para um músico.
Rose: Ah, bom. Não sou músico, infelizmente. O seu primeiro Prelúdio é bastante peculiar.
Chopin: Eu estou a fala de um prelúdio peculiar.
Rose: Sim. O primeiro?
Chopin: Ré, ré, ré, ré.

Rose: Hmm.
Flint: Ele disse qualquer coisa sobre o Ré.
Rose: Sim.
Flint: é em Ré, seja o que for?
Rose: Você está a dar-me alguma lição ou a tentar descobrir... está a testar-me?
Chopin: Não, não. Eu não estou a tentar testar-te. Por que deveria eu tentar testar-te? NO que toca à minha música poderias passar um monte de testes. Não a tocar, mas chegares a saber sobre ela. Tens diversas cópias dos meus Prelúdios. Eu quero dizer... uma repetição.
Rose: Sim, eu tive, mas dei-as...
Chopin: Ah, bom, eu estava a querer saber se nesse Prelúdio particular estaríamos a falar... se vários dos que passaram essa música também terão feito essas alterações.
Rose: Mas toda a sua música está alterada, Frédéric.
Chopin: Bom, não devia haver...
Rose: Um bom volume delas encontra-se alterada e os pedais estão completamente no lugar errado, acho eu.
Chopin: Você acha. Isto é mais que provável, mas o original...
Rose: Sim.

Chopin: ...o original, publicado durante a minha vida, é o correcto... mas mesmo assim existem erros em algumas, é claro.

Rose: Os editores alemães foram os melhores para você: 'Hottoff' ou algo assim.
Chopin: Eles dão bons copistas.
Rose: Sim. Mas esses são impossíveis de obter agora.
Chopin: Não é impossível para ti. Nada te é impossível no que toca a mim.
Rose: Não, por você estar comigo. Você levou-me a consegui-las. Deverei tentar consegui-las?
Chopin: Tu vais consegui-las.
Rose: Vou?
Chopin: Não te preocupes, irás conseguir mais coisas do que percebes em conexão comigo próprio. Nos próximos dez anos...
Rose: Ah Deus...
Chopin: Não diga 'Ah, Deus' assim. Nos próximos dez anos vais ter muitas surpresas e passar por experiências interessantes no que diz respeito a mim e à minha música e às vidas que levamos juntos. Mas eu não estou pronto ainda e eu não quero ser incomodado com outras pessoas.
Rose: O que quer dizer, com: "não querer ser incomodado com outras pessoas"?
Chopin: Eu quero fazer o meu próprio trabalho à minha maneira. E eu te quero fornecer experiências, testes, mas quero fazer diversas coisas.
Rose: Estou a entender.
Chopin: E não posso fazer isso se precisar concentrar-se em outras pessoas. Mais tarde, quando o tempo estiver pronto e eu estiver em posição de voltar-se para ti e dizer, 'Bom, olha fizemos isto e conseguimos aquilo juntos, então estaremos em posição de ajudar a convencer certas pessoas que poderão render algum serviço ou ser úteis. Mas de momento de nada servirá tentar agradar ou convence as pessoas que, em todo caso, ou não estão preparadas para isso ou poderão não estar em posição de falar ou de ajudar por qualquer forma que seja. Acho que devemos ser pacientes, como eu já te disse. Eu sei que tens ideias e planos. Eu plantei-as na tua cabeça, é verdade, mas, ao mesmo tempo, tem que se dar o tempo acertado para essas coisas.
Rose: Pois.
Chopin: Tu vais voltar para Maiorca novamente.
Rose: Vou.
Chopin: Para estabelecer uma ponte - isto é, como é que dizem, metafórica.
Rose: Sim.
Chopin: Estabeleces uma ponte de modo que torne possível certas coisas que devemos fazer. Há certas pessoas que vais conhecer, como eu já disse no passado. Certas amizades a ser forjadas e fortalecidas.
Rose: Pois.
Chopin: O professor é um deles. Ele virá a ser muito importante na tua vida.
Rose: De que maneira, Frédéric? Ele irá dar-me aulas, eu sei, por o Frédéric mo ter dito...
Chopin: Ele vai ensinar-te. Ele vai ajudar-te com a tua música, é claro. Esse é um pequeno prazer que eu quero que tenhas e a amizade do camarada. Mas eu também quero trabalhar com ele e usá-lo um pouco mais, a ele próprio, sabes.
Rose: Sim, sim, sim...
Chopin: Há certas pessoas entendes, é preciso perceber isso, que existem médiuns em várias direções. Há médiuns que eu posso usar, como este que te fala e que espero poder usar noutros sentidos. Mas também há músicos, que eu posso usar de um ponto de vista musical, que eu possa usar como instrumentos para o seu próprio bem, é claro. Mas também por ti, para te demonstrar, para te provar - não que precises muito de provas - mas eu tenho tantos planos.

Rose: Sim.

Chopin: Precisas lembrar-te de que estas coisas devem ser feitas por etapas. Elas podem levar uma série de anos. Eu aponto para dez anos. Isso é o que eu digo. Talvez um pouco menos, talvez um pouco mais, mas em dez anos, o que eu acho que tens que fazer - permanecer na Terra - poderemos fazer um grande trabalho. E eu quero deixar para trás um registo por teu intermédio, para o trabalho, para aqueles que forem inteligentes o suficiente e compreenderem o suficiente. Mas vou esperar conseguir certas coisas que em si virão a ser prova tão surpreendente que ninguém, a menos que eles tenham muita, muita dificuldade em acreditar - precisará acreditar para sair convencidos, sabes.
Rose: Sim.
Chopin: Eu sei o que estou a fazer, mas não me coloques muita dificuldade até que eu estar preparado.
Rose: Não, não ponho.
Chopin: Quando eu estiver preparado eu dir-te-ei.
Rose: Tudo bem, Frédéric, tudo bem. Fico feliz que o tenha mencionado mas não vou.
Chopin: É por isso que quando me fazes tantas perguntas, eu por vezes me mostro bastante tímido, como vocês dizem, a responder, por não querer que corras muito rápido, quando eu sei que a melhor maneira de alcançar todas estas coisas é por um processo gradual. Nós temos tempo. Temos tempo de sobra. Tu ainda tens muitos anos, dez anos pelo menos, para fazeres um grande trabalho. Talvez em seis meses, talvez num ano, talvez menos ou mais, eu venha a conseguir certas coisas que me propus fazer. Mas isto é apenas o começo, porque não só envolver uma pessoa, mas muitas, entendes. Não só a ti, nem só o médium, não só o círculo, como lhe chamam, que aqui se reúne, mas pessoas como o professor, pessoas como o Malcuzynski, pessoas como George Sand, todos os tipos de pessoas internacionalmente famosas do mundo. Pessoas musicais vão ser conduzidas a isto, mas para fazer isso eu tenho que me tornar proficiente, como vocês dizem, em comunicação. Eu tenho que ser proficiente noutros sentidos, para que eu possa demonstrar, de tal forma que uma pessoa como Malcuzynski, por exemplo, não possa voltar-se e dizer: “Isso não poderia ser Chopin.” Devo estar em posição de lhe transmitir uma convicção 100%. Entendes?
Rose: Sim.
Chopin: Seria impossível provar algo assim a um homem que ainda se encontra despreparado. Mas ele estará mais preparado talvez dentro de cinco anos mais ou menos, do que poderia estar agora. Do mesmo modo que o professor; nós temos que quebrar barreiras, temos que romper preconceitos religiosos. Temos muitas coisas, mesmo em relação à tua pequena amiga que toca tão bem. Ela acha-se envolvida neste processo.
Rose: Ela também?
Chopin: Hoje, ela é uma católica fervorosa.
Rose: Pois.
Chopin: Amanhã, quem sabe?
Rose: Hmm.
Chopin: Tu vais ver, tu vais ver.
Rose: O que irá acontecer com ela na vida, Frédéric?
Chopin: De que forma, que queres dizer?
Rose: Eu quero dizer, ela parece... Será que ela virá a ter algum futuro ou...?
Chopin: Todo mundo tem um futuro, por existir vida após a morte.
Rose: Sim, eu sei.
Chopin: E todo mundo tem um passado - oh ho, se tem!
Rose: Sim. Quer dizer, enquanto ela está na Terra irá ela continuar como ela está a prosseguir agora?
Chopin: Eu não vejo quaisquer mudanças na sua vida pessoal.
Rose: Não vê.
Chopin: E eu certamente não acho que se possa esperar isso.
Rose: Não.
Chopin: Ela tem conseguido tudo o que ela tem esperado alcançar, infelizmente.
Rose: Tem? Hmm.
Chopin: Mas é preciso lembrar, que se pode ser útil. Pode-se ser de enorme ajuda em pequenos aspectos e ela tem sido de uma grande ajuda para muitas pessoas. Ela tem sido muito gentil e atenciosa. Ela tem negligenciado a sua própria saúde para ajudar outras pessoas. Há muito na sua natureza e caráter que eu admiro. E é preciso também ter em mente que, apesar de não concordar com a sua religião, a sua religião tem sido uma grande ajuda para ela e ajudou-a a exibir muito bem no seu caráter. Portanto, nunca devemos ser preconceituosos.
O preconceito que eu tenho e os preconceitos que tantas pessoas têm é a contra tacanhez de espírito da doutrina da Igreja, que, por vezes, impede uma pessoa de se tornar numa pessoa muito melhor. Não quero unicamente dizer em caráter, mas melhor pessoa também no que diz respeito à sua arte, também; no que diz respeito à plenitude que eles poderiam atingir nas suas vidas.
Enfim, eu não quero entrar nisso, mas eu só quero que saibas que tenho os meus planos e que cada um dos meus planos é um bom plano e não só algo que eu tenha concebido. Uma grande dose de conversa e de ajuda me foi dada por outros aqui. Alguns tu conheces. Alguns tu não conheces. Há muitas coisas que queremos alcançar, mas essas coisas apenas só poderão ser alcançadas se formos pacientes, um com o outro; que trabalhemos em completa harmonia e cooperação e que não tentemos fazer muito, rapidamente. Tu vais ver, conforme eu já te disse. Processo, desenvolvimento gradual comigo. Gradual, muito gradual, mas ele irá fazer-se presente e quando chegar a hora de eu fazer as coisas que tocam a outras pessoas, eu vou fazê-las. As sementes já foram lançadas em Maiorca.
Rose: Ai sim?
Chopin: E quando você voltar irás até certo ponto ver o resultado da semente que foi lançada. Serão feitas perguntas. Vais tornar-te mais íntima: mais amigável. Vais conhecer novos amigos, novas caras. Os elos serão estabelecidos. Esta próxima visita será muito mais importante do que a primeira. A primeira foi importante; a segunda será vital.

Rose: Oh!
Chopin: De qualquer modo não te posso revelar mais nada hoje.
Rose: Tudo bem, Frédéric. Bom, nós estamos a pensar em ir lá por meados de Maio. Será que faz diferença?
Chopin: Isso não deverá fazer diferença.
Rose: Pois.
Chopin: Vocês vão me meados de... bom, quando lhes for possível.
Rose: Sim.
Chopin: Não o deixem para muito tarde no verão. Não vão no pico do verão. Vão quando a ilha se encontrar sossegada.
Rose: Sim.
Chopin: Quando o professor tem mais tempo.
Rose: Ah, pois.

Chopin: Tu vais ver. Tu vais ver. Faz com que saiba saber que vais.
Rose: Sim. Eu faço.
Chopin: Eu voltarei a falar de novo contigo se for possível quarta-feira.
Rose: Oh sim, por favor. Muito obrigado...
Chopin: Mas... tu vais ver. Tu vais ver. Eu preciso ir.
Rose: Muito obrigado por tudo o que você me disse.
Chopin: ...e não deixes a tua cabeça confusa demais. Anda contente.
Rose: (Riso) Tudo bem.
Mickey: Bye bye Rosie.
Rose: Bye bye.
Mickey: Bye bye.
Rose: Bye bye, querido.

DEÃO INGE
Deão William Ralph Inge foi teólogo e escritor Británico, prelado Anglicano, professor de teologia no Colégio de Jesus, em Cambridge, e Deão na Catedral de St. Paulo, em Londres.
O Deão Inge explica que a Igreja interpretou mal muito do que Cristo ensinou. Ele admite que ele próprio propagou distorções do que Cristo ensinou embora tivesse algumas suspeitas do que lhe ensinaram não era a verdadeira doutrina de Cristo conforme deveriam ter sido. Ele exorta a Igreja a voltar aos ensinamentos de Cristo e a abandoner muita da mitologia que se desenvolveu ao redor dele.
É chocante ver que os ensinamentos de Cristo, as verdades fundamentais que ele e outras grandes almas ensinaram, a revelação que foi dada, as obras que foram concretizadas nesta realização da vontade e propósito de Deus, que tanto infelizmente tenha sido obscurecido, tenha sido mal interpretado, tanto tenha sido produzido que nem sequer emanou dele nem de outros como ele. Que vocês tenham no vosso mundo tal caos por entre os homens que eles, infelizmente, não consigam pelo menos ver isso. É como se eles próprios na sua tolice, quais crianças, tenham perdido o caminho. Isso constitui uma pena e uma enorme tristeza para nós. Quando eu examino a minha vida, percebo muito bem como, na minha própria ignorância, embora eu achasse que era um homem de saber e experiência, embora eu achasse que eu tinha a verdade, percebo que o que aquilo que eu tinha era apenas um aspecto, aspecto esse que infelizmente, foi circunscrito de tal maneira que na realidade veio ao mundo para salvar os pecadores.
Imaginem um mundo tantas vezes necessitado, por o próprio homem só poder alcançar grandeza espiritual pelos seus próprios esforços. Nenhum outro indivíduo pode fazer isso por vós. Cristo e outros apontaram o caminho e deram o exemplo, e cabe-nos a nós seguir os seus passos e tornar-nos como eles. Mas quando consideramos, como tantas vezes na Terra o fazemos, que somos salvos, no sentido de que estes nossos esforços, por mais débeis que sejam, têm algum efeito e, no entanto, em si mesmos são inúteis por outro ter sido enviado para conseguir isso, para tornar possível a salvação... Uma vez que percebamos que nos podemos lançar sobre outra alma para sermos salvos, então estou convencido de que cometemos um grave erro, um pecado na verdade. Por eu estar convencido de que qualquer coisa, qualquer esforço que façamos, isso em si é o que tem importância. Por precisarmos empenhar-nos, esforçar-nos, precisarmos lutar, precisarmos ambicionar, precisarmos vencer dentro de nós mesmos. Ninguém pode fazer isso por nós; Precisamos fazê-lo nós próprios. Devemos seguir o caminho que foi estabelecido, e se o fizermos, então realmente encontraremos a salvação, mas somente através do nosso próprio esforço, não pelo esforço de outro.
Este Jesus, de que tanto se falou, esta grande alma que veio ao mundo de uma maneira tão humilde, e que viveu uma vida a dispensar amor, a disseminar a realização da vontade e do propósito de Deus. Em todas as coisas que ele disse e fez, ele esforçou-se para mostrar o único caminho para o desenvolvimento da consciência espiritual. A única maneira de encontrar a salvação era através do serviço e através do amor, colocando-se cada vez mais em segundo plano. Por outras palavras, tornem-se num receptáculo para almas maiores, para ensinamentos superiores, para uma maior realização da vontade e do propósito de Deus. Somos instrumentos, e quando percebermos isso, quando percebermos o quanto pode ser feito através de nós, o quanto podemos dar como tão poucos alguma vez o fazem... quando percebermos o verdadeiro significado e propósito das nossas vidas, então começaremos a ver, então começaremos a crescer e a expandir, então começaremos a tornar-nos pelo menos algo semelhante a Cristo. Mas pensar que uma pessoa, uma alma, embora enviada do Altíssimo, possa salvar-nos, isso constitui uma falácia.
[Aui, os presentes perguntam quem ele é e ele responde que é Deão Inge]
Estou tão ansioso por que Cristo seja compreendido. Não no sentido estreito, em termos do credo ou místico, mas como uma pessoa viva real, vigorosa, como ele certamente o foi na Terra, e é. Um homem que teve a coragem das suas convicções, não um fraco, piegas, conforme alguns parecem visualizá-lo, mas como um homem de força e de coragem e de convicção. Um homem que, se fosse vivo hoje, provavelmente seria preso por causa das suas opiniões, por causa da sua força, por ele ter a coragem das suas convicções.
Este homem Cristo não é a pessoa que é retratada na mente de tantos cujo estreito conceito se encontra muito distanciado da realidade. Cristo foi um homem de acção. Na era actual Cristo haveria de ser chamado de revolucionário. Ele haveria de ser talvez até mesmo preso como no seu próprio tempo. Ele teria sido morto pela multidão que nada quereria com ele. Se ele estivesse entre vocês hoje, se Cristo surgisse entre vós, vocês não quereriam ter nada a ver com ele. Apesar de tudo o que a Igreja ensina, a própria Igreja provavelmente seria a primeira a crucificá-lo, se pudesse. Por eles não gostarem daqueles que vêm com uma mensagem como esta. E sentirem receio. Teriam medo... Eles duvidariam, do mesmo modo que duvidariam das minhas palavras.
Muitos que ouvem as minhas palavras não as aceitarão. Por quê? Por eles terem medo. Eles temem que se desistirem daquilo em que creem, do que consideram ser certo, que eu... o substituísse e ocupasse o seu lugar. Eles não gostam de abrir mão do que tão firmemente acalentam. Apesar do facto de que, se muitos deles falaram a verdade, eles sabem nos seus corações que há muito erro naquilo que ensinam e pregam.
Eu diria muitas coisas, mas vou me contentar dizendo o seguinte: que se Cristo voltasse ao vosso meio, seria condenado pelas mesmas pessoas que hoje o apoiam e sustentam. Cristo não veio para estabelecer um caminho fácil, por ele, e todos nós no fundo de nossos corações sabermos disso... que aquele que fizer a vontade de Deus sobre a Terra, não poderá encontrar um caminho fácil. Porquanto é um caminho muito distanciado da concepção que o homem faz das coisas. O homem, que se tornou tão tendente ao materialismo, o homem cuja ignorância e tolice traz sobre si todos os tipos de sofrimento e miséria. O homem que, por se garrar ao orgulho, considera essas coisas mais importantes que a humildade. Somente aqueles que são humildes de espírito podem ver a verdade. Não são as mentes brilhantes, os grandes cérebros, nem os altamente posicionados que preservam o seu aspecto tolo da verdade. Invariavelmente, eles vivem com grande verdade, mas fazem apenas uma pequena concepção que se adeque ao próprio modo de vida particular que levam.
Nós vimos isso de muitas maneiras. Muitas vezes, aqueles que detêm a verdade no início, à medida que progrediram materialmente e alcançam um maior poder e uma maior posição, perdem o caminho. Imergem na concepção material das coisas. E não podem suportar a verdade. É apenas uma fachada, não é a verdade real. É apenas um aspecto que os beneficia, mas que não os beneficiou espiritualmente nem materialmente. Na verdade, as suas visões são uma mortalha, pois que por dentro delas há apenas morte.
Eu sei, eu sei por experiência própria, muito para meu pesar, que muitas das coisas que preguei, muitas das coisas que emiti como verdades, e em que acreditei sinceramente por muito tempo como verdadeiras, muitas dessas coisas retiveram o homem e infelizmente ainda o fazem. A vida é eterna. Nenhum homem morre. Até o próprio Cristo disse ao ladrão na cruz: "Hoje estarás comigo no Paraíso." Ele não disse "amanhã" ou "no próximo ano," ou "daqui a mil anos", mas hoje. A questão está, meus amigos, em que a fé nos pode tornar íntegros, mas precisamos ter fé na realidade, não em algo que não tenha uma base ou um fundamento.
O próprio Cristo foi um grande vidente, um grande profeta, um grande mestre e, acima de tudo, foi um grande humanitário. Ele era mais... que os socialistas, do que qualquer socialista jamais poderia esperar ser. Cristo não se preocupava com a riqueza ou a posição material; Ele não se interessava por vestes e templos enquanto tal. Cristo era até mesmo suficientemente humano para perder a paciência, como quando ele expulsou os cambistas do templo. Devemos compreender o que Cristo é. E particularmente, no aspecto do que ele foi na Terra. Ele era um homem, não um mito. Ele era um homem da realidade, não uma criatura mística, como o mundo gostaria que vocês acreditem. Ele não era o próprio Deus, na Terra. Ele era, obviamente, o Cristo, um ser humano que veio ao mundo de maneira normal. Por a... religião estabelecida. Os que pertencem à Igreja estabelecida, aqueles que se consideravam como os que se sentiam apreensivos, os indivíduos de posição, por perceberem que as coisas que ele pregava eram perigosas para a sua posição.
Embora seja provável que, hoje como então, se Cristo pudesse voltar, se ele voltasse num corpo material e praticasse as mesmas obras que praticou anteriormente, as primeiras pessoas a condená-lo fossem da Igreja. Ele seria muito melhor recebido fora dela do que jamais no seu seio. Pois que o povo convergiria para ele, aqueles cuja mente se acha aberta e apta a receber, e aqueles de mente fechada e entravada pelo credo e pelo dogma seriam os primeiros a recusá-lo.
Dessas coisas estou convencido. Que o próprio Cristo era um homem de grande simplicidade, um homem de grande piedade, um homem de grande fé no poder do amor, que não tinha qualquer consideração pelas coisas materiais. Quantos clérigos existem no vosso mundo de hoje que em boa verdade possam dizer que se conformam com esta concepção? Quantos há que procuram lugar e posição? Quantos não se deixam atrair pelas vestes, pelos serviços, por todas as posições que eles podem deter?
Digo-vos, que Cristo será encontrado nos corações de todos os homens de coração aberto e de sinceridade, ansiosos por entender e ver. Deixem vir a mim as crianças, como disse o próprio Cristo ao reuni-las ao seu redor: "Por delas ser o Reino dos Céus". O que ele realmente queria dizer com isso? Quando ao seu redor reunia adultos, homens crescidos em estatura, homens de experiência, no mundo da sabedoria. O que ele queria realmente dizer? Ele queria dizer que é a actitude da criança, a abordagem da criança, a simplicidade e a fé da criança que torna possível a revelação, o desenvolvimento espiritual e a evolução. Não a dos preconceituosos. Não a daquele de opiniões já formadas e de ideias definidas, e convencidos de si mesmos de que estão certos e de que os outros estejam errados. A actitude (característica) da criança é importante. Na verdade, eu diria que é mesmo vital. Até que o homem possa se despojar das suas idéias preconcebidas e sacudir de si as velhas crenças e as velhas lendas. Até que ele possa perceber que ele é, no seu íntimo, capaz de se harmonizar com o mais elevado, se ao menos o tornar possível pelo modo como vive. Se ao menos ele pensasse direito, e agisse correctamente, tornar-se-ia consequentemente correcto.
Eu digo-lhes que se o homem quiser tornar-se numa pessoa experiente à maneira e no sentido espiritual, se ele quiser tornar-se verdadeiramente espiritualizado, ele precisa libertar-se de todas essas concepções materiais. Deus existe, mas nenhum homem viu a Deus. Deus é uma força ou poder, a força motriz que dá vida a todas as coisas.
No vosso mundo, nada se acha perdido. O que possui o aspecto da morte não passa de um sonho. Um homem vai de um lugar para outro. Seus pensamentos ainda têm existência. Ele próprio é libertado das coisas materiais que o atam e o confinam. No entanto, o vosso mundo deve ser um lugar de experiência, de uma experiência e de um desenvolvimento essenciais, e em preparação, por assim dizer, para uma vida ainda maior. Quando o homem deixa o vosso mundo, como tantas vezes o faz, com fortes convicções e ideias fixas e preconceituosas, sua tarefa torna-se difícil. Ele precisa desaprender, como eu fiz, muitas coisas, e tem que se tornar como uma criança, com uma mente aberta, cheia de desejo de uma verdade real; cheia do desejo de progredir. E muitas vezes isso torna-se muito amargo, quando se percebe que durante toda uma vida na Terra se dispensou tantos ensinamentos que se provaram erróneos, falsos mesmo, quando se percebe que a fé fundamental que era a verdade, foi distorcida além de toda medida. Estou muito consciente de todas essas coisas. De facto, muitos são os que estão comigo que sentem como eu, que se pudéssemos voltar, com o conhecimento atual que temos, quão diferentemente não pensariam e agiriam, quão diferentemente não falariam!
Caso a Igreja queira sobreviver, deve livrar-se de muitas das antigas falácias. Ela deve unir-se com uma força fundada na verdade, e não deve ter medo de se erguer como Jesus se ergueu contra a multidão. Deve estar preparada em todos os momentos, não importa o quanto isso custe, para falar honestamente e agir em conformidade, e não ter medo da reacção dos diversos quadrantes. Quando a Igreja dissemina os ensinamentos de Cristo, na sua intensidade plena, então ela será rejuvenescida e começará a alçar-se acima. Quando observamos o vosso mundo, a miséria, a incerteza, quando vemos as possibilidades que poderiam ter, as coisas tão tremendas que poderiam sobrevir sobre a Terra e os seus povos... Quando vocês percebem que estão, num certo sentido, à beira do desastre de novo depois de duas guerras mundiais... No entanto, a Igreja abençoa as bandeiras, abençoa as armas, abençoa os homens nos seus uniformes, abençoa cada nação em conformidade, mas tudo isso é contrário a Cristo, os ensinamentos de Cristo...
O Príncipe da Paz. Como podem vocês ser súbditos do Príncipe da Paz se defendem essas coisas? Eu digo-lhes que o próprio homem na sua cegueira se separou de Deus e que Deus se está a estender por meio dos Seus ministros que no vosso mundo se esforçam por ajudar. Mas aqueles que ministram no vosso mundo, o seu ministério muitas vezes e de modo invariável representa uma enorme falha. Eu não condeno, nem culpo, mas afirmo que eles devem examinar os próprios corações, devem encontrar novamente o Príncipe da Paz, devem enunciar as suas palavras entre os seus filhos, e devem ficar juntos como um feixe sólido, no seu serviço. Enquanto eles estiverem separados, enquanto disputarem entre si a respeito de quem está certo e de quem está errado: "A minha concepção está correcta e aquela está errada..." enquanto eles pensarem e agirem como fazem, então as igrejas esvaziar-se-ão gradualmente. Por aqui e por ali, entre estes povos, existem boas almas, almas bondosas, almas sinceras, que se esforçam, à sua maneira, por fazer o que é certo.
Sei que muita coisa boa veio da Igreja, mas penso muitas vezes na grandeza que poderia existir, no quanto mais poderia ser alcançado. Afirmo a todos aqueles que possam escutar as minhas palavras, quer eles creiam ou não no que eu afirmo, ou acreditem que sou eu quem falo com eles, afirmo que vocês têm dentro de vós grandes oportunidade de fazer a vontade de Deus, de seguir os ensinamentos do Mestre, do Cristo, de perceber a sua humildade, de modo que também possam ser assim. E se vocês desistirem de muitas dessas coisas que sabem no vosso coração serem falsas e buscarem cada vez mais tornar-se como ele e ser como os filhos de quem ele mesmo gostava tanto, se vocês puderem ser como a criança, e ter um coração aberto e uma mente vulnerável, sem idéias preconcebidas nem fortes convicções, se vocês tiverem a fé e a confiança de uma criança, então vocês poderão ser guiados e orientados, e de todo esse mal poderá advir um grande bem, e o mundo poderá ser salvo de si mesmo, e vocês encontrarão o caminho da paz e do progresso.
Nós viremos até vós e nos uniremos de novo convosco para que o vosso mundo se torne verdadeiramente na comunhão dos santos. Mais uma vez vocês poderão tomar a comunhão no sentido mais verdadeiro, e tornar-se um connosco, e juntos poderemos vencer o mal, e juntos poderemos encontrar aquela paz que o mundo não pode encontrar. Mas, no nosso próprio tempo, com a vossa ajuda e orientação, e com a paz que ultrapassa todo o entendimento, isso, de facto, será tornado possível, a realização da vontade de Deus e o propósito para os seus filhos, agora e para sempre.
O meu amor e a minha bênção eu estendo a todos quantos escutarem a minha voz. Se eu disse algo que parece difícil, e ainda assim a alguns parecer impossível, e outros sentirem que o que eu disse esteja em desacordo, eu digo-lhes para pensarem nessas coisas, para as revolverem nas vossas mentes e nos vossos corações. Procurem a verdade e percebam que à vossa própria porta está o próprio Cristo a bater. Deixem-no entrar e façam dele um visitante bem-vindo e deixem-no tornar-se parte da vossa vida, para que vocês se tornem verdadeiramente parte do rebanho, um daqueles cuja tarefa é fazer a Sua vontade entre os seus filhos. A vossa é uma grande responsabilidade.
Lembrem-se que se vocês tiverem que fazer este trabalho, façam-no bem, vocês devem tornar-se semelhantes a uma criança. Eu só desejo poder fazer mais do que posso. Muitas vezes desejaria poder voltar à Terra e fazer o meu trabalho de novo. Tanto seria o que faria diferentemente. E, no entanto, sei que, à minha maneira, fiz o que achava certo. Muitas vezes, infelizmente, é tarde demais, mas ainda assim, num certo sentido, não é tarde demais, pois sou capaz de voltar, sou capaz de falar. Eu digo-lhes para não se preocuparem com nomes e personalidades, mas para se preocupem com o texto e a mensagem, e para deixarem que se torne uma realidade nos vossos corações. Isso poderá mudar o vosso mundo e realmente torná-lo num lugar digno dos filhos de Deus.
Leslie Flint
Traduzido por Amadeu António


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