terça-feira, 3 de janeiro de 2017

OS SISTEMAS DE CARTOGRAFIA DA ALMA




DA CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DAS ALMAS

De acordo com Atun-re, a história da criação é descrita de forma bastante precisa no Evangelho de João. Vou narrar essa história com esclarecimentos de Atun-re e do próprio John, conforme se constata no livro Spirit Communication de Kevin Ryerson. Conforme mencionado, o espírito-guia que se intitula como João, identificou-se como o Apóstolo João, que é igualmente o autor do Evangelho mencionado.

A Criação do Universo Físico, das Mónadas, Almas e Dipolos

De acordo com João e Atun-re, Deus criou o universo físico num Big Bang, que os cientistas estimam tenha ocorrido há catorze biliões de anos. Deus fez isso num acto criativo e o universo físico pode ser considerado como o corpo de Deus. Atun-re conta que Deus criou as almas associadas a este nosso universo num nano segundo após o Big Bang. Podemos imaginar que essas almas se tenham separado (cindido) como pequenos fragmentos de Deus, pequenas porções de Deus que brotaram de Deus. Interrogado sobre a razão por que Deus terá criado as almas, Atun-re respondeu que os criara por querer expressar unidade através da diversidade. Deus queria expressar diversidade. Também refere que Deus criou todas as almas associadas a este universo ao mesmo tempo. Interrogado do que existiria antes desse Big Bang, ele respondeu que nada existia; apenas a consciência pura. Depois acrescentou que o próprio Deus tinha tido manifestações anteriores e que existira um universo antes do nosso, anterior ao Big Bang que foi estimado como tendo ocorrido há catorze biliões de anos atrás. As almas que tinham existido nesse anterior universo continuaram a existir a seguir ao nosso Big Bang. Assim, embora a estrutura física do universo seja destruída e recreada por meio de fenómenos como o de Big Bangs, as almas persistem.

Atun-re explicou que um pequeno número de almas que tinham existido antes do nosso Big Bang concordaram em encarnar no nosso presente universo. Interrogado se essas almas tinham trazido consigo habilidades, talentos e dons das suas existências anteriores, ele disse que sim, e que grandes líderes da humanidade como Buda, Moisés, Jesus, Maomé e Krishna e outros tinham existido antes da criação do nosso universo. Eles assim como milhares concordaram em encarnar de novo na existência física a fim de liderar e servir a humanidade. Essas almas experientes penetraram na existência física através do mesmo portal que as almas novas, um nano segundo após o Big Bang, há 14 biliões de anos atrás.

A MÓNADA, A ALMA E O NOSSO ESPECTRO DE ENERGIA

Quando nos criou, deus imbuiu-nos de qualidades específicas de energia que permanecem connosco ao longo da nossa existência. É por isso que, ao longo das diversas encarnações tendemos a demonstrar traços de carácter similares, paixões e talentos. Para melhor se entender as qualidades da personalidade na nossa evolução espiritual, diferenciaremos entre a mónada e a alma.

(NT: Para um melhor entendimento, aconselho o leitor aqui a interpretar a “alma” como o espírito, e a “mónada,” como a verdadeira alma. Em todo o caso tal interpretação é opcional, e presta-se unicamente a evitar confusão)

Usaremos o termo “mónada” para descrever a parte da nossa anatomia espiritual que permanece em união com Deus, que permanece no domínio da existência que constitui a origem ou sede da consciência de Deus. Se brotamos de Deus, a mónada poderá ser considerada idêntica ao “espírito.”

Definiremos a “alma” enquanto projecção da mónada que se propaga por diversas outros planos ou dimensões geralmente descritos como “inferiores”, relacionados com o plano em que a mónada, ou espírito reside. A alma percorre esses planos ou dimensões inferiores a fim de obter experiência e de estabelecer identidade. A alma constitui um repositório das experiências que tivermos obtido ao longo das vidas. Os antigos Egípcios acreditavam na reincarnação e também eles dividiam a anatomia espiritual em partes distintas, nomeadamente em “Ba” e “Ka.” Embora o entendimento que os Egípcios tinham diferisse um tanto, Atun-re indicou que para fins de compreendermos, podemos encarar o Ba com equivalente à Mónada e o Ka como semelhante à alma. Atun-re declarou que ambas foram criadas em simultâneo e confirmou que o modelo da aparência fácil que temos também foi criado ao mesmo tempo que a mónada e a alma foram criadas, e que esse modelo corresponde às propriedades matemáticas da alma. Um modelo facial particular poderá ser percebido como belo ou pouco atraente em diferentes encarnações, tal como a condição da face e dos dentes, o peso corporal, etc. Os costumes sociais, aquilo que a sociedade define como de bom gosto (moda), também influenciarão se seremos atraentes ou não. Embora mantenhamos a mesma estrutura óssea, a mesma aparência básica, podemos revezar o processo, de vida para vida, ou ser percebidos como belos ou singelos.
A mónada assemelha-se a um apêndice de Deus, por ser parte de Deus e no entanto como tendo a sua própria existência.

Agora que esboçamos uma distinção entre mónada e a alma, descreveremos a forma como fomos criados com características únicas. Imaginemos que a mónada, a centelha da nossa existência que proveio de Deus se assemelha a um prisma que difracta a luz branca. Quando imaginamos um prisma, geralmente imaginámo-lo triangular na forma e as sete cores do espectro visível a emanar dele.

Imaginemos que, quando nós enquanto mónadas fomos criados, cada um de nós possui um prisma único que emite uma combinação de cores ou energias que nos caracterizam. Certas mónadas produzem um espectro de energia que comporta o vermelho como cor predominante, outras mónadas produzem primordialmente o verde, outras ainda o amarelo ou o azul. Chamaremos a esse espectro único “assinatura da Energia”, ou “espec6ro da energia.” Quando encarnamos a alma transmite-nos o nosso espectro de energia. Imaginem que a alma seja capaz de projectar um holograma, uma imagem tridimensional ao corpo físico em desenvolvimento. O holograma de energia inclui o modelo ao redor do qual os nossos ossos e tecidos crescem, que acabam por resultar nas nossas aparência característica e arquitectura facial particular. O holograma também transmite o nosso espectro de energia, que é então refletido nos traços do nosso carácter, aptidões e interesses.

A nossa alma constitui, pois, uma dinâmica de energia que supervisiona e anima a nossa encarnação. Vós sois uma projecção holográfica da vossa alma num corpo físico. A vossa alma, contudo, é mais do que vós, por só serem a vossa alma unicamente num ponto focal do tempo e do espaço. A vossa alma sois vós e também é a soma de todas as encarnações que teve. A maioria de nós não possui qualquer ligação consciente com a nossa alma, mas alguns têm, conforme evidenciado pelas lembranças de vidas passadas. Uma das características do avanço espiritual consiste numa ligação consciente com a nossa alma.

Vamos penetrar nas formas que nos possibilitam melhor compreensão dos espectros de energia, o conjunto peculiar de energias ou cores que respondem pelo facto de sermos aquele que somos.

OS SETE RAIOS

Um modelo da personalidade que gostaria de usar para melhor ilustrar a natureza da alma é designado por "Sete Raios,", conforme descrito na literatura Teosófica. Refiro-me a este modelo por se enquadrar na perfeição no conceito de cada um de nós enquanto detentores de uma assinatura de energia ou espectro de energia que consiste na combinação de cores. Contudo, os Sete Raios consiste apenas num modelo e nós iremos igualmente explorar outros sistemas que podem ser utilizados na compreensão do espectro de energia.

Esta categorização foi retirada de escritores como Alice Bailey e Atun-re. Diferentes fontes poderão classificar as pessoas segundo modelos ligeiramente diferentes. è de notar que não somos apenas de um tipo de raio. Ao invés, assemelhamo-nos mais a uma fonte possuidora de sete jactos que emitem a energia dos sete raios in diferentes proporções. Alguns de nós emitem primordialmente um raio, outros uma combinação de raios. O que importa compreender é que nós possuímos uma assinatura de energia que é única, um espectro de energia que é característico, que se manifesta de uma encarnação para outra. Os Sete Raios são esboçados da seguinte maneira:

Primeiro Raio: A energia da vontade, que produz uma concentração no poder de exercer influência.

Aqueles que possuem assinaturas de energia com uma grande quantidade de energia do Primeiro Raio são atraídos para posições de liderança no governo, no serviço militar, estruturas corporativas, etc. Estes indivíduos apreciam a acção e desfrutam de profissões orientadas para a acção tipo polícia, bombeiros. Os atletas demonstram a energia da vontade. Exemplos históricos de tipos do Primeiro Raio incluem Alexandre o Grande, Indira Gandhi, Leonid Brezhnev, Joseph Stalin e Nikita Krushchev.

Os tipos do Primeiro Raio são frequentemente distinguidos por uma enorme coragem, mas também são capazes de provocar enorme destruição. Isso pode ser um benefício caso organizações e formas obsoletas devam ser renovadas, mas geralmente a destruição desperdiça recursos e infraestrutura. Em última análise o conflito é desnecessário e a humanidade saltará em frente em termos evolutivos quando os tipos do Primeiro Raio focarem a sua capacidade de liderança na construção em vez de na destruição. Na verdade,  tipos mais evoluídos do Primeiro Raio gravitarão cada vez mais para papéis de liderança nos governos e corporações do que para a vida militar.

Um exemplo de um indivíduo que esteve associado com a energia do Primeiro Raio foi o Imperador Francês Napoleão, que conquistou muitas terras, mas também criou muita destruição e sofrimento. Embora este caso necessite de avaliação adicional, Napoleão foi identificado por  Atun-re como tendo reencarnado na pessoa de Jack Welch, que foi Director Executivo da General Electric, que transformou a GE de um fabricante de electrodomésticos numa corporação multinacional diversificada.

Welch, à semelhança de Napoleão, foi um líder excepcional que expandiu enormemente o domínio ao longo do curso da sua carreira. Na contemporaneidade, Welch expressou as qualidades do Primeiro Raio na sala de reuniões em vez de no campo de batalha, o que representa uma expressão mais evoluída das competências de liderança e Atun-re predisse que Welch reencarnará no futuro a fim de criar corporações de enorme boa-vontade.

Um mau emprego da energia do Primeiro Raio pode ser constatado como causa da maior parte da violência e crime, por uma personalidade impor a sua vontade noutra de forma inapropriada. Infelizmente, por intermédio dos meios de informação de massas, a expressão da vontade sobre os outros é glorificada na acção e nos filmes de horror. Ser um "Exterminador " tornou-se objecto de fascínio, que provavelmente encorajará o mau emprego da energia do Primeiro Raio por formas trágicas, tais como em episódios de tiroteios em escolas.

Maior atenção será dada ao Primeiro Raio do que aos outros, por ser a energia que causa mais problemas e que cria o maior carma negativo para as pessoas e nações. Na verdade, os cursos de "controlo da raiva" deveriam ser integrados nos currículos escolares por toda a parte de forma a que o mau uso da energia do Primeiro Raio seja cerceado e não glorificado.

Segundo Raio: A energia do amor e da sabedoria, que produz o desejo de uma melhor compreensão da condição humana e da elevação da humanidade.

Indivíduos dotados de assinaturas de energia que se enquadrem no Segundo Raio dedicam-se a empregar a sabedoria para realçar a ordem social. Almas dotadas de energia do Segundo Raio são motivadas pelo desejo de ajudar a sociedade pelo geral, com um propósito final de pôr termo à injustiça social e ao sofrimento. Geralmente são carismáticos, pragmáticos, pessoas que demonstram empatia - professores e activistas sociais do mundo. Muitas vezes, produzem trabalhos de escrita que incorporam as condições sociais da época.

Exemplos históricos do Segundo Raio incluem Mahatma Gandhi, William Shakespeare, Carl Jung,  Lao Tse, Leo Tolstoy, Krishnamurti e Nikolai Gogol. Atun-re sugeriu que a apresentadora do programas de entrevistas Oprah Winfrey, o anterior Vice Presidente Al Gore são tipos do Segundo Raio.

Terceiro Raio: A energia da inteligência criativa, que produz o desejo de criar objectos de valor pratico.

As almas caracterizadas pela energia do Terceiro Raio gostam de fazer uso da ciência, das matemáticas e de outras disciplinas de aplicação prática. São os engenheiros e os arquitectos do mundo assim como os criadores da tecnologia.

Exemplos históricos incluem Alexandre Graham Bell, Madame Curie e Antoine Lavoisier. Atun-re sugeriu que Thomas Edison e Frank Lloyd Wright foram tipos do Terceiro Raio. Os economistas podem ser encarados como expressão da energia do Terceiro Raio. UM dos economistas teóricos mais famosos do mundo, Adam Smith, (1723-1790, autor de: A Riqueza das Nações) foi confirmado por Atun-re como tendo reincarnado na época contemporânea na pessoa do economista Jeffrey Sachs, autor de The End of Poverty: Economic Possibilities for Our Time (O Fim da Pobreza: Como Consegui-lo na Nossa Geração).

Quarto Raio: A energia da arte e da beleza.

As almas dotadas de uma energia primordial do quarto raio são as artistas, os músicos e actores do mundo. Figuras históricas desse quarto raio incluem Pablo Picasso, Paul Gauguin, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig von Beethoven, Frederic Chopin, Jimi Hendrix e Louis Armstrong. Na Índia contemporânea, actores como Amitabh Bachchan e Shah Rukh Khan representam tipos do Quarto Raio. Também inclui Hans Christian Andersen e Edvard Grieg, que reincarnaram na contemporaneidade. Hans Christian Andersen nasceu em 1805 na Dinamarca. Enquanto catraio, gostava de contar histórias e usava marionetas para criar dramas. O seu pai construiu-lhe um teatro em miniatura, que Hans usou para as peças de teatro de marionetas. Na juventude, Andersen foi sensitivo e efeminado por natureza. Os seus colegas provocavam-no e questionavam se ele seria um rapaz ou uma rapariga. depois de ter passado os seus anos iniciais numa pequena cidade chamada Odense, mudou para Copenhaga na juventude.

Na idade adulta Andersen viajou extensivamente e escreveu narrativas sobre as viagens que fez, que se tornaram registos de viagem populares. Continuou escrevendo contos de fadas e estórias, como a do Pequeno Polegar, a do Patinho Feio, e A Princesa e A Princesa e a Ervilha, que se tornaram clássicos da literatura. Mais tarde na vida, durante uma das viagens que fez a Inglaterra, Andersen ficou com Charles Dickens durante diversas semanas. Dickens reincarnou como a escritora J.K. Rowling, autora das séries do Harry Potter. Andersen morreu em 1875.

Conforme foi confirmado por Atun-re, Hans Christian Andersen reincarnou como Erik Berglund, que foi um contador de histórias e um artista de estúdio de renome internacional. Erik notou muitas semelhanças entre ele e Andersen. Ele relatava que na juventude era muito sensitivo e andrógino por natureza. Erik nasceu numa cidade chamada Northfield, no estado do Minnesota, onde muitos imigrantes escandinavos se instalaram nos Estados Unidos. Na juventude, mudou-se para Nova Iorque, e ao fazê-lo repetiu um padrão que Andersen demonstrou ao se mudar da pequena cidade para uma cidade maior.

Foi em 1974, em Nova Iorque, que Erik esbarrou com a estátua de Hans Christian Andersen, e para além de notar uma semelhança física, Erik soube intuitivamente e de certeza que el tinha sido Andersen numa encarnação anterior. Ele viria a manter esta informação, este conhecimento interior para si próprio com respeito ao Andersen por mais 33 anos. Em 1976, numa altura em que se sentia confuso quanto ao rumo que deveria assumir na vida, Erik conheceu e fez amizade com Norman Ernsting e a sua esposa, que levaram Erik para sua casa. Erik conta que ele e Norman estabeleceram uma sintonia instantânea e que Norman sentira que Erik era da "família."

Norman tinha construído um teatro de marionetas no Museu as Crianças dos Nativos Americanos, em Nova Iorque. Erik sempre sentira um amor inato e talento para contar histórias e finalmente encontrara expressão para esse dom, ao criar dramas com Norman. Os dois entretiveram centenas de crianças com regularidade, com o seu teatro de marionetas.

Enquanto residiu em Nova Iorque, Erik aprendeu a tocar a Harpa Irlandesa e eventualmente tornou-se artista de estúdio. À semelhança de Andersen, Erik viajou extensamente por todo o mundo a dar concertos, e nas suas actuações, a música de harpa era misturada com o conto de histórias.

Conheci Erik em 2007 e posso assegurar que enquanto artífice de histórias assim com músico, ele era excepcionalmente dotado. Conhecedor do interesse que sinto pela reincarnação, Eric revelou-me a ligação de vida passada que tinha com Anderson e partilhou a hipótese de Norman Ernsting poder ser a reincarnação do pai de Andersen. De notar que o pai de Andersen lhe tinha construído um teatro de marionetas ao filho Hans, muito à semelhança do que Norman fez nos tempos actuais. Igualmente será de notar que Norman levou Erik para sua casa como membro da sua família, algo que Norman nuna tinha feito por ninguém.

Numa sessão subsequente que tive com Atun-re, este confirmou que Erik Berglund era a reincarnação de Hans Christian Andersen e que Norman Ernsting era a reincarnação do pai de Andersen. No final ERik divulgava o seu caso de reincarnação em fóruns públicos. Foi Erik quem me contou  sobre o músico Canadiano Paul Armitage, que acabou por vir a acreditar ser a reincarnação do compositor norueguês Edvard Grieg. Grieg nascera em 1843 e morrera em 1907.

Paul escreveu um panfleto em que considera a sua proposta vida passada muito à semelhança de Grieg. Na sua narrativa, Paul explica que desempenha como músico de teclado em muitos festivais e conferências, inclusive de carácter "espiritual." Além disso, ele compõe "Pequenos Retractos Musicais" para clientes, que é uma das formas de ganhar a vida.

Em Abril de 2001, uma mulher com dons de clarividência conheceu Paul num festival espiritual em Monte Shasta, Califórnia, e depois de escutar um Retracto Musical da Alma que Paul compusera, essa "psíquica" num estado meditativo anotou a palavra "Grieg" num pedaço de papel e entregou-o ao Paul. Pula relata que quando viu a palavra "Grieg" sentiu um surto de intensa energia emocional a correr-lhe pelo corpo e que experimentou um sentido inexplicável de familiaridade. Na narrativa que faz, Paul narra o caso muito como uma experiência de Dejá Vu com a excepção de não recordar nada.

Umas semanas mais tarde quando Paul regressava a Vancouver, Canada, ele ia a conduzir o carro quando involuntariamente sintonizou o rádio na estação de música clássica. Embora tivesse recebido um treino em música clássica, ele raramente escutava esse tipo de música. Porém, aquela peça musical que escutou no rádio teve um profundo efeito sobre ele. Com respeito a esse momento Paul escreveu:

Apanhei uma peça de música clássica que estava a tocar na rádio que literalmente me deixou pregado. Jamais a tinha ouvido antes, e não tinha a menor ideia o título nem do compositor dela. Mas fiquei paralisado e completamente apanhado pela beleza da peça enquanto a escutava ali sentado. Lembrei-me distintamente, enquanto escutava, de ter noção de uma qualidade particular no movimento harmónico da peça, e que enquanto músico entrara em completa ressonância com ela.

O anunciante da rádio passou a identificar que a pela era da autoria de Edvard Grieg. Embora Paul tenha sido tocado por essa experiência, ele ainda não se preocupou por pesquisar o Grieg. Somente quando ele fora de visita a um amigo e Paul relatou os episódios relacionados com Grieg é que o amigo dele puxou da enciclopédia musical. Paul ficou siderado ao olhar para o retracto de Grieg, por ele apresentar uma estranha semelhança com ele. Não só nas feições faciais, que se pareciam de uma forma notavelmente consistente, mas Paul, que ainda é novo, possui o mesmo tipo dramático e espesso de cabelo de Grieg. Paul também notou que o estilo composição musical de Grieg se assemelhava muito ao dele, uma observação que pode atestar quem tiver escutado as composições de ambos os artistas.

Permitam que partilhe aqui um história que sugere que a orientação espiritual esteve em acção na história de Paul. Enquanto na Europa, por meio de uma série de eventos sincronísticos fora do seu controlo, Paul foi capaz de visitar a casa de Edvard Grieg e enquanto lá esteve, obteve uma permissão especial para tocar no grande piano de Grieg. Foi tirada uma fotografia do  seu regresso a casa. No fundo da imagem, é vista uma velha fotografia na parede, que representa Grieg a tocar aquele mesmo instrumento, com o seu cabelo branco a cair para trás. o primeiro plano da foto contemporânea, Paul está a tocar o piano de Grieg, com o mesmo perfil facial e cabeleira dramática, o que produz uma imagem espelhada.

Numa sessão subsequente com Atun-re em 2007, perguntei-lhe se de facto Paul será a reincarnação de Grieg. Devia assinalar que Atun-re não confirma automaticamente as correspondências propostas, e muitas vezes afirma que estas são incorrectas. Ao trabalhar com Atun-re ao longo dos anos, a avaliação que faço das suas determinações é fiável. Neste caso, Atun-re confirmou que Paul Armitage é a reincarnação de Edvard Grieg. À semelhança de Erik Berglund, o caso de Paul é agora discutido em público. Além disso, Erik e Paul já tocaram juntos.

A reincarnação de Paul e Erik serviram para demonstrar como os tipos do Quarto Raio repetem os seus padrões artísticos ao longo as encarnações. Miguel Ângelo é um dos mais famosos artistas da história e espera-se que se enquadre na categoria do Quarto Raio, por ter sido sugerido que ele demonstrava uma energia desse tipo, que se manifesta em grande escala e potência nos muitos trabalhos que deixou, como o Davide, o tecto da Capela Cistina e a cúpula da Basílica de São Pedro. Será proposto que Miguel Ângelo terá reincarnado na actualidade na pessoa de Paul-Felix Montez, que está de novo a produzir “Arte em Grande.” Esse seu caso, porém, será discutido adiante.

Quinto Raio: A energia da ciência, que produz o desejo de compreender como os mundos funcionam.

Aqueles cujas assinaturas de energia são ricas de energia do quinto raio tornam-se químicos, biólogos e físicos do mundo. Nascem com o desejo de desvendar os segredos do mundo material. Enquanto as almas dotadas da energia do Terceiro Raio se plasmam em cientistas aplicados e nos criadores de tecnologia, os do Quinto Raio vivem mais no domínio da ciência pura e da teoria.

Um exemplo de uma reincarnação de um tipo de Quinto Raio envolve o caso de Benjamin Rush/Kary Mullis. Benjamin Rush foi líder em química e física durante a época da Revolução e Kary Mullis ganhou o Prémio Nobel em 1993 por inventar a Reacção em Cadeia da Polimerase que subjaz ao processo do reconhecimento das impressões digitais do ADN.

Atun-re sugeriu que Albert Einstein e Nicolau Copérnico tinham sido tipos do Quinto Raio. É proposto que Copérnico terá reincarnado e esteja a fazer um trabalho muito similar ao que fez no passado. Ele é de novo um perito mundial no domínio dos movimentos planetários e de facto serviu de líder para o projecto do Rover de Marte desenvolvido pela Nasa Atun-re afirmou que Copérnico tinha reincarnado na pessoa de Steven W. Squyres, um professor de astronomia da Universidade de Cornell. À semelhança de Copérnico, Squyres acha-se interessado em vastos corpos, tais como os planetas e luas do nosso sistema solar. Ele foi aluno de Carl Sagan, que, numa encarnação anterior, foi David Rittenhouse, o primeiro astrónomo da América. Os casos de reincarnação tanto de Copérnico/Squyres como o de Rittenhouse/Sagan mostram uma acentuada semelhança nas carreiras que fizeram, devido em parte à expressão da energia do Quinto Raio que teve lugar nas suas encarnações.

Deve, contudo, ser notado que uma profissão particular poderá conter gente de diferentes raios de energia. Por exemplo, doutores em medicina podem ser do tipo de Quinto Raio se se orientarem para a pesquisa. Caso os tipos do Terceiro Raio, caso sejam inventores no campo da medicina, Segundo Raio caso se sintam atraídos para as questões sociais e éticas que envolvam a medicina, ou Primeiro Raio se mostrarem propensão para ser chefes do pessoal médico ou directores de hospitais.

Sexto Raio: A energia da devoção, a qual produz um desejo de servir uma religião, uma causa ou os outros.

Pessoas com uma enorme dose de energia do Sexto Raio tornam-se padres, rabis e mulás do mundo. Ao nível do dia-a-dia, a energia de devoção do Sexto Raio pode ser vista como o raio da maternidade e do instinto maternal. As mães e as mulheres em geral têm a tendência para se devotar aos filhos e às famílias, àqueles a quem amam. A Madre Tereza constitui um exemplo clássico do tipo do Sexto Raio, já que ela não só serviu a Igreja Cristã como se devotou ao ministério dos doentes. Outros exemplos históricos do Sexto Raio incluem São Tomás, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, São João da Cruz e o Papa João Paulo II. Moisés pode ser visto como um tipo do Sexto Raio, embora ele tenha demonstrado qualidades características do Primeiro Raio enquanto líder do povo Hebreu.

Atun-re indicou que Martin Luther King, o ministro cristão que conduziu a América para fora da segregação por meio do protesto não violento, fora um tipo do Sexto Raio. King usou a Igreja Cristã e a religião como veículo para a emancipação do Americanos de origem Africana, das bolsas residuais da escravatura.

Um exemplo de uma alma iluminada do Sexto Raio foi Jesus, que foi tratado por rabi pelos seus discípulos, mas que eventualmente transcendeu as divisões religiosas.

Sétimo Raio: A energia da organização, que produz o desejo de criar sistemas operativos

Indivíduos ricos em energia do Sétimo Raio adoram criar sistemas e organizações que produzam resultados dinâmicos. Tipos do Sétimo Raio gostam de organizar porções díspares num todo eficiente e operativo. As almas do Sétimo Raio poderão gravitar para organizações onde possam ter uma oportunidade de criar ou implementar sistemas operativos tal como em governos e corporações. Cientistas políticos que gostam de criar constituições que auxiliem a sociedade a funcionar com eficácia podem ser vistos como tipos pertencentes ao Sétimo Raio. Enquanto os do Primeiro Raio podem querer tornar-se líderes de organizações, os do Sétimo Raio são os criadores dessas organizações e sistemas.

Recorrendo à analogia, enquanto um tipo do Quarto Raio se poderá tornar um intérprete a solo e criar música bela num instrumento particular, os tipos do Sétimo Raio preferem tornar-se condutores que orquestram muitos instrumentos a fim de criar uma combinação sonora complexa. Produtores de tevê e de cinema que reúnem escritores, actores, músicos, operadores de câmara podem ser vistos como tipos do Sétimo Raio. Estes indivíduos percebem que um grupo consigam atingir um maior resultado do que um indivíduo.

O modelo dos Sete Raios é útil para a compreensão da personalidade, que tende a apresentar consistência de uma encarnação para a outra. Em geral, os raios com que o leitor se identifica e expressa constituem os raios que o caracterizarão de uma encarnação para outra. Conforme foi salientado, ao expressarmos os raios, podemos ver-nos como fontes que emitem diferentes combinações das cores da luz.

Dado que todos possuímos a energia do nosso espectro específico que difere do dos outros, cada um de nós terá um caminho evolutivo diferente. O caminho de desenvolvimento de um que expresse primordialmente uma energia do Primeiro Raio será diferente do daquele que tenda a expressar a energia do Quarto Raio. Os do Primeiro Raio perseguem vidas em que a liderança e a energia da vontade possam ser expressadas, ao passo que os do Quarto Raio desenvolvem aptidões artísticas ao longo de uma diversidade de encarnações. A diversidade e riqueza da vida provêm da variedade de contribuições que os sete tipos de raios legam ao nosso mundo.

Os Sete Raios constituem um modelo da personalidade que é útil para a compreensão da mónada e da alma A mónada serve de prisma ao separar a luz branca de Deus num espectro único. A mónada transmite esta energia à alma. A alma, por sua vez, cria um holograma que se centra no corpo físico, um holograma que comporta o espectro da energia do mónada e da alma, assim como os diversos talentos e habilidades que a alma acumulou ao longo das suas encarnações.

Agora, vou passar a introduzir o conceito dos pares de Dipolos (Congéneres, ou Correspondentes) que fazem parte da criação das mónadas e das almas. O modelo dos Sete Raios será igualmente empregue na discussão dos dipolos.

ALMAS GÉMAS (Twin souls), DIPOLOS E A HISTÓRIA DE CAIN E ABEL

Conforme Atun-re afirma, Deus criou-nos não individualmente mas por pares complementares. Esses pares foram criados com qualidades similares, e se usarmos o modelo dos Sete Raios, esses pares complementares serão do mesmo raio. Ainda assim, possuem características contrárias nesse raio comum. No plano físico, esses pares encontram-se muitas vezes em lados opostos de uma questão e as características contrastantes podem conduzir a um conflito.

No seu livro, Kevin Ryerson designa esses pares como “almas gêmeas,” por terem sido criadas juntas a fim de se complementarem uma à outra. Para a maioria das pessoas, o termo “alma gémea,” significa um relacionamento em que duas pessoas apresentam simpatia e amabilidade, em que um enorme volume de ressonância é sentido e o relacionamento é caracterizado por harmonia. Harmonia, todavia, muita vez não caracteriza a relação existente entre almas criadas em pares. Preferimos referir-nos a esses pares originais, almas criadas ao mesmo tempo por Deus, como “dipolos”, por este termo deixar claro que o pares são caracterizados por uma natureza contrária, e por existir um potencial aspecto de conflito entre elas.

Pode-se pensar nos dipolos como o positivo e o negativo de um magneto ou de uma bateria. O que não quer dizer que um dos dipolos seja bom e o outro seja mau; ao invés, que subentendem qualidades contrárias e complementares. A acrescentar à diferença das personalidades, os dipolos geralmente possuem aparências contrastantes. Um dipolo poderá ser magro e esguio ao passo que o outro poderá ser robusto. Aqui, referir-nos-emos às “almas-gêmeas” como dois indivíduos que sejam altamente compatíveis,

(NT: Mais na qualidade de “almas consortes,” ou Soul Mates, já que por “almas-gêmeas” se refere como Twin Souls)

que tenham tido muitas, muitas vidas juntos, e que podem achar que a relação que têm seja marcada pelo à-vontade. Devido a essa compatibilidade inerente e partilha de experiências, quando as “almas-gêmeas” se encontram numa particular encarnação, sentirão ter-se conhecido desde sempre. Tal experiência é bastante comum e na realidade muitos dão por si a crer na reincarnação, qualquer que tenha sido a posição que tenham assumido até então, por ser a única forma por que tal atracção inata e sensação de reconhecimento poderão ser explicadas.

Almas-gêmeas poderão voltar em diferentes papéis da relação de uma encarnação para a outra. Podem voltar como nossos pais, esposas, filhos, amigos ou sócios em negócios. As almas-gêmeas também podem pertencer a divergentes tipos de raios; elas não foram criadas por pares, mas descobrem que se sentem muito à vontade uma com a outra. Os dipolos, ao contrário, são almas que foram criadas aos pares, almas do mesmo tipo de raio, mas cujas relações podem ser marcadas pelo conflito.

(Pergunta: Por favor, descreva-me o significado do termo “alma-gêmea” com respeito ao meu próprio desenvolvimento espiritual.
Resposta: Aquelas de qualquer seita ou grupo onde se verifica uma resposta de uma para outra; tal como o macho está para a fêmea, ou a espiga para o encaixe, ou qualquer forma que compreenda uma complementaridade uma para com a outra – é isso que é designado por “alma-gêmea.” Não tem que ver com a atracção física, mas ajuda mental e espiritual.
Edgar Cayce: Leitura 1556-2)

(Necessário se torna, pois, um acasalamento adequado dessas almas para que possam surgir respostas uma para a outra, que pode ser suscitado por tal associação, para que esse companheirismo possa surgir de forma a poder resultar numa vida ou experiência mais útil, mais sustentável, perfeitamente equilibrada daqueles que constituem uma porção um do outro – contudo há divisões que contribuem para uma maior aproximação, quando um relacionamento adequado é suscitado.
Edgar Cayce: Leitura 364-7)

(Pergunta: Estou interessado na teoria das almas-gêmeas. Será isso verdade?
Resposta: Depende do propósito, relativo à aplicação. Que existam almas idênticas – não. A árvore não tem duas folhas que sejam iguais, nem a relva duas hastes idênticas. Quanto a representarem um complemento uma para a outra – sim; Mas isso depende do propósito. Em vez disso, estuda o que referimos com respeito ao que ocorre na concepção.
Edgar Cayce: Leitura 3285-2)

 (Para que a alma – uma porção, uma expressão do desejo de companheirismo de Deus – deva encontrar expressão, é que as almas de homens e mulheres chegaram a existir; para que haja aquilo que torna cada alma num companheiro adequado para esse domínio. Há, pois, necessidade de se adequarem por meio das experiências de todas as fases e domínios da existência; ou seja, a alma não poderá causar perturbação no reino da beleza, da harmonia, da força da divindade e do seu companheirismo com a Força Criativa
Edgar Cayce: Leitura 805-4)

Examinemos alguns pares de dipolos, conforme foram identificados por Atun-re e foram categorizados pelo tipo de raio. Para aqueles que sejam peritos nos Sete Raios, bem sei que existem sistemas bem complexos que descreem a estrutura do raio de uma pessoa. Os exemplos fornecidos abaixo são empregues para demonstrar as energias dos raios de uma forma simples no caso dos pares de dipolos. Na verdade somos um resultado da combinação dos raios.

Dipolos do Primeiro Raio

Um par de dipolos identificados em Comunicação com o Espírito envolve Moshe Dyan and Anwar Sadat, ambos líderes no Médio Oriente embora em lados opostos do conflito que singrava lá. Dyan era um líder Israelita enquanto Sadat era um chefe de estado Egípcio. Atun-re explicou que uma das razões por que Deus nos criou por pares de dipolos foi para que nenhuma alma dominasse as outras, por o caso de uma alma dipolo dominante que actue como um indivíduo ou líder de grupo, poder teria um efeito contraproducente. Isso é particularmente importante no caso dos tipos de Primeiro Raio que possuem a predisposição para procurar o poder.

É por essa razão que os pares de dipolos muitas vezes se encontram em lados opostos de um conflito. Ao criar os dipolos Deus projectou o equilíbrio no decurso dos eventos humanos, embora não fosse intenção de Deus que os dípolos se combatam mutuamente. Embora o potencial para o conflito possa ser dominante nos dípolos do Primeiro Raio, a expressão ou falta de expressão de conflito reflecte a maturidade e o desenvolvimento das respectivas almas.

Um par de dipolos da Revolução Americana envolve George Washington e Benedict Arnold. Washington e Arnold eram ambos patriotas Americanos e heróis militares da primeira fase da Guerra da Revolução, mas eventualmente acabaram em lados opostos quando Arnold decidiu desertar para o lado do Exército Britânico. Para os Patriotas, Arnold representou um irrevogável traidor, ao passo que para o Exército Britânico ele foi encarado como leal e aliado.

Atun-re tinha indicado que George Washington reincarnara na pessoa do soldado confederado e senador da Virgínia Ocidental John E. Kenna, e depois de novo na pessoa do General da Segunda Grande Guerra George Marshall, e mais recentemente como o General tos EU Tommie Franks. Benedict Arnold também reincarnou na actualidade, e serviu como oficial decorado do Exército dos EU em Vietnam, como o fez Franks.

O par de dipolos composto por George Washington e Benedict Arnold faz-nos reflectir na observação de como um herói para um homem pode representar o traidor para outro. Para maior perplexidade, os oponentes numa guerra podem reincarnar como combatentes de novo do mesmo lado noutra ocasião, conforme demonstrado no caso de Washington e Arnold.

O caso da reincarnação de Jeff Keene mostra-nos como ele inesperadamente descobriu a vida passada em que tinha sido John B. Gordon, um General Confederado na Guerra Civil Americana. O seu caso destaca que, enquanto John B. Gordon pertencente ao estado sulista da Georgia, ele combateu pelo lado Confederado, ao passo que na sua encarnação actual ele vive no Connecticut, um estado do Norte. Jeff observa que na actualidade, ele possui antepassados que combateram pelo Norte na Guerra Civil Americana, antepassados que na realidade poderão ter combatido contra ele quando ele se encontrava na pele de John B. Gordon! A partir da perspectiva da reincarnação, o mundo ficariam bem melhor se pudéssemos resolver as diferenças pela paz e manter a energia do Primeiro Raio sob controlo, por de um modo ou de outro, acabarmos por nos combater a nós próprios.

Um outro par de dipolos que poderá envolver energia do Primeiro Raio envolve os lutadores de boxe Muhammad Ali e Joe Frazier. Ali pode ser descrito como magro, rápido e bombástico, enquanto Frazier exibe as características de um indivíduo musculoso, poderoso e mais introvertido. As diferenças que apresentam distinguem os combates alguns dos mais dramáticos da história.

Por estes exemplos podemos constatar como os dipolos – que foram criados juntos por pares e que demonstram qualidades de raio semelhantes – podem acabar por ter lealdades contrastantes e podem mesmo acabar combatendo-se. Embora Atun-re afirme que o Cain e o Abel do Velho Testamento na verdade foram figuras históricas, o arquétipo desses dois irmãos, cujas naturezas contrastantes conduziram ao conflito, ao ciúme ao assassinato, podem ser vistos como representações de dipolos. A observação dos pares de dipolos que se combatem na actualidade pode ser tão triste quanto o foi nos tempos bíblicos.

Dipolos do Segundo Raio

Atun-re indicou que Mahatma Gandhi e Jawarharlal Nehru, que eram ambos intelectuais, eram dipolos que demonstraram energia do Segundo Raio. William Shakespeare e Christopher Marlowe também foram identificados como dipolos do Segundo Raio.

Dipolos do Terceiro Raio

Atun-re indicou que Thomas Edison e Henry Ford eram dipolos da categoria do Terceiro Raio. Edison foi um pioneiro inventor de aparelhos eléctricos enquanto Ford mudou o mundo ao levar a Linha de Montagem a um uso prático.

Dipolos do Quarto Raio

Atun-re indicou que Laurel & Hardy tinham sido tipos do Quarto Raio e que tinham sido dipolos. De notar como Laurel & Hardy representavam opostos. Ollie era pesado e apresentava-se como mundano e sabe-tudo, ao passo que Stan era magro e se retractava como o inocente. Nos seus hábitos, destaca-se muita vez um elemento de conflito entre eles, inclusive uma violência arlequinada. O resultado da fricção que criavam plasmava-se na ignição do riso, e Stan e Ollie frequentemente chegavam a um feliz e harmonioso fim, Laurel & Hardy representavam dipolos que tinham usado as suas diferenças em prol do humor. Ollie e Stan reincarnaram com Josh e Danny Bacher, que foram motivados pelo mesmo desejo que motivara Stan e Ollie, de trazer ao mundo algumas boas gargalhadas.

Interessante é como no seu filme Flyinf Deuces, Stan e Ollie discutem a reincarnação. Ollie pergunta a Stan em que é que ele gostaria de reincarnar, ao que Stan responde que gostaria de voltar como ele mesmo. Ollie, por outro lado, queria voltar como um cavalo. N final do filme, após tentar voar num aeroplano de modo descuidado, eles caiam. No slo, vemos que Stan sobrevive, enquanto um alado e semitransparente Ollie flutua rumo ao céu. Anos mais tarde, Stan passeava sozinho por uma estrada rural quando escutou a voz de Ollie. Após inspeccionar os arredores fica surpreendido por ver que a voz dele emanava de um cavalo que envergava o chapéu de coco de Ollie assim como o seu bigode de marca.





(continua)

Traduzido por Amadeu António








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