domingo, 24 de setembro de 2017

ESTELLE ROBERTS - RED CLOUD FALA



A MINHA MISSÃO
Estranhos vêm habitualmente a mim dizendo: “Red Cloud, tu dizes que regressaste como um mensageiro de Deus para nos ajudar, mas que tem Deus feito todos estes anos? Porque não terá Ele enviado alguém do mesmo modo antes?”
O vosso mestre Jesus, disse-lhes: “Jamais os deixarei sem conforto,” por saber que Deus jamais abandonaria o homem; e ao longo das eras Deus permitiu que os Seus mensageiros retornassem à terra, só que o homem não os reconheceu; ele destruiu aqueles que o vieram ajudar, de modo que o conhecimento da comunhão com Deus se obscureceu gradualmente, e para a maioria das pessoas da terra a lei da mediunidade parece uma lei anti natural. O estado natural do homem é em Deus, e só por o homem se ter afastado de deus ao procurar o poder material em vez do espiritual é que essas coisas assombrosas se perderam para ele. Por vezes, quando ouço queixas de uma pobre médium a minha comiseração recai na médium, por na maioria dos casos ela estar a dar o seu melhor; e afinal de contas ela não é a única a culpar quando acham difícil contactar o mundo espiritual. Na Idade Média vós destruístes todas as médiuns como bruxas, pusestes término ao nosso único meio de comunicação com o vosso mundo; e agora que achais difícil compreender só têm vontade de culpar a médium. A comunicação é alcançada na obediência das leis de Deus, mas vós não podeis recuperar os vossos poderes perdidos até que tenham primeiro aprendido o abc. É por isso que aqui me encontro; essa é a nossa missão.
Agora narrar-lhes-ei a história de como retornei à terra:
O MEU RETORNO À TERRA
Sete anos antes da vossa Grande Guerra de 1914, nós no mundo do espírito percebemos que a terra se encaminhava para o desastre; Os mestres das esferas ao constatarem a aglomeração das nuvens da guerra enviaram mensageiros aos quatro cantos das esferas celestes em busca de voluntários para a terra. Eu, com muitos outros, ao ouvirmos a voz das esferas, voluntariamo-nos para retornar, e existem presentemente muitos a operar na ou próximo à terra que retornaram comigo nessa altura. Contudo, não é coisa fácil de fazer, uma alma retornar à terra após se ter elevado às esferas superiores, e eu só lhes consigo explicar o processo nos vossos termos terrenos assemelhando-o a um balão que esteja para subir ao espaço. Em primeiro lugar carregais o balão com balastro mas quando desejardes subir mais alto atiram o balastro borda fora. Ao avançarmos ao longo das esferas, nós descartamos o nosso balastro dos desejos terrenos, esperanças e sentidos, e ao regressarmos precisamos inverter o processo. Porém, ao termos avançado na escada da evolução e termos descartado essas coisas, não nos é possível voltarmos a assumi-las. Tal dificuldade, porém, é superada ao nos camuflarmos gradualmente, ou como que ofuscamos gradualmente a nossa luz, à medida que chegamos perto da terra. Esse processo levou-nos sete anos. Assim foi que por volta de 1914 chegamos de novo a este estado de existência chamado Terra.
Bom; muitos de vós pensarão que teremos aqui voltado para lhes ensinar que sobrevivem à morte; mas embora nos esforcemos por os ajudar provando-lhes que os vossos entes queridos vivem após a morte, só o fazemos para os levar a perceber o vosso Deus, e para captar a vossa atenção para a imortalidade das vossas almas, para a realidade das leis existentes, e para os levar a compreender mais em pleno as palavras do vosso mestre – Jesus de Nazaré.
Quando deixei as esferas, uma voz falou-me dizendo:
“Vai enquanto servo do Deus vivo à existência terrena.
Por cada alma que caia eu lamentarei contigo
Por cada alma que tragas até aos portões do conhecimento alegrar-me-ei contigo
Os teus padecimentos serão os meus padecimentos. As tuas alegrias, as minhas alergias.”
Essas foram as últimas palavras que escutei antes de deixar as esferas, e na altura não percebi, conforme percebo agora, o quão necessário era que viéssemos e trouxéssemos luz ao vosso meio, para que não vivam na ignorância das leis da existência. Muitos dos meus amigos na terra disseram-me: “Porque não terá deus impedido a guerra?” Deus concedeu ao homem o livre arbítrio e a responsabilidade pessoal. Irá Deus suspender o homem quais marionetas por um fio, e colocá-lo primeiro aqui e a seguir acolá? Não, meus filhos, somos todos pequenos fios na tapeçaria da vida, e se se desviarem o padrão será deteriorado, e só vós arcareis com a culpa.
Por vezes quando lêem a vossa Bíblia pensam que Deus tenha ouvido a Moisés, a Abraão, ao Nazareno e a todos os santos do passado, mas que não presta atenção aos brados da humanidade na actualidade. Mas é devido a que andem por esta terra às cegas sem entenderem o vosso Deus nem a vós próprios que não percebeis que as leis de Deus são imutáveis. Deus é o mesmo hoje que era ontem e sê-lo-á sempre; o homem muda mas Deus está sempre aí, sempre a desejar ajudar os Seus filhos. E deus estava convosco em 1914, mas vós não Lhe destes atenção. Não destes atenção aos ensinamentos do Seus mensageiro, Jesus de Nazaré: “no amor se apoia todo o Universo.”
Se tivessem dado atenção apenas a esse ensinamento não teria havido guerra; pois poderão os homens rasgar os membros uns aos outros se tiverem amor no coração? E por os homens não terem amor nos corações – amor que governa toda a lei do universo - essas leis foram desorganizadas, o mundo terreno esteve, e ainda está num terrível estado de caos. Vós encontrais-vos na bancarrota tanto material quanto espiritualmente; a fome e a ruína são mais que comuns. Mas é enquanto passam assim pelo vale das sombras que esperamos levá-los a escutar, enquanto ainda há tempo. Antes de uma vez mais mergulhardes na guerra esperamos fazer com que parem para pensarem no Seu ensinamento; “Amem-se uns aos outros.”
Os ensinamentos do nosso mundo actualmente não contêm nada de novo. Eu sou um Índio, mas só lhes posso ensinar as mesmas leis que lhes foram ensinadas pelo vosso Mestre Cristão, o Nazareno, por as leis de deus permanecerem sempre as mesmas, embora os seus mensageiros venham e vão. Os mensageiros que se encontram na terra actualmente encontram-se aqui para os levar a perceber que precisam uma vez mais reajustar-se às leis de deus. Despertar a vossa alma para a realidade da vida imortal que ainda precisam ganhar; pois embora em cada alma exista a semente da vida imortal, ainda assim, essa semente precisa ser nutrida e alimentada com os nutrientes da alma antes de poder germinar.
AS POSSIBILIDADES DO HOMEM
Se acreditarem que vivem depois da morte, e que Deus é justo em todas as coisas, como haverão de reconciliar a sorte do homem abençoado comos bens deste mundo com os do pobre que sempre está convosco? Assim, uma vez mais, contais o facto de muito amiúde numa família pobre nascer um génio? Como explicais o génio de todo? Quando escutam um grande músico enfeitiçado à medida que as notas líquidas se derramam do seu instrumento dizeis: “Ele é um génio,” e deixais a coisa pro aí. Jamais pensais ao escutar que esteja a criar beleza, a expressão a criação, coisa que vós podeis fazer. Não atribuís a voz gloriosa, a assombrosa pintura e as notas líquidas ao desejo interior de expressão da criação, e que esses “dons” como lhes chamais sejam apenas reflexos na crueza da matéria. Não pensais na beleza que existe por detrás da mente do indivíduo.
Não percebeis que a beleza que o artista cria não mente naquilo que revela ao mundo, mas que na conclusão da mente ou alma reside a primeira criação e que o primeiro quadro do artista não passa de argamassa comparado com a impressão que tem na mente. Essa grandiosa e gloriosa impressão quando pela primeira vez entra na sua mente jamais poderá ser plenamente expressada em coisas materiais. Porque, embora tudo provenha da terra e ainda assim nada seja criado através da terra, tudo é criado pela mente ou mente da alma. Vós podeis construir um instrumento musical, mas a criação de música procede da mente ou alma, por alma e mente serem uma. Todos estes exemplos são lançados diante de vós aqui na terra; vocês veem-nos, escutam-nos, mas eles não criam uma impressão duradoura nas vossas mentes. Escutam um grande músico e por um tempo sentem-se elevados ao sétimo céu, mas permanecerá essa exaltação convosco? Durará a lembrança desses momentos de exaltação em vós e levá-los-á a questionar: “Que poderei fazer; em que poderei me tornar?”
Bem sei que muitos de vocês pensarão: “Decerto o Red Cloud não refere que eu consiga fazer essas coisas.” Não, porventura neste dia da vida não possais ser um grande artista, um grande violinista, um grande cantor, mas podeis ser sempre uma grandiosa alma. Veem, nós sabemos que a beleza que criais na matéria constitui a extremidade inferior da vibração, e que constitui um reflexo da verdadeira beleza que reside além das esferas; mas também sabemos que a beleza na matéria tem o seu propósito, que é o de invocar da mente materialista do homem o desejo de criar, de expressar beleza em qualquer forma ou molde. E existem muitas formas de beleza e de graça, a beleza crua da terrena ensina-lhes as infinitas possibilidades do homem. Não existirá beleza na fidelidade de um cão? A vossa alma não responderá por um instante quando escutam o canto da cotovia? Mas ainda assim logo desperdiçam os vislumbres dessa beleza; não passam de gotas no oceano do materialismo. Por vezes quando os observamos a partir do mundo do espírito e vemos o quanto se esforçam pelos produtos da terra quase desesperamos, e no entanto conhecemos as possibilidades que vocês têm, sabemos que a força que cria a impressão na mente do artista pode criar uma outra impressão de beleza numa outra forma em vós.
O último mestre a penetrar na matéria foi Jesus de Nazaré, há 2000 anos. Voltem à história da sua vida terrena e descobrirão que ele dominava os elementos. Ele caminhava sobre as águas, ele transformou água em vinho. Ele apareceu e desapareceu; ele alimentou as multidões com uns quantos pães e peixes. Leiam e percebam a história da transfiguração por que passou no monte. Percebam a história da sua aparição, três dias após a sua morte, e depois de terem lido todas essas coisas procurem perceber as possibilidades infinitas do homem. Provavelmente pensarão que eu seja profano por lhes dizer que possam fazer as coisas que o Nazareno fez, mas lembrem-se, eu não lhes estou a dizer nada que Ele não lhes tenha dito. Lembrar-se-ão que Ele lhes disse: “Coisas maiores que estas fareis vós quando eu voltar para o meu Pai.” E que é que estais a fazer? Se essa grande corrente de pensamento criativo se encontra imóvel no mundo da matéria hoje, como estará a ser expressado? Estrão vocês a responder à lei da vibração, da criação? Quão bem o vosso mestre Cristão os entendeu a todos quando lhes falou na parábola dos lírios do campo: “Não tecem nem fiam; no entanto Salomão em toda a sua glória não se vestia como eles.” Porquê? Por a criação pronunciar a expressão a partir de dentro.
E conforme o Nazareno disse, com todo o conhecimento que o homem possui: “Podereis vós acrescentar um jota à vossa estatura?” Estão a ver, o Nazareno sabia que o homem está bem no começo da vibração criativa. Ele faria todos os milagres que lhes foram transmitidos. “Coisas maiores que estas fareis vós,” e esse ensinamento não continha mentira, porquanto ele ensinou-lhes a lei da criação. E eu quero que percebam que quando ele pronunciou essas palavras, Ele percebeu que conhecia as possibilidades que tinham, tal como nós o conhecemos. Ele deu-lhes um belo exemplo delas quando lhes contou a história da semente que cresceu até se tornar num a árvore gigante. O homem constitui a essência do deus divino, ele é o alento de Deus, o corpo da alma tem o alento dessa beleza criativa dentro de si, e o homem pode expandir a força da sua alma o suficiente para ser capaz de criar não só a crueza da matéria, mas a verdadeira beleza do espírito.
(continua)
Traduzido por Amadeu Duarte

ROSS PETERSON - CARMA E LEI DA GRAÇA




O GUARDA-LIVROS DO CARMA
A "lei do carma" constitui a lei da colheita. "O que quer que o homem semeie," diz o Novo Testamento, "isso também colherá."
As leituras de Ross Peterson, à semelhança das de Edgar Cayce, ensinam que o semear e o colher pode dar-se em diferentes vidas. O que uma alma tiver cometido numa vida prévia determina as circunstâncias que vier a encontrar nesta. Essa é a resposta que a reincarnação dá à incómoda questão da desigualdade humana.
Porque nascerá um homem um príncipe e outro um pobre? Porque nasce um fisicamente perfeito e outro condenado para o mundo físico com pesadas deformidades?
"É a lei em funcionamento," dizem as leituras de Peterson. "Cada entidade colhe exactamente aquilo que semeia. A lei é perfeita. Não existem erros, nem excessos, nem desequilíbrios. Ela é justa."
Até agora, toda a investigação que apresente evidências de um caso da alegada reincarnação proveniente das leituras, que se verifique em termos de prova de que a personalidade prévia efectivamente tenha existido, falhou. Os problemas de tais investigações são enormes. A maioria das encarnações anteriores distanciam-se na história. Registos de nascimento, caso existam de todo, são difíceis de conseguir por se encontrarem fragmentados e dispersos. Locais mudaram de nome. Civilizações inteiras surgiram e desvaneceram-se sem deixar rasto.
Contudo, isso não quer dizer que não exista evidência nas leituras de vida de Peterson que suportem a reincarnação como facto. A evidência existe, só que não toma a forma (pelo menos até agora não tomou) de uma prova documental de que a alegada personalidade prévia tenha existido no tempo e local alegados. A comprovação assume a forma da qualidade psicológica a que chamo de ressonância.
A reincarnação das leituras de Peterson quase de forma invariável repercutem para a pessoa a quem a leitura é (era) dada, por fazer "repercutir uma corda". De qualquer modo, a pessoa que a leitura faz sentido; ela capta qualidades e nuances da sua personalidade que parecem surpreendentemente verídicas, embora por vezes completamente ocultas para outros, e explica-as em termos de uma transferência cármica proveniente de outras vidas.
Bom; o cético relativamente à reincarnação poderá apontar, e com toda a razão, que talvez o que está a suceder seja o facto do Peterson estar a captar psiquicamente factos ocultos sobre a existência do indivíduo que depois lança sob a forma de uma vida prévia de fantasia. Bom, a esta altura o leitor precisará decidir por si mesmo. Um  pesquisador, o Dr. Logan Stanfield, afirmou: "Em resultado das leituras que fiz junto de Peterson, agora acredito na reincarnação. De facto, para mim é uma verdade que não deixa margem para dúvida."
Eis aqui alguma das evidências resultantes dessas leituras. Julguem-nas por vós próprios.
Foi dito a um professor da Escola Secundária que numa vida anterior ele tinha sido um eclesiástico na Virgínia do século dezoito. Antes de entrar para o ministério, ele serviu a bordo de uma navio de escravos. Ele ficou tão achacado com as crueldades que testemunhou que protestou com toda a veemência ao capitão. Mas, por tal insubordinação ele foi açoitado.
"E é por isso," dizia a leitura, "que ainda carrega mesmo nesta vida, as listas ao longo das nádegas. Sempre que a fúria ou a injustiça o acomete, essas listas tornam-se ainda mais claras..."
Desorientado, o professor que não tinha noção de ter "listas" nenhumas nas nádegas, apressou-se para casa e pediu à mulher para investigar. Um a investigação cuidadosa revelou que de facto ele tinha uma série de estrias muito esbatidas - "como cicatrizes desbotadas de uma cirurgia de anos" - ao longo das nádegas. Uma observação subsequente revelou, também, que quando ele era acometido pela fúria (e habitualmente ele sente-se furioso com a injustiça social que constata, entre outras coisas) as débeis marcas esbranquiçadas, tão parecidas a cicatrizes de um chicote, realçam-se em negrito ao longo da pele avermelhada circundante.
Agora, o enigma: Terá Peterson correctamente adivinhado que esse homem terá passado por um açoitamento numa vida passada? Ou terá ele discernido de modo clarividente as marcas idiossincráticas nas nádegas do homem e tecido ao redor desse facto, e inconscientemente, uma fantasia elaborada com respeito à reincarnação? Tal dúvida seria concebivelmente resolvida em face de uma comprovação incontestável da existência da alegada existência prévia da personalidade, caso pudesse ser encontrada. Porém, uma investigação de tal possibilidade perdeu-se, conforme habitualmente acontece, num labirinto de pesquisas que parecerão não conduzir a parte nenhuma. Um dia destes, o professor poderá surgir com uma comprovação definitiva de que o eclesiástico de nome conforme citado por Peterson realmente existiu no século dezoito na Virgínia. Porém, hoje tal evidência está em falta. Por enquanto...
Um caso de alegada reincarnação em que se verificou repercussão no sujeito foi o do caso do Patologista Clínico Dr. Lee Pulos.
"Na minha vida passada imediata, Ross captou uma situação em que eu supostamente fui um mestiço - meio Caucasiano, meio Índio - na América do século dezanove, o que me provocou um enorme conflito e uma crise de identidade.
"Bom, psicologicamente, isso enquadrou-se. Na minha vida de jovem, enquanto catraio Grego a morar em Calgary, Alberta, eu passei por um incrível monte de preconceito e de rejeição. Costumava andar à porrada todas as semanas por causa de ser Grego. Precisei de muito tempo para resolver os conflitos e os problemas de identidade resultantes da situação criada. É como se a minha vida presente fosse uma repetição da anterior."
O Dr. Pulos acrescentou que numa encarnação ainda anterior, de acordo com a leitura, ele e a actual esposa foram casados e que nesta vida actual estavam a resolver problemas por resolver que foram transferidos dessa situação marital prévia.
"O Ross captou aquilo que eu e a minha mulher estávamos a resolver no nosso casamento, que correspondia ao que estamos a responder no nosso casamento desta vez."
Uma vez mais: Reincarnação, ou clarividência mais uma fantasia de reincarnação inconsciente? As subtilezas psicológicas das "leituras de vida" (conforme as que se prendem com casos de reincarnação são designadas) são comummente tão surpreendentes que alguns céticos quase dão por si a acreditar numa vida anterior contra a sua vontade. Num caso, um consulente recebeu a informação de que numa encarnação anterior tinha sido "um adivinho Mongol do grande Khan" (presumivelmente Genghis Khan) e que a sua excessiva ambição lhe ditara a queda. Desejoso de usurpar o poder do Khan, o adivinho falsificou deliberadamente um oráculo e anunciou que um dia que seria desastroso para a batalha (para o Khan, subentenda-se) se mostrava iminentemente favorável. Assim encorajado pelo seu fidedigno adivinho, o senhor da guerra avançou para a batalha e sofreu uma calamitosa derrota. Infelizmente para o adivinho, o próprio Khan sobreviveu e furioso regressou indo contra aquele cujo falso oráculo o tinha conduzido a tal desgraça.
"para punição," disse a leitura, "esta entidade foi sujeita à mais agonizante e vagarosa das mortes. Foi suspenso entre duas árvores, o seu corpo retalhado pelas cordas, e deixaram que rebentos de bambu crescessem a partir dos rins." A seguir a leitura aduziu: "Não será de admirar que este tenha sofrido de pedra nos rins nesta vida."
De facto, o homem tinha sofrido dois ataques renais excruciantes (devido à passagem dos cálculos renais pelo organismo). Mas o que o impressionou mais, foi o facto de Peterson ter actualmente captado uma faceta dele próprio que era do conhecimento, quando muito, somente da sua mulher - uma ambição colossal, quase megalomaníaca. Ambição de poder absoluto. Paixão de governar os outros. Tal faceta, ele manteve-a bem oculta. Além disso, o homem era astrólogo, um equivalente moderno do adivinho que, conforme a leitura o refere," lançava os ossos e cheirava as entranhas."
Uma vez mais, o dilema. Clarividência penetrante mascarada de reincarnação, ou um reflexo de uma verdadeira vida anterior?
"Tudo o que posso dizer é que se enquadra, faz sentido," disse o consulente.
As leituras de vida estão cheias de nomes e detalhes rococó. A um jovem contabilista foi dito que ele tinha trabalhado há quinze mil anos, "num cristal gigante da Atlântida." (Cayce tinha mencionado esse mesmo  "cristal gigante, que supostamente seria uma fonte de poder, possivelmente similar ao laser, e que tinha sido em parte responsável, tipo uma reacção nuclear descontrolada, pelo cataclisma que se abateu sobre a Atlântida.) A uma jovem mulher fora dito que ela tinha sido um pastor na Pérsia, no século doze, sob o nome de "Krisfondo." A uma mulher de meia idade de tendência mística foi dito que ela tinha sido uma sacerdotisa no antigo Egipto, no "Templo do Sacrifício."
Tal exotismo tende a incitar a incredulidade. No entanto, o facto obstinado de uma ressonância psicológica entre o indivíduo e a sua existência prévia patenteia-se, independentemente de como vier a ser explicado.
Surgiu uma leitura com a imagem de Deus e o porquê dele permitir que a lei do carma opere, que não deixa de apresentar uma estranha mas bela simetria..
"Se não puderes," disse a leitura, "imagina Deus como teu oponente num jogo de xadrez. Ele é o mestre do xadrez, só que um oponente tão amável que acalenta o profundo desejo de que ganhes; contudo, tão objectivo, que não tem vontade de ignorar o menor lapso ou erro."
O próprio Peterson diz: "O conceito da reincarnação satisfaz-me por não conseguir conceber um Deus invejoso, odioso nem castigador. Consigo aceitar a ideia de que tudo quanto experimentei na minha vida, ou deixei de experimentar, para o bem ou para o mal, constitua o resultado final dos meus próprios actos e pensamentos de uma vida anterior."
As leituras de vida oferecem explicações cármicas para virtualmente toda a forma de doença ou padecimento humano, no entanto, uma vez mais, apresentam uma surpreendente simetria similar so género de simbolismo que a psicanálise refere como "linguagem dos órgãos." Daí que frequentemente uma erupção cutânea seja muitas vezes causada por um "prurido" que leva a pessoa a cometer algo proibido. A vítima de úlcera tem qualquer coisa que o está a comer. A vítima de uma cãibra crónica do pescoço vive com a sogra que é "uma chata". (NT: De notar que a expressão "Pain in the neck" refere literalmente uma dor no pescoço, ao contrário da que nós usamos) Este tipo de correspondência psicossomática assemelha-se às chamadas correspondências cármicas mencionadas nas leituras.
Por exemplo, é dito que a artrite é causada carmicamente por uma transferência de um pensar fossilizado proveniente de uma vida anterior.
“Se forem rígidos e inflexíveis no pensamento,” dizem as leituras, “serão rígidos e inflexíveis corporalmente.”
As leituras afirmam que as pessoas que sofrem artrite são críticos. Embora pareçam ser amáveis, interiormente são hipercríticos para com os outros. Quanto à paralisia é referido que resulta do indivíduo se sentir “em desacordo consigo próprio.” Pretende ser terrivelmente bom, ou terrivelmente mau, e receia qualquer dos dois. Consequentemente, de acordo com as leituras, ele vê-se “impotente para se mexer – paralisado.”
A um homem que sofria de cegueira diabética foi dito que numa vida anterior ele tinha exultado em tirar os olhos aos outros, e assim, nesta vida, qual bumerangue, teve os olhos postos fora de uso.
Geralmente referem que as doenças horríveis são o resultado do sofredor ter tido apreço pelo sofrimento dos outros numa vida anterior. A um homem que tinha sido desfigurado por uma série de operações cirúrgicas devido a um cancro da linfa foi dito numa leitura que ele tinha sido o guarda de uma colónia de leprosos numa vida passada e que fora sua responsabilidade alimentar os leprosos, que eram mantidos isolados do resto da sociedade. Contudo, ele desviava o dinheiro que recebia para comprar alimento para os leprosos para uso próprio e permitiu que aqueles por quem estava encarregado morressem à fome, emparedados dentro de uma cerca gigante.
Como reagem as pessoas quando lhes é dito, numa leitura de Peterson, que a sua presente situação difícil é resultante das suas próprias obras ou das atitudes tidas numa vida passada?
Peterson diz: “”Noventa e nove por cento – e já dei cerca de um milhar de leituras - a pessoa consegue relacionar-se com a leitura instantaneamente e sente-se confortável com ela. Ele ou ela sentem que isto seja algo que mereçam, de modo que conseguem viver conviver com isso. “Porém, as leituras afirmam que na maioria dos casos não têm apenas que conviver com isso. Há um outro curso. Elas podem ser curadas. E é claro que é por isso que as leituras propõem as prescrições e as várias formas de tratamento que fazem.
“Por outras palavras, só por algo ser cármico, não quer dizer que estejam presos na coisa. Poderão vir a ficar presos na coisa, mas não necessariamente nem na maioria dos casos.”
As leituras propõem causas cármicas para uma variedade de condições de cariz sexual.
A ninfomania na mulher, ou a satiríases no homem (desejo sexual excessivo patológico) é referido como o resultado de uma abstinência repressiva e uma negação do corpo numa vida anterior, junto com uma atitude muito crítica em relação aos outros que tiverem caído nos pecados da carne. É quase como o pêndulo que, quando levado ao extremo num sentido, balança de volta na direcção oposta com a mesma intensidade.
A impotência sexual ou a frigidez estão igualmente ligados a uma atitude crítica excessiva numa vida prévia em relação àqueles culpados de mau comportamento sexual. Por vezes, existe uma chamada causa primária enraizada numa vida passada, e uma causa secundária enraizada num trauma qualquer da presente vida.
Assim, um homem casado de vinte e oito anos, de aspecto atlético, veio solicitar uma leitura e perguntou directamente: “Qual será a causa da impotência de que padeço, e terá cura?”
A leitura disse-lhe que no seu caso havia tanto uma causa primária quanto uma secundária. A causa secundária assentava num incidente que tinha tido na infância, quando estava com seis anos, e foi apanhado com uma garota a ceder a uma exploração qualquer mútua dos seus corpos. Ele foi apanhado por alguns dos seus amigos, rapazes da sua idade, que ficaram enfurecidos com ele por ele ter levado a garota para o seu clube, e o clube estava estritamente vedado às garotas. Por tal razão, os amigos expulsaram-no do clube e apedrejaram-no – atiraram-lhe literalmente pedras – e ele fugiu para casa a chorar.
Inicialmente, o jovem disse que tal incidente tinha sido insignificante. Mas depois, lentamente e de forma agonizante, acudiu-lhe à mente. Tinha-lhe sucedido e ele tinha-o reprimido, soterrado profundamente no seu subconsciente, onde fomentou um mórbido receio das experiências sexuais, por tornarem as pessoas proscritas.
A leitura disse que a causa primária ou cármica da sua impotência assentava no facto de ele ter vivido nos tempos do Velho Testamento, e ter derivado um gozo especial de apedrejar até à morte as mulheres apanhadas em adultério. Neste caso particular, a leitura recomendou técnicas sexuais inovadoras – incluindo “estímulo oral” por parte da mulher – a fim de ultrapassar a impotência. O jovem homem mais tarde contou que a condição tinha efectivamente aclarado um pouco.
Uma outra condição que tanto pode ter uma causa primária como secundária, de acordo com as leituras, é um impedimento da fala, tal como balbuciar ou a gaguez. As leituras em geral afirmam que a vítima de impedimento da fala resulte de alguém que tenha suprimido o discurso de outros numa vida passada, recusando-se a que os outros tenham a voz devida.
 A causa secundária – a causa desta vida - da gaguez, conforme descrita pelas leituras, acha-se em harmonia com a psicologia moderna. O gago, dizem as leituras (assim como muitos psicólogos da fala) é geralmente alguém que foi treinado para gaguejar, geralmente por parte de um progenitor excessivamente preocupado ou dominante. O balbuciar normal de crianças muito jovens é ampliado por pais que lhes prestam demasiada atenção e desse modo involuntariamente o transformam num padrão de hábito permanente.
O retardamento mental congénito é referido como sendo o resultado da vítima ter suprimido a recolha de conhecimento de outros numa vida anterior. Um queimador de livros fanático pode regressar como um imbecil. Aquilo que as leituras ensinam é a perfeita equidade. Conforme tivermos sido, assim seremos agora. Claro que isso se aplica ao carma “bom” assim como ao “mau.”
As leituras previnem-nos contra qualquer atitude hipócrita ou de maior santidade por parte daqueles que tenham sido poupados aos pesares mais significativos da vida. Fracassar mostrar compaixão para com qualquer ser humano que esteja a sofrer, dizem as leituras, representa simplesmente um armazenar de mau carma para nós próprios. O Brâmane de elevada casta que manda no humilde intocável está condenado a retornar como um intocável!
Um dos temas em relação ao qual as leituras oferecem uma reviravolta interessante é o da homossexualidade. Para começo, as declarações de transe de Peterson afirmam que com a homossexualidade assim como com qualquer outra forma de sexualidade, a única verdadeira regra é: “Se existir amor, não haverá pecado.” Quer o comportamento sexual seja entre macho-fêmea, macho-macho, ou fêmea-fêmea, é uma questão moralmente indiferente, dizem as leituras. O único critério é o de que o amor deveria motivar o acto sexual, e não a mera concupiscência.
No entanto, as leituras distinguem duas formas de homossexualidade, uma que expressa um mau carma e outra que expressa o que poderia ser chamado carma neutro, que não envolve falta nem virtude. O mau carma é indicado pelo sentimento de culpa e pelo tormento que o homossexual carrega. Em tais casos, as leituras afirmam que geralmente o indivíduo foi culpado de perseguição de homossexuais numa vida passada. Um carma neutro é indicado nos casos em que o homossexual se sente perfeitamente natural com respeito à sua homossexualidade; por essa ser a maneira como a natureza os destinou, e não carregam qualquer sentimento de culpa.
Em tais casos, dizem as leituras, a homossexualidade resulta da mudança de sexo da vida anterior para a actual. Um homem que três vidas antes tenha sido mulher provavelmente virá a ser homossexual, por parecer “natural” para ele amar homens. O período de transição é geralmente seguido por encarnações em que o indivíduo retoma a heterossexualidade.
“A reincarnação?” diz Ross Peterson? Podem aceitá-la ou recusá-la, de acordo com o vosso melhor juízo. Mas eu aceito-a por fazer sentido para mim, e aparentemente, a muitos outros.


O CARMA E A LEI DA GRAÇA
Pergunta: Como define o carma?

A expressão mais simples do carma assenta simplesmente na evidência daquilo que é a força de Deus em acção, que é conhecida como causa e efeito, e que funciona como uma paga, uma compensação, o semear exactamente o que colheis. Na sua expressão mais simples é apenas uma afirmação ou uma definição daquilo que toda entidade produz, que retorna a essa entidade na exacta e perfeita medida. Contudo, há muitos equívocos quanto a isso do carma, o primeiro dos quais seja o de que o carma diga respeito por inteiro ao próprio; não se trata de deverem o que quer que seja a este ou àquele; Não é que qualquer entidade deva isto ou aquilo.

Há quem ridiculamente tenha deixado o tesouro material a si próprio na esperança de que venha a herdar dele, porém, a ignorância que isso revela é de lastimar. Por o carma de uma experiência poder não corresponder àquilo que é conhecido como o carma de outra. Haverão de descobrir que a personalidade, que não passa da sombra da alma e é uma porção ou uma parte do carma em qualquer experiência, pode não satisfazer todo o carma ou a totalidade que é necessária para que a alma retorne para a sua origem. A personalidade pode nesta encarnação ser extrovertida, sorridente, gregária, talentosa e possuir humor.

Contudo, a alma poderá escolher um outro ponto no tempo e retornar a fim de responder às necessidades daquilo que poderá constituir carma, ou aquilo que a alma tiver vivido, e poderá ser considerada uma personalidade tão sensata quanto aborrecida, uma alma pouco dotada de compaixão ou de compreensão. No entanto, entendam que se trata da mesma alma a expressar-se de forma diferente, pelo que poderá confrontar-se com todas as injustiças pessoais que tiverem sido semeadas em existências prévias, desde o começo, ou a primeira entrada.

Bom; precisam entender que uma alma paira sobre a futura mãe ou o futuro pai antes de entrar. Bom; a mãe possui o seu próprio registo cármico, o que quer simplesmente dizer que ela, nessa altura, constitui a totalidade de tudo quanto tiver sido, visto ou feito. Isso é igualmente verdade com relação àquilo ao pai físico. Bom, essa alma que irá habitar o veículo que tiver produzido, ou o bebé, deverá necessariamente assumir parte do que é considerado como carma da mãe, e do carma do pai. Isso deverá dizer respeito ao ambiente, ao período ou momento no tempo, à vida familiar, e em certo grau à fisionomia do próprio bebé, entendem?

Agora; não há tarefa nem título que sejam desperdiçados, e o carma é registado ao nível do pensamento. Não são tanto as obras, porque muitos dos motivos que estão por trás das obras cometidas constituem exemplos clássicos da expressão do egoísmo. Aquilo que tiver no pensamento será aquilo em que a entidade se virá a tornar, e aquilo que temerem ou mesmo odiarem será aquilo em que a entidade se tornará. Trata-se simplesmente dos pratos da balança em balançar de um extremo ao outro para atingir o perfeito equilíbrio.

O outro equívoco que envolve ou que parece traduzir-se pela natureza da besta, como quem diz, ou do homem, é o de que o carma seja um fardo a carregar, um peso a pôr aos ombros, uma carga a suportar. Em certa medida aqueles que habitarem a forma física possuem essas qualidades pecaminosas que ainda precisarão ser satisfeitas, mas seja como for essa expressão da vida física oferece mais oportunidades para que o próprio se confronte a si mesmo do que qualquer outra dimensão de Deus. E também há recompensas, pois fiquem sabendo que aqueles que forem pacientes, aqueles que forem dados a perdoar, serão os que não sofrerão mas serão perdoados. Por o carma constituir o perfeito equilíbrio da força de Deus em acção.

Agora, o vosso Deus é puro em essência, e deve ser simplesmente definido como amor. No entanto, com relação à expressão do carma melhor seria considerar a força de Deus como uma força tão benevolente quanto passiva. Um Deus tão amável que lhes dá o maior dos dons e deixa que comandem o maior dos poderes. O maior dos dons será a vossa escolha. Por toda entidade dispor de escolha acima de tudo o mais. E aquilo que produzir na debilitação do velho de hoje, virá a tornar-se na criança de amanhã. O mais potente dos vossos poderes é o da força de vontade, por em essência não existir poder algum literalmente mais forte. Por cada entidade, em proporção directa à fé que tiver, enquanto porção do seu registo, poder pôr de lado de tal modo o carma por meio da acção da vontade, dispondo-se a estar, em primeiro lugar, com a Divindade em toda a harmonia.

Aquilo que virem nos outros é o que verão em vós próprios. Uma explicação mais simples da maneira como o carma funciona está, uma vez mais, no entendimento de que os pensamentos são reais, tão reais quanto o que possam conhecer, e que aquilo que vocês pensarem dos outros, será pensado de vós.

Em essência, todas as mentes se encontram ligadas, em diferentes níveis. E a mente é sempre o Construtor, sempre o senhor O carma expressado na vida física pode ser facilmente testemunhado pela observação da verdade da máxima que diz que o semelhante atrai o semelhante, o que refere o nível mental. Porque se o carma que a entidade tiver for o de regressar à Divindade através do conhecimento, então a entidade só poderá ser atraída para aqueles que forem afins, e esse será o seu carma. Aí, isso tornar-se-á no carma do grupo. E há carma de cidades, de povos e de nações. Saibam que o carma de uma nação assenta no facto de que, toda a nação que conquistar outra, em si mesma virá a ser conquistada, por aquilo que semearem ser aquilo que virão a colher. Isso diz respeito à vossa pessoa, aos vossos povos, às vossas nações, estão a entender?

Quanto àquilo que de falam em termos da lei da graça, há para aí muito desmiolado que se auto ilude desejando fortemente viver sob a lei da graça por um motivo simples. Sob a lei da graça tudo é contentamento, tudo é paz de espírito. Isso é verdade, porém, é simplesmente a atitude e a maneira como a lei da graça for usada que determina se se trata de verdade ou de auto engano. Porque se observarem alguém que conheça de tal modo a lei que se torne na lei (na lei do amor) então verificarão que se encontra a viver subordinada à lei da graça. Agora, o tolo desejará isso por não desejar ter problemas, mas se verificarem aqueles que viverem sob essa lei, eles estão cheios de problemas, e de uma magnitude que poucos suportariam, ou que só suportariam e vivessem subordinados à lei da graça.

Aqueles que vivem sob a lei da graça terão justamente merecido o direito por tudo perdoarem. Perdoarão setenta vezes sete vezes, caso necessário. Não guardam rancor, nem inveja, nem desejo de vingança. A lascívia foi apaziguada, a avareza não faz parte do seu ser, por eles considerarem todos e saberem que o seu semelhante é em boa verdade uma extensão de si próprios. Entendem plenamente que aquilo da Consciência de Cristo e aquilo do exercício do amor activo pela mais vil das pessoas são uma e a mesma força, e não a condenam.

Quem haveria de praticar paixão tão vil quanto essa? O espírito de Deus amá-lo-ia. Só há um que o condenaria, aquele que vive sob a lei da graça, que é o hipócrita. O hipócrita confrontará a sua ira, só que de uma forma amorosa. Essa é a lei da graça, a lei do amor (…) um montão de problemas, porém, a atitude será um em que a entidade não se preocupará excessivamente com relação a nenhum problema, por a entidade simplesmente se tranquilizar e entraria no Sagrado dos sagrados, na meditação, e daria atenção àqueles que a guiam, aconselham, e inspiram. Aqueles com quem tiver estabelecido um pacto, e em certos casos talvez até a própria Divindade. E quando essa orientação é recebida essa entidade age com base nela, ciente de que na maior parte do tempo irá encontrar adversidade no seu caminho. Aqueles que vive, sob a lei da graça acolhem a adversidade tão bem quanto o contrário.

Pergunta: Por favor, diga-nos por que razão o carma e a lei da graça existem.

Para isso precisarão ir até ao começo, quando existiam aquelas almas que pairavam ao redor desta dimensão e que tentaram separar-se da Divindade, que procuraram dividir-se do companheirismo para que tinham sido criados por aquilo do próprio Deus, entendem? Houve algumas que ficaram aprisionadas nas forças das rochas, nas árvores, e em certas formas de animais, e ao fazê-lo, separaram-se da força de Deus. Em essência, precisou ser criado um meio por intermédio do qual essas almas pudessem retornar àquilo de que tinham vindo. Esse meio da perfeita justiça, da perfeita compensação, ou da perfeita retribuição, constitui o princípio activo da força de Deus neste e em outras dimensões. Porquê? Porque, ao separar-se, elas criaram o ego, não enquanto companheiro, nem cocriador nem um porção do corpo, de um corpúsculo no corpo de Deus, mas como ego. Bom; o ego na verdade constitui o único pecado por ter sido criado por opção e pela acção da parte da alma que se dispôs a penetrar nesta dimensão.

O ego precisa voltar ao eu deixando o ego de lado, mas enfrentando todos os aspectos do ego. Deus não condena ninguém. Deus não trás vantagem nem desvantagem a ninguém, mas dá a todos a oportunidade de produzirem as próprias vantagens e desvantagens. Desse modo, quer a entidade tenha ou não consciência disso, cada um está a tentar retornar à Divindade. Alguns fazem-no produzindo aspectos destrutivos da força de Deus, e outros uma força construtiva. Este foi um meio que foi criado por Deus, de modo que a escolha e a força de vontade pudessem ser utilizadas no retorno àquilo de que tinham saído, entendem?

Pergunta: Poderia, por favor, dar-nos alguns exemplos de personagens históricos que tenham escolhido tanto um caminho construtivo como um caminho destrutivo?

Eles são conhecidos, vós sabeis, neste e em outros tempos, que isso ficou registado na história. Um que ficou muito conhecido foi o Romano que tocava alaúde enquanto Roma ardia. Por Nero na altura ser alguém que olhava com desdém para os homens e os desprezava, e os usava. Ele levou a que muitos ficassem paralisados e imobilizados de medo e de ódio. Bom; a entidade que foi Nero não se encontra na carne nesta altura, mas esteve recentemente e nasceu num corpo que decerto se revelou imperfeito nas suas funções.

Por ele se ter visto assolado pela imobilidade, pela paralisia, e por uma paralisia parcial. Apenas discernindo com perspicácia podereis ver o que jaz por baixo, o clamor a implorar por amor. Se verificarem no vosso próprio tempo, verão aqueles que são conhecidos como porta-voz dos Anjos, os evangelistas. Mesmo agora, o médium que difunde a mensagem na vossa época, o de cabelo loiro (Billy Graham de seu nome) está a responder a ele próprio por uma vida passada de extremos. Nesta, a entidade é encarada como elevada pela piedade, honestidade e profundo desejo que evidencia de situar a Deus em primeiro lugar sobre tudo o mais. Contudo, em eras passadas foi encarada igualmente como uma entidade superior, mas a entidade no tempo de Cristo foi um Legionário e um que foi responsável junto com Crassos por crucificar milhares e milhares de cristãos. Essas são uma e a mesma entidade.

Precisam entender que aquilo que for vivido numa vida deverá ser trazido a vós próprios numa outra vida, e que um extremo só produz o extremo oposto até que finalmente se atinja uma moderação em todas as coisas excepto o desejo de atingir a Consciência de Cristo. Verificarão que quem tiver odiado o leproso então essa entidade voltará desfigurado. Hão-de descobrir que muitos que são fanáticos raciais foram espancados até à morte ou subjugados a uma situação inferior por uma outra raça. Haveis de identificar muita mãe que não terá cuidado dos filhos, e que agora será uma filha dessas. Precisam entender que a doença ou a saúde na forma física é criado por aquilo que constitui uma porção do registo da entidade.

Se testemunhassem o epiléptico, então testemunharão simplesmente alguém com muita frequência terá entretido uma excessiva gratificação sexual. Se atentarem àquele que viva uma confusão quanto à sua identidade do género sexual que será nesta existência, isso dever-se-á a que tenham condenado essas entidades noutras vidas. Se verificarem todos os líderes proeminentes das Nações deste mundo nesta época, saberão que sem excepção cada um terá sido Atlante e líder e que muitos terão perdido nessa experiência, e estão somente a criar uma outra oportunidade devido às condições que se desenvolvem para eles poderem confrontar-se consigo próprios. Os pratos da balança da justiça precisam oscilar. Verificarão aquele que, de condição humilde se pronunciou com uma voz altiva e perseguiu o povo Hebreu a ponto da morte física. O Hitita encarnado que chamou a si próprio Hitler. Creem que tenha plantado as sementes de menos que um milhar de vidas como Judeu? Não; nós achamos que não.

Mais diremos acerca do carma e da lei da graça, mostrando e demonstrando aquilo que conhecem como doenças físicas. Bom; isso precisa ser cumprido, por o corpo não passar de uma extensão da mente e a mente ser uma porção daquilo que foi registado. Mas fiquem sabendo que quem quer que ponha de lado todo o carma, sem reservas, excepto o amor de Deus, virá a viver na lei da graça e irradiará uma saúde perfeita instantaneamente. Olhem aquilo que lhes foi dado quando o mestre Jesus, que alcançou a Consciência de Cristo, que tão bem conheceu a lei e aceitou a lei e compreendeu a lei que se tornou na própria expressão da lei. E aqueles que o aceitaram como o Filho de Deus puseram de parte o seu carma e foram curados, por o cego ter passado a ver, e o manco ter caminhado, e os possuídos pelo demónio recuperaram a própria sanidade. Isso é o que poderá ser feito por aqueles que aceitarem o amor de Deus, entendem? 

Transcrito e traduzido por Amadeu