sexta-feira, 17 de novembro de 2017

TRANSIÇÃO



O RELATO EM Primeira mão DA PASSAGEM DE UM ASSOCIADO
COMO OPERAM O CONTROLO DO CORPO DO MÉDIUM
(O nosso associado F.E. procedeu à transição a 5 de Fevereiro de 1951, em San Diego. Dentro de menos de duas semanas ele comunicou falando por controlo directo do Mark Probert. Isso conseguiu igualmente ele em duas ocasiões subsequentes antes de 13 de Abril, e encontra-se agora capaz de falar quase com toda a clareza e fluência que os controladores regulares. F.E. tivera uma boa instrução, e detivera a posição de oficial em comunicações eletrónicas durante a última grande guerra.
(Tem sido experiência do presente escritor, constatar que muito raramente se consegue uma comunicação tão clara com uma pessoa que, primeiro, tenha passado recentemente, segundo, seja capaz de controlar um médium num estado de profundo transe, terceiro, que aparentemente tenha mantido uma consciência clara desde o instante da transição, quarto, que tenha, enquanto nesse plano, tido um excelente conhecimento tanto em ciências físicas como em estudos do oculto e psíquicos, quinto, que se encontre desobstruído pelo preconceito ou por qualquer doutrina ou escola ou culto, sexto, e que se encontre habilitado a dar um relato factual e a sangue-frio das condições e experiências que até agora tenha encontrado pessoalmente.
(Fomos afortunados por obtermos relatos deste tipo ideal da parte do Professor Twining e do Professor Charles J. Ryan, no entanto foram muito curtos, e dois doadores deles encontram-se actualmente aparentemente interessados em observações científicas. Quanto ao seguinte comunicado oriundo da parte de F.E. certamente não contém nada de novo nem de surpreendente. Assemelha-se mais a um cartão postal enviado por um viajante recém-chegado; só que o viajante sendo um homem do tipo descrito acima e bem conhecido de todo o grupo de San Diego, - e dado que a maioria de nós se interessa exactamente por tudo o que sucede no momento da morte – reproduzo uns quantos parágrafos a partir das notas tiradas nas sessões.) Meade Layne
Controlador: F.E.
“Meade, sou eu, F.E. Que maravilha é chegar até vós e conversar convosco! Vejo que têm aqui bastante gente hoje. De momento sinto-me como se tivesse feito algo enquanto no corpo físico para precisar de uma inspiração profunda prolongada. Tenho vindo a tentar chegar até vós, mas não o consegui antes. Deste lado, as coisas são muito diferentes daquilo que pensam. Eu pensara que se alguma vez conseguisse passar e voltar e falar, ficaria tão emocionado que teria vontade de entoar uma Aleluia e pôr-me aos saltos de contentamento – mas agora não tenho vontade. É muito agradável e maravilhoso – mas não é bem como eu pensava. Esta conversa por intermédio do Mark é mesmo um tipo de fusão com a estrutura celular do seu cérebro – sabe o que quero dizer?
“Amigos, sabem que o Meade Layne e eu passamos um bocado de tempo a trabalhar num aparelho pelo qual pudéssemos ser capazes de comunicar com o “outro lado da vida.” Sei agora que de nada serviu – quero dizer, aquilo em que estávamos a trabalhar. Mas está a ocorrer muito trabalho desse por todo o mundo. É claro que não fui a toda a parte ainda, mas fui a muitos lugares e a muitos salões de sessões especialmente – e deixem que lhes diga que há muita, muita manha em muitas delas.”
“Pode contar-nos algo sobre a vida que leva agora?” perguntou Meade Layne.
“Posso. Para começo de conversa, passei muito tranquilamente; não me debati nem arquejei para respirar nem nada disso; mergulhei simplesmente num leve sono; pareceu-me estar a ter um tipo de sonho antes de me encontrar completamente fora do corpo, conforme o recordo agora – como quando se entra num sonho. Só que eu senti-me como se estivesse s levantar-me e a sentar-me, em vez de me deitar de bruços. Sentei-me na ponta da cama, e depois ergui-me, e então subitamente percebi que não era capaz de me manter sentado – por me sentir tão leve. Pensei que me sentia tonto inicialmente, mas logo percebi que era a leveza. Senti-me como se todo um peso tivesse sido tirado de cima de mim. Olhei para baixo para o meu corpo estendido na cama e pareceu-me estar a ter uma projecção fora do corpo. Mas depois procurei o cordão de prata de que falam, como o Sylvan Muldoon contava, e nós temos tanta perceção durante a projecção. Sentimos como que o sangue esteja a pulsar nele, como o batimento cardíaco. É a energia que pulsa através do filamento que usamos na projecção. Mas quando não consegui sentir isso percebi que devia estar completamente fora do meu corpo, e que aquilo não era uma projecção.”
“Como foi que conseguiu chegar até nós?” perguntou Meade
“Bom, inicialmente após passar encontramo-nos bastante conscientes da vida terrena e eu simplesmente dirigi-me à sua casa. Caminhei de forma brusca e apreçada. É óptimo não ter qualquer dificuldade em caminhar, não arquejar com dificuldade em respirar – e sabe, Meade, é óptimo não ter que se preocupar com a placa superior (dentária) a fazer ruído como costumava fazer e causar-me embaraço.”
(Numa reunião alguns dias mais tarde, F.E. disse em concreto:)
“Em breve percebi que devia ser capaz de chegar a um local diferente pensando em mim lá... a forma como faço isso é visualizando o local, ou algum objecto ou pessoa nele. Para chegar ao seu escritório eu visualizo um cómodo ou a porta e eu a entrar por ela dentro – e nesse instante estou no seu escritório e consigo ver tudo com tanta clareza quanto você. Para chegar a um local distante e desconhecido, precisamos de uma pista de algum tipo – tal como umas quantas palavras de informação da parte de uma outra pessoa. Mas há também isso de seguirmos o que parece ser uma corrente de energia ou vibração.”
(O ditado oculto que reza que nós estaremos onde a nossa consciência estiver – ou onde tivermos a percepção ou atenção – é tão óbvio quanto um axioma de Euclides, e ao mesmo tempo quase poderia ser chamado o axioma básico do ocultismo. Será porventura por essa razão que o ocultismo é tanta vez definido como “senso comum iluminado.”) M.L.
“Desde que tenho vindo aqui tenho tentado encontrar algo sobre a leucemia. Gostaria de ter um encontro privado onde pudesse falar-lhe sobre isso.”
(F.E. morrera de leucemia linfática crónica, a qual é 100% fatal.)
“Sabem, consigo ver correntes de energia a sair de cada um de vós nesta sala dirigidos para o corpo do Mark. Vocês estão a fazer isso o tempo todo – mas há dois tipos de pessoas, os que emitem energia e aqueles que recolhem mais energia dos outros. Se se imiscuírem nas multidões no centro da cidade e chegarem a casa completamente cansados... isso deve-se ao facto de estarem constantemente a exsudar essa energia, ao facto de serem objecto de uma fuga de energia magnética. Podem renová-la indo para casa para um local tranquilo e deitando-se. Se estiverem demasiado exaustos, tomem um bom banho em água morna – não quente – morna, com muito sabão.”
(Num outro encontro, F.E. disse a seu amigo, G.F.)
“Sabe, George, as coisas não são nem de perto difíceis quanto pensais, com respeito à passagem. Eu parti com toda a facilidade. Pensava estar a ter uma projecção mas logo percebi que tinha passado dessa vida assim que vi o meu corpo ali estendido. Fui dar uma caminhada até ao escritório do Meade mas ele não teve conhecimento da minha presença. Ele simplesmente limitou-se a estar ali sentado como uma velho Buda e não me prestou qualquer atenção.
“Sabe, na materialização há aquela substância de que todos ouviram falar, chamada ectoplasma, e a sua estrutura é composta por uma matéria de tão baixo grau que não possui núcleo. Entende o que estou a dizer? Não me refiro a isso nos termos que compreende, da físico-química. Mas suponho que não consigo traduzi-lo, posso? Isso adopta um tipo de forma em teia, e à medida que é construída, cada camada assemelha-se a uma gaze, mas também dá a sensação de seda de lata qualidade. Á media que adopta as suas linhas de força faz pequenos nós, como uma teia de aranha. Não apresenta qualquer massa rodopiante em que tenhamos um núcleo.
“Sabe como é que operamos o corpo do Mark? Os seus músculos e cordas vocais? Concentramos o pensamento neles até começarmos a sentir que é o nosso próprio corpo. Poderá parecer-nos estranho inicialmente, mas dentro de pouco tempo ele começa a parecer que é nosso – tudo, excepto os olhos. Se eu abrisse os seus olhos vocês não iriam gostar daquilo que veriam. Se pudessem observar os olhos do Mark neste instante descobririam as suas pupilas muito alargadas – quase a cobrir todo o olho... Diga E.S.S. que eu também o fui visitar. Gostei dele ainda mais do que quando lia as suas cartas.”
(F.E. também fez uma interessante comparação entre a tomada de controlo do corpo do médium e o “distanciamento” ou “identificação” conseguida em meditação. o controlador, segundo F.E. identifica-se com o corpo do médium pelo mesmo processo que tornar-se na “consciência da pedra” ou na “consciência do cristal.” O processo de viajar para locais distantes também parece basicamente o mesmo. Todos eles dependem do controlo da atenção – o qual, conforme temos vindo a apontar, constitui o processo essencial de todo o aprendizado e de toda a realização, e de facto a disciplina fundamental de todos os planos acessíveis ao conhecimento humano. Curiosamente, o controlo da atenção é “matéria” que não é ensinada necessariamente nas vossas escolas – apesar de ser mais importante que todos os outros assuntos juntos; capacitaria os homens a curar todas as doenças e a alcançar um verdadeiro domínio da Natureza. Mas qualquer tentativa de estabelecer uma disciplina dessas para as crianças, mesmo na sua forma mais simplificada, faria unicamente face ao ridículo... Que devamos deitar fora a criança junto com a água do banho,” é característica da nossa cultura Ocidental moderna e da pedagogia Ocidental em particular.) Meade Layne
(Numa terceira ocasião, ao assumir o controlo do médium, F.E. disse:)
“Sim, até agora as minhas experiências têm tido lugar no vosso plano, um tipo de nível terreno e astral em que posso ver o vosso mundo, embora não lhe possa tocar, e também possa ver muita gente desencarnada., e encontrei-me diversas vezes com o Círculo Interno do Mark, incluindo Yada di Shiite, cujo nome finalmente aprendi a pronunciar... Mas também temos noção dos éteres – eles são tangíveis ou quase; podemos sentir uma ligeira resistência da sua parte...
(Aqui emprega as expressões quase idênticas usadas pelo Professor Ryan, que comunicou cedo após ter passado)
...mas preciso dizer-lhe que ultimamente fui levado numa viagem pelo Espaço... As profundezas do Espaço são inimagináveis... A experiência simplesmente não pode ser descrita – não existem palavras em parte alguma que o descrevam... Sim, pude ver muitos dos corpos celestes, uma maravilha para além da descrição. Fazer uma viagem dessas até lá precisa ser uma adição, ou integração de substância etérica ao corpo que tenho usado... Depois, só este negócio de andar por aí; digo-lhe que não existe nada que se compare ao prazer da liberdade que temos no espaço, vermo-nos livres do peso do corpo e de irmos onde quisermos fácil e rapidamente... Desejaria... ter compreendido estas coisas. Se ao menos ela pudesse ter compreendido que não me encontro mais na mínima angústia! Talvez pouco a pouco consiga falar com ela e arranjar meio de eu poder conversar com ela através do Mark.”
(Este é quase o pesar universal dos recém-falecidos – e o muro que é erguido entre nós pela nossa parte, com base na nossa ignorância e estupidez.)
Mark Probert
Traduzido por Amadeu António

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SOBRE A NATUREZA E ACÇÃO DOS GUIAS ESPIRITUAIS



PAI CELESTIAL - UMA DESIGNAÇÕES DO EU SUPERIOR OU MENTE CÓSMICA
SOBRE A MEDITAÇÃO
Sessão de transe de 14 Março de 1948
Presentes: A senhora Brinkley, o Sr. e a Senhora Plumb, a senhora Hewitt, a senhora Townes, a senhora Foster, o doutor Meade Layne e Mark Probert (medium)
Controlador: Rajah Natcha
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Boa tarde. Eu sou Rajah Natcha. Fico encantado por ver tão fino grupo aqui reunido esta tarde. Parece subsistir uma pequena controvérsia quanto às erróneas observações feitas com relação a alguns dos controladores. É de se esperar; muitos de nós carregamos neste lado as caraterísticas que adoptamos quando no plano da terra. Se alguma coisa de dramático for sugerido, somos capazes de o guardar e de o carregar connosco e de o trazer de volta à voz de novo, mesmo que não seja verídico. As suas qualidades dramáticas atraem. Em grande parte por isso. Sinto um problema qualquer com o corpo do rapaz hoje. Na noite passada tomou um pouco de cerveja e o álcool permanece no sistema durante um tempo.
"Ai sim? A lição oculta diz que procura escapar tão logo quanto possível. Será isso acertado?" perguntou Meade.
Certamente que sim; o corpo não consegue digerir ou dissipar adequadamente o conteúdo de álcool de qualquer bebida.
"Poderá dizer-nos algo sobre os efeitos do álcool?" perguntou Meade.
Ele excita as células cerebrais - incrementa a velocidade atómica das células do cérebro; isso por sua vez abre de par em par as portas do mundo etérico.
"As pessoas embriagadas por vezes têm experiências ao nível etérico?"
Certamente que sim. Qualquer tipo de droga, em especial o álcool, abre as portas psíquicas.
"Por vezes seres muito indesejáveis passam; será devido a essa faixa vibratória peculiar?"
É mais a característica profundamente arraigada do indivíduo. Peço que me desculpem por um instante. Presentemente não consigo manter-me neste corpo. Algo precisa ser feito - demasiada pressão de gás sobre o diafragma. Desculpem-me. (O controlador parte)
(Controlador presente; faz uns gestos de dança com as mãos e os braços, e canta numa língua desconhecida; de seguida fala:)
Eu venho de há muito tempo atrás - venho da Pérsia.
"Falava o velho idioma Persa - o Pehlevi?" inquiriu Meade.
A barreira existente entre as línguas dos povos é muito má. Se romperem com as línguas que dividem as pessoas, e todo o povo passar a falar um idioma, poderão juntar-se mais, muito melhor do que agora. Este negócio de falar por um corpo físico para falarmos com as pessoas que vivem actualmente, desde há quatro ou cinco mil anos é do que as gentes deste país não tem a mais pequena compreensão. É deveras muito feliz que vós e as gentes como vós tenham suficiente previsão e imaginação para serem capazes de conceber as possibilidades; ao passo que outros hoje se encontram cegos para elas. E em grande parte deve-se a que lhes tenha sido incutido o medo. O medo é uma das armas mais atrozes que os altos sacerdotes de todas as congregações podem incutir nos seus rebanhos. Até que esse tipo de coisa seja rompido, as ligações entre os dois mundos poderão ser quando muito espasmódicas.
"Diz vir da Pérsia?" inquiriu Meade Layne.
(Meade Layne colocou o acento na primeira sílaba, como em Omar, mas o controlador prontamente corrigiu-o, colocando o acento na segunda sílaba)
Não me interesso por política, mas parece que em todas as nações onde haja vastos campos de petróleo ou onde pedras preciosas sejam encontradas, isso de imediato cause um imenso conflito com outras nações.
"Está a referir-se ao seu país de origem - à Arábia e aos campos petrolíferos aí existentes?"
Estou -- vastos campos de petróleo, por explorar; e talvez fosse melhor que assim permanecessem. É de tal modo lamentável que aquilo que Deus colocou nesta terra para o bem do homem se tenha tornado na sua danação, e não para tornar a vida mais suportável e aprazível. Por vezes penso que seria melhor que essa grande Força que é Deus varresse simplesmente com todas essas coisas e deixasse que o homem começasse tudo de novo.
"Parece que isso bem que poderá ocorrer," disse Meade.
A mim também me parece. Mas deixem que lhes diga que esta reprodução, esta criação mental de ódio e esta atitude desprezível com que o homem tem um pelo outro esteja a lançar pelo mundo etérico uma força que está a acumular um tremendo de um impacto, que quando ressaltar de volta para a terra venha a varrer convosco. E estou a referir-me a terramotos e a ciclones que venham a varrer o mundo.
"Sabe alguma coisa acerca das previsões dos vulcanólogos?"
Não sei muito acerca disso; mas sei que não me surpreenderá de todo. Se verificarem a história que é que verão? Eu digo-lhes o que irão descobrir; antes de cada desastre mais significativo deu-se uma acúmulo de ódio entre os homens.
"Isso também é uma crença oculta - mas conte-nos algo da sua vida terrena - ou da vida que leva actualmente," pediu Meade.
Lembro-me de muito pouco acerca da minha vida terrena. Recordo lutas no deserto; lembro-me de ser mau e perverso.
"Lembra-se da ocupação que tinha?"
"Não tinha ocupação alguma - fazia todo o tipo de coisa para viver. Se eu soubesse na altura metade do que sei hoje, teria entendido que lutar é um desperdício de esforços e de tempo; que essa grande Força que é Deus não coloca ninguém nem coisa nenhuma na Terra sem lhe fornecer uma provisão.
"Refere-se, evidentemente, à luta pelas posses materiais , não?"
Sim, é uma ilusão do pior tipo, que conduz a toda a sorte de enfermidades, e eventualmente à vossa própria morte.
"Qual será, pois, o melhor modo e ideal de vida?" perguntou Meade.
Lutar por aquilo que desejais por meio de uma atitude e método calmo e pacífico, sabendo no vosso coração que o alcançarão e que conseguirão o que quer que estejam a perseguir se for para vosso bem e para o vosso avanço. Caso não seja, com o tempo virão a saber - mas não o saberão e continuarão a digladiar-se por isso se pensarem ter que o fazer por meio do assédio  e da impaciência.
"Em que consiste o avanço?"
Para mim o avanço significa atingir a calma mental - a tranquilidade. Isso não será conquistado por meio da luta; o conhecimento só virá quando tiverem adquirido uma atitude passiva em relação à vida. o conhecimento não poderá chegar, assim como nenhuma outra cosa, que cobrarem da vida. O conhecimento é deveras a única coisa valiosa a perseguir na vida.
"Mas, que poderemos nós fazer quando a nossa geração exige certos padrões de vida - precisamos lutar para conseguir viver em conformidade..."
Será melhor que não o façam. A "sociedade" não está à espera de se entender bem convosco - em nenhum momento e em geração nenhuma da vida do homem nesta terra. A única razão porque o homem se agrupou foi para se proteger do perigo externo. Lá pelos tempos pré-históricos ele encontrava uma maior satisfação e paz de espírito agrupando-se. Cultivem a vossa própria mente, o vosso próprio ser, o vosso próprio carácter independentemente das acções e ideias daqueles para além de vós, que assim encontrareis paz ao vosso redor.
(O controlador parte)
Novo controlador: Lingford
De certa maneira, vocês têm razão: cada um de nós, até mesmo aqueles que não são dados a este tipo de mediunidade, é guiado e ajudado. Vocês têm todos os vossos amigos invisíveis. Creio que possivelmente, Meade, sabe que algo assim seja o caso - que ninguém está sem uma presença invisível a qualquer hora ou minuto do dia ou da noite - por nenhum de vós que ainda se encontre nesta terra saber quando virão, e mesmo nós que agimos enquanto vossos guias e auxiliares nem sempre o sabemos até o tempo tenha quase chegado.
Que é que quer dizer com isso de "sempre sob a atenção de uma presença invisível"? perguntou Meade.
Exactamente isso. Quero dizer que, eu próprio, tenho estado com este rapaz há muito tempo - quase desde a sua infância.
"Contudo, você próprio disse que nem sempre tem consciência dele."
O que é verdade - mas está a ver, há níveis ou bandas de conexão. Com isso vamos aqui tornar-nos um pouco científicos. O vosso amigo, e o meu amigo, que eu conheci há um tempo atrás aqui, e que subsequentemente escreveu um precioso livro sobre a sabedoria Huna (Max Freedom Long) fala daquilo que os Hunas chamam "aka-cord" ou cordão de energia - que de certa forma é uma espécie de força fluida, e quando nós (quero dizer, eu e este rapaz) estamos separados, e algo de mal deva ocorrer, eu sei instantaneamente e estarei presente.
"Então traduz-se por aquilo a que chamamos "rapport" (comunicação)?"
Exacto.
"Quer dizer que está uma personalidade sempre presente connosco?"
Sim, mas não quero dizer que essa personalidade anda às voltas convosco a toda a hora em que se levantam e mexem, mas está constantemente em contacto. Esse contacto jamais se rompe. A vossa Bíblia faz alusão a uma coisa dessas quando diz que mesmo a queda de um pardal é notada.
"Esses amigos, como é que eles tentam ajudar-nos, aconselhar-nos, proteger-nos? Eles terão um interesse activo?" perguntou Meade.
De acordo com o avanço do indivíduo - com a forma como ele pensa, as suas características naturais - esse indivíduo é auxiliado por diversas formas- - por vezes por intermédio de uma voz audível da nossa parte que ele consiga ouvir; outras vezes por mera impressão, controlo mental. Por vezes o indivíduo pode ser excessivamente teimoso e precisa que lhe seja falem por efeitos sonoros. Isso deixá-lo-á suficientemente alarmado para o despertar para aquilo que estiver a fazer de errado.
"Esses guardas mudarão?" perguntou a senhora Brinkley.
Mudam; depende muito do que o indivíduo quiser fazer (o que está vivo, subentenda-se) - dos seus desejos. Por exemplo, se começarmos a desejar tornar-nos nalgum tipo de escritor ou músico, e se empreender sérias tentativas nessa linha, imediatamente começarão a chegar auxiliares - novos - e se ele descartar isso e tentar alguma outra coisa e empreenda um sério esforço nesse sentido, ele obterá novos auxiliares.
A coisa, o sujeito, atrai as personalidades. Além disso, de certo modo é daí que surge a velha ideia do "semelhante atrai o semelhante."
"E que é que esses auxiliares ganham? Qual será a lei que governa?"
Há uma lei que tem estado mais ou menos fora de serviço no vosso plano terreno - que é a exigência da natureza de que o homem auxilie o semelhante. Ele poderá ignorá.la enquanto se encontra  no corpo físico, mas seguramente terá que a seguir quando para aqui vier. É a lei do serviço.
"Em que medida poderá a pessoa deste lado ser influenciada?" perguntou a senhora Brinkley?
Por muitas formas. Pode influenciá-la para o bem, assim como poderá influenciá-la para o mal, dependendo uma vez mais daquilo que o indivíduo estiver à procura. Caso ele persista nos modos maldosos, ele atrairá a si entidades más até que ele morra.
"Então, a nossa protecção reside em mantermos pensamentos elevados," disse a senhora.
Exacto, e é por isso que não nos podemos forçar nem a nossa atenção num indivíduo durante um grande período de tempo. E se virmos que estamos a fracassar, simplesmente retirámo-nos.
"Será isso, para vós, considerado um investimento?"
De certo modo é. Achamo-lo muito útil para nós, está a ver, por todos vós que vos encontrais no corpo físico estivestes certa vez onde eu me encontro agora, e vireis de novo a estar aqui algum dia, e todos voltaremos à terra de novo.
"Poderá dar-nos alguma lei do renascimento?"
Isso levar-nos-á para dois campos; primeiro, para o tema demasiado profundo e longo da Teosofia, assim como o do carma, e o da ciência natural. O homem quer, e a sua vontade é posta em prática, quer no meu plano quer no vosso.
"Lembrar-nos-emos somente da vida imediatamente precedente àquela em que nos encontramos agora?" perguntou a senhora Townes.
Isso depende do que tiverem aqui aprendido. Se não tiverem penetrado os mecanismos interiores da vida, não tereis mais conhecimento das vossas vidas anteriores do que tendes agora. A Bíblia diz 'Batei e a porta abrir-se-vos-á; procurem e encontrarão.' É estranho como frases tão simples quanto esta seja deixada de lado e ignorada.
"Não será devido à falta de compreensão?" inquiriu a senhora Brinkley.
Deve sim; isso é verdade - à falta de um conhecimento preciso da verdade que reside por trás delas.
"Haverá alguma coisa que possamos fazer para desenvolver essa compreensão nas pessoas?" perguntou a senhora Hewitt.
Nos outros, não - em vós, sim. Não devem auxiliar as pessoas em geral com o vosso conhecimento; devem ajudar-se a si mesmos. A lei está nisso: assim que tiverem adquirido o que chamam  um modo de vida bom e compreensível então poderão passá-lo ao semelhante, e deixar à sua consideração o valor que tiver, mas mais do que isso não podereis fazer. descobrirão que sempre que tentarem impor a vossa vontade noutros, ele ou ela o tomará como uma afronta, por achar que estão a impor, como que por meio da crítica a capacidade que tenha de pensar pela sua cabeça.
"Será que a recordação da vida terrena prossegue?" perguntou Meade.
Não - a questão era se recordamos as vidas anteriores àquela que tivermos vivido aqui previamente a esta?
"A memória será contingente (acidental)?"
Não do tipo de vida mas do que conhecerem, do que tiverem estudado e tentado descobrir sobre a vida; aí, se tiverem avançado o suficiente, terão conhecimento de vidas anteriores - de muitas delas.
"Onde se encontrará o registo dessas vidas anteriores?" perguntou a senhora Hewitt.
Não se encontra no corpo; reside na Mente Cósmica, e essa Mente Cósmica é o que vocês parecem pensar que seja a mente subconsciente que recorda.
"E em relação à alma - como será que ela opera com respeito aos registos?"
Desde que a alma mantenha contacto com a Mente Cósmica, terá conhecimento de muitas coisas. Se a alma, conforme lhe chamam, perder o contacto com a Mente Cósmica, então o corpo começará a registar como um fonógrafo que tenha a agulha presa - e repete, repete, repete - entende? Sem sentido nem motivo.
"Será que o espírito possui o registo completo?
O espírito possui, por se achar em constante contacto.
"Que quantidade de inteligência terão as formas-pensamento?" perguntou a senhora Brinkley.
Apenas aquela que lhes tiver sido instilada da parte do pensar da pessoa que as tiver produzido. O homem produziu a sua existência nesta terra e assim também continua a produzir tudo o mais.
"Quer dizer que se cristalizou a si mesmo aqui, não?" perguntou a senhora Hewitt.
Exactamente. O verdadeiro propósito está em voltarem ao vosso - ao que a vossa Bíblia chama o vosso Pai Celestial - por outras palavras, descobrir o vosso Eu Superior.
"No seu lado da vida existirá gente que ainda esteja em busca de Deus?"
Deveras! Há tipos de mente que insistem em ter um Deus pessoal que estão seguros de vir a encontrar quando para aqui vierem. Vão sentar-se ao seu lado direito ou esquerdo. Bom, a mente é um pedaço de uma maquinaria muito peculiar - e quando digo mente, refiro-me nesta caso ao cérebro. Quando para aqui vêm com ideias dessas, o mais provável é que encontrem alguém que lhes apareça na "figura" de Deus, para as deixar felizes e contentes até terem aprendido o contrário. Não existe coisa nenhuma na natureza que conduza o homem ao temor, excepto o próprio homem.
"Foi-nos dito que existem monges vivos a viver em mosteiros, aí," disse Meade.
Exacto - e passa-se o mesmo com os Católicos e todas as outras doutrinas - têm enormes mosteiros e igrejas onde todo o tipo de pessoas vão. Está a ver, a natureza exige, e a exigência é sempre satisfeita.
"Nós jamais voltamos como animais, voltamos?" perguntou a senhora Plumb.
Não, o homem apenas progride.
"Será que animais e insectos progridem igualmente?"
Há algumas formas de vida, que nem sequer correspondem àquilo que supõem que sejam, e não passam de energia animada.
"A forma superior dos animais - será que eles reaparecem neste plano? Por exemplo, a identidade de um cão - será o mesmo cão?" perguntou Meade Layne.
Reaparecem, sim. Entendam, um cão, um cavalo, e todos os animais domesticados que tenham passado muito anos com o homem, muita vez reaparecem após a sua separação do corpo. Os animais têm consciência deles próprios, muito embora as pessoas pensem que os animais não tenham capacidade de pensar. Eles têm - eles têm muita consciência deles próprios, e essa consciência é uma das coisas que leva o homem a ter consciência após a morte.
"Fale-nos do mundo dos insectos das selvas e dos monstros marinhos dos pesadelos." De onde vêm eles e para onde vão?" perguntou Meade.
A natureza está sempre a experimentar, sempre a conceber. o que a vós parecer um horror em si mesmo é tudo menos um horror. Quando essa energia deseja criar algo novo, concebe-o mais ou menos para o local em que irá viver, de modo a ser capaz de ter uma existência aí. Por exemplo, não vêm a natureza a produzir um urso polar na Índia.
"Mas esses 'horrores' desenvolvem-se em formas superiores?" perguntou a senhora Foster.
Desenvolvem - com o tempo, todas as coisas mudam. Isso é tudo quanto tem que ver com a vida; a única coisa realmente permanente - que é a mudança constante e eterna.
(O controlador parte e surge um outro controlador)
Lo Sun Yat
É muito interessante a reunião que aqui têm hoje - um diálogo fascinante. Vocês só podem falar da maneira que a vossa mente lhes ditar. Poderá, ao parecer dos avançados, possivelmente parecer uma infantilidade, mas todos passamos pelos mesmos estágios de inquirição; e mesmo quando tivermos atingido o estágio do chamado 'adepto,' ainda estaremos a inquirir. A vida é um mistério e é bom pelo menos tentar desvendá-lo, por nos manter ocupados, e isso é saudável. É um bom exercício. E quanto mais avançarem mais maravilhados ficareis; quando pensam nisso e depois pensam que o homem é um criador, é algo de chocante.
"Não será o homem um co-criador?"
O homem constitui a própria substância. Do pensamento provém a vida, e na vida todas as coisas se manifestam.
"Mas, mesmo a vida - ele tem que ter tido isso antes..." começou a senhora Hewitt.
Não lhe conseguem chegar, ao definitivo. posso dizer o seguinte acerca da vida: é composta por duas quantidades - uma eléctrica e outra magnética - essa é a energia chamada vida; mas o que o definitivo disso é, ninguém o sabe.
Há algum tempo eu estava a escutá-los e ouvi-os falar de como obtêm conhecimento de uma determinada coisa, compreensão dessa coisa. Depois de terem aprendido tudo quanto puderem sobre isso através do estudo, então ponham os vossos livros de parte e parem de escutar a partir do exterior e deem atenção ao interior. O canal da meditação foi dado ao homem; ele devia usá-lo. É realmente uma questão simples, e que só é dificultada pela nossa incapacidade de ter paciência. O sistema nervoso das pessoas do Mundo Ocidental é muito tenso. Mas poderão facilmente consegui-lo, se quiserem. Levar-lhes-á quinze minutos pela manhã, antes de saírem da cama; sentem-se simplesmente e meditem naquilo que desejam fazer - não se mexam. Depois, antes de se retirarem pela noite, uma outro período de quinze minutos. Isso representa uma meia hora de todo um dia de 24 horas.
"Será possível meditarmos com a espinha erecta deitada ao comprido assim como com o corpo na posição sentada?" perguntou a senhora Hewitt.
Não, não é - pela razão de que deitados, em certa medida interrompe o fluxo da energia sexual para o cérebro.
"Mas, não será mais relaxante para a pessoa média permanecer deitado, e não deveremos conseguir a completa descontração para a meditação?"
Pois sim, mas deitados não relaxais. Além disso, ao cruzarem as pernas enquanto estão sentados é muito mau, mas podem sentar-se na cama com as pernas dobradas; seria melhor que conseguissem uma posição de pernas cruzadas, mas isso, eu sei, seria desconfortável para a maioria do povo Americano. Por isso, sentem-se simplesmente na posição mais confortável e livre que encontrarem para o corpo, de forma que a mente se possa desligar e perder a noção do corpo.
"Não será melhor dirigir o pensamento para o 'terceiro olho'?"
Não o dirijam para parte nenhuma. Não é bom meditar no corpo em absoluto - em particular o povo Americano; eles já têm demasiada consciência do seu corpo. Seria melhor apenas colocar um dedo da substância da mente no ar com respeito à questão enquanto se encontram numa posição confortável.
"Ao emitirmos o nosso pensamento através da consciência em meditação, como será isso respondido?"
É respondido por aquilo que vós chamais de mente subconsciente, mas nós chamamos Eu Superior. A mente subconsciente, é designação que na minha escola, é dada àquela parte que nada conhece para além das operações automáticas do corpo. Nós procuramos contactar o Eu Superior, ou - se preferirem - a Mente Cósmica. Há um método bastante agradável de meditação que muita vez encontra êxito convosco Americanos, que sucede enquanto têm a mente ocupada num outro campo de acção. Por vezes, apenas formular a questão, e conseguir um conhecimento completo daquilo que querem, enunciar a questão com clareza na vossa mente, e de seguida ocupar-se dos afazeres diários - e no devido curso a resposta chegará a vós. Muitas das vossas grandiosas invenções surgiram por esse modo.
"Mas frequentemente parecemos receber inspiração assim durante o sono e quando agimos sobre ela, descobrimos estar errada," disse a senhora Townes.
Uma das questões que se deveria aplicar, será que interpretaram a resposta que tiverem obtido durante a noite com clareza? Não terão deixado de fora uma pela do puzzle? Está a ver, nem sempre é fácil sacar do mundo abstracto uma ideia e passar á acção com ela. A acção ou o desejo súbito de acção obscurece a resposta que originalmente tiverem conseguido.
"Quer dizer que os sonhos sejam sempre do mundo abstracto?" perguntou a senhora Brinkley.
Não, necessariamente; depende sobretudo do sonho. Por vezes, e em grande parte dos casos, os vossos sonhos são causados por diversos desejos, ou a terem comido mal, ou a aposentos com falta de ventilação, e a muitas outras coisas.
"Com frequência sonho que estou a ler um livro - e acordo e só trago o título do livro - mas parece tão idiota," declarou a senhora Brinkley.
A 'idiotice' reside apenas na incapacidade que tem de se ater somente ao que tiver arranjado e de o trazer de volta.
"Mas eu só poderei trazer o título do livro?"
Volte de novo e o provável é que leia o livro. O livro está lá para ser lido - não no mundo concreto, embora possa muito bem existir igualmente nele. Aquilo que encontra no mundo abstracto pode possivelmente ser uma réplica do que exista no mundo concreto; mas a sua incapacidade de o encontrar não o impossibilita.
"Tudo o que existe no mundo visível existe primeiro no mundo invisível?" perguntou a senhora Foster
Sim, essas coisas que surgem no vosso mundo encontravam-se antes no nosso mundo. Também quererá considerar o seguinte facto: existem muitos mundos dentro de mundos. Uma forma dessas é a do vosso mundo do sonho; outra é o que vocês chamais o mundo consciente físico; além disso existe o mundo etérico que é abstracto - e no entanto é tudo concreto, por assim dizer. Não há escapatória ao físico - nenhuma escapatória.
"Temos muito pouca informação com respeito ao que chamais de mundo etérico - de onde, conforme nos foi dito, têm origem as estranhas naves estelares. Será que o termos Hindu 'Lokas' se aplicará? inquiriu Meade.
Torna-se difícil de explicar - traduzir por palavras aquilo que conheceis. Esse negócio a que chamais etérico aqui tem vida; disso vem tudo quanto chamais de físico. A única maneira de entrarem e fazerem parte dele é através da mente. Mas o problema reside na dificuldade de trazer de volta desse mundo para este, ou para qualquer dos planos de consciência, aquilo que desejais saber.
"Poderá dizer-nos alguma coisa sobre esses habitantes do mundo etérico? Eles aparentemente não são humanos desencarnados, nem tão pouco se tornarão humanos; onde se enquadrarão eles na ordem das coisas? Nós não parecemos encontrar lugar para eles."
Isso é uma analogia do que disse há pouco sobre os animais e dos insectos dos pesadelos. Por não compreenderem porque a natureza dá vida a uma coisa assim não quer dizer que devam supor que não tenham cabimento em qualquer categoria, não encontrem cabimento na vida a que pertencem; porque encontram.
"Esses seres que vivem no estado etérico de consciência - eles não estão sujeitos aos estados inferiores de consciência; ter-se-ão alçado acima deles, não?" perguntou a senhora Hewitt.
Exacto. Vocês podem vir cá abaixo, em determinadas alturas, se o desejarem, e podem alçar-vos, e o desejarem - dependendo daquilo que quiserem saber e do desejo que tiverem. Muitos pensam que o mal seja uma barreira para este ou aquele plano de consciência. Aqueles que pensam assim não se detêm para pensar com os seus botões quanto ao que o mal e o bem sejam.
"O etérico reside além do bem e do mal?" perguntou a senhora Hewitt.
Isso é verdade. Também é verdade com relação aqui ao vosso plano ; o 'mal' é apenas um conceito vosso, do mesmo modo que o 'bem'. Aquilo que neste momento é bom para vós, pode não o ser no momento seguinte; todos estamos demasiado aptos a moralizar sem pararmos para pensar no que seja a moralidade.
"Regressando aos Etéreos - terão eles encarnado naquele mundo em que vivem provenientes de um outro?" perguntou Meade.
Todos os homens num momento ou noutro visita ou vive em diversos estados de consciência; nenhum estado lhe está barrado, excepto aquele que ele próprio barrar. Muita vez, quando alguém do vosso plano subitamente desaparece, eles terão entrado no mundo etérico.
"Terão entrado no etérico?"
Sim.
"Numa existência astral?"
Não - é o mundo para que muitos dos grandes médiuns se retiram quando provocam a desintegração do corpo e a sua reintegração. Nada tem que ver com o chamado mudo dos mortos.
(O controlador parte)
Mark Probert
Traduzido por Amadeu António