terça-feira, 27 de dezembro de 2016

TRANSFORMAÇÃO DO MEDO




Transformar medos - os vossos medos pessoais, sem dúvida, e os medos globais, que tanto os pressionam no vosso mundo. Transformar o medo num êxito espantoso. Mas antes de começarmos este apontamento, vamos falar do terramoto. (Northridge, Los Angeles, 17 Janeiro de 1994) Independentemente do quão preparados pensem estar, independentemente do quão experientes pensem ser, ninguém está alguma vez preparado a sério para lidar com essas coisas quando um tremor dos graves ataca. Os tremores de terra sucedem.
Sim, vocês criam a vossa realidade pela causação, mas é importante lembrar que vocês também criam a vossa realidade pela permissão. Vocês criam a vossa própria realidade mas os terramotos sucedem. Isso poderá parecer um paradoxo e este é um ano em que verão muitos paradoxos que produzem todo o género de confusão, todos os tipos de dúvida pessoal, todo o tipo de indagações em aberto, tudo parte da energia do ano que está a decorrer, esta energia do empenho. Vós criais a vossa realidade mas os terramotos sucedem.
Mas torna-se importante, por mais óbvio que pareça, por mais óbvio que esta declaração seja, é importante admitir que estas coisas sucedem. Pelo facto de não serem capazes de tratar de tudo não são um fracasso. Não são fracasso nenhum por sentirem temor. Do mesmo modo que não são fracasso nenhum por não terem sido capazes de evitar este terramoto. Eles sucedem. A medalha e a medida do sucesso não está em evitar qualquer terramoto; a medalha e a medida do sucesso está naquilo que fazem com ele, na forma como lidam com ele, como o utilizam, o que aprendem e a forma como mudam, por causa dele. Mas usar este terramoto, aprender com ele, mudar por causa dele, é importante, antes de mais perceber, uma vez mais, a declaração tão óbvia, que toda a gente foi abalada.
Decerto que aqueles que se encontravam na região do epicentro, no local, tempo e espaço sofreram mais, evidentemente, mas vocês aqui, a tantas milhas de distância, por se encontrarem na Califórnia, sim, mas também aqueles que estavam longe deste local, noutras partes do mundo, entendem, por este ser um abalo da terra, uma libertação electro magnética que afecta todo o tecido, pelo que este tremor, significativo sem dúvida, não só devido ao tamanho que atingiu, muito embora a magnitude do impulso ainda não tenha sido calculada, mas por ter abalado todos no vosso planeta. E para o compreenderem precisam perceber que os abalou, sim, fisicamente, mas desequilibrou-lhes os centros chakra, o campo da aura, o campo da anergia, pelo que eles precisam ser equilibrados.
E antes que cheguem ao entendimento do que este tremor significa para vós, como usá-lo e lidar com ele, como aprender com ele, como mudar, é importante centrar e é importante equilibrar os vossos chakras e o vosso camo da aura e o vosso padrão da energia, e esta noite ao trabalharmos convosco, e ao longo da semana, iremos trabalhar de forma específica para tal fim, convosco. Mas também importa compreender que apesar de os ter abalado fisicamente desta forma também os abalou emocional e mentalmente. Foi um descontrolo no caso de alguns de vós – receios, angústia, ideias que há muito pensavam ter controladas, com o tremor que tiveram em 1989; despertou alguns desses receios. Algumas daquelas ideias que tinha tido mas que nunca chegaram a controlar muito bem, alguns dos pensamentos que tiveram que tinham desaparecido foram soltas. O resíduo do passado regressa de volta este ano, como já o fez, duramente, de forma prejudicial e destrutiva e trágica, mas o passado reemerge, e aqueles de vós que estão aqui que tenham passado por esse abalo nessa altura, ele regressou e vocês não são tolos nem estúpidos por pensarem que se tivesse ido há muito. Não são um fracasso; só precisam deitar para fora, conversar com os vossos amigos e contar o que recordam do que lhes tenha sucedido em 89, por isso fazer parte do que precisam fazer para recuperarem o vosso próprio equilíbrio. Conversem com os amigos em voz alta, façam-no com os vossos amigos interiores em meditação, experimentem os receios e a ansiedade e a angústia que os tremores de outras épocas lhes tenham trazido.
É tempo de perceberem que para além de física, emocional e mentalmente, vocês foram abalados etericamente. Importa analisar as questões da culpa, porque:
“Se não o impedi, que tipo de cartógrafo serei eu? Que tipo de sonhador serei eu? Que tipos de sonhos poderei concretizar? Que tipo de futuros poderei…?”
Enfrentar os problemas da culpa, enfrentar os problemas do “fracasso” por não o impedirem, e compreender que não é a medalha nem é a medida, mas sim aquilo que fazem com isso. Lidar com as questões da perfeição, por mais subtis que possam ser dentro de vós, que tenham sido suscitadas em torno desta questão:
“Porque não criei eu uma realidade melhor? Porque não criei uma realidade de perfeição, embora me encontrasse a muitas milhas de distância?”
E lembrar-se que se estiverem em estado de paz, os mapas não serão necessários. Se descobrirem a utopia não precisarão mapear (riso). É a partir das trevas, das sombras, do desespero, dos potenciais pesadelos de mediocridade que os mapas são necessários para encontrarem uma nova maneira de lidarem com os velhos problemas, uma nova maneira de lidarem com os velhos problemas.
Examinando os vossos problemas de culpa e de perfeição, examinando a confusão e a autopunição e de advertência; autopunição ou punição dos outros que padeçam do mesmo… Será isto um castigo? Não é nada. Mas acha-se presente para que examinem esses problemas. E se se centrarem e equilibrarem os vossos chakras, a vossa aura e o vosso campo de energia, se se permitirem clarificar essas emoções residuais, que parecem há muito ter-se desvanecido mas que ainda foi ontem, que se soltaram, se clarificarem os outros receios e as outras gamas de emoção que isto lhes trouxe, sem se sentirem estúpidos nem tolos nem errados. Se se permitirem empenhar-se em abordar os vossos problemas pessoais de culpa neste período de pesadelo da mediocridade e de sonho, em que as pessoas optarão e vós, enquanto cartógrafos os vereis. E por vezes podem mudar, e outras vezes precisam deixá-las, aquelas que usam o pesadelo, aquelas que usam a mediocridade, precisam deixá-las fazer isso.
Mas como é será que vós os cartógrafos deverão ver, a partir da vantagem que levam, os pesadelos e a mediocridade que outros criarão ao lidarem com essa culpa e confusão e os problemas da perfeição que parecem assomar e infestar? Como deverão enfrentar esses problemas da punição e da advertência? Assim que se permitirem limpar o pára-brisas com esse equilibrar e centrar, então poderão voltar-vos e ver o que este tremor subentende, e verão problemas óbvios como a segurança, e a protecção sem dúvida, mas a segurança e o poder. Mas sabem, tal como é mais fácil ter amor por vós, em função das partes belas do vosso ser e não tão fácil amar-vos pelas partes de fealdade, também é muito mais fácil sentir-se seguros e poderosos quando o vosso ambiente é de segurança e de capacitação.
Mas não fará mal – conseguirão criar segurança, poder; poderão criar segurança, protecção em meio ao tumulto? Será correcto esperar ou sequer tentar criá-la, e se o fizerem e quando o conseguirem, e ao consegui-lo, como se sentirão com respeito a isso? Como se sentirão com relação ao “Eu fui capaz de criar o meu domínio e a minha esfera, talvez não conforme gostaria mas mais do que poderia. Fui capaz de criar a segurança e a protecção em meio ao desassossego, sem virar costas e fugir, sem tentar descobrir um lugar qualquer onde essa estivesse assegurada,” como se pudessem alguma vez encontrar um lugar desses. “Mas na minha realidade, o mundo que criei e permiti em que posso trabalhar. E se consigo criar a segurança e a protecção, ainda que em meio ao tumulto, será correcto tentá-lo, será correcto esperar isso e ser bem-sucedido? Poderei fazê-lo sem me condenar? E poderei fazê-lo sem condenar aqueles que, do ponto de vista da vantagem que levo, pareçam não ter criado segurança nem protecção?
(continua)
Transcrito e traduzido por Amadeu António

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