quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DISPOSIÇÃO, ESCOLHA, DESTREZA E AMOR



DISPOSIÇÃO, ESCOLHA, DESTREZA E AMOR

Vocês podem chegar a conseguir elevação e confiança, firmeza, descobrindo os vossos "potes de ouro" lá no fim do arco-íris. Parafraseando:

"Além do arco-íris onde existe uma terra de que já ouviram falar, certa vez, numa canção de embalar. Algures para lá do arco-íris, os céus são azuis, e os sonhos que se atreveram a sonhar tornam-se realmente verdade. Um dia desejaram diante de uma estrela cadente, e acordaram onde as nuvens ficaram muito para trás, onde os problemas derretem como gotas de limão, muito acima do topo das chaminés, que será onde os encontraremos. Algures para lá do arco-íris, pássaros de cor azul esvoaçam, e vocês perguntam: Porque, então, não posso eu? Porquê? Porque não o consigo eu?"

Vocês podem! (Riso) Conseguem quando têm consciência e chegam a compreender de que modo a realidade funciona; quando chegam a entender a forma como a vossa vida, o paradigma, o vosso paradigma pessoal dessa realidade funciona. Quando tomam consciência da forma como a realidade, o vosso paradigma, a vossa vida expressada através da vossa realidade - tanto a vossa realidade como a vossa vida funcionam. Então, efectivamente conseguem voar para além dos arco-íris e encontrar aqueles "potes de ouro." E conseguirão, cada vez de modo mais consciente, criar a vossa própria realidade, como nunca antes, quer sejam novos neste tipo de exploração ou sejam experientes. Podem encontrar o término do arco-íris; podem criar a realidade como nunca antes.

O amor... Uma vez mais abordamos o amor, como sempre o fizemos e sempre o fazemos e sempre o faremos. Ele tem início e término no amor e término no amor e ele liga a mistura. Com a exploração da criação consciente da realidade e do viver a vida e do amar, as chaves são as mesmas; as chaves são a disposição (boa-vontade), a escolha e a habilidade (aptidão). É o amor que dá início a cada uma delas e a encerra também. E é o amor que liga a mistura da vossa disposição, das vossas escolhas e habilidades de praticar a magia.

Disposição

Muitas vezes tem início aí. Estão dispostos? Mas vejam bem, a disposição de toda a gente no consensual do vosso mundo e fora ele, a disposição tem início na libertação do passado. Para desenvolverem um verdadeiro sentido de disposição precisam libertar-se - não dos acontecimentos que tiverem ocorrido mas dos padrões que tiverem resultado desses acontecimentos; não das ocorrências que tenham tido lugar no que chamam de "tempo anterior" mas das emoções, ideias e sentimentos, das dores, das cicatrizes, dos danos que tenham sido feitos nesse passado particular. É aí que tem início a liberdade - liberdade, liberdade, liberdade do passado! A disposição sucede com base na mudança das crenças, desanuviamento dos vossos bloqueios e recompensas, no rompimento dos contractos e guiões psíquicos, e na cura da disfunção da vossa mecânica e química. Sim, a disposição tem inicio, é iniciada, posta em marcha na busca de liberdade do passado, das crenças constritivas, dos bloqueios e recompensas, dos contractos e guiões que delimitam e os diminuem, e das mecânicas e químicas errantes que tanto lhes impede a capacidade de confiar, tanto retardam a capacidade de amar.

Mas para que a disposição permaneça viçosa, vibrante, não pode depender para sempre da liberdade de alguma coisa. Para que permaneça revigorante e vibrante também depende do futuro. Não liberdade do passado para aprendermos, mas dependência do futuro, da esperança e da luz, dependência dos tesouros da esperança, que vocês tanto descobrem como criam... e depende igualmente da esperança e do significado que vocês descobrem e criam na própria substância que constitui o futuro. Quando a disposição depende unicamente da liberdade do passado atinge a redução inerente ao princípio da economia* em que só têm umas quantas crenças a mudar ou bloqueios a limpar, apenas uns tantos contractos ou guiões; podem inventá-los se quiserem, mas...

*(NT: Ou dos rendimentos das probabilidades, que determina um decréscimo na efectividade de qualquer produção em função do aumento do esforço)

Quando a disposição depende unicamente da liberdade do passado, ele atinge um ponto de diminuição da efectividade, e quando esse ponto é alcançado, a disposição sai diminuída, e vocês perdem esperança e luz. À medida que a disposição sai diminuída o futuro torna-se mais vago e obscuro.

ESCOLHA

Independentemente do quão misteriosa ou mística possa ser, a escolha brota da vontade. Ah, pois, acha-se interligada a toda a sorte de coisas da realidade, mas tem origem na vontade. Tal como a vontade tem início na instigação para se libertarem do passado também a escolha emerge e se desenvolve desse mesmo desejo, do desejo de liberdade do passado - também a escolha emerge da mudança e da limpeza e do rompimento e da cura. Do mesmo modo, enquanto a disposição for viçosa e vibrante, também as vossas escolhas permanecerão perspicazes e emancipadas. Porém, quando a vontade é diminuída também a escolha sai diminuída.

A escolha, inicialmente motivada com base no desejo de liberdade do passado, escolha que brota da vontade, do mesmo modo precisa voltar-se para o futuro, e para o poder do futuro, e o poder do possível, para deflagrar, para manter se quisermos a capacidade acentuada e emancipada. E assim como acontece com a vontade também acontece com a escolha; se a vontade sair diminuída também a escolha sairá diminuída e com essa diminuição, surge o vazio. A vossa escolha torna-se oca, quebradiça, impassível.

Muita vez quando esse vazio tem lugar as pessoas tentam preenchê-lo com palavras, e subitamente as escolhas tornam-se prolíficas com todo o tipo de cláusulas de clarificação e termos e condições: "Caso isto, aquilo e mais aqueloutro, então eu opto por ser feliz, caso tal felicidade me permitir... e na condição de... nos termos... a escolha tornar-se-á esta incrível declaração de princípios. (Riso) Montes de palavras numa tentativa de preencher a lacuna, o vazio. Tais alternativas quebradiças e impassíveis muitas vezes são enunciadas com grande volume, mas frequentemente não representam mais do que ruído. E no processo a vossa verdadeira e genuína alternativa torna-se silenciosa, e eventualmente é silenciada. E quando a alternativa esmorece, também a magia que envolve esmorece.

Uma nova alternativa, à semelhança de uma disposição renovada, baseada no poder do futuro, no poder do possível, em vez de baseada na liberdade do passado.

DESTREZA

A destreza vem, é desenvolvida em reacção ou resposta à tentativa de corrigir, de tentar sanar a inaptidão. Quando a destreza de corrigir e de sanar as inaptidões se revelar carente... a destreza nasce da necessidade (que frequentemente é chamada de "mãe da invenção") Mas à medida que a destreza amadurecer, também deixa de brotar da correcção, mas da mudança ao invés. Não mais brota do sanar, mas do curar ao invés. A destreza amadurece; se analisarem as vossas próprias experiências - porque terá sido que aprenderam esta actividade ou este poder, este vigor, este talento; porque cultivaram esta ou aquela habilidade? Foi em resposta à incapacidade. E é assim que muita vez a destreza emerge e desenvolve força e vigor e permite que o talento possa emergir; desenvolve a perícia e a seguir adapta, ajusta, muda, aprimora, desenvolve uma nova destreza.
Mas com o tempo amadurece, e não necessita corrigir nem curar; altera-se na maturidade por que passa, para responder à mudança e à cura.

A destreza segue a entropia: a segunda lei da termodinâmica que diz que quando alguma coisa é criada começa a deteriorar-se, até acabar por se destruir. A destreza segue a entropia; assim que conseguirem uma habilidade ela começa a deteriorar-se até acabar por ser destruída – a menos, a menos, a menos – protelarem a reforma, adiarem a entropia. Adiarem a entropia, inverterem a entropia. Então a destreza poderá ser reformada, poderá ser adiada ou invertida na sua deterioração, por a destreza acompanhar a entropia. Invertam a entropia e a proficiência floresce.
A entropia da destreza é invertida por meio do domínio e da mestria da espiritualidade, por meio do domínio e da mestria de uma relação com Deus, com a Deusa, com o Todo (ou seja por que designação que tratarem o divino)

A velha ideia do “Cavalo velho não pega andadura,” ou de que seja muito ensinar coisas novas a alguém ou mudar de hábitos, não é verdadeira. A destreza perde-se por acompanhar a entropia e não por ficarem mais velhos. Mas, se ao envelhecerem desenvolverem domínio e mestria da espiritualidade, se desenvolverem uma relação ou mesmo uma parceria com Deus, com a alma, com o espírito, com o eu superior – se desenvolverem a vossa espiritualidade, as vossas habilidades não precisarão ser diminuídas, e poder-se-á ensinar alguma coisa nova a alguém, e poderá reter a habilidade, mas essas habilidades precisam amadurecer, substituir do corrigir e do tratar para a mudança e a cura, no domínio de uma espiritualidade.

Eis as chaves para a exploração e o trabalho que estão para conseguir: as chaves do viver a vida, as chaves do amar nessa vida, resumem-se à disposição – estarão dispostos? E resumem-se à escolha e àquela disposição e opção que desenvolve a destreza. Mas trata-se de uma nova disposição, assente na esperança e na luz do futuro. Trata-se de uma nova dimensão de alternativa incitada e habilitada pelo poder do futuro e pelo poder do possível; uma destreza amadurecida despoletada pela nova disposição e alternativa, inspirada por essa nova disposição e essa nova alternativa, destreza que aspira a uma maior consciência das realidades que podem criar conscientemente e de realidades que residem além até mesmo desse limite.

AMOR

Uma vez mais falamos dele, como sempre o fizemos e sempre o faremos, por ser o que dá início a isso e o que o termina, além de ser a mistura que o une. Amor, uma palavra tão diminuta que encerra tanto. O dar, o responder, o respeitar, o conhecer, a intimidade, o empenho, a atenção; tudo quanto produz segurança e prazer, sinceridade e vulnerabilidade e confiança que reduzem o temor da perda e aumenta, expande a intimidade e o apreço e que os deixa a sentir nenhum.

Quer se trate de amor-próprio: dar e responder e respeitar-vos e conhecer-vos a vós próprios de forma que sintam uma maior segurança e um maior prazer, uma maior sinceridade e vulnerabilidade e confiança; de modo que o receio que tenham de se perder seja reduzido e vocês desfrutem de uma proximidade e apreço por aquele que são, com conhecimento, e sabendo que se conhecem a vós próprios

Quer se trate do dar e do responder e respeitar e conhecer dotados de intimidade, empenho e atenção para com outra pessoa, de tal forma que ela sinta uma maior segurança ou um maior prazer, e possa confiar e ser mais sincera e vulnerável e que o receio de os perder a vós seja reduzido; para que sinta a intimidade e a atenção e saiba que é conhecida. De modo que saiba que vocês a conhecem.

Amor: a alegria pela presença e reiteração do valor; a permissão para que essa presença e valor alterem e cresça e evolua – isso é amor. Seja alegria pela vossa própria presença e a reiteração do vosso próprio valor, e permissão para que essa presença e valor não sejam contidos mas permitir que a vossa própria presença e valor se alterem e arrisquem a mudança para que elas possam crescer e evoluir – isso é amor. Assim como acontece em relação a outra pessoa, a alegria pela sua presença, a reiteração do seu valor, e a permissão para que a sua presença e valor mudem para que possam crescer e evoluir.

O amor é dar, responder, respeitar, o amor é alegria, o amor é experimentar a excelência, a bondade e a beleza e a verdade e permitir que isso essa excelência traga felicidade e alegria e não inveja nem ciúme, mas felicidade e alegria. Amor por vós próprios, experimentar o vosso próprio mérito. É dado, não o podem criar mas podem desvendá-lo e com esse desvendar poderão descobri-lo. Mas quando experimentam essa excelência, essa bondade e verdade, a beleza do que vocês são (o bom, o verdadeiro e o que se acha repleto de beleza) e deixam que os faça felizes em vez de os deixar assustados: “Ai meu Deus; eu vi o quão belo sou e simplesmente passei-me!” (Riso) “A experiência dessa beleza deixou-me aterrado, por causa das responsabilidades e deveres que arcarei e por poder perdê-la, e pela possibilidade de não poder arcar…”

Não, não. Experimentar essa bondade, verdade e beleza e sentir alegria por isso. Mas da mesma forma, no semelhante, experimentar a beleza, verdade e bondade nele; o seu mérito, e congratular-se e rejubilar nisso, e não sentir ciúme.
“Vejo a beleza em ti e isso traz-me regozijo; não me assusta nem me provoca inveja, não me ameaça com complexos de inferioridade, nem é indicador de que precise lutar e esforçar-me e sofrer para que também possa gozar disso; não me ameaça com a possibilidade de perda. Deixa-me feliz quando o vejo resplandecer. Suscita felicidade e alegria.” Isso é amor.

Amar é conceder liberdade e autodeterminação, e a seguir integrar essa mesma liberdade e autodeterminação no relacionamento, de novo em vós a fim de se permitirem, ter a coragem de ser livres e determinados, para depois a integrarem, a tornarem numa parte de vós – deixar que essa energia, essa força da liberdade e determinação se tornem parte da relação que têm convosco e parte de vós,
Assim coo em relação ao semelhante: conceder-lhe a liberdade e a determinação pessoal e a integração subsequente na relação que partilham, e um no outro. É isso que traduz o amor.

Tem lugar na raiz das vossas necessidades. Abraham Maslow estabeleceu uma belíssima hierarquia das necessidades que têm início na sobrevivência, a partir do que vem a segurança, a partir da qual, por sua vez vem a necessidade de pertença, para depois surgir a necessidade de valor, de autoestima; a partir do que eclode a necessidade de uma posição mais determinada e firme de criar e produzir uma necessidade – não um desejo mas uma necessidade humana. E dessa criação ou produção, vem a necessidade de conhecer. Conhecer o quê? Conhecer coisas! Desse conhecimento eclode a necessidade de busca da estética. Uma hierarquia progressiva em que uma necessidade descamba automaticamente noutra. Mas na raiz de cada uma dessas necessidades encontra-se o amor.

Porque quererão sobreviver? Bom, é instintivo, em certa medida. Assim que passarem o tempo da procriação, esse instinto abandona-os. Mas sabem que mais? Ainda têm vontade de permanecer vivos e vontade de sobreviver. Sim, é instintivo, mas encerra alguma coisa mais, algo que transcende o instinto. Podem evocar montes de razões e decerto que as terão, mas por base está o facto de quererem amor, quererem ser amados, por quererem ser uma pessoa amável. Por buscarem amor. Isso encontra-se na base de toda necessidade, até à necessidade da estética, de beleza na vossa vida; de simetria ou assimetria, de beleza, de espiritualidade na vossa vida. O maior desejo ardente, porventura, porque a partir dessa necessidade, a elevá-los, o amor, estar apaixonado de modo que encontrem a derradeira necessidade que é ser uma pessoa amável; mais do que ser amados, ou para aí chegarem, precisam ser amados – uma necessidade que se encontra na base de todas elas.

O amor é seminal relativamente aos vossos desejos: as amizades gratificantes, as relações íntimas, o trabalho significativo, o sucesso recompensador, a oportunidade de expressarem os vossos pontos fortes, os vossos poderes, o vosso talento.
O reconhecimento e a validação do vosso valor; desejos que assumem um infinito número de formas, mas que para todos vós se resumem às amizades gratificantes e às relações íntimas, ao trabalho significativo e ao sucesso recompensador, à expressão dos vossos pontos fortes e ao poder do vosso talento, assim como ao reconhecimento e validação do vosso valor – isso é tudo quanto não necessitam mas desejam.

E seminal em relação aos vossos desejos é o amor. É a motivação e o ímpeto que os conduz na vivência da vossa vida. Quererão criar um domínio em que o amor seja resguardado, e onde seja seguro pôr o amor em acção. Ser amados e ser amáveis, tornar o amor seguro e criar um mundo de segurança em que o ponham em acção.

Vocês não estão aqui para ser convencidos. Então estarão aqui para chegarem a saber que criam a vossa própria realidade? Não, não, não. Vocês vêm fazendo isso antes mesmo de terem nascido, mas têm vindo a fazer isso durante toda a vossa vida, não vieram com as últimas chuvas, mas mesmo que só tenham três ou quatro anos, vocês têm vindo a criar a vossa realidade; não precisam aprender a fazê-lo, porque o fazem a cada passo. Ora bem; podem aprender a obter uma maior consciência disso, podem cultivar a técnica a fim de alterarem a realidade que criam, de acordo com a vossa vontade e de acordo com a vossa imaginação e amor, mas vocês já criam a vossa realidade de facto fazem-no conscientemente, independentemente do quanto possam querer nega-lo, ainda o farão de forma consciente. Mas vocês podem aprender a ser mais conscientes e podem aprender técnica de modo a poderem mudar a realidade e levá-la a aquiescer com o vosso sentimento, vontade, imaginação, de modo a obedecer ao vosso amor. E em certa medida encontram-se aqui para isso.

Vocês encontram-se aqui para expandir e amadurecer as vossas capacidades. E por intermédio de uma maior aprendizagem da criação consciente da realidade. Para amar, de modo a poderem ser amados e de modo a poderem ter amor por vós e àqueles que têm importância para vós, e ao vosso mundo, de modo mais pleno e íntegro e mais bem-sucedido. Tudo isso tem início no amor e termina no amor. E há-de ser o amor que há-de ligar a mistura.

Durante estes dias, em que se sentem perdidos e não sabem para onde vão nem o que sucede, façam o que os amantes fazem – lembrem-se do amor. Recordem-no conjurando os vossos sentimentos, trazendo ao de cima as lembranças; pensem naqueles que amam. Recordem como quem reúne as peças do puzzle de novo. Recordem o amor.

Algures para além do arco-íris os pássaros azuis esvoaçam, e vocês perguntam: “Então porque não poderei eu? Porquê, ah porque não poderei eu?”
Muitos de vós aqui deixaram de andar à procura de arco-íris faz muito tempo e começaram a criá-los. 
UMA MATRIZ
Uma matriz. Vocês necessitam dessa substância que seja origem da vossa vida – ela teve origem física no ventre da vossa mãe, mas agora deve ter origem neste ventre da vida para o que, para poder ser desenvolvida e ser contida vocês carecem de marcos. Vocês estão no físico a expressar a vossa consciência, a expressar a consciência que por intermédio da vossa alma identificam como vossa na forma física, e vocês careceis desses marcos.
Carecem de um domínio em que possam desenvolver, crescer e mudar, mas igualmente de um domínio que os inclua de modo a poderem concentrar-se e de modo a poderem fazer o que aqui vieram fazer, para crescer, para mudar, para desimpedir bloqueios e curar de modo a poderem amar mais plenamente, de modo a podem compreender e explorar e experimentar o amor de uma forma mais rica.
Necessitam de uma matriz assim. Em catraios muito foi-lhes dado. As crenças foram-lhes outorgadas; os contractos e os roteiros foram-lhes estendidos por acção do nível do contacto (das marcas) e do que era dito e encorajado e sonhado. Alguns de vós poderão padecer de um defeito qualquer fisiológico ou químico ou mecânico, uma disfunção. Muitos de vós cresceram em famílias ou ambientes ou situações disfuncionais que lhes terão afectado ou alterado não só as crenças e não só os bloqueios e os contractos e os roteiros, como também lhes afectaram e alteraram a química, Isso não ocorreu apenas na infância, mas foi onde terá tido início, no caso de muitos de vós.
Mas ao viverem a vossa vida, e passarem por aqueles anos da infância e da adolescência, alguns de vós defrontaram-se com os choques e os traumas que ocorreram, que sentiram com tal intensidade que os levaram àquela separação, foram origem de curtos-circuitos, e levaram a desarranjos electroquímicos e a avarias nas correntes neuronais e corporais e que levaram a que os circuitos sofressem danos irreparáveis, que em casos extremos são chamados epilepsia, mas que na ausência disso podem ser definidos como doença ou a circunstâncias de enfermidade, curto-circuitos devidos a traumas de tal modo intensos que nesses instantes lhes terão ameaçado a própria existência. Reacções instintivas no sentido de enfrentarem ou se evadirem, para suprirem ou reproduzirem curtos-circuitos na rede, na química, na mecânica.
FACES DA ALMA
Enquanto essa matriz se encontra em desenvolvimento, e enquanto vocês estão a ter origem e a desenvolver-se e a ser incluídos nela, enquanto ela está a ser criada e alterada e aumentada, aquilo que é suposto ocorrer é o envolvimento da alma; é suposto que a expressão da vossa consciência que é a alma se ache presente e esteja a participar – e participa – mas que participe na criação e expressão dessa matriz particular.
A vossa alma, aquilo a que chamamos a jornada da vossa alma acompanha-os ao longo da vossa vida – diferentes aspectos, diferentes expressões, diferentes rostos da vossa alma acompanham-nos. E essa alma acha-se íntima e complexamente envolvida nessa matriz. Só que, no vosso mundo moderno, em particular, a alma foi de tal modo negada – não é eliminada nem destruída - mas é negada a tal ponto que muita vez a influência e o impacto disso é igualmente negado. Por isso, a matriz – a matriz obscura – é criada por omissão por parte das influências e autoridades parentais. Por isso, no caso de muitos, em particular no mundo moderno, que padecem da negação da alma, essa matriz foi de tal modo criada à revelia pelos pais e parentes – e em muitos aspectos obscurecida – com poucas hipóteses de ser alterada. O que seria suposto acontecer era a participação da alma. E depois existem estes sete rostos da alma, sete faces por que a alma se expressa:
Quando nascem, a consciência penetra a forma, o que dá origem a todo aquele debate ligado ao aborto: Quando é que o feto se torna vida? Quando é que a consciência entra? Será por altura da concepção ou durante o seu desenvolvimento? Será por altura do nascimento? Conforme nós sugerimos ela pode entrar até 72 horas após o nascimento, e que o feto pode nascer sem alma, mas se passadas essas setenta e duas horas ainda não revelar presença de uma alma, se depois desse período nenhuma consciência tiver entrado nesse feto, então ele morrerá. Por isso, esse tema nunca virá a ser respondido em termos científicos ou mortais. Cada um precisará chegar à sua própria conclusão quanto a isso, mas a questão está em que a consciência penetra essa cultura de cromossomas em crescimento que criam essa nova vida, esse algo novo que está a ter origem nesse ventre.
E a vossa alma acompanha-os, a vossa alma acha-se presente a olhar por vós, a representar o vosso guardião. E a essa primeira face da alma chamamos nós o Nome, por ser a vossa alma que lhes dá o nome, apesar da vossa mãe e pai terem andado meses a pesquisar pelos livros de nomes a decidir que nome poderá revelar parecenças com o avô ou tio ou terem preferências por um ou outro dos nomes; mesmo assim, é a vossa alma que os nomeia.
No passado havia o ritual do baptismo com a denominação do catraio, ritual esse que perdeu o fulgor e o sentido que tinha e se tornou vazio; as pessoas esqueceram o que envolvia e a alma foi negada com tudo isso, mas mesmo assim a vossa alma designa-lhes o nome, e nessa nomeação se encontra as pistas iniciais do vosso destino. Se lhes puserem o nome do vosso avô não quer dizer que venham a ter o mesmo destino que ele teve, não, mas existe algo de metafórico, simbólico e emocional no nome – não necessariamente de lógico nem de manifesto, que deixe entender que todos os João ou Pedro ou Tomás devam vir a ser baptistas ou líderes ou duvidosos, ou seja o que for, por não ser no sentido óbvio – são insinuações e indicações ou vestígios que são incluídos no nome. A vossa alma atribui-lhes o nome. E esse foi o primeiro rosto da vossa alma; a primeira sementeira do vosso destino, no âmbito dessa matriz de crenças, bloqueios e de recompensas, no âmbito dessa matriz composta inicialmente de contractos e roteiros, a química e a mecânica. E isso tem início no começo da infância, após o nascimento inicial, do nascimento físico, no nascimento terreno, no nascimento da substância que possui gravidade – o corpo.
Depois vem a altura, mais ou menos por volta dos dois anos de idade, a que chamam Fase Terrível dos Dois, que constitui a altura do segundo nascimento, quando o cordão umbilical emocional – que não é sólido, não é tangível – é rompido e vós ficais emocionalmente separados da vossa mãe. Até essa altura o catraio ou catraia encontra-se literalmente ligada emocionalmente à mãe e sente todas as emoções que a mãe sente – não sabe o que fazer com elas nem consegue enfrentá-las, e por vezes nem a mãe consegue lidar com elas, mas seja como for, encontra-se ligada à mãe. E por volta da altura em que esse segundo cordão umbilical é cortado isso representa o segundo nascimento. E a alma encontra-se justamente aí – essa alma que lhes transmite as primeiras pistas e indícios do vosso poder por intermédio da descoberta da emoção:
“Eu tenho sentimentos, e eles são diferentes dos da minha mãe.”
E isso é aterrador, é inicialmente assustador:
“A minha mãe está triste, mas eu sinto-me contente. Que hei-de eu fazer com isso? Porque estarei a sentir-me contente quando ela se sente triste? Porque me sentirei deste modo quando ela se encontra mais para lá que para aqui, por causa disto ou daquilo? Não o compreendo mas sinto-me diferente.”
E nessa separação, nesse rompimento emocional onde de repente as vossas próprias emoções, que se revelam inteiramente distintas das de todo mundo, começam a formar-se. E vocês começam a explorar, e têm vontade de pegar em tudo e de experimentar tudo por vós próprios, por até então não o terem feito, e isso parecer tão atraente, tão sedutor. E o sentido com que mais sentem é com a língua, com o paladar, razão porque tudo vai parar à boca. Deparam-se com o lixo – ah, lixo. Que maravilha! E sapos mortos e coisas assim... A descoberta do que, para um catraio, o que deixa de estar à vista não mais existe. A criança não procura apurar o que aconteceu ao que tinha visto – não, desvaneceu-se! Não existe mais. Mas pode voltar a aparecer.
O assombro que não representa tal exploração, que tem início por meio do sentimento. A criança não tem meio de os apurar como “os seus sentimentos,” por não ter como comunicar isso, mas é o que sucede. Dá-se um nascimento emocional em que de repente vocês nascem emocionalmente e os sentimentos que têm não mais são os da mãe, mas vossos, e isso é de tal modo fenomenal e excitante que quando sentem querem sentir mais e procuram e exploram, e fazem tudo quanto provoque sentimentos. A emoção constitui a motivação e origem de toda a acção. Mais tarde ao longo da vida, chegam a saber que os sentimentos se podem intrometer e que não devem fazer dos sentimentos um problema, e que basta que pensem e que não deixem que as emoções se lhes intrometam no caminho nem deixem que decidam por vós. Aprendem isso mais tarde por não chegar a parecer elegante mas desalinhado e não parecer encaixar perfeitamente na rodem das coisas conforme é suposto.
Mas seja como for, tem início aí, e vocês sofrem essa ruptura emocional e começam a sentir as próprias emoções mas a vossa alma está presente, a alma que lhes dá as primeiras pistas e indícios do vosso poder e das forças e do que os impulsiona, a emoção que os conduz para a segurança e para o amor. A partir disso as primeiras raízes da criação da vossa personalidade, assim como poder e forças e o que virá a ser a vossa personalidade – rudimentar e primitiva, sem dúvida, fundamental – sementes disso aí semeadas e ainda não desenvolvidas mas semeadas aí.
Depois, à medida que vão crescendo e passam os seis, geralmente depois dos seis, sete, outo, nove, por aí, passam pelo terceiro nascimento, que constitui o nascimento mental, onde se dá um rompimento, o corte de um cordão umbilical, onde vocês têm as vossas próprias ideias; não que não tenham pensamentos vossos antes disso, mas vocês atingem uma situação de reconhecimento:
“Isto é o que eu penso. Estas são as minhas ideias.”
De novo, uma criança dessa idade não pensa nisso como um processo mental, mas dir-lhes-á aquilo que pensa, e vocês que são pais sabem bem como lhes dizem o que pensam! Não param de falar, e depois seguem-se as perguntas:
“Porque será isto assim, porque será aquilo assado?”
Ainda o sentimento, mas só que agora o pensar torna-se actividade primordial – claro que isso se sobrepõe à leitura e à aprendizagem de todas as coisas da escola – mas entram nessa terceira fase da alma a que se chama a Juventude Eterna que lhes incendeia a paixão. Também se dá numa altura em que as hormonas do corpo estão a ponto de explodir, a ponto de entrarem em erupção; as hormonas do crescimento têm estado em operação o tempo todo, mas agora as hormonas da sexualidade estão a ponto de explodir. Em todo esse período de tempo. É a fase da Juventude Eterna, em que a criança imagina saber tudo, já possuem todas as respostas e já fisgaram a coisa toda. E já sentem um orgulho, uma arrogância e uma certa presunção, sem dúvida.
“Anda tudo ao meu redor!”
“Eu sou o nome,” que lhes dá os primeiros indícios e insinuações do destino por altura do primeiro nascimento “Eu sou o poder,” que lhes dá pistas e vestígios da vossa pessoa e da personalidade; o vosso poder e as vossas forças, que tem lugar por altura do segundo nascimento. “Eu sou a Juventude Eterna, e carrego a luz, a chama eterna da juventude, do vigor e da paixão que te inflama.
A Terra – o primeiro nascimento; a Água – o segundo nascimento; a Fogo – o terceiro nascimento. O acender da paixão e da criatividade e do estender-se para o mundo.
(continua)
Transcrito e traduzido por Amadeu António

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