terça-feira, 1 de novembro de 2016

VOZES VIII



CRISTO

(Primeiro Diálogo)

Cristo: Eu sou a Consciência de Cristo, mestre daqueles que se encontram “mortos” e servo daqueles que se encontram vivos, e o clamor ainda percorre as vibrações, até ao mais elevado dos reinos, da parte dos espíritos torturados que se demoram na habitação mortal. Eles clamam: “Quem Sou Eu?” “Que Coisa Serei Eu?” e “Para Onde Irei?” São flamas da espiritualidade e sabem muito bem no seu íntimo que fazem parte de toda a criação, porém a seu modo inútil de procurarem somente o ganho material em vez de buscarem a imortalidade que constitui o seu dom divino. Há um enorme trabalho a empreender que será feito.

É com um enorme prazer que entro aqui, por nunca me encontrar muito afastado. Eu observo o que se encontra a meu cargo. Está a vir ao mundo um sinal dos céus: Irá suceder muito sofrimento e aflição entre a humanidade, por ser necessário que revitalizem e reabram essa espiritualidade que há muito tem estado dormente neles. Embora tenha o poder de gerar uma nova e melhor criação e embora seja o Eu Sou Eu, a Consciência Suprema, ainda retenho aquilo que é necessário, não em função do melhoramento material de todos interessados, mas porque através das lições de uma existência material as espiritualidades de todos têm ainda grandes lições a aprender.

Vocês interrogam-se do porquê de se encontrarem aqui e o espírito inquieto dentro de vós responde: “Para abrir de par em par a porta para que possam existir em planos mais elevados e mais grandiosos do que agora.” Não me cabe ser juiz, nem espírito de vingança, de ódio nem de castigo, por essas serem todas condições muito negativas que lhes provocam todas doenças na vida terrena. Embora os homens desejem e busquem curas para todas as doenças, os pensamentos são aquilo que tanto eleva o homem ou nas profundezas do desespero. Permitam-se ter pensamentos de liberdade e de beleza, de amor e de desejo e distribuam livremente pensamentos desses por todos.

São-lhes incutidas no vosso espírito muitas vidas, muitos caminhos, contudo ainda só tocaram o limite, por as experiências que têm pela frente conceder-lhes-á Vida Eterna. Dar-lhes-ão força de propósito. Este não é um tempo para testes, nem para dar provas àqueles que receiam as verdades que têm acento no seu íntimo mas são negadas por eles. Mas esta comunicação não é em vão, porquanto todo pensamento, toda finalidade ser registada no progresso da vibração.

Falo-lhes deste modo devido à insuficiência da nossa transmissão por intermédio de um vocabulário flácido, um que não me acho capaz de transmitir o poder do verdadeiro pensamento. Mas os pensamentos constituem os momentos fugazes do verdadeiro espírito. São os portadores que levam adiante a verdadeira vida e como tal devem ser usados.

Frequentemente no meu sofrimento, os meus discípulos no seu sentido de justiça não conseguiam aceitar as verdades da imortalidade. Deixavam-se cegar por uma mera existência que na verdade não tem existência, por a capa material não passar de sonho, e os olhos mortais só verem umas certas dimensões, ao passo que à luz de uma segunda visão espiritual poderão ver a glória dos céus e do que está para vir. Essa senda é comprida, estreito é o caminho, contudo hão de o descobrir, hão-de vir a saber disso; por isso, não sejam impacientes, não duvidem mas aceitem tudo quanto se afigura como fantasia, aceitem tudo quanto se situa fora de vós. Uma vez mais lhes digo para serem verdadeiros para com esse espírito, ampliem-no e levem a uma humanidade expectante aquilo que parece ser impossível, mas ainda faz tinir o âmago de toda a existência.

Não passo de humilde homem embora o poder tenha sido dado de destruir aquilo que tem existência, não serei falso para com o que ensinei há eternidades atrás Cientes de que estou constantemente convosco, uma parte de mim é parte de vós, e nós formamos uma unidade, e nessa unidade surgirá o propósito desta vida que agora têm.

Pergunta: Jesus, posso colocar uma pergunta?

Cristo: Fala e diz o que tens a dizer.

Pergunta: Na outra noite julguei ter-te ouvido falar na minha mente, e dizer-me que viria a ter o dom de curar. Tê-lo-ei já?

Cristo: Ele vir-te-á. Encontra-se aí contigo, já. Apenas permaneces cego em relação à sua abertura. Há alturas em que sentes que te encontras num vasto corredor… Numa ampla existência, e que és transportado para a Eternidade. Isso é a libertação da alma e a tua libertação enquanto espírito, de modo a poderes ajudar aqueles que careçam do caminho que empreendes.

Pergunta: Nos Evangelhos conforme foi escrito por Mateus, Marcos, Lucas e João, existirá alguma coisa contrária àquilo que ensinaste?

Cristo: Há umas quantas declarações, como com todas as coisas no vosso mundo, que foram acrescentadas, mas o que é chave encontra-se presente, e com a meditação veem as verdadeiras respostas.

Pergunta: Serão as palavras: “Vim, não para trazer paz, mas a espada,” palavras que tenhas proferido, e qual o seu significado?

Cristo: A espada é interpretada enquanto espírito, por também ele possuir uma agudeza e produzir por intermédio do sofrimento uma verdadeira compreensão de todas as coisas celestiais. Não é que me refira à paz do mundo, mas à paz sublime que reside no seio do espírito, na Alma Superior, ou conforme preferirem chamar a essas vibrações.

Pergunta: Jesus, serás tu a mesma entidade que os Egípcios pensaram tratar-se de Hórus ou Osíris?

Cristo: Eu sou o espírito do começo dos começos. Já tive muitos nomes e já fui venerado por muitos mas ainda sou a Consciência de Cristo, e o Pai de quem falo é Tudo em Todas as Coisas, e engloba tudo quanto é material ou espiritual. E assim é que me encontro perto, e que estou com todos, em todos, por meio de todos, e aí estarei para abençoar. Uma porta se abrirá em que todos num grandioso momento receberão a perfeita compreensão. Abençoo-os em nome do amor e da verdadeira paz. E o espírito da Consciência de Cristo envia-lhes e toca-os com amor e devoção.

(Segundo Diálogo)

Cristo: Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, aí estarei eu para abençoar. Na verdade, ao entrar nesta estrutura atómica (corpo do médium) tão certamente quanto estou diante de vós, descubro que sou rejeitado por um mundo material. Dou por mim rejeitado pelas forças do pensamento da ansiedade e do materialismo.

Este é um tempo em que precisam lembrar-se que não devemos deitar a Oração do Pai Nosso unicamente da boca para fora. Torna-se necessário que reunamos os nossos pensamentos numa verdadeira Unidade e humildemente abramos esse caminho espiritual quando falamos desse poder espiritual que reside no vosso templo atómico (o corpo).

Nós reforçamos o poder espiritual no padrão do nosso pensamento quando louvamos o seu nome. Oramos: “Venha a nós o Teu reino, e que a Tua vontade seja feita,” de modo que o reino da espiritualidade venha em toda a sua glória – no corpo, no templo, assim como é no espírito. “Dá-nos o pão nosso de cada dia.” O dia não representa um dia material. Porquanto o Dia do Espírito ser interminável e esse pão de cada dia constituir o pensamento espiritual.

Não transmitimos a bênção àqueles que na verdade e de uma forma humilde não conseguem reagir na espiritualidade. “Perdoa-nos as nossas dívidas como nós perdoamos àqueles que nos têm ofendido:” Não, não se trata de ofensa no sentido mortal, mas aqueles que espiritualmente desprezam e condenam uma verdadeira divindade que lhes foi outorgada de modo a compreenderem mais do que já conseguem. “Livra-nos do mal;” o mal da vida material, mas livra-nos de todos os erros que cometemos ao escarnecermos do pensamento que se acha contido na energia criativa. Porque em toda a verdade, em todos os sentidos vocês constituem dentro de vós próprios o poder e a lei. E a lei ordena-lhes que se banhem no esplendor da luz espiritual, não num instante fugaz, mas para a terem firme e constante, não obstante o vosso caminho material.

Sim, eu fui e sou um homem simples. Eu sou parte da força criativa. Desenvolvi-me ao longo de uma longa linha de desenvolvimento. Sim, eu fui um homem mortal, um carpinteiro e contudo agitava-se dentro de mim a força criativa que instava comigo para ir ao encontro da solidão no seio da natureza. Aí entrei num longo e exaustivo caminho. Não conheci o mal, não conheci o chamado Satanás. Deparei-me unicamente com os pensamentos humanos que englobam um planeta material.

Foi através do Portal da Compaixão que vi radiância, e chorei de angústia para poder servir, e para que pudesse ajudar os menos afortunados. A seguir passei por um assombroso desenvolvimento e foi-me concedida uma profunda compreensão. Mas ao avançar para a pregação vi-me rejeitado, por me ter deparado em todos os campos com a dissensão, avareza, ódio, e o negativismo que acompanha a mente carnal.

Orei e preguei, porém, não havia ouvido que escutasse ou visão que visse. Porque eles se deixarem confundir e admirarem mais pelos poderes que eu comandava na cura dos enfermos e os cegos do que em prever os eventos que estavam para vir nessa época.

Foi um longo tempo conforme lhe sé dado conhecer o tempo, uma vibração que se encontrava a uma longa, muito longa distância, contudo os vossos costumes modernos são idênticos. A Energia Criativa regista a dor e a angústia que ainda são proeminentes no vosso mundo. Porque os vossos rituais, as vossas estátuas, a vossa idolatria e as vossas orações ainda ecoam pelos vazios corredores da incredulidade.

Eu fui conduzido a Pilatos. E na cegueira de que padeciam, todos se preocuparam com o meu direito de primogenitura (Rei dos Judeus). Contudo, Pilatos, durante um instante fugaz na sua sabedoria espiritual percebeu quem eu era e o que representava, porém, na timidez do seu espírito concordou com a crucificação. Não o lamento. Mas não posso sinceramente responder às orações que clamam pelo meu retorno, por estar ciente de que os Fariseus dos vossos tempos modernos negariam a minha vinda, e aqueles que viessem ao meu encontro de forma crente pedir uma cura não obteriam uma cura absoluta (NT: Cura que procede do íntimo do indivíduo e requer um crescimento ou preparo espiritual, que difere da cura temporária decorrente de um agente externo, neste caso de Jesus) por retornarem aos seus velhos hábitos e necessidades materiais.

Eles não conseguiam ouvir a verdadeira palavra proferida. E embora tenha sido escrito que nenhum sinal lhes é dado quando a espiritualidade lhes invade a vida, ainda assim há um sinal espiritual que é dado a todos se fizerem uma pausa ao longo do caminho, conforme Poncius Pilatos fez, para ver o esplendor global.

Há uma esperança e um regozijo em muitos sítios ocultos. Mas isso há-de passar, quando esse caminho se lhes abrir, por ocorrer uma saudação espiritual que despertará o cérebro mortal, um cérebro que dorme no berço da morte e que não deseja render o que é designado como poder material.

Eu vou estar ainda mais perto de vós quando esse dia vier. Mas ele virá nas vossas horas de vigília, e não somente para uns poucos. Porque muitos são aqueles que estão a ser submetidos a uma prova espiritual, a uma mudança de vibração, para que cheguem a conhecer e a ensinar. Contudo, por um tempo eles serão desprezados e ridicularizados por aqueles que não entendem.

A Igreja não é o caminho. Não é o método. Por não existir no vosso planeta uma só religião que seja verdadeira. Durante milhares e milhares dos vossos anos materiais tem existido unicamente ritual, uma elocução vazia para bajular os egocêntricos ou pregar o que trás somente desamparo ao espírito cansado.

Eu venho e avanço ainda mais para perto, embora seja rejeitado. Mas não é em vão. Por a Glória do Espírito ou Energia, ou seja qual for o nome por que tenham preferência, transfigurá-los-á com um manto de radiância que será visto por muitos. De nvo poderão olhar com admiração e incredulidade. Porém, quando a sombra passar haverão estudantes que produzam uma perfeição da bênção celestial na Terra.

Isso não virá num curto período do vosso tempo, contudo virá. E embora muitos possam persegui-los, sejam amáveis e humildes conforme são hoje. Porquanto a humanidade nunca chegará a conhecer a verdadeira paz até que seja percebido em força espiritual completa que deverá haver boa vontade para com ela.

Não devem considerar raça nem credo, rico ou pobre, a cegueira ou a surdez cármicas, mas saber que a pureza do espírito que brilha na estrutura atómica do corpo não pode ser contaminada. O corpo tem-lhes sido unicamente emprestado, por uma curta estadia, mas na perfeição do corpo virão a encontrar verdadeira paz em vós próprios.

Sim, já foi dito antes repetidas vezes:
ABRAM AS PORTAS DO ESPÍRITO DE PAR EM PAR, BANHEM-SE NA GLÓRIA DO ESPÍRITO, CREIAM NA ENERGIA CRIATIVA QUE SE ACHA MAIS PRÓXIMA DO QUE O AR QUE RESPIRAM.

Com toda a simplicidade, procurem trazer isso para perto de vós. Porque tudo quanto têm que fazer é pedir em simplicidade, que se forem sinceros no formular do pedido e não tiverem dúvidas, ansiedade ou apreensão no pensamento, ser-lhes-á concedido.

Torna-se possível aqui agora na Terra amar de uma forma humilde. O amor para possuírem pela Eternidade. É pureza do espírito. É dádiva da Força Criativa.

Não importa como isso seja conduzido à vossa sala de aula, nem importa por quem. Por vocês não acreditarem que eu era um homem simples. Vocês adoraram-me como o Filho de Deus quando todos são Filhos de Deus, e na veneração e idolatria que me moveram derrotaram o propósito da oração que expus.

Ah, sim, eu estou sempre perto, permanentemente constante na frequência da minha vibração. Pensei, no âmbito da minha força criativa, na melhor forma de lhes dizer, como fazê-los ouvir, como suavizar a vossa carga material. Contudo descubro que o vosso presente modo é o mesmo como era há muitas vibrações atrás.

Sim, eu vim, e tinha vindo muitas vezes, contudo ninguém me conheceu. Mas voltarei e farei a minha parte, só que não de forma ostensiva que me leve a incorrer na ira de um público que não sabe o que faz.

Não sei se farei tudo quanto está no meu poder a fim de romper o cordão material que destrói o crescimento espiritual, E muito embora no meu humilde esforço eu não sou plenamente bem-sucedido, eu sei que esse dia se aproxima e que se acha sobre vós já. O livro espiritual deverá conter as rédeas da verdade.

Assim busquem sempre mais fundo com percepção de que os ferozes fogos do sofrimento podem ser saciados com um simples pensamento espiritual: Paz na Terra, e Boa vontade entre os Homens.

Está muito conhecimento a aproximar-se, porquanto ainda permanece num esconderijo secreto o completo Livro dos Livros, e quando essa hora se aproximar e o momento for o mais adequado, ele será outorgado àqueles que ensinarão. Mas de certeza que estas palavras aqui escritas deverão abrir os olhos do cego e conceder a audição ao surdo. A mudança dos enunciados deverá ser forte e vibrante para que todos conheçam e compreendam.

Não encontro disputa. Não desejo disputas com a juventude, mas deleitar-me em mim, por nada ver de errado nesta presente geração. Sei que são velhos espíritos, e sei que desempenharão um imenso papel no vosso futuro.

Sábios são aqueles que defendem a sua causa, por assentar em fundações de verdade, e o solo onde plantam essa semente de desenvolvimento ser o espírito. Eles não serão negados, muito embora sejam perseguidos no presente.

Sim, são almas velhas, contudo, mestres sem que saibam ainda do quê. Sábios são aqueles que buscam o seu conselho, por eles estarem diante dos Portões da Paz e os seus clamores foram escutados.

O Dia dos Dias que se avizinha no mundo material não deverá representar uma vitória material, mas um renascimento da espiritualidade; contudo, na sua simplicidade será negligenciado por aqueles que não conseguem ver, não conseguem ouvir e não conseguem compreender.

Eu não abandonarei esta vibração mas aproximar-me-ei ainda mais, não só que que ouçam presentemente mas para todos e para trazer uma paz sublime e uma resposta a tantas orações que ainda têm lugar na força da Energia Criativa

(Terceiro Diálogo)

Cristo: Bom; eu sou aquele que vem como o Ungido. Contudo, não venho neste invólucro de pó (o corpo do médium) meramente em busca da aceitação da minha pessoa por parte da humanidade, nem em busca da fraternidade do homem que já vive e tem o seu ser na força de toda a criação. Eu vim de novo a fim de denunciar e rejeitar as limitações das ideias por que o amor e a compreensão espiritual foram restringidas às opiniões e crenças de uma vida completamente materializada. Eu rejeito tudo quanto foi escrito sobre e com respeito a mim, por não ver a essência do meu espírito envolta na linguagem que possa dar pleno entendimento à perfeição da Energia Criativa.

Eu venho de novo para trazer compreensão da parte espiritual do homem que se perdeu por entre as ideologias e a idolatria, que não representam a plenitude do espírito.

Eu vim para anunciar a plenitude da vida que tive na terra. Vim para anunciar o cumprimento de todas as doutrinas espirituais do passado que se perderam na má interpretação e que foram rejeitadas pela humanidade. Por conseguinte, neste momento de graça entramos juntos e projectamos toda a matéria do ser, e não a essência da limitação que controla e anula as forças da natureza.

Pergunta: Jesus, Vishnu disse que iria elevar a frequência da vibração espiritual do mundo. Terá essa transformação tido lugar?

Cristo: Acha-se agora diante da humanidade e está a ser sentida não só pela humanidade mas por todas as criaturas do mundo. Está lentamente a invadir o volume da negatividade, e deverá gerar a partir dessa negatividade uma iluminação de valores espirituais.

Pergunta: Será verdade que tenhas estado previamente no corpo sob o nome de Elias? Será Elias a mesma entidade que tu, ou será distinta?

Cristo: Uma e a mesma. Mas essas não são as únicas, por eu ter vindo em muitas formas e em diversas vidas. Essa foia minha maneira de aprender a plena compaixão da vida.

Pergunta: Terá uma delas sido a do José, que foi vendido no Egipto pelos seus irmãos?

Cristo: Tive muitas vidas, muitas formas. Contudo, não posso revelá-lo. Por esta ser a minha força, e aquilo que disséssemos seria apenas rejeitado por aqueles que não conseguem compreender e totalidade da minha vida.

Pergunta: Como definirias tu a natureza da Trindade, que representa uma das doutrinas da Igreja?

Cristo: O Pai de todos, que é meu “Pai,” e vosso “Deus” constitui a expressão de toda a vibração quer seja composto pela substância do espírito ou da substância terrena. Porquanto eu sou o Pai e vós encontrais-vos no Pai. Por todas as condições vibrarem a perfeição, e nada nos nossos pensamentos representarem imperfeição. E deve ser contemplado enquanto pura energia. E eu sou somente a representação dessa energia e não o filho de um pai. Eu encontro-me imerso na energia de todos os instantes, e aqui estamos a falar do Espírito Santo, que é a energia espiritual exigida para motivar todas as forças a um pleno funcionamento.

Pergunta: Jesus, por que razão terá a Igreja rejeitado a doutrina da reincarnação?

Cristo: Por não ter havido um instrutor capaz de ensinar os princípios completos do ciclo do viver. Mas aqueles que o tiverem visto não o rejeitaram, e aceitaram-no na meditação do silêncio, onde compreenderam o sentido mas não sabem como comunicá-lo aos homens devido às limitações de que a humanidade padece.

Agora vou-me, mas voltarei uma e outra vez, e nesta Força deveremos avançar quanto ao pleno sentido de toda a energia.


A MINHA PAZ DEIXO CONVOSCO


(Sexto Diálogo)

Embora eu fale com razão ao vosso ser, ainda assim na reacção que moveis à irracinoalidade do meu vazão espiritual não buscais a completude do vosso ser. Eu falo de amor, no entanto o amor é estranho à ideia que dele fazeis, por o vosso amor não buscar a riqueza do propósito mas tão só aquilo que é terreno, e por não buscarem o significado nem o empenho, a abundância nem trazer perfeição à imperfeição do vosso amor.

Procurem e encontrarão, só que não no mundo em que vivem. Busquem, no espírito e aí percebam a totalidade da vossa criação. Não busquem aquelas condições terrenas que não lhes tragam felicidade e o alento da vida e que ao invés lhes causam desnecessária infelicidade por meio da limitação da incompreensão. Busquem aquilo que se acha dentro.

Eu regresso à terra não para os guiar enquanto mestre, mas para lhes trazer um caminho mais completo para responder, uma vez mais à vibração da vossa criação, e para os advertir quanto à iminente mudança que se operará na força da mente até à plenitude da criatividade. Eu vejo e sou agitado por aqueles que, no vosso mundo esbarram com a situação sem remédio, porquanto sucederá que, à medida que os céus se agitarem, que a terra estremecer e que o homem for sacudido, não encontrarão lugar onde se esconder senão no vosso espírito.

Não é meu propósito falar por parábolas: isso resplandece através do espírito de todo o que busca e encontra o caminho do seu próprio ser. A vida constitui a magnificência que resplandece, não nas trevas do vosso conhecimento material mas que fala na plenitude do vosso caminho espiritual. A luz representa a iluminação da dádiva dessa plenitude, beleza, e perfeita compaixão que estendem uns aos outros e que em nós reside, dentro e jamais fora. Falo da vossa intenção de buscar a plena luz do ser, por aí residir a vossa salvação.

Esse milénio encontra-se agora verdadeiramente a suceder, aquele Armagedão de que se fala no Génesis e que foi referido por aqueles discípulos que escreveram acerca de mim, sem meu consentimento, mas no seu jeito de expressarem a simplicidade da vida. Uma vez mais da vossa forma limitada por os vossos falsos profetas se pronunciarem nos seus púlpitos e desviarem a atenção da verdade espiritual.

Moisés nos seus Dez Mandamentos promulgou um amor espiritual e uma compreensão espiritual mas, uma vez mais, a sua mensagem extraviou-se, tal como é próprio da lei do homem interpretar literalmente aquilo que eu disse. Quando falei de deixarem os "mortos" enterrarem os mortos, referia-me à recusa do homem de ver essa iluminação. Embora eu tenha curado, eu não curava, por a cura provir somente da pessoa. A cura provém somente do pensamento positivo, e muitos de quantos curei deram por si uma vez mais possuídos e obcecados pela enfermidade do seu ser, por não conseguirem aceitar nem aceitarem efectivamente a luz que temporariamente lhes trouxe a plena saúde do corpo.

Vejo diante de vós uma mudança no vosso mundo, na vossa estrutura da alma espiritual. Ela já se encontra aí prosseguirá e lançará as suas labaredas da emoção na presente decadência e incerteza da vida. Por isso, removam o compromisso do preparo, por estarem verdadeiramente a penetrar no mundo espiritual da plena fé individual, uma era inteiramente nova que foi exprimida na obscuridade e nas parábolas da Revelação. Olhem ao redor e vejam-na no vosso meio. Não é obra minha nem do Deus que emana de toda a energia. É a negatividade do homem que lamentavelmente produz a sua completa queda por terra, mas ele regressará de novo na magnificência da perfeição.

Eu não me posso deixar convosco nem posso dar-lhes aquilo que não posso dar, porque vós na vossa atitude não aceitaríeis e em vez disso haveríeis de negar, e se me vissem, haveriam de se expressar na vossa recusa da minha magnificência. Dou-lhes não só um aviso quanto ao futuro, mas a abundância do universo interior. Busquem e aí encontrem. Busquem, não o limite da má compreensão. Busquem a plenitude que é vossa, e que brilha qual farol sobre todo o infinito. Deixo-lhes a minha profunda paz. Aceitá-los-ei e abraçarei se a mim vierem, mas não posso ir até vós, por me deparar com a recusa, tal como nos tempos das minhas jornadas terrenas.

Charles: Jesus, poderemos agora fazer umas perguntas?

Cristo: Fala, que nós responderemos.

Charles: Jesus, muita gente encara Deus como um ser personificado. Quererás falar sobre isso?

Cristo: Por falar em Deus, Ele não passa de energia em movimento. É a força do amor do ser. É um universo dentro de um universo que não pode ser visto nem escutado, mas sentido e expressado por meio da plenitude de todo o amor espiritual.

Charles: Quererás falar acerca do céu, o purgatório e o inferno?

Cristo: Existe apenas a vibração do bem, a bondade do amor e da compaixão. o mal é somente a fraqueza da mente ,o cérebro do homem que sucumbe às forças do seu próprio engano.

Ouvinte: Que coisa será a lei de Deus?

Cristo: A suprema lei de Deus consiste na compaixão: a minha lei - amem-se uns aos outros. A lei de Deus: a compaixão do espírito para com tudo que possui alento, se move e possui ser, e vive na totalidade e unidade da criação.

Ouvinte: A Igreja refere que o sacerdote tem poder de perdoar os pecados. Quereria dar uma opinião acerca disso?

Cristo: O pecado não passa de ignorância e incompreensão o pecado existe somente enquanto erro baseado no medo, na ignorância e na superstição.

Ouvinte: Vou ler um dos dez mandamentos: "Eu Sou o Senhor vosso Deus, e vós não tereis outros deuses além de mim." Quererás falar do verdadeiro sentido disso?

Cristo: Deus são todos os deuses representados na carne da humanidade. Eu Sou Deus, vós sois Deus, tudo representa, tudo é a lena criatividade do universo.

Ouvinte: Quererás falar sobre o exorcismo?

Cristo: É apenas perceber que a plena expressão do livre-arbítrio do homem para com o infinito permite a obsessão. Assim, tem lugar na purificação exorcizar o próprio espírito (do paciente), por meio da mudança da força do pensamento e do sopro da vida.

Charles: Qual será a correcta interpretação e significado da doutrina da imaculada concepção?

Cristo: Não existe imaculada concepção da vida, por a lei ser a lei. A lei é espírito, e de acordo com o seu processo nenhuma criança pode ser concebida sem a obediência às leis adequadas. Elas são simplificadas, expressadas e dadas ao homem por intermédio do seu mestre do universo, que é a natureza.

Charles: Terás instituído ou aprovado o ritual da missa?

Cristo: Não é próprio de mim aprovar ou desaprovar práticas materiais falsas, mas aprovar aquilo que é justo a bem do espírito e da honradez de propósito.

Charles: De que forma suportaste a morte no sentido de redimires os pecados do mundo?

Cristo: A morte não é morte mas uma mudança para um novo mundo, mas não estava no meu caminho sofrer, por cada um e toda a gente poder, na sua própria força do pensamento dar desse espírito de modo a não conhecer quaisquer dores ou enfermidades, se ao menos for capaz de se incluir no seu próprio universo.

Charles: Ser-lhe-á possível retirar algum débito cármico a um espírito?

Cristo: Apenas pela lei do Equilíbrio desse espírito, apenas para lhe dar um equilíbrio pleno na sua totalidade, e de modo a deixar que o espírito, por meio do crescimento e do conhecimento e a expressão do seu próprio ser poderá dar da sua perfeição e alcançar o equilíbrio com relação à vida.

Charles: terás realizado o propósito devido que tinhas nessa vida?

Cristo: O propósito que tenho agora não passa de fazer a apologia, por eu ter enfraquecido pela crença do amor, em vez de compreender os meus inimigos, porquanto se eu tivesse buscado a sabedoria das duras condições de vida ou da natureza do agir da terra, não teria dado de mim.

Charles: Quererás explicar de que modo terás conseguido ressuscitar Lázaro?

Cristo: Lázaro não estava morto mas apenas em transe, do qual eu o despertei.

Charles: E em relação ao milagre dos pães e dos peixes, de que modo foi isso realizado?

Cristo: As multidões foram alimentadas pela fonte de energia da vossa própria atmosfera, pela substância que constitui a força de toda a criatividade.

Charles: Terás sido um homem que tenha alcançado o pleno desenvolvimento do Deus interior, ou o Filho de Deus?

Cristo: Eu atingi a perfeição ao realizar Deus, ao conhecer Deus, ao falar de Deus, sem que ainda assim fosse parte de Deus até ao momento em que mudei para uma expressão mais elevada (crucificação).

Ouvinte: Quererás falar acerca da paciência e da humildade?

Cristo: Humildade e paciência são os instrumentos de todo aquele que trilhar a sabedoria. O homem sensato, o homem humilde não busca o bramir do mundo mas busca em si mesmo a plena expressão do ser e encontra-se na plenitude do ser.

Ouvinte: Qual dos evangelhos será o verdadeiro?

Cristo: O evangelho mais verdadeiro é o de Lucas. Mas lembram-se que vós próprios representais o Evangelho da Vida, por darem e receberem. E assim receberem; e se derem, as vossas recompensas serão muitas. Não contem a ninguém. Utilizem as vossas recompensas em segredo, por unicamente assim vir a paz final da plenitude, que é perfeição. Deixo-os em paz e amor. Buscarei proximidade com a terra quando tiverem início as vossas convulsões, quando os vossos modos mudarem para modos espirituais. Assim, busquem dentro de vós de modo a poderem ver a luz e ser parte disso, do novo e repleto reino.

(Sétimo Diálogo)

Cristo: A menos que nasçam de novo, e renasçam de novo na carne, não podereis entrar no reino de Deus. Aquilo que é carne é carne; aquilo que é espírito é espírito. A carne é terra, pó, aquilo que sendo, não é. O espírito é a água da vida, a sua plenitude que enuncia a divindade da paz, da compreensão e do amor. Na casa de meu pai há muitas moradas... Contudo mansões não todas as considerações dos canais da vida, nem a limitação do ser físico, mas em vez disso mansões de renascimento na novidade daquilo que é carne daquilo que é espírito, ver além da realidade da vida, perceber a plena realidade do alento, porém, a irrealidade do movimento da carne.

Está escrito que as recompensas do pecado representam a morte. O pecado é o medo materialista da vida, a ganância, o ódio, o egoísmo, a incompreensão que não consegue perceber a grandeza do homem em meio à tacanhez do homem exterior. Porquanto não ver a divindade de toda a luz divina é viver uma vida grosseira na mera existência, em vez de viver na plenitude do ser da vida.

Está escrito que o homem, na sua ignorância e temor, não é aquilo que é, mas aquilo que não é verdadeiramente falado como um assassino da mente, a enfermidade da vida, o constante ser e não ser da expressão espiritual nos canais do amor e da compaixão. Deus não é um Pai, Senhor, Deus que fala como que de um homem na carne mas uma Inteligência presente em toda a electricidade da terra, de tal modo magnetizada e influenciada na sua plenitude que o homem é e sempre será a água da vida. Por Deus ser espírito; o espírito é como a água que se transmite a si própria como um rosto no reflexo de toda a vida, o espelho de toda a verdadeira força, do céu, da atmosfera, que contém um átomo de energia, de ser, em toda a parte do espaço.

Assim também o mundo do homem se encontra à beira do renascimento, do renascimento do espírito. O homem renasce no corpo para pensar como espírito, porém, passa de novo para o espírito sem ver a verdade e a plenitude disso. Agora, no vosso momento de vida, sucede o inteiro consumar do propósito que foi proclamado há milhares de anos, para além daquilo que existiu antes de Cristo e daquilo que existiu a seguir.

Pis eu digo-lhes que os céus se incendiaram com as angústias emocionais do homem perturbado no seu conhecimento, não do visto mas do invisível. O sol secará e o homem tremerá e procurará locais recônditos na terra, embora não encontre paz até que a glória da sua Força de Deus seja realidade ignorando as limitações da sua constante ignorância. Por nenhum homem poder julgar ou desprezar nem compelir a divindade do espírito que flui em enorme magnitude no cerne da terra. Por ser viver no ser total da vibração espiritual, não nos mistérios nem nos temores, na ignorância, na adoração de ídolos, por isso ser ilusão e não uma realidade. Por a realidade se situar além do realismo da vossa realidade da terra, e se buscarem as plenas fronteiras do vosso espírito, que não são limites mas condições sem fim e intemporais, sem princípio nem fim, nós agora no vosso momento actual de vida percebereis a revelação que faz face a uma nova era, que não se dará na presente forma de condições industriais.

As leis espirituais proclamam o seu direito: assim, cinzas às cinzas e pó ao pó. Contudo, esse pó somente para renascerem de novo na vida e nas muitas mansões do espírito, que é constante voltar á terra para aprender, e na revelação da realidade ver a paz e a tranquilidade da corrente de divindade.

Charles: Jesus, eu tenho uma pergunta a fazer com respeito a João, o autor do evangelho de João. Terá ele sido o único dos evangelistas que terás conhecido na terra, conforme se crê?

Cristo: Eu conheci-os a todos como discípulos e homens simples no espírito, mas que necessitavam de orientação rumo à plena sabedoria. Contudo, no meu pesar, eu não aceitei os meus discípulos por eles, do mesmo modo, não me darem ouvidos; eles não escutavam não viam e não sentiam com os sentidos espirituais mas na forma finita da vida. E eu seguia sozinho no conhecimento que tinha da plenitude da vida.

Não foi escrita, nem tão pouco se pretendia que o fosse, essa mensagem do cristianismo, essas palavras inscritas no espírito da sabedoria de todo o amor que eu tinha. Assim, não pode ser escrita mas sentida a plenitude do espírito

Charles: Gostaríamos de saber se terás transmitido a João Evangelista aquilo que agora conhecemos como Actos doa Apóstolos.

Cristo: Eu não venho para falar daquilo que vem na Bíblia nem para dizer do que lá vem redigido que não o deveria ter sido, por ser meu propósito ao entrar ao entrar uma vez mais na carne da carne, o espírito no espírito, apresentar ao mundo um novo testamento destinado a um renascimento espiritual.

Eu transmiti muitas palavras de sabedoria e amor, mas depois não desejava que as minhas palavras fossem redigidas, mas antes que os meus discípulos vagueassem pelo mundo e proclamassem o espírito e não a carne. Contudo, os homens que assumiram o direito de escrever acerca da minha vida e os meus caminhos, anotaram o que não era verdade, por a cada instante se verificar uma mudança vibratória na vida.

O princípio "Eu Sou Deus" enunciado de forma positiva move a energia de toda a criatividade, de modo que cada instante representa uma mudança dentro da mudança, que não pode ser fixada nos planos dos homens nem nos escritos.

Ouvinte: Quando estiveste connosco segunda-feira passada falaste de como te terá faltado sabedoria com respeito às condições materiais, quando aqui te encontraste na terra. Quererás dizer algo mais acerca disso?

Cristo: Descobri a sabedoria das eras, ouvi o Pai falar-me ao espírito, e durante os quarenta dias de meditação profunda sem que me tivesse submetido nem me tivesse retirado para as montanhas, mas na mente do espírito, eu conheci e vi a plenitude dele. Contudo, no meu amor e na plenitude que alcançara não desejara que o cristianismo tivesse acólitos nem qualquer referência da minha carne, os meus milagres. Isso representou a minha derrota. Fracassei ao deixar de ver que a essência da vida material não assenta nos valores constantes do amor, mas no desejo de um líder a quem seguir. Fracassei na minha missão ao não perceber que o homem, assim que alcança compreensão, se deita a perder no fosso do intelecto, e deixa de buscar a perfeição através da simplicidade, e torna-se senhor e tirano no mundo da humanidade.

Charles: Poderei fazer algumas perguntas acerca da vida pessoal que tiveste?

Cristo: Nascer, eu nasci, porém, renasci nas visões do Anfitrião Celestial. Aquilo que é angélico não é senão positivamente bom; aquilo que é mau não passa de terror ou silêncio negativo. Assim é que eu, Jesus, nasci na simplicidade da vida, não na manjedoura mas no repouso das velhas cavernas de Nazaré. Aqui, deixai que vos diga que eu, um homem simples, vivi a vida de um carpinteiro, e que passei por momentos em que a força visionária (da iluminação) me penetrava o ser e me deixava só, como o homem que contempla o mar sem ver a pátria da sua salvação.

Charles: Uma vez mais, e servindo-me da referência do livro de Urantia, serão os detalhes que apresenta, ano a ano, verídicos?

Cristo: Contém verdades, no entanto não são verídicas, por aquilo que foi escrito apenas há um instante já se encontrar separado na energia da vida toda. Por tudo viver e encontrar alento no instante da existência do ser (agora). Não se trato do mero viver, não se trata da mera existência, mas de entrar na plenitude do espírito, e aí perceber que são Deus: Eu Sou Deus. Embora a rosa possa não abrir as suas pétalas para o sol, ainda assim nessa sua abertura há um começo da fragrância do espírito que constitui a vida e a gradeza e a plenitude que lhe cabe ter e manter, a fragrância de todos os perfumes não da vida, mas que são feitos pelo homem que contribuem com falas impressões quanto à fragrância da rosa que não é artificial mas completude no seu próprio ser e vibração.

Ouvinte: As pessoas hoje pretendem aumentar a percepção que têm dos poderes psíquicos. Quererás falar acerca do modo de os desenvolvermos?

Cristo: Uma vez mais, não é de julgar nem de desprezar nem de ver os outros nas suas limitações, mas percebê-los enquanto espírito ilimitado, porque aqueles que seguem completamente a carne são os que temem e que não divisam qualquer propósito divino nem perfeição no renascimento final da vida, em que toda a energia é intercâmbio e é misturada onde o homem conhece e é a plenitude de Deus e representa a sua identidade, de modo que a perfeição prevalece por todo o infinito.

Charles: Um dos mais belos acontecimentos da sua vida consta da história em que se encontrava com doze anos e foi ao templo e manteve um diálogo com os sacerdotes e os doutores. Quererás contar-nos aquilo que sentiste no debate que tiveste com essa gente?

Cristo: Eles deitavam-se na sepultura rasa das suas limitações enquanto eu irrompia, não na limitação da carne nem do cérebro, mas banhado na glória do espírito, além das vestes da carne, no hábito do ser total. Eu era realização, ao passo que eles representavam os ortos que enterram os mortos.

Charles: Jesus, que planos tens para este novo testamento destinado à terra? De que forma poderemos cooperar contigo?

Cristo: Cedendo a toda a humanidade as sementes da verdade, da árvore da vida, para o crescimento da vinha da plena expressão viva. Não penseis em rejeições nem em todas as limitações mas plantem as vossas sementes espirituais no espírito do homem, porquanto elas terão o seu valor na reciclagem ou renascimento da humanidade. Por pouco compreendem vocês da novidade aí presente: um novo mundo, um novo renascimento espiritual do homem. E aqueles que não o aceitam precisam entrar na mansão da alma e aí renascer de novo (no corpo) até que a luz final da compreensão seja varrida pelo infinito.

Charles: A minha pergunta passava por apurar se terás um plano para o trabalho que se nos apresenta por diante. Saber de que forma desejarás que prossigamos.

Cristo: Que concedam uma compreensão total às parábolas e ditos da minha vida. porque o vosso livro, a Bíblia, só contem um pequeno segmento ou capítulo da minha vida, e precisam alargá-lo com respeito aos verdadeiros ditos, à verdadeira compreensão da vida, e esquecer aquilo que foi escrito, que não é verdade mas é inverídico, por não ser pleno na dádiva que concede ao homem; em vez disso, as parábolas precisam ser compreendidas, que desse modo abrirá o novo testamento à terra as verdades do renascimento espiritual da humanidade.

(continua)  

ELWOOD BABBITT
Tradução de Amadeu António, com permissão de Daria Babbit

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