domingo, 27 de novembro de 2016

A HIPNOSE E OS DOIS HEMISFÉRIOS DO CÉREBRO




Na história do desenvolvimento da hipnose, será interessante notar que Charcot notou que os pacientes que padeciam de histeria se comportavam como e estivessem hipnotizados, o que o levou a anunciar à classe médica que a hipnose não passava de uma simples forma de histeria.

Pensara-se que se tinha resolvido o enigma e deixara-se de pensar que a hipnose fosse uma fraude. Mas Charcot tinha invertido a verdade e o facto estava em que a histeria é que constituía um género de hipnose.

Um paciente histérico convence-se de que sofre de uma incapacidade e sugere isso a si próprio. Freud foi um de entre muitos que ficaram impressionados com a teoria da hipnose de Charcot. Mais tarde isso haveria de tornar-se na base da sua própria teoria do inconsciente. Mas ao tempo em que Freud estudava em Paris, soba tutela de Charcot, um editor de jornal Americano chamado Thompson J. Hudson também causava intriga com respeito à questão da hipnose.

Hudson tinha assistido a uma representação, por parte de um iminente psicólogo, William B. Carpenter, em Washington DC. E tinha ficado atônito com o que vira. Carpenter tinha submetido um jovem graduado de faculdade à hipnose e perguntara-lhe se gostaria de se encontrar com Sócrates. O jovem objectou dizendo que Sócrates estava morto, mas Carpenter disse-lhe que possuía o poder de invocar o espírito de Sócrates, a seguir ao que apontou um canto da sala e exclamou: “Ali está ele.”

O jovem olhou assombrado. Carpenter pediu-lhe que entrasse em diálogo com Sócrates e lhe perguntasse o que quisesse – mencionando que, uma vez que a audiência não conseguia escutar Sócrates, ele precisaria repetir as respostas que aquele lhe desse, em voz alta. Durante as duas horas seguintes, a audiência testemunhou uma conversa incrível em que as respostas dadas por Sócrates pareciam de tal modo brilhantes e plausíveis que parte da audiência – que se interessava pelo espiritualismo - se sentiu inclinada a crer que Sócrates efectivamente se encontrava presente.

Depois Carpenter introduziu o aluno de faculdade ao espírito de diversos filósofos modernos, e mais diálogos brilhantes e plausíveis se seguiram. Diferenciavam-se bastante entre si, assim como da conversa que tinha ocorrido com Sócrates, embora no geral não apresentassem nada de comum com as ideias dos filósofos que estavam a ser interrogados.

Por fim, para convencer a audiência de que não estavam a ouvir as palavras dos espíritos, Carpenter convocou um porco filósofo, o qual expos com erudição sobre o Hinduísmo. O que impressionou Hudson foi que o estudante era evidentemente dotado de uma inteligência média, ao passo que as respostas dados pelos filósofos beiravam o nível do génio. Tornava-se óbvio que amente inconsciente – ou lá o que fosse – era muito mais inteligente do que ele. Mas como Hudson estudara casos similares, logo chegou à conclusão de que nós possuímos duas mentes – uma a que ele chamou “mente objectiva” que lida com a realidade do dia-a-dia, e a “mente subjectiva” que é capaz de se deixar absorver por completo por um mundo interior.

O aluno só se tornava num génio quando sob hipnose, quando as operações da sua mente objectiva eram suspensas; então, a mente subjectiva podia operar com liberdade. Por outras palavras, a mente objectiva funciona como um tipo de âncora, ou correntes, sobre a mente subjectiva. Mas aquelas pessoas dotadas de génio, concluiu Hudson, possuem a faculdade ímpar de permitirem que as duas operem em harmonia, como as crianças. A teoria que Hudson desenvolvera no seu livro “A Lei dos Fenómenos Psíquicos” em 1893, foi a de que a mente subjectiva possui naturalmente poderes miraculosos, e que todos os homens de génio, em particular aqueles cujo talento parece irromper qual fonte, à semelhança de Mozart, são capazes de sintonizar os enormes poderes da mente subjectiva. Os milagres dos santos constituem simples manifestações do mesmo poder misterioso.

O próprio Hudson convenceu-se de que era capaz de realizar milagres de cura com a ajuda da mente subjectiva, e decidiu tentar curar um parente atacado de severa condição reumática que quase o matara. O indivíduo em questão vivia a milhares de milhas dele. Hudson decidiu que a melhor altura para lhe “endereçar” as sugestões de cura seria próximo do sono, quando a mente objectiva permanecia passiva – exactamente como na hipnose.

A 15 de Maio de 1890 contou a uma série de amigos que tinha a intenção de dar início a uma experiência. Alguns meses mais tarde, um dos seus amigos encontrou-se com o inválido e descobriu que tinha ficado bom de novo; tinha deixado de sofrer ataques reumáticos e conseguia trabalhar normalmente. Interrogado sobre quando tinham cessado tais ataques, respondeu que tinha sido cerca de meados de Maio, exactamente quando Hudson tinha iniciado às suas experiências.

Hudson alegava ter prosseguido com as experiências e curado cerca de quinhentas pessoas pelo mesmo processo. Falhara apenas em dois dos casos, casos esses – estranhamente – que eram os casos de pacientes a quem tinha revelado a intenção de tentar curá-los. Isso, acreditava Hudson, realçava uma outra peculiaridade da mente subjectiva: os seus poderes precisavam operar espontaneamente, sem consciência disso. Assim que tomava consciência disso, ficava estática, tal como nos acontece com a livre fluência, que é comprometida quando pressentimos estar a ser observados. Facto que também explica a razão porque muitos “psíquicos” falham quando são testados por céticos. É como tentar fazer amor num parque apinhado de gente, e não se é devasso. Por possuirmos duas mentes e dois hemisférios cerebrais, os nossos poderes tendem a interferir uns com os outros.

Em 1870, um hipnotizador de palco chamado Carl Hansen adorava demonstrar um truque espectacular; dizia ao sujeito hipnotizado que se estava a tornar tão rígido quanto uma prancha. O sujeito era então colocado entre duas cadeiras com a cabeça uma e os tornozelos na outra, a seguir ao que diversas pessoas se sentavam sobre o seu estômago; e jamais o sujeito cedia. O que sucedia era que a mente objectiva era posta a dormir e o hipnotizador assumia a função da mente objectiva.

Normalmente nós dizemos ao nosso corpo para se levantar ou sentar. Mas “nós” somos muitas vezes negativos, ou sentimo-nos cansados ou inseguros de nós próprios, de modo que as “ordens” são dadas num tom de hesitação. Sentimo-nos minados pela dúvida. O hipnotizador dá as suas instruções como um sargento-mor, o que gera o efeito de desbloquear os poderes da mente subjectiva.

Evidentemente que se pudéssemos aprender a dar instruções com a mesma firmeza, também seríamos capazes de feitos “milagrosos.” Só que neste caso, porque não serão aqueles que têm confiança em si capazes de façanhas milagrosas? Por terem desenvolvido a mente objectiva, o “eu” consciente que lida com a realidade, em vez da mente subjectiva. Génio e milagres têm que ver com a ligação entre as duas mentes.

Hudson também estava certo de que todos esses fenómenos psíquicos se devem aos poderes da mente subjectiva. Ele chegou a assistir a uma sessão em que um lápis escrevia, por mote próprio, numa ardósia, mensagens relevantes para Hudson e para outro assistente, um general. No entanto, ao reflectir nisso mais tarde, Hudson concluíra que nada fora escrito que não pudesse ter emanado da mente do médium, caso o médium dispusesse de poderes telepáticos. Ele determinou que o médium tinha – inconscientemente – lido a mente dos presentes e a seguir usado os poderes miraculosos da sua própria mente subjectiva para fazer o lápis escrever a lousa.

Se isso era possível, argumentava Hudson, então grande parte dos fenómenos psíquicos, incluindo fantasmas e poltergeists podiam ser explicados da mesma forma. Na verdade Hudson estava à frente do seu tempo, porquanto haveriam de passar diversos anos até que os pesquisadores psíquicos chegassem à conclusão de que os poltergeist se deviam à mente inconsciente de adolescentes perturbados. A esta altura poder-se-ia argumentar que Hudson se tenha deixado levar pela percepção brilhante que tivera acerca dos poderes da mente subjectiva. O que não descarta a evidência da validade da existência dos “espíritos” com tanta facilidade. De facto ele errou por completo quando veio a lidar com o curioso poder conhecido como psicometria, a capacidade que certa gente tem de “ler” a história de um objecto com as mãos.

Alguns dos testes mais notáveis da história da pesquisa psíquica foram feitos por um professor de geologia chamado William Denton. Ele embrulhava amostras geológicas e arqueológicas em papel de embrulho e misturava-as até não mais conseguir distingui-las, e levava as suas “agentes de psicometria” – a mulher e a cunhada - a descrever o conteúdo e a história dos embrulhos escolhidos ao acaso. A exactidão que apresentavam – por exemplo, um fragmento de lava vulcânica de Pompeia produzia a exacta descrição de uma erupção vulcânica, enquanto um fragmento de telha de uma vila Romana produzia a descrição de legiões Romanas e de um homem que se assemelhava a um soldado reformado. No entanto, este último experimento deixou Denton preocupado, por a telha ter vindo da vila do orador Cícero, que era alto e magro, ao passo que o soldado tinha sido descrito como encorpado.

Somente alguns anos mais tarde, depois de ter publicado a sua primeira narrativa, é que Denton veio a saber que a vila tinha igualmente pertencido ao ditador Romano Sula (Lucius Cornelius Sulla), que também correspondia pormenorizadamente ao descrito

Hudson percebeu que o homem possui duas mentes, e por ambas provocarem impedimentos uma à outra, em vez de se apoiarem mutuamente é que temos faculdades tão limitadas. O que ele basicamente propôs foi que, se pudéssemos tirar proveito das faculdades da mente subjectiva, tornar-nos-íamos super-homens. O livro de Hudson tornou-se num sucesso de vendas e passou por sucessivas publicações entre 1893 até à morte dele, em 1903. Porque razão, pois, essa notável teoria nova não teve um impacto muito maior? A razão disso pode ser resumida numa só palavra: Freud!

É evidente que as mentes objectiva e subjectiva correspondem, grosso modo, ao “Ego” e ao “Id” de Freud – ou ao consciente e ao inconsciente, embora com uma diferença significativa. Freud era um pessimista e encarava a mente inconsciente como uma força passiva, uma espécie de porão cheio de lixo em decomposição que provoca enfermidade – ou neurose. A mente consciente é vítima de tais forças inconscientes, que basicamente são sexuais por natureza.

Hudson deveria ter ficado horrorizado com o negativismo tenebroso de tal perspectiva que Freud tinha da mente subjectiva. Mas como Freud era um “cientista” e Hudson não passava de um editor de jornal aposentado, o sucesso deste último foi ignorado pelos psicólogos.

Contudo, a teoria das duas mentes viria algumas décadas mais tarde a receber um potente apoio científico. Já no século 19 se tinha reconhecido que as duas metades do nosso cérebro possuem diferentes funções. A função do discurso reside na metade esquerda do cérebro; os médicos observaram que pessoas que sofreram lesões no lado esquerdo do cérebro se tinham tornado inarticuladas. O lado direito do cérebro controla o reconhecimento de formas e de padrões, de modo que um artista que sofra lesões nesse lado direito perde o talento artístico que possuía. Um desses casos não conseguia nem desenhar uma flor de trevo.

Contudo, um artista que tivesse sofrido lesões do lado esquerdo só perdia a faculdade da articulação, e continuava tão bom artista quanto antes. Um orador que sofresse danos no hemisfério direito do cérebro poderia parecer tão eloquente quanto sempre, muito embora não conseguisse desenhar uma flor de trevo sequer.

O cérebro esquerdo governa igualmente a lógica e a razão que se acham tão envolvidas na elaboração da lista da lavandaria ou das palavras cruzadas. O lado direito acha-se envolto em actividades como a apreciação de música ou o reconhecimento facial. Resumindo, pode-se dizer que o esquerdo é o cientista e o direito o artista.

Um dos aspectos estranhos da nossa fisiologia está em que o lado esquerdo do corpo seja controlado pelo hemisfério direito do cérebro, e vice-versa. Não se sabe exactamente a razão disso ser assim, excepto o facto de provavelmente contribuir para uma maior integração.

Se o lado esquerdo do cérebro controlasse o lado esquerdo do corpo e o lado direito do cérebro o lado direito do corpo poder-se-ia verificar uma “disputa de fronteiras;” conforme está, cada lado tem um pé no território do outro. Se removermos o topo do crânio, a parte superior do cérebro – ver-se-á que os hemisférios cerebrais se assemelham a uma noz com um tipo de ponte a ligar as duas metades. Essa ponte é constituída por um feixe de nervos chamado corpo caloso ou comissura (Feixe transversal de fibras). Mas os médicos apuraram a existência de certos casos que constituem aberrações por não apresentarem qualquer comissura e que no entanto parecem funcionar na perfeição. Isso levou-os a questionar se poderiam impedir um ataque epilético cortando a comissura (Comissurotomia). Fizeram a experiência em epiléticos e ela pareceu resultar; os ataques foram grandemente reduzidos e os pacientes ficaram inalterados o que levou os médicos a interrogar-se da função dessa comissura. Alguém terá sugerido que serviria para transmitir os ataques epiléticos; outros sugeriram que pudesse ser para impedir que o cérebro cedesse ao meio.

(NT: Ambas estas hipóteses soam surreais. De facto pode-se inferir que sirva de “agente transmissor” só que não causador, porquanto os ataques são localizados maioritariamente no hemisfério esquerdo)

Em 1950, experiências levadas a cabo na América começaram a verter uma boa dose de luz sobre o problema, quando alguém notou que um paciente de bissecção do cérebro* (Split-Brain) esbarrou com uma mesa com o lado esquerdo do corpo e pareceu não dar pelo sucedido. Começou a formar-se a ideia de que a operação de bissecção produzia o efeito de impedir um lado de saber o que o outro sabia.

(*NT – Termo leigo que descreve o resultado do corte parcial do corpo caloso, o que provoca uma associação de sintomas produzida pela interrupção ou interferência causada na ligação de ambos os hemisférios do cérebro)

Se a um gato fosse ensinado um truque com um olho tapado e de seguida lhe fosse pedido para o fazer com o outro olho tapado, resultaria desconcertante. Tornou-se claro que possuímos literalmente dois cérebros. Por uma questão de simplicidade a coisa é aqui apresentada em termos de olho esquerdo e olho direito. De facto ambos os olhos acham-se ligados a ambos os lados do cérebro, pelo que seria mais correcto falar de campos visuais direito e esquerdo.

Além disso, caso a um paciente de cérebro cindido (bissecção do cérebro) fosse mostrada uma maçã com o olho esquerdo e uma laranja com o direito, e a seguir lhe perguntassem o que tinha visto, ele responderia “laranja.” Se lhe fosse pedido para escrever o que tinha acabado de ver com a mão esquerda, ele escreveria “maçã.” Um paciente vítima de bissecção do cérebro a quem fosse mostrado num quadro uma imagem “suja” com o lado direito do cérebro, ficava com as faces coradas. Se fosse questionado da razão para ficar corado, ele responderia de forma genuína: “Não sei.” A causa do Rubor das faces habitava o lado esquerdo do cérebro. Ela viva na sua metade esquerda. O que é verdadeiro no caso de todos nós (à excepção dos canhotos, cujos hemisférios cerebrais se acham invertidos)

A pessoa a quem chamamos “eu” vive na metade esquerda, na metade que lida com o mundo real. A pessoa que vive na metade direita é um estranho. Poderão objectar dizendo que vós e eu não sejamos pacientes de “cérebro cindido,” que isso não faz diferença. Mozart disse certa vez que sentia que as músicas estavam constantemente a correr-lhe pelo cérebro, plenamente elaboradas, e que tudo quanto precisava fazer era anotá-las. De onde viriam elas? É evidente que procediam do lado direito do cérebro, do “artista.” E para onde iriam? Para o lado esquerdo do seu cérebro, onde Mozart viva.

Por outras palavras, Mozart era um paciente de Cérebro cindido, e se Mozart o era, então também nós o somos. A pessoa a que chamamos “eu” é o cientista. O artista vive nas sombras, e nós temos escassa consciência da sua existência, excepto em estados de profundo relaxamento ou de “inspiração.” Todos nos tornamos mais no tipo “cérebro direito,” por exemplo, após a ingestão de uma bebida alcoólica, por isso nos tornar mais conscientes da “outra metade.” Consegue-o em certa medida anestesiando o lado esquerdo (o que explica a razão por que achamos difícil resolver um problema matemático quando tivermos emborcado uns copos a mais de vinho.) É por isso que o álcool é tão popular, o que infelizmente também se aplica às outras drogas.

Podemos ver como o lado direito e o lado esquerdo do cérebro correspondem, grosso modo, às mentes subjectiva e objectiva de Hudson. Mas, como é que isso nos ajuda a compreender a hipnose? Pois bem, parece que o hipnotizador “anestesia” o cérebro esquerdo – faz com que “adormeça” - enquanto o lado direito permanece acordado. Se Hudson estava correcto, e parece não restar dúvida de que estaria, o lado direito é então capaz de operar com os plenos poderes da mente subjectiva. Parecem existir aqui pistas óbvias para o modo como poderíamos fazer melhor uso dos poderes que possuímos.

De acordo com a medicina, a hipnose apenas nos capacita a descontrair e a tornar-nos menos conscientes de nós. Não tem qualquer poder de nos tornar super-homens. Contudo, uma vez mais, os factos parecem contradizer isso. De todas as experiências de investigação levadas a cabo no século 19 por iminentes pesquisadores como Gustav Pagen Stecher, Alfred Russel Wallace e Eric Dingwal parece emergir a fascinante possibilidade – a de que a hipnose não envolva a situação de colocar alguém em transe por meio da sugestão e de poder haver uma influência directa de uma mente sobre a outra.

Contudo, a condição hipnótica responde comummente pelos períodos em que sentimos falta de sentido para a vida por nos encontrarmos numa permanente condição de auto-sugestão negativa e aprisionamento no hemisfério esquerdo do cérebro. Encarceramento no lado esquerdo do cérebro é coisa já suficientemente má, porém, torna-se dez vezes pior se aceitarmos isso como norma. Por outro lado, se tivermos consciência da consciência do cérebro inteiro ser a norma então estados de clausura característicos da consciência do lado esquerdo seriam aceites tão casualmente quanto uma dor de cabeça.

A descoberta do Marquês de Puysegur da hipnose constitui o reconhecimento de uma curiosa anomalia que suscitou uma enorme interrogação acerca da mente humana. Actualmente encontramo-nos uma encruzilhada interessante com que aceitamos a realidade da hipnose e não conseguimos entender as implicações que apresenta. Quando finalmente as apreendermos e forem tomadas como certas a noção de mente inconsciente ou do erotismo infantil, o homem estará preparado para dar início à viagem de descoberta do seu potencial inexplorado.

Traduzido por Amadeu António

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