domingo, 27 de novembro de 2016

A HIPNOSE E OS DOIS HEMISFÉRIOS DO CÉREBRO




Na história do desenvolvimento da hipnose, será interessante notar que Charcot notou que os pacientes que padeciam de histeria se comportavam como e estivessem hipnotizados, o que o levou a anunciar à classe médica que a hipnose não passava de uma simples forma de histeria.

Pensara-se que se tinha resolvido o enigma e deixara-se de pensar que a hipnose fosse uma fraude. Mas Charcot tinha invertido a verdade e o facto estava em que a histeria é que constituía um género de hipnose.

Um paciente histérico convence-se de que sofre de uma incapacidade e sugere isso a si próprio. Freud foi um de entre muitos que ficaram impressionados com a teoria da hipnose de Charcot. Mais tarde isso haveria de tornar-se na base da sua própria teoria do inconsciente. Mas ao tempo em que Freud estudava em Paris, soba tutela de Charcot, um editor de jornal Americano chamado Thompson J. Hudson também causava intriga com respeito à questão da hipnose.

Hudson tinha assistido a uma representação, por parte de um iminente psicólogo, William B. Carpenter, em Washington DC. E tinha ficado atônito com o que vira. Carpenter tinha submetido um jovem graduado de faculdade à hipnose e perguntara-lhe se gostaria de se encontrar com Sócrates. O jovem objectou dizendo que Sócrates estava morto, mas Carpenter disse-lhe que possuía o poder de invocar o espírito de Sócrates, a seguir ao que apontou um canto da sala e exclamou: “Ali está ele.”

O jovem olhou assombrado. Carpenter pediu-lhe que entrasse em diálogo com Sócrates e lhe perguntasse o que quisesse – mencionando que, uma vez que a audiência não conseguia escutar Sócrates, ele precisaria repetir as respostas que aquele lhe desse, em voz alta. Durante as duas horas seguintes, a audiência testemunhou uma conversa incrível em que as respostas dadas por Sócrates pareciam de tal modo brilhantes e plausíveis que parte da audiência – que se interessava pelo espiritualismo - se sentiu inclinada a crer que Sócrates efectivamente se encontrava presente.

Depois Carpenter introduziu o aluno de faculdade ao espírito de diversos filósofos modernos, e mais diálogos brilhantes e plausíveis se seguiram. Diferenciavam-se bastante entre si, assim como da conversa que tinha ocorrido com Sócrates, embora no geral não apresentassem nada de comum com as ideias dos filósofos que estavam a ser interrogados.

Por fim, para convencer a audiência de que não estavam a ouvir as palavras dos espíritos, Carpenter convocou um porco filósofo, o qual expos com erudição sobre o Hinduísmo. O que impressionou Hudson foi que o estudante era evidentemente dotado de uma inteligência média, ao passo que as respostas dados pelos filósofos beiravam o nível do génio. Tornava-se óbvio que amente inconsciente – ou lá o que fosse – era muito mais inteligente do que ele. Mas como Hudson estudara casos similares, logo chegou à conclusão de que nós possuímos duas mentes – uma a que ele chamou “mente objectiva” que lida com a realidade do dia-a-dia, e a “mente subjectiva” que é capaz de se deixar absorver por completo por um mundo interior.

O aluno só se tornava num génio quando sob hipnose, quando as operações da sua mente objectiva eram suspensas; então, a mente subjectiva podia operar com liberdade. Por outras palavras, a mente objectiva funciona como um tipo de âncora, ou correntes, sobre a mente subjectiva. Mas aquelas pessoas dotadas de génio, concluiu Hudson, possuem a faculdade ímpar de permitirem que as duas operem em harmonia, como as crianças. A teoria que Hudson desenvolvera no seu livro “A Lei dos Fenómenos Psíquicos” em 1893, foi a de que a mente subjectiva possui naturalmente poderes miraculosos, e que todos os homens de génio, em particular aqueles cujo talento parece irromper qual fonte, à semelhança de Mozart, são capazes de sintonizar os enormes poderes da mente subjectiva. Os milagres dos santos constituem simples manifestações do mesmo poder misterioso.

O próprio Hudson convenceu-se de que era capaz de realizar milagres de cura com a ajuda da mente subjectiva, e decidiu tentar curar um parente atacado de severa condição reumática que quase o matara. O indivíduo em questão vivia a milhares de milhas dele. Hudson decidiu que a melhor altura para lhe “endereçar” as sugestões de cura seria próximo do sono, quando a mente objectiva permanecia passiva – exactamente como na hipnose.

A 15 de Maio de 1890 contou a uma série de amigos que tinha a intenção de dar início a uma experiência. Alguns meses mais tarde, um dos seus amigos encontrou-se com o inválido e descobriu que tinha ficado bom de novo; tinha deixado de sofrer ataques reumáticos e conseguia trabalhar normalmente. Interrogado sobre quando tinham cessado tais ataques, respondeu que tinha sido cerca de meados de Maio, exactamente quando Hudson tinha iniciado às suas experiências.

Hudson alegava ter prosseguido com as experiências e curado cerca de quinhentas pessoas pelo mesmo processo. Falhara apenas em dois dos casos, casos esses – estranhamente – que eram os casos de pacientes a quem tinha revelado a intenção de tentar curá-los. Isso, acreditava Hudson, realçava uma outra peculiaridade da mente subjectiva: os seus poderes precisavam operar espontaneamente, sem consciência disso. Assim que tomava consciência disso, ficava estática, tal como nos acontece com a livre fluência, que é comprometida quando pressentimos estar a ser observados. Facto que também explica a razão porque muitos “psíquicos” falham quando são testados por céticos. É como tentar fazer amor num parque apinhado de gente, e não se é devasso. Por possuirmos duas mentes e dois hemisférios cerebrais, os nossos poderes tendem a interferir uns com os outros.

Em 1870, um hipnotizador de palco chamado Carl Hansen adorava demonstrar um truque espectacular; dizia ao sujeito hipnotizado que se estava a tornar tão rígido quanto uma prancha. O sujeito era então colocado entre duas cadeiras com a cabeça uma e os tornozelos na outra, a seguir ao que diversas pessoas se sentavam sobre o seu estômago; e jamais o sujeito cedia. O que sucedia era que a mente objectiva era posta a dormir e o hipnotizador assumia a função da mente objectiva.

Normalmente nós dizemos ao nosso corpo para se levantar ou sentar. Mas “nós” somos muitas vezes negativos, ou sentimo-nos cansados ou inseguros de nós próprios, de modo que as “ordens” são dadas num tom de hesitação. Sentimo-nos minados pela dúvida. O hipnotizador dá as suas instruções como um sargento-mor, o que gera o efeito de desbloquear os poderes da mente subjectiva.

Evidentemente que se pudéssemos aprender a dar instruções com a mesma firmeza, também seríamos capazes de feitos “milagrosos.” Só que neste caso, porque não serão aqueles que têm confiança em si capazes de façanhas milagrosas? Por terem desenvolvido a mente objectiva, o “eu” consciente que lida com a realidade, em vez da mente subjectiva. Génio e milagres têm que ver com a ligação entre as duas mentes.

Hudson também estava certo de que todos esses fenómenos psíquicos se devem aos poderes da mente subjectiva. Ele chegou a assistir a uma sessão em que um lápis escrevia, por mote próprio, numa ardósia, mensagens relevantes para Hudson e para outro assistente, um general. No entanto, ao reflectir nisso mais tarde, Hudson concluíra que nada fora escrito que não pudesse ter emanado da mente do médium, caso o médium dispusesse de poderes telepáticos. Ele determinou que o médium tinha – inconscientemente – lido a mente dos presentes e a seguir usado os poderes miraculosos da sua própria mente subjectiva para fazer o lápis escrever a lousa.

Se isso era possível, argumentava Hudson, então grande parte dos fenómenos psíquicos, incluindo fantasmas e poltergeists podiam ser explicados da mesma forma. Na verdade Hudson estava à frente do seu tempo, porquanto haveriam de passar diversos anos até que os pesquisadores psíquicos chegassem à conclusão de que os poltergeist se deviam à mente inconsciente de adolescentes perturbados. A esta altura poder-se-ia argumentar que Hudson se tenha deixado levar pela percepção brilhante que tivera acerca dos poderes da mente subjectiva. O que não descarta a evidência da validade da existência dos “espíritos” com tanta facilidade. De facto ele errou por completo quando veio a lidar com o curioso poder conhecido como psicometria, a capacidade que certa gente tem de “ler” a história de um objecto com as mãos.

Alguns dos testes mais notáveis da história da pesquisa psíquica foram feitos por um professor de geologia chamado William Denton. Ele embrulhava amostras geológicas e arqueológicas em papel de embrulho e misturava-as até não mais conseguir distingui-las, e levava as suas “agentes de psicometria” – a mulher e a cunhada - a descrever o conteúdo e a história dos embrulhos escolhidos ao acaso. A exactidão que apresentavam – por exemplo, um fragmento de lava vulcânica de Pompeia produzia a exacta descrição de uma erupção vulcânica, enquanto um fragmento de telha de uma vila Romana produzia a descrição de legiões Romanas e de um homem que se assemelhava a um soldado reformado. No entanto, este último experimento deixou Denton preocupado, por a telha ter vindo da vila do orador Cícero, que era alto e magro, ao passo que o soldado tinha sido descrito como encorpado.

Somente alguns anos mais tarde, depois de ter publicado a sua primeira narrativa, é que Denton veio a saber que a vila tinha igualmente pertencido ao ditador Romano Sula (Lucius Cornelius Sulla), que também correspondia pormenorizadamente ao descrito

Hudson percebeu que o homem possui duas mentes, e por ambas provocarem impedimentos uma à outra, em vez de se apoiarem mutuamente é que temos faculdades tão limitadas. O que ele basicamente propôs foi que, se pudéssemos tirar proveito das faculdades da mente subjectiva, tornar-nos-íamos super-homens. O livro de Hudson tornou-se num sucesso de vendas e passou por sucessivas publicações entre 1893 até à morte dele, em 1903. Porque razão, pois, essa notável teoria nova não teve um impacto muito maior? A razão disso pode ser resumida numa só palavra: Freud!

É evidente que as mentes objectiva e subjectiva correspondem, grosso modo, ao “Ego” e ao “Id” de Freud – ou ao consciente e ao inconsciente, embora com uma diferença significativa. Freud era um pessimista e encarava a mente inconsciente como uma força passiva, uma espécie de porão cheio de lixo em decomposição que provoca enfermidade – ou neurose. A mente consciente é vítima de tais forças inconscientes, que basicamente são sexuais por natureza.

Hudson deveria ter ficado horrorizado com o negativismo tenebroso de tal perspectiva que Freud tinha da mente subjectiva. Mas como Freud era um “cientista” e Hudson não passava de um editor de jornal aposentado, o sucesso deste último foi ignorado pelos psicólogos.

Contudo, a teoria das duas mentes viria algumas décadas mais tarde a receber um potente apoio científico. Já no século 19 se tinha reconhecido que as duas metades do nosso cérebro possuem diferentes funções. A função do discurso reside na metade esquerda do cérebro; os médicos observaram que pessoas que sofreram lesões no lado esquerdo do cérebro se tinham tornado inarticuladas. O lado direito do cérebro controla o reconhecimento de formas e de padrões, de modo que um artista que sofra lesões nesse lado direito perde o talento artístico que possuía. Um desses casos não conseguia nem desenhar uma flor de trevo.

Contudo, um artista que tivesse sofrido lesões do lado esquerdo só perdia a faculdade da articulação, e continuava tão bom artista quanto antes. Um orador que sofresse danos no hemisfério direito do cérebro poderia parecer tão eloquente quanto sempre, muito embora não conseguisse desenhar uma flor de trevo sequer.

O cérebro esquerdo governa igualmente a lógica e a razão que se acham tão envolvidas na elaboração da lista da lavandaria ou das palavras cruzadas. O lado direito acha-se envolto em actividades como a apreciação de música ou o reconhecimento facial. Resumindo, pode-se dizer que o esquerdo é o cientista e o direito o artista.

Um dos aspectos estranhos da nossa fisiologia está em que o lado esquerdo do corpo seja controlado pelo hemisfério direito do cérebro, e vice-versa. Não se sabe exactamente a razão disso ser assim, excepto o facto de provavelmente contribuir para uma maior integração.

Se o lado esquerdo do cérebro controlasse o lado esquerdo do corpo e o lado direito do cérebro o lado direito do corpo poder-se-ia verificar uma “disputa de fronteiras;” conforme está, cada lado tem um pé no território do outro. Se removermos o topo do crânio, a parte superior do cérebro – ver-se-á que os hemisférios cerebrais se assemelham a uma noz com um tipo de ponte a ligar as duas metades. Essa ponte é constituída por um feixe de nervos chamado corpo caloso ou comissura (Feixe transversal de fibras). Mas os médicos apuraram a existência de certos casos que constituem aberrações por não apresentarem qualquer comissura e que no entanto parecem funcionar na perfeição. Isso levou-os a questionar se poderiam impedir um ataque epilético cortando a comissura (Comissurotomia). Fizeram a experiência em epiléticos e ela pareceu resultar; os ataques foram grandemente reduzidos e os pacientes ficaram inalterados o que levou os médicos a interrogar-se da função dessa comissura. Alguém terá sugerido que serviria para transmitir os ataques epiléticos; outros sugeriram que pudesse ser para impedir que o cérebro cedesse ao meio.

(NT: Ambas estas hipóteses soam surreais. De facto pode-se inferir que sirva de “agente transmissor” só que não causador, porquanto os ataques são localizados maioritariamente no hemisfério esquerdo)

Em 1950, experiências levadas a cabo na América começaram a verter uma boa dose de luz sobre o problema, quando alguém notou que um paciente de bissecção do cérebro* (Split-Brain) esbarrou com uma mesa com o lado esquerdo do corpo e pareceu não dar pelo sucedido. Começou a formar-se a ideia de que a operação de bissecção produzia o efeito de impedir um lado de saber o que o outro sabia.

(*NT – Termo leigo que descreve o resultado do corte parcial do corpo caloso, o que provoca uma associação de sintomas produzida pela interrupção ou interferência causada na ligação de ambos os hemisférios do cérebro)

Se a um gato fosse ensinado um truque com um olho tapado e de seguida lhe fosse pedido para o fazer com o outro olho tapado, resultaria desconcertante. Tornou-se claro que possuímos literalmente dois cérebros. Por uma questão de simplicidade a coisa é aqui apresentada em termos de olho esquerdo e olho direito. De facto ambos os olhos acham-se ligados a ambos os lados do cérebro, pelo que seria mais correcto falar de campos visuais direito e esquerdo.

Além disso, caso a um paciente de cérebro cindido (bissecção do cérebro) fosse mostrada uma maçã com o olho esquerdo e uma laranja com o direito, e a seguir lhe perguntassem o que tinha visto, ele responderia “laranja.” Se lhe fosse pedido para escrever o que tinha acabado de ver com a mão esquerda, ele escreveria “maçã.” Um paciente vítima de bissecção do cérebro a quem fosse mostrado num quadro uma imagem “suja” com o lado direito do cérebro, ficava com as faces coradas. Se fosse questionado da razão para ficar corado, ele responderia de forma genuína: “Não sei.” A causa do Rubor das faces habitava o lado esquerdo do cérebro. Ela viva na sua metade esquerda. O que é verdadeiro no caso de todos nós (à excepção dos canhotos, cujos hemisférios cerebrais se acham invertidos)

A pessoa a quem chamamos “eu” vive na metade esquerda, na metade que lida com o mundo real. A pessoa que vive na metade direita é um estranho. Poderão objectar dizendo que vós e eu não sejamos pacientes de “cérebro cindido,” que isso não faz diferença. Mozart disse certa vez que sentia que as músicas estavam constantemente a correr-lhe pelo cérebro, plenamente elaboradas, e que tudo quanto precisava fazer era anotá-las. De onde viriam elas? É evidente que procediam do lado direito do cérebro, do “artista.” E para onde iriam? Para o lado esquerdo do seu cérebro, onde Mozart viva.

Por outras palavras, Mozart era um paciente de Cérebro cindido, e se Mozart o era, então também nós o somos. A pessoa a que chamamos “eu” é o cientista. O artista vive nas sombras, e nós temos escassa consciência da sua existência, excepto em estados de profundo relaxamento ou de “inspiração.” Todos nos tornamos mais no tipo “cérebro direito,” por exemplo, após a ingestão de uma bebida alcoólica, por isso nos tornar mais conscientes da “outra metade.” Consegue-o em certa medida anestesiando o lado esquerdo (o que explica a razão por que achamos difícil resolver um problema matemático quando tivermos emborcado uns copos a mais de vinho.) É por isso que o álcool é tão popular, o que infelizmente também se aplica às outras drogas.

Podemos ver como o lado direito e o lado esquerdo do cérebro correspondem, grosso modo, às mentes subjectiva e objectiva de Hudson. Mas, como é que isso nos ajuda a compreender a hipnose? Pois bem, parece que o hipnotizador “anestesia” o cérebro esquerdo – faz com que “adormeça” - enquanto o lado direito permanece acordado. Se Hudson estava correcto, e parece não restar dúvida de que estaria, o lado direito é então capaz de operar com os plenos poderes da mente subjectiva. Parecem existir aqui pistas óbvias para o modo como poderíamos fazer melhor uso dos poderes que possuímos.

De acordo com a medicina, a hipnose apenas nos capacita a descontrair e a tornar-nos menos conscientes de nós. Não tem qualquer poder de nos tornar super-homens. Contudo, uma vez mais, os factos parecem contradizer isso. De todas as experiências de investigação levadas a cabo no século 19 por iminentes pesquisadores como Gustav Pagen Stecher, Alfred Russel Wallace e Eric Dingwal parece emergir a fascinante possibilidade – a de que a hipnose não envolva a situação de colocar alguém em transe por meio da sugestão e de poder haver uma influência directa de uma mente sobre a outra.

Contudo, a condição hipnótica responde comummente pelos períodos em que sentimos falta de sentido para a vida por nos encontrarmos numa permanente condição de auto-sugestão negativa e aprisionamento no hemisfério esquerdo do cérebro. Encarceramento no lado esquerdo do cérebro é coisa já suficientemente má, porém, torna-se dez vezes pior se aceitarmos isso como norma. Por outro lado, se tivermos consciência da consciência do cérebro inteiro ser a norma então estados de clausura característicos da consciência do lado esquerdo seriam aceites tão casualmente quanto uma dor de cabeça.

A descoberta do Marquês de Puysegur da hipnose constitui o reconhecimento de uma curiosa anomalia que suscitou uma enorme interrogação acerca da mente humana. Actualmente encontramo-nos uma encruzilhada interessante com que aceitamos a realidade da hipnose e não conseguimos entender as implicações que apresenta. Quando finalmente as apreendermos e forem tomadas como certas a noção de mente inconsciente ou do erotismo infantil, o homem estará preparado para dar início à viagem de descoberta do seu potencial inexplorado.

Traduzido por Amadeu António

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VOZES XI



Uma Estrofe de Yada di Shi'Ite
Sonho e desperto, e volto a sonhar.
Em breve chego a saber que sou o Sonhador.
Então construo os meus sonhos conforme eu quero.
Não consigo fazer isso até me encontrar desperto.

O que significa que não perturbo O Que É…
Pela aceitação de O Que É…
Os meus sonhos alteram-se e tornam-se mais compreensíveis.
E deixo de negar seja o que for…
Yada di shi’ite
CRIAÇÃO
O espaço que actualmente veem e que lhes parece existir no exterior foi certa vez um vazio negro que se estendia por toda uma infinita eternidade. Não existia vento nem elementos de tipo algum. Tudo repousava numa quietude de um tipo que nenhum ser humano poderá vagamente compreender. No entanto, nesse vazio incompreensível existia um vasto mundo de vida e de actividade incessante que de longe ultrapassava em beleza e grandeza tudo quanto os habitantes da Terra alguma vez tenham conhecido. Deixem que faça aqui e agora uma pausa para lhes dizer que vocês, povo da Terra virão a saber desse mundo de novo num futuro distante situado no tempo; todos vós regressareis ao lar.
Este mundo a que me refiro constitui a Verdadeira Consciência do Homem. Ele não careceu de luz externa, por ser uma luz em si mesmo. O mesmo acontece com o som e em relação a todas as coisas que vocês conhecem actualmente no vosso mundo físico. Caso assim não fosse, então de onde pensam que tudo quanto conhecem actualmente e amam poderia ter vindo? Nós não equacionamos tal questão – nós afirmámo-lo. Tudo era Consciência, mas inútil seria sofrer na ilusão de uma consciência externa. Só para lhes dar uma comparação: pensem no vosso mundo nocturno dos sonhos. Isso foi e é o Mundo Etérico (Espírito); Mas se forem adeptos da crença cristã ortodoxa, poderão dizer que tenha sido a Mente de Deus em que tínhamos a nossa existência. Contudo, as palavras são bastante desprovidas de significado na descrição dele.
Quando empregamos o termo “sonho” fazemo-lo em prol do iniciado ou neófito, por isso lhe facultar uma clara compreensão que não conseguiriam se empregássemos o termo “meditação consciente,” que se aproxima muito mais do verdadeiro estado, mas, embora apenas em parte alcançado pelo Iniciado, a sua verdadeira natureza é plenamente conhecida e percebida pelo Mestre ou Adepto. Esse é o estado de consciência que os outros membros do “Círculo Interior” referiram como movimento não direccional, ou movimento livre no espaço; estado em que a mente perde a consciência que tem enquanto observador de uma determinada coisa e se torna na coisa que observa.
Contudo, na minha opinião uma condição dessas constitui uma ilusão. Mesmo assim, constitui a ilusão Divina de que padecem apenas os Deuses. A mente não pode perder a própria identidade por completo; caso contrário cairia no completo e absoluto esquecimento. Neste caso, perde a consciência dos sentidos que assumia enquanto observador somente; caso contrário não seria capaz de restabelecer nenhuma lembrança consciente da sensação experimentada decorrente de se ter tornado naquilo que tenha observado e com que se tenha fundido.
Assim sendo, afirmar que a mente não se encontre sempre plena e activamente consciente de ser o que é, na minha opinião, não passa de pura tolice. O homem na Terra chegou a tal conclusão errónea simplesmente por se ver trancado no mundo químico. Em grande parte ele perdeu a capacidade que tinha de ver e de compreender para além do estado de consciência das suas três dimensões. Mas isso constitui a suprema ilusão do homem. Ele entrou no corpo físico; ele tomou forma para si e consequentemente caiu na crença hipnótica de que a forma ou corpo seja ele. O pecado, o mal da vida em qualquer plano não assenta no acto do espírito de criar a forma ou substância e de nela entrar, mas no desejo voluntário do espírito de mergulhar tão fundo na forma que perde toda a consciência de si mesmo.
Bom; foi isso que os Senhores Supremos descobriram que os Arcanjos das mais elevadas esferas do Baixo Etérico andavam secretamente a tentar fazer, depois do que enviaram um mensageiro ao Baixo Etérico no sentido de proibir que os Altos Arcanjos prosseguissem com o seu experimento de redução da taxa vibratória do seu mundo, prevenindo-os de que um acto desses lançaria automaticamente todos quantos penetrassem no Baixo Etérico num dimensão completamente nova de pensamento que eventualmente lhes provocaria uma incalculável infelicidade, cegando-os por eternidades do tempo em relação à sua verdadeira natureza. Apagaria todo o conhecimento da sua verdadeira identidade. Por outras palavras, conduzi-los-ia para fora do que a vossa Bíblia chama de “Jardim do Éden,” onde eles se tornariam completamente perdidos nas selvas do mundo furioso do desejo sobre o qual não teriam controlo.
“Não Comam do Fruto dessa Árvore,” preveniram os Senhores Supremos do Mundo Etérico Superior, “Porque no Dia em que o Fizerem, Morrerão.”
Os Arcanjos das Alturas argumentaram dizendo que estavam a par de todos os riscos em que incorriam mas que tinham acordado com determinados métodos e imaginado formas de regressar ao seu mundo caso as coisas não corressem bem. “Para além disso tudo, nós somos Criadores por direito próprio, e o direito que temos é de criar coisas ao nosso próprio jeito…”
“Mas essa coisa que estão a fazer trará infelicidade a incontáveis milhões que não só penetram no vosso próprio plano agora, como a todos que ainda venham a penetrar no Baixo Etérico. Mas isso não é tudo, porque embora possam pensar que possam descobrir ou conceber um caminho de regresso, nós solenemente os advertimos de que aqueles que regressarem deverão permanecer por um curto período, e mesmo nesse período não terão lembrança alguma ou conhecimento, mas precisarão prosseguir para qualquer parte – alguns por um número incalculável de séculos – e quando regressarem de novo ao Baixo Etérico, isso representará o seu quase imediato regresso à nova vibração inferior que planeiam criar.”
Por mais amavelmente que tai advertência tenha sido dada, os Senhores Supremos do Etérico Superior sabiam que não iriam dar atenção às suas palavras e que os Arcanjos das Alturas se revoltariam contra todo o poder e autoridade, e que nada havia a fazer excepto ceder à sua vontade. Os Senhores Supremos também sabiam que os Arcanjos das Alturas ainda não tinham descoberto o método de mudar o movimento interno num movimento externo, mas que eventualmente o haveriam de descobrir. Não restava dúvida na mente dos Senhores Supremos – de modo que após considerável reflexão sobre o assunto decidiram não só não mais oferecer resistência aos planos dos Arcanjos das Alturas, como tomar a tarefa de criar todo um novo mundo vibratório para eles.
A decisão tomada pelos Senhores Supremos poderá parecer tão inconsistente quanto desnecessariamente cruel à luz da advertência que fizeram contra tal acto. A lógica da sua decisão será, todavia entendida quando chegarem a saber que eles raciocinaram assim: O maior impulso da mente, quer Senhor, anjo ou homem, é o criativo. E colocar um travão a tal impulso não significa de modo nenhum liquidá-lo ou detê-lo. Na verdade todos os bloqueios nesse sentido apenas o reforçariam. Além disso, caso os Arcanjos das Alturas tivessem sentido carecer de alguma coisa, jamais teriam sido capazes de sequer pensar em coisa tal como vibração inferior àquela em que se encontravam.
Todo o deseje deve, mais cedo ou mais tarde, ser atendido; assim que se cria uma ideia, ela vê-se compelida a ser projectada e envolta de material sensório, de forma que o criador do objecto possa fazer uso daquilo que ele tiver criado. Quanto maior for o desejo mais substancial será a projecção. Depois, quanto mais baixo for o plano em que o criador habitar, mais difícil se tornará projectar e revestir o desejo concebido em substância sensorial, mas uma vez realizado, tornar-se-á muito mais concreto não só para ele como para todos os outros que venham a colocar-se soba a influência das suas ondas de pensamento, até que depois de um tempo seja deixado de lado ou o que vocês chamam de esquecimento por parte do seu criador, e pareça assumir características próprias, e dar a impressão de ser alguma coisa em si e de si próprio.
Há a lei generalizada que é apoiada de que um plano de consciência não deva interferir directamente noas acções desejadas de outro plano de consciência, quer seja elevado ou mais baixo. Poderá ser dada instrução e aconselhamento sobre todos os assuntos; mas aqui tem lugar uma outra lei: a de que uma vez um desejo verdadeiramente criativo seja posto em marcha por alguém num plano inferior, alguém num plano acima do dele deverá ajudá-lo e encorajá-lo pelo melhor que puder a levar aquilo que é desejado à manifestação. Isso precisa ser feito, muito embora aquele que se encontre numa posição superior de consciência saiba (por experiências pessoais passadas) que a coisa desejada poderá provocar uma grande dose de sofrimento ao seu criador. O homem só pode aprender pela experiência. Ele necessita de experiência para poder crescer.
E foi assim que os Senhores Supremos só toleraram com base numa lei a que eles próprios tinham dado origem ao decidirem auxiliar os Arcanjos das Alturas na criação do tão desejado novo mundo. Passemos agora a designar as forças ou ingredientes que foram empregues na formação do molde ou padrão no vazio negro do Mundo Externo por parte dos Senhores Supremos do Etérico Superior. Em primeiro lugar – a necessidade. Necessidade de quê? De um maior conhecimento para o homem, de um novo despertar de consciência, o que não poderia ser conseguido excepto pela exaltação do Impulso da Vida.
Em segundo lugar, o desejo – desejo de natureza mais furiosa e intensa. As coisas desejadas – o calor, o frio, o som, a luz.
O grande segredo que os Senhores Supremos detinham, e de que sabiam que os Altos Arcanjos nem sequer suspeitavam – era o Grande Vazio. Os Senhores Supremos tinham sabido da existência desse vasto campo de um nada negro do que vocês teriam designado de infinitas eternidades de tempo. A sua verdadeira natureza era, ou para o que podia ser usada, eles não sabiam. Tinha sido descoberto pelo mesmo método que estudantes avançados da metafísica e da filosofia do ioga utilizaram na descoberta do Mundo Interior do homem – a meditação.
Os Altos Arcanjos usaram uma forma de meditação que passava mais por uma profunda concentração do que verdadeira meditação, que foi usada principalmente para os levar de um plano a outro. Eles também tinham conhecimento das forças chamadas calor e frio, e como usá-las nos diversos planos internos, mas eles nada sabiam do tipo de meditação conhecido dos Senhores Supremos, nem sobre como projectar e dirigir essas forças fora dos planos interiores.
A criação do novo plano do pensamento era de uma natureza grave e séria. Quão grave e séria, só os Senhores Supremos o sabiam. Por um lado, eles não estavam de todo cetos do resultado, ou se viriam a deter pleno controlo da substância e das forças que deveriam ser utilizadas na construção do novo mundo do Pensamento assim que fosse desencadeado. Assim, um enorme número de Senhores Supremos que chegava aos milhares desceram ao Baixo Etérico e reuniram-se com uma vasta multidão de Altos Arcanjos, que também montavam a dezenas de milhares. Os Senhores Supremos explicaram em profundidade a situação aos Altos Arcanjos, e revelaram o conhecimento secreto que detinham sobre o Vazio Negro. Ao mesmo tempo abstiveram-se de lhes dizer como, por meio da verdadeira arte da meditação, tinham descoberto estado ou condição tal como a do Vazio Negro. Claro que os Arcanjos, à semelhança do homem na actualidade, quiseram saber como poderia alguma coisa existir fora deles próprios. A questão hoje é similar; vocês indagam: “Se existe um término para o que chamamos de espaço, que haverá fora desse espaço?”
Façamos aqui uma pausa e reflitamos nestas duas questões – a dos Anjos, formulada há milhões de anos, e na vossa presente – e recordem-se de tudo quanto foi dito nestas páginas até agora. Ainda não se vos tornou muito claro que nem espaço nem tempo nem coisa nenhuma possui uma verdadeira existência em si mesma ou de si mesma, mas que tudo é uma produção e construção de uma coisa mental. O Vazio Negro não era mais condição ou coisa em si mesma do que qualquer outro estado de consciência e os Senhores Supremos estavam plenamente cientes disso. Também sabiam que, embora esse Vazio fosse negro, não representava nenhuma condição inútil nem erro nem brincadeira da Vida. O imenso conhecimento que tinham dissera-lhes que determinada condição poderia permanecer sem aparente valor durante biliões de anos e de repente chegar a consegui-lo; e o seu próprio valor pode transcender em beleza e valor tudo quanto existia antes de um brilho tão aparentemente.
A condição chamada de Vazio Negro não era para ser objecto de explicação, disseram os Senhores Supremos – era para ser experimentada. “Só que ainda não é altura de vocês o fazerem; mas como vocês insistem nesta nova criação, e sabemos que o fazem, virá altura, e em breve, em que penetrarão nele e o experimentarão. Mas quando essa altura chegar, não irá ser conforme é actualmente; porquanto no presente estado em que vocês se encontram, não o compreenderiam e isso haveria de trazer caos e loucura ao vosso mundo. Tenham fé em nós que nós havemos de criar a vossa desejada criação.”
Com isso, a reunião terminou, e os Senhores Supremos retiraram-se uma vez mais para o seu elevado estado de espírito para darem início à criação daquilo que conhecem como o mundo físico e químico.
Após despenderem imenso tempo (não como o tempo que lhes é dado conhecer) em profunda oração, prepararam-se para um grandioso Ritual, metade do qual mantiveram em segredo, e em cuja outra metade convocaram toda a vasta população para que lhes emprestasse a sua força e energia. Foram entoadas mantras em perfeita harmonia e uníssono, proferidos por milhões e milhões de vozes, que tinham início num baixo sussurro e que foram subindo em tom até atingirem um crescendo devastador, e se desvanecerem finalmente de novo um sussurro. As palavras santas desses mantras não lhes podemos revelar pela simples razão de não as conhecermos, mas foi-nos dito que umas quantas das vossas Ordens secretas têm estado e estiveram na posse delas por milhares de anos.
Também lhes podemos dizer que certos mantras desses constituem as “Chaves Douradas” que o homem por fim adquire após ter completado os ciclos na experiência física tanto no mundo químico como nos inúmeros planos do astral. Só essas chaves irão uma vez mais abrir a porta para o Etérico Superior. Também é ensinado que certos indivíduos podem, caso o desejem, alcançar o estado tal como o do verdadeiro conhecimento que venha a rejeitar muito do seu carma, assim reduzindo a necessidade que o Ego pode encontrar em si para regressar ao mundo químico. Esse conhecimento deve ser obtido enquanto se encontram no mundo físico.
Quando o grande Ritual chegou ao fim, as vastas hostes angélicas do Etérico Superior, que ainda não tinham atingido o estado de consciência dos Senhores Supremos foram mandados embora e foi-lhes pedido cuidarem de permanecer em constante oração em prol do sucesso dos esforços do projecto vindouro dos Senhores Supremos, a seguir ao que os Senhores Supremos formaram um círculo gigante, dezenas de milhares deles numa postura sentada, ombro a ombro. No centro da vasta roda, um dos mais avançados de entre eles foi eleito para se sentar. A sua posição foi a representação do Eterno Todo.
Quando tudo se encontrava preparado, foi dada a ordem do Centro da Roda para começarem a cantar os Grandiosos Mantras Sagrados sem que nenhum parasse até que sentissem estar a perder o sentido da consciência do Etérico Superior. À primeira palavra do canto proferida, eles deviam começar a meditar – não no Vazio Negro mas nas duas forças de energia chamadas calor e frio. Eles deviam imaginar essas duas forças a correr a partir de si mesmas alternadamente em correntes formidáveis; os Mantras por si mesmos trariam a consciência do Vazio Negro.
A lei do Ritual Grandioso era a de que o Senhor Supremo que representava o Todo Eterno não devia pronunciar qualquer som mas entrar em profunda meditação e no Vazio Negro à frente de todos os outros presentes na Roda, e ao atingi-lo, devia, enquanto se segurava na consciência de si, devolver partes da sua consciência por meio do que vocês chamam de “cordão prateado.” A consciência dele tinha que moldar dezenas de milhares desses cordões até conseguir ligar ou estabelecer uma rede inquebrável com cada uma das pequenas centelhas de consciência que iam compor a Roda no Etérico, de modo a que ele soubesse por acção do impulso que corria pelo cordão quando cada um desses pequenos centros de conhecimento consciente se tinham juntado a ele no Vazio Negro. Quando todos tivessem completado a transição, A Roda Sagrada estaria plenamente formada em ambos os planos – de modo a que o Superior extraísse energias do mais baixo. Desse modo eles podiam tanto projectar como guiar inteligentemente as energias chamadas calor e frio.
Conforme dissemos antes, esse foi um experimento completamente novo e os Senhores Supremos velavam com o que poderá ser designado por respiração suspensa enquanto eles se esforçavam por manter as forças sob estrito controlo. De repente ambas as energias correram com tremenda velocidade e força um contra a outra. Por um instante nada sucedeu, mas no instante seguinte relâmpagos, um brilho de uma magnitude e intensidade apavorante iluminaram o Vazio Negro por biliões de milhas – uma luz de um belo verde opala. A seguir a luz revidou rumo ao seu centro de origem e um outro instante de tempo passou na escuridão enquanto os Senhores Supremos observavam com um crescente interesse a violenta agitação das energias do calor e do frio. A seguir todo o Vazio Negro pareceu estremecer e abanar por ondas convulsivas do que vocês designam por ruído, enquanto ambos esses elementos se guerreavam um contra o outro pela supremacia do Vazio Negro, somente para levarem a que a luz verde brilhante a distanciá-las progressivamente entre si. Ao mesmo tempo, as terríveis ondas vibratórias do som criaram um cada vez maior campo magnético que juntou as ondas do calor e do frio por velocidades espantosas; e o choque e resultante explosão dessas duas energias, a do oxigénio e a do hidrogénio, que agiram como condutores dos clarões de luz da luz a que vocês chamam de electricidade.
Pela combinação dessas forças eles formaram uma vasta nuvem de nevoeiro. A primeira forma de electricidade era do tipo estático ou fricção criada por acção de um tremendo movimento de vibração das ondas do calor e do frio quando eles tentaram combiná-las. As ondas de clarões de electricidade que se propagavam por ondas de som e que eram atraídas pelos átomos do oxigénio e do hidrogénio viriam a engoli-las e a absorve-las pela penetração da sua concha externa electrónica e pela explosão do núcleo.
(Na verdade, nenhum átomo da matéria golpeia outro, mas ao se aproximarem ambos um do outro, o mais pesado dos dois despedaça violentamente o campo magnético existente entre os electrões e o núcleo, e o núcleo do corpo mais leve explode muito antes do núcleo do corpo mais pesado chegar a poder tocar-lhe. Além disso, a nova onda de energia formada pelo reagrupar instantâneo do átomo explodido pode fundir-se com o átomo que o tenha levado a explodir, assim como poderá atrair a si um ou mais dos electrões da órbita do outro; em qualquer dos casos, porém, é produzida uma nova onda de energia é formada.
Do vasto campo de energia caótica, a vibração sonora alcançou um tal movimento que, caso o sistema planetário tivesse existido por essa altura conforme actualmente existe e teria sido aniquilado e transformado em novas. Contudo, sob as condições então existentes, tornou-se num bombardeamento de átomos de efeito e proporções devastadoras que libertou muitas energias novas. Com golpes aniquiladores de ondas sonoras intermitentes, foram formados monstruosos canais ou canudos de vácuo, ou bolsas, entre os golpes, que sugavam para as suas profundidades obscuras vastas nuvens de energia. Depois ondas sonoras de elevada velocidade surgiram após essas nuvens que esmagaram as conchas electrónicas e explodiram o miolo ou núcleo.
(Com o esmagamento do átomo os electrões são arremessados das suas órbitas, e saem disparados pelo espaço; mas a liberdade de que gozam é de curta duração - de facto é quase insignificante devido às muitas forças de atracção que os circundam. O descasque da concha do átomo deixa-o aberto para que a força do som volte a actuar contra ele até que eleve a velocidade vibratória muito para além daquela que é natural nele. Essa velocidade anormal cria calor pelo atrito do tipo mais intenso o que provoca que o núcleo se desintegre nas labaredas das suas próprias forças vitais – energia radiante.)
Quando as ondas sonoras reverteram para fora das bocas desses tubos gigantescos de vácuo, partículas de radiação utilizaram os canudos do movimento enquanto veículo, escapando desse modo dos canudos. Por os canudos estarem formados numa espiral, ou numa forma de furo – ou, melhor ainda, como a formação espiral de uma nuvem ciclone, libertaram ondas sonoras que correram para fora criando um vórtice em espiral no negrume caótico. Esses campos de movimento rotativo criado pelas ondas sonoras, embora suficientemente fortes para atrair a si partículas de energia radiante, não podiam, de início, atrair e sustentar outras partículas. Em vez disso, essas passaram pelas linhas espiraladas como se não existissem; mas à medida que as tensões foram sendo ensacadas acabaram por se tornar em vastos campos de energia flamejante, o seu peso começou a contar para os outros corpos que se encontravam ao seu redor, e todos os corpos ligeiros no seu formidável campo de atracção foram engolidos em goles pulsantes, e com golpes de esmagamento, a essência da sua energia foi esmagada para fora deles e as suas conchas expelidas para o espaço.
Como toda a substância brota da Grande Mente Cósmica, ou “Roda,” tem as suas preferências e aversões naturais a essa Mente. Isso é igualmente verdade com respeito às aparentes mentes individuais dos homens. O propósito que tenho ao assinalar esta ideia em particular é o de lhes dar uma clara compreensão com respeito à acção chamada selectividade natural, e afinidade que ocorre no vosso mundo da química. Isso é a Coisa da coisa, ou aquilo que o nosso amigo mútuo e auxiliar, Mead Layne, chama de “problema da coisa em si mesma.” Trata-se de um modo de consciência do seu Criador. Embora essa lei não possa ser alterada por inteiro, é como – como tudo o resto – sujeito à mudança pela modificação. Não fora pela almofada chamada modificação, e todas as coisas seriam sujeitas a mudanças súbitas e drásticas e a vossa vida terrena seria coisa amplamente diferente daquilo que é. Assim já poderão ver que, se acharem que ada mais têm por que dar graças a Deus, poderão agradecer-Lhe todos os dias da vossa vida pela Lei da Modificação.
Por exigir muitos volumes a explicar em detalhe a actividade geral que ocorreu na construção do Universo, e por nestes escritos esperarmos lidar com mais do que este assunto, iremos precisar renunciar aos prazeres que possam encontrar na perseguição dos intermináveis aspectos técnicos.
Prosseguiremos com o trabalho fazendo a simples afirmação de que todos os planetas, ou aquilo que vocês conhecem actualmente por corpos estelares seja de que tipo, foram formados ou chegaram a existir por acção da lei da selectividade e da repulsão que um químico exerce sobre outro, e grande parte da actividade de todo o Cosmos teve que ver com o efeito que o tamanho ou peso teve sobre outro, no movimento direccional que adotaram e taxa vibratória e as distâncias deles com relação aos outros corpos.
Grande quantidade dos sois existentes têm milhões de anos de idade (na vossa forma de registar o tempo) a mais do que a Terra e a Lua e corpos similares, mas nenhum dos planetas brotou dos sóis por acção de qualquer erupção cataclísmica de nascença, causada por planetas gigantes a ribombar sobre um dos sóis que era muitas vezes maior do que o sol da Terra – os planetas adoptaram a sua substância da matéria rejeitada pelos sóis por acção da força da repulsão – substância que foi capturada em vórtices criados por um tom ou vibração sonora completamente diferente.
À medida que esses corpos planetários cresceram, tornaram-se cadeirões de um intenso calor, calor esse que actuou como um agente de esterilização, no sentido de impedir que os corpos em crescimento fossem devastados pelos biliões e biliões de vidas germinativas etéricas que enxameavam o espaço interestelar. À medida que esses corpos começaram a arrefecer, nuvens de gaz sulfúrico com muitos milhares de milhas de profundidade ao seu redor, a bloquear os raios intensamente quentes do sol, que eram muito mais penetrantes, devido à completa falta do envoltório áurico que vocês agora chamam de “éter” à sua volta. Esse envoltório não se pode formar até que a Terra e outros corpos planetários se tivessem compactado mais e solidificado. Quando um corpo é lançado num movimento livre do que vocês chamam de espaço, cria uma força de pressão ao seu redor igual á sua massa agregada, e quando dois ou mais corpos desses são postos em movimento, eles influenciam-se mutuamente, de acordo com o peso da sua massa e campo de proximidade. Contudo, com respeito aos corpos celestes, há outras forças de infinita variedade a considerar; o seu conteúdo químico, o seu tamanho e velocidade de rotação, os seus campos de repulsão e de atracção. Mas existem interminável número de livros sobre astronomia de bom calibre. Nós apenas tocamos o assunto de tempos a tempos à medida que estes escritos prosseguem.
Só mais uma coisa antes de terminarmos este capítulo em particular; os vossos cometas existem às centenas de milhar, e são os geradores e semeadores do pólen cósmico, que decompõem e criam e dispersam uma energia nova e viril por todo o vasto vazio. Apesar do seu tremendo tamanho, muitos deles possuem uma estrutura relativamente leve. Fossem eles dotados de matéria pesada e sólida, à semelhança da terra ou dos outros planetas e a sua enorme velocidade criaria uma tal fricção a suportar que os queimaria ou faria explodir antes que percorressem um milhar de milhas desde o seu ponto de origem.
O trabalho dessas “abelhinhas mágicas” possui um vasto alcance, por não só recolherem detritos cósmicos e os converter de volta em energia útil, mas eles correm tão próximo dos sóis que por vezes passam mesmo pela corona e roubam enormes quantidades de energia calorífera para abastecerem outros corpos, cuja posição é demasiada remota relativamente a qualquer dos sóis para obterem calor directo.
Enquanto os cometas roubam vastas quantidades de energia dos sóis, os sóis estão constantemente a ser fornecidos de matéria mais ou menos solidificada. Vastas nuvens dessa matéria, que chegam aos milhões de milhas veem derramar, a partir de um vazio que é muito mais vasto em raio de acção do que a distância da vossa Terra para com a mais distante das estrelas. Essa matéria é convertida em energia radiante pelos sóis. Os pontos negros ou campos vistos no vosso sol são esses canais gigantes por meio dos quais electrões do átomo esmagado são conduzidos para fora pela força em explosão dos núcleos. Eles são então conduzidos para fora para o espaço por acção da contínua pressão da força da luz. É nesses vastos campos de matéria que os cometas são formados, e a sua construção tem lugar pela acção de linhas giratórias do magnetismo.
Quanto mais vasta e densa se torna a massa, maior a pressão da luz e das ondas sonoras exercidas sobre ela, e se não existirem outros corpos num raio suficiente que lhe proporcione uma força de resistência igual, ela libertar-se-á da sua órbita por entre corpos suficientemente fortes para criar um mais ou menos constante campo de atracção para ela. Independentemente do que os vossos presentes matemáticos procuram demonstrar, nenhuma força constitui uma constante. Por exemplo, certas condições existentes podem sofrer uma mudança súbita e fazer com que um campo de atracção se torne num campo de repulsão. Enquanto aluz é provavelmente a mais fiável, no que toca à velocidade, a sua atracção pode ser modificada pela refração ou total bloqueio, e conquanto tais mudanças não afectem a luz ou a sua velocidade, também isso pode acontecer, quer por anular ou provocar tais mudanças radicais nos corpos em que exercem para não mais que se torne numa constante. Por outras palavras, uma coisa em si mesma jamais constitui uma constante, mas encontra a sua constância no trabalho que empreende. Também isso é verdadeiro no caso do homem. Enquanto o homem agir ele viverá; em qualquer instante em que deixe de agir, ele morrerá. Ou seja, a força da sua acção que ele poderá vir a gastar numa dada coisa terá sida interrompida. Contudo, nem os homens nem as “coisas” podem atingir um estado de perfeita inactividade em qualquer plano da consciência, independentemente do avanço que esse estado apresente. O chamado ciclo da quiescência não é menos um ciclo de actividade. As doutrinas que defendem que o homem ou os mundos entrem num estado de repouso, ou de ausência de movimento, ou de nada, para depois voltarem àquilo que designam por alguma coisa, conquanto inofensiva para quantos desejem dar-lhe ouvidos, não constitui uma doutrina inteiramente correcta.
Os inexperientes vão atordoados sobre a imensidão do espaço, sem saber que a imensidão do espaço na imensidão da Mente Universal e na imensidão da Mente Universal constitui a imensidão do Verdeiro Eu.
Os vossos cientistas desejam saber se a crença que têm na expansão do vosso universo é verdadeira; podemos assegurar-lhes que é, pela simples razão da consciência do homem estar a expandir-se. Não nos apraz repetir-nos, mas muita vez achamos necessário a fim de dizermos a mesma coisa, embora por meios diversos. Há pouco tempo foi-lhes dito que vocês só teriam duas fontes fiáveis de conhecimento no vosso mundo físico – designadamente, a ciência e a filosofia. Se alguma dessas luzes falhar ou se obscurecer, a vossa civilização desmoronará na poeira como aconteceu com todas as outras grandes civilizações antes de vós. Por mais delicados e exactos que os vossos instrumentos científicos possam ser, queremos que saibam que as mentes que os conceberam e construíram são vastamente superiores em todos os aspectos a esses instrumentos. Por conseguinte, podemos seguramente assegurar que o instrumento mais exacto que o homem consiga imaginar nada mais conseguirá que registar certos aspectos de um fenómeno qualquer que possa ter lugar num momento particular no vosso mundo físico e químico; mas quanto à aceitabilidade das verdades dos aparentemente fenómenos existentes, só a mente poderá e conseguirá decidi-lo. Tudo quanto os instrumentos físicos conseguirão alguma vez conseguir será registar movimento e jamais a verdade do movimento.
(continua)
Charles Lingford (1947)
Um dos controladores do falecido médium Mark Probert, "faleceu" na volta do século 19 para o 20, jovem. Certa vez dançarino e animador, nunca casou. Demonstrava uma inteligência sagaz e activa, para além de um excelente sentido de humor. Ocupa-se com a música e a pintura assim como com questões filosóficas e científicas - conforme observa.
Quando será que vocês, gente, aprenderão que existem mundo dentro de mundos - que os mundos etéricos e o vosso plano se interpenetram mutuamente? Bem sei que não devia correr o risco de falar sobre esses discos, conforme lhe chamam, pelo menos até os ter investigado mais a fundo. Mas não são naves construídas no vosso planeta* nem tão pouco é necessário presumir que sejam provenientes de outro planeta. Parece impossível meter-lhes na cabeça que os objectos podem passar do plano etérico para outro nível da matéria e materializar-se aí, a seguir ao que, desaparecem por via da desmaterialização ao regressarem à condição etérica.
Esta é a perfeita analogia da materialização testemunhada nas salas de sessões, que muitos dos vossos eruditos tiveram ocasião de testemunhar. Não só as formas humanas são materializadas, como os objetos sólidos surgem "miraculosamente," frequentemente trazidos de longas distâncias. Vocês chamam-lhes aportes, mas um aporte é desmaterializado de modo que apenas o padrão etérico permaneça, para depois os átomos originais serem recompostos no padrão ou molde e vocês ficam com um objecto materializado. Pois bem, esses "discos" que tanto os intrigam também provêm do mundo etérico, e podem regressar a ele. O propósito de tais visitas é simplesmente o de captar a atenção, a fim de os despertar.
* Actualmente amplamente aceite (Janeiro de 1057). Até ao presente o seu "propósito" parece centrar-se numa "acção de regulação" de um tipo qualquer, com respeito aos assuntos relacionados com o osso planeta, e provavelmente ligado com condições sísmicas.
Deverão dar-se muitos avistamentos estranhos, conforme geralmente lhes temos dito nestas reuniões. Fiquem atentos a eles. Esses "discos" praticam a sua velocidade vertiginosa em parte por causa da forma peculiar que têm e movimento que adoptam... A ignorância intencional e a hostilidade que vocês nos vossos tempos demonstram para com os estudos astrais e etéricos é espantoso. Esses visitantes não são humanos descarnados mas habitam no seu próprio mundo composto por matéria que os vossos sentidos não conseguem perceber directamente, e que, consequentemente vocês imaginam não poder existir.
Charles Lingford (1953)
O que quer que subsequentemente for descoberto com respeito a este particular tipo de fenómeno aéreo, um facto excepcional virá a ser  (a descoberta) de que o espaço não é aquele vácuo que há tanto tempo tem sido considerado que é. Um outro tipo de fenómeno também bastante impensável aos olhos dos vossos cientistas, chamado teleportação, virá a ter que ser mais ampla e seriamente estudado. A verdade é que, não obstante a enorme distância em que um corpo se possa encontrar de outro nos espaços estelares, a "Natureza" tem maneira de mover toda a sorte de coisas desde um destes corpos para outro - chamada teleportação - o que reprova o dito que defende que "tudo quanto sobe deva obrigatoriamente descer."
Parece-me bastante estranho que tão poucos tenham pensado associar os "discos" a todo o interminável tipo de fenómenos aéreos, tal como aqueles encontrados numa enorme quantidade de obras com cunho de ironia ou jocosidade como as  de Charles Fort. Quando se faz menção ao facto dessas coisas caírem, voarem, caminharem ou rastejarem de outras coordenadas do espaço-tempo a que vocês se referiram como Éteres, toda a gente brada - "Mas eles são sólidos!" Pois bem, aleluia, por serem tão abençoados, meus filhos! Também eles são! Assim como é abençoada a vossa Terra e os biliões de outros corpos que compõem os diversos universos ilha. Mas uma vez mais, tudo depende do que se queira dizer com o termo "sólido." Tal termo designa apenas um de entre diversos estados do que é livremente referido por matéria num dado momento. Nem a vossa Terra nem nenhum outro corpo no espaço veio de um "vazio" ou de um estado de niilismo. E dizer que qualquer deles seja gerado a partir de um "campo de poeira primordial astral" (ciência), ou que o Senhor o tenha feito em seis dias e que o acabou no sétimo (religião) é suficiente para nos desencadear um riso histérico. Essa "poeira primordial" não obstante o facto de lhe poderem chamar energia pura, ainda precisa sair de alguma coisa, e essa alguma coisa precisa ter particularidade por natureza.
O facto de o estudo do que é chamado luz e quanta parecer ter sido tirado da teoria particular e acrescentar alguma coisa chamada onda não altera o facto de TUDO ser dotado de uma natureza particular, ou a lei da mudança seria invalidada. Eu creio, contudo, que o maior problema patente no campo da física seja o significado que presentemente se acha ligado ao termo átomo. Um átomo não é uma coisa em si mesma que se pode decompor em partes. Derramar uma corrente de balas de neutrão sobre um átomo de urânio não o esmaga nem o despedaça em bocados, por na verdade, embora eu afirme de modo bastante exacto que tudo seja relativo a partículas (em suspensão), não se pode pensar no termo como querendo sugerir um bocado final de alguma coisa, mas em vez disso como um campo de movimento e um grau de frequência expandido ou contraído num dado rácio -- como por exemplo, se pode dizer de uma bomba atómica que expluda: "Uma estrela anã no sistema solar do universo do urânio tornou-se numa Nova gigante" -- o que simplesmente quer dizer que um campo de energia se estendeu mais no seu modo de movimento, e necessita de um volume maior de espaço para poder operar. Seja como for, seja em que extensão mensurável em que um corpo possa operar, ele descarrega de si mesmo outras bandas de energia num raio sempre crescente enquanto infinito, mas até ao presente as vossas mentes científicas ainda não conseguiram idealizar um instrumento suficientemente sensível que fosse capaz de detectar tais campos de acção.
E é a partir desses que não só os Discos fazem a sua aparição nas vibrações mais baixas, como também aquelas coisas como quedas de neve, rios de sangue, e materializações de objectos e de antigos seres vivos. (NT: Assim como chuva sem nuvens, mas isso levar-nos-ia a inferir no campo dos Índios Xamanes)
CHARLES LINGFORD (Jullho de 1947)
Lingford: Sim, ouvi a opinião que FGH deu. No devido curso do tempo descobrirão que essas coisas (Discos) revelarão a sua própria história. Vocês sabem a partir dos vossas leituras e estudos que se deram muitos desses fenómenos. Tal como actualmente estão a vê-los em vastos números e por vastas regiões, por o mundo estar em grande sentido preparado para eles. Tudo quanto actualmente necessitam é e um pequeno empurrão para despertarem.
Pergunta: Nesse caso na presente altura não encontra razão para alterar a interpretação que deles faz?
Lingford: Não, não tenho. Supõem sequer por um instante que algum material real como o que conhecem possa irromper ligeiro pelos céus sem entrar em chamas? Não quero dizer que não seja material, só que o material é tal que pode suportar o calor e a velocidade.
Pergunta: Esse material de construção existirá no nosso plano, talvez soba a forma de uma liga?
Lingford: Sim, um tipo de liga. Virão a existir mais, e talvez de tipo diversificado.
Pergunta: Achar-se-á familiarizado com a doutrina dos Lokas?
Lingford: Não. A única coisa que posso dizer com respeito a essas coisas (Discos) é que a condição ou estado de que provêm é etérico e envolve a materialização e a desmaterialização.
Pergunta: Existirá alguma relação entre esses discos e as coisas que têm sido encontradas (caídas)?
Lingford: Há diversas maneiras de mover as coisas por controlo remoto que não aqueles que vocês conhecem. Existem energias que permanecem desconhecidas para a ciência. Lembras-te dos retractos que o Dr. Cosman tinha? Lembras-te de ter visto essas coisas no céu? Eles são o mesmo tipo de seres que criaram esse fenómeno dos discos. Terás notado o tamanho gigante que eles assomam?  Eles são habitantes etéricos que nunca conheceram a vida física. Estou a referir-me aos vossos "discos voadores." Eles provêm desse plano da existência.
Pergunta: Algum desses discos traz tripulação?
Lingford: Os maiores, sim; os mais pequenos não... (P) Sim, eles são controlados a partir das naves que carregam a tripulação. Algumas fogem e tornam-se como papel e desvanecem-se... (P) Não, elas não regressam a nenhuma outra taxa vibratória em tais casos. A energia regressa à procedência; elas desintegram-se, perdem a identidade. Isso explica o que acontece àqueles que parecem aterrar. A força e a estrutura desintegram-se... (P) Se existirem seres num disco que se desintegre, eles simplesmente regressam ao mundo etérico de que tiverem emergido... (P) Não, vocês não conseguirão qualquer informação dos vossos "superiores." Não, elas não estão a ser retidas, estão a ser objecto de explicações (interpretações) Contudo, eles deverão prosseguir até esgotarem as explicações e as pessoas ficarem de novo curiosas.
Pergunta: Nenhuns relatórios há vários dias…?
Lingford: Eles mudaram o seu campo de operação. Eles têm um mundo para cobrir. Há uma razão para todas as coisas e eu creio que uma das razões para que os discos seja o de demonstrar às pessoas do mundo a existência de formas de viajar mais rápido eliminando o atrito. Eles podem permitir que uma ou duas dessas coisas aterrem de modo a serem examinadas e experimentadas. Desse modo vocês descobrirão como construir naves que viagem pelo espaço e talvez consigam descobrir um novo planeta para darem início a novas guerras.
Sim, creio que o homem venha a abandonar este planeta, mas não por muitos dos próximos anos. A natureza é vasta e o homem enquadra-se enquanto parte dela. Ele poderá tentar destruir-se mas não será bem-sucedido e isso deixá-lo-á infeliz. Mas chegará altura, e a ciência sabe disso, em que se a raça humana esperar sobreviver, precisará encontra rum novo planeta onde possa consegui-lo.
Pergunta: Reconhece a existência de planetas etéricos?
Lingford: Ah, sim, existem planetas etéricos e planetas gasosos que estão justamente a formar-se em matéria sólida. Estão a ser criados novos a toda a hora. Sim, pode-se dizer que tenham origem nos Lokas… Sabem, estou a ficar cansado. O problema que tenho no meu mundo é o mesmo que existe no vosso – demasiada conversa e nada de realmente satisfatório. Hão-de deparar-se com tal situação em todos os mundos e em todos os estados de consciência.
Pergunta: Então não existe qualquer céu, Lingford?
Lingford: Se existir vocês não se sentiriam felizes lá. Sem tédio teria que existir um estado de inércia. O homem precisa sentir-se infeliz para poder existir. Assim que se tornar perfeitamente feliz, torna-se não existente…
Há algum tempo um dos vossos controladores insinuou que em muitos aspectos o homem era uma criatura impressionante. Não encontraria palavras para lhes dizer o quão impressionante ele realmente é. Apresenta horror sobre horror – assim coo beleza para além da concepção – a sua natureza multifacetada é espantosa... Quero acrescentar algo acerca dos discos, não lhes transmitimos nenhuma informação errónea. As profecias dessa mulher, que dizem que os discos são de origem Russa, estão erradas. No presente não existe nenhuma informação nova, mas essa da origem Russa é ridícula. Eu sei que eles vêm do mundo etérico.
(NE: O leitor reparará de novo na data desta secção. O controlador Lingford evidentemente não captou a magnitude da incursão dos Discos ou o seu profundo significado – pelo menos conforme estas são agora parcialmente entendidas. Mas nada na sua declaração anterior foi desacreditado por eventos posteriores, e a declaração que proferiu em 1953 dá prova disso)
(Repito aqui um aspecto levantado anteriormente – de que a possibilidade de se obter informação fiável por intermédio de meios paranormais da mediunidade de transe profundo é quase tão importante quanto a incursão dos próprios Guardiães. Todo este folheto constitui um argumento incontestável em benefício desta extraordinária certeza. Não constitui novidade no mundo, evidentemente, embora improvável e fantástica para a nossa pseudo ciência e sapiência ocidental.) Mead Layne
Thomas Edison (1947)
Bom, que tal me estou a sair? (referindo-se à dificuldade que sente no controlo.) Não, nunca falei através de um médium desta maneira antes, mas certa vez falei através de um trompete no Lily Dale (centro espiritualista de Nova Iorque). Eu fui Thomas Edison durante a minha vida no vosso plano. Procedi a muitos experimentos secretos num esforço por recapturar e produzir sons feitos em épocas passadas e preservados no éter. Ainda creio que isso seja possível e que venha a ser conseguido. Na altura dispunha unicamente de uma hipótese com que trabalhar, mas frequentemente temos que usar uma hipótese para dispormos de um ponto de partida.
Pergunta: (Relacionada com a forma como conseguiu chegar até ao médium)
Bom, vocês têm aqui um grupo muito invulgar que se interessa pelo tipo particular de sessões a que dão continuidade. Prossigam com esse trabalho e será provável que venham a conseguir algumas novidades bem estranhas. Se o publicitarem serão ridicularizados, mas acontece que eu também fui.
Com respeito a esses discos que estão a despertar tantos comentários – receio um pouco que eles venham a causar problemas… (P) Quero dizer, podem dar lugar a pânico. As ideias que tenho com respeito a eles são muito semelhantes às apresentadas por Lingford. Eles são de natureza etérica, e materializam-se espontaneamente, ao entrarem na taxa vibratória do vosso mundo da matéria densa. Penso que isso venha a criar um monte de problemas. O maior problema, claro está, será com os cientistas – eles não conseguem entrar na maneira correcta de pensar com respeito a tais problemas… (P) Acontece que estão a surgir exactamente agora por o vosso mundo se encontrar agora nessa fase do pensamento. Entendes onde estou a querer chegar? Virão a surgir muitos outros tipos de naves aéreas estranhas igualmente. Aquele Corrida (Kareeta) de que escreveste no ano passado era do mesmo tipo, de construção etérica. Era uma nave experimental... (P) Essa gente assemelha-se bastante a vós, mas são muito maiores.
(P) Sim, penso que possa ser correcto dizer que eles provêm dos Lokas. Não, eles não veem do astral, nem de nenhum dos planetas que vocês conhecem. Eles veem de um planeta etérico que os vossos sentidos não percebem. Alguns dos discos trazem uma tripulação, mas outros são manobrados por controlo remoto…
MAHARAJAH NATCHA TRAMALAKI
A história concernente a este personagem assenta no facto de ter sido filho de mãe Inglesa e de pai Indiano. Ele nasceu em 1848 em Dacca, na Província de Bengala. A sua família era extremamente rica e possuía vastas propriedades às portas de Bombaim. O seu pai desejava que ele se tornasse médico e enviou-o para o colégio médico em Oxford, mas ele era por natureza poeta e filósofo e assim, após receber o seu grau académico final em medicina para agradar ao seu pai, ele subitamente desapareceu. A história diz que ele passou cerca de dez anos a viajar pelas regiões mais remotas do mundo e a estudar com homens de tantos credos religiosos e filosóficos sobre o homem quantos os que conseguiu deitar mão. Em 1915 ele finalmente regressou ao seu lar em Bombaim onde morreu confessando não ter encontrado qualquer resposta para a vida que lhe trouxesse paz de espírito; e que todas as interrogações motivavam outras interrogações e que todas as respostas não passavam de meras opiniões pessoais que nada lhe diziam. Agora afirma que a única resposta para a vida no seu todo reside em questionar nada – apenas SER, enfrentar todas as situações com tanto desapego quanto se puder reunir.
CRIAÇÃO (continuação)
MAHARAJAH NATCHA TRAMALAKI
Quando uma vasta secção do Vazio Negro foi preenchida com todo o género e feitio de corpos celestes, foi enviada uma palavra aos Arcanjos do Etérico Inferior a dar conta de que o seu novo plano de consciência estava pronto para ser experimentado.
Uma vasta e portentosa hoste de Arcanjos foram então iniciados numa Ordem muito Santa, que veio a ser um grupo profundamente secreto que se chamava a si mesmo Yah-Sue, que quer dizer: “Crentes da Santa Ilusão.”  Por mais avançados que esses grandiosos Seres Angélicos em termos de percepção mental, não possuíam a sabedoria nem o conhecimento do estado de consciência Senhor Supremo, pelo que não conseguiam compreender o método de meditação que os levaria para o Vazio Negro, pelo que foi realizado um rito grandioso, e foram daas explicações com respeito aos novos mundos e às prováveis condições com que se deparariam neles, assim como as possíveis mudanças que poderiam ser feitas à medida que o tempo prosseguisse; além da forma com escapar a esses corpos, de volta para o seu estado original, onde e caso as condições existentes não se provassem favoráveis.
Com essas instruções, os Senhores Supremos induziram um grande sono nas hostes Angélicas dizendo-lhes: “Que se faça luz! Despertem ó meus irmãos, do vosso mundo profundo da Consciência Interior” Deixem que a luz da percepção exterior agora prevaleça sobre vós! E deixem que esta luz se divida da Consciência Interior!”
O Professor Alfred Luntz nasceu em 1812 e morreu em 1893. Teve descendência Inglesa e Alemã. Após completar o secundário em Eton matriculou-se na Universidade de Heidelberg, onde estudou filosofia e religião comparada e em Oxford, onde recebeu o seu doutoramento. Foi ordenado padre por volta dos 40 na comunhão Anglicana. Não ficou surpreendido ao descobrir que tinha sobrevivido à morte, mas ficou aturdido ao perceber que não existia céu nem inferno, conforme tão eloquentemente tinha pregado e acreditado. Ele tornou-se num membro do Círculo Interno dos controladores de Mark Probert no ano de 1946.
Quando os Arcanjos do Alto penetraram no novo estado mental chamado “Vazio Negro”, não ficaram de todo chocados nem confusos com a gloriosa visão com que foram confrontados, por se acharem sob o controlo e orientação das mentes dos Senhores Supremos – que, eternidades mais tarde na história do homem, foram referidos por certas escolas do oculto, como o Grupo Espiritual que governou as actividades do homem no Plano Terreno, até ele, homem, adquirir suficiente experiência terrena para receber a sua liberdade de operar por iniciativa própria. Desse Grupo Espiritual falaremos extensivamente mais a diante.
Foram dadas ordens às grandes Hostes Angélicas para irem investigar os enormes corpos ardentes que pareciam rugir através do negro de tinta do Vazio a enormes velocidades. Uma das primeiras coisas a ter em atenção dos Elevados Arcanjos era o estranho facto do movimento ter adquirido novas propriedades. Não só a substância desses corpos ardentes parecia ser alguma coisa em si mesmo, e inteiramente separada deles como pareciam mover-se independente dos outros corpos que os rodeavam; e quando os Arcanjos penetraram nesses corpos ardentes, descobriram que a sua consciência não se misturava com a substância mas permanecia bastante separada dela, e que ainda se movia ao seu redor. Os Arcanjos do Alto passaram o que equivaleria a muitos milhões de anos a investigar esses corpos enquanto eles passavam pelos intermináveis estados de alteração. Todas as condições de mudança eram devidamente registadas e enviados relatórios detalhados para os Senhores Supremos onde – no decurso do tempo – foram entregues de volta ao homem à medida que ele próprio progredia e crescia em termos cerebrais e mentais.
À medida que esses corpos flamejantes gasosos se foram tornando mais ou menos sólidos, os Elevados Arcanjos notaram que as substâncias de que eram compostos se moviam cada vez com menor violência. Parecia-lhes que o movimento cristalizava e eles acharam cada vez mais difícil lidar com a substância. Inicialmente pensaram que essa condição peculiar se devia ao facto da substância ser feita de matéria mais leve do que os seus próprios corpos, mas por fim chegaram a compreender que acontecia justamente o contrário; os seus próprios corpos estavam em falta; com base no que os Arcanjos do Alto retiraram a sua consciência nos seus novos mundos e reuniram-se em conselho, com os Senhores Supremos a intervir ocasionalmente, quanto ao que de melhor podiam fazer para superar essa nova condição, por ser considerado inútil prosseguir na investigação desses corpos, a menos que encontrassem algum meio para estabelecer contacto directo com eles. Esse, pois, foi a sua desesperada necessidade – de contacto directo.
Bom; deixem que paremos aqui por instantes e procuremos explicar o que poderá parecer a alguém sem treino em metafísica uma coisa estranha – o uso que fazemos do termo “corpos” com respeito aos Elevados Arcanjos do Alto. Em todos os estados de consciência de uma pessoa, o impulso conhecido por consciência sempre tem um corpo para viajar; e quanto a isso, tudo deve ter um corpo para viajar, porém – e isto é muito importante saber – nem a consciência de um indivíduo nem uma chamada “coisa” necessitam saber ou ter consciência do seu corpo, ou de possuir um corpo. Um corpo ou forma constitui um mero campo de consciência expandida; e esses campos de consciência acham-se melhor apetrechados para o trabalho ou experiências que possam apresentar-se pela frente da consciência que os tenha criado. A mente cria e destrói de acordo com a necessidade particular do momento e nem sempre tem o que vocês chamam de consciência da sua acção.
Deixem que conduzamos esta ideia ao vosso mundo físico, em prol de uma maior clareza: os vossos batimentos cardíacos e todos os vossos órgãos internos trabalham noite e dia sem que a isso sejam induzidos conscientemente. Todo o vosso corpo atravessa mudanças constantes e rápidas, sem qualquer assistência consciente da vossa parte. Isso é o que é chamado actividade sub-consciente, mas – creiam-me – “subconsciente é um termo inapropriado, por o consciente saber da mais pequena acção que move; ele apenas não transmite o conhecimento que tem ao veículo particular em que está a operar no momento. A forca nunca diz: “Vou mexer um corpo, mas move o corpo e deixa esse corpo usar a energia (da força) em função das suas necessidades particulares, e um corpo que tenha sido assim posto em movimento pode descobrir infinitas implicações só pela forma como a força o terá movido. O propósito que tenho em dizer isto a todos não é o de os deixar a questionar no escuro com respeito à Consciência e ao corpo e às relações que têm entre si.
Os Senhores Supremos dirigiram-se à assembleia dos Arcanjos do Alto e disseram; “Ah, Irmãos da Nova Luz, a dificuldade com que agora se veem confrontados não está no vosso novo mundo mas em vós próprios e daqui em diante, se quiserem avançar e crescer no vosso novo mundo, acharão que isto seja uma verdade que vale a pena seguir. Até agora, enquanto estiveram na posse do que é conhecido por “formas” ou “corpos,” não tiveram consciência deles como algo separado ou aparte de vós próprios; mas agora, e devido à necessidade da ocasião, ordenamos que tomem consciência desses corpos.” Com isso os Senhores Supremos proferiram um mantra sagrado em tons profundos e vibrantes que levaram ao Arcanjos a sentir como se uma luz bela e vibrante tivesse passado por eles.
“E agora, antes de partirem de novo para os vossos novos mundos, dizemos-lhes o seguinte: os corpos de que agora têm consciência só se prestam para as vossas presentes necessidades; as substâncias de que os novos mundos são feitos acha-se sujeita a rápida e interminável mudança. Tais mudanças não se conformarão a vós, pelo que, se esperarem viver em harmonia com esse novo mundo, precisarão conformar-se a ele e às suas mudanças; caso contrário perecerão.”
Os primeiros corpos que os Arcanjos usaram ou com que vieram ao plano terreno eram enormes e variavam desde quarenta pés até cinquenta pés de altura (12 a 15 metros, mais ou menos), eram poderosos, e não conheciam o medo. Mas a Terra era estéril e todo o tipo de cultura era constantemente abalada e separada por choques terrestres devastadores e por ventos assustadores de intenso calor e frio; agora que os seus corpos eram da mesma taxa vibratória que a da Terra, eles careciam de substância da mesma vibração para a sustentarem, o que não podia ser encontrado em parte nenhuma; em consequência de tudo isso, em breve pereceram ou abdicaram dos seus corpos físicos. Mas em vez de entrarem de volta no Baixo Etérico e de recobrarem o seu estado de Arcanjos, penetraram num estado de consciência a que chamaremos de “Baixo Astral.”
Esses primeiros pioneiros da experiência do vosso mundo tiveram as suas experiências terrestres e fracassaram no acomodamento das condições existentes da Terra. Uma vez que o Astral era a única porta aberta para a liberdade para eles das intoleráveis condições proporcionadas pelos elementos da Terra. Aí podiam esperar, por assim dizer, e manter consciência de tudo quanto se passava na terra, mas não conseguiam penetrar fisicamente nas suas actividades, por algum tempo.
Então, durante mais uns milhões de anos, a Terra foi inundada e alagada de ponta a ponta por chuvas ferventes, chuvas avermelhadas em certas partes da terra e chuvas negras – do tipo que parecem pensar ser fenomenais actualmente, a cuja razão os vossos presentes cientistas quase responderam quando afirmaram dever-se a partículas de poeira. Mas a origem da poeira não era recente, pois muito tempo antes das inundações verificaram-se ciclos de milhares de anos de total seca que racharam e pulverizaram a superfície rochosa da Terra, assim como ventos escaldantes de centenas de milhas por hora que varriam a terra e projectavam triliões de toneladas de poeira rochosa milhares de milhas no espaço.
Após o enorme dilúvio, seguiu-se um quase idêntico período de contínuo bom tempo em que o Sol fez evaporar quase toda a água da superfície da Terra. A atmosfera da terra, muito mais rarefeita nessa altura, a matéria superficial de que era composta apresentou menos resistência à acção de evaporação da água por parte do Sol em consequência do que, triliões de toneladas de partículas de água foram carregadas milhares de milhas para o exterior, para além da atmosfera terrestre, para onde acorreram e onde formaram uma vasta banda fria onde rapidamente formou um globo de gelo ao redor da Terra.
Numa primeira impressão, supor-se-ia que uma condição assim vedasse os raios do Sol e provocasse o congelamento da Terra; mas ocorreu o contrário. Amenizou o calor da radiação solar de tal modo avir por uma primeira vez junto da Terra, e caso a acção feroz dos raios solares tivessem continuado, a vida vegetal que estava a chegar não teria sobrevivido à sua experiência inicial melhor que os Arcanjos ou o Homem.
A enorme barreira de gelo também manteve os ventos selvagens que rugiam pelo espaço interestelar, de chegarem à Terra. A atmosfera terrestre tornou-se quente e a humidade era pesada e densa. Os enormes ventos que tinham varrido vastas quantidades de partículas terrestres para o ar para serem tratadas por raios violeta vivificantes provenientes do Sol, há muito que tinham regressado à Terra, transportada pelas partículas de água; e embora o sol tivesse levado a maior parte da água da superfície da Terra para formar a barreira de gelo no céu, deixou enormes lagos nela, de forma que que quando a barreira de gelo bloqueou os enormes ventos da terra, esses lagos de água tornaram-se praticamente imóveis. Então enormes enxames do que o vosso amigo, “O Auxiliar! Referiu como “germes” etéricos de vida – mas que eu chamarei por um nome que melhor conseguirão compreender como “Globos Vitic” – estabeleceram-se nas quase imóveis superfícies desses lagos. Esses minúsculos pontos de luz constituem forças de vida inteligentes emitidas pelos Senhores Supremos desde o elevado Etérico Superior, cuja função era a de criar ou duplicar a beleza cénica do Etérico Inferior, de modo que, quando o homem ou os Arcanjos do Ato fizessem a sua segunda tentativa para colonizar a Terra se sentissem mais em casa.
Essas pequenas criaturas que por vezes gosto de referir como ovos etéricos, porquanto eles vieram a repousar na superfície das águas, passaram a operar nos químicos então existentes ou matéria morta nas águas, e formaram aquilo a que chamam escória à superfície, assim formando uma estrutura física suficientemente forte – que foi conseguida pela lenta evaporação das águas. À medida que as águas eram absorvidas pelo ar húmido, enormes quantidades dessa escória da superfície foi deixada em terra seca, onde começou a tornar-se ácido e fermento muito rapidamente.
Todas as mudanças na matéria são produzidas pela força da Mente Cósmica, ao actuar sobre aquilo que chamam forças cruas ou mortas chamadas químicos; por outras palavras, uma força positiva que opera num campo negativo, que rearranja os campos electrónicos da matéria crua de modo a criar uma vasta variedade de composições químicas. O propósito de criar uma vasta variedade de composições químicas era o de formar um campo positivo-negativo, que consistia numa infinita variedade de movimento ou de diferentes taxas de vibração. Algumas dessas taxas de vibração diferiam umas das outras por fracções infinitesimais, e outras atingiam tal velocidade que saiam do campo do que vocês chamam sólidos e entraram no campo do que chamam de líquidos e gases. Claro que, grandes porções das vibrações chamadas líquidos e gases desaceleraram eternidades antes e formaram os sólidos. Quer dizer, as suas taxas de vibração abrandaram a ponto de se adequarem mais aos habitantes que estavam a chegar.
PROFESSOR ALFRED LUNTZ – 1948
Voltemos as nossas mentes para o que vocês percebem como tempo, e mesmo para os começos do mundo. Se olhassem com a visão física, não veriam nada excepto o que lhes pareceria como um vasto e interminável vazio; mas façamos uso de uma visão de um alcance superior de vibração e olhemos de novo. Agora, que veriam? Uma visão de tal modo espantosa, majestosa que, se a vissem enquanto se encontram no corpo físico e despreparados, na verdade ficariam loucos. Por agora estarem a olhar para o mundo Etérico. Só o tamanho de tudo nele deixar-lhes-ia a imaginação cambaleante. A vibração, a pulsação, as cores iridescentes, repleto como se encontra de vida vegetal, os animais e pássaros; o tamanho e a beleza dos edifícios, bibliotecas, salões de leitura, salões de aprendizagem, vastas catedrais, os órgãos gigantes, orquestras compostas por todos os instrumentos existente no vosso plano da Terra e mais, muito mais de que ainda nada sabem – dezenas de milhares a tocar ao mesmo tempo e a música que emitem deveriam levá-los às lágrimas para o resto dos vossos dias por todo o poder e doçura de timbre e perfeição da harmonia; homens e mulheres de grande altura e estatura, de corpo e mente perfeitos, a perambular em robes esvoaçantes de cores brilhantes – alguns com cabeças majestosas e de cabelos dourados, avermelhados e enegrecidos pelas costas abaixo, e ondas vivas e reluzentes, e barbas ricamente esparsas semelhantes a seda delicada; mulheres imponentes dotadas de uma pele semelhante a setina e a reluzir de saúde.
O ar que respirariam seria mais puro que hálito de bebé, por o ar neste mundo não ser formado por partículas, conforme os vossos cientistas pensam conhecer esse termo. As coisas não se movem ao redor do jeito a que se poderá chamar movimento direccional, mas por movimento vibratório apenas. Talvez eu possa tornar tal situação um pouco mais clara ao dizer que, “Dado que na essência todas as forças constituem verdadeiramente uma só, quando uma coisa ou pessoa deseja mover-se, o desejo automaticamente mistura a força energética dessa coisa ou pessoa com a coisa para que deseja passar; por outras palavras, é o movimento do neutrão e do protão – uma completa troca de energias por que uma coisa se torna na outra.
Apenas quando se baixa à condição do etérico inferior é que se começa a deparar-se com os estágios iniciais das substâncias particuladas ou o movimento direccional. No físico, para que uma substância se torne numa outra, dá-se uma mudança ou reorganização do padrão atómico. Isso representa o começo do que chamo de movimento direccional. Foi num período ligeiramente anterior ao movimento direccional que o homem físico perdeu, na sua maior parte, a capacidade que tinha de controlar a substância com a energia mental e precisou inevitavelmente reverte-lo para as suas mãos – enquanto extensões da mente que são.
De notar que refiro “em grande parte” e não por completo; por ser facto conhecido que existem na Índia, mesmo no vosso tempo, indivíduos que alcançaram um tal ponto de domínio do seu ser que podem fazer com que as flores cresçam e desabrochem diante dos vossos próprios olhos. Reparem no método empregue por esses indivíduos na consecução disso: um completo estado de transe. E porquê um estado de transe? Simplesmente para que se possa tornar na planta. Com isso refiro que a substância da sua mente pode penetrar a substância mental da semente da planta.
Talvez ficasse mais claro para vós se o explicasse do seguinte modo: Quando vós, meus amigos, entrais em transe de modo a podermos utilizar o vosso corpo físico, na realidade vocês tornam-se naquele que surge falar por vosso intermédio.
PROF. LUNTZ 1948
Sim, há um noite ou duas eu redigi, por intermédio do corpo, este pequeno ensaio subordinado à vida etérica, mas trata-se de um assunto muito vasto para tratar presentemente. Posso abordá-lo de passagem, mas isso será tudo.
(P) Eu levantei aqui questão, há algum tempo, dos habitantes dos domínios etéricos. Ficaríamos gratos se nos pudesse dizer alguma coisa sobre eles, a sua cultura, caso possuam alguma, etc.
Sem dúvida que terão visto imagens e lido muitas histórias dos “pequeninos seres,” as fadas, os espíritos da natureza. Eles pertencem aos domínios do Baixo Etérico. No Etérico Superior encontrarão gente muito semelhante a vós, mas de maiores proporções. Os seus corpos assemelham-se bastante aos que vocês possuem no plano físico.
(P) Foi-lhes dado algum nome?
Não até à data, tanto quanto me é dado saber. Terei que fazer uma pesquisa sobre isso.
(P) Parece estranho que em todas as bibliotecas do oculto exista tão pouco com relação a eles. Eles alguma vez terão sido investigados a partir do nosso lado?
Foram, por uns quantos que conhecem algo do lado profundo da vida oculta. As referências escritas são muito poucas, mas acho que vocês encontrarão alguns deles na Índia.
(P) Este é um assunto importante, parece-nos.
É, sim. Na pesquisa que fiz na matéria descobri que envolve um mundo glorioso, e que toda a vida – todos os vossos vastos sistemas estelares e de sois e não mais o quê – brotam dele. Tenho muito que escrever, mas por vezes quase tenho receio em falar sobre isto, por para a mente dos habitantes terrenos soar tão fantástico. Estou certo de que é quase incompreensível.
(P) Agora que estamos a tratar de “discos voadores” e fenómenos etéricos que tais, iremos necessitar de muito conhecimento para responder às perguntas.
Eu quero dizer uma coisa: essa coisa que os vossos cientistas buscaram e a que chamaram éter não existe no vosso plano nem no meu, mas no plano etérico.
(P) Mas o éter não permeia o nosso mundo da densidade? Todos os éteres são compostos por partículas, e não homogéneos?
Essa é uma das dificuldades com que nos deparamos – por neste plano particulado da consciência – refiro-me ao mundo etérico – ele não é particulado conforme a compreensão que têm do termo.
(P) Quer dizer que seja aquilo que chamamos homogéneo?
É.
(P) Eu perguntei se existiria algum contínuo e recebi um não redondo.
Por eles não saberem.
(P) Será o movimento possível num meio homogéneo?
É. O que estou a tentar dizer é que é particulado conforme vocês o entendem.
(P) Você fala do mundo etérico – será mesmo um outro plano da consciência acima do nosso?
Não é o que designam por acima; é apenas um nível de consciência diferente…
(P) Existe movimento e entidades vivas numa substância composta de um contínuo de energia?
Existe. Quando redigi por intermédio do rapaz (Mark Probert) sobre a vasta orquestra sinfónica composta por dezenas de milhares de instrumentos – isso não lhes deixou a mente atordoada? Aquilo a que quero chegar é que precisa existir movimento para se poder tocar tais instrumentos.
(P) Eu perguntei isso por não entendermos como um contínuo se pode mover; nós pensamos unicamente em partes que se movem.
É exactamente assim. Em todos os estados de consciência existe movimento, porque sem movimento não existe coisa nenhuma. Para falar também na luz – a luz constitui uma constante. Não viaja a uma velocidade qualquer no nosso campo, no astral ou no etérico, mas constitui uma constante, um constante agora – uma vibração interior.
(P) Os nossos matemáticos não conseguem levar em consideração a possibilidade de um contínuo que se mova.
Trata-se de uma vibração interior, e não de um movimento externo, Essas duas, a ciência material e a metafísica na realidade constituem uma só, só que parecem operar uma contra a outra. Movimento (de laboratório) assemelha-se mais àquilo que designam por – deixa-me cá ver – movimento por pontos, em vez de por linhas; entendes?
(P) Sim, mas o tema será porventura demasiado vasto…
(P) Poderia dizer-nos um pouco mais sobre os pontos e as linhas?
No movimento pelas linhas vocês a luz a ser, ou a parecer ser, projectada de um ponto para outro. Na vibração por potos, vocês têm corpos singelos a brilhar em si mesmos periodicamente; ou talvez isso pudesse vir pela teoria quântica.
(P) A teoria quântica é utilizada em televisão, devido ao uso dos pontos vivos e resplandecentes – será isso que está a tentar fazer chegar-nos?
É coisa muito difícil de explicar.
(P) mas tornar-se-á mais fácil á medida que a televisão se tornar compreensível.
Sim, tornará.
Vou mudar de assunto por um instante, e devido a que Rama Ka Lo não possa aqui vir esta noite, vou falar um pouco sobre os “Discos Voadores.” Espero que o achem interessante, por ser importante. Foi-lhes dito pelas vossas autoridades que vocês têm “manchas nos olhos,” pelo que acho que esta seria a ocasião indicada para o “oftalmologista.” Razão, razão pura! É o que exigem os vossos cientistas. Se eles tivessem descartado esse “pureza” teria sido excelente! Os discos, os discos espaciais – ou porventura ilusões, histeria de massa, histeria de massa! Até eles surgirem ninguém padecia de histeria. Bom, não estou a criticar os vossos governos, mas neste país é suposto as pessoas serem o governo (Democracia). Vocês estão a ser protegidos por não serem suficientemente fortes para enfrentar o verdadeiro conhecimento?
Teria sido muito fácil dizer que essas coisas procedem dos planetas. Claro que isso traria aos vossos astrónomos uma ligeira dor de cabeça, ao verem que os situaram a enormes distâncias – a milhares e milhares do que vocês chamam de “anos-luz.” Existirá alguma coisa mais próxima do que planetas? A imaginação? (Eu disse-o primeiro por saber que vocês logo iriam dizer “imaginação”). Se não se preocuparem com essas coisas, tudo bem, por certamente já terem o suficiente com que se preocupar. Mas esses grandes discos procedem do que nós no “Círculo Interno” chamamos de Etérico.
PROF. ALFRED LUNTZ 1953
Parece que o incidento dos discos está a atingir uma notoriedade de um tipo qualquer, e poderá parecer-lhes que algumas das nossas afirmações estejam a ponto de ser desacreditadas. Não nos importamos com qualquer aparente perda de prestígio da nossa parte mas depreciámo-lo por vós. Daí que reteremos uma vez mais que, embora o Dr. Williamson ou o Sr. Adamsky possam ter conversado com um ser de outro planeta, e que o Dr. Williamson esteja em contacto radiofónico com tais seres, não obstante a maioria dos fenómenos relacionados com Discos são de natureza etérica, ou não pertencem à dimensão do vosso tempo.
Esses seres podem provar ser bastante sólidos e capazes de caminhar sobre a terra, e podem alegar existir em Vénus ou em qualquer outro planeta, dentro ou fora do vosso sistema solar - que isso não implica que eles nas suas unidades estruturais sejam humanos da mesma ordem que vós terrestres, ou que não tenham a capacidade de converter os seus aparentes sólidos em matéria invisível à vontade. Tão pouco refuta o facto de serem Guardiães não só da Terra como de todo o sistema solar em que o vosso planeta tem existência.
Ao falar da cultura etérica, vocês sabem evidentemente que nós devemos fazê-lo em termos metafísicos. Existe um considerável conhecimento dos mundos etéricos por entre as ordens Ocultas secretas, mas a mente do leigo nada sabe disso nem pode chegar a saber.
A cultura etérea pode não passar de mais do que fantasia para vós, mas se perseguirem o assunto, chegarão a entender que o vosso mundo da matéria na verdade constitui uma rarefação do éter gerada pelas forças da Involução (Envolvimento, exponenciação) e não da Evolução, e que procedeu do Etérico. O próprio homem constitui um ser etérico e um ser espacial. Muito antes da vossa terra chegar a ser formada o homem já passava de um planeta e de um sistema solar para outro.
Os símbolos possuem múltiplos significados. Aqueles de sandálias têm todos os significados descobertos por vós, e mais ainda.
Essa gente é Guardiã e andam de planeta em planeta. Se se dissesse que “vieram de Véus” estar-se-ia a definir um tipo de orientação generalizada – conforme vocês poderão dizer: “Eu vim do Meio do Oeste.” As formas que assumem diferem ao passarem devido às atracções gravitacionais e outras considerações.
Prof. Luntz, (Controlador) 1950
Bom, se são capazes de ficar aqui sentados a escutar a minha voz enquanto me dirijo a vós por intermédio deste instrumento a quem chamamos “O Rapaz” (por sermos muito muito mais velhos do que ele) e pensam que seja adequado e não algo fora do ordinário, então como poderão considerar essa grande civilização chamada Etérico fantástica e impossível? Que coisa será impossível?
Resposta do auditório: “Nada!”
É a esse entendimento que quero chegar: que o que quer que o homem deseje, ele pode consegui-lo.
Essas naves vieram com que propósito? Principalmente, para proceder a anotações sobre a condição física da própria Terra, assim como do estado de avanço da vossa abordagem científica para com a vida. Sempre que uma civilização alcança um grande estado de avanço de todo o tipo, essa civilização terá atingido o seu auge – e não sei porque a presente civilização deveria pensar ser diferente das outras e escapar à decadência – ou, para o referir melhor – à mudança.
Quando esses Etéricos reúnem tanta informação quanto a necessária, eles guardam-na até à altura em que essa civilização caia. Quando outra começar a erguer-se de novo e depois de ter atingido um certo grau de avanço, estas coisas são passadas às populações da Terra por intermédio dos canais ou organizações místicas.
Há muito a aprender, amigos – muito! Um grandioso filósofo disse certa vez (e não tenho a intenção de ser trivial com respeito a isso) “É mais tarde do que imaginam” Isso não parecerá sinistro? Não é isso que quero dizer; é somente que cada um de vós não tem tanto tempo quanto isso para despertar para a grandeza do vosso ser.
Só para lhes dar um breve resumo: Essas naves são operadas pelas pouco conhecidas leis da acção molecular chamadas calor e frio. Vós estais a testemunhar uma delas neste instante. Porque será que movemos o corpo do rapaz para a frente e para trás desta maneira? Por todos os corpos que se mexem criam calor. O mais pequeno movimento provoca calor até certo grau. Nó usamos essa energia podemos, quando terminamos, devolver, em larga medida, de modo que o rapaz não sofra nenhum mal particular. Também usamos a energia da mulher dele, por a vida sempre comportar um positivo e um negativo. Algum de vocês terá alguma pergunta a fazer?
(P) A nossa presente física combina o movimento ondulatório com o velho movimento molecular.
Nós afirmamos que a luz não viaja, mas que certas partículas alteram as suas taxas de movimento em determinadas alturas, e essas mudanças criam uma taxa vibratória que provoca o que eu só poderei chamar reflecção. Não sei se me tornei claro.
(P) Será a luz um estado contínuo nos éteres?
É, sim.
(P) Nesse caso, que coisa será a escuridão?
Um estado diferente de movimento molecular. Sim, coexistente com a luz.
(P) E a ideia do dia e da noite, será meramente psicológica?
É. Suponhamos que temos aqui uma molécula – num momento apresenta uma vibração baixa; não gera qualquer luz. Depois, ao emitir um tipo de radiação, produz o que é chamado calor. Existem dois tipos de calor – branco e negro.
(P) Ele fará isso por si só, ou será controlado por mais alguma coisa?
Senhor, se eu tivesse um cérebro físico, ele arderia co essa pergunta. Receio que tenha que pensar um pouco nisso, e consultar o “Círculo Interno.” Eu próprio não estou certo disso.
Ramon Natalli foi um personagem que nasceu em 1598 e se tornou um astrónomo que veio a fazer parte da Casa Real da Astronomia em Roma, Itália. Ele foi um estudante de direito, um amigo chegado de Galileu que secretamente combateu a mão sangrenta da Inquisição. Ele próprio foi agnóstico e ficou agradavelmente surpreendido ao descobrir que tinha sobrevivido à morte física e continuou os seus estudos astronómicos no astral. Após ter estado no astral cerca de dois anos ele descobriu duas coisas de enorme interesse: Primeira, que as manchas solares eram tempestades atómicas e segunda, os átomos consistem em fotões de níveis de frequência variada que se movem numa série de arcos quânticos.
RAMON NATALLI (Controlador) 1949
Eis uma outra coisa que desejamos que considerem: Há já muitos anos, muitos dos vossos cientistas que investigam dos fenómenos físicos parece que não perceberam que a “matéria” que compõe as formas e os contornos do nível invisível é muito mais densa do que a matéria do plano físico. Presume-se que, por os vossos sólidos podem ser transformados em líquidos, e depois em gases, e que certos desses gases se tornam invisíveis ao olho nu – devido à ampla separação das suas partes componentes e à grande oscilação do seu movimento atómico – que uma condição similar exista noutros planos da consciência. Se assim fosse, de que forma poderia uma entidade desencarnada pegar na vossa matéria física e espalhá-la sobre o seu corpo? Não, isso não poderia ser conseguido caso a vossa matéria fosse mais pesada e mais densa do que a nossa. Não se conseguiria dispersar matéria mais pesada e mais densa sobre outra matéria que fosse menos densa do que ela própria. Não se conseguiria sustentar sob a tensão.
Contudo, é facto que os corpos electrónicos que giram ao redor do átomo ou núcleo da nossa matéria são reunidos mais próximo do núcleo, devido ao abrandamento da radiação do calor do núcleo. Tal constrição do campo electrónico do nosso átomo confere aos nossos corpos uma maior densidade e elasticidade em comparação com o vosso. Também explica a razão por que o nosso átomo da matéria consegue passar através do campo electrónico do átomo da vossa matéria sem perturbar o seu campo.
A teleportação da matéria e o acto de transportar uma forma material por outra parece ser causa de enorme espanto entre vós. Contudo, é facto que ambas essas formas de actividade constituem funções normais na natureza. Quando vocês descobrirem, conforme virão a descobrir com o tempo, o quão estreitamente se acham ligadas mente e matéria, ou os vários planos do invisível do vosso mundo físico e químico, então compreenderão os muitos métodos da teleportação (possíveis).
Um desses métodos passa pela redução de um corpo físico, animado ou inanimado, para o seu estado etérico pela condensação da sua estrutura atómica. Desse forma pode ser transportado para qualquer lugar no ou ao longo do vasto universo. Por regra, a teleportação constitui coisa dos seres etéricos, embora por vezes também possa ser obra de um espírito desencarnado, e noutras alturas é conseguido por parte de espíritos insensatos que tenham aprendido a manipular a matéria física e que, desconhecedores do imenso bem que podiam praticar com tal conhecimento, desperdiçam a sua energia ao utilizá-la para assustarem ou divertirem aqueles que ainda se encontram no corpo. Porém, o “Espírito” do vosso caso “Bell Witch Case” não era entidade nenhuma desencarnada mas um ser etérico que foi lançado para baixo para o Etérico Inferior dos planos Supremos do Etérico. Ele cometeu alguns actos imperdoáveis em resultado do que foi expulso do seu estado elevado por um tempo determinado. Ele disse a verdade quando afirmou que ele tinha deambulado pelo Céu e pelo Inferno por milhões de anos. O seu “Inferno” foi a descida ao Etérico Inferior.
O homem, seja em que estado for, é um filho do impulso. Todos nós agimos por impulsos, mas por vezes libertamo-nos e permitimos que esses pequenos movimentos no pensamento nos conduzam ao que eventualmente vem a provar-se como a nossa ruína.
Voltemos para o tópico da matéria e de algumas das suas diferentes formas e actividade. Ao se reduzir a matéria moldada a um estado sem forma, vós estais meramente a remetê-la de volta uns quantos estágios de volta à sua condição original, mas não nenhum cientista físico que saiba como a faça voltar à sua condição original; fosse ele capaz de conseguir isso e o bocado de substância que ele assim reduzisse escapar-lhe-ia por completo, e a única máquina por que ele poderia trazê-la de volta ao lugar em que conseguisse entrar em contacto físico com ela de novo seria por intermédio da mente de certos indivíduos, que funcionassem em conjugação com o cérebro.
Ao se reduzir um sólido a um gaz vocês não estão a fazer com que essa substância seja outra coisa que não o que era antes; estão simplesmente a decompô-la e a dispersar os seus componentes, por esse meio conferindo-lhe uma forma ou feito diferente. Gelo e vapor invisível não são duas coisas diferentes, mas a mesma coisa numa taxa de movimento diferente das suas partes.
Quanto mais uma substância físico-química for dividida, mais densas as suas partes restantes se tornam, e consequentemente maior deverá ser a força ou trabalho feito para a dividir de novo. A razão dessa condição parece dever-se a que a pressão gravitacional do éter, em que toda a matéria flutua, se torna maior à medida que as partes são divididas. A elevação dessa pressão é sempre igual às partes retiradas. É por isso que tem sido precisa uma tremenda força para dividir o vosso átomo.
Também deve ser conhecido que quanto mais matéria for dividida e subdividida, maior a radiação de calor que passa a criar dentro de si mesma. Jamais a matéria pode ser reduzida a ponto de uma; toda a natureza funciona com duas ou mais energias e forças a operar em harmonia – e quando uso o termo “duas” faço-o no sentido figurado; por na realidade o acto da divisão, no seu mais profundo sentido, constituir maya, ou ilusão, por nunca podermos realmente dividir nem acrescentar nada a uma coisa. Tudo quanto podemos fazer é produzir uma condição alterada de actividade. Mas se produzirmos tal mudança antes do seu tempo natural, precisaremos ater-nos constantemente ao método empregue na obtenção dessa alteração, ou aquilo que tiver assim sido alterado reverterá automaticamente para o seu estado original.
Um dos mistérios mais profundos que confrontam a mente científica é a origem da matéria. Receio que isso não seja problema que possa ser respondido pela vossa ciência física, mas antes pela ciência metafísica; mas estou certo de que a última diria que a matéria não teve ponto de origem, tal como o homem entende o termo origem. A matéria simplesmente existe. Suponhamos, contudo, que tenha existido coisa tal como ponto no espaço do qual a matéria tenha brotado: o ponto em si mesmo teria que ser feito de algum tipo de matéria que o homem poderia reconhecer e compreender. Mas, uma vez mais, quer esse ponto tenha tido um tamanho submicroscópico ou o tamanho de uma centena de biliões de milhas de extensão em todas as direcções, não poderiam dizer que a sua localização no espaço fosse aqui ou ali a menos que existisse outro corpo posicionado relativamente a esse. Quando se considera isto, pode-se então compreender num melhor grau a razão porque um ponto, por si só, ter qualquer existência.
Contudo, isso é igualmente verdade relativamente a uma linha ou a um plano, por a linha consistir numa série de pontos, e o plano nima série de linhas que são compostas de pontos. Se, portanto, um ponto não tem existência em si mesmo, o mesmo deverá ser verdade em relação a uma linha ou a um plano. Consequentemente, a matéria deverá somente ser o produto da mente.
RAMON NATALI 1950
(P) Importa-se de comentar o que nos pareceu ter sido uma enorme explosão que se verificou em Marte há um dia ou dois?
Foi – uma enorme e terrível explosão procedente de um vulcão gigante que não estava activo há centenas e centenas de anos. Deu-se uma erupção sobre algumas nove mil milhas de território, e um tremor de terra terrível.
(P) Existiriam por lá habitantes que tenham ficado feridos ou tenham sido mortos por ele?
Não habitantes como vós, mas mais como formas de natureza inferior. Já se gerou algum falatório acerca dos fenómenos celestes e coisas que voam pelos vossos céus; alguns parecem pensar que eles venham de Marte ou de Vénus – eles vêm, só que não de Marte nem de Vénus terrestres. Existe ao redor de todo planeta – aliás, ao redor de todos os corpos existentes nos vastos céus -- um mundo etérico. Esses corpos governam ou são governados por aqueles existentes no mundo etérico; eles encontram-se sob o seu olhar directo e atento.
(P) Está a dizer que o que chamamos de planeta Marte e Vénus se acha sob o controlo dos seus duplicados etéricos?
Acha, sim.
(P) Será o mesmo válido com respeito ao nosso planeta?
É. A essas inteligências, creio bem, alguns de vós chamam Alma Grupo. Não é lá boa expressão, por não explicar as coisas.
(P) Diria que todas essas naves aéreas provêm da região etérica de um planeta qualquer particular?
Com toda a certeza.
(P) Dir-nos-á de que planeta?
Creio que seja Vénus. De facto aqueles que controlaram essas chamadas Naves em forma de Disco, copiaram a concepção das suas naves com o corpo Venusiano, e o seu disco vibratório ou anel externo.
(P) Devemos inferir que essas naves em forma de disco terão vindo da região etérica de Vénus?
Devem.
(P) E que os outros procederão de outros planetas? Marte, por exemplo?
Sim, dos planetas…
(P) E a nossa Terra, da região etérica da nossa Terra?
Eles precisam passar pela região etérica da vossa Terra, claro está, e para isso precisam da permissão dos Etéreos. Cada um procede da sua taxa particular de vibração que constitui um padrão invisível do corpo visível.
(P) Então, embora não seja correcto afirmar que algumas das naves venham de Marte, será correcto dizer que parte delas procedem do duplicado etérico de Marte?
Sim, é correcto.
(P) Procederão de todos os planetas do nosso sistema?
Sim, eles vêm muito prontamente. Essas naves atravessaram muita vez aquilo a que chamam Via Láctea.
(P) Isso quer dizer que as distâncias que eles percorrem são da ordem dos milhares de anos-luz – como poderá ser isso?
Creio que o meu honorável colega Rama Ka Lao tentou salientar que essas naves não são o que se poderá designar como sólidas. A sua solidez é formada de acordo com o local para onde se dirigem, a sua missão, e o corpo celeste particular de que se aproximam. Ao se aproximarem da esfera de atracção desse corpo, eles precisam tornar a sua vibração conforme àquela do corpo.
(P) Pois é, pequenas partículas que pesam muito pouco num planeta podem chegar a pesar um tonelada outro…
(P) Posso perguntar outra coisa relativa a essas “naves etéreas?” Suponhamos que uma dessas naves parte, digamos, de Arcturo ou de Oríon e transita para o nosso etérico – que é que acontece? Não deve ser nada de que tenhamos conhecimento.
Com certeza que não. É matéria de tal modo formada que o seu, digamos comportamento, o seu padrão de movimentos pode ser e é conduzido à velocidade da luz, e além. A luz não constitui a coisa mais rápida. Vocês dizem que a luz viaja à velocidade de 300 000 quilómetros por segundo; acrescentem-lhe outros quinhentos e chegarão mais perto. Contudo, soba a direcção da – por falta de melhor palavra – força operativa da mente, não existe aqui nem acolá. 300 000 quilómetros mais os quinhentos que eu enunciei por segundo! Isso não provará que envolve um agora contínuo? Poderá alguém realmente conceber uma tal velocidade? Mas ainda assim vocês estabelecem uma lei, e todo as vossas populações aprendem essa lei. Claro que precisam ter uma teoria de um tipo qualquer – mas ser dogmático, conforme alguns dos vossos cientistas são, com respeito a uma lei qualquer demonstra falta de inteligência da parte desse cientista. Senhor, se mais ninguém existira aqui nem ninguém acolá, e isto não passasse de um vasto vazio, onde se situariam aqui e acolá?
RAMON NATALLI 1948
O fenómeno dos “discos voadores” prosseguirá e provavelmente aumentará. E sem dúvida nenhuma que verão alguns dos vossos arrojados e devotos pilotos que perseguirão esses fantasmas dos céus – de modo muito insensato, claro está.
(P) …
Não, não estou a par da história do homem voador
(P) …
Não, não alteramos a interpretação que fazíamos dos “discos” tal como inicialmente vo-la demos. Eles procedem do mundo etérico O que não quer dizer do meu plano ou qualquer mundo dos espíritos que tenham vivido na vossa terra, nem qualquer planeta do vosso sistema solar. O mundo etérico da sua origem interpenetra o vosso.
Quando resumirmos os nossos encontros falarei mais extensamente sobre a materialização, a qual consiste em reunir partículas de matéria mais densa pelo uso da força do pensamento.
(P) Está a sugerir que os “discos” tenham tido a sua primeira existência material do nosso lado, que o protótipo etérico deles seja apenas uma forma-pensamento, e que essa forma-pensamento actue em traze-los à existência na matéria densa sobre o nosso plano de percepção?
É exactamente isso que estou a sugerir.
RAMON NATALLI 1953
(Com respeito aos “pequenos homens” observados nas aterragens do “Disco” de Brush Creek, e noutros locais.)
O universo está repleto de vida de diversos tipos. Alguns planetas possuem habitantes muito parecidos convosco, mas noutros eles diferem muito em tamanho, peso, densidade e outras características. Existem gigantes e pigmeus e todos os tamanhos pelo meio. Por entre os vossos visitantes dos céus há alguns que vêm de planetas e outros que vêm do espaço. (Por “espaço” o comunicador não refere vacuidade, mas antes os imensamente densos éteres que se equiparam ao espaço.)
Estou em crer que por volta de 1955 vocês serão capazes de pousar um foguete na lua. A conquista da lua será o vosso próximo projecto mais significativo – e cabe a vós fazer com que seja bem-sucedido. A sua apreensão por outra nação significaria o seu domínio do planeta Terra. Associado à aterragem de seres humanos na lua há dois problemas: O da protecção das radiações cósmicas e o da propulsão.
Seria preciso pelo menos 500 m/m de chumbo para os proteger dos raios cósmicos, que não se revelariam fatais de imediato, mas depois a vida tornar-se-ia muito curta – cinco ou dez anos, porventura. Apareceriam tumores semelhantes a cancros por todo o vosso corpo. Só que um disco de chumbo assim pesado seria impraticável. Assim, não podem usar nenhum dos materiais de que agora dispõem, mas hão-de descobrir maneira de alinhar os átomos e as moléculas. Creio que isso venha a ser conseguido por intermédio de potentes impulsos choques eléctricos. Na teia de energia assim criada os campos magnéticos não se fundirão – ou seja, o objecto assim blindado não terá peso. E a enorme densidade do campo protegê-los-á dos raios cósmicos. Não haverá limite de velocidade para um objecto desprovido de peso como esse.
A primeira propulsão usada por vós virá a ser a atómica. Mas há maneira de utilizar as taxas vibratórias dos éteres por meio de um tipo de ressonância ou harmónicas. Os ocupantes dos “Discos” podiam ensinar-lhes todas estas coisas.
Existe já uma tal apreensão entre vós, que não quero acrescentar mais… (Após muita insistência da parte do interlocutor) … Bom, direi que o vosso mundo, o vosso planeta no seu todo sofrerá um enorme terramoto. Será um tremor do éter na sua origem. Dar-se-á um género de rompimento dos campos magnéticos ou etéricos. O céu parecerá estar coberto de fogo. Enormes massas de terra serão deslocadas e dar-se-ão enormes inundações… isso virá a suceder dentro de poucos anos – não muitos anos. Mais do que isto não devo revelar.
(NT: Curiosamente, isto parece encontrar paralelo nas revelações feitas pelas aparições Marianas, que estou certo estão ligadas ao mesmo fenómeno, por todas darem indicações de tal fenómeno como o do fogo do céu, etc.)
LAO TZU (Controlador 1948)
“Frequentemente eles vêm em busca de conhecimento, tal como vocês fazem expedições a locais distantes, às Regiões Polares ou à África Central...
“Eles não se encontram aqui com o propósito de interferir nos vossos assuntos – no entanto, caso venha a dar-se uma outra guerra mundial, em que façam uso das energias nucleares, eles venham a ver-se forçados a intervir. A libertação das forças atómicas perturbaram a sua esfera de existência de forma grave.
“Compreendam que, se alguma vez uma intervenção dessas se tornar necessária, ela será inteiramente impessoal. Não haverá tomada de partidos. Isso é contrário à Lei, que qualquer plano interfira nos processos porque outro trabalhe o seu próprio destino.
“Eles são vastamente superiores a vós na ciência – embora cada plano tenha as suas próprias formas de desenvolvimento e de progresso, pelo que falamos de diferenças, só que muita vez não em termos de superioridade ou inferioridade.
“Os Etéreos são uma gente grande, que chega a atingir os 4,5 metros de altura. Eu diria que pertencem à ordem humana da evolução -- ou seja, não lhes chamariam Devas nem Espíritos da Natureza. No entanto, as formas grandes que têm visto e fotografado, tanto nas nuvens como à superfície da terra igualmente, assemelham-se um tanto a eles.
“Vocês indagam do porquê de eles subitamente se fazerem presentes em vastos números. Eu dir-lhes-ei. Mas sempre que uma civilização, ou cultura, atinge o auge e está destinada a entrar em colapso, os Etéreos surgem em vastos números. Eles vêm para proceder a uma examinação final e um registo final, para sua própria informação, quanto ao estado dessa civilização – um tanto conforme vocês podem fazer em relação às tribos e raças que estejam em vistas de se extinguir. Também é verdade que tenham sido alertados e perturbados pela libertação das vossas energias atómicas. Mas todas as civilizações e raças do passado tiveram o seu apogeu, e fracassaram por uma forma qualquer, e passaram além da existência humana. O mesmo sucede à vossa civilização. Os Etéreos vieram, e observaram, e procederam aos seus registos históricos. Assim, também estão agora a surgir.
LO SUN YAT (Controlador 1948)
Pergunta: Falavas das regiões etéricas. Quererás falar mais sobre isso? É provável que tenhas conhecimento de que estamos a ter estranhos aparecimentos nos céus os quais, conforme me foi dito, têm origem nos níveis etéricos. Foi-nos dito que nesses níveis existem raças inteiras, civilizações, etc., mas parece em definitivo haver muito pouca informação quanto a essas regiões.
Para mim, as regiões etéricas são a região da vida; as regiões astrais, concernentes àquilo que vocês chamam de “morte,” constituem a sala de espera. Caso o homem o deseje, ele poderá deixar o astral após um período de tempo e penetrar na vida etérea, e não precisar de voltar aqui ao vosso mundo físico se não o desejar, mas prosseguir para os domínios mais elevados desse mundo etérico. Isso que designo por “etérico,” constitui o lar do qual todas as manifestações físicas procedem; de modo que não se devem surpreender com isso sempre que necessário, por se verificarem projecções de tipo diverso no vosso estado físico de consciência.
Pergunta: Dirias que os Elementais, os Devas, etc., vivem na região etérica?
Sim, só que de um tipo diferente. Mas não é adequado chamar-lhes “baixo” -- trata-se meramente de um plano de existência diferente, que a Natureza lhes legou.
Pergunta: Essas regiões interpenetram a nossa?
Interpenetram.
Pergunta: Qual será a natureza dos Etéreos?
Semelhante à do vosso mundo físico – não uma réplica, mas segue linhas muito similares.
Pergunta: Mas não estiveram no nosso planeta?
Não aqueles do etérico superior. Não estou certo, mas em alguma altura alguns deles podem desejar penetrar no vosso plano da existência física; mas não creio que venham pelo canal do nascimento físico, mas aquele da projecção.
Pergunta: Contas-nos mais acerca do astral e do etérico; e porque haverá alguém de querer regressar à terra? Além disso, não entendemos bem o emprego do termo “morte” na equivalência com o astral.
Na minha opinião representa um mau termo; por ser desmoralizante para o homem comum – mas não é nada do que o termo implica. “Morte!” – não; trata-se meramente de uma forma de vida diferente. Mas essa porta existente entre o astral e o etérico encontra-se sempre aberta, por o homem assim o desejar. Ele precisa ter canais entre os mundos se quiser aprender e progredir no conhecimento.
É somente por o corpo físico ou químico parecer passar por estados de angústia que habitualmente se diz: “Não tenho desejo de voltar ao físico.” Mas eu acho que, se as condições forem tais que as substâncias químicas do organismo não estivessem sujeitas a tais condições aflitivas, se haveria de desfrutar tanto da existência física do que da existência noutros planos. Trata-se somente do desejo de escapar ao sofrimento, à carência e à pobreza.
Pergunta: Sem dúvida; mas provavelmente as nossas condições nunca virão a ser assim tão boas.
Não – para as populações em geral; mas depois de terem aprendido a ter um controlo total e a governar o corpo, então tornam-se numa pessoa alegre em qualquer plano da existência, por todos os planos terem as suas desvantagens e dificuldades. Por isso compensa grandemente familiarizar-se com o corpo físico.
Pergunta: Dirias que os planos etéricos de que temos vindo a falar correspondem aos “lokas” da filosofia Oriental?
Correspondem.
Pergunta: Existirão sete ou oito lokas conforme dizem?
Existe. O homem entra nesses vários estados de consciência de acordo com o desejo que tenha.
Pergunta: Mas entendemos que o homem não chega a entrar em absoluto no etérico, mas no astral?
Contudo, fá-lo no regresso.
Pergunta: Então, ele possui um corpo etérico, não?
Possui. É nesse estado de consciência que ele começa a construir as tensões do pensamento para a sua manifestação física.
Pergunta: Também nos foi ensinado que, ao abandonarmos este plano, a entidade entra no corpo etérico durante um curto período após o que ele é descartado. Será isso verdade?
Esse corpo etérico é descartado, mas não como vocês pensam. Ele desintegra-se num instante. Não resta concha alguma, nem período de tempo em que passe a vaguear por aí sem objectivo.
Pergunta: Mas há este período em que se encontra num corpo etérico, não?
Sim, porém, é nesse estado que habitualmente vai dormir.
Pergunta: A materialização das sessões de salão aparentemente dependem de um certo ectoplasma – existirá alguma coisa como ectoplasma que possa ser retirado de toda a matéria orgânica?
Existe.
Pergunta: E também da inorgânica?
Sim, toda a matéria contém isso.
Pergunta: Toda a matéria possui o que chamaríamos de força etérica dinâmica?
Sim.
Pergunta: Será a isso que se chama duplo etérico?
Vou-lhes pedir que me desculpem agora. Voltarei a responder à tua pergunta numa outra altura.
ARAKASHI (Controlador 1950)
A vossa física convencional levou o homem a crer que a forma tridimensional seja real e substancial, porém os vossos físicos mais versados dir-lhes-ão que um objecto físico-químico é rarefeito a ponto de ser composto noventa por cento de espaço, ou do que é conhecido como nada, mas aquilo que é chamado de espaço ou éter é extremamente mais denso do que qualquer substância conhecida. A razão disso parece estar no facto de não haver dois átomos de que a forma seja feita que se cheguem a tocar mutuamente, e que, relativamente falando, a distância de um ao outro podem ser comparadas com aquelas que separam os vossos corpos celestes. E aquilo que os mantém juntos ou os leva a afastar-se ainda mais é chamado campo de atracção ou de repulsão, ou polos positivo e negativo.
Bom; podem pegar numa barra de ferro que pode parecer-lhes real e muito sólida aos vossos olhos e ao vosso sentido do toque, mas que é tão porosa quanto uma esponja, e se a aquecerem, descobrirão que começará a dobrar e a seguir a escorrer qual água. Porquê? Simplesmente por o calor intensificar a taxa vibratória das suas moléculas, desse modo criando um campo negativo maior do que o existente nele enquanto frio. Isso afasta as moléculas mais. Agora; conquanto tenham alterado a forma chamada “barra” de ferro, vocês não alteraram a substância chamada ferro ao liquefazê-la. Vocês podem mesmo chegar a mudá-la em vapor que ela se manterá vapor de “ferro.”
Bom; tudo isto ultimamente tem sido do conhecimento até mesmo de u aluno de escola; só desejava deixar claro que o corpo humano contém todos os elementos conhecidos, e que a mente em profunda meditação sabe como, com a ajuda da respiração e das forças da kundalini, segregar os químicos necessários a partir do organismo e a projectá-los no molde da forma-pensamento, criando assim um objecto tridimensional.
Se os vossos homens de ciência esperarem compreender com uma maior clareza o fenómeno da vida, terão que, mais tarde ou mais cedo, chegar a perceber que essa coisa a que chamam “espaço-tempo” não é na sua verdadeira natureza um elemento completamente objectivo, mas uma actividade subjectiva muito personificada que é projectada a partir do indivíduo por impulsos compactos e extremamente diminutos. No plano terrestre bruto esses impulsos são o que chamais de partículas químicas – assim chamadas por causa da estrutura nuclear desses impulsos poderem ter um arranjo tal a ponto de formarem o que pensam ser a matéria – contudo, apenas do género adequado à vossa maneira de pensar tridimensional. Mas fundo no campo bruto da matéria reside um campo mais subtil conhecido como plano etérico. É dessa faixa vibratória seguinte que a matéria solidificada retira a sua energia que a mantém em funcionamento no mundo físico. Quando um corpo físico de qualquer tipo começa a deteriorar-se e a submeter-se ao estado a que chamam de “morte,” isso deve-se a que os canais pelos quais absorve essa energia etérica tenha falhado, por uma ou por outra causa. A matéria-energia que compunha esse corpo de partículas passará por muitas formas antes de voltar a fluir de novo para o seu estado original de matéria destituída de forma.
“Tudo quanto o homem vê é matéria em movimento, e mesmo assim, quase sempre apenas uma fase dela.
“Quando todos os tipos de fenómenos estranhos, tais como os aparelhos aéreos de aparência estranha e inúmeras outras coisas que lhes chegam ao conhecimento, podem ficar seguros de que se trata de uma forma de matéria a fundir-se com outra apresenta afinidade ou uma forte atracção por ela. Por vezes, a força de atracção é tão grande que a velocidade a que se reúnem as leva a fazer aquilo a que chamam explosão. Uma explosão é apenas uma das muitas formas que uma dimensão tem de se fundir com outra por um colapso ou desagregação súbita, e num quase reagrupamento instantâneo para formar uma nova substância.”
RAMA-KA-LO (Controlador 1950)
Na semana passada estivemos a falar dos “discos voadores” e eu gostaria de prosseguir. Eu gostaria de dizer que a tracção, ou o que é designado por pressão que se dá do exterior para o interior, ou como no caso das rodas na estrada, é criada por um campo magnético que emitem – que é emitido pelos corpos desses discos. Isso é verdadeiro com respeito a todos eles, inclusive aquilo a que vocês chamam de bola de fogo.
Pergunta: Esses discos conforme os vemos são aquilo que chamamos uma materialização? Operarão eles ou terão existência como seres materializados fora da nossa atmosfera?
São, sim.
Pergunta Nesse caso, será essa uma forma diferente de propulsão?
Não – taxas mais baixas e mais elevadas da mesma.
Pergunta: Então, a propulsão não é garantida pela tracção dos gases da atmosfera, pelo éter?
De acordo com a condição em que eles entram. Agora; os átomos não são átomos singulares; melhor será dizer que um campo, ou uma padrão, ou uma onda, ou um comportamento superficial. Ao entrarem nos éteres superiores, ou lokas, verifica-se um campo mais denso; entrando na atmosfera do vosso mundo, a densidade decresce gradativamente. O vosso mundo é um dos menos densos.
Pergunta: Aquelas naves, então, podiam ser usadas pelos Etéreos para voos interplanetários?
Podiam, com toda a certeza – e têm sido assim usados pelo que vocês chamam de tempo, desde que a matéria no vosso plano ou consciência chegou a existir.
Pergunta: Isso implica uma aceleração das taxas vibratórias das moléculas e átomos; de que modo esse aumento nas taxas vibratórias é efectuado?
Talvez o possa dizer por palavras que sejam compreensíveis – não estou certo. Não que não o entendessem, mas eu estou, conforme estão cientes, a trabalhar com um cérebro físico que nada conhece acerca dessas coisas – mas tentarei. Para começar, a radiação a partir da qual essas coisas são construídas é produzida por actividade mental. Baeia-se na mesma ordem do que é chamado no mundo do espiritualismo de teleportação. A teleportação sempre produz calor ou frio extremo. Ao trazerem essas manifestações ao vosso mundo, o calor é inicialmente usado. Depois do corpo alcançar a densidade – em relação àquilo a que chamam de densidade – ele começa a emitir radiações de calor, energia calorífica a uma taxa ou velocidade espantosa. Esse calor golpeia os átomos do hidrogénio e do oxigénio ao redor do objecto, e criam o que pode ser chamado uma forma de combustão. Essa combustão reduz a temperatura do objecto mesmo enquanto sobe de novo, o que cria um campo magnético em torno do objecto, uma tracção, uma estrada para ele.
Pergunta: Parece possível que, se parte de um objecto for subitamente elevado a uma temperatura muito elevada, se verifique um impulso ou um retrocesso de encontro à parte não aquecida. O nosso associado John Hilliard, calcula que uma barra de ferro de trinta centímetros com um quarto de polegada de diâmetro, aquecia a 1000 graus três milhões de vezes por segundo, caso o alongamento pudesse tornar-se unidireccional alçaria voo a cerca de 1,200 milhas por hora – mas eu presumo que não seja disso que estejas a falar. Estás a falar de um impulso externo, não?
Externo, de certo modo, por o objecto aquecido operar tanto como um magneto quanto como um repelente. Senhor, é extremamente difícil traduzir isto por palavras...
Pergunta: Existirá uma onda de calor que passe pelo exterior do disco?
Existe, ao longo de toda a superfície do disco na sua onda de calor. Não sei se algum de vocês terá notado o brilho intenso que rodeia esses objectos. Alguns deles atingem o que é chamado de intensidade do branco (temperatura). Bom; eles são aquecidos e arrefecidos a uma taxa elevada de velocidade. Precisaríamos recorrer à teoria quântica para explicar isto.
Pergunta: Essa “onda de calor” afectará o inteiro dos discos e as pessoas que trazem?
Não, não afecta.
Pergunta: Será um movimento tipo ondulatório, como aquele da lagarta ou da minhoca?
É, uma expansão e contração em taxas quânticas.
Pergunta. Para citar um pouco mais o que o associado Hilliard diz, é um processo ondulatório em que toda a substância do mecanismo condutor literalmente flui para a frente. Imagino que o material de que a unidade de condução é feita (pode ser uma barra ou a superfície da nave) possui uma propriedade peculiar que podia ser chamada transferência de calor localizada Se é aquecida e arrefecida rapidamente por um lado, os pontos aquecidos e arrefecidos viajam ao longo da barra. O processo não é tanto molecular quanto um processo de espaço-tempo. Calor, luz, etc., constituem ondas ou vibrações no éter absoluto, por assim dizer. E isso é infinito, de modo que não chega a haver “onde” nisso tudo. Com efeito, as ondas na barra permanecem imóveis; a forma ilusória ou substância etérica flui ao longo delas pelo processo, num sentido molecular. E o efeito luminoso constitui a descarga da radiação na extremidade, onde a forma escorrega da forma de onda.
Óptimo! Foi excelente! Estou fascinado com a explicação. Não conseguiria fazer melhor com o cérebro deste rapaz, por ele nada saber de todas essas coisas.
Pergunta: poderíamos usar esse tipo de propulsão?
Creio que sim – só que no actual estado em que o mundo se encontra o custo seria demasiado elevado – muito superior benefícios colhidos – produzir esse tipo de calor a fim de serem capazes de dispor do tipo de material que conseguisse suportar essa temperatura. Precisaria ser um material excessivamente tênue, e eu não conheço nenhum assim existente actualmente no mundo... Sim, seria um tipo de material sintético.
Pergunta: Qual seria a linha de interrogatório mais proveitosa que os nossos físicos deviam seguir com respeito a isso?
O esforço por compreenderem o que é o etérico, aparte do que é chamado gases. Essa seria uma primeira abordagem – ser capaz de compreender este espaço invisível que existe ao vosso redor. Assim como também ser capazes de compreender aquilo a que chamam de movimento molecular. Não creio que até mesmo os vossos cientistas mais avançados de hoje compreendam o movimento molecular.
Pergunta: Encontramos movimento molecular no éter?
Encontram, por se aplicar ao movimento etérico. Não podem ir a parte nenhuma sem encontrarem movimento molecular.
Pergunta: Será toa a substância existente no teu plano composta por partículas?
É, pois não conheço nada como meio homogéneo em nenhum plano.
YADA DI SHI’ITE
Vocês colocaram-me esta pergunta: “Dado que o cruzamento do espaço – de distâncias medidas em termos de anos-luz, é impraticável até mesmo à velocidade da luz, ainda assim é dito que os Discos (alguns) mesmo de além das galáxias – que expressão poderá ser usada que indique esse cruzamento?”
Eu respondo, dizendo que o único termo que posso sugerir é emergir. É empregue por vós na filosofia, e creio que na ciência também. Considerem este conjunto de bolas de marfim, uma dentro da outra, dentro de outra – dez na totalidade. Cada qual livre para se mover dentro da outra e no exterior de outra. Digamos que não existe espaço entre elas (e de facto não existe coisa tal como espaço não ocupado). Agora, em cada bola existem pontos de correspondência. Qualquer desses pontos, qualquer lugar, lugar no espaço-tempo na bola externa, digamos (vamos chamar-lhe o vosso mundo terrestre?) possui um ponto correspondente a ele no seu interior, assim como no exterior da segunda bola – e por aí fora ao longo de todas as bolas concêntricas ou aninhadas. Agora, aquilo que existe na superfície de qualquer das bolas pode emergir sobre qualquer das outras, sem que seja impedido por nenhum “cruzamento de espaço.” Se não se verificar qualquer cruzamento de espaço, então o factor tempo não tem sentido. Esta ilustração, à semelhança de todas as outras, é evidentemente inadequada, contudo pode ser útil.
A “materialização” de entidades no vosso mundo é constituída pela natureza de uma emergência.
Conforme será notado mais tarde, a emergência também foi descrita como uma conversão de energia ou uma mudança nas taxas vibratórias. As “quedas” de Charles Fort devem ser consideradas de forma similar. Se a taxa vibratória da matéria etérica for reduzida, ela torna-se visível e tangível. Isso responderia pela “materialização” do nosso ponto de vista, embora uma desmaterialização, do ponto de vista etérico.
Vocês também perguntaram: “Que é que a visita dos discos pressagia?” Eu diria que pressagia em grande parte a expansão do vosso sol numa supernova. Os substratos da terra estão a aquecer, devido ao aumento da radiação cósmica. Cada vez mais disso passa pela ionosfera. Isso afecta uma mutação na química da terra e um género de cristalização à superfície. Grandes cavidades são formadas e a frágil crosta exterior colapsa dentro delas. Tais efeitos físicos e alterações químicas estão a ser estudadas pelo Povo do Espaço, e por essa razão eles são habitualmente vistos a recolher amostras de solo e de água.
Pergunta: Será o futuro do nosso planeta realmente conhecido no teu plano de existência?
É.
Pergunta: Um eminente ocultista afirmou recentemente que um desastre interplanetário incrível se estaria a preparar.
Sim, vai na mesma linha.
Pergunta: Dirias que esse evento ainda seja remoto?
Determinadas coisas não temos permissão para dizer e vocês sabem que essa é uma delas. Façam o favor de me desculpar por não responder.
Toda esta conversa terrena acerca dos Discos! A mera existência desses objectos não constitui nada de novo nem de notável. O homem tem voado há séculos de uma forma ou de outra Mas não se pode fornecer o segredo da construção desses objectos de imediato ao povo terreno, porque se caísse nas mãos de um governo qualquer tornaria a guerra inevitável – embora a torne de qualquer modo.
Sim, os cientistas do Canadá conhecem uma forma de operar uma nave em forma de disco, só que não conforme é conseguido pelo povo do espaço – quase não existe comparação. A substância do disco espacial não é a mesma dos agrupamentos de que dispõem, na terra. A estrutura molecular é completamente diferente – os campos electrónicos são diferentes. A união das moléculas (no material dos discos) possui tal resistência à tracção que nenhuma força conhecida por vós a consegue desagregar ou provocar quebra alguma à sua substância...
As partículas que compõem os éteres podem ser imaginadas como matéria subatómica, mas como nós reduzimos isso ainda mais, nós abandonamos a existência, no que toca ao mundo da matéria mensurável. O éter existe, quer com propósito ou sem ele. Não existe coisa alguma como “nada” – isso não passa de um termo, um som, nem sequer chega a ser uma ideia... Na verdade, o átomo nunca chegou a ser esmagado; apenas uma porção dele foi rebentada, ou lançada fora, que foi a concha exterior, ou uma das conchas externas. Se alguma vez chegassem de verdade a cindir o átomo, vocês não só o transformariam numa outra coisa como transformariam todo o vosso sistema solar num sistema super solar. Todo o sistema se tornaria numa radiação de luz, milhões de vezes mais brilhante do que a do vosso sol.
Com relação aos seres que operam (algumas) das formas aéreas: elas não têm uma natureza (aspecto) tão horrível quanto a aparência de algumas delas poderá levá-los a crer. É verdade que muitas delas não têm a forma do homem, e são dotadas de uma actividade mental superior por não possuírem as vossas respostas emocionais. Não é provável que reajam mais às vossas ideias de bom e de mau, do que vocês às de uma formiga ou barata. No entanto, esses seres não têm más intenções – porque se tivessem, poderiam ter-se apossado e destruído a terra há eternidades atrás.
É verdade que os Etéreos no passado levaram enormes grupos assim como indivíduos isolados da terra e os colocaram noutros corpos celestes, tanto dentro como fora do vosso sistema solar, e é provável que isso prossigam com isso de tempos a tempos. Ocasionalmente usaram seres humanos com propósitos experimentais, muito à semelhança do que os vossos homens de ciência fazem com os animais. Em qualquer dos casos vocês têm qualquer base moral para censurar os povos etéreos.
Quanto à pergunta: “Porque é que os seres do espaço usam as naves em forma de disco e outras que tais, se habitam o espaço? Porque não se podem mover sem uma máquina de um tipo qualquer? Isso será melhor respondido por uma outra pergunta. O próprio homem constitui um ser espacial, mas então, porque é que acha necessário criar formas para se deslocar? Tanto o homem como os Etéreos constituem seres puramente mentais e encontram-por toda a parte em consciência, o que é espaço – só que o fenómeno da vida requer a construção de forma. Todas as formas são compostas por energia vital universal em vários graus e constituem manifestações dela. Sempre que os Etéreos desejarem levá-los a ter conhecimento da sua presença, precisam criar forma, de modo que possam tomar consciência deles por intermédio dos bastões de medição chamados sentidos corporais.
Os seres humanos não precisam temer esses seres, a menos que (os humanos) os ataquem ou se mostrem demasiado inquisitivos – em cujo caso será provável que venham a retaliar do mesmo modo.
QUE É QUE OS DISCOS PRESSAGIAM?
Yada Di Shi’ite 1953
Passaram-se dois biliões e um quarto desde que pela primeira vez o homem fez tentativas para viver na Terra, e cerca de sete biliões de anos desde a formação do vórtice primitivo de que a Terra brotou. Durante esse enorme período de tempo (pela vossa medição) o povo dos Discos nas suas naves a que chamamos Kareetas, têm vindo a fazer visitas periódicas à Terra e estudado a sua natureza e acção. Todas as raças humanas os avistaram. Há quinhentos mil anos atrás eles eram bem conhecidos dos habitantes de YU, a civilização dos Himalaias.
Que é que a sua actual chegada pressagia? O universo, todo o Cosmo está em expansão. É como se fosse uma explosão do Cosmo. Vocês sabem que existem estrelas anãs, assim como Supernovas. Bom; elas passam de um ao outro estado; cada uma delas se pode transformar na outra. Isso é igualmente verídico com respeito aos Universos Ilhas, que podem e na verdade se alteram de trás para a frente e da frente para trás. Essa é a actuação da energia atómica, do magnetismo, da atracção e da repulsão. Todas as estrelas e sóis constituem na verdade enormes dínamos...
Estes discos que estão a interrogar – eles não pertencem ao mundo da matéria tridimensional. Eles provêm de outras densidades exteriores muito maiores. Provêm, de mundos de substância cem vezes mais densa do que a matéria que percebem com os vossos sentidos.
Mark Probert
Traduzido por Amadeu Duarte