quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SOBRE A CURA E A NATUREZA DA SAÚDE

Uma abordagem holística 

Torna-se apropriado que examinemos este tema da cura e da natureza da saúde, que é algo que geralmente é negligenciado por causa de todo o entusiasmo que é gerado com o aspecto da cura em si mesmo, e de conseguir a melhoria em relação à doença, e coisas desse tipo, mas por esse é um aspecto crítico de toda a actividade e de toda a actividade do ficar bem.

Sabem, o maior dom que a liberdade nos pode conceder é o dom da responsabilidade. E a maior dádiva que podem conceder a vós próprios é, sem dúvida, o da escolha e o da decisão. E o maior acto que podemos empregar é o do amor e o do ser amado, ao passo que a maior alegria, é a que repousa na cura. E todos vós sois os agentes espirituais da cura do mundo. Todos vieram a este mundo pelas suas próprias razões e em diversas circunstâncias, mas tal engloba a consciência de que se encontram aqui a fim de melhorar o futuro. No futuro que vai dar certo. Mas por terem estado todos envolvidos, numa ou noutra altura, nos períodos da Atlântida, na tentativa frustrada de curar o futuro, e por terem optado por regressar num período do tempo em que as condições eram tão idênticas, para uma vez mais tentarem, e desta vez de uma forma bem-sucedida, melhorar esse futuro.

Todos vocês dispõem dos vossos próprios métodos e expedientes individuais, dispõem das vossas maneiras especiais e únicas de o conseguir mas vocês são os agentes espirituais da cura do mundo. O facto de lhes causar desconforto ouvir-nos dizê-lo não o torna menos verdade. Nem o facto de ser verdade lhes dá licença, mas exige que actuem com base nessa enorme liberdade, essa liberdade da responsabilidade, e que actuemos com base nesse dom superior da escolha e da decisão, que actuem de acordo e funcionem de um modo e tomar as medidas de amar e de ser amados, e que exerçam esse enorme júbilo que é o de curar. Mas precisam antes de mais exercitá-lo em vós próprios. Porque como poderão com efeito levar os outros a tornar-se responsáveis se não estiverem dispostos a sê-lo? Como poderão possivelmente inspirar outros a proceder às próprias escolhas e decisões se vocêes não estiverem dispostos a tanto? Como poderão possivelmente amar os outros, em toda a extensão e plenitude da vossa vontade se não sentirem vontade de ser amados, e de se amar a vós próprios? Como poderão - com toda a honestidade - esperar curar os demais se não nos se curarem a si próprios, para início de conversa?

Por isso, é importante que, enquanto agentes espirituais da cura do mundo que são, façam um levantamento, e dispensem a vós próprios, antes de mais, o que vieram aqui conceder ao planeta e conceder ao mundo, e conceder ao futuro.

Agora; existem inumeráveis métodos de cura, realmente. Nem todos precisam andar a transmitir passes energéticos (Reiki) com as mãos, nem tratar situações cancerígenas nem todas essas coisas que alguns, com efeito, praticam. Por existirem de facto vários tipos e vários níveis diferentes de cura, só no que se refere à esfera limitada do nosso ser; existe o aspecto físico da cura, o aspecto evidentemente emocional, o aspecto mental e o psíquico ou intuitivo, com que todos vocês se acham pessoalmente envolvidos.

Mas para além disso há a cura das relações, em certos casos obtida por intermédio de um conselheiro, mas certamente a cura da relação com o vosso ser espiritual, com a vossa alma, e a cura do relacionamento convosco próprios e com a vossa consciência superior; o aspecto indubitável da cura da relação entre vós e Deus, Deusa e a Totalidade da Consciência. É disso que a vossa espiritualidade trata.
E nas alturas em que conversamos convosco, quer pessoalmente quer em alturas destas das noites de Domingo, ou de fins-de-semana, nós trabalhamos convosco no sentido de, com efeito, sanar todas essas áreas em vós, para que possam cumprir esse destino ou essa parte do vosso destino, satisfazer essa decisão, essa escolha de ser um dos agentes espirituais de cura do mundo. Por conseguinte, a noite de hoje não se destina unicamente àqueles que pretendam tornar-se agentes de cura (terapeutas) e abrir o vosso próprio consultório ou começarem a dar massagens ou seja o que for, nem se destina unicamente àqueles que são curados e que querem ser curados, mas para todos vós, por se destinar tudo a vós e fazer tudo parte do vosso futuro, e da vossa decisão e do vosso plano.

E assim, embora existam muitas áreas e meios e maneiras em que se possam focar para curar actualmente, queremos começar porventura de uma forma mais clara pela análise da vertente da cura física e da natureza da saúde.

Nesse sentido, vamos examinar a natureza da saúde, vamos focar-nos na razão de ser da doença, o porquê da doença e no que propósito tenha, e considerar a cura contínua - não a saúde contínua mas no acto contínuo de curar - e para além disso considerar metodologias ou técnicas bastante específicas e o modo como operam, a razão porque funcionam, e o modo como talvez as possam utilizá-las ou no mínimo possam compreendê-las de forma mais clara, na altura em que puderem. E sem mais delongas, passemos a considerar a natureza da própria saúde.

Antes de mais, torna-se talvez conveniente considerar que a saúde não é uma coisa estática, admitindo como certo que, ao falarmos de saúde presumimos que entendam que com isso nos referimos ao gozo de uma saúde perfeita, e que assumam que seja coisa de que andem à procura, em certa medida, mas seja como for, presumimos que compreendam que consideramos esta matéria da saúde nesses termos. Pois bem, mas a primeira coisa é que não é coisa estática. Não é uma coisa que possa configurar-se a uma configuração esquemática bidimensional em contínuo, com o zero (0) a equivaler à morte nessa escala e o e o cem (100) a representar a imortalidade. Trata-se de uma coisa verdadeiramente viva, vibrante e em constante mutação e em constante expansão; uma coisa suficientemente tridimensional, essa a que chamam a saúde.

Só que a maioria não tem vontade de pensar nisso e só pensa numa resposta rápida ou loquaz qualquer em termos de bem-estar ou de harmonia com o Todo, ou de encontrar algum tipo de resposta rápida, e passa logo à parte suculenta, ao âmago, à cura e à doença, e a todo o género de coisas que possam fazer em torno disso. E embora essa área seja muito importante, o que sugerimos que é primordial entender no que consiste a saúde perfeita.

Porque aqui nos deparamos com o primeiro problema, por de facto terem consciência de que se tiverem um mau hábito, precisam fazer mais do que romper esse hábito. É importante não só romper com o mau hábito como substitui-lo por alguma outra coisa, ou esse velho hábito retornará. De modo semelhante sabem não poder simplesmente passar a romper com a crença e deixar de fazer caso, e deixar um vazio nas vossas atitudes e crenças e na estrutura do consciente, qual buraco cavado na enseada que a água volta logo a encher.

Precisam não só romper com ele como precisam substituí-lo, e do mesmo modo que com a imagem, à medida que forem mudando e trabalhando a imagem que têm, não podem simplesmente eliminar as imagens que não quiserem; precisam eliminá-las e substituí-las por algo mais expansivo, mais adequado àquilo que buscam, no sentido da vossa busca metafísica ou espiritual. Bom, o mesmo é verídico com respeito à verdade, no sentido de não poderem olhar e dizer: “Passa-se algo de errado comigo, vou eliminar o que está errado comigo,” sem colocarem algo no seu lugar, presumindo que o bem-estar ou a plena saúde automaticamente passem, de algum modo, a conhecer o seu devido lugar.

Bom, precisam ter algum sentido daquilo em que consiste a natureza da saúde. Ela encontra-se em constante movimento em constante expansão, em constante mudança, e como tal, não pode ser definida por um mero sintoma ou frase capciosa que os deixe de boca aberta - por se achar em permanente mudança e em constante movimento. Por isso a plena saúde consiste num processo que comporta sete componentes bastante activos, decisivos e definidos.

Mas para podermos dar atenção a esses componentes que integram a saúde plena precisamos considerar o objectivo, pelo que passaria a sugerir que isso compreenda o o vosso objectivo, o destaque obrigatório, aquele realce que prevalece como verdadeiro para todos vocês que se encontram no plano físico - e mesmo para além dele, que atingem níveis superiores – aquele realce de aprenderem a passar um bom bocado, e de aprenderem a obter êxito de forma consciente. Isso é parte do primeiro aspecto, o objectivo, do que se subentende por saúde plena.

Agora, como sabem, o primeiro passo do processo consiste em focar-se sem responsabilidade. É um processo descomprometido, um processo de aprendizagem, que permanece em contínua expansão, e o que é mais divertido, que está sempre a mudar. Trata da aprendizagem, do que está constantemente a ocorrer e a expandir o êxito. Coisa que, encarecidamente esperamos esteja em mutação convosco, enquanto se agarram às definições do êxito próprias da adolescência. Esperamos que essas definições estejam constantemente a expandir-se e a mudar.

Mas a aprendizagem, essa aprendizagem faz parte daquilo em que assenta a perfeita saúde, e representa o seu objectivo. Mas, que substância terá? Tal como o segundo componente de qualquer processo, que substância terá a plena saúde? Evidentemente reside no começo da obtenção de liberdade, sendo que a expressão mais significativa da liberdade assenta na responsabilidade; no começo da obtenção dos dons - cuja maior expressão reside na escolha e na decisão. No começo da obtenção das acções - cuja maior expressão se traduz pelo amar e ser amado. E no começo da obtenção das alegrias ou contentamentos da vida, sendo a maior expressão de contentamento, a da cura.

Por isso, a substância, aquilo que constitui a composição da saúde perfeita, não assenta necessariamente na obtenção de uma responsabilidade plena nem de uma situação plena de escolha nem da decisão nem da cura nem do amar ou do ser amado. Não. Assenta na obtenção, ou no começo da conquista da liberdade por uma panóplia de métodos como esta. Liberdade através da expansão da sua estrutura de crenças e premissas; liberdade por intermédio da expansão da sua própria independência e autoconfiança; liberdade da sua própria expressão e da sua própria manifestação; liberdade seja de por que modo for que chegue fundamentalmente a conduzir a essa responsabilidade plena e total que se traduz por uma liberdade mais plena.

E são esses dons, os dons que recebem...

"Que dons? Não tenho dons nenhuns."

Se realmente se detivessem e concedessem a vós próprios um instante para sentir a gratidão por tudo o que colhem na vossa realidade – talvez não seja tudo aquilo que queiram, certamente, nem alguma vez virá a ser, graças a Deus – mas gratidão pelo que lhes foi dado, não em termos de recompensa por terem sido bons, nem ganho com base na luta e no sofrimento, ou em silenciosa ou tumultuosa agonia, mas dons que receberam somente por serem vós próprios. E o maior desses dons consiste na capacidade de proceder a escolhas conscientes e decisões; decisões essas tomadas com base nessas escolhas. Mas à excepção desse dom, muitos são os dons que de facto recebem, e é pela obtenção e pelo apreço e pelo reconhecimento que lhes dispensam que fazem parte da substância da saúde plena, o que encontra paralelo na variedade de acções que empreendem, sem a menor dúvida, cuja máxima expressão consiste no amar e no ser amado.

Mas fora essa grandeza, muitas são as acções a empreender. E empreender essas acções de forma consciente sabedores do que se estiverem a fazer, isso faz igualmente parte da substância, mas em seguida há outras alegrias, várias formas de satisfação, em relação a muitas coisas da vossa realidade particular que do mesmo modo compreendem essa substância que se traduz por uma saúde plena.

A seguir à substância vem a forma. Em todo o processo o passo seguinte traduz-se pela forma, a textura. Por isso, em que assentará a textura da plena saúde? A sua textura reside no modo pelo qual procuram obter a substância, a essência. Reside na motivação que prevalece por detrás da obtenção, nos meios que empregam para alcançar esse fim. Isso é a textura, a forma, a consolidação. E qual será a força, a manifestação, o passo mais determinado, o mais difícil? A vivacidade com que vivem a vossa vida. O entusiasmo, a vivacidade, a vitalidade.

E em todos os quatro níveis de si próprios, plasmados na vivacidade física – é evidente que isso se acha estreitamente ligado à vossa saúde física porque caso se sintam exaustos e esgotados e padeçam de anemia crónica ou seja lá o que for que apresentem, certamente não terão muita vivacidade física – mas sugeríamos igualmente que isso tem que ver com a vivacidade emocional porque se se detiverem em torno do martírio e da vitimização, tampouco gozarão de muita vivacidade física. Não se atreveriam, por representar uma incongruência e isso poder deixá-los confusos. Não, se se encontrarem num fosso emocional, também devem evidenciar sinais físicos disso. Portanto, isso afecta-lhes a saúde; a vossa saúde plena acha-se obviamente ligada tanto á vivacidade emocional quanto à vivacidade intelectual que obtiverem.

Bom, isso é o que muita gente procura lançar fora; quer através do ego:

Eu sou brilhante, sou um génio, ah, não vos preocupeis com a minha vivacidade intelectual. Na verdade, é a única parte de mim que possui vida.(Riso)

Outros procuram-no por intermédio da falsa humildade:

Eu sou burro e estúpido. Não quero ler livro nenhum; já passei por isso na escola uma vez; não vou passar por isso de novo. E só de pensar que tive que o fazer para obter boas notas... Pensava que quando saísse da escola isso tivesse acabado.” (Riso)

Bom, se alguém lhes disse uma coisa dessas, terá mentido, não foi mesmo?

Mas é óbvio que essa vivacidade intelectual é igualmente parte integrante – não o “ser intelectualmente melhor que os outros,” mas a vivacidade intelectual - por ser bastante importante no que toca a isso. E de forma semelhante, a vivacidade psíquica ou intuitiva, a qual abrange igualmente a vossa curiosidade.

“A curiosidade matou o gato, diz-se.”

O que significa:

“Não sejas curioso. Maroto, não sejas curioso.” (Riso) 

Lugar-comum ou clichés espantosos que carregam convosco; à simples menção da curiosidade, logo começam a repetir:

“A curiosidade matou o gato!”

Mesmo aí ao alcance, no subconsciente, não é? Ah que profundo! Absolutamente. E inclui essa curiosidade psíquica e intuitiva. Mas inclui igualmente ambição, como César, não é? (Riso) A ambição faz parte dessa vivacidade intuitiva e psíquica. Tudo isso traduz a manifestação da plena saúde. Bom, após o quarto passo vem o que a maioria determina e aquilo por que muitos se deixam cativar:

“Eu tenho que obter uma saúde perfeita porque olha o quão efervescente, o quão brilhante sou, olha a maravilhosa vivacidade e a curiosidade que possuo e como corro toda esta distância física e o consigo seis vezes. Tem que representar a expressão máxima da plena saúde!”

Bom, certamente que não, isso constitui o quarto passo. Porque esse passo compreende tudo o que a saúde traduz, toda essa vivacidade, mas sugeríamos que se se sentirem demasiado aborrecidos, como acontece com aqueles que se detêm nesse aspecto, e que põem termo ao aborrecimento que isso lhes provoca com uma pontada aqui mais um pequeno problema acolá, um acidente por meio do qual quebram um osso... Mas a coisa vai mais além, e estende-se a essa quinta categoria, que está a começar a surgir e a transferir-se às áreas duma maior responsabilidade, “quinta área” essa que compreende a nova textura, que por sua vez corresponde ao terceiro passo; a nova textura - que compreenderá essa terceira textura?

Após terem alcançado esse nível da vivacidade, e se sentirem completamente entusiasmados pelo facto de, pelo menos, se encontrarem vivos - mesmo que estejam a cair de exaustão - não será mesmo...? Cruzam com pessoas dessas, sabem? De olhos esbugalhados, boca aberta, sempre em “cima do acontecimento...”

Não se pode ser mais cheio de vida do que isso.”

Bom, existe este passo seguinte, o qual consta da nova textura, e essa nova textura copia a velha e isso torna-se... como é que é? O terceiro passo é a motivação e a aproximação do meio por meio do qual buscam a substância, portanto o quinto passo consiste na consumação. Dito de outro modo, funcionar de um modo, digamos, “espiritual,” em termos da maneira como faço as coisas será dotado de graça, de à-vontade, de conforto, de tranquilidade e de alegria. A motivação para fazermos coisas e sermos mais do que somos, chega mais perto, ou melhor, está mais ligada à minha existência espiritual ou à minha alma ou à minha consciência superior, ou mesmo aos três, por me levar mais perto da minha relação com Deus, e com o Todo ou Totalidade da Consciência.

E esses factores tornam-se numa motivação. É aí que isso conduz, àquela vitalidade, a àquela vivacidade que compõe a manifestação; se se detiverem por aí, entrarão numa hiper-produtividade ou então entrarão em colapso devido à exaustão ou terão um ataque cardíaco ou um AVC ou algo do género. Mas se forem além disso e pegarem agora nesses meios - não por uma abordagem a esses meios espirituais mas tornando-se nesses meios espirituais; tornando-se mais daquilo que são.

E tal como fizeram a partir disso, a nova substância, o sexto passo da actividade do que compõe a plena saúde, o sexto passo torna-se na nova substância, não pela obtenção de todos os dons e liberdades, acções e alegrias, mas pela obtenção da maior liberdade: a responsabilidade, na realidade o maior dos dons - aquele sentido da escolha efectiva e da decisão, a maior acção do amar e do ser amado – por intermédio da obtenção disso neste nível, no sexto nível.

E em sétimo lugar, o novo objectivo, o foco integral da responsabilidade, não mais por meio da aprendizagem do modo de encontrar diversão mas com base num conhecimento efectivo disso. Não mais com base na aprendizagem do modo de criar sucesso consciente mas sim com base no conhecimento da produção de sucesso de forma consciente.

O primeiro passo: a liberdade. Total? Ir à procura dela, dar início à jornada, começar a pisar o “terreno” do desconhecido, a busca da diversão, e do êxito. O último passo: a mesma coisa, unicamente agora acrescido da responsabilidade advinda da obtenção do conhecimento, e como tal, detentor desse saber.

Ora bem, é disto que a plena saúde trata, isto é o que a natureza da saúde compreende, esta contínua actividade. Alguma vez a alcançaremos de modo completo? Estamos sempre a procurar alcançá-la, estamos sempre a obter mais e mais saúde; sempre a tornar-nos mais saudáveis. Não alcançamos estado nenhum em que nos olhamos diante do espelho e damos uma palmada no estômago – se formos homem, ou damos uma palmada na face, no caso de se sermos mulher, e resolvemos que a atingimos:

Disponho agora duma perfeita saúde total, pelo que poderei deixar a coisa de lado.”

Ela está sempre aí, e à medida que começarmos a entender a natureza da saúde pelo que conste desse processo, quando mais trabalharem essas áreas, quanto mais identificarem quem são e para onde se direccionam com o avanço que imprimem em frente - não se trata de alcançar um fim, não se trata de dizer:

Consegui, encontro-me agora no topo do pináculo."

Está em avançarmos nessa direcção, o que nos trará aquilo que pretendemos, uma saúde perfeita.

E ao eliminarem a doença, pelo que é que a substituem? Por essa actividade. Isto não é nada de novo, pois já falamos disto em inúmeras ocasiões, lembram-se? Basicamente, compreende um modo renovado de considerar a coisa, uma nova maneira de compreender a coisa, acrescentando, posicionando algumas peças no puzzle, onde antes se achavam ausentes. Por isso, não é assim:

Oh meu Deus, lá vou eu ter que começar a aprender tudo de novo.

Não, vocês estão aqui para o aplicar aquilo que têm vindo a tentar conseguir por intermédio dum meio um tanto desordenado neste padrão: Eliminar a doença, livrar-se dessa doença e preencher o vazio com esta saúde perfeita, com este processo, com esta função.

Notem que em parte alguma fizemos menção a mapas nem a meios, nem àquilo que a vossa altura corporal, o vosso peso, a cor da pele ou tom deva corresponder. Porque, de facto, a saúde plena nada tem que ver com esse tipo de coisas. Façam o favor de não nos interpretar de forma errada porque a perfeição corporal nada tem de errado – conquanto lhes parecer perfeito a vós. Isso nada tem de errado, absolutamente, enquanto lhes parecer. Esse ponto é crítico - enquanto for perfeito para vós!

Ora bem, isso não subentende pretexto algum:

Quaisquer que sejam os moldes que estejam em voga, ah, é essa a forma que me convém.”

Mas se realmente considerarem a coisa, e tornarem o vosso corpo perfeito pelo que precisam e não pelo que desejam; pelo que venha a resultar no melhor para vós, ao invés do emprego das bitolas e de todos os requisitos que acharem necessários, é obviamente acertado ir em busca disso, se quiserem dispor desse tipo de corpo que os outros possam apontar como perfeito; tudo bem, não estamos a sugerir o contrário, mas tenham em mente que pode tornar-se numa presa fácil para o vosso ego, pensar que só porque o vosso corpo possui um aspecto perfeito, se encontrem de perfeita saúde. Muitíssimos atletas que possuíam um corpo perfeito morreram com trinta e oito ou quarenta e oito ou menos do que cinquenta, não? Muitas mulheres, que buscam a perfeição corporal, passaram por perversões emocionais e psicológicas, à medida que a gravidade se estampava no rosto. (Riso nervoso da parte da audiência)

Essas Helenas saíram-se de tal modo exímias, tornaram-se numas “velhas” tão queridas, saíram-se tão bem em termos de se sentirem tão felizes com a sua vida, e a razão disso as levar a sentir-se calmas e serenas, que a razão que atribuem a isso é a de que quando eram novas e estavam a despontar para a vida elas não eram consideradas rainhas da beleza. Todas as outras estrelas da sua geração, essas eram consideradas o topo da beleza, de tão belas que eram, duma beleza clássica; elas, quando muito, eram consideradas... bonitas, atraentes, pelo que agora, aos setenta e oito ou aos oitenta ou seja lá em que idade for, elas não se sentem destroçadas nem caem redondas no chão por terem perdido o aspecto que tinham. Nós não estamos a sugerir que sejam simples, mas que tomem o partido que lhes parecer mais perfeito. E isso, ainda assim, como a “melhor” coisa que tenham a fazer com o quarto componente da perfeita saúde. Como um componente ou um aspecto desse componente.

Por isso não coloquem os vossos ovos todos num único cesto, se fazem o favor, nem se tornem tão críticos que presumam que aqueles que não possuem um corpo que alcance os parâmetros que descrevem de algum modo deixem de ser saudáveis.

por a plena saúde constar da integridade, da máxima maximização de tanta integridade quanto possível.

Se começarem a pensar nesses termos, haverão de descobrir que o estado de plena saúde virá ao vosso encontro mais cedo, com maior facilidade e de modo muito mais gracioso; porque, com toda a clareza, se o sustentarem – por serem demasiado baixos ou demasiado altos, ou demasiado magros ou demasiado gordos, ou devido ao facto particular de não poderem correr uns quilómetros, ou poderem começar a sentir-se reduzidos nas vossas capacidades e abatidos:

“Uma corrida? Que é que me espera? Ah... isso vai deitar-me abaixo.”

Ou por aí, não é mesmo? Nem conseguirão começar, pelo que não deverão gozar de boa saúde ao passo que, todos quantos participam:

Ah!”

Prestariam a vós próprios um grandioso serviço se olhassem para a vossa vida e percebessem:

Eu estou realmente a aprender a divertir-me e a obter êxito e estou verdadeiramente a admitir as liberdades e os dons e o gozo e estou verdadeiramente à procura de meios para tal fim e sinto-me cheio de vida e de vivacidade, mental, emocional, psíquica e fisicamente. Consigo o que preciso obter na devida altura e volto atrás sem entrar em colapso, pelo que penso que esteja bem... (Riso) E sinto estar verdadeiramente a obter esse sentido de domínio e de aptidão, esse sentido de avanço em frente em direcção a esse objectivo.

Sugeríamos que se encontrariam de longe em muito melhor saúde, muito mais saúde do que alguém que consegue correr grandes extensões de terreno e que possui o corpo perfeito – se isso for tudo o que eles conseguirem ter! Vocês estarão muito mais próximo – não à frente! – próximo de uma saúde plena.

Bem sabemos que muitos gostariam realmente de tornar isso assim simples, em particular no caso de já se encontrarem aí, mas sugeríamos que é importante perceber a totalidade do que a saúde perfeita compreende. E como haverão de entender, consideremos agora a natureza da enfermidade.

Bom, em que consistirá a enfermidade? É um obstáculo, obviamente; é um bloqueio, algo que se coloca no nosso caminho; é estática, e é simples. Em grande parte é negativa, em grande medida, alguma enfermidade é encarada como positiva, mas na maior parte é negativa, e como tal sugeríamos tratar-se duma estrutura que se intromete no caminho do processo normal e natural da saúde perfeita. E desse modo podemos adiantar aquilo que a enfermidade traduz, por ser simples, que traduz quatro componentes: o primeiro componente da enfermidade – ou natureza da enfermidade – assenta no facto de consistir numa desorientação.

Bom, prometemos-lhes que, nas descrições que fizermos, não nos referiremos à enfermidade como uma doença, está bem? Não faremos tal coisa (riso). Trata-se de uma desorientação bem específica relativa ao objectivo da saúde perfeita. É, para o pôr em termos bem específicos, uma desorientação em relação ao enfoque da saúde plena em que perdem a orientação, e se desorientam em relação à obtenção de prazer, graça e êxito – quer por meio da sua obtenção ou do seu alcance - no primeiro e sétimo lugar do processo da saúde plena.

E como poderão vê-la de uma maneira um tanto esquematizada, na curva que circunscreve o seu processo, o primeiro e o sétimo passo encontram-se em igualdade de circunstâncias, opostos um ao outro. A primeira conexão do que a enfermidade subentende é a desorientação, a perda de objectivo, perda de vista desse enfoque, esquecimento em relação à aprendizagem da graça e do contentamento, esquecimento em relação à aprendizagem do como se ser bem-sucedido.

Que mais englobará? Bom, em segundo lugar, trata-se de uma alienação, alienação em relação à substância da plena saúde. Sentir-se alienado, separado da liberdade; alienado da liberdade e do alcance da liberdade, dos dons, das acções, da escolha.

Bom, se evocarem uma altura em que se encontrassem a sentir algo errado, no sentido físico, em consequência do que terão contraído uma enfermidade, haverão de facto de perceber ter ficado desorientados em relação a esse sentido de aprendizagem do prazer, esse aprendizado da criação consciente do êxito. Além disso, todos vocês deveriam estar a lidar... as vossas liberdades de facto achavam-se limitadas e na maior parte das vezes bastante restringidas, bastante afastadas. E estavam a dar ouvidos aos outros, mesmo o mero caso de ouvirem dizer, ou toda a gente a comentar:

Ah, depressa, faz isto, faz aquilo...”

E vocês: 

Não vou correr nenhuma!” (Riso) “Correr? Ora, levantai-me a cabeça que me dói tanto que não a aguento...

Nenhum sentido de liberdade; estão confinados nessa pressão que lhes deixa os nervos em franja ou com dores ou com tosse, ou com essa doença sanguínea ou disfunção óssea, ou incapacidade seja lá do que for. Sem sentido de liberdade nem de dons, obviamente:

Escolhas, decisões? Estás a brincar? Vejo-me forçado a tomar comprimidos para sobrepujar esta condição, tenho que fazer alguma coisa... Algo precisa ser feito em relação ao meu estado."

Algum sentido de acção?

"Muito pouco. Para além de me sentir um mártir.”

Algum sentido de alegria?

Ora!” (Riso)

Trata-se de uma alienação desse segundo estrato da substância – da substância do “velho,” da substância e da nova substância. Em terceiro lugar, a enfermidade traduz igualmente uma desordem – coisas desordenadas como prioridades, e constitui uma máscara particular em relação a esse terceiro estrato, que é da forma. A forma, o modo, os meios para atingir o fim. Quando isso ocorre por uma questão de carência e colocam os fins à frente dos meios, entram em desordem, e passa a gerar-se um estado de desordem na vossa realidade. Quando efectivamente esquecem completamente aquilo de que estão à procura – gera-se um estado de desordem. Por isso, o terceiro componente, a estrutura da enfermidade, é o dessa desordem que mascara especificamente a substância e a nova substância do processo que é o da plena saúde. E por fim, a enfermidade traduz fracasso.

Bom, vocês não gostam de ouvir isso, mas é exactamente isso que precisam ouvir. Porque, vejam bem, precisam dar um pequeno passo atrás; recordam que já falamos inúmeras vezes do que o êxito compreende – de constituir uma mensagem de estarem a realizar algo correctamente na vossa realidade. E que coisa traduzirá o fracasso? Uma mensagem de estarem a fazer algo errado na vossa realidade. São vocês quem positivamente associou o sucesso a algo bom e que os faz sentir bem e que torna a experiência “superior” e que os torna adequados e que os torna merecedores, todas essas coisas. E são vocês quem acaba dizendo que o fracasso os deixa mal, a sentir-se errados e numa lástima, e subdesenvolvidos, e desprezíveis e todas essas coisas que denunciam ausência de mérito.

Se soubessem o que o êxito quer dizer - esse sentido de agir correctamente - é por essa razão que necessitam de aprender, como seu principal enfoque, o modo de aprender a criar êxito duma forma consciente. Aprender a criar conscientemente a noção de estarem a criar a vossa vida adequadamente. Não é aprender conscientemente a tornarem-se “melhores do que,” a ser superiores, a olharem de cima, a obterem mais direitos e privilégios do que os outros ou a conseguirem mais mérito – não tem nada que ver com isso. Tem tudo que ver – tudo que ver – com essa plenitude resultante do saber que estão a conseguir a vossa vida de um modo adequado; é isso que quero aprender a obter de forma consciente. Agora, isso pode assumir a forma de montes de dinheiro e montes de carros e três moradias pelas enseadas desse mundo, seja lá o que for – esse pode representar o meio que precisam de obter para verem que estão a obter a coisas correctamente – e, consequentemente, que estão a criar esse sucesso de forma consciente, ou outra forma qualquer de sucesso, porque não existe limite, não existe êxito certo nem errado, bom ou mau. O êxito significa que estão a obter isso acertadamente enquanto o fracasso significa que não estão, mas devido a tenham pretendido ater-se ao sucesso, no sentido de algo mais:

Quero inflacionar todas estas maravilhas e este assombro.

Mas devido a terem provocado esse enaltecimento, essa inflação, o fracasso também tem que sofrer uma inflação. E aí deitam-se a correr apavorados:

Oh meu Deus, terei falhado?

Quantas vezes não terão de facto meditado, por mote próprio, no espaço privado da vossa casa e não terão questionado a consciência sem obterem qualquer resposta? Por temerem poder estar errados. Mesmo a nível privado, vocês não querem fracassar. Portanto, com medo disso - porque com a inflação do sucesso também terão enfatuado o fracasso, e se de facto enfatuarem o sucesso e o fracasso, nesse caso isso passará a fazer sentido como parte do que a enfermidade representa. A enfermidade é o fracasso que lhes mascara ou lhes bloqueia a vivacidade na vossa vida.

Por isso, a enfermidade comporta quatro componentes: trata-se duma estrutura que bloqueia, apaga e mascara o processo da plena saúde. Por isso, quando se encontram enfermos, sem que conte o grau de severidade que essa enfermidade possa ter, compreende um ou uma combinação de todos esses quatro componentes: sentir-se desorientado, alienado, em desordem e fracassado. E traduz uma mensagem que nos conduz ao propósito da enfermidade.

Qual será a causa da enfermidade?

Vocês criaram essa realidade, e até ao momento aceitaram-na nesses moldes em maior ou menor grau; criaram o corpo em que vos encontram, o veículo, colocaram-se dentro dele enquanto consciência – um local a habitar, um local onde se alojar, um meio lógico e visível de se deslocarem de um para outro local, de lhes atribuir um sentido de simulação de tempo e de espaço e de emoção e de pequenas ilusões divertidas como essas, em relação às quais sentem vontade de aprender, e criaram um planeta, e colocaram os demais nesse planeta de modo a não se verem aqui abandonados, (riso) e colocaram o planeta num sistema solar, de modo a também não se situar sozinho, e esse sistema solar numa galáxia e essa galáxia num universo e esse universo numa série de universos e fizeram tudo isso em termos físicos, astrais, causais, mentais – foi a vossa criação!

Por que razão? Se tudo se reportava ao prodígio, ao assombro, por que haveriam de se arreliar e criar a enfermidade? (Riso generalizado da plateia)
“Bem, eu não, certo?” (Riso) “A enfermidade é a causadora, a enfermidade é a culpada.” (Riso) “Alguém mais o terá feito; eu apanhei uma constipação, expus-me à ventania, ou devo ter contraído isso por contágio de alguém.”

Todas as frases - todas as frases:

Oh, não bebas desse copo que pode estar contagiado. Lava-me bem esses pratos, por causa de todos os germes...”

Mas é verdade, eles existem; não estamos a advogar que deixem de lavar os pratos, mas o que sugerimos que percebam é que vocês criaram a enfermidade, mas não pelo uso do garfo sujo – vocês fizeram-no. Porquê? Bom, por diversas razões.

Antes de mais, a enfermidade é frequentemente uma mensagem proveniente de alguma parte interior e superior de vós: do vosso Eu Espiritual, da vossa alma, mais frequentemente da parte do vosso Eu Superior. Mas, por serem um tanto avessos a descerem a rua e a deparar-se com vozes retumbantes provenientes dos céus. (Riso) Torna-se um tanto desconcertante, admitimo-lo de facto, ir a caminhar e... imaginem, as ruas de São Francisco apinhadas e todas estas vozes retumbantes todas a um só tempo... (Riso)

Uma vez que são um tanto avessos a isso e que não se dispõem a confiar nos vossos sonhos, que também lhes podem transmitir mensagens, nem confiam necessariamente nas vossas meditações por meio das quais tais mensagens poderiam ser facilmente transmitidas, o vosso Eu Superior normalmente vale-se da codificação de uma mensagem por intermédio do vosso corpo físico, e estende-lhes uma mensagem codificada – ele codifica essa mensagem porque de outro modo o vosso ego ficaria temeroso. O ego pode distorcer a mensagem:

Não ligues, não ligues, não prestes atenção a esse eu superior.

A função do ego, no que toca (...) é agora vosso inimigo pelo que a consciência superior não lhes irá enviar isso directamente mas de modo codificado e de um modo que o “idiota” do ego não possa entender. Um ego que permanece sempre vigilante e à procura de alguma mensagem, dirão vocês, mas eis que surge uma nova e vós:

Oh, deixa isso para lá, quero lá saber disso...” (Riso)

Mas no interior dessa enfermidade encontra-se uma mensagem, proveniente do vosso Eu Superior. E vocês sabem que de início isso sempre surge aos poucos. O vosso Eu Superior não está a tentar magoá-los, não está a tentar agredi-los por meio de relâmpagos. A sério. Isso de:

“ Aconteceu-me!”

Isso nunca é um facto. Sempre surgem avisos, sinais, sempre surgem mensagens que se achavam ali, se ao menos tivessem tido vontade de lhes dar ouvidos.

Se tivessem escutado isso antes, teriam podido alterá-lo, teriam podido acolher a mensagem e respondido. Obtinham a mensagem e respondiam. Mas, conforme utilizamos muitas vezes, a analogia de alguém que lhes toca à campainha da porta, e como não atendem, a pessoa volta a tocar à campainha e geralmente tocam três ou quatro vezes à segunda tentativa. Mas quanto à razão de ser disso não estamos certos... (Riso) Mas haverão de chegar a entender isso, um dia destes. (Riso) E se não atenderem, ela espreita e toca à porta, dá a volta pelas traseiras:

Uh uh, está aqui alguém? Uh uh, está alguém em casa?

Tenta abrir a porta... sem saber bem o que fazer se estiver aberta, pode meter a cabeça para dentro, etc. Mas alguém se sentirá compelido a entrar, faz ruído, golpeia a porta e eventualmente quase quebra a janela e derruba a porta a fim de entrar... isso é absolutamente decisivo, e se esperarem até a situação chegar a esse ponto ela irá resultar nalgum dano.

Mas se ouvirem aproximar-se pelo passeio, o arrastar dos pés no cascalho, e forem à porta da frente, poderá nem sequer chegar a precisar tocar à campainha. Se tivessem captado o murmúrio anteriormente, não resultaria o menor dano. Mas é assim que frequentemente a enfermidade constitui uma mensagem que lhes é enviada a partir do vosso Eu Superior – algo de que precisam estar a par, algo de que precisam tratar, algo de que precisam ter consciência. Claro, talvez apenas um tique no olho, ou um azedume nos lábios; pode ser algo dessa natureza e não ser propriamente catastrófico mas frequentemente constitui uma resposta, uma resposta que lhes é endereçada, e que pode suceder por vários modos e a enfermidades constitui um desses modos.

Também constitui estática. Certamente constitui estática e interferência; estática e interferência que é produzida por crenças e atitudes conflitantes. Como duas estações radiofónicas a competir por via de emissão. É estática e interferência quando têm duas crenças ou atitudes ou combinação de crenças e atitudes que entram em conflito umas com as outras. Elas entram em fricção entre si e rangem, o que em si mesmo constitui igualmente uma mensagem- não será? Por também produzir enfermidade.

Por quarto, trata-se de manipulação; sim, não podemos deixar isso de fora. A enfermidade constitui uma manipulação – não toda a enfermidade, mas uma das suas funções, uma das suas razões de existência, uma das razões por que a criam, também passa pelo facto de ser um instrumento de manipulação. Manipulam o medo, que passa pela criação de enfermidade a fim de controlar. Controlar! Sair de certas coisas ou aceder a certas coisas. Para controlar as pessoas. Uma manipulação falaciosa e comovente que usam a fim de conseguirem amor.

Muitos criam doenças para obterem amor. Alguém que manifestamente não conhecem e que não escutará esta cassete, desenvolveu uma doença particular qualquer, e em conversa com alguém terá dito:

“Como é que a tua família te trata?”

“Bom, é bom que agora passem a prestar-me atenção!”

Foi a resposta, com toda a clareza. O propósito da enfermidade passa pela manipulação destinada à obtenção de amor, atenção, fazer com que o marido ou os filhos por fim tenham paciência com ela. É triste, falacioso, comovente, mas uma manipulação apesar de tudo, e como tal, uma enfermidade.

Mas não precisa ser assim tão significativo, e algo mais insignificante poderá representar um pedido de amor ou um pedido de controlo, uma manipulação óbvia.
Contudo, também representa outra coisa; é também uma libertação e um alívio de tensão, percebem? Vocês têm um sentimento; mas por terem sido criados de várias formas, por causa das vossas compensações e motivações, vocês não expressam esse sentimento; armazenam-no algures dentro de vós.

Agora, esse sentimento, conforme sugerimos – sentimentos positivos e negativos - são de facto cindidos no eixo indevido; deviam ser divididos pelos sentimentos que alcançam a expressão, que são os sentimentos positivos, e aqueles sentimentos que não obtêm expressão, que são os sentimentos negativos. São aqueles sentimentos que não obtêm expressão que vós empilham nas juntas dos dedos, que eventualmente ficam retorcidos (artroses). Ou nos vossos joelhos, nas ancas ou nos pés ou nos dedos dos pés; ou no vosso fígado, ou pâncreas ou estômago, ou no baço ou cólon, ou no útero, ou nos rins.

Há toda uma variedade de sítios em que podem empilhar esses sentimentos não expressados da fúria, do ódio, da mágoa/ofensa, e até mesmo a alegria e o amor e a felicidade que não alcançam expressão.

“Oh, como poderá isso agora...?”

Por não ser expressado!

“Quererás dizer que deveríamos andar por aí a exprimi-lo a toda a gente?”

Não; vocês sabem bem que não. Estão cientes da existência de uma miríade de formas de expressar isso – através da meditação, falando convosco próprios, dirigindo-se ao maravilhoso fulano que veem diante do espelho que sempre lhes presta atenção, redigindo cartas que acabam queimando, anotando no vosso diário ou falando directamente com uma pessoa. Mas as emoções não expressadas acabam empilhadas dentro de vós. Tendem, sobretudo a empilhar as emoções negativas dentro de vós; aquelas com que se encontram mais familiarizados, aquelas em que se veem mais aptos a pensar – a raiva, a mágoa, o ódio. Mas vocês também podem empilhar, e de modo igualmente prejudicial, o amor:

“Recuso-me a senti-lo; sei que sinto amor mas recuso-me a senti-lo. Recuso-me a expressá-lo, pelo que vou empilhá-lo e fingir que não o tenho.”

Gratidão, carinho:

“Oh, deus, não, também vou empilhar esses, no local especial destinado a isso, que é empilhado.”

Essas emoções não expressadas precisam ser aliviadas, e escorrerão para fora. Elas exsudar-se-ão. Muitas vezes por intermédio das vossas comunicações manipulativas, que de certa forma parecem excelentes, o sorriso rasgado, mas por baixo do que estão a escavar e a aguilhoar, dando lugar a todo o tipo de joguinhos, e também hão-de escorre para fora de vós no caso da saúde. Por não poderem carregar isso convosco! E a vossa consciência superior e cada porção do vosso ser que se ache para além de vós e que os precede querem que cresçam. Capa parte da vossa consciência que se situa para além de vós, que irão alcançar e onde já estiveram querem que cresçam; e todas as outras porções desse ser têm consciência de não poderem carregar essas coisas; têm que as descartar! Precisam ver-se livres disso. E se as não expressarem, elas vazarão para fora de vós.

E assim, por exemplo, indivíduos que carregaram essa há raiva, dez, vinte trinta anos atrás, ou mesmo há cinco ou seis anos - por agora a coisa estar a acelerar – suprimem isso dentro delas, não expressarão isso, por não ter solução, nada poderá ser feito em relação a isso; por que incomodar-se?

Todos esses segmentos do vosso ser percebem:

“Olha, esse corpo necessita ver-se livre dessas coisas, de modo a poder seguir em frente.”

Portanto, no caso de uma doença:

“Oh, talvez seis ou sete anos de cancro agonizante, que fará vazar suficientemente essa dor e raiva, de modo que o espírito preso nesse corpo possa ser libertado.”

(continua)


Transcrito e traduzido por Amadeu António

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