terça-feira, 4 de outubro de 2016

PODER & CONHECIMENTO PROFUNDOS



DIMENSÃO, IMPACTO E integração
Vamos aventurar-nos e juntos vamos além do limiar a fim de descobrirmos a força mais majéstica, mais magnífica, uma força que poderá literal e permanentemente mudar-lhes a vida. Contudo esta noite queremos igualmente aventurar-nos juntos nas profundezas, conforme nós dizemos, por esta noite querermos trabalhar convosco no sentido de perceberem – não apenas de reconhecerem, mas de perceberem o poder. Poder que poderão já ter reconhecido em vós próprios, mas que agora precisam compreender.
E também descobrir poderes que poderão ainda nem sequer ter começado a reconhecer em vós, e poderes que ainda possam nem ter percebido. E assim esta noite queremos tratar convosco e ajudá-los, de forma que possamos trabalhar juntos no sentido de abrirmos todos esse campo, de abrirmos esse vasto domínio que é o do perceber os poderes irrealizados que se encontram dentro de vós.
Bom; claro que existe uma diferença entre o reconhecimento e o percebimento (concretização). Decerto que desde logo na pronúncia, mas mais no sentido dos conceitos, no sentido das próprias palavras.
reconhecimento envolve cognição (conhecimento), identificar, rotular, definir. E não só fazê-lo por uma só vez mas talvez uma segunda vez ou mesmo diversas vezes, quer da mesma maneira ou por maneiras diferentes ou de uma maneira mais profunda - voltar a identificar, redefinir, voltar a rotular. Voltar a conhecer – reconhecer.
percebimento (realização, compreensão) todavia, consiste num processo muito mais complicado e envolve duas fases distintas mas ainda assim essenciais, a primeira das quais é tornar real; pegar numa cognição, ou num reconhecimento e dar-lhe alento, deixar que ganhe vida; e vós deixais que ganhe vida deixando que alcance dimensão, permitindo que esse reconhecimento, essa cognição que tiverem feito várias vezes, que esse reconhecimento alcance comprimento, largura, profundidade; permitir que ocupe tempo e espaço na vossa realidade. É assim que lhe darão dimensão, e a dimensão torna-se essencial, se quiserem que ganhe vida. Vocês vivem numa realidade de três dimensões que ameaça tornar-se numa realidade de quatro dimensões (riso) e por isso, tudo quanto quiserem que ganhe vida nessa realidade e tenha alento e funcione, deverá igualmente ter essas dimensões do comprimento – essa coisa do reconhecimento, essa coisa que conseguem identificar uma e outra e outra vez.
Por quanto tempo (comprimento) poderá exercer impacto? Por quanto tempo poderá existir na minha vida? Quão ampla será (largura)? Quantas áreas do meu viver poderão ser influenciadas, poderão ser afectadas por ela? Quão profunda (profundidade) será ela? Que riqueza, que valor, que importância trará? Quanto do meu tempo e quanto do meu espaço irei partilhar com esta coisa que reconheço - este reconhecimento? É assim que lhe conferem dimensão.
Mas para lhe infundirem vida precisam conceder-lhe igualmente impacto. Por na verdade a definição de algo vivo na vossa realidade ser o facto de ter dimensão e de exercer impacto; de ter significado para vós. Não só de conseguirem identificar determinada pessoa que é fulano de tal, de a poderem identificar pelo nome, de a poderem rotular e de conseguirem reconhecê-la, mas precisam permitir que essa pessoa - caso estejamos a falar de uma pessoa – tenha significado. Poderá ser João, Joana, Alice ou António, mas que será que isso significa? Que valor terá na vossa vida – positiva ou negativamente – que valor? Que importância terá? Que importância, que mudança produzirá, se quisermos? E porque importará?
E na verdade permitir que algo exerça impacto significa dar-lhe sentido, conferir-lhe valor, importância. Isso é essencial no processo de o tornar real, de dar alento à cognição, ao reconhecimento; dar-lhe dimensão, com os seus componentes, conferir-lhe impacto, com os seus componentes. Mas isso subentende unicamente a primeira fase do que a realização compreende.
A segunda fase da realização é aquela da integração:
“Devo integrar isto no meu mundo, no meu mundo privado e pessoal. Deixar que se torne parte do meu mundo; integrá-lo, levar aquilo que torno real à ilusão, que chamo ou que vivo como o meu mundo físico. Para o poder integrar, preciso levar o real que agora compus com a dimensão e o impacto e encaixá-lo de algum modo nesta ilusão que é o meu mundo físico.”
Permitir que opere, permitir que opere para desempenhar um trabalho. Para que funcione na minha ilusão. É com isso que a integração tem que ver. E para se perceber alguma coisa, para o tornarmos real, precisarmos conferir-lhe vida, dimensão e impacto e permitir que seja integrado, permitir que resulte no nosso mundo, na nossa ilusão, na nossa realidade.
realização (compreensão) – o processo de tornar uma coisa qualquer real constitui um equilíbrio bastante delicado; porque, se for muito pouca, não conseguirá sustentar a vida, não conseguirá sustentar a dimensão, não poderá sustentar o impacto, e por conseguinte a potencial realização nada mais será do que um reconhecimento. Se a tornarmos demasiado real, uma realização em demasia, isso impedirá a integração. Quando a tornamos demasiado real, ela não poderá enquadrar-se na nossa ilusão, não poderá funcionar no nosso mundo físico, não conseguirá operar, e por conseguinte deverá permanecer inerte – por vezes na qualidade do reconhecimento, algo que conseguimos rotular, algo que conseguimos identificar, ou noutras vezes na qualidade de bloqueios, obstruções, algo em que contínua ou perpetuamente tropeçamos.
É por essa razão que frequentemente lhes recordamos as mudanças positivas por que têm passado, para que permitam que se tornem reais, para que lhes deem dimensão, para que permitam que exerçam impacto, para que as integrem na vossa realidade. No entanto, ao mesmo tempo temos-lhes sugerido os obstáculos, os bloqueios, as limitações, para que lhes libertem o realismo que lhes associaram. Para que percebam que os terão tornado demasiado reais; é por isso que não cedem, é por isso que a vossa programação e processamento, e a vossa metafísica e espiritualidade não parecem funcionar na mudança disso. Esta ideia não consiste numa contradição mas antes numa confirmação da delicadeza de toda esta coisa chamada realização. E agora do poder.
Poder é algo que podem reconhecer, que podem definir. Nós definimo-lo, muitos de vós definiram-no connosco ou terão descoberto a sua própria terminologia, poder é a faculdade e a disposição de agir, de criar, de manifestar nos vários domínios – consciente, subconsciente, inconsciente e da consciência superior. Nas várias esferas – física, emocional, mental, etérica, a que chamamos a nossa realidade. O poder é a habilidade, e para além da habilidade, a vontade de agir, de manifestar, de criar, física, emocional, etérica e mentalmente com a vossa mente consciente, subconsciente, inconsciente, e com a vossa mente supraconsciente.
Ah, sem dúvida que conseguem definir o que o poder representa; e por isso podem reconhecer ao definirem e redefinirem o poder. Mas isso não o leva a funcionar; isso não o torna real. Isso deixa algo que conseguirão identificar, rotular, algo que poderão definir, mas nada mais. E na verdade, para além disso de definir certamente que identificam e rotulam, identificar e rotular fragmentos de poder que lhes pertencem especificamente – meios e maneira por que fazem algo a respeito dessa vontade e faculdade de agir, de manifestar e de criar nesses domínios e esferas que constituem a vossa realidade.
Mencionamos em várias ocasiões três fontes bem distintas de poder, que se encontram ao dispor de toda a gente, independentemente da destreza metafísica que tiverem, independentemente do envolvimento espiritual que tiverem. Quer se encontrem profundamente arraigados na realidade consensual ou trabalhem na perfeição para romper com essa codependência, para saírem do tabuleiro do jogo, por qualquer forma.
Existem três fontes bem distintas – nós chamamos-lhes ordems, se quisermos – por meio das quais poderão descobrir fragmentos do vosso poder, identificá-los, rotulá-los. Um dos quais, conforme mencionamos como os dons humanos, as liberdades humanas – aquelas qualidades que os distinguem do animal humano, que os distinguem dos domínios inferiores, animal, vegetal ou mineral.
Falamos frequentemente nisso, na capacidade de conceber e de perceber; de gerar e de conceber algo novo em vós próprios e não apenas imitar, não apenas macaquear, segundo o termo que está em voga, mas conceber algo completamente novo, e não só entender mas perceber, vislumbrar um sentido mais vasto, uma maior compreensão.
Uma outra é a do pensar – pensar conscientemente. Decerto que os animais pensam, e de facto as plantas também o fazem, mas não com a consciência que vocês possuem, não com a faculdade de decidir e de pensar neste momento e altura particulares. E de sentir similarmente. Decerto que as plantas e os animais, e até mesmo os minerais têm sensações, sim, mas não a gama emocional de sentimentos nem a consciência para sentirem neste momento ou para sentirem naquele momento - para sentir activa e conscientemente. A faculdade de conhecer, de ser capaz de conhecer a diferença entre as vossas necessidades e os vossos desejos e de saber em que consistem realmente esses desejos e necessidades. Uma vez mais, é algo que é consciente no ser humano, e que será porventura é instintivo, seja em que grau for que se encontre presente nos reinos inferiores.
A capacidade de imaginar – uma outra. Ter uma imaginação vívida e vibrante, repleta e ruborizada de imagens, quer para ver ou escutar, cheirar ou tocar ou para provar ou para entender por formas que parecem desafiar por completo os sentidos. A faculdade de amar, conscientemente, de amar, de dar afecto, de receber afecto, e na verdade para ser afecto e ser mudado pelo próprio afecto que estiver presente – o que constitui um dom humano, uma liberdade humana, e um dos potenciais fragmentos de poder que lhes pertence.
E a última consta de curar, uma vez mais, de o fazer conscientemente. Decerto que certos animais se reparam a eles próprios, se regeneram, e muitos são capazes de se curar adequadamente, talvez por investirem muito menos na doença, mas seja como for… (Riso) Por vezes o ser humano exerce um maior investimento, mas é compensado pela capacidade que tem de curar conscientemente e de passar por esse processo. Esses são sete dons únicos e distintos que os tornam humanos de verdade. Todos têm esses dons ao seu dispor, mas alguns de vós possuem uma capacidade particular, num ou noutro campo, alguns de vós são de uma maneira lata imaginativos, e isso constitui um poder particular que possuem.
Para outros será a capacidade de curar, e embora todos vocês tenham a capacidade de amar, para alguns isso sucede de uma forma mais pronta, mais automática, e forma uma parte natural que possuem.
Já no caso de outros, a capacidade de perceber ou de conceber constitui a o seu pendor particular, a coisa que lhes é tão fácil de fazer que resulta quase automática. E nessa ordem de sete potenciais dons, de sete potenciais liberdades que os tornam humanos encontra-se o poder. E cada um de vós possui, nesses agrupamentos, um ou porventura mais – mas pelo menos um que se destaca – a vossa parte única e particular de poder. E conseguem rotulá-lo, conseguem identificá-lo. Decerto que mencionamos uma segunda ordem que se acha ao dispor de toda a gente, que é a ordem da força. Quando falamos das forças emocionais, e mencionamos a consciência e a acção que envolvem, a criatividade e a produtividade, o discernimento e a avaliação, da coragem mais o empenho que acarreta, o do perdão e da capacidade de perdoar, o da curiosidade e do intelecto que comporta. No caso de alguns a empatia – não simpatia, mas empatia, um plano de interesse e de intimidade. Já no caso de outros será a vontade; a propensão e a profundidade da sua vontade, e da imaginação que sempre a acompanha.
Depois há as forças emocionais do sonhar e do visionar; e as do bom humor e da sua integridade. Assim como as óbvias da liderança, que constitui uma força particular – que não é medida pelo número de seguidores, mas medida pela quantidade de impacto que estejam dispostos a exercer. Aquela força do amor, e a sua função real do pô-lo em prática, e decerto que a comunicação para alguns constitui uma força magnífica, mais a percepção e a concepção que carregam consigo, de um pensamento original, de uma comunicação inovadora original. E ainda o discernimento, embora a um nível diferente, o discernimento que faculta a prioridade. Prioridade espiritual mas mesmo aquela de serem capazes discernir prioridades - uma força. E a da paixão, assim como a da compaixão.
Uma vez mais, tudo isso são forças que esperamos que com o tempo desenvolvam, mas algumas delas serão mais naturais, algumas delas estão numa maior harmonia convosco, algumas delas destacam-se mais por estarem ligadas, ou identificadas, se quiserem, de uma forma distinta convosco. E esta forma a segunda ordem.
Mas há todavia uma terceira ordem de forças, ou melhor, uma terceira ordem de poder, que procede do próprio impulso básico, do dinamismo da personalidade dentro de vós. Uma vez mais, existem muitos ímpetos diferentes, mas existe um que é básico, um que é de tal modo inato dentro de vós que não conseguem imaginar poder existir ou sobreviver sem ele. Para alguns trata-se do ímpeto para amar; para serem amados, sim, mas para amarem, para se tornarem nos zeladores, nos educadores, nos que estimulam, naqueles que prestam serviço - enquanto sua motivação primordial, seu ímpeto primordial. Aquilo que fazem instintiva e automaticamente – amar. Para outros é realizar, alcançar. A conquista constitui um ímpeto tão vital e tão bela que constitui uma maravilha para alguns de vós.
Já outros são os empreendedores, os cumpridores, aqueles que conseguem terminar as tarefas independentemente dos obstáculos e independentemente do tempo que envolve, independentemente da tenacidade… São aqueles que o levam a cabo, aqueles que conseguem terminar com êxito, e aqueles em relação a quem se disse:
“Quando quiserem que algo seja feito, peçam-no a quem estiver ocupado, por ele o conseguir empreender mais rapidamente do que aqueles que parecem nada ter que fazer.” (Benjamin Franklin) (Em português a correspondência mais aproximada é a do ditado: “Quem quer vai, quem não quer manda.”)
Há aqueles que possuem o ímpeto básico de criar, seja no campo das belas artes, ou da representação ou das profissões, ou no âmbito alargado da própria vida, sempre a querer criar e a trazer uma vida nova, um novo conceito, uma nova compreensão, sempre a conceber algo, não só na forma física, mas conceber, criar, inspirar os outros por meio de algo – criar. Para alguns de vós, acima do que quer que seja, é isso.
Contudo, há outros que são pensadores, aqueles que através da visão têm vontade de pensar, de descobrir o mundo e descobrir todas as ramificações e de ser os pensadores visionários, se quisermos. Mas há outros que buscam a criação da segurança, a criação da protecção; embora de facto eles possam constituir um valor, antes de qualquer deles o que vem primeiro é a segurança, primeiro vem a protecção – criar o espaço onde implementar todo esse afecto e toda essa conquista, todo esse criar e pensar – a criação do espaço da segurança. Mas depois há aqueles que buscam o respeito e a admiração, a diversão que a vida pode encerrar, a beleza que é encontrada na alegria e na felicidade, e que, em qualquer das situações ou circunstância buscam sempre encontrar a graça, a diversão.
Ainda há aqueles que pretendem ser autosuficientes e liderar, que se encarregam e que definem o tom e o passo do que deve ser feito, da forma como a vida deve ser vivida. E depois há aqueles que são os pacificadores, que buscam a unidade, o denominador comum, que buscam estabelecer pontes para a união entre as pessoas, com o mundo, com a realidade, com o ambiente; trazer a paz entre as pessoas e por entre o mundo. Aqueles que buscam aquela unidade acima de tudo, aquela prioridade, por acharem que sem essa paz de que valerá o amor e o serviço, e realização? De que valerá a criação e o pensar e a segurança; de que valerá a diversão? Mas mesmo entre os que buscam a liderança, se não houver unidade, uma condição de paz, toda uma unidade que faça com que tudo tenha importância…?
E depois há o ímpeto daqueles que querem mudar a sua natureza e o mundo, e que querem fazer do mundo que os rodeia um sítio melhor, melhorá-lo, deixar o mundo melhor do que o tiverem encontrado, reformar, alterar, melhorar.
Todos vocês querem fazer todas essas coisas, não há aqui ninguém por entre vós que diga que não queira conseguir isso. Decerto que quererão consegui-las todas, mas, se ao menos conseguissem uma só que fosse. Se tivessem todas essas nove qualidades na mão e alguém dissesse que precisavam abrir mão de uma, e depois de uma segunda, e depois de uma terceira e uma quarta, todas – qual seria a última? Qual seria aquela que manteriam da forma mais tenaz? Qual será a que, na vossa existência, se revelará endémica? Que será que os impele? Quando são encostados à parede e não têm saída, que cartas jogam? Jogarão a carta do amor ou da conquista, ou a da criação ou a do pensar, a carta da segurança ou da liderança ou da diversão? Ou será a da paz, a da mudança, a da reforma? Quando agem sem pensar, automaticamente, qual será a reacção instintiva que têm? Esse é o âmago da vossa natureza, da vossa pessoa, da vossa personalidade. Também representa o vosso poder.
Para aqueles de vós que estão aqui a fim de amar, isso não é casualidade nenhuma, não é acidente algum nem algo em que tenham caído por uma questão de desânimo. É algo que constitui o vosso poder – vocês têm o poder de conseguir isso melhor que muitos outros. Aqueles que sejam empreendedores, isso não é nada de que se devam envergonhar ou algo que deva representar uma maçada, não, é um poder belo e incrível, por que vocês têm um pendor, uma capacidade de fazer. Do mesmo modo, em relação àqueles que criam, não é que toda a gente seja artista, nem é necessariamente o impulso da personalidade que têm, mas para alguns esse ímpeto pelo criar é algo que aplicam quase a qualquer área do viver – inspirar-vos a vós e aos outros. Que é o que tem tudo que ver com o criar.
Nessas três ordems poderão identificar e rotular as porções do poder que se lhes aplicam a vós. Poderão descobrir de facto que são verdadeiros pensadores, que possuem a capacidade de comunicação, juntamente com a da liderança e a da coragem e a da curiosidade. Tudo ligado entre si pela força impulsionadora do estabelecer a paz, do fazer florescer a unidade em todos, de utilizar a capacidade de pensar e de descobrir essa unidade; de utilizar a comunicação, a vossa coragem, a vossa curiosidade e liderança rumo à unidade.
Podem muito bem definir o que seja o poder e classificá-lo e identificá-lo, e muitos fizeram-no, mas vejam bem, o reconhecimento não é suficiente. Ser capaz de reconhecer e de recitar de memória um belo solilóquio, um belo monólogo, uma bela afirmação do vosso poder de identificar, de classificar e de definir e de voltar a identificar, de voltar a classificar e de redefinir… na verdade alguns de vós já terão anotado estas palavras umas catorze ou quinze vezes. (Riso) Vocês reconhecem de facto! (Riso) Vocês conhecem e voltam a conhecer. Mas o reconhecimetno não basta, assim como o classificar e o identificar. Precisam infundir vida naquilo que classificam e identificam, dar-lhe dimensão.
Esse pensar, esse comunicar, essa curiosidade e liderança, esse estabelecer da paz, quanto tempo terá e virá a ter na vossa vida? Quão vasto, por quantas áreas do vosso viver se derramará? Que riqueza e profundidade terá? Quanto tempo e quanto espaço lhe devoto? Não basta pronunciar as palavras, precisam apurar o que isso queira dizer para vós. Mais alguém poderá apelar que essas sejam palavras igualmente suas. Exactamente, poderão ser igualmente os seus rótulos e definições. Mas que será que significam para vós? Que significará para vós a liberdade para pensar? Que quererá para vós dizer liderança e curiosidade e coragem? Que valor será que tem? De que modo irá isso importar, mudar alguma coisa mais a maneira como vivem a vossa vida? É desse modo que lhe infundem vida e lhe atribuem dimensão e impacto, entendem? E se não possuir isso não será realizado – não será tornado real – será unicamente reconhecido.
(continua)
Transcrição e tradução de Amadeu António

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