terça-feira, 6 de setembro de 2016

SOBRE O SONO E OS SONHOS




Pergunta: Queira delinear, de forma clara e compreensível o material a apresentar ao público em geral, que explique o que ocorre com as forças conscientes, subconscientes e espirituais da entidade que se encontra no estado conhecido por sono.

Sim. Conquanto tenham escrito bastante com respeito às experiências por que os indivíduos passam nesse estado designado por sono, apenas recentemente se deu uma tentativa de controlar ou de formar uma ideia definitiva do que produz as condições no inconsciente ou subconsciente ou na mente subliminar, na tentativa de produzir um carácter – ou de determinar aquilo que produz o carácter - dos sonhos tidos por um indivíduo ou entidade. 

Para certas mentes tais experimentos poderão determinar as questões que digam respeito à alegação de um psiquiatra ou psicanalista qualquer e por meio de tais experimentos refutar ou determinar o valor dos mesmos no estudo de determinado carácter dos distúrbios mentais nos indivíduos. Contudo, pouco disso poderá ser designado por verdadeira análise do que sucede ao organismo, que física, mental, subconsciente ou espiritualmente, quando se abandona por tal repouso.

Sem dúvida que há determinadas condições que ocorrem com respeito ao físico, ao consciente e ao subconsciente, assim como com respeito às forças espirituais do corpo. Por conseguinte, se analisarmos tal estado para obtermos uma compreensão abrangente, tudo quanto tenha que ver com esses factores precisará ser considerado.

Primeiro, devemos dizer que o sono representa uma sombra daquela interrupção das experiências terrenas, daquele estado a que chamam de morte, por a consciência física perder noção das condições existentes, salvo se forem determinadas pelos atributos do físico, que participam dos atributos da imaginação ou das forças do subconsciente ou inconsciente desse mesmo corpo. Ou seja (do ponto de vista material) num sono normal os sentidos ficam num estado de alerta, por assim dizer, de modo que as forças auditivas são as que mostram uma maior sensibilidade. O sentido auditivo possui atributos ou sentidos de aspecto mais universal, quando a matéria na sua evolução se tornou ciente de si mesma como capaz ou tirou do que encontrava ao redor para seu sustento do seu presente estado, do menor até ao maior dos objectos animados ou seres. Desde o mais baixo da escala da evolução até ao mais elevado, o homem.

Assim, pois, achamos que resta aquilo que é vulgarmente conhecido por quatro atributos que actuam independentemente e de forma coordenada em termos de consciência para que um corpo físico seja consciente. No estado de sono ou de repouso, descanso ou exaustão, assim como num estado induzido por uma qualquer influência exterior, eles tornam-se inconscientes daquilo que tem lugar ao redor do objecto em repouso. Depois dá-se o efeito que se tem sobre o corpo quanto ao que se torna mais consciente daqueles atributos daquele organismo que não têm consciência – daquilo que existe ao redor. 

Os órgãos daquela porção que se encontra no estado conhecido como inactivo, ou não necessariamente destinado ao movimento consciente, permanecem em funcionamento – a pulsação, o batimento cardíaco, o sistema de assimilação e o sistema excretório – esses continuam em funcionamento. No entanto, períodos há no decurso de tal repouso em que até mesmo o coração e a circulação podem parecer estar em repouso. O que será então isso que não se encontra em acção durante tal período? É aquilo conhecido como sentido de percepção, que está relacionado com o cérebro físico. Consequentemente, poderá ser verdadeiramente referido, pela analogia apresentada, que o sentido da audição se subdivide e que se gera um acto de audição por meio da sensação, um acto de audição por meio do sentido do olfato, um acto de audição por meio de todos os sentidos independentes dos próprios centros cerebrais, mas que pertence antes aos centros linfáticos – ou a todo o sistema simpático num acordo tal que se torna mais consciente, mais agudo, muito embora o corpo e o cérebro físico se encontrem em repouso, ou inconscientes.

Do que será, pois, que esse sexto sentido participa que tanto tenha que ver com as actividades da entidade, através dessas acções que podem ser produzidas por essa passagem interna pela gama dos sentidos de uma entidade quando em repouso, que possa ser chamado – nas diversas considerações ou fases - de experiência de algo de dentro dessa entidade enquanto sonho que possa encontrar-se em integridade com aquilo que estiver a suceder, está a suceder, ou que possa somente ser apresentado por uma forma que seja emblemática para o corpo ou aqueles que o interpretem.

Isso, pois, esse sexto sentido, conforme poderá ser designado aqui nesta consideração participa da entidade acompanhante que se encontra permanentemente de guarda diante do trono do próprio Criador, e que perfaz aquilo que é passível de ser deixado à sua própria iniciativa, até chegar a guerrear (por um modo qualquer da expressão) com o eu – o que deverá manifestar-se no mundo material sob a forma de doença ou enfermidade, ou temperamento, ou aquilo a que chamamos de humores, ou resmunguice, ou outra forma qualquer que possa receber quer no estado de vigília quer no estado de sono, que tenha habilitado o cérebro em meio às suas actividades, a ficar tão alterado a ponto de reagir do modo que reage uma corda afinada ao vibrar num certo tom ao ser golpeada.

Assim, descobrimos que o sentido que governa isso é tal que pode ser conhecido como o outro aspecto da natureza da entidade, ou indivíduo, o outro eu. Consequentemente achamos que deva existir uma linha qualquer definida que possa ser tomada por esse outro eu, e que muito de quanto com respeito a isso foi acordado – ou registado – relativamente àquilo que pode produzir determinados efeitos nas mentes ou corpos (mas seguramente não as mentes, por as suas forças activas se encontrarem nesse exterior daquilo em que a mente, conforme é vulgarmente conhecido, ou os próprios centros cerebrais, funcionam.) Mas conforme poderá ser dito por toda uma experimentação dessas, isso pode ser produzido – o mesmo efeito – sobre o mesmo indivíduo, e não produzir o mesmo efeito num indivíduo diferente sujeito a um mesmo ambiente ou sob idênticas circunstâncias.

Assim, isso deveria levar-nos a considerar, a saber, que existe uma ligação definida que optamos por designar por sexto sentido, que actua sob os sentidos auditivos do corpo físico e sobre o outro aspecto do indivíduo. Em termos puramente físicos descobrimos que no sono o corpo se acha relaxado e que pouco ou nenhum retesamento revela, e que aquelas actividades que funcionam por intermédio dos órgãos que se encontram sob a supervisão do subconsciente ou do eu inconsciente, por intermédio das actividades involuntárias de um organismo que tenha sido posto em movimento por meio daquele impulso que tenha recebido do seu germe ou força celular inicial, e da sua actividade, pela união daquelas forças que tenham sido impelidas ou sobre as quais tenha agido por parte daquilo de que se tenha fornecido, e que por todos os seus esforços e actividades que tenham então lugar poderá ser visto que isso pode ser demonstrado pela devida consideração – que o mesmo organismo alimentado à base de carne durante um período – assim, o mesmo organismo alimentado unicamente à base de ervas e de frutos – não teria o mesmo carácter ou as mesmas actividades do outro eu no relacionamento com aquilo que seria experimentado pelo outro eu na sua actividade por intermédio do que é chamado eu sonhador.

Edgar Cayce (Sessão 5754-1)

Bom, com o que foi sugerido, da existência de uma força activa em cada indivíduo que funciona à maneira de um sentido quando o corpo físico se encontra mergulhado no sono, no repouso ou descanso, traçaríamos agora um perfil das funções disso que optamos por chamar de sexto sentido. Que relação terá ele com os cinco sentidos reconhecidos de um corpo físico consciente? Se estiverem activos, que relação terão com tal sentido?

Muitos foram os termos usados na tentativa de descrever aquilo em que consiste a entidade espiritual de um corpo, e da relação que esse espírito ou alma tem com as forças activas de um corpo físico normal. Alguns optaram por lhe chamar corpo cósmico, corpo cósmico como um sentido da consciência universal, ou aquela porção da mesma que faz parte, ou aquele corpo em que o homem ou indivíduo se vê envolto por altura do seu advento ao plano material.

Em muitos aspectos tais termos são acertados, contudo, pela sua classificação – ao lhes atribuírem nomes para designarem as suas faculdades ou funções, eles foram em muitos aspectos limitados.

Mas, que relação terá esse sexto sentido (conforme aqui foi sugerido) com este corpo alma, essa consciência cósmica? Que relação terá com as faculdades e funcionalidades da mente física normal? Qual precisará ser treinada? O sexto sentido? Ou deverá o corpo ser treinado no seu outro funcionamento segundo os ditames do sexto sentido?

Naquilo que foi apresentado descobrimos que isso foi designado, que nessa faculdade ou função – que se acha tão activa quando a consciência física é deixada de lado – ou conforme foi designado por um qualquer poeta, como quando o corpo repousa nos braços de Morfeu - se encontrará possivelmente mais próximo daquilo que pode ser compreendido por muitos; porque, conforme foi referido, essa actividade ou atributo (conforme é constatado) da mente na actividade física – deixa uma impressão definitiva. Mas, sobre o quê?
Sobre as actividades mentais do corpo ou sobre a porção do subconsciente do corpo (à qual foi chamado e que jamais esquece), sobre a essência espiritual do corpo ou sobre a própria alma? Isto são perguntas e não afirmações.

Para compreendermos, pois, passemos a propor ilustrações como um padrão, para que haja compreensão do que está a ser apresentado.
A actividade do sexto sentido constitui a força ou o poder de activação do outro eu. Que outro eu? Aquilo que tiver sido edificado num todo pela entidade ou corpo ou alma, por intermédio das suas experiências no mundo material e cósmico, que representa como que uma faculdade do próprio corpo da alma. Daí o subconsciente conscientiza-se dessa força activa quando o corpo se encontra em repouso, esse sexto sentido, qualquer acção da parte do eu ou de outro que esteja em desacordo com o que tiver sido edificado por esse eu – isso representará o guerrear de condições ou de emoções no indivíduo.

Daí se poderá ver que o indivíduo adormece no pesar e acorda com uma sensação de elação. Que terá acontecido? Possivelmente poderemos entender aquilo que estamos a falar. Aconteceu que, e sempre quando a consciência do corpo se encontra em descanso e o outro eu comunga com a alma do corpo, ou passe para aquele domínio de experiência nas relações que tem com todas as experiências dessa entidade, que pode ter tido ao longo das eras, ou em correlação com aquilo que essa entidade tenha aceitado como critério ou norma de juízo ou de justiça, na sua esfera de actividade.

Consequentemente, através de uma associação dessas, pode ocorrer no sono aquela paz, aquela compreensão concedida por aquilo que tenha sido correlacionado através dessa passagem de ambos esses aspectos eu de um corpo durante o sono. Daí que achemos que o indivíduo que tenha maior inclinação para o espiritual sejam os mais facilmente apaziguados, mais se sintam em paz e em harmonia tanto na actividade do estado normal como durante o sono. Porquê? Por ter estabelecido diante de si aquilo que representa o critério em que poderá apoiar-se por completo, devido a que aquilo de que a alma ou entidade brotou no seu conceito, na percepção que tem do divino ou das forças criativas inerentes à sua experiência. (Aqui referimo-nos ao indivíduo!)

Daí que aqueles que tenham designado o Nome do Filho depositem a sua confiança n’Ele, e Ele constitua o seu padrão, o seu modelo, a sua esperança e a sua actividade. Assim vemos como, a acção através de tal sono ou tranquilidade equivale a penetrar no silêncio. Que queremos dizer com penetrar no silêncio? Penetrar naquilo que representa o critério dos aspectos eu de uma entidade. Por outro lado, muitas vezes constatamos que podem retirar-se com uma sensação de elação e de paz, e acordar com uma sensação de depressão ou de desinteresse, de solidão, de falta de esperança ou de medo a penetrar o corpo físico desperto com essa depressão que se manifesta sob a forma de abatimento ou falta de ânimo, conforme é referido, ou sensação de indiferença, de arrepios por todo o corpo, como expressão dessas forças. Que terá ocorrido? Uma comparação “nos braços de Morfeu,” naquele silêncio, naquela relação do corpo físico, inconsciente daquelas comparações feitas entre a alma e as suas experiências desse período com as experiências de si próprio ao longo das eras. E a experiência pode não ter sido lembrada como um sonho – mas ela continua a existir – e precisa encontrar a sua expressão nas relações de tudo quanto tenha experimentado em qualquer esfera da actividade em que tenha dado por si.

Daí que muitas vezes encontremos circunstâncias individuais em que uma pessoa de mentalidade espiritual no plano material (ou seja, na aparência exterior das pessoas que o veem) sofram comummente de tristeza, doença, sofrimento, e coisas do género. Que é que tem lugar? As experiências da alma defrontam-se com aquilo que tenham merecido para clarificação das associações que possua com o que quer que tenha definido como seu ideal. Se uma pessoa se tiver colocado em linha contra o amor manifestado pelo Criador, na sua actividade do plano material, então deverá dar-se um contínuo guerrear entre esses elementos.

Por comparação, poderemos ver, pois, como foi que essa energia da criação se manifestou no Filho. Pelas actividades do Filho no plano material, se podia dizer: “Ele dorme, quando à vista externa ele se encontrava morto; por Ele ter sido, ser e sempre será Vida e Morte num só. Porquanto, conforme nos encontramos na Sua presença, aquilo que tivermos edificado na alma prevalecerá como a Sua condenação, ou o que é agradável à Sua presença. Por isso, meu filho, deixa que as tuas luzes residam n’Ele, por esses serem os modos por que todos poderão chegar à compreensão das actividades. Porquanto, conforme foi referido: “Eu encontrava-me no Espírito no dia do Senhor.” “Eu fui conduzido até ao sétimo céu. Quer tenha estado no corpo ou fora dele, não o sei dizer.”

Que seria que estaria a ocorrer? A subjugação dos atributos físicos de acordo e em harmonia com a sua fonte infinita estabelecida como seu ideal, trazida a essa alma. “Muito bem, bom e fiel servo. Entra no regozijo do teu Senhor.” “Aquele que foi o maior entre vós,” – não como Gentios nem como Pagãos, escribas ou Fariseus, mas “Aquele que for o maior será servo de todos.”

Que terá, pois, isso que ver com o tema do Sono? O sono - aquele período em que a alma faz balanço do que tenha posto em prática desde um período de repouso até ao subsequente, ao estabelecer, por assim dizer, as comparações que concorrem para a própria vida na sua essência, pela harmonia, pelo amor, pela gentileza, pela alegria, pela resignação, pela paciência, pelo amor fraternal - isso são frutos do espírito. O ódio, as palavras rudes, os pensamentos maldosos, a opressão e coisas afins, essas são o fruto das forças do mal, e a alma quer abomina que tenha passado por isso, ou entra na alegria do seu Senhor. Consequentemente nós vemos as actividades dos mesmos. Isto uma essência daquilo que é intuitivo nas forças activas.

Porque deverá isso ser assim numa porção, ou numa parte do corpo, em vez de noutra? De que forma terá recebido a mulher a consciência que tem? Através do sono do homem. Daí que a intuição constitua um atributo daquilo que foi tornado consciente por via da supressão daquelas forças originárias daquilo que brotou, ainda assim dotadas de todas aquelas capacidades e forças do seu Criador, que destinou a sua actividade ao mesmo num mundo consciente, ou - se preferirem designá-lo assim - num mundo tridimensional, num mundo material, onde os seus seres precisam ver uma materialização para tomarem conhecimento da sua existência no seu plano. Contudo, todos estão conscientes de que a própria essência da vida - como o ar que é respirado - transporta aqueles elementos que não têm conhecimento consciente de qualquer existência relativa ao corpo, e no entanto o corpo subsiste, e vive desse modo.

No sono todas as coisas se tornam possíveis, conforme damos por nós a voar pelo espaço, a ser elevados, ou a ser perseguidos, ou sei lá que mais, por aquelas mesmas coisas que se prestam à comparação daquilo que tiver sido edificado pela alma mesma do próprio corpo. Que será, pois, esse sexto sentido? Não é a alma, nem a mente consciente nem a mente subconsciente, nem a intuição tão só, nem é nenhuma dessas forças cósmicas - mas a própria força ou actividade da alma na experiência que empreende através do que quer que tenha sido a experiência dessa mesma alma. Do mesmo modo que diríamos, será a mente do corpo o próprio corpo? Não! Será, pois, o sexto sentido a alma? Não! Não mais do que a alma em relação ao corpo! Por a alma ser o corpo de, ou a essência espiritual de uma entidade manifestada neste plano material.

Edgar Cayce (Sessão 5754-2)

(Continuação do esboço do que sucede durante o sono)

Bom ao nos depararmos com essa condição do corpo e este funcionamento, ou este sentido, ou faculdade do sono e do sentido, de um sexto sentido, o que, como poderá este conhecimento ser usado em benefício do desenvolvimento do indivíduo rumo àquilo que atingiria?

Quanto à forma como poderá ser usado, pois, depende do ideal desse indivíduo; pois, conforme foi salientado nas Santas Escrituras, se o indivíduo perder o ideal, então as faculdades ou esse sentido do indivíduo de entrar em contacto com as forças espirituais perder-se-ão gradualmente, ou erguer-se-ão barreiras que impedirão isso de ser um sensor da proximidade do indivíduo de um desenvolvimento espiritual.

Àqueles que se acham próximo do reino espiritual, as suas visões, sonhos, e coisas similares, são com mais frequência – e são com maior frequência retidos pelo indivíduo; pois que, conforme visto enquanto lei inicial, está a autopreservação. Então raramente quererá o próprio condenar-se, salvo quando diferentes aspectos do próprio se degladiam um com o outro, conforme os elementos dentro de um organismo quando ingere por alimento aquilo que produza o que é designado por pesadelo – que se debate com os sentidos do corpo, e toma parte quer daquelas coisas que metem medo, ou produz visões da natureza em comparticipação com os elementos ingeridos no sistema, e se activam no mesmo. Isso podrá ser dado a título de exemplo do que envolve.

Então, de que modo poderá isso ser usado para desenvolver um corpo no relacionamento que tenha com as forças materiais, mentais e espirituais? Quer o corpo o deseje ou não, durante o sono a consciência física é deixada da lado. O que venha a ser o objecto do que busca, depende do que tenha edificado ou com o que se tenha associado, em termos materiais, mentais, espirituais, e quanto maior for a associação na mente nas forças físicas, nos atributos físicos, será com os elementos espirituais, pois – como foi visto pelos casos daqueles que tentam produzir um certo carácter de visão ou sonho – que acompanham muito essa linha; por uma outra lei que é universal se tornar activa! O semelhante gera o semelhante! Aquilo que for semeado com honra será colhido em glória. Aquilo que for semeado de forma corrupta não poderá ser colhido em glória; e as semelhanças são associações que constituem os companheiros daquilo que tiver sido edificado; por essas experiências e sonhos, visões e similares não passam de actividades que se geram no mundo invisível do vervadeiro eu da entidade.

Pronto para as perguntas.

Pergunta: Como poderemos treinar o sexto sentido?

Isso foi justamente referido, aquilo que estiver cosntantemente associado à visão mental nas forças imaginativas, aquilo que estiver constantemente associado com os sentidos do corpo, rumo ao que irá desenvolver-se. Que é isso que é e pode ser procurado? Sob estresse, muitos são – Não há quem a certa altura não tenha sido avisado com respeito àquilo que pode surgir na experiência física ou diária! Terá ele atendido? Atenderá ele àquilo que pode ser dado como aviso? Não! Precisa ser experimentado!

Pergunta: Como poderemos ser constantemente ser guiados pela entidade acompanhante que está de guarda ao Trono?

É aí! Tem que ver com o facto de o desejar ou não! Não abandona mas constitui a força activa. É a capacidade de detectar as variações nas experiências que são vistas, conforme foi dado na ilustração – “Com respeito a me encontrar no corpo ou fora dele, não o poderei dizer.” Daí que esse sentido seja a capacidade que a entidade tem de associar o seu físico, mental ou espiritual àquele domínio que ela, a entidade, ou a mente da alma, busca associar-se durante tais períodos – estás a ver? Isto poderá confundir alguns, por – conforme foi dito – o subconsciente e a anormal, ou o inconsciente consciente, constitui a mente da alma; ou seja, o sentido de isso ser usado, enquanto parte subconsciente ou subliminal do ser que está permanentemente de guarda ao próprio Trono; pois não terá sido dito: “Ele encarregou os seus anjos com relação a ti, para te proteger em todos os caminhos, para que não tropeces numa pedra”? (Salmo 91:11)

Terás atendido? Então Ele achar-se-á próximo. Não o consideraste? Então Ele retirou-se para o teu próprio ser, estás a entender? Aquele ser que foi edificado, que representa o companheiro, que deve achar-se presente – que se encontra presente – acha-se diante do próprio Trono! Consciência – consciência física – entendes – o homem busca isso para sua própria diversão. Durante o sono ela (a alma) busca a verdadeira diversão, ou a sua verdadeira actividade.

Pergunta: Que será que governa a experiência do corpo astral enquanto se encontra no quarto plano dimensional durante o sono?

Isso, conforme foi referido, é aquilo com base no que se tiver nutrido. Aquilo que tiver edificado; aquilo que buscar; aquilo que o seu lado mental, a mente subconsciente, a mente subliminar, busca! Isso é que governa. Então chegamos à compreensão de: “Aquele que quiser encontrar deve procurar.” No físico ou no material isso compreendemos nós. Esse é o padrão do ser subliminar ou espiritual.

Pergunta: Que estado ou tendência de desenvolvimento será indicado caso uma pessoa não se lembre dos seus sonhos?

A negligência das associações que estabelece, tanto físicas, mentais como espirituais. Indica uma pessoa negligente!

Pergunta: Nós sonhamos continuamente mas simplesmente deixamos de o recordar conscientemente?

Continua uma associação ou retira-se do que é seu direito, ou a capacidade de associar! Não existe diferença no mundo invisível salvo que no invisível muito maior extensão de espaço pode ser coberta! Desejará uma pessoa associar-se sempre com os demais? As pessoas procurarão sempre cmpanhia neste ou naquele período a cada dia das suas experiências? Recolher-se-ão elas? Esse desejo reside ou prossegue! Entende? É uma experiência natural! Não é antinatural – é a natureza – Deus em acção! As associações que Ele tem com o homem, o Seu desejo de criar para o homem um caminho para a compreensão! Não será vista ou plenamente compreendida aquela ilustração que foi dada do Filho do Homem, em que enquanto os que se encontravam no barco temiam os elementos o Mestre do mar, dos elementos, dormia? Que associações não terão ocorrido com tal sono? Que será um retiro natural? Contudo, quando ele se lhes dirigiu, os ventos e o mar obedeceram à Sua voz. Vocês podem fazer como Ele, se se tornarem conscientes – quer consciência por intermédio da comunicação ou compreensão das forças dentro de vós, aqueles elementos da vida espiritual no subconsciente e inconsciente, eles são um!

Pergunta: Será possível que a mente consciente sonhe enquanto o corpo astral ou espiritual se acha ausente?

Poderão dar-se sonhos – (Aqui estabelecemos uma divisão) A mente consciente, enquanto o corpo se acha ausente, é como que aquela faculdade de se dividir e fazer duas coisas ao mesmo tempo, conforme é visto nas actividades da mente.
A capacidade de ler a música e de a tocar representa o uso de diferentes faculdades da mesma mente. Diferentes porções da mesma consciência. Então, para que uma faculdae funcione enquanto a outra opera numa direcção diferente não só é possível como será provável, dependendo da habilidade do indivíduo de se concentrar, ou de centralizar ns diversos sítios aqueles funcionamentos que se manifestam nas forças espirituais no plano físico. Magnífico, não é?

Pergunta: Que ligação existirá entre o físico ou a mente consciente e o corpo espiritual durante o sono ou durante uma experiência astral?

Esse sentir é como foi dito! Com o quê? Aquele sentido separado, ou a capacidade do sono, que responde pela agudeza para com aquelas forças que se encontram no ser físico que se manifestam em tudo quanto é animado. Como o desabrochar da rosa, o acelerar no seio, do grão à medida que brota, o despertar em toda a natureza daquilo que foi estabelecido pelas forças divinas, para criar a consciência da sua presença na matéria, ou nas coisas materiais.

Edgar Cayce (Sessão 5754-2)

Traduzido por Amadeu António

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