terça-feira, 6 de setembro de 2016

SÍMBOLOS DA LENDA ARTURIANA




Bom dia. Estou encantado por me encontrar com todos vós uma vez mais, hoje, para falar acerca da lenda Arturiana, que para muitos de vocês significa uma busca, uma demanda. Mas não é só nesta área que isso está a ter lugar, mas por todo o universo. Por esta altura, no vosso universo, dá-se o restabelecimento das energias do passado.

Toda lenda tem base no facto, mas não necessariamente no facto físico; no facto da energia da fonte, que reside por detrás do físico. Assim, as energias que estão de novo aqui a ser conduzidas, constituem as energias principais daquilo que residia por detrás da lenda, e a lenda por sua vez representou o conto simbólico que foi propagado pelo mundo físico para ser tocado e explorado pelo homem.
Tudo nesse conto se acha revestido de um significado simbólico relativo a algo mais vasto do que o próprio conto. Assim, vamos passar a explorar todos os aspectos desse conto e começar a ver que é um conto que se insere num outro conto e num outro conto, etc.

Uma das coisas mais importantes a recordar é que quando uma energia universal é conduzida de volta a um novo momento do tempo, ela se estabelece uma vez mais no interesse respeitante à sua origem. Tanto que as mesmas energias são reinstigadas de novo. Por exemplo, se tiverem tido uma festa de aniversário em crianças e isso tiver correspondido a um período bem passado, se quiserem fomentar esse bom bocado, quererão ter mais festas de aniversário ao longo dos anos. Mas de cada vez que o fazem estão é a suscitar essa energia de felicidade que tenha tido lugar na primeira festa, por não poderem ter a festa original de novo.

Vocês encontram-se numa nova era e formam um novo grupo de pessoas, e tudo isso. Assim, toda vez que voltam a estabelecer alguma coisa, estão a restabelecer a sua essência simbólica num novo momento do tempo. Agora, quando essa energia retorna universalmente, ela é captada interiormente por várias pessoas que tenham conhecido essa energia no seu estado original. Por a alma se encontrar em muitos sítios ao mesmo tempo e crescer repetidas vezes na aprendizagem do mundo físico, assim como em qualquer outro mundo, onde quer que isso alcance. Por isso, quando ouvirem quarenta e sete pessoas a alegar que pensam ter sido o Rei Artur, o provável é que tenham razão, por ninguém poder voltar a ser Artur de novo, mas aquilo que o símbolo de Artur criou encontra-se aí para ser explorado por muitos e usado de novo. E assim, cada um dos membros teve um propósito claro tanto devido ao seu carácter como à sua essência. 

Por isso encontram neste momento  muitos grupos que se estão a formar que têm uma sensação interna de recordação da essência do tempo, e eles reinstigarão o que quer que isso simbolize neste momento actual do tempo. Por isso, há muito a ser aprendido pela compreensão interna da simbologia desta era.
O próprio Artur representou no homem todos os atributos físicos como, digamos, a lealdade, das artes da espada e da batalha, defesa e protecção, representou a natureza cavalheiresca do homem, enfim, as qualidades do homem. E a sua energia esteve presente para as outras energias solucionarem. Agora, sabem que ele realmente não estava certo quanto à própria identidade ou de quem realmente era durante um longo tempo. E nenhuma homem alguma vez chega a ter certeza de quem seja, durante muito tempo, não será? Ele sabia que quando aqui veio em bebé, perdeu noção de quem era, e precisou redescobri-lo ao longo do percurso. Assim, Artur representa a espada, as lealdades, e defesas do homem no movimento que empreende do desenvolvimento disso.

Uma outra figura chave em tudo isso é Merlim, que representou os iniciados, as forças superiores, as doutrinas espirituais, as energias de transformação, e viria a ser Merlim quem viria a ajudar Artur a transformar-se e a chegar a conhecer o seu verdadeiro ser. Guinevere representou a força receptiva, representou a polaridade, a compreensão do homem áurico. Merlim representou o poder da mudança e a transformação, Guinevere representou a compreensão áurica. Uma vez mais, a compreensão além do físico. Assim, têm uma simbologia material e uma simbologia espiritual, e a qualidade receptiva que podia favorecer a união de ambas. Quantos de vocês se acham familiarizados com o Taro? Merlim é o Bastão ou Varinha (Paus), Artur é a Espada, e Guinevere é a Taça (Copas); eventualmente a sua interacção física tornar-se-ia no Pentáculo (Ouros). Por isso há espaço em todas as nossas doutrinas para esta lenda e aquilo que produziu.

A esta altura quererão fazer alguma pergunta?

Pergunta: Que queres dizer com capacidade curica?

A capacidade de ver o homem para além do físico, tal como vocês veem a aura, e se gera a compreensão da aura. Em toda a essência é representado... bom, digamos apenas que Artur representa a espada física assim como as lealdades e a natureza cavalheiresca, e Merlim é aquele, a Vara que representa a transformação espiritual e as forças superiores, enquanto Guinevere representa a taça, ou natureza receptiva, e padrão áurico da fertilidade. Ela representa a receptividade à polaridade formada pela acção de Artur. Por ele ser a acção e ela a aceitação, enquanto o Merlim constitui a energia intermédia da transformação. Diferentes áreas do conto, e se pensarem nestes termos poderão ver a magia que realmente estava ser envolvida, que estava a ocorrer nos bastidores, por assim dizer.

Pergunta: (Inaudível)

A energia masculina e feminina e o espírito que transforma ou concede a oportunidade de funcionarem juntas numa mesma situação. Todos vós, sejam masculinos ou femininos, têm um Merlim em vós, que representa o espírito que lhes permite que funcionem no masculino ou no feminino.

Pergunta: Haverá alguma versão da lenda Arturiana que (...) de Malory?

Malory? Elas variam de acordo com os tempos, por a lenda, tal como as parábolas, se destinarem a estender pelos tempos e a instigar as energias em diferentes pontos do tempo, e fomentar as energias de diferentes pontos do tempo. Vocês têm a Bíblia segundo Artur, retractado por Thomas Holdin ou As Brumas de Avalon, (de Marion Zimmer Bradley) que foi publicado no ano passado, e que aborda a coisa toda a partir do ponto de vista feminino. É a versão feminina do que ocorre (...) e que dá um tratado muito válido, por tratar a coisa toda como uma coisa muito real e viva. Por isso, mesmo nas versões de novela há bons conteúdos a seguir no decurso da história.

Pergunta: (...) há muitas versões em que a sacerdotisa e o pobre do Artur (...) e em que a Guinevere é estéril, e muitas coisas (...) Mas a Guinevere aqui representa todas as mulheres, não?

Todas as mulheres. Estamos a tratar do que é suposto que representem, e é suposto ela representar toda a feminilidade e toda a masculinidade. Artur representa todo o estudante da verdade. Cada um de vós que esteja no caminho representa a energia Arturiana. Os adeptos, as hierarquias superiores, são representadas por Merlim, enquanto Guinevere representa a força receptiva de toda a pessoa que siga o caminho de (...) Por não poderem... Isto é a busca que empreendem e isto representa o culminar. Não podem buscar sem ser receptivos. Não podem bater com que a varinha na "rocha" para lhe extraírem a verdade. Precisam ser receptivos para com a "rocha" para a compreenderem, para que não os persiga. Por isso a ideia assenta toda no culminar dessas energias de modo que os conduza ao vosso caminho.

Em essência, quando examinam a confusão relativa da mãe de Artur ou a confusão inerente à situação de Artur a suportar a criança, isso suscita a confusão inerente a todo o nascimento místico, quer tenha sido virgem, ou o nascimento ter estado destinado a ser bom ou mau. Toda a confusão que acompanha o nascimento é representado na confusão inerente à mistificação do desvelar daquele com quem realmente estão acoplados, e da quantidade de magia, por assim dizer, que se tenha passado nele.


Por isso em toda a parte deste conto irão descobrir uma identificação com todas as outras doutrinas; está identificado com os ensinamentos cabalísticos – há aspectos na Cabala que também estão representados neste conto. Por isso condu-los a uma frequência diferente.

Todo o nascimento constitui um nascimento místico, por assim dizer.

Talvez confusão seja o termo errado e talvez o correcto seja encobrimento, ou mistério. O próprio nascimento. Além disso, representa o facto de por vezes um nascimento ser mal utilizado (...) vir ao mundo pelas razões erradas, por vezes. A criança que nasce pode ter o seu próprio propósito. Mas alguns poderão alegar que o seu casamento esteja em maus lençóis pelo que queiram ter um filho para se juntarem mais. Mas esse é um negócio confuso, por a responsabilidade adicional num casamento que já se encontra em apuros jamais representar uma resposta. 

Assim que um espírito responde a esse feto, então torna-se parte dele aguentar. Mas o objectivo – por não estarmos a falar do nascimento objectivo mas da intenção do nascimento, por assim dizer.
A simbologia dos cavaleiros, os doze cavaleiros representa a energia do âmago ou a energia da fonte.

Cada um dos cavaleiros contribui com um aroma específico para a Távola Redonda de modo que todos na Távola representam o infinito dessas energias. Não existe começo nem fim. E notarão que o que tiver começado por ser o maior dos maiores, mais tarde ver-se-á em apuros. Combatem-se entre si, a busca deixa de ser a busca com que tenham começado e têm que começar a agitar tudo para tratarem de o mudar. Por isso, esses símbolos sempre virão a estar representados na vida. Mas cada um desses cavaleiros representa uma energia diferente tal como as vossas casas astrológicas representam energias, e claro que vocês ouvem falar nos doze cavaleiros da Távola Redonda, mas existiam para aí uns trinta ou quarenta para além desses. Mas claro que por vezes se gerava uma enorme malícia da parte desses, por eles também quererem ter lugar à mesa, por um tal lugar lhes conferir superioridadee os tornar especiais. Vocês nesta lenda estão a lidar com coisas místicas mas também estão a lidar com egos e personalidades, por ela lhes mostrar o que sucede quando os egos e as personalidades se intrometem no caminho da mais profunda ou elevada busca.

A caverna de cristal representa, o retiro para a caverna de cristal simboliza aquela condição elevada e a capacidade elevada. Por isso o retiro para a condição elevada destinava-se a uma comunhão e regressou quando os homens tinham passado o treino que lhes foi facultado. Por outras palavras, ele retirou-se das forças da destruição, para a condição interior ou eu interior, para posteriormente se desenvolver a partir dessa condição, a fim de provar que ainda era ele próprio. O que isso quer dizer é que se perderem essa condição elevada em vós de vista irão perambular pelas trevas até um dia darem a volta e voltarem a reconhecê-la para uma vez mais obterem a energia da transformação.

Excalibur, a espada que conseguia fazer todas as coisas, representa o Eu Superior, mas representa igualmente esta força que constitui um vigor da fonte. Excalibur representava uma espada que Artur tinha que usar. Contanto que ele acreditasse na espada, contanto que ele a usasse apropriadamente, ela não se voltaria contra ele. Mas na mão do enimigo ainda continuava a representar uma força, por a força ser sempre uma força. Por isso, representa o uso positivo e o uso negativo da força. Mas quer igualmente dizer que a crença na força tem que se achar presente. E precisam usar a força no sentido da energia e não no sentido do poder, nem como forma de pressão. A força do poder que deriva da energia.

A Dama do Lago (Viviane ou a fada Viviane) representa a elevada força espiritual da receptividade. Lembrem-se que Guinevere representa a receptividade que é trazida ao plano terreno, para os propósitos práticos da lenda, por assim dizer. Ao passo que a Dama do Lago representa a alma de todos os homens, por assim dizer. O aspecto de deusa deve-se ao facto de ser reverenciada, por se achar além do homem, pelo que lhe atribuíram o rótulo de deusa. Mas na realidade significa simplesmenrte a alma, a condição mais elevada; referem-na como uma deusa, por no conto isso se fazer necessário, para mostrar a perspectiva superior da Dama do Lago.

A busca do Santo Graal representa a busca da transformação no vosso íntimo que conduz á condição de não retorno. A busca pelos diversos padrões que os diversos cavaleiros representam, signifca o crescimento até à busca final do Graal e a percepção que o Graal tem que proceder do coração e que não pode vir do reino superior. Vocês são compostos por mente, corpo e alma, e o amor constitui a energia universal que permeia todas as coisas. Por isso, precisa dispor-se a perceber que o Graal seignifica a busca do Eu Superior, o derradeiro aspecto da divindade, por assim dizer. E sabem que ele adoptou diferentes formas? Para alguns era uma taça, para outros era a luz. E assim acontece com cada um de vós. A vossa busca da condição superior constitui uma percepção inteiramente diferente.

(continua)

Autoria: Julian através de June Burke
Direitos Autor: Soul Srour
Transcrito e traduzido por Amadeu António

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