segunda-feira, 19 de setembro de 2016

AMBIÇÃO POSITIVA




O tópico da ambição é um tópico bastante vago para muitos, e um tópico que se apresenta como potencial factor de pavor para outros tantos. Grande parte do movimento do potencial humano e do desenvolvimento espiritual ao longo do tempo e da história, desde a religião até à metafísica, etc., franziu o sobrolho de uma forma severa em relação a coisas como a ambição; sabem que César era ambicioso e estão a par daquilo que o vitimou, e esse tipo de atitudes.
Mas nós diríamos que efectivamente a ambição se apresenta como um tópico muito assustador para muitos, que preferem evitá-lo fazendo de conta que não está presente, e que preferem voltar a cara.
“A ambição que desempenhe o que tiver que desempenhar, sem jamais chegar a ser observada ou convocada ou considerada, por detestar pensar que sou uma pessoa ambiciosa.”
Ora bem, nós sugerimos aqui que ser ambicioso pode ser – não é em absoluto, mas pode ser, uma qualidade positiva (de facto uma qualidade muito bela) e pode conduzi-los mais perto do vosso potencial mais pleno, tanto física, metafísica como também espiritualmente.
Ao longo do corrente (ano de 1982) temos vindo a estabelecer uma série de tópicos que se interligam e se interrelacionam entre si. Começamos pela Motivação Renovada, ao sugerirmos que a vida talvez comporte mais do que simplesmente erradicar os problemas; a vida tem mais que ver com a aplicação de remendos temporários na vossa negatividade na esperança de que se desvaneça. E que de facto podem alcançar uma motivação renovada e uma nova razão para se desenvolverem e de facto expandirem os vossos lados positivos.
Depois avançamos e falamos do ego negativo, em termos não só de lidar com ele mas de o domar. E não somente domar esse ego negativo, mas criar um ego verdadeiramente positivo, preencher o vazio para evitar infiltração. A seguir consideramos a solidão, que vinha a seguir na agenda, e como terminar com esse medo e com a actualidade que comporta, e depois abordamos a autoconfiança e o modo que descobrirem a singularidade que os caracteriza.
E agora acrescentamos a esse conjunto de tópicos interligados e interrelacionados o de uma ambição positiva, por de facto tudo se encaixar, no sentido da expansão de uma ideia particular. De facto acha-se relacionado com algo que realmente abordamos há três anos, por altura deste mês, a título do seminário subordinado à Consciência da Califórnia (Nova Era 1). E isso é o facto de não haver tempo suficiente para resolverem linearmente todos os vossos problemas; não existe tempo nem energia suficiente, nem capacidade suficiente para resolver linearmente os problemas conforme costumavam, da forma como eles costumavam ser resolvidos. E utilizamos a analogia particular, por entre outras, em que sugerimos que não poderiam mais esperar chegar a ter o velho “piso limpo,” por ser tempo de criar um piso novo. É tempo de criar uma superfície nova sobre a qual possam funcionar, em vez de continuarem a tentar concertar e a remendar e a limpar a velha superfície. E o verdadeiro truque da Nova Era, a verdadeira magia da Nova Era consta exactamente disso: em vez de despenderem do vosso tempo e de gastarem as vossas energias a tentar remendar o “velho”, passa por dar um salto quântico para um novo piso.
Bom, estes são tópicos novos que lançamos este ano, desde a motivação, passando pelo ego, e acabando no término da solidão, na confiança e na singularidade que os caracteriza, são tudo componentes desse novo patamar, tudo elementos, por assim dizer, com que precisam trabalhar para criar esse novo patamar. E hoje acrescentamos um novo elemento, que é o da ambição – o da ambição positiva. Gostaríamos de poder mencionar apenas o termo ambição em relação à coisa, mas ele acha-se de tal modo conotado de sentido negativo que tivemos que lhe acrescentar a qualificação “positiva” para porventura podermos fazer com que resulte mais claro. E estes componentes encaixam na perfeição, embora não os tenhamos apresentamos todos, por certo.
Mas agora estão cada vez mais a chegar a um ponto em que de uma forma crescente esses componentes estão a transformar-se em componentes principais, mas se desenvolverem a confiança, e se desenvolverem e descobrirem a vossa singularidade, e se puserem um termo à solidão que parece impedi-los de ir atrás do que querem, e se suplantarem o ego negativo que parece funcionar como uma espécie qualquer de tela que os mantém fora do alcance, etc. Se iniciarem com a ideia de que a vida comporta algo mais do que simplesmente erradicar as coisas negativas, etc., estarão a a aproximar-se (e vocês sabem disso, tanto subconsciente como inconscientemente). Assim, a coisa torna-se um pouco assustadora. É quase como se por fim tivessem conseguido todas as peças deste quebra-cabeças e a seguir lhes competisse a vós reuni-las todas:
“Ah, desejava poder obter mais peças. Vamos fazer um puzzle maior, vamos torná-lo mais complexo. Cinco ou seis peças, jamais me tinham dito que era tão fácil e simples, mas ter que consumir anos a fio a tentar reuni-las vai servir como uma desculpa para as minhas manias, pelo menos durante mais uma década...” (Riso)
Bom, não era nossa intenção enganá-los, mas existe um número limitado de peças, mas se as encaixarem, de facto conseguirão um piso novo, uma superfície renovada, uma nova realidade a partir da qual poderão operar, em que funcionar. E isso torna-se muito importante por a Grande Promessa, conforme referimos num outro seminário, por a Grande Promessa ter falhado. A promessa de omnipotência, a promessa de omnisciência que a tecnologia se propunha prover - falhou! Não que a tecnologia tenha falhado, mas todas as grandes promessas que supostamente deveriam proceder dela. Falharam!
E com esse falhanço foi produzida e é continuamente produzida uma quebra da confiança, uma quebra da confiança que tem início em cada um de vós individualmente, e que de vós se espalha à vossa Bolsa particular existente na vossa realidade; e dessa bolsa se espalha à sociedade e da sociedade ao mundo em geral, e do mundo em geral a vós, individualmente. E isso prossegue às voltas e às voltas, como uma mesa giratória que gira desesperadamente até terminar na própria destruição. De vós para vós próprios, apanhando tudo o mais pelo meio.
A quebra de confiança foi o que foi responsável, na vossa história, pelo que chamaram a queda de Civilizações Grandiosas e Poderosas. Em verdade a decadência mortal fez parte disso, mas nós sugerimos que não foi só isso. Mais importante foi a quebra de confiança que aconteceu nessas civilizações que se encontravam em queda, e a decadência que experimentaram.
Nessa altura o vosso mundo era suficientemente vasto, para poder lidar com esses desastres pontuais; a queda de vários impérios do vosso passado. Mas vejam bem, toda essa tecnologia que lhes prometeu toda essa abundância, e que lhes prometeu essa omnisciência e omnipotência, essa tecnologia que lhes estendeu a promessa de que poderiam tornar-se deuses, também tornou o vosso mundo demasiado pequeno, para ser capaz de sustentar um outro “desastre pontual” como o do fim da civilização.
Agora é o vosso mundo que está em jogo. E o que é importante nisto é perceber que essa quebra de confiança surgiu por a tecnologia ou aquelas promessas da tecnologia pretenderem assemelhá-los a Deus; e que de facto, por meio da tecnologia se tornam Deus.
E, portanto, enquanto movimento mundial, enquanto movimento humano, digamos, afastam-se da espiritualidade como meio para se tornarem Deus; rumo à tecnologia, como meio de se tornarem Deus. Mas o desejo ainda está presente e é o mesmo desejo – tornar-se Deus, tornar-se Uno, parte de... o que quiserem chamar a essa Fonte, tornar-se uno com Deus. Portanto, sugerimos que a promessa falhou, o que não quer dizer que o objectivo deva ser igualmente abandonado. E de facto não é jogando fora a tecnologia, mas em vez disso, a criação de um piso novo, de uma nova plataforma em que possam funcionar. Mas muitos, com respeito a isso, pretendem jogar fora a tecnologia:
“Ela enganou-nos, ela prometeu-nos algo que não pode prover, por isso vamo-nos ver livres dela. Vamos fazer exactamente o oposto.”
Mas nós sugerimos aqui que em verdade não podem fazer da suspensão da tecnologia um argumento válido. O vosso mundo acha-se maravilhosamente dependente dela, para se livrarem dela por completo. E assim, aquilo que precisam erguer, desenvolver, utilizando a exacta tecnologia avançada que os enganou, a própria tecnologia avançada que tornou o vosso mundo demasiado pequeno para poder sustentar esse desastre localizado, é usar essa tecnologia e combiná-la com uma nova espiritualidade; desenvolver a espiritualidade.
E sugerimos que de facto, com a combinação da tecnologia e da espiritualidade ou psique, poderão efectivamente alcançar essa promessa para vós próprios. Não segui-la, mas desenvolvê-la para vós próprios. E é por isso que a combinação da vossa tecnologia avançada e a combinação dos vários componentes de uma nova motivação destituída de ego mas portadora de um novo ego em vez disso - destituída dos medos da solidão que se assemelham a uma nuvem negra pavorosa a pairar sobre a vossa cabeça, mas em vez disso portadora da luz do sol da confiança e da vossa singularidade e ambição. Mas vocês podem efectivamente parar de construir esse novo piso, para efectivamente satisfazerem a promessa, muito embora ela possa chegar de uma direcção diferente.
Mas vocês vão consegui-lo, vão ser bem-sucedidos, o vosso mundo não vai ser destruído pela queda da civilização e a quebra de confiança não vai corroer o vosso mundo a ponto de o destruir. Vós já decidistes isso antes mesmo de virem a esta vida.
“Bom, mas se esse for o caso, para que incomodar-me?”
Incomodam-se por quererem fazer parte disso! Por isso também ter sido decidido antes de terem vindo a esta vida; que não somente quereriam ter a certeza de que a quebra de confiança que foi responsável pela queda não volte a ocorrer, como também decidiram que queriam fazer parte disso. Mas na verdade podiam desistir, podiam dizer:
“Bom, já que está tudo assente de qualquer forma, alguém mais o irá fazer, eu vou simplesmente meter ponto morto.”
Digamos que seja por dois factores: um, por terem decidido fazer parte disso, e se tornar muito difícil quebrar a vossa própria confiança, por ser muito difícil de facto voltar atrás no compromisso que estabeleceram. E em segundo lugar, por criarem a vossa própria realidade, individualmente e de forma bastante pessoal. E assim, quando sugerimos e se torna do domínio do conhecido que venham a consegui-lo e que não irão ficar caídos pela beira do caminho dessa quebra (de confiança), e que se irão incluir a si próprios, vocês poderão ter a certeza absoluta disso? Não, não podem. E por isso, precisam participar, tanto pela vossa decisão pessoal, como pelo facto de não existirem garantias.
E é aí que entra a importância de considerarem a ambição, e não apenas de a olhar, não apenas passar a conhecer a informação, mas permitir-se desenvolvê-la, porque conforme dissemos, vocês vão ser bem-sucedidos, não se vão destruir a vós próprios. Mas isso não procede simplesmente do facto de se conformarem com a corrente da informação; procede da participação que tiverem na vossa realidade. Isso sucede aprendendo e crescendo e expandindo-se por aquele que são, de forma a poderem assumir a vossa fatia de responsabilidade – que realmente constitui toda a responsabilidade – pelos sucessos, pessoal, global, metafísica e espiritualmente. E nisso entra a ambição.
Para podermos começar a tratar da ambição, talvez a primeira questão que precisamos considerar seja: Será mesmo justo que uma pessoa espiritual possua ambição? Ou será apenas mais um daqueles pecados que seja suposto derrotar na busca que empreendem pela espiritualidade? E na verdade isso foi proposto nesses termos por muitos no seio do movimento religioso metafísico e espiritual. Que devem ir além da ambição, que devem desapegar-se de muitas ambições, que a ambição é má e terrível e que na verdade a devem expulsar, na busca que empreendem.
Bom, nós sugerimos que certamente a ambição lhes alimenta o ego negativo, impedindo-lhes desse modo o crescimento. Ela intromete-se no caminho do vosso desenvolvimento e da vossa metafísica e da vossa felicidade e sucesso. Sugerimos com toda a clareza, que a ambição, seja o que for por que passe, lhes nutre o ego negativo, e que em última análise os conduzirá à vossa destruição; por meio da aura do vazio e, ou, da insanidade da luta.
Poderá não o fazer nesta vida; poderão ser capazes de, numa vida particular qualquer usar a ambição para alimentar esse ego negativo, para desempenharem o “melhor do que,” para desempenharem a superioridade, para usarem e manipularem outros e justificarem essa conduta particular para ofender e destruir e para deixar uma esteira de destruição no vosso caminho. Decerto que poderão ser capazes de fazer isso e de prolongar a vossa vida até acabarem uma pessoa envelhecida sem que nada tenham que ver com isso. Mas em última análise isso apanhá-los-á; finalmente isso virá ao vosso encontro. Quando nutrem o ego negativo, quando usam a ambição para alimentar o ego negativo, sem dúvida nenhuma isso conduzi-los-á à destruição por meio da aura do vazio e da insanidade da luta.
Talvez a coisa mais importante, e que nós achamos ser a mais interessante, acerca da ambição negativa, seja o facto de não ser vossa originalmente, de não ser uma ideia original vossa. Em criança não têm ambição negativa, têm muita ambição, só que não é negativa. A ambição negativa é-lhes transmitida. Trata-se de algo que lhes é implantado, e que não se encontra em vós por natureza. Não é vossa automaticamente, nem a terão criado nem produzido inicialmente. É algo que lhes é directamente exigido ou que lhes é subtilmente impresso, mas que lhes é definitivamente transmitido.
Agora, é certo que assim que a obtêm fazem muita coisa dela. E muitos de vós hão-de aumentá-la e desenvolve-la e defende-la e protege-la, e tudo farão para a manter viva. Mas torna-se importante compreender que não é idealização vossa, mas algo que lhes é exigido, directa ou indirectamente. Se tiverem consciência disso, se o perceberem, isso dar-lhes-á a vantagem para saírem e libertarem-se dela, para a seguir a substituírem, claro está, por uma ambição positiva. Vocês não são más rés; não nasceram assim. As influências directas são boas de ver.
Primeiro, as influências dos pais inerentes às exigências para que alcancem certas coisas, de forma a fazerem boa figura e a poderem sentir-se orgulhosos deles próprios, enquanto pais. Mas são-lhes feitas essas exigências – a todos vós – de uma forma ou de outra. Quantos de vós, enquanto pais, se preocupam com o êxito dos vossos filhos, não tanto por causa deles, mas pelo que os vizinhos venham a pensar, pelo que dirão de vós enquanto mãe, ou pai? Quantos de vós querem ver os filhos livres das drogas e das cadeias, porquanto se não conseguirem, falarão mal de vós, enquanto pais? Quantos de vós enquanto adultos conseguem lembrar-se das exigências que lhes foram feitas a vós? Felizmente conseguem recordá-las. Os êxitos que esperavam que alcançassem de modo que a mãe pudesse salvar a face no bairro, e para que durante esse período não se rissem de vós – nem dela!
Aquelas exigências de sucesso:
“Precisas ter êxito, precisas conseguir, de forma a eu ficar bem vista.”
Essas exigências constituem algumas das fontes mais directas e mais evidentes da vossa ambição. Querer crescer e tornar-se doutor ou advogado; o tipo de pessoa dada a negócios “duvidosos;” a esposa com um marido rico, e dois filhos e meio, enfim... Não por o quererem, mas por a mãe ou o pai o quererem para eles próprios. E muitas das vossas ambições têm base nisso; tão solidamente quanto rocha.
Uma segunda influência procede dos professores, que exigem certos comportamentos; talvez não conquistas, por só os terem talvez só durante um ano, e não conseguirem lançar raízes que os levem a crescer para se tornarem doutores ou advogados ou casarem com um homem ou uma mulher rica. Mas fazem exigências com respeito à conduta e à atitude (postura), e essas exigências também lhes moldam a ambição. Essas exigências de que se portem adequadamente e de que assumam a postura adequada de modo ao professor se poder ir embora e poder proferir o provérbio:
“Se eu conseguir chegar a um aluno, terei alcançado grandeza.” (Riso)
Ou, por outras palavras:
“Se eu conseguir inserir a minha velha maneira de pensar num miúdo qualquer, e conseguir que pense e aja exactamente da forma que pretendo, terei conseguido algo.”
Principalmente se passar ao lado da validação e se dirigir directamente à imitação!
Mas conseguirão perceber o quão triste isso é, o quão frustrante deve ser para um tipo de professor desses, ter que depender de uma criança de seis anos para sentir autoestima; ter que depender de um catraio de dez anos que está a descobrir como é ser detestável. Mas ter que depender desse catraio para os levar a sentir autoestima – quem é que está no comando de qualquer modo? É frequentemente triste, mas é o que acontece!
E vocês enquanto catraios, acolhem essa mensagem. Recordam o professor favorito que tiveram na escola primária. Aquele em função de que decidiram crescer, para se tornarem como ele. As ambições que tinham, provenientes das exigências directas de comportamento e de postura da vossa parte.
Outra parte de onde obtêm isso é da parte das esposas, que fazem exigências de conquistas de modo a poderem obter mais dinheiro ou posição social. Exigências de se tornarem mais bem-sucedidos de modo a poderem ser mais senhoras de si perante os vizinhos e os amigos. Mas também da parte dos maridos, que definem as suas exigências de modo a satisfazerem ou a estimularem o seu ego masculino. Uns não são melhores do que os outros. Mas quantas exigências não lhes serão feitas, no casamento ou nos relacionamentos que antecedem o casamento, no sentido de alcançarem certos fins que satisfaçam uma posição social – ou um ego! Uma vez mais, as vossas ambições, nitidamente a ser formuladas e congregadas.
E mais subtis mas não menos efectivas, são os próprios anúncios a que assistem na televisão que lhes transmitem que quem quer que seja alguém, ou quem quer que deva ascender, deva comprar ou consumir imperceptivelmente este ou aquele produto.
Mas mesmo aqueles de vós que cresceram sem televisão durante os vossos anos de formação, etc., dispõem dela agora, sem dúvida. E as ambições que têm não têm lugar todas entre o primeiro ano e os seis anos, mas são continuamente reforçadas e ponderadas e firmadas, com as próprias mensagens directas procedentes dos pais e das esposas e dos professores, seja de que classe for. E da parte das televisões e dos anúncios a que assistem e dos programas radiofónicos e das revistas e jornais que leem. As directas são mais óbvias. As imposições subtis inerentes à ambição são tão suavemente impressas no vosso subconsciente que muitas vezes são levados a pensar que sejam ideia vossa. E até que olhem com toda a honestidade:
“Olha com sinceridade.”
O que representa o truque!
“Olha com sinceridade que é o teu objectivo, ter ambições.”
Presumirão automaticamente ser ideia vossa, e que corresponde ao que querem e ao que pensam:
“Eu sei. Não me ocorre ninguém que mo tenha transmitido, nem imagino de onde mais possa ter vindo, pelo que presumo que seja meu.”
Mas nós gostaríamos de sugerir que essas inibições subtis da ambição são mesmo assim: marcas subtis e brandas exercidas sobre o vosso subconsciente; mensagens destituídas de palavras; mensagens que lhes falam em altos brados, sem proferirem o que quer que seja em voz alta. Provêm, porventura, em primeiro lugar, da parte de comentários editoriais (opinativos) que pais e professores lhes fazem, quando voltam a correr para casa com uma boa nova e recebem um revirar os olhos e um suspiro, enquanto lhes dizem:
“Não vês que estou ocupada?”
É mais o revirar dos olhos e o suspirar que lhes transmite a mensagem de não serem suficientemente bons, de não estarem certos. São os sorrisos afectados, por parte de lábios retorcidos, etc., que lhes transmitem a mensagem sobre aquilo que pensam e o que fazem e o modo como se portam. Os comentários editoriais subtis que tão frequentemente são feitos, a ambição com base na emoção negativa, porque, quando sentem as raivas e as fúrias e as ofensas e os castigos e a negatividade que os caracteriza, obtêm atenção. Nenhuma palavra precisa ser proferida quanto ao facto de ser bom ser assim:
“É bom que seja tão rápido quanto consigas. Trata de o conseguir!”
Com toda a clareza.
Mas, de modo similar, quando voltam para casa alegres e contentes:
“Óptimo, óptimo, mas agora vai brincar.”
Com falta de atenção, falta de interesse, falta de percepção, o que lhes transmite essa mensagem forte sem proferirem uma única palavra quanto a isso. Os comentários editoriais, que, com toda a clareza, os pais e professores e as pessoas respeitáveis - os que têm importância – lhes dirigem e que exercem um impacto muito subtil e porventura perigoso na vossa ambição.
A linguagem corporal que registam e decifram na vossa mente subconsciente, enquanto fazem algo tão inócuo quanto assistir à televisão, enquanto assistem àquela comédia ou àquele drama ou espectáculo de variedades. A linguagem corporal que os vossos pais ou os vossos amantes ou os vossos amigos que também estejam a assistir assumem, a repulsa ou o afastamento ou a trama que demonstram tão só por meio dos movimentos do corpo, imprime com toda a clareza a resposta que dão à propaganda, aos anúncios; o estalidos que fazem com a boca em relação aos anúncios dos Mercedes, por parte de um pai que conduz um Fiat, transmite-lhes uma clara mensagem quanto à ambição, quanto ao que se espera que queiram e àquilo por que devam lutar, e à razão por que devem lutar por isso.
O suspirar, o levantar-se para ir tomar um snack, o abanar da mão a dizer:
“Isso é tudo lixo.”
Tudo isso lhes transmite mensagens que vocês gravam e que procuram decifram. A conversa de circunstância que entretêm quando estão a tomar um lanche com um amigo ou quando se encontram numa festa, imprime no vosso subconsciente as atitudes, as opiniões, as crenças exibidas numa mera conversa de circunstância, numa mera conversa de ocasião. Conversa de jogar fora jamais chega a perder-se, razão por que de vez em quando falamos de conversas de ocasião como a forma mais perigosa de conversa, devido a que por detrás da inocência que exibem existam as farpas de todo o tipo de influência, e muitas vezes melhor fariam em evitar essa parte da vossa conversa e ficar-se pela honestidade e pela honra. Mas de qualquer modo, são essas conversas de ocasião, que escutam ou em que participam, que imprimem no vosso próprio subconsciente, e acabam por ver impresso sob a forma das ambições que têm.
Mas não só as conversas de ocasião; quando se juntam com um amigo e escutam as queixas que faz, e as ambições e as esperanças e expectativas que descreve – não que não devam fazer isso, não que não devam ir a festas e ter conversas de ocasião. Não é que não devam assistir à televisão na companhia de ninguém, nem que não devam dar ouvidos às queixas e às esperanças e aos sonhos das pessoas, mas compreender que quando o fazem, estão a imprimir subtilmente, delicadamente, no vosso subconsciente mensagens que são registadas.
Com que frequência - com que frequência! - procuraram um amigo, com alguma coisa divertida e alegre e entusiasmante e maravilhosa que tenham feito, que tenha respondido:
“Ah, é óptimo. Pois é, bom, eu costumava evitar coisas dessas.”
Ao que respondem:
“Ah, bom, foi divertido na altura mas, sabes, agora encaro isso como uma criancice.”
Quão prontamente a marca é lá deixada, quão rapidamente mudam de opinião. E que impacto terá isso, cinco, dez, quinze anos mais tarde? Não sabem. Nem nós vamos presumir que lhes digam que tenham sido 1,736 vezes... Percebam somente que tem. E esses métodos subtis, esses métodos subtis são tão subtis que nem chegam a percebê-los. E a menos que se detenham e o observem com sinceridade, irão presumir tratar-se de ideias vossas. Entendam que essa é a matéria de que as crenças são feitas! As exigências directas feitas por meio das imposições subtis. É isso que formulam como crenças, que depois passam a vida a tentar provar que são verdadeiras. E depois voltam atrás para dizer:
“Não, a crença que tinha procedeu da experiência, por não me lembrar de ter tido tal crença; não me recordo de ter decidido acreditar em tal coisa. Até depois acontecer!
Mas as crenças são formuladas em primeiro lugar, entendem? As crenças são colocadas em posição inicialmente. Depois é que as põem em prática, para provar o quão certas estão. E de forma similar, a ambição é um produto dessa crença, impressa por outros, exigida por outros. De forma análoga, até mesmo os políticos da vossa nação, até mesmo as influências governamentais – para aqueles de vós que não prestam qualquer atenção à política – ela ainda se encontra aí, vocês ouvem-na, ao recusarem ver as notícias (riso nervoso); ouvem falar dela ao percorrerem a coluna do tempo e dos mexericos dos jornais.
Esbarram com ela até mesmo no National Enquirer (riso nervoso). Os políticos passam-lhes mensagens subtis. As políticas governamentais estão a passar-lhes mensagens subtis sobre a religião que têm, quer tenham uma religião ou não. É aí, e exerce impacto, influência. É a fitinha, o lacinho da subtileza que tece fios pela tapeçaria da vossa mente. Mas elas são de tal modo subtis, que acreditam serem da vossa autoria. A atitude que tomam em relação às pessoas ricas, a atitude que assumem em relação àqueles que não conseguem encontrar trabalho, ou que não possuem suficiente educação para ter habilitações, essas atitudes serão vossas ou serão algo que lhes tenha sido implantado? O desejo que têm de ser ou não ser, de bem-estar ou falta de bem-estar, etc. Será um desejo vosso ou será a expectativa ou exigência ou impressão subtil de alguém mais? Mas até que olhem com toda a honestidade, simplesmente não saberão. Presumirão ser vosso.
Mas o que é fascinante em relação a isso é que vocês gravam e decifram tudo o que absorvem, directa ou indirectamente, de uma forma ostensiva ou dissimulada, e em seguida passam isso, por meio dos contactos que têm com a vossa realidade, por intermédio daqueles que olham por vós e que os consideram íntimos; passam isso por meio deles, e por sua vez eles passam isso a outros, para ser sucessivamente passado a outros, e antes de darem por ela, terão toda uma geração, toda uma sociedade que de repente sabe que tal e tal coisa é verdade. Têm uma sociedade inteira que sabe que o asseio e a felicidade fazem parte da riqueza, e que esta constitui um entretenimento imparável e um sinal de uma inteligência superior, e por Deus, como é coisa quase divina.
E vocês sabem disso. E isso produz uma geração ou sociedade que sabe que o único caminho para se ser bem-sucedido passa pela manipulação e pelo controlo, pelo uso dos outros, por os usarem antes que eles os usem a vós, por vencerem às custas deles, mas na verdade acabam com uma sociedade e com toda uma geração que simplesmente tem consciência de que não se pode confiar em ninguém, e que toda a gente está a procurar aproveitar-se de vós, e está a querer tirar partido de vós e que os pisará caso seja preciso, pelo que melhor será que se controlem senão acabarão controlados.
E acabam com toda uma geração que tem consciência de que todo o sofrimento e luta constituem o único factor determinante da dignidade e do mérito. E que, se não se esforçar, se não lutar por isso, não será digna. Aquilo que tem valor é aquilo por que vale a pena esperar; aquilo que tem valor é aquilo em função do que se negam a si próprios! Vejam bem, vocês têm consciência destas coisas, mas o intelecto interpõe-se no vosso caminho e diz:
“Não, não é verdade.”
Mas acha-se implantado em vós. E vocês têm consciência disso.
E é este mito sociológico que se torna no vosso mito pessoal, e vocês acreditam na autoridade que evidencia como se o tivessem lido na publicação científica mais prestigiada. E aceitam-no como uma verdade. E representa uma validação externa muito mais significativa do que algo que tenham lido numa publicação científica dessas.
Essas marcas, para além de representarem um interesse fenomenal para nós, conduzem àquilo que sugerimos, conduzem à afirmação científica que defende que as mulheres vivem mais tempo do que os homens, por serem capazes de expressar as emoções enquanto os homens não. Um mito! Um mito que todas as vossas mulheres conhecem, por saberem de quanta liberdade dispõem para expressar as emoções...
No entanto leem isso nas publicações de cariz científico, leem isso nas publicações de topo da psicologia e da psiquiatria e das autoridades das áreas que tratam daquilo de que são feitos, que vós mulheres, independentemente da experiência que tiverem, são capazes de expressar as vossas emoções, conforme é dito nessas publicações, preto no branco. E aquele que afirmou tal coisa tem um grau académico tipo PHD (doutor de filosofia), ou MD (médico) ou seja o que for, pelo que deve ter razão, enquanto vós não.
Em verdade, é-lhes permitido chorar! Se sentirem felicidade, choram. Se sentirem tristeza, choram. Se sentirem irritação, choram. Se sentirem mágoa, choram. (Riso) Se se sentirem desapontadas, choram. E aí os homens começam a revirar os olhos (riso), e a abanar a cabeça e a interrogar-se do que serão feitas as mulheres. (Riso)
E vós homens, que não têm permissão para expressar as emoções, segundo as autoridades e de acordo com as publicações a preto e branco, e de acordo com as impressões subtis formuladas com base em toda uma geração e sociedade que sabe… Só que na verdade também têm permissão para expressar as vossas emoções; pontapeiam algo e blasfemam e espetam um murro contra a parede:
“Óptimo, excelente, por estares a deitar as tuas emoções cá para fora…”
Têm permissão para se sentir irritados, têm permissão; só que não a assumem, e negam-na. Por de alguma forma ser mais fácil usar isso como uma desculpa para o que estiver mal.
Por isso, por que razão viverão as mulheres mais do que os homens? Talvez por optarem por isso, mas não é por causa do mito. (Riso) Provavelmente por lhes quererem sobreviver:
“Ele esteve sempre por cima, toda a minha vida, pelo que pelo menos quero ter alguns anos de liberdade.” (Riso) “Os homens sempre têm a palavra final; eu vou querer ter a minha palavra final uma ocasião destas.” (Riso)
Existem inúmeras razões, mas o que acontece aqui é que, estimulado por parte do tempo, isso é amplamente aceite em termos científicos – mas simplesmente não é verdade.
Com base em quê? Nestas mensagens directas e indirectas que receberam e que passam, e que subsequentemente retornam a vós. Mas quantas vezes - quando isso acontece convosco e vocês contam alguma coisa a alguém, e uma semana depois alguém lhes conta a mesma coisa, e vocês sabem que é verdade - o que acontece é que se completa o círculo. Quanto desses factos conhecem? As fofoquices relacionadas com as vossas amigas e familiares e as pessoas que conhecem, etc., são simplesmente factos que mais alguém lhes repetiu de volta, e informação que repetiram e que regressou a vós por meio de diversos contactos, etc. Está aí e acha-se implantado, e vocês têm essas ideias acerca da riqueza e do “melhor do que,” e sobre o êxito e a astúcia que envolve e sobre a confiança e como não a conseguem de todo, e sobre a nobreza e a beleza e a maravilha da luta e do sofrimento. E chamam a isso factos!
O vazio cru e nu e o horror do vazio, e a absoluta insanidade da luta que resulta quando vivem a vossa vida para satisfazer ambições que não compreendem e que não aceitaram como vossas, desafiam o simples significado da palavra “tristeza” e “dor.” Muitos de vocês sentem-se vazios de vez em quando, mas não sabem de verdade o que o vazio seja, por a vacuidade ser uma coisa horrível, e ser um horror de vida.
“Ah, que bom, é disso que eu preciso, sem sombra de dúvida.”
Não, não precisam. Podem chamar à sensação oca e falsa que experimentam “vazio”, mas isso não equivale ao Vazio, ou não funcionariam da forma que o fazem. Não teriam aqui chegado a horas. Por o verdadeiro vazio constituir um horror. Mas gostaríamos de sugerir que a luta e o sofrimento que experimentam constituem uma insanidade e que se tornam progressivamente mais e mais insanas.
E é isso que confrontam, é com isso que terão que lidar, é isso que terão potencialmente que enfrentar quando vivem a vossa vida a tentar satisfazer as opiniões dos outros, as ambições dos outros ou para satisfazer ou tomar parte nas ambições que não são vossas, e que não compreendem, e que jamais terão aceitado conscientemente. E isso estende-se além da mera tristeza e do pesar e constitui a antítese do crescimento, do poder pessoal, do amor e da espiritualidade.
Mesmo quando tais ambições são boas, se não forem propriedade vossa, serão negativas e destrui-los-ão. Mesmo quando a ambição que têm é obtida de uma fonte muito válida, e a ambição se apresenta como verdadeiramente positiva e espantosa, se não for vossa, se não corresponder a algo que não tenham decidido e não for reconhecida por vós, será uma ambição negativa, e conduzirá ao vazio e à insanidade, conduzirá à autodestruição. Esta é difícil. E por isso vamos repeti-la – já a proferimos três vezes, mas vamos repeti-la de novo antes de darmos a noite por terminada.
Por isso, como é que as pessoas hão-de lidar com a ambição negativa? Bom, gostaríamos de sugerir que existem basicamente duas maneiras com que as pessoas tendem a lidar com a ambição negativa - nenhuma das quais funciona. Com a habitual indolência das pessoas dogmáticas, muitas pessoas tentam romper a tirania da ambição negativa fazendo justamente o contrário – seja o que for que isso possa ser. Quando se considera, por exemplo, a ambição da riqueza, de possuir a higiene e a felicidade e o entretenimento imparável e a elevada inteligência e a piedade que naturalmente infunde, para romperem essa ambição, poderão efectivamente defender a virtude da pobreza?
Agora, realmente a palavra “pobreza” tem uma certa nobreza. Leva-nos a imaginar o que chamam de apartamento sem água, cenários à média luz, latas de sopa esfriada, mas isso encerra uma certa nobreza, não é? Imaginamos cenários de dormir no chão do apartamento de um amigo, de terem apenas um Yoplait (riso) hoje, em vez dos dois ou três da norma, e esse tipo de pobreza acha-se imbuído de uma certa qualidade romântica e de uma certa qualidade de nobreza; imaginamos contentar-se com os sapatos do ano passado, e com o casaco de inverno de um amigo, ou com um desses velhos casacos do exército demasiado grande; isso deixa transparecer algo quase chique e elegante, prático e utilitário, não?
Mas isso não é pobreza, entendem? Pobreza é crianças a comer a tinta das paredes, num gueto. Pobreza é crianças a ir para a cama à noite com o cheiro a ratos, por entre a vida e a morte. Pobreza é mulheres que dão à vida crianças que não conseguem alimentar, que não podem vestir. Pobreza é o desgosto dessas mulheres que têm que assistir de braços cruzados enquanto sentem a agonia da consciência de não conseguirem alimentar nem vestir os filhos. Pobreza é um homem que perde toda a sua autoestima e que tem que ficar a assistir impotente e a observar os resultados do jogo que a pobreza faz pelas próprias mãos. Isso é o que a pobreza significa.
Não é a gracinha da vadiagem dos vossos amigos. Não é a chiqueza de combinar dois ou três trajes diferentes e de cobrir o corpo de uma forma qualquer bizarra. A pobreza não tem nada de romântico, nem de nobre. Não tem nada de nobre em absoluto, é dolorosa e representa um pesadelo, uma morte viva! Poderão mesmo argumentar em prole da pobreza? Na verdade, não.
Agora; há quem se veja preso num gueto, e possua marcas tão vastas e tão substanciais - procedentes das suas forças subtis interiores e da própria sociedade, uma sociedade que requer que fiquem por lá. Mas há quem se ache preso na pobreza – na pobreza real e horrível, e não saia dela, nesta vida. Não estamos a falar desses; não estamos aqui a proceder a declarações políticas sobre o bem-estar e sobre aquilo em que as vossas taxas governamentais deviam ser gastas, ou deixar de ser. Não estamos a falar dessa gente, por se achar aprisionada lá, e por uma razão qualquer, estar emperrada, e vir a continuar emperrada, por causa das marcas que carrega e por a sociedade o exigir – e a sociedade requer isso! A sociedade desenvolverá programas de saúde, ou então desenvolverá programas de limpeza dos guetos, mas eles ainda deverão continuar a ser guetos. Essa gente não tem a menor hipótese de ter oportunidades como o resto de vós. Talvez um ou outro, mas não tem essa sorte.
Estamos a falar daqueles que gozam da oportunidade, e que optam por ter voto e por defender e expor acerca dos benefícios da pobreza enquanto evitam a responsabilidade, e que evitam lidar com a sua realidade, e que evitam pensar e sentir e participar na realidade que criaram para eles próprios. Essa é a gente que não pode discutir com legitimidade as virtudes e os valores da pobreza, e que opta por um caminho errado para romperem com a tirania da ambição.
Mas, do mesmo modo, poderão efectivamente apresentar algum argumento salutar para a recusa do êxito? Fará realmente algum sentido usar o antídoto do fracasso como forma de evitar a manipulação e o controlo?
“Justamente por não querer magoas as pessoas nem passar por cima delas, nem aproveitar-me, devo implicitamente sujeitar-me a perder?”
Poderão argumentar que um antídoto desses tenha algum valor? E de facto será que tem algum valor? Por efectivamente, enquanto perdedores, tudo o que fizerem na sociedade constituir um fardo para a sociedade, e manipularem e usarem os outros ainda que de um modo diferente. E não estarão vocês a tornar-se nisso às custas dos outros? Às custas daqueles que são bem-sucedidos? E assim, não estarão igualmente a passar-lhes as mensagens erradas?
Mas depois há aqueles que ingenuamente confiam em toda a gente, ao invés de não deverem confiar em ninguém, e que andam por aí a confiar, e tudo quanto obtêm, tudo quanto conseguem em vez de uma confiança total é acabar por se tornar perfeitas vítimas. E que manipulam por meio da fraqueza:
“Pobre de mim. Eu confio em toda a gente. Creio que seja culpa minha.”
Singularidade! (Riso)
“Precisas tomar conta de mim, por ser tão digno de confiança; vais precisar abandonar-me por eu ser cego.”
Aqueles que se tornam a seu modo num fardo, e que também manipulam por meio da fraqueza.
De forma idêntica, a resposta que aqueles que são dogmáticos dão ao oposto do esforço e do sofrimento; o oposto dogmático disso passa pela preguiça, e pela indolência, pela apatia, pela letargia.
“Como não vou lutar, nem me vou sacrificar, nem sofrer, não vou fazer coisa nenhuma. Vou pôr o medo que sinto para trás das costas, recostar-me e fazer nada. Tomem – não estou a esforçar-me! Vejam – deste modo não me estou a sacrificar! Aqui têm, não estou a sofrer de forma nenhuma! Em vez disso, estou a ser completamente indolente, completamente letárgico, completamente apático.”
O que na realidade apenas se reduz a:
“Não passo de um débil hostil. Se não me permitirdes que sofra, tornar-me-ei num albatroz. Se não me deixardes esforçar, serei fraco e hostil – não apenas fraco e débil, mas um fraco repleto de hostilidade, de uma hostilidade destrutiva, e vou-vos arrastar para o meu nível. Mas faço isso para romper com a ambição.”
Poder-se-á efectivamente sugerir que isso tenha algum valor? Por conseguinte, a abordagem da orientação no sentido oposto, da argumentação a favor da pobreza e do fracasso, da fé cega e não discriminatória e da apatia, que por certo não podem representar a resposta que rompa com a tirania da ambição negativa, essa abordagem não representará, a seu jeito, uma ambição negativa? Não representará a mesma coisa? E não estarão ainda a responder à exigência directa, não estarão ainda a responder às marcas subtis? Em vez de as seguirem à letra, seguem-nas antes pelo oposto daquilo que englobam Não será a mesma coisa?
Isso reduz-se àquilo que sentiram em catraios, em relação a crescerem para serem bem-sucedidos, e ao que em adultos respondem recusando ser bem-sucedidos. É a mesma influência. Ainda equivale à vossa mãe, ou ao vosso pai – exactamente o mesmo!
Bom, espiritualmente mais significativo do que argumentar a favor da pobreza e do esforço e da apatia, é o prejuízo que é causado por aquela pessoa que decide tornar-se completamente passiva, em reposta à ambição pessoal que sente. Não ter qualquer ambição. Exercitar a escolha de não proceder a escolha nenhuma. Quão sagaz!
A pomposidade que emana desse tipo de ser cósmico, que decide deixar que Deus o conduza ao se tornar por completo passivo em face da realidade que vive, essa pomposidade equipara-se unicamente ao insulto para com o mesmo Deus por quem se deixa conduzir. A arrogância de decidir, de optar por não tomar qualquer opção é incomensurável, e representa um insulto para com Aquele, ou aquela Origem, que dizem que venha a tomar as decisões por vós.
Senão, pensem nisso: Vocês criam uma Consciência Superior, criam um Deus, para depois essa Consciência Superior e esse Deus criarem esta oportunidade impressionante chamada realidade física, esta oportunidade de se tornarem numa centelha de consciência que se pode mover até se tornar numa centelha de amor, e pensam que essa Consciência Superior e esse Deus possam fazer tudo isso de uma forma em que os trate como uma marioneta atada a um cordel! Isso é um insulto, isso representa um insulto para com Deus ou a Consciência Superior. Por a vossa Consciência Superior e Deus criarem esta realidade majestosa como uma oportunidade de se tornarem UM com Deus, para a seguir os ver voltar as costas a isso, ao se recusarem a ser responsáveis, ao se recusarem a exercitar e a exercer o vosso poder, enquanto pessoa e consciência que são; ao se recusarem a agir – isso constitui porventura o insulto supremo. O dom, a dádiva mais grandiosa que podem conseguir, e que recusam desembrulhar.
“Desembrulha-a Tu. Brinca com os brinquedos novos. Colhe a satisfação. Vou tão só sentar-me aqui, e esperar que o jogo acabe.”
Isso não só é pomposo mas é igualmente insultuoso!
Esta abordagem passiva encara a riqueza assim:
“Possuir riqueza? Só se Deus ma der. E se não tiver riqueza, deve ser por Deus não querer que eu a tenha.”
Isso não apresenta o menor sentido de responsabilidade, nem tem qualquer sentido de impacto, mas um melhor do que:
“Se eu tenho riqueza é por Deus me ter recompensado, e não a ti!”
Ou melhor, no caso de não terem:
“Se eu não gozo de riqueza, é por na verdade ser mais espiritual ou por ser melhor que não tenha; senão Deus ter-ma-ia dado. E por conseguinte, não passas de uma propaganda grosseira e de escumalha por teres.”
Não importa por que lado cortem, a passividade conduz sempre ao melhor do que. O êxito resulta do esforço, e do controlo manipulador, caso:
“Bom, eu vou ter sucesso ou não dependendo do que Deus quiser de mim. E se eu for bem-sucedido, então tudo o que eu fizer para o ser estará certo por Deus o ter dito, por Deus me ter dado permissão. De modo que uso, manipulo e controlo, passo por cima de ti; não é intenção minha, mas a vontade de Deus.”
E no fracasso:
“Estás obrigada a tomar conta de mim, estás abrigado a fazer por mim, estás obrigada a negares-te a ti própria por mim, por ser o que Deus queria de mim. E decerto que não quererias pensar fazer a Parte de Deus, querias? Assim, toma conta de mim. E eu não vou ser ambicioso nem esperar coisa nenhuma. Não vou tentar desenvolver coisa alguma, e vou ficar à espera que Deus mo dê. Confiar? Não preciso confiar, por Deus fazer isso por mim. Esforçar-me, sacrificar-me? Se o fizer, fiz; se não o fizer, não fiz. Vou deixar que Deus decida se devo esforçar-me. E se eu me esforçar, então é uma virtude, e se não o fizer, então deverá ser igualmente uma virtude. E o que quer que fizeres não será.” (Riso)
“Vou-me erguer acima desta mesquinhez de tentar criar a minha própria realidade e elevar-me acima da estupidez de me tornar poderoso, no meu próprio lugar. Vou-me erguer acima da responsabilidade e portar-me em conformidade, ao deixar que Deus me conduza a vida, ao deixar que Deus faça tudo por mim. E vou desculpar-me por todas as coisas e negar todas as coisas, como a “Vontade de Deus”.
Isso representa um insulto, para além de ser muito pomposo. Assim, que será que resta? Como será que irão tratar da ambição negativa, se não for pelo oposto, nem tornando-se completamente subservientes e passivos? Bom, talvez – talvez seja com isso simplesmente que a vida tenha tudo a ver: com o desenvolvimento e a descoberta de uma ambição positiva que satisfaça o compromisso espiritual, em vez de atirarem com a ambição pela janela junto com a matéria da cobiça e da lascívia.
Possivelmente o que será suposto fazerem nesta vida, tanto quanto erradicar a negatividade, seja começar a desenvolver a positividade - a ambição positiva. Talvez essa seja uma das medida preventivas. Talvez seja uma das tarefas que tenham pela frente. Talvez sejam mais do que um jardineiro cuja tarefa é a de arrancar ervas daninhas. Talvez seja suposto plantarem coisas e criarem coisas e desenvolverem coisas e deixarem algo que seja mais permanente do que a erradicação da vossa negatividade.
O pré-requisito para a ambição positiva, um duplo pré-requisito, consiste na vontade – sublinhem isso! – vontade de serem um adulto; de assumir as responsabilidades de um adulto. Ora bem, não se evadam, porque não afirmamos que precisavam tornar-se num adulto, nem que precisavam ser inteiramente responsáveis, mas apenas que precisavam dispor-se a sê-lo – vontade de ser adultos!
E o outro? O outro pré-requisito consiste em saber que o amor é tudo quanto faz sentido. Não é Tudo Quanto Existe, não é o mais acertado nem o mais errado, mas tudo quanto faz sentido. Que o amor por vós próprios e pelos demais constitui a única coisa que faz sentido, e é a derradeira motivação que faz sentido. Quando conseguirem chegar a essa fase de terem vontade de ser adultos - quer o sejam ou não:
“Eu tenho que tratar daquilo, eu consigo ver que tenho que tratar disto ou daquilo, e percebo que isto aqui é assustador, mas tenho vontade, estou disposto a olhar e estou disposto a assumir essa responsabilidade; posso nem sempre sentir esta vontade, mas por Deus, eu estou disposto a isso.”
Quando conseguirem perceber que a única razão para fazer qualquer coisa, em última análise se deve ao amor, por ser a única razão que faz sentido - conseguir um monte de dinheiro, satisfazer um determinado fim, terminar de ler um certo livro, acabar de assistir a determinado programa de televisão, acabar uma conversa com um amigo de uma forma completamente sincera, etc., interagir com o mundo à vossa volta – perceber que a única razão para isso, essencialmente, se funda no amor - no amor por vós próprios e no amor pelos outros, incluindo o amor pela vossa Consciência Superior, e por Deus.
Agora; Deus tornou-se num lugar-comum para a maior parte da religião cristã, e esse lugar-comum traduz-se por um velho com barba, situado por detrás de uma nuvem, a tomar conta de vós. Mas quando referimos “Deus” pretendemos dar a entender muito mais do que isso - isso também - mas mais do que isso. Referimo-nos à Origem, referimo-nos a Tudo Quanto Existe e à qualidade de Ser que tem, seja qual for o termo que quiserem aplicar-Lhe, quando nos referimos a isso como Deus.
E assim, quando mencionamos o amor por Deus, não queremos dar a entender amor por um velho com uma barba comprida, muito embora possa incluir isso. Com “amar” queremos aludir àquilo que não pode ser descrito, nem traduzido por palavras, aquilo que não tem limites - o TODO. Mas é importante perceber que amar-vos a vós, amar os outros, amar a Consciência Superior e amar a Deus é a única coisa que faz sentido neste mundo doido como é o vosso, com todos os seus paradoxos e influências e bombardeio de ideias e de pensamentos e de padrões de pensamento, etc. A única coisa que em última análise faz sentido é amar, amar-vos a vós próprios, amar os outros, amar a Consciência Superior e amar a Deus.
E quando conseguirem conhecer isso – e não referi-lo na próxima festa a que forem, nem repeti-lo na porção seguinte do vosso processo, mas conhecer isso de verdade: “Por Deus, é isso mesmo!” Quando tudo se reduz a isso, quando tudo está estabelecido e parece que o ponto de partida de tudo quanto realmente faz sentido é o amor; quando estiverem dispostos a ser adultos e conseguirem chegar ao conhecimento disso, então a ambição positiva tornar-se-á num instrumento natural na conquista disso. A ambição positiva torna-se no instrumento necessário para obter a fase adulta que estão dispostos a alcançar. Mas sentir e perceber o amor, que sabem ser a única coisa que faz sentido.
Os pré-requisitos que se lhes apresentam para poderem ter uma ambição positiva:
A ambição positiva constitui o instrumento necessário para obterem os pré-requisitos. Os passos para lá chegarem representam a efectividade (o seu efeito). As qualidades de estar num lugar qualquer são os próprios passos que dão para lá chegar. É desse modo que chegam a saber quando atingem algo verdadeiro, algo de confiança. Quando os passos para a obterem (ou chegarem à coisa) têm o mesmo sentido (efectividade) de se posicionarem na nela, e as qualidades para se situarem na coisa representam os passos para a alcançarem – seja por que lado for que considerem a questão - então saberão ter obtido algo de fidedigno – para vós! Os passos que dão podem diferir dos passos dos outros, mas serão verdadeiros para vós.
Os pré-requisitos
Muito importante. Assim que estabelecerem, nem que seja uma coisa a realizar como pré-requisito, então a ambição positiva torna-se num instrumento, não num fim em si ou por si mesmo, mas num instrumento direccionado para o fim. Mas a ambição positiva tem certos componentes:
“Como hei-de saber se a ambição será positiva ou negativa?”
Bom, uma das formas por que podem saber se é negativa é no caso de não lhes pertencer. Independentemente do quão boa possa apresentar-se, independentemente do quão bonita ou positiva possa parecer – se não lhes pertencer, será negativa!
Se crescerem com a intenção de salvar milhares de vidas e o tiverem feito, mas isso se ficar a dever ao facto da vossa mãe ter desejado que o fizessem, ou o vosso professor do quinto ano ter achado uma óptima ideia. Ou qualquer programa televisivo a que a vossa mãe tenha prestado atenção que tivesse que ver com o Doutor Kildare ou o Doutor Ben Casey, e ela admirar imenso esse homem velho de cabelo emaranhado (riso) então não importará o número de vidas que tiverem salvado, não importará o bem que tiverem praticado, por representar uma ambição negativa. É uma ambição negativa. Negativa não quer dizer necessariamente má – quer dizer negativa.
Essa é uma forma por que poderão ver se a ambição é positiva ou negativa sem olharem ao impacto que exerce, mas apurando simplesmente a origem, a procedência. A segunda forma de apurarem isso é através dos componentes; existem basicamente sete componentes distintos, e caso uma ambição particular comporte esses componentes, poderão muito bem ter a certeza, se não mesmo estar absolutamente certos de ser positiva. De facto chega muito perto de representar uma garantia.
Os componentes da ambição positiva:
Um: A Escolha.
E a pergunta que se coloca é se a ambição envolverá escolha.
“Terei sido eu a escolhê-la? Será uma opção minha?”
Representa é o poder, a capacidade de acção, a escolha.
Segundo componente: O Desejo:
“Eu desejarei isto, o facto por que estou a ser ambicioso? É opção minha, é fruto do meu desejo.”
Desejar, constitui o empenho pessoal, e o empenho, o compromisso, torna-se muito importante quando a questão envolve a ambição. Precisam estar comprometidos com ela. Desse empenho pessoal vem o segundo passo, ou o segundo componente, que é o desejo.
O terceiro componente é a Imaginação:
“Conseguirei usar a minha imaginação? Serei capaz de imaginar essa ambição? Essa ambição desencadear-me-á a imaginação?”
Por outras palavras, a imaginação desempenhará alguma função na ambição que sinto? Há inúmeras formas de equacionar essa questão. A imaginação pode ser vista como o potencial da vossa verdadeira tecnologia. E é aí que reside – a imaginação da invenção representa a verdadeira tecnologia, e conduz sem sombra de dúvida ao desenvolvimento da tecnologia material. Assim, representa a tecnologia potencial.
O quarto componente reside na Esperança.
Ora bem, já falamos de esperança por se encontrar relacionada com a confiança, e com a singularidade; assim como também falamos sobre a esperança num dos trabalhos intitulado A Sinergia da Confiança. A esperança constitui um denominador comum muito significativo. Uma vez mais, a esperança não constitui a divergência do presente, assente num tipo qualquer de fé cega depositada nos potenciais do futuro. A esperança não passa pela consideração da embotada e sombria realidade da vossa vida para se agarrar a um fio tênue de algum dia talvez se tornar melhor. A esperança reside na capacidade de ver o potencial do presente; na capacidade de ver o que se lhes apresenta exactamente no momento e nesse mal-estar ou nessa confusão ou nessa pilha de insignificância (em que por vezes pensam encontrar-se!) ser capaz de captar um vislumbre do que é possível, obter uma noção do potencial do que pode ser desenvolvido, ver o futuro, e o que pode eclodir dele, a partir de, ou com base no, presente. É disso que a esperança trata. Olhar para a vossa vida que apresenta um aspecto sombrio e depressivo, e começar a moldar e a reunir:
“Por Deus, há aqui qualquer coisa de óbvio capaz de resolver os problemas.”
Ser capaz de ver o potencial do futuro, ser capaz de olhar o presente e ver:
“Onde isto me poderá levar; onde eu poderei conduzir isto; onde isto me está a conduzir.”
É disso que trata a esperança! Recusar o que têm agora e suspender a respiração, à espera de um milagre qualquer – isso não é esperança nenhuma. A esperança deve conter ambição; deve comportar um componente de ambição, onde possam olhar e ver:
“Esta é a ambição; agora consigo perceber os potenciais disto. Sou capaz de distinguir as possibilidades e onde isto me pode conduzir. Posso divisar a potência daquilo em que esta ambição pode tornar-se, e o que representa.”
O quinto componente: O Sonho
O sonho; o que significa a tecnologia aplicada. Se efectivamente a imaginação – o terceiro componente – constituir o potencial da vossa tecnologia, nesse caso o Sonho, a imaginação em formação, representa a aplicação dessa tecnologia. E o quinto componente constitui o facto de a ambição produzir o Sonho, ou representar o Sonho – não uma fantasia – mas o Sonho, algo que pode ser real, algo que pode actualizar-se, algo que podem conduzir à fruição, à consecução. Um Sonho! Para além da esperança, e talvez mesmo como esperança organizada. O resultado da imaginação e da esperança – seja como for que o definam – é o Sonho.
E o sexto componente de uma ambição positiva, consiste em Ter um Propósito.
“O propósito por fim?”
Sim, ter propósito e motivação, e o seu propósito consiste na actualização do ideal; é isso o que o propósito representa. Constitui a oitava mais elevada do compromisso. O desejo representa o empenho pessoal enquanto o propósito representa a oitava mais elevada desse empenho.
E o sétimo, representa o próprio ideal.
O ideal do amor:
“Por mim próprio, pelos outros, pela minha Consciência Superior e por Deus – como tudo quanto faz sentido. Esta ambição aproximar-me-á do ideal?”
Não apenas:
“Quererei? Que propósito terá isso?”
Mas:
“Terá realmente? Isso aproximar-me-á desse ideal? Ajudar-me-á a amar-me e aos outros (não ou aos outros) e à Consciência Superior e a Deus?”
Começam pela escolha e acabam com o ideal, e com base na escolha procedem ao compromisso; desenvolvem a tecnologia, aplicam essa mesma tecnologia, reafirmam esse compromisso. Não se trata de um processo no sentido comum da palavra, nos termos passo-a-passo, embora num certo sentido trate; portanto, de uma certa forma abstracta podem procurar onde desenvolver a ambição, não só saber se satisfazem os critérios mas:
“Eu posso satisfazer os critérios a fim de a desenvolver. Que opção terei? Qual será o desejo que tenho? Onde reside a minha imaginação, qual será a esperança e o Sonho e o propósito e o ideal que tenho?”
E é reunido desse modo no segundo e no sexto passo, que lidam com o compromisso; o terceiro e o quinto lidam com a tecnologia; o primeiro, com a escolha; o quarto, com a esperança; e o último, com o ideal. Assim, enquadra-se no formato de um processo, mas não vão demasiado na conta disso, por envolver um processo abstracto e representar mais sete componentes do que sete passos.
Mas gostaríamos de sugerir que qualquer ambição que se apresente como positiva deverá reflectir todos esses sete componentes. Não é necessariamente tanto a “grande coisa” da ambição de terem a vossa secretária limpa e os arquivos organizados na sexta-feira. Talvez isso não diga muito sobre o ideal de se amarem a vós próprios e aos demais e a Deus; mas em certa medida diz.
Mas assumir uma ambição assim “mundana,” se for por causa de terem captado as insinuações de que devem ser arrumados e de que não devem deixarem nada no prato por haver gente que passa fome na Europa, de terem o escritório limpo, por causa do que aqueles que não têm nenhum venham a dizer, (riso) nem por o vosso professor sempre achar que a vossa secretária sempre estava impecavelmente limpa no terceiro ano, que sempre os elogiava pela arrumação; nem por causa do que veem na televisão ou nos anúncios, etc., porque aí essa ambição particular será negativa.
Mas se definirem a escolha de o fazer na sexta-feira, e tiverem o desejo sincero de o fazer, e conseguirem usar a imaginação de modo a sentir que são capaz de o fazer… Se usarem a imaginação para alcançar essa ambição particular, e se tiverem a esperança – por assim que tiverem começado a conseguir notarem o brilho e a esperança; por assim que tiverem começado a ser mais capaz de ser organizados ou eficientes na realização disto ou daquilo ou serem capazes de ir até ao fim, a esperança seja a de se verem com base no presente, e terem um sonho – poderá ser de reduzida monta, mas será um sonho ainda assim…
Se o propósito que tiver for de me levar mais perto desse ideal, por passarem a amar-se mais, em resultado do que andarão mais animados, serão mais agradáveis para os outros e serão mais carinhosos com eles, e isso lhes conferir a confiança de saber que consigam terminar o que quer que decidam, e os levar mais perto da consciência superior e de Deus, por causa disso. Será menor, mas far-se-á presente!
Portanto, algo tão mundano quanto limpar a vossa secretária e os arquivos tornar-se-á numa ambição positiva. De curta-duração, por terminar provavelmente na sexta-feira, mas ainda assim, uma ambição positiva.
Salvar as pessoas da pobreza em que se encontram, salvar as focas e as baleias da matança, de modo a representar uma ambição positiva, em vez de constituir uma mera ambição, precisa ter todos esses sete componentes. Mas infelizmente, para muita gente, não têm.
Muita gente que se acha diligentemente envolvida em belíssimos projectos vê-se sobrecarregada por um monte de gente possuidora de uma ambição bastante negativa. Eles alimentam gente que passa fome ou põe termo à pobreza com base numa atitude “melhor do que,” com base na superioridade própria do:
“Que diabo fizeste em uma vida passada para terminares neste estado lastimável, pobre e lamuriento? Toma uma tijela de arroz. Que te saiba bem. Espero que não te esbarres com o meu ego! Ou espero que o faças...” (Riso)
Se abordarem as vossas ambições sem amor, elas serão negativas. Não são pertença vossa e ter-lhas-ão dado. Se não cumprirem com esses componentes, e em terceiro lugar, se não procederem do amor, não serão positivas. Aqueles de vós que se sentem ultrajados com as usinas nucleares, e odeiam os “porcos” imperialistas e capitalistas, não procedem com base no amor, e todo o vosso dinheiro e todos os vossos esforços e todas as vossas vocalizações não conseguem nada mais do que perpetuar o que já existe.
Aqueles de vós que contribuem com dinheiro para a Greenpeace para promover a paz e odeiam os Japoneses e os Russos, que caçam as baleias por nenhuma razão aparente, para além da que os motiva, estão a contribuir para a perpetuação do que já existe – quando não agem com base no amor mas antes no ódio e na estrutura das crenças e dizem:
“Eles são os maus, enquanto nós somos os bons.”
Não estão a trabalhar para eliminar o problema, estão a trabalhar para dividir a questão.
Do mesmo modo, quando se sentem indignados com a matança das focas bebés - e isso representa um ultraje! - mas essa indignação procede do ódio, e de apelações do tipo:
“Eles estão podres, e estão a arruinar o mundo e a destruir tudo, aqueles “porcos” mais a sua energia nuclear e mais o governo que ainda os apoia, etc., e aquela gente péssima que anda a aniquilar a nossa natureza e a arruinar o nosso mundo, etc.; isso é tudo gente malvada.”
Com essa atitude estão a perpetuar isso. Estão a fazer mais para manter isso vivo, do que estão a fazer para o travar.
Essa é difícil de engolir. Contudo, é verdade. Somente quando procedem com base no amor – e isso significa amar o inimigo igualmente, compreender o “porco” que quer abrir a nova usina nuclear, compreender a sua frustração e porventura a sua ignorância, mas compreendê-la e sentir amor por essa pessoa, que se interroga igualmente como irá pagar a sua conta da luz, que não sabe mais do que vós de onde irá sair o dinheiro para pagar as próximas contas, e deixarem de os ver como inimigos monolíticos mas como pessoas com rostos e sentimentos e com deveres passíveis de se degradar tanto quanto os vossos.
E se abordarem com amor – não enviar-lhe flores nem atirar-lhe beijos, nem coisas do género; não, não nos estamos a referir a esse tipo de amor hippie e adolescente ou infantil, que não funcionou – mas com base num afecto responsável e na compreensão, e o abordarem nesse sentido, a própria ambição tornar-se-á positiva e exercerão impacto.
Aí, quando estiverem à frente da entrada da usina nuclear, e o estiverem a fazer com base na ambição de amar, mesmo que o vosso corpo seja retirado à força para fora do caminho e sejam levados a passar a noite na prisão ou seja o que for, mesmo assim exercerão impacto, no sentido de levarem a um fim aquilo a que tentavam pôr cobro quando se plantavam lá repletos de ódio.
“Mas, de qualquer modo a expectativa de que os “imbecis” nos tratem de uma forma violenta, não nos irá trazer o menor benefício.”
Têm razão, mas tudo quanto tiverem conseguido (com a arrogância) terá sido perpetuar o próprio problema que alegavam estar a tentar eliminar.
Essa é difícil. Não tem carácter político, mas metafísico. Está associado a todo o conceito da ambição, que deve move-los no sentido do ideal de amar – de se amarem a vós e aos outros, de amarem o vosso Eu Superior e a Deus. Não há lugar para o ódio, aí. Não há aí lugar para as crenças negativas de o conseguirem a qualquer preço. Isso não traz nenhum bem. Se tudo se basear num “não,” isso não lhes irá valer de nada.
E há muita gente que se acha envolvida com um monte de questões muito bonitas, pelas razões erradas. Tentam voltar para os pais; tentam regressar às influências da sociedade; tentam agradar aos pais ou à sociedade, etc. Tentam satisfazer ambições que nem sonham que têm. Tentam realizar ambições em relação às quais jamais param para reflectir e considerar. E há muita gente que usa a ambição para satisfazer o ego negativo que diz:
“Eu sou melhor, por o autocolante da Greenpeace que uso ser completamente novo. Por eu ter dado dez dólares para porem uma tijela de arroz nas mãos de um escória qualquer. Por estar a pagar uma realidade que de alguma maneira me deixa ter muita coisa enquanto a “eles” não permite ter coisa nenhuma.”
Mas quando abordam as mesmas ambições do ponto de vista da ambição positiva, é quando se dá a mudança. A ambição positiva terá os sete mesmos componentes e também procederá do amor; também os levará para perto e procederá do amor.
“No abstracto?”
Sim! Por vezes de uma forma bem concreta, sim, mas no abstracto, sem dúvida alguma.
E em quarto lugar, a ambição positiva (uma ambição que seja positiva) resultará na mudança. Na realização da própria ambição. Quatro componentes que os levam a aferir se a ambição é positiva; se lhes pertencerá; se vai atender a esses sete componentes, se procederá e conduzirá ao amor. Mas acabará por acontecer; hão-de obtê-lo, seja o que for que essa ambição compreender, hão-de consegui-lo. Obterão resultados. Sem sombra de dúvida! Assim estão a mover-se rumo a uma ambição positiva.
Então que tipos de ambição existirão? Bom, na verdade existe um número incontável de tipos de ambição que podem ter mas nem toda a gente poderá ter todos; vós tereis alguns, outros terão mais uns quantos, outros terão uns quantos a menos, etc., mas existem diferentes tipos de ambição e torna-se importante conhecer os diferentes tipos que têm, e que se encontram ao vosso dispor. De modo que a possibilidade de os desenvolverem fica ao vosso critério, ao critério da escolha e do desejo que enunciarem.
Provavelmente, o primeiro nível da ambição, o primeiro tipo de ambição, será a ambição pessoal. E a ambição pessoal é uma coisa significativa a considerar, que importa ter e que frequentemente negligenciam na busca que empreendem pela espiritualidade, e no desejo que formulam no sentido de desenvolver o vosso potencial; muitas vezes negligenciam a vossa própria ambição, por de uma maneira qualquer ser errada, e ser coisa má, por não significar suficiente desapego mas ao invés um significativo apego ao mundo, de modo que muitos comprometem-na e desistem de ter ambição, sacrificando este tipo importante – por ventura o mais importante - de ambição, que é a ambição pessoal.
Aquilo de que falamos um tanto, talvez um pouco mais do que mesmo os outros géneros de ambição, por traduzir uma circunstância difícil para muitos de vós, uma das formas mais comuns da ambição pessoal é o dinheiro. Mas gostaríamos aqui de sugerir que essa é a área em relação à qual a maioria das pessoas azeda, não é? O facto de terem a ambição de possuir dinheiro, e montes dele. Sugerimos que a vossa sociedade no seu todo, sugeriu que isso não seria bom, e que precisam pensar no próximo e “apertar o cinto” e estar cientes de abrir mão e de passar sem ele; e todo o problema dos recursos económicos se deva à ambição gananciosa que têm pelo dinheiro.
De modo que, se continuarem e forem patriotas e cidadãos do mundo, desistirão da ambição que têm pelo dinheiro. E deixarão que aqueles que lhes recomendam isso fiquem com ele todo! (Riso) Mas dizem para desistirem dele!
O dinheiro consiste numa vibração, conforme temos vindo a referir nos vários seminários de Domingo, e seminários subordinados à abundância, etc. - é uma vibração. E dizer-lhes para desistirem de uma vibração, e que uma vibração seja algo que por uma via qualquer não deviam sentir, torna-se sobremodo bizarro. É como dizer para pararem de respirar oxigénio, que também consiste numa vibração, por não a ser melhor nem pior; apenas possui uma função diferente. Mas trata-se de uma vibração. Assemelha-se bastante, num certo sentido, a dizer que o dinheiro seja mau, não obstante o ouro e a prata serem mais puros.
Dinheiro é dinheiro e vibração é vibração, ponto final. E nesse sentido, se quiserem possuir muito, então corram atrás dele. Vão atrás dele por quererem possuir dinheiro - não por agradar à mãe ou ao pai, nem por os desapontar. Não por lhes facultar uma oportunidade de os punir, ou de bater os vossos irmãos, de ser melhor do que quem quer que seja ou por causa nas insinuações de cunho directo. Não para agradar ao vosso professor do terceiro ano, nem para reinarem sobre os outros otários nas reuniões da faculdade, que não conseguiram, e que usam roupas de poliéster barato ou casacos dúplex cor azul-bebé. (Riso nervoso)
Não para poderem acabar por levar as pessoas a temê-los ou a procurar por vós, por podem estalar os dedos e levar as pessoas a “estremecer.”  Não por essas razões mas por mero querer. Por ser divertido. Por poderem imaginar todas as coisas divertidas que poderiam fazer com isso, por terem uma esperança em relação à situação a que os poderia conduzir, por terem um sonho, e sonharem em se amar a vós próprios e aos outros, e à vossa Consciência Superior e a Deus. Por o quererem por essas razões.
O dinheiro nada tem nada de errado. De facto, todas as obras de caridade que existem por aí desejam dinheiro. E querem-no da parte daqueles que o têm. E quando vêm alguém a conduzir um Mercedes e a usar um anel de diamantes brilhantes, etc., podem dizer:
“Olha para eles, não são espirituais? Não são esquisitos e estranhos? Que pena não conhecerem os verdadeiros valores da vida.”
É essa mesma gente que envia mil dólares aos filhos do Jerry. É essa gente que paga as contas da Sociedade Americana do Cancro; é essa gente que pode fazer isso. E se tiverem dinheiro para poder fazer o mesmo, em vez de desdenharem e fazerem lamúrias quanto à tristeza decorrente do facto das pessoas precisarem passar fome de morte, e quanto à tristeza resultante da impossibilidade de não conseguirem obter os tratamentos médicos necessários, quanto à lástima por não existir cura para esta ou aquela doença, etc., em vez de fazerem lamúrias em relação a isso, podiam fazer algo em prole do mesmo – caso tivessem dinheiro!
De modo que o que sugerimos é que o dinheiro não é a raiz do mal, a esse respeito particular, e decerto que pode ser utilizado de uma forma positiva. E não existe nada de errado na ambição de ter dinheiro. Se realmente quiserem ajudar as pessoas, nesse caso não precisarão de alguns fundos excedentes com que se possam dar ao luxo de pagar pelos outros, quer essa ajuda passe pela dádiva de um donativo ou pelo trabalho em prole de uma causa, etc.
Decerto que, para poderem gozar de um dinheiro excedente para poderem gastar dois ou três dias por semana a ajudar esta causa ou aquele grupo, ou esta actividade particular em que estejam envolvidos, de forma a não precisarem trabalhar vinte e quatro horas por dia, etc… Mas de facto, possuir dinheiro por essas razões particulares não é de todo mau; não é errado, e de facto, quanto mais forem capazes de dispor de abundância, seja na forma de Dólares Americanos, ou na forma de aceso a recursos de qualquer tipo, a abundância é o que os poderá ajudar a amar-se e a amar os outros. E a fazer pelos outros aquilo que dizem querer fazer para atingirem e exercerem o impacto que marque a diferença que pretendem marcar.
E há tanta gente que reclama querer fazer a diferença, como uma evasiva ou uma desculpa, a fim de evitar tratar da ambição pessoal que têm, e de justificar o facto de não conseguirem pagar a renda e terem que ir jantar a vossa casa, ou precisarem pedir-lhes emprestado vinte dólares todas as semanas sem jamais os pagarem, etc., para desculparem o facto de não conseguirem conduzir um carro decente, de não conseguirem que as coisas funcionem bem nas suas vidas, de não conseguirem acabar os trabalhos ou de não conseguirem ser um amigo como deve ser, que usam isso de “fazer a diferença,” pelo que se escusam a ter ambição pessoal. Mas é através da ambição pessoal que vocês verdadeiramente conseguirão isso de exercer algum impacto real dessa forma!
Do mesmo modo, a ambição pessoal de querer que as coisas corram bem na vossa vida - que terá isso de errado? Desejar que as coisas corram de feição, querer e ter a ambição de ter felicidade e alegria e êxito, e ter tudo de uma maneira fácil e suave; por que na verdade virão a tornar-se numa pessoa mais animada, e a energia que irão produzir irá ter uma repercussão positiva. Se de facto na vossa vida todas as coisas correrem mal, mas não tiverem tempo para lidar com isso por precisarem sair para ajudar os mais desafortunados, tudo o que irão fazer é descarregar a vitimização de que padecem, descarregar a culpabilização e a raiva que sentem. Acreditem que isso não irá ajudar ninguém.
Ao passo que, se os acontecimentos, as actividades que compõem a vossa vida correrem maravilhosamente e de uma maneira bem-sucedida, irão sentir-se entusiasmados, irão sentir-se animados, e essa boa disposição representa uma ressonância que irá contagiar.
A lei da ressonância basicamente diz que em última análise todas as coisas acabarão por vibrar à mesma frequência, de modo que se pegarem em duas coisas, dois objectos, duas pessoas, que vibrem em níveis diferentes, elas finalmente acabarão por atingir o mesmo nível – ou o mais elevado desce na escala, ou o mais baixo subirá, ou ambos acabarão por trocar de posição e por encontrar um novo território. E esse facto tão cientificamente provado que se aplica em relação a certas energias e ondas de energia e frequências sonoras diz que, em última análise, encontrarão um ponto de ressonância comum; quer pela elevação delas, pelo decréscimo de ambas, quer percorrendo a ampla gama até encontrar um compromisso, algures.
O mesmo é muito verdadeiro em relação às pessoas. Se entrarem numa sala, acabrunhados, desalentados e infelizes, estarão a estabelecer uma energia em que tudo eventualmente passará a entrar em ressonância com essa energia. A cadeira em que se sentarem, o chão em que a cadeira assente, o show televisivo a que estejam a assistir, o livro que estiverem a ler, a actividade em que estiverem a tentar participar eventualmente entrará em ressonância com a mesma energia que vós. Ou elevam a vossa energia à disso ou a energia disso reduzir-se-á à vossa e irão descobrir um ponto intermédio. Mas vocês indagam por que razão uma coisa começa a dar para o torto e tudo vai pelo mesmo caminho. Por serem quem está a causar isso, com a ressonância que criaram.
Se entrarem sala adentro animados e contentes:
“Céus, a minha vida é estupenda! Tenho montes de amigos e montes de dinheiro, tenho imenso sucesso, tudo em que toco parece correr-me de feição, sinto como se estivesse no topo do mundo.”
E a seguir se sentarem junto de uma pessoa que lhes diz:
“Ah, que bom para ti! Fico muito satisfeito por correr tudo bem contigo.”
Têm uma opção; ou descem ao “nível:”
“Bom, não é tão bom quanto isso; agora que o mencionaste, há coisas que não correm bem e que podiam ter corrido de uma forma diferente, e que podiam ser melhores.”
Ou então vão erguer-lhe um pouco o ânimo e vão encontrar um ponto mediano. Ou então vão permanecer na vossa ressonância e dizer:
“Não, não te vou deixar-me arrastar para baixo! Ou tu elevas o teu astral ou vai à tua vida. Essa é uma opção que te estendo; ou te elevas ao nível do ânimo positivo e da energia extrovertida que sinto ou sai da sala. Ou então saio eu, mas não vou ficar pendurado nisso e deixar-me arrastar para a mediocridade ou para o nível em que te encontras.”
Agora; não devem assumir a atitude do adolescente e levantar-se e dizer:
“Tens uma ressonância tão grave, sai lá daqui, etc.” (Riso)
Essa é uma abordagem que ele assume, a atitude que toma.
Mas vejam bem, ter a ambição pessoal de tudo quanto aconteça o faça de uma forma maravilhosa e sem problemas e de uma forma bem-sucedida, de forma a poder andar animado e de forma a poder repercutir de uma forma elevada, então quando for rua abaixo, não é que me vá pavonear, mas essa energia irá afectar toda a gente com quem eu me cruzar. Quer tenham ou não consciência disso, eles irão captar uma parcela da energia. E se captarem um pedaço de mim e outro de vós, e outro de alguém mais, muito em breve vão ficar sobrecarregados com essa energia. Não massa crítica, mas passarão a dispor mais de escolha, situar-se-ão numa posição mais tranquila de à-vontade em que conseguirão estabelecer a opção:
“Por Deus, creio que me vou sentir feliz!”
De modo que ter uma ambição positiva dessas de que tudo corre de feição e de se saírem bem no emprego, e de obterem um êxito fantástico no que quer que façam no emprego, de agradar aos outros e de lhes dar uma palmada de estímulo, pelo impacto súbito e positivo de algo, transmitir-lhes esse entusiasmo e excitação, parte dessa jovialidade – que excelente dádiva que podem dar às pessoas! Em vez de lhes passarem as vossas preocupações e as dúvidas que têm e os problemas e frustração. Que excelente seria contagiar os outros com a vossa alegria.
Do mesmo modo, quando veem as vossas ambições pessoais satisfeitas e em vias de serem realizadas, por causa de tudo quanto têm, seja o que for que queiram, então quando literalmente dão isso às outras pessoas, estão a sabotar a vitimização que os acomete, a vossa própria inveja, e o vosso próprio martírio. Pela razão de que, quando se sentem óptimos se torna sobremodo difícil sentir-vos um mártir. E é muito difícil arregaçar as mangas e ajudar alguma outra pessoa quando se sentem mártires:
“Olha do quanto abro mão por causa de ti!”
O que é que estão a negar? Nada! É disso que estão a abrir mão.
“Eu consegui aquilo que tenho, e sinto-me satisfeito, pelo que não tenho que me fazer de mártir; não tenho que me tornar num salvador.”
Quantos de vós não andam por aí a tentar salvar alguém de uma coisa qualquer? Alguém que foi à falência, e que atravessa dificuldades, ou doente, e sentem precisar salvá-lo; negam a vós próprios e salvam a pessoa, e acabam enciumados e invejosos e mártires. Ao passo que, se tivessem tudo reunido para vós, não sentiriam estar a salvar a pessoa e poderiam ajudá-la, transmitindo-lhe um pedaço da sua autoestima, um pedaço do seu respeito próprio, um pedaço de esperança, com o que poderia crescer um tanto mais, do que com o vosso esforço pomposo e martirizado de a salvar.
Ou estarão a sabotar a inveja:
“Olha o que ele está a conseguir; olha tudo quanto estou a fazer por ele; por que razão ninguém faz nada por mim?”
Pobre de mim! Zangado, invejoso, enciumado. E estão a transmitir a vossa inveja – que dádiva e tanto! Caramba. Estão a conceder-lhe o vosso “melhor do que.”
Ao passo que, quando têm as vossas ambições pessoais satisfeitas, e possuem o carro que querem conduzir e a casa em que queriam viver, e os amigos que queriam ter, e as alegrias e os êxitos e o à-vontade e a felicidade que desejavam, então quando dão, dão de uma forma pura. Mas se não quiserem dar de uma forma isenta e limpa, então decerto que não desejarão satisfazer a vossa própria ambição. Então, terão uma ambição negativa, a ambição de serem deixados de lado, de serem inferiores, de serem negados, de serem martirizados, de serem massacrados.
Assim, as ambições pessoais são muito importantes, e sem se sentirem culpabilizados nem intimidados por isso. E na Califórnia mais do que em qualquer outra parte, actualmente. Estão a captar a mensagem:
“Consegui mais e senti-vos mais culpados por isso!”
Por que esta recente recessão económica, ou depressão, colapso, seja o que for que quiserem chamar-lhe, tem vindo em muitas partes da nação a semear uma grande parcela de devastação, que produziu aquela quebra na confiança em resultado do que se diz:
“Olha, foi-se!”
Também apagou a luz da esperança para muita gente:
“Não resta esperança! Não resta esperança!”
Aqueles de vós, na Califórnia, que ainda a possuem, e que ainda esperam ficar ricos – maravilha! É espantoso que esperem tal coisa. Ainda esperam conseguir todas as coisas que sempre quiseram. Formidável. Só que agora estão sob pressão; pressão por causa da culpa que sentem em relação a isso. Pressão no sentido de negarem isso. E alguns de vós, estão a começar a ceder a essa pressão. Alguns de vós que há dois meses atrás sabiam que vós criais a vossa realidade e que podem criar toda a abundância, estão agora a começar a duvidar disso:
“Deus, as coisas estão péssimas; a economia está num caos! A recessão económica finalmente atingiu a Califórnia.”
Não atingiu. Absolutamente! A menos que acreditem nisso da culpa. A menos que acreditem nas mensagens que aqueles que não têm esperança querem que acreditem.
E aqueles de vós que escutam a gravação noutras regiões do país, as pequenas bolsas, nós não sugerimos que mudem para a Califórnia; o que estamos a sugerir é que expandam a vossa bolsa, tornem-na mais forte. Porque os que não têm esperança andam a tentar agrupar-se ao vosso redor. Precisam ter uma ambição positiva a fim de construírem aquela barreira.
Uma porção interessante de notícias saiu a lume nos jornais de sexta-feira sobre Berkeley, mesmo do outro lado da baía; algo parece estar a sair dessa baía. (Riso)
Mas em Berkeley agora possuem um método por meio do qual conseguem agora separar o oxigénio do hidrogénio de uma forma económica. Bom; sabem como a água é composta de H2O, não é? De modo que têm vindo a tentar separar o hidrogénio do oxigénio, e têm sido capazes de o fazer, só que o processo se apresentava de tal modo caro... Mas agora desenvolveram um método através do qual conseguem separar o hidrogénio do oxigénio. A única coisa que deita pelo escape, a única forma “poluente” que resulta do processo é oxigénio puro. Escape isento de poluentes! O hidrogénio pode então passar a ser utilizado como combustível, com que podem fazer funcionar os vossos carros, para alimentar a produção de electricidade, e daqui a cinco anos podia representar o facto de virem a prescindir do petróleo.
Assim, deixem que a União Soviética e o Médio Oriente disponham de todo quanto quiser. (Riso) Se não derem cabo de tudo, poderão pôr cobro à crise de energia, e “virar o jogo” e levar de novo os Estados Unidos a ficar na crista da onda. Porque, como entendem a única coisa de que carecem é de petróleo. Possuem a maior abundância alimentar e a maior abundância de recursos; possuem tudo menos petróleo. E com combustível de hidrogénio, sem precisarem de petróleo, ficariam por completo por cima. Fim da crise de energia! Término do desespero económico! Fim das recessões e das depressões. Não lhes dariam nenhuma bofetada na cara, etc., mas poderiam posicionar-se numa posição de abundância enquanto nação. E em que não precisarão mais apertar os vossos cintos. Se não estragarem tudo!
Mas aquilo que o processo implica é que é tão pouco dispendioso e tão simples que o podem conseguir no vosso lar. Não é preciso que grandes companhias petrolíferas venham instalar a tecnologia para que o consigam, etc. É demasiado barato e demasiado fácil. Assim, se não estragarem tudo, daqui a cinco anos poderão estar a fazer frente a uma realidade com que, num certo sentido, esfregarão o nariz de todos esses pregadores do juízo final, que os tentam seduzir com os desastres. A tolice está nisso.
E o produto, o desperdício resultante de toda essa coisa constitui igualmente oxigénio. Nada de poluição! Isso apareceu numa pequena coluna de jornal! (Riso) Ao passo que ouvem falar de Beirute e da matança, e do Líbano, quando talvez nisso resida a questão – talvez!
Mas essa disposição para acalentar ambição é o que poderá produzir tal coisa. Mas é ambição pessoal. E com base nisso expandir-se para outros tipos de ambição. Agora, por favor notem que não estamos a predizer o fim da crise de energia dentro de cinco anos, etc. Estamos apenas a sugerir que aqui pode residir uma esperança – uma réstia de esperança. É a isso que a esperança se assemelha - no presente - algo em relação ao que conseguem perceber uma fagulha e uma possibilidade, e toda uma ramificação que se pode efectivamente desenvolver. E separar o oxigénio do hidrogénio para tornar o hidrogénio num combustível, isso é esperança.
Agora, podem ignorar isso, ou arruinar tal esperança, ou decidir que a resposta esteja em se sentarem e suspenderem o medo que sentem, os especialistas que o façam, etc. Assim como podem assumir a esperança. Apurar a esperança que têm e desenvolver a vossa ambição positiva. Não apenas em função de vós próprios, mas em função do mundo em relação ao qual dizem estar preocupados, em função da humanidade, em relação à qual dizem que querem exercer impacto, em função do mundo em que dizem querer marcar a diferença, em função de vós próprios, por ser muito importante.
Um segundo tipo de ambição, é a ambição que se prende com a carreira, e há quem no vosso mundo só se preocupe com a ambição ligada à carreira somente. Tudo quanto lhes interessa é o facto de conseguirem dinheiro, ter um emprego que os ocupe até aos 65 para se poderem reformar. E isso não tem nada de errado. De facto precisam de muita gente com uma ambição dessas – ou não disporiam de automóveis para conduzir nem quem recolhesse o lixo que criam. Mas a maioria dos que aqui se encontram não se satisfariam com a ambição que se prende com a carreira. Mas há quem se satisfaça, e não faz mal, por não ter nada de errado.
Todos vós, quer tenham uma carreira, em termos de emprego que lhes renda dinheiro das oito às cinco, etc., ou exerçam uma profissão, têm um certo nível de ambição ligado à carreira. Alguns de vós tentam fingir:
“Não, não, não me importo com o facto de me sair bem na carreira que exerço.”
Bom, vocês também têm. A ambição associada à carreira constitui uma das mais básicas ambições, quer essa carreira se traduza por um trabalho em casa, ou por um trabalho autônomo de qualquer tipo, um emprego independente, contratante pessoal, ou se traduza por um trabalho por conta de outrem.
Desenvolver a ambição de ter uma carreira - alguns poderão mesmo descobrir - mas um bom desenvolvimento de carreira, assente numa base de integridade e de sucesso e de bem-estar, constitui um fundamento muito importante da ambição, e aqueles que apenas revelam ambição pela carreira não deveriam ser alvo de troça, nem vistos com desdém, porque, na verdade quantos de vós, independentemente do salário que ganhassem à hora, andariam a recolher o lixo? Quantos de vós, independentemente do quanto lhes pagassem, se disporiam a apertar o parafuso 47 ou qualquer coisa assim - oito horas por dia, cinco dias por semana, durante quarenta anos da vossa vida? Nenhum de vós teria ganas para fazer tal coisa. Ao passo que se dependesse de vós:
“Hmm. Bom, talvez o faça durante uma hora.” (Riso).
“Mas aí não estou bem certo, por eu ter esta cisma, por quando era catraio a minha mãe me ter obrigado a arrumar o quarto, de modo que não consigo apertar esse parafuso. A minha mãe sempre levava o meu pai a despejar o lixo, de modo que, não, não conseguiria andar a recolher o lixo, por isso me suscitar as memórias de infância.”
Ter ambição de ter uma carreira – e não estamos a dizer que essa ambição passe pela recolha do lixo ou pela montagem de parafusos ou seja o que for, mas sugerimos definitivamente que precisam procurar ter a ambição de ter uma carreira. Tanto ambição pessoal como a ambição de uma carreira, uma dessas formas de ambição torna-se importante.
Em terceiro nível há aquilo a que chamamos de ambição cultural, e aí é onde começamos a afastar-nos da posição que toda gente ocupa. A primeira e a segunda são muitos intensas mas a ambição cultural é a ambição de quem quer escrever um livro, pintar um quadro, compor uma abertura musical e uma sinfonia. Também pode representar a sua carreira, mas envolve uma dupla ambição, por representar a ambição de deixar alguma cultura, desenvolver alguma cultura, e é em muitos aspectos assim que se chega mais longe pela cultura do que se chega pela tecnologia. Não excluiríamos uma da outra, mas aqui sugerimos que se tiverem que escolher, as qualidades culturais e aculturais de uma sociedade reúnem e permitem que cresçam e sejam bem-sucedidos, muito mais do que a sua tecnologia. A sua tecnologia pode servir de ajuda, mas:
“Porra, é a cultura que tem a última palavra a dizer!”
Assim, aqueles de vós e aqueles que sabem que possuem ambição cultural, faz parte da sua carreira, mas talvez não faça parte. Poderão ter ambição no campo da carreira e ambição cultural por cima dessa. Mas é de um tipo muito importante de ambição que não é para toda a gente, mas merece ser apreciada, por parte de quem a tem.
O quarto tipo é aquele a que podemos chamar de ambição social – que subentende a ambição por fazer alguma coisa pelos outros, é o tipo de ambição que diz:
“Eu quero ganhar muito dinheiro de modo a dispor do tempo e da energia e fazer o bem a todos, ajudar esta particular organização de caridade ou aquela particular minoria negligenciada, ou este problema em particular existente na sociedade. Quero ver a minha vida privada em ordem, e quero que as minhas ambições privadas e talvez as ambições que tenho quanto à carreira na linha e funcionam de modo a poder estar de bem com todos e ter a ressonância para fazer alguma coisa de efectivo, em vez de fazer parte da massa dos que choramingam e resmungam e reclamam injustiças e sabe-se lá mais o quê: Não sei qual seja a causa, mas é injusto!” (Riso)
E ter uma ambição social, não apenas para se tornarem membros do grupo, não simplesmente para se sentirem melhor que os outros por:
“Ah, eu contribuí… eu sou um membro associado… eu sou um membro honorário disto, etc. Quando vou assistir à sinfonia vejo o meu nome permanentemente afixado no quadro de honra dos que contribuíram.”
Querendo com isso dizer:
“Eu dei um contributo maior do que toda esta gente…”
Fazer alguma coisa pela vossa sociedade.
Mais uma vez, isso não é algo de que todos vós preciseis – este tipo de ambição. Alguns de vós tê-la-ão, outros não. Mas a esse respeito particular, se considerarem a ambição social – o que querem fazer pela vossa sociedade de uma forma amável, porquanto tudo quanto em última análise faz sentido é o afecto… Amar as pessoas.
É por isso que dizemos que, se estiverem a promover um assalto à usina nuclear em tal parte por a quererem ver fechada, por saberem que esses “imbecis” estão a pô-la a funcionar e sabem que ela está com fugas por todo o lado, e por saberem que tudo quanto lhes interessa são os interesses particulares e não o facto de poderem estar a destruir o mundo, por saberem que se trata de grandes corporações gananciosas por dinheiro, etc., e as detestarem e as quererem ver destruídas, e quererem que sejam eles os prejudicados – tudo quanto estão a fazer é a contribuir para o melodrama. Por terem inscrito no roteiro que eles sejam os maus. Mas se os maus se tornarem nos bons, aí estareis em maus lençóis! Aí deixarão de poder jogar mais. Vocês fazem um investimento na preservação dos nojentos enquanto nojentos quando criam um melodrama desse tipo particular.
Se saírem à carga (aqueles de vós que fazem esse tipo de coisa) numa usina nuclear situada algures, e o director vier ao vosso encontro e disser:
“Sabem que têm razão? (Riso) Este sítio é mesmo prejudicial e nós vamos fechá-lo, por isso, muito obrigado.”
Isso arruinar-lhes-ia o dia. (riso):
“De certeza que ele está a mentir, só está a tentar enganar-nos; ele não tem essa intenção, e isso não passa de mais um truque desse “sacana,” da corporação que dirige, ou seja o que for. Matem o sacana!”
Quando tentam ajudar a sociedade por meio de um melodrama desses, estão a apoiar tanto o outro lado quanto o vosso, ou talvez mais ainda. Porque um investimento maior do que o de eles se manterem nojentos, passa então a apresentar-se um novo, que é o facto de exercerem efeito em vós. E de modo semelhante, em relação às outras causas, com as mais comuns, a da Greenpeace e a situação das focas e coisas do género, mas também para além disso, o problema hispânico e dos estrangeiros ilegais e tudo isso, e todos os vários problemas existentes no vosso mundo, na vossa sociedade; se os confrontarem com uma atitude do tipo “Bons ou maus da fita” estarão efectivamente interessados no melodrama e não na solução, e haverão de criar melodrama ao contrário de soluções. Precisam agir com base no amor para exercer qualquer verdadeiro impacto, ou para estabelecer alguma diferença real. E não só um amor que lhes escorra pela boca, mas que proceda do vosso íntimo – não apenas do vosso “coração”, mas da honestidade que evidenciarem em relação a ele:
“Não creio que goste dos tipos dos serviços públicos, mas abordo-os com amabilidade por compreender que sejam pessoas.”
Não existe assim tanta gente no vosso planeta que esteja a tentar destruí-lo, e que estejam de uma forma calculista a estragá-lo, mas fazem o que creem ser o melhor a fazer. Certamente que haverá quem não se inscreva nesta classificação, mas sugerimos que não estamos a pronunciar-nos com base em nenhuma ingenuidade, mas a sugerir que abordem a vossa ambição sócia, o que quiserem realizar, o que quiserem conseguir na sociedade, com amabilidade.
Alguns, a esse particular respeito da contribuição social, onde isso também se enquadra, por exemplo, no caso daqueles que possuem a ambição profissional de fazerem por que haja quem crie trabalho para os outros – esse tipo de ambição social – e que querem criar empresas e locais onde se façam coisas e empregos efectivos, etc., de modo que outros possam ocupá-los. Criar meios de subsistência para as pessoas, criar empregos, criar rendimento, oportunidades para os outros serem felizes representa uma ambição social.
O quinto tipo de ambição, é a humanitária, e distinguimo-lo do social por abranger um âmbito mais alargado. E a razão para dizermos que subentende um âmbito mais amplo deve-se a que a humanidade seja porventura mais bem definida como a sinergia das pessoas, a sinergia da sociedade. A sociedade é uma quantificação aritmética de pessoas, ao passo que humanidade é mais do que isso. A humanidade é representada por aquela abstracção que consta do produto da combinação das diferentes pessoas, e por conseguinte a humanidade constitui um todo que é mais vasto do que apenas a soma das partes – e a sociedade é a soma dessas partes. Esta pode ser uma forma de distinguirmos quando nos referirmos e falarmos sobre sociedade e humanidade. E por conseguinte, a frase:
“Eu amo a humanidade… as pessoas é que não consigo suportar.”
Faz sentido. (Riso) Conforme a frase do Snoopy das colunas das histórias de quadradinhos dos jornais de há vários anos. Isso faz sentido, por a humanidade não ser apenas a combinação aritmética das pessoas, mas uma combinação sinérgica, e por conseguinte:
“Eu sou capaz de amar o todo, embora não goste particularmente dos componentes individuais que o compõem.”
E muitos de vós sofrem desse “mal” particular, ao amarem a humanidade mas não gostarem muito das pessoas. E sentem-se terrivelmente culpados por isso, e escondem-no, metem isso para debaixo dos tapetes da vossa mente, etc. Mas se perceberem:
“Pois, não faz mal amar a humanidade, e não faz mal não gostar necessariamente de toda a gente que envolve.”
Não é uma obrigação gostar das pessoas simplesmente por adorarem a humanidade.
A ambição humanitária é mesmo isso: fazer alguma coisa pelo mundo em geral; ter a ambição de realizar alguma coisa que venha a afectar não somente a vós e aqueles da vossa comunidade, mas as gerações futuras – fazer alguma coisa pela humanidade. E aqui, uma vez mais, ter as ambições pessoais em ordem, ter um tipo qualquer de ambição profissional, quer seja cultural ou social, mas ter algo mais vasto que isso, maior que vós, muda-os para esse tipo de ambição humanitária. Não precisam tê-la, mas está ao vosso dispor. E os mesmos princípios da ambição social aplicam-se só que ampliados, tornam-se mais importantes.
O sexto tipo de ambição é a ambição metafísica. Chamamos-lhe ambição metafísica por consistir no desejo de fazer coisas ao nível metafísico. É a ambição de usar a programação, de usar um trabalho meditativo em relação à criança e ao adolescente em vós, etc. É a ambição de usar as técnicas que tiverem chegado a conhecer seja de que fonte tenha sido, que resultem metafisicamente. Quando têm um problema, se tiverem dinheiro, podem arranjar maneira de sair dele. Mas optar por o fazer metafisicamente em vez disso, pode representar uma ambição entusiasmante. Quando têm um problema e não têm dinheiro, então resta-lhes muito pouca escolha, (riso) quer o façam em termos metafísicos ou noutros. Mas por vezes a vossa consciência superior coloca-os numa posição dessas, por saber que se tiverem dinheiro, hão-de comprar uma saída para tudo:
“Com os diabos, a criança em mim, danificou isto - tome lá cem dólares. O meu ego veio ao de cima e magoou-lhe o sentimento - tome lá um presente. O adolescente em mim levou-me a magoá-la - olhe, vou tratar de sair disso, etc.”
O que a vossa consciência superior pode por vezes fazer é deter essa corrente e forcá-los a uma posição em que não consigam comprar uma saída, e precisam fazer por encontrar uma saída, de modo que para não ameaçar dizendo:
“Trata de encontrar uma saída, em vez disso, e não terás que lidar com isto. Dessa forma jamais vo-lo irão tirar.”
Mas entendam, num certo sentido ter uma ambição metafísica consta da ambição de o fazer de uma forma metafísica, à semelhança do que falamos no seminário intitulado Criar uma Nova Jogada, sobre o que estava iminente em relação ao Michael, ao dar passos no sentido de obter uma casa nova. Não era suficiente ver se conseguiria obter o financiamento; não chegava convocar os vários fundos necessários para chegar a efectivar a compra lógica. Tornava-se importante que fosse feito de maneira metafísica, e que fosse um produto da sua meditação e da sua programação, etc. De igual modo, muitos de vós que trabalham na galeria descobrem igualmente que não trata unicamente da venda de um artigo, mas da alegria da coisa, a ambição reside em atrair as energias de todos os outros envolvidos; que nós fazemos juntos, muito embora não estejam aqui no acontecimento e estejam fora a fazer alguma outra coisa. E muitos deles fazem apenas isso. De modo que quando ao final do dia tiverem vendido X número de dólares em artigos, isso não corresponde ao seu anseio maior, mas à alegria de todos quantos envolvidos na organização podem sentir com intensidade ser parte disso. E as pessoas fora desse círculo, em outros empregos, ao sentirem a alegria que envolve:
“Eu quero sentir a metafísica nisto, a programação que traga resultados, não o meu ego nem a minha inteligência, nem a minha tenacidade, nem a minha teimosia, nem as ideias, os comportamentos que são transmitidos de pessoa para pessoa culturalmente, mas metafísicos. Eu quero que essas sejam responsáveis por este sucesso nos negócios, por esta venda, por esta promoção particular, por este projecto particular que operou maravilhas, etc. Pela facilidade com que lidei com isso hoje no emprego.”
É onde a ambição metafísica entra mas com toda a clareza, se saltarem para essa sem terem as outras irão deparar-se com um enorme buraco.
A forma de ambição final é a de cariz espiritual. E nós distinguimos espiritual de metafísica porque o que queremos dizer é que as pessoas podem tornar-se metafísicas sem serem espirituais. Há quem consiga programar até ficar careca no sentido de obter o que quer; há quem trabalhe através da meditação com a criança, o adolescente, o ego, os conselheiros – com esses aspectos delas próprias, etc., sem terem a menor inclinação espiritual. É difícil, garantimo-lo, mas há quem o consiga. As ambições de cariz espiritual são as ambições que passam pelo desejo de serem um com o vosso Eu Superior; as ambições de trabalhar e de cocriarem juntamente com o vosso Eu Superior. As ambições espirituais são aquelas que enunciam:
“Eu quero ser um com Deus.”
As ambições espirituais são aquelas que traduzem.
“Eu quero regressar ao Lar.”
Não o Lar que tiveram até aos seis anos, nem o lar da vossa mãe biológica – não tem de todo que ver com uma “mãe”. Mas ir em frente, estender-vos, ir além, ir até esse sentido espiritual de “Lar” a esse local em vós, em que são Deus. Um com Deus, cocriadores com Deus. Essa é a ambição espiritual. E incorporar isso na vossa vida.
Ou seja:
“Que é que estou a fazer com a ambição pessoal que tenho? Que é que estou a fazer com a minha ambição profissional? E com a ambição cultural, caso tenha alguma? E com a ambição humanitária e social, caso tenha alguma? E a minha ambição metafísica, que provavelmente terei? Estará tudo isso a operar no sentido da realização dessa ambição espiritual? Reunir-me ao meu Eu Superior. Expandir a consciência que tenho de forma a ser o meu Eu Superior? Expandir-me para além disso. Para me tornar Deus.”
Não no sentido do ego, mas de se tornarem parte d’Ele e Um com Ele. E em que tudo o que fazem em última análise se mova nessa direcção, quer passe pela recolha do lixo pela manhã, ou pelo preenchimento do relatório que está um dia atrasado, ou fazer o que tiverem dito que faziam na vossa agenda – ter essa ambição – não em exclusivo nem isoladamente:
“Tudo quanto tenho é uma ambição espiritual.”
Isso é uma evasiva. Precisam avançar rumo a isso tendo ambições pessoais e profissionais, e possivelmente de cariz cultural, e possivelmente sociais e humanitárias e também metafísicas. Possivelmente para terem as sete precisam de todas as seis. Mas não é obrigatoriamente assim. Mas sugerimos que em definitivo precisam da primeira: Precisam de ambição pessoal. E nesse sentido necessitam da segunda: Ambição profissional. Podem saltar se quiserem, a terceira, a quarta e a quinta; e mesmo a sexta. Mas da sétima, em última instância precisarão dela. Por constituir a mais elevada ambição que podem ter. E se tiverem a menos elevada e a mais elevada, e graus intermédios que sintam ser adequados a vós, isso fornecer-lhes-á um sistema completo.
É desse modo que podem orientar a vossa ambição positiva. E tudo quanto fazem, desde decidir levantar-se pela manhã, até ligar o despertador e sair da cama assim que ele toca, e dar seguimento ao vosso dia por saberem que vos compete faze-lo, por ser o que querem fazer, por satisfazer um certo nível de ambição, e poder igualmente satisfazer uma ambição espiritual, por os levar mais perto, por lhes falar do vosso poder pessoal.
A decisão:
“Esta semana vou realizar as seguintes coisas…”
E depois não as realizar, talvez de um maneira muito concreta, mas também exerce impacto de uma forma espiritual. E ao reunirem a ambição dessa maneira, aí pode operar de uma forma muito favorável e completa para vós, e podem obter um sentido do quadro geral e colherem um sentimento de desapego, muito embora estejam intimamente envolvidos até às sobrancelhas e aos cotovelos nas actividades diárias, e serem desprendidos, por perceberem ambas as realidades, e a razão para quererem ambas. E verão como se nutrem umas às outras:
“À medida que desenvolvo a minha ambição pessoal, isso conduz-me para mais perto da minha ambição espiritual, e à medida que desenvolvo a minha ambição espiritual isso leva-me mais perto da minha ambição pessoal.”
E ambas operam dessa forma.
E cada um destes tipos de ambição, quando positiva, possui todos os sete componentes a operar nessas formas de ambição. É essa separação entre a primeira e a sétima que lhes confere o desapego. É essa separação entre a primeira e a sétima que lhes permite ter a autoestima por completo e por conta própria. Se for unicamente ambição pessoal a autoestima tem que estar presente; mas se for ambição pessoal e espiritual, da primeira à sétima, então poderão ter um sentido completo interno da autoestima, sem precisarem apoiar-se em mais ninguém em função de tal autoestima, e sem terem que depender da sociedade, e sem delegarem o vosso poder no vosso mundo, para poderem obter a vossa ambição pessoal.
Também os habilita a interagir com os outros, e leva a que as vossas ambições e as ambições dos outros coincidam, e a sobrepor-se mesmo, situação em que poderão ter as mesmas ambições e apoiar-se mutuamente na realização dessas ambições sem ciúmes:
“Eu quero enriquecer, e tu queres enriquecer, e podemos ajudar-nos mutuamente com isso.”
Em vez de se depreciarem um ao outro ao tentarem conseguir o que deviam ter. Por terem uma ambição espiritual que opera com essa ambição pessoal. Mas não é Ipso Facto garantido que jamais sintam ciúmes, mas proporciona a via para um trabalho numa harmonia dessas.
Portanto, como irão desenvolver a ambição em qualquer um desses níveis? A primeira coisa que precisam fazer é examinar as ambições que têm, muito à semelhança do que sugerimos antes do intervalo, façam uma lista delas. Quem lhas transmitiu? De que forma encaixaram no critério? O primeiro passo que já sugeriramos.
O segundo passo, que é importante, e representa quase uma pantufa, admitam os vossos fracassos, não os tentem sublimar dizendo que, de qualquer jeito tenham sido para vosso bem e que lhes tenham ensinado muito.
Outro dia falávamos com alguém acerca do facto de ter sido despedido, mas aquilo que a pessoa disse foi que percebera que o processo tinha atingido um término; que tinha aprendido tudo quanto pudera, mas que era tempo de se afastar e de passar para coisas diferentes e de decidir outras coisas.
Quererá isso dizer que tenhas sido despedido?
“Quer!” (Riso)
Porque não o disseste logo?
Mas há muios que fazem o mesmo:
“Ah, eu não fui despedido, foi para eu passar para outras áreas.”
Quantos de vós não dirão:
“Bom, na verdade até foi para o meu próprio bem; aprendi muita coisa, na verdade estou encantado por ter sido estupendo que isso tenha sucedido.”
O quê?
“O facto de eu ter perdido tudo!” (Riso) “O relacionamento que tinha terminou, discutimos a valer; foi formidável que tivessesmo passado por isso. Foi formidável.”
Fracassaram. Algo Falhou. Admitam-no! Reconheçam-no e enfrentem os vossos fracassos. A questão está em que vocês estragaram tudo; não é que “eles” tenham sido incorrectos em relação a vós.
“Eles arranjaram-me um ônus, pá, e foi assim que foram incorrectos comigo.”
Com os diabos! Vocês é que falharam nesse negócio. Fracassaram nesse casamento. Mas se admitirem esse fracasso. Eles poderão tê-lo provocado e poderão ser os culpados, mas seja como for vocês fracassaram na preservação desse casamento. Eles poderão ter esssa culpa, mas vocês falharam nisso. O fracasso nada tem de mal; de facto siginifica que a vossa realidade não está a resultar bem. Não é objecto de vergonha nem de punição nem de humilhação.
Há gente suficiente pelos anais do movimento do potencial humano que fracassam uma e outra vez e que ainda assim conversam convosco e lhes dizem para não se preocuparem com isso, mas seja como for…
Mas o que sugerimos é que se procurarem admitir os vossos fracassos, não no sentido de dizerem simplesmente que se sintam mal ou que sintam culpa com respeito a eles mas de enfrentá-los sinceramente:
“Eu falhei neste, falhei naquele e falhei naqueleoutro!”
Mas se conseguirem encarar isso e admiti-lo, então conseguirão sentir perdão por vós próprios. E não mais precisarão carregá-lo convosco.
“Não precisarei desperdiçar toda esta energia a tentar encobrir com esta língua pegajosa que uso. E posso criar essa energia para criar aquilo que quero…”
O que perfaz o terceiro passo – Que ambições quererão já? Elas poderão parecer as mesmas, mas que razão terão por tras? Que ambições querem vocês? E submentam-nos ao critério, ou segundo os componentes, a ver se se enquadram – todos os sete. E se encaixarem, é vossa e representará a ambição que almejam. Podem parecer os mesmos; podem externamente e extensivamente ser os mesmos mas é o significado interno, ao passo que agora estão aí para favorecer uma ambição espiritual. Para os ajudar a alcançar os compromissos espirituais para com o vosso Eu Superiore para com Deus.
O quarto passo: Estas novas ambições coduzi-los-ão mais próximo do ideal? Conduzi-los-ão mais perto de terem amor por vós e peloos outros, assim como pelo vosso Eu Superior e por Deus?
“Bom, não por mim, mas decerto que me ajuda a ter amor pelos outros.”
Ahah! Amor por vós e pelos outros, e pela vossa consciência superior e por Deus.
“Até onde é que isso irá? Por mim só? Tudo bem! Por mim e pelos outros? Boa! Por mim próprio e pelos outros e pela consciência superior? Óptimo! Por mim próprio e pelos outros, pela minha consciência superior e por Deus? Maravilha! Consegui tudo.”
Qualquer que seja a posição ao longo desse contínuo será perfeito mas precisam começar pelo início, entendem?
Bom; este é um tanto diferente daquele de que falamos na semana passada. O quinto passo, para aqueles de vós que estiveram presentes na semana passada, e agora escutam esta gravação, foi deste quqe nos afastamos na semana passada. O quinto passo: Que será que vão ter que sacrificar para obterem estas ambições? Não estamos a falar daquilo que vão ter que sofrer, ou o que irão ter que lutar, estamos a perguntar-lhes o que irão precisar sacrificar. A vitimização? A retidão? As manipulações das fraquezas? Os mecanismos de produção de culpa? As recompensas por fracassarem e se sentirem infelizes? Sacrificar esses tipos de coisas estonteantes? Que é que vão ter que sacrificar para obter essas ambições? Precisam arrumar espaço para elas. Portanto, de que é que vão abrir mão?
“Bom, eu vou dessistir de consumir carne.” (Riso)
Não, não, não! Não estão a entender muito bem o nível que estamos a referir.
“Vou desistir de ir ao cinema e de fumar…”
Não, não isso tão pouco serve. São os jogos emocionais que representam.
“Desisto de amar?”
Não!
“Desisto de castigar…”
Talvez! Por adorarem isso, por gostarem de castigar, e irem precisar deixar de o fazer. Mas precisam abrir mão de algo que seja verdadeiramente péssimo para vós, algo como a vitimização, o martírio, o que quer dizer que não se podem fazer mais de vítima nem de mártir. Isso é sério! Precisam pensar nisso porventura mais do que dois ou três segundos, e perceber que se terão empenhado. Mas não esperem realizar as ambições e ser mártires e vítimas ou seja o que for.
O sexto passo: Porque estão dispostos a fazer esse sacrifício? Não, se estão dispostos a isso. Porque têm vontade de o fazer?
“Bom, agora que acabei de pensar nisso tenho que ter uma razão?
Sim!
“Por querer essa ambição.”
Precisa ser mais profundo que isso. Por a vossa ambição poder não ser satisfeita amanhã, entendem? Mas a vossa vitimização podia. Assim, precisam dispor-se a abrir mão da vitimização, talvez por toda uma semana ou duas, ou por um mês, ou seis meses ou por uns anos para conseguirem algumas das ambiçoes que queriam. Por isso, não é só dizer que estejam dispostos a sacrificar a vitimização por quererem a ambição. Poderão passar anos sem que vejam essa ambição florescer. Essa razão não irá revelar-se suficiente. Precisam saber o porquê daquilo que sacrificam e gostar disso de qualquer modo. Por que razão estão dispostos a abrir mão disso? Porque estarão dispostos a fazer esse sacrifício?
Talvez por ver a dor que me provoca a mim e aos outros, e por perceber o insulto que representa para mim e para a minha consciência superior. Talvez por ver o quão risível isso é, o quão devastador isso é, o quão doloroso é em relação a todos o tipo de situações e de pessoas. Talvez eu veja o quão insano isso é, o quão isso tem de interesseiro e de egocentrismo. Talvez por uma diversidade de razões pessoais, mas precisam saber por que estão dispostos a abrir mão e não apenas que ter ideia de irem sacrificar a coisa, etc. Porquê?
E o passo final passa então por visualizarem a ambição. O que quer dizer vê-la antes, durante o seu desenvolvimento e após a terem alcançado. A ambição – seja o que for – vê-la antes, durante e depois, numa visualização, numa meditação. E é assim que o conseguem. É assim que chegam a ter e a desenvolver uma ambição positivia dotada dos componentes e com conhecimento do género.
A ambição espiritual – tornar-se um com o vosso Eu Superior; tornar-se Um com Deus é realmente a mais elevada e a mais bela ambição que podem ter, além de ser a mais honrosa. Porque se de facto passarem a vida sentados a ver a vida passar e à espera que Deus venha ao vosso encontro quando é suposto que o descubram e vão ao seu encontro descobrindo-vos a vós prórpios… Terão alguma ideia do volume de dano que isso provoca quando Deus precisa ceder e vir buscá-los? É muito de deixar o coração de Deus muito mais despedaçado do que a tristeza que produz em vós. Mas quando pensam nisso nesse âmbito…
Aí estão vocês! Vocês outorgam a vós próprios por intermédio desse mesmo Deus uma realidade onde crescer, oportunidades de aprendizagem, para se estenderem, para irem além de vós próprios, para se tornarem mais do que aquilo que são, para se tornarem Um com Deus. Aí estão vocês! E depois decidem fazer joginhos mesquinhos em torno do ego? Decidem ser melhores do que aquele de quem se sentam? Ser mais vítima do que ele? Decidem ficar irritados por não poderem mais castigar as pessoas e sair ilesos? Fazem jogos assim mesquinhos?
E não receiam ficar sentados à margem enquanto Deus espera por vós, espere que cresçam e se tornem Um com Ele, e recusarem?
“Não! O melhor será que te canses de esperar! E melhor será que venhas ao meu encontro e me pegues.”
E Ele precisará fazê-lo por entre um enorme volume de dor, de prejuízo, o que Lhe sai muito mais difícil do que a vós. Estarão realmente dispostos a jogar a esse nível? Mas aqules de vós que estiveram presentes no seminário da Mudança Pessoal, sabem o que é estar com a vossa consciência superior, e como descobrem algo muito único nisso, que é a imensa vulnerabilidade da vossa consciência superior, a prontidão com que se dispõem a aceitá-los sem reservas, a prontidão com que se dispõe a acreditar no vosso empenho. Tudo quanto precisam dizer é “Estou disposto,” que ela estará justamente aí a acreditar em vós a cem por cento. Perceberão a dor que produzem quando estão apenas a brincar, quando lançam fora o vosso empenho apenas por outra hipótese de criarem uma outro “melhor do que,” e outra realidade ilusória? Torna-se de tal modo estranho, tão incrível.
E aqueles que assitiram a esse seminário e pressentiram a tremenda vulnerabilidade que a vossa consciência superior em relação a vós… De súbito são alçados à percepção de que o poder da consciência superior é de facto a sua vulnerabilidade. Vocês não podem ser demasiado vulneráveis convosco próprios. Talvez com certas pessoas não seja sensato ser assim tão vulnerável, etc., mas convosco próprios não podem ser demasiado vulneráveis. Com a vossa consciência superior tão pouco. Nem com Deus. Mas se adoptarem a ambição espiritual de se tornarem num só com, de ser vulneráveis com, de deter o poder com Deus, de amar Deus, e de facto de deixar que Deus os ame, deixar que a vossa consciência superior os ame, deixar que Deus os ame… Não manter isso à distância e combatê-lo, mas deixar que suceda – não pela passividade, mas ir no seu encalço e ir ao seu encontro com a vossa ambição positiva, e fazê-lo por essa razão – ter isso por ambição, de facto funciona de forma magnífica.
Transcrito e traduzido por Amadeu António





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