quarta-feira, 3 de agosto de 2016

VOZES VII - ELWOOD BABBITT






SOCRATES

Em 23 de Abril de 1972, recebi, através de transe, uma comunicação de Sócrates. Entre os presentes encontravam-se três jovens, Cindy, Murphy, Travis Laudermilk e Jim Galuzzo. Já sabia, através de Babbitt, que Sócrates era um dos meus espíritos-guia, e eu desejava conversar com ele.
Numa primeira comunicação fiquei a saber que Sócrates tivera um espírito guia que ao longo de toda a sua vida o guiara, um mestre chamado Cornélio, que posteriormente encarnara como um comandante Romano no tempo de Cristo, que fora mencionado por São Paulo. Sócrates refere-se aqui a Cornélio.
Charles Hapgood

Sócrates: Longa é a jornada da dimensão da sabedoria, da luz e do conhecimento! Prolongada é a busca pela abertura em que a glória é filtrada pelos matizes de tons escuros da Terra, onde paira o espectro dos desejos egoístas e o constante movimento retrógrado de uma mera substância material. Bom, quando falo da sabedoria do homem, não me refiro ao conhecimento obtido nos compêndios de estudo. Refiro-me à exploração das páginas da vossa psique para verem as águas da vida que correm com a liberdade de toda a criatividade se ao menos se detiver por um instante e vir o seu reflexo nas águas do seu ser.

Este é o momento em que o Irmão Cornélio e eu na escola do conhecimento e da sabedoria Socrática procuramos educar aqueles espíritos aos planos que, embora se encontrem em transição para este plano do conhecimento, ainda recusam as provas da verdadeira força criativa que já rejeitaram durante tantas vidas. Ainda rejeitam aquilo que constitui, aquilo que pode tornar-se, e o que poderia ser a fonte da vida para eles.

Assim é que aqui venho para falar convosco, que buscais os caminhos dimensionais mais elevados para o vosso ser. Não é tarefa difícil; só vós na vossa condição finita o tornais difícil. Assim, cabe-vos não se limitarem ao alcance finito que obtêm, mas expandir-se pelas águas da vida que constantemente correm pelas correntes sanguíneas do vosso corpo. Cada um de vós na sua jornada deveria ver aquilo que existe além das suas limitações. Devia expressar liberdade de espírito e erguer-se a fim de proclamar de um modo convincente a posição onde o seu espírito se encontra presentemente, e dizer com toda a sinceridade de uma consciência mais forte, sem admitir qualquer erro ao longo do percurso, de forma que vós no vosso espírito e na corrente da criatividade possam fundir-se como um só com a força de toda a energia criativa.

Pergunta: Será verdade, Sócrates, conforme me foi dito, que tu foste um dos meus guias ao longo dos tempos?

Sócrates: Muitas foram as alturas, meu filho, em que trespassei o teu eu espiritual – eu enquanto o ser da criatividade – mas me deparei com a frustração em relação ao teu caminho ascendente, devido à existência da necessidade do resgate do carma da tua parte antes de alcançares a expressão do si mesmo ilimitado.

Pergunta: Compreendo.

Sócrates: Mas na análise final do teu espírito, eu na minha paciência, e tu na tua busca, abrimos por fim de par em par esse livro de sabedoria e falamos agora juntos como um só e não dois entre os quais possa existir diversidade de propósito.

Pergunta: Ter-me-ei eu encontrado num corpo na altura em que tu estiveste? Ou seja, terei estudado contigo em Atenas?

Sócrates: Para penetrar a penumbra do teu desejo, meu filho, e ainda assim tu viste o reflexo total do teu ser no espírito, deves arremessar-te sobre as malhas do teu espírito e ver-te uma vez mais no papel de escriba na escola do conhecimento Socrático. Lembra-te das lágrimas que derramaste quando eu na minha solidão, no meu desejo de expressar o meu espírito, de bom grado bebi a taça da cicuta (estricnina).

Pergunta: Nesse caso terei estado contigo nessa altura?

Sócrates: Tu enquanto espírito sempre fizeste parte da minha dimensão, no entanto no teu caso precisa apresentar-se a abertura do espelho para poderes vislumbrar o reflexo da sabedoria na alma.

Pergunta: Sócrates, com respeito ao Cornélio, cuja voz te guiou nessa altura, terás ouvido as palavras que pronunciava na tua cabeça ou tê-las-ás ouvido externamente, como alguém que te falasse?

Sócrates: Não as escutava como palavras mas como pensamento criativo que me tocava o espírito, que mencionava somente o significado existente por detrás de todas as palavras, mas ainda assim encontro-me débil nos esforços que envido para transmitir não as palavras, mas os sentimentos que constituem as verdadeiras emoções espirituais do conhecimento do que é verdadeiro e do que não é.

Pergunta: Bem, então, as sugestões que te dirigia chegavam-te desde o teu íntimo do teu ser – ele habitava em ti.

Sócrates: Eu via-o como a água da vida que corria na minha água da vida, como energia que era ele, que se fazia ouvir e se expressava, contudo a minha vontade não era controlada, como poderia ser, por uma pessoa de poder cósmico. Mas eu olhei fundo no espírito e pude vê-lo a expressar aquilo que constituía uma profunda verdade, mas que encontrava apenas rejeição da parte daqueles que ainda alegavam que a Terra era quadrada e não redonda nem circular como todos os átomos ou vibrações.

Pergunta: Entendo. Bom, Sócrates, Tivemos nos trabalhos de Platão muitas palavras que foram colocadas na tua boca. Será que elas reflectem as tuas próprias ideias, ou antes as do próprio Platão?

Sócrates: Tanto o Sócrates como o Aristóteles, desde a abertura da sua consciência, falaram a partir do seu próprio espírito, como eu lhes falei ao espírito. A combinação desses espíritos buscou as soluções da sabedoria e assim vocês veem na vossa história a tríade de três que trouxeram a filosofia da sabedoria eterna que cada um busca dentro da sua água da vida.

Pergunta: Há cinco anos trás, Sócrates, os espíritos falavam-me numa viagem ao Templo, mas isso parece ter sido indefinidamente adiado. Poderias dizer-me porquê?

Sócrates: O Templo é o meu templo – a escola Socrática. A plenitude dos propósitos violeta do ser ainda não atingiram em pleno ao teu espírito. Muito te resta fazer à face da Terra, mas constitui uma das funções da força curativa que possuis, familiarizar o teu espírito com uma expressão mais vasta e profunda da plenitude do espírito. Esse crescimento, esse desenvolvimento, não é contado pelo calendário dos anos nem pelo tempo do vosso relógio terreno. É registado apenas na face cósmica do tempo, mas ainda assim verás o caminho aberto, à medida que desabrochares para a consciência áurica do propósito de todas as coisas, e também ouvirás a voz de dimensões extetiores sustentar-te com o alçar para a plenitude do seu propósito divino.

Pergunta: Sócrates, estarás de acordo com o projecto que empreendemos no sentido de possibilitar a construção de um centro para o desenvolvimento espiritual?

Sócrates: A tua escola da expressão de vida para as multidões já é uma realidade no teu universo. O caminho tem sido lento, contudo tem sido constante, por precisar ser uma unidade tão firmemente unida que a violência do homem e os atalhos da humanidade não o possam tornar num meio de destruição do propósito do desenvolvimento pessoal. Será forte na sua unidade e projectada pela força cósmica, por mal conceberem a nova vibração que invadirá e impregnará o vosso mundo.

Pergunta: Oh!

Sócrates: Não falo com pessimismo nem com negatividade. Falo somente de um universo decadente, rebaixado pelos pensamentos do homem, por serem os pensamentos que levam todas as estruturas mundanas à decadência. O vosso sistema foi minado pela gratuitidade dos pensamentos negativos de uma humanidade retrógrada.

Pergunta: Sócrates, Terás estado reincarnado no corpo em alguma outra época desde a reincarnação na Grécia?

Sócrates: Essa encarnação foi a minha última, no entanto aparecerei de novo, ainda que somente quando as forças cósmicas tiverem abalado até às suas fundações e o vosso mundo tiver sido purificado da impureza do seu pensamento.

Pergunta: Sócrates, gostava de lhe dirigir algumas perguntas. (Novo interlocutor)

Sócrates: A tua mente revela um forte desejo de penetrar no berço do amor e de conceder devoção a todos os propósitos espirituais. Reflecte as muitas vidas que foram trazidas à existência apenas com breves estágios no astral. Buscas a plenitude do conhecimento e gradualmente, ao conquistares o equilíbrio de propósito, ver-te-ás apto a ver e a discutir a fome não saciada pelo espírito conforme desejarias que fosse. Não é uma questão de pais nem daqueles que te rodeiam. Olha somente na luz do teu próprio espírito, reflexo da pura corrente do ser, e aí permanece na liberdade da expressão, onde os portais da eternidade poderão abrir-se e engolfar-te com os seus raios de beleza e de luz.

Pergunta: Obrigado. Poderei fazer-lhe mais uma pergunta?

Sócrates: Podes fazê-las, mas discerne no teu íntimo o significado desta jornada ao longo da vida que vives na Terra, por ainda não ter alcançado a maturidade do espírito. Ainda se encontra no estágio do berço, ainda é suavemente embalado pelas mãos do espírito que conhece o teu tempo e a tua missão. (Estas observações de cunho bastante directo e específico foram dirigidas ao jovem que fez a pergunta, e evidenciavam um conhecimento notável dos problemas por que ele passava)

Pergunta: Foi-nos dito que os filhos que teve na tua vida nada ganharam da associação que contigo tiveram, mas permaneceram na ignorância. Gostava de saber se assim foi, e caso tenha sido, porquê?

Sócrates: Bom, foi-lhes facultado o nascimento apenas para darem continuidade a uma condição negativa; no entanto, no desejo de reforma que tinham eles receberam a oportunidade de nascerem numa forma de filosofia que eles, na expressão do seu livre-arbítrio tinham repudiado por completo.

Pergunta: Foi dito que a tua mulher era uma mulher difícil, mas eu gostaria de saber se existiria um verdadeiro amor entre ambos, e se a história não lhe terá cometido uma injustiça.

Sócrates: Ela era do melhor calibre embora eu fosse um receptáculo de amor e ela não passasse de uma taça de medo. Entendíamo-nos mutuamente. Imperava o propósito de cumprir com os princípios da energia do carma mas nós entendíamos a necessidade que tínhamos de estar juntos, sem, não obstante, juntos estarmos.

Pergunta: Sócrates, quando foi que nessa encarnação terá tido consciência do Cornélio?

Sócrates: Cornélio foi meu companheiro constante antes do começo da escola de Sócrates. Viajamos ao longo do tempo enquanto expressões da alma, e enquanto irmãos espirituais da corrente da vida fluímos constantemente no canal principal de toda a expressão.


SÃO MIGUEL (ARCANJO)

Uma das experiências mais extraordinárias por que passei com Babbitt foi quando estabeleci contacto com a entidade do Miguel Arcanjo. Eu tivera diversas conversas com essa entidade, a qual, pela beleza da expressão não foi superada por mais nenhuma. Quando conheci Babbitt não acreditava em São Miguel como uma realidade, mas apenas como uma figura mitológica do das religiões Cristã, Hebraica, e Persa. No entanto, certa noite ele surgiu-me numa visão. Não foi um sonho vulgar. Essa visão apresentava uma extraordinária intensidade, uma beleza extra terrena e um profundo sentido, embora eu não tenha compreendido esse sentido. Vi Miguel guarnecido, de armadura, como uma figura marcial, e em movimento, que parecia conduzir-me ou chamar-me à acção.

Foi de tal modo invulgar que interroguei o Babbitt sobre a visão no nosso encontro seguinte. Perguntei-lhe se o Miguel seria real, se me teria efectivamente visitado, e que é que significava. Ele respondeu que o Miguel era uma entidade real e que ele me tinha visitado muitas vezes nesta assim como em encarnações anteriores. Isso inspirou-me a pedir uma oportunidade directa de conversar com ele por meio do transe.

As diversas religiões amalgamaram um bom bocado de doutrina sacerdotal respeitante à figura de Miguel, aos poderes e funções que tinha. Vim a descobrir que esse corpo doutrinário estava, na maioria das vezes, errado. Contudo, existe uma base de verdade nas doutrinas esotéricas referentes a Miguel, muito bem apresentada no  Dictionary of All Scriptures and Myths (Diccionário de Todas as Escrituras e Mitos) em que Miguel é descrito enquanto símbolo do Si Mesmo sob o aspecto do Libertador da alma do cativeiro da natureza inferior. O Si Mesmo enquanto vitorioso sobre a natureza inferior. O autor parafraseia uma declaração de A.E. Waite, em Setret Doctrine in Israel (Doutrinas Secretas de Israel), do seguinte modo: “O corpo do desejo desaparece na natureza inferior (terra) e aí se desintegra (cai). A mente é libertada do seu cativeiro pelo Eu, e a sua parte mais íntima é purificada e elevada à união com o Espírito Santo. A mónada Divina é agora suprema na alma, e unida com a vida Divina. Isto não se refere aos estados pós-morte, mas tão só à união da alma com Deus.

Parecerá disto que Miguel possuirá uma dupla natureza, como Eu Superior interior e realidade eterna universal exterior; ele representa a vitória do espírito sobre a matéria, a união da alma com Deus, ou, por outras palavras, o Deus Interno. No entanto, neste diálogo ele fala como uma entidade pessoal definida, talvez por ele falar através do veículo de uma entidade pessoal: Babbitt. Numa comunicação de transe realizada a 8 de Julho, São Miguel respondeu a uma série de perguntas que lhe coloquei com respeito ao meu próprio desenvolvimento pessoal, aos problemas dos jovens que rodeavam o médium e às condições do mundo.
Charles Hapgood

Miguel: Todo o grão na ampulheta da vibração representa a frequência de toda a vida que passou desde o começo da criação terrena. Todo o grão de areia da ampulheta reflecte o processo da evolução; todo o grão da ampulheta do viver transcende a razão mortal e material. Todo o espírito na carne busca as profundas respostas para com a vida, no entanto sente um infinito desgosto por a centelha da vida não arder no esplendor do equilíbrio da harmonia e da verdadeira ordem. Eu, São Miguel, falo sobre as condições do homem, que na sua superficialidade de raciocínio não consegue ver a magnitude nem a simplicidade da vida, e não consegue viver num estado espiritual em vez de num estado material de limitação e de falta de esperança.

Os milhões de anos terrestres representam mais o fracasso do que o sucesso do homem, por nessa expressão de livre-arbítrio ele ter ampliado a sua luxúria num sentido negativo. Daí que a lei do equilíbrio exija que de acordo com os padrões cármicos que ele criou, o homem deva responder por todas as injustiças que cometeu contra a força viva, quer ele tenha criminosamente atacado ou deixado morrer, devido à sua limitação.

A luxúria pertence ao mundo que conhecem: à luxúria do comer, do beber, do passar o tempo a dormir em relação à beleza da vida; do racionalizar, do desconfiar daquilo que não é visível por meio dos sentidos físicos, pelo que a fraqueza reside no espírito do homem que rejeita o princípio da chama da vida, e que com o sofrimento do espírito continuamente perscruta o que exista para além da ilusão, enquanto segue a vereda frustrante das suas limitações. Ele nasce sem nada e nada leva consigo excepto as lembranças, as experiências, que armazenou na jornada que encetou pela vida.

Vós buscais a plenitude do infinito. Pedem para ser banhados na luz púrpura do Infinito em Todas as Coisas. Pedem para ver a coroa dourada da vibração refinada, contudo, porque será que, em todas as religiões, em todas as crenças e credos, ele aceita dos domínios do espírito apenas aquilo que quer aceitar e rejeita o resto?

É limitação sua não perceber que para toda causa existe um efeito, e que só o tempo poderá solucionar os enigmas que escorrem do oceano da vitalidade. Apenas a mente do homem num reino expressamente livre poderá ver as razões à medida que ele se relaciona com cada pensamento, e aceita com convicção que a causa não poderá ser detectada no momento do tempo em que ele vive na concha mortal, mas numa existência anterior. Todo pensamento livre representa o seu lar afastado do lar e à medida que trepa a montanha e contempla a glória da terra, da beleza e da harmonia, então e só então conhecerá ele a profunda paz que reside na abundância da compaixão.

Pergunta: Venho a ti neste dia com ansiedade e sofrimento espiritual por ter sentido as cadeias do meu próprio ego, o aperto dos elos que exerce ao redor do meu espírito, e quero perguntar-te se, no teu poder e compaixão, me libertas de vez delas, de modo a me esquecer de mim por completo.

Miguel: Não cabe na minha vontade mas na tua libertar-te e perderes-te na corrente total da força vibratória. Mas é por meio das experiências das muitas vidas que agora dispões desta oportunidade de te perderes e de recuperares a plenitude (perfeição) que buscas, de acordo com o desejo que constantemente emites na direcção da minha vibração. Posso somente mostrar-te um reflexo disso, as visões da beleza da alma e do espírito. Não posso libertar-te o ego, por isso representar o teu ser finito. Contudo há esperança, por na humildade de consciência e de reconhecimento que revelas das tuas limitações, verás gradualmente a luz do teu espírito e alcançarás a paz.

Pergunta: São Miguel, que significado terá aquele caixão coberto de negro que eu vi esta manhã quando, pela terceira visão, vi a sala etérea?

Miguel: Uma vez mais falamos do ego do homem, mas eu salientava não só o teu ego mas o ego da humanidade. Por milhares de anos as forças vibratórias da vida na terra foram abatidas pela poluição do pensamento negativo que agora paira sobre as expressões da vida, que embora o não vejas com o teu intelecto, volta a perscrutar o teu espírito que verás que tudo trabalha no sentido do culminar da lei do equilíbrio. A infinita lei da compaixão não respeita a carne, por a carne se desvanecer na poeira do tempo, mas o espírito é rejuvenescido para outra poeira para elevar e comandar as forças positivas da vida. Eu digo isto, mas compete-te a ti aceitar somente aquilo que conseguires aceitar na tua expressão de vida. Encontrais-vos no Milénio da Vida. Vereis e sentireis o fervor da Batalha do Armagedão. É a batalha de mentalidades, uma batalha pela vitória, para que o homem possa viver em paz e conhecer a paz de Deus. Mas a paz não virá até que a batalha seja travada e vencida.

Pergunta: São Miguel, porque será que parece reinar tão pouco amor entre os jovens que rodeiam o Babbitt?

Miguel: Por eles não divisarem a plenitude nem o arco-íris do infinito. Apenas constatam limitações. O mesmo sucede com todos quantos o buscam (o infinito). Ele (Babbitt) suporta muito para lhes transmitir uma plena compreensão das suas vidas passadas, mas são eles quem na negatividade do medo vivem na finitude das suas limitações. O medo constitui o inimigo, não obstante representar um aliado do homem. Por o medo envolver um aspecto bom quando o homem é capaz concebe uma razão de perigo num trabalho. Ele precisa estar atento para manter o seu precioso dom da vida. O medo positivo está repleto de bens para o homem. Mas aqui é, uma vez mais, que toda a humanidade se debate com os temores negativos. O homem busca constantemente a liberdade, mas recusa-se a conceder ao seu espírito a própria liberdade que quer e demanda. E assim todos se sentem incomodados no seu desejo de manter a sua preciosa vida na concha mortal. Isso não é viver, mas vegetar na vasta escola da vida. Precisam abrir mão da fase transitória do finito para então a centelha do espírito iluminar o sol do infinito.

Pergunta: Qual será o trabalho futuro que virei a ter com o Babbitt?

Miguel: A continuação na defesa e proclamação da plenitude do que o teu espírito tiver visto por intermédio dos teus olhos mortais. A aceitação da tua parte para saíres e testemunhares e teres uma completa participação na grandiosa batalha que se assoma sobre o horizonte de toda a vibração.

Pergunta: Deverei então continuar com ele?

Miguel: Sempre representará uma experiência viva para ti, por ele jamais se achar afastado da vibração superior. Cabe-te a ti activar, com o teu próprio processo intelectual, tudo quanto te tiver sido dado, e transmitir à humanidade a consciência de que o tempo é curto, por a vibração se tornarem cada vez mais baixas por intermédio dos modos negativos dos homens, da injustiça que cometem para com o espírito que busca a vida e só encontra concupiscência.

Pergunta: Deparo-me em mim com uma forte rejeição em relação às ideias que foram expressadas com respeito às calamidades geológicas que estão para nos atingir, à humanidade. Gostava de saber por que as não aceito.

Miguel: Que o teu espírito não se perturbe. Acreditarás com o teu intelecto apenas quando essas coisas sucederem diante dos teus olhos. O teu espírito aceita-as, escreveu a respeito delas em livros e em pensamentos. Contudo, não posso condenar as tuas limitações por ainda não veres a plenitude que passarás a ver à medida que os caminhos mundanos dos homens lentamente interromperem essa vibração, e então uma vez mais, ocorrerá quando a vibração se encontrar suficientemente elevada para admitir a nova forma de vida.

Pergunta: Numa publicação intitulada Kinship For All Life (Afinidade em Todas as Vidas) há uma afirmação que diz que se eu contactar a vibração central da progressão de um animal, como o mosquito, poderei alcançar uma compreensão tal que nenhum mosquito por todo o mundo me chegue a atacar. Será isso verdade?

Miguel: Não limites o pensamento à forma nem ao perfil da substância material; não vejas isso enquanto mosquito mas concentra a força da tua mente na vibração original de todos os animais, que eles se tornarão afins (mansos) para contigo e teus amigos, no pensamento e na acção.

Pergunta: Quererás explicar mais o Armagedão que está actualmente a ter lugar?

Miguel: Refiro-me à evolução do homem que anseia por chegar próximo do seio do Todo Poderoso em Todas as coisas. Há muita urgência por entre os jovens na vossa vida por ver além do véu da limitação e de expressar a fonte ilimitada que vibra desde os círculos sem fim do infinito. Essa força do pensamento, essa expressão do desejo deve ser cumprida, porque na verdade na dor e no medo só pode haver frustração e essa frustração provocou agora o declínio do homem para uma vibração fraca, que precisa ser rejuvenescida para restaurar o equilíbrio de toda a força criativa.

Pergunta: São Miguel, há cinco anos atrás sugeriste a possibilidade de eu ser conduzido em espírito numa viagem ao Templo dos Mestres para aí conversar com os Mestres em espírito, e para ser instruído com respeito ao futuro trabalho a empreender no mundo. Isso jamais aconteceu, mas agora sinto uma urgente necessidade de empreender uma viagem dessas. Gostava de visitar o Templo.

Miguel: Nesse caso, meu filho, afasta as limitações e torna-te ilimitado na magnitude do teu pensar, por tudo quanto expressas pela afirmação ser verdadeiramente acolhido, embora as farpas da incerteza enredem as árvores da tua expressão, e só tu podes afastá-las por intermédio do teu desejo na pureza de vibração para veres e visitares os horizontes de toda a vida. Não somos nós pela vibração que te limitamos, mas as tuas limitações que nos limitam no atendimento do teu desejo.

Verás a glória dos céus revelados. Testemunharás a morte e a ressurreição (renascimento) de toda a vibração, viverás para sentir a ternura de todas as forças que se encontram actualmente ao teu alcance, mas deverás uma vez mais perceber o potencial que tens enquanto espírito. Mais uma vez, porém, deves realizar-te potencialmente como espírito. Depois, proclama nos teus escritos, nos teus pensamentos, na expressão que mostrares com os outros o culminar do equilíbrio que é exigido pela energia criativa. Assim é que, com uma profunda paz, com um amor imorredouro e com uma afirmação em prole de uma condição inteiramente positiva te deixo. Procurarei o teu espírito somente quando estiver pronto para aceitar a verdade para lá das limitações da força do teu pensamento.


OLIVER LODGE

Lodge: Velho amigo, eu digo que você é Charles Hapgood, o mortal. Não se encontra ainda no plano físico?

Reposta: Com efeito encontro-me.

Lodge: Bom, eu sou o Oliver Lodge e estou interessado em dar respostas quanto ao que sucedeu e tem sucedido com o reino espiritual. Mas primeiro gostaria que entendesse que o espírito é como água, por a água ser a força de toda a energia etérea. Ou seja, a água é do espírito e as condições da carne são materiais.

Agora, na minha perspectiva, deveria haver certeza na comunicação com as entidades mas descubro que tem indagado e que tem recebido algumas coisas que tem como erróneas e que em toda a verdade não podem ser explicadas. Concorda?

Resposta: Há certas coisas que eu não entendo. Tem toda a razão.

Lodge: Por vocês se assemelharem a dois catraios no trapézio. Um experimento que estão a fazer envolve o plano astral da vida. Nós usamos isso no tempo em que eu estive na Terra. Depois balançamos para o completamente esotérico, querendo com isso referir-me à Força Crística ou ao Deus Todo Poderoso ou à Força de Vishnu conforme vocês falam dela. Mas precisam decidir-se quanto à força que vão usar.

Bom, no trabalho que eu empreendi na vibração eu cheguei, ao longo de um extenso período dessa vibração no tempo, a perceber o quão velho era para que na minha caducidade eu procurar constantemente provar ao mundo o plano astral da vida. É aí que todos enfrentamos o chamado criador, que de criador nada tem, mas não me deparei com nada de diferente ao proceder à transição.

Entrei num mundo completamente diferente mas ainda assim um mundo não completamente afastado do mundo mortal ou material, e que ainda carregava os mesmos problemas e os mesmos mal-entendidos, as mesmas limitações que tinha na Terra até decidir que precisava buscar um sentido esotérico pleno do que os Mestres tinham referido desde o começo dos tempos. Está a entender?

O problema está em saber se mergulhamos numa limitação astral ou se chegamos à plenitude da relatividade, compreendendo que todas as coisas se acham relacionadas, mas que ainda assim cada vibração possui uma frequência distinta. Desse modo, e até certo ponto, habilita-se a compreender o átomo (enquanto âmago subentenda-se).

Bom, penso que tenha atingido uma crise no seu espírito, por estar a começar a perceber que devemos projectar na plenitude de Deus, e aí ver todas as formas de vida como relativas, mas dependendo do plano em que virmos qualquer vida ou objecto específico e a que vibração esteja a ser dada um propósito para compor a unidade cintilante de Deus. Deixe que fale sobre algumas palavras de sabedoria encontradas na vossa Bíblia. O astral foi o aspecto limitado do espírito por cuja fenomenologia me interessei. Não conseguia ver que no meu intelecto material existia igualmente um intelecto espiritual. Não conseguia ver além no intelecto espiritual o suficiente para saber que possuía a energia e a força constante para crescer ou para projectar o meu espírito no próprio seio de toda a vida, que podia dar por mim no trono de Deus, por eu ser Deus. Enquanto energia encontro-me em relação directa com tudo. A energia não comporta limites.

Assim, uma vez mais, refiro essas palavras velhas que falam das tentações de Jesus, quando o chamado diabo astral ou os espíritos travessos o quiseram usar como peão no tabuleiro do xadrez da vida, mas que ele recusou por a profundidade que alcançou ter atingido o mais refinado da vibração, que é tão rápida nos seus movimentos que transmite a percepção de todas as outras vibrações se moverem em círculos, de modo que o seu espírito conseguia ver em todo o círculo da vida e aí ver onde tudo tinha tido início, como tudo funcionava e como no próprio esforço rumo à Força de Deus era importante possuir todas as respostas da criatividade, do infinito ou da eternidade.

Contudo, houve um limite na demonstração da manhã, por eu ter sentido achar-me de novo de volta aos experimentos que tentamos nas sessões em que testávamos o médium com demonstrações materiais.

Bom, percebem que o espírito encerrado nesta concha alcançou e se acha no próprio âmago desse círculo esotérico de Deus. Eis aqui um espírito milhares e milhares de anos velho, conforme vocês diriam. Onde se encontra, na sua perfeição de Força de Deus, ele poderia responder que fosse predominante no vosso mundo mortal de hoje, em parte por causa da sua simplicidade e em parte por cauda do raio constante de luz que se apresenta diante dos seus olhos. A reticência que sente em se expressar por completo deve-se o medo que sente de vir a sofrer derrota com a humanidade, a olhar para ele com reverência ou colocá-lo num pedestal como mais um santo ou um salvador do mundo. Contudo, é bem capaz, não obstante inconsciente, dessa força nos seus relacionamentos nesta vida material.

Bom, no vosso experimento desta manhã, vocês pediam à sua energia, parte de toda a Força de Vishnu, para desacelerar a vibração e penetrar na condição em bruto; ou seja, as condições astrais e a continuidade da vida. A desaceleração da energia para que desempenhe uma demonstração a esses homens encontra o fracasso por não produzir a clareza dos cinco sentidos físicos, conforme prontamente viram.

Bom, vocês estão a sofrer a mesma frustração que o Tomás sofreu no seu tempo, por não acreditar na materialização até sentir as perfurações dos cravos e colocar a mão na ferida. Mas mesmo que desacelerássemos a energia e descrevêssemos objectos específicos numa mesa material e pensássemos provar a questão da sarça-ardente, embora provássemos a presença de Jesus por meio da materialização sólida para o Tomás, quanto Tomas da vossa geração acreditariam? Por vocês viverem na trapaça, na feitiçaria, na dúvida e na apreensão. Ainda que ouvissem uma voz nos céus a proclamar a nova renascença do homem e mesmo que toda a humanidade escutasse essa voz vibrante, quantos acreditariam no pleno significado esotérico da vida?

Por isso, a sua mensagem no mundo, a sua tarefa está em reunir as pessoas de forma de forma a poder dar-lhes as diversas chaves para o seu desenvolvimento. Não é forçar o crescimento de uma pessoa mas permitir que tenha uma revelação da sua própria energia. Por somente isso estar além da disputa para a pessoa que tenha essa revelação. Seria insignificante para qualquer outra pessoa.

Descubro que desde que tenho passado por estas diversas escolas e vibrações e vibrei para os mestres do passado tais como Sócrates, Aristóteles e Platão, homens de profunda sabedoria, vi por fim a derrota do trapézio da vida, mas isso ainda envolve uma decisão fundada no livre arbítrio para vós e para os outros. Expressam vocês uma limitação astral espiritualista ou aspiram ao intelecto espiritual de ver a vida toda na gigantesca unidade de toda a vibração?

Pergunta: Sir Lodge, poderá dizer-me alguma coisa acerca da primeira vez em que entrou no espírito e quais terão sido os principais passos de desenvolvimento que terá dado desde essa altura?

Lodge: Na minha transição renunciei às crenças que tinha com respeito à continuidade astral da vida, e desde então tenho-me esforçado constantemente rumo à mesma divindade por que vocês se esforçam por ver e compreender no vosso espírito.

Pergunta: De qual das sete progressões de que nos dão conta estará a falar presentemente?*

Lodge: Não gosto de limitar isto a um conceito material Preferia dizer que estou a planar, que estou a cintilar, que estou a vibrar por baixo do tecto desta massa total de energia conhecida como o Todo em Tudo. A minha realização passa por penetrar nessa força, esse maravilhoso rio de alegria, de modo a também eu exercer comando sobre o pleno sentido da vida.

Pergunta: terá algum conselho a dar-nos e aos meus bons amigos de Nova Iorque quanto ao tipo de trabalho que devem continuar a fazer?

Lodge: Bom, deixe que lhe coloque uma pergunta. Olhando para trás para a vida material, poderá apontar-me algum indivíduo ou organização que tenha sido bem-sucedida na comprovação da continuidade da vida?

Resposta: Não, isso não foi provado a ninguém que já não acreditasse nisso, acho eu.

Lodge: Terá sido demonstrado em alguma mesa de laboratório com algum médium colocado contra ela a invocar algum círculo de energia e o colocasse sobre a mesa e dissesse: “Ora, eis aqui a vida!”?

Resposta: Não!

Lodge: Poderia dizer-me, com a sua leitura e as experiências de qualquer grupo na Terra desde o começo do tempo que tenha provado a outro mortal por meio de experimentos a plena crença da lei esotérica?

Resposta: Bom, os Mestres Tibetanos alegadamente eram capazes de se materializar e desmaterializar e de fazer coisas que poderíamos chamar de milagres, que eu creio haveria de impressionar muita gente.

Lodge: Alega-se que Jesus terá feito muita coisa que não fez. Ele desgastou os seus discípulos por eles abordarem o seu intelecto espiritual com o intelecto material e assim não conseguirem compreender as parábolas que se destinavam a deixá-los em completo estado de revelação.

Resposta: Pois claro, isso é verdade. Mas a sociedade de Nova Iorque gostaria de conduzir as pessoas por meio da abertura da mente para uma realidade mais profunda e eu gostaria de saber se haverá algum modo por que eu consiga realizar um pouco nesse sentido por intermédio do estudo das coisas como os poderes psíquicos. Isso não ajudaria muita gente no início do seu crescimento?

Lodge: É como o homem que recebe uma vasta herança. Assim que obtém a fortuna, pela lei da humanidade, torna-se mais avaro e passa a querer mais do que aquilo com que já tenha sido abençoado. Não, eu vejo os vossos experimentalistas como crianças que brincam na praia com uma bola de borracha e que, por meio da força do seu pensamento a passam de uma mão para a outra. A partir da condição mental em que se encontram. Vocês têm na Terra, creio bem, um indivíduo chamado Rhinert ou Rhine, segundo me contam, que jamais chegou a obter sucesso com as suas cartas ou com os experimentos, e nós nas nossas estadias terrenas do passado, jamais encontramos qualquer garantia razoável por meio dos experimentos de que Deus era Deus, e encontrámo-nos, ao invés, na situação flácida de brincar com a fase da dimensão astral inicial sucedânea da transição do espírito.

E para meu desânimo descobri que desperdiçara uma vida na Terra a aprofundar-me em considerações espiritualistas em vez de abrir o meu espírito por completo ao intelecto espiritual e ao viver e ao alento e ao movimento espiritual e procurar ter o meu ser em todo o universo ilimitado. Nós somos apenas um germe e são os nossos pensamentos que expandem o germe que somos em relação a tudo no e ao redor do infinito de modo a sermos capazes de identificar-nos com esse pensamento dimensional externo que o homem procurou desde que o tempo teve início. Essa é a nossa palavra. Paz.

*(NT: Nesta passagem parece aludir a uma de duas passagens que referem a existência de sete planos de existência, uma versão, muito conhecida, da autoria de Frederic Myers, e a outra da autoria do próprio filho de Lodge, que tendo falecido nos primeiros meses da Primeira Grande Guerra, teve ocasião, em futuras comunicações com o pai de dar conta justamente das suas experiências por esses mesmos planos)

HERODES

Herodes: Suponho, gladiador...

Comentário: Olá.

Herodes: …que penetro numa caverna de escuridão, caso queira usar as vossas línguas débeis compostas por tantas palavras diferentes, mas fica sabendo que ao fazê-lo, ou seja, ao entrar neste processo, posso promover o meu próprio caminho, e atingir uma compreensão mais profunda do meu começo original e consequentemente, porventura resolver alguns dos episódios da história antiga que não condigam com o parecer popular do vosso mundo, da humanidade do presente. Mas no que me diz respeito, isso é inconsequente, à excepção de me ajudar na minha maneira de ser egoísta.

Será de notar que fui da realeza. Será de notar que fui implacável, fui possuidor de uma personalidade dual, fui um indivíduo só, que talvez devesse dar mais ouvidos a mim próprio e aos conselheiros que me rodeavam. Fui indirectamente responsável pelas tragédias, conforme vocês as entendem, daquele que foi chamado Jesus. Eu fui Herodes, mas no interrogatório que fiz a esse homem não encontrei qualquer culpa. Só que, conforme as regras políticas são, ou eram nesse tempo, embora presuma que actualmente não sejam muito diferentes, eu enviei o referido “culpado” a Pilatos que era à altura o governador que se encontrava a cargo dos procedimentos usados com respeito a essa província especial. Mas na história de que estão a par, que tem muito pouca exactidão, ainda acho que esses tenham sido dias de injustiça, de total idolatria, e de um enorme medo quanto a permitir que os indivíduos expressassem as suas opiniões e ideias, conforme ainda predominam no vosso mundo ou naquilo que chamam à vossa sociedade.

Agora interessar-se-ão ainda mais na razão porquê eu ter entrado nesta caverna de escuridão que já referi, mas foi-me dito que, se esclarecer a minha posição e expuser toda a verdade do que governou as vidas em mudança na Terra, isso me revele imagens ou retractos mais profundos do que seja o meu objectivo final. Assim, verão que eu fui o espírito que nos anos recentes foi alguém que no vosso mundo chegaram a conhecer como Hitler, que governei com base nessa personalidade dual, em que projectei o ressentimento e o egocentrismo, e em que me senti na obrigação de punir a humanidade, devido à necessidade das intrigas em que me vi envolvido no passado, e em que sempre representei intrigas diplomáticas com figuras de estado ou senadores ou com diferentes processos de governo e províncias.

Consequentemente, tive a ambição de produzir uma raça superior, o que requeria a eliminação de todos quantos não concordassem com os objectivos dos meus esforços. Esse é apenas o lado negro deste retracto completo do meu espírito. Também recordo tempos passados em que fui um pintor brilhante; recordo em especial cenas de Veneza e de Paris, mas usei os pincéis de artista em ocasiões em que ao meu temperamento isso se revelava um deleite. Mas foi nos tempos de Herodes que constituiu um dever desagradável, e sempre será dever desagradável para qualquer um que se veja forçado a decisões ditatoriais ou reais.

Quer isso seja verdade na vossa era e nos vossos dias não o sei, mas queria expressar a ideia do que sucedeu no começo de uma mitologia, contudo uma que era necessária para satisfazer o objectivo de indivíduos que precisavam de uma forma qualquer de culto, que nós conhecemos no passado conforme o disparate que tudo aquilo foi. Só que apaziguava tantos indivíduos que, uma vez mais, quando um grupo radical começou a fortalecer-se e se preocupou em derrubar o presente reino, foi por acção dessas intrigas que um homem inocente foi posto à prova, embora na altura eu não soubesse que não se travava do verdadeiro homem, e que tinha sido substituído por um covarde, ou seja um escolhido que ocupou o seu lugar, um que era parecido com ele, poderíamos dizer, coisa que foi descoberta um ano mais tarde, mas que foi mantido em sigilo e em cativeiro, por aqueles que sob pena de morte tiveram que ficar calados.

Por conseguinte, conheci o espírito desse homem Jesus nestes domínios externos e mais compreendi sobre as vidas que tive no passado, mesmo a do rei impiedoso dos tempos da grandiosa civilização que chegou a ser chamada de Atlântida pela altura em que se afundava, assim como em ligação com um sítio chamado Lemúria e que se limitava mais a um continente do que a um pedaço de terra segregada em diferentes ilhas.

Embora eu possa divagar ao me dirigir a vós, representa uma tarefa e tanto por envolver a aprendizagem de um idioma com tantos significados que quase foi preciso que memorizasse aquilo que tinha a dizer e interpretasse uma língua que estivesse mais em sintonia com o significado do que fosse dito. E agora que de bom grado, mas desagradavelmente fui como que empurrado para uma caverna de escuridão, por parte deste Sr. Cole, (Controle do médium) descubro que, mesmo ao falar contigo, quem quer que sejas, sinto uma maior leveza no próprio peso da minha força, mas ciente como estou de que esta leveza constitui um reflexo da expressão de verdades ocultas, isso conduz-me a propósitos e objectivos que me permitem deixar as restrições de formas de pensamento de que me rodeei e passar em revista as diversas visões de vidas passadas. Mas completei tal dever, e a menos que desejem fazer perguntas, afastar-me-ei, pois. Pediria antes de mais, não que faça qualquer diferença, que me esclarecesses. Tenho a ideia de que te encontres na forma corporal humana, não?

Comentário: Sim.

Herodes: Também me é dado entender que sejas conhecido pelo nome de Yussef.

Comentário: Muito bem.

Herodes: Mas isso é tudo quanto me é dado saber. Mas estou apenas interessado, digamos, do ponto de vista da natureza humana. Que és tu? Um soldado ou...?

Comentário: Fui, sim.

Herodes: Qual será exactamente a jornada que empreendes presentemente?

Comentário: Bom, eu fui soldado no tempo em que você viveu...

Herodes: Estou ciente disso; foi, aliás por isso que me dirigi a ti como "gladiador."

Comentário: Mas não estou a falar disso nem estou a falar de Hitler mais a sua Alemanha. Estou muito mais interessado na luz de que teve conhecimento, no relacionamento que teve com Jesus, e em Pôncio Pilatos e nesse incidente em particular. É disso que toda esta série trata. Sou escritor e uma pessoa dotada de mente espiritual e...

Herodes: Bom, eu só mencionei o Hitler por na verdade ter sido o meu próprio espírito quem assumiu o controlo desse corpo nessa época. E só revelei isso por eu ter tido vidas no passado que foram muito cruéis. Mas ainda existe um equilíbrio entre isso e os esforços criativos conforme chamam a isso. Mas descobri que esse homem Jesus... escutei as suas palavras, mas ele falou a partir do que creio poder chamar de uma outra atitude, que me era estranha, mas ainda assim muito intrigante. A expressão de que usou: “O Pai em mim,” e “Eu no Pai,” ao se referir ao seu templo ou corpo, como eu mais tarde vim a saber, mas era homem que era enormemente admirado em corpo e espírito. Mas uma vez mais, não lhe encontrei qualquer culpa. Mas acho que ele me deixou algumas pistas ou mensagens que me auxiliaram desde que deixei esse período de tempo.

Para mim, esse indivíduo era um evangelista, alguém dotado de capacidade de visão profética quanto à natureza da vida, mas fiquei enormemente impressionado com a sua aparência, com os seus modos e com o seu destemor. Ele teria dado um excelente soldado, mas suponho que possamos dizer que no clamor que ergueu pela verdade ele tenha sido um verdadeiro soldado. Só que ele visou uma expansão mais profunda da verdade, e nessa expressão, ameaçou a própria fundação dos nossos palácios e do nosso viver. Portanto, isso conduziu a uma reunião dos sacerdotes destinada a dar início a um caminho de intrigas em que o pudessem apanhar e banir do controlo que estava a ter das multidões. De modo que com base nessas intrigas ele foi alvo dessas falas acusações, e consequentemente afastado à força da arena política desse tempo.

A intriga foi quanto bastou, de modo que, embora viéssemos a ter rebeliões durante um tempo após o seu desaparecimento, conseguimos por fim reunir de novo as leis e as regras antigas que nos beneficiassem a nós e não àqueles do rebanho material ou dos leigos. E foi isso que foi feito e dito e representou uma expressão e foi o meu papel - um papel pequeno – no âmbito do significado desse homem Jesus.

Pergunta: Que clamor foi o que levou as multidões a manifestar-se a favor da sua morte, que você mencionou que ele tenha sido uma multidão contra ele e as suas crenças. Disse que ele abalara as fundações do viver, do seu viver ou do seu reino. Bom, esta será uma pergunta muito longa?

Herodes: Não, ainda não vejo que tenha terminado.

Pergunta: Muito bem. Bom, quando ele foi condenado, tenho o entendimento de que a multidão tenha pedido a sua morte…

Herodes: Correcção, gladiador. Não se tratou de uma multidão conforme diriam que uma multidão seja. Foram indivíduos que introduzimos no meio da multidão que constantemente gritavam pedindo a sua crucificação, colocados no seio dos inocentes que o rodeavam. Conforme disse, tratou-se de um plano cuidadosamente montado que foi fomentado para expurgar esse jovem do mundo.

Pergunta: Quem é que tinha um aspecto idêntico, e como foi que essa troca foi conseguida? Está familiarizado com essa cena?

Herodes: Não, não estou. Tudo quanto sei, proveio de fonte Romana, a dar-me conta de que ele desaparecera por completo, o seu corpo físico jamais foi encontrado. Mas vocês sabem, se estudarem as condições dessa época e as capacidades que ele tinha, gostava de usar um termo que no meu entender soa divertido, mas um que creio poder usar, essa mudança de vibrações de algo que no vosso mundo chamam de hipnose.

Pergunta: Terá sido desmaterialização?

Herodes: Eu não sei nada sobre esse termo nem sobre aquilo que implica.

Pergunta: Ele seria capaz disso.

Herodes: Mas sei que ele possuía capacidades que se afiguravam muito assustadoras para aqueles que detinham o poder político. Além disso, eu interroguei-me muita vez da razão porque ele não terá feito uso desses poderes para destruir os próprios inimigos que usavam de falsidades para conseguir a sua morte.

Pergunta: Bom, algumas das coisas que cheguei a saber é que ele de facto não tinha inimigos a destruir; creio que os inimigos precisariam aprender isso sozinhos.

Herodes: Somente a consciência da tremenda força da compaixão que sentia não lhe permitiu que destruísse aqueles que procuravam destruí-lo. Mas ouvi falar na capacidade que ele tinha de desaparecer quando se via rodeado por multidões, e os meus informantes contaram-me que ele usava barragens de discursos junto de vários indivíduos que usavam as sinagogas dessa época como locais para comercializarem as suas mercadorias.

Pergunta: Está a referir isso como uma profanação que o deixasse bastante irritado?

Herodes: Não, estou a falar mais da ganância desses dias…

Pergunta: Mas fez menção a barragens de discursos…

Herodes: Bom, os mercadores usavam os templos para vender as suas mercadorias. Entende que eu não assistia a isso, que provavelmente seria mais do agrado dos fariseus. Mas devido às mudanças no geral e às próprias mudanças por que passei eu cheguei a ocasionar essas condições como as que cheguei a conhecer.

Pergunta: Muito bem. A esta altura, e antes que me esqueça… Posso suscitar o nome de João Baptista, que enquanto Hitler deve ter conhecido e que enquanto Herodes deve ter tido conhecimento, coisa que eu desconheço, antes da história ser história e não ser certo que esteja correcta.

Herodes: Esse indivíduo, ou pessoa, teria que se dirigir directamente a ti. Eu só sei o que me disse ou falou comigo no passado.

Pergunta: Muito bem. Agradeço-lhe o facto. Agora, para voltarmos à questão de Jesus e da sua desmaterialização, que eu creio ser algo que devia ser abordado à medida que a verdade for surgindo. Ter-se-á ele desmaterializado, desaparecido e não terão tido quem crucificar, pelo que arranjaram alguém que ocupasse o seu lugar e esse alguém passou por tudo aquilo sem que nunca tenhamos chegado a saber. Terá sido isso que aconteceu?

Herodes: Usaram um que era parecido. Mas que claro que no entusiasmo do que chamarei de “escombros” da época, eles não inspecionaram muito de perto o aspecto dele.

Pergunta: Bom, então é a primeira vez que isso em a lume, desta forma. Tem andado mais ou menos ao redor mas agora fomos directos até à mistificação. E eu agradeço-lhe muito pelo facto. Após esse período de tempo vamos até ao que actualmente é conhecido por ressurreição e enterro, etc. Acha-se familiarizado com alguma parte dessa história?

Herodes: Somente pelo que fui informado por delatores, o que não constitui fonte fidedigna de verdade, pelo que não o discutiria nesta altura, nem em nenhuma outra. Encontro-me unicamente aqui, conforme declarei, para fomentar o meu próprio avanço aqui por entre as forças.

Pergunta: Bom, o nome do Rei Herodes recorda-me o nascimento de Jesus. Terá sido você o rei à altura do seu nascimento ou terá sido o seu pai?

Herodes: O meu pai foi o começo; mas depois aquilo que acho pelo que me foi dado observar é que as datas históricas do tempo não estão correctas quanto ao nascimento desse homem.

Pergunta: Conhece-as…?

Herodes: Não, não as conheço mas ouvi dizer que tenha sido mais na época da primavera conforme vocês lhe chamam, do que aquela em que foi professado que tenha nascido.

Pergunta: Muito bem, isso também é interessante. Tendo tido consciência da vida de Jesus e dos seus amigos, e das capacidades que possuía, torna-se muito mais interessante o que terá sucedido após o desaparecimento de Jesus e o começo do chamado Cristianismo, que creio ter sido uma providência de Jesus. Os seus discípulos terão dado início às igrejas?

Herodes: Isso, eu não posso dizer. Houve uns anos de tranquilidade após essa chamada crucificação, mas mais ser-te-á dito, no meu entender, num outro interrogatório de energias que não esta, mas eu afirmarei que o que sei é verdade, e retornarei numa outra altura.

Pergunta: Agradeço-lhe muito.

                        
Lochius (Mestre de Jesus)
(Excerto da sessão de John Sprague)
Meu caro jovem, a energia é preciosa. O tempo não passa de uma ilusão, ao passo que na espera das expectativas, o objectivo jamais chega. Daí que não seja esperar mas activar a tua energia na meada do tempo que precisas, e nessa activação, com o poder do teu eu limitado, todas as coisas te serão acrescentadas.
Quando o caminho não pode parecer mais negro, é quando as vias espirituais surgem mais esplendorosas na aparência dos teus esforços e descobrirás a activação. Todos os interesses materiais activarão a energia espiritual ao teu redor.
O que sucede no próprio mundo não tem importância. Destina-se a que abras de par em par o objectivo que estabeleceste no teu ser espiritual. É pura, é plena e servir-te-á, agora que as ligações foram estabelecidas.
Pergunta: Quais as coisas mais importantes que podem ser feitas nesta altura pelo planeta e para promover esta iluminação?
Resposta: Regenerar a independência espiritual da toda a energia singular em todas as coisas, quer sejam animadas ou inanimadas. O segredo do vosso planeta assenta muito simplesmente na vibração, por diferentes frequências. Juntá-las a todas em ideias de consciência e de compaixão reúne-os todos no círculo completo da compreensão espiritual e da plena realização de todas as galáxias que se misturam ao vosso redor, para transferir tudo para uma grande Meca desta força do espírito que é reconhecida no vosso mundo.
O amor é impossível; unicamente no amor da vossa compreensão espiritual pode surgir a unidade da vida. Por o amor não poder ser conforme vocês o conhecem, por não poderem ter amor por aquilo que é negativo relativamente à vossa própria natureza. Aprendam o respeito por ele, mas não se atordoem no desdobramento dessa vibração ou luz energia da alma superior. Por não ser o caminho. É a iluminação e a realização de cada um pelo empenho de cada um nas questões que os envolvem que se estabelece o novo reino que agora se aproxima.
Sei que venho e no aturdimento das vossas mentes chega uma maior compreensão, um novo reconhecimento. Mas observem que verão nos meses subsequentes as plenas crenças e ideais. E onde cada um partilhar um total empenho numa nova era que rapidamente se aproxima da galáxia em que se encontram.
As minhas profundas bênçãos para todos quantos têm ouvidos e olhos para ver e para ou curar.

JOHN F. KENNEDY

Kennedy: Saúdo-o, Professor, e pergunto-lhe se me está a ouvir bem através desta voz mecânica.

Pergunta: Estou, sim, muito bem.

Kennedy: Sinto estar a falar através de diversos canais, por ser amplamente diferente chegar aqui por esta forma.

Pergunta: Com quem estou a falar?

Kennedy: É o John F. Kennedy quem está a falar. Vim aqui para falar por breves instantes acerca da minha curta estadia. Lamento que, enquanto Presidente dos Estados Unidos da América eu não tenha estado à altura das exigências que me foram atribuídas... Foi uma altura em que descobri estar a fazer concessões àqueles que eu sabia não simpatizarem com a ideia e a visão que eu tinha para esta nação. Eu sei e posso constatar que esta nação afundará no conflito, no entanto, uma banda protectora que a rodeia será de enorme ajuda contra que agora procuram dominar o mundo. No futuro verão uma mudança acentuada nas fronteiras Russas.
Deverá verificar-se um tremor de Terra na área da China Vermelha.

Pergunta: Refere-se ao governo da China Vermelha?

Kennedy: E será destruída pela violência da Terra.
Irá verificar-se uma mudança da Terra nessa região, mas claro que está a par disso, já que escreveu sobre isso no seu livro sobre as deslocações terrestres. Eventualmente será destruída pelas forças da natureza e não por batalhas.

Pergunta: Dentro de quanto tempo, em termos terrestres?

Kennedy: Surgirão vastas fendas na crosta terrestre e muitos serão engolidos no esquecimento. Irá ser um evento que abalará o mundo.

Pergunta: Em tempo terrestre, quando irá verificar-se isso no futuro?

Kennedy: Em termos terrestres, será daqui a alguns anos, mas devo precaver-me quanto ao tempo exacto por ainda não conseguir ver com clareza a forma como o espírito e o tempo se coordenarão.

Pergunta: Bom, poderei fazer uma ou duas perguntas?
Todos ficamos em choque pelo modo como nos deixou, e eu fiquei profundamente preocupado, em especial nos últimos dias com o mistério do que efectivamente sucedeu. Que forças terão cooperado na produção de coisa tão terrível como a que sucedeu em Dallas? Não acreditamos que a explicação que nos foi apresentada no Relatório Warren seja verdadeira... Desejo saber oque realmente se terá passado.

Kennedy: Deixe que diga, com toda a verdade, que eu não merecia aquele elevado posto no governo. Foi posição que fora comprada e não merecida, e ao me descobrir incapaz dessa enorme tarefa soube, e tive um pressentimento intuitivo que não o teria por muito tempo. Não sabia de que modo (o assassinato) iria suceder, mas agora que sei posso entender, por existir uma enorme força exterior a mim e fora do vosso mundo que me aliviou dessa posição...
O modo como exactamente se deu não foi sinceramente revelado, por ter havido muitos, e por entre eles senadores, envolvidos na minha passagem. Nenhum outro país deve arcar com as culpas. Isso foi instigado internamente por parte daqueles que acharam que eu estava, nas decisões que tomava, a entregar o país a uma outra facção.

Pergunta: Sr. Kennedy, ocorreu-me que o esforço que o senhor e o seu irmão estavam a fazer no sentido de atacar os sindicatos do crime possa ter estado ligado ao assassinato. Consigo perceber como certa gente associada entre si tinha muito a ganhar caso conseguissem remover a fonte de perigo que representava para os sindicatos.

Kennedy: Tem toda a razão. Muito é o que toma parte nisso do submundo da Casa Branca. Existe tal ganância e contenda e fraude que manter uma norma equilibrada e verídica será aparentemente impossível, por ser necessário que se seja capaz de vigiar e de se proteger enquanto procuramos realizar a tarefa mais difícil. Você está correcto na sua suposição, que lhe foi transmitida de uma forma enérgica da parte do espírito, e quase conseguiu ver – na verdade conseguiu vê-lo – o quadro que se desdobrou diante de si.

Pergunta: Alguns chegaram a supor que o Sr. Johnson estivesse antecipadamente a par da conspiração. Suponho que isso não pudesse ser verdade. Acho que possivelmente tenha sido favorável a alguns de quantos tenham estado envolvidos, mas não creio que ele próprio tenha estado envolvido.

Kennedy: Ele não esteve envolvido. Mas uma vez mais, também aí se verificará uma mudança súbita, por ele se juntar a nós no nível espiritual.

Pergunta: Isso sucederá antes da próxima eleição?

Kennedy: Por esta altura não lho posso dizer com certeza, mas sucederá em breve e da forma mais inesperada.

Pergunta: Entendido.

Kennedy: Só estive aqui por um breve período, e muito precisei aprender, por as doutrinas e os credos mundanos me terem deixado as ideias completamente desordenadas. Elas precisaram ser afastadas e a verdadeira percepção do espírito posto diante de mim. Mas posso dizer-lhe que nos próximos cinco anos os acontecimentos correntes adoptarão um significado bastante grave. Não fique consternado com o que vê ou ouve...

Pergunta: Vê que isso possa incluir alguma guerra nuclear mais significativa?

Kennedy: Não, não me é dado ver que sejam utilizadas armas nucleares, mas vejo as forças da natureza em foco. Mas à medida que a Terra estremecer, e a humanidade perceber a tremenda força que a natureza possui, as pessoas baixarão as cabeças e perceberão que na verdade a vida material por mais longa que seja é curta, e com a compreensão da espiritualidade viverão juntas numa coexistência pacífica.

Pergunta: Fico-lhe imensamente agradecido pela visita que nos fez, Sr. Kennedy.

Kennedy: Devo aprender e progredir e chegar a conhecer uma senda verdadeira como não foi a que aprendi na Terra. É muito melhor que me encontre neste progresso. Arrependo-me, conforme todos se arrependem, de ter deixado a minha encantadora família, mas isso também é uma outra história trágica que o mundo não percebe, mas teremos mais alturas para conversarmos.


BISPO JAMES PIKE

Pike: Professor?

Pergunta: Sim. Sim.

Pike: Viu os meus óculos?

Pergunta: De momento não os vejo aqui.

Pike: Ando à procura dos meus óculos...

Pergunta: Bom, com quem estou a falar?

Pike: Sou o Bispo Pike.

Pergunta: Bispo Pike!!!

Pike: Só queria dizer olá. Sou muito eloquente quanto à continuidade da vida, sabe?

Pergunta: Sim, bem sei que sim.

Pike: Queria dizer que me tenho voltado para si, por ver que está a escrever um livro.

Pergunta: Estou, de facto.

Pike: Sinto-me empolgado com as ideias que avança com respeito a isso. Desejaria poder encontrar os meus óculos.

Pergunta: Bom, lamento, mas aqui não estão. Mas claro que está a par de que esses eram óculos materiais; eles não se encontram aqui. Mas você deixou-os na terra Santa, presumo eu, onde deixou o corpo.

Pike: Pois foi, deixei-os nas areias, creio bem.

Pergunta: Foi. Terá alguma mensagem para a sua mulher ou família, que lhes possa comunicar?

Pike: Não, não por esta altura, não tenho. Estranho um pouco esta condição. Embora seja inteirado dela, é esquisito vir a este corpo por mais um momento. Mas quero familiarizar-me com esta novidade, conforme é, por o meu filho Jim ter ficado encantado por me ver e termos conversado (NT: O seu filho tinha cometido suicídio em 1969) mas eu ainda querer aprender a manipular de novo a carne, para podermos (agora) conversar de novo.

Pergunta: Pois bem, está a sair-se muito bem. Poderia dizer-me como foi que se deu o acidente na Terra Santa, onde perdeu o seu corpo?

Pike: Bom, recordo que caí, mas é tudo quanto recordo. Mas depois lembro-me de olhar e de ver o meu corpo no chão enquanto eu permanecia de pé.

Pergunta: Upa!

Pike: Mas eu era novo nisso.

Pergunta: Quem foi a primeira pessoa que tenha visto ao abandonar o corpo?

Pike: O Jim, o meu filho, estava ali mesmo para me ajudar.

Pergunta: Ah, pois.

Pike: E estamos de novo muito chegados, mas foi excelente vê-lo. Mas quero habituar-me a esta novidade, e estou encantado por ter sido orientado para aqui por causa das diligências a que está a dar continuidade, mas desejava ter vivido o suficiente no mundo material para estabelecer mais do que está a estabelecer, mas o meu bispado pareceu intrometer-se no caminho. Mas creio que o outro lado do campo seja ditoso e eu encontro-me no espírito para aliviar qualquer embaraço da parte deles.

Pergunta: Bom, creio que nada disso tem importância.

Pike: Preciso ir, mas voltarei a vê-lo de novo.

Pergunta: Obrigado.

~~~~~~~~~~~~~~

Pike: Professor…

Pergunta: Sim

Pike: Está aí? É o Bispo Pike.

Pergunta: Oh. Bispo Pike.

Pike: Na volta, encontrei os meus óculos. Eles não estavam perdidos, mas arranjei novos e agora estou bem. Estive na escola, e aprendi um pouco mais a manejar este corpo e esta vibração, e agora que me encontro aqui seremos capazes de conversar durante um tempo.

Pergunta: Estou a entender. Agora, com respeito à escola que frequentou, estamos muito interessados em saber que tipo de estudos e se o volume de material abrangido durante estas duas semanas será equivalente a um período de estudo mais prolongado aqui nas nossas escolas.

Pike: É à vibração espiritual que se refere? Descubro, ou descobri, assim que me deparei com esta condição, que não sabia ou via ou percebia adiante como me fora ensinado nas escolas de teologia, mas sei que dou por mim muito natural e que só retenho aquilo que aprendi, só que não aprendi o suficiente sobre o espiritual para o juntar de forma a poder manipulá-lo na volta e não conseguia ver com a clareza suficiente até ter deixado todos os detritos que tinha aprendido de um jeito material com base nas pensamentos que tinha e perceber que preciso crescer de uma forma fantástica e incrível para um mundo no geral.
Descubro que nesta condição o pensamento constitui o meu veículo, e assim como penso, deparo comigo em diversos sítios.

Pergunta: Ah, pois…

Pike: Mas ainda me encontro nesta vibração inicial em que saí para esta novidade. Gosto disto. Comporta uma enorme liberdade, só que sinto um desapontamento horrível por tudo quanto ensinei às pessoas e espero conseguir que me perdoem por presumir tanto sobre o que tão pouco sabia.

Pergunta: Oh. Poderia dizer-nos quem o orientou para aqui?

Pike: Primeiro, estava muito na crença, conforme sabe, de me encontrar no mundo material, ao contactar o meu filho, mas agora que aqui vim, percebo que precisava projecta uma mensagem para o mundo. E fui guiado para esta vibração elevada para o fazer, por haver muito aqui que admiro, no entanto torna-se tão fantástico e inacreditável às pessoas do mundo material. Elas não conseguem perceber a beleza disso.

Pergunta: Entendo. Bom, nessa escola que frequentou, deve ter aprendido muito lá, nestas duas semanas. Nas nossas escolas terrenas quanto tempo levaria aprender e abranger um volume idêntico de material? Vários anos?

Pike: Eu fui enviado a um mestre, conforme lhes chamam, ou professor, ou doutor, seja qual for o termo que se aplique no material. E uma vez aí fui instruído por ele, o que foi feito por uma alteração das condições e de vibrações, dos impulsos, de modo que aprendi a desenvolver e a aceitar e a perceber que, através desta energia eléctrica nada era impossível. Depois cheguei a saber que vejo adiante como aceito por completo que não existe nada impossível, conforme reiterei antes. E cresci nisso. Equipararia isso a dois anos de aprendizado intensivo na Terra. Mas cheguei a aceitá-lo plenamente e graças a esta energia criativa de que fala, graças àquilo que tive como acontecimento em relação ao Jim, que verdadeiramente me impressionou, com o que me comprometi por completo.

Pergunta: Sim. Gostava de saber se terá encontrado alguém aí desse lado.

Pike: Ainda não me encontrei com ninguém. Apenas os ensinamentos que recebi da parte daquele mestre, que ainda deverá prosseguir por um tempo. Mas estarei em comunicação consigo e em comunicação com a minha própria esposa. Diga-lhe para afastar por completo a dúvida que tem. Mas não se trata de uma questão de tentar provar esta continuidade, mas de a perceber por completo como um crescimento constante. Quando o chegamos a aceitar em pleno os nossos olhos abrem-se e descobrimos que o mundo material é mais animado do que real. Por a realidade ser a realidade do espírito.
Mas não se trata de investigar nem de analisar e dissecar as religiões. Trata-se de conseguir a plena aceitação daquilo em que cremos de modo a crescermos para o plano seguinte e desse modo prosseguir com o nosso crescimento e a nossa reincarnação seguinte.

Pergunta: Estou a entender. Bom, conforme o estado em que agora se encontra, será que as memórias do que passou aqui se tornaram mais turvas?

Pike: Estão mais turvas, sim. À medida que progrido espiritualmente elas parecem desparecer num segundo contexto. Não as recordo com a mesma prontidão e não as considero importantes. Em vez disso prefiro ir em frente. Mas irei em definitivo aparecer diante da minha mulher. Ela irá ver-me, só que precisa afastar as dúvidas que tem e perceber a conversa que tivemos com respeito a esta transição ou morte – por termos tido uma boa discussão, coisa que por ora não quero adiantar mais. Mas o facto de as pessoas acreditarem ou não acreditarem não tem importância para mim. Eu declarei o meu ponto de vista e trouxe de volta a minha mensagem e gradualmente prová-lo-ei ao longo de um período de tempo.

Pergunta: Pois. Terá alguma mensagem especial para as pessoas da Califórnia ou do mundo?

Pike: Não, não tenho. Só para terem cuidado e dizer-lhes apenas por uma parábola para manterem uma luz por debaixo de todos os alqueires.

Pergunta: Ah, pois.

Pike: Bom dia.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

SOBRE A VALIDADE DA REINCARNAÇÃO

Bispo Pike: Ora bem, queria trazer as minhas saudações a todas as pessoas da Terra. Espero que me cumprimentem. Só estive nesta situação uma ou duas vezes, não me recordo lá muito bem. Mas sei que esta continuidade da vida representa um facto. Sei que todas as religiões representam uma pobre desculpa para quantos não conseguem ampliar o seu ideal completo da própria força do seu ser. Mas digo-lhes que, pelas experiências por que passei quando estive no deserto, das últimas recordações de me separar do corpo, e daquilo que recordo que a minha mulher passou, da contenda que teve com uma tribo de nómadas e o processo de ter que beber a própria urina para poder sobreviver naquela trilha e poder explicar como nos perdêramos no deserto e os propósitos que tínhamos no campo das diferenças psicológicas e fisiológicas da vida, e em que eu pereci por não ter sido descoberto suficientemente cedo.

Mas encontro-me aqui para lhes dar conta de que, muito embora a Igreja me censurasse pela busca que empreendi do meu filho que morrera, Jim, vitimado por uma dose excessiva das drogas da vida, e das motivações e experiências por que passara, de levitação e de o ver efectivamente numa aparição.

Pois bem, encontro-me aqui para lhes dizer que ninguém me consegue impedir de falar livremente do que representa uma maldição da humanidade, que não consegue abrir-se e expor-se para com a totalidade daquilo que representa em toda a criação. Jamais encontrei aquelas coisas que lhes dizem que devem crer, e a única coisa em que cheguei por via de conclusão precipitada disso foi pelo que me foi dado conversar com o Samuel Clemens ou aquele que conheceram como Mark Twain, que diz que a única maneira de conseguir água benta é eliminando em larga medida o diabo! E isso é tudo quanto digo relativamente à vossa vida, eliminar as superstições, as restrições que impõem nessa força da beleza em vós e reconhecer a completa satisfação da vida.

Sim, agora consigo aceitar os processos da reincarnação. Consigo aceitar essa plenitude que falta a outros ao não perceberem o ponto de vista total do germe de vida e do significado que tem em todo o círculo da vida, para, no eventual milénio do tempo terreno e do tempo cósmico em que veem o vosso começo total do vosso ser como uma estrela de expressão distante. Por conseguinte, encanta-me ver que em todos os biliões de estrelas e universos estejam repletos de vida. Mas conversei recentemente com esses alienígenas que estão a passar para o vosso planeta numa vasta armada de naves em serviço à vossa galáxia e estou ciente por ver a vossa galáxia rodeada por outras seis galáxias que a apoiam na sua suspensão e em toda a grandeza das suas formas de magnetismo ou leis da vida, por eles também serem afectados.

Assim, têm a maior das aventuras pela frente que alguma vez sonharam ser possível. Não passo da voz de outras energias que esperam que se expandam rumo à plena realização da vossa verdadeira identidade, e que não veem o fim das coisas mas o começo de tudo quanto todos buscam, numa vida eterna. Preciso deixá-los, mas não queria de deixar de lhes anunciar o facto de estar convosco e o facto de virem a passar por experiências grandiosas á medida que passarem para os limites da mudança da vossa terra. As minhas afeiçoadas bênçãos para vós.


Material canalizado por Elwood Babbitt, aqui traduzido por Amadeu António 
com permissão de Daria Babbitt

Sem comentários:

Enviar um comentário