quinta-feira, 4 de agosto de 2016

GUIAS E MESTRES ESPIRITUAIS - O MESTRE INTERIOR - OS MESTRES




John


Cada um de vós possui uma faixa ou um espectro de guias espirituais e de mestres que estão convosco. As flutuações que se verificam nos vossos estados de crescimento espiritual determinam as entidades que atraem. Há guias e mestres que procuram trazer-lhes riso e alegria. Geralmente surgem como crianças, ou seres delicados e sentimentais. Há outros que desejam comunicar sabedoria. Talvez vocês tenham guardado certas imagens desde a infância relativas ao aspecto que uma pessoa de sabedoria deva ter. Muitas vezes isso não se deve tanto à vossa imaginação mas a uma comunicação literal proveniente de um espírito ou mestre particular.

Há guias e mestres que lhes transmitem sabedoria e orientação filosófica, outros que os orientam com respeito a assuntos mundanos ou de ordem prática, e outros ainda que os orientam em áreas específicas do estudo.


Os vossos diversos guias e mestres estão convosco para lhes trazer conforto, alegria e sabedoria, mas acima de tudo, para os familiarizar com a noção de vós próprios enquanto espírito, coisa que verdadeiramente são. Por o aprendizado final que lhes vem ao encontro ser dos níveis da alma. Vocês começam a compreender que são uma porção de Deus, activa na sua sabedoria, e que além disso, vós sois uma alma, um espírito. Dessa forma obterão uma maior compreensão e esclarecimento, por o testemunho final que derem dever ser sempre em vós próprios.


Os vossos guias e mestres espirituais são geralmente de uma vibração ou consciência superior e dispensam tanto compreensão da natureza espiritual quanto filosófica, enquanto se acham no plano terreno. Todos vós sois almas que têm estado na experiência desde as fundações do mundo, a quem os mensageiros de Deus administram e a quem procuram guiar de volta à vossa verdadeira natureza.

O propósito dos guias e mestres espirituais é o de proporcionar orientação em áreas específicas do pensamento. Não é que as entidades espirituais que operam convosco nestes domínios sejam entidades ligadas à Terra, mas antes, por não existir progressão neste plano sem um corpo físico, eles desejarem cumprir padrões cármicos por intermédio da empatia que estabelecem convosco, por vocês possuírem um corpo físico.


O corpo físico é o vosso templo e cada um de vós é como um espírito. A orientação que os vossos guias e mestres lhes estendem pretende levar por diante a compreensão de vós mesmos enquanto espírito, por eles residirem já nesses domínios. Conforme vocês se elevam, também por seu turno eles se elevam. Desse modo resulta progressão para todos.

O fenómeno a que chamam de “Comunicação com o Espírito,” pouco mais que um diálogo com identidades idênticas a vós próprios. À medida que vocês progredirem também por seu turno os guias e mestres espirituais próximos a vós progridem. Acima de tudo, vocês promovem o bem-estar uns dos outros. Geralmente eles são membros da vossa alma grupo, só que se encontram no estado desencarnado.


Os guias e mestres espirituais não são infalíveis na informação que dispensam. O aconselhamento da sua parte deveria ser tomado justamente enquanto tal – aconselhamento da parte de alguém que talvez goze de um espectro mais alargado de experiência de vida. Os prognósticos da parte dessas entidades deveria ser temperado com o livre-arbítrio. Quer dizer, todo o prognóstico pode ser alterado, pelo que o aconselho que lhes for fornecido  deve ser tomado como inspiratório ou direccional, com a compreensão de que vocês o podem alterar pelo uso do vosso livre-arbítrio. Isso não pretende minar a confiança que vocês têm no prognóstico mas igualmente o de se conhecerem enquanto espírito. Todas as decisões finais com respeito aos assuntos do espírito residem no indivíduo.


A afinidade que estabelecerem com um guia ou mestre espiritual baseia-se na familiaridade, num saber, assim como num laço que não carece de explicação. É uma condição intuitiva. Também por seu turno é o laço que têm com os vossos guias e mestres, porquanto ao expressarem a vossa humanidade, ambos expandem as suas asas do intelecto até se tornarem como que envoltos pelas atmosferas do espírito e ambos planarem em tal afinidade. As relações que tiverem com os vossos guias e mestres espirituais são melhor descritas nos termos de uma amizade, ou de um laço presente entre indivíduos. Talvez os tenham conhecido em vidas passadas, ou quando se encontravam no estado desencarnado enquanto eles estivessem encarnados, por terem tido vidas em que vocês terão estado desencarnados e dispensaram orientação do outro lado por intermédio do estado de transe. Ou seja, vocês foram guias espirituais nas vossas próprias vidas passadas. Desse modo, o relacionamento que têm equipara-se às relações que têm neste plano.


Poderão ser negativamente influenciados pelos vossos guias e mestres espirituais? Somente se a vossa própria consciência o permitir. Aquilo que vocês chamam de “negatividade,” não passa de ignorância. Por isso, assim como poderão receber um conselho negativo da parte de alguém que se encontre desencarnado, mas é o vosso livre-arbítrio que o deve activar, também por seu turno sucede com toda a orientação que receberam da parte daqueles dotados de uma natureza ignorante situados nos planos etéricos.


Uma personalidade de estrutura não esclarecida que procure transmitir orientação pode sintonizar apenas aqueles níveis de consciência que vocês permitirem. Assim, começam antes de mais a manifestar um tal padrão na vossa própria personalidade, e eles aproveitá-la-ão como uma oportunidade para ratificarem essa negatividade que já tem lugar em vós. A responsabilidade pela criação disso cabe-vos a vós, quer no sentido da elevação espiritual quer no sentida da obsessão nas áreas em que ainda se encontrem com falta de esclarecimento.


Vocês perguntam se podem confiar em que os vossos guias e mestres sejam bons e não maus. Antes de mais, não existe bem nem mal, apenas sabedoria e ignorância. Tal como existem indivíduos entre vós que vocês sentem não ser física ou mentalmente evoluídos, ou aqueles que designam por “retardados” na capacidade de aprendizagem, e ainda assim vocês não os temem, por entre os domínios dos seres desencarnados existirem personalidades ou almas similares que ainda manifestem falta de desenvolvimento, e que não são tanto más mas ignorantes.


A relação que têm entre vós próprios e os guias espirituais e mestres que atraem baseia-se no livre-arbítrio. Não existe coisa alguma quanto possessão. A possessão não passa de obsessão relativamente a um nível particular do pensamento. Vocês não podem atrair nada mais elevado ou inferior do que aquilo que são, na vossa própria consciência. Por isso, o relacionamento é um relacionamento assente no livre-arbítrio. Portanto, não é uma questão de bem ou de mal mas mais de uma questão iluminação ou de trevas ou de esclarecimento e de ignorância.


Já que não podem atrair nada que seja superior ou inferior ao que já são, toda a informação que recebem deveria motivá-los a um exame do nível em que percebem estar. Se a informação for do que designam por “nível inferior,” isso deverá inspirá-los a examinar pessoal de modo a aceitarem ou a rejeitarem tal informação.


Para obterem informação acerca de um guia ou mestre espiritual, isolem aquelas áreas do conhecimento de vidas passadas que possam já possuir. Elas podem chegar-lhes como talentos, ciclos repetidos ou especializados que sejam apresentados no vosso padrão de vida, e atracção que sintam por indivíduos de diferentes etnias, nacionalidades e fundos, assim como períodos de tempo. Meditem nesses locais e períodos de tempo. Tracem-nos no olho da mente antes de mergulharem no estado de sonolência. Ao fazerem isso, não só aumentam uma oportunidade de estabelecerem comunicação, mas também aprofundam a afinidade com tal comunicação.


Procurem apurar o nome do vosso guia ou mestre espiritual já que isso lhes facultará diversas pistas quanto à origem cultural dessa entidade particular. Assim que o nome for revelado, procurem desenvolver um ponto de contacto com esse guia ou mestre, talvez sob a forma de um símbolo. Normalmente os presságios são adiantados da parte de um guia ou mestre nos vossos assuntos do dia-a-dia.


Certos indivíduos contactam os seus guias ou mestres espirituais por intermédio da escrita automática, situação em que se colocam de lado ou descontraem a própria consciência e permitem que uma mensagem jorre da vossa caneta para o papel. Muitas vezes a mensagem não tem cabimento na vossa própria caligrafia mas carrega o registo do guia ou mestre que contactam. Essa é uma das formas de contacto mais simples a desenvolver, que pode ser realizada da seguinte forma: Meditem por breves instantes no nome que tiverem obtido na meditação ou numa outra fonte. Permitam que a mão se mova com liberdade sobre o papel. A seguir procurem receber a formulação de as várias estruturas das palavras na mente, anotando-as. A corrente das palavras normalmente vem rapidamente. A orientação pode ser dada com clareza por intermédio desse instrumento particular.

As fontes predominantes de comunicação são através da meditação e do estado de sonhos. Mantendo um diário de sonhos vocês poderão obter acesso àqueles seres que lhes transmitem orientação. Pela meditação, que constitui o mero alinhamento entre corpo, mente e espírito através da contemplação, vocês podem aprofundar essa afinidade.


Os diversos discípulos do homem Jesus usavam as faculdades psíquicas e falavam no que era conhecido por “língua dos anjos,” ou “línguas.” Eram diversos guias e mestres espirituais a falar por eles, por eles falarem os idiomas das muitas línguas culturais.


“Mediunidade,” é um termo empregue na focalização do espírito por intermédio do indivíduo, acima e além da faixa das suas faculdades conscientes. Cada um já possui essa faculdade em vós. E as vossas meditações deverão conduzi-la para mais próximo de vós. São os vossos mestres e guias espirituais que comunicam e estabelecem diálogo convosco. Mas lembrem-se de orar somente ao Pai que se encontra no céu para que ele possa enviar-lhes um mensageiro. Se perceberem Deus enquanto amor, esse será o mestre a quem servirão.


A meditação constitui o pilar para toda a forma de contacto ou diálogo com os guias ou mestres espirituais. A meditação não passa de dispensar um tempo para ficarem convosco próprios e com Deus, para pensar ou expressar pela oração aquilo que desejarem ver respondido. Eu diria para orarem unicamente a Deus, que Ele poderá enviar-lhes um mensageiro enquanto um dos vossos guias espirituais, mas jamais lhes dirijam as vossas orações, por existir unicamente um Deus, um espírito, e uma revelação. Os guias e os mestres revelar-lhes-ão, no vosso próprio tempo, a aprendizagem que lhes for necessária. Se forem intuitivos, não precisará nem dar-se contacto no nível mental ou pessoal com guias ou mestres. Muitos contornam mestres dotados de estruturas de personalidade e passam até à ordem dos anjos.


Os anjos diferem dos guias e mestres. Os anjos são seres que nunca estiveram encarnados e que ainda residem em estados de perfeição. Em contraste, os guias e mestres espirituais aparecem-lhes com personalidades oriundas de vidas passadas para lhes possibilitar um foco de identidade, de modo que vocês, ao se encontrarem encarnados, possam expressar-se para com eles e possam aprender com a sua filosofia, compreensão intuitiva, e o contexto da compreensão cultural que têm. Por eles desejarem projectar uma compreensão de natureza empática.


Orem a Deus a pedir uma revelação respeitante ao aspecto particular do crescimento espiritual, ou talvez a necessidade de melhoria na personalidade para produzirem paz em vós próprios. Orem directamente a Deus. Deus possui muitos nomes mas apenas um espírito. Deus é amor. Assim, pois, orem com amor e isso será o que receberão. Não orem pela revelação de um guia ou mestre espiritual, orem pela revelação de Deus, talvez por intermédio de um guia ou mestre. Desse modo Deus revelará o escolhido. Poderá ser um guia ou mestre, ou talvez um da ordem angélica. Cabe à vibração do indivíduo, e é de acordo com o livre-arbítrio e o tempo próprio de Deus que essas coisas são reveladas nas vossas meditações e vocês se tornam receptivos a elas.


O canal que lhes fala reside em certos níveis da luz que constituem mais comummente uma iluminação – e não tanto pensamento nem mente, mas iluminação e harmonização com as diversas forças, e procura emitir uma cristalização das várias formas de luz. Porquanto o cristal constitui porventura o prisma perfeito através do qual a luz pode passar para iluminar. Será como um indivíduo que acendeu muitas velas e meditou nelas com os olhos abertos. De seguida, ao se afastar, ainda será capaz de preservar o padrão dessa multiplicidade de velas na sua visualização, e permanecerá num sono profundo e não terá nada excepto sonhos com essas velas; e cada iluminação terá um significado específico para ele, enquanto se acha nesse estado de sono.


A fonte do conhecimento do canal que lhes fala é referida como sendo expressado a partir do Deus de dentro. Por vocês não se encontrarem encarnados no corpo físico, vocês acham-se encarnados na condição humana. Personificação, mente e espírito perfazem precisamente a condição humana. As próprias palavras do canal que lhes fala não passam da expressão de um vocabulário que compõem a personalidade humana. O canal que lhes fala procura ser parte da presença do divino e poder comentar inteligentemente muitas coisas a partir da cognoscência pura.

Da vossa parte que se encontram encarnados, nós que residimos fora do tempo e espaço físicos aprendemos coisas como o carinho, amor e paciência. Cada um aprende com os outros, porquanto de facto, vocês não habitam o corpo físico, vocês habitam a personalidade humana, que é o produto da jornada tanto do espírito quanto da alma pelos planos materiais.


A fim de facilitarem a comunicação com os domínios do espírito, primeiro precisam recordar os vários diálogos que já poderão ter connosco, através de sonhos. De facto não há passos que precisem dar, necessitam simplesmente recordar. Quem entre vós não terá perdido um objecto e de seguida, ao descontraírem a mente, terá recordado onde o objecto estaria? As vossas meditações e sonhos veem quando vocês relaxam o corpo físico e permitem que a mente explore os perímetros completos de si própria – corpo, mente e espírito. Recordem simplesmente os vossos sonhos. Meditem profundamente e a seguir recordem. Se o processo da memória funciona na recuperação de um objecto perdido ou de um evento da infância que lhes moldou a personalidade, também pode recordar os vossos eus anteriores e todos os vossos futuros potenciais e inspirá-los.


Meditem e recordem a vossa natureza original, aquilo que os torna humanos. A vossa natureza original é o facto de serem filhos da luz, filhos de Deus, nem masculinos nem femininos mas transcendendo tudo. Meditem e recordem que todas as coisas procedem de Deus, e que todas as coisas retornam a Deus. Recordem simplesmente. Os diálogos que vocês têm com aqueles que residem nos planos do espírito têm lugar a toda a hora. Nós falamos convosco na mais edificante das formas e no entanto vocês não recordam essas coisas devido ao condicionamento me que se encontram neste mundo. Permaneçam no mundo mas sem serem dele. Recordem simplesmente.


A capacidade de interagirem com os seres espirituais ou qualquer outra forma não passa de um aspecto da recordação da vossa própria natureza, mas à medida que tomarem maior consciência dos profundos recursos que têm em termos de consciência, também por sua vez continuarão profundos diálogos com os níveis do espírito. Existe em última análise apenas um espírito, que é o espírito a que chamam de Deus. É desse nível que vocês manifestam a vossa natureza superior, embora aprendam acerca dessa natureza porventura através do diálogo com outras presenças espirituais. Quanto mais chegarem a essa presença, mais facilmente fluirão na língua dos anjos, na língua dos espíritos, na língua dos santos. Assim pois, não passa de uma estada temporária convosco.


Acima de tudo o mais, os diálogos que prosseguem com o canal que lhes fala ou qualquer outro espírito encarnado só possuem valor se se amarem uns aos outros. Os vossos sonhos, as vossas meditações – isso é a recordação que fazem. Recordem simplesmente. Isso é tudo quanto devem fazer. Meditem, recorram à vossa respiração, relaxem e expandam as dimensões da mente. Por a mente possuir apenas um dom – o de recordar. Quando fundem a mente, o corpo e o espírito, recordam o divino, de que procederam e ao qual regressarão.



Tom McPherson

Os guias espirituais procuram inspirá-los a adoptar uma perspectiva particular. Não é que definamos ditames para vós, mas tentamos transmitir-lhes percepções intuitivas acerca da vossa vida, que é que primordialmente são um espírito. Os mestres procuram ensinar-lhes isso, e os guias procuram conduzi-los para isso. Geralmente os guias lidam com as emoções, ao passo que os mestres lidam com a vossa ética. Em última análise, a vossa melhor fonte de orientação é o divino dentro de vós.
Se estiverem emocionalmente transtornados, um guia terá prioridade. Se estiverem a passar pela necessidade de definição de uma carreira, um mestre terá prioridade. Se estiverem emocionalmente transtornados e isso estiver a bloquear-lhes a carreira, o guia terá precedência. Mas é estritamente relativo à experiência do indivíduo. Guias e mestres são igualmente importantes. Ambos contribuem para o vosso desenvolvimento espiritual.

Quantos guias e mestres terão vocês? Não têm a Brigada Ligeira nem nada que se pareça a operar junto a vós. Geralmente sugerimos que tentem não mais do que três níveis directos de comunicação. Caso contrário torna-se um pouco demasiados chefes a dar cabo do caldo – e quando o caldo são vocês, isso é algo com que se preocupar. Geralmente há meia dúzia de guias que trabalham convosco – é relativo a cada indivíduo. Eu diria para estudarem as questões de maior pertinência que actualmente tenham, aquelas mais urgentes e de topo (actuais) e o provável é que elas envolvam um guia a coordenar todas essas necessidades.

Geralmente, os vossos guias e mestres procuram transmitir-lhes percepções em vez de um padrão ou modelo geral. A comunicação dá-se geralmente através de uma série de sincronicidades. A vossa própria consciência uma extensão de vários dias, semanas, e meses de antecipadamente que estabelece uma série de acontecimentos que atrairão indivíduos apropriados ou os atrairão para locais apropriados em que venham a experimentar o auge colectivo de informação e de pessoas que então se tornam significativas.

O melhor método para contactarem os vossos guias e mestres é a meditação. Aprendam meramente a colocar-se num estado ligeiro de meditação e abram-se à comunicação. Poderá surgir um pressentimento (ou presságio) relativamente rápido. Um dos meus favoritos passa por trabalhar com os vossos camiões de produtos lácteos da Shamrock. É muito fácil fazer com que um camião de produtos lácteos passe pelo restaurante onde vocês se encontram quando estão a imaginar de onde irá sair a próxima refeição. O camião da Shamrock passa a rugir e isso representa uma garantia rápida; é o Tom McPherson a comunicar, “Não entres em pânico que está-se a arranjar alguma coisa.”

A única coisa a temer quando tentam contactar um espírito guia ou um mestre espiritual sois vós próprios, por atraírem a vós somente o que permanecer na esfera da vossa própria consciência. E se, em certas ocasiões surgir o chamado bicho papão, talvez isso se deva tão só à vossa própria luz interior. Ele poderá desejar aprender alguma coisa, receber uma bênção e a seguir passar para uma ordem superior. A única coisa com que realmente precisam preocupar-se é com a ignorância e o medo, que são sinónimos de superstição.

Eu descreveria a existência nos domínios do espírito mais como um estado de cognisciência. Trata-se de uma estado muito seguro. Também é uma estado muito objectivo. Vocês não têm receios nem problemas de mortalidade nem de estresse. Têm sentimentos. Ocasionalmente deslizam um tanto para a emotividade – mais tipo frustração. Na verdade trata-se de um estado bastante humano, sem os seus pontos altos.

Não é em absoluto estranho não possuir um corpo. Nós aqui gozamos de um formidável sentido de objectivo (foco). Podemos experimentar as coisas tão espacialmente quanto vocês. Não andamos simplesmente a flutuar por aí.

Da forma como percebo este aposento, por exemplo, ele possui a aparência de um velho pub Inglês amistoso. Os cavalheiros encontram-se sentados vestidos de forma apropriada à consciência que têm conforme o fariam nessas dias. Algumas das senhoras encontram-se sentadas por aqui com vestidos curtos de corte escandaloso apropriados ao nível da ousadia que atingiam nesses dias. Já outras senhoras andam abotoadas de forma mais apertada do que um tambor. Os vossos trajes e aparência ajustam-se pelo que eu não sofro qualquer choque cultural ao me dirigir a vós. As vossas lâmpadas são substituídas por velas e reflectores de apoios em cobre; fluídos e bebidas que não existiam nos meus dias podem parecer que são cerveja. Esta realidade conceptual presta-se-me na comunicação que empreendo de forma a conseguir trabalhar convosco em termos logísticos.

Existe um outro nível a que consigo ajustar-me bastante rápido, em que a maior parte de vós é pouco mais que uma iluminação, pura luz. Dependendo do quão longo vou nos planos a que eu vou, eventualmente tudo se torna luz branca, com percepções de movimento e uma maior ou menor luminosidade, em que todas as coisas são acedidas instantaneamente – quase como quando rodam a roda das cores todas e ela eventualmente fica branca. É luz, iluminação pura, passamos por vários corredores e túneis, mas todos num estado de iluminação. Luz estrita. Fechem os olhos por uma vez e voltem o rosto para uma luz e obterão uma ligeira percepção daquilo a que se assemelha. Depois desviem-se da luz e tornar-se-á tudo escuro. Voltem-se de novo na sua direcção, e verão mais. Pressionem os olhos e verão centelhas. Assemelha-se a isso.

Habitualmente gracejo, como um bom Irlandês que sou, com o facto de não ter encarnado nos últimos quatrocentos anos ou isso devido a que, com o Império Britânico por todo o planeta, não conseguia descobrir um lugar onde chegar. Mas eu encarnarei provavelmente nos próximos cinquenta a setenta e cinco anos, porque por essa altura a vossa sociedade encontrar-se-á espiritualmente e tecnologicamente mais avançada. A maior parte do meu carma foi criado na Atlântida, e o contexto social e cultural adequados estarão presentes por essa altura. Optei por não encarnar por o instrumento (Kevin) estar a fazer o trabalho por mim e eu ser terrivelmente preguiçoso! Se eu encarnasse, poderia ter que me tornar num canal de transe, apenas para descobrir as mesmas coisas que o instrumento  lhes está a revelar esta noite que eu fui capaz de introduzir no seu caminho tão facilmente. Mas na verdade, ainda não é altura de eu encarnar, e dado que não tiramos um número e aguardamos quatrocentos anos, desejo estar activo a dialogar convosco, já que todos somos seres humanos e podemos partilhar um diálogo comum uns com os outros.

Pessoalmente progredi na exposição que fiz a todos vós ao conseguir uma actualização das circunstâncias culturais actuais. De facto parte do meu próprio crescimento reflecte-se no grau com que a vossa sociedade conseguiu livrar-se de certos dos preconceitos que tinha. Apenas pequenas bolsas da vossa sociedade ainda se agarram e essa diversidade de preconceitos, e somente segmentos indolentes que não os largam de todo. Eu diria que, no geral, purifiquei a minha personalidade em grande parte através do descarte dos preconceitos. (Embora seja difícil de acreditar, se quiserem saber a verdade, também descartei o preconceito que tinha contra os Ingleses. Só o mantenho “na bica” por uma questão de orgulho nacional e por um bom toque de humor ocasional.)

Quando não me encontro ocupado a canalizar, ando por aí sentado a cantar canções e a contar anedotas com respeito aos Ingleses. Não, estou somente a gozar de novo. Tenho uma agenda social muito preenchida e por estes dias sou muito popular, graças ao trabalho da Srª MacLaine. Ando a perambular pelos planos sem objectivo, a tentar transmitir compreensão por onde posso – não contrariamente à forma como fazem aqui. Houve alturas em que alguns de vós estiveram do outro lado, na minha posição, a dispensar orientação. Por outras palavras, houve alturas em que andaram a arrastar as correntes e a bater nas paredes a tentar captar a atenção.

Quanto a saber se medito – ergo uma caneca ou duas de cerveja, sim. Definitivamente, eu medito. Meditação é mera contemplação da vossa própria natureza superior. Não possuo um corpo, pelo que não medito da mesma forma que vós, mas contemplo e acedo aos níveis superiores de mim mesmo, que é o que a meditação realmente significa.

Assim como também diria em tom definitivo que também tenho guias e mestres. O John actua como um guia para mim. trata-se de um sistema de coisas ascendente, mas que não comporta qualquer hierarquia. Perguntam-nos habitualmente se os guias e os mestres comunicam uns com os outros quando não estamos na forma física. Absolutamente. Nós juntámo-nos para as nossas pequenas festas. Elas podem ser tão entusiasmantes ou tão enfadonhas quanto as que vocês aqui têm. Comunicamos, mas é mais como luz ou sensibilidade. É mais uma percepção que temos uns dos outros do que um diálogo. Ocasionalmente ouvimos uma pessoa resmungar na audiência: “Por Deus, eu não acredito nos espíritos.” Bom, asseguramos-lhes que por aqui se torna bastante difícil acreditarmos em vós de vez em quando. Mas encontramo-nos aqui e estamos aqui a fim de os ajudar, como vocês quiserem. Mas se sentirem que não precisam de auxílio, não faz mal. O que quiserem fazer com isso fica ao critério do vosso livre-arbítrio.

Por conseguinte, não existe mistério algum. Encontramo-nos aqui. possuímos personalidades. Não andamos a espiá-los nem a espreitá-los no banheiro ou assim. E se por acaso se entediarem connosco, poderão simplesmente barrar-nos. De facto, acreditem ou não, é tanto mais fácil para vocês desligarem-se de nós do que para nós. Por isso, pobres de nós!

Se desejarem tornar-se num canal, a melhor coisa a fazer seria isolar um único guia e desenvolver uma afinidade com ele – conseguir o seu nome, o eu aspecto físico, bem como a área em que dispensa orientação. A seguir procurem marcar um encontro com ele numa meditação, talvez antes de caírem no sono, e observem o vosso estado do sonho.

Guias e mestres espirituais não entram no vosso corpo, mas apenas os “eclipsam.” A forma como funciono neste instrumento resume-se a fazer carrancas com o polegar no nariz e um abanar de dedos aos Ingleses – tudo quanto me dá prazer fazer – simplesmente comunicar informação por forma telepática ao corpo dele. mas asseguro-lhes que o jovem ainda se encontra no comando.
Ora bem, estarão dispostos a dedicar mais de um quarto do vosso tempo a este trabalho? Óptimo, por já estarem a fazer isso quando dormem pela noite. O sono é um estado sensitivo em que vocês podem receber visitas  da parte dos vossos mestres e guias. Eventualmente, ao continuarem a meditar e a isolar aquelas entidades particulares com que trabalham, talvez através da escrita,  e se habituarem aos vossos guias, as suas palavras possam por vezes surgir no vosso próprio diálogo, embora não sem vossa permissão. Eventualmente aprofundarão a vossa meditação a ponto de eles conseguirem falar por completo.

O MESTRE INTERIOR

John

O verdadeiro estudante, o verdadeiro iniciado também se torna num mestre para os outros, por o contínuo diálogo e expressão ser exactamente isso – de mestre para mestre. É acalmando-vos de mente, corpo e espírito, por meio do processo da meditação, que escutarão o outro, que ouvirão no sentido profundo as palavras que lhes são dadas e se permitem ser ensinados. Então, aquele que tiver derramado de si em serviço a vós prepara-se para se tornar de novo num estudante, de modo a poder passar para uma expressão maior. Em última análise isso destina-se à redescoberta do ponto do enfoque que de facto reside em nós, que é Deus.

A derradeira expressão é o diálogo convosco, por em última análise vocês existem para permitir que Deus lhes aligeire o intelecto e lhes molde as actividades. Isso manifesta-se não por meio de nenhumas palavras armazenadas em volumes – por as palavras serem fracos transmissores daquilo que o espírito busca revelar – mas que cheguem a um pleno conhecimento de vós próprios por meio da expressão pessoal e da vossa experiência pessoal. Quando mantêm a lei superior vêem-se livres, por aí não mais se encontrarem sujeitos à lei, mas se tornarem idênticos à lei, lei essa que é o amor.
O vosso aspecto impessoal, que é Deus, jamais julga. Acha-se sempre presente, à procura de conduzir cada um de vós para uma dimensão mais elevada de vós próprios. É nessa dimensão elevada do vosso ser que em última análise expressam essa perfeição neste plano. É pela actualização de vós próprios acima e além das dimensões do plano, onde se tornam no ser total, na expressão total. Nisso há alegria. Porque do mesmo modo que consideram comportamentos passados que tenham sido originalmente embaraçosos e mais tarde os encaram à luz de uma maior sensatez e uma maior maturidade e colhem regozijo delas, também por seu turno se dá com a (experiência) vigente da alma, de uma contínua alegria, quando percebem as coisas desse nível. Tudo é continuamente novo, mas ao mesmo tempo mais velho que o tempo e o espaço, que não têm existência.

Estudem as expressões daqueles que emitem amor em abundância, por o ambiente ao seu redor se transformar. Aqueles que estudam a alquimia sabem que, em última análise o trabalho não tem que ver com a transmutação dos elementos, mas a transmutação de vós próprios, e que a “pedra filosofal” é a consciência que alcançam, já que é pela consciência que todas as coisas se transformam.
Diz-se: “Eu sou o alfa e o ómega. Surjo apenas para desaparecer. Sou amor, que existe e dá a ilusão da criação do vazio. Sou aquilo que é omnipresente. Sou aquilo que não é nada. Sou a luz. Sou o vazio. Detenho as chaves do céu e as chaves para o abismo. Eu sou o alfa. Eu sou o ómega. Sou aquilo que sou. Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus. Tranquiliza-te. Sê.”

Isso é a voz do mestre interior. Isso é a poderosa espada de dois gumes da verdade, que corta em ambos os sentidos. Esse é o pensar interior. A dimensão do vosso ser que é uma com Deus na presença, que jamais os abandonará. Isso é quilo que brota nas pessoas e que colectivamente habita no meio de todas as pessoas, e os atrai permanentemente para a iluminação. Esse é o conhecimento que busca a confirmação de que a iluminação é efectivada dentro. Esse é o mestre interior, que é amor, e que os une e os torna a todos num só.

Tom McPherson

Toda a informação é assimilada por intermédio de vários modelos pessoais. Os gurus, por exemplo, alegam que podem demonstrar a experiência pessoal de Deus. Fazem-no a partir de uma de duas posições – ou são diabos sorrateiros que apenas querem conseguir um grande séquito, ou têm legitimidade nessa experiência e expõem-se ao escárnio público, assim como se habilitam aos dividendos decorrente de um enorme afecto da parte dos seus seguidores. Guru quer simplesmente dizer mestre. Mas todos são mestres. Vocês podem atingir a realização de Deus pelo olhar nos olhos da venha senhora doce que passa por nós na rua. Ela é um mestre. Ela é um guru. Ela mostra-lhes a experiência de Deus. A velha senhora é apenas alguém autónomo, ao passo que outros fazem propaganda. Na minha perspectiva, um profissional é justamente alguém que faz disso modo de vida. Não significa que seja melhor do que quem quer que seja.

Atun-Re

Cada um de vós é um portal. Vocês são uma janela aberta sobre o Akasha, o omnisciente. Colectivamente, vocês são a consciência deste planeta e os portais por meio dos quais a luz jorra e ilumina este plano. Vocês são os olhos e os ouvidos e a manifestação de Deus neste plano. São quem apreende. São os mestres. Por ser as interacções que têm uns com os outros que os convencem de que existem. Mas quão tolos são por não saberem disso, pelo que também são estudantes. Mestres e estudantes – tudo num pacote conveniente – que se encontram no templo. Não precisam viajar até o Egito, às pirâmides. Isso é apenas o potenciador do que já existe dentro de vós. A pirâmide contém tudo quanto o homem conhece, tudo quanto a mulher conhece, toda a sabedoria das eras. No entanto, quão velhos serão vocês? Já existiam antes das pirâmides. Aqui, neste templo, no vosso próprio corpo físico, encontram vocês o mestre interior.

A vossa personalidade é o estudante, e o Cristo é onde encontram o vosso mestre dentro desse templo, onde pegam na vossa mente e a acalmam. Precisam entrar no templo, naquelas câmaras mais íntimas, e descobrir o santo dos santos, o eu superior. Por o eu superior continuamente lhes animar o ser físico. Ele inunda-lhes o templo de luz, e a seguir, quando vocês regressam desses estados, procuram recordar aquilo que já são – ou seja, luz.

Aquilo que era conhecido como “a Fraternidade,” não passava de um punhado de velhos tontos que pensavam entender as coisas que eram dignas de ser preservadas. Assim, inventaram algo chamado “escrita” para produzir um punhado de livros idiotas e os passar às gerações posteriores, que provavelmente procuraram convencer-se da sua própria importância. mas entretanto, esses livros proporcionaram o maravilhoso serviço de continuar a inspirar as pessoas e recordar-lhes que elas fazem parte do grande todo, ao invés de apenas as limitações dessas escolas.

O valor final que cada escola fornecia era o de cada pessoa eventualmente se aborrecer com a escola e ir além dela, ou pelo menos suspeitar que deva existir alguma coisa que resida além desses velhos idiotas senis, que falavam entre si acerca disto ou daquilo. No entanto eu também falo em tom de gracejo. Por, evidentemente, as escolas serem irmandades. Elas habilitam as pessoas a partilhar umas com as outras e a preservar um certo nível de manifestação daquilo que é entendido como Deus. mas eventualmente, cada escola deve descartar os seus perímetros e fundir-se com as outras escolas. Esse é o contínuo processo de actualização, já que as escolas significam simplesmente “perímetros de conhecimento.”

Assim, seja em que escola for que deem por vocês a estudar, percebam que o verdadeiro objectivo não assenta tanto na aprendizagem de todas as coisas que a escola contenha, mas atingir o acto derradeiro, que é o descarte desses perímetros para se fundirem com o todo.

O reconhecimento da consciência colectiva ajuda-os a reconhecer que são mais do que simplesmente vós próprios. Assim, apegam-se a uma escola de pensamento e assumem a identidade dessa escola. Dizem: “Agora estou com pessoas por quem sinto afinidade, pelo que melhor sou acolhido. Expandi a minha área de influência.” mas em última análise precisam assumir a identidade de Deus, que os levará acima e além de todas as escolas de pensamento.


OS MESTRES

John

Mestres são simplesmente aqueles que ensinam e que expressam a compreensão que alcançam do relacionamento que têm com o todo universal. À medida que cada um de vós se torna num mestre, começa a expressar o domínio que possuem dentro de vós, a própria vida torna-se na expressão para todas as formas de ensino e associação uns com os outros. Assim, vocês são professores mestres quando expressam uns para com os outros aquilo que sentem do parentesco que têm com Deus. Em última análise,existe somente uma expressão, que é a dimensão que se acha dentro de cada um de vós.

Tem sido referido que qualquer coisa que valha a pena aprender vem directamente da experiência, e tudo quanto não seja digno de ser aprendido, se acha guardado em livros. Nós diríamos que contidas nas páginas dos livros se acham imagens bidimensionais, e que com essas superfícies chatas estimulam o pensamento. O pensamento torna-se então no activador que extrai a experiência do indivíduo dos éteres para si próprio. Vocês são, pois, feitos, por alinharem por todas as dimensões de vós próprios em mente, corpo e espírito, até à própria Divindade.

É na vida, o grande activador, o grande princípio, que encontram o verdadeiro domínio. Aqueles que tiverem que se tornar mestres da vida não deveriam tanto procurar exercer controlo sobre os demais, por isso rapidamente se desvanecer, e ser uma tolice sentar-se num trono de que eventualmente, na vossa sabedoria, abdicarão; em vez disso, precisam perceber que aquele que busca conquistar o mundo deve primeiro conquistar-se a si mesmo, por toda a experiência proceder de si próprio.


Os mestres operam através do espírito ou elevando-os a esse nível de existência. Habitualmente visitam-nos nas alturas mais esporádicas da experiência emocional, ou quando vocês se encontram próximo da fadiga, por as vossas emoções os estarem a puxar para a Terra. Valendo-se dessa experiência, um mestre pode então reconstruir um aspecto da vossa personalidade transformando as vossas emoções. Por a personalidade ser tecida a partir da tapeçaria das vossas emoções, que constituem aquelas dimensões não percebidas do ser neste plano oriundas de experiências passadas que vocês buscam elevar ee ventualmente trasformar por meio do princípio Cristico.

Ao buscarem compreender o coneito de mestres, sempre busquem aquilo que se encontra profundamente dentro, por o verdadeiro mestre se encontrar dentro de vós. Encontrarão esse padrão noutros mestres, em Jesus, Buda, Krishna, mohamed, e todos os outros que tiverem ascendido a níveis mais elevados da consciência no serviçoo que prestaram na revelação de Deus sobre este plano. Porquanto originalmente vopcês foram almas, criadas no divino e na perfeição, e, enquanto almas, vocês estendiam-se das hostes celestiais até aos vários mestres por direito próprio.
O mestre dentro de vós é o Cristo, e o Cristo constitui a incorporação da mente, corpo e espírito ao serviço de Deus. Nisso, vocês tornam-se revelações uns para os outros, tornam-se professores uns para os outros, tornam-se inspirações uns para os outros. E à medida que se juntam e se tornam um no vosso espírito, também por vossa vez se tornam fortalecidos.

Isto é mais do que filosofia – tem que ver com tornar-vos na força causal neste plano. É mais do que uma ideia, tem que ver com tornar-vos na força causal na criação neste plano. É mais do que a actividade da meditação, tem que ver com tornar-vos na força causal neste plano – a força causal, o criador, de que todas as realidades se estendem, para que vivam a vida enquanto mestres.

A vida é a tapeçaria que tecem entre uns e outros, cada um de vós a trabalhar no tear da criação. Mas a vida é a interactividade que têm uns com os outros à medida que continuam a criar e a ter um maior conhecimento dessas actividades neste plano. Quando procurarem os mestres, observem os tecelões do destino, que vocês são. Quando procurarem os mestres, observem aqueles que são a força causal neste plano. Procurem dentro. Mas procurem igualmente nos olhos daquele que se sente junto a vós, por os olhos serem o espelho da alma, e assim encontrarem o reflexo da natureza de Deus. Caso, dentro, auscultarem amor pelo vosso irmão e irmã, aí encontrarão o todo, aquilo com que se unirão e tornarão um. Por aí descobrirem a reunião dos mestres, dentro de vós e nas expressões que têm uns com os outros.

Todos são iguais aos olhos de Deus, por Deus não respeitar pessoas, nem mestre nem estudante. Assim como fizerem ao mais pequeno, assim farão ao Deus Pai/Mãe, que é o Revelador, que possibilitou a todos vós o nascer na expressão única do divino que devem atiçar e deixar queimar intensamente de modo a ser uma revelação para todos.


Tom McPherson

Cada mestre representa uma mandala a meditar a fim de revelar algum aspecto íntimo do vosso próprio ser. Se fossem ordenar os mestrestodos na sua forma hierárquica, descobririam uma mandala bastate parecida com a mandala que representa o som do OM. Cada mestre constitui um processo de actualização pessoal. Assemelha-se um tanto à criação de uma mandala com pedras preciosas, e cada mestre seria representado por uma joia preciosa, com Deus no topo da pilha. Dependendo da vossa própria consciência, vocês poderão dar saltos quânticos na instrução de vós próprios. É apenas algo contra o qual optem por se medir, ou optem por não o fazer.

Atun-Re

Com que então as crianças desejam aprender coisas dos mestres. Na verdade, é o mestre ou professor sábio que sempre os procurarão guiar para a vossa luz interior, porque caso contrário serão conduzidos para o caminho da decepção. Assim, precisam ter o cuidado de também não se enganarem, por a luz que vem de dentro de vós constituir um dom, uma dádiva de Deus.

Não será esta chamada “Uma Noite de Mestres”? Não terão as crianças vindo aprender acerca do domínio (mestria)? Bom, nesse caso tê-los-emos enganado, por vocês serem os mestres que se encontram aqui reunidos. Por ser uma noite de mestres mesmo sem a presença deste velho, não será? Vocês entendem, são vocês que criam esta noite, são vocês que aprendem uns com os outros, porque sem vocês não existiria objectivo, não existiria nenhum velho Atum-Re. Vocês concedem uns aos outros permissão para viver, e é por concederem tal permissão que cada um de vós é um mestre. Assim, um mestre vem para que possam ter vida e a possam viver de forma abundante, e isso é o que cada um de vós faz quando se observam uns aos outros. Vocês convencem-se uns aos outros de que se encontram aqui. Em última análise, quando abandonarem esta sala, não terão forma de provar que isto tenha sucedido. Por isso, vocês concedem uns aos outros permissão para ter vida, e na medida em que são mestres, permitem uns aos outros viver a vida abundantemente.

Revelar os vossos mestres é dizer a Deus e dizer a vós que o vosso mestre é e deve ser o amor. Por eu não lhes poder prestar um desserviço dando-lhes menos que isso, e exigir de vós que sirvam o mestre unicamente, por tal exigência também decorrer das necessidades deste velho – servir esse mestre. Mas o servente, conforme o John diria, também é digno do seu salário, pelo que também receberão esse amor, mas apenas derramando de vós. Porquanto o valor do reservatório, caso o desejem conter, (ao amor) está em permanecer vazio, pelo que poderá voltar a ser cheio. Purifiquem o reservatório, por ele ser o vosso instrumento físico. Derramem-no, por isso ser a vossa mente. Encham-nos até à borda com águas que sustentem, por isso ser o vosso espírito.

Tradução: Amadeu António

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