domingo, 28 de agosto de 2016

CRIAÇÃO DA REALIDADE



Esta noite vamos abordar um monte de temas juntos. Há muitas perguntas que desejarão fazer quando falamos convosco a nível privado, e embora tenhamos sempre consciência do tempo e da importância e da prioridade, têm sempre muitas perguntas que adorariam fazer e não sentem ter tempo para o fazer. Por isso, hoje queremos abordar uma certa quantidade delas, e assim, numa espécie de consulta privada mais prolongada, vamos falar de todo o tipo de coisas diferentes que aparentemente se estendem de um assunto a outro, mas esta noite apresentaremos um tema subjacente, que se traduz pelo facto de os querermos ajudar a compreender com mais clareza a própria realidade que criam; queremos ajudá-los a libertar-se das “caixas” do pensamento conformista em que tanta vez se apoiam, nessa mesma realidade que criam.



Este ano de 1985 é o ano da oportunidade, e este ano irá exercer impacto, irá exercer influência numa série de anos porvir. E quanto mais se permitirem deixar que este ano represente o culminar e a manifestação do vosso futuro, mais positivos e entusiasmantes e divertidos esses anos porvir serão.



Encontram-se em meio ao que bem poderá ser descrito como uma explosão de informação, um surto de informação relacionada com a metafísica, a espiritualidade; seja para onde for que olhem verão algo ou alguém novo, algo diferente que tentam aprender ou que lhes é forçado, para aprenderem com respeito à metafísica e ao mundo espiritual em que estão a embarcar. E com essa explosão de informação, uma certa informação há que é, vale dizer, da velha escola, da velha era arrumada e repetida, actualizada e dotada de um novo jargão, e de novos chavões, mas que basicamente constitui a mesma velha coisa pronunciada por uma nova face que na essência constitui o culminar e a manifestação desse passado e dessa velha era. E existe informação que deveras não é inteiramente nova, claramente, mas que num certo sentido é mais clara, mais verídica, mais capaz de fazer sentido para vós, em termos de utilização, em termos de trato e de aplicação na vossa realidade de forma a conduzi-los ao futuro, ou a conduzi-los ao - infelizmente o termo tem sido usado com demasiada frequência – pensamento e às abordagens tipo “nova era”.



Mas o que quer que escolham, culminar e manifestar o passado ou culminar e manifestar o futuro, quer optem por arrumar os ensinamentos da velha era, ou descobrir e explorar e usar as vossas próprias capacidades de compreender mais completamente essa nova era também se reflectirá com toda a clareza nos próximos anos que estão para vir. Agora, por favor não nos interpretem mal, por não estarmos a sugerir que o futuro que venham a criar venha a revelar-se desolador nem medonho, terrível, horroroso – caso o venham a criar em absoluto – em função dos vossos lindos olhos, por é claro que não. Sugerimos que o planeta e o futuro vão sobreviver, e vão fazê-lo em beleza, muito para desalento de muitos que preferem transmitir-lhes o contrário, mas vão sobreviver às mil-maravilhas. O futuro já se encontra decidido, entendem? Vocês decidiram-no; decidiram que iriam vencer e que iriam ser bem-sucedidos; mas ainda não decidiram como irão participar nesse êxito, como irão tomar parte nessa vitória, nessa bela realidade que vão criar. Alguns de vós participarão com base no medo, assustados e com dúvida, com base no “e se...” e no “mas...” até mesmo ao fim, para por fim e relutantemente o aceitarem com uma atitude tipo:



“Creio que não faz mal. Creio que consegui; mas não estou bem certo. Talvez não tenha conseguido.” (Riso)



Outros tomarão parte na qualidade de espectadores, a observar a dança e a observar a peça, a observar a interacção do futuro a desdobrar-se, desejando participar, desejando poder sentir e tomar parte em tudo, mas “ai de mim,” ainda sentados nas bancadas. E ainda assim, outros posicionar-se-ão justamente no meio dela alegre e jubilosamente a viver esse futuro que estão a desenrolar. E fica ao critério da vossa escolha o que venham a fazer, e o que entendem e conhecem sobre a criação da realidade, mas o que aplicarem irá ter um tremendo impacto na decisão e escolha que determinarem em relação à forma como irão sair-se bem-sucedidos, num mundo que vai ser bem-sucedido.

Com a explosão desta informação vem também a explosão, no sentido daqueles que se mostrarão mais do que dispostos a transmitir-lhes essa informação. E para todos quantos estejam a prestar-se a isso, seja por que meio de ensino for - quer se cognominem mestres ou não, por isso realmente não importar, por estarem a transmitir-lhes informação - para cada um dos que actualmente se apresentam, entre cinco a sete anos haverão dois ou três mais; haverá todo o tipo de contribuição informativa, e alguns revelar-se-ão muito bons, e outros mostrar-se-ão bastante medíocres, e outros revelar-se-ão completamente doidos e completamente situados fora de contexto (riso), sem terem a menor ideia do que estão a falar, mas pronunciando as palavras, atando termos espirituais para conseguir algum tipo de corrente efusiva. E irá revelar-se difícil.



Não cometam o erro de presumir que, só por alguém afirmar que é espiritual, só por alguém dizer que obtém a informação a partir de outros níveis, só porque alguém utiliza termos que soam familiares: “Criar a Realidade”, “Deus”, “Amor”, esse tipo de termos... Não cometam o erro de presumir que sejam quer espirituais, ou que estejam por dentro do que quer que estejam a afirmar, só por o alegarem.



“Bom, se trata de espiritualidade, então deve ser verdade!”



Essa é uma afirmação de encobrimento muito perigosa.



Mas do mesmo modo, não se voltem na direcção oposta, não cometam o erro de se voltarem na direcção contrária:



“Há tanta coisa a vir ao meu encontro agora; para todo o lado em que me volto, parece que toda a gente me vai tornar a vida melhor e fazer sentir dez ou cem vezes melhor do que me sentia há cinco minutos, apenas se lhe dedicar o meu tempo.”



Por haver em cada esquina, figurativamente falando, quem tenha uma resposta espiritual para lhes dar, muitos de quantos se revelarão completamente contraditórios e que se contradirão uns aos outros, e por isso tornar-se-á sobremodo fácil cometer o engano de atirar com os braços para o ar e de repudiar a coisa toda, e de parar toda esta coisa metafísica e espiritual e de voltar para uma vida mundana, de se levantarem para irem para o trabalho e de lerem o jornal e ir para a cama, esquecendo toda essa coisa, só por se terem deparado com umas quantas maçãs podres. Não se permitam cometer qualquer desses erros.



Talvez fosse boa ideia ter um tipo qualquer de intermediação; talvez seja bom estabelecer algum tipo de comité formado por indivíduos altamente respeitáveis e altamente prezados que sirvam de júri e que avaliem todos esses mestres e os seus ensinamentos e que os possam classificar porventura por meio da atribuição de estrelas, enfim. (Riso) E vocês poderem puxar do vosso manual de espiritualidade e procurá-los, entendem? (Riso) Quem poderia ter lugar num comité desses? Quem haveria de ser? Provavelmente gente imparcial, gente completamente envolvida num movimento espiritual, que pudesse pertencer ao melhor calibre e gente objectiva, não? (Riso) Bom, sabem, haveria quem sugerisse tais comités, tal intermediação, alguém que as estabeleça enquanto que tais, porventura, mas nós sugerimos que em última análise isso se revelaria uma péssima ideia, e que não o façam em absoluto, porque ao fazerem isso, tudo quanto fariam seria transferir a vossa responsabilidade, e ao transferirem a vossa responsabilidade, estariam a desperdiçar a responsabilidade, e ao desperdiçarem a responsabilidade estariam a desperdiçar o vosso poder.



Vocês já constituem um órgão intermediário, entendem? Existem duzentas e vinte e cinco milhões de intermediadores só no vosso país. E quantos mais biliões não existirão já no mundo em relação à informação que recolhem, em relação à informação que apresentam para a vossa análise? Por poderem pensar e sentir - não uma ou a outra coisa somente. Há quem lhes diga para não pensar.

“Pelos céus, não, isso é muito tipo velha era. Isso faz parte do inconsciente colectivo. Sente apenas, o que vem do coração, e quando sentires que seja correcto, será correcto. Isso é tudo quanto importa.”

Pegam numa porção da verdade, com base na premissa de que o que soar acertado dever ser algo que se deva seguir, e distorcem-na a ponto de acabarem cegos. E aqueles que apregoam:

“Não sintas, não sintas, pensa somente. Pensa e segue a lógica que aprendeste na escola, e se fizer sentido, tudo bem, mas se não fizer, então não o faças.”

De forma similar, o pensar é tremendamente válido e na verdade as pessoas não pensam demais. Mas em exclusivo, pode desencaminhá-los e conduzi-los do mesmo modo a um beco sem saída. É a combinação do sentir e do pensar, ou do pensar e do sentir - o que se lhes revelar mais natural.

É a combinação de ambas essas funções que lhes permite a capacidade de discernir, e por meio de tal discernimento, lhes permite proceder a escolhas quanto àquilo em que venham a acreditar, quanto àquilo a que venham a aderir, àquilo que venham a seguir na vossa própria jornada espiritual, no vosso próprio caminho espiritual.



Haverá quem lhes diga para não pensar e quem lhes diga para não sentir, mas nós suspeitaríamos de qualquer dessas sugestões por sugerirem a eliminação de uma parte importante da capacidade que têm de discernir, de uma parte importante da aferição do que estão a aprender. E haverá quem lhes diga para não julgar, e que deixar de julgar seja absolutamente correcto; não julguem. Só que pegam nesse termo e expandem-no de forma a que queira dizer algo relativo a não proceder a nenhuma avaliação, a não ter opinião, a não ter qualquer desejo; e que se tiverem opiniões e discernimentos e procederem a avaliações e estimativas isso será terrível e errado; nada de julgar. São, do mesmo modo, de suspeitar. Por isso ser tudo quanto tem que ver com o vosso discernimento.



E outros ainda lhes dirão para não escolherem, para deixarem que ocorra o que tiver que ocorrer, para não se intrometerem no processo da vossa própria vida -- só que esse é o processo da vossa vida. Assim é que o uso dos vossos sentimentos e do vosso pensar, e o uso da sinergia resultante de ambos, do discernimento e da escolha que elaboram com base nesse discernimento representa a vossa jornada espiritual. E aqueles que cortam com isso ou que eliminam pedaços disso podem parecer muito espirituais, mas que é que realmente dizem, de que é que se estão verdadeiramente a privar senão da vossa responsabilidade e do vosso poder?



E assim, esta noite, e em reposta, e evocação de todo o tipo de assuntos, vamos ligar as coisas em termos de como irão funcionar – não apenas dizer-lhes como funcionam, mas explicar como as coisas funcionam de modo a que as possam entender e a que possam retirar conclusões por vós próprios. Queremos ajudá-los dando-lhes informação que os ajude a melhor compreender e a poderem dispor de mais material a partir do qual possam proceder a tais discernimentos; dar-lhes mais que sentir e mais que pensar, de modo a poderem discernir, escolher e avançar de uma forma mais sólida e determinada no vosso próprio caminho da espiritualidade.



E quanto às perguntas – e tantas são – vamos tentar dar alguma aparência de ordem a parte delas e vamos prometer-lhes que não faremos tal coisa. Assim, aqueles de vós que quiserem proceder a anotações copiosas e a belos esboços, vão sentir-se frustrados, e melhor será que o esqueçam, por irmos apenas lançar umas ideias sobre isto e aquilo; não utilizem algarismos romanos e tentem não utilizar “As”, “Bês” e “Cês” nem Um, Dois e Três, e sentir-se-ão muito mais satisfeitos. (Riso)



Assim, por onde começar? Bom, talvez o melhor lugar por onde começar seja mesmo por dar uma olhada no início, que é o facto de que vocês criam a vossa própria realidade. Esse termo é utilizado quase por toda a gente actualmente, pelo que gostaríamos de aqui sugerir que, desde a metafísica, o movimento do potencial humano as tradições mais conservadoras e mesmo as religiões e igrejas socialmente aceitáveis falam com à-vontade sobre a criação da vossa própria realidade; e que é que isso quer dizer? Bom, quer dizer exactamente isso – que vós criais a vossa própria realidade. 



Mas, para que melhor o compreendam e melhor possamos explicar como isso opera e o efeito que tem em diversas partes da vossa realidade, queremos que, ainda que por um instante, isto aqui encontra-se muito apinhado de gente, mas que só por um instante, coloquem ambas as mãos directamente à vossa frente, com os ombros alinhados, e juntem as mãos, e a seguir queremos que, muito lentamente, na medida do possível, movimentem as mãos para um lado, o que no caso de alguns poderá ser apenas um pouco de lado, mas movimentá-las para os lados bem devagar e para olharem e sentirem o que estão a fazer ao juntarem-nas de novo e voltarem a juntar as palmas das mãos de novo. E para procederem a esse simples movimento e colocarem as mãos para baixo. Isso é movimento, não? 



Movimentaram as mãos, e fizeram-no de uma forma bem consciente de o estarem a fazer, e de terem procedido à decisão de o fazer. Com isso em mente queremos que por breves instantes considerem em que é que criam a vossa realidade. Sabem que a vossa realidade constitui uma ilusão; ouvem dizer que se trata de uma ilusão bastante sólida -- e é; esbarrem alguma vez com as paredes e vejam o quão sólidas são. O chão, graças a Deus, é sólido, e não se afundam nele até aos joelhos. As cadeiras e os carros e as estradas. Todo esse tipo de coisas materiais, essas coisas compostas por matéria, são bastante sólidas. Mas ainda assim constituem uma ilusão, mas como poderá ser?



O primeiro aspecto que sugeríamos aqui é que vocês também constituem uma ilusão, entendem? E por conseguinte, essas paredes e soalhos não são verdadeiramente sólidos, é que vocês estão a golpear uma ilusão com outra, e por isso, no âmbito da ilusão, elas parecem sólidas. Mas se fossem capazes (e são depois de morrer) de sair dessa ilusão, perceberiam que terão representado uma ilusão ao mesmo tempo. Mas por também fazerem parte da ilusão, não é como se o vosso corpo fosse real e a cadeira uma ilusão; vós constituís uma ilusão e assim também a cadeira, e por isso, o que a cadeira traduz é que suportará este corpo, por ambos não serem reais. Mas sabem que têm um mundo composto de matéria, e a certa altura na vossa sociedade, pensou-se que a matéria fosse sólida: isto é sólido e aquilo não é sólido. Mas depois, os vossos cientistas e filósofos – ambos – começaram a pensar nisso, e começaram a investigar a questão, uns através dos factos enquanto os outros mentalmente, e chegaram à conclusão de que na verdade isso não era sólido em absoluto mas composto ao invés por um certo número de moléculas, que constituía uma ligação em conjunto de átomos. E a certa altura pensou-se que fosse uma ligação em conjunto de todos os átomos que compõem a madeira ou seja o que for, as superfícies materiais que contemplam e que fingem que sejam sólidas, mas que na verdade constituem esta união conjunta, muito firme, de todas essas moléculas. De modo que existe muito pouco espaço, entendem, mas elas ainda se encontram ligadas entre si, pelo que não são sólidas.



Mas depois descobriram que de facto existem coisas mais pequenas o moléculas tais como os átomos. E que esses átomos se movem; não só que não é sólida como nem sequer se encontram imóveis, mas que se movem. E esses átomos movem-se ao redor e criam essas conexões, mas existe muito espaço, existem muitas conexões e muito espaço num átomo. Só que encaravam o átomo como uma bola de bilhar: sólida, compacta. "É isso! Não pode existir nada mais pequeno do que aquilo," que em si mesmo representa a partícula mais diminuta. Mas depois descobriram que o átomo era essencialmente composto por espaço; que possui um núcleo, e um electrão (ou dois ou três ou mais) que roda ao seu redor, e que relativamente falando, se pegarem no tamanho do núcleo e no tamanho do electrão, relativamente a ambos esses tamanhos, existe um volume massivo de espaço entre os dois; e que o que o átomo ocupa, é principalmente espaço. Algo parecido, proporcionalmente, ao vosso sol. Caso o vosso sol fosse do tamanho de um electrão, seria um dos planetas exteriores que representaria o electrão mais próximo dele; esse tipo relativo de espaço: centenas de milhares de milhas teriam explodido até alcançarem esse tamanho, só para compreenderem e poderem conceber o espaço que existe entre o electrão que roda ao redor do núcleo de um átomo.



E assim, dado que esse objecto sólido é composto por moléculas e não por átomos nem pelos componentes do átomo (nem pelo electrão nem pelo núcleo, no mínimo; nem pelo protão nesse núcleo, no mínimo) essa coisa sólida é essencialmente composta por espaço – descoberta reveladora, em absoluto! – e se move a tal velocidade (lenta ou rápida) que gera a aparência da solidez, a ilusão de ser sólida. Mas por que razão não conseguem enfiar a vossa mão nela? Porque os átomos que compõem a vossa mão encontram-se do mesmo modo em movimento à velocidade lenta ou rápida que leva a que choquem com o quê? Chocam umas com as outras, e não conseguem passar por elas. Uma ilusão a colidir com outra ilusão; ambas compostas essencialmente por espaço. 



Assim foi acordado nos cursos básicos de ciências e nos vossos cursos secundários por que passaram, independentemente da idade que tiverem, mas que não mais é ensinado nas escolas. E aquilo era tudo, não é? Existia o núcleo e os electrões; tinha que ser assim. Mas de seguida descobriram que os electrões não se movem de acordo com padrões, mas que se movem de acordo com movimentos aleatórios, e que rodopiam de vários modos, e que nem sempre permanecem na mesma, mas que são aleatórios – o que constituiu um interessante conjunto de dados que os levou a descobrir a razão por que existem partículas mais diminutas do que as partículas atómicas; mais pequenas do que os electrões, e que constituem as partículas subatómicas.



Excelente a designação que lhes deram, não? É mesmo, a sério, por não suscitar muita confusão. Não é original, evidentemente, mas tampouco causa demasiada confusa. Partículas subatómicas! E descobriram que na verdade o próprio electrão é composto por biliões e biliões de partículas mais pequenas. E que o núcleo do átomo era do mesmo modo composto de biliões e biliões de partículas pequeninas. E depois fizeram outra maravilhosa descoberta: que o espaço intermédio era composto por essas pequeninas partículas, que vibravam a um ritmo chamado “espaço”, em vez de um ritmo chamado “electrão,” ou em vez de um ritmo chamado “protão,” ou “núcleo.” 



E descobriram que essas partículas subatómicas -- que recebem vários nomes, como neutrinos, quarks, charmes, coisas desse tipo -- que existem quatro delas, não as descobriram todas ainda, mas sabem que existem quatro que se encontram positivamente carregadas e quatro delas que se acham negativamente carregadas: quatro tipos dotados de carga positiva e quatro tipos com carga negativa; e que aquelas que se encontram positivamente carregadas, quando reunidas de certo modo criam uma carga positiva, e que aquelas que se encontram negativamente carregadas, do mesmo modo, criam uma carga negativa.



Bom, isso é estupendo, e a razão por que o descobriram, por serem tão diminutas que possivelmente não as conseguirem ver, possivelmente não conseguem mover-se tão rápido, nem conseguem vê-las, mas elas atravessam a solidez. Mas o que fizeram foi pegar nos átomos, entendem, e esbarrar com eles contra um enorme bloco de chumbo, e as partículas subatómicas atravessaram-no e deixaram um rasto. Não conseguem descobrir um neutrino, por exemplo, mas conseguem encontrar o rasto de um neutrino. Não conseguem descobrir um quark, mas podem descobrir o rasto do quark. De facto os vossos cientistas estão a descobrir essas coisas. A propósito, o próprio conceito de neutrino foi criado como uma ilusão. Os físicos estavam a utilizar equações matemáticas, mas não conseguiam que dessem certo, de modo que lhe acrescentaram essa particular constante. 



Se tiverem uma constante - mas mesmo que não estejam familiarizados podem entender a constante – é a mesma coisa. Se tiverem uma equação tipo 5 = 5 e adicionarem algo a um dos lados da equação, e o mesmo valor ao outro lado da equação, não a terão alterado. Se lhe acrescentarem o algarismo 1, por exemplo, como uma constante, 5 mais 1 dá 6; cinco mais um dá seis; 6=6, é a mesma coisa, não têm problema com isso. Assim, se usarem essa constante e a acrescentarem a ambos os lados da equação isso fará com que dê certo. E assim, chamaram a essa constante um neutrino, “neutro”, mas mais tarde descobriram esse pequena falsificaçãoobliged, não foi? (Riso) 



Portanto, eles existiriam, e os cientistas saberiam o que lhes chamar? Ou os cientistas criaram-nos e a realidade viu-se forçada a condescender? Realmente não tem importância, mas descobriram-nos, e descobriram mais alguma coisa; que é a vibração desses pequenos neutrinos (ou quarks, ou charmes ou seja o que for por que sejam chamados) que é a frequência de vibração deles que determina se este lote de um bilião irá tornar-se num electrão, ou se esse mesmo lote de um bilião irá tornar-se num protão. A diferença existente entre um quark e um neutrino nada tem que ver com a substância e tem tudo que ver com a vibração que apresenta. Por conseguinte, se algo vibrar a um certo ritmo será chamado de neutrino, e se essa mesma coisa vibrar a um ritmo diferente será chamado de quark; por isso, é a mesma coisa, vibrando apenas em ritmos diferentes.

Assim, isso significa que o átomo é composto por toda uma mesma coisa; o protão, o espaço, e o electrão, são tudo a mesma coisa, apenas a vibrar diferentemente de modo a assumirem a aparência de serem diferentes. Peguem numa guitarra; têm uma corda, e sabem que se premirem com o dedo num certo sítio do braço da guitarra e derem um puxão nessa corda ela irá emitir um tom, e depois sabem que se deslocarem o dedo pelo braço abaixo o tom mudará. É a mesma coisa, é o mesmo som que sai dessa guitarra, e a determinação do som que produz depende unicamente do sítio onde fizerem incidir a pressão do dedo. Aqueles que tocam instrumentos musicais de sopro, flauta, clarinete, ou oboé, sabem que determinam a nota musical dependendo da pressão que aplicarem ou da abertura que libertarem quando sopram no instrumento. Sabem que podem premir uma tecla ou manter uma paragem na flauta ou no clarinete que assim obterão toda uma gama de notas dependendo ao ar que lhe soprarem. E que soam de modo diferente ao ouvido, tal como estas mesmas partículas parecem diferentes ao se manifestarem: algumas enquanto electrões, outras enquanto protões e outras espaço ou núcleos do átomo.



Assim, isso significa que é tudo a mesma coisa, e que esta cadeira é composta pelos átomos da madeira, que por sua vez são compostos por todos essas pequeninas partículas que formam todas as mesma coisa – vibrando unicamente um pouco diferente. E sabem que até mesmo que o espaço em que rodem o braço desta cadeira, por cima e por baixo dele, é composto pela mesma coisa de que a cadeira é composta; e que o chão em que a cadeira assenta, a carpete e o metal e a madeira e as várias coisas que contêm são tudo a mesma coisa, e que vibram apenas numa frequência diferente.



O que descobriram mais, foi que um cientista ao observar os rastos desses pequenos neutrinos e quarks (que agora também estão a ser descobertos) foi que variam com base no que o cientista pretende que façam. De modo que, se o cientista pensar que isto seja um neutrino, por ao se moverem surgirem com tanta rapidez que com um outro vetor descreve um ângulo de desvio, e por isso tudo quanto descreve isso constitui um neutrino de um tipo e estilo particular. E que existem outros que chegam a esse ponto e que formam um vetor de desvio numa direcção diferente, e que esses constituem neutrinos um pouco diferentes. E que os quarks tendem a curvar-se e que os neutrinos tendem a ir em frente e esse tipo de coisa. Porém, se quiserem que um neutrino se curve, ele fá-lo-á; e se quiserem que um quark siga a direito, ele seguirá. E se quiserem que este vá naquela direcção, ele irá, e se quiserem que passe a dirigir-se nesta direcção, em vez disso, ele dirigir-se-á nessa direcção. E os vossos cientistas estão na realidade a descobrir que estas partículas em especial responderão ao pensamento, e que é o pensamento que determina se o neutrino será um electrão, um espaço ou um protão. E que é, por conseguinte, o pensamento que constitui a base ou o tijolo do átomo, que por sua vez constitui o tijolo de construção da matéria. Consequentemente, o pensamento é a origem dos átomos; o pensamento é o causador da matéria.



Agora; que coisa serão esses pequeninos “pensamentos,” ou antes, esses pequeninos neutrinos? São luz aprisionada numa espiral que se move quer no sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Luz! Mas que coisa será isso, que será que a produz? A energia. E que é que a produzirá? O pensamento. Pensamento – energia – luz. Partículas subatómicas, partículas atómicas, átomos, moléculas, matéria. A fonte? Reside no pensamento! O que determina isso? O pensamento! Que é que isso produz? A realidade! Quem criou a vossa realidade? O vosso pensamento.



A frase “Vós criais a vossa própria realidade,” não representa unicamente uma máxima agradável que soa bem; não constitui apenas uma frase que os metafísicos empregam. Corresponde a uma verdade. E mesmo em meio à ilusão em que vivem, é verdadeiro. E os vossos cientistas, na busca que empreendem pela compreensão, descobriram isso e estão a prová-lo, cientificamente, no laboratório - o facto de criarem a vossa própria realidade. Não é mais uma teoria atraente, uma forma interessante de abordar a realidade.



“Mas eu opto por a encarar de uma forma diferente.”



Como o conseguirão? É a forma como a criam; vocês estão a criar essas pequeninas partículas subatómicas, vocês estão a criá-las por elas constituírem luz aprisionada e vibrarem de acordo com o vosso desígnio, de acordo com o desejo que têm, e como vibram de acordo com a vossa vontade e desejo, geram electrões e protões que criam o núcleo, e isso produz os átomos, e esses átomos combinados de um certo modo, e movendo-se a determinada velocidade, criam a matéria. Por isso, vós estais a criar a vossa própria realidade de um modo bastante científico, e não de forma desafinada. Torna-se importante compreender isso, e dado que estão cientes de que a sociedade confere uma tal credibilidade aos cientistas que dispensam um tempo para explorar isso, torna-se importante considerar isso e percebe-lo, admiti-lo.



Pois esses mesmos cientistas dar-lhes-ão conta da importância de um experimento feito “às cegas”: Um “experimento duplamente às cegas,” conforme o termo que é empregue. E o propósito de um experimento duplamente às cegas, conforme eles correctamente e um tanto exasperadamente lhes explicam, a vós que sois “burros”, é que:



“Se ainda não dispuser dele, então se eu acalentar a expectativa de que tal seja o resultado do experimento, ele sê-lo-á. E consequentemente o meu experimento será deitado fora e não será considerado cientificamente verdadeiro. Se eu pensar que dar esta cápsula de amido a um rato venha a produzir um certo efeito nele, e o puser em prática, ninguém irá comprar o meu experimento, e ele irá ser descartado, de modo que tenho que criar um experimento “duplamente às cegas.” Querendo com isso dizer que vou colocar esse amido e estas outras substâncias nestas cápsulas de tal modo que ninguém consiga saber o que é o quê - o que representa um factor “às cegas”; e o outro factor reside no facto da pessoa em quem isso vai ser administrado não fazer a menor ideia do que isso irá provocar, ou com que objectivo, ou sequer o que estou a tentar provar. E após o experimento ter sido levado a cabo, alguém reunirá os resultados sem ter ideia daquilo para que está a olhar, e então veremos se a conclusão que tirei será verdadeira.”



Factor duplamente às cegas!



“E assim, a ciência aceitá-lo-á.”



Bom, por que é que não o aceita de outro jeito?



“Por eu o poder influenciar! Por eu poder exercer impacto no resultado final deste particular experimento.”



Então pensa que cria a sua própria realidade?



“Ah, não seja tão tolo! É claro que não!” (Riso)



Então, por que se preocupa com os seus experimentos “duplamente às cegas?"



“Olhe, tenho mais que fazer! Não me incomode com disparates.” (Riso)



Exactamente! A vossa própria comunidade científica, que por um lado afirmou que a metafísica não passava de lixo, está a utilizar o mesmo princípio metafísico de que criam a vossa própria realidade, para justificar as próprias experiências que empreende; estão a prova-lo diariamente. Todas as revistas científicas que se alongam em profundidade sobre a forma como o “duplamente às cegas” foi realizado, o que valida o experimento justamente por ter sido feito dessa forma, está de modo similar a validar o facto de que vocês criam a vossa própria realidade. Por ser o vosso pensamento que decide o resultado. E é exactamente isso, por ser o vosso pensamento quem dá a conhecer a essas pequeninas luzes aprisionadas, a essa pequenina luz que se acha aprisionada, em que frequência deve vibrar, de modo a produzir as partículas subatómicas e a produzir os átomos e a produzir as moléculas e a produzir a matéria a que chamam vossa realidade.



E por conseguinte, o facto de terem uma mão no término do vosso pulso, isso é tudo composto de pequeninas partículas. Vocês sabem que é composta por células, e sabem que elas criam estruturas moleculares e sabem que essas células contêm átomos, e sabem que contêm neutrões, ou melhor, possuem núcleos e estes por sua vez possuem electrões, e também podem saber (e muitos de vocês acham-se inteirados disso) que existem partículas subatómicas, pequeninas bolhas de luz que vibram a uma certa frequência. E que na ponta disso que chamam de dedo, certas dessas borbulhas encontram-se a vibrar ao ritmo que designam por unha; outras vibram numa frequência tal que as leva a ser chamadas de pele, e sabem que sob esta camada que contêm biliões dessas partículas subatómicas, existe uma outra que vibra a um ritmo ligeiramente diferente a que também se chama pele, só que uma camada mais profunda de pele.



E depois uma outra que também é diferente e que também é chamada pele, dentro da qual há certas vibrações em termo de veias, vibrações chamadas veias. E dentro delas há outras que vibram à taxa designada por sangue, a que chamam glóbulos brancos e glóbulos vermelhos, outras pequenas coisas que flutuam no vosso sangue, não é? Algumas delas nesse sangue vibram à taxa designada por oxigénio, certos núcleos particulares ao redor dos quais circulam electrões. E também há aqueles que vibram à taxa designada por osso e medula no interior desse osso. E depois algumas que compõem a pele e outras que compõem as veias e outras que formam o sangue dentro desse sangue. E depois pele e mais pele e mais pele, no fundo, não é? Assim, num só dedo existem todos esses tipos diferentes de frequências todas as vibrar de forma ligeiramente diferente de forma a criar a singularidade que compõe o dedo.



E sabem que mais? Elas vão continuar a vibrar, enquanto quiserem que o façam. De forma que isto não se torne num dedo do pé, (riso) mas permaneça um dedo da mão por tanto tempo quanto o quiserem manter e desenvolver como dedo.



Agora, veem como um só dedo se ergue no ar sozinho? À sua direita há as vibrações daquelas pequeninas partículas chamadas ar; à sua esquerda há aquelas partículas chamadas ar. Agora observem isto – uma coisa fenomenal - (riso, enquanto ele mexe o dedo) absolutamente espantoso; observem isto. Não será espantoso? (Riso) O que acontece com aqueles que estão a escutar é:



“Lá fez ele isso de novo, aquele dedo.” (Riso geral)



Esta coisa a que chamam dedo, que é composta por todas estas partículas mexeu-se uns quantos centímetros para a esquerda, o que não deixa de ser altamente surpreendente, porque o que tinha que acontecer para isso ocorrer é que todas as pequenas borbulhas à esquerda deste dedo tiveram que dar uma volta em três turnos para se tornar pele, pele e mais pele, e depois veia, sangue, células, osso, osso mais profundo para voltar a inverter a ordem e voltar à pele e a mais pele e por fim a ar de novo. Elas têm que desempenhar tudo isso, mas por que é que o farão? Por vocês o decidirem. Por terem decidido mudar essas pequenas borbulhas em todas essas diferentes configurações; mudar as suas vibrações apenas o suficiente para criarem a ilusão de um dedo a mexer-se.



“Agora o dedo mexeu-se mesmo! Todas as outras borbulhas afastaram-se do caminho, não foi?” (Riso)



Isso podia ser verdade, mas o pensamento oriental sugere que se colherem uma haste de relva, todo o universo inteiro se despedaça, porque com um movimento destes todas as borbulhas se propagam através de uma ondulação e todos quantos se encontram neste compartimento o terão sentido, caso sejam suficientemente sensíveis… Bom, é tudo um tanto… (Riso abafa a voz)



Mas de facto, a forma como realmente opera é através da mudança de todas as vibrações, apenas o suficiente para que, quando moverem a mão e a erguerem, não estejam realmente a mover a mão, mas apenas a mudar as vibrações dessas diminutas borbulhas, de modo que elas aqui agora assumam a aparência e a vibração de um braço e de uma mão; e depois aqui, e a seguir aqui, e logo aqui em cima. Por todo o lado, apenas mudam, e não chega a dar-se movimento em absoluto. Não se dá qualquer movimento, apenas uma mudança destas pequenas borbulhas.



Olhem para os vossos aparelhos de televisão a cores. Da próxima vez que olharem para eles aproximem-se bem do ecrã. Irão notar a existência de pequenas quadradinhos num rectângulo formado por três cores: a vermelha, a azul e a verde, não é? Três pequeninas cores num retângulo muito pequenino, todas ligadas como tijolos pequenos, e irão notar que não se dispõem em linha recta com a forma de tijolos pois cruzam-se e o meio em que as duas se encontram forma o meio da fila seguinte e assim sucessivamente; cores diminutas essas que percorrem todo o ecrã. Agora, quando se recostam a assistir à TV não veem esses quadradinhos pequeninos, mas se se aproximarem o suficiente conseguirão. Quando se recostam a assistir à televisão parece-lhes que o actor se move de um canto do ecrã ao outro, mas será que se move? Anes de mais, ele não se encontra dentro da caixa. (Riso) Esse actor não vai a parte nenhuma, trata-se apenas de uma imagem, uma ilusão de luz, uma ilusão de luz aprisionada nesses quadradinhos diminutos que se encontram no vosso ecrã. E quantos mais quadradinhos contiver maior será a resolução que apresentará.



Luzes pequeninas aprisionadas nesses quadradinhos pequeninos a proceder ao contorno da forma da representação desse actor; porém, não o actor em si mesmo. E quando ele percorre o ecrã será que essa ilusão se move através dele? Não! As luzes modificam-se; um sinal electrónico é disparado da parte de trás do cinescópio e vai informar quais as cores pequeninas que se acendem, o vermelho ou o azul ou o verde, ou que combinação delas. Não é? Eles não emitem a imagem através do espaço para depois entrar por detrás do ecrã e se desenrolar, (riso) trata-se antes de uma frequência eléctrica, um disparo de electricidade que se propaga através da atmosfera e que a antena capta ou que é transmitido por cabo à vossa caixa chamada televisão, que depois ligam e que depois emite um sinal eléctrico que vai informar a todas essas pequenas borbulhas que rectângulo colorido deve activar. Assim, quando um actor se move de um lado do ecrã ao outro, a carga eléctrica diz a cada um deles ”Agora esta cor, e agora esta, e agora esta,” numa sequência que cria a ilusão de movimento, não é?



É o que vocês fazem. É o que isto representa (referindo-se à mão). Uma mudança de frequência -- não é movimento nenhum. Ao admitirem isso, ainda que não o compreendam na totalidade, permitam-se assimilar aquilo que compreenderem. Agora ponham os braços em frente de novo e juntem as palmas das mãos; e a seguir afastem-nas vagarosamente enquanto mantêm em mente aquilo que assimilaram, e voltem a juntá-las, e reparem na diferença que uma pequena compreensão pode suscitar quanto a algo tão simples quanto o movimento da mão. Vocês criam a própria realidade de forma bem literal, com base no pensamento que cria a luz e depois a carga eléctrica reproduz esse pensamento que por sua vez vai transmitir à luz o que fazer. Por conseguinte o vosso corpo e o espaço circundante são uma mesma coisa – ambos uma ilusão produzida pelo vosso pensamento.



Portanto, existirá alguma coisa como espaço? Não! O espaço consiste numa frequência vibratória; estas pequeninas borbulhas de luz vibram numa certa frequência que é, segundo a definição que lhe dão, chamada espaço. Que coisa será o espaço? É um termo que usam na identificação da frequência vibratória dessas pequeninas borbulhas; é uma ilusão. Porque não chamar-lhe acne? (Riso)



Por espaço soar melhor.”



Mas porquê? Por terem aprendido isso, em catraios; por terem aprendido que o espaço significa essa coisa vazia existente entre vós; é assim que o definem. Mas de que será composto? Luz, que vibra a uma determinada frequência que lhes dá a ilusão de não existir nada ali. Não existe espaço.



Mas, e que dizer do movimento? Não existe movimento, apenas existe a ilusão de movimento enquanto a frequência daquelas pequenas borbulhas que permanecem imóveis. Alterem a frequência.



“Bom, isso não será movimento?”



É uma mudança de frequência. Que será que gera essa mudança de frequência? O vosso pensamento; a forma como optam por a perceber. Isso chegará mesmo a mudar? Não! Apenas a forma como o percebem se altera. Assim, não existe espaço nem existe movimento, mas por fazerem parte da ilusão na qual não existe espaço nem ilusão, vocês criam a ilusão do espaço – proximidade e distância. E criam a ilusão do movimento. Mas para todos os efeitos práticos – pelo menos por enquanto – o espaço e o movimento são uma realidade. Mas importa compreender que de facto não são, ainda que os utilizem e actuem como se fosse e funcione como se fosse, por ser importante saber que não gozam de uma realidade efectiva.



E o tempo? O tempo não passa de uma ilusão, evidentemente, uma configuração artificial baseada na frequência. Que coisa será o tempo? Quanto tempo compreende uma hora? Digam-nos sem usar os minutos nem os segundos, nem nenhuma outra referência temporal. Não conseguem.



"Uma hora são sessenta minutos."



Mas que será um minuto?



"Sessenta segundos."



E que será um segundo?



"Um bocadinho de tempo." (Riso)



Um instante, um segundo, seja o que for. É um determinado número de frequências que são arbitrariamente definidas. Quanto tempo contém o ano?



“Doze meses.”



Quem foi que disse? Alguns dizem que compreende treze meses compostos por 28 dias. Os ciclos da lua – ciclos, CICLOS – o tempo que a lua despende a completar todo o ciclo constitui um mês. De modo que deviam ser treze, mas são doze. Bom, na verdade não tem importância, pois, quanto tempo leva a lua a completar um ciclo? Como sabem que é um ano? Talvez se trate de meio ano. Todos vós que se encontram na casa dos cinquenta: Um ano dura vinte e quatro meses. Quantos anos têm? 25, 26, 26,5… (Riso) E outros não passarão dos vintes… não passam de catraios, não é? Não, não, o ano é composto por seis meses. E agora, que idade têm? Querem viver para além dos cem? É fácil (Riso) Muitos de vocês já têm mais que cem anos, e já se encontram 120. Maravilhoso. Estão a envelhecer na perfeição.



Tudo não passa de uma questão da determinação arbitrária de ciclos que alguém instituiu. De modo que se torna muito difícil dizer, muito embora tenham relógios de vinte e quatro horas:



“Às vinte e três. Isso é o quê? Às onze da noite? Fala em Inglês, está bem?”



Mas se precisarem falar em segundos: Quarenta e nove milhões, setecentos e dois segundos… Torna-se difícil e não é prático. E que tal oitocentos e quarenta e três minutos?



"Hmm, ainda acho difícil."



E que tal catorze horas, antes do dia começar? E que tal duas após o meio-dia? É muito mais fácil! De modo que criam estas convenções chamadas “Tempo” mas ele não chega realmente a existir. Por o movimento não chegar a existir, e por o espaço não existir, o tempo não pode existir. Só que vocês existem numa realidade em que ele existe; vocês constituem uma ilusão dentro de uma outra ilusão que diz que existe tempo e espaço e movimento. Mas é significativo compreender que embora existam, não passam de uma ilusão e que não têm realidade. Por que será importante compreender isso? Por não se satisfazerem em viver a vida do nascimento até à morte. Por não se satisfazerem apenas com o acordar pela manhã e com o deitar-se ao anoitecer. Por quererem que a vossa vida tenha qualidade, por andarem em busca de algo mais, por andarem à procura de algo que signifique mais para vós do que apenas passar pela vida.



Se de facto tudo quanto desejassem fosse ficar por isso, então não faria qualquer diferença que o tempo tivesse realidade ou não, ou que o espaço fosse real ou não; não teria a menor importância que o movimento tivesse realidade ou não. Não teria feito a menor diferença. Mas por quererem que a vossa vida tenha qualidade, por procurarem exercer domínio na vossa vida, por buscarem não só a noção de que criam tudo mas por procurarem fazer algo a respeito, por tal razão torna-se importante compreender que o tempo, o espaço e o movimento não chegam efectivamente a existir e que todos os três não passam de convenções da conveniência, e que assim que deixarem de ser convenientes, os deixem de usar. Mas neste momento são.



Assim, não existe tempo, não existe espaço, não existe movimento; vocês criam a vossa realidade, vocês criam tudo. Que impacto exercerá isso em vós? Queremos primeiro considerar o impacto físico, impacto e paradoxos. Antes de mais, o que é que provoca nas vidas passadas? Elimina-as, desde logo. Não existe coisa tal como vidas passadas; nunca existiu nem tão pouco virá a existir uma vida passada, por isso implicar tempo – o então e o agora. Vocês têm outras vidas – sem dúvida. Mas elas não são verdadeiramente passadas mas concorrentes. Tudo é concorrente, tudo existe agora. Vocês aprenderam isso, vocês sabem disso, certo? Mas não vamos entrar em descrições detalhadas da razão de isso ser assim, está bem?



Todas as vidas são concorrentes – vamos descrevê-lo deste modo: Vocês estão a atribuir a vós próprios uma oportunidade; decidiram:





“Eu quero encarnar no físico e quero possuir um corpo denso num mundo material, denso a fim de aprender, por ter descoberto que se conseguir caminhar sobre a imundície, conseguirei caminhar sem imundície muito mais facilmente.” (Riso)



Assistem a isso nos meios desportivos; vocês veem que os atletas de basquetebol usam caneleiras, não? Veem os corredores a usar pesos nos tornozelos, por terem descoberto que se conseguirem saltar aqueles obstáculos com um peso extra nos tornozelos, quando tirarem os pesos serão virtualmente capazes de voar sobre eles.



Se conseguirem encestar com uma mão através da cesta com um peso de quatro quilos e meio ao redor de cada tornozelo, então sem eles serão virtualmente capazes de saltar muito mais alto; de modo que se sobrecarregam de pesos, a fim de desenvolver a capacidade de planar, de chegar mais alto, de ir mais longe, de correr mais rápido. E vós fazeis a mesma coisa:



“Se eu o conseguir nesta imundície que é a denbsidade, então imaginemos do que serei capaz sem isso.”



E assim decidem tornar-se físicos – há muita outra coisa que fazem juntamente com isso, mas para efeitos da decisão de se encarnarem: “Muito bem, queres encarnar no físico? Óptimo!” (Riso) “E queres aprender alguma coisa nessa condição física?”



“Quero!”



“De quantas oportunidades queres dispor? A propósito, só dispões de uma. Só tens uma oportunidade. Como poderias ter mais do que uma? Não existe tempo. Não existe espaço. Não existe movimento. Como poderás ter mais do que uma oportunidade? Tens uma oportunidade para aprender tudo quanto precisas aprender, em relação à condição física…”



Gostamos de usar a metáfora do lançamento de dados. O objectivo consiste em conseguir o sete da sorte, certo? Querem dispor de um dado? Esperemos que não, certo? (Riso) Se responderem que sim a essa questão, estarão de volta ao quadro (riso). Dois? Absolutamente. Deverão pelo menos querer dois dados para poderem obter um sete, pelo menos no quadro dos constrangimentos que os dados apresentam. E aí estão vocês, a soprar aos dados, e a rezar para terem sorte, e mesmo antes de os lançarem sobre aquele corredor cósmico, que tal um terceiro dado? Talvez um quarto? E que tal um quinto dado? Bom, não quererão aí uns vinte e cinco ou trinta dados?



“Bom, não os consigo lançar todos com uma mão…”



“Não faz mal. Tens aqui um balde.” (Riso)



E quando estão mesmo para lançar esses trinta dados, e os abanam bem…



“E que tal mais três ou quatro baldes? E que tal um milhar deles? Pega lá num balde dos grandes.” (Riso)



E vós lançais todos aqueles dados, e eles giram e rodopiam e saltam e vão de encontro à parede da entrada, etc., e lá acabam por parar.



“Aí os tens! Caramba. Sabes que ganhaste, não?” (Riso) “Ainda subsistirá alguma dúvida na tua mente quanto ao facto de algures lá pelo meio teres conseguido um sete?” (Riso)



“É claro que não! Cabe-te apenas encontrá-lo.” (Riso) E assim é que se começa, não é, observam os primeiros dois, e pegam nos dois seguintes, e depois mais dois e prosseguem com a busca e percorrem-nos todos, até eventualmente descobrirem o vosso sete. “Ganharam! Avancem, vão em frente, recebam os vossos cem dólares e vão à vossa vida.”



É assim que a vida funciona. Querem gozar da oportunidade de encarnar no físico, e de completar tudo numa vida? Não sejam tolos. Que tal duas? É muito melhor. E que tal três, ou vinte; cem; um milhar? E que tal tantas quantas quiserem? E lançam todas essas vidas, e todas existem em simultâneo; acham-se todas espalhadas tal como no caso dos dados, espalhados pelo chão. Tudo o que precisam fazer é descobrir a tal. Apenas uma. Não precisam descobrir cinco nem dez – apenas uma, uma que represente o vosso sete da sorte, e que represente o caminho para o lar. Só uma. A tarefa que lhes cabe é descobri-la, e assim experimentam-nas:



“Será esta na Atlântida? Será esta na Lemúria? Será esta no século vinte? Será esta em 1600? E que tal esta outra na Atlântida? E esta passada no Egipto? E na Índia, pensas que seja lá, pensas que possa ser na China; talvez voltemos ao século 27, ou a 1600 de novo, por poder existir uma outra aí. E que tal em 1300? Voltemos a dar uma espreitadela na Atlântida de novo.”



Não existe qualquer sequência, entendem? Não começaram na Atlântida para depois abrirem caminho, de acordo com a cronologia da vossa história. Pegam e escolhem as que querem experimentar.



“Qual será a minha próxima vida?”



Aquela que escolherem.



“Virá a suceder após 1985?”



Talvez sim, talvez não. Talvez reencarnem em meio à provação (riso), e talvez não.



“Qual terá sido a minha última vida? Terá sido algures antes desta?”



Não. A vossa última vida poderá ter sido em 2010, ou em 2085, para não os assustar. Em 2085 poderão ter tido a vossa última vida. Terão nascido e vivido até 2173 e depois terão morrido uma morte generosa e terão nascido em 1900 e mais qualquer coisa. Nasceram por essa altura. E essa terá sido a vossa última vida. Assim, elas não ocorrem necessariamente por ordem sequencial. Agora, quando lhes falamos nas leituras relativas às vidas passadas, vocês colocam-nas numa sequência de forma a não saírem demasiado perturbados, mas mesmo nesses casos nem sempre podemos fazê-lo por precisarmos deixar-nos influenciar (…) Mas seja como for sucedem desse modo.



Assim, existirão algumas vidas passadas? Não. Existem vidas concorrentes. Estão todas a decorrer exactamente neste momento, neste instante. No entanto têm consciência desta que vivem aqui, que é aquela em que situam a vossa consciência. Usamos a analogia do lançamento dos dados, e voltaremos a ela, mas por ora queremos passar para a dos filmes. Actualmente dispõem em particular de salas de cinema múltiplas, não é? Em que passam cinco ou seis filmes virtualmente em simultâneo. Ajustam a hora de forma a controlar o tráfego no átrio, mas para além disso, passam os filmes virtualmente em simultâneo, geralmente em torno das oito ou das oito e um quarto, aí uns seis filmes a decorrer ao mesmo tempo. Mas vocês sentam-se apenas numa das salas e assistem a um filme. Mas antes de entrarem obtêm um pequeno bilhete, não é? Ou mesmo antes de obterem o bilhete:



“Ah céus, qual quererei ver? Queria ver este e este e mais este, mas qual hei-de escolher? Ah, céus! Bom, vou optar por comprar um bilhete para aquele.”



E a seguir ficam na sala a mastigar pipocas, não muito para poderem ficar a assistir ao filme.



“Caramba, devo ficar a assistir a este? Ouvi dizer que aquele era melhor, talvez devesse ir dar uma espreitadela àquele primeiro e depois regressar numa outra altura. Mas quero ver aquele com o actor fulano de tal por ser mais divertido assistir a ele juntos.”



E vocês questionam-se e ponderam regressar ao outro da próxima vez. E a seguir vão e encontram um lugar e sentam-se muito confortáveis a comer as pipocas. E lá pelo meio dessa metragem esquecem tudo o que se relacione com os outros. Não estão mais a pensar:



“Caramba, desejaria saber o que estão a passar na outra sala.” (Riso)



Estão absortos neste, envoltos no que estão a ver, e se alguém lhes perguntar que filme está a passar na sala do lado responderão:



“Sim, claro, mas não me interessa.” (Riso geral)



E depois o filme termina e regressam à entrada e por um instante consideram e contemplam:



“Talvez eu tire um bilhete e vá assistir àquele já, uma vez que aqui me encontro e já que não tenho para onde ir. Mas é melhor não, por a moral que professo ditar que jamais se deve assistir a mais do que um de cada vez. Devo ir embora e regressar num outro dia. É assim que a minha realidade funciona. Assim, preparo-me para regressar a casa, sem parar de pensar se deveria ficar, e quando voltar num outro dia vou dizer que já assisti àquele filme extraordinário, mas o que vou ver nessa semana é este.” (Riso)



Já outros, mais atrevidos, saem e vão assistir a outro, não? Mas sabem que mais? Por vezes, a meio do filme a que estão a assistir, levantam-se cautelosamente e esgueiram-se e vão espreitar o outro, e vêm o que está a decorrer nele; mas ficam por breves instantes, por estarem mais interessados no filme que estavam a assistir. Por vezes sonham, por vezes deslizam para fora do corpo e vão colher alguma das vossas outras vidas. Mas sempre regressam a esta, por ser a mais fascinante. Pelo menos enquanto se encontrarem nela.



Eventualmente hão-de de ver os filmes todos que querem ver. Mas sabem que pode haver um que esteja a decorrer que nunca veem? Se acontecer encontrarem-se num cinema múltiplo em que só veem um ou talvez dois dos filmes, por não se sentirem na obrigação de ver mais? As vidas funcionam todas de maneira similar: Vocês dispõem delas todas aí, mas entretanto permanecem no átrio da entrada. (Riso) Por vezes meditam e outras vezes dormem, mas dormem um pouco mais e vão espreitar no seguinte, por não haver nenhum arrumador que garanta que fiquem onde seja suposto estar.



Aqui estão vocês, com todas estas vidas, a tentar descobrir o vosso sete, não é? O sete da sorte. Mas alguns procurarão toda a vida. Mas sabem que mais, não há quem os esteja a vigiar, quando espreitam os dados -- para voltarmos a essa analogia. Ninguém está a ver. Ninguém! (Riso) Podem virar o dado. (Riso generalizado) Tornem este no tal. Tornem essa na tal vida.



“Caramba, gostava de saber se o irei conseguir nesta vida.”



Decidam-se!



“Esta é a vida em que obtenho o meu sete da sorte. Esta é a vida em que regresso ao lar. Esta é a última vida material que vou experimentar; ou a segunda a contar da última, ou seja o que for. Mas esta é onde o consigo, onde o compreendo, em que me dirijo ao lar.”



Ninguém está a observar. Ninguém irá dizer: “Aaaah, não!” Vocês podem decidir, vocês podem escolher tornar esta na vossa última vida. Mas elas estão todas aí, e podem experimentá-las.



Já terão ouvido a frase: “Esta vida constitui o culminar de todas as vossas vidas.” E vocês engolem isso. Mas não é! Não é nem pode ser. Senão raciocinem por um instante. Não existe tempo, de modo que nenhuma dessas vidas sucede antes das outras. Elas estão todas a suceder exactamente agora. Assim, como poderá esta ser o culminar dessas se todas estão a suceder neste exacto momento? Não pode ser. Mas quando usam essa frase “Esta vida é o culminar de todas as outras vidas,” esta vida não terá nenhum valor em si mesma? Não haverá nada nesta vida que seja original ou único? Não! Então que vidas terão importância? Todas! Se esta for o culminar de todas essas, então elas serão as importantes. Isso não passa de uma confusão própria de tudo quanto é reunido indiscriminadamente. Não, esta não representa o culminar, esta é uma vida entre muitas. Uma vida por entre muitas, de entre milhares de vidas.



Não é o resultado de todas essas vidas por isso tão pouco poder ser. Não existe tempo. Vocês criam a vossa própria realidade. Tudo decorre em simultâneo. Como poderá então esta ser o resultado daquelas, se não existe tempo – e não existe mesmo!? Por isso, é aí que se torna importante olhar. Consistência, não? Não existe tempo, mas esta acontece primeiro e esta acontece mais tarde. Faz sentido? Impossível! Quando o contextualizam no tempo, aí poderão admitir tais contradições, mas quando o olham pela verdade que encerra, têm que ter ideia de que esta não é o culminar de todas as vossas vidas. Essas outras vidas não são necessariamente mais importantes do que esta.



Vocês não são o produto de tudo quanto tenham sido. Esta é uma de entre múltiplas vidas que por acaso é importante, por ser aqui que incidem a vossa consciência. Na medida em que toda e qualquer outra vida constitui uma influência nesta, esta constitui igualmente uma influência nas outras. Por as outras vidas não os controlarem; vocês não têm a causação desta vida actual em nenhuma dessas outras vidas. Não existe qualquer causação que se propague de uma a outra vida, não existe causação porque, uma vez mais, isso exigiria tempo e movimento – coisa que não tem existência. Existe apenas influência.



Mas a analogia que empregamos aqui, com frequência, é que se apanharem um esquentamento solar, e chegar junto de vós um amigo que lhes dê uma palmada nas costas, isso irá doer para caramba, e poderá mesmo levá-los às lágrimas. Se não tivessem qualquer queimadura solar e o mesmo amigo e lhes desse uma palmada nas costas, ainda poderia doer, concordamos… Mas, que causará a dor?



“A queimadura.”



Não! Não, não é em absoluto a causa da dor. A causa da dor está na palmada que lhes dão nas costas. A queimadura influencia a intensidade da dor, porém, não é a causa da dor.

Arranjei a queimadura esta manhã e levei a palmada nas costas pela tarde, onde está a causa? Aqui e agora! Com efeito a influência veio do passado. Mas a causa reside aqui e agora.



As vidas têm um efeito semelhante ao das queimaduras solares e não ao das palmadas nas costas. Influenciam a intensidade daquilo que experimentam AGORA, mas a causa tem lugar aqui e não nessas vidas. É por isso que esta se destaca como muito mais importante do que as outras – não enquanto o culminar nem a síntese, mas como a vida mais importante que alguma vez terão tido, por ter lugar AGORA, por a terem elegido e seleccionado como tendo lugar agora. Mas também elegeram e seleccionaram influências da parte de algumas – não todas – de certas vidas passadas de modo a causarem influência agora, a intensificar o que sucede agora. Por isso, não é o culminar, não é o total, não representa o produto final de todas elas. Ela tem a sua própria importância, gente! Não se desvalorizem pensando que sejam apenas a soma, a confusão de tudo o mais que tenha tido importância.



Se estiverem a estudar para um curso, poderão pegar pela parte de trás de qualquer capítulo, aquele pequeno resumo, por ele tocar nos pontos de destaque, mas a verdadeira substância e o sumo está no capítulo que leem. E quando se encaram como o culminar, o parágrafo sumário, estão a desvalorizar-se. Mas quando percebem ser o que interessa, o que tem importância, aqui e agora, estão a dar a vós próprios uma oportunidade de ter valor, e torna-se muito importante compreender isso. As vidas causam influência -- como? Pela escolha que elegem.



Mas nem todas os influenciam. Quantas vidas terão? Alguns dir-lhes-ão três. Outros dir-lhes-ão dezassete; outros dir-lhes-ão vinte e três, vinte e seis. Vocês têm centenas, milhares delas. A maioria não causa a menor influência que seja. Mas muitas causam influência -- só que nenhuma delas exerce controlo:



"Eu sou assim por no Egito..."



Ah não são não! São assim por AGORA... mas depois podem escolher deixar que essa vida no Egito influencie a intensidade do jeito de ser que adoptam, mas a jeito de ser que têm dever-se-á a que tenham escolhido ser assim. E poderão ter tido vinte ou trinta ou quarenta vidas no Egito que elas não os influenciarem todas, mas apenas algumas -- aquelas que são apropriadas para causar tal influência.



Nós gostamos de ver isso quase como uma ponte suspensa, em que se acha afixado o anúncio "Vidas Importantes!" A precedê-las e a seguir a elas há vidas insignificantes ou menos significativas, muitas vezes altamente repetitivas. Por isso, será esta uma vida sem importância, gente? Este é um dos pilares importantes de vida, e vocês têm inúmeras vidas que conduzem a esta, E após esta, se assim o escolherem, terão inúmeras outras vidas a preceder esta, só que serão altamente repetitivas. É quase como variações de um tema, como variações de um tema para o conseguirem, para o aprenderem:



"Deixa-me tentar de novo; deixa-me correr com uma mais pequena."



E fazem-no de novo, e de novo, e de novo. Estas vidas não são necessariamente assim tão significativas. Vocês têm outras vidas completamente insignificantes em relação ao aqui e agora. Poderão ter curiosidade, poderão ter interesse em descobrir que tenham sido piratas e tenham navegado pelos sete mares, mas não exercerá impacto algum particular sobre vós actualmente, de modo que tudo quanto venha a ser seja interessante, mas vocês perderão esse interesse bastante depressa.



Quanto tempo decorrerá entre as vidas? Tanto quanto precisarem. Porque, entendam, quando abandonam esta realidade do tempo, quando abandonam este corpo não existe tempo. Assim, em tempo terrestre poderá levar cinco anos assim como poderá levar vinte, cinco mil anos ou mesmo dez minutos. Poderão as vidas passadas sobrepor-se? Ah, mas claro que podem. Podem sim senhor. A probabilidade de se encontrarem de novo convosco é muito pouco provável, mas com certeza que elas se podem sobrepor. Geralmente não se sobrepõem, geralmente isso não sucede, mas podem, e geralmente quando se sobrepõem não o fazem por uma grande diferença. Talvez cinco, talvez dez anos no máximo, e geralmente, se alguma vez descobrirem uma vida que se sobreponha à vossa, quando uma cessa a outra realmente surge -- geralmente é o que acontece. Por as vidas passadas não serem reais, elas são vidas num mesmo espaço, só que decorrem num tempo diferente. É isso que as vidas passadas são e vocês terão centenas de milhar delas, ou milhares pelo menos, e elas podem sobrepor-se embora não o façam com frequência. Mas depois também têm vidas paralelas. Essas são vidas que se situam num mesmo tempo, mas num espaço diferente. Entendam, no mesmo espaço, no planeta a que chamam Terra e esse tipo de coisa, mas num tempo diferente que é quando delineiam onde seja passado e futuro. No mesmo tempo, ou seja em 1985 e todas as vossas realidades paralelas, mas num espaço diferente, querendo com isso dizer que seja numa frequência de espaço diferente; de modo que poderão ter uma vida paralela que tenha existência em San Francisco, mas por mais que a procurem podem nunca chegar a encontrá-la, nem pedindo às informações pelo vosso próprio nome, por se situar num mesmo tempo, sem dúvida, só que num espaço diferente -- isso é paralelo.



Mas depois há aquelas que têm como cisões (fragmentos) desta vida. Poderão lembrar-se que em criança tenham querido desesperadamente crescer para serem doutores, para depois certo dia o interesse os abandonar. Não definhou propriamente, simplesmente evaporou-se. Ontem diriam:



"Eu daria qualquer coisa para ser doutor."



Hoje, já dirão:



"Ah, isso não me interessa mais."



Esse é o tipo de fenómeno que ocorre quando o fenómeno da fragmentação sucede, e o que sucede é que se fragmentam, e desenvolve-se toda uma vida paralela que vai afeiçoar todo esse desejo de se tornarem doutores e acontece que se tornam num doutor; mas vocês perderam isso tudo, vocês decidiram ser outra coisa qualquer - piloto de corridas, tudo. Essas cisões podem suceder.



Alguns dos que passaram por experiências de quase-morte, e que depois passaram a ser completamente diferentes, bem que poderão ter passado por um período de cisão dessas. Conversamos com alguém que aos dezasseis anos... descrevemos esse ponto particular da cisão que se deu em que uma delas terá morrido e a outra terá prosseguido, e de facto sofreu um acidente nessa altura em que foi projectada pelo para-brisas duas vezes e foi um milagre ela viver por ninguém contar que vivesse -- mas viveu. Não viveu nada! Ela morreu. Mas o fragmento viveu, e nesse sentido deu prosseguimento à vida, mas tomou um rumo completamente diferente do que a pessoa original adoptava. Uma vida paralela. E vocês podem ter duas ou três vidas paralelas por cada uma das vossas vidas, de modo que se tiverem mil vidas, cada uma com três fragmentos paralelos isso totalizará três mil vidas -- tudo influenciável. Tudo influenciável e causar influencia nesta.



Por conseguinte, será esta a principal? Essa é uma questão maravilhosa, sabem? (Riso) Será esta a principal ou será um fragmento? Isso realmente não tem importância, por ser esta que estão a experimentar, pelo que será a principal, mesmo que não o seja; mesmo que não passem deste pequeno rebento, e o vosso tronco principal esteja a tratar de todas as outras coisas. Não tem importância por ser aqui que se focam. As diversas vidas podem influenciar mas não podem controlar. E essa influência é seleccionada.



Mas, e que dizer do carma? Pois bem, numa vida passada assassinaram quarenta mil pessoas, de modo que nesta vida deverão ter que ser mortos por quarenta mil pessoas. (Riso) O carma existe na medida em que o criam, mas é tudo -- na medida em que o criam, ponto final. Sem mais. Portanto, se viverem uma vida e após terem vivido essa vida observarem:



"Ai meu Deus, olha o que eu fiz. Pois bem, creio que devia pagar por isso. Assim, vou criar para mim próprio uma vida que reúna estas condições e em que isto e isto e mais isto ocorra, de modo que pague por isto e isto e mais por mais aquilo. Por achar que deva."



Autoimposto!



Examinam as vossas vidas em qualquer altura e escolham uma:



"Hmm, vejamos, aquela é a que se aproxima mais; creio que vou viver aquela."



E assim fazem-no, e representam aquilo que acham que devem -- mas somente por acharem que o devem. Não é nada que lhes seja outorgado nem dado, não é determinado por mais ninguém senão por vós. Vocês decidem o vosso carma. Vocês criam a vossa própria realidade, exactamente aqui e agora. Por conseguinte, aqui e agora vocês decidem:



"Por eu ter sido responsável por múltiplas mortes, eu devo morrer, ou sofrer, ou compensar essa gente. Ou devo fazer isto, ou devo fazer aquilo."



Ninguém o decide por vós, por serem vocês quem cria a vossa realidade e mais ninguém. São vocês. Portanto, o carma existe na medida em que acreditarem que existe (o acatarem). E deixará de existir assim que decidirem descartá-lo. Tal como as pessoas andam por aí a tentar descobrir a última vida:



"Qual delas será a certa? Qual delas será?"



Passando-as em revista uma e outra vez sem parar... Quando decidirem que esta seja a mais certa sê-lo-á. De modo semelhante, aqueles que vivem vidas para pagar débitos, continuarão a pagar essas dívidas até decidirem parar.



Bom, alguns de vocês encontraram-se por razões cármicas; devido às influências de vidas passadas decidiram juntar-se de novo, mas isso terá sido uma decisão carmica unicamente por terem imposto o carma a vós próprios, e um ao outro. Tivessem vocês decidido:



"Ah, eu não quero tal carma."



Ele ter-se-ia sumido com a mesma facilidade. Reparem, o carma diz respeito primordialmente à filosofia do oriente, não é? Não veem muito disso na Bíblia. Sofisticados e inteligentes como vocês são, vocês olham para a religião do oriente e percebem que tenha sido altamente politizada. Há muito na Bíblia que é de cunho altamente político e sociológico, e é religioso porque, bom... por ser assim designado, mas de facto é altamente politizado. E vocês, enquanto metafísicos sofisticados que são, sabem que muito disso foi alterado, reajustado, encaixado, retirado, refeito, até ficarem com a única palavra autorizada de Deus. (Riso) Mas no que toca à religião do oriente, alguma vez terão considerado que possa ter sido politizada?



"Não, não, não! Seja como for a religião oriental é piedosa e reverenciada..."



Por se encontrarem na onda dela!



Vocês criticam a vossa própria, não é? "Eu cresci no seio da ética Judeo-Cristã, Bah! Mas as do oriente? Ah, essas são místicas, maravilhosas. Essas nunca se intrometem. Desde o dia em que foram postas por escrito jamais nunca mexeram com nada disso, não sabem disso? Mas no Ocidente revoltaram-se e fizeram e aconteceram... Examinem os livros de história, e vejam como por volta de 400dc, em que decidiram que livros viriam a ser incluídos na Bíblia e o que iria ser mantido fechado a cadeado, e esse tipo de coisa. Mas vocês não conhecem essa mesma história no que concerne às religiões orientais pelo que presumem que seja verdade, absoluto. E eles ainda pregam a noção do carma! Mas trata-se claramente mais de um mau carma. (Riso)



"Este indivíduo encontra-se em sofrimento, por estar a queimar carma mau..."



Mas quando terá sido que terá cometido todas essas coisas ruins? Quando? Em que parte da história? Onde se encontraria ele? Como se a sua vida alguma vez tivesse sido melhor ou pior do que é, sabem? O mesmo sofrimento. O carma constitui um instrumento político. Se estivessem a morrer à fome e se voltassem para o vosso líder religioso em busca de ajuda e ele não os pudesse ajudar, tornar-se-ia muito mais fácil para ele dizer que isso se devia ao vosso mau carma e que isso era bom para vós e que a fome os estaria a ajudar a crescer e a evoluir. E se vocês perguntassem de que modo a fome dos vossos filhos os ajudariam a crescer, ele responder-lhes-ia dizendo que os ajudava a ter paciência e compaixão e que lhes permitia ter conhecimento de que era a realidade que tinham escolhido. Coisa que finalmente estavam a aprender, e que deviam a prender bem. E vocês engoliam isso e calavam.

Ao passo que se dissessem: "Tu crias a própria realidade..." Tenham cuidado com isso! Toda essa gente esfomeada podia correr atrás de vós e admoestá-los:



"Como é que tu dispões de toda a comida e eu não?"

"É o teu carma!"

"O meu carma passa por me assenhorar do alimento que tens." Não é? (Riso)



Muito poucos tinham bom carma; a grande maioria era dotada de mau carma. O mau carma igualava o número dos esfomeados. Era um sistema político que mantinha o sistema que mantinha as pessoas na linha. Mas é verdade que cada um escolhe o próprio carma, mas o que nós sugerimos é que se tratava de um sistema politizado e que não era absolutamente verdadeiro. E é importante perceber que o carma existe na medida em que o permitirem. Se quiserem descartá-lo vocês podem.



"Como é que conseguirei tal coisa?"



Descartem-no, simplesmente. Percebam que criam a vossa própria realidade e que não existe tempo, não existe movimento, não existe espaço, pelo que como será que terão feito algo no passado que os leve a sofrer agora, se ele não existe? Isso não fará muito sentido. E assim como puderem chegar a saber disso poderão senti-lo. E se o conseguirem sentir, então conseguirão abrir mão disso e libertar-se.



E que dizer da causação? "O carma é causa e efeito." Que resposta mais pronta! Fizeram alguma coisa e agora estão a pagar o efeito, na óptica de "O que cá se faz cá se paga." Que bonito. Mas que é que significa em face da inexistência do tempo? Vocês ouvem as pessoas dizer: "O tempo é uma ilusão." E esse é o vosso carma: Vocês fizeram esta pequena coisa e provoca aquilo, o efeito. Mas usem isso tudo junto e isso deixará de fazer sentido. Por não fazer sentido precisamente. A causação não chega verdadeiramente a existir; as causas e os efeitos existem em simultâneo. Elas encontram-se à disposição de quem quiser. E a vocês cabe decidir como emparelhá-las, a vocês cabe decidir como agrupá-las. E depois fingem que uma seja a causa de outra! Mas sabem uma coisa? Vocês estabelecem as decisões que tomam principalmente com base nos efeitos que pretendem. Não estamos a dizer que os efeitos componham as causas, estamos a dizer que vocês estabelecem as decisões com base nos efeitos de que andam atrás, com maior frequência do que o fazem com base nas causas. Por isso, o que isso quer dizer é que escolhem um efeito e depois ficam a aguardar por uma causa. Assim, se alguma coisa, os efeitos conduzem a causas, e não as causas a efeitos. Mas ambas existem em simultâneo.



Se quiserem apanhar uma constipação, hão-de descobrir algo que provoque essa constipação. Se quiserem ficar com uma dor de costas, haverão de encontrar alguma coisa por que a reivindiquem, como sentar-se no chão durante horas até ficarem a gritar de dor. Que poderão esperar? Sentar-se no chão provoca dores nas costas - toda a gente sabe disso. A decisão de ficarem com dores nas costas poderá levá-los a ficar no chão, mas o efeito terá sido decidido em primeiro lugar e a seguir saíram à procura de uma causa. Na maior parte das vezes -- na maior parte delas -- por vocês criarem a vossa própria realidade.



"Puxa, pensava que escolhia uma causa e que procurava ver onde levava..."



Não, vocês decidem com base no efeito; e depois escolhem uma causa, o que para muitos exige explicação. Mas é muito importante compreender isso; é muito importante olhar por esse escopo. E assim, que quererá tudo isso dizer com respeito ao vosso futuro? Isso fica ao vosso critério.



"Queres dizer que o mundo não vai acabar?"



Somente para aqueles que o desejarem. Mas se vocês estiverem determinados a que o mundo venha a terminar através de uma enchente infernal, então irá terminar. mas vocês decidem que não querem tal realidade, por parecer estúpida,  então não passarão por tal realidade, e será francamente assim -- se o quiserem descobri-lo-ão, se não quiserem não encontrarão. Nesse caso que dizer de todos os que pregam a perdição? Bom, ou os estão a enganar, assustando-os, ou então vão passar um mau bocado pessoalmente. Talvez devessem fazer uma convenção de todos os pregadores da perdição, e dispensar-lhes um local onde possam recorrer para se destruírem a eles próprios, e deixar o mundo para aqueles que querem passar um bom bocado, e ser felizes. (Riso)



Que será o futuro? Quando falamos de criarem a vossa própria realidade e do que acontece com as vidas passadas e com o carma, sabem, e do que sucede com a causa e o efeito, também nos deparamos com esta coisa do vosso futuro, com que nós sugerimos que muitos tentam assustá-los. Com o que de terrível se avizinha. A destruição e o fim do mundo, e mesmo com o que Edgar Cayce disse que ia acontecer, e o que este disse que iria acontecer, e o que aquele disse que iria acontecer, e isso tornou-se muito chique, falar dos tempos finais que irão ocorrer a qualquer altura. Mas isso representa a tática de arrolar, e dizemo-lo sem rodeios, trata-se da tática de arrolar, porque implicitamente indica o que de terrível lhes venha a acontecer,



"Mas se nos subscreverem, se se tornarem meus seguidores, se fizerem o que eu lhes digo para fazerem, então eu hei-de salvá-los disso." Essa tática tem prevalecido desde os tempos Bíblicos, basicamente. Mas antes, nem só os cristãos apregoavam o juízo final, não era só a ética judeo-cristã, porque antes disso havia quem apregoasse que o fim do mundo ocorreria a qualquer instante. Mas desde desses tempos que não tem faltado quem apregoe isso, o que supostamente deveria ter ocorrido há setenta e cinco anos atrás, com a chegada do cometa Halley, o que deixou muito boa gente assustada de morte, coisa que aqueles que ainda estejam vivos poderão recordar, por se terem sentido aterrorizados por o mundo estar na iminência de chegar ao fim por o cometa vir a colidir com a Terra e a levar a desviar-se do seu curso, e basicamente ia ser isso. E agora observam o seu surgimento por uma segunda vez, não é? (Riso) E em  1982, com todo o alinhamento daqueles planetas principais, cujo alinhamento iria provocar catástrofes globais e inundações e empurrar a Terra da sua órbita e a ser destruída em 82. Mas ainda aqui estão!



E depois em 1984, que era suposto ser um período terrível que de certeza levaria o mundo a acabar. Ou em 1979, em que supostamente se poderia dar a derrocada total do vosso sistema monetário, com o colapso dos bancos e a perda de valor do dinheiro, e terem que voltar a basear a vossa existência na troca de carneiros ou assim... Mas ainda aqui se encontram. É suposto que agora venha a acontecer o verdadeiro terramoto, sabem? Sucedeu no México e irá suceder na Califórnia a qualquer altura. Dão graças a Deus pelos céticos, sabem, por eles equilibrarem a vossa realidade. Mas é espantosa a quantidade de gente, muita da qual vive na Califórnia, que mal consegue esperar...



"Eu tinha razão; eu sabia que iria acontecer."



Que divertido! Por a diversão estar em sobreviver a isso, não é?



"Eu vou sobreviver e vou produzir o meu leite de cabra, e vou voltar para a natureza e começar de novo e ser um dos sobreviventes; um dos que terá conseguido."



Mas há todo o tipo de falatório acerca desses tempos finais, e cada vez irão ouvir mais falar desse tipo de coisa. Tornou-se muito chique. Da mesma forma vocês criam a vossa realidade. Se quiserem criar um terramoto que os destrua, poderão fazê-lo. Se quiserem criar uma guerra nuclear que destrua tudo, também poderão criar isso; vocês gozam dessa prerrogativa na vossa realidade. Que os outros optem por criar uma outra coisa, é prerrogativa deles. Mas nós sugerimos e dizemo-lo a sério e com toda a clareza: Em 1972 deu-se um terramoto significativo em Los Angeles, e para muitos esse foi o que terá lançado a Califórnia no oceano. E ou eles terão perecido, ou sobrevivido, ou então encontram-se presentemente a viver no Nevada. (Riso) Mas na sua realidade isso sucedeu: Edgar Cayce tinha razão. Não existe mais Los Angeles nem Santa Bárbara nem Santa Clara, nem São Francisco, enfim... E eles acham-se bastante satisfeitos na razão que alegavam ter relativamente à satisfação que sentem seja onde for que se encontrem. Mas nenhum de vós fez isso -- por se encontrarem aqui. Vocês não criaram essa realidade.



Num confronto de duas pessoas, que dizer da situação em que ambos criarem a sua realidade e de ambos quererem vencer? Nesse caso ambos vencem. Dois nadadores entram na piscina, e ao soar do disparo de partida, ambos nadam até à outra extremidade da piscina, ambos determinados a chegar em primeiro lugar e ambos chegam. Na realidade de um dos concorrentes ele terá chegado em primeiro lugar e na sua realidade o outro terá chegado em segundo. Mas na realidade do outro nadador ele terá chegado em primeiro enquanto o outro terá chegado em segundo.



"Pois bem, eu vi-o, pelo que sei que o nadador A chegou em primeiro lugar."



Somente se pertencerem ao grupo da vitória do nadador A e da derrota do nadador B. Mas se pertencerem ao grupo da vitória do nadador B, então tê-lo-ão igualmente visto com toda a clareza.

Não se trata de uma questão de percepção, sabem, “O meu testemunho conta.” É uma questão de verdade. Vós com efeito criais a vossa própria realidade. Por conseguinte, se estiverem determinados a destruir-se a si mesmos por um tipo qualquer de holocausto, saibam que isso representará o vosso holocausto individual e vão em frente e façam-no, caso o desejem. Se contudo, tiverem algumas outras ideias do que poderiam gostar de fazer do vosso futuro, saibam que podem igualmente decidir-se por isso.

Portanto, não é uma questão de "Como irei sobreviver à fealdade?" É uma questão de criarem essa fealdade ou não. E nós sugerimos que vocês não têm que a criar. Temos plena noção de que existirão milhares de pessoas que não irão criar isso, mas vocês dispõem da vossa escolha individual. Só que é importante que aceitem o facto de que envolve a vossa escolha individual, e não algo que tenham que fazer, não algo que lhes tenha sucedido simplesmente. É o que vocês escolhem.

Todas as histórias concernentes à forma como o tempo irá chegar ao fim no ano 2000 e a teoria que defende que os polos venham a alterar-se, de que o polo norte e o polo sul venham a mudar de sítio, e que isso venha a destruir o mundo e que venha a surgir gente do espaço que venha apanhar a gente boa e levá-la da Terra enquanto isso suceder para voltarem a colocá-las na Terra quando tudo estiver terminado, e de toda a gente má que perecerá...

Dar-se-á, sem dúvida, uma deslocação polar, e já sucederam inúmeras deslocações dessas em que o polo norte e o polo sul mudaram de sítio, mas isso sucede e não causa o menor efeito adverso. Isso não sucedeu no vosso tempo de vida mas já sucedeu na história do mundo diversas vezes. A polaridade alterou-se e a grande diferença disso reflecte-se no facto de, em vez da água correr cano abaixo no sentido dos ponteiros do relógio passa a correr no sentido contrário. Agora, se isso for quanto baste para os levar a parar e a fazer uma pausa, então façam-no. (Riso)

Mas se pensarem que não conseguem viver com isso, façam-no. Trata-se de uma alteração eléctrica e não que o polo norte venha a abrir caminho até ao sul nem que o sul venha a abrir caminho até ao norte e isso venha a arremessar com o mundo num cataclismo. Se isso sucedesse não restaria qualquer mundo a que as pessoas pudessem regressar, aquelas que fossem deslocadas pelas entidades dos ovnis.

Mas:

"Há todo o tipo de destruições catastróficas que estão para acontecer e está claramente provado. Senão, olhem a pirâmide, onde tudo foi previsto até ao ano 2013. Vejam os calendários dos Maias do México que previram tudo até ao ano 2012. Vejam o sistema de Yugas dos Indianos, das Eras e do que como sucede quando chegam ao fim, a determinada altura. Tudo converge e tudo atingirá o fim lá por volta do ano 2000, o que quer dizer que de uma maneira ou de outra o mundo vai acabar. O que quer dizer que temos 15 ou no máximo 28 anos."

Por isso o melhor é que aproveitem para viver, por ir acabar, de acordo com tais sistemas. Mas isso não é verdade em absoluto. O que é verdade, é que quanto mais se aproximarem dessa altura dos 2000, as pessoas venham a tomar uma consciência crescente de que criam a sua realidade. e consequentemente, cada vez mais realidades individuais irão ser criadas. Por isso, aqueles que forem suficientemente espertos para aferirem científica e intuitivamente a história da humanidade, também serão capazes de distinguir de modo suficientemente científico e intuitivo a velha era da nova, e distinguir as alturas em que as coisas podiam ser previstas das alturas em que as coisas não podiam ser previstas. Por conseguinte, esses elementos previsíveis dos calendários e pirâmides e das eras da humanidade que terminam por volta do ano 2000 sugerem que desse ponto em diante não poderão prever o que cada indivíduo irá fazer, nem irão ser tão presunçosos para o tentar.

Não se trata da demarcação de um término, trata-se da demarcação de um começo. A velha era terminou. A nova era tem início e encontra-se em pleno andamento. Por isso, vocês não podem prever o futuro. Cada um irá criar o seu.

Falamos do que reside além da criação da vossa realidade, por breves instantes, numa outra gravação, e do conceito de pedir ajuda, sobre o conceito de permitirem que a ajuda venha a ter lugar na vossa realidade, por vocês disporem de conselheiros conforme dissemos anteriormente, mas não faz mal obter uma ajuda qualquer, não faz mal pedir, nem faz mal que saibam que podem amar e ser amados e que não faz mal que percebam que criam tudo e algo mais, que é o paradoxo.

Mas ligado ao que reside além e ligado ao facto de não precisarem rebaixar-se sempre e de não precisarem decidir que sejam sempre os mais humildes e os piores e os que estejam mais por baixo na tabela do crescimento espiritual, nem sejam a escumalha da evolução, enfim... Não façam isso a vós próprios porquanto terão bastante quem os procure convencer disso só que isso não é verdade. Mas nós abordamos uma série de coisas dessas que vocês poderão achar estupendo, por causa da vossa própria compreensão, o que captarão por entre as palavras e por entre as ideias expostas, e apenas na própria energia.

Do mesmo modo, quando são catraios, o vosso corpo começa a crescer, não é? E ele cresce e cresce e vocês nutrem-no e fazem todo o tipo de coisa e decidem acerca se vão ser ser altos ou baixos, gordos ou magros, e se virão a ter cabelo escuro ou louro e olhos azuis ou castanhos, tecem todo o tipo de decisões dessas relativas àquilo em que venham a tornar-se. E depois crescem e crescem e a determinada altura passam por essa libertação de hormonas chamada "puberdade" em que de súbito o corpo dá um salto no seu crescimento e alcança a maturidade.

Vocês não têm muito que ver com isso; não pensam muito nisso e isso sucede de forma automática, mas então alcançam um certo ponto da maturidade em que isso se detém, ou abranda. Depois é convosco aquilo que fizerem enquanto adultos. Não podem decidir que vão ficar com seis anos para sempre, entendem? Por o vosso corpo os forçar a atingir os oito e dez. Não podem decidir ficar catraios para sempre, por o vosso corpo os forçar a tornar-se adolescentes, e com a libertação das hormonas forcá-los-ão a crescer. Mas assim que crescerem, aí ele abrandará. Em última análise o corpo entra em declínio com a idade, para os forçar a abrirem mão dele, por não ser suposto que permaneçam nele para sempre.



----------------------------

Se não houver qualquer impacto, não haverá amor. A palavra poderá estar presente, mas precisarão pronunciá-la a cada frase, senão esquecem-na. Se houver impacto então haverá possibilidade de solicitude e de atenção, e poderão amar. Saber que podem magoar alguém é saber que o podem ama, e proceder à escolha de não o fazer.

“Não, eu posso magoar-te, qualquer coisa que eu faça não te irá magoar. És tu quem cria isso.” 

Quão sós quererão ficar? Quão não amados e quão impotentes desejarão continuar? Regozijem-se com o facto de exercerem impacto; por ser um jogo maravilhoso que jogam. Regozijem-se com o facto de poderem causar mágoa porque então também poderão deixar de magoar. E se por acaso causarem mágoa, sempre poderão responsabilizar-se por isso e corrigir isso e restabelecê-lo.

A liberdade mais sublime consiste em ser responsável
O maior dom que existe reside na escolha.
O acto mais elevado é o acto motivado com base no amor.
A máxima alegria é a alegria da conciliação e da cura.
Sem impacto não poderão curar; não poderão amar, nem poderão proceder a escolhas. E que coisa será ser responsável?
Parte do jogo assenta no facto de exercerem impacto. Isso é uma escolha consciente que optaram por criar. 


(continua)

Transcrito e traduzido por Amadeu Duarte

Sem comentários:

Enviar um comentário