quinta-feira, 7 de julho de 2016

ASPECTOS DA EDUCAÇÃO NA LENDA DO REI ARTUR




Esta é a energia que os pode conduzir à totalidade de vós mesmos, a energia que pode activar aquelas outras energias que desejariam ter em maior quantidade. Seja o que for, poderá trazê-los de volta, conduzi-los ao amor, ao grande círculo do amor. Poderá conduzi-los à vossa magia de forma mais completa e mais rica. Trabalham-no, compreendam-no, mas também precisam agir sobre ele. O que pode suceder é chegarem a ganhar bastante informação, mas precisam agir sobre ele -- não totalmente nem em termos absolutos, mas começar, colocar em marcha...

Se assim fizerem alcançarão muito mais o âmago da lenda. É disso que a lenda trata e não de histórias românticas referentes a uma rainha que dorme com Lancelote, que troca um marido que está a envelhecer por um garanhão jovem e fogoso que viera de França. O personagem do Lancelote foi acrescentado durante o tempo de Eleanor de Aquitânia, que adorava a lenda de Artur e de Merlim, pelo que o acrescentou, mas não sem uma pitada de romance e de infidelidade, do género: "Como foi que ela se atreveu?!" Uma vez mais, a mulher é quem estraga tudo. Mas nada disso ocorreu; nada disso chegou a acontecer na lenda correcta e verídica.

Tem que ver com a descoberta de vós próprios, com o despertar da coragem, da lealdade, da honra, a autoridade, o serviço, a nobreza em vós; a humildade e a graciosidade; a verdade e a cortesia, a honra e a valentia; tornar-se são, tornar-se autor (Artur) e mago. Acordar a corrente e levá-la adiante -- não isoladamente -- mas levá-la. No âmago da lenda!

...Muito bem. Pois bem, estivemos a explorar e a tratar do personagem Merlim, um tanto aqui amplificado. Agora vamos tratar de compreender um pouco melhor o Artur, mas sem esquecermos o merlim, por não envolver um processo linear que o deixe para trás, mas completando o que ficaram a saber. Mas a exploração e o trabalho com Artur apresenta as suas dificuldades, em parte devido a que no vosso mundo se tenha verificado tal obsessão com a tentativa de comprovação da validade. Muita gente busca pistas e provas que confirmem e estudam textos antigos redigidos em períodos da antiguidade que sugerem ser o tempo da lenda, em busca de provas e de indícios que evidenciem que realmente tenha existido um rei de Inglaterra que tenha seguido as diferentes linhagens até ao alvorecer da história. Não falta quem procure evidências empíricas de uma forma tangível de que Artur tenha efectivamente existido. E de vez em quando alguém surge a alegar que encontrou uma pedra algures com o nome de Artur gravado nela, como se só tivesse existido uma única pessoa em todo o mundo com esse nome, mesmo que encontrassem tal pedra desde logo.

Tal obsessão, que parece indiciar que, se não conseguirem provar a validade histórica de um Artur de modo que se enquadre na conquista dos territórios que é narrada na lenda, isso comprometa a lenda na sua totalidade. Mas trata-se de uma lenda, e a literalidade ou falta dela é de pouca consequência. Alem disso﷽﷽conseque ou falta dela a a lenda na sua totalidadeglaterras Merlim, um tanto amplificadoém disso, por Artur ser homem, gera-se um tal escrutínio e uma tal vontade de que ele seja tantas imagens diferentes correspondentes às épocas em que a humanidade tenha tentado prefigurar o homem.

Merlim é um mago, meio fada meio humano, sem que saibamos muito bem o que ele é; nunca houve um esforço muito preciso por o configurar a uma imagem definida, pelo que o seu ícone goza de uma enorme liberdade. A esse respeito a figura do Artur torna-se mais obscura pelos interesses dos que buscam provar a sua existência literal. Mas se conseguirem elevar-se e peneirar para descobrirem até ao âmago da lenda para compreenderem e chegarem a conhecer Artur, que também é um tanto confundido no vosso mundo de representação, com as peças de Camelot da Brodway, em que dificilmente se poderá pensar no Artur sem pensar no Richard Burton, tal ºé a presença e a vida que lhe emprestaram que infelizmente...

Artur nasceu sob o pretexto da magia, não segundo a concepção imaculada, mas sob o pretexto da magia, enquanto filho bastardo, nos termos em que deveria ser colocado, mas filho de um rei. Parte do tédio, parte do preço que Uther pagou, por não conseguir ter descendência da sua paixão momentânea. Mas subsequentemente, quando Uther quebrou a palavra dada, e matou o duque da Cornualha, ou fez com que fosse morto, para posteriormente forçar Igraine a um casamento, por ele ser rei, mas não conseguiu colher os frutos da sua decepção, por isso se ter tornado na recompensa do mago, do Merlim que manteve a palavra dada e rapidamente afastou mesmo para pesar da Igraine, essa criança que nascera, para o levar para o campo, para a floresta, para o bosque, para ser criada pelo Sir Ector, que já tinha tido uma esposa e um filho. Artur criou amizade por Sir Ector e fez muitas façanhas e muitos feitos e actos justos e de gentileza, pelo que Sir Ector de facto, sem hesitação, embora fosse homem de posses limitadas, de boa-vontade aceitou a criança para criar como seu próprio filho juntamente com o seu filho legítimo, como se fossem irmãos. Mas de facto Ector nada conhecia das suas origens, não sabia que ele era filho de Uther, e que tinha sido concebido sob a protecção do bafo do dragão, mas julgando que era uma criança órfã com que Merlim se tivesse cruzado algures, e em sinal de favor ao seu querido e espantoso amigo, Sir Ector aceitou a criança como sua, e criou-a na sua infância junto com a sua mulher, no seio da sua família de limitadas posses.

Mas à medida que se tornava um garoto, o Merlim haveria de o visitar para estar com ele, para o ensinar, para lhe revelar que ele era o grandioso Merlim, conselheiro do rei, mas ele era como um irmão mais velho, como um pai substituto, porquanto por essa altura já seria suficientemente velho para ser pai dele. Lembrem-se que Merlim, que teria vindo a Vurtghen como um garoto adolescente de quinze ou dezasseis anos, cheio de embriagues assim com de brilho, que se tornaria conselheiro não só de Vurtghen mas de Uther, que por essa altura já tinha atingido a maioridade, que talvez se encontrasse nos seus vinte ou trintas quando o Artur nasceu. Assim, quando Merlim já era um garoto, decerto que o Merlim já pareceria um homem mais velho, tão velho quanto o seu pai, Sir Ector, e vinha brincar com o garoto, estar com ele, e para o levar por longos passeios e pelos bosques para o ensinar com respeito à natureza e às plantas e aos animais; para lhe ensinar os costumes do mundo, a natureza dos elementos. Não para lhe ensinar magia, mas para lhe ensinar as qualidades do cavalheirismo.

O cavalheirismo não é apenas cortesia. Muita vez é referido no vosso mundo que, quando um homem é cortês: "Ah, o cavalheirismo não está morto..." Como se fosse a única qualidade do cavalheirismo! Na verdade tais conceitos são encarados com humor, ou então bota de elástico ou fora de moda. Mas é triste que coisas como coragem, lealdade e virtuoso, dotado de autoridade e serviço e nobreza sejam encaradas como bota de elástico e fora de moda, ou matéria de gracejos. Ter humildade, graça e verdade, cortesia e honra, bravura -- é isso que o cavalheirismo subentende. Não uma qualidade mas o todo dessas qualidades em acção.

Mas o que Merlim ensinava a Artur não era magia, mas as qualidades do cavalheirismo. Não a ser quixotesco mas a desenvolver as qualidades, transmitir-lha a capacidade de se tornar num cavalheiro intrépido, e de descobrir a maneira de atingir isso. E assim, à medida que o catraio crescia, e atingia os sete, oito, e posteriormente os primeiros anos da adolescência, foi sem dúvida criado de uma forma encantadora, e encenou batalhas com o seu irmão, destinado que estava a fazer... a competir a sentir inveja e ciúme - tudo isso, e haveria de desenvolver a costumeira dinâmica com Ector e com a sua mulher que todos os garotos desenvolvem com os pais e as mães. Mas manteve sempre um relacionamento especial com essa figura paterna afastada, cuja importância do afastamento para que desenvolvesse uma amizade. Numa altura posterior Merlim teria a visão do falcão, e do dragão. E assim, ele criou-o, e saia com ele a caminhar e a conversar, e o Merlim contava-lhe histórias e contava-lhe sobre a sua própria infância, ensinava-lhe as qualidades do cavalheirismo.

Ora bem; primeiro ensinou-lhe sinceridade, por ser aí que tudo começa, e se não se for sincero, então o que seguir corre o risco de não passar de insensatez. Assim, começa por lhe ensinar sinceridade. E as lições subsequentes, que se deram nos anos que se seguiram, para seguirmos uma certa progressão, foram: primeiro a lealdade -- não lealdade para com Merlim, mas a ser leal, a honrar, a respeitar; a ser leal a ele próprio. A conhecer as próprias vulnerabilidades, fraquezas e pontos fortes. Mas mesmo em face da fraqueza, ensinou-lhe a ser verdadeira em relação a ele próprio. Mas da mesma forma ensinou-lhe a ser leal para com o seu pai e a sua família, a ser leal para com o ambiente em que tão naturalmente funcionava e em que que funcionava de forma gloriosa. O amor pela terra, o amor pelos riachos e pelas árvores e pelos céus; pelo que a natureza revelava e fazia brotar com abundância no que é chamado vida. E assim, com base na sinceridade e na lealdade, ensinou-lhe a desenvolver um propósito para além dele próprio, algo para além dele próprio -- não apenas naquela sua vida que lhe gratificasse as necessidades imediatas, não que se deva ignorar tais necessidades, mas em prole de alguma coisa mais elevado e maior. E embora possam não saber o que isso envolva por muito e muitos anos, precisam começar a procurar, mesmo actualmente, um propósito interior, mas também por um propósito além, para que nessa nobreza de carácter se tornem sensatos; a vislumbrar uma realidade mais ampla, a olhar além da lógica e da razão, enquanto buscam perceber onde isso os conduz, para onde se encaminham, assim como para onde têm estado.

E a partir da nobreza, aprendendo a ser sincero, vulnerável, a dotar-se de um objectivo para além de si próprio, descobre-se a própria força, descobre-se o próprio poder, e no equilíbrio de tal poder, o talento. Talento -- o que vem naturalmente -- graça, e nessa graça, a dádiva, a partilha. Porque a partir de tal partilha emergirá a verdade.
Isso não compreende somente a ordem do desenvolvimento em que os cavaleiros evoluíam, isso é igualmente a ordem por que a criança se desenvolve num homem e numa mulher.

Como deverão criar as crianças? Começam ensinando a criança a ser sincera. Talvez não precisem dar-lhe sermões sobre a honradez nem a ser honrados, mas a ser sinceros. Chamam a isso dizer a verdade, mas significa mais ser sincero. Ensinar-lhe acerca da sinceridade (honestidade, integridade) porventura através da demonstração e da sua vivência, mas depois ensinar-lhe acerca da vulnerabilidade, e ajudá-la, mesmo em criança, não o pleno vigor mas a habituar-se à vulnerabilidade; não faz mal chorar, não faz mal sentir-se assustado nem faz mal sentir-se irritado. Odiar não tem importância; nem amar. Por vezes a mãe age correctamente com a criança e dirá: "Virás a odiar-me um dia destes, por não te deixar fazer o que queres fazer; virás a sentir ódio, poderá durar apenas por um minuto ou um dia. Eu aguento. Não faz mal que me odeies. Só não o faças por demasiado tempo. E quando o sentires, faz o favor de mo vir dizer, de modo a eu saber o que se passa, e talvez a podermos conversar acerca disso."

"Não odeies a tua mãe! Que tipo de criança malvada és tu?" dizem-lhes os professores na escola. "Odeio a minha mãe."
"Tem vergonha Miguel! Ora, ora, odeias com a tua mãe; não sejas mau! Não uses tais palavras. Não digas que odeias! Só os meninos maus fazem isso, não o faças!"

Assim, que é que fazem com tudo isso? Sabem o que acontece, entendem? Porque isso não revela qualquer sentido de lealdade. Assim hoje sentem ódio em relação à vossa mãe. Vamos lá falar acerca disso. Ora bem, se chegarem a casa e disserem à vossa mãe: "Adivinha o que fiz hoje na escola. Revelei que te odeio." Director, conselho directivo, Ela telefona para a escola, e o professor fica em apuros. por isso, o professor, que sabe disso diz: "Não faças isso que me vais meter em apuros!"

Mas entendam que a partir da sinceridade e da honra, se concederem à criança para ser vulnerável, ela aprenderá com respeito à honradez. Então poderão trabalhar a criança para ir além dela própria. Claro que os catraios são egocêntricos; isso é natural neles. Tudo tem que ver com eles e quando acontece algo de errado no mundo é culpa sua, por o mundo girar todo ao seu redor. Isso é natural e é assim que acontece, para além delas precisarem desse egocentrismo, não lho furtem. Mas deem-lhes algo mais. Além disso, "sê tão egocêntrico quanto tiveres que ser, mas consideremos igualmente algo para além de ti..." uma ideia terrível, bem o sabemos, mas seja como for... Eventualmente deparar-se-á com isso, razão por que a enviam para a escola, e vem tão traumatizada pela pré escola.

"Encontra-se mais gente lá, mamã. Nem sempre consigo fazer o que quero, mamã. Não gosto do mundo lá de fora mamã, quero voltar para casa." E depois dizem: "Jamais tive noção de alguma coisa por causa de mim."

Mas enquanto mais ensinam-lhe honra, sinceridade, lealdade, nobreza, e a partir disso a criança começará a descobrir o seu próprio poder, começará a descobrir as próprias forças e descobrirá um equilíbrio nessas forças e nesse poder que é o que o talento significa. E disso emergirá um sentido de graça e de uma generosidade graciosa. Foi esse trabalho que Merlim levou a cabo com Artur para fazer isso emergir.

Bom; quando se sintoniza com a verdade e se diz a verdade e se é verdadeiro, assim com sincero, a veracidade é importante para se desenvolver uma compreensão do que é a coragem. O cobarde não se interessa pela verdade. Aquele que carece de coragem repete automaticamente padrões, e faz o que sempre fez por sempre o ter feito. Isso não é necessariamente cobardia, mas representa uma falta de coragem. Daí a frase: “Amem o suficiente para sonhar,” mas tenham suficiente coragem para manifestar os vossos sonhos. É preciso coragem, e a falta de coragem reflecte-se na repetição de padrões.

Agora, recusar-se a ver a verdade, recusar-se a buscar a verdade – isso é cobardia. Racismo, fanatismo, intolerância é ser covarde, tacanhez, opressão, supressão, controlo, actos de cobardia: “Não quero conhecer a verdade; não quero ver a verdade. Recuso sequer considerar a verdade.” Isso é cobardia.

Mas da verdade importava que Artur aprendesse a coragem; não a ser um valentão intimidador nem provocador. Ter estofo para ser corajoso é diferente. A seguir vem a cortesia, porque coragem sem cortesia pode tornar-se descaramento e carecem de um sentido da amizade, de ser gentis, atenciosos. Aí, ser valente, corajoso e valente, corajoso e galante.

Uma outra diferença significativa é a seguinte: A galanteria, a ousadia, o heroísmo que age mesmo em face do medo. A verdade, com base na vulnerabilidade, para conhecermos o medo que sentimos, para enfrentarmos o medo que sentimos, ter a coragem de não sucumbir ao medo que sentimos: “Recuso-me a viver uma vida que não seja expressão daquele que sou, que não seja expressão da minha força, do meu poder, do meu talento.” Isso é a coragem; a bravura dos heróis está em ir em frente e agir. Ir em frente e fazê-lo. “Sim, tenho medo, mas vou actuar. Sim, vou mitigar esse medo, mas vou agir dê por onde der. Não vou deixar que o medo que sinto me imobilize.” Isso requer bravura, isso é heroico, isso é galante.

“Gostaria de conseguir isso mas sinto medo.”
Mas, e que é que queres dizer com isso?!
“Bom, essa é a razão por que não faço isso…”

Vocês ouvem isso da boca das pessoas, que nos seus vinte e trinta dizem temer o amor. Vinte anos mais tarde, durante os seus cinquenta, elas dizem a mesma coisa! Porquê? Por deixarem que esse temor, que estava vivo na altura, detê-las. Não terão tido, porventura coragem para recusar viver uma vida que não expressasse isso, ou não terão tido a galanteria, a bravura para ir em frente e fazê-lo de qualquer modo.

Ouvem as pessoas dizer “Não quero ter um cachorro, por poder morrer.” Mas do mesmo modo dirão: “Não quero ter uma relação por me poderem abandonar, ou por poderem morrer atropelados por um autocarro, ou então, se resultar e nos amarmos por vinte trinta ou quarenta anos, teremos que enfrentar o facto de um de nós poder morrer. E requer-se valentia suficiente para dizer: “Eu vou à procura do amor de qualquer modo.” “Eu vou amar pelo melhor de que for capaz.” Essa é a bravura que dá a entender que não fingem que não sentem medo. “Eu não tenho medo de coisa nenhuma. Eu não vou enfrentar a verdade” Isso é cobardia.

“Eu vejo o medo; eu vejo o problema; vejo onde isso pode dar para o torto. Eu vejo-o, mas estou disposto a agir em face disso, por causa ou a despeito -- dependendo das circunstâncias – do medo que sinto.” Isso é galanteria, isso é valentia. E isso era o que Merlim ensinava nos bosques, na floresta, durante os anos de crescimento de Artur. Ensinava Artur a tomar as próprias decisões com moderação e com equilíbrio, ensinava a Artur a tornar-se na autoridade da sua realidade: “Ouve, aprende, mas procede às tuas próprias decisões e escolhas por mote próprio, e sê responsável por essas decisões e escolhas.” Ensinou-o a estar ao serviço dos outros, com base nesse elevado propósito. “E sê humilde. Exactamente quando estiveres seguro de saber tudo, sabe que não sabes. Sê humilde. Dispõe-te a ver cada dia como um novo dia, cada oportunidade como uma oportunidade pura.

Essas foram as coisas que Merlim ensinou ao rapaz, e é por essa ordem que a progressão resulta mais natural, mais elegante. Essas são as qualidades a ter. E ele ensinou-lhe essas qualidades na sua respectiva vez, periodicamente, não “Senta-te e escuta o que te digo. A lição de hoje é sobre…” Mas “Vamos lá dar uma volta, Artur. Que tens feito ultimamente? Que te tem passado pela ideia ultimamente? Que é que tem acontecido? Que tens sentido com respeito ao que tens pensado? Vamos pela beira do riacho que te quero mostrar uma coisa. Vamos ouvir os grilos na Primavera. Vamos ver a Buganvília, comer aqueles cogumelos. Raspar esta casca e fervê-la até dar um elixir espesso para o bebermos a ver o que sucede. Vamos fazer isto, vamos fazer aquilo…” E no processo ensinava o rapaz à medida que ele se tornava num homem. Mas ele era excepcional, ele ouvia o canto, e era justo e decente. E para a fase da mocidade que o caracterizava apresentava um espantoso sentido de compaixão. A vida dele não era isenta de tristeza, mas ele aprendia com ela, na natureza. E com as histórias que Ector e Merlim contavam. Porquanto o mundo circundante desse tempo era completamente caótico. Pois é, Uther era rei, mas travavam batalhas a toda a hora, Normandos e Saxões, era um caos repleto de mortes e de tragédias e de banhos de sangue. Mas enquanto jovem ele era excepcional, e jamais lhe passou pela cabeça ser menos que vencedor, mas sem arrogância. Mas não vivia na ilusão.

Mas ele não era excepção. Era um garoto entre garotos, um homem entre homens, mas que estabelecia uma comunicação com os elementos e com o mundo ao seu redor e que conhecia a celebração, e embora as vitórias desse tempo fossem de menor monta, ele conhecia o significado do triunfo. Ele era cavalheiresco, tinha cavalheirismo.

Lá chegou o tempo, com a morte de Uther, em que uma espada fora cravada numa rocha com o decreto ou feitiço de que somente aquele que viria a liderar a nação, o legítimo herdeiro do trono, seria capaz de extrair Excalibur. Lembrem-se que Excalibur era uma espada que tinha sido forjada no reino das fadas, e dotada pela antiga rainha das fadas, e que tinha sido privilegiada pela Dama do Lago e por Nemo. Era uma espada encantada que, quem quer que a empunhasse jamais perderia. Assim, por entre a retirada de Uther, motivada pela solidão e pela desolação, pela dor e pelos flagelos da terra que carregava presos no coração, surgiu essa espada.

Mas Merlim, agora preparado para agir, convocou toda a gente do condado: “Venham daí, neste tempo de solstício de Inverno, que aquele de entre vós que conseguir tirar a espada… Venham todos.” “Ector, porque não trazes o rapaz?” “Escutem lá… Ela encontra-se rigidamente presa.”
E lá acorreram. E de facto travou-se uma grandiosa competição e eles passaram um bom bocado. Lá ia um e tentava puxar por ela e toda a gente desatava na galhofa “Já sabia que não conseguias…” Depois vinha outro e lá dizia: “Deixa cá ver…” intimidado pelos amigos que bradavam: “Vamos lá seus cobardes, subam lá.” Era uma espécie de carnavam. “Toquem os sinos. Como haveremos de extrair a espada?” E me grande medida foi um tempo de diversão e de celebração. E por entre todo aquele carnaval e pancadaria e humilhação que seguia as diversas tentativas, já o tempo ia avançado, lá chega Artur e sobe até à espada, tira-a e entrega-a ao irmão. Artur retirou a espada e deu-a, recusando o apelo, o futuro rei. Ele não passava de um rapaz, um jovem, sem força, sem poder, sem qualquer aptidão para governar a terra; contudo teve Excalibur nas suas mãos. Um jovem nos últimos anos da adolescência ou no começo dos vinte.

Depois vieram as batalhas, os doze testes. Coroado foi ele, rei da nação, o que quer que isso referisse. Foi mais rei por um dia, porque os inimigos estavam a aproximar-se e podiam conquistar a terra e tudo ser desbaratado. E eles estavam a ser conduzidos por um rei que não passava de um rapaz. Mas o rei que foi coroado ainda rapaz, rei de uma terra que valia pouco, e que inicialmente seria muito pequena, liderá-los-ia nas batalhas – doze batalhas, segundo diz a lenda. Doze batalhas, doze faces da alma; doze qualidades do cavalheirismo, para o testar, para o forjar na forja e no campo de batalha da vida. E ele liderá-los-ia na batalha. Inicialmente de forma descontrolada, os cavaleiros desempenhavam o seu dever só que com atitude de martírio. Mas ele lutou com uma tal ferocidade e determinação, com tal sentido de honra, leal e nobre nos seus propósitos.  A virtude ergueu-se acima do fedor do derramamento de sangue e dos gritos dos homens e dos cavalos que morriam. A graça natural do rapaz-rei, do rei do povo, do rapaz-líder, do líder que não se sentava na colina distanciada mas que ia para o meio da batalha. Não era como os anteriores que antes se sentavam no cume a observar os seus lacaios a destruir ou a ser destruídos, para depois clamar vitória e brilhantismo. Não ele estava lá, no meio da contenda e do sangue, das exalações e do suor – e Merlim com ele, conselheiro do rei, conselheiro no decurso da batalha, a traçar estratégias e evocando a fifa para fazer emergir o fôlego do dragão em pleno dia.

E ao alvorecer do dia as tropas mudar-se-iam de uma maneira ou de outra, de modo a trazerem a fifa mágica à mudança. O que eram soldados eram então homens disfarçados, de forma a permitir que passassem as linhas inimigas sem ser notados e em segurança, e a operar outras formas de magia das fadas destinadas a curar as feridas, de modo que os soldados caídos e as tropas reduzidas pudessem ser reabastecidas sem ser pela reunião de mais divisões mas pelo erguer daqueles que de outro modo estariam mortos, e pela cura dos cavalos uma vez mais. As batalhas seriam travadas e vencidas uma a uma. O humor daqueles soldados que lutaram alterou-se e eles sentiam-se inspirados com a luz desse guerreiro que cavalgou a seu lado e que tinha sido um deles e que em determinados períodos não parecia ser diferente deles, e assim o honraram e lhe votaram a sua lealdade, por ele os ter honrado, e ter sido dado, nobre e virtuoso. Ele era a verdade a cavalo e de armadura, ensanguentado e exausto e suado e fedorento, ele representava a verdade e a mais elevada coragem alguma vez vista.

Ao mesmo tempo parecia cada nuance que deixava em ordem a armadura dos homens, perguntava a seguir por a mulher ou pelo filho de um dos homens. "Estávamos justamente a batalhar e a suar e a ser estufados e a morrer e ele tinha dez mil coisas para fazer e perguntava se a minha mulher estaria bem...! Que coisa mais atenciosa e adorável de fazer." mas não era um tipo qualquer de expediente político "Anotem os nomes de todas as mulheres e filhos para lhes poder para lhes poder dizer que estou solidário com a sua dor." (Riso) A cortesia levava-o a descer do cavalo e a ajudar um soldado a tirar a armadura ou a martelar um buraco feito por uma lança. A cortesia e a galanteria, o orgulho furiosamente espelhado no rosto, plenamente conhecedor do medo, pois ele não era cego - só que ele não deixava que ele o detivesse.

Galante, valente, heroico, e verdadeiramente votado ao serviço de trazer paz ao reino e de afastar os inimigos, aqueles que devastavam e estupravam a terra, com autoridade, mas ainda assim sempre com humildade. E a inspirá-los. "Eu quero ser como ele. Eu quero viver a vida; quero ter um futuro de liberdade; é o meu futuro. Inspirar a vida e vivê-la em pleno e de uma forma rica." Ele agitava-lhes as paixões, atiçava as brasas e avivava o fogo que ainda tivessem a ponto dos soldados, após tantos anos de batalha, e os seus pais antes deles e os pais dos seus pais, suprimidos e oprimidos, rejeitados, castrados se quisermos, sob o peso das leis romanas, e depois as batalhas tinham início, quando os romanos com os gananciosos e os outros que começavam a tiranizar-se uns aos outros, batalhas sem fim, destituídas de propósito e que não conduziam a parte nenhuma, nem sinal de um futuro, o desinteresse total.

E Artur trouxe-lhes um fôlego de vida e a aspiração para viverem em pleno, atiçou-lhes as brasas de uma há paixão perdida muito , e essas brasas reacenderam e começaram a arder de novo. Os homens queriam viver, e anteviram a possibilidade de um futuro. Anteviram um rei de outrora e do futuro, e ele despertou-lhes as almas. E o que parecia encontrar-se imobilizado no seu inconsciente e adormecido no seu subconsciente começou a despertar e eles começaram a sonhar, e começaram a lutar uns com os outros por um sonho -- não uns contra os outros mas conjuntamente -- por uma liberdade. Artur constitui o sopro e a luz do espírito, o sopro que inspirava e que por seu turno os levava a aspirar, não só a permanecer vivo mas a viver uma vida rica que atiçasse a paixão e que atiçasse a alma, que se transformava em criação consciente e em manifestação consciente - o sopro da liberdade e do espírito; a pureza da vontade, a acção, da compreensão e do sentido. Isso ele demonstrou-o, nisso se tornou ele, ao reunir as qualidades que aprendera. Actuando com base nelas, aplicando-as: "Isto é o que eu tenho, e com o que eu tenho, eu faço. E depois venceria as batalhas, a última das doze, a batalha de Mount Baden, e a liberdade foi conquistada, e o rei era rei de verdade.

Ele testou o seu metal, testou a sua honra, a sua lealdade, a sua nobreza, virtude, graça, verdade, coragem - e a sua humildade. Regressou não só vitorioso, mas regressou triunfante, por ser não só significar a vitória da força, mas a vitória do carácter. Artur regressou a saber quem era. E os seus soldados voltaram, não só vitoriosos como triunfantes. Voltaram com um sonho, e trouxeram todos a vontade de fazer por que tivesse lugar.

Depois haveria de casar com o amor da sua vida, a Guinevere que ele conhecia, com a Guinevere que acabou por significar um afortunado conjunto de coincidências, embora Merlim soubesse...
E no entrelaçado do seu amor, a criação, a manifestação, os cavaleiros foram rapidamente convocados, e passariam a sentar-se.

Isto é o que faz: "Eu possuo essas qualidades; elas fazem parte daquilo que sou. Mas tê-las não chega, preciso agir com base nelas, preciso fazer algo com elas." E opara fazerem alguma coisa com elas começam pela coragem. Primeiro a coragem. Mesmo que não a tenha aprendido, mesmo que não tenha feito parte de mim até... tem início com a coragem. Para ser seguida, neste caso, pela lealdade e pela virtude, pela autoridade e pelo serviço, pela nobreza, chegando com a nobreza a esta ordem, a este sítio da roda.

E assim é. Como aprender, como elevar-se, já que são demasiado velhos para retornarem para que lhes ensinem essas coisas, porquanto isso não faz mais sentido. Mas o que lhes faltar poderão encontrar, porventura no vosso cavaleiro, e talvez o cavaleiro da vossa eleição represente aquilo que são e isso possa conduzi-los aos demais. mas poderão precisar de fragmentos disto ou daquilo que não tenham. A maioria de vós terá isso, mas isso é o que fazem com isso; é assim que o põem em acção.

Primeiro, começa pela coragem, à esquerda de Artur, e avança para o erguer do sol, até à plenitude do dia, e pela noite adentro. Para começar de novo. Bom, não quer dizer que toda a gente possua o cavaleiro da coragem. Que é que se lhes exigirá entrar em contacto com a coragem? A alguns de vós irá exigir galanteria; a outros irá exigir serviço. A outros, irá exigir honra e a outros será o cavaleiro gracioso da dádiva. "Este é o meu cavaleiro; este é aquele que poderá conduzir-me à coragem. Para alguns de vós será a coragem que os conduzirá  ﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽ que os conduzirto com a coragem?agemm pela coragemdaquilo que sou. Mas tà coragem. Dependendo do cavaleiro que tiverem, não será por onde começarão a roda, é o que os conduzirá à roda, assim que aí se encontrarem. A coragem, a lealdade, a coragem e a vulnerabilidade, a força e o poder, a permissão para usar essa força e poder para servir com um propósito elevado em mente, não com carácter exclusivo mas envolvidos, e a humildade para serem responsáveis e graciosamente dados; e a partir da vossa verdade e cortesia a honra e a galanteria, a valentia para ser.

Quando essas qualidades são reunidas e funcionam, isto é aquilo que têm (apontando para o quadro) isto é o que fazem, e quando isto se torna... é o que somos. Ter, fazer, ser. Quando os muitos se tornam um. É o que devia ser. Vocês definem a vossa existência em crianças por aquilo que têm: "Eu tenho um caminhão tanque; eu tenho uma boneca Barbie. Pois eu tenho um bebé chorão! Bom, eu tenho um que funciona a pilhas e que tem uma buzina que toca." (Riso) "Eu tenho uma casa; tenho uma mãe e um pai," o que se está a tornar numa mercadoria rara nos dias que correm, "tenho uma avó, tenho um cão, e um baloiço no jardim."

Com o tempo, passam a definir o que são por meio daquilo que fazem: "Eu sou isto e sou aquilo; sou professor, sou uma mãe..." Definem o que são por meio de: "Olá,  eu sou a mãe de fulano ou beltrano." Muitas mulheres encontram-se nessa situação, não é? Ou então: "Sou a mulher deste ou daquele." São em função daquilo que têm, ou daquilo que fazem. Mas com o tempo, a oportunidade (sublinhe-se a palavra) definir-se em função daquilo que são apresenta-se e muitos retrocedem e torna-se num período de enormes crises, crise da meia idade, crise da idade avançada, as crises do diabo, por não encontrarem maneira de se definirem por aquilo que são; quando a oportunidade surge, retrocedem, e procuram definir-se ainda mais por aquilo que fazem, ou por mais daquilo que têm. Só que já não satisfaz mais e representa uma diminuição da proporcionalidade. "Quem sou eu? Sou aquele que tem uma casa na colina. Dois carros na garagem e três televisores. Queres saber quem sou? É isso que eu sou!" Mas isso constitui uma diminuição da proporcionalidade, entendem, e em breve precisarão acrescentar: "Sou aquele que possui uma casa na colina E no vale, mais seis televisores e oito - sim, oito - automóveis. É isso que sou!"

"Pois bem, eu tenho três casas e vinte automóveis." Desproporcionalidade!
"Que é que tu tens? Que é que tu fazes? Quem és tu?" Tudo incluído na lenda; encontra-se lá, na corrente. E Merlim ensinou Artur a conseguir essas coisas, e pôs em marcha a oportunidade de Artur saber que Artur o conseguia isso no fazer, nas batalhas e na criação de Camelot. Foi o que Artur fez. E assim, Camelot, e o que os cavaleiros fizeram desse ponto em diante, eles fizeram o que fazem , suscitaram essas qualidades uns nos outros e travaram batalhas sempre que se fez necessário e mantiveram a paz, e foram em auxílio das aldeias ou em auxílio de uma amigo ou de uma família, e se alguém precisasse de alguma coisa eles estariam presentes; uns para os outros, para eles próprios, para as povoações das aldeias e entretanto viviam a vida, iam para casa e cultivavam e pintar ou escrever, ou compor música, estar com as famílias e cuidar dos filhos e dar atenção às mulheres, passatempos e artesanato e aí, sempre que fossem convocados viriam tomar o seu lugar na Távola Redonda...
            
Ora bem, essa ordem particular representa a ordem de estar na Távola Redonda, ao contrário à progressão dos cavaleiros, a ordem de estar na Távola Redonda e representava uma ordem importante, porque existe uma relação muito particular, que enumeraremos muito rapidamente:


Cada cavaleiro necessita de um marco; e cada um dos cavaleiros que se encontra a seu lado proporcionam-lhe um marco. Para serem corajosos precisam conhecer a si mesmos. Precisam ser vulneráveis. Precisam ser leais a vós próprios. A coragem sem lealdade pode evaporar-se, pode dispersar-se. Mas carece do marco da lealdade e da valentia, da galanteria. A coragem é delimitada pela galanteria e pela lealdade, por isso lhe facultar os seus marcos. E carece de delimitação. Ser verdadeiramente corajoso, escolher efectivamente não viver uma vida que não os expresse, o melhor é que se conheçam. Viver efectivamente uma vida que não expresse os seus pontos fortes, o vosso poder e o vosso talento, precisam conhecê-los e expô-los e ser leais a eles, porque caso contrário tornar-se-á demasiado escorregadia essa coisa chamada coragem e nem chegará a assentar.

Do mesmo modo, ser uma pessoa verdadeiramente leal a vós próprios requer coragem e virtude. Se não possuírem a força moral, a força do carácter e da integridade, a vossa lealdade vacilará. Se não tiverem a coragem, a disposição para prosseguir mesmo que não disponham de todas as respostas a vossa lealdade vacilará; é a coragem e a virtude que a sustentam nas mãos, que criam os marcos, que criam as margens dessa corrente de energia que é a lealdade, e se buscarem cada um deles seguirá em frente; para serem virtuosos, para terem um verdadeiro carácter e integridade, precisam de autoridade e de lealdade, precisam conhecer a si mesmos. Ter essa autoridade, ser emancipado, ser equilibrado e competente, precisam de virtude e estar ao serviço. Usar essa autoridade para serem o amigo útil. Para estarem ao serviço carecem de autoridade e de um sentido de objectivos elevados e de rumos elevados, porque caso contrário tal serviço poderá deteriorar-se e desintegrar no martírio, em tornar-se parte do problema. E em colocar-se “ao serviço dos pobres.” E se alguma vez não devesse haver um pobre, “eu caio fora.” Assim, “estou mais interessada mais em manter os pobres, de forma a manter o meu salário.”

É justamente quando na verdade o serviço carece de nobreza. Pessoas que combatem uma causa, bombeiros que iniciam fogos, polícias que cometem crimes, advogados que cometem actos ilegais. O político que serve de porta-voz de uma determinado grupo, que não tem qualquer desejo de que tal grupo oprimido alguma vez seja eliminado ou libertado por poder ficar sem emprego: “A minha função é proteger as vítimas e por isso, por deus, o melhor será que não faltem vítimas.” Isso é quando o sereiço carece de nobreza e de autoridade e deteriora em martírio, quando se torna não na solução, mas em parte do problema. Ser nobre, estar ao serviço e ter nobreza, caso contrário tal nobreza, tais objectivos elevados, definição de vós próprios pela exaltação do vosso ser, sem esse sentido de serviço e de humildade podem descontrolar-se.

Do mesmo modo, a humildade com a nobreza e a graça. Para serem graciosos na vossa generosidade precisam ser humildes, encarar cada situação de forma nova; e precisam ser verazes, para serem verdadeiramente graciosos na vossa dádiva. Por essa dádiva e esse carinho variarem de pessoa para pessoa.
“Bom, a maneira por que demonstro o meu amor é abraçando as pessoas. Ando por aí a abraçar as pessoas a toda a hora.
“A minha maneira de demonstrar amor é enviando bolos às pessoas.”
Que é que fazes pelos diabéticos?´
“Eu não gosto de diabéticos!” (Riso) Ou: “Envio-lhes docinhos, e fico magoada se não os comerem.”
Precisam de humildade, por o amor gracioso que podem demonstrar não passar pelo envio de uma garrafa de Scotch a um alcoólico.
“Talvez precise dizer a mim próprio a verdade e de ser humilde com relação a isso e descobrir outra coisa qualquer para lhes enviar. Mas sempre envio vinho.”

Do mesmo modo, em relação à verdade, ter uma graça generosa com a vossa verdade e cortesia. A cortesia necessita de verdade e de honra. A honra necessita de cortesia e de galanteria. E para serem verdadeiramente valentes, herois, precisam de coragem e de honra. Cada cavaleiro liga-se ao outro e progridem desta forma, mas dispõem-se deste modo (apontando gráfico no quadro).

Mais, o cavaleiro que se senta no lado contrário – ninguém se senta na posição contrária ao Artur – proporciona um objectivo, representa um destino. Não o destino completo, mas um destino.
No lado contrário ao do cavaleiro humilde situa-se o da coragem. Por meio da sua humildade, apoiado pela graça e pela nobreza, ele busca a coragem.
Em frente ao cavaleiro da nobreza, apoiado pelo serviço e pela humildade, os objectivos elevados, a galanteria; a galanteria heroica e valente dos seus objectivos elevados.
Em frente à graça senta-se a lealdade. A graça, mais a sua humildade e verdade, busca chegar a conhecer-se, ser vulnerável e leal; amor gracioso focado na lealdade.
Em frente à autoridade, fica a cortesia, a autoridade, a autoria da realidade; ser e buscar essa cortesia, a amiga adorável. Esse é um dos objectivos do que é procurado.

O vosso cavaleiro, seja qual for, representa uma energia em vós que os pode levar à Távola, que os pode conduzir à coragem – que representa a entrada na Távola.
“Talvez eu precise ser humilde, e a humildade me conceda a coragem.”
“Talvez precise ser verdadeiro, e na verdade eu encontre a coragem.”
“Talvez precise descobrir o meu sentido de cortesia, a ajuda do amigo querido que eu posso ser, e reconhecer o quão cortês sou. E esse direito conduzir-me à coragem.”
“Talvez eu precise ser sincero e honrar-me, e por meio de tal honra consiga encontrar a coragem.”
“Talvez careça de coragem para descobrir a coragem; talvez seja a própria coragem que me conduza à Távola.”

Por isso, há tanto que podem aprender com a identificação do vosso cavaleiro; o que os marca, a parte que desempenham no objectivo, a qualidade em vós que pode trazer não só a coragem para entrar na Távola mas também para a vossa magia.
                                                      
                                                  

Transcrito e traduzido por Amadeu António

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