quarta-feira, 15 de junho de 2016

SUBCONSCIENTE


Vamos abordar a descoberta da vossa mente subconsciente. Trata-se de uma nova forma de lidarem com a vossa realidade, diferente da que terão usado antes. Esperamos que não cometam o erro de presumir que nesta exploração venham a aprender tudo quanto possivelmente possam aprender acerca do vosso subconsciente e do que reside nesse vosso aspecto particular, ou que numas quantas semanas consigam dominá-lo e tudo ficará completo. Não, trata-se de um começo. O vosso subconsciente e as suas profundezas e larguras e alturas ou seja quais forem as dimensões que lhe quiserem emprestar, alcançam uma amplidão que vai além daquilo que possam compreender em pleno numa só vida ou sequer numa série de vidas, ou para que alguma vez venham a compreender totalmente no vosso crescimento e compreensão e descobertas.

É um começo de uma jornada que os leva pelos domínios espirituais e por domínios que são carentes de vocabulário que o descrevam. E enquanto começo, o s vossos passos iniciais são muito importantes. E a maneira, e o modo e a atitude com que começarem pode estabelecer uma vasta diferença. Por ser claro que já terão iniciado esta jornada antes, no que chamam de outras vidas; iniciaram a exploração e a busca, interpretaram os sinais e as mensagens e seguiram as directrizes do desenvolvimento espiritual, para muitas vezes acabarem em becos sem saída e poços sem fundo e posições sem retorno, apenas para começarem tudo de novo. E muito disso tem que ver com a maneira como iniciam, a maneira e a atitude com que dão esses passos iniciais numa área completamente nova. Por isso façam uma boa partida no caminho acertado e numa maneira adequada de o trilhar para poderem tornar essa jornada rumo à espiritualidade via mente subconsciente num trunfo formidável nesta vida, de modo que, quando terminarem esta encarnação não tenham que olhar para trás e dizer que o tenham iniciado mas que tenham tomado um atalho que os tenha conduzido ao inicio ou num beco sem saída, e tenham que o tentar numa outra altura qualquer. Dão os passos de modo adequado e poderão explorar e alargar-se pelos limites que neste ponto particular nem sequer conseguem compreender, não por que não sejam suficientemente inteligentes ou destros o suficiente, mas simplesmente por falta de vocabulário com que o descrevam.

Também é significativo por estarem agora a pisar além dos limites normais do desenvolvimento, e estarem a pisar no que seria visto como território desconhecido ou não cartografado. Decerto que o termo “subconsciente” e a ideia que subscreve não é nova, nem é estranha ao movimento do potencial humano, e para aqueles que estão por dentro, esse é um termo que salta da boca para fora com frequência. E o que descobrem na exploração que empreendem e na descoberta do subconsciente não é algo que deixem de aplicar ao vosso desenvolvimento humano, por ser claro que venha a aumentar e a capacitar esse potencial que já aprenderam a desenvolver. Acrescentará uma profundidade adicional aos instrumentos ou técnicas que já dominam; mas fará algo mais, por os levar a esticar-se e levá-los a atingir além dos limites que tenham atingido antes.

E assim, para que o entendam com uma maior clareza, no movimento do potencial humano o subconsciente sé encarado como a vossa proveniência; aquilo de que precisam erguer-se; é encarado como um servente ou um escravo ou mesmo um inimigo. Não é visto como meta para que se dirigem, nem tão pouco como um amigo, e muito menos como um colaborador, cocriador na jornada que trilham em frente. Não é uma crítica que tecemos ao movimento do potencial humano, mas uma observação, por ser necessário, por ser uma parte muito importante do vosso crescimento - erguer-se acima da pretensão da motivação subconsciente, da vossa pretensão da acção subconsciente. Erguer-vos disso até à plenitude da consciência mas não deter-se por aí, para agora chegarem ao vosso subconsciente de novo só de diferentemente: com uma diferente perspectiva e um diferente sentido de vós e um diferente sentido do poder que têm. Usar esse subconsciente enquanto amigo, colaborador, exercer domínio junto com esse subconsciente e não funcionarem sempre com base nele. Mas talvez para compreenderem melhor isso necessitemos rever o processo da evolução da consciência, ou poder.

Todos os processos, todas as funções do movimento e do crescimento podem ser avançadas em sete bem definidos passos plenamente definíveis se não mesmo plenamente compreensíveis. O passo inicial de todo processo consiste no focar; espaço isento de responsabilidade. O primeiro passo na evolução da consciência é aquele da consciência superior, aquele espaço que é de tal modo expansivo e vasto que não conseguem limitar, e de facto não tem limites. A sede do poder, a consciência que têm actualmente, inicialmente, residia na consciência superior; toda a motivação para a acção, todas as decisões, todas as funções eram empreendidas pela mente supraconsciente. Só que vocês não exerciam qualquer controlo sobre isso nem dispunham de poder decisor, era tudo uma questão do que lhes acontecia. Esse foi um estado anterior ao da vossa existência física, um estado em que vocês não possuíam corpo de forma ou substância nenhuma, e decerto que qualquer manifestação. Trata-se de um ponto de partida com que não conseguem mais encontrar qualquer relação, para além de saberem que existiu.

por intermédio desse processo de evolução, a sede do poder desceu até ao segundo passo do processo, ou o processo que é chamado substância, que é a mente inconsciente: todas as decisões, todos os actos, todas as motivações, todas as formas de interpolação e de interpretação e de extrapolação procedem da mente inconsciente; uma vez mais sem controlo, sem consentimento óbvio ou consciente - acontecia! Esse nível corresponde mais directamente à aquela altura em que vós enquanto consciência se manifestavam no reino mineral ou vegetal. A sede do poder deslocou-se uma vez mais, para baixar uma vez mais, até chegar a localizar-se na mente subconsciente: toda a motivação, toda a acção e reacção e decisões eram motivadas desde e a partir da mente subconsciente em vós, aquilo que corresponde à motivação instintiva animal e aos períodos subconscientes de motivação subconsciente. E durante a vossa evolução individual, as vidas iniciais que tiveram assemelhavam-se bastante a animais, por funcionarem para sobreviver, funcionarem para existirem e por nenhuma outra motivação, nenhuma outra razão para porem o pé direito à frente ao esquerdo, mais nenhuma para além de sobreviverem para poderem pôr o pé esquerdo à frente do direito.

Lá chegou uma altura em que a sede do poder baixou uma vez mais, até à mente consciente, em que passaram a tomar decisões activas e conscientes com respeito às vossas acções, motivações e a toda a vossa realidade. A sede do poder repousa actualmente na mente consciente, pelo que alegar que as motivações tenham assento na mente inconsciente ou subconsciente será impróprio, por envolver motivações conscientes de que alegam não ter consciência, ou conhecimento, e que situam nos recessos subconscientes ou inconscientes do vosso ser, o que é mentira, por se localizar na vossa mente consciente, onde a sede do poder se acha actualmente localizada.

A partir dessa base em que a vossa consciência e o poder que lhe é inerente se tornaram conscientes, cabe-lhes agora a vós, esticar-se até um quinto passo que é a nova forma - mergulhar no subconsciente de forma consciente, ao invés de o fazerem de forma inconsciente. Esquematicamente temos: a sede do poder passou da mente supraconsciente para a mente inconsciente; da mente inconsciente moveu-se até à mente subconsciente; subsequentemente passou da mente subconsciente para a mente consciente. daí, precisam imprimir-lhe uma direcção diferente e de uma forma activa conduzi-la da mente consciente até à mente subconsciente. Nesse sentido particular, a motivação desloca-se do consciente para o subconsciente em vez do inconsciente para o subconsciente, se constatarem a progressão que a energia percorre nessa direcção.

Mas entendam, vocês precisam fazê-lo; o vosso subconsciente não pode fazê-lo por vós, e o vosso inconsciente muito menos. Vocês precisam mover a energia do consciente até ao subconsciente de forma consciente e com um objectivo, com concentração, com vontade e o poder da vossa imaginação. E aí, no devido tempo, e espaço, e no decurso de um desenvolvimento, seja como for que queiram referir a coisa, deslocam a vossa consciência desse subconsciente conscientemente depositada, até à mente inconsciente, conscientemente. E por fim até à mente superior, conscientemente. É a isso que se chama "Tornar-se um com..." o que quer que queiram referir, que é opcional, aquilo com que se tornam um só.


De modo que terminam exactamente onde começaram, com o assento do vosso poder na mente consciente superior - só que desta vez, depositando-o lá de forma consciente, em vez de simplesmente o descobrirem lá.

O movimento do potencial humano volta-se para trás, para o subconsciente, para descobrir e desenterrar; para desenvolverem o vosso potencial de seres humanos precisam voltar-se para trás, na direcção daquele subconsciente de que vieram. Ao se encontrarem actualmente no vosso estado consciente em que podem acabar com o vosso movimento do potencial humano para além do ajuste e do redireccionamento consciente desse potencial humano, atingem a potência que têm enquanto seres humanos; agora que é que vão fazer com ele? Dispersam-no por uma multiplicidade de vias diferentes para se tornarem verdadeiramente uma pessoa da Renascença - no verdadeiro sentido do termo "Renascença" e não no que usavam em 1500. E - não tudo, realmente, mas podem desenvolver um novo potencial, o vosso potencial espiritual, só que precisam consegui-lo alcançando a vossa mente subconsciente. Não para descobrirem de onde vieram, senão para descobrirem para onde se encaminham.

A palavra é a mesma - subconsciente, e nisso reside a trapaça da questão. Precisam mergulhar no vosso subconsciente. "Queres dizer, mergulhar no sentido inverso ou mergulhar para diante?  Não vo-lo disseram. Mas se gozarem uma visão limitada o suficiente para mergulharem no sentido inverso quando deveriam mergulhar para diante, caber-lhes-á a paga das consequências. É desse modo que distinguem aqueles que se encontram verdadeiramente em crescer daqueles que o fazem como um acaso, por a direcção não lhes ser dada. Chegam à esquina e voltam - para que lado? precisam saber isso. Não há mais instruções. O que nós sugerimos é que voltem nesta direcção - para a frente, na direcção do vosso subconsciente em vez de no sentido inverso. Isso constitui uma diferença significativa, razão por que dizemos, que no movimento do potencial humano lidar com o vosso subconsciente é prática comum, só que é voltar atrás, enquanto aquilo para que se direccionam e para o que estamos aqui hoje a dizer que estão a começar é a avançar . o que por conseguinte não está cartografado nem é falado. Não encontrarão quem o mencione nos livros nem em cursos. por não se encontrar aí, e não estar cartografado e ser flexível. Encontrarão pistas e vislumbres disso à medida que colhem e vislumbram muitas fontes que supostamente encerram toda a sabedoria e  todo o conhecimento. Mas em vez de dizerem "Eu li um milhar de livros, e captei referências disso por aqui e por ali," e tentarem reuni-las todas, preferimos fazer isso esta noite, através de uma descoberta sincera do vosso subconsciente.

Ora bem, importa entender este particular padrão de crescimento, por atingirem um ponto em que agora sucede por opção, por decisão, por um acto de vontade, quando até agora sucedia de modo bastante automático. Não tinham que decidir conscientemente "Eu vou deslocar a minha sede de poder da minha mente consciente para a minha mente inconsciente." Não teriam sabido como fazê-lo. Não precisavam fazê-lo; isso simplesmente sucedia e vocês só tinham que actualizar-se. E de modo similar, na mente subconsciente e consciente - apenas precisavam actualizar-se. Freud surgiu bem lá pelo fim, em retrospecto, afirmando que a motivação procedia da mente subconsciente. Que ideia mais reveladora! Um homem à frente do seu tempo - não, atrás do seu tempo! Isso já se tinha deslocado! Ele descobriu os rastros disso e chamou-lhe uma coisa nova. E toda a gente saltou para a carruagem e seguiram essa diretriz à procura de todas as motivações entediantes para tudo quanto sucedia. Para depois vários estudantes e discípulos se separarem dele – Adler, Jung, Rank, só para nomear alguns; esses três primordialmente separaram-se dele, sem saberem exactamente porquê, mas por sentirem que ele não estava com razão.

E o que nós sugerimos é que daqui por outros cinquenta ou cem anos, os psicólogos afirmar-lhes-ão firmemente conforme Freud o fez, que reside na vossa mente consciente. De modo que darão por vós no nível seguinte e em retrospeto dirão: “Hmm, era isso mesmo!” (Riso) Mas tem que proceder de uma acção da escolha, entendem? E de uma decisão. Há umas quantas analogias que servem aqui na perfeição e que servem como exemplos microssómicos do que se passa aqui a nível microcósmico. Um deles é o próprio processo do nascimento. Por altura da concepção, quando se dá a fecundação do esperma e do óvulo no ovário, e algo sucede, e ocorre uma explosão de energia, que corresponde porventura àquele período em que a sede do poder residia na mente inconsciente. Assim que ocorre tal explosão e a divisão celular e várias coisas desse tipo começam a acontecer, dá-se o desenvolvimento inicial do feto, que corresponde à sede do poder na mente inconsciente, por os estudos das ciências agora demonstrarem com clareza que nos estágios iniciais após a concepção, o desenvolvimento do feto assume uma estrutura celular não distinta daquela do reino mineral ou dos cristais fundamentalmente. A estrutura geométrica particular da actividade celular assemelha-se bastante à de um cristal. De modo que, no vosso ponto de desenvolvimento inicial nesta vida apenas, a vossa consciência ainda não se encontra lá mas aquele veículo que por fim irão ocupar começa como um mineral. E evolui por uma divisão e por um processo de crescimento não distinto do de uma planta.

 E daí passa desse estado para o desenvolvimento fetal médio do animal, e passa pela fase das guelras e do rabo e as pequenas garras e coisas assim e evolui desde o réptil até ao mamífero e até ao humano, tudo no curto espaço de tempo de umas poucas semanas no útero e no ventre da vossa mãe. Todos os fetos são fêmea. Ao entrarem subsequentemente no desenvolvimento mais tardio, ou no desenvolvimento do feto, escolhem ou permanecer feminino ou alterar. Mas inicialmente, todos vocês foram fêmea. Alguns optaram por se tornar machos, outros optaram por permanecer fêmea, por nenhum ser melhor… As perspectivas chauvinistas da realidade dizem que terão sido todos fêmea e depois alguns terão tomado a decisão certa. (Riso) E todo esse negócio da supremacia masculina constituir de algum modo uma melhor escolha, toda a questão da inveja relativa ao pénis, de Freud, e todo esse tipo de coisa, sucedeu como uma farsa maravilhosa, por nenhum dos sexos ser melhor. É tudo uma opção.

Mas vocês passam para o domínio humano como fêmeas. Alguns de vós optam por permanecer assim e nascer fêmeas; outros decidem tornar-se machos, ou nascer assim. E a seguir nascem, são forçados para fora do ventre, e ficam por conta própria. Desse instante em diante é convosco. Vêm a receber ajuda da parte dos pais e coisas do género, sem dúvida, mas é convosco. Se por essa altura, em que tiverem alcançado esse quarto nível da manifestação, recusarem sair do ventre, vocês morrem. Chama-se nado-morto; vocês morrem. Se na altura em que é suposto irromperem no mundo recusarem, morrem e são removidos mortos, caso contrário entrarão em putrefação e liquidarão a vossa mãe, ou o ventre que os gerou, e são removidos da segurança que a mãe proporcionava.
Uma outra actividade que os apanha depois é um outro processo. Mas esse processo não é o do nascimento mas o do crescimento, o processo do crescimento biológico e físico do vosso corpo. Começam como um bebé, que é sem direcção, espaço aberto para onde quer que queiram ir, as possibilidades são infindáveis. Todos os bebés são feios, todos os bebés são bonitos, dependendo do ângulo que quiserem vê-los. Não conseguem dizer, nas primeiras semanas, se essa pessoa irá crescer até se tornar feia ou bela. Não conseguem dizer, olhando para ele, se virá a desenvolver orelhas esquisitas ou narizes estranhos, ou dentes fracos, se virá a sofrer de fraca visão ou o que seja. Até mesmo a cor dos cabelos se altera, a cor dos olhos altera-se, formas dos ossos e da estrutura corporal mudam, o bebé encontra-se nesse estado de indefinição.

Depois tornam-se criança, e começam a perceber que existe um mundo exterior, e que vocês podem exercer impacto sobre esse mundo. Na verdade não sabem qual venha a ser esse impacto nem sabem como desenvolvê-lo apenas gozam dele; atiram com as coisas, deixam-nas cair, quebram coisas, provam coisas, engolem coisas, fazem tudo, todas as coisas que não é suposto fazerem, mas que fazem de qualquer jeito. Exploram e descobrem o mundo. E depois por altura em que atingem os seis ou sete anos já estão satisfeitos e estão cansados: “Vou ficar aqui mesmo, muito obrigado, (riso) isto é muito agradável, a mamã e o papá estão à minha espera; ainda não tenho que ir para a escola, ou se tiver ainda não tenho deveres de casa como o meu irmão e irmã mais velhos, ou como ouço falar que acontece com os outros (se forem filho único).” É uma utopia muito astuciosa a que têm por essa altura. Claro que têm que ir mais cedo para a cama do que querem, e há determinadas coisas que não podem fazer como ir ao cinema e ver certos livros e revistas, mas na sua grande parte é particularmente utópico esse estágio. 

E decidem ficar por aí – só que o vosso corpo não! (Riso) o vosso corpo continua a crescer; muitos catraios dessa idade querem ser tratados como bebés, querem voltar atrás e: “Pega em mim, mamã. Trata-me como um bebezinho pequenino de novo.” Seis e sete anos, por o corpo estar em crescimento mas eles não quererem crescer. Mas o corpo irá fazer isso por elas, quer o queiram quer não, se dependesse de uma decisão consciente todos rondariam os seis anos ainda. (Riso) Assim, o corpo passa à puberdade e automaticamente liberta todas essas protuberâncias e hormonas, que aceleram e de repente aqui está um adulto pubescente. Um adolescente. E vocês têm sentimentos e têm motivações e desejos que não conseguem descobrir nem controlar não sabem para onde se encaminham, e nesse sentido é um período assustador e fantástico. Mas o vosso corpo condu-los a isso. Outros dizem: “Isto é bom mas já chega; vamos parar por aqui.” Mas o vosso corpo leva-os um pouco mais longe e amadurece esse adolescente. Os seios que tenham começado a desenvolver desenvolvem-se por completo, o envelhecimento da pele passa de uma coloração leve para o rubor de adulto ou pessoa madura. Não crescem necessariamente mais em altura, mas sofrem uma maturação mas adquirem uma intensidade, um aprofundamento de qualidade. Chama-se experiência, mas seja como for está presente e condu-los à maturidade mas aí o vosso sistema biológico descarta-os, por volta dos dezasseis ou dezassete, quando atingem essa maturidade de adultos; talvez dezoito ou dezanove no caso de alguns de vós., em que atingem a fase adulta.

E então, o vosso sistema biológico descarta-os, e a partir daí é convosco, O sistema endócrino liberta determinadas hormonas a partir do cérebro, da glândula pineal, da pituitária e através do timo liberta essas hormonas para crescer, para os forçar a tornar-se tão altos quanto tiverem que se tornar, para desenvolverem a estrutura óssea que venham a desenvolver, e para desenvolverem as características que formam a vossa identidade. E aí larga-os. O timo inicia a sua atrofia por essa altura, por altura do fim da vossa adolescência, começa a debilitar-se e a atrofiar; começam a morrer. Alguns dizem que desde que nascem começam a morrer, e sim, supomos que seja verdade, mas mais precisamente, quando atingem a fase adulta começam a morrer por a glândula particular do timo, que se encarrega do crescimento, deixa de funcionar e começa a atrofiar. Há outras hormonas no sistema do corpo que deixam de ser produzidas, e desse ponto em diante começam a deteriorar. Que maravilha! (Riso)
E desse momento em diante é convosco, se quererão continuar e crescer e tornar-se adultos, ou se só quererão ficar catraios crescidos, ou se vão regredir, em termos de se tornarem bebés de novo. Fazem isso por variedades de meios; uns através de doenças, outros através do cancro (que representa o inverso do crescimento celular, de volta ao ventre) outros através da doença mental, outros ainda vivendo na ilusão, outros através do ego – uma multiplicidade de formas para retornarem à infância. Mas se não crescerem, vocês morrem. Quer de uma morte física quer mental, mas morrem. O corpo levá-los-á tão longe quanto isso, e descarta-os, e então é convosco.

O mesmo se dá no vosso crescimento, desde a vossa consciência superior até ao inconsciente até ao subconsciente até à mente consciente, o sistema toma conta de vós até esse ponto, e depois descarrega-os, e aí é convosco. E tal como um feto que se recusa a nascer, tal como um adulto que recusa crescer, se vocês por essa altura se recusarem a crescer, morrem. Tornam-se num “nado-morto” no vosso próprio processo de crescimento. Não podem permanecer parados, ou avançam em frente ou para trás. Encontram-se nesse exacto ponto; estão a nascer, agora. Já são adultos e sabem como ser, caso não tenham bem decidido fazê-lo ainda, pelo menos sabem como fazê-lo. Alcançaram o nível de consciência em que sabem, muito embora não queiram aceitar que criam a vossa própria realidade, mas agora é altura de avançar – ou de recuar. Altura de avançarem e de viverem, ou de morrerem. Fica ao vosso critério.
É aí que reside o significado de atingir o subconsciente agora, e não fugir dele, qual lugar sombrio, assustador e terrível que os levaram a acreditar ser, mas mergulhar nele alegremente com vontade, de modo consciente e aberto. Por ser isso que a vida é, e por ser aí que reside a fase seguinte do vosso crescimento e por ser nisso que reside a nova senda, a nova era.
                            
Portanto, que será a mente subconsciente? E como é que ela funciona? Para iniciarmos essa discussão precisamos fazer uma revisão e colocar as coisas em perspectiva. A forma como o descreveremos é tão velha que chega a ser relativa. Se desenharem um círculo grande, isso representa a vossa mente consciente superior - um círculo e não um quadrado, nem um rectângulo nem triângulo, um círculo completo em si mesmo, que comporta tudo. Esse círculo enorme representa a vossa mente consciente superior e nesse círculo acha-se tudo; vocês, a realidade conforme a conhecem, amigos e conhecidos, eventos do vosso mundo de que têm conhecimento, eventos do vosso mundo de que não têm consciência, o planeta Terra inteiro, o vosso sistema solar inteiro, toda a vossa galáxia e o vosso universo inteiros, mais os universos múltiplos que existem. Tudo quanto diz respeito ao plano físico, tudo quanto diz respeito ao plano astral, tudo quanto diz respeito ao plano causal, tudo quanto diz respeito ao plano mental. E ainda um bocado para além disso. Tudo contido nesse vasto círculo. Tudo quanto conseguirem conceber. Se questionarem se comporta isto ou aquilo, comporta!

Nesse círculo gigante encontram-se vocês nesta vida. A vossa representação deveria ser um ponto tão reduzido que nem sequer o veriam. Mas para fins de ilustração deverá ser representado como um ponto. E as outas vidas; todas as vidas passadas na Atlântida e no Egipto e no Oriente, nas Ilhas Tropicais e na Europa e nas Américas, todas elas deveriam igualmente ser representadas por um ponto, nem maior nem menor do que aquele que designam por "eu". Todas as vidas existem em simultâneo, estão a entender? Elas não são verdadeiramente passadas nem verdadeiramente futuras; elas encontram-se todas justamente dispostas tal como tantos dados dispersos por todo esse círculo gigante. E vocês simplesmente optam por um ou por outro. Não muito ao contrário de quando sentem compulsão de ir assistir a diversos filmes, e vão ao da matiné da uma hora e ao das três e trinta, e depois vão ao das seis horas e ao das oito e ao das dez e cinquenta e cinco. Pois bem, todos os shows são exibidos em simultâneo mas vocês vêem-nos por uma certa ordem. E vocês entram no cinema a horas, de modo a acompanhá-lo desde o começo. mas caso se atrasem, deduzem do que estiver a passar-se, aquilo a que não tenham assistido, não é? (Riso)

Pois bem, é o que vocês fazem na vossa vida - passam de uma para outra num sequência que é decidida após cada uma delas e antes da seguinte. E levantam-se delas, e se forem pontuais saltam para uma e passam um bocado bem lógico desde o nascimento, etc., e recordam muito do vosso passado, recordam quando estavam com um ano de idade, e alguns de vós recordam-se de estar com seis ou oito meses - poderão não ter ideia de que estariam com seis meses de idade, mas conhecem o evento: "Isto sucedeu; com que idade é que eu estava?" E os vosso pais dizem-lhes que estariam com seis meses, na altura. Alguns de vocês têm esse tipo de recordações. Outros recordam um pouco mais tarde, mas nesse âmbito, não conseguem recordar-se de muito antes dos vinte, não é? (Riso) Mas caso se atrasem não faz mal, reúnem tudo, tal como sucede nos filmes: "Ora deixa cá ver, deve ter acontecido o seguinte para estarem a falar disto... Ah, já sei, deve ter sido isto que sucedeu antes de aqui entrar." É assim que isto se enquadra com tudo quanto tenha sucedido com todos aqueles pontos existentes no círculo, todas essas vidas.

Certas pessoas dizem-lhes que vocês tiveram duas ou três vidas passadas, mas vocês tiveram centenas e centenas delas. Porque haveriam de se limitar a três? Outras dizem-lhes que morrem e que renascem no espaço de cinco ou sete minutos... Vocês não usam qualquer tempo! Por vezes entram na vida seguinte em três minutos; outras vezes entram na seguinte antes mesmo de abandonarem esta e elas sobrepõem-se... (riso) estou a falar a sério! Não estamos a brincar com isso. Por vezes isso sucede numa vida; vocês nascem e vivem-na e antes de morrerem, sentem-se impacientes e saltam para a seguinte e vocês nascem, e elas sobrepõem-se. E depois esta falece, e nessa medida nem sequer chegam a ser paralelas, por não se acharem ligadas de todo. Mas são vidas separadas que vocês estão a viver. Mas por vezes não leva tempo nenhum e passa menos que dez anos no envolvimento que têm de uma vida para outra; outras vezes passam milhares de anos, por não existir tempo. De modo que tentar limitá-lo a minutos soa bastante ridículo, mas seja como for, sugerimos que têm todas essas vidas, centenas delas, reconhecidamente. A maioria das quais é tão fastidiosa quanto pode ser e altamente repetitiva e pouco dignas de lhes prestarem atenção; mas têm centenas delas.

Em torno de cada um desses pontos, incluindo aquele que designam por "eu" existem estas pequenas antenas que mais parecem pelos, cada um dos quais comporta milhares de antenas mais pequenas que representam a vossa mente subconsciente, e cada uma dessas vidas possui a sua própria mente subconsciente que a circunda e que a filtra como quem filtra algas marinhas, ou filtro de carvão. É um filtro por que vem toda a informação, por onde deve passar, antes de os atingir. E é filtrada pelo vosso subconsciente - o que é uma coisa boa de fazer, porque se vocês fossem expostos a cada pedaço de informação, haveriam de ter imensa dificuldade em distinguir o que quer que fosse. Seria uma trapalhada completa. Vocês dizem ao vosso subconsciente para a coordenar cronologicamente. Se não transmitissem essa informação ao vosso subconsciente, todas as coisas sucederiam ao mesmo tempo. Situação em que assistiriam ao "filme" desde o começo, numa exposição dupla ou tripla ou quadrupla, o que representaria uma situação verdadeiramente desconcertante. De modo que o vosso subconsciente adopta toda a informação a um só tempo para a driblar para vós, pela ordem que quiserem que tenha lugar. Capta cada pedaço de informação que vem a vós procedente de qualquer e de todas as direcções. É o pequeno filtro peludo que os circunda e cada uma dessas antenas maiores, cada um desses cabelos de filigrana - e existem milhões deles -  reúnem e preservam montes formidáveis de informação.

Conforme dissemos em diferentes alturas, vocês podiam... neste exacto momento na vossa mente subconsciente existe a informação de toda a chapa de matrícula que alguma vez tenham visto entre 1981 e Junho de 1983 por ordem numérica e alfabética ou por ordem de Estado. E se pudessem aceder e trabalhar de novo com essa informação, em qual dessas artérias e desses cabelos de filigrana essa informação se encontra, poderiam sacá-la e começar a listá-la como um computador, tão rápido quanto conseguissem indicá-las, cada placa de matrícula que tivessem visto desde Janeiro de 81 até Junho de 83 por ordem numérica ou alfabética ou por ordem de Estado, oi por ordem de cor primária, seja qual for; acha-se toda armazenada lá, só que essa informação é de tal modo inútil, que se precisassem absorvê-la e processá-la, deveria ser demasiado confuso e não disporiam de tempo para aferir o que seria importante e o que não teria importância nenhuma. É isso que o vosso subconsciente faz - ele filtra-a, e pega em toda essa informação e coloca-a lá. vocês conseguiriam recitar os preços do menu que tiveram na noite em que se formaram no colégio e do jantar de celebração que se lhe terá seguido; podiam dizer o preço de um vinho que nem sequer tinham, bem como o ano de colheita desse vinho. Está tudo lá, só que não é necessário; vocês nunca a utilizam, tal banalidade não traz qualquer ganho. (Riso) Pelo que se acha armazenado lá como conhecimento inoperativo. Mas se precisarem chegar-lhe com a mesma nitidez que acedem ao tempo e aos semáforos e aos perigos e às prazeres e às oportunidades, estarão em verdadeiros apuros. Razão porque o vosso subconsciente filtra isso tudo.

Do mesmo modo, toda a informação que emitem, tem que passar por ele, e tem que ser filtrada por essa mente subconsciente; toda a meditação, cada experiência fora do corpo, cada conversa que tenham é filtrada pela vossa mente subconsciente, por toda essa pequena filigrana que os protege e os delimita. E todas as vidas que têm possuem a sua mente subconsciente. Agora, no meio de toda essa confusão, aprece uma pequena bolsa destituída de pelos, que representa a vossa mente inconsciente - a qual é única. Possuem uma mente superior e uma mente inconsciente e todo um monte de conscientes e subconscientes - vidas conscientes. E é assim que, a propósito, viajam de uma para a outra vida, e vão pelo vosso subconsciente até à vossa mente inconsciente e viajam até aqui acima através do vosso subconsciente até essa outra vida, e visitam-na por um tempo, para a deixarem de novo em função de uma outra; e fazem isso enquanto dormem e enquanto meditam e quando têm esses lapsos e cintilações de dejá vus e coisas desse tipo, por ser o que sucede com tanta frequência. Mas para o colocarmos em perspectiva, no âmbito do círculo vasto mais a bolsa clara mais todos os pontos e as coisinhas peludas que representa a vossa mente subconscientes - é esse que pretendemos descobrir neste momento; no devido tempo iremos descobrir a vossa mente inconsciente. Trabalhar com o vosso subconsciente é o que mais importa, e ter uma perspectiva dele nesse âmbito é o que virá a ser muito importante; trabalhar com ele, compreendê-lo, entender a relação que tem com o vosso eu superior e com o vosso ser inconsciente e que tem convosco nesta vida assim como entender a relação que tem convosco noutras vidas. É muito importante compreender.

Assim, pois, como encarar esta mente subconsciente? Bom, sugerimos que seja importante ter uma esquema qualquer, um retrato qualquer para além do de um compartimento grande. Existem basicamente quatro, e no devido tempo cinco, esquemas particulares tradicionais ou mais comuns, o primeiro dos quais passa por encararem o vosso subconsciente como um enorme labirinto composto de por corredor atrás de corredor atrás de corredor entrelaçados e encerrados em si mesmos que se invertem a si mesmos nessa espécie de labirinto de actividade. Túneis obscuros de compreensão e conhecimento e informação, muito à semelhança de entrarem numa dessas antenas com todos os seus milhares de tentáculos semelhantes a pequenas colmeias a saírem de dentro que parecem pequenos corredores.  Percorrem o corredor principal, que há de ser redondo, e disposto ao redor em todas as direcções pequenos buracos e pequenos corredores semelhantes a um favo de mel. E em relação a cada um deles existem biliões desses pequenos tentáculos, mas supomos que se entrasse neles provavelmente descobririam buracos mais pequenos ainda à sua volta. Todos construídos uns sobre os outros no estilo de um labirinto.

Junto com a abordagem do labirinto ao subconsciente seria aconselhável examiná-lo na linha das mitologias particulares de Ariadne e de Teseu, e segundo a história do labirinto do Minotauro e de Teseu que vai explorar e procurar descobrir o segredo do labirinto, o centro. O risco que envolve é o entrar nele e de se perder para sempre, ou o de entrar nele e de se confrontar com o Minotauro, e de ser devorado por ele. Ou de permitir que Ariadne sirva de guia, que revele onde virar na passagem e a direcção a seguir rumo ao centro ou âmago da mente subconsciente, e uma vez lá, a alma.
Pois bem, esse mito tem uma multiplicidade de interpretações mas a chave está no seguinte: aventurar-se sozinho implica incorrer no risco de se perderem ou de morrerem, segundo a mitologia. De modo que não o façam, mas procurem auxílio; arranjem um guia, levem alguém convosco que conheça os nós na corda (Fio de Ariadne), que conheça o caminho, que lhes possa indicar onde devem virar e onde a informação se encontra armazenada. Esse é uma dos imaginários, e o receio que envolve, da perda ou da morte.


Um outro imaginário pode passar por encarar o subconsciente como uma enorme biblioteca, como aquelas bibliotecas que têm em cada distrito, ou no recinto da universidade, etc. Um edifício com uma mulher de óculos sobre o nariz com um daqueles colares de pérolas, etc. (Riso) Ao nível do solo aí está um maravilhoso edifício, que geralmente apresenta uma coluna em grego ou em latim a indicar que é um reservatório de sabedoria ou algo assim. Parece melhor em latim do que em Inglês. Um monstro em termos de arquitectura. Um edifício impressionante e tudo o mais. E depois entram nele, e no nível inicial após o átrio verificam a vossa identidade para se assegurarem de que têm permissão para entrar, vêm uma revista nova ou livros novos e os livros e registos e referências mais pessoais e coisas do género, tudo muito arrumado e bem iluminado, com toda a gente a correr ao redor a fazer alguma coisa, em silêncio. Mas depois, sabem que em tais bibliotecas descem de elevador e encontram pilhas que se estendem pelo subsolo. Bem pode ser por debaixo do próprio solo que servia de jardim da frente dotado de um resplendor nivelamento verde maravilhoso que existi na frente ou na traseira, ou assim. Podia mesmo ser num edifício diferente, num velho armazém algures. Prateleiras de uma altura de seis metros por seiscentos centímetros de largura e de trinta metros de comprimento ou isso repletas de livros e de revistas desde 1901 até seiscentos e quarenta e três ou por volta dessa era. (Riso) E armações de material trancado e coisas assim, que vão muitos andares abaixo, estantes e estantes, dez, doze andares de estantes de metal feias, com uma lâmpada pendurada a cada quanto metros de distância ou isso. (Riso) 

Podem imaginar o subconsciente desse jeito. O eu consciente (…) com um aspecto tão impressionado pronuncia as palavras acertadas e esse tipo de coisa, mais todos os livros encapados na perfeição e com sobrecapas coloridas; para depois descer até junto do material importante mais abaixo, com as sobrecapas do passado, apagadas e descartadas cor de gengibre cinza e acastanhado sujo e preto desagradável. Livros e revistas empilhadas de uma forma que nem se consegue perceber – a menos, que arranjem quem os auxilie e passem os olhos pelo catálogo e procurem e os cartões descritivos e encontrem em que secção, prateleira e posição se encontra e entreguem esse “hieróglifo” a alguém e perguntem o que isso significa, até que lhes digam para irem ter com alguém indicado (riso) que lhes diga onde está o livro que procuram. E assim que encontrarem o livro poderão ver a informação que contém. Mas se o forem procurar sozinhos, poderão procurar por cada andar, de um lado para o outro por trinta ou quarenta anos, e perder-se por entre os esqueletos dos pesquisadores arrogantes (riso). Mas podem pedir auxílio, ainda que a bibliotecária se pareça com a vossa mãe. (Riso)

Uma outra abordagem será a de encararem o vosso subconsciente com um corredor um quarto gigantesco que comporta todas essas pequenas caixas por todo o lado; biliões de caixas espalhadas por todo o lado dentro das quais se encontra uma outra caixa pequena, e dentro dessa uma outra. Aí reside a informação que buscam. Cada caixinha contém uma palavra-passe ou uma chave para lhe acederem. Uma palavra mágica, um símbolo mágico eventualmente, e cada uma é classificada de forma diferente - esta caixa poderá ser a das vossas emoções, dentro da qual se encontrarão milhares de caixinhas todas cerradas, cada uma delas com uma password. Poderão abordá-las com base na pronúncia de frases sem sentido a ver qual se abrirá; ou poderão obter auxílio na descoberta dessas passwords, na descoberta das mensagens codificadas, dos códigos dessas mensagens.

Pensem da seguinte forma, por funcionar assim: por vezes podem estar à procura de uma estação no rádio e sintonizar uma canção, como por exemplo "Eu quero pegar-te na mão," e zás, imagens de 1966 relativas à situação em que se encontravam, ao que faziam, ou em 1970 quando tiverem ouvido essa canção, etc. O som constitui um dos mais poderosos códigos. As canções e as combinações de notas, a informação é registada junto com a canção, e a canção abre-a, ou a informação reproduz a canção ou vice versa.

O olfato constitui um outro código bastante forte. Lembram-se do cheiro do cozinhado de camarão? Conhecem o cheiro do chocolate queimado, do chocolate amargo ou do chocolate doce a queimar? O olfato constitui uma das mais poderosas chaves para o vosso subconsciente, só que não devem usar um olfato qualquer por poder abrir uma informação errada. Portanto, sugerimos que essa seja uma outra forma de o encararem, como mua sala enorme de compartimentos, todos cerrados com um código, que precisarão decifrar para poder aceder.

E a abordagem final que é a mais comum, passa por o encarar como o submundo, que na mitologia é governado por divindades, assim como por Perséfone, a Rainha do mundo inferior, que na verdade passava seis meses por ano no mundo inferior e os outros seis na Terra. E a Terra sentia-se tão satisfeita por a ter de volta que o celebra na Primavera e no Verão, e quando ela por fim retorna ao submundo a Terra fenece, e o Outono e o Inverno ficam a aguardar o seu retorno, por ela regressar do mundo inferior com conhecimento e compreensão. Podem encará-lo por essa perspectiva, pela perspectiva do submundo, como penetrar nas profundezas da terra, o que representa uma poderosa mensagem codificada em si mesma, com respeito ao vosso acesso ao subconsciente. Sugerimos que poderão ir em busca do conhecimento assim como poderão ir no sentido do que os cristãos sugerem em termos de inferno, mais o diabo, com buracos com fogo e dor e agonia mais toda a fealdade. O inferno cristão e o diabo cristão representam muitas vezes a vossa mente subconsciente. Mas podem avançar nesse âmbito, claramente, assim como poderão avançar até ao mundo inferior com o protetor e os guias que (...) os ajudarão.

Mas talvez o último imaginário sugerido pela vossa tecnologia, o da sala do computador, onde dispõem de um teclado e de um monitor enorme, e programas implantados cujo acesso precisarão descobrir, em termos de que tecla carregam e do que é que fazem e do que é que dizem, etc., para acederem ao código para que a informação lhes apareça no computador. Aqueles de vós que dispõem de computador em casa ou no trabalho poderão perceber que, se não souberem o que fazer poderão dar cabo de tudo a sério e em pouco tempo. Assim como acidentalmente topar com a informação e voilá, mas não voltar a aceder-lhe mais, ou não mais sair dele. E necessitarão de manuais e de quem os possa ajudar a descobrir como aprender acerca do sistema, de forma a aceder-lhe.

Portanto, poderão ver o vosso subconsciente por qualquer dessas formas assim como por qualquer outro modo que lhes atraia, tipo uma combinação delas. Mas precisam obter uma noção de perspectiva do subconsciente, um sentido de ligação, um sítio que possa ser descrito, de forma que. se acidentalmente derem por vós lá saberem onde se encontram. Agora, todas estas descrições que fizemos podem ser maravilhosas e entusiasmantes, mas também podem ser muito ameaçadoras e assustadoras. Vocês possuem um monte de receios em relação ao vosso subconsciente, e eu quero que examinemos de onde procedem tais receios. Não necessariamente o que sejam, mas de onde vêm, por procederem de locais bastante específicos, e se conseguirem entender de onde vêm poderão desligá-los, de modo a concederem a vós próprios uma moratória que lhes permita fazer uma entrada amigável no vosso subconsciente. E a primeira área primordial de onde vêm os vossos medos relativos ao subconsciente procedem dos vossos pais. Eles não querem que sejam crianças dotadas de espírito livre: "Comporta-te; Lembra-te; Faz o que te digo. Não te ponhas com voos de fantasia com respeito de fantasias de amigos da tua própria invenção. Não te sentes especado a olhar para o céu. Faz alguma coisa! Vai brincar. Vai para a cama; não te ponhas aí com devaneios." Se sonharem demasiado acordados serão uma criança problemática. Se tiverem amigos imaginários, se viverem nesse mundo de imaginação e brincarem sozinhos, passar-se-á algo de errado convosco. Serão antissociais. Não, não podem fazer isso, precisam brincar com os outros, "Mantém-te afastado da tua mente subconsciente, não te deixes perder nela. Presta atenção a mim. Faz o que te digo. É errado fazer isso; é mau ser assim. Nunca ninguém chegará a gostar de ti, e não terás amigos nem serás popular. Serás antissocial. Jamais chegarás a obter sucesso; mantém-te afastado dessas áreas. Se deres por ti aí, desperta, não te permitas perder." 

Os pais - levam-nos a sentir-se desencorajados e a temer esses lugares para onde vão no escuro. "O bicho papão come-te. Vai para a cama e está calado, ou o bicho papão come-te. Ou algum monstro virá de baixo da cama e agarrar-te-á e devorar-te-á." Os pais não chegam a perceber o quão as crianças acatam isso literalmente. Funciona; os catraios morrem de medo mas sossegam. A disciplina resulta, entendem? Mas por outro lado, há pais que fazem o contrário e não incutem qualquer disciplina, o que constitui um outro desastre. Mas seja como for, sugerimos que poderão disciplinar de uma forma adulta, mas a questão está em que a maioria dos pais usa o medo do subconsciente na sua multiplicidade de formas como uma forma de acelerar a disciplina.

A segunda forma de pressão que é origem do medo que sentem e de onde esse medo brota é a escola. O vosso sistema educativo diz-lhes, uma vez mais: "Não te ponhas com devaneios; não sejas tão imaginativo; não faças o que te apetece; presta atenção ao professor, por ser o único que te poderá ensinar, e de quem poderás aprender; tudo o resto não é real. Se o teu professor estiver a ler Dickens, Jane e Scott, etc., e te puseres com devaneios e a explorar reinos imaginários tu és mau, e serás um problema disciplinar e perturbador da aula, e estarás proporsitadamente a aborrecer o professor – que é um adulto e que supostamente consegue tratar bem e lidar bem com alguém à distância a olhar; se consegue enfrentar o tráfego, também deveria ser capaz de tratar disso, mas que de alguma forma não consegue. (Riso)

Ou quando se voltam para os vossos papéis; quando criam algo de criativo e de imaginativo mas diferente de quem quer que seja, isso é mau, é esquisito, “Este garoto é doentio, este catraio tem problemas.”

“As minhas férias de verão não soam como as férias banais e chatas que toda a gente tem, por isso algo está mal.” Mantenham-se afastados daquelas partes de vós que têm vontade de escrever essas coisas da fantasia.

(continua)
Transcrito e traduzido por Amadeu António

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