sábado, 4 de junho de 2016

O DIVINO CURADOR





A Sede Real da Consciência e a Natureza da Alma como porção de Deus


John


Ser um curador significa restaurar a harmonia. O verdadeiro curador canaliza energia divina e amorosa. Poderão falar suavemente com uma pessoa e curá-la de corpo e espírito e geralmente o corpo físico acompanhará isso, por a matéria acompanhar o pensamento. Curadores assim acham-se tão cheios de energia divina que transferem essas harmonias directamente para a pessoa.

A cura constitui o mais elevado dom do espírito, por consistir na restauração da harmonia em todas as coisas em si mesmo. Quando aplicado ao corpo físico, traz harmonia aos órgãos internos.
Reina a controvérsia entre os vossos correntes sistemas médicos. Os vossos praticantes médicos tradicionais aderem à ideia de que curar envolva o isolamento de várias doenças e o tratamento de sintomas específicos por intermédio da destruição das células, ou dos vírus, ou das infecções bacteriológicas que parecem constituir a causa de desequilíbrio no corpo físico. As terapias mais naturais ou holísticas procuram restaurar o correcto equilíbrio no corpo e nos diversos tecidos e órgãos até à sua máxima capacidade, usando os diversos estados naturais de imunidade.

A medicina moderna procura duplicar as propriedades naturais do corpo pelo estudo da sua biologia. As observações são depois documentadas e sintetizadas, e certas substâncias são derivadas para tratar o corpo por meio de injecção ou inoculação. Muitas vezes essas substâncias contêm toxinas que provocam danos aos vários órgãos internos, em particular no trato da limpeza – os rins, o fígado, o sistema linfático e até mesmo o próprio sangue. Contudo, conforme é notado pelos vossos praticantes naturalistas, o corpo físico já contém todos os elementos necessários em si. Estimular do corpo pelo emprego de diversas terapias naturais e proporcionar-lhe alimentos naturais seleccionados no seu estado puro e orgânico em vez de adulterados pelo homem, o corpo físico poderá assimilar e sintetizar todas as suas necessidades próprias.

O corpo físico é um instrumento da mente, e não o contrário. O corpo físico constitui o templo. A saúde do corpo físico consiste no estado de harmonia com a mente. Certas dietas e posturas do ioga, e vários exercícios destinados à expansão da consciência, produzirão equilíbrio no próprio corpo.
O corpo físico pode ser tratado e ter o equilíbrio restaurado nos seus níveis densos, mas também possui níveis etéricos. Até recentemente, as vossas ciências tradicionais negaram a existência de qualquer forma de mensuração dos campos de energia, mas recentemente começaram a registar medições de campos de energia, campos áuricos e até mesmo campos electromagnéticos ao redor do corpo. Esses campos electromagnéticos constituem efectivamente a força final que governa o corpo físico ao nível molecular. As próprias propriedades químicas que compõem o corpo físico são ligadas por forças de energia yin e yang ao nível molecular. Mas são as vibrações dessa estrutura molecular que compõem as definições finais etéricas do corpo físico. Porquanto cada um de vós constitui um ser de luz, cada um de vós é energia, pelo que o corpo físico pode ser tratado e restaurado em estados de harmonia a diversos níveis.

A cura pode basear-se em princípios vibratórios assim como na nutrição, no conhecimento da anatomia, massagem (ou estimulação das forças naturais bioquímicas do corpo) e em diversos outros métodos. A ciência moderna acha-se em posição de documentar essas diversas dimensões existentes no corpo físico, para as poder refinar. Todas as vossas ciências e sistemas de cura poderão eventualmente evoluir e integrar-se. Não têm que fazer guerra umas às outras, mas poderão todas servir um propósito útil. Todas poderão, por sua vez, curar.

Mas talvez o maior bloqueio à cura esteja na própria mente, por a mente ser o arquitecto da vossa existência neste plano. É o portal através do qual a alma pode manifestar-se a si mesma em determinados níveis. Porquanto contido no corpo físico vocês são mesmo isso – mente, corpo e alma, completamente integrada numa unidade singular.

A mente é o construtor por constituir o cadinho. Tal como vocês dispõem de um cadinho para conter a argamassa para a construção dos blocos, e do mesmo modo que têm um contentor que reúna os próprios blocos juntos, e do mesmo modo que têm o constructor, que constitui o contentor do conhecimento necessário à construção da estrutura, também a mente, onde todos os elementos se acham contidos, é o contentor e o constructor, o arquitecto de todas as coisas que são erguidas em vós próprios. Como vocês percebem Deus, a personalidade é moldada e estende-se às regiões no corpo físico através da cura. A mente é o arquitecto do corpo físico.

Frequentemente o homem associa o seu ser com a mente e o corpo, e nega a existência da alma, mas alma é aquele estado de harmonia perfeito que existe em todos os níveis – desde o etérico, para se estender depois aos níveis densos do corpo físico através dos chakras ou as sedes da consciência situados no interior do corpo físico. Esses pontos chakra correspondem às diversas glândulas – aos testículos (no homem) e aos ovários (na mulher), ao baço, à área abdominal do estômago, ao timo e ao coração, à tiroide, e por fim à glândula pineal. Esses são os partais através dos quais a alma se manifesta a si própria no físico. As glândulas principais – a pineal e a pituitária e o timo – têm uma importância crítica para o sistema imunitário e para o desenvolvimento da personalidade bioquímica. O baço é responsável pela produção de muitas das células brancas, os testículos e os ovários são responsáveis pela procriação, e o estômago é responsável pela absorção das necessidades nutricionais e pela produção de muitas das enzimas.

Aqui poderão encontrar muitos exemplos de como o corpo físico integra de volta no nível denso e nos níveis etéricos, estendendo-os mesmo aos níveis da própria alma. Mas a mente é a articulação existente entre todos eles, por a mente ser moldada pela modificação comportamental por meio da activação dos chakras, e as tensões armazenadas dentro da mente poderem provocar bloqueios ao longo dos meridianos ou pontos de acupuntura, assim provocando e eventualmente manifestando doença no próprio organismo. Por conseguinte, a cura consta do processo íntegro de mente, corpo e alma.

Mas acima de tudo, a alma é o ponto harmonioso que existe em vós o tempo todo, por cada um de vós ser como que uma alma, e todas as formas de cura se direccionarem para a expressão da própria alma. A alma é aquela porção de vós que constitui Deus Pai/Mãe, que habita em cada um e em todos vós. Cada um de vós foi criado em igualdade de circunstâncias, nesse mesmíssimo espírito. Pois conquanto sejam um ser integrado, e conquanto neste plano manifestem a mente, o corpo e a alma enquanto um estado de existência tridimensional, não deixa de ser um estado temporário. Eventualmente evoluirão a partir daí. Para terem um verdadeira cura, precisam integrar a mente, o corpo e a alma, e manifestar a consciência de Cristo, por vocês serem estranhos à Terra e não serem deste plano.

Eventualmente deverão evoluir para a cura nos níveis da própria divindade, por todos serem filhos e filhas de Deus. Em última análise, todas as formas de cura do corpo físico não passam de produtos da aprendizagem da alma. Dessa forma precisam alcançar o alto aprendizado, o mais elevado dom do espírito, a maior cura de todas, que consta da manifestação da perfeição que tem lugar em vós, ou o amor que reside dentro.

A alma acha-se já num estado de perfeição. É a própria fundação vibratória em que todos os sistemas de pensamento, filosofia e cura funcionam. É a própria força que molda a estrutura molecular que eventualmente evolui na espiral ADN, que por sua vez eventualmente levará os genes que compõem as próprias fundações do corpo físico a evoluir. É a força que detém esse padrão inteligente.
A mente e o corpo poderão por vezes produzir dramáticas formas de cura em si mesmos, mas a menos que tais curas sejam sentidas nos níveis da alma, geralmente a aflição retorna. É a alma que estabelece a harmonia no homem. É a alma que activa a personalidade da mente. Por isso, contem com a harmonia da alma para lhes dar paz de espírito, que poderá por sua vez estender a cura ao corpo físico.

A maneira de curar do homem Jesus era através do seu corpo físico, o qual constituía um padrão perfeito. Ao estender a cura a outros, e ao se disponibilizarem para a aceitar, recebiam a informação da parte dele telepaticamente, ao se situarem no perímetro da sua aura. As aflições de que padeciam no corpo passariam a adoptar um padrão correcto nos níveis vibratório, molecular e genético de forma a começarem a reconstruir-se. Por as suas mentes conscientes, que moldavam a maioria das actividades do corpo físico, terem esquecido, através da ausência de fé, a própria capacidade de se curar de que dispunham. Por isso os seus corpos físicos não detinham o padrão do correcto estado de saúde. Mas quando os seus corpos físicos, ou as suas mentes, passavam a ter fé em alguém como ele que trilhava essa perfeição chamada Deus de perto, então eram capazes de reactivar essa memória a partir do seu subconsciente ou do inconsciente colectivo, ou nível subconsciente colectivo. O corpo físico haveria então de assimilar esse padrão em si próprio e começar a reconstruir-se, primeiro ao nível vibratório e etérico, e a seguir ao nível molecular, e depois ao nível genético, para depois curarem o organismo como um todo. Tudo era conseguido a partir do nível do amor, que é a alma.

O verdadeiro curador é a alma, a qual constitui a vossa individualidade em Deus. A alma reside no corpo físico, que é o templo, e deseja que se torne num todo e puro. A alma tem uma ligação directa com o corpo físico através da mente, de modo que a mente pouco mais é que o cadinho ou o veículo que manifesta os níveis e as percepções da alma. Mente, corpo e alma constituem uma unidade funcional singular, independentes umas das outras, mas que apesar de tudo dependem umas da outras. Por isso existe um elo de ligação contínuo. Porquanto o corpo físico possui igualmente a sua consciência. Tal como o vosso corpo evoluiu dos primatas inferiores, que possuem consciência mas não alma, também por sua vez o corpo físico possui uma consciência, e a mente constitui o ponto reflector intermédio entre a alma, que é omnisciente já que constitui uma parte de Deus, e os níveis e instintos conhecidos como corpo físico.

O estudo do comportamento animal expressado no alcance do conhecimento da inteligência do homem está errado. Em vez disso, deveriam estudar as actividades da inteligência da própria mente - e então por sua vez encontrarão os elos com a existência do eu superior. Pois tal como o homem descobriu a mente subconsciente, eventualmente descobrirá o eu superior ou mente supraconsciente, que representa o reflexo da alma no plano terreno.

O eu superior não constitui tanto a verdadeira porção omnisciente da alma, mas o topo do funil em que todas as actividades são filtradas para este plano particular. Por a alma residir num estado de perfeição, e para toda forma de cura precisam somente manifestar essa perfeição na mente, enquanto o cadinho que é, porque então será manifestada no corpo físico.

A doença não passa da decomposição de uma área específica no corpo físico que permite que formas de vida desnecessárias passem a habitar nele. Por conseguinte, a doença constitui uma aflição situada no corpo e não tanto um ataque oriundo de um organismo externo. Se desejarem manifestar perfeição na alma, que é amor, que é harmonia, também por sua vez essa harmonia começará a restaurar o corpo físico a partir de dentro.

Toda forma de aflição situada no corpo físico constitui um incentivo para que a mente se conduza à harmonia. Com a pergunta: "Porque me terá assolado esta doença?" Vocês colocam em movimento um incentivo para a melhoria dentro de vós, quer tenham consciência das actividades da alma ou não. Poderão voltar-se para a mente em busca de uma resposta, ou para os níveis da alma, mas é a formulação da questão em si mesma que estimula o incentivo para que produzam progressão em vós, seja em que nível for que a vossa crença o manifestar.

A mente consciente não passa da porta através da qual a alma se reflecte neste plano. É uma passagem que pode estar fechada ou aberta de par em par, assim como poderá apresentar certas réstias de luz a atravessá-la quando se pense que esteja fechada. A mente consciente constitui a entrada por meio da qual a luz da alma deve brilhar. A porta poderá estar completamente aberta em qualquer altura e vocês poderão entrar e habitar nos domínios e regiões da alma. Mas como a alma se encontra num estado de perfeição, quem quer que abra a sua mente para com esse conceito começará a manifestar as propriedades naturais da luz dentro de si. Mas eventualmente precisará filtrar-se até aos níveis mais densos do corpo físico num todo, razão porque o processo de cura por vezes parecem ser lentos.

Existem quatro princípios que, uma vez dominados, estabelecerão harmonia na vossa vida - o jejum, a paciência, a dieta correcta e uma comunicação correcta com os níveis da alma, ou Deus. O instrumento que constitui o pilar de tudo isso, e que é o pilar do vosso crescimento espiritual num todo, é a meditação. A meditação depende de cada um dos quatro princípios anteriormente descritos para a sua prática e aplicação. Porque, para poderem meditar, precisam ter paciência, ter uma dieta correcta, jejuar (para a purificação do corpo físico e para reforçarem o estado meditativo) e estabelecer um diálogo correcto ou oração com Deus a todos os níveis, o que representa o foco central de toda a meditação. De facto a meditação constitui o diálogo com os níveis da alma ou Deus, seja como for que percebam esse ser, e a expectativa e a esperança por uma resposta nesse mesmo período de tempo. Caso a resposta não chegue, então a paciência precisará ser usada como um instrumento até que a comunicação desejada suceda.

O primeiro princípio reside no jejum, o qual confere às pessoas a capacidade de viajarem por grandes quantidades de tempo sem sustento, e permite liberdade de qualquer interferência da parte dos níveis grosseiros do corpo físico durante o processo da meditação. Também funciona bem como um instrumento para a limpeza do corpo.

O jejum permite que a anatomia inteira do corpo assimile energia. Na verdade podiam viver unicamente daquilo que é conhecido como prana, por essa força do prana auxiliar à regeneração completo dos tecidos. Por na verdade o corpo físico constituir um condutor de energia, daquilo que é conhecido por prana, ou a força vital. Já foi demonstrado que os fluídos eléctricos, ou correntes eléctricas, podem provocar a regeneração dos tecidos, e que quando a fraca voltagem dos tecidos neurológicos flui de forma ininterrupta para os tecidos celulares, eles se regeneram mais rápido. Quanto mais não será durante um jejum, quando o corpo físico não mais se volta para o processo bioquímico por meio da assimilação dos gêneros alimentícios. O jejum permite que o corpo físico volte os mecanismos dos tecidos celulares para uma transformação em condutores mais claros de energia que permita um alinhamento mais rápido dos chakras.

Mas não confundam o jejum com o passar fome, por o jejum não passar da mera abstenção daquilo que não é apropriado, e isso pode ser alcançado primeiro por meio de uma dieta vegetariana rica em proteínas para manter uma saúde apropriada dos tecidos celulares, mas proteína de fontes mais apropriadas. O jejum constitui a purificação do corpo físico e não a negação de alimentos.

Ao tentarem o jejum com o objectivo de purificarem o corpo físico, ou para o preparar para um estado intenso de meditação, precisam jejuar num mínimo de três dias para que exerça qualquer impacto nos níveis mais densos. Isso deve-se ao facto do corpo físico exigir três dias para se livrar de tudo quanto seja desnecessário, em termos de alimentos, do trato intestinal. De preferência deverão jejuar um quarto dia para permitirem o derrube dos tecidos desnecessários. Porquanto assim que o corpo não tiver mais nada em si para digerir, ele volta-se para si próprio e passa a depender dos seus próprios recursos naturais. Mas a última coisa que o corpo físico dirigirá são os seus próprios órgãos vitais, razão porque o jejum pode muitas vezes curar condições cancerígenas, ao começar a ingerir os tecidos atacados e os eliminar naturalmente. O jejum deveria ser abordado com a ideia de que limpa o corpo físico com um objectivo específico, quer com o objectivo da meditação quer com o da cura, ou o da purificação por direito próprio.

Durante um jejum, deveriam ingerir enormes quantidades de líquido no sistema para que descarreguem continuamente os tecidos desnecessários. Dessa forma, não aplicam qualquer tensão sobre os rins nem sobre o sistema linfático, o fígado, nem sobre o trato intestinal num todo. Sumo de aipo, de pepino, e outros sumos vegetais neutralizarão as toxinas que serão libertas em resultado do jejum, e assim eliminam a náusea.

Durante o processo de limpeza também se opera o desenvolvimento dos padrões de velhos hábitos, incluindo assim como satisfações da carne. Muitos desses padrões são armazenados na própria memória celular pelo que, quando iniciam o processo de limpeza, estão não só a preparar espaço na parte física do ser como também estão a limpar a mente subconsciente. É por isso que muita vez as pessoas experimentam pesadelos durante um jejum. A vontade de recomeçarem a comer nessas alturas geralmente representa o desejo de selarem essas correntes subconscientes e de induzirem o corpo físico a actividades com que se encontre mais familiarizado, tal como a ingestão de comida aos níveis físicos.

A dieta correcta permite que a pessoa vá a qualquer ambiente e partilhe dos alimentos que sejam naturais em relação a essa área, e por conseguinte, a capacidade de se integrarem nesse ambiente. De preferência a dieta correcta deverá ser a de natureza vegetariana, em vez de partilharem de produtos sanguíneos ou quaisquer carnes, incluindo peixe e galinha. O canal que lhes fala recomenda cozinhados preferencialmente cozidos a vapor, fervidos, ou preparados numa frigideira oriental (wok), a lume brando. As carnes devem ser estritamente empregues como remédio, por exemplo, quando houver necessidade de certas formas de proteína para reabilitarem o corpo por um breve período de tempo.

Toda a cura deve proceder da obediência das leis de Deus. Obedecer às leis de Deus significa: "Não matarás." É por isso que é, em parte, sensato manter uma dieta vegetariana. Há quem diga que o vegetarianismo envolve a destruição da vida vegetal e que assim se viola os mesmos princípios, mas isso não é verdade. Por o corpo da planta se destinar à fertilização da geração seguinte de mudas e se criarem uma compostagem (adubo) dos resíduos humanos, satisfarão o padrão cármico. Desse modo não se dará o abate da individualidade conforme se verifica no abate dos animais.

A paciência constitui o domínio do elemento do tempo, que não existe. Tão pouco existe o espaço. Existe somente experiência, e depois paciência, e a seguir experiência. Paciência é aquilo que tem uma existência tangível entre as experiências. Porque, quando se encontram em meio a uma experiência, em particular quando resulta uma enorme alegria ou uma intensa preocupação, o corpo físico não envelhece. Apenas a impaciência envelhece o corpo físico, por lhe acrescentar a noção do tempo, e o tempo envelhece o corpo físico. O tempo constitui igualmente o portal para a doença.

A paciência tanto cura como mantém a estrutura do padrão como um todo. A paciência constitui o padrão correcto. É a substância tangível da harmonia enquanto padrão, ao manifestar em si mesmo. A paciência não constitui a supressão de agressões nem de frustrações, é o conhecimento delas e a compreensão de que são desnecessárias ao sistema. É a sua remoção e o correcto restauro daquela energia verdadeira. Por outras palavras, a paciência constitui a capacidade de manifestar a energia verdadeira, que é amor.

Quando activos numa experiência a percebem como salutar, não têm qualquer percepção de tempo. Podem mesmo chegar a sentir-se tão preocupados com a experiência que se atrasem para um compromisso. Talvez devesse ser dito, pois, que "não têm noção do tempo." Em tais casos, o tempo não exerce qualquer efeito sobre vós. Por o tempo existir porventura enquanto energia, mas não enquanto substância tangível, embora possa agir sobre vós fisicamente. A paciência confere-lhes o domínio sobre o tempo e o espaço, que não existe quando a paciência se faz presente.

Dos níveis da alma, que se estende à mente e a seguir ao corpo físico, meditem na perfeição que é a alma. Descubram o OM, ou apalavra correcta, ou a harmonia que se acha dentro de cada um de vós. Isso decorre da meditação, e constitui o estágio preparatório de todos os curadores, descobrir a perfeição e a harmonia que reside dentro, remover de vós qualquer forma de estática emocional e dedicar-se à harmonia que desejam restaurar nos outros, por a harmonia no corpo físico representar a cura.

Tom McPherson

Corre o equívoco de que os vegetarianos tenham dificuldade na obtenção de proteína suficiente para manterem uma saúde óptima. Há um grão Asteca conhecido por Amaranto que está de regresso por estes dias, e é uma proteína mais completa do que muitas das vossas carnes. Enquanto vegetarianos, se assimilassem tofu (que é composto à base de soja), mais arroz integral e feijões, disporiam de proteína completa. Substituam o vosso bife de 450 gramas por isso e sentir-se-ão na perfeição.

Além disso, creio que estejam a descobrir que precisam de muito menos proteína do que as tabelas dos vossos prontuários médicos actualmente revelam. Se desejarem saber quem terá criado tais tabelas, creio que foram as indústrias da carne, de modo que as tabelas são um tanto interesseiras. 

Lacticínios constituem uma boa fonte ética de proteína - decerto melhor do que matar a vaca. Mas ainda representa uma fonte menos superior. Torna a vossa nutrição numa nutrição de segunda, usada. Se a vaca puder comer a relva e obter todas as proteínas de que necessita, e certamente é muito maior que vós, porque deverão tornar a vossa proteína numa proteína de segunda? Vão directamente até à fonte. Não tolero a velha desculpa de que se tirarem uma abóbora da videira, também possam matar uma vaca. Não é o mesmo. Quando comem uma maçã, estão apenas a consumir a parte da planta que se destina às sementes, de qualquer modo. E enquanto adubarem a semente e a devolverem à Terra, estarão a completar o seu ciclo natural. Portanto, não estão a abater a árvore, mas a partilhar do fruto que foi destinado como alimento, e assim estarão em harmonia com as leis elevadas e sustentem o estado de equilíbrio da nutrição destinada a uma optimização da saúde.

O processo da espiritualização impõe poucas exigências ao corpo físico. Onde o organismo apresenta uma excessiva exigência é na demasiada digestão de produtos alimentícios desnecessários, que provoca desequilíbrios em todo o sistema. Também há uma exigência real que é imposta à mente no sentido de não partilhar de hábitos alimentares compulsivos. Tanto comer menos como jejuar fazem parte da espiritualização do corpo físico por concederem à mente uma plena integração no corpo e um muito maior grau de consciência. E quanto mais o físico e o mental se fundirem, mais penetrarão nos estados supraconscientes. O ioga constitui uma demonstração disso no sentido do supraconsciente exercer o seu foco final sobre o corpo físico.

Enquanto o corpo estiver ocupado a triturar proteínas desnecessárias, estará somente a funcionar enquanto ser biológico. Quando for bem nutrido e sustentado, torna-se num veículo e num portal para o espírito. A mente poderá então dispersar-se ao longo da grelha do corpo físico, que constitui uma antena ou condutor para a energia mais elevada, e assim manter um estado de saúde superior.


Traduzido por Amadeu António

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