quarta-feira, 15 de junho de 2016

INCONSCIENTE

Começamos a exploração do inconsciente afirmando o óbvio, que toda a gente no mundo, toda a gente em consciência, toda a gente trabalha com o seu inconsciente. Toda a gente, independentemente da valentia metafísica ou espiritual que apresenta, é influenciado ou afectado pelo imenso poder do inconsciente. No entanto não conseguem mobilizar o vosso inconsciente. É demasiado vasto e estende-se para além do espaço/tempo e chega muito além das fronteiras do vosso universo, além do limite de muitos universos, conforme poderá ser dito.
Não podem aproveitar o inconsciente por o poder que tem ser demasiado vasto para sequer tentarem tal coisa. E muito menos tirar proveito de todo o seu poder. É demasiado poderoso, demasiado imenso e estende-se para além de qualquer coisa que possam ou pudessem alguma vez imaginar ou acreditar. Mas apesar disso, se desenvolverem um pouco de perícia poderão algum, e subsequentemente cada vez mais, poder da vossa mente inconsciente.
Mas, muito embora todos lidem com o poder do inconsciente, ele permanece um profundo mistério; sempre constituiu, mas permanece um mistério insondável mesmo para aqueles como vós e por aqueles que constantemente são afectados pelo seu poder. Esse poder parece de tão difícil controlo que a maioria das pessoas no vosso mundo que lida com esse problema da inflexibilidade que revela no trato e do imenso impacto que provoca, alega que não existe. O inconsciente, dirão, não passa de uma invenção e não é real; mesmo no ramo profissional da psiquiatria e da psicologia, muitos alegam que existe a mente consciente e a subconsciente mas isso é tudo. A mente inconsciente é coisa que não existe. Não passa de invenção de leigos. E fora desse domínio, muitos são os que tratam do aspecto inflexível do inconsciente afirmando que não existe. Essa é a mais simples das respostas - afirmar que não tem existência; a maneira de tratar do problema é dizendo que não existe. Mas também é o mais difícil, e de facto a simplicidade gera dificuldade.
Mas há quem, por consenso, e nas diversas profissões que parecem recorram a isso, que chegam efectivamente a reconhecer a existência efectiva do inconsciente colectivo e individual, muitas vezes confundindo-o com o subconsciente, mas que em todo o caso reconhecem a sua existência, para depois com base nesse reconhecimento o rejeitarem dizendo que sim, que o inconsciente existe, só que é inconsciente, pelo que não há nada que se possa fazer com ele seja como for. Tal atitude ou abordagem, que não é a mais simples das respostas mas que decerto constitui uma resposta simples, é igualmente suportada e ampliada por certas alas predominantes do chauvinismo, que alegam que, se não o podemos possuir, não vale a pena perder tempo com ele. Mas há quem vá além das respostas simplistas e reconheça que o inconsciente existe e que tem poder e que afecta imenso as pessoas, mas conquanto o reconheçam, sustentam muito mais que seja o inconsciente que opera com eles - o que de nada valerá - do que sejam eles quem trabalham com o inconsciente. Muitas vezes o inconsciente é quem apanha com a culpa: "Eu não o fiz; deve ter sido o meu inconsciente; alguma coisa inconsciente em mim que me estragou a realidade uma vez mais..."
Bom, falamos do poder, e sugerimos que no âmago de todo o poder se encontra amor e vontade. Mas é importante compreender que na raiz da plena posse de poder, do ser poderoso, se situa o ser-se consciente. Amor e vontade situam-se no âmago ou raiz do que seja o poder, mas ser repleto desse poder, torná-lo vivo, está o ser-se consciente. É querer dizer: "Eu conheço os meus poderes; sou criativo e produtivo; possuo um tremendo poder de vontade e de imaginação, de sonhar e de visão, paixão e compaixão. Tenho um formidável sentido de poder e de perdão e de dádiva de amor e de ser amável. Mas os talentos que carrego comigo não me enchem de poder. Não sou poderoso." E para serem poderosos, na raiz e no âmago desse poder, está o ser-se consciente; e quanto mais conscientes forem, mais poderosos e mais cheios de poder serão.
Bom, não o vamos explicar em demasia mas digamos o seguinte: quando são conscientes, estão mais alerta, mais cientes, mais despertos, e por isso, acham-se mais presentes no momento, sim, mais presentes no alcançar, no atingir, no receber, no dar, no ser com empenho e com visão, com portento. Uma maior consciência traz uma maior presença. Além disso, quanto mais forem conscientes, mais autoridade (autoria) e responsabilidade assumem. Quando a vossa vida não estiver a resultar, se conseguirem ser conscientes da autoria que estejam a ter, de que terão sido os autores dessa falta de resultados... se conseguem criar uma vida que não resulta enquanto autoria vossa, responsabilidade vossa, então também terão o poder de fazer com que resulte. Mas se a vida que não resulta constituir um mistério que se situe além do vosso poder, além do vosso controlo, e não seja da vossa autoria nem responsabilidade vossa, mas responsabilidade de mais alguém, então essa falta de consciência produz falta de poder, porquanto dirão: "Eu não provoquei nada disto; como o poderei mudar? Se isto não é nada a que eu possa responder, de que forma conseguirei mudar a minha resposta de uma forma efectiva?" mas vocês veem, quando mais conscientes forem das falhas, mais poder terão de as mudar, e do mesmo modo, mais conscientes serão dos sucessos que obtêm quando a vida funciona; mais poder terão de o manter ou de o expandir.
A consciência não só traz presença e estímulo, como traz autoridade e responsabilidade. Quanto mais conscientes forem maior autonomia poderão alcançar. Não autonomia nos termos da separação, e do isolamento, da completa autossuficiência. Isso será parte da autonomia para alguns mas não para todos. A autonomia que seja comum a todos, autoconfiante e  poderosa, livre da dor assim como livre do passado. Ser determinação em relação a um domínio emocional e mental, com consciência de serem amados de modo a tratarem de ser carinhosos. Autonomia é algo que toda a gente deseja, embora nem toda a gente deseje viver no meio do deserto, mas terão toda a conveniência em se tornar autoconfiantes e poderosos, autónomos.
Mas independentemente do quão longe chegarem, do quanto se afastem da multidão, se não forem livres da dor, se não forem livres do passado, não terão jeito de encontrar autonomia. Se carecerem desse sentido de determinação pessoal e de domínio emocional e mental, a autonomia ainda representará algo que querem atingir mas que nunca alcançam. E é através da noção de serem amados e da concentração em ser carinhoso que traz tal autonomia. E essencial nisso é ser consciente. Do mesmo modo, quanto mais conscientes forem, mais poderão tornar-se e ser mais de vós próprios, a pessoa criativa e de classe que são, ao serem conscientes e desenvolverem a mestria e a arte de se tornarem num mestre e num artesão do viver a vida, e do que isso acarreta. Ser consciente permite o domínio, caminhar junto com os elementos – a metáfora – criar em vez de controlar, ter a faculdade de agir em vez de dominar; de cocriar em vez de assediar, de viverem no futuro em vez de tentarem continuamente aperfeiçoar o passado. Quanto mais conscientes maior o sentido de domínio; quanto mais conscientes, maior o domínio do vosso destino, do que é predestinado e do que é sorte, do que é irresistível e inevitável e do que é dos poderes que determinam o curso dos eventos na vossa vida, que pode passar a estar nas vossas mãos. Não um fardo nem a fatalidade ou sina mas uma oportunidade. Quanto mais conscientes forem, mais despertos, maior autoria, maior autonomia, maior transformação e ser, mais artesãos criativos e mestres, maior domínio e destino.
O percurso de se encherem de energia, o percurso de se tornarem poderosos passa por serem conscientes, e quanto mais conscientes forem, mais poderosos poderão ser. Mas a maior parte do vosso ser é formada pelo inconsciente, pela vossa mente inconsciente. Cada nível ou estado de espírito tem sido erroneamente interpretado, sem dúvida. Vocês são consciência, disso não resta dúvida, e enquanto consciência possuem uma mente inconsciente que é a parte mais consciente de vós. E possuem uma mente subconsciente que é mais consciente do que aquilo a que chamam mente consciente. A vossa mente é consciente, sem dúvida, mas o vosso subconsciente é mais consciente, e o vosso inconsciente é a mais consciente dessas mentes. Quando falamos de consciência superior referimo-nos ao poder do inconsciente. É a mente mais consciente que possuem.
Vocês têm consciência de muita coisa no vosso mundo, com certeza. Mas há muito mais que passa ao lado, muito mais que não detetam, que não captam, mas que o vosso subconsciente capta. O vosso subconsciente, conforme temos gracejado, sabe cada chapa de matrícula que tenham visto entre 1992 e 1994 por ordem alfabética por estado e numeração. Mas a vossa mente subconsciente protege-os dessa informação, porque se essa informação lhes chegasse ao consciente vocês dariam em doidos. Essa é a condição dos savant, aqueles a quem anteriormente, e erroneamente, chamavam de imbecis. Mas comportam um estado em que a mente subconsciente dos indivíduos não filtra, pelo que têm consciência, sabem a raiz quadrada de 753.691 a dividir pela raiz quadrada de… num ápice! Por o subconsciente o saber – o vosso subconsciente o saber de relance. Só que o vosso subconsciente filtra isso, porque dispor de uma informação dessas ao dispor, consciente, deixá-los-ia doidos. O vosso subconsciente é mais consciente e filtra, de modo que só parte do que tem consciência é conhecido pela vossa mente consciente. E tanto quanto o vosso subconsciente é consciente, o vosso inconsciente é mais ainda. Ele não só conhece cada detalhe diminuto de cada nano segundo desta vida, como conhece cada detalho ínfimo de cada nano segundo de todas as outras vidas que têm concorrentes – há quem lhes chame passadas, ou paralelas, as vidas que experimentam. Mas uma vez mais, se vocês tivessem consciência de tudo isso, dariam em doidos, doidos varridos. (Riso)
Muitos dos que alegam que o tempo não existe todo em simultâneo mas que de facto existe numa linearidade, e que vocês não conhecem tudo quanto há para conhecer, porque caso conhecessem ficariam loucos, o vosso cérebro simplesmente não conseguiria conter tudo... E têm razão. Excepto no facto de possuírem uma mente subconsciente e uma mente inconsciente que filtra, que comporta e que retém a consciência que têm ao vosso dispor, de modo que não enlouqueçam, de modo que não tenham consciência de todas as vidas simultâneas que têm, muito embora tal consciência esteja disponível ao vosso inconsciente, e num grau diferente, ao vosso subconsciente e não disponível a vós conscientemente, e ainda bem! Se tivessem consciência de cada porção de informação que tenham conhecido desde o momento em que nasceram até morrerem, neste instante, não conseguiriam lidar com ela na capacidade que o vosso cérebro detém. A vossa mente subconsciente consegue lidar mais com isso, por ser mais consciente, e o vosso inconsciente então é imenso, em tamanho e poder. É a parte mais consciente que têm. Por conseguinte, o seu poder constitui a expressão mais elevada do poder que vocês detêm enquanto indivíduo . O poder que tem é de tal modo imenso, que muitos o acham desajeitado e não conseguem lidar com ele nem compreendê-lo, pelo que afirmam que o inconsciente não existe; assim como vem assim também vai. E vocês encontram-se à mercê do seu funcionamento e do seu poder.
Outros reconhecem a sua existência, e com um sentido académico de humor e uma palmada académica no joelho, descartam-no dizendo que seja como for é inconsciente. Que ideia mais original! Outros ainda dirão que existe e não o descartam mas que é ineficaz. Já outros como vós que viram a floresta e que entendem muito mais acerca dele e não perdem tempo a entender ainda mais, de modo a possuir mais do seu poder, e isso tem início pelo âmago do vosso poder, que assenta no amor e na vontade, mas a raiz e do âmago do ser poderoso, que é ser consciente, e o vosso aspecto mais consciente é o vosso eu inconsciente. Ora bem, isso não quer dizer que devam viver nele, e que devam entrar em coma, nem nada do género. Ele possui o maior poder, é a parte mais poderosa, mais repleta de poder, mas não consegue funcionar por si só. Necessita de uma expressão consciente. O inconsciente = através do subconsciente = consciência plena = expressão. Esta é parte da equação, parte da fórmula.
Bom; na raiz do poder reside o ser-se consciente. Agora, na base de toda a magia reside a escolha. Não uma escolha qualquer. Uma escolha mística. Não a escolha de último recurso, nem a escolha motivada pelo medo, mas uma escolha mística e misteriosa. Já falamos sobre isso antes e fizemo-lo extensivamente, não vamos rever tudo quando dissemos. Mas queremos lembrar-lhes o seguinte: Juntamente com a crença, a escolha constitui uma das mais poderosas matérias-primas a partir da qual criam toda a vossa realidade. mas porventura ainda mais poderosa do que a crença, a escolha constitui a matéria-prima que se regenera a si mesma e que regenera todas as outras matérias-primas. A escolha regenera as decisões, os sentimentos, as atitudes e regenera a crença. A escolha regenera todas as matérias-primas. Daí que quando esgotem todas as matérias-primas, seja a escolha que as revitaliza e renove e que estabelece aquelas que de outro modo seriam gastas. Por conseguinte, junto com a crença, é a mais poderosa das matérias-primas e única por ser a que por entre todas as outras a que as regenera.
Além disso, a escolha constitui a fundação do vosso destino, a fundação da vossa sorte. Quando falamos de permitirem que o vosso destino funcionasse a vosso favor entramos em grande detalhe na compreensão de que a sorte não é nada que lhe seja outorgado. Muita gente entende-a assim e deixa que assim seja, muita gente opta por que seja assim, mas essa não é a sua natureza mas sim a natureza da opção que as pessoas tomam em relação à sorte. Mas a sorte é composta das escolhas fundamentais que definem na vida. Se uma pessoa optar por ser perdedora, isso situa-se no âmago do que a sua vida esteja destinada a ser, Se uma pessoa optar por se deixar constantemente ser desapontada, ou ficar aquém, por deter a crença de porventura não ser perdedora mas menos que vencedora, isso tornar-se-á - não na totalidade - mas no âmago da sua sorte e da sua fortuna. Ao passo que, quando a pessoa estabelece a opção de se tornar vencedora e estabelece escolhas fundamentais com relação ao crescimento e à mudança, à evolução, essas escolhas por sua vez definem uma sorte muito diferente e uma fortuna muito diferente. Daí que o destino, por opção, esteja nas vossas mãos, e o que quer que tiver cabimento na sua auréola, será vosso.
Escolha - essencial entre as matérias-primas, fundação da vossa sorte, também consiste no ingrediente activo no nosso poder, fortaleza e talento. É o fermento, conforme dizemos numa analogia que usamos… Quando fazem pão, qual será o esteio? Pão de centeio. Não, o seu esteio está no poder, na resistência e no talento. O pão é uma metáfora. Não ficam fortes produzindo pão. Não no sentido literal. (Riso) Já o vosso talento, podem pensar que sim. Assim coo se gostarem de pão, que também poderão pensar que sim. (Riso) Mas a resistência, o poder e a força combinados, misturados, ao que a seguir adicionam o fermento, para depois ser coberto com um pano e colocado num lugar tépido, para que o fermento faça a massa crescer – para seguirmos a metáfora.
E vocês veem, quando se tornam poderosos e fortes e possuem talento, esses atributos não são constantes, não se encontram activos 24 horas ao dia nem sete dias por semana como dizem. Sofre aumentos e diminuições. Há alturas em que o vosso poder é socado, e vocês ficam sem fôlego. Têm alturas em que as forças não se acham presentes, e se sentem esgotados, e alturas em que o talento é perdido de vista. A massa cresce, entendem, e depois é socada – a vossa força, a resistência e o talento são socados no viver da vida, e quando isso sucede, o que é suposto que façam é recolherem-se ao aconchego como o pão, e aí a escolha, o fermento, o ingrediente activo, caramba, como os leva a crescer outra vez.
Bom, não sigamos mais a analogia, por se repartir conforme todas as suas energias, mas a questão aqui está em que a escolha constitui o ingrediente activo na activação… A escolha, conforme dissemos, é adicionalmente essencial à realização, no tornar as coisas reais, e no aprender. Precisam optar por aprender para poderem colher alguma coisa. E para tornarem alguma coisa real na vossa ilusão, sim, a dimensão, e a importância, o reflexo são importantes, mas a escolha… vocês precisam escolhê-lo; é essencial em relação a qualquer coisa que seja real na vossa realidade.
Dimensão
É um modo de dar dimensão à coisa; atribuem comprimento, largura e profundidade, assim como espaço e tempo àquilo que tornam real. Pensem nisso: as coisas que recordam e aqueles acontecimentos que assumem peso ou importância para vocês possuem dimensão. Quer se traduzam por realidades positivas ou negativas para vocês, sugerimos que possuem dimensão.
Importância
É um outro modo por meio do qual tornam ou permitem que as coisas se tornem reais no vosso mundo - conferindo sentido a essas coisas. Permitem que alcancem importância para vocês; permitem que se tornem significativas para vocês. Elas passam a possuir valor.
Reflexo
O reflexo é uma outra. As coisas que são reais para vocês são as coisas a que dão ou a que prestam atenção. São coisas que se acham positiva ou negativamente ligadas à intenção que têm. Do mesmo modo, são as coisas sobre as quais actuam e que lhes influenciam a imagem. Permitem que as coisas se tornem reais por meio do reflexo: A atenção, a acção, e a imagem.
Escolha
A escolha. As coisas que têm realidade no vosso mundo são coisas a que terão optado por conferir dimensão, importância, e reflexo. A escolha, sugerimos nós, abre as comportas que permitem que a vossa realidade e o vosso mundo se tornem reais para vós.
Habitualmente dizemos que a escolha é a pedra angular de toda a criação e manifestação. É o pilar da felicidade, do sucesso, do ser amado e do ter amor, no viver da vida, conforme Émile Zola escreveu, viver a vida em voz alta. A pedra angular é a pedra que sustenta a estrutura toda. O arco constitui a cumeeira, a pedra da cúpula que suporta os dois arcos apoiados um no outro. E a escolha é essa pedra em relação à criação e à manifestação. Sem a escolha a coisa desmorona independentemente do quão perfeita seja a vossa técnica. É o pilar da felicidade e do sucesso; é parte da fundação do ser amado e do amar e de um viver a vida com paixão, com graça. Também afirmamos que a escolha é de importância seminal relativamente à mudança. Escolha mística, escolha misteriosa – seminal em relação à mudança.
Do mesmo modo, é a escolha que permite que a mente vá mais além que o cérebro, que permite que o inconsciente anule o subconsciente na criação da realidade; é a escolha que pode determinar a direcção que a evolução tome – para a frente ou para trás. É a escolha que determina quais as vias neurais que se tornem as vias do menor esforço e da menor resistência e que pode trocar essas vias, e que pode abrir as portadas para um futuro diferente. E por último, nesta análise superficial, a escolha substitui-se e supera-se a ela própria. Um dos sentidos que essa frase comporta é o de que, quanto mais fizerem uso da escolha, mais potente o uso que fizerem dela se tornará. Se estabelecerem uma escolha por ano, não irá revelar-se tão potente quanto se definissem cem escolhas no mesmo período. Mas mesmo que 50% das vossas escolhas sejam erradas, irão situar-se muito à frente ao fazerem cem escolhas de que cinquenta estejam erradas do que só estabelecerem uma escolha. A escolha sobrepõe-se e supera-se a si mesma. E quanto mais potente for a escolha que façam, mais misteriosa e mística se revelará.
Quanto mais potente for a vossa escolha, mais potente será a vossa magia. Mas como é que poderão tornar a escolha poderosa? Sendo conscientes. Sendo mais conscientes. Se forem mais conscientes e mais presentes, e forem dotados de enorme autoridade e autonomia, ferem mais e se tornarem mais, mestres artesãos detentores do domínio e do destino nas mãos, ter consciência da escolha torna essa escolha mais poderosa. E quanto mais poderosa for a vossa escolha, mais poderosa será a vossa magia e mais prontamente conseguirão alterar a realidade de acordo com a vossa vontade, com o vosso amor e a vossa imaginação.
A escolha constitui o domínio da mente consciente. A nossa mente inconsciente não define escolhas. Não define não senhor. Ainda que optem por pensar que sim – isso é uma opção vossa e não dele! O vosso subconsciente não define escolhas. O vosso consciente estabelece as escolhas – é aí que a escolha reside – conscientemente! Vocês entendem, existe um complexo equilíbrio de poder. A vossa mente inconsciente é a mais poderosa, mas não escolhe. A vossa mente consciente, é onde reside a escolha, e embora poderosa, não é tão poderosa. O poder reside aqui e a escolha reside ali, e no espaço intermédio, o subconsciente serve de mediador.
Se conseguirem pegar na escolha e acrescentar-lhe consciência, deslindarão o maior segredo do sucesso – Bonum! Se puderem levar a escolha, no campo de acção do vosso ser consciente até ao domínio do vosso inconsciente (onde se encontra o poder) onde conseguirão combinar o vosso poder, inconsciente, mais a vossa escolha, consciente, e criar uma forma incomensurável, uma força imparável. E tirar proveito do poder da vossa mente inconsciente. Para alcançarem isso, para o realizarem, importa estabelecer as bases através do desenvolvimento da perícia do acesso. Para poderem tirar proveito do poder do vosso inconsciente importa começar por afiar, por possuir os vossos meios, os vossos métodos de acesso. Para muitos de vós esses meios e métodos já existem; tanto melhor, por já não precisarem aprender nada de novo. Só precisam apurar aquilo que já conhecem.
Queremos sugerir quatro diferentes categorias, quatro diferentes abordagens. Antes de mais, evidentemente, poderão envolver o vosso inconsciente através do mundo inferior, ou além. Não são a mesma coisa, lembrem-se. O submundo constitui aquela ressonância em que o inconsciente se torna consciente antes de filtrar através do subconsciente e de se expressar no vosso mundo. Não é que o submundo e o inconsciente seja uma mesma coisa, não, o submundo é um domínio onde poderão fazer face, envolver, trabalhar com o vosso inconsciente, muito embora seja inconsciente, e onde poderão trabalhar com as realidades antes que elas emirjam na vossa realidade e no vosso mundo consciente.
Quanto ao acesso ao submundo, já falamos ao longo dos anos acerca de quatro distintas abordagens; quatro delas encontram-se na raiz. Alguns de vós lembrar-se-ão que há anos e anos (não usamos esta abordagem mais) quando recorriam ao vosso espaço de reclusão antes irromper do dia, antes do nascer do sol, antes do alvorecer, e se voltavam para o leste, e ao fazê-lo contemplavam aquela lasca de luz avermelhada e o despertar do sol através do vermelho carmesim cor de sangue. Depois voltavam-se 90º para sul e deitavam-se de costas à luz da manhã, e deixavam que o sol alcance o seu ponto mais alto. E através das pálpebras fechadas, através do rosa, do vermelho sangue, do carmesim, através da pálpebra sentir esse zénite da luz. Depois voltar-se-iam mais 90º para o oeste, e à medida que o sol passava do sul para o céu de oeste, o sol poente, quando o sol parecia mergulhar na Terra, poeticamente falando, uma luz carmesim enquanto o sol mergulha na Terra. Uma luz carmesim enquanto o sol desperta da Terra, luz carmesim essa que decorre das pálpebras fechadas, e luz carmesim resultante do pôr-do-sol. E depois voltavam-se para norte, para essa direcção para onde o sol ou a lua viaja e penetrariam no norte frio cortante. Esse ritual das quatro direcções constitui um dos meios que os poderão conduzir ao submundo, a essa calada da noite, a esse frio amargo e gelado norte. Entram através da luz carmesim e abrem caminho.
A outra técnica, conforme dissemos que é a que usamos com frequência, consta de morrerem para o vosso pensamento e sentimento conscientes. Não morrer no sentido literal do corpo, não. No sentido metafórico, morrer para o vosso pensamento consciente; morrer para o vosso sentimento consciente. Em certa medida, o que isso quer dizer é morrer para a vossa mente consciente, onde vão até ao vosso espaço de segurança e se deitam “Que dia esplêndido para morrer.” Deitam-se, e ao relaxarem e exalarem o fôlego abandonam os pensamentos, talvez a começar pelos pensamentos negativos, os receios, a ansiedade, as ideias de aperto, abandonam-nos. E abandonam os sentimentos negativos. Mas também abandonam os pensamentos positivos, os sentimentos positivos, por eles também, não obstante serem positivos, fazerem parte da mente consciente. Morrer para a vossa mente consciente. Por toda a negatividade proceder do pensamento e do sentimento consciente – não todo o pensamento consciente nem todo o sentimento consciente, certamente. Mas a negatividade não é inerente à coisa, mas aos pensamentos e sentimentos que são conscientes.
Assim, morrem para os vossos pensamentos e sentimentos conscientes; mesmo para os mais positivos e expansivos, por se acharem tingidos, poluídos. E nesse acto de morrerem, veem uma luz brilhante branca, esférica, e erguem-se do corpo de luz através da luz branca, ao longo da terra dos mortos, não muito distinta do norte enregelado. A terra dos mortos onde não cresce uma haste de relva nem uma folha mexe. Onde a terra é cor de carvão e as árvores nada mais do que ramos retorcidos cor de carvão. Atravessam a terra dos mortos sem um pensamento, sem um sentimento. Não é assustador, não é triste nem deprimente. Não carregam qualquer pensamento nem sentimento, lembram-se? Eles feneceram, e deixaram-nos para trás. Assim, atravessam essa terra dos mortos em busca da luz carmesim, sem saberem porquê, nem se importarem com isso. E veem o carmesim cor de sangue e entram nele numa cave, e aí um corredor conduzi-los-á profundamente até à terra, fundo até às entranhas, até ao próprio ventre da terra e aí surge uma porta que atravessam para o submundo. Do mundo exterior para o mundo interior, até ao mundo inferior. E aí, uma faixa de estrada à luz do dia desdobra-se como uma aguarela. E percorrendo essa faixa de estrada… (A fita termina abruptamente)
Uma terceira abordagem, é o que chamamos de Rito dos Encontros, trata-se de uma abordagem meditativa, a partir da qual, no vosso espaço de segurança atacam os seus limites, e chegam a um pátio numa vila ou uma pequena comunidade, e aí no chão encontram uma porta circular qual tampa de cisterna ou a cobertura de um poço. É arredondada e vocês sentam-se junto a ela e esperam que essa porta se abra, esse buraco que se transforma em dois e se abre. Ao se abrir na editação, reparam que apresenta uns degraus em espiral n sentido descendente. Talvez tenham sido escavados da terra ou da pedra ou feitos de madeira, por mais deteriorados que pareçam. Veem um corrimão feito de corda, de uma corda avermelhada negra e branca num entrelaçado. E abrem caminho escadas abaixo em espiral cada vez mais fundo, agarrando-se ao corrimão enquanto avançam. E n fundo da escada encontram uma fogueira; nesse ritual dos encontros, deparam-se com uma fogueira e sentam-se junto a ela. E talvez ela lhes fale; talvez não. Mas se o fizerem escutam o que o fogo lhes diz. Se não lhes disser nada, vocês avançam. De qualquer modo iam fazê-lo até junto de um rio, um rio subterrâneo de águas enegrecidas e frias; mas como se revelam frias, ao entrarem nele! Mas atravessam o rio até à margem afastada. O rio poderá ser um rio de águas rasas e ter só uma profundidade que lhes dê pelas ancas, ou dar-lhes pelos joelhos. Assim como também poderão entrar nele e de súbito ele engoli-los e submergirem nessa água escura e fria com gelo. Mas por mais rasa ou funda e fria que seja escutam o que tem a dizer, por lhes poder falar (assim com poderá não o fazer) E na margem oposta do rio, enquanto se secam e tremem de frio até aos ossos, envergam roupas que os aguardava e deparam-se com uma fenda na rocha, com umas escadas que conduzem a um guardião, alguém que está aí a guardar essa entrada essa fenda, essa abertura mais o que reside além. E precisam confrontar-se não só com o fogo e com a água, mas os ares do guardião antes de penetrarem por meio dessa fenda num compartimento secreto, ou ventre secreto melhor dizendo, e para além dele – o Inconsciente, o submundo.
Uma terceira abordagem, que os poderá conduzir ao covil do mago mas que os levará ao submundo. Ao se depararem com o fogo, com a água e com o ar e a terra, cada um dos quais revelarão ou não os seus segredos, e do seio secreto entram no submundo para lá dos seus limites.
Uma quarta abordagem ao submundo com que alguns terão trabalhado sem talvez perceberem bem o que estavam a fazer, é o que chamamos de nascer do sol no mesencéfalo. É a técnica em que entram em meditação, lembram-se, e retiram a vossa consciência dos dedos dos pés e dos pés e das pernas e depois retiram-na do corpo até à zona do tronco e até aos dedos das mãos, não reduzindo-a mas condensando-a sempre mais até que a singularidade da vossa consciência se erga até à vossa garganta e depois até ao cérebro, à parte mais avançada do vosso cérebro. E aí condensam-na mais e mais até se tornar mais intensa até não ocupar mais do que o tamanho de uma noz ou uma ervilha, uma centelha, até que se torna tão diminuta que se desvanece. E vocês dão por vós no escuro, e voltam-se cento e oitenta graus, e em vez de estarem voltados para a frente ficam voltados para trás, e veem duas paredes lisas de cada lado, tão lisas que não as conseguem trepar, de tão reluzentes que se apresentam. E depois um corredor estreito no fim do qual uma luz estranha mas presente, e vocês abrem caminho através do corredor, e aproximam-se cada vez mais da luz para chegarem até um alvorecer onde existe um lago, e na margem oposta o sol começa a erguer-se. O nascer do sol no mesencéfalo por terem condensado a vossa consciência até ao seu desaparecimento.
Fora do corpo voltam-se e caminham por entre os dois hemisférios do vosso cérebro, até ao mesencéfalo, até ao terceiro ventrículo situado no mesencéfalo, esse lago. E do outro lado da imagem – na metáfora – no quadro apresentam ao vosso subconsciente e inconsciente um nascer do sol, e à medida que penetram na lagoa e além dela – o submundo. Quatro maneiras distintas por que alguns de vós sentirão afinidade. E depois desenvolver a vossa perícia, admitir e aguçar a vossa perícia até penetrarem no submundo de um modo qualquer, e interagir, para começarem a estabelecer as bases para aproveitarem o poder do vosso inconsciente, e não só envolve-lo, mas para tirar proveito dele.
A segunda arena passa por trabalharem com o Plano Causal. Sim, o Plano Causal também representa um acesso ao vosso Inconsciente, mas não é o submundo do Além. É onde todas as causas e efeitos aguardam ser unidas, aguardam que as reúnam de modo a poderem tornar-se suficientemente pesadas para se manifestarem na vossa ilusão. E se conseguirem chegar a esse Plano Causal também poderão envolver o vosso Inconsciente e aproveitar o seu poder. Mas primeiro precisam envolve-lo, senão no submundo, então no Plano Causal.
Nós falamos principalmente em duas abordagens ao Plano Causal. Muitos de vós estão familiarizados com uma abordagem, que é viajar através do buraco ou rasgo ou laceração no tempo, a laceração no espaço. É uma meditação em que no vosso lugar de reclusão encontram uma entrada para a terra, mas desta vez não vão até ao submundo. Talvez encontrem a entrada no buraco de uma árvore, talvez num poço, talvez numa fenda ou uma abertura, talvez um beco escondido ou uma passagem secreta numa montanha. E vocês penetram na terra e deparam-se com um ser indecoroso, uma pessoa de aspecto asqueroso, um Gremlin ou um Duende. Mas vocês criam-no e concedem-lhe realidade por ser um símbolo, uma metáfora, um ritual de humildade. Mas com respeito a esse particular não o julgam por ele os poder ajudar, perguntam a essa pessoa asquerosa onde encontrar o buraco, o rasgão, o rasgo no tempo e no espaço, e ele poderá dizer-lhes onde ir, ou guiá-los. Mas seja como for, esse ser que de outra forma seria afastado como uma nulidade é aquele que os poderá guiar até ao plano causal, símbolo dessa humildade. Digam-lhe que cada instante é novo.
Encontram o rasgão, a laceração; pode não passar de uma fenda, mas sentem curiosidade com respeito a isso. E vocês são atraídos para aquilo, e sentem curiosidade e vontade de espreitar, e a certa altura chegam perto e são sugados para dentro, e começam a cair, e o que é fundamental na caída é que precisam sentir intensidade emocional.
Acontece que no vosso mundo é mais fácil sentir medo de uma forma intensa do que sentir amor com intensidade. É triste, mas muita vez é verdade, e por isso – não como uma crítica mas para que façam uso disso – quando vão a cair imaginam o pior dos medos que possa encontrar-se no fundo desse poço. Poderá ser ratos que já não comam há anos, e ao caírem poderão ouvi-los a chiar e a antecipar devorá-los. Poderá ter cobras que não os morderão mas que os comerão vivos, insectos que rastejarão pelos vossos ouvidos e que lhes comerão o cérebro. Varas elásticas em que cairão e saltarão durante semanas até que lentamente sangrem até à morte; peixes com dentes pontiagudos, uma infinidade de coisas passíveis de lhes provocar comichão na pele enquanto caem sem parar e imaginam e sentem esse medo e aguardam que a qualquer momento algo venha a deter tudo isso, mas talvez não, mas então – trás! - subitamente em meio a toda a intensidade do medo abrem os braços e veem-se a planar com o orgulho de uma águia. Na intensidade da emoção – que acontece ser de medo, mas não tem importância, é energia, é combustível – e ao abrirem os braços planam para além do sol, da lua, das estrelas, para além do plano astral e a seguir irrompem no plano causal.
Agora, se conseguirem sentir amor com o mesmo tipo de intensidade ou mais, então será óptimo, vocês sentem o amor, sentem o amor e da mesma forma, é com base na imagem e na intensidade que planam e isso catapulta-os, e vocês irrompem pelo plano causal; não entram levemente – vocês irrompem por ele adentro. E ao penetrarem no Plano Causal... Lembrar-se-ão que já o descrevemos – tudo é bizarros na cor que apresenta, tem as cores substituídas; o céu poderá ser roxo ou rosa, ou amarelo ou verde com três sois quadrados e duas luas rectangulares roxas. A relva poderá ser acastanhada ou rosa, e as árvores poderão ser azuis com folhas amarelas. Mudanças de cor muito bizarras. Tudo é angular, triângulos, quadrados, retângulos, lusangos, sem linhas curvas, enquanto estendem os vossos braços como uma águia a planar sob o plano causal.
Agora, passados uns instantes a mudança de cores pára e o céu passará a ser azul e a relva verde e os montes passarão a ser colinas suaves ou ondulantes e coisas desse género. Mas à medida que a vossa razão se alterava e passava pela mudança vocês viam desde o bizarro e a seguir normalizava, à medida que se ajustavam à sua frequência e não a sua à vossa. E a seguir veem o vosso lugar, e iniciam a vossa espiral de descida, lembram-se, à medida que planam até baixo, até baixarem o vosso corpo na vertical com os braços abertos, estendem o pé direito enquanto mantêm o esquerdo dobrado e aterram e correm alguns passos, mas não cairão... Aaah! Encontram-se lá – para fazer e trabalhar no plano causal – que também equivale a acederem ao vosso inconsciente - não só por cujo acesso o inconsciente se torna consciente no mundo do além, mas podem aceder ao vosso inconsciente no plano causal, onde o inconsciente se torna consciente, antes de se manifestar no vosso mundo consciente – tanto acima como abaixo da ilusão.
Uma outra abordagem menos enredada que essa, é uma vez mais quando condensam a vossa consciência, a juntam na glândula pituitária, e aí, qual pêndulo a balouçar para trás e para a frente entre a pituitária e a pineal, para trás e para a frente, para trás e para a frente, aí deixam-na a repousar na pineal. Vocês visualizam, sentem, a glândula pineal como três pequenas esferas pequeninas, três pérolas pequeninas, umas empilhadas sobre as outras – não tem esse aspecto literal mas imaginam isso assim, e repousam a vossa consciência essa glândula pineal; de seguida começam a vibrar porventura a do fundo, e depois a do meio e depois a de cima, deixam que abane para a frente e para trás, para cima e para baixo, até que todas as três estejam a sacudir para cima e para baixo, qual soda, quando põem o dedo sobre o gargalo da garrafa, cujas sacudidelas geram uma pressão que se acumula, nessa glândula pineal. E então a determinada altura tiram o dedo e Ssscheew! A vossa consciência eleva-se ao plano causal. Duas abordagens diferentes de acesso ao vosso inconsciente, via plano causal.
Bom, essas quatro abordagens ao além, duas abordagens ao plano causal, constituam formas de acesso; vocês não precisam desenvolvê-las, mas descobrir por entre elas porventura o vosso acesso, aquele que resulte de forma mais elegante convosco. Para além disso, do além e do inconsciente também queremos mencionar a existência de certas técnicas de programação que não s conduz necessariamente ao mundo do além nem ao plano causal, mas que lhes facultam acesso ao vosso inconsciente.
Uma dessas abordagens, que constitui uma técnica de manifestação a que viemos a chamar Técnica de Manifestação pela Criação Tonal, que é a técnica em que no local de meditação criam ou imaginam um timbre, um único timbre solitário, e depois imaginam que o elevam, oitava a oitava até que passe além da faixa auditiva, elevando-o para cima até que esse timbre, essa oitava elevada, não mais possa ser escutada pelo ouvido humano. Poderá deixar os cães da vizinhança doidos, mas vocês não o conseguem escutar. Depois criam um segundo timbre, recordam-se? E fazem a mesma coisa, imaginam e depois elevam-no além do que seja possível de escutar, e um terceiro timbre. Agora imaginaram três timbres que elevaram para além da possibilidade de audição. Esses três timbres criarão um quarto, que vocês nem conseguirão imaginar nem escutar. Vocês não criam esse quarto timbre, os três timbres criam um som harmónico, um quarto timbre, que nem pode ser imaginado nem escutado.
continua

Transcrito e traduzido por Amadeu Duarte

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