sexta-feira, 15 de julho de 2016

VOZES VI






“Os homens nascem, os homens morrem como rios que correm; sempre a chorar, sempre a semear,” sem terem noção de tudo provocar.

“Os convidados foram escolhidos, a festa foi marcada; possas tu escutar o alegre alarido – o alarido da vida, a dor da vida, a alegria da vida.”

CONSIDERAÇÃO GERAL

Em todas as palestras surge uma indagação veemente, e embora toda a gente manifeste entusiasmo com respeito à profunda sabedoria que Yada revela, algumas pessoas questionaram Yada com respeito ao facto de ele saltar de assunto em assunto, como que parecendo que se punha com rodeios, ao que ele respondeu: “Sim, eu ponho-me com rodeios, por ser assim que chegam à verdade – no evitar directamente a questão. A verdade não é uma coisa, mas assim que disserem: “Isto é a verdade,” terão eliminado tudo o mais. Além do mais, há na audiência quem eu pretenda alcançar, o que me coloca em desvantagem. De modo que, na maior parte do tempo executo um plano de dança ágil, enquanto mantenho certas aparências daquilo que chamam ordem.”

Yada tenta conduzir-nos além das nossas percepções limitativas ao apontar em diversas direcções. A verdade é constelada individualmente a partir da arbitrariedade voluntariosa de uma ordem aleatória que nos garanta liberdade num acordo pessoal. Desse modo, o universo sempre é colhido de surpresa como forma-padrão do caos do sentimento. Não fosse assim o universo sempre se repetiria. O homem sempre goza do privilégio de cometer disparates, caso contrário ver-se-ia para sempre preso na ignorância do sofrimento material.

“À semelhança de um papagaio,” diz Yada, “eu repito muitas coisas até que as palavras cheguem a significar alguma coisa.” Deve-se o facto de ele se pôr com rodeis e divagações ao facto de nos encontrarmos numa condição de transe hipnótico. À medida que nos esforçarmos por compreender as nossas visões expandem-se e as nossas fronteiras rompem-se e descobrimos que o nosso mundo e as ideias que temos da verdade não passam de uma “fatia do bolo.” Cada um de nós é a verdade manifesta que depois segue a sua própria natureza. Devemos ser capazes de abandonar a percepção ofuscada que temos da personalidade limitada e explorar o panorama mais amplo da mente.

Claro que, o que buscávamos eram respostas ordenadas e respostas definitivas, mas não existem respostas definitivas mas somente degraus para respostas subsequentes que são, uma vez mais, individualmente consteladas de acordo com a natureza cambial da consciência. Mas, conforme Yada diz, “Eu situar-me-ei onde se situar a consciência que tenho.” Cada consciência adopta um objectivo diferente de acordo com a propensão que tiver a partir da ordem aleatória e acha esse objectivo “real.”

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“Antes de mais, quando não saio de mim mesmo, encontro-me num estado de completa unidade comigo próprio em que não tenho nome nem posição, pensamento nem lembrança de outros mundos em absoluto. O chamado mundo físico não tem existência para mim e simplesmente tenho consciência de que existo. Não aquele que sou – EXISTO somente. Eu encontro-me nesse estado durante a maior parte do que chamais de “tempo.” Deixo esse estado para prestar assistência ao meu par humano, prestar serviço ao universo.
O amor faz com que assim seja. Com relação a mim, o amor significa compaixão, e desejo assim instruir de forma a despertar aqueles que se encontram preparados para despertar do estado de sono em que se encontram mergulhados, do estado de inconsciência do facto de que são deuses. Assim, habilitar-se-ão a difundir a palavra junto de quantos estejam preparados para ouvi-la e percebê-la.

Obtenho uma espécie de benefício disso, pelo que poderei dizer que talvez da minha parte seja egoísmo, um maior estado de paz, porquanto nenhum movimento é feito sem que gere um movimento contrário. Nenhuma causa é iniciada sem que gere efeitos infindáveis que se propagam ao exterior a partir do centro da criação até eventualmente voltar a si mesma. Essa é a lei da vida, a lei da consciência.

“O estado de unidade em que resido constitui um aspecto da natureza do Criador. É uma realidade, só que uma realidade sem sonhos; por nenhuma forma ser gerada. Esse ser criativo reside na maravilhosa luz do si mesmo, o que representa o Criador na Sua mais elevada existência. Um tal estado que quando o percebo e me encontro na altura a funcionar num corpo, me vejo envolto numa tremenda alegria que por vezes me conduz às lágrimas.

“Agora; vocês são a mesma coisa. Não se encontram afastados num estado de consciência diferente daquele em que me encontro. Não de verdade! Entendam, a diferença entre vocês e eu está no facto de eu ter consciência desse estado de existência, de ter percepção dele, enquanto vocês se esforçam por o conhecer. Poderão ter consciência de que ele possivelmente exista, mas ainda não o experimentaram. Contudo, nos mesmos períodos de criação em que se perdem, poderão tocá-lo e percebê-lo. Então, abandonarão o vosso ser “inferior,” esse aspecto “inepto,” que acredita nas realidades e nas não-realidades. Essa é a única realidade que existe quando o “residente” toma consciência de ser residente, de que é Eterno.

“Quando me encontro convosco, sinto um enorme interesse pelos meus companheiros humanos. Mas quando os deixo e “volto para o lar,” para dentro do meu ser, a existência do homem nem me passa pela cabeça. Por não objectivar a existência de nada separado. A sabedoria não pode ser transmitida directamente de um para outro. Tudo quanto posso fazer é fazer soar as campainhas na vossa cabeça até dizerem: “Ah! Essa fantasmagoria trouxe-me uma certa sabedoria.” Mas eu não lhes dei nada. Vocês tê-la-ão facultado a vós próprios, pelo reconhecimento daquilo que já conheciam.”

Yada


DESENVOLVIMENTO PESSOAL

“Aqui no vosso país a questão do desenvolvimento pessoal é muito pouco compreendida. Não é de surpreender, quando é ponto assente que a maioria das pessoas foi condicionada pelas igrejas cristãs. Os frequentadores das igrejas têm consciência do seu lado espiritual nos termos que lhes foram ensinados pelo sistema clerical ou sacerdotal da Igreja Cristã. Consequentemente, não sabem o que quer que seja relativamente ao desenvolvimento espiritual, e quase nada acerca do seu lado espiritual. Todo o trabalho que os leve a aprender com respeito ao seu lado espiritual lhes foi retirado. O sacerdote dir-lhes-á simplesmente aquilo que devem pensar e como devem sentir; não com relação à sua natureza espiritual, mas relativamente à crença no deus cristão, e àquilo que lhes poderá ter reservado quando morrerem.

“Agora passam das doutrinas espirituais ortodoxas para o espiritualismo. Aqui, vemos que as doutrinas são muito pouco diferentes. Infelizmente, muitos de quantos chegam a travar conhecimento com o espiritualismo, de um jeito ou de outro chegam a acreditar que os médiuns – que representam a casta sacerdotal do espiritualismo – sejam adivinhos ou oráculos. Com muita frequência, esses médiuns são usados para fazer truques, tais como a leitura do pensamento e outros jogos de adivinhação. Também parecem crer que os médiuns devam ser usados para estabelecer contacto com os amigos e parentes que tenham passado deste plano. O leigo no espiritualismo nada conhece do que se passa no mente ou no corpo do médium. Não sabe o quão complexos eram os processos químicos e o quão são necessários para produzir o que é chamado de materialização ou “voz de trompete,” ou voz independente, ou mesmo teleportação – nada disso.

“Os médiuns não são adivinhos. Quando o ignorante procura levá-los a fazer isso e eles falham, coisa que frequentemente sucede, o médium fica em sérios apuros. É acusado de ser impostor e de cometerem fraude. Mas, devido a que muitos dos próprios médiuns sejam, eles próprios, igualmente ignorantes, não sabem como terão caído nessas condições. Quer dizer, se forem verdadeiros médiuns, claro está. Existe muita fraude nesta área da comunicação do espírito. O espiritualismo levou o ignorante e o leigo a crer que o seu trabalho consista na comunicação com os mortos – o que é completamente falso. Não é em função disso, e mais, toda a vez que tentarmos usar isso com esse propósito, arrecadamos trabalhos para nós próprios, por estarmos a prostituir as nossas energias e a desempenhar necromancia, ou a prática da comunicação com os mortos. Essa é uma das maiores tragédias na quebra e na desintegração da personalidade do médium.

“O espiritualismo deveria ser usado na educação do indivíduo com respeito à sua consciência superior, à sua inteligência superior. O espiritualismo deveria ser usado no sentido de se estender àqueles que buscam o conhecimento da sua própria natureza divina. Mas chegou a degradar-se nas mãos dos ignorantes.
O espiritualismo deveria ter sido usado como um caminho brilhante e inteligente destinado ao buscador para que descobrisse o caminho de regresso ao lar; para lhe transmitir a verdade de tal modo que não tivesse que morrer – transmitir-lhe a verdade da vida eterna, mas não, e não o faz mais quanto a Igreja Cristã ortodoxa não o fez.

“Desenvolvimento pessoal! Isso é da maior importância para o ser humano A prática da meditação! Por através da meditação aprenderem acerca da vossa verdadeira natureza, aprenderem a contactar a vossa consciência superior, que é o único espírito digno de contacto.

“Quando essa consciência “inferior” parte do mundo físico, é aconselhável deixá-la partir. No devido tempo essa consciência “inferior” descobrirá o seu eu superior e deixará de permanecer ligada à Terra. Ao abandonar a Terra, a maioria dos seres humanos não se afastam muito da Terra. Entram num estado de espírito que chegou a ser chamado de antecâmara, e aí aguardam até voltarem a cair no plano terreno de novo. A CAIR DE VOLTA! Não regressar, por não terem consciência para ter vontade de voltar ou de ir onde quer que seja. São atraídos pelos seus desejos insatisfeitos, pelos sentimentos e pelo estado de perdição, de descontentamento. Caem de volta na terra por terem sido condicionados na crença de que a Terra represente o mais elevado tipo de vida e de que mundo material constitua a verdadeira vida. Mas quando vagamos pela consciência inferior, só poderemos fazer o que a consciência inferior nos disser para fazermos. Com o tempo aprendemos a tornar-nos mestres, mas até aí, precisamos esforçar-nos por nos tornarmos seres humanos. Não há nada mais importante para aqueles de nós que se encontram presos na consciência inferior do que lutarmos para nos tornarmos seres humanos. Porque, até que o sejamos, não passamos de animais como os dos campos e das florestas.”

Yada

“Aquele que chegaram a chamar de Jesus veio da Índia muitas centenas de anos antes de Constantino. Esse grande mestre passou pela última das suas iniciações do mundo físico nas escolas Helénicas da Grécia. Ele foi, com efeito, o Ungido, e tinha-se libertado da Roda da Vida. Existiram muitos com ele ao longo das eras na Terra e todos eles constituem um símbolo de luz; uma demonstração para aqueles que ainda se encontram adormecidos no mundo para o facto de que a vida não se acha unicamente centrada nas três dimensões. Esses grandes mestres representaram um chamado de luz que acena ao homem com coragem e esperança para que siga em frente. Somente aqueles que são dotados de compreensão verão e reconhecerão essas luzes por aquilo que são. Somente aqueles que tenham feito um bom percurso no caminho da compreensão. Esses. No decurso do tempo, passarão pela sua iniciação final que representa uma renúncia consciente do mundo da matéria, onde chegam a realizar em pleno, com plena consciência, a natureza do mundo material.
Não envolve um sacrifício por aí além, nem grande sofrimento. É uma simples iniciação. Se o iniciado não se achar preparado para dar esse passo final, isso tornar-se-á evidente pelo sofrimento aparente que o seu corpo atravessará, de modo que terá fracassado nos seus derradeiros esforços. Precisará então aguardar o renascimento no mundo físico antes de poder passar no teste final de novo.

“Não deve envolver sofrimento mas uma enorme alegria, um enorme estado de completa unicidade consigo próprio pela súbita realização de que vocês são a Luz Eterna; de que vocês, o Ungido, são agora a Luz Eterna.

“Jesus disse: “Eu não sou deste mundo.” Que outra coisa poderia ele ter querido dizer que não dar conta da realização plena do seu próprio ser? De que outro mundo poderia ele ter noção senão do mundo da luz? Luz que representa a clareza de entendimento. Essa é a natureza do avatar, do mestre, da Luz. Os termos Cristo, Chistus, Krishna, tudo isso significa claro como cristal. Esse é o estado que procuramos atingir de modo a não mais nos vermos presos na roda inconsciente da existência, e entremos pela mesma porta por que tivermos saído, a porta da inconsciência. O homem pode abandonar a vida com vida! Ele precisa sair do mundo vivo! Essa é a própria natureza do trabalho em que busca conseguir isso mesmo. Sair do mundo vivo significa sair consciente, desperto, conhecedor.
A vida é mágica e nós somos os magos que criam coisas maravilhosas e temerosas de forma inconsciente, e que depois culpamos os companheiros, os deuses e os demónios pelos mesmos trabalhos e alegrias.”

Lao Tsé.

OS MISTÉRIOS INTERIORES

Aqueles que jamais tenham assistido a uma das chamadas comunicações do espírito por intermédio de um corpo em estado de transe, estejam certos de que o vosso assombro é principalmente devido ao facto das vossas doutrinas não os terem instruído nessa direcção. É muitíssimo difícil compreender. Por vezes é mesmo assustador, impressionante. Os líderes religiosos levaram o homem a acreditar em algo chamado sobrenatural. O que significa que nos deveríamos sentir imensamente intimidados senão completamente apavorados com respeito a uma condição que não compreendemos.

Não fora o caso da religião basear todo o seu sistema na crença no sobrenatural, e não existiria qualquer religião. Mas não é só a Cristã que sustenta isso, mas todas as religiões se baseiam no sobrenatural. Mas não existe nada de sobrenatural em parte alguma da existência. E quando refiro existência, não refiro somente o mundo físico por o mundo físico representar apenas uma sombra do mundo real, uma imagem exteriorizada. Quando não fazemos ideia disso acreditamos no contrário. Este mundo da matéria é o mundo real para a maioria de nós, e o mundo para onde vamos quando a morte sobrevém sobre a estrutura física constitui uma espécie de mundo efervescente. Nós não somos espectros nem espíritos nem aparições, sombras astrais. Que termos mais agradáveis, não? Mas têm pouco significado.

Dificilmente alguém quer tornar-se num fantasma, e ninguém quer ser um espectro. Já espírito, é coisa que não nos importamos muito em ser por os mestres religiosos nos dizerem que é a única altura em que seremos salvos. Quer dizer, seremos salvos deles. Mas não podem ter muita certeza disso por poderem ir para o inferno, ou para o purgatório. O purgatório situa-se entre o céu e o inferno. Só faz um pouquinho de calor, lá. Já no inferno, caramba, é muito quente.

Bom, se morrerem e derem por vós num desses locais dêem-se por muito afortunados. Porquê? Por jamais encontraram um clérigo ou um sacerdote, lá. Pelo menos estarão de novo a salvo. A salvo da intromissão que o sistema sacerdotal tem na vossa vida, na vida que lhes pertence, no vosso direito de pensar conforme todos os seres humanos têm direito a fazer.
Claro que, se permitirem que alguém mais pense por vós, tudo bem. Com o tempo despertarão desse sonho. Mas ninguém deveria tentar forçá-los Quando o fazem, encontram-se na posição em que vocês se encontram e não se terão elevado acima do pequeno mundo do sonho, o sonho da importância do ego, do ego que acredita que sabe tudo.

"Morte" é termo péssimo e inadequado, e não possui sentido real. Se apenas referisse a dissolução da estrutura física, tudo bem, mas se tentarmos levá-lo mais longe que isso, tornar-se-á impossível que faça qualquer sentido. O corpo passa por uma transformação química, por uma decomposição química, mas vocês continuam como antes. Por vezes essa é a parte infeliz da situação – o “como antes.” Nos estágios iniciais do que é chamado de estado pós morte, o indivíduo dificilmente terá consciência de que alguma coisa de radical lhe tenha sucedido, de modo que tenta continuar a fazer as coisas que fazia antes. Mas aqui ele mete-se um tanto em apuros, e grande parte desses apuros deve-se a que não tenha consciência em que consistem tais apuros. Esse é o problema.

Ora bem, essa condição não dura muito a menos que o indivíduo em questão recuse aprender. Há muita gente que enquanto permanece na condição física se recusa a prender, de modo que estão permanentemente a entrar em apuros no mundo físico. Tal habilidade de entrar em apuros é ainda maior após abandonarem o mundo físico. Não será essa uma condição desafortunada? Desafortunada, por agora não poderem aprender com facilidade conforme aprendiam enquanto se achavam no corpo físico. Não conseguem compreender as coisas com facilidade. Por na vida astral, assim que pensarem em fazer uma coisa, estarão a fazê-la. Não existe intervalo entre o pensar e o fazer. Aqui, no mundo físico poderão dizer “Bem, quero fazer isto e aquilo, mas vou deixar isso para amanhã ou para daqui a um mês, um ano, mas não vou tratar disso agora, vou apenas pensar a respeito.” No mundo astral – Nem pensar! Assim que pensarem em fazê-lo, estão a fazê-lo. Assim que pensarem numa pessoa, estão com ela. Quando a quiserem deixar precisarão deixar de pensar nela – o que se torna sobremodo difícil.

Isso é parte dos sarilhos que temos no mundo físico. Ficamos encantados (em transe), enredados com outra personalidade e gostaríamos de nos dissociar dela, de a esquecer, mas não conseguimos. Já estão a ver como a mesma condição se transfere para o mundo astral? Poderão dizer “Vou-me afastar dela.” Bom, isso é uma coisa que conseguirão fazer aqui no mundo físico que não conseguirão fazer no mundo astral.
Dado que isso é facto, vejam o que acontece caso devam carregar ódio por alguém, por o amor ser justamente tão vigoroso quanto o amor. É igualmente vigoroso na medida em que ainda os prende àquilo que odeiam. O mesmo sucede aqui, apenas leva um pouco mais de tempo a revelar-se. Aqui precisamos aprender a pensar pela nossa cabeça, a conhecer a natureza das coisas, e o que os outros realmente são de modo a podermos associar-nos com elas adequadamente naquilo que é chamado vida além desta. E de modo a podermos associar-nos com elas de uma forma sã.

Vocês querem ir a qualquer parte quando sem encontrarem no mundo astral? Pensam nisso e encontrar-se-ão lá – agora mesmo! Não há viagem, o corpo espectral não percorre nenhuma milha. Assim que a pessoa pensar, encontra-se imediatamente lá. A que se deverá isso? Por na realidade, na natureza real das coisas, não existir coisa tal como tempo em si mesmo. O tempo e consciência – a vossa consciência. Aquilo em que o vosso corpo se move, que pensam ser alguma coisa como espaço, e esse algo chamado espaço acha-se separado de vós. Errado! Esse espaço aparente é consciência, a vossa consciência.
Agora, precisarão esperar pela morte para poderem ir onde querem ir instantaneamente? Não! Poderão fazê-lo enquanto ainda estiverem na vossa estrutura física, se lhe dedicarem a vossa consciência. Mas antes de vocês de o conseguirem de uma forma concreta, precisarão praticá-lo e precisarão saber como. Porquê? Por terem sido mentalmente condicionados desde crianças no facto de que são o corpo. O que quer dizer que, seja onde for que pretendam ir - vós, consciência - o vosso corpo deverá acompanhá-los. Assim, precisarão arrastá-lo convosco para todo o lado.

Ainda virá tempo em que aprenderão como controlar a consciência de modo a conseguirem dizer ao corpo: “Tem sido óptimo andar por aí contigo todo o tempo, mas gostaria de me afastar por um tempo, por isso quererás fazer o favor de te sentares aqui de lado? Vai dormir que eu vou a certa parte.” O corpo achará muito fácil dormir, por já se encontrar a dormir. Aí vós, o Criador, vós consciência, vós operador do mecanismo, poderão ir à vontade. Claro que o corpo precisará encontrar-se em estado catalético para o fazer, ou o corpo acompanhará a mente. Essa é a causa do sonambulismo: a mente pretende algo e o corpo acompanha-a por a consciência não se ter desligado do comando autônomo…

Bom; não quero dizer nada que leve qualquer um de vós a ter que defrontar qualquer falsa crença seja ela qual for. Por serem as falsas crenças que nos impingem medo. Esta Terra, este mundo material, VOCÊS criaram-no! O corpo com que se movem por aí, VOCÊS criaram-no. Mas como foram condicionados pelo que são chamadas de doutrinas cristãs, torna-se difícil escapar de imediato a tal condicionamento. Por ter cariz hipnótica. E vocês precisam ser conduzidos para fora do estado hipnótico pouco a pouco. Consequentemente, quando digo determinadas coisas, parte dessa doutrina hipnótica que se encontra em vós poderá rebelar-se. Não de imediato, mas na volta, no espaço de dias ou de semanas começará a rebelar-se, e isso poderá deixá-los bastante infelizes, bastante adoentados de corpo ou mentalmente perturbados. Quero dizer-lhes tudo isto para os preparar para a compreensão do que os aguarda e para que não se assustem quanto aos resultados. Penetremos mais fundo on que quero dizer com isto.
Aqui está uma pessoa que eu tenha hipnotizado. De seguida instruo-a que não vai haver na sala ninguém junto a ela assim que acordar. Dou-lhe esta sugestão pós-hipnótica, e assim que achar que se encontra desperta, ninguém se encontrará na sala com ela, embora possa haver muita gente presente. Só que ela não terá qualquer consciência delas. Ora bem, caso alguém acenda um fósforo e lho apresente ao campo de visão, ela verá a chama por eu não a ter instruído que não veria fogo, mas a chama deixá-la-á paralisada de susto. O desconhecido! Ninguém lhe deu qualquer sugestão quanto ao inesperado de modo a que conseguisse confrontar com equanimidade. É isso que nos incomoda. É isso que nos provoca fobias, é o que provoca complexos e medos de todo o tipo.

Os mestres são formidáveis e podem esclarecer-nos por diversos modos, mas não conseguem preparar-nos contra o inesperado. Essa é a nossa função. Tudo quanto podemos obter do mestre é tornar-nos conscientes, tornar-nos vivos, sempre conscientes daquilo que estamos a fazer. Caso ele procure fazer mais, então estará a tentar viver por nós, o que conduz a apuros – a muito apuro…

Caso aceitemos a ideia de que nós, enquanto MENTE, criamos o mundo da matéria, precisaremos forçosamente dizer que criamos o nosso próprio corpo, já que esse corpo também é formado por matéria. Aqui temos duas premissas: Nós criamos o mundo e criamos os nossos próprios corpos. Ao criarmos os nossos próprios corpos precisamos fazê-lo de tal modo que leve tempo até alcançar aquilo que é hoje. Trata-se de um corpo químico extremamente complexo, de modo que levou aquilo que chamamos de tempo a alcançar. A consecução disso, e de facto a vinda a este mundo físico, fez-nos perder a noção da nossa natureza divina. Perdemos a noção de que nós próprios somos o Criador.
Talvez deva utilizar um outro termo em vez de usarmos o termo Criador – usar o termo sonhador. “Eu sonho o sonho; eu criei esse sonho, ele pertence-me. Mas perdi-me no processo. Porquê? Por o sonho ser hipnótico e me tomar toda a atenção. É superficial e o superficial é hipnótico. Uma vez mais, porquê? Por o corpo ser um corpo sensorial, uma máquina de medição.

Os sentidos assemelham-se àquilo que chamamos de calibre, uma bitola. Dizemos que é a régua de medição do toque. Para mi esta mesa é áspera. Contudo, não existe coisa alguma como áspero. Existe um grau de aspereza, ou o outro lado disso, suavidade. A aspereza é simplesmente uma questão de sentido de pressão.
Os olhos veem. Como é que veem? Pela pressão; tudo é pressão no corpo sensorial. Nessa medida, nós estamos constantemente a criar o sonho que criamos originalmente. Estamos a recriá-lo durante todo o tempo em que os encontramos nele, ou dele. Agora, a verdade é, se somos o Criador, então não poderemos ser o sonho que criamos. Nós somos o sonhador e não o sonho. Mas caímos na crença hipnótica de que somos o sonho e não o sonhador. Depois demos a volta e criamos o sonhador a quem chamamos “deus” e dizemos “Tu fizeste isto.” O que nos ajuda em meio à nossa cegueira, ao estado hipnótico em que nos encontramos, a lavarmos as mãos de toda a responsabilidade. Eu não fui quem o fez, porque deverei arcar com a responsabilidade disso
Não quererão ser livres? Ter liberdade para quê? Essa é a pergunta seguinte o passo seguinte no caminho. Ouço toda essa conversa acerca da liberdade da alma, do espírito, da mente, mas não encontro nenhuma. Isso deve-se a que não saibamos para que deveremos mover-nos para nos afastarmos da dor. Não sabemos o que a liberdade seja. Mas como vamos e sofremos e sofremos, em breve perceberemos que deve haver um modo – precisa haver! E então começamos a pensar, um pouco aqui e um pouco ali, a ouvir um pouco aqui e um pouco ali, a estudar este ou aquele livro. Bom; ninguém irá despertar-nos, por ninguém nos dizer quando estamos preparados para despertar, nem vocês conseguem dizê-lo a vós próprios. Nem sequer o próprio indivíduo tem conhecimento disso. Mas lá chega altura em que ele começa a divisar um pouco mais de Luz, e essa Luz começa a expandir-se. Quando isso ocorre, tem lugar uma mudança nele, uma mudança peculiar – que será que está errado? Que nova sensação será esta? É boa, pelo que não me intrometerei com ela.
A maioria de nós encontra-se em diferentes estados de sono, ou se preferirem, em diferentes graus de despertar. Diferentes graus de sono representa uma afirmação negativa que não nos agrada; encontramo-nos em diferentes graus de despertar. Eu não me encontro adormecido, e fere-me o ego que me digam que estou a dormir. Mas se disser que me encontro num grau diverso de despertar, sinto-me mais satisfeito.
Os Druidas eram uma gente que dispensava sabedoria às populações Celtas. Eles dispensavam sabedoria. Quando a religião dominante da altura, o sistema sacerdotal procurou entrar nessas nações, eles criaram uma enorme batalha. Diz-se que certo indivíduo chamado São Patrício terá conduzido as serpentes para fora dessas nações pelo assobio, em particular da Irlanda. As cobras que ele afastou eram as serpentes da sabedoria. “Sejam prudentes quanto serpentes e tão inocentes quanto pombos.” Foi isso que foi afastado da Irlanda, da Inglaterra, da Escócia, e em seu lugar acudiu a escuridão e a língua bifurcada. O dia de São Patrício é um dia de Infâmia.
Como foi que o homem criou o mundo? Certamente que não foi o homem do ego e do corpo, nem aquilo a que se referem como “eu”, mas o “Eu” desperto, o ser Búdico, o ser Crístico – criou esta dimensão, esta frequência, esta vibração, este sonho. O mundo criado! Em que consistirá um pedaço de matéria? Os cientistas pegam-lhe e decompõem-na, examinam-na separam-na: “Que será que lhe sucedeu? Vamos ver. Vamos reuni-la toda de novo e então disparar-lhe uma chuva de protões. Se o fizermos bem, obteremos toda a força luminosa dela. Vamos virá-la do avesso, e se nada mais for, ir-nos-á deixar aterrados.” Coisa que sucedeu. Deixou-os aterrados.
O átomo, o pequeno génio da lamparina mágica. O homem chegou a esfregar tanto a lamparina que despertou o génio. “Que é que queres? Que se passa contigo? Tenho estado bem feliz onde tenho estado até agora, e tu apareces a cutucar-me com os dedos.” Que estás aí a fazer? “Assim eu saí da lamparina. Aqui estou, ó grande mestre.” O gênio sabia que o homem não era um grande mestre mas fingia na sua credulidade e vaidade.
“Oh grande mestre, que poderei fazer para te servir? Porque se não te servir, tornar-me-ei no teu mestre, e aí…” Então, o homem disse: “Sinto um enorme ódio pelos meus semelhantes. Vai e liquida um enorme número deles. Antes eu não passava de um tolo e só tinha um canudo para fazer Bum-bum. Agora tu podes fazer BUM sem paralelo!”
O génio disse: “Hmmmm. Posso ver que o ódio que carregas dentro de ti é tão grande quanto a força que detenho dentro de mim. É isso que me levará a fazer um enorme BUM. O ódio que sentes aumentou esta força dentro de mim dez vezes mais. Sim, vou rebentar por ti, e vou fazê-lo até te encheres e que supliques para que pare.”

E foi isso que sucedeu. A força eclodiu do átomo; o invisível tornou-se visível da forma mais horrenda. Ah, ninguém acredita no invisível. “Aquilo que não consigo ver, simplesmente não existe.” É isso que os espectros dizem com respeito às pessoas; “Outro dia vi uma pessoa e isso deixou-me aterrado.”

Eu tirei o pequeno génio do lugar em que se encontrava sem o fazer explodir. Fi-lo em silêncio na minha mente até ver em que consistia o átomo. Ah, descobri a resposta. O génio só saiu por eu ter penetrado no lugar em que se encontrava. Entrei e juntei-me a ele e descobrir que ELE era EU; que EU era AQUILO! Eu sou a substância de que a criação é feita além do Criador. Sim, tudo isso sou EU. Bom, quando alcanço a percepção disso terei atingido o ponto em que não quererei correr para o mundo e começar a mudá-lo. Ele convém-me. Quando isso não tinha lugar antes – quando me encontrava adormecido achava que haveria alguma coisa a ser feita. Algo fazia algo de que não gostava e dizia: “Ah, esse tipo é demente, ele não vive adequadamente. Vou ensinar-lhe a viver.” Assim, vou e demonstro-lhe e ele morre. Se tivesse mantido as mãos afastadas o provável é que tivesse sobrevivido algum tempo mais.”

Quando impomos a nassa maneira no outro, retiramos-lhe a (capacidade de) criação dele do mundo, a criação da sua existência. É por isso que digo para não andarem por aí a dizer que alguém chamado Yada disse o que aqui ouviram. Primeiro descubram se será adequado. Estudem a questão de todos os ângulos a ver se estarei a dizer lorotas. Como haverão de o saber? Toda a gente tem algo na manga. Como hão-de saber se não tenho manga?
O que não quer dizer que não confiem em alguém que esteja a tentar auxiliá-los. Não lhes digo que seja um mestre por não poder ensinar-lhes nada. Se já não o conhecerem, como vo-lo poderei ensinar? Bom, mas se isto representa ensinamento, então sou um mestre. Por eu ser o Eterno. Eu sou o Príncipe da Paz.
Espero que tenham notado que na tomada de controlo do corpo do Mark eu entro como um sopro de ar. Eu torno-me num fôlego – espírito – sopro – espírito. Cada um de vós possui o seu ritmo respiratório particular. É só com o abandono desse sopro que o corpo deixa de ser animado. Aquele que habitava esse corpo terá partido. O que não quer dizer que tenha ido a lado nenhum por não haver onde ir.
Todos nós vivemos no que é referido como mente – quer num revestimento de pele, vivemos na mente. Torna-se extremamente difícil descrever um quadro nítido do que a “mente” seja. Talvez o possamos melhorar chamando-lhe consciência – é aí que habitamos. É aí que tudo habita, o universo na sua totalidade.
Ao entrarmos no mundo físico tornamo-nos seres sensoriais, querendo isso dizer somente que são os sentidos que dão ao habitante a impressão do que é chamado mundo externo – que não passa de um sonho da mente.

Muitas das coisas que aqui afirmo podem não estar em sintonia com aquilo em que acreditam. Mas as crenças que têm são vossas. Eu não posso alterá-las, nem tão pouco o faria caso isso me fosse dado. Porque as crenças de uma pessoa constituem a sua vida. Poderão saber o suficiente para permitir-se destruir o sonho de outra pessoa? Não creio. Mas cada um de nós obtém diferentes impressões ou cálculos do que chamamos de mundo físico. E dessas diferentes impressões adquirimos diferentes opiniões, verdadeiras ou falsas, não faz a menor diferença por ser assim que é com o indivíduo. E somente ele ou ela o poderá alterar.

Comentário: Algumas pessoas gostariam de fazer perguntas.

E eu estou mais que disposto a respondê-las.

Pergunta: Com respeito ao transplante de coração, acho que toda a gente possui um certo ritmo e que um órgão de uma pessoa não combinará com outra. Concordas?

Isso é verdade. Essa é uma das razões porque estão a passar por tanta dificuldade na criação de uma operação que seria bem-sucedida. Mas como o homem é o criador, não devemos pôr tudo além da sua capacidade de fazer o que acha que deve fazer.

Pergunta: Achas que realmente haja um propósito e que eventualmente o homem venha a descobrir o ritmo próprio e fazer com que isso funcione?

Exactamente. Muitas vezes, quando algo de novo penetra no mundo do homem, a maioria das pessoas obtém uma fraca impressão da coisa e tende a tornar-se mais crítica do que útil. Todas as invenções que se deram nos vossos tempos modernos foram criticadas como impossíveis, ou não muito úteis. Por vezes são mesmo apelidadas de o trabalho do diabo. O diabo intromete-se muito, não? Parece-me a mim que ele se intromete mais do que “deus”!
Meus amigos, antes de mais gostaria de dizer que não sou o que é designado por “espírito,” um “espectro,” uma “concha astral” nem nada disso. Eu sou como vós sois, uma consciência. É aí que resido, tal como vós. Somente com uma compreensão disso poderemos ter qualquer intercâmbio racional de pensamentos e de ideias.
Existe uma diversidade de estados de consciência. Quando alguém abandona o sonho material, enceta um outro sonho, que por vezes é referido nos termos de “mundo astral.”

Pergunta: O homem alguma vez despertará deste sonho?

Caso o faça estará morto – verdadeiramente morto, verdadeiramente desaparecido! Passaria a ser um vácuo, coisa nenhuma.

Pergunta: Para poder continuar ele precisa sonhar?

Ele precisa sonhar, independentemente de o fazer num estado elevado ou baixo. É tudo feito do mesmo – é o “deus” a sonhar, o ser criativo a sonhar. Mas à medida que chegamos a compreender melhor a nossa natureza e o mundo que nos rodeia, penetramos num estado elevado de consciência. Agora chega um tempo em que se pode atingir um estado de consciência que o alivie por completo de ter que retornar ao sonho físico. Não só ao sonho físico com àquele que se lhe segue – chamado astral.

Pergunta: Nesse caso o seu progresso depende do seu retorno, reincarnar repetidas vezes.

Essa é a única forma porque poderá aprender, a única forma porque poderá despertar. Despertar é coisa muito importante para o homem por ele ser dotado de duas naturezas – uma humana e outra “divina.” Não me agrada a expressão “deus,” por pressupor uma deidade separada de nós, o que não é o caso. Compreendo a dificuldade das pessoas que foram condicionadas nos diversos modos de pensar das religiões. Quão difícil não será para elas chegar sequer a tentar imaginar que sejam deuses em formação. Quão difícil!

Pergunta: Haverá alguma verdade nos “discos voadores originários de outros planetas”? Existirão outras formas conscientes que estejam a tentar alcançar a Terra?

Ah, sim! O homem é homem. Ele é o criador que está a despertar, em crescimento e a expandir-se. Por onde quer que o homem se encontre, por todo o universo, também se apresentam passos crescentes no sentido do avanço no conhecimento, e por consequência, na mente. Não existe vida semelhante à vossa no vosso sistema solar, mas para além do vosso sistema solar existe vida radiante em muitos planetas.
Ainda recentemente surgiu um filme que se tornou muito atraente para aqueles como vós, muito mais do que para a pessoa comum da rua. Foi o filme “2001.” Prende-se com a viagem espacial, mas façam o favor de notar que, após um tempo de movimentos no espaço, subitamente se torna tudo mental – num processo mental. Torna-se difícil compreender de imediato. Poderão ter que voltar a vê-lo de novo por ele falar a verdade. Esse é o único valor intrínseco – fala verdade com respeito à posição assumida pelo homem junto da vida, na vida, e da vida.

Pergunta: Aqueles que criaram esse filme terão passado por uma expansão de consciência suficiente para o retractarem?

Ah, sim, estou certo disso. As pessoas envolvidas na criação desse filme fizeram uma coisa tremendamente boa em benefício da mente humana conforme se acha no seu presente estado de consciência. Matéria! Toque sensorial. Vamos pegar na matéria conforme vocês a conhecem. Vocês chamam-lhe estrutura atómica. Penetrem mais fundo nesses átomos que não passam de linhas de forças eléctricas, e descobrimos que, quanto mais fundo forem, menos e menos substância se apresentará. Durante um tempo pensaram que deveria ser menos densa, mas existe uma densidade tão elevada que se torna completamente invisível. No entanto comporta substância. E existem intermináveis milhas disso no espaço. Possui a densidade de 1000,000 toneladas por polegada cúbica! É chamado plasma.

Durante muito tempo os vossos cientistas não perceberam que estavam a olhar para nada em concreto. Pensaram que talvez não passasse de um buraco na Via Láctea. Mas depois, ao utilizarem novos instrumentos descobriram algo para além do buraco no espaço. Assim, começaram a proceder a melhores medições e descobriram essa substância – não um buraco, mas muito real e muito denso por natureza.
Pensem na questão, “Homem, para onde te diriges?” de que tratará tudo isto?” Jamais alguém chegará a descobrir do que trata tudo isto. Que queres dizer com “tudo”? Tudo o quê? Toda a consciência, um estado de consciência que o indivíduo possa atingir em que não exista a qualidade chamado TUDO. Não se trata disso. Trata-se de uma consciência de mim próprio, o criador. Isso é todo o meu ser.
Quando atingimos isso não quer dizer que nos percamos. Mas ganhámo-nos na melhor forma, pelo que a qualquer altura subsequente podemos manifestar-nos em relação a qualquer corpo no espaço que possa necessitar de atenção, da nossa atenção enquanto mestres e auxiliares daqueles que deixamos para trás. Talvez há dez mil vidas atrás!

Pergunta: A menos que auxiliemos os outros a vida ou a consciência não fará sentido?

Exactamente.

Pergunta: Os contos de fadas na verdade não nos transmitirão uma verdade na forma de fábula?

Contam. Mas quando ignoramos esse facto não poderemos encontrar qualquer verdade nos contos de fadas. Só seremos capazes de ler pela rama. Muitas das histórias das crianças baseiam-se na verdade, acerca dos ensinamentos interiores da vida. Mas a maioria de nós é incapaz de ver isso. Nós que buscamos a verdade não nos devemos preocupar com aqueles que não conseguem. Não temos tempo para isso. É por isso que é referido como um “egoísmo divino.” Isso torna a coisa mais adocicada, não? O melhor será que engulamos uma pílula amarga rápido, porque quando o revestimento açucarado se derreter, a verdade resultará muita vez amarga. Leva um tempo a ajustar-nos ao seu sabor. O que geralmente conduz ao desespero, porque quando obtemos um mero vislumbre da luz, muitas vezes encontrámo-nos nas garras do pânico e queremos correr na direcção dela. Pensamos não dispor de muito tempo. É disso que disporemos na maior parte, se ao menos o percebêssemos.

Este mundo em que vivem é um mundo de “épocas” e não de tempo. Pacotes de quanta de energias pulsantes, conforme as mentes científicas se referem a isso. Tic, tic, tic -1-2-3 – Alfa, Beta, Gama. Essa é a natureza do vosso mundo. Mas existe um estado, uma circunstância chamada “tempo” – no singular - a partir da qual todos as “épocas” surgiram. Parte do trabalho dos vossos modernos cientistas que estão a ir ao espaço, é ver de onde terá tudo vindo. Terá este mundo – tido um centro de existência e terá esse centro parecido um átomo – um átomo que explodiu? Isso, em pate, é verdade. Foi um núcleo feito de energia que rodopiava no vácuo, a torcer a substância na direcção de um centro.

A substância inicial – o movimento em vórtice, ou funcionamento interior – criou uma protuberância, por falta de termo melhor. Um caroço de energia que se tornou cada vez mais denso até atingir a faculdade de densidade, para depois colapsar sobre si mesma e no instante seguinte estourou numa gigantesca explosão que emitiu flâmulas de luz verde por milhões de milhas do espaço. Depois voltou tudo a correr atrás para o seu centro uma vez mais, somente para estourar de novo, numa cada vez maior questão de substância.

Pergunta: Os cientistas anteciparão sempre as necessidades do homem?

Não. Esse é um dos maiores problemas do homem. As antecipações que fazem não são nem de perto tão grandes quanto ele gostaria que fossem. A maioria das coisas adopta forma em molduras específicas de tempo. Quando uma coisa não se manifesta numa moldura dessas de tempo a que pertence, não se manifestará em mais nenhuma outra estrutura de tempo. Conseguirão imaginar um dos vossos aviões gigantes a surgir nos céus quando os homens andavam pela terra a cavalo? Conseguirão imaginar? Portanto, os aviões dizem respeito a este tempo. São um produto deste tempo e desta mentalidade. Porque não terá alguém imaginado uma dessas máquinas complexas nos céus cem anos antes?

Pergunta: O Leonardo Da Vinci não fez isso?

Fez, mas não era exequível. Era preciso muitas outras coisas que na altura não existiam.

Pergunta: Nesse caso, ele teve a ideia mas não a invenção?

Ele teve a ideia aprazível de voar mas não construiu nada. Não davam verdadeira atenção à aerodinâmica. Houve um período, no Egipto antigo e mais tarde, em que uma força foi usada na construção de enormes pirâmides por todo o mundo Essa força era a levitação ou o afastamento das forças da gravidade dos materiais largos ou pequenos, dependendo da densidade que tivessem, o que determinava o peso que tinham.

Pergunta. E como foi isso conseguido?

Ah-ah! Deves estar a brincar! Não podes imaginar que eu o revelasse mesmo que me fosse permitido. Porquanto, quanto imaginam que o Mark viveria aqui caso eu revelasse tal coisa e ela provasse ser verídica? Ele seria assassinado! O homem ainda é um animal em quem ainda não se pode depositar confiança. É por isso que incorre num enorme perigo e pavor com a descoberta do poder contido no átomo. Esse enorme pavor deve-se ao facto de saber que o animal nele pode subitamente cegá-lo e levá-lo a destruir-se.

Quando rebentaram a bomba em Hiroxima e em Nagasaki, não foi a luz nem o calor nem as energias libertadas que provocaram tal devastadora destruição. Foi o ódio reprimido, a ansiedade, os medos, os ciúmes, as formas de cobiça que o homem nutria por ele próprio. É essa a violência do átomo.
Pergunta: Na casa do meu pai existirão muitas moradas?

Existem. E eu vou preparar-lhes um lugar para vós. Como será isso conseguido? Com certeza que o homem Jesus não o referia literalmente. Ele referia o preparo de um estado de consciência em que pudessem tomar consciência de tal condição. Porquanto ao buscarem os factos da vida, da verdade, na medida das possibilidades, isso equivale ao Cristo a preparar-lhes um lugar, o Cristo em nós, a luz em nós, ao tornar-nos cientes de que temos um lugar, um lugar - a própria consciência que tenho de mim. "Cristo" significa aqui a clareza pura da consciência. podemos chamar a isso "deus" - tornar-nos conscientes, caso prefiram usar o termo. O eu inferior não toma consciência de si; o eu inferior destina-se unicamente à Terra, a esse tipo de consciência, à consciência do mundo astral. Mas a consciência plena, a luz plena, já nos encontramos nela embora nem sempre cientes dela. Mas assim que nos tornar-mos verdadeiramente cientes de que somos a luz, não mais teremos necessidade de manifestar  através da senda biológica.

Eu voltei à Terra cinco vezes desde o meu nascimento biológico, entendem, mas não nasci de mulher em nenhuma dessas alturas. Manifestei um corpo sempre que foi necessário.
Isto poderá dar-lhes a ideia, entendem, que eu queria evitar, de que de algum modo eu seja melhor ou mais grandioso ou mais piedoso do que vós; que eu saiba mais. Mas todas essas coisas, que são completamente falsas, não passam de alucinações. Quando somos confrontados com as coisas que não compreendemos procuramos construir uma compreensão de acordo com a capacidade individual que temos. Não é coisa que forcemos em nós próprios. É a necessidade que o Criador tem de criar.

Pergunta: Terão todos os homens sido criados por igual?

Certo - por igual na mente criativa, na natureza criativa. O ego é algo produzido aqui destinado ao sonho material. Reparem que tudo acompanha um lei bem precisa. Não podem romper essa lei, mas podem alterar algumas das condições existentes.

Realidade! Poderei contar-lhes uma história sobre a realidade? Vocês, Americanos apreciam anedotas. Vocês são uma nação que ri. É isso que os deixa mais a salvo do que qualquer outra nação. Uma nação tão livre quanto a Suécia, devido a que não possuam sentido de humor que vocês aqui apresentam, não são tão livres quanto vós. De qualquer modo, esta é uma história do que a realidade é para nós, indivíduos. É a história de uma mulher que indelicadamente era chamada de solteirona. Nenhuma mulher gosta desse termo associado a ela, mas muitas sentem-se frustradas pelos homens, pelos seus parentes ou guardiães, pelos seus professores, os seus sacerdotes e todos quantos os rodeiem. Mas vocês sabem, independentemente do quanto nos sentirmos frustrados pelo sentido que tivermos de exterior, a nossa vida verdadeira acontece aqui (...) E independentemente do quanto nos guarde da vivência da nossa vida aqui, sempre podemos fazê-lo. Chama-se a isso "Não me podes impedir de sonhar." Assim, essa velha solteirona começou a sonhar por não conseguir compreender  a realidade do macho sem se sentir apavorada. O homem dos sonhos dela tornou-se real para ela. Certa noite teve o sonho de um homem bonito que olhava para ela aos pés da cama dela. Ela sentiu-se assustada e gritou: "Ah, senhor, que é que me vai fazer?" Mas ele respondeu: "Senhora, eu não sei - este sonho é seu!"

Assim acontece com a vida. Nós clamamos: "Vida, que é que vais fazer comigo?" E a vida responde-nos: "Eu não sei. A vida é tua, o sonho é teu, o que queres que eu faça." Tu estás a fazê-lo a ti próprio/a. Acorda! Ganha vida! Sê consciente! Sabe em que posição te encontras e o que és. Sabe! Tens o dever para contigo próprio de saber de modo que quando passares para um outro estado de espírito, não te sintas aterrado - por SABERES que não existe uma outra vida - por ser tudo UMA SÓ VIDA.

Mas voltando de novo um pouco aos povos do espaço - evidentemente que precisam saber que existem povos do espaço. Vocês estão a andar numa enorme nave espacial a que chamam mundo. Neste momento está a ficar lotada. Alguém irá precisar sair e ir a pé. Por vezes desejaríamos poder fazê-lo.

Pergunta: Parem o mundo que eu quero pular fora.

Exactamente. Estou exausto, cansado, aborrecido. Isto será vida? Não sabia disso, caso contrário nem me teria dado ao trabalho de cá vir.
Esses chamados seres dos discos voadores acham-se presentes por toda a parte. Eles não estão a chegar apenas agora, para depois partirem. Eles vivem na vossa atmosfera. Conseguem comunicar convosco mentalmente assim como fisicamente. Eles podem fazer por parecer humanos, ou nem tanto assim. Eles têm a energia sob o seu comando. No devido tempo vós conseguireis isso. Vireis a ser mestres de muitas coisas, mas primeiro precisam aprender a dominar-se - em especial o vosso lado emocional. Por esse vosso lado emocional constitui um antolho. Quando souberem como utilizar as vossas emoções, elas tornar-se-ão de um enorme valor. mas quando permitimos que as nossas emoções nos dominem, elas tornam-se num enorme perigo.

Muitos pensam emocionalmente que os seres espaciais se encontrem aqui a fim de os salvar e têm vontade de abandonar o mundo. Não sabem nada de modo que pensam que esses seres sejam mais grandiosos do que eles. meus amigos, não existem seres mais grandiosos do que vós em parte alguma em todo o universo. O que não quer dizer que não existem outros seres que se encontrem de longe muito mais avançados no que toca ao conhecimento científico. Existem seres por aí no espaço que têm existido constantemente por dezenas de milhares de anos. De modo que se encontram mais avançados em variadíssimos campos, científico, filosófico, mas nem por isso o tempo todo, no campo moral.

Eles têm os seus próprios conceitos de moral que diferem grandemente dos vossos - na mesma proporção em que os vossos diferem dos de uma formiga, ou de uma mosca. Eles não têm a menor ideia de os esmagar conforme vocês esmagariam uma formiga, uma traça, ou uma mosca. Não têm a menor ideia de pegar em vós e de os levar para um zoológico qualquer, por não os perturbar mais do que vocês saírem pelas selvas à caça de animais para fazer um jardim zoológico.

Mas olhem os conceitos morais que o HOMEM possui! Vejam o que o homem faz ao seu semelhante, aquilo que tem vindo a fazer, ao massacrar o seu semelhante da forma mais hedionda e impiedosa. Poderão existir seres mais selvagens do que isso? No entanto digo-lhes que o homem, por todo o universo, constitui um ser grandioso. A primeira coisa, a coisa mais importante, passa por aprenderem a amar-se, porque somente então poderão verdadeiramente amar os outros.

Pergunta: Experimentos com a projecção astral - não terão os Russos estado a fazer isso?

Claro, mas vós aqui, o vosso governo também o está a fazer, para completo desconhecimento das massas em geral. Porquanto, que utilidade terá dizer às massas; elas percorrem as sombras erradas o tempo todo. O vosso governo não procura desacreditar os "discos voadores." Apenas tentam salvaguardar o público em geral do conhecimento da verdade respeitante a eles, por saberem como se comportam as massas de pessoas. Não têm a menor intenção de levar as pessoas a entrar em pânico, coisa que, se trouxessem a verdade por completo a nu, certamente sucederia. Claro que se empenham por descobrir um modo de explicar essas coisas de uma forma que não sejam recebidas como um choque pelas populações. O vosso grandioso cientista Menzel (Donald Howard), sabe da existência deles. O propósito que teve ao escrever o livro da forma que fez, repudiando os discos como coisa ridícula, destinava-se a ocultar os factos concernentes à sua realidade. Foi sugerido que ele o fizesse. Para um homem da posição dele, proceder a afirmações dessa natureza, esperava-se que as autoridades aceitassem as suas ideias como determinantes no tocante aos discos e que isso levasse as pessoas a abandonar o assunto. Só que as pessoas são seres humanos e não carneiros, embora actuem desse modo tanta vez.

Pergunta: Disseste que haveríamos de descobrir QUEM somos e ONDE nos encontramos. Como poderemos descobrir isso?

Foi a questão formulada por um homem que nasceu num quarto, criado nesse quarto, sem alguma vez ter aprendido o que quer que fosse excepto esse quarto, que não possuía janelas nem portas. Não deveria ele formular essa questão? Onde se encontrará construído este quarto? Em que outra diversidade ou alteralidade? Na diversidade chamada tempo e espaço. Como poderá ele saber disso? Ele não consegue enxergar além, por tudo quanto conhece se resumir a quatro paredes. mas o homem, o criador, trouxe consigo a este compartimento um enorme estado de existência. Chama-se imaginação.

Tudo quanto de valor o homem possua, terá brotado do estado maravilhoso - imaginação - imaginário - da faculdade de mentalmente alcançar noção de uma coisa qualquer para além do seu nariz. Mais cedo ou mais tarde isso sucede. Temos a sensação de que existe alguma coisa mais, pelo que começamos a bater nas paredes à procura de pontos débeis - estará aí alguém? Existirá algum "aí"?

Vocês sabem, não obstante do que eu lhes pareça, vocês não têm ideia daquilo que sou. Eu apresento um rosto. Apresento-me a vós como uma voz. Supõem que se eu me materializasse para vós lhes daria uma ideia melhor? Vós materializais-vos para mim. Levou-lhes nove meses a materializarem-se. Na sala da sessão leva apenas uns quantos minutos a materializar. Assim, porquê nove meses? Quem foi que estabeleceu essa lei? Poderemos quebrar a lei? Muitos fazem-no - e veem em sete meses.

Alguns tentam ficar mais tempo, e esperam, aguardam um pouco. Muitas vezes precisamos puxá-los para fora. "Parem de ficar a descansar! Já descansaram nove meses! Levou-lhes nove meses a criar esse corpo por isso agora deixem de fingir que ainda o estejam a criar. Vamos lá acordar! Começa lá! Toma consciência - precisas fazê-lo! És um deus perdido. Precisas ocupar-te e descobrir-te."

Já outros vêm com tal pressa que chega a ser assustador. E depois precipitam-se pela vida, e depois logo para fora pela outra porta. E ficam do outro lado da porta e dizem: "Pergunto-me que terá sido tudo aquilo!" Mas muito em breve sentem a necessidade de voltar. "Preciso descobrir que terá sido tudo aquilo. Vamos lá tentar de novo." Mas isso terá alguma coisa de errado? Claro que não. É a mecânica da mente. É a atitude do criador. Terá o seu criador alguma coisa melhor a fazer para além de criar?  Decerto que não. Assim, nós, esse eu "inferior", começamos a investigar. E o criador escuta nessa investigação. Então subitamente dá-se um avanço da consciência inferior para a superior. E quando a consciência inferior passa porta fora, desvanece-se por reconhecer que é o criador, a consciência superior, o eu cósmico. Assim, o eu inferior desvanece-se. Não possui existência excepto aqui. Consta de uma criação e de uma caricatura, em muitos aspectos, de deus - mas até que o artista se aperfeiçoe mais, continuará a tentar na caricatura. Agora, aqueles de nós que tomam consciência de algo da nossa própria divindade, poderemos perturbar esses seres adormecidos? Poderemos de algum modo achar que eles sejam inferiores em relação a nós? Claro que não. Encontramo-nos todos na senda, cada um no seu próprio caminho e é assim que é. Ninguém é superior; ninguém o é menos.

Pergunta: Poderias dizer-nos alguma coisa sobre o carma e a ideia de débito?

Ah, homem, rei do universo ,que tanto se deitou a perder pelas trevas e pelo furor do sonho químico, que acabou por esquecer o sangue real que tem. Encontrei gente que se acha muito presa nas suas crenças sobre a reincarnação e o carma. A maioria deles encontram-se sujeitos à impressão de que o seu carma seja todo mau, ou de que estejam a pagar, ou devam pagar por algo que tenham cometido no passado. Assim, isso impede-os de olhar o presente, e geram mais carma de um tipo negativo. Só existe um tipo de carma que todos podem gerar, que é através do VIVER. É a experiência. Como poderemos saber o que SEJA a menos que tenhamos alguma experiência disso? Sempre parecerá que o passado deva valer pelo mesmo nas nossas acções desta presente vida. Mas eu digo-lhes que a vida é para viver, e é somente quando permitimos que nos seja imposto com ideias negativas, que sentimos culpa. E ao sentirmos culpa, sentimos que isso exija castigo. De modo que a vida se torna numa experiência de aglomeração de culpa, isso restringe-nos e atrasa. Por impor barreiras nos esforços que empenharmos por avançar e por viver, para aceitarmos a vida conforme É, sem nos sentirmos culpados com respeito àquilo que fazemos.

Precisamos dizer: "Sucedeu isto. Este foi o sonho que tive, mas despertei dele agora. Volto a dormir e a sonhar um outro sonho. Talvez agora passe a ter um sonho alegre - já que a vida realmente é - alegria!" Muitas vezes, devido ao condicionamento em que nos encontramos, sentimos culpa pela alegria que sentimos. Não sentimos merecimento, pelo que procuramos punir-nos: "Como me atrevi a amar a vida!" Precisam arrojar-se, por a vida se encontrar constantemente sob os vossos pés. "Devo percorrer a vida, pôr-me de pé e viver a vida. Não me devo preocupar com as consequências. E se puder despertar, nada irei fazer por que as consequências do meu acto tenham uma repercussão negativa. Vou manter a minha mente limpa. Irei sentir satisfação mental, física, e espiritual por toda a acção, por cada uma ter o seu lugar. E eu conhecerei o seu lugar, de modo que saberei onde me encontro. Por eu estar onde a minha consciência estiver.
Toda a experiência tem o seu próprio valor para o indivíduo. Não nos devemos preocupar com o termos "carma." Não estamos a pagar, estamos a viver. Não se trata de uma questão de pecado ou de maldade. É uma questão de não compreenderem de que consta a vida. Quando se sabe o que é, começamos a viver desse modo.
Agradeço a vossa presença aqui esta noite. Boa noite.
Yada

DO ARQUÉTIPO (Mundo das Ideias) À PLURALIDADE

Pergunta: Qual será o significado da parte plural na afirmação que surge no Génesis: “Vamos fazer o homem à nossa imagem e semelhança”?

Isso representa um símbolo daquilo que eu chamo “do arquétipo para a pluralidade,” ou do símbolo para a forma.

O homem não tem existência na Terra; os homens sim. O “Homem” constitui o símbolo dos “homens” ou do que é chamado criação. Isso pode referir-se quase em relação a tudo. As árvores têm existência na Terra, não a árvore. O símbolo “árvore” existe na Plena Consciência. Enquanto existir um símbolo chamado “árvore,” existirão árvores na Terra, ou uma projecção da ideia da “árvore.” Animal, peixe, galinha – tudo isso são símbolos. Desses símbolos do peixe, da galinha, do animal, o homem ou seja o que for, dar-se-á um contínuo derramamento da criação disso que é chamado forma, ou da manifestação do símbolo.

Por exemplo, o neutrão e o protão: “Criemos à nossa imagem e semelhança.” Ambas essas forças a operar em conjunto produzem uma terceira força ou condição chamada matéria; da energia à matéria. A matéria é criada à imagem e semelhança da energia. Nós temos uma permanente criação tipo “eu” (individualismo). A única vez em que se torna possível ter uma criação “nós” é quando criamos a partir do amor. O homem não pode ter um sonho “nós” (pluralidade) até que aprenda a ter um sonos “eu” inteligente que lhe impregne esta verdadeira compreensão chamada amor. Quando sentirmos isso uns pelos outros, então o nosso sonho “nós” terá início.

Criar o homem à nossa imagem e semelhança constitui um sonho “eu” já que não continha amor em si. Foi por isso que desmoronou. Mas foi impregnado deste deus único, do deus do amor, um profundo sentido de valorização. Tal apreço vem da compreensão que temos da nossa criação. Foi referido que um deus terá examinado a sua criação e visto que era boa. Isso significa que sentiu apreço por ela, que lhe deu amor. Nesse instante tornou-se numa criação duradoura.

Podemos não reconhecer a nossa própria criação. Nenhum efeito poderá olhar de volta para a sua causa e ainda continuar a pensar em si enquanto efeito. Assim que se tornar capaz de olhar para trás para a sua causa, só conseguirá reconhecer-se enquanto essa causa. O Filho olha para trás mas não vê o Pai; vê somente o Filho por o Filho ser o Pai.
Examinemos a “queda do homem” na analogia da história de Adão e Eva. Esses dois constituem as forças positiva e negativa do cosmos e do corpo individual. Aqui a separação dos sexos representa o início do sonho ou criação “nós.” “Criemos o homem à nossa imagem e semelhança.”

O símbolo do homem, de toda a criação, é deus. Mas esse deus pode não ter reconhecido a sua criação até a imbuir de amor. Mas então conseguiu vê-la! Então, foi capaz de dizer “Eu crio!” Ele, ou AQUILO, tornou-se consciente de si mesmo; a sua criação fez isso d’Ele ou d’AQUILO, o Criador, consciente de si. Uma coisa não consegue reconhecer uma coisa qualquer. Não se consegue reconhecer a si mesma, por não ter nada com que se comparar. Mas assim que “duas” tiverem lugar, eis que se dá o reconhecimento, e desse reconhecimento sucede o três num só, ou o “terceiro.” O “terceiro” factor consiste na criação, o mundo físico. É quando um mais um é igual a três.

Uma série de pontos formam uma linha recta, e uma série de linhas rectas compõem uma superfície. Uma vez mais, o triuno ou trindade. Sem esse enlace não existiria superfície alguma; nenhum mundo criado. É o casamento de um alinhamento, um alinhamento de energia bastante preciso e especial que forma a superfície destinada à vida dos “homens.” Portanto, um não se conseguiria reconhecer enquanto não tivesse um reflexo de si, o mundo da matéria, com que se comparar.

A consciência não tem começo. Os nossos começos ocorreram na nossa criação, na matéria. Projectamos um pensamento num outro estado de consciência, a que chegamos a chamar de mundo físico, este pensamento a que chamamos corpo, e perdemo-nos nele de modo que acreditamos ser um corpo. Uma vez mais, o sonho “nós” de Adão e Eva. Não existiam seres humanos mas forças opostas que geraram uma terceira condição, um universo tridimensional. A alegoria foi redigida para aqueles não versados nestas coisas, de modo a não compreenderem e buscarem clarificação. Mas se não quisermos raciocinar, permitiremos que o sistema sacerdotal o faça na nossa vez, e assim chafurdamos na bem-aventurança emocional da ignorância. O Jardim do Éden constitui a prístina e indiferenciada quietude da igualdade. A árvore é a coluna espinal. A serpente que jaz adormecida na base da árvore ou espinha, e que também trepa a árvore, é a energia cósmica, as forças do fogo e do sexo da Kundalini. Existem 33 segmentos na espinal coluna. O três também diz respeito à escada de Jacó, composta por 33 degraus. Igualmente digno de nota são os 33 graus da Maçonaria. Essa árvore do conhecimento representa o próprio alimento vital do homem.

Assim, este deus criou o homem e sentou-se a olhar para ele e achou que tinha uma boa aparência, pelo que o colocou num lugar muito especial chamado Jardim do Éden. Depois olhou de novo para o homem e achou que ali tinha uma criatura que era suposto ser superior a todas as outras, contudo não tinha companheiro. Assim, deus, enquanto cirurgião que era, além de hipnotizador, colocou o homem em transe e tirou-lhe uma costela, fez-lhe alguns passes e disse: “Tu passas a chamar-te mulher.” A mulher, não conhecendo o homem, não sabia o que era, não tinha qualquer compreensão do significado do termos “mulher,” ou feminino. Para poder compreender o feminino tinha que existir o masculino, ou contrário. Mas essa mulher aparentemente era mais inteligente do que aquilo de que tinha sido cortada. Possivelmente a primeira operação do homem que tenha trazido ao mundo algum bem real.

Depois, esse deus pensou no quanto a sua criação era boa, com tudo a correr suavemente, mas em breve cansou-se da sua criação. Conforme acontece com os homens hoje, cansou-se, aborreceu-se e entediou-se com respeito àquilo de que tinha todo conhecimento. É por isso que tantos maridos e esposas caem no sono em frente um ao outro. Conhecem-se tão bem que se aborrecem. Vamos guardar um pequeno segredo que assim sentir-nos-emos mais atraídos um para o outro. Assim deus pensou: “Algo precisa ser feito. A minha criação está a ficar rica em nada fazer e de desfrutarmos de nós.” Desse modo plantou uma árvore no Jardin. Mas não podia ter uma árvore com fruta deliciosa sem ter alguém que a comesse. Assim, Adão pensou em quem mais a poderia comer excepto Adão e Eva. “Conheço a minha própria criação, e sei que se os proibir de a comer passarão a desejá-la mais do que tudo o resto que existe no Jardim. Além disso esse deus sabia que os dois no Jardim eram inteligentes, e que embora quisessem comer o fruto, sentir-se-iam intimidados. Assim, ele precisou superar essa condição. Assim, colocou uma serpente no Jardim. Ora bem, a serpente constitui uma criatura muito astuta; mais astuta do que este olho lustroso (da malícia) parece dar a entender.

Portanto, aqui está a serpente, aqui está a árvore, aqui estão a mulher e o homem. Que fazer! O papel da serpente era o de levar aqueles dois a afeiçoar-se um pelo outro – o que nos dias actuais poderia ser apelidado de missão secreta. Assim, ela (serpente) trepou a árvore e olhou para a Eva e disse para consigo própria: “Ela é tão estúpida! Ela não sabe o que ali aquele homem é. Creio que a vou esclarecer.” E assim deu uma longa assobiadela a atrair a atenção dela. A mulher, já nessa altura, reconheceu o assobio e disse: “Bom, que é que queres?”
A serpente disse: “Que é que queres fazer, ficar sentada a engordar?”
Ela respondeu: “Não, mas que mais poderei fazer? Não compreendo aquela criatura ali. Ele interessa-se por isto e por aquilo menos por mim.”
A serpente disse: “Deixa que eu corrija isso! Só há um jeito de ultrapassar isso. Estás a ver este fruto na árvore? É um imenso conhecimento. Ah, que conhecimento tão grande. Toma, come uma.”
A Eva respondeu: “Ah, não, não posso, por me ter sido dito “sabe deus por quem” para não fazer isso. Posso comer de tudo quanto existe no Jardim excepto do fruto dessa árvore.”
A serpente disse: “Mas esta é a fruta mais doce que existe. É conhecida como a fruta proibida. É isso que a torna tão boa. Pega lá, dá uma mordidela.”
Mas a mulher gosta de ser persuadida e sabe que com o tempo irá desistir caso se trate de um verdadeiro persuasor.
“Está bem,” respondeu ela, ”Tu és muito persuasivo.” Ela deu uma mordidela e os seus olhos abriram-se tanto (de assombro) como nem a serpente alguma vez tinha visto. Então, viu o homem pela primeira vez. “Que tenho andado a fazer senão a perder o meu tempo!” Ela deu uma palmada no ombro e disse: “Tu és um palhaço, não fazes nada nem sentes nada! Olha para mim!”
Ele disse: “Tenho estado a olhar para ti. Mas, e depois!”
Ela disse: “Anda comigo. Há acolá uma pequena árvore. Já terás ouvido falar nela.”
“Sim, já ouvi falar nela mas não lhe vou tocar porque “sabe lá deus quem” disse que não o fizesse.”
Mas como a natureza do homem é com a da mulher, ele disse: “Persuade-me mais, vá lá.”
Assim, ele deu uma mordidela. Uma vez mais, nunca antes a serpente tinha visto olhos tão abertos. Desta vez os olhos não contemplavam a serpente, mas a ELA. O Jardim entrou num rodopio e em breve deram por si fora dele.

CRIAÇÃO!

Sem essas duas forças acasaladas não teria existido criação. Ao conduzirmos as forças do fogo, ou da serpente, pela espinha acima, induzimos o seu percurso através da respiração e do pensamento concentrado. Respiramos não só ar mas prana, energia vital. As forças do fogo ascendem rapidamente pela espinha acima, muito rapidamente. Ora bem, existem sete centros chakras, ou gânglios nervosos, ao longo da espinha, mas muitos outros igualmente em diferentes partes do corpo. Mas ao longo da espinha existem sete centros “sagrados.”

À medida que a força trepa espinha acima, ela deixa-nos empolgados e estabelece uma vibração nesses centros nervosos, até que ela atinge o chacra da garganta, Caso o iniciado não se encontre preparado, e carecer do óleo do amor para as suas lamparinas, não as terá mantido com a mecha aparada e a arder, de modo que o noivo não poderá entrar na câmara superior da cabeça, mas no chakra da garganta recebe o beijo de Judas. O beijo da traição; traição do quê? Traição da mente superior. Provoca um tal entusiasmo na pessoa que conduz o iniciado ao mundo sensorial e sensual.

Mas se o iniciado conseguir fazer com que as forças cósmicas passem o beijo de Judas ou o chakra da garganta, e atingir o estado celestial através da glândula pineal no topo da cabeça, onde se una ao deus interior, então ver-se-á livre. O iniciado terá ascendido acima do mundo ilusório, do mundo da matéria. Agora ele vê tudo, por SER a TOTALIDADE; a TOTALIDADE DO TODO. Vê e percebe a causa, propósito e razão da criação.

Quando a força alcança o estado celestial passa pela glândula pineal, que normalmente está pendurada solta e flácida, mas que agora fica intumescida e erecta e pulveriza e banha as células do cérebro com energia cósmica dotada de uma força tremenda. A isso se chama baptismo místico do fogo. Isso excita de tal modo milhões de células cerebrais que jamais são usadas que o iniciado passa por uma experiência que jamais poderia ter por nenhum outro modo, nem nunca mais voltará a ter.

Nós numa vida usamos muito poucas células da matéria cerebral. Já conseguirão imaginar o que aconteceria se pudéssemos subitamente despertar toda essa massa de milhões de células ainda que por um instante. Numa expressão coloquial, deixar-nos-ia em órbita. Isso é iluminação, e por um instante o iniciado é rodeado por uma luz muito brilhante. Não há nada que possamos experimentar que se lhe compare. Trata-se de um súbito reconhecimento de nós próprios enquanto âmago da existência – na totalidade.

No que é chamado clímax sexual físico, a pessoa comum por vezes tem um pequeno toque da sensação do que foi chamado de loucura divina. Mas quando o clímax se centra na cabeça, não há palavras que o descrevam. Vocês jamais, alguma vez, virão a ser capazes de esperar tal coisa, mas lembrar-se-ão disso para sempre. Não simplesmente enquanto viverem no mundo físico, mas recordá-lo-ão ao longa das diferentes vidas.

A mente ocidental está longe de estar preparada para receber estes ensinamentos. Não está condicionada com respeito ao que lhe possa suceder ao dragar o inconsciente, ou o homem total, ou o oceano de uma penada. O aluno deveria primeiro ser instruído lentamente a não sentir vergonha por coisa nenhuma. O primeiro treino consta em ficar de lado enquanto observador, e deixar a emoção de fora da observação.

Ao forçar a Kundalini a elevar-se pela espinha acima devemos precaver-nos de não estarmos carregados de sentimentos de culpa, porque caso contrário, ao elevarmos a serpente ao estado celestial, daremos por nós num estado infernal. Porque em vez de nos sujeitarmos ao deus uno interno, subjugar-nos-emos aos nossos medos e às nossas sensações emocionais, que criarão um inferno em vez de um céu. O conhecimento constitui o céu; a ignorância é o inferno.

O estado celestial não é coisa emocional. A experiência não se centra no ser físico em absoluto. Quando obtemos o baptismo de fogo a experiência radica na experiência pura. O corpo nem sequer terá ideia do que tenha sucedido. O ser real sabe! Assim, não se dá qualquer reacção no sistema nervoso até que saiamos da experiência. Então sucede a reacção emocional que nos leva a dizer: “Passei por uma experiência tremenda!” Percebem a emoção por detrás da expressão? Por não podermos encontrar palavras por que possamos expressar-nos, temos que nos emocionar, a fim de enfatizarmos como as únicas palavras que temos para usar. Mas nada teremos dito de verdadeiramente relacionado com o que mentalmente tivermos experimentado durante o Samadhi, ou estado celestial. Se se pode pensar que o homem tenha sofrido uma queda, então a sua única queda terá passado pela perdição em meio à sua própria criação. O homem é mente; o homem é forma. O homem é deus; o homem é expressão. Meus amigos, devo partir por enquanto. Quando retornar, continuaremos a falar do que quiserem.

(NT: Posso atestar, em parte, o que nesta passagem foi referido - embora não compreenda conscientemente o processo – por ter passado por duas experiências em que a intensidade da “força” se centrou ao redor da cabeça, e uma única em que experimentei o “baptismo do fogo” aqui referido, a elevar-se desde a base da espinha, muito lentamente, até à cabeça. Tão lentamente que perdia o fôlego enquanto me quedava abismado com o que me estava a suceder. É uma experiência avassaladora e literalmente beatífica, mas não fui capaz de apontar a causa.
De todas as vezes deu-se no decurso de um contacto mental que estabeleci, uma experiência de abertura de espírito, inequivocamente, mas… Qual a verdadeira causa, é coisa que não consegui apontar de forma tangível. É quase irracional e só pode vir de todo um processo de abertura que atinge um culminar de forma espontânea e sem que a mente consciente se aperceba muito. Questiono o valor destas experiências em termos de alcance do esclarecimento espiritual final, Samadhi ou Kensho. Não existe nada de “final” no processo da autorrealização, que não é finita nem assenta em absolutos (e muito menos diferenciação de estados).
Quanto ao “brilho” acima referido, só posso atestar uma irradiação ímpar da energia; nenhuma luz palpável. Não o refiro para impressionar o leitor, todavia. Apenas para atestar a verdade dos factos.)

Eu venho a vós, meus amigos, e digo: “Eu sou Yada di Shi’ite. Mas se pararem para pensar por um instante verão que não posso ser o que digo. Que Yada di Shi’ite não pode ser uma coisa em si mesma. Indubitavelmente,  eu tive muitas, muitas vidas e em cada uma delas adoptei um diferente nome ou título. Qual deles será Yada di Shi’ite?
Eu venho a vós e afirmo ser um mestre. Assim que eu disser isso o melhor é que peguem no vosso chapéu e vão embora, por eu não ser um mestre. Quem quer que venha a vós do plano astral ou material e lhes diga “Eu sou um mestre e venho ensiná-los,” o melhor é que desandem da sua presença prontamente. Porque se ele for um mestre, ele não lhes dirá tal coisa. E vocês não seriam capazes de o reconhecer caso fossem igualmente mestres. Não poderão reconhecer nada que não exista em vós próprios. O melhor será que se decidam com relação a isso, meus amigos. Parem de fingir e de fazer joguinhos convosco próprios. Quando nos tornamos adultos o melhor será que sejamos adultos. A maioridade é uma posição altamente responsável. Não temos mais tempo para joguinhos de crianças.

Não, não sou um mestre. Não, no sentido do termo conforme o compreendem. Para mim é um termo ridículo por os situar abaixo de mim. E o ser humano, a personalidade humana, o ego humano não sente apreço por isso. Porquê? Por cada um de nós ser um Criador! Vejam que não referi “deuses,” mas Criador – por ser esse o sentido! E nós somos potencialmente idênticos; encontrámo-nos ao mesmo nível. Assim que deixarmos de estar um procurará alçar-se acima do outro e dizer: “Tu és meu aluno. Ainda não te encontras preparado por seres um pobre diabo sem muito juízo, de modo que te vou esclarecer,” quando entrarmos nesse tipo de coisa estaremos a degradar-nos um ao outro. TODOS SE ENCONTRAM PREPARADOS! Mas os alegados mestres têm vindo a cometer um erro crasso. Não têm vindo a usar as palavras certas para fazer soar a verdade aos ouvidos do chamado “aluno” de forma a que ele saiba do que está a falar. Têm vindo a empregar a sua própria linguagem e grande parte dela tem sido em jargão académico, um jorrar de verborreia académica. Frases em Sânscrito, ou em Latim, Francês.

O aluno, sem compreensão, fascina-se com a personalidade do alegado mestre, deixa-se cegar com resplendor dessa grande personalidade, pelo que cai de cara no chão, emocionalmente hipnotizado pela sua personalidade. Mas nessa postura não consegue ouvir nada. E assim fica cego e surdo, preso no estado emocional e hipnótico e não ouve uma palavra do que o professor tiver dito. Por estar fascinado com a sua personalidade. Isso aconteceu com aquele chamado Jesus, o Cristo, Gautama, o Buda, Brama, Zoroastro, e a todos os mestres ao longo das eras.

Meus amigos, quem serei eu? Já me chamaram muitas coisas, um espírito mau, um emissário do diabo, um espectro, um fantasma, parte de uma personalidade cindida, uma concha astral, e não há muito tempo alguém me quis apanhar num radar. Eu respondi. “Mas, que fará isso por mim?” E ele respondeu: “Torna-te num personagem real!” (NT: Pip, na gíria do Americano também tem o sentido de chatice) E assim também me tornei numa chatice! Todos sabem quem eu sou e o que eu sou excepto Yada! Mas tudo bem. Eu não me queixo. É natural. Eu sou todas as coisas para as mais variadas pessoas. Na medida em que o indivíduo dá atenção e entende aquilo que digo – por que será que o entende? Por já o conhecer. Tal conhecimento pode estar em forma latente no que é chamado de “inconsciente.” Mas não existe qualquer inconsciente. Talvez devesse referir Ser Plenamente Consciente. Onde se situará o Ser Plenamente Consciente, ou o inconsciente, o subconsciente? Isso não passa de rótulos, classificações referentes a quantidades desconhecidas – quantidades completamente desconhecidas. Assim, rotulámo-las e pensamos saber do que estamos a falar.

Vocês têm algo que denominam psicologia paranormal. “Para,” quer dizer acima e além das condições conhecidas disto ou daquilo. Haverá alguma coisa que o homem conheça? Se houver, digam-me, se fizerem o favor. Que é que conhecem com certeza? Talvez me digam que sabem com certeza que dois mais dois sejam quatro. Existem planos da consciência em que dois mais dois não perfazem quatro mas mais, muito mais.

Aquilo a que chamam de matemática é suposto ser uma consciência pura. E é pura, tão pura que ninguém sabe muito acerca dela. Vocês têm qualquer coisa chamada zero, que é um símbolo do estado de coisa nenhuma. E a partir desse nada (vazio) vocês automaticamente inventam toda uma parte chamada Um. Será isso racional? Será lógico? Será compreensível? Demonstrará que conhecem alguma coisa? Como é que do nada tiram todo um número inteiro? Como é que conseguem criar o nada, para início de conversa?

À semelhança de um número inteiro, o homem não teve início numa parte qualquer, por sempre ter existido! Que é que quero dizer com isso de “sempre ter existido?” Talvez eu devesse dizer que ELE sempre existiu. O homem é reconhecido pela forma humana, mas muito poucos conseguem alegar que sejam humanos. Ser chamado humano, meus amigos, é coisa que requer trabalho. Antes de alcançarmos o título de humano, trabalhamos no que é chamado de “Alma Grupo.” Encontramo-nos sob o controlo da mente das massas. O chamado ser humano assemelha-se a um títere, um zombie que se encontra suspenso por cordas. Cordas do quê? Existirá algum ser supremo por aí a manobrá-los por intermédio de cordas? Não! Nós é que nos manobramos a nós próprios nas “extremidades de cordas” emocionais. Devido a que, ao chegarmos ao mundo físico, ficarmos de imediato hipnotizados. Todos os sentidos do corpo se encontram sujeitos directamente à hipnose, à arte da sugestão. Os olhos voltam-se para fora e a vossa atenção é capturada pelo brilho do mundo material, por tudo o que lhes prende a atenção por meio dos sentidos.

Pensarão que, volvido um tempo se venham a esquecer a que se assemelha o mundo da matéria, ao passarem do mundo físico? Decerto que não! Por terem sido condicionados, por os sentidos terem sido condicionados no mundo material. Levará tempo a descondicioná-los de modo a alçarem-se a estados de meditação. Toda a gente entra no plano astral, a menos que tenham procedido a muito estudo para chegarem a compreender aquilo que são, para compreenderem a vossa natureza. A primeira lição assenta no controlo emocional, caso contrário, precisarão aqui voltar, independentemente de tudo o mais que julguem conhecer.

Antes de podermos falar de reincarnação e da vida após a morte, iremos precisar saber o que é que sobrevive à estrutura física. Não pode ser coisa alguma tipo um espectro, uma aparição, um fantasma. Qual será a sua natureza? O que será que parte e que regressa? Que será que é chamado espírito, alma? Bom, vocês pensam no que vou dizer e vão aceitá-lo ou rejeitá-lo. Vós sois o vosso próprio criador; precisam viver convosco próprios.
Aquilo a que chamam alma constitui apenas uma gestalt, um agrupamento ou constelação, ou experiências registadas. Isto é tudo quanto se poderá dizer acerca disso. Registado numa onda de luz chamada semente da alma. Todas as coisas emergem de sementes. Gerou-se uma certa controvérsia no plano terreno com respeito a esse mesmo problema do que terá surgido primeiro, se a galinha ou se o ovo. Mas claro que foi o ovo, por todas as coisas emergirem do ovo (forma) Todo o universo vastíssimo foi formado primeiro - o mundo da matéria. Matéria reunida em torno de enormes vórtices ou linhas de força, ou vibração que atrai determinada matéria para essas linhas num contínuo movimento centrípeto, para se tornar primeiro no ovo. Então, a partir desse ovo eclodiram todas as demais manifestações da forma. Mas este é um raciocínio que decorre do ponto de vista material. Onde terá tido origem a matéria que foi atraída para esse vórtice? Noutras frequências! A matéria não teve origem em parte nenhuma. A matéria sempre existiu! Por a matéria ser simplesmente constituída pelos blocos de construção da consciência.

Meus amigos, no estado da morte - na minha língua terrena não existia termo nem equivalência para esse termo da morte, por só se usar o termo EDA, ou a Luz - o indivíduo sofre a ilusão de que algo lhe sucedeu chamado separação do corpo físico. A colher (espátula) representa a edificação, o cementar de blocos com o conhecimento, com consciência (atenção). Isso representa a edificação do corpo de luz o qual, assim que se encontrar concluído, jamais voltará à expressão física por meio do processo biológico. Mas poderá sempre regressar sempre que sentir necessidade, ou ir para outro estado de consciência por todo o universo e universos. Porquê? Como é que alcançam isso? A voar? Não! Percebem conscientemente que são o universo.

A percepção consciente disso pode levá-los a qualquer parte onde conscientemente quiserem ir. Não se mexem. Por serem consciência e a consciência ser isenta de movimento. (A percepção é o acto. Perceber é agir.) Mas existe uma forma de acção chamada manifestação material. O mundo dos sonhos, o mundo da sombra - o homem construiu-o! Paremos de culpar um deus. Deixemo-lo lá na sua glória. Demos-lhe um pouco de paz, para variar. O homem tem vindo a perseguir a deus como um cão. Ele não sabe, mas inconscientemente tem vindo a perseguir a luz, a própria fonte do seu ser. Ele formou uma imagem disso e isso aparece como que num local, num sítio chamado céu. E assim, a menor coisa que lhe suceda - foi deus quem o fez. Ou se for considerado desequilibrado em relação ao ambiente e for apelidado de mal, então terá criado um outro ser chamado diabo, que passa a culpar. "O diabo levou-me a fazer isto. Eu sou inocente! Nem sequer estava a olhar!" Assim, ele foi mal instruído; aquele a quem chamaram Jesus, o Cristo, veio para impedir que ele pagasse pela sua cegueira, pela indiferença que manifesta para com a vida - pela indiferença que manifesta para com a sua própria divindade.

Na vossa Bíblia cristã há uma história de um Jesus que foi crucificado entre dois ladrões. Um desses ladrões volta-se para Jesus e diz-lhe: "Ai, mestre, tenho medo; que me irá suceder?" Diz-se que o mestre se terá voltado para ele e dito: "Não temas, porquanto te digo que ainda hoje te encontrarás no paraíso comigo." Isso é formidável! Ele ia levá-lo para o paraíso. Aquele indivíduo cego, hipnotizado, perdido por entre as cintilações materiais ia ver tudo aquilo apagado e ia ser conduzido àquele estado de divindade... Não! Isso não passa de obra dos padres. Eles deixaram uma vírgula de fora, por estarem conscientes de que os leigos, os que se encontram adormecidos, não procurariam descobrir a diferença; não reparariam na omissão de uma vírgula, uma coisa tão insignificante quanto uma vírgula. Um livro que contém milhões de palavras, milhões de vírgulas e de pontos finais e reticências e pontos e vírgulas - mas isso são palavras vossas, por eu não as compreender muito bem. A pequena vírgula em falta passaria em claro. De qualquer modo a grande maioria das pessoas é cega, e como é que iriam ver algo assim quando não dão com coisas de maior porte debaixo dos seus próprios narizes? E assim foi que deixaram a vírgula de fora, e as pessoas chegaram a aceitar o facto de que aquele chamado Jesus Cristo terá levado o "bom ladrão" para o paraíso.
Creio que saberão onde deva situar-se essa vírgula. "EU DIGO-TE, NESTE MESMO DIA, (VÍRGULA) QUE VIRÁS A ENCONTRAR NO PARAÍSO COMIGO. Que num futuro qualquer virás a estar no paraíso comigo, após aqui teres vindo uma e outra vez e teres conquistado a liberdade da ilusão do sonho da matéria. Isso facultou-lhe a oportunidade de descobrir o próprio Cristo em si mesmo, através do trabalho, do esforço, da busca consciente.

Meus amigos, não me interessa a frequência com que sejamos deslocados de uma posição baixa e passados para uma elevada; não deteremos o mérito, o poder de determos essa posição que não conseguimos manter. Isso traduz uma verdade mesmo na vossa vida ordinária. Mas é muito mais na vida divina. Não podemos ir até onde a nossa consciência não vai. Só podemos chegar até onde a nossa consciência ESTIVER.

Meus amigos, vocês brotaram do amor Este é um mundo de experiência, um mundo onde vocês podem completar a vossa iniciação, de modo que também vós, possais descobrir o Cristo em vós. Pratiquem todos os vossos actos com amor e jamais precisarão preocupar-se com os resultados. AMOR! O amor representa a chave de ouro para a luz. Todos os grandes mestres, ao longo das eras pregaram isso e deixaram-no muito bem claro. Mas os sacerdotes pegaram nessas palavras e inverteram-lhes o sentido e afirmaram que vocês nasceram no pecado. Maldade! A maldição de Adão pende sobre vós! Mas vocês não sofrem qualquer maldição excepto aquela que colocaram sobre vós. Jamais chegou a existir alguém chamado Adão. Jamais existiu alguém que se fosse chamado assim. Não será Adão um nome Inglês? Seria deus Inglês? Porque não se terá chamado Joe?

O termo correcto seria Atman, um termo do Sânscrito que significa Princípio Original; ou seja, alguém que pela primeira vez tomava consciência de si emerso num envoltório de carne. Alguém que tinha deixado um mundo caracterizado por uma realidade maior para penetrar num estado ilusório.

Meus amigos, se nós enquanto indivíduos conseguirmos compreender, perceber que nascemos no seio do amor, e que somos a Luz. Também distribuiremos Luz. Não lhes concederá um sentido de grandiosidade nem de busca de gratificação pessoal, mas transmitir-lhes-á um sentimento de humildade e de paz interior que representa a única forma por que podem procurar entender. Se tiverem a mente repleta de confusão, isso será tudo quanto comportará. Nós somos todos a Grande Mente, e quando nos alçarmos deste pequeno sonho da materialidade, chegaremos a sentir a unidade que nos caracteriza e deixaremos de sentir a separação.

Pergunta: onde terá andado Jesus durante o período da maioridade que se estendeu dos 12 aos 30 anos?

Se recuarem o suficiente na história desse indivíduo chamado Jesus, descobrirão que esse homem teve o seu nascimento terreno cem anos antes do tempo registado, ou 100AC. Ele veio catraio da Índia, bebé. Antes de nascer já era aguardado. Aguardado por quem? Por aquele concelho de homens que mais tarde viria a ser conhecido por Essénios, os mentores das Escolas dos Arcanos (mistérios). Eles sabiam que ele estava para chegar! Como é que sabiam? Por ter surgido uma luz nos céus. Mas, de onde terá surgido tal luz? Terá sido alguma coisa lá colocada por alguém chamado deus que lá deixou ma vela para que os homens soubessem que o seu filho único iria nascer? Não, meus amigos! As grandes mentes controladoras que residem noutras dimensões do tempo, os mestres do universo e dos universos que actualmente vocês veem a manifestar-se ocasionalmente na forma daqueles discos voadores - eles sabiam! Lá estava a chegar á Terra por uma última vez quem na sua iniciação final se lhes juntaria - os Eternos. E assim, eles deslocaram parte da sua matéria para a vossa dimensão do tempo.

Mas examinemos isso com um pouco mais de atenção. No átomo acham-se substâncias de tal densidade (ou peso) que nenhuma quantidade de força conhecida projectada para o núcleo a penetrará. Uma polegada cúbica dessa substância chega a pesar biliões de toneladas. ESSE É O MUNDO INTERIOR. Nesse mundo interior, essa substância interior do átomo produz forma para quantos se encontrem nas dimensões do tempo. Não existe coisa tal como espaço, meus amigos. Espaço e tempo não passam de entidades ou seres puramente abstractos. Abstractos! Isso a que chamam de espaço é a vossa consciência. Se o desconsiderarmos por momentos do ponto de vista puramente físico, esse espaço é cem mil vezes mais denso do que qualquer outra matéria sujeita à forma, conforme a conhecem. Sabiam que podem conseguir tanto de uma determinada coisa qualquer que ela se torna coisa nenhuma? É nesses mundos que digo que tais seres têm a sua existência, e de que conseguem passar (nessa existência) para a vossa. Mas não se trata de movimento nenhum, mas de uma emersão. Permitam que lhes proponha uma situação em que consigam perceber o humor da coisa - assim com a sua impossibilidade. Vamos por um instante fazer de conta que este lápis seja o único objecto, a única forma existente em todo o espaço e tempo. Poderiam dizer-me onde se situa no tempo e no espaço? Mas assim que eu erguer esta pequena caixa vazia, então já poderão ter uma noção, e dizer-me que o lápis se situa numa determinada posição relativa à caixa. Agora, se eu afastar ambos os objectos, onde se situará uma e outra coisa? Não terão existência! Serão apenas consciência.

Meus amigos, à medida que prosseguirmos a nossa conversa, a menos que o coloquemos em prática e façamos uso diário do que aprendemos, isso não passará de um desperdício de “tempo.”

Pergunta: Terei entendido correctamente que tenhas afirmado que tenha sido a última iniciação de Cristo?

Sim, mas não só por ele ter aperfeiçoado o seu corpo físico, o que é de pouca importância. O que importa é que ele aperfeiçoou o seu estado de consciência. Tudo o mais segue a partir desse ponto em termos de perfeição. À medida que aperfeiçoarmos a consciência, a perfeição terá lugar no nosso corpo e em tudo quanto criarmos ou manifestarmos.

Pergunta: De onde veio essa gente dos discos? Qual será a sua proveniência?

Meus amigos, existe uma vastíssima cultura ao vosso redor, o que nada tem que ver com os falecidos, os assim chamados mortos. Bom, com efeito não existem mortos à excepção daqueles que não se encontram despertos. Muita gente, massas inteiras de pessoas, toda a raça humana na verdade, anda de olhos abertos parecendo que está desperta, mas não está! Tem somente consciência do seu pequeno sonho exterior e espera que se conforme à expectativa emocional que tem. Não se encontram despertos! Esses são os mortos vivos! Todos nós devemos procurar elevar-nos desse estado. Abandonamos passo a passo o nosso sonho até alcançarmos um estado mais significativo de realidade. Aqueles que abandonaram a estrutura física pelo que é chamado de morte, penetram num plano chamado astral. A maioria alcança somente aquilo que é designado por nível mais baixo do plano astral. Estarão esses planos empilhados uns sobre os outros que nem batatas? Não! São somente estados de consciência que este ou aquele ser humano tenha levado consigo depois de os reunir neste plano terreno. Exactamente nesta sala, meus amigos, existem vários planos astrais.

Esclareçamos aqui uma coisa, para o que vou recorrer ao uso do termo Mãe, ou amor de mãe, que estou certo é algo que todos compreenderão. Essa é uma das primeiras atracções sentimentais que sentimos na vida. Eu venho a este mundo físico como um bebé, e à medida que cresço um pouco tomo consciência de alguém chamado mãe. E de acordo com o tratamento que me dispensar, chegarei a amá-la e a querer estar junto dela tanto quanto possível. Depois atinjo o que é chamado idade adulta e descubro que preciso abandoná-la e tratar de arranjar o meu próprio lar e futuro. Agora, esta mãe, à semelhança de todos os seres humanos, com o tempo irá ter que abandonar a estrutura física por meio do que chamam de morte; a menos, claro está, que tenha atingido a iniciação final. Bom, se o amor que sentir por ela for forte e eu assistir à sua passagem do ponto de vista dos meus sentidos físicos, isso irá destroçar-me o coração. Vou ser acometido por uma perturbação emocional. E se o apego for suficientemente forte, eu poderei morrer com ela. Isso é apego emocional, diz respeito ao mundo físico e tem pouco que ver com o vosso desenvolvimento final ou o seu alcance.

A natureza de ser mãe terá simplesmente permitido agir como uma porta aberta para entrarem no mundo material. O que não representa qualquer menosprezo pela mãe porque, não fora pela Mãe Universal, não existiria qualquer universo. Mas entendamos estas coisas para que não nos sintamos perdidos. Não me estou a desviar do que me foi perguntado, meus amigos, não estou! É que se eu entender o verdadeiro relacionamento existente entre aquela que é chamada minha mãe e eu próprio, então serei capaz de sentir esse enorme amor, só que ele será mesmo maior por o entender pela sua vertente maior. E se eu a vir passar para o outro lado e deixar-me, como ela o poderá fazer, então não sentirei quebra emocional de maior monta. Porquê? Por ela ser eu! Cada um de nós nasce por intermédio de um aspecto de nós próprios. Num outro tempo eu poderei ter sido sua mãe, e ela minha filha. Assim, nós somos apenas aspectos da mente e juntar-nos-emos um com o outro no devido curso dos eventos, se houver necessidade disso; casa haja alguma razão para aprendermos alguma coisa um com o outro. Até que isso suceda, adopto uma outra crença mas uma crença maior - a de que sou a Luz! Tudo! Então, expandir-me-ei com relação a todas as crenças de pai/mãe e deixarei de acreditar que a forma comporta o que quer que seja.

Hã muita gente contra a comunicação como mundo astral; existem muitos prós e contras com respeito a isso. Há certos seres que se encontram ligados à Terra e é suposto representarem o mal. Mas há muitos seres que se encontram ligados à Terra com um propósito magnífico; o propósito de suscitar um maior amor, um maior estado desperto à mente humana ainda encarnada. O mal representa a crença que temos com respeito a um acto que é praticado e à sua natureza. De acordo com o ambiente em que crescemos e vivemos chegamos a acreditar que determinada coisa seja um mal e que uma outra não o seja. Mas se eu afastar a minha consciência do mundo físico para o astral acreditando que isto é um mal e que aquilo é um bem, então irei carregar essa crença comigo e vou-me ver perseguido por ela do mesmo modo que aqui o era. Vou ser controlado por ela.

Mas afastemo-nos por um instante para aquilo que chamam de “discos” e que nós chamamos karetas. O termo Kareta quer dizer simplesmente “homem divino em voo.” Meus amigos, o mundo dos Etéreos encontra-se no nível mais profundo do mundo material. O mundo astral não passa de uma camada externa (casca) da grande “cebola chamada consciência – uma camada externa. Aqueles que vivem no mundo Etérico não precisam entrar nem nunca terão entrado no mundo material através do nascimento. Mas determinados indivíduos no seu devido tempo, na sua iniciação final na Terra, poderão não só entrar no estado Etérico como poderão passar por todos os estados até à mais pequena das favelas do mundo astral e até ao mais elevado domínio do ser. Mas esses seres Etéricos não são os mortos. Eles encontram-se muito mais vivos e habitam um mundo de uma realidade bem maior.

Quando vocês veem essas formas – e elas aparecem na vossa Terra muitas, muitas vezes - elas fazem-se notar sempre que necessário. E hoje vocês precisam de quem seja uma autoridade para onde se possam voltar. Vocês não têm uma única, na vossa Terra, para que se possam voltar, que seja uma autoridade nesta coisa chamada vida! Nem uma que os desvie da possibilidade da completa destruição da vossa civilização. Esses seres surgem por serem a única autoridade que lhes resta. Eles vêm para descobrirem uma forma – não para lhes salvar os corpos; eles não se importam que chacinem milhões de vidas. O homem tem chacinado o seu semelhante há milhares senão milhões de anos. Eles não estão interessados nisso; eles estão interessados em preservar a Terra, em salvar a Terra, por ela ser a escola do homem. Se ele a destruir irá demorar biliões de anos antes que consiga encontrar outro corpo onde possa ser implantado, obter a educação adequada que só aqui consegue obter.

Sei que porventura muitos de vós pensarão que seja provável que a Rússia inicie uma guerra atómica convosco. Ela não lhe irá dar início! Isso não faz parte da sua política, ela não quer a guerra, não tem desejo de guerra. Porquê, meus amigos? Por ela desejar deitar a mão a todos os países que puder, inteiros. Ela não pretende destruir, por saber que uma terra destruída não tem valor e representar um prejuízo para ela em vez de uma mais-valia. A Rússia, à semelhança do vosso país, da Inglaterra, de qualquer país – busca tornar-se potência dominante da Terra. Ao longo da história da Terra, todas as nações buscaram isso. Vocês desacreditam o empenho que revelam por disseminar o comunismo por toda a Terra, mas ainda assim vocês tentam disseminar a democracia por toda a parte – ou algo a que chamam democracia. Meus amigos, a Rússia não possui um verdadeiro comunismo. Comunismo significa amor fraternal assim como partilha, não só de coisas materiais, por elas serem transitórias, mas partilha da luz da vossa própria sabedoria com o semelhante é o que importa. Mas a Rússia não possui isso!

A democracia significa o mesmo que o comunismo; também significa amor fraternal e uma partilha idêntica. Mas vocês não têm isso. Assim que vocês se expressam em voz alta com relação à partilha de alguma coisa, vocês criam comités para o postergar e barrar. Guerreiam a comunicação de acordo harmonioso uns com os outros. O comité diz: “Não façam isso! Sejam individualistas.” Não se importem por que o vosso irmão morra durante o sono, por motivos de fome. Não se importem! Busquem o enaltecimento individual.” Chamam a isso livre iniciativa. Isso agrada-lhes?

Deixem que lhes diga que vejo as vossas ruas, conforme já o fiz e me tenha afastado horrorizado para além das palavras. A simples ideia de fazer parte da raça humana levar-me-ia a sentir de tal modo envergonhado que me aniquilaria só de pensar. As vossas favelas! De onde pensam que as favelas astrais procedem? Das vossas favelas. Vocês geram-nas. Ando por todas as cidades e constato isso – mas não só pelas vossas cidades, por todo o mundo. Na Índia eles nascem, vivem – se é que se pode chamar a isso viver – e morrem nas ruas. Na China, na Pérsia, por todo o Extremo Oriente e Hemisfério Ocidental, para onde quer que olhe vejo a mão do homem erguida contra o seu semelhante. Se não de uma forma declarada e com esforço, então por meio da indiferença. Assistir à ocorrência de um crime e ignorá-lo leva-nos a ser igualmente culpados.

Vocês falam de ser cristão. Constroem templos enormes e caros. A Índia ergue enormes templos. A China também. Constroem templos desses por todo o lado erigidos aos vossos deuses e demónios. E para venerarem esses deuses rastejam por sobre os corpos ensanguentados dos seus companheiros, para obterem favores dos seus deuses. Será isso Cristianismo? Será isso Budismo? Será isso Bramanismo? Mas há um milhar de outras denominações e crenças!

Meus amigos, a coisa mais importante a prestar atenção é ao HOMEM – não a deus! Quando chegarem a compreender-se na relação que têm com o vosso semelhante, saberão que servi-lo no amor, servir-se uns aos outros com base no amor é servir a deus! Automaticamente! Então, deus não precisará estar situado lá em cima, no céu, a puxar os cabelos e a lamentar-se consigo próprio: “Porque foi que eu criei esta confusão? Tudo quanto escuto é clamor dirigido a mim: “Deus, dá-me isto, deus dá-me aquilo; deus, não deixes que isto me suceda; deus, salva o meu país e crucifica o outro.” É um encanto, não?

Assim, esses seres provenientes do mundo Etérico surgem por verem esta confusão impossível. Esperam trazer alguma compreensão aos governos de cada nação. Mas se eles quiserem aniquilar-se, bom, tudo bem! Mas não tentem usar o poder atómico na medida de haver a possibilidade de destruírem a Terra. Porque se o fizerem, então irão ter que destruir toda a raça humana; aí, irão precisar matar os alunos para poupar a escola. Uma maravilha, não? Um comentário bem real acerca da maravilha que é a raça humana.

Meus amigos, como poderei vir até vós e dizer-lhes que são deuses quando nos deparamos com as condições da vossa Terra? Vocês encontram aqui mesmo uma demonstração esta noite, muito próxima e ligada ao que chamam de espiritualismo. Meus amigos, quando tentam tornar-se num médium, coloca-se-lhes sobre os ombros uma séria responsabilidade. Mas a primeira lei que essa responsabilidade enuncia é o amor.

Um ser astral acode a controlar um desses sensitivos; caso esse sensitivo não seja equilibrado de mente e corpo, irá atravessar apuros. Caso esse sensitivo sinta alguma animosidade ou malícia, ciúme, inveja, ele irá sofrer e dispersar sofrimento por toda a parte. Irá levar quantos os tenham usado ou tentado usar a recorrer a palavras desequilibradas, irá levar a malícia e o abuso ao seu semelhante.

Se não se sentirem contentes aqui, então não irão sentir-se felizes onde estiverem. Se não respeitarem ou amarem suficientemente o vizinho, quer se relacionem ou não com ele, ou não respeitarem as suas raízes e conceitos que tenha de vida porque é que o procuram depois de ele ter deixado o corpo físico? Não terão nem atravessado a rua para perguntarem à vossa avó o que precisava que fizessem quando ela vivia no mundo físico. Mas assim que ela faleceu, tornou-se infinitamente sábia! "Pois é, avó, tu és tão inteligente por teres passado para o espírito; mas antes eras estúpida."

Meus amigos, eu já visitei muitas sessões por todo o mundo. Na antiguidade havia grupos especiais de pessoas que formavam um círculo ou um triângulo ou um quadrado, de acordo com aquilo que buscassem. Sentavam-se numa formação dessas pelo amanhecer, em plena luz do dia e começavam a entoar cânticos e a fazer inspirações e expirações profundas enquanto usavam determinadas palavras. Isso levava-os inicialmente à formação, no centro desse círculo ou quadrado, de uma substância nebulosa que se iria acumulando até se tornar num ser de três ou quatro metros de altura, dotado da aparência mais hedionda que conseguirem imaginar. E cada um desses nesse círculo precisaria esforçar-se para manter essa forma, esse ser da sua própria criação controlado até lhe conseguirem pedir conhecimento respeitante à condição das sementeiras, da vida da família, às condições da Terra no geral, e quanto ao que deveriam fazer. Era necromancia. Mas, de onde é que esses seres provinham? Seriam alguma coisa em si mesmos? Eles vinham para ser adorados como deuses ou demónios. Toda a maldade e violência que evidenciavam era a violência e maldade existente em cada um desses que se encontravam que tomavam parte no círculo; a selvageria, a bestialidade. E tudo quanto era abandonado era o equilíbrio, o bem, a gentileza, e a sabedoria. Assim, esses seres apresentavam sempre duas faces, dependendo da que possuísse mais força, e o homem vinha a conhecer o resultado de trazer isso à existência. Mais tarde, certos indivíduos desses vieram a ficar conhecidos como médiuns ou feiticeiros, e muitas vezes faziam com que o ser que projectavam dissesse o que queriam que dissesse para poderem exercer controlo sobre a tribo.

Meus amigos, eu digo-lhes que sou "Yada Di Shi'ite," mas também sou alguém chamado Mark Probert. Portanto, quem será ele em relação a mim? Estará ele separado de mim? Existirei eu em separado dele? De que forma e em que medida?
Vocês vão a um médium e é gerado um ectoplasma para adoptar a forma de alguém que se assemelha ao vosso falecido pai, mãe ou amigo. E ela dir-lhes-á: "Recordas quando fizemos isto e aquilo? Foi muito divertido, não? Ou foi péssimo e deixou-nos numa alhada." De modo que aquele que é projectado assemelha-se exactamente à vossa mãe, pai, irmã, irmão, amigo, e revela-lhes coisas passadas que tenham partilhado com eles, além de muitas outras coisas que só vós e eles conhecem. Assim, retiram-se e afirmam que conversaram com a vossa mãe, pai, irmão, etc.

Meus amigos, não quero dizer nada que represente um "balde de água fria" acerca da matéria. Tudo bem! Mas se o aceitarem como tal, assim será. Só que, como o irão provar? Só há uma maneira de provarem qualquer coisa, que é a vós próprios: "Eu preciso provar qualquer coisa a mi próprio mas ninguém mo poderá provar. Ninguém! Se eu não o aceitar com base na própria compreensão que tenho, com base nos sentimentos que tenho com respeito à vida - não será provado. E vós, independentemente do que me disserem, e do quão inteligentes sejam, não me conseguirão convencer."

Há muito quem investigue essas coisas que se considere muito inteligente, só que não têm conhecimento desse tipo de acção. Talvez sejam cientistas físicos, mas será que isso lhes dá o direito de saber alguma coisa sobre espiritualismo, ou sobre o retorno do espírito ou sobre a comunicação com o espírito? Eles lidam com o que é chamado  de matéria física, e o regresso de um ser espiritual lida com matéria de uma frequência muito diferente, pelo que não poderão dizer que saibam alguma coisa a respeito. Mas procedem a muitas investigações em relação às quais essas mentes têm pedido por provas científicas. É espantoso e deixa-nos divertidos. "Exijo uma prova científica!" E assim levam a que esse ser projectado num corpo visível ou astral que não é passível de ser visto, produza todo o tipo de coisas.

Tal como aquilo a que chamam de impressões digitais. Ora, os vossos cientistas estão profundamente presos na crença do valor que as impressões digitais têm, usaram esse método a fim de tentarem provar a sobrevivência. E quando tentavam provar a sobrevivência do João, por exemplo, esse João tentava provar que era ele mesmo. Assim, essa entidade chamada João fazia impressões digitais conforme lhe era pedido, e apresentava as suas próprias impressões digitais, o que deixava os cientistas surpreendidos. "Este tem que ser o João - as impressões digitais são prova disso." mas a seguir, esse mesmo João, para se divertir um bocado com eles, fazia as impressões digitais de todos os presentes. Isso já foi feito, meus amigos, e não só com respeito às impressões digitais de todos os presentes, um duplicado em cera,  como em relação ás impressões digitais de pessoas que se encontravam a enorme distância da sala. Pois então quem era essa entidade chamada João? Seroa ele o João de verdade? Isso é o que precisam descobrir. Mas eu digo-lhes aquilo que descobrirão; descobrirão que vocês são o João! É a coisa mais fantástica de descobrir.
Se acreditarem que estejam em comunicação com a vossa mãe como algo diferente de vós, não tem importância, mas amem aquilo que estão a fazer, sintam a estreita comunicação. Mas, façam o que estiverem a fazer com os "olhos abertos." Não vão à procura de um médium a quem preguem partidas, por ele lhas pregar a vós. O chamado inconsciente deles saberá tudo, e vocês, com o desejo que têm de encontrar isto ou aquilo, poderão esbarrar com esse Saco Mágico (Consciência) e levar o médium a produzir aquilo que querem. Mas se lhe pregarem uma partida, ele inventará um fantasma. Mas vocês terão pedido isso, e terão conseguido exactamente o que pediam!

Não há necessidade de terem medo. Tudo estará bem convosco se viverem com amor. Não importa que os Etéreos andem a voar pelos vossos céus. Isso não é de uma importância significativa! A menos que tenham descoberto a importância que dão à vida, em primeiro lugar. Somente então poderão aferir a importância desses seres. Surgiu uma disputa quanto a saber se existiria um deus ou não antes da chegada dos discos. Agora centram essa disputa em saber se são discos ou não. Mas não importa se existe um deus ou discos até que alcancem o conhecimento e consigam reconhecer um deus ou reconhecer os discos. Vivamos com amor em nós próprios para então podermos lidar com esses discos.

“Os homens nascem, os homens morrem, como rios que correm; sempre a chorar, sempre a semear,” sem terem noção de serem a causa de tudo. O homem não sabe que é a causa de tudo. Em vez disso, ele tenta desesperadamente valer-se de milhares de crenças religiosas concatenadas para poder culpar alguém e livrar-se da terrível responsabilidade que tem pela sua vida.

No vosso mundo têm uma rima que diz: “Os convidados são conhecidos, o festim foi estabelecido; possas tu atender ao alegre alarido – ao alarido da vida, da dor da vida, da alegria da vida.” O burburinho e o alarido são causados pelos actores mergulhados num estágio desconhecido, receosos pela sua segurança pessoal, em busca desesperada de uma posição segura em meio ao caos de uma área desconhecida. Porquê desconhecida? Por o homem ter sido alimentado a papas de sentimentalidade; ele não se conhece nem ao seu mundo e sente-se à mercê de uma força aleatória e caprichosa desconhecida.

Eu sei que muitos de vós aqui sentados têm estado condicionados naquilo que de religioso observam. Mas deixem que lhes pergunte o seguinte: Conhecem pessoalmente aquilo em que acreditam? Conhecem-no? Não é acreditar meramente nisso por terem ouvido falar. Se eu tivesse nascido um Hotentote, eu haveria de acreditar no que os Hotentotes acreditam! Muita gente na antiguidade adorava o sol. Mas foi aí que teve origem não só a religião cristã como todas as crenças religiosas. Na veneração do sol! Não a bola de energia do vosso sistema solar, mas sol no sentido da Luz! Por conseguinte, ela era adorada. Luz, sabedoria, compreensão. Assim que se começar a idolatrar a personalidade de um Jesus, um Zoroastro, um Buda, assim que nos entregarmos ao culto da personalidade, estaremos perdidos. Perdidos, em termos de ignorância, obscurantismo. O verdadeiro sol, o sol da inteligência, ter-nos-á abandonado; ter-se-á extinguido.

Na vossa Bíblia reza: "Que haja luz; e a luz surgiu." Que luz? A luz que conseguem ver com os olhos? Não! A sabedoria! A sabedoria é o que ilumina as trevas - as trevas da ignorância. A criação versa sobre a história do homem, o percurso que fez até alcançar a luz, a sabedoria. A história de onde a história de Jesus foi tirada é a história da vossa própria iniciação mística. Esse homem era um símbolo dessa iniciação mística e chamava-se Hesus. O título Cristo significa alguém que tem conhecimento de causa, que é consciente na Luz da plena sabedoria. A história da crucificação é a história da iniciação que ocorreu nos templos místicos. Hesus não foi morto numa cruz pelos Hebreus. Isso é um conto exteriorizado dado pelos sacerdotes para despertar a simpatia, a simpatia emocional da mente do leigo ou neófito – a fim de o prender pelas emoções e de o cegar em reacção à sua própria natureza divina...

Esse indivíduo assumiu esses símbolos num profundo estado cataléptico de consciência Num profundo estado de transe! Porquê? De forma a poder remover o seu ser mental ou corpo psíquico do físico e entrar num estado em que o seu ser psíquico obtivesse um outro grau de iniciação. O seu ser psíquico devia afastar-se do ser físico durante três dias. Após esses três dias ele devia tornar-se de novo consciente do seu corpo mortal. Durante essa iniciação de três dias num plano elevado, o seu corpo foi marcado – as mãos, os pés, o lado, a cabeça. Isso deveria representar a comprovação no plano físico de que tinha passado a iniciação dos planos internos. Isso são tudo chakras secretos. Centros nervosos secretos. As marcas são depositadas no seu ser mental e por intermédio do seu ser mental são transferidas para o corpo físico. Chama-se a isso Stigmata. Certas marcas de nascença são estigmas. E que dizer das úlceras – são um estigma negativo e inconsciente!

Existiu no vosso mundo uma mulher chamada Irmã (Thereza) Neuman. Diz-se que ela obtivera essas marcas devido a que, de uma forma qualquer peculiar ela fosse santa. Não se trata de santidade! Essa mulher estava em sintonia emocional com a história – com a crença – com a IDEIA daquele que foi chamado de Jesus o Cristo. A IDEIA! Vocês podem infligir marcas sobre vós próprios. Creio que a maioria de vós sabe disso. Por efeito do vosso pensamento podem criar equimoses nos braços. Podem provocar sangramento através dos poros da pele. Podem fazer com que a pele apresente rachas. Podem causar toda a sorte de coisas só por acção da mente – assim como podem curar chagas abertas. Curar ossos partidos. Consertar tecidos musculares. Vejam que nada tem de místico. Não é nada em relação ao que sejam demasiado insignificantes para desconhecerem. Não precisam ser puros nem cândidos; não têm que ser santos. Apenas precisar ter um cérebro que raciocine. E com um cérebro que raciocine não cometem nada de desequilibrado. SANIDADE! Isso é tudo quanto necessitamos, meus amigos, para chegarmos a conhecer os mistérios da vida.

As nossas vidas representam iniciações pessoais na Luz e deveriam ser acalentadas como coisa grandiosa. Quando chegarmos a conhecer as leis da vida, poderemos compreender o gozo da agonia, conseguiremos perceber o truque que envolve. É UM TRUQUE! E nós somos os magos que praticam a prestidigitação connosco próprios. Chegar ao percebimento disso não é coisa fácil. Necessitamos de uma elevada dose de paciência, e de saber no íntimo, se nada mais seja, que mesmo isso passará.

A vossa ciência médica, após  um enorme esforço e pesquisa, foi capaz de prolongar  a média de vida até aos 67 anos. Quando consideramos tal progresso à luz da idade da Terra e das antigas civilizações que se estenderam pelas dimensões da antiguidade, devíamos sentir-nos chocados  com o pouco progresso que foi conseguido no terreno da compreensão. O corpo humano deveria ser capaz de continuar a funcionar em bom estado por 250 anos, por não existir razão válida nem acidentes alegadamente restritivos para morrerem a essa idade, nem em qualquer outra idade, se soubermos como. Mas aí reside o truque. Já sabemos que este é um corpo químico e que para o mantermos em equilíbrio devemos usar dos compostos químicos adequados. Mas não nos devemos deter por aí por os compostos químicos não serem nada em si mesmos. Na sua natureza essencial constituem a essência da substância da mente, ou consciência. Os alimentos mais nutricionais transformar-se-ão em químicos desequilibrados por acção do medo, da raiva e da preocupação. Provocarão uma quebra no campo magnético que mantém a estrutura celular unida. Provocará uma desintegração ais acelerada das forças vitais. Essa é a origem de todas as doenças. Não reside na química por si só, mas na consciência, por si só.

Nós construímos esta estrutura física! Pensam que nos consigamos evadir à responsabilidade que envolve imputando a culpa pela sua criação a um deus? VÓS SOIS ELE! Vocês construíram-no! Deixemos o termo deus de fora por existirem muitos deuses e muitos cismas, pelo que o termo quase nada significa. Empreguemos o termo CRIADOR – por isso querer dizer alguma coisa. Vocês são ele. Mas caso não entendam isso, não agirão em conformidade. Contudo, pela humildade, pelo amor, pela compreensão, pelo serviço para com o seu semelhante, o homem age em conformidade.

É simples! Só que muita gente quando lhes é dito que são o CRIADOR sentem insegurança interior, por se encontrarem tão condicionada pelo peso de séculos.  Foi incutido nas pessoas o temor a deus; o temor em relação à sua natureza violenta.
“Não passamos de uma pequena verme a contorcer-se e a rastejar no lodo em meio à vastidão das coisas. Como poderei eu ser deus, o CRIADOR? Quanta desfaçatez! Quanta ironia! Quanta pretensão!” Mas permanecerá uma pretensão se não fizermos nada com respeito a isso – mas que havemos de fazer com respeito a isso? Procuramos apurar CONSCIENTEMENTE se o somos. Essa é a tarefa que nos cabe. Mas se, com temor e a tremer, recuarmos ante a ideia, não passaremos de um verme. E rastejar no lodo será nossa condição natural. Mas sentir que somos o CRIADOR significa edificar no nosso íntimo um sentimento de grandeza, uma sensação de responsabilidade pelos nossos actos. Não mais aguardaremos que alguém venha tomar o nosso jugo nos seus ombros. Não mais ficaremos à espera da vinda de Cristo, ou de Buda, ou de Zoroastro, por sabermos que somos ELE. A ressurreição encontra-se aqui! Será preciso algum cisma para aprendermos isso? Será necessário erguer templos de tijolo e de aço e de pedra e madeira? Isso é uma vaidade, uma vaidade que brota da cegueira em que nos encontramos. O corpo constitui o templo vivo do CRIADOR. Prestar-lhe-emos as devidas honras se o tratarmos com naturalidade de acordo com a nossa natureza individual. Nós somos distintamente diferentes mas ainda assim contemos a qualidade divina da unidade dentro de nós.

O homem, à semelhança do salmão, desova em determinado local, e a seguir vai vier a sua vida. Então, para aqueles que tiverem sido desovados sobrevirá tempo em que precisarão voltar à sua fonte para poderem, de novo, desovar. A fonte constitui um campo do que é chamado de ideias. Preparamo-nos pondo em acção essas ideias. A seguir saímos a começar a encenar todas essas ideias, sensações, pensamentos que tivermos criado. Subsequentemente sucede um tempo em que necessitaremos de novas ideias, novos pensamentos, de modo que voltamos à fonte do nosso ser e meditamos. Criamos mentalmente primeiro, e de seguida projectamos uma vez mais.

Agora, o regresso pode ser tão difícil ou duro quanto a chegada. O retorno, a saída – ambas são muito difíceis. Porquê? Por o Criador, esse Criador dentro de nós, precisar encenar a sua criação. A isso se chama viver o sonho. No retorno lutamos contra as forças do nosso próprio ser íntimo. As rochas afiadas da lembrança preenchem-nos de nostalgia. O sonho que se perdeu! Mas quando chegarmos a compreender melhor descobriremos que o sonho não se perdeu.

A saída é emocional, altamente emotiva. O regresso é igualmente emotivo. mas pouco a pouco começamos a ajustar o nosso ser emocional às nossas experiências, e aprendemos a não chorar pelo que tiver sido deixado para trás. Aprendemos a não sentir uma nostalgia carregada de dor, mas apenas da satisfação de uma experiência realizada. “Eu fiz isso por essa razão, e a razão foi a de conseguir uma melhor educação da minha própria natureza enquanto – o CRIADOR.

Então virá uma altura em que não mais necessitaremos sair mais Tempo virá em que conseguiremos sair à vontade, com um propósito consciente e assente na vontade. Não tomaremos o percurso áspero, por não mais se achar presente para nós. Reconheceremos cada experiência como necessária e isso tirar-lhe-á a dor e a aspereza. Também extrairá a alegria inconsciente, e assim disporemos de alegria consciente. Saberemos por que nos sentimos rejubilantes e porque sentiremos dor ou sofrimento. E nada disso nos afectará indevidamente.

POR FIM A LIBERDADE! O que quer dizer que teremos alcançado a Luz. No Cristo Eterno ter-nos-emos tornado por fim!

Atingir tal estado de consciência vale bem o nosso tempo e boa-vontade para fazermos face a todas as experiências com um certo desprendimento emocional. Quando sairmos vivenciar o sonho material não nos preocuparemos com o que venha a suceder connosco quando o sonho físico parar, por sabermos! Não sentiremos temor do chamado desconhecido, por se nos tornar conhecido – que somos a Luz e o Caminho! Mas antes de sabermos disso moviamo-nos nas trevas, nas trevas da nossa própria – deverei dizer ignorância? Não! Simplesmente “desconhecimento.” Essa é uma expressão mais afável em especial para quantos ainda deambulem por essas trevas. Necessitamos de termos  afáveis, entendem, mas termos que conduzam a um uso inteligente. Ninguém é ignorante. A ignorância para mim representa condição intencional quando a pessoa sabe que há algo a aprender e se recusa a procurá-lo. Isso é ignorância. O mero desconhecimento – todos nos achamos circunscritos a esse estado de consciência desde que colocamos o pé no mundo físico e assim que chegamos a pôr o pé  de volta no mundo da mente. Por a cortina que dá para o conhecimento da nossa verdadeira consciência, da nossa própria condição de Cristo se achar cerrada. A cortina é cerrada de modo a conseguirmos vivenciar este sonho e suportá-lo e aprender com ele.

Muitos são os suicídios provocados pela rebelião da mente contra o facto de termos que trabalhar num estado desconhecido. Rebelar-se com vontade de aprender é óptimo, mas rebelar-se com base na raiva, na frustração, significa perder-se ainda mais.

Não busquem profecias de como a vida venha a ser, por ser o vosso sonho, a vossa vida, e ser melhor que a experimentem dia a dia. “Viverei e agirei sem saber mas unicamente com base no sentimento. os meus sentimentos são produzidos pelo meu estado de inteligência e pelas reacções inteligentes que manifestar para com as minhas experiências. O que fizermos num dado momento terá reflexos no momento seguinte, na hora seguinte, no dia seguinte, no ano seguinte – deixará a sua marca. O homem não necessita reger-se por mais leis morais nem éticas, necessita de sanidade...

As pessoas recorrem aos médiuns a questioná-los com respeito ao impossível; e quando fazem o impossível ainda assim criticam-nos. Por em si mesmas não saberem o que querem; como poderá o médium sabê-lo?...

Quanto teriam pago para comunicar com a vossa mãe, pai, irmão, irmã quando se encontravam vivos?
“Ah, bom, eles encontravam-se aqui presentes comigo, porque deveria querer comunicar com eles? Eles não sabiam nada na altura, mas certamente agora que se tornaram espectros devem saber todas as coisas.” Ou assim não sejamos levados a crer! mas é importante que vocês saibam. Sobrevivemos? Estudem a vida! Será assim que o descobrirão Estudem todas as coisas vivas. O universo vasto constitui uma célula viva. Não existe coisa tal como “morte,” excepto para aqueles que residem na ignorância. Esses estão mortos! Não os que não têm um corpo.
Vida! Tudo se encontra vivo. Vocês não estão a comunicar com os mortos. Se esta for a limitação do médium, então ele ou ela estará morta. Eles comunicam com a vida, com a consciência. Precisamos parar de pensar com respeito ao “morto,” por o pensar nisso nos deixar mortos, inactivos. O nosso temor humano básico é em função de algo chamado alma, e desafortunadamente porventura, desconhecemos se teremos tal coisa. Presumimo-lo por nos ter sido dito que assim seja. MAS SABEREMOS DISSO? Poderemos apurá-lo pelo sentimento, pela observação de tudo que nos rodeia – por tudo quanto nos rodear ser tudo que se encontra em nós.

Alguma vez terão colocado esta pergunta a vós próprios? “Que parte de mim sobrevive à morte e à minha estrutura física?” Digamos que eu tenha morrido aos vinte anos de idade. Em vez disso digamos que perdi o meu corpo há 500 000 anos atrás. Será a personalidade cuja presença aqui constatam esta noite a mesma que terá vivido há 500 000 anos? Claro que não! Que coisa será o espírito, que coisa será a alma, que coisa será a consciência, que será a mente? É um composto de experiências e de reacções a experiências. Isso é o que sou e o que vocês são. Estamos constantemente a passar por experiências, a ter experiências. Não há momento algum, nenhum instante em que não estejamos de alguma forma, em alguma medida, a ter uma experiência.

Assim, eu morri aos vinte anos. mas vocês sabem, meus amigos, eu jamais morri por eu, consciência, jamais ter nascido. Que coisa é nascer? Nós falamos e falamos acerca do mundo material como se fosse um local separado de tudo o resto. Isso deve-se unicamente ao facto de termos chegado a crer em “lugar,” tempo, matéria. (Yada bate na mesa) Parece muito sólida, não? Bem real! Se lhe batessem na cabeça com ela achá-la-iam muito real. É, EM RELAÇÃO À NOSSA DIMENSÃO DO TEMPO. É, EM RELAÇÃO AO NOSSO SONHO.

Vocês não podem morrer por não terem nascido. O vosso boneco foi projectado num estado de consciência a que a mente inferior do boneco, o lado emocional, o ego, chegou a chamar de mundo tridimensional. Matéria! (Uma vez mais, Yada bate na mesa) Sólida! Quando passam para outro estado de consciência, coisa que poderão fazer se o desejarem, chamado mundo astral, ele será real para vós. Sólido! E aí chegará uma altura em que passarão para outros estados de mente em que perderão o desejo de voltar ao sonho chamado matéria. E deixarão de vir. Perder-se-ão na Grande Mente. Tornar-se-ão alguém chamado deus, e andarão ao redor do seu trono a entoar cânticos e louvores, não? Meus amigos, quantos serão bons cantores? Não verão o que isso lhes poderia fazer? Levá-los à loucura. Ele ver-se-ia forçado a confinar muitos ao braseiro. Não o desejaria, mas não lhe restariam alternativas.

Voltando pelas eras do mundo e do surgimento do homem nele, descobrimos que não existiu nenhuma época em que ele não tenha criado alguma forma daquilo a que chamam de religião, ou crenças religiosas. Todas essas crenças religiosas, claro está, brotam da ideia da existência de algum ser superior e inferior que não só terá criado o homem mas que o desloca e desempenha uma espécie de loteria, não apenas com a sua vida física, mas com a sua alma e mente. Isso deve-se a que o homem, aquilo que é chamado homem mental, o Criador em si mesmo, seja consciência. Ele assume forma. Ele sonha, e ao sonhar, a natureza do sonho é sempre forma. A forma parece dizer, “Eu sou.” Não diz o quê. Apenas diz: “Eu existo. A EXISTÊNCIA É AQUILO QUE SOU! SER!

Esta consciência criativa cria a forma e vem habitá-la, perde consciência de si mesma, que é EU SOU. O verdadeiro EU EXISTO! O criador da forma. Mas ele não sabe disso. Assim que cria a sua forma e vem habitá-la, perde consciência de si mesmo enquanto Luz, as energias criativas, e diz: “Eu sou homem,” ou “eu sou peixe, galinha, árvore,” e uma vasta variedade de coisas que passam pelo meio. Mas é tudo uma consciência, uma mente, um espírito, uma Luz.

Certas formas de animais desempenham rituais, têm noção da relação que têm entre a sua natureza animalista inferior e o seu eu superior. Mas quando essa consciência se encontra na forma possui tendências naturais para venerar o seu eu superior dentro delas, ou o sentimento das forças criativas. Muitos animais durante o que é chamado de época de acasalamento demonstram isso através do ritual, talvez uma dança como a do faisão e muitas outras aves e animais. Podem não ter consciência de ser ao ser superior ou à mente superior que estejam a prestar essa veneração. Mas quando afirmamos que o fazem através do instinto, ou inconscientemente, isso quer simplesmente dizer que a sua natureza inferior não tem consciência da razão porque o corpo anda ao redor dessa maneira.

Falamos de tempos antigos mas o homem tem estado na Terra há, não milhões de anos, mas biliões. Têm surgido e desaparecido civilizações, e quando desaparecem, iniciam a sua queda por meio do egoísmo, da vontade de dominar os outros. Tornam-se o que é chamado decadentes. Aí as forças da sua negatividade reagem sobre as forças do que é chamado natureza. A natureza, que é a consciência interior do homem. A nossa negatividade estabelece um desequilíbrio nos éteres do chamado espaço. Nos elementos! E criam tempestades, tremores de terra, inundações que eventualmente destruirão este ser físico, e enterram sob toneladas de lama, água e rochas todos os vestígios da sua civilização. Isso sucede-nos quando chamamos a isso: A LUZ QUE FRACASOU! O sol desaparece. A fonte do nosso ser, para falar em termos materiais, o sol! Arreda ou é encoberto pelas trevas etéreas.

Foi isso que sucedeu a muitas civilizações antigas. O SOL EXTINGUIU-SE! E a Terra arrefeceu, sofreu o arrefecimento da cobiça do homem, da sua avareza emocional, da sua ganância cruel, da sua vontade de dominar o semelhante. Essa força aumentou à medida que cada indivíduo se foi tornando egoísta e receoso da sua própria sobrevivência.
Depois, por a criação jamais ser bloqueada ao homem por uma eternidade, o sol voltou a aparecer. O SOL DO HOMEM REGRESSOU e trouxe calor e ânimo e luz, que representa vida para aqueles que sobreviveram ao holocausto. O SOL REGRESSOU! O SOL DO HOMEM ERGUEU-SE! O sol jamais expirou! POR O SOL SER O CRISTO! O homem Jesus morreu. Sidarta morreu. Mas não Buda! Por o Buda jamais ter nascido. Não ter tido começo. Não ter fim. É eterno.

Na vossa doutrina cristã é referido muita vez pelos sacerdotes que aquele chamado Cristo morreu na cruz. Não. Cristo jamais morreu numa cruz ou seja onde for. Por Cristo ser a Luz! Mas todos os Jesus morrem. Por Jesus ser o eu ignorante, o eu emocional. Ele não sabe! Uma imagem presente em algumas das vossas bíblias mostra Jesus sobre um burro. Isso é simbólico! O burro representa o lado emocional. Jesus age enquanto Cristo que dominou o burro e que agora o monta, em vez dele o montar a ele. Isso é tudo simbologia. A crucificação constitui o símbolo da renúncia, pelo conhecimento e não através das emoções nem da paixão, pela sabedoria, renúncia à natureza material, emocional. “AGORA CONHEÇO-A POR AQUILO QUE ELA É! NÃO PASSA DE UM SONHO DE QUE PADECI! Uma sombra da minha ignorância, do desconhecimento de que sofria, e por vezes da minha cegueira premeditada.”

Todos esses símbolos foram representados nas escolas dos mistérios. Foi nas escolas místicas que o que é chamado de Paixão de Cristo foi representado como ritual, rito. Afirmo-lhes com toda a sinceridade que ninguém morreu pela humanidade. Ninguém! Ninguém foi assassinado. Ora bem; o vosso lado emocional poderá ressentir-se disso devido a que a maior parte do nosso mundo tenha sido condicionado a acreditar nisso. Porque é que afirmo que não foi assim? Tentemos examinar a questão com clareza e uma visão tranquila. Coloquemos o nosso pensamento positivo, as ilusões, o nosso pensamento condicionado de lado tanto quanto pudermos, e pôr a nós próprios a seguinte pergunta: Poderá alguém viver a vida de outra pessoa? Não precisaremos viver a nossa própria vida de acordo com o que sentirmos? Bom, se alguém tentar persuadi-los, então estarão a tentar viver a vossa vida.

Neste momento, ao falar convosco, estou a intrometer-me na vossa vida, na vida que lhes pertence. Estou a representar uma parte nela. É por isso que lhes digo, conforme disse a outros, para não aceitarem aquilo que digo como a última palavra em termos de autoridade a menos que SAIBAM pelo que sentem em relação àquilo que digo, pelo uso do discernimento, que porventura seja assim. Por não poderem ter a certeza a menos que já possuam conhecimento disso, examinem, estudem, meditem. Não deixem pedra por revirar e atinjam as vossas próprias conclusões.

A história desses grandes iniciados representa a vossa própria história, a história da vossa vida, da vossa iniciação. As experiências chamadas vida física representam o carregar da cruz, mas com o tempo aprendemos a ver além da ilusão do mundo físico. Porque o fazemos? Por DESPERTARMOS! Tornamo-nos conscientes da verdadeira natureza do nosso sonho. Não só do que é chamado mundo material mas do que é igualmente chamado de mundo astral. E de todos os outros mundos que PARECEM existir separados da Luz. Quando compreendemos isso deixamos de ter medo e dizemos para nós próprios: ”Aquilo que é, que deve ser, para meu benefício, para o meu crescimento. Muito embora não veja a luz disso neste instante, pelo menos sei que é assim. A experiência é necessária de modo a poder alcançar aquele estado desperto do meu ser chamado Cristo.”

Ao falar-vos nesta noite vejo de novo o meu rosto. Se percebêssemos isso, meus amigos, que todo ser humano, coisa, ou seja o que for com que nos deparemos, estamos uma vez mais a fazer frente a nós próprios. Não será assim sensato ter amor por todas as coisas? Por as darmos a nós próprios. Estamos a tratar de abrir caminho para fora da teia da aranha. 

YADA

Regressemos, meus amigos, aos tempos bem antigos. Quão antigos? De volta ao período de tempo em que os guardiões da Terra observaram que uma quantidade de seres humanos na Terra se encontrava num estado de despertar e que estavam a sair do sonho do que é chamado evolução material. Estavam a começar a perceber que existiam separados do mundo da matéria em que vivam, e que eram algo distinto. Esses guardiães perceberam que esses pensamentos, essas ideias, se formavam nessas almas que despertavam, e assim vieram ao seu encontro em diferentes partes da Terra e lentamente ensinaram-nas com respeito à sua natureza divina. Ensinaram-lhes que ERAM FILHOS DO SOL.

Que despertar assombroso! Não são seres físicos! Não são feitos de um pouco de água e barro! Não são as marionetas geradas pelo acaso a partir -- do quê? Do nada? Não, vocês são grandes criadores em si mesmos. Seres divinos. Filhos da sabedoria, ou Luz, ou do sol. Mas se pensarem que não são filhos do sol, então experimentem deixar que o sol transponha a capacidade que tem de chegar a vós. Então descobrirão que todas as coisas morrerão. O homem não obtém calor do sol, por isso implicar que ele se encontra no sol. mas ele encontra-se no sol, porque caso contrário não conseguiria obter calor dele. São as forças vitais do sol que contêm vida. Vocês são seres mentais. Vocês são habitantes do sol.

Isso porventura será de difícil entendimento, não sei bem. Mas com a ajuda de certas linhas de radiação provenientes do sol, o homem foi capaz de se propagar neste mundo material. Esporos humanos! Assim, volto a esses seres terrenos que atingiram o seu estado de consciência superior, da existência de algo mais. “De onde venho? Que será isto?” Pensamentos desses são o começo do pensar. E assim, esses grandiosos seres, os guardiães da criação vieram e juntaram esses pensadores e chamaram-lhes Fraternidade Branca, ou Fraternidade da Luz. Aí, foram instruídos em relação à forma como criar, como manipular a matéria de forma consciente.

Existe na vossa Terra uma ordem em que apenas uns quantos, mas mesmo uns quantos que detêm compreensão, ingressam com a intenção de aprender as doutrinas interiores (esotéricas.) Tal ordem é chamada Meus Filhos (My Sons, no original Inglês) ou Maçons. É um ramo directo da Fraternidade Branca. Infelizmente, muitos dos membros hoje não conhecem a verdadeira natureza da ordem. As grandiosas doutrinas interiores são por vezes chamadas de místicas, o que quer referir oculta do não buscador, porque com certeza nada se acha oculto para o que busca. E assim, eles aderem a essa ordem pelo que é chamado de privilégios que obtêm nos negócios que têm com os seus semelhantes. Isso constitui uma desgraça! Isso é menosprezo pelas doutrinas divinas. Mas tudo bem, nada mais direi sobre isso por estarem a viver a vida. Ela é vossa.

No começo esses seres voltaram-se para o que é chamado de adoração do sol. Ele snão adodravam o sol enquanto deus, mas endereçavam-lhe apreço como sua fonte. Mas venerariam apenas o sol? Não. Várias estrelas do vosso sistema solar também. Sabiam que nos milhões e milhões de anos que o vosso presente sistema solar tem, conforme o podem ver da vossa terra, pouco mudou? Portanto, esses antigos mestres, iniciados na Luz, voltaram-se para o estudo dos vários corpos celestes, por tererm recebido instruções quanto ao que representavam. Não só as estrelas e os planetas como também a lua, ou luas, que alguns dos vossos satélites possuem.

Isso, descobriram eles, representava certos pontos nos seus próprios corpos. Aqui nas palmas das mãos, nas solas dos pés, desde o topo do crânio até à base da espinha, existem centros solares. O plexo solar. Solar - sol!|Trata-se de um grande centro nervoso controlado pelo sol pelo que é chamado de vibrações. É aqui em alguns dos tempos antigos de adoração que o plexo solar foi exposto ao sol, para obterem o que sentiam ser radiação cósmica. Além disso, parte da prática nessa altura consistia em respirar profundamente de forma a obter o que é chamado de prana solar no corpo. Purificarem o íntimo assim como o exterior. Respirar de tal forma a obliterar a consciência externa e a entrarem em harmonia com o que é chamado de Grande Consciência – que é fonte da fonte vital do sol!

A vossa história do Jardim do Eden e dos dois personagens que chegaram a chamar de Adão e Eva, é uma história mística da transformação do homem em dois corpos distintos – macho e fêmea. Outrora ele fora um ser hermafrodita. Agora não imaginarão que deus se tenha transformado num cirurgião e que tenha cortado uma costela a Adão para criar a mulher. Isso é o que é chamado de fábula impingida até estarmos preparados para receber a verdadeira história.

A maior parte das mulheres rejeita esta história e naturalmente. Quem desejará ser uma costela? A história representa uma grandiosa história esotérica da separação. Mas voltemo-nos para o que é chamado de Jardim do Éden. A árvore representa a vossa coluna vertebral. A serpente que trepa a árvore a fim de tentar o homem chamado Adão é a força ígnea, a energia sexual. Pela prática da respiração a serpente trepa a árvore. Os vários gânglios nervosos existentes do topo da coluna até à extremidade inferior são chamados chakras. Ao inspirarem esse prana vital excitam esses centros nervosos ao agitarem a serpente, ou a força ígnea, e levam-na a trepar a árvore. Isso faz parte do ritual das doutrinas esotéricas. Quando essa força ígnea atinge o chakra real situado no topo da cabeça, terá atingido o que é chamado céu. Estas são as doutrinas esotéricas que a vossa Bíblia Cristã distorceu de modo a poder apresentar uma história qualquer da sobrevivência do homem às massas em geral.

Adão é um termo originário do Sânscrito que significa Princípio Original. É ATMAN e não Adão. Eva representa a terra ou o seio da vida a partir do qual tudo se manifesta. O termo mulher procede do termo (womb-man) ou homem dotado de ventre. Isso é por vezes referido como uma força negativa que acasala com o ATMAN ou a força positiva produzindo assim uma terceira coisa chamada matéria. É quando um mais um completa três. A matéria, por conseguinte, em essência é a energia sexual. Kundalini! A força solar a operar através do homem. Quando estiverem preparados para compreender – e compreender significa a capaciade de utilizar aquilo que tiverem aprendido, serão capazes de manifestar qualquer forma e de lhe dar vida.

As vossas chamadas doutrinas cristãs representam doutrinas da Luz. Cristo! O filho do sol vivo! Ou o filho da sabedoria. Nada tem que ver com homicídio. Trata de uma iniciação. Os doze apóstulos constituem os doze signos do zodíaco, assim como os doze centros existentes no corpo e os doze centros cósmicos. Pensem, meus amigos, na maravilhosa doutrina que é! Leva-os a ter vontade de despertar! A querer saber. Mas a saber de forma sensata, escudados pelos poderes da razão e com ambos os pés assentes no chão. Essas doutrinas são perigosas para aqueles que não mantiverem o seu lado emocional bem alicerçado. Essa é a única razão porque não foram dados pelos mestres interiores ao homem em geral. Vocês não dariam uma barra de dinamite a um bebé, e essas doutrinas podem representar dinamite.

Como poderão resguardar-se da destruição por aquilo que conhecem? Por uma forma – pelo amor! Quando tiverem amor terão paz de espírito. Não se preocupam com aquilo que venham a ser. Acolhem a vida na desportiva. Lá virá altura em que virão a aprender a utilizar o prana. Quando começarem achar-se-ão numa enorme confusão, sem estarem a chegar a parte nenhum. Aí talvez culpabilizem o mestre. Requer tempo, paciência, e um pensar profundo da vossa parte.

Pergunta: Yada, lembras-te daquela senhora que conhecemos que vivia muito perto de SanDiego que tinha um excelente professor. Ele transmitiu-lhe umas instruções acerca da doutrina esotérica e ela foi para casa e, contra os conselhos que ele lhe dera, usou-as sem saber como as controlar, e ela desidratou cerca de dois quilos e meio numa noite.

É! E tiveram que a meter em água gelada hora após hora, dia após dia.

Pergunta: Ela ainda não recuperou nenhum…

Não! Ela ainda hoje sofre uma perda dessa energia vital no seu corpo através dos pés e das mãos, e isso com o tempo destruir-lhe-á a estrutura física. Vocês não devem brincar com essas coisas, meus amigos, por elas não enganarem. Não são fingimento nenhum, mas a substância a partir da qual a vossa própria vida é criada e vivida.

Na vossa Bíblia diz para “respeitarem a vossa mãe e pai para que os vossos dias na terra possam ser longos.”

 Yada Speaks
Mark Probert

Traduzido por Amadeu António



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