segunda-feira, 13 de junho de 2016

A FORÇA QUE É DEUS - VIDAS PASSADAS



John


Existem muitas descrições de Deus, mas somente uma que revela a verdadeira natureza desse ser grandioso. Deus é amor, e amor é altruísmo que se acha presente em todos e em cada um. É a faculdade de dar de vós próprios enquanto seres que gozam de abundância. Pois que, se são imortais, se são um espírito, se são filhos de Deus, então podem dar de si sem frivolidade e sem hesitação. Com cada acto transcenderão, pois, a mundanidade do plano físico e tornar-se-ão mais nos filhos de Deus que são, porquanto isso representa a fusão de corpo, mente e espírito, espírito de dedicação e de serviço por Deus.


Em Deus, que é omnipresente e impessoal, encontramos descanso, encontramos o sono. Em nós próprios, enquanto filhos da luz, que somos cocriadores com Deus no universo, encontramos o despertar. Aquilo que desperta, desperta unicamente com o objectivo de retornar ao descanso, no entanto aquilo que descansa, descansa apenas com o objectivo de voltar a despertar.


Aquilo que surge, surge unicamente para desaparecer. Em última análise Deus é sono. É o Nirvana. O despertar é a expressão da individualidade que têm em Deus e naquela singularidade presente em si mesma. Assim, é através de vós que Deus percebe e expressa neste plano. Vocês são os olhos, os ouvidos e os sentidos de Deus neste plano. Sois um ser pessoal, pelo que também Deus é pessoal. Também são um ser dotado de infinitos recursos, pelo que também deus é um ser dotado de infinitos recursos. Existe uma relação profunda entre vós e o divino. 


Deus é amor. Quando vocês manifestam uma natureza afectuosa, manifestam a natureza pessoal de Deus. Deus é Deus Pai e Mãe, que não é masculino nem feminino. Existe somente unidade. Foi referido que ninguém consegue ver a Deus mas que conseguirão sentir, compreender e chegar à presença. Se com isso se referir que se vejam com uma maior clareza, então talvez tenham visto a Deus. Se tiverem visto um acto de afecto, terão visto a Deus.


O homem volta-se para Deus como se Ele dispusesse do poder de provocar a mudança. Não existe coisa tal como mudança; existe somente movimento. O movimento poderá causar inspiração na mente dos homens de modo a que possa procurar atingir objectivos elevados. Deus é amor, pelo que se amarem os vossos irmãos e irmãs no plano terreno estarão em harmonia com eles e manifestarão Deus ou o poder de causar movimento. Deus é amor, e a mor é harmonia. Manifestem harmonia em vós e tornar-se-ão no maior curador de todos porquanto, por meio do vosso exemplo pessoal, outros desejarão deixar-se arrastar para a luz, e é bem melhor acender uma vela na escuridão do que amaldiçoar as trevas.


Cada um de vós é um filho e uma filha de Deus, e cada um de vós poderá ser elevado porventura de acordo com o exemplo pessoal do homem Jesus, ou Buda, ou pela vossa própria consciência. Porquanto é a elevação da alma que concerne a Deus. Vós sois uma porção de Deus nesse estado de desenvolvimento que procura entender a natureza de Deus por meio do exemplo pessoal. Enquanto parte de Deus que são, já se encontram num estado de perfeição. A alma nada conhece para além da perfeição; por ser o filho ou a filha que é de Deus.


As trevas exteriores que percebem em certas pessoas não passa da ignorância de Deus. Permanecei com eles num estado de paciência mas não se desgastem, nem lancem pérolas aos porcos. Amem a Deus de todo o vosso coração e mente, e ao semelhante como a vós próprios. Cumpram esse mandamento e não quebrarão nenhum outro. Não se deixem sobrecarregar de leis, por as leis se destinarem a proporcionarem a faculdade de especificarem o vosso progresso, e lhes dar a medida da paz interior.


Quando vocês amam, abrem mão do vosso ser limitado e acolhem o todo. Aí, veem-se a si mesmos e aos outros a essa luz suprema. Amem o próximo como a vós próprios. Desse modo permitirão que Deus molde a vossa natureza e reconhecerão ser um só com essa ordem superior. Essa é a relação apropriada. Amem a Deus de todo o vosso coração, mente, forças e alma e ao vosso semelhante como a vós próprios.


A razão por que esqueceram a relação que têm com o divino deve-se ao facto de se terem familiarizado mais com as actividades do plano terreno. A memória é desenvolvida por um processo de repetição. Focam-se nas condições desta vida pelo que se familiarizam muito mais com elas. Mas quando vão além das recordações mundanas desta vida, começam a recordar e a sentir-se inspirados pela recordação de Deus. Quanto mais meditarem e ponderarem nisso, mais exercerão a recordação, e mais se familiarizarão com a ordem superior. Assim, pois, começam a recordar que são uma porção de Deus.


Considerem a verdadeira idade que têm, a composição dos vossos átomos. Não serão milhões de anos velhos? Quando contemplam a vossa natureza, são antigos. Vocês brotam de uma vasta totalidade, mesmo enquanto seres físicos que são. Quanto mais antigos, quando mais infinitos não serão na vossa natureza se aceitarem que são um espírito? Quando se acalmarem recordarão E quando se interrogarem do que deverão recordar, recordarão que são Deus. Amar o Senhor Deus de todo o vosso coração e mente, é o compromisso que têm para com o universo. Amar o próximo como a vós próprios é o compromisso que assumiram para com deus, neste plano, porque, quando olham para aquele que se acha junto a vós, esse é o vosso mais elevado compromisso – amar essa pessoa com a vós próprios. E assim como fazem para com o mais pequeno deles, também o fazem para com o maior.

Muitos buscam a verdade através de complexos sistemas de filosofia e troçam da simplicidade do amor O amor significa harmonia. Se produzirem harmonia em vós próprios, poderão estendê-la a outros. Independentemente do sistema de referência de que usarem, independentemente da orientação que receberam, aquilo que encaminha para essas coisas será o amor que reside em vós, por lhes chegar procedente de Deus e ser um dom que lhes é dispensado eternamente, numa abundância que jamais secará. Essas são as obras de que devem partilhar, para que não passem mais sede de novo.


Deus dá-lhes com abundância. Olhem para os vossos vastos campos de cereais, para os vastos recursos de que dispõem. Não é a falta de alimento que causa a fome por entre as vossas nações mas a falta do pão interior da vida, a falta de amor que têm uns pelos outros, a ignorância de que padecem quanto à vossa verdadeira natureza, enquanto filhos ou filhas de Deus. Procurem evoluir espiritualmente de forma a tornarem-se no espírito e expressão de Deus. Deus é amor e o amor constitui um factor duplo. É a criação de harmonia, mas é igualmente o entendimento da vossa separação em relação aos outros. É, pois, quanto têm noção da vossa separação dos demais que se movem rumo àquilo de que se sentem separados. Em última análise, quando se unem co todas as coisas, até mesmo o amor deve encontrar um término. Por isso, o objectivo final da vossa evolução espiritual está na fusão com todas as coisas, o que representa o derradeiro acto de amor, o derradeiro abandono de vós.


Vocês precisam ser o vaso para criar o vazio, para derramarem de si mesmos, para sacrificarem todas as coisas, para venderem todas as coisas e obterem a pérola de grande valor que consiste no conhecimento da vossa natureza original, do vosso nome original, o qual se acha preservado no Livro da Vida. Porquanto cada um de vós representa um nome que brotou da boca de Deus Pai e Mãe, cada um de vós é uma palavra nesse Livro da Vida. Do mesmo modo que têm muitas ideias mas uma só mente, também por sua vez existem muitas almas mas apenas um deus. Vocês são como que uma ideia na mente de Deus.


Façam com que brote o equilíbrio em vós, por ser isso que Deus deseja para vós, por vocês serem uma porção de Deus. Tal como o vosso corpo físico tem muitas células mas ainda assim representa um só corpo, também por sua vez existem muitas almas mas um só Deus. E vós não passais de um corpúsculo no corpo de Deus – completo, único e individual.


Assim, que coisa será Deus? Deus é amor, amor é harmonia, harmonia gera paz, e a paz é aquilo que provoca movimento em todos os seres, para se voltarem uns para os outros de forma a conseguirem estabelecer a harmonia final que representa o todo colectivo de Deus, que é amor.


A inspiração provém sempre do Pai. Louvem todos a Deus, por ser Ele que os ama, acima de todos os outros. Tal como ele amou o homem Jesus, também por seu turno os ama a vós, de modo que também vocês possam ser elevados nas vossas asas da harmonia e que a paz se estabeleça no vosso seio. Trabalhem numa linha que os inspire. Se houver inspiração num nome conforme o nome Jesus ou Buda, ou Maomé ou Brahma – e a meditação sobre essas causas gerar movimentação em vós, então será sensato tomar esse nome como referência. Mas lembrem-se que os nomes não passam de pontos de referência. Todos os nomes dos Hebreus, Cristãos, budistas, Hindus, Essénios e Maometanos não passam de pontos de referência. É Deus quem lhes empresta relevo. Assim, se desejarem concentrar-se em Deus, trabalhem em nome do amor, de modo a poderem manifestar essas propriedades.


Como funcionarão as orações? Se apelarem para Deus, que é o Todo, e conduzirem um diálogo que afecte determinadas circunstâncias, será somente por o recurso adicional do vosso ser divino influenciar essas circunstâncias. Não sejam como os hipócritas que oram numa atitude de ostentação e que buscam a veneração dos homens e mulheres. Remetam-se em segredo ao vosso templo vivo, em meditação; unifiquem a vossa mente, corpo e espírito, que representa o vosso próprio princípio Crístico, em serviço pela totalidade mais vasta. Mas procurem igualmente partilhar em companheirismo aquelas coisas que vêm a vós; pois quem vem a vós silenciosamente pela noite? É simplesmente Deus, que é amor. Deus gera harmonia, que de facto é paz, de onde todas as vossas ideias hão-de brotar, e a partir da qual são tão caros uns para os outros.


Tal como fariam da vossa vida um sacrifício vivo, também por seu turno poderão fazer da vossa vida uma oração em si mesma, carregando isso internamente no vosso coração. É dito para orarem em segredo, que Deus os recompensará publicamente. Não sejam como o hipócrita que se mantém à esquina a jejuar de rosto sério. Os homens podem exaltar as suas virtudes mas em última análise obtêm a sua recompensa. Voltem-se antes para dentro. Se isso for feito através da humildade dos vossos trabalhos diários, pois que seja. Se for através da meditação estruturada e não buscarem o elogio dos homens, pois então que seja. A forma que a oração assume será individual e relativa à pessoa, mas consta sempre de um diálogo ou troca com a força mais elevada do universo.


Existem muitas filosofias, muitos sistemas de pensamento, mas existe unicamente um só Deus. A filosofia procura expressar deus nos níveis humanos; a religião procura expressar deus nos níveis místicos. Deus procura expressar-se a Si mesmo no amor pessoal que tem por cada um de vós. Contemplem a face daquele que se sente junto a vós, por ser aí que encontrarão Deus. Deus acha-se em cada um de vós e torna-os todos iguais. Deus não é deter poder sobre a vida e a morte, porquanto a morte não existe – existe somente vida sucessiva. Mas a vida é feita da interacção que têm com as outras pessoas. Vocês vivem por cada palavra que proceda da boca de Deus, porque no começo era a palavra, e cada um de vós assemelha-se a essa palavra, e compõe um único parágrafo no Livro. Mas existe somente um único Livro. Cada um de vós representa uma palavra individual, mas é amando-vos uns aos outros que se ligam e que passam a ser como um só. E esse “um só” é Deus, o qual é amor, harmonia e paz.

Tom McPherson

Lembrem-se de que são Deus. Esse é o vosso único propósito – embora possam optar por tratar de o recordar de uma forma única, em termos de ocupação, talento, dieta, oração, meditação e religião. Como haverão de visualizar Deus? Todo o sacerdote que conheci ao longo dos corredores do tempo tentou conter essa. Deus é amor, o amor é harmonia, e conforme o João disse, a harmonia gera paz.
Grassa a fome no mundo, não por que Deus o queira, nem por existir demasiado desequilíbrio na distribuição geográfica, mas por existir falta de Deus, ausência de uma natureza afectuosa, altruísta. Quando surge alguém que soa o apito a todos os vossos políticos, por serem mesquinhos, eles começam a mexer-se e a sentir-se culpados e a querer explicar. Mas na verdade, que é preciso é um livre fluxo de ideias e um reconhecimento intransigente da humanidade de todas as pessoas e de que todos são dignos.

Atun-Re

Que será Deus? Deus é a interligação que têm com o Todo. É da totalidade que a luz interior vem. Por isso, se forem depreciativos para com um qualquer dos vossos  irmãos ou irmãs, então serão depreciativos em relação a vós próprios, e essa luz escurecerá por terem deserdado uma porção de vós próprios. Por isso, a vossa luz resplandece mais, muito mais, quando reconhecem o vosso irmão. Ah, mas isso comporta um mistério. A luz também escurece se não se reconhecerem a vocês próprios, por também serem uma parte do todo, não?

As vossas orações são o esvaziar das vossas preocupações. São um apelo a uma força muito mais vital. Constituem um apelo para com o todo no sentido de servir o indivíduo singular ou um segmento mais vasto, mas ainda focado, do todo. A oração é o vosso testemunho, a vossa comprovação da dignidade do indivíduo, ou a crença que têm no valor desse indivíduo.

Manter a lei mais elevada significa o derrube das barreiras existentes entre vós e todas as coisas, enquanto preservam a integridade da vossa individualidade. Por isso ser tudo o que a alma representa: a capacidade de ser um com todas as coisas, e com Deus, e ainda assim manter a integridade da sua individualidade. Isso representa a lei suprema. O João diz que amor é harmonia. É a habilidade de negociarem uma posição mais ampla para vós próprios. Mas o amor é igualmente o entendimento da separação existente entre vós e o vosso semelhante, e o desejo de se unirem a ele. Aí o amor torna-se harmonia e não mais tem existência naquela dimensão original de movimento e união. Assim, a lei suprema consta do exercício do amor que, em última análise revela todas as coisas ao se unir com elas.

A essência da existência é amor. O amor não representa só uma emoção. Tão pouco é o amor dimensional. Amor é aquilo que une as dimensões. Amor é o contexto final de Deus, é aquilo que ao unir todas as coisas gera uma experiência compreensiva, harmoniosa e perspicaz. É pessoal mas é universal. É o alfa e o ômega. Existe e não tem existência. Para amarem precisam estender a mão ao semelhante num gesto de profunda sinceridade que consigam convocar na capacidade que têm de ser sensíveis e de sentir. O amor ocupa todas as áreas de realce da mente humana. Deus é amor.



VIDAS PASSADAS

John

O padrão que tecem na vossa presente vida é uma veste que preparam para envolver a alma, para que quando avançarem para outra vida, ou aquele princípio que designam por reincarnação, essa veste possa porventura ser envergada de novo. Na verdade há muitas pessoas que, enquanto existem no plano terreno têm noção de vidas passadas, e que por conseguinte dispõem de todo um leque de vestes com que a alma possa envolver-se.

Muitos perguntam se será necessário reincarnar, por se sentirem ansiosos ante a ideia de regressarem ao plano terreno. Nós dizemos que não é necessário reincarnar, uma vez a lição que tenham que a prender seja o desfrute do padrão de vida neste plano. Por conseguinte, não é tanto o desejo de retornarem ou de não retornarem mas mais o domínio do nível de satisfação de vida conseguido neste plano particular da existência.

As vossas vidas passadas compõem o vosso padrão de vida composto de uma cuidadosa coordenação das lições passadas. Elas contribuem com circunstâncias de acordo com a lei da causa e do efeito, ou carma, por os influenciarem no plano por estes dias. Elas são a rede e a tapeçaria constante das energias que chegam até vós através dos chakras, ou centros de consciência situados no corpo físico. Por sua vez, entrelaçam-se na personalidade e transformam-se nas lições de vida que a alma passa a experimentar.

Tom McPherson

Todo o vosso padrão de vida é baseado nas vossas vidas passadas, ou falta delas – funciona de ambas as maneiras. Não é que cheguem com um grande saco de coisas velhas para viver disso; é mais refinado que isso. Toda a vossa personalidade se acha baseada em directrizes mais do que qualquer coisa. Quanto de uma personalidade passada trarão convosco? Muito pouco, se é que trazem. É somente se ficarem obsecados com isso. Por exemplo, os excentricos que preferem perambular em trajes do passado carregam muito mais grandes pedaços de personalidades do que as outras pessoas. O vosso homem comum das ruas poderá ter o desejo secreto de o fazer, mas não passa de desejo que nunca chega a manifestar-se; ele terá carregado muito pouco, mas ainda está a experimentar algumas das directrizes. Mas varia de pessoa para pessoa.

As vossas vidas passadas são basicamente compostas de energia. São experiências tidas ao longo da corrente do tempo que lenta e progressivamente moldam a dinâmica da vossa personalidade. São preservadas e filtradas por intermédio do corpo astral, mas antes, precisam passar pelo corpo espiritual, onde as éticas mais elevadas são organizadas. Depois o corpo causal convoca todos os diversos indivíduos para possivelmente interpretar circunstâncias carmicas. De seguida projecta no corpo astral, onde tudo é exibido e mantido no original, relativamente à personalidade corrente. À medida que a energia é passada, as vidas passadas são basicamente apenas essa informação de que não obtiveram compreensão, por a compreensão constituir a perfeita aliança entre as vossas emoções e o intelecto.

A decisão quanto ao sexo em que encarnam é, muito simplesmente, a necessidade de uma lição. Posso garantir-lhes que existem muitos soldados no sexo masculino de vidas passadas que actualmente encarnaram na forma feminina, razão porque têm o vosso feminismo militante. Eles dizem: “Meu Deus, que maldito erro terei cometido no passado? Vamos obter a igualdade!”

Vocês podem efectivamente planear uma encarnação  várias centenas de anos antes que suceda. Conversam com os vossos pais, que poderão encontrar-se no espírito nessa altura, e definem mais ou menos as coisas – e adivinhem que chega para jantar!

As pessoas que costumam queixar-se muito por se encontrarem encarnadas são um tanto frívolas com respeito a isso por realmente passarem mais tempo no espírito do que fazem nos planos físicos, de qualquer modo. Vocês só encarnam para os exames finais; a maior parte do estudo que fazem é feito aqui. Com respeito às aflições físicas, uma pessoa poderá vir a mancar talevz por numa vida anterior caçar animais com armadilhas cruéis e os ter feito viver coxos. Nesta vida ela identifica-se com a sua experiência, com o sofrimento que lhes provocou. Acha-se armazenada no seu velho banco da memória.

Ocasionalmente as almas passam para outros planetas depois de terem deixado o plano terreno, mas não até que superem a maioria do seu carma contraido aqui – a menos que façam apenas uma ligeira visita a um dos outros planos existentes no vosso sistema solar. Mas uma pessoa não vai além do sistema solar até que domine mais ou menos a sua frequência.

A alma não se acha verdadeiramente integrada no corpo físico senão até ao quarto mês de encarnação. Ela desenvolve os tecidos fetais, mas não encarna. Não difere muito da montagem de um carro – podem reunir tudo até formarem o carro, mas não é senão até que consigam sentar-se no banco do condutor que estão literalmente nele.

Os seres humanos poderão voltar na qualidade de animais? Pior – podem voltar como Ingleses. Estou apenas a gracejar – como bom Irlandes que fui, nunca consigo passar uma linha recta. Mas seja como for,  - Uh-oh, senti o rubor apresentado por uma aura nas traseiras da sala. Ah, não! Decerto perdoa-me o bom-humor, não? (Descarreguei um pedaço de carma ali) Mas seja como for – dizemos que não. Estiveram certa vez encarnados nos domínios animais, e de facto existe uma memória ancestral dessas experiências; contudo, não regressam como animais. Porém, os animais podem reincarnar. O gato que tiverem tido o Egipto poderia de facto ser o vosso cão nesta vida. Eles encarnam de acordo com o grau de apego emocional que sentirem por eles.



Atun-Re

A razão por que parece ser mais fácil recordar vidas passadas do que probabilidades futuras deve-se ao facto de, armazenados no corpo físico se encontrarem muitos dos eventos subjectivos que estão para se tornar condições nesta vida. A facilidade que têm no seu acesso deve-se ao facto de lhes serem familiares. São eventos que estão para suceder, pelo que se encontram um tanto mais próximo. Ao passo que, os ideiais superiores são geralmente mais difíceis de lidar, no sentido de que por vezes vocês não optam por ascender.

Vidas passadas são eventos interessantes que se assemelham a livros que leem e que quando terminam a sua leitura colocam na prateleira. Coisas transcendentais tornam-se conscientes e os incomodam constantemente.

A personalidade é um reflexo de todas as coisas que sucederam ao longo das muitas vidas passadas. Quando aquelas coisas que forem de ordem cármica tiverem sido limpas, tudo quanto restará será a essência pura das vossas vidas passadas.



Traduzido por Amadeu António



(Nota do Tradutor: Talvez comentários como o de Deus se achar em nós deixem o leitor meio perplexo quanto à compreensão; talvez a multiplicidade dos credos e dos símbolos empregues pelas diferentes religiões não facilitem a compreensão desse princípio, energia, ou dinâmica suprema.

O termo “Deus” provém das correntes Abraâmicas, e não encontrou eco noutras culturas ancestrais, que nem por isso deixaram de traçar que talvez o tenham expressado melhor ao situá-lo fora do contexto restrito da personificação criada pela projecção do colectivo. Há correntes que o delimitam ao se devotarem a uma relativa iconoclastia e que desse modo realçam a impossibilidade de o homem se confrontar directamente com Deus, e que O situam muito para além do tangível, qual figura majestática, embora o personifiquem no masculino, e tardiamente tenham adoptado a imagem de Maria subsequentemente às múltiplas aparições desse arquétipo do feminino, mas esquecem-se que porventura esse Princípio ou Força se encontra mais próxima que o nariz do rosto. Por outro lado idolatram a imagem de Cristo, e por uma razão muito simples – por o conceito de divindade se achar intimamente associado à imagem, quando na prática a Sua essência se acha ligada ao Si Mesmo, à natureza do que é indivisível, pelo que não pode ser formulado pela dicotomia sujeito/objecto sem que se torne subjectivo e sem perder o teor primordial que o circunscreve. Daí que não se consiga representar fielmente o divino sem pecar pela mácula de o tingir com a dualidade subjacente a todo o conceito terreno.


Os Budistas, os Hindus e os Taoistas conseguiram formular essa noção de uma forma mais fiel ao designar o Tathata, ou a Talidade, Prajna, Buda, etc., já que careciam de conceitos teístas como o médio oriente e o ocidente. O que não quer dizer que não objectivem o mesmo alvo, o do conhecimento do Desconhecido.


De qualquer modo, encontramo-nos hoje muito mais propensos a aceitar que a consciência seja formada por diferentes níveis, e que, enquanto fenómeno indissociável da consciência, possamos ser caracterizados por uma multidimensionalidade que dilui a separação entre Homem e Deus na medida em que também começamos a experimentar mais directamente estados e qualidades próprias de uma grandeza mais significativa que atestam a existência de laços mais estreitos do que alguma vez teremos imaginado ser possível. 


Pessoalmente, posso somente aduzir que o Deus ou a Essência que Se me dirigiu em primeira mão, não Se revelou por nenhuma imagem personalizada, mas por uma incomensurável presença de misericórdia e por uma expressão de poder impossível de descrever, e por uma voz que soou majestosa e universal bem no âmago do meu ser. O mesmo poderia dizer em relação à experiência que tive da visão da “Alma,” que pude ver como um esplendor de luz sem igual, cujo teor me arrebatou para um estado de transe beatífico, que fez com que entrasse em colapso conforme o que é retratado no êxtase de Tereza d´Avila. Daí que me sinta à vontade por entre a multiplicidade de pareceres e pontos de vista, que, na minha opinião, não se contradizem, mas se complementam.
 
Alguns dos paradoxos que diferenciam a mente divina da mente humana:

A Essência, Deus, Mente Superior, Inconsciente, etc., possui um poder incomensurável, porém, não conhecimento de bem e mal, melhor ou pior, nem vontade própria, pelo que não julga nem condena. Não possui direcção para a energia que a compõe; como poderia se tudo é de natureza subjectiva e por isso mesmo ilusória? Só apreende “sentido” através da nossa mente, e mesmo assim ele vale o que vale, e somente neste plano da expressão e experiência. Nós fazemo-lo em função do conhecimento limitado e da direcção que imprimimos à energia, através do uso do livre-arbítrio, do desejo e da vontade. Ela evolui connosco (a consciência que temos de Deus evolui) neste plano em que Se manifesta através de nós, porém, não em Si mesma. Com o propósito de nos encaminhar para a sua grandeza primordial. Como poderá Essa consciência superior em nós interferir directamente por nós? Através da oração, que é fulcro na determinação da acção, não do sentido. É através da volição da mente do homem que pode justamente ser convocada em seu benefício aqui neste plano.)

Sem comentários:

Enviar um comentário