domingo, 15 de maio de 2016

UMA ABORDAGEM COMPASSIVA DA SIDA


Na verdade já abordamos as origens metafísicas em inúmeras ocasiões; as defesas e a ausência de defesas, a necessidade de amor, o medo, a abertura e o deixar o entrar o amor, mas falamos nisso anteriormente e aqueles de vós que lidem directa ou indirectamente terão olhado os problemas associados a essa causação.

Podíamos referir o facto da existência de uma sociedade aí, que mal começa a obter uma compreensão desta doença particular, e devido ao facto desta doença, deste monstro particular abrange grupos particulares na vossa sociedade que a corrente dominante de facto abandonou e de que não quer saber.

Podíamos falar de facto daqueles que na sua retidão chamaram a isto um tipo qualquer de Ira de Deus ou de castigo, mas já passaram por tudo isso. É triste que ainda haja quem supostamente tenha educação, no vosso planeta, que diga que esta é uma doença homossexual, ou que isto seja o castigo de Deus ou ira por qualquer má acção. É triste que isso ainda esteja a acontecer por ser essa mesma energia que abranda o progresso e que esteja a tornar a situação um pouco tarde demais. Mas em última análise nunca chega a ser tão pouco nem demasiado tarde, por vocês serem aqueles – cada um de vós individualmente e todos na vossa diversidade que com efeito começarão a marcar a diferença, e que dando a volta a essa energia mostrarão ao mundo que esse monstro não tem que significar a ruína, este monstro não tem que significar o fim, mas que pode ser um começo.

Por isso, aquilo que lhes queremos transmitir é acerca da saúde. Já despendem muito tempo com a doença, o que é deveras apropriado; a desorientação, a doença, a alienação, a desordem e o fracasso que sentem ser necessitam de cura, sem sombra de dúvida, da cura directa, das reuniões e das abordagens da cura, tudo para promover aquela cura. Só que muitas vezes a ênfase é de tal modo colocada na cura que se esquecem do que seja a saúde. Por isso exploremos, ainda que por breves trechos, em que consiste a saúde, por que por baixo há um fio delicado que representa a indefinição do porquê da saúde não retornar, ou não chegar. E com isso também queremos passar uma vista de olhos sobre a forma como efectivamente se fica bem, se melhora, e definir esse mesmo fio indefinido que corre por baixo dessa energia e que torna o “ficar bem” difícil, muito difícil. E depois, obviamente queremos olhar o mapa, o fio, de modo a conseguirem, efectivamente, descobrir a saúde, dar os passos necessários para passarem da doença para o bem-estar.

Assim, que significa estar bem? Muitos, na vossa sociedade dir-lhes-ão que seja gozar de um corpo perfeito, não é? Ter um corpo perfeito, tudo em forma, tudo proporcional, tudo nas suas dimensões apropriadas. E ter energia e vitalidade. Outros consultam as escalas da altura e do peso e da idade e aferem o que deviam ser, mas o que aqui queríamos sugerir é que isso são apenas números, isso são estatísticas tão só, e não é o que realmente os irá ajudar a encontrar a vossa saúde. Porque, com toda a franqueza, desde logo alguns de vocês jamais chegam a reunir essas estatísticas particulares. E decerto não a irão encontrar por último, sequer, pelo que, será melhor que deixemos isso de lado. (Riso) Se não satisfizerem os critérios, alterem a definição, absolutamente. (Riso)

Mas que será a saúde? Que coisa será ser saudável? A primeira coisa que importa será aquilo que chamamos “procura.” Procura do quê? Procura da razão da vossa existência. O vosso propósito, o vosso destino, ou conforme lhe chamamos, o vosso ponto de convergência; procura e busca daquilo que na vossa vida seja divertido. Ora bem, antes que aqueles de vós que passem por dificuldades associadas ao vosso bem-estar físico o descartem dizendo “Eu, divertir-me, da forma terrível em que me encontro?” Não. É por isso que aqui se encontram, entendem; é por isso que cantam as canções e se entregam ao canto, é por isso que partilham uns com os outros e por que trabalham uns com os outros, para que isso possa – seja em que vida for que possam levar ou dimensões em que estejam a operar – isso possa começar a soar divertido para vós. Procurar a graça do divertimento, seja onde for que a encontrem. Talvez não seja a forma mais engraçada que consigam imaginar, mas que poderão fazer, que poderão alcançar, que será que poderão admitir na vossa vida que seja divertido? E que é que poderão procurar para criarem sucesso, para criarem camadas de sucesso? Não o sucesso dos outros mas o vosso sucesso. Por isso, o primeiro componente da saúde assenta no primeiro – a procura da graça e a procura do sucesso, por qualquer que seja a definição que esses termos tenham para vós.

PODER

E da mesma forma que a procura, a segunda componente da saúde assenta na busca. Busca do quê? Busca ou obtenção de poder; não o poder sobre quem quer que seja, nem da manipulação nem do controlo, nem o poder da intimidação, não, não é desse tipo de poder mas o poder para comandar a vossa própria vida. O que para muitos de vós representa justamente aquilo que este monstro está a ameaçar tirar-lhes, esse monstro chamado SIDA, que os ameaça a vós e ao poder que têm, que basicamente lhes diz que não possuem qualquer poder. E o que a saúde diz é “Tenho sim. Tenho sim, e vou retomar esse poder que afastei. Vou reaver esse poder.” Ele vem em conjuntos de quatro:

É o poder da escolha – gozar do poder de optar pelo que irão fazer, como irão viver, com quem irão viver, e em que circunstâncias.

O segundo é o poder da responsabilidade. Reconhecidamente que o poder da responsabilidade é aquele poder de que toda a gente foge, não?

“Não estou para me responsabilizar; isso foi aquilo em que cresci. Quando era catraio tinha que ser responsável, e mal podia esperar para crescer para deixar de o ser.”

Sugerimos que o que descobrem é que quanto mais responsáveis se tornarem, mais poderosos se tornarão e mais responsáveis ainda virão a ser. Por conseguinte, o poder de responderem à vossa realidade.

E com isso, o poder do amor. Que podem partilhar. Porque quanto mais derem dele, mais receberão. Quanto mais derem dele, mais fortes se tornarão. Quanto mais partilharem dele mais o dispersarão e mais ele retornará a vós.


E o poder de curar. E aqueles de vós que se encontram doente, e que contraíram a sida e que contemplam o que irão fazer com isso, percebam que o que contemplam é o que irão fazer com o poder, o que irão fazer com as vossas escolhas e as vossas responsabilidades, o vosso amor, e a capacidade que têm de curar. O que nós sugerimos que vão fazer – num todo – é mostrar ao mundo esse poder de cura e esse poder de amor.É o que estão a fazer e o que em última análise farão na vossa busca.

Para além disso é viver uma vida de elegância – não empregamos o ermo no sentido da moda mas no do sentido do menor gasto de energia que produza a maior quantidade de efeito. Empregar o menor dispêndio de energia na obtenção dos maiores resultados. Isso não significa tornar-se indolente nem fazer tudo por botões de comando, não. O que queremos dizer é abrir mão do esforço e da luta, abrir mão das dificuldades e da dor (pena, mágoa) permitir deixar-se levar pela alegria, conceder à vossa vida uma maior suavidade e uma maior positividade, a despeito mesmo da enfermidade, apesar mesmo da angústia, apesar mesmo do medo que sentem. Funcionar com elegância, com graça, com presença de espírito. Permitir-se descobrir o grau de vivacidade – vivacidade por intermédio da confiança, mas também do entusiasmo que poderão dominar, e da expectativa que consigam gerar.

Será de reconhecer que, aqueles de vós que tiverem permitido, contraído  esta doença, este monstro, pelas razões por que tiverem optado por aprender, poderão sentir que vivacidade seja aquilo que menos os preocupe, por não terem energia nem entusiasmo, mas o que nós sugerimos é que para passarem para a saúde, permitam-se sentir o que conseguirem quanto à expectativa de bem-estar; façam o que puderem para permitir o entusiasmo pela vossa vida; façam o que puderem para sentir esse amor e por gerarem essa vivacidade, nem que seja somente metade do que teriam conseguido há dois anos atrás. Gerem-no apesar disso, para se voltarem para essa direcção de bem-estar e de saúde, juntamente com o sentido de elegância e depois com um sentido de gratidão, sentido de agradecimento e de gratidão pelo que for que tenham, por um grupo destes, pelos amigos que criaram ao vosso redor, pelo amor que podem dispensar e pela oportunidade de que dispõem.

E depois saber... tanto quanto procurar esse poder, também saber que possuem o poder de amar e o poder de curar. E saber que esses poderes se encontram dentro de vós, saber que têm um destino, que têm um propósito, que têm uma razão para existir. E ao chegarem a essa noção de conhecimento e de destino, dessa razão para a vossa existência, desse propósito, quando o souberem descobrirão a graça e o sucesso. Quando souberem que possuem o poder dentro de vós não mais o buscarão, por então o sentirem; não mais o procuram por agora o possuírem, e poderão funcionar com a gratidão, a vivacidade e o entusiasmo na vossa vida. Terão restabelecido a vossa saúde independentemente da altura e do peso, independentemente de corresponderem na perfeição às tabelas corporais que alguém terá definido. Independentemente do que as profissões médicas queiram dizer-lhes, irão ter a vossa saúde e a partir daí poderão edificá-la.

Bom, isso é tudo óptimo, mas que é que está em falta? Que fio (condutor) será esse que andará por aí? “Não consigo encontrar a graça nem consigo encontrar o sucesso que busco, de que ando à procura. Compreendo esses poderes mas eles escapam-me e escorregam-me por entre os dedos. Elegância, vivacidade, gratidão, palavras maravilhosas, mas tenho coisas mais importantes e significativas com que lidar. Saber que tenho poder e que tenho um destino... Porque será que não tem importância, porque será que não faz diferença? Porque é que não muda?”

Há um fio, um pequeno fio esquivo que mal conseguem ver, que é chamado de merecimento. O que está em falta, o que têm atado às mãos, o que os tem presos é esse fio que não conseguem nem sequer notar, a que chamam merecimento, a falta dele. Impedidos na vossa realidade pela falta de merecimento.

Ora bem, falamos de como melhorarem e na verdade já trabalhamos com uma série de indivíduos pessoalmente que se acham cometidos directamente pela sida ou indirectamente por acometer os seus entes queridos, e o caminho da saúde, independentemente da doença, da desordem, da alienação e da desorientação, que é tudo o mesmo. E a primeira coisa que quereríamos encorajá-los a fazer, seja qual for o estado em que se encontram, queremos encorajá-los a permitir-se sentir sempre aquilo que sentem com relação à vossa doença, ou com respeito ao facto dos vossos amigos se acharem tão aflitos, punidos. Permitam-se ter esses sentimentos. Eles não serão necessariamente correctos, por poderem sentir raiva, fúria, injustiça, deslealdade, amor, assombro, todo o género de sentimentos. E esses sentimentos não irão apresentar-se somente nas seis semanas iniciais, nos primeiros seis meses, mas ainda irão estar presentes, mas permitam-se sempre tê-los seja relativamente ao que for – desde uma simples constipação até à mais devastadora das pneumonias. Permitam-se sempre sentir, jamais se entediem com eles, nunca encerrem essa arena  nem digam: “Já senti no mês passado; já o fiz. Pois é, já estabeleci contacto com os meus sentimento, deixa cá ver, foi no Verão de...” (Riso)

Agora! Mantenham sempre esses sentimentos agitados, nem que sejam sempre os mesmos: “Encontro-me tão zangado hoje como ontem; encontro-me igualmente assustado,” mas seja como for mantenham-nos em movimento, mantenham-nos sempre  em movimento – fora de vós. Fora de vós! Esse é o primeiro passo para passarem da desordem para a ordem; da alienação para a aceitação e a pertença; da desorientação para a orientação; e do fracasso para o êxito. Mantenham esses sentimentos em movimento. “Que é que sentes com respeito à forma como te sentes?” E procurem os sussurros, conforme nós lhes chamamos: “Porquê? Porque terei permitido que isto me acontecesse, ou àqueles que me são chegados? Que é que estou a aprender?”

Poderão estar a aprender acerca da vida, e estar a aprender acerca do amor, e aprender a ficar com alguém ao longo das profundezas do seu viver. Por isso, sintam sempre, e busquem as razões para terem criado isso, para terem permitido que isso viesse até à vossa vibração. Permitam-se sentir sempre e procurem sempre a razão.

Para além disso não queremos deixar de os encorajar na vossa actividade ligada ao bem-estar a sentir-se furiosos com a doença que têm. Sim, sintam o amor e o assombro que tenham na vossa vida, sintam o apoio que recebem e sintam apreço pela gratidão que sentem por ele, sem dúvida. Não sintam: “Ah, bem, está bem.” Não está nada bem. Nada do que os impeça de ser poderosos e os impeça de serem tudo quanto possam ser pode estar bem. Por isso, não fiquem irritados convosco, fiquem irritados com a doença, e permitam-se sentir a irritação que sentem para com isso.

Outro dia passamos pela tristeza de ver uma pessoa com quem conversamos ser levada às pressas para o hospital, por motivos completamente diferentes, para receber transfusões sanguíneas e diversas outras coisas que precisavam ser feitas. E da cama do hospital, estávamos a falar com ela, e a primeira coisa que disse foi: “Que foi que eu fiz de errado?” Ela não fez nada de errado, mas o que sucedia é que ela estava a voltar a raiva para a doença e para ela própria. “Eu sou péssima. Eu era capaz de agarrar a mim própria pelo pescoço e dar um safanão, mas não pareço apanhar este monstro esquivo e agarrá-lo pelo pescoço.” É muito mais fácil as pessoas ficarem furiosas com elas próprias do que para com essa indefinição que lhes trai o corpo.

Por conseguinte, se conseguirem focar essa raiva e dirigirem-na para essa doença, reconheçam isso; sintam amor por vós e fiquem furiosos com ela.

PERDÃO

Aquilo que também é importante no processo do bem-estar é perdoar-se a si mesmos. Já ouviram isso tanta vez; mas importa dizê-lo uma vez mais, por não haver nada mais importante que esse perdão que podem ter e que podem permitir a vós próprios. Mas depois lutem, sim, lutem e lutem e lutem. De facto descobriram claramente, com base em diversas fases da prisão de ventre, que aqueles que lutam são os que chegam a descobrir alternativas de cura. Aqueles que são tão doces, e tão agradáveis e tão doces e que cooperam tanto são aqueles que passam pelas maiores dificuldades. Por isso, com respeito a isso, não o aceitem deitados, não digam: “Faça aquilo que tem que fazer; seja o que for.” Não façam isso, lutem: “Que é que está a fazer? Para que me está a dar isto? Que será suposto que faça? Para que é isso?” Desdobrem-se, e não digam: “Bom, provavelmente é para o meu próprio bem.” Lutem! Independentemente do que quer que seja. Permitam-se lutar no vosso íntimo. Isso é muito importante no desvio desta energia.

Mas depois, os bichos-papão, os ossos duros de roer. Sintam o merecimento. Saibam que merecem ficar bem, que merecem ser saudáveis, que merecem ter tudo. E depois, claro, desenvolvam o regime de cura segundo a abordagem que acharem que venha a resultar, quer seja uma abordagem natural ou alopática – a que se revelar mais indicada para vós. Descubram o que resulta no vosso caso, o que parecer ajudá-los ou voltá-los na direcção para que desejarem voltar-se. Descubram aquilo que resultar convosco, e desenvolvam esse regime. E depois reiterem a determinação para serem saudáveis. Reiterem essa determinação diariamente ou hora a hora se for preciso. Reiterem a determinação para buscarem e procurarem e para ter a elegância e a vivacidade e a gratidão; e descobrir e conhecer, para reiterarem essas energias.

Uma vez mais, conforme vocês terão percebido bem, certos destes factores, mas terão apreendido outros, pelo que existe algo que os impede… uma vez mais esse fio, esse pequeno fio do merecimento que os impede de implementar essas energias particulares. Podem anotá-las, podem escrevê-las, podem ler todo o tipo de livros, podem ouvir todo o género de histórias dos outros. E isso é estupendo e devem fazê-lo, e precisam disso, absolutamente, e vocês precisam das mesas de cura para receber o amor, sem dúvida.


MERECIMENTO

Haverão muitos detritos, mas o osso duro de roer, conforme nós dizemos, é o "osso" do merecimento. E aqueles de vós que padecerem desta doença (sida) têm que lidar com esse. Muito mais do que outros - têm que lidar com esse "osso." Por se verem aflitos com essa doença é razão para que todo o mundo diga que vocês a merecem. Há fealdade no vosso mundo, sem sombra de dúvida, e os elementos repulsivos, as faces disformes do vosso mundo, algumas delas ainda dizem: "Tu mereces o que quer que tenhas arranjado!" Mas por causa dessa energia e por causa da devastação que este monstro provoca, vocês têm um osso mais duro de roer. E a ironia aqui reside nisto. Vocês que precisam compreender a saúde têm menos que a maioria. Vocês, que precisam perceber os passos a dar para passar da doença à saúde, mais do que quem quer que seja, a ameaça que os impede constitui o próprio problema com que precisam lidar. Quando conseguirem confrontar-se com o merecimento que lhes caiba, e realmente chegar a uma situação dessas, então sugerimos que irão notar um certo progresso, um certo progresso distinto t muito entusiasmante.

Há alguns que aguardam por uma cura, pela cura universal, a injecção, a pastilha, a droga, a terapia, a dieta, a massagem, o elixir mais extravagante, o tratamento ao sangue, a barragem de antibióticos, mas vamos dizer-lhes algo aqui - não irá haver uma única cura. Não irá surgir aquela droga que lhes diga que se a tomarem será garantido que fiquem bem. Não virá a haver aquele regime dietético que venha a resultar convosco e convosco e convosco. Não irá existir o programa de exercícios nem a edificação do sistema imunitário, isto ou aquilo que o venha a conseguir. Não virá não senhor. Todas elas o poderão, por esta doença em particular ser uma que vocês precisam curar - vós, cada um de vocês. E assim, alguns encontrarão a solução na dieta, conforme a Louise (Louise Hay) terá conversado com muitos que terão descoberto essa solução, por meio de um regímen alimentar, isto aquilo ou aquele outro. Outros encontrá-la-ão no exercício e por meio de diversos modos de cuidarem de si a fim de edificarem e restaurarem; contudo outros descobrirão que isso não adianta de todo. Alguns descobri-la-ão nas diversas medicinas alopáticas e nas várias drogas que são ministradas; outros achá-las-ão repugnantes e completamente disfuncionais.

Por isso, aquilo que sugerimos é o seguinte: Não fiquem à espera; não fiquem sentados à espera de que um belo dia qualquer os médicos descubram uma cura. De que algum dia descubram A CURA. Eles encontrarão muitas curas; uma cura, certamente. Mas não encontrarão A CURA. Dizemos isso não para os deixar deprimidos mas para os encorajar, para os inspirar a elevar-se e a começarem a fazer mais por vós próprios a esse respeito, conforme têm vindo a fazer. E para perceberem que é o caminho a tomar – e não esperar, não relaxarem, não ficar à espera de que um dia qualquer surja uma pílula, que venha a apresentar-se uma injecção, e até lá ficar impotentes e sem esperança, sentados num canto do quarto ou numa esquina qualquer. Não, irão encontrar a vossa cura, caso o venham a fazer.

Mas o que aqui sugerimos é que um osso duro de roer a afastar do caminho, para que consigam ver com mais clareza, e possam obter uma oportunidade melhor, é o”osso” do merecimento. Todos vós sabeis aquilo de que falamos; todos terão tido o sentimento “Eu não mereço.” Mas a resposta para isso passa pela compreensão de onde é que ele provém. Provém de uma causa que foi inculcada, não? Em criança cresciam com os pais e os professores e as autoridades religiosas a dizer-lhes que não mereciam; pecadores como vocês eram, má rés como vocês eram: “Não arrumaste o quarto; não mereces sobremesa esta noite. Foste um menino mau ou uma menina má.” Falavam-lhes nos outros: “Olha para ela, olha para ele, vê como ele conseguiu a promoção… Ele não a merecia!”

Ai sim, e por que não? Que traços ou características terá ele ou ela que vós tenhais?
Foi-lhes inculcado, em muitos de vós, e de facto bem cedo na vida foram condicionados fora de toda e qualquer tipo de merecimento, foram condicionados de que isso seria egoísmo, ganância e de que não deveriam ser assim. E assim, conforme sugerimos tem início no âmago disso.

Mas para além disso, alguns de vocês carregam aquilo que chamamos de “assombração,” a assombração do vosso passado, os vossos temores, as vossas mágoas, as vossas fúrias e os vossos ressentimentos, esses pedaços do passado, o cotão, o pó, a sujidade que não estão na disposição de abandonar. O passado a que se agarram, a dor do catraio ou catraia de cinco anos que foi deixado de fora, a humilhação do catraio de oito anos que foi impedido – isso produz essa falta de merecimento.

Para além disso há a culpa, a culpa em que muitos de vós foram condicionados a ser criados, em relação à vossa homossexualidade, em relação à sociedade que diz que são perversos, que diz que são esquisitos e que são de certo modo ímpios, e embora repitam para vós próprios que não o são, pressentem uma pequenina voz dentro que lhes diz “És, sim; és, sim” (dito num murmúrio). A culpa pelo alento que tomam, pelo espeço que ocupam, pelo mundo em que vivem. Ah, foram manipulados pela política, bem o entendemos, ao os encorajarem a sentir orgulho na vossa homossexualidade e a ter orgulho na diferença que marcam, mas às duas da manhã quando se encontram completamente sós, pensem no orgulho que isso é quando a sociedade os pressiona, quando as pessoas os olham e pensam sobre vós… “Ah, sim, eu tenho uma amiga que é gay. Certa vez conheci uma assim. De facto, foi uma das minhas melhores amigas.” (Riso) “Era negra, gay e lésbica.” Espera aí um pouco… (Riso)

Muitos de vós passaram por todo esse período de podridão, não? E ainda é duro. As pessoas dizem-lhes: “Por que não usas de um modo diferente? Porque é que não mudas e te tornas normal como toda a gente?” Mas depois vêm e dizem. “Bom, tu mereces morrer.” Esta doença gay. Der facto procederam a uma escolha, só que essa escolha definiram-na antes de virem a esta vida. A escolha que fizeram foi de lidar com o amor – sabiam disso? A escolha que fizeram foi de lidar com o amor. Homem ou mulher, não importa, já que ao escolherem essa mesma preferência sexual optaram por lidar com o amor. Disseram a vós próprios durante o intervalo dessas vidas: “vou tornar-me material de novo; vou ter um corpo de novo e quero aprender estas coisas nesta vida, isto e isto e mais isto… E quero lidar com a opressão.”

Bom, para lidarem com a opressão, a forma simples de o conseguirem teria sido nascer mulher, não é? (Riso) Na vossa sociedade, se nascerem mulher serão oprimidos, não subsiste a menor dúvida quanto a isso. Agora com o movimento de libertação da mulher posto de lado, sugerimos que ainda se sentem oprimidos e têm consciência disso. É garantido, se quiserem sentir-se oprimidos, venham como mulher. E se quiserem duplicar essa opressão, venham como mulher e lésbica. (Riso) Mas os homens decidiram: “Eu também quero tratar da opressão.” E assim vieram com a escolha de amarem de modo diferente do resto do vosso mundo. E vocês escolheram – todos vós, homens e mulheres à mesma – tratar do amor. E aqueles que no âmbito da preferência de heterodoxia sexual que tenham achem que o sexo contrário seja mais apelativo, o facto de terem amigos homossexuais e de terem sido conduzidos a esse círculo devido à SIDA, também vocês desejaram lidar com o amor para poderem mostrar ao mundo um novo jeito de amar.

Achavam que essa nova maneira de amar se situaria nos vossos próprios limites sexuais; achavam que a nova maneira de amar fosse questão que se limitasse ao segundo chakra. Mas mesmo então, embora pudessem sentir desconforto com respeito a isso sabiam que havia algo mais, sabiam que há mais do que o amor casual de uma noite, sabiam que o amor envolvia mais do que o amor anónimo, sabiam que o amor envolve mais que o relacionamento temporário ou temporal, e encontram-se neste mundo para ensinarem o amor. Mas a maneira que optaram por o ensinar, o modo por que optaram por o explorar, o jeito por que escolheram aprender sobre produziu culpa, uma culpa formidável em muitos de vós, que conduz ao sentimento de “Eu não mereço, em particular agora que desenvolvi esta doença.” E isso, claro está, é categoricamente inverídico, mas o que a vossa mente conhece intelectualmente e aquilo que o vosso coração sente em termos emocionais – conforme tão bem sabem – podem estar um mundo separados. Precisam de levar esse intelecto ao coração, para que não o saibam unicamente na vossa mente e pelas vossas palavras, mas para que o saibam nos vossos instintos, nas entranhas do vosso ser, no âmago da vossa essência.

Porque vocês entendem, a quarta coisa que causa essa falta de merecimento é o que chamamos de dilema (catch22) que expressa que, se fossem merecedores, não teriam contraído essa doença desde logo. "Se eu merecesse jamais apresentaria qualquer vestígio dela. Se eu merecesse, teria nascido como toda a gente. Por eu padecer desta calamidade, eu não mereço, e a única forma por que me poderei livrar dela é sendo merecedor - em razão do que estou apanhado neste dilema insolúvel de que não consigo sair."

O que nós sugerimos é que a SIDA não constitui um castigo, não é mais castigo heterossexual do que é homossexual. Não é punição nenhuma - é uma tragédia, mas não um castigo. Não tem que ver com o merecimento ou o desmerecimento; o vírus não anda por aí em busca de quem não mereça, não discrimina nem condena. Vocês são quem condena, não ele. Mas o sentimento que envolve, de que se merecerem jamais os teria acometido, e de que teria funcionado como um qualquer tipo de escudo protector que os defendesse do bogus, o sentimento de terem nascido diferentes... Vocês não nasceram diferentes, conforme sugerimos, embora nunca tenhamos sido materiais, é verdade, mas todos vocês vieram do seio materno, não? Que diferença fará isso? será uma preferência? Mas precisam sentir isso no vosso âmago e não só naquilo que dizem. E depois perceber que se encontram num dilema que diz que por terem contraído essa doença, não são merecedores, e que não se irão livrar da moléstia até que mereçam. Bingo. Foram apanhados! Precisam romper isso, precisam sair dessa prisão. E nós vamos mostrar-lhes como.

O que aqui acontece também é que não se sentem merecedores por serem tudo menos perfeitos. Vocês têm essa coisa da perfeição em curso na vossa vida, muitos de vós, alguns dos quais lidam com isso em termos físicos, por precisarem ter tudo perfeito, o corpo perfeito, a mente perfeita, e precisam fazer tudo perfeitinho, e isso é por não confiarem em vocês próprios, e assim dizerem: "Puxa, eu não confio em mim próprio, que é que hei-de fazer? Já sei, vou fazer tudo na perfeição, por assim não precisar confiar em mim própria. Não precisarei depender da capacidade que tenho por passar a ser perfeito, diz-me somente quais são as regras, ensina-mas, que eu passarei a ser perfeito."

Mas por serem humanos não podem ser perfeitos, não o conseguem. Só que, quando falham na vossa perfeição, aí castigam-se dizendo que não merecem ser saudáveis, que não merecem viver. E depois alguns de vós têm depressão.âago﷽﷽﷽﷽﷽﷽r isso no vosso coração vosso coraçbora nunca tenhamos sido materiais

DEPRESSÃO  

A depressão constitui, entre outras coisas, a outra face do novelo da falta de merecimento.
A depressão é um sentimento estranho, uma emoção estranha com que frequentemente não tanta gente assim sabe o que fazer. A maioria dir-lhes-á: "Sai dessa!" (Riso)
Bom, vê-se logo que esses já passaram pela depressão! (Riso) Deviam saber mais do que dizer para saírem dela. Outros dirão - e isto é absolutamente de doidos - mas há quem neste ramo particular da metafísica, o que torna a coisa ainda mais triste, lide com a depressão dizendo-lhes para considerarem quem passe por situações piores que a vossa. É verdade, dizem-lhes: "Senta-te aí e pensa naqueles que são menos afortunados que tu." De novo, se estavam deprimidos, isso só irá piorar a coisa! (Riso)

A depressão é camada sobre camada - não existe uma única coisa isolada que os deprima. "Estou deprimido acerca disto ou daquilo..." Talvez isso represente a gota de água, mas não há coisa alguma isolada que responda pela vossa depressão. A depressão é composta por camada sobre camada e camada, até que por fim o peso é tal que ficam deprimidos, e vocês simplesmente acordam, e zás: "Olha, estou deprimido!"
"Mas como foi que chegaste a isso?"
"Não sei; se soubesse não estaria deprimido." (Riso)
"Bom, eu vou às compras, preciso comprar uma coisa."

É como levar um murro no nariz, não?! (Riso) Mas o que sucede é que ficam deprimidos. A depressão é como aquelas panelas de pressão. Já viram a vossa mãe fazer um guisado de tomate na panela de pressão; coloca o testo e aperta-o bem, e a seguir colocam-lhe a válvula. É como a depressão, é colocar sob pressão. mas a razão porque não se permitem sair da depressão deve-se a que tenham consciência do que sucede se deixarem sair a pressão toda. Aqueles que já tenham visto uma panela de pressão explodir sabem como fica tudo inundado, o tomate cai do tecto, é a confusão total, e é isso.
"Se eu chegar a entrasse em contacto com o que se encontra por debaixo desta depressão, eu provocaria uma tal confusão - acredita que tu não queres que eu tome conhecimento com isso." Isso é o que dizem a vós próprios. Por conseguinte, vocês deprimem-se camada por camada.

Depois sentem-se indignos. Vocês, mais que ninguém, detestais a vossa depressão. os vossos amigos poderão aborrecer-se convosco. Aqueles que os amarem poderão sentir-se irritados convosco: "Estás deprimido de novo?!" (Riso)
"Ai, eu ando sempre deprimido..."

Muita vez pela mesma rezão porque sentem constante autocomiseração, mas seja como for... (Riso) Mas em todo o caso aí está a depressão, e vocês começam a sentir-se mal com respeito a ela, começam a sentir: "Eu não mereço, por haver algo inerentemente errado comigo. E fico deprimido." E depois se o vosso terapeuta não conseguir lidar com a depressão ministram-lhes drogas ou outras coisas que só lhes dão cabo ainda mais do sistema imunitário, e a vossa indignidade pode manifestar-se por sintomas da imunodeficiência. Quão divertido! A depressão produz a falta de merecimento.

Por fim, têm a sensação de que não amam o suficiente. "Seja o que for que eu esteja a fazer, não basta! Qualquer que seja o amor que sinta quando entoamos aquelas canções, qualquer que seja o amor que sinta quando estamos juntos, de algum modo não é suficiente. Há algo de errado com o meu amor. Não só relativamente ao alvo para que preferencialmente o canalizo, mas algo de inerentemente errado se passa com o meu amor, por não ser suficientemente bom. E é aquilo por que eu não mereço estar bem nem mereço ser feliz; mesmo que eu estivesse bem, é por isso que não mereço ter uma vida que funcione. É por isso que não me permito ser saudável. É por isso que não me permito dar os passos que sei serem necessários para ficar bem."

Alguns de vós encontram-se numa situação dessas: "Eu sei o que preciso fazer; preciso vestir-me para ir ali, preciso ir sair disto, preciso conversar com alguém, preciso fazer isto ou aquilo, mas não consigo. Que se passará de errado comigo?" Nada! Não achas que o mereces. Esse laço deixou-te de mãos atadas, esse laço enlaçou-te com mais força, e tu sabes disso. É por isso que é tão importante juntar-se, interagir, conversar, experimentar, ouvir alguém - não porque o seu mérito os suavize - mas alguém mais que sinta, e com respeito por quem se interessem, alguém mais que possam tocar e em relação a quem possam sentir-se tocados.

Como haverão de lidar com isso? Como hão de lidar com o merecimento? Há passos que poderão dar, certamente, e poderíamos sugerir que com respeito a cada um esses problemas que lhes foram inculcados poderão esquecer o que que subscrevam, poderão olhar para trás para a vossa infância e recordar as frases que ouviam, recordar as mensagens que captavam e perceber, conforme dissemos - considerem a origem, e esqueçam-no. Abram mão disso. "Eu amo-os, mas que é que eles sabem acerca do merecimento?" (Riso) "Quem foi que disse que eles são uma autoridade? Eu ouvi, e acreditei em tudo quanto disseram, mas..." Talvez estivessem errados. Amem-nos muito, sem dúvida, mas talvez eles estivessem errados. Por isso, considerem a origem. Será que esse vosso grandioso professor realmente sabia como é que o mundo funciona? Estarão tão seguros de vós que queiram acreditar neles como A autoridade, e se eu serei ou não merecedor? Podem fazer inventário da mensagens que tenham captado em criança com respeito a vós e ao merecimento - e desfazê-las, abrir mão delas.

Podem fazer uma lista, e nós encorajámo-los a fazê-lo; proceder a uma lista consoante a idade: "Aos dois anos, lembras-te de algum ressentimento em particular? Não. Aos três anos, encontrarás algum? Não, nem por isso. Aos quatro, aos cinco... deixa-me cá fazer uma lista, aos cinco anos era sobre isto que me sentia irritado, era por causa disto que sentia ressentimento, era isto que me causava mágoa. Que faltará mais? Mas, que resíduo terá deixado? Que terá caído por entre as fendas? Sim, aos cinco anos senti-me magoado por não poder ir ao cinema com o meu irmão. Mas creio que agora posso abrir mão disso." (Riso)

Por vezes ficam agarrados a essas coisas por não saberem que elas existem, entendem? É como o cotão; mas as pessoas não andam por aí com cotão nem com fiapos. (Riso) Não fazem isso de propósito. Não se levantam pela manhã para sacudir algum fiapo. Mas carregam-no por aí, por não terem conhecimento da sua existência. Vocês não andam por aí a captar todos os acessos de fúria só por diversão, vocês não são estúpidos. Não têm conhecimento deles. Não se lembram de se terem sentido furiosos quando não puderam ir ao cinema aos cinco anos e disseram: "Daqui em diante vou fazer beicinho." mas quando olham para trás, dizem: "Ai, não. Olha para aquilo. Ainda me sinto... Oh, não consegui livrar-me do cotão." Mas pode ser tão fácil quanto isso. mas vocês estão a ver, se não o conseguirem fazer, então irão andar por aí com esse cotão todo sobre vós.

Assim, podem proceder à elaboração de uma lista dessas, e libertar essas fúrias, libertar esses ressentimentos, libertar essas mágoas. Vocês percebem: "Senti-me tocado com alguma coisa esta semana..." e conversam sobre isso e desse modo apercebem-se de que estão a livrar-se desse cotão todo, da indignidade e da falta de merecimento, desse lixo todo; e isso pode ajudá-los. podem libertar a culpa, manipular essa parte que diz que algo há de errado convosco por não merecerem o ar que respiram, por não merecerem viver... Podem proteger-se dessa energia, podem sim senhor, mas também podem ver o ardil que pisaram e abandonar o carrossel percebendo que não é verdade. "Esta doença nada tem que ver com o meu merecimento, excepto na minha cabeça. Se eu alterar a crença, a realidade alterar-se-á," e essa será porventura uma das coisas mais importantes que alguma vez poderão aprender. Que a crença produz a realidade.

"Eu não creio merecer," não tem mais realismo que a "Terra ser plana." Vocês são capazes de abandonar a crença de que a Terra seja plana, e do mesmo modo, podem abandonar a crença de não merecerem. Há maneiras de agir, há técnicas, mas podem descartar as crenças e podem alterá-las. O que nós sugerimos é que todas as crenças são falsas, por isso escolham as crenças falsas que melhor se adequarem a vocês. (Riso) Mas falamos sério com respeito a isso, não tenham dúvida, por qualquer crença ser falsa e não passar de uma ilusão; por isso escolham aquela que funcionar.

"Porque quererei acreditar na infelicidade? Que diversão terá? Que jogo encerrará? Que é que se obtém disso? Porque não acredito na alegria, já que é igualmente fácil por ambas serem uma ilusão, e ambas estarem ao dispor? Acham-se somente a uma crença de distância! Por isso, posso acreditar que não mereço, assim como poderei alterar essa crença..." E temos que lhes dar conta de uma técnica por ser tão fácil... Se estiverem envolvidos na metafísica poderão fazer com que ela funcione, por ser maravilhosa de tão exequível que é. É a técnica da alteração das crenças. É assim que funciona.

Primeiro, descobrem qual seja a crença; se não souberem vejam a vossa realidade, por ela o reflectir. A vossa realidade mostra-lhes a crença que têm. "Que é que alguém precisaria acreditar a fim de criar isto ou aquilo na sua realidade? E que crença será que eu adopto?" E anotam-na. "Olha para isto; ninguém suporia que seja crença tão estúpida. mas não funciona; quer dizer, se não resulta, não me agrada mais. Não mais me convém. Consigo ver onde costumava servir-me, mas não me serve de nada agora, vou-me livrar dela. Em que seria que preferiria acreditar em vez dela?" Entendem? Torna-se bastante difícil afastar as coisas sem que as substituam. Por isso, em que é que preferem acreditar em vez disso? E sugerimos que anotem a crença nova numa sintaxe (ordem) similar àquela em que tenham redigido a velha. Se a velha crença for "Eu não mereço ser feliz," então a nova crença será "Eu mereço ser feliz." Se a velha crença for a de que "O amor acarrete o sofrimento," então a nova crença será mudada para "O amor cura." Não quererei pegar na crença "O amor acarreta sofrimento," e torná-la "O amor é uma emoção maravilhosa que eu quero sentir, alegremente e maravilhosamente ao meu redor." (Riso) Não, se a crença for a de que o amor leva ao sofrimento, digam que o amor cura. Será uma declaração simples. Se a crença que tiverem for elaborada a nova crença também o poderá ser, mas formulem-na numa sintaxe similar, numa estrutura similar centrada, que parecerá bastante o mesmo.


 (continua)

Transcrito e traduzido por Amadeu António

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