segunda-feira, 23 de maio de 2016

SOBRE O VIVER AQUI E NO ALÉM




Whitehall, Michigan June 12, 1999



June : Quantos de vós nunca terão conhecido o Julian? Bastantes. Deixem que explique como se dá este processo. O Julian constitui um Anjo da ordem dos Serafins que é, conforme o entendemos, a mais elevada das ordens angélicas. Ele tem operado por intermédio de mim há 37 anos. Eu cheguei até ele através de uma experiência de quase-morte que tive. Quero aproveitar para dizer que morrer foi a mais bela experiência que alguma vez tive na minha vida. Jamais poderei temer a morte. Além disso, tenho que a comparar a todas as outras experiências maravilhosas que tive na minha vida, por eu ter tido muitas experiências formidáveis na vida.



O que é importante que reconheçam é que não estarei presente neste workshop, mas estarei algures adormecida ou sob uma tutela de um tipo qualquer. Quando “canalizo” o Julian, faço uso de uma afirmação tipo oração, só para entrar numa meditação calmante. A afirmação que utilizo faz parte de um conjunto de afirmações do Ioga Kundalini. Se fizermos uso dela, ela permite que… assemelha-se a uma afirmação purificadora. Quando me ausento, as minhas mãos erguem-se diante de mim e parecerei estar a dormir na cadeia. O Julian surgirá e apresentar-se-á. Então, ouvi-lo-ão a dirigir-se a mim à medida que procura relaxar-me o corpo e libertar o sistema central motor, por assim dizer. E quando isso sucede, eu ausento-me e o Julian entra em mim, e falará durante o resto do dia.



Ora bem, eu trato-o por “ele” por eu ser mulher, obviamente, e precisar criar uma distinção de algum tipo. Compreendam que eu não… eu só cheguei a acreditar na reincarnação por altura da experiência de quase-morte que tive. Após essa experiência sucederam-me diversas coisas. Em criança eu era psíquica. Sabia o que havia na caixa de correio, sabia quem estava ao telefone antes de o atender. Mas pensava que toda a gente conseguia isso. Quando descobri que não, que foi mais ou menos na fase em que se sofri maiores pressões da parte dos meus pares, deixei de fazer uso do dom. Não me lembro de como o consegui, por não ter sido um acto deliberado mas ter simplesmente acontecido. E levou-me 26 ou 27 anos a reaver esse dom.



Quando regressei da experiência de quase-morte, tive que dar atenção a três coisas. Sabia de certeza que existia um outro espaço, que existia um mundo por aí algures. Em segundo lugar, recordo agora que em criança era psíquica e que queria conhecer essa parte de mim. Em terceiro lugar, sabia da existência de uma outra dimensão do divino que precisava entender melhor em mim mesma. Isso colocou-me na senda da busca que me conduziu à meditação, que por sua vez me conduziu ao desenvolvimento do transe profundo.



O nosso grupo começou como um grupo de cura. Eu não buscava a mediunidade, ela veio ao meu encontro. Se me perguntassem há 38 anos atrás se eu viria a ser uma médium de transe profundo eu teria rido como se fosse a coisa mais engraçada que tivesse ouvido. Não esperei que esse fosse o caminho a seguir na vida. O meu campo estava ligado às artes, de modo que dei toda uma volta até chegar a este domínio. Após a experiência de quase-morte, o que eu fiz foi dizer: “Estou disposta a fazer o que tu queres. Conduz-me.” Isso conduziu-me à posição que hoje assumo. E durante 37 anos o Julian e eu temos formado uma equipe. Agora vou mesmo "adormecer" e deixar que passem o dia de hoje com ele. Não vou poder conversar convosco durante o seminário, está bem? (Ri) Eu poderei parecer estranha mas estarei por fora o tempo todo. Por vezes preciso perguntar o que foi que estiveram a debater.



(A June entoa o ritual que usa para entrar em transe)



June: A atmosfera ao nosso redor está a ser purificada pelo poder divino. A atmosfera ao nosso redor está a ser purificada pelo poder divino. O poder divino desce sobre nós e nós somos purificados. O poder divino desce sobre nós e nós somos purificados. A energia divina entra nos nossos corpos e almas e nós somos purificados. A energia divina entre nos nossos corpos e almas e nós somos purificados. Em nome do Deus altíssimo, entramos nesta meditação.



Julian: Bom dia, eu sou o Julian. Estou satisfeito por gozar desta oportunidade de conversar convosco e vou libertar o instrumento para o estado móbil para que possamos continuar. June, escuta-me. A força vital flui, flui com ela. Deixa que o corpo flua, descontrai. Tu és abençoada e estás a salvo. Deixa que os olhos se abram.



Bom dia. Estou muito contente por me encontrar na vossa presença. E tenho o prazer de hoje abordar o assunto que todos vós escolhestes como aquele que querem conhecer. Todos terão ouvido falar, estou certo, da lei da causa e efeito que reza que aquilo que dizem ou fazem volta a vós. Pela simples percepção da lei da causa e efeito percebem que a vida constitui um círculo contínuo. Por conseguinte, parte da compreensão que têm será que, embora estejam aqui agora, parte desse círculo dar-se-á no vosso mundo, e a compreensão das esferas e da forma como o espírito opera bem como a compreensão da forma como deverão funcionar neste mundo que passa pelo reconhecimento de que tudo quanto dizem e fazem, ou põem em acção nesta vida, digamos, cria o vosso futuro.



Como hão-de lidar com este corpo maravilhoso que comporta um espírito e a personalidade do ego? É de compreender que o ego seja necessário, ou poderão nunca chegar a optar por fazer alguma coisa. O ego estimula-os a tornar-se mais do que aquilo que eram antes. Mas se permitirem que o ego os comande, então entram em sobrecarga. Ficam desequilibrados e reconhecem que precisam proceder a uma mudança nisso tão rápido quanto possível.



Na esfera da vivência de uma vida espiritual no “Aqui,” observamos duas coisas no homem. Uma é a acção impulsiva, a necessidade de agir de imediato sem pensar. Se precisarem actuar sobre alguma coisa e pararem um momento a pensar onde será que isso os leve, que género de ramificações isso irá produzir no prazo de uma hora, ou do amanhã, ou de uma semana, pensariam duas vezes no que iriam fazer. Acção precipitada em demasia poderá conduzi-los a coisas que não seriam muito produtivas nem satisfatórias.



A segunda coisa que notamos bastante no homem e que quando comete um erro, adora deixar-se derrotar. “Não fui uma boa pessoa. Cometi um erro. Não fui simpático.” Isso reporta-se ao que passou. Dois minutos depois, deixa de ser passado, e tudo quanto fazem fazem-no com o entendimento consciente e emocional e espiritual do momento. Vão cometer erros, mas uma das razões para eles deve-se à Lei da polaridade. Em todo o aspecto de trevas existe um aspecto de luz – já viram o símbolo do Yin/Yang – e em todos os aspectos de luz existe igualmente um aspecto de escuridão. O que isso significa é que demasiado de qualquer desses aspectos leva-os a precisar de uma inversão e é nesse ponto que o invertem.



Se disserem: “Eu sou uma pessoa muito amável e que sempre amou toda a gente, pelo que estou certo que terão feito tudo quanto supostamente deviam… (riso) Caramba!” o que sucede é que estão a amar demais e isso começa a apresentar esse aspecto de escuridão, o que agora se torna, em vez de uma coisa boa, em algo sufocante. Precisam reconhecer que é tempo de recuarem e de verem como estão a usar a atitude do amor. Se essa atitude estiver a afastar a capacidade que alguém tenha de ser auto-suficiente… Alguns no vosso mundo dizem: “Eu quero que os meus filhos tenham tudo que eu nunca tive.” No vosso mundo actual as pessoas pechincham o afecto dos filhos e não devia ser assim. O respeito é o que deveria criar a interacção que têm com os filhos.



O que vemos nisso é que a vossa acção precisa ser observada de uma forma amorosa de forma a não os sobrecarregar nem fazer o pêndulo pender para o lado oposto. Vocês são como um balancé. Enquanto se encontram no meio conseguem perspectivar ambos os lados e tomar um caminho recto, mas quando deixam que pensa excessivamente para um dos lados, a prancha inclina-se e precisam corrigir a situação.



Se observarem a forma como amam, se observarem a forma com detestam – há diversas medidas empregues no amar e no odiar. Quanta vez não dizem algo do género: “Detesto brócolo!” Ou então: “Ah, detesto couve-de-bruxelas,” enfim. Vocês não os detestam, apenas não gostam do seu sabor. Por isso observem aquilo que dizem, por colocarem demasiada ênfase ou demasiado poder numa coisa e passado um tempo asseguram-se de que o brócolo ou a couve-de-bruxelas lhes fazem mal por lhes terem declarado o ódio que sentem. A única coisa que fazem é ripostar para com a energia que sentem.



E sucede o mesmo com as pessoas na vossa vida. Aquilo que emana de vós em silêncio ou por forma vocal é a única coisa a que têm que reagir. Vocês são envoltórios de energia que emitem os vossos sinais a todo o instante da vossa vida. É como ter duas faces, em que dizem: “Que querida, quão adorável, que bom que é ver-te,” e por dentro sentem: “Que coisa que ela me saiu.” (Riso) pois deixem que lhes diga que essa “coisa” sai de vós. O sorriso é a fachada mas o que emana de vós é o contrário.



Há uma coisa maravilhosa que podem fazer. Peguem em algo que os esteja a incomodar, quer seja uma pessoa, o vosso carro ou assim e durante sete dias recusem ter maus pensamentos com relação a ela. Conforme sempre digo, se estiverem com problemas com uma pessoa e virem que ela esteja a chegar-se a vós, a reacção natural será: “Oh, lá vem ela de novo,” mas em vez disso digam: “Tenho os sapatos engraxados, e um bom penteado serve” – qualquer coisa que suscite o melhor de vós – ao final de sete dias irão dizer: “Rapaz, ela mudou!” Mas quem terá sido a pessoa que realmente mudou?



Assim, para viverem aqui e viverem uma vida espiritual, precisam medir o uso da vossa energia e a forma como a usa. Por outras palavras, quanta energia e atenção dão às coisas? Estarão mais energia a dar alguma coisa na vossa vida do que seja suposto merecer? Era suposto alguém telefonar e não o fez. Em vez de dizerem: “Espero que não se passe nada de errado,” e muitas vezes resmungam e resmungam: “Insultaram-me. Não fizeram o que disseram. São mentirosos,” continuamente sem que sequer conheçam os factos.



Estão a dar tanta atenção ao telefonema que ele lhes arruína o resto do dia. O dia fica estragado por precisarem usar a vossa energia para se certificarem de que a pessoa seja levada abaixo ao nível.



Não desperdicem as vossas energias! São maravilhosas, é uma coisa estupenda (riso). Utilizem-nas mas usem-nas construtivamente na vossa vida.



O espírito não representa uma condição separada. Todos vocês são o espírito divino. Esse espírito, para poder viver num mundo físico, enverga um corpo físico, e os corpos físicos diferem tanto quanto as pessoas. As energias das pessoas são tão características quanto as impressões digitais. Mas as energias destinam-se à interacção destinada ao desenvolvimento das pessoas. Assim, quando estiverem a pensar em vós, mantenham aquela tríade viva – a vossa mente, o vosso corpo e o vosso espírito. Respeitem o vosso corpo, utilizem a vossa mente e aceitem que são uma energia divina. Porque nisso encontram a vossa beleza e nisso encontram a vossa paz. É muito importante.



Saibam também com certeza que se ignorarem uma parte e trabalharem somente noutra só irão atingir o desequilíbrio. Aquele que vive somente pelas ideias deixa muito pouco espaço ao crescimento, por tudo ser mental, e não sentir coisa nenhuma, não estar a fazer pleno uso da sua capacidade. Agora, naturalmente que as pessoas se vão inclinar a ser mais mentais ou emocionais, só que precisam usar todas as partes e manter um equilíbrio nessa energia.



Uma das frases que ouço constantemente no vosso mundo é: “Eles não são muito espirituais.” (Riso) Bom, meus amigos, vocês caíram da escada (riso) por não saberem se serão as pessoas mais espirituais no mundo. Apenas por não o verem não quer dizer que não sejam.



Amor é aquilo em que foram criados. Foram criados a partir do amor, espiritualmente quando pela primeira vez foram criados. E foram criados fisicamente a partir do amor quando nasceram de modo que precisam manter essa parte de vós viva. E lembrem-se que assim coo com tudo o mais, o amor tem níveis. Há o amor de um homem por uma mulher, o amor que um homem e uma mulher têm um pelo outro, o amor pelos filhos, o amor pelos amigos, uma energia que tem vários graus – aquilo de que foram criados. Se o mantiverem vivo em vós, a vida tornar-se-á muito, muito mais fácil. Mas amar não quer dizer que tudo corra bem.



Amar significa amar o suficiente para encarar o amor quando as coisas não correm bem. É o vosso verdadeiro poder e real força.



Vocês precisam dizer: ”Vou fazer uma contabilidade de mim próprio.” Se fizerem uma contabilidade verificam que com o aquecimento gastam x, com a renda gastam y, etc. Pois façam o mesmo com a vossa energia. “Quanta energia precisarei gastar?” Já não terão notado que quando procuram fazer demasiado num dia começam a deixar cair as coisas e a tropeçar, e a bloquear alguma coisa que queiram anotar? Terão gasto as vossas energias e a vossa energia é como o dinheiro que, se gastarem demasiado, acabam num buraco. Acabam com falta daquilo que buscam. Façam uma contabilidade de vós próprios que lhes revele: “Terei gasto a minha energia de uma forma equilibrada, hoje? Hoje terei usado um pouco da minha mente e um pouco do meu coração e um pouco do meu espírito? Porque assim saberão que terão usado a vossa energia de uma forma equilibrada.



Essas são as ferramentas que usam na vossa interacção do dia-a-dia. Agora, essa pequena coisa chamada ego por vezes mete-se no caminho da interacção que têm nas relações. Essa coisa pequena chamada ego que é necessário para darmos passos em frente. O ego é necessário para saberem como ter amor por vós, amor esse que é o mais importante. Vocês são uma energia espiritual divina, pelo que precisam respeitar isso em vós e ter amor por vós ou mais ninguém poderá, por não emitirem qualquer energia de amor.



Assim, é importante. Agora, o ego tem a tendência para dizer: “Se me amasses… Se me amasses farias essas coisas que eu quero que faças,” mas o outro diz: “Se me amasses, farias as coisas que eu queria que fizesses.” Não seria melhor que se sentassem e dissessem: “que é que precisamos fazer?”



Num relacionamento, conforme já disse tanta vez, e alguns de vós já se sentirão profundamente entediados por o ouvir, mas vão ouvi-lo na mesma – o casamento ou a relação constituem uma senda tripla. A faixa do meio é constituída pelas vossas semelhanças e os lados da estrada é constituído pelas diferenças singulares. Mas se os lados da estrada perecerem, também a faixa do meio perecerá. Eu chamo à faixa do meio as “especiarias no guisado” por o tornarem mais apaladado.



A perfeição, na verdade, não existe. Aqueles que procuram alcançar a perfeição o tempo todo vão-se desgastar. Até mesmo Deus cometeu um erro ao atribuir ao homem o livre-arbítrio! (Riso) por isso, estão a ver, se Ele pode cometer um erro, é perfeitamente natural que vocês também o cometam. (Riso) É perfeitamente acertado que digam “eu conto.” É para isso que o vosso ego serve, “eu conto.” Só que vocês querem contar não de forma a tornar o vosso mundo mais pequeno, mas de modo a tornar o vosso mundo maior. Tenham amor por vós, tenham respeito por vós, tenham confiança em vós. Disponham-se a partilhar isso com mais alguém. Seja um amigo, um conjugue, uma relação de um tipo qualquer, partillhem-no. Por não poderem desequilibrar a balança demasiado para uma só direcção ou entra em desequilíbrio.



O medo de partilharem de si – e vocês têm receios com respeito à partilha de vós próprios – abre uma caixa de Pandora por esse medo na verdade representar receio de não serem suficientes. Que é que fazem quando se olham ao espelho? Aposto que cada um de vós encontrará defeitos em si próprio por uma forma qualquer. Mesmo que seja uma coisa simples como: “bom, tenho a língua revestida.” Mas é um infortúnio. Entendem aquilo que estou a dizer? Se estiver com revestimento, que é que tem, lavem-na. (Riso) Todas essas coisas são registadas no vosso subconsciente como a vossa verdade e manifestam-se no vosso futuro. Assim, da próxima vez que se olharem ao espelho, digam: “Olá bem-parecido, eu gosto de ti; tu és meu amigo.” Por ser importante que se conheçam e respeitem.



O medo de não serem suficientes ergue barreiras. É tipo: “Não vou gostar dele antes de ele me dar a oportunidade de gostar de mim.” Já terão entrado num compartimento em que não conhecem ninguém que está presente? Que acontece dentro de vós? Gera-se uma certa sensação de recuo, uma sensação de separação. Então entra alguém que conhecem e vocês extravasam: “Olá, como estás? Que maravilha!” Isso por sua vez iliba-os de forma que olham para alguém que não conhecem e sorriem.



Mudaram a atmosfera do compartimento. Cheguem-se aos outros e amem. O amor nada tem que ver com o sexo. Esse é um componente secundário do amor. O amor diz: “Eu interesso-me.” O amor diz “Eu quero partilhar o que tenho de mim contigo.” Ao longo de toda a vossa vida sempre terão pessoas por que se sentirão atraídas e pessoas de quem se afastarão. Não tem nada que ver com a qualidade da pessoa, o que tem que ver é com o seu envoltório de energia. Os envoltórios de energia assemelham-se a magnetos, uns atraem e outros repelem. Podem ir a um lado qualquer e sentar-se e não se sentir confortável. Levantam-se e vão ocupar uma outra cadeira e já se sentem confortáveis. Por causa da energia da pessoa que está junto a vós os repelir, a ambos e não só a um de vós, as vossas energias repelem-se uma à outra em vez de se atraírem uma para a outra – ambas excelentes pessoas. Por isso, não façam tempestades num copo de água com a vossa energia com base em qualquer situação dessas. Já ouvi tanta gente no vosso mundo dizer: “Sentei-me junto àquela pessoa, e posso afirmar que é maldosa! Garanto-o!” (Riso) Lá vão vocês, definir o amanhã, mais mal!



Por vezes vocês precisam dizer: “Que é que estou a fazer a mim próprio?” Por isso ter início em nós, creiam-me. O que não quer dizer que a interacção com os outros não lhes tragam problemas por vezes e grandes alegrias noutras ocasiões. O estado de receptividade ou de confinamento torna mais fácil ou mais difícil a pessoa interagir convosco. Precisamos interrogar-nos: “Porque estarei a afastar-me? Porque me estou a confinar de modo a que a pessoa não consiga ver o quão formidável sou?” Porque vocês são formidáveis. Cada um de vós aqui presentes na sala é formidável. Só que chegaram a pensar em si como imperfeitas, consequentemente, defeituosas: “Não devo regular bem.”



A multiplicidade das energias de cada um no vosso mundo é o que constitui o encanto. Dá-lhes a oportunidade de reflectir as ideias e opiniões dos outros e a forma como operam. Já alguma vez viram uma pessoa noctívaga e uma pessoa matutina tentar trabalhar juntos? (Riso) Pode resultar. Mas não se todos disserem: “Tens que o fazer às 9:00 da manhã.” Ou: “Precisas fazê-lo à 1:00 da manhã.” Não, mas dividem-no até que resulte para ambos. Não existe coisa alguma no mundo que não possa ser superado por uma visão clara e disposição pessoal para mudar de forma a conseguirem mudar o espaço ao vosso redor.



Se eu lhes perguntasse – e não o vou fazer, é mera hipótese – a todos para pensarem num braseiro quente neste momento, em cinco minutos, até mesmo com o ar condicionado ligado em vós, ficariam a suar. Não só a vossa energia sofreria uma intensificação de calor, mas o facto da energia de todos sofrer uma intensificação de calor acabaria por manifestar isso na sala. Percebam o quão fortes os vossos pensamentos realmente são. Quererão ter a certeza de que interagem abertamente e de forma equilibrada com os outros.



Porque acham que as pessoas enfurecidas ficam vermelhas? Por se tratar de uma cor básica, física. É a cor da raiva. Como é que dizem: “Chateou-me tanto que até vi vermelho?” Ficavam vermelhos. Precisam ver o que andam a contar a vós próprios para interagirem com os outros. Os relacionamentos são partilha e não propriedade. É aí que muitos ficam perturbados com as relações. É aí que entra o: “Se me amasses farias…” Partilhem o que são e deixem que a outra pessoa partilhe o que é e encontrem-se num meio-termo. Ninguém tem o direito de usar a energia da outra pessoa em seu benefício ou gozo ou para o que quer quando carrega tanto na outra pessoa. Aquilo que decidirem querer, tornam-se responsáveis por isso, e precisam tratar disso, individualmente. Não é: “Ei, tu és habilidosa, faz isto.” Certas pessoas têm uma tal necessidade de que precisem delas que se deitam quais tapetes para que as calquem, por quererem que gostem delas. Pois se gostarem de vós próprios não precisarão preocupar-se por que mais ninguém goste de vós. Porque elas gostarão, em função do que vier da vossa parte.



Portanto, “aqui,” o que lhes cabe é construir o futuro. Não só desta vida como das vidas por vir. Quando deixam este mundo, levam convosco o avanço e o conhecimento e as experiências que tiveram, e no meu mundo, vocês são um ser colectivo e múltiplo – toda e qualquer vida que tiverem tido. Vocês são muito mais do que pensam que são. Estão a recordar nesta vida aquilo que precisam recordar a fim de aprenderem aquilo que tiverem que aprender, mas na realidade são um ser muito mais experiente e um ser muito mais grandioso do que percebem.



Quando definem padrões baseados puramente no mundo físico ou material, começam a julgar-se em função das coisas. Isso da superioridade vem ao de cima: “Preciso ter um carro maior do que o dos meus vizinhos por precisar ser tão bem-sucedido quanto eles são.” De modo que agora passam a ter um carro maior com um tanque de combustível maior e carece de mais dinheiro para encher e têm um caderno de encargos maior. Isso está longe de ajudar ao orçamento! Pensem para além do momento, que quando pensam para além do momento, trazem a acção correcta ao que quer que estiverem a fazer. Têm o direito ao que quer que desejem, mas com isso vem a responsabilidade que acarreta. É muito importante que o reconheçam e entendam. Terão alguma pergunta? Sintam-se à vontade para perguntar o que quiserem.



Pergunta: Se uma pessoa estiver a emitir energia negativa e a dizer “Eu não te suporto,” a outra pessoa, qual será a mais afectada?



Na verdade, aquele que sai mais afectado é o que emite essa energia por ela fazer um percurso circular e regressar a ela. Alguém que queira desesperadamente que gostem dela provavelmente não irá suportá-la. É um círculo. Tudo acontece em círculo. Aquilo que emitem vai ao redor e volta para alojar-se à vossa porta. No outro lado da moeda, a pessoa que tem essa energia dirigida a ela, precisa deter-se e pensar nela própria. “Aceitarei isto como uma verdade? Acaso importará que esta pessoa… Será ela que me está a fazer a vida ou serei eu quem faz a minha vida?”



Vocês não podem ser afectados por nada que não aceitem. Se disserem: ”Creio que tenham razão e seja verdade,” então que é que vão fazer com respeito a isso? Vão mudar de forma que não seja mais verdade. Se eu me chegasse a vós e dissesse: “Sois muito tolos,” iriam acreditar em mim? Que é que eu sei? Eu vivo num outro mundo! (Riso) É por isso que estou a dizer que, acreditarem em vós e aceitarem-se conforme são, dá-lhes um amortecedor para esse tipo de coisa. Não tenham receio de usar as vossas próprias forças como escudo.



Pergunta: Não existem mais almas novas?



Ah, sim, ainda virão algumas por aí.



Pergunta: Não compreendo. A criação deu-se há tanto tempo.



Ah, pois. (Ri)



Pergunta: Serão na maioria almas velhas?



Não. Toda a alma que tenha incarnado desde o começo do tempo ou pouco depois é considerada uma “alma velha.” O termo significa experiências em massa, uma multiplicidade de experiências. Elas são capazes de vir e identificar-se com qualquer coisa no mundo. A “alma nova” é aquela que esperou para encarnar até mais tarde… até que tudo estivesse mais formado. Precisam recordar que vocês percorreram esta Terra na forma espiritual muito antes de se condensarem na forma física. A história conforme a conhecem assemelha-se a uma narrativa que tem início a meio de um capítulo. Mas por não existir tempo com que pesar isso, o homem tem dificuldade em compreendê-lo. A criação inicial foi na forma etérica, aquilo que mais tarde haveriam de conduzir à densificação.



Pergunta: poderias explicar isso?



Há termos que são empregues nas doutrinas espiritual, metafísica e religiosa que… as pessoas voltam-se umas para as outras e dizem: “É isso.” Na realidade, todas querem dizer a mesma coisa. O “corpo de luz” significa o “corpo divino,” que significa o “corpo etérico.” Vocês constituíam um corpo de luz antes de chegarem a densificar-se. E atingiram a densificação por precisarem assumir essa densificação para funcionarem no mundo físico da densidade em que entraram. Por isso, era uma questão de tempo até que atingissem a densificação para podem interagir nesse mundo.



Pergunta: Assim que atingimos a densificação, terá sido por essa altura que teremos começado a reincarnar e a ter diversas vidas?



Isso levou eternidades. O calendário que o homem criou apresenta muitas lacunas de tempo. Vocês têm 24 horas ao dia e 7 dias por semana, etc. Como nos “sete dias da criação,” que representaram sete períodos prolongados de tempo e o que estava em formação eram características por essa altura. Vocês tinham vindo de um espaço vasto, e passaram para a capacidade de funcionarem nesse espaço. Deixem que coloque a coisa nos seguintes termos: Suponham que vão mudar-se para um local muito a sul. Suponham que seja para a Flórida. Que é que sucede? O vosso sangue torna-se menos denso, as vossas atitudes mudam, o vestuário muda por terem passado a viver num local quente. Trata-se de um ajustamento, mesmo nesta vida. Se mudarem para o norte, vão passar por um processo diferente. Assim, quando vieram num corpo de luz e passaram para um mundo de densidade, tiveram que se ajustar.



Pergunta: poderias elaborar a experiência de morte porque passaste?



A experiência de morte da June? Sim. Antes de mais, quando a June teve o filho, passou por uma hemorragia pós-parto. As veias entraram em colapso e ela teve aquela experiência de morte. Durante essa experiência, ela passou por um túnel de luz, experimentou a luz brilhante, experimentou o caleidoscópio das cores do meu mundo, que é cem vezes superior ao espectro das cores que aqui conhecem, teve percepção da música, e de ser uma com tudo o que existia. Por outras palavras, ela não escutou música, ela era música viva. O mesmo sucedeu com a cor e toda a cor do meu mundo. Quando passou por isso tudo, ela encontrava-se naquela condição de clareza em que conseguia ver além.



Uma excelente visualização disso que poderão querer ter é como se estivessem num vasto lago e conseguissem distinguir as pessoas que tivessem passado antes na outra margem do lago, mas enquanto ainda se encontravam do lado oposto do lago. Foi-lhes perguntado se ela quereria cumprir com o destino dela e respondeu que sim. Ela não fazia a menor ideia do que isso poderia significar. Pensava que era criar o filho. Assim, disse que sim, e com isso concordou em cumprir o destino dela e nesse momento, regressou, e não mais foi capaz de observar este mundo.

PARTE 2



Bom, onde é que íamos? A experiência de morte por que passou o instrumento. Durante essa experiência, ela concordou afirmativamente em cumprir com o seu destino. Então voltou e em vez de conseguir continuar a observar no meu mundo olhava para baixo para o quarto de hospital onde se encontravam as duas equipes de médicos e de enfermeiras a trabalhar nela. Ela tinha consciência de se tratar dela, mas não sentia qualquer anelo emotivo. Ao observar, tomou consciência da compaixão que se expressava nos rostos dos médicos e das enfermeiras e passou-lhe a ideia pela mente de “Tenho que regressar e contar-lhes que está tudo bem.” E assim que teve essa ideia, encontrou-se evidentemente de volta ao corpo e atravessou a cirurgia e sobreviveu. Mas isso foi o ponto de partida da redescoberta da capacidade que tinha proveniente de uma altura anterior na vida assim como a compreensão do ponto e do nível a que ela pretendia levar isso.



A coisa principal a compreender é que ela concordou em trabalhar comigo antes de vir. Estávamos justamente a falar disso no intervalo. Um Serafim assume um compromisso pessoal com uma pessoa. A pessoa é escolhida em função do envoltório de energia que possui e o conhecimento ao nível consciente que terá acumulado com o tempo. O acordo é estabelecido entre essa alma e o Serafim, e depois, quando a alma nasce, precisa atingir o reconhecimento por o livre-arbítrio o apagar da mente. Portanto essa foi a maneira do caminho dela de dizer: “Eu quero saber mais com relação a esta experiência, pelo que quero seguir adiante e crescer com isso.” Sorte a minha que o tenha feito.



Um pacote de energia que use outro corpo… Precisam ter o cuidado de não deixar demasiada energia no sistema. Se vibrarem numa determinada taxa de frequência vibratória e de repente chegar junto de vós algo que vibre a uma taxa muito mais elevada, podemos causar sérias perturbações no corpo. Assim, o corpo dela precisou ser treinado por mim desde a altura da primeira infância, gradualmente, até atingir o ponto de aceitação em que, quando se encontrasse preparada, ambos estaríamos preparados, por assim dizer. Mas claro, isso aconteceu tudo há trinta e sete anos atrás.



Pergunta: Eu queria saber o que foi que ela conheceu no outro lado quando passou pela experiência de morte.



Bom, eu encontrava-me presente, embora não se tivesse encontrado especificamente comigo, por tudo isso ter sido arranjado antes de ela nascer. Mas eu encontrava-me presente. Quando este instrumento proceder à transição, também estarei.



Pergunta: Todos terão um Serafim?



Não. Todos têm um anjo da guarda e esse anjo da guarda supervisiona os guias e a própria pessoa. Portanto, é um envoltório protector que é formado para a pessoa. Toda a força angélica tem a sua atribuição. Mas uma coisa eu quero dizer: o vosso mundo acha-se acostumado à vossa síndrome do “bom,” do “melhor,” e do “maior” – quem é o melhor e quem está no comando e todo esse tipo de coisa. No domínio angélico não existe a menor separação. Seja qual for o rótulo que tenha, esse rótulo assentará na “atribuição” de que é incumbido, como quem diz, ao seu “campo de energia.” O mais ínfimo duende das plantas e o mais elevado dos Serafins são iguais. Por isso, não se deixem surpreender pelo nome, deixem-se surpreender pela energia, por ser o que querem experimentar.



Há 60 Serafins a trabalhar no mundo actualmente. Existem 600, na realidade, só que eles têm outras tarefas. Desde o começo dos tempos que a minha atribuição tem sido colmatar todas as faixas de energia e tive permissão pata entrar o plano da Terra para prestar assistência ao homem no seu desenvolvimento. Os querubins que permanecem na energia abaixo da dos Serafins têm diferentes tarefas. Os Nove Coros têm as suas tarefas específicas. Não há nada na criação que não tenha uma assistência divina à sua evolução, nada. Certas forças angélicas trabalharão com o reino animal, outros com o reino mineral e assim. Tudo tem uma orientação divina consigo. Uma vez mais, quando referimos “abaixo,” referimos o nível de vibração, não qualidade. Creiam-me, o mais ínfimo elfo podia-lhes sussurrar ao ouvido e transmitir-lhes uma mensagem tão boa quanto um Serafim.



Pergunta: estavas a falar sobre as energias elevadas e as frequências elevadas, e eu gostava de saber se poderias falar um pouco com relação à possibilidade das frequências da terra estarem a aumentar.


Não terão notado o que está a suceder com o vosso sistema meteorológico? Não só a crescente intensidade, mas vocês estão a equipará-la em vós mesmos. À medida que a frequência da energia se eleva, o véu que separa os dois mundos é erguido e são capazes de experimentar mais do vosso ser divino internamente e mais capazes de compreendê-la externamente na interacção que têm noutras situações. Com a mudança de vibração, não é somente a Terra, mas todos os outros planetas se acham sujeitos a mudança vibratória na direcção de uma frequência mais elevada; tudo quanto existe se acha nesta altura em mudança.


Este ponto no tempo representa um período de transição, o que não significa transição para fora deste mundo. O vosso mundo vai continuar a existir, mas será diferente por vir a restaurar o equilíbrio. Esta é a Era da fraternidade e da Paz. Uma Era dura 2600 anos e a energia da Era de Aquário teve início em 1976. Por isso, encontram-se na margem. Vocês são os pioneiros do futuro, e isso é óptimo.

Lembrem-se de que em vós e na criação, o pulsar constituiu a energia original, o primeiro movimento na energia da criação. Esse pulsar constitui a energia da origem. Esse pulsar acha-se em vós. Em quê, mais especificamente? No vosso batimento cardíaco. Assim, quando o vosso coração bate, vocês batem ao ritmo do universo. Toda a criação se acha em vós. Tudo quanto foi criado comporta no seu íntimo a energia original. De modo que compreendem por que razão são seres divinos, por terem efectivamente pegado naquilo que Criou, e a partir dessa energia, foram criados de modo a carregarem dentro de vós a força divina. Comportam dentro de vós o universo. 

É por isso, meus amigos, que aquilo que pensam e aquilo que fazem, tem tanta importância para o universo. Se quiserem pôr termo ao ódio que singra na Médio Oriente, ponham ermo ao ódio em vós. Por a vossa energia se propagar, se mover para cima e verter no universo – em círculo, uma vez mais. Nós somos responsáveis – e digo “nós,” por me encontrar num corpo físico de momento, situação em que também tenho que assumir responsabilidade – nós somos responsáveis pela alteração do universo.


Um acontecimento mágico deu-se por esta altura, entendem, por o homem ter assumido de volta a responsabilidade pelo seu mundo. Alguns de vós estão aos berros e aos pontapés contra isso, enquanto outros estão a acatar essa responsabilidade. Na Era de Peixes, tudo lhes era dirigido, e a vossa informação provinha de fora. O medo constituiu o instrumento de ensino. Alguma vez se terão detido para pensar que possam ter sido bons por receio de serem maus? O que não constitui coisa negativa, mas constituía o instrumento de ensino na época. O instrumento de ensino da Era de Aquário é o Deus interior. Agora, em vez de esperarem que Deus esteja fora, sentado num trono, percebem que se foram criados pela energia de Deus, Deus se acha em vós. Estão a aprender a aceitar mais isso.


Pergunta: Contudo, ainda constato uma enorme quantidade de poder no medo.



Claro. Não “enorme quantidade de poder” mas a debilitação de toda a energia pela acção do medo. Medo e raiva são duas das mais destrutivas energias que vocês têm. Elas existem por uma boa razão, quando se acham em equilíbrio. Se sentirem receio com relação a alguma coisa, isso leva-os a deter-se e a reflectir. O que não quer dizer que seja suposto numa coisa para toda a vida. Se alguém lhes disser: “Nós vamos trepar os Alpes,” e vocês disserem que é estupendo, e começarem a sentir-se nervosos e temerosos, talvez parem e pensem: “espera lá, na última vez em que estive sobre uma escada, senti tonturas. Talvez esta não seja uma experiência em que deva embarcar.” Esse tipo de medo constitui a porção normal de medo na vida do ser humano. Com base nisso, tomam uma decisão sensata. Mas quando medo se torna no receio da inadequação, quando o medo se torna no receio de que alguém possa estar aí para os apanhar e levá-los mesmo para o meu mundo – “Algum espírito maligno está a levar-me a fazer isto.” Pobre tipo!



Pergunta: Estou a assistir ao acontecimento de muitas coisas que acontecem por as pessoas terem receio.



Absolutamente.



Pergunta: Há muita gente com poder que exerce medo nos outros. Vejo muito disso.



Está continuamente a suceder. Aquilo que as pessoas não estão a ver – e isso deve-se em parte aos meios de informação – é que também estão muitas coisas boas a suceder. Mas nessas não ouvem falar. Sabiam que os pequenos grupos que têm aqui e por todo o universo e no meu mundo estão a trabalhar em prole do equilíbrio do universo. Para o conduzir no seu devido tempo.



Uma das coisas que acontecem, quando tomam uma decisão mais importante na vossa vida, ou quando têm alguma coisa que estejam a tentar decidir, o instinto natural que têm é o de perguntarem a 47 pessoas o que deviam fazer. Porquê?



Por vir de fora de vós, entendem? Se uma recordação qualquer da era de peixes, algo exterior a vós lhes disser para o fazerem, então não deve fazer mal. A parte complicada no processo de aprendizagem está em que agora o assumam internamente e tomem a decisão com base na vossa própria condição elevada. O vosso superconsciente é a mente de Deus em vós. Se o levarem a essa condição, o aspecto do ego cai pelo caminho e o quadro real será então capaz de ser vislumbrado e serão capazes de ser orientados a partir daí.



O medo é debilitante. O que por vezes sucede é que nem sequer sabem do que é que têm medo. Deixaram que o medo se acumulasse a partir disto e daquilo. Chamo a isso os “mas, e se?” “E se chove?” “E se não chover?” “E se tiver um pneu furado?” “Eu quero ir àquela aula, mas, e se ficar retido no tráfego?”



Quando lá chegarem estão num verdadeiro frenesi. Mas se... chamo-lhes pequenos demónios, diabinhos, que não têm mais poder do que o poder que lhes outorgam. Cá vou eu de novo, minha gente; as palavras mágicas para este período no tempo são “E depois?”

“Fiquei retido no tráfego.” “E depois?”



Mas é verdadeiramente real, são palavras mágicas para esta altura. O “E depois?” coloca as coisas em perspectiva, faz com que as montanhas que tenham sido erguidas cheguem de repente a tornar-se num montículo de novo. As pessoas embaraçam-se tanto com as necessidades que têm, com as emoções que sentem, os seus egos, e os sentimentos, que chegam a não confiar em si mesmas. Receiam que algo lhes venha a ser tirado ou que algo lhes venha a ser feito. Mas se vocês disserem “E depois?”... “Foi-me dado tudo quanto preciso para enfrentar o que quer que seja que me chega na vida.” Mas vocês não vêm sem os meios para poderem viver a vossa vida. Só que por vezes cegam-se a vós próprios com respeito a isso, com os receios que sentem.



Neste momento está uma coisa excelente a acontecer no vosso mundo – no que diz respeito a isso – o que chamam de “Dia do Julgamento Final.” O que precisam ter em mente é o seguinte: Irão passar por mudanças no vosso mundo? Claro que vão. Se não passarem, o vosso mundo irá ficar em apuros. Se não houver um número de oportunidades suficiente, não haverá nada para os filhos do futuro. Mais cedo ou mais tarde, deverão ter menos estações de combustível, menos bancos, e mais campos. Este é o ponto de transição em que a Terra começa a regressar ao seu verdadeiro equilíbrio devido à energia deste momento do tempo. Será isso o fim do mundo? Não.



Irão permanecer a salvo? Sim, vão permanecer tão a salvo quanto acreditarem poder estar. Sabiam que há pessoas que gostam de se sentir amedrontadas? Isso desperta uma certa energia. (Adrenalina)



Mas a compreensão que importa é a de que o que está a suceder constitui o Ciclo normal do universo. Na criação, as energias criam espirais. A espiral interior é o homem. Vocês têm uma espiral que representa a evolução que alcançam na vida. Têm uma outra espiral que responde pela evolução colectiva da humanidade, e têm a evolução do universo na vida. Elas interagem umas com as outras e essa é a razão por que aquilo que fazem afecta o universo e afecta o vosso semelhante.



Neste exacto momento estão a experimentar o que ficou conhecido nas traduções que fizeram da Bíblia por “Marca da Besta.” Olhem os crimes que cometem, e vejam o quão bestais são, bestiais no sentido da energia primária que encerram, e não no da energia dos animais. É um insulto para um animal dizer que agem como bestas. A “Marca da Besta” é a exposição do homem ao seu instinto primitivo. Mas a razão disso deve-se a que esteja a ser purgado. Eu utilizo uma expressão que pode ser um tanto desagradável, mas vocês neste exacto momento assemelham-se a um furúnculo que está a ganhar pus. E tudo quanto ganha pus adopta um aspecto repugnante. Mas quanto é lancetado, a coisa toda sara. E é o que está a acontecer. Essas actitudes estão a forçar a mudança que precisam ocorrer para corrigirem a situação. É o que está a acontecer.



Por isso, quando ouvem falar em todas essas coisas horríveis, emitam orações e amor para com o incidente; não tenham medo. Aquilo que querem é remeter esse amor de volta. Creiam-me, qualquer um num acidente dessa natureza necessitará do vosso amor, necessitará de cura da vossa parte, e necessitará da paz que lhe endereçarem. Sejam um instrumento de paz e logo o medo deixa de ter a importância (premência) que tem.



Estão a suceder coisas no vosso mundo verdadeiramente assustadoras. Embora gostássemos de poder colocar um penso nelas e dizer “Agora vai ficar tudo bem,” por vezes isso não funciona. Por haver um tempo para todas as coisas, há realmente um tempo para todas as coisas. Por vezes ainda não terá alcançado o seu ponto de transição. Quando alcançar, dar-se-á uma mudança.



Pergunta: Está aí a chegar um eclipse solar a 11 de Agosto, com uma Quadratura. Poderias mencionar o que isso poderá significar?



É um período de lançamento. É um tempo em que em vós e ao vosso redor, as coisas são iniciadas. É uma oportunidade para se usarem de uma forma mais plena, para usarem os vossos potenciais de uma forma mais plena, para fazer mudanças. Fazer aquilo que precisa ser feito. Quando essas configurações estelares sucedem juntas, é quase como acender o pavio.



Pergunta: É muito poderoso.



É absolutamente poderoso e acha-se tudo fixo (em todos os signos fixos). As coisas fixas não se movem facilmente pelo que quando quatro coisas fixas surgem juntas e criam uma centelha, é uma centelha bem grande! Vejam onde calha no roteiro da vossa “carta astral,” por assim dizer, e vejam onde essas coisas vão suceder na vossa vida, a forma como melhor poderão aplicar a vossa energia para o tornar mais forte.



Pergunta: Tu mencionaste que todos temos coisas más a acontecer no mundo e que devíamos remeter amor e energia para elas, mas se tiverem escolhido essa experiência antes de entrar…



Não. O amor e cura que lhes remetem ajuda-os ao longo da sua experiência. Pode alterar-lhes a perspectiva e levá-las a buscar o amor em vez de guerra. Existe um tal ódio enraizado em determinadas áreas do vosso mundo, de homem para homem, o que é de lamentar, que não obstante o que suceda aí, sempre irá haver alguém que não abdicará desse ódio. Vocês não conseguem alterar o padrão cármico de outra pessoa. Mas o que irá suceder é que esse amor e essa cura irá ajudá-los, ajudá-los a colher a melhor experiência que conseguirem. Essa é uma boa pergunta, obrigado por a teres colocado.



Pergunta: Por falar em tempo de transição, irá o problema informático que se prevê ocorrer durante o milénio, “Y2K” desempenhar alguma parte?



(Riso) Isso é outra coisa do género do “Dia do Julgamento Final.” Antes de mais, companhias poderosas já tinham um conhecimento antecipado e estiveram a tratar disso. Alguém estará a ganhar fortunas em vendas de livros à custa disso, não? Poderão ocorrer pequenas falhas e assim, mas saibam que não irá ocorrer a catástrofe que eles estão a prever.



Afinal de contas isso dá bons temas de assunto para os jornais. (Riso) Mas sabem que mais? Mesmo que fosse verdade, vocês poderão abordar isso pela vertente do medo ou por qualquer via que se faça necessária na altura. Acreditem em vós e no poder do espírito que têm em vós. Acreditem no que lhes digo, isso levá-los-á até onde quiserem chegar mas lembrem-se, vocês são adoráveis! Está bem?



Pergunta: Como é que o anjo da guarda desempenha um papel e quando é que ele é criado em nós?



Os anjos da guarda são-lhes atribuídos assim que decidem encarnar. Esse anjo da guarda deverá ficar convosco ao longo da vossa vida. Esse anjo da guarda é inteiramente conhecedor daquilo que terão planeado para vós e é capaz de os ajudar e aos guias que os auxiliam na orientação, lhes abrem as portas e lhes dão as cutucadas de que precisam, por assim dizer. Tudo quanto lida com a força angélica… no livro Criação, as Suas Leis e Vós, as forças angélicas veem listadas junto com as atribuições de cada um, por esse livro ter que ver com a energia da criação. Se não tiverem um exemplar e tiverem uma oportunidade de dar uma olhadela e de ver a lista, façam-no, por que os ajudará a compreender como é que funcionamos. Mas uma vez mais, ninguém é melhor que ninguém mais, nem mesmo no meu mundo.



ANJOS E COROS



Os anjos são formas luminosas. São formados da energia do amor espiritual. Foram o protótipo do homem, e destinavam-se a ser o factor de orientação para o homem, e representar a mais elevada forma do homem. Daí que digam que uma pessoa de atitude espiritual seja comummente dotada de “natureza angélica.” Os anjos servem a humanidade por meio da orientação e da protecção, protecção essa que muita vez é contra si próprio. Embora diferentes anjos representem diferentes graus de energia e diferentes modos de libertação, são idênticos no poder que têm.



Os anjos formam coros individuais, ou grupos de trabalho, a fim de fornecerem a sua assistência. A cada coro é atribuída uma área da criação para operar, embora todas as forças angélicas estejam prontas para prestar auxílio onde este se fizer necessário.



Cada um desses coros opera em conjunto assim como individualmente. Fiquem certos de que não existe hierarquia alguma, por cada um ser igual aos outros.



Coros dos Anjos e suas Atribuições



Anjo                  Atribuição



Tríade do Primeiro Coro



Serafim               Comunicação

Querubim             Cura, Ensino

 Tronos                  Mestres da Fé



Tríade do Segundo Coro



Dominações          Reino Animal

Virtudes                   Reino do Ar

  Potências              Reino Aquático



Tríade do Terceiro Coro



Principados           Reino do Fogo

        Arcanjos           Supervisores Colectivos

      Anjos                   Guardiães Humanos





Pergunta: Haverá maneira das pessoas obterem os nomes dos guias sem uma leitura?



Há. Vocês podem consegui-lo sozinhos se estiverem profundamente em harmonia com o eu superior. Outros tê-lo-ão conseguido através da canalização ou seja o que for.



Pergunta: Por que razão determinadas pessoas levam mais tempo a proceder à sua transição?



Por fazer parte do crescimento da sua alma ou padrão cármico.



Pergunta: Então, se a minha mãe estiver num estado vegetativo, deveria injectar-lhe morfina para fazer com que ela passasse um pouco mais depressa?



Não. Fazes o que puderes no teu mundo e no momento para a ajudar. Mas não a poderá impedir de partir, se for altura disso. E por mais estranho que pareça, tens que entender uma coisa, antes de entrarem planeiam grande parte da vossa vida. Planeiam a área em que pretendem crescer a partir da alma, não dando lições à alma mas a alma dá-lhes lições. E com isso refiro levar isso a um outro ciclo evolutivo na vossa espiral de evolução. Assim, possuem na vossa mente supraconsciente a programação do que queriam alcançar nesta vida.



Por vezes alguém experimenta uma morte precoce. Mas uma morte precoce parece completamente insensata para aqueles que são deixados para trás. Contudo, pode tratar-se de parte do seu padrão cármico assim como pode tratar-se de parte do vosso carma. Por vezes uma alma vem e diz: “Vou ficar doente,” ou “Vou fazer a transição para que tu aprendas paciência, compaixão e amor.” É um pacto estabelecido entre eles. A verdade da questão que nunca se sabe quem é o “bom” e quem é o “mau” realmente. Alguém pode vir e sofrer as dores, o sofrimento e o encarceramento, digamos, por um acto de violência cometido contra outro a fim de que essa pessoa poder experimentar a violência e compreender que não deve usar dela. O que fazem em qualquer caso é abençoar a situação toda.



A partir desta coisa bastante desafortunada que aconteceu nas escolas, em que aqueles catraios foram alvejados pelos colegas, disso irá resultar uma reforma do controlo das armas assim como uma reforma na função da escola e na função dos pais. Foi um catalisador da mudança. Essas almas sabiam aquilo que estavam a fazer. Essas almas aceitaram partir. Aqueles que sobreviveram não faziam parte desse compromisso.



Pergunta: Incluindo os dois pequenos demónios? Eles não foram demónios nenhuns mas desempenharam uma parte no pacto que estabeleceram?



É verdade. Por vezes precisam enquadrar-se na visão do diabo e sacrificar muita coisa para poderem proporcionar alguma coisa a alguém ou para provocarem uma mudança no mundo.



Pergunta: E que dizer de alguém tão poderoso quanto Hitler? De que forma ele interage em tudo isto? Ele provocou tanto prejuízo a tanta gente.



Sabiam que quando o Hitler começou, a única coisa que tinha em mente era o bem da sua nação? Comida na mesa, etc. desafortunadamente, ele excedeu-se e agiu com um verdadeiro maníaco.



Pergunta: terá ele que voltar aqui e…?



Ah, claro que sim! Sim, ele precisa voltar! Tudo quanto fizerem de bom, mau ou indiferente, regressa à vossa experiência. Poderá ser nesta vida, assim coo numa outra vida. Mas vocês não escapam à lei da causa e efeito. Não pensem que se se enfiarem num armário e fecharem à porta não venha a saber o que fazem. Vai saber e irá regressar a vós.



Pergunta: Se possuímos um anjo da guarda, como poderá ele permitir que um homem faça tal coisa?



O anjo da guarda pode assisti-los, mas não pode operar por vós por gozarem de livre-arbítrio.



Pergunta: Mas nós possuímos uma consciência que nos permite distinguir o bem do mal.



O vosso consciente é aquela parte de vós que diz: “Eu não devia,” mas o ego pode dizer: “Pois sim, vamos mas é em frente.” É como: “Realmente não devia comer este docinho, mas vamos comer dois.” Lembrem-se do seguinte: aquilo que lhes é dado do espírito não se destina a comandar-lhes a vida. Destina-se a ajudá-los no vosso desenvolvimento na vida. Há quem nunca tenha estado em contacto com essa parte de si. É por isso que tomam rotas que não são as melhores para eles. Que deveremos fazer? Abençoá-los. Desejar-lhes o melhor. Por lhes abençoarem a alma, que não pode ser maculada, e não a personalidade do ego.



Pergunta: Entendo que todos tenhamos três guias.



Não. Alguns têm quatro, outros têm dois.



Pergunta: Está bem. Que diferença existirá entre os guias que temos e esse anjo da guarda que estou continuamente a ouvir-te referir?



Anjo da guarda – supervisiona e presta assistência aos guias no sentido de os supervisionarem e de lhes prestarem ajuda.



Pergunta: Terá cada pessoa um anjo da guarda assim co três guias?



Certamente. Ou os seus dois guias ou os quatro guias ou cinco. Mas uma vez mais, mais não significa melhor e menos não quer dizer menos bom. Tem que ver com o que têm a realizar, o que têm a alcançar.



Pergunta: Então, os anjos da guarda enquadram-se de que forma?



Os anjos da guarda situam-se mesmo abaixo dos arcanjos, e constituem a força angélica que a energia do homem melhor consegue alcançar, de modo que pode chegar a dar-se uma enorme interacção.



Pergunta: Terão eles nomes? Existirão nomes?



Leiam o livro! (Riso) Adoro meter-me convosco! Só quero dizer mais uma coisa. Guias são aquelas almas que atingiram o nível de consciência que lhes permite funcionar como guia em relação a outro, na vida. Os anjos são daquele reino que foi criado como arauto do homem, por assim dizer, em função do que há essa diferença de função e diferença de energia. Os vossos guias empregarão a identidade da vida em que tenham alcançado esse nível de desenvolvimento. Assim, se alguém disser: “Tu tens um guia Egípcio,” isso quer dizer que terá sido numa vida Egípcia que o guia terá alcançado o nível espiritual que lhe permitiu tornar-se num guia para a humanidade.



Pergunta: estarei correcto em pensar que os guias venham e vão de acordo com as necessidades que tivermos?



Sim e não. Vocês nascem com os guias que lhes são atribuídos pessoalmente pelo poder devido àquilo que querem realizar na vida. Assim, eles são vossos pessoalmente. Mas eles convocam da consciência universal outros guias destinados a necessidades específicas. E por vezes para tornar isso mais fácil, podem dizer: “Deem-lhes um nome.” (Riso) Mas a questão está no seguinte: digamos que queriam pintar ou escrever. Eles convocariam autores ou pintores para os cercar e assistir-lhes na energia. Mas seriam eles quem faria isso por vós. E ao final do dia essas energias voltarão à consciência universal para voltarem quando reiniciarem de novo.



Pergunta: O teu anjo da guarda foi-nos consignado no momento em que fomos criados como almas?



Não, não. Vocês têm diferentes anjos da guarda em diferentes vidas.



Pergunta: Ah, eu pensava que só tínhamos um anjo da guarda para todas as nossas vidas.



Não. Alguns têm apenas um que se cola a eles. Outras pessoas têm outros por causa da energia desse anjo e da energia que estão a criar mais facilmente nessa função de vida. Vejam, o objectivo do vosso anjo da guarda é o de ser capaz de interagir convosco e precisa fazê-lo por meio da vossa energia.


Pergunta: Gostaria de voltar à questão do Hitler que estavamos a ter. Será que o Hitler, ou alguém que causa sofrimento aos outros, optará por ter uma vida assim e quando chega e terá isso como plano? Ou escolherá ter uma outra vida e depois ao deixar que o ego assuma controlo se torna maníaca, e essas coisas ocorrem?

Exactamente.

Pergunta: Será o livre-arbítrio a assumir o controlo?

Quando o livre-arbítrio assume o controlo e deixa que o ego domine o corpo – e é isso que sucede... Esse político original que começou com uma ideia formidável acerca de terem pão para pôr na mesa, etc., que com efeito atraiu muita gente para essa energia, mas que realmente falava sério, algures ao logo do caminho a adulação deu-lhe a volta ao ego e tornou-o numa pessoa egocêntrica. E prosseguiu até provocar um enorme sofrimento no mundo.

Pergunta: Nesse caso o plano divino não passava pela possibilidade desse homem vir e provocar todo o mal que provocou?

Não. Foi a opção dele que provocou a reviravolta na energia.

Pergunta: Quando se menciona os rapazes de Littleton que chegaram e provocaram aquele tiroteio...

Foi igualmente uma decisão da parte deles mas temos que compreender o que levou a que tal decisão tivesse tido lugar. Por outras palavras, quer gostemos ou não disso, não temos o direito de julgar porque nesse caso estaremos a criar carma para nós em relação a essa situação. Mas quando dizemos: “Não gosto daquilo que fizeste,” isso já é uma coisa completamente diferente. O direito divino do discerimento diz que têm o direito de gostar ou não do que sucede no vosso mundo. Poderão optar por intergir com qualquer coisa ou não. A lei divina do amor que diz que amem odos de forma incondicional refere-se à alma, o amor pela alma da pessoa. Por a alma da pessoa não ter cometido tais coisas, não obstante achar-se encerrada nesse seu corpo.

Pergunta: Existirá um inferno?

Não da forma que as pessoas o concebem. Originalmente o inferno representava a lixeira da cidade. Agora estão a rir mas ainda recentmente foi trazida a público uma publicação que contnha informação acerca disso, que me deixou deliciado, sabem. Era um local em que as coisas imprestáveis da vida – o llixo – eram queimadas. Era uma fogueira incessante. Essa lixeira tinha sido criada num antigo local de antigo sacrifício, de modo que continha a energia da agonia e do sofrimento desses tempos, pelo que era considerado um local de sofrimento e de fogo e agonia perpetuos. E tal como os pais dos dias actuais fazem, quando dizem aos filhos: “Se fores mau, vais para o inferno, e vais ser condenado ao fogo eterno,” por ninguém gostar da lixeira. Mas depois foi interpretado numa fase subsequente de forma a servir os propósitos do controlo. Lembrem-se que na era de peixes o medo serviu de instrumento de ensino. O medo de ir para o inferno manteve muita gente na linha.

Pergunta: Ainda representa isso em muitas religiões.

Lembrem-se que o vosso objectivo é o que virem a chegar ao Criador. Podem ir de autocarro, de comboio, de avião, podem tomar uma nave espacial ou um submarino, mas o objectivo é sempre o mesmo. Poderão tomar o percurso que quiserem, que o objectivo será sempre o mesmo. As pessoas adoptam a via que precisa de momento. Algumas ainda quere que lho seja ditado a partir do exterior, outros desejam saber o que lhes é apontado a partir do seu íntimo. Nada disso é errado, entendem? Por isso, não é questão de o “despejarem junto com a água do banho.” As pessoas procurarão a condição que lhes garanta o seu caminho correcto para aquilo que procuram alcançar no seu desenvolviemtno espiritual.

Pergunta: Tu dizes que os guias que nos são atribuídos exigirão outros guias que nos auxiliem em coisas tal como a escrita. Isso são faculdaes criativas. Poderei presumir que isso suceda igualmente quando pedimos assistência no desenvolvimento da nossa tecnologia?

Com certeza que sim. Seja o que for que necessitem, eles encontrarão a energia que os auxilie nessa necessidade. A coisa mais importante que precisam aceitar e usar é a confiança, a que talbém chamam fé e autoconfiança... Tem múltiplas interpretações.

Pergunta: mas temos que pedir, não é?

Por disporem de livre-arbítrio, precisam pedir o auxílio. Assim que concederem aos vossos guias permissão para lhes prestarem auxílio, eles poderão ir em frente e buscar esse auxílio.

Pergunta: Se não pedirmos ela não chegará.

Não! Precisam fazer algum trabalho! (Riso) Aquilo que deve ser reconhecido é que nesse processo se gera a noção cabal de envolver uma equipa, uma parceria. Mas se deixarem que os vosso sguias façam a sua parte, a vossa será muito mais fácil. Estou certo de que quando este seminário foi planeado houveram múltiplas pessoas a forçar por precaução para que ninguém viesse a ver-se sobrecarregado. Se permitirem que os vossos guias e o vosso anjo da guarda operem junto de vós dessa forma... ma deixem que lhes diga uma coisa, se acordarem durante a noite e sentirem uma presença no quarto, será o vosso anjo da guarda a sentar-se aos pés da vossa cama. Ele vem a vós quando vocês se encontram mais abertos a ele no estado de sono. Quando se encontram num estado meditativo ou no estado de sono, percebe-os-ão mais. Porquê?

Por terem posto de lado o ruído do mundo e poderem sintonizar mais facilmente com a energia mais elevada. Lembrem-se sempre disto: seja o que for terá um propósito. Usem-no. Façam uso do pneu furado para cultivarem a paciência, para permanecerem centrados, para procederem às coisas físicas necessárias que precisam ser feitas – seja uma pessoa de carácter amigável que pare na estrada para lhes prestar assistência ou que lhes telefone (como é que lhe chamam? AAA. Assistência em Viagem. Bem sei que há outras designações que significam outras coisas.)

Isso envolve a percepção de que Deus tem suficiente respeito por nós para dizer: “Eu confio em ti pelo que te dou o livre-arbítrio com noção de que tomarás as decisões acertadas. Mas se tomares uma errada, não a carregarás pelo resto da tua vida. Ao invés, perdoar-te-ás e não a voltarás a tomar.” Entendem? Se aprenderem com uma situação, terão alterado a energia que exerce na vossa vida. Cometem um erro e quando reconhecem que comeretam um erro, apagam-no em termos cármicos. Quando percebem ter sido um erro, isso constitui o primeiro passo na sua correcção.

Pergunta: Quando uma criança ou um jovem morre tragicamente ou acidentalmente, isso fará parte do seu plano de vida?

Faz. Muitas vezes a xriança terá optado por isso em função da evolução da sua própria alma e em benefício da alma daqueles que operama junto com a criança por elas também estarem a aprender muitas coisas com essa experiência.

Vou precisar libertar o instrumento pelo que lhes desejo bom apetite. Em nome de toda a criação e do seu Criador, estendo-lhes as minhas bênçãos e desejo-lhes um bom dia.

INTERVALO

Boa tarde. Tu tinhas uma pergunta antes de terminarmos.

Pergunta: Se alguém não acreditar em Deus, de que forma seremos ainda afectados pelos guias e pelos anjos?

Ainda terá os seus guias, ainda terá o seu mensageiro angélico e também será... eles nunca desistem de tentar chegar a ela. Mas tenham cuidado porque muitas pessoas poderão ter muito mais percepção do que pensam. Porquanto o facto dapessoa não o anunciar não significa necessariamente que não o compreenda ou que não trabalhe isso pela forma que for capaz. Se encontrarem um acidente grave na estrada, as primeiras palavras que possam proferir poderão ser: “Ai meu Deus!” Já terão conduzido energia espiritual de ajuda ao acidente muito embora o possam encarar como uma afirmação casual. Lembrem-se do seguinte: se uma pessoa der o melhor de si relativamente àquilo que confrontar na vida, terá sid tão amável quanto terá conseguido, e terão ontado que eu dissr “poderia,” caso tenha tentado progredir na vida e tornar-se em algo de valoroso para a vida, será uma pessoa espiritual, ainda que nunca tenha ouvido falar na palavra “espiritual.” Por o vosso crescimento se situar na vossa vida do dia-a-dia e na forma como a abordam e actuam nela. Óptima pergunta. Mais alguma antes de avançarmos?

Pergunta: Relativa à forma como a nossa energia cria o nosso amanhã e os nossos pensamentos criam. E com respeito às crianças. Haverá uma idade em que isso entre em acção?

Já nascem com isso.

Pergunta: Penso nos catraios pequenos que adoecem ou que vivem os “roteiros” definidos pelos seus pais.

Deixem que explique o que se passa: Uma criança nasce tanto com capacidades psíquicas quanto espirituais. Toda a gente nasce com isso. Ao longo do percurso a criança define essas experiências devido à pressão exercida pelo mundo. O facto de ter companheiros (invisíveis) espirituais é tão normal quanto poderia ser mas de súbito torna-se algo de que não é suposto falarem mais, pelo que deixam que os companheiros espirituais partam e assume companheiros físicos. Vocês já passaram por isso pelo que sabem. Agora, o que há que reconhecer é que de certa forma isso ajuda a criança, por ser neste mundo físico que tem que viver. Isso leva a que entre mais em sintonia com o mundo material. Só que nesta altura, as crianças estão a recusar abrir mão do seu lado espiritual ao mesmo tempo que desenvolvem o material. Assim, essas crianças, essas almas antigas que estão presentemente a inundar o vosso mundo, vieram com o único propósito – literalmente individual nesta altura – de manterem viva a sua condição original, de manterem aquilo de que vieram vivo, enquanto interagem com o mundo material. Em especial, se uma criança se sentir sozinha e sentir necessidade de alguém com quem brincar, o espírito proporcionará isso e enviará um ser pequenino para brincar com ela e conversar com ela, tudo.

As crianças assemelham-se ao barro, por serem maleáveis. A afirmação Bíblica: “Os pecados dos pais cairão sobre os filhos,” significa que o ódio e o preconceito que os pais expressam são transferidos para os filhos. Isso represesenta o formar e moldar da criança. Se a criança for ensinada a odiar desde pequena, mais tarde ela virá naturalmente a odiar. Até alcançar a idade em que perceba que já é capaz de controlar a sua vida e que pode alterar esse padrão, esperamos nós. Algumas conseguem-no, outras não. Mas esperançosamente, consegui-lo-ão. É importante saber que essas crianças – olhem-nas nos olhos – por apresentarem o olhar de um homem e de uma mulher maduros! Estão cheias de tantas experiências colectivas provenientes das outras vidas que têm e vêm com o único propósito de prestar ajuda neste tempo. É por isso que eu digo para não temerem o futuro, por disporem aqui de bastante ajuda.

Pergunta: Enquanto pais de filhos pequenos, qual será a responsabilidade que temos quanto à sua protecção em qualquer situação? Estou a referir-me ao filho de seis anos que tenho, para que não venha a cair numa situação de insegurança com relação a um adulto.

Ensinem os catraios o – quero empregar o termo “senso comum.” Ensinem que não se devem aventurar em algo que não conhecem bem, e a não andar com alguém até que saibam quem acompanham. Podem ensinar-lhes isso. Não quererão incutir na criança medo com relação a alguém, mas conscientizá-la de que pode averiguar junto convosco ou junto de alguém de quem esteja a cargo, antes de tomar uma decisão dessas. O que de mais significativo pode ser ensinado às crianças é a tomar decisões, para que não tomem decisões erradas. Iniciem isso cedo e deixem que se desenvolva.

Pergunta: Tenho vindo a ler e a estudar com respeito às novas crianças a que alguns chamam “Crianças Índigo” e que dizem que são de uma raça diferente, que são da sexta raça-raiz e que se encontram aqui a fim de ajudar nestes tempos. Mas entendo que a maioria delas não terá tido muitas vidas anteriores.

Isso constitui uma belíssima fantasia, belíssima mesmo. As crianças que estão agora a chegar são almas antigas. Agora, a razão por que as pessoas acreditam que as crianças que estão a chegar não terão tido muitas experiências deve-se a que sejam levadas a pensar que, se foram novas deverão ser diferentes. Mas elas estão agora a chegar com o conhecimento do passado, do presente e do futuro que pode auxiliá-las a proceder às melhores mudanças. O facto de lhes chamarem... E eu quero salientar isto por ser importante para vós... Há por aí muitas doutrinas maravilhosas que empregam muitas frases e conhecimentos diferentes na descrição dessas crianças. Mas lembrem-se de que é tudo energia. São tudo níveis de consciência. Por isso, quando dizem “esta raça,” ou “aquela raça,” isso aponta unicamente um nível de consciência.

Desde o começo dos tempos que a humanidade tem empregado esta necessidade de se compreender na descrição do que ela não consegue compreender. Chegaram a atribuir uma personalidade ao pobre do Deus – ao chamar-lhe “Deus vingativo,” e não sei que mais – de acordo com o que sentia. A “intervenção dos santos,” deve-se ao facto de não se sentir digna de se endereçar directamente a Deus... Entendem aquilo que estou a dizer? Essas coisas evoluem a partir das necessidades que a sociedade tem em diferentes alturas do tempo. Não obstante o que estiveres a ler, independentemente do que tiveres ouvido dizer, incluindo aquilo que me ouves a mim a dizer, pensa no seguinte: Determina aquilo que achares correcto e não sejas ingénua nem incrédula. Por estares destinada a ser decisora e uma pessoa autoconfiante.


Pergunta: No teu mundo, do lado de lá, poderemos aprender, evoluir, progredir?



Vocês podem aprender, evoluir e progredir num ritmo mais lento. A razão disso deve-se ao facto de não lidarem com a emoção. Compreendemos a emoção mas não nos envolvemos na emoção. Mas a emoção constitui um dos grandes factores de acção no desabrochar que existe no plano terreno. O plano terreno assemelha-se a uma escola. De modo que vão à escola matricular-se. Quando se encontram no meu mundo, evoluem só que a um ritmo passivo em vez de num ritmo activo.



Pergunta: Nesse caso, que é que fazemos lá?



Aquilo que quiserem. Tudo quanto têm neste mundo, excepto os aspectos negativos se encontram igualmente no meu mundo na forma etérea, de luz. Podem distinguir-se na aprendizagem de qualquer coisa. Actualmente no meu mundo, muita gente chegou a este mundo e decidiu que queria trabalhar com a música do futuro ou com as flores do futuro. Aquilo que estão a fazer é a aprender o processo, e um dia conduzi-lo-ão à Terra. Mas se acharem que não podem regressar e trazer isso consigo, procurarão alguém que ande à procura disso e trabalhará por intermédio da pessoa. Tudo quanto for necessário sera dado.



Comecemos por aquilo a que chamam “morte” a que nós chamamos renascimento. No meu mundo renascem numa condição mais elevada de vós próprios de modo a conseguirem reavaliar e decidir de novo onde quererão ir a seguir. Nessa condição, recebem assistência e são acompanhados de modo  a saberem que estão seguros. Quando uma pessoa está a morrer, pelo menos três dias antes de estar pronta para abandonar o mundo, reunirá ao seu redor a força angélica e aqueles que tiverem partido antes que tenham conhecido – seja amigos ou familiares. Quando abandonameste corpo físico nesta vida, tomarão a mão que lhes estendem e terão consciência de estar a salvo com pessoa que os protegem e que serão escoltados rumo ao lar.



Quando entram no meu mundo, entram naquilo que referimos como “Planalto Branco” querendo com isso dizer que não tenha sido tingido por cor nenhuma. Nada existe aí – nem medos nem cólera nem coisa nenhuma. Entram num estado de sono caracterizado por uma semi consciência. Esse estado de sono tem um propósito, que é o do ajustamento à transferência. por outras palavras, não só descanso de qualquer tumulto por que tenha passado, mas também ajustamento da energia ao corpo de luz. Porque, quando deixam a densidade maerial, é como ficar no espaço sem gravidade. precisam ajustar-se a essa condição de ofrma a disporem de um período de esclarecimento e de ajustamento. Dir-lhes-ei que, conforme medem o tempo, isso durará uma média de dois meses. Agora, uns ficam mais tempo que outros. O marido do “instrumento” permaneceu dois dias e voltou ao seu trabalho de cura.



O Planalto Branco constitui um oasis entre a densidade e a luz. Quando vocês vêm desse Planalto Branco estão preparados para tomar determinadas decisões mãso não são forçados a tomá-las nessa altura. Vocês aclimatam-se ao meu mundo. Conforme já tive ocasião de dizer, tivemos uma senhora adorada que levou tanto tempo quanto o que viveu à procura da Igreja Metodista! (Riso) mas esse edifício lá não tem existência. A essência da sua crença sim, mas ela queria um edifício. Por fim lá entendeu a mensagem que lhes é reseervada, só que não na forma material por que buscam.



Vocês decidem aquilo em que queiram participar, aquilo em que ou que com gostariam de trabalhar, assim como odem decidir não fazer nada. E aí reside a resposta quanto à rapidez com que avançam. A maioria das pesoas pensa: “Se eu abandonar esta vida, não quero voltar mais a ela.” Até chegarem a este lado em que me encontro. Mas aí olham para baixo e, por se encontrarem num estado de pureza, e constituirem o conhecimento colectivo de tudo quanto tiverem sido, dizem: “Eles precisam de auxílio,” ou então: “Agora consigo ver onde errei. Deixa-me voltar e tentar de outro modo.” O medo de regressarem a um mmundo de densidade desaparece.



Toda gente possui integridade; toda a doença se esvai. Não há aleijados no meu mundo. E no meu mundo, vocês encontram-se no vosso apogeu. Aquele período encantador da vida em que se tiverem sentido de pleno vigor e com o máximo de desejo de avançar.



Pergunta: E se morrermos na idade de dois anos?



Não faz a menor diferença. Ainda darão por vós no Planalto Branco pois precisam recordar que estariam com apenas três anos nesta vida, mas tiveram um colectivo de vidas antes, de modo que proporcionam a vós próprios uma oportunidade de se aclimatarem. Sabem, será como se alguém tivesse passado a vida naquilo que pensam ser a média comum de vida, etc., e tenham recebido uma educação normal, e um dia alguém lhes dissesse: “Amanhã vais ser um génio.” Seria assustador. Soaria divertido mas e as responsabilidades que o acompanharim? É mais ou menos a mesma coisa. Uma pessoa chega ao meu mundo a pensar: “Carrego a energia da última vida que vivi” e depois percebe que no seu “cofre” encerra todas as energias de todas as vidas que alguma vez tenha vivido. Assim, o Planalto Branco constitui esse período de ajustamento em que não mais pensa em si como densa mas como luz.


Agora, no meu mundo, por estarem destinados a seguir em frente, nem tudo é visto do mesmo modo. Por exemplo, se contactarem alguém que tenha passado desta vida, ela poderá falar do seu anel favorito ou de um incidente em que se tenha visto envolvida ou no seu animal de estimação, enfim. Â medida que o tempo progredir, deixará de falar nesse anel. Deixará de fazer parte da sua vida. Será uma coisa material mas ela não é mais física. E poderá descobrir que o incidente que pensava ser importante não mais é assim tão importante por possuir o conhecimento dele mas não ter que se apegar a ele.



Aquilo que jamais fenece, em tempo algum, é o amor. O amor deixa de ser possessivo e torna-se espiritual. O que quer dizer: “Eu amei-te eternamente no plano terreno e sempre te amarei. Mas aceito que sigas em frente e que tenhas uma nova vida.” Não é suposto que sejam aquilo que não são mais. Não tem importância. Por outras palavras: “Ainda te amo e desejo-te sorte.” Sem tentarem prender a pessoa a vós de uma forma possessiva que os prenda a uma condição em que não conseguissem evoluir. Mas creiam-me, não importa o que a pessoa tenha sido neste mundo físico, quando atinge o meu mundo, ela ver-se-á e verá com se terá saído. Perceberá os atalhos que tenha tomado na vida e quererá mudar isso.



Mas aquilo que lhes faltará – sem que o refira sob a forma de julgamento. Vocês olham para vós próprios e para os erros que cometeram e compreendem-nos e aprendem com isso. Mas não se castram. Por o juízo dizer respeito à Lei da Causa e do Efeito, áqauele poder espiritual concebido pelo Criador para manter um sistema de organização num mundo com constante evolução. Por isso, quanto mais reconhecerem que o juízo não precisa fazer parte da vida – mas sim discernimento – só que isso ddifere um tanto do acto julgar.



No meu mundo é divertido. Entendemos as emoções todas. É por isso que somos capazes de os ajudar. Quando me encontro o corpo desta mulher consigo sentir as vossas emoções. Quando estou fora deste corpo, consigo perspectivar as vossas emoções e isso apresenta a diferença. Porque, se ficassemos presos na emoção não seríamos capazes de os ajudar. Dimnuiríamos a capacidade que temos de ver o certo por vós e de os ajudar.



Pergunta: Quanto tempo antes de regressarmos, presumindo que os cães regressem?



Têmo-los por todo o nosso mundo e eles são adorados por todos. Muitas vezes os vossos animais de estimação regressam para unto de vós numa forma diferente da mesma espécie. Eles retornam, eles percorrem o ciclo da sua própria vida tal como os seres humanos o fazem. Aquilo que há a reconhecer é que somente vocês decidem quando querem regressar. Mas a média é de cem anos. A razão de ser disso deve-se a que muitos queiram reunir-se às famílias antes de regressarem pelo que decidem aguardar até que se reúnam todos e depois decidem se querem voltar como uma unidade de novo. Alguns, claro, dirão “Não, tenho que chegar àquilo e fazer uma coisa, de modo que não vou encarnar na mesma família.” E isso é igualmente aceitável. Vocês decidem quando estão preparados. Não são forçados a sair da prancha, por assim dizer. (Riso) É uma decisão que tem cabimento no livre-arbítrio.



Pergunta: Não podemos decidir tornar-nos animais.



Não, não, não. Vocês evoluem no âmbito da vossa própria espécie.



Pergunta: Mas se estivéssemos no teu mundo, onseguiríamos experimentar a vida animal por um jeito qualquer de misturarmos as nossas energias com as dele?



Foi assim que vocês vieram aqui de início. Começaram a misturar-se fortemente com os animais e as plantas e o reino mineral coisa que lhes manteve as energias na densidade por precisar ser denso.



Pergunta: Na verdade não éramos gato nem cão.



Ah, não. Não, não, não. Vocês podem misturar-se com qualquer coisa. Podem misturar-se com uma árvore, com um animal, nem sequer podem esperar até chegarem ao meu mundo. Conseguem-no mesmo agora. Mas o objectivo está no facto de terem consciência de se estarem a tornar nisso. Compreendem isso. Óptima pergunta.



Pergunta: mas o s animais podem optar por voltar mais cedo para estar connosco de novo?



Mas também optarão por voltar desde essa altura no tempo, para eles. Alguma vez terão notado que por vezes têm um animal de estimação extremamente denso? (Riso) Não aprende muito bem, e depois têm outro ao qual só falta falar? Deve-se à espiral evolutiva desse animal, no ponto do seu próprio desenvolvimento em que se encontram. Ainda assim, eles são todos adoráveis.



Pergunta: Quando chegamos ao outro lado vemos tudo quanto vemos e fazemos? Estaremos em sintonia com as conversas?



Ah, com certeza, com certeza! Eu tenho percepção de toda a conversa que cada um teve durante o almoço. (Riso) Isso deixa-os nervosos? (Riso) Eu sou omnipresente. Não que eu me intrometa nas conversas particulares que tenham, mas se manifestarem uma necessidade, dessa conversa, obterei onção dela ou escutá-la-ei. Ou o vosso anjo da guarda trazer-lhes-á a juda necessária.



Pergunta: poderão os nossos amigos que tenham falecido auxiliar-nos caso pedirmos?



Claro que sim. Mas precisam recordar uma coisa, não lhes peçam para virem a vós a toda a hora. Eles têm a evolução própria a empreender. Se os amarem, deixem-nos ir. Mas sempre que tiverem uma necessidade estarão presentes. O amor jamais perece. O amor jamais perece. Mas nós precisamos pelo menos dar-lhes um entardecer de vez em quando de modo a qpoderem fazer aquilo que têm a fazer.



Pergunta: A minha mãe diz que vê o meu irmão; que é que estará a ver?



Está a ver a energia dele sobreposta à recordação que tem do aspecto que tinha. Bom, há diversas maneiras por que as pessoas podem regressar – ah, sim, ele está presente – alguma vez terão perdido alguém e têm um dia muito ocupado sem pensarem em particular nessa pessoa e de repente a vossa mente enche-se com a lembrança dela? Ela acha-se presente e derrama a sua presença sobre a vossa mente de modo a terem conhecimento. Que mensagem tentará trazer-lhes? “Estamos vivos; aquela parte vital do nosso ser, o espírito, está vivo.”



Sim, ele acha-se presente. O Espírito é capaz de se manifestar. Para tanto, precisa baixar a sua energia até atingir uma densidade de natureza física se quiser ser pressentido por um ser vivo. Agora, há diferentes formas de os verem. Algumas são sensoriais, e vocês têm noção da sua presença. Outras, é pondo-se efectivamente à vossa frente. Além disso, quando não tiverem conseguido atingir esse nível de densidade, deixarão um símbolo de qualquer género. Se alguma vez tiverem perdido alguém, na próxima reunião de família acendam uma vela e vigiem-na. A sua chama crescerá e diminuirá e crescerá e diminuirá – numa situação de completa ausência de correntes de ar. Eles estão a fazer com que saibam: “Nós também nos encontramos aqui, e estamos a oxigenar a chama.”


 (continua)
Tradução: Amadeu António

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