quinta-feira, 5 de maio de 2016

VOZES IV






DR. CARL WICKLAND

Carl Wickland (1861-1945), de origem Sueca, proveniente de uma família com nove filhos, emigrou para o Minnesota, e posteriormente estudou no Durham Medical College em 1900, formando-se em psiquiatria e ficou conhecido como o autor do trabalho intitulado “Trinta Anos Por Entre os Mortos,” desenvolveu um trabalho pioneiro no campo da terapia por choques eléctricos. Trabalhando com a esposa, que era uma médium de transe, ele costumava usar uma terapia de choque muito diferente da usada nos dias de hoje por utilizar os choques eléctricos para alterar a energia vibratória da entidade espiritual que tinha entrado temporariamente no corpo da mulher. Ao administrar choques eléctricos ao espírito que habitava o corpo da mulher, ele podia alterar a energia e o estado vibratório da entidade do astral negativo para um astral positivo.

Essa terapia, que não se encontra em uso nos nossos dias, também era usada no auxílio a outros que lidavam com a condição de obsessão e de possessão por parte de entidades que padeciam de desequilíbrios pelo que poderia ser referido como “pecados mortais.”




ALIENÍGENAS, VIDA NOUTROS PLANETAS

Dr. Wickland: Tenho que ajustar este corpo aqui de modo um pouco diferente. Apreciei a pergunta que a jovem fez acerca dos alienígenas ou extraterrestres. Perguntou? Creio que escutei a última observação feita aqui pelo Dr. Foote. Deixem que expanda o assunto. Nos experimentos que levei a cabo com os tratamentos de choque, em prole do que chamam de insanos, não é – aqueles na realidade que se encontravam obcecados ou possuídos por uma entidade astral, fui em certa medida bem-sucedido, por a voltagem da máquina ser muito desconfortável para o espírito obcecante ou que possuía o corpo. Mas não era, nem tão pouco poderia eu efectivamente conseguir voltagem suficiente para erradicar um espírito indesejado, de modo que a minha mulher evidentemente, ao ser uma médium de transe, permitiu que muitas dessas entidades a controlassem para as interrogar. Isso encurtou-lhe a vida, creio bem, a permissão para alojar esses espíritos negativos, mas eles não estavam ali por vontade própria. Eram vítimas das próprias circunstâncias e das mentiras ensinadas pelos desígnios eclesiásticos, intrigas políticas, ganância, ódio e egoísmo, ou aquilo a que chamam de seve pecados originais.

Mas é claro que as pessoas convidam esses elementos de negatividade para si próprios quando nos seus modos simulados convidam as leis do espírito de uma forma perniciosa em vez de com base na verdade e na sinceridade. Assim, encontrarão no vosso mundo indivíduos obcecados ou possuídos por esses elementais indesejados, razão porque sempre procuram manter o vosso cérebro a funcionar nas interacções que têm com base no amor, na vida, na beleza, na música, todas as coisas dotadas de uma natureza bela. Porque quando atingem os anais da depressão e da incerteza, do medo, convidam essas condições, pelo que uma vez mais defendo a luz espiral de protecção, que é branca por natureza, que podem manter tais adversidades energéticas afastadas de vós.

Pergunta: Ouço falar em extraterrestres que chegam até nós em naves espaciais, e que vêm imbuídos de uma intenção de auxílio. Existirão influências positivas provenientes de outros planetas que aterrem neste planeta para nos estender uma ajuda?

Dr. Wickland: Bom, eles são positivos, sim, por quererem servir a humanidade, e corre a ideia, e os vossos cientistas actualmente estão a reunir-se em conclave para darem início à construção de estações espaciais  para quando a vossa Terra se desintegrar. Mas esses extraterrestres, tal como vocês têm dois em cativeiro actualmente (1992) nos Estados Unidos, algures lá por um complexo militar que conhecem no estado de Virgínia, embora não tenham conhecimento disso. Mas eles são graciosos, e refiro “graciosos” por me ter encontrado com alguns deles e eles se sentirem em ansiedade com respeito ao que fazem no vosso mundo, que certa vez foi meu, porque quando destroem esta Terra também destroem o deles, por se encontrarem interligados nessa unidade, sabem. Mas são de boa índole e hão-de ouvi-los, e virão a ter experiências com eles no tempo que está pela vossa frente.

Pergunta: Então, nada há a temer, eles não têm intenções negativas.

Dr. Wickland: Não. Assim que chegarem verificarão que se encontrarão na vossa aura ou luz do espírito. Lembrem-se nessa ocasião de que eles veem em prole do vosso bem e que serão bons e que não irão procurar a vantagem da receptividade que lhes expressarem, e de que virão a ser de uma enorme ajuda. Verão que irão sentir-se confortáveis com isso  quando eles vierem. É por isso que desejo e me congratulo por debatermos isso no presente.

Pergunta: Doutor, existirá a presença humana do nosso próprio ser noutros planetas?

Dr. Wickland: Ah, não. Este planeta não tem o monopólio do que diz respeito à humanidade. Poderão adoptar diferentes formas corporais. Alguns poderão ainda encontrar-se nos estertores da deslocação sobre as mãos ou os joelhos e outros de aparência diferente e ter, conforme dizem, um só olho, ou formas grotescas, como dirão, mas esse será o seu processo de aprendizagem. Assim, vida abunda por todo o lado por entre os biliões de estrelas com essa bela força da criação e da força criacional não obstante a negatividade que outros possam atribuir-lhe.

Pergunta: Quando fez menção à sua esposa enquanto médium de transe, e ao espírito que lhe entrava no corpo para ser interrogado por si, será a mesma situação  que aquela por que fala através do corpo do Elwood, por se achar protegido, ou o corpo do Elwood estar protegido – o corpo da sua mulher estaria protegido do mesmo modo?

Dr. Wickland: Protegido, sim, por ainda reter luz branca suficiente  que foi referida na espiral de que estivemos a falar, mas usava-a no seu sistema, sabes, os movimentos traumáticos de permissão do controlo por parte de uma entidade muito negativa nessa luz, mas ela serviu bem e não se arrependeu e foi muito boa mulher para mim e para o meu trabalho. Devo agora deixá-los, por estarem a acenar-me.

POSSESSÃO E OBCESSÃO

Dr. Wickland: O doutor Wickland aqui, desejando prosseguir convosco acerca do assunto da máquina de tratamentos por choque, para acrescentar enquanto gozo de oportunidade para tanto, e antes que seja interrompido de novo, por reconhecer que a vossa medicina também lida com a fibrilação do coração (arritmia) – em que parece posicionar-se fora de sincronia e assim causar palpitações cardíacas. Geralmente isso traz um tratamento comparativamente curto para levar o coração de novo ao metrónomo constante do seu batimento.

Mas, claro está que, se olharmos além disso e mais com a ideia do Espírito, que quero enfatizar que a possessão/obsessão não constitui um mal, mas antes perdição por entre as limitações resultantes do suicídio ou de uma morte violenta, ou por ter vivido no ódio e no engano e no egoísmo; razão para se ver no – bom, não me agrada o termo que sugerem de “baixo astral,” ou inferno, conforme é chamado, por acreditar na interpretação com origem em outras línguas que mostram o Inferno como Sheol que significa em absoluto o túmulo, e que nada tem que ver com o fluxo dimensional externo das energias.

Mas, seja como for, agrada-me pensar nisso como almas espirituais desafortunadas, digamos, conforme poderão designar os vossos sem-abrigo no vosso mundo. Diria tratar-se de gente destituída desalmada e sem sentimentos que não retiveram ou não conseguem recordar a vida que levaram ou as vidas que tiveram no passado e que vivem numa espécie de vácuo em que muitos no vosso mundo vivem ao mesmo tempo. Creio que vocês empregam nomes como “parasitas” na descrição deles – ou o papel que lhes atribuem – em que os parasitas que residem no mundo material operam.

Mas claro que passo por um maior esclarecimento, agora que me encontro no espírito, a ânsia desses espíritos por atacar toda a luz que vejam emanar de qualquer pessoa de sensibilidade, pelo que conseguem descobrir onde para, porque se acham num estado de animação suspensa, e o que podem fazer para conseguir uma maior compreensão para elas próprias. Ainda assim, na sua ânsia podem em absoluto prejudicar as pessoas ou mesmo tornar-se violentas, e como através de um esforço concentrado da vontade arremessar ou mover objectos ou provocar aparições de cores repulsivas ou imagens diante dos olhos de várias famílias.

Creio que vocês interpretam mal o que designam por aspectos negativos da possessão ou da obsessão, porque dizer que seja um poltergeist  é uma ideia errada quando percebemos que o termo “poltergeist” queira dizer “espírito brincalhão.” Por isso é mal interpretado quando chamam a esse poder ou força inferior, conforme se veem compelidos a chamar-lhe, poltergeist em acção.

Baseio a compaixão que tínhamos, a minha mulher e eu, no facto de permitirmos que essas entidades entrassem no seu corpo, porque quando olhamos mais para o âmago da vida conforme me foi dado olhar por curtos vislumbres, tudo se move num estado de perfeição. Mas o homem, na sua constante busca de perfeição, utiliza a imperfeição da vida para tentar seguir a pureza do espírito e o cumprimento da mesma, a sua identidade, ou aquilo que tem lugar na sua longa jornada de um planeta para outro, até ao objectivo final do algo criativo, que não sei o que seja.

Mas descobrimos que os tratamentos de choque eram um estorvo, e que ajudava por períodos de tempo curtos. Contudo, aumentar ou diminuir a voltagem estava além da nossa capacidade, por a minha mulher não saber a amperagem ou voltagem  que deveríamos usar numa pessoa específica, por ela estar ocupada a proteger-se e a vibrar o seu espírito fora do corpo na luz brilhante dourada e prateada de protecção. Mas uma vez mais, eu estava a desgastá-la ao permitir que o espírito entrasse no corpo, e para mim persuadi-lo a abandonar o seu plano negativo e a entrar numa força mais positiva de vida.
Assim, havia uma outra coisa, caso não esteja a falar em demasia.

Pergunta: Não, está justamente onde está, e eu estou a desfrutar disto.

Dr. Wickland: Há mais uma consideração de que não estava consciente quando me encontrava no corpo. Em certa medida tinha consciência dele, mas não do que vi desde que passei para o espírito – enquanto o reconhecimento de que, em especial na feminilidade que sofre um monte de acções e de interacções por parte das fases da lua, por as suas células, da sua identidade espiritual e das recordações comoventes.

Pergunta: De que feminino está a falar? Estará a referir-se àqueles que são insanos, ou a falar de espíritos ou o quê?

Dr. Wickland: Não. Estou a falar mais do que afecta a feminilidade no corpo mortal, e também da forma como é afectado enquanto feminilidade ou vibração receptiva que é, ao chegar ao espírito.

E essas fases da lua afectam a frequência vibratória da feminilidade. Em especial, move diversas alterações endócrinas durante o ciclo menstrual, ou os processos naturais de limpeza dos órgãos reprodutores para uma vez mais iniciar todo um ciclo completo de vida.

Também descobri, bastante para minha surpresa, que cada uma das fases das diferentes luas afectam a frequência da vibração receptiva da mulher. Estarei a condensar demais o assunto?

Pergunta: Não, eu entendo-o, com excepção da altura em que começou a usar isso de “vibração receptiva da mulher.” Os demais que nos estão a escutar não sabem o que seja a vibração receptiva da mulher.

Dr. Wickland: A feminilidade consiste na acção receptiva.

Pergunta: Estará, então, a dizer que essa seja a parte sexual da mulher?

Dr. Wickland: Bom, essa é a receptividade do carinho natural da maternidade, mas claro que a acção receptiva se encontra muito mais próximo das forças da criação do que a acção positiva.

Pergunta: Mas está a referir-se à situação em que a lua se encontra cheia, que leva a que as mulheres sintam isso mais do que nas outras vezes?

Dr. Wickland: Elas são tomadas por uma tal euforia por criar e por expressar e por nutrir ou criar qualquer coisa que tenham nas redondezas que isso em si mesmo é igualmente um efeito que atrai a si uma clarividência mais profunda.

Mas uma vez mais, também descobri que no passado indistito – e eu pesquisei isso cuidadosamente. Sem dúvida que já terão ouvido falar, assim como a vossa audiência, nos continentes perdidos da Lemúria e da Atlântida. Bom, no passado distante, há centenas de milhares de anos, digamos, havia dois sois que iluminavam a criação a cada vibração eterna, ou aquilo que chamam tempo. Estará claro?

Pergunta: Tínhamos luz solar vinte e quatro horas por dia.

Dr. Wickland: Exacto. Bom, reconhecendo que existia uma perfeição profunda, harmonia e equilíbrio entre todas as energias ou frequências da vida – quando o sol Atlante se extinguiu devido à intromissão por parte da ciência da humanidade dessa era, provocou uma incompletude ou imperfeição no equilíbrio da luz, o qual no efeito que teve na Lemúria levou a acção receptiva a alcançar uma maior proeminência; e consequentemente a força das energias e das frequências são muito diferentes quando olhamos a acção positiva do que chamamos de masculinidade.

E assim, o desaparecimento de um sol baixou as forças da energia do que é a perfeição, e desse modo provocou o começo do que havemos de chamar – recuso-me a empregar termos como “mal” ou “perverso.” Digamos que teve início um “bem negativo.” Eram almas espirituais que começaram a entrar no plano externo ou limitações do astral. O termo “baixo,” referente ao astral não me agrada.

(NT: Origem, sem dúvida do mito de Lilith, ou demónio nocturno; a primeira mulher de Adão, conforme a crença tradicional judaica e islâmica)

Pergunta: Tem sido usado pelo Cole e por outros.

Dr. Wickland: Bom, não importa. Eu oponho-me. Prefiro chamar-lhe astral “externo” de qualquer modo, superior e externo. E assim teve início essa negatividade que o homem incorporou na religião, e à medida que ele busca e se envolve com superstições e mitos que lhe provocam um enorme temor desnecessário.

Ainda acho incrível, sabem, como há pessoas que ainda acreditam nessa transmigração da alma. Quer dizer,  se não forem bons, voltarão ao mundo como verme ou insecto. Mas isso não existe, por todas as coisas que existem na vibração permanecerem na sua respectiva frequência. Para além disso, não considero – se acreditamos em Deus ou na criação – que o que quer que exista sirva para aviltar ou degradar qualquer espírito divino, ou que se sacralize ao alcançar uma natureza depurada para depois descer a um insecto em função de uma punição. Mas, claro está que reconhecerão tratar-se da opinião que tenho. Só que, pelo que me foi dado constatar, tudo se move a partir de uma forma vibratória fixa.

Pergunta: Bom, Dr. Wickland, quando mencionou essa crença desse grupo particular, diria que se trate do tipo de pessoa que seja passível de se tornar possuída ou obcecada por uma das entidades do astral exterior por padecer, num certo sentido, de um espírito fraco?

Dr. Wicklad: Bom, preciso respeitar, também, as ideias do psiquiatra Reich que se lhes dirigiu – de que um monte de sentimentos de culpa provocam trágicas obsessões e possessões dessas. Façamos uso do reconhecimento do que representa a puberdade do advento do processo da masturbação, por exemplo, que não prejudica homem nem mulher, por o encontrarem na escuridão e luz que se enlaçam uma na outro a cada instante do dia.

Mas no âmbito da família humana, acho que seja a característica do ser humano, ou desumanidade dos chamados indivíduos que se firmam na piedade ou na ciência médica para sugerir qualquer reacção ou criação normal, que possa ser vista por qualquer formato ou feitio (estou a utilizar a masturbação como exemplo) como afirmar que não toquem em qualquer órgão vital ou isso os conduzirá à loucura ou levará a que sejam apanhados pelo diabo. Essas fixações da infância conduzem a muitas das obsessões e possessões.

Pergunta: Não será igualmente aquele que sustenta o mito o que padecerá de fraqueza da mente, e que constituirá um sujeito potencial para as obsessões e possessões (a pessoa que fortemente crê na transmigração das almas)?

Dr. Wickland: Que foi que lhe chamou?

Pergunta: O sujeito potencial, o fraco de espírito, o herege.

Dr. Wickland: Que quer dizer com “fraco de espírito?”

Pergunta: Alguém, um grupo de pessoas, que creia nesse tipo de reincarnação. Por exemplo, o Bloco de Leste daqueles que provavelmente acreditam mais nisso do que qualquer outro.

Dr. Wickland: Esses tornar-se-ão mais susceptíveis à obsessão e à possessão. Mas consideremos uma ideia que poderá expandir-se com base na tua. Não no sentido de depreciar de modo algum a crença que tens, mas de reconhecer que possas dizer, não obstante, que sejam pessoas fracas de espírito, e isso deve-se a que estejam constantemente a sujeitar-se aos caminhos da propaganda da crença. Lembra-te ainda que eles têm as suas próprias ideias e as suas próprias crenças, mas não podem expressá-las por viverem sob as leis específicas do país.

Mas em todas as coisas, até mesmo na América, creio bem, se é que consigo refrescar as lembranças (que rapidamente diminuem ao vivermos nesta energia) que tenha sido declarada a liberdade  quanto à vida, ao amor, à busca da felicidade, e que o indivíduo possua um direito inalienável de estabelecer a sua própria crença e ideia e de viver de acordo com ela conforme a encarar. Mas isso não parece estar em voga, na América.

Pergunta: Ainda assim defendo que a perda do livre-arbítrio - leve a que a pessoa se torne completamente dependente do que os outros pensem e acreditem – isso torna-a sujeito potencial da possessão. Em todo o caso não conseguirá resistir à entidade possessiva por não saber o que se passa com ela.

Dr. Wickland: Bom, posso concordar com isso, e creio que seja por isso que todo este esforço da parte de mestres e professores, e o interesse de milhões que existem por aí tenham vontade de falar no sentido de definirem a plenitude da perfeição, e que está agora a passar para a aceitação de milhões de mentes que buscam uma resposta cabal da verdade.

Mas na presente década da vida mortal ou material, a verdade expõem-se também de uma forma ampla para com, digamos, as orações da própria humanidade, e elas não serão recusadas.

Pergunta: Doutor Whickland, o senhor afirmou que deviam abolir as religiões.

Dr. Wickland: Certamente! Também deviam abolir a ciência, a menos que seja dotada do cariz da aceitação espiritual científica, e que analise ambos os aspectos da moeda e não só um.

Pergunta: Poderei entrar no tema daquilo que iniciou durante a sua vida – não enquanto doutor de medicina, mas aquela maldita máquina que o senhor inventou. Chamo-a de maldita máquina por achar que seja como todas as coisas com que as pessoas possam fazer dinheiro, mas gostava de saber de onde terá vindo. Estou a referir-me àquilo que fizeram a essa máquina e como a terão usado.

Dr. Wickland: Pois, por não terem atribuído um sentido ou instrução espiritual ao que a máquina deveria operar. E à semelhança de todas as condições da vida - e tanto a minha mulher como eu concordamos com isso – é como um bebé. Precisa rastejar antes de aprender a caminhar. Mas creio que seja tempo da humanidade começar a caminhar, de modo que estou a contribuir com a minha parte para o que está actualmente a suceder.

Pergunta: Se estivesse de volta à Terra nos dias actuais, que será que faria para ajudar essa gente em particular? Bom, mas considerando essa sua máquina: continuaria a usá-la, ou aboli-la-ia? Usaria vitaminas ou a cromoterapia? Que será que faria?

Dr. Wickland: Bom, antes gostaria de conhecer o segredo de como este corpo (do Sr. Babbitt) se mantém tão jovem, por ser uma delicia vibrar dentro dele, embora não precisarem chegar a dizer-lhe que eu tenha dito isto.

Não me encontro actualmente interessado em máquinas nem numa profissão. Desejaria saber mais acerca da senda das harmonias que estão a ser debatidas por estes mestres que jamais penetraram na fase material ou primária da forma física da vida.

Creio que gostaria de ensinar, não na qualidade de psiquiatra, acerca da resolução dos dilemas de certos indivíduos. Com a consciência do que conheço actualmente (que em si mesmo é limitado) gostaria de ser, no meu retorno à Terra e na recordação de outro corpo, um excelente professor das leis espirituais e de como as usar de uma forma que todos desejam poder tornar-se manifesta. Desse modo, ajudaria a abolir porventura todas as formas de cobiça, de ódio e de egoísmo.

Pergunta: Bom, está a falar do futuro; mas eu realmente estava a falar da actualidade. Que será que poderá ser feito por essas pobres almas que se encontram na terra do nunca enquanto se acham nessas instituições?

Dr. Wickland: Bom, precisamos de mais aulas, de mais palestras, de mais demonstrações para que convidaremos mestres de grande competência a apresentar-se e a ajudar a aliviar as condições daqueles que se vêm na prisão no perímetro externo do plano astral.

Pergunta: Óptimo. Bem, era a isso que queria chegar. Que será que precisaríamos dizer a esse grupo de gente que avança, dizer que queremos ensinar e ajudar essa gente; diga-nos o que faria.

Dr. Wickland: Primeiro, é importante que aqueles que se encontram nos círculos de aprendizagem, aprendam a elevar a consciência da energia, das vibrações e das frequências que têm. Gradualmente, caso a química dos seus corpos e espíritos e alma se enquadrem no princípio harmónico dessa doutrina, serão capazes de ajudar aqueles que se encontram no plano externo do astral. Mas à medida que cada vez mais se interessarem pela (questão da) elevação da consciência da aceitação espiritual da verdade, reconhecerão que milhões de indivíduos perdidos pelo perímetro externo do astral responderiam a essa consciência colectiva de serviço de verdade, de que eles nunca antes ouviram falar.

Pergunta: Bom, aquilo que está agora realmente a fazer é ir até à porta da frente do astral e tentar ensinar os espíritos que aí se encontram a afastar-se daqueles que lá se encontram. Será isso o que está a dizer?

Dr. Wickland: É, mas também é ajudar as pessoas a perceber as implicações espirituais do que seja o astral exterior, e como poderão servir no auxílio a tais espíritos desafortunados, por no processo da percepção dos grupos colectivos de indivíduos, quererem perceber que os indivíduos espirituais exteriores responderiam igualmente a tais esforços. Mas depois aqueles que estão a ser ensinados no plano externo do astral podiam tornar-se professores competentes em si mesmos, a fim de permanecerem no plano externo do astral para ajudarem aqueles que estejam realmente em busca, e desse modo, não permitir que se intrometam na privacidade de quem quer que seja no mundo.

Pergunta: Com o trabalho que estamos aqui a empreender, talvez de algum modo em linha com o que esses espíritos ou outros possam escutar algo, poderemos alcançar uma nova percepção, e isso transmitir-lhes o conhecimento do espírito onde quer que se encontrem, e talvez se um mestre vier junto deles e eles o escutarem, isso seja mais facilmente inscrito, por terem recordado alguma coisa assim quando se encontravam no corpo. E através dessas lições poderia dar-se um volte face no astral.

Dr. Wickland:  Bom, creio que precisam entender igualmente que no vosso mundo e em todos os mundos que circundam o vosso, está a entrar num renascimento espiritual que esteve na origem e começo de toda a vida. Conseguirás perceber as implicações que isso compreende em termos de significado?

Pergunta: A magnanimidade disso deixa-me aterrado.

Dr. Wickland:  A humanidade goza da oportunidade... se não usurpar do livre-arbítrio de que goza, mas nesta vibração do ano ou do tempo, conforme lhe chamam, acha-se em completa harmonia com a origem e o começo de toda a criação. Pensa somente no que isso significa. Pensei nisso desde que o ouvi da boca dos mestres, mas ainda sinto uma certa reserva quanto à plena aceitação disso. Mas aí quando penso nos biliões de anos em que todas os géneros humanos por todos os mundos se têm encontrado irremediavelmente perdidos, precisa eclodir alguma forma de realização que conduza todos à profunda compreensão do que representam, em toda esta infinidade de que falam.

Pergunta: Mas o tempo urge e isso é o que andam a dizer.

Dr. Wickland: Até aí também eu sei, mas creio que saiba pelo que me tenha sido dado observar por imagens de clarividência no espírito e o que aprendi com a frequência de várias aulas dos mestres, que certamente, e vocês sentem-no no vosso mundo, esteja alguma coisa a acontecer na invisibilidade da vida; essa é a única forma por que o poderei expressar.

Pergunta: Levar isso à atenção das pessoas torna-se tarefa difícil.

Dr. Wickland: Não desejaria estar no corpo mortal por esta altura. Mas não há nada a perder, e tudo a ganhar antes, e eu sei que as pessoas ouvirão. Está a chegar junto das massas – e isso acontecerá, por as exigências do colectivo através da força de milhões de indivíduos, há milhões de anos, ter que ter uma resposta.

Por isso, não se trata de uma condição de ausência de esperança. É somente o uso da mecânica do que designam por publicidade, e seja o que for que atraia a tenção das pessoas, independentemente do quão impossível o pensamento do mundo possa ser. Bom, preciso ir, mas cuidem de vós.


Pergunta: Foi um prazer.








Dr. Foote

Tal como na Terra, os doutores uniram as suas energias (numa nova forma de exercício em grupo) para trazer esclarecimento à humanidade, em vez de mero combate à doença. No estudo que fazem dos Registos Akáshicos descobrem que desde os tempos do Velho Testamento (em Qumram), “A Mente Comanda a Matéria” sempre foi verdade. Falem para todas as células do vosso corpo e ordenem saúde. Não peçam por ela. Ordenem-na.


A ASSOCIAÇÃO EM PROLE DO ESCLARECIMENTO

Dr. Foote: Sim, é o doutor Foote quem fala em prole do que agora cognominamos de associação espiritual para o esclarecimento em vez de estudo médico da doença. Quer dizer, estamos a formular – nós, nas pessoas do doutor Rife, eu e o Dr. Wickland mais o Dr. Reich, estamos a unir as nossas forças na esperança de chegarmos a uma profunda compreensão destinada à descoberta, por parte das pessoas na vossa Terra, digamos, para empregar o termo da igreja – nirvana ou perfeição da vida, e a utilização das capacidades que cada indivíduo possui para se tornar um para se curar.

Olhamos para trás para muitas das gamas vibratórias, e descobrimos que cada indivíduo é o seu próprio médico. E retiramos em parte do Velho Testamento passagens que eu pessoalmente honrei apenas com base em diversas verdades, por entre os milhares de palavras que representam verdades limitadas, mas que são factuais a partir do que é chamado de caminhos de Qumran, com que que cada um de vós teve associação no passado.

Por conseguinte, é somente adequado que uma pessoa compreenda que aquilo a que a ciência dá crédito é a predominância da mente sobre a matéria. A mente, que representa o espírito, espírito esse que representa a simplicidade do alento inalado na forma física, de que cada inspiração decreta o seu papel de vida sobre cada célula individual, que numa unidade colectiva descobrimos existirem biliões de partículas diminutas de energia, ou aquilo que o vosso mundo poderá chamar de força ADN da vida dentro do revestimento da célula.

E assim, em reacção do processo do acto de se dirigirem e falarem para cada célula na sua categoria específica, e de lhe ordenarem (em vez de desejarem) saúde, mas ao mesmo tempo alterarem o vosso condicionamento da vida de forma a libertarem a célula para poderem que possa proceder ao seu trabalho, de modo a penetrarem no ADN dentro do revestimento externo da célula, da mesma forma que o sémen penetra o óvulo na concepção. Assim, isso comanda a ordem da cura total na força ADN em qualquer situação de doença que se encontre no vosso mundo.

Consenti as muletas dos tempos passados, onde vemos que o doutor Rife terá usado a força da vibração que curava qualquer gérmen ou bactéria específica. Mas a partir dos ensinamentos e das situações de drásticas convulsões que se vê que a vossa Terra está atravessar no presente momento, é altura da humanidade desejar dar um passo adiante das limitações do hábito e da actuação dos remédios químicos e das emulsões.

A humanidade busca, poder-se-á dizer, uma varinha mágica que lhe conceda poder, o que representa um direito que tem de saber que são deuses por direito próprio. Desse modo, no desempenho da vida achamos que seja dever de todo indivíduo olhar ao espelho dos reflexos do seu próprio corpo; em especial dos olhos, as vidraças das janelas da alma, e dizer “Bom dia,” a essa força do ADN da vida que em verdade representa dizer que é Deus, a divindade, Vishnu, Jeová, Buda ou seja o que for que desejarem chamar-lhe.

Desimpedir a câmara interna da força do ADN da concha externa da célula constitui simplesmente o procedimento de abertura do Eu imaginativo e intuitivo, aquele algo que lhes fala por uma voz silenciosa, que no entanto lhes estende uma orientação e que dá plena atenção à vossa vida, ao propósito que tem, à doença que possa achar-se em qualquer actividade do organismo, e aí abrir a via específica de necessidade ou da força ADN para com essa área específica.

Por exemplo, achamos que isso corresponda à verdade que se expressa nas condições seminais da humanidade. Aí encontramos que existem quarenta milhões de biliões de células seminais no escroto. Essas são células que têm vida e que vibram, e que são as forças importantes do ADN que movem o corpo ao longo da sua acção positiva específica. Ao passo que olhando para os milhares e milhares de óvulos nascidos nos ovários da feminilidade, ou aquilo que designamos por força receptiva da vida, somente quatrocentos óvulos sobrevivem dos quatro biliões que são gerados nessa área durante o processo do nascimento.

Portanto, esta é a consistência daquilo que na continuidade dessas células, reconhece não existir interrupção naquilo que chamam de fluxo menstrual da vida ou do que designam por condições ejaculatórias do esperma, ou as actividades dos tecidos do recto. Eles, mantidos na sua forma e atitude legítima por acção da força do pensamento e expressão da vida condu-los aos corredores da juventude, ou daquilo em cuja direcção qualquer um no vosso mundo se volta enquanto fonte da juventude.

De modo que falamos dessas considerações importantes em linha com a cor laranja que afecta o sistema reprodutivo. Comprovada pelo constante pensamento ou visualização da cor laranja causará uma tremenda resposta por parte da força seminal ou pelo óvulo dentro dos ovários na expressão da mulher.

Isso, por sua vez pode activar e suscitar uma maior jovialidade àqueles que consideram que após a idade dos sessenta estejam para além das capacidades de trazer filhos à actividade do mundo ou que tenham as condições activas do coito, que são normais e naturais no mundo.

Por conseguinte, falamos da importância dessa força do ADN, ou aquilo a que chamamos de criação de Deus, ou seja o que for por que o designem; por isso, activar todas essas forças internas nas células externas, o que uma vez mais é feito por parte das faculdades de movimento do vosso ser interno no foco da perfeição.

Vendo a forma física, achamos que seja a máquina mais versátil e atemporal que alguma vez num período de um bilião de anos finalmente atingiu o seu estado maduro conforme o de que gozam no presente.

E assim, é reconhecer que essa continuidade de juventude não é encontrada nos químicos ou nas vitaminas do vosso mundo, nem na consideração das calorias. É enormemente encontrado na consideração que fazem da inalação e exalação do ar da pureza, ou descoberta do ar que seja assim puro, e consequentemente ver nele a substância necessária para encorajar aquilo que vós no vosso sentimento produzis um equilíbrio de energia de modo a poder instaurar-se essa cura absoluta do indivíduo.

Mas aí uma vez mais, o indivíduo não necessita de auxílio e cabe-lhe no âmbito deste enfoque e recomendação ver este entendimento do corpo, para expandir a totalidade das suas experiências, e ser capaz de, em qualquer altura dirigir-se a qualquer área do corpo desde a cabeça até aos dedos do pé. Isso significa concentrar essa força, e uma vez mais perceber que essa força é da porção interna da célula, ou o verdadeiro elixir da vida.

Isto desloca-nos para a compreensão de que o homem nunca foi trazido à forma física para simplesmente fazer uso das suas Terras e civilizações como que num processo de aprendizagem, mas simplesmente abranger a gama vibratória espiritual que cada indivíduo possui, ou todas e cada partícula que no vosso mundo expressa por intermédio da taxa de vibração, que nesta força o homem usa somente a forma material para perpetuar as humanidades de todos os mundos, para ser capaz de tocar aquilo que é material, para o gozar à mesma, e para habitar uma constante fonte de liberdade de expressão sem as limitações ou condicionalismos que flagelam  a humanidade actualmente.

Assim, quando a atitude ou a ignorância poderíamos dizer quanto à espiritualidade, ou  do desfrute como muitos fazem de uma espiritualidade senil , é imperativo reconhecer que essa máquina, tão excelente quanto possa ser, jamais esteve destinada à morte nem a mirrar, a ser plantada no solo. Foi designado que vós, enquanto espírito ordenásseis a continuidade do desígnio quando desejassem alterar os vossos átomos, quando desejasse ter um corpo diferente, macho ou fêmea, a fim de honrarem a lei da causa e do efeito ou os princípios cármicos da vida.

Isso evita contaminarem a terra com corpos ou formas mortas, e assim dar mais uma actividade de expressão aos objectivos finais de qualquer força vibratória envoltas na carne. E essa é uma das artes que foi limitada por aquilo que é chamado de crenças e ideias que têm quanto à religiosidade por não passarem de invenções, digamos, do cérebro humano, e curiosamente reconheçamos como isso de cérebro – que é aquilo que não possui quaisquer sentimentos; podem perfurá-lo com uma agulha que não obterão qualquer reacção, o que revela e comprova que a fonte dessa força do ADN não se acha confinado ao que chamam de intelecto, ou poder de raciocínio que alegamos possuir enquanto vantagem relativamente ao reino animal, mas que ao invés, o cérebro é, digamos, um vasto quadro eléctrico ou central de comando como os que conhecem que emite constantemente mensagens para as diversas partes do organismo à medida que lhe comandam o movimento.

A assombrosa condição desse efeito relâmpago ou trabalho de mensagem, é vista em cada piscar de olhos, movimento das mãos ou pernas, ou qualquer actividade em que desejem participar. É feito instantaneamente e assim em parte as ideias que têm no vosso mundo actualmente provêm do estudo do próprio cérebro. Esse cérebro ao estar dividido em dias metades que na verdade representa um todo no momento da concepção, e só passa para o que chamam de metades para controlarem a força espiritual assim como a força material. E à medida que o corpo cresce, as metades do cérebro ampliam-se como o brotar da flor e permitem que a memória dê início à actividade que é vista nas sequências de sonho rumo ao vosso dejá vu da vida. Ou mesmo nos sentimentos e atracções que sentem pelo sexo oposto da vida quer seja humano ou o que designam por forças naturais ou aquilo que possam chamar de romance da Terra como céu. Porque sem esse romance, decerto que não poderia ser Terra e céu conforme os conhecem, por precisar dar-se uma constante acoplamento das acções positiva e receptiva. E por isso, se o homem não as ativar na liberdade da sua própria expressão, então a sua força da vida activá-las-á por ele. Por isso, dá-lhe uma enorme luta onde ele continue nos códigos da biologia, quer prossiga ou não dentro dos condicionamentos do que é chamado moralidades da vida.

Mas, uma vez mais, estas palavras não são proferidas de ânimo leve por os médicos aqui se encontrarem bastante interessados no que o doutor Reich nos disse com respeito à plenitude do género humano e ao propósito que desempenha no mundo. Mas evidentemente, pela frente se encontram as previsões fixas (e também na lei fixa da vida) a exigência que a humanidade uma vez mais ressuscite o seu próprio mundo na plenitude, rumo a essa liberdade de expressão, e o que sucedeu antes em todos os mundos e agora sucede de novo o que se situa diante de vós.

Assim, é a humanidade que agora busca essas respostas cabais, e consegui-las-á, por agora estar receptiva a elas. Há este enorme cansaço de vibrações a pairar sobre o vosso mundo em que se distingue uma total desilusão com o que designam por desencorajamentos, depressões, actividades bélicas. A agonia da incerteza constitui a dor cruel da própria vida.

Por isso, assim que a humanidade se encontrar liberta por aquilo sobre oque desejam falar-lhe, com o que lhes pedimos que lhes dirijam e adoptem aulas em cujo trabalho nós sabemos que cada um de vós será competente, por ser aquilo para que estão a ser preparados. E é por isso que se encontram no mundo de novo, e se assim não fosse,, nós, as forças espirituais não penetraríamos nesta condição para lhes falarmos. Por em nós próprios termos coisas muito melhores que gostaríamos de fazer, mas devotámo-nos tal como desejam devotar-se à aceitação do que nós denominamos de processo de vida a respeito do que os vossos cientistas chamam de força ADN da vida.

Claro que se acha sujeito ao vosso livre-arbítrio, mas uma vez mais, os vossos destinos acham-se bem demarcados e por formas e meios de aliciamento o vosso espírito condu-los à verdadeira senda que buscam.

Assim, trabalhamos não só a partir do nosso próprio círculo de médicos, que são aos milhares, mas penetramos no anel de fogo, na força de Vishnu, num tempo em que o grande “OM” da vida é golpeado na bigorna de todos os mundos. E assim, gera o significado do que é interpretado como uso no mudo da vossa forma física.

Torna-se-nos divertido ver como tantos são tão conscientes dessa forma humana, e permanecem, e na quanto a todas as suas reacções, esquecem a compreensão de que na realidade o corpo não passa de uma ilusão, ou sólida materialização de átomos em movimento lento, conforme o Dr. Einstein nos diz. E quanto mais lentamente se movem, mais os materiais se agarram aos cinco sentidos em vez dos sete sentidos – cinco dos quais são espirituais, dois exteriores no que é o chakra da coroa e na força do que é a própria criação (e não o criador).

E assim, quando se expande a realização espiritual e se bebe da taça da sua própria compaixão e humildade, expande-se o portal até ao pleno reconhecimento do facto de que comanda todas as coisas terrestres, celestes, ou espiritual e cosmicamente. E nessa aceitação da expansão, compreende que é Deus por direito próprio, ele ou ela ou seja o que for. Por a unidade de medida se encontrar naquilo que é, conforme o doutor Chinês Yung Pun Fu nos disse uma e outra vez, que o yin e o yang da vida não são negados pelo poder do chi, ou o que consiste na força da própria criação.

E assim, expandindo-se até à compreensão de que ao olharem ao espelho do vosso mundo, percebem que são somente uma ilusão. Encontrarão alturas em que o corpo desaparece por completo da vista e em que ficam com uma força cintilante de energia vibratória na ordem de um espectro de sete cores.

Isso é muito melhor, na nossa estimativa, no sentido de alargar essa força de compreensão e de libertação de nós próprios da força sólida da vida. O céptico ou o agnóstico que não consegue acreditar nisso – só podemos usar como exemplo no vosso mundo, aquilo que enquanto água congela as moléculas ou átomos no gelo tornam-se mais densos, assim causando a intensidade do frio que na verdade é força espiritual na manifestação. Se aquecermos essa condição de gelo, os átomos tornam-se mais finos, o gelo regressa à condição de água, e uma vez mais assistimos à magia do sólido e d fineza da força no mundo, o que representa a total identidade da própria humanidade.

Não franzimos o cenho ao que representou a nossa inadequação nas nossas vidas materiais ao tentarmos curar as condições da humanidade. Não podíamos curar, podíamos apenas aliviar o sistema da sua destruição. E é o próprio indivíduo quem deve consentir na cura de qualquer parte do corpo, conforme descrito pela célula e pela força do ADN no seu interior.

Assim, isto conduz à compreensão do espectro da cor, ou mesmo a um que sinta a enfermidade da vida, nas oportunidades do vasto arco-íris que se move através do espectro do vosso céu. Olhá-lo pode lhes conceder uma cura, por essa cores do cosmos constituírem leis fixas da criação que tocam a Terra a fim de a sanar e a tudo quanto nela se acha. É uma cura mágica num instante ou pausa na criação da vida.


Assim, há maravilhas e há perfeitos milagres. Há totalidades de vida expressadas por todos os meios. E assim que descobrem isso e o reconhecem, percebem as plenas acessibilidades de que dispõem. E não os ancora a um mundo, mas à liberdade de se moverem por entre os vastos milhões de estrelas que na realidade são mundos em si mesmos repletos de vida somente talvez em diferentes formas. Mas vivendo em diferentes planetas embora possam não ser oxigenados por uma necessidade do pulmão, é vista em diferentes formas e feitios nesses mundos de modo a poderem respirar o prana da vida, em vez do oxigénio que vocês compreendem e conhecem no vosso mundo.


Mas antes de irmos para outros mundos e outras expressões deles, melhor será que compreendamos o próprio mundo de tecido e de carne em que vivemos, e como poderemos ser a plena realização da perfeição a toda a hora.

Isso poderá provar-se se o género humano tirar uns instantes, conforme o dizem, sob a influência do relógio, pra se olhar ao espelho e pra afirmar que é a perfeição que se vê e se anuncia à luz do olho. O som verbal de que, chamem-lhe afirmação, pode prestar enorme serviço à humanidade e a todo o indivíduo.

Portanto, este é o nosso discurso de momento, que deveria ser considerado e mencionado e tornado público para quantos tenham interesse. Vou aceitar algumas perguntas da cariz primordial para o momento.

Pergunta: Creio que aquilo que disse precisa ser estudado a fundo. Mais alguém terá perguntas a fazer?

Pergunta: Ouvi dizer que a ingestão de placenta fresca, ou  das secreções sexuais do corpo sejam saudáveis tanto espiritual quanto fisicamente. Poderia explicar isso?

Dr. Foote: Por que modo to haveria de expressar?

Pergunta: Os sucos vaginais e o sémen e esse tipo de coisa, se forem ingeridos no corpo, serão salutares para a pessoa.

Dr. Foote: Certamente que são válidos para com a expressão da vida, não obstante a actividade que seja empreendida no processo.

Pergunta: Gosto de repetir o termo OM, e faço-o com regularidade por sentir que me abre os chakras. Que é que acontece efectivamente a alguém, ou que é que acontece comigo quando repito o termo?

Dr. Foote: O OM representa a primeira palavra pronunciada nos mundos da criação, a que chamamos glóbulos sólidos de lentidão vibratória, conforme descrito pelo exemplo do gelo e da água.

O som “OM” constitui a força vibratória de toda a criação. Pode ser tinido e é capaz de repercutir sobre os chakras ou rodas de fogo localizadas ao longo da kundalini da espinha. A isso poderá o médico Chinês dirigir-se de uma modo mais aprofundado do que eu, por eu também me encontrar num processo de aprendizagem.

Mas o OM representa o instante da criação, de modo que quando é entoado pela caixa vocal, efecta tudo no vosso mundo. E todas as coisas  - quer sejam mamíferos, pessoas, ou mesmo a natureza – tudo estremece quando o OM é declarado pela vossa voz humana ou tinido através dos diversos instrumentos tonais de que dispõem no vosso mundo.

Pergunta: A que nota musical corresponderá?

Dr. Foote: As notas musicais representam a abrangência das vossas sete notas defronte das vossas sete leis da criação, assim como dos sete chakras fixos no corpo humano. Lembrem-se de que o vosso mundo em todos os mundos se move sobre aquilo que entendem como a figura do sete. Move-se na escala diatônica da música, que é bastante flácida quando escutam as melodias cósmicas, o que têm a oportunidade de escutar nos vossos momentos de euforia, ou quando quase sentem como se estivessem a ouvir as harmonias de toda a força celestial.

Isso por seu turno abre-se para com a própria fonte da vossa nota mais elevada do Lá, a qual nesse sentido se abre para com a cor violeta do espectro, que é o efeito de expansão da própria criação; e aí a sua oportunidade permite-lhes perspectivar a totalidade do que vocês são, para onde se encaminham, todas as vossas experiências passadas, e aquilo que se apresenta defronte caso se deem ao trabalho disso.

Tenho apenas uma crítica quanto a esse modo de encarar a questão, e não estou a sugerir que tenha qualquer defeito no grandioso plano da criação. Mas muitos indivíduos vivem numa tal reverência (temor) quanto ao que é natural, que perdem o sentido pleno da compaixão, do amor, e da compreensão da vida.

Pergunta: Para voltar à questão do OM, gosto de repetir o “OM MANI PADME HUM,” que muitos Tibetanos repetem. Isso terá o mesmo efeito que a repetição do OM?

Dr. Foote: Não posso responder-lhe a isso, senhora. Deixo que o Dr. Fu Man Lu venha e aborde a questão em seu benefício. E assim me despeço, por acreditar que me terei dirigido a vós por demasiado tempo.



Lucas



Lucas, (chamado São lucas por alguns) não nascera com o poder de curar pela imposição das mãos. Enquanto médico da sua era, ele testemunhou tanto sofrimento e miséria que se tornou agnóstico e repudiou qualquer crença em Deus ou nas forças angélicas. Em desafio para com Deus (caso Ele existisse de todo) ele ofereceu-se para trabalhar nas colónias de leprosos. Foi durante uma dessas excursões que ele passou pela experiência de uma conversão espiritual. Nas suas próprias palavras:



”Eu fui dominado pelo que designei por “sarça-ardente,” ou pela força da criação da luz.

Apareceu-me um espírito envolto numa veste brilhante de luz e cores vivas, e sons que foram ampliados por toda a criação como o espírito da misericórdia. Ao descer sobre mim essa força, instantaneamente vi não só um respeito de que precisava pela lei da causa e do efeito, como a necessidade de compreender o equilíbrio que qualquer pessoa atingiria no seu desejo de cumprir com o papel da aceitação que equilibraria essa causa e efeito. Caso tivessem optado pela dor, pela tortura ou pelas malignidades mais horrendas para expiar essa causa e efeito, então eu não teria qualquer direito e usurpar a própria jornada que tivesse empreendido antes de tomar a forma física.



Fiquei a saber que todo indivíduo de expressão finita servia um propósito significativo ao atingir o seu objectivo final de infinita verdade, ou de ser dotado de infinita capacidade. Mas é claro, em circunstâncias em que podia claramente ver o resultado de uma dada senda da vida de uma pessoa, eu descobria a cura absoluta presente para tal necessidade.”


Hoje não percebemos o corpo como uma bela criação de Deus. Não compreendemos que o “orgasmo move a própria fundação da própria criação.” O carma (a lei da causa e do efeito) e a reincarnação são reais. Elas dirigem-nos as vidas por formas inconscientes. Não existem acidentes. A menos que consigamos conhecer a história de uma pessoa (ao longo do tempo todo) não a julguem. Ela desempenha a sua parte na grande dança cósmica da vida. Não procurem retirar-lhe a liberdade de escolha, o seu livre-arbítrio – toda a vida é experiência de aprendizagem.

Ao nos condicionarmos e aos nossos filhos com falsas crenças, encorajamos a enfermidade e a crença. Por exemplo: não é entendido que “o feto de uma criança por nascer que ainda não comporta o espírito senão até ao primeiro sopro de vida conforme o conhecemos. “Cada pessoa constitui uma força vibratória única do universo. Todos os pensamentos e acções lançam ondas no lago cósmico e desse modo tornam-se numa parte integral do registo intemporal Akáshico. Tal registo pode ser lido por indivíduos dotados que lhes poderão dizer exactamente sucedeu em qualquer altura do tempo e em qualquer ponto do espaço.

A CONVERSÃO DE LUCAS, A CURA ABSOLUTA, A INSEMINAÇÃO ARTIFICIA, TRANSFUSÕES DE SANGUE

As minhas saudações para vós, mortais da Terra. Entro como Lucanias, o médico, e alguém que não conheceu o corpo nem o espírito de alguém chamado Jesus. Conversei com sua mãe numa (tentativa de) compreensão do seu filho e do que ela sentira tinha sido o propósito que tinha trazido ao penetrar no ventre da vida de novo; e a fim de demonstrar as plenas verdades que se movem agora ao longo do horizonte de todo o infinito no presente.

Tinha curiosidade em conhecer o homem Jesus, por eu ser dotado do poder da cura absoluta. Não se tratava de condição que eu buscasse, nem procurei por pergaminhos místicos um elixir da vida que promovesse a fonte da verdade da vida eterna na forma mortal.

Servi as multidões, e no desejo de servir não descobri contentamento nos moldes materiais de levar auxílio ao sofrimento. Descobri a frustração ao procurar o prolongamento da vida e combati o espectro da morte com cada arma de força disponível nos meios da concepção farmacológica.

O descontentamento que sentia conduziu-me à profanação contra a chamada crença em Deus e a força angélica desse tempo, e não conseguia acreditar num Deus ou ser supremo que permitisse sofrimento tão insuportável do corpo, por entre as profundezas da agonia e da dor do paciente, cujas orações dirigidas a tal personificação mítica sentada na cadeira de juiz, em que cada um era finalmente julgado pelos seus actos, bons ou maus, não encontravam ombro amigo.

Eu servi nas colónias dos leprosos para aprofundar o desafio que dirigia a esse Deus fictício, e o momento por fim chegou em que fui dominado pelo que era chamado de “sarça-ardente,” ou a força da luz da criação. E me apareceu um espírito envergando uma veste de luz e de cores brilhantes, e sons que foram ampliados por toda a criação como um espírito de misericórdia. E essa força desceu sobre mim, e instantaneamente apurei não só o respeito de que carecia pela lei da causa e do efeito, como vi a necessidade que tinha de compreender o equilíbrio que qualquer pessoa estava a atingir no seu desejo de consecução do seu papel de aceitação que equilibraria essa causa e efeito. E caso optasse pela dor, pela tortura e pela hedionda malignidade a fim de expiar essa causa e efeito, então não me caberia o direito de usurpar a própria senda que tivesse buscado numa forma física. antes de a empreender.

Fiquei a saber que cada indivíduo de expressão finita servia um propósito significativo ao atingir o seu objectivo final de infinita verdade, ou ao ser dotado de infinita habilidade criativa. Mas claro que, em circunstâncias em que eu pudesse ver manifestamente o resultado de um dado percurso na vida de uma pessoa, descobria que a cura absoluta se achava presente.

Mas a panaceia para as enfermidades e doença da humanidade acha-se encerrada nos seus condicionamentos, ou vidas sucessivas, na inversão dos padrões de criança para pai e de pai para filho. Mas a falta de compreensão de cada célula na força do corpo que vibra na sua consciência própria pode ser destruída pelo condicionamento intencional da força do cérebro ou pelas atitudes da pessoa num dado momento e por conseguinte liquidar a consciência de cada célula, e activar dentro de si a força da malignidade.

Por conseguinte, a falha da humanidade conduz à compreensão de que a maior necessidade da vossa presente sociedade é a mesma que a sociedade que eu tinha no passado: a aceitação do facto de se dirigirem à força da estrutura celular do corpo e do o encararem como um templo de beleza, de o reconhecerem como um propósito plenamente orgásmico que, no seu orgasmo move as próprias fundações da criação; conceder-lhe a liberdade que tem da própria expressão de espírito sem considerar nem ignorar a mudança do que representa a morte que sucede na altura que se afigurar melhor para o indivíduo.

E sensata seria a humanidade pensar no renascimento e buscar ansiosamente adiante por uma forma etérica de identidade que possa inscrever-se de novo nos mundos. Mas a derrota de toda a humanidade do vosso tempo assim como do meu deriva das convicções oriundas das intrigas políticas e religiosas, dos códigos de moralidade e ética, e não da busca das maiores alegrias e beleza que abranja todas as forças da vida.

Pergunta: Doutor, o seu nome é Lucanias?

Lucas: Ter-me-ão ficado a conhecer como São Lucas, mas Lucanias era o meu verdadeiro nome.

Pergunta: Li algumas das entrevistas que deu num dos livros do Charles Hapgood sobre as Conversas que teve com Cristo e os Seus Discípulos, dos livros anteriores do Elwood, e gostei bastante do que então disse.

Lucas: Mas agora passamos para propósitos esotéricos mais profundos, por vocês estarem a entrar na mudança do que no passado era chamado de “muralhas de Jericó.” As muralhas da vossa democracia, o vosso propósito de vida, o condicionamento que têm na vida, a incredulidadeque têm na beleza da imaginação ou intuição, a incredulidadeque têm na concepção da plenitude e apreço pela vossa forma material assim como pela vossa forma etérica; mas acima de toda a contemplação para com a beleza de uma estrela, por ser unicamente um reflexo de vós próprios enquanto energia.

Pergunta: Lucas, como fazemos parte da profissão médica, gostaria de lhe dirigir algumas questões. Que é que sucede a uma criança nascida do esperma masculino, quando esse esperma tiver provindo de um banco de esperma em que tenha estado congelado?

Lucas: Isso equivale àquilo que designam por clone promovido na vibração negativa da limitação, a que chamam de deficientes no vosso mundo. A vida requer no seu começo de um ninho quente e húmido para facilitar a base, o crescimento e o pleno desabrochar da forma de um corpo físico. Precisa ter esse espírito, o dom do amor de uma mãe, o dom das suas formas de pensamento e o maior privilégio de toda a criação consiste em promover do seio da vida, a criação de toda a infinitude. Pois que lhes vou dizer que, quando uma criança nasce como homo sapiens, no reino das plantas, nas forças da natureza, dá-se uma pausa na totalidade da própria criação. Porquanto com o primeiro choro de vida gera-se uma jubilosa celebração por parte dos milhões de anjos por saberem que a continuidade da vida é uma vez mais respeitada nas leis da evolução.

Pergunta: Lucas, e que dizer de uma criança nascida pelo processo da inseminação artificial?

Lucas: Não brota do amor. Pois que se uma condição não brotar do amor ou da verdadeira satisfação da experiência orgásmica do receptivo feminino e do positivo masculino, não terão uma vida que possam dizer que seja angélica. Terão gerado simplesmente uma outra condição por uma questão de orgulho científico.

Pergunta: E quando envolver a situação de uma barriga de aluguer? Estará familiarizado com essa expressão?

Lucas: Certamente. Não é importante a condição em que a mãe ou a força feminina aceite ou não o papel do esperma para conceber em prole de outra que não consegue conceber. A lei da concepção permite que a força da vida se mescle no solo da calidez, do amor e da humidade. Essa é a lei da criação.

Pergunta: Poderás falar-me sobre as transfusões de sangue?

Lucas: Apresentam as suas limitações, mas não seriam necessárias caso o homem espiritualizasse uma transfusão de energia com o respeito e dignidade que são devidos ao corpo, que não são dados devido, conforme foi declarado por outras entidades, aos condicionamentos da vida, aos códigos da moralidade, aos jeitos da negação do magnífico físico do corpo do homem e da mulher.

Se passassem pela graça da arte Grega, descobririam o maior dos respeitos manifestados pela forma humana, mestria que todos admiram. Por o mistério do homem e da mulher jamais ser visto por aqueles que se vêm enganados pela plena compaixão da vida eterna.

TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS, SIDA, CARMA, DEFICIÊNCIAS CONCEPÇÃO HOMOSSEXUALIDADE

Lucas: Lucanias aqui, uma vez mais. Fui interrompido na nossa última conversa, por o corpo ter apresentado sinais de cansaço, mas eu prometi regressar caso pudesse servi-los com quaisquer perguntas.

Pergunta: Fico encantado por ter voltado, Lucas! É verdade, foi interrompido. Lucas não sentiu desconforto por ter falado acerca das questões que lhe apresentei?

Lucas: Eu sou como a crença em toda a humanidade e nas formas sólidas do viver, que tudo quanto possa ser expressado por qualquer forma que afecte a alma e o espírito e o corpo do homem e da mulher, deve ser exibido publicamente na vibração da Terra para poder trazer contentamento e plena compreensão àqueles que se movem pela incerteza.

Pergunta: Creio que quando terminamos estávamos a falar de transfusões sanguíneas. A pergunta seguinte ia ser sobre transplantes de órgãos. Que pensas deles?

Lucas: Bom, se for transplantes de órgãos, transfusões de sangue, injecções por administração de agulhas, isso merece a reprovação na lei da criação. Por não ser natural invadir o corpo humano com substâncias estranhas provenientes de um outro corpo ou de uma sangue diferente ou diferentes bactérias para combater aquilo que se acha em simpatia com as bactérias em que tenta instaurar o equilíbrio.
Lembrem-se que, quando consentem com transfusões de sangue ou transplantes estão a interferir com o processo natural daquilo que identifica a vossa energia específica de vida. Quando infundem a vossa energia de vida com outra energia de vida, estão a acrescentar o foco vibratório do dador das células, o que pode não conduzir à aceitação do elemento estranho no que representa o seu próprio domínio privado.

Diria, no mais enfático dos termos, que se trata de uma invasão de privacidade, da privacidade da frequência vibratória que lhes confere a força para reconhecerem que são Deus por direito próprio. A natureza reprova os transplantes. É pegar numa planta, retirá-la do seu local e movê-la para um outro local, lembrando-se (daquilo que o homem parece não recordar ou não quer recordar) que todas as condições sólidas ou encantadoras são força vital em vibração. E eu creio que no vosso mundo de actividade isso já terá sido provado.

Daquilo que me foi dado observar do mundo, em especial desde que tenho aqui estado no espírito, não é agradável ouvir o grito e a agonia de uma árvore tombada pela mão do homem, nem ver ou ouvir o clamor de misericórdia dos animais que não são usados para o bem do homem seja no que for que os empregue. Eles fazem parte de uma Unidade completa que confere a todas as coisas a força vibratória para viver no equilíbrio e na plena harmonia da vida. Isto responder-te-á à pergunta?

Pergunta: Decerto que sim. Só gostava que expandisses um pouco mais em prole da compreensão do ouvinte, como é que toda a gente tem a sua força vibratória própria, do mesmo modo que uma impressão digital.

Lucas: Não existe nada na criação que não seja dotado da sua vibração própria – o efeito de ondulação da energia, conforme a entenderiam. A expansão das ondas sobre um lago de águas estagnadas que são perturbadas por uma objecto sólido, e cuja ondulação se propaga em círculos perfeitos na direcção da zona exterior da costa. Neste caso, digamos que o homem se encontra no centro; ou que o centro seja o unidade de Deus, e que as camadas externas que são a expressão de todas as galáxias, estrelas, e de todas  energias e atmosferas seja em que mundo for em que estiverem a operar. Por conseguinte, referimo-nos – e todo indivíduo do vosso mundo de algum modo acredita nisso, a um Deus todo-poderoso. Não será certo?

Pergunta: Decerto que sim, de um jeito ou de outro, suponho eu.

Lucas: Pois bem, a ser verdade, se Deus é Unidade, seja o que for que os outros queiram que essa Unidade seja, então todas as coisas que entram provenientes da criação da infinitude possuem a sua unidade de frequência vibratória. Isso diz respeito ao que quer que seja que possa ser sólido ou ter lugar entre as energias refinadas. Por isso não podem escapar à própria unidade de toda a vida, quer seja na Terra ou por entre as forças refinadas da criação.

Pergunta: Muito bem. Muito obrigado, Lucas. Agora, que é que sucede à pessoa que recebe o transplante?

Lucas: Referes-te às formas de invasão dos corpos por desígnio estranho?

Pergunta: Sim.

Lucas: Ela pode assumir muitos dos traços ou peculiaridades da pessoa de quem tenha obtido o sangue. Assume as atitudes das células do dador, e isso por sua vez perturba o fluxo livre da energia singular que compõe a vossa identidade, e desse modo agrava as complicações nas células, tais como casos súbitos de pneumonia, casos súbitos de hemorragias, ou em muitos casos, fortes choques (cuja causa) a vossa profissão médica não compreende.

Mais tarde, quando o paciente é curado, as atitudes da mentalidade mostram uma mudança. Uma pessoa feliz e dotada de vivacidade pode tornar-se taciturna ou triste devido à injecção de células que padecessem dessa condição, e que tenham sido injectadas no corpo que possua um equilíbrio razoável na sua vida.

Pergunta: É a primeira vez que ouço algo assim. Já ouvi várias coisas diferentes provenientes do Espírito, mas esta é bem interessante.

Lucas: É bem verdade. Tu perguntaste sobre a unidade das coisas. Quando alteram essa unidade por meios artificiais, provocam problemas que vão além da compreensão que a ciência e a profissão medica têm.

Pergunta: Muito bem, passemos então para a questão da Sida, das transfusões de sangue e o uso das agulhas por parte dos viciados. Sabes que no nosso mundo actual temos muitos na nossa sociedade que são dependentes de drogas. Poderias falar disso?

Lucas: Bom, precisamos ser justos com a totalidade dos indivíduos do vosso mundo ao declararmos que precisam lembrar-se que, independentemente de se tratar de um viciado na cena que diga respeito às drogas, quer seja o homossexual, a lésbica, ou sejam quais forem os traços que o ser humano possa apresentar – lembra-te que uma percentagem daquilo que diz respeito à lei da causa e do efeito, ou do trabalho do carma que tenha assumido no presente período de vida.
                                                                                   
Mas por a pessoa ser, o que designam por pária que vagueia pelas ruas ou um vadio, um pedinte, não podem criticar nem posicionar-se em posição de julgarem nem escarnecer da própria atitude que essa pessoa infeliz possa estar a projectar em qualquer altura. Lembra-te que essa pessoa se encontra num processo de equilíbrio e não a pagar dívida alguma que tenha contraído, em termos de causa e efeito para com os domínios da natureza; por conseguinte, precisa haver um respeito dotado de gentileza de pensamento projectada para a pessoa. Mas não requer que se lhe associem.

Pergunta: Muito bem, aquilo que está a descrever é o termo carma. Creio que as pessoas compreendam mais o termo do que causa e efeito, que representa a mesma coisa.

Lucas: Bom, é simplesmente aquilo que a Bíblia diz: “Aquilo que semearem será o que colherão.” Isso pode ser usado a título de exemplo.

Pergunta: Sim, entendo. Lucas, esta epidemia chamada SIDA que nos está actualmente a acometer; estará a manifestar-se por entre a população? Será que sim ou que não? E poderias explicá-la?

Lucas: Está a tornar-se numa epidemia por todo o vosso mundo e todas as vossas raças. Mas lembra-te que a SIDA é uma doença provocada pelo homem e não pode ser associada ao que representaria uma causa carmica como o que designam por lepra.

Pergunta: Está a recorrer a uma analogia. A lepra consta de uma lei carmica, enquanto a SIDA foi criada pelo homem. O que estás, pois, a dizer, é que é muito mais difícil para a pessoa curar-se da Sida do que seria da lepra?

Lucas: Não existe cura para a lepra; é o que a entidade ou a pessoa terá aceite no modo de vida tal como aqueles que são portadores de graves deformações. Não conseguem encontrar cura para aquelas condições a que chamam de distrofia ou espasmos musculares (Distrofia Muscular). Isso representa um exemplo, ou o que chamam de deterioração do cérebro da pessoa.

Pergunta: Voltando de novo à SIDA. Tu disseste que é uma doença provocada pelo homem. Quererá isso dizer que tenhamos um problema ao nos querermos livrar dessa doença? Ela irá assumir o seu rumo ao longo dos anos?

Lucas: Não, até que o homem consiga aceitar a ideia de usar  a placenta de um recém-nascido e a mastigar de imediato para desse modo equilibrar a força da SIDA, porque assim ainda deverá constituir um problema. Isso em si mesmo constituiria um começo, mas o que de importante há a considerar é que o que o Doutor Rife legou ao mundo – foi negado – e por conseguinte completamente aniquilado do vosso mundo. A cura dele deveria constituir a resposta não só para a Sida como para todas os vossos problemas decorrentes da doença.

Pergunta: Certo. Nesse caso não nos vamos adiantar mais. A pergunta seguinte que gostaria de abordar é da manutenção da vida, praticada pelas medicinas dos nossos dias, de uma pessoa preparada para deixar esta dimensão ou morrer. Que efeito terá isso na pessoa que pretende morrer – a pessoa que supostamente deva morrer devido ao seu carma – e na pessoa ou médico que a mantém viva?

Lucas: O que importa considerar aqui na pergunta que colocas é reconhecer, não o certo e o errado que possa envolver, mas levar a humanidade a compreender, quer goste disso ou não, que há um tempo para nascer, ou uma vibração a nascer, e um tempo para procederem à transição ou aquilo a que chamam de morte.

Os vossos métodos médicos modernos conforme os observo, forçam o organismo a prosseguir com a vida celular, do meso modo que encontramos a vida celular no feto de uma criança por nascer, que não comporta o espírito senão por altura do primeiro sopro de vida conforme o conhecem. Por conseguinte, passa por passarem uma instrução caracterizada por um entendimento cabal de que cada pessoa deve harmonizar-se com a diversidade da sua força visionária, digamos, ou entrar em sintonia com canais ou processos de compreensão e encarar e atrever-se a encarar o seu nascimento e a sua morte. Contudo, sinto preconceito em relação ao termos “morte” e acho que devia ser excomungado do léxico.

Pergunta: Que termo gostaria de usar?

Lucas: Transição, renascimento – renascimento agrada-me mais. Por todas as coisas passarem constantemente renascimento a toda a hora. Se pensassem no renascimento que se opera nas células do vosso corpo a cada segundo da vossa respiração, levá-los a perceber a tremenda actividade que está a ter lugar deixá-los-ia desconcertados na força ou energia dentro de vós. Contudo, quando uma célula morre, não vejo ninguém pesaroso por essa morte ou receoso por ter morrido, por não ter noção disso. Do mesmo modo que não têm consciência quando nascem através do canal do nascimento. Alguns possuem aquela capacidade de seguir o processo do renascimento completo na matéria; estou a referir uma nota de carácter geral.

Pergunta: Lucas, falemos sobre o nascimento de uma criança. Ora bem, o nascimento de uma criança enquanto feto no ventre materno passa pelo mesmo procedimento que o nascimento da humanidade, não será verdade?

Lucas: As mesmas forças idênticas e as mesmas vibrações. Mas estendamo-lo à planta ou ao animal do vosso mundo, às forças naturais. Mas acima de tudo, olhemos a maneira de ser das águas da vossa terra, quer saturadas de sal, puras, doce ou calcária. A sobrevivência e o milagre da vida está na água que gentilmente cai do que designam por céu, mas também na água da mente fornecida ao organismo pela vossa aceitação de se situarem na unidade da criação hidratada.

Pergunta: Bom, mudemos de assunto e passemos para o caso em que macho e fêmea se unem na cópula, e digamos a cada um que não queiram que a fêmea engravide. Por outro lado, temos um casal que diz querer alcançar. Gostaria que explicasses espiritualmente o que determina que a mulher alce a gravidez ou não.

Lucas: Entendo que tenhas a intenção de mencionar a diferente vibração do esperma, contrária à força do óvulo dentro do ovário, ou o óvulo do sexo feminino. Um homem e uma mulher podem ser atraídos pelo amor celular, alma da recordação, ou harmonia espiritual e compaixão que os atrai para a força da lei da atracção.

Um casal, conforme dizes, pode ter uma realização espiritual de amor, uma lembrança em compaixão de vidas que tenha vivido no passado; e também pode copular entre si na esperança de obter prole. Contudo, em muitos casos dá-se um enorme desapontamento, que conduz à sua separação e ao divórcio conforme lhe chamam. Não é culpa do óvulo nem da feminilidade, nem é culpa da masculinidade, é a frequência de vibração que exala ou que dá à luz um equilíbrio vibratório celular em simpatia com o esperma.

Se não existir um equilíbrio, então, independentemente dos meios médicos ou psiquiátricos que forem empregues, esse casal não terá filhos; ao passo que a irmã da noiva ou o irmão do noivo podiam impregnar esse óvulo. Mas isso não é encarado em termos de legalidade, pelo que o divórcio se segue, e os casais seguem caminhos diferentes em função da verdadeira união que buscam.

Lembra-te que não existe força maior que a da criação. E a criação, em especial no ventre, ou a luz do Yoni, conforme chamam à vagina em termos espirituais, que anseia por uma realização. A gravidez daquilo que a lei espiritual exige, mas claro o estímulo biológico ao ser secundário, ainda assim a mulher sabe que passar a vida sem descendência, ela será uma pessoa indesejada e muito infeliz, por não ter completado o carma ou a visão que tinha antes de nascer.

Essa é a tragédia daquilo a que chamam de conventos da religião. Mas uma vez mais, é a força do homem ou esperma, u aquilo que é chamado de Lingam, que não passa de um outro termo para pénis, ou o eixo da alegria conforme lhe chamam na Turquia. Se essas considerações não estiverem em constante expressão, tornar-se-á numa das maiores causas da velhice.

Precisa dar-se uma constante expulsão do esperma e do óvulo. Precisam dar-se esses orgasmos de que creio que o doutor Reich falou; com o que estou inteiramente de acordo – com o (Dr. Reich) um indivíduo muito em harmonia com o espírito. Mas o problema está no puritanismo, na teimosia e na negação do que é natural. Por todas as coisas consideradas possuírem um yin feminino e um yang masculino, conforme chamam à lei da criação que se encontra nos antigos manuais.

Mas a reprovação, com que estou em completo acordo, com respeito à promiscuidade; é causa de enorme sofrimento para a humanidade. Mas afirmo que se houvesse liberdade da expressão biológica, e uma compreensão daquilo que se busca no equilíbrio com um companheiro na unificação do espírito, da alma e do corpo, então não haveria essa constante promoção do que chamam de sexo ilegal.

Pergunta: Não existe nada de ilegal com relação ao sexo.

Lucas: Somente nas mentes daqueles que consideram o corpo como algo a ser encoberto. Pelo que as muitas estátuas que eu reconheci durante as minhas permanências na Terra, representavam o embelezamento do corpo na sua nudez. O facto de poder envolver um falo ou uma vagina era inconsequente para o trabalho criativo da arte, da parte de alguém que apreciasse a obra da criação.

Assim, na minha compreensão e pelo que me foi dado observar, ainda se encontram nesta ideia básica da vida, a desdenhar da interpretação que fazem de Deus, por se sentirem envergonhados com o que ele lhes eu a usar sobre o espírito.

Pergunta: Acho um tanto ridículo, não será, desdenhar do que Deus nos deu?

Lucas: Meu querido jovem, a humanidade tem sido ridícula há tanto tempo, que é já tempo de acolher a grande renascença que se move pelos horizontes de todos os mundos.

Pergunta: Lucas, não existirá uma cura para a homossexualidade proveniente de dentro da pessoa?

Lucas: Caso o indivíduo desejo ser curado ou mudar. Mas a homossexualidade é normal na força criativa da vida, assim como os eunucos, ou aqueles que tiveram os testículos removidos do corpo.

Têm que reconhecer a lei da causa e do efeito. Precisam compreender que se a energia de concepção masculina que tenha retornado do perímetro externo da morte a um renascimento num corpo feminino, for varrido para esse corpo sem o reconhecimento ou compreensão da sua jornada cármica, faz com que ele não apresente a capacidade de lidar com a força oposta do que tinha sido num passado.

Por isso, um homossexual que tenha sido uma mulher numa vida passada, que entre demasiado rápido numa outra vida num corpo masculino, encontrará o maior deleite e associação junto da feminilidade do seu próprio ser; mas ainda assim, adere à masculinidade de outro ser masculino por não compreender o que o atrai para a acção positiva, ao invés das maneiras normais da receptividade.

Pergunta: Quando é que isso tem lugar?

Lucas: Quando a entidade, ao circular pelas suas próprias formas pensamento, decide regressar à Terra para resolver algum tipo de carma.

Pergunta: Antes da concepção?

Lucas: Sim, mas a entidade não percebe o que os padrões cármicos envolvem, nem tão pouco se o corpo que deseja assumir deveria ser macha ou fêmea. Ele vê a luz da gravidez no seio da vida, precipita-se para ele, e aguarda o nascimento do feto. E por altura do primeiro alento, sobre para ele, por assim dizer, e apossa-se da forma celular. Mas descobre que se sente incómodo por não ter percebido que devia ter assumido uma forma feminina, em vez de saltar para a masculinidade que não compreende, e sente uma tal aversão que resulta a morte no berço (Síndroma de Morte Infantil), ou a pessoa torna-se homossexual; dá-se o mesmo com as lésbicas.

Mas isso não é de condenar, por terem exemplos disso por todo o vosso mundo actual presentemente. Alguns dos vossos mais respeitados sacerdotes e políticos, e homens dotados de enorme intelecto, são não só homossexuais como são homens que desfrutam das forças da orgia que já eram conhecidas na época da Roma antiga.

Pergunta: Recuemos um pouco. Por altura do nascimento na passagem em que referiste que o espírito entra, quer dizer que a vida não tem início até que se dê o primeiro sopro de oxigénio.

Lucas: É verdade. Declarando agora que a entidade que conhecer a causa e o efeito, ou carma, que desejar equilibrar, ao assumir esse começo do corpo celular uma vez mais, não percebe, nem tem desejo de compreender, a energia que gostaria de assumir, um corpo feminino ou um masculino. E se tiver sido feminino e tiver saltado para um corpo masculino, a atracção deverá ser dotada de masculinidade no mundo. Mas não deve ser condenado pela sociedade, por descobrirem que muitos desses homossexuais e lésbicas são artistas brilhantes, ou habilidosos seja em que profissão for que assumam. Quem poderá dizer que isso seja errado, pois eu preferia aceitar a homossexualidade da vida do que todas as mentiras ocultas e ressentimentos e ódio que vejo nas multidões que tenham assumido corpos legítimos.

Pergunta: Bom, existirá algum tratamento com que possa trabalhar, caso pretenda voltar à masculinidade ou feminilidade que corresponda ao seu espírito?

Lucas: Bom, entendo que no vosso tempo haja operações que realizam, de que nunca tinha ouvido falar quando me encontrava na Terra. Essa é a mudança sexual que pode ser feita.

Pergunta: Referia-me a uma cura pessoal, espiritual, uma visualização ou algo parecido. Existirá coisa tal que possa suceder?

Lucas: Podem levá-los a constatar a razão disso ter acontecido, e formas possíveis porque poderiam mudar para uma vida heterossexual.

Pergunta: Através da visualização ou mental, ou da aparição?

Lucas: Não, através da compreensão, do ensino esotérico relativo à questão de serem o que são, e de uma resposta que lhes seja dada de verdade que não prevalece nos desígnios educacionais da humanidade.

Pergunta: Certo. Era disso que estava à procura.

Lucas: Então, a escolha fica a cargo da pessoa, mas eu não condeno ninguém pelas atitudes que toma nem pelo que representam, porque todos são iguais na unidade do seu ser divino.

Pergunta: Nesse caso, eles dispõem de escolha, e tu estás a dizer que podem resolver isso caso pretendam encontrar uma resposta, não?

Lucas: Correcto, mas trata-se e um opção do livre-arbítrio que deve ser respeitada por aqueles que pensam que são mais santos que vós.

Pergunta: Bom, temos mais alguns problemas no mundo tais como a bulimia e a anorexia. Que será que provoca esses problemas?

Lucas: Relativamente à lei da causa e do efeito, relativamente às considerações cármicas é por exemplo a inter-relação que observei durante a permanência temporária que tive na Terra. Diremos que uma pessoa que se torne obesa, cava a sua sepultura com os dentes. Alcançam peso em excesso devido à débil recordação de uma vida anterior em que deva ter morrido à fome, ou tenha passado período de fome nas masmorras e nas cadeias do mundo, e o seu último alento tenha sido um em que se tenha violentamente ruído de fome ou padecido de falta de nutrição. Ao retornar ao mundo, não consegue contentar-se. Mas isso não se deve à falta de lógica no seu pensar mas por esse segmento da vibração não ter sido compreendido; e assim, de nov0o come para além da capacidade normal para o corpo correspondente ao seu peso legítimo.

O mesmo poderá ser dito em relação à pessoa magra que morre uma morte violenta devido ao excesso de peso. Não é salutar, e priva o corpo no que toca à consideração dos vossos processos dietéticos, ou forçam o corpo de uma forma não natural a perder esse peso ou a obtê-lo.

É disso que tratam estas aulas, ou estes diálogos. Dar ao indivíduo uma compreensão espiritual da razão porque são aquilo que são. E tudo se acha ligado aos domínios exteriores das causas e efeitos provenientes de vidas do passado. O que poderá ser mais simples?

Pergunta: estás a desfrutar desta conversa, deste diálogo, Lucas?

Lucas: Evidentemente, por estas coisas, estas perguntas e respostas nunca terem sido levantadas com verdade, quer por os pudicos não o quererem tornar conhecido ou por se defenderem contra os condicionamentos de que padeceram na infância. Mas quer gostem disso ou não, a verdade é a verdade, e eu não adornarei essa verdade por uma questão de condescendência dando a entender às pessoas que fazem o melhor que podem, ou para orarem mais a Deus, ou por terem tenham causado algum mal a Deus no seu pensamento. E ter mais fé ou crença é como reter as águas da criação.

Pergunta: Ora bem, estará o corpo enfermo em parte ou estará o corpo inteiro enfermo? Quer dizer, se tivermos problemas de coração dirão que temos um coração fraco e que precisam corrigir-nos o coração. Mas eu penso que não seja o coração mas antes o corpo todo que se acha enfermo. Se curarmos o corpo a partir de dentro o coração ficará melhor. Que é que pensas?

Lucas: O corpo é um templo de pura luz espiritual. Quando as condições das forças do pensamento ou dos factores ambientais  interferem com essa luz e aceitam essa luz numa atitude negativa, então tratar-se-á muito simplesmente do velho adágio: "Assim como o homem pensa assim é."

Pergunta: Que é que sucede quando o corpo sofre uma operação?

Lucas: A invasão do corpo constitui a única destruição da força da luz que reside nas células da forma física. Invadir o corpo causa maiores problemas e diminui a oportunidade da pessoa satisfazer a missão do espírito, por o bisturi ou a lâmina terem aniquilado a trajetória normal que o espírito tenha aceitado satisfazer.

Pergunta: Que é que fazemos quando o corpo nos tenta transmitir algo tipo uma dor ou uma pontada?

Lucas: Bom, deixa que te pergunte, caso me queiras responder, que é que fazes quando tens uma erecção?

Pergunta: Creio que vou antes de mais urinar  caso não tenha a minha mulher por perto, ou se puder masturbar-me... mas acho que já estou demasiado velho para o fazer.

Lucas: Nunca estais demasiado velhos. Tem tudo lugar nas atitudes de um homem, porque conforme é dito quanto ao desempenho da vida, a vida consta de uma série de atitudes. Se achares que és incapaz de ter uma erecção ou uma expressão biológica, então não terás.

É o mesmo com respeito seja ao que for que diga respeito ao corpo. Se disseres a ti próprio que não consegues urinar, então não serás capaz de o fazer. Uma vez mais referimo-nos ao "Assim como o homem pensa, assim é." Se encarares o corpo e o espírito e a alma como um planeta de alegria e beleza e amor e compaixão, esse corpo poderá viver por uma eternidade; o espírito poderá gozar da realização da sua criação, e a recordação da alma dar-lhe-á ímpeto para avançar até à glória final do seu ser.


Voltaremos a encontrar-nos.


LUCAS

Saudações a todos: Eu sou Lucilius, um médico Grego. Na Terra falsificaram o meu nome quando me chamaram santo ou apóstolo. Falo com hesitação, incerteza, e mesmo com tremor, na própria força vibratória que uma vez mais leva a despertar o meu espírito no vosso espírito, em prole do pleno conhecimento de vós próprios enquanto força plenamente criativa. Venho num momento da história em que as cores harmónicas de toda a força criativa proporciona a possibilidade do homem reclamar a plena verdade do seu ser. Em mim próprio, posso deter-me para falar apenas por um instante àqueles que dependem do cérebro material, que não passa de um escravo dos cinco sentidos duvidosos da vossa vida material.

Este é um momento da história para a renovação, o desenvolvimento de toda a força criativa na centelha divina que lhes compete criar e utilizar enquanto ainda continuam livres na plena acepção do sentido do livre-arbítrio.

Eu acho que eu, enquanto médico, jamais curei, embora tenha contribuído para essa mesma cura, quer fosse funcional ou orgânica, e desde que tive oportunidade de conversar com o Nazareno que não cheguei a conhecer enquanto estive na Terra, cheguei a saber que toda a força curativa se encontra dentro do indivíduo. Que por intermédio do poder do pensamento, se regista em cada célula a energia total exigida para viver além dos 200 anos, conscientes de que vós, enquanto espíritos, podeis entrar na vossa transição (morte) por opção e desejo de se expressarem numa outra dimensão.

Acha-se actualmente ao vosso alcance, conforme sempre esteve, conferir plenitude a vós próprios enquanto espíritos, e saber que nada existe de impossível que não consigam fazer. Apenas os vossos cinco sentidos duvidosos os dificultam constantemente no vosso caminho para a realização da vossa vida. A verdade, exemplificada ao longo de toda a energia, de que o momento do nascimento é constante e jamais varia em toda a vossa experiência criativa ou na vossa transição. (Ou seja, todo o instante é altura de nascer por a mudança ser constante) É com solenidade e conhecimento do que chegou a ser designado por “Deus Desconhecido,” que observamos as palavras de São Agostinho, destacadas em todas as crenças religiosas, de que: O Deus divino é um ser que se expressa por todo o lado, e cujas limites se situam em parte nenhuma.

Assim, conversemos juntos sobre os problemas que têm em mãos, mas não pensem que venho no esplendor da glória nem que eu seja santo, por todos os indivíduos serem santos, conforme aferidos pelo apreço que dão à força criativa, que são vocês a manifestar-se por completo e em pleno na roda da vida.

Pergunta: Lucas, terá você sido o autor do Evangelho que lhe é atribuído?

Lucas: Redigi apenas uma transcrição ou um testemunho com respeito à senda do Nazareno. Conversei com a mãe de Jesus, estive em constante camaradagem com Paulo, mas nas observações que fiz redigi apenas aquilo que  tinha sido autenticado, mas que foi falsificado no vosso Novo Testamento.

Pergunta: Lucas, alguns procuram estabelecer uma distinção entre o homem Jesus e o Cristo. Terão eles sido a mesma ou terão sido entidades diferentes?

Lucas: Jesus, o homem, foi um carpinteiro mortal. Jesus o homem penetrou o deserto da sua mente durante quarenta dias e aí apartou a mente da energia do cérebro, e na carpintaria que fazia, esse empreendimento criativo gradualmente abriu-lhe mais  a percepção que tinha e permitiu-lhe perceber as experiências dimensionais exteriores plenas.

(Experiências dimensionais exteriores, conceito que aqui usam o espírito do indivíduo enquanto centro, o âmago do universo; de que, à medida que lentamente desenvolve a consciência se estende ao exterior e não para cima, a uma sucessão de anéis do ser ou consciência, cada uma das quais mais refinada que a anterior, mais sensível e dotada de maior energia. O mais exterior desses anéis, que supostamente totalizam sete, representam a completa união do espírito individual com Tudo-em-Todas as Coisas., a energia cósmica)

Elas encontram-se às ordens de todo indivíduo. Ele falou de pecado não enquanto mal mas como no Grego, que significa "erro" (ilusão); falou no pecado enquanto ignorância de todos os pensamentos materiais que dificultam o fluxo externo à plena beleza e amor.

Pergunta: Considera que Deus seja um ser personificado?

Lucas: Todos são deuses. Todas as coisas representam Deus em movimento, unicamente em grau diferente de acção. Percebam, conforme vocês na abordagem científica que usam encaram isso soba forma de átomos, de modo que nós, na nossa expressão de espírito  percebemos isso como uma expansão de toda a energia pelo pensamento que o indivíduo possa expressar ou usar na abordagem exterior de que usa para com a vida.

Pergunta: A doutrina do Dia do Julgamento Final estará correcta?

Lucas: Não existe verdade alguma nisso de Dia do Julgamento Final, por a vida se dar por ciclos dimensionais que não têm começo nem fim. Não existe uma única letra escrita na Bíblia que não deva ser entendida no contexto de compromisso para com a vida em vez de no sentido literal. Ela foi redigida por pessoas bem-intencionadas ansiosas por expressar a espiritualidade do dom destinado a ser abrangido e desfrutado por todos.

Pergunta: Que significado terá a unção (sagração) de Jesus, mostrada no título de Cristo?

Lucas: "Cristo" pode ser definido como a vibração sagrada ou espírito, mas todo homem é ungido em si mesmo por todos sentirem a bondade do ser, mas pretende somente realizar essa bondade e não para permitir que o mal ou a ilusão do erro da vida se imponha em vós. Por vós, no livre-arbítrio que os caracteriza estarem carmicamente destinados a ver a plena progressão e evolução da vida.

Pergunta: Qual será a forma mais correcta de entendimento com respeito ao problema do aborto?

Lucas: O aborto não é importante no escopo  da espiritualidade, por termos que olhar antes  para a natureza em toda a sua glória para vermos a beleza que encerra, não, porém, sem ver a sua negatividade. Por se dar um aborto constante nos reinos vegetal e animal, coisa que já se verificava nos dias dos Romanos, onde foi prontamente aceite na escola de Alexandria. Não há carma envolvido quando o aborto é praticado antes do fim do terceiro mês da gravidez. Muitos alegam que isso usurpe o poder da vida - quer dizer, o espírito - que não entra no corpo celular antes do nonagésimo dia, quando a plena consumação do espírito envolve a estrutura celular e ela se torna num espírito vivo. Contudo, isso não implica necessariamente carma para aqueles que aguardam por uma altura posterior, pois, quem julgará as circunstâncias atenuantes que rodeiam o indivíduo?

Pergunta: Que terá levado a Igreja Cristã a rejeitar a beleza do amor sexual?

Lucas: Os Cristãos, nos complexos de culpa que carregam, rejeitaram a beleza da vida, mas repara no seguinte: os artistas pintam a figura do corpo humano, que em si mesmo representa beleza, pois não será um templo dentro de outro templo? Porquanto o espírito engloba o corpo, pelo que não deve ser encarado como pecaminoso ou errado olhar a beleza da vida, ou conceber a vida pela condição de benevolência do homem e da mulher, só que esses dias passam e quando penetrarem numa nova vibração, numa nova aceitação, a moralidade deixará de ser problema mas em vez disso o livre fluxo do ver cada um como uma energia em vez de carne.

Pergunta: Lucas, poderia dar-nos um entendimento com respeito ao "Nascimento Virginal"?

Lucas: Tudo representa um nascimento virginal desde o instante em que a Terra foi formada através da força do pensamento ou desejo. Existem leis da natureza conforme nos é dado conhecê-la, pelo que precisamos respeitar os canais apropriados para a conclusão da vida material, porquanto se tivesse ocorrido um "nascimento virginal" isso não teria permitido que o Nazareno experimentasse o nascimento e os desafios e as tribulações da vida que toda a gente tem que passar por meio de várias vidas de acordo com os princípios cármicos.

Pergunta: No capítulo 16 do seu Evangelho é referido que Jesus terá proibido o divórcio e o casamento sucessivo. Terá isso constado originalmente no Evangelho?

Lucas: Isso constitui uma falácia dos copistas. Isso não foi referido que o divórcio representasse um pecado ou um erro mudar de uma pessoa para outra, pois que ao contemplarmos duas pessoas a estabelecer um laço matrimonial, esse casamento pode não possibilitar o alcance de um equilíbrio espiritual na vida sob determinadas condições. E torna-se prejudicial unir-se apenas em função do nome, em vez de por uma parceria espiritual plena.

Pergunta: Estará a adoração pessoal de Jesus na Igreja Cristã de acordo com os seus desejos?

Lucas: O Deus Desconhecido ou o Nazarenos não devem ser encarados como um ser supremo que deva ser adorado através da idolatria, da estatuária e dos murmúrios flácidos da Igreja, mas considerar a filosofia, as experiências e a compreensão da vida e do viver que foram dadas, e não reverenciar somente a pessoa que tenha trazido essa filosofia

Pergunta: Terá Jesus sido um homem que alcançou o pleno desabrochar do Deus Interno, ou terá ele sido um Deus separado e superior à humanidade?

Lucas: Ninguém goza de superioridade em relação a ninguém na Energia Criativa, porquanto, uma vez mais, recordo-lhes o que Agostinho proferiu quanto à divindade: É o centro em toda a parte sujos limites se encontram em parte nenhuma. Assim é aceitar-se  na indumentária que lhes é concedido e lhes pertence, enquanto plena Força de Deus.

Pergunta: Terá Jesus alguma vez conhecido alguma mulher sexualmente?

Lucas: De novo, é a questão moral que é novamente considerada. Porquanto aqui esteve um homem que era normal nos desejos e necessidades que tinha. Recordemos uma vez mais que toda a vida se baseia na curiosidade, e que mesmo a masturbação da puberdade é praticada por ambos os sexos, durante a maturação da força criativa, quer se trate de homem ou de mulher, animal, árvore ou flor. Elas polinizam e praticam a constante evolução da vida em prole da revelação final da Divindade.

Pergunta: Poderia dizer-nos com um espírito que tenha estabelecido progresso no desenvolvimento espiritual, poderá perder aquilo que tenha alcançado?

Lucas: O que foi alcançado não se perde. Esse alcance só é deixado nos confins cármicos das vidas passadas, para uma vez mais equilibrar o carma envolvido de uma vida que possa ter tido existido milhares de anos antes.

Pergunta: Lucas, será verdade, conforme foi defendido, que aquele que traiu Jesus não tenha sido Judas mas Pedro?

Lucas: Foi Pedro quem traiu Jesus, e foi com Brutus que a insurreição contra Roma teve início, e foi esse processo de entrada num estado de guerra civil que reuniu aqueles que pretendiam alcançar a liberdade do domínio tirano do imperador.

Pergunta: Porque existirá tão pouco dito nos Evangelhos com respeito ao início da idade adulta de Jesus?

Lucas: A infância de Jesus não foi mais importante do que a de qualquer indivíduo. O que é importante é que cada um deixa nas areias do tempo e da sua vida. Mas o Evangelho não se acha redigido por palavras, mas acha-se encerrado no manto espiritual da humanidade. Por todo homem possuir um Evangelho no seu espírito que é: Aquilo que dão também recebem.

Pergunta: Como haverá um líder espiritual de impedir a formação do culto da personalidade da parte dos seus seguidores?

Lucas: Torna-se difícil deixar de observar com admiração aqueles que alcançam ou alcançaram desde então, a plena compreensão e um pleno saber do mistério que se situa na palma da vida. É vendo cada pessoa como igual e que expressa pela energia o caminho pleno, a plena compreensão que todos buscamos, o desabrochar espiritual, e não esperando os chamados milagres.

Pergunta: Situar-se-ia você na Vibração Superior quando redigiu o Evangelho?

Lucas: Foi redigido enquanto simples médico, e não na Mestria do espírito, mas antes enquanto historiador que acompanhava a vida do Nazareno e narrava as experiências por que passara, e as explicava àqueles que interpretaram mal a sua doutrina e as suas ideias.

Pergunta: Terão os milagres atribuídos ao Cristo realmente ocorrido, e caso tenham, de que forma foram efectuados?

Lucas: O ressuscitar dos mortos foi realizado simplesmente pela compreensão de que as pessoas consciente ou inconscientemente atraem uma condição de transe. No estado de sono do corpo humano a própria condição de transe expande-se a si mesma, e ao conhecer e perceber o estado de transe inerente ao sono Jesus foi capaz de trazer o sujeito ou pessoa que estava mergulhada no sono por meio da concentração da força do pensamento. As curas que praticava não eram fruto do seu poder ou divindade, mas simplesmente as forças ocultas em mudança a operar na pessoa enferma que tinha fé no milagre da cura.

Pergunta: Será verdade, conforme a Igreja sustenta, que o Lucas esteja particularmente interessado em ajudar os escritores e os oradores no trabalho que empreendem? (A Igreja Católica considera São Lucas padroeiro dos oradores e dos escritores)

Lucas: No sentido de lhes transmitir o poder da minha experiência, e de os reconhecer, independentemente do grau dimensional a partir do qual possam operar, por os ajudar num momento de inspiração, e um homem inspirado é um homem feliz.

Pergunta: Será verdade que Jesus tenha viajado ao Tibete e estudado doutrinas antigas? Terias conhecimento disso quando o conheceste e caso tenhas porque não foi isso tornado público?

Lucas: Eu não conheci o Nazareno. Ao ajudar a criar a família dos filhos do seu pai ele adiou os seus grandiosos dons até palmilhar a terra por diversas escolas filosóficas. Ele viajou para longe na procura da verdade, mas ainda assim, a certa altura ele descobriu toda a verdade dentro de si. Esses detalhes não foram anotados; não dizem respeito aos dons que cada um expressa no desejo que tem de conceder livre expressão à vida.

Pergunta: Encontrar-se-á São Paulo actualmente encarnado?

Lucas: Paulo, embora não seja canto, encontra-se na força vibratória (espírito) e ainda tem por missão e trabalho inspirar aquele que se atreva a buscar as condições do florescimento espiritual e compreensão da vida que se encontra actualmente na fase renascentista. Tal Renascença aproxima-se subitamente do homem na sua inconsciência mas, tão lenta quanto seguramente as areias da ampulheta indicarem o desvanecimento da vida material, o homem dará por si como um espírito livre para operar em qualquer plano do seu desejo.

Pergunta: Lucas, que quererá dizer a frase: “Jesus morreu pelos pecados do mundo?”

Lucas: Pecado não passa de um título relativa à ignorância, ao materialismo do pensamento que os cinco sentidos expressam. Na crucificação a que foi submetido ele sentiu no seu espírito que, se conseguissem compreender a implicação espiritual da sua morte, isso esclareceria a humanidade, o que em si mesmo é verdadeiro, por subitamente os discípulos na espera que fizeram da transfiguração do seu retorno à vida perceberam que, ao soltarem a garra que exerciam sobre os cinco sentidos, seriam capazes de ver e de usar os plenos poderes da vida.

Pergunta: Os livros Gnósticos dizem que Jesus permaneceu por onze anos com os seus discípulos após a crucificação, a ensiná-los. Será isso verdade?

Lucas: Ele permaneceu sempre, por o espírito não permanecer por um breve período do tempo terreno mas pairar nas dimensões no grau de compreensão que tenha alcançado, e isso em si mesmo desperta o homem mortal para por fim penetrar na plenitude da consciência e ver ver a energia total de toda a criatividade.

Pergunta: Lucas, gostava de saber se o garoto de catorze anos chamado Maharaji-ji, será Jesus actualmente na terra.

Lucas: Não virá a suceder qualquer segundo advento de Jesus. A Força Crística é constante e sempre se manteve, mas não se devem preocupar com a sua vinda ou volta, mas por entrar nela (Força Crística) pelas vias espirituais desse espírito na carne (vós próprios) e esclarecer essa condição de vida que está em equilíbrio com o futuro.

Pergunta: Lucas, importa-se de falar-nos acerca da compaixão?

Lucas: A compaixão total da vida constitui a Divindade que buscam no mundo dos mundos. A compaixão constitui o sentimento sincero expressado na total valorização que representam e estão a representar todas as forças criativas em vós e ao vosso redor. É compaixão pela flor, pela riqueza e abundância e amplitude que é visto em todos os aspectos da vida, e à medida que se fundem com todos os graus da vibração sucede esse espírito e esse conhecimento, por “Deus” não ser uma palavra aceite no âmbito da Força Criativa, por a primeira palavra alguma vez a ser proferida foi Verdade, e tudo era bem, e bondade era Deus. Assim, Deus é causa, substância, sentido, e encontra-se diante de vós como uma flor que desabrochará as suas pétalas à medida que vibrarem na plena liberdade da vida.

Pergunta: Poderia explicar de que forma a consciência chegou a penetrar na matéria?

Lucas: Existe aquilo que é conhecido como substância. A substância, conforme a conhecem, significa o que se encontra por baixo ou o que se encontra subjacente. A substância desprende uma força vibratória, que representa a plenitude de todas as condições vibratórias e materiais. E não existe divisão entre “consciente” e “subconsciente,” por ambas as figuras de retórica se acham relacionadas à força criativa una que é representada em todos os sistemas do universo ou a natureza completamente eterna do espírito.

Deixo-os com um lembrete, que à medida que penetrarem na plenitude da vossa vida se tornem conscientes, se tornem no Deus interno e saibam que não possuem limites. Deem uma plena expressão de valorização. Não existe morte; ela não passa de uma transição rumo a um novo grau. E se olharem para além ou para trás do olho mortal cada um em si mesmo poderá ver a totalidade de cada força dimensional, e possui o direito e a capacidade de entrar na Força de Deus e aí ver o espectro diante do seu espírito, e de permanecer em paz com as mudanças vindouras do crescimento espiritual que agora inunda e invade o vosso planeta.

LUCAS

Lucas: Cidadãos do mundo, Lucilius, médico Grego, devidamente a anotar uma correcção na última transmissão. Conseguem ouvir-me bem?

Comentário: Conseguimos.

Lucas: Foi notado que o nome Brutus foi suscitado na transmissão na transmissão que tivemos na vossa noite especial no local onde se encontraram. Bom, com respeito ao Brutus ele ocupava o lugar de tenente de Barrabás, que era um insurrecto que, por meio do recrutamento da ajuda de Jesus, tentou derrubar o governo Romano mas que a grande batalha que se segui evidentemente provocou a morte de milhares de pessoas. Contudo, Jesus recusou ajudar à rebelião por saber que não alcançaria aquilo que era necessário nessa era.

Pergunta: Então isso não se refere ao amigo que assassinou César em Roma?

Lucas: Não é o Brutus que tens em mente. Tratou-se do segundo ou primeiro lugar de tenente de Barrabás, o rebelde da altura.

Pergunta: Terá essa insurreição sido uma insurreição dos Judeus na Judeia?

Lucas: Essa foi uma insurreição movida pelos Judeus contra o Imperador que resultou na derrota, libertando muitos espíritos para a energia.

Pergunta: Terá ela ocorrido antes da destruição de Jerusalém em 70 DC?

Lucas: Foi, mas eu queria esclarecer a questão na vossa força do pensamento.

Pergunta: Obrigado. Gostava de saber se, durante o primeiro século e depois da crucificação, o próprio Jesus não terá guiado activamente os seus discípulos no estabelecimento das igrejas.

Lucas: Jesus não guiou os discípulos no sentido de efectuar ou organizar qualquer tipo de serviço religioso nas igrejas. Ele falou apenas em sair pelo mundo e ensinar os conceitos ou as revelações espirituais, que ele dispensou através da sua mediunidade directa ou o modo directo que usava com a força. Nada alguma vez foi dito com respeito à redacção do Novo Testamento nem à correcção das onerosas condições em que a terra se encontrava presentes por essa altura, nem com respeito às forças vibratórias espirituais que el tinha na sua própria Força enquanto vibração Crística ou Ungida.

Pergunta: Bom, Vishnu falou de uma “Renascença” que está actualmente a ter lugar, uma canópia de luz espiritual que se acha sobre o mundo. Gostaria de saber se algo desse tipo terá ocorrido no tempo de Jesus.

Lucas: Ocorreu, mas teve as suas harmonias em cores, e a cor que agora é representada nas vossas estruturas da alma (de todas as pessoas e animais) é a força do verde que está em operação a fim de produzir a fase transitória da paz e da tranquilidade. Antes do predomínio do verde no espectro estava o amarelo, que representou a amargura e a violência, que invadiu a vossa era.

Pergunta: Da última vez disse que o trabalho de carpinteiro de Jesus o ajudara a expandir a própria consciência. Será isso verdade, com respeito ao esforço criativo material?

Lucas: Torna-se necessário formar o equilíbrio perfeito da vida, para também activarem e animarem as condições materiais da vossa vida com respeito aos cinco sentidos duvidosos, e também é necessário tornar-se espiritualmente consciente, mas essa consciência junto com o desempenho de deveres materiais traz-lhes o equilíbrio de vida que todos buscam e pretendem compreender.

Pergunta: Eu tive uma visão do quadro detalhado da crucificação em todo o seu horror, e gostaria de saber se isso quererá dizer que eu o tenha testemunhado.

Lucas: Tratou-se mais de uma projecção do teu espírito no testemunho da cena nos registos Akáshicos, mas não de uma presença efectiva na cena enquanto indivíduo.

Pergunta: Lucas, poderia dizer-nos algo sobre a sua própria vida e de como chegou a escrever o Evangelho?

Lucas: Enquanto médico e estudante na Universidade de Alexandria eu iniciei uma busca por um entendimento pleno da Força Divina e da cura necessária nesses dias de dor, sofrimento e morte, tal como actualmente são experimentados no vosso mundo. Procurei, busquei e inicialmente tornei-me, digamos, inimigo de todas as representações de Deus. Achava que um verdadeiro Deus não permitiria tal dor nem sofrimento como os que testemunhava no hospital, na universidade, assim como nas várias embarcações, mas esse ódio deixava antever uma compaixão, uma compaixão por curar e por desafiar a morte, por salvar a vida não importava a que custo, e durante a minha estadia na Terra existiam duas marcas de cura absoluta desempenhadas pela imposição das mãos através do desejo compassivo de ver um leproso com a integridade restaurada e de ver uma operação tornar-se num sucesso por intermédio das forças cósmicas e não do bisturi nem da necessidade de químicos.

Pergunta: Quanto tempo depois da crucificação redigiu o Evangelho?

Lucas: Eu não o redigi senão passados uns trinta e cinco a quarenta anos

Pergunta: Estou a entender. Mas falou com a mãe de Jesus, Maria, algum tempo após a crucificação?

Lucas: Isso foi uns bons anos após a crucificação.

Pergunta: Que impressão colheu do carácter e do espírito de Paulo?

Lucas: Paulo foi um verdadeiro irmão universal. Nós alcançamos um tal equilíbrio no relacionamento que de certo modo éramos como irmãos espirituais, e foi nessa proximidade que tínhamos que nos tornamos plenamente capazes de compreender a verdade da vida.

Pergunta: Paulo foi acusado de ser hostil para com as mulheres. Isso terá alguma verdade?

Lucas: Nenhum homem é hostil para com as mulheres. É hostil somente com para com as suas próprias incertezas e complexos de culpa que resultam dos códigos de moralidade no vosso mundo de hoje, tal como em dias anteriores.

Pergunta: Paulo fez algumas observações nas Epístolas que parecem reflectir-se bastante nas mulheres.

Lucas: Ele referia-se somente à atitude monástica de um homem nas suas incertezas, não muito seguro do devido lugar que tinha no mundo.

Pergunta: Terá a vida de Jesus, conforme a vemos descrita no Livro de Urantia, sido redigida a partir dos registos Akáshicos?

Lucas: É parte da sua vida, mas é verdadeiro na medida até onde chega, mas apresenta muitas carências que carecem de correcção, na forma como foi escrita.

Pergunta: Estou a entender. Lucas, terá encarnado desde essa época?

Lucas: Encarnei somente durante uns poucos anos na Terra; quer dizer, pelo método da desconstrução e reconstrução dos processos químicos com objectivo de beneficiar a humanidade. (Pode materializar-se à vontade)

Pergunta: Disse que nessa vida fora doutor mas não Mestre. Terá alcançado o magistério (domínio) no período posterior a esse?

Lucas: Eu atingi o pleno domínio legítimo.

Pergunta: Então isso foi conseguido no espírito, sem ter que encarnar?

Lucas: Sem encarnar, pela experiência que obtive na terra, na qual a força curativa curou dois casos, e me concedeu plena percepção da capacidade que o homem tem de se curar, conforme a máxima de Jesus: “Médico, cura-te a ti próprio.”

Pergunta: Então, chegou a curar um leproso?

Lucas: Eu curei um leproso.

Pergunta: Além disso, quando operava numa pessoa a cura verificava-se?

Lucas: Na Universidade de Alexandria eu estive quase a realizar uma operação, mas antes que essa operação começasse, deu-se de súbito uma tremenda afluência de energia pelo meu corpo, e uma completa transformação do paciente no retracto perfeito da saúde - a mesma transformação que Jesus realizava nos seus chamados milagres.

Pergunta: De que modo será suposto que se utilize o dom da fala noutras línguas?

Lucas: O dom da fala em línguas constitui a força inspiradora que entra no espírito do indivíduo através do corpo, e que fala através de uma vida passada, que pode ser usado e deveria ser interpretado de imediato após a transmissão.

Pergunta: Por outras palavras, os casos daquelas duas pessoas a quem eu ouvi falar em línguas, os idiomas falados eram aqueles que tinham sido falados em encarnações prévias por esses mesmos indivíduos, mas a inspiração, a mensagem, podia provir de outros espíritos?

Lucas: Correcto.

Pergunta: Entendo. Nesse caso nenhum outro espírito poderia vir e falar numa língua que esses próprios homens nunca tivessem falado antes?

Lucas: Falar em línguas não é um fenómeno do que conhecem como cinturão Astral ou plano ou força. Procede directamente do espírito da pessoa em questão, muito embora transmitido por algum outro espírito.

Pergunta: Terá Jesus de facto dado o poder de curar aos discípulos quando os enviou pelo mundo?

Lucas: Ele deu-lhes poder para curar através da transmissão do Espírito Santo, que segundo profetizou podia sobrevir à medida que eles progressivamente alcançassem na sua consciência. Porém, esse dom não foi ministrado de imediato após a crucificação, e exigiu compreensão e experiência (Da parte dos discípulos) antes de serem capazes de efectuar curas, mas além disso eles sofreram derrota por haver muitas coisas que ainda não conseguiam realizar com base na dúvida, no medo e pressentimentos que carregavam com respeito ao caso em mãos.

Pergunta: Terá Jesus alguma vez dito que as suas palavras e actos não deveriam ser registadas por escrito?

Lucas: Os actos e palavras jamais deveriam ter sido registadas da forma que foram traduzidas pelos copistas e por aqueles que se interessam pelas próprias opiniões, ou a ortodoxia da crença religiosa. Ele disse unicamente, por fortes reparos, que não achava que a "Energia" fosse compatível com a redacção da história dos ensinamentos da Cristandade, por cada momento se deparar com uma mudança na estrutura vibratória da humanidade, e a transferência da energia de uma dimensão para a outra levaria qualquer livro ou teste à derrota pelas novas descobertas, dado que as novas condições não virem a ser as mesmas que as velhas na realização do Poder de Deus. De modo que nos textos se deparam com a derrota, por receberem metade da força da ideia gerada no pensamento do homem.

Pergunta: Então, como iremos ser capazes de impedir que isso aconteça aos nossos livros, a este nomeadamente?

Lucas: No caso destes livros não se virá a verificar tal derrota, por virem a deparar-se com uma aceitação mundial não de palavras mas de vibrações, e nós tivemos o cuidado de criar uma excelente fundação que virá a ser preservada, não nos arquivos do mundo enquanto estrutura, mas no espírito de todo indivíduo envolvido a partir dos vossos esforços ou do que tenha sido escrito.

Pergunta: Terá Jesus na verdade dado a Pedro a primazia por entre os discípulos?

Lucas: Somente em certa medida. Ele conversou mais com Pedro do que com os outros. Foi pródigo em derramar sobre ele sentimentos e expressões da compreensão espiritual, mas sentia uma inquietação, por ter achado que nenhum dos seus discípulos era merecedor das dádivas espirituais.

Pergunta: Quanta da consciência que pareço ter conquistado nos últimos anos se perderá quando eu reincarnar?

Lucas: Nenhuma se perderá, porque no teu retorno serás um mestre da filosofia espiritual, e entrarás num mundo completamente diferente daquele em que te moves no presente.

Pergunta: Que música será aquela que referi como canto de Hostes Angélicas que escutei tantas vezes?

Lucas: A Hoste Angélica na verdade é a música cósmica perfeita, mas não é nenhuma hoste angélica a cantar louvores nem vibrações limitadas (personificações) mas ao invés o canto da plenitude de toda a força criadora. Mas essa Música Celestial é encontrada na vida material em todos os sons feitos pelas forças da natureza em conjugação com o zumbido ou a frequência emitida pelas forças vibratórias cada uma no respectivo grau de vibração.

Pergunta: Qual será o aspecto espiritual da paixão?
Lucas: A paixão pode constar dos desígnios celulares (Do corpo), mas paixão é parente da compaixão, e isso constitui a sinceridade expressa e a consciência usada no sentido de ver toda a força criativa a fluir para dentro e através e ao redor da estrutura da vossa alma.

Pergunta: As ideias do Elwood Babbitt assemelham-se àquelas do antigo filósofo Plotino. Achar-se-ão relacionadas?

Lucas: Sim, verifica-se uma vez mais uma completa fusão da plena fraternidade no respeito, enquanto família material, assim como nas entidades relacionadas com a Força Superior da Vibração.

Pergunta: Eu pratico diariamente um certo número de invocações e de orações às grandes entidades das Esferas Exteriores, tal como Vishnu, Jesus, e São Miguel.  Serão elas uma imposição nessas entidades, que exija uma maior atenção da sua parte do que a que deveria ter?

Lucas: Nesse caso, considera-as não como entidades, mas como uma Força, uma Força vibratória, mas está no teu direito assim como no direito de qualquer outro indivíduo utilizar a força criativa que conhecem como Deus em qualquer invocação ou por qualquer forma que seja, por não estarem a usar a identidade da pessoa designada, mas estarem a transferir energia para e do pensamento vibratório da entidade a que tenham atribuído um nome individual.

Pergunta: Diz-se que Jesus se associava com pecadores. Quererá isso dizer que se associava a criminosos cruéis, ladrões e assassinos?

Lucas: "Publicanos e Pecadores," não deve ser interpretado no sentido mundano, por ele lidar com os obcecados e os possuídos; ele trabalhava com todos quantos carecessem de uma energia espiritual positiva, e tinha isso por objectivo, não só em relação às pessoas mas aos animais e às plantas,, a fim de usar o constante fluxo  da tripla natureza do homem a fim de estabelecer uma energia espiritual positiva onde a negatividade vazava uma corrente constante de dúvida.

Pergunta: As descrições dos doze apóstolos feita no Livro de Urantia estará correcta?

Lucas: Elas não têm importância: representam uma simples abordagem intelectual à vossa vida, ou a todas as vidas, e constitui somente um passo ou diversidade vibratória a considerar, para quantos não tenham descoberto a mais simples expressão da vibração.

Pergunta: Qual será o sentido esotérico da Trindade?

Lucas: A Trindade representa o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Pai constitui a Força Criativa de toda a vida a que chamam Deus; o Filho representa todo indivíduo enquanto filho que é da Energia Criativa, em igualdade de circunstâncias no tocante à compreensão e à capacidade de dirigir todas as forças criativas espirituais a um pleno equilíbrio de vida; e o Espírito Santo é a veste espiritual ou etérica usada por todas as coisas que torna possível o fluxo da vida que é sentido e conhecido ao longo de todas as estruturas viventes.

Pergunta: Existirá algo mais que possamos chegar a conhecer do estudo do Livro da Revelação?

Lucas: Aquilo que poderão aprender é através do vosso livro da consciência nas vossas revelações espirituais, que tem cabimento na plenitude da vossa compreensão. Por os livros da Bíblia serem limitados, mal interpretados e não se poderem apoiar neles de um ponto de vista espiritual, por todos os encararem como literais ou os pronunciarem como retórica em vez de perceberem a derradeira divindade da força criativa.

 Material canalizado por Elwood Babbitt, aqui traduzido por Amadeu António, com permissão de Daria Babbitt

Sem comentários:

Enviar um comentário