sábado, 26 de março de 2016

NÍVEIS DA MENTE



O simples nome “Níveis da mente,” é erróneo, por a mente não conter níveis nem camadas mas compreender ao invés uma expansão. A mente é uma entidade viva que se expande e contrai constantemente através do universo. É expansão, e trás de volta do universo facto e verdade. Ao operar no ser físico precisa aí discernir a maneira por que essa informação será posta a uso no mundo físico que habita. Se tivessem que retratar de verdade a mente, esboçá-la-iam soba a forma de círculos concêntricos a tornar-se progressivamente mais largos, tal como uma pedra atirada a uma poça provoca ondas que se propagam para todos os lados. Tal retracto não representaria camadas mas expansão.



Toda a vez que a vossa mente se expande para fora, também se expande para dentro. O universo existe tanto dentro com fora. Para tudo quanto existe no universo, há uma congénere em nós mesmos, congénere essa que é despoletada e posta em movimento perfeito pela concepção da mente que é o instrumento usado a fim de promover o processo do pensamento. A mente é TUDO. Sem a mente, nada seria criado no universo. Para poder criar, para manifestar, a mente precisa de movimento, por o movimento fazer parte da manifestação. A mente precisa pulsar constantemente, expandir e absorver.



A terminologia que empregam na vossa sociedade fala de níveis da mente enquanto mente consciente, subconsciente e supraconsciente. Essa terminologia ajuda-os a compreender a transição do pensamento que se opera na mente, ao levar a mente a um pleno uso. É bastante acertado usar essa terminologia a fim de compreenderem a mente. Os níveis, conforme se lhes referem, não se encontram empilhados no topo uns dos outros, mas concentricamente uns dentro dos outros, todos como partes vivas da coisa única. Por isso, precisam entender que o que a mente consciente (o aspecto físico da mente) concebe, automaticamente se torna parte da mente subconsciente e também influencia a mente supraconsciente. Não podem colocar algo entre duas coisas, quer se trate de um círculo em expansão ou de níveis sem que isso afecte ambas. O que colocam entre duas fatias de pão vai afectar ambas as fatias do pão. Com a vossa mente acontece o mesmo.



A área por onde permitirem que a vossa mente consciente “se demore” afectará o subconsciente, o qual supre o corpo, assim como o supraconsciente, que supre o espírito; Assim, precisam ter muito cuidado, no sentido concreto, com o que pensam, com o que estão a armar enquanto vosso modo de vida, porque aquilo que a mente concebe afecta todas as partes do vosso ser. O supraconsciente constitui o depósito ou armazém para o aspecto espiritual do corpo e funciona com a glândula pineal. O subconsciente é o armazém em relação àquelas coisas que influenciam a ser físico e funciona por intermédio da glândula pituitária. A glândula pituitária é a glândula mestra do corpo físico, enquanto a pineal é a glândula principal do corpo espiritual ou da vossa natureza espiritual. Vocês precisam operar a todos os níveis em conjunto para beneficiarem por completo da mente.


Quando são doutrinados, isso não só é impregnado no subconsciente, é não só aprisionado no crânio que possuem para conter toda a parafernália do pensamento, como quem diz, mas faz igualmente parte imediata do universo. Aquilo que pensam não só afecta-os a vocês, como também afecta o próprio universo. Assim com pensam também actuam, na medida em que actuam o vosso ambiente muda; assim como o vosso ambiente se alterar, também muda o universo. Assim, começam a perceber o quão importante serão os pensamentos particulares que têm.


Se analisarem a situação mundial e perceberem a situação mundial como um mal, estarão a contribuir para esse mal. O mundo, o universo, constitui uma expressão de tudo quanto comporta. Por conseguinte, quando o percebem como um infortúnio, vocês tingem-no de infortúnio. Se o perceberem como espírito, ele altera-se e muda a energia da situação. Sempre enfatizo junto de alguém para não amaldiçoarem o governo que têm. Abençoem-no. Porque ao amaldiçoarem, estão a negá-lo; ao abençoá-lo, modificam as situações negativas e produzem o ingrediente da mudança. A energia negativa remetida para uma situação negativa intensifica essa negatividade; uma energia positiva remetida para uma situação negativa modifica-a. É, consequentemente, muito importante que encarem qualquer situação de uma perspectiva positiva.


O que não quer dizer que venham a encarar uma condição e a dizer que seja boa quando estiver podre. Um peixe podre é um peixe podre, e não podem dizer que cheire bem. Contudo, veem-no na sua totalidade – a polaridade que envolve. Poderá ser um peixe podre conforme o percebem, mas também é fertilizante para a terra, a qual por sua vez lhes nutre o corpo. Vocês não negam o aspecto positivo da analogia do peixe podre. Não dizem que este peixe esteja estragado, razão porque todos os peixes estejam estragados. Dizem: “Este peixe não é para as minhas narinas, mas também vejo que tenha um lado positivo.”


Tudo quanto existe comporta polaridade, tanto negativa como positiva. Não há nada que seja puramente positivo nem nada que seja puramente negativo. Não poderia ser, por a polaridade precisar achar-se presente. Se virem o mal, isso representará o vosso aspecto universal a vir à baila, e a dizer-lhes que aquilo que percebem está a reflectir o que “tem lugar” em vós, de modo que precisam mudar. Precisam abrir os olhos e os ouvidos e deixar que a luz entre.


A meditação é chave em toda a sensibilização e consciência. Durante o processo meditativo a mente consciente repousa e os factores supraconsciente e subconsciente da mente passam por uma expansão e retração – estende-se ao universo, reúne a informação, trá-la de volta, e de seguida impregna o subconsciente com ela, subconsciente esse que representa o aspeto do depósito. A partir daí pode ser apresentado uma e outra vez.


Pode-se dizer que a mente consciente represente o aspirador, por arrecadar tudo – o bom, o mau e o indiferente. O subconsciente representa o saco do aspirador, por conter tudo em si. Com a ajuda do seu aspecto supraconsciente, a mente precisa classificar tudo, apurar até onde pode ir com isso e se irá permitir que se torne uma parte viva de si. Por vezes ouvem as pessoas fazer afirmações e depois dizer: “Apaga isso!” Soa engraçado, mas é muito real. Precisam converter o pensamento negativo em pensamento positivo para poderem angariar pensamento positivo para vós. Aquilo que emitem para o exterior volta a vós.


Quando dizem “Eu Sou,” estão a dizer tudo. EU SOU. EU SOU um ser divino. Ao aceitarem um conceito do vosso ser na vossa mente, esse será o conceito que se irá materializar para vós no mundo, esse conceito irá tornar-se real.


Podem deixar que a mente vá e traga aquilo que precisam. Lembrem-se que quando a mente se dirige para o exterior, também se dirige para o interior. Quando meditam e se voltam para dentro, estão a remeter-se para o exterior. Se pegarem numa pedra e a arremessarem num lago, ela irá produzir uma ondulação concêntrica que se estende até às margens. Quando ela toca as margens do lago, isso afecta o lago. Ao recolherem a ondulação provocada as margens remetem essa ondulação concêntrica de volta para o vórtice do movimento (em que teve a sua origem). Isso é exactamente o que acontece com a vossa mente. Quando se sentam e deixam a mente perambular, ela recolhe aquilo que emitem, junta-lhe aquilo que precisa saber com respeito a isso, volta-se sobre si mesma, e volta atrás de novo. (Utilizo a metáfora do lago por ser algo que conseguem objectivar, por já os terem visto). O pensamento propaga-se ao universo, o que representa muito para além, mas terá que regressar a vós, por ser vosso. A Lei da Causa e Efeito – aquilo que pensam, afecta-os. A acção que movem apresenta uma reacção que vem até vós, aquilo que pensam afecta-os e molda-lhes o destino. Por conseguinte, não pensem em enfermidade, ou conduzirão novas variedades até vós.


Nós aprendemos a trabalhar com a mente para conduzir a força do espírito através da glândula pineal e pituitária, por meio daquilo a que chamam de chakras, e ao fazê-lo, expandimo-nos. Quanto mais o usarem, mais trabalhará a vosso favor. É como tudo o mais, quanto mais o fizerem, mais proficientes serão no seu domínio. Ao trabalharem com a pituitária e a pineal, estão a trabalhar com a expansão. Toda a vez que se permitem esquecer o corpo físico e a mente consciente e se permitem voltar para dentro e para fora (corpo), estão a usar essas glândulas e a influenciar o organismo.


Se uma pessoa meditar – nem que seja por quinze ou vinte minutos – dirá que se sente bem, que se sente repousada, ou que se sente na maior, de acordo com a terminologia que empregar. Diz tudo a mesma coisa. E fui em frente e aprendi algo que me ajudou internamente de modo que isso acarreta expansão. Não importa aquilo em que estejam envolvidos, por poderem receber assistência universal acerca desse nível. Podem receber assistência em tudo o que estiverem a fazer. Não existe um único artista que não seja ajudado por sintonizar o universo interior; não existe homem de negócios que não seja ajudado, não existe doutor algum que não tenha sido ajudado por se voltar para dentro.

Quando operam os níveis da mente (eu uso esta terminologia por estarem familiarizados com ela) estão a operar todo o ser, por a mente ser tudo. Qualquer coisa que consigam conceber, poderão ser, ou levar à manifestação. Com uma única cláusula: desde que estejam prontos para moverem um esforço físico para esse fim. Essa é a diferença entre a fantasia e o pensamento criativo. Fantasiar é sonhar sonhos grandiosos e ficar sentado à espera que aconteçam. O pensamento criativo diz: Eu sonho, dou passos lógicos para o desejado, e torno-o real. Assim que aplicarem o acto físico a esse pensamento, movem a corrente da consciência universal, por terem provado o desejo de o obter tal como o tiverem pensado.

Eu já falei das coisas que sucedem com o pensamento criativo e empreguei a analogia do pensamento enquanto concepção, na palavra proferida enquanto o nascimento, e a acção física enquanto a criação da criança. O pensamento constitui o início. O pensamento é o criador do universo. A palavra pronunciada consolida-o por vós e pelos outros. Por a palavra ter sido pronunciada e os outros fazerem um conceito dela, torna-se numa coisa visível. Assim que começarem a trabalhar com isso, terão criado toda a energia que o manifestará, por o movimento ser necessário à manifestação.

Aqui, uma vez mais, estão os chakras. Tudo quanto vão manifestar terá que se prender com os quatro elementos do vosso ser. Lidará com os elementos corporais, de modo que é igualmente importante conhecer a parte física do vosso ser, o quadrante formado pelos elementos que constituem o vosso ser, tal como é importante conhecer a tríade do ser etérico, por uns terem que assentar na firme fundação dos outros.

Os elementos desse quadrante são o Ar, a Terra, o Fogo e a Água, e representam aquilo em que tem assento o vosso ser. O vosso chakra raiz representa o chakra da Terra, a vossa solidez; o chakra sacral constitui a Água ou o aspecto fluído do vosso ser; o plexo solar representa o elemento fogo (lembrem-se que o elemento fogo não representa as chamas, mas a energia cósmica) e o Ar é representado pelo coração, o movimento, a habilidade de se estenderem e de tocarem o outro. De seguida passam para a tríade etérica, o vosso chakra da garganta, o vosso chakra da testa e o vosso chakra da cabeça, tudo quanto representa o éter, só que em níveis de vibração diversificados. Devem reconhecer que se alguma coisa no etérico (que inclui o pensamento) se vier a manifestar na terra, precisará surgir através do espaço, que é representado pelo chakra da garganta. Precisará ter movimento; precisará sofrer expansão, contracção, e consolidação; e isso representa os elementos chakra do vosso ser e do universo. Tudo quanto venha a manifestar-se precisará passar por essas fases. É por isso que a ideia, a palavra e a acção são necessárias.

Nós (vós e eu) somos seres universais. Eu sou Serafim; pertenço às hostes angélicas. As hostes angélicas não se separam do homem; o homem é que se separa das hostes angélicas. O homem coloca-as em pequenos pedestais e diz que são inalcançáveis. Se a mente conceber que determinada coisa seja inalcançável, ela será inalcançável. Se a mente conceber que as forças angélicas sejam filhos de Deus, e assim o sou, e não haver qualquer razão para que não sejamos amigos, tornar-se-ão amigos. Uma vez mais a limitação que a vossa mente tiver aplicado faz toda a diferença. A limitação da mente cria os vossos limites. Em muitos países isso tem representado uma enorme desvantagem para muita gente. Foi-lhes inculcado que existem classes, o que cria barreiras entre as pessoas e certas realizações na vida. Crescem aceitando isso, mas as barreiras achar-se-ão presentes por corresponderem àquilo que conhecem e compreendem.

O vosso ambiente afecta-os, do mesmo modo que vós afectais o ambiente. Todo ambiente constitui a energia colectiva resultante dos pensamentos e acções nele depositadas. Se as pessoas aceitarem esse ambiente como os limites do seu universo, será aí que deverão ficar. Se as pessoas aceitarem que haja realização para além disso e que seja seu direito ir além disso, mover-se-ão nessa direcção, e ao fazê-lo, começarão a impregnar o ambiente com a ideia de liberdade dessas limitações. Lembrem-se que a inteligência representa a capacidade de lidarem com o vosso ambiente, e nada mais. Ouvem as pessoas falar que se tornam tão intelectuais que se afastam de toda a gente. Tudo o que terão feito será deixar que as ideias as afastassem dos outros. Se tivessem permitido que as suas ideias formassem uma ponte, poderiam ajudar os outros a atingir esse mesmo intelecto. Na realidade isso constitui a diferença entre um bom mestre e um mau mestre.

Se alguém pensar que tenha aprendido tudo, terá perdido o equilíbrio. Assim que o complexo de superioridade vier a primeiro plano, a queda também se dará. Vocês jamais poderão alcançar tudo, por haver sempre mais a aprender e sempre haver maior crescimento a ocorrer. Aquele que relaxar e disser, “Atingi os dezanove pontos; já sei tudo,” terá perdido o comboio; ainda está na pré-escola. O maior mestre que existe é a vida.

Vocês vivem e fazem os possíveis por igualar aquilo que são, e apenas por meio da osmose o ambiente começa a mudar. Deixem que uma pessoa que esteja em baixe entre num aposento cheio de gente que se sinta perfeitamente contente, e que é que sucede? Em breve toda a gente esmorece. Pela mesma ordem de ideias, se uma pessoa que se sinta animada entrar e começar a agir de forma alegre e a ajudar os outros a entender que não precisa ser assim, eles são contagiados. Vivendo aquilo que são, terão alterado o ambiente, e tudo terá resultado daquilo que pensam.

Há uma diferença entre recitar e acreditar. Vocês poderão ler 542 livros e recitá-los a todos palavra a palavra, mas a menos que acreditem nisso no íntimo, a menos que a vossa mente o tenha aceitado como vosso, não passará de vós. O que transmitirão será o recital dos 542 livros, mas não como uma parte viva de vós. Essa é a diferença. Se quiserem tornar-se numa luz, iluminem. Criem-na, tornem-se nela, deixem que emane de vós e expresse.

Poderá resultar um certo receio de mergulharem na vossa própria psique por não saberem o que encontrar, e isso pode ser assustador. Quão sensato! É muito melhor que fiquem assustados e que gradualmente cheguem a compreender e a aceitar isso do que ser crédulo a ponto de aceitarem tudo quanto lhes arremessarem e perder a cabeça. Lembrem-se que quando temem alguma coisa, isso significa que representa algo que para vós é desconhecido. Agora é tempo de deixarem que isso suceda. Conduzam a vossa mente à viagem interior e exterior de modo a ela poder angariar-lhes a informação necessária para eliminarem os temores. À medida que penetram em vós e se passam a “conhecer” rapidamente começarão a ver de onde isso vem.

(continua)
Tradução: Amadeu António
Autoria: June Burke e Serafim Julian
Direitos de autor: Saul Srour

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