quarta-feira, 9 de março de 2016

JESUS – UMA PERSPECTIVA UNIFICADORA





(UMA COMPILAÇÃO RETIRADA DE DIVERSOS WORKSHOPS DE JULIAN)


JESUS, O HOMEM



Boa noite. Estou encantado por me encontrar na vossa presença. Esta noite, a pedido vosso, como quem diz, vamos aventurar-nos por uma explicação e uma compreensão mais simples da vida do Nazareno, da sua vida e do seu propósito, por assim dizer.

Conforme vocês sabem, ao longo dos anos muitos documentos foram alterados e modificados, não com a intenção de difamar mas apenas com o desejo de esclarecer, esquecendo-se que ao esclarecer muitas vezes confundem, por a tradução de uma língua para outra muitas vezes conduzir a equívocos em vez de a um esclarecimento. Diferentes línguas utilizam uma única palavra de forma diferente, pelo que o que ela quer dizer numa determinada língua pode não ser o que queira dizer na outra, e a menos que isso seja tomado em consideração pode resultar numa enorme confusão.

Além disso, para poderem compreender tudo quanto aconteceu, faz-se necessário saber por que terá sido preciso que isso ocorresse, e porque na era de Peixes terá sido eleita uma energia em que isso pudesse suceder.

No período de 9aC o mundo tinha atingido um ponto em que existia um enorme aglomerado de crenças e de filosofias diferentes, cada uma das quais era tratada como uma religião, mas nenhuma de quantas, contudo, reconhecia as outras. Vocês tinham nesse período de tempo, tal como têm no período de tempo actual, uma acção de culto. Tinham grupos de pessoas que se reuniam em torno de uma doutrina singular, doutrinas essas a partir das quais criavam deuses. Precisava existir uma energia que lhes concedesse uma energia de garantia que lhes desse apoio à verdade de cada uma dessas doutrinas, mas que lhes permitisse funcionar em conjunto. Havia aqueles que acreditavam nas religiões políticas, e que acreditavam que o governador de uma região, em qualquer altura que fosse, fosse o deus dessa região e que teria o direito de decidir pelos homens, e que apoiariam totalmente essa atitude legal.

Havia outros que pegavam nos mitos e nas lendas e que delas faziam uma realidade, e que tratavam isso como uma religião e uma coisa orientada para Deus. Havia aqueles que praticavam estudos astrológicos, e que criavam deuses a partir deles, sem perceber que cada facção fazia parte de um todo, mas vendo somente aquilo que queriam ver e seguir. E se derem atenção àquilo que estou a referir, perceberão não ser muito diferente daquilo que estão neste momento a experimentar, no vosso próprio universo. Há aqueles que não acreditam em nada e outros que acreditam em tudo. Há quem ache que possui conceitos exclusivos, conceitos absolutos, e que se recusam a reconhecer outra coisa que não os próprios conceitos. Existem os chamados cultos estranhos que adoram e idolatram aquele "ser único e exclusivo” que os conduz. O homem é propenso por natureza a considerar quem quer que o tenha ajudado por qualquer forma como um deus, como se não respirasse e como se não tivesse ideias próprias, como se existisse unicamente para ser adorado por uma forma qualquer. E cada um desses casos representava uma maneira de transferir a responsabilidade pela vida do indivíduo para um intérprete colectivo. “O meu governante diz que eu devo…” “Os deuses no céu dizem que eu devo…” “O nosso líder diz que eu devo…” sem qualquer concepção de estarem a ser levados a isso, por assim dizer.

Assim, o que sucedia era tanta segmentação nessa energia que não se chegava a formar um propósito que unisse tudo num todo. Tinha chegado a altura de adicionarem um novo ingrediente à mistura, de modo que essa energia estava para vir à Terra, mas para poder operar na Terra, tinha que vir do mesmo nível de vibração da Terra; não poderia descender dos céus sob a forma de um deus nem sob a forma de espírito. Precisaria entrar no mundo, tornar-se homem, viver como um homem, pensar como um homem, a fim de poder compreender as necessidades do homem. Mas nesse ser teria que (…) energia que permitiria unir o universo. Mas esse foi o erro mais proeminente cometido pelo homem - encarar Jesus, o Nazareno, como o messias dos Judeus. Ele devia tornar-se o rei dos hebreus. Não senhor! Ele deveria tornar-se no salvador do universo, destituído de qualquer crença, religião ou orientação particular. Ele representava o factor consolidante de toda a crença do homem, por intermédio do amor.

Agora, os próprios tempos em que nasceu entraram em conflito com a razão para se encontrar aqui. Cerca de 8aC gerou-se a triagem de quem deveria ser ele e do local do seu nascimento. Devido às energias e à divisão existente entre judeus e gentios nesse momento do tempo tomou-se a decisão de que esse seria o local de onde emanaria, com amor, porquanto uns e outros se encontravam contaminados. No entanto, alegavam acreditar em Deus. Eram tempos bem confusos, esses. E atrever-me-ia a dizer que ainda são. Foi determinado por intermédio das hostes angélicas que a energia e as atitudes de Maria e de José eram aceitáveis quanto aos padrões escolhidos para essa criança e foram providenciados preparos.

Agora, aqui vou lançar a minha primeira bomba: Foi referido que uma certa virgem iria ter essa criança; o tempo converteu-a numa virgem. O que certamente deve ser muito confuso, porque qualquer um se encontraria vagamente familiarizado com a anatomia. (Riso) Maria teria cerca de 16 anos na altura em que casou com José, que teria 21. E eles casaram, após o que três meses volvidos Gabriel apareceu a Elizabete com a mensagem de que ela iria dar à luz João e de que Maria iria dar à luz Jesus. De que seriam crianças caracterizadas por uma energia especial dotada de um propósito especial destinado ao universo. Só que "universo" tornou-se "mundo" e "mundo" tornou-se local, que por sua vez se tornou-se no reinado de (…)

Ora bem; precisam entender que em muitos dos vossos escritos e em muito do entendimento que obtêm de todo este acontecimento terão surgido incidentes isolados que foram reunidos num conjunto a fim de criar uma história esplêndida. Muitos deles não aconteceram pela mesma altura em absoluto. Mas se lerem os relatos pensam que tenham ocorrido.

Mas nada do que foi dito pretende por qualquer forma que seja denegrir o valor dessa criança, mas tem a intenção de a situar na posição em que ele entrou no mundo - uma criança legítima, que brotou de uma casamento unido por uma laço profundo de amor e que foi antecedido por uma corte de anos. Não foi como se alguém dissesse: "Este parece-me bom, aquela também; vamos juntá-los." Eles optaram por se juntar por vontade própria, pelo que criaram a energia indicada para ter essa criança. Agora, precisam saber algo acerca da natureza dessa gente.

José era muito Capricorniano e era um homem muito organizado; era um profundo pensador que acreditava nos estudos tradicionais e que era adepto da crença oriental da Babilónia. Maria era uma mulher bastante agressiva. Os retractos que sempre fizeram de Maria foram sempre de uma mãe muito dócil a olhar pela criança com carinho. Mais ninguém pensou que ela pudesse lavar, não é? (Riso) Nunca ninguém esperou que ela se interessasse por finanças, e ela interessava-se. Foi aí que o mito teve início, e a realidade começou a diminuir. Maria acreditava numa atitude muito mais livre. Ela era da crença Helénica da filosofia ocidental e acreditava ser capaz de mudar as coisas pela própria vontade do seu ser. Se juntarem essas duas coisas poderão ver como ambos se equilibravam. Ela elevou-o bastante e conseguiu que ele alcançasse mais tenacidade, e ele por sua vez ajudou-a e ela conseguiu ter muito mais ambição para fazer coisas que talvez não fossem para ser reconhecidas como apropriadas.

Agora, uma coisa que eles tinham em comum, era um profundo amor um pelo outro, um amor profundo pela natureza, e um profundo amor pela humanidade. Eles eram pessoas atenciosas. Quando se casaram não tinham muita coisa nem se diferenciavam tanto dos outros casais que se casam, por isso simplesmente ter ocorrido num tempo diferente. Não se preocupavam se poderiam pagar uma televisão, mas antes se poderiam comprar uma vaca. Não se diferenciavam de nenhum outro casal jovem que se una pelos laços do matrimónio para começar vida e um novo pensar. Tornou-se muito difícil que o José aceitasse quando Maria lhe contou sobre essa visita, por ele ter precisado pensar nisso a toda a hora antes de poder simplesmente aceitar a possibilidade de ser assim. Maria tinha sido informada acerca da especialidade dessa criança imediatamente após a concepção. E assim, a criança foi concebida, reconhecida como detentora de um significado e uma notoriedade especiais mas sem saber exactamente o que que pudesse ser; que a criança viria a ser um salvador e que viria a ajudar o homem a unir-se, mas não muito mais que isso. Assim, Maria sendo a Maria que era, uma vez mais imaginou que o seu filho deveria estar completamente preparado para ir e tornar-se herdeiro da Casa de David e para se tornar no líder dos homens. José por seu lado sentiu que poderia ter um sentido mais profundo, que ele não teria vindo meramente por se tornar no rei dos judeus, que não teria vindo para se tornar no messias dos homens mas no messias de um universo. E assim eles tiveram algumas boas discussões com relação a isso, estão a entender? Ambos adoravam completamente a criança, ambos imediatamente (…) para com o seu filho, não muito diferentes de qualquer pai dos dias de hoje. Quem não terá contemplado o seu filho de vários meses de idade e não tenha começado a sonhar com o que a criança venha a fazer? A atmosfera estimulante e de carinho que lhes tinha sido trazida.

Agora, reina muita confusão por todos os retractos pictóricos mostrarem que Jesus tenha sido uma criança bela que teve pais carinhoso e vocês sempre os viram enquanto tal. Ele nunca se sujava, e seria bastante erróneo retratá-lo sujo. À medida que essa criança foi crescendo foi reconhecido que era dotada de uma essência especial e que parecia irradiar um imenso amor. E que ele era um pensador diferente. Mesmo em criança ele fixava o olhar no espaço e conseguia-se reconhecer que o que se passava no seu íntimo não era algo que conseguisse compreender, mas algo que ele estaria a remoer no seu íntimo.

Ele foi levado por o recenseamento da época que o exigia, com a ideia de registar a família. E ainda por nascer, lá foi para Belém para ser registado, embora fosse pra Belém no ventre da sua mãe. Agora, sempre ouviram falar da imagem adorada da mãe a viajar num pequeno burro conduzido pelo José, em todo um quadro pitoresco. A verdade está em que eles possuíam apenas um só animal, e assim todos os pertences destinados à viagem e ela, por causa do estado de gravidez em que se encontrava, foram levados num touro novo, o que era coisa muito prática. A Maria não precisava ir com o José, mas optou por viajar com ele (...) Ela queria ir e pronto! (Riso) E assim lá foi para ser recenseada.

Durante a viagem, teve a percepção de que o tempo tinha chegado, mas ela era muito esperta e tinha tudo preparado para essa altura, e carregava tudo quanto precisaria para a criança nascer durante a viagem. Ela não era nenhuma camponesa simplória, ela sabia que isso poderia acontecer mas não deixaria que isso a furtasse à experiência dessa viagem, de modo que lá foi com a criança. Entretanto sucedeu que se defrontaram com uma enorme multidão, por toda a gente ir registar-se no recenseamento, o que acabou por afectar a disponibilidade de acomodações, conforme sabem da história. José ainda contactou uns parentes a fim de procurar encontrar uma estada, mas sem sucesso, por também eles se encontravam cheios. Mas uma vez aí, foi-lhe dito que havia uma certa área que era utilizada para guardar os cereais e os animais tinha sido desimpedida e que tinha sido limpa e disponibilizada, de modo que é daí que vem a lenda do estábulo. Esse espaço foi dividido em vários compartimentos, que fazia parte da estalagem, que foram igualmente ocupados por muitos outros. E quando foram lá pernoitar no dia seguinte, tiveram início os trabalhos de parto, e a criança nasceu. Ora bem, eles ficaram lá e depois (...) ver se alguém realmente estaria na disposição de dispensar o seu para o recém-nascido e para a mãe, e a seguir foi levá-la para ficar com uns parentes.

Agora, todos perceberão que por essa altura a percepção de que uma criança especial estava para vir ao mundo se tinha difundido e assim eles quiseram averiguar quem seria, e quiseram averiguar a razão e quiseram averiguar de que modo poderiam controlar a situação. Agora, reza o mito que a estrela terá guiado reis e pastores até à criança. Isso ocorreu em Agosto. Em Maio ocorreu o que é chamado de "conjuntura" entre Júpiter e Saturno, que trouxe um enorme brilho. Vocês experimentam a conjuntura de Saturno e Júpiter no vosso mundo de novo nos vossos dias. A diferença está em que por essa altura ocorreu em Setembro, e assim tornou-se naquela luz brilhante, nas mentes daqueles que seguiam a situação, e eventualmente circulou a história de um enorme brilho que podia ser divisado nos céus a anunciar o evento, e eventualmente se dizia que toda a gente seguia esse esplendor e eventualmente isso tornou-se no mito do nascimento de uma estrela nos céus.

(...) vieram fazer uma visita, por Zacarias os ter enviado, e vieram para felicitar a mãe e ver a criança, e todos pressentiram algum significado especial, por Zacarias lhes ter contado (...) ele apelou a essa casta de sacerdotes e disse-lhes: "Que criança será essa?" Mas por essa altura já muitos tinham chegado a acreditar, por correr de boca em boca, que ela (criança) era o salvador, o messias, pelo que decidiram que devia ser destruída. Só que tiveram um problema porque por essa altura já eles tinham partido e já não se sabiam onde se encontravam, por eles terem ouvido o boato que corria. E assim foi deliberado que todas as crianças nascidas, do sexo masculino, seriam destruídas, e sessenta crianças foram massacradas. Mas Jesus não se encontrava entre elas, e por essa altura já se encontrava entre outros da família... Já só três anos e meio depois regressaram a Nazaré, por se terem mantido à distância, para se assegurarem de que não viessem a verificar-se mais repercussões.

Mas, à medida que o bebé começou a crescer, começaram a perceber que iriam ter problemas com essa criança, por a própria especialidade que a caracterizava vir a constituir um problema para eles, por fazer perguntas a que não conseguiam dar resposta. Ele revelava conhecimento de coisas e questionava outras coisas para as quais não estavam preparados para lhe dar resposta, por eles próprios não saberem. Assim, nem tudo eram rosas, na criação dessa criança, e ele não era filho único, por terem que lidar com mais sete filhos - quatro irmãos e três irmãs.

Mas a questão está em que ninguém reconheceu sequer o que sucedeu a Jesus quando José morreu. Ele tornou-se no chefe de família e serviu de sustento e de pai para os sete irmãos e irmãs. Já terão ouvido falar nisso? É um mito, que para a maioria das pessoas não constitui uma realidade.

Aos cinco anos de idade... a parte adormecida (…) a essência que ele viria a apresentar foi desperta. Aquilo que ele iria trazer ao mundo começou a tornar-se evidente para ele – não o quê exactamente, mas a noção de que teria alguma coisa a fazer. Tinha momentâneas sensações de grandeza que os deixava assustados, e momentâneas sensações de responsabilidade, que o deixavam assustado. Ele passou uma enorme quantidade desse tempo a fazer perguntas e a trabalhar com a simbologia.

No seu tempo, muitas vezes, ensinavam através de desenhos feitos no pó ou na areia, por não disporem de quadros para desenhar. Tinham a areia. E ele passava horas a tentar compreender o significado de certas coisas.

Foi-lhe dito mais tarde… mas mesmo aos cinco anos… por ter uma responsabilidade aos seus ombros, sem que ele conseguisse apurar o que envolvia nem saber como honrá-la… ele era humano; tinha as sensações normais de quem sente poder vir a lidar com alguma coisa com que não conseguia lidar.

Aos cinco anos foram-lhe dirigidas mensagens celestiais para lhe despertar a sabedoria interior. Mas ele viria a ser capaz de o manifestar com uma maior clareza por volta dos sete, quando o ciclo físico, emocional e mental o levaria a passar por transformações. Precisava dar-se quando ele se encontrasse pronto para o ímpeto do sétimo ano. E assim, ele atravessou períodos de incerteza na vida e fazer as coisas que a maioria das crianças fazem.

Agora, uma coisa que precisam reconhecer é que, nos vossos dias actuais, uma criança de cinco anos ainda é uma criança. No tempo dele, já assumia as responsabilidades da casa. Uma criança de doze anos era considerada como pronta para se tornar num homem e para arcar com as responsabilidades. Atingiam a maturidade muito mais rapidamente, por uma questão de necessidade. E assim, por volta dos cinco e dos seis, ele começou a sentir um ímpeto para viajar; sentia vontade de partir.

Uma coisa que não entendem é que aos sete anos e sua educação encontrava-se a cargo do pai, e a mãe renunciava ao domínio que exercia sobre o filho, por esse ser o costume da época. A mãe criava os filhos durante os primeiros anos, mas assim que o primeiro ciclo de mudança se verificava, a criança entrava num aspecto diferente e passava a ser ensinada pelo pai. E assim, por altura dos cinco, seis e mesmo sete, era-lhe permitido viajar com o pai, primeiro localmente e depois por mais longe.

Ele tinha um enorme desejo de entender a natureza e um grande desejo de ser um com todas as coisas percebidas. Não encarava nenhum animal como inferior ao homem. No decurso dos primeiros anos teve muitos animais de estimação – como vocês dizem -- a maioria dos quais também faziam parte da casa, mas que também percebia como amigos adorados. Começou a desenvolver um interesse especial pela fauna, pelas flores e por todas as coisas que crescem, o que lhe facultava uma enorme compreensão das energias do vasto reino do plano terreno. Precisava apreender a própria essência do que criava a essência ambiental do mundo, para poder vir a trabalhar (…) E assim, passou pelos ajustamentos normais da criança. Ele iniciou a educação, primeiro com José; da parte de Maria ele aprendeu as tarefas de casa, a dirigir a casa, por isso fazer parte da compreensão que o ensino envolvia.

Foram-lhe dadas oportunidades para compreender coisas ligadas aos aspectos monetários. Começou a entender que, quando a família fazia alguma coisa, uma parte disso pertencia a deus, de modo que se tornou natural para ele tomar parte em qualquer coisa que tinha e dá-la a Deus. Da parte de José, que por essa altura tinha a profissão de carpinteiro… o José tinha muitos problemas no que dizia respeito aos trabalhos, nem sempre tinha facilidade em encontrar um, e por vezes tinha que viajar para além dos limites de Nazaré para encontrar emprego. Não era muito diferente de qualquer outra família. Mas por gozar da oportunidade de viajar e de trabalhar noutras áreas e noutros locais, também chegou a obter uma enorme compreensão dos aspectos dos negócios, e gradualmente chegou a tornar-se num empreiteiro. E assim, quando Jesus alcançou a idade dos sete, as coisas começaram a adoptar um aspecto seguro, como que viessem a ficar bem. Parte da luta tinha desaparecido.

Por volta dos sete anos Jesus tinha começado a pensar no que queria fazer da vida dele, e assim José levou-o a casa de familiares para ele tomar contacto com a agricultura, e levou-o até ao mar da Galileia para ele assistir à pesca, e a passar um tempo junto aos parentes a aprender acerca dessas coisas e a tornar-se num com elas. Dos sete aos nove anos já tinha escolhido pelo menos umas dezasseis coisas, mas sempre que achava que tinha visto aquilo que queria fazer e que representasse o trabalho da sua vida, o factor “percepção” dir-lhe-ia: “Coisa maior do que isso virás tu a fazer.” Havia mais por vir. E assim, ele precisava contentar-se com esperar pela revelação do que viria verdadeiramente a tornar-se, e para poder fazê-lo começou a estudar na sinagoga.

Aos sete anos de idade já estava a aprender Aramaico, o idioma da região, e a começar a aprender Grego e Hebraico. Assim, já poderão ver a mente que esse garoto possuía (…) Ele era como uma esponja e jamais se contentava com o que aprendia. Contudo, não sabia porque razão sentia o ímpeto de aprender.

Ele aprendeu (…) e possuía um excelente vigor, só que sofria de “pavio curto,” por assim dizer, por se enfurecer muito facilmente na juventude. Parte da fúria que sentia devia-se à frustração que o invadia por causa da luta interna que travava, que não o deixava chegar a saber o que é que supostamente devia fazer, e que no entanto lhe dava a conhecer que mais era esperado dele. Mas ficava frustrado com a atitude dos outros, mas depois desabafava a raiva e arrependia-se e voltava ao normal.

Não foi antes de ele atingir cerca dos doze anos que ele aprendeu a controlar a raiva, por ter percebido que havia uma tradição que rezava que o que se distribuía (em termos de energia) regressaria à pessoa, e com ele era uma criança sensata decidiu que precisava ter cuidado com aquilo que emitia.

Mas em idade alguma foi ele uma criança desafeiçoada ou desprovida de afecto. Ele tinha um enorme respeito pelos seus pais. Mas aos seis anos ele sentiu-se desiludido com o que de normal os caracterizava; principalmente devido ao facto de que, sempre que fazia uma pergunta nunca obtinha uma resposta. Mas sabia que não os podia culpar por isso, mas queria obter respostas. E assim começou a ser conhecido como uma criança precoce, por causa da curiosidade que sentia e o constante impulso que o movia para conhecer mais. Contudo acho que nunca lhes faltou ao respeito, nem os pais a ele.
Mas quando foi castigado pelos professores na sinagoga, por fazer perguntas acerca da lei que não era suposto fazer, e quando eles vieram até José dizer: “Vocês precisam fazer alguma coisa com respeito a esta criança” – não acham isso familiar? – quando eles lhes disseram que eles precisavam fazer alguma coisa a seu respeito, o José foi acometido por uma ambivalência de sentimentos; ele sabia que, por uma questão de respeito para com os mestres e a lei, José precisava ensiná-lo a refrear tal curiosidade, no entanto respeitava o facto de ele questionar. E quando Jesus ouviu que esses mestres culpavam José por não lhe dar o treino de criança devido, ele avançou até à sua presença por ser bastante precoce e afirmou que tal curiosidade vinha do seu íntimo e não do pai. Mas tal como respeitava os desejos do seu pai, também ele respeitaria os desejos do seu Pai Celeste, fossem eles quais fossem. E assim, refreou a curiosidade que sentia, só que não a travou, por saber que em algum lugar viria o tempo em que ele poderia de novo fazer essas perguntas e obter uma maior compreensão. Por saber que inerente à estrutura dessas leis havia um ingrediente que estava em falta, e que alguma coisa precisava ser acrescentada para o fazer valer.
Agora, no decurso das viagens que fazia com o seu pai ele ficou ciente de que em diversas áreas existiam doutrinas completamente diferentes. Quando ele visitou as cidades Gregas ficou surpreendido com a sua arquitectura, assim como com os jogos, e a atitude atlética do homem, e achou que era uma coisa excelente. E ele disse a José que isso deveria ser transmitido ao povo deles. Claro que José ficou horrorizado com aquilo e disse: “Haverias de ver o que aconteceria se disséssemos que íamos copiar as atitudes dos Gregos.” (…) E assim, esse foi um dos poucos desacordos que José e Jesus tiveram, em que ele (…) Mas José era uma pessoa que gozava de porte consolidado e uma grande paciência e nunca quis (…) e Jesus argumentou: “Eu respeito o meu Pai Celeste assim como respeito o meu pai terrestre e não mais falarei disto.” Embora tenha regressado a casa e tenha iniciado alguns desses jogos com os amigos, para exercitar (…) E assim, ele não deixava de querer (…) embora se estivesse disposto a submeter-se. Mas carregava dentro dele a essência do que viria a trazer ao mundo.
Quando foi levado elo pai aos templos, foi-lhe mostrado o templo dos gentios e ele ficou horrorizado com o comércio que aí se praticava na Casa do Senhor, por o ruído e o clamor nada em nada contribuírem para uma atmosfera de paz, o que o deixou bastante perturbado, mas foi suficiente sensato para reter o conselho, nessa altura, aos nove anos de idade. Ele nunca o esqueceu, e sabia que quando o seu tempo chegasse, ele faria algo a respeito, o sentimento: “Eu vou endireitar esta confusão nesta gloriosa (…) e negócios são negócios e nunca deverão andar de mãos dadas (…) Se ele viesse hoje deveria ficar desconcertado com isso. O homem é como é, e não se pode separá-lo da sua vida. Mas nesse momento da história a própria atitude comum disso incomodava-o profundamente porque assim que atingiu a idade dos sete, começou a rugir nele o profundo sentido de sair sozinho para o monte meditar, ficar sentado e ponderar no que se passava com ele, por pressentir que tinha um destino, embora não soubesse qual. Os pais dele jamais lhe contaram das suspeitas ou ideias que tinham acerca dele, por acharem que ele precisava ser protegido de se evidenciar como especial e isso pudesse atrair a atenção daqueles que pudessem ser-lhe prejudiciais, e assim, nunca se aventuraram a dizer: “Tu vais ser um salvador.”
Mas ele começou a ter “visitas” que lhe diziam: “Prepara-te, por teres muito a fazer. Honra-te a ti mesmo, porque tu vais ser um líder do homem.” E assim ele começou a entender que a maioria dos planos que fizera para si próprio na vida iriam ser abandonados. Não importava que ele quisesse ser pescador ou carpinteiro (…) por o “trabalho” do seu Pai lhe dizia que ele viria a ser o que ele viesse a ser independentemente do resto.

(continua) 


O VERDADEIRO JESUS – DISSIPANDO OS MITOS 

Bom dia. Quão agradável estar com todos vós uma vez mais neste adorável dia de chuva. É adorável. Uma das coisas que me pediram para falar nesta excursão particular foi Jesus, a dissipação dos mitos, como quem diz. Muita gente fica em estado de ansiedade quando ouvem falar nisso. Nada do que seja dito aqui hoje de forma alguma contribuirá para aviltar a pureza e o poder do homem Jesus. E terão notado que referi “homem” Jesus. A maioria das pessoas encara-o como um deus. Encaram a missão dele como revelando o deus através da prática das curas, disto e daquilo. Não compreendem que ele veio para ensinar. Veio ensinar-lhes a fazer uso das vossas qualidades, das vossas capacidades e da vossa força divina. Ele veio para lhes dizer: “Tudo isto e mais fareis vós,” e não estava a brincar ao dizer isso. Ele disse-o. Ele deseja que compreendam a força divina existente em vós.

Lembrem-se de que Jesus nasceu na era de Peixes, que evidentemente, foi uma era dominada pelo medo. O medo era usado como instrumento de ensino. O objectivo assentava no propósito, conduzir o homem a um propósito, levá-lo de uma energia dispersa a uma energia centrada. As doutrinas provinham do exterior. Imperava a lei rígida, a doutrina rígida. “Se não tiveres cuidado Deus vai-te apanhar.” A era da “Mea culpa,” “Não sou digno.” Contudo ouvem menções ao dito de que “foram feitos à imagem e semelhança de Deus.” Mas, se foram feitos à imagem e semelhança de Deus, como poderão ser indignos?

Assim, precisam entender que, para o propósito -- e esse propósito não era um propósito mau, mas um propositivo bom – as coisas eram lidas à luz de todo o processo deste homem maravilhoso. Ele foi transformado num deus pelos homens. Era um deus por direito de nascença tal como vocês. Depende da forma como olham o termo “deus.” Precisam entender que quando dizem que foram feitos à imagem e semelhança de Deus, isso quer dizer que foram feitos da energia de deus. Não refere uma cabeça, dois braços e duas pernas. Significa “da energia.” E que propósito terá ele tido? Edificar a fé. O propósito que teve foi o que elevar a fé do homem em si mesmo através do poder de Deus dentro dele.

As curas que ele praticou também serviram para lhes ensinar que vocês podem curar. Que coisa será a cura? Lembrem-se que quando sorriem para alguém que esse encontre abatido, terão praticado um cura. Quando escutam alguém que precisa falar, que precisa de se livrar de alguma coisa no seu próprio sistema, terão conseguido uma cura. Não se trata de uma coisa qualquer inteiramente separada ou miraculosa, mas de toda a interacção do momento com o próximo. Sim, algumas podem assumir a forma de um grande milagre, mas porquê? Devido à crença, à fé, à confiança que é edificada na pessoa que representa o terapeuta ou curador. Nenhum homem cura por si só; é a sua força divina que vem através dele que cura. E assim, durante esta excursão vamos dar uma olhadela no homem Jesus, nos vários estados por que passou, e tentar entender a sua magnificência.

Se, nem que por um instante pensarem num homem que faça as coisas que ele fez, isso com efeito fará mais do que traduzir: “Bom, ele foi um deus, é claro que conseguia isso.” Muitos dizem: Bom, Jesus conseguia fazer isso” mas irão eles tentar fazer o mesmo? Bom, não, por Jesus ter sido um deus e não poderem ser deuses, razão porque não entenderão a razão para o tentar sequer. Lembrem-se de que quando lhes dizemos o facto de serem “deuses” estamos a sugerir-lhes que sejam semelhantes a Deus. Não ditadores. Tornar-se semelhante a Deus significa abertura, não julgar e estar pronto a pôr essa energia em movimento.

Pergunta: É muito interessante porque, profundamente arraigado no próprio Cristianismo está o facto de que, se alguém tentar exibir qualidades desse género estará a fazer uso de um poder maligno, segundo a forma que isso assumiu no mundo actual.

Ouviram o que ele disse? Ele disse que é de surpreender porque subjacente ao Cristianismo ao longo dos tempos passou a imperar a atitude: “Se tentarem exibir essas qualidades, então serão do maligno. Estarão a ser como Deus.” Todavia era o que Deus quis que se tornassem - semelhantes a Ele. Não importa se fazem parte das hostes angélicas ou humanas. Nós pertencemos à mesma energia. Não existe separação. A única separação que existe é concebida por vós. Pelo pensamento, pelas vossas acções, pela forma como lidam com as coisas.

O Cristianismo não representa um mal. Quando observo o vosso mundo, sinto-me muito, muito -- quase divertido – com o que fazem de Deus. Confinam-no à perspectiva quadrada, moldam-no e ele passa a ser vosso e de mais ninguém. É o tipo de coisa “O meu deus é melhor que o vosso.” Mas essa é uma atitude tão ridícula por Deus ser, vocês serem, e todos serem um. Não importa como adoram deus ou O aceitam, importa que o façam.

Vocês podem negar Deus. Mas aquilo que chamarem a Deus não importa; se quiserem chamar-lhe a força criativa do universo, força. Se quiserem chamar-lhe a Energia Divina, façam-no. Ele não possui ego da mesma maneira que vós, de modo que não se importa conquanto derem atenção à coisa divina dentro de vós. Mas Deus habita em vós, na vossa mente supraconsciente. Essa mente supraconsciente está relacionada com a glândula pineal e é aí que podem comunicar. Sempre refiro isso como “a vossa ligação ao quadro de Deus.” É aí que vão para O ouvir, senti-Lo, obter um sentido d’Ele.

Quero que compreendam uma outra coisa. Desde o começo dos tempos que o ritual tem sido usado como um ponto de referência para o propósito divino. Mas ao longo do caminho surgiu a confusão quanto ao que o ritual representava. O ritual tornou-se mais importante do que a essência do que representava. Quando acendem uma vela estão a levar a luz a um aposento. Essa luz representa o poder e a presença da força divina no aposento. Tem sido assim desde o começo. Não importa se no estado da compreensão que têm isso significava algum deus de quatro cabeças. Não importava. Isso é uma coisa significativa para vós e estava aí à vossa espera, representado pela vela.

Quando isso ocorre, sabem – só para os ajudar a entender isto – alguém se vai casar de modo que faz uma grande boda, e tem uma enorme recepção. Toda a gente é convidada, passam por isso tudo e têm que chegar à Igreja e deixar que tudo termine de modo a poder chegar à coisa. Por terem confundido a coisa real, o compromisso maravilhoso que duas pessoas fazem uma à outra, a maravilhosa fusão de duas energias como uma só. A criação da união bela no âmbito dessa compreensão divina, pelo que essa compreensão divina envolva. Confundem isso com o vestido e o smoking e os carros e todo o “shmeeer” conforme vocês dizem no vosso mundo.

Assim, compreendam que muitas vezes a confusão cria uma verdade, de acordo com a compreensão que a pessoa tiver. A única coisa que importa num casamento é aquilo que os noivos sentem um pelo outro, e aquilo que trocam um com o outro, e a aceitação que nele reine, isso é uma coisa divina. Isso é o que realmente importa. Não há nada de errado em relação a todo o resto conquanto não percam o propósito de vista.

E foi isso que sucedeu com o ritual. O propósito perdeu-se na trivialidade e no contrassenso do ritual. Muita gente nos dias que correm representam um ritual e não têm ideia onde se tenha originado nem do que represente.

Assim, lembrem-se de que a presença divina se acha presente, em vós e ao vosso redor. Jesus disse "Tudo isto e mais conseguireis vós." O que queria dizer era: "Se eu sou capaz de curar, também vocês são." O que quer dizer é: "Usem o Deus que se encontra em vós." Quando disse "Sigam-me," não se referia a agarrarem a borda do manto dele mas: "Sigam os ensinamentos do Pai, tal como eu sigo."

Agora, há quem não esteja disposto a acatar ditames de tipo nenhum, pelo que não estão na disposição de ter lhes diga o que fazer. Gozam de livre-arbítrio, entendem? Eu sempre digo que o único erro que Deus cometeu foi atribuir ao homem o livre-arbítrio, por ser aquilo que o leva a meter-se em apuros, estão a entender? (Riso) Mas a questão está em que o homem diz: "Não creio em Deus" mas depara-se com um acidente e que é que exclama? "Ai, meu Deus!" Quer o conheça ou não, procura alcançar a presença divina em busca de auxílio. Assim, estão a ver, podem convencer-se de tudo quanto quiserem, mas acha-se presente.

Quando Jesus nasceu, ele assumiu uma tremenda responsabilidade. A princípio não tinha consciência disso, mas tinha nascido e já começava a evidenciar sinais da presença divina nele só através da essência, do seu ser. E quando começou a crescer, começou a assumir responsabilidades tanto materiais como no âmbito espiritual. E algumas delas foram-lhe impostas. Maria queria que ele fosse rei dos Judeus, e disse: "Este é meu filho e ele vai elevar-se à posição de um homem importante." Que mãe não quererá algo do género para o seu filho? Estão a ver? José foi quem disse -- há mais que pressinto em Jesus, uma energia universal, uma força divina -- e que ele teria vindo com algum tipo de propósito para além daquele com que tinha nascido. E assim cresceu Jesus. Mas foi José quem verdadeiramente o guiou mais. Maria amava-o mais do quem quer que pudesse amá-lo mas José foi o guia. Foi José quem o ajudou a compreender como expressar Deus no mundo material.

A propósito, ele nasceu a 14 de Agosto, conforme vocês medem o tempo.

(NT: Deve ter havido aqui um lapso que a audiência deixou passar em branco numa sessão posterior, que curiosamente começo por publicar aqui, em que ele refere ter nascido a 21 de Agosto. Julian por vezes comete gafes deste género e a audiência corrige-o, pelo que não é de admirar)

Pergunta: Conseguirás dizer a que horas?

Não, precisam fazer um pequeno esforço por vossa conta. (Riso) Eu adoro-os, gente, com a forma como querem tudo! (Riso)

O que precisam ter em mente é o seguinte: Quando ele nasceu, trazia o destino de se tornar num mestre. Mas ele era de tal modo sensível que à medida que foi crescendo onde o verdadeiro propósito estava a ser invadido por um objectivo político ou pela ganância, etc., e foi nessa altura que começou a evidenciar a sua humanidade -- nos templos, a raiva que manifestou nos templos junto dos cambistas, e esse tipo de coisa que se deu à medida que ia crescendo. Ele era um sensitivo, entendem, mesmo desde criança. Por outras palavras, sim, ele pensava, sim, ele estudava, sim, ele fez essas coisas, mas ele lia as pessoas. Os sentidos dele estavam sempre aguçados. Ele próprio não percebia isso enquanto jovem. Mas eles estavam em constante operação. Ele tinha conhecimento das coisas. E sabia que por vezes as coisas não estavam bem. Mas ele tinha um destino, que se dispunha a seguir -- ensinar, aprender.

Bom, sucedeu uma coisa grandiosa na infância dele pela qual aprendeu muito com relação à terra e aos elementos. E José auxiliou-o nisso. Para compreender o mundo ele vivia desde um ponto de vista bastante material. Ele necessitava de uma perspectiva dessas, precisava ser capaz de se situar nela para poder utilizar o resto do seu ser.

A espiritualidade não pode ser usada como uma evasiva, entendem. Tão pouco o pode o propósito divino: "Vou-me tornar de tal modo divino que não precise interagir com a humanidade." A espiritualidade, o propósito divino significa interacção com a humanidade mas manter o espaço da força divina de modo a poderem levar os outros a sentir a mesma coisa.

Vou-lhes dizer o seguinte: Não há nada a que se entreguem na vida cujo poder para o enfrentar também não lhes seja dado. E a única coisa que os impedirá de aceder a esse poder é o medo de que não o consigam. Uma das coisas mais destrutivas no vosso mundo é, evidentemente, o medo -- e a raiva, mas a raiva procede do medo, quando temem não ser suficientemente capazes, quando receiam não ter feito o suficiente, quando temem não conseguir qualquer coisa, o medo da raiva surge e aí estão vocês, prontos a desafiar o mundo. Voltem-se para o ser supraconsciente, dirijam-se ao ponto divino interior e não terão necessidade de raiva, e serão capazes de fazer frente a isso sem ela.

Assim que reconhecerem que tinham estado errados em relação a algo, em vez de desperdiçarem a vossa energia com desculpas, porque não dizem simplesmente: "De que modo o poderei fazer de outro modo?" Não há nada de errado em cometer erros. Quando sentem culpa em relação a alguma coisa têm que dizer a vós próprios: "Espera lá, reconheço que cometi um erro. E se o reconheço, nesse caso não precisarei sentir-me culpado, e posso agora mudar isso." Podem abandonar essa culpa.

À medida que foi crescendo, Jesus foi a muitos lugares e aprendeu muitas coisas. Muitas vezes deslocava-se a esses locais no que imaginam que seja forma astral. Ele estudou com os Essénios. Ele frequentou-os em criança, mais ou menos por volta dos dez anos, e foi para o convívio deles para despertar nele a capacidade de cura, para se concentrar nisso, para colher poder dessa faculdade, para aprender com respeito à purificação, etc.

Precisam recordar o seguinte: Toda a criança que nasce, no sexo masculino ou feminino é um ser humano, é a humanidade e deve viver no mundo da humanidade e fazer face ao mundo do homem e interagir com ele. Mas se ela for celeste, ele fá-lo e não tem problema. Têm que recordar que é óptimo dizer: "Eu sou de Marte" de acordo com o dia que quiserem ser, "Não sou um terráqueo." Ai, detesto ter que lhes dizer isto, mas isso não passa de treta! Vocês são terráqueos! Só que são uns terráqueos muito poderosos. São um ser divino que habita um corpo físico e se mantiverem os dois em funcionamento conjunto, não terão problema. E isso foi o que Jesus fez. Ele manteve ambos em funcionamento. E assim, conseguia fazer coisas que os outros não conseguiam ou que não pensavam conseguir fazer.

Lembrem-se de que toda a era de Peixes se focou no facto do Cristianismo ter sido produzido por um homem -- não por Deus -- mas pelo homem. O Cristianismo foi produzido por ele necessitar de fazer convergir. Fazer convergir sistemas de crenças. Aquilo que criaram constitui um oásis. "Se aminha Igreja constitui um oásis, eu poderei obter auxílio nela. Poderei obter paz nela. Poderei satisfazer-me nela." Mas lembrem-se do seguinte: Vocês são o vosso oásis e a paz que encontram é simplesmente a crença que têm nesse lugar, por levarem para esse local aquilo que são.

A única coisa a referir acerca de Jesus é que ele viveu na crença que tinha no seu próprio criador. E acreditou que o poder de Deus lhe era dado a utilizar. Enquanto o resto da humanidade se queixava: "Ah, não, isso não pode ser. Não somos dignos disso." Bom, talvez alguns não fossem, mas possuíam isso, não obstante. Simplesmente voltaram costas a isso.

Pergunta: Quando Jesus foi estudar com os Essénios, terá sido com a comunidade essénia de Qumram?

Foi. Qumram.

Pergunta: Quem eram os mestres dele, lá?

Toda a gente. Os mestres do período essénio era toda a gente. Ele encontrava-se lá para colher da observação de toda gente. Alguns de vocês estavam lá. Alguns de vós faziam parte dessa comunidade nessa época.

Pergunta: José de Arimateia?

Sim, José de Arimateia era um.

Pergunta: Estaria a sua família igualmente presente?

Não, ele foi para lá sozinho. A família não estava com ele.

Pergunta: Com que idade entrou para lá?

Tinha cerca de dez anos.

Pergunta: Terá ele praticado as actividades espirituais semanalmente do mesmo modo que toda a gente dessa região?

Certamente. O que o distinguia, contudo, era o facto de ele não distinguir quem fazia o quê, mas procurar compreender a humanidade, entender essa força divina presente em toda a gente. Em resultado, não importava para que templo ele entrava, ou Igreja. Não tinha importância, porque ele carregava-O com ele. E encontrava-se aí para aprender com todas as coisas e com todas as situações. Não havia situação com que não estivesse pronto a aprender.

Pergunta: Quando praticou a projecção astral para aprender outras coisas, ele tê-lo-á feito conscientemente ou...?

Ah, sem dúvida. Ele estava consciente disso, sim.

Bom, se o Jesus homem tivesse cumprido com as preferências que tinha teria sido deixado só. Ele queria realizar a tarefa dele, ele queria ensinar, queria conduzir as pessoas a um nível mais elevado delas próprias. Não se queria envolver na política, nem queria ser "Rei dos Judeus." Queria ser um professor. Mas claro está, ensinou bastante. Mas vocês também precisam perceber que à medida que se desenvolvia nessa idade tenra, lhe sobreveio uma enorme responsabilidade. José, o seu pai, sofreu um acidente mortal naquilo que considerariam um acidente de construção. E assim, aos doze anos, Jesus tornou-se chefe de família, e assumiu uma e enorme responsabilidade por ganhar a vida para essa casa por os fundos que eram devidos ao José lhe terem sido negados por parte dos encarregados da construção. Soa a coisa que não seja praticada hoje, não? Ele enfrentou muita coisa na vida mas foi um bom filho. E assim, assumiu essa responsabilidade. José tinha-lhe ensinado a arte da carpintaria e ele deu continuidade ao trabalho.

Antes disso, essa família poderia ser considerada uma família opulenta. O rendimento do José era bom, não lhes faltava nada mas de repente não mais reinava esse estado de coisas. E esse jovem na idade de 12 assumiu essa responsabilidade.

Pergunta: Será esse o período que são considerados "os anos perdidos?"

Não. Bom, poderão referir-se a eles como os anos perdidos, mas não se perderam de todo. Precisam recordar que a compreensão que têm disso é de muitas áreas perdidas.

Mas ele não veio... o propósito que tinha. Se dissermos: "Que propósito terá ele tido?" Ensinar. Esse foi o propósito dele. Essa fé trouxe outras coisas à sua vida e tornou-a um pouco mais árdua, por vezes. Fazia parte de tudo quanto que envolvia, por assim dizer.

Pergunta: Quais foram as responsabilidades espirituais que mencionaste, que foram impostas a Jesus? E em que altura da sua vida lhe foram impostas?

As responsabilidades para com o espírito colocadas sobre Jesus? Bom, em primeiro lugar ele precisava ver e compreender -- a responsabilidade primária que ele tinha era para com a compreensão da humanidade. Agora, precisam ter em mente que estamos a falar de um jovem que é completamente sensitivo e que está a tentar compreender a humanidade e que possui ambições políticas de um dos lados da família -- e a equilibrar isso, por a polaridade se achar sempre presente -- de modo que até mesmo no meio, ele encontrava-se numa situação em que coisas distintas eram esperadas da sua parte.

Alguma vez se terão deparado com alguém que seja um óptimo professor? Que é que fazem? Ele assemelhar-se-á a grude -- "Dá-me mais, dá-me mais, dá-me mais." Mas a este jovem estava a ser pedido para resolver problemas de famílias que tinham o quádruplo da sua idade. Creio que possam dizer que toda a gente queria um pedaço dele. Mas o seu aspecto espiritual disse: "Preciso entender esta gente, de modo a conseguir ensinar." Mas deixem que lhes diga uma coisa: Qualquer um que seja colocado na posição de professor, ou na posição, digamos, de um rabi, ou de um sacerdote, o de ministro, que seja suposto proteger ou governar um rebanho de pessoas, se não tiver tempo para compreender as pessoas jamais virão a ser bem-sucedidos. Por ser muito bonito dizer: "Já descobri tudo, é assim que é suposto que seja." "É suposto termos um piquenique hoje" -- isso tem muito que se lhe diga.

Assim, ele teve que enfrentar todas essas diferentes dicotomias ao seu redor e ao mesmo tempo ele estava a avançar tanto quanto podia e a assumir as responsabilidades de uma família, ele nunca esqueceu... Ele chegava a manter o que poderiam considerar encontros destinados à conversa informal no atelier dele. As pessoas vinham e falavam com ele e eles discutiam coisas.

Pergunta: Então o conhecimento que ele tinha... Era obtinha-o pela observação de jovem que era para depois poder partilhá-lo com os outros?

Ele cultivou-o do mesmo modo que vós o cultivais. Se quiserem ensinar ciência da computação, aprendem com respeito à ciência da computação e então estarão habilitados. Se quiserem ensinar dança, aprendem a dançar e aí poderão ensiná-la. Ele tinha que aprender mas aprendia ao mesmo tempo que era sensitivo. Assim, através de um processo de osmose, ele chegava a compreender o que a raiva provocava, chegava a compreender o que a tristeza provoca, o que a ambição provoca, esse tipo de coisa. Assim, ele aprendia em dois níveis ao mesmo tempo.

Pergunta: Alguma vez terá ele aprendido sob a forma astral na Índia?

Aprendeu. Durante um certo período. Por ele precisar compreender... mas o que ele fazia a maior parte do tempo era compreender as diferentes abordagens da compreensão divina. As disciplinas vieram do oriente e as energias do mentalismo vieram do ocidente -- e agora ambas essas correntes estão a fundir-se neste momento.

Pergunta: Falaste da família dele. Que irmãos e irmãs tinha ele?

Havia cinco ao todo, na família. E ele tinha que os suportar a todos.

Pergunta: Terá sido Jesus uma encarnação ou terá essa sido a sua primeira vez por estas bandas?

Ah, ele encarnou antes nos estágios iniciais do Zoroastrismo. Ele tinha encarnado no Extremo Oriente certa vez. Mas essa foi a vez ele que ele veio cá baixo com a mensagem directa de ensinar.

Pergunta: As suas vidas prévias terão exercido alguma influência na vida de que temos conhecimento?

A experiência passada de toda a gente tem reflexo na vida em que se encontra actualmente, só que não no grau que toda a gente imagina. Toda a gente pensa que se tiver sido um jogador de polo numa vida passada, terá que ser um jogador de polo nesta. Não. Cada vida constitui uma experiência nova. Alguns dos filamentos da compreensão podem revelar-se úteis à recordação. Dessa forma seria possível utilizar essa experiência passada.

Pergunta: Voltando aos membros da família dele, que nomes teriam os irmãos e irmãs?

Muito bem. Deixa-me cá pensar por um segundo -- havia uma Miriam, havia uma Rute, havia o jovem Jonas, ele próprio e Maria.

Pergunta: E o Tiago?

Ah, o Tiago! Sim, Peço desculpa. Sim, o Tiago. Terei referido todos? Muito bem. A questão está em que nessa altura era responsabilidade do mais velho tomar a família a seu cargo -- o filho mais velho -- tornar-se chefe da família quando algo sucedia. De forma que não era como se ele estivesse a fazer alguma coisa que não fosse normal acontecer nessa altura. Mas ter isso jogado sobre os ombros aos doze anos foi muito difícil para ele.

Pergunta: Mas essas conversas informais que ele tinha no atelier dele, terão na sua maioria sido com homens mais velhos que o tenham influenciado, ou tendido a influenciá-lo politicamente?

Havia alguns homens que teriam gostado de o influenciar politicamente mas também havia catraios e muito mais raro por essa altura, havia também mulheres. Por nessa altura as mulheres não se encontrarem activas nessa área, por assim dizer. Assim, ele receberia quem quer que fosse que quisesse vir até ele.

Pergunta: Ter-se-á alguma vez Jesus apaixonado ou querido casar?

Se Jesus alguma vez se terá apaixonado querido casar? Pelo menos umas dezasseis vezes! (Riso) Ele era homem! Ele era humano! Contudo, nunca chegou verdadeiramente a seguir esse processo devido à responsabilidade -- ele pressentia que tinha coisas a fazer. Contudo, quando ele... ele teve uma paixão na sua vida, muito profunda e muito bela que foi Maria Madalena. E isso foi uma coisa muito depuradora para ela e para ele também, por estranhamente essa mulher compreender aquilo por que ele estava a passar.

Pergunta: Já ouvi tantas histórias relativas à pessoa da Maria Madalena. Quem era realmente a Maria Madalena?

Era a Maria Madalena. (Riso)

Pergunta: Que formação teria ela, que profissão e que é que ela realmente fazia?

Bom, vocês podem pensar que ela tenha sido uma mulher folgada. A questão está em que ela era... ela tinha nascido numa enorme pobreza, tinha-se esforçado, tinha feito uso dos seus artifícios, por assim dizer, para arranjar uma vida própria. Ela não era o que chamam propriamente de "prostituta," embora o material que foi escrito dê conta disso. Mas decerto que com respeito a isso era uma mulher sedutora. Mas houve alturas em que sofreu violação, quando foi conquistada, não por se ter oferecido por vontade próprias, mas ao ser tomada. Ela não teve vida fácil com isso, como quem diz.

Bom; uma outra coisa que acho importante que saibam é que Jesus sempre sentiu que ouvia a voz de Deus dentro. Praticava a solidão sempre que podia por ser aí que sentia esse forte laço de ligação com o Pai, conforme ele se referia a Ele.

Vocês são todos filhos de Deus. Mas a medida do poder daí resultante está na medida em que o usam e na medida do que aceitam. Eu garantir-lhes-ia que terão sido capazes de cuidar das coisas nos últimos cinco anos que provavelmente não teriam sido capazes há dez anos atrás com uma ligação mais interna com a vossa própria capacidade, de aceitarem mais no vosso íntimo. E quando fazem isso, estão a convocar o poder do Pai em vós, coisa que é encantadora.

Lembrem-se de que, ao longo dos anos, muito se escreveu, grande parte do que foi redigido uns quarenta anos após do sucedido, e grande parte do que permanece confuso. Por cada testemunho dar um parecer sincero do que tenha visto ou ouvido, enfim. E por causa disso, chegaram a encontrar muitas pontos de vista, alguns dos quais terão parecido contraditórios em relação aos demais. Assim, aquilo que precisam fazer é interpretar o passado a par com o factor sensitivo quando algo não lhes soar fidedigno. Além disso, precisam recordar que em diferentes alturas, coisas distintas eram necessárias para levar as pessoas onde elas precisavam ser conduzidas.

Se olharem para trás descobrirão que a Igreja -- seja que igreja for, ou templo -- constituía um local de orientação familiar, um local de paz, um lugar onde sentiam que "alguém lhes diria o que fazer." E era necessária por essa altura por o objectivo ter representado o aspecto da era de Peixes, deixar de se dispersar e começar a focar-se em cada nível do vosso ser. E isso incluía o ser físico e o ser espiritual. E assim isso era... Não devem criar as coisas que foram criadas ou que tiveram continuidade ao longo dos tempos por isso ter representado um trampolim para outra coisa qualquer. Quando se focam verdadeiramente no espírito divino, podem aceitar tudo sem receio...

Estão a indicar-me que é tempo de proceder a um intervalo. Lembrem-me para retomar o ponto em que ia quando voltarmos. Entretanto, sugiro que vão esticar as pernas e respirar um pouco de ar fresco que depois vou atender às perguntas.

...Eles usavam instrução, mas essa instrução era uma instrução silenciosa, o tipo de instrução que recebem na meditação. Assentavam na comunicação (comunhão) silenciosa com Deus. Mas o Deus com quem comunicavam era o Deus que se encontrava neles. De modo que sim, havia alturas em que... Mas para onde iriam? Saiam sozinhos. Não para a tagarelice do mundo mas numa condição de silêncio de modo a poderem ouvir.

Pergunta: Quando Jesus não era um rabi conforme o encaramos hoje, ele ensinaria de uma forma geral ou pregava as coisas espirituais?

Ele ensinava coisas espirituais. Ensinava com respeito ao processo da cura, ao processo da crença, ensinava acerca da benevolência ara com os outros. A sua maior doutrina assentava no amor.

Pergunta: Gostava de saber se era algum tipo de instrução religiosa.

Não. Não era o amor religioso que ele estava aqui para ensinar. Ele estava aqui para ensinar acerco do amor que pode ter cabimento em qualquer religião ou não-religião. Por o poder e a presença do amor divino constituir amor e era isso que ele tentava ensinar. Precisam ter em mente que o amor não era compreendido para além do aspecto pessoal que engloba, "o amor de um homem por uma mulher," que era compreendido. Mas o amor do homem pelo seu semelhante não era coisa que fosse entendida. E essa era uma das suas principais missões, ensinar os homens a amar o próximo. Mas não era lição fácil de ensinar.

Pergunta: Com respeito à história de Lazaro, de Jesus ter chamado Lazaro da sepultura. Li numa versão que isso não terá passado de uma manobra política, que o Lazaro não se encontrava realmente morto, que tinha sido politicamente excomungado e que o que Jesus basicamente fez foi integrá-lo no meio, pelo que isso não terá realmente envolvido morte nenhuma.

Não. Ele trouxe-o de volta dos mortos. Precisam recordar-se de que o estado em que Lazaro se encontrava, isso foi usado como manobra política. Contudo, não no interesse de Jesus. Mas por no estado em que Lazaro se encontrava, ele ser capaz de voltar a incutir de novo o sopro da vida no corpo. Ele encontrava-se fisicamente morto. Muitos pensam que se achava no estado catatónico mas ele tinha cruzado o umbral da morte embora se achasse num espaço em que Jesus podia ainda entrar em contacto com ele.

Pergunta: Seriam a Miriam e a Rute, que mencionaste em torno da questão do Lazaro, irmãs de Jesus?

Eram.

Pergunta: E Lazaro também era um membro da família?

Não. Era só um outro trabalhador. (Riso)

Pergunta: Terá Jesus sido o primeiro mestre da tolerância?

Ah, certamente. Ele ensinou a tolerância. Acredita quanto te digo que ele precisou ser tolerante.

Pergunta: Essa é uma perspectiva muito interessante, a do que mencionaste relativamente aos ensinamentos de Cristo acerca do amor pelo homem. Presumo que venha da era de Carneiro da sobrevivência, o facto da dispersão do foco de Peixes. Mas terá siro representado pela caça que o homem terá movido ao seu semelhante, ou às bestas, de um ou de outro modo. Claro que conheciam o aspecto do homem pela mulher mas no caso do amor por outro, ainda envolve a mentalidade da sobrevivência, pelo que isso constituiria novidade.

Pois. Era algo que tinha estado presente mas que nunca tinha sido praticado.

Pergunta: O semelhante era considerado um oponente em vez de alguém no nosso próprio campo.

Sim. Oponente ou aliado, de acordo com... A questão está em que, não tinha sido ensinado ao homem que devia amar o semelhante. E claro que o amor era igualmente objecto de incompreensão por o amor tanto ser espiritual quanto físico. Quando dizem "Amai o semelhante," não quer dizer que precisem estar fisicamente apaixonados por ele mas que o devem amar espiritualmente. Lembrem-se que a lei universal do amor diz para se amarem uns aos outros de uma forma incondicional, e isso diz respeito à alma. O direito divino do discernimento de que gozam diz que dispõem do direito de gostar ou não gostar. Vocês gostam ou não de acordo com o que lhes sucede. Por outras palavras, poderão dizer: "Hoje gosto de ti mas amanhã não." Esse é somente um dos aspectos. O que há a reconhecer é que vocês têm o direito de gostar ou não do que alguém mais faça, mas devem amar a pessoa. Devem amar a alma e desejar-lhe bem mas não por se achar envolvida no que quer que esteja a ocorrer de que não gostem.

Pergunta: então, será para isso que estaremos justamente a passar agora na era de Aquário?

Bom, a era de Aquário trará uma maior compreensão disso, mas tem vindo a funcionar desde a última secção da era de Peixes também. Lembra-te do seguinte, o crescimento dá-se à semelhança de uma semente. A semente é nutrida, atinge a fruição, cresce, e reproduz mais sementes. Que é que pensas que sucede com todos os vossos grupos de meditação, os vossos workshops, etc.? Vocês estão a ser estimulados, e depois quando saem daqui vão ajudar a semear outros espaços com esse estímulo. E isso ajuda qualquer um a crescer e a trazer uma maior luz ao mundo. Assim, cada era possui um ímpeto. A era de Carneiro cingiu-se à pura sobrevivência e foi seguida pela conversão da era de Peixes. Mas depois, claro está que cada era possui um instrumento de ensino. O medo representou o instrumento de ensino da era de Peixes. O amor constitui o instrumento da aprendizagem da era de Aquário. Assim agora vocês utilizam o amor a fim de ensinarem em vez do medo.

Pergunta: Haverá alguma razão particular para que Jesus tenha escolhido Israel para nascer em vez de o País de Gales, digamos, ou a Irlanda?

Era onde se encontravam a sua mãe e o seu pai! (Riso) Precisas tomar a coisa pelo jeito por que se afeiçoa, estás a entender? Nem sempre elegem a vossa mãe e o vosso pai. Por vezes aceitam o que se acha ao dispor por quererem “alcançar a coisa,” por assim dizer. Sim, ele elegeu a sua mãe e pai e depois, foi nascer evidentemente onde eles se encontravam.

Pergunta: Terá ele elegido essa região com algum propósito?

Não, foi onde acabou por ir dar. E ele tivesse que vir a qualquer outra parte ele teria proferido as mesmas doutrinas e da mesma maneira. Não era o local específico mas a necessidade que o mundo tinha de amor.

Pergunta: Nesse caso foi casualidade.

Bom, não sei quanto casualidade. (A rir) Quando decidiram ter aquele filho tiveram-no.

Pergunta: Na compreensão que tenho da vida de Jesus, que em grande parte me veio das doutrinas da Bíblia, quando leio coisas acerca da sua vida e no meu íntimo elas me soam a uma verdade, eu aceito-as como uma verdade. Mas uma coisa que não compreendo é que ele tenha morrido pelos nossos pecados. Aceitar isso com base na fé, ou compreender o que isso circunscreva, não consigo estabelecer uma ponte com isso.

Pois, pois. Jesus não morreu pelos vossos pecados. Jesus morreu por a crucificação ter ensinado duas coisas. Ensinou acerca da resistência dele, e também ensinou sobre a existência de uma vida para além da morte e sobre a existência de um retorno. Por isso, ensinava muitas coisas. Lembra-te que ao criar... amanhã talvez quando criarem as vossas histórias (Referindo-se ao workshop do dia seguinte) verás que muitas imagens diferentes são projectadas em incidentes para os poderem usar com um propósito específico de ensino.

Quando dizem que ele tenha morrido pelos vossos pecados, estão a dizer: “Não, ele morreu por causa dos pecados da humanidade.” Ma seles pegaram nisso e deram-lhe a volta de modo a fazer parte de ma crença religiosa que diz que ele tenha morrido pelos vossos pecados, e que sim, vocês são a humanidade à distância de uns milhares de anos... Mas a questão assenta no seguinte, ele serviu o propósito que tinha na vida. Mas morreu por causa dos pecados, não pelos pecados. Ele não morreu pelo teu pecado, ele morreu por causa da situação política existente à altura. Uma vez mais, este é um daqueles casos em que uma frase é utilizada e depois reinterpretada e reinterpretada e reinterpretada até passar a significar outra coisa qualquer.

Pergunta: E agora que uma só frase se tornou na palavra de ordem para todo um movimento religioso que representa uma religião dominante nesta nação.

Pois. Por alguns ainda aceitarem isso, e que seja seu direito. Não é este um tempo para aniquilar a religião do mundo. Este é o tempo do homem decidir em que posição quer ficar e o que vai fazer.

Pergunta: Qual será o significado daquela passagem dos Actos dos Apóstolos onde se diz que o Espírito desceu sobre eles enquanto se encontravam todos reunidos no compartimento? Será a Consciência de Cristo?

A Consciência de Cristo

Pergunta: Que terá realmente sucedido lá ao nível metafísico?

Está bem. Reconhece o seguinte: Quando o “espírito desce,” por assim dizer, vocês estão a convocar o Mais Elevado, o espírito da força divina à vossa presença. O que simplesmente quer dizer que se terão elevado à vossa condição superior, ido além dessa vossa condição até à superior e deixado que essa energia e admitido essa energia

A Segunda Vinda de Cristo não refere um homem – nem uma mulher. A Segunda Vinda de Cristo representa a iluminação da humanidade que se dá em cada indivíduo. O termo Cristo significa luz. Luz significa iluminação. A Iluminação quer dizer a capacidade de discernir. E quando isso ocorre, o homem é capaz de ter amor por si e uns pelos outros e de alcançar a paz. Essa segunda vinda tem que ocorrer na forma espiritual.

Pergunta: Esses discípulos ensinados por Jesus, essa gente terá realmente entendido o que se passava?

Alguns deles entenderam. Tal como em todas as doutrinas de qualquer época. Alguns entendem a essência da coisa, a sua realidade. Alguns entendem umas palavras de ordem concernentes à criação de alguma coisa e outros, entrava justamente por um ouvido e saia por outro. Mas, que diferença fará? Obtiveram aquilo que achavam necessitar disso na altura.

Pergunta: Para voltarmos à razão para nos encontrarmos nessa área, a compreensão que tenho é que hoje o encaramos como um canto diminuto do mundo, mas nessa altura constituía uma encruzilhada  em que todas as sociedades se reuniam religiosa e culturalmente. Todas elas cruzavam essa área.

Pois. Certo. De modo que ele conseguiu atingir mais pessoas aí. Mas claro que esse terá sido o resultado de ter nascido de pais que residiam nessa área. Mas lembra-te que ele não tinha consciência disso. Os pais poderão ter planeado saber onde iriam ter essa criança. Ao mesmo tempo essa criança simplesmente vinha ao encontro dos pais estivessem eles onde estivessem. Mas sim, representava uma encruzilhada nessa altura. Seria excelente se ele pudesse vir outra vez a essa região endireitar a confusão que lá reina, não? Mas vocês podem.

Pergunta: O caso da Maria e do José terá representado um caso de acordo de família pré-estabelecido?

Foi sim. Eles tinham acordado ter essa criança, criá-la. Foi.

Pergunta: Atribuiu-se uma tal conotação a esse tempo e a essa época conturbada, contudo há muito pouca documentação histórica relativamente a essa época que possa ser trazida à luz, quer política, doutrinária ou de outra forma qualquer.

Assemelha-se bastante ao presente. Bastante. Olhem para os tempos actuais. Arenas políticas, guerras – era isso que existia à época. E eles temiam-no Aqueles que estavam no poder temiam-no por ele ter seguidores. Conforme disseste, por essa representar uma encruzilhada, e um pouco de poder podia fazer uma certa mossa na ambição que tinham, de modo que sentiram que a única coisa que poderiam fazer era deixá-lo, naquilo que vocês referem como “mal visto.” De maneira a impedir a disseminação da coisa.

Pergunta: Então asfixiaram a disseminação da informação.

Precisamente.

Pergunta: Como definirias “pecado”?

Pecado? Pelo que me toca, o pecado é coisa que não existe, para além da mente do homem. O que o homem não entendeu é que ele tem responsabilidade por todo acto que pratica, por tudo quanto faz,  aos olhos da lei da Causa e do Efeito. É daí que vem o peso da responsabilidade Vocês empregam no vosso mundo muitas das palavras que eu uso quando ensino por entenderem essas palavras, mas na realidade, no meu mundo elas não têm lugar.

Pergunta: Eu nunca compreendi isso de “ele ter morrido pelos nossos pecados,” por isso se assemelhar ao sacrifício, ao derradeiro sacrifício, a prática daqueles tempos em que costumavam  matar um animal qualquer inocente por acharem que tivessem cometido alguma coisa má.

Entende que há uma coisa que permeia tudo isso que é o livre-arbítrio do homem, a capacidade que o homem tem de confrontar uma situação ou de entender a situação ou o sistema de crença que lhe indique a origem que tenha tido. Isso grande parte das vezes interfere. Mas se reconhecerem isso, tem havido sacrifício desde o começo dos tempos. Esse sacrifício envolve o seguinte – vocês sacrificam a infância para se tornarem adultos, sacrificam a energia da infância para se tornarem pais. Sacrificam cada um dos vossos dias por uma forma de energia qualquer. Não refere propriamente um sacrifício humano. Mas numa dada altura, caso esse tenha sido o sistema de crença religiosa a imperar, então eles promulgá-lo-iam. Então, gradualmente, à medida que o tempo progredia, afastar-se-iam disso. Lembra-te que o sacrifício... toda a vossa existência se acha baseada no sacrifício. Sacrificam um emprego em função de outro. O sacrifício representa uma forma de desabrochar na vossa vida, e não a eliminação de uma vida necessariamente.

Pergunta: Aquilo a que me referia era à matança efectiva de um animal, o ideia de: “Cometi alguma ofensa, pelo que o animal terá que morrer.”

Isso soa um tanto ridículo, evidentemente. Mas o homem tem vindo a “passar a bola” conforme vocês dizem, há muito tempo. (Riso) Poder-se-ia dizer: “Porque razão esse urso terá comido o meu irmão?” Envolve a mesma ordem de ideias.

Pergunta: Costumavam devorar os pecados. As pessoas pagavam à pessoa para comer os seus pecados. (NT: Alusão a prováveis rituais de magia arcaicos)

Pois, pois. Bem, sabem que a mente singular da humanidade tinha que arranjar qualquer coisa. Assim, por que não isso?

Pergunta: Muita gente deposita valor na Bíblia como o registo do que tenha ocorrido por esses dias, mas são induzidas em erro por isso, ou serão esses registos exactos?

Tão pouco procura “induzir em erro.” São exactos de acordo com a perspectiva dessa gente. Contudo, essas coisas foram redigidas uns 40 anos após o sucedido. Por isso, nem todas as coisas resultam claras ao ser redigidas. Entretanto, deu-se a infiltração das opiniões das outras pessoas até ficarem com uma história muito perfeita. A Bíblia representa um óptimo livro, mas não o único livro bom existente no mundo. E é isso que vocês precisam perceber. Leiam-na, e ao que lhes falar ao coração, prestem atenção.

Pergunta: Existirá algum livro que seja mais exacto do que os outros?

Não. Por terem sido todos redigidos depois do sucedido.

Pergunta: Esse negócio de sacrificarem o Cristo na cruz. A questão não assentará em toda essa premissa que o Cristianismo defende de termos nascido todos no pecado?

Exactamente. O simples facto de terem nascido representar um mal, por assim dizer. Mas o que realmente sucede é que, antes de mais, toda a criança que nasce é espiritual, é psíquica, é bela. Quando referem os pecados dos pais que caem sobre os filhos, isso refere os preconceitos e os ódios inculcados nos filhos pelos pais. Não quer dizer que seja um pecado com que a criança nasça. Precisam ter em mente uma outra coisa; tudo precisa ter regras e regulamentos. Precisam ter uma forma qualquer por que exerçam controlo. E assim diz-se: “Olhem, vocês vêm com o pecado, pelo que precisam ser bons pelo resto da vossa vida para compensarem por tais pecados.” O medo constitui o instrumento de doutrinamento. Mas acreditem no que lhes digo, vocês nascem puros.

Pergunta: Qual será a verdadeira história existente por detrás da concepção imaculada?

Foi dito que uma donzela (rapariga solteira, virgem) daria à luz uma criança. Ora bem, donzela é uma jovem mulher que era tida na conta de virgem, de modo que pegaram no “donzela” e disseram: “Uma virgem dará à luz uma criança.” Mas essa criança, pelo facto de vir a um mundo físico precisaria ter uma semente material providenciada pelo José.

Toda a doutrina, se recuarem até às doutrinas principais ao longo do tempo, deparar-se-ão com o mito, e o mito diz três coisas – que terão nascido de uma virgem, que terão andado pelo deserto durante 40 dias – Buda, Zoroastro, os principais mestres – todos estão afiliados no mesmo tipo de mito. Esse é um dos problemas que a semântica, as palavras apresentam, no aperfeiçoamento do que pensavam representar uma pobre semântica, em que terá sido criada uma outra coisa qualquer.

Pergunta: Poderá igualmente ter sido uma forma que o homem tenha encontrado de justificação que representasse mais um tipo de coisa divina?

Claro que sim. Tudo foi feito para propagar...

Pergunta: A comercialização.

A comercialização. (Riso) Excelente palavra! Excelente palavra! Mesmo à altura a coisa já se encontrava em andamento. Mas também precisam lembrar que o termo “virgem” pode ser usado para referir pureza. E essa era uma mulher pura, uma mulher jovem. Assim, o que precisam fazer é dizer: “Que diferença fará isso?” Pelo amor de Deus, que diferença fará isso? Jesus nasceu, e tornou-se num dos mais extraordinários mestres da época e fez imenso pelo mundo. Que diferença... É quase como ficar pendurado com a questão da Casa Branca. (Riso) Deem atenção mas é ao país e esqueçam essa coisa! (Referência ao escândalo que envolvia Bill Clinton, que corria nos jornais da altura) Isso realmente não tem importância. Ela trouxe essa criança ao mundo, e essa criança, e essa criança representou uma das maiores bênçãos para a humanidade, estão a entender?

Pergunta: Tu referiste três mitos comuns aos mestres e indicaste dois, qual será o terceiro?

Foi que morreram por volta dos trinta anos de idade. Todos terão dado a sua vida por volta dos trinta, ou trinta e tal.

Pergunta: Simbolicamente, seria levado apensar que o nascimento virginal também diga que Jesus tenha nascido isento de pecado por não ter sido concebido pelo homem, razão porque terá transcendido a coisa toda de modo a torná-lo mais justo.

Certo. Bom, dir-te-ei que sempre que um mito se fizer necessário, ele será criado. E por vezes nada haverá de errado com esses mitos por eles constituírem um factor salvítico da época.

Pergunta: Que propósito terá o baptismo?

O baptismo constituía uma forma de purificação. “A criança nasceu com este pecado.” Mas o que o baptismo realmente significa é uma invocação à energia de Deus na criança. Por outras palavras, invocar o melhor dessa criança. Despertar a criança para o poder interior, o baptismo para a sua herança.

Pergunta: E a comunhão?

Toda a religião tem um período a que chamam de advento, em que é suposto dizer respeito à idade da razão, por assim dizer, em que atingem a capacidade de pensar. Vocês têm os vossos Bar Mitzva, o vosso rito de passagem chamado Dança da Linhagem Sagrada, que representa o advento da consciência ou idade da razão, em que são capazes de lidar ou de entender quem são e de usar sabiamente os dons inatos de Deus. É como a assunção da responsabilidade pela própria vida. Um Bar Mitzva representa a idade da razão, atingir a idade adulta. Todas as religiões têm os seus ritos de passagem.

Pergunta: Para voltar aos mitos, foi dito que quando Jesus nasceu se deram muitos eventos celestiais. Em que ano terá ele nascido?

Essa irás precisar descobrir por não dispormos de tempo. Aquilo que precisas entender é que ele nasceu a 14 de Agosto. Os anos variam de acordo com quem o difunda. As luzes no céu eram Vénus e Saturno. Celebrava-se o nascimento de um mestre.

Pergunta: Estariam eles em conjugação?

Não se encontravam exactamente em conjugação conforme o concebem em termos astrológicos actualmente, mas visíveis.

Pergunta: Haveria alguma coisa que brilhasse para além do normal?

Havia. A energia deles encontrava-se em estado de erupção, por essa altura.

Pergunta: E que dizer da lenda da visita dos reis magos? Quem eram os reis magos... eu li que eventualmente se terão tornado mestres de Jesus.

Eles foram seus mentores, sim. E eles vieram preparados para o ensinar e vocês sabem que eles representavam várias raças. Mas eram os sábios do seu tempo, os magos do seu tempo. Eles vieram preparados para ajudar esta criança a tornar-se no máximo que conseguisse tornar-se.

Pergunta: Terão sido como guias como os guias que temos hoje?

Sim, Sabem, vocês nunca são deixados à solta sem alguém que olhe por vós. Pelo simples facto de serem humanos eles dispensam-lhes isso.

Pergunta: Para voltarmos àquela idade dos trinta, aquele tipo mágico dos trinta e cinco, - como a June e o Julian inicialmente surgiram aos trinta e cinco, esse número não me sai da ideia. Entendo que o desenvolvimento humano se dê a determinada altura por volta dessa idade.

Trinta e cinco representa sete ciclos de cinco anos. E um ciclo de sete anos representa uma mudança significativa no ser. Aos trinta e cinco terão atingido a idade... precisam ter em mente que quando vieram a esta vida... Jesus tinha coisas que precisava aprender e fazer nesta vida antes de poder realizar em pleno o seu poder e a sua habilidade. De modo que dispõem desses anos iniciais para isso Criam os filhos e fazem isto e mais aquilo, etc. Mas é quando atingem o ponto de mudança que podem ir... Mas se reconhecerem que os trinta e cinco representa o corte do cordão umbilical emocional, libertam-se dos apegos para encararem as coisas de uma forma renovada. Se se interessarem pelos valores dos algarismos, se pegarem nos vossos 35 e os juntarem, ficam com 8. Mas, que significa o 8? Assim como em cima, assim é em baixo, o equilíbrio perfeito. Portanto, aos trinta e cinco encontram-se preparados para lidar com um certo equilíbrio e realização.

Pergunta: Voltando uma vez mais ao ritual do abate dos animais. Desde o começo dos tempos que o homem honrava os animais. Seria como vir do sacrifício do carneiro ou da pomba até se tornar numa hóstia e vinho ou então sumo de uva, pelo que fomos evoluindo ao longo do caminho. Mas não difere  da bênção dos alimentos que usamos às refeições por a estarmos a honrar.

Também precisam reconhecer uma coisa. O sangue constitui a força da vida. Nos antigos rituais, sempre que fizessem alguma coisa sob a forma de sacrifício -- por exemplo, nas antigas doutrinas quando cortavam um ramo de uma árvore por qualquer razão, davam a essa árvore uma gota do vosso sangue. Por trocarem a sua substância vital pela vossa. De modo que a cedência de sangue representava quase a máxima dádiva que poderiam oferecer em honra de qualquer coisa. Foi assim que teve início o sacrifício, por a cedência do sangue representar a dádiva máxima, o máximo que podiam doar. Mas claro que de acordo com o lado em que estivessem, representava uma coisa afortunada ou desafortunada.

Pergunta: Também representava uma certa unidade, todavia.

Sim, sim.

Pergunta: Não terá por vezes Jesus curado pela sua presença, pelo poder e pela força da sua aura?

Curou. Agora chamam-lhe aura por "aura" ser coisa que está na moda. Era o poder e a força do seu ser. Quantas vezes não terão tido alguém que estivesse doente e irritado e pela vossa presença junto à sua cama, a pessoa começa a sentir-se calma e sossegada? POr sentir uma presença amorosa. A cura não tem que ser grandiosa. Pode ocorrer através de u sorriso, pode ocorrer por um toque, pode ser através do carinho, do afecto. É disso que se trata, entendem? Portanto, sim, ele curava com a sua simples presença. A sua voz curava. Os processos de cura que exercem efeito na humanidade são a voz, os olhos, as mãos e as plantas dos pés. A voz pode curar, os olhos podem curar, as mãos podem curar e as plantas dos pés curam. Quando percorrem a Terra de pés descalços estão a curar a Terra. O humor cura. O riso rompe a energia e cura. Sem riso, pode-se ficar bem doente. Por isso, riam. Desfrutem da vida.

Pergunta: Tem sido atribuída muita importância ao Sudário de Turim. Que história terá por trás?

Bom, o Sudário de Turim foi tornado numa imensa sensação Enquanto de início se pensasse que fosse genuíno, também foi provado que esse tipo de material não era usado na região por essa altura. O facto de apresentar transpiração... ser preciso transpiração para manchar o sudário, o que significa que não se tratava de um corpo morto. A questão associada ao Sudário pretendia suscitar outras coisas mais do que apurar a sua autenticidade. Não está bem articulado, não se enquadra no que existia ao dispor nesse tempo e nessa região.

Pergunta: Nesse caso estarás a dizer que o Sudário de Turim não é genuíno, não representa uma impressão autêntica de Jesus, mas algo que foi inventado ao longo do tempo.

Também foi mostrado que quem quer que retratasse, o sudário apresenta uma perna deformada. Uma perna era mais curta que a outra. No início pareceu que viesse a ser uma coisa real. Mas não importa por ter suscitado outras coisas. Uma vez mais, é que as pessoas colocam uma grande ênfase na coisa em vez de na essência daquilo que representava ou naquilo que traz à compreensão.

Pergunta: Referiste que nem todos os livros da Bíblia terão sido ainda descobertos.

Ah, sim, alguns estão em falta. Um deles, pelo menos será descoberto antes do ano 2000. Os outros sê-lo-ão no devido tempo, posteriormente.

Pergunta: Irá alguma informação proveniente desses livros negar algumas das coisas...?

Não, irá ajudá-los a entender melhor algumas das coisas e também lhes irá dar uma nova maneira de olhar as coisas, esse tipo de coisa. Tudo quanto não apoiasse o que estavam a tentar "produzir", por assim dizer, terá sido omitido.

Pergunta: Irão os livros surgir a partir da Biblioteca do Vaticano onde supostamente deverão ter estado ocultados...?

Irão vocês permitir libertar esses? (Riso) No seu devido tempo, eles sê-lo-ão. Mas alguns irão ser descobertos no deserto.

Pergunta: Estivemos a tentar apurar a data do nascimento de Jesus e definimos o 14 de Agosto, oito anos antes de Cristo, às 07:04 da manhã.

Muito bem. (Riso)

Pergunta: eu sei que sim, mas será a data correcta?

Deixa cá ver... (Consulta o gráfico)

Pergunta: Há um conjugação entre o Sol, Marte e Mercúrio e Vénus sozinhos num trio em relação a Saturno.

Esse foi o trio que gerou a luz. É o símbolo do mestre que chega do símbolo do amor e que precisou amplificar-se nos céus. Portanto, tens razão.

Pergunta: Óptimo. A data do nascimento. Por isso dizer respeito a Belém. Mas não estou certo de Belém ser o local correcto.

É, Belém é correcto.

Pergunta: Nesse caso determinaram essa parte da história correctamente.

Determinaram essa parte correctamente. Determinaram muita coisa acertadamente. Mas a questão está em que, aquilo com que precisam ter cuidado na interpretação das antigas escrituras, por esta altura, é que tudo assentava bastante no pedantismo. Surgiu uma ideia, um movimento, mas devido à concentração da energia. Por isso, quando actualmente leem essas declarações, precisam apreender a sua essência do mesmo modo que a o que declaram. Ou seja, a Bíblia não pode ser nesta altura interpretada de forma literal. Precisam sentir todos os seus níveis por conter muito mais.

Lembrem-se que a Bíblia... vocês dizem que é o Bom Livro e que tem existido há muito tempo e que ainda consiste num êxito de vendas. A razão disso está em que as coisas de que fala se destinavam a ser mantidas numa condição universal. Pretendia-se que fossem parte das doutrinas de todas as eras seguintes. Assim, à semelhança de toda a doutrina precisa evoluir continuamente. Por isso, precisam encará-la de forma mais completa nesta altura do que terão sido capazes de encarar nessa época devido à escalada que as energias sofreram e à clareza que o espírito sofreu etc., que estão a ser suscitadas nesta época.

Se tiverem em mente que esta é a Era da fraternidade, a era em que o amor predomina. Vocês encontram-se no início dessa Era. Este é o vosso vigésimo segundo ano, de modo que estão dependurados no vigésimo segundo de dois mil e seiscentos anos. Assim, representa o início do esclarecimento. De modo que o poder deste tempo é extremo e torna-se importante que todas as doutrinas do passado, na sua forma mais elevada e na sua elevada qualidade sejam expostas a uma compreensão mais elevada. É caso para se dizer: "Deixa-me cá ler isso de novo e ver o que mais quer dizer a um nível mais elevado."

Pergunta: Será a versão da Bíblia de George Lance mais exacta?

Aproxima-se mais do idioma Aramaico, sem dúvida. Na língua Aramaica, uma palavra pode querer dizer sete coisas e cada intérprete procura melhorar com base no último intérprete, de acordo com a forma como o lê, de modo que por vezes, as palavras são um tanto deturpadas. George Lance fez muita pesquisa e aproxima-se mais das traduções Aramaicas.

Pergunta: Será uma tradução para o Inglês mais exacta do que algumas das outras versões?

É uma versão menos pedante. Elas são todas boas para qualquer coisa, por conterem qualidade.

Pergunta: Então Jesus passou a sua vida a recolher informação e sabedoria, enquanto pessoa sensível que era para depois, a determinada altura da sua vida, por volta dos trinta anos de idade, passar por aquela experiência a que chamamos transfiguração. Poderias descrevê-la?

Sim, ele passou pela Noite Negra da Alma. Essa declaração, precisam entender que essa declaração significa um tempo em que não têm mais nada em que se apoiar excepto a vossa fé, por tudo o mais parecer errado, tudo o mais parecer que corre mal. É o verdadeiro teste da vossa fé, a vossa verdadeira crença e a vossa crença real em vós próprios, e na fé que têm em vós próprios. De modo que foi isso que ele atravessou.. Além disso, lembrem-se que ele passou a vida a reunir sabedoria, etc., mas também passou a vida ao serviço da humanidade. Assim, ele tinha o seu trabalho físico, tinha o trabalho espiritual, e tinha a qualidade de estudante que aprendia com o sábios, por assim dizer. Ele tinha uma vida muito ocupada, com respeito a isso. Mas ele passou por uma altura em que se despiu dos aspectos da personalidade do ego e em que realmente examinou aquilo que era, em que ponto se encontrava e o que estava a fazer.

Muita gente está neste momento, no vosso mundo, a atravessar uma note negra da alma. Um tempo em que sentem que não está a resultar nem parece vir a resultar e em que estão prontos para jogar com a toalha e desistir. Na realidade, dessas trevas – por só poderem descobrir a luz através delas próprias - as pessoas encontram-se a si mesmas. Esse é um período de um enorme despertar. Precisam lembrar-se que Jesus possuía emoções humanas normais. Ele sentia amor, por vezes sentia-se só, mas a diferença está em que ele não deixava de tentar ir além disso, passar para o que era real, para o que iria ser realizado no mundo.

Vocês estão a passar na vossa vida por uma coisa chamada “amuo.” Sabem que esse é um dos meus termos favoritos. Ficam amuados. Mas depois precisam interrogar-se se será a isso que pretenderão dar continuidade no mundo? Será isso mais importante que descobrirem quem são e seguirem em frente com isso? Precisam abrir mão dos amuos egocêntricos e realmente concentrar-se no “Quem sou eu?” e “Que é que estou a fazer.” E quando formularem essa interrogação, precisam formulá-lo ao nível material assim como ao nível espiritual. E precisam compreender que sempre irão ter mais a aprender e que sempre irão ter mais a experimentar, por nunca parar.

Vocês dizem: “Bom, se tomar este rumo, então passarei a conhecer esta coisa.” Vocês podem conhecer um milhar de coisas, mas se não usarem nenhuma não terão alcançado sabedoria. Podem pegar naquilo que reúnem e usá-lo por ser o que importa. Isso era uma das coisas que Jesus ensinava. Ele tentava fazer com que as pessoas entendessem que não é no aguentar, no suportar, que crescem mas no abandonar, no esquecer. No partilhar. Assim, precisam interrogar-se: “Que é que tenho para partilhar?” Não precisam ser sábios para partilhar qualquer coisa. Partilhem uma opinião, partilhem uma ideia. Isso é partilhar. Não o podem manter somente para vós.

Pergunta: Terá Jesus reencarnado desde esse tempo?

Não. E vocês não o irão ter de volta! (Riso) Estou a brincar, claro está. Vejam como aprendi um monte de características desde que tenho andado por aqui.

Ele não reencarnou por o trabalho dele estar feito. O que ele faz agora é aguardar pelo despertar do que ele ensinou em toda a humanidade. Quando isso suceder, será considerado a Segunda Vinda de Cristo – quando cada um de vós se achar iluminado ou esclarecido e então essa luz se fundir com outras luzes até que o mundo seja iluminado. Quando ouvem falar que alguém tenha atingido a “Consciência de Cristo” isso quer dizer que alcançou a iluminação. São esclarecidos a partir de dentro, por assim dizer, são capazes de ver e de experimentar a partir dessa visão.

Pergunta: Quantos anos irá ele ter que aguardar?

Podia ser até à Próxima terça-feira. Uma vez mais estou a brincar. Não é questão de quanto tempo terão que aguardar mas do que estão a fazer por isso em vós. Nisso é que reside a questão. O ponto de partida está em que vocês sejam isso. E à medida que desenvolvem isso em vós, ao desenvolverem essa gentileza, esse afecto e essa dádiva, essa partilha – e a propósito isso não quer dizer tornar-se um capacho. Partilhar não quer dizer que se tornem subservientes e deixar que os calquem aos pés. Quer dizer que partilham aquilo que têm a partilhar e que têm vontade de ser companheiros na partilha das ideias dos outros, etc.

O que mais desejaria pedir que entendessem de verdade é que, se tiverem necessidade de defender a vossa religião, não acreditarão nela. Quando acreditam de verdade em alguma coisa, é uma parte inata de vós e seja o que for que alguém faça ou diga, não alterará isso. Aquele que constantemente tem que discutir a questão da verdade, na realidade tenta convencer-se de que acredita de verdade. Porque, quando a crença se achar presente – crer é aceitar. E na vossa vida poderão ter tido inúmeras crenças. Poderão ter experimentado uma ou outra fé, ou uma ou outra filosofia, mas se pegarem nelas todas -- e tal como disse antes – de se despojarem do embelezamento da humanidade, elas são todas o mesmo. Deus existe, vós existis, e sois um só. A unidade é uma das mais importantes coisas na vida.

Ora bem; sabem que na vida vão experimentar atrito com as personalidades. Alguns irão fazer aquilo que chamam de “pisar-lhes os calcanhares.” Mas o que precisam lembrar com isso de pisar os calcanhares – uma vez mais, precisam avaliar a qualidade disso. Irá a irritação governar-lhes a vida ou irão dizer: “Porque estarei tão incomodado? Em que é que não estou a acreditar que me está a deixar tão incomodado?” Vós sois todos envoltórios de energia individual e tal como magnetos, algumas energias atraem e algumas repelem. Por isso, poderão encontrar alguém com quem não se conjuguem bem, mas não quer dizer que tenham que ficar em pé de guerra. Simplesmente quer dizer que “as nossas energias não se mesclam.” Não quer dizer que sejam má pessoa, nem que vocês sejam má pessoa. Mas podem partilhar o que puderem com elas e deixar isso por aí. Porque caso contrário, vocês tornam isso numa coisa negativa para vós próprios.

Pergunta: Na Era de Peixes existiram alguns mestres grandiosos como Buda, Maomé. Houve necessidade de ter uma pessoa como ponto fulcral para cada cultura ou tradição. Teremos algum grande mestre desses actualmente? Ocorre-me pensar em todos os cultos e em tudo isso. Mas creio que temos a Consciência de Cristo. Cada um de nós está a aprender a ser Cristo. De modo que isso leva-me à questão da noite negra da alma Podemos tentar harmonizar-nos ou amuar. Todos temos oportunidade, enquanto humanidade, de adoptar o caminho do iniciado e de seguir o coração em vez do mundo e tomar a senda que Cristo tomou.

Antes de mais, aquilo que há a reconhecer é que em qualquer altura sempre foram enviados mestres para aqui. E existem actualmente mestres no mundo que ensinam. Mas a mesma necessidade de os ver individual e exclusivamente focados não está presente. Se abrirem o livro “A Criação, as suas Leis e Vós,” verificarão essa afirmação, de que “Em todas as eras serão enviados mestres de valor.” E é disso exactamente que se trata. E não importa onde o estejam a obter conquanto o estejam a conseguir em qualquer lado. Isso é que importa.

Neste momento encontram-se a afastar-se da centralização para a expressão do amor. Mas isso não quer dizer que fiquem sem objectivos. Não podem deixar de se manter focados por ainda precisarem saber quem são e se não se focarem nisso, irão sentir-se perdidos. E quando se focarem naquele que são, pelo amor de Deus, não façam disso uma lista de controlo. Por outras palavras, não precisam “salvar o mundo” para ter valor. Se tiverem sido amáveis com alguém num determinado dia, possuem a qualidade do ensino. Por outras palavras, não tentem fazer listas do que os outros tenham feito, mas da qualidade da pessoa que vós próprios sois. Serão amáveis? O termo “amável” possui uma energia especial neste momento. Um pouco de amabilidade faz muito para tornar o mundo um mundo pacífico. Assim, vocês vão pegar nesses ensinamentos de outrora, vão analisá-las de novo e passar a ver mais nelas do que o que tenham visto antes e seguir em frente de modo a que consigam reter a sua essência.

Pergunta: E se começássemos a evoluir no nosso caminho espiritual e começássemos a descobrir coisas como quem somos a surgir, digamos que começamos a falar uma língua e não sabemos o que seja e isso suceda durante uma energia descendente ou algo assim…?

Há muitas formas de aprender. Por vezes, a primeira forma de aprender é através da experiência da energia. Então, pegam e dirigem essa energia de modo que se torna algo digno de interesse. Mas no trabalho espiritual têm que se lembrar, vós muitas vezes – e com isto não me estou a referir no singular, mas no geral – entrarão frequentemente num estudo ou na experiência com a ideia pré-concebida de onde supostamente deva conduzi-los e do que seja suposto fazer. Mas a experiência do ser sabe aquilo que realmente vocês precisam saber. Assim, a própria energia da experiência pode conduzi-los a um caminho diferente.

É quase como uma pobre alma que terminou o secundário e que subitamente é confrontado com a questão: “Que é que queres ser?” ou: “Que é que vais seguir e que é que vais fazer com isso depois?” Mas claro que 99% deles – realmente podíamos referir 100% -- não fazem a menor ideia. De modo que aceitam o que parecer melhor. E depois, a meio do percurso, dizem: “Isto não tem que ver comigo,” e mudam para outro caminho Porquê? Por a própria energia do caminho o s ter ajudado a entende que não tinha que ver com eles, que não era indicado para eles.

Portanto, quando estão a aprender no campo espiritual e quando estão a desenvolver-se, sosseguem e deem atenção. Não procurem controlar a energia. Dirijam-na direccionando-a em vós. Mas não tentem fazer com que se volte para onde quiserem que se volte; prestem atenção para onde ela os quer conduzir. Poderão sentir-se surpreendidos com o que pode suceder na vossa vida, com as coisas maravilhosas que lhes podem acontecer.

Pergunta: Quando terá Jesus tido noção do que o seu caminho seria?

Interiormente ele soube qual era o caminho a seguir no dia em que nasceu. Conscientemente, ele não chegou a saber até atingir a idade dos vinte e um. Por ter que passar por aqueles 14 anos, os ciclos de 7 anos do crescimento físico. Como ele ainda fazia bastante parte do mundo físico, dirigir a carpintaria do pai, suportar a família – ter que fazer tudo isso. Assim que atingiu o ciclo de sete anos seguinte de mudança interior (21-28), que representa o crescimento mental e emocional, quando ele atingiu esse ciclo, ele encontrava-se agora na energia de um homem em vez da de uma criança, e encontrava-se preparado para ver e compreender o seu caminho.

Agora, se imaginarem nem que seja por um instante que ele soubesse que iria ser crucificado, estarão enganados. Por isso não se ter manifestado senão até fazer parte da “medida” final. Podia ter acontecido de outra maneira, entendem? Isso é algo que eu quero que entendam de verdade. Há outras coisas que não é suposto que vocês conheçam, por ainda não ser altura delas se revelarem. Conhecê-las não lhes seria de nenhuma utilidade, ao passo que noutra altura ser-lhes-ia de grande utilidade. Portanto, sempre precisam procurar para encontrar, e vocês surpreendem-se por não o terem descoberto há dez anos atrás por agora se encontrarem preparados, por agora poder acontecer.

Pergunta: Eu li que o casamento de Canaã, onde ele realizou o seu primeiro milagre, na verdade terá sido o seu próprio casamento.

Não, não foi.

Pergunta: Para aproveitar o ensejo, uma das passagens mais significativas prende-se com a Última Ceia. Poderias descrevê-la em termos mais realistas?

Está bem. Mas aquilo que gostaria de fazer antes é reconhecer que assim que Jesus estava a pregar e foi aceite como pregador, ele também se viu sob uma tremenda de uma pressão. Lembram-se de lhes ter contado da animação, e de que toda a gente queria um bocado dele? Mas ele ainda tinha a responsabilidade da família. Por isso, foi um período de elevada pressão, para além de ter sido uma das alturas em que ele teve que se voltar para dentro e buscar: “Que propósito será o meu? Conseguirei aguentá-lo? Conseguirei enfrentá-lo? Ou irei deixar que tudo o mais se intrometa entre mim e o meu caminho?” Por essa altura ele assumiu o seu pleno compromisso, que era avançar até ao fim. Agora, ele não representava a ameaça relativamente à arena política que eles pensavam que representava. Só que eles não quiseram correr riscos, de modo que passaram a considerá-lo tal ameaça que precisaram acabar com ele.

Pergunta: Será essa a parte em que falam da mulher que lhe tocou no manto e sentiu a energia escorrer?

Essa foi uma das experiências dessa época em que ele percebeu que não era só o que ele ensinava, mas a própria energia que ele exalava que era suposto funcionar em todos, e isso foi muito duro. Mas depois precisou encontrar um modo por que todos pudessem ser influenciados por um único acto. Por toda aquela cena não ser… ele não era um homem de espectáculos, aquilo não era um entretenimento. Mas que é que que se pode fazer? Ele não transformou a água em vinho em Canaã como um acto de entretenimento mas por necessidade. Mas também representou uma forma de mostrar às pessoas do que é que tratava a alquimia, e que as coisas podem ser transmutadas na forma pela alteração da sua energia. Foi isso que o seu objectivo se tornou. “Onde poderei melhor empregar os exemplos que afectarão os muitos mas que ainda se circunscrevam no domínio do que seja suposto que eu faça?

Pergunta: Onde foi que ele aprendeu a alquimia que usava, e a capacidade de transformar e de dar ordens aos ventos?

Aquietai-vos e escutai. Vão até ao sublime em vós e também vós aprendereis essas coisas. Ele aprendeu a amar os elementos. José ensinou-lhe a ter amor pelos elementos e a usá-los. E José ensinou-lhe em criança de forma que ao crescer isso se tornasse mais e mais na sua realidade.

Pergunta: Os três sábios ou magos terão tido um envolvimento contínuo na sua vida?

Os magos exerceram envolveram-se continuamente na sua vida. Primeiro como mestres e mentores e mais tarde como coortes, por assim dizer. Por outras palavras, da mesma energia. Ele já tinha atingido a posição na capacidade de ensino para passar a energia.

Pergunta: Nos primeiros dias de Jesus deu-se a fuga da sua família para o Egipto e nos círculos metafísicos há histórias que dizem que ele na verdade estudou alquimia e coisas assim no Egipto. Conta-nos um pouso acerca disso.

Ele não lhe chamava alquimia mas o que fazia era aceitar o elemento. A alquimia consta da alteração da energia do elemento. E assim ele aprendeu a alterar a energia do elemento. Como? Tornando-se no elemento e depois alterando-lhe a forma no elemento

Muitos de vocês fazem isso em meditação. Porque é que pensam que saem da meditação com uma sensação melhor do que antes? Por nessa condição superior vossa, terem juntado a energia do vosso ser com a divina e a seguir deixaram que essa energia permeasse o corpo para regressarem a sentir-se muito melhor. Terão transformado a energia do ser. Qual será a diferença existente entre alguém que se sinta muito quente por baixo do colarinho e ser uma pessoa atenciosa e amável? O nível em que permite que a sua energia funcione. Que elemento permitirão que os governe? Se o elemento fogo os governar e se encontrar em desequilíbrio, irão acabar por cair na fúria.

Assim, compreendendo os elementos, trabalhando com os elementos, ele era capaz de mudar muita coisa material por todas as coisas materiais serem compostas pelos elementos.

Pergunta: Para regressar à questão da Última Ceia, terá ela sido uma realidade ou um mito?

A Última Ceia constitui uma forma de simbologia. A Última Ceia representa o que acontece em toda a gente antes de uma decisão mais significativa. Foi uma mobilização da energia do amor ao seu redor. Não foi apenas uma refeição tida em camaradagem, mas uma despedida. A Última Ceia na verdade não existiu na forma física mas etérea. Por outras palavras, ocorreu em cada um deles. Ocorreu para eles colectivamente quando se encontraram juntos. Não foi uma refeição de alimento a ser ingerido mas de alimento para a alma. Foi disso que se tratou.

Mas vocês sabem que eles disseram: "É tempo de plantarmos a semente da verdadeira crença." Sabem que e é fácil acreditar em alguma coisa  quando tudo corre de feição. Especialmente se tiverem saltado para a onda. Aqui está este tipo com uma excelente doutrina e nós votamos-lhe a nossa confiança E agora ele está de partida.

Conseguirão imaginar o que se terá passado no íntimo daqueles apóstolos? Não só a tristeza, como a fúria também. A sensação de deserção. Por aquilo por que tinham dado, mais ou menos, a sua vida, estar subitamente a ser alterado em relação à ideia preconcebida que tinham disso? Assim, a Última Ceia representa a reunião da energia destinada à purificação, a deixar que o amor governasse e a ampará-los em relação aos papéis que viria a representar.

Pergunta: O Santo Gral...

Querem saber a que se assemelhava o Santo Gral? Era uma taça de barro. O Gral tem sido procurado por tantos, mas de que consta? A simbologia do Gral (aparência física) é a taça de barro mas o Gral constitui a busca do si mesmo. Muitos são os que o buscam e que o veem como um cristal com joias incrustadas e outros veem-no como ouro. Mas Jesus não lidava com cristal nem ouro nem joias. Lidava com a terra e com os elementos, e lidava com a humanidade. Ele não precisava das parvoíces. Não carecia de nada de enorme riqueza que provasse que era um ser digno. Porquê? Por se aceitar como era, por aceitar o papel e por fazer o seu melhor. É realmente disso que se trata.

Pergunta: O lavar dos pés que Jesus praticou na Última Ceia. Quando foi que isso ocorreu, ou terá sido igualmente um outro símbolo?

Foi mais um símbolo. Por outras palavras, tu és digno de mim que me prefiguras pelo mais alto, e que cuido de ti. Ele tentava mostrar que eles eram dinos e que quer se encontrasse presente ou não mostrava-lhes que ele não se encontrava acima deles. Lembrem-se que nessa era tinham a tendência para marcar alguém como "rei" ou "rainha," o "deus" que passariam a adorar por não serem dignos deles. Mas aí ele está a dar entender que eles eram dignos.

Pergunta: De volta à transfiguração, à noite negra da alma, "a luz veio a ele." Importas-te de descrever isso?

Exactamente. Sim. Alguma vez terão tido um dia na vossa vida em que tudo tenha corrido mal? Desde o furo no pneu pela manhã até ao almoço de deu para o torto... Parecem coisas insignificantes mas tudo corre mal e vocês sentem-se frustrados. Então sentam-se por cinco minutos e dizem: "Ah, não vou nem preocupar-me mais com isso." Por outras palavras, esquecem o assunto. E assim obtêm uma sensação de paz e de beleza. Quando a luz desceu nele, ele foi batizado. E foi iluminado e conduzido à paz em relação às questões que vinha a alimentar. Mas é somente afastando o vosso lado negro do caminho que isso pode ocorrer.

Pergunta: Quem foi que lhe assistiu nesse processo?

Ninguém. Ele conseguiu-o sozinho. E a razão disso deve-se ao envolvimento que gerou, por ele precisar fazê-lo. No mundo de hoje vocês têm muitas aulas, vão participar de grupos de meditação, têm todas essas coisas que os ajudam nessa sensação de beleza. Mas quando sucede a altura do esclarecimento, fá-lo-ão sozinhos. Mas não precisa ser uma noite negra por antecipação. Mas às vezes na vossa vida passam por uma noite negra por representar um teste da fé que têm e de vós próprios.

Pergunta: Existem muitos mitos associados à sua morte. Poderemos aceitar a passagem da descida da cruz e do significado que isso tenha para nós?

Antes de mais,  precisam ter em mente que se Jesus voltasse hoje de novo à forma humana e passasse por apuros juntos dos políticos, o provável é que lhe ministrassem uma dose letal ou o enviassem para a cadeira eléctrica consoante  a legislação do Estado em que vivesse. Lembrem-se que naquele tempo a crucificação representava uma punição. Era o castigo final. Assim, a crucificação chegou a ser considerada como tendo sido somente o Cristo a ser crucificado. A crucificação era composta por um poste em forma de T e não no formato que todos conhecem. Isso foi formado posteriormente pelo Cristianismo. A forma como a crucificação era feita era num poste em T.

Ora bem, quando isso ocorreu e ele se encontrava nos seus estágios finais ele separou-se. Ainda estava ligado ao corpo mas encontrava-se fora dele. Foi assim que foi capaz de suportar as horas finais. Agora, por ele se encontrar fora do corpo, presumiram que estivesse morto. Mas quando o desceram da cruz, ele não estava. E quando o (verdadeiro) sudário que for efectivamente revelado, revelará a impressão do corpo porque o corpo só pode estar vivo para deixar a marca no sudário. É a transpiração que sai pelos poros que marcam o sudário. E assim, ele encontrava-se vivo. E foi levado para a caverna (sepulcro). E quando dizem que "fizeram rolar a pedra e ele não se encontrava lá," ele estava sim. Levaram-no antes da chegada daqueles que iriam remover a pedra.

Pergunta: (Inaudível)

Pelos seus seguidores. Pelos seus apóstolos. Pela sua mãe. Por Maria Madalena. Por todas as suas energias estarem a dar-lhe apoio. Mas quando a sua integridade foi restaurada foi transportado para uma outra área e ensinou o seu caminho de novo.

Mas aquilo com que tudo isso tem que ver foi ensinar-lhes que existe vida após a morte. O objectivo consistia em levá-los a compreender que embora possam tirar-lhes a vida o cunho que exerceu sobre a vida não podem tirar-lho. Ele continua a viver dois mil anos volvidos o não estaríamos a ter esta aula. Mas ele não morreu na cruz.

Pergunta: Terá sido na caverna?

Não. Tão pouco morreu na caverna. Ele foi curado na caverna e trazido de volta à integridade. E ao cumprir com a missão que tinha, de amar, de ensinar e de provar que existe um regresso, e que vocês não morrem, que vivem para sempre, por assim dizer. E todos vós viveis para além da vossa morte igualmente. Quantas vezes não terão dito: "Lembras-te como a mãe costumava gostar disto?" ou: "Lembras-te como eles costumavam discutir por causa deste livro?" Isso é fazer reviver a pessoa. E foi isso que se passou.

Pergunta: onde foi que ele foi, para que parte do mundo prosseguiu com a sua doutrina por existir muita mitologia relativamente a isso?

Pois. Antes de mais, lembrem-se disto. Passou algum tempo antes de ele poder viajar. Ele foi acompanhado por Maria Madalena. Eles partiram para a Grécia e permaneceram lá por um período de tempo para depois  regressarem à área Egípcia e aí permanecer por outro período de tempo até regressarem a Jerusalém. Só que como uma pessoa diferente, como um homem casado, capaz de satisfazer o próprio amor por essa altura. Nada disto diminui o homem. Nada disto o diminui enquanto pessoa. Apenas os ajuda a ver que, quando têm vontade de seguir o vosso caminho e se dispõem a completar aquilo que seja suposto completarem, o bem sucede-lhes no final. Quando tiverem dado a vossa vida pelos outros, ser-lhes-á permitido ter uma vida. E dar aos outros pode ser tão simples quanto dar à vossa família. Não significa que tenham que correr mundo a pregar.

Mas ele foi ressuscitado. Por outras palavras, ele fez por ele próprio aquilo que tinha feito por Lázaro. Lázaro ressuscitou de modo que ele também.

Bom, é importante que compreendam que o teste que ele passou naquela cruz -- ele estava disposto a morrer. Se se tivesse provado ter sido o caso, ele teria morrido. E por causa disso, ele não precisou.

Mas, a propósito, o soldado Romano que lhe espetou a lança no lado a pensar que lhe removia a dor, foi abençoado. E de facto teve uma enorme recompensa na felicidade da sua vida. Por não ser coisa fácil de fazer por ir contra todos os princípios da sua tarefa, por assim dizer.

Bom, Jesus o mestre, um filho de Deus, precisava viver de corpo, mente e espírito. Não os podia separar. Vocês precisam viver de corpo, mente e espírito. Também não os podem separar. Aquilo que a vossa mente conceber tornar-se-á o vosso corpo. E aquilo que o vosso espírito lhes der constituirá o poder que permita que funcionem juntos.

Assim, se examinarem esse padrão e depois observarem os níveis, precisarão perceber que a energia do passado --  e isso significa as vidas passadas e o passado relativo a esta vida -- afectam-nos. O vosso futuro depende do que fizerem com os primeiros dois. Que é que fazem com a energia do passado -- e comecemos só pela energia relativa ao passado desta vida. Tudo quanto lhes tiver sucedido até agora. Agora, algumas coisas que tiverem sucedido poderão encarar como coisas boas. Já outras coias terão encarado como más. Bom, a vossa atitude no presente precisa ser: "A que será que quero agarrar-me da energia do passado? Quererei continuar repetitivamente com as coisa más? Ou com as boas? Ou querei melhorá-las a ambas?" Vocês trazem do passado experiência mentais, emocionais e físicas.

Pergunta: Se eu examinar a minha vida, num certo período de tempo, vejo tudo como benéfico: não considero que tenha quaisquer aspectos maus.

Isso é por seres uma pessoa esclarecida. Tudo quanto te acontece constitui uma experiência benéfica. Mas sabes, não cresces mais rápido quando tudo acontece pelo melhor. Cresces mais rápido quando passas pelas coisas que parecem correr mal. Por ser assim que ficas a saber o quanto aprendeste. É quando lidas com aquele ou aquela que realmente és no momento. Assim, há alturas em que precisam dizer: “A atitude para o dia de hoje será a de libertar o passado e o meu futuro basear-se-á na forma como agir hoje.”

Já escutei pessoas do vosso mundo que foram, digamos, menos sinceras, bastante ambiciosas e um tanto desprezíveis aparte. E elas dizem: “Fui tão mau que não faz sentido tentar ser bom,” mas ainda assim, se dedicassem três dias seguidos a recusar ser o que tivessem sido mudariam a sua atitude no presente, e começariam a divisar um futuro. E se o fizessem durante sete dias, teriam alterado a energia nelas.

Lembrem-se de que o número sete é o algarismo do Mago, o número da transformação. Sete frequências. Assim, dizem: 7-14-21 são padrões de trabalho com diferentes coisas. Um padrão original de sete dias de afirmação, sete dias de mudança de atitude, sete dias de zelo para que não deixem que o passado se intrometa, e verão que se direccionam no sentido de um futuro exequível. Vocês jamais são demasiado ruins para ser bons. Por outro lado, vocês nunca chegam a ser demasiado bons de modo a chegarem a ser maus! Yin e Yang; um ponto de escuridão na luz, e um ponto de luz na escuridão. Aquele que se torna tão espiritual que não concebe que mais ninguém o seja terá simplesmente revertido o processo, entendem.
Isso são padrões. Vós e Jesus são idênticos. Ele tratou do mesmo processo mente, corpo e espírito que vocês tratam. Ele tinha que tratar dos mesmos níveis. Ele não poderia ter um futuro se a única coisa por que optasse ter em mente fosse a crucificação. Lembrem-se disso. E vós não conseguireis futuro nenhum se a única coisa que recordarem for a dor que tiverem tido no passado. Precisam abrir mão dela. Libertem-se dela, libertem-se, porque quando o fazem de repente passa a existir um futuro.
Pergunta: Abrir mão dele não significa esquece-lo, apenas não ficar preso nele, não?
Não permitem que lhes governe mais a vida. Alguma vez terão ouvido dizer: “Disseram-me isto! Não me incomodou, mas…” Mas, então porque estarão a falar disso? Cometem uma vigarice a toda a hora, pelo que, aquilo que precisam dizer é: “Muito bem, então aquela pessoa tem necessidade de dizer isso. Aceitá-lo-ei como fazendo parte de mim? Eu sou quem tem o poder de o tornar meu ou não. E se optar por não o tornar meu, não há necessidade alguma de o recordar. Posso abrir mão disso.”
Bom, há coisas que terão ocorrido no vosso passado que constituem memórias agradáveis e nada há de errado em manter essas memórias agradáveis, desde que vocês não outorguem os vossos louros às memórias agradáveis e nada façam para as instaurar no presente. Precisam manter o controlo sobre a energia, entendem? E nós sempre estamos a trabalhar com esses níveis. Lembrem-se de que aquilo que a vossa mente pensar o vosso corpo (tenderá) a tornar-se. De modo que quererão ter pensamentos saudáveis para ser saudáveis. E quererão certificar-se de não pensar de maneira que venha a criar algo que não queiram. Vocês sabem que são como um sótão gigante. E de vez em quando precisam ir até ao sótão, abrir as cortinas e deixar entrar alguma luz de modo a verem o que por lá pare, livrar-vos do que não precisam mais, espanar o pó àquilo que fazem e usá-lo. Porque há sempre uma altura em que algo deixa de lhes servir.
A humanidade cria muletas e usa-as pelo resto da sua vida: “Eu estou assim porque… e agarrei-me a esta muleta.” Uma muleta pode ser coisa positiva. Sei que já firmei isto uma dúzia de vezes mas vou emprega-la uma vez mais. Vocês escrevem um livro. Bom; vocês podem passar a vida a dizer: “Olha o livro que eu escrevi, olha o livro que escrevi,” assim como podem escrever um livro novo. Assim, até mesmo uma memória agradável pode intrometer-se no caminho de um futuro de expansão se se apoiarem nela como vosso único ponto de glória. Assim, recordemos as coisas agradáveis – e lembremos que foram desagradáveis mas disponhamo-nos a encará-las com uma nova atitude.
Muita coisa sucede às crianças e elas sentem-se absolutamente usadas mas quando atingem os cinco ou seis anos de idade e percebem que tenham sido umas pequenas feras em tal dia e que realmente não mereceram sobremesa. Mas nesse instante são que tem razão e os pais é que estão errados. Precisamos abrir mão de experiências que se tenham passado quer na infância quer na idade adulta. E Jesus precisava fazer isso a toda a hora.
Pergunta: A traição de Judas terá sido um mito ou uma realidade?
Foi uma realidade. Ele desempenhava o papel que estava destinado a representar para que o que tivesse que ocorrer ocorresse.
Pergunta: Jesus terá tido conhecimento disso?
Ah, tinha. Ele era consciente. Ele conhecia cada um dos apóstolos que tinha e quem eram os fracos e os robustos. Mas ele amava e não condenava, entendem?
Pergunta: Uma das histórias que li reza que Judas na verdade era um dos ladrões que foram crucificados junto com Jesus.
Não, não, isso eu preciso negar.
Pergunta: Terá sido Jesus o autor do Curso em Milagres?
Não. Agora, façam o favor de me entender quando afirmo que “não.” Jesus não se apresentou lá como uma pessoa a ditar. Ele acha-se imerso a Consciência Universal. O ditado do Curso em Milagres veio de uma Consciência de Cristo mas não de Jesus, o homem.
Pergunta: Vamos voltar ao período seguinte à crucificação. Tu afirmaste que ele regressou a Jerusalém um homem casado. Terá sido com Maria Madalena? Eles terão tido prole?
Sim, com Maria Madalena e sim, eles tiveram dois filhos.
Pergunta: E eles terão… (Riso) Os nomes deles são… (Riso)
Não consegues ler o jornal, o chamado, The Star – “Jesus Teve Dois Filhos!” Isso haveria de ser o fim do mundo!
(NT: Alusão a um antigo manuscrito chamado “Evangelho Perdido,” Lost Gospel, que presumivelmente diz que Maria Madalena tenha sido a Virgem Maria original, alegadamente encontrado na British Library que data de 570 DC, redigido em Siríaco, escrita usada no Médio Oriente entre o 4º e o 8º séculos, onde foi depositado após ter sido obtido junto de um negociante que alegava tê-lo conseguido no antigo Mosteiro de São Macário, no Egipto.)
Pergunta: Existem livros que delineiam a linhagem de jesus e um dos personagens que aparece é Jesus Júnior, e o outro era…
Ele não teria baptizado filho nenhum de Jesus. (Riso) Ele teve um José e também teve uma Maria. E eles perderam um filho pequeno Mas ele levou uma vida normal.
Pergunta: E depois, quanto tempo viveu ele?
Até morrer (riso) Garanto-vos que aprendi umas quantas coisas neste mundo. Não, ele viveu até os 67 ou 68, o que era muito para a época.
Pergunta: Uma das coisas que li foi que José de Arimateia era na verdade um título e que ele se chamava Tiago, e era o irmão de Jesus.
Sim, era um título.
Pergunta: E que José de Arimateia terá sido realmente o irmão de Jesus?
Sim.
Pergunta: Quanto ao seu irmão Tiago é dito que, suspeitam que tenha sido chefe na área onde os Pergaminhos do Mar Morto foram descobertos, em Qumran, o chefe dos Essénios da época.
Sim.
Pergunta: Terá isso sido verdade?
Sim, foi verdade.
Pergunta: Agora, uma das histórias reza que José de Arimateia terá ido para a Britânia (Inglaterra) e que estabelecera um comércio de estanho entre Inglaterra e o Médio Oriente.
Sim.
Pergunta: E que algumas das igrejas inglesas primitivas na realidade vieram do irmão de Jesus, Tiago.
Sim.
Pergunta: E que Maria Madalena terá ido com Tiago para Inglaterra e o País de Gales, para a área de Glastonbury, mais precisamente.
Sim.
Pergunta: E que aí fundara uma igreja.
Sabem, quando pensamos em mente, corpo e espírito também se pensa no mundo material, mental e espiritual – o que significa o eu consciente, o eu subconsciente e o eu supraconsciente. Não obstante o quão espiritual essa gente fosse, e não obstante tenham sido encarados nos escritos como “santos,” eles eram seres humanos que tinham trabalhos humanos a que precisavam entregar-se. A santidade não era separação nenhuma do mundo físico. Era uma vez mais um instrumento, uma santidade espiritual, trazer essa qualidade ao trabalho que empreendiam. Assim, verão que todos quantos tenham estado relacionados com o processo da vida de Jesus possuíam uma atitude espiritual muito especial, mas também trabalhavam duro no mundo físico.
Pergunta: Eu coloquei esta pergunta anteriormente sobre a visita que ele fez ena juventude à comunidade Essénia, se o José de Arimateia seria um dos seus líderes.
Era, sim.
Pergunta: Então, como poderia o seu irmão mais jovem ser um dos seus mestres?
Porque não? Havia mais do que um mestre aí e em mais do que um período quando eles entraram e saíram, entendes.
Pergunta: Não estou muito certo de como colocar esta pergunta. Sempre senti esta afinidade por ele enquanto homem, mas nunca consegui descrever a razão disso. Teremos alguns de nós estado efectivamente envolvidos com ele directamente quando ele esteve na Terra?
Estiveram, alguns de vocês estiveram muito envolvidos enquanto parte da comunidade Essénia. E parte de vós faziam parte da comitiva que o acompanhou quando ele deu início às suas pregações mais proeminentes. Portanto, sim, mas vocês sabem disso no vosso íntimo. Sentem esse relacionamento.

(continua)



JESUS – O HOMEM, O MITO E A REALIDADE 
Esta noite, designou-se que deveria falar um pouco acerca Jesus, o homem, o mito e a realidade. Criou-se uma enorme fantasia com respeito ao mestre Jesus ao longo dos anos, muita dela criada pela necessidade que o homem tem daquilo que seja muito especial, muito sobrenatural, etc., como alguém em quem se apoiarem quando tudo o resto falhar. Dessa necessidade veio o adorno, por assim dizer, do maior mestre do universo.


Esta noite vamos debater os objectivos que ele tinha ao vir ao vosso universo e tudo quanto pretendia realizar. A primeira coisa que precisa ser reconhecida é que ele veio como um homem e que morreu como um homem, e que isso foi a coisa mais importante que ele fez. Ele veio para compreender o homem para poder tornar-se num messias universal; não veio para se tornar no messias dos Judeus, nem veio para ser um moralista nem criador ou alterar o aspecto moral do homem. Ele não veio para ser um corretor político; veio para aprender acerca do homem, para experimentar a humanidade do homem e morrer à maneira do homem a fim de provar que a imortalidade pertence ao homem.


De nenhum modo é ele humilhado pela afirmação de que tenha vindo e vivido como um homem. É muito fácil alguém surgir e alegar: “Eu sou Deus,” ou “Sou um emissário de Deus, pelo que consigo fazer coisas que não conseguem. Dêem-me ouvidos e tudo correrá bem.” Não, ele veio como homem, nascido da carne e do sangue originária da carne e do sangue, preparado para compreender tudo por quanto o homem passou. E no decurso do seu tempo de vida ser-lhe-iam negadas muitas coisas - tal como o homem com muita frequência descobre que lhe é negado – para que ele pudesse compreender, abrir caminho, e retornar como o homem que foi através da imortalidade e do potencial.

Esse homem precisou a prender a utilizar todos os aspectos do seu ser, tal como vocês precisam aprender a utilizar os aspectos do vosso ser. Vocês vieram a este plano terreno espiritualmente e psiquicamente dotados por causa disso, completamente capazes de afastar qualquer coisa (…) E agora, no decurso da sua doutrina, o homem devia ser ensinado na utilização disso que teve lugar nele.


Bom, reconheçamos, antes de mais, que o momento da sua chegada se prendia com o facto do homem se encontrar segmentado. Havia muitos percursos que estavam em formação nesse tempo, muitas correntes diferentes, políticas filosóficas e religiosas, que estavam a deixar o homem dilacerado ao tentar apurar onde pertenceria de verdade. E o próprio facto dessa multiplicidade de grupos estar em constante competição uns com os outros provocou uma enorme animosidade no ambiente, de modo que era tempo de um messias universal vir ao mundo para unir através do amor a multiplicidade facetada de aspectos da crença num mestre do universo, Deus Pai. E assim foi decidido que ele procederia a essa entrada particular na área que mais revelava essa necessidade.


Deveria ser entendido que os seus pais, José e Maria tinham casado em 8AC, no mês de Março, caso queiram realmente saber, (riso) conforme lhe chamam… para usar o vosso calendário. Após uma corte de dois anos. Agora, muitos pensam em José como um homem mais velho, mas ele tinha vinte e um anos enquanto Maria estava com dezasseis e meio quando casaram, após a corte de dois anos. Um namoro normalíssimo, um casamento muitíssimo normal.


A Maria era muito ariana (alusão ao signo de Áries, Carneiro), era mais inclinada à crença ocidental, era certamente obstinada… Toda a gente tem uma imagem de Maria como uma mãe dócil e adorável mas ela tinha uns olhos ardentes e era muito segura dos objectivos que tinha e sabia o que queria da vida.

Assim, tiveram uma mulher que era bastante ariana nas atitudes, muito segura de si, bastante obstinada, e muito apaixonada pelo José. O José era um indivíduo dotado de uma natureza mais passiva, mas muito metódico, muito Capricorniano nas atitudes que tinha. Ele era adepto da crença Babilónica e a sua descendência remontava a Abraão, através da adopção parental. Deve ser reconhecido que eles se amaram, se cortejaram e se casaram sem que isso tivesse nada de sobrenatural. Eles encontravam-se completamente apaixonados e radiantes; ele era carpinteiro, mas não creio que tenham noção de que seja o mesmo que um carpinteiro (…) mas ele formou juntamente com ela um pequeno lar, tinha um atelier de carpintaria nessa casa, e considerava-se um homem dotado de muita sorte. Pouco tempo após o seu casamento, a prima de Maria teve uma visita em sonhos em que lhe foi dito que ela e Zacarias iriam ter um filho, que viria a ser João, e que esse filho viria a ter uma relação espiritual muito próxima com um filho nascido de Maria e José, e que realmente ambos iriam ter um destino no mundo. Eles tinham tentado ter um filho há dez anos, no mínimo, e já tinham desistido de alcançar. Necessário não será dizer que reinou um enorme entusiasmo e uma enorme adoração, por isso vir a ser assim.


Vinte e quatro horas antes da concepção de Jesus, a Maria teve uma visita em que lhe foi dito que a criança que ela tinha concebido era com efeito uma criança do destino que vinha ao mundo para liderar a humanidade, para trazer mudanças e uma doutrina para o mundo. A Maria ficou encantada com respeito ao sucedido, debateu-o com o esposo, ficou um tanto aturdida com o sucedido mas aceitou que assim fosse. E quando Jesus nasceu - se quiserem saber, foi a 21 Agosto, ao meio dia - ele veio neste mundo não mais que uma criança completamente física e totalmente preparado para avançar. Esse período coincidiu com a configuração de uma conjuntura entre Júpiter e Saturno, a mesma configuração (...) em Setembro e de novo em Dezembro. De forma que representa um símbolo oriental do mestre e um potente símbolo do ambiente (...)

Deve ser entendido que cerca da mesma altura em que Maria se casou, tinha sido decretado um recenseamento da população. Na área de Belém, esse recenseamento não teve início até ao sétimo ano depois de Cristo, e nessa altura José teve que se deslocar a Belém para registar a família para esse censo. Ele não tinha necessidade de levar Maria consigo, mas lembrem-se de que conforme disse, Maria não ia deixar perder a oportunidade de conhecer Belém. Ela sabia que a partida dele estava iminente mas não iria perder essa oportunidade, e já tinha começado a perceber que de algum modo conseguido convencer José a visitar alguns amigos que queria visitar enquanto aí se encontrava. Era uma mulher forte e determinada! E assim lá foram a Belém registar-se no recenseamento pelo que se encontrava em Belém por altura do nascimento de Jesus.

Jesus esteve sempre rodeado por todo o género (...) por causa do censo em Belém, havia muita gente concentrada, em razão do que as estalagens se encontravam todas lotadas, e os proprietários das hospedarias encontravam-se muito inclinados a fazer tanto quanto possível e assim esticaram tudo quanto tinham disponível, inclusive algumas cavernas que eram usadas para armazenar grão e alguns utensílios (...) Jesus de Nazaré nasceu na parte retirada de uma secção coberta de uma cave, com a aura dos animais presente, embora os animais não. Ele nasceu com o auxílio de outros que também se encontravam alojados na mesma caverna. Precisam entender que a Maria e o José não eram pobres. Eles eram alvo de um enorme reconhecimento e de proveito financeiro. Eram senhores de riqueza nas cercanias de modo que podiam ir a qualquer lado e ter onde ficar – após o nascimento do bebé. 


Imediatamente após o nascimento do bebé, um cavalheiro que ficara hospedado na estalagem cedeu o seu quarto a Maria e ao bebé e foi pernoitar na caverna. Por isso, já vêem que havia uma boa quantidade de gentileza nesses tempos.

Precisam reconhecer que isso não tinha nada de sobrenatural. Tratava-se de uma mulher que se encontrava afastada de casa na altura do parto, que recebeu a assistência de amigos e posteriormente da família. Eles permaneceram em Belém e na área de Belém por quase quatro anos, antes de regressarem a Nazaré. Para entenderem estas coisas… Sim, queres perguntar alguma coisa?

Pergunta: Só para esclarecer, mencionaste que o período do recenseamento se deu em 7 dc? Desde o nascimento de Jesus essa data dista o quê, uns sete anos?

Sim. Muitas são as coisas que não condizem segundo a contagem que vocês fazem, mas isso não tem importância?

Pergunta: Não.

Pergunta: A concepção natural (…) 
                                                                      
A concepção natural, a criação do veículo físico que iria receber a centelha divina, tal como o bebé que nasce, que constitui um veículo físico de uma centelha divina. Agora, que ele tenha estado destinado a muito mais, foi completamente compreensível, por aqueles que eram mãe e pai da criança. Mas não ocorreu qualquer actividade sobrenatural de todo nessa altura.

Pergunta: Os três sábios…

Muito bem. Os três sábios na realidade (…) Zacarias começou a contar às pessoas sobre o estímulo que este catraio representava e certos dos príncipes da sua área foram visitar a criança; não houve procissão grandiosa nenhuma (…) Lembrem-se de que este foi o nascimento de uma criança afastada de casa. O facto de anteciparem a vinda de um messias, era facto predominante na atmosfera, mas o conhecimento de que essa criança pudesse ser esse messias não era do conhecimento do público em geral. O que era do conhecimento geral era que, assim que Zacarias e Elizabete começaram a falar acerca do quão especial seria essa criança, então as histórias começaram a circular.  Irão descobrir, à medida que avançarmos, que uma grande quantidade dos critérios aceites com respeito a isto parecerão um pouco diferentes, mas verão que tudo resulta no mesmo, por assim dizer.

Pergunta: (Inaudível)

Não. Durante o período em que foram registados no recenseamento e procederam ao baptismo no templo, que nessa época fazia parte do ritual do baptismo deles (...) mas nessa época procediam à dedicação da criança ao divino (...) regida pelo vidente, de modo que houve um reconhecimento de um tipo qualquer (...) da criança, só que ainda não ligado ao messias.

Pergunta: (Inaudível)

Não. Jesus não veio para ser o messias de nenhum grupo, de nenhuma religião; ele veio para se tornar num messias universal para todos os homens. É nisso que a confusão se instala. E Maria acreditava de verdade que ele estava destinado a tornar-se no messias dos Judeus, enquanto José acreditava que ele seria o messias do universo. Assim, já poderão ver até que ponto as discussões provavelmente iriam. (Riso) 

Durante toda a sua vida Maria sentiu-se confusa pelo facto de não estar a conseguir o que ela pensava ser o seu melhor. Ela esperou, e sentia que algo estaria em falta (...) mas a questão estava em que ele não estava presente para satisfazer esse propósito; ele viria a ser muita vez posto à prova e tentado, e houve alturas ao longo da sua vida em que ele chegou a pensar que talvez fosse melhor que ele se tornasse no messias dos Judeus, e sentiu pena por todos os contratempos que estavam a ocorrer em função das adversidades. Ele viu-se extremamente tentado a seguir essa via, mas por essa altura estava a começar a ser guiado.

Pergunta: Mas ele tornou-se num rabi...

Sim, tornou. Ele frequentou a escola na sinagoga, e foi ensinado até que por altura dos sete anos já falava grego e aramaico, e aprendia (...) O aramaico era o dialecto que se encontrava em voga ao passo que o grego aprendia-o junto das caravanas. Ele passava muito tempo junto das caravanas dos mercadores, a dar atenção e a conversar. Toda a sua vida foi dedicada à busca do conhecimento; ele tinha que conhecer (...) era quase como uma ânsia. Ele precisava entrar cada vez mais naquilo que faz mexer o homem, entendem?

Mas recuemos por um instante e essa criança. Precisam igualmente reconhecer que ela teve sete irmãos e irmãs. Não era filho único. Ele estava com três anos de idade quando o Tiago nasceu, e a seguir veio a Miriam, a seguir ao que vieram os outros, em sucessão. Mas a questão está em que ele teve três irmãs e quatro irmãos. O Tiago, o primogénito, era muitíssimo dedicado aos catraios e foi aquele que seguiu as pegadas do irmão. Deve ser reconhecido que ao longo da sua vida ele viria a ser repetidas vezes testado. Em criança tornou-se bastante afeiçoado pela natureza e sempre evidenciou mais vontade de conhecer que qualquer outro; sempre quis saber a razão por que uma flor desabrochava de uma certa forma e passava horas a observá-las, e a falar com os pombos, a plantar jardins, etc.. Sentia-se completamente afeiçoado à natureza, em todos os sentidos. O que era muito necessário por, uma vez mais, fazer parte do desenvolvimento que o esperava neste mundo físico. Aos cinco anos, teve a primeira intimação íntima de que algo relativo ao seu ser seria diferente. Era uma sensação muito vaga dentro dele que o intimava para a existência de mais nele do que conseguia apurar a vista. E assim, ele começou uma vez mais a procurar pelo sentido da sua vida. Isso não lhes soará familiar? (...)

À medida que foi crescendo, foi sempre uma criança respeitadora e obediente; até à idade dos seis anos, quando pela primeira vez começou a perceber que os seus pais não sabiam tudo. A normalidade que os caracterizava aborrecia-o, não por que esperasse que eles fossem diferentes, mas por já formular perguntas que ultrapassava a compreensão que eles tinham. Na escola, colocava questões que deixava os professores perturbados, desde logo por não estarem muito certos de conhecer as respostas, e por outro lado por pôr em questão os aspectos religiosos instituídos durante anos. Eles sentiam-se muito enervados com aquele jovem.

À medida que os irmãos e irmãs foram nascendo, foi-se tornando evidente que ele representava uma figura bastante paterna para eles, muito embora José se achasse presente durante a parte inicial da maioria da vida deles. A filha mais nova dele, Rute, nunca chegou a conhecer o pai, por ele ter falecido antes dela nascer, mas os outros tiveram pelo menos a oportunidade de conhecer em certo grau a aura paterna que ele deixou.

Ora bem, por altura dos seis anos, mesmo antes de completar o ciclo de sete anos, na compreensão hebraica da altura, este filho foi entregue ao pai para ser educado. A mãe renunciou ao papel dela. Até àquele momento o filho pertencia à mãe: a criação, a educação, a correção do andar, etc. Agora, José tinha que se ocupar da educação dele, e por volta dos sete anos ele começou a viajar com José, a fim de aprender e de compreender todos os aspectos da vida que o José ensinava. Mas Maria não o deixou ir facilmente; lembrem-se de que essa mulher era uma mulher muito forte, e por vezes ela revelava-se demasiado protetora desse jovem, por estar sempre à espera de um sinal que lhe desse a entender se ele estaria a cumprir aquilo que tinha vindo cumprir - tornar-se no messias dos Judeus. Ela esperava pacientemente.

Ao se desenvolver em idade, por altura dos seus oito, nove, dez anos... aquilo que precisam sempre ter em mente é que ele teve a sua fase de rebelião na escola, que sucedeu por altura do seu nono e décimo ano de vida. Mas agora, começava a fazer aquilo que vocês chamam no vosso mundo de "seguir adiante;" não estava de acordo com o que até então tinha sido dito, pelo que não se sentia particularmente inclinado a continuar e ouvir o que pregavam. Também começou a afastar-se da prece ritual e começou a falar com Deus por palavras suas (...) A prece ritual tem o seu lugar, mas a menos que falem com Ele como vosso amigo e Pai, não o terão conhecido de verdade. E assim, começou a partilhar uma grande visão com respeito ao que estava para suceder. Aos treze anos deu-se o primeiro aspecto sobrenatural da sua vida, que foi uma visita. Então, quando começou a revoltar-se e começou a revelar-se do avesso, conforme diriam, então a busca começou a forma-se ao seu redor e a tornar-se num escudo espiritual, numa direcção importante, mas ele não tinha consciência disso. Aos treze anos ele teve a percepção do destino divino que lhe estava reservado, e foi-lhe dito literalmente que era altura de ele conhecer este mundo. Assim, aos treze anos teve conhecimento (...)

Ele próprio sentia-se inseguro quanto ao que esse destino verdadeiramente envolveria, e como eu referi, viu-se frequentemente tentado, em face dos problemas da época, a tornar-se num rei para os Judeus, e a tentar extirpá-los (...) Conseguirão imaginar um jovem dotado de uma inteligência aguçada a abrir caminho por entre práticas dogmáticas estabelecidas (...) e a tentar compreender (...) com consciência de que a ideia que a sua mãe tinha fosse a de que se tornasse rei dos Judeus? José tinha-lhe dito que o destino dele seria ainda mais grandioso que isso. Ter conhecimento de que seria suposto que fizesse uma coisa qualquer sem notar se estaria no seu poder fazer com que isso acontecesse, não é coisa fácil, mas foi por isso que esse jovem passou. Claro que treze anos nessa altura equivaleriam a muito mais maturidade do que hoje. Hoje, treze anos poderão revelar muito mais sofisticação, mas aos treze anos eles já eram homens e tinham sentido de responsabilidade.

Ele foi levado pelo José a Belém para passar a páscoa, e aos treze anos (...) no templo e aos sacrifícios do sangue pelo espírito, em nome de Deus, nos templos.

Pergunta: (Inaudível)


Ele esclarecia, nos templos, por altura dos sacrifícios feitos nos templos, quanto às atitudes do que pensavam ser devoto, e isso deu início a um período pessoal de uma intensa meditação, em que ele penetrava em si mesmo e através do que tentava endireitar e resolver todas essas coisas que o deixavam incomodado, por aqueles serem as doutrinas dessa gente, aquilo que seria suposto aceitarem, e por essas coisas lhe deixarem algo no íntimo que não o levava completamente a concordar com tudo. Assim, foi um tempo muito difícil para ele.

Decretos emitidos por Nazaré pretendiam enviá-lo para Belém para receber aulas particulares, por ele estar a superar aquilo que havia a ensinar-lhe. E tinha sido acordado que assim que ele se tivesse formado, na escola da sinagoga, eles enviá-lo-iam para Belém para estudar na universidade que lá existia. Contudo, foi por essa altura que José teve um acidente mortal que o vitimou, enquanto construía o palácio de Herodes. E assim, logo após os quinze anos, Jesus tornou-se no chefe da casa, com sete irmãos e irmãs e a continuação da sua educação negada.

Eles tiveram que vender muitas das coisas que tinham justamente para poderem sobreviver. A posição social a que tinham pertencido sofreu uma mudança considerável e eles começaram progressivamente a deixar de pertencer à classe rica e mais ao que era visto como a classe aldeã. Agora, uma das coisas em que Jesus era bastante metódico, toda a sua (…) após ter assumido toda a responsabilidade pela família, foi que o dinheiro seria usado de uma forma bastante metódica, assim como a responsabilidade pela casa. Ele tinha consciência de que se ele precisasse tratar dos assuntos do Pai, precisaria haver quem tomasse a casa a seu cargo, de modo que Tiago viria a ser treinado, e Jesus ausentar-se-ia de uma forma crescente para que o Tiago acatasse em pleno a responsabilidade pelo agregado familiar.

O dinheiro sempre era distribuído de uma maneira bastante metódica, ficando sempre com uma pequena quantia para si, e até ao dia em que ele deixou por completo a família, ele sempre arranjava mais, por onde quer que andasse, de modo que sempre enviava dinheiro à mãe e aos jovens que ficaram em casa, numa base metódica. À medida que foram casando, claro que foram deixando a casa materna. Agora, Todos eles tiveram que ter permissão para casar, e em cada caso tinha que ter dois anos anterior ao casamento, de modo que a criança pertencente a esse (...) pudesse receber um treino com relação às responsabilidades de gerir a casa. Cada uma das filhas, quando era altura de partir... quando a Miriam deixou a casa teve que dar um preparo à Marta; e quando a Marta deixou a casa, precisou treinar a Rute. Por isso precisava haver sempre alguém a prepará-los e a governar a casa, por esse ser o costume da época.

Pergunta: E Maria?

A Maria achava-se presente, e governava a casa, mas tinha os aspectos financeiros e as múltiplas tarefas inerentes ao jardim e aos animais, e o trabalho da carpintaria. Cada um dos homens foi treinado, Simão e Jesus eram carpinteiros, Tiago era carpinteiro; devia dizer que o Simão era pedreiro, os outros eram carpinteiros; José, Tiago e Jesus.

Pergunta: (Inaudível)

Isso sucedeu após o seu décimo quinto ano. O período que intermediou o décimo quinto e décimo sétimo, foi um período em que foi evidenciado um tremendo esforço para o fazer casar-se. Ele precisava literalmente de ganhar a vida, aprender cada vez mais acerca do futuro, razão porque os rapazes eram carpinteiros e pedreiros e (...) Jesus ocupou-se da construção de cangas. Ele aprendeu metalurgia, aprendeu a trabalhar o metal, estão a entender, por ter criado a ideia de criar uma empresa de construção em que os irmãos pudessem trabalhar conjuntamente e assim, voltarem a dar uma vida decente à família. Sempre com o trabalho duro físico à frente, com consciência das responsabilidades físicas que tinha, assim como das responsabilidades espirituais que tinha para com a família.

Assim, se puderem avaliar um jovem de quinze anos, a quem foi negada a educação avançada de uma mente magnífica, por que ele ansiava ter, em cujos ombros foram descarregados subitamente sete irmãos (...) por quem ele passou a ser responsável. Conseguirão imaginar o que isso poderá ter representado para este homem, que seria suposto ser o messias? Conseguirão imaginar a confusão por que passou ao tentar ser bem-sucedido e compreender? Não se parece convosco próprios, nas alturas em que tentam ser uma e outra vez bem-sucedidos, quando tentam descobrir a relação que a vossa vida mundana tem com a vossa vida espiritual? Ele estava aqui para aprender acerca do homem, e aprendia-o da forma mais dura por que isso podia ser aprendido.

Bom, por essa altura deu-se uma enorme divisão e havia Zelotes que queriam que Jesus fosse o líder deles, e havia os patriotas, mas os patriotas não queriam ter esperança na vinda de nenhum messias mas antes combater as taxas ali mesmo. E quando Jesus recusou liderar os patriotas, um vizinho ofereceu-se para assumir o controlo dos deveres financeiros que ele tinha para com a família, caso ele liderasse os patriotas. A tentação... Conseguirão imaginar o que lhe terá parecido não assumir as responsabilidades pelas finanças da família? Mas ele recusou. E quando também recusou liderar os zelotes, por eles terem pensado de imediato que não os ia deixar ficar mal, e de certeza que os iria liderar - e ele não liderou - alegando a responsabilidade que tinha para com a família, isso deu origem a uma divisão, e Jesus deixou de ser a estrela radiante, deixou de ser aceite pelos anciãos. Até essa altura ele tinha sido o estudante mais brilhante da cidade, o homem bom e leal que fazia tudo quanto era suposto fazer. Agora olhavam para ele e diziam: "Não, ele não é aquilo que diz ser, por não nos liderar rumo à vitória, ao passo que o Messias o faria, sem dúvida que o faria."

Uma vez mais, a tentação e a sua consequente negação e o abarcar de uma forma inabalável àquilo que teria que fazer, embora não soubesse o quê. Ele sabia que devia estar reservado para algo especial mas com efeito não sabia o quê. Poderão imaginar o que isso o poderá ter levado a passar, e reconhecerão ser muito diferente de alguém que vem e que sabe tudo e que vê tudo. Ele ainda não tinha... ele tinha-se encontrado com o João apenas uma vez, por altura dos seis anos, quando Zacarias e Elizabete os tinham ido visitar...

Agora, aos dezassete anos eles tinham vindo fazer uma nova visita, e ele e João imediatamente (...) um enorme intercâmbio de energia. Mas Jesus, ao falar com João... Zacarias tinha morrido, e a Elizabete levou o João até lá, com a ideia de por lá ficar e de que João viveria com Maria e com Jesus, por eles virem a estar juntos nesse grandioso destino que tinham. E Jesus contou tudo muito metodicamente a João, e ele disse: a responsabilidade que tens é para com a tua mãe - primeiro. E assim, João voltou para casa com Elizabete a fim de ganhar a vida para ela e de a ajudar, etc. Mas eles acordaram ali mesmo que ele e João se voltariam a encontrar no rio Jordão, onde Jesus viria a ser baptizado.

Bom, perceberão que Jesus obteve uma formação na escola, e tinha-lhe sido permitido falar e ensinar e tornou-se num contador de histórias, o que representava uma coisa bastante popular por essa altura, uma coisa que reunia as crianças ao seu redor, crianças de toda idade, assim como as mulheres. Ele angariava muita popularidade junto das mulheres; elas gostavam muito dele; só não o conseguiam encurralar! (Riso) Ele gostava muito delas, mas não ia além disso. Houve uma jovem que na verdade teve uma intervenção do pai, que disse: "Se te casares com Roberta, eu cuidarei dos aspectos financeiros da tua família e sustentá-la-ei." De modo que ele precisou explicar a ela, em primeiro lugar, que não seria isso que iria acontecer, que lhe reservava o sentimento espiritual mas não o físico. E depois sentou-se a conversar com a mãe, a casamenteira, por a mãe dele querer para ele tudo quanto uma mãe quer para o seu filho. E tudo quanto teria parecido ser normal nesse tempo seria amar, casar, ter filhos, etc. Por isso ele precisava conversar muito com Maria, e esse foi o seu primeiro confronto. Diria que tenha sido o segundo, por o primeiro ter ocorrido quando se recusara a liderar os patriotas, por ela ter mesmo querido que ele se alistasse e tornasse num líder dos homens, por achar que esse fosse o seu destino. Assim, ele chagava a ponto de discordar da mãe. Isso não será encantador num homem? (Riso) Seria bom que entendessem que se tratava de um ser normal que se esforçava por alcançar todos os atributos que o homem tenta alcançar, para poder chegar a compreender e a ajudá-los de modo a tornar-se numa ponte para muito mais para vós.

Pergunta: Mencionaste que Jesus tenha tido mais alguma vida física, ou terá sido essa a sua primeira encarnação?

Não, ele já tinha encarnado antes. (...) mas ele teve outras existências, só que não como messias. Como professor. Desta vez vinha para cumprir um destino para o homem -- só que não um homem específico, ou religioso, mas o universo. Ele veio para viver como um homem e morrer como um homem, a fi de provar que o homem é imortal. Por que como deus ter morrido e regressado os teria a todos levado a dizer: "Mas, é claro, ele é um deus." Foi por isso que ele precisava morrer naquela cruz e sofrer, por ter sido um homem, e ter vindo provar que o homem é imortal.
 (...)
Aos treze anos, o Serafim começou a acercar-se dele para guiá-lo, e a partir desse ponto essa foi a sua tarefa: conduzi-lo em frente e empurrá-lo na direcção certa.

(continua)




JESUS E OS ESSÉNIOS 

Bom dia. Estou encantado por uma vez mais estar na vossa presença.

Solicitaram que a conversação fosse dirigida para Jesus e a comunidade Essénios, por nessa comunidade se ter dado parte do treino desse mestre. E assim, gostaria de começar este dia com um pequeno entendimento do mestre Jesus, para de seguida começar a falar sobre a influência que os Essénios tiveram nele.


Se entenderem plenamente a influência que os diversos mestres tiveram nele, então habilitar-se-ão a compreender que Jesus o Cristo foi Jesus o “Portador da Luz.” O termo “Cristo” significa Luz, significa tornar-se iluminado e consciente. Ele veio para ser uma luz para o universo e não para ser o rei de um grupo específico; um mestre para o universo. Ele veio completamente consciente interiormente, mas nasceu como um homem dotado de um corpo físico com emoções físicas e necessidades físicas e um entendimento físico a superar. Foi, pois, necessário, muito embora ele fosse um mestre para com o universo, que ele fosse criado pelos pais, ensinado pelos professores, tomasse conhecimento das disciplinas implícitas à vida, de modo que passou por todas as coisas que qualquer criança passa, e por todas as coisas que (…) ao atingir o pleno desenvolvimento. Se ele não tivesse vindo como homem não teria podido servir o universo, por ele precisar fazer parte da vibração do lugar que iria residir. Se tivesse entrado no universo como um deus, em vez de como semelhantes ao divino, qualquer um poderia dizer: “Claro, ele fez tudo isso por ser Deus,” mas quando ele disse: “Tudo isto e mais fareis vós,” ele falava sério. “Eu sou homem vocês são homens; em vós se acham as mesmas qualidades divinas que se acham em mim. Por isso, harmonizem-se com o Pai conforme eu o faço, e também vocês serão como eu.”


Cada uma das qualidades interiores (…) dele precisam ser levados à concretização, tal como o talento dos vossos filhos precisa ser levados à concretização. Que ele tenha despertado e tenha acelerado a capacidade que tinha de o alcançar dever-se-á ao facto de estar em harmonia com o Pai. O pai e ele eram um só. E assim também são vocês. Vocês são todos filhos divinos de Deus, detentores de direitos divinos próprios. 

(continua)

Transcrito e traduzido por Amadeu António
Autoria: June Burke e o Serafim Julian
Direitos de Autor: Saul Srour


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