quinta-feira, 24 de março de 2016

INTIMIDADE E EVOLUÇÃO - (MICHAEL)




Todos os fragmentos presentes no plano físico se acham ligados pelo processo da infusão da alma. Isso não se limita ao vosso planeta e à vossa espécie; aplica-se a todas as espécies existentes por todo o universo. Enquanto fragmento dotado de alma, o arremesso do Tao e a evolução inerente ao retorno ao Tao nuca se acha por completo “fora de alcance” para com essa verdade universal. 

Contudo, isso não quer dizer que haja conhecimento disso, excepto ao nível da essência; tal percepção raramente penetra no domínio dos traços da personalidade e, ou, da personalidade.

Contudo, esse vínculo é por vezes sentido durante os períodos de uma intimidade reconhecida e validada. Há referências a amantes que, durante a intimidade física têm uma sensação de “flutuarem pelo universo.” Isso não representa o mesmo que a atracção inerente ao tipo corporal mais os seus “fogos-de-artifício.” Isso é algo que abeira as experiências fora do corpo. Frequentemente tal experiência é assustadora para os fragmentos menos preparados e pode servir para interferir com o relacionamento através da característica principal. Essa sensação de andar pelo universo constitui a forma habitual por que os fragmentos da vossa espécie e da espécie dos cetáceos validam esse elo, essa conexão universal.


Pode tornar-se aparente que tal contacto seja mais facilmente alcançado com os fragmentos com quem tenham vínculos, elos, laços, associações passadas e aspectos relacionais similares. Na maior parte das vezes, essa é uma percepção exacta, embora existam excepções de vários tipos. Limitar a natureza da intimidade validada, à partida é perder o contacto. 


Por intimidade referimo-nos, evidentemente, ao contacto da essência válido. Essa é a única fonte de crescimento e de evolução, por constituir a única função do amor. O contacto com a essência constitui o propósito do amor. Caso seja necessário que o amor seja percebido como dotado de um propósito. É mais correcto que o contacto com a essência represente o amor, desimpedido pelas distorções da espécie ou a característica principal dos polos negativos dos traços da personalidade. Quando uma verdadeira intimidade ocorre, tudo quanto “existe” para o contacto é a essência e a ordem do arremesso por o contacto ser a essência e a ordem de arremesso. Tudo o mais é “deixado de lado.”


Claro que o contacto sexual não é o único e exclusivo lugar em que o contacto válido com a essência possa e efectivamente ocorra. O contacto com a Essência é possível em todas as alturas e em todo o lugar, mesmo quando os fragmentos em questão não se acham, com efeito, fisicamente presentes no mesmo sítio. Embora precisássemos dizer que um tal contacto íntimo mas na condição física de ausência quase sempre seja limitado aos gémeos na essência, aos companheiros de tarefa e ocasionalmente aos membros da mesma cadência. O processo do contacto com a essência consiste na validação do elo que tem existência entre todos os fragmentos e o Tao, assim como o contacto com os fragmentos. Não pretendemos representar isso como difícil ou complicado. O contacto da essência de facto é completamente simples, o que representa uma das razões por que é difícil de atingir e de manter. Não existem truques. Não colocamos enigma nenhum nesta declaração, estamos a tentar examinar a natureza do contacto com a essência de uma forma que os ajudará na vossa busca.


Dois membros do vosso grupo descreveram uma conversa mantida ao almoço numa tarde soalheira num canto sossegado de um restaurante popular. Ambos os fragmentos observaram que por um tempo se encontraram por um tempo tão completamente arrebatados na conversa, tão presentes naquilo que diziam um ao outro, e a própria qualidade da atenção mútua que foi estranhamente difícil recordar a conversa mais tarde. Encontravam-se tão focados no que sucedia à medida que sucedia que se evaporou e deixou muito pouco resíduo. O que ocorreu, claro está, foi um contacto válido com a essência. Não é invulgar tais momentos serem “armazenados” de forma incompleta na memória, por a característica intervir e distorcer a ocasião, e o momento se evaporar de tal modo que a maior parte da recordação é aspectos tangenciais, e não do próprio contacto. Isto não pretende tornar a questão derrotista por forma nenhuma. O contacto da essência constitui a única grandiosa conquista de qualquer fragmento existente no plano físico, e independentemente do quão fugaz seja ou pobremente recordado, o contacto em si mesmo possui um significado duradouro na vida que estiver a ser conduzida e em todas as vidas por vir. Todo o exemplo de contacto com a essência constitui um outro passo na evolução da essência e na evolução de todos os fragmentos.


Aquilo que muitos fragmentos acham perplexo acerca do contacto da essência é que não responde ao que chamam de método científico – a duplicação das circunstâncias aparentes, o facto de poder ou não voltar a ocorrer, e o facto de a experiência tender a ser percebida de modo diferente toda vez que ocorre. Conquanto basicamente advirtamos todos os fragmentos contra a tendência bem humana de saltar as premissas assim como as conclusões, encorajaríamos o raciocínio indutivo por estar a par com o raciocínio dedutivo, com as experiências e conclusões percebidas como tão válidas quanto aquelas obtidas através do pensamento Aristotélico.


Embora reconheçamos que as filosofias correntes da instrução académica das salas de aulas não acomodem facilmente o pensamento indutivo, mesmo assim, os estudantes - e por isso queremos referir o âmbito socio-académico – não chegam verdadeiramente a aprender a “pensar” se não estiverem pelo menos familiarizados também com o processo indutivo. A atitude cética é a mais “naturalmente” obtida no raciocínio indutivo. Mas como dissemos antes, quase todo o avanço na informação procedeu de fragmentos dotados da atitude cética. Para além do raciocínio indutivo existem “as terras da fantasia” da arte e da estética e apressamo-nos a salientar que nenhuma pode ser “comodamente” atingida sem que primeiro atinjam a “destreza” do pensar indutivo e da lógica não linear.


A boa vontade de um fragmento para questionar as percepções que tem das cercanias constitui o primeiro passo rumo à consciência de si, e ao validar a evolução numa dada vida, ou em todas as vidas. A questão da percepção contribui para as lições. Somente quando as lições terem sido colocadas e a percepção de si mesmo tiver começado poderá o verdadeiro contacto da essência ser validado e reconhecido durante o actual curso da vida. Todo o contacto da essência é reconhecido, e o curso da vida e da evolução validado durante o intervalo astral, e não é necessário que optem por fazer outra coisa que não validar entre as vidas. Contudo, devessem optar por examinar a vossa vida e atingir um nível de consciência de vós – e desejamos salientar que a consciência de si não é autoconsciência nem participação – então as experiências de um contacto válido da essência terão cabimento na vossa compreensão durante a vossa vida.


Isto não quer dizer que sejam consequentemente instados a optar por tal caminho. Para muitos fragmentos a natureza da tarefa da vida situa-se noutros percursos, e para tais fragmentos, a validação entre as vidas é escolha mais “sensata.” A validação de uma vida não precisa ser inteiramente o produto de uma deliberada autoconsciência; isso é por completo uma questão de escolha. Desejaríamos contudo salientar que, quanto maior for a compreensão alcançada durante uma vida, maior será o grau de acesso à compreensão nas vidas por vir.


A compreensão representa um bom instrumento de validação e de reconhecimento e pode desempenhar um papel em muitos aspectos da vida. Claro que o alcance do contacto da essência representa uma das possibilidades que pode resultar da consciência de si mesmo e da resultante compreensão. Há muitas outras aplicações da compreensão assim que é exercida: o fragmento que possua consciência de si mesmo mais apto se achará para atravessar as monadas internas sem o grande grau de estresse experimentado por tantas essências. O que não quer dizer que essas monadas sejam destituídas por completo de estresse, mas que com consciência de si, o estresse e a agitação são reduzidas. Há igualmente a questão do trabalho da tarefa de vida, a qual é mais facilmente conseguida quando a consciência de si se acha presente na vida.


A consciência de si mesmo constitui uma mais-valia quando a verdadeira intimidade é buscada, por a compreensão da experiência diminuir o pavor da experiência de modo a que a tendência para se evadir seja bastante reduzida. Por esse ser muita vez o caso quando um verdadeiro contacto da essência ocorre em que um ou ambos os fragmentos sucumbem à insistência da característica principal e rejeitam o relacionamento aludindo ao perigo de uma maior intimidade, ou impondo tais exigências ao relacionamento que ele não consegue sustentar a intimidade.


Acrescentemos aqui que para muitos fragmentos a actividade sexual constitui um meio de evitar a verdadeira intimidade, ao substituírem o contacto físico pelo contacto da essência. Não limitamos isso ao sexo de aluguer, aos eventos orgiásticos, ao sexo casual nem a contactos físicos similares, e não desconsideramos a possibilidade do contacto da essência sanar tais acordos físicos; é de facto, mais comum nos relacionamentos de cariz sexual continuado, tais como, mas não limitados ao casamento, por o risco de intimidade ser muito maior quando dois fragmentos têm tempo para evoluir em conjunto, e por conseguinte a tentação de estabelecer uma rotina “agradável e segura” é muito grande, e em grande medida livra-se do espectro da verdadeira intimidade.


Uma vez a verdadeira intimidade tenha ocorrido entre fragmentos, gera-se uma mudança subtil na natureza do relacionamento, nem sempre benéfica. Muitos fragmentos são impulsionados para a “explicação” do que tenha sucedido, e ao fazê-lo, negam-no. A mudança no relacionamento é resultado da percepção da essência. Por outras palavras, em muitos níveis, cada fragmento acha-se verdadeiramente ciente daquele que o outro fragmento é.

Para as almas jovens e infantis tal reconhecimento não muitas vezes facilmente aceite, por essas almas estarem justamente a aprender a compreender que cada fragmento existente no plano físico é tão presente e válido quanto qualquer outro fragmento. Para as almas infantis e jovens, este representa um conceito muito inquietante, um que geralmente é incómodo e, ou, perturbador. Receber o choque adicional do contacto da essência é mais do que aquilo com que tais almas geralmente estão dispostas a lidar.
É claro que o contacto da essência ocorre para todos os fragmentos em todos os níveis, ou não haveria evolução. Contudo, até ao final do próprio ciclo jovem, a validação e o reconhecimento do contacto da essência é “arquivado” até ao intervalo astral por entre as vidas, onde as restrições da personalidade, dos traços da personalidade, e o resto não influenciarem o fragmento. Na medida em que a validação progredir, também o fragmento progride.


Desejaríamos divagar a questão do contacto da essência, para podermos expandir a experiência daqueles estudantes que possam sentir-se curiosos com respeito a ele. O contacto da essência raramente ocorre por ser “buscado” de uma forma activa: na maior parte dos exemplos o contacto da essência ocorre quando o relacionamento através do qual é conseguido é um destituído de expectativas que o tinjam ou qualifiquem a natureza do amor presente. Quando existem condições e expectativas então torna-se muito difícil o contacto da essência ocorrer, simplesmente por condições e expectativas constituírem o produto do medo – quanto mais medo se achar presente, mais difícil será validar o contacto da essência. Os fragmentos que verdadeiramente desejarem “situar-se no momento” sem expectativas gozam de uma maior oportunidade de conseguirem contacto da essência do que aqueles que tiverem vindo “preparados para um acontecimento decisivo.” Para a maioria dos fragmentos a verdadeira intimidade constitui uma serenidade, e não uma enorme fanfarra. Esta é a consideração que torna o alcance da verdadeira intimidade mais difícil do que muitos fragmentos acreditam que seja; o facto de considerarem que seja repousante embora frequentemente acompanhado pelas percepções da vastidão do universo. Os fragmentos que buscam a sensação, o excitamento raramente acham que isso seja a verdadeira intimidade, mas em vez disso deixam-se cativar mais pelas emoções tipo montanha russa da atracção do tipo corporal.


O que não significa que a atracção caracterizada pelo tipo corporal não seja válida ou que o contacto seja menos genuíno do que outro contacto. Embora o simples contacto do tipo corporal geralmente não conduza automaticamente a uma verdadeira intimidade, a experiência da atracção do tipo corporal é uma experiência válida e útil, quer tenha qualquer aplicação ou não para além da óbvia da atracção do tipo corporal e da validação física. Validar a realidade da presença física representa um bom trabalho.

Há aqueles de vós que tendem a acreditar que se o relacionamento – independentemente de como seja expresso – não for o mais desenvolvido possível, então o relacionamento não seja válido. Um caso de amor que seja um caso de amor precisa ser com a essência gémea. Uma parceria que seja uma parceria precisa ser com o companheiro de tarefa. Para que um projecto possa ser um verdadeiro projecto tem que ser com membros da configuração. Para que uma percepção partilhada seja uma percepção partilhada tem que ser com membros da mesma cadência. Claro que isso é ridículo. Um caso de amor torna-se possível com quase outro fragmento qualquer dotado de uma orientação sexual similar. Uma parceria é possível com quase todos os fragmentos possuidores de um objectivo comum. Um projecto pode ser realizado com qualquer grupo de fragmentos desde que partilhem do objectivo comum para o projecto. Uma percepção partilhada pode sê-lo com qualquer fragmento que se disponha a manter-se aberto a qualquer experiência ou percepção particular.


Estas são as conexões de importância na vida e naqueles que conduzem a associações passadas eventuais. Encorajaríamos todos os fragmentos aqui presentes a considerar aquilo que dissemos, por a tendência para limitarem a validade de uma experiência da forma arbitrária que alguns de vocês escolheram ser, de facto, auto derrotista, e precisarmos dizer que, aqueles fragmentos que se enquadram na tendência de definir validade “antes do facto” bloqueiam o próprio avanço e negam muito do mérito. Esse é um outro caso do triunfo da característica principal em que em caso contrário o bom senso poderia prevalecer.


As atracções da intimidade são muitas e variadas, e é geralmente difícil os fragmentos admitirem os desejos produzidos pelo reconhecimento de que a essência busca somente a alegria, o que, no plano físico, é mais frequentes vezes atingido pela intimidade. De notar que dissemos “frequentes vezes,” por existirem outras circunstâncias em que a alegria se acha ao alcance dos fragmentos que não directamente ligadas à verdadeira intimidade, pelo menos não da forma que entendem o termo.

Uma das mais profundas fontes de alegria no plano físico é o que chamam de artes. As artes no geral diferenciam o mundo e as verdades pessoais. Esta elucidação constitui uma fonte não só de percepção como de alegria e de respostas emocionais muito potentes que são capazes de alcançar a essência assim como todos os outros traços principais.


Permitam que nos expliquemos: para quase todos os fragmentos que trabalhem naquilo que vós no plano físico chamam de artes, subsiste um aspecto genuíno de paixão pelo trabalho. Para a maioria dos artistas, o trabalho não pode ser sustentado sem a paixão a apoiá-lo. Por isso, o trabalho reflecte necessariamente a paixão assim como a percepção que o trouxe à existência. Aqueles fragmentos dotados de certo grau de sensibilidade não só respondem à percepção como também respondem à paixão, e aliam a energia e o trabalho na resposta que dão.


Diferenciaremos aqui as artes directamente criativas – sou seja a pintura e todas as belas artes, a literatura, as matemáticas, a arquitectura e a composição – e as artes interpretativas – a música, o teatro, a dança, a medicina, a criação animal, e as comunicações – que, por definição, requerem respostas directas ou indirectas. Percebemos que as descrições que fizemos das artes não corresponde inteiramente às listas tradicionais, mas isso deve-se às percepções culturais que temos e não a uma compreensão válida.


Aqueles fragmentos que compõem música não têm a mesma experiência que aqueles que a executam, nem tão pouco aqueles que a escutam têm a mesma experiência dela que o compositor ou os executantes têm. O que não quer dizer que qualquer resposta seja mais válida do que outra. Cada nível de apreciação é válido, e todo o tipo de apreciação tem o seu lugar no processo artístico. Por exemplo, um fragmento que seja compositor pode optar por assistir a um concerto sinfónico para ouvir os trabalhos do velho intelectual Haydn Isso não quer dizer que o compositor procure comparar o seu trabalho ao de Haydn, ou que ele ou ela acredite que ao escutar Haydn o possa inspirar – embora ambas as coisas sejam possíveis. O compositor tende a ser especialmente sensível ao centro emocional superior e frequentemente busca uma oportunidade de o atingir. A composição constitui um meio bastante pessoal e directo de alcance do centro emocional superior, mas não possui a qualidade de reciprocidade que o acto de escutar música ou a sua execução possui.


A mesma coisa poderá ser dita daqueles que fazem material de teatro, como peças, cenários para ecrã. Esse é um processo que requer uma fase interpretativa para que a arte seja realizada. Aqueles que trabalham com esse aspecto do que vocês no plano físico chamam de artes possuem uma consciência aguda das implicações musicais dos sons das palavras, desde que as palavras se destinam a ser pronunciadas. A propósito, o teatro e as peças não brotaram da literatura mas da dança, e tiveram início nos rituais da dança sagrada que repetem certos padrões “mágicos” e daí se tornaram rituais destinados a dançarinos mais elaboradamente falados ou cantados. Eventualmente um dos dançarinos pronunciou-as – ele é recordado em certos dos vossos mitos como Thespis – e o teatro foi “inventado.”


Para aqueles que trabalhem a palavra escrita ou as belas artes, a segunda fase interpretativa é empreendida não por executantes mas directamente pela audiência, aqueles que vêem o trabalho quer como espectadores ou leitores. Por conseguinte há a crescente tendência para a interacção entre a audiência e os artistas a ser aguçada a um grau mais elevado do que aquele em que a interpretação desempenha uma parte no cumprimento da visão artística. Aqueles que trabalhem em belas artes, ou artes plásticas, acham-se, claro está, ligados ao centro emocional superior, e aqueles que o fazem com as palavras, acham-se ligados ao centro intelectual superior.


Esses centros superiores representam um meio de alcance de intimidade. O que não significa que a verdadeira intimidade seja “mais fácil” pata aqueles apanhados nas visões artísticas, mas antes que, onde tenha imperado um certo sentido de alcance do centro superior, a abertura da intimidade pode ser mais prontamente acessível, caso o fragmento opte por permanecer aberto ao centro superior. Claro está, quando o meio para a verdadeira intimidade é efectivado através do contacto sexual, o centro superior é o centro motor, o único centro superior a que a vossa espécie, assim como todas as espécies independentemente móveis e dotadas de alma, têm acesso regular. 


Assim que tiver ocorrido um reconhecimento válido dos centros superiores, o fragmento poderá então optar por desenvolver esse reconhecimento. Aqueles que praticam uma arte interpretativa frequentemente levam imenso tempo e energia a aprender a operar no centro superior adequado por longos períodos de seguida, e de uma forma estranha tornam-se no que poderá ser chamado “viciados” na consecução do centro superior, devido à consciência elevada que tal centralização acarreta. Fragmentos que se acham neste nível da consciência de si mesmos são muito mais capazes de suster um contacto íntimo validado com qualquer outro fragmento. O que não quer dizer que consequentemente mantenha um contacto íntimo válido com outros fragmentos. De facto há quem considere o contacto íntimo uma ameaça à sua capacidade superior de se centrar, em razão do que tentarão evitar ou negar a intimidade ou o contacto da essência para poderem preservar a “pureza” do centro superior.


Quando o medo tiver sido suficientemente superado para permitir que um contacto da essência seja validado e reconhecido quando ocorra, os fragmentos ocasionalmente estabelecem requisitos para tal contacto, que o torne difícil ou impossível, por as limitações impostas distorcerem as percepções. Este é um exemplo do quão sedutor o medo pode ser, e da quantidade de esforços que pode envidar no empenho que tem por subverter a capacidade de amar da essência. Seja qual for o papel da essência, em si mesma ela é composta inteiramente de amor. A essência não conhece o medo. A essência, que busca apenas a alegria absoluta, sempre é capaz de contacto quando medo experimentado pelo fragmento tiver sido subjugado o suficiente para que o contacto ocorra. Assim que o contacto tiver ocorrido, então a essência disporá de total consciência e validação do contacto independentemente do quanto a personalidade e a negação conseguirem convencer o fragmento. O fragmento pode optar por tentar de novo, “só para o caso de alguma coisa real ter ocorrido,” e assumirá a segunda aparente falta de sucesso como um indicador de que o primeiro contacto da essência, de facto, não ocorreu.


Para aqueles fragmentos que se tiverem esforçado por estabelecer um contacto somente para acanharem no momento crítico, sugeriríamos que tenham um período de reflexão, caso o fragmento cuide de se comprometer com tal projecto. Com isto queremos dizer que o fragmento poderá descobrir um padrão de comportamento que revele porquê e como a característica principal faz valer o medo, e as mentiras que sejam suficientemente convincentes para levar o fragmento a abandonar a busca do contacto da essência. O fragmento poderá desejar descobrir aquilo com que a característica principal esteja a ameaçar o fragmento. Na maioria dos casos, o medo subjacente da característica principal disfarça-se para possibilitar a rejeição ou o dano ao ego. Ocasionalmente a característica principal draga todas as recordações detestáveis que o fragmento tenha vindo a carregar, e delas extrai aqueles casos mais prejudiciais para a autoestima que então são usados para apresentar ao fragmento um quadro repelente ao fragmento, que assim não terá vontade de "impor" uma pessoa tão terrível ao fragmento com quem o contacto da essência é desejado.


Não pretendemos limitar estes problemas às áreas da intimidade sexual. Não estamos a debater problemas de cariz "romântico somente, embora seja uma área que habitualmente contenha mais percepções agudizadas que as outras. É tão intimidante enfrentar certos amigos quanto enfrentar um potencial ou actual amante e a característica principal pode ser tão embusteira nessas ocasiões quanto nos encontros mais óbvios. Incitaríamos os fragmentos que optem por examinar esses aspectos das suas vidas para estarem vigilantes para o facto de que o bloqueio à verdadeira intimidade pode ter lugar em muitos níveis e durante muitos tipos de encontros. Temos noção de muitos fragmentos que se sentem mais confiantes com um amante do que com um amigo. O que não quer dizer que consequentemente haja um maior sentido de verdadeira intimidade com o ou a amante do que com o amigo; tendemos a crer que o oposto corresponda mais ao caso. A reacção ao amante revela que o fragmento tem muito pouca noção de "risco" com a amante pelo que não estará apto para a busca do contacto da essência através do relacionamento com o amante. Não é inadequado os fragmentos dispensarem um pouco de tempo para avaliarem essas percepções nos termos do risco percebido como indicadores das áreas em que a característica principal se veja mais ameaçada. 


Onde existir uma maior ameaça à característica principal existirá o maior potencial para se descobrir o contacto da essência. Os resultados do contacto da essência habitualmente muitas vezes não são causa de agitação mais significativa excepto quando acontecem com fragmentos que não "acreditam" no valor de tais contactos. Quando os fragmentos descrentes -- e queremos dizer com isto uma completa descrença e não o mero cepticismo -- a experiência é habitualmente tão perturbadora que é evitada. Aqueles que a buscam muitas vezes reagem com um riso genuíno. Quando um fragmento é capaz de aceitar um contacto ao nível da essência, isso torna-se bastante festivo. A verdadeira intimidade é divertida. Libertar os traços da personalidade do cativeiro da característica principal, mesmo que por breves instantes, constitui sempre uma fonte de felicidade caso a intimidade seja reconhecida.


Através dos momentos de contacto da essência muito é o valor que pode ser alcançado. Quando o contacto da essência se dá e é reconhecido e validado, então o fragmento avança em termos de percepção. Quando isso é concretizado durante a vida, os avanços da percepção fazem parte do progresso da alma e contribuem para as escolhas definidas durante a vida, assim como para o aumento dos parâmetros da perceptivos do fragmento para essa vida e para todas as vidas futuras. 

Realçamos isto para mostrar as razões porque é interessante ultrapassar o medo. Para aqueles fragmentos que não conseguem esforçar-se pelo contacto da essência, ou, que uma vez o tenham conseguido o bloqueiem para o impedirem de suceder, ou em cujos casos isso tenha ocorrido fujam dele, o triunfo do medo terá distorcido a maior parte do mérito que tenha realizado na vida. Quando a característica principal for capaz de afastar o fragmento do contacto da essência, ou de negar que tenha ocorrido, ou convença o fragmento de que tal contacto seja "perigoso," então a presa que essa característica principal terá aumentará na vida. Não é errado dizer que o medo gera medo, e que quanto mais o fragmento se dispor a sujeitar ao medo, mais forte será a presa que o medo exercerá sobre o fragmento, e mais distorcidas serão as percepções quanto à natureza da vida que estiver a ser vivida, assim como aquelas vividas anteriormente.


Digamos que a característica principal pode ser muito, muito subtil quanto à forma como manipula as percepções do fragmento. O medo, conforme dissemos muitas vezes antes, é sedutor e é capaz de sugerir os quadros mais atraentes para disfarçar o "calabouço" que representa a actualidade do medo. A maioria dos fragmentos esteja efectivamente em operação sempre que a característica principal está em funcionamento. Muitas vezes a característica principal apresenta-se como bom senso e compreensão realista. A característica principal é adepta do convencimento dos fragmentos de que o contacto da essência e a evolução da alma sejam coisa "desfavorável," e apresenta-se em termos de protecção e de apoio em vez de um medo sôfrego. 


Quando camuflado pela religião é altamente desfigurante, e desejaríamos salientar que a maior parte da religião organizada possui uma enorme proficiência em virar a característica principal em sua vantagem própria: "Não posso amar aquela pessoa porque amá-la é imoral;" "Não devo permitir que essa pessoa interfira com o relacionamento que tenho com Deus;" "Preciso restringir a maneira como me relaciono com as pessoas de modo que essa santidade seja preservada;" "Não devo ser como aquelas pessoas que me tragam desconforto por assim não ser digno de ter conforto;" "Não devo deixar que os outros cometam os pecados que eu tenha ocultado na minha alma;" "Esta pessoa não é aceite por causa por ser impura ou inaceitável, por ser de outra fé ou de outra cultura, por pertencer a um grupo impróprio." Essas assim com muitas outras mentiras convincentes são apresentadas como verdades morais. A mórbida preocupação resultante do proibido assim como da excitação ou da culpa serve para enredar cada vez mais o fragmento nas garras da característica principal.


A característica principal possui a "vantagem" adicional de nunca ter que revelar-se enquanto manifestação do medo. Na maioria dos casos os fragmentos apanhados nesse padrão serão incapazes de reconhecer e de validar o contacto da essência excepto durante o intervalo astral. O que não quer dizer, evidentemente, que um fragmento não possa optar por se esforçar pelo contacto da essência, pelo reconhecimento e pela validação dele, mas quer dizer que se o fragmento tiver tido muito treino religioso, em particular nas religiões ocidentais, estará apto a envolver-se com um enorme conflito com as manipulações da característica principal assim como com distorções significativas da percepção. Um dos prejuízos mais distorcivos que a religião perpetua é a consagração de expectativas; ao criar uma estrutura rígida para a maneira "conveniente" em que as experiências devam ser percebidas, bloqueia muitas das lições e validações na vida, o que não representa um "bom trabalho" e levada o suficiente a extremos pode conduzir ao carma.


A percepção da Essência para muitos fragmentos -- ou seja, o âmago do seu ser -- é confundido com "ver Deus." A Essência constitui uma vastidão por entre as pequenas margens do "eu," e, como tal, estende-se muito além da consciência de si do plano físico. A maioria dos fragmentos tende a perceber a Essência, sempre que optam por aplicar as suas disciplinas de busca interior, como uma enorme área de luz. Essa luz é expressada em termos físicos como a aura, que constitui a estreita banda de luz que alguns fragmentos conseguem perceber a delinear os corpos dos fragmentos existentes no plano físico. A manifestação mais ampla em forma de ovo que por vezes é "vista" constitui o campo de energia do próprio corpo. 


Aprender a reconhecer a Essência, e de seguida a validar que se trata efectivamente o âmago desta e de todas as outras vidas que o fragmento tenha vivido constitui um bom trabalho e conduz a muito crescimento validado numa vida. A disposição para aceitar a enormidade da Essência não lhes chega facilmente, e a característica principal fará o que estiver ao seu alcance para fornecer "razões" que reneguem a essência assim como argumentos que lhe neguem a validação. Para aqueles fragmentos que tiverem encontrado a Essência seríamos levados a pensar que haja compreensão e validação desse problema, que tem continuidade não só nesta vida mas de vida para vida também. 


A descoberta da essência pode proporcionar acesso a experiências passadas assim como contribuir para as lições da presente vida. Isso, por sua vez pode contribuir para o reconhecimento do caminho e para as escolhas que tenham contribuído para a tarefa de vida. A percepção da Essência pode igualmente, quando tiver ocorrido uma validação, ajudar ao contacto da Essência. Aqueles que tiverem percebido e validado a Essência em "si próprios" estarão mais aptos a perceber e a validar a essência nos "outros", o que constitui uma parte significativa na busca do contacto da Essência. Torna-se muito mais fácil "ver" uma coisa quando sabem aquilo que buscam.


Claro que, com ou sem validação o contacto da Essência ocorrerá, e independentemente da reacção que a personalidade lhe mova, o intervalo astral fornecerá e reconhecimento e a validação que faz parte do crescimento. Eventualmente a maior parte dos fragmentos cardeais deverá ter alcançado uma certa validação e reconhecido o contacto da Essência durante uma vida. Frequentemente, os fragmentos ordinais serão capazes de aceitar e de inculcar as lições da verdadeira intimidade sem o reconhecimento e a validação, devido a que por entre os fragmentos de cariz ordinal a percepção poder ser alcançada por muitas formas para além do reconhecimento e da validação directas. A intimidade terá relevância na vida sem que o fragmento "processe" consciente a experiência. Para os fragmentos de cariz cardinal, evidentemente que o "processo" faz parte da validação.


Isto não quer dizer que por consequência não haja qualquer motivo para que os fragmentos de cariz cardinal aspirem à validação e ao reconhecimento da experiência do contacto da Essência. Não foi isso que dissemos nem o insinuamos. Desejamos apenas clarificar a natureza da experiência tal como é manifesta na vida dos fragmentos de cariz ordinal e cardinal. Todos e cada fragmento são capazes, caso optem por o fazer, de atingir a validação e o reconhecimento do contacto da Essência e a verdadeira intimidade. Todos os fragmentos são capazes, caso optem por isso, de mobilizar o contacto da Essência na vida. Todos serão capazes, caso optem por tal coisa, a perceber a própria Essência. Que a maioria dos fragmentos não esteja disposta a empreender tal tarefa não é inteiramente de surpreender, dado que para alcançarem o contacto da Essência, quer em relação à própria Essência ou em relação de um outro fragmento, a característica principal precisa ser confrontada, o que constitui, claro está, a coisa mais aterradora que qualquer fragmento alguma vez empreende.


Sempre que associações passadas, laços e vínculos se acharem presentes, a "porta" para o contacto da Essência poderá mais facilmente ser aberta do que no caso de um "comparativo estranho," mas isso não quer dizer que consequentemente o contacto com a Essência deva estar limitado aos fragmentos mais "seguros." Atribuir limitações às possibilidades de contacto da Essência serve para diminuir a oportunidade de o alcançar, e também anula o "objectivo" que possa ter, que é o de libertar o fragmento dos grilhões do medo. Onde a característica principal for mais vigorosa, a probabilidade de uma verdadeira libertação afeiçoar-se-á mais aterradora, razão porque as experiências do contacto da Essência são tantas vezes tão "efémeras."


Dois fragmentos que são ambos Guerreiros, um velho e o outro maduro, bons amigos -- com trinta e uma associações passadas, dezanove das quais companheiros de armas -- um dos quais pertence ao nosso pequeno grupo, e passou por uma experiência validada de contacto com a Essência. Ambos possuem uma certa destreza no piano e enquanto esperavam retomar o trabalho, divertiram-se a tocar à vez o piano. Passado um bocado decidiram tentar um dueto e por uma "razão qualquer" seleccionaram a Marcha Militar de Schubert, que encontraram num livro de duetos para piano. 

Normalmente se a interpretação não corresse bem, esses fragmentos perfeccionistas -- ambos idealistas -- teriam parado, só que neste caso, embora tocassem mal, lá perseveraram e acabaram por rir por "puro prazer," o que terá representado mais um contacto da essência do que a sua interpretação desastrosa. Ambos os intérpretes mais tarde admitiram que "algo lhe terá sucedido" enquanto tocavam, e ambos sentiram uma compreensão mais aprofundada e mútua a partir dessa ocasião. O Guerreiro Maduro não se sentiu tentado a definir a experiência, embora se tenha sentido contente por aceitar a validade dela nesta vida. O Velho Guerreiro, que é nosso estudante, Validou e reconheceu o contacto da Essência, embora ela não tenha "insistido" para que o Guerreiro Maduro o visse do "seu jeito," uma vez que tem consciência da validação não exigir acordo com base em qualquer vocabulário específico.


Aqueles de vós que forem capazes de alcançar uma validação do contacto da Essência poderão descobrir que o nível geral das percepções perde um pouco da sua distorção subtil da característica principal. Aqueles que escolherem dar seguimento ao contacto da essência sem expectativas poderão alcançar os polos positivos dos Traços da Personalidade de uma forma mais consistente, por a Essência funcionar somente com base nos polos positivos dos Traços da Personalidade. Quando os polos negativos se encontram a operar, então o medo e a característica principal prevalecerão. As mentiras do medo prestam-se para o bloqueio do reconhecimento e da validação na vida não só do contacto da Essência como também de todas as outras formas de crescimento.



CARMA

Pergunta: Que definição dará o Michael ao carma?

Assim como colhem também semeiam, ou assim como semearem, também colherão. Contudo, isso estende-se muito além da mera acção imersa no sono desperto. Para eles a perda de energia é muito maior, por a maior parte das suas vidas (NT: Alusão a trecho anterior não traduzido) ser gasta em fantasia, e a fantasia custar muito em termos de débito cármico. Vocês precisam satisfazer todos os desejos carnais antes de um trabalho sério ter início, com assento na essência. Isso pode levar muitas vidas, geralmente um mínimo de quarenta e nove.

Pergunta: Isso não está inteiramente de acordo com a definição que encontro no Webster. Importas-te de explicar?

Vamos fornecer um exemplo bastante simplista. Se golpeares o Eugene até à inconsciência esta noite, e ele to retribuir, a dívida ficará saldada. Embora da próxima vez ambos possam optar por uma abordagem muito mais pacífica à resolução do problema. Se por outro lado, bateres no Eugene esta noite e morreres amanhã, ou te tornares ineficaz por outra via, então terás excelentes hipóteses de virem a ter um encontro cármico mais tarde.

Gostaríamos agora que apurassem a diferença existente entre uma verdade e uma lei. Existe uma vasta diferença. O Plano Físico e tudo quanto comporta, é governado por uma série de “leis” que não constituem necessariamente verdades. De facto a maioria delas não constitui. O carma representa uma daquelas leis que governam a condição humana. Não é uma verdade, é uma lei.

Por exemplo, para quantos sejam dotados de inclinação científica, a luz viaja a uma velocidade constante na dimensão física, mas embora isso circunscreva uma lei física, não é verdade que essa represente, seja por que forma for, a velocidade definitiva que deva ser observada por todo o universo. Agora, com respeito à responsabilidade, vocês têm responsabilidade por vós e por mais ninguém. Se acatarem essa responsabilidade de uma forma séria e lhe responderem de uma forma apropriada a partir do centro adequado, não negarão qualquer responsabilidade que possam sentir por aqueles que os rodeiam. De facto dar-lhes-ão espaço para que assumam responsabilidade por si mesmos. Isso é importante. Sempre que arbitrariamente assumirem responsabilidades pelos actos dos outros, furtam-nos ao seu crescimento.

Pergunta: E que dizer daqueles que se sentem perdidos ou desorientados? Será isso contrário ao que o Michael refere com respeito ao carma?

Vocês são livres de escolher. A dificuldade tem lugar onde a falsa personalidade, que é orientada em função do carma, estabelece a maioria das escolhas, em directa oposição dos desejos da essência.

Pergunta: Quererá isso dizer que os débitos cármicos sejam inevitáveis?

O carma acha-se sujeito à mudança, mas somente por parte daqueles que conhecem. Qualquer tentativa feita sem conhecimento será um desperdício. Vocês escolheram este Papel (Função). Também escolheram o curso que a vossa vida deve tomar. A menos que saibam porquê, então não conseguirão proceder a alterações. Nós podíamos dizer-lhes porquê, mas não alteraria o Papel. Não podemos apagar as vossas “fitas.”

Pergunta: Serão os laços cármicos influenciados pela falsa personalidade?

São. Aprisionamento no corpo e a Característica Principal constituem carma por essência. Todos os outros resultam de acções nascidas do sono desperto. Se estivessem despertos, não o fariam.

Pergunta: Como é que se queima ou saldam os laços?

Já dissemos isto antes, mas vamos repeti-lo. Conforme colhem, assim também semearão; conforme semeiam, assim colherão. Os laços representam meramente a nossa forma de expressarmos aquilo que os atrai de uma forma irresistível para as pessoas, lugares, eras e situações de modo que a peça possa ter continuidade. Alguns deverão esperar muitos anos a passar antes da oportunidade surgir de novo e apresentar a cena com os papeis invertidos.

Pergunta: Queimar laços cármicos será sempre coisa negativa?

Por vezes vocês são o devedor. Outras vezes é a vós que a dívida é devida. O laço constitui o fio que vos liga ao outro fragmento numa cena cármica. Vós desejais completar a Monada, ter ambos os componentes do relacionamento na vossa experiência. Tão logo isso seja alcançado, o fragmento terá evoluído. Tão logo as Monadas principais estejam completas, os fragmentos estarão integrados.
Se tiverem que queimar propositadamente os vossos laços, devem primeiro saber com certeza em que terão incorrido, o que exige estudo e recordação. De outro modo, pagarão a vossa dívida cármica pela sus ordem natural. É por isso que o conhecimento da reincarnação surge de certa forma às Almas Velhas. Antes disso, é meramente uma questão de oportunidade, tal como nascer numa terra como a Índia, onde essa é a teologia aceite. Hão-de queimar todo o vosso carma. Precisam faze-lo. As escolhas que definem entre os corpos físicos fazem igualmente parte do processo de aprendizagem. (Assim como o relâmpago sobe assim coo desce, também o carma possui “manifestações” negativas e positivas dependendo da maneira por que escolhem vê-lo.

Pergunta: Será possível passar pela vida sem queimarmos carma que tenhamos estabelecido queimar nessa vida, ou será inevitável que queimemos carma?

É inevitável que desempenhem o Papel que escolhem. Não é necessário que sempre escolham um Papel difícil.

Pergunta: Haverá maneira de o fazermos de um modo eficiente? Soa muito a oportunidade.

Há uma maneira, sim. Devem primeiro ser capazes de recordar os fios. É isso que carece de treino. É por isso que a concentração e a meditação foram sublinhados. Indicaram que o desejam e nós estamos a mostrar-lhes como. Aquilo que fizerem com esta informação dependerá por completo dos vossos desejos, mas a informação será dada neste grupo. Haverá um adepto que ajudará os outros. Há um entre vós que podia dominar as técnicas.

Pergunta: Por vezes levará mais do que uma vida a aprender a lição?



Muitas vezes terão escolhido Papeis quase idênticos de forma a representarem uma Monada. Apenas o tempo e os locais se diferenciavam. A escolha é definida no astral por entre as vidas. As almas Jovens muitas vezes abraçam concepções literais de céu e de inferno. E precisam passar pela sua experiência ao criarem isso a partir da matéria astral.


Pergunta relativa ao carma associado à poliomielite que deixou o inquiridor dependente de aparelho ortodôntico para as pernas. “Que terei eu feito no passado que fosse considerado relativamente ao fardo físico que carrego agora?”

A dor que infligiste em amados no passado, faz parte do teu carma. Além disso, sempre tiveste um interesse académico pela religião, mais do que uma vez só que de cunho selvagem. Por exemplo, durante as Cruzadas e a Inquisição.

Pergunta: Que diabo foi que eu fiz?

Em ambos os casos, tiveste parte activa no proselitismo evidenciado pela força. Durante a inquisição foste um informante.

Pergunta: Isso aplicar-se-á a todas as deficiências físicas? Que dizer das pessoas que padecem de danos cerebrais congénitos?

Para elas, esse é o caminho. Geralmente não estão relacionados com essa dificuldade numa vida prévia.

Pergunta: Onde entrará a hereditariedade nisto? Que dizer dos danos genéticos?

As deficiências determinadas geneticamente existem, Não se acham particularmente distribuídas. Por outras palavras, não existe isso de gene mau, mas esta cultura nunca acentuou as actividades intelectuais nem nunca o fará. Não existem genes orientais superiores mas esta cultura sempre enfatizou o conhecimento e uma certa quantidade disso acha-se incutido profundamente na cultura que se tornou hereditário de uma forma bastante obscura. É imensurável, mas penetrante. Alguns de vós foram negros em vidas anteriores e negros foram brancos. Neles existem memórias raciais que os levam a buscar fora das suas culturas.

Isto não significa que todas as doenças e deficiências sejam cármicas, nem quer dizer que toda a gente se veja justificada para tirar partido daqueles que vêem acometidos por elas. Lembra-te que aqueles que possuem a característica principal (defeito) do Martírio, frequentemente optam por a expressar através de uma saúde deficiente. Dessa forma podem desfrutar da atenção que almejam e ao mesmo tempo dramatizar o polo negativo dessa característica principal, que é a mortificação.

Pergunta: Soa quase como se incorresse num débito cármico por tentar ajudar. Será esse o caso?

É. Tem que ver com o Objectivo da pessoa que esteja a ser ajudada. As dívidas cármicas podem ser contraídas pela ajuda. Isso acontece sempre que entravam alguém em vez de ajudarem, ao lhe tirarem a responsabilidade das mãos. Para alguns que tenham o Objectivo da Aceitação, isso só parecerá mais difícil. É igualmente difícil para aqueles que tenham o Objectivo do Domínio, que gostam de estar no comando; para quantos tenham o Objectivo do Crescimento, que gostam de assumir responsabilidade pelo nível de crescimento no grupo; para aqueles nos objectivos ordinais, que sentem muita responsabilidade pelo infortúnio que os rodeia e sentem que seja sua Tarefa de Vida mitigá-lo. Portanto, o objectivo da Aceitação não difere dos outros nisso, embora aqueles que radiquem na Aceitação sejam com maior frequência mais verbais com relação aos seus sentimentos de responsabilidade do que os outros, nisto. Aqueles que se têm o Objectivo do Crescimento tendem a encenar o seu, e aqueles que o têm no Domínio encenam-no de uma forma ainda mais descarada a necessidade de assumir responsabilidade.
A forma coo o carma opera serve para avivar a acção do drama da vida. Não fora pelo carma, o roteiro seria inacreditavelmente enfadonho.

Seria duvidoso que algum de vós optasse racionalmente por uma acção violenta como solução para uma pequena crise de vida, no entanto isso é praticado todos os odias por aqueles que se vêm apanhados nas garras do carma. As dívidas carmas, entendem, afastam-se do guião e introduzem aquele elemento da intriga que torna o drama digno de ser encenado.

Pergunta: Que tipos de acções são passíveis de causar débito cármico?

Evidentemente, o assassínio é o mais óbvio: tirar deliberadamente a vida antes e terminar. O que não inclui o aborto, por a alma não entrar no corpo senão até ao nascimento. O abandono, caso resulte na morte ou em catástrofe para o fragmento abandonado. A traição, caso o resultado dessa traição envolva a morte, o encarceramento ou um significativo prejuízo físico. A interferência com a vida de outro fragmento em vosso proveito próprio e em seu prejuízo, ou por outras palavras, o que actualmente identificam como “lavagem cerebral.” Na mesma linha, seguir os ramos dos estudos ocultos conhecidos por “caminho da mão esquerda.” Isto não envolve uma questão teológica, porque não existe mais um diabo do que existirá um deus. Todavia, envolve intenção maliciosa, e recordamos-lhes que em muitas alturas o caminho da mão esquerda se rodeou do odor da santidade. Quer o fragmento seja Gilles ou Retz que sacrifiquem crianças e lhes estuprem os corpos ou um padre devoto que exulte sobre o cavalete de tortura à medida que ordena torturas ainda mais hediondas, a intenção maliciosa é a mesma, e incorre no mesmo débito cármico.

Pergunta: Não deverão as dívidas ser cobradas olho por olho e dente por dente?

Não necessariamente, embora por vezes esse seja o caso. Espera-se que por intermédio do crescimento e da compreensão assim como pela evolução espiritual o pagamento seja menos drástico Por outras palavras, em vez de experimentarem a traição e o encarceramento que tenham angariado a alguém mais, pode tornar-se possível que em vez disso o apoiem, ou seja, que o salem de uma prisão económica em vez de um calabouço. Qualquer acção que seja suficientemente significativa que interfira com o Plano de Vida e as escolhas de vida de outro fragmento sem que tenham sido especialmente acordadas no período entre vidas podem acarretar carma, tal como aquelas acções que providenciam a outro fragmento opções quanto ao seu Plano de Vida que não tivessem existido quando a vida tenha começado podem acarretar carma filantrópico. O carma não resulta de inconvenientes menores, mas de intrusões mais significativas: assassínio, aprisionamento injusto, abandono daqueles incapazes de cuidar de si, culpabilização numa escala vasta, destruição da compreensão da compreensão própria que por vezes é chamado de lavagem cerebral são tudo actividades que podem e devem acarretar laços cármicos.

Desapontamentos sociais ou ultrajes, comportamentos irritantes, choques de personalidade, e estupidez generalizada podem tornar-se extremamente irritantes mas muito raramente conduzem ao carma. Não pretendemos sugerir que todos quantos se sintam culpados e que paguem por questões de descargo de consciência estejam a pagar dívidas cármicas, por não ser esse o caso. De facto, muitos daqueles que pagam por um descarte de consciência desfrutam do sentimento de culpa e do não tão subtil sensação de superioridade que obtêm  da distribuição da sua generosidade. 


Pergunta: E quanto à morte em combate ou por execução? Essas mortes levam a incorrer em dívidas cármicas?

Claro que sim, da parte daquele que for responsável. O executor muitas vezes não aguenta com o fardo cármico e, de facto, geralmente, uma Alma Bebé ou que esteja nos estágios iniciais do Ciclo da Alma Jovem que actue com base em traços da personalidade difíceis. A pessoa responsável pela morte carregará com o laço cármico. O mesmo é viável para aqueles que se envolvam em combates. Aquele que ordena o combate carregará o fardo excepto quando um soldado excede a função que lhe cabe e se envolve em matanças privadas, tal como naquelas ocorrências que se deram no Vietnam. Se tomarem a iniciativa na matança também acatarão com a responsabilidade. O executante que se compromete a tornar uma morte mais dolorosa e demorada pode igualmente criar uma dívida para si. Há acordos ocasionais com respeito a isso, tanto no que respeito aos companheiros de armas como aos adversários, que não são tão invulgares quanto possam pensar. A morte em combate ou por execução, enquanto tais, não são necessariamente cármicas. Muitas vezes tais mortes são escolhidas pela essência como parte da experiência de vida.

Pergunta: Haverá algum carma que não seja traumático?

Há o carma filantrópico, mas geralmente não ocorre antes dos ciclos Maduro e Velho. Quando um fragmento desempenha um acto autenticamente filantrópico, um que seja motivado pelo verdadeiro agape, então o fragmento que recebe essa dádiva de amor devolvê-lo-á numa vida posterior. Por acto filantrópico não referimos doações de dinheiro para a caridade, mas a um acto tanto carinhoso quanto desinteressado, desempenhado sem intenção de incutir culpa ou gratidão naquele que recebe, assim como livre de considerações manipulativas da parte do doador. Um exemplo poderá ser alguém que forneça um lar e comida a um artista de modo que consiga fazer o que desejar fazer, inclusive coisa nenhuma. Uma dádiva filantrópica deverá ser incondicional. Sem nada do estilo: “Se fizeres isso, então eu farei aquilo.” A dádiva não constitui barganha.

Pergunta: Como haveremos de saber se tal acto será filantrópico? Não poderá simplesmente constituir um reembolso de velhas dívidas?

O pagamento de dívidas não é desinteressado. Geralmente é muito difícil queimar laços tanto para o devedor quanto para aquele que deve. Com o carma filantrópico não existe nada da força constrangedora que a maioria do carma tem. Recordamos-lhes que o termo importante aqui é “desinteressado.” Permitam que salientemos que esse tipo de dívida e de pagamento é raro e que habitualmente não resulta até aos ciclos Maduro e Velho. Precisam somente olhar a natureza dos níveis da alma para constatarem que as percepções dos Ciclos Jovens tornam o verdadeiro desinteresse quase impossível.

Pergunta: Onde é que o plano Akáshico entra nas coisas? Com toda esta aprendizagem por entre as vidas e a selecção dos traços da personalidade, parece que algum tipo de registo deva ser mantido algures.

Recordamos-lhes que no estado entre vidas a alma é capaz de uma revisão completa.

Pergunta: Mas, se não existe um Deus, e a penas o Tao, quem mantém o registo?

Vós, evidentemente. Vós, conforme são agora, constituem um guião que vós próprios criastes para a vossa alma ligada à terra desempenhar. É perpétuo.


 (1) – OS TRAÇOS DA PERSONALIDADE  (de Construção da Personalidade)

A personalidade constitui o “veículo” que a essência assume de forma diferente em cada encarnação, a fim de experimentar a vida com todas as suas emoções e sensações. Um número progressivo de vidas confere à Essência uma maior capacidade de criar a vida e a personalidade. Constituem como que factores de energia pura da alma que revestem a experiência humana e que se traduzem pelos “blocos de construção” do carácter humano.

- Objectivo - Que constitui o principal agente da motivação. (Influencia aquilo que fazemos)

- Modo (Ou Método)- Que representa a principal maneira de nos aproximarmos do objectivo. (Influencia a maneira como o fazemos)

- Atitude - Que representa a maneira principal que adoptamos de encarar a vida. (Influencia a razão porque o fazemos)

- Tipo Corporal - Influências genéticas e planetárias básicas que compõem o corpo aparente.   
              
- Centralização - Factores que ocorrem por altura dos três anos de idade que representa a maneira habitual que assumimos de acolhimento e reacção ao mundo e às experiências. Determina o modo como se experimenta a vida momento a momento. (Ou Centros, que representam a parte de nós a partir da qual o fazemos - Há seis centros a considerar: Emocional, Intelectual, Físico, Movimento, Instintivo e os Centros mais Elevados)

- Característica (ou função) Negativa Principal - A pedra de tropeço que desenvolvemos por altura da adolescência, ou desafio primordial relativo a todas as coisas da vida, ou defeitos de carácter. (Aquilo que tende a bloquear ou a distorcer o que fazemos)

                              
(2) – AS CARACTERÍSTRICAS PRINCIPAIS  (Defeitos de Carácter)

Todos têm assento no medo, (NT: De acordo com certo sistema paralelo - e ligeiramente compatível com a tipologia esboçada por Seth - embora apresente francas dissemelhanças de propósito) que com a posição polar do Amor perfaz os dois princípios básicos existentes; medo esse, que quanto mais negado for, mais poderoso tende a tornar-se. Representa um mecanismo de defesa primário do ego ou da capacidade de enfrentar que a personalidade usa para se proteger, e até certo ponto, proteger o corpo.

Chave no equilíbrio do ego, na vida, não é destruir o Traço Principal, com base na premissa de que seja mau, conforme é geralmente suposto, mas paradoxalmente, sentir apreço e aceitação pelo traço peculiar ou principal enquanto parte de nós que representa. O reconhecimento desse traço quando se evidencia na nossa vida tem lugar ao identificarmos os medos que nos governam e podermos desfrutar da oportunidade de proceder mos a novas escolhas, e amarmos essa parte de nós, ao confrontarmos o mundo, sanando-os. Tal processo conduz à verdadeira personalidade em que todos os aspectos de nós mesmos operam em harmonia a fim de nos integrar espiritual, emocional, física e mentalmente e nos integram num todo.
São eles:

- Autodestruição
- Ganância
- Auto depreciação
- Arrogância
- Martírio
- Impaciência
- Teimosia

 Objectivos (São 7:) 

- Reavaliação – Em que a vivência gira em torno de um abrandamento, tanto quanto possível, da experiência, de forma a assimilarmos influências de vidas passadas
-Crescimento – Em que a vivência gira em torno da máxima obtenção de experiência, de forma a utilizarmos em vidas futuras
- Discriminação – Em que a influência gravita em torno da aprendizagem inerente à definição de melhores escolhas e decisões pessoais
- Aceitação – Prende-se com a aprendizagem da aceitação de todas as decisões e escolhas, até mesmo as escolhas e decisões de terceiros
- Submissão – Aprendizagem de situações e modos em que sejamos mais necessários e eficazes
- Domínio – Prende-se com a aprendizagem da liderança e orientação daqueles que são mais necessários e eficazes. (Tem a ditadura por aspecto negativo*)
- Fluir – Em que o tempo de vida passa pela aprendizagem do relaxamento e aproveitamento da vida, ao permitirmos que se desdobre e confiarmos na Essência.
(* - Os aspectos negativos dos Objectivos são destrutivos, ou pelo menos derrotistas, por serem conduzidos pelo defeito central de carácter e os medos subjacentes que comporta. Os aspectos positivos alinham pelo propósito da Alma, canalizam a energia em bruto da essência, que é pura, consciente e que ama)

MODOS – (Que perfazem igualmente um total de 7:)

- Reserva - Alcançar os nossos objectivos através de um refinamento das nossas emoções
- Paixão - Alcançar os nossos objectivos pela libertação das nossas emoções
- Cautela – Atingir os objectivos pelo refinamento dos nossos pensamentos
- Poder – Alcançar os objectivos pela libertação dos nossos pensamentos
- Perseverança - Atingir os objectivos pelo refinamento das nossas acções
- Agressão - Alcance dos objectivos pela libertação das acções
- Observação – Atingi-los através da observação e a utilização do modo mais indicado à ocasião.

ATITUDES – (São 7:)

- Estoica – Em que se encara a vida como se já tivéssemos visto tudo, antes
- Espiritualista – Em que percebemos a vida como se nunca a tivéssemos visto
- Cética – Em que se encara a vida como passível de ser sempre refutada
- Idealista – Em que encaramos a vida como se sempre possa ser melhorada
- Cínica – Em que se vê a vida como contrária ao que parece ser
- Realista – Em que se encara a vida tal como se apresenta
- Pragmática – Em que se encara a vida em termos práticos, por meio da atitude mais apropriada à ocasião

TIPOS CORPORAIS (São 7:)

- Lunar – Arredondado, pálido, emotivo, adequado a vidas que lidam com situações de contacto
- Saturnino – Alto, resistente, magro. Adequado para vidas que lidam com questões inspiradoras de grupo
- Mercurial – Espirituoso, célere, rijo. Adequado para vidas que lidam com a expressão pessoal
- Jovial – Arredondado, carnudo, grande. Óptimo para vidas que se prendem com posições centrais de expressão para os outros
- Marcial – Ardente, reactivo, dotado de energia. Excelente para vidas que tratam de acções que afectam as pessoas individualmente
- Venusiano – Suave, sensual, ardente, carismático. Bom para vidas que têm que ver com a abertura, a facilidade de abordagem e a acessibilidade para com grupos mais vastos
- Solar – Brilhante, espirituoso, pequeno e frágil, adequado para vidas que necessitam posicionar-se no centro de tudo
(NOTA: Não existem tipos de corpo puros – o que existe normalmente são combinações de dois ou três tipos de influência. Além disso, temos três tipos corporais “excêntricos” em algumas das nossas vidas mais extraordinárias, coMo o tipo Plutoniano, o Neptuniano e o Uraniano. Esses são raros e específicos)

CENTROS – (São igualmente 7:)

- Instintivo – Carregamos esse centro de vida em vida, como uma disquete. Grava todas as nossas experiências, assim como as áreas de crescimento que se acham em falta, e as áreas do viver com que tenhamos feito as pazes. Não é muito inteligente, mas constitui mais um armazém ou um dispositivo de protecção. É onde armazenamos todas as recordações de vidas anteriores, até mesmo desta. É por natureza automático
- Centro Superior do Movimento – Prende-se com o reconhecimento e a ligação pura da Energia. É pura criatividade e reconhecimento da beleza tal qual se evidencia. É experimentado quando sentimos admiração diante de uma paisagem, uma peça de arte, ou quando nos sentimos inteiramente ligados a tudo quanto nos rodeia, e percebemos a beleza que encerra. É o mais acedido dos centros superiores e o sexo por vezes pode desencadeá-lo.
 
- Centro da Mobilidade (Mudança) – É o centro que regula os nossos movimentos e acções corporais. Aqueles que se centram no movimento deixam-se conduzir ou motivar pela acção e ganham vigor por intermédio dos seus corpos
- Centro Emocional – Este centro regula o nosso sentido de ligação emocional com os outros e connosco próprios, intimamente. Os que se centram na emoção ganham vigor por intermédio dos sentimentos
- Centro Intelectual – O centro que governa as crenças e pensamentos que temos, assim como a comunicação. Os que se centram no intelecto alcançam vigor por meio da análise e da razão
- Centro Emocional Superior – Centro que representa o nosso sentimento puro de Amor incondicional. É alcançado quando nos permitimos ou aos demais comportar-nos, pensar, ser, por qualquer maneira que se nos apresente, sem medo nem condenação
- Centro Intelectual Superior - Em que se experimenta a verdade absoluta e onde as intuições profundas e o sonhar residem


A FUNÇÃO (QUE TEMOS AO NÍVEL) DA ESSÊNCIA

No Campo da Expressão
Sábio (ou Filósofo)
Aspecto positivo – Expressão
Aspecto negativo – Oração (Discurso)
Artesão
Aspecto positivo – Criação
Aspecto negativo – Artifício

No campo da inspiração
Sacerdote
Aspecto positivo – compaixão
Aspecto Negativo – Zelo
Servo
Aspecto positivo – Serviço
Aspecto negativo – Sujeição

No campo da Acção
Rei
Aspecto positivo – Mestria
Aspecto negativo – Tirania
Guerreiro
Aspecto positivo – Persuasão
Aspecto negativo – Coerção

No Campo da Assimilação
Intelectual (ou Erudito)
Aspecto positivo – Conhecimento
Aspecto negativo – Teoria

FUNÇÃO OU PAPEL DA ESSÊNCIA

Desde que uma entidade é lançada a partir do Tao até que se volte a reunir, a essência ou o Papel da alma individual não se altera. Se começarem como Sábio, serão Sábio desde a vossa primeira até à vossa última vida, e serão influenciados pela vossa Sagacidade. O mesmo prevalece em relação às outras seis Funções que assumem na essência. Elas são eleitas por altura em que a entidade nasce por uma primeira vez, ou é lançada a partir do Tao, e são perseguidos do começo ao fim. É possível experimentar a totalidade da vida nos limites dessas Funções. Tal como o nível da alma se manifesta interiormente, do mesmo modo que a percepção, também a Função principal na essência se manifesta externamente por meio de atitudes e de comportamentos.

Torna-se importante que compreendam que nenhuma dessas designações possuem significado político, social, económico ou transcendental. Não pretendemos sugerir que alguma das funções política ou social dotada de designação idêntica seja por qualquer modo comparável.
Existem três pares de Papéis da essência e um Papel neutro. Esses pares são formados por: Serventes e Sacerdotes, Artesãos e Sábios, Guerreiros e Reis. O Papel neutro é o do Intelectual.
O Sacerdote constitui o Servente numa posição elevada. Essas funções expressam-se pelo serviço à humanidade: pelos ideais humanitários. No Sacerdote há um sentido da consciência divina, do outro mundo, etérea, sobrenatural. Um médico tanto pode ser na essência um Servente como um Sacerdote, assim como os trabalhadores sociais, as enfermeiras, ou o clérigo. O Sacerdote sempre buscará um ideal elevado ou ser a servir e o Servente procurará servir a uma pessoa ou instituição. O Sacerdote vê o mundo coo a sua congregação, o Servente encara-o como os seus convidados de honra.

A Sábio constitui o Artesão numa posição exaltada. Estes papéis manifestam-se através da expressão pessoal. Os Artesão trazem frescor e originalidade à vida; os Sábios trazem um discernimento inato e sagacidade. O Sábio sempre buscará a coisa única. O Artesão sempre procurará criá-la. O Sábio encara o mundo como a sua audiência, o Artesão encara-o como o seu modelo. O Sábio acumula conhecimento como uma esponja marinha. Normalmente o Sábio constitui um orador extemporâneo excelente e tem vontade de partilhar todo o conhecimento obtido com todos à distância da saudação. 

(Nos Ciclos iniciais o Sábio pode comunicar “tolices pegadas” mas comunicará a qualquer custo)
O Rei representa o Guerreiro na posição exaltada. Estas funções expressam-se através da liderança e da capacidade de influenciar a motivação. O Rei assume o comando por intermédio do conhecimento e do poder inato, O Guerreiro através do impulso instintivo. O Rei sempre procurará orientar e governar, o Guerreiro sempre procurará comandar e explorar. O Rei vê o mundo como o seu domínio, O Guerreiro vê-o como um território invicto, por conquistar.

O Intelectual constitui um Papel intermediário. É mais observador do que participante. Toda a vida é indirecta, vivida por substituição em vez de um modo experiencial, independentemente do Ciclo ou sexo escolhido pela alma (No âmbito do treino social e cultural que tenha tido.) Nenhum Intelectual alguma vez chega a ser efusivo, por mais nova que seja a alma. O Entusiasmo pode chegar a ser genuíno, mas será um entusiasmo subjugado. Todas as reacções serão discretas: a tristeza, a alegria, a dor e o prazer. O Intelectual Antigo é desinteressado, distanciado, e muitas vezes intelectualmente arrogante. O Intelectual sempre busca um conhecimento novo e vê o mundo como um objecto de estudo.

Existem Intelectuais em todas as raças. Certas culturas atribuem um realce significativo às actividades intelectuais. Um teste a essas culturas resultaria numa preponderância de jovens com orientação intelectual. Algumas culturas interessam-se primordialmente com a sobrevivência num mundo hostil.
Há mais Serventes do que qualquer outro Papel na essência. A seguir Artesãos, Intelectuais, Sábios, Sacerdotes, e por último, e poucos, Reis. (Subsequentemente, Michael disse que o número de Reis tinha sofrido uma alteração de cerca de dez por cento, pelo que existiriam somente cinquenta e nove Reis dotados de poder Magnético – ou seja, de matiz cardinal, Antigo e que se encontrem no Sexto Estágio – no mundo presentemente.) Como poderão ver, envolve uma progressão ordenada. Há uma maior necessidade de Serventes e de Artesãos do que de Sacerdotes e de Reis, tanto no sentido cósmico como no sentido material. Há mais almas Reis que foram Serventes no mundo do que Serventes que tenham sido Reis. Isso, em parte deve-se ao facto de haver mais coleiras do que tronos disponíveis.

A rainha Isabel I foi um Rei. Ela foi a maior de todos os líderes deste mundo. Júlio César foi um Guerreiro, só que uma alma Amadurecida. César Augusto foi um Sábio e Tibério um Intelectual. Alexandre o Grande foi um Jovem Rei. Marco Aurélio foi um Velho Intelectual – um grande filósofo mas um pobre líder. John Kennedy foi um Jovem Rei. Franklin Roosevelt foi um Sábio Amadurecido; Theodore Roosevelt e Mao Tse Tung foram Jovens Guerreiros, e Woodrow Wilson, um Intelectual Amadurecido. A alma Sábia que foi César Augusto foi mais tarde Dag Hammarskjold.

Estas função não são atribuídas. Nada o é. Tudo é fruto da escolha. O Servente, na mais “elementar” das formas constitui uma função de serviço no sentido servil. Contudo, é possível experimentar a totalidade da vida nesse âmbito. O Servente sempre se mostrará bastante acabrunhado independentemente da estação que ocupe na vida e parecerá pobre não obstante a riqueza material que possua. Os Serventes que se manifestam dão bons, mas ocupados, anfitriões, por se preocuparem com o conforto daqueles que os rodeiam. O Servente em essência identifica-se com os erros ou injustiças da humanidade e procura trazer conforto a muitos, no sentido material. O Sacerdote constitui o Servente exaltado. O Sacerdote nasce com uma noção da consciência do divino ou do “sobrenatural.” O Sacerdote em essência elege uma papel na vida em que seja possível trazer conforto a muitos num sentido espiritual. O Papel ou Função que se tem na essência não representa o papel que se tem na vida. Por outras palavras,  Almas Sacerdotes não têm que praticar religião. A vossa essência é a vossa alma, aquela parte de vós que é imortal e eterna. O Papel que escolheram diz somente respeito ao intervalo que despendem no plano Físico, o qual é breve, para dizer o mínimo.

O conhecimento de todas as Funções da essência acha-se acessível à essência não fragmentada. Isso por vezes resulta numa escolha precipitada. Mas independentemente dessa pressa, é sempre possível experimentar a totalidade da vida em cada uma dessas Funções. O Guerreira representa um papel de liderança; o Guerreiro lidera pelo instinto. O Guerreiro é propositado na voz e na acção, muitas vezes potente fisicamente ainda que pequeno em estatura. O Rei constitui o Guerreiro exaltado. Essas almas lideram por intermédio do conhecimento interior por terem sido feitos para liderar. À semelhança dos Guerreiros, são régios na aparência independentemente da estatura. O Rei capta a vossa atenção assim que entra num aposento. O Rei declarado representa sempre o parceiro dominante em qualquer relacionamento, quer seja de carácter sexual ou profissional, assim como o Guerreiro declarado. Isso resulta em muitos divórcios e no rompimento de outros contractos no início da meia idade, em ambos os casos.

Napoleão Bonaparte foi um Jovem Sacerdote. Também Nero o foi. Muitos líderes militares o são. Sacerdotes e Reis conduzem as guerras. Os Guerreiros e os Reis combatem-nas. Os Servos são inclinados para o trabalho. Todavia, toda a vez que observarem uma mulher de meia idade oprimida com um olhar destituído de vida, cabelo despenteado, voz macia, de roupas imundas, que seja uma tirana para o marido: pensai numa Servente (e em todos os polos negativos.) Isso por vezes pode revelar-se enganador. A rainha Victoria da Inglaterra foi uma Servente Amadurecida, do mesmo modo que a rainha Isabel II.

Comentário: Os Papéis na essência devem diferir daquilo que as pessoas elegem fazer na vida.
Isso em parte está correcto. Mas há outros aspectos a considerar. Contudo, quando um fragmento age com base na essência em vez da falsa personalidade, há certos indicadores quanto àquilo que faz da sua vida. O que não quer dizer que uma pessoa que viva de certo modo esteja necessariamente a agir a partir da essência, e devemos adverti-los para manterem isso em mente.

Comentário: O nível da alma também deve influenciar o modo como a pessoa vive.

Claro. A alma não pode exceder os limites do seu crescimento. Os Serventes na Fase Bebé perfazem a maioria das donas de casa oprimidas e dos trabalhadores encontrados por todo o mundo. O papel de “Dona de Casa” representa o papel perfeito para o Servente o estágio Bebé. Que outro papel colhe tão poucas retribuições e força a Função uma e outra vez?

Os Artesãos na fase de Bebé muitas vezes optam por fazer coisas com as mãos, mas geralmente não belas artes. Podem tornar-se artistas, tipógrafos, metalúrgicos, carpinteiros, e ferreiros de vários tipos. Também podem ter aptidão para escrivão e trabalhos de montagem. Os Guerreiros no estágio Bebé podem ser vistos nos estabelecimentos ligados ao cumprimento da lei em pequenas cidades do mundo, onde possam ser alvo de uma exposição máxima. Os Intelectuais no estágio de Bebé são professores de crianças, babados e cheios de material de inspiração.

Os Sábios na fase Bebé muitas vezes sobem ao palco em representações teatrais caseiras. O Evangelismo é igualmente popular por lhes conferir a postura justa a partir da qual revelam o coiro. Escritores de histórias moralistas para crianças muitas vezes são Sábios ou Intelectuais no estágio bebé. Alguns Sábios do estágio Bebé acalentam elevadas expectativas, e tornar-se-iam evangelistas nas correntes religiosas fundamentalistas, ou “homens de bom partido” no campo da política.

Os Sacerdotes no estágio Bebé muita vez tornam-se ministros e conselheiros do tipo fundamentalista, embora não tão publicamente tão activos quanto os Sábios do estágio Bebé, que se encontram “na corrida” pelo aplauso em vez da melhoria ou da culpa.

Os Reis do estágio Bebé muitas vezes buscam a arena política local. A posição de xerife constitui a opção popular por lhes proporcionar a dupla oportunidade de prestígio e de uma fachada fisionómica atraente – de defensor da lei e da ordem. A posição de prefeito (Presidente de câmara) é  outra função que mantém muitos Reis no estágio Bebé ocupados.

Quando as Almas no estágio Bebé procuram campos mais vastos para si, o resultado muitas vezes é desastroso. Etelredo II de Inglaterra, o Irresoluto, (cognome que parece não fazer jus à sua liderança mas resultar de uma brincadeira) foi uma Intelectual no estágio Bebé, tal como o foi o presidente Americano Richard Nixon. Etelredo, à semelhança de muitas Almas Bebés, era horrível a montar a cavalo e frequentemente cuspido da montada.

Jovens Serventes encontram-se muita vez em ocupações servis por uma questão de opção; por outras palavras, nesse ciclo os papéis tendem a intensificar-se pelos seus padrões de vida. Eles tendem a buscar de uma forma bastante inconsciente, mas buscam mesmo assim.

Os Jovens Artesãos acham-se ocupados a criar obras-primas em grandes estúdios de prestigio onde uma oportunidade de um avanço rápido se revela provável. Os Artesãos Jovens raramente assumem funções vanguardistas: de bom grado tendem a criar o que quer que venda. 

Os Jovens Guerreiros perseguem quer os serviços das forças armadas, muitas vezes nas potências estrangeiras a soldo, ou o atletismo. Os Jovens Guerreiros do sexo feminino encontram funções activas no ensino e em áreas do género, muitas das quais preferem a educação física às salas de aulas.

Os Jovens Intelectuais geralmente tornam-se professores em grandes universidades onde, uma vez mais, uma exposição máxima é passível de ocorrer e a sua erudição não passa despercebida.

Os Jovens Sábios buscam o palco no sentido literal. Também dão vendedores entusiastas e professores.

Os Jovens Sacerdotes nos Modos do Poder e da Paixão são frequentemente líderes militares, em particular de forças dotadas de tradição ou funções especiais, tal como a dos Cavaleiros Templários, ou a dos Boinas Verdes. O Ciclo da Alma Jovem também encontra Sacerdotes em vestes clericais genuínas, ou pelo menos envolvidos em “boas obras,”, serviços sociais, cruzadas reformistas, e coisas do género.

Os Jovens Reis elevam-se à grandeza na qualidade de políticos ou com bastante frequência como oficias militares, onde uma maior exposição pode realmente ocorrer.

Os Ciclos finais do estágio Jovem e Amadurecido constituem os ciclos criativos para os Sábios e os Artesãos. Os Serventes Amadurecidos voltam a sua atenção para os aspectos mais filosóficos do serviço, tais como os médicos, os terapeutas, os psicólogos, e outras ocupações e que o trabalho pessoal é valorizado.

Os Artesãos Amadurecidos muitas vezes constituem os vanguardistas. Os trabalhos que produzem são de carácter mais visionário do que estilista. A rebelião contra a norma constitui o cunho desse Ciclo.

Quase sem excepção as maiores obras-primas e toda a mais importantes descobertas em engenharia constituem o trabalho de Artesãos Maduros cujo génio frequentes vezes não é reconhecido durante a vida do Artesão.

Os Guerreiros voltar-se-ão para causas emocional e fisicamente atraentes, ou tornam-se estrategas tipo analistas de sistemas, negociantes, cartógrafos, e coisas do género.

Os Intelectuais Maduros voltar-se-ão para a pesquisa solitária, o estudo, e a filosofia.

Os Sábios Maduros frequentemente escrevem sagas arrebatadoras e peça em que se imaginam no papel principal, mas em que raramente aparecem. Os Sábios Maduros, quando representam, tendem a representar para pequenas audiências de amigos seleccionados, cuja probabilidade de se revelarem hostis seja diminuta. Muitos dramaturgos talentosos, excelentes escritores, e não poucos autores proeminentes têm lugar aqui. Sábios Maduros e Guerreiros Maduros também dão bons directores de palco e de estúdio, e ocasionalmente brilham nos tribunais como proeminentes advogados.

Sacerdotes Maduros voltam-se para uma consultadoria dignificante e sossegada, a terapia dos sonhos, psiquiatria, as profissões de fé Quaker e Budista – algo que lhes permita ensinar o caminho espiritual que trilham aos outros.

Os Reis Amadurecidos frequentemente escolhem vias que os livrem do poder político e servir os seus subordinados por formas mais abstractas. Podem ser professores e artistas, músicos e cientistas. 

Aqueles que acatam o poder político ou corporativo usam-no de forma judiciosa e com sagacidade, assim como com um profundo sentido de responsabilidade. Os Serventes e os Reis têm necessidade de servir em comum: uns ajudam a erguer, os outros chamam acima. Ambos são necessários.

Os Velhos Serventes esforçam-se por trazer conforto àqueles que os rodeiem, mas não de uma forma militante que aqueles que dos Ciclos Jovens empregam. Os Velhos Serventes dão excelentes avós. Os Velhos Artesãos criam de forma esporádica. Este é o Ciclo das obras-primas inacabadas. 

Frequentemente começam um projecto com ardor e entusiasmo, mas nunca o terminam, e perdem o interesse quando percebem a carga de trabalho, o treino e o estudo que envolve. O lar dos Velhos Artesãos acha-se desarrumado com a quantidade de “corpos” do fervor pretérito.

Os Velhos Guerreiros nunca chegam a perder o ímpeto por completo. O seu trabalho tende a ser solitário, e muitas vezes criativo. Muitos músicos de orquestra, maestros, escritores de novelas históricas, excelentes artífices, e criadores de cavalos são Velhos Guerreiros. Cada um a seu modo saciam a nostalgia da Velha Alma.

Os Velhos Intelectuais levam vidas simples de mestres, só que raramente em escolas. Ensinam simplesmente com base na percepção que têm do Logos, (conhecimento) sejam eles o que quer que sejam. Alguns dos vigaristas mais engenhosos vivos nos dias actuais são Velhos Sábios, que são capazes de mobilizar com uma considerável perícia à “arte.” Evitam toda a violência, mas na parte inicial do Ciclo mais Velho frequentemente vivem o encanto, o hedonismo e do furto. Nos Ciclos mais Tardios os Velhos Sábios muitas vezes tornam-se aficionados determinados dos tipos de entretenimento de que eles próprios teriam feio parte nos Ciclos iniciais, e prestam-se ao tipo de adulação que eles próprios mais terão gostado de receber.

Os Velhos Sacerdotes brilham no seu maior esplendor interno. Mostram-se numa radiância sacerdotal, e dão entrevistas  a todos quantos desejem participar da sua sabedoria.

Muitos Velhos Reis dos estágios finais tornam-se líderes de cultos, gurus, e assim. Dessa forma conseguem ter os seus súbditos ao redor e ajudar à manifestação da natureza essencial das suas almas, só que sem o uso e o desgaste dos Ciclos iniciais. Os Velhos Reis dão excelentes empregados de bar (barmen). Os Velhos Reis do Ciclo Final são vagabundos e boêmios.  Os Reis sempre buscam os seus súbditos mais leais durante o Ciclo da Alma-Antiga ou Velha. A maioria descobre-os e trá-los de volta. Os Guerreiros buscam os seus Velhos Comandantes; os Intelectuais buscam o seu Rei. 

Raramente chegam a encontrá-los em ambientes mundanos ou militares. Dois grandes maestros de orquestra, um Austríaco e outro Inglês, são Velhos Reis Magnéticos que se encontram no sexto estágio do desenvolvimento. (Um deles morreu desde que isto foi enunciado, mas o maestro Inglês ainda está para durar)

Uma das funções de alguns dos Velhos Reis consiste em auxiliar à congregação de outras Velhas Almas. Esses Reis Magnéticos, conforme os passaremos a chamar, não convocam propriamente membros da sua própria entidade. Nem toda a entidade tem Reis a atrair os seus súbditos a eles de forma que a Tarefa de Vida seja concluída. Para vossa informação, esta entidade foi composta de duzentos Reis e oitocentos e cinquenta Guerreiros.

Tradução: Amadeu António

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