terça-feira, 1 de março de 2016

O ASPECTO ESPIRITUAL DA MANIFESTAÇÃO




AUTOCONHECIMENTO


O autoconhecimento não significa a contemplação do umbigo, desligar-se do mundo nem a dilaceração da vossa pessoa. Envolve a aceitação da vossa condição com plena compreensão dessa condição e da forma como terão chegado a ela. Quer a pretendam mudar ou não depende do vosso próprio livre arbítrio.


É muito importante que cada pessoa traga a si própria a compreensão daquele que é, daquilo que é, e da razão de ser disso. Temos a esperança de que isso os ajude a actuar sobre muitos traumas emocionais e a processar muitos conflitos individuais. Todos e cada um de vós, independentemente do quão espiritualmente evoluídos pensem estar possui dentro de si certas partes que se acham em guerra com outras porções do vosso ser. Aprendendo a modificar essas porções, serão capazes de trazer uma perfeita harmonia, o que propicia a visão perfeita e a realização perfeita. O propósito, pois, será o de escutarem e o de compreenderem à medida que rompem alguns dos moldes que os tenham aprisionado por tantos anos.


Gostaria que se dispusessem a olhar de uma forma aberta e aprendessem com respeito a vós próprios. Sejam capazes de dizer: "Tenho um feitio terrível," e disponham-se a aprender com o reconhecimento dessa faceta de vós próprios. Através disso chegarão à percepção daquele que verdadeiramente são sem ansiedade.


Torna-se importante que percebam que constituem uma tríade. São compostos de mente, corpo e espírito. Somente quando cada um desses aspectos funciona num equilíbrio idêntico chegam a ser vós próprios. Que significará o espírito? Significará práticas dogmáticas? Se uma prática dogmática constituir o caminho para Deus que os ajude a simbolizá-la e a praticá-la, sim. Caso não sirva para isso, não. Todo o homem encontra Deus ao seu próprio modo. O primeiro lugar onde O devem procurar é quele em que ninguém procura: dentro de si, por ser aí que Ele reside. Ele não é um ditador. Ele doou-lhes um dão que não rescinde, que é o livre-arbítrio. Através desse livre-arbítrio tomam decisões. Algumas decisões parecerão decisões erradas na altura. Na realidade toda a decisão lhes ensina alguma coisa e ajuda-os a crescer e a conhecer. Por isso, são todas boas decisões.


À medida que progredirmos iremos pegar na vossa mente, corpo e espírito e integrá-los, de modo a serem capazes de comunicar convosco sem sentido nenhum de dissonância.


Vocês constituem uma tríade e cada parte do vosso ser possui idêntica importância. Cada parte do vosso ser, física, mental, e o ser interno ou espírito, o ser divino, deve estar em acordo com cada uma das outras partes. Há diversos modos de conseguir isso, A meditação. A oração. O estado do sonho. A oração é quando conversam com Deus, a meditação é quando O escutam. No estado de sonho abrem-se para com a consciência universal de modo a poderem ser ensinados. Todas essas fases são importantes para a harmonia do vosso ser.


Torna-se importante meditar em vós próprios diariamente. Entrem na meditação de forma aberta, e vejam-na como um período de interacção com a vossa totalidade. Questionem os aspectos irritantes da vida. Deixem que as respostas brotem do vosso íntimo. Não fiquem surpreendidos se lhes disserem alguma coisa que não queiram ouvir. Se a resposta for uma de que não gostem em particular, estarão obrigados a sentir-se emocionados em relação a ela. Sentem-se emocionados como uma primeira reacção. A seguir pegam nessa energia e usam-na produtivamente a fim de endireitarem a situação. Não chafurdem na emoção.


A meditação representa um instrumento; é a chave para toda a percepção! O objecto da tranquila bem-aventurança consiste em relaxar os sentidos o suficiente para ir além dos sentidos físicos rumo a uns sentidos mais elevados. Os sentidos espirituais são capazes de cruzar todas as barreiras e de lhes trazer a informação, o conhecimento, ou a sensação que lhes for adequada.


Se alguém meditar por quarenta e cinco minutos, terá meditado o suficiente. Se meditar uma hora, terá ido um pouco além. Se for além disso, esqueçam; por estarem a conduzir-se a uma situação e a deixar-se ficar nela. Qualquer coisa que lhes vá suceder irá suceder-lhes nos quarenta e cinco minutos iniciais. Após isso, estarão a usá-la como uma evasiva. E ela poderá tornar-se prejudicial se lhes permitir que se evadam da vida e não a enfrentem. O que é suposto que façam é que consigam dela os instrumentos de que necessitam, a compreensão e o discernimento, e que os tragam para a vida de modo a que essa vida possa prosseguir por diante.


Deviam reconhecer que há diferentes formas de meditação, e que há alturas em que meditam e não sabem que estão a meditar. Muita gente medita enquanto está a conduzir. Se entenderem que a meditação constitui um estado alterado de consciência, conseguirão entender que a mente consciente estará tão ocupada a fazer as coisas que é suposto fazer que as outras duas partes da mente, o subconsciente e o supra consciente, estarão livres para comunicar. O supraconsciente é a mente do corpo espiritual, a mente que os dirige através da vossa intuição. O subconsciente governa o corpo através da glândula pituitária. Elas comungam. Se o supraconsciente conseguir levar alguma coisa ao subconsciente sem a intervenção da mente consciente da personalidade, haverá uma oportunidade dessa informação ser libertada para vós mais tarde. O resultado assentará numa lição quer durante o estado do sonhar ou numa altura de tranquilidade. Isso é comummente o que sucede quando de súbito sabem de uma coisa qualquer. De repente sabem, e deixam de se sentir confusos com respeito ao assunto que os tenha incomodado.


A resposta poderá não ser a resposta que esperavam, ou a resposta que realmente pensavam viesse a ser, mas será a resposta e terão consciência dela. A partir desse ponto, poderão lidar com ela e poderão agir sobre ela.


Uma das coisas que mais tenho observado no vosso mundo é que aquela pessoa com que ninguém quer ficar a sós é consigo próprio. Alguma vez o terão notado? Ligam o radio, ligam a televisão, ligam o aparelho de estéreo, qualquer coisa que lhes forneça um pouco de ruído porque se ficarem a sós convosco próprios, poderão precisar falar para vós. Vão aprender a falar para vós e a reconhecer a vossa beleza e a vossa totalidade.


A primeira coisa que precisam perceber é que há uma parte de vós que irá lutar com a percepção da vossa realidade. A consciência da personalidade, o eu governado pelo ego, diz: "Não ligues," mas assim que conseguem que o eu da personalidade dê ouvidos isso pode tornar-se parte do ser real. Não quer dizer que vão andar por aí feito zombies, incapazes de ter uma personalidade, ou de se divertir, ou de gracejarem. Tudo isso é viver, e tudo está bem. Por favor, se precisarem descartar alguma coisa, não descartem o vosso sentido de humor, porque sem ele, o homem torna-se bastante embotado. A capacidade de rir de vós próprios e com os outros constitui um dos maiores dons que possuem, e o recurso de economia em muitas discórdias. Ser subitamente capaz de rir com relação a isso torna tudo bem. Ao conseguirem isso irão pegar em vós, em todas as vossas três partes, e integrá-las de modo a serem capazes de comunicar convosco sem qualquer sentido de dissonância.


A fundação da maioria da dissonância assenta na inflexibilidade. A atitude emocional de uma percepção fixa diz: "É isto." Essa é a única forma por que o terão conhecido, e não quererão de nenhuma outra forma. Poderão chegar a ficar terrivelmente apanhados no vosso pequeno casulo. A lição que aí se imporá consiste em abandonarem isso e em serem flexíveis. A maioria das pessoas confundem a flexibilidade com obedecer a ordens. Não confundam ambos esses aspectos. Flexibilidade significa que, tendo observado todas as coisas, encontram outra via que os conduz a um melhor método para o fim em vista. Isso é flexibilidade.


A flexibilidade procede da disposição para encarar todo o espectro do que pode ser. Não significa ser sempre o explorado. Significa ser humilde, e perceber a humildade não significa subserviência. As pessoas pensam que ser humilde significa ser menos. NÃO, ser humilde significa aceitar que as coisas possam não estar bem e a seguir fazer alguma coisa por elas. A humildade significa aceitação. Se aceitarem uma situação serão capazes de a superar. O que quer dizer que estarão na disposição de trabalhar com a situação e tratar de sair dela. Notarão que disse "com" a situação, não contra ela. Quando empregam a vossa energia para combater a situação, jamais chegarão a compreendê-la; e nunca conseguirão achar o caminho para saírem dela. É importante que compreendam que a forma com usam a vossa energia fará toda a diferença.


Flexibilidade e aceitação são duas palavras-chave no processo de trazer mudança à vida. Tornar-se menos flexível permite-lhes melhor compreender e enfrentar as influências externas a que chamaremos “condições atmosféricas.”


Em qualquer ajuntamento, as pessoas à vossa esquerda e à vossa direita criam-lhes uma condição atmosférica. Aquelas atrás de vós e as que se encontram em frente também propiciam uma condição atmosférica. Assim, essas quatro energias que os rodeiam tocam a vossa energia e provocam uma condição na qual precisam trabalhar. Alguma vez terão notado que quando conhecem alguém, após terem conversado com a pessoa, vocês imediatamente sofrem o vosso recuo? Conhecem mais alguém e falam com essa pessoa e imediatamente ficam bem.


Podia ser a vossa flexibilidade que não os deixe suportar a primeira, assim como podem ser as energias que se repelem uma à outra. Cada um de vós exala uma energia, e tal como certos magnetos atraem e outros repelem, também certas energias. O que não quer dizer que isso não possa ser superado; apenas quer dizer que a resposta inicial é: “Mantém-te afastado! Não estou tão certo de querer que esta energia penetre no meu espaço.” Então passa a ser algo que processam, e ao processá-lo, chegam a compreendê-lo.


Torna-se importante reconhecer que conquanto estas palavras possam parecer muito claras (dão o passo A e a seguir o B, etc.,) quando estão a lidar com energias emocionais, não é assim tão claro. Têm uma sensação e gostariam de fazer alguma coisa a respeito, mas o quê? Num momento dizem, “Eu podia fazer isto, ou podia fazer aquilo.” A questão seguinte é, “Porque deverei fazê-lo? Porque deverei arriscar o pescoço? Porque deverei tornar-me vulnerável? Vou ficar no meu cantinho seguro e esperar que dêem um passo.” Entretanto, o outro fulano sentado nesse pequeno casulo diz: “Porque deverei? Porquê arriscar o pescoço? Porquê tornar-me vulnerável?” Se forem interagir com a totalidade do ser ou outra pessoa, a primeira coisa que precisarão fazer é dispor-se a arriscar, dispor-se a estender a mão, e estar na disposição de ser vulnerável. Ser vulnerável, acreditem ou não, é altamente divertido. Não tem que ser sempre mau. Lembrem-se, a única coisa que pode alterar o espaço em que se encontram são vocês. Podem erguer-se e abandoná-lo, podem começar a ter ideias que a alterem, assim como poderão pensar que não esteja a acontecer em absoluto. Aquilo por que optarem por pensar é uma questão do foro do vosso livre-arbítrio. Lembrem-se, ao alterarem a maneira como pensam acerca da pessoa que esteja junto a vós, influenciarão a maneira como se sente em relação a vós. Isso quer dizer que alteram a atmosfera da pessoa que se encontra junto a vós. Em breve, todo o compartimento terá uma atmosfera alterada.


Vocês exalam energia. É essa energia que altera a atmosfera ao vosso redor. A única forma por que a energia ao vosso redor pode ser alterada é dentro de vós. Se vocês não derem o primeiro passo em vós, poderá nunca chegar a concretizar-se na atmosfera que os rodeia. Lembrem-se que, ao alterarem o padrão do pensar e a vossa energia, estarão a influenciar a energia da pessoa que se encontra ao vosso lado. Por essa altura ela estará a influenciar as pessoas ao redor dela e em breve terão um compartimento cheio de energias alteradas. É importante que percebam o poder que se encontra dentro de vós de os mudar, o qual por sua vez mudará aquilo que estiver ao vosso redor. Não pode haver nada mais importante para vós do que compreender do que a capacidade concedida por Deus de instaurar mudança dentro de vós.


Por vezes quando pensam não haver mais onde ir com algo que estejam a tentar realizar, precisam perceber que tenha chegado a altura de uma mudança no modo de abordar a situação. Muita vez o homem esforça-se tanto que bloqueia a capacidade que tem de proceder às alterações internas necessárias. Se não conseguirem fazer por que alguma coisa suceda, talvez seja tempo de afastar-se disso por um momento. Tentem fazer outra coisa qualquer. Conseguir qualquer outra coisa trás de volta a sensação interna da capacidade de realizar e a satisfação decorrente dessa realização.

Podem então regressar à situação original e melhor perceber as alterações no pensar que sejam necessárias para fazer com que sejam bem-sucedidos. Quando tiverem feito isso, duas coisas terão acontecido: terão sido suficientemente flexíveis para encontrar uma nova via para aquilo que tentavam fazer, e terão aprendido que afastando-se e realizando por outra forma qualquer, reforçam a percepção da vossa capacidade de realização.


Vocês possuem um ditado no vosso mundo que reza o seguinte: “É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.” É melhor ter uma ideia positiva num ambiente de pessimismo do que contribuir para esse pessimismo. Devem trazer o alvo do que querem até ao tópico em que se situam. Não conseguirão alterar os sentimentos estando continuamente a ter as mesmas ideias que as acompanham. Se pensarem em dia de chuva, e aquilo que associarem a um dia de chuva for sombrio, enfadonho e terrível, irão começar a ter pensamentos tristes, enfadonhos e terríveis até que vós e todos quantos venham à vossa presença se sintam completamente infelizes, derrotados pelo resto do dia. Se, porventura, começarem a pensar em vez disso no sol quando ele brilha, na colina ensolarada, nos pinheiros e no nascer do sol, ou outra ideia qualquer feliz ou experiência que tenham tido, poderão começar a achar que, não obstante a chuva possa ainda estar a cair com intensidade, não se sentirão tristes. Agora terão alterado o padrão do pensamento e aquilo que emanava de vós, e ter-lhe-ão trazido brilho, e isso é contagiante. Assim que iniciarem isso, outros irão captá-lo, e a coisa irá avançar, e irá funcionar.


Por vezes quando pensam não ter mais para onde se voltar, tentem alterar o vosso padrão do pensamento. Quando tentam fazer com que qualquer coisa funcione e ela não funciona, procurem fazer com que outra coisa qualquer funcione. Terão uma sensação de realização e de satisfação. Então poderão voltar à coisa inicial que não resultava, e as possibilidades são que venham a fazer com que resulte. Terão aceite que haveria outra coisa qualquer que a vossa energia podia fazer.


A maior parte da agonia interna que experimentam prende-se com a falta de reconhecimento de que, assim algo tiver sucedido, já se terá tornado passado. Certa vez, quando iniciei este capítulo - entendem? A palavra que se segue é agora, mas assim que chegar à terceira a seguir a essa, será passado. Quando algo lhes sucede, precisam deixar de o carregar com padrões de pensamento e acções que o mantenham vivo e em estado de padecimento diante de vós. “Sinto-me neste estado por o mau pai ter gritado comigo quando estava com cinco anos.” “Tive uma discussão com a minha namorada.” “Por volta do século XX colidi com outra estrela.” Vocês estão assim por terem optado por estar assim. Estão a optar por deixar que a atmosfera que os circunda os transforme. Em vez disso, disponham-se a usar a vossa própria energia positiva para mudar a atmosfera que os rodeia. Não poderão sempre tornar-se na fúria da outra pessoa ou no incidente que os tenha magoado quando tinham cinco anos. Afinal, se um doce for negado a um catraio de cinco anos, isso representará uma coisa dolorosa; mas se lhes negasse um doce nos dias actuais, poderiam realmente considerar isso como doloroso? Devem encarar cada incidente que suceda na vossa vida através da compreensão do momento. Devem permitir que a harmonia da mente, corpo e do espírito lhes governe os padrões do pensar e do agir.


Conforme já tive ocasião de dizer muitas vezes antes, o pensamento representa a concepção, a palavra pronunciada representa o nascimento, e a acção representa a criação da criança. Vão pensar a coisa, pronunciá-la e também vão precisar fazer alguma coisa com respeito a ela caso venha a tornar-se nalguma coisa. As pessoas estão sempre a dizer, “Um dia destes gostaria de…” Começam isso aos seis anos de idade, mas quando atingem os oitenta e dois, continuam a repeti-lo, “Gostaria de…” Com um pouco de sorte, ainda disporão de um tempo. Aquilo que precisam perceber é que têm que pôr em marcha uma parte qualquer desse sonho hoje. Não tentem compor todo o sonho num instante, mas peguem num segmento dele que possa traduzir-se por uma realidade e trabalhem nele. “Eu quero dançar. Eu quero ser reconhecido.” Podem ficar a sonhar para sempre ou começar a ter lições de dança. Todos os músculos doridos e suor nutrem o sonho por meio da acção. Assim que começarem a fazer isso, o sonho assume forma e feitio. Tê-lo-ão não só pensado, como terão começado a agir com base nele.


Por vezes precisam encená-lo para se convencerem de que possa ser assim. No vosso mundo, já olhei muita vez e vi humildes moradas. Contudo, nota-se uma alegria por causa das energias geradas com amor por aqueles que residem nessa morada. De alguma maneira, brilho e beleza são levados para esse lar. Tenho visto outros que gozam de abundância e que não desfrutam de uma única coisa do que possuem, por não terem uma outra coisa qualquer. Se não dispensarem um tempo para desfrutarem daquilo que têm, não haverá forma de trazerem alegria através do acrescento de algo mais. Uma pessoa que pense que finalmente venha a ser feliz quando fizer uma nova viagem, ou que venha por fim a sentir-se feliz quando alguém morrer e lhe deixar dinheiro, está totalmente errado. Consigo ver os pensamentos. Mas aquilo que há que lembrar é que, com esses padrões de pensar estarão a trancar-se em menos.


Precisam ser capazes de trabalhar com aquilo que têm. O que é esperado de vós em qualquer altura é que façam o melhor que conseguirem com aquilo que têm – nada mais. Isso funciona de duas maneiras. Podiam dizer, “Tudo bem, eu posso estar a conduzir uma moto neste momento, mas a seu tempo terei um carro. Vou cuidar bem da lambreta. Amá-la-ei e abençoá-la-ei, e deixarei que trabalhe a meu favor,” assim como poderão dizer, “Bom, não posso comprar as pratas esterlinas que gostaria de ter, mas o aço inoxidável é muito bonito.” Óptimo! Aproveitem-no! Se derem ao conjunto o seu devido valor, ficarão com uma bela mesa acolhida com tanto carinho e tão apreciada quanto a mais requintada prata que possa existir. Se o vosso interesse estiver na prata, poderá não estar no caso dos vossos convidados. Utilizem a condição em que se encontrarem e tornem isso numa condição positiva, e a partir daí, deixem que se desenvolva. Reconheçam igualmente que aquilo de que falamos sucede a todos os níveis da vida e isso nada tem que ver com o retorno financeiro. Conforme eu disse antes, muitos de quantos têm tudo sentem-se pobres, e muitos que têm muito menos sentem-se ricos.

E isso de que temos vindo a falar está a conduzir à percepção de que dentro de vós se acha a chave para a vossa libertação das ideias preconcebidas em que assentam a felicidade.


A felicidade não é a casa, o carro, o casaco, ou seja o que for. Felicidade é estar na condição em que se encontram em qualquer altura e permitir-se tornar-se um por completo com o que estiver a ocorrer. Têm um ditado no vosso mundo que diz: “Arranja um tempo para cheirar as flores.” É verdade. Encontram-se num mundo de energias intensificadas e todos vocês têm a sensação daquilo a que chamam de “competição desenfreada.” Dispensem um tempo para o ser. É muito importante. Há uma outra firmação no vosso mundo que aprecio bastante. Diz algo do género: “Cresçam onde tiverem sido plantados.” (NT: Que na Bíblia aparece assim: “Que cada um fique no estado em que foi chamado.”)

 Como isso é verdade. Na essência é a mesma coisa. Onde estiverem será onde começarão a fazer com que isso aconteça. Enquanto sonham com outras paisagens, fundam isso com a realidade da condição em que estiverem a partam daí. Então, e só então, poderão mudar verdadeiramente o mundo. Não o combatam, juntem-se a ele. Permitam-se deixar de se sentir enraivecidos por darem convosco na condição em que se encontram. Essa ira é de onde procede toda a infelicidade. Ficam tão irritados ao se depararem com uma situação que não querem que despendem uma enorme energia com a ira. Em vez disso, comecem a trabalhar rumo àquilo que precisam ter, uma mudança no padrão do pensamento para romperem com os moldes e romperem com as conceções do preconceito. Muitas coisas são muito diferentes de Há mesmo dez, quinze ou vinte anos atrás. Vocês trabalham com a compreensão de que mudam pela aceitação e erguem o que querem a partir disso.


Se as coisas não forem como gostam que sejam, aceitem que não faz mal as coisas não estarem bem. Não digam: “Esta infelicidade vai ser minha. Vai fazer parte de mim.” Em vez disso, tratem de ser o ponto de luz nessa situação chamada “negra.” Lembrem-se de que a forma como a situação for julgada – boa ou má - baseia-se muitas vezes no ponto de vista. Estão recordados da criança com o doce? O facto de ela o poder ter após o jantar não faz qualquer diferença; ela quere-o no momento. O momento, no vosso mundo, é da maior importância. Há verdadeiramente um tempo para todas as coisas; e se permitirem que o tempo corra conforme é suposto correr, fazendo uso de cada passo ao longo do caminho para o vosso objectivo, irão sair bem.


Deixem que lhes dê um exemplo. Há muitos anos atrás, um homem era um homem quando tivesse onze ou doze anos. Assumia plena responsabilidade por um trabalho. Quando tinha quinze, já era considerado suficientemente velho para viver vida própria. Já terá trabalhado por três ou quatro anos. Nesse tempo as mulheres seriam consideradas adultas em idades muito tenras. Casavam aos doze, treze ou catorze. Agora sucederam mudanças culturais e descobrem que atingem a maturidade aos vinte e um. A sociedade diz que aos vinte, onze meses e trinta dias se tornam num homem. Que terão feito antes disso para se tornarem homens? Houve um tempo em que uma garota era uma garota. Hoje sentem todo o tipo de coisas tal como soutiens de formação e de pré formação. Essa garotinha aos dez ou onze anos não é o adulto que era em épocas anteriores, mas em vez disso, uma criança sofisticada que agora pensa que é capaz de enfrentar o mundo. Isso provoca todo o género de caos para o próprio. Mas porquê? Por o tempo ter sofrido uma intensificação. O tempo está a forçá-la no sentido da sofisticação sem o factor maturidade a acompanhar.


Preciso repetir que parece que no vosso mundo de hoje a autoestima se baseia no que usam no traseiro. Se não tiverem uma marca qualquer no traseiro, não se ajustam, não são aceites. É a cultura e o tempo. O homem depositou a responsabilidade pela forma como se sente em relação a si próprio fora de si. Os onze ou doze anos de há uns anos atrás já teriam sentido a autoestima decorrente de se estabelecerem enquanto pessoas. Quando as coisas sucediam na vida, ainda se apoiavam no facto de fazerem o que quer que quisessem fazer, bem feito. Nessa altura não se baseavam em coisas exteriores. Parem de depositar o vosso valor nas coisas exteriores a vós. Vocês são filhos divinos de Deus detentores de direitos divinos próprios e serão supridos.


MANIFESTAÇÃO


O "Autoconhecimento" foi absolutamente necessário antes de uma exposição às energias deste material. Precisam primeiro ter uma oportunidade de trazer equilíbrio a vós antes de conseguirem começar a elevar as energias que se acham associadas à manifestação.


As energias da manifestaç processo que sejaja vinculaifestaçbilita o bom ou o mau, dependendo da forma como a encaramr.r ee nos dias que correm est prpocão, quer o percebam ou não resultam de todo o pensamento que têm - bom, mau ou indiferente. Os pensamentos possuem uma qualidade de manifestação na vossa vida, desse modo criando uma energia a que precisarão responder. Até mesmo um pensamento fugaz pode trazer uma mudança à energia que os rodeia, o que possibilita o bom ou o mau (dependendo da forma como a encaram) tenham lugar na vida.


Por favor, entendam que a manifestação não constitui um truque de salão, mas dedicação árdua a vós próprios e, por meio dessa dedicação, dedicação ao aspecto divino em vós. Não é processo que seja dominado pelo ego. Diz que aceitam o Deus em vós, e que juntos manifestam. Se pensarem utilizar a manifestação dirigida a outra pessoa com um propósito negativo, tenham todo o cuidado. A energia que emitem para o exterior só pode regressar à sua fonte - que são vocês. Assemelha-se a um bumerangue. Se manifestarem prejuízo contra alguém, o único sítio a que irá regressar para se "alojar" é em vós; por conseguinte, precisam dispor-se a usar essa energia com sensatez.


As energias da manifestação ou de transição não são energias que possam ser usadas levianamente ou de ânimo leve. Não são energias com que brinquem; são energias com que trabalharão. Elas existem para manifestarem mudanças na vida - mudanças no vosso corpo, mudanças na vossa consciência e na capacidade que têm de elevar a consciência a um maior sentido do vosso potencial.

Uma das primeiras coisas que precisam perceber é que vós e somente vós, individualmente, são responsáveis pelo que lhes sucede. Vós e somente vós constituem o factor de controlo da forma como essas energias serão usadas por vós em relação a este material. O quanto conseguirem será determinado pelo quanto se permitirem fluir com o material e o quanto o trabalharem sozinhos.


As pessoas tiram muitos cursos com respeito à consciência, e cada um funciona com um certo nível de elevação da consciência. Assim, toda a gente tem uma interpretação diferente do que a consciência significa. Têm a sensação de que isso seja reservado para o período da meditação ou o tempo de uma aula. A maioria das pessoas não o encara como uma coisa com que viver. A responsabilidade por onde quer que essa consciência os conduza assenta no indivíduo. É o indivíduo que prepara o propósito a partir do qual a manifestação ocorre. A compreensão importante deve ser a de que o foco da manifestação deve ser vivido a todos os níveis da existência, e não só ao nível da forma-pensamento. Por conseguinte, não podemos tentar manifestar um trabalho pacífico enquanto somos argumentativos e hostis em casa.


Ao lerem estes capítulos, precisam reconhecer que pô-los em prática levará tempo e esforço da vossa parte. Lê-los tão só não é suficiente. Não podem dizer que vão para esta ou aquela condição divina e ter esta ou aquela experiência especial enquanto odeiam o vosso vizinho. Precisam tomar determinadas decisões ao longo do percurso acerca de como irão viver a compreensão que tiverem obtido. Vocês vão deixar que essa energia corra através do vosso ser a cada instante da vossa vida, não só por uma hora numa aula específica. E têm a sensação de ser algo que apenas utilizarão apenas quando tentarem manifestar alguma coisa na vossa vida, ou enquanto assistem a uma aula., mas não o encaram como algo a ser vivido.


No capítulo “Autoconhecimento,” passamos em revista alguns dos sentimentos naturais, normais, por que passam durante os ciclos de sete anos do padrão de crescimento e da vossa elevação. Foram-lhes dadas algumas sugestões que os ajudassem com esses sentimentos. Caso tivessem trabalhado com elas, teriam conduzido à vossa vida um novo sentido de equilíbrio e de descoberta. Para alguns, poderá parecer como se estejam a suceder coisas negativas. Poderá parecer que tudo quanto pensavam que ia suceder da forma que queriam, de repente não vá. Precisam perceber que a energia da manifestação constitui uma energia que lhes trás percebimento e compreensão a um outro nível, que os ajuda a tomar decisões, não de uma forma baseada em A conduz a B, B a C, C a D; mas como chegam de A a E. Nem sempre é lógica. A maneira de pensar inicial que tinham baseava-se em ideias preconcebidas, aquilo que já era do vosso conhecimento. A vossa lógica dizia-lhes que provavelmente se iria manifestar de determinada forma. A energia da manifestação está para além dos limites da lógica preconcebida. Ela manifesta pela melhor maneira. Poderão achar confuso quando pensem que possa não ocorrer ao vosso modo, mas se forem pacientes, verão que está a manifestar.


Vão começar a criar um reconhecimento dessas energias. Algumas das coisas de que falamos aqui poderão parecer um pouco estranhas – não estranhas no sentido da magia, mas estranhas por parecerem não ter uma relação com energias de transição do ponto em que as contemplam. Precisam estar certos de que qualquer coisa que seja apresentada aqui tem uma relação absoluta com a capacidade que têm de usar as vossas próprias energias para transformar a vossa vida. Não há uma só pessoa que leia este material que não possua um potencial maior do que aquele que tenha percebido, admitido, ou expressado. Ao trabalharem com estas energias de transição irão encontrar partes de vós próprios que se irão tornar mais claras para vós. Melhor virão a ser capazes de trabalhar com elas com as técnicas que aqui obterão.


Examinemos o ritual. Que parte representará o ritual em qualquer energia de transição? O que ritual faz toda a vez é a mesma coisa, da mesma forma, e com o mesmo propósito. Qualquer uso de uma afirmação específica para entrar num estado de consciência específico constitui um ritual. É um ritual por ser idêntico de toda a vez. E essa uniformidade trás consigo um conforto e uma segurança que autoriza a confiança. Toda a vez em que repetidamente façam a mesma coisa do mesmo exacto modo, estão a criar um ritual e uma condição em que se sentem seguros.


O simbolismo tem feito parte do ritual desde a aurora dos tempos. A luz representa a consciência superior, e a luz sob a forma de velas tem sido usada desde épocas primitivas enquanto ponto de consciência. Quando acendem uma vela, que é que estão a fazer? Estão a dispersar as trevas; expressam o desejo de ver, não necessariamente no exterior, mas internamente. À medida que as práticas dogmáticas e as expressões filosóficas se desenvolveram, o ritual tornou-se numa parte viva deles. Tornou-se uma expressão externa por meio do simbolismo.


Quando um grupo de pessoas faz a mesma coisa ao mesmo tempo, gera-se uma unidade de acção que gera uma afinidade por entre todos quantos tomem parte. Quando são solicitados para tomarem parte num entoamento único, gera-se união através desse som. Isso explica a razão porque grupos de pessoas se reúnem com interesses idênticos; congregam-se para participar num ritual de uniformidade. Os rituais de que ouvem falar, independentemente daquilo para que sejam usados, têm o mesmo objectivo, conduzir quantos participem nele à unidade, à harmonia.


Gostaria que repetissem e usassem esta afirmação


“Eu sou, Deus é, e ambos somos Um.”


Digam-no três vezes. Conseguem sentir a diferença provocada por uma afirmação repetida? A energia aumenta por intermédio da repetição. Torna-se numa nova coordenada de poder. Toda a vez que repetirem algo, isso não só vai convencer o subconsciente de que é assim, como altera as anergias ao vosso redor. Permite que essas energias se elevem. Não importa aquilo a que chameis Deus, mas tem importância que recorram a Ele. Não importa o nome que tiverem empregado ao longo do tempo, mas importa que reconheçam que a força da Sua energia e vós sois um. A Sua força divina eleva-os acima do mundano e revela-lhes a direcção clara.


Agora repitam a seguinte afirmação: 


“Eu sou digno!”


Repitam-no três vezes. Entendem o que esteja a acontecer-lhes? Estão subitamente a começar a sintonizar com uma vibração que diz: "Talvez eu seja. Talvez não seja o pobre pateta que pensava ser." Quando não se encontram na situação em que gostariam de se ver, um de duas coisas sucedem, a retirada da responsabilidade pessoal, coisa que passa a atribuir a culpa a toda a gente, ou a autoflagelação que diz: "Não sou digno." Nenhuma dessas coisas constitui a resposta para o problema. Em vez disso, precisam dispor-se a questionar o que possa ter mudado na atitude para deixarem que a manifestação ocorra.


Uma das coisas a compreender durante este estudo é que aquilo que pensam de vós próprios resulta no que lhes é trazido. Se tiverem medo de cair, irão cair. Se vierem a ter tanto medo de cair virão a manifestar toda a sorte de actos desajeitados até caírem. Mas não se deverá ao facto de terem que cair, ou porque fosse suposto que caíssem. Isso ocorrerá por o vosso padrão do pensar ter manifestado a capacidade de cair - aquilo que temiam.


Lembrem-se sempre que, para que qualquer acto divino ocorra, deve ser presumível por uma acção qualquer no mundo físico. A pessoa que constantemente diz que gostava de ir al teatro, mas nunca telefona para lá para saber dos preços dos bilhetes, provavelmente nunca chegará a ir ao teatro. Se fizer uma chamada para inquirir acerca dos bilhetes, colocará em acção todo o tipo de energias com respeito ao teatro. Pode ir ao teatro a convite de alguém assim como poderá acabar por trabalhar lá. Toda a sorte de coisas pode acontecer. O acto físico de estenderem a mão no sentido do objectivo que desejam alcançar colocará a energia em movimento.


O primeiro passo para superarem os receios do fracasso assenta na aceitação do facto de conseguirem. Na realidade o fracasso não existe. Aquilo que não resulta força-os rumo ao que virá a resultar. No vosso mundo, o basquetebol exige uma estatura alta. Se tiverem noventa centímetros e desejarem ser jogadores de basquetebol, logicamente não virão a sê-lo. Isso não é um fracasso. 

Deve-se, ao invés, ao facto de não estarem destinados a sê-lo. Muitas vezes, ao tentarem manifestar qualquer coisa na vossa vida, manifestam ilusões em vez de realidade. De onde procedem essas ilusões é muita vez determinado pelas opiniões dos outros, ou por algo que tenham identificado na vida como sucesso.


Que representará sucesso para vós? Para alguns, será uma oba conta bancária; para outros, será um automóvel grande; outros ainda pensam que seja a esposa perfeita. As pessoas interpretam o sucesso de modo diferente. Caso seja uma conta bancária recheada que queiram, isso significará que a responsabilidade por a manifestar tem início em vós. Como a manifestarão? Se vierem a ter uma conta bancária muito alta, quererão ter um bom rendimento. O que provavelmente reclamará uma competência qualquer, competência ou habilidade que provavelmente exigirá aquilo que chamam de instrução, e essa instrução provavelmente exigirá dedicação e aplicação da vossa energia. No vosso mundo chamam-lhe disciplina. Se não lhe dedicarem essa energia, não virão a ser capazes de o manifestar - a menos que tomem uma outra via, o que poderá significar tirar partido do fruto do trabalho de outros. Por outras palavras, eles ganham-no; vocês roubam-no.


Há tanta energia depositada no roubo de algo quanto existe no ganho, só que com uma grande diferença respeitante à forma como se venham a sentir no final. Se tiverem trabalhado e ganho, terão um sentido de unidade com isso. Caso não tenham, terão uma momentânea sensação de elação, "Ah-ah! Consegui-o! Protelei a coisa!" Mas aí passarão a viver com isso, e viver com isso torna-se num espinho cravado no lado. Surge um problema moral. Talvez não tenham pedido tal coisa, mas por serem um ser dotado de emoções, achar-se-á presente.


Isto poderá soar a conversa fiada, mas aquilo que estão a fazer é a começar a focar-se na responsabilidade pela manifestação. Podem manifestar qualquer coisa que queiram na vida, mas poderão não se sentir realizados com isso. Caso aquilo que manifestem não estiver em relação com a alma, a satisfação não terá lugar. Se estiver unicamente relacionado com o ego e a personalidade, não poderá possivelmente trazer-lhes satisfação, não obstante a dimensão que possa atingir. O que não quer dizer que não tenham o direito a um retorno financeiro por serviços prestados. Eu pergunto: Que é que querem na vossa vida? Que será que realmente gostariam de ter?


Vocês desenvolvem muita vez mais do que um potencial na vida, e a direcção que o vosso propósito poderá tomar pode variar. Reconheçam que cada um deles é parte de vós, e que a determinadas alturas da vida, cada um lhes servirá. Têm que manifestar o potencial. O desejo que tenham pode ser de dançar. Mais tarde, os vossos esforços poderão direccionar-se para o ensino da dança. Então terão a satisfação desse potencial em ambos os níveis. O potencial daquilo que querem manifestar pode mudar à medida que avançam, mas manifestarão o vosso potencial a partir do vosso íntimo.


Para serem bem-sucedidos na manifestação, precisam desenvolver um propósito, o que significa limitar a direcção das vossas energias. Lembrem-se que, se estiverem a tentar focar-se em dez coisas, irão acabar com um enfoque reduzido e poderão encontrar dez coisas a "dar para o torto" na vossa vida. Se direccionarem a energia para uma única coisa, manifestarão essa coisa. Nada os impedirá de usar o resto do vosso potencial. Por exemplo, se optarem por fazer da dança a vossa carreira, isso não quer dizer que não possam fazer nada no campo das artes com um passatempo. A energia precisa ser focada num único local para o tornarem numa realidade. É por isso que a concentram numa coisa inicialmente; então, o potencial periférico penetra o campo da visão o suficiente para começarem a manifestá-lo.


Para se focarem em conseguir um relacionamento amoroso, precisarão primeiro focar-se no afecto. Que será o afecto? Ter afecto significa partilhar. Muitas vezes são apanhados na fantasia de um estereótipo de uma relação amorosa - o cavaleiro na armadura brilhante em cima do seu cavalo branco, ou do cabelo longo a sair da torre do castelo - fantasias que lhes chegaram através dos tempos. Precisam compreender de verdade o que o amor significa, aquilo que querem colher do amor, assim como aquilo que estejam dispostos a dar em troca, nesse amor. Somente quando possuírem um entendimento claro dessas coisas conseguirão vocês manifestar amor.


A maioria daqueles que andam por aí a dizer que ninguém os ama não são pessoas afectuosas. São repletas de ódio, cheias de veneno, ressentimento, e depois ainda perguntam: "Porque será que ninguém me ama?" Não podem manifestar esse tipo de energia negativa e esperar atrair doçura e amor a vós. Precisam interrogar-se do quão amáveis serão. Que atitude terão em relação ao amor a todos os níveis da vossa vida, não só de uma emoção particular numa base individual. Precisam saber o que é que realmente querem, e depois saber que é isso que irão manifestar.


A maioria das manifestações fracassa devido a uma imagética vaga, a incapacidade de transformar um valor específico devido a que seja vago. Pode ser qualquer coisa. Já ouvi as pessoas no vosso mundo dizer: "Bom, ele não será o melhor no mundo; ele bebe, não trabalha, joga - mas está presente." Estar presente não parece uma razão muito lógica para terem uma relação amorosa com essa pessoa. O que realmente estão a dizer é que sentem que aceitar menos. Vezes sem conta, impõem limitações no que aceitam na vossa vida por pensarem ser tudo quanto possam ter. Não podem fazer isso. Precisam dizer: "Na minha vida manifestarei," e perceber que nessa manifestação precisam nutrir cada fase do seu desenvolvimento. Não podem odiar por um lado e esperar que todo o bem venha a vós pelo outro. De uma maneira geral na vossa vida, devem começar a manifestar o tipo de coisas em vós que querem atrair a vós.


Na manifestação, muitas vezes a confusão surge entre a concentração e a flexibilidade. Precisam antes de mais focar-se num objectivo para a manifestação. Em segundo lugar, precisarão adoptar flexibilidade dentro do âmbito do vosso enfoque. Se quiserem um tipo específico de emprego, precisarão ser suficientemente flexíveis para irem onde os empregos estejam a ser oferecidos. Poderá acontecer que não se encontrem perto. O propósito assentará no tipo de emprego; aquilo em que trabalham representará a flexibilidade. Concentrar a capacidade não retira ao facto de virem a ter que aceitar o emprego venha ele de onde vier.


O enfoque é necessário. Saibam aquilo que querem em função da qualidade, mas também deixem espaço para a flexibilidade. Por exemplo, há muito quem esteja destinado a servir de determinada forma na vida e passe todo o seu tempo a manifestar outra coisa qualquer. Geralmente isso baseia-se na admiração que sinta pelo que mais alguém tenha alcançado. "Eu quero ser professor; eu sempre quis ensinar, e aqui estou eu um oftalmologista." Olhem para o serviço que está a ser prestado!


Um potencial manifestar-se-á, mas a via por que se manifestará será através da flexibilidade. Quando querem um tipo específico de emprego, interroguem-se quanto à área em que as vossas energias poderão efectivamente concentrar-se de uma maneira afortunada. "Porque o quererei?" Se não estiverem certos de que corresponda ao vosso máximo bem, pedem que dentro da vossa capacidade possam ver mais do vosso potencial. Não podem dizer que não sabem o que querem fazer, porque se não souberem o que querem fazer, não terão nada em que depositar a energia. Escolham algo e ponham energia nisso.


Há o perigo de permitirem que a personalidade do ego governe o propósito ou foco. Precisam ter a alma atada ao propósito. Se a satisfação da alma fizer parte do propósito, então óptimo. Se estiverem a focar-se numa relação e estiverem a concentrar-se em todas as coisas superficiais em vez das qualidades, poderão impedir que um potencial perfeito lhes chegue. Se houver alguém destituído dessas especificidades externas disponível que lhe possa dar tudo o mais, tê-lo-ão bloqueado por essa descrição. Foquem-se na qualidade, não na personalidade.


Há alturas em que as coisas se manifestarão sem qualquer propósito ou atenção dirigida a partir da mente consciente. Isso deve-se a que o ser interno desencadeie esse potencial. Quando a capacidade e o potencial se acharem juntos, o ser interno saberá que é tempo para que essa porta se abra, muito embora a consciência do ego não sinta a necessidade. O ser interno acciona o potencial. É dito que, quando o estudante se acha preparado, o mestre surge." "Assim como o homem pensar no seu íntimo, assim lhe será apresentado." Podem dizer uma coisa com a boca e outra com o coração. Aquilo que tiver lugar no vosso coração irá manifestar-se.


Se tiverem um idêntico interesse em várias coisas, e não conseguirem eleger uma entre as demais, escolham uma delas e coloquem a energia e o propósito nela. Deixem que as demais assentem pela periferia. Se não sentirem que o que tiverem escolhido lhes agrade, não há nada que diga que não possam voltar-se para uma das outras. Podem passar a vossa vida inteira a tentar decidir-se, ao passo que, se escolherem uma, terão com que trabalhar.


Por favor entendam que frequentemente as pessoas emprestam o nome de Deus e da alma a algo para o tornarem legal. "Eu quero ganhar a loteria por assim poder fazer um monte de bem a muita gente." E que tal obter um emprego, tratarem dele e auferirem do dinheiro para ajudarem um monte de pessoas? A loteria significa muito dinheiro a chegar-lhes às mãos de uma vez. Não terão tido que depositar qualquer coisa para o obterem - excepto comprar um bilhete, o que não representa um investimento por aí além. A questão está em que precisam depositar esforço e energia na manifestação. Precisam tratá-la como se já fosse vossa, como se tivessem pleno direito de o possuir. Então manifestar-se-á.


Vou despender um pouco de tempo com os relacionamentos por ser uma parte tão importante das vidas das pessoas. Muitas vezes uma pessoa espera, deseja um relacionamento mas ele não se manifesta. Se estiver à espera que ele lhe responda às necessidades e que as torne completas, não estão preparados para o relacionamento. Nunca terá analisado a disposição que sinta para partilhar ou dar. Um relacionamento constitui uma partilha. Através do autoconhecimento, vocês tornam-se completos e poderão então optar por partilhar essa integridade. A responsabilidade pela felicidade não pode ser depositada fora de vós.


Se tiverem necessidade de amor, atrairão a vós várias energias do efecto. Se não tiverem sido específicos com relação a essa energia, a forma como essa energia venha a servi-los será não específica. Podem ter muitos amores a chegar-lhes à vida que não disporão dos ingredientes que querem. Não é egoísmo descobrir aquilo que querem na vossa vida conquanto perspectivem as responsabilidades que lhes cabem para com isso. Afirmações vagas alcançam resultados vagos.

Muitas vezes as pessoas querem um companheiro por toda a gente ter um, e parecer a coisa certa a fazer. Lá no fundo, contudo, elas não têm tanta certeza de quererem o compromisso. Não há nada de errado em escolher tornar-se num indivíduo completo sozinhos. Assegurem-se de que aquilo que sentem não resulte do que os outros dizem, e de que não o dizem nem sentem por acharem que o devam sentir e dizer. Isso nunca irá resultar. Só resulta quando corresponde a algo que efectivamente sentem no vosso íntimo.


No vosso mundo actual, há um enorme ímpeto no sentido dos direitos das mulheres. Estão a encontrar de uma forma crescente um movimento de igualdade na partilha da vida entre o homem e a mulher devido às mudanças culturais que se verificam. O que traduz que os velhos papéis - o homem trabalha e a mulher toma conta da casa e tem filhos - não mais se aplica. Pode ser que o homem desfrute completamente do facto de ficar em casa, tomar conta dos filhos, e de fazer coisas pela casa, e a mulher sinta um impulso para obter uma carreira. Não há nada de errado com isso conquanto for o correcto para ambos.


Os estereótipos, as tradições criadas no vosso mundo, estão a começar a ver as fundações abaladas, e isso leva a que um monte de problemas que surga nos relacionamentos. Precisam sempre olhar para vós e constatar o que esteja a suceder em vós. Caso o mesmo padrão suceda uma e outra vez no que diga respeito às relações, então a mudança precisará ter lugar em vós. Se estiverem a atrair a mesma coisa uma e outra vez, precisarão olhar para vós próprios e reavaliarem pessoalmente a fim de descobrirem em que terá consistido a lição. Se estiverem a repetir um padrão, procurem ter um tempo para olharem para vós. Descobrirão que por meio da alteração do ser interno, conseguirão talvez mudar toda a vossa vida.


Eu já assisti a montes de casos no vosso mundo em que uma pessoa se enamora de outra, e toda a vida é destruída por o sentimento não ser recíproco, muito embora essa pessoa não lhe pertença legitimamente. Isso não é amor, isso é ago. Uma pessoa enamorada por outra que não tenha visto reciprocidade em relação aos sentimentos que tinha deve proceder a uma escolha. Talvez essa pessoa não estivesse destinada a ser dela. Ela poderá optar por destruir a sua vida ao se recusar a esquecer, ou reconhecer que o seu amor pertença a mais alguém. Reconheçam que no vosso mundo há mais do que uma pesoa que seja a indicada e perfeita para amarem. A maior parte das pessoas pensa que só exista uma em todo o mundo para elas. É muito bom caso a primeira que conheçam seja com quem queiram ficar, mas se não resultar com essa pessoa, não pensem que não haja mais ninguém.


O homem arranja desculpas para aquilo que acha serem fracassos. Caso um relacionamento não resulte, será bastante óbvio que não resultaria enquanto situação permanente. Se tivessem realmente sido bem-sucedidos com essa pessoa, o provável é que não tivessem sido nem um pouco mais felizes. Atribuam isso à experiência. Dêem uma olhada na situação e tomem uma decisão. "Realmente quererei depositar toda a minha energia nisso, ou quererei pôr essa energia em mim e no meu próprio desenvolvimento, na minha própria experiência?" Existem tantas variantes no relacionamento quantas as que existem na manifestação, e isso deve-se ao facto de todas as energias serem individuais. Interroguem-se sempre se estão a proceder a partir do lado mais fraco do pau. Caso estejam, então será tempo de se voltarem para outro lado.


Se se voltarem para outro lado qualquer, por favor certifiquem-se que o façam após se examinarem. Não cortem isso num acesso de raiva. No mundo dos dias de hoje está a ocorrer a manifestação de muitos relacionamentos infelizes, o que se deve às atitudes que estão a ser empregues no acesso a esses relacionamentos. Houve uma época no vosso mundo em que entravam numa relação com o único propósito de que durasse e se tornasse forte e amoroso. Essa ideia mantinha-se nos altos e baixos da vida. Hoje, entram nas relações nos pontos baixos da vida. Nos dias actuais entram nas relações com a ideia de, se não resultar, sempre a poderão terminar. Como poderá alguma coisa ser bem-sucedida quando se baseia numa fundação dessas? Já estarão a derrotar o propósito antes de entrarem nela.


As pessoas olham em volta e dizem: "Bom, é como o mundo está hoje." O mundo está da forma que está devido aos padrões do pensar e às manifestações desses padrões do pensar. Uma relação consiste em dar e receber. Poderão apreciar o aspecto do dar; já parte do dar, poderão não apreciar. Habitualmente, caso precisem preocupar-se quanto a saber se devem ficar nele ou não, isso serve de indicador de que existe algo de vital que sestá errado. Ou vocês ou a outra pessoa deverá proceder a uma alteração em si mesma. Uma mudança de perspectiva pode geralmente restaurar o equilíbrio. 


Olhem dentro de vós. Podem atirar com lama e queixar-se do quão terrível a pessoa seja, mas interroguem-se do que tenham feito nessa relação, ado que tenham causado a esse relacionamento. O único que o pode alterar são vocês; não podem mudar mais ninguém. Têm que se interrogar se estarão dispostos a aturá-la.


Já escutei as pessoas no vosso mundo dizer: "Fiquei junto deste beberrão por vinte anos, e durante esses vinte anos ele não representou mais do que infelicidade para mim." E se alguém perguntar: "Porque não o deixas?" A resposta que dão é: "Não conseguia fazer isso!" Amem-se e valorizem-se, não por intermédio do ego, mas da alma. Quando fizerem isso, atrairão aquilo que lhes seja mais satisfatório, e será muito melhor.


Amar-se significa que, mesmo quando vacilam, não tem importância, por pelo menos terem consciência de ter vacilado. É a aceitação de vós próprios, não como sonham ou pensam que deviam ser, mas conforme são.


A audição representa o primeiro dos sentidos a surgir e o último abandoná-los - e um dos sentidos menos usados no espaço intermédio. Aquietem-se e escutem, não ao palavrório que proferem com a boca, mas ao que decorre nas profundezas do vosso ser. Ao se tranquilizarem, entram em contacto com a mente supraconsciente, que os ajuda a ver o valor que têm, e começarão a sentir-se à vontade convosco próprios. Quando se sentem continuamente insatisfeitos convosco próprios, o que realmente estão a dizer é que não sejam suficientemente bons, que precisam ser algo mais para poderem ser aceitáveis.


É natural atender ao que os outros pensam de algo, mas não se pode permitir que isso se descontrole. São trocadas opiniões e expressadas ideias, mas em última análise vós, e só vós, deveis decidir o que seja correcto para vós. Afinal, vocês serão responsáveis por essa decisão, logo porque deveria ser de mais alguém? O debate ajuda-os a ver todos os lados de uma questão, mas o resultado final deve proceder de vós. Não receiem atender às opiniões dos outros, mas percebam que, se elas diferirem das vossas, isso não significa necessariamente que estejam em falta. Só vocês poderão derrotar-se a si mesmos. Avaliem, considerem, e a seguir decidam por vós próprios. Se eu pudesse dar-lhes uma fórmula mágica qualquer, seria a de despenderem um tempo a sós convosco próprios diariamente - sem televisão, sem estéreo, sem gravador, nada excepto vós. Inicialmente, poderá parecer um concurso de vontades; por imediatamente começarem a pensar nas dez mil coisas que deviam fazer. Saibam que é legal passar um certo tempo convosco próprios. Não faz mal, e daí virá um sentido interior de paz que lhes poderá revelar aquilo de que necessitam e querem, por essa mente supraconsciente conhecer exactamente o vosso potencial. Não desistam de vós!


Muitas vezes dão por vós a ter ideias que sabem que não deviam ter. Toda a gente tem pensamentos que lhes chega de forma espontânea. Procedem de coisas que terão ouvido ou visto falar. Quando tais pensamentos surgem, aquilo que fazem é dizer: "Eu não aceito isso como um pensamento meu. Não aceito isso como uma ideia minha." Então não estão a torná-lo um convosco. Assim, em vez disso, tenham uma boa ideia.


Muitas vezes existem áreas do vosso ser com que não se sentem satisfeitos e em que sabem que precisa produzir-se uma mudança ou uma melhoria para que sejam verdadeiramente felizes. Precisam questionar-se quanto ao valor do que pretendem fazer e do quanto a vossa energia valha. A energia precisa ser bem gasta, Se tiverem golpeado o gato num gesto de fúria poderão passar quatro dias a lamentar isso e torná-lo numa coisa verdadeiramente desproporcionada, mas também poderão amar o gato, pedir-lhe perdão, e libertar a ira que sentem por meio de uma acção positiva qualquer. Isso será energia bem aplicada; ao contrário, não o será. Questionem aquilo que os tenha deixado irados, antes de mais.


Precisam questionar-se da razão porque determinam que algo não seja correcto. Muita gente vê coisas em si mesmas como terríveis por as encararem fora de perspectiva. Questionem sempre quanta energia valerá e se realmente tem importância. Por a humildade ter sido ensinada, não aumentam o bem, aumentam o mal. Assumem a via do "pobre pecador" como a reacção natural. Enquanto realçarem os aspectos negativos em vós próprios estarão a estender-lhe uma base mais forte. 

Questionem-se se realmente terá importância que façam alguma coisa de determinada maneira.

Se tiverem contraído uma úlcera e pensarem constantemente na úlcera, a única coisa a que estarão a dar energia é à úlcera. Se pensarem no contrário da úlcera, se pensarem na integridade do ser, irão começar a curar a úlcera. A solução do problema tem que se dar dentro de vós, por a totalidade fazer parte de vós.


As pessoas vão a um terapeuta e pedem-lhe para lhes curar a úlcera, e o terapeuta procede à cura. Na semana seguinte, sentirão distúrbios noutra coisa qualquer por não terem chegado à causa. Caso a totalidade do sistema constitua o objectivo, o que quer que estiver a causar o problema tem que vir a lume no âmbito desse tratamento. É por isso que as primeiras coisas experimentadas num contexto de cura são as emoções; a mudança na atitude emocional da pessoa dá início ao processo de cura.

Caso existam certos aspectos da vossa vida os quais queiram tratar em termos de manifestação, abordem um de cada vez. Caso contrário, estarão a usar o mesmo volume de energia e a dividi-lo em três partes, digamos. Se tiverem uma taça com água e a dividirem por três dedais, esse será o único volume de energia que conseguirão imprimir-lhe. Terão reduzido o volume concentrado num sítio a uma terça parte da capacidade original. Depositam a energia numa coisa e conduzem-na à manifestação na vida e a seguir vão à procura de outra. Definam prioridades. Conseguem tratar de mais do que uma de cada vez, evidentemente, mas demorará mais por estarem a dissipar a energia.


Se pretenderem ver o vosso eu criativo expressado, precisarão emprestar-lhe propósito. Focam-se na criatividade e as portas da criatividade abrem-se. Se "perderem o comboio," à primeira oportunidade, isso não fará mal. Outra surgirá conquanto ainda se estejam a focar na força criativa.


Não confundam a satisfação pessoal procedente do ego com a satisfação pessoal do nível da alma. A aceitação de vós próprios conforme são ao nível da alma permite-lhes reconhecer a necessidade de mudança. Caso digam a vós próprios, "Eu consigo aceitar o facto de não ser o maior do mundo; aceito o facto de usar uma linguagem que não devia," esse reconhecimento representará um melhoramento, por agora poderem fazer alguma coisa a respeito. Se a aceitação que evidenciarem for ao nível do ego, dirão não fazer mal que usem todo o tipo de linguagem que queiram. Isso não é aceitação pessoal, mas justificação gratuita. Quando se aceitam a vós próprios, lembrem-se sempre que o estão a abordar ao nível da alma, e não do ego. Aí reside a diferença. O ego poderá definir o objectivo. Vocês precisam ter um ego para sentirem ambição e incentivo. Isso torna-se no propósito, e tudo quanto estiver relacionado com esse propósito terá uma relação com ele, mas também precisará proceder do nível da alma. Não pode ser: "Eu quero-o por que quero." Precisam saber por que razão o querem.


Do trabalho provém a satisfação, satisfação essa que procede da activação do vosso próprio ser. Essa satisfação não constitui ego. O ego diz: "Olha para aquilo que fiz." A alma diz: "Sinto-me esplêndido com relação àquilo que fiz." Nisso reside a diferença. Se tirarem um instante para pensar nisso, sempre indagarão qual dos aspectos estará em funcionamento.



EXERCÍCIOS DE MANIFESTAÇÃO


Ao trabalharem com a manifestação, experimentarão frequentemente a recordação de afirmações negativas proferidas por vós casualmente, no passado. Torna-se importante perceber que conquanto não seja vossa intenção que tais declarações exerçam qualquer poder sobre vós, elas mesmo assim, exercem. Toda a gente faz isso sem o perceber; programam-se para ser menos. Não percebem que a declaração casual ainda constitui uma declaração. Ainda está a ser aceite pelo subconsciente e lançada através da pituitária para o corpo.


Visualizem-se conforme pretendem ser, mas compreendam o que quer que visualizarem como querendo ser como envolvendo tudo aquilo que o acompanha. Aquele que quiser tornar-se numa celebridade obtém igualmente toda a pressão. Não transfrormem isso numa coisa pessoal; ao invés, foquem-se na qualidade. Vejam-se conforme pretendem ser. Essa visualização poderá auxiliá-los.


Muitas vezes o primeiro passo rumo à total manifestação poderá parecer diferente daquilo que esperam. Poderá ser um passo intermediário que lhes permita libertar a garra que exerçam sobre algo ou esclarecer o interesse que tenham. Eu apresentei o perfeito exemplo disso: Uma mulher possuía um barco em cuja posse não mais sentia interesse. Recebeu uma oferta de aluguer do barco. Tratava-se de uma dispensa de propriedade de primeira classe. Ao alugar o barco, ela estava a manifestar movimento rumo à separação dela própria desse espaço. Representa uma dispensa que consiste num passo inicial na venda do barco. 


Muitas vezes, ao trabalharem com este material, poderão perceber que a maior parte daquilo que desejam acaba por ser trivial. Que mal haverá em ter algo de trivial? Não há nada de errado em ser um pouco frívolos de vez em quando. É mesmo saudável. Se houver alguma coisa que venha a transmitir-lhes alegria e não constituir prejuízo para mais ninguém, não haverá razão alguma para que não o manifestem. Talvez isso os ajude a perceber que conseguem manifestar outras coisas.


Ao começarem a manifestar, aquilo que pedirem poderá adoptar uma via diferente para chegar até vós. Pode provocar uma mudança emocional, uma mudança na atitude mental, assim como poderá vir de alguém de quem menos esperem. Gradualmente, aquilo de que andarem à procura virá disso. Quando pedem pela manifestação, não imprimam orientações. Não decidam se será ou não frívolo - a menos que cheguem a isso com o "porquê." A única razão por que lhes damos o "porquê" deve-se a que observem uma segunda vez, que tenham um segundo parecer, e não façam nada que provasse ser menos do que benéfico para vós.


Aceitem que aquilo que desejam manifestar virá. Porque virá. A aceitação constitui literalmente, a chave - aceitação de que pode ocorrer, aceitação de que esteja a ocorrer neste exacto instante. Não se julguem à medida que avançam. Disponham-se a examiná-lo para terem a certeza de que represente uma coisa consistente e que não é algo que venha a ser perniciosa para vós. Não peçam por um jarro de vinho demasiado grande, por assim dizer, quando um copo ou dois podem servir.


Quando trabalharem no sentido da manifestação, o percebimento de que uma mudança de atitude juntamente com a aceitação de que sejam merecedores disso poderá pôr a coisa toda em movimento. A reunião de família de que costumavam sentir pavor pode agora tornar-se numa ocorrência agradável. Porquê? Por terem primeiro aceite a vossa dignidade e consequentemente, não se sentirem mais ameaçados. Em segundo lugar, terão liberto a vossa velha atitude e estão, por conseguinte, a emitir diferentes vibrações. Essa combinação cria uma manifestação bem-sucedida.


Quando estão a depositar toda a vossa energia na manifestação de uma coisa qualquer, chega uma altura em que precisarão aceitar que assim seja, o que significará que não precisarão continuar a depositar energia nisso. A manifestação deveria ser tão natural quanto dizer: "Bom dia." Não devia ser coisa estressante, forçada, uma ocorrência tensa. Ao abrirem mão por meio da aceitação de que seja assim e se voltarem-se para outra coisa qualquer, essa energia mostrar-lhes-á que está a funcionar.

Por vezes saberão interiormente quando relaxar com a coisa. Quando recuarem, não o façam com uma sensação de fracasso. Quando o esquecerem com o percebimento de que esteja a ocorrer, de que está a ser processado e isso virá a ser.


Depositam energia na coisa relaxando-a, não ficando tensos com respeito a ela. O mesmo acontece com a cura. Quando tratam de alguém, dizem: "Acredito na cura; está a ocorrer." Da próxima vez que tratarem dessa pessoa, deviam dar graças pela cura que se acha em curso. Digam: "Continuo a cura que se acha em curso, e agradeço a Deus por isso." Isso será o que estão a fazer. Ao libertarem isso por intermédio da aceitação, sabem que irá ocorrer.


No processo da manifestação, irão descobrir que há llições e percebimentos que são cultivados ao longo do caminho com relação à natureza do vosso ser. Virão a conhecer mais acerca de vós próprios quando terminarem do que quando começarem. Percebam que uma manifestação tem que ter consideração, não pode ser uma questão forçada.


Quando têm um incidente ao quererem manifestar alguma coisa e uma obstrução proveniente de dentro disser “não, agora não,” o vosso próprio eu superior, o vosso próprio ser supraconsciente pode estar a dizer-lhes que não seja a altura certa. Vocês vão em frente e preparam-se para quando for a altura certa. Trabalhem com isso como se já fosse vosso. Reconheçam que essa manifestação não lhes está a ser negada, mas melhor os servirá numa altura diferente. Voltem a vossa atenção para uma outra área da vida e trabalhem com essa manifestação ao mesmo tempo. Tenham em ente que o objectivo original prosseguirá no seu ritmo próprio. Por exemplo, para manifestarem uma coisa qualquer vocês auxiliam o processo dizendo: “Eu quero manifestar um negócio próprio. Deixa que essa manifestação venha através da minha qualidade.” Vejam que ainda pode manifestar-se, mesmo enquanto trabalham noutra coisa qualquer.


Há muitos outros métodos que poderão usar para manifestar. Poderão usar o método que quiserem, mas se estiverem a usar cinquenta e sete métodos distintos, não estarão a acreditar em nenhum deles. Não terão aceite que possa ser assim. Poderão pensar: “Talvez seja melhor eu empregar um outro – e um outro – só por uma questão de segurança.”


Lembrem-se de que não há nada de errado no emprego deles, mas certifiquem-se de estarem a usá-los, não porque dois seja melhor que um, ou dez, mas porque realmente acreditam que funciona. Precisam reconhecer que irão obtê-lo. Se aceitarem em pleno que venha a fazer-se presente, não interessará o método que empreguem. Precisam acreditar que possa ser.


Vocês não têm o direito de manifestar alguma coisa por outra pessoa para além da alegria, da segurança, e da saúde. Não tê o direito de dizer para arranjar um carro azul a alguém, ou um carro vermelho a outro, mas podem pedir que o problema do transporte seja resolvido. Vocês não sabem que coisa específica seja indicada para a pessoa; não conhecem o desenvolvimento da sua alma. Se desejarem felicidade para os outros, e uma coisa específica fizer parte dessa felicidade, ela será manifestada em prole dela.


Não tentem dar ordens com relação à vida dos outros. Enviem-lhes alegria, amor e saúde, aquilo que os habilita a manifestar por eles próprios. Poderão afirmar que o emprego justo e adequado seja deles, mas jamais trazer manifestação em função de outra pessoa a ponto de tomarem decisões no lugar dela. Que o que for justo e adequado para ela ocorra, e não precisam preocupar-se.


Disponham-se sempre a perceber que não sabem realmente o que seja indicado para uma outra pessoa; saberão somente o que seja indicado para vós. Quando trabalham com outro, precisam dispor-se a reconhecer o que seja correcto e adequado que manifestem. Por vezes, quando as relações estão em causa, isso não é fácil. Deviam perguntar: “Que poderei fazer para melhor compreender a relação e deixar com que ela seja harmoniosa?” Não pensem que pode chegar e cinzelar uma nova forma no lugar de alguém.


Frequentemente sentem vontade de ajudar os outros, e dar a outra pessoa é óptimo, mas também precisam reconhecer que possuem uma energia. Em vez de tentarem preocupar-se com as suas necessidades, porque não ensinar os vossos amigos a manifestar e contemplá-los nas vossas orações? Isso poderá soar egoísta, mas não é a isso que me estou a referir. Conforme disse antes, não podem dispersar a vossa energia e esperar que opere com eficiência. Precisam concentrar as vossas energias.


Para manifestarem precisam saber o que querem, e o único que realmente pode saber isso são vocês. Uma pessoa poderá dizer-lhe o que ele ou ela quer, mas caso esse indivíduo fosse passar pelo autoconhecimento, poderá descobrir que poderá não corresponder àquilo que quer em absoluto. Não se deixem prender pela ideia de que devam tornar os desejos de todo o mundo uma realidade. Levem os outros a conscientizar-se de que eles precisam torná-los uma realidade por si próprios.



Estou a tentar deixar claro que a manifestação apela à atenção e à concentração. Amá-los, desejar-lhes o melhor e orar por eles constituem os únicos métodos que deviam usar.

É a velha história. Dão um peixe a um homem e alimentam-no por uma refeição; ensinam-lhe a pescar e alimentam-no por uma vida inteira. Não importa o quão duro cheguem a manifestar, se eles não estiverem a manifestar por eles próprios e a empreender o esforço de energia por eles próprios, a manifestação não irá ocorrer. Poderão dizer que queiram que eles tenham alguma coisa até à exaustão, mas se não se interessarem o suficiente por fazer determinada coisa, não irá ocorrer. A aceitação é chave na manifestação, e vocês não podem aceitar pelos outros; somente eles poderão aceitar. Abençoem-nos, tenham afecto por eles, e deixem que o que for correcto e adequado ocorra.
Por vezes as pessoas são excessivamente influenciadas pelo que os outros pensam. Caso mencionem que aquilo em que estejam a trabalhar seja na manifestação e alguém discorde delas, elas têm a tendência para duvidar da capacidade que tenham de o levar adiante. O melhor é que essa gente mantenha o propósito de manifestação que tem em silêncio até que comecem a perceber que funciona.

Toda a gente possui uma química corporal distinta; toda a gente responde a diferentes períodos do dia. Devido à alta tecnologia, é muita vez afirmado que o período que vai da meia-noite às duas da manhã seja o melhor para a meditação, por não se gerar tanta interferência atmosférica. Contudo, se levantar-se às duas da manhã os leve a ficar num caos total, certamente isso não conduzirá à meditação. Precisam dispor do período que for adequado ao vosso corpo. Caso vão manifestar, poderão manifestar em qualquer altura. Se disserem: “Tenho que me levantar às duas da manhã para poder manifestar,” já terão afastado de vós o controlo e outorgado a um fuso horário. Saibam que podem trabalhar na manifestação em qualquer altura e meditar em qualquer altura que conduza ao vosso bem-estar. 

Ao se concentrarem com tanta força naquilo que desejarem manifestar, não o estarão a aceitar, mas a procurar forçá-lo. Não façam da manifestação uma coisa desgastante. Digam: “Vai ocorrer, é isso, está tudo bem,” e ao deixarem de pensar nisso demasiado, dão prova de acreditar que assim seja. No início há a tendência das pessoas quererem forçar tanto por que aconteça que se assemelharão a uma criança que detém a respiração. Libertem-se desse tipo de tensão. Tirem um período confortável para se concentrarem e focarem nisso. Utilizem as palavras: “Eu aceito,” e a seguir vão à vossa vida.
A primeira coisa que fazem ao manifestarem prosperidade assenta em verificarem a prosperidade de que gozam. Como estão de saúde? Terão um telhado por abrigo e comida no estômago? Têm amigos? Isso é riqueza; isso é prosperidade; por isso, não digam que não têm nada. Primeiro reconheçam aquilo que têm. Assim que conseguirem reconhecer aquilo que possuem, então poderão pedir por maior abundância em qualquer área. Negar aquilo que têm cria um bloqueio à vinda de mais à vossa vida.

Há alturas em que o eu interno compreende uma necessidade que a mente consciente ainda não tenha registado. O eu interno envia sinais para a manifestação. Esses sinais parecem ocorrer sem serem convidados na vida e são muito úteis. Entretanto, a mente consciente está a pressionar por uma outra coisa qualquer. Isso também se manifesta só que não parece permanente ou satisfatório. O eu consciente foca-se no desejo, enquanto o eu interno trabalha com base na necessidade. É por isso que a meditação e tempo despendido com o eu interno tem tanta importância. É nisso que a questão “porquê” consiste. Quando querem alguma coisa – porquê? Quão importante será isso em toda a vida? Nesse processo, não se permitam chegar a ponto que lhes negue a capacidade que têm de ter o que querem. Não adoptem a atitude de que tudo quanto vier virá por bem, por não poderem ter aquilo que realmente querem. Em vez disso, permitam-se dispor de um tempo para se relacionarem por completo com o vosso ser interno, que então tudo quanto vier será perfeito e adequado.

Passividade e aceitação não são a mesma coisa. A aceitação diz: “Eu tenho o direito de o ter conquanto não seja prejudicial para mim nem para outros," ao passo que a passividade pode dizer. “Bem, aqui estou eu. Espero que alguém me envie alguma coisa.” Precisam estar certos de que usam uma acção no vosso padrão do pensar.

Precisam perceber que, conquanto aprendam com algo que não seja apropriado a vós, não aceitam que seja correcto que tudo lhes corra mal na vida. Quando um padrão é repetido, faz-se necessária uma mudança no indivíduo.

Se olharem para tudo quanto gostariam de manifestar na vossa vida, tornar-se-á bastante óbvio que parte disso poderá ficar na prateleira por um tempo. Manifestação de necessidade absoluta sempre terá prioridade. Deveriam tratar disso primeiro e partir daí.

Quando tiverem completado a vossa manifestação e virem sinais dela a chegar a vós, aceitem que esteja presente. Está a caminho. Mantenham-na na vossa mente como vossa, como algo que tenham aceitado como um direito e descobrirão então que (essa atitude) reforçará isso em vós. Agora sentir-se-ão livres para irem para outra coisa.

Quando a manifestação chegar, caso se sintam oprimidos por ela, não façam nada. Deixem-na a repousar. Deixem que encontram o seu próprio caminho. Lembrem-se sempre que nenhuma decisão se faz necessária de imediato. Se se encontrar aqui agora, estará ali mais tarde. Será justo e perfeito, por isso repousem com isso por um bocado.

Falamos de trabalhar com a manifestação através da purificação do eu, o abandono dos bloqueios do eu. Independentemente do quão avançados e tornarem na manifestação, deviam periodicamente dar a vós próprios uma boa arrumação. Tirem-nas para fora e dêem-lhe uma olhada – as raivas, os ressentimentos, as coisas que tenham pensado que eram tão importantes.

No vosso mundo há referências constantes a algo que tenha sido negado no passado, e por conseguinte, à absoluta necessidade traumática de o ter no presente. Por vezes é afirmado há dezassete vidas atrás e por vezes afirmado na primeira infância. Têm que reconhecer que algo negado aos cinco anos, ou seja em que idade for, não poderá exercer poder sobre a vossa vida por altura dos vinte, trinta, quarente, a menos que lhe tenham conferido poder para tanto. Actualmente não têm cinco, seis nem sete anos. As pessoas optam por se agarrar a uma coisa que tenha sido traumática numa idade muito tenra, e esquecem-se que não mais têm essa idade. Ao abrirem mão das fúrias e dos ressentimentos, compreendam que estão a libertar coisas que não se relacionam de verdade com o presente. Quando o libertam, assegurem-se de que o libertam realmente. Não estejam a desenterrá-lo nem a ruminá-lo de novo. Observem-no a partir da presente idade que tenham, da presente compreensão que tenham, e depois esqueçam-no. Descobrirão uma maior soltura em vós.

O Índio Americano possui uma afirmação sobre percorrer uma milha nos mocassins do outro antes de proferir um juízo. Quando vocês retornam à acusação do: “Ele disse,” “ela disse,” “nós dissemos,” “eles disseram,” tipo de incidente, tentem colocar-se na pele da outra pessoa, e ficarão assombrados com a diferença que a situação apresentará. Para o catraio de cinco anos que quer um doce, isso representa a coisa mais importante do mundo. Para a mãe que contempla a conta do dentista, nenhum doce possui qualquer importância no mundo. É uma questão do momento, da idade, e do ponto de vista.


Ao manifestarem, torna-se importante reconhecer que uma única manifestação pode influenciar a vida toda. Quando digo a vida inteira, quero referir-me a todos os níveis da vida. Se estiverem a falar acerca da manifestação de qualquer coisa, estarão a falar acerca das vossas emoções, da vossa atitude mental e do vosso ser físico. O que quer que manifestem irá afectar a totalidade do vosso ser. Se estiverem em busca de manifestar um relacionamento, esse relacionamento irá afectar-lhes a mente, o corpo, as emoções; irá afectar a forma como interagem co os outros; irá afectar a própria atmosfera que os circunda. É por isso que colocam a questão “Porquê?” ao manifestarem. “Porquê, porque necessitarei disso? Porque o quererei? Será que o quererei por causa da ira? Será que o quererei por o ter negado em alguma altura, razão porque o deva ter agora? Ou querê-lo-ei da forma que for adequada e ajustada a mim?”

Muita gente cria falsas razões para justificar o desejo de uma coisa qualquer. Se eu pudesse arrecadar um centavo por toda a vez em que ouvi no vosso mundo: “Eu quero ganhar a lotaria para poder fazer o bem às pessoas,” encheria um quarto. E todas essas afirmações que em parte constituem uma falsidade. Não pensam que seja bom querer isso para elas próprias. A honestidade diz: “Eu gostaria de ganhar a lotaria para poder ter o estilo de vida que queria, o qual inclui ajudar os outros.” Então, porque quererão ajudar os outros? Será por precisarem dizer isso para se sentirem orgulhosos, ou poderão dar sem que ninguém saiba que deram? Quando dão sem que mais ninguém saiba que deram, terão dado de verdade. As emoções, o nível do ego, tudo é afectado por tudo quanto verdadeiramente tentam manifestar na vida.

Precisam preparar-se para examinarem o que seja que estejam a pedir, porque quando o obterem irão ter que o enfrentar com tudo quanto acarreta. Irão receber tudo quanto vem por “acréscimo.” Não tenham receio de indagar acerca do “porquê.” Assim que sentirem saber com clareza porque têm uma necessidade por isso na vossa vida e que seja coisa salutar para vós, então manifestem-na.
A visualização é muito importante na manifestação. Não é fácil visualizar um companheiro. Se estipularem: "Que me surja um com um metro e cinquenta e oito, de olhos azuis, ou uma ruiva charmosa," estão em sarilhos, por terem restringido aquele que possa vir até vós. Suponham que vissem uma figura que correspondesse a entrar porta dentro. Visualizem todo o incidente que suceda na vida em que possam ver aceitação de vós. Lembram-se de quando corriam para os braços de alguém e eram completamente aceites? Talvez estivessem com uns cinco anos na altura, mas a alegria do incidente acha-se presente. Que significará o relacionamento? Confiança? Ternura? Precisam saber o que querem em termos de qualidade e visionar a atmosfera que essa qualidade cria.

Se quiserem alguém que seja generoso e dado, pensem em todas as vezes em que tenham recebido presentes. Se quiserem cuidar, pensem em todas as vezes em que tenham cuidado. Pensem na atmosfera, nas emoções que acompanham isso que estejam a tentar manifestar. Se for paz e harmonia o que queiram na vida, pensem nas alturas em que tenham tido paz. Deixem que a atmosfera dessa época seja efectivamente absorvida por vós até, quando pensarem no que querem manifestar, a sintam. Sentem a exuberância da alegria do relacionamento, ou a paz absoluta de abrirem uma conta com consciência de terem o dinheiro para a pagar. Pensem em toda a vez em que tenham pago contas e se tenham sentido bem com relação a isso. Toda a vez que uma conta lhes chegar, deixem que a energia os rodeie de forma que a conta seguinte seja igualmente paga.

Vocês criam a essência daquilo que querem, e deixam que isso se manifeste por vós. Pensam naquilo que representa o que desejam manifestar, só que sem qualquer atitude forçada. Pensem em retrospecto em todas as ocasiões em que se tenham sentido muito bem com respeito a vós próprios, as alturas em que se tenham sentido bastante construtivos, quando tenham sentido estar no comando.

Aquele que receia falar diante de um grupo deve recordar períodos de auto-confiança, de modo que a confiança requerida para tanto lhe possa ser restituída. Se recearem enfrentar uma multidão, poderão achar árduo olhar para trás e ver-se em frente a uma multidão de uma forma confiante. Olham em retrospecto para outras alturas em que se tenham sentido confiantes e depois cuidem de se tornar confiantes. Por outras palavras, se desejarem manifestar a capacidade de se apresentarem diante de uma multidão, sabem que precisarão ter a confiança para o fazer. Pensam em todas as vezes em que se tenham sentido no controlo, e deixam que a energia dessa época os rodeie. Pensem em toda a vez em que se tenham sentido controlados. Pode não ter nada que ver com a oratória em frente a ninguém. Então assegurem-se de que dominam o assunto. Essa é a contribuição física que dão a isso.

Se deixarem que a vossa mente retroceda a esses tempos de confiança antes de chegarem a falar, falarão sem medo. Manifestarão essa confiança, por não ser em frente às pessoas que tentam manifestar, é confiança. É a capacidade de estarem no controlo de vós próprios. É por isso que procuram a verdadeira razão por detrás da manifestação, de forma a entenderem o que seja realmente que estejam a tentar manifestar. Precisam retroceder e pensar em épocas em que isso tenha sucedido, em que se tenham sentido bem com respeito a vós próprios, quando se tenham sentido todos reunidos. Precisam permitir-se sentir realmente que dispõe da coisa completa. Por outras palavras, sentem-no, não o proferem somente.

Para alguém que não consiga visualizar facilmente, recortem uma foto de uma revista, coloquem-na numa pasta e examinem-na periodicamente. Se o que estiverem a tentar criar for confiança, descubram uma imagem que exiba alguém no comando, alguém no controlo. Coloquem essa foto na vossa pasta e observem-na diariamente e pensem: "Sou eu, eu consigo isso." Dessa forma dispõem de uma visualização que possam tocar. Entendam que a manifestação constitui uma técnica de emprego da própria auto-confiança que têm em trazer as coisas que querem à vossa vida.

A mesma confiança poderá ser dirigida para questões mais vastas. O uso do pensamento positivo dirigido com confiança pode trazer uma enorme mudança. Há muitas situações no vosso mundo que não são do vosso agrado, pelo que deveriam retratar o vosso mundo numa situação afortunada. Peguem literalmente na vossa Terra, conforme a concebem, e vejam-na como se estivesse a sorrir. Vejam-na circundada pelas mais brilhantes e mais belas cores que acharem apropriadas. Curem-na.

Coloquem as vossas nela se necessário for, mas saibam que aceitam completamente que assim possa ser. Se só virem o mal, não estarão a ajudar a alterar esse mal. Precisam ver que possa ser assim, e se vocês próprios viverem como uma pessoa que seja dada, então já estarão a alterar a energia desse banco universal. Se estiverem a nutrir adequadamente os vossos filhos, ou a ajudar por uma forma qualquer a sustentar-se, estarão a depositar nutrimento e sustento no banco universal. Esse será um uso melhor da vossa energia do que preocuparem-se com respeito a isso. A preocupação constitui uma energia negativa que contribui para a negatividade. Aceitem que possa mudar, e façam o que puderem para levarem a que a imagem da mudança se torne real.

EXERCÍCIO 1 

Gostaria que se acalmassem e fizessem algumas inspiraçeos profundasse acalmassem e fizessem algumas inspira negatividade. Aceitem que possa mudar, e façam o que puderem para levarem ões profundas de paz e harmonia, e expirassem toda a ansiedade. Inspirem paz e harmonia, e exalem toda a ansiedade; inspirem paz e harmonia, expirem toda a ansiedade.

Agora; pensem naquilo que desejam manifestar. Detenham-no na vossa mente. Interroguem-se: “Sentirei a mesma coisa que sentia em relação a isso na semana passada?”
Digam a vós próprios: “Caso sinta o mesmo, deixa-me intensificar a sensação que tenho.” “Se não sentir o mesmo, porque será? Que estará diferente?”
Caso alguma coisa esteja diferente, remodelem e concentrem-se naquilo que desejarem manifestar no momento. Se estiver na mesma, continuem a intensificar a compreensão que
têm disso.

Agora interroguem-se quanto à emoção que evoca em vós. Como os leva a sentir-se? Estará a começar a funcionar de um modo mais forte em vós?
Quero que comecem a sentir como se isso estivesse aqui e agora. Podem tocar-lhe e conduzi-lo, podem abraçá-lo, podem usá-lo. Podem vivê-lo, senti-lo, conhecê-lo.

Aceitem plenamente que seja vosso e que o merecem.
Digam para vós próprios: “Eu aceito-o.”
Agora libertem-no.
Inspirem fundo e permitam-se ficar conscientes.

Quando usam este método, estarão a mostrar por acções aquilo em que acreditam. Não estão somente a falar acerca disso, estão a tranquilizar-se com relação a isso. Estão a aceitá-lo internamente e a começar a expressar a verdadeira associação que têm com isso. À medida que trabalharem com isso, a sensação que terão ao se concentrarem nisso tornar-se-á mais forte ao lhes dar um maior ímpeto para ser. Está a começar a resultar e a funcionar convosco.

Por vezes receberão do vosso eu superior, da mente supraconsciente, uma contribuição com relação ao estejam a tentar manifestar. Poderá ser alguma coisa que precisem examinar nessa manifestação, ou algo que esteja a dizer que isso não seja tão bom para vós. Peçam para o compreender por completo. Se não encontrarem qualquer relação com isso, então cessem de manifestar por esse período e voltem a isso numa outra altura. Se as mesmas coisas continuarem a ocorrer, então isso definitivamente terá uma relação que precisarão começar a rastrear. Quando compreenderem a ligação, terão umna manifestação mais clara do objectivo.

Quando pensarem numa situação qualquer, é muito mais fácil pensar nos aspectos irritantes do que recordar os alegres. Por exemplo, podem ter uma longa viagem para verem alguém por quem sintam afecto, mas quando regressarem, pensarem que tenha sido uma viagem longa. Esquecem a alegria de ter lá estado e a alegria da visita, mas isso não quer dizer que não o tenham apreciado por completo. Tudo quanto for irritante para vós possui a capacidade de captar a vossa atenção. Quando examinam as qualidades que possuem, muitas vezes têm a tendência para fazer a mesma coisa, de examinar os vossos aspectos negativos ou irritantes.

Ao aprenderem a reconhecer o valor que têm, a primeira coisa que começam por fazer é pensar nas coisas que tenham feito de bom. Que coisas terão com respeito a vós que sejam correctas? Quais serão as coisas que terão com relação a vós que sejam dignas? Que alegrias terão na vida? Ao recordarem e reflectirem nessas coisas, comecem a ver que há muito que é muito bom e digno com respeito a vós, e bem que poderão exceder aquelas coisas que acharem negativas.

Lembrem-se que estamos aqui a falar de qualidades. Não estamos a falar se serão demasiado altos ou baixos, demasiado magros ou gordos. Isso são atributos físicos. Estamos a falar de vós no sentido do vosso ser real e em ver as qualidades que tenham. Reconheçam que, pela maior parte da vossa vida têm estado em sintonia com um sistema de recompensa. O menino bem comportado leva o docinho. Sentem a necessidade de representar para conseguirem a recompensa.

No seio do homem há a sensação de que, a menos que faça alguma coisa excepcional, não merecerá coisa nenhuma. Se se esforçarem por ser boas pessoas, se se apoiarem pelo melhor que conseguirem, se estiverem a tentar compreender a parte mais elevada do vosso ser, então estarão a fazer o que seja certo para vós. Esse esforço deveria ser reconhecido como digno.

Há a tendência para olharem o que os outros estejam a fazer e para sentirem que deviam fazer isso também, ou para sentirem que possivelmente não poderão ter nada por alguém mais não o ter. Esse tipo de energia emitida na direcção do mundo ajuda a “deixar de ter.” Se estiverem constantemente a dizer que não podem ter, estarão a depositar “não ter” na consciência universal, a qual eventualmente afectará o universo. Saibam que possuem o direito de ter, e a partir daí, estarão a depositar na consciência universal a capacidade de ter.

Examinem as coisas que fazem pelos outros e reconheçam essas qualidades em vós. Se houver uma falha que os incomode em demasia, então façam alguma coisa com relação a isso. Comecem a mudar as coisas. Se tiverem sido evasivos convosco próprios e com outros, comecem a ser directos. Se tiverem tido receio de expressar a vossa opinião, expressem-na. Peguem naquilo que virem em vós como uma fraqueza e comecem a tratar de a fortalecer, no seu sentido positivo. Da próxima vez que derem uma olhada em vós, não se sentirão tão inseguros, por terem dado passos para rectificar aquilo que os incomodava.
                   
Toda a vez que sentirem derrubados, mudem o pensar. Aceitem-se. Se eu pudesse eu colocaria em letras de um metro de altura, para que todos vissem a palavra mais importante – aceitar. Aceitem-se da maneira que são. A partir desse ponto, através da aceitação, serão capazes de o alterar. Não o estarão a combater; estarão a reunir e a trabalhar com isso em vez de trabalharem contra isso. Lembrem-se de que não conseguirão alterar nada até que o tenham aceitado no seu presente estado. Daí poderão começar a ver e agir sobre as mudanças necessárias.


EXERCÍCIO 2

Gostaria de começar este exercício com uma afirmação. Vamos fazer uma série delas. A primeira é:

Deus é, eu sou, e nós somos um.
Eu sou o Seu ser divino.
Liberto toda a ansiedade.
Reconheço o meu merecimento
Agradeço-Te Pai, por isso ser assim.

Repitam estas frases para vós em silêncio.

Agora, visualizem aquilo que pretendem manifestar. Sintam-lhe a essência. Sintam-no mover-se mais próximo de vós. Aceitem que lhes pertença. Percebam-no, sintam-no como que estivesse aqui exactamente agora. Agora repitam as seguintes frases:

Eu sou livre
Eu sou digno
Eu aceito
Que assim seja

Sintam-se soltos.

EXERCÍCIO 3

Por favor, fechem os olhos e repitam:

Eu sou um filho divino de Deus dotado de direitos divinos próprios
Eu manifestá-los-ei através de mim próprio para meu benefício e para benefício da humanidade.
Eu aceito-o.
Que assim seja.

Por favor usem isso. Deixem que cresça, que aumente. Toda a vez que trabalharem com isso, tornar-se-á mais forte e mais potente até que vejam Deus a agir por vosso intermédio.


Liberdade não é fazer o que querem, mas sentir-se satisfeito com o que fazem


CENTRAR-SE COM VISTA À MANIFESTAÇÃO

Quando ocorre o primeiro ímpeto da manifestação, as energias iniciam uma conversão. Reúnem-se, e parecerá que tudo esteja a correr da maneira que querem. Dá-se um relaxamento automático dentro de vós. Esse relaxamento é uma indicação de que terão efectivamente aceite o processo. As energias parecerão então tornar-se vagasde novo até que se dê um redireccionamento do propósito.

Quando parecer que esteja a correr mal, aí haverá a tendência para retroceder e para sentirem que não esteja a ter lugar. É como fazer um novo esforço de qualquer tipo. Inicialmente o entusiasmo é tão forte que chegam a pensar: “Ah, isto é o máximo,” e passado um bocado pensam: “Não estou tão certo disso,” por outras coisas terem começado a exercer uma influência nisso. Não desistam. Permaneçam com o propósito e a manifestação. Por vezes ocorrerá uma interrupção na manifestação quando o momento não for adequado. Não deixem que o mundo das aparências e a sua negatividade os conduza ao erro de deixarem de direccionar o contributo positivo.

Quando estiverem a direccionar as energias rumo à saúde, qualquer coisa que perturbe essa manifestação gozará de vida curta. Poderão achar que não estejam a sentir-se “à altura.” Isso durará apenas um curto período, por o poder da manifestação saudável ser mais forte por meio da concentração do que a libertação vaga das diversas irritações no corpo. Se a carreira constituir a direcção que pretendam manifestar, peçam pelo que for certo e adequado para vós na área da carreira. Antes de dirigirem energia de manifestação para uma carreira individual, será melhor que pensem em várias carreiras. No processo de pensarem nelas identificar-se-ão de uma maneira mais forte com uma específica. No processo de pensarem nelas atraem a capacidade de se concentrarem numa carreira. Agora peçam para que lhes seja revelado qual será mais compatível com as vossas energias. Essa será a que se revelará a certa e adequada para se concentrarem na manifestação.

Quando pensarem numa carreira, não decidam que venham a ser uma prima ballerina se nunca tiverem feito qualquer esforço por aprender a dançar. Isso não é focar-se, isso é fantasia. Aquele que quer tornar-se corredor primeiro irá aprender a caminhar e depois a correr. Não vai acordar pela manhã um corredor nato. Há uma sequência física lógica que acompanha a manifestação, e vocês precisam trabalhar com ela também.

Quando procuram manifestar um novo rumo na vossa vida, precisam dispor-se a abrir mão do velho. Há alturas em que qualquer coisa muda na vossa vida e descobrem que aquilo com que contavam não mais se acha presente. Agora precisarão aceitar que haja algo novo que esteja à vossa espera. É realmente um compromisso da fé que tenham para com aquilo que realmente querem fazer. Com frequência esse processo poderá parecer como se fosse de marcha-à-ré, e é por isso que digo para que não deixem que o mundo da aparência os dissuada de acreditarem que venha a ser.


Sempre que criarem uma oportunidade em vós próprios, estarão a remodelar e a reformar-se até certo grau. Irá haver um resíduo que virá à superfície que terão tido em vós durante anos. Poderão descobrir partes de vós de que não gostem, ou que poderão mesmo deixá-los chocados. Tudo isso representará a purificação, o confronto com o facto de terem feito face a parte de vós. Vocês fazem uma coisa qualquer por uma razão, quando entrementes, espreitando por trás dessa razão, se encontra algo mais. Esses cantos e recantos esvaziar-se-ão, e terão uma visão mais clara das razões por que fazem o que fazem. Isso representa uma revelação que por vezes parecerá um choque, e quando ocorre, pode ser coisa traumática. Trata-se de uma purga, um deixar de lado, uma limpeza da casa, com que se livram das coisas que não mais se enquadram. É um processo salutar e produtivo.

Se não tiverem gostado de vós por muito tempo, e pela primeira vez estiverem a permitir-se gostar de vós, isso pode constituir um encontro emotivo. As lágrimas nem sempre são negativas. Elas representam uma manifestação da libertação emocional interna. Elas representam o eu a expressar-se. Desfrutem das vossas lágrimas e desfrutem do facto de chegarem a gostar de vós.

Por vezes, ao trabalharem com a manifestação, poderão sentir-se isolados ou profundamente afastados da realidade do vosso ser, quase como se estivessem “em suspenso.” Não se preocupem. Deus não se encontra em suspenso. Abençoado seja aquele que aguarda. Saibam com certeza que, por existir verdadeiramente um tempo para todas as coisas, a espera pode representar o ajustamento apropriado à altura certa. É importante que assim seja. Saibam que Deus não está em suspenso de todo. Vós podeis estar em suspenso mas não Deus. Isso faz tudo parte da concentração e do direccionamento. Vocês precisam despender tempo convosco próprios, e por vezes isso poderá representar uma longa espera.

Há muitas vezes a tendência de querer ajudar outro a superar alguma dificuldade ou aflição. Não poderão interferir com algo que alguém precise experimentar. Poderão querer manifestar o vizinho da porta do lado a livrar-se do seu estéreo, mas se ele tem direito ao estéreo, ele irá permanecer com ele. Não quererá dizer que tenham fracassado na manifestação; significa que estejam a tentar manifestar aquilo que não se encontra sob o vosso comando. Em vez disso, tentem a capacidade que têm de bloquear o som por intermédio da preferência da parte dele para baixar o volume do som.

Quando a manifestação da saúde atinge determinado parâmetro, saibam que há certas coisas que terão que terão que a acompanhar. Se tentarem curar o corpo demasiado rápido, e uma célula não tenha tido oportunidade de passar pelos níveis apropriados de fortalecimento e de orientação, isso poderia causar problemas mais tarde. A cura envolve tempo; a cura envolve um crescimento da alma; há carma envolto na cura. Precisam manifestar o que seja apropriado e certo àquele que receber a cura. Quando uma pessoa se encontrar aflita com uma doença, precisam compreender por que razão experimenta tal coisa. Não dispõem de toda a história. A vossa manifestação só poderá ajudar a transmitir-lhe coragem para passar por aquilo que tiver que experimentar.

Não podem interferir com o carma de ninguém. Não podem interferir com algo que precise ocorrer. A energia de cura que direccionarem para a pessoa será convertida em coragem, paciência e tolerância com que precisa resistir ao que quer que precise passar. A cura jamais é perdida ou desperdiçada, nem tão pouco irã interferir com um padrão cármico de crescimento da alma. Só poderá ajudar.

O primeiro passo no vosso desenvolvimento pessoal consta da aceitação de vós próprios. Assim que se aceitarem, poderão mudar qualquer coisa que queiram mudar em vós. Enquanto se estiverem a massacrar, não disporão das forças para mudar seja o que for. Lembrem-se que ser humilde significa aceitar-se. Assim que o conseguirem, poderão proceder a todas as alterações em vós que quiserem. Saibam que, ao serem capazes de sentir amor por vós, também serão capazes de ser amados. Ninguém pode ser amado que não sinta amor por si próprio – e isso não é ego. É aceitação.


Ao trabalharem com as energias da manifestação, deparar-se-ão ocasionalmente com obstruções. Terão a sensação de estar a trabalhar, e então o pequeno demónio que diz: "Poderei realmente ter isto? Terei o direito de o fazer? Serei digno disso?", insinua-se. Começam a ter a sensação de irrealismo no que diz respeito à manifestação. Pode querer dizer que precisem reavaliar a razão por que queiram manifestá-lo.

Quando estiverem a manifestar algo, isso poderá ser-lhes justo e adequado nesse momento da vossa vida, mas três meses mais tarde, poderá surgir alguma outra coisa que possa revelar-se justa e acertada para a vossa vida. Se procurarem manifestar essa mesma coisa, nesse instante poderão não o achar confortável. Assim que se sentirem adeptos da utilização das energias da manifestação, serão capazes de saber instantaneamente quando houver alguma coisa que não esteja muito bem, quando as "engrenagens não estiverem a entrar." Mas se recuarem às atitudes e às razões, provavelmente localizarão o bloqueio.

Se tentarem manifestar alguma coisa na vossa vida que não saibam como lidar, ou que provoque mais dano que bem, poderão ver bloqueios a surgir. Não quererá dizer que eventualmente não o possam ter, mas precisarão examinar a razão por que estejam a tentar manifestá-lo. Questionem se estarão preparados para isso.

Muita gente diz: "Se me sair a loteria, então todos os meus problemas desaparecerão, assim como os dos meus amigos." Em primeiro lugar, isso é o pensamento que diz: "Vês, eu sou digno. Consigo tê-lo por ter tido todos estes bons pensamentos relativos ao que vá fazer com isso." Na realidade, ganhar essa loteria pode gerar muita fricção na vida. Pode provocar muito mal-entendido. As pessoas precisam das pessoas. As pessoas têm interacções nas suas vidas por várias razões. Se ocorrer alguma coisa na vida que os deixe na posição de pensar não precisar de ninguém, essa poderá tornar-se numa das mais devastadoras e infelizes experiências da sua vida. Pode representar uma coisa muito perigosa, e um bloqueio para a alma. Quando ocorre um período de vitória na vida, ele ocorrerá somente quando a vida se achar em equilíbrio. Então manifestarão. Reconheçam que será mantido em suspensão até que seja certo e adequado na vossa vida. Também representará um teste à vossa crença. Quando as coisas correm de feição qualquer um pode ter fé, mas quantos terão fé quando as coisas correm de forma adversa?

Dizer "eu sou Deus," difere bastante de dizer: "Deus e eu somos um, e juntos conseguimos qualquer coisa." Há uma diferença entre uma manifestação orientada pelo ego e a aceitação da parceria. Saberão quando for orientado em função do ego por não ter consideração por mais ninguém, e será "eu, eu, eu, eu;" mas jamais eu em relação com outros.

Em vós acha-se todo o potencial do Pai. Ele criou-os à Sua imagem -- não uma cabeça, dois braços e duas pernas -- mas à imagem da Sua energia. Ele criou-os à imagem do Seu pleno potencial. A força criativa reside em vós. Quando entram em contacto com ela, encontram-se em contacto com o Deus dentro de vós, e manifestarão essas coisas da maneira que for apropriada para todos envolvidos. Não haverá ego envolvido, apenas a disposição de O manifestar no mundo físico.

Deus não o "delega em vós, conforme vocês dizem. Vocês terão que O manifestar através do acto físico no mundo. O dançarino precisa dançar, o dactilógrafo precisa treinar, o pianista precisa treinar. Deus dá-lhes o potencial e o talento; o indivíduo define a decisão de ser pianista, dançarina ou dactilógrafo. Precisam treinar e utilizar a energia para a levarem a manifestar. Trata-se de uma parceria de trabalho entre as energias do plano físico e as energias do plano mais elevado.

Tudo quanto fizerem com amor e alegria constituirá uma expressão de Deus. Toda a vez que se queixarem por terem que esfregar um soalho, ou lavar um prato, estarão a negar Deus. Por Ele se achar em todo acto e em tudo quanto existe na Terra. Quando lavam um prato ou esfregam um soalho, isso também se circunscreve na imagem de Deus. Não se trata de caso nenhum de separação - esta é uma lista das coisas que dizem respeito a Deus e esta é das coisas que não Lhe dizem respeito. Elevem todo incidente à mais elevada energia e será Ele. Vocês são os Seus veículos no mundo. Por conseguinte, precisam colocar a vossa mente e energia na manifestação da Sua vontade. Ele deu-lhes a argila bruta, agora precisam fazer a vossa escultura.

Precisarão tirar as velhas sandálias antes de colocarem novas. Isso é senso comum. Passa-se o mesmo com tudo aquilo com que lidam, quer sejam emoções ou coisas materiais. Precisam parar de odiar qualquer coisa antes de a começarem a amar. Resulta. Está em constante funcionamento, mas é um poder que precisam usar. Esse poder é-lhes dado pelo Pai. Podem usá-lo mas precisarão saber que o utilizam enquanto Seus parceiros, e que estarão, consequentemente, a usá-lo em vosso benefício e em benefício da humanidade. Assim que o ego entrar em jogo, terão rompido o contracto. Poderão ainda manifestar, mas irá revelar-se pedregoso. Lembrem-se que aquilo que manifestarem voltará a vós. Detêm tudo quanto envolve e terão que lidar com ele.

A concentração na manifestação precisa ser uma aceitação, não um acto de forçar. Não deixem que a vossa concentração se torne numa questão forçada, mas antes uma forma de aceitação relaxada.

Se tiverem um desejo íntimo que se ache em competição directa com aquilo que estiverem a tentar manifestar, ele irá surgir continuamente e bloquear a manifestação. É quando se encontrarem à vontade com a situação que pela aceitação, a energia grandiosa opera, e não quando estiverem a tentar incuti-la à martelada.

Se nunca tiverem encarado a vida desde a perspectiva positiva e sempre a tiverem encarado como uma luta, sempre a tiverem olhado como implicando uma ajuda, precisarão alterar a atitude que têm. Examinem aqueles pensamentos que lhes bloqueiem a própria manifestação. É como erguer um muro de blocos e depois derrubar os do fundo; terão que começar tudo de novo. A maneira como virem a situação em que se encontram de momento dir-lhes-á como encaram a vida.

Muita vez quando as coisas começam a dar certo, pode instalar-se o pânico. Com lidar com ele? Como haverão de conseguir corrigi-lo? Ter-se-ão debatido por tanto tempo com o que estava errado que agora se afeiçoa difícil saber como reagir ao facto de as coisas correrem bem.

Poderão encontrar-se atarefados com as actividades da vida e não ser capazes de sentar e formalmente trabalhar na manifestação de qualquer coisa. Contudo, lá no fundo, existe o desejo. Esse padrão de pensar está a operar por constituir uma coisa sincera. Esses pensamentos continuarão em operação mesmo durante o sono, por não serem superficiais mas se acharem arraigados.

A manifestação constitui um poder. Aquilo para que dirigirem a energia manifestar-se-á, só que envolve tudo quanto pode acarretar. Uma manifestação orientada em função do ego terá que se dar na esteira de um ego, e por conseguinte, terão que chegar a enfrentá-lo. Terão consciência quando os pensamentos se orientem em função do ego por não abrigarem consideração por mais ninguém, mas será "eu, eu, eu."

As leis universais operam. A manifestação nada tem que ver com a vossa procedência em termos de sistema de crença; tão pouco tem que ver com qualquer prática dogmática. Uma energia não parcial é conduzida ao poder através do processo da concentração. Enquanto conseguirem concentrar os vossos pensamentos em relação com o que estiverem a tentar manifestar, poderão fazer com que aconteça. Lembrem-se apenas que a lei universal diz que receberão tudo quanto envolve. Desse modo, talvez fosse bom pensar em todas as ramificações daquilo que estejam a tentar manifestar antes de começarem.

Não precisam passar a vossa vida inteira a exercitar-se na concentração. Se desenvolverem um quadro claro, consigo daquilo que pretendam manifestar, tê-lo-ão. Tudo quanto terão que fazer é pensar na presença desse quadro. Não precisam forçá-lo. A concentração destina-se a saberem aquilo que querem e a razão por que o querem; ou, pelo menos, por que razão pensam querê-lo. Daí procede tudo o resto; daí, outras coisas poderão começar a manifestar-se.

Há alturas em que o estado de sono constitui um processo de cura. Também representa o instinto natural usado para se afastarem das outras pressões. O corpo, a mente, as emoções correm para o sono como uma via de escape da pressão de todo o género. Se estiver a ser despendida muita energia e estiverem a sentir fadiga, o corpo irá assinalar que é "fim do tempo," dormir. Se a necessidade do sono brotar de uma nutrição fraca, precisam dar início ao processo da alteração dos hábitos alimentares que tenham. Esse período de sono por si só poderá não ser capaz de lhes revitalizar o corpo. Enquanto puderem dizer que não estão a tentar escapar a nada mas estão cansados, o sono será indicado.

Vamos tentar trabalhar m pouco com o percebimento de que dentro de vós existem bloqueios físicos, mentais e emocionais. Cada um deles afecta-lhes a manifestação. Vou colocar isso num nível bastante prático a título de exemplo.

Suponham que em criança eram muito gorduchas, e que sempre tenham querido um vestido vermelho com folhos. Suponham que sempre lhes tenham dito que crianças gorduchas não usam vestidos vermelhos com folhos. Estarão a edificar uma imagem mental em vós enquanto criança gorducha. Em segundo lugar, estarão a edificar uma imagem de vestidos vermelhos com folhos como "fruta proibida." Trinta e dois anos mais tarde, quando já tiverem um tamanho nove, vêem um vestido vermelho encantador, e ao vê-lo não só experimentam o prazer e a alegria que lhes transmite como de imediato se ergue a recordação mental desse fruto proibido. A lógica poderá dizer que não tenha mais importância, por não mais serem uma criança gorda. Encontram-se agora em posição de usar esse vestido vermelho de uma maneira muito atraente, mas o bloqueio mental acha-se presente. Não se sentirão verdadeiramente confortáveis com os folhos vermelhos até que libertem o velho padrão do subconsciente e o reprogramem.

Precisarão examinar a razão por que estarão a sentir o bloqueio. Precisarão interrogar-se da primeira vez em que tenham sentido que o vestido seja uma coisa proibida, algo que não era para vós. Quando chegarem a esse ponto, recuem com ele mais e comecem a descobrir o tipo de relação que tinham com o bloqueio mental. Como se sentiram quando ele lhes tiver sido negado da primeira vez? Geralmente existe um elo entre a negação inicial e a forma como se sentem ao obtê-lo agora. Poderão superar o bloqueio mental e dizer: "Não me importa se deva ou não tê-lo, vou comprá-lo!" Vão até ao bloqueio mental, identifiquem a emoção que terão sentido quando pela primeira vez se tiver feito anunciar e, desse ponto de origem, comecem a mudar o bloqueio ao deixar que se liberte nesse momento do tempo. Oito anos de idade -- gorducha -- vestido vermelho negado -- rejeição terrível e infelicidade. Porquê? Não só por não poderem ter tido o vestido, mas pela primeira vez, perceberem que eram gordas. Pela primeira vez, perceberam que havia algo "de errado" convosco aos olhos dos outros.

Quando acharem que sentem qualquer coisa de desconfortável numa questão da manifestação, recuem no tempo até onde se encontra mentalmente presa. Ao pensarem nisso, serão bem-sucedidos na recaptura desse momento. Terão conseguido empurrá-lo para baixo em vós por tanto tempo que assim que realmente começarem a olhar para ela, ela irá saltar. A diferença está em que não irão olhar para ela do ponto de vista de uma criança gorducha de oito anos; irão olhar para ela como um adulto dotados da com preensão de quem são. Por meio desse processo poderão experimentar a libertação e desfrutar da vida sem dúvidas ou culpa.

EXERCÍCIO

Pensam naquilop que desejam manifestar. Agora digam:

Aceito-o; é meu.

Pensem nisso e sintam os aspectos em que não lhes pareça fácil, onde sintam existir um ponto de irritação ou desconforto. Agora digam:

Aqui está o bloqueio; Busco o aspecto emocional.

Vão sentar-se tranquilamente e pensar nisso até que se recordem da emoção associada ao bloqueio. Agora poderão sentir-se um pouco comovidos; não deixem que isso os incomode. Trata-se unicamente de um alívio e não tem importância. Ao libertarem essa energia irão pensar na idade com que estariam quando isso terá sucedido por uma primeira vez, e a afirmação que farão por essa altura será:

Eu situo-o nesse momento.

E a seguir:

Eu liberto-me e alivio isso nesse momento.

Se o mesmo tipo de rejeição tiver ocorrido em diferentes alturas na vossa vida, recuem até à primeira, por essa ser a primeira que os terá tornado susceptíveis para com o resto. Estão em busca da primeira altura em que tenha ocorrido. A seguir irão libertar-se aliviando isso nesse momento do tempo.

Este exercício será somente usado caso se sintam apreensivos ou bloqueados enquanto tentam manifestar alguma coisa. Isso é feito quando se sentirem inquietos, quando se encontram bloqueados. Precisam descobrir primeiro porque pensam dessa forma e que emoção estará associada a esse padrão de pensar. Deixem que isso recue ao ponto e à idade em que primeiro tenha ocorrido. Agora reconheçam com que idade estariam nesse momento. Se não conseguirem apurara idade exacta, indiquem uma aproximada e libertem os bloqueios nela. Inspirem profundamente e ponham-se à-vontade.
Pensem naquilo que pretendem manifestar e procedam à vossa firmação:

Eu aceito-o; é meu.

Ao pensarem nisso, deixem que se torne claro na vossa mente e a seguir interroguem-se se se sentem apreensivos com relação a isso em qualquer momento. Se não sentirem, continuem a concentrar-se.

Quando tiverem descoberto um aspecto irritante, vão até ao momento mental (a forma como então se sentiam com respeito a isso). E agora até ao momento emocional (as sensações evocadas). Agora libertem-no nesse momento do tempo. Libertem-se. Inspirem profundamente e repitam-no.

Encontro-me livre. Rejubilo. Estou feliz. Sinto-me realizado. Dou graças a Deus.

Agora regressem.

Quando libertam num determinado momento do tempo, perdoam a todos quantos se achem envolvidos, libertando-os igualmente nesse momento do tempo. Reconhecem que aquilo que ocorre convosco num determinado momento não precisa ser carregado ao longo da vida inteira. Toda a vez que começar a surgir de novo, voltem a libertá-lo até que consigam extirpá-lo. Digam: "Liberto isto para o devido momento no tempo. Abençoo-o e esqueço-o. Acho-me livre; sinto-me feliz; sinto-me em júbilo."

Vocês podem criar associações com qualquer coisa em início de vida, o que poderá vir a tornar-se numa verdadeira pedra no sapato tanto mental como emocionalmente, mais tarde. Até que procedam a um rastreamento para o descobrirem, poderão pensar que esteja relacionado com outra coisa qualquer. Poderão descobrir que alguns daqueles a quem tenham estado apegados tenham sido aqueles a quem outros os tenham levado a sentir apreensivos. De certo modo sentiram que não deviam gostar deles. A tia fulana de tal pode não ter sido um pilar da sociedade, mas era divertida. Poderão recordar os adultos a dizer: "Sabes, a tia fulana de tal," com aquele tom. Mais tarde, quando conhecerem alguém que tenha os atributos da tia fulana de tal que seja divertido, poerão sentir-se apreensivos no contacto com a pessoa.

Há tantas formas por que são subtilmente influenciados pelo passado. Nem sempre envolve alguém que lhes faça alguma coisa, mas antes a forma como terão visto a situação. Uma das melhores experiências que poderão fazer é colocar-se nas posições emocionais e físicas de mais alguém. Por um dia, por uma hora, circulem com uma venda nos olhos. Baixem-se sobre as vossas mãos e os vossos joelhos e vejam como o mundo parecerá para um miúdo de dois anos, e compreenderão porque certas coisas os deixam assutados. Conseguirão imaginar como é quando um grupo de gente de um metro e vinte os olha de cima quando são catraios? A criança deverá certamente sentir que deva haver uma coisa descomunal prestes a atacá-la.

Por vezes quando vão até o padrão do pensamento e da emoção, perceberão que não andam juntos. Existe uma terceira emoção. Por exemplo: Lembram-se da primeira vez que se terão sentido desobedientes ou marotos. Alguém terá morrido. Não compreendiam a morte e terão sido apanhados às risadinhas numa altura em que o resto da casa se encontrava solene. Não é a morte que emocionalmente os vincula a esse instante, mas um sentido qualquer de culpa. Esperavam uma atitude da vossa parte a que vocês não terão sido capazes de corresponder por não o compreenderem. Há uma confusão de emoções, e elas precisam ser compreendidas. Quando se deparam com essa energia dupla, busquem a causa real da razão porque a culpa se acha presente.

Podem ser desenvolvidas cedo na vida as atitudes que mais tarde se tornam desvantagens. O desejo de ser diferente pode brotar da necessidade anterior posteriormente usada na vida como um instrumento. Por exemplo, nas relações de negócios com os superiores, poderão recusar reconhecer a autoridade que tenham e mais tarde ter problemas originados de uma experiência de adolescente qualquer que há muito se tenha passado e actualmente não tenha qualquer interesse na vossa vida. Isso poderá deixar uma marca de desprezo de tal ordem por disciplinas que mais tarde poderiam resultar bastante construtivas para vós. Mas nesse momento, essas atitudes não os servem pelo melhor.

Quando tiverem dificuldade em aliviar uma dificuldade emocional proveniente de anos anteriores, pensem de volta quando se encontravam nessa idade. Interroguem-se se estarão com dois anos de idade, presentemente. Podem ater-se a um ponto de vista de um garoto de dois anos, assim como poderão olhar de volta para outros incidentes que possam ter ocorrido nessa altura e reconhecer que seja aí que a emoção pertence.

Já alguma vez terão ouvido a forma como os pais falam dos filhos: "O papão vai-te apanhar!" "Vou-te entregar ao polícia; ele vem aí e vai-te levar preso." O poder de aliviar traumas provenientes dessas experiências vetustas acha-se em vós. Não julguem as acções dos vossos pais. Analisam-nos com a mente que possuem actualmente e compreendem-nos. Lembrem-se que a repetição de afirmações determina se mantêm ou libertam alguma coisa. Observem as declarações que proferem. O subconsciente reteve essas recordações nos seus pequenos cantos e recantos. Por isso, precisam libertar isso regularmente até que o subconsciente sentir que realmente estão a falar a sério.

Reservem um tempo para ficar a sós convosco próprios, a fim de se permitirem libertar esses pequenos "espinhos." Deixem-nos sair com consciência de que, ao libertá-los, estarão a proporcionar a vós próprios um novo começo na vida.

É da natureza humana apegar-se a atitudes mesmo quando não gostam delas. "Poderá ser mau hábito mas pertence-me, e não vou abrir mão dele." A repetição de uma afirmação é necessária para assegurar o vosso subconsciente de que vão desistir dela.

Sempre que se voltarem para esse exercício, digam a vós próprios: "Vou aceder a ele com alegria e uma excelente oportunidade de me livrar de atitudes negativas que me incomodam e me sobrecarregam a vida." Não o abordem com uma atitude do género: "Preciso desistir disso," porque tal afirmação dirá que não querem abrir mão disso. Tudo quanto diga que não se acham no comando da situação gera uma energia de oposição. Se lhes disserem que não podem ir até aquele salão, a única coisa que quererão fazer será ir até esse salão. Quererão descobrir por que razão não podem ir até lá.

Quando trabalharem com isto, façam-no com alegria, saibam que estão a desprender isso. Usem uma visualização que consigam sentir e ver. Pensem em algo que represente uma coisa negativa para vós; por exemplo, andar num dia quente de Julho com catorze camisolas vestidas. Visualizem cada camisola a ser retirada, uma a uma, e com isso, uma parte da negatividade a desaparecer. Irão sentir-se tão aliviados por tirar todas essas camisolas num dia quente de Julho, que com isso sentirão o alívio da negatividade. Quando usam uma visualização, tornem-na pertinente e potente. A visualização tornará cada vez mais fácil livrar-se das coisas que os deixam infelizes.

Quando começam a trabalhar com a libertação de bloqueios de ordem negativa internos, o melhor será atacar cada problema de cada vez. Quando sentirem que o tenham verdadeiramente aliviado, tentem outro. Isso será melhor do que pegar numa cesta de alqueire de atitudes que sintam precisar se alteradas. Afinal de contas, de que modo irão rastreá-las a todas ao mesmo tempo? Como irão conseguir saber que emoção se acha associada a qual evento? Destaquem um. Aquilo que estarão a fazer é a abrir-se de modo a conseguirem percorrer o longo corredor negro com um holofote para descobrirem o interruptor que acenda as luzes em todo o corredor. Estão a dizer: "Estou a pegar num momento do tempo que representa um ponto de foco mental." Ao percorrer o corredor a fim de descobrir a emoção que lhe esteja associada irão descobrir o interruptor e e dar luz a vós próprios. Ao fazerem isso, estarão igualmente a levar a luz a toda a gente. Toda a vez que sentirem a emoção, recordem-se que ela pertence a outro momento no tempo. Deixam-na partir; abençoam-na; e ela evapora-se.


O controlo e o enfoque que faz com que as coisas aconteçam na vossa vida já se encontram em vossa posse. Não se pode ser passivo com relação à sua vida. Há uma parceria de trabalho entre a vontade divina e vós. Quando vocês dizem: "A Tua vontade e não a minha," não quer dizer ficar sentado na passividade à espera que Ele lhes faça a mente. Significa ter a coragem de pegarem no dom divino do livre-arbítrio que Ele lhes dá e decidir-se trabalhar com ele. Disponham-se a aceitar que haja alturas em que poderão cometer um erro, mas mesmo um erro representará uma experiência do crescimento da alma e para vosso benefício. Confiar que consigam tomar uma decisão constitui o primeiro passo. "Se Deus está comigo, então todas as coisas que faço serão em meu benefício. Tomarei a decisão acertada. A Sua vontade, a Sua fé, são minhas." É ter a confiança para confiar que deixa tudo em ordem por vós.

Quando estiverem a trabalhar com a manifestação e tiverem feito tudo no vosso poder para levar a que resulte, e parece não dar quaisquer resultados, então aceitem que haja um poder além de vós que o esteja a manter em espera até o devido tempo. Deus não lhes deu todas as faculdades para que as desperdicem. Ele deu-lhas para as usarem. Vós tomareis decisões na vida, e realizar-se-ão através dessas decisões, reconhecendo que se uma decisão não resultar em vossa vantagem, ainda assim terão aprendido com iso. Nesse sentido, não os terá deixado ficar mal. Essa é a razão para se interrogar "porquê?" Qual será a verdadeira razão porque o quererão?


ACREDITAR É O PODER QUE TORNA O DESEJA UMA REALIDADE


A CAMINHO

Este capítulo irá debater a manifestação de grupo. Tal como os indivíduos serão capazes de manifestar, também é possível aos grupos ou às nações manifestarem. Não há limite para a quantidade da energia colectiva pode ser reunida numa manifestação, mas nessa energia colectiva, precisa haver um propósito. Se eu fosse sugerir a um grupo que o peixe seja um alimento nutriente e simplesmente lhes pedisse para se concentrarem no seu peixe favorito, o provável é que houvesse diversas ideias, cada uma de acordo com os diferentes paladares individuais. A energia poderia ser dirigida para o bacalhau, para o lúcio ou para o linguado. Surgiria uma multiplicidade de ideias relacionadas com peixe. Por isso, quando um grupo pretende manifestar, precisa concentrar-se, e possuir uma total compreensão daquilo que estejam a tentar manifestar. Precisam compreender completamente cada aspecto da coisa, e precisam atravessar a mesma atitude purificadora que um só indivíduo atravessa na libertação das energias da ira e do ressentimento.

Recordem sempre que não conseguirão trazer bem à vossa vida enquanto estiverem a pensar e a desejar mal a outra pessoa. Não há "meias medidas." É uma daquelas situações de limpar todo o acto ou de não tentar, e assim sucede com um grupo. É por essa razão que o grupo não compreenderá por que razão o êxito que tem buscado não terá chegado. Será por não se ter focado de verdade numa coisa e emitido energia na direcção dela. Por outras palavras, uma energia colectiva precisa ser uma energia singela quando estiver a manifestar.

Isso poderá ser-lhes útil, por se encontrarem sempre envolvidos em grupos de todo o género. Pode ser qualquer tipo de grupo. Pode ser um grupo de trabalhadores do escritório que busquem uma melhoria no seu escritório, assim como uma interposição colectiva de ajuda a alguém. Qualquer tipo de diligência colectiva levado a um único ponto de energia e manifestar como tal. Todos vocês o poderão fazer, quer singular, quer colectivamente.

Aquilo que cria o processo da manifestação por vós por um padrão muito forte é a vossa crença. Tal como vocês não podem amar enquanto odeiam o vizinho do lado, nenhum de tampouco poderão manifestar quando realmente não acreditam que possa ocorrer. A falta de crença de que padecem terá negado a manifestação. Se acreditarem que possa ser legitimamente vosso, e que é vosso, e que já se encontra na vossa posse, só precisarão redescobrir isso em vós. Estarão então habilitados a trabalhar com isso.

Saibam que manifestarão o que for acertado para vós. Não poderão manifestar nada de errado para outro e ter uma manifestação adequada para vós. Não pensem em usar a energia da manifestação para prejudicar outros, porque se o fizerem, o único lugar em que o prejuízo virá assentar será em vós. Tudo quanto emitem é quase como um bumerangue, e irá naturalmente voltar a casa, para o poleiro.

Temos vindo a falar acerca da energia de manifestação como se fosse uma entidade separada, mas na realidade, faz parte de tudo o que fazem na vida. Faz parte da forma como acreditam; parte da forma como actuam, parte da forma como fazem o vosso trabalho. Por outras palavras, quando manifestam alguma coisa na vossa vida, não é somente quando se sentam e praticam um exercício de manifestação, mas envolve o quanto acreditam nisso durante o resto do tempo, e o quão permitem que o resto do tempo da vossa vida reflicta isso. É por isso que aquele que alega ser espiritual não se pode simplesmente sentar num grupo espiritual e dizer que é espiritual. Quando saem porta fora, isso precisará ir com eles, e eles precisarão interagir com os outros de uma forma espiritual.

Quando estiverem verdadeiramente prontos para aceitar e tentarem mudar a vossa vida, poderão sentir temor. Poderão deparar-se com um sentimento em vós que diga: " Mostra-me o caminho," por um lado, e fugir da resposta por outro. Quando se sentem insatisfeitos convosco próprios, muitas vezes esperam que o que lhes for mostrado possa representar um julgamento vosso.

Se começarem o processo dispondo-se a ver as mudanças, elas começarão a manifestar-se por várias formas. Não só caminhos de investigação serão revelados, como portas se abrirão. Acontecerão coisas. O que tiverem pensado ser tão árduo antes parecerá subitamente fácil. As coisas começarão a mudar. Deixarão que ocorra pela percepção e que possam, de que irão, e de que não faz mal.

Não é egoísmo manifestar na vida; é aceitar a parceria que têm com o Pai seriamente. Se pensarem que Deus o faça por vós, bom ou mau, ou que seja tudo culpa sua, ter-se-ão demitido da responsabilidade. Significará que não assumem qualquer responsabilidade por tudo quanto fazem. Vivam os princípios do Pai, e a partir daí, formarão uma parceria que lhes permitirá auxiliá-Lo a manifestar na vossa vida. Lembrem-se de tirar um momento para dizer obrigado quando isso chegar. Mostrem que sabem e que se importam por ter chegado, por isso fazer toda a diferença do mundo.
Quando pela primeira vez optam por manifestar, com frequência a coisa que escolhem não é bem aquilo de que precisam, mas o que pensam precisar. Ao começarem a ver ou a sentir as energias em movimento, pensarão duas vezes. Examinam de novo e reavaliam.

Por o sonho constituir uma das formas mais vantajosas de obter mensagens dirigidas a vós do que esteja guardado no subconsciente, muitas vezes terão lições no estado do sonho. Tenho um bom exemplo do modo como isso funciona. Um estudante de uma das minhas aulas passou por uma frustração considerável nos estágios iniciais de aprendizagem da manifestação. Ele aprendera a empregar essas técnicas, e passado pouco tempo, começou a ter uma série de receios com relação à sua manifestação. No treino de operar com as energias de manifestação, chegou mesmo a modificar o que buscava, mas em vão. Sentiu-se muito estranho durante o tempo todo. O processo atingiu o clímax com um pesadelo em que ele operava no cérebro de alguém e literalmente o afastava do crânio. Ele acordou petrificado. Percebeu que era o cérebro dele, e que lhe tinham dito que o tinha feito entrar em curto-circuito.

Ele não estava preparado para enfrentar o enfoque da sua energia de manifestação, e gerou um curto-circuito. Para ele, isso por si só constituiu uma constatação formidável. Se recordarem que o cérebro constitui o mecanismo destinado ao processo do pensar, reconhecerão que ao operarem na mente, estarão a altera o que venha ao vosso encontro, porque assim como o homem pensa, assim também verá que isso vem ao seu encontro. Ele precisava ver para onde estava a dirigir a sua energia de manifestação e descobrir por que razão tinha sentido a necessidade de o levar a um curto-circuito.

Não há conflito em manifestar qualquer coisa na vossa vida com: "A Tua vontade, não a minha." Se estiverem a tentar manifestar boa saúde, poderão conhecer alguém que os trate por métodos holísticos; poderão conhecer o cirurgião adequado ao que precisa ser corrigido. "A Tua vontade," trará os meios para essa saúde, mas a manifestação da saúde precisará sofrer um estímulo da vossa parte para atraírem isso a vós. Reconhecem que possa haver mais que uma forma por que isso possa chegar até vós, e que a melhor forma por que chegue até vós seja o que manifeste a vosso favor. Se a vossa manifestação se achar em directo conflito com padrões cármicos, não manifestará, por isso: "A Tua vontade, não a minha."

Precisam entender que quando o Pai criou, Ele criou o método de energia para a perpetuação daquilo que Ele criou. As energias metafísicas que podem ser usadas são criação Sua destinada à perpetuação da compreensão que o homem tem da parte superior do seu ser. Todo mestre que tenha vindo a esta Terra terá referido a mesma coisa - que o homem, por intermédio do amor, por meio de Deus, por meio do acto de se centrar em Deus, venha a conseguir aquilo que o mestre consegue.

De início poderão alçar voo pensando: "É isso; sei exactamente aquilo que quero. Caramba! Aqui vamos nós!" A meio caminho, começam a dizer: "espera lá. Em que será que estou preso pelo rabo, aqui?" É aquele tipo de enrascada, por haver mais a manifestar-se do que "uma coisa." Está a ocorrer a manifestação do crescimento da alma, e os níveis da consciência estão a mudar. Todo o padrão daquilo que estão a manifestar está a afectá-los a todos os níveis da vossa vida, e não só no plano material.

Por vezes, quando tiverem descoberto o ponto de origem do bloqueio e sentirem dificuldade em libertá-la, será por lhe terem anexado outros aspectos. É quase como uma teia de aranha com muitos, muitos fios que se propagam em muitas direcções e momentos no tempo e muitos lugares, no padrão de energia que estão a usar. Até que a rastreiem como um fio até ao seu ponto de origem, não conseguirão verdadeiramente abrir mão dela. Procurem ver que outras coisas estarão a alimentá-la. "Não consigo abandonar esta tristeza - porquê? Que será que tem que me leva a querer sentir-me triste e permanecer nesse estado?" Se não abandonarem essa tristeza, poderá tornar-se num receptáculo de toda a tristeza.

Há uma parte do homem que o leva a sentir não se atrever a ser completamente feliz, porque se se sentir, irá aparecer alguém e tirar-lhe essa felicidade. Isso acha-se ligado a uma forma qualquer de sensação de demérito no passado. Sigam o rasto do que se tenha ligado ao sentimento. Vão até à primeira vez em que tenham experimentado esse sentimento; a seguir vão até à vez seguinte em que o tenham sentido. Por exemplo, sentiram-se tristes por ter havido uma morte na família. Morreu-lhes a avó. Só tinham três anos quando a morte se deu, pelo que não terão conhecido a avó muito bem, e não compreendiam a morte de todo, mas havia um manto de tristeza sobre a casa. Por isso, quando a morte é mencionada, sobrevém uma tristeza, muito embora não a entendam.

Quando estavam com dez anos morreu-lhes o cão. Vocês amavam esse pequeno cão. Agora têm um entendimento de algo que lhes foi tirado à menção dessa palavra "morte." A tristeza agora traz uma dor com ela, de modo que a segunda experiência terá reforçado o sentimento original, mas também trouxe uma compreensão com ela. A partir daí, poderão ir até uma outra experiência de morte e, talvez descobrir que existam circunstâncias agravadas. A mulher do vosso irmão morreu; Nunca terão chegado a gostar dela. Há sentimento de culpa. Há não só tristeza e dor por ser suposto sentirem tristeza e dor ante a morte, mas agora sobrevém culpa. Durante todo esse tempo a morte ter-se-á desenvolvido na vossa mente por meio dessas experiências colectivas. Vão em frente e descubram que outros impedimentos se terão ligado ao receptáculo original. Quando não conseguem abrir mão de uma coisa qualquer, têm que recuar ao ponto de origem e descobrir o que o tenha causado, e libertá-lo.

Outra coisa a perceber é que, se tiverem impregnado o subconsciente com um sentimento particular, ele necessitará da repetição do sentimento oposto para o libertar. Precisarão dar-lhe tempo. Se a repetição não o libertar, façam um rastreio a ver que outras energias terão começado a nutrir a energia original. Somente então libertarão dela.

Se se tiverem atado emocionalmente a um determinado ponto no tempo, não podereis avançar no presente. Quando examinam im incidente da vossa compreensão actual, examinam-no com a compreensão actual. Poderão agora ver essa reacção e energia de um ponto anterior e serão agora capazes de a libertar.

Muitas vezes, quando abrigam uma expectativa emocional em vós, embutem uma via de escape. Poderá ser uma declaração que diga: “Vou fazer isso por tanto tempo, mas não vou ser capaz de o manter.” Já terão negado a capacidade que têm de o manter com tal declaração. Precisam começar a abastecer-se de novas declarações para removerem a velha atitude. Se não a conseguirem rastrear, será alguma coisa com que estejam a trabalhar no presente, também. Digam a vós próprios que podem sustentar qualquer coisa conquanto o queiram.

Há, no vosso mundo, uma expectativa predominante que é a de cair aos bocados por volta dos sessenta e cinco. Toda a gente tem que estar aposentada por essa altura; a mente não consegue mais funcionar; tudo começa a funcionar mal. Claro que sim! A vossa cultura programa isso em vós desde a infância. “Pobre avó!” “Velho” – “Pobre” – más notícias! Quanto mais se aproximarem da idade do avó mais se convencerão de que o corpo venha a fazer exactamente o que o do avó tenha feito. Vocês são uma totalidade; vocês são saudáveis; vocês estão bem até ao vosso último suspiro – seja quando for que isso ocorra. Não aceitem que precisem seguir uma morte de vós próprios por causa de uma estranha programação cultural. Matusalém (o patriarca Bíblico que viveu 969 anos) não constituiu acidente nenhum. Ele viveu para além dos anos da maioria dos homens. Vós manifestais cada instante das vossas horas despertas. Vocês estão constantemente a manifestar, mesmo quando não pensam conscientemente nisso, por isso tenham cuidado com aquilo que pensam – poderão mesmo consegui-lo.

A pessoa que diz: “Tu conheces-me; estou sempre atrasado,” manifesta atraso na sua vida toda a vez que profere tal afirmação. As pessoas que fazem isso aceitam o facto de estarem permanentemente atrasadas e depois admiram-se da razão para não serem convidadas para a interacção com outras. Não associam o que proferem ao que lhes sucede na vida.

Recordo-me de, não há muito tempo, olhar para o vosso mundo e ouvir as pessoas dizer que a Europa ficava tão longe do vosso continente, coisa que actualmente não passa de uma questão de horas. Os Americanos hoje em dia acham que ir à Europa não é coisa demais. É um mundo em constante mudança, o vosso. Aquilo que tenham pensado ser um absoluto a determinada altura, deixou de ser um absoluto numa outra altura, pelo que precisam dispor-se a examinar periodicamente com o que programam para vós próprios.

Uma criança a quem tenha sido dito vezes sem conta para não trepar a uma árvore, mais tarde na vida, o provável é que venha a sentir enorme dificuldade em trepar a uma até que diga a si próprio que consegue. Ela precisa alterar o padrão do pensar presente, devido a que por baixo, está constantemente a programar-se. Prestem atenção àquilo que dizem nas conversas casuais que têm. Joguem o jogo chamado: “Puxar o tapete debaixo dos pés toda a vez que me ouvir a mim próprio proferir tal declaração negativa.” Digam a vós próprios, “Errado! Isto é a verdade para mim, actualmente,” e afirmem o contrário.

Em crianças não determinam aquilo que vão aceitar; ainda se encontram numa situação de programação. Sofrem influência parental, influência proveniente de professores e pressões dos pares. Por não terem consolidado um padrão de pensamento vosso, aceitam o de toda a gente. Em adultos, chegam a controlar aquilo que vão permitir que se torne parte de vós, o que não quer dizer que não se vejam em situações negativas, mas não precisarão as aceitar como vossas. Se alguém disser: “Não creio que sejas capaz de fazer isso,” respondam: “Eu acho que sim, e gostaria de o tentar.” Não dizem: “Creio que provavelmente não; tens razão.”

Quando estiverem numa situação em que haja negatividade, não se aliem dessa negatividade dizendo que toda a gente seja tão negativa. “Não consigo fazer nada por toda a gente ser tão negativa.” Não. Digam: “Eu encontro-me numa postura positiva,” e enquanto nela permanecerem, conseguirão lidar com ela não obstante o que se passar ao redor de vós de natureza negativa. Somente quando se aliam dela sem pensarem que ela começa a exercer um verdadeiro poder sobre vós. Pensem num instante em que se encontrem numa situação negativa para impedirem de se aliarem a ela. Em vez disso, permitam-se avançar a partir de um ponto positivo.

Identificar no passado a origem das mágoas não quer dizer que não sintam a dor, mas que podem deixar que comece a dissolver-se. Ao perceberem que as circunstâncias de hoje são diferentes das de então, disporão de tudo quanto necessitam para as tornar diferentes. Se alterarem a percepção que têm do incidente, mais fácil será esquecê-lo.

É importante que não se dispersem demais. Precisam realmente saber para onde quererão dirigir a energia. Lembrem-se que possuem uma energia, e que só podem focar essa energia num sítio só.

A maneira de saber se deverão manifestar ou não passa por se interrogarem se se sentirão felizes. Se disserem não, precisarão proceder a mudanças e manifestar de forma diferente na vida. Se puderem dizer que sim, que estão contentes e satisfeitos, o provável é que já tenham manifestado muitas coisas óptimas e estupendas com que se acham, de momento, contentes.

Se disserem sentir-vos contentes e alguém lhes perguntar se acreditam nisso, que será que respondem? ”Bom, talvez não.” Nesse caso não terão acreditado nisso desde logo. Se disserem, “Sim, estou,” e vos perguntarem “Como podes estar?” digam: “Por me sentir feliz – tu não estás?” Se se sentirem felizes e contentes com a vossa vida, terão manifestado aquilo de que a vossa vida precisa, e terão tudo.

Lembrem-se que as técnicas da manifestação se destinam a ajudá-los a compreender que podem trabalhar com elas e controlá-las. Não se destina a servir de lista de controlo – esta semana a casa; na próxima semana o carro, na seguinte o amigo. Não. Destina-se a ajudá-los a ver que podem manifestar mudança através do uso dos poderes que Deus lhes tenha dado. Vocês podem mudar a vossa vida.

Existe um elo entre os vossos sentidos físicos e os vossos sentidos espirituais. No estado meditativo, vocês criam a harmonia existente entre eles. Essa harmonia abre a porta para a consciência universal. É como descobrir a frequência exacta. A paciência é sempre muito necessária, mas parece ser a coisa mais difícil para a humanidade aprender. Saibam que se se dispuserem a dedicar-lhe disciplina e compreensão, isso ocorrerá. Pratiquem no vosso mundo físico a arte da ver e de ouvir. Ouçam de verdade o que estiver a ser dito; vejam de verdade o que estiver a ocorrer.


Vocês respondem a qualquer momento da vossa vida com a consciência e compreensão emocional do momento. Isso não torna o facto errado; significa que é a vossa resposta do momento. No momento seguinte, uma semana mais tarde, um mês mais tarde ou dez anos mais tarde, ainda estarão a olhar para isso, só que com uma nova consciência, uma consciência que diz que não tenha sido uma boa decisão - mas não uma decisão errada. Não condenem.

Acima de tudo, sintam amor incondicional por vós próprios e saibam que quando estão a trabalhar com a manifestação, ela atiça as coisas. Não lhes estou a ensinar a sair por aí a pedir qualquer coisa que queiram; Estou a ensiná-los a apurar por que razão o quererão. Estou a pedir-lhes para examinarem os vossos valores e para apurarem no vosso íntimo se serão acertados para vós. Isso atiça todo o género de ninho de vespas, mas se as examinarem, livrar-se-ão delas e a vida correrá serena.

Olhem o próximo e vejam Deus nele ou nela. "O Deus em mim vê o Deus em ti." Por outras palavras, em vez de andarem com modos negativos, andem com um modo positivo e construtivo que diga: "Vejo o bem em ti, porque se o estou a ver, ele deverá aumentar. Deve estar aí para florescer. Se só vir o negativo em ti, estarei a ajudar a que isso floresça." Amarem-se uns aos outros de forma incondicional significa amar, não pela avaliação do desempenho, mas por Deus ser, vocês serem, e assim serem.

Amar-se incondicionalmente significa não julgar. Se começarem a julgar a pessoa, juntar-se-lhe-ão. Ter-se-ão tornado exactamente como ela. Vejam a faceta divina na pessoa. É isso que amam e abençoam nela. Ninguém poderá magoá-los nos sentimentos a menos que o permitam; Ninguém poderá deixá-los irritados excepto vós próprios. Essas são as respostas que dão à energia. Por conseguinte, quando estiverem a lidar com alguém que pareça ser negativo, não se juntem a essa negatividade. Possuem o direito divino do discernimento, o qual lhes diz que não precisam aceitar isso como vosso.

Importará que mais alguém tenha feito algo de errado a si próprio? Uma pessoa consome drogas. Isso é prejudicial para o organismo. Pode não ser adequado para vós pelo que não o aceitarão, mas não os condenem nem se juntem a ela. O julgamento diz respeito à lei universal da causa e efeito e acha-se constantemente em movimento. Acha-se sempre presente; sempre a funcionar. Nada se safa, pelo que o homem não precisa preocupar-se com isso. Quando alguém lhes magoa os sentimentos, interroguem-se da razão de tal susceptibilidade. Talvez aquilo que esteja a dizer seja verdade, e vocês não queiram ouvir. Talvez aquilo que diz não seja verdade, mas então não sabem como confirmar isso. Por vezes alguém dirá uma coisa qualquer e vocês sentem-se frustrados. Sabem que não é verdade, só não sabem como explicá-lo, de modo que a oportunidade de procederem a uma correcção esvai-se. Ficam presos sem ter aberto a boca. Isso sucede a muita gente.

O que precisam lembrar é o seguinte: As pessoas agem negativamente na vida - por que critérios? Quem quiser consumir drogas que consuma. As pessoas dir-lhes-ão que deixarão de as consumir em qualquer altura, que não lhes são prejudiciais. Pelos padrões de avaliação delas, não tem importância. A vossa resposta passa por dizerem "Segundo os critérios de quem?" Não fazem de coisa nenhuma parte de vós que não sintam ser correcto para vocês, mas não condenem o próximo. Amem-no de forma incondicional ao nível espiritual. Amá-lo de forma incondicional não significa levá-lo para o vosso seio, para o vosso lar, e tornar-se um com ele. Significa amar Deus nele. "Não tenho que ser um com ele, nem tão pouco julgá-lo." Essa é a pequena nuance que marca a diferença.

Um desafio do âmbito do desenvolvimento da alma sempre conterá um ingrediente funcional; um aspecto negativo sempre terá uma extensão directa para uma dada acção negativa. Uma pessoa que sempre tenha sido intempestiva, que nunca tenha visto o bem em ninguém, que nunca tenha sido capaz de dar de si, terá uma vida solitária. A solidão para essa pessoa representará um ponto negativo, mas terá sido atraída pelo que tenha disseminado - o afastamento dos outros. Há sempre um laço directo à negatividade visível. Na verdade podem constatar a correlação.

O desafio será uma coisa qualquer que lhes dará a oportunidade de trabalhar de uma forma produtiva com vista a um fim. Caso alguém tenha um pai ou mãe inválido que necessite de cuidados, isso poderá parecer que lhes prenda a vida. Na realidade, poderá atrasar algumas das coisas que gostariam de fazer nesse momento, mas não lhes nega tais coisas; porque mais tarde poderão ter uma oportunidade de as gozar. Entretanto, a alma terá crescido com o trabalho que tenha sido feito, desde que tenha sido de uma maneira carinhosa. Se for feito com ódio, não terão atraído o bem a vós, nem a satisfação, numa data posterior.

É normal sentir um ressentimento parcial por qualquer coisa que os restrinja. Amam os filhos carinhosamente, mas têm alturas em que sentem que, se não os tivessem, ver-se-iam livres para fazer o que quisessem. Isso representa um pensamento passageiro e não quer dizer que corresponda ao que sentem de verdade com relação aos vossos filhos. Não passa de um ânimo passageiro. Percebem isso e dizem, "Eu amo-os de verdade, e sei que farei o que puder por eles." Já terão respondido a isso; já o terão apagado. Contudo, se com tudo quanto façam disserem a uma criança: "Isto é por tua causa. Tenho passado isto por tua causa. Tenho levado uma vida miserável por tua causa," essa criança não lhes irá ser de muita serventia na idade avançada - nem tão pouco a mais ninguém.

Por vezes quando mudam um velho hábito, não estão muito preparados para assumir um novo. O exemplo perfeito disso está em imediatamente a seguir a um divórcio, saltarem para outro casamento. Não terão tido tempo para se descobrirem enquanto indivíduos. Assim que se conhecerem, poderão entrar numa outra união sem as comparações com associações prévias. É como dar tempo a vós próprios para respirar. Parecerá desagradável por se sentirem sós e necessitados de amor, mas será um período que lhes dará um sentido de liberdade e de compreensão que permite que a união seguinte seja mais afortunada. O que parece negativo é a preparação que permite que a polaridade da primeira experiência ocorra.

Também precisam perceber que há alturas em que precisam afastar-se de uma energia. Já ouvi as pessoas dizerem, "Sempre que lá vou, é sempre a mesma coisa, acaba numa briga." Se isso os deixa tão incomodados, porque ainda vão lá? Precisam dispor-se a mudar na situação em se encontram. Os alcoólicos não deveriam andar pelos bares, porque se os frequentarem não haverá como evitar que sejam tentados.

Quando souberem existir uma atmosfera negativa, não vão lá. Digam a vós próprios que é ridículo colocar-se nessa posição. Afastam-se dessa atmosfera de negatividade. Examinem no vosso íntimo a ver se estão a criar isso em vós, e procurem alterar essas atitudes em vós. Quando aprenderem a manejá-las, vão. Isso representa uma decisão do senso-comum.

Entendam que todos os lugares se acham impregnados das energias daqueles que aí se encontrem. A atmosfera de um compartimento após as pessoas o abandonarem estará impregnada das suas energias, e a atmosfera desse compartimento parecerá diferente se não tiverem lá estado. Uma cadeira em que sempre se sentem conterá a vossa energia, e qualquer outra pessoa que se sente nessa cadeira poderá sentir a vossa energia. Um bar possuirá um certo tipo de energia acumulada. Essa energia é a atmosfera desse lugar. Não estávamos a dizer que fosse bom ou mau, mas que se acha presente, e aquilo que sentem ao entrar nele será o que aí experimentarem. Por muitas vezes ser um local de alívio, a infelicidade e a solidão poderão permanecer aí. Vocês não só deixam as vossas pegadas na areia como nos factores atmosféricos em todo o lugar a que vão.

EXERCÍCIO

Pensem naquilo que mais querem manifestar na vossa vida e pensem na relação que tenha com o efeito que cause nos outros.

De que modo irá afectar os outros?
Como irá isso afectá-los?

Se a resposta lhes tiver parecido agradável, saberão que estão em território seguro. Se não tiver sido prejudicial para ninguém nem para vós, serão livres para o manifestar. Se, em qualquer ponto tiverem sentido que seja prejudicial para outro ou para vós então procurem identificar aquilo que sentem:

"Porque sentirei que seja prejudicial?"
"Que relação terei com a razão de ser prejudicial?"
"Que é que receio disso?"

Pensem por um instante no que seria se já se encontrasse presente na vossa vida.
De que modo lhes alteraria a vida se já se encontrasse presente?
De que modo mudariam a vida?

E agora, quero que o abençoem e o deixem ir à vida, com consciência de que se acha presente para se manifestar, caso o prefiram, noutra altura.

EXERCÍCIO PARA A MANIFESTAÇÃO DE GRUPO

Este é um método destinado à manifestação de grupo. Pelo que manifestem paz. Quero que pensem num símbolo que achem que representa a paz no vosso mundo. A pomba, ao nível universal, é muita vez caracterizado como o símbolo da paz.

Quero que perspetivem o vosso símbolo da paz a entrar no vosso coração. Sintam-no como um símbolo de luz a entrar no vosso coração, a preenchê-los. Vós sois paz; estão repletos de paz.

Agora, quero que imaginem o vosso mundo. Imaginem o globo, conforme lhe chamam, e vejam esse globo rodeado de uma luz nebulosa, a reluzir de corpos celestiais.

E agora, vejam, a sair do vosso coração, o símbolo da paz que tiverem escolhido. Quero que o vejam a envolver esse globo e os subúrbios celestiais num amor absoluto. Estão a emitir, a partir do vosso coração e na direcção do mundo, amor, paz e harmonia. Quero que retratem isso até que todo o globo seja igualmente constituído por luz que irradie até às constelações. Saibam que o vosso coração e essas radiações são uma mesma coisa. Aceitem-no agora. Que a paz esteja convosco. Que a paz os preencha e cerque.

A frase seguinte é dada foneticamente. Entoem-na em voz alta e vejam-na repercutir dentro de vós.

YO WAY AH, YO, WAYAH. YO WAY AH. YO WAY AH.

A frase significa: O Deus em mim, o amor em mim, é-vos dado. É amor universal expressado por intermédio do som. Sentem-no? Sentem o poder que comporta? É a partilha do coração e da alma. É a dádiva. Quando se sentirem abatidos, olhem-se ao espelho. "Yo way ah," Dêem-no a vós próprios e saibam que a luz e a paz e o amor se tornam vossos. Saibam com certeza que este som os poderá tirar de qualquer estado depressivo em que se encontrem mergulhados, mas precisarão olhar-se bem de frente ao espelho de modo que cheguem a falar à vossa alma.

Comtemplem a criança do universo a vibrar em paz e harmonia - como um só, como um só, como um só. As bênçãos que lhes lanço permaneçam convosco. Agradeço-lhes o facto de me terem permitido partilhar

Tradução: Amadeu António
Autoria: June Burke e Serafim Juliam
Direitos de Autor: Soul Sraur




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