domingo, 14 de fevereiro de 2016

CANALIZAÇÃO COM DISCERNIMENTO



Pergunta: A canalização está a sofrer um enorme aumento na popularidade que tem. A que achas que se deverá isso? Enquadrar-se-á num padrão mais vasto?

Enquadra-se num padrão mais vasto, absolutamente. Esta é uma nova era, ou uma nova espiritualidade. Há uma inovação que está constantemente a eclodir.

A sede do poder, a consciência acha-se localizada na mente consciente. Cada vez mais a vossa realidade consiste num produto dos pensamentos e sentimentos conscientes que têm. Isto vai além da teoria ou da filosofia interessante. Os místicos têm vindo a predizer um tempo de poder consciente desde que a consciência teve início e os físicos têm vindo a provar o poder do pensamento e do sentimento consciente há mais de maio século.

O padrão mais vasto é o de se encontrarem a avançar para uma Nova Era – uma Nova Espiritualidade – em que criam conscientemente a vossa própria realidade. Esta verdade está a tornar-se cada vez mais real, e em reacção e resposta a essa realidade as pessoas andam em busca de auxílio – auxílio espiritual. Elas estão a descobrir e a clamar pelos seus Eus Superiores. Estão a ir além dos seus Eus Superiores ao buscarem auxílio Estão a criar esse auxílio sob a forma da canalização.

A canalização percorre o espectro, tal como qualquer outra actividade na vida. Há bons canalizadores e os não tão bons assim. No lado negativo há quem veja isto como uma espantosa oportunidade de fazer dinheiro. Outros encararam-na como um jogo de poder formidável em consequência do que pularam para o vagão de uma forma errônea, fraudulenta. Já outros são mais sinceros na intenção que demonstram, mas não estabelecem a ligação que deviam ou a claridade que deviam, e em resultado canalizam de forma inadequada, ou inapropriada. Há igualmente aqueles que estão a permitir que energias muito elevadas, muito potentes, se propagem através deles e desenvolvam a informação.

Isso faz igualmente parte do padrão, por ser importante que vocês, enquanto indivíduos, obtenham discernimento. Encontram-se a fazer frente a tido o tipo de informação canalizada, e num certo sentido, precisam ser exigentes. Qual funcionará? Qual não funcionará? Qual será a válida? Qual não o será? Qual poderá ajudar? Por conseguinte, ainda são responsáveis, e por isso mesmo são ainda poderosos. Se todos os fragmentos de informação canalizada proveniente de todas as fontes de canalização fossem precisos e acertados, e consequentemente pudessem “aceitá-los simplesmente por ser assim,” não haveria qualquer responsabilidade a deixar a cargo do ser humano, e isso seria terrivelmente injusto. Por conseguinte, a oportunidade de discernimento, a oportunidade de escolha, a oportunidade de encontrarem as respostas faz parte do que traduz esta nova era.

Em segundo lugar, faz parte da nova espiritualidade. Cada vez mais as pessoas no vosso mundo, em particular noa Estados Unidos satisfizeram as necessidades básicas que tinham. Quando eram catraios disseram-lhes: “Se conseguires um bom emprego e uma boa educação e um bom casamento, então terão um mundo dourado.” Vocês escutaram o que lhes disseram, e fizeram o que lhes disseram. Mas ainda não se revelava suficiente. Voltaram-se para as vossas fontes tradicionais de espiritualidade, as quais até agora tem sido a ética Judeo-cristã. Havia uma resposta mas que não respondia o suficiente. Não a abandonaram obrigatoriamente, o que fizeram foi estender-se além dela.

Sugerimos que a nova espiritualidade constitua essa busca, essa procura de Deus/Deusa/Tudo Quanto Existe, uma força que é mais do que conceitos religiosos limitados. Vocês estão à procura, a buscar um maior sentido de totalidade, um maior sentido de canalização, uma actividade grandiosa em que forças provenientes de outros níveis ofereçam o seu contributo e informação. Assim, sim, a canalização está a aumentar.

Pergunta: Porque pensarás que esteja tanta canalização a ocorrer neste momento?

Há várias razões. Talvez a mais importante se deva à era em que se encontram e à ânsia que as pessoas sentem por crescer, a ânsia que, enquanto seres humanos – quer considerem seguir a metafísica ou não – têm por se estenderem e alcançar, por procurar, por tentarem descobrir esse “algo mais.”

Também sugerimos que na humanidade no seu todo, por toda a parte se verifica um recrudescimento de energia na busca por respostas, mas também numa procura de um sentido de Deus, daquilo a que chamamos de Deus/deusa/Todo. Há o desejo de um maior relacionamento poderoso, íntimo, significativo com Deus/Deusa/Todo. Essa energia ao nível da nação é muito forte, mas internacionalmente também está a ter um enorme crescimento. Num certo sentido assemelha-se a um magneto que está a atrair, a emitir uma vibração que está a atrair mais e mais “auxílio espiritual” (não uma acção específica, mas o socorro espiritual) que os ajude a completar a tarefa que definiram por vós próprios, que os ajude a compreender o que está a acontecer.

A segunda razão deve-se ao facto de proceder de um convite. A razão disto estar tudo a suceder deve-se ao facto de vocês, enquanto seres humanos, o terem convidado, ao facto de se terem tornado compreensivos, à abertura de espírito, de terem aberto o coração, a vossa consciência para com uma disposição de crescer e uma disposição por se expandirem desta forma. Abriram-se para com este tipo de auxílio, este tipo de contribuição, informação. Essa é a segunda razão.

Pergunta: Em prole daqueles que estão justamente a começar a investigar os canais de transe, que tipo de directrizes traçarias a título de orientação?

Há toda uma série de questões a colocar e a responder por vós próprios. Antes de mais: “Serão os ensinamentos consistentemente ilimitados? Ou revelar-se-ão limitados pelo facto de lhes transmitirem uma noção de serem menos do que aquilo que são?” Há quem lhes mostre não só as limitações de que padecem, e os leve a sentir-se completamente inadequados e inferiores. Há quem procure convencê-los de que sejam completamente subdesenvolvidos, impotentes, inúteis. Do mesmo modo, dir-lhes-ão que foram enviados para os salvar, ou que são os únicos que podem realmente ajudar. Tenham cuidado.

Em segundo lugar, quererão pegar naquilo que lhes dizem e interrogar-se: “Conseguirei aplicar isto? Poderei usá-lo? Ou não passará de algo completamente incoerente?” Sentar-se e falar acerca de civilizações antigas e do que faziam na Atlântida e na Lemúria pode ser curioso e interessante, mas precisam interrogar-se quanto ao que isso faça por vós, e de como os venha a ajudar a tornar-se mais daquele que são.

Em terceiro lugar, interroguem-se se com a aplicação do que lhes é transmitido se sentirão mais felizes e se a vossa vida funcionará melhor. Em quarto lugar interroguem-se se quando vão embora com a informação se sentirão mais esperançados. Muita gente segue os ditames do coração, mas o seu coração nem sempre lhes diz a verdade. O vosso coração transmite-lhes o que sentem, mas também precisam pensar. E com base naquilo que pensam e sentem de que forma isso os eleva? Será que a experiência os torna mais naquele que são, ou menos?

Muitos dos que ensinam metafísica dizem-lhes para não pensarem, para sentirem apenas. "Experimentem apenas. Cerrem a mente." Não a cerrem! Pensem, pensem, pensem, leiam e considerem. Na verdade, tentem nem que por um instante parar e tentar sentir sem pensar. Se forem honestos convosco próprios, não o conseguirão por isso não poder ser feito. Para poderem sentir, precisam pensar. Precisam evocar imagens visuais, audíveis, cenestésicas -- precisam pensar. Do mesmo modo não podem pensar sem também sentir. Os dois processos acham-se ligados. Em teoria pode soar excelente apenas sentir ou escutar o que o coração diz, mas na prática é não só impossível como não é aconselhável. Permitam-se sentir e pensar. Sejam conscientes de ambos os aspectos.

Três questões adicionais a considerar: "Será a mensagem consistente? Será a personalidade ou a entidade ou energia consistente? O será o ensinamento desprovido de contradição?" Por não existir tempo, uma fonte canalizada que seja viável não se revelará "de mau humor." Além disso aquilo que ensina poderá tomar forma e expandir-se. Poderá não ensinar tudo quanto sabe de uma só vez, mas o que ensina não se revelará inconsistente e não deveria contradizer-se.

Se avaliarem de uma forma honesta estas sete questões, disporão de um conjunto de orientações a seguir.

Pergunta: Não existirá o perigo de as pessoas criarem uma dependência do canal em vez de buscarem a própria verdade? Caso isso suceda, que poderás recomendar que se afaça?

Bom, envolverá o perigo das pessoas traírem o poder que têm? Envolve. Existe um enorme risco com respeito a isso. Uma das coisas mais tristes que sucede neste campo (que nós sugerirmos fazer constituir apenas parte do processo) é que não só há quem delegue o poder que tem como há quem esteja disposto a queira tirá-lo.

Há certas consciências que, ou se acham dispostas a usar de fraude, ou que sentem gozar porventura de legitimidade, mas na verdade actuam a partir de um nível inferior -- a partir do embuste -- que basicamente só querem roubar esse poder, tirar o poder às pessoas. Isso representa um perigo no campo da metafísica, mas representa um risco e qualquer campo. Na escola, vocês podem entregar o vosso poder a uma quantidade de professores. No trabalho, podem entregar o vosso poder a uma quantidade de supervisores ou de patrões. Isso constitui um perigo, mas não um perigo tal que se devam afastar da metafísica, da espiritualidade, ou do desenvolvimento mais do que considerar pôr termo à educação ou ao trabalho. Podem mudar e aprender com diversos professores, podem encontrar um novo trabalho, mas não deixarão de aprender nem de trabalhar devido a tal perigo. Eventualmente aqueles que entregam o poder que têm de "mão beijada" cairão em si e deixarão de o fazer.

Aquilo que é preciso fazer é discernir. Prestem atenção à mensagem. Prestem atenção à consistência da mensagem e da personalidade que a canaliza. Estrão a dizer-lhes para se restringirem? Basear-se-á a informação ou a motivação no medo? Coloquem a vós próprios não só estas perguntas, mas este tipo de perguntas. Além disso descubram se lhes estão a pedir para terem fé. Estar-lhes-á a ser dito para terem fé no "canal," que assim irão fazer com que a vossa vida funcione? Estará a ser-lhes dito que "o farão por vós?" A consciência que estiver a ser canalizada estará a dizer-lhes que irá procurar fazer com que a vossa vida funcione? Que devem ter fé nela, por ela tratar de tudo? Se lhes transmitirem esse tipo de mensagens, desconfiem. Desconfiem de verdade. Nós conversamos com as pessoas, entendem, e nunca dizemos que faremos o que quer que seja por elas. Ajudá-las-emos a fazê-lo, mas não o faremos por elas. Se uma energia canalizada afirmar que o faça por vós, a essa altura aconselhá-los-íamos a travar a fundo rapidamente. Definitivamente.

Pergunta: De que modo poderemos diferenciar a negatividade do ceticismo, ou será o ceticismo uma forma declarada de pessimismo?

Perceberão o quão admiráveis são os céticos da vossa realidade -- toda aquela gente que carrega ideias de desgraça e de perdição não passa de um monte de um monte de loucura? Perceberão quantas vezes a Califórnia teria caído no oceano se todos aqueles que acreditam em tais coisas prevalecessem? Graças a Deus pelos céticos que pensam que isso não passa de um monte de tolices.

O ceticismo é saudável, em particular na atmosfera carnavalesca de que gozam no campo da metafísica. Parte da razão porque o carnaval tem sido capaz de subsistir deve-se a que as pessoas interpretem mal o ditado: "Não condenes."

Cegaram a pensar que o não condenar queira dizer que não devam ter opiniões, que não devam discernir, e que não devam proferir qualquer afirmação. Afinal, como haverão de saber se a entidade que é canalizada não será a reencarnação do gato de Tutankhamon? Como poderão ter a certeza absoluta, não é? (Riso) Por disporem de raciocínio, é desse modo que poderão ter a certeza! (Riso) Isso para nós soa espantoso. Há quem afirme canalizar o décimo segundo nível da décima quarta visão da décima terceira dimensão de Vénus pelo amor de Deus! Ora, vamos lá! Um monte de peixes é canalizado por não sei quem! Pois bem, como hão-de saber que não fazem isso? Por serem capazes de pensar! Por terem uma certa consciência das coisas. Cada um de vós, mesmo que não disponham de um sentido completo de compreensão acerca da metafísica, goza de um belo e saudável sentido de ceticismo.

Que diferença existirá entre o ego negativo e o ceticismo? O ego negativo tem o propósito de os destruir, enquanto o ceticismo representa a parte de vós que diz: "Talvez não faça sentido por ser uma tolice." Sugerimos que sejam céticos. Com respeito a nós, dir-lhes-íamos para não tomarem aquilo que dizemos à letra por o afirmarmos. Considerem-no por resultar. Considerem-no por fazer sentido. O que é importante é que aprendam o que funciona. Por vezes essas coisas que são tão avançadas que não chegam a fazer sentido não passam disso mesmo: disparates. Nunca pensaram nisso, mas não faz qualquer sentido lógico por não ter lógica nenhuma. Bom, reconhecidamente uma enorme quantidade da metafísica não se enquadra na lógica linear, mas não existe uma única verdade na metafísica que não se enquadre na lógica exponencial. Usem do ceticismo e não aceitem aquilo que dizemos somente por o dizermos. Testem-no. Vejam se resulta. Descubram aquilo que funciona a vosso favor. Se aquilo que dissermos funcionar no vosso caso, óptimo. Aceitem-no nessa base. Utilizem o mesmo tipo de discernimento com respeito a tudo o mais. Apliquem a mesma norma que sugerimos em relação a nós em tudo com o que trabalharem. Sejam céticos de uma forma salutar.

O ego negativo está apostado em destruí-los. O ceticismo está apostado em ajudá-los a colocar as coisas em perspectiva. Sejam saudavelmente céticos. Estejam abertos e mostrem disposição mas mantenham o ouvido atento e o olho afiado.

Pergunta: Canalizar-se-á formas inferiores de entidades e formas elevadas no sentido de consciência mais baixa e mais elevada?

Absolutamente. É um erro comummente cometido pelo pesquisador impaciente. Nos anos 60 havia os hippies e o amor livre que defendiam. Tanto nessa altura como agora vocês riam-se deles e desdenhavam deles. Mas essa gente era corajosa. Era gente valente que estava disposta a dizer "Não!" ao sistema e à tradição. Eles atreveram-se a dizer: "Há um outro jeito de viver. Há uma outra maneira de ser. Não sei qual será, mas pelo menos vou tentar descobri-la." E eles lá foram e foram ridicularizados e objecto de riso, mas foram uma gente bela, disposta a tentar descobrir essa parte da espiritualidade. Depois sucedeu o interesse pessoal dos anos 70 que todo o mundo olha e diz: "Ah, como puderam ser tão estúpidos?" Mas o desejo que tinham de crescimento era tão belo, tão belo e desesperadamente autêntico que quando alguém apareceu e disse: "Eu tenho uma resposta," vocês acorreram a ele ou ela.

As pessoas encontravam-se de tal modo prontas que incorreram em todo o tipo de "becos sem saída" conquanto não fossem idiotas nem estúpidas, e motivaram em nós uma tremenda compaixão. Na ânsia que sentiram deixaram-se induzir em erro no seu desenvolvimento e foram envergonhadas. Mesmo aqueles que descobriram umas certas respostas, embora não suficientes, encontravam-se ansiosos por crescer. Nesta área da canalização subsiste ainda muita ânsia. Se alguém estiver a canalizar, as pessoas mostrarão tal ânsia que presumirão tratar-se tudo de informação válida. Não querem acreditar que existam entidades que são canalizadas que são menos evoluídas, caso sejam bem-intencionadas.

Mas algumas entidades do Astral inferior são trapaceiras. Inicialmente passam por oferecer alguma compreensão excelente, e vocês são fisgados. Aí começam a dar-lhes cabo da vida, e a torná-la numa confusão e a conduzi-los a uma balbúrdia. Algumas poderão descrever a verdade conforme a entendem, mas a partir de um escopo limitado. As entidades necessitam crescer mais em consciência.

Pergunta: Numa tentativa de aprendermos a canalizar e a crescer, existirá algum perigo inerente em termos de entidades indesejadas, e caso haja como haveremos de lidar com isso?

Há aí certas actividades intrínsecas a considerar. Sabemos que na comunidade metafísica neste momento o conceito de lidar com o processamento está a tornar-se, oh sempre enfadonho, não? Mas constitui uma parte muito necessária do crescimento.

Vejam bem, nos anos 70 deixaram-se apanhar na corrente do interesse pessoal, bem o sabemos, e não o criticamos, simplesmente observamos. E nos anos 80 foram além disso. Agora, porém, muitos de vós não desejam mais o processo. Não querem ter que examinar os sentimentos que têm. Não querem examinar as emoções que os inundam. Sim, querem todos os resultados e benefícios que todo o processamento trouxe e podia trazer, porém realmente não querem ter que o fazer.

Por isso, a ideia das pessoas quererem aprender a canalizar pode ser tão entusiasmante quanto muito assustadora. Por um lado, a ideia de acederem ao vosso Eu Superior ou aos vossos conselheiros - os vossos guias e anjos da guarda - é bastante excitante por começarem uma vez mais a processar. Começarão uma vez mais a tratar de se compreender e a realidade que estão a criar. Informação canalizada das profundezas do vosso ser ajudá-los-á a cavar fundo em vós próprios e nas vossas psiques. Por outro lado, se canalizarem por razões inadequadas pode tornar-se numa coisa assustadora. Podem chegar realmente a prejudicar-se e prejudicar o vosso crescimento. Podiam sem dúvida prejudicar outros e o seu crescimento.

Sabemos, acima de tudo, que vocês criam a vossa própria realidade. Muitos afirmam que, por conseguinte, não podem prejudicar outros. Muito embora criem tudo, criam-no de modo a exercer impacto neles. Essas são as "regras" que criaram. Vocês exercem impacto. Não vamos aprofundar isso mais aqui, mas fá-lo-emos num outro lugar e numa outra altura. Se canalizarem uma energia inadequada ou destrutiva - como referiste, se lidarem com entidades indesejáveis - isso torna-se assustador. Existem interesses, alguns dos quais muito fortes. Estejam cientes deles.

Antes de mais, ainda terão um ego negativo. As pessoas podem entrar em contacto com, oh, uma entidade elevada e muito poderosa que pode não passar do seu ego negativo que lhes prega partidas! Aqueles que se sentam ao redor de um tabuleiro Ouija podem começar a obter essa informação "muito poderosa." Começam a confiar, e aí não conseguem mais do que mexericos, ou pior: informação errónea e prejudicial. Assim, a interferência pode suceder quando começam a canalizar.

A primeira coisa com que ter cuidado e a descobrir é: “Onde se encontra o meu ego negativo? De que trata o meu ego negativo? Quais são as partidas que o meu ego negativo geralmente prega?” Não é difícil de descobrir O ego negativo geralmente é idiota. Tem que ser, por fazer a mesma coisa vezes sem conta.

Considerem o problema que têm na vossa vida neste momento. Na verdade, qual será o obstáculo básico que têm ao vosso sucesso? Quer seja no vosso emprego ou uma obstáculo à aprendizagem da canalização, ou ao alcance de um sentido mais elevado da vossa espiritualidade, qual será o problema básico? Qual era o vosso problema há dez anos? É a mesma coisa, não é? Tem ingredientes diferentes, mas o vosso ego negativo faz as mesmas coisas uma e outra vez. Não sabe mais do que isso.

Se tiverem ideia do que o vosso ego negativo estiver a tramar, então conseguirão lidar com isso de forma a anular o impacto que tenha. Podem processar – tratando das emoções, tratando do pensar, examinando as vossas crenças e atitudes – descobrindo que o vosso ego está a fazer. Podem processar a criança em vós (na terminologia da Análise Transacional). Podem aprender acerca da realidade e esvaziar a consciência de massas e libertá-la. Podem tirar a realidade consensual do caminho e depois libertar o ego negativo de modo a criarem um fluxo de energia mais claro. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto consiste em perceber que podem ficar presos em ilusões de grandeza. O trapaceiro pode efectivamente ver-se envolvido. Por conseguinte, precisam estar certos também dessa maneira. Assim, aquilo que aqui sugerimos é que podem magoar-se ao esbarrarem contra uma parede, dando atenção às ilusões de grandeza, dando ouvidos ao ego negativo, ao pensar que estejam a canalizar mais do que o que estejam. Há certas coisas a ter em atenção e uma certa técnica a usar.

Fiquem cientes antes de mais, e prestem atenção à informação que é comunicada: Será isto inconsistente? Será a mensagem inconsistente ou contraditória? Será temperamental? Ser-lhes-á útil ou prejudicial? Limitá-los-á? Levá-los-á a sentir-se impotentes e sem esperança? Levá-los-á a sentir-se felizes convosco próprios e com o vosso futuro? Se envolver alguma dessas negações, então seriamos muito cautelosos. Caso se revele edificante, factor de expansão, se permitir que se tornarem mais do que aquilo que têm sido, então prestaríamos muita atenção.

Em segundo lugar, será que funciona? Será a informação de algum valor? A contribuição psíquica que vem até vós estará a produzir? As técnicas, as abordagens ou as sugestões propostas realmente resultarão? Os prognósticos efectivamente chegam a acontecer? Caso produzam, dêem atenção. Caso contrário, tenham cuidado.

Em terceiro lugar, avaliem se a informação expande ou contrai o amor que têm. Expandirá o sentido que têm de consciência, ou contribuirá para o contrair? Procurem essas energias. Caso expanda o amor que sentem e o sentido de sensibilização, então dêem mais atenção. Se levar à sua contracção, nós voltaríamos costas.

O ponto seguinte: Como haverão de lidar com essas intrusões? Rodeiem-se sempre de Luz Branca. Ah, temos noção de que é coisa fora de moda. Mas a Luz Branca tem estado na moda “desde sempre!” Mas sugerimos que é uma energia potente, e que se se rodearem sempre de Luz Branca mais prontamente e facilmente conseguirão lidar com “entidades indesejáveis.” Convocai o que chamamos de vosso Eu Superior. Convoquem a energia canalizada para terem a certeza de que a energia seja pura e limpa. Também podem convocar Deus/Deusa/Todo. É com isso que a vossa espiritualidade tem que ver – ter um relacionamento vivo, pulsante, adorável, abrangente com um Deus/Deusa/Todo que é real e que faz parte da vossa vida – não uma forma abstracta de saída com que possivelmente não consigam relacionar-se, mas algo que seja real. Apelem a essa força, a esse poder, para a manterem desimpedida.

Finalmente, sugeriríamos que verificassem a motivação que têm. “Porque estarei a fazer isto?” Bem sabemos que se tornou bastante popular dizer: “Não indagues porquê. Indagar acerca do porquê afasta-nos da experiência.” Isso é quando indagamos “a razão em função da explicação.” Quando indagamos “a razão em função da compreensão,” ela devolve-lhes o vosso poder. Portanto, muitos terão sugerido para não “indagarem quanto ao porquê,” e de facto abriram mão do poder que tinham ao fazê-lo

Interroguem-se quanto ao porquê: Façam o favor de indagar uma e outra vez e não se contentem com nada menos do que a compreensão.

Interroguem-se: “Que estou a fazer com isto? Estou a querer canalizar esta energia. Porquê? Por que quererei canalizar esta energia? Para impressionar os meus amigos? Para me tornar numa sensação na próxima festa? Para conseguir muito dinheiro? Que motivação terei? Será a de aprender? Será a de me expandir? Será para me tornar mais daquele que sou?” Se forem verdadeiramente honestos convosco próprios (e fundamentalmente sê-lo-ão… fundamentalmente não mentirão nunca, fundamentalmente… fundamentalmente),se forem em frente e se anteciparem com relação a isso e começarem a dizer a verdade, isso poderá ajudá-los.

Pergunta: Que diferença existirá entre o nosso subconsciente e o nosso Eu Superior?

Existe toda a diferença! Um abismo de diferença. O vosso subconsciente assemelha-se a um animal de estimação, algo que existe para lhes agradar, seja em que parte de vós for que queiram ser agradados. A Consciência Superior é muito mais do que isso.

Dividimo-las do seguinte modo: A vossa realidade consciente acha-se a cargo da vossa mente consciente. O Poder é consciente, e encarrega-se do contexto e da forma. Também tem a seu cargo o conteúdo. A vossa mente consciente comanda por completo o vosso mundo consciente. A mente subconsciente lida com o conteúdo dos vossos mundos interiores. Vocês ainda lidam com o contexto e a forma. O conteúdo dos vossos mundos interiores, que se acha contido na vossa mente subconsciente, precisa tornar-se consciente para se tornar útil. Quando é conduzido à superfície, vocês determinam no que venha a ser depositado o contexto - qual o cenário – e determinam a forma que venha a ter – o modo como essa comunicação irá chegar a vós.

A vossa mente inconsciente contém toda a informação que se prende com os vossos outros mundos. O subconsciente representa o interior; o inconsciente representa “o outro mundo,” e representa os estados intermediários entre as encarnações, vidas passadas, presentes, futuras, paralelas, sobrepostas. Comporta o conteúdo mas conscientemente vocês ainda detêm a forma e o contexto em que a informação é apresentada. O conteúdo situa-se no inconsciente, mas a forma e o contexto situam-se na mente consciente.

A Mente Consciente Superior comporta toda a informação que diz respeito a todo o vosso crescimento, à vossa evolução e à vossa iluminação, o que por consequência inclui as outras mentes, absolutamente. Ela contém a informação toda – o conteúdo – respeitante à vossa iluminação e ao vosso crescimento mas vós, conscientemente ainda detendes o contexto e a forma.

É por isso que dizemos para não partilharem o contexto nem a forma de uma meditação - por ser vossa. O conteúdo pode derivar do vosso consciente, do vosso subconsciente, do vosso inconsciente, assim como da vossa Consciência Superior, mas a forma e o contexto são sempre vossos, e é por isso que não faz verdadeiramente sentido para mais ninguém. O conteúdo poderá ter interesse e chegar mesmo a ser útil, mas o contexto e a forma pertencem-lhes.

Assim, que diferença existirá entre a vossa mente subconsciente e a vossa Consciência Superior? O vosso subconsciente não passa de um ponto de reunião da informação destinada a prover e a proteger o vosso mundo consciente, prover e proteger a realidade do mudo interior. A Consciência Superior inclui o subconsciente mas é muito, muito mais. Encerra as respostas e o amor para a vossa espiritualidade, o vosso crescimento, a vossa iluminação.

Pergunta: Com tudo quanto precisamos empreender na nossa vida, deverá a espiritualidade realmente ocupar o lugar da primazia?

Sem sombra de dúvida. Por todas essas coisas que empreendem na vossa vida constituírem a vossa espiritualidade. Falamos de política, falamos de economia, falamos de sociologia, psicologia, falamos acerca de todas essas coisas por fazerem todas parte da vossa espiritualidade, por essa espiritualidade constituir o relacionamento que têm com Deus/Deusa/Todo. Tudo na vossa realidade faz parte de Deus/Deusa/Todo, pelo que o vosso trabalho deveria ser abordado com uma atitude espiritual – a diversão, as vossas obrigações, o pagamento das vossas contas, a vossa vida social, a vossa vida íntima – tudo faz parte da vossa espiritualidade. De facto, a vossa espiritualidade vem em primeiro lugar.

Jamais chegou a existir guerra alguma que não envolvesse uma relação com Deus, a Deus, o Todo. Todo o acto de violência se acha de um ou de outro modo ligado. Todo o conflito consiste numa batalha acerca dessa energia, ao redor dessa energia. Tudo quanto fazem positivamente e de uma forma amável acha-se evidentemente ligado, de um modo qualquer relacionado com Deus/Deusa/Todo. E como a vossa espiritualidade consiste no relacionamento que têm, também assim é.

Pergunta: Poderias definir a vontade, ou a determinação?

A vontade ou a força de vontade… Na realidade os termos possuem dois significados distintos, com toda a clareza. Sugerimos que a força de vontade, pelo lado positivo, pode ser representada num sentido de enorme determinação, e pelo lado negativo, pode representar uma enorme obstinação. Seja qual for, determinação ou obstinação, positivo ou negativo, sempre envolve um certo grau de luta, esforço. No vosso mundo, infelizmente o esforço tem sido enobrecido. As pessoas valorizam a força de vontade, quer seja pela sua expressão negativa (teimosia, cabeça-dura, o esforço da teimosia, ou aluta com tal obstinação. Caso encontre expressão pela vertente positiva (uma luta com determinação) a força de vontade envolve como denominador comum a o empenho da força.

Mas se invertermos as palavras, obtemos “poder da vontade.” Essas palavras soam de forma idêntica pela rama, e soam como se representassem uma diferença semântica. Contudo, trata-se de terminologia completamente diferente. O poder da vontade nada tem que ver com força nem tão pouco com esforço. O poder da vontade representa o poder da permissão, do deixar que seja – não de “fazer por que seja” nem “que chegue a ser,” ou “insistir para que seja.”

Toda a gente possui dentro de si uma vontade, uma vontade que inclui o seu destino – aquilo que vieram fazer a esta vida. Um verdadeiro destino é sempre fruto da escolha pessoal. Vocês possuem uma vontade que inclui um sentido de recordação do lar, recordação da relação que têm com Deus, com a Deusa, com o Todo… Recordar essa condição original a que procuram retornar. Há uma vontade em cada pessoa e essa vontade possui uma quantidade formidável de poder.

Quando uma pessoa se dispõe a aceitar o seu destino e o escolhe, e se dispõe a compreender os seus propósitos e a explorá-los, se dispõe a abrir-se para com a sua visão e o imagina, e se dispõe a permitir-se recordar a relação que tem com Deus/Deusa/Todo e sente que possui um tremendo poder dentro de si… um poder que gera milagres.

O poder da vontade consiste no poder que é capaz de gerar a vossa realidade pela forma que quiserem que adopte. Com ele poderão experimentar a mestria da vossa realidade, ou seja, conseguirão lidar com um mundo que os trata em termos amigáveis, em que cocriam a vossa realidade com base na alegria e na celebração da vida, ao invés da necessidade de esforço.

Quando fazem uso do poder da vontade e permitem que os obstáculos se afastem do caminho e se permitem mover com elegância e excelência ao longo da vossa vida. Essa será porventura a melhor maneira de descrever a diferença existente entre a elegância inerente ao poder da vontade e a luta inerente à força de vontade.

Pergunta: Quererás definir as emoções que experimentamos e a relação da importância dessas emoções na existência física?

Tudo quanto podeis ver, provar, tocar, ouvir ou cheirar, constitui a ilusão, a ilusão da tangibilidade. Mas quando tocam em algo, a delicadeza e a suavidade, o conforto, a segurança, o maravilhoso que sentem emocionalmente é o que representa o real. Do mesmo modo, com tudo quanto vêem é insignificante a menos que tenha um sentimento ligado a ele. É por isso que afirmamos que a tangibilidade dos cinco sentidos representa a ilusão.

A realidade representa a emoção deflagrada por essa ilusão. Assim, sugerimos antes de mais, que as emoções que sentem sejam o real na vossa realidade. Vocês possuem uma realidade ampla e expansiva, em absoluto, que na sua maioria é criada como um “truque de luz,” conforme poderia ser chamada. A vossa realidade consiste num truque de luz e de um jogo de espelhos. Assemelha-se a um holograma – a uma imagem holográfica. A única coisa que permite que a ilusão seja real é a emoção que lhe está subjacente.

A vossa sociedade geralmente divide as emoções em duas categorias: aquelas que são consideradas positivas e as que são consideradas negativas O significado que a maioria das pessoas liga à divisão assenta no facto das emoções positivas são claramente coisas como o amor, a alegria, a felicidade, o riso, a segurança, o assombro e a curiosidade, embora alguns sentimentos se cruzem. Afinal, cunharam a frase: “A curiosidade matou o gato.”

Depois há as emoções negativas, claro está, por entre as quais a raiva e a mágoa constituem porventura as mais comuns, nesse sentido. Existe uma gama de emoções que inclui a ansiedade, o medo, a preocupação, a dúvida, a confusão, assim como várias outras que são consideradas negativas. Chamar a essas emoções “negativas” algo de impróprio, um equívoco que já provocou muita dor nas pessoas.

O que sucedeu foi que lhes foi inculcado que não deviam sentir as “emoções negativas.” Aprenderam que deviam somente sentir as emoções positivas. Nas tentativas que empreenderam para cortar caminho rumo ao crescimento, procuraram aliviar a raiva que sentiam, a mágoa, os temores, etc., suprimindo-os, esquecendo-os, recusando acreditar que as sentiam. Por isso, as raivas que tinham suprimido e deprimido e internalizadas revelaram-se fundamentalmente soba forma de doença, e podem eclodir como cancro, ou diversos outros tipos de doenças que os vitima.

Salientaremos que, o que uma emoção negativa realmente significa é qualquer emoção que seja negada. A emoção positiva é qualquer expressão que seja expressada com sinceridade. Se sentirem amor mas não o admitirem, e fingirem que não seja verdade, poderão desenvolver dificuldades cardíacas, em definitivo. Complicações e problemas do coração poderão desenvolver-se devido a que uma emoção tradicionalmente encarada como positiva – o amor – se torne negativa por não a expressarem, por não tratarem dela. Não a admitem. Não se permitem sentir amor. De modo semelhante, se sentirem raiva e a expressarem e conversarem acerca dela, ou escreverem acerca dela, ou meditarem nela com a intenção de a libertarem, então essa raiva representará o sentimento mais positivo quando expressado adequadamente. Por isso, se expressaram uma variedade de sentimentos desses que tradicionalmente são considerados negativos, eles deixam de o ser, por terem encontrado uma evasiva e vocês poderem esquecê-los.

Tal como podem expressar o amor que sentem, a alegria, a felicidade e a celebração dessa forma que elas tornam-se igualmente positivas, por as conseguirem expressar e crescer a partir delas. Se se recursarem a expressar uma emoção qualquer, se negarem que a sentem, estarão a tornar o que quer que represente numa emoção negativa. No que diz respeito às relações humanas vocês criaram a vocês próprios e criaram o vosso recreio, assim como toda a gente que envolve. E isso não ficou a dever-se ao facto de se sentirem sós, mas ao facto de quererem interagir, relacionar-se, estender-se e alcançar. Por isso quiseram criar um mundo com que pudessem interagir. Criaram esse fenómeno chamado relacionamento.

Desde o mais simples dos relacionamentos (ou seja, desde o impacto que experimentam ao contactar a existência de uma outra pessoa no vosso planeta – em que não se encontram sós) à derradeira forma de relacionamento (ou seja, a profunda intimidade de uma relação amorosa) toda a gama da emoção se acha disponível. No mais simples dos relacionamentos (Eu vejo-te e tu vês-me a mim à distância, o que nos leva a perceber que não nos encontramos sós) existe toda uma variedade de emoção que vai do amor total ao ódio total. No mais amável dos relacionamentos (em que operam intimamente ou funcionam como um) se encontra toda a gama da emoção que vai do amor total ao ódio total, por as emoções serem reais. Agora, é reconhecido que a maioria das pessoas não experimenta a gama das emoções, mas torna-se importante perceber que a disponibilidade, o potencial se acha presente.

Pergunta: Afirmaste que o planeta, à semelhança de qualquer outra consciência não necessita de crescer por intermédio da dor, e que a dor não é “a única via.” De que modo poderá o planeta Terra crescer e evoluir de outra forma que não a agitação e a destruição? De que forma poderá mudar para níveis mais elevados de consciência de uma forma mais suave e isenta de problemas e de que modo poderemos ajudar?

Toda a gente fala da Nova Era e alguns dizem que está a chegar, enquanto outros afirmam que já se encontra aqui. E conquanto todos falem da nova era, ninguém chega realmente a parar para averiguar do que tratava a velha era. Nós sugerimos que a velha era envolvia a luta e a dificuldade. A atitude Velha Era dizia que se alguma coisa valia a pena ter, valeria o esforço e a luta para a esperar alcançar. Enobrecia toda a sorte de conceitos puritanos. E propunha que deviam trabalhar duro toda a vossa vida, para que quando estiverem velhos e não mais puderem trabalhar, poderem desfrutar da vida.

Mas inicialmente, jamais fora suposto que devessem esforçar-se ou sofrer. Jamais se supusera que tivessem que criar sofrimento com a criação deste jardim que é a vossa Terra. A criação desta ilusão que é o plano físico da realidade jamais fora suposto tornar-se difícil. Destinara-se a ser uma experiência jubilosa e comemorativa de crescimento.

Vamos aqui empregar um pouco de analogia na descrição da génese do sofrimento. Ao tropeçarem enquanto consciência e desempenharem os papéis de deuses, alguém esmagou o dedo do pé e sentiu dor. Em vez de dizerem: “Eu cometi uma estupidez,” disseram: “Ah, não, eu tinha a intenção de fazer isso; eu planeara golpear o dedo, a fim de infligir dor em mim próprio.” Porquê? “Por me purificar.” Sim, é isso! Isso parece verdadeiramente bem. “Golpeei o dedo do pé e isso realmente dói, mas colhi um benefício, entendes? Realmente fez-me crescer e por conseguinte, estou mais avançado que tu. De facto, se tivesses alguma noção, serias tão sensato quanto eu e farias o mesmo.” Se conseguir convencê-los em suficiente número então terei vingado o erro que cometi, e de algum modo ele tornar-se-á uma virtude.

Vocês podem crescer por intermédio do esforço e da luta. A vossa adversidade pode constituir uma agente de motivação para pôr termo à adversidade. O sofrimento pode servir de factor de motivação para pôr termo ao sofrimento.

Toda a religião oriental e pensamento ocidental foram edificados nesse conceito da luta. O novo método de crescimento é através da alegria e do amor – encarar a vida não como algo que precisarão confrontar e conquistar, mas algo a defrontar e a celebrar. Podem aprender por intermédio da dor, mas poderão aprender tão mais rápido através da alegria da vida.

Um outro falso mito é o de que necessitem experimentar a dor para apreciarem o amor e a felicidade. Comparamos essa crença limitativa à analogia de quando eram criancinhas, e deram a primeira dentada no gelado. Souberam de imediato que era bom. Não precisaram beber o vosso leite primeiro para saber que o sabor doce do gelado era delicioso.

Do mesmo modo, não precisam esforçar-se para apreciarem o valor de uma vida livre de esforço- A consciência humana acha-se suficientemente evoluída e as pessoas são suficientemente sofisticadas para reconhecerem o valor do amor e da alegria. É tempo de soltarem a luta, de soltarem o sofrimento e de apreciá-la por aquilo que é. Não cometam a injustiça contra vós próprios nem se culpem ou critiquem mas percebam que é tempo para que, enquanto indivíduos abram mão da velha era e entrem na nova era. Cresçam por intermédio desses métodos mais jubilosos.

Aquilo que temos vindo a fazer durante todos estes anos de trabalho com as pessoas consiste em mostrar-lhes de uma forma consistente técnicas que as ajudem a crescer através da da felicidade, do riso, e do assombro que tudo envolve. Milhares daquelas pessoas com quem trabalhamos estão justamente a descobrir isso. Elas estão continuamente a criar ainda mais amor, maior felicidade e um maior sucesso nas suas vidas através da maravilha daqueles que são, em vez de sofrerem, lutarem, das vias árduas que lhes incutiram noutras vidas assim como na porção inicial desta vida. È tempo de uma maneira nova, de uma nova era de crescimento, e a questão ais importante está em que ela resulta.

Pergunta: A humanidade optou por crescer através do sofrimento, mas agora parece que mais gente esteja gradualmente a despertar para a possibilidade de aprenderem através da alegria. Que sugeririas àqueles que pretendam fortalecer tal possibilidade, essa capacidade, de aprender através da alegria?

Certamente sugeriríamos ser encorajador – a observação que fizeste está muito correcta. O sofrimento, a luta e a dor têm representado, por assim dizer, o “preço” do crescimento, o que sempre prevaleceu. Muitos encararam o esforço como a única forma de evolução, por sentirem que não houvesse qualquer outra forma de crescerem. Nesse sentido, nós somos os primeiros a falar da forma mais clara e específico da alegria e da felicidade. Ainda surpreendemos muita gente mesmo com a consideração de tal via de crescimento. Consequentemente, à medida que mais chegam à compreensão e à abertura para com essa possibilidade, sentimo-nos gratificados e amplamente satisfeitos.

De que forma poderão avançar na direcção mais completa de um pleno crescimento por meio da alegria? O primeiro passo – passo vital – consiste em reconhecerem o quanto estão dispostos a acreditar em que a dor constitua a única forma de crescimento. Precisam dispor-se a estabelecer uma fundação. Por todos os anos de dor, por todo o tempo que tenha sido devotado à luta precisam perceber: “Eu quero que seja desse modo. Achei que fosse o único modo.” Precisam ser honestos: “Toda a gente disse que era a única forma, e eu não me dei ao trabalho de procurar mais fundo.” Realmente precisam olhar e reconhecer que quiseram a dor como única forma de crescimento por diversas razões. Precisam verdadeiramente admitir que foram vocês quem o quis. Decerto que lhes podem ter incutido isso, e que lho tenham mostrado por demonstração, e nesse sentido, vários indivíduos que se arvoram a categoria de mestres ou de instrutores podem tê-los instruído que nada se consegue sem trabalho.

Contudo, precisam olhar mais fundo e reconhecer que criam a vossa própria realidade, e por conseguinte terão criado o facto de serem instruídos que a dor constituía a única forma de crescimento disponível. Ao reconhecerem isso, ao conseguirem admitir isso, então poderão perdoar-se por terem caído na mentira, e perdoar-se por terem acreditado nas limitações, perdoar-se por se terem deixado apanhar no que representa verdadeiramente a velha era e o velho sentido de crescimento que tanto tem predominado no vosso mundo.

Aí, sugerimos nós, a mudança poderá ocorrer. Poderão abrir os vossos corações e as vossas mentes - ambos, com respeito a esse particular – para com a possibilidade de poderem crescer através da alegria, e para a alternativa. Ainda poderão crescer através da dor, caso o desejem. Não é como se essa via se tivesse fechado para vós, mas mais o facto de uma outra via se abrir. Por conseguinte, identifiquem, reconheçam, perdoem e mudem. Esse processo pode movê-los de um modo bastante potente e belo em frente – em frente com amor, luz, riso e alegria.

Em segundo lugar, examinem a crença, e literalmente mudem-na. Compreendam que todas as crenças constituem uma ilusão, e desse modo escolham as crenças ilusórias que resultar emde uma forma mais eficaz a vosso favor. Que vantagem obterão em acreditar no medo e na dor? Que vantagens alternativas poderão colher da crença na alegria e no riso? Estamos cientes de que alguns lhes dizem que não podem “tentar” coisa nenhuma. Mas sugerimos que vão em frente e o tentem seja como for! Vão em frente e chamem-lhe aquilo que quiserem, mas permitam-se tentar, e vejam o que sucede se forem no sentido da alegria e do riso e a o assombro do que a vossa realidade realmente envolve. Esse é o terceiro passo: Tentem a alegria!

Se o tentarem e descobrirem que funciona, isso servirá como um grandioso ímpeto para a sua continuidade, o que representa o quarto componente. Assim que começarem com a alegria e com o riso e descobrem a beleza de todo o processo, permitam-se iluminar-se, etc. Percebam que talvez tenham sido tolos ao afrontar a vida de uma forma tão séria antes, só que dar continuidade a essa tolice não a elimina. Consequentemente, disponham-se a admitir: “Tudo bem, descobrir um novo caminho.” Em vez de sentirem culpa, ou de deixarem que o orgulho se intrometa no caminho, permitam-se descaradamente precipitar-se em frente no sentido da nova via, através da alegria e do riso, e permitam-se prosseguir com ligeireza.

Foi o Alan Watts quem afirmou que os anjos voam por se encararem com leveza, afirmação que nós consideramos bastante profunda. Dêem esses quatro passos, e permitam-se voar.

PROCESSAR E PROGRAMAR

Pergunta: Falaste de processar e programar, e de programar e mudar o modelo. Ouvimos muito falar de permitirmos que o Eu Superior dirija. “Deixar Deus agir.” “Confiar no processo.” Essas frases enquadrar-se-ão?

À primeira vista parece uma contradição, mas eventualmente acaba por não ser. “Confiar no processo?” Que processo? O melhor é saber em que processo deverão confiar. A frase “confiar no processo” soa estupenda, mas sabem o que significa? Se sabem, e o processo em que estiverem a confiar for um bom processo, então confiem nele, certamente.

Recomendamos que “confiem no processo do processar,” “confiem no processo do programar,” “confiem no processo de fazer o que estão neste plano físico para fazer,” que é aprender a divertir-se e a criar êxito conscientemente. Se o processo for isso, então certamente que devem confiar.

Confiar no vosso Eu Superior? Certamente que sim, MAS…

Coloquemos a coisa do seguinte modo: “Confiem naquilo que vêem.” Mas, e se forem cegos? “Confiem em tudo o que ouvem.” Mas, que dizer se forem surdos? Que dizer se houver demasiada areia ou penugem na vossa frente que não consigam ver muita coisa para além de formas abstractas? E se houver demasiado ruido – estiverem a tocar música rock alto. “O quê? Não te consegui ouvir.” É disso que estamos a falar, percebem?

Processem e programem a limpeza dos olhos de modo que consigam ver. Limpar os vossos ouvidos para podeerm ouvir. Limpem o lixo subconsciente que carregam de modo a conseguirem ouvir o que o vosso Eu superior está a dizer. É assim que isso encaixa tudo, e sugerimos que é com o que muitos como vós ficam confusos.

Foram-lhes contados fracções da verdade, mas não toda a verdade, e assim vocês acabam andando em círculos a imaginar por que razão a vossa vida não funciona. Não é por o que lhes tenha sido dito não seja verdade, mas por o que lhes contaram não ser inteiramente verdade. Vamos fazer aqui um esboço mental, e traçar um círculo largo e grosseiro. Aqui é o vosso Eu Superior, enquanto representação geral de tudo quanto é. Dentro do círculo sois vós. Aquele ponto representa esta presente vida, e todos os outros pontos são as vossas outras vidas, todas elas aqui, todas as vossas vidas. Eis aqui um grupo na Atlântida e outro aqui na Lemúria, algumas outras no Egipto, e estes pontos – as vossas vidas – encontram-se por toda a parte. E este pequeno aqui, sois vós! Ao redor destea identidade consciente vocês têm uma mente subconsciente. E preferimos desenhar esse subconsciente como uma pequena antena pegajosa, por aquilo que ele faz é reunir cada fragmento de informação que entre no vosso conceito, na vossa vida.

Digam-nos, por exemplo, todas as chapas de matrícula que tenham visto desde o Estado Texas por ordem numérica ou alfabética. Vocês podiam fazer isso. O vosso subconsciente cosneguia. Em estado hipnótico, conseguiriam fazer uma lista de todas as chapas de matrícula do Texas que tenham alguma vez visto.

Contem-nos os preços de tudo quanto constava do menu que comeram na Terça-feira passada – ou no último restaurante onde comiam há mais de seis meses. O vosso subconsciente comporta toda essa informação. Acha-se armazenada nele. Para vós é inútil, de modo que o vosso subconsciente não deixa que chegue até à vossa mente consciente.

Todavia, o vosso subconsciente também contém todo o lixo, todas as crenças estreitas que têm, todas as ideias que o adlolescente em vós captou, todos os erros de interpretação da criança em vós e todas as ideias disparatadas que o mundo promulgou – o vosso subconsciente tem-nas.

Agora, aqui está o vosso Eu Superior, e ele envia-lhes uma mensagem a vós. Por onde terá ela que passar? Pela vossa mente subconsciente. Agora, se a vossa mente subconsciente estiver repleta de desordem e confusão, que irá acontecer à mensagem do vosso Eu Superior? Irá tornar-se desordenada e confusa. Por isso, exactamente como a estática da Radio Livre Europa, vocês não a vão ouvir, ou aquilo que ouvirem poderá não ser o vosso Eu Superior de todo mas o vosso ego negativo, ou alguma ideia ridícula que vocês tenham ouvido de algum excêntrico no radio ou na televisão. Poderá ser de algum filme de televisão diante do qual tenham adormecido, e por conseguinte bebido toda essa informação.

Alguma vez escutaram a letra que o vosso suconsciente interpreta? “O amor é doloroso. O amor é terrível. Não posso viver sem ele. Não consigo viver com ele. É horrível. É repugnante. Não sei como lidar com ele. Quebraste-me o coração. Sinto-me deprimida, sinto-me deprimida, terrivelmente deprimida.”

Tudo isso se encontra lá. Todas essas mensagens respeitantes ao amor se encontram lá, e depois admiram-se dos relacionamentos não resultarem! Não resultam por estarem repletos de desordem. Escutam as palavras? Esciatrão algumas das palavras a que dão ouvidos? Mergulham no sono, e estão a ver televisão. Todas aquelas sugestões, todos aqueles programas que passam nela, certamente. Todo o filme te terror que tenham visto, todo o terror de sangue e tripas que alguma vez tenham visto, acha-se na vossa mente subconsciente, e ainda se admiram por gerar medo aqui na vossa realidade. Admiram-se de criar todas estas coisas. Por se encontrar ali!

Muito bem, agora digam-nos que tipo de clareza irão obter quando simplesmente confiarem na vossa Consciência Superior antes de limparem todas essas coisas. Vão obter um monte de algaravia. Vão conseguir os professores da escola e os professores da catequese a dizer-lhes: “Nunca chegarás a ser coisa nenhuma. Nunca irás conseguir coisa nenhuma. Precisas da dor para cresceres. Precisas sofrer para chegares a valer alguma coisa de verdade.” Poderão confrontar-se com toda essa gosma, e o vosso Eu Superior irá começar a dizer-lhes esse tipo de coisa.

Na realidade tivemos alguém que certa vez nos disse que entrara em contacto com o Eu Superior, e que o seu Eu Superior o golpeava no estômago. Dissemos-lhe: “Não insultes o teu Eu Superior desse jeito. Se quiseres ser assim autodestrutivo, fá-lo à vontade, mas não culpes o teu Eu Superior. Não atraibuas isso a ele porque o teu Eu Superior jamais te pontapearia no estômago. O teu Eu Superior nunca te trataria mal, nem te ensinaria qualquer lição do jeito árduo. Isso não passa do lixo que tens – não o teu Eu Superior.”

Quando têm desse tipo de lixo no vosso subconsciente, ele irá deixar a comunicação do Eu Superior numa desordem. Talvez tenham tido um professor do terceiro ano que os tenha enganado e forçado a aprender do jeito árduo. Agora o vosso Eu Superior falará assim. Não, não fala! O vosso professor do terceiro ano é que fala assim – não o vosso Eu Superior.

Quando tiverem gosma, lixo, no subconsciente, ele irá produzir lixo nas vossas comunicações. Memso que seja uma comunicação real do vosso Eu Superior, a informação pode-se tornar ilegível ou defeituosa por precisar passar pelo vosso subconscinete para chegar a vós.

É por isso que dão início ao processar, e assim que tiverem limpo o subconsciente, coisa que muita gente conseguiu, então certamente que devem ouvir a vontade do vosso Eu Superior. Deixem que ele os guie. Deixem que os dirija e os conduza dessa forma. Absolutamente! É para isso que estão a trabalhar, entendem? Não podem correr até que aprendam a caminhar, e muitos são os que nesse sentido pretendem correr. É magnífico que queiram correr. Mas não se detestem tanto a ponto de recusarem aprender a caminhar primeiro.

Nós falamos de processar e de programar e logo surge alguém que diz: “Não faças isso. Confia simplesmente em Deus. Entrega nas mãos de Deus.” Frase contagiante, quase lírica. Mas, que será que quer dizer? Que irá “Deus” dizer-lhes? Que tipo de Deus terão?

Que tipo de Deus terão? Se forem Católicos terão um que é bastante difícil. Se forem Judeus, terão um tipo de Deus completamente diferente. Se foram Batistas, o vosso Deus dirá: “Não dances, não fumes. Não bebas. Não te divirtas. Não uses maquilhagem. Usa roupas simples.” Se forem Metodistas Livres, pareçam tão enfadonhnos quanto puderem. Se forem Metodistas, o vosso Deus dirá. “Olha, diverte-te!”

Os “Deuses” que tiverem serão diferentes, mas não por que Deus seja diferente, mas por o vosso subconsciente interpretar essa informação. Mesmo aquilo que lhes estamos aqui a dizer é filtrado pelo vosso subconsciente, e se o vosso subconsciente estiver repleto de todo o tipo de lixo inerente aos complexos mãe/pai, então irão oprojectar o pai em nós e tentar enquadrar-nos no papel de pai que tome conta de vós, ou tornar-nos num pai contra o qual terão que se revoltar. Mas isso é coisa vossa e não nossa. É coisa vossa e não de Deus – é coisa vossa e não do Eu Superior

Por isso, “Entrega-o nas mãos de Deus” quando estiverem suficientemente esclarecidos para entregarem nas mãos de Deus. Deixem que o vosso Eu Superior os guie quando tiverem clareza suficiente para deixar que o vosso Eu Superior os oriente – quando estiverem prontos, quando estiverem preparados. Até que se amem a vós próprios totalmente, tratem de limpar esse material. Poderão querer analisar a razão por que estarão tão ansiosos por saltar essa. Porquê? Que terá o procesar de tão horrível que não o queiram fazer? Que terá o programar de taão horrível que queiram saltar esse passo e remeter isso para o Eu Superior? Porque é que se detestam tanto que se venham a privar de uma das mais belas oportunidades que têm? Porque se detestam tanto que venham a revogar tudo quanto tenham criado nesta realidade física a fim de a prenderem a divertir-se, a fim de aprenderem a criar êxito conscientemente? Por que reunir isso tudo para depoius lhe voltarem costas? Precisam ter mais amor por vós próprios. Precisam respeitar-se a vós próprios mais. Precisam cuidar de vós, e sim, ir além do “entregar a Deus.” Avancem rumo à entrega ao vosso Eu Superior, mas pelo caminho, limpem todo esse lixo.

Trabalhamos com muitíssima gente que se encontra nessa posição. Eles processaram, e agor anós dizemos: “Tudo bem, vamos a isso. Deixem simplesmente que o vosso Eu Superior trate disso. Voltem essa para o vosso Eu Superior.” Aqueles de vós que estiveram envolvidos nos workshops que fizemos acerca do Plano Causal e que estão a lidr com o vosso Eu Superiors abem que já estão a fazer isso – a entregar muitos dos vossos problemas, muitas das questões, ao vosso Eu Superior. Mas vocês chegam lá. Amem-se o suficiente.

Criando a Realidade

De que forma nos aconselharias a manifestar a nossa melhor realidade?

Existe uma variedade de realidades preferenciais. As escolhas mais difíceis que precisais fazer são escolhas entre coisas boas e coisas boas. As escolhas entre coisas boas e coisas más são realmente fáceis de fazer. Podeis proporcionar a vós próprios uma variedade de escolhas preferenciais, três ou quatro, digamos, e aí a coisa torna-se difícil.

Alguns dizem que tudo se dá por um bem intencional. Nós sugerimos, no mais amplo sentido da coisa, que quando vos afastais dele, no sentido mais extenso possível, podereis dizer que sim, que tudo ocorre pelo derradeiro bem intencional. Só que nos atrevemos a afirmar que, quando viveis a vossa vida, dia sim e dia não, não é desse modo que isso opera. Vós criais tudo o que acontece, e em seguida tornai-lo bom ou mau com base nas escolhas e decisões que estabeleceis.

Como havereis de saber o que seja melhor para vós? Existem várias qualidades que lhes encorajaria a desenvolver a fim de vos encaminhardes no sentido das vossas melhores realidades: Existem sete:

Primeiro, consciência de si, a conscientização de exercerdes impacto.

Segundo, auto-estima, a compreensão de não precisardes obter mérito, mas de precisardes descobri-lo.

Terceiro, respeito próprio, o amor que obtendes com a vossa honestidade, integridade, responsabilidade, e auto-confiança.

Quarto, amor-próprio, o amor que não obtendes. O amor-próprio é implícito. Implementai-o por meio duma contínua expansão do amor por vós próprios. Expandi a dádiva, o interesse e as intimidades do amor.

Quinto, auto-confiança, a capacidade de responder, a combinação da humildade e da confiança, da esperança e da coragem para criardes uma energia de confiança – confiança no facto de conseguirdes lidar com a vossa realidade.

Sexto, sentido de dignidade, o qual, à semelhança do mérito, não é algo que obtenhais, mas algo que descobris em vós próprios. O sentido de dignidade consiste em honrardes as vossas emoções.

Sétimo, auto-compreensão, a noção de exercerdes impacto e de o poderdes dirigir da forma que desejardes. A auto-compreensão chega a ser o resultado quase alquímico e sinergético do desenvolvimento das outras seis qualidades.

Se desenvolverdes essas sete qualidades, haveis de criar valorização pessoal. O amor-próprio é chave, a pedra angular, a mais importante de todas. À medida que fordes pondo em prática o amor por vós próprios, também haveis de colher instintivamente aquelas realidades que vos permitirão tornar-vos mais naquilo que sois. Se estabelecerdes continuamente escolhas de crescimento a partir duma fundação de valor com um enfoque no amor – o que vos irá permitir tornar-vos no mais de que fordes capazes – também vos haveis de direccionar no sentido das melhores escolhas de que fordes capazes de estabelecer. Não errareis se usardes continuamente esses critérios.

OVNIS

Pergunta: Parece estar a dar-se uma onda crescente, ou escalada no número de avistamentos ou comunicações visuais que se estão a dar com e a partir dos extraterrestres. Virá isso a sofrer uma escalada ainda mais acentuada?

Resposta: haverá uma altura, sem sombra de dúvida, em que se dará uma aterragem que será provada. Já ocorreram algumas que permaneceram secretas. Existe documentação que deixa bastante clara a existência desses extraterrestres. De vez em quando dão-se avistamentos de OVNIS, com inúmeros avistamentos que são vistos individualmente e colectivamente. Em muitos casos, os extraterrestres estão a proceder a testes. Estão a testar as águas a ver se já será seguro. Até agora foi decidido que não é seguro, que de facto isso causaria demasiado tumulto. Deixaria as pessoas encurraladas.

Actualmente as pessoas podem exclamar: “Ah! Que tolice! Isso é uma idiotice. É uma estupidez. Não existe nada disso!” Mas se uma nave aterrasse e as pessoas saíssem à rua e tirassem fotografias, ou mesmo Polaroides, para o efeito, isso deixaria as pessoas encurraladas. Deixaria as pessoas em que seriam obrigadas a aceitar a realidade de tais seres, e lançaria as pessoas na confusão.

A preocupação manifestada em relação aos extraterrestres não é tanto pela segurança deles. A tecnologia que permite que se viaje através do tempo e do espaço certamente não se verá perturbada pelas vossas armas terrenas. A preocupação tem muito mais que ver com o que vos seria feito a vós. Todos aqueles que não acreditam neles teriam de confrontar os avistamentos exactamente na primeira página do New York Times e na Reportagem Especial da CNN. Gerar-se-ia tal confusão no vosso planeta. Deixaria as pessoas encurraladas contra a parede, e elas precisariam lutar, mostrar resistência, teriam que fazer uma coisa qualquer. Por isso, frequentemente eles testam as águas. Fazem tentativas. Vêm o tipo de resposta que despertam. Quando descobrirem que o tom provocado é tal que as pessoas não “se passem”, conforme o jargão que empregais, e que são capazes de lidar com isso, então dar-se-á uma aterragem. Então, surgirá uma evidência concreta e finalmente uma prova para além de qualquer equívoco de que tais seres existem.

O contacto com os extraterrestres está agora a aumentar. Certamente que alguns aqui se encontram para dar aconselhamento e para apresentar conhecimento, mas também se encontram aqui para aprender.

O vosso planeta está a entrar numa Nova Era. Embora o termo tenha sido sobrecarregado a ponto de não fazer virtualmente sentido nenhum, existe significado implícito, e sugerimos que se trata de um processo igualmente muito excitante o desses seres extraterrestres que se encontram envolvidos no crescimento. Com o surgimento de uma nova consciência, existe um número enorme de seres – físicos e não físicos - que querem juntar-se e testemunhar tal surgimento. Vós já notastes esse interesse crescente.

Pergunta: Por favor, explica um pouco mais esses visitantes dos OVNIS. Teremos alguma escolha em relação a isso? Estarão eles a capturar as pessoas contra as suas vontades?

Resposta: Não, não estão. Vamos responder a isso de uma forma muito rápida, para depois voltarmos atrás e explicar. Já falamos bastante sobre os visitantes que aqui se encontram para vos observar e para aprenderem convosco, talvez bastante mais do que estão aqui para vos ensinar, ou algo do género.

Agora, por favor entendam que existe, em todas as realidades, um contínuo, uma continuidade (Uma totalidade ou extensão ou sucessão não espacial em que nenhuma parte nem porção se pode distinguir das partes adjacentes). Uma vez mais, o preconceito que tendes, autopunitivo contra vós próprios diz que de um modo qualquer, se são extraterrestres, então deverão ser todos bons, devem ser todos seres amáveis e espirituais destituídos de ego. Presumis ser os únicos que têm um ego negativo. Sugerimos que não: O plano físico está crivado e aturdido e abalado de todos os tipos de ego negativo, e o vosso planeta não tem qualquer exclusivo em relação a essa forma de padecimento, não é?

Outros seres físicos também dispõem de ego negativo. Tal como acontece no Reino Humano, em todo o Plano Físico existe um contínuo. Algumas pessoas são excelentes, e outras comportam-se de forma bastante má por razões que se prendem com bloqueios, resistências, e várias outras coisas em que não entraremos nesta altura.

Contudo, existe um contínuo. Sugerimos que outros planetas físicos dispõem do mesmo contínuo. Por isso, aqueles que dispõem de um enorme volume de conhecimentos tecnológicos e são capazes de vir aqui e de observar o vosso planeta, operam nesse mesmo contínuo ou extensão. Alguns são muito, muito bons enquanto outros actuam e comportam-se muito, muito mal. Alguns são arrogantes, incrivelmente arrogantes, nesse sentido. Flutuando nas suas pequenas naves espaciais, eles pensam ser tão superiores a quem quer que seja - a vós e aos próprios vizinhos deles, com respeito a isso.

Sugerimos que, sim, existem alguns que vos encaram como se fôsseis animais que devam ser testados, de forma não muito diferente da forma como encarais os vossos chimpanzés, ratos, e vários outros animais de laboratório. Esses extraterrestres pensam que seja em benefício de toda a humanidade, pelo que não se importam em fazer-vos isto ou aquilo. Alguns não se importariam de todo nem se incomodariam em pegar em vós e operar-vos e testar-vos só para ver como reagis.

Esses constituem uma pequena minoria, uma reduzida minoria. A vasta maioria nem sequer consideraria tais actividades por perceberem que também sois humanos – não da mesma forma que eles, mas sois igualmente humanos. Possuís sentimentos. Eles sabem disso.

Estais a começar a saber que os animais possuem sentimentos. Seja qual for a filosofia que adopteis em relação aos testes de animais, todos vós pelo menos procedeis a uma estima dos testes que deveriam ou não ser aplicados aos animais. Todavia, a diferença existente entre vós e os animais é a de serdes humanos e esses ETs que vos observam também pertencem ao Reino Humano – não são seres humanos, mas inserem-se no reino humano. Por isso, vós criais a vossa realidade, e, como tal, não: não existe uma única pessoa que tenha honestamente sido sequestrada que não o tenha sido por razões de condescendência a um nível qualquer. Poderá não se situar em um nível de que possais ter percepção consciente. Eles poderão não causar isso, mas permitem a realidade disso. Terão concordado, a um nível qualquer. Terão admitido a realidade disso, a um nível qualquer. Seja por que razão for, eles terão referido que em relação ao facto de serem sequestrados, tudo bem. Poderão agora arrepender-se do acto; contudo, seja o que for que pensem que passaram, terá feito parte da sua própria criação, absolutamente.

Se não desejardes ser colhidos, não sereis, com toda a clareza. Absolutamente. Certamente que não. Por isso, não precisais ter medo se um ET surgir no vosso quintal por isso ser uma indicação de virdes a ser sequestrados contra a vossa vontade. Isso não irá simplesmente ocorrer. Mesmo no caso de serem malevolentes, vós criais a vossa própria realidade! Por isso, tem que estar ligado a uma concordância da vossa parte o facto de serdes sequestrados.

Além disso, sugerimos que devereis entender que existe todo o tipo de extraterrestres. Existe todo o tipo de OVNIS. Alguns pertencem a sistemas planetários diferentes situados no vosso universo; alguns são de diferentes sistemas planetários situados fora do vosso universo.

Também sugerimos que, parte daquilo a que chamais OVNI constituem uma intersecção futura feita junto do vosso presente, ou um deslize através de um túnel de tempo justamente para o vosso presente. Por isso, o que alguns podem observar como objectos voadores não identificáveis pode realmente ser uma nave futura da força aérea norte americana. Pode ser uma nave ou uma embarcação que pertença ao ano 2350 que tenha deslizado por um túnel de tempo e se enfaixe ao longo dos vossos céus de 1988, para a seguir, num clarão súbito, regressar à sua realidade. Em certos dos vossos voos noturnos, podereis dizer com toda a certeza que não “deslizais” para os anos 30 ou 40? Talvez os vossos jatos 747 dos dias de hoje sejam os OVNIS avós de outrora. Não estejam tão certos!

Bom, é um tanto desconcertante, concordamos, para alguns de vós: “Espera lá! Espera lá!” Mas o tempo existe todo em simultâneo. Todo o passado e todo o presente, assim como todo o futuro existe em simultâneo. Por isso, no futuro eles vão aprender a viajar no tempo. De facto já aprenderam isso no futuro! Quando lá chegardes, haveis de aprender a viajar no tempo. Sugerimos que alguns deles estejam a viajar no tempo rumo ao seu passado – tal como nas várias histórias de que dispondes, tal como “Regresso ao Futuro,” e as histórias de viagem no tempo de H. G. Wells, ou seja lá o que for. De onde pensais que essas ideias procedem? Pensais que esses indivíduos inventaram isso a partir do nada? Não; com respeito a isso, eles conseguiram agarrar um pedaço do futuro e conduziram-no ao seu presente para escreverem sobre o deslocamento do seu presente a um passado distante.

Virá a existir uma altura em que a viagem no tempo se dará, e quando isso ocorre, por vezes eles usam túneis temporais, e deslizam por eles, e correm directamente em direcção à vossa realidade. “Nunca tinha vista uma nave com aquela!” Com certeza. Provavelmente não vereis por mais uns 300 anos ou isso. Nesse sentido, por vezes são isso. É um OVNI!

Certos extraterrestres ou objectos voadores não identificados representam o produto da consciência das massas. A certa altura vós, enquanto humanidade, criastes um deus à vossa própria imagem. A gente primitiva da religião criou deuses com caracteres bastante desagradáveis. Alguns diriam que o deus original do vosso Velho Testamento era um tipo bem desagradável e antipático. De acordo com esse testamento, muitos foram os que foram vitimados em nome de Deus de acordo com a história, muitos mais foram abatidos em Seu nome. Quem realmente terá feito o quê? Quem é realmente Deus? Ou terá sido... “Hei, eu falei com Deus na noite passada, e Deus disse-me para te matar”... Caso não queirais tornar-vos responsáveis, culpai o Big Boss que se encontra lá em cima, não é?

No entanto, as doutrinas que foram desenvolvidas retractam esse tipo de energia bastante arbitrária e rancorosa.

Precisais recordar que esse foi o Deus que terá dito que por causa de uma mulher ter comido uma maçã, todas as mulheres de todos os tempos haveriam de sofrer...

Bom, não existe ninguém à face do planeta que carregue um rancor desses por muito tempo...

Também foi esse Deus que disse que precisais sofrer pelos pecados dos vossos pais por três ou quatro gerações. Mas isso é o que as pessoas queriam, sabem? Queriam um deus que lhes fizesse as vontades. Não era obra do Deus/Deusa/Tudo Quanto Existe; era da gente que dizia falar com Deus.

Depois as pessoas mudaram, e sofreram alterações, e lá surgiu uma abertura quanto à possibilidade de criar o futuro e de mudar tudo. Mas, e com é que isso mudou? Bom, Deus enviou o seu Filho Unigênito para transmitir o Novo Testamento, a nova lei. De acordo com o Novo Testamento, Jesus veio pelos vossos pecados, mas também para trazer a nova lei. E o Novo Testamento diz que essa nova lei substitui os Dez Mandamentos. Era a isso que se reduzia: para substituir esses Dez Mandamentos aqui tendes uma nova lei. Simples. Amai a Deus acima de todas as coisas, e amai os outros como vos amardes. De repente Deus tornou-se mais compassivo.

Bom, nesse caso, ao avançardes em frente, as faces – as imagens – de Deus continuam a mudar. Muitos recordar-se-ão de que nos anos sessenta corria o refrão “Deus está morto”, quando as pessoas se tornaram bastante cínicas, assustadas, e revoltadas em relação ao facto do mundo não se ter tornado no “céu” que lhes tinha sido prometido pelos tecnocratas. Quando a promessa foi rompida, a promessa de que poderiam ter tudo, qualquer coisa que quisésseis, as pessoas disseram: “Deus está morto”. Outros disseram: “Jamais existiu um Deus, para início de conversa.”

Bom, vós sois, conforme dizemos, uma nação espiritual que quer ter um Deus. Alguns actualmente pretendem tornar os seus computadores no seu deus. Outros querem tornar os extraterrestres, com o tremendo conhecimento tecnológico de que dispõem, no seu Deus. Há quem crie histeria ao avistarem OVNIS, que são manifestações puras subjectivas, da energia arquetípica que reside dentro delas. Nesse caso, o qual é frequente – demasiado frequente -  os OVNIS constituem  os rostos arquetípicos subjectivos de Deus, criados à imagem da alta tecnologia de uma sociedade de alta tecnologia.

Com toda a honestidade, essa categoria de OVNIS fala mais pelo fenómeno dos “sequestros por ovnis” do que qualquer outro. Aqueles que têm a crença ou o temor de existirem extraterrestres que os vão sequestrar, e que vão inserir-lhes tubos por certas partes do seu corpo acima, e ter sexo com elas de uma maneira bizarra qualquer, estão mais do que predispostas a atrair uma manifestação consciente de um arquétipo subconsciente e subjectivo. Tais manifestações de arquétipos subjectivos podem assumir a projecção de um “deus” arbitrário ou cruel, e que possa encarar o ser humano como algum animal a ser testado – ou objecto a ser usado.

Vejam bem, vocês não fazem uma ideia real do quão incrivelmente poderoso o vosso cérebro realmente é. Dizem-vos que utilizais 10% do vosso cérebro, mas isso está errado. Vós utilizais 100% do vosso cérebro, mas só entendeis 10%. Os outros 90% ainda estão a operar e podem fazer rodar uma realidade – e por vezes uma realidade bastante negativa - que experimentais em termos igualmente reais, como tão fisicamente real quanto outra qualquer.

O vosso cérebro não constitui aquele receptor passivo que certa vez se pensou que fosse. Não é o receptor passivo que muitos querem fingir que ainda seja. O vosso cérebro constitui um investigador activo que está envolvido com o que designamos por “pensar futuro”. Muito embora possais não compreender de todo o modo como opera, esses 90 por cento do vosso cérebro podem criar e manifestar a realidade. E mesmo apesar de não o entenderdes de todo, ainda representa uma escolha consciente por a estardes a permitir, por a estares conscientemente a permitir. Só não compreendeis sempre como. Pelo menos ainda não o conseguis.

Agora, sabeis, por exemplo, que com a hipnose podeis dizer a uma pessoa, quando a tocais com um lápis, que é a ponta ardente de um cigarro aceso. Podeis tocar-lhe o braço e o local que tocardes fazer bolhas e apresentar queimadura, como se o tivésseis feito com a ponta do cigarro. Já sabeis disso. Isso já foi suficientemente e apropriadamente demonstrado. Podeis hipnotizar alguém e dizer a essa pessoa que ela corre um perigo real de vida, ou que está completamente a salvo, que ela reagirá totalmente de acordo. Ninguém sabe realmente o que ela estará a perspectivar; ninguém sabe por completo aquilo que está a experimentar. E mesmo quando recordam o que experimentaram, por vezes torna-se impossível saber.

Por isso sugerimos que o vosso cérebro é capaz de provocar esse tipo de actividade ao corpo. Por isso, sois capazes, enquanto seres humanos, de tomar arquétipos subjectivos e de os manifestar objectivamente. O imaginário holográfico pode parecer-vos uma realidade tridimensional sólida e real, quando na verdade não passa de uma aparição. É a energia arquetípica subconsciente a manifestar uma realidade consciente. Isso pode acontecer no caso de uma pessoa. “Mas eu também vi aquilo!” Também pode acontecer a muita, muita gente.

Um exemplo disso é o de uma das místicas mais poderosas do mundo, ao seu tempo, Helena Blavatsky, que conseguia teleportar-se de um aposento para outro. Nos seus diários pessoais, aquilo de que falava era da capacidade que tinha ed hipnotizar uma sala cheia de gente para a fazer crer que tinha desaparecido dali. A capacidade que tinha de hipnotizar em massa era incrível.

Há maneiras através das quais as pessoas se podem hipnotizar a elas próprias de modo a conseguirem ver o que pretendem ver ou aquilo que acreditam estar a ver. Trata-se, num certo sentido, de uma manifestação de histeria de uma energia arquetípica subjectiva numa forma consciente. Isso acontece – não sempre, é claro – mas faz parte das coisas que acontecem.

Existem muitos tipos de extraterrestres; amigáveis e não tanto amigáveis quanto isso, mestres, mas sobretudo observadores, distorções físicas do futuro que passam para o presente, e manifestações conscientes de arquétipos subjectivos subconscientes. Existem extraterrestres reais e existem extraterrestres imaginários. Seja qual for o tipo, e de uma forma indirecta, não, não precisais ter medo de ser sequestrados e de ser mal tratados a menos que haja uma parte de vós, talvez uma parte muito secreta de vós que passe a adoptar isso...

POR QUE SONHAR?

Jamais chegou a ser tão claro e provável: Vós criais a vossa própria realidade. Os místicos, seja por que definição for, têm vindo a dizer isso há séculos, e agora os vossos cientistas estão a chegar à conclusão: a realidade é um produto do vosso pensamento. A especificidade das teorias pode variar. As conclusões são idênticas.

A interpretação que Copenhaga fez da realidade sugere que ou não existe espaço profundo nenhum, e que aquilo que experimentais é uma ilusão que flutua suavemente à superfície da possibilidade, ou essa realidade é criada pela observação. Contudo ainda uma outra teoria propõe que a realidade que experimentais constitui apenas uma de muitas que existem - que existem tantos universos quantas as possibilidades. Outras teorias quânticas da realidade concluem que a realidade é um produto da consciência. Finalmente os cientistas estão a considerar que talvez o vosso mundo seja realmente um mundo dual feito daquilo que é potencial e do que é actual ou vigente. Os físicos quânticos são talvez os xamanes do mundo moderno da ciência. Eles estão a salientar os factores desconhecidos da realidade e a tentar encontrar sentido.

As explicações que os cientistas estão a descobrir são as mesmas que as compreensões dos místicos têm vindo a revelar desde o começo dos tempos. O físico e o metafísico sobrepõem-se: vós criais a vossa própria realidade.

Produto daquilo que observais ou do que imaginais, a realidade constitui uma ilusão. Para alguns, a realidade é composta de electrões e de protões que funcionam num domínio completamente imprevisível de probabilidade; para outros, é composto de unidades de consciência que funcionam num domínio maravilhosamente luminoso de possibilidade. Todos concordam que cada indivíduo é um participante na realidade experimentada - na realidade criada.

A REALIDADE

A realidade que vós criais é composta de matérias-primas. Essas matérias-primas são trabalhadas e moldadas com os instrumentos da manifestação. O modelo da vossa realidade dita o projecto, e o resultado é a representação física correspondente à visão que tendes.

A escolha e a decisão constituem as primeiras duas matérias-primas. Sugeriríamos que a escolha representa a primeira dádiva facultado por Deus/Deusa/Tudo O Que Existe. A escolha constitui a semente da decisão. A decisão representa o primeiro passo no vosso Caminho para Casa. A partir das vossas escolhas e decisões procedem os pensamentos que tendes e os sentimentos que sentis. Esses são matérias-primas adicionais da manifestação. As restantes são as atitudes com que percebeis a ilusão e as crenças que fundamentalmente governam essa ilusão. Estes seis elementos constituem as matérias-primas a partir das quais esculpis a vossa realidade.

As matérias-primas essenciais são a escolha e a crença. Ao exercerdes o dom da escolha alterais potencialmente o pelo menos influenciais todas as restantes matérias-primas da manifestação. De forma semelhante, ao alterardes as vossas crenças, todos os componentes restantes se alteram. Se a escolha e a crença permanecerem inalteradas, todos as restantes matérias-primas permanecerão estagnadas. A realidade permanecerá em um estado de inércia.

A inércia é um estado de repouso ou de movimento que permanece inalterado até que se gere uma força igual ou superior que o mude. A força que é igual é superior do que o padrão existente da realidade é a escolha e a crença.

OS INSTRUMENTOS DA MANIFESTAÇÃO

Para criardes a vossa realidade necessitais de mais do que matérias-primas. Precisais habilidosamente desenvolver os instrumentos da manifestação, as ferramentas da criação. Precisais descobrir os instrumentos a aprender a utilizá-los habilmente. O desenvolvimento da habilidade da criação ou melhorar a capacidade que tendes de criar constitui uma outra via de descoberta e de desenvolvimento do vosso poder pessoal. Cada um cria a sua própria realidade. Alguns fazem-no de forma mais hábil e criativa - mais elegante - do que outros. A diferença: usareis os instrumentos da manifestação de uma forma construtiva e imaginativa? Os termos: instrumentos de manifestação e instrumentos de criação soa como se devessem parecer complicados e complexos. De facto, eles são de uma simplicidade desarmante. Existem somente três deles com que cada um de vós cria toda a sua realidade. No caso desses três instrumentos esculpis uma ilusão a que chamais a vossa realidade.

O desejo constitui o primeiro instrumento da manifestação ou da criação. Manifesto ou não manifesto, ostensivo ou disfarçado, toda a criação tem início com o desejo. A expectativa segue-o. Assim que desejardes alguma coisa, torna-se crítico para a criação que realmente espereis que algo se dê. As expectativas frequentemente parecem automáticas. Olhai para a criação positiva de uma realidade qualquer e num nível qualquer da consciência, tê-la-eis esperado.

Além delas, contudo ainda misturado com o desejo e a expectativa, o instrumento final da criação da realidade é a imaginação. As vossas imaginações instilam vida no que de outro modo não passa de pensamento positivo ou desejo vão e dos caprichos fantasiosos das expectativas que tendes.

Podemos dizer que existe uma maravilhosa alquimia que tem lugar quando combinais esses três ingredientes mágicos. Com uma encantadora mistura de desejo, expectativa e imaginação, as escolhas e as decisões, os pensamentos e as decisões, as atitudes e as crenças tornam-se densas e massivas. Elas tornam-se na vossa realidade física.

Uma sinergia espectacular, em que o todo é muito mais do que a soma das suas partes, ocorre. As partes (as matérias-primas) - uma vez cinzeladas, talhadas e esculpidas e conjuradas pela complexidade e intimidade dos vossos desejos pessoais e expectativas privadas - são erguidas à manifestação pelo poder e assombro da vossa imaginação. Pela união e mistura desses instrumentos, as matérias-primas ganham vida.

O SEGREDO DO SONHAR

Onde é que ides buscar os vossos desejos? Qual será a origem da vossa expectativa? Porquê a vossa imaginação? Os instrumentos parecem tanto mais uma parte de vós que raramente considerais a sua fonte. Os instrumentos da vossa manifestação procedem dos vossos sonhos. Os sonhos que tendes durante a noite geram o desejo, a imaginação e a expectativa. Mas uma fonte ainda mais rica é o Sonho do Futuro. A esperança e a elasticidade da probabilidade, e o alcance da probabilidade - o Sonho (com letra maiúscula) do Futuro.

Quanto mais Sonhardes, maior será o desejo, a expectativa e a imaginação que tereis. Quanto mais Sonhais, mais utilizareis esses desejos, expectativas e imaginações que já tendes de um modo construtivo e excepcional

Não percebeis? Sempre que alguma coisa é criada algo se perde. Quando manifestais alguma coisa na vossa realidade, uma certa parte do desejo que tendes se perde. Desaparece um pedaço da expectativa que tínheis. Alguma coisa procedente da vossa imaginação é abandonado. Quando tendes alguma coisa, quer essa coisa seja tangível ou abstracta, vós não a desejais ou esperais - vós tende-la. Não mais imaginais como seria ter o que quer que seja - vós sabeis. Quando alguma coisa é criada, alguns desses instrumentos de criação perdem-se. Esse é o preço que pagais pela criação da vossa realidade.

Mas é um preço que vale a pena pagar. Enquanto Sonhais dispondes de desejo, expectativa e imaginação ilimitados. Enquanto Sonhardes, isso tem existência. O modo de reabastecerdes o desejo, a expectativa e imaginação perdidas é Sonhando. Os instrumentos que são empregues no processo da criação são substituídos pelo processo do Sonhar.

O PROBLEMA

O problema: o vosso mundo está-vos a dizer para parardes de Sonhar. O Jeito do Mundo - a Consciência das Massas - encoraja-vos a desistirdes dos vossos Sonhos. É-vos dito para serdes mais realistas, nesse vosso mundo severo. É-vos dito para não serdes tolos a ponto de pensar que os vossos Sonhos poderão tornar-se numa realidade. É-vos dito para parardes - parardes de Sonhar.

As formas de admoestação vão mais longe. A Consciência das Massas roga-vos adicionalmente para abrirdes mão do desejo, por ser egoísta, e para baixardes ou eliminardes as expectativas que tendes e aceitardes o que quer que aconteça como uma coisa positiva e para não desperdiçardes o vosso tempo com fantasias, por não vos levarem a lado nenhum.

Muitos já desistiram dos desejos que tinham, das expectativas e imaginações. Muitos já deixaram de Sonhar. Muitos mais virão a deixar. E sem Sonhos e o desejo, a expectativa e a imaginação que geram, vós não dispondes dos utensílios necessários para criardes conscientemente a vossa própria realidade. Ainda a criareis, mas tereis que depender na Consciência das Massas. Sem os vossos próprios Sonhos e o que vem com eles renunciareis à vossa criatividade e ao vosso próprio poder para criar aquilo que quereis. Sentir-vos-eis fora de controlo. Haveis de aceitar apaticamente o que quer que o mundo vos apresentar. Sereis como um carneiro.

O PROBLEMA MAIS GRAVE

No mundo não metafísico, esse problema e essas admoestações não são novas. Vós enquanto metafísicos estais bastante habituados a essa diatribe. Contudo há um problema mais grave. Actualmente muitos dos chamados líderes espirituais e mestres (que se recusam a chamar a eles próprios líderes e mestres) estão de forma semelhante a dizer-vos para deixardes de Sonhar e para abandonardes o desejo que tendes, a expectativa e a imaginação.

Quando o ataque vem de fora, conseguis aguentá-lo. Todavia, quando o ataque vem de dentro, frequentemente não estais preparados para lidar com a confusão resultante. Frequentemente não estais dispostos a lidar com o discernimento necessário. O discernimento é agora popularmente chamado de julgamento pelos líderes que não são líderes e pelos mestres que não são mestres.

Quando o ataque procede de dentro, geralmente ele vem envolto em subtileza. As palavras geralmente acham-se presentes, só que a compreensão e o significado estão ausentes.

Aqueles que querem que deixeis de Sonhar dizem que vós criais a vossa própria realidade, e de modo semelhante dizem-vos que existe um Deus e, ou uma Deusa que vos ama. Estão prontos – sugeriríamos que estão demasiado prontos - a dizer-vos o quão realmente eles próprios vos amam. As palavras são acertadas, só que o significado está ausente.

Em primeiro lugar é-vos dito que criais a vossa realidade. E depois é-vos dito que o mundo está a chegar ao fim ou que está a atravessar algum processo de purificação ou de cura vago e abstracto, mas muito destrutivo em relação ao qual nada podeis fazer. A contradição óbvia é amenizada pelo abandono do poder de criar a vossa própria realidade. Esse abandono é aumentado pela opinião de visão curta, ou miopia em relação ao facto de que o romance e a aventura de tentar suportar a desgraça iminente é mais emocionante do que a monotonia de assumir a responsabilidade pela realidade diária.

Imagine-se alguém que tenha um filho de quinze anos e que use cabelo pintado de cor-de-rosa e um alfinete na bochecha, uma filha de dezassete anos que esperam esteja a ganhar peso (em vez de se encontrar grávida), e contas para pagar que se acumulam mais rápido do que os salários. Para muitos, torna-se mais divertido contemplar uma saída fácil para esses problemas, mesmo que isso signifique a destruição do mundo. É mais romântico e excitante planear o modo como se irá suportar os elementos, do que dar uma olhada séria à realidade que estão a criar. Além disso, quando as soluções não se apresentam prontamente à disposição, aqueles que dispõem de uma capacidade de raciocínio reduzida e de visão estreita, assumem não haver alternativas.

Muitos dos mestres que dizem não ser mestres dizem que criam a sua própria realidade, mas não acreditam nisso. Não conseguem perceber soluções para os muitos problemas pessoais e mundiais, pelo que presumem não existirem soluções. Tristemente, é a sua verdade que acabam por não ensinar àqueles que vêm a eles em busca de conhecimento.

Os que dizem não ser mestres defendem que aquilo que pregam constitui apenas a sua verdade. Por isso quando alguém ansioso por aprender – alguém que despende de uma soma de dinheiro para não ser ensinado – o escuta e acredita sem questionar as contradições nem tentar discernir, é de facto a realidade que ele, e não os que dizem não ser mestres, terá criado. Nós não condenamos os que dizem não ser mestres; apenas os observamos.

O QUE ACONTECE ENTÃO: O PREÇO

O resultado é que esqueceis que criais a vossa própria realidade. Esqueceis que todas as soluções para todos os problemas sempre estiveram e sempre estarão no seio ou no final de um Sonho. Esqueceis-vos de Sonhar.

Tornou-se muito popular na comunidade metafísica reunir informação sobre dados meteorológicos e geológicos, que quando muito são muito especulativos, e acrescentam uns quantos jargões místicos a fim de produzir profecias imediatas. Também se tornou muito popular pesquisar os antigos ensinamentos redigidos antes das pessoas saberem que criavam a sua própria realidade e que combinavam o arcaico com o imediato a fim de produzirem uma profecia de desgraça e perdição.

O problema de uma abordagem dessas não é se vireis a viver ou a morrer – vós já fizestes ambas essas duas coisas muitas vezes. O problema é que aceitar essas inevitabilidades requer não somente que esqueçais que criais a vossa própria realidade. Também precisais esquecer de Sonhar.

Há um outro preço a pagar. Precisais esquecer que existe um Deus que se interessa. É muitas vezes dito que não podeis fazer nada em relação à desgraça e à perdição, por a Terra precisar purificar-se e a Terra não querer saber de vós. Mesmo que queirais fingir que a Terra não queira saber, Deus quer. Quando aceitais a inevitabilidade da condenação ou do julgamento, fechais a porta a um Deus amoroso, a uma Deusa que cuida, a uma Totalidade que se importa.

A SOLUÇÃO: POSSIBILIDADE CINTILANTE

Nós distinguimos, e encorajamo-los a distinguir, o interesse sincero da maldição e da desgraça. O interesse sincero pode apontar problemas iminentes e a seguir propor métodos e técnicas sinceras não só para fugirdes ao caminho da destruição como efectivamente recriar a realidade de forma a eliminardes os perigos. A desgraça e a perdição apresentam as mesmas preocupações – geralmente exageradas a fim de produzir pânico – e quando muito, indicar-vos-á onde vos esconder, e pior que isso, dir-vos-á não haver onde vos esconder. Eles deixar-vos-ão com uma inevitabilidade sem remédio em vez de uma possibilidade cintilante.

Aqueles que apresentam a desgraça e a destruição, de forma semelhante perderam de vista um Deus que é real. Na sua visão limitada e na capacidade limitada de pensar que têm, perderam de vista um Deus que, seja por que nome for, existe para além deles e das suas limitações humanas. Com toda a honestidade pensam ser Tudo Quanto Existe! Eles transmitem as suas limitações aqueles que lhes derem ouvidos através da subtileza da pregação que fazem da desgraça e da destruição – através da sua realidade pouco iluminada.

É tempo de começarem de novo a sonhar. É tempo de despertarem o desejo e a expectativa de uma realidade gloriosa repleta de amor e de riso. É tempo, mais do que nunca, de suscitardes a vossa imaginação da forma a instilardes vida uma vez mais aos Sonhos que obedientemente pusestes de lado.

Por meio dos desejos, expectativas e fantasias que tiverdes começareis a Sonhar. Por meio do vossos Sonhos, despertareis o desejo, a expectativa e a imaginação tão críticas à criação da realidade. Disporeis novamente dos instrumentos necessários à criação consciente da vossa própria realidade.

O SONHO

É tempo de despertardes a centelha do amor que se encontra em cada um de vós. Vós sois a Esperança do Futuro. Sois a Inspiração da Humanidade. Alguns hão-de criar um mundo que não parece importar-se. Outros, por meio da utilização do seu Poder de Dmínio - do poder que têm para criar um mundo amigável - criarão um mundo dedicado que parece importar-se muito. O mundo quererá saber de vós o não? Podeis especular e discutir essa questão para todo o sempre. A verdadeira questão é a seginte: Vós importais-vos com o mundo! Essa é uma questão a que podeis responder já.

Torna-se um imperativo que comeceis novamente a Sonhar. Nos Sonhos residem as soluções para todos os problemas existentes na vossa realidade. A sociedade diz-vos para parardes de Sonhar quando existem tantos problemas por resolver, quando é justamento tempo de começardes a Sonhar. Nos Sonhos que cada um de vós sonha residem a nova perspectiva ou criatividade; nos Sonhos que cada um de vós sonha residem os trechos mais extensos da vossa visão pessoal.

Através do Sonho vós descobris um poder que estava perdido: o poder do saber da existência de um Deus, de uma Deusa, de uma Totalidade e de que sois amados por essa Fonte do Todo. Quando deixais de Sonhar, também parais em relação a deixar o amor entrar. Deixais de acreditar que sois amor - parais de acreditar que podeis amar.

Vós sois amados. Vós amais. Amais maravilhosamente. Precisais redescobrir isso por intermédio dos Sonhos que tendes de modo a poderdes começar a vislumbrar a profunda alegria e serenidade que o amor fornece.

Despertai e Sonhai. Despertai e passai a criar a vossa realidade de uma forma mais consciente. Despertai e amai e deixai-vos ser amados.


A Saúde e a Doença



Existem variadíssimas abordagens e regimes destinados a promover as habilidades de cura, de forma a obter-se uma maior vitalidade, mas quando as pessoas procuram um que seja objectivamente o “correcto” ou o “melhor”, portador de maior eficácia e garantia que qualquer outro, ou nos leve a sentir melhor, isso pode gerar um problema. Cada um desses regimes de saúde é passível de resultar em potencial e em beleza para as mais diferentes pessoas. E cada um deve promover o seu regime adequado, a sua própria abordagem que funcione. Desse modo serão capazes de receber auxílio, todavia, têm que decidir sozinhos.

Aquilo que de universal, a questão contém, contudo, é a natureza daquilo em que consiste a plena saúde.



Frequentemente, numa tentativa por descobrir métodos de cura e de fazer operar métodos de abordagem a essa cura, as pessoas, num certo sentido, precipitam-se e cometem como que uma “falsa partida” na sua corrida contra o tempo e o espaço, sem empreenderem a maçada de se deterem e questionarem consigo próprios: “Certo, então em que consiste a plena saúde, antes de mais nada?” Em vez disso andam numa correria em busca da saúde e da cura. E muitos andam mesmo numa correria louca, em busca da obtenção de tanto quanto possível. Mas, na verdade, muito poucos alguma vez chegam a deter-se e a questionar-se sobre o que a plena saúde seja verdadeiramente – qual será a sua natureza.



Em largas pinceladas, a saúde compreende vários componentes. O primeiro passo no incremento das vossas habilidades de cura consiste em começarem a definir por vós próprios o que para vós significa “ser saudável”.



A saúde envolve uma certa vivacidade, certamente, porém, envolve antes disso uma certa busca por uma razão de viver, por uma razão para a vida; consiste isso numa busca pelo propósito da vida, como alguns diriam. Nós preferimos o termo focagem da atenção. Mas, requer de igual modo uma procura por poder, uma procura daquilo a que chamamos “os quatro poderes” - o poder da liberdade, o poder de actuar, o poder de dar e o poder da alegria.



Ser um indivíduo saudável não refere unicamente um anseio fisiológico, mas compreende essa parte de cada um de nós que busca esses poderes – não poder sobre o outro, mas a habilidade de agir e de ser livre; a habilidade de se deixar inundar de acção, de se colocar na posição de dádiva e na posição de ser inundado de alegria. Consiste igualmente em procurar (e descobrir) aquilo a que chamamos a elegância da vida, por meio do que, através dum gasto mínimo de energia colhemos a máxima retribuição. Envolve também a elegância da espiritualidade.

Assim, trata-se duma busca, do mesmo modo que a vossa focagem da atenção (propósito). Procurar e descobrir essas quatro formas de poder no vosso viver. É uma forma de elegância no viver tanto física como espiritualmente.



Por fim, a plena saúde ergue-se na vivacidade. Certas pessoas portadoras de vitalidade física possuem muito pouca vivacidade. Já outras, apesar de se encontrarem fisicamente incapacitadas, podem de certa forma achar-se inundadas de vivacidade. E a vivacidade é medida em termos de confiança, amor, expectativa (esperança) e entusiasmo. As pessoas precisam olhar para si próprias e de desenvolver este sentido de: “Vou procurar conhecer o essencial e básico concernente à minha vida, para onde me dirijo e por que me encontro aqui. Vou procurar e encontrar o meu sentido de poder, e vou fazê-lo com sentido de elegância, graça, dignidade, e com um certo a prumo. Além disso vou empreendê-lo com uma vivacidade prenhe de vibrações de amor, de confiança, entusiasmo e expectativa.”



Na medida em que consigam empreender uma acção desse tipo, isso, por sua vez, também se tornará numa fundação sobre a qual poderão descobrir o regime de saúde que opere efectivamente, seja ele naturopata, homeopático, a acupunctura, ou o que quer que seja – essa fundação da saúde é significativa. Mesmo a observância dos tradicionais meios da medicina alopata poderão tornar-se muito mais efectivos se as pessoas estabelecerem essa fundação da busca, esse empreendimento pela elegância e pela vivacidade – fundação sobre que assenta a plena saúde.



Se as pessoas começarem por essas bases, então poderão dar início à corrida contra o tempo e o espaço em busca dos meios adequados de comunicação, os ângulos de particular abordagem da cura que melhor operar em si próprios. Nesse caso, seja qual for o regime que tenham eleito, ele deverá operar de uma forma muito mais produtiva e construtiva.



Pergunta: Têm surgido declarações, por parte de certas comunidades, a apontar cerca de 15% de todas as formas de padecimento físico se devem a razões cármicas, enquanto os restantes 85% se ficarão a dever a causas mentais ou emocionais. Não quererá comentar?



Bom, é uma maravilha. Quinze por cento, não é…? (Riso) Agora, quem foi que elaborou tal estatística…? (Riso) Fazer um registo de todas as doenças... Deve haver coisa melhor para se fazer para além disso!... (riso)



Sugerimos que 100% de todas as doenças são induzidas pela via emocional; não é menos devastador do que isso. Não queremos dizer que todos sejam hipocondríacos, absolutamente. Todas as doenças possuem uma origem emocional, mesmo que isso diga respeito a uma origem emocional duma vida passada que vocês estejam a eleger a fim de lidarem com, nesta vida (não que tenham de o fazer, pois ninguém vos torcerá o braço para que o façam). Mas se existir uma causação emocional na presente vida que vos impele a alcançar esse passado e a arrastar essa influência da “vida passada” para aqui. Cem por cento de todas as doenças são induzidas emocionalmente.



Associado a isso estão as crenças, as atitudes, os pensamentos e sentimentos e as escolhas e decisões tomadas sobre a doença. Se acreditarem que determinada doença contagiosa o seja de facto, então sê-lo-á. Se a realidade consensual afirmar tratar-se de uma doença contagiosa, nesse caso, tornar-se-á mais difícil romper essa crença. Se determinada doença for contagiosa e vós entrardes em contacto com a pessoa portadora dela, serão contaminados? Depende do facto de escolherem criar esse resultado. Mas até mesmo o contacto é emocionalmente induzido. Agora, não vamos referir todos os factores indutores emocionais, mas apenas referir o seguinte: a irritação é o maior de todos eles.



A cólera e a mágoa constituem os factores mais activos de indução emocional. De forma bastante simplificada, o cancro consiste em cólera, irritação, como já tivemos oportunidade de referir por diversas vezes – uma cólera que é sentida à escala do que excede todo e qualquer reparo, ou possibilidade de esperança. Num sentido geral, todas as dificuldades que se centram na região das costas, sem levarmos em linha de conta a intensidade da indução actuante cobre o campo fisiológico, tem a sua origem na dor – dor emocional – e na mágoa.



A responsabilidade apavora-os, sabem? Vocês vivem no mito de que, se de algum modo não pretenderem tomar a responsabilidade pela vossa realidade, então nesse caso escusam de o fazer. Assim, empalham os vossos sentimentos - quando na realidade não há onde os ocultar, não é mesmo? Desse modo, acumulais a vossa cólera em vários órgãos do corpo e em variadas das suas partes, até ao osso mesmo. É comum vê-los alojados, dependendo do tipo de cólera, num ou noutro ponto. Os vários órgãos do organismo respondem por diferentes componentes. A mágoa, tendeis a acumular na coluna vertebral: “Que coluna tão adorável e com tanto espaço de vago. Deixa-me enchê-la como se fosse um gorro de Natal...” (riso).



Têm tendência a alojar as vossas mágoas na espinha. Toda a espécie de mal-estar da região das costas tem origem na mágoa. O cancro tem origem na cólera. A bulimia, exactamente do mesmo modo que outras disfunções alimentares, tal como a anorexia, têm imenso que ver com o ódio por si próprio: “Eu odeio-me; não mereço ser nutrida; não mereço tornar-me alvo do sentimento de amor. Assim deixarei de comer; ou se o fizer, vomitarei devido a que me odeie tanto que não sinto qualquer merecimento para me nutrir. Nem mesmo mereço alimento”. 



E com relação a outras doenças, dependendo daquilo em que consistam, poderão descobrir uma causa emocional como origem válida – e não uma razão emocional qualquer. Mas primordialmente considerem a cólera, a mágoa, o ódio por si próprio, bem como a recusa de amar, porquanto essas são as causas mais importantes.



Conquanto estejamos a declarar isto em termos simples, eles funcionam de modo tudo menos simples. Raramente qualquer factor indutivo emocional chega a operar de forma isolada, mas sim em matrizes complexas e intrincadas uns com os outros. Deste modo, lá porque se sentem irritados, isso não quer dizer que estejam destinados a contrair cancro. Tampouco quer dizer que, se sentirem mágoa, seja uma questão de tempo até que as vossas costas sucumbam. Seria bastante desapropriado declarar: “Se não acreditar que algo seja contagioso, então não o será. É tão simples quanto isso.”



A vida não precisa tornar-se difícil, porém, é profunda e intrincada. Nem a vida nem a saúde deveriam ser reduzidas a preceitos tão intransigentes e uni direccionais. Assim, cem por cento das doenças têm causas emocionais. Portanto, ao tornarem-se responsáveis eliminarão um monte de doenças. Porém, se contraírem alguma doença, não façam chantagem convosco próprios a pensar que são maus ou estão errados.



A doença opera à semelhança dum alarme contra incêndios; trata-se dum aviso que vos dá conta da existência dum problema. Por vezes o alarme de fumo avaria e torna-se demasiado tarde, o que acaba por originar que a casa arda. Mas olhem, podem sempre encontrar uma outra casa. Por vezes avaria demasiado cedo, antes de se poder fazer qualquer correcção. Por vezes sois capazes de operar milagres e estabelecer as correcções, mesmo quando já é tarde de mais. Não façam chantagem tomando-se de vergonha devido à vossa doença. Prestem atenção ao alarme e respondam com responsabilidade.



Toda a doença é induzida de modo emocional. Quando se declara algo neste tom, as pessoas ficam a pensar que isso tenha que ver com alguma condição hipocondríaca ou psicológica irreal. Não, é real, e far-se-á notar em cada raio x ou teste. Representar-se-á de forma bastante real. Conquanto ilusão, é bastante real. Portanto, não minimizem a doença: “Oh, são só as tuas emoções.” Não existe mais nada, só existem as vossas emoções; elas representam tudo na vossa vida...





Alzheimer



O Alzheimer é bastante recente, como estarão cientes, e afecta as pessoas geralmente depois dos quarenta. Esperavam que vos dissesse 80, não…? (Riso) Após os quarenta, tornam-se mais susceptíveis de contrair Alzheimer do que antes, apesar de haver um período em que alguns com vinte e poucos contrairão o mal de Alzheimer. A origem de toda a doença e mal-estar é emocional, porém, a fisiologia exerce impacto. A fisiologia, por si só, não se torna causa de doença, porém, pode trabalhar como um forte e significativo aliado, criando obstáculos que frequentemente precisam ser ultrapassados. É importante compreender e cooperar com as mensagens físicas da doença.



Mas, fisiologicamente, tem que ver com o vosso cérebro e a sua contaminação. Grande parte do processo tem que ver com a contaminação proveniente do metal, tal como o alumínio. Assim, não encorajamos o uso desses aerossóis destinados a refrescar a boca porque contêm alumínio, e vocês não sabem se ele se alojará no vosso cérebro. Mas, para os assustar um pouco mais: Afastaríamos todas as batedeiras de bolos por conterem alumínio. Assim, se os vossos amigos só comem bolos – deixai que o façam, mas procurem preparar os vossos próprios bolos... (riso). Afastai-vos das misturas empacotadas se puderem fazê-lo, porque elas também contêm alumínio. Afastem-se do alumínio que se filtra no organismo.



Passado algum tempo o alumínio amontoa-se e aloja-se no cérebro, produzindo desse modo uma propensão para contrair Alzheimar. É por essa razão que não afecta as pessoas antes dos 40 – pois leva tempo até que a contaminação se amontoe, à semelhança do envenenamento por mercúrio ou chumbo, que leva tempo a cumular-se no organismo. Esta é uma das origens fisiológicas mais significativas do Alzheimer.



A propósito, acabarão por descobrir que o alumínio não constitui a única base do Alzheimer, pois esta doença está igualmente relacionada à disfunção da glândula Pituitária e da Pineal, mais especificamente a Pineal e de certas secreções que ela produz que, uma vez inadequadamente lançadas na corrente sanguínea, se tornam susceptíveis de causar desordem no cérebro produzindo assim Alzheimer.



Trata-se duma doença particularmente infeliz para quem a contrai, porquanto a pessoa vê-se forçada a atravessar períodos de lucidez e períodos em que não tem o menor conhecimento do que se passa, de quem é, onde se encontra ou quem são as pessoas que com ela convivem. Podem ter vivido toda uma vida com a pessoa e de repente: “Quem é este tipo? Eu não sei quem ele é.” É bastante assustador para a pessoa e bastante triste para quem tem que viver com a pessoa atingida.



Para se poder descobrir a origem emocional sugeriríamos antes de mais: Porque razão se estão a fechar? Porque razão estão a fechar-se em relação ao mundo em que vivem? Pode ser por uma razão de cólera, pode ser devido a desilusão ou algum tipo de dor; pode ser devido a um sentimento de total falta de esperança ou de ajuda – qualquer tipo de razão. Mas considerem primeiro esses aspectos. Se não fizerem sentido então comecem a pesquisar outras razões porque se tenham fechado, ou por que pretendam fechar o seu cérebro. Talvez se trate dum sentido de importância que brada: “Não encontro saída para tudo o que sucede na minha mente”.



Quanto à forma de evitar o Alzheimer permanecendo afastados do alumínio? Não o conseguirão verdadeiramente. Mais efectivo será manterem-se criativos, tendo sempre qualquer coisa de criativo a fazer. Tenham sempre trabalho produtivo. Vejam bem, vocês adquiriram a crença de que o trabalho é algo duro a evitar; contudo, sugerimos que não. O trabalho é essencial – um trabalho produtivo e não somente trabalhar por trabalhar.



Trabalho produtivo e criatividade; sejam sempre criativos. Não importa o quanto a vossa produtividade seja de público ou privado, sejam criativos. Se quiserem tornar-se escritores escrevam; se quiserem ser pintores, pintem. Não importa se alguém apreciará aquilo que pintam ou o chegarão a comprar. Criem; ainda que estejam com noventa e dois anos, criem. Criem e trabalhem. Trabalho, trabalho em absoluto.



Os mais antigos grupos de pessoas existentes no vosso planeta vive na região da Geórgia (Rússia) e em regiões da América do Sul e da Índia. E aquilo que entre si têm de comum é o facto de toda a sua vida trabalharem. Achando-se comummente na casa dos cento e vinte anos ainda assim se ocupam de trabalhos do campo. Eles trabalham e criam Não possuem abundância de meios, porém, criam com as suas mentes. Nutrem uma imaginação activa que valorizam e à qual conferem sentido de importância. São constantemente criativos.

Vocês observam algumas das pessoas que mais tempo vivem e vêem que estão constantemente a criar. Quando vocês param de criar e de trabalhar é justamente quando começam a definhar, e quando mais se acham prontos para encerrar a vida.



Assim, vocês vêem, o vosso cérebro trabalha e cria. Os pesquisadores costumavam pensar que o vosso cérebro era um órgão receptor passivo, porém, já não pensam desse modo. Os vossos cientistas obtiveram conhecimento de que (algo que faz tempo que sugerimos) o vosso cérebro se encontra sempre activo a pensar quer tenhais ou não consciência disso. Quando parais de pensar e o cérebro continua a pensar isso gera uma condição de pressão e uma crise. Uma das formas de suster essa crise consiste em interromper o fluxo do cérebro. E o Alzheimer é um dos meios para o conseguir.



Aqueles que dizem: ”Quero tornar-me rico de forma a não mais ter de trabalhar,” estão de certa forma a assinar a confirmação duma morte prematura. Observais aqueles que são detentores duma imensa saúde e idade e conforme veem eles trabalham; estão sempre a trabalhar.



Alguns comentam: “Olhem para fulano e beltrano. Como ele deve ser avarento, detentor de todo o dinheiro de que precisa e ainda a trabalhar. Porquê?” E nós repetimos: “porque ele quer permanecer vivo a fim de poder usufruir de todo esse dinheiro que criaram!”



Trabalhem sempre; sejam criativos e permanecereis saudáveis até uma idade tardia, absolutamente.



Alergias Múltiplas



Existe uma pesquisa recente que nos dá conta de que pessoas portadoras de alergias múltiplas são susceptíveis de serem afectadas por campos eléctricos.



Na maioria dos casos, essas pessoas são alérgicas ao século XX e os seus corpos eléctricos delicados têm dificuldade em se integrarem no mundo altamente tecnológico em que actualmente vivem. Notem bem que cada célula do vosso corpo se assemelha a uma bateria carregada. Quando vos sentis saudáveis, essas “baterias” encontram-se todas carregadas e a operar de forma suave. Quando essas células semelhantes a baterias perdem a sua carga ou passam a operar de forma irregular, chamais a isso doença.



Essas pessoas portadoras de alergias múltiplas encontram-se a perder a sua carga ou então a funcionar de forma irregular. E os seus corpos não se acham em completo alinhamento com os campos electromagnéticos com que vivem, tornando-se desse modo alérgicas ao século XX.



O ambiente, no seu todo, foi em tempos bastante mais harmonioso e tais alergias eram inusuais ou inexistentes há cinquenta ou cem anos por existir à altura muito pouca electricidade. As ondas de rádio, as transmissões por microondas, a TV cabo e outras formas de invenção pertencentes à tecnologia da electricidade exercem um impacto na ressonância do ambiente eléctrico dos padrões terrestres. Bom, não podem desligar a tecnologia e além disso o indivíduo portador de alergias múltiplas não pode simplesmente ser posto de lado nesta vida; existem soluções.



O cérebro - a mente – gera por exemplo energia eléctrica suficiente para criar o seu próprio campo de energia a fim de contrapor a dissonância. Não obstante tratar-se dum problema de alta tecnologia, os princípios de processamento e programação metafísicos ainda podem ser operantes. Na verdade eles operam de forma maravilhosamente bem nestes tipos de questões. Pode-se usar também cristais de quartzo colocados no equipamento eléctrico a fim de mitigar a potencial influência de danos. Um simples cristal de quartzo no vosso computador pessoal é capaz de operar maravilhas. Outro no vosso televisor é capaz de produzir um resultado subtil, porém, efectivo. Alguns podem descobrir que o uso duma espiral de cobre – talvez na forma de bracelete – é capaz de criar um equilíbrio ao nível electrónico.



Há alguns anos essas braceletes de cobre eram bastante populares. No entanto, essas espirais de cobre não deviam encerrar-se num ciclo perfeito. Os terminais não deviam ter contacto entre si; podiam aproximar-se, porém, não deviam tocar-se. Existe um número de potenciais respostas para as alergias múltiplas. A chave consiste em descobrir a razão porque emocionalmente se tem esta resposta alérgica ao séc. XX. As respostas a tal questão permitirão ou não que os remédios operem. As doenças têm sempre início no plano emocional – sempre.





Dependência / Vícios



Que mensagens estarão os dependentes a dar a si próprias?



Os vícios estendem-nos variadas mensagens. Todo o indivíduo que escolhe tornar-se dependente, e depois cria realidades e explicações lógicas e tangíveis a fim de gerarem essas formas de dependência, fazem-no por diversas razões. Algumas das mensagens mais comuns são auto-destrutivas; contudo, algumas formas de dependência são na verdade mecanismos de defesa que conseguiram sobreviver à sua utilidade.



A mensagem principal de qualquer dependência consiste em: “quero esconder. Não acredito ser capaz de lidar com o meu mundo. Acho-me fora de controlo. Tenho que me esconder”.



Muito frequentemente a mensagem é auto-destrutiva e baseia-se numa severa falta de amor. Estes indivíduos sentem não sentir nem conseguir sentir amor “o suficiente”, dessa forma vendo-se aterrados por serem descobertos, razão porque se escondem. E se se tornam falhos no amor podem passar a culpar a sua dependência – e não a si próprios. Desse modo – e ainda que por algum tempo apenas – eles sentem-se a salvo. Comummente, essas formas de dependência têm início quando a pessoa não se acha “à altura” e, na verdade, quando não tem a capacidade de tomar consciência de que “amam o suficiente”. Assim, sugerimos que a dependência tem início enquanto método de sobrevivência, talvez mesmo um mecanismo de sobrevivência inventivo que tem a capacidade de sobreviver à sua utilização.



Frequentemente, as dependências têm início nos anos da adolescência ou da juventude adulta, quando o pragmatismo prevalecente passa a ser o de que não aprenderam nem desenvolveram métodos de amar; ainda não aprenderam sobre o amor nem tampouco desenvolveram qualquer método para amar nem de avaliação da vossa capacidade de amar. Em pânico, sentem subitamente ter que se tornar adultos e lidar com responsabilidades e situações de adultos.



A falta de crença em si mesmos e a sua falta de meios adequados e de mecanismos de suprimento, torna-os incapazes – verdadeiramente incapazes de situarem à altura da sua realidade. E por isso ocultam a fim de subsistirem – coisa que literalmente têm de fazer, além de sentirem o dever de ocultar a fim de subsistirem. Então, apesar de tudo, são capazes de se sentirem adultos. Possuem método a agora aquele suprimento. E logo saem dos seus esconderijos e sentem-se capacitados a aprender e a experimentar. Sentem-se já à altura, escusando-se de se esconderem por mais tempo.



A segunda mensagem: “Não mereço ser feliz nem livre”. Frequentemente, e devido a que o mecanismo de sobrevivência inventivo tenha falhado, eles não se sentem merecedores de sentir felicidade e liberdade. “Afinal”, sentirão, “se a merecessem, tê-la-iam”. Trata-se dum padrão de pensamento auto-viciado, bem sabemos, mas é o que frequentemente acontece às pessoas dependentes. Devido à dependência, são levados a sentir um tremendo sentimento de embaraço e vergonha, desespero. Talvez agora se sintam à altura de encarar o mundo com amor, mas infelizmente não estão à altura de enfrentar a vergonha e o desespero. Sentem não serem merecedores e ser amados, de serem felizes, livres.



A terceira mensagem: “Sou fraco” Estas pessoas sentem e pensam que a sua dependência seja um muleta legítima. Sentem não serem capazes de funcionar sem o que quer que seja em que se viciem. E quando as pessoas delegam o seu poder, elas podem muito facilmente tornar-se viciados por qualquer coisa em que deleguem esse poder. Quer o deleguem ao guru ou a um pó qualquer, a um licor ou a uma erva, químico ou fármaco, o próprio acto de consignar esse poder torna-se num comportamento de dependência, algo sem o que as pessoas sentem não ser capazes de viver. Sentem que, de algum modo, devem continuar a dispensar o seu poder mesmo quando verbal e mentalmente sabem não ser para sua vantagem pessoal.



A quarta mensagem: “Sou um produto desta sociedade; isto é tudo aquilo em que me tornaram”. Por outras palavras, constitui uma mensagem de culpabilização. Inicialmente, será talvez, um modo de libertação da cólera; e uma vez acumulado até à rolha, o transbordar de ressentimento e cólera pode parecer o único meio viável de libertação. Certos indivíduos voltam-se para comportamentos de dependência ligados à auto-destruição – como se representasse um corte do próprio nariz a fim de tentarem passar a mensagem de estarem a sofrer, em dor, em fúria. Contudo, esse sistema de libertação no final riposta e torna-se na auto-destruição que é a dependência.

A culpa inicial é atribuída a “eles”; a culpabilização subsequente é a do dependente.



Estas são somente quatro – porém não todas – das mensagens que a dependência comporta. Cada uma delas podia ter tido início como uma resposta legítima – apesar de poder ser caracterizada como “vistas curtas” - a uma preocupação real. Cada uma delas se mostrou útil de um modo limitado, ao revelar a solução temporária para um problema legítimo. Contudo, a técnica torna-se fonte de dependência quando passa a sobreviver à sua utilidade. Os sistemas podem igualmente tornar-se fonte de dependência.



Como haveremos de determinar o critério de avaliação para identificar uma dependência?



Por esta altura sugeriríamos quatro critérios de avaliação. O primeiro: O meio básico de avaliação de comportamento e de obtenção de acesso à sua real ou potencial qualidade de dependência consiste em examinar a própria motivação e retribuição. Definam o comportamento em questão e coloquem a si próprios questões do tipo:



“Estarei a agir assim a fim de me tornar mais quem sou”?



“Estará este comportamento a conduzir-me para mais próximo daquilo em que posso verdadeiramente tornar-me”?



“Estarei a ocultar? Estarei a evitar o meu próprio futuro bem como aquilo em que posso tornar-me”?



Uma vez colocadas tais questões, torna-se então importante avaliar a retribuição. É fácil mentirem a vós próprios, porém, a vossa realidade frequentemente expõe esse engano. Podeis satisfazer-vos com respostas do género de vos estardes a tornar mais naquilo que desempenhais, mais próximos do vosso futuro, contudo, o que falará pela verdade dos factos na vossa realidade? Que vos estará a vossa realidade a dar em retribuição? Sentir-vos-eis mais felizes? Mais bem-sucedidos? O que estará realmente a ocorrer no vosso mundo?



Além disso, o que dirão ou pensarão os vossos amigos sobre o vosso sucesso? O quê? Não tendes amigos? Isso podia tornar-se numa dependência...

A segunda avaliação consiste em aceder ao vosso círculo íntimo e de amizades. Se existisse alguma mudança brusca que não tivesse sido criada conscientemente nem duma forma programática específica, então isso podia representar um sinal precoce de aviso de que ou vos achais bastante perto ou então já envolvidos num comportamento de dependência.



Em terceiro lugar: Questionai-vos se estais a amar-vos mais. Isto não significa que estejais a aprovar-vos ou a louvar-vos mais. Muitos dos que se envolvem com o aumento da sua dependência preocupam-se com aprovação e louvor. O que isso significa é se estareis a amar-vos mais de verdade. Estareis a conceder-vos o respeito, a responder mais do que fazíeis antes? Estareis a conhecer-vos mais e melhor do que alguma vez antes? Tereis mais tempo, intimidade, comprometimento e zelo por vós próprios? E estarão essas actividades a conduzir-vos a uma realidade mais segura, mais aprazível em que sintam um sentido enorme de vulnerabilidade e confiança com relação a vós próprios?



Estarão os vossos receios de perda, inerentes à vossa realidade a ser substancialmente reduzidos? Estareis a sentir uma maior intimidade e um maior zelo na vossa vida como um todo? E estareis a conseguir conhecer-vos com honestidade – autentica honestidade? Se a resposta a essas questões for a de que estais realmente a gerar essas actividades e a produzir esses resultados, sugeriríamos que provavelmente não estareis envolvidos com nenhuma forma de comportamento de dependência.



Quarto: se estiverdes a obter resultados positivos com a utilização desse comportamento dependente potencial, também não obtereis o mesmo tipo de resultados, ou melhores ainda, sem tal comportamento? Se não obtendes, pode muito bem tratar-se duma dependência.



É de interesse notar, por exemplo, que um dos pioneiros no campo do LSD foi Aldous Huxley. Nos seus escritos – bem como nos escritos de quantos escreveram sobre ele – dá-nos conta que em toda a sua vida, o seu consumo real dessa droga – em toda a sua vida! – foi muito menor do que a maioria das pessoas consome numa única sessão. Eis nele o exemplo de alguém que usava uma droga com a finalidade de explorar e torná-lo pioneiro na cartografia de novos estados de consciência, ao invés de se tornar viciado nela.



Subsequentemente, outros, fazendo uso das razões (racionalismo) dessa exploração, tornaram-se indulgentes e excessivamente complacentes ao ponto não só de se tornarem viciados como por fim, se destruírem.



Tendes de avaliar por vós próprios; tendes de apurar a vossa própria verdade quanto a tal potencial. Estareis a usar a droga para dar enlevo à vossa experiência e subsequentemente a poder descobrir por vós próprios, ou estareis a utilizá-la unicamente para criar a experiência? Estes podem servir como critérios de avaliação; não se trata de regras absolutas. Cada indivíduo, ao considerar e avaliar o próprio potencial e as verdadeiras dependências, necessita recorrer a estes critérios com fluidez.



De que modo poderemos lidar com as dependências do ponto de vista espiritual, ao invés de recorrermos ao consumo de métodos?



A base de qualquer mudança assenta, antes de mais, no reconhecimento do problema e depois na tomada de consciência dele. Uma vez essa tomada de consciência do problema, encontrar-vos-eis em posição de vos poderdes perdoar com toda a honestidade.



Após o perdão sucede a mudança. Estes quatro tipos de critério constituem quatro bases, quatro tipos de movimento da energia que são requeridos a fim de produzir qualquer tipo de mudança; quer o empreendam espiritualmente quer pela via da realidade consensual.



Comummente, contudo, a realidade consensual enceta uma estrutura de mudança que começa, na verdade, no reconhecimento, após o que parte para a culpabilização dos demais ou então para a busca de argumentos (racionalização). E isso resulta na culpabilização de vós próprios, em tornar-vos auto-críticos e na negação pessoal e auto-punição. E depois esperais que daí resulte alguma mudança!



É óbvio que isso não opera. Se reconhecerem a vossa dependência tereis primeiro que decidir o que – se de alguma coisa se trata – realmente quereis fazer com relação a isso.



Existem certos tipos de dependência que impõem dano pessoal sem exercer qualquer outro tipo de impacto sobre quem quer que seja na vossa realidade. Mas mesmo assim, ainda podem decidir não ter qualquer cuidado particular em mudar, trabalhar a condição actual ou sequer alterar de algum modo o vosso comportamento de dependência. Se tal for a vossa escolha, então será uma escolha vossa. Estabeleçam-no como tal e não se ralem a tentar alterar essa dependência. Não se esmifrem a esforçar-se e a contorcer-se que isso não vos levará a lado nenhum, se realmente não se preocupam com a vossa dependência e mais ninguém seriamente se lhe opõe pois podeis querer continuar a preservar essa dependência. Tudo bem. Vejam, nós não julgamos ninguém, nem tampouco a dependência.



Se, contudo, após terdes feito o reconhecimento - reconhecerdes verdadeiramente e tomardes conhecimento de se tratar dum problema vosso - pretenderdes mudar, então nesse caso aconselhámo-los a tomar consciência dele. Mais do que um simples termo, tomar consciência significa que deveis sentir-vos na posse dessa forma particular de dependência. Importa desenraizar a causa, o mecanismo inicial de sobrevivência – se algum existir -  e tratar de o compreender tão por inteiro quanto puderdes, para então perceberem onde se tornou degenerado, em que altura sobreviveu à sua utilidade, ao seu propósito, ao seu valor. Conquistem o facto de se tratar duma dependência vossa.



Por vezes recorremos a uma analogia acerca duma ponte grandiosa e gloriosa da área de São Francisco, a ponte Golden Gate. Se fordes a algum centro, neste vosso mundo, e vos oferecerdes para vender essa mesma ponte, poderá suceder que vos encarcerem, por não estardes na sua posse. Já se pudésseis provar com documentos que de facto era vossa, então nesse caso, não só deixariam de ir presos como seriam tratados com pompa e estilo.



Do mesmo modo, não podeis livrar-vos daquilo de que não estais na posse. Não sereis capazes de vos livrar da vossa dependência até que conquistem a noção de que ela vos diz respeito de verdade – de que vós constituís a fonte, a causa. Trata-se da vossa dependência. Ninguém vos leva a criá-la. Vós é que a escolheis.



A propósito disto, quando obtendes a convicção, a certeza de fazerdes parte da escumalha da Terra, perdoai a vós próprios. Mas, mais uma vez, este perdão consiste em mais do que um mero termo. Todavia, consiste na palavra, do mesmo modo.

É muito importante cavar fundo e perdoar a vós próprios. Com honestidade, dizendo, com sentido de escuta das palavras proferidas: “Eu perdoo-me. Estou perdoado.”



Pode ser que leve algum tempo e algumas tentativas, algumas desistências até que completa e honestamente vos consigais perdoar. Contudo, quando o conseguirdes, a mudança poderá ocorrer de variados modos e de múltiplas formas, desde a mais simples decisão até à elaboração do mais complicado método de suporte da vontade. Além disso, os métodos poderão variar, porém a base comum reside no desejo (vontade), na imaginação da diferença, na expectativa (esperança) – na expectativa da mudança.



Não vos torneis dependente do método de mudança eleito. Antes, tratai de obter a noção de que sois vós quem causa essa mudança. Portanto, buscai e descobri um método – não importa que se trate do livro que ledes, do programa televisivo a que assistis, à conferência em que participastes ou o programa complexo de desintoxicação em que vos inseristes – não tem a menor importância. Vós sois a causa da vossa dependência. E vós sereis a causa da vossa mudança, a causa da vossa liberdade. Obtende de volta o vosso próprio poder, ao invés de o conferir à dependência ou à cura dessa mesma dependência.



Talvez, por essa altura se torne claro - ao observardes aquilo em que essa mensagem consiste, em que consiste o vosso critério de avaliação, bem como os meios da vossa mudança – que as dependências têm muito a ver com o poder, quer o dispenseis quer o preserveis para uso próprio.





Sistema Imunitário



Cada vez ouvimos falar mais em doenças relacionadas com o sistema imunitário. Que significado terá isso no plano metafísico? Que estaremos a manifestar com isso?



As implicações metafísicas do sistema imunitário são tão óbvias que frequentemente passam despercebidas. O sistema imunitário constitui-se na defesa do organismo; é uma rede de agentes caracterizados por agentes inusuais, como células T, células de combate, de auxílio e anticorpos que perambulam pelo organismo através da corrente sanguínea em busca de qualquer energia estranha contra a qual o organismo precise defender-se. Trata-se do sistema que vos protege de qualquer invasão, e de vos tornardes uma vítima do “mundo lá de fora”, do desconhecido. O sistema imunitário corresponde ao vosso nível de autoconfiança. A autoconfiança consiste na vossa habilidade de vos colocardes à altura do mundo. A autoconfiança é composta de confiança e humildade entrelaçadas com esperança e coragem.



A confiança começa com a atenção para com os sussurros do vosso organismo, da vossa mente (intelecto), do vosso coração (sentimentos) e da vossa intuição. Auscultar, sim, porém, a confiança é mais do que simplesmente escutar e consiste na criação duma sinergia – um todo que é mais vasto do que a soma das suas partes - com relação a estas várias mensagens. Não está só em responder a um estômago nervoso ou à transpiração da palma da mão. Não se trata somente de escutar as incoerências da lógica, o fluxo dos sentimentos ou o clarão da intuição (revelação) débil ou profundamente intitulado “conhecer”. È a combinação destes factores bem misturados, de modo a dar lugar à criação dum todo que é mais. Esse todo é a confiança.



A humildade consiste na capacidade e no desejo de encarar cada dia como um novo dia. A despeito de determinadas coisas se terem processado de determinada “modo”, hoje podia ser diferente. “Ainda que o patrão tenha sido sempre! Hoje ele podia ser diferente”. Ser humilde é não acatar uma situação ou pessoa em termos categóricos nem garantidos; é uma vontade de vislumbrar a frescura de cada instante. Quando confiais em vós próprios – de verdade e sem fazer mero uso do termo - torna-se fácil ser humilde. E quando desenvolveis abertamente a humildade então passa a haver lugar para a confiança.



A esperança não é a fé cega do passado fundamentalista nem da tradição. A esperança consiste na boa vontade de ver em meio à disposição do presente, os tesouros e os sonhos do futuro. Consiste na habilidade de separar por entre a actualidade do dia presente e escolher os pedaços de probabilidade e possibilidades para o amanhã.



A coragem assenta na vontade de encarar soluções – elegantes (termo científico que designa a condição de com um menor dispêndio de energias se conseguir um máximo resultado) – para medos, dúvidas e confusões. Consiste na determinação para encontrar soluções quando a realidade consensual diz não restarem mais soluções. A pessoa corajosa tem consciência de criar a sua própria realidade e actua com base nessa mesma consciência.



Quando negais a fé (confiança) e a humildade, e rompeis com a esperança e a coragem dá-se uma brecha na confiança - dá-se uma brecha na vossa capacidade de vos sentirdes à altura do mundo externo. O sistema imunitário reflecte essa mesma brecha na vossa habilidade de vos situardes à altura com relação ao vosso mundo interior.



E globalmente sucedeu uma quebra na confiança e agora o vosso mundo reflecte essa quebra com a erupção de doenças do foro da imunodeficiência, das quais a sida é apenas um “síndroma”.



O sistema imunitário corresponde igualmente ao vosso plano de carência de defesas e, de modo invertido, ao vosso nível de defesa. Se uma pessoa se sentir completamente destituída de defesas no seu mundo pessoal ou global, ela corre o risco de contrair uma doença mortal, uma doença de deficiência do sistema imunitário – uma deficiência do sistema de defesa – porque a pessoa sem defesas sente desespero, sente-se sem auxílio, sem futuro possível, sente não existirem mais sonhos. A pessoa defensiva, à primeira vista, parece situar-se completamente no oposto da que não dispõe de defesas. Ela não precisa de ninguém, e tudo pode sozinha. O facto de não aceitarem ajuda não significa que não precise. Ela está tão cheia do mesmo tipo de temores, dúvidas e confusões com a destituída de defesas; sente o mesmo vazio e a mesma dor “contínua” do desespero – pois de outro modo não precisaria tornar-se tão defensiva. Isolam-se dos outros por não quererem que ninguém note a dor. O que não quer dizer que não a sintam!



Por vezes o nível do desamparo e da defesa é tão profundo que a única solução está em deixar-se morrer. Para alguns isso representa a única esperança, a única resposta. O método de defesa volta-se contra a pessoa e destrói-a. É isso exactamente o que as numerosas síndromas de imunodeficiência adquirida estão a fazer. O nível de auto-comiseração persistente também se reflecte no sistema imunitário. Fisiologicamente, o sistema imunitário é o que vos impede de vos tornardes em vítimas do mundo e do desconhecido. Contudo, se no plano emocional insistirdes, ou persistirdes em tornar-vos vítimas ou mártires, a despeito das alternativas – mesmo quando são capazes de distinguir melhor - o vosso sistema imunitário reflecte a vossa teimosia. Significará isto que se fordes carentes de confiança ou vos encontrardes numa posição de desespero ou numa posição em que estão a sofrer ataques ou a lamentar-se estarão condenados? De forma alguma! Tampouco significa que a autoconfiança, a abertura e a ausência de auto-comiseração representem uma garantia de segurança. Cada um cria e atende a esses murmúrios de forma diversa.



Muitos aprontam-se rapidamente a distinguir o sentido de quebra no sistema imunitário como uma punição de Deus ou como uma excrescência da fealdade da condição humana ou então de uma espécie maligna de magia. Tais formas imaturas de resposta são não só falsas como constituem um sistema avançado de negação da confiança e da humildade, da quebra da confiança e da coragem. Representam um outro aspecto da quebra de confiança e do surto epidémico de uma reacção de desespero e de defesa para com um mundo que poucos se acham capacitados ou têm vontade de compreender. Essas respostas do medo para com motivos de preocupação reais só alargam a própria auto-comiseração que se constitui na essência do problema. Não só são essas formas de explicação falsas como danosas por fomentarem o problema e espalhar labaredas de pânico.



Se quiserdes descobrir uma solução para as agressões sobre o sistema imunitário do homem, e uma solução para quantos sabeis estarem a morrer, começai por auscultar a vossa auto-confiança, a vossa abertura e a vossa vontade de vos afastardes da sedução da auto-comiseração. E em seguida considerai o mundo para lá de vós mesmos, o qual é uma criação vossa e da vossa responsabilidade.



Existem imensos fármacos e dietas e exercícios, cada vez mais disponíveis, destinados a reequilibrar a imunidade. Alguns conseguem um efeito estrondoso, enquanto outros não. Todavia, a construção do vosso sistema imunitário começa com a construção da auto-confiança; começa pelo desenvolvimento da confiança, da humildade, da esperança e da coragem de serdes inteiramente quem sois e o que podeis tornar-vos. Tem início quando deixais cair a carência de defesas ou a defesa e a substituís pela força e pelo poder da vulnerabilidade. Tem início com o afastar da dependência da auto-comiseração.



É tempo disso. O vosso mundo está-vos a transmitir isso mesmo; Do mesmo modo que o vosso corpo. É, pois, altura disso ocorrer.





Sida: Uma Explicação Compassiva



Queremos trabalhar com a vossa consciência a fim de os auxiliar a compreender este monstro chamado sida. Existem múltiplas fontes de informação que poderão fornecer-vos os factos e os aspectos essenciais ao combate da sida. Contudo, encorajámo-los de verdade a conseguirem o máximo dessa informação de factos a fim de que possam compreender e educar-se, tomarem consciência dos aspectos intelectuais da compreensão bem como do que a consciência colectiva, aquilo que a vossa realidade consensual, a Realidade da Massa vos transmite.

Com certeza é um cliché porém, a educação será um factor primordial de contribuição para a vitória nessa batalha. O factor decisivo? É o amor; claro que é o amor.



Agora, voltemos a nossa atenção para as mensagens metafísicas e os significados da sida. As mensagens e os significados da sida que se desenrolam no plano físico já sois capazes de registar, e muitos já o conseguiram. É sobre os metafísicos que nos queremos debruçar.





A Oportunidade Metafísica



Reparem que por meio da compreensão das verdades emocionais da sida - mesmo quando algumas dessas verdades não são nada agradáveis nem aprazíveis de contemplar, por meio da compreensão dessas verdades emocionais podeis prevenir e conter de forma mais elegante a doença, no plano pessoal – prevenir a doença ao nível pessoal e, para alguns de vós, se isso não for mais viável, podem esperançosamente permitir-se conter a doença no plano pessoal. Na medida em que vos permitis compreender as verdades emocionais com mais poder, podereis mudar o curso do futuro a fim de prevenir ou conter o alastrar da sida aos outros e ao mundo em geral.



Agora, não vos estamos a propor qualquer cura; este tempo que passamos juntos não tem qualquer pretensão de vos proporcionar qualquer aconselhamento médico mas constitui uma oportunidade metafísica. Mais do que conversar convosco, tocar-vos por entre as palavras que proferimos, por meio do nosso trabalho com o vosso subconsciente – da vossa mente inconsciente durante o nosso debate - e, de modo mais particular e vigoroso pela meditação, oferecemos-vos uma oportunidade de poder e responsabilidade; A oportunidade de exercerem um impacto indelével sobre a vossa saúde bem como sobre a de milhares de outros indivíduos. Se o desejardes, poderdes exercer um impacto de um enorme alcance sobre a saúde do mundo, não só no que se relaciona especifica e directamente com a sida como com toda a saúde e estados de bem-estar pelo mundo fora.



Bom, e então: “De que modo poderei exercer tal impacto?” Podereis perguntar.

À medida que atendeis às nossas palavras, podeis pensar: “Isso soa amplamente maravilhoso, mas de que modo serei capaz de exercer tal impacto?” E nós respondemos revelando-vos algo de que já possuem conhecimento - que é que vós criais a vossa própria realidade, quer através da escolha causal, quer através da permissão para que outros o façam por vós – e frequentemente para vós próprios.



Vamos repeti-lo: sois vós quem cria a vossa realidade, positiva e absolutamente. Não existe nenhuma outra versão; nem asterisco, nem excepção absolutamente nenhuma. Vós criais a própria realidade porém fazei-lo de duas formas: Existem determinadas coisas na vossa realidade que escolheis provocar, aquelas coisas em que vos achais directamente envolvidos, aquelas coisas que têm impacto sobre a vossa realidade, e depois existem aquelas de que tendes consciência de não ter causado. Vós não decidis directamente nem dais passos directos a fim de fazer acontecer algo. De modo mais inócuo, p. ex., vós não sois pessoalmente responsáveis pelo apartheid existente na África do Sul, nem tampouco pessoalmente responsáveis pela fome existente em determinada parte do mundo, etc. Vós não fizestes nada; não desviastes alimentos nem vos recusastes a enviá-los. Não fizestes nada por meio duma escolha consciente a fim de criar essa realidade, porém, permitistes a outros que criassem essa realidade por vós. Vós, ou o causais por meio da escolha ou o admitis (concedeis) através da escolha.



Vejam bem, vós abrigais determinadas crenças e atitudes. Vós definis certas escolhas e tomais determinadas atitudes, tendes certos pensamentos e sentimentos e estes constituem as matérias-primas que utilizais, quer a fim de mover ou conceder a manifestação na vossa realidade. Cada um de vós, por meio das atitudes e convicções que sustenta, por meio das decisões e escolhas que empreende, tomastes - e na verdade tomareis amanhã e no dia seguinte, cada um de vós, baseado no que pensais e sentis – está a admitir que a sida seja uma realidade no mundo. Alguns estão a fazê-lo de forma directa, contraindo-a; outros, de forma mais indirecta, por intermédio do conhecimento de outros que a contraíram.



Entendam, a sida não constitui apenas uma mensagem para os poucos, nem tampouco transmite apenas significado apenas para uns quantos. A sida está a dirigir-se-vos a todos na face deste planeta. Todos são afectados, de um modo ou de outro por esse monstro chamado sida. Conquanto o vírus posa não infectar toda a gente ainda assim não deixará de criar uma afectação em todos. Quanto mais depressa vós – cada um – tomar consciência disso mais depressa um verdadeiro progresso poderá ser empreendido.



Vós admitis que a sida se torne parte da realidade consensual, quer de modo activo, contraindo-a, quer passivo, pelo conhecimento de outros que passaram pela sua experiência. Vós tanto escolheis criá-la, na vossa experiência de vida, como admitis que outros o façam em si mesmos, de modo que passam a receber as mensagens e aprender sobre os significados. De qualquer modo, trata-se da vossa realidade e vós estais a criá-la a fim de aprenderem e compreenderem, escutar as mensagens e os sentidos – cada um e todos à face do planeta – de forma a prenderem e a compreenderem os significados.



Uma vez que passeis a escutar os murmúrios que na verdade dão lugar a gritos – e para muitos os murmúrios tornaram-se gritos de morte – uma vez tenhais aprendido as mensagens, podereis impedir e conter a sida, tanto pessoal como especificamente por toda a vossa realidade. Uma vez tendo escutado os murmúrios e implementado a compreensão, então deixará de existir razão para a sua existência. Deixará de existir um método, uma razão para continuar a criá-la e portanto começareis – conquanto o possais fazer lenta ou mais rapidamente conforme o desejardes – a deixar de a criar. É dessa forma que podereis exercer impacto. É desse modo que podeis coordenar as coisas de tal forma que podeis honestamente dizer que, por meio da aprendizagem e da compreensão, sois capazes de alterar a vossa realidade, pessoalmente, quer para com aqueles que se inserem ao vosso redor e na vossa realidade quer para o mundo o seu todo, de forma ainda mais impessoal. Se assumirdes a responsabilidade de serdes os criadores da vossa realidade, quer movendo-a directamente quer admitindo-a, então podereis assumir a responsabilidade por desmontá-la e deixar de a admitir.



A Sida não é uma Doença Gay



De início houve muita gente que pensou que a sida nada tinha que ver consigo, sabem? Quer devido ao estilo de vida que levavam quer devido à sua ignorância, pensavam que de algum modo eram imunes a essa forma particular de disfunção e alegavam tratar-se duma doença de gays, “uma punição de Deus para com os homossexuais”, numa espécie de referência vaga ao velho mito de Sodoma e Gomorra, sem nada saberem daquilo que diziam. As declarações e palermices que proferiam não só expuseram a sua ignorância como também atrasou a progressão do confronto e da conquista da doença.



Surgiram uns quantos, desde as posições fundamentalistas e conservadoras até aos avant-garde da metafísica – lamentamos dizer – que apontaram o dedo acusador a e procuraram manifestar tratar-se do modo que Deus usava a fim de ripostar e punir as pessoas. E depois falavam de um Deus bondoso – mas que estava a punir: É o modo que Deus utiliza a fim de recuperar os homossexuais”, diziam, a despeito da disfunção ter sido iniciada como uma doença heterossexual e somente depois ter progredido e atingido a comunidade homossexual. Diziam tratar-se do castigo de Deus para com os que não gozavam do seu favor.



No entanto, não estavam a lidar de forma exacta com o facto de que mesmo no seio da comunidade, as lésbicas formam aquele grupo que não está sujeito a essa particular doença. Estariam, porventura, esses críticos a sugerir por inferência que o grupo das lésbicas forme o grupo dos poucos eleitos de Deus? Duvidamos imenso que aqueles que avançam com tal argumento desejem abrigar tal conclusão...



Não, uma vez que os receios, o pânico e a emergência e o borbulhar iniciais brotaram da ignorância e do fanatismo, tendes de tomar consciência de que a sida não é uma doença de gays mas um mal que afecta realmente todos. A sida não representa a punição de Deus nenhum, nem uma rebelião por parte das células nem nenhuma das outras ideias doidas que progridem de modo degenerativo a fim de anular ou atrasar o potencial e a possibilidade de ultrapassar o problema.



Presentemente, as pessoas - pelo menos um grande número delas, mas não todas, lembrem-se, mas imensa gente - já sabe melhore esta a tomar consciência de se tratar dum assunto que não afecta somente os sexualmente activos – tanto homossexuais como heterossexuais – ou os que se acham envolvidos com drogas ou se acham na condição de hemofílicos ou ligados a outras formas de transfusão de drogas. Cada vez mais as pessoas dão-se conta que isto afecta toda a gente de um ou de outro modo e na realidade, como já sugerimos, quanto mais cedo as pessoas tomarem consciência da sida como um problema que lhes diz respeito enquanto criação sua, tanto mais o sucesso se tornará parte da realidade de todos também.



Há muita gente que jamais chegará sequer perto de poder contrair o vírus. Contudo, a doença continua a ser uma coisa sua. A sida ainda contém mensagens e significados metafísicos para cada um de vós e para todo o vosso mundo. Que mensagens? Primordialmente quatro.



Mensagem: Carência de Defesas ou Desamparo



Antes de mais, que é que se passa com esta doença em particular? Bom, o sistema imunitário torna-se deficiente. Trata-se da síndrome da Imuno Deficiência Adquirida, o que, com toda a clareza traduz o processo: o sistema imunitário adquire uma deficiência; um vírus apossa-se de tal forma do organismo que destrói sistematicamente o sistema imunitário.



Agora, que papel desempenha o sistema imunitário? Trata-se do sistema que os defende do quê? Das doenças, dos vírus, das influências bacteriológicas. O sistema imunitário defende o organismo do ambiente estranho que o cerca. Quando se torna deficitário e passa a ser destruído – exactamente o que este vírus faz, ele destrói o sistema imunitário para depois proliferar – o que é que vos sucede? Tornais-vos carentes de defesas. Deixais de possuir defesas contra tais influências exteriores, e contra o mundo que vos rodeia. Ficais desamparo. Por isso, a primeira mensagem da sida é de ausência de defesas. Trata-se da mensagem que transmitis a vós próprios nos seguintes termos: “Sinto-me desamparado no meu mundo.” Na verdade, e a despeito das suas preferências sexuais, as pessoas que se sentem destituídas de defesas tornam-se bastante susceptíveis para com a síndroma de deficiência devido a essa mesma carência: “Sou completamente incapaz e destituído de defesas; não possuo nada neste meu mundo. Nada servirá de auxílio nem alguma vez poderá ter qualquer proveito. Não resta solução nem qualquer luz ao fundo do túnel”.



Eles estão a destruir os meios de cuidarem de si próprios. Conscientemente procuram acreditar e na realidade por vezes procuram convencer toda a gente de modo arrogante e irado, de que não existe esperança e de que são vítimas completas do seu mundo. Flutuam inteiramente de forma gratuita na loucura dum mundo que os rodeia e são sovados e espancados, subjugados pelos caprichos de tudo e mais alguma coisa excepto deles próprios. Aqueles que se dedicaram ao papel de vítima e a convencer-se e a convencer os demais de serem destituídos de defesas, também argumentam a favor da limitação e podem bem chegar a instaurá-la por meio da sida.





Mensagem: Atitude Defensiva



A segunda mensagem que este monstro transmite é o da posição defensiva. Tais pessoas dizem para si próprios: “Eu não sou carente de atitude defensiva, não. Eu sei tomar conta de mim próprio. Na verdade não careço de nada por parte de ninguém. Na realidade ninguém virá a tomar conta de mim excepto eu próprio, e vou fazê-lo por meio da intimidação, da manipulação, do controle, do domínio – seja o que for que tenha que fazer. Eu defender-me-ei e nada podereis apontar-me; nada tereis a ensinar-me nem a oferecer-me, e tampouco desejo alguma coisa da vossa parte.



A pessoa que se encontra na defensiva é aquela que quando procurais abordar a fim de a fazer ver onde está a gerar problemas, onde as coisas estão a degenerar, onde elas podem estar a compreender a realidade de forma deformada, não quer escutar nem considerar. Uma pessoa assim está completamente na defensiva e não tem a menor vontade de deixar que isso a inunde, absolutamente. E quando procuramos conversar com ela acerca da sua infância ou acerca do passado, escutamos um não redondo como se isso nada tivesse que ver com ela. É capaz de lidar com isso sem precisar do nosso concelho, ajuda ou o que quer que seja; encontra-se só no mundo e permanecerá assim. Está emparedada numa barreira de gelo nessa posição defensiva. O seu sistema imunitário está de forma similar a receber essa mensagem, nesta situação chamada sida.



Vejam bem, nesta condição física vocês esforçam-se por aprender e o vosso Eu Superior, quer vos acheis ou não em contacto som ele, procura comunicar convosco e alcançá-los, a fim de os tocar.



Ele mostrar-vos-á as vossas atitudes defensivas, ou a carência de defesas primeiro, por meio da vitimização, do martírio, da auto-compaixão. Porém, se não prestardes atenção a tais mensagens e, na verdade as ignorardes, servindo-vos delas para a criação de critérios de existência, sugerimos nesse caso que vos presenteeis de tal forma que possibilite escutar tais mensagens dum modo mais sugestivo e vivo até a mensagem se tornar ensurdecedora e finalmente os matar.



Carência de defesas e atitude de defesa constituem os primeiros dois murmúrios dos mais facilmente escutáveis; os gritos mortais mais estridentes da sida que não só influenciam e afectam aqueles que a contraíram como constituem mensagens para quantos têm de assistir (quer num espaço chegado quer à distância) à degeneração da carência de defesas e de toda atitude defensiva (e deterioração e morte. Ouçam esses sussurros; escutem as mensagens; alterem a realidade.





Mensagem: Apego ao Passado



A terceira mensagem traduz-se por um apego desesperado ao passado. Vejam bem, alguns de vós passais por muita ira na vossa infância. O garoto ou a garota dentro de vós sente não ter sido tratado com justiça, nem ter sido amado convenientemente, e que alguém – quer tenha sido a mãe ou o pai ou alguém na família, alguém do próprio “sangue” – não vos terá amado o “suficiente”, nem terá tomado conta de vós adequadamente. Talvez de modo mais agressivo e mais activo, eles vos tenham magoado; tenham entrado em contacto convosco e vos tenham prejudicado de algum modo, e agora sentis-vos magoados, e continuareis a sentir-vos magoados.



Estais desesperadamente a apegar-vos ao passado por não quererdes que a ira desapareça. Não quereis esquecer essa ira. Não quereis que essa ira seja esquecida. Não quereis que essa ira seja solta, pelo que vos apegais desesperadamente ao que denominais de “ira endémica do passado”, ira em relação à mãe, ao pai, aos irmãos, ou às circunstâncias da infância, ou à constelação da família.



Seja como for, precisais decidir. Deveis voltar-vos para o lado de vós que se apega ao passado e o mantém vivo por quererdes continuar a culpar ou a apontar o dedo ou por quererdes manter essa ira. Chamamos-lhe “ira endémica” porque, que é que o SIDA faz? Afecta o sangue, e é transmitido pelo sangue, assim como por intermédio de outros fluidos preciosos do organismo, obviamente, mas através do sangue.



Por isso, isso atesta a ira endémica ou a ira da família, ou a ira parental, a ira familiar. Por isso, aqueles que persistem – aqueles que insistem no “Eles fizeram-me isto, vou viver a minha vida para provar que mo fizeram” – tornam-se susceptíveis. Abris-vos à possibilidade do SIDA, o que constará da mensagem que vos transmite tratar-se da consequência desse apego, tratar-se da consequência dessa sujeição à ira, tratar-se do resultado disso – uma mensagem que vos é transmitida para o soltardes, a tentar encorajar-vos a largar isso, a pôr-lhe um termo.





Mensagem: Desejo de Saber Quem Vos Ama



A quarta mensagem que essa condição apavorante transmite consiste num desesperado desejo de saberdes quem vos amará. Por um lado – e já conversamos com muita gente que contraiu essa doença – e todos eles dizem: “Bom, alguma coisa de positivo terá resultado disto: pelo menos fiquei a saber quem me ama e quem não m e ama.” Outras mensagens: “È reconfortante, pelo menos, a despeito de toda a dor e desespero, descobrir que tanta gente se preocupa.”



Sugeriríamos que a mensagem que o SIDA transmite consiste justamente nisso. Alguns de vós encontram-se numa posição em que pensais que as pessoas não vos amem, ou em que desconheceis se o farão, ou não tereis a certeza que o façam, e a vossa curiosidade torna-se de tal modo robusta que se torna em desespero: “Preciso saber quem me amará! Preciso saber quem se importa! E este desejo torna-se de tal modo vigoroso que não me importo de morrer para o descobrir.” Se estiverdes tão desesperados assim por descobrir quem vos amará que não vos importais de incorrer na morte para descobrir a resposta a essa indagação, realmente atraireis essa energia que se pode manifestar sob a forma de SIDA.



As mensagens são, pois, bastante simples: aqueles que atraem isso a si, quer directa quer indirectamente, estão a tentar dirigir-se a si próprios em relação ao seu desamparo e em relação à sua atitude defensiva. Tentam dirigir-se a si mesmos acerca da importância da ira endémica do seu passado e sobre abrirem mão dela. Tentam dirigir-se a si próprios em termos de: “Descobre, descobre quem te ama”, mas não te tornes tão desesperadamente desejoso nem curioso que chegues ao ponto de morrer por causa disso. Essas são as mensagens.

Mas, quais serão os significados? Esses sobrepõem-se. A quarta mensagem representa de facto o primeiro significado, mas existem outros três a adicionar à lista.





Significado: Descobrir Quem Vos Ama



Antes de mais, o significado do SIDA é o que já é altura, no vosso mundo, para todos vós, cada um, intimamente envolvidos ou não com esta coisa chamada SIDA, de aprenderdes quem vos ama. Precisais desenvolver um critério, e precisais desenvolver métodos de ficar a saber quem vos ama.





Significado: Descobrir Novos Níveis do Amor



Em segundo lugar, o significado é o de que é já tempo no vosso mundo de descobrirdes novos níveis de amor, a adicionar aos já existentes, expandir a partir dos existentes, mas descobrir esses novos níveis do amor. Vejam bem, essa doença em particular inicialmente afectou a comunidade homossexual masculina numa grande amplitude porque nessa comunidade, mais do que em qualquer outra, a expressão do amor estava limitada ao Segundo Chakra – não que todos os homossexuais só amassem a partir do Segundo Chakra, com base nos genitais – não, não, não! Por favor, não interpretem isto erradamente. Contudo, essa orientação predomina por entre essa comunidade.



Mesmo aqueles de entre vós que são membros dessa comunidade precisam admitir que nos vossos agrupamentos e na vossa política, a mensagem foi expressada com toda a clareza: expressai o vosso amor a partir dos genitais. A mensagem do SIDA é: Amar somente a partir do Segundo Chakra, amar unicamente com base nos genitais, não funciona. Olhemos a coisa mais de perto. Mesmo quando o SIDA se propagou dessa comunidade para a comunidade heterossexual, ela propagou-se por intermédio da energia sexual – não por meio da promiscuidade, mas por intermédio da energia sexual. Por isso, sob essa compreensão, aqueles indivíduos que procuravam os favores das prostitutas ou que buscavam sexo ilícito de qualquer tipo como um meio, desesperado, de amarem clandestinamente, carregaram essa doença de um para o outro grupo.



Naquelas partes da África em que ela teve início, de facto revela-se culturalmente duma enorme eficácia para os homens serem promíscuos, mas mais do que isso, torna-se politicamente eficaz para os homens empregarem os seus genitais como meio de expressarem o seu amor. Por isso, a doença espalhou-se de forma bastante rápida. De facto encontra-se actualmente em níveis tais em África que a maioria de vós nem sequer sente interesse no conhecimento do estado de gravidade que assume. Certamente que esses oficiais não pretendem começar a considerar o impacto devastador das suas “proezas sexuais”.



Precisais descobrir novos níveis do amor, e não a abrir mão deles. Não estamos a sugerir nenhum tipo de celibato. Não estamos a sugerir nenhum tipo de devoção em que não possais afirmar a sexualidade. Não, por favor, entendam: o que estamos a dizer é – tornem o amor em algo mais do que mero sexo, de modo que não proveis amar alguém por intermédio dos vossos avanços genitais, de forma que não preciseis provar o vosso amor pelas actividades de alcova, sexuais, genitais. Ao invés disso, de forma a poderdes dar prova do vosso amor por meio dessa vantagem adicional dos aspectos e dos métodos adicionais e dos sentidos do carinho, do amar.



Abri-vos a essa aptidão particular, e à compreensão: “Sim, posso dar expressão do amor que sinto por meio dos meus genitais, mas esse não é o limite do amor que sinto. Existem outros meios. Sou capaz de o expressar de forma verbal. Posso expressá-lo emocionalmente. Posso expressá-lo através de todos os níveis da acção e por todas as formas de actividade.” Portanto, descobri e começai a expandir-vos a novos domínios. Esse é o segundo significado daquilo que o SIDA subentende.



Significado: Aprender a Clamar por Apoio



O terceiro: Aprender a pedir auxílio. Aprender a pedir auxílio – não misericórdia. Aprender a pedir ajuda. O SIDA é só isso: “Preciso de ajuda” (trocadilho com o termo, em Inglês: AIDS, que significa precisamente auxílio). Trata-se duma louca combinação de letras que nos deixa a interrogar se a realidade será efectivamente real ou se não será uma ilusão. Bom, vamos dizer-lhes que se trata duma ilusão por meio da qual essa doença, o Síndroma da Imuno Deficiência Adquirida deveria soletrar exactamente aquilo de que trata, dum pedido de auxílio! “Preciso de ajuda, necessito de auxílio.” Precisais aprender a pedir por esse auxílio. Vêm o que está a acontecer? Por que razão está actualmente a ocorrer no vosso mundo? Porquê no vosso mundo exactamente agora?



Vejam bem, em certa altura no vosso mundo, quando a informação acontecia muito lentamente, quando o mundo parecia maior, quando os meios de transporte e as comunicações eram escassos – e quando a magnitude da capacidade destrutiva que possuíam nas vossas mãos era limitada – vós dispúnheis de tempo para vos ajudardes, de o fazer vós próprios, e conseguíeis fazer tudo. Uma pessoa era capaz de aprender tudo; podia tomar conta de si mesma, sem jamais precisar recorrer, ou precisar, ou voltar-se para ninguém. Essa situação já não prevalece mais no vosso mundo de agora. Tornou-se demasiado pequeno. As comunicações são demasiado rápidas. A informação é transferida com toda a rapidez, e os perigos de destruição revelam-se demasiado iminentes para que as pessoas se isolem mais, como pequenas ilhas.



Chernobyl mostrou-vos com toda a clareza poderdes arrumar com todas as vossas instalações nucleares se o quiserdes. Podeis empunhar os vossos cartazes e fechar e mudar deslocar instalações nucleares, e empregar todo esse tipo de coisas com dispositivos de segurança nas vossas próprias comunidades, mas isso não vos protege da destruição que ocorra num outro mundo. Na União Soviética não podeis empunhar esses cartazes. Não os podeis empunhar necessariamente para exigir o fecho das suas instalações. De facto Chernobyl mostrou-vos que o vosso mundo é muito mais pequeno do que o que pensáveis que fosse.



Precisais pedir auxílio. Precisais voltar-vos uns para os outros. Precisais trabalhar uns com os outros, não por uma questão de pena, mas de vigor e poder, aprender a pedir auxílio. E necessitais de vos valorizar, valorizar-vos o suficiente para tomardes consciência de serdes dignos disso. Pedir auxílio constitui a terceira das mensagens do SIDA.





Significado: Aprender a ser Forte



E a mensagem final é a de já ser tempo no mundo para aprenderdes a ser verdadeiramente fortes. Uma vez mais, quando o mundo parecia muito maior e podíeis criar as vossas pequenas bolsas isoladas, as vossas pequenas aldeias de existência e de crença, o vosso nível de poder não tinha atingido um ponto tão crítico. Mas agora, que o mundo é mais pequeno e a vossa sociedade mais avançada, e expandis esta Nova Era em que cada um se tornará mais directamente e mais completamente e mais conscientemente responsável pela realidade que cria, já é altura, gente, de ser verdadeiramente forte, e deixarem de brincar com a palavra.



É tempo de começar efectivamente a ir além do ponto de partida – de satisfazer e de ir além do cumprimento – e completar realmente a tarefa de vos tornardes poderosos. Não basta ir a um seminário aqui e ali, despender algumas horas, alguns dólares, aprender algumas novas técnicas e catalogar os vários componentes que formam o poder. Não mais é suficiente consultar livros e auto-ajuda que versem sobre a intimidação ou a manipulação ou sobre algum tipo de domínio. Já não basta aprender a desenvolver a arte da intimidação e do controle. É tempo de desenvolverem a capacidade de agir. É tempo de começarem a compreender e a pôr em execução o poder total, o qual consiste na habilidade e na disposição de agir.



Com isto, é tempo de desenvolverem uma imagem de vós, uma imagem de sucesso. É tempo de vos valorizardes, sim, e de vos prefigurardes como seres bem-sucedidos e poderosos.



Estas são as mensagens, mensagens de desamparo, de atitude de defesa, de apego desesperado ao passado e dum desejo desesperado de saber quem vos ama. Estes são os significados: começar a desejar realmente saber quem vos ama, descobrir novos níveis e novos modos de expandirdes a expressão e a experiência – não do fazer amor - mas de expressar o amor. Aprender a pedir auxílio. De vos valorizardes o suficiente não para clamardes por misericórdia, mas por apoio. De aprender agora, não meramente a enganar com o poder mas de aprender sinceramente a tornar-vos eficientes e a desenvolver uma imagem de sucesso.



A crença sempre antecede a realidade. Do mesmo modo, a imagem sempre antecede a realidade. Aquilo em que acreditais e aquilo por que vos prefigurais é o que determinará as manifestações que produzis. Estes são os significados. Estas são as mensagens. Que haveis de fazer com elas? A primeira coisa que os encorajaria a fazer é proceder a um inventário.





Acção: Façam Inventário



Façam um inventário. Em que posição vos encontrais no que diz respeito ao desamparo e às atitudes de defesa? Estareis a sentir-vos desamparados, e a assumir a aparência, a representar, e a tentar discutir e a convencer-vos e ao mundo de que é tal qual – de que é realmente verdade estardes desamparados? Estareis inteiramente na defensiva? Estareis fechados? Estareis a fechar-vos, numa atitude de já conhecerdes as respostas todas, de já dispordes das respostas todas, sem precisardes de ninguém, não permitirdes que alguém venha em vosso socorro?



Fazei um inventário. Estareis desesperadamente, desesperadamente apegados ao passado? Estareis agarrados à ira, a iras endémicas, à vossa família? Será que vale a pena morrer por isso? Estareis de tal modo curiosos por saber quem sentirá amor por vós que estejais dispostos a dispor da vossa vida para o descobrirdes?



Fazei um inventário. Ponham termo à auto comiseração que se traduz quer pela situação de vítima quer pela de martírio que estejais a viver. Ponham termo à auto comiseração. Assumi responsabilidade pessoal pela realidade que estais a criar e pela realidade mundial que vos cerca. Abri mão do vosso passado. Libertai a ira. Tratai de o conseguir da forma que mais se adequar a vós. Podeis fazer uma meditação de expressão ou de libertação. Existem várias técnicas e nós já mencionamos centenas delas, todas variadas. Processai e libertai essa ira. Valerá realmente a pena morrer por causa dela?



Acção: Aprender Acerca do Amor



Aprendei. Aprendei tanto quanto puderdes sobre o amor. Aprendei tanto quanto puderdes sobre a dádiva e a correspondência e o respeito e o conhecimento do amor. Aprendei acerca da humildade que a intimidade comporta. Aprendei acerca da coragem inerente ao compromisso. Aprendei acerca da importância, da atenção. Aprendei tudo o que puderdes acerca do amor, de modo a poderdes prover a segurança, o prazer, a vulnerabilidade e a confiança, e de modo a poderdes diminuir a dor da perda. Senti a atenção e a intimidade e o conhecimento que o amor comporta. Colhei isso onde puderdes de modo a poderdes chagar a conhecer como amar, de modo a chegardes a discernir quem vos ama, de forma a não terdes que morrer por isso.



Acima de tudo, gente, dai atenção à ira que clama: “Olha o que me fizeste.” O desamparo, percebem? A atitude de defesa, o desespero em relação ao passado, e a curiosidade desesperada por ficar a saber quem vos amará, tudo isso é empregue e acompanha a ira que clama: “Mundo, agiste mal para comigo!”



Libertai essa ira. Libertai essa raiva. Deixai para lá a mágoa. Bem sabemos que é “o que se diz”, Mas apesar de não dispormos de tempo para vos explicarmos tudo sobre isso hoje, nós já falamos disto em inúmeras ocasiões. Existem métodos, existem meios específicos que vos permitem trabalhar isso, por meio dos quais vos podeis deixar crescer. A maioria de vós conhece técnicas e métodos, ou é capaz de os descobrir por si só. Permiti-vos crescer. Permiti-vos aprender. Permiti-vos dar ouvidos às mensagens de modo que não precisem prolongar-se nem tornar-se nos gritos fatais em que se tornam.



Uma segunda coisa, para além de fazerem um levantamento, consiste em permitir-vos aprender as lições e compreender os significados. Encorajar o carinho ao Segundo Chakra, e aprender a amar a partir do coração. Aprender a amar-vos. Aprender acerca das variedades e meios do afecto. Vejam bem, por vezes as relações amorosas mais difíceis são as da camaradagem, por não terdes o sexo para vos firmardes. Com uma pessoa que possais amar por meio da sexualidade, frequentemente sois capazes de lhe mostrar: “Vês o quanto te amo? Vês o quão fui bom? Vês durante quanto tempo te amo? Vês a quantidade de orgasmos?” Portanto: “Como poderás pôr em questão o amor que sinto por ti?”



Mas, entendam, com um amigo com quem não mantendes sexo, não podeis voltar atrás a esse método por vezes fácil, apesar de ser difícil. Ao invés, precisais descobrir outros métodos de vos tornar amigos. Do mesmo modo, é tempo de deixardes de negar a vossa sexualidade, e de a expandir. É tempo não de negar o vosso afecto mas de o expandirdes, é tempo de descobrirdes outro meio ou meios alternativos de elevardes o centro do amor do nível dos genitais para o coração. Nisso reside a lição. Começai por aprendê-la. Expandi os modos por que amais.



Acção: Aprendei a Valorizar-vos



Em seguida começai a valorizar-vos, a valorizar aquele que sois, e tomai consciência de que assumis importância para vós próprios, e de que assumis importância para os outros na vossa realidade. Tendes importância para os outros indivíduos, e tendes importância para o vosso mundo.



Vós sois parte do futuro que está ainda por nascer. Parte do futuro que está ainda para se desvelar. Vós representais um papel, conquanto diminuto, nesse futuro. Começai a valorizar isso. Podeis não passar dum monte de palha, mas podeis ser um pequeno fardo que virá a ultrapassar as marcas. Tendes a certeza absoluta de que o contributo que dais ao mundo seja destituído de sentido? Podereis garantir não ter qualquer valor? Se puderdes, tudo bem. Só que nós atrevemo-nos a dizer que não o podeis fazer. Permiti a vós próprios começar a valorizar-vos.



Tomai consciência de que talvez, talvez, uma acção que executeis, um livro que ledes, uma ideia que tendes, uma declaração que façais é passível de provocar centelhas e de se tornar num incentivo, pode dar início na mente de outros a soluções para os problemas insolúveis de que tantos vos dão conta ao vosso redor. Talvez sejais o fardo de palha que faça retroceder as trevas e a perdição. Talvez representeis a esperança. Talvez representeis a luz. Talvez representeis a inspiração. Talvez representeis o amor que venha a alterar o curso do futuro. Não sejais tão arrogantes que presumis não representar isso! Sede humildes o suficiente para admitirdes a possibilidade de o representares, e começai, começai a valorizar-vos.



Acção: Descobrir o Que Quer Dizer o Êxito



Finalmente, começai a equacionar, a descobrir o que o sucesso representa para vós, começai a criar uma imagem de vós como de uma pessoa bem-sucedida. Começai a ver-vos nessa posição. Começai a admitir a aprendizagem e a perspectivar e a ver-vos e a viver nesse sucesso. Não tem que representar carros enormes nem roupas divertidas. Se tiver, óptimo, possuam isso. Mas no caso de não compreender tal coisa, deixai que seja aquilo que for. Permiti abrir-vos a uma imagem do que para vós represente ser bem-sucedido. Ao começardes a trabalhar com o vosso sucesso, à medida que começais a definir e em seguida a desenvolver e a expandir e a trabalhar o significado do que esse sucesso represente, construís uma imagem. Começai a viver essa imagem. Começai a respirar essa imagem.



Começai a sentir essa imagem... Mas não duma forma tangível, palpável! É aí que muitos são mal sucedidos: “Bem, a imagem que prezo inclui um Mercedes pomposo”, de modo que saem a comprar um. Mas não o conseguem pagar. Não: “A minha imagem inclui a concepção de roupas, pelo que tenho que obter uma hipoteca.” Não.



Sugeriríamos que se a vossa imagem incluir a condução dum carro pomposo, nesse caso conduzi o velho Volkswagen que por estes dias encontrais como se fosse um carro pomposo. Estacionai-o atravessado de lado no parque (de modo que ninguém bata nele) como se fosse um Ferrari. Tratai essa sucata, se pensardes que seja tal coisa, como se fosse um automóvel estrangeiro requintado e valioso.



Se de facto as vossas roupas forem da linha J.C. Penney, esse desenhador moderno Americano, permiti tratá-las como se fossem da marca Givenchy. Permiti agir como se fossem Pierre Cardin. Tratai-as com respeito. Não as atireis para o canto como se não tivessem valor! Ao invés, tratai essas peças comuns de vestuário como se fossem de facto peças do cunho desses desenhadores.



Vejam bem, não tem que ver com a posse de tal carro nem peças de vestuário. Tem que ver com a emoção que as acompanham. Criai a emoção do sucesso, quer consigais ou não efectivamente manifestar esses ornamentos. Se produzirdes essa emoção, haveis de produzir os ornamentos. Se produzirdes essa emoção, podereis produzir a saúde para apoiar esses ornamentos, e a imagem de sucesso pode tornar-se na resposta para vos abrir à vossa saúde.



Se não tiverdes escutado estas mensagens nem aprendido estas lições, quererá isso dizer que venhais absolutamente a contrair o SIDA? Não! Um milhar de nãos! Um milhão de nãos. Tantos nãos quantos precisem escutar, não! Absolutamente não. Mas sugeriríamos que se não tiverdes escutado nem aprendido, aumentais imensamente as oportunidades de escolher (ou de deixar que mais alguém escolha por vós) produzir essa coisa a que chamais SIDA.



Se organizardes o vosso acto de modo metafísico, podereis passar adiante em segurança com o conhecimento de jamais o contrairdes? Será uma garantia? Estaremos a prometer-vos isso? Não. Não. Um milhar de vezes, não, absolutamente, não! A metafísica não ocupa o lugar da responsabilidade. Repitamo-lo uma vez mais: a metafísica não toma o lugar da responsabilidade. Vós sois responsáveis. Isso não serve de garantia que vos permita nesse caso avançar em frente despreocupados. Não existe garantia através da qual possais ignorar e, nesse sentido, quase arrogantemente ser esnobes em relação às mensagens, ao aprendizado, aos significados desta coisa. Não, a metafísica não pode nem substitui a responsabilidade. Precisais, e de facto sois encorajados, a assumir tal responsabilidade já.



Contudo, se organizardes o vosso agir fisicamente e o fizerdes igualmente em termos metafísicos, podereis criar um meio saudável no qual podereis retardar – ou se for demasiado tarde para o deter, pelo menos refrear – essa coisa chamada SIDA, e podereis obter o potencial do conhecimento de poderdes criar uma realidade em que nada tereis a temer da parte desse monstro particular. Podeis revigorar o vosso sistema imunitário físico por meio de vários regimes de saúde, em particular se acreditardes nisso e tiverdes consciência e ser uma verdade para vós.



Mais importante ainda, podeis revigorar o vosso sistema imunológico metafísico. Nesse caso, a escolha tornar-se-á mais consciente.



Foi um prazer estar aqui a conversar convosco, partilhar convosco estas mensagens, estes significados. Foi um prazer tocar-vos, alcançar-vos por intermédio das palavras para vos amar. Amamos-vos.



“SEXUALIDADE E ESPIRITUALIDADE”
“AS DIFERENÇAS EXISTENTES ENTRE HOMENS E MULHERES”
“A EMERGÊNCIA DA ENERGIA FEMININA”
“A MATRIZ DA FEMINILIDADE, DO PODER E DO SUCESSO QUE AS MULHERES POSSUEM”

Pergunta: Embora possamos ser andróginos por essência, torna-se evidente que quando ocupamos um corpo escolhemos um de dois tipos – masculino ou feminino. Do ponto de vista do crescimento espiritual, de que forma ou até que ponto diferem as necessidades entre o homem e a mulher, ou existirão mesmo diferentes necessidades?

Resposta: É evidente que enquanto centelhas de consciência não existe sexo, não existe divisão. Mas em cada vida vós escolheis um padrão particular de energia em que devem concentrar-se. O objectivo óbvio, nesse sentido, reside em se tornarem num todo. Por conseguinte, ao iniciarem um caminho particular na vossa espiritualidade, cada vida representa o seu próprio segmento único do caminho. Assim, começam a partir de uma determinada óptica e de uma atitude particular, de um ângulo particular que não difere do homem nem da mulher. Mas existem diferenças em termos das necessidades de ambos.

No que toca à finalidade, todavia, quando um homem ou uma mulher alcançam o estado de totalidade, aí não existe diferença. Por isso, talvez se faça um desvio temporário através daquilo que define a masculinidade ou um desvio temporário através daquilo que representa a feminilidade para acabarem nesse estado de totalidade.

Que diferenças serão essas? Bom, a energia do homem e a energia da mulher não constituem propriamente divisões apropriadas, porque nem todos os homens são só masculinos nem todas as mulheres são somente femininas. Por isso, a divisão deveria ser traçada entre a energia masculina e a energia feminina. A maioria das mulheres enfatiza a energia feminina. A maioria dos homens enfatiza a energia masculina. Toda a gente tenta tornar-se ambas.

Para as mulheres, antes de mais, a espiritualidade tem que ver com aquilo que chamamos de Ordem do Sagrado (“ordem,” no sentido de configuração). Se tratarem da Ordem do Sagrado que se prende com a criação do ambiente, com a criação da atitude, com o campo de energia que criam ao envidarem um empenho espiritual, beneficiarão enormemente e agirão com leveza.

Ora bem; a que razão se deverá isso? Antes de mais, a energia feminina é muito mais adepta do estabelecimento de uma configuração, muito mais adepta da criação de um espaço que a forma virá a assumir, em que o conteúdo irá eclodir. Por isso, torna-se válido que uma mulher tenha uma diligência espiritual inicial – quer seja sozinha num processo meditativo ou por um empreendimento de grupo de mulheres que se congreguem numa partilha e num acto de amor e de crescimento, enquanto mulheres – pela criação de uma Ordem Sagrada, pela criação do ambiente que conduza à segurança e ao cultivo ou crescimento.

Os homens, por outro lado, não estabelecem tal ordem. Não é que não precisem; eles apenas não a criam. Eles invocam o seu lado feminino e confiam nas mulheres quanto à criação da Ordem Sagrada. Assim que o espaço é criado, precisam preencher responsavelmente esse espaço com um conteúdo esclarecedor.

O segundo ponto importante é que as mulheres precisam ter noção do poder que têm, e precisam abrir-se à descoberta do poder que reside no ser mulher – não o poder que lhes é concedido pelos homens, mas o poder inato que possuem por serem quem são. Os homens não necessitam ser despertados para isso da mesma forma, por já se acharem condicionados na crença de serem poderosos. Os homens precisam aprender no que consiste o poder.

As mulheres sabem intuitivamente que coisa é o poder. Por conseguinte, as mulheres precisam aceitar o poder. Os homens precisam aprender acerca do poder. As mulheres precisam criar a Ordem Sagrada. Os homens precisam criar o tempo e o espaço para os seus empreendimentos espirituais.
Em terceiro lugar, as mulheres precisam chegar a um sentido mais vasto da sua própria identidade. As mulheres precisam não só de aceitar o poder que têm, como também precisam encontrar e aceitar a sua identidade.

Uma pequena divagação: Há uns anos atrás era unicamente permitido às mulheres que fossem femininas, donas de casa. Toda a mulher deveria ser casada assim que atingisse os dezoito ou os dezanove, ou se frequentasse a faculdade, por volta dos vinte e um. Deveria começar a ter filhos por volta dos vinte e três ou vinte e quatro. Se algo corresse mal, bom, porventura lá pelo final dos vinte. Mas deveriam ter pelo menos dois ou três, talvez mesmo quatro filhos (dois rapazes e duas raparigas) e isso seria o que descreveria a mulher. Era o que os homens lhes davam permissão para fazer ou ser. Podia trabalhar durante a guerra, mas uma vez finda esta, “volta para casa.” Os homens regressaram a casa. “Dêem-lhes os trabalhos que sejam legitimamente e sinceramente seus, e que voltem para as suas cozinhas, que voltem para os seus lares.” Era assim que eram tratadas.

Mas as mulheres disseram: “Não, nós queremos outra coisa.” Mas, para quem foi que se voltaram? 

Voltaram-se para os homens e disseram: “Homens, dêem-nos os nossos direitos.”
Ora, isso é uma loucura. As mulheres voltaram-se para os homens e disseram: “Tudo bem, homens, vocês não são mais poderosos do que nós Não são vocês quem estabelece as leis aqui. Nós somos perfeitamente iguais a vós. O melhor é que nos concedam permissão para sermos iguais a vós.” Aí os homens disseram: “Ora, vamos pensar no assunto.” E as mulheres disseram: “E nós vamos brigar.” E queimaram os soutiens.

Depois os homens voltaram atrás e disseram. “Está bem, mulheres. Vamos-lhes conceder permissão para serem poderosas, mas o preço que devem pagar por isso é que precisam escolher: Ou se vão tornar femininas (e apresentar-se envolta em celofane com um martini ao regressarmos a casa) ou se vão tornar libertas (feministas), e por conseguinte, vestir-se como nós, agir como nós, pensar como nós – essa é a permissão que têm! Não poderão ser femininas e poderosas. Poderão ser femininas ou poderosas.” E a maioria delas concordou, e pensou ser livre.

Agora aquelas mulheres que fazem parte da Nova Consciência dizem: “Espera lá. Cometemos um enorme erro, há uns anos atrás. Jamais deveríamos ter pedido aos homens o nosso poder, por não constituir um direito deles, desde logo. Não tinha permissão a conceder-nos. Devíamos ter exigido de nós próprias o poder de volta. Lixamos tudo, mas tudo bem, sempre o podemos corrigir. Pedimos-lho, e eles concederam-nos permissão para ser feministas ou para sermos poderosas, e pensamos que isso significasse libertação. Mas agora sabemos que não. O que temos que a fazer é conceder a nós próprias permissão para sermos tanto poderosas quanto femininas.”
Ora bem, onde queremos chegar com isto é ao seguinte: as mulheres precisam voltar-se para as mulheres e não para os homens, em busca da sua identidade. Vocês têm uma frase bem triste: “caramba, ela é formidável! Ela pensa com um homem! Isso ainda é considerado um elogio quando deveria ser levado na conta de um insulto. Se um homem disser tal coisa a uma mulher, ela deveria bofeteá-lo por ser a coisa mais insultuosa que se diga a uma mulher.

Imaginem um comentário ao contrário. Vão junto de um homem que considerem poderoso, ou vão ter com um colega de trabalho e digam-lhe: “Tu és mesmo formidável; pensas tal e qual com uma mulher!” Que é que lhes aconteceria?

Riem nervosamente só de pensar. Pensar, agir, ser como uma mulher é considerado um insulto. Tristemente é considerado como um insulto mesmo quando estão a falar com uma mulher.
Dizer: “Caramba, és mesmo fantástica! Esta mulher pensa como uma mulher!” Tudo bem, agora já serve de cumprimento, por ser algo de que se possa orgulhar de ser. É o que queremos dizer com obter a identidade e o seu significado e poder de si próprias e umas das outras. Enquanto grupo espiritual, as mulheres precisam voltar-se para as outras mulheres para obterem o seu poder e a sua identidade, para aceitarem o poder inato que têm por direito próprio, para estabelecerem a Ordem Sagrada para aquilo que a espiritualidade realmente significa.

Os homens, por outro lado, precisam criar o tempo e o espaço, conforme dissemos. Precisam aprender o significado do poder. Os homens precisam voltar-se para a sua energia feminina. Não queremos dizer que se tornem covardes nem fracos; não estamos a dizer que se tornem catraios. De facto estamos a dizer que se tornem verdadeiros homens.

Os homens precisam voltar-se para a sua energia feminina a fim de descobrirem a identidade do que compreende a Deusa, do que a deidade feminina, esse aspecto feminino de Toda a Divindade significa. Precisam descobrir esse lado particular deles próprios a fim de obterem uma perspectiva de uma identidade que até agora sido afastada e negada e distorcida pela consciência das massas.
Sentimos uma enorme empatia pelas mulheres que se voltam para os homens em busca do poder que lhes pertence, e que se confinam a si mesmas. Assistimos a tantas mulheres brilhantes e bem-sucedidas que possuem tudo excepto um homem. Por isso, desconsideram o carro, os amigos, a casa, o dinheiro, a inteligência que possuem, a espiritualidade. Desconsideram tudo isso por não terem um homem. Sentimos uma enorme compaixão por essas mulheres ao longo de todo o espectro.

Mas também assistimos à situação de homens que foram maltratados pelo Inconsciente Colectivo, homens que se viram despojados da sua masculinidade, e que em vês dela ficaram com uma baforada de machismo. Os homens que se veem despojados dos sentimentos, entendem, homens a quem é dito que não devem sentir e que só podem sentir-se irados, e a quem é dada uma imagem robot de sucesso daquilo em que devem tornar-se – vemo-los a sofrer tal como as mulheres que sofrem. A saída disso para eles passa por se voltarem para energia feminina dentro deles e por dizer: “Não, não me vou deixar magoar pela consciência das massas. Não me vou despojar do que representa o verdadeiro poder e ficar em vez disso com uma cópia dele. Não me vou contentar com um machismo frívolo semelhante a um robô.”

Por isso, os homens precisam criar tempo e espaço e chegar a entender o que representa o poder, por uma primeira vez que seja. Precisam voltar-se para o seu lado feminino, voltar-se para a energia da Deusa a fim de clarificarem a própria identidade – não de descobrir a sus identidade. Precisam voltar-se para si próprios, mas para clarificarem a sua identidade. Precisam voltar-se para si próprios e para as mulheres. Os homens precisam voltar-se para os homens e para as mulheres – não só para as mulheres, nem somente para os homens – para descobrirem a sua perspectiva, a sua identidade, e para realizarem a sua espiritualidade.

Estas são as diferenças. Tomamos o caminho mais difícil? Ele equilibra-se. A maioria das mulheres surgiram com a ideia de querer tratar da opressão, e de que a forma garantida de o fazer passe por nascer na América. Uma das formas garantidas de lidar com a opressão é nascer mulher nos Estados Unidos. Nesse sentido, os homens terão vindo para lidar com o poder.

As mulheres vieram para lidar com a matriz do que chamamos de feminilidade, poder e êxito, a fim de tentarem instaurar o equilíbrio: “Eu consigo conciliar a feminilidade, o poder e o sucesso.” Os homens vieram para serem induzidos no erro e para se reorientarem de volta para o verdadeiro sentido da masculinidade, para o verdadeiro sentido do que quer dizer ser um homem.

Quando um homem é inconsciente, ou é um aborrecimento ou um fracote, completamente ineficaz, sentado sem fazer nada da sua vida, e constantemente em estado de exponenciação – “Um dia destes, um dia destes.” Quando um homem irrompe da consciência das massas e realmente descobre a masculinidade, descobre que não tem mal nenhum ser um homem, e que pode deixar de atacar as mulheres e começar a trabalhar com elas. Torna-se verdadeiramente capaz de abraçar uma mulher – não num abraço sexual - mas compreendê-la enquanto pessoa real que é, como uma amiga, enquanto consciência. É uma coisa formosa aquilo que o homem real representa.

Do mesmo modo, quando uma mulher se livra da opressão e aceita o poder que é seu por natureza, obtém a identidade de mulher e se volta para dentro em busca daquela que realmente é, e concede permissão a si própria para ser um ser espiritual, então nasce uma verdadeira mulher, todo um vulto que é suficientemente poderoso para criar a própria realidade de uma forma terna e amorosa, e para amar a própria realidade de uma forma criativa.
Há por aqui e por ali bolhas de consciência, centelhas de consciência que constituem verdadeiros homens e verdadeiras mulheres, e quando cruzam com elas, elas representam coisa que se veja. Se se tornarem numa, tornam-se absolutamente fascinantes, credivelmente fascinantes na vossa espiritualidade e na relação que têm com o que representa o relacionamento que têm com Deus, com a Deusa, com o Todo, ou seja como for que chamem à Divindade.

Pergunta: Poderias comentar o facto de agora assistirmos a casos de mulheres que assumem o poder? Cada vez as vemos mais em lugares de liderança e em posições em que procedem a alterações e tomam decisões políticas importantes.

Resposta: Bom, o que nos deixa fascinados é que, no que diz respeito a Setembro de 1987, as mulheres se tornaram na maioria da vossa população. Durante os próximos anos, com o número crescente de nascimentos do sexo feminino e toda a actividade ligada ao recenseamento, as mulheres continuem a representar a maioria da população. Achamos tal coisa fascinante, porque se poder inicialmente pensar e presumir que isso pudesse representar uma maior energia feminina, não é?
Não se deixem enganar pensando que por tal circunstância as mulheres tenham, ipso facto, qualquer monopólio sobre a energia feminina. o que aqui gostaríamos de sugerir é que elas são consciência, centelhas de consciência, conforme dizemos, que optaram por vir a esta vida física para efectivamente desenvolverem essa energia feminina de uma forma mais manifesta e para obterem acesso a uma aprendizagem acerca da sua energia feminina. Contudo, com o aumento da população feminina e com a assunção crescente de cargos de poder por parte das mulheres, gera-se uma maior percepção da energia feminina.

À medida que essas várias mulheres se abrem para com a sua própria energia feminina, à medida que deixam de imitar os homens e as suas ideias do que constituir um sucesso representa, certas mudanças interessantes poderão ocorrer. As mulheres poderão começar a criar a imagem do que representa um sucesso em vez de clonarem os homens.

O que actualmente acontece é que muitas mulheres se voltam para fora para o mundo e dizem: " Vou ser bem-sucedida," e assim aprendem a pensar como um homem, a agir com uma homem, a funcionar como um homem, e até a vestir-se como homens - quase. Usam o lenço amarrado com um laço em vez de um nó de gravata, (nó de Windsor) mas a maioria das mulheres tende a medir o sucesso que têm em termos do quanto se conseguem assemelhar a um homem "num mundo de homens."
Isso muito dificilmente representa uma ideia emancipadora. Talvez fosse mais sensato as mulheres começarem a procurar pensar como mulheres e a agir como mulheres e a vestir-se como mulheres - seja o que for que isso signifique para a mulher (que não se ajuste aos padrões de mais ninguém senão dela própria) - e a começar a criar imagens novas, padrões novos, energias novas do que signifique ser mulher.

Mais importante mesmo do que isso é estar em contacto com a energia feminina. Com a maioria da população a pertencer ao sexo feminino, e com a crescente ocupação de cargos de poder por parte das mulheres durante os próximos vinte anos, isso levará a um aumento da percepção da energia feminina.

Tanto homens como mulheres precisam parar e proceder a uma avaliação dessa e energia por ser a energia feminina que representa a energia criativa, que representa a energia que nutre e que acarinha, e por ser a energia feminina que cria o equilíbrio, e a energia que traz a percepção. As qualidades de criatividade, da educação, do equilíbrio e da percepção constituem as qualidades de que o vosso mundo mais precisará, durante os próximos vinte anos, para que Sonhem com soluções para os problemas que parecem onipresentes.

Pergunta: Então, estamos a criar os nossos próprios modelos novos.

Resposta: Esperamos que sim! Sim. Muitas mulheres encontram-se neste momento a batalhar com a circunstância particular a que chamamos de Matriz da Feminilidade, a qual basicamente possui três componentes: Um é o êxito. Outro é o poder. E o outro é a feminilidade.

Há muitos anos atrás foi-lhes dada permissão, enquanto mulheres, para serem femininas, entendem? É tudo. Não podiam ser poderosas. Não podiam ser bem-sucedidas. Tudo quanto tinham direito a ser era femininas, e é tudo.

Depois, o Movimento de Libertação da Mulher surgiu. Começou por várias etapas e foi frustrado, e teve início e foi frustrado uma vez mais. Mas quando começou a andar a sério, um grupo de mulheres, separadamente e em conjunto, saiu à rua e disse: “Olhai, queremos a emancipação. Queremos ser livres deste chauvinismo e deste domínio masculino.” A seguir voltaram-se para os homens e disseram: “Queremos a emancipação, está bem?” E os homens disseram: “Certamente; agora podem ser femininas ou poderosas, mas não ambas as coisas, e ainda não podem ser completamente bem-sucedidas.” E as mulheres saíram a pensar que tinham conquistado uma grande vitória. “Os homens concederam-nos permissão para ser femininas ou poderosas.”

Elas dividiram-se nesses dois grupos. Um dos grupos de mulheres basicamente disse: “O nosso papel é o de ser femininas, e devíamos tornar-nos completamente mulheres, completamente femininas.” As outras disseram: “Não, de certo modo isso representa ir contra a mulher que somos; de certo modo isso politicamente incorrecto. Queremos tornar-nos completamente poderosas e esquecer a feminilidade, esquecer aquelas qualidades que costumavam ser designadas por próprias da mulher. Sejamos simplesmente poderosas.” E dividiram-se em dois campos.

O que agora está a suceder é que cada vez mais mulheres como vós próprias, e em particular mulheres na faixa etária do vosso grupo, estão a perceber: “Espera lá. Não quero ter que escolher entre uma e outra coisa. Quero ser ambas as coisas. De facto, não só quero ser poderosa como quero ser feminina, e também quero ser bem-sucedida.”

O problema está em que não há muitos exemplos. Existe um certo número de modelos do que representa ser feminina, e existe um certo número de modelos do que representa ser poderosa – mas existem muito poucos modelos do que representa ser ambas as coisas. E depois ser bem-sucedida, para cúmulo disso? Isso está fora de questão!

Algumas mulheres no vosso mundo são bastante femininas, mas não são poderosas, e não são bem-sucedidas. Elas veem-se por completo como um apêndice dos maridos ou dos homens das suas vidas.

Outras encaram-se como completamente poderosas. Desistiram de relacionamentos ou de filhos e não têm vida de casa de que falar. Dizem, que isso não é importante; o que é importante é constituir uma força política, social, económica no mundo. Essas mulheres não são bem-sucedidas muito embora possuam poder.

A maioria das mulheres não é bem-sucedida. Possuem aquilo a que chamam de sucesso secundário. Podem obter acesso até determinado ponto, até certo nível. Mas na verdade não conseguem ser totalmente bem-sucedidas. Ah, podem obter uma promoção, podem tornar-se vice-presidentes, mas o que aqui sugerimos é que jamais chegam a presidente. Jamais chegam ao topo da escada, a menos que formem a própria empresa. Mesmo assim, o êxito que conseguirem será de segunda. A maioria das mulheres ainda sente, de uma forma bastante automática, que o sucesso a que têm direito é de segunda – e que um homem tenha direito a um sucesso de primeira.

As mulheres são os piões giratórios (fazem tudo ao mesmo tempo) do poder e da feminilidade. Muitas delas conseguem tornar-se poderosas durante um certo tempo, e pôr em perigo o amor e os relacionamentos que têm – o carinho e a sensibilidade que têm na vida – e assim desistir do poder a favor dessa docilidade e ternura, desse carinho. Contudo, agora as mulheres tentam equilibrar ambos esses dois factores. Tentam manter ambos os piões a girar. E agora pretendem acrescentar um terceiro pião, como quem diz, um terceiro pião para continuar a rodopiar, que é: “Não me vou contentar com um sucesso de segunda. Eu quero um sucesso de primeira.”

Este é um movimento Nova Era de energia, e muitas são as mulheres que têm isso por objectivo. Muitas são as mulheres que procuram não só equilibrar como também aumentar a esfera de influência que têm a fim de incluir o êxito de uma forma primária. É bastante excitante.

Pergunta: Alguma entidade superior descriminaria a sexualidade de uma pessoa?

Resposta: Claro que não. Infelizmente, o chauvinismo alastra de uma forma desenfreada com todos os mestres místicos que sentem que as mulheres sejam inferiores, e que se realmente forem evoluídas, irão reencarnar como homens, por os homens serem superiores - mais evoluídos – às mulheres. Na verdade são uma consciência. São uma centelha de luz, e optam por se tornar homens ou mulheres; escolhem a raça a que vão passar a pertencer, seja por que vantagem for.

Também escolhem uma preferência de ordem sexual. A questão está em que se encontram na vida para amar. Não importa quem. E nenhuma consciência altamente valorizada diria que a homossexualidade em si mesma seja errada.

A sexualidade pervertida, seja homossexual ou heterossexual pode prejudicar-lhes o crescimento. Poderá ser aconselhável que alterem os padrões, mas não as preferências. Muitos dos que optam pela homossexualidade escolhem desse modo para lidarem com a opressão, tal como acontece com muitas mulheres. Por isso, pode ser mais do que adequado; pode ser um instrumento muito valioso.

Pergunta: Embora a maioria dos grupos e dos mestres de metafísica digam que defendem a não condenação, há quem pareça criticar os homossexuais e as lésbicas ao afirmarem que aqueles que se entregam ao sexo numa relação com um par do mesmo sexo não possam alcançar a iluminação, não possam ser espirituais. A mensagem por vezes parece ser a de que a heterossexualidade constitua o caminho favorito do desenvolvimento espiritual. Que terás a dizer acerca da questão?

Resposta: Bom, antes de mais, afirmar que aquele a quem se ame – o sexo que prefiram – tenha qualquer impacto na espiritualidade pessoal, é absolutamente ridículo. É grosseiro. É inculto. As pessoas que pensam assim merecem a nossa compaixão, por efectivamente terem vedado tanto do próprio potencial que possuem. Não os condenamos como maus nem afirmamos que estejam errados. Sentimos compaixão por eles.

É realmente prejudicial publicar tal afirmação, por haver quem seja lésbica ou gay que acredite nisso. Isso percebemos nós constituir uma enorme tragédia neste campo da metafísica. Há quem se arvore em autoridade e promova tal fanatismo, tal ideia de intolerância limitada – ideia que simplesmente não pode ser verdade.

Antes de mais, assim que passam do plano físico, perdem o sexo a que pertencem. Passam para o “conceito” do sexo no plano astral. Sim, no Plano Astral as pessoas possuem corpos masculinos e femininos, mas perdem o gênero. Ficam pelo conceito que têm do gênero.

No Plano Causal, também existe o conceito de gênero, mas assim que alcançam o Plano Mental, até mesmo o conceito de gênero é de tal modo vago e tão limitado que mal se faz presente. Assim que passarem além dele, não existe qualquer gênero, de modo que como poderão afirmar que a homossexualidade – Lésbica ou Masculina – possa ser errada ou grave? Somente o mundo Inferior poderia afirmar tal coisa

Em segundo lugar, Deus, a Deusa, o Todo olha-os como Centelhas de Consciência. Não se deixa impressionar pelo sexo a que pertencem, embora vocês o façam. Infelizmente, muitos de vós deixam-se impressionar. Quando vê duas luzes a fundir-se, isso é amor. Não vai debaixo dos cobertores verificar o sexo nem ver que equipamento têm. Reparem que não dissemos “têm, ou deixam de ter.” É muito chauvinismo sugerir que alguns tenham equipamento e outros não. Deus, a Deusa, o Todo não se importa com isso, e espiritualmente falando, vocês não deveriam importar-se, tampouco. Claro que vocês têm preferências, e deve, desfrutar de tais preferências.
Uma pessoa pode ser homossexual, homem ou mulher, e ser tão completamente evoluída quanto uma pessoa que opte por ser heterossexual.

Qual será a definição da homossexualidade? É a de representar uma preferência de carácter sexual. A heterossexualidade constitui igualmente uma preferência – não uma obrigação. Por conseguinte, uma pessoa, seja homossexual ou heterossexual, expressa uma preferência.

O que é importante nisso: Vocês amam? Se a resposta que derem for um “sim,” estarão a crescer espiritualmente. Se a resposta for um “não,”, não estão. Aquele que amarem nada terá que ver com isso. Por conseguinte, para as lésbicas ou os Gays que lerem isto, diríamos o seguinte: Sabemos que ouviram dizer que não podem evoluir, ou que não poderão ser tão evoluídos quanto os outros. Quando escutam um tipo de mensagem destas, usem-na como sinal de que o orador que avança tal coisa não deve ser levado seriamente em consideração relativamente a essa particular matéria, e talvez relativamente a qualquer outra matéria mesmo.

Pergunta: Maravilhosamente dito. Haverá muita gente a ler isto que se sentirá grata com o ponto de vista que defendes, e que agora conseguir aproximar-se mais do amor por elas próprias e por aquela parte delas que acreditavam nas inverdades relativas à preferência sexual.

Resposta: Nós queríamos partilhar isto por sabermos que por toda a metafísica tem sido sugerida por outras fontes a existência de uma potencial diferença entre os homossexuais e os heterossexuais. E agora com a Sida, há quem reivindique uma evolução espiritual e proceda a afirmações irresponsáveis acerca da Sida enquanto maneira que Deus usa para purgar, e que essa seja a maneira que Deus encontra de atacar os homossexuais. Com professores que defendem ser espirituais (e temos consciência de um que escreve uma coluna de jornal médico!), isso é manifestamente abusivo, e contribuir para um tipo de crítica dessas ao medo já existente, é totalmente injustificado.
Sentimo-nos mais do que satisfeitos por sermos sinceros e por o publicarmos aqui que não existe diferença alguma em termos de evolução entre os heterossexuais e os homossexuais. A Sida não representa o castigo que Deus dispense a ninguém. É uma mensagem que cada um – heterossexual ou homossexual – estende a si próprio. Nada tem que ver com condenação de ninguém, seja a que nível for. E nos níveis superiores não existe qualquer julgamento.

Muitos homossexuais sentem-se inferiorizados. Alguns actualmente passaram para a posição contrária, e sentem que de qualquer modo sejam superiores. A raiva e a mágoa que sentiam tornaram-se numa arrogância militante. Não. O que sugerimos é que não funciona assim. Eles não são inferiores nem superiores. As pessoas são pessoas. Centelhas de consciência, conforme são percebidas pelos níveis mais elevados. O corpo – quer seja bonito, destituído de atractivos, alto, baixo, gordo, esquelético, quer tenha uma preferência pelo mesmo sexo ou pelo oposto – isso faz tudo parte da ilusão. Importa somente para quantos tomem parte nessa ilusão.

Canalização e a Nova Espiritualidade

Pergunta: Que passos poderá uma pessoa dar caso ela queira canalizar uma entidade? Isso será mesmo coisa seguro ou apropriada?

Resposta: Qual a melhor forma de canalizar uma entidade? Nessa medida precisaríamos responder à questão de dois modos. Se estiverem à procura de uma entidade externa, alguém que se encontre objectivamente separado de vós, ou se estiverem em busca de algum tipo de consciência com o propósito de intergairem de uma forma externa, não os encorajamos.

Alguns são capazes de canalizar uma entidade objetiva e separada. Esse tipo de canalização, que tenha um propósito ou objectivo de levar a energia a interagir com outras pessoas, não encorajamos as pessoas a tentar desenvolver isso. Mas se vier a acontecer, acontecerá sem qualquer desenvolvimento consciente.
"Hoje gostaria de canalizar um entidade e de começar uma carreira nova amanhã." Pode ser perigoso a pessoa decidir: "Caramba, gostava de canalisar uma entidade e é nova carreira, e uma forma de fazer muito dinheiro."

Se alguma coisa acontecer, o mais provável que venham a conseguir é uma entidade do astral inferior, conforme lhes chaamos, geralmente um trapaceiro, alguém que lhes poderá dar alguma informação válida e deixá-los fisgados, para de seguida começar a dar-lhes uma quantidade de informação distorcida ou informação sem sentido que os leve a sentir-se completamente inúteis, desprezíveis e impotentes.
Além disso, o vosso ego negativo, na pompa e ciscunstância que o caracteriza, pode imitar de modo a parecer alguma entidade elevada. Assim coo também poderão contactar alguma consciência desencarnada que não possua nenhuma sabedoria por aí além, mas que seja capaz de estender prontamente a sua própria opinião fanática.

Por conseguinte, podem canalizar um tipo de energia bastante poluída, uma energia bastante perigosa.
A canalização clássica ou objectiva sucede, evidentemente. Contudo, desenvolve-se naturalmente. Vós não a procuram; ela vem ao vosso encontro.

Porém, se quiserem canalizar a vossa própria essência, se quiserem entrar em contacto com um aspecto dos vossos conselheiros, dos vossos guias ou quardiães, se quiserem entrar em contacto com o vosso Eu Superior em função do vosso próprio crescimento, nós encorajamos isso.

"Quero ser capaz de canalisar uma energia de auxílio, de amor e de divindade. Quero ser capaz de tocar essa energia para meu próprio desenvolvimento, e para minha própria expansão." Encorajamos muito isso, sem sombra de dúvida. Por conseguinte, um desenvolvimento desses pode ocorrer.

A chave para isso assenta em terem muita ceteza quanto à motivação que tenham. Porquê? Porque quererei fazer isso? Para me ajudar a mim próprio? Para tornar a minha vida mais afortunada? Para que me leve mais próximo da minha própria fonte do ser? Para chegar mais próximo de Deus, da Deusa, do Todo? Para me conduzir mais perto da Fonte, para me ajudar a crescer, para me expandir, para tornar a minha vida mais agradável e mais benéfica para mim e para aqueles que me rodeiam? Para produzir um valor mais acentuado?

Há uma infinidade de razões magníficas e potentes para canalizarem dessa forma. Mas se a pessoa tiver certeza quanto à intenção que tenha, nesse caso sugerimos vários processos e meditações - o que melhor funcionar da forma mais apropriada. Ocidental ou Oriental, activa ou passiva - vocês podem-se abrir. Basicamente, não se trata de se "entregarem" no sentido religioso tradicional de dar a vida, mas de se "renderem" no sentido de se abrirem, de permitirem que uma certa energia comunique por vosso intermédio. Certamente que se podem desenvolver ao ongo dessa linha.

Muitos artistas, quer sejam pintores, escritores, compositores ou artistas de qualquer tipo sabem muito bem que, quando se encontram em meio de um processo criativo estão a canalizar. Basicamente aquilo que fazem - e por conseguinte o sentido básico da canalização é - sair do caminho.

O pintor, nessa medida, deixam que as tintas e a tela interajam. O escritor permite que as palavras e o papel em branco adquiram uma relação envolvente. O compositor deixa que as notas e a partitura falem em conjunto sem impedimentos, sem impôr as suas actividades nelas. Eles permitem-se tornar-se num canal para uma interacção dessas. O resultado final pode resultar em beleza.

Para desenvolverem a canalização pessoa subjectiva precisam estar bem motivados. Precisam dispor-se a sair do caminho. Precisam dispor-se a deixar que as ideias, a consciência e o amor interajam directamente com a realidade. Precisam estar dispostos a servir de conduto (canal). Na medida em que o fizerem, então serão capazes de canalizar - para vós próprios, mas não necessariamente para o mundo, não necessariamente para clientes independentes ou separados.

Já tivemos quem nos dissesse certa vez: "Olha, eu comecei a canalizar. Crês que consiga fazer muito dinheiro com isso?" Ao que nós respondemos: "Não, lamentamos, mas não cremos nisso, não com essa actitude em particular nem com uma perspectiva dessas."

Do mesmo modo, conforme sugerimos, toda a gente pode aprender a desenhar, mas nem toda a gente virá a tornar-se num grande artista. Nós encorajamos as pessoas a desenhar; encorajamos as pessoas a escrever. Além disso, encorajamos as pessoas a reconhecer que poderão não conseguir a Grande Novela Americana ou uma obra prima qualquer. Podem apreciar e aprender com esse processo de criatividade privada. E isso, percebemos nós, é muito belo e adequado.

Pergunta: Será apropriado as pessoas entregarem-se à sua própria canalização, tentar aceder à sua própriaEntidade Espiritual Superior?

Resposta: Ah, se faz favor; desejaríamos que o conseguissem! Falamos com as pessoas nesse sentido, com respeito aos conselheiros, por exemplo. Chamamos-lhes conselheiros. Outros chamam-lhes guias ou anjos da guarda. Têm sido utilizados diversos termos. Todos vós têm pelo menos dois conselheiros, um representado na forma masculina, outro representado na forma feminina. Há pelo menos dois, mas pode haver mais.

De facto possuem toda uma panóplia do que chamaos de "Amigos Invisíveis." Têm uma Criança, antes de mais, que não é apenas um círculo num quadro do modelo de comunicação da Análise Transacional, mas que é um aspecto vivo e verdadeiro de vós próprios. Têm a Criança e o Adolescente. Têm um crescido por aí que é parte parental vossa. Têm os conselheiros, conforme nós dizemos. De modo similar, há um Eu Futuro a partir do qual estão a tornar-se. Há um Eu Superior. Há uma relação que encorajamos as pessoas  a ter com um sentido de Deus/Deusa/Totalidade que é bastante pessoal. Não ºe com a totalidade de Deus/Deusa/Todo mas com um aspecto dessa Fonte com quem poderão interagir pessoalmente e em privado.

Encorajámo-los a voltar-se para dentro, a entrar em meditação, a conversar com os vossos conselheiros, a conversar com a Criança interior. Conversem com essas partes de vós próprios. Façam-lhes perguntas. Obtenham uma contribuição da sua parte. Obtenham informação. Isso é canalizar. É processo internalizado, absolutamente.

Algumas pessoas descobrem que podem externalizar esse processo de canalização. Em todas as artes criativas há aqueles que, enquanto se acham apanhados no esplendor e na corrente do processo de criar, sentem estar como que a canalizar. Fora do campo das artes criativas, poderão dar por vós a pensar ou a falar espontâneamente apenas para descobrirem uma nova informação bela que os deixa a interogar-se: "De onde terá isso vindo?" Isso ºe o que chamaos de Canalização Subjectiva, onde podem canalizar por vós próprios de modo a contribuirem para o vosso próprio estilo de vida. Nós encojajámo-los a buscar esse tipo de canalização. A Canalização Subjectiva é primordialmente interna e pode ser muito útil no vosso desenvolvimento. Além disso acha-se ao dispor de qualquer um que realmente a deseje desenvolver.
Depois há aquilo que chamamos de Canalização Subjectiva, que é o que (este) canal faz. Entendam, nós não somos o mestre dele. Ele possui os seus próprios conselheiros, os próprios mestres, o seu próprio Eu Futuro, etc. De facto ajudamos, certamente, mas não somos especificamente o seu conselheiro nem guia nem anjo da guarda. Ele subjectivamente canaliza-os por si mesmo, por assim dizer, em busca de orientação dessa forma.

Ele também conversa connosco. Contudo, nós canalizamos informação não somente para ele e não somente em seu benefício próprio, mas igualmente em benefício daqueles com quem falamos.
Por isso, a Canalização Objectiva ao invés da Canalização Subjectiva, é algo que não se acha universalmente ao dispor. Toda a gente pode desenhar, mas apenas alguns indivíduos são artistas. Toda a gente sabe escrever, mas apenas certa gente é novelista. Do mesmo modo sugerimos que toda a gente pode canalizar em determinada medida, mas nem toda a gente o deseja, ou se dispões a tanto, ou é capaz de canalizar desta forma objectiva. Nem toda a gente é capaz de alcançar vastas variedades de pessoas com os seus múltiplos interesses. A Canalização Objectiva é algo que para alguns vem mais naturalmente. Desabrocha simplesmente em alguns e nuca chega a fazê-lo noutros.

Tradução: Amadeu António


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