terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A APLICAÇÃO DOS ENSINAMENTOS NA VIDA DO DIA-A-DIA



28 de Fevereiro de 1999

Bom dia. Vou libertar o instrumento para o estado de mobilidade, para podermos continuar...

Bom, uma vez mais, bom dia! Que fim-de-semana esplêndido que tiveram, não? Excelente trabalho! É um perfeito exemplo da capacidade de programarem aquilo que querem e de o manifestarem. Por os elementos serem vossos amigos e cooperarem, convosco, a menos que haja uma ordem de força maior que justifique a necessidade de chuva. Isso, meus queridos amigos, constitui o passo inicial na utilização dos ensinamentos espirituais na vossa vida diária.

Não menosprezem o poder que têm. Lembrem-se de que o universo e vós formais um só e que podem influenciar-se mutuamente. Assim, sempre que dizem querer um fim-de-semana ensolarado, conquanto isso não prejudique ninguém, serão capazes de gozar da cooperação dos elementos na produção desse tempo.

Bom, vamos falar da aplicação dos ensinamentos universais à vossa vida diária. Ai, como eu adoro esta coisa colorida. A cor influencia-me bastante. (Riso)

O estudante tem a tendência de separar o ensinamento espiritual da sua vida. Tem a tendência para dizer, "Na terça-feira à noite encontramo-nos e fazemos meditação e o que quer que seja mais... E na terça-feira à noite temos esta aula, em que nos são ensinadas coisas espantosas." Mas de algum modo não percebem que isso tenha qualquer ligação com o dia-a-dia. E não percebem que as coisas que aprendem nada mais são que os instrumentos que devem usar nessa vida. A vossa meditação destina-se a permitir-lhes estar no controlo dos vossos temperamentos e das vossas acções a cada instante da vossa vida, e não condição especial alguma em que se possam esconder e sentir-se bem. É algo para pegar nas mãos e levarem para casa para usar. Assim, quando alcançam esse estado de centralização a partir da meditação, começarão a ver a relação existente entre os outros ensinamentos e a vida do dia-a-dia que levam.

Respirar é óptimo, sabem. Mas a respiração, uma respiração cadenciada, possui o potencial de erguer um poder, de edificar uma atmosfera muito própria. Assim, quando praticam respiração profunda, estão não só a centrar o corpo, como também estão a alterar a atmosfera ao vosso redor.

Quantas vezes se terão visto numa situação em que alguém se dirige a vós e vocês, na vossa humanidade dizeis: "Ai, Deus, aqui vem de novo..." Sabem? Façam umas quantas inalações profundas e descobrirão que se sentem muito mais tolerantes, muito mais disposto a ver o bem naquele que venha ao vosso encontro, em vez de ver o negativo que a vossa mente definiu nessa pessoa.

Lembrem-se de que criam o mundo em que vivem. Bom, há interferências procedentes do exterior que os poderão perturbar, contudo, ou se refazem ou deixam de o fazer. É tão simples quanto isso. Ou alteram a situação por intermédio de um novo padrão de pensar, ou deixam-se deslizar por um tempo sem que isso tenha qualquer uso, entendem?

Lembrem-se sempre de que, quando dizem: "Eu sou," estão a usar uma afirmação das mais potentes que poderão utilizar. "Eu sou aquilo que sou. Eu sou o Alfa e o Omega. A polaridade. Eu sou poder divino. Eu sou."

E precisam reconhecer que não estão a proferir meras palavras, mas que na realidade quando afirmam tal coisa, aceitam a faculdade que a acompanha. É um direito que lhes assiste. Vocês estão por esta altura a redescobrir essas coisas, por ser tempo de realmente as entenderem e usarem. Mas é um direito que lhes assiste, e tem estado presente desde sempre. Portanto, na realidade não os estou a ensinar, estou a ajudá-los a redescobrir aspectos vossos. Eles acham-se presentes. Mas só vós os podeis activar.

Bem, eu posso picá-los e cutucá-los, sabem, colocar-lhes a cenoura na frente do nariz, por assim dizer, mas em derradeira análise são vocês que procedem às novas descobertas e conduzem essas coisas à vossa vida. No decurso dos anos tenho observado as vossas energias, e as mudanças que têm ocorrido têm sido miraculosas. Mas não estou a querer dizer que fossem maus e que agora estejam a ficar bons. Aquilo que estou a dizer é que a descoberta de outros aspectos do vosso ser que tem tido lugar, os levou a confinar mais em vós e a conhecer-se mais, e a expressar-se mais, e que é coisa magnífica de observar.

Lembram-se de falarmos acerca do desabrochar? Pois bem, pensem em algo que possua múltiplos estratos. Se imaginar uma cebola, imaginem ser uma cebola. Se quiserem ser um repolho, imaginem um repolho. Mas a questão está em que, camada a camada, folha a folha descartam a ilusão e chegam à realidade do que são. E conseguem isso pela utilização de cada um dos potenciais que lhes assiste.

A tendência que têm muita vez é: "O que ela consegue ver, eu quero ver." Não é? "O que ele consegue escutar, eu quero escutar. Este é capaz de entrar em transe; eu quero ser capaz de entrar em transe."

Não. Todos têm um potencial único. É por isso que alguns são escritores e outros são pintores. Alguns são peritos nos negócios. Eles assumem o potencial que têm na vida, quando estão destinados a expressar-se. Todos e cada um de vós possui uma relação com esses mesmos potenciais do passado. Por vezes descobrem isso à medida que prosseguem, e percebem a beleza de quem são.

Assim, pegam no passado e conduzem-no ao presente. Na antiga simbologia havia um símbolo que dizia: "Eu sou homem a alçar-se a Deus; eu sou Deus a descer no homem, por assim dizer." A estrela de seis pontas, geralmente com um ponto no meio, a representar a antiga sabedoria. Representa a capacidade que têm de voltar a relacionar-se com a fonte Divina de que vieram, e a conduzir aquilo que experimentaram antes para a frente para este momento no tempo.

Não estão a aprender nada de novo. A "Nova Era" é assim chamada por se pretender que trace uma diferença com a velha era. Mas não se trata de uma nova era especial. Está a trazer aquilo que foi ao seu novo momento no tempo para obter uma expressão apropriada neste momento.

Nesta sala, neste exacto momento, encontram-se muitos antigos druidas, muitos videntes, muitos curandeiros. Todos a conduzir o passado ao presente momento do tempo.

Agora, quando entram numa vida, deparam-se com o homem que tem o seguinte aspecto. (NT: Aponta num gráfico qualquer) Isto é a alma e o espírito do homem. É uma oval que contém um ponto do centro. O ponto no centro representa a alma, a coisa que vive para todo o sempre. A oval representa o "envoltório" da energia do espírito; ele optou por o trazer a este mundo. A segunda oval que circunda os outros dois símbolos constitui a expressão da vossa humanidade. De modo que, o que estamos a dizer é que quando entram, constituem uma alma e um espírito que se expressa na matéria física. Bom, muitas vezes têm a mesma experiência aqui, e aqui todas estas diversas vidas por todo este espaço.

E elegem trazer para a jornada da alma certos tópicos de certas vidas. Pode ser a força criativa. Pode ser a capacidade de curar. Pode ser uma diversidade de coisas. São ferramentas que precisam utilizar nesta vida. Ao tomarem consciência delas, ao começarem uma vez mais a identificar-se com elas, trazem-nas àquilo que actualmente são. A determinada altura poderão ter sido alguém que praticasse sangrias. Poderão ter dito: "Devemos cortar isto e deixar que sangre para curar." E actualmente poderão dizer: "Vamos usar a nossa mente para alterar o fluxo sanguíneo de modo a poder curar." Estão a entender?

De acordo com o momento e a compreensão que o ser humano tenha nesse exacto momento, essa seria toda a mente que poderiam utilizar, seria todo o espírito que poderia utilizar. Por ser assim que funciona.

A evolução não pode ser apressada. E todos estão cientes de que uma era constitui uma outra espiral de padrão evolutivo. Assim, se tiverem analisado o padrão evolutivo aqui, e tiverem desenhado várias espirais, passarão a ver isso de uma forma completamente diferente. Assim, quando entram, trazem uma carga.

Tens alguma coisa a perguntar?

Pergunta: Disseste que a evolução não podia ser apressada, e não queria ficar com a impressão errada, mas existirão alguns limites...?

Não há limites que sejam impostos a determinados períodos do tempo, por não ser... As pessoas não estão preparadas para lidar com o grau de energia. Lembrem-se de que toda a vez que a espiral dá mais uma volta para cima, a taxa vibratória do universo assim como a vossa taxa vibratória sobem uma volta mais. Por conseguinte, precisam estar capazes de se mesclar para poderem trabalhar com esse universo. Assim, à medida que sobem nessa espiral, obtêm uma perspectiva mais alargada.

Sabem, se tivessem uma escada de doze metros e se permitissem subir um degrau, que representaria uma evolução, aquilo que veriam do topo teria um aspecto muito diferente do que veriam do primeiro degrau. É uma maneira e encararem isto. Uma espiral que esteja a subir facultar-lhes-á uma maior visão. Isso é chamado de evolução. Em cada era disporão de um desabrochar, por meio do qual chegam a ajustar-se à nova experiência da velha energia, e à sua utilização neste mundo.

Pergunta: Haverá... Haverá algum mecanismo ou alguma coisa que realmente imponha um limite nisso? Ou será como um acordo ou...?

No sentido de trazer isso?

Pergunta: Bom... limites da evolução. Qual será o mecanismo? Qual será? Será uma lei ou leis a operarem em conjunto? Que será que efectivamente coloca limites na evolução?

A força criativa do seu próprio desabrochar. Desde o pulsar, da vibração, do ritmo, da criação, a sua fonte e vós, certo? É ao que isso chega. À medida que o pulsar se acumula e evolui, representa um grau de evolução que sucede com esse determinado momento no tempo. Por representar a essência da força criativa existente.

Pergunta: Poderia ser o facto de à medida que o pulsar se move, alcançar tão longe quanto possa, e isso representar o limite? Depois voltará atrás?

Num novo momento do tempo, o pulsar prosseguirá. Ouviram os tambores na noite passada? Por baixo de tudo existe o ritmo absoluto do pulsar. A mesma coisa sucedeu aqui. Foi a vossa pulsação. Muito bem; têm a pulsação e o seu ritmo cria a vibração elevada. Essa vibração elevada estende-se ao exterior e toca e puxa, de modo que isso não só leva a que o pulsar experimente as novas expressões mas também tudo quanto toca no seu caminho para fora e no regresso. É quase como largar um seixo no lago. As ondas propagam-se no sentido do exterior, atingem as margens e voltam de novo atrás.

Pergunta: O pulsar acelerará na sua vibração para depois abrandar, e experimentarmos todo esse... De momento estamos a experimentar um aumento disso, quando, digamos, num futuro venha a ser...

Não é o vosso pulsar que está a acelerar. Deixem que o coloque da seguinte maneira de modo que não resulte qualquer erro de interpretação. O pulsar aumenta na taxa a cada rodar da espiral evolutiva. Para serem capazes de trabalhar com essa energia aumentam nesse mesmo nível. Assim, sentem-no de uma forma mais forte devido à vossa elevada vibração. Mas é o despertar em vós que está a acelerar. Neste momento estão a despertar por ser altura de darem início ao "render da guarda," por assim dizer.

O "render da guarda" significa aqueles que aqui vieram para trabalhar em benefício do padrão evolutivo. De modo que aqueles que tiverem sido conhecedores no passado entram, redespertam para esse conhecimento e trazem consigo certas capacidades, certas coisas por que preferência. Alguns são muito apegados à terra e vibram bem com tudo quanto se relacione com a terra. Já outros, andam com a "cabeça no ar," algures, embora igualmente cientes disso. Vocês trazem o vosso próprio "envoltório" de energia, por vocês próprios terem escolhido, antes de nascerem nesta vida, essas coisas que querem instigar de novo na vossa vida. Por isso, não se podem queixar quanto à vida, por a terem "montado." Que tal isto como a parte do cláusula em letra miúda, ah? (Riso)

Pergunta: Então, qual será a massa crítica necessária para passarmos da era da informação para a era espiritual?

É uma era espacial e não carece da nada para a mover. Só requer percepção. A comunicação adopta um padrão evolutivo, sabiam? A célula adopta um padrão universal de evolução. Não existe nada em vós que não se encontre em mudança exactamente neste momento. Não se agarrem a nenhuma das velhas doenças. Não há uma única célula no organismo que não esteja a mudar. Por que razão? Devido à presente era e ao momento que subentende.

É um tempo de renascimento e de regeneração. Isso significa literalmente o renascimento de todos vós. Não tem nada que ver com a idade cronológica, mas sim com o desabrochar e o padrão evolucionário do universo. Verão que as coisas os chateiam mais por dentro, por as ferramentas com que estão destinados a trabalhar os conduzir a que se possam abrir de novo.

Redescubram-no e voltem a aprender isso. Jamais existiu tempo algum na Terra em que todo o universo não tenha feito parte disso. Apenas o aspecto da percepção de tal coisa. O mundo era plano, não era mesmo? Estão a entender? Ou assim não pensassem vós. A nova percepção importuna quem quer que seja rumo a uma descoberta diferente. A nova percepção desse momento no tempo fez ver que havia mais do que conseguiam perceber, de modo que terão as vossas novas descobertas. A profissão médica tem aqueles que trabalham diligentemente no sentido de obterem inovações no âmbito da medicina.

Esse é o seu padrão evolutivo, onde é suposto que estejam, aquilo que vieram fazer, entendem? Tudo quanto diga respeito à força criativa em vós está destinado a ser uma ferramenta de descoberta interior, está bem? E todas as vossas energias equilibrar-se-ão mutuamente. Para cada um que for bom numa determinada área, haverá quem seja bom numa outra área. Por isso, como uma equipa, a energia é equilibrada na perfeição. Utilizem a vossa meditação, usem os vossos vários instrumentos, e reconheçam que se trata de um redespertar em vós.

Bom, quanto ao que se passa neste exacto momento do tempo, por se tratar de um jogo completamente diferente... Nesta espiral evolutiva trata-se da energia de um novo começo desde o início, em que se estão a tornar num novo ser, em que tudo se acha preparado para mover outro, segundo o que chamam a isso, não giro mas um outro passo no giro. E por causa disso, muitos são os que se debatem com os velhos padrões. Tentam fazer com que, conforme vocês dizem, a corrente alterna funcione num mundo de corrente contínua.

Por não mais vir a resultar. Novos padrões e uma nova “versão” de vós será o que irá funcionar e levá-los onde pretendem chegar. Muito bem. Neste momento, no ano de 1999, a plena força espiritual, a energia universal, assim como a energia física, fundiram-se numa poderosa energia para produzir mudança. Vocês sabem, no âmbito da energia crucial de 1995 vocês passaram do aspecto do desmantelar para o aspecto de reconstrução de si mesmos. Mas isso tinha lugar estritamente dentro de vós. Agora, o pleno poder encontra-se aí, de modo que 1999 e o ano 2000 constituem uma energia de pleno poder destinado à mudança. O que inflama em vós uma maior percepção. Poderão descobrir que trilham caminhos diferentes dos que pensavam vir a seguir. Poderão descobrir que a coisa que pensavam mais querer na vida não mais significa tanto quanto parecia significar, e que em vez disso preferirão ter outra coisa qualquer. Não temam essas mudanças, mas dêem-lhes atenção. Avancem com elas, por isso ser tudo quanto envolve nesta era.

Pergunta: Por vezes são as decisões pessoais que produzem as mudanças, tão radicais que escolhemos um caminho diferente na vida. De acordo com o diagrama que mostras, isso diria que essa mudança no caminho da vida tenha sido planeada para esta particular época, antes de a alma aqui vir. Será esta uma asserção correcta?

A vida sofre mudanças. Se analisarem a vossa vida verão que em determinadas alturas se terá dado uma mudança definitiva na forma como lidavam com a mesma energia. A vossa mente lógica aplicar-se-á por formas diferentes. A mente lógica e o ser espiritual encontrarão a perfeita harmonia. De modo que saibam que não será somente uma coisa a ser extraída de vós, mas muitas.  A vossa força criativa, a vossa força “psíquica,” as capacidades de cura, esse tipo de coisa, isso pertence-vos tudo.

Pergunta: E como será em relação àqueles que, por uma razão ou outra são deixados, em certo sentido, de lado? Aqueles, digamos, que não tenham mudado os seus velhos padrões, como os sem-abrigo, por exemplo?

Eles irão combater a ideia.

Pergunta: Que poderemos fazer por eles?

Em muitos casos, os sem-abrigo optaram por um caminho. Tudo bem.
Com esta foi que me apanharam, não foi? (Riso)

Em muitas situações, aquilo que precisam entender é que não sabem o que seja carma ou não, nem o que seja crescimento da alma, infortúnio. Em qualquer dos casos, a gentileza, a bondade, são cura. Dispor-se a encará-los enquanto pessoas, quer durmam no cimento ou numa cama de penas. Enderecem-lhes energia de cura. Isso é o que podem fazer. Porque quando constatam uma coisa massiva a ter lugar, vocês realmente... É avassalador. Mas lembrem-se de que endereçar energia de afecto, energia de cura, é algo que tem cabimento no vosso divino direito de poder. Eles poderão utilizá-la da forma que quiserem, na medida em que quiserem alterar a situação. Por haver muitos deles que não querem, entendem? De modo que precisam compreender que, para curar o mundo, precisam curar-se a si mesmos. Depois de terem feito isso, irão ao encontro do próximo com essa cura. Nessa medida, o supraconsciente do indivíduo pegará nessa energia e irá distribui-la pelo que o indivíduo mais precisar.

Alguns chegam a uma situação na vida em que não têm vontade de acatar com toda a responsabilidade, nem querem tudo quanto tinham pensado desejar, de modo que lentamente desligam-se, e passam a remeter-se para um espaço diminuto e muito adequado à sua vontade de quebra de compromissos. Além disso lembrem-se de que ninguém é deixado para trás por estar a funcionar num velho padrão. Eles estão a trabalhar com base em si próprios no sentido de alterarem esse padrão, na medida do que conseguem compreender e na medida daquilo de que têm consciência. E jamais deveriam esquecer que vocês não sabem quem seja um mestre. A bondade que estendem a alguém com quem se cruzam na rua... talvez ele seja um mestre. Por lhes ensinar a ter compaixão, por lhes ensinar a ter atenção, por lhes ensinar a utilizar os instrumentos que lhes foram dados. Por isso, tenham isso sempre presente de que não sabem mesmo. Eu posso ter noção de quem "toma parte nos planos do jogo," mas este indivíduo... quando me encontro fora deste corpo, tão pouco ela tem consciência disso. Por não ser vosso... Por não terem que ter conhecimento prévio disso, de tal coisa, e estar destinado a que cada pessoa trate disso à sua própria maneira. Ajudem-se uns aos outros da maneira que puderem.

Pergunta: Eu tenho trabalhado em determinadas partes de África e da Ásia e temos testemunhado coisas terríveis. Sempre pensei que isso se pudesse dever quer ao carma quer ao crescimento da alma que enunciaste. Jamais pensei nisso como um resultado do infortúnio e sempre usei dessa atitude do "Deus os abençoe." Qualquer soma de dinheiro que eu dê jamais irá alterar a situação. Mas que tipo de... Que será que poderá causar o infortúnio? Por nunca ter pensado nisso como obra do infortúnio.

A vida muitas vezes... Por exemplo, uma coisa com que toda a gente se acha familiarizada é a ocorrência que se deu não há muito tempo das cheias do Mississipi que provocaram inundações a ponto mesmo de qualquer um asseverar que tal não poderia acontecer. Todavia, quando se deu, as pessoas voltaram atrás e continuaram a viver às margens do Mississipi, de modo que da próxima vez irão passar pelo mesmo. (NT: Que tinham ocorrido em 1993 e que ocorreram de novo em 2011) Por terem definido escolhas ao longo do caminho. Além disso, conforme te disse antes, não sabem o que possa representar um padrão carmico ou não. E existe isso de carma de grupo, situação em que um agrupamento de pessoas se encontram aqui com um mesmo propósito e se juntam para tratar dele. Mas a única coisa que poderão fazer será abençoá-los, amá-los, desejar-lhes o melhor, entendem? Por ser isso que é preciso. Ou seja, a energia necessária para romperem o padrão de energia em que se encontram a trabalhar, e deixar que tenham uma ligeira mudança de vibração que os possa ajudar a passar para uma nova condição.

Pergunta: Nesse caso dirias que a escassez e a fome que grassam em África...?

Elas fazem parte das Mudanças da Terra. Sim, infelizmente.

Pergunta: Julian, será igualmente possível que as pessoas como esses sem-abrigo que estamos aqui a considerar de momento, não se encontrem na mesma condição em que acreditamos, na condição em que nos encontramos, mas possam, por direito próprio, estar nesse caminho... Possam já ter feito o trabalho que nós fizemos, ou estejam a fazer...?

Claro! A questão está em que não sabem que caminho estejam a tomar para descobrirem quem são, ou serem quem são. Por toda a gente descobrir o caminho da forma que pode. Alguns percorrem os rápidos, no rio, enquanto outros seguem os ínfimos fios de água. Mas todos eles estão destinados a uma experiência de crescimento da alma e neles operam igualmente as mesmas mudanças que operam em toda a gente. Temos que entender que aquele que trata de alimentar o pobre, e que jamais ouviu falar de meditação, se encontra tão avançado quanto o mais avançado dos que praticam a meditação. Por terem escolhido uma acção física enquanto expressão de algo que não conseguem verbalizar ou compreender inteiramente, mas sabem que têm que trabalhar com isso. Têm que fazer alguma coisa em prole da humanidade. Por isso, não podemos julgar, podemos unicamente dizer: "Vai com Deus," como se diz, certo? Mais alguma pergunta?

Pergunta: Se alguma coisa estiver a mudar, isso irá durar 10.000 ou 20.000 anos, ou irá ser a mesma situação de antes?

Muita da mudança sucederá nos 2600 anos desta era em particular. As mudanças tornar-se-ão evidentes. Mas, desde os começos do tempo sempre houve quem voltasse as costas à experiência, e quem a abraçasse. Assim, sempre haverá quem escolha não evoluir, e não quero com isto dizer que não queiram evoluir, mas que não querem juntar-se às massas. São indivíduos, e fazem-no ao seu jeito, por assim dizer. Mas precisam perceber que pela lei da polaridade sempre haverá alguém com mais e alguém com menos, não porque tenha que ser, mas por causa da descoberta de como viver com menos ou com mais não ter realmente despontado.

Fiquem cientes do seguinte: nas mudanças que estão a ter lugar durante este ano, muitas coisas novas irão ser concebidas. Precisam entender mais uma coisa: desde o começo dos tempos que um equilíbrio teve que ser mantido no universo para que aqueles... para a sobrevivência, digamos, desse universo. No começo, a sobrevivência pura e simples manteve o equilíbrio entre a população. Quando isso começou a ir além da fase da sobrevivência para aquilo em que se estavam a ficar melhor, o homem criou a guerra. Mas prestem atenção: o homem criou a guerra. Não foi coisa dada por Deus, mas coisa que foi criada pelo homem. Assim, os machos eram mortos, cresciam menos crianças, de modo que o equilíbrio era trazido de volta à Terra. Quanto mais a população prolifera, mais êxodos em massa se dão. E muitos de quantos se veem imersos em êxodos de massa escolheram fazer parte desse padrão a fim de produzir equilíbrio. E não sabemos qual é qual.

Por isso não os rotulamos, entendem? Mas nestes próximos 2600 anos, e só se encontram no vigésimo quarto ano da era de aquário, ainda... Mas tem uma duração de 2600 anos, pelo que dispõem de imenso tempo para lá chegarem, para experimentarem as mudanças e as compreenderem.

Pergunta: Uma das enfermidades que parece prevalecer por esta altura é a depressão. Qual será a lição da alma que se colherá dela?

Da depressão? A depressão constitui um estado de espírito, certo? E quando é dito à mente que tem que proceder a vastas alterações, ou que vastas mudanças estejam a ser elaboradas para ela, gera-se resistência. E uma das maneiras de resistirem a isso é voltarem-se para dentro e aí permanecer, e não olhar para o que estiver no exterior. Mas quando as coisas começam a dar para o torto na vida de alguém, as pessoas assumem de imediato que seja assim que venha a ser pelo resto da vida, de modo que as pessoas voltam-se para dentro e aguardam. Por isso, a depressão necessita de uma nova maneira de pensar, de um novo padrão, e de um movimento que a ajude a romper esse padrão.

Mas lembrem-se de outra coisa, que é que têm mais a abranger no mundo, do que teriam há dois mil anos atrás.

Pergunta: Julian, uma coisa que nunca me saiu da ideia, embora não esteja bem certo de estar relacionado, mas que será isso de eu não saber se determinada alma terá passado por determinadas experiências, mas quando olho ao redor e vejo tanta gente a partir deste mundo por meio de mortes tão deformadas -- para mim, algumas dessas mortes afiguram-se-me bastante excruciantes -- e o nosso corpo físico... Ah, é claro que entramos em choque e não temos consciência daquilo por que estamos a passar... mas a mim afigura-se-me tal... não sei bem, um modo negativo de partir e de passar por tais experiências. Não me refiro a nenhum de nós aqui...

A ti parecer-te-á assim; já a outra pessoa poderá não parecer. O problema está em que toda a gente diga: "Então é assim que deve ser... Tudo bem." Esta pequena caixa aqui é da forma que é suposto ser. De acordo com quem? Mas depois há todas as outras pequenas caixinhas que dizem: "Eu vou fazê-lo do meu jeito. Não me incomodes." Entendem? De modo que o que precisam fazer, em qualquer dos casos que se assemelhe, é não se deixarem apanhar nessa energia. Senão vão pelo cano abaixo com ela. O que precisam dizer é o seguinte: "Eu sano, eu amo, eu abençoo, eu dou atenção, mas não permito que te deixes abater com isso," sabem.

Pergunta: Então, o que estás a dizer é que essas pessoas realmente escolhem, caso seja a forma como estejam a viver...

Claro!

Pergunta: Assim sendo, é claro que vejo tanto disso por aí, mesmo no caso do cancro, alguns deles muito dolorosos, muito... Dispõem de analgésicos, mas ainda assim passam por isso. Obrigado.

Lembra-te que toda a gente tem o hábito de criar a derradeira versão do acontecimento como deve ser, certo?

Vejamos, no vosso mundo, as pessoas põem, por vezes, mesas muito elegantes, mas se por uma vez que seja, não dispuserem dos 16 garfos, colheres e facas adequados, não terão montado uma mesa como manda o figurino. A vida torna-se mais casual. Mas até a mesa mais formal actualmente disporá de diferentes utensílios, não? Lembrem-se de que à medida que a energia e os tempos mudam passarão a apresentar-se diferentes padrões com que lidar. Não procurem rotular coisa nenhuma. Não tentem fazer valer a vossa atitude quanto ao modo como as coisas devem ser com respeito a ninguém. Porque quando fazem isso estarão a bloquear a maneira como estejam a lidar com isso. Por isso, abençoem, gerem o afecto e prossigam. A coisa mais importante que têm na vossa vida são vocês. A única coisa por que serão absolutamente responsáveis será por vós mesmos. Por isso, precisam acolher o vosso potencial, deixar que cresça, usá-lo pelo melhor de que forem capazes para se tornarem naquele que quiserem ser. Muita gente deixa-se aprisionar... Ah, é um deles...

Entendamos o seguinte: ser, significa ter apreço por si mesmo e pelo potencial que se comporta. Coexistir no mundo significa deixar que tal potencial ajude como puder. Mas o universo trabalha a par convosco o tempo todo.

Bom, dispomos apenas de uns quantos minutos até ao intervalo, por isso haverá alguma... Alguém terá uma pergunta de três minutos?

Por conseguinte, aquilo que estamos aqui a debater não é apenas as ferramentas de que dispõem e a maneira de as utilizarem, mas estamos igualmente a falar das ferramentas que têm e da forma como as não devem utilizar. Não as devem usar no julgamento, na condenação, de uma forma ditatorial, certo? Isso é fazer mau uso dessas ferramentas. Mas devem usá-las pela aceitação, absolutamente. Aceitação de vós próprios e situação dos outros. Se estiverem a fazer isto não farão aquilo. Se lidarem com o respeito pela situação dos outros, não usarão do juízo crítico nem darão ordens.

Pergunta: Aplicaremos isso igualmente a nós próprios como aos outros, ou seja, continuaremos a julgar-nos e a ditar o que seja suposto fazermos? Será correcto fazê-lo a nós próprios mas não aos outros?

Sim, tão pouco se julguem a vocês próprios. De uma forma crítica. Por outras palavras, analisem-se no que toca ao uso do potencial que tenham. Mas não digam: "Estou a falhar," no sentido pejorativo. Certo?

Aquilo que vou fazer agora... estão prontos? Aquilo que vamos fazer neste momento é colocar uma pergunta a cada um de vós, a que gostaria que respondessem. Prometo que não vai ser difícil. Que será que considerariam um potencial em vós para usarem como uma ferramenta?

Resposta: A acção de escutar.

Muito bem.

Resposta: O escutar constitui o potencial.

Que considerarias como potencial a usar?

Resposta: Sentir empatia.

Empatia, muito bem.

Resposta: Creio que seja deixar as pessoas felizes, levá-las a sorrir.

Levá-las a sorrir, muito bem.

Resposta: Eu indicaria a compreensão.

A ferramenta da compreensão, muito bem.

Resposta: Peço desculpa pela voz... (mesmo rouca)

Creio que pareça bastante sensual, não? (Riso)

Resposta: Liderança criativa.

Uma liderança criativa.

Resposta: Criatividade nas artes.

Criatividade nas artes.

Resposta: Compaixão.

Compaixão.

Resposta: A cura.

A cura.

Resposta: O humor.

A comunicação.

Resposta: Abertura de coração.

Resposta: O sorriso.

Resposta: Pergunta de difícil resposta...

(O Julian começa a cantar...) (Riso)

Resposta: Levar as pessoas a trabalhar juntas.

Resposta: Compreender o mundo de outra maneira.

Resposta: Ensinar.

Resposta: Ser eu próprio.

Resposta: Cura.

Resposta: Entender-se com os outros.

Resposta: Partilhar alegria com o mundo através da música.

Resposta: Compaixão.

Resposta: Riso.

Resposta: Atenção.

Resposta: Gentileza.

Resposta; Escrever e pintar.

Resposta: Juntar as pessoas.

Resposta: O sorriso genuíno.

Resposta: ...Julgamento... (?)

Resposta: Ensino.

Resposta: Intuição.

Resposta: Criação de harmonia.

Resposta: Interesse.

Resposta: Respeito de uns pelos outros.

Resposta: Amar sem segundas intenções.

Resposta: Expressão da criatividade.

Resposta: Ensinar.

Resposta: Humor.

Resposta: Ser dependente.

Resposta: Curar.

Resposta: Riso e música.

Resposta: Felicidade.

Torna-se muito interessante ver as respostas que dão porque aquilo que criaram foi um mar de inquietação. Um mar que permite que revelem outras coisas, outras coisas da parte das pessoas, outras coisas de dentro de vós próprios. Mas a razão por que coloquei estas perguntas, foi levá-los a pensar por um instante onde é que sentem um ponto forte a usar no que toca à mudança do mundo. E é maravilhoso ouvir que também incluam o humor, assim como ouvir a palavra atenção, ouvir interesse, amor, partilha, todas essas coisas formidáveis. Por isso pensem nisso como um terreno de preparo em que devam funcionar. A partir dessa situação poderão alargar e crescer. Quanta expectativa... (Riso)

Caso essa seja a vossa situação e o que estejam a fazer; quero que se interroguem simplesmente quanto tempo irão dedicar a isso. Quanto... Numa semana qualquer, quanto tempo irão dedicar a isso que sentem poder usar? Oooops!

Resposta: A mim é-me permitido quinze segundos... (Riso)

Graças a Deus por ti! És cá uma tal dádiva para o mundo! Muito bem. Óptimo. Lembrem-se do seguinte: Muitas vezes temos um potencial e reconhecemos ter esse potencial, mas não lhe chegamos. Mas o que precisam é conceder a vós próprios tempo. E uma das formas por que poderão conceder tempo a vós próprios é pensar como se já o estivessem a fazer. Eu ouço coisas como: "Eu realmente gostava de ensinar." Pois bem, que é que estão a fazer com respeito a isso? "Bom, tenho que aguardar até ser capaz de ensinar. Até gozar de uma situação em que possa ensinar." Não, não, não, não. Preparam-se para ensinar com se já estivessem a ensinar. Reúnem o vosso material de aulas, alinham a coisa toda, de modo que, se o telefone tocar pela noite, amanhã possam ir ensinar. Não deixam que seja numa outra altura qualquer em que tenham que correr para o apanhar se o quiserem usar. Congreguem-no agora, e irão descobrir um monte de ensino a ser levado a cabo. Irão descobrir um monte de tecelagem em curso por parte das energias congregadas das pessoas. Por isso ser tudo quanto tem que ver com o futuro.

Muito bem. Assim sendo, peço-te… Vejamos, vamos mudar para os Domingos à noite, porque à segunda-feira vão estar em pior estado. Todos os Domingos à noite quero que se interroguem: “Quanto tempo dispensei a ser eu próprio/a, a expressar o potencial que tenho durante a semana passada? Porque assim começarão a ver o quão muito ou pouco terão verdadeiramente usado o vosso potencial. Examinem isso em vós, não deixem que o façam por vós. Quanto esforço depositam em qualquer coisa. Tudo quanto venham a usar como ferramenta terá que dispor de vários passos. Terá que ter o passo do percebimento, como sendo algo que irão fazer. De modo que precisarão torná-lo real. Precisarão encarar isso e dizer: que passos conduzirão a isso? Que tem que haver forma de o expressarem será lógico. Que possam seguir. Assim, tornando-o real em vós, começarão a torná-lo real fora de vós. Portanto, isso representará a fase um. Mas sabiam que a acção de escutar envolve sete fases?

A título de exemplo, a primeira fase do escutar é genérica. UM escutar geral da conversação. A segunda fase consiste em focarem-se. (O Julian anota no quadro) As vossas letras tornam-se-me confusas por vezes, sabem...?

Focar-se numa coisa que tenham ouvido, que contenha alguma coisa em si sobre o que precisem conhecer mais. E a seguir dirigi-lo. E dirigem isso… Mas com relação a isso têm perguntas. Fazer perguntas não significa ser inquisidor, mas quer dizer que se alguém disser... Mas precisa sempre ser assim, tudo quanto sabem... Na conversa entrecruzada, misturada, e estão sempre a ouvir essa frase, sabem, e poderão dizer: “Estava a ouvir e senti curiosidade, que quererás dizer com isso?” Poderás ajudar-me a entender isso? Entendem? Aí, dirão, “bem, ocorreu isto e aquilo… E depois vocês dizem: Caramba, deve ter havido alguma coisa em todas aquelas…”

Ser interessado e colocar perguntas subtis que realmente traduzam um interesse por saber, faculta-lhes a oportunidade a coisa subjacente que leve a pessoa a sentir que sempre tenha sido assim. “Tudo aconteceu sempre do mesmo modo na minha vida.” Assim poderão dizer “Caramba, gostava de saber se mudando os termos dessa afirmação ela passará a dizer outra coisa. Por assim começarem a ver o que se acha presente. Lembram-se que lhes disse ontem para voltarem atrás à última ocasião em que se terão sentido assim. É o mesmo tipo de coisa. Mas a interrogação precisa ser de forma interessada. Não uma inquisição, ou darão meia volta e fugirão.

Portanto, tornem isso real para vós, e façam uso da acção do escutar, mas qualquer potencial que tenham, fazem o mesmo. Tornem isso numa realidade. Peguem nisso já focado. Consigam-no como uma realidade exterior. Entendem? Porque quando o conseguem fazem com que isso se torne vivo, levam-no a tornar-se numa realidade. Agora no vosso mundo dispõem de múltiplos instrumentos, não só os instrumentos generalizados da vida que cultivaram, ou as carreiras que cultivaram ou algo dessa natureza. Mas dispõem da essência espiritual que cultivaram.

Alguns de vós focaram-na nas essências florais, outros praticaram o Tarot, ou a astrologia, ou várias formas destinadas à concentração dessa energia espiritual para ajudarem os outros. Quando conhecerem o instrumento que se lhes adequa, conheçam-no bem. Quando o conhecerem bem, ele automaticamente virá e será abastecido por vós a partir do vosso íntimo. Assim, ajudarão muita gente. Não tenham medo se começar a dar por vós a ter coisas duplas a acontecer. Por exemplo, digamos que eu utilize o Tarot, como o meio que uso na interpretação das energias que sinto terem uma afluência espiritual por meio das cartas para traçar um rumo para as pessoas e na vida. Mas quando estiverem a fazer isso, de repente sentem que estejam a ter visões.

Viram uma carta e na relação que tem com a pessoa, começam a ter uma visão periférica. Por esta ser a era da visão periférica. Não vão passar a ter uma visão linear, mas uma visão circular. De modo que vão tornar-se mais conscientes do que existe nisso do que terão sido no passado. A expressão: “Olhos por trás da cabeça,” está finalmente a tornar-se numa verdade, gente! Todas as mães irão ficar encantadas. Por isso, precisam entender que esta é uma era em que as coisas acontecem de uma forma diferente. Haverá expressões duplas a proceder do vosso íntimo.

Um dos exercícios que eu gostava que praticassem por vós era pegar numa situação que tenham experimentado e as ramificações do que tenha sucedido nessa experiência, está bem? Terá sido uma experiência extremamente bem-sucedida, ou menos bem-sucedida, pensem em que como tenha sido. Assim, por que não tiram um instante, e fazem isso? Pensem numa situação, está bem? Pode ter sido um aconselhamento, uma experiência em que alguém os tenha barrado no tráfego, sabe Deus mais o quê, por lhes dizer respeito, e só vós ireis saber. Mas pensem nisso. Pensem em como tenha sido, como a verão. Está bem? (Silêncio prolongado)

Muito bem. Bom, quero que repitam: Eu sou, e usem o vosso nome.
Eu sou.... Eu acho-me numa nova condição, numa nova era, na posse de uma nova compreensão. Posso buscar dentro sem medo. Consigo compreender as interacções que tenho. Que assim seja. Agora quero que recuem e que vejam a mesma cena. E obervem a parte que desempenham nela. A forma como interagem com a cena. Certo? Lembrem-se de que não há qualquer atribuição de prémios, não têm que se preocupar, ninguém irá saber o que estão a pensar, vejam somente a participação que têm nela.

(Silêncio prolongado)

Bom, quero que se interroguem, se tivessem respondido ou agido de modo diferente, ou interagido de modo diferente com a cena que estão a observar, sentir-se-iam melhor agora?

(Silêncio prolongado)

A intenção deste exercício assenta na capacidade de conseguirem olhar em vós, assumir responsabilidade pela participação que tenham em qualquer coisa, e compreendê-la, e entender formas porque poderia ser melhor. E porque somente a vossa energia pode ser responsabilizada, precisam ver o que poderia ser melhor do vosso lado. Isto não representa um juízo no sentido de: "Onde foi que errei, que foi que fiz de errado?" Detesto essa palavra, "errado", sabem, esse tipo de coisa. Mas trata-se do percebimento de deterem o poder de tornar as coisas difererentes. E é somente recuando atrás de vez em quando e ver onde alguma coisa os tenha incomodado, ou algo que os tenha deixado contentes, para verem que ingredientes tenha tido que o tenham provocado. Porque assim saberão como fazê-lo de novo. É quase como descobrir a receita para tornar qualquer coisa suculento.

Agora, ao olharem para trás, invariavelmente a maioria das pessoas olhará para algo que não tenha representado uma condição muito boa. Por as circunstâncias de desventura as incomodar. E assim têm vontade de voltar atrás e ver o que tenha havido de errado com essa condição de desventura. Agora, geralmente voltam-se para trás e reforçam o facto que não representada uma falha vossa por forma nenhuma. "Muito bem. Não fui eu; nada tive que ver com isto." Olhar para trás a ver o que poderiam ter feito de modo diferente, ou ver se acham que poderiam, ou se deveriam. Ora bem, isto não quer dizer que devam concordar com tudo que vem no exercício, mas diz para terem a coragem de olhar! Sejam valentes.

Podem voltar-se para trás e dizer: "Eu não alteraria uma palha." Isso é óptimo. Mas não seria estupendo se se voltassem para trás e olhassem qualquer coisa e saber que, alterando o padrão mental que tinham, já começariam a alterar a energia da situação? A mente controla a matéria. Pensem de modo diferente e diferentes coisas sucederão. Não será estupendo pensar que se voltarem a uma situação afortunada, poderão ver o que fizeram  para o melhorar? Então agora, com a certeza de que este exercício se destina a ajudá-los a instaurar ordem. Não é um castigo, não é um apontar do dedo, é simplesmente dizer, tratem de se conhecer. Certo? Para de seguida poderem dizer que o manterão desse modo, ou alterá-lo-ei na lembrança que tenho de modo a alterar a energia dela em mim, e por conseguinte a energia da situação. Usar um instrumento espiritual. A mente sobre a matéria.

Além disso, o que precisam reconhecer, é que se pensarem... Lembrem-se de que eu disse para o tornarem real, onde estavam a preparar algo, em que consigam absolutamente aceitar, em primeiro lugar que têm direito a alguma coisa, número dois, que podem alcançá-la, e em terceiro lugar, que estão dispostos a tentar, porque então terão o poder a trabalhar a vosso favor.

(O Julian começa a tossir) Peço desculpa. Fui negligente. Notaram que disse que fui negligente? Não disse: Vocês não me avisaram. (Riso) Chama-se a isso assumir responsabilidade por qualquer que seja o incómodo em que se encontrarem.

Bom, uma das coisas... O nosso horário é um pouco diferente, de quanto tempo dispomos? Muito bem, óptimo. Por querer proceder a uma curta meditação aqui convosco antes de me ir. Mas para recapitular:

Cada um de vós trouxe instrumentos para usar neste mundo. Trouxeram mais do que um e eles irão prestar-lhe um serviço. Mas a responsabilidade por os aplicar fica a cargo do vosso livre-arbítrio. Antes de entrarem no mundo, sabem, e de programarem alguma coisa na vossa vida, parece bastante simples; quando aqui chegam pode não parecer assim tão simples, por não recordarem desde logo a programação. Mas dispõem de livre-arbítrio e do direito de aceitar ou de rejeitar o uso dele. Sem deixarem uma marca muito indelével no vosso boletim.

O maior dom que lhes foi dado por Deus foi o livre-arbítrio. Um uso judicioso dele em vosso benefício decerto que ajuda. Por isso, não é que se aprisionem a si mesmos quando trazem essas coisas, por ainda disporem de alternativa. Mas aquilo que precisam reconhecer é que somente vocês podem proceder à escolha.

E agora, se fecharem simplesmente os olhos... No próprio centro do vosso ser encontra-se um ponto de luz. Essa luz representa a Divindade em vós. Essa luz constitui o poder na sua pureza, o potencial na sua pureza. À medida que essa luz cresce e os preenche, têm uma sensação de paz. Uma sensação de paz que diz que podem aceitar a si mesmos, exactamente da forma que são. Uma sensação de paz que diz: "Dentro de mim existe um enorme potencial, mesmo que não o consiga perceber neste instante." E à medida que inunda a mente, o supraconsciente desperta, por constitui a mente dessa luz Divina dentro de vós. A mente superior permite que vejam para além daquilo que a mente consciente consegue ver. Esperem um instante e deixem que a mente superior lhes trace uma orientação. Deixem que ela lhes mostre... Dêem atenção à sua orientação.

E na pacífica presença da luz, a mente superior falará com clareza. A luz Divina mostrará com clareza. O caminho acha-se claro. Escutem-no. Sintam-no. Deixem que todo factor sensorial no corpo o sinta.

E saibam que quero que se sintam rodeados pela cor que foi escolhida no grupo de trabalho de ontem. Inspirem profundamente e absorvam essa cor profundamente em vós. Por existir cura na mente e no corpo. Quero que sintam que algo tenha sido elevado, por enormes asas brancas... Foram elevados para poder sentir o vosso verdadeiro ser espiritual. E a beleza que contém...

Agora respirem bem fundo, e deixem-se regressar. Repitam o exercício em casa, por precisarem ser lembrados dessa beleza e daquele que são. E quando forem lembrados serão capazes de levar por diante o que quer que a vida lhes passe para as mãos.

Flores magníficas e frutos magníficos poderão brotar, sabem, mas não sem trabalho. E assim, a aplicação das vossas energias àquilo que quiserem alcançar representa o padrão de trabalho que acompanha o crescimento espiritual. Para aprenderem a lição leem o livro. Para aprenderem o espírito, participam nele internamente e externamente. E é disso que se trata. Ora bem, terão alguma pergunta acerca do que hoje tratamos, que queiram fazer?

Pergunta: Julian, quando começaste a fazer o último exercício, disseste algo que me soou a uma afirmação, e só queria ter a certeza de que o entendi. Foi: "Encontro-me numa nova condição, numa nova era, disponho de uma nova compreensão, consigo pesquisar dentro de mim..." Mas havia algo a seguir a isso...

Qual foi a última frase?

Resposta; "Consigo pesquisar em mim..." Depois creio que perdi o que disseste, mas a seguir: "Consigo entender a interacção que tenho." Haverá alguma coisa por aí que tenha perdido?

Sim. Compreender a interacção que tens. "Consigo entender a minha interacção.

Sabes que o que tens que fazer é, se descobrires que te sentes empolada com tais afirmações, toma simplesmente o significado da afirmação, e coloca-o no vosso vernáculo, de forma que te sintas mais confortável com ela. Mas apesar de tudo contém um propósito. Assim, trás a essência às tuas próprias palavras, caso isso te deixe mais confortável. Mais alguma pergunta?

Pergunta: Talvez esteja um pouco desenquadrado mas estávamos aqui a aplicar ensinamentos universais que são sempre os mesmos. Quais serão as energias universal que estão por esta altura a mudar, e será que isso irá mudar a forma como aplicamos os ensinamentos universais?

Não necessariamente a forma como os aplicam, mas uma compreensão superior daquilo que estão a plicar. Haverá uma maior compreensão procedente de dentro e poderão usar... Deixa que diga... Há uns bons anos não dispunham de computadores, agora podem agitar folhetos de propaganda e belas imagens e mais não sei o quê com eles, de modo que isso é um instrumento que trabalha convosco rumo a um instrumento de trabalho. O modo do ensino será muito, muito reforçado. Mas o modo de ensinar não virá a ser muito diferente. Aquilo que ensinam não diferirá muito, mas a forma como o ensinarão poderá muito bem ser. Por outras palavras, poderão... Uma das coisas que sucederão com o ensino será um ensino de uma participação absoluta. Por outras palavras, um ensino em que não venham a levar tanto com palestras mas a tomar parte mais. Formas por que possa tornar-se parte dele, viver parte dele, por assim dizer. Isso irá aumentar por virem a chegar próximo daquilo que estiverem a ensinar.

Certas porções do vosso ensinamento ainda permanecerão no tipo informal. Mas passará a existir uma parte em que obterão a sensação que acompanha a informação. E isso é muito importante. Lembrem-se de que o factor corpo mente e espírito é importante num trabalho conjunto. A mente é estimulada e o espírito constitui um desejo a realçar, etc. mas esse aspecto físico precisará ter a percepção de todos os cinco sentidos que são afectados por algo que seja aprendido. Por vezes, apenas o cheirar uma coisa qualquer... Alguém teve percepção dos odores que se encontravam no compartimento durante o último exercício? Pois, foi, houve alguns aromas que começaram a pairar por cima das cabeças. E é claro que... Um deles era o odor a incenso. Outro era a pétalas de rosa. Havia vários... Devido a toda a energia colectiva que aqui se encontra.

Estão a dizer-me que estamos a aproximar-nos do encerramento da sessão, e que preciso encerrá-la para que a conclusão se efectiva.

Agradeço a todos por aqui terem vindo, aprecio muito a vossa energia. Sei que nos encontramos juntos quer nos encontremos separados ou não. Sejam todos abençoados à medida que a deixo sair.

Em nome de toda a criação, e do seu criador, estendo-lhes a minha bênção, e desejo-lhes um bom dia.

Tradução: Amadeu António
Direitos de Autor: Soul Sraur
Autores: Julian e Rev. June Burke

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