sábado, 9 de janeiro de 2016

A REALIDADE MULTIDIMENSIONAL NO PRESENTE MOMENTO DO VOSSO SER




 seth

O Homem paralelo, o Homem Alternado e o Homem Provável:
o Reflexo deles no Presente - a Psique Pessoal.


Sessão 688


“Bom; espera um instante... 

As UC, ou unidades de consciência, acham-se literalmente em todo lugar e tempo a uma só vez. Elas possuem a maior adaptabilidade, e uma profunda tendência “inata” para a organização de todo o tipo. Elas agem individualmente, mas ainda assim cada uma carrega em si o conhecimento de todos os outros tipos de atividade que esteja a decorrer em todas as outras unidades ou grupo de unidades.


Ao se reunirem, as unidades na verdade formam os sistemas de realidade em que têm a sua experiência. No vosso sistema, por exemplo, elas encontram-se no interior do mundo fenomenal. Elas sempre surgirão sob um disfarce de um padrão particular de realidade. Nos vossos ermos, elas podem tanto podem avançar como retroceder no tempo, mas também possuem um outro tipo de mobilidade interior dentro do tempo conforme vocês o concebem. 


Do mesmo modo que as maçãs possuem um lado interno, pensem num simples instante como uma maçã. Nos termos da experiência comum, seguram essa maçã na vossa mão, ou comem-na. Usando esta analogia, porém, a própria maçã (enquanto o instante) conteria infinitas variações de si mesma em si mesma. Estas unidades de consciência são, pois, capazes de operar mesmo dentro do tempo, conforme o entendem, por modos muito difíceis de explicar. O tempo não só se desloca para trás e para a frente, mas dentro e fora. Estou ainda a usar a ideia que têm do tempo, em certa medida. Mais para a frente, neste livro, espero conduzi-los além desse conceito.


Mas nos termos em que o estou a referir, são as direcções interior e exterior do tempo que lhes proporcionam um universo que parece ser razoavelmente permanente e que ainda assim está igualmente a ser criado. 


Esse impulso para dentro e para fora permite várias condições importantes que são necessárias ao estabelecimento de sistemas de universos “relativamente” separados e estáveis. Um tal sistema, pode parecer fechado sobre si mesmo, de uma qualquer perspectiva no interior de si próprio. Mas essas condições impulsionadoras internas e externas efectivamente determinam os limites e a singularidade de cada sistema universal, ao mesmo tempo que permitem uma constante troca de energia entre eles. 


Nenhuma energia se perde. Poderá parecer que ela desapareça de um sistema, mas se assim for, surgirá noutro. O impulso interior e exterior que não é percebido é amplamente responsável pelo que chamam de tempo sequencial vulgar. É da máxima importância e suprema importância, claro está, que se diga que essas unidades de consciência são literalmente indestrutíveis. Elas podem assumir qualquer forma, organizar-se em qualquer tipo de comportamento temporal, e parecem criar uma realidade completamente dependente da sua forma e estrutura aparentes. Contudo, ao desaparecerem por um dos “buracos negros” dos físicos, por exemplo, embora a estrutura e a forma pareceram ter sido aniquiladas e o tempo drasticamente alterado, do outro lado dá-se o aparecimento de todo um universo inteiro que se tinha fechado no buraco negro, e ele reabre. 


Existe um surto constante de nova energia no vosso universo originado por minúsculas fontes infinitas. As fontes são as próprias unidades de consciência. À sua maneira, para aqui fazer uso de uma analogia, as unidades de consciência operam como buracos negros e brancos minúsculos mas extremamente potentes, conforme são actualmente entendidos pelos vossos físicos. Aguarda um instante... 


Seguindo essa mesma analogia, essas unidades de consciência servem como pontos de origem ou “buracos” por onde a energia desce até ao vosso sistema, ou é atraída a ele - e ao fazê-lo formam o vosso sistema. A experiência do movimento progressivo no tempo e o aparecimento da matéria física no tempo e no espaço resultam e em todo o mundo fenomenal.


Assim que as unidades de consciência abandonam o vosso sistema, o tempo é decomposto. Os seus efeitos deixam de ser experimentados como consecutivos, e a matéria torna-se cada vez mais plástica até que os seus elementos mentais se tornam aparentes. Novas unidades de consciência penetram e abandonam constantemente o seu sistema. Dentro do sistema e em massa, porém, através das suas grandes e diminutas estruturas organizacionais, as unidades de consciência têm percepção de tudo quanto acontece - não somente na crista do momento (gesticulando), mas dentro de todas as suas probabilidades. O que significa que biologicamente a célula tem percepção de todas as suas variações prováveis, enquanto no vosso tempo e estruturas detêm a sua posição única enquanto parte, digamos, de um órgão qualquer do vosso corpo. Em termos mais amplos, a célula constitui um universo físico gigantesco a orbitar uma unidade de consciência invisível; e nos vossos termos sempre serão invisíveis e situar-se-ão além do mais diminuto dos fenómenos que consigam perceber com qualquer tipo de instrumento. Em certa medida, porém, os seus actos podem ser indirectamente apreendidos através do efeito que exerce sobre o fenómeno que conseguem perceber.


As unidades de energia electromagnética mencionadas anteriormente representam o estado de emergência, o limiar que praticamente activa as unidades de consciência nos vossos termos. Teremos mais a dizer acerca disso mais tarde. Todavia, é de importância vital que compreendam o ímpeto interior e exterior do “tempo” e que percebam que daí flui o consecutivo surgimento do momento. Tal impulso concede dimensões ao tempo que até aqui nem sequer começaram a perceber. Uma vez mais, vocês vivem pela rama dos momentos, sem qualquer compreensão das realidades despercebidas e informais que jazem por baixo. Tudo isso, uma vez mais, acha-se atado ao reconhecimento aceite neurológico de certas mensagens em detrimento de outras, do vosso preconceito mental que efectivamente os cega em relação a outras comunicações biológicas válidas que se acham efectivamente presentes o “tempo” todo.


Eu estou a tentar transmitir-lhes algo relativo à realidade maior da vossa espécie, ainda que, para o fazer com algum sentido de justiça, precisa desviá-los, caso seja possível, de determinados conceitos relativos ao começo do tempo, ou à “história inicial do homem.” Para começar, contudo, iremos por enquanto inclinar-nos na velha terminologia, enquanto esperamos poder gradualmente deixá-la para trás.


As unidades de consciência formam todos os sistemas simultaneamente. Depois de terem formado o vosso sistema e a partir da sua energia se terem diversificado em formas físicas, tiveram consciência de todas as variações prováveis de toda suposta tensão biológica. Nunca houve qualquer linha recta de desenvolvimento como, digamos, dos répteis aos mamíferos, do macaco ao homem. Em vez disso, deram-se em paralelo grandiosas explosões de formas de vida e de padrões infinitamente ricos, em tantas direcções quanto possível, que ainda têm continuidade. Existiram animais com forma semi humana, e homens dotados de forma semi animalesca, para usar os vossos termos, que partilharam tanto tempo como espaço por muitos séculos. Isto representa, como bem sabem, um sistema físico no tempo. Aqui as células morrem e são substituídas. Cientes da sua própria indestrutibilidade, as unidades de consciência dentro delas simplesmente mudam a forma, retendo, contudo, a identidade de todas as células que tiverem sido. (Com intensidade.) Embora a célula morra fisicamente, a sua natureza inviolável não é traída. Ela simplesmente deixa de ser física. 


Esse tipo de “morte” é, pois, de um modo ou de outro natural dentro do vosso sistema. Estarei aqui a falar a partir de vários pontos de vista, e mais tarde discutiremos em profundidade as vossas ideias de mortalidade. Aqui, porém, deixe que afirme que toda a vida assenta na cooperação e que que também tem consciência de que existe para além da sua forma...


A experiência da vossa espécie envolve um certo tipo de desenvolvimento da consciência altamente vital, o que careceu de um certo tipo de especialização, uma certa identificação a longo prazo com a forma. A estrutura celular mantém formas de eficácia brilhantes na presente realidade do corpo, mas sabe ser livre dele. O tipo particular de consciência do homem identificou-se ferozmente com o corpo, o que representou uma necessidade de focar energia no sentido da manipulação física. Em certa medida importante o mesmo se aplica aos animais. A célula pode de bom grado “perecer,” mas a consciência especificamente orientada de homem e de animal não se disporia a deixar-se ir.


A célula é individual, e luta por uma sobrevivência legítima. Contudo, o seu tempo é limitado, e a sobrevivência do corpo depende da sabedoria inata da célula: Por fim a célula deverá perecer para que o corpo sobreviva, e somente perecendo poderá a célula promover o próprio desenvolvimento e desse modo assegurar a sua mais ampla sobrevivência. Assim, a célula tem consciência de que morrer significa viver.


Todavia, a consciência do homem, e em certa medida a dos animais identifica-se de um modo mais específico com a forma. Para poder desenvolver o seu tipo de consciência individualizada, o homem precisou ignorar por um tempo o seu lugar na estrutura da terra. A experiência que fez do tempo pareceria ser a experiência da sua identidade. A sua consciência não pareceria fluir para o seu corpo antes do nascimento nem para fora dele após a morte. Ele haveria de “esquecer” que existiria um tempo para morrer e esqueceria que a morte significava uma nova vida. Uma mensagem natural precisava substituir o velho conhecimento.


Espera um instante… 


No corpo certas células “matam” outras, e ao fazê-lo mantêm a integridade da vida corporal. As células prestam esse serviço umas às outras (com gestos).


No mundo exterior certos animais “matam” outros. Ao longo dos séculos vocês tiveram pois, para o referir em termos limitados, uma situação em que homens e animais foram tanto caçadores como presas. Nessas épocas indistintas - do vosso ponto de vista - essas actividades eram executadas com a mais profunda e sagrada compreensão. Conforme já disse, o animal morto tinha consciência de que “mais tarde” olharia através dos olhos do seu assassino - atingindo assim um tipo diferente de consciência. O homem, o assassino, entendeu o enorme sentido de harmonia que existe até mesmo na matança, e sabia que por seu turno o material físico do seu corpo seria usado pela terra para repor os reinos vegetal e animal. 


Até mesmo quando perderam a visão – conforme sabiam que perderiam - dos profundos laços de ligação, eles continuariam a operar ao seu próprio modo, até que a consciência humana pudesse redescobrir o conhecimento e colocá-lo em prática - decidida e deliberadamente, levando desse modo essa consciência a florescer. Nos vossos termos, isso representaria um grande salto, por o indivíduo dotado da consciência do ego abranger plenamente o conhecimento inconsciente e agir por conta própria, por não lhe restar outra escolha. Ele se tornaria num cocriador. Obviamente, isso ainda não ocorreu.


Eu disse-lhes que vocês actualmente só percebem o momento pela rama; assim também só haveriam de perceber apenas uma linha de desenvolvimento da espécie. Contudo, até mesmo no vosso sistema, há pistas de outras realidades prováveis que também coexistem. Os golfinhos são um exemplo. Na vossa linha de probabilidade eles são estranhos, contudo, até mesmo agora reconhecem neles a grande capacidade cerebral e de comunicação que têm. Certa vez na vossa Terra, da maneira como olham o tempo, existiam muitas espécies assim: habitantes das águas, e dotados de capacidades cerebral tão boas ou melhores que as vossas. As vossas lendas das sereias, por exemplo, conquanto altamente romantizadas, realmente dão indícios do desenvolvimento de tais espécies. Existiram várias espécies menores que os golfinhos, mas geralmente idênticos, estruturalmente que possuíam uma inteligência incontestável, e os velhos mitos dos deuses dos oceanos brotaram de tais espécies. Existe ainda agora uma vida extremamente rica da parte dos golfinhos, para a qual permanecem relativamente cegos; mais, da parte deles dá-se um reconhecimento ainda maior das outras espécies do que o que vocês se permitem. 


Os golfinhos possuem um forte sentido de lealdade pessoal, e um padrão íntimo de família, juntamente com um altamente desenvolvido comportamento e reconhecimento individual e de grupo. Por outras palavras, eles cooperam uns com os outros. Desviam-se do seu caminho para auxiliarem outras espécies, e ainda assim não sustentam animais de estimação. Contudo, também existiram muitas variedades de mamíferos habitantes das águas – alguns de quantos combinavam o homem com o peixe, embora grosso modo ao longo das linhas da combinação entre um tipo de chimpanzé-peixe. Existiram pequenas criaturas que se deslocavam com surpreendente rapidez e que podiam emergir em terra por dias de cada vez.


Em outras probabilidades, mamíferos habitantes das águas predominaram. Eles cultivam a água conforme vocês cultivam a terra e só agora estão a aprender a operar em terra por qualquer quantidade de tempo, conforme vocês estão somente agora a aprender a manipular debaixo de água.

O universo físico serve, pois, de limiar para probabilidades, e todas as espécies possíveis encontram a sua máxima realização nesse sistema, cada uma neurologicamente em sintonia com a própria realidade e o seu próprio “tempo.” Assim o próprio corpo, conforme presentemente existe, acha-se de forma inata equipado com outras respostas emocionais que para vós pareceriam biologicamente invisíveis. Não obstante, a vossa consciência e crenças são o que direcciona esse reconhecimento neurológico. À nascença, e antes dos processos estruturados de aprendizagem terem início, são de longe mais livres a esse respeito.


Vocês podiam encaminhar-se diretamente para o “ontem” assim como para o amanhã por altura do nascimento - caso conseguissem encaminhar-se - e de facto a vossa percepção traz-lhes factos tanto de dentro como de fora da sequência do tempo. As respostas a eventos situados fora do tempo não trazem o reconhecimento, a aprovação, nem a ação infantil. Começam de imediato a aprender a aceitar certos pulsões neurológicos que produzem resultados em vez de outros, e assim os padrões neurológicos são cedo aprendidos. Esse pode ser um processo aterrador, embora seja acompanhado de garantias. A criança percebe, fora de contexto, tanto o presente como o futuro sem discriminação, e (de forma intensa) estou-me a referir às imagens percebidas fisicamente.


Da parte das crianças, os pesadelos geralmente operam como uma libertação tanto biológica quanto psíquica, durante as quais percepções enterradas fora do tempo emergem de uma forma explosiva – acontecimentos percebidos a que não podem reagir de uma forma eficaz em face do condicionamento parental. Com efeito, o corpo constitui, pois, um mecanismo muito mais extraordinário do que percebem. São as precognições do próprio corpo que permitem que a criança se desenvolva, fale, caminhe e cresça. Da mesma maneira, a espécie conforme a imaginam acha-se a um certo nível ciente das suas próprias probabilidades e linhas “futuras” de desenvolvimento. A criança que aprende a caminhar poderá cair e magoar-se, contudo aprende. Do mesmo modo a raça comete erros – e não obstante em resposta ao seu conhecimento superior continua em busca das áreas da sua provável realização.


Sessão 689

"Bom; em certa medida, o desenvolvimento da consciência, conforme o entendem, segue o desenvolvimento dos deuses ao longo das eras; e nessas histórias surgem as aparências que o homem poderia ter assumido, assim como aquelas que ele assumiu.

Todos os deuses animais insinuam várias experiências e espécies em que a consciência assumiu diferentes formas, e em que o surgimento de uma consciência do ego conforme lhes é dado conhecê-la tentou várias áreas de exploração. Existiram, por exemplo, diferentes versões de compreensão e actividade homem-animal
Há aproximadamente 50 a 30 de milhões de anos atrás existiram inúmeras espécies que actualmente lhes pareceriam formas mutantes. A distinção existente entre homem-animal e animal-homem não era tão clara quanto o é agora no vosso tempo. Em certos aspectos a consciência era mais móvel, menos centrada, e mais experimental. Essa afinidade e mistura iniciais, seriam mais tarde relembradas em mitos de deuses em forma de animal. Uma tal variedade existiu muito tempo antes daquele que os vossos paleontólogos imaginam. 

Havia muitas espécies de animais criadores de utensílios, e algumas anteciparam-se ao homem em termos de destreza. A consciência conhece todas as probabilidades de realização que se lhe acham ao dispor. Cada espécie carrega na sua psique individual ou de massa os modelos de tais realidades prováveis. Estes modelos são biologicamente válidos - isto é, concedem às células um conhecimento prévio em que se baseia o comportamento atual. Isto aplica-se não só individualmente, de forma que a célula já conheça as suas características futuras, por exemplo, mas da mesma maneira, espécies inteiras terão o conhecimento inconsciente do seu próprio desempenho “ideal” em meio ao seu mundo generalizado.

Conforme já foi especificado, a consciência do ego sofreu um crescimento. Estes padrões internos, inerentes à psique de qualquer espécie, transformaram-se em conceitos, imagens mentais - projeções intuitivas dotadas da intenção de possibilitar um rumo consciente. Os deuses serviram, pois, como estímulos ao desenvolvimento. Aparentemente exteriores ao ego, eles pretendiam conduzir o ego à sua mais vasta área de realização. As imagens dos deuses haveriam de sofrer mudanças conforme a consciência sofreu. Os vários conceitos de deus que foram sendo descartados, por assim dizer, representam áreas de desenvolvimento que não foram escolhidas, nos vossos termos, mas que ainda se acham latentes. O mastro totémico, por exemplo, constitui um remanescente de uma época em que havia uma maior comunicação entre o homem e os animais - quando, na realidade, os homens procuravam os animais para aprender, e pela primeira vez adquiriram conhecimentos da parte deles com respeito a ervas e comportamento corretivo de cura.
Historicamente, parecer-lhes-á que a humanidade tenha tido origem a partir de um tipo indiferenciado de consciência animal até à consciência de si característica do ego. Em vez disso, muitos foram os tipos de consciência que existiram no período a que me estou a referir.

Os animais escolheram desenvolver o seu próprio tipo de consciência, tal como vocês escolheram a vossa. A consciência animal poderá parecer-lhes ser indiferenciada, contudo, ela é altamente específica, posicionada no momento, mas de modo tão completo que nos vossos termos passado e futuro são amplamente destituídos de sentido.

Porém, a concentração específica resulta num foco primoroso. Em comparação, a consciência do ego perdeu parte dessa capacidade da atenção. Os totens datam de uma época em que homens e animais se entendiam mutuamente, antes desse ponto de partida. Espécies físicas que existiram e floresceram nessas épocas tornaram-se prováveis em relação a vós, por não se terem desenvolvido no vosso sistema e se terem extinguido. As relíquias vivas de tais espécies existem nos conceitos de deus que as incorporaram. Espera um instante... 

De uma forma ou de outra, toda a mitologia contém descrições de outras espécies que existiram na terra sob diversas formas.

Isto inclui histórias de fadas e de gigantes, por exemplo. A mitologia descreve-lhes a arqueologia tanto psíquica como física da vossa raça. Existiram, pois, espécies de homens menores e maiores, dotados de vários laços de afinidade conscientes com o resto de natureza. As experiências mais significativas envolveram a produção de uma espécie que viria a fazer parte da Terra, e ainda assim a tornar-se cocriadores conscientes dela. Existiram inúmeras considerações, inúmeras experiências quanto ao tamanho, à capacidade cerebral, à estrutura neurológica, e a um tipo de consciência suficientemente flexível para mudar de acordo com o seu ambiente, e ainda assim suficientemente vigorosa para explorar e alterar esse ambiente. Anotaste?

A consciência emergente precisaria ter, pelo menos em estado latente, a capacidade de tomar consciência das condições do mundo. Quando o homem não mais conhecia que uma forma de vida tribal, o seu cérebro já possuía a capacidade de aprender tudo quanto precisasse, por um dia vir a ser responsável pela vida de um planeta. Tal espaço de manobra abria um espaço a muitas probabilidades e a muitos “erros”, mas a consciência em desenvolvimento precisava ser livre para proceder aos próprios juízos e decisões. Não seria mais programada do que o necessário pelo “instinto.” Contudo, encontrava-se biologicamente trancada numa existência terrena e como tal pretendia compreender a sua herança natural. Não se podia, pois, separar demasiado nem tornar-se excessivamente arrogante. A sua sobrevivência estava de tal modo ligada à restante natureza que, por necessidade, teria que voltar a essa fundação. Responde a um ímpeto inato em função da sua maior realização, e mudará automaticamente de rumo em resposta às suas próprias experiências e experimentos. Nos vossos dias os conceitos religiosos são alvo de vastas mudanças, mudanças essas que representam o conhecimento inato do homem. A sua consciência - a sua psique – está a projectar imagens mais significativas da sua realização provável, e isso reflecte-se na mudança dos conceitos de Deus que tem.

Sessão 690

Para serem eficaz no vosso sistema de realidade, a consciência precisa, claro está, lidar com a especialização. Abaixo dessa especialização, por assim dizer, as unidades de consciência têm consciência dos diferentes tipos de consciência de que fazem parte. Pela sua própria natureza, certos tipos de organização, conduta e experimentação excluem outras abordagens igualmente válidas embora distintas. As unidades de consciência, na sua natureza livre que tem lugar sob toda a matéria, acham-se familiarizadas com toda essa organização, de modo que algumas das lições captadas por uma espécie são efectivamente transferidas para outra. Um experimento particular no campo da consciência pode ser prosseguido por uma espécie, por exemplo, e esse conhecimento cedido ou transferido a outra, onde surge como “instinto.” Aí será usado como base de um comportamento, uma exploração ou um experimento diferente. Eu afirmei que a evolução não sucede nos moldes em que imaginam que suceda, por nenhum tipo sequência de tempo unilateral que tenha tido origem no macaco e tenha evoluído até ao homem. Nenhuma outra espécie se desenvolveu desse modo, sequer. Em vez disso, deram-se desenvolvimentos paralelos. A percepção que vocês têm do tempo revela-lhes apenas uma fatia do bolo, por exemplo.

Pensando em termos de tempo sequencial, a evolução não caminha do passado em direção ao futuro. Ao invés, a espécie tem um conhecimento precognitivo das mudanças que quer implementar, e a partir do “futuro” ela altera o estado “actual” dos cromossomos e dos genes para produzir no futuro provável as mudanças específicas que deseja. Tanto acima como abaixo do seu foco consciente habitual, pois, o tempo é experimentado de uma maneira completamente diferente, e é constantemente manipulado, conforme vocês manipulam fisicamente a matéria.

Ao formarem mais tarde a estrutura em toda a sua inteireza, as unidades de consciência moldam todos os átomos, moléculas, células e órgãos que compõem o vosso mundo. Mudanças no terreno e alterações na espécie são condições produzidas de acordo com padrões generalizados que envolvem todas as espécies, ou massas de terra ou de água, a qualquer momento. Existe uma enorme organização de consciência envolvida em tais ocasiões – por vezes cataclismos criativos em que, uma vez mais a partir da própria informação pré-cognitiva, a natureza produz aquelas situações mais adequadas às suas necessidades. Tal precognição biológica acha-se firmemente fundada nos cromossomas e genes, e reflecte-se nas células. Conforme mencionado anteriormente, a presente estrutura corporal de qualquer corpo físico, seja de que tipo for,  é mantido unicamente devido às capacidades precognitiva inata que as células têm. Para o próprio, o futuro, claro está, não é experimentado como futuro, mas simplesmente como uma das condições emergentes de um Agora experimentado. Tal “agora” sentido praticamente pelas células, inclui, pois, aquilo que pensarão ser passado e futuro, enquanto condições simples da actualidade. Elas mantêm a estrutura corporal no vosso devido tempo ao se manipularem unicamente por entre um rico meio de probabilidades. Há uma constante troca de comunicação entre a célula conforme lhes é dado conhecê-la no presente, e a célula conforme “foi” no passado, ou “virá a ser.”

A compreensão que a célula tem salta a sua presente forma. A realidade, a realidade física de uma dada célula, constitui o resultado em que se tenha focado na sua existência anterior e posterior temporal; e do conhecimento que tem do passado e do futuro ela recebe a sua presente estrutura.

Num sentido mais vasto o mesmo se aplica a qualquer espécie. Vocês são vós próprios no tempo, pois, por causa das “versões” que existem antes e depois de vós, no tempo. Ao nível da célula isso é verídico. Em termos psíquicos é igualmente verdade. Os vossos pensamentos e sentimentos são tão reais quanto as vossas células. Além disso elas formam organizações. Os vossos desejos procedem de vós no tempo, só que em todas as direcções. Por um lado, enquanto espécie, o vosso presente forma o vosso futuro, mas em termos ainda mais profundos a percepção precognitiva que possuem quanto às vossas próprias possibilidades do futuro ajudam a moldar o presente que por sua vez tornará esse futuro provável na vossa realidade.

Em termos materiais poderão querer uma nova cidade, pelo que dão início à renovação urbana: Os arquitectos traçam plrojectos que começaram por não passar de sonhos, evidentemente; dão-se preparos nas suas mentes, edifícios são derrubados. Em termos muito simples, o sonho do arquitecto pode ser chamado de evento precognitivo que é inserido no presente a partir de um futuro provável. O plano material cumprido acha-se de acordo com o futuro imaginado, e efectiva-o. Em termos mais amplos, a raça tem planos para si própria; só que eles acham-se baseados numa compreensão muito mais vasta da questão das probabilidades, das capacidades e condições envolvidas.

O deus reconhecido por um povo representa um plano psíquico desses, projectado como um ideal. Será seguido por organizações físicas, estruturas destinadas a um nível diferente a ajudar a alcançar uma evolução “espiritual.” Todavia, por residirem no tempo, a imagem de deus reflectirá igualmente o estado da vossa consciência conforme ela se “acha,” assim como aponta o estado futuro desejado. O conceito de Deus operará com um conceito psíquico e espiritual tal como o plano do arquitecto, só que a um nível diferente. Todas as espécies possuem em si tais esquemas em grau variado, e eles são importantes por carregarem dentro de si as probabilidades idealizadas. São válidos, uma vez mais, tanto em termos psíquicos quanto biológicos. Eles servirão de padrões biológicos para as células, assim como de estímulo psíquico em termos de consciência.

O espiritual e o biológico não podem ser separados, por os seus propósitos e realidades se fundem. Espera um instante... Eu terei muito mais a dizer sobre isso posteriormente neste livro. Por agora deixa que mencione simplesmente que todos os deuses que tenham surgido por entre vós, sempre deverão dizer respeito ao vosso tempo, não obstante expressarem ideias e conceitos que os impulsionem para além do vosso tempo em direção ao futuro, e servem como estímulos psíquicos suficientemente fortes para efetuar mudanças futuras. Quando em termos históricos, a raça se encontrava no processo de adotar uma separação artificial e necessária de si própria do resto de natureza; quando precisou ver asseguradas as suas capacidades para o conseguir; quando assumiu a tarefa de um tipo particular de especialização e de focalização individual, ela passou a necessitar de uma religião que lhe assegurasse tais capacidades.

A essa altura, as tendências masculinas e femininas alienaram-se uma da outra psiquicamente. As diferenças sofreram um exagero. O antigo conceito da deusa-mãe tornou-se “inconsciente”; o macho ao esquecer propositadamente o grandioso e natural impulso agressivo do nascimento, assumiu a agressão física e a força como suas prerrogativas - por isso vir a representar a qualidade consciente do ego na sua necessidade de manipular o seu ambiente em termos materiais.

Embora (a consciência do ego) tenha reconhecido a profunda harmonia que tinha com a terra e com todas as criaturas, não conseguiu ao mesmo tempo desenvolver as capacidades de especialização nem o seu próprio foco único e particular. O crescimento de culturas tribais separadas, por exemplo, e mais tarde das nações, poderia emergir unicamente por meio de um sentido de separação, e de um certo tipo de alienação. Porém, isso possibilitou uma diversidade que por outro lado não poderia ser alcançada ao abrigo das condições aceites. O deus supostamente local judeu (Yahweh/Jehovah) acabou de uma maneira ou de outra por destruir o Império Romano, e desse modo provocou uma reorganização completa da cultura planetária.

Cristo, conforme é historicamente conhecido, psiquicamente representou as probabilidades da humanidade. As suas teorias e ensinamentos poderiam ser interpretados de muitas formas; elas representaram as sementes que o homem poderia plantar conforme desejasse. Por causa de Cristo, chegou a existir uma Inglaterra - e uma Revolução Industrial. Os aspectos masculinos do Cristo foram aqueles que a civilização ocidental realçou. Outras porções dos seu ensinamentos não seguiram a linha principal do pensamento Cristão, e foram abandonadas.

A igreja ignorou o nascimento físico de Cristo, por exemplo, e fez da sua mãe uma virgem imaculada, o que significava que a consciência das espécies poderiam ignorar durante um tempo mais longo, a relação que tinham com a natureza e os seus aspectos femininos. Estou aqui a referir-me à linha principal da civilização ocidental. O Deus Pai viria a ser reconhecido e a Deusa Terra esquecida. Viriam a surgir senhores feudais e não as videntes (profetisas). O homem viria efectivamente a acreditar que exercia domínio sobre a terra enquanto espécie isolada, por Deus Pai lha ter dado.

A consciência emergente do ego viria a ter razões de cunho religioso para dominar e controlar. O papa tornou-se no Deus Pai personificado, mas esse deus efectivamente já tinha mudado do velho deus Jehovah. Cristo, falando em termos históricos, tinha alterado esse conceito o suficiente de forma que Deus Pai pelo menos não era tão caprichoso quanto Jehovah. Saltou para a ribalta uma certa misericórdia. A consciência emergente do ego não poderia atropelar desenfreadamente a natureza. Por outro lado, as guerras santas e a ignorância poderiam manter a população controlada. A igreja, porém - a Igreja Católica Romana - ainda manteve um repositório de conceitos e de ideias religiosas que serviram como um banco de probabilidades que a raça poderia utilizar. As ideias religiosas serviram de organização social, muito necessária, e muitos dos monges conseguiram preservar secretamente alguns manuscritos e conhecimento antigos. Aqueles, principalmente, que eram aliados de princípios religiosos, sobreviveram, e produziram comunidades e descendentes que foram protegidos. As ideias religiosas e psíquicas, pois, apesar dos muitos inconvenientes, serviram de método de organização da espécie. Elas são muito mais importantes em termos de “evolução” do que é reconhecido. Os conceitos religiosos mantiveram as tribos unidas desde o princípio, providenciaram estruturas sociais, e asseguraram a sobrevivência física e a proteção que tornou a descendência mais provável...
Entendam que de momento estou a realçar a vossa civilização ocidental.

A democracia americana surgiu, a título de exemplo, diretamente do surgimento do Protestantismo, assim como um tipo novo de aventura. Lutero é tão responsável pelos Estados Unidos da América quanto George Washington. Existiram outras sociedades democráticas no passado, mas nelas a democracia ainda se baseava num preceito religioso, embora pudesse ter sido expressado de modos diferentes - como, por exemplo, nas cidades estado gregas (dos séculos cinco e seis A.C.) O Santo Império romano uniu uma civilização sob uma ideia religiosa, mas a verdadeira fraternidade do homem só pode ser expressada através da permissão da liberdade de pensamento do homem sob a insígnia da cooperação; e só isso resultará na realização da espécie, com desenvolvimentos da consciência que nos vossos termos se encontravam latentes desde o princípio. 

Estou a dizer-lhes que a denominada evolução e religião se acham intimamente ligadas. Desenvolvimentos posteriores dos vossos conceitos conduzirão a uma maior ativação de porções do cérebro ainda não utilizadas, o que por sua vez causará o inicio de uma expansão em termos psíquicos e biológicos.

O crescimento de ideias em termos de espaço constituíam um pré-requisito. O homem num lado do planeta precisava saber o que o homem estava a pensar do outro lado. Tudo isso pressuponha uma manipulação do espaço. Os incentivos religiosos sempre serviram para estimular a curiosidade do homem pelo espaço. (Com intensidade) Muitas das espécies que compartilham do vosso mundo carregam dentro delas capacidades latentes que se encontram ainda agora em desenvolvimento. Os homens e os animais encontrar-se-ão de novo na terra, com a velha compreensão, mas ainda assim numa nova situação. Não existem sistemas fechados, e nas profundas ordens biológicas, cada espécies sabe o que a outra está a fazer, e o lugar que ocupa no esquema global que foi escolhido por cada uma. Vocês são percebidos de uma maneira ou de outra por todos os habitantes da Terra que poderão considerar como inferiores.

O homem provável está agora a emergir, mas também em relação com todo o ambiente natural onde a cooperação é uma força principal. Vocês estão cooperando com a natureza quer o perceba ou não, por serem parte dela...

Sessão 691

A vossa sociedade em particular determinou uma tal divisão artificial entre o conhecimento intelectual e intuitivo, que somente dão crédito ao intelectualmente perceptível. Com todas as suas faltas medonhas e distorções, as religiões pelo menos mantiveram viva a ideia dos mundos válidos invisíveis concederam uma certa afirmação aos conceitos que são literalmente conhecidos pelas células.

A mente consciente sempre teve consciência da compreensão das células. A realidade invisível dentro da célula é o que lhe confere estrutura. A notável organização do corpo em termos das capacidades que tem de aprendizagem e de adaptabilidade, jamais virão a ser compreendidas a menos que a compreensão précognitiva das células seja tida em consideração.

Essa (faculdade précognitiva) guia as células por entre um labirinto de probabilidades, ao mesmo tempo que permite que retenham conhecimento da sua própria realização - a ideia de si mesma, que sempre está viva em qualquer período do vosso tempo. Num tipo diferente de escala, pois, todo indivíduo e toda espécie possuem o mesmo tipo de versão idealizada de si mesmos. Aqui, refiro-me a toda espécie, e não simplesmente à humanidade. Obviamente essas faculdades não são evidentes aos sentidos físicos, contudo constituem fortes centros de energia que até certo ponto estimulam os sentidos físicos em direção à atividade. Nesse sentido, pois, existem realmente “deuses da árvore,” “deuses da floresta”, e “deuses do ser” ligados a todas as pessoas.

Os anjos foram representados justamente dessa maneira.
Todavia, existiram também espécies de pássaros, dotados de grande inteligência - antes do período mencionado anteriormente. Eles não eram humanoides; não eram, por exemplo, pessoas com asas.
Eram pássaros grandes, dotados da capacidade de lidar com conceitos. Eram sociáveis, sabiam nadar bem e durante algum tempo conseguiram manter-se na água. Eles entoavam melodias encantadoras, e tinham um vocabulário extenso. Tinham garras. (A Jane manteve uns olhos muito abertos e negros, ergueu as mãos, e dobrou os dedos como se prontos para agarrar - ou em forma de garra.)

Quando o homem era um habitante das cavernas, deparou-se frequentemente com esses pássaros, particularmente em precipícios próximos da água. Muitas vezes os pássaros impediram que as crianças caíssem nas águas. O homem identificava-se facilmente com o seu voo acima por sobre os penhascos, e seguia os sons das suas canções para se orientar até clareiras seguras. Essas memórias se transformaram nas imagens angelicais. Em cada caso nesses tempos existia a maior cooperação entre as espécies, a uma escala global. Porém, o ímpeto interior rumo ao desenvolvimento, veio da compreensão inata das probabilidades do futuro. Nesse quadro todas as espécies vivas em qualquer momento se uniram, incluindo as plantas e a fauna. Aquelas que cooperaram sobreviveram, porém, não pensavam somente em termos de sobrevivência das própria espécie - mas, em termos de tempo e de um quadro vivo de totalidade, de um mundo inviolável, em que todos sobrevivessem.

Há várias ordens de existência até mesmo dentro do vosso sistema, somente. Vocês simplesmente se focam naquele para que se acham orientados. Existem, pois, “espíritos” de todas as coisas naturais - mas infelizmente, até mesmo quando consideram tais possibilidades, projetam as vossas próprias ideias religiosas de bem e mal neles. Podem simplesmente rejeitar tais conceitos como uma tolice, por parecerem intelectualmente escandalosos para muitos. Se vocês entreterem tais ideias, precisarão muitas vezes personificar esses espíritos, e projetar neles as vossas próprias ideias de pessoa. Ao invés, deveriam pensar neles como tipos diferentes ou ordens de espécies que se acham ligadas a todas as coisas vivas naturais.
Eles certamente possuem uma realidade em termos de energia, e ajudam na conversão da energia em termos físicos. Assim, são activos em vez de passivos. Vocês percebem ao vosso redor as forças físicas e nada pensam delas. Por exemplo: Vocês sentem o vento e os seus efeitos, mas não conseguem vê-lo. O próprio vento é invisível. Assim, também essas mesmas forças são invisíveis.

Em termos básicos, elas não são melhores nem piores que o vento. Eu digo isto porque vocês normalmente imaginam que se algo for bom, deva existir uma força contrária que seja má. Não é esse o caso. Em termos mais vastos essas forças são boas e protetoras. Elas nutrem todas as coisas vivas. Elas foram o ímpeto para o que vocês pensam ser a evolução. Elas são biológicas pelo facto de até certo ponto serem compostas de um conhecimento celular massivo – e são basicamente isentas de tempo, mas direcionam a actividade física no tempo, e assim mantêm o equilíbrio físico. Existe, uma vez mais, uma enorme cooperação entre essas forças. Desse modo uma árvore em uma floresta conhece todo o ambiente e a relação que tem com ela. A sua característica de árvore funde-se por exemplo com o solo...

Por serem pessoas, vocês personifica aquilo que percebem - “personificam-no”. Imaginam tais “espíritos” como pessoas pequenas dotadas do vosso tipo de características. Ao invés, existem simplesmente espécies de consciência, completamente diferentes da vossa, normalmente não percebidas em termos físicos sob a maioria das condições. Elas acham-se efectivamente ligadas à flora e à fauna, mas também a vós e aos animais, e constituem os “deuses da terra” que Ruburt imaginava quando era jovem.

Cada um de vocês tem seu próprio deus da terra. O termo pode não ser o melhor, mas pretende expressar aquela porção de vós que ainda não foi expressada, nos vossos próprios termos - aquela versão terrestre idealizada de vós, em que se estão a transformar. A versão terrestre idealizada não significa em absoluto um Eu perfeito na carne; ao invés, representa uma realidade psíquica em que as vossas próprias capacidades se realizam na relação  que têm com o vosso ambiente terrestre na máxima medida possível, no âmbito do tempo e do lugar que já tiverem escolhido.

Essa vossa porção do deus-terreno deus tenta orientá-los por entre as probabilidades. Uma vez mais, em níveis biológicos profundos que se situam abaixo da consciência normal, e em níveis psíquicos que se situam acima da consciência normal, vocês estão conscientes da integridade do vosso ser - mas também da grande ligação que têm, enquanto vivos na carne, com o ambiente natural do tempo e espaço.

O conceito de deus-terreno pode ser usado conscientemente, mas unicamente para vossa maior vantagem se entenderem os propósitos da vossa mente consciente e da relação que tem com a vossa natureza biológica. A vossa mente consciente diz-lhes onde se encontram em termos de tempo e de espaço, e dirige-lhes a actividade num mundo caracterizado pela acção humana. Esse mundo possui o seu género prolífico de complexidade que permanece desconhecido para os animais, do mesmo modo que a maioria da sua percepção aguda permanece desconhecida para vós. Por possuírem uma mente consciente, pois, outras porções do vosso ser dependem dela para lhe conferir um quadro adequado da vossa situação, e para lhe dar as ordens conscientes destinadas à acção. Essas ordens serão então executadas, mas para tanto, precisarão usar essa mente de forma tão completa quanto possível. O quadro da realidade no tempo e no espaço que transmite às vossas células precisa ser pormenorizado, e precisam actuar na base de minuto a minuto ou de segundo a segundo, do micro segundo até mesmo, muito embora a sua orientação não se ache familiarizada com o vosso conceito de tempo.

 Tradução: Amadeu António

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