segunda-feira, 23 de março de 2015

A JORNADA DO SAGRADO - VÓS E O VOSSO EU SUPERIOR





          Tradução: Amadeu António
         Lápis da minha autoria, baseado numa Madona de Velasquez




A JORNADA DO SAGRADO
VÓS E O VOSSO EU SUPERIOR

 Traduzido por Amadeu António

EM JEITO DE INTRODUÇÃO

Para podermos comunicar convosco emitimos uma série de vibrações. Essas frequências vibratórias atravessam uma série de “acções de redução” até poderem entrar em segurança na vossa realidade.

O campo de energia do “instrumento” actua como uma antena: o corpo dele actua como um amplificador. A vibração que produzimos na vossa realidade é desse modo amplificada na vossa realidade. Os vossos ouvidos e os vossos olhos captam essas frequências ampliadas e traduzem-nas por sons – escutam uma voz – e por imagens – percebem uma animação.

Quando comunicamos não nos encontramos no corpo – quão arcaico! Tal coisa é tanto mais necessária quanto passarem a assistir ao vosso jornal televisivo da noite no próprio aparelho de televisão!

Nós mantemos o “canal” num estado de hibernação idêntico ao do sono de modo que fique fora do caminho. Tornar-se-lhe-ia possível “testemunhar” o que dizemos – “escutar” à medida que as vibrações passam – só que nós preferimos que se encontre por completo fora do caminho. O melhor modo de manter a informação pura é manter o “instrumento” tanto quanto possível puro.

Nós produzimos pensamentos e alinhamos esses pensamentos como sinais sonoros de alta frequência que não fazem sentido algum sem a existência de tempo. Basicamente, como funciona é através da criação de pensamento numa linguagem confusa e a seguir projectamos esses pensamentos através dos planos da realidade, conforme são chamados, seja em que direcção for. Geralmente as pessoas pensam no sentido descendente, de modo que os projectamos “para baixo” na direcção dos níveis de densidade. Projectamos o conglomerado de todos esses pensamentos e de todos os sinais sonoros com que pretendemos trabalhar, e projectámo-los no sentido de um nível de densidade maior e de um nível de densidade maior, e à medida que eles entram através do sistema estelar de Sírio, para sermos mais específicos convosco, para o mundo físico.

Na terminologia elétrica envolve a criação de uma redução (transformação) a fim de transformar esta vibração específica até ela alcançar uma certa densidade. Aí, podemos pegar nessa massa de energia que são esses sinais sonoros de alta frequência e alinhá-los por terem densidade suficiente para poderem ser alinhados. Desse modo gera-se um conceito de tempo com que podemos trabalhar. A seguir penetra no que chamamos de Plano Mental, o qual consiste no mais elevado dos vossos mundos inferiores. E estende-se ao que chamamos de Plano Causal da realidade que é onde causa e efeito basicamente se encontram alojados, não de forma que as causas desencadeiem efeitos mas todas as causas e todos os efeitos se acham armazenados, à espera que venham e os liguem… É mais ou menos como sair a apanhar um presente de Natal e embrulhá-lo para chegarem a casa e o desembrulharem e exclamarem: “Ah, esqueci o que dei a mim próprio de presente.”

E essa massa de energia é reduzida até ao Plano Astral e até ao físico. Então, a antena que representa o “canal”, esses sinais sonoros de alta frequência veem até ele, são amplificados e saem por aqui (aponta a garganta). Ouvem os sinais sonoros à medida que eles vibram de encontro aos vossos ouvidos e enviam um padrão de sinais até ao cérebro, cérebro que é onde esses sinais se transformam em palavras. Nesse sentido, nem uma palavra terá sido pronunciada até que o cérebro capte a vibração e a traduza a frequência vibratória em sons. Sugerimos que é devido a esse particular alinhamento da energia que lhes chega na forma deste acento particular que notam na fala.

Quanto à explicação da interacção que se dá entre a consciência não material com o plano físico, torna-se extremamente difícil falar nesses termos. Gera-se um interface com a luz. O que sucede é que a vibração é reduzida nos vários planos, e alcança um certo lugar onde procede à interface. Esse ponto poderá ser chamado de conversão do amor para a luz. Antes de atingir esse ponto em que é luz, é amor. A certa altura esse amor traduz-se por uma frequência vibratória que constitui partícula e onda em simultâneo.

Para que o amor passe a interagir convosco, precisam estar presentes. O amor que representamos é reduzido a ponto de poder ser sistematizado e posto por ordem sequencial, e assim é o amor alinhado. A seguir é reduzido ainda mais até alcançar o nível em que se converte em luz. Converte-se em comprimento de onda, comprimento de onda de luz, onde se torna mensurável. Depois converte-se em partículas quando a frequência atinge o “instrumento,” que é o que o “canal” representa – as cordas vocais constituem um instrumento. Quando as ondas de luz atingem o instrumento são convertidas em simultâneo, instantaneamente, em partículas – partículas, frequências vibratórias, que por sua vez passam a ser amplificadas.

Isso representa o quantum. É o salto misterioso que ocorre. A propósito, actualmente os cientistas já observaram a libertação do electrão destituído de motivação. Sem causa, observaram o efeito… Não se transforma nem deixa de se transformar gradualmente: É e não é. Obtiveram provas conclusivas do quantum. Sugerimos aqui que aquilo que o quantum representa é o mistério que representa Deus, a Deusa, o Todo. E assim o que sucede a tradução que se dá do amor para a luz carece desse movimento quântico. Não possui causa mas representa puro efeito, destituído de causa.

Depois, à medida que as ondas de luz são convertidas em partículas, passa a ser objecto de causa pela observação – é essa a sua causa, por assim dizer. Mas o que nós sugerimos é que o efeito e o objectivo acham-se presentes primeiro, para depois buscarem a causa, buscarem a observação. Assim que a encontra, é convertido de onda em partícula, e a seguir em partícula de luz – que passa a representar a frequência vibratória – uma frequência chega sob a forma de som, cor, fragrância, matéria. Depende unicamente da série de tonalidades sonoras em que opta por funcionar, ou que escolhem experimentá-lo.

Por isso, a vossa participação torna-se importante na comunicação, para que chegue a ocorrer. Tal como em vós próprios na verdade o mecanismo através do qual aqueles pensamentos e energias que captam do vosso Eu Superior, do vosso Ser Superior, são traduzidos por palavras à medida que as vocalizam. O fenómeno que ocorre é Deus, é aquela energia de conversão que representa o quantum, ou que acha contida no quantum. É por isso que nunca poderá chegar a ser descoberta. A conversão carece de observação pelos outros, por vós, para poder ter existência. A observação é crítica relativamente à existência da realidade, à existência da comunicação, à existência da interacção. Esta é a melhor resposta que podemos fornecer nesta altura em particular, por não existirem palavras que possam experimentar tal conversão particular. Existe unicamente a compreensão que provém dalém das palavras, ou por entre, ou sob, ou sobre as palavras. É só um saber íntimo que ocorre. E é algo em que precisam atravessar a ponte da crença.

Em todo o campo do paranormal – em que precisaríamos incluir-nos a nós próprios - há certas coisas que são prováveis, mas uma das coisas que os parapsicólogos jamais conseguirão provar em absoluto, de forma conclusiva, é que exista vida após a morte. Na verdade poderá haver quem tenha experimentado isso e aqueles que escrevam acerca dessa experiência, mas isso jamais se revelará conclusivo; não representa um absoluto. Torna-se importante perceber que jamais se pretendeu que a vida após a morte devesse tornar-se objecto de prova. Precisa ser levada em conta como conhecimento íntimo, ou fé, se lhe quiserem chamar isso. Nós preferimos o termo crença. A ponte deste mundo para esse passa pela crença.

Do mesmo modo, os físicos – mais do que alguma outra vez os físicos quânticos, aqueles que estão à frente do campo que exploram, estão a provar e não apenas a especular, estão a provar em termos matemáticos que no campo das partículas subatómicas a vossa realidade não passa de uma ilusão. Todas as teorias do quantum se baseiam no facto da realidade constituir um produto do vosso pensamento.

Toda a ideia das vossas experiências designadas como duplamente às-cegas (que requer que nem ao experimentador nem ao sujeito seja permitido o acesso a uma certa informação crítica relativamente à experiência, para que se possa evitar qualquer possível tendência de resultados) constitui uma prova em si mesmo e por si só de que criam a vossa própria realidade. O conceito assenta no facto de que se tiverem uma expectativa quanto ao resultado assente em determinadas escolhas e decisões, deixariam de garantir uma objectiva separação da experiência e fariam parte dela, razão porque para protegerem a experiência da sua influência, deve prevalecer a condição duplamente às–cegas. Caso não prevaleça, não haverá nenhum cientista no mundo que aceite a informação decorrente dela. Ainda assim, perguntem a esse cientista se ele cria a sua própria realidade que a resposta que ele passará a dar será um redondo NÃO! Uma enorme contradição!

Assim, persigamos o amor. Tentemos captar Deus na lousa. Tentemos captá-Lo no acelerador de partículas de Stanford, ou numa placa de chumbo à medida que esmagamos átomos ou bombardeamos partículas subatómicas e dividimos a luz. Jamais encontrarão Deus no laboratório. Deus, da mesma forma, reside do outro lado da crença. E a única maneira de chegarmos a Deus/Deusa/Totalidade é atravessando a ponte da crença.

Do mesmo modo, e relativamente ao facto de sermos uma consciência, as pessoas dizem: “É apenas o “canal”. Olha, é apenas ele, que fechou os olhos e que fala com uma pronúncia engraçada. Ele diz coisas interessantes, mas é apenas ele a fingir.” As pessoas podem dizer que não passamos de um aspecto do inconsciente, ou de um aspecto da consciência superior, ou que na verdade representamos uma força do espírito que comunica de facto, mas que em última análise nada mais é além de um enigma. Assim como podem dizer que de facto somos uma parte da luz, uma parte daquilo que Deus é. Podem dizer diversas coisas mas jamais serão capazes de o provar em termos conclusivos por a verdade, a entidade canalizada, à semelhança de Deus/Deusa/Totalidade residir no outro lado da crença e jamais ter sido pretendido que fosse provado em termos científicos.

Jamais captarão essa energia no laboratório, jamais conseguirão prender a indefinição do que reside do outro lado da crença. Se a ideia de abrirem mão desse colete de salvação os deixa assustados, então não abram mão dele. Não pretendemos que passem a acreditar em nós. Não queremos passar-lhe a mão pelos ombros e derrubá-los numa tentativa de os convencer de quem somos. Estamos aqui para aqueles que estão dispostos a atravessar a ponte da crença; e se o fizerem, descobrir-nos-ão bem como àquilo que temos a oferecer, e nós envolvê-los-emos. Caso não estejam dispostos a tanto, desejamos-lhes felicidades.

Nós não pensamos, nós criamos pensamento O pensar envolve tempo, e nós não dispomos de tempo; razão porque não pensamos, apenas criamos pensamento à medida que prosseguimos. Nós encontramo-nos igualmente em crescimento, estamos a descobrir mais de uma forma total. Estamos a descobrir Deus/Deusa/Todo de uma forma mais cabal e plena. Sim, descobrimos mais essa realidade do que a maioria dos seres físicos, na verdade do que a totalidade dos seres físicos, mas isso circunscreve unicamente uma questão de posição que, em última análise não existe. Por isso, envolve uma constante expansão. O limite do conhecimento que possuímos representa o limite do que as pessoas são capazes de arcar. Isso define o limite do conhecimento que temos, e nada mais.

Encontramo-nos num permanente estado de expansão; não possuímos limites. Não há possuímos contornos, mas ainda assim sabemos aquele que somos. Sabemos onde começamos e onde terminamos, embora não tenhamos forma alguma. Talvez nos devêssemos descrever como uma explosão e implosão contínuas de energia. Se quisermos empregar a analogia, somos uma partícula de luz, e chamamos a nós próprios uma centelha de consciência.

Nós sempre existimos e sempre existiremos; por isso, estamos constantemente a explorar a consciência que temos, a reunir informação, a reunir discernimento, a reunir vibração, e a internalizar essa vibração. Encontramo-nos sempre em toda a parte e em parte nenhuma em simultâneo.

Aquilo que “fazemos,” é devotar cerca de um por cento da nossa energia `*a interacção que temos com o plano físico. Não nos sentamos nos ombros do “canal” à espera que nos coloquem perguntas. Além disso trabalhamos com outras consciências que deixaram de ser físicas, para que possam crescer, expandir-se, continuar a expressar à medida que experimentarem mais. Também trabalhamos com a energia. Preenchemos o nosso “dia” com a criação, com a  criação de pensamento, e ligando-lhe sentimento, sentimento criativo. Com base nisso criamos universos, sistemas solares em torno de certas nuvens de gaz galácticas que são chamadas de estrelas. Pelo gozo que dá, pela expressão, pela experiência que proporciona. Em certo sentido coagulamos o pensamento e coagulamos o sentimento; para pegarmos nesses pensamentos e sentimentos coagulados e os colocarmos algures no plano físico da realidade

Também interagimos co outros nos nossos próprios níveis. Com respeito a isso, não nos encontramos sós. Existem mais entidades não físicas do que existem seres encarnados. Somos o único que terá comunicado a partir do nosso nível, por esse nível se achar repleto de elegância. Tudo é feito de uma forma eloquente e não se desperdiça qualquer momento. Assim, se houver quem comunique a partir do nosso nível, não haverá necessidade de outros. Mas existem mais no plano da realidade que ocupamos que do mesmo modo não possuem forma, que não possuem limites. Despendemos uma boa parte do nosso “dia” a interagir e a fundir-nos uma consciência com outra. A esse respeito dizemos: “Bom dia, como estás?” Podemos dize-lo em perfeito Inglês para vós. Na nossa realidade, uma interacção dessas ocorre em perfeito silêncio. Não existem bocas para falar, palavras a empregar. Existe pensamento para criar. O objectivo está em chegarmos ao outro com amor. Existem duas centelhas de consciência que constituem tudo e nada em simultâneo. E o que sucede é uma fusão de ambas e por um “instante” ambas tornam-se uma só, ocasião em que o “Olá, como estás,” sucede.

Passamos o nosso “tempo” em constante exploração da alegria, e a alongar-nos, num certo sentido, a ver o quanto nos conseguimos divertir, quanta felicidade conseguimos experimentar, quanto assombro conseguimos produzir, quanta curiosidade conseguimos congregar. Com isso, concluímos o nosso “dia” com uma imensa realização, razão porque o faremos no “dia” a seguir e passaremos a eternidade toda em constante exploração, busca de Deus e terminarmos com a noção de haver muito a ser conhecido. Não é que busquem Deus e não o tenham encontrado ainda. Não, descobriram Deus, descobriram fragmentos de Deus/Deusa/Todo dentro de vós e ao vosso redor. Mas reconhecidamente, há sempre mais tesouros a descobrir. Por conseguinte, à semelhança de vós, expandimo-nos numa busca por Deus, e em busca dessa plena consciência de nós próprios nesse relacionamento, ao nos tornarmos naquilo que é Deus/Deusa/Todo.


A JORNADA TEM INÍCIO

Alguém saberá em que consiste a Nova Era? Com certeza é um termo que está muito em voga e que é empregue com todo o à-vontade e com jovialidade por alguns psicólogos humanistas e por certos defensores e autoproclamados fundadores do Movimento do Potencial Humano. Muitos que alegam possuir uma certa perícia metafísica, e outros que deliberaram passar a chamar a si mesmos cronistas da realidade utilizam o termo para descrever quase tudo aquilo que aprovam. Os detratores usam o termo "Nova Era" para descrever quase tudo aquilo que desaprovam. Aqueles que dão um passo atrás em relação ao que a Nova Era realmente signifique, ocultam as críticas que tecem na declaração de que a Nova Era nada tem de "novo". Os proponentes muitas vezes não conseguem responder-lhes, não por causa da profundidade da crítica mas, sugerimos nós, por eles próprios não saberem realmente de que tratará toda essa Nova Era que eles apoiam. Até mesmo aqueles que lhes introduziram o conceito, em especial os autoproclamados gurus e mestres, frequentemente tampouco esses sabem do que trata essa Nova Era.

O termo foi utilizado com tal à-vontade e de forma tão universal que se supõe que toda a gente conheça o significado. Temendo a humilhação e a ignorância, toda a gente acena com a cabeça conscientemente quando o termo é cogitado. Nós sugerimos que os acenos em sinal de concordância só perpetuam os mitos que se acham associados à incompreensão...

Alguém saberá realmente o que será a Nova Era? Sugeriríamos que não, que a maioria das pessoas não sabe. Os mais letárgicos voltam a revestir a Velha Era e chamam-lhe nova. Os mais enérgicos, tentam com toda a valentia recrear sistemas completamente novos, sistemas esses que poderão ser novos, mas que irão cair nos mesmos velhos padrões da Velha Era. Para muitos no mundo Ocidental que têm interesses ou aspirações espirituais, a Nova Era há-de representar qualquer coisa de Oriental. Para outros representará algo de estranho ou de invulgar de que pessoalmente não têm conhecimento ou em que não pensaram, por si mesmos.

Os limites definíveis da Nova Era são tão amplos que podeis encontrar evidência que suporte esta reivindicação. Comporta de facto uma grande dose de metafísica Ocidental - e de misticismo Ocidental, podemos aduzir - em tudo o que esta Nova Era representa. Muitos dos conceitos Nova Era na verdade são tão singulares quanto invulgares e desconhecidos. Todavia, “novo” significa novo e não velho. Com o tempo, é de supor que afortunadamente nos compreendam quando defendemos haver uma grande dose de novidade na Nova Era.
Existem muitas razões para esses mitos e equívocos que se acham associados à Nova Era, pelo que sugerimos ser importante dar uma espreitadela numa tentativa de descobrirmos aquilo por que se traduz a Nova Era.

A RELIGIÃO DOS VELHOS TEMPOS

Antes de mais, para muitos que se viram desinvestidos na "religião dos seus velhos tempos", a Nova Era é, conforme sugerimos, apenas a mesma "velha religião" reorganizada e reformulada. A alienação que sentem brotou de um crescente temor interior de Deus os não amar. Deus ama até mesmo o pardal que cai, mas Deus não os amou a eles. Consequentemente, eram indignos de ser amados. A mágoa e a raiva subsequentes produziram um recuo na rotina religiosa da sua infância. A culpa que os inundou, todavia, não lhes alterou as crenças, mas apenas as enterrou. Por isso, mudaram a forma dessa sua religião, mas não o conteúdo.

Para os alienados, Deus tornou-se na "Força Divina" enquanto a burocracia clerical se tornou na "hierarquia". Os sacerdotes e os ministros tornaram-se gurus e mestres. Esses termos, que comportam um significado válido muito próprio, tornaram-se novos costumes relativamente às velhas figuras da religião da sua infância.

Por coincidência, essa reorganização ou reformulação não só voltou a emancipar os desapontados, como também os pôs no comando! A raiva e a mágoa foram erroneamente direccionadas para um Deus que eles não compreendiam, em vez de serem dirigidas para um sistema que os não compreendia, em resultado do que mantiveram o sistema e rejeitaram o Deus. Na reorganização que promoveram eles fizeram-se a eles mesmos Deus em vez de deixarem que Deus fosse Deus.

Muitas vezes, esses reorganizadores alienados são os metafísicos que têm uma resposta simples e excepcional para todas as questões e problemas: "Eu sou Deus!" Não importa as circunstâncias que lhes sejam apresentadas, eles responderão, quer em alto brados ou em baixo tom de voz com a mesma frase: "Eu sou Deus. Tu és Deus. Ele, ela, isso é Deus," e parecem satisfazer-se com a conjugação do verbo "Ser Deus."

A dor do desinvestimento que sentem e do medo de que Deus não os ame realmente resultou na negação da existência de um Deus que é mais do que eles. Inicialmente, esta declaração omnipotente poderá parecer capacitá-los. Na mente desses desinvestidos e emancipados, o termo elimina um Deus ou uma Força Divina que é mais do que eles. Nós sugeriríamos que a reivindicação que fazem de uma Divindade pessoal se destina a obter influência e finalmente vantagem sobre um Deus que sentem que não os ama.

Pensai nisso por um instante. Se existisse alguém que detivesse autoridade e poder sobre vós - tal como a religião dos velhos tempos disse que Deus detinha - e esse alguém não vos amasse, não representaria uma vantagem estratégica para vós eliminar esse alguém e subsequentemente assumir o seu poder? Se eu sou Deus, então realmente não tem importância que Ele me ame ou não. Em vez de fazer alguma coisa para se tornar digno, elimina-se simplesmente a advertência de que não somos amados!

E ao vos persuadirem, eles convenceram-se a eles próprios. Se são capazes de vos convencer que já são Deus, de que já são Tudo O Que Existe, então eles serão igualmente Deus. E se eles forem Deus, então não precisarão interrogar-se se Deus os ama. Não têm que se preocupar com o facto de serem indignos. Como são Deus podem afirmar ser dignos. Podem afirmá-lo, mas acreditarão naquilo que afirmam? Conhecerão aquilo que afirmam? O medo, a mágoa, a fúria poderão ser mitigados, mas não serão resolvidos. A dor cegou-os em relação à verdade toda: Vocês são uma parcela de Deus. A mágoa toldou-lhes a percepção: "Tu és Deus, mas esse "Tu" é mais vasto do que o “tu” que conheces agora." Nós sugerimos que sois uma parcela de Deus e que estais a transformar-vos, com o desenvolvimento que estais a sofrer, numa parcela maior.

Numa situação destas, a metafísica torna-se na velha religião dotada de um novo vocabulário. Mas torna-se algo mais: Torna-se numa velha religião reformulada repleta de medo, de raiva e de mágoa sublimados. Esse tipo de metafísica torna-se num sistema de controle dogmático. Os críticos estão correctos em relação a estes exemplos. Não existe nada de "novo" na Nova Era.

NOVA ERA EM FORMATO VELHO

Possuindo o poder pessoal que têm e assumindo total responsabilidade pela realidade que criam - um conceito metafísico básico Nova Era - pode ser e tem sido pressionado nos moldes do Velho Formato. Pode ser mal interpretado e abusado em tentativas de retirada do poder aos outros em vez de desenvolver algum do vosso poder. Alguns ficam mais intrigados pelo facto de se verem no comando das realidades dos outros em vez de comandar a sua. Eles preferem controlar a dos outros em vez de se tornarem responsáveis por eles próprios. Alguns usaram a abrangência da Nova Era para encobrir e encapotar as suas tentativas de controlo.

Um dos modos em que isso opera é o seguinte: "Se te feri os sentimentos ou causei dor, por que razão TERÁS TU criado essa realidade? Porque ME terás criado desse jeito?" CASO o controlador se veja no extremo do acolhimento disso, responderá: "Tu magoaste-me, causaste-me dor. És responsável por mo teres feito. Porquê?"
As deficiências do controlador são uma criação vossa, e as vossas insuficiências são criação vossa! Eles não são responsáveis por coisa nenhuma. E vós sois responsáveis por tudo e mais alguma coisa!

Um outro modo de representar essa jogada: "Muito bem, eu serei responsável. Tu levaste-me a fazer isso. Se não me tivesses feito... (espaço deliberadamente em branco) nesse caso eu não teria reagido da forma que reagi. Olha, eu estou a ser responsabilizado. Mas a culpa é tua!" O que uma vez traduzido quer dizer que o controlador será responsável por vos culpar. O novo modo de se responsabilizarem por completo foi distorcido e tornado num velho procedimento de culpabilização.

A terceira variação é talvez a mais nociva. Sob o guarda-chuva da Nova Era, alguns estabelecem-se a eles próprios como mestres que não se cognominam de mestres. Um mestre que não se diz mestre é alguém que ardentemente defende que ninguém é vosso mestre - excepto vós. Contudo é-vos rogado que assistais aos seus seminários e retiros a fim de serdes ensinados - por eles – sobre a "não existência de mestres".

Os mestres que não se dizem mestres lidam com meias-verdades. Sim, em última análise vós sois o vosso único mestre, mas enquanto isso, existem muitas fontes de aprendizagem. Tudo na vossa vida vos ensina que não existem mestres. Toda esta área de manipulação mental cai no domínio desses mestres que não se dizem mestres. Esses mestres que não se dizem mestres estabelecem as regras que não são regras para o novo mundo que está por vir. Se não concordardes com eles, será o vosso ego negativo e igual evidência da vossa falta de esclarecimento. É a clássica realidade sem saída: Se não concordardes, então não sereis esclarecidos e não vos deviam dar ouvidos. Se tiverdes a "sensatez" ou estiverdes condicionados para aceitar tudo o que é dito, então estareis à beira da iluminação e merecereis ser escutados - mas nada tereis a dizer!

Furiosos pelas limitações que fingem que o mundo lhes tenha atribuído, os controladores pretendem criar um mundo "novo" que lhes justifique o trauma e lhes valide as limitações que os caracterizam. E para satisfazerem a apologia que fazem, precisam recrutá-los para o seu "novo" mundo.

CENTELHAS DE LUZ QUE MAL BRILHAM

O potencial do ego negativo encontra-se em toda a parte. Pode existir em toda a organização ou grupo, e muitas vezes existe. O aspecto do ego negativo constitui um problema para o espírito esclarecido do mesmo modo que para o não esclarecido. O ego negativo - cuja definição estranhamente se assemelha à definição do Diabo Judeo-Cristão - é capaz de imitar o crescimento metafísico. Aqueles que imitam o crescimento ao permitirem que o ego negativo lhes domine a vida enquadram-se em dois grupos que nós apelidamos de os que "Mal Resplandecem" e de "Pouco Iluminados." Sugerimos que os que pertencem a cada um desses grupos reconhecem a necessidade e o desejo de se desenvolver. Muitas vezes encontram-se imbuídos de pureza de intenção. O problema está em que cedem esse desejo e necessidade inata aos seus egos negativos.

Vejam bem, o ego negativo, que nós personificamos somente para fins de esclarecimento, assume uma atitude do tipo: "Se não os consegues derrotar, junta-te a eles," no que toca a assumir o controlo da vossa vida. Mais correctamente, assumis essa atitude quando decidis dirigir a vossa realidade com base numa atitude de superioridade.

Os grupos dos que "Mal Resplandecem" e dos "Pouco Iluminados" podem ir desde os positivos e bem-humorados até aos perigosamente negativos. No grupo dos "Pouco Iluminados" encontram-se aqueles que obtêm os elementos rudimentares dos sete chakras hoje e que passarão a dispor de uma Kundalini plena e apressada lá por volta de quarta-feira, em função do que se proclamarão completamente iluminados - e estarão à beira de ascenderem - lá pelo final de semana. Os que "Mal Resplandecem" são aqueles que possuem uma lista das vidas passadas que descreve uma identificação de "Quem é Quem na História do Mundo". São aqueles que, assim que aprendem a meditar, estão a salvar o planeta e o cosmos e que não têm tempo para purificar as suas próprias vidas. Os que "Mal Resplandecem" encontram-se demasiado ocupados a amar a raça humana para terem tempo para se amarem ou seja a quem for mais. Os "Pouco Iluminados" são bem-intencionados e desejam amar de modo ardente - só não sabem como dirigir essa vontade ou sentir esse amor. Quando se sentirem dispostos a soltar o ego negativo, quando se dispuserem a desistir da armadura que utilizam, quando tirarem a "candeia debaixo do cesto" (alusão à passagem de Mateus 5-13-16 que fala de “tirar a candeia debaixo do cesto para iluminar todos”) os que "Mal Resplandecem" conseguirão tornar-se na Centelha de Amor que cada um terá tido a intenção de ser.

Os "Pouco Iluminados", porém, tendem a deleitar-se no "lado negro". São aqueles que de forma pública ou privada querem pensar que sozinhos terão destruído a Civilização Perdida da Atlântida. É preciso uma extrema arrogância para acreditar seriamente que a negatividade de uma pessoa possa ter tal poder. É verdade que o amor de uma pessoa é capaz de mudar o mundo, mas o amor é mais poderoso que o ódio. O amor é mais poderoso do que qualquer outra emoção. De facto, todas as emoções positivas são mais poderosas do que qualquer negativa.

A emoção positiva ocorre de forma espontânea. Para sentirdes de forma negativa, precisais ter presente a mentira. Precisais ter presente a justiça e a culpa. Precisareis ter presente a autocomiseração e a presunção. Precisais recordar a ilusão do passado e fingir que é real. Precisais viver nesta ilusão de corporeidade e iludir-vos com a ideia de que seja real. Precisais viver num mundo que criais conscientemente e fingir que tudo "vos acontece a vós". Precisais ter presente a mentira.

Os "Pouco Iluminados" são capazes de se atormentar a eles próprios ao presumirem que o mal das forças das trevas os persiga. Essas forças, murmuram os "Pouco Iluminados," estão dispostas a destruí-los, por (faz uma pausa a simular o acto desconfiado de voltar a cabeça para um e para o outro lado, por as forças das trevas poderem estar neste exacto momento a vigiá-los) saberem demasiado. De qualquer maneira, lá tropeçaram nas respostas que podiam salvar o mundo, ou algo do género, pelo que essas forças das trevas, com medo de serem destruídas, estão em busca da destruição do buscador atormentado.

Facto curioso é que esses atormentados que de qualquer maneira "sabem demasiado", são estranhamente novos ou demasiado ingénuos no estudo da metafísica. Por outro lado, aqueles que se acham mergulhados na tradição, aqueles que realmente podiam simplesmente "saber mais" parece saberem demais para chegarem a saber alguma coisa mais! Uma vez mais, é a lisonja do ego negativo que "alguém saiba o que “eu seja”; que alguém se interesse." Constitui um triste comentário que algumas pessoas se tenham em tão pouca estima que o único interesse que conseguem conceber como real seja o interesse negativo.

Uma outra abordagem do tipo "Pouco Iluminado", se não mesmo atormentado, é a de ser atormentador. Eles convencem-se de que conseguem utilizar forças demoníacas para controlar os outros. Quer acrediteis ou não em forças demoníacas, as pessoas conseguem acreditar, e criar com base nessa crença, a realidade que quiserem. Talvez não queirais acreditar nas forças demoníacas, mas certamente querereis compreender forças utilizadas de modo demoníaco. Esse grupo marginal dos "Pouco Iluminados" irá a ponto de decidir que não só eles utilizam as forças do Diabo, como são o Diabo! De qualquer maneira os cristãos fundamentalistas consideram a Nova Era dissimulada ou uma coisa declaradamente demoníaca. Vêm a Nova Era cheia de gente de quem se deve sentir pena ou medo, mas nunca gente que deva ser ignorada nem tolerada. Os cristãos fundamentalistas pretendem ver a Nova Era como um tipo qualquer de força monolítica cujo único propósito é o de derrubar os Cristãos - pelo que deverão estar a fazer o trabalho do Diabo!

Os que "Mal Resplandecem" e os "Pouco Iluminados" estimulam esses fundamentalistas e os receios fundamentalistas da realidade consensual. Incentivam os mitos e os equívocos da Nova Era. Estimulam os meios de informação que adoram publicar os disparates desses dois grupos.

Que exista quem professe as ideias Nova Era quer, sem compreender o que essa Nova Era possa ser, ou se comporte de um modo exemplar, não significa que toda a constelação do pensamento Nova Era seja suspeita - tal como um retrógrado do Cristianismo não deveria levar todo o Cristianismo a ser posto em questão.


OS ASPIRANTES AO ESPAÇO E OS ESTUDANTES SÉRIOS

Aqueles que possuem um forte sentido político comummente encaram a Nova Era como os simples voos da fantasia daqueles que possuem uma imaginação excessivamente activa. Sugerimos que colocam a Nova Era, conforme tendem a fazer com muitas outras coisas, num impasse. Esse impasse vai desde os benignos voos da fantasia dos "aspirantes ao espaço" até à perigosa indiferença motivada pela apatia social da parte dos "estudantes sérios" da metafísica.

De facto, há aqueles que se agarram à Nova Era - uma vez mais, os que "Pouco Iluminados” - como uma forma de evasão." Há aqueles que passaram de um ponto de vista filosófico para outro somente para descobrirem a sua realidade de "perdedor" a repetir-se uma e outra vez. Quando fazem um desvio para a arena chamada "Nova Era" podem, e frequentemente fazem-no, perder-se nos seus voos de fantasia. Alguns tornam-se "cadetes espaciais" da nova era - isso é verdade. Outros, sugerimos nós, após repousarem um pouco na segurança das suas ilusões, despertam e a luz acende-se, por assim dizer. Sugeriríamos que muitos se curam a eles próprios enquanto vagueiam pelas suas fantasias. Despertam - ou seja, acende-se uma luz na mente e no corpo dos "Pouco Iluminados" - e eles tornam-se "iluminados", e, ou, pulam para fora das suas fantasias e adoptam uma expressão mais positiva da sua espiritualidade, ou ficam nas suas fantasias e manifestam-nas na realidade. O "cadete espacial" licencia-se na qualidade de um "génio mais inovador".

Toda a gente manifesta os seus sonhos - mas não necessariamente as suas fantasias. Definimos um Sonho como a sinergia adulta do desejo, da imaginação e da expectativa. Quando combinais essa variedade de ingredientes, passa a ser criado um todo que constitui mais - mas muito mais! - do que a simples soma das partes. Eclode um Sonho, um Sonho que também compreende um contexto... (entrelinhas, que subentendem outra coisa) que maximiza aquele que sois, e um hipertexto (hiperligação, ou sistema de referência que conduz a uma informação ulterior) que indexa mais do que aquilo que são.

Uma fantasia, por outro lado, representa uma aventura adolescente da imaginação, destituída de qualquer desejo real e de uma expectativa plenamente consolidada. As palavras podem achar-se presentes e adornadas de um enorme drama e de uma enorme fanfarronice, mas a coragem acha-se ausente. De facto, uma característica da fantasia reside no facto da potencial manifestação ser encarada como uma ameaça e como uma fonte de temor em vez de alguma coisa a celebrar, ou uma fonte de alegria.

Um "aspirante espacial" é alguém que se esconde nas suas fantasias de adolescente, que jamais chega a querer ver manifestadas, ou é alguém que está a sonhar um sonho que ainda ninguém entendeu.

Decerto Albert Einstein foi considerado um "cadete espacial". De facto Einstein teve um sonho certa noite, e sonhou com a sensação que teve de montar num raio de luz. Ele ficou de tal modo tocado com o sonho que teve que não conseguiu abrir mão dele. Ele era um "cadete" com um sonho que mais ninguém podia sequer entender. Ele foi um cadete até esse sonho evoluir e se manifestar nas Teorias da Relatividade.

Mais perto daqui, uma querida amiga que vive no Texas aprendeu a operar no Plano Causal da realidade com a nossa técnica de trinta e três segundos. Ela decidiu criar um carro, mas não um carro qualquer. Ela tinha uma marca e um estilo claramente definidas em mente. Ela sabia a cor e todos os extras que queria. O preço do sonho dela era muito mais elevado do que o orçamento que ela tinha permitia. Até mesmo a amortização mensal de um carro desportivo caro estava fora de questão. Ter o que ela queria exigiria um sonho tornado realidade! Ela anunciou aos quatro ventos que ia criar essa realidade recorrendo à nossa técnica. Aqueles que não conseguiram entender o sonho dela afastaram-se dela com compaixão como se ela fosse um "cadete espacial". Outros que se sentiram ameaçados pelo sonho que ela tinha afastaram-na com uma maior rudeza como se fosse uma doida. No espaço de uma semana conheceu um homem. Não é o que estão a pensar! Ele estava num aperto financeiro e precisava de auxílio. Ele tinha um carro, e precisava de o vender. Sim, tratava-se exactamente do carro que ela tinha concebido na mente dela - foi o sonho dela. Como conseguiria ela pagá-lo?

Ele pediu-lhe para que o ajudasse comprando-lhe o carro a prestações - sem qualquer dinheiro adiantado - para só se comprometer com os pagamentos, apenas. Ela não conseguiu acreditar! Este era um sonho e não uma fantasia! As prestações não eram de várias centenas de dólares por mês conforme muitos suspeitaram. As prestações eram apenas de 125,00 por mês!

Quando ela passou a conduzir o sonho dela, já não era mais considerada uma "cadete espacial" nem uma doida. As pessoas começaram simplesmente a pedir-lhe para sonhar um sonho por elas.

Sugerimos que quando o "cadete espacial" sonha o sonho, manifesta-o, e as zombarias transformam-se em aplausos à medida que se licenciam de "cadetes espaciais" em "génios inovadores". O seu passado é prontamente esquecido por parte dos outros. Eles passam a recordar.

O "cadete" que se esconde do mundo deixando-se perder numa fantasia é um produto do mundo, não da Nova Era. Independentemente do que os críticos e detratores digam, esses "cadetes" têm representado uma parte do vosso mundo e da vossa sociedade desde o começo. A Nova Era estendeu-lhes uma oportunidade de respirar - deu-lhe a oportunidade quer de tornar as fantasias num sonho e a seguir manifestá-las ou de criar um mundo seguro de que não mais sintam necessidade de se esconder. Podem, com segurança, descartar a fantasia.

Certos mitos e mal-entendidos acerca da Nova Era, terão, talvez, encorajado aqueles que estão à margem a tornar-se "aspirantes espaciais"; talvez o acabassem por fazer de qualquer maneira. Contudo, a Nova Era também propiciou a alguns desses "cadetes" um caminho de retrocesso das fantasias que tinham rumo a um mundo funcional e produtivo.

E que dizer do "estudante sério" que é criticado de apatia ou decadência? É uma triste verdade que haja quem se consideram "estudante sério" e possua uma compreensão tão superficial da criação que fazem da sua própria realidade. Geralmente são apáticos. Adoptam a criação da realidade meramente como uma filosofia conveniente para evitarem a responsabilidade que lhes cabe pelo mundo em que vivem, em vez de o fazerem como uma verdade com a qual mudem responsavelmente o seu mundo.

Aqueles que se enquadram nessa categoria deveriam, talvez, ser apelidados de "estudantes superficiais", e não de "estudantes sérios". Há igualmente alguns que utilizam a metafísica e a panóplia da Nova Era como uma armadura contra a responsabilidade. Sugerimos que esses são aqueles que acham a responsabilidade assustadora. Por isso, distorcem os princípios básicos da criação da realidade a fim de justificarem a sua falta de participação e a falta de interesse que sentem pelo mundo em que eles - e vocês - vivem.

A indiferença que o "estudante superficial" sente pode ser perigosa. Ele não toma parte no mundo devido a que a compreensão superficial que tem o leve a comentar apenas que, quem quer que esteja em sofrimento deva estar a criar esse sofrimento. Até aqui, é verdade. Por isso, dizem nada ter que ver com eles. Não é verdade. Esses "estudantes superficiais" esquecem convenientemente que também estão a criar a sua realidade. Embora não sejam quem está em sofrimento, são quem tem consciência desse sofrimento, sofrimento esse que de uma forma cavalheiresca recusam como um "problema alheio."

Se tiverdes consciência do problema, fareis parte dele. Vamos repeti-lo uma vez mais: Se tiverem consciência do problema farão parte dele!

O estudante verdadeiramente sério que possui uma capacidade de profunda compreensão da criação da realidade saberá disso. O verdadeiro estudante de metafísica tem consciência de um problema como uma oportunidade para tomar parte na solução, e não como mais uma oportunidade de se culpar e de se absolver por não tomar parte.

Os críticos sociais conscientes têm razão quando vêm um perigo na Nova Era em relação ao "estudante superficial". Esses mesmos críticos estão errados quando rotulam o estudante verdadeiramente sério da mesma maneira que os superficiais.

Sugeriríamos que a indiferença do estudante superficial não é um produto da Nova Era. A indiferença que denota é um produto do medo e da impotência. Se a Nova Era não estivesse ao seu alcance, descobriria um outro processo de se esconder.

QUEM PADECERÁ REALMENTE?

A limitação das definições e as críticas excessivamente simplistas são autorizadas a prevalecer, sugerimos nós, por muito poucos chegarem sequer a ter conhecimento do que a “Nova Era” seja. Mais, os princípios da ausência de condenação são compreendidos de uma forma ambígua e frequentes vezes incorrectamente ensinados no meio da Nova Era, pelo que ninguém se opõe às descrições e críticas erróneas, por temerem parecer críticos.

Sugerimos não ser importante convencer os detratores de que é verdade. Os detratores sempre irão apontar o defeito, por a condenação que apresentam constituir o medo dissimulado que sentem. Eliminar a crítica que tecem representa apenas a remoção da máscara que colocam no rosto, para não responder ao temor que sentem. Eles hão-de pura e simplesmente encontrar uma outra máscara atrás da qual se poderão esconder. Hão-de descobrir uma outra censura ou um novo raciocínio que lhes justifique a condenação que fazem. Não, sugerimos nós, não é importante responder às suas críticas nem convencer o detrator descrente. Sugeriríamos que eventualmente se tornará importante responder ao temor, mas não à censura.

É o defensor da Nova Era – seja o que for que o termo signifique – quem padece quando as definições erróneas e as críticas fictícias são autorizadas a prevalecer, são autorizadas a passar sem ser atendidas ou ficam sem resposta. O verdadeiro buscador pode ficar desencorajado, pode ver-se extraviado na busca que empreende. De facto, alguns podem chegar mesmo a colocar a sua jornada para trás por se sentirem enredados numa teia de equívocos.

Um fenómeno humano interessante: quando se sentem por completo enredados numa teia de equívocos, pensam não haver saída para o cativeiro em que se encontram. Sentem-se impotentes. Sentem-se assustados. Sentem-se enraivecidos. Se conseguirem seduzir outros no sentido de se deixarem apanhar de forma semelhante num enredo desses, porém, pensam ficar livres. Quantos mais conseguirem seduzir com as vossas limitações, mais livres pensarão tornar-se. Com base no medo e na fúria, não procuram compreensão nem solução; procuram os outros – tantos quanto possível – para seduzirem e escravizarem à vossa própria incompreensão não institucionalizada. O estratagema, sugerimos nós, não resulta. Em vez de abortarem essa tentativa mal orientada de liberdade, buscam insaciavelmente mais gente para escravizar e seduzir. Procuram enredar mais participantes.

Não, o crítico não é conscientemente prejudicado pelos mitos nem pelos equívocos: o crítico é estimulado por eles. Os estudantes superficiais e os que se deixam ir à boleia – aqueles que saltam para a crista da onda do crescimento e da Nova Era – esses não saem machucados: eles têm outras prioridades para além da do crescimento. Vocês saem machucados, vocês, os verdadeiros buscadores, que se desdobram e alcançam a jornada, a jornada especial rumo ao Lar, uma Jornada rumo ao Sagrado e de volta a Deus, à Deusa, a Tudo Quanto Existe.

RESPONSABILIDADE PESSOAL

Alguém saberá realmente o que representa a Nova Era? Sim. A Nova Era é uma Era da Humanidade, uma Era de Consciência, em que cada indivíduo de boa vontade e de forma entusiasta aceita a responsabilidade pessoal que lhe cabe pela criação consciente da realidade. De boa vontade, sugerimos nós, constitui uma parte importante dessa criação consciente responsável.

Sugerimos que a Velha Era se encontrava pejada de uma responsabilidade de carácter compulsório que muito rapidamente se torna numa fonte de luta, de sacrifício e de sofrimento. A responsabilidade compulsória denota culpabilidade e a punição subsequente.

Muito frequentemente, quando escutam o termo “responsabilidade”, a vossa mente retrocede a uma época da vossa infância em que ouvem a voz da vossa mãe a perguntar-lhes tanto em tom de ameaça quanto de doçura: “Quem é responsável por esta bagunça?” Era-lhes dito para o admitirem de imediato – por ser (o castigo necessário) mais fácil se o fizessem. O termo responsabilidade esteve sempre associado às más acções, se não é que era sinónimo disso mesmo. Jamais alguma vez alguém apontou um quarto aprimoradamente arrumado nem perguntou quem teria sido responsável pelo asseio! Tais incidentes positivos eram recebidos com frases tais como: “Já era tempo,” ou “Bom, no teu caso ainda sobre uma réstia de esperança!”

Agora, quando até mesmo escutam a palavra, a criança interior em vós retrai-se, e correm em sentido contrário. Com toda a honestidade, qualquer que possa ser a parte satisfatória e divertida que a responsabilidade tenha parecerá tudo menos diversão. A oportunidade que a responsabilidade encerre torna-se no ressentimento e na amargura da responsabilidade.

Essa responsabilidade admoestadora também constitui uma parte íntegra da realidade consensual conjuntamente com a culpa de fracassar no plano da responsabilidade. Sugeriríamos que esse tipo de pretensa responsabilidade não faz parte da Nova Era. Se definirem a responsabilidade nesses termos, isso nada trará de novo.

Responsabilidade: A capacidade de responder. Condescendam, por favor, com uma analogia bastante tonta – tonta, mas efectiva. Suponham que o telefone começa a tocar. Sentados no outro extremo da sala respondem com um "Está lá." Nada acontecerá. Dizem "Está lá" de novo, mas ninguém responde. Porquê? Obviamente, por não terem pegado no auscultador. Para serem capazes de responder, precisam deslocar-se até ao telefone, pegar no auscultador, colocar o bocal próximo e de seguida responder: "Está lá."

Que poderá impedi-los de responder? Que os poderá impedir de dar os passos necessários para essencialmente entabularem conversa? Bom, sugerimos que possa ser uma série de coisas, incluindo limitações físicas, emocionais, e mentais (incapacidade de andar ou de ouvir, ou talvez uma má formação mecânica; medo das pessoas ou do desconhecido, ou a projecção de notícias desagradáveis) poderão impedi-los de responder. Além disso, alguns podem padecer de restrições psíquicas ou intuitivas - pressentimentos intuitivos.

Se forem incapazes de responder a uma situação, sugerimos nós, não estão a ser responsáveis. Na vossa vida real, há muitas coisas que os impedem de responder às coisas que são muito mais importantes, para além do vosso telefone.

A inércia (sentir-se preso em padrões habituais de conduta), projecções e identificações psicológicas são as mais comuns. Sugerimos que num mundo que está constantemente a expandir-se e em mudança, a inércia resulta numa espiral descendente de falta de eficácia. Por não sentirem nem pensarem, e consequentemente não exercerem acção nenhuma, vêm-se incapazes de responder à realidade presente. Acabam à espera que alguém ou de alguma coisa faça a vossa vida resultar bem. Acabam imóveis num mundo que está constantemente em movimento para a frente. Se não estiverem a avançar com esse mundo (ou com rapidez) ficam para trás.

Quando projectais (geralmente um parente) nos outros, automaticamente identificais-vos (geralmente na qualidade de criança). Se, quando já homens, actuam e reagem em relação a uma mulher como se ela fosse a vossa mãe, ter-se-ão posicionado na qualidade de criança por defeito. Quando ela parece infeliz questionam-se sobre o que tenham feito de errado – tal como um catraio o faria - em vez de perguntarem se ela se encontra bem – como um homem deveria perguntar.

Quando projectam a criança precisam sempre identificar, de modo correspondente, com o parente (pai ou mãe). Quando uma pessoa teme o poder de outra pessoa, então é frequente reagir encarando essa pessoa como criança. Muitos homens pretendem ver a mulher na sua vida como uma miúda gira por a “mulher” que ela é os deixar apavorados. Além disso, muitas mulheres sentem vontade de pensar nos seus maridos como simples rapazes em corpos de homens, por o “homem” que de outro modo se encontre presente neles as poder deixar amedrontadas. Quando quiserem ver um outro crescido como uma simples criança, tornam-se simplesmente num dos pais dele – geralmente um pai ou mãe autoritário e crítico – que geralmente se comporta tal como os pais se comportam!

Para outros, a projecção constitui um resultado do desejo de se identificarem. Se se encararem como “bons rapazes,” então precisarão projectar o “não tão bons rapazes” nos outros. Se se identificarem como os mais espertos que conhecem, então precisam projectar a ignorância nos outros que os rodeiam. Quando os identificam como mais fortes, aquele em quem toda a gente se apoia, então cercar-se-ão de gente fraca, e projectarão essa fraqueza, caso seja necessário.

Quando projectam ou identificam, não estão a ser o adulto no momento e espaço presente da realidade. São portanto incapazes de responder de modo mais eficaz do que aquele que se senta no outro extremo da sala a gritar “Estou” na direcção do telefone.

Tédio, ciúme vingativo, culpa, preocupação, ou depressão, constituem igualmente factores inibitórios de uma acção responsável. O tédio constitui a oitava mais elevada da inércia. Quando se recusam a pensar ou a sentir, quando se recusam a agir, ficam aborrecidos. Eventualmente acabarão por estagnar no próprio tédio que sentem, incapazes e com má vontade para responder ao vosso mundo. “Demasiado aborrecidos para ficar na cama – demasiado aborrecidos para sair dela.”

Quando tais projecções não resultam – quando a mulher deixar de cooperar e de se fazer passar pela vossa mãe, quando o patrão simplesmente não se tornar no vosso pai – podem tornar-se mordazes. O ciúme e a vingança constituem as mais elevadas e hostis oitavas da projecção.

Apesar de tentarem manter a “identificação” no sítio, escorregais, ela desliza, e algo se dá. Sentem culpa, preocupação, ou depressão. Essas três coisas combinam-se a fim de criarem a mais elevada oitava da identificação e deixam de uma forma activa de assumir responsabilidade.

Todas essas qualidades conduzem à lógica ou razão definitiva da recusa de uma criação responsável da realidade: Autocomiseração. Quer se trate de vitimização, martírio, ou autocomiseração ao natural, a autocomiseração constitui o ponto de partida da abnegação em relação à responsabilidade.

O direito de serem uma vítima ou o direito de se sentirem vitimizados constituem os pilares daquilo que representa a Velha Era. Nós sugeriríamos na realidade consensual presente tal direito se torna rapidamente numa necessidade.

A Nova Era, contrariamente à acusação levantada pelos detratores, não chega realmente a reivindicar coisa alguma como vitimização ou vítimas. Nós sugerimos que a Nova Era representa uma Nova Era da Humanidade em que as pessoas se esforçam por substituir o verdadeiro sentimento de autocomiseração pelos muito mais excitantes e seguros sentimentos de entusiasmo e de amor.

Estamos ao corrente de que alguns no campo da metafísica categoricamente afirmam não existir coisa tal como vítimas. Mas isso representa uma metafísica enlouquecedora e simplista que tanto encoraja os estímulos da crítica quanto desencoraja e distancia o verdadeiro buscador.

Ouvimos dizer que não existe coisa alguma como vítima, e a seguir olham ao redor, para vós e para o vosso mundo, e, quer gostem quer não, sugerimos nós, existem vítimas - aqueles que criaram a sua realidade sem consciência plena, sem uma responsabilidade consciente. Sim, eles criaram a sua própria realidade, e portanto devem ter preferido esse modo. Contudo, até que saibam disso e então escolham isso conscientemente, hão-de ser vítimas – vítimas auto geradas, mas vítimas seja como for.

Quando uma pessoa percebe que de facto cria a sua própria realidade e que o faz de modo consciente, então passa a dispor de escolha. Então, pode deixar de se fazer vítima, assim como também poderá continuar. Cabe à escolha que definirem. Mas assim que depender da sua escolha, então concordaremos com o coro que refere que: “Não existem vítimas.”

Sugeriríamos que se uma pessoa persistir em tornar-se vítima quando está ciente de ter escolha, estará a fazer isso como estratagema manipulador. Não mais é uma vítima, mas um manipulador.

Não existem vítimas no vosso mundo. Na Nova Era existe a oportunidade de pôr cobro por completo à vitimização e ao martírio. O seu término, todavia, não irá ocorrer pela simples eliminação da palavra do vosso vocabulário!

CRIAÇÃO CONSCIENTE

Outra chave significativa na compreensão deste conceito da Nova Era consta da compreensão da criação consciente da vossa realidade. A psicologia humanista e outras psicologias de ponta assim como as religiões contemporâneas, concordam que cada um cria a sua realidade. Ou seja, concordam que criam a vossa própria realidade por meio das atitudes que assumem. Se se sentirem paranoicos, parecer-lhes-á como se alguém ande a persegui-los, e poderão criar uma realidade infeliz em resultado disso. A vossa atitude poderá leva-los a agir de forma precipitada; poderá leva-los a fazer coisas insensatas, e nesses mesmos moldes criarão a vossa própria realidade. Se, por outro lado, esperarem que a vida venha a ser grandiosa, os contratempos passarão a ser ignorados. Reparem, a sugestão é a de que os percalços ainda ocorrerão – mas vocês simplesmente não notarão ou não se interessarão.

Entre os defensores da criação consciente da realidade, poucos conseguirão ir a ponto de dizer que vós criais a vossa própria realidade de modo literal. Poderão dizer que a atitude de que usarem poderá afectar a forma como encaram as “coisas” da vossa vida, mas não se atreverão a dizer que a vossa atitude criará de forma literal essas mesmas “coisas!”

Nós sugerimos que muitos que reclamam especialidade no campo da metafísica são capazes de pronunciar as palavras, mas baseados nos que se alheiam da responsabilidade nas limitações que atribuem a esse conceito, com base nas excepções que registam, é óbvio que não acreditam de verdade que criam a sua própria realidade. Certamente agem como se não quisessem acreditar nisso!

Vocês ciam tudo. Não há excepções. Não há quaisquer letrinhas minúsculas, nem asteriscos. Não só criam o modo como encaram as coisas, como criam as próprias coisas que percebem!

Essa declaração poderia ser repetida sem fim. Não somente criam a forma como encaram as coisas como criam as próprias coisas que percebem! Criam toda a vossa realidade, e fazem-no continuamente.

Os físicos da mecânica quântica da vossa realidade estão a demonstrar mais do que nunca a verdade que tal declaração encerra. As únicas teorias e paradigmas da realidade que operam de uma forma consistente acham-se baseadas em várias temáticas comuns: A realidade é uma ilusão criada pela observação e, ou, pela consciência. A realidade, quando muito, constitui uma probabilidade criada a partir do pensamento. A realidade é uma ilusão feita de luz aprisionada pela observação e pelo pensamento.

Sempre representa uma curiosidade para nós que o tipo de indivíduo que é cientista com frequência zombe do conceito da criação consciente, e ao mesmo tempo, apoie entusiasticamente o procedimento “duplamente às cegas” usado nas experimentações científicas. Nós sugeriríamos que o processo “duplamente às cegas” foi desenvolvido como uma resposta à compreensão quântica do não existir coisa tal como observador (separação). Toda a gente participa na criação dos resultados de uma experiência. Por outras palavras, as expectativas do investigador exercem impacto nos resultados. O pensamento sob a forma de expectativa exerce impacto – é factor determinante - na realidade criada no experimento de laboratório. Se o experimentador tiver expectativas em relação a um certo alimento que produza cancro nos ratos, o mais provável é que o venha a conseguir – talvez por causa do alimento, mas em definitivo por causa do pensamento do experimentador! O tipo científico tem dificuldade em aceitar esse conceito da criação consciente. Na realidade, é mais difícil aceitar a ideia de que o pensamento exerça tal impacto dentro do laboratório e tão pouco impacto fora dele! Como é que o pensamento conseguirá distinguir onde se encontra?

Enquanto a Velha Era apresenta muitos significados interpretativos para o conceito da criação da realidade, a Nova Era é bastante enfática e inequívoca: Vocês criam conscientemente a vossa própria realidade quer por intermédio da causação quer por intermédio da permissão.


ILUSÃO AUTO-GERADA

A nova Era é uma Era da Humanidade – uma Era da Consciência – em que cada indivíduo pessoal e praticamente compreende que o seu mundo constitui uma ilusão auto gerada que se acha limitada unicamente às suas escolhas e decisões singulares, aos seus pensamentos e sentimentos privados, e às suas atitudes e crenças.

Que a realidade constitui uma ilusão auto gerada representa o maior conceito de emancipação existente no vosso mundo, nos presentes dias. Tal como com qualquer conceito libertador, muitos são os que o temem e o atacam em represália. Refleti por um instante na vossa história política e nos casos de vários conceitos de emancipação que surgem. Desde os conceitos iniciais das verdades óbvias patentes na vossa Constituição (Americana) até às ideias emancipadoras do feminismo, cada um desses conceitos, sugerimos nós, foi temido e atacado como perigosos e perniciosos para a fibra moral da vida.

Os críticos do conceito da criação consciente, muitas vezes atacam com a interrogação: “Como irão dizer a uma pessoa que morre de fome em qualquer parte do mundo, ou de que modo irão explicar a uma vítima de violação, que ela cria a própria realidade – que ela terá criado a condição da fome ou da violação? Os críticos, com a jactância que lhes é própria, referem que um comportamento desses seria mais do que insensível. Seria cruel.

O apologista ingénuo, no zelo que sente pela defesa da metafísica e da Nova Era vê-se arrastado para essa linha de crítica ao defender esse comportamento hipotético que, de facto, seria tão insensível quanto cruel.

Sugeriríamos que o verdadeiro metafísico não diria à pessoa que morre de fome nem à vítima de violação coisa nenhuma sobre a criação da realidade – de início. De início trataria de curar a ferida. Depois, assim que se achasse novamente íntegra, conversaria sobre coisas metafísicas.

Uma das críticas mais contundentes da Política dos Negócios Estrangeiros Americana nos finais dos anos 50 e princípios dos 60 foi a de que os decisores políticos Americanos não compreenderam que não podeis falar aos que se encontram politicamente oprimidos e a passar fome na Declaração dos Direitos Humanos nem no génio de Jefferson. Primeiro precisais fazer alguma coisa pela situação de fome em que se encontram, e só depois falar de coisas mais nobres. Encham-lhes a barriga e a seguir a mente.

Nos anos 50 e 60, deveria o sistema político Americano sido abandonado como cruel ou insensível, e portanto errado, por causa do mau uso dos seus princípios? Certamente que não. Então, porque deveria todo o grosso da metafísica e da Nova Era ser abandonada por causa de um mau uso hipotético de princípios?

O crítico e o verdadeiro defensor haveriam de tratar de curar a ferida, primeiro. Haveria de lidar com a emoção e as cicatrizes emocionais. Sugeriríamos, a esta altura, que assim que a vítima se encontrasse num estado íntegro, cada um deles deveria proceder de modo diferente. O metafísico deveria encorajar a esperança em relação a um futuro diferente ao evocar a criação consciente da realidade. O crítico haveria de propor esperança, ao encorajar a reforma política e económica que será de esperar que chegue qualquer dia, no futuro, quando a liderança política adequada puder ser estabelecida, etc., etc., etc.
De facto, qual desses dois tipos de abordagem se revelará mais compassivo?

Reconhecidamente não possuímos um corpo. Todavia, se tivéssemos um, e ele fosse objecto de violação, com o tempo haveríamos de querer saber que tivéramos causado essa realidade, por desse modo sermos capazes de fazer alguma coisa em relação a isso, no futuro. Saber que o tivéramos causado ou dado permissão para que ocorresse constituiria uma enorme fonte de poder – de poder emancipador. Convencer-nos de que somos irremediavelmente vítimas e de que nada há a fazer para impedir que o pesadelo ocorra novamente – convencer-nos de que precisamos esperar e ter a esperança de que os outros, designadamente os legisladores e os decisores políticos e os governos burocratas façam alguma coisa que nos garanta a segurança – afigura-se-nos, na melhor das hipóteses, assustador.

Primeiro, curam a ferida, quer seja de natureza física ou mental, ou emocional, ou psíquica. Curam-na, antes de mais. A seguir, reconhecem, admitem, perdoam-se a si mesmos e aos outros, caso seja apropriado, e alteram a realidade por intermédio da compreensão de que de facto criam tudo.

LIMITES DA CRIAÇÃO

Há limites para o que são capazes de gerar. Os limites iniciais são as decisões e as escolhas singulares que estabelecem. Todos os dias definem escolhas, e com base nessas escolhas estabelecem decisões acerca da forma como a vossa vida virá desenrolar-se. Desde que acordam, estão silenciosamente a escolher sentir-se felizes ou tristes, satisfeitos ou decepcionados, bem-dispostos ou irritados. Nós sugerimos que muitas vezes não têm consciência dessas opções que tomam por se terem habituado às decisões automáticas que tomam. Há quem decida (e decerto já os terão comprovado) sentir-se infeliz. Independentemente do que acontecer ou do que for dito, elas estão determinadas a sentir-se infelizes. Elas geram não só uma atitude, como expelem um campo de energia – quase um campo magnético - que vai atrair literalmente coisas infelizes à sua realidade. Desde todo o semáforo do tráfico vermelho à situação de toda a gente a dar-lhes “más notícias” acerca da sua realidade, elas criam isso tudo de acordo com as escolhas e decisões que medram dessas opções básicas. Tal como são capazes de constatar isso neles, também o podem descobrir em vós. Lá por ser automático não o torna menos potente.

Os limites seguintes são os pensamentos que têm e os sentimentos que sentem. Por fim, sugerimos que atitudes e crenças concluem os limites que impõem à realidade que podem criar. O mais eficaz dos factores limitativos? As crenças que têm.

Como estes componentes constituem factores de limitação, sugerimos igualmente que constituem as matérias-primas a partir das quais a ilusão é estabelecida. Ao provisionarem os limites do que é impossível, também esticam as próprias limitações que impõem. Como essas matérias-primas designam esses limites, também fornecem a libertação!

Ao formularem novas escolhas e definirem novas decisões, ao acordarem e conscientemente escolherem, e a seguir com base nessas escolhas decidirem sentir-se felizes e ter um dia bem-sucedido, assim o terão. Ao abrandarem o suficiente para auscultarem os pensamentos e sentimentos que têm, e mais importante do que isso, sugerimos nós, ao mudarem os pensamentos e sentimentos que têm, ao mudá-los de forma consciente, mais conscientemente criam a vossa realidade. De forma similar, se monitorizarem as atitudes e as crenças que têm, se estabelecerem a opção de assumir atitudes mais positivas e crenças mais inspiradoras, também a vossa realidade se tornará mais positiva e inspiradora.


O PODER DA CRENÇA

Um dos conceitos metafísicos mais difíceis: A crença dá origem à experiência. A realidade consensual, sugerimos nós, ensina que a experiência vem primeiro, e que com base nessas experiências, de algum modo surge a crença. O domínio da ciência de Newton – que afirma que toda a prova se baseia na experiência passível de se repetir – exerceu uma profunda influência no modo como encaram o mundo. As ciências do quantum, contudo, categoricamente provam que Newton, embora bem-intencionado, estava errado!
O quantum sugere que a realidade não é criada a partir da experiência, mas com base na expectativa. A realidade é um produto daquilo que esperam experimentar, o que representa um outro modo de dizer: A crença cria a experiência. A crença cria a experiência. A escolha manifesta-a.

PODER PESSOAL DESTITUÍDO DE SOLIDÃO

A Nova Era é uma Era da Humanidade – uma Era da Consciência – em que cada indivíduo prazerosamente retoma o seu poder pessoal e se torna no seu próprio mestre-criador numa relação de cocriação com Deus, com a Deusa, com Tudo Quanto Existe.

Sugerimos que talvez tenha sido dito o suficiente sobre os perigos inerentes ao acto de outorgar ou de devolver o vosso poder aos outros, e sobre a importância de assumirem de volta o poder que lhes assiste da parte daqueles mestres e gurus sinceros e dos mestres e gurus hipócritas. Até mesmo os ingénuos têm consciência da eficácia dessa atitude, mesmo que não lhe adiram. Contudo, sugerimos que dois pontos são muitas vezes negligenciados. Primeiro, muitos haverão de lhes dizer para terem cuidado com aqueles que que pretendem usurpar-lhes o poder. Eles têm razão. Há muita gente que está no “negócio” do desenvolvimento com o simples propósito de tentarem tirar-lhes o poder. Por vezes buscam o vosso poder por acreditarem não ter nenhum, ou por acreditarem que o poder que têm não se revela suficiente, ou seja “suficientemente bom”. Por vezes, sugerimos nós, buscam o vosso poder só para ver se o conseguem obter – só pelo prazer de o fazer. Servem-se do entusiasmo ou da ânsia que evidenciam no sentido de crescer. Servem-se da sede de coração que evidenciam. Não há desculpa nem justificação alguma para tal comportamento. Cuidado com tal compra!

Mas, e que dizer do poder que outorgam ou que são encorajados a conceder aos verdadeiros escravizadores? E que dizer do poder que concedem ao Passado nas contínuas tentativas que empreendem por o reviver – nas contínuas tentativas que fazem para o corrigir ou endireitar? E em relação ao poder que concedem ao Futuro? Quanto do vosso poder é dispensado numa atitude de espera por uma vingança futura para com injustiças passadas? Quanto do momento (Agora) é transviado enquanto sustentam a respiração à espera que mais alguém estabeleça um futuro correcto? Quanta energia não desperdiçam no temor do que pelo que o futuro possa reservar? Quando será que irão retomar o vosso poder da escravidão ao Passado e ao Futuro?

E que dizer da escravidão ao Presente que a realidade consensual encerra no complexo de factores de inevitabilidade? E em relação ao poder desperdiçado com o “facto” e com a “lógica” relativos a um presente excessivamente opressivo? O Passado, o Futuro e o Presente, sugerimos nós, podem tornar-se grandiosas ferramentas de crescimento, assim como cada um deles pode tornar-se num factor de escravidão. Precisam decidir-se a retomar o vosso poder de volta – não somente da parte dos gurus e dos mestres humanos, como também da parte dos “gurus e mestres” que fizeram do Passado, do Futuro, e do Presente.

O tempo e o espaço foram criados por vós para vos assistirem na experiência de aprendizagem física que empreendem. Depois outorgaram o vosso poder ao Tempo e ao Espaço. Permitiram que eles vos passassem a ditar a realidade. Quanto daquele que são, do que fazem, e daquilo que pensam – quanto da vossa identidade – não é controlado pelo Tempo e pelo Espaço? Quanto do vosso desejo e espectativa não é dedicado ao tempo que pensam ter e ao espaço que acham estar disponível? Quanto da vossa imaginação não é aproveitada pelas algemas do Tempo e do Espaço? Sugerimos que concederam o poder de sonhar ao mestre nascido da servidão ao Tempo e ao Espaço.

Sim, é importante retomar o poder que lhes cabe da parte seja de quem for a que o tenham concedido. Também é importante estar ciente da situação em o tiverem concedido – da situação em que terão perdido – esse poder.

Segundo, na Nova Era as pessoas retomam o seu poder numa relação de cocriação com Deus, com a Deusa e com o Todo, e não sozinhos. Elas tornam-se no seu próprio mestre-criador numa criação conjunta com Deus, com a Deusa e com o Todo, e não isoladamente. Quando se trata de reaverem o poder que lhes é devido, frequentemente pronunciam as palavras apropriadas, mas ignoram a acção correspondente, por temerem a solidão.

O maior dos receios e medo original: O medo da solidão. Ser, quer encorajados ou admoestados a reaver o poder que lhes cabe e a tornar-se vossos próprios em mestres-criadores constitui uma proposta assustadora se o tiverem que fazer sozinhos.

Vocês não são estúpidos e portadores de uma metafísica de baixo nível só por não reaverem o vosso poder – tal como lhes foi dito para fazerem. Sentem-se apavorados. Sentem-se apavorados por ficarem completamente sós, e assim, abandonados. A vossa mitologia diz-vos que adoptar qualquer tipo de poder constitui uma proposição perigosa. O Prometeu apossou-se do fogo. De acordo com as vossas lendas, o Fogo simbolizava o poder dos deuses, e quando Prometeu se apossou dele, os deuses temeram que o verdadeiro poder – a imortalidade – viesse a ser tomado de seguida. Na mitologia Judeo-Cristã, sugerimos nós, a Eva e o Adão retomaram o seu poder. O conhecimento do bem e do mal. A faculdade de escolher e de decidir constitui um poder. Deus temeu que o verdadeiro poder – a imortalidade - viesse a ser tomado a seguir. Deus, de acordo com a história, expulsou-os, e vós tendes vindo a tentar “regressar” desde então.

O acto de retomarem o poder que lhes assiste radica em algumas ramificações graves, de acordo com a vossa mitologia, designadamente a possibilidade de virem a ser rejeitados e lançados num estado de isolamento e de solidão.

Reaver o poder que lhes cabe na Velha Era ainda constitui uma proposição apavorante. Não obstante a mitologia, há formas de pressão parentais, educacionais e religiosas a “dizer-lhes” para não serem poderosos. Tais formas de pressão, conquanto intensas, são de esperar, mas sois capazes de as compensar. Frequentemente inesperada é a forma de pressão adicional proveniente da Velha Era que imita a Nova, e que similarmente desencoraja a retoma do poder que aberta e dissimuladamente outorgaram. Quando de bom grado vos tornais poderosos na relação com Deus, com a Deusa, com o Todo, e voluntariamente se tornam no vosso próprio mestre-criador conjuntamente com Deus, a Deusa e o Todo, não ocorre qualquer solidão. Em vez disso, dá-se a celebração da liberdade!

UM MUNDO DE DOMÍNIO

A Nova Era é uma Era da Humanidade – a Era da Consciência – em que cada indivíduo carinhosa e festivamente cria um mundo de Domínio em vez de um mundo de Dominação.

Um mundo de dominação, sugerimos nós, pode ser caracterizado do seguinte modo. É um mundo em que precisam:

1 Manipular ou ser manipulados, controlar ou ser controlados.

2 Encarar o poder como a capacidade de governar as pessoas, como a capacidade de subjugar.

3 Aceitar a vossa desgraça, apelando a Deus por piedade tal como se apiedam de vós próprios.

4 Reviver continuamente o Passado numa tentativa de endireitar – aperfeiçoar – e de suportar continuamente o ego negativo e os seus desejos de se tornar “melhor” do que toda a gente.

5 Viver num mundo injusto – num mundo que é global e pessoalmente hostil.

6 Tirar ou deixar que vos tirem.

7 Culpar ou ser culpabilizados.

A Velha Era é uma era de Dominação Não confundam dominação com ditadura política. A ditadura constitui uma dominação opressiva, mas a dominação não é necessariamente dictatorial. A dominação muitas vezes manifesta-se como fraqueza. O indivíduo dominador pode ser um intimador, mas frequentemente é muito mais a vítima. Quando um intimidador encontra uma vítima, a vítima, sugerimos nós, é quem controla. Considerai o seguinte: num relacionamento entre um fanfarrão e uma vítima, quando o fanfarrão deixa de intimidar, a vítima ainda pode continuar a ser vítima. Contudo, quando a vítima deixa de o ser, o fanfarrão também tem que deixar de o ser. Os fanfarrões necessitam de vítimas. As vítimas não carecem de ninguém.

A crença dá lugar á experiência. Se acreditarem que: “O mundo é assim”, então com toda a naturalidade, o mundo parecerá assim – aos vossos olhos. Todavia, mais do que a crença se encontra aqui em operação. A crença tinge a atitude que, por sua vez, influencia os pensamentos e os sentimentos em relação à realidade consensual da dominação. Além disso, as decisões que tomam sobre o modo de funcionamento num mundo de dominação exercem impacto nas vossas escolhas diárias.

As escolhas diárias que definem no sentido da dominação passam então a germinar por meio de decisões dominantes. Sugerimos que essas decisões fazem jorrar ideias e sensações que por sua vez passam a florescer por meio de atitudes e de crenças de dominação. Um sistema desses tende a perpetuar-se a ele próprio. Nenhum novo dado sobre um muno dominador se faz mais necessário, pois terão criado o vosso próprio pequeno eco sistema de desinformação.

EXISTEM FRACÇÕES

Na matemática há uma teoria chamada A Teoria dos Conjuntos. Trocada por miúdos, diz que se pertencerem a um conjunto, não podem posicionar-se fora desse conjunto. Isso pode parecer de tal modo simples que ficou abaixo do nível de compreensão. Vamos tentar uma vez mais. Num Conjunto de Números Inteiros, não existem fracções. Tão logo se apresente nem que seja uma só fracção, deixa de ser um Conjunto de Números Inteiros.

A teoria também afirma que não podem chegar a compreender por completo um conjunto até se colocarem fora dele. Ou seja, não conseguem compreender de todo que o Conjunto da Totalidade dos Números Inteiros seja, de facto, constituído por todos os números inteiros até terem descoberto um conjunto que contenha mais do que números inteiros apenas. Enquanto se encontrarem dentro do Conjunto da Totalidade dos Números Inteiros, podem pensar que sejam todos os números que possam existir no mundo. Consequentemente, pensarão: “Esta coisa dos conjuntos não passa de um absurdo!”

De modo mais sofisticado, podem pensar que a totalidade dos números do vosso conjunto se encontrem de facto num Conjunto dos Números Todos (inteiros ou não) – que o conjunto em que se encontram seja o único conjunto disponível – que o conjunto em que se encontram deveria ser chamado de O Conjunto do Números Todos e não o Conjunto dos Números Todos Inteiros. Assim que descobrirem as fracções... Ai, Deus do céu, como o vosso mundo vai mudar!

Muitos de vós e grande parte do vosso mundo, sugerimos nós, pertencem a um mundo designado como MUNDO. Quer dizer, vocês e o vosso mundo chamam-lhe MUNDO tal como alguns querem chamar ao Conjunto dos Números inteiros simplesmente Conjunto de Todos os Números. Seria mais adequado chamar-lhe MUNDO DE DOMINAÇÃO (em vez de simplesmente MUNDO) Existe um rótulo mais adequado ou nome de conjunto por existir um outro Conjunto – existe um outro mundo. Existe um conjunto designado MUNDO DE DOMÍNIO.

Os críticos e detratores acham-se presos num mundo de dominação que dizem ser o único mundo que existe. Na estagnação imposta pela limitação e pelo medo que sentem riem-se na vossa cara só por “se interrogarem” sobre outra possibilidade qualquer. Criticam-nos pela heresia de admitirem a hipótese (e atacam-nos se o perceberem) de se encontrarem num conjunto. Existem outros conjuntos. Encontram-se num mundo. Existem outros mundos. Existe um Mundo de Domínio.

O Mundo do Domínio é um mundo em que podem:

1 Produzir a vossa realidade de uma forma criativa sem se deixarem cair na manipulação nem no controle.

2 Saber que o poder representa a faculdade de agir e a disposição (boa vontade) para agir, sem exigir subjugação para serem eficazes.

3 Abordar Deus, a Deusa, o Todo como um parceiro/a a fim de criarem conjuntamente a vossa realidade. Podem pedir ajuda, não piedade. Podem ter uma relação não baseada na manipulação com Deus, com a Deusa, com o Todo.

4 Estender-se e alcançar continuamente a vossa realidade futura e permitir que ela se desdobre – permitir que ela seja torne repleta de amor. Apoiar continuamente o vosso Eu Futuro e o vosso Eu Espiritual.

5 Viver num mundo que inicialmente se revele pessoalmente cordial e a seguir se torne num mundo global de cordialidade.

6 Dar.

7 Amar.

A Nova Era tem que ver com o reconhecimento do Conjunto em que se posicionam. Tem que ver com pisar fora do Velho Conjunto, da Velha Era e do Velho Mundo, para um Novo Conjunto – A Nova Era e o Novo Mundo.


É REAL

Alguém saberá realmente o que será a Nova Era? Sim. É uma Era em que as pessoas de bom grado e com alegria acolhem a responsabilidade pelo mundo em que se encontram e que criaram. Então, dão início a uma poderosa jornada utilizando a escolha e a decisão, o pensamento e o sentimento, a atitude e a crença como matérias-primas da mudança. Eles cinzelam e esculpem e talham a sua realidade com o desejo, a expectativa e a imaginação. Criam a sua própria realidade a partir dos Sonhos e das Visões que têm. Eles tanto criam de forma consciente como criam em parceria com Deus, com a Deusa, com o Todo. Um novo Mundo de Domínio. Criam e cocriam uma nova alvorada, um novo dia, uma nova Era da Humanidade. É real, é real.

Sugerimos que os místicos da vossa antiguidade sabiam ser real. Os adivinhos e profetas também sabiam ser real. As profecias registadas ao longo das eras, que se revelaram prolíficas, chegam abruptamente a um termo no final do século 20 e início do 21. Muitos apontam um dedo trêmulo a tal indicador, como uma prova de que o Fim está próximo. Está, está, sugerimos nós, o fim está próximo: um Fim da Velha Era e o começo de uma Nova Era.

Aqueles que foram suficientemente perspicazes para irem tão fundo nas profecias que fizeram, foram, de forma semelhante, igualmente perspicazes para não fazerem profecias para uma Era da Humanidade em que as pessoas retomam o seu poder de volta e procedem, em primeiro lugar, à criação consciente da sua realidade pessoal, e depois à criação consciente da sua realidade ao nível global, a partir da, e, munidos da relação individual que têm com Deus, com a Deusa, com o Todo.

Vejam bem, na Velha Era vocês criavam a vossa própria realidade, mas não estavam dispostos a ter consciência disso. Por isso, sugerimos nós, o plano do futuro que estabeleceram na vossa mente subconsciente era o plano que viviam de forma consciente. Aqueles que eram suficientemente sensíveis para lhes perceberem ou lerem esse plano subconsciente podiam prever o vosso futuro consciente com uma precisão assombrosa. Quando um indivíduo põe o pé na Nova Era, contudo, a realidade passa a ser criada de forma consciente, e consequentemente o plano do futuro pode ser alterado à vontade - com base no vosso livre arbítrio. Aqueles que são suficientemente sensíveis para honestamente verem ou lerem o vosso plano, são igualmente suficientemente humildes para deixarem de se pronunciar acerca de futuros absolutos, mas falam em vez disso de futuros possíveis e de futuros prováveis. O termo indicado aqui a empregar é "de uma forma honesta".

Ao pisarem na Nova Era, os futuros tornam-se nos vossos futuros. Eles tornam-se naquilo que quiserem que sejam. Quantos mais penetrarem nela, mais a Nova Era se tornará mais real do que a Velha. Então, os adivinhos deixam de adivinhar e os profetas deixam de profetizar.


QUANDO TERÁ INÍCIO A NOVA ERA?

Os Cristãos falam do tempo da Revelação. Muitos defendem uma data específica na ilusão do tempo. Mas a Bíblia regista que, sugerimos nós, quando Jesus foi interrogado acerca da Segunda Vinda, ele terá respondido à mulher que o interrogava para não engravidar, por ele poder voltar antes de ela estar em condições de dar à luz. Reconhecidamente, jamais tivemos corporeidade, mas pelos nossos cálculos, a Segunda Vinda ocorreria dentro dos nove meses seguintes! Alguma coisa está errada!

Os Cristãos esclarecidos sabem agora que o Livro da Revelação descreve uma Segunda Vinda simbólica da Consciência de Cristo. O Primeiro Advento foi relatado na Bíblia: o Segundo Advento constitui uma Revelação pessoal da Consciência do Cristo interior. Até mesmo os Cristãos tradicionalistas, sugerimos nós, estão a dar início à natureza privada do relacionamento novo e renovado que têm com o seu Príncipe da Paz e Filho de Deus. Os Cristãos Fundamentalistas ainda se mantêm firmes em relação a uma data específica.

De modo semelhante, a Nova Era constitui uma experiência pessoal. Não esperem por um dia nem data astrológica específica. Não esperem que os outros lhes digam quando começa: "Vou retomar o meu poder assim que me derem permissão pata tal," constitui uma declaração contraditória e estagnante. Os metafísicos fundamentalistas ainda querem calcular e arbitrar com relação a uma data bastante específica. Os metafísicos tradicionalistas estão dispostos a considerar que talvez, talvez unicamente, a Nova Era tenha início com um tipo qualquer de massa crítica. Eles andam por aí a interrogar-se e a balbuciar algo sobre os 99 macacos ou algo parecido.

A Massa Crítica e o nonagésimo nono macaco sugerem que quando um certo número de pessoas se tornar iluminada, e quando um certo número mágico de pessoas entrar na Nova Era, toda a gente passará a ser iluminada e toda a gente se encontrará na Nova Era. Embora tais teorias sejam apelativas para alguns - em particular para aqueles que não se querem responsabilizar ou tornar-se conscientes da realidade que criam - nenhuma teoria, sugerimos nós, se acha correcta.

Há anos quem muitos vêm a apontar essa teoria do nonagésimo Macaco como prova científica da Massa Crítica. Depois do exame da data científica referida, todavia, sugerimos que uma pessoa se sente embaraçosamente ciente de não existir qualquer prova disso. A evidência citada sugeriu que após um certo número de macacos aprender a lavar as batatas antes de as comer, o número de macacos que passaram a lavar as batatas cresceu exponencialmente. O que os apologistas da massa crítica não consideraram foi que os macacos que lavam as batatas eram todos fêmeas que se achavam prenhes que deram à luz aproximadamente ao mesmo tempo! Os nascimentos, sugerimos nós, representaram o aumento exponencial de macacos lavadores de batatas e não a massa crítica. O que ficou provado com a Teoria dos 99 Macacos foi que as mães ensinam os seus juvenis, e não a existência de "massa crítica" alguma.

Ao longo da história da humanidade, as pessoas têm vindo a procurar. Muitos encontraram. Lá por meados da vossa Velha Era, outros descobriram a sua Nova Era. Acontece com cada um individualmente. Não espereis!

O metafísico esclarecido "recorda" que a Nova Era começará quando ele, individualmente, puser o pé com elegância fora do Velho Mundo e dentro do Novo. Terá início com um e depois com outro e depois com outro ainda. Quantos mais forem os que procuram e encontram, sugerimos nós, mais fácil se tornará para ainda um maior número de forma similar alcançarem e se estenderem. Cada um de vocês deve faze-lo por si mesmo, mas, à medida que mais de vocês decidirem crescer, mais fácil se tornará faze-lo por si mesmo. O Universo acha-se em perfeita harmonia. Agora, quando tantos tão prontamente se prontificam a dizer-vos o quão terrível o vosso mundo se tornou, mais o tempo deverá tornar-se o mais indicado de todos para penetrarem na Nova Alvorada, no Novo Dia, no Novo Mundo, na Nova Era!

Alguém saberá realmente o que a Nova Era quererá dizer? Dai um passo. Descubram por vós próprios. Deixem que a jornada tenha início.


AS QUATRO ESCOLHAS INERENTES AO CRESCIMENTO

A Nova Era constitui um processo pessoal de descoberta. Cada um entra na sua própria Nova Era assim que estiver disposto a tal. Lá pelo meio da vossa Velha Era, alguém terá descoberto a sua Nova Era. Como terá tudo isso tido início?

Quando eram um com Deus, com a Deusa, com o Todo, constituíam uma centelha de luz, uma centelha indistinta de luz, uma parte do Amor que não sabia... Eram uma parte do Amor que não tinha consciência disso.

Numa altura anterior ao Tempo, num espaço anterior ao Espaço, esse Amor destituído de fronteiras passou a desejar. Desejou conhecer-se. E nesse desejo de conhecimento, o Amor criou a expectativa de encontrar uma resposta, embora não soubesse qual viria a ser tal resposta. No desejo e esperança que passou a entreter, o Amor imaginou. O Amor quis saber: “Porquê.”

Porquê, o quê? Não podemos saber a pergunta para tal resposta por esse Amor, esse Amor destituído de fronteiras que é Deus, a Deusa, e o Todo ainda não ter parado de indagar. A ideia ainda não está completa.

Tudo quanto teve lugar em todas as ilusões em todas as realidades desde o começo dos tempos e até ao presente ocorreu numa inspiração do Amor. Quando se encontrarem de novo unidos com Deus, com a Deusa e com o Todo, a pergunta estará completa e a resposta passará a ser do vosso conhecimento.

Tudo tem início e continuidade no sonho do Amor, no sonho de Deus, da Deusa, do Todo. O Amor que é Deus, a Deusa e o Todo, sonha a sua própria existência e questiona-se quanto ao porquê. Sugerimos que à medida que o processo de tal questionamento se dá no sentido macro cósmico, também ocorre no microcosmo da vossa vida e das vidas concorrentes que têm. Vós também vos interrogais: “Porquê?” E quando o fazem, o vosso crescimento tem início.

Com a explosão inicial e contínua da pergunta, a centelha torna-se múltipla. De forma similar, essa multiplicidade colocou a pergunta e entrou numa explosão. Essa multiplicidade tornou-se numa multiplicidade de centelhas. Essa multiplicidade desdobrada colocou a pergunta... Após muitas mais, veio a ter existência uma centelha de consciência – uma parte de vós - que é chamada de Eu Superior. Veio a existir um pedaço do Amor que quer crescer.

Quando decidem começar a crescer na forma física, sugerimos nós, não surgem apenas numa forma humana sofisticada repleta de vontade de despertar espiritual. Podiam fazê-lo, mas não o fazem. A razão principal por que o não fazem deve-se a que, num nível bastante profundo saibam que a chave para o crescimento não se encontra no término de um processo, mas nos meios.

Por exemplo, um querido amigo nosso é um artista especial. E embora goste de apreciar o produto acabado da sua criatividade, uma enorme alegria resulta do processo inicial efectivo de o pintar pincelada a pincelada. Muitas vezes esquece-se do que já completou, e prefere a expectativa do que virá a pintar. Mas para ele nada se assemelha, no assombro que sente, a deixar-se perder para a seguir se voltar a encontrar outra vez no que estiver de momento a pintar. A alegria e a aprendizagem está nos meios, não no término.

O resultado do desenvolvimento: Tornar-vos um com Deus, com a Deusa, com o Todo. O término é garantido. Eventualmente alcançarão esse resultado final. O crescimento constitui o processo de lá chegar, O desenvolvimento constitui a dificuldade ou a facilidade – a falta de jeito ou a elegância - com que alcançam esse fim.

Vejam bem, vocês são um pedaço da Fonte. Não podem perder isso. Podem fingir existir separadamente, mas jamais podem existir em separado. A iluminação tem que ver com pôr cobro a tal pretensão. Quando param de fingir tal coisa, percebem o que desde sempre terá representado uma verdade: São unos com a Fonte – são unos com o Amor.

O final, tornar-se uno com a Fonte, ocorrerá. Os meios para alcançarem esse fim, sugerimos nós, são o que realmente importa. Não se preocupem em saber se irão desenvolver-se, ou se irão “conseguir” tal coisa. Em vez disso, sugerimos nós, voltem a vossa atenção para o modo como vão proceder nesse desenvolvimento, e quando.

A escolha inicial é deliberada no sentido de se desenvolverem. Contudo, não surgem simplesmente na humanidade dotados de um potencial plenamente desenvolvido. Começam pela escolha inicial e procedem a muitas mais “escolhas iniciais” ao longo do percurso.


OS REINOS INICIAIS

Com a explosão da consciência e a decisão de crescer, uma das primeiras perguntas que se colocam é: Queres crescer numa forma densa (fisicamente) ou numa forma leve (não física)? Assim que tiverem decidido crescer num mundo denso, há uma série de perguntas que colocam a vocês próprios que conduz à escolha de um universo particular, de uma galáxia, de um sistema solar, e de um planeta onde proceder a tal crescimento. As explorações iniciais que empreendem na densidade foram cautelosas e delicadas. Começaram como energia do pensamento, pensamento bruto, mas energia do pensamento ainda assim. A seguir obtiveram densidade e expressam-se como unidades conscientes de pensamento indefinidas, mas unidades de pensamento dotadas de vontade. A seguir manifestaram-se como partículas subatómicas e depois como partículas atómicas.

O pensamento tem o seu próprio desejo de crescimento. As unidades de consciência – os pensamentos a trabalhar em sinergia – possuem expectativas. Partículas subatómicas e atómicas. As partículas subatómicas e atómicas sonham em tornar-se átomos e anseiam por conseguir mais. Elas sonham em tornar-se mais daquilo que são. No passo seguinte do crescimento os átomos alcançam o Reino Mineral.

Não existe reincarnação no Reino Mineral. Não entram como uma pedra de cascalho para evoluírem até chegarem a ser um diamante. Não. Experimentam o Reino Mineral pela duração de tempo que acharem necessário. Alguns de vós passarão relativamente pouco tempo aqui, porque, por razões que se prendem somente convosco, não vos faz falta na vossa jornada rumo ao Lar. Outros, sugerimos nós, passarão um período longo de tempo nesse Reino. O que for indicado no vosso caso ocorrerá automaticamente nesse nível do plano físico e ao nível da consciência. Quando tiverem “terminado” – quando tiverem experimentado aquilo que precisarem experimentar – passarão ao reino seguinte.

O Reino Vegetal oferece um nível diferente de aprendizagem. De modo similar, não existe conceito algum de reincarnação neste Reino, tampouco. Não começam como um pequena erva empoeirada à beira da estrada com visões de algum dia chegar a tornar-vos numa orquídea ou seja lá no que for. Não, uma vez mais, hão-de decidir o que decidirem aprender, e fá-lo-ão da forma mais elegante possível. Alguns, sugerimos nós, são capazes de escolher tornar-se num lírio. Outros podem seleccionar expressar-se como uma sequoia. Tudo depende do que decidirem precisar conhecer.



O SONHO DOS DEVAS

Em cada um desses Reinos, aprendeis aquilo que sentirdes ser importante aprender com base naquilo em que vos estais a tornar. O vosso crescimento não é ditado por aquilo que tiverem sido; o vosso crescimento é determinado por aquilo em que estão a tornar-se.
Esta questão é muito importante e não uma que se negligencie prontamente. “Aquilo que tiverem sido” quando tudo terá começado, foi uma parte não identificada de um todo – um belíssimo todo chamado Deus, Deusa, Tudo Quanto Existe. “Aquilo em que se estão a tornar” é uma parte sumamente identificada e auto consciente de um belíssimo Deus, Deusa, Tudo Quanto Existe. Qual pensarão ser a vossa fonte de motivação? Obviamente, é aquilo em que se estão a tornar.

Separaram-se a partir da vossa Unidade em busca de vós próprios. Eram uma centelha mas não tinham identidade. Afastaram-se por livre e espontânea vontade a fim de se encontrarem. Quando se tiverem encontrado, regressarão de novo à Unidade. Voltarão novamente a ser uma centelha, só que desta vez, com conhecimento do que são, e terão uma identidade. Que será que lhes motivará o crescimento? O vosso futuro.

Em cada um desses reinos experimentam a Fonte como um lembrete do ponto para que se encaminham. Os Devas do reino Mineral e Vegetal são a representação Do Amor. Sugerimos que aqueles de vós que se acham fortemente ligados a esses Reinos, depois de terem despendido um tempo relativamente longo em cada um deles, poderão começar a entender o amor que Deus, que a Deusa, que o Todo têm para convosco ao entrarem em contacto com o amor que os Devas têm para com os minerais e para com as plantas que guardam.

Notai a facilidade com que uma pedra admite o amor de Deus. Reparai como uma planta se permite ser completamente nutrida. Observai o desejo singular, a expectativa e a imaginação que apresenta. Reparai no supremo sonho dos Devas.

O REINO ANIMAL

Após terem completado os Reinos iniciais, sugerimos nós, enquanto consciência, passam para o Reino Animal. Em grande medida, entram num nível muito pouco sofisticado desse Reino. Habitualmente começam por ser um organismo unicelular. No Reino Animal já ocorre a experiência da reincarnação, de modo que evoluem para níveis mais sofisticados, e geralmente com muita rapidez. Ao criarem a ilusão de viver e morrer, aprendem. Atraídos por aquilo em que se estão a tornar, atraídos pelo vosso futuro, aprendem. Explorando, estendendo-se e alcançando, aprendem e crescem e tornam-se mais daquilo que são.

Após cada vida animal, enquanto consciência, avaliam novamente e estabelecem escolhas e tomam decisões. Sugerimos que as escolhas e o discernimento fornecem as bases para a fase seguinte das experiências reincarnatórias. Progridem na escada da evolução seguindo o vosso próprio caminho, caminho esse que eventualmente os conduzirá ao que parecerá representar o epítome de todo o crescimento: O Reino Humano.

Quando abandonam um reino qualquer, jamais voltais atrás. Assim que derem um passo no limite e penetrarem no Reino Humano, jamais voltam atrás. A última vida animal, contudo, constitui uma vida transitória muito importante. Em cada espécie animal certos tipos de animais têm uma transição muito mais suave do que outros. Nas espécies de aves, por exemplo, sugeriríamos que uma águia, um falcão, uma coruja têm uma transição mais fácil para o reino Humano do que, digamos, um urubu! Não existe uma espécie melhor do que outra; existem simplesmente certos animais de uma determinada espécie mais susceptíveis a dar o salto do que outras.

O último animal que fostes, sugerimos nós, representa frequentemente o vosso Animal Espiritual. Se conseguirdes recordar ou descobrir qual terá sido, isso poderá representar um enorme auxílio para o vosso actual crescimento. Pode tornar-se num auxílio, isso é verdade, mas certamente não vos é necessário ao crescimento.


O REINO HUMANO

Até mesmo quando entram no Reino Humano não começam como um galardoado nem nada que se pareça com isso. As vossas primeiras vidas humanas, sugerimos nós, agora representariam sem dúvida uma fonte de embaraço. A melhor maneira de descrever a vossa primeira incursão na Humanidade seria sugerindo que terão sido um Animal Humano, e não realmente um Ser Humano de todo.

A vida que tiveram foi uma de sobrevivência. Viviam no dia presente e fizeram o que lhes era necessário para viver o dia de forma a poderem viver o dia seguinte. Existiam. Existiam meramente por existir.

Viveram vida após vida assim. Chamaram a essas vidas as vossas vidas tipo “luz-piloto”. Tiveram suficiente vida para se manterem mornos, para manter a luz-piloto acesa, mas não o suficiente para poderem chegar a “cozinhar” coisa nenhuma. Havia muito atrito – muita luta e dificuldade. Contudo, a luta e as dificuldades não são exigências para o crescimento. Um requisito para o crescimento é o sonhar. Mas não havia Sonho algum.

Num determinado momento do vosso ciclo repetitivo de vidas de sobrevivência, algo ocorreu. Algo terá acontecido que terá feito com que a luz-piloto tenha irrompido em chamas. Algo terá acontecido para criar o microcosmo dessa explosão inicial de consciência. Algo terá acontecido e perceberam que a vida tinha que ver com mais do que apenas sobreviver! Não sabiam o que seria isso, mas fez-se presente e vocês definiram uma escolha. Procederam à primeira escolha inicial, e a jornada terá tido início. Chamam a essa vida específica em que procederam a tal escolha a vossa primeira Vida Direcional. Foi a vida em que decidiram crescer. Foi a vida que deu início à Jornada, à jornada em que ainda se encontram, a Jornada de volta ao Lar.

Essa foi a vida em que deram o salto da condição de Animal Humano para a de Ser Humano. O que terá especificamente ocorrido para os levar a despertar é importante para muitos. Mas o que é mais importante é que ocorreu. Tenha sido um incidente reduzido ou significativo, exigiu coragem por os levar a sair de uma realidade consensual muito limitativa. O que aconteceu imediatamente após terem dado esse passo já não é tão importante. O que é importante é que deram o passo. Começaram a crescer!

A vida tem que ver com mais do que a simples sobrevivência, e vocês vão descobrir o que esse algo mais é. Isso deu início, sugerimos nós, a uma exploração que ainda estão a percorrer. Ainda que a vossa vida direcional tenha ocorrido há milhares de anos, sugerimos que não são atrasados nem estúpidos. No âmbito mais alargado das coisas, estão a avançar com relativa rapidez.

Embarcaram na busca da descoberta desse algo mais. Começaram a crescer ao desenvolverem a “existência” humana. Aprenderam que podiam dar lugar à criação da posse de coisas.

ALÉM DO SER HUMANO

Assim que se tornam num ser humano percebem que existirá algo mais além disso. "A vida tem que ver com mais do que apenas a sobrevivência," transforma-se em: "A vida tem que ver com mais do que apenas possuir". Há uma qualidade de “ser humano” que é mais importante do que a quantidade. Ao procurarem essa qualidade misteriosa, subtilmente passam do ser humano para a descoberta da magnificência do ser, um Ser Humano dotado de potencial. Essa é a segunda escolha inerente ao crescimento. A terceira escolha inicial é a de passarem do Ser Humano Potencial para o Ser Humano Metafísico.

Inicialmente, alguns sentem que precisam renunciar à vida baseada na quantidade para demonstrarem a tenacidade que empregam na busca da qualidade. Eventualmente perceberão que tal demonstração não é necessária, e, sugerimos nós, permitir-se-ão ter tanto quantidade como a qualidade de serem tanto um ser humano quanto um ser metafísico.

Há mais uma escolha inicial. Após passarem do estado do Animal Humano e do estado do Ser Humano Potencial para o estado do Ser Humano Metafísico, estarão prontos para escolher tornar-se num Ser Humano Espiritual.

Há muito tempo escolheram passar além do estágio de desenvolvimento do Animal Humano. Em muitas das que chamam de vidas passadas também escolheram ir além do estágio do Ser Humano dotado de Potencial. Refizeram essa escolha nesta vida, igualmente.

Nesta vida foi-lhes ensinado pela realidade consensual e pelos seus múltiplos defensores que o trabalho árduo e os modos apropriados lhes trariam o que queriam da vida. Se fizessem aquilo que “eles” vos diziam para fazer, então tudo funcionaria. A Revolução Industrial, a prensa de impressão, a mobilidade ascendente, e o Estilo de Vida Americano dar-lhes-ia tudo quanto possivelmente pudessem desejar. Ou, sugerimos nós, se não tudo quanto pudessem desejar, pelo menos tudo quanto deveriam desejar.

Não funcionou!

Alguns de vós voltaram-se para o Movimento do Potencial Humano, que prometeu desenvolver tudo em vós para maximizar o vosso potencial. Foram analisados e submetidos a terapias. Foram enrolados e submetidos ao Rolfing. Mudaram as peças de vestuário, mudaram de carreira, e mudaram a comida que comiam. Tiveram isso de “mão beijada,” e “aceitaram-no.” Adoptaram o Biofeedback e a Psicocibernética. Isso resultou - mais ou menos.

Foram em busca de um novo emprego, de um carro novo, de uma relação excitante e de uma saúde melhor – queriam um sucesso tangível. Cultivaram o aspecto apropriado e a aparência para fazer isso resultar. Isso resultou - mais ou menos.

Sucedia um vazio em relação ao facto de terem tudo o que queriam sem a diversão – sem o poder. Estavam a correr tanto quanto podiam. Não era suficiente. Tinham o que pensavam querer, e não se revelava suficiente! Não era suficiente...

Ao chegarem ao topo do Movimento do Potencial Humano descobriram a metafísica e o mundo do paranormal. Metafísica: O estudo dos mundos que residem para além e por entre o físico. Mais resposta viriam a ser encontradas aí.

Quando o Sonho Americano falhou, outros de entre vós, sugerimos nós, deram o salto a partir do Movimento do Potencial Humano, ao optarem por permanecer mais reservados na descoberta do seu potencial. Leram os livros e as revistas e reflectiram. Mais calmamente, chegaram às mesmas conclusões. Não se revelou suficiente...

Ter sucesso foi devidamente substituído pela aprendizagem do amor-próprio. Aprender a conhecer as pessoas certas foi substituído pelo aprender a conhecer a “criança interior” – e o adolescente, também! A intimidação foi substituída por um novo tipo de aprendizagem e por um novo tipo de técnica – aprendizagem metafísica e técnica concebida para os ajudar a rea ver o vosso poder.

Sugerimos nós: Assim que aprenderem a criar a vossa realidade com êxito, quando realmente souberem – realmente souberem nas profundezas do vosso ser – que são os únicos que fazem com que a vossa vida resulte, assim que entenderem que só vós podeis decidir exactamente o quão bom é o bem que a vossa vida comporte, então poderão com honestidade e humildade chamar a vós próprios de metafísicos. E assim que sentirem ser metafísicos – e só vós podereis saber sem dúvida – a vossa vida tornar-se-á repleta de significado e de compreensão. Desenvolverão as capacidades de manifestação da realidade que querem.

Enquanto Ser humano Metafísico, a quantidade de vivacidade e a qualidade de vida é tal que, sem desespero, voltam suavemente a vossa atenção para o Foco que empregam na Vida. Preferimos Foco a Propósito de Vida. Claro está que poderão utilizar o termo que preferirem. Propósito implica uma certa falta de escolha, como se alguém tivesse decidido e em seguida lhes tivesse nomeado um propósito antes de entrarem neste mundo físico. Foco, por outro lado, implica uma maior autodeterminação. Tal como com uma câmara, escolhem focar-se em determinadas coisas num ângulo alargado ou de uma forma tipo lente de aumento. Podeis tingir esse foco e alterá-lo.

Num determinado ponto místico da exploração da vossa metafísica, numa junção especial na vossa Jornada rumo ao Lar – descobrem uma nova espiritualidade. Descobrem a Nova Era - a Era da Humanidade e a Era da Consciência – que tem existência dentro de vós.

Para vossa surpresa, a Nova Era é uma experiência reveladora sem um começo específico. É uma celebração privada que ocorre algures nas profundezas da vossa consciência. Embora ainda sejam um metafísico, são algo mais. Não precisam de o dizer a ninguém nem sequer de se convencer a si mesmos. Sabem-no. Sabem, simplesmente. Esse saber, sugerimos nós, é o começo da vossa Nova Era privada e pessoal. É o passo além do Ser Humano Metafísico para o reino belo do desconhecido da Ser Humano Espiritual.

É quando por fim percebem que o algo mais de que tinham vindo à procura foi descoberto. O algo mais que está para além da sobrevivência, que se situa além do simples ter, que reside mesmo para além do ser – esse algo mais é... Esse algo mais sois vós e o vosso Sonho. Esse algo mais sois vós, o vosso sonho, e o relacionamento que têm com Deus, com a Deusa, e com o Todo.

Tal como pensam no final da vossa jornada, percebem agradecidos que ela está simplesmente a começar a iniciar-se. Conquanto tenham viajado sozinhos, agora começam a aprender a fazer a jornada juntos. Dão início a uma Jornada Espiritual rumo ao Lar numa parceria cocriadora com Deus, com a Deusa, com o Todo. Justamente quando percebem estar sozinhos – deixam de estar!


REVISÃO DO PROCESSO DE CRESCIMENTO

                                       Consciência
 
Reino Mineral                                                      Ser Humano Espiritual
Reino Vegetal                                                      Ser Humano Metafísico
Reino Animal                                                       Ser Humano Potencial


                  Animal Humano - Reino do Ser Humano
 

Começam como consciência destituída de identidade e procuram conhecer-se com a Pergunta Incompleta: “Porquê?” Após uma série de explosões simultâneas e contínuas de consciência, vocês, enquanto o Eu Superior, produzem forma como Pensamento, Unidades de Consciência, Partículas Subatómicas e Partículas Atómicas. Sugerimos que a esta altura ainda são Consciência em busca de uma forma mais densa.

Entram no Reino Mineral e aprendem o que é apropriado aprender. Trata-se de um processo inicial. Assim que se achar completo, passam para uma forma de destino vertical, o Reino Vegetal. Também aqui aprendeis o que decidem ser importante aprender. Quando se acham preparados, passam para uma densidade caracterizada por uma forma direcional móbil - o Reino Animal. Através de um labirinto de vidas, encaixam as peças do puzzle. Quando conseguem encaixar suficiente número de peças, dão o que parecerá ser o derradeiro passo - O Reino do Animal Humano.

Até aqui, o crescimento parece quase automático. O vosso Eu Superior, o vosso Ser Inconsciente e o vosso Ser Subconsciente trazem-nos até aqui no processo de crescimento. Agora, sugerimos nós, é convosco. Daqui em diante precisam escolher crescer. As escolhas, que têm vindo a dar-se de forma mais ou menos automática, agora precisam suceder de forma consciente.

A PRIMEIRA ESCOLHA CONSCIENTE

A primeira escolha consciente é: “A vida tem mais que se lhe diga do que simplesmente sobreviver – o viver tem mais que se lhe diga do que apenas sobreviver. Eu vou descobrir esse algo mais.” A Viagem de regresso ao Lar tem início. É aqui que deixam de se separar de Deus, da Deusa, do Todo. É neste ponto que se voltam e começam a dirigir-se para o lar. Entendem? Essa reviravolta precisa ser consciente, por que de outro modo o crescimento será destituído de significado. A separação automática é-lhes necessária ao crescimento. O retorno consciente é-lhes igualmente necessário. Se o retorno também fosse automático, não passariam de um robô.

Quando são o primogénito, estão ligados pelo cordão umbilical à vossa mãe como a fonte da vossa vida e do vosso ser. Esse cordão é cortado fisicamente, e são separados. Todavia, levam alguns anos a perceber que não se acham emocionalmente ligados à mãe. Com tal percepção, começam a crescer à vossa própria conta, de forma consciente. A mãe ata-lhes os cordões até a empurrarem e insistirem: “Não, deixa-me fazer isso!” Embora sejam desajeitados de início, é importante que aprendam. É importante que o façam sozinhos, conscientemente.

Quando alguém os ama, os ama de verdade, qual preferirão?: Que o amor que sente seja produto de uma escolha consciente ou que seja uma resposta automática e instintiva? Que supõem que Deus, a Deusa, o Todo prefere? Embora estas analogias não resultem na perfeição – nenhuma analogia o consegue (pois se o conseguisse deixaria de ser uma analogia, e passaria a ser uma coisa real!) – temos a esperança de que nos ajude a esclarecer a necessidade da separação e do regresso consciente.

Essa parte de vós que é Deus, a Deusa, o Todo – o vosso Eu Superior – guia a vossa separação e condu-los tão longe quanto à Primeira Escolha Consciente. Essa parte de vós condu-los ao ponto mais distante de Deus, da Deusa, do Todo, mas vós – a vossa parte consciente – precisa decidir Regressar ao Lar. Se o retorno também fosse automático, seria destituído de significado. A Viagem de regresso ao Lar é uma jornada consciente.

Lembrem-se: Vocês são uma parte da Origem; são uma parte DO Amor. Não podem perder isso. Podem fingir estar separados, mas jamais poderão chegar a estar separados. Quando o vosso Eu Superior os conduz ao ponto mais distante da Deus, da Deusa, e do Todo, ele sabe tratar-se de uma ilusão. É uma ilusão! Uma vez mais, é uma ilusão!

Fingem estar separados, mas jamais conseguem estar separados. A iluminação tem que ver com o abandono de tal fingimento – conscientemente! Conscientemente! Quando param consciente e completamente de fingir, tornam-se uno com tal Amor.

A ESCOLHA SUBSEQUENTE: PREPARO PARA A JORNADA DO SAGRAD0

A primeira escolha consciente dá início à Jornada rumo ao Lar – não lhe põe cobro! A escolha precisa ser e é consciente, mas precisam definir um certo número de escolhas adicionais antes de deixarem de fingir. Toda a gente na vossa realidade procedeu à primeira escolha. Existirão porventura alguns homo sapiens que existem no vosso planeta que ainda constituem Animais Humanos. Talvez em alguma área remota e desconhecida existam aqueles que existem apenas por uma questão de existir, sem qualquer sentido de algo mais. Esses encontram-se isolados e não fazem realmente parte do que chamam de realidade pessoal.

Aqueles que se encontram na vossa realidade, contudo, deram todos o passo inicial – todos procederam à primeira escolha consciente. Até mesmo aqueles que, segundo a estimativa que fazeis, parecem não se encontrar em jornada de espécie alguma procederam à escolha consciente de regressar ao Amor. Podem resistir-lhe. Podem temê-la. Podem negá-la. Mesmo assim ainda se encontram no Caminho. Sugerimos que até mesmo vocês procederam a cada uma dessas coisas por vós próprios, de tempos-a-tempos. Toda a gente procedeu à escolha inicial consciente. Sugerimos que nem toda a gente procedeu às escolhas subsequentes. A Jornada de regresso ao Lar tem início com a deliberação da primeira escolha consciente. Vós preparais-vos para a Jornada do Sagrado com as escolhas subsequentes.

O POTENCIAL HUMANO

A segunda escolha consciente consiste em: “A vida tem mais que ver do que simplesmente possuir coisas – deve existir uma certa riqueza, uma certa profundidade, uma certa qualidade de vida. Vou descobrir esse algo mais – essa qualidade de vida.”

A segunda escolha conduz ao quinto passo do processo do crescimento – ao Ser Humano Potencial. Com a segunda escolha, sugerimos nós, começam a desenvolver a plenitude do potencial humano. Alguns conseguem-no ou conseguiram-no com um passo estrondoso – o movimento do Potencial Humano com todas as suas armadilhas. Outros, conseguem-no ou conseguiram-no com um murmúrio, descobrindo ou desvendando de forma privada quem são.

Desenvolver o potencial humano é conhecer a “atitude correcta” e o “aspecto correcto” e a “linguagem adequada” e a “imagem física apropriada”. É saber que a “coisa certa” – é o que faz com que a realidade resulte a vosso favor. Os defensores tinham razão. A vossa história destaca os indivíduos especiais que conseguiram demonstrar o pleno potencial humano. O Movimento do Potencial Humano afirmou que cada pessoa possui um potencial humano, e não só uns poucos especiais. Alguns desenvolvem-no com naturalidade; outros podem ter que dar passos específicos para desenvolverem conscientemente esse mesmo potencial.

A pedra angular do Movimento do Potencial Humano é a de que ao acederem aos recursos humanos com a atitude apropriada e com vitalidade, podem realizar qualquer coisa. Toda a gente atravessa o seu próprio movimento potencial humano quer passe por uma jornada pública com montes de companheiros a participar, ou pela exploração privada destituída de fanfarra. A jornada pública é frequentemente referida em termos do Movimento do Potencial Humano, e deu origem a muitos conceitos novos que fazem agora parte da vossa cultura social. Conceitos como o de Gestão por Objectivos, Redução do Stress Empresarial, Meditação para Executivos, Interligação, e Sistemas de Gerenciamento do Tempo fazem todos parte da jornada pública de percebimento do potencial inerente a cada pessoa. Um outro termo tornou-se popular nesta exploração pública do que se situa para lá do “basta ter.” Os defensores aplicaram-no a quase tudo que era vanguardista sem realmente saberem o que o termo significava. O termo popularizado foi: A Nova Era.

A terceira escolha consciente ocorre quando tiverem acedido aos recursos humanos com propriedade e vitalidade, mas ainda se apresenta como insuficiente. Não sabem o que está em falta, mas algo será. Sentem-se culpados. Deviam sentir-se satisfeitos. Em vez disso sentem-se inquietos. Estão cansados de olhar somente para o potencial humano. Deve existir algo mais do que o combinar e voltar a combinar os recursos humanos. Deve haveis algo para além da “coisa certa”, porque, embora tenha resultado durante um certo tempo, não está a resultar agora.

Não está a operar! Mais um curso, mais um seminário, mais uma massagem simplesmente não está a resultar! Deve existir mais alguma coisa. Ainda há algo mais. A necessidade torna-se premente.

O POTENCIAL METAFÍSICO

A terceira escolha consciente é a da escolha metafísica. “Eu crio a minha própria realidade.” Sim, os recursos humanos e a “coisa certa” podem revelar-se úteis e uma ajuda, mas elas não lhes criam a realidade. Vocês criam. Os potenciais humanos não constituem a origem do vosso êxito; em vez disso, são as matérias-primas que utilizam na criação da vossa felicidade. Vós sois a fonte do vosso êxito.

O Movimento do Potencial Humano, quando aplicado adequadamente, torna-se vital no preparo das pessoas para o passo seguinte do seu crescimento. Os verdadeiros líderes desse movimento importantíssimo são gente corajosa que tem noção de que a responsabilidade que lhes cabe consiste em aceder aos recursos pessoais humanos; quer dizer, aceder às matérias-primas que se encontram dentro de cada pessoa. Os verdadeiros líderes conhecem a sua função real. Todos os encontros terapêuticos desde os gritos essenciais até á privação dos sentidos tinham a intenção de abrir as pessoas para o que já se encontrava dentro delas. Todo o trabalho corporal desde Feldenkrais até ao Rolfing estiveram inicialmente destinados a ajudar as pessoas a descobrir as matérias-primas existentes no próprio ser delas. Os verdadeiros líderes sabem disso.

Alguns dos que afirmam ser líderes não o são. Eles tendem a idolatrar a técnica – tendem a adorar o sistema. Para eles, os meios tornam-se fins. As terapias, por exemplo, são valorizadas pelos recursos que representam, em vez dos recursos a que acedem; ou seja, conforme sugerimos, as pessoas são avaliadas pelos seminários e seminários em que participaram ao invés do benefício ou do impacto obtido, desses retiros de fim-de-semana.

Muitos, dizemos nós, “mantêm o lustre”. São aqueles que aparecem nos seminários a pensar que se são capazes de suportar o preço da admissão também hão-de aprender automaticamente a informação que é transmitida. São os que actuam como se a preservação do lustre no salão de baile do hotel possa trazer a iluminação.

O facto de terem comparecido, de se terem sentado lá, de possuírem um certificado a de o provar mostra-se suficiente. O facto de não terem mudado, de confiarem cada vez menos no vosso potencial e cada vez mais no potencial prometido por um sistema – de estarem vazios e de terem medo de admitir o vazio, não importa, quando o sistema se torna na mensagem.

Os líderes que não o são e os que “mantêm o vinil,” que os seguem, cedem o seu poder ao Movimento. Ter a “coisa certa” torna-se mais importante do que o que pensam ou sentem em relação a si mesmos. Torna-se em algo mais do que vós.

Frequentemente, a capacidade de intimidar e de manipular – de usar os outros - é o critério em cuja base o êxito é medido. Para alguns não tem importância se se sentem satisfeitos ou mesmo contentes enquanto a vossa “vida correr de feição”. A vossa vida corre de feição se seguirem as regras – as regras deles. Se se sentirem infelizes, não perguntem porquê. Apenas tratem de ser felizes. Tratem simplesmente disso!

A adulação da técnica e do sistema leva muitos a ficar presos no “laço do Movimento do Potencial Humano.” Infelizmente, eles nunca descobriram realmente aquilo que tais potenciais, por que tinham andado em busca, realmente representam. Ao acabarem “de mãos a abanar,” declaram que o Movimento terminou ou que nunca chegou a existir.

Bom, que representam esses potenciais humanos, de qualquer jeito? Representam a capacidade que têm de eleger escolhas e a seguir de estabelecer decisões a partir dessas escolhas. Sugerimos nós que representam a capacidade que têm de pensar e de sentir e em seguida de permitir que os vossos pensamentos e sentimentos tenham importância, exerçam impacto, marquem a diferença. Constituem a capacidade que têm de conhecer as atitudes e crenças que assumem, de uma forma consciente, e a capacidade que têm de as mudar à vontade. Os potenciais humanos reais são as matérias-primas com base nas quais vós criais a vossa própria realidade.

Desenvolver o Potencial Metafísico significa reconhecer as matérias-primas – reconhecer o vosso potencial humano – e saber aplicá-lo com um novo estojo de ferramentas. Ser um metafísico tem que ver com o saber como usar as ferramentas da criação juntamente com as matérias-primas. Também tem que ver com a combinação dinâmica das ferramentas e das matérias a fim de manifestarem aquilo que querem na vossa realidade. Ser um metafísico, sugerimos nós, também é mais do que apenas criar o que querem na vossa realidade. É criar a vossa realidade – toda ela – pessoal e globalmente.

Os instrumentos ou ferramentas da criação: desejo, imaginação, e expectativa (esperança). É isso. Não existem mais nenhuns. Aqueles a quem consideram como maiores e aqueles a quem considera como menores só dispõem desses instrumentos com que trabalhar. Seja qual for a realidade que qualquer um crie, de forma consciente ou não, é criada por meio da utilização desses, e somente desses instrumentos. Por mais que desejem pensar que aqueles que julgam mais bem-sucedidos do que vós disponham de uma arma secreta qualquer ou de alguma vantagem, eles não possuem nenhuma.

A única diferença está na aplicação. Eles aplicam os instrumentos de uma forma mais diligente, com uma maior intenção, e com uma maior visão. Aqueles que são mais bem-sucedidos do que vós trabalham com os instrumentos e as matérias-primas com uma diferença, talvez, mas precisaríamos sugerir que não possuem mais recursos nem mais ferramentas com que trabalhar tais recursos do que vós.

A DERRADEIRA MOTIVAÇÃO

O potencial metafísico constitui o vosso potencial de se amarem e a seguir de amarem os outros. Parece demasiado simples, bem o sabemos, contudo, é verdade. O vosso Potencial Metafísico é a capacidade que têm de se amarem a si mesmos em primeiro lugar e depois de amarem os outros o suficiente para se motivarem a utilizar as ferramentas e as matérias-primas para espontaneamente criarem uma realidade adorável.

Entendam, podem utilizar as matérias-primas – o vosso potencial humano – para criar uma realidade “apropriada” ou uma realidade “aceitável”, ou mesmo uma realidade “abundante”. A questão centra-se na profundidade: Quanto amor comportará a vossa realidade? Quanto os estimulará a presente realidade?

Usando as matérias-primas e os utensílios da criação, poderão criar um fac-simile ou mesmo uma verdadeira realidade de amor, mas se a motivação que lhes assistir assentar numa atitude de “o fazerem por dever,” nesse caso estarão próximo, mas ainda não lá. “Lá” é quando criam essa realidade adorável de forma espontânea – sem mesmo terem de pensar nisso! “Lá” é amar-vos a vós e aos outros de tal maneira e de forma tão automática que nem sequer precisem mesmo planear a vossa realidade – isso sucede simplesmente como uma reflexão de comemoração do vosso amor!

Vocês não se amam a si mesmos o suficiente, nem tampouco os outros o suficiente, todavia, para conseguirem isso. Por isso, o mundo metafísico está repleto de técnicas a usar até o conseguirem. Quando se amarem a si mesmos por completo, de forma honesta, e depois aos outros devidamente – o que envolve um estado ideal, reconhecidamente – não precisarão conhecer técnicas da criação da realidade, por criarem essa realidade automaticamente. O automático seria consciente, mas automático ainda assim.

Façamos uma pausa por um momento: O automático tornar-se-ia consciente, mas ainda seria automático. Vejam bem, começam a evolução do crescimento com a criação da realidade automática, a qual é inconsciente, e por fim voltam à criação automática da realidade que é consciente! Criaram um mundo bem elegante!

Se se amassem por completo, apenas criariam uma realidade positiva. A partir de um amor-próprio total, criariam sofrimento e dor? Acreditariam que os outros sofreriam dificuldades e dor? Não. Em vez disso haveriam de criar um mundo de alegria total e de felicidade, em que soubessem o que precisavam saber para se tornarem pessoal e socialmente alegres e felizes.

OS “COMO” E OS PORQUÊS”

Alguns estão à espera daquele mundo utópico de amor-próprio total. Até essa altura, contudo, é importante conhecer os “como” e os “porquês” da criação da realidade. Alguns acreditam que tal utopia seja impossível e que até mesmo entreter tais ideias é um desperdício irresponsável de tempo. Pensam eles – e alguns sentem mesmo de uma forma hostil – que tal idealismo não só é irresponsável como é francamente perigoso. Nós sugerimos que não vamos argumentar com eles. Diríamos somente que, se têm tanta certeza de estar certos, então eles (mesmo mais do que aqueles que estão à espera por esse dia perfeito) seriam aconselhados a informar-se sobre os “como” e os porquês” da criação da realidade tão rápido quanto possível!

Os factores “como” inerentes à criação da realidade prendem-se com a retoma do vosso poder de volta. O conhecimento dos instrumentos do desejo, da expectativa, e da imaginação, constitui o primeiro passo. O conhecimento referente ao factor "como" inerente à utilização desses instrumentos, todavia, constitui o poder. A aceitação das matérias-primas é essencial. Trabalhar e criar conscientemente com elas representa poder, poder pessoal. Os “como” da criação da realidade representam o “tudo quanto diz respeito à metafísica”.

Os “porquês” da criação da realidade são uma outra parte integral da retoma do vosso poder. Estamos cientes do ser popular, particularmente no âmbito de certos elementos inerentes ao Movimento do Potencial Humano, dizer que não deviam perguntar porquê. É-lhes dito que indagar acerca do “porquê” se intromete no caminho da vossa experiência. É-lhes dito para jamais perguntarem “porquê”, e para só perguntarem “como”.

Embora certamente jamais perguntem por que é que é assim, são feitas referências a autoridades particulares que são parcialmente citadas. Na maioria das vezes é creditada a Fritz Perls a autoria deste conceito. Ele havia de se sentir desgostoso se ouvisse como as suas ideias foram usadas fora do contexto para apoiar uma “psicologia popular” para a qual até ele próprio alertou.

Sim, colocar essa pergunta fatal pode furta-os à experiência, mas somente se colocarem o que chamamos de “porquê explicativo”. Quando colocarem o “porquê compreensivo”, não só isso não os furtará à experiência, como a reforçará, e passará a gerar poder, poder pessoal.

Qual diferença apresentará isso? Para a pergunta, Porque estás tu atrasado? Existem dois tipos de resposta. A razão, ou “porquê explicativo” prendem-se com as luzes do tráfego e as horas de ponta. Tem que ver com chamadas de última hora e carros que não pegam, e lida com tempo que se esgotou e condutas idiossincráticas. Tudo isso se furta à experiência.

O “porquê compreensivo”, contudo, lida com a relutância e a resistência em chegar ao mesmo tempo. Lida com o martírio, com a frustração, e a culpa por ser sempre assim. Lida com a imagem-própria e um certo nível de amor-próprio e de amor pelos outros. A admissão disso não é tão nobre – isso é verdade - mas deixa-os mais habilitados. Pode tornar-se desagradável falar sobre alguns dessas questões, mas uma argumentação dessas pode, possivelmente, produzir uma mudança – uma mudança consciente – que só pode advir de uma compreensão total do porquê, não da explicação.

Um outro exemplo daquilo que queremos dizer: Muitas vezes sabem exactamente aquilo que precisam fazer para ser felizes. Até sabem como o conseguir, mas, por uma razão qualquer que não compreendem, simplesmente não o conseguem aplicar. “Isso” pode ser simples, assim como pode ser complexo. Não importa realmente. Simplesmente não conseguem. Simplesmente não conseguem. Simplesmente...

Não compreendem o porquê, e portanto, a transbordar de “como” e repletos de “a experiência que estás a vivenciar” até às pontas dos cabelos, sentem-se impotentes. Hão-de permanecer impotentes mesmo que a presente crise passe, até compreenderem
(não explicarem) porquê.

O “porquês de cariz explicativo” subtraem-nos à experiência e subtraem-nos ao conhecimento de que vocês criam a vossa própria realidade. Os “porquês de cariz explicativo” fazem parecer que a realidade os crie a vocês. Os “porquê de cariz explicativo” deixam-nos a sentir como se não tivessem nada que ver com a criação do mundo que experimentam.

Os “porquês de cariz compreensiva”, embora constituam factores de capacitação, são vulneráveis e revelam-se a eles próprios por vezes estranhos e embaraçadores e pouco como a conversa do melhor partido, em especial quando o propósito desse partido é o de intimidar e de manipular o vosso caminho para o sucesso. Por isso, sugerimos nós, não é surpresa nenhuma nem é de admirar que muitos tenham tentado eliminar o maldito potencial inerente aos “porquês”.

De facto, quando trabalham com os “porquês de cariz compreensivo” o que experimentam é que, de facto, criam a vossa própria realidade. Tornam-se capacitados. Se só souberem como e não compreenderem a razão por que criam uma realidade particular jamais virão a saber por completo se poderão voltar a criá-la (ou deixar de a voltar a criar) no futuro. Poderão compreender como proceder ou deixar de proceder de novo, mas não compreenderão a motivação inicial ou subsequente para a implementação desses “como”. Em lugar de um amor-próprio total e de um amor pelos outros, conhecem os como e os porquês da criação da realidade. Também sabem que criam tudo. Não há mais ninguém que o faça por vós. Estão sozinhos no acto de o fazer por conta própria.

O medo da solidão dissuade muitos metafísicos potenciais. Antes de poderem avançar, contudo, precisam chegar por si só a tal conclusão. Nós sugerimos que não só precisarão chegar a ela sozinhos como precisarão experimentá-lo por completo antes de se autorizarem a conhecer o segredo. Precisam possuí-lo por completo antes de autorizarem que se torne aceitável de modo a poderem proceder à quarta escolha consciente.

O SER HUMANO ESPIRITUAL

Quando sabem – e não suspeitam unicamente – que são o único a criar não só a vossa realidade mas toda a realidade, então encontram-se preparados. Quando sabem – e não mais quando supõem – que tudo no vosso mundo e no plano físico foi criado por vós, aproximam-se de um novo nível de conhecimento. Ainda que possam não conhecer todos os como e porquês, ainda que possam não ser completamente proficientes na utilização dos instrumentos da criação, e ainda que lhes falte a elegância no trato das matérias-primas da vossa realidade, se souberem – se souberem de verdade – que são vocês quem está a fazer isso tudo, estarão preparados para o segredo.

O segredo: Vocês não estão verdadeiramente sós. Há uma Fonte; existe um Amor; existe um Deus. Nós sugerimos que existe um Deus, uma Deusa, um Todo.

A quarta escolha consciente procede da complexidade de várias realizações (percepções):

Primeiro, que a vida tem mais que se lhe diga do que sobreviver.
Segundo, que há mais do que simplesmente possuir coisas.
Terceiro, que embora criem tudo, e tenham consciência disso, existe algo ainda mais importante.
A quarta escolha é: “O que quer que esse algo mais seja, eu vou descobrir.”

Esse algo mais são vocês e o Sonho que têm. É a vossa espiritualidade. Para além do ter e do criar tudo vós próprios e da satisfação e do poder que essas percepções albergam, existe a vossa espiritualidade. Esse é o algo mais que passa para o sétimo passo do vosso crescimento. Passa-vos para o reino em que vos tornais o Ser Humano Espiritual.

Esse algo mais representa finalmente descobrir um ser que é mais do que alguma vez terão conhecido. Tem que ver com um ser que já possui um relacionamento vivo, natural, amoroso, abrangente com Deus, com a Deusa, com o Todo. É descobrir, explorar, e a seguir viver uma vida espiritual total.

Que coisa será uma vida espiritual total? Responder a tal questão é tudo com que a jornada tem que ver. Não existe resposta nenhuma que possa ser redigida ou afirmada em termos definitivos. Individualmente, cada um de vocês precisa estabelecer como definir a “vida espiritual”, e a seguir vivê-la por vós próprios. Vocês, cada um de vós irá, de facto, descobri-lo. Eventualmente haverão de a viver por si mesmos.

Muitos evocarão imagens da religião da sua infância quando pensam na espiritualidade e dirão instantaneamente: “Não, obrigado!” Muitos de vocês envolveram-se com a metafísica por intermédio da abertura do potencial humano para se afastarem da dor, da solidão, e da culpa que terão correcta ou incorrectamente associado à religião tradicional. Deixam o passado e a sua religião tradicional para trás, e pensam ter-se afastado da sua espiritualidade. Quando se deparam com o conceito da espiritualidade ao longo do seu crescimento, em vez de perceberem um relacionamento com Deus, tendem a ver as vossas imagens da religião tradicional, e a chamar-lhe espiritualidade.

A espiritualidade é o relacionamento que têm com a Origem, com o Amor, com Deus, a Deusa, o Todo. Esse relacionamento pode ser bom ou mau, indiferente ou não existente. Pouco importa, por ainda constituir a vossa espiritualidade. Até o mais inveterado ateu possui um relacionamento com Deus, com a Deusa, com o Todo, e assim, possui uma espiritualidade.

As imagens que têm na mente da criança interior são imagens de uma espiritualidade tradicional limitativa que se baseia na realidade consensual. Para alguns, essas imagens são as imagens da missa de Domingo ou da escola dominical, compostas de sermões compridos e de tédio silencioso abafado por um quase incontrolável desejo de correr e de gritar e de brincar. São bancos de Igreja demasiado duros e lápis grossos e rombudos. Representa todo o dever e obrigação que tentaram evitar em criança.

Para outros, as imagens são de uma piedade abafada embrulhada em arrogância e em superioridade. Até mesmo a palavra evoca imagens de retidão irada camuflada de auto compaixão. É sinónimo de hipocrisia e do aprisionamento da religião organizada da infância. Ainda para outros, as imagens são de uma doçura pegajosa em meio a um lodaçal de doutrina e um dogma complexos. São tons ofegantes e silenciados que encobrem a alienação e a solidão, ou o medo e a amargura das promessas rompida do ego negativo.

Esse tipo de espiritualidade é aquilo de que fogem quando iniciam a vossa jornada de regresso ao Lar. Agora parece que estão a correr directamente de volta ao encontro dela! É por isso que muitos não darão tal passo. É por isso que muitos ainda se retraem em relação a lidar com a sua espiritualidade.

Há três directrizes a tomar. Alguns tomaram cada uma delas.
A primeira directriz: podem manter as velhas imagens e criar a espiritualidade da realidade consensual uma vez mais à semelhança do que os novos Cristãos Fundamentalistas estão a tentar fazer. O ressurgimento do Fundamentalismo por meio da religião electrónica ou do evangelismo da televisão não surpreende tanto quanto isso. As pessoas tomaram a decisão inicial de crescer e progrediram na sua Jornada rumo ao Lar. Mesmo que tenham resistido e negado, estabeleceram a escolha. Quando insistem em se agarrar às velhas imagens, voltarão naturalmente à velha espiritualidade com um vigor renovado. Tornam-se “nascidos de novo.”

Uma segunda alternativa: Podem rejeitar as imagens e toda a possibilidade de uma verdadeira espiritualidade. Podem criar uma falsa espiritualidade dirigida por um deus que não é Deus, dotada de seguidores que não são seguidores, ensinados por mestres que não são mestres, os quais não são responsáveis por coisa nenhuma. Sob a protecção do movimento do Potencial Humano ou do movimento do Potencial Metafísico, muitos foram os que adoptaram esse rumo. Eles estabeleceram em termos veementes e prolíficos a sua doutrina para que ninguém os possa condenar. Muita da crítica inerente à metafísica, à espiritualidade, e à Nova Era, é de facto dirigida contra aqueles que escolheram essa segunda alternativa.

Por esses poucos se terem pronunciado tão ruidosamente, com tal frequência e de forma tão bizarra, passaram a ser erroneamente considerados os porta-vozes e líderes de um movimento público que consiste, de facto, num caminho pessoal. É irónico como um pequeno grupo de pessoas, que na verdade se sente aterrorizada em relação a dar o salto espiritual por não abrirem mão das “imagens do passado,” se considera e seja considerado pela realidade consensual como o grupo dos líderes da Nova Era. Vós sois os líderes. Cada um de vós individualmente é o líder do vosso Caminho de Regresso ao Lar.

A terceira alternativa (preferida) consiste em reconhecer as imagens da vossa infância pelo que são. Possui-las como vossas, e apossar-se da consciência de as terem criado. Perdoem-se por isso. A seguir mudem as imagens da espiritualidade e substituam-nas pelas novas. Compreendam que a vida espiritual é uma vida de busca de novas imagens – é uma vida de busca de um novo relacionamento com Deus, com a Deusa, com o Todo.

A vida espiritual está em constante mudança e expansão. Assim que descobrirem novas imagens, percebem que também elas se tornarão velhas e amareladas. Quando isso sucede – amanhã, na próxima semana, no ano que vem, ou na próxima década – sentirão vontade de abrir mão dessas imagens e de obter novas. A face de Deus, da Deusa, do Todo está em constante mudança. Obtenham novas imagens.

Um dos problemas mais significativos que a espiritualidade apresenta é o das pessoas quererem prender Deus, a Deusa, o Todo. Os cientistas tentam capturar a Origem numa fórmula matemática num quadro de parede ou no labirinto do estado sólido de um computador. Os teólogos procuram-No nas páginas de alguns Livros Sagrados ou nos silogismos de alguns raciocínios inductivos ou deductivos. Os filósofos buscam Deus seja por que nome for por meio da avaliação e da reavaliação da natureza da humanidade. Os médicos perscrutam o interior de cada célula. Os buscadores procuram sistematizar “O Amor” por meio de vãs tentativas que garantam que ele sempre se ache presente.

Deus, a Deusa, o Todo jamais serão provados. O Amor jamais se deixará prender, por achar em constante mudança, por se encontrar em expansão e crescimento. Quando descobrem um sistema de espiritualidade, sabei que ele acabará por se tornar obsoleto. O crescimento tem que ver com definir e “deitar por terra” sistemas que precisam ser substituídos por novos sistemas, que irão, por sua vez, ser definidos e “arrasados” e similarmente substituídos, etc., etc., etc.

A terceira alternativa é a de se tornarem num Ser Humano Vivo e Espiritual que se acha em contínua busca e a descobrir, para depois buscar de novo, e subsequentemente voltar a encontrar de novo um relacionamento mais profundo e adorável com um Deus, uma Deusa, uma Totalidade bastante pessoal e adorável. Esta é a jornada final.

Essa é a Viagem do Sagrado de volta ao Lar.


OS PASSOS PARA CHEGAR À VERDADE

Na busca da verdade - quando buscarem a vossa verdade de uma forma honesta - recordai sempre: Os passos para chegarem a ela representam sempre as qualidades de uma presença nela.


A JORNADA TEM INÍCIO

Portanto, onde é que se encontram? Muito mais adiantados na vossa jornada do que pensam! Há muitas vidas atrás perceberam que a vida tinha que ver com mais do que a simples sobrevivência. Cada um de vós já terá experimentado a vossa Primeira Vida Direccional. Experimentaram muitas, muitas vidas de um crescimento e esclarecimento espectaculares. Esta não é a primeira vez em que descobrem o potencial humano que reside dentro de vós, nem a primeira vez que obtêm aprendizagem relativa ao potencial metafísico, sequer.
A jornada espiritual é uma que iniciaram - ou a que pelo menos tentaram dar início - muitas vezes, antes.

Cada uma das vossas vidas tem o potencial de ser aquela que os conduzirá ao lar. O facto de aqui se encontrarem, sugerimos nós, deve-se a que nessas vidas a que chamam de "passadas" ainda não terem procedido à escolha - ainda não terem decidido - regressar ao Lar. Isso é perfeitamente aceitável, por terem esta vida - esta vida! - para poderem proceder a essa escolha.

Sugerimos que esta vida por acaso parece assemelhar-se ao microcosmo do vosso crescimento. Nesta experiência presente da fisicalidade também chegaram à conclusão de que a vida tem muito mais que se lhe diga do que sobreviver, e do que possuir, igualmente. Descobriram o potencial humano que tinham de forma pública ou privada.

Sugeriríamos que talvez não consigam usar todo o potencial que têm, isso é verdade, mas ele encontra-se mais ao vosso dispor do que alguma vez terá estado em qualquer outra época, ao longo da história da consciência. Quer o utilizem quer não, existe uma técnica - há sempre maneiras de aceder por completo ao potencial que têm.

Para cada um de vós, os detalhes da vossa metafísica tanto podem variar ligeiramente como podem variar em larga escala. Mas independentemente dessas variações, também descobriram o vosso potencial metafísico. Não esperem!

Encontram-se no final das Quatro Escolhas do Crescimento. Estão preparados para a exploração do Potencial Espiritual - estão preparados para explorar a Jornada do Sagrado. Quase são capazes de sentir a atracção e o impulso da realização dela. Sim, têm consciência de terem chegado aí. Sabem que estão preparados. Em muitos aspectos, já começaram. Contudo, conseguem sentir o medo a dizer: "Não, ainda não! Não estou preparado. Preciso de mais tempo!"

Recordam aquela festa de Sexta-feira à noite? Lembram-se da antecipação do primeiro dia de férias? Desejaram-no com tal ardor que quase o podiam sentir de forma palpável! Depois ele chegou. Lembram-se da sensação? Sentiram-se excitados; aliviados. Mas sentiram um vazio estranho, uma puerilidade que parecia assombrá-los. Havia uma sensação de tristeza, de receio.

Tal como o primeiro dia de férias, ou a festa de Sexta-feira à noite, a Jornada do Sagrado tornou-se num objectivo durante tanto tempo - representou um sonho durante tantas vidas - que desejam mantê-la como objectivo para todo o sempre. Mas quando a posição muda de objectivo para a de realização, gera-se relutância. E surge um receio que diz: "Não, ainda não!"

Decidiram não voltar as costas à espiritualidade tradicional da vossa infância. Para alguns, esse é um caminho importante. Para alguns, é o caminho conveniente. Todavia, decidiram que não era para vós. Alguns de vocês já percorreram o caminho da segunda alternativa demasiadas vezes sequer para poderem contar. Ao longo dos finais dos anos sessenta, da maior parte dos anos setenta e inícios dos oitenta examinaram o que a espiritualidade não representava junto dos que diziam não ser mestres e dos pontos de vista (que não pretendiam ser pontos de vista) limitados.

Deram-se mal. Caíram com frequência e sentiram ser insensatos. Aqueles por quem sentiam carinho e aqueles que pensavam que sentiam carinho por vós riram e voltaram costas e frequentemente afastaram-nos. Foram ridicularizados e criticados; foram considerados irresponsáveis e inimputáveis, e até mesmo perigosos para uma realidade consensual que não estava disposta - talvez não pudesse estar - a compreender. Continuaram a erguer-se e a tirar limpar o pó do capote. Continuaram a procurar um novo caminho, um outro seminário ou um novo encontro especial que garantisse uma iluminação instantânea. Depois, quando esse "instante" se prolongou por tempo demasiado, ou os fez parecer frívolos, descobriram um novo grupo que prometia uma iluminação duradoura! De facto foi-lhes dito que talvez jamais viessem a consegui-lo. As portas iam fechar-se em breve, segundo o que lhes disseram, e aqueles que o tivessem conseguido teriam conseguido, enquanto aqueles que não tivessem conseguido, não teriam conseguido simplesmente.

Muitos seguiram os mestres e aqueles que diziam não ser mestres excessivas vezes no caminho da espiritualidade que não constituía espiritualidade. Desistiram. E com dor, voltaram as costas ao crescimento. Demasiados caminhos que chegaram ao fim.


NO QUE RESIDE A TRISTEZA

No caso de muitos, a tristeza reside no facto de se terem deixado motivar pelo próprio ego negativo. Enquanto a vossa consciência ia caindo por terra e sentiam mágoa e voltavam costas, o vosso ego negativo "apostava naquilo"; "aquilo" em termos de uma compensação qualquer que o ego negativo pudesse descobrir. O interesse que sentira ao juntar-se a um dos grupos pode muito bem ter sido o de proporcionar quem culpar: "A culpa é do grupo... eles desencaminharam-me.... ensinaram-me coisas erradas da forma errada..." Talvez o ego negativo buscasse a autocomiseração e, ou a importância pessoal, que frequentemente está associada aos "becos sem saída" da metafísica.

Certos grupos ou disciplinas erguem-se com base na premissa de que "ninguém os compreende", pelo que o "pobres de nós" se mistura ao "melhores do que" num contexto de exclusividade. Alguns egos negativos adoraram a gíria empregue por muitos grupos que diziam não ser grupos por só os companheiros (Utilizamos o termo "companheiros" judiciosamente) compreenderem. Mais uma vez se apresenta a duplicidade; de um lado os egos negativos "melhores do que", por só eles conhecerem aquilo que estava a ser tratado, enquanto por outro se lamentavam por mais ninguém os perceber! Enquanto o vosso Eu Espiritual tropeçava e se via ridicularizado, o vosso Ego Negativo resistia pelo poder de manipulação - ansiava pelo atalho para a iluminação.

O poder representa a capacidade e a disposição para agir. O poder nada tem que ver com o incutir medo, nem com a intimidação, nem com a capacidade de subjugar. No entanto, frequentemente definem o poder nesses termos. Frequentemente, alguém os deixa apavorados ou os subjuga, e não admitem o medo nem a humilhação que sentem, mas invejam, ao invés, o poder que revelam. Uma pessoa verdadeiramente poderosa nem sempre precisa dar-lhes a entender o quão poderosa é na realidade. Não precisa depender dos meios manipulativos para controlar a sua realidade - nem para os controlar, que é aquilo de que frequentemente os traficantes de poder andam em busca. O poder consta capacidade e da disposição para agir.

Os vossos egos negativos estavam em busca do segredo do controlo dos outros. Apenas designavam isso em termos de "caminho para a iluminação". No processo de rejeição dos velhos quadros em que a espiritualidade assentava, no processo de rejeitarem igualmente todo o sentido de uma espiritualidade efectiva em favor de uma espiritualidade falsa, dotada de uma divindade destituída de um Deus, no processo de assumir essa segunda alternativa como representação da vossa quarta Escolha Essencial de Crescimento, acabaram por abandonar o vosso Eu verdadeiro que, foi o único que acabou controlado. Nisso reside a tristeza.

NO QUE RESIDE A DOR

Para muitos, a dor está no facto de se terem deixado motivar por um desejo sincero e gracioso de crescimento. São belos na ânsia e sinceridade que apresentam. Se alguém chegasse a insinuar uma oportunidade de crescimento - caso alguém chegasse a sugerir possuir alguma coisa que precisassem conhecer - sugerimos nós que vos encontraríeis justamente a seu lado com vontade de crescer. Demasiadas vezes acabastes por ser usados. Alguns de vós, foram realmente desencaminhados e aproveitados. Mas como isso não estava relacionado com as compensações do vosso ego negativo, foram feridos de verdade. Contudo, continuaram a ir lá em busca de mais, não tanto por serem estúpidos, conforme muitos os levariam a crer, mas por serem sinceros e...sim, tão ingénuos!

Foi-lhes dito para não condenarem, mas disseram-lhes também para deixarem de usar o vosso discernimento! Um coração faminto cegou-os. Nisso reside a dor.
Foram progressivamente crescendo. Recusaram a primeira alternativa da espiritualidade. Tropeçaram e esbarraram com o vosso caminho uma segunda vez. Perdoem-se por isso. É tempo disso. Estão preparados para a terceira:
Criar novas imagens, criar um relacionamento renovado com Deus, com a Deusa, com o Todo. Estão preparados para a Viajem do Sagrado. Não esperem!

O INÍCIO: AMOR

Ouviram dizer com frequência, e quase todos os livros de autoajuda e de “como conseguir” lhes dizem que o segredo para o que quer que lhes ofereça ajuda está no amor. Geralmente têm uns parágrafos brilhantes que terminam com a sagacidade de precisarem amar-se mais.
“Então é isso? Isso é tudo quanto irá ser referido?” Interrogam-se vocês. Na maioria das vezes, é! Toda a gente lhes diz para se amarem mais. Alguns vão a ponto de lhes dizer para também amarem os demais. Na realidade são muito poucos os que lhes dizem como o fazer. Como amarão? Quais os passos específicos para tal fim?

Agora o vosso ego negativo ganha vida, e salta para a arena em altos brados a dizer “Não! O amor deve permanecer um mistério.” Diz ele! “Não desmistifiquem o amor. Se for real, ele há-de acabar por ter lugar. Não precisamos aprender nada sobre o amor. Apenas como pô-lo em prática!” E para se assegurarem de que não inquirireis mais, acrescenta: “ Se tivéssemos que aprender a amar, arruiná-lo-íamos. Se precisarmos aprender a amar, alguma coisa de errado se passará connosco.” Vós engolis em seco. Timidamente, leem no livro que precisam amar-se mais, fingindo que seja alguma coisa de que jamais tenham tido conhecimento antes.

A verdade: Vós sabíeis que precisáveis amar-vos mais. É por isso que começastes por ler o livro desde logo! Sabem o que precisam fazer. Mas nem sempre sabem como o fazer.
A Viagem do Sagrado tem início com o amor. Reconhecidamente, é um lugar-comum. Por terem ouvido isso antes, o vosso ego negativo pode dizer que não estão a aprender nada de novo nesse caso.
Bom, suponho que podíamos dizer que a Viagem do Sagrado começa cobrindo o vosso corpo com mostarda e ketchup. Isso iria satisfazer-lhes o ego – e certamente que não terão ouvido falar nisso antes! Que é irreal e inconsequente próprio do ego negativo. É novo e entusiasmante e constitui uma coisa diferente. “Quem se interessará pela verdade?” diz o ego negativo.

Não estamos aqui a fim de entretermos o vosso ego negativo. Voltamos ao cliché relativo ao amor. Por vezes um cliché é um cliché por se tratar de uma frase batida. Outras vezes é um cliché por ser uma verdade real e compreendida. A verdade é um cliché por constituir a verdade.
A Viagem do Sagrado começa com o amor. Tem início no amor-próprio e expande-se ao amor pelos outros. A Viagem do Sagrado envolve a dádiva amorosa, o acolhimento do amor, e – o que para muitos será um conceito novo – ser amado.
Quer o consigam ou não, sabem o que significa dar amor e receber amor. Ser amado é abrir-se e permitir-se mudar – mudar de verdade – por alguém os amar. “Eu estou a mudar por me amarem.” Esse “eles” pode ser qualquer um.
Mas torna-se muito mais mágico e místico quando esse “eles” se refere ao vosso Eu Superior. “Eu estou a mudar... estou a mudar por o meu Eu Superior me amar.” Na verdade não precisam de mais nenhuma motivação.

Já sabem a razão por que é importante amar. Mas, por que razão é o amor importante no relacionamento que têm com Deus, com a Deus, com o Todo? O óbvio: se não se amarem, não estarão dispostos a deixar-se amar por ninguém, e em especial pelo Todo. Sem amarem os outros, como poderão amar o Outro mais significativo que pode existir?
O menos óbvio: o amor é uma emoção e um estado de espírito. É tanto um sentimento quanto é um nível de consciência. Mais, é o único sentimento e consciência que é passível de se transmutar, de se transformar, e de transcender toda a anergia. O amor é a única “linha de comunicação” que alcança Deus, a Deusa, o Todo.

UM SENTIMENTO OU UMA FORMA DE CONSCIÊNCIA?

Há aqueles que argumentam que o amor é um sentimento – apenas um sentimento e nada mais. Afirmam que é temporal, que se acha em constante mudança, em constante expansão ou contração. Ao mesmo tempo, uma outra filosofia declara que o amor não constitui um sentimento em absoluto. Em vez disso, o amor é um estado de consciência que é constantemente procurado, mas jamais completamente descoberto.

De facto, sugerimos que o amor é ambas essas coisas. É um sentimento que podem explorar espontaneamente, e é uma aptidão que podem aprender de forma específica. Existe a capacidade e a arte de amar. O amor também constitui um ideal. É um estado de atenção, um estado de espírito ou de consciência que buscam continuamente. Embora jamais cheguem a abranger a totalidade do amor de uma forma completa na busca que empreendem, enquanto se alongam e atingem, tornam-se progressivamente mais no ideal que perseguem. Tornam-se cada vez mais no próprio amor que buscam.

É UNIVERSAL

Transmutar, transformar, transcender? Mais gíria da Nova Era? Não, são três conceitos da maior importância que desempenham uma parte integral no crescimento que empreendem. São frequentemente definidos juntamente com as habituais definições metafísicas tipo “sabem,” que não vos transmitem nada e que frequentemente os deixam mais confusos do que antes. Bom, não vamos lidar com tudo o que esses três conceitos representam, mas uma definição sumária talvez tenha cabimento.

Estão junto a uma máquina de venda a segurar uma nota de dez dólares. Por mais que tentem, não conseguem meter a nota na ranhura das moedas. Podem mesmo ter dinheiro suficiente para comprar cada torrão doce ou refrigerante na estúpida da máquina, mas com uma nota de dez dólares sentem-se impotentes. Vão em busca de trocos. Um empregado dá-lhes uma nota de cinco, mais quatro de um e uns trocos! Abençoados trocados!

A transmutação é a mudança de uma forma para uma outra forma semelhante que possua um valor intrínseco idêntico, mas que seja mais útil e como tal pessoalmente valioso. A nota de dez é uma forma e a de cinco e as quatro de um e os trocados são a forma idêntica. Ainda constituem dinheiro, e possuem o mesmo valor intrínseco, mas uma forma é de longe mais útil e como tal mais valiosa para vós.

Podeis sentir-se irritados, ofendidos e assustados. Podem retrair-se e proteger-se mostrando-se teimosos e defensivos – presos. Estão impotentes, e por mais que tentem ainda não conseguem chegar a lado nenhum. Podem praticar as vossas técnicas e proceder às vossas meditações e evocar a vossa orientação interior e exterior, que nada de mais acontecerá. Cada um de vós já se terá posicionado nessa situação mais do que estarão dispostos a admitir neste momento. Já estiveram assim. Não conseguem mudar do mesmo modo que não conseguem introduzir a nota de dez na ranhura das moedas! Se transmutarem a teimosia em determinação e a defesa em abertura, aí já serão capazes de se mover! Então, as vossas técnicas e meditações poderão operar! E nessa altura também poderão transmutar os sentimentos profundos.

Podem mudá-los de uma forma (emoção) em outra semelhante (uma outra emoção) mas a nova forma (determinação e abertura) é muito mais útil e valiosa para vós. Podem pensar que a teimosia e a determinação não sejam idênticas. Isso deve-se ao facto da determinação lhes ser consistentemente mais útil do que a teimosia. É fácil confundir o valor intrínseco com o valor pessoal. Uma emoção é uma emoção. E ainda que algumas emoções sejam mais valiosas para vós do que outras, ainda são idênticas e possuem um valor intrínseco igual.

As emoções são emoções. Por isso transmutar a emoção é mudá-la de uma forma para outra que lhes seja mais útil e valiosa na altura. E o amor é a energia mais poderosa nessa transmutação. Se recordarem o amor, mais facilmente poderão transmutar qualquer emoção de menor utilidade numa emoção mais útil.
Assim que tiverem transmutado a nota de dez dólares em outra de cinco e quatro de um e uns trocos, já poderão comprar o refrigerante. Assim que tiverem efectivamente feito a compra – assim que introduzirem as moedas na ranhura e puxarem ou empurrarem os botões e escutarem o som familiar da lata de alumínio a cair – terão assistido a uma transformação.

Agora dispõem de uma nota de cinco, quatro de um, e da lata de alumínio! Noventa por cento das notas ainda se encontram na sua forma transmutada. Ainda se assemelham no formato e igualam os 90 % da nota de dez dólares, mas os trocados terão sido transformados num refrigerante ou numa lata com um líquido carbonatado.

Transformar é mudar uma coisa qualquer de uma forma numa outra diferente – não semelhante – que possua um valor intrínseco diferente, embora possa ser mais útil pessoalmente, e assim ter mais valor pessoal. O valor intrínseco pode ser maior ou menor, e só por isso será diferente. Não podem dizer que a lata de alumínio seja verdadeiramente mais valiosa do que o valor de troca da nota de dez dólares, mas podem dizer que o valor que apresente seja diferente! De facto, assim que conseguirem drenar o conteúdo, a maioria concordaria que, embora certamente transformado, vale menos.

A teimosia e a defensiva que cobrem a raiva, a ofensa e o medo são transmutados em determinação e abertura, e transformados em conduta, em impulso e acção. Impulso e acção são formas distintas – e compreendem uma qualidade de acção, em vez de ser – e o valor que apresentam também é distinto. Tornam-se pessoalmente muito mais valiosos conforme qualquer um de vós que se tenha sentido bastante determinado mas sem motivação, sem vontade, saberá. Cada um de vós já se terá sentido muito aberto e vulnerável, mas a ausência de acção tê-los-á deixado vazios e ocos. Moverem algo do seu estado inicial para o seu estado actual representa o processo da transformação. Boas intenções poderão resultar da transmutação do que é destrutivo no que é produtivo, mas a mudança permanente vem com a manifestação – com a manifestação dinâmica - dessas intenções. A mudança permanente vem com a transformação.

Estar disposto a dar amor e estar disposto a receber amor constitui o maior factor de motivação, o combustível mais eficaz, da transformação. Ser amado – deixar que alguém os ame – constitui o poder mais místico e mágico da transformação.
Ao levarem a lata gelada aos lábios, inclinarem a cabeça para trás a beber, estão agora a testemunhar a transcendência. Terão transmutado um pedaço de papel numas fichas de metal a que chamam moedas de igual valor. Transformaram esse papel numa lata de alumínio e num líquido carbonatado que muitos diriam ser mau para a vossa saúde. Agora... uma nota de dez dólares colmatou-vos a sede! Isso representa a transcendência!

A transcendência é mudar uma coisa qualquer de uma forma em outra forma, uma oitava superior, que é intrínseca e pessoalmente mais valiosa. A transcendência é mudar algo de uma forma em outra mais elevada que vos permita ser mais daquele que são.

De repente uma nota de dez dólares representa algo que apaga a sede – uma oitava mais elevada ou uma forma mais elevada. Todos concordarão que algo que lhes mate a sede – tanto física quanto emocionalmente - tenha tanto intrínseca como pessoal e objectivamente mais valor.
O impulso ou motivação transforma-se em êxito, e a acção passa para a sua mais elevada oitava de impacto positivo. A teimosia e a defensiva tornam-se numa acção bem-sucedida dotada de um impacto positivo. Isso é transcendência. Com a transcendência vocês nem sempre sabem “como chegar daqui acolá.” Com a transcendência, por vezes vocês não acreditam vir alguma vez a ser capazes, mas são. Transcendência á permitir a ocorrência de milagres na vossa vida! Deixar que aconteçam mais milagres. O amor é garantia em um mundo sem garantias! O amor permite milagres.

LINHA ABERTA DE COMUNICAÇÃO

No plano físico têm acesso à gama completa das emoções positivas e negativas. Positivo e negativo podem ter pelo menos dois sentidos distintos. Por um lado, podem significar o bom e o mau, e por outro podem ser interpretados como yin e yang, ou contracção e expansão, destituídos de julgamento em termos de certo e de errado. Em grande parte a realidade consensual concorda com o facto de sentimentos como o amor, a felicidade, o entusiasmo, etc. serem positivos – serem bons. Do mesmo modo, a raiva, a tristeza, o medo, etc., são universalmente considerados como negativos ou emoções más.
Os metafísicos frequentemente adoptaram a interpretação da realidade consensual ao dizerem que deviam sentir as emoções boas o tempo todo e jamais sentir as más. Frequentemente a vossa espiritualidade ou destreza espiritual é medida pela presença do bom e pela ausência de emoções negativas assim definidas pelo senso comum.

Proporíamos uma perspectiva mais intricada. As emoções positivas são aquelas que são apropriadamente expressadas e libertadas. Emoções negativas não são apropriadamente expressadas e, ou, libertadas. A ênfase é colocada no “apropriadamente”. Por vezes isso pode representar uma expressão directa – dizer à pessoa ou resolver uma situação directamente, no vosso mundo físico. Por vezes isso pode representar uma expressão indirecta – falar com a pessoa ou experimentar a situação através de uma meditação.

O ódio que é expressado e libertado de forma apropriada, representa uma emoção bastante “positiva”, ao passo que a sua supressão e sublimação se revela bastante “negativa” e se pode tornar muito perigosa. Por outro lado, o amor que é negado e voltado para dentro pode tornar-se distorcido e destrutivo. Pode tornar-se criminoso. As pessoas têm sido mortas devido ao ódio (Martin Luther King Jr.) e têm sido mortas por amor (John Lennon), mas ninguém tem sido morto por esse amor ou ódio ter sido apropriadamente expressado e libertado.

A outra distinção da emoção dá-se mais claramente entre as emoções de expansão e de contracção. Essa diferenciação revela-se mais conforme com os conceitos yin-yang. Aquelas emoções que lhes expandem a consciência são positivas, enquanto aquelas que os levam à contracção da consciência são negativas. Contudo, não são boas nem más. Cada emoção tem início na opção de expandir ou contrair. Depois, à medida que se vão tornando adultos, as vossas emoções estabilizam.

Por exemplo, houve uma altura na vossa evolução em que a expressão de raiva e de mágoa eram muito expansivas, pelo que deveriam ser tidas na conta de positivas. Contudo, após um certo nível de avanço, a raiva e a mágoa não se revelam más, mas conduzem à contracção. Eventualmente acabam por levar unicamente à contracção, e descartam-nas. Descartam-nas não porque sejam más ou erradas, mas por conduzirem à contração e o vosso crescimento – a vossa evolução espiritual - ter alcançado o nível em que se torna completamente expansiva. Contudo, isso ocorre quando se tiverem expandido além do plano físico.

Na nossa realidade, por exemplo, conhecemos raiva, mas jamais a sentimos. Conhecemos a ofensa, e o desespero, mas jamais os sentimos. São emoções que levam à contracção, e na nossa realidade, que se acha em constante expansão, não existe lugar para elas. E conquanto jamais sintamos essas emoções negativas – essas emoções de contracção – podemos conhecer aquilo por que passam quando o fazem.

No vosso plano físico têm acesso a todas as emoções. Quando evoluem e passam para níveis mais elevados, as emoções suprimidas e potencialmente distorcidas são soltas. As emoções que conduzem à contracção também são abandonadas. A derradeira das emoções negativas é o medo da solidão. Por fim, também essa é solta.

As emoções expansivas e expressadas fazem justamente isso – expressam e expandem de modo a preencher o vazio. Eventualmente, até mesmo a gama das emoções positivas sofre uma mudança e passa a convergir, e torna-se mais focada e concentrada. Eventualmente a única emoção que sobra é o amor. É então que o amor, o sentimento, se torna no Amor enquanto Estado de Espírito, Estado de Consciência. É somente então que o amor se torna nesse Deus, nessa Deusa, nesse Todo. A única linha completamente aberta de comunicação existente entre vós e Deus a Deusa e o Todo é a linha do amor que se torna Amor – ou deveríamos dizer AMOR?

A DESTREZA E A ARTE DE AMAR

O amor é uma acção e um estado de espírito. Há certas coisas específicas a fazer para poderem amar quer a si mesmos quer aos outros. A acção é a mesma. A direcção muda, é tudo.
Por detrás da máscara do ego negativo, querem tornar a amabilidade difícil de modo a poderem justificar e racionalizar a falta dela que sentem na vossa vida. Afinal, na relação Faustiniana que têm com o vosso ego negativo, convenceram-se de que, se deixarem que lhes governe a vida, ele venha a fornecer-lhes tudo. Mas o ego negativo jamais propicia o amor. A única coisa que pode fornecer são promessas não cumpridas e rompidas. Jamais disponibiliza amor.

“Onde reside o amor?” Perguntam, e o vosso ego diz-lhes o quão difícil – impossível – é. O vosso ego negativo dá-lhes conta do quanto o amor fere. Quando descobrem o quanto o amor realmente se encontra ao dispor, ou tratam de o negar por completo enquanto protegem a posição do vosso ego negativo – “Evita a humilhação a todo o custo!” diz o vosso ego negativo – ou se sentem de tal modo estúpidos por terem fechado a porta a esse amor durante tanto tempo que agora não acham merecê-lo. De qualquer maneira, vocês (e não o vosso ego negativo) perdem. Quando descobrirem o quão fácil é, não fujam. Não se castiguem. Não adiem mais. Comecem a amar!
As coisas que cumpre fazer em benefício do amor: 

1 Dar. Comecem a dar a vós próprios e aos outros por tantas formas quantas forem capazes. Partilhem física, emocional, intelectual e intuitivamente. Não se preocupem com a obtenção... Comecem realmente a desenvolver a capacidade que têm de dar.

2 Responder. Permitam a vós próprios a capacidade e a disposição para dar uma resposta. Sejam responsáveis por vós e a seguir, pelos outros.

3 RESPEITAR. Honrem as vossas emoções e as emoções dos outros, a quem desejarem amar. Respeitar não é uma questão de fazer, mas uma questão de honrar. Frequentemente, quando as pessoas tentam ganhar respeito da sua parte ou da parte dos outros voltam-se em busca de algo a fazer. De seguida passam a trabalhar arduamente para fazer o que quer que tenham decidido que lhes traga respeito só para descobrirem que o próprio nível de respeito delas permanece inalterável. Sentem ter fracassado. Respeitar-se é honrar as emoções que têm. Vocês honram as emoções ao expressá-las e libertá-las de modo apropriado. Honram as emoções dos outros dando-lhes permissão e um lugar seguro para expressarem e libertarem aquilo que com toda a honestidade sentem. Para amarem, honrem os sentimentos que tenham. Honrem os sentimentos dos outros.

4 CONHECER. Há dois modos de conhecer alguém – através do acto de infligir dor, ou por intermédio da compreensão. Por tantos temerem amar, infligem dor – neles próprios e nos outros. Os vossos terapeutas, por meio de estudos psicológicos feitos junto dos prisioneiros sobreviventes da guerra, sabem que uma relação interessante, se não bizarra, se desenvolvia entre o cativo e o captor. Por meio da dor, chegaram a conhecer-se um ao outro de uma maneira mais profunda do que tinha sido antecipado.

Sim, uma das vias do conhecimento é através da dor, mas existe uma outra. A busca da compreensão tem início com o desejo consciente e termina com um comprometimento consciente. Envolve reservar um tempo para realmente estender a mão – estender a mão carinhosamente... Desenvolver a capacidade de amar, e de buscar a compreensão de vós e dos outros. Não vos encontrais neste mundo para serem compreendidos. Estão aqui para serem compreensivos.

5 TER A HUMILDADE DE SER ÍNTIMO. A humildade é a disposição de ver cada dia como completamente novo. É a disposição de deixar que as pessoas mudem ao invés de insistirem em que jamais chegam a mudar. Vocês criam a vossa realidade primordialmente a partir da escolha e da crença. Se optarem de uma forma consistente por ver as pessoas no que têm de pior e acreditarem nisso, então essa será a maneira por que elas se revelarão. Ficareis com razão, mas infelizes. Ser humilde é dizer: “É assim que sempre foi, mas agora pode ser diferente.” Sejam suficientemente humildes para chegar perto, ser afetuosos, e vulneráveis em relação a si mesmos e àqueles por quem se interessam.

6 TER A CORAGEM DE SE COMPROMETER. O comprometimento soa verdadeiramente assustador para muitos. O medo da rejeição e da humilhação são os culpados principais. O medo da responsabilidade – “Serei capaz de lidar com ela?” – contribui de uma forma massiva para a recusa de compromissos. Para muitos, o comprometimento assemelha-se a uma prisão. Confundem a obrigação com a responsabilidade. Quando consideram a possibilidade de se comprometerem com alguém, frequentemente o vosso ego negativo salta para a frente com a interrogação: “Se és capaz de criar isso assim tão bem, não poderias conseguir melhor? Não te comprometas. Espera! Ele admoesta-os no sentido de não se comprometerem, apelando que alguém ou alguma coisa melhor poderá surgir. Se o melhor acabar por surgir, esperem ainda. Entretanto, o comprometimento jamais chega. É preciso coragem para amar.

7 SOLICITUDE. Comecem honestamente a interessar-se por vós próprios e pelo modo como a vossa vida decorre. Não dissemos, “sentir pena de si mesmos”. O amor nada tem que ver com a autocomiseração. Mencionamos interesse. Não precisam de razão nenhuma para se importarem. Abri simplesmente o vosso coração e a vossa mente e comecem. Permiti-vos cuidar de vós próprios. Permiti-vos cuidar dos outros.
Estas são as sete acções a empreender para poderem amar. Conhecem cada uma delas, e puseram-nas em prática vez por outra. De facto sabem como amar. Apenas julgam não saber. Todavia, envolve mais do que isto. Empreendem essas sete coisas para poderem realizar alguma coisa. Mas é a dinâmica que resulta da prática dessas sete acções com o objectivo expresso de fornecer o que se segue, que dá lugar ao amor: 

1 SEGURANÇA. Física, emocional, intelectual, e protecção intuitiva para vós próprios e para o próximo. É aí que tem início o amor.

2 PRAZER. Compartilhar, ser responsável, respeitador, ou conhecer-vos ou a mais alguém de modo a proporcionarem a vós ou aos outros termos prazenteiros de curto e longo alcance, intimidade, comprometimento, e cuidar de vós próprios ou do semelhante de modo a que vocês ou ele/a sintam prazer.

3 HONESTIDADE E VULNERABILIDADE. Aceitar baixar as muralhas de defesa. Aceitar permanecer completamente aberto e honesto. Proporcionar o espaço para exporem as vossas ansiedades, dúvidas e temores.

4 CONFIANÇA. A energia mais poderosa que podeis dar a vós próprios. A maior dádiva que poderão estender aos outros.

5 MEDO REDUZIDO DE PERDA. Se tivessem um anel de ouro deslumbrante que pensassem não passar de uma simples liga barata dourada, haveriam de o usar em qualquer lugar e por toda a parte sem temor. Agora, imaginai que descobrem que o anel é de ouro puro, e de um ouro bastante raro por sinal, e que não pode ser substituído. De repente sentem vontade de trancar o anel a sete chaves. Passam a temer usa-lo em toda a parte. O medo de perder coisa tão valiosa torna-se aterrador. Quando amam alguém todo o temor se evapora, á excepção de um: o medo da perda é o único temor que aumenta à medida que o amor aumenta. Quando amam de verdade, o valor aumenta. Se fossem perder esse amor agora... seria devastador! Quanto mais amarem, mais o valor aumenta e o medo de perder só cresce. É por isso que muitos de vocês fogem do amor e alguns chegam a deixar de amar. Ironicamente, o antídoto para esse medo de perda é inspirar fundo e amar mais. A resposta está em inspirarem fundo e dar, responder, respeitar... e interessar-se! Para que o amor seja mais do que uma palavra, devia operar pela redução do próprio medo que produz.

1 INTIMIDADE E SOLICITUDE

Actuem de tal modo que criem uma repercussão em termos de proximidade e de sensibilidade, e uma ressonância de liberdade e de segurança.

2 CONHECIMENTO

Comunicar – ter empatia. Deixem que o outro tenha conhecimento de que o conhecem. Deixem que saiba que percebem a sua beleza, e o lado menos belo, e que de qualquer maneira o/a amais. Com base no amor-próprio admitam a poder que têm e amem-no. Admitam a fraqueza que sentem. Admitam a fealdade, e amem-na. É perfeitamente fácil amar a beleza, mas é a fealdade que também carece de amor. Vejam bem, não respondem, ou respeitam simplesmente por uma questão de o fazer. Fazem essas coisas a fim de proporcionarem segurança e prazer, ou honestidade e vulnerabilidade.
Pela compreensão dessas sete acções a pôr em prática e dos estados potenciais de existência a proporcionar poderão saber se se amam e aos outros. Poderão saber se os outros os amam.

Sentem-se amados? Estarão eles a fazer essas coisas de modo a produzirem os estados de existência chamados amor? Comecem sempre por si próprios. Comecem a pôr em prática em vós a actuação e a existência do amor. A seguir expandam isso de modo a incluir os outros – não simplesmente outros quais queres, mas alguém em específico que tenha significado. Assim que tiverem desenvolvido a perícia, assim que forem realmente bons a amar, então expandam o amor ainda mais. Ao expandirem o círculo do amor, intensifiquem sempre o amor-próprio e o amor que sentem por esse alguém especial.
O começo: Amor. O primeiro passo na Jornada do Sagrado, e a primeira qualidade inerente à jornada, tem início no Amor, com o alcançar e o espalhar desse amor... por uma questão de AMOR.

A JORNADA PROSSEGUE
OS PASSOS INTERMÉDIOS

A Jornada do Sagrado tem início com o amor. Todavia, existe mais do que amor. Há outros passos a dar, outras qualidades inerentes à pessoa espiritualmente viva na vossa jornada final – na Jornada do Sagrado que empreendem rumo ao Lar.
Esses passos intermédios são muitas vezes negligenciados. Sabem a importância que o amor tem, embora possa não passar de uma vaga ideia, a importância que o desenvolvimento de um relacionamento com o vosso Eu Superior tem. Os passos intermédios frequentemente parecem algo que devem adiar até disporem de mais tempo. Alguns decidem que primeiro têm que arrumar as suas vidas. Precisam apressar-se a tratar de conseguir um relacionamento “acabado” com o seu Eu Superior, que depois poderão dar a volta e dedicar-se aos detalhes.

De facto, são os passos intermédios que os prepararão para conhecer o seu Eu Superior. Qualquer pessoa pode entrar em meditação. Qualquer um os poderá conduzir a uma meditação a fim de conhecerem o vosso Eu Superior. Por se sentirem ansiosos, por desejarem muito crescer, conhecerão alguém ou alguma coisa. Será o vosso Eu Superior? Será mesmo? Como haverão de saber?
Se derem os passos intermédios, se desenvolverem as qualidades intermédias, então saberão. Os passos intermédios hão-de prepará-los de tal modo que, quando conhecerem a vossa Consciência Superior, saberão que é real. Não terão que se interrogar se estarão apenas a ver uma outra máscara, porventura mais atraente, do vosso ego negativo.

Já levamos milhares de pessoas a amar e a ser amadas pelos seus Eus Superiores. Independentemente do cepticismo que tivessem na sua própria capacidade, cada uma delas alcançou e tocou a mão do seu Eu Superior, cada uma sentiu o aconchego. Cada uma terá estreitado essa mão e terá tido essa mão a estreitar a sua. Eles sabiam estar a experimentar mais do que um conceito, mais do que uma teoria, por os conceitos e as teorias não estreitarem pela parte que lhes toca! Eles sabiam não estar a lidar com uma face atraente do seu ego negativo, por terem passado pelos passos intermédios. De um modo subtil ou aberto, conduzimo-las por esses passos específicos. Como estão agora a passar por eles, vocês também podereis passar a conhece-lo.

SOLTAR O PASSADO

A criança dentro de vós jamais se sentiu “suficientemente” amada. É tempo de meditarem e sentirem amor por essa criança. É tempo de se voltarem para dentro e de dar a essa criança o amor que sente. Quer esse sentido da falta de amor seja real ou fruto da imaginação, é tempo de endereçarem amor a essa criança.
O tempo é uma ilusão, percebem? Ele existe como uma convenção conveniente. O tempo existe todo em simultâneo. O dia em que nasceram e o dia em que escolherem morrer situam-se exactamente no Agora. Todas as vossas vidas são concorrentes. Há aquelas vidas que se dão no mesmo espaço, só que num tempo diferente; essas são chamadas de vidas passadas. Depois há as vidas que se situam num mesmo tempo, mas num espaço diferente; essas são chamadas vidas paralelas. Realmente não existe tempo, e não existe espaço realmente nenhum. Existe apenas a ilusão de tempo e de espaço, que é aquilo a que chamam Plano Físico.
A criança que anseia por amor – a criança que teimosamente se recusa a crescer até obter esse amor que lhe falta – acha-se tão viva hoje quanto se achava então. Muitos passam a vida inteira a tentar aplacar o anseio dessa criança.

Há aqueles que projectam continuamente os pais em toda a gente na sua vida corrente de modo a poderem identificar-se com a criança que deixaram para trás há tantos anos. Muitos homens deixam-se atrair para relacionamentos em busca de uma mãe e não de uma esposa nem de uma amante ou amiga. Encontram alguém que desempenhe o papel de mãe, e tudo se compõe – durante um tempo. Mesmo quando descobrem uma companheira disposta a desempenhar a relação mãe-filho, eventualmente percebem que, por mais que se esforcem, não conseguem que ela seja sua mãe! E voltam costas, em busca de outra companheira disposta ao mesmo. E a “dança” prossegue.
Se não conseguirem encontrar uma companheira disposta a isso, ou a companheira se cansar, isso realmente não tem importância. Ele continuará a projectar a mãe de qualquer maneira. De facto, passará a projectar a mãe em toda a gente. O sexo não impõe restrições. Os patrões e os amigos tornam-se simplesmente parceiros prováveis nessa "dança".

Os homens também podem projectar a figura do pai e dos irmãos e de muitas outras “ex” – ex-esposa, ex-patrão, ex-amante, ex-amigo – em qualquer um. O passado realmente não tem limites. Bom, excepto um: não se situa no Agora. As mulheres não só projectam a figura do pai, como a da mãe também. Toda a panóplia está ao vosso dispor caso prefiram viver no passado – se quiserem perceber o mundo através dos olhos do que passou. O problema: Esses olhos jamais encontrarão satisfação ou vitória. Esses olhos jamais verão o caminho para o Lar. Esses olhos jamais perceberão a Jornada do Sagrado.

Também há um adolescente dentro de vós. O adolescente geralmente encontra-se num estado de pânico absoluto. Quando eram crianças pensavam que iriam permanecer crianças para todo o sempre, mas o corpo traiu-os. Ah, pois, muitos de vós contaram os dias até aparecerem os primeiros sinais do “crescimento”. Quando a puberdade os atingiu, descobriram que a adolescência representava mais do que deixar crescer bigodes e desenvolver seios. Havia as hormonas com que não tinham contado. Havia as pressões sociais com que não tinham contado. Havia a idade adulta iminente a apresentar-se muito rapidamente no horizonte.
Existe ainda um adolescente dentro de vós, um adolescente repleto de pânico, repleto de terror. Muita gente crescida não passa ainda de um adolescente camuflado. Muitos ainda andam a tentar “fazer tudo correctamente”.

Se insistirem em recapitular o passado – se insistirem em tentar faze-lo uma e outra vez até conseguirem acertar – até ser verem vingados, então percebam que o preço disso será deixar de descobrir a jornada do sagrado. Por meio da lente do vosso ego negativo procuram aliviá-lo e fazer tudo certo. O ego negativo usa a retidão e a culpa ou a autocomiseração e a importância pessoal para os prender ao passado. Usa o evitar o êxito para os manter agarrados ao passado.
Existem técnicas para descobrir essa criança e esse adolescente dentro de vós. Há meditações que podem libertar o passado e a pressão que ele exerce em vós, mas devem querer abrir mão dele. Devem estar na disposição não só de abrir mão do passado como também devem estar na disposição de se voltar para o futuro. Vivem no agora. Não estamos a sugerir que se deixem cegar com promessas futuras, nem estamos a encorajá-los e deixar-se perder no labirinto do passado. Não. Vivam no agora, mas deixem-se motivar pelo futuro.

Desenvolvam um Sonho. Encham-se de desejo, de imaginação e de esperança do que um dia qualquer poderá existir. Reconheçam aquilo que tiverem feito. Admitam ter sido vós quem criou essa dor – essa fealdade. A seguir perdoem-se e mudem. Soltem o passado, e alcancem alegremente o futuro. Têm uma escolha básica. Tanto podem usar a máscara do ego negativo e viver constantemente a tentar vingar ou corrigir o passado, como podem usar a cobertura do Eu Futuro e viver no presente momento, continuamente a criar cada vez mais daquele que podem ser. Ambos esses caminhos estão ao vosso dispor. Um não conduz a parte nenhuma e encontra-se repleto da tristeza do inevitável e do caminho da solidão. O outro conduz ao Lar e está repleto do brilho da possibilidade e da maravilha do amor.

ELEGÂNCIA

A elegância significa criar o máximo benefício com o menor dispêndio de energia. Não estamos a falar disso no sentido da moda. A pessoa que busca a jornada do sagrado – a pessoa que já se encontra no seu Caminho – opera com elegância.
Há uma realidade que querem criar. Com uma grande angústia, decidiram por fim o que é que querem – bom, mais ou menos. Decidiram, a menos que alguém tenha uma ideia melhor. Bom, vós decidistes, dizeis a vós próprios, ainda não totalmente convencidos.
Agora programam. Tentam visualizar, mas não conseguem encontrar muito bem aquela posição relaxada e a vossa mente vagueia e caem no sono, mas meditaram mais ou menos... e a seguir preocupam-se. Tentam recordar que criam tudo. Tentam recordar-se que a programação realmente resulta... e a seguir preocupam-se.

Para estarem a salvo, procedem a três ou quatro meditações diferentes, todas mais ou menos ao acaso. Entram na autocomiseração de esperar encontrar “alguém lá em cima” que sinta pena de vós e faça alguma coisa. A esta altura não se importam se será parecido convosco ou não – “mas que faça unicamente alguma coisa”.
Agora é tempo para o vosso cerimonial da dúvida e da falta de merecimento. A seguir vão tentar manipular a realidade só para o caso de realmente não a criarem. Podem, assim como podem não criar a realidade que tiverem solicitado. Mas haverão sempre de criar a realidade que querem – não sempre aquela que pedem. Independentemente do que se manifestar em última análise – mesmo que criem aquilo pedem – não o terão feito com elegância.
Uma outra abordagem: Decidem aquilo que querem. Sabem aquilo que querem. Seleccionam a técnica particular que de algum modo sabem que vai resultar. Talvez seleccionem uma série de técnicas que de algum modo sabem que venham a resultar. Talvez seleccionem uma série de técnicas e concebam uma estratégia de criação da realidade.

Uma vez posta em prática essa técnica, facilmente conseguem alargar a imagem que têm do êxito, e começam a agir “como se” a realidade já fosse vossa. Começam a sentir a gratidão e a alegria. A realidade é vossa e vocês aceitam-na com um sentimento de celebração.
Em ambos os casos, o resultado final pode muito bem ser o mesmo. Os meios, contudo, variam de uma maneira drástica. A certa altura do vosso crescimento, tudo quanto importava criava o sucesso. A meio do Movimento do Potencial Humano e mesmo do Movimento do Potencial Metafísico, muitos não se importavam com o modo como criavam, só para que criassem aquilo que queriam.
Na jornada do Sagrado, irão, é claro, criar êxito. Mas aquilo que realmente conta é o modo como o criam. O que realmente tem importância é o nível de elegância com que criam tanto a realidade que querem como a que pedem. Quando operam com elegância usam a vossa metafísica e fazem-no sem problemas. Usam a vossa metafísica com graça – com aprumo.

Para atingirem essa elegância, comecem com o desejo. Devem sempre começar com o desejo. A seguir clarifiquem esse desejo. Tornem-no pessoal: tornem-no vosso. Demasiadas vezes desejam aquilo que é suposto desejarem. Mesmo no caso em que o que a realidade consensual quiser para vós e aquilo que vós quiserdes para vós próprios representar a mesma coisa precisam clarificar o desejo – apossar-se dele. Tenham visão. Tornem-se visionários. Disponham-se a ver o futuro que está para além dos limites da lógica e da razão. Disponham-se a ter esperança e a sonhar e a maravilhar-se em relação a um mundo que podia existir. A seguir desenvolvam a impecabilidade. Disponham-se a focar-se à semelhança de um raio laser. Independentemente da distracção que o mundo e o vosso ego negativo desejarem colocar-lhes no caminho sejam impecáveis no uso do pensamento – não percam de vista o vosso Sonho – a vossa visão.

Se desenvolverem essas quatro qualidades – Desejo, Clareza quanto ao Desejo, Visão, e Impecabilidade - elas combinar-se-ão e criarão uma sinergia. Combinar-se-ão e criarão um Todo que é maior do que a soma das partes. Criarão elegância.
Pensem nisso. Se desejarem com honestidade e não se limitarem em relação a isso, se tornarem isso no vosso desejo e não se intimidarem em relação ao facto, se tiverem visão e a agarrarem com a tenacidade da impecabilidade, sem abrir mão daquilo que querem, então é claro que o criarão com elegância! É claro que se encontrarão na jornada do sagrado.

GRATIDÃO (OU PERCEPÇÃO DO VALOR PRÓPRIO)

Enquanto crianças, foram ensinados a dizer “obrigado” quando isso significava uma coisa qualquer e quando não queria dizer nada. As palavras podem sair-lhes da boca automaticamente. Por isso, podem supor que sentir gratidão venha a ser tão fácil. Talvez o termo seja igualmente fácil de proferir, mas o sentimento é muito mais intricado. Na jornada do sagrado que empreendem, sentir gratidão pode significar tudo – porém, repetir o termo não tem a menor importância.
Que coisa será a gratidão? Eis aqui um outro termo definido na tradição do “você sabe” da metafísica. Toda a gente conhece a palavra, qualquer um sabe a importância de que se reveste, mas muito poucos realmente chegam a conhecer o significado que possui. Passamos horas a explorar e a desdobrar os detalhes e a subtileza da gratidão. O poder que possui permanece ainda intocado. A profundidade que tem permanece ainda insondável.

Como parte da vossa jornada do sagrado comecem por perceber que a gratidão é agradecimento. É um agradecimento para quantos os tenham ajudado a criar a vossa própria realidade. É um agradecimento a vós próprios e à vossa consciência, ao vosso próprio mérito. É sentir-se agradecido pelo valor que se dispusestes a sentir. A gratidão também significa sentir agradecimento por terem estado dispostos a criar e dispostos a receber o amor que os vossos amigos visíveis e invisíveis continuamente lhes estendem. Ainda que estejam dispostos a acolher isso por um instante, sintam-se gratos.

Mas a gratidão é mais do que agradecimento. Também significa sentir alegria. A felicidade é a satisfação das vossas necessidades. Quando possuem um sítio a que possam chamar de lar e o sintam como vosso lar, quando conseguem trabalhar e ser financeiramente responsáveis, quando são capazes de usar o cérebro e mente para pensar num futuro por ocorrer, então sentem-se felizes.
A alegria é a satisfação das vossas preferências. A alegria representa a sensação de paz e de tranquilidade que o vosso lar fornece. A produtividade – a aprendizagem e a compreensão subordinada a vós próprios e em relação àqueles com quem interagem enquanto trabalham – comporta a alegria que sentem na vossa carreira. A alegria é o que transforma um emprego numa carreira. Alegria é ser capaz de ter Sonhos que nem sequer precisam manifestar-se.
Gratidão é resplandecer de júbilo. A gratidão também envolve espontaneidade. Estar grato, sentir júbilo, não é suficiente. Sentir-se espontaneamente gratos e jubilosos – isso é gratidão. Se precisarem pensar nisso - se precisarem recordar-se de o sentir – poderão estar num caminho, mas ainda não terão chegado à coisa.

A gratidão é um instrumento poderoso. Se se permitirem sentir gratidão, o vosso processamento e a vossa programação poderão operar imensamente melhor. O êxito que tenham poderá tornar-se exponencial. As “coisas” da vida podem melhorar de forma evidente. Ao se sentirdes gratos em relação ao que já têm, começam a ter mais coisas em relação às quais sentirão gratidão.
Quando utilizam uma técnica de criação da realidade que só parece não funcionar, considerem o nível da gratidão que sentem. Outra das razões mais significativas por que as pessoas não deixam que as técnicas operem deve-se ao facto de não quererem sentir-se gratas. Há muitos de vós que directa ou indirectamente sabotam a própria vida só para não terem que se sentir, ou acidentalmente acabarem por se sentir, gratos.

Pensem nisso. Cruzaram-se com uma técnica particular de criação da realidade, e ela funcionou! Excitados, empregam a técnica, e ansiosos, celebram o sucesso que se segue. Depois, estranhamente e sem aviso, param. Esquecem-se de usar o método de programação. Param simplesmente. Isso aconteceu-lhes imensas vezes. Frequentemente a razão prende-se com a culpa. Sentem-se culpados por ser tão fácil. Com uma maior frequência, tem que ver com a relutância de se sentirem gratos.
É espantoso ver as pessoas a barrar por completo realidades bem-sucedidas só para evitarem a gratidão. A gratidão é poderosa. Se a resistência à gratidão ou o medo dela pode barrar uma realidade inteira, imaginem o que poderiam conseguir se a abraçassem!
Assim, porquê? Por que têm as pessoas receio da gratidão? Existem várias razões. Muitos têm receio de serem usados, por sentirem que, se se sentirem gratos então ficarão em dívida, e assim poderem ser usados. Outros temem a mágoa: Sentiram-se agradecidos e distribuíram o poder que tinham à fonte da gratidão que sentiam somente para ficarem desapontados e magoados. Esses silenciosamente decidiram: “Nunca mais.”

Outros ainda temem parecer fracos. Presumem que: “Se eu me sentir agradecido para contigo, então tu terás feito alguma coisa que eu não fiz ou não poderia ter feito por mim próprio. Tu és mais forte, e eu sou mais fraco.” De modo semelhante, outros sentem-se zangados diante da mera menção da gratidão; alguns detestam sentir-se gratos. De facto não detestam realmente a ideia. A gratidão leva alguns a sentir-se carentes. Eles não detestam a gratidão: Detestam a carência.
Uma outra forma de resistência para com a gratidão resulta das consequências de a sentirem. Quando se sentem gratos, torna-se ao mesmo tempo realmente difícil culpar e ser justo.  É impossível sentir autocomiseração. Simplesmente não conseguem sentir-se vítimas, e o martírio torna-se impossível quando se sentem gratos.
A gratidão é uma maneira de sentir amor, entendem? Não conseguem sentir amor e autocomiseração ao mesmo tempo. Os dois excluem-se mutuamente. Contudo, quando se lhes apresenta a opção de sentir autocomiseração ou amor, infelizmente, muitos irão escolher a autocomiseração. Para eles, a gratidão constitui um enigma.

Também se torna muito difícil sentir superior e sentir gratidão – apesar de alguns terem conseguido isso, com alguma acrobacia mental hábil. Aqueles de vós que ainda anseiam por se sentir vingados não se permitirão sentir gratos. A gratidão constitui uma emoção adulta que é sentida espontaneamente AGORA.

Por fim, muitos temem a gratidão por significar que exista alguma coisa ou alguém “lá fora” que seja mais do que eles. Muitos pretendem pensar ser “Tudo o que existe” por ser demasiado assustador considerar que possa simplesmente existir mais para além deles, do que lhes seja dado conhecer. Alguns vão a ponto de asseverar que são a totalidade e a plenitude de Deus, só para não terem que lidar com esse “algo" ou "alguém mais”, que se situa para além deles.
Quando se sentem gratos para com um amigo, estão a admitir que ele seja “mais do que vocês” – não “melhor do que vocês” - só “mais do que vocês” no momento de espontaneidade em que tenha agido de tal modo que tenha feito brotar em vós a gratidão. Muitos confundem “mais do que” com “melhor do que”. Talvez isso se deva ao facto da realidade consensual pensar que se algo for bom, mais seja melhor. Ambos estão tão afastados quanto só poderão estar.

O medo de “algo mais” aumenta quando se sentem gratos para com os vossos Amigos Invisíveis – concelheiros, guias, anjos da guarda, o vosso Eu Futuro, o vosso Eu Espiritual, a vossa Alma e o vosso Eu Superior. Existem muitos Amigos Invisíveis. Alguns dizem que o caminho espiritual é um caminho solitário. Só se o vosso caminho for um caminho de ódio e de alienação. Se o vosso caminho estiver repleto de amor, repleto do estado da acção que vai desde o dar até ao interessar-se de modo a produzirem o estado de ser que vá desde a segurança até ao conhecimento, então o caminho espiritual será verdadeiramente preenchido! Mas muitos não querem ter que admitir ou lidar com esse mundo invisível. Eles fogem da gratidão por não quererem admitir ou ter que lidar com um Amor que possa simplesmente revelar-se “mais do que” o que sentem.
Nós somos uma entidade que não possui corporeidade, forma, uma centelha de luz, uma centelha de amor. Jamais tivemos corporeidade.

Em primeiro lugar há um certo egocentrismo que professa que: "Se eu adopto corporeidade, então toda a gente a adopta." Certa gente que vive na Califórnia ou em Nova Iorque fica chocada ao ouvir acerca da existência de todo um mundo para além das Sierras e para oeste do Rio Este, e ficam ainda mais alarmados ao perceber que existam alguns de vocês que não sentem qualquer desejo de ir à Califórnia ou a Nova Iorque. Não conseguem acreditar que haja quem - exista de facto - não faça a menor intenção de alguma vez viver em nenhum desses sítios. É surpreendente!
Pois bem, de igual forma há quem nunca tenha encarnado e, do mesmo modo, não tenha qualquer desejo de o fazer. Nós somos um desses.
em segundo lugar, torna-se difícil por a nossa própria existência confirmar a existência de algo ou de alguém, mais além. O facto da nossa existência também concorre por si só para a existência de um Deus, uma Deusa, um Todo, mas além. Para a existência potencial de um Deus, de uma Deusa, de uma Totalidade que os ame e que os conheça pelo nome.

Não que nós representemos tal coisa. Não, mas a nossa existência torna a realidade de Deus, da Deusa, da Totalidade mais possível - mais realista. Aqueles que temem ou resistem à gratidão também nos acham difíceis de aceitar. E acham a existência de um Deus, de uma Deusa, de uma Totalidade viva, fresca, carinhosa e abrangente ainda mais difícil de aceitar.
Supomos que teria sido muito mais fácil dizer que tenhamos vivido na Atlântida ou na Lemúria, ou que tenhamos sido algum grandioso monge que tenha vivido nos cumes do Himalaia. Não teriam podido comprovar tal informação, tampouco. Teria sido muito mais difícil fazer com que o corpo do "canal" caminhasse ao vosso redor, de olhos abertos. Supomos que poderíamos ter imitado o "canal" por completo e deixado que pensassem que era ele. Qualquer  dessas coisas teria tornado a nossa mensagem mais digerível, ter-nos-ia tornado mais "atraentes" aos olhos do senso comum. O único problema está em termos esta particularidade acerca da sinceridade: Em que sempre insistimos!
Além disso, parte da razão por que aqui nos encontramos, deve-se a que pretendamos lembrá-los da existência de um Deus, de uma Deusa, de um Todo que os ama e que vocês amam mais do que estão dispostos a admitir. Não obstante a dificuldade, amam. Mais, a realidade da nossa existência traz-lhes à recordação a gratidão.

Tanto a gratidão como sentir-se agradecido são partes integrais da vossa jornada do sagrado. Lembrem-se sempre: A gratidão não constitui requisito nenhum para Deus, para a Deusa, para a Totalidade. A gratidão é um dom – é um instrumento belo do vosso crescimento. É uma força poderosa no vosso caminho rumo ao Lar – na vossa jornada do sagrado.

VIVACIDADE

A vivacidade é um conceito que é negligenciado na pressa que têm de crescer. Essa pressa é encorajante, mas por vezes perdem importantes matizes do crescimento. São esses matizes que concedem profundidade. São esses matizes que proporcionam a riqueza e a sensualidade da evolução. O crescimento não tem só que ver com chegar ao destino, sabem? Qualquer um o fará – toda a gente retornará ao Lar. Isso é um dado adquirido. O crescimento tem que ver com o modo como chegam lá.
A vivacidade, à semelhança da elegância, lida mais especificamente com os “meios” da evolução. Lida directamente com a qualidade do crescimento, e não só com a quantidade. A vivacidade possui quatro componentes. Á medida que desenvolvem cada um deles, tornar-se-ão mais e mais vivos. Tornar-se-ão mais e mais vibrantes:

O PRIMEIRO É O AMOR

Ao trabalharem o amor por vós próprios, e depois pelos outros, terão dado o primeiro passo no sentido de permanecerem verdadeiramente vivos.

O SEGUNDO É A CONFIANÇA

A confiança é comummente uma frase muita veze empregue. "Quando caírem na dúvida, dizei-lhes que precisam confiar mais neles próprios, está bem? Toda gente precisa de mais confiança. Não podeis falhar." Quando ouvirem dizer “confiai mais em vós”, tal como:“ amai-vos mais”, desligam. Deixam de ouvir.
A confiança é uma das energias mais poderosas da criação que têm ao vosso dispor. Parem por um momento. Pensem em como a vossa vida seria diferente se, à simples contagem até três, confiassem por completo em vocês próprios. Um-dois-três! Quanto do vosso tempo não é despendido com a preocupação, a dúvida, e a confusão? Quanta energia não desperdiçam com a ansiedade? Quantas das jogadas defensivas e manipulativas não poderiam ser eliminadas? Detenham-se e sintam realmente como poderia ser a vossa vida – como seria diferente se ao menos confiassem mais em vocês. É uma energia poderosa!
É-lhes dito com frequência, mas ninguém os ensina como. “Fazei-o simplesmente, é tudo. Começai simplesmente a confiar.” Mas é mais fácil dizer o que fazer. Aqueles que apenas vos dizem isso esqueceram ou ignoram propositadamente a mágoa. Vocês tentaram “faze-lo, tão só” antes, e a dor foi demasiada.

Há modos específicos para aprender a confiar. Vamos revê-las rapidamente. Para começar, é importante desenvolver aquilo a que chamamos de Sinergia da Confiança. Ou seja, não depender unicamente de um aspecto da confiança. Em vez disso, reúnam tanta informação quanto possível sobre o que haverão de fundar a vossa confiança. Prestem atenção ao vosso corpo, mas dai igualmente ouvidos ao que os vossos sentimentos vos transmitem. Contudo, não se detenham aí. Entrem em sintonia com a vossa mente. Escutem o vosso intelecto. A seguir reúnam a informação proveniente da vossa intuição – prestem atenção aos palpites que têm, ou às respostas que recebem ao nível das vísceras. Ao reunirem informação procedente de todas essas partes de vós, então combinem aquilo que conhecem. Dessa combinação resultará uma sinergia - a alquimia da confiança.
São perseguidos pela decisão de assumir um determinado emprego ou não. Simplesmente não sabem o que fazer. Ao considerarem os prós e os contras, prestem atenção às respostas que dão ao nível dos nervos e dos músculos do corpo. Ao projectarem as perspectivas do que a vida possa vir a ser caso aceitem ou não esse emprego, observem as emoções que emergirem. Com papel e caneta anotem todas as vantagens e considerações que têm, mas dai igualmente ouvidos ao vosso raciocínio. Prestem atenção. Por fim, que “palpite” tereis? Que lhes dirão as vossas “vísceras”?

Por fim, reúnam a informação não apenas da lista de prós e contras, não apenas das vantagens e das considerações. Não reúnam apenas dos vossos futuros projectados. E não dão ouvidos apenas às vossas “vísceras”. Ao seleccionarem a informação proveniente de todas essas sete vias – prós e contras, projecções, vantagens e considerações, respostas corporais, respostas emocionais, respostas mentais, e intuição – então a situação da confiança emergirá.
Uma outra parte integrante da confiança tem que ver com o saber quando confiar. Com demasiada frequência tentam confiar em vós quando a confiança não está em questão de todo. Por vezes tentam confiar em vocês e em situações em que a confiança não se aplica. Falham. Sentem-se ansiosos, que é o que acontece quanto tentam confiar de forma inapropriada. E decidem não conseguir confiar.
Tentem confiar somente quando é apropriado. Quando será tal coisa?
Há quatro condições que devem ser satisfeitas para produzir confiança:

1) Deve apresentar um benefício potencial e um prejuízo potencial.
2) Nem o benefício nem o prejuízo deverão ter ainda tido lugar na vossa realidade.
3) O prejuízo deve ser potencialmente mais danoso do que o benefício mais benéfico.
4) Devem verdadeira e sinceramente esperar sair beneficiados.

Essas quatro condições têm que ser satisfeitas. Se qualquer uma delas não for, não terão uma situação de confiança. Se elas não existirem, nem sequer tentem confiar. Esqueçam o assunto!
Compram um bilhete de loteria por um dólar e podem ganhar milhões! Como parte da vossa programação – como parte das vossas técnicas para criar o vosso sucesso – decidem confiar realmente em vós. Ao final das contas, ouviram dizer que a confiança é uma energia muito poderosa na criação consciente da realidade. Deverão confiar?

Existe um benefício e um prejuízo – podem vencer ou perder. Tem definitivamente lugar no futuro – a definição disso terá lugar no próximo mês. Contudo, o prejuízo não se afigura mais prejudicial do que o benefício se afigurará mais benéfico. Se perderem, o prejuízo será o de terem perdido um dólar. Se ganharem, o benefício será o de terem ganho milhões! O benefício é mais benéfico do que o prejuízo prejudicial. Esperaram realmente tal benefício? Muitos teriam que responder: “Não, jamais venço concursos,” ou: “Não, as probabilidades são impossíveis,” ou: ”Não, se eu perder, terá sido só por uma questão de diversão. Não.”
Isso não é uma questão de confiança por a terceira condição não ser satisfeita e o quarto artigo ser de natureza duvidosa. Nem sequer tentem confiar em vós. Irão falhar. Mesmo que ganhem a loteria, falharão na confiança. Isso é o que se passa com o jogo, e precisam lidar com ele com base numa perspectiva dessas.

Um outro exemplo: Obtêm o comprometimento da parte de um amigo no sentido de guardar um segredo, pelo que lhe dão a conhecer uma informação de natureza mais privada. Se a informação ou facto que tiverem revelado fosse dado a conhecer à origem, estariam em sérios apuros. Agora que revelaram, tudo quanto podem fazer é confiar. Será essa uma situação de confiança?
Existe um benefício e um prejuízo. Ele pode manter a confiança assim com pode violá-la. O prejuízo ou benefício potenciais situam-se no futuro. Pode estar sempre no futuro. O prejuízo é muito mais danoso do que o benefício se afigura benéfico. Se a confiança for violada, o prejuízo poderá representar toda a sorte de coisas que podem ocorrer. Se a confiança for honrada, o benefício será o de que a vida prosseguirá como se nada tivesse acontecido. Mantêm a posição. Nada melhora - só deixa de piorar. Por fim, esperarão realmente que a pessoa honre a confiança que nela terão depositado? Isso caberá a vocês responder com honestidade. Essa é definitivamente uma situação de confiança. Todos os critérios são satisfeitos. Agora compete a vocês decidir.

Se obtiverem uma promessa de confiança primeiro, mas secretamente esperarem que a pessoa a viole, então não se tratará de uma questão de confiança – será um acto de autossabotagem. Se lhes revelarem o teor da confiança primeiro e depois, após o facto, tentarem obter a promessa de “não revelar”, nesse caso estarão a jogar um jogo qualquer – roleta russa, talvez – mas se honestamente esperarem que honre essa confiança, então ainda envolverá uma questão de confiança.
Não se firmem na confiança primeiro. Criem uma sinergia de confiança, e então apliquem-na onde deva ser aplicada. A confiança é uma faculdade. Ponham-na em prática.

O TERCEIRO É O ENTUSIASMO

Essa é uma outra energia mal compreendida. Quando eram crianças eram entusiastas e eram tolerados mas eventualmente foi-lhes dito para “crescerem”. Foram prevenidos quanto a formas rudes de despertar que surgiriam um dia qualquer. Foram-lhes enumeradas as consequências que acabariam por colher: “Vais ver... Toma nota das palavras que te estou a dizer!”
Perderam o entusiasmo que tinham, descartando-o como devaneios de criança ou de adolescente. Desistiram do entusiasmo que sentiam para o substituírem pelo jugo de serem crescidos – não vamos dizer "adultos".

Agora, quando procuram recuperar esse tesouro perdido, não sabem como o fazer. Muitos regressam à infância e à criança que foram, e aí o entusiasmo só irá provocar problemas. O que os leva a recuar.
Essa é uma reacção compreensível. Aqui se encontram num mundo de adultos dotado de complexidades e de intimidades de adultos. Decidiram ser entusiastas, e em minutos estão a agir como crianças por esse ser o ponto de referência que têm em relação ao entusiasmo. Começam a ver o mundo através da máscara – dos olhos - da criança. Toda a complexidade e intimidade se revelam assustadoras para uma criança. Executar o vosso trabalho, conduzir o vosso automóvel, conversar com os vossos amigos, é óptimo para vós, mas por trás da máscara da criança, por meio dos olhos de uma criança, todas essas coisas são fontes de temor! A criança vai armar confusão! A criança faz asneira. Vocês recuam, e abandonam o entusiasmo.

O entusiasmo não é ser criança nem palerma. O entusiasmo não é ser tarado. O entusiasmo é a sinergia – o todo que é maior do que o resultado das suas partes - da criança livre, do adolescente curioso, do carinho dos pais, e do Eu Futuro. O entusiasmo inclui o relacionamento que têm com o vosso Eu Superior.
Tal como existe a criança adaptável que deseja o amor que pensa que lhe tenha sido negado, também existe a criança livre. Recordam essa criança livre. É a parte de vós que conseguia perder-se no livro de colorir que tinham. Era a parte que conseguia assistir a um filme e desempenhar os papéis principais durante dias. Era a parte que conseguia pôr o pé fora do tempo e do espaço. Era a parte que conseguia voar!

Existe o adolescente apavorado, mas existe igualmente o adolescente curioso que tem vontade de compreender tudo e que se deixa intrigar igualmente por todas as coisas. Existe aquele adolescente em vós que podia mergulhar em projectos com uma intimidade pungente e uma complexidade que lhes poderia fazer vir lágrimas aos olhos. É a parte de vós que podia tornar-se invisível só de pensar em tal coisa!
São plenamente conscientes do parente crítico dotado de todos os seus “deveres”. Na tranquilidade também podem ter consciência do parente carinhoso que sente uma preocupação sincera em acertar. Para muitos, esse parente carinhoso pode ser o pai ou a mãe. Para outros, pode ser um professor, um irmão, um treinador, ou um velho amigo especial. Para cada um terá havido alguém que se tenha importado. Quem quer que tenha sido, obviamente que se terá importado o suficiente por se encontrarem aqui. Se estiverem a ler este livro, talvez ele não se importe tanto quanto quereriam, mas ter-se-á interessado o suficiente. Os estudos revelaram que quando as crianças são verdadeiramente privadas do carinho adequado, elas acabam em instituições. Vocês encontram-se aqui; receberam o suficiente.

O tempo existe todo em simultâneo. Tal como o passado se acha sempre presente, o mesmo acontece com o futuro. Tal como conseguem de imediato voltar no tempo e ocupar-se da criança interior, assim também possuem um Eu Futuro que se pode ocupar de vós. Possuem tantos futuros potenciais quantos poderão imaginar. Alguns são mais prováveis do que outros. Um, afiguram vocês será o melhor – O futuro ideal para vós. Podem convocar o vosso Eu Futuro para os ajudar a tornar-se mais naquilo que são e mais naquilo que podem ser.
Parte da sinergia do entusiasmo pode ser vocês e o vosso Eu Superior. Isso é aquilo que tentam alcançar e o que buscam.
Permiti que essas partes de vós – a Criança Livre, o Adolescente Curioso, o Parente carinhoso, e o Eu Futuro – operem em conjunto. Recorram à sua energia, ao seu amor. Quando começam a olhar para o vosso presente e para o vosso futuro por intermédio dos olhos colectivos deles, conhecerão entusiasmo e o poder da vivacidade que ele trás.

O QUARTO É A EXPECTATIVA

No vosso mundo actual é-lhes dito para refrearem as expectativas. É-lhes dito que irão sentir-se desapontados e magoado se esperarem coisas grandiosas: “Aperta o cinto. Diminui as expectativas, Então, quando saíres desapontado, não irá doer tanto.”
Quando dói de verdade, decidem que deviam ter refreado as expectativas ainda mais. Diminuir as expectativas não constitui anestético nenhum. Jamais constituiu. Quando havia esperança de sucesso, proclamavam alto e bom som como não antecipavam coisa nenhuma! “É verdade, eu não queria saber... sinceramente.” Depois, quando a perda sucedeu, ainda repercutiu no vosso íntimo. Ainda dói. Dizem a vocês próprios que teria doido mais. Não teria, e uma parte de vós sabe que estamos a dizer a verdade.

Parte da forma como criam a vossa realidade é esperando que venha a ser formidável. Quando reduzem essas expectativas, reduzem a capacidade que têm de criar “o vencedor”. O próprio acto de reduzir a antecipação que fazem para se protegerem do passado é exactamente o que está a produzir a dor. A diminuição das expectativas jamais elimina a picada rude do fracasso. Expectativas elevadas, contudo, proporcionam-lhes o ingrediente em falta que essencialmente garante a celebração do êxito. Esperem sempre, cheios de entusiasmo, o melhor!
Se essa antecipação entusiasta não garantir o sucesso, prepará-los-á – proporcionar-lhes-á uma força maior - para lidar com o desapontamento. O fracasso ainda representará uma picada, mas surpreendentemente menor. Há uma importante distinção a fazer quanto a isso. Estamos a falar de expectativas elevadas e não de voos da fantasia. Estamos a falar de Sonhos de adulto e não de fantasias de adolescentes. As expectativas nascem no domínio da possibilidade. O possível torna-se provável por intermédio da misteriosa alquimia da confiança, do amor e da expectativa entusiástica. O provável torna-se actual por meio da disponibilidade para acolher.
A jornada do sagrado torna-se mais real com vivacidade.

RECURSOS ACTIVOS: FERRAMENTAS AGUÇADAS 

O último dos passos intermédios consta de fazer um inventário dos recursos a partir dos quais criam a vossa realidade. A seguir passem em revista e agudizem as ferramentas específicas da criação.
Vocês criam a vossa realidade com base nas escolhas e decisões, pensamentos e sentimentos, atitudes e crenças. É tudo. Não existem mais matérias-primas – mais nenhuns recursos – para vosso uso ou para uso seja de quem for. Aqueles que criam realidades mais excitantes do que vós fazem-no com base nas mesmas coisas.
Os vossos pensamentos e sentimentos são impelidos pelas escolhas e decisões que elegem e forçados pelas vossas atitudes e crenças a manifestar-se no tear do desejo, da imaginação, e da expectativa.

Vamos examinar isso mais ao pormenor.
A vossa realidade é o produto dos vossos pensamentos e sentimentos. Alguns dizem que é apenas dos pensamentos, outros dizem que apenas os sentimentos criam a vossa realidade. Todavia, ambos operam em conjunto para se transformarem no que manifestam. Para aqueles que aprenderam unicamente a confiar no coração, tentem sentir sem pensar. Não importa o quão tentem sentir, precisam criar imagens, ou sons, ou campos de ressonância. Isso requer o pensar. Vocês simplesmente não conseguem sentir sem pensar. Aqueles que lhes dizem: “Fluam simplesmente com a coisa, sigam o vosso coração, não pensem, sintam apenas,” esses fazem-nos sentir culpados por serem tão materialistas a ponto de pensar, mas apesar de o não admitirem, eles também estão a pensar.

De modo semelhante, não conseguem pensar somente sem sentir. Ambos, independentemente do que diga a gíria popular, operam em conjunto. Foi referido que a vossa realidade se assemelha a um pensamento congelado. Nós sugerimos tratar-se de pensamento e de sentimento congelados. Mais correctamente: A vossa realidade constitui a manifestação sinergística daquilo que pensam e do que sentem.

O aspecto da sinergia é importante aqui. Vejam bem, vocês dispõem de todo o tipo de pensamentos e uma gama completa de sentimentos Eles misturam-se todos, mas a totalidade não é um produto aritmético. A totalidade é exponencial. Vocês não adicionam simplesmente os vossos pensamentos todos e todos os vossos sentimentos a ver aquilo com que ficam, e a ver o que totalizará. Os pensamentos e sentimentos combinam-se e compõem e desdobram-se uns por trás dos outros de modo que o resultado é esta coisa incrivelmente misteriosa a que chamam “a vossa vida”. O que impelirá aquilo que pensam e que sentem? Escolhas e decisões.

As escolhas que definem e as decisões de longo e curto prazo que estabelecem a partir dessas escolhas impelem-lhes os pensamentos e sentimentos a manifestar-se. Ser capaz de escolher constitui um dos dons místicos do ser humano. Outros animais conseguem escolher, mas as suas escolhas acham-se baseadas no instinto (na actividade da mente inconsciente) e no hábito (actividade da mente subconsciente). Os animais humanos possuem esse mesmo nível de escolha. A seguir recordam que alguma coisa acontece e percebem que a vida tem mais que ver do que com a sobrevivência unicamente. Estabelecem a primeira opção de crescimento, e a vossa evolução tem início. Essa escolha impeliu os pensamentos e sentimentos que tinham vindo a ter durante todo o percurso. Essa escolha impeliu-os à acção. A acção é chamada de evolução – crescimento.

Vocês estão a estabelecer escolhas a toda a hora. O facto de fingirem que não têm consciência disso não quer dizer que seja assim. Até mesmo optar por deixar de escolher constitui uma escolha. Não ter qualquer iniciativa para agir constitui uma escolha. Assim que passarem a escolher, nasce uma decisão. Uma escolha, dinamicamente manifestada, primeiro apresenta-se como uma decisão.
Os vossos pensamentos e decisões não são somente impelidos, são compelidos a manifestar-se de forma sinergética. As vossas atitudes e crenças compelem aquilo que pensam e que sentem na densidade a que chamam de condição física. De facto, todos os pensamentos e sentimentos que têm brotam da fonte da atitude e da crença. Para o pensar ou sentir – seja qual for o factor em questão – precisam antes de mais detê-lo em termos de atitude e de crença.
De onde procederão os pensamentos que têm? Que origem terão os vossos sentimentos? A pergunta é profunda; a resposta, desarmante. Ambos procedem do mesmo sítio – das atitudes e crenças que albergam. De onde brotarão as vossas atitudes e crenças já é uma questão completamente diferente. Iremos ver isso convosco um dia qualquer.

A crença antecede a realidade. O vosso intelecto é capaz de aceitar isso. Contudo, até que sejam senhores disso ao nível emocional, até serem donos disso em cada célula do vosso corpo, até que isso se torne parte da vossa respiração, a metafísica e a espiritualidade não passarão de uma teoria para vós. Sim, é isso que queremos dizer. Pode representar uma teoria fascinante. Pode até ser uma teoria que opere parte do tempo ou mesmo grande parte do tempo, mas não deixará de constituir uma teoria. Não chegará realmente a representar um estilo de vida. Quando possuem isso – o facto de a crença preceder a realidade – então abrem-se a todo um “cenário” de realidade. Descobrem uma metafísica e uma espiritualidade que até agora só tinha existência na vossa fantasia: “Não seria espantoso se...?”

Há muita, muita gente envolvida na metafísica – alguns que até se apelidam de líderes – que nunca chegaram realmente a entender (e que nem têm tal intenção) o cerne: “Eu crio a minha própria realidade.” Eles jamais chegam a pretender ser realmente senhores disso da crença anteceder a realidade, o facto de que a crença precede a ilusão que vocês criam chamada realidade. Eles ficarão bastante surpreendidos quando chegarem a possuir isso. Eles virão a sentir-se bastante desapontados quando passarem para o novo “cenário”. Não compreendem as visões que têm nem a perspectiva que percebem. Vocês não entenderão aquilo de que eles estão à espera.
Não esperem!

Que acontecerá quando têm uma certa crença? Eis aqui um exemplo recorrendo à crença que diz: “Amar faz sofrer”. Amar faz sofrer. Essa é uma crença básica que muitos de vocês têm. Primeiro criam a crença, e a seguir avançam no sentido da criação da realidade que a prove. Amar faz sofrer. Essa crença tinge as lentes que utilizam neste mundo. Produz a vossa atitude. Com uma postura dessas, por meio de tal lente, passarão a ver o mundo de uma forma singular. Amar faz sofrer. A crença, mais a atitude que gera, formam a fonte de que brotam os vossos pensamentos e sentimentos. Que pensamentos esperariam que surgissem dessa fonte? Que sentimentos?
Amar faz sofrer. Os pensamentos e sentimentos de uma forma sinergética manifestam-se na forma física. Que tipo de amizades esperarão? Pensai no nível e na intensidade da dádiva, da resposta, do respeito, e do conhecimento que proporcionariam quando amar faz sofrer. Que segurança, prazer, vulnerabilidade, e confiança providenciarão? Amar faz sofrer. A partir da atitude e da crença brotam os pensamentos e os sentimentos. A partir dos pensamentos e sentimentos formam-se as escolhas e as decisões.

Os pensamentos e sentimentos são impelidos pelas escolhas e decisões e compelidos pelas atitudes e crenças a manifestar-se no tear do desejo, da imaginação, e da expectativa. Criarão relações em que o amar faz sofrer.
Eis um outro exemplo, usando a crença do “amar faz sofrer”.
O amor sana. Essa crença também irá produzir um certo tingimento. O “amor sana” produzirá as suas próprias atitudes. O amor sana. Pensamentos e sentimentos muito diferentes brotarão das fontes da atitude e da crença. Surgirão pensamentos e sentimentos a antecipar vivacidade. Surgirão pensamentos de amor e de luz e de riso e de alegria. Surgirão sensações de gratidão.
O amor sana. Os pensamentos e sentimentos formarão escolhas e decisões poderosas que se estenderão e alcançarão o futuro. Apresentar-se-ão escolhas de intimidade e de compromisso. Apresentar-se-ão decisões no sentido de amar. O amor sana. Relacionamentos saudáveis passarão a ser criados. O amor crescerá. Vós desenvolver-vos-eis... o amor sana! A crença antecede a realidade. Vós criais a vossa própria realidade. Não há quaisquer entrelinhas.
Façam inventário dos vossos recursos, das vossas matérias-primas. Todavia, façam mais do que isso: Reconheçam, admitam, perdoem a si mesmos e mudem essas matérias-primas que os levam a sofrer e aos outros. Além disso reconheçam e admitam, felicitem-se, e deem continuidade a essas escolhas e a essas crenças que operam e que os sanam, e aos demais, e ao vosso mundo. Tanto quanto possuem recursos a partir dos quais criam a vossa realidade, possuem ferramentas - ferramentas específicas – com que formar, cinzelar e esculpir a vossa realidade pessoal.

Desejo, imaginação e expectativa são as ferramentas da criação da realidade. Ninguém possui mais e ninguém possui menos. Aqueles a quem invejam utilizam as mesmas ferramentas para criar a sua realidade tal como estão a usar na criação da vossa.
Onde poderão obter essas ferramentas? No Sonhar. Desde os devaneios até aos sonhos nocturnos, desde os estados alterados até aos mundos que têm existência quando meditam, é aí que nascem os sonhos, a partir do Sonho mais amplo – o Sonho consciente e pessoal e global do futuro. As ferramentas procedem da vossa Visão. Todos os sonhos utilizam o desejo, a imaginação, e a expectativa, reabastecem o fornecimento e sempre contribuem para ele.
Os passos para lá chegarem são as qualidades da presença nele. Aquilo de que precisam para Sonhar é o que o Sonhar devolve de forma exponencial.
Assemelha-se a uma máquina de movimento perpétuo. Quanto mais desejarem, e imaginarem, e esperarem, mais expectativa, desejo e imaginação terão. Ninguém lhes dará isso. Ninguém lhas poderá tomar de volta.
O último dos passos intermédios consiste em fazer-vos recordar os recursos que possuem. Mantenham-se activos. Muitos de vocês ouviram falar dos recursos antes. Nós mencionámo-los muitas vezes antes. Mas, vejam bem, a jornada do sagrado envolve mais do que memória e listas. Envolve não só conhecimento das verdades – como também envolve a sua vivência. Por isso, mantenham os recursos activos.

Na jornada do sagrado que empreendem torna-se importante aguçar as vossas ferramentas regularmente. É importante Sonhar de tantas formas quantas forem capazes. É importante Sonhar. É importante ter Visão. Visão e Sonho que envolva todos os cinco sentidos. Sonham o Sonho de forma tão vívida que o podem ver – pelo menos vê-lo com o vosso coração. Podem ouvi-lo, cheirá-lo, tocá-lo. Podem mesmo prová-lo. Quando um sonho se torna de tal modo parte de vós, aí torna-se numa Visão.
Na jornada do sagrado é importante activar continuamente os recursos e aguçar as ferramentas. É importante ter uma Visão pessoal e global.
Vocês estão bem encaminhados. O passo culminante vem a seguir.

A JORNADA DE REGRESSO AO LAR
COMUNHÃO COM O VOSSO EU SUPERIOR

Para darem início à jornada rumo ao Lar, o primeiro passo é o amor. É importante recordar as razões óbvias para amar e a seguir compreender as razões não tão óbvias quanto isso para amar. Devidamente motivados, cultivam a destreza e a arte de amar primeiro a si mesmos e a seguir aos outros, e depois ao vosso mundo. Com uma fundação sólida, a vossa jornada terá tido início.
Com a aceleração do amor, abrem então mão do passado. Libertam a criança e o adolescente. Param com os joguinhos que representam junto dos parentes reais ou imaginários. Soltam o passado, não por que estejam mal ou errados, mas porque atingir o futuro seja tão mais produtivo – tão mais divertido. A ideia de terem um relacionamento vivo, carinhoso, abrangente com o vosso Eu Superior no vosso caminho para o Lar, para Deus, para a Deusa, para o Todo, é de longe muito mais excitante – muito mais provocador – do que o mesmo carrossel do passado. Sentem-se motivados com base na antecipação e na expectativa, e não com base na vergonha.

Tendo liberto o passado, voltam-se para o futuro completamente consciente de viverem no agora. Desenvolvem a elegância, a gratidão, e a vivacidade. O entusiasmo é incrementado. Começam a vislumbrar o vosso caminho para o lar! Incertos quanto ao lugar por onde se dirigiam e ao modo como lá chegariam, agora têm um vislumbre, se bem que breve, daquilo que essa jornada significa. E realmente tem que ver convosco e com o vosso Eu Superior. Realmente tem que ver convosco e com Deus, com a Deusa e com Tudo Quanto Existe que realmente os ama. Realmente tem.
A energia cresce à medida que recarregam, voltam a sintonizar e voltam a tonificar-se por intermédio do inventário das matérias-primas que possuem. Não só procedem a um inventário, como procedem a uma estimativa e alteram as escolhas e as decisões que se revelam contra produtivas. Realinham os pensamentos e os sentimentos de modo que sejam mais consistentes com aquele em que se estão a tornar em vez daquele que fingiam ser. Exploram, e sempre que adequado, mudam as atitudes e as crenças. Com as matérias-primas preparadas, aguçam as ferramentas da criação. Encontram-se agora preparados para o passo culminante no sentido de dar por completo início à vossa jornada. Estão agora prontos a descobrir o vosso Eu Superior.

O ÚLTIMO PASSO É DERRADEIRO

O passo culminante para darem início à vossa jornada do sagrado é derradeiro por uma razão. Antes de poderem descobrir o vosso Eu Superior, precisam decidir se existirá realmente um Eu Superior a ser descoberto. Ninguém poderá decidir isso por vós. Precisam faze-lo sozinhos. Para estabelecerem essa decisão com sinceridade, torna-se importante que se preparem ao “darem” os primeiros seis passos em primeiro lugar, e a seguir “darem” este passo derradeiro por último.
Nós encorajámo-los a dar os passos iniciais e intermédios na ordem sugerida, de forma a completarem de modo mais vigoroso e mais responsável a vossa preparação. Assim que essa preparação estiver completa e souberem que se acham sinceramente preparados para a jornada do sagrado, com um sorriso perceberão já se ter introduzido nela! Sinceramente, os passos que a ela conduzem representam as qualidades inerentes à presença nela!

Muitos poderão conduzi-los por meditações. Muitos poderão dizer-lhes que deveriam conhecer o vosso Eu Superior. Retractos tocantes e comovedores podem sedutoramente estimular o desejo. Contudo, sem o preparo adequado, ficam com as perguntas que os perseguem: “Terei realmente entrado em contacto com o meu Eu Superior? Terá sido real?”
Ocasionalmente pode ser simplesmente real – talvez tenham tido “sorte”. Com mais frequência, conforme bem sabem, não era real. Após algumas meditações arrebatadoras o fervor que sentiam esmorece. A informação, a ajuda tão ansiosamente antecipada, dá lugar à criação de mais luta e conflito, e não menos. Perdem o interesse. Param.

Com sorte, isso será tudo o que fazem. Muitos culpam-se e concluem ser um fracasso. Toda a gente, presumem eles, se está a sair extremamente bem. Muitos acumulam sentimentos de fracasso; castigam-se e sentem ressentimento em relação aos outros. Mais do que deterem-se, eles sentem-se magoados e magoam os outros. Mais do que sentir-se magoados e magoar, desistem de ter qualquer relacionamento com o seu Eu Superior. Alguns desistem de crescer. A dor poderia ter sido evitada caso tivessem amado a si mesmos o suficiente para serem pacientes. A dor e o magoar jamais teriam ocorrido se tivessem dado um passo de cada vez ao se prepararem para conhecer o vosso Eu Superior. Mas ninguém lhes disse que existiam passos. Eles disseram unicamente, “Faz isso!”
Não resulta qualquer valor do acto de os culpabilizar. Talvez ingenuamente eles também não soubessem que existem passos, tampouco. Talvez eles tivessem motivos ulteriores e um ego negativo dotado de acessos de raiva. Talvez vocês também tivessem. Culpar, não tem o menor valor. Perdoem-se. A questão está em que agora sabem que existem passos a dar. Usem aquilo que conhecem, agora.
Nós temos uma reputação, não só de fornecer um enorme leque de técnicas para cada situação que possa surgir na vossa realidade, como de também sugerir técnicas inquietantes por resultarem! Claro está que ninguém pode garantir uma técnica. São vocês quem decide se esta técnica, aquela meditação, ou mesmo aquele ritual virá realmente a operar a vosso favor. Esse facto pode representar uma formidável percepção da vossa parte, ou uma saída fácil da parte daqueles que sugerem técnicas superficiais.

Independentemente da eficácia ou ineficácia do método, ele não operará até que estiverem dispostos a isso. Quando as pessoas não sentem disposição e a abordagem, consequentemente, deixa de funcionar, muitas vezes elas ou castigam-se como um fracasso ou afastam-se da metafísica chamando-lhe um fracasso. Em vez disso, aconselhá-los-íamos a rever a técnica a ver se será válida e a seguir a rever a própria disposição para obterem êxito. Nenhum castigo ou abandono será necessário.
Alguns, expeditos a propor técnicas e meditações para resolver este ou aquele problema, apoiam-se nesse problema da disposição para encobrir o facto de que os seus métodos são ineficazes. A abordagem que sugerem não funciona realmente. Em certas ocasiões raras em que tenham operado (para sua enorme surpresa) o sucesso ter-se-á devido ao poder da disposição, da vontade, e não à eficácia da técnica.

A verdade de fundo é que qualquer técnica resultará, quando estiverem preparados para mudar. Contudo, quando por fim estiverem preparados - preparados de verdade – por que não dispor de técnicas realmente eficazes e poderosas alinhadas e prontas a usar? É tão triste ver as pessoas estabelecer uma mentalidade em que sentem vontade de saltar – preparados para mudar – e a seguir se deixam sobrecarregar de técnicas inoperáveis. Elas ainda podem conseguir isso, mas há formas de o conseguir muito mais elegantes!

A razão por que as técnicas que propomos são tão eficazes não constitui tanto um mistério. Elas resultam por nós não lhes sugerirmos apenas técnicas, mas lhes estendermos a preparação que permite que elas operem na vossa realidade. Nós amámo-los. Nós importámo-nos. Estamos empenhados no vosso crescimento. Preparamo-los e ensinámo-los por os amarmos.
Se ainda começarem pelo início e graciosa e delicadamente derem cada passo – um passo de cada vez – quando estiverem preparados para ter êxito, tê-lo-ão.

O ÚLTIMO PASSO QUE DÃO SOZINHOS

Para dar este passo final de preparação, torna-se importante que respondam a certas perguntas por vós próprios. Mais ninguém poderá efectivamente responde-las por vós.
A primeira pergunta: Chegará efectivamente a existir um Eu Superior para sequer se incomodarem em descobrir? Obviamente, se o Eu Superior constitui um exagero metafísico ou da Nova Era - algum conluio das Relações Públicas – nesse caso nenhuma técnica resultará e toda a gente bem que poderá empacotar a coisa, conforme se diz.

Depois torna-se importante que sintam apreço – que compreendam o valor pessoal de – contactar o vosso Eu Superior. Tantos são os que presumem compreender, mas poucos chegam efectivamente a perceber o valor sem uma introspeção qualquer. Ouviram dizer durante tanto tempo que é válido, realizaram-se tantos seminários e seminários acerca do Eu Superior, que naturalmente presumem saber simplesmente o quão importante seja. Mas essencialmente têm razão quanto ao facto de o ser. Contudo, precisam chegar a essa conclusão por vós próprios. Precisam chegar a essa conclusão sozinhos. Mais ninguém pode estabelecer tal decisão por vós.
Em terceiro lugar, torna-se útil conhecer a topografia, como se tratasse da “configuração do terreno”. É importante captar o relacionamento e o posicionamento relativo dos aspectos mais elevados de vós próprios – incluindo o Eu Superior e o Eu Futuro e a Alma – em relação aos vossos aspectos interiores – incluindo o Eu Consciente, o Eu Subconsciente e o Eu Inconsciente. Esse relacionamento precisa ser real para vós. Podemos mostrar-vos um diagrama, mas a relação e o posicionamento relativo tem que proceder da vossa parte. Mais ninguém o poderá fazer por vocês.
Por fim, para completarem o vosso preparo para a jornada do sagrado, torna-se válido considerar o significado de três palavras: comunicação, união e comunhão. A última traduz o relacionamento que buscam com o vosso Eu Superior enquanto vosso companheiro nesta belíssima e especial jornada rumo ao Lar. Uma vez mais, precisam chegar às pazes com a comunhão com o vosso Eu Superior por si próprios.

Se não ficou perfeitamente claro, o passo final de preparação é dado sozinho. Conquanto existam técnicas específicas e passos precisos a dar ao se defrontarem com os primeiros seis passos, neste passo final precisam dar o passo sozinhos – não existem técnicas específicas nem passos precisos a dar. Precisam ser como o Louco do baralho do Tarô, que permanece no limiar. E à semelhança de um Louco, precisam sair desse limiar... sozinhos.
Na natureza, Deus, a Deusa, o Todo provê um perfeito equilíbrio e uma graça perfeita. Como o último passo precisa ser dado sozinho, e em resultado disso parecerá ser o mais difícil, Deus a Deusa, o Todo providenciam uma ajuda extra.
Primeiro, quando chegarem ao sétimo e último passo, tendo completado os primeiros seis com êxito, estão mais preparados e mais dispostos do que nunca a definir as escolhas e as decisões necessárias para avançarem em frente com elegância.

Além disso, ocorre uma sinergia maravilhosa por altura em que tiverem alcançado esse sétimo passo, uma sinergia que facilmente os impulsionará e compelirá. O último passo, o mais difícil caso o tentem sem preparo, será o mais fácil assim que estiverem prontos – prontos de verdade - para o dar.
A sinergia é definida quando o todo é maior do que a soma das partes. Um exemplo: Dispõem do cilindro de alumínio que é fechado num dos topos e que tem uma tampa roscada, duas baterias do tipo D, uma lâmpada minúscula, uma mola, e um pequeno interruptor. Quando misturam esses componentes todos à sorte, dispõem unicamente de um monte de “sucata”. Quando combinam esses componentes de uma forma particular e única, criam uma lanterna e não somente isso, terão criado luz. O todo – a luz – é muito mais significativo do que a soma das partes constituintes. A sinergia!
Assim que tiverem completado os primeiros seis passos de preparação, disporão de muito mais do que de um monte de notas e de teoria e de filosofia, que, por si só, seria considerado por muitos como “lixo”. Terão criado “luz”. Terão criado a luz que os alumiará o caminho de regresso ao Lar. Terão criado a “luz” que os capacitará a “distinguir” o vosso Eu Superior. Terão criado a “luz” que os habilitará a alcançar e a tocar – a alcançar e a ser tocados por – esse Eu Superior que tem estado à espera, que tem estado o tempo todo à espera, mesmo à vossa espera.
Comecemos. Finalizemos.

EXISTIRÁ DEVERAS EM EU SUPERIOR?

Embora precisem responder a esta questão por vós próprios e por vós próprios somente, podemos apresentar alguns indicadores. Podemos dar-lhes umas quantas pistas.
Não existe prova científica nenhuma de que possuem um Eu Superior. Para essa matéria não existe evidência empírica nenhuma que demonstre de forma conclusiva a existência de um Eu Subconsciente ou de um Eu Inconsciente, sequer.

Sim, as pesquisas demonstraram que o peso do vosso corpo altera-se entre o estado de consciência pleno e o estado de sono profundo. Muitos assumiram isso como prova da existência desses outros Aspectos do Eu. De facto não prova isso em absoluto. Alguns dizem que quando dormem a vossa consciência abandona o corpo, e que a perda de peso verificada, embora mínima, prova o facto.
Demonstra alguma mudança, mas que será exactamente o que abandoa o vosso corpo? Será que a vossa mente consciente sai, ou será o Subconsciente ou o vosso Inconsciente? Alguma coisa sobrevirá ao vosso corpo enquanto dormem? Talvez, enquanto dormem, todos os vossos órgãos internos “se tornem iluminados!”.
Alguns disseram que é a vossa Alma que sai, e desse modo afirmam erroneamente que a vossa Alma tem um certo peso definido! De facto a mudança de consciência que percorre o quarto ventrículo do cérebro é mensurável à medida que entram e saem de estados profundos de meditação ou de certos níveis do sono. Essa mudança, contudo, não prova a existência do Subconsciente, do Inconsciente, nem da Alma.

Não há prova alguma. Não existe prova alguma para a existência do Eu Superior.
Existiu uma terra chamada Atlântida. Localizava-se no meio do vasto oceano Atlântico. As civilizações surgiram e desvaneceram-se. Devido à corrupção, ao abuso do poder e ao desrespeito pela natureza, a terra certa vez chamada Atlântida destrui-se a si própria. “Afundou no oceano”. A grande terra chamada Atlântida erguer-se-á novamente.
Há aqueles que tiraram fotografias aos baixios de Bimini e a outras ilhas das caraíbas e alegam ter a prova definitiva de que a Atlântida realmente terá existido. As fotografias que tiram revelam que aquilo que alegam são muralhas e estradas e remanescentes de edifícios. Os ângulos, defendem eles, são demasiado bem definidos para serem outra coisa que não construídos pelo homem. São demasiado sofisticados, acrescentam, para terem sido construídos por mais alguma coisa que não uma civilização avançada que tenha existido outrora.

Há outros que afirmam no mesmo tom conclusivo que a história da Atlântida não passa de um mito criado para ilustrar a importância do respeito pela natureza, do uso correcto do poder, sem se deixarem corromper. Os críticos dizem que os Egípcios redigiram uma lenda que dava conta de existência de um pequena ilha vulcânica situada no Mar Mediterrâneo que terá explodido e sido destruída (o que é um facto geológico) e que com base nisso criaram um mito com a intenção de ensinarem os filhos. Os Gregos e os Romanos – acreditando em tudo o que liam – aceitaram o mito como um facto. Assim nasceu o “facto” da Atlântida.
Quem tinha a razão? Até à data, nenhum desses grupos conseguiu provar estar correcto.
Existiu uma terra chamada Lemúria. Existiu antes da Atlântida, e teve lugar por entre as brumas do Pacífico. Embora envolto em brumas, foi uma terra de luminescência. Apesar de vocês de forma egotista não poderem assumir que uma coisa possa desaparecer sem ser destruída, a Lemúria não foi atacada pela Atlântida, nem por mais nenhuma civilização. A Lemúria terminou. A Lemúria desapareceu de volta por entre as brumas de onde terá procedido.
Não saiam já com os vossos barcos com fundo de vidro. Não encontrareis prova alguma da Lemúria. Não existirá qualquer prova.

Na vanguarda da física está um certo número de indivíduos corajosos e atrevidos que estão a explorar os recantos mais distantes do Quantum. Na busca e pesquisa que empreendem, demonstram nos quadros e nos écrans de computador os princípios da metafísica. Eles estão a provar que cada um de vós cria a sua realidade. Mais do que a especular, eles estão a demonstrar que a realidade consiste na criação de consciência observada. Eles estão a demonstrar ao mundo que todo o vosso universo – e universos - existe como um produto do pensamento e do sentimento.
Alguns dizem que eles estão a começar a perceber a demonstração da face ou das faces de Deus. A ciência pode demonstrar que, se algumas das forças – força forte, força fraca, gravidade, e força electromagnética – fossem diferentes, ainda que por uma pequena diferença - um pouquinho mais ou um pouquinho menos - o vosso mundo não existiria. Existem demasiadas medições pormenorizadas para serem explicadas de forma aleatória pelo acaso, dizem eles. Talvez estejam prestes a provar a existência de Deus!
Deus, a Deusa, o Todo não serão captados – não serão aprisionados – no pó de giz dos quadros nem na grelha de 80 ou 132 colunas e 66 linhas. No dia em que a ciência “provar” Deus será o dia em que perderão Deus. Deus, a Deusa, o Todo jamais virão a ser provados.

A HISTÓRIA DAS DUAS PONTES

Há duas pontes que podem atravessar. Uma é chamada de Ponte da Fé enquanto a outra se chama Ponte da crença.
A Ponte ta Fé é alongada e plana. Estende-se sem fim pelo que poderá perder-se de vista. Posicionando-se no começo da Ponte da Fé, parecerão contemplar um caminho-de-ferro no Kansas, que se estende sem vista até parecer que as linhas paralelas se encontrem no infinito. Todavia, no caso do caminho-de-ferro sabem que elas jamais chegam verdadeiramente a encontrar-se. A Ponte da Fé tem o mesmo aspecto à excepção da eventualidade dos dois lados chegarem a encontrar-se, por que a Ponte da Fé estende-se até ao fim do tempo – ou de modo mais preciso, estende-se até além do tempo. O Tempo e o Espaço constituem ilusões que em conjunto incluem as quatro dimensões da vossa realidade ilusória. No espaço exterior, quando o Tempo e o Espaço entram em colapso, quando terminam, chamam a isso buraco negro. Isso é o ponto em que o Tempo, o Espaço e a Luz entram em colapso.

A Ponte da Fé também se colapsa num único ponto no tempo/espaço e desaparece. Não existe fim para a Ponte da Fé.
Aqueles que se acham envoltos na Espiritualidade Tradicional estão a cruzar a Ponte da Fé. Para as confissões de fé Ocidentais, a ponte é aquela que atravessam por entre as muitas vidas de carma. Para eles o tráfico tem dois sentidos e dificilmente tem fim. Para a fé Judia a Ponte da Fé constitui a ponte que se estende da dor até à Terra Prometida, da situação de estar perdido até à de se encontrar, da situação de se encontrarem sem o seu Rei até à de descobrirem o Messias. Para parte da fé Cristã, a Ponte da Fé é curta – ela só se estende daqui até ao Segundo Advento, o qual poderá ocorrer a qualquer altura. E para outras, estende-se para sempre!

A outra ponte é chamada Ponte da Crença. É bastante diferente. Arqueia de forma muito acentuada, embora seja bastante fácil de atravessar se souberem como. O arco é tão acentuado que não conseguem ver para além do cume até que lá cheguem. E quando lá chegarem, diz-se, então conseguirão ver com clareza tudo quanto existe do outro lado. Ninguém que alguma vez tenha atravessado a Ponte da Crença, poderá contudo fundamentar tal alegação de clareza. Ninguém poderá dizer se as alegações ou os rumores serão verdadeiros ou não. Aqueles que a cruzaram dizem ser verdade, mas ninguém o pode provar, por aquilo que alegam ter experimentado se situar para além das palavras, e aquilo que puderem ter visto ter sido ligeiramente diferente para cada um deles. Não há a menor possibilidade de empirismo neste caso. Não existe prova!
Também existe uma coisa muito estranha em relação à Ponte da Crença. Assim que alguém começar a atravessá-la, pode tornar-se numa provação em que precisarão ser guerreiros a tentar conquistar os obstáculos que se apresentam ao longo do caminho. Contudo, a travessia também pode constituir uma aventura repleta de espanto e de encontros excitantes. A diferença parece estar na preparação e no desejo, na imaginação e na expectativa.
Outra coisa: Quando alguém a atravessa, toda a gente é capaz de ver tal como no caso da Ponte da Fé. Contudo, quando atingem o cume do arco para além do qual mais ninguém é capaz de ver, têm uma escolha: Avançar em frente ou recuar. Se escolherem ir em frente, também desaparecem da vista. É muito estranha, esta Ponte da Crença.

Aqueles de vocês que conheceram, ou que pelo menos conhecem agora, o que realmente terá que ver com a Nova Espiritualidade, a Nova Era, são aqueles que se acham envolvidos com a Ponte da Crença. Vejam bem, aqueles de vós que se encontram a cruzar a Ponte da Crença, e aqueles que estão a atravessar a Ponte da Fé estão na verdade em busca da mesma coisa. Estão todos em busca de Deus, da Deusa e do Todo, seja qual for o nome que lhe chamarem.

A PONTE ALÉM DA CRENÇA

Que é que reside além da Ponte da Crença? Precisam atravessar por completo a ponte para poderem ver, mas permitam que lhes diga o seguinte: Para além da ponte da Crença residem a Atlântida e a Lemúria. Além da Ponte da Crença é onde encontrarão o vosso Eu Superior e a vossa Alma. Além da Ponte da Crença é onde reside Deus, a Deusa, o Todo.
Nada do que reside além dessa ponte poderá alguma vez ser empiricamente – cientificamente – provado. Se pudesse, não mais existiria... para além da Ponte da Crença!  Assim que chegarem ao cume - e não antes - verão aquilo que queremos dizer. O assombro em que repousa situa-se para além das palavras, e situa-se para além das palavras por a linguagem e a realidade do que se situa além não serem lineares.

Assim que atingirem o cume - e não antes - mudarão. Deixarão um Conjunto de restrições da realidade, e penetrarão num outro Conjunto mais livre, mais poderoso, e mais responsável. O vosso mundo jamais voltará a ser o mesmo.
Não há necessidade de medo. Não precisam abandonar seja o que for que já tenham tido, mas não voltarão mais a ser os mesmos assim que cruzarem a Ponte.
Alguns atravessaram-na de volta, tendo esquecido aquilo que conheciam, tendo esquecido aquilo que compreendiam. Fingem como se tudo fosse como antes. Chegam mesmo a recrear os seus velhos problemas, obstáculos, e bloqueios. Reúnem todas as velhas matérias-primas das escolhas que costumavam fazer e das crenças que costumavam ter. É muito difícil. Assim que tiverem cruzado a Ponte da Crença, torna-se muito mais difícil fracassar do que obter êxito! Para fracassarem precisam dar continuidade à mentira!

Por todas as intenções e propósitos, eles são o mesmo velho eu que eram. Mas por debaixo – bem fundo – sabem. Sabem o que reside além da prova. Sabem que existe um Deus, uma Deusa, uma Totalidade! Não, não terão visto essa Totalidade no outro lado dessa Ponte, mas em cada célula dos seus corpos, sabiam e ainda sabem: “Existe um Deus, uma Deusa e um Todo que me ama...e o qual amo!”
O vosso Eu Superior tem existência para além dessa Ponte da Crença. Nós sabemos disso, entendem, por na vossa realidade nós também residirmos além da Ponte da Crença.
Precisam decidir sozinhos se existe ou não um Eu Superior. Cruzem a ponte... Estão preparados... Cruzem a Ponte da Crença.

A IMPORTÂNCIA DA LIGAÇÃO COM O VOSSO EU SUPERIOR

Na busca que empreendem da verdade ouvirão falar no conceito do vosso Eu Superior. Enquanto conceito poderá ter os mais diversos nomes. Cabe a vós decidir se o conceito será real ou não. Cabe a vós decidir se o Eu Superior será uma filosofia digna de aprender à semelhança de muitas outras filosofias, ou se, quando se alongarem e chegarem a tocar o Eu Superior, ele se estenderá a vós – se ele virá a tocá-los. Precisam decidir se o Eu Superior virá a ser uma ficção dos vossos processos mentais, ou se, quando lhe apertam a mão, ele os aperta a vossa de volta.
Essa decisão, conquanto essencial, não é suficiente. Assim como aceitar a realidade do vosso Eu Superior, precisam compreender a importância de estabelecer contacto com ele. Precisam compreender por que razão é tão valioso, em especial agora, estabelecer contacto, e mais, contactar esse aspecto daquele que são e daquele em quem se estão a tornar. A importância desse contacto precisa ser uma importância que proceda de vós, não de nós. Nós podemos apontar algumas razões potenciais, mas elas têm que fazer sentido para vós – não para nós. A relevância precisa ser real para vós – não para nós.

Aquilo que estamos a dizer parece tão óbvio que sabemos que muitos de vocês irão pular estas palavras para chegar ao “importante”. Isto é o importante.
Sim, vamos estabelecer as técnicas sob a forma de meditações. Vamos sugerir formas específicas de trabalhar passo-a-passo com o vosso Eu Superior que exercerão um impacto definitivo e preciso na vossa realidade actual e na realidade futura que estão a criar.
Essas coisas são importantes. Podem seguir as meditações e trabalhar com as técnicas, e podem criar um relacionamento bastante viável e valioso com o vosso Eu Superior. Afinal, não existem limites.
Jamais lhes diremos que se não “procederem” conforme lhes dizemos para proceder não venham a obter êxito. Jamais diremos isso por isso ser uma mentira. As nossas técnicas são inquietantes por operarem demasiadamente bem, mas não são os únicos métodos que funcionarão. Podem criar as vossas próprias técnicas, aliás, que poderão produzir um relacionamento bastante viável com o Eu Superior.

Aquilo que estamos a dizer é que se seguirem os passos com precisão, poderão não só criar um relacionamento valioso, como também poderão desenvolver uma ligação com o vosso Eu Superior que sabem ser real – real de verdade e não somente teoricamente real.
Também poderão desenvolver uma profundidade, uma riqueza, em relação a esse relacionamento que a princípio, pensarão ser “demasiado boa para ser verdadeira.” Pouco depois disso, contudo, quando a riqueza e a profundidade aumentarem, chegarão a perceber que não existe nada que seja “demasiado bom para ser verdade!”
Assim, tornai a importância – tornai o valor – de estabelecer a ligação com o vosso Eu Superior algo que tenha um enorme significado para vós. Utilizem, talvez, algumas das razões sugeridas como um catalisador para desenvolver as vossas razões privadas e pessoais.

RAZÕES A CONSIDERAR

Um: A metafísica está a crescer. A atmosfera de carnaval e a falta de discernimento que permitiu está lentamente a chegar ao fim. Cada vez mais a metafísica será chamada a fornecer soluções reais para problemas reais. Os tipos de resposta: “Precisam confiar em vós... os irmãos do espaço descerão rapidamente para os salvar,” tornar-se-ão menos predominantes. As respostas verdadeiras começarão a emergir. Essas respostas reais procederão de um relacionamento vivo com um Eu Superior que pode trabalhar convosco para criar uma realidade bem-sucedida mais vibrante.
Dois: O mundo está repleto de problemas sem solução. Cada vez mais têm consciência de que à medida que uma solução é proposta, tende a criar mais dez problemas. A vossa realidade está a tentar dizer-lhes que “o velho paradigma não está a resultar... o cenário habitual baseado na lógica e na causa-efeito não mais tem aplicação... As velhas formas de operar não estão a resultar.” A vossa realidade está a tentar dizer-lhes: “Parem de tentar limpar o velho piso. Comecem a criar novos pisos... Parem de tentar fazer com o que a velha configuração resulte. Comecem a criar novas configurações.” A lógica linear precisa ser substituída pelo pensar exponencial visionário.
Bom, as palavras soam de forma agradável, mas de que modo conseguirão isso? É aí que um relacionamento amoroso com o vosso Eu Superior pode fazer toda a diferença.

A beleza dos reinos superiores deve-se ao facto de se encontrarem em perfeita harmonia. À medida que os problemas se tornarem mais difíceis, à medida que as soluções - que estão aí - requerem uma maior sofisticação, passa a estar disponível um maior nível de poder – um maior nível de ajuda. Embora o Eu Superior sempre tenha estado aí, jamais foi tão necessário, e a seguir, tão disponível. Façam o favor de escutar isto: Apesar do Eu Superior sempre ter estado presente, jamais, na história da humanidade, representou parte tão necessária da solução, e subsequentemente, jamais esteve tão disponível quanto está agora, e jamais foi tão fácil estabelecer contacto.
Três: A Nova Era é realmente nova! Cada vez mais estão a criar conscientemente a vossa própria realidade! De facto estão por completo a criar a vossa realidade com base no pensamento consciente. Ainda fingem que esses pensamentos provenham de alguns recessos obscuros da mente e do cérebro que não conseguem – e dizem não conseguir – compreender. À medida que aceitam a verdade, ela pode tornar-se assustadora. Podem sentir-se completamente sozinhos – solitários. Afinal, estão a descobrir que criam todas as coisas. Percebem que tudo e toda a gente está sujeita à vossa criação – ao vosso Sonho.

Ao entrar em pânico, alguns correm a fugir, fingindo não ser verdade. Ao temerem, outros recuam a fim de evitarem a responsabilidade implicada. Ao se deixarem entorpecer, outros encerram os pensamentos e os sentimentos o melhor que podem. Alcançando, muitos de vocês voltam-se para dentro em busca de um amigo. Têm um amigo no vosso Eu Superior. Na realidade, jamais estão sós. Jamais precisam sentir-se solitários. Podem precisar de alguém para quem se voltar. Se precisarem de um amigo, o vosso Eu Superior estará aí.
Quatro: Há demasiado a saber. Certa vez, há imenso tempo atrás, era possível que uma só pessoa conhecesse tudo. Jefferson? Franklin? Embora possamos discutir sobre quem conheceria e quem não conheceria tudo quanto havia a conhecer, toda a gente poderá concordar que, com a proliferação do conhecimento que se deu nas últimas décadas, não existe agora ninguém que conheça tudo. Não só se tornou impossível conhecer tudo quanto existe a conhecer no mundo, como é mesmo impossível conhecer todas as coisas de modo a poderem conhecer a maneira de viver a vossa vida plenamente e com alegria.

Precisaram de ajuda. A ciência e a tecnologia apresentaram-lhes o computador. A espiritualidade apresentou-lhes o Eu Superior. No vosso mundo, há lugar para ambos!
Cinco: Vocês merecem. Frequentemente é-lhes dito que precisam tratar do vosso desenvolvimento sozinhos. “O desenvolvimento é um caminho solitário,” lembram-se? Frequentemente há decisões e escolhas que precisam elaborar sozinhos. O último passo na preparação para a jornada do sagrado é realçada procedendo sozinhos às decisões adequadas. Isso confere uma profundidade e uma riqueza - confere realismo – ao relacionamento amoroso que estão para ter com o vosso Eu Superior. Proceder às escolhas e às decisões à vossa custa confere realismo que de outro modo bem que pode não se apresentar.

Escolhas e decisões poderão ser elaboradas à vossa custa, mas o crescimento não tem que ser feito sozinho nem de forma solitária. Podem obter ajuda. Merecem ajuda. Deus, a Deusa, o Todo jamais desejaram que a vida estivesse repleta de luta e de conflito. Jamais desejaram que sentissem dor. O Plano Físico tinha a intenção de representar uma celebração da exploração e uma celebração do estar vivo.
Vós e o vosso ego negativo dissestes que a dor, o sofrimento, era necessária. Tomaram essa decisão e não Deus, a Deusa, o Todo. Entrem em contacto com o vosso Eu Superior por o merecerem! Vocês merecem-no, não por o terem ganho – merecem-no apenas por existirem!
Simplesmente por...existirem.
Seis: A espiritualidade é real. Sabemos que muitos que se acham envolvidos activa ou passivamente na espiritualidade tradicional ou fundamentalista estão nela por uma questão de medo. Isso é-lhes ensinado. Foi escrito, e no caso de o terem perdido, foi referido: “Temei a Deus!” Além disso, “Temei o Diabo!” Contudo outros estão envolvidos por ser social económica e politicamente sensato. Cada tipo de envolvimento não se baseia na fé – baseia-se no temor ou no pragmatismo, mas não na fé.
Contudo, existe um outro grupo de fundamentalistas e de tradicionalistas que perseguem a sua espiritualidade activamente ou de uma forma passiva não por temor ou pragmatismo, mas por uma questão de fé sincera. Há este grupo de gente que percorre a ponte da Fé. Existem aqueles que sabem que a espiritualidade é real. Quer concordem com o caminho que eles escolheram ou não, pelo menos eles escolheram-no por a espiritualidade ser real.

Na nova espiritualidade, na Nova Era, há muitos que se envolvem por ser chique. Alguns deixam-se envolver por um acto de rebeldia: “Quão chocada irá a minha família ficar?” Além disso, há aqueles que veem o potencial social, económico e político da Nova Era. Mais recentemente, devido a toda a conversa que gira em torno da questão da “desgraça e da perdição”, há aqueles que também se deixam seduzir pelo medo.
Há ainda um outro grupo que está envolvido na Nova Era. Há aqueles que começaram a cruzar a Ponte da Crença. Vocês – vocês estão a atravessar essa Ponte – vocês sabem que a espiritualidade é real. Vocês sabem que existe um Deus, uma Deusa, um Todo que os ama – que os conhece pelo nome. Além disso, estão justamente e de igual modo a começar a aceitar que amam esse Deus e essa deusa e esse Todo reais!

Ao despertarem, ao despertarem de verdade para o realismo da metafísica e para o realismo da espiritualidade, quererão contactar o vosso Eu Superior. Quererão contactá-lo por causa desse realismo. “Por a espiritualidade ser real, eu quero o meu Eu Superior.”
Infelizmente, há muitos que ainda se encontram a dormir. Para eles, a metafísica não passa de uma brincadeira, um jogo, e a espiritualidade não passa de uma palavra que se acha na moda. Felizmente, cada vez mais estão a começar a despertar, agora. O vosso Eu Superior ainda se encontra à espera...
Sete: Vocês ainda estão a crescer. Sabiam existir mais alguma coisa. Deram um passo fora da realidade do senso comum para começar à procura desse algo mais. Pode-lhes ter levado vinte, trinta, talvez cinquenta mil anos, mas estão próximo de o descobrir. Não só está a metafísica a crescer, como também vocês estão.

São muito mais espertos do que propagandistas pensavam que fossem. São capazes de discernir, e estão a começar a discernir. Valem mais do que o que eles pensavam, e estão a começar a descobrir de verdade e a aceitar o valor que têm. São poderosos, e estão a começar a retomar esse poder de uma forma mais bela do que alguma vez antes. Vocês estão a crescer, e o vosso Eu Superior é uma parte crítica desse crescimento. Estão a descobrir Deus, a Deusa, o Todo, e o relacionamento que têm com o vosso Eu Superior é um aspecto integral desse novo amor... ou será AMOR?

A TOPOGRAFIA DA CONSCIÊNCIA

Consciente, Subconsciente, Inconsciente, e as Mentes Conscientes Superiores... Eus Passados, Presentes e Futuros... Eu Superior (será diferente da Consciência Superior... será o mesmo?)... Alma, Espírito, Deus, Deus, Deusa, Tudo Quanto Existe... Existem tantos nomes! Não é de admirar que alguns, optando pela simplicidade em vez da complexidade, tenham vontade de dizer que o crescimento é um caminho solitário!
Para estabelecer uma relação significativa com o vosso Eu Superior sugerimos que tirem o vosso próprio sentido de toda esta confusão. Para os ajudar, apresentamos a seguinte visão geral superficial.

A mente consciente é aquela parte de vós a que tradicionalmente chamam de “eu”. Ela cria a forma, o conteúdo, e o contexto (o pano de fundo) da vossa realidade corrente e onipotente. É a mente que utiliza as matérias-primas os instrumentos e as energias (técnicas) disponíveis na criação da vossa própria realidade.

A Mente Subconsciente é o guarda do conteúdo das realidades interiores que influenciam aquele que são. Essas realidades interiores apenas influenciam – não controlam aquele que são. O Subconsciente é o guardião de toda essa informação proveniente da vossa realidade interior.
Por exemplo, que foi que escolheram da primeira vez que comeram no McDobald's? Muitos de vocês podem conhecer a resposta; a informação acha-se armazenada na vossa Mente Subconsciente. Que foi que jantaram no dia 5 de Maio de 1982? A maioria de vós não faz ideia. O vosso Subconsciente sabe. Ele armazena cada detalhe de informação que tenham testemunhado directa ou indirectamente. O vosso Subconsciente não só sabe o que jantaram no dia 5 de Maio de 1982, como também sabe o que toda a gente com quem entraram em contacto nesse ou noutro dia qualquer jantaram. Essa informação haveria de os confundir e atrapalhar, e eventualmente aturdir se a tivessem toda na Mente Consciente, pelo que é armazenada no vosso Subconsciente, em vez disso.

A Mente Subconsciente armazena, guarda, custodia essa informação, mas, caso a informação se destine à utilização, a Mente Consciente ainda cria a forma e o contexto para o seu uso.
A Mente Inconsciente é o guardião do conteúdo – a informação – das vossas outras realidades. É similar, e muitas vezes confundido com o Subconsciente por ambos preservarem informação. Um mantém a informação inerente à realidade interior. O inconsciente preserva informação de outras realidades. Ou seja, o Inconsciente, comporta toda a informação acerca do que chamam de vidas passadas, vidas futuras, e vidas paralelas. Quando são bem-sucedidos numa regressão a uma vida passada, entram em contacto com a vossa Mente Inconsciente. Conforme antes foi referido, ele armazena a informação, mas a Mente Consciente determina a forma e o contexto do seu potencial uso.
A Mente Superior Consciente, o que representa um outro nome para o Eu Superior, é o guardião de toda a informação, é o zelador de todas as possibilidades – e é isso que queremos dizer - TODAS as possibilidades – de mudança, crescimento, transmutação, transformação e transcendência. Qualquer coisa que tenha que ver com tornar-se mais daquilo que são – o que quer que tenha que ver com tornar-se mais Deus, a Deusa, o Todo – é tudo quanto se resume à Consciência Superior.
Bom, alguma da informação da realidade interior e da outra realidade que o Subconsciente e o Inconsciente possuem têm que ver com o crescimento, não é? Sim! É por isso que o Subconsciente e o inconsciente se acham contidos na Consciência Superior. Grande parte do que mantêm conscientemente também faz parte do vosso crescimento. Isso é bem óbvio, mas ainda assim precisa ser referido. A vossa mente consciente também se acha DENTRO da vossa Consciência Superior – do vosso Eu Superior.

O Eu Superior é o guardião da informação. Ele detém o conteúdo. Mas vós - e isto é importante - vós escolheis e decidis, com base nos pensamentos e sentimentos que tendes, determinados pelas vossas atitudes e crenças, a forma e o contexto que essa informação passará a ter.
O vosso Eu Superior contém toda a informação – absolutamente TODA a informação - necessária e preferida para lhes permitir regressar ao lar. Apesar de conter toda a informação, vocês conscientemente escolhem quando, como, e sob que circunstâncias acolherão a dádiva.
A vida é um dom. O crescimento é uma dádiva. Quando irão receber essas dádivas?
Não perguntamos quando vão “aprender” a receber. Não tem que ver com aprender; tem que ver com ter VONTADE DE RECEBER. Perguntamos: Quando será que vão receber a dádiva do vosso Eu Superior e de Deus, da Deusa e do Todo? Vocês decidem. Nós aguardamos a vossa decisão.
Talvez este diagrama os ajude a ver a relação sugerida.
                               
E em relação à Alma e ao Espírito? Os termos são empregues alternadamente. Sugerimos nós que a Alma é a lente pela qual visualizam o Eu Superior, e é a lente para Deus, para a Deusa, para o Todo. Enquanto lente, motiva a dinâmica do fazer e as percepções do ser. A Alma é aquele aspecto de vós que lhes confere propósito e direcção. A Alma dá-lhes Espírito.
Houve um tempo em que percebiam que a vida tinha mais que ver do que com o sobreviver. Foi a vossa Alma que era a centelha de luz – de amor - que os elevou para fazerem algo em relação a essa percepção e para serem diferentes por causa dessa percepção.
No esquema acima traçado, a Alma ou Espírito constitui um punhado de brumas mesmo no interior do Eu Superior – e um pouco além do Eu Superior também. É a lente para o vosso Eu Superior e para Deus, para a Deusa, para o Todo.

Sugerimos esta topografia. Não é a única. Não referimos tudo quanto há a dizer sobre qualquer desses tópicos. O propósito que temos com isto é o de lhes fornecer pistas e dicas e não de lhes dar com um porrete na cabeça. O nosso objectivo é de os ajudar a crescer e não de os impressionar com o quanto sabemos. Trabalhamos com um toque subtil... falamos com suavidade. O relacionamento que tiverem com o Eu Superior será muito mais real e inacreditavelmente recompensador se tomarem as decisões. Permiti que ajudemos, mas tomai as decisões em relação a como tudo se encaixará.

COMUNICAÇÃO, UNIÃO, COMUNHÃO

Estão quase lá... Finalizaram quase o último passo do preparo. Estão quase prontos para se ligarem ao vosso Eu Superior. Independentemente da impaciência que sintam, tirem um instante para considerar a diferença existente entre a comunicação, a união e a comunhão.
A comunicação compreende mais do que falar. É mais do que escutar. A comunicação envolve falar e escutar, e envolve um toque e uma mudança.

O vosso objectivo é mais do que apenas falar com – ou para – o vosso Eu Superior. É mais do que escutar simplesmente o que ele tenha a dizer. Vós quereis tocar e alterar o vosso Eu Superior. Ou seja, vós quereis que o vosso Eu Superior seja mais daquilo que ele é por ambos estarem a interagir. As mudanças que pretendem autorizar (não provocar) são um resultado do amor, e não do paternalismo.

Além disso, querem ser tocados e mudados pelo vosso Eu Superior. Não sabem exactamente que mudanças serão essas, e confiam que o vosso Eu Superior já saiba.
Não tem que ver com produzir – tem que ver com permitir. Que assim seja.
A união consiste em se juntarem para formarem um. Quando a comunicação avança para além das palavras, buscam a união. Idealmente, quando o amor que têm pelo semelhante ultrapassa as palavras, buscam a união. Pode diferir de relacionamento para relacionamento, mas quando as palavras se esgotam, algum tipo de união é buscada.
Também no caso do vosso Eu Superior. Desejarão tornar-se “uno”. Quando os ensinamentos de qualquer espiritualidade real encorajam “A unidade com Deus”, é dessa união que falam.
Tornar-se uno – criar união - não significa perder a vossa identidade conforme alguns aventaram ou simplesmente afirmaram. O crescimento é exponencial e não linear. Quando crescem tornam-se mais daquilo que são, e não menos.

Quando deixam cair um seixo numa lagoa, a ondulação propaga-se em todas as direcções, e não apenas numa. Quando acrescentam à consciência que têm, o impacto disso exerce-se em todas as direcções, e não apenas de forma linear.
Quando criam união com o vosso Eu Superior, acrescentam àquele que são. O invólucro, a bolha, do vosso Eu Superior expande-se e vocês expandem-se. Nenhum se torna menos; ambos vos tornais mais.

Tanta gente se sente confusa quanto a esta questão e se deixa apanhar no “vaivém”, no puxa e empurra do crescimento. Deseja sinceramente tornar-se “una” com o seu Eu Superior e com Deus, com a Deusa, com o Todo, mas a ameaça da perda da identidade impede-a de alcançar essa “unidade”.
Como com qualquer união válida, tornam-se mais, o vosso Eu Superior torna-se mais, e passa a apresentar-se uma sinergia – um todo que é sempre maior do que a soma de suas partes. Permitam que o Eu Superior se torne em tudo quanto é capaz de ser. Assumam a responsabilidade e os passos necessários para se permitirem ser tudo quanto podem ser. Estabeleçam comunicação com a intenção de criar união. A sinergia que resulta: Comunhão.

Comunhão, à semelhança do termo espiritualidade, pode conter um monte de “velhas imagens” anexadas desde a infância. Não estamos a tomar nem a partilhar do sangue e da carne. Mais recentemente, o termo é capaz de evocar imagens de Extraterrestres e de Ovnis que não trazem bem nenhum. Não estamos a falar de sequestros e de luzes estranhas, reais ou imaginadas.
A comunhão constitui a ressonância (consonância), a dança criada a partir da comunicação e da união. É comunicação, mas de qualquer modo é mais do que isso. É união, e algo mais. Comunhão é unidade, e ainda assim, isso tampouco chega a descrever a coisa.

Um relacionamento composto de comunhão é quando cedem uma parte de vós – uma parte maravilhosa - ao vosso Eu Superior. É quando crescem tanto quanto conseguem e quando se tornam tão fantásticos e tão felizes e tão alegres quanto conseguem de modo que a “dádiva” que cedem ao Eu Superior é o melhor de vós que possuem. Torna-se na vossa razão de viver. Por que estão a crescer? Por que estão a evoluir? De modo a poderem apresentar o melhor que puderem ser ao vosso Eu Superior.

A comunhão vai mais além. Assim como a dádiva da “parte de vós, a parte bela,” é quando o vosso Eu Superior lhes estende uma dádiva de si mesmo, também.
É a troca de dádivas que se gera entre um e o outro. O que perceberão que o vosso Eu Superior tem vindo a estender-lhes tem sido dádivas o tempo todo. Portanto a comunhão é a entrega da vossa dádiva ao vosso Eu Superior e a recepção da dádiva que o vosso Eu Superior vos tem vindo a dar o tempo todo. A comunhão tem que ver com troca do mais elevado dom do amor. Ou será de AMOR?
Os paços para lá chegar... As qualidades de presença nisso...
Bom, se tiverem vindo a ser honestos convosco próprios, terão dado cada um desses passos, e estarão prontos. Terão dado cada um dos passos, e já se encontrarão lá. Mais do que prontos para iniciar a caminhada, já se encontram na jornada sagrada de regresso ao Lar.

Vocês escolheram. Sabem possuir um Eu Superior que vale a pena descobrir. Compreendem o sentido de estabelecer uma ligação viável e válida com o vosso Eu Superior. Embora possam não entender com exactidão o relacionamento que todas as mentes e todos os eus têm com a Alma, fazem uma ideia do que isso seja. Além do mais, se entenderem como a metafísica opera, que é coisa que estão cada vez mais a compreender, o relacionamento entre as mentes e entre os eus e a Alma torna-se provável, flexível e fluido, de qualquer modo. Farão uma ideia disso. E isso é importante. Por fim, poderão sentir a subtileza e a nuança da comunicação, da comunicação real dotada de profundidade; da união, da união real que ocorre dentro; e da comunhão, dádiva do derradeiro presente de amor na sincera busca pelo Amor que empreendem. O último passo de preparação foi dado.

AS MEDITAÇÕES

De início parece extremamente difícil, se não impossível, colocar as meditações em palavras. De facto o efeito pode representar um reforço. Afinal de contas, é o relacionamento que têm com o vosso Eu Superior que procuram desenvolver, pelo que os encorajamos a avançar com as vossas meditações.
Alguma vez terão notado que “O livro é melhor do que o filme”? Isso deve-se ao facto de aquilo que imaginam ser mais agradável do que o que os outros imaginam por vocês. É por isso que numa meditação descrevemos o que ver (chegamos mesmo a dize-lo antes do tempo) de modo que a vossa imaginação possa funcionar para tornar a experiência o mais significativa possível para vós. Alguns sentem que arruinamos a surpresa ao lhes revelarmos o que devem esperar. Contudo, se vo-lo revelarmos, a vossa mente subconsciente e inconsciente poderá prepará-los de um modo mais completo para lhes maximizar a experiência. Estamos muito mais interessados em ajudá-los a crescer do que estamos em impressioná-los com a surpresa.

A imaginação que utilizarem será a melhor imaginação que devem ter. Essa é igualmente a razão por que os encorajamos a não partilhar a forma, o conteúdo ou o contexto das vossas meditações com ninguém durante um certo período de tempo. Então, quando partilharem as vossas meditações, façam-no apenas com aqueles que tenham significado para vós e partilhem somente o conteúdo. Reservem sempre a forma e o contexto – a área sobre a qual exercem um controlo criativo e consciente – em relação a vós e à vossa imaginação.

Estamos prestes a explicar as séries específicas de meditações que os ajudarão de uma forma efectiva a entrar em contacto com o vosso Eu Superior. Conforme dissemos, nenhuma técnica, seja um processo dividido por sete passos ou uma meditação, garantirá sucesso. Todavia, se estiverem dispostos, estas meditações operarão a vosso favor.
Conforme no caso dos “passos para lá chegarem”, encorajámo-los a fazer as meditações por ordem. Sugerimos, embora ainda que tacitamente, que não procedam à segunda meditação até sentirem ter completado com êxito a primeira. Poderá exigir algumas tentativas. De modo semelhante, continuem a trabalhar com a segunda até se sentirem seguros e desse modo preparados para a terceira meditação.

Precisam decidir por vós próprios; não há ninguém para os classificar. Não há nenhum monitor de testes. Não há nenhum juiz. Precisam decidir se estão preparados para avançar.
Nenhum benefício resultará do facto de mentirem a vocês próprios. Enganar-vos a vós próprios não possuirá qualquer valor. São vocês e o relacionamento com o vosso Eu Superior que buscam, e não uma nota “A” nem cruzar a linha da meta de chegada em primeiro lugar. Não se trata de uma corrida. Trata-se de um relacionamento.
“Como é que eu vou saber? Como é que vou saber?” Perguntam freneticamente. Assim que tiverem realizado as meditações todas saberão. Tornar-se-á evidente quando deverão abandonar uma meditação e avançar para a seguinte.

Gostaríamos de sugerir que lessem as meditações várias vezes, primeiro, e permitissem que a vossa imaginação evoque imagens que tenham significado para vós. Vamos ser claros, mas se se sentirem confusos quanto ao que venham exactamente a “ver”, deixem que a imaginação sirva de vosso guia. Muitas das imagens representarão arquétipos, entendem? Ou seja, embora possam não as compreender por completo, a vossa mente subconsciente e a vossa mente inconsciente entenderá. Designadamente, o vosso Eu Superior quer que o alcancem. Ele quer que desenvolvam esse relacionamento que estão à beira de estabelecer. O vosso Eu Superior ajudá-los-á. Ele não vai fazer-se tímido nem difícil de alcançar! Ele vai ajudá-los. Deixarão que ele os ajude?
Irão agrupar as imagens. Leiam as palavras, evoquem as imagens conforme as virem, conforme as experimentarem. Uma informação adicional poderá ser acrescentada à compreensão que têm da riqueza da experiência, mas não quer dizer que faça parte da meditação, e será apresentada entre aspas.

Assim que se apossarem das imagens, assim que se tornarem vossas, poderão reuni-las num conjunto, na vossa memória. Alguns acharão isso fácil de fazer. Ou podem fazer uma gravação da vossa voz, a ler as palavras – da vossa voz a guiá-los na vossa jornada rumo ao Lar. Quão apropriado! Assim como também poderão memorizar ou pronunciar apenas as palavras-chave e deixar que a vossa imaginação as corporifique, ou recordá-las ou pronunciá-las de forma tão eloquente quanto quiserem. É a vossa meditação e o relacionamento com o vosso Eu Superior que têm que isso envolve.