terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DESENVOLVIMENTO PESSOAL



EMOÇÃO E MÁGOA


O autoconhecimento conduz a uma melhor compreensão emocional de si mesmo, o que imprime uma menor pressão no indivíduo e, consequentemente, ajudará por vezes a evitar problemas emocionais.

Ao se compreenderem a vós próprios e ao melhor chegarem a conhecer-se, chegam a enfrentar sentimentos profundamente arraigados. Não receiem chegar às lágrimas por enfrentarem tais sentimentos. Percebam que as lágrimas constituem uma purificação. São atingidos pela emoção e as lágrimas eclodem e manifestam-se. Isso constitui uma limpeza e não faz mal. Assim que as lágrimas tiverem libertado a pressão, regressem ao incidente que tenha ocorrido. Retirem a mágoa do contexto dessa situação e ocorrência e conduzam-na ao presente. Examinem-na bem e reavaliem a importância que tem agora. Poderão descobrir que não tenha um valor real e que não valha a pena mantê-la. Regressem atrás e desenraízem-na de modo a poderem examiná-la bem.


Muitas vezes algo que tenha ocorrido na juventude transforma-se num problema emocional devido a uma sensação de culpa. Algures por aí terão noção de ter provocado parte dela, mas se não estiver a ser focada, de que lhes poderá servir hoje?


À medida que se desenvolverem acharão mais fácil compreender a razão por que se encontram numa dada situação. Ao melhor compreenderem essa situação, mais fácil se tornará abrir mão dela. Aquilo que precisam compreender é que quando começam a despender demasiado tempo com um problema estão a alimentá-lo. E se estiverem a gastar tempo com ele não estão a chegar a parte nenhuma com ele, então precisam afastar-se dele e esquecê-lo. Deixem que assente numa perspectiva adequada; caso contrário, estarão a transformar um gatinho num tigre.


Se tiverem tido uma discussão acesa e emotiva, muitas vezes sentir-se-ão como um tolo no dia seguinte. Se conseguirem aceitar o facto de terem agido como um tolo e ver o ridículo disso, poderão alterar a vibração dessa discussão emotiva. Predisponham-se sempre a considerar a participação que têm no incidente, percebendo que por vezes não gostarão daquilo que vêem. Seja como for, estarão a libertar-se de um cativeiro. Se se permitirem ficar retidos numa situação, passarão o resto da vossa vida presos a ela. Quererão ter a vossa vida atada a algo que tenha ocorrido quando tinham sete anos de idade? Aquilo a que se estão a agarrar é à mágoa.


Vamos considerar por breves instantes a mágoa. Mágoa! Alguém os magoa e ficam irritados. A raiva autêntica perdura apenas por trinta segundos, após o que não passa de revanchismo do ego. Por vezes é preferível chafurdar na mágoa do que interrogar-se se vale o dispêndio de energia que envolve. Muitas vezes dirigem todas as vossas energias para a mágoa. Tudo passa a relacionar-se com ela. "Não posso comer leitugas por ter sido o que foi servido nessa noite." Esse é o tipo de racionalização que começa a acumular-se na mágoa. Tudo se concentra na mágoa.


Ora bem; se todas as vossas energias forem dirigidas para a mágoa, a única coisa que poderá ser atraída à vossa vida será mágoa. Vós sois o vosso próprio imã, de modo que conseguirão ver a confusão que arranjam para vós próprios ao longo do percurso. Quando se focam numa situação dolorosa, tornam-se desconfiados com relação às acções alheias, e têm a tendência para julgar tudo e toda a gente associada à experiência dolorosa. Mas tudo se resume ao seguinte: ficarão satisfeitos por chafurdar na mágoa? Caso a mágoa seja a coisa mais estupenda para vós, fiquem nela! 
Conseguirão admitir para vós próprios que porventura esse incidente poderá prestar-se-lhes por uma outra forma? Abordem-no a partir de todos os ângulos. Talvez nem sequer tenham ideia de como terão chegado a essa posição; interroguem-se: "Será a energia  a despender nela digna de ser despendida? Se não a conseguirem compreender, desperdiçarão a vossa vida inteira com o incidente que não compreendem. Vocês possuem o poder para dizer: "Eu posso converter essa mágoa se me voltar para o contrário." Precisam começar a ter pensamentos indolores. Começam a usar a capacidade que têm de libertar a dor. Retiram-lhe a capacidade que tem de lhes infligir dor, porquanto assim como pensarem assim tenderá a ser.


Comummente quando se acham frustrados ou incapazes de lidar com a situação de uma forma objectiva buscam uma forma que os ajude a sentir-se melhor. Isso é chamado racionalização. Poderão mesmo evocar vidas passadas por isso os ajudar a encontrar uma boa justificação, mas também isso representa racionalização. "Eu conheci-o no antigo Egipto, de modo que deve ser suposto que eu tenha um relacionamento com ele nesta vida."


A racionalização constitui modo fácil e conveniente de fazer com que as coisas pareçam como gostariam que fossem sem reconhecerem as realidades objectivas que levam a que sejam tal qual são. As vidas passadas pertencem ao passado. A única coisa que se apresenta delas é a essência da emoção para o reconhecimento da qualidade e conhecimento obtido desse ponto no tempo. Se tiverem sido uma dançarina no antigo Egipto, terão dançado de uma forma bastante diferente da dança dos dias actuais. A essência da dança apresenta-se mas vocês não conhecem os passos. Eles pertencem a uma outra cultura e a um outro tempo.


Lembrem-se de que quando obtêm imagens de vidas passadas, elas só lhes conferem uma perspectiva daquilo por onde tiverem andado. Toda a orientação e rumo que esteja destinada a chegar a vós fa-lo-á através da consciência superior, do ser divino em vós.


À medida que começarem a desenvolver-se e chegarem a compreender-se, torna-se muito importante que entendam o papel que o contacto visual desempenha na vossa própria expressão. Quando olham para alguém esse alguém saberá se têm algo a dizer. Digam-no com clareza e em voz aprazível. Se estiverem a sentir-se zangados, esperem um instante, respirem fundo, aguardem um momento e depois prossigam com calma. Isso exige tempo e prática. Quanto mais o conseguirem, mais se farão ouvir.


Quando enfrentam uma realidade que não conseguem solucionar, entreguem-na a Deus e ficarão espantados com a tranquilidade que obterão. Poderão de tempos a tempos deparar-se com ela de volta, mas quando constatarem isso, tratem-na com humor. É bastante normal ter coisas que tentam voltar de novo. Ponham-nas de lado de novo. A questão a lembrar é a seguinte: É fácil perdoar, mas difícil de esquecer. Se se atarem ao passado não conseguirão avançar em frente no presente. Se continuarem a permitir que um acontecimento de há catorze anos regresse ao presente, nunca irão conseguir avançar para a frente. Há catorze anos poderão ter fracassado, mas apreciem o vosso modo actual de ser. Mudem o fracasso com um pensamento alternativo. Abençoem-no, riam dele, mas não lhe dêem força.


O foco de toda a mudança na vida baseia-se na fórmula de que da necessidade vem o desejo - a participação - e da participação vem a realização. A expressão física é o meio de dizerem: "Olhem para mim, ouçam o que digo, atentem às minhas necessidades." A expressão física tanto pode ser do mais positivo como pode ser igualmente negativo. É possível tornar-se competitivo na extensão da vitória se tornar no principal objectivo, de que ser bem-sucedido seja mais importante do que ser. Porque desejarão alcançar sucesso? Se o desejarem para receberem somente aquela  palmadinha nas costas, isso não chega. Precisam querê-lo por conduzir a um maior uso do vosso potencial. Isso é o que muita gente não percebe. Muitos dos passos que dão na vida são instigados não pela vossa realidade interior mas pelo ego. A actividade física constitui um meio de expressarem energia. A energia é direccionada e focada pelo pensamento. Atentem aos pensamentos que entretêm!


Muita gente que não consegue encontrar reconhecimento por nenhuma outra forma encontrá-lo-á através da fantasia ou da expressão dramática. Nada há de errado com precisar tornar-se no centro das atenções conquanto isso os mantenha equilibrados. Elas utilizam essas belas expressões para libertarem as emoções internas que não tiverem sido capazes de expressar por mais nenhum outro modo.


O que tiver sucedido quando eram jovens terá influência no modo como verão a necessidade de ser agressivo ou a necessidade de serem passivos. Na infância poderão ter experimentado a sensação de serem diferentes ou distintos (separados). Isso tem que ver com a experiência de diferentes energias. Sabem que pensam de uma forma diferente. A separação procede da forma como se encaram relativamente aos outros. Alguma vez terão passado pela experiência de ter convidados e de contarem as presenças? Têm nove convidados, de modo que armam mesa para nove, e esquecem-se por completo de se contar a vós próprios. Isso deve-se ao facto de que, quando se identificam com as coisas externas, imperar a tendência para se manterem separados deles. Assim, muitas vezes a criança perceberá a família como algo exterior a ela. Ela não chega realmente a entender com clareza que lhe pertence. O outro factor de origem desse sentimento é a diferença que a frequência da vossa energia apresenta. Percebam que embora façam as mesmas coisas, se acham numa frequência diferente. Encaram-na e percebem-na de modo diferente.


Uma criança que tenha tido uma vida repleta de experiências afortunadas terá lembranças casuais dela. Quando experimentam felicidade, deixam-se levar. Pensam em termos afortunados por se sentirem felizes. A felicidade atrairá mais felicidade, e até que algo surja que faça cause perturbação, nada mais será registado. Experiências emocionais difíceis na infância muitas vezes criam uma tendência para se ancorarem a essas emoções. Ao olharem para trás no tempo, percebam que o grau de importância que tiverem dado a um incidente lhes proporcionará poder na vida. Muita gente tem uma enorme dificuldade em esquecer um incidente emocional. Toda a vez que pensam nele, voltam a cair na sua origem. Um dos modos óptimos de lidar com isso consiste em anotarem diariamente os sentimentos que os avassalam. Sejam sinceros e saibam que apenas vós ireis lê-los. Aquilo que estarão a fazer é a extirpar as emoções de vós e a torná-las separadas de vós ao as colocarem num outro sítio. Ao procederem assim melhor capacitados estarão a lidar melhor com elas. Se conseguirem rir-se de vós próprios e junto com os demais, nada no mundo os poderá deter. Apenas quando se levam demasiado a sério e pensam que não possam cometer um erro é que falham. Pensem no quão vulneráveis conseguirão então ser.


A FORMAÇÃO DA CRIANÇA


Frequentemente uma alma fará preparativos para nascer em determinada família. Nem toda a gente em todas as vidas elege os progenitores. Por vezes dizem: "Dêem-me a energia de uns progenitores que me conduza ao crescimento da alma." Quando entram numa vida com um progenitor que tenha estado convosco antes, essa decisão terá sido feita antes de entrarem. O progenitor não se preparará para os ter quando decidem entrar no mundo. O progenitor prepara-se para os ter antes de se casar com aquele que venha a ser o outro progenitor. Tudo é preparado com antecedência.


Quando todas as circunstâncias se acham adequadas em termos de energia, tudo assenta no devido lugar. Há, entretanto, um impedimento - que é o livre-arbítrio. Os progenitores, uma vez se achem no corpo físico, acham-se conscientemente sob a direcção do livre-arbítrio. E eles podem optar por não ter filhos.


O sexo da criança não é preparado com antecedência, mas o resultado da química. O ovo feminino é neutro e o esperma masculino determina o sexo da criança. O espírito é neutro; não é feminino nem masculino. O espírito entra num corpo preparado para ocupar. O sexo é escolhido pela reunião do esperma masculino e do ovo feminino. As lições da lama prendem-se com o jeito como lidam com as coisas na vida. Se determinada se prender com o amor, não importará se a criança é macho ou fêmea.

Com bastante frequência um progenitor, a partir do próprio sentido psíquico que tenha, será capaz de apurar o desenvolvimento genético da criança. Se se acharem em sintonia com o vosso ser interior, terão muito mais consciência do que se passará convosco do que alguém poderá perceber. Não há razão para se desligarem de qualquer parte do vosso corpo.


Não há nada que possa deter o esperma e o ovo de procederem ao que têm que proceder. Se o vosso estado de espírito é o magneto que atrai a vós, então poderão ter influência no que pode suceder. É espantoso. Quando duas pessoas entram fortemente em sintonia, serão capazes de lhes dizer com precisão quando a concepção terá ocorrido por se acharem em contacto com os seus corpos. Elas saberão quando o instante da junção ocorre.


Quando entram no mundo são seres conscientes. Dá-se um choque por altura do nascimento por experimentarem pela primeira vez a sensação física da completa separação da vossa mãe. Passam do templo dela para o vosso próprio templo. O nascimento instaura a percepção inicial da separação física. Também representa o passo no sentido da independência em que toda a vossa vida se baseia.

Aquilo que sentem no ventre ainda representa o factor de consciência espiritual e não o factor físico e emocional. A atitude e as emoções da mãe e o seu ambiente são sentidos enquanto ainda se encontram no ventre. Isso opera através do factor da percepção e não é experiência emocional nenhuma. Assim que a criança nasce começa a sentir com a emoção física.


Por vezes há preconceitos quanto ao sexo. Se disserem a um progenitor que vai ter um rapaz quando desejaria ter uma rapariga ou vice-versa, poderá gerar-se um ressentimento contra a criança. A criança irá ter consciência desse conflito de emoções sempre que pegar nela.


Assim que a criança nasce e a mãe ou o pai pegam nela, não importa a que sexo pertença. O preconceito é varrido. A criança não terá passado por período nenhum em que tivesse sentido rejeição.


A criança precisa de cuidados maternais, de carinho, e de amor; mas nem sempre obtém isso da parte da pessoa que a carrega. Enquanto houver quem a ame e lhe dê carinho, e lhe transmita uma sensação de segurança, ela responderá. Isso deve-se ao facto da criança permanecer aberta e consciente ao nascer. Está preparada para ser amada apesar de ter sentido não ser amada no ventre.

Poderão suceder coisas formidáveis a uma criança que não tenha sido desejada antes de nascer. Quando surge pela primeira vez, essas atitudes alteram-se; passa a apresentar-se a percepção do quanto esta criança é adorável. Esses sentimentos negativos que a rodeavam previamente podem ser alterados. Uma criança que seja aceite, seja pela própria mãe ou por mais alguém, responderá à beleza e ao amor que a rodeia.


Lembrem-se de que os conceitos de amor são formados desde a altura em que começam a respirar, em criança. São formados conceitos enquanto ainda se encontram no ventre. Uma criança sabe para o que é que está a nascer. A mulher que carrega a criança e que a não deseja terá um filho que terá consciência disso.


Caso a criança não receba o afecto carinhoso de que precisa, essas sensações de se sentir envolvida serão retidos pela criança, e carrega-las-á até à idade da agressão. Os sete anos constituem o primeiro ponto de ruptura, os catorze são o seguinte, e os vinte e um, e todos os sete anos subsequentes. Felizmente, a compreensão que surge por essa altura ajuda a criança a ver que em certos casos uma criança indesejada ao nascer, pode tornar-se numa pessoa muito especial. Reconhece a existência da situação, mas que não se deve a nada que ela tenha provocado. Ao assumir tal aceitação em si própria, estão aptas a perdoar o acto de falta de afecto e avançar no afecto, sentir carinho por si própria e a partir de si própria.


As crianças que chegam durante esta era, chamada Era de Aquário, não se disporão a abandonar a percepção natural com que tiverem nascido. Elas vão agarrar-se à sua identidade desde o começo. O ciclo de sete anos ainda se aplicará, mas não sentirão a mesma necessidade de agressão. Elas não procurarão reaver nada que tenham a sensação de ter perdido. O factor de percepção será preservado nelas devido à própria energia do tempo em que se encontram a funcionar. Os seus pais irão tornar-se mais conscientes da necessidade de manter a criança aberta em relação ao seu pleno potencial.


Torna-se importante que compreendam o ciclo de sete anos de agressão. A instigação, a pressão que a alma gera no sentido de criar mudança na vossa vida em vosso próprio benefício e progresso é muitas vezes interpretado como uma agressão negativa. E é encarado como agressão por parecer alterar tudo que tiverem entendido, até essa altura na vossa vida. Por isso, do ligeiro empurrão da alma procede uma sensação de agressão. Essa agressão precisa de seguida ser equilibrada e controlada para poder trazer à criança a recompensa máxima. 


RELACIONAMENTO PAI-FILHO


As crianças nascidas nesta era precisarão crescer em termos físicos para chegarem a corresponder à presente consciência mental, emocional e espiritual. Elas permanecerão mais em sintonia com a consciência universal. Estão suficientemente abertas nessa tenra idade para apreenderem as coisas que não seriam capazes de chegar a apreender por meio da experiência de aprendizagem. 

Independentemente do grau de consciência que tenham, são orientadas e moldadas por aqueles que as governam. Aquilo que todos os pais precisam entender é que os filhos são-lhes emprestados. Vocês têm a oportunidade de os guiar por meio uma formação construtiva e positiva.


Durante os anos de infância associam incidentes e palavras a emoções. Por vezes ficam presos a eles; noutras alturas reconhecem-no por aquilo que é e são capazes de passar para uma nova compreensão desse incidente. Se lhes perguntasse o que seja diversão, cada um de vocês teria uma opinião do que seja divertido. Para uma pessoa um bocado bem passado será ir intoxicar-se e depois ter uma ressaca. Isso será a ideia que tem da diversão. Para outra pessoa qualquer passará por estar em casa a ler um bom livro ou sair a ver uma actuação magnífica. A diversão é uma questão de preferência, e é encarada por intermédio do sistema de valores do indivíduo. Uma criança que tenha ansiado por fazer algo que lhe tenham dito que não é bonito, poderá mais tarde na vida sentir-se culpado por se divertir com isso. Desse jeito há a tendência para tornarem a diversão numa forma de auto punição. Quero que comecem a perceber como ligam as associações às emoções.


Aquilo que sentem ao vosso redor alimenta-lhes as fantasias as quais, por seu turno, lhes alimentam as ideias criativas e lhes confere rumo. Uma criança cercada por uma situação perturbadora que ela não compreende pode começar a fantasiar. Isso pode amiúde conduzir a um conflito com relação à forma como ela encara o amor na sua vida. O mesmo tipo de conflito pode ter ocorrer ao se ver cercada por incidentes amorosos ou ao ver-se cercada por incidentes de natureza traumática. Eles formam as duas extremidades do pólo, cada uma das quais forma uma polaridade da outra. Uma pessoa que seja bastante acarinhada começa a sentir-se sufocada. Não importa que esteja envolvida num relacionamento pai-filho, ou marido e mulher. Algures lá pelo meio sentirá necessidade de instaurar um equilíbrio.


O amor de mãe pode tornar-se um amor sufocante caso negue a independência ou a capacidade de proceder a uma tomada de decisões na criança. Isso também constitui uma verdade com respeito ao pai. Tem que existir um equilíbrio, um dar e receber. Precisam examinar o equilíbrio que essa dádiva comporta. De que forma reagirá a criança à vossa dádiva? Caso as necessidades de uma pessoa não sejam compreendidas, poderão estar a sufocá-la com essa dádiva ou afecto. Ela poderá não ser tão capaz de lidar com isso. É por isso que a comunicação é tão vital numa relação. Se uma pessoa não exteriorizar as suas necessidades, se não as der a conhecer, não as poderá ver respondidas.

Quando tiver sucedido uma discordância que tenha conduzido a uma separação ou a um afastamento de um dos pais, a criança sente-se abandonada. A criança sente culpa por não ser suficientemente capaz de lidar com o facto de dois seres amados que a trouxeram ao mundo não mais se achem presentes juntos, A criança encara isso como algo de mal que tenha feito.


Quando um incidente desses ocorre, torna-se importante que a criança perceba que por vezes os crescidos descobrem que não se dão bem juntos. É melhor que eles se separem, e por conseguinte, melhor para a criança. Uma das afirmações mais estranhas que ouço no vosso mundo é: "Ficamos juntos para bem dos nossos filhos." As crianças crescem cheias de raiva, ódio, indiferença e confusão. "Porquê? Que foi que eu fiz?" A única coisa com que têm para se relacionar é consigo próprias. É muito melhor dar uma explicação do que esperar que, se ignorarem a situação, ela se desvaneça. A negatividade permanecerá e terá que ser expressa por qualquer forma. Uma situação descontrolada manifestará uma atitude descontrolada em vós.


Numa situação de adopção, a criança é muita vez adoptada por parte daqueles que se destinam a ser seus pais. A maneira como isso se processa também liberta algum tipo de laço cármico em relação à mãe natural. Isso não sucede em todos os casos mas mantém-se na maioria. Na maioria dos casos, contudo, responde a mais do que uma via de crescimento da alma, tanto da criança como daqueles que adoptam e daqueles que a cedem. Há sempre a tendência para pensarem que os pais que doam a criança sejam um tipo qualquer de ogres. Isso muita vez negligencia a possibilidade de existência de circunstâncias em que a criança tenha uma maior oportunidade caso aos pais a doem. Não estou a referir os incidentes em que alguém descobre estar grávida e diz: "Que diabo, vou ter que o ter," e depois acabam por doar a criança. Refiro-e àqueles que agonizam perante a capacidade que têm emocional, financeira, ou seja qual for mais, de cuidar da criança e de a dar para adopção, na esperança de isso beneficiar mais a criança. Amem-se de forma incondicional, e não condenem.


A forma como a criança terá visto o relacionamento masculino e feminino dos pais influenciar-lhe-á enormemente a expressão da agressividade mais tarde durante o ciclo dos catorze - e o ciclo dos vinte e um. É importante que percebam que o progenitor masculino tem a mesma importância que progenitor feminino, para a criança. A criança constitui uma polaridade de ambos os pais, e essa polaridade terá uma expressão e uma necessidade de se realizar. A forma como são formados e moldados durante o ciclo de sete anos determinará a forma como irão beneficiar de cada um dos sucessivos ciclos de sete anos. A cada desdobramento de sete anos dentro de si, de acordo com a atenção que derem à realidade de si mesma, dá-se uma nova descoberta e um novo desabrochar de tudo ao vosso redor.


A agressividade na criança precisa ser controlada. Aquilo que a criança decidir como correcto para ela poderá ser algo em relação ao que ainda não será capaz de decidir da melhor forma. Há alturas em que um pai ou mãe precisa dizer não, mas fazê-lo sem criar uma guerra. Isso é literalmente o que muita vez sucede - começam uma guerra interior. Esboçam um sorriso exteriormente, mas interiormente sentem-se em tumulto.


Quando uma criança diz não, percebem o choque que isso representa para o pai ou mãe? "A  minha querida filha que toma tudo quanto digo à letra de repente diz "não." Os adultos ficam abalados com isso, e o instinto natural que têm é de controlarem a situação. Tal como uma situação descontrolada provocou trauma na criança, uma situação descontrolada para o adulto cria estresse. Precisam obter o vosso ponto de vista, mas sem deixar que a raiva intervenha. Não é fácil. Não esperem que a criança entenda o trauma emocional que atravessam, porque tudo quanto consegue entender é o facto de sentir o sofrimento decorrente, e por vezes precisam dizer à criança: "Olha, hoje não me encontro com o melhor dos ânimos; aguenta-te." A criança consegue entender que há dias em que não se sentem da melhor forma. Isso é muito melhor do que receber berros a cada instante sem que saiba porquê.


Um dos maiores dons que a criança tem é a capacidade de pensar em termos criativos e de fantasiar. Nos primeiros sete anos brincam ao "faz de conta". No segundo período de sete anos fantasiam e devaneiam. No terceiro período de sete anos pegam na fantasia e no devaneio e começam a depositá-los na forma criativa. Formatam e moldam a fantasia em pensamentos criativos que possam fazer com que aconteça.


Um dos vossos problemas actuais passa pelo afastamento dos instintos criativos das crianças com os brinquedos que fazem tudo. As crianças que conseguem pegar em blocos e montar castelos, ou cavernas, ou aquilo que quiserem estão a fazer uso dos instintos interiores criativos que têm. Alguma vez terão notado como uma criança de tenra idade acaba a brincar com as caixas em que o brinquedo vinha acondicionado? O instinto interior comanda: "sou capaz de fazer. Consigo montá-la. Não preciso que mais ninguém mo faça." Ainda se está a agarrar a um pedaço dela. Mas quando é negada à criança a oportunidade, ou restringida quanto ao uso da brincadeira criativa, a frustração pode provocar raiva. Isso pode igualmente acontecer aos adultos, de resto.


A interacção entre pais e filhos com base no nível criativo é importante. Há muitas formas de o conseguirem. Ler para a criança constitui coisa bastante íntima. Ocupa um determinado tempo e reúne-os com a criança com qualquer fantasia que esteja a ser experimentada a partir da leitura. É experiência afortunada. Vão a um local especial com alguém e partilham da maravilha de uma coisa qualquer. Seja o que for, o facto é que representa uma fantasia só para vós. É como ter um espectáculo privado. A semente do pensamento criativo também é formada. As crianças precisam aprender que as suas mentes são importantes. A forma como pensam tem importância.


Ensinem os jovens a entender o poder que detêm quando dirigem as suas energias para outro. Ensinem-lhes quanto à importância de perceberem que se dirigirem esse poder no sentido de magoar ou prejudicar alguém, virão a ter essa mágoa de volta a elas. Poderá não ser de imediato, mas virá ao seu encontro, por a lei da causa e efeito assim o confirmar. Auxiliem os vossos filhos com a compreensão de que eles criam os seus destinos, e que precisam tratar de conduzir o melhor destino a eles próprios.


RELACIONAMENTOS ADULTOS


Muita gente entra num relacionamento e experimenta uma coisa cósmica, mística. Todavia, ao mesmo tempo que desfrutam dele, têm a sensação ou de que não irá durar ou de poderem vir a perder essa pessoa estupenda para outra. Isso traduz uma insegurança em si mesmo, uma insegurança que diz: "Não sou digno de a preservar."


Frequentemente, a insegurança íntima provoca uma sensação de indignidade. Se não fossem dignos não seriam capazes de manter um óptimo relacionamento. Precisam permitir-se alegremente dar e receber nesse relacionamento. Não arruínem a alegria do momento com o receio do futuro. 

Lembrem-se de que os pensamentos que têm possuem o poder de criar. Deixem que os pensamentos que tenham sejam de felicidade e de amor duradouro. Então, isso poderá manifestar-se. Pensar de modo inverso significa tingir o aspecto do afecto do presente. Não se preocupem com o amanhã ou com o dia seguinte mas desfrutem do dia de hoje. Se andarem activos na busca de uma razão para o dia de hoje não poder ser aventurado, esses pensamentos irão manifestar-se e interromper o positivo que esperam alcançar.


Em qualquer altura que seja da vida, estão abertos a coisas novas e maravilhosas. Devem estar sempre dispostos a deixar-se levar pela mudança, mesmo nos relacionamentos. Se os travarem desde o começo por receio de os perder, jamais virão a ter a oportunidade de os ver avançar convosco. Aceitem o facto de não ter importância e desfrutem deles.


Não há nada na vida que não exista para ser desfrutado. Toda a gente parece pensar que o amor deva ser extremamente doloroso. Parte dele é. É uma dor saudável. A criança que está a crescer e que sai de casa causa dor. Mas trata-se de uma dor positiva por a criança estar a aprender a defender-se.

Reconheçam que a vida consiste numa corrente. Avancem com ela e desfrutem de cada situação nesse movimento. Não receiem o futuro, por virem a ter tudo de quanto estiverem destinados a ter. Não vão passar a ser uns falhados por um relacionamento terminar. Pensem num melhor que esteja por vir. 

Lembrem-se que estavam destinados a ser vocês e a realizar-se na maneira mais indicada para vós.


A essência do amor é universal e permeia todas as coisas. A reacção química corporal do amor é coisa estritamente física, e a menos que a essência do amor para além dela se ache presente, terá curta duração. O amor precisa achar-se presente a diversos níveis para terem um relacionamento duradouro. As pessoas amam por diversas razões -- pela química corporal, satisfação de necessidades, a oportunidade de darem de si. Muitos são os factores que entram num relacionamento amoroso, mas precisa funcionar em mais do que apenas a química corporal para poder durar.


Se se sentirem bem convosco próprios poderão partilhar essa sensação com outra pessoa, e podem rir-se das vossas fraquezas por o amor ser poderoso. O amor constitui a mais potente energia do universo. O mundo foi criado com amor e a partir do amor, e assim é a energia mais forte que existe. 
Se o amor for personalizado ao ponto do ego, chega a tornar-se numa lista de controlo e chegar a adoptar um aspecto destrutivo. Já assisti muita vez no vosso mundo a casos em que alguém se sente completamente rejeitado por alguém criticar a sua escolha de guarda-roupa. Uma pessoa que use a sua camisa favorita poderá interpretar tal crítica como um ataque. Ao personalizar tal sentimento, desenvolve ira, ressentimento e mágoa. Não importa que outros não concordem convosco ou preferiram vê-los de uma maneira diferente. Uma atitude não pessoal permite-lhes aceitar que elas possam preferir que vistam uma camisa diferente, enquanto desfrutam por completo daquela que estiverem a usar.


Precisam ter todo o cuidado para não estarem a usar uma energia que é suposto funcionar de forma universal e personalizá-la com o ego. Já vi incidentes em que alguém terá proferido uma afirmação relativamente a uma coisa qualquer num encontro, e mais tarde alguém na plateia tenha pensado que todas as declarações lhe estivessem a ser dirigidas. Por causa de uma interpretação do ego, tudo quanto tiver sido dito terá sido personalizado.


A polaridade oposta do ego constitui a falta de autoestima. "Caso o meu ego não me indique que eu seja o maior, talvez a outra polaridade que se acha em operação esteja a dizer que não sou digno de nada, de forma que possivelmente ninguém poderá concordar comigo." Precisam encontrar esse ponto entre os extremos. Não faz mal discordar. Não tem importância ter diferentes interesses. Isso significa que são vocês próprios. Não façam de uma afirmação casual um problema pessoal. Sejam vocês mesmos, mas abram-se à comunicação.


Precisam manter a integridade do ser e a partir dessa integridade, partilhar dela. Saibam que não vão ser idênticos em todas as coisas. Se toda a gente inspirasse e expirasse ao mesmo tempo, não haveria qualquer ritmo, apenas uma enorme sucção. Precisam entender que a variedade é necessária, assim como é necessário que se permitem ser quem são. Respeitem-se! Saibam realmente quem são. Estamos a falar de conhecimento das necessidades que têm e de estar disposto a conhecê-las e a expressá-las. Precisam dispor-se a dar ouvidos às necessidades do outro e a expressar-lhe as necessidades que têm. Não se trata de uma lista de controlo nem de um braço de ferro mas de aceitação.


Lembrem-se de que a palavra-chave consiste em aceitação. Por meio da aceitação serão capazes de ter uma relação que consista numa partilha.

Amor é aceitação mútua conforme são nessa altura e instante. A única coisa que representa um absoluto no mundo é a mudança, e isso é algo que precisa ser reconhecido. Não há quem consiga permanecer na mesma. Se mais não seja, cristalizará na crença particular que tiver.


Em todas as situações de uma relação a comunicação constitui o aspecto absolutamente importante dela. Não comunicação a posteriori, não comunicação que diga: "Ontem disseste-me isto ou aquilo," mas a comunicação que diga: "Estas são as necessidades que tenho." Comunicação não defensiva. Uma comunicação que diga: "Eu amo-te," mas que não queira dizer subserviência. Amor representa partilha; partilha tanto do bom como do mau.


Percebam que a maneira como pensam acerca de uma relação, ou de algo na vossa vida, determinará a sua duração. Uma pessoa que arranje um relacionamento novo ou um novo emprego e de imediato recear que o venha a perder, afastá-lo-á. Isso deve-se ao facto de emanar uma forma de rejeição e desconfiança.


Percebam que a aceitação de vós próprios possibilitará a aceitação de qualquer situação num relacionamento convosco. "Se eu me bastar a mim mesmo, o relacionamento bastar-me-á, ou o emprego." O medo começará de imediato a projectar um afastamento ou uma suspeita acerca da capacidade que tenham de o ter. É sempre muito importante reconhecer que assim que algo lhes pertencer, precisam aceitá-lo de uma forma legítima e ter consciência de o terem merecido. Não receiem que não lhes venha a pertencer de novo. Muitas vezes na vida, bloqueiam a possibilidade de algo vir até vós por receio. Receiam que lhes falte mais alguma coisa, de modo que a+se agarram àquilo que têm por acharem não poder ter mais nada, e em resultado, nada mais chegam a ter.

Precisam admitir que as pessoas se superam umas às outras. As amizades são abandonadas. Não deixam de se importar nem deixam de amar, mas reconheçam que por vezes vocês tomam caminhos diferentes. O que não quer dizer que sejam menos do que o que eram.


Quando se acham envolvidos num relacionamento e a outra pessoa muda ou tem vontade de mudar, precisam interrogar-se do quão válido isso seja. Assim como do que se esteja a passar que precise de mudança. Será essa mudança a adequada a vós? Quando mais alguém começa a dizer: "Nada mais está a resultar," precisam examinar-se de forma honesta e interrogar-se: "Porquê?" Poderão sentir-se placidamente contentes com ele, e completamente inconscientes do que estarão a causar a mais alguém. Precisam considerar seriamente qual o fundamento que o outro tenha e ver o que esteja a suceder com o relacionamento.


Um relacionamento tem que progredir; não pode permanecer na mesma por a mudança constituir um absoluto. Os sentimentos iniciais do amor não são nada comparados com aqueles sentidos por altura das bodas de prata, mas ambos constituem expressões de afecto. É um passo diferente no tempo do relacionamento. Uma relação que procura fazer-se valer num aspecto sem jamais sofrer mudança irá acabar por sofrer atritos mais tarde ou mais cedo. Têm que avançar com ela, e olhar para ela e dizer: Muito bem. Porquê?" Procurem perceber o que esteja a apresentar.


As pessoas frequentemente pensam que uma diferença de idade os coloque em fases diferentes desses ciclos. Não o faz. Um relacionamento é composto de dois todos que partilham de si. Enquanto ambos partilharem no relacionamento e estiverem plenamente conscientes do que isso signifique a todos os níveis, não haverá causa para preocupação. A idade é um estado de espírito. Já conheci muita gente na casa dos setenta que aparentavam ter dezassete, e muita gente com vinte e um que pareciam ter cem anos.


A idade é um estado de espírito, e o corpo acompanha a mente. O corpo reflectirá as atitudes mentais. Por conseguinte, são os sistemas de crença que as pessoas usam nos relacionamentos que as levam a separar-se ou a permanecer juntas. Se duas pessoas olharem de uma forma sincera para si mesmas e se aceitarem mutuamente a todos os níveis, serão completamente capazes de partilhar de si. É não só a atitude mental, como a partilha de todo o ser. Se forem capazes de alcançar isso, poderão chegar a ter um relacionamento extremamente bem-sucedido.


Se uma jovem de catorze anos se casar com um de dezassete, isso representará uma união próxima na idade, mas carregada de imaturidade de ambos os lados e está destinada a conduzir a apuros por nenhum deles ainda ter ideia de quem realmente são. Os ingredientes que são colocados em qualquer relação irão determinar a forma e a dança que a relação terá. Não há especificidades no que toca ao relacionamento. Muitos relacionamentos no mundo funcionam com enormes discrepâncias de idade e são muito afortunados. Uma relação tem que ver com as pessoas que a compõem e o quão preparadas se acham.


Um relacionamento que se baseie numa pessoa a tornar-se noutra falhará.  Se pensam que vão vencer uma relação permitindo-se tornar-se uma imagem espelhada da pessoa com quem estejam, estão enganados. Assim que tiverem permitido que a vossa individualidade única seja absorvida por outra personalidade, vós, em essência, não mais estareis presentes. A própria coisa que terá atraído a pessoa a vós estará em falta. Duas coisas acontecem: primeiro, começam a ressentir-se do facto de se terem perdido, e em segundo lugar começarão a sentir que mudaram. E no ciclo seguinte da agressão para qualquer das partes esse ressentimento evidenciar-se-á.


Os conflitos no relacionamento muitas vezes resultam do fracasso de comunicarem as vossas necessidades. A coisa mais importante consiste em fazerem saber ao outro as necessidades que têm. Se uma pessoa não souber aquilo de que necessitam, não haverá maneira de alguma vez chegar a satisfazê-las. Tanta vez ouvi as pessoas no vosso mundo dizer: "Se ele me amasse, ele saberia!" Não, se vocês forem um e o  vosso companheiro ou companheira for outra inteiramente diferente! Não Há maneira de A e B pensarem do mesmo jeito, mas se comunicarem um ao outro aquilo de que precisam, terão uma oportunidade. Não há como conseguirem exigir que o outro lhes revele amor ao vosso jeito. Podem perguntar-lhe as necessidades que tem. Sejam amáveis para poderem amar mas não no sentido de mudar o outro. Descobri muita vez que existem dificuldades por um projectar uma imagem que não condiz com a realidade do outro. Precisam fazer perguntas e tratar do que realmente se lhes apresentar, e não a fantasia que tenham.


O auto conhecimento constitui uma evolução percorrida passo a passo, mas muitas vezes pode sofrer um salto quântico. Por vezes a simples percepção de uma coisa pode cruzar todas as barreiras. Por vezes, uma simples percepção relativa a si próprio liberta toda uma coisa nova, e já lhes traço o exemplo perfeito disso. Recentemente um casal há pouco tempo apaixonado foram juntos de férias. Regressaram, e no último dia sentaram-se juntos e disseram: "Da próxima vez que fizermos férias fiquemos em casa." Ambos eles admitiram por essa altura que  realmente não tinham prazer em andar a percorrer mundo e que se sentiriam muito mais à-vontade em casa, a conhecer-se um ao outro e a fazer coisas simples por casa que gostavam de fazer. Percebem o profundo discernimento que isso representa para todo o seu futuro relacionamento? Não mais ter que se preocupar por saber onde o outro quererá ir de férias. Ambos contentes por se encontrarem onde estão. Isso é uma percepção e tanto!


Frequentemente deparam-se com conflitos na relação que os levam a interrogar-se se deverão continuar. Tentar compreender se deverão permanecer na relação ou abandoná-la requer que passem por uma introspecção ou meditação convosco próprios. Interroguem-se da razão por que estarão pendurados - será por hábito? Será o tipo de coisa: "Vale mais um pássaro na mão que dois a voar?" 

Recearão o desconhecido caso não tenham essa relação? Que pensarão as pessoas? No vosso mundo deixam que muita vez as opiniões alheias moldem a capacidade que têm de ver. Valorizam-se pelas opiniões que os outros têm. Depois lá surge uma situação em que terão que ir contra aquilo que pensam que os outros possam gostar, e ficam aterrados. Que será a realidade? Que cabimento terá a vossa realidade nisso? Caso uma relação se torne num prejuízo para o crescimento espiritual ou prejudicial para o físico ou o mental, não mais será uma relação. Será tempo de deixarem que alcance uma nova perspectiva.


Terminar um relacionamento não é grave desde que o façam de uma forma amável. Apenas quando um relacionamento termina com ódio e vingança, o que se acha tudo subordinado ao ego, é que agem de forma prejudicial a vós próprios. Naturalmente não será sensato dizer, “Vou terminar esta relação por não mais a desejar. Tanto a mãe como os seus seis filhos podem passar fome.” Irão colher carma disso. Precisam encontrar alguma lógica na vossa maneira de pensar. Também precisam levar em conta que se se sentirem diminuídos com o relacionamento, esse relacionamento não se prestará ao propósito que será de lhes trazer benefício a vós ou ao vosso companheiro/a. Se o outro aprende crueldade ou a ser egocêntrico, então será igualmente em seu próprio prejuízo. Deve interrogar-se quanto à pretensão que tenham em terminá-lo, ou para onde desejarão encaminhá-lo, por apenas vocês poderem decidir o que seja certo e adequado para vós. 


Toda a gente ama de uma forma universal. O amor universal baseia-se num nível espiritual. As pessoas amam a mãe, os filhos, a esposa, o amante. Isso é tudo amor, só que difere no envoltório da energia ou expressão desse amor, e cada uma dessas expressões comporta diferentes antecipações. O amor incondicional nada tem que ver com o amor físico. É o amor que sustenta uma pessoa, que permite que reconheçam o bem numa pessoa, mesmo quando tiverem superado essa pessoa, ou sentirem necessidade de a abandonar. É aquilo que deixa que o divórcio suceda sem ódio. Isso é amor incondicional. É o amor que diz: “Podemos não mais ficar juntos, podemos não mais ser capazes de satisfazer as necessidades um do outro, mas não precisamos detestar-nos uma ao outro.

Amor incondicional não quer dizer tornar-se subserviente, nem deitar-se e deixar que todos passem por cima de vós, mas dispor-se a reconhecer o bem mesmo numa pessoa que lhes causa enorme agonia. “Deus em mim reconhece Deus em ti e deseja-te boa sorte.”


Precisam ter a cautela do amor não traduza a fantasia da projecção apenas do vosso. Tem que se dar uma partilha, uma partilha de duas pessoas, e nunca um domínio nem uma moléstia. Muitas vezes num relacionamento amoroso é projectada uma imagem de fantasia no outro, e quando a antecipação fracassa, pensam que a pessoa os tenha deixado ficar mal. Tudo quanto a pessoa terá feito terá sido ser ela própria. Precisam entender aquilo que realmente esperam dessa pessoa quando se encontram numa relação. “Será uma realidade para ambos nós ou apenas uma expectativa que tenho?” Precisam dar a conhecer as expectativas que têm; porque caso contrário, jamais virão a ser satisfeitas. Numa relação amam em muitos níveis diferentes, e por múltiplas formas que se prendem com essa relação.


Quando se deixam abertos para com alguém emocional ou sexualmente, estão a abrir-se à vulnerabilidade. E quando se tornam vulneráveis, deixam de controlar, e quando não estão no controlo ficam preocupados. Isso torna-se num factor de preocupação. Conheçam-se e saberão se desejarão ser vulneráveis. Não quererão colocar-se em posições de vulnerabilidade por os omnipotentes “outros” o fazerem.


Dir-lhes-ei o seguinte: A capacidade de amar que têm é dentro de vós. A menos que tenham amor por vós próprios, jamais chegarão a amar ninguém. Tentá-lo-ão, mas sempre falharão; por apenas dentro de vós residir a capacidade de amar, e apenas pelo acalento disso conseguirão acalentá-lo no semelhante. A primeira pessoa de quem precisam gostar e amar são vocês. Isso não é egocentrismo nem egoísmo; é uma realidade. Se tiverem dificuldade em amar-se, comecem a ver-se ao espelho, frente-a-frente, e a dizer: “Eu amo-te.”


Precisam conhecer seguramente aquilo que julgam que o amor seja. Caso contrário, isso não passará de: “O Sr. Jones diz que o amor é isto. Ele faz-te tudo quanto queres, ou caso contrário não te ama.” Isto poderá parecer rebuscado, mas suponham que ele tenha a mesma ideia. Ambos jamais chegarão a parte nenhuma. Precisam questionar o que o amor signifique na vossa própria realidade, e não acolher o que os outros digam que seja. Alguns poderão satisfazer-se por completo no aprovisionamento das necessidades dos outros. Isso preenche-os e leva-os a sentir-se enriquecidos e estupendos. Adoram cada momento que isso proporciona. Já outra pessoa pode sentir-se tão farta disso que no dia seguinte se sente pronta a dar o fora. Há, no vosso mundo, a tendência para se tornarem no outro. Se adorarem o vosso companheiro, têm a tendência para procurar adorar ostras, amêijoas ou seja o que for. Quererão de imediato esquiar, embora possam nunca ter estado num declive antes. Tornam-se numa imagem espelhada de mais alguém. Mas mais cedo ou mais tarde irão revoltar-se e dizer: “Então e eu? Que acontece comigo?” E aí vão-se ver em apuros. Precisam ser vocês próprios e partilhar de vós próprios para poderem usufruir de um relacionamento.


É bem possível amar alguém sem gostar dessa pessoa, por essa pessoa poder exibir atitudes do carácter que tenha que os deixa momentaneamente irritados. A um nível mais profundo, sabem conhecem aquilo com que se deparam e amam-na. Amam os vossos filhos, mas decerto que não gostam deles a toda a hora (caso sejam sinceros convosco próprios.) Não tem importância dizer: “Não gosto do que andas a fazer de momento.” Quando dizem aos vossos filhos que não gostam deles, certifiquem-se de que lhes dizem que os amam.


Frequentemente enfrentam situações e envolvimentos com terceiros que são extremamente negativos. Muitas vezes poderão desejar mudar ou provocar alterações numa pessoa, em especial caso vivam com ela. Tenham cuidado. O objectivo na vida jamais deveria ser o de alterarem essa pessoa. O objectivo da vida deveria ser o de constatarem o que precisa ser alterado em vós para poderem ver essa pessoa. Constato como no vosso mundo, repetidamente as pessoas se juntam pelas razões mais adversas (para não dizer erradas). Conquanto defendam achar-se em perfeita harmonia, por trás da cabeça permanece a ideia de que, assim que consolidarem a relação, ele ou ela acabará por mudar. Se forem bem-sucedidos em mudar o outro, a união terminará, por aquilo por que se sentiriam atraídos desde logo ter sido eliminado – terá desaparecido. O que sucede é uma modificação de ambos. Alturas há em que as pessoas são bastante negativas e nada as irá mudar, por nem sequer admitirem que o sejam. Já terão sido criadas a pensar que o copo esteja meio vazio em vez de meio cheio. Se houver um pronúncio sombrio, elas tomarão o seu partido. Não devem permitir adoptar tal atmosfera. Devem continuar a ser um ponto luminoso na escuridão. 


Conseguem isso com pelo conhecimento do vosso valor, da vossa dignidade, e dispondo-se a ser vocês próprios, quer essa pessoa o aprove ou não. Quando se vêem cercados pela negatividade que se recusa a ceder por todas as vias (por ceder refiro-me a modificar-se) reavaliem a situação. Um não tem que capitular ao outro, porquanto isso é domínio. Compreendam igualmente que podem dominar por meio da fraqueza tão bem quanto por meio da força. Já alguma vez terão notado que se houver uma pessoa fraca numa mesma sala, todos os demais o servem? Se houver alguém que bata com o pulso na mesa, todos ouvem. Precisam manter o ponto luminoso no vosso íntimo. Não se devem permitir tornar-se negativos.


Quando se acham cercados por pessoas que se revelam sempre negativas e que não mudam, aceitam-nas conforme elas são. Ao aceitá-las tal como são, livram-se de as julgar, o que representa um laço carmico com essa pessoa. Não têm que ser como elas, mas também não têm que a amar. Precisam aceitá-las tal como são. Precisam aceitar que esse seja o seu direito divino de discernimento. Se quiserem continuar a ser negativos, não aceitem a energia decorrente. Libertam-se do carma deixando de representar o juiz. Têm o direito de dizer: “Não me agrada o que fazes. Não gosto daquilo em que andas envolvido. Não gosto da tua atitude. Sentir-se-ia realmente feliz se isso não fizesse parte de mim.” E distanciam-se da pessoa e abençoam-na, e deixam-na ir à sua vida. Há uma expressão “dar a outra face.” Não significa dar a cara para ser agredido. Significa afastar-se da energia que represente o ofensor. Alterem a energia que tenha provocado a situação. Voltem-se para a energia contrária. Acima de tudo, não se deixem apanhar no papel de críticos, porque aí ficarão presos ao alvo da vossa crítica.


Quando lidam com a vida de uma maneira desafeiçoada, estarão a lidar com factos em vez de emoções. Não quer dizer que não lamentem pelos desafortunados que os cercam. Apenas não se associam ao seu infortúnio, mas estendem a vossa compaixão. Quando tiverem feito tudo quanto puderem por uma pessoa, a única coisa que lhes restará será tornar-se compassivos. Tenham-nos na luz de modo a poderem ser apoiados em termos de energia e resistir ou controlar a agonia que os inunde da melhor forma que puderem.


Não chafurdem em nada junto com alguém, ou aumentarão a negatividade da situação. Uma pessoa deplorar algo é uma coisa, dez a deplorar é outra completamente diferente. Precisam dizer: “Sinto por ti. Sinto empatia, mas que é que vais fazer em relação a isso?” Se tentar envidar um esforço não for suficiente ou for rejeitado, devem ainda sentir compaixão. Não se deixem desapontar se não lhes derem ouvidos ou ao que tiverem sugerido. Não se aliem à sua energia de rejeição; permaneçam positivos. Numa situação dessas digam: “Bom, a ajuda prática que me ocorre não serve de ajuda. Então vou orar, vou abençoá-lo, vou dirigir-lhe o meu amor, e vou cuidar dele.” Não presumem que toda a gente seja igualmente desapegada.


As pessoas precisam ir de encontro à sua realidade. Elas precisam saber que não há “meias medidas,” e que seja qual for a sua decisão, precisarão aceitar essa decisão a toda a linha. Por exemplo, numa relação intercultural, ambas as partes irão ter que aceitar que nem toda a gente aprova. Irão ter que aceitar toda a publicidade que a acompanha. Se o vosso amor for suficientemente forte ela sobreviverá. Não é o caso do que fará com que o relacionamento aconteça, mas de como direcciona a energia desse relacionamento. Conseguirá aceitar a total responsabilidade decorrente dessa decisão?


Uma relação ocorre entre duas pessoas independentemente das influências externas – culturais ou outras quaisquer – e precisam determinar no seu íntimo aquilo que irão fazer. Precisam dar o passo que têm que dar e aceitar aquilo que decorrer dessa medida. Se se deixarem conduzir pelo seu eu interior, desfrutarão de um relacionamento bem-sucedido.


Frequentemente num relacionamento, uma pessoa dá tanta vez até a deixarem numa posição constrangedora. Se forem o dador, precisam interrogar-se da razão porque estão a dar. Caso essa dádiva cause desconforto a vós ou à outra pessoa, será desequilibrado. Podem estar a dar por pensar que devam dar, por ou sentirem que a dádiva seja a única coisa que os torne aceitáveis. Mas há alturas em que demasiada dádiva leva o receptor a sentir-se incomodado ou dominado pela dádiva. Pode ser especialmente verdade caso a outra pessoa não se ache em posição de retribuir à dádiva. Se tiverem permitido a dádiva a ponto de se tornar negativo, precisam conduzir isso de volta a um equilíbrio.


Caso uma pessoa tenha dado a ponto de um desequilíbrio e se sente usada, aí poderá sentir difícil dar numa próxima situação. O vosso pêndulo terá balançado de um extremo ao outro. Precisam gradualmente chegar ao vértice, ou meio-termo para atingir o equilíbrio. E para o conseguirem, precisam permitir-se dar. Não tem que ser da mesma maneira, mas permitam-se dar. Poderá ser dar tempo, energia, ou um livro. Permitam-se dar por uma forma qualquer. Vão precisar trazer o pêndulo que balançou demasiado de volta ao seu ponto de equilíbrio.


As pessoas dão, mas com uma intenção silenciosa. Pensam não ter, mas têm. Esperam algo em retorno, quer o percebam ou não. Caso isso não se materialize, aí subitamente, sentem-se usadas. Sentem que tenham tirado partido delas e aí a tendência que impera é de penderem para o contrário. Voltem-se para vós próprios e peçam pelo direito e pelo devido equilíbrio na vossa dádiva. Sintam-se à vontade para dar sem obterem nada em troca. Não dêem somente para obter algo. Lembrem-se igualmente de que a lei da polaridade diz que também se devem permitir receber. Isso representa um equilíbrio, por não poderem negar a ninguém o dom da dádiva.


O equilíbrio representa a harmonia entre dois pontos.Lembrem-se das vossas polaridades e do ápice que constitui o equilíbrio entre os dois. Toda a gente vê o que se passa do seu ponto de vista, de modo que não poderão ajuizar quem tenha razão e quem não tenha. O equilíbrio precisa ser mantido em cada situação. Uma pessoa que se disponha a dar em demasia pode por vezes sentir-se contente consigo própria. Não sente que nada lhe esteja a ser retirado com essa dádiva. Já outros poderão dar por pensarem que possa ser a única forma de obterem algum tipo de auto estima. A razão para a continuidade da dádiva e o grau que atinge importa. Dar a ponto de se pôr a si mesmo em perigo é negativo. É importante manter sempre o equilíbrio nesta área.


Há quem se sinta feliz por se dar por completo aos outros. Há quem o não possa fazer. Mas é o equilíbrio que deve ser buscado. A pessoa que dá em prejuízo de si própria terá transformado uma coisa positiva numa negativa. Se derem de vós até caírem mortos de exaustão, terão criado um negativo. E se receberem até magoarem os outros, também é negativo.


O factor que motiva o comportamento de uma pessoa resulta de uma diversa variedade de influências. Por vezes as pessoas farão alguma coisa puramente contrária ao que os outros esperam deles. Outros preocupam-se excessivamente por que a sua conduta se conforme ao que acreditam que os outros esperam deles. Em qualquer dos casos a raiz do seu comportamento é motivada por influências exteriores a si. O grau de maturidade em qualquer altura da vida determina a capacidade que têm de lidar com as coisas. Muitas vezes as pessoas casam demasiado cedo e são incapazes de lidar com as emoções. Separam-se e mais tarde podem optar por voltar a casar numa idade mais madura. Então já são capazes de lidar com a emoção.


As pessoas agarram-se à negatividade por temerem um vazio nas suas vidas. Quando abandonam a negatividade que é que fazem a seguir? Que é que irá preencher esse vazio? Sentem-se e conversem convosco próprios. Interroguem-se quanto ao valor que isso realmente tenha na vossa vida agora. Estarão a usar a vossa energia para a negatividade quando essa energia poderia ser usada de uma forma positiva em vez disso? Coloquem isso numa escala mental e trabalhem a partir daí. Tudo quanto for em demasia se tornará negativo. A pessoa que constantemente dá nega o dom da dádiva a mais alguém. Tem que haver também o receber. Em todas as coisas há um equilíbrio entre ambos. Dar é excelente, mas precisam atender ao efeito que essa dádiva tenha.


Deixem que cada experiência constitua um factor de crescimento e de aprendizagem para vós e sigam em frente com isso. Não receiem dar. Saibam que são adoráveis, quer alguém lhes esteja a dar ou não. Precisam reconhecer que quando aceitam uma dádiva de um género qualquer, estão a dar o dom da dádiva a alguém. Também estão a aceitar o valor que têm. Esse intercâmbio é muito importante, mas muita vez, com base numa necessidade, numa insegurança ou desejo que lhes prove que são adoráveis, há a tendência de querer fazer tudo isso.


Vocês são um ser, e a partir desse ser que são produzirão amor e interacção, uma sensação de bem-estar que os habilitará a dizer: “Eu sou e isso é suficiente. Sou capaz de partilhar isso com outros a todos os vários níveis.” Não manifestem pensamentos tipo: “Não posso ser por não possuir…” ou “Não posso ser por ninguém me reconhecer.” As uniões que sobrevivem são aquelas que concedem espaço ao indivíduo. Aquelas que procurarem dominar ou molestar falharão. Somente quando percebem que são suficientes conseguem deixar que o outro seja ele ou ela mesmo. Serão então capazes de sobreviver à separação. É a unidade, o carinho e o amor que criam uma forte fundação que permite que o outro seja ele ou ela mesma. Uma pessoa satisfeita consigo própria é verdadeiramente capaz de se aceitar, e quando alguém discordar dela ela não irá sentir-se humilhada. Quando alguém apresentar uma opinião ou um interesse diferente não se irá sentir sacrificada, por não sentir necessidade de vexar mais ninguém.


Não aguardem para dizer aos vossos filhos, à vossa esposa, aos vossos amigos que os amam. Façam-no já. Isso é universal. Isso equivale a derrubar muros e barreiras. Quando se encontram numa situação na vida em que realmente precisam de mudança, a primeira etapa passa por questionarem onde ela realmente precisa de mudança. “Será que a atitude que uso para com ela necessita de mudança? Há muitos incidentes na vossa vida em que algo que parece muito negativo ou que parece um enorme inconveniente ocorre. E mais tarde descobrem que lhe terá salvo a vida. A coisa esquecida que voltam a obter poderá ser o que conserve fora da estrada num momento específico e num local específico. Qualquer evento que suceda na vossa vida deveria ser encarado como um valor e não uma coisa negativa. Vejam nele uma mudança rumo ao crescimento. Trabalhem com ele do ponto de vista do efeito que tenha em vós e no relacionamento que tenham com ele, e não do ponto de vista do que as pessoas irão pensar.



CRESCIMENTO POR MEIO DO DESENVOLVIMENTO DA ALMA
 
Toda a coisa que fazem na vida afecta-lhes a alma e o vosso crescimento. Qualquer incidente na vida pode libertar memórias emocionais. Se não conseguem identificar a sua proveniência, é tempo de reexaminarem a emoção. O próprio tempo é necessário para esclarecer a razão porque sentem de determinado modo. Se nada que tenham experimentado nesta vida o explicar, poderão aceitá-lo como uma memória emocional proveniente do passado. Esperem um instante para a abençoarem e libertarem. Lembrem-se de que o padrão do vosso pensar cria o valor do incidente. Permitam-se redireccionar a vossa energia para uma compreensão renovada.


Assim que pensarem de maneira diferente, actuarão em consonância e colherão os benefícios do novo pensamento. E é aí que tem lugar a nova conversão. A lei da causa e efeito está constantemente em movimento e jamais pode deter-se.


Vós sois seres humanos dotados de emoções humanas e elas expressar-se-ão. Irão haver alturas em que sentirão inveja, ira, desejo, ou algumas emoções negativas em relação a outros. Não é o facto delas lhes chegarem que importa mas o que fazem com elas. “Eu posso irritar-me contigo, mas aí, eu tenho escolha. Ou deixo que o ego tome o controlo e torne isso numa coisa desproporcionada, ou digo: Desculpa isso, e passo para uma posição mais positiva.” Muitas vezes as pessoas ficam presas no facto de se depararem em algo negativo. Quando se deparam numa posição negativa, revertam-na passando para a polaridade dela, algo positivo, mas não abriguem a culpa. Não se auto flagelem. Poderão dizer: “Estraguei tudo, mas agora é um outro momento.”


Quando colocam a questão, já é passada. Quando têm uma sensação de negatividade, é no grau em que a edificam que se torna no critério daquilo que está a fazer à alma. A mesma coisa se aplica à captação de ideias do astral. Poderão captar ideias perfeitamente horrendas, mas não têm que as tornar vossas. Possuem o poder e o direito divino do discernimento. Conseguem discernir o que tornarão vosso e o que não tornarão.


A lei universal da causa e do efeito acha-se constantemente em movimento sem que possa ser detida e tratará de tudo. Não precisam preocupar-se em ficar quites. Nada há que escape à lei universal, de modo que sempre que enfrentarem alguém negativo, lembrem-se que não precisam preocupar-se com o rumo que toma. Importem-se com o rumo que tomam e em ser sempre um ponto de luz. Aquilo que têm que recordar é que se forem firmes em vós próprios, se tiverem percepção da vossa própria realidade e acreditarem nela, nada a destruirá. Continuarão a creditar em vós próprios. E se acreditarem em vós próprios, então os demais terão que começar a acreditar em vós.


Digam a qualquer um que seja negative que pode labutar na negatividade se o quiser, que isso não é para vós. Sejam vocês próprios e permaneçam animados. Para poderem crescer na alma, a o verdadeiro ser precisa experimentar dar e receber; têm que experimentar todo o tipo de emoções. O homem constitui um ser plácido e não apresentaria atrito algum no qual crescesse. Por conseguinte os outros poderão muitas vezes criar-lhe o atrito a que devem fazer frente como prova da capacidade que tem de o superar. A própria negatividade na vida serve de factor de crescimento. Desse modo, aquilo que parece ser negativo é na realidade uma positividade que proporciona uma oportunidade de crescimento. Vocês crescem igualmente com as épocas agradáveis, mas é a interacção que fornece o desafio ao crescimento da alma.


As circunstâncias desempenham uma papel na vida. Nos primeiros anos, vigoram as influências parentais e ambientais que determinam grandemente a direcção que tomam. Elas não são necessariamente negativas. É o que fazem com essa direcção que conta. Poderão ter passado de uma área para outra, mas ainda terão oportunidade de usar as vossas energias onde quer que se encontrem. Aquilo que sucede na vida é igualmente orientado para as lições necessárias ao vosso crescimento individual.


Quando certas coisas são extremamente repetitivas na vida, geralmente têm razão de ser, e faz parte do crescimento da alma de qualquer modo. Olhar para trás para esses incidentes e para os sentimentos que tenham despertado em vós e vejam como se sentiram. Quanto mais velhos forem, mais deveriam logicamente acreditar que podem controlar a vossa vida. Uma sensação de terem controlo em larga medida marca a diferença na forma como se sintam em relação à situação.


É suposto que aprendam com as vossas próprias lições. Fazem-no por meio do livre-arbítrio. Deus concedeu-lhes o livre-arbítrio, e ele não irá rescindir o dom. Por conseguinte, o livre-arbítrio determinará a forma que escolherem de trabalharem isso. Por exemplo, uma pessoa pode optar por se tornar banqueiro. Possui em si todo o potencial para se tornar negociante e opta por o usar nesse campo específico. O livre-arbítrio determinou o modo de usar as capacidades que tinha. Caso a lição da alma seja a de aprenderem determinada coisa, aprenderão essa coisa. A forma como a prenderão será decidida pelo livre-arbítrio.


Em cada vida aquilo que tiver sido aprendido terá sido impresso seja em que grau for que o tenham atingido. Por exemplo, poderão ter fragmentos todos orientados para a totalidade de uma coisa particular. Se houver uma essência da paciência a ser colhida, poderá levar muitas vidas até atingirem o grau dessa qualidade que realmente lhes confere a paciência. No plano terrestre lidam com emoções que por sua vez apresentam desafios e inúmeras oportunidades de aprendizagem. No mundo espiritual compreendem as emoções, mas a emoção não funciona. Não existem espíritos rivais na hierarquia (nos planos elevados). Podiam ficar no mundo espiritual para sempre, mas não evoluiriam tão rapidamente. A oportunidade de avançarem mais rapidamente por intermédio da interacção emocional torna este plano físico uma escola.


Têm uma vida. Aquilo que chamam de vida constitui um capítulo na jornada de uma alma. Poderão ser chamados por quinze nomes em quinze vidas diferentes, mas na realidade são uma alma. O vosso corpo físico constitui o templo, ou a morada, que a alma habita e deveria receber o mesmo respeito que a alma. Não existe separação. Se maltratarem o vosso corpo, estrão a maltratar a vossa alma num certo sentido, por lhe estarem a mostrar desrespeito.


O que acontece ao vosso corpo físico brota da vossa própria consciência. A maneira como pensam relativamente ao vosso corpo determinará o que ele passará a manifestar. Se respeitarem o vosso corpo, tratarão dele. Isso nada tem que ver com o facto de terem o cabelo louro, vermelho, branco ou seja de que cor for. Nada tem que ver com os cosméticos que usam ou as cores que envergam, por isso ser orientado pela personalidade, pelo ego. A alma e o corpo respeitam-se mutuamente, o que significa uma nutrição apropriada e um cuidado adequado.


Vocês entram na Terra com lembranças emocionais, de que não têm consciência. Um cheiro, um odor, um trecho musical despertará uma lembrança consciente em vós. Por exemplo, se estiverem a experimentar um amor encantador e estiverem rodeados pela fragrância de laranjeiras, então ao longo de toda a vossa vida esse odor poderá despertar um sentimento de amor. A mesma coisa ocorre com os traumas emocionais de uma natureza mais negativa. Sentem-no sem que compreendam de onde venha, o que poderá causar um problema real por o sentirem sem um meio de o identificar.


Em toda a experiência de vida há determinadas áreas do crescimento da alma com que se deparam, abrangem e felizmente atingem. Quando se encontram na minha atmosfera, do meu lado do véu, acham-se na vossa totalidade. São o que tiverem sido em todas as coisas. São todas as coisas que a alma tiver colectivamente alcançado. o factor da personalidade dissipa-se quando partem, por ter estado presente para os servir numa vida particular apenas. A memória da alma jamais perece. As experiências da lama jamais se desvanecem. Em cada volta, ou capítulo, da vossa jornada, VOCÊS determinam a forma como pretendem crescer. O VOSSO livre-arbítrio dirige a forma como irão crescer. Voltam aqui movidos pela escolha. Aquelas experiências decorrentes da vida são conduzidas à alma e passarão a ser retidas na sua totalidade, no meu mundo. Uma vez o livre-arbítrio atribuído e as decisões tomadas, e tais decisões produzem acção e responsabilidade.


Tudo quanto tenham aprendido terá estado na alma por altura da vossa vinda. Tudo quanto não tenham conhecido acha-se na consciência universal por constituir o que todos tiverem conhecido colectivamente. Além disso, COISA NENHUMA, que constitui a essência de todas as coisas. Em qualquer altura da vossa vida poderão utilizar o conhecimento de forma a cederem a esses mananciais e beber livremente, desde que o façam em benefício da humanidade e do vosso próprio crescimento da alma. Se o usarem de forma inadequada, estarão a impedir o vosso crescimento. Toda a vida que tenham alguma vez vivido vos servirá agora.


Através dos diversos capítulos da vossa vida poderão eleger encarnar num de múltiplos universos. Há muitas escoas, ou universos, e cada um tem a sua própria lição a ensinar. Não importa onde aprendam ou cresçam espiritualmente. Cada plano possui o seu próprio conjunto de energias e de emoções a trabalhar.


Quando decidem entrar neste mundo e tiverem elegido o crescimento da alma que pretendem e o padrão carmico a trabalhar, aguardarão a configuração dos céus que lhes dará o envoltório de energia, ou sinete, que representará a relação básica que têm com a vossa alma nessa vida. Essa configuração de energia confere-lhes a oportunidade de defrontarem, abranger ou reagir às lições de crescimento da vida que enfrentarão na vida. Isso explica a razão por que alguns serão sossegados enquanto outros não, porque alguns terão um enorme sentido de um fluxo criativo e outros obterão um rumo mais estruturado. Essa energia não é pessoal - vocês personalizam-na. Vocês criam uma personalidade durante a vida específica, usando ou abusando dela conforme preferirem.


O carma está associado ao crescimento, porque à medida que trabalham por intermédio do carma, expandem a compreensão da alma. O carma não tem que ser “olho por olho.” Não há incidente alguma na vossa vida que não se ache relacionado ao carma ou à criação de carma. Se não o estiverem a limpar, estarão a fazer carma – bom ou mau. O grau em que o carma é criado depende do incidente. Devem viver de um modo que seja amável. Não se preocupem com o vosso carma passado, mas prestem atenção ao que podem estar a criar. Ao começarem a viver desse modo, automaticamente encontrarão os meios de limparem o passado. A alma sabe aquilo que vieram limpar e vós criais o resto.


Precisam ter em mente que ninguém sabe quando o carma esteja associado. Essa é uma das razões porque a reencarnação tem sido tão difícil de compreender ou de aceitar. Qualquer coisa que corra mal é atribuído ao carma. O gato morreu, e isso foi devido ao carma. Frequentemente a atitude que têm na vida manifesta-se no vosso corpo. Assim, nem toda a doença tem origem no carma. Lembrem-se que estão a lidar com muitas coisas que evoluíram. Lidam com genética. Lidam, com um complicado sistema ósseo, muscular, de tendões, e células. Cada um deles possui a capacidade de cooperar com os outros quando mantido em respeito e tratado. Precisam reconhecer que há muitas coisas que influenciam cada situação.


Uma alma pode reencarnar num corpo deformado ou deficiente. Pode acontecer que tal situação tenha sido premeditada. Pode acontecer que a determinação tenha sido que o processo genético presente no corpo apresentasse a condição necessária. Não há maneira de toda a gente o apurar. É por isso que precisam supor que aquilo que fazem de cada situação seja conseguir o melhor. Fazem o melhor que conseguem em qualquer altura da vida.


É-lhes dado tudo de quanto precisam usar, e é certo e a apropriado que o usem. Cada um de vós evolui ao seu próprio ritmo. Não podem falhar. Não há lacaios. Nenhuma alma se perde. Poderão ser um pouco lentos e andar para trás, mas jamais se perdem. Sempre são assistidos. Deus tem infinita paciência e jamais desiste.


Vocês podem e já foram a muitos sistemas solares e o vosso caminho está a evoluir. Eles parecem novos por ser suposto ser na Terra que trabalham agora. Mas cada um deles propicia-lhes a oportunidade de um outro factor de crescimento.


A alma, ou a vossa parte imortal, adopta uma energia bruta ao seu redor que se assemelha a um casulo. Desenvolvem-na na estrutura de uma personalidade. Quando deixam o plano terreno, isso dissolve-se gradualmente e passam a ser a vossa totalidade. Essa totalidade é a realidade das vossas vidas colectivas. A alma trás impressas as lições e experiências dessa vida, mas não a personalidade. A alma regressa ao seu estado de totalidade depois de ter obtido dessa vida aquilo que tinha a ganhar.


A única razão para terem conhecimento acerca de uma outra vida é a de a sua influência lhes prestar ajuda nesta vida por uma forma qualquer. Por exemplo, nesta vida, caso sejam mulheres, aquelas vidas anteriores nesse sexo poderão representar uma influência significativa com respeito a esta. Não importa o que tenham sido no passado; importa o género de vida que tenham levado. É uma memória emocional que influencia esta vida e desperta oportunidades provenientes das vidas passadas. Se o vosso papel particular nesta vida lidar com coisas de vidas passadas, elas serão aquelas que lhes forem indicadas. Não se encontram necessariamente aqui para repetirem essa vida. Toda a gente terá pertencido a ambos os sexos.


O vosso objectivo na vida deveria ser atingir um estado de humildade, um estado em que não haja separação. Quanto maior a elevação, menor a separação. Menor a necessidade de ego, de prestígio, de posição. Aquele que lhes disser que se acha demasiadamente evoluído para me misturar com os outros ainda vai a “meio do percurso.” Para os evoluídos não existem privilégios. Os evoluídos caminham por entre os menos evoluídos com carinho. Na hierarquia não existem estruturas de poder; nem bom, nem melhor. Existe somente consignação. Quanto mais elevados estão, menor separação haverá com relação a quem quer que seja, e menor necessidade terão de tratamento especial.

Aqueles que atingiram a consciência superior, em que deixam de precisar regressar, podem ainda optar por o fazer. Alguns que já atingiram esse nível, optam por regressar ao serviço dos outros. Jamais o saberão. Eles não se erguerão a anunciá-lo, por terem transcendido o ego.

CENTRANDO A VOSSA ENERGIA

Quando um incidente na vida lhes trás um problema, em vez de desperdiçarem energia com o problema interroguem-se da razão de ser um problema. Será realmente um problema ou será um problema por alguém dizer que o seja? Isso será óptimo se desejarem concordar com toda a gente. Suponham que pensem ser um problema mas vós não concordardes? Que farão nesse caso? Nessa altura precisam tomar uma decisão relativamente a esse assunto e ao quão importante seja na vossa vida. Valerá toda a energia que estejam a despender com ele? A menos que sejam capazes de tomar essa decisão não chegarão a parte nenhuma com o problema. Precisam saber a importância que tenha e quanta energia terá o direito de lhes extorquir.


Poderão ver-se numa posição em que tenham sido manipulados por outros a pensar que precisem fazer alguma coisa com respeito a ele. Basear-se-ão as vossas decisões em vós próprios ou basear-se-ão no que os outros dizem? Mais de cinquenta por cento de todas as decisões tomadas no vosso universo são geralmente baseadas nos critérios defendidos pelos outros em vez de nos do indivíduo envolvido. Há sempre uma influência externa; há sempre opiniões alheias; e há sempre regras e regulamentos provenientes da cultura. Elas influenciam-nos e vós interagis com elas.


Quando em última análise a interrogação se centra em vós, precisam voltar-se para dentro para o eu interior e interrogar-se: “Qual será a minha realidade? Qual será o correcto para mim?” Precisarão responder à vossa realidade. Demasiadas vezes respondem com a atitude passiva de não causar agitação. Se não declararem como se sentem, então não terão o direito de se queixar com respeito a isso mais tarde. Já terão notado como as coisas geralmente se processam numa reunião? São-lhes pedidas opiniões, mas ninguém profere palavra. Imediatamente após a reunião, assiste-se a grupos de pessoas pelas esquinas dos corredores a conversar sobre o que realmente pretendiam fazer. Contudo, na reunião nada terão dito. Como poderá alguma coisa ser alcançada a menos que saibam aquilo que representam?


Disponham-se defender aquilo em que acreditam. Em todas as fases da vossa vida devem acreditar em vós. Não devem temer revelar a vossa agressão. Contudo, mostrem-na de uma forma controlada e não por meio de birras. Expressem-na de uma forma que diga: “Já pensei nisso, e é assim que acho.” Todo o incidente que for expressado por intermédio de uma ira agressiva será tratado como uma birra. Aquelas coisas que forem expressadas de uma forma assertiva terão peso. Uma declaração manifestada com calma, clareza, e com a percepção de representar aquilo em que realmente acreditam será escutada. Quanto mais baixarem o tom da voz, mais os outros estarão aptos a escutar. Não há necessidade de forçar. Com demasiada frequência uma voz alta será interpretada como uma questão forçada. Será considerada uma tentativa de levar alguém a aceitar aquilo que não quer.


Quando uma ideia é calma e claramente proferida, será muito mais prontamente escutada. Se pensarem em diferentes incidentes da vossa vida em que se tenham sentido usados ou aborrecidos, provavelmente terá sido por causa de uma voz em tom elevado. Porquê? Por causa da vossa própria agressividade, com a necessidade de ser interpretada, estar a ser sufocada por um acto de força. A conversa permite uma diferença de opinião e uma diferença de ideias destituída de perigo; A gritaria sempre termina em transtornos. Conheçam-se, saibam aquilo que defendem, e disponham-se a indicá-lo.


O maior acto de fé constitui em afirmar algo de contrário àquilo com que toda a gente concorda. Disponham-se a ser aquilo que são, aquele que são, e aquilo que defendem. Todo o objectivo deste trabalho consta do vosso preparo para trabalharem com diferentes energias. É o de os conduzir ao equilíbrio, à compreensão do modo coo se sentem em relação a vós, ajudá-los a conhecer o valor que têm e o vosso mérito, e a capacitá-los a trabalhar com isso.


Gostaria que repetissem uma simples afirmação: “Eu sou, e eu sou suficiente.” São suficientes para alcançar, por intermédio do vosso potencial, tudo quanto queiram alcançar. O potencial desabrocha por meio da acção. Se quiserem pintar, pintem! Que será que os levará a começar a pintar? Uma tela em branco? Não. Fechem os olhos e coloquem uma marca nela, e deixou de ser uma tela em branco. Ouço constantemente pelo vosso mundo dizer: “Eu sempre quis…” ou “Quem dera que eu tivesse…” e “Um dia destes vou…” Se desejarem desenhar, desenhem todos os dias. Se desejarem dançar, dancem todos os dias. Se não conseguirem dançar com os pés, dancem com a cabeça. Se estiverem a conduzir o autocarro podem ainda dançar com a cabeça. Não esperem pelo dia mágico em que tudo venha a assentar nos respectivos lugares. Estão todos a enganar-se. Precisam atravessar os obstáculos inerentes à aprendizagem do desenho, da dança, ou da pintura.


A única maneira por que o irão conseguir é familiarizando-se com ela. E habituam-se a isso começando por conhecer as ferramentas. Uma dançarina precisa exercitar. Esses músculos e tendões precisam responder. O pintor precisa ter conhecimento da cor. Aquele que vai desenhar precisa saber como afiar o lápis. Comecem por onde estão. Trabalhem isso do modo em que o disponham actualmente. Deixem que cresça em vós até algo mais. Não estejam sempre a pôr isso de lado, por virem a chegar ao fim sem o terem terminado. Quã0 maravilhoso é olhar para trás e dizer: "Eu consegui-o." Mais tarde poderão mudar de ideias e a direcção que lhe imprimem. Isso será melhor do que dizer: "Eu sempre o quis fazer mas nunca o consegui." Deveria ser assim com tudo, na vossa vida.


Reconheçam, à medida que se desenvolvem muitas vezes que ao longo do caminho há fossos. Há certos artistas que se apegam de tal modo ao seu trabalho, e se deixam cativar de tal forma por ele que parte deles não se quer separar dele. Quando não se querem separar dele, não conseguem obter qualquer produto dele. Precisam instaurar uma atitude de corrente de prosperidade, e eles precisam ver os quadros como um fluxo de prosperidade. Além disso, o princípio e a essência da pintura dependem da qualidade que lhe imprimem mentalmente. O artista pode manifestar uma óptima pintura, mas se a atitude de que usar for a de que ninguém a quereria, ninguém irá querê-la. Ele precisa ser capaz de olhar para o seu quadro e dizer. "Isto é o melhor que de momento consigo; que venda. Da próxima vez farei melhor."


Apenas focando-se na pintura, ou outra actividade profissional, por si só não será suficiente para garantir uma recompensa que dê para subsistir a menos que tenha representado toda a concentração de uma vida. Aquele que pensar não conseguir, não o conseguirá. Para o artista pintar um belo quadro não garante uma recompensa monetária a menos que subsista uma atitude de prosperidade em toda a sua vida. A imagem mais comum que fazem de um artista? Alguém que passe fome num sótão. Se a imagem for a essência da experiência do artista, então irá disseminar-se na vida dele. O artista precisa ver os seus quadros como uma coisa fluente, móvel. O pintor precisa entender que, quando não se sente satisfeito, iso representa um incentivo para conseguir melhor. Não pronunciem a afirmação que se torne num bloqueio à corrente.


"Eu falhei." Eu já vi um artista na casa dos sessenta a lamentar amarguradamente o facto de ter falhado. Pobre coitado, que não teve oportunidade de apreender aquilo que a vida representa e já acha que falhou. O fracasso foi programado na infância. A questão assenta no seguinte: Vós sois indivíduos, dotados de emoções humanas e de necessidades humanas. Todos vocês por vezes têm dificuldade em interagir com os outros. Entendam que isso é perfeitamente normal. Não quer dizer que tenham fracassado. Não quer dizer que estejam errados. Significa que duas energias estão a interagir em modo de repulsão em vez de atracção. Isso nada tem de negativo. São diferentes as energia as que se acham em interacção a diferentes níveis.


A questão está em edificarem sobre vós com noção de que isso seja suficiente. Interajam com aqueles que interagem bem convosco. A relva sempre parece mais fresca e verdejante do outro lado da cerca. "Eu tenho isto, mas acreditarei de facto que isso possa melhorar?" Nunca chegam a ter tempo para desfrutarem do que têm, por estarem sempre a olhar para que poderão ter perdido ou o que possa ser melhor, ou o que poderia ser melhor. Se eu tivesse que lhes dar uma pista acerca de vós, diria para se firmarem onde se encontram e o gozarem! Permaneçam firmes onde se encontram e desfrutem disso! Não procurem torná-lo numa outra coisa até que tenham uma oportunidade de gozarem aquilo de que dispõem.


Não tornem toda a vossa vida numa competição. Em vez disso, deixem que se torne numa saída e gozem-na. Se não houvesse quem o apreciasse, o artista não encontraria a realização de que necessita. Se não houvesse quem lesse, não haveria necessidade de escrever. Esperem um instante a ver que valor sentem quanto à capacidade que têm. Pensem somente naquilo que as palavras que redigem podem significar para mais alguém.


Quando enfrentarem um problema na vida, interroguem-se do valor que isso tenha na vossa vida. Por exemplo, poderão sentir que o peso que atingiram se esteja a tornar num problema. Interroguem-se se isso será a única coisa que os tornará válidos. Talvez estejam a prestar demasiada atenção ao peso e devessem prestar mais atenção à elegância. Leva tempo a que o subconsciente aceite essas novas atitudes como um facto. Mas a única forma que o subconsciente tem de aceitar é através da repetição. Precisam transmitir-lhe continuamente isso. Tomem cuidado com a forma como lho enunciam. Se o enunciarem de um modo que pareça exonerá-los, privá-los, poderão dar consigo próprios a ressentir-se disso.


A glândula pituitária governa o organismo. Ela representa a principal glândula do corpo. A glândula pineal é a glândula principal do corpo espiritual. Quando o subconsciente liberta no corpo, precisa fazê-lo através da pituitária. Ela torna-se no centro de comunicação das emoções corporais. O padrão do pensamento cria o movimento que vai criar a mudança química no organismo.


O processo de libertação passa pela repetição de uma série de eventos. Tem início ao dizerem a vós próprios: "Eu liberto-o e abençoo-o." Quanto mais o disserem, mais cedo o subconsciente o passará a aceitar e a lançar no vosso corpo a sensação de libertação. Precisam trabalhar a sensação por intermédio da mente subconsciente e da glândula pituitária para o levarem a ponto do corpo o poder aceitar.


Quando se encontram num tumulto emocional, a necessidade de libertar torna-se forte. Isso poderá ser conseguido por meio da meditação ou da escrita. Na meditação vocês criam uma relação com o problema, e anotando-o, distinguem-no de vós de forma a poderem vê-lo com uma maior clareza. Agora acha-se fora de vós. Não estão a produzir o imã que lhes atraia ou que lhe reforce a energia. Encaram-no como uma energia distinta e dizem: Que será que posso fazer com relação a isto?" Aí ele começará a assentar numa perspectiva própria e ver-se-ão habilitados a trabalhá-lo. Se não o estiverem a reforçar, ele não emergirá através da emoção que os inunda. Obterá uma oportunidade de baixar a energia para se tornar visível e dissipar-se.


Quando não conseguirem enfrentar um problema, esqueçam-no. Deixem de gastar energia com ele. Aquilo que se dispuserem a soltar resolver-se-á. O que não quer dizer que não tentem resolvê-lo. Mas não se desgastem a tentar resolvê-lo. Fazem tudo quanto podem, e se não resultar, aí digam: "Muito bem, aceita-o Deus, por ter feito tudo quanto podia."


Quantos de vós já usaram um cubo de Rubik? Alguma vez o terão resolvido? Quando pousam o cubo, já não sentem que lhes venha a pôr fim à vida caso não o resolvam. Se alguma coisa não resultar na vida, isso não irá pôr-lhes cobro à vida. Irão ser capazes de se dedicar a outras coisas e de voltar a isso quando se sentirem preparados. Um catraio de sete anos tem vontade de conduzir pode retomar esse querer quando atingir os dezoito anos. Amiúde há a tendência para se ocuparem tanto em olhar para a frente que procuram consegui-lo demasiado cedo, e depois sentem-se oprimidos por isso. 

Quando houver necessidade de mudança, sabe-lo-ão e senti-lo-ão. A forma como lidarem com isso importa. Se lamentarem a situação em que se encontrarem e nada fizerem para sair dela, permanecerão exactamente onde estão. Mas ao encararem de um modo construtivo essa mesma situação e construtivamente o que querem ter, serão capazes de criar o que lhes venha a dar a oportunidade de que precisam. Lembrem-se de que possuem o poder de produzir essa mudança.


Uma das áreas mais árduas da vida passa por saber quando devam abandonar qualquer coisa. Precisam primeiro interrogar-se do quão válido isso seja na vossa vida. Se disserem ter muito valor, então interroguem-se do que lhes tenha trazido. Se lhes tiver trazido sete anos de sofrimento então será tempo de se livrarem disso. Se lhes bloquear a capacidade de avançar, tê-lo-ão posto de parte.

Alguém que com vinte e um anos ainda quer dormir com um ursinho de uma catraia de sete. 

Poder-se-á dizer que isso represente uma tolice. Porquê? Se lhe transmitir uma sensação de conforto, óptimo. Precisam interrogar-se se ainda se enquadrará na vossa vida por esta altura. Interroguem-se se ainda é razão válida para usar a vossa energia. Se não for um uso apropriado da vossa energia então dêem início ao processo do abandono. Precisam interrogar-se: "Quão válido será isto nesta altura da minha vida? Que direito terá à minha energia? Onde estará a conduzir-me?" Se os estiver a conduzir à destruição, se os estiver a conduzir a outros sete anos de infelicidade, será tempo de realmente darem uma olhada e decidirem. Lembrem-se de que a única coisa que constitui um absoluto no vosso mundo é a mudança.


Há alturas em que a vida vem a ser diferente, as vossas necessidades, e a forma como irão sentir as coisas, o que venha a ter mais importância para vós venha a ser diferente. Toda a vez que isso ocorrer, irão ter que questionar-se quanto àquilo a que se estejam a agarrar. Já olharam algumas das vossas gavetas? Terão coisas que não conseguirão lembrar de onde tenham vindo. Poderão ter gavetas cheias de todo o tipo de coisas que possam ser de uma importância vital para alguma coisa, mas o quê? Periodicamente dêem-lhes uma arrumação. Vão em frente, abençoem-nas e dêem-nas a alguém a quem possam servir de algo. Alguém poderá estar receptivo para essas coisas tal como poderão estar prontos para se livrarem delas.


Não conseguirão avançar em frente no presente enquanto estiverem a amarrar-se ao passado. Isso não quer dizer que não tenham memórias agradáveis do passado. Toda a memória agradável que tenham situa-se na cabeça e no coração. Se as lembranças que tiverem do passado não forem boas, porque tê-las? Livrem-se delas. Abençoem-nas e deixem-nas passar.


Percebem o poder que detêm? O quanto as vossas expressões faciais, o vosso tom de voz, ou as palavras que escolhem podem deixar outros debilitados ou elevá-los. É forte o poder que têm. Reservem um tempo para serem vocês, usem o poder que têm para dar aos outros aquilo de que gostariam de ter. Quando fizerem isso, ficarão espantados com o que virá de seguida.


A maior parte das pessoas tem a sensação de que de algum modo o sofrimento as purifique. Caso sofram o suficiente, não faz mal que o façam. Em certas alturas sofrem por outros, ou por uma razão qualquer. Essa é uma associação compassiva. Numa situação de aflição há dor, tal como na perda causada pela morte, pelo divórcio, pela separação, ou o término de qualquer coisa. Uma perda comporta dor dilacerante. Aquilo que estava unido sofreu uma separação, e dá-se uma dilaceração. Gera-se dor e necessidade de a sarar. Torna-se sensato expressar a dor, mas não chafurdar nela. Digam: “Sofro,” e a seguir façam algo de construtivo dessa energia.


Quando estiverem dominados por sentimentos de desespero ou de solidão, voltem-se para a polaridade contrária para poderem superar esses sentimentos. Por vezes, se olharem para alguma coisa com um sentido de humor, serão capazes de o pôr numa nova perspectiva. Se, por exemplo, tiverem a sensação de solidão, façam algo. Telefonem a uma amiga e conversem com ela. Instaurem uma acção nessa situação. Comecem por dizer a vós próprios o quanto espantosa seja a forma como já não se sentem sozinhos. Lembrem-se de que há uma diferença entre a solidão e o estar sozinhos. Um tempo a sós poderá ser gratificante; não confundam ambos os estados. Quanto mais disserem a vós próprios que não estão sós, mais cedo o subconsciente começará a registá-lo. Então o subconsciente libertá-lo-á através da pituitária para o corpo, e deixam de o sentir.


Toda a vez que empregarem uma afirmação que diga: “Todas as noites…” estarão a impregnar profundamente o subconsciente com esse pensamento. Esse é o único pensamento que irá aceitar como facto e manifestar. Alterem o padrão do pensar, alterem a expressão verbal, e dêem continuidade à acção física. Irão descobrir que passarão a operar-se mudanças.


A primeira coisa que deviam fazer sempre que quiserem alterar uma situação é mudar a forma com pensam com respeito a ela. Muita gente que pesa ser muito positiva é, na verdade, muita negativa. Se dessem ouvidos a elas próprias, se gravassem as conversas que têm e as rebobinassem, ficariam chocadas. Reconheçam ter o poder em vós de se mudar. Isso é conseguido alterando a forma como vêem a situação e as atitudes que têm com respeito à situação. Se se dispuserem a adoptar uma nova perspectiva da situação, começarão a mexer as energias para uma nova situação o que, por sua vez, permitiria que novas percepções ocorressem.


A dúvida pode chegar a ser coisa bem positiva caso os leve a suspeitar que algo na vossa vida não seja boa para vós. “Estou a começar a duvidar que isto realmente seja bom para mim. Talvez devesse dar uma outra olhada.” A dúvida não diz: “Não sou digno.” Uma dúvida deveria orientá-los para olhar por uma segunda vez. Pode dar-lhes uma segunda oportunidade. Talvez precisem de uma décima quinta oportunidade. Mas saibam sempre que são dignos de mudança. Muitas vezes, devido às situações da vida, são conduzidos a uma carreira particular. Decidem adoptar uma determinada profissão por ter estado na família há anos. O pai era advogado, o avô era juiz, de modo que parecerá lógico que também o sejam. Mais tarde, quando os períodos de agressão se fazem notar, começam a questionar a validade de gastar a vossa vida nesse âmbito. Começam a pensar numa possível alternativa. Por vezes uma pessoa descobre que precisa trabalhar em qualquer coisa que não tenha correspondido ao desejo do seu coração por a situação assim o exigir.


Há a esposa e os filhos, e precisam suportá-los. Começam a sentir-se acorrentados na própria coisa que lhes tem vindo a dar sustento. Nessa altura, precisa dar-se o percebimento de uma necessidade de mudança. Aquilo que semearem será o que colherão. Se todo pensamento decorrente dessa cilada for negativo, então não irão ser capazes de atrair nenhuma mudança positiva. Em vez disso, o provável é que atraiam uma enorme dose de infelicidade à situação. Todavia, se reconhecerem que são bastante capazes de mudar e isso constituir um trampolim na aprendizagem, conseguirão avançar com isso. Permitem-se conferir á situação uma direcção positiva e quando o fazem, o bem retorna sob a forma da mudança. Há sempre a oportunidade de mudarem por intermédio da participação. A mudança não carece necessariamente de provir da agitação ou da revolta.


Há uma relação entre a agressão no indivíduo e a agressão no universo. Ambas acham-se associadas. A agressão nas pessoas tornar-se-á eventualmente agressão colectiva. Já alguma vez terão notado uma claque de equipa? “Acabem com eles!” Os óptimos membros da equipa nesse dia tornam-se matadores. Reúnem todas as suas energias para poderem vencer. Numa situação bélica, gera-se uma energia que se torna una e que se foca no que quer que a guerra envolva. O poder que pode conduzir à guerra pode afastar da guerra. Dir-lhes-ei que a oração, o poder e a meditação que estão a ser despendidos pelos grupos de luz pelo universo são eficazes, e que mantêm a guerra à distância. Mantenham-nos! Não deixem de ver que não são necessários. Toda a vez que dizem ser inevitável estarão a pregar mais um prego no que estiver a ser edificado.


Mas antes de marcharem pela paz certifiquem-se de não odiarem ninguém, e de que não estejam em guerra convosco próprios, porque se estiverem o vosso voto a favor da paz não contará!

Tradução: Amadeu António

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