segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A NATUREZA DA REALIDADE PESSOAL - CAPÍTULO 13




CAPÍTULO 13
O BEM E O MAL E AS CRENÇAS DE MASSAS, MAIS O EFEITO QUE TÊM SOBRE A VOSSA EXPERIÊNCIA PRIVADA E SOCIAL

Tradução de Amadeu Duarte

Dá-me um instante.

(“Com certeza.” Pausa às 10:31)

Capítulo Treze. Quero isto feito de um certo modo – o cabeçalho. “Um Estado de Graça,” escrito desta forma (fazendo gestos na horizontal) seguido de uma linha traçada por baixo, na vertical… e por debaixo: “Saúde”… e mais abaixo “Riqueza”…

(Esboçando gestos, a Jane terminou a lista e depois disse-me para fazer uma segunda coluna, com cabeçalho próprio no lado contrário à primeira. Lá fui tateando, sem tempo para fazer mais que uma ou outra pergunta.


       Estado de Graça
                  |
              Saúde
            Riqueza
             Branco
             Cristão
                                    
Estado Destituído de Graça
                  |
             Doença
             Pobreza
              Negro
          Não Cristão

Conseguiste-o de uma forma clara?

(“Sim,” disse eu, embora não tenha conseguido ordenar a segunda lista da mesma forma impecável em que esta ficou. Senti-me estranhamente confuso, dado que não estava seguro do que o Seth pretendia.

Isso não representa o cabeçalho. É um diagrama. Agora um outro do mesmo género.


      Estado de Graça
                |
    Indiano ou Oriental
    Pobreza Orgulhosa
      Pele Bronzeada
Enorme Compreensão Mística
    Compreensão Cósmica

    Estado Destituído de Graça
                     |
              Americano
     Riquezas Embaraçosas
             Pele Branca
          Insensibilidade
Pobreza Espiritual e Falta de Integridade


Uma outra categoria:

    Estado de Graça
               |
        Juventude
   Compreensão Intuitiva
        Conhecimento
            Beleza
   Capacidade Intelectual
         Vigor Físico
 A revelação de um Futuro

          
Estado Destituído de Graça
                   |
               Velhice
Rigidez e Ignorância Mental e Espiritual
             Ignorância
              Fealdade
Desintegração da Capacidade Mental
        Perda do Vigor Físico
O Fechar-se de Todas as Portas para com a Actividade

Cabeçalho do capítulo: “Bem e mal, crenças pessoais e de massa, mais o efeito que têm na vossa experiência pessoal e social.” Está?

(“Já Está.”)

Neste capítulo vamos tratar de algumas das crenças actuais que envolvem o vosso comportamento mais íntimo e as conotações sociais que têm.
Faz lá o teu intervalo.

(10:34. Eu perguntei à Jane se alguma coisa a tinha incomodado uma vez que a casa não se encontrava propriamente sossegada esta noite. Ela respondeu que não, que o seu transe tinha sido suficientemente profundo. Era suposto entretanto ela dispor dos diagramas, mas tinham sido difíceis de fazer.

(Ela debruçou-se sobre eles comigo, a ver como os tinha disposto na página. De notar que o Seth teria dado a lista completa por debaixo de um cabeçalho, para depois traçar os contrários correspondentes, mas não era tarefa fácil, diria eu, considerando o número de questões envolvidas.” Retomamos às 11:03

Bom; eu esbocei algumas ideias contrárias sustentadas por muitos – que envolvem conceitos de bem e de mal aplicados em áreas a que não dizem respeito. As designações tornarão certos contrastes visualmente nítidos. Eu queria simplesmente iniciar o capítulo seguinte certo de que os aspectos visuais eram enunciados com clareza. (Satisfeito:) Vou, pois, dispensar-vos o resto da noite, já que estamos a sair-nos tão bem, e vamos abordar algumas crenças não consideradas, de caracter social.

Desejo-vos, pois, uma boa noite. Outras são as questões que estão em curso no caso do Ruburt, o que representa uma razão adicional para a brevidade da sessão.

(“Obrigado, Seth. Boa noite.”)

(11:00 da noite. O Seth foi-se antes que eu terminasse de escrever, depois de se referir ao que a Jane e eu estamos a fazer por conta própria. A esta altura a Jane disse que estava cansada.

SESSÃO 650, 22 DE MARÇO DE 1973  9:50 DA NOITE QUINTA-FEIRA

(A sessão começou tarde devido a termos estado a experimentar uma aparelhagem de gravação estéreo de alta qualidade, para trabalharmos com o Sumari. Agindo por impulso, enquanto nos encontrávamos na loja, comprei um daqueles relógios que nos indica não só o tempo do dia como o dia do mês também. Por uma razão qualquer, achei esta última característica bastante divertida.)

Boa noite.
(”Boa noite, Seth.”
Fico encantado por agora conseguires saber em que dia do mês te encontras de forma automática.
(“Eu também – creio bem…”

Irão utilizar a vossa outra engenhoca com frequência assim como por formas que poderão nem suspeitar agora.

Ditado: Os simples diagramas representam meramente alguns dos sistemas de crenças gerais do ponto de vista dos "valores morais." As ideias que fazem de bem e de mal afectam não só o comportamento que têm com os outros, como a actividade que têm numa comunidade assim como no mundo em geral.
Muitos acreditam -- para usar o primeiro diagrama -- que seja "bom" e moralmente superior ser Cristão, branco, rico, e gozar de perfeita saúde. Bom, embora não apareça no diagrama, o termo "masculino" pode igualmente ser acrescentado à lista dos atributos preferenciais.

A realidade é, pois, encarada a partir deste sistema de crenças. Se as sustentarem sentirão que essas características lhes sejam conferidas por Deus. De acordo com o fervor com que acalentam tais ideias, descobrirão que os enclausuram, por definirem os conceitos que têm do bem de uma forma bastante limitada. Aqueles que sustentam tais crenças são muitas vezes religiosos em termos convencionais. Nações que enfatizam crenças que tais enviam missionários a "converter" os pagãos, e por conseguinte, inferiores.

Aqueles que sentirem em conformidade hão-de sentir-se bastante incomodados quando se misturam com os outros de uma raça, credo ou cor diferente, e a despeito de eles próprios poderem ser argumentativamente conservadores no lidar, por exemplo, com problemas de natureza comunitária, hão-de considerar a pobreza como um sinal de desagrado de Deus, e assim sentir-se-ão inclinados a deixar a questão por completo nas "suas" mãos.

Poderão falar com aparente compaixão dos apuros dos outros e ainda assim considerar o tempo todo que a dificuldade deles resulte simplesmente da inferioridade, da desigualdade. Eles poderão pertencer a uma qualquer faixa etária, e poderão descender de qualquer meio económico. Agora, se acontecer que vocês sejam Protestantes, homens, brancos, Americanos, ricos e saudáveis, pelo menos no âmbito das vossas crenças poderão olhar pera vocês próprios com olhos limpos Terão uma fundação efectivamente insegura, mas pelo menos por ora enquadrar-se-ão nela. Notarás que acrescentei "Protestante," assim como "Americano" ao nosso sistema de valores. Se, contudo, defenderem esse sistema de valores e ficarem aquém, ou seja, se de algum modo se não enquadrarem, então, até mesmo dentro desse sistema se verão em apuros.

(10:50) Alguns dos componentes acham-se mais saturados que outros. Um Católico ou um Judeu que possua tais crenças encontrar-se-á obviamente, em certa medida, fora de contexto, e sentir-se-á culpado, se se medir por eles.
(Atentamente:) Um negro que aceite o mesmo sistema, ver-se-á com efeito, em dificuldades. Se acontecer que seja negro e pobre ao mesmo tempo, ver-se-á duplamente em risco.

Nesse gráfico, a doença, a pobreza, a feminilidade, até certo ponto conceitos não-cristãos, e uma herança racial não-caucasiana, são todos considerados errados, de um ou de outro modo.

Bom; qualquer intrusão daqui da parte de outras crenças será considerada uma ameaça. Tantos os problemas raciais quanto a dissensão religiosa serão racionalizados do ponto de vista dessas crenças. Alguns dos meus leitores poderão considerar-se bastante esclarecidos, se acreditarem, por exemplo, na reencarnação como uma série de vidas consecutivas. Contudo, poderão subsequentemente utilizar esse conceito para justificar a crença que tenham na inferioridade das outras raças. Poderão apelar dizendo que, já que uma pessoa escolhe os seus problemas nesta vida -- ao decidirem, por exemplo, nascer negros ou pobres, ou ambos -- que estejam a pagar por um carma qualquer, pelo que tais questão não deveriam ser ajustadas por meio da alteração da lei ou dos costumes. Ponto final.

(Ver a sessão 636, Capítulo Nove para encontrar algum material relativo ao carma, à reencarnação, e à ideia que Seth apresenta acerca do tempo simultâneo)

No lado esquerdo, olhando para o segundo diagrama, encontrarão pessoas nessa situação, e neste país, dotadas de espírito mais liberal. Mas não os acharão tão liberais se compreenderem que eles sejam tão preconceituosos, num certo sentido, quanto o primeiro grupo o seja noutro. Aqui temos um sistema de crenças em que seja errado ser branco, Americano ou rico, ou mesmo abastado em termos financeiros. Todas as distorções do Cristianismo se tornam evidentes, ao passo que o primeiro grupo permanece na ignorância disso, claro está. Todavia, aqui riqueza e possuir uma pele branca são não só maus como também são sintomas óbvios de decadência moral. Se o primeiro sistema de crenças encara o dinheiro e os bens como um sinal da bênção de Deus, o segundo grupo encara as posses materiais como uma evidência de decadência espiritual.

Aqui o exótico é romantizado, o extravagante é sustentado e o pitoresco encarado como real. Pele negra ou marrom torna-se critério de perfeição espiritual, e a pobreza torna-se divisa de honra a ser envergada não só com orgulho como a ser comummente usada como joguete de agressão. Aqueles que seguem tais sistemas de crenças pensam estar com a razão do seu lado. O seu estilo de vida, as afiliações comunitárias e as inclinações políticas que tenham achar-se-ão em directa oposição com a ética do "branco-rico." Agora, se acontecer o caso de serem negros ou de terem pele marrom, pobres e acreditarem nesse sistema, sentir-se-ão pelo menos seguros nele. Caso sejam, em vez disso, brancos e saudáveis e defenderem tais crenças, haverão de se achar bastante inferiores de facto e fazer tudo quanto puderem para mostrar o quão pitorescos e liberais e compreensivos são, e o quão negros ou possuidores de pele marrom possam ser, conquanto sejam brancos, abastados e talvez mesmo secretamente devotos do vosso Cristianismo Terão, sem dúvida Budas exibidos de uma forma sem gosto, e camas Indianas.

Vamos fazer um intervalo.
(10:27 até às 10:45)

Bom, o terceiro diagrama pode cruzar-se com o outro sistema de crenças, claro está. Nos dois primeiros grupos sobra muito espaço de manobra. Poderão ter uma. Duas ou três características preferidas que se correlacionarem com as ideias que têm, por exemplo, mas os conceitos que terão com respeito à idade não lhes proporcionarão tal liberdade; porque numa altura ou noutra, todos vós, "caso tenham sorte," para o referir nos vossos termos, se aproximarão da velhice.

Muitos acreditam que seja a idade da degeneração física e, ou, espiritual, uma idade em que todos aqueles atributos da maturidade arduamente ganhos se desvanecerão, e as faculdades do raciocínio desaparecem como grãos de areia mantidos demasiado tempo nas mãos do pensar da mente. Se a vida for encarada neste sistema de crenças como boa, então a juventude será encarada como a coroação da glória, de cuja posição cimeira não mais haja que subir, excepto descer. Aos velhos não serão concedidas características de sabedoria mas receados como um mal, como coisa má, indesejados ou assustadores. Para esses a senilidade parecerá um término de vida natural e inevitável.

Conforme foi mencionado antes, neste livro (na sessão 644, Capítulo Onze) muitos de quantos seguem tais crenças procuram ocultá-las deles próprios, numa tentativa desesperada de serem jovens. Tanto a juventude quanto a velhice têm o seu lugar, e no âmbito da vossa raça cada um desempenha aspectos importantes.

Estais habituados em termos de hereditariedade. Em termos físicos, e de um modo diferente do que imaginam, isso é importante. Contudo, determinadas experiências terrenas dependem da duração do tempo e resultam da consequência do facto de a mente actuar sobre as suas experiências terrenas ao longo de prolongados períodos. Há funções específicas que são levadas a operar de uma forma bastante natural e que são escassamente percebidas pelos vossos cientistas, e muito menos compreendidas.

À medida que a mente dentro do corpo percebe claramente que o seu tempo terreno está a chegar a um término, têm lugar uma aceleração mental e uma aceleração psíquica. Essas acelerações, por múltiplas formas, assemelham-se a experiências adolescentes em meio a imensos surtos de actividade criativa, com a resultante formação de interrogações e p preparo para um tipo completamente novo de crescimento da personalidade e da realização.

(A Jane falou de uma maneira enfática, acompanhada de crescente gesticulação)

Isso tornar-se-ia bastante evidente não fora por causa dos vossos sistemas de crenças actuais por intermédio dos quais, os velhos são forçados a interpretar a sua experiência. Muitos exemplos da expansão da consciência e de crescimento mental e psíquico são interpretados por vós como senilidade. Nenhumas correlações importantes foram estabelecidas entre as experiências subjectivas dos velhos, em particular em condições de senilidade, com aquelas que envolvem outras faixas etárias e a expansão da consciência, quer natural quer induzida por drogas.

Qualquer dessas sensações será de imediato reprimida pelo velho, por receio que lhe seja diagnosticada senilidade. No entanto, as experiências afectam o hemisfério direito do cérebro, e de uma forma que liberta capacidades um tanto do mesmo modo que num adolescente. Quando a altura chegar o indivíduo começa a ver para além da vida temporal e começa a abrir dimensões da percepção que nos vossos termos não se permitiria enquanto se achava envolvido no intenso foco físico de vida de adulto normal. Infelizmente, a personalidade não usa qualquer sistema de crenças como regra para lhe suportar tal expansão.

Ambas as terapias naturais, tanto físicas quanto mentais, são negadas. Muita vez utiliza drogas como antidepressivos, turvando a claridade do que poderá parecer uma visão distorcida. Esse é um dos aspectos mais criativos e valorosos das vossas vidas. Mas em vez disso os velhos são levados a sentir-se inúteis na vossa sociedade. Mas muitas vezes, claro está, eles partilham desse juízo de valor, e a experiência por que passam nas vossas comunidades não os terá de forma nenhuma preparado para enfrentar a experiência subjectiva. Não têm mestres que os oriente. A idade da velhice constitui uma parte altamente criativa do viver. As ligações existentes entre ela e a infância são muitas vezes feitas de uma forma depreciativa, mas a personalidade acha-se num estado igualmente criativo.

Estou, evidentemente, a falar no geral, por as vossas condições de vida muito contribuírem para distorcer a situação natural. Mas mesmo as alterações químicas ou hormonais que operam são aquelas que conduzem por essa altura a um crescimento espiritual e psíquico. A afirmação mais rejubilante é negada ao velho, por causa do sistema de crenças que adota.

Faz o teu intervalo.

(11:17. A Jane, que se encontrara imersa num transe bastante aprofundado e activo, estivera de tal modo focada no material que não tinha tido consciência de mais nada. "Caramba," disse ela, "senti que o Seth estava a entrar em algum tipo de material mesmo bom -- em todo um novo sistema de geriatria." "Senti-me mesmo no seio de sensações desse tipo. Os animais já conhecem tudo isso inconscientemente. Mas é tão estranho e engraçado entrar em coisas que se prendem com a idade avançada," continuou ela surpreendida. "A nossa sociedade nem sequer suspeita de nada disso. Sinto-me muito entusiasmada com respeito a isso."

("Tanto a Jane como eu tínhamos tido algum preparo para a informação, pelo menos ao nível emocional. O meu pai morrera em Fevereiro de 1971, após ter passado três anos num lar sob o diagnóstico de senilidade, grande parte do temo o qual estivera sujeito a grau variado de sedação. À luz do material desta noite, não conseguia evitar pensar que ele perdera parte da sua herança natural -- quer ele tenha decidido por esse curso por si próprio ou lho tenha sido imposto, ou ambos. O Seth viria a dizer que o meu pai escolhera todas as circunstâncias da sua vida, e que uma tal privação na velhice constituía um resultado provável que se materializara em termos físicos. Mas, conquanto concordasse, eu ainda desejava que ainda pudesse ter sido de outro modo...

("Só uma nota relativa ao material dispensado às 11:00. O cérebro consiste em dos hemisférios independentes enroscados posicionados lado a lado e unidos por uma base comum. Geralmente um hemisfério é dominante. Cada um deles é composto por áreas, ou lóbulos que compõem cada um dos lados. Contudo não há dois cérebros iguais.

("A esta altura descobrira que só tinha ficado com um cigarro. "Bom," disse, numa tentativa de elevar o moral, "assim, vai ser uma sessão curta." Resumo às 11:35.

Ditado: (Pausa de um minuto) De certa forma, a "experiência psicadélica" não é passível de ser explicada no âmbito dos quadros limitados de referência que têm -- não porque tais iluminações se situem para além da explicação, mas por os vossos actuais sistemas de crença serem demasiado limitados. Por isso, seja em que idade for, um episódio de revelação torna-se difícil de relacionar com outros. Contudo, na idade mais avançada ninguém sente qualquer interesse, mas ainda assim, é aqui, conforme na adolescência, que a maior criatividade pode emergir e não obstante passar sem ser reconhecida.
Esta era podia ser mais vantajosa para o indivíduo e para a raça do que qualquer outro período, caso fosse reconhecido e compreendido por aquilo que é.

As alterações químicas peculiares que ocorrem são muitas vezes precisamente aquelas que conduzem a vossa maior concepção e experiência, mas elas são livres do que imaginam que seja a aplicação prática. Tem início, pois, um desencadeamento, um ímpeto pelo qual a personalidade procura libertar-se da orientação do tempo e do espaço, libertado pela habitual necessidade de participar em termos "adultos." A personalidade, uma vez mais, encara a natureza da experiência no mais puro dos termos. Em algumas das civilizações anteriores isso era conseguido num contexto (pausa) em que os velhos eram cuidados fisicamente e as suas palavras escutadas com toda a atenção. Ideias de "velho sábio" e lendas semelhantes aplicam-se aqui, assim como os conceitos místicos da "velha poderosa." Na sua progressão natural, e por si só, o velho compreende muito bem as suas próprias "visões." Mente e corpo operam juntos na perfeição.

Bom. (Alto) Fim da sessão. Os meus cordiais cumprimentos a ambos.
("Obrigado. Boa noite, Seth." 11:49 da noite)

SESSÃO 651, 26 DE MARÇO DE 1973 9:46 DA NOITE, SEGUNDA-FEIRA

("Tivemos esta sessão no estúdio da Jane, de modo a ela poder sentar-se diante dos dois microfones do seu novo sistema de gravação. Até agora, contudo, ainda não tínhamos sido bem-sucedidos na obtenção dos melhores resultados com o equipamento.)

Bom: Boa noite.
("Boa noite, Seth)

Vamos retomar o ditado... As crenças que têm com relação à idade, à semelhança de tudo o mais, formarão a vossa experiência, e as vossas crenças de massa afectarão a vossa civilização. Com os conceitos actualmente sustentados pela vossa sociedade, tanto homens como mulheres temem a idade avançada desde a mocidade. Se a idade da juventude adulta é considerada o epítome da vida, a bem-aventurança e o sucesso, então a idade da velhice é encarada como o contrário -- um período de falha e decadência. Parte disso tem que ver com as ideias distorcidas, tanto da mente consciente como da mente inconsciente, para usar os vossos termos aqui.

De um modo geral, a mente consciente, na sociedade ocidental é encarada como sendo alcançado no início da idade adulta tal como o Eu nasce do berço da inconsciência da infância, na percepção crítica e diferenciação que apresenta. O apreço por distinções e diferenciações é considerada uma das maiores características da consciência, de modo que esses seus aspectos são valorizados.

Por outro lado, as igualmente significativas qualidades correlacionadas de assimilação e de combinação são negligenciadas. Nos círculos eruditos, e muitos que não são ilustrados, o intelecto é equiparado somente às faculdades críticas, de modo que quanto mais forem diagnosticáveis, tanto mais serão consideradas intelectuais.

Durante os anos da vida adulta ocidental, a consciência foca-se de uma forma mais atenta numa área específica da actividade e da manipulação física. A mente é treinada desde a infância para usar as suas qualidades argumentativas e de distinção acima de todas as outras, o que permite que a criatividade flua por determinados canais altamente restritivos e aceites. Quando uma pessoa envelhece -- e caso se reforme, por exemplo -- o foco para esse particular tipo de concentração não mais se torna de imediato disponível. Na realidade a mente torna-se mais nela própria, e vê-se livre para usar as próprias capacidades, autorizada a desviar-se das áreas restritas, autorizada a assimilar, admitir e criar.
Contudo, precisamente por esta altura, é orientada no sentido de se acautelar de qualquer extravio desses e a considerar esse tipo de comportamento como sintoma de deterioração.

Aqueles que seguem as crenças de massas descobrirão que a sua própria imagem pessoal terá mudado. Eles temem que a própria idade, ou existência no tempo, os tenha traído. Vêem-se como sobras, vagos vestígios de melhores versões de si próprios, e no próprio sistema de juízo de valores que defendem condenam-se pelo facto da contínua existência que têm no tempo. Se alguma vez o tiverem conseguido, não mais confiam na sua integridade corporal. Começam a encenar o drama num roteiro redigido por outros -- ao qual entretanto terão aquiescido por completo. Poderá parecer que não exista ligação alguma entre essa situação e as crenças que defendem que envolvem a cor, mas ainda assim, ambas acham-se intimamente ligadas.

Vou deixar que façam um intervalo e escutem a vossa gravação.

(10:05. Voltamos a reproduzir a gravação, e de seguida procedemos a alguns ajustamentos na configuração da nossa gravação. Retomamos às 10:23)

Bom; vocês equiparam a cor branca à consciência resplendorosa, ao bem e à mocidade, e a cor negra ao inconsciente, à idade da velhice e à morte. Num sistema de valores como este as raças negras são temidas, tal como, basicamente os velhos são temidos. Os negros são considerados os primitivos. A eles são atribuídas as capacidades musicais, por exemplo, mas durante muito tempo essas foram consideradas actividades "clandestinas." Eles deram à luz produções musicais aceitáveis mas não eram admitidos nas salas de concerto da nação respeitável. Na vossa sociedade, pois, a raça negra representou aquilo que imaginam representar as porções caóticas e primitivas, espontâneas, selvagens e inconscientes do ser; o lado inferior do "cidadão correcto Americano."

Os negros precisavam, pois, ser, por um lado, reprimidos, e no entanto tratados com a indulgência com que se trata as crianças. Havia sempre o enorme temor de que os negros enquanto raça passassem dos limites -- se lhes dessem um dedo haveriam de querer a mão toda -- simplesmente por causa dos brancos tanto temerem a natureza do eu interno, e reconhecer o poder que tão desesperadamente tentavam sufocar no seu próprio íntimo.

As nações, à semelhança das pessoas, por vezes podem ter personalidades cindidas, de forma que há toda uma permuta envolvida em que os negros expressam certas tendências pela nação como um todo, enquanto os brancos expressam outras características. Ambos os grupos aquiesciam com os seus papéis. Em termos mais amplos, evidentemente, cada um deles teria pertencido a outras raças noutras épocas e locais, ou, para ser mais preciso, em existências simultâneas, um encena o papel do outro.

Aplicada à velhice, a cor negra denota um retorno àquelas forças inconscientes. Ora bem, até aqui tudo isto é considerado do ponto de vista da crença Americana e ocidental, por ser simplesmente a realidade em que muitos dos meus leitores se acha envolvida. Noutros sistemas de crença "clandestinos," contudo, o negro é encarado como símbolo de um imenso conhecimento, poder e resistência. Quando isso é conduzido ao extremo vocês acabam por ter cultos diabólicos em que os poderes da criatividade e da exuberância pobremente compreendidos correm de uma forma distorcida; os lados inferiores da consciência passam a ser glorificados às custas dos outros valores "conscientes e objectivos" brancos.
No entanto, em ambos esses sistemas é negado ao velho o seu poder único, o vigor e a sabedoria, e assim a civilização vê-se furtada de igual modo, tanto quanto o indivíduo nela inserido.

(Divertido:) O meu amigo Ruburt está com a sua cerveja, pelo que vou deixar que façam uma breve pausa.
(10:37 até às 10:48)

Tudo isto se acha igualmente ligado às vossas crenças associadas ao estado do sono e da vigília, embora o branco se ache familiarizado com o dia e o negro com a condição do sono. Aqui se vês uma vez mais a velha conexão existente entre o Deus da luz e o príncipe das trevas, ou Satã – tudo distinções atribuídas a diversos níveis do desenvolvimento e que têm que ver com a natureza da origem da presente consciência.

Ao longo das eras, uma vez mais, filosofias clandestinas tentaram combinar ambos os conceitos, geralmente indo de um extremo ao outro, ao combaterem as ideias actuais em termos históricos. Em algumas dessas filosofias a luz do dia é vista como pálida, por exemplo, em comparação com o verdadeiro brilho do conhecimento que ilumina o estado do sonhar, e o negro constitui o símbolo do conhecimento secreto que não pode ser conhecido com a consciência normal ou sequer escrutinado à luz do dia.

Aqui encontramos as histórias dos feiticeiros ligados à magia negra; além disso, uma vez mais, entra em consideração o factor da idade de modo que as lendas do velho sábio ou da mulher sábia surgem no folclore. A morte é encarada em termos de juízo de valor, de bem e de mal, de branco e de negro – uma aniquilação da consciência é percebida como negra, e a sua ressurreição é percebida como branca. A luz da iluminação (espiritual) é experimentada em termos da cor branca, não obstante muita vez parecer delinear as trevas da alma, ou brilhar na escuridão da noite. Assim, e nos vossos termos de referência, ambos acham-se dependentes um do outro, e trocam a conotação que têm de acordo com as vossas crenças.

Nos mitos das antigas civilizações, a noite mais a sua congénere da escuridão achava-se invertida, e os segredos da noite eram conscientemente explorados. Estabeleciam correspondências em que tal conhecimento era usado conscientemente à luz do dia. Ambos os aspectos aparentemente separados da consciência fundiam-se e surgiam floreados artísticos e civilizacionais que são, aqui nos vossos termos, quase impossíveis de conceber. Em tais civilizações a todas as raças eram concedidas o seu lugar, jovialmente, e todas as faixas etárias eram respeitadas pelas respectivas contribuições que davam.

Em tais sociedades, os restritos juízos de valor aqui tratados neste capítulo não se aplicavam. As pessoas - ou raças – não tinham que adoptar nenhuns papéis específicos, nem representar determinadas porções das características da humanidade, por a cada ser permitido ser único, com tudo quanto isso implique. Isso não quer dizer que a humanidade tenha caído desse estado de graça, no que poderá parecer ser uma condição mais baixa. Quer dizer, sim, que optaram por diversificar funções e habilidades, isolando-as, por assim dizer, para poderem aprender e compreender e mesmo desenvolver as suas naturezas peculiares.

Há maneiras de assimilarem as vossas naturezas interiores. Os vossos valores contrastantes de luz e escuridão, bom e mau, juventude e velhice, e de usarem de tais critérios para enriquecimento da vossa própria experiência de uma forma mais prática. Se procederem assim, realçarão a vossa própria experiência e não só a vossa sociedade como o mundo em geral. Também, reconhecerão o estado de graça em que precisam existir. Examinaremos alguns desses meios. Agora podes fazer o teu intervalo, enquanto o Ruburt verifica ali o mecanismo dele.
(11:01 até às 11:19)

Precisam fazer uma tentativa para relacionar aspectos aparentemente diversos da experiência, combinar ideias de luz e escuridão, consciência e inconsciência, etc., não só na experiência privada como na experiência de massa.
Conforme mencionado em Seth Speaks, o meu anterior livro, enormes distinções são estabelecidas entre o vosso estado de vigília e o estado de sono. (Ver sessão 532, Capítulo Oito desse mesmo livro)

Eles acham-se divididos, e pouco é empreendido no sentido de relacionar os dois. Muitos de vós não acharão nada prático alterar o vosso período de sono devido aos compromissos profissionais que têm, contudo, mas alguns serão capazes disso, e aqueles de vós que realmente se sentirem interessados em empreendê-lo, poderão pelo menos alcançar ocasionalmente uma certa variação que permita que combinem as actividades do estado de vigília com as do estado do sono, com uma eficácia muito maior.
Aqueles de vós que forem capazes disso descobrirão que uma combinação um tanto alterada resultará em enorme vantagem para vós. Eu sugeriria um período de sono de seis horas de cada vez e não mais. Se ainda sentirem necessidade de um maior período de descanso, então uma sesta de, no máximo duas horas e não mais, poderia ser acrescentada.o corre﷽﷽﷽spond as igualmente significativas qualidades de relaça mente consciente como da mente inconsciente, para usar os voss
(Pausa)

Muitos descobrirão que um período regular de cinco horas de sono seja suficiente, acrescido da sesta necessária. Um período de quatro horas é o ideal, contudo, reforçado pela duração da sesta que lhes parecer natural. Em circunstâncias que tais, não serão criadas divisões nem artifícios de maior entre ambos os estados de consciência. A mente consciente ver-se-á mais habilitada a recordar e a assimilar a sua experiência onírica e nos sonhos o Eu pode usar a sua experiência do estado de vigília de uma forma mais eficaz.

Muitas vezes descobrirão que tais estruturas eclodem de uma forma natural nos velhos, mas aqueles que despertam de forma espontânea após quatro horas de sono consideram padecer de insónia por causa das crenças que defendem, de modo que não conseguem utilizar a sua experiência de um modo adequado. Tanto o consciente quanto o inconsciente operariam de um modo muito mais efectivo, contudo, sob a acção de um programa de sono breve, e para quantos se achem envolvidos em empreendimentos criativos um tipo de horário desses traria uma maior intuição e conhecimento aplicado. Aqueles que seguissem tal conduta natural haveriam de sentir uma maior estabilidade em si próprios.

No quadro geral dos padrões a que fiz referência, cada um descobrira, evidentemente, o seu ritmo particular, embora possam ter que fazer algumas experiências até que colham o máximo do equilíbrio. Mas o ritmo da vitalidade seria intensificado.
É verdade que os padrões alcançarão o seu próprio fluxo em certas alturas da vida. Se seguirem o vosso próprio ritmo, períodos mais curtos ou mais longos seguir-se-ão e sucederão com naturalidade.

A vossa consciência, conforme a encaram, sofrerá uma expansão com tais práticas. De um modo geral, períodos prolongados de oito horas ou mais não são benéficos, nem tão pouco em termos mais amplos são eles naturais para a raça.
(11:37)

Gera-se uma permuta em termos de reacção química, ou melhor, reacções químicas rítmicas, que são muito mais eficazes nos períodos de sono de curta duração. Muitos de vós dormem durante períodos que deveriam ser os da vossa maior criatividade e agilidade, em que o consciente e o inconsciente se acham mais lindamente focados e em harmonia. A mente consciente é frequentemente dopada com o sono, justamente quando deveria auferir dos maiores benefícios da parte inconsciente e ser capaz de se firmar de forma mais significativa na realidade que conheceis.

Em exemplos desses, a beleza e o esplendor do vosso estado de sonhar pode tornar-se claro na mente consciente e ser usado no enriquecimento da vossa vida material. Contrastes na vossa experiência aparecer-lhes-iam na sua clareza de união.

Ora bem; (De forma cordial) Isto representa o fim do ditado, assim como da nossa sessão, a menos que queiras fazer alguma pergunta.
(“Bem… nenhuma que consiga pensar de imediato.” Na verdade encontrava-me bastante fatigado.)

Então, desejo-lhes uma boa noite, e deixo a sugestão de que ambos tentem pôr em prática algumas das ideias que aqui estendemos aos demais. Poderão sair bastante surpreendidos.

(“Certo.”)

Os meus sinceros votos de felicidades a ambos, e ao vosso aparelho.

(Obrigado, Seth. Boa noite.” Término às 11:43 da noite. A Jane tinha-se dissociado na perfeição, mas conseguiu ouvir o gravador desligar-se sozinho, uns dez minutos antes, embora não tenha percebido nenhum dos outros ruídos externos.)

(Nós geralmente dormimos seis horas por noite, período esse que suplementamos com uma sesta de meia-hora à tarde. Com bastante frequência a Jane também interrompe o seu sono, ao acordar de forma espontânea e levantar-se por um hora ou isso.)

SESSÃO 652, 28 DE MARÇO DE 1973, 9:13 DA NOITE  QUARTA-FEIRA

Boa noite. (“Boa noite, Seth.”)

Bom, ditado. (Pausa) Uma tal mudança nos vossos padrões de sono e de vigília ajudá-los-ia lindamente a cortar nos modos habituais com que olham a natureza do vosso próprio mundo pessoal e assim alterar a concepção que fazem da realidade em geral.
Até certo ponto, dá-se uma fusão natural e espontânea daquilo que pensarão ser a actividade consciente e inconsciente. Isso por si só traz-lhes uma maior compreensão da permuta que se dá entre o ego e as outras porções do Eu. O inconsciente não mais é equiparado às trevas, ou aos elementos assustadores do desconhecido. O seu carácter é transformado de modo que as qualidades sombrias passam a ser vistas na realidade como porções esplendorosas da vida consciente, enquanto fornece igualmente enormes mananciais de poder e de energia à experiência orientada no sentido do ego.

Por outro lado, as áreas de conduta habitual que possam ter sido antes percebidas como opacas, sombrias ou obscuras – ou por exemplo o comportamento pessoa característico que não fosse compreendido – poderão de repente tornar-se bastante claros em resultado dessa transformação, em que os aspectos sombrios do inconsciente são percebidos como radiantes.

São transpostas barreiras, e junto com elas certas crenças que se baseavam nelas. Se o inconsciente deixar de ser temido, então as raças que o simbolizariam tão pouco continuarão a ser receadas.o corre﷽﷽﷽spond as igualmente significativas qualidades de relaça mente consciente como da mente inconsciente, para usar os voss

Há muitos outros tipos de compreensão espontânea e natural que também poderão resultar dos ritmos de sono e de vigília que sugeri. O inconsciente, o negro e a morte acham-se carregados de uma conotação negativa em que o Eu interno é receado; o estado de sonhar é alvo da desconfiança e muita vez sugere ideias tanto de morte como o mal. Mas hábitos do estado de vigília alterados poderão, uma vez mais, produzir uma transformação em que se tornará óbvio que o sono comporta uma grande sabedoria e criatividade, que o inconsciente é efectivamente bastante consciente e que de facto a noção individual de identidade pode ser retida no estado do sonhar.

O receio da autoaniquilação simbolicamente representada pela ideia da morte não mais se poderá aplicar como antes. Em resultado, outras crenças pessoais fortalecidas que dependiam da existência de tais contrários também são espontaneamente rompidas.
(9:30)

(“Eu vi uma enorme formiga negra, alada, a rastejar pelas costas da cadeira de balanço da Jane, próximo à cabeça, que logo se encontrava no pescoço dela. Ela deu um salto em meio à sessão sacudindo-a de uma forma intuitiva, coo algo que não poderia ter visto. Aturdida, voltou a sentar-se na cadeira: “Qualquer inseto serve para o caso,” disse por fim. Após responder por breves instantes, ela acendeu um cigarro e voltou a entrar em transe.)

Anotaste-o?
(“Eu li a frase em voz alta, e o Seth/Jane prosseguiu.)
Quando se sentem ágeis assim receptivos e intelectuais no estado do sonhar como na vida do estado de vigília, torna-se-lhes impossível operar nos velhos moldes. Isso não quer dizer que em todos os sonhos esse tipo particular de percepção seja alcançado, mas é frequentemente realizado no âmbito do padrão de sono e vigília sugerido.

(De um modo bastante enérgico:) Uma certa situação benéfica e natural é alcançada em que as mentes consciente e inconsciente se encontram. Isso ocorre de forma espontânea seja qual for o padrão de sono que adoptem, só que é muito breve e raramente recordado. O estado óptimo é tão curto devido ao prolongado período em que a mente consciente se vê dopada.

Os animais seguem os seus próprios horários de vigília e de sono e ao seu jeito colhem benefícios de ambos os estados, e usam-nos de uma forma mais eficaz – em particular de acordo com as linhas do sistema (corporal) de terapia embutido. Eles sabem exactamente quando devem alterar os padrões deles a fim de prolongarem ou encurtarem períodos de sono, ajustando desse modo o débito da adrenalina e regulando as hormonas corporais. Nos humanos, a ideia da nutrição acha-se igualmente envolvida. Com os hábitos que cultivam, o corpo acha-se literalmente faminto durante longos períodos da noite para depois ser nutrido em excesso durante o dia.

Informação terapêutica importante transmitidas pelos sonhos e destinada a ser recordada deixa de o ser devido a que os vossos hábitos de sono os mergulhe por demasiado tempo no que pensam ser o inconsciente. O próprio corpo em si pode ser refrescado e obter repouso em muito menos que oito horas, e após umas cinco horas os músculos anelam pela actividade.o corre﷽﷽﷽spond as igualmente significativas qualidades de relaça mente consciente como da mente inconsciente, para usar os voss
Essa necessidade constitui igualmente um sinal para despertar de modo a que o material inconsciente e a informação onírica possa ser conscientemente assimilado.

Faz o teu intervalo (9:45 até 9:55)

Muitas das concepções equivocadas que fazem com respeito à natureza da realidade, acham-se directamente relacionadas com a divisão que atribuem à experiência de vigília, à vossa actividade consciente e inconsciente. Parecerão dar-se contrários que na realidade não existem. Muitos símbolos e racionalizações tornam-se todas necessárias para explicar as aparentes divergências, as aparentes contradições entre realidades que parecem ser tão distintas. São activados mecanismos psicológicos individuais, por vezes em termos de neuroses ou outros problemas mentais que tais; tais mecanismos trazem ao de cima desafios interiores ou dilemas que de outro modo seriam resolvidos mais facilmente por meio de uma permuta franca da realidade consciente e inconsciente.

(10:01. “Uma vez mais fomos interrompidos – desta vez pelo telefone. Eu atendi-o e depois a Jane pegou nele ao sair do estado de transe; falou durante uns cinco minutos ou isso, com uma mulher que vivia a umas poucas horas de distância que pretendia frequentar as aulas de ESP.”)
(“Tudo bem.”)

No relacionamento natural existente entre corpo e mente, o estado do sono actua como um grande conector, um intérprete, e faculta o livre-curso do material consciente e inconsciente. Nos tipos de padrão de sono sugeridos, são estabelecidas condições de optimização. Neuroses e psicoses simplesmente não ocorreriam sob tais condições. E na liberdade natural de ida e volta do sistema, dilemas externos ou problemas são resolvidos na condição do sonhar, e a dificuldade interior pode igualmente ser resolvida simbolicamente através da experiência física.
o corre﷽﷽﷽spond as igualmente significativas qualidades de relaça mente consciente como da mente inconsciente, para usar os voss
O esclarecimento respeitante ao Eu interno pode surgir com clareza durante a realidade do estado de vigília, e do mesmo modo informação inestimável com respeito ao eu consciente pode ser recebida no estado de sonhos. Em ambas as condições dá-se um fluxo espontâneo de energia psíquica dotada de apropriada reacção hormonal. Vocês não têm energia barrada por meio da repressão, por exemplo, e as emoções e as suas expressões não são receadas. No vosso actual sistema de crenças, e à luz de incerteza em que o inconsciente é considerado, é geralmente gerado um receio das emoções. Não só são elas comummente impedidas no estado de vigília, como objecto de tanta censura quanta possível nos sonhos. A sua expressão torna-se demasiado difícil; dão-se enormes bloqueios de energia, que nos vossos termos poderão resultar em condutas neuróticas ou ainda mais resistentes, psicóticas.

A inibição de tais emoções muitas vezes interfere igualmente com o sistema nervoso, e os seus dispositivos terapêuticos. Tais emoções reprimidas mais toda a carga que se patenteia por detrás de tais conceitos distorcidos acerca do inconsciente, resulta numa projecção exterior sobre os demais. Na vossa área individual deverá haver pessoas em quem projectarão todas essas emoções ou características carregadas assustadoras. Ao mesmo tempo sentir-se-ão atraídos para junto desses indivíduos por as projecções representarem uma parte de vós. Ao nível de uma nação as características ou qualidades serão projectadas no exterior num inimigo. No caso de uma nação elas serão dirigidas contra uma raça particular, credo ou cor.

(Pausa prolongada às 10:24) Vocês não vão simplesmente de encontro aos vossos padrões de sono. Eles não resultam da vossa tecnologia nem dos vossos hábitos industriais. Em vez disso eles fazem parte daquelas crenças que os terão levado a desenvolver a vossa sociedade tecnológica e industrial. Eles emergiram à medida que começaram a categorizar cada vez mais a experiência até acabarem por se ver separados da fonte ou manancial da vossa própria realidade psicológica. Em circunstâncias normais os animais, enquanto dormem à noite, encontram-se ainda parcialmente alerta contra predadores e o perigo. Existe no seio das características inatas do cérebro dos mamíferos, pois, um enorme equilíbrio no qual o total relaxamento físico é capaz de ocorrer durante o sono, enquanto a consciência é mantida num estado parcialmente suspenso, num modo passivo, ainda que alerta. Tal estado permite uma participação consciente e interpretação da actividade onírica "inconsciente." Tal condição confere ao corpo o seu repouso ainda que não permaneça inerte por períodos tão prolongados de tempo.

(Pausa.) Os mamíferos também alteraram os seus hábitos para acomodarem aquelas condições que lhes imprimiram, de modo que o comportamento estudado em laboratórios não é necessariamente assim revelado pelos mesmos animais no seu estado natural.

Tomada isoladamente, esta afirmação poderá parecer enganadora. As alterações comportamentais são propriamente naturais, claro está. A consciência animal difere da vossa. No caso da vossa, faz-se necessária uma subtil discriminação de modo que o material inconsciente possa ser assimilado. (Pausa prolongada) Contudo, todos os desenvolvimentos da humanidade se acham em estado latente no cérebro animal, e muitos dos atributos de que não têm consciência encontram-se em estado latente na vossa própria. As vias neurológicas no caso deles já existem.

(Transmitido de forma bastante activa:) Nas vossas actuais crenças, todavia, e para o referir de novo, a consciência é equiparada em termos bem restritos com a concepção que têm do comportamento intelectual: Vós considerais que isso represente um pico na realização mental, desenvolver-se das percepções "indiferenciadas" da infância, e retornar de uma forma ignominiosa a elas uma vez mais na velhice. Tais padrões de vigília e sono, conforme sugeri, familiarizá-los-ia com as porções enormemente criativas e energéticas da conduta psicológica - que não são diferenciadas em absoluto, mas simplesmente distintas dos vossos conceitos habituais de consciência; e elas operam al longo da vossa vida.

As experiências naturais do que pensam ser distorções temporais, por exemplo, que ocorrem na infância do mesmo modo que na velhice, representam experiências bastante normais do vosso "tempo ambiental" básico - muito mais do que o tempo cronológico com o qual se acham tão familiarizados. Os padrões que sugeri, por conseguinte, conduzi-los-ão muito mais próximo de uma compreensão da realidade do vosso ser, e ajudam-nos a derrubar crenças que provocam divisão pessoal e social.

Podes fazer o teu intervalo.

(10:46 "Bom, foi um óptimo transe," rui a Jane, "a despeito de insetos e de telefonemas." Depois, às 10:56: "Ele está quase pronto de novo...")

Bom; O prolongado período de contínua actividade de vigília está, em certa medida, em desacordo com as vossas inclinações naturais. Ele furta-os ao intercâmbio espontâneo que se dá entre o material consciente e inconsciente mencionado anteriormente (nesta sessão), e por si só percebem ser necessárias determinadas alterações que por sua vez tornam o período de sono prolongado necessário (intensamente). Ao corpo é negado os repousos frequentes que ele requer. O estímulo consciente é aplicado em demasia, tornando a assimilação difícil e imprimindo tensão na relação existente entre a mente e o corpo.

A divisão entre ambos esses aspectos da experiência começa a assumir as características de um comportamento completamente diverso. O inconsciente torna-se cada vez mais estranho para a consciência. As crenças edificadas com respeito a ele, e o simbolismo envolvido são exagerados. O desconhecido parece ser ameaçador e degenerar. A cor negra assume tendências mais robustas na associação que tem com o mal - algo a ser evitado. A auto aniquilação parece ser uma ameaça sempre presente no estado de sonho ou de vigília. Ao mesmo tempo, todos aqueles surtos emocionais extravagantes, criativos e espontâneos que emergem normalmente do inconsciente tornam-se temidos e projectados no exterior, pois, nos inimigos, nas outras raças e credos.

A conduta sexual evidentemente será considerada depravada por aqueles mais receosos das suas próprias naturezas sensuais. Atribui-la-ão a fontes primitivas ou perversas ou inconscientes, e tentarão censurar mesmo os sonhos que tenham a esse respeito. De seguida projectarão a maior licenciosidade naqueles grupos que elegem como representantes do próprio comportamento reprimido. Se equipararem o sexo ao mal, o outro grupo será evidentemente considerado perverso. Caso os membros de tal grupo acreditarem que a mocidade seja inocente, então negarão que a experiência sexual tenha algum cabimento na infância, e alterarão as próprias recordações de modo a enquadrarem as crenças que têm.

Caso um jovem adulto acredite que o sexo seja coisa boa mas a velhice seja coisa má, então ela ou ela acharão impossível considerar a sexualidade exuberante como uma porção da experiência de uma pessoa mais velha. No estado de sonhos a criança e o velho ou velha poderão existir em simultâneo, e o indivíduo obtém uma percepção clara de toda a gama inerente à condição de criatura.

(11:12.) A sabedoria da criança e da idade da velhice acham-se ambas ao dispor. Lições da parte da "experiência futura" acham-se igualmente disponíveis. Elas constituem mecanismos bastante naturais corporais que proporcionam uma tal interacção. Todavia, vós negais a vós próprios muitas dessas vantagens, por meio da alienação artificial que estabeleceram por intermédio dos vossos actuais padrões de sono e vigília, com os quais, uma vez mais, as ideias que fazem de bem e de mal se acham intimamente ligadas. Aqueles de vós que não conseguem proceder a nenhuma alteração prática nos hábitos do sono podem ainda obter alguns benefícios alterando as crenças que têm nas áreas abordadas, e aprenderem a recordar os vossos sonhos e repousarem por breves instantes sempre que puderem, e imediatamente a seguir registarem as impressões que retiverem. Precisam abrir mão de toda a ideia que tenham quanto à natureza insalubre da actividade inconsciente. Precisam aprender a acreditar na benevolência do vosso ser. Caso contrário, não explorarão esses outros estados da vossa própria realidade. Quando confiam em vocês, então confiarão nas interpretações que fizerem dos vossos próprios sonhos - e eles guiá-los-ão a uma maior compreensão de vós próprios. As vossas crenças de bem e mal tornar-se-ão muito mais claras para vós, e deixarão de precisar projectar tendências reprimidas nos outros de uma forma exagerada. Fim do ditado e da sessão.

("Obrigado.")
Os meus cordiais cumprimentos a ambos. Faz com que o Ruburt discuta as notas.
("Está bem. Boa noite, Seth. "

(Término às 11:24 da noite. Seth referia-se a alguns escritos que a Jane fez hoje no seu projecto teórico de longo alcance, intitulado Aspect Psychology, veja a introdução que fez a este livro, e termine as notas da sessão 618 no Capítulo Três)

SESSÃO 653, 4 DE ABRIL DE 1973
9:23 DA NOITE QUARTA-FEIRA

(Recebemos uma visita, no final de semana, da parte de Robert Monroe e da sua esposa, Nancy; Eles vivem numa quinta no centro da Virgínia. Bob Monroe é o autor de Viagens Fora do Corpo, *Garden City, N.Y., Doubleday & Company, Inc., 1971, o livro que a Jane e eu achamos ser o trabalho estreia acerca do assunto. Por entre diversas coisas, ele pretendia contar à Jane com respeito ao complexo de pesquisa chamado, The Mentronics Institute -- ou Sistema -- que ele está a construir na sua quinta. Ele virá a ser usado por "um punhado de tipos" no estudo das várias fases da actividade psíquica. Esses "tipos" deverão ser doutores, parapsicólogos, psiquiatras e membros de outras disciplinas científicas.

(O Seth surgiu Domingo à noite, 1 de Abril, numa longa conversa que tivemos com os Monroes. Ficou combinado reunir-nos de novo na noite de Segunda-feira. Contudo, no início da manhã de Segunda-feira, a Jane começou a experimentar um outro surto forte de inspiração criativa -- uma claramente transcendente que durou por várias horas. Ela teve intimações dele na tarde de Domingo antes dos nossos convidados chegarem.

Descrevo aqui o fenómeno e incluo longos excertos do relatório escrito que ela fez, para mostrar outras das actividades psíquicas por que passa enquanto este livro é produzido. Ao mesmo tempo essas percepções traçam discernimentos para este mesmo livro.

(A Jane descreveu-me o estado alterado de consciência por que passou enquanto o livro se achava em progresso na Segunda-feira, claro, e depois na manhã seguinte anotou uma descrição tão completa disso quanto conseguiu. Este livro necessitou de mais de seis mil palavras - mas mesmo durante a sua dactilografia ela deu por si a receber porções da experiência em certo grau moderado...

("Na tarde de Domingo antes das nossas visitas chegarem," escreveu ela, "Tinha começado a ler um livro do Ralph Waldo Emerson [o poeta e filósofo que viveu em
1803-82]. Deparei-me com o ensaio dele, O Poeta, em que ele falava dos "oradores" como sendo aqueles que utilizavam as capacidades que tinham para exprimirem os "segredos íntimos da natureza." O ensaio impressionou-me de tal modo que pareceu fazer eco a elementos da minha própria escrita e características psíquicas; e, claro está, pensei nos "Oradores" do Seth conforme ele os descrevera no capítulo vinte de Seth Speaks. [De acordo com Seth, Emerson também era um Orador!] Depois Bob Monroe e a sua esposa chegaram, e tivemos uma noite cheia. O Seth também surgiu, etc.

 ("Quando me sentei à minha escrivaninha na manhã seguinte, 2 de Abril, senti.me subitamente repleta com a mais forte e vívida inspiração que julgo alguma vez ter tido. Fui arrastada por ela durante todo o dia, escrevendo de forma febril, agitada mas ainda assim exultante. O resultado foi um poema intitulado Diálogo dos Oradores, que tanto pode como não ter continuidade na forma de livro. Foi assim que o livro que tinha terminado antes, em Março, Diálogos da Alma e do Eu Mortal no Tempo, começara.
("Ao chegar ao final do longo poema a meio da tarde, tive cada vez mais dificuldade em descrever os sentimentos que me assaltaram, e dactilografá-los mesmo. Eis aqui os dois últimos versos:

Os Oradores viverão mesmo?
As suas vidas massivas abarcam as nossas,
e por intermédio das pupilas dos seus olhos
olhamos para o universo,
mas tudo quanto conhecemos ou vemos
não passa de detalhe
num esquema tão avassalador
que ao redigi-lo, agora, me torno cada vez mais fraca
e clamo por que aquilo que pressinto
se precipite nas minhas palavras
que não conseguem suportar
tal evidência interior.

Restam-me lacunas tão enormes
que o que fica por dizer é tudo
e aí
o que não consigo conter
é o que eu sou e o que tu és.
As minhas ideias são tão débeis
quanto as minhas mãos em concha
para captar tais significados,
mas as nossas vidas assemelham-se
às marcas das minhas impressões digitais.

Assim somos nós
enviados por outros,
parentes massivos
numa família tão vasta,
contudo na qual
cada membro se deleita.

("À medida que me debati ao longo delas, o meu estado subjectivo mudou a tal ponto que chamei o Rob de novo. Comecei a pressentir as "vidas massivas" dos Oradores, e percebi que tinha ido além do poema. A inspiração dirigia agora a percepção que tinha de tal modo que ao olhar ao redor, o mundo era alterado. Quando isto me sucede, este estado que pensamos ser próprio da vida subjectiva torna-se real e objectivo, e passa então a ser encarado da mesma maneira que a nossa vida física.

("Isto é processo que nunca chega a ser finalizado, mas a transformação da informação interior em exterior é esplêndida - embora por vezes pareça experiência inquietante.

("Da minha escrivaninha situada no meu estúdio encarei as janelas da nossa pequena cozinha. Conseguia ver além dos topos das árvores - vivemos num segundo andar - até ao final da rua no quarteirão seguinte. Não em três dimensões, mas de outro modo mais vívido, vi... tive noção... de figuras massivas de pé ao redor da extremidade dessa perspectiva física; e ao redor das esquinas do meu mundo. Tinha os olhos abertos, claro. Com a minha visão interior senti que uma dessas formas, vigorosa e incrivelmente massiva, poderia curvar-se e com a sua face gigantesca espreitar pela janela da minha cozinha... embora também estivesse ciente de que tudo isso não passava da interpretação que fazia do que estava a receber.

("Ao mesmo tempo, e em contraste, a percepção que tinha da minha sala sofreu uma transformação. Tudo quanto nela se encontrava, embora mantivesse as suas próprias dimensões, tornou-se microscópico tipo um modelo de mundo de criança -mas um que era real e vivo, com os meus quartos dentro de uma das inumeráveis casas de brinquedo. Eu estava exultante no entanto inquieta. Tentei acompanhar o que estava a acontecer, contudo ainda retinha como que uma certa distância de modo a não me perder por completo na experiência.

("O Rob sugeriu que eu tirasse uma sesta, já que os Monroes só chegariam dentro de uma hora ou isso. Enquanto tentava adormecer, uma de entre várias ideias ocorreu-me que me deixou literalmente chocada: Nós encontramo-nos em Deus. JAMAIS nos chegamos a externalizar!" Estas palavras de pouco servem para externalizar os sentimentos emocionais e subjectivos de participação nessa ideia. Porque subitamente senti como se me encontrasse em Deus, como que de regresso ao lar. Tudo quanto imaginamos e conhecemos tem lugar dentro. Não existe exterior.

 ("Senti claustrofobia por um bocado... a minha percepção visual foi de novo alterada de uma forma estranhamente mais serena, de modo que tudo quanto via constituía um lado interno que se situasse dentro de si mesmo, até ao infinito. Senti-me anã. Mas quase de imediato surgiu a estranha sensação de uma fantástica segurança, e percebi que estar dentro de Deus... nós éramos literalmente feitos de matéria divina e éramos portanto eternos.

("A seguir sobreveio a sensação de que tal qualidade interior era de tal modo inconcebível que dentro dela se achava todo o espaço em contínua expansão; somente um interior poderia possuir essas características de constante expansão.

("Cada uma dessas ideias chegou-me como uma revelação emotiva, acompanhada por várias sensações corporais e alterações da percepção visual. Aqui tiveram inicio outras experiências, mas em grau variado eu perdi-me nelas. Uma envolvia o meu corpo a tornar-se maciço -- não como se fosse imponente, mas a própria qualidade da imponência. Para todos os fins eu era imponente, ali prostrada. Expandi-me de certo modo, e subi alto..."

(De seguida a Jane experimentou uma série de acontecimentos que envolveram várias facetas do conceito de imponência. Conquanto elas fossem perfeitamente “reais” em termos físicos, na ideia dela, também ficou ciente de representarem interpretações simbólicas de realidades interiores. Pensamos que a memória celular que o Seth descreve também tenha estado envolvida, conforme o testemunham estes excertos da narrativa que ela fez:

(“…Aquilo de que tive consciência a seguir foi que estava de novo na cama, mas imponente de novo, e por mu instante assustada: A minha mão esquerda por cima de mim sobre o travesseiro, tinha-se tornado numa garra de águia. Tinha os olhos fechados, mas no que dizia respeito à sensação física, era isso que era. Senti aquele poder fantástico na mão; ela tentava agarrar como uma garra de águia o faria, e senti o mais estranho tipo de… armadura, a estranho contudo resistente e elástica garra em vez disso de carne, nos nossos próprios termos. A seguir os meus ombros e toda a parte superior traseira começou a tornar-se numa águia enorme, com as asas a bater; o poder que afluiu e as sensações estranhas eram espantosas…

(“Num processo impossível de descrever, uma outra mudança tomou lugar. Desta vez eu era um dinossáurio. Quer dizer, eu ERA um. Apoiava-me em duas pernas e fazia ruídos guturais e altos de… exultação ao me encontrar numa enorme planície. Havia uma semelhança entre a águia e o dinossáurio na armadura corporal ou fosse o que fosse, aquela estranha resistência… essas foram fases por que eu passei – ou pelo menos que algumas das células no meu corpo recordaram – mas a iminência era demasiado vívida da minha parte…

(“O Rob chamou-me, e de seguida saiu para ir buscar os Monroes ao hotel. Senti-me eufórica a um elevado ponto, contudo exausta. Comecei a vestir-me, ainda ciente da sensação – de me achar no interior de Deus. Os pássaros começaram a cantar lá fora e eu detive-me, paralisada. Os pássaros eram os deuses a cantar! Não se tratava de sensação simbólica nem artística – isto era um facto subitamente conhecido!

(“A incrível doçura do seu canto seguiu-me enquanto dava por mim a rir… Por agora estar a retocar as minhas unhas – todo o novo verniz se tinha gasto nas pontas ao tentar dactilografar a minha poesia de Orador durante todo o dia. E quer no interior de Deus ou não, aqui estava eu, suficientemente capaz de pensar em tais termos mundanos. Ao passar para a sala de estar para a preparar para os meus convidados, essa sala constituía igualmente um lado interior que constituía um lado interior…”

(Ecos da experiência transcendente da Jane persistiram durante dias. Ela também recordou detalhes que tinha omitido do relatório que fez -- geralmente a recordação delas era desencadeada por acontecimentos comuns das nossas vidas diárias.
(Aqueles que tiverem interesse poderão verificar as referências patentes nos dois parágrafos seguintes.

(1. O Seth trata em certa medida com a memória celular na sessão 638, Capítulo Dez; ver igualmente as sessões 632 e 637. Por entre outro material que abrange estados alterados de consciência da parte da Jane, se refere à Introdução que ela fez assim como às notas da sessão 639, Capítulo Dez, e a sessão 645, no Capítulo Onze. Pelo aspecto das coisas, ela virá a ter muitos mais episódios que poderemos acrescentar aos capítulos subsequentes. Ela planeia estudar todas as suas experiências que englobam vários estágios de consciência no seu livro, Aspect Psychology.

(2. Existem ligações evidentes entre as porções imponentes da última aventura psíquica que a Jane teve e o primeiro encontro que tivemos com o Seth Dois, em Abril de 1968; ela entra nessas experiências com um certo detalhe no Capítulo Dezassete do Seth Material.

Há mais acerca do Seth Dois no capítulo Vinte e dois do Seth Speaks. No Capítulo Um do Seth Material, ela descreve a primeira "viagem" que ela fez por intermédio de um estado alterado de consciência -- e como ela resultou na produção do manuscrito intitulado “The Physical Universe as Idea Construction.” Ver as notas que antecedem a sessão 633 no Capítulo Oito.

(Na noite de Domingo não tivemos qualquer sessão. Em vez disso a Jane usou as próprias capacidades para entrar em sintonia com um diagrama de uma máquina que o Bob Monroe desenhou; que ele tinha visto numa das suas projecções fora-do-corpo. Isso suscitou interrogações que envolviam física -- o hiato de Fermi [que se prende com o movimento de determinados electrões], etc. -- mas a Jane acabou por desenhar diagramas da sua autoria. Ela gosta de usar as capacidades que possui dessa forma.

(Ela ofereceu as notas que fez e os desenhos ao Bob. Na noite de Quinta-feira, para além de escrever acerca da experiência transcendental por que passou, ela redigiu uma descrição acerca da conversa que tivéramos na noite de Segunda-feira, e refez as anotações e desenhos que fizera para os seus próprios registos.

("Bom, sinto o Seth por perto," disse a Jane esta noite às 9:22. Ficarei preparada num minuto. É engraçado, mas enquanto aqui me sento à espera capto uma enorme sensação de cor e de expectativa. Geralmente sinto -- é quase a mesma sensação de voo alto sempre que faço alguma poesia boa, como na Segunda-feira..." E lá tirou os óculos.)

Boa noite.

("Boa noite, Seth.")

Ditado. (Tranquilamente:) As atitudes que têm para com o sono, os sonhos, ou qualquer alteração de consciência são todas tingidas em certa medida por crenças respeitantes ao bem e ao mal na vossa sociedade ocidental. Elas emergem do velho trabalho de ética Puritana: "O tédio conduz às más acções." Esse tipo de mentalidade por si só suscita uma atitude generalizada na qual o descanso é alvo da desaprovação, e os sonhos são considerados suspeitos. Os devaneios e mesmo as mais ligeiras alterações da consciência assume conotações morais.

Tais ideias são espelhadas na vossa sociedade por incontáveis maneiras, e em áreas em que valores de bem e mal não se tornam evidentes. Contudo, os desportos activos são considerados bons, mas muitas vezes contrastados com actividades passivas e intuitivas que são então encaradas como más. Vós insistis num produto material de um tipo qualquer demonstrativo concreto. Nesse contexto, os sonhos ou os devaneios não são vistos como construtivos ou produtivos.

Os jovens são instados para enfrentar a vida de uma forma agressiva, mas no uso do termo isso significa de uma forma competitiva. Isso implica igualmente, e fomenta, claro está, a direcção da consciência individual de uma forma externa somente. Não só deve a consciência ser focada na realidade exterior, como dentro desses limites é além disso aproveitada para determinados objectivos específicos. Quaisquer outras inclinações serão desaprovadas.

Tais indivíduos são treinados para considerar qualquer alteração da consciência, qualquer esforço aparentemente “passivo” como perigoso, num ou noutro grau. Um artista será tolerado – caso o seu trabalho venda bem, por exemplo, em cujo caso pensarão que o artista seja simplesmente mais complicado do que a maioria na descoberta de uma forma de fazer dinheiro.

O escritor é tolerado, caso os seus livros resultem quer em fama ou fortuna. O poeta é escassamente tolerado, por geralmente os seus esforços não produzirem nada disso. O sonhador, seja qual for a idade que tenha, emprego ou histórico familiar, é considerado altamente suspeito, por parecer que nem sequer possua um ofício que lhe desculpe a sua indolência mental. Pessoas com crenças assim acharão deveras difícil compreender a criatividade do seu próprio ser. O trabalho obtido em sonhos, a multiplicidade de experiência aí encontrada, permanecerá invisível para eles. Terão pouca consideração ou respeito pelos sonhadores ou visionários do mundo, e deverão ser os primeiros a saltar sobre aqueles da sua própria geração que exibam tais tendências.

Para tudo isso, todavia, porções internas do ser de cada indivíduo não são tocadas por tais crenças. As ideias reflectir-se-ão certamente na sua experiência diária, e parecerão justificadas. Contudo, por baixo, o ser interior acha-se bastante ciente do grande empurrão de criatividade que ocorre em sonhos, e percebe que a fonte da energia individual nada tem que ver com tais conceitos superficiais como o da natureza do bem e do mal. Faz o teu intervalo, por isto ser o fim do capítulo.
(Está bem.")



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