terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A NATUREZA DA ALMA - A TIPOLOGIA DE MICHAEL





APRESENTAÇÃO

Nós oferecemos-lhes este ensinamento de forma incondicional. Não se espera nem lhes é exigido que aceitem aquilo que dizemos, nem que concordem, "acreditem" nele, o encorajam adoptem ou manifestem qualquer outra resposta ao que lhes transmitimos. Não lhes propomos o caminho verdadeiro único, por cada fragmento em cada vida dispor de muitos caminhos para o objectivo, e cada um de vós ser capaz de descobrir o próprio caminho. A esse respeito, são, evidentemente, livres de mudar de ideias em qualquer altura, de perseguir o vosso Plano de Vida ou não, decidir seguir qualquer ensinamento ou ensinamento nenhum. Se nos prestarmos a algum propósito, será o de um serviço de informação para viajantes, e de placa de sinalização. E não o referimos de ânimo leve: a ninguém é exigido que "creia" nas placas de sinalização, ou sequer que as leia. A informação que fornecemos é válida - não temos qualquer razão para a distorcer, por isso impor condições sobre aquilo que ensinamos - e nós fazemos disso uma oferta dirigida a vós. Reparai que não referimos "suborno." Não exigimos nem esperamos nada em troca.



Durante o período de intervenção desde que pela primeira vez ditamos estes comentários apuramos as consequências de muitas escolhas manifestas não só no âmbito deste pequeno grupo como por entre muitos da vossa própria espécie, e frequentemente foi-nos pedido que comentássemos a percepção que temos dessas mudanças: Típico dos planetas ocupados por Almas Jovens, a tendência para as posições políticas extremas justificadas e realçadas pelo zelo religioso sofreu uma escalada por todo o mundo.



Conquanto isso não seja invulgar num planeta de Alma Jovem e numa nação de Alma Jovem tal como o vosso, serviu para provocar rupturas profundas na sociedade por entre um enorme número de sociedades, e não só naquelas activamente envoltas na discordância. Apesar de não haver nada de "errado" nisso, temos consciência de que a mudança da busca da transparência nas instituições sociais para a exigência de opacidade nas mesmas instituições conduziu a uma política que por acaso é de ofuscação e de mentira, a qual, desejaríamos apontar, afectou as escolhas dos fragmentos individuais por mais nenhuma razão para além das instituições sociais optarem por ignorar a reciprocidade que habitualmente constitui o cunho das instituições de cariz social nas sociedades tecnologicamente avançadas; tal política social é mais típica do que por vezes é chamado de nações "em desenvolvimento," onde as instituições sociais se acham mais aptas a operar num sistema de patrocínio, geralmente ligado a famílias ou regiões.



O estilo de administração tipo autoritária vigente por entre muitas das instituições sociais activa em sociedades tecnológicas avançadas tendeu a subverter a sociedade em geral, coisa que enfraquece a sociedade e predispõe os membros sociais para a suspeita e para a satisfação pelo infortúnio alheio, a presunção e outros sinais florescentes de defeito s de carácter. A longo-prazo, isso predisporá a sociedade para o despotismo, caso a experiência anterior sirva de algum indicador das possibilidades aqui. O grau a que essa política terá permissão para subsistir depende, claro está, de uma questão de escolha da parte dos membros da sociedade. Dada a natureza das Almas Jovens, é improvável que estas, assim como quaisquer outras condições venham a durar eternamente, independentemente dos esforços que forem empreendidos para assegurar tal eternidade. Não nos preocupamos directamente com nenhuma dessas maquinações e, claro está, a opção de suportarem as políticas vigentes são igualmente válidas conforme todas o são, embora percebamos uma profunda distorção na questão das opções ou alternativas percebidas e isso, embora tão válido quanto outra percepção, tende, não obstante, a "abrandar" o ritmo da evolução válida.



Também nos foi solicitado um comentário sobre a mudança climática que se acha em curso: Vamos reiterar aquilo que dissemos quando pela primeira vez fomos solicitados a comentar tal fenómeno, há mais de trinta anos: Este planeta periodicamente atravessa uma mudança nos padrões temporais que representam a natureza do próprio planeta, razão porque isso não representa previsão nenhuma, mas mera observação de um padrão cíclico. A mudança actual normal que teve início em finais dos anos 70 tem vindo a ser exacerbada pela presença do dióxido de carbono existente na atmosfera em enormes quantidades que no passado dos mamíferos e das partículas de hidrocarbonetos presentes na atmosfera.



Conquanto um grau de mudança nos padrões do clima possa provar constituir um inconveniente, a possibilidade de uma mudança climatérica mais profunda não está além dos limites pelo que concordaríamos que a redução do acréscimo humano para com as condições climáticas planetárias não seja oportuna, também observaremos que haverá uma mudança no clima - mas lembramos-lhes que isto não constitui qualquer previsão, por não fazermos previsões - mas um comentário baseado na história do planeta e nos "ajustamentos" climáticos há muito estabelecidos - cujo grau de profundidade de impacto que tal mudança tenha na vossa espécie pode muito bem estar, em certa medida, nas vossas mãos. O que não pretende desencorajá-los nos esforços que envidam no sentido de melhorarem a atmosfera. Não afirmamos tal coisa nem o sugerimos, mas queremos assinalar que a mudança, com ou sem a vossa participação, se acha em curso.



O fracasso na acção de contenção  na contribuição humana tenderá a reverter na desacomodação dos humanos mais do que qualquer outra espécie. Vocês são, evidentemente, livre para o empreender, conforme o são para fazerem o que quiserem, mas por quantos se achem interessados no mundo a que voltarão em vidas subsequentes, poderão optar por trabalhar em prole da minimização da escala dessa mudança. Mas ao dizermos isto, também lhes recordamos a lei bem típica da Alma Jovem: a lei das consequências imprevistas.



Aqueles de vós que leiam estas linhas poderão optar por dar ouvidos às palavras que provemos e por validar esses ensinamentos por mote próprio. Se decidirem explorar este ensinamento, desejaríamos que não o aceitassem com base na "fé" mas que o questionassem e testassem para determinarem se a sua abordagem e "mensagem" lhes é de alguma utilidade, por esse ser o meio mais directo para a validação que se lhes acha acessível no plano físico. Nada do que dizemos pretende tornar-se dogma, nem interpretado como as "escrituras." Permitam que apontemos que toda a validação constitui uma Verdade Pessoal: aquilo que é verdade para um fragmento pode não o ser para outro, embora ambas as Verdades sejam válidas para o fragmento que a percebe. Por conseguinte, procurar ajustar o nosso ensinamento a um contexto religioso neutraliza o "propósito" que temos subjacente à sua oferta. Não existe "forma correcta" de experimentarem a espiritualidade, nem poderá tal esquema conduzir ao reconhecimento e à validação. Reiteremos, pois, que esperamos que aqueles que optarem por seguir este ensinamento devam exercitar o cepticismo no trato do material dispensado, de modo a que a validação possa surtir, conforme geralmente acontece, por intermédio do teste.



indiquemos que um dos aspectos mais facilmente validados deste ensinamento consta da diferenciação entre Verdade Pessoal e Verdades do Mundo. Algumas das Verdades Pessoais são livres de aceitar ou modificar, por as escolhas dizerem respeito à natureza pessoal. Poderão, por exemplo, aprender a superar o gaguejar, optem vocês por o fazer, mas estão muito mais presos à cordos olhos e à estrutura óssea. Por um lado, não podem alterar a gravidade ou a radiação solar, uma Verdade do Mundo, embora possam criar culturas híbridas ou represar os rios, exercendo desse modo impacto nas Verdades do Mundo. Que o tempo significa idade e envelhecimento - o que constitui uma extensão das Verdades do Mundo pelo facto de suceder por todo o plano físico, a vossa idade pessoal, quer no sentido cronológico quer no sentido evolucionário - constitui uma Verdade Pessoal. O plano físico oferece uma multiplicidade de Verdades para quantos nele se achem presentes, e faz parte da evolução da alma que conduz os estudantes a este e a muitos outros ensinamentos, válidos ou não válidos, com o propósito de distinguirem as Verdades.



Transmitimos-lhes o nosso conhecimento - esse é o nosso propósito. O uso que lhe dêem, ou falta dele, não altera o ensinamento, nem tão pouco nos altera a nós. Qualquer que seja a opinião que tenham de nós, nós e vós continuaremos a evoluir, o que constitui a validação daquilo a que chamam de amor perfeito. A evolução não exige seja o que for da vossa ou da nossa parte, por isso ser o Tao, o qual é completo em si mesmo por conter todas as coisas e tudo quanto ocorre em todos os planos da existência. Não constitui mais uma divindade do que as leis do movimento são divindades, e não busca nenhuma adoração nem outro sinal de aviso - que se assemelharia à adoração dos vossos corpúsculos, que poderão optar por fazer, evidentemente, mas que não contribuirá muito a maioria dos fragmentos. O Tao é mais omnipresente do que o ADN e as partículas subatómicas, e toda a vida e condição física "interagem" com o Tao, conforme todos os demais aspectos de todos os planos de existência.



Alguns descreveram a evolução por intermédio das encarnações como o percurso do primata ao Buda. conquanto essa seja uma afirmação loquaz (verbosa) e superficial, ainda assim comporta elementos da verdade. Almas muito jovens, no Ciclo Infantil, acham-se mais fundo no domínio da espécie em que se acham dotadas de alma, tal como o homem na infância reflecte mais padrões "animais" do que os adultos aculturados ao seu redor. No final de uma única vida, até mesmo a mais jovem das almas terá aprendido alguma coisa. No final dos Ciclos das vidas, o fragmento ou, se preferirem, o indivíduo, dotado ou não de consciência, compreenderá a natureza da vida de uma fragmento encarnado no plano físico. Certo estudante colocou isso da seguinte forma: "Tu voltas uma e outra vez até o teres percebido "direitinho" e quando o conseguires, poderás partir." Isso não quer dizer que haja um caminho certo ou errado em que o "entendam", mas que a realização pessoal, o reconhecimento e a validação, e toda a evolução incluída, conduzirão à compreensão de que toda a vida, e todas as vidas, são igualmente válidas, e que a totalidade da experiência constitui, de facto, o objectivo final.



Claro que existe evolução a todos os níveis e que todas as lições do plano físico são feitas valer numa evolução subsequente do plano Astral, do plano Causal, do plano Búdico, do plano Akáshico e dos planos além até que retorne ao Tao. Não pretendemos sugerir que existe uma maneira "certa" ou "errada" de viver uma vida, por esse não ser o caso. Existe vida, e a vida é aquilo que é, e a resposta que dão ao facto, positiva e negativa, constitui a lição inerente ao viver. Tal como a crença não é exigida para operarem um interruptor de luz eléctrica ou uma máquina de macarrão, também a crença não é exigida para evoluírem.



A Essência elegerá as vidas que produzirão a evolução, e a personalidade elegerá viver ou não viver essas vidas. Quer a vida eleita seja ou não vivida no tempo de vida, a vida é sempre válida e o que quer que seja aprendido contribuirá para a evolução.


Nada é desperdiçado. Aquilo que desejamos comunicar-lhes é a soberania e a responsabilidade por toda a escolha. Toda a vida é fruto da escolha. Certas escolhas são coagidas, outras oportunidades francas e altamente variadas, mas todos os aspectos da vida envolvem a escolha, e essas escolhas decidem a vida. Isso é válido para todo quanto tenha existência no plano físico. A vida é tudo produto da escolha, toda a personalidade é fruto da escolha. Restringindo a interferência e as exigências cármicas do plano físico, a vida que vivem é a vida que tiverem escolhido, e a sua vivência acarreta lições a suportar que contribuem para o crescimento e compreensão de todo o fragmento. Aparte do fragmento que constitui o vosso âmago, ninguém – e queremos enfatizá-lo, ninguém – conta. Vós respondeis ao vosso Ser Essencial. E o vosso ser não aceita desculpas, nem tão pouco precisa, por a Essência perceber sem distorções, e tudo quanto fazem e têm feito é conhecido e compreendido pela Essência desimpedida que se acha do medo e das imposições do plano físico.



Já observamos antes, mas reiteraremos: o medo constitui parte “necessária” do plano físico, a resposta que constitui admirável auxílio à sobrevivência de todas as espécies, quer dotadas de alma ou não. Mas assim que passam a ser dotadas, então o medo assume ressonâncias e complicações, sofre projecções e alargamento, de modo que os actos que não sejam intrinsecamente perigosos – fazer um discurso, preparar um jantar de celebração, participar num namoro “às cegas,” – assumem um certo grau de receio que o acto de atravessar um rio infestado de crocodilos envolve. Assim que a infusão da alma ocorreu, os fragmentos desenvolveram a capacidade de antecipar, e de se preocuparem., ambas as quais envolvem a criação de suposições, que é onde o medo se enraíza e fixa as Características Principais. (Defeitos de Carácter)



Não é o medo em si mesmo que é “arriscado,” mas a combinação de respostas que estendem o medo a todos os aspectos da vida, a maioria dos quais pouco têm que ver com os problemas inerentes à sobrevivência física. E embora a maioria das criaturas não dotadas de alma deste planeta sejam capazes de se desgastar, e de um estado nervoso de alerta, ansiedade e pânico, elas não projectam nem conseguem projectar possibilidades imaginárias nem tendem a embelezar o medo que sentem com uma acumulação de experiência de receio de modo a realçarem o medo que sentem. Os animais que habitualmente incorrem em perigo podem tornar-se receosas por uma questão de hábito, mas mesmo isso não implica o tipo de terror amalgamado que as Características Principais produzem.


O nosso pequeno grupo optou por fornecer-lhes este ensinamento, assim como as perguntas que estimularam as respostas, por uma segunda vez. Não se sentiram compelidos nem foram instruídos nesse sentido, por nós não ensinarmos desse modo. O facto do grupo ter optado por permanecer anónimo e fechado não invalida que respondêssemos, nem tão pouco delimitam aquilo que os fragmentos no nosso pequeno grupo aprenderam. Nem a crítica nem o louvor são adequados para a decisão que tomaram com respeito a isso, assim como em relação a nenhuma outra questão.

Não obstante sermos actualmente uma entidade que se congregou no Plano Causal Intermédio  naquilo que percebem que seja o quinto Nível do Plano Intermédio do Causal, nós vivemos todos conforme estão actualmente a viver. Pertencemos à vossa espécie, no vosso mundo, e passamos todas as nossas vidas em corpos "humanos". Dado que a comunicação válida para além da vossa espécie imediata é rudimentar quando muito, a encarnação continuará a ocorrer apenas na vossa espécie. Somente quando uma comunicação complexa com espécies dotadas de alma para além da vossa é rotineiramente conseguida é que optarão por encarnar noutras espécies dotadas de alma. Nós conhecemos tudo quanto vocês conhecem - e neste caso referimo-nos a vós enquanto  massa colectiva da humanidade - a partir da observação e da experiência. Percebemo-los a cada um de vós tanto enquanto os fragmentos que são, com a Essência dentro, assim com a Entidade de que cada um de vós é parte.

Nós partilhamos tudo quanto podem partilhar - alimento, abrigo, ideias, sentimentos, coragem, urbanidade, ruralidade, isolamento, covardia, posição social "realidades" económicas, pavor, guerra, viagem, tempo, moda, enfermidade ,saúde, inércia, oposição, apoio, ostracismo, lionização, política a todos os níveis, beneficência, malícia, desastres naturais, fome, pragas, juventude, velhice, pesar, alegria, afectação, alienação, esperança, desespero, sexo, a criação de filhos, o cuidado das culturas, colheita, caça, a criação artística, a percepção estética, a percepção matemática o engenho prático, a construção, a destruição, as responsabilidades civis, a rebelião civil, a vantagem imerecida, a negligência não merecida, a riqueza, a penúria, a lei, a criminalidade, a devoção religiosa, a apostasia, o ateísmo, a filosofia, a depressão, a exaltação, a indústria, a fama, a letargia, a honra, a glória, a desgraça, todo o género de manifestações do sexo, a conformismo, o inconformismo, o talento, a habilidade, a apreciação, a derrogação, a sanidade, a insanidade, a lealdade, a traição, a vida doméstica, o sertão, a exploração, as limitações e tudo o mais que faz parte da inteireza da vida - e agora experimentamos essa partilha enquanto integração.

Considerámo-los com compaixão e completa compreensão. Para aqueles que se acham no plano físico, as percepções são, pela sua própria natureza, distorcidas. Nós, no plano causal intermédio vemo-nos destituídos das cortinas que impedem o contacto e a integração. A perspectiva que temos difere da vossa e como tal vemo-nos habilitados para os auxiliar  na redução das ilusões que circundam cada um de vós e que impedem o acesso de tanta verdade. Poderão optar por reconhecer estas verdades assim como poderão optar por as rejeitar, poderão optar por aceitar parte daquilo que dizemos e descartar o resto, podem optar por interpretar o que transmitimos - não mais será o nosso ensinamento, mas são livres de optar por o fazer - podem escolher tentar refutar aquilo que dizemos, que a verdade daquilo que transmitimos permanecerá, assim como as vossas múltiplas vidas servirão para os ensinar a todos.

Se decidirem tirar proveito  da informação aqui apresentada e na publicação anterior e muito discernimento será tornado disponível para se fazer valer na vossa vida, caso escolham reconhecê-lo. Seja como for, os insights, o discernimento sucederá, quer com este ensinamento ou sem ele - ou outro qualquer para o efeito. Assim como os corpos inevitavelmente envelhecem, também as almas, mas, claro está, a uma escala diferente de tempo. Acrescentemos que "Velho" em termos de evolução não quer dizer "melhor", mas tão só mais experiente. Aqueles que percebem que as Almas Antigas de algum modo sejam superiores às Jovens, comprazem-se na "esperança vã" e na programação, coisa que poderão optar por fazer, mas tais pressupostos poderão tender a bloquear o reconhecimento e a validação a muitos níveis no caso de todos os envolvidos. Todos os fragmentados da vossa espécie e todas as espécies existentes no plano físico foram certa vez Almas Infantis do nível primário e eventualmente tornar-se-ão Almas Antigas do derradeiro nível. Os ciclos não podem ser abreviados para além da ocasional transição de uma nível durante uma determinada vida, geralmente resultante de trauma e, ou, extremo estresse. A necessidade de Trânsitos Monadais tornam o "saltar" Níveis e Ciclos conceito inválido incompatível com a natureza da evolução: Tal como  o dinossáurio de rapina não incuba subitamente um frango, também um fragmento dotado de alma não pode "saltar" de uma Quinto Nível Jovem para um Quinto Nível Maduro, nem tão pouco uma Alma Jovem num ciclo intermédio "voltar atrás" para "repetir" um Nível Inicial Jovem, ou qualquer outro ciclo e nível de que já tenha transitado.

Deixem que os encorajemos a questionar a vossa vida, a examinar as vossas experiências e percepções, de modo a conseguirem reconhecer e validar as percepções que têm, caso desejem buscar a autoconsciência. Nem todas as vidas são fruto de escolha para a autoconsciência, assim como nem todas as pessoas calçam o mesmo número de sapato. A Essência indicará o caminho que tiverem escolhido caso se dêem ao trabalho de dar atenção aos sussurros (estímulos) interiores, se for vosso desejo conhecê-los. Não existe qualquer "erro" nas escolhas que empreenderem. A decisão que tomarem quanto a isto, assim como qualquer outro assunto, cabe-lhes a vós. Existe unicamente escolha e as consequências inerentes à escolha. Deixem que destaque que cada um de vós está em crescimento e a evoluir, enquanto fragmentos, enquanto membros de Entidades que estão, elas próprias, a evoluir. Todas as escolhas contribuem para essa evolução, e não há forma de poderem furtar-vos à escolha: Dizer "eu não escolho," constitui, evidentemente, uma escolha.

A nossa informação é-lhes dada com um amor inqualificável. 

Pergunta: Que coisa será precisamente a alma? Será o que é conhecido na profissão médica como o subconsciente? A essência da alma?


Não. Quando a maioria dos psiquiatras se refere ao subconsciente, refere-se meramente a todas aquelas experiências que o cérebro regista mas que não conseguem recordar de imediato. A recordação desse material é geralmente bloqueado por barreiras bastante eficazes. Uns quantos psiquiatras, tal como Jung, começaram a vislumbrar mais, mas poucos chegaram a tomar conhecimento da miríade de informações que se acha efectivamente sob o vosso comando, e muito menos a fonte.


Pergunta: A alma não é o subconsciente e tu já disseste que também não é o instinto. Então, que coisa é?


Todas as almas, ou fragmentos, conforme por ora optamos por os designar, são, claro está, parte da força universal criativa a que chamamos Tao. Contudo, quando essa fragmentação ocorre e o ciclo físico tem início, este fragmento assume uma posição mais remota em relação ao Tao e ao que chamamos de Alma Infinita. Creio que temos um problema com a semântica.


Vejamos: Vamos usar uma analogia que talvez esclareça a questão de forma inequívoca. Imaginem o oceano no seu todo. A seguir imaginem que enchem dez tubos de ensaio da sua água e que  depois os selam de forma estanque, à prova de ar e de água, para de seguida os mergulharem de novo no oceano. Eles continuam a fazer parte do todo, sem dúvida, mas a menos que uma força qualquer externa os liberte, eles continuarão removidos da sua fonte e aprisionados numa prisão efectiva.

Do mesmo modo se acha a alma presa no corpo. O corpo é bastante restrito naquilo que consegue fazer. O plano físico é essencial à evolução e a alma procura evoluir. A qualidade do físico faz tanto parte da evolução quanto o que chamam de “espiritualidade,” e nenhum estado é mais “avançado” ou “digno de louvor” que o outro. A alma, no seu estado verdadeiro não possui limites nem desvantagens.


Pergunta: Tu referes-te continuamente às almas individuais como fragmentos. Do que será que a alma faz parte?


Quando a entidade espiritual pela primeira vez se liga à Terra, pode passar a adoptar tanto quanto u milhar de fragmentos, até um total de 1400. À medida que a entidade progride, esses fragmentos unem-se. À medida que cada lição é colhida, são formadas Monadas (Experiências e relações completas e essenciais). O que não quer dizer que a alma se veja completamente limitada pelo Plano Físico. A alma é capaz de existir em todas as dimensões, entendam. A viagem implica espaço físico, velocidade física. Essa alma existe agora em dimensões que se acham além das limitações tridimensionais que o homem mecanizado impõe sobre si próprio.

A essência livre não padece de tais limitações e é livre de viajar ou de se mover, de existir, num universo multidimensional.


Pergunta: Isso vem deitar por terra o conceito que fazia... contudo, também arruína o conceito da continuidade dessa consciência, que diz que eu me ligaria à minha entidade e perderia a consciência que tenho de mim conforme a conheço.


Isso não é válido. O Todo constitui a soma das partes. Nós não possuímos fragmentos dominantes; somos uma entidade que consiste num todo integrado. Não há qualquer sensação de perda, melancolia, acrimônia nem o que quer que seja. A perda é percebida somente no plano físico. Agora constituímos um todo. Antes, achávamo-nos divididos, pelo que formaríamos menos que uma totalidade. Mas ainda temos evolução a aguardar-nos. Embora o possamos apreender, ainda assim não o encaramos conforme venha a ser assim que ocorrer. Neste momento vocês sentem que a perda da individualidade venha a ser sentido com uma dor. Mas isso não é verdade. A individualidade é dolorosa, mas não a integração.


Pergunta: Que terá isso a ver com a personalidade? A alma apresenta um aspecto bastante remoto, quer exista na condição do tempo todo, quer na parte do todo que parece reger-se pelas suas leis próprias. Onde é que a personalidade se enquadra?


Para poderem compreender em pleno este conceito do desenvolvimento da alma, faz-se necessário que percebam a verdadeira natureza que tem existência na alma, ou essência “humana.” É uma entidade separada da personalidade que na sua maior parte constitui um mecanismo de sobrevivência para o corpo. O objectivo da alma é distinto do da personalidade, e como tal os elementos acham-se em eterno conflito. Esta é a lição colhida no plano físico.

Somente a alma é capaz de responder à questão: “Porque me encontro eu aqui?” A personalidade não exige tal informação.


Pergunta: Mas, e os outros fragmentos? Encontrar-se-ão eles no corpo de forma sequencial, enquanto o resto da entidade anda a pairar aí por cima?


Entidades completas são projectadas do Tao, que por sua vez se fragmentam em almas fisicamente aprisionadas pelo tempo que for necessário para que experimentem a totalidade da vida através dos ciclos. O que quer dizer que quando a entidade do David se fragmentou pela primeira vez, outras entidades se fragmentaram também. A entidade que inclui o David fragmentou-se pela mesma altura da história, da mesma forma que o fez a entidade que inclui a Jessica e o Leonard.


Existe igualmente crescimento nos planos superiores, muito à semelhança do do plano físico, e à medida que a alma se desenvolve no plano físico torna-se mais ciente dessa evolução superior. Os planos superiores possuem, cada um, sete níveis de evolução, não só o físico. A contínua força criativa que é universal lança entidades nas vidas físicas. Essas entidades fragmentam-se e formam-se diversas personalidades diferentes. A sua integração representa o padrão evolutivo para todas as almas.


Vós não sentis ânsia de buscar os restantes fragmentos da vossa entidade senão no último ciclo físico. Por essa altura, sentirão quase o que pode ser descrito como uma compulsão. Nem sempre terão noção da razão porque o fazem, mas sempre o procurarão.

Pergunta: Será este um processo de crescimento e de evolução, mas com base em que propósito, ou será mesmo endógeno, e se assim for, porquê?


Assegurar a contínua força criativa é o único propósito que nos é dado conhecer. As entidades, não mais ligadas à Terra, experimentam prolongados períodos nos planos superiores e no fim reúnem-se com a força primeva, que é a criação. Assim, o criado torna-se no criador, e o ciclo repete-se até ao infinito.


Pergunta: Então que é que sucede entre as vidas? Parece que a alma frequenta uma escola.


Escola é termo elusivo. Há imenso “tempo” para a reflexão e para a orientação. Muitas almas permanecem em estado suspenso num limbo resultante da sua própria manifestação por muitos dos vossos anos. As almas Antigas acolhem o intervalo. Dá-se normalmente uma transição muito curta do corpo físico para os planos astrais.


Pergunta: Poderias ser mais específico? Onde permanecerão as pessoas após a morte?


Isso depende bastante do nível da alma e do sistema de crença que imperar por altura da transição. Por exemplo, aqueles que entram na transição e que acreditam num céu literal e num inferno literal, terão que os experimentar antes de poderem experimentar qualquer outra coisa, por infelizmente criarem isso a partir da matéria astral, com as ideias que trazem para o estado de transição. Aí, as almas como a do Jean-Paul Sartre, de verão experimentar um prolongado período de niilismo antes de poderem prosseguir.


A seguir, a alma torna-se assídua do plano astral inferior. As linhas alternativas poderão ser seguidas, os cursos alternativos delineados, as escolhas definidas.


Pergunta: Nesse caso, porque se achará o mundo no estado em que se acha, se todas essas almas se acham ocupadas a aprender coisas no espaço entre vidas?


Este é um planeta essencialmente de Almas na fase Jovem, e não tem cabimento na natureza das almas dessa fase buscar tais soluções. O planeta evoluiu a ponto em que poderia gozar de uma economia estável e um governo global eficaz baseado em algo que não o mero capricho. No entanto, até mesmo a discussão disso produz um delicioso receio que é suficiente para levar a que isso jamais passe da mesa de conferência. As tribos são ainda necessárias, entendem, para manterem o conflito em curso. Caso as tribos fossem eliminadas então não se travariam mais batalhas territoriais, e aí, para onde iria toda essa “adorável” energia negativa?


Jamais ocorreria à personalidade aspirar à paz na Terra; no entanto frequentemente ela papagueia isso mesmo em discursos e exortações – mas definam isso como uma meta e a paz da Terra será a última coisa que quererá. Contudo, quase sofre um susto de morte com as armas nucleares que idealizou. Isso colocou uma moratória efectiva na (questão da) guerra, a qualquer escala, por um tempo.


É precisamente por isso que se dá agora um ressurgimento do esforço por parte dos mestres do plano causal no sentido de trazerem Cadres (Grupos de almas, que podem ascender às 7000, que se dividem em sete entidades de cerca de mil almas cada uma. Cada pessoa é um membro de uma entidade e da sua Cadre. Uma cadre comporta essências de todos os sete papéis ou funções, mas numa entidade individual, são sempre representadas dois ou quatro papéis) tais com a vossa, a unir-se nesta breve pausa. Se fossem reunidas suficientes cadres, isso poderia virar a maré, mas unicamente se os ensinamentos forem vividos.


Pergunta: O quadro que traças é bastante lúgubre. Teremos alguma escolha quanto ao desenlace, ou estaremos coartados pela energia negativa?


Pergunta: Bom, vocês entendem, existem aproximadamente dez cursos alternativos abertos a este mundo por esta altura, oito dos quais haveriam de considerar razoavelmente pouco atraentes. Os outros dois dizem respeito ao que nós designamos por revolução psicológica. Isso de facto representaria o claro derrube dos sistemas de crença que actualmente controlas as forças governamentais deste mundo e a devolução da liderança àqueles melhores qualificados para liderar, com base no conhecimento intuitivo, e aquilo que nós chamamos verdade.


(Desde que proferiu este comentário, em 1978, foi pedido a Michael que procedesse a uma actualização de tempos a tempos. A resposta mais recente que deu, em Novembro de 2002, foi a seguinte:)
 

Diríamos haver ainda dez futuros possíveis no presente, nenhum dos quais se afigura especialmente agradável, e muitos dos quais se revelam significativamente mais “árduos” do que algumas das alternativas disponíveis há cinco anos somente, não só devido a razões de ordem política – tanto no quadro local como global – como devido ainda à crescente população mundial de seres humanos e aos danos ambientais relacionados, que provavelmente se tornarão mais “intrusivos” durante os próximos cinquenta anos, à medida que os problemas se agravarem.


Claro está que alternativas poderão ser eleitas, com respeito a esse problema, que poderiam  servir para reduzir a severidade da repercussão dessas escolhas, o que também, por seu turno, poderia outros futuros potenciais para muitos dos fragmentos presentemente presentes no vosso planeta, que, evidentemente, retornarão a ele durante muitas vidas por vir.


Deixem que lhes recordemos que o mundo que optam por criar neste momento, será o mundo em que irão ter que viver em regime “extra”. Conquanto não façamos profecias nem nada de quanto observamos com respeito aos futuros possíveis tenha lugar na natureza de uma sólida previsão, qualquer físico competente concordará em que certas tendências na actividade humana faça pender a vossa espécie para certas “condições” com que poderão vir a ter que lidar – por exemplo, desencadear armamento nuclear com qualquer objectivo que seja, incluindo testes de protecção que libertem radioactividade e que poderão causar danos, tal como uma usina nuclear pode provocar a mesma coisa.


O próprio planeta tem a sua cota parte de perigos em que incorre, como de resto todo o plano físico, mas conquanto os vulcões, os tufões, as secas, as inundações, as epidemias, os tornados e terramotos, e lixo espacial e demais coisas não constituam “julgamento” algum de que o planeta esteja a ser alvo, nem haja qualquer actividade assente num “desígnio,” tal como a guerra, o grau em que podem danificar o ambiente para a vossa espécie  poderá, em parte, resultar das decisões tomadas pela vossa espécie, e conquanto todas as decisões sejam igualmente válidas elas poderão exigir mais soluções mais “drásticas” devido às acções da vossa espécie do que muitas outras.


Também desejaríamos assinalar que, à medida que o tempo passa, tanto a população como as condições ambientais irão provavelmente influenciar a “necessidade política” com respeito ao que poderão chamar de questões que se prendem com a “qualidade de vida.” Quanto do futuro que escolhem impõem sobre vós nesta vida assim como sobre vidas por vir, será, em maior ou menor escala, o resultado da escolha que agora promovem e nos próximos que estão para vir, conforme sempre é o caso.


Quer isso lhes agrade ou não, o que actualmente está  a suceder, e é àquilo a que ao cadre foi pedido que fizesse parte. A revolução, como qualquer outra revolução, haveria de resultar numa ansiedade generalizada, e porventura mesmo numa troca de hostilidade. Não podemos garantir que isso não suceda, mas seria muito menos sangrento do que qualquer outra das alternativas restantes. Voltarão de novo a queimar “bruxas” conforme o fizeram em todas as eras passadas. Jamais dissemos a nenhum de vós que seria um “mar de rosas”.


As principais Tarefas-de-Vida raramente são realizadas com facilidade. A razão porque vieram todos juntos sob condições razoavelmente inusitadas, conforme lhes dissemos antes, deve-se ao forte impulso que as Almas Antigas sentem por se reunirem aos seus fragmentos.


A falsa personalidade (ego) não tem consciência dessa motivação, claro está, e ocasionalmente rejeita relações aparentemente tão impróprias devido à falta de conhecimento disso. Duas das entidades de que este grupo faz parte foram “primogénitas” ao mesmo tempo. A motivação, em tais casos, é mais forte.


Pergunta: Tu afirmas que este seja um planeta de Almas Jovens. Que quererá isso dizer?


No âmbito dos ciclos existe uma vasta diferença de percepção. Cada um tem uma percepção que se enquadra nos limites impostos pela idade da alma que tem. As Almas Maduras geralmente percebem que os outros estejam em erro, com base em determinado ponto de vista: o de que, os que a rodeiam percebem uma outra alma de uma forma amplamente diferente.


Existe, evidentemente uma derradeira forma de percepção que é caracterizada pela síntese. Isso, claro está, pretende traduzir a “verdade.” As Almas Antigas têm a tendência para serem menos desagradáveis ou rigorosas nas percepções que têm, e à medida que o desenvolvimento tem lugar, essa docilidade também sofre um aumento. Em grande medida, trata-se de uma questão de percepção: a idade aproximada da alma pode ser determinada pela percepção que ela tem de si mesma e do mundo que a rodeia.


Pergunta: Nesse caso, quererás dizer que reste uma esperança ainda?


À medida que a civilização envelhece junto com a idade da alma que caracteriza este planeta, também emergirão soluções para a condição humana, à medida que a idade média da alma aumenta no tempo. A civilização tornar-se-á essencialmente filosófica. Neste momento, a personalidade, que constitui a camuflagem do corpo, tem a primazia.


Pergunta: Poderá alguma coisa ser feita para acelerar o processo?


Porque perguntas isso, quando já estão a sofrer as dores do crescimento? A alma, à semelhança do corpo, deve crescer no âmbito de certos limites estabelecidos. Não há via rápida nenhuma para a compreensão do Homem. Existe apenas crescimento, muitas vezes difícil e sobretudo doloroso, por causa de tão poucos de vós se disporem a aprender por meio da alegria.

A alma tem sete níveis de evolução, cinco dos quais se manifestam no plano físico.


A "IDADE" DA ALMA



A ALMA NA FASE BE



Foco: Estar Vivo
Experiência de aprendizagem: Sobrevivência; qualidade do ser físico; mortalidade; consciência ambiental
Característica principal: Caçadores
Expressão primária: Manifesto medo; ausência de esperança; inexperiência
Mote: “Não vamos fazer isso!”


Estes ciclos, à semelhança da infância física, possuem uma gama de percepções e de actividades muito limitada. Devido a isso, muitas Almas Bebé nascem em posições muito simples e acharão toda a exigência ou complexidade assustadora. As experiência novas estão mais aptas a deixar as Almas Bebé mais aterradas do que entusiasmadas.

A Alma Bebé (ou primogénita) percebe a si mesmo e ao mundo ao seu redor simplesmente em termos de “eu” e “não-eu”. Neste ciclo não há recordações raciais. Caso o “não-eu” seja percebido como hostil e rude cedo na vida, dar-se-á um afastamento e geralmente é desenvolvida a condição conhecida por autismo. Caso essa percepção ocorra mais tarde, a Alma Bebé poderá reagir com uma violência descontrolada: sadismo, assassínio sem causa aparente, actos de uma incrível crueldade.

A Alma Bebé na verdade não conhece a diferença entre a acção correcta e a acção errada, mas é capaz de colher as leis do senso comum e da decência. O intelecto constitui um produto da cultura, e até mesmo estas almas são capazes de aprender a ler e a escrever e a computar aritmeticamente. As Almas Bebé raramente buscam a educação superior, a menos que sejam forçadas. Elas ficam aturdidas e sentem hostilidade em face de situações estranhas. As Almas Bebé no geral não buscam empregos que envolvam isso. Essa é uma característica que partilham com as Almas Antigas. Podem parecer embotadas mesmo quando possuem inteligência. São inexperientes e ingénuas em empreendimentos  potencialmente criativos.

Muitas Almas Bebé são consideradas pelas culturas complexas e tecnológicas como mentalmente carentes, e podem mesmo ser erroneamente identificadas como mentalmente deficientes. A Alma Bebé adopta a religião dos pais sem a modificar, embora possua um interesse sumário e sejam pobres em compreensão.

A Alma Bebé percebe o amor unicamente na sua forma de desejo. Desempenha o acto sexual com o frenesi do animal selvagem, completamente dependente de um cio qualquer inato em ambos os sexos, a favor dos ciclos superiores, e sente-se impotente para mudar isso.

As Almas Bebé cozinham e comem para sobreviver, e geralmente confeccionam uma comida insípida e cozinhada em demasia. Estas almas receiam quase tudo e as suas cozinhas geralmente são limpas a um grau antisséptico. Elas são frequentemente mordidas por cães que não apresentam historial prévio de morder, devido simplesmente ao medo excessivo que sentem. A maioria das almas neste estágio não são vistas a morrer no dorso de um cavalo. As alergias que manifestam para com os animais constituem negações, nesta fase.

As almas Bebé tendem a agrupar-se ao redor do Equador, por a sobrevivência ser mais fácil nas zonas de um clima constante. O Homem de Neandertal enquadra-se na descrição da alma no estado incipiente. Mesmo nas sociedades de hoje a Alma Bebé ainda é primitiva, e apenas o ambiente mudou. Nos povos primitivos tribais podem parecer místicos. São capazes de sentir harmonia com a natureza e não se deixam contaminar pela experiência da vida. São capazes de demonstrar poderes especiais tais como psíquicos com relação à natureza e ao movimentos animal. Geralmente vivem nas franjas da sociedade e preferem viver nos bosques retirados ou nas partes isoladas do mundo onde conseguem enfrentar os problemas da sobrevivência sem a complexidade da sociedade tecnológica. Numa sociedade altamente complexa o estágio inicial pode sentir-se oprimido e acabar em instituições.
Este estágio apresenta prioridades muito semelhantes às da criança de dezoito meses, com as exigências de experiências de natureza crua e intensa, tal como surtos de fome, pragas, guerras, opressão, cheias etc.

Aspectos Positivos: Simples; vulgares, infantis;: ingénuos; vivem no momento; não questionam, místicos, trabalham com os símbolos.

Aspectos Negativos: Animalísticos; perdidos; assustados; ignorantes; podem ser intensamente dominados pelos polos negativos da falsa personalidade já que os extremos são experimentados cedo; agressivos.





A ALMA NA FASE INFANTIL 



Foco: Pertencer a uma cultura; regras, lei e ordem. "É a regra e é o que iremos fazer!" "Preciso de alguém que me diga onde me enquadro e o que devo fazer."
Experiência de aprendizagem: papéis, crime e castigo; consciência social
Característica principal: Tribalismo
Expressão primária: Ingenuidade
Mote: “Fazer bem, ou não o fazer de todo!” "Só há um modo de o fazer."

Estes ciclos são mais complexos. A alma aprendeu, por assim dizer, a caminhar, e nestes ciclos aprenderá a correr e a trepar às árvores.

As Almas Infantis percebem-se a si mesmas e ao mundo que a rodeia como “eu” e muitas outras “expressões de mim.” A Alma Infantil forma crenças indeléveis na infância, emprestadas por parte daqueles que a rodeiam, e geralmente crenças inabaláveis. A Alma Infantil é normalmente agradável – um pilar da comunidade – até se expressar um ponto de vista contrário. Aí, intimamente, a Alma Infantil tende a ficar desnorteada e desconcertada com a diferença. Externamente expressará raiva, hostilidade, energia emocional negativa, beligerância.

A Alma Infantil ocasionalmente busca a educação superior e dá-se bem em pequenos colégios de artes liberais ou conservadores, escolas profissionais, etc. Aprende temas "adequados," e geralmente são os bons estudantes. Por vezes as Almas Infantis procuram tornar-se num peixe grande numa poça de água em vez de buscarem a aclamação nacional. Seja qual for a área em que se empenhe, as Almas Infantis procuram satisfazer os papéis que lhes cabem num sentido diferente dado que têm o objectivo de preservarem o status quo (o objectivo deste ciclo).
As almas Infantis clama por que a autoridade superior estabeleça regras claras. Apreciam a estrutura do mesmo modo que as crianças pequenas e encontram segurança no saber do que os pais e o ambiente esperam delas. Tradição, rituais, lei e ordem proporcionam-lhe uma noção subjacente de segurança.

A Alma Infantil tende a ser fundamentalista e inabalável nas crenças religiosas que abraça, e caso encontrem oposição com o seu ponto de vista, podem revelar-se confusas ou hostis. É capaz de lutar e de matar pelas suas crenças caso lhe tenha sido incutido que isso é aceitável pela cultura. A personificação da divindade torna-se mais forte neste ciclo. A Alma Infantil acredita nas forças do mal. Prevalece o sentido da alma comunitária, em que a vida funciona com a perfeição de um relógio. Tudo tem o seu lugar: a Igreja ao Domingo, o jogo de futebol para os homens, as longas horas de trabalho, e a criação de filhos para as mulheres. (Amish da Pensilvânia)

A Alma Infantil encara a própria sexualidade com uma vaga inquietação, e se a cultura a fomentar, passará a pensar que possa ser de algum modo vergonhosa e ser levada a sentir culpa. A Alma Infantil sentir-se-á embaraçada com exibições de uma manifesta sexualidade sincera e rivalizará para manter os outros ao seu redor acorrentados a um código moral repreensível. Por trás de portas fechadas a Alma Infantil é mais vezes que o contrário tão pudica quanto em público, e raramente mantém qualquer tipo de prazer sexual. Por não ter experimentado naturalmente não "crê" na existência da experiência.

Tal como a cozinha da Alma na fase Infantil tende a ser caracterizada por uma limpeza antisséptica, também a comida das Almas no estado Infantil é apta a ser classificada como insípida, funcional e destituída de interesse. As almas nesta fase tendem a ser obsecivas com respeito aos germes e à limpeza - o ambiente ou "tudo quanto não for eu" é perigoso e precisa ser controlado. Sabem que tipos de alimentos são "bons" para vós e raramente se aventuram por uma alimentação mais simples. A maioria rapidamente apresenta sintomas fisiológicos. Caso experimente problemas emocionais, tem a tendência para somatizar coisas como cálculos biliares no lugar de experimentarem emoções belicosas.. O Óleo de Fígado de Bacalhau é clássico da Alma Infantil, por fazer bem, independentemente de ter um paladar desprezível. NO geral a sua dieta é caracterizada pela uniformidade e pelo hábito.

Qualquer paciente médico que se fixe num sistema orgânico particular pode geralmente ser categorizado de imediato. Por exemplo, é provável que todas as velhas senhoras portadoras de sintomas intestinais sejam almas que se inscrevam neste estágio. Na abordagem da ajuda que utilizam, preferem recorrer à medicação ou à cirurgia a fim de extirpar o problema em vez de buscar as possíveis causas ou buscarem soluções mais suaves e alternativas. Elas envergonham-se som a sexualidade que têm, quer sejam homo ou heterossexuais. Têm uma inclinação para recorrer excessivamente aos tribunais quando se sentem insultadas de uma forma escandalosa no seu sentido de justiça.

A Alma Infantil tem pouca compreensão da sua própria vida. Não percebe que os seus pensamentos, sentimentos ou atitudes provocam, problemas psicológicos.  Por vezes é capaz de demonstrar uma mentalidade relativamente brutal, incluindo espancamentos, abuso físico e violência. Isso ocorre nos estágios policiais ou onde a alma infantil exerce poder, tal como nas Forças Armadas ou Polícia. O Klu Klux Klan e a Máfia constituem organisações características dessa fase, detentoras do objectivo do poder e da riqueza, e recorrem a táticas de aplicação táctica de terror.
Este estágio apresenta preceitos semelhantes aos de uma criança de quatro anos, e uma maior mobilidade e capacidade de exploração do mundo com uma maior destreza. Contudo, ainda acha o ambiente um local assustador e busca a orientação da parte de almas mais desenvolvidas.

Historicamente, as actividades da Alma Infantil incluem actividades como as Cruzadas, a Inquisição, as Campanhas Religiosas e a Obra Missionária. A Alma Infantil gosta de ser cidadã sólida e líder da comunidade - de ser vista como justa e modelo, como no caso dos ministros ortodoxos ou pregadores, xerifes ou presidentes de câmara. É susceptível de seguir as regras de forma zelosa e procurar forçar os outros membros da sociedade a fazer o mesmo. São os guardiães da sociedade e da civilização, e opõem-se a qualquer coisa que ameace a sua estrutura existencial - ou até mesmo mudá-la! Asseguram-se de que há modelos por que se reger Algumas correntes principais da religião servem essa função e operam como cão de guarda e protegem aqueles que apresentem as necessidade de autoridade como as almas Bebé.

A religião demonstra bem o caso em questão: Jesus Cristo não procurou deixar qualquer escrito para trás. Nos séculos seguintes, a sociedade predominantemente Bebé impôs uma estrutura, ritos e rituais que o próprio Cristo não estabeleceu.

Esta fase apresenta uma ausência de pensamento original por a autoridade constituir a última palavra. Prefere instituições tradicionais pequenas que lhe proporcione estrutura e orientação. Têm forte tendência para a crença na dicotomia - crenças no bem e no mal, ou que Deus constitui uma autoridade masculina. Buscam a punição dos não-conformistas - daí a origem da noção de que Deus castiga pelos maus actos praticados.

A Alma Infantil prospera e desabrocha nas burocracias e nos governos por sentirem interesse pela organização e pelo desenvolvimento do tecido social com leis, regulamentos, e linhas de autoridade.

Aspectos Positivos: Bons cidadãos, conscienciosos, interessados, dedicados à família, são dignos de confiança na execução da "coisa certa," criadores de regras, tendem a ver as coisas com simplicidade; o sentido de segurança é importante; estruturam o caso da Alma Bebé.

Aspectos Negativos: Inflexíveis; dogmáticos; burocráticos mesquinhos; capazes de defender de forma agressiva aquilo que é "correcto", rígidos; operam melhor na base da emoção do que da razão; podem ser brutais e violentos, não questionam a autoridade.





A ALMA NA FASE JOVEM (IMATURA)




Foco: Tornar-se num agente livre; sucesso; conquista; vitória.
Experiência de aprendizagem: Independência; autopromoção; conquista pessoal; livre-arbítrio
Característica principal: Desassossego
Expressão primária: Capitalismo; nacionalismo
Mote: “Fazê-lo à minha maneira.”

Esta é uma fase venturosa em que a alma vagueia por um novo território. É aqui que os "impulsionadores" e os "agitadores" (dotados de iniciativa e capacidade de influenciar) se encontram. As almas ingênuas anseiam por assumir tarefas no plano físico e muitas vezes definem para si próprias objectivos impossíveis. Elas são os arquitectos da civilização. Lembram a motivação subjacente da criança entre os cinco e os treze anos - quando as crianças começam a afastar-se dos pais e a formar grupos de pares e a testar as capacidades no mundo exterior. A independência representa papel chave, Valorizam a capacidade de ir e de conseguir aquilo que querem da vida. Fortemente impulsionadas, as almas jovens esforçam-se por alcançar posição de proeminência e de riqueza; estrelas de cinema, políticos, líderes religiosos e do género. Mas nem sempre persegue aquilo de que gosta, mas aquilo em que crê que venha a criar sucesso. Acreditam na projecção da imagem  daquilo por que querem ser vistos. Isso pode incluir uma posição contrária ao sistema, não porque sinta em conformidade, mas ser a maneira de ser.

A alma jovem percebe-se a si mesma e ao mundo que a rodeia de uma forma bastante diferente da dos ciclos precedentes. Ela percebe-se como "eu" e percebe-os a vós como "vocês", mas percebe-os como distintos delas, e experimenta a necessidade de os mudar - de lhes dar a volta e de os conduzir aos seus pontos de vista.

As Almas Jovens raramente questionam a motivação que têm já que se acham limitadas na percepção que têm de uma forma que a Alma Madura não se encontra. A Alma Jovem quase sempre busca a educação superior e geralmente a pós-graduação. A Alma Jovem é uma trabalhadora incansável pela causa que defende e chega a submeter-se a um grau inconcebível de dificuldades para levar a sua causa a bom porto. A educação pode ser um exemplo disso. A conquista, o sucesso é o lema deste ciclo. As almas jovens buscam o grandioso como esfera das suas actividades. Estas almas afluem para as bem conhecidas universidades para obter graus de proeminência. Gravitam para as ligas exclusivas das universidades que produzem vencedores corporativos. Os programas televisivos populares como novelas relativos aos ricos e famosos constituem caricaturas das vidas e da percepção da almas jovens. Detêm um reconhecimento do semelhante, só que de natureza competitiva.

A Alma Jovem pode chegar a ser boa naquilo que faz, mas tende a perseguir a fama, a riqueza ou o poder a qualquer custo. Tal atitude gera competição e um apreço pela disputa. A Alma Jovem é o seu corpo. Identifica-se fortemente com a sua condição material e não está segura da sua consciência lhe sobreviver. Adoptará medidas extremas para preservar a juventude desde o consumo ávido de produtos de beleza até à cirurgia plástica. Bloqueia assuntos ligados à morte e abeira-se dela de forma recalcitrante com terror. Manifesta fobia com relação ao corpo físico e o seu bem-estar, o que se reflecte na desproporcional dimensão da profissão médica (EUA) e nos custos hospitalares. Tal desproporção de dimensão reflecte o medo que as almas jovens sentem da morte.

A crença na vida única motiva-as fortemente para a conquista da riqueza e da fama. Geralmente as almas jovens não questionam os seus motivos e têm dificuldade em perceber os comportamentos pessoais e dos outros. Quando esbarram com problemas pessoais como  rompimento de laços matrimoniais ou abuso pelas drogas  podem momentaneamente procurar ajuda até a crise passar. Contraste-se isso com a alma antiga que é capaz de recorrer semanalmente ao seu terapeuta como parte das suas preocupações íntimas. A alma antiga é capaz de examinar a crise pessoal e de a separar de modo a poder retirar tantas lições quanto possível. Cada atitude dessas é válida a seu modo.

Se possuir inclinação religiosa, a Alma Jovem sentir-se-á para a ortodoxia ao extremo, e fará uma campanha incansável contra a reforma religiosa. Se sentir inclinação para o ateísmo, revelar-se-á igualmente incansável nos esforços que envida para aniquilar a ortodoxia dos outros.

Se a opinião que a alma jovem tiver da sexualidade for bastante reduzida, ela dará o seu melhor para convencer os demais ao seu redor de que o sexo representa um mal e de que deve ser evitado. Monges e freiras renunciantes são muita vez Almas Jovens. Procedem a renúncias espalhafatosas e aproveitam todas as oportunidades para recordar ao mundo ao seu redor que o fizeram. Por outro lado, a Alma Jovem pode ser igualmente um zeloso defensor da plena  liberdade sexual. A Alma Jovem percebe o amor como eros com base unicamente nas expectativas que tem dos outros que a rodeiam. Se os outros ficarem aquém dessas expectativas, a Alma Jovem pode chegar a odiar com igual prazer. Os conflitos sexuais podem atingir a agonia nesta ciclo. É a formação anterior ou o desequilíbrio interno.

As Almas Jovens nos ciclos iniciais tendem a aderir a padrões alimentares cultivados na infância. Lá pelo meio desse ciclo a experimentação é exuberante mas o apetite é geralmente pobre. As almas jovens nos últimos ciclos continuam a fazer experiências com a alimentação, e geralmente desenvolvem fetiches com os alimentos estrangeiros. As recordações raciais revelam-se fortes agora e o dejá-vu condu-los a certos tipos de alimentos.

Almas Jovens geralmente possuem animais de estimação de pedigree, como gatos grandes e cães do Tibete. Almas Jovens participam em rodeos.
Lembramos-lhes que as alergias causadas pelo contacto com os animais constituem negação.

A Alma Jovem é muito atraída para o corpo físico e geralmente as lições não são aprendidas nem mesmo durante o intervalo astral, pois a alma jovem procura regressar tão logo quanto possa. Sentir-se fora do corpo não é coisa que agrade à alma jovem. Torna-se aterrador para a Alma na fase Infantil, interessante para a Alma Madura e saudado pela alma Antiga.

A Alma Jovem é capaz de usar de retórica com respeito à filosofia e à arte e no estágio final começar a revelar algum interesse pelas religiões alternativas. Isso ajuda-as a preparar-se para o estágio da maturidade.

Aspectos Positivos: Produtivos; industriosos; autoritários; criadores de novas estruturas mais eficientes; criação de riqueza, promoção do "progresso"; mostrar o caminho; sentem-se mais confortáveis globalmente por gozarem de maioria.

Aspectos Negativos: Competitivos; intrometidos; hipócritas; descobrem o que está em voga e depois fazem-no melhor que ninguém; materialista em excesso; carece de percepção das motivações pessoais; "Eu venço e tu perdes; o melhor arrecada tudo;" apreciadora de conspirações que a favoreça; compete pela vantagem; explora agora por não existir amanhã; encara as situações em termos de: "Eu estou certo e tu estás errado."





A ALMA MADURA




Foco: Coexistência com os demais – Relacionamento
Experiência de aprendizagem: Interdependência, empatia, intimidade, autoconhecimento
Característica principal: Atenção voltada para dentro
Expressão primária: Socialismo democrata
Mote: “Faze-lo em qualquer parte menos aqui!” "A minha vida é intensa, real e dramática." "Falta alguma coisa à minha vida."

Estes ciclos são difíceis e exigem tanta introspecção que por vezes parecem render pouca paz em troca. As lições arduamente conseguidas nos ciclos jovens fazem-se valer na Alma Madura. Este é o ciclo mais difícil de todos, por a alma madura perceber os outros conforme se percebe a si mesma. "Parece que és exactamente o mesmo que eu." Por causa de tais percepções, a Alma Madura procura muita vez cortar com relacionamentos aparentemente sem qualquer razão, ou, pela mesma razão, busca perpetuar relacionamentos inadequados. "Se vós e eu formos ambos almas maduras, também do mesmo âmbito serão as experiências que tereis de mim." Por outas palavras, "enquanto eu te experimento a ti, tu experimentas-me a mim, e ao mesmo tempo tens consciência da minha experiência, e com base nessa profunda percepção fundaremos qualquer futuro relacionamento social."

As almas maduras muita vez buscam relacionamentos que consigam preservar pela vida toda. Como é caracterizada pelo desenvolvimento de relações pessoais, casamentos para toda a vida constituem o caso mais comum, em contraste com as almas jovens cujos interesses residem no poder, e em certa medida, no poder dentro do relacionamento.

Conforme poderão imaginar, por vezes isto torna a vida difícil. A Alma Madura não se encontra tão aberta ao oculto quanto a Alma Antiga. A Alma Madura percebe a beleza com uma clareza que não é vista nos ciclos iniciais. Esta fase assemelha-se ao período que vai dos treze aos dezanove, ou o período da adolescência. É a fase da alma  em que a idade muda das percepções da criança para as de um adulto. As fases mais jovens são voltadas para o exterior e para a criação de carma. A essência conquistou a sobrevivência e alcançou a fama, a riqueza e o poder. Mas a pessoa tem noção do desassossego, de uma vazio com relação à falta de alguma coisa.

A alma madura tem as suas próprias prioridades e sentido de rumo. Não está à espera que os outros concordem necessariamente com ela e quer ser deixada em paz para perseguir os próprios interesses.

Pelo final do ciclo A alma Madura começa a perceber a verdade. Isso prepara a alma para a busca. O que não quer dizer que a Alma madura se veja isolada dos companheiros: antes pelo contrário. Quando as Almas Maduras percebem os infelizes sentem o desejo de se defenderem das vibrações desagradáveis. Vós já experimentastes a repercussão disso. Mas fiquem cientes do seguinte: Não conseguem alterar o seu jogo por mais que os amem. Está na natureza da Alma Madura buscar e questionar a motivação de todas as acções da vida.
Quando isso ocorre, dá-se uma gradual abertura da alma e quando isso sucede, podemos estabelecer um contacto limitado. Entra em jogo uma porção maior do cérebro não utilizada durante este ciclo e ocorrem fenómenos psíquicos com uma maior frequência até que sejam finalmente reconhecidas e o trabalho mais sério tenha início.

Isso é tornado mais difícil devido a que este ciclo esteja repleto de Maya (comportamentos artificiais) muito mais do que qualquer outro ciclo: a percepção da alma mais antiga começa a emergir, embora não a compreensão. As almas maduras sentem todas as vibrações hostis que existam ao seu redor. Sentem necessidade de se afastarem delas mas veem-se demasiado presas nos modos tradicionais para se afastarem por completo. Sentem uma certa noção de dever que não se dissipa até que a transição se efectue. É por isso que um terapeuta hábil servirá de ajuda neste ciclo. Mas por "terapeuta" não nos referimos a uma Alma Jovem propriamente, nem que exerça a psiquiatria tão pouco.

No ciclo Maduro tem-se a percepção aguda do véu que se posiciona entre o real e o artificial como nunca antes, tem-se a ânsia de penetrar esse véu e de ir além dos sentidos para obter um vislumbre pandimensional (que diz respeito a todas as dimensões da realidade). Para chegarem a ter consciência de que não se encontram sós no vazio precisam caminhar sobre gelo fino e dessa forma testar o universo físico e a sua resposta ao apelo.

A maioria das almas nesta fase sentem isso e de certa forma traduzem-no em sonhos de uma incrível robustez e de uma estranha beleza. Mas infelizmente não muitos são os que retêm recordação desses sonhos ou chegam a questionar o seu significado.
Quando uma alma encontra pela primeira vez a verdadeira personalidade na essência, isso evidentemente traduz-se por uma experiência devastadora. Isso geralmente sucede em momentos de estresse extremo, aflição, ou por vezes mesmo de trauma. pode. todavia, chegar a dar-se caso a alma se veja de repente catapultada para uma situação tão invulgar que nenhuma das memórias de experiências de vidas passadas se aplica. Nesse caso aplicar-se-aa ao sonhodas passadas se aplica. Nesse caso aplicar-se-dar-se caso a alma se veja de repente catapultada para uma situaça ciclá ao sonho assim como às situações invulgares.

Claro que é inegavelmente verdade que nenhum de vós possui nenhuma dessas memórias a dizer-lhes permanentemente como devem reagir à superfície da lua (?) mas é concebível que todos venham a encontrar a vossa verdadeira personalidade, caso devam descobrir-se a si mesmos aos comandos de uma grande aeronave a jacto sem qualquer treino prévio que os oriente, excepto talvez umas quantas lições de voo numa pequena avioneta movida a hélice.

A maioria das Almas Maduras busca uma quase desconhecida qualidade nas suas vidas: por outras palavras, elas acham-se cientes de buscarem, mas geralmente sentem-se confusas quanto àquilo que buscam. Por tal razão, as Almas Maduras geralmente não apreciam a vida até que se achem cercadas por almas em êxtase. Este é um ciclo difícil. Precisamos enfatizá-lo. O centro do ser desloca-se do poder (terceiro chakra) para os relacionamentos (o quarto chakra.)

A Alma Madura vê-se assolada por imensos problemas, todos dotados de natureza intrínseca. O único modo de ajudar é tornando o ambiente não desgastante de modo a oferecer um refúgio. A Alma Madura muitas vezes busca ajuda profissional por iniciativa própria. A alma madura sempre busca a educação superior, embora nem sempre no enquadramento institucional. Geralmente sente-se demasiado incomodada na estrutura escolar. A alma madura contribui de uma forma massiva para o conhecimento, tanto filosófico quanto científico.

Karl Marx, Alfred Adler, Fritz Pearls, Sigmund Freud, Immanuel Kant foram todas almas maduras.

Dá-se uma verdadeira alteração na ênfase das vidas públicas e carreiras da almas maduras. Eles seguem as suas vidas públicas por razões amplamente diferentes. Afinal de contas, eles andam em busca, e o seu trabalho coincidirá com a natureza da sua busca. Enquanto as almas bebés preferem uma casa como toda a gente tem e as almas jovens anseiem por uma mansão na colina, uma alma amadura pode ter a preferência de viver numa casa que ela própria tenha construído. Pode escolher cuidadosamente uma área pela sua beleza e serenidade que lhe eleve o estado de espírito. O alcance de padrões interiores determinados por ela é importante.

A religião torna-se numa motivação própria no ciclo da alma madura. A Alma Madura busca profissões de fé sossegadas: Quacres, Unitarismo, Budismo. Com o companheiro certo (outra alma madura que tenha conseguido centrar-se, ou uma alma velha) a Alma Madura pode tornar-se num amante ardente. O amor é profundo e duradouro, por o "agape" (amor incondicional) ser passível neste ciclo se os conflitos interiores forem resolvidos. Com o companheiro errado, dá-se a tendência para a apatia, a impotência, a frigidez e a infidelidade. Esta alma tem mais tendência acasalar para a vida do que qualquer dos outros ciclos, dado que um acasalamento confortável ocorra.

As almas maduras dão excelentes chefes de cozinha, por apreciarem uma cozinha com precisão e a boa gastronomia. O molho holandês feito por elas não coalha - nem se atreveria tão pouco. Fazer fetiches do vinho é coisa que está à sua altura, neste ciclo. Uma alma madura jamais serviria um Zinfandel com lagosta. Uma alma Antiga não hesitaria nem por um instante, caso o Zinfandel seja o seu vinho favorito.

Os animais de estimação das Almas Maduras reflectirão o mais das vezes a personalidade dos donos. Muitos vencedores de provas de obediência pertencem a Almas Maduras As Almas Maduras passeiam os cães. Como se tudo isto não bastasse, muitas vezes são-lhes outorgadas Almas Infantis para o seu próprio crescimento.

Esta fase representa a introdução à abertura espiritual, coisa que nuca sucede facilmente. É a fase do máximo estresse da personalidade. Nessa fase dá-se uma infusão de energia psíquica para que a personalidade nem sempre se acha habilitada a enfrentar e por vezes pode levá-la a sofrer esgotamentos sob o peso da tensão, e a cair em quadros de esquizofrenia, psicose e uma elevada taxa de suicídio em comparação com as outros estágios. Tendem a envolver-se profundamente em questões do foro dos relacionamentos, por experimentarem os outros como a eles próprios. As barreiras que separam as pessoas começam a ruir. Não só a alma madura sabe como o outro está a sentir, como sabe o que essa pessoa sente em relação a si própria. Tal percepção pode gerar confusão, a ponto de por vezes não saber literalmente quem sente o quê, ou quando. As dificuldades por que passa prendem-se com as divisões, a identificação, a simbiose, e o papel da identidade. Problemas com a demarcação são característicos das pessoas que padecem de grandes perturbações emocionais.

Nos ciclos da alma madura partes não usadas do cérebro que têm permanecido em estado latente nos estágios iniciais do desenvolvimento chegam a ser usadas. Algum desse potencial é actualizado nas fases madura a velha e uma maior capacidade aguarda uma maior evolução da consciência humana.
Por vezes afasta-se do reconhecimento ou de uma posição elevada para aturdimento das almas jovens que a rodeiam. Pode ser o caso de um advogado proeminente que mude de carreira para se tornar fotógrafo da vida selvagem e conseguir um rendimento muito mais reduzido.

Aspectos Positivos:  Abertura emocional; orientação para o relacionamento, "Eu importo-me contigo..." "Eu pertenço-te... e todos deviam..." perspicazes; abertos ao desenvolvimentos espiritual; conscientes de sentidos interiores; em contacto tanto com as perspectivas das almas Jovens como das almas antigas, razão porque é a idade da alma mais equilibrada.

Aspectos Negativos: Identificadas; intensas; drama das telenovelas; emocionalmente explosivos; neuróticas; capazes de criar crises sucessivas e de ser vítimas delas; luta interna: "Vejo a forma como me encaras, e não sei se deva reagir a isso ao às necessidades que tenho." (O que não é negativo mas neutro)




A ALMA ANTIGA





Foco: Fazer parte de Tudo Quanto Existe; a perspectiva filosófica; o todo
Experiência de aprendizagem: Autonomia; desapego; conselho sábio; consciência espiritual
Característica principal: Percepção do todo mais vasto
Expressão primária:  Individualismo; solitários
Mote: “Vive e deixa viver!”

O mote da Alma Antiga é: "Tu fazes o que quiseres; eu faço o que quiser." Dá-se aqui uma mudança de ritmo. Nos ciclos anteriores a alma não se sentia atraída para a busca  com a mesma intensidade com que se sente nos velhos ciclos. Há uma criatividade nova e mais profunda que faz parte da busca.

Tendo dominado as lições da alma madura que se prendem com as complexidades das relações pessoais, a alma antiga embarca no domínio da dimensão seguinte - o contexto da existência, também chamado espiritualidade. A Alma Antiga percebe os outros como parte de algo mais vasto que a inclui a ela. Com isso vem a percepção de que não existem problemas excepto aqueles criados pela falsa personalidade a título de defesa. Contudo, torna-se difícil as Almas Antigas romperem tais padrões por mais frequentemente buscarem a via de menor resistência.

Um ciclo caracterizado pelo ensino, a percepção da alma corresponde à idade adulta em qualquer vida individual. A alma antiga percebe-se a si mesma e aos outros como parte de algo mais grandioso e de um todo íntegro. Alcança percepção da condição de interrelação, e da conexão existente entre toda a gente. Quando olha para uma outra pessoa vê nessa pessoa um aspecto de si própria.

As Almas mais velhas geralmente apreciam o trabalho manual árduo, por não lhe serem avessos, mas raramente trabalham como operários. Gostam de se situar num contexto espiritual. Tanto podem procurar a educação superior como não. Se o guru exercer pressão fá-lo-á, ou caso tenha a noção de que a sua tarefa de algum modo tenha necessidade de obter as credenciais apropriadas. Por tal razão, muitas Almas Antigas são jardineiros. Almas Jovens possuidoras de propriedades fabulosas pagam-lhes bem para exercerem esse talento inato que possuem. O dinheiro assim ganho é utilizado pelo corpo no estrato intermédio do causal para perpetuar a influência que exerce no plano físico. Mas isso encerra ainda um outro aspecto: A Alma Antiga, a um nível mais profundo percebe a futilidade e a natureza temporária das posses materiais e por isso carece de motivação para as realizar. Elas tendem a ser extremamente competentes, mesmo nos papéis que não tenham representação na essência.

O pulsão dirige-se agora e em muitos aspectos no sentido da evolução espiritual, e numa mais ampla gama de contextos. Por isso inclinam-se a deixar que o resto passe. Qualquer uma delas poderia alcançar qualquer coisa que desejasse, mas mais frequentemente do que o contrário as almas antigas optam por ter vidas em que o mundo habitual do trabalho e da luta pela sobrevivência não os atinja.

No trabalho, tendem a escolher uma ocupação menos agradável e que não seja particularmente exigente de modo a poderem ver-se livres de perseguir os objectivos reais que têm sem privação ou dificuldade, a menos que esse emprego auxilie ou contribua para a busca. Um carpinteiro pode colher satisfação de um trabalho bem feito enquanto tem consciência de todas as nuances que colhe das coisas aparentemente não relacionadas que sucedem no decurso do dia que proporcionam alimento para a observação e o crescimento interior. A qualidade da satisfação interior constitui critério importante, a despeito de possuir um odor espiritual. As formas de ocupação que favorece passam pelo emprego por conta própria ou o trabalho em pequenos negócios onde podem conceber os próprios programas que satisfaçam as suas necessidades particulares e as formas de ocupação favorecidas. As almas antigas sentem-se atraídas para a liberdade que isso proporciona. Por outro lado, as almas maduras que gerem os próprios negócios gozam de intensos e estimulantes relacionamentos, e as almas jovens encaram essa forma de negócios como a melhor forma de enriquecer.

Quando a Tarefa-de-Vida "exigir" devoção, e autodisciplina, as Almas Antigas são capazes de enfrentar obstáculos aparentemente intransponíveis com uma compreensão e um propósito filosóficos. Devido a isso, as almas velhas que se encontrem no nível final raramente buscam empregos bem remunerados por nenhum período de tempo.

A religião das almas velhas tende a ser expansiva e a incluir rituais pouco ortodoxos. Bosques e árvores tornam-se catedrais e a presença de mestres realizados é sentida frequentemente pelas almas velhas (antigas). Aos olhos da população mais jovem as práticas da alma velha poderão parecer esquisitas; contudo, as almas antigas geralmente são discretas quanto às suas práticas, e sabem passar na sociedade sem ser detectadas. Uma alma velha poderá usar um fato de negócios e conduzir um carro caro, mas pesquisem pela rama e geralmente encontrarão excêntricos.

A síntese é percebida no final do ciclo, e as almas antigas raramente aderem ao dogma. A Alma Antiga é casual com relação ao sexo nos níveis iniciais deste ciclo, por o amor erótico começar a perder o encanto. no nível final, a alma velha muitas vezes não toma parte por falta de propósito. (O sexo não lhe acrescenta nada à vida) Contudo, a alma antiga é intensamente sensual e aprecia o contacto estreito (físico). A alma velha é habitualmente um parceiro experimentado e excitante para as almas dos ciclos anteriores, mas pode ser um amante decepcionante devido à indiferença ou desprendimento que sente.

É apreciadora do bom prato, do bom vinho, e geralmente não sente motivação para seguir uma carreira para se adiantar. A despeito da sua aparente falta de objectivo e de intenção geralmente tem uma surpreendente boa compreensão quanto ao que move a sociedade e tem percepções profundas acerca das pessoas. As almas velhas são cozinheiros casuais e usam as receitas a titulo de orientação em vez de credo. Têm a tendência para usarem especiarias e ervas à vontade e a cortar o bolor do queijo e as partes apodrecidas da fruta em vez de as jogarem fora. As almas antigas sentem-se à vontade com as coisas vivas. A produção de vinho é arte antiga: a maioria dos viticultores são almas velhas e poderão já ter sido viticultores antes, e retornar à arte de bom-grado. Podem saciar a propensão que têm pela jardinagem, ganhar a vida e evitar a competição desenfreada ao mesmo tempo.

Já dissemos certa vez a este grupo que a maioria das almas velhas encontra conforto e sentem afinidade pelas outras criaturas. A maioria das almas velhas inspiram confiança nos animais e eles respondem de um modo natural a isso. Algumas almas velhas descobrem que tal afinidade se estende mesmo aos animais selvagens e temíveis. Vários neste grupo tiveram já ocasião de demonstrar isso. Qualquer má experiência tida com animais na tenra idade poderá causar certa aversão. A alma antiga geralmente não se estenderá além da espécie ofensiva nem atinge o estágio da fobia, como nos casos das experiências primárias que datem de vidas anteriores.

A maioria dos cães peludos pertencem às almas velhas. Elas começam a relacionar-se com animais selvagens e geralmente desenvolvem uma afinidade por todas as criaturas vivas. As almas velhas percorrem os velhos trilhos. O que as almas velhas ainda não compreendem é que se acham todas persas num estratagema que representa o derradeiro ajuntamento. Isso é tudo quanto tem que ver com o ciclo das almas antigas. A alma antiga chegará como último recurso à filosofia e às artes. Umas, de uma forma mais irritante que outras, mas chegam mesmo assim. Por todo o mundo os fragmentos da sua entidade buscam essa sensação do lar. Alguns não sabem aquilo que buscam, mas experimentam o vazio.

A alma antiga típica é individualista; calma, e uma alma que raramente faz que não quer fazer. Geralmente são incomuns dentro das próprias sociedades por causa do ódio que têm pelos trabalhos das nove às cinco. Muitas vezes preferem ser pobres e esforçar-se por pagar as contas do que usar casaco e gravata, e competir num mundo corporativo.


Autoestima

As almas amadurecidas e velhas são as que têm maior dificuldade em relação à falta de autoestima. Porquê? Geralmente as almas mais jovens não têm problemas com isso por se sentirem mais orientadas para a conquista da experiência no mundo exterior. Enquanto as almas jovens tendem a obter experiência através de carma com os outros, as almas antigas interessam-se mais em completar o carma por estarem de volta.
Uma das tarefas das almas antigas passa por satisfazer esse desafio e por perceberem o próprio valor que têm enquanto seres humanos. A lição final passa pela aceitação pessoal incondicional, assim como pela aceitação incondicional dos outros. Isso requere domínio pessoal e autoestima. A chave da aceitação está no perdão e no amor-próprio.




AS ALMAS INFINITAS E TRANSCENDENTES



Sendo imateriais, excepto nos períodos da manifestação, essas almas superiores não têm mote próprio. A lama transcendental experimenta os outros como a si mesma. Ocorrem a união telepática e a harmonia psíquica. Essas almas exaltadas raramente buscam a reencarnação no corpo físico. Caso o façam. dever-se-á geralmente ao tédio espiritual e filosófico que exista no planeta e aí normalmente precederão a descida dos mestres realizados em mais do que uma centena de anos.



A alma transcendental pode entrar no corpo e "substituir" a velha alma em qualquer altura durante o ciclo de vida. Já sucedeu que a presença da alma transcendental por si só tivesse sido o suficiente para despoletar a revolução espiritual, filosófica ou cultural necessária.



A Alma Infinita tem percepção do Tao. A Alma Transcendental raramente busca algum tipo de educação formal, embora prossiga de forma animada, a menos que a educação interfira demasiado com o seu propósito. Nesse caso, a Alma transcendental, suave mas firmemente, afastar-se-á. A Alma infinita tem acesso directo a todo o conhecimento e não necessita de educação de nenhum tipo. A Alma Transcendental percebe a síntese e com tal ensina-a. Não adopta o dogma popular e não se afilia na religião organizada.



A religião da Alma Infinita é o Logos, a palavra. Nem a alma transcendental nem a alma infinita buscam a união física. Todavia, muito frequentemente, o corpo causal superior (a alma transcendental) ou o corpo mental superior ( a alma infinita) "desloca" a alma velha e por altura da sua manifestação, a actividade sexual cessa. Estas almas não são desafiadas pela Maya.



(Posteriormente Michael esclareceu que as almas transcendentais "deslocam" Sacerdotes do ciclo Antigo nos níveis seis e sete, e que a Alma Infinita substitui os Reis nos ciclos Antigos, que se encontram no sétimo nível.)



Pergunta: Que é que podemos fazer para produzir a manifestação de uma alma transcendental ou infinita no plano físico? Poderias tu, enquanto entidade que se encontra no plano causal intermédio fazer alguma coisa?



Nada podemos fazer. Isso é válido relativamente a tudo, sem as demais forças que mantêm o universo unido. Tudo isso combinado é necessário para perpetuar os ciclos. A consciência de como isso opera não nos dá livre-curso para que possamos fazer algo. Muitos foram os que se sentiram desapontados com Jesus por ele não fazer nada de concreto relativamente aos infortúnios por que passavam. Esse voltará a ser o caso de novo. A Alma Infinita não vem "comandar as tropas." A Alma Infinita vem para fazer valer (cumprir) a palavra (logos). Cabe-vos a vós dar atenção e assumir a vossa própria acção, ou não.



Pergunta: De que modo se aplicará tudo isso a nós presentes actualmente no plano físico?



Examinem a natureza dos vários estágios de crescimento da alma. O nível de percepção e a natureza da compreensão da alma num determinado ciclo revela-se crítico quanto a isso.



Sucede agora que neste planeta, a vasta maioria das almas se encontra no estágio de Jovem e Maduro. Nem sempre foi assim, mas a vida neste planeta está a evoluir a ponto de deixarem de haver almas na fase de Infância a projectadas neste enquadramento. Por essa altura a maioria será ou Madura ou Antiga.



(Em 1981 Michael disse que não mais entidades estariam a projectar-se para este planeta, quer na nossa espécie humana quer na dos cetáceos, embora, claro, essas projecções prossigam noutros planetas e noutras espécies.



Há um término, claro está, para todos os mundos, quando a estrela se desgasta a si própria. A evolução da vida num dado sistema solar é sempre orientada para não exceder a vida da estrela. Por outras palavras, toda a vida neste planeta terá evoluído e completado muito antes desta estrela se expandir e se tornar numa gigante vermelha para eventualmente encolher e tornar-se num resquício de uma estrela anã.



Deixem que falamos a seguinte observação: Conquanto existam verdadeiramente muitos caminhos para o "alvo", vocês não são julgados por nenhum que optem por seguir. Todos os fragmentos prestam contas a si próprios e à sua própria essência e a ninguém mais. Também mais ninguém seria necessário.



Todas as escolhas são igualmente válidas, até mesmo aquelas que parecem concorrer "de encontro" à intenção ou objectivo original, ou aquelas que conduzem à criação de laços cármicos. Tal como a evolução percorre um sentido,, a vida é vivida numa direcção. Não podem delegar, embora possam acabar por ter muitas vidas em que deem pequenos passos "em frente" no caminho da evolução. Não existe erro na sua escolha, apenas escolha e a ramificação da escolha. A evolução não é competição nenhuma -- vocês não obtêm qualquer pontuação por conseguirem transições rápidas  nem demérito algum em função de uma evolução lenta.



Haverão de evoluir, e a evolução individual que sofrerem prosseguirá em frente, sejam quais forem as linhas que a escolha determine.



"Antigo" não significa superior nem tão pouco "Jovem"  significa inferior, do mesmo modo que os dinossáurios não são melhores nem piores que os pássaros. Toda a fase da evolução é apropriada: haverão de evoluir ao vosso próprio ritmo, e não receberão nem louvor nem crítica em função da evolução que apresentarem; não serão alvo "de juízo" para além de todo o vosso processo de inculcar vidas, que, recordamos-lhes, é feita com toda a aceitação e amor assim como com absoluta compreensão.





OS NÍVEIS DA IDADE DA ALMA

ALMA BEBÉ

1º Nível – Muitas vezes psíquico; em sintonia com o planeta mas não com as pessoas; próximos ao centro instintivo; nenhum centro intelectual; reservados; selvagens (indomados)

2º Nível – Menos apavorado; faz uso do pensamento; capaz de passar nos testes da sociedade, nas regras da sociedade estabelece como limite.

3º Nível – Mais calmos; ausência de sexo no período que vai do primeiro ao terceiro estágio; decide que pode estabelecer as pazes com os outros de modo que nem sempre se isolam; podem viver nas periferias das cidades.

4º Nível – Iniciam o sexo animalesco; ausência de consciência; é amigável por trabalhar melhor.

5º Nível – Cometem coisas abomináveis; querem ser diferentes; tentam tudo.

6º Nível – Pagam montes enormes de carma; Podem levar muitas vidas.

7º Nível – Manhosos; naturalmente espertos; passam na sociedade; não se envolvem em relacionamentos pessoais; podem começar a abrir-se emocionalmente e começar a inquietar-se com mais alguém, companheiro ou parente.

ALMA INFANTIL

1º Nível – Começam a interessar-se pelo que as pessoas pensam deles; o problema da parte dos outros constitui um problema; como consegui-lo representa um mistério.

2º Nível – Os problemas do primeiro nível tornam-se agudos; se não me amares eu mutilo-me.

3º Nível – Abrem mão dos comportamentos do primeiro e segundo níveis; volta-se para dentro; Buscam a autoridade (externa) quanto à forma como a vida deve funcionar.

4º Nível – Membros estáveis da sociedade; querem pertencer a religiões, clubes, descobrir quem deviam ser; sentem-se apegados aos outros.

5º Nível – Sossegados; podem tornar-se perversos; podem cultivar fetiches estranhos ou adoptar comportamentos realmente bizarros, por exemplo, plantas aquáticas com xarope de bordo.       

6º Nível – Muito cármicos; proferem que toda a gente deveria seguir a autoridade.

7º Nível – Complacentes, descobrem o cuidar e ser cuidado; procuram tentar ser autoridade

ALMA JOVEM

1º Nível – Expressam raiva; cautelosos mas podem ser dominantes.

2º Nível – Dogmáticos; Receosos, encobrem esse receio com o dogma. Gostam de ser autoridade.

3º Nível – Sossegados; muitas vezes gostam de se afastar de tudo; eremitas; não demasiada consciência; não sentem muito afecto pelas pessoas.

4º Nível – Amigáveis, bem-sucedidos; constituem o vosso yuppie médio, frequentes autoridades; riqueza e poder.

5º Nível – Riqueza e poder por meios pouco habituais. Ainda extrovertidos e amigáveis.

6º Nível – Ocupados com o carma, competentes, o que os conduz a um poder extremo, vêem a falta de alguma coisa mas não conseguem identificar o quê; muito ajustados aos modos.

7º Nível – Autoridades absolutas, calmos; nascidos para o dinheiro ou dotados para a carreira. Modos autoritários a exemplo dos mais maduros; capazes de fazer EST (NT: Estudos nocturnos relacionados com o material Michael) a título de experiência. Gostam de fazer o que é popular.

ALMA MADURA

1º Nível – Inquietos; Começam a reconhecer a importância dos apegos emocionais mas ocultam-nos.

2º Nível – Conflito interior entre o sucesso e os relacionamentos. Agonizam.

3º Nível – Sossegados; intensos; provavelmente não muito bem-sucedidos materialmente; muito angustiantes.

4º Nível – Amigáveis; apaixonados; Relacionamentos mais importantes que qualquer outra coisa. Vidas tipo telenovela.

5º Nível – Drama emocional; guarda-roupas incomuns; papéis sólidos desconfortáveis por serem bizarros; adoram papéis fluídos.

6º Nível – Muito agonizantes; demasiado difícil a qualquer nível; muito carma; muito emotivos; os papéis expressivos podem conduzir à loucura; esgotamentos nervosos.

7º Nível – complacentes; emocionalmente apegados; não muito interessados no desapego das almas velhas; uma quase estagnação; é fácil.

ALMA VELHA

1º Nível – Confiantes, ainda maduros; sem pressa de melhorarem.

2º Nível – Pairam entre o drama e a objectividade; guerra interna.

3º Nível – Sossegados; muito bem informados; vida diária tranquila. Atraídos para o ensino.

4º Nível – Extrovertidos; orientados para o ensino; autoritários quase como no modo de potência.

5º Nível – Invulgar; aspecto espiritual; por vezes quase sem serem deste planeta.

6º Nível – Extremamente ocupados; trabalhadores infatigáveis; consideram a espiritualidade como muito importante, ao contrário do resto. Pesadas cargas de ensino. Problemas de confiança.

7º Nível – Resta quase carma pessoal. Ociosos. Ensinam – mas só uma ou duas pessoas. Problemas com a aceitação.



CARACTERÍSTICAS DA ALMA MADURA

Mote: Eu sei como me sinto.

Habilidades: Altamente capazes, podem fazer grandes contribuições para a raça humana; muito atidos a princípios; reformadores progressistas naturais; o dinheiro não constitui a prioridade máxima.

Enquadramento: Emocionalmente intensos e dramáticos; idealistas e comprometidos com a erradicação da injustiça; confusos e irracionais por vezes; compassivos e empáticos; inclinação para os comportamentos viciantes.

Objectivo: Procuram entender-se a eles e aos outros; concentrados nos relacionamentos e na expressão emocional; necessidade de dar contributo para o mundo; vontade de pertencer a alguma coisa; por vezes desejo de ser “como” os outros em termos de crenças, comportamento, moda, etc.

Relacionamentos: Intensos e duradouros; tipo telenovela; inclinados em demasia à identificação; buscam a comunidade; têm vontade de descobrir os outros ou uma comunidade que os compreenda.

Interesses: Apoiam as artes e inclinados para o serviço humano avançado, dados a contribuir para a sociedade; explorar novas coisas; juntam-se a causas emocionais e são campeões nelas.

Valores: O amor pela arte e pela criatividade sob todas as formas; filosofia, a expressão e o intercâmbio; aborrecem a censura; buscam a reforma social e o crescimento pessoal; ambientalismo e direitos dos animais.

Nações: Itália, Canadá, Rússia, Polónia, Inglaterra, Escandinávia, partes dos Estados Unidos (Noroeste e sudoeste) 1/3 da população

CARACTERÍSTICAS DA ALMA VELHA

Mote: Vive e deixa viver.

Habilidades: Aprendizes rápidos; adaptáveis; solucionadores naturais de problemas ao confiarem nos recursos internos para descobrir soluções; capacidade para serem a sua própria autoridade e para encontrarem respostas dentro de si.

Enquadramento: Mais emocionalmente desapegados mas não destituídos de emoções; focados no intelecto; Não se identificam excessivamente com os problemas do mundo; disposição para cooperar com os outros; amor pelo intercâmbio e a filosofia mas preferem o próprio cunho; por vezes inclinados à autodepreciação.

Objectivo: Compreensão e expansão espiritual; buscam a evolução pessoal; serem de modelos de almas velhas no comportamento para os outros; ensinam pelo exemplo e necessidade generalizada de ensinar e ajudar os outros; aceitam a responsabilidade com graça; um simples desejo de desfrutar da vida; das amizades, da família, e do trabalho.

Relacionamentos: Sentem-se ligados a tudo, pessoas, animais, ambiente; íntimos e atenciosos; indiferentes para com as vidas tipo telenovela; sensuais e favoráveis ao sexo com intimidade e boa comunicação; desfrutam das diferenças dos outros.

Interesses: Divertem-se; apreciam o bom humor, aprendem a relaxar mais; buscam o trabalho que enriquece e satisfaz em vez de recompensas com abundância de riqueza ou prestígio; comungam com a natureza; expressam talentos naturais em muitas áreas.

Valores: Valorizam a substância acima da aparência; dados a contornar as regras; desfrutam da vida em tudo quanto trás, incluindo o sexo, a boa comida, a boa comunicação, a boa música, o discurso filosófico e tudo mais que seja sensual ou intelectualmente estimulante.

Países: Islândia; Finlândia, Suécia, Holanda, Dinamarca, determinadas bolsas da Rússia e dos Estados unidos 1/10 da população.
                                                                                                                          
Tradução: Amadeu António

Sem comentários:

Enviar um comentário