domingo, 1 de novembro de 2015

INTRODUÇÃO À MEDITAÇÃO



Muitas vezes as pessoas associam a meditação com as tradições orientais. De facto, a meditação constitui somente tempo passado a sós convosco próprios. Um tempo em que comungam com a parte de vós mais elevada a fim de descobrirem as respostas de que precisam. Permite-lhes conhecer-se por completo e a faculdade de persuadirem o vosso potencial máximo e maior realização.

Meditar significa penetrar no silêncio. O silêncio em si mesmo, uma vez mais, já foi alvo de muitas interpretações, mas o que literalmente ocorre é a fusão com todo o ruído de modo que nenhum som parecerá existir separado de vós.

Para poderem descobrir-se e conhecer o aspecto mais íntimo do vosso ser, precisarão descontrair. Passam literalmente os vossos sentidos físicos e começam a funcionar com base nos vossos sentidos superiores. Os mesmos sentidos – a visão, a audição, o paladar, o toque, o olfato. São verdadeiramente capazes de ouvir, ver, saborear, tocar e cheirar com os sentidos interiores. Tomam consciência de um aspecto interior de vós que em grande parte, não surge superficialmente.

A mente consciente jamais está serena, e representa o vosso coletor, que vê, aceita e regista no subconsciente tudo quanto ocorre na vida. Daí que precise ser convencido que não faça mal abrir mão de todo o controlo. Quando se sentarem em meditação, dispensem um tempo para aquietar o corpo. Uma das formas de conseguir tal coisa é através da respiração profunda. Ao inspirarem e expirarem lentamente, ao abrandarem a respiração, abrandam a mente. E ao abrandarem a mente, abrandam o corpo.

A mente consciente está habituada a estar no controlo. O corpo físico está habituado a ser o centro da vossa atenção. O corpo procurará deixar de cooperar com os esforços que envidarem para o demoverem do centro da vossa atenção. Começarão a sentir comichão no nariz, o corpo começará a ficar inquieto na cadeira. Se ignorarem somente tais tentativas durante algum tempo, a mente consciente e o eu físico passarão a aceitar o facto de transporem o controlo que exerce.

Um dos problemas que a maioria das pessoas enfrenta é a aceleração da mente. As preocupações do dia entram em acção e questões podem passar a ser ponderadas. A mente esvoaça de um assunto para outro e de repente a tensão surge de novo. Precisam aprender a focar a atenção consciente em algo que a mantenha ocupada enquanto o subconsciente comunga com o supraconsciente.

A frase ou método que empregarem para distrair o eu consciente fica ao vosso critério. Nesta aula a June irá descrever vários métodos destinados a ocupar a mente consciente. Iremos investigar vários métodos de entrar em meditação com plena percepção de não existir uma maneira única. Cada um constitui uma energia distinta e reagirá a um método diferente e todos são igualmente válidos.

Alguns gostam de usar uma frase simples tipo “Deus é amor,” “Eu sou um com o Pai,” “Eu sou amor,” “Estou rodeado pela paz.” Frases diferentes, porém todas capazes de criar um ponto de convergência para a mente consciente. Sempre que derem com a vossa mente a perambular deste ponto, pensem na ideia que tiverem escolhido e tragam a mente consciente de novo a esse enfoque. Recomendaria que antes de iniciarem a meditação sintonizassem o aspecto superior do vosso ser – Deus. Pensem em vós à luz do Seu amor, cientes de que Ele está sempre convosco. Tendo conseguido isso, respirem várias vezes de maneira profunda, e visualizem o ar que lhes entra nos pulmões como paz e harmonia e o ar que expiram como irritações e ressentimentos. Inspirar paz e em harmonia, expirar raiva e ressentimento. Inspirar paz e harmonia e expirar culpabilidade. Inalem, sempre o positivo e exalem o negativo. À medida que o corpo abranda a cada inspiração, verificarão que se encontram subitamente cientes de um novo nível.
Meditação individual; não esperem os mesmos resultados. Não procurem aperfeiçoar a meditação do dia anterior mas em vez disso aceitem o facto de cada meditação em que penetram lhes traga aquilo que for justo e adequado às vossas necessidades do momento. Porquanto se definirem objectivos específicos, poderão perder algo de longe mais sublime do que tal objectivo.

A meditação é empregue para fins diversos. Meditação para alcançar um relaxamento profundo. Descer até uma aceitação harmoniosa de vós e permanecer no descanso do eu, saindo disso com o conhecimento daquilo que precisam saber. Para alguns, a meditação é usada como uma ferramenta psíquica, com que se aquietam de modo a poderem obter consciência daquilo que está além do seu conhecimento. Não recomendo a meditação como um instrumento psíquico até que tenham meditado com o intuito da compreensão total de vós próprios.

À medida que começam a penetrar num estado meditativo, acontece o que quase parece um paradoxo. Ao penetrarem no silêncio, de súbito parece que todos os ruídos sofrem um aumento. O relógio a que nunca deram atenção antes de súbito mostra-se ruidoso e quase como uma intromissão. O grilo, suja presença não tinham notado, canta, e uma vez mais parece intrometer-se com o vosso silêncio. É fenómeno estranho que tenhamos que descer para podermos subir. Aquietam os sentidos a fim de sintonizarem uma vibração superior, que lhes permite conhecer e compreender todas as coisas.

Não compitam com o relógio. Escutem o ritmo que apresenta. Procurem chegar a compreendê-lo e de súbito perceberão que não mais estão a escutar o bater dos ponteiros. Toda a irritação que tiver lugar em meio ao silêncio da meditação deverá ser tratada como uma aliança e não como uma batalha. Por que quilo que unem na cadência e no ritmo se torna parte do vosso próprio som, e vós parte dele. Porquanto todo o som fazer parte do som universal e o som universal se assemelhar ao silêncio. Na realidade, é o silêncio que não constitui qualquer ruído.

Tal como o som se torna mais predominante ao se começar a meditar, também a consciência em todos os demais sentidos. A cor pode muitas vezes intrometer-se. Tons de azul e verde e vermelho, amarelo, violeta, pode surgir to do espectro do arco-íris. Por vezes, sob a forma de um minúsculo ponto luminoso. Outras vezes como um ponto maior. Por vezes a pulsar e a igualar a vossa cadência, o vosso ritmo. Com frequência sentem como se a luz esteja a acenar ou a atraí-los para ela. Mas uma vez mais, é simplesmente o facto de a visualização sofrer um incremento. Porque todo o ruído, tudo, possuir uma vibração que cria a aura colorida. A cor torna-se visível.

Quando estiverem a meditar por uma primeira vez não tentem obter resultados. Em vez disso, procurem relaxar, contentar-se em ficar em silêncio convosco. Porque assim que essa forte fundação for estabelecida, os sentidos elevar-se-ão e a visualização, o som, tornar-se-ão mais harmoniosos e satisfatórios.
Torna-se importante reconhecer que por constituírem energias individuais, poderão achar um método particular de entrar em meditação mais apelativo que outros. Tudo bem. Mesmo que se encontrem num grupo de pessoas, poderão empregar métodos de iniciação bem-sucedidos caso tenham verdadeiramente descoberto aquele que se lhes adequar.

Ao tomarem consciência dos sons tomam igualmente consciência da sensação. Podem ter consciência do ritmo da vossa respiração ou do batimento cardíaco assim como poderão tomar nota dos fluídos corporais. Uma nova consciência de si.

É importante não assumir qualquer atitude competitiva na meditação, e que o desejo de silêncio, paz e harmonia seja o único objectivo inicial.

Gostaria de usar um método de acesso à meditação convosco neste instante. E de fazer uso de um pequeno período de silêncio de vários minutos de forma a poderem experimentá-lo em pleno.

Meditação 1

Sentem-se de forma confortável na vossa cadeira. Não cruzem as pernas mas em vez disso, confortavelmente assentes no chão. Se estiverem sentados numa postura de ioga, a posição cruzada das pernas é admissível.

Ora bem; uma vez confortavelmente sentados, deixem descair os ombros. Deixem que o estômago se saliente se for o aso, deixem que as pernas se estendam. Por outras palavras, relaxem de verdade. Nessa posição relaxada, imaginem que estão a entrar num elevador.

Digam a vós próprios que estão a entrar nesse elevador no 10 andar, e que à medida que passa por cada andar na descida que está a efectuar, terão uma sensação aprofundada de paz e de harmonia, uma sensação de profundo relaxamento. Assim que alcançarem o primeiro piso, a completa harmonia estará ao vosso alcance, e uma completa comunicação convosco estabelecer-se-á.

Entramos no elevador no décimo piso, com a certeza absoluta de que a paz, a harmonia e a serenidade estarão ao vosso alcance. Contem mentalmente os pisos à medida que forem descendo.

            Nono        Paz e harmonia
            Oitavo      Profundamente relaxados
            Sétimo     Uma vez mais, completa noção de paz, harmonia e completo relaxamento
            Sexto       Paz
            Quinto      Harmonia
            Quarto      Aceitação da totalidade interior

Desçam até ao Terceiro piso em completa paz e harmonia, em completo relaxamento.

Agora até ao Segundo piso com a percepção absoluta de que na próxima paragem, estarão por completo relaxados.

E agora, o Primeiro piso -- paz, harmonia, alegria e completo relaxamento estão ao vosso alcance.
(A porta do elevador abre-se e revela um adorável jardim) Mantenham-se nessa paz e harmonia e permitam-se tomar consciência dos vossos sentidos no máximo da sua capacidade.

No centro desse jardim acha-se um banco sob uma árvore frondosa. Vão até ao banco e sentam-se. mantenham-se na paz e na harmonia e permitam-se tomar consciência dos vossos sentidos no máximo da sua capacidade. (1 minuto de silêncio)

Têm plena consciência de voltarem de novo a entrar no elevador que se encontra parado no Primeiro piso. Agora erguem-se e voltam a entrar no elevador. A porta fecha-se. Muito devagar, o elevador move-se para cima -- Dois, Três. Quatro, Cinco, Seis, Sete, Oito, Nove, Dez. Encontram-se uma vez mais no Décimo andar da consciência de vigília.

A porta do elevador abre-se, e situam-se uma vez mais no tempo presente, neste local e compartimento.
Isto não é hipnose, por se encontrarem no controlo, e conduzir-se-ão ao silêncio e de novo ao exterior, rumo à consciência. Se tiverem problemas com os elevadores, usem as escadas. Se não gostarem de descer, entrem no Primeiro piso e vão subindo, cientes de que no Décimo piso terão atingido a paz e a harmonia.

Usem este método por diversas tentativas até que o sintam ter efectivamente experimentado. Se ainda não se sentirem confortáveis com ela, ponham-na de lado e usem um outro método de acesso. iremos partilhar diversos métodos antes de terminarmos esta aula.

Assim que saírem da meditação, é prudente que respirem fundo algumas vezes para darem tempo a vós próprios para se orientarem com relação aos sentidos físicos. Estejam certos de que, com umas quantas tentativas, esse pode revelar-se um método bem-sucedido de acesso à meditação.

Uma vez mais, uma palavra de sobreaviso. Não tentem melhorar, com o intuito da competição, a meditação do dia anterior. Porque ao procederem assim, criam tensão no sistema e poderão bloquear o que poderá traduzir-se por experiências mais grandiosas de harmonia com o vosso Eu Superior. Lembram-se de que cada meditação não será composta por visões fantásticas nem por foguetes espaciais. Algumas serão compostas por um descanso confortável, mas terão noção de ter obtido dessa meditação uma nova compreensão de vós próprios.

Por vezes, na parte inicial da meditação, quando são novos em relação ao sistema, experimentarão libertação emocional. Pensamentos de coisas passadas que libertam emoções reprimidas. Isso está perfeitamente bem, por constituir um indicativo de relaxamento em vós próprios e de aceitação do pleno valor que têm. A percepção de não haver nada a que não possam fazer frente, nada que não consigam compreender com respeito a vós próprios à medida que trabalharem convosco na meditação.

Sentemo-nos em silêncio por um instante e pensemos nestas coisas que estivemos a debater. Permitem que a vossa mente perpasse os esclarecimentos que salientamos nesta aula. Permitem que sejam verdadeiramente assimilados por vós com um percebimento total de que cada acesso em si mesmo constitui uma nova percepção de vós próprios. (Silêncio de 1 minuto)

Fizemos referência ao relaxamento obtido por meio da respiração profunda, e de canalizar para vós as harmonias do pensamento positivo ao expirarem os aspectos negativos abrigados dentro de vós. Utilizando esse método de respiração, abrandamos o corpo a ponto de se tornar muito mais fácil deixar que relaxe por completo. Fizemos referência à consciência do crescente do ruído e à importância de se juntarem a ele, e não de o tentarem repelir. Falamos das energias que projectam cor, as quais, na nossa própria visualização na sua máxima potência começam a ser capazes de ver.
Vamos fazer uso de um novo método de acesso, desta vez.

Meditação 2

Uma vez mais permitam-se sentar-se de forma confortável. Deixem descair os ombros e permitam que o corpo entre em total relaxamento. Respirem profundamente, e inspirem paz e harmonia e expirem os ressentimentos e a raiva. Inspirem alegria e tranquilidade e deitem para fora todas as negatividades.
Nesse estado de paz, partilhemos um outro método de acesso à meditação. Pensem por um instante numa experiência agradável que tenham tido. Talvez um lago de águas calmas e tranquilas, um pássaro em pleno voo, a observação das crianças numa ocasião de festividade. Poderão optar por fazer uso de uma imagem favorita. Pensem nessa experiência até se encontrarem uma vez mais cientes dela de uma forma aguda, até a perceberem na mente interior a ponto de lhes permitir de lhes aceder de novo. Sintam os sentidos, acolham a coloração, a atmosfera, as vozes -- todas as coisas que tornem essa experiência numa realidade. Poderão optar por usar a vossa fotografia favorita, mesmo uma que faça parte de um calendário que lhes inspire paz.

À medida que forem visualizando isso no olho interior da mente, permitam-se participar na paz e harmonia dessa experiência.

E à medida que uma vez mais se virem repletos da alegria que engloba, permitam-se vagar de forma pacífica para o silêncio, completamente relaxados, repletos de alegria, agradavelmente dotados de tudo quanto certa vez tenha existido e de tudo quanto consigam antecipar que possa ocorrer.
Juntem-se ao silêncio nesse estado maravilhoso de espírito e permitam-se vagar e tomar consciência do vosso Eu Superior. Levem um instante a senti-lo. (20 segundos de silêncio)

Tendo-se conduzido a um estado de espírito venturoso, torna-se fácil sentir-se confortável com o vosso abandono e o estado flutuante. Têm consciência de conseguir regressar, de estarem no controlo e de poderem, quando sentirem necessidade de o fazer, conduzir-se de volta ao presente, mas de voltar com um sentido impressionante de recordação, de alegria e de partilha. (Pausa curta)

Respirem fundo e conduzam-se de novo ao presente, a este lugar e a esta sala.

A visualização, para certas pessoas, não resulta fácil. A seguir, imagens mentais são comummente formadas. Mas poderão optar por usar um trecho de música que sempre lhes tenha trazido relaxamento e sensação de bem-estar. Ao recorrerem à música permitam-se fazer parte dela, e deixar-se levar pela cadência, pelo ritmo, pelo som até se sentirem livres do eu consciente e vagarem pelas oitavas mais elevadas da música, e comungarem com o Eu Superior dentro de vós.

Já experimentaram a respiração no relaxamento do corpo, um método de contagem decrescente de aquietar os sentidos, e uma visualização de aceso por meio de memórias agradáveis. Lembrem-se de que sintonizarão mais prontamente com uma do que outras mas que isso não faz mal.

Paremos agora um instante para entendermos a meditação com respeito a uma abertura no âmbito psíquico. A meditação é chave em toda a percepção. É através do relaxamento e do alicerçar da harmonia e de uma fundação do eu superior com amente consciente e o corpo físico que tudo o mais ocorre.

À medida que forem tomando uma consciência crescente, darão frequentemente por vós em situações que anteriormente pareceriam becos sem saída, ou situações sem remédio. Por vezes isso procede da capacidade de entrarem em sintonia com as energias de outros, talvez de alguém que faça parte do vosso grupo ou porventura da parte de alguém por quem tenham sentido preocupação e que tenha residido na mente subconsciente. No estado meditativo, o subconsciente liberta a necessidade de conhecimento e a mente supraconsciente responde ao apelo.

A capacidade de se centrarem representa o ingrediente mais importante em todas as venturas no domínio psíquico. Porque sem essa paz, harmonia e centralização, não haverá uma fundação válida em que possam erguer as outras experiências e o outro conhecimento.

Não é fácil quando se é novo na área da meditação, compreender por completo as várias frases que ouvirão empregar com respeito à meditação. Gostaria de parar um pouco para esclarecer algumas delas. O termo "psíquico" significa "do domínio da mente ou psique, além dos processos naturais físicos. Às forças sensitivas que estão para além do mundo material." Nas épocas Bíblicas o termo "espírito" era empregue no sentido psíquico. Eles diziam, "Ele estava no Espírito." Certos termos podem tornar-se perturbadores por lhes faltar a completa compreensão do significado que têm. O termo "oculto," muitas vezes é um termo assustador, mas tudo o que significa é "a qualidade do desconhecido." Em testes de laboratório, a qualidade do desconhecido é designada por "o factor culto." Quando se encontram a tratar dos vossos sentidos superiores estão a lidar com o factor oculto ou os sentidos ocultos do vosso Eu. O termo "místico," quer dizer alguém que penetra o mundo externo da sensação material e descobre o seu caminho para o mundo interior da realidade, em que as leis superiores prevalecem. O que se refere a alguém que funciona nos sentidos superiores em vez dos sentidos físicos do consciente. Alguém que conduza os cinco sentidos físicos ao seu ponto máximo em que consiga compreender de maneira elevada aquilo que tente resolver. O termo “metafísica” trata do ramo da filosofia que lida com os princípios originais e procura explicar a natureza do ser e da realidade. A metafísica constitui um qualquer aspecto que provoque perplexidade ou se revele de difícil raciocínio. A lei arcaica oculta é comummente designada por metafísica.

As pessoas fazem uso gratuito de termos como "astral," que significa "das, ou semelhante às estrelas." Assim como "corpo astral," que representa uma estrela ou planeta, mas também o duplo etérico do corpo humano. O adepto ou psíquico com treino é capaz de enviar o corpo astral à vontade a fim de observar. Isso não quer dizer que quando meditem isso lhes venha a suceder. Apenas o alcance de uma fundação em vós próprios, da completa compreensão de vós próprios, e do alcance do vosso equilíbrio que passarão para domínios mais avançados.

O termo "aura" é frequentemente usado com o significado de "uma emanação vaporosa invisível," como o aroma das flores, uma atmosfera invisível que emanam e os circunda a vós ou a uma coisa qualquer. Vocês constituem uma vibração única, vibração essa, que cria um ritmo e cujo ritmo cria cor que emana passa a emanar de vós, e que sofre alterações de tom de acordo o vosso estado de espírito mental, emocional e físico.

Ouvimos as pessoas falarem sobre aqueles que são clariaudientes. Isso quer dizer a capacidade de ouvirem com o ouvido interno. De ouvir aquilo que o ouvido físico não é capaz de ouvir. Uma vez mais, o alcance do ponto mais elevado de um dos vossos sentidos. A clarividência constitui a capacidade de perceber coisas que não se encontram à vista ou que não podem ser fisicamente vistas. Capacidade de visão, a clarividência representa o sentido da visão levada ao seu ponto máximo. Uma frase habitualmente escutada com que a maioria das pessoas estará familiarizada é PES, a percepção extra sensorial, que significa ir além dos cinco sentidos físicos e utilização dos sentidos mais elevados que tiverem sido desenvolvidos, que é exactamente aquilo que estamos a afirmar quando mencionamos a meditação e conduzir-vos à parte mais elevada dos vossos sentidos.

Ouvirão as pessoas falar de médiuns, o que significa, "intermediário; algo que intervém por meio da qual uma força actua ou um efeito é reproduzido." Tudo quanto se situar num espaço intermédio constitui um médium. Logo, uma pessoa por intermédio de quem comunicações são enviadas de outros domínios é designada por médium. Há muitos tipos de médiuns. Alguns operam num estado completamente consciente e utilizam factores de consciência e uma capacidade sensorial superior, tal como os médiuns mentais. Outros operam em estados de consciência alterada tais como a clarividência e a clariaudiência. Esses estados de consciência são vulgarmente designados como de "ligeiro transe," ou simplesmente estados de transe. Em estados aprofundados de consciência, o médium perde a consciência e não recorda nada do que tiver sido comunicado.

A única razão porque estamos a debater estes termos é para os familiarizar com eles, por serem vulgarmente empregues sempre que a meditação se torna objecto de conversa.

Agora parem um instante para reflectir no que estivemos a mencionar. As várias frases, a capacidade de sintonia com as energias dos outros assim como com as vossas. A meditação não é usada como uma sessão de sondagem com o fito de sondarem as vidas dos outros. Mas por vezes perceberão, por intermédio dos vossos próprios sentidos superiores, a necessidade que tenham e por vezes a resposta que parece evitá-los, mas por não se envolverem emocionalmente, serão capazes de ver, ouvir ou sentir. A partilha dessa informação com eles passará então a representar para vós um serviço, algo que ajuda outrem através do uso dos vossos sentidos superiores.

Caso um grupo esteja a meditar juntos, será frequente que opte por se centrar numa única coisa de modo que as suas energias se apresentem em sintonia umas com as outras. Uma coisa em que muitas pessoas optam por se centrar é numa cor, por toda a gente compreender a cor. Caso meditem numa cor específica, mantendo a mente consciente focada nessa cor, enquanto o resto de vós passa para os sentidos superiores, poderão descobrir achar-se envolvidos com aspectos dessa mesma cor. Poderão dar por vós a captar alguma coisa ou a ver, se estiverem a meditar na cor verde, poderão captar montanhas esverdeadas, árvores verdejantes, mesmo geleia esverdeada ou alguns duendes esverdeados. Mas o verde penetrará a energia a que estiverem a associar-se. O que não quer dizer que não possam igualmente ir além dessa cor, mas porque a cor esteja a ser usada como ponto de entrada, descobrirão que os sentidos se associarão a essa cor até que lhes tenha respondido à necessidade íntima de o compreenderem.

Não tenham receio de manter um registo das meditações. Anotem as sensações que tiverem tido, as coisas que tiverem sentido. Porque, à medida que avançarem mais fundo no estado de relaxamento, ter um registo do desenvolvimento que tiverem obtido ajudá-los-á e ajudará outros a compreender.

Algumas das coisasa que uma pessoa que medite pela primeira vez sentirá com frequência é, primeiro, uma sensação de leveza, como se fosse capaz de sair da cadeira a flutuar. À meidda que os sentidos se elevam ao seu ponto mais alto, a vibração corporal aumenta. Alguns experimentam isso como uma sensação de ausência de peso. Outros terão uma sensação de peso, como se os seus pés e mãos tivessem ficado de chumbo ou de pedra. Sentir-se-ão como se não conseguíssem mexer-se e como se eventualmente, não tivessem mãos ou pés. Tais sensações representam o deslize dos sentidos físicos e uma passagem para uns sentidos espirituais mais elevados interiores que lhes pertencem, a congénere mais elevada dos sentidos físicos.

É bom partilhar as meditações que tenham tido numa primeira instância. Para as situações em que encontrarem quem passe pela mesma experiência, e por poderem começar a perceber que, aquilo que julguem ser uma coisa anormal não passe na realidade de coisa normal inerente ao processo que esteja a ter lugar.

Por vezes poderão ter uma percepção extrema do vosso próprio corpo ao começarem a meditar. De início parecerá que seja o corpo físico a reclamar a vossa atenção. Ao disciplinarem a coisa ignorando-a, deixando simplesmente que saiba que a amam, conquanto de momento a vossa atenção esteja a ser requerida noutra parte, descobrirão que o formigueiro, os murmúrios incómodos se afastarão, e que um novo sentido de unidade com o corpo terá lugar. Agora, terão consciência dos funcionamentos internos do corpo, das diferentes vibrações e sons que associam convosco. Isso é bastante natural. Não deveriam pensar nisso como algo que esteja errado, mas em vez disso, sentir-se fascinados com a totalidade do vosso ser, e aprender a conhecer esse ser ainda mais a fundo.


Ao meditarem numa base diária, passarão por um processo inicial da sensação que "têm que meditar" como se fosse uma tarefa. Passarão a experimentar o ideia de que, "É tempo de meditar." Eventualmente ansiarão por esse estado. Uma meditação diária faz mais pelo corpo do que um comprimido diário de vitaminas, por instaurar a harmonia da mente, do corpo e do espírito. Permite que a emoção atinja o seu nível perfeito. A harmonia que cria estende-se à vida diária e torna-se num instrumento para enfrentar tudo quanto a vossa vida envolve.


Uma pessoa que tenha meditado durante um tempo dará por si a pensar de modo diferente. O factor da irritação na vida, que inicialmente os possa ter levado a arengas e a desvarios, a guardar rancores e a sentir problemas de saúde agora assume um dar de ombros. A mesma importância não se centra no negativo por agora o aspecto positivo começar a ter efeito.


É prudente que reconheçam que, quando dirigem um pensamento positivo para outra pessoa, ele é sentido por essa pessoa por intermédio dos seus sentidos superiores e que ela responde no mesmo nível da percepção. Desse modo, sensações boas respondem a sensações boas. Caso seja endereçada negatividade, ela responderá a isso como uma atracção magnética. Sempre que se faz presente uma irritação, pensem nela no sentido positivo e em breve a verão modificada e alterada. 


Quando se ocupam da meditação, peço que os meus alunos também se ocupem do pensamento positivo. O pensamento positivo não é algo que ocorra de repente. Alguns das melhores pessoas de elevado nível muitas vezes dão por si com pensamentos negativos ou reacções negativas. Precisam treinar-se na programação do vosso subconsciente com pensamentos positivos de modo que a positividade possa inundar-lhes o corpo, porque o subconsciente governa o corpo por intermédio da glândula pituitária. Por isso, pensem bem de vós próprios, pensem bem dos outros, e sintam a alegria dessa energia a reagir à atitude que tomem, e a regressar a vós. Por vezes precisarão fingir. Por vezes poderão ter que dizer: “Eu perdoo,” e pensar que sejam hipócritas por não o sentirem. Não importa. Se o tiverem pensado, se o tiverem dito, terão dado início a uma nova programação da mente subconsciente. Mas, se continuarem a repeti-lo, um belo dia o subconsciente aceitá-lo-á e de repente passam a senti-lo.


Paremos um instante para nos centrarmos juntos, para se firmarem no pensamento positivo e na energia positiva. Possa a luz carinhosa do Divino rodeá-los e inundá-los. Possam vocês conhecer a sua paz perfeita ao cultivarem a comunhão com os sentidos mais elevados que lhes pertencem. Acharão essa uma experiência gratificante e virão a conhecer-se e a sentir amor-próprio como não o terão feito antes. Permitam-se relaxar, inspirando lentamente paz e harmonia. Expirem o descontentamento. Inspirem paz e harmonia. Expirem sentimentos de culpa e raiva. Saibam que ao libertarem essas tensões alcançarão a perfeita harmonia em vós.


MEDITAÇÃO SOBRE OS CHAKRAS

O propósito deste material é o lhes apresentar os chakras existentes no corpo.

Os chakras são vórtices de energia que giram no âmbito do corpo, cada um dos quais representa um estado de espírito ou de ser. Para poderem fluir com a vossa consciência, precisam compreender o relacionamento que têm com cada um desses chakras.

Os chakras destinam-se a representar um ponto no sistema cujo único propósito é o de os despertar. O chakra constitui um passo no desenvolvimento natural no percebimento da completa realidade que os engloba. O axioma, “conforme em cima também em baixo,” encontra um equivalente neste outro, “conforme dentro também fora.”

Cada um dos chakras existentes no sistema encontra-se em relação com o universo do mesmo modo. Ao aprenderem a concentrar-se e a focar-se no vórtice de energia de um só chakra, também se estão a concentrar na sua congénere energética universal. Conhecer-se significa conhecer o universo. Precisam permitir-se conhecer-se para poderem conhecer o universo.

Os primeiros quatro chakras do sistema são conhecidos como os chakras elementares. São os chakras que se encontram relacionados com a essência física do vosso ser. São os chakras que estão relacionados com a terra, a água, o fogo e o ar. São compostos desses elementos. Cada um deles possui um propósito específico no vosso sistema. Ao compreenderem esse elemento em vós, compreenderão o elemento no contexto universal; E quando isso ocorre, dá-se a unidade.

O primeiro chakra acha-se localizado na raiz da espinha dorsal. É designado por Chakra Raiz. A base da coluna constitui a sua sede. Representa a terra, tudo quanto seja sólido em vós e no universo. A cor associada ao elemento terra e ao Chakra Raiz é o vermelho. Esse chakra está associado ao sentido do olfato. Quanto mais próximo se encontrar uma coisa da terra, mais forte tenderá a ser o sentido do olfato. Constitui a força vital que têm situada no Chakra Raiz. Esse representa a vossa própria força no seu estado bruto. Mentalmente encontra-se relacionado à materialidade, às coisas sólidas, tocáveis. Vibra à mais baixa frequência de todos os quatro chakras. As filosofias do oriente atribuem-lhe uma vibração de grandeza quatro (4).

Na escala musical, corresponde à nota Dó. O planeta associado ao chakra raiz da força vital é Marte. É simbolizado por um quadrado. No sistema endócrino está relacionado às gonadas. As filosofias orientais referem-se a ele como “muladhara.” Esse chakra faculta a capacidade de estarem cientes dos vossos dentes e ossos, de estarem cientes de todas as coisas sólidas em vós, de estarem cientes de todas as coisas que medram radicam de vós e de todas as coisas que radicam no universo.

Uma meditação nesse chakra pode levá-los a ter noção das vossas pernas e pés, que os firmam no chão que pisam ao caminhar. Poderão descobrir que numa meditação nesse chakra, árvores e coisas similares que medram na terra passe a fazer parte da consciência que tenham. Parem por um instante para se concentrarem na base da espinha dorsal, no Chakra Raiz. Tenham a sensação à solidez que os compõe, à qualidade terrena que faz parte da vossa natureza. Saibam que isso representa a vossa força vital no seu estado bruto, à espera de ser posta a uso por vós. É o primeiro elemento em vós.
 

(continua)
Traduzido por Amadeu António
Direitos de autor: Saul Srour 
Autoria: June Burke e o Serafim Julian

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