quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS SOBRE O MEDO

Vamos abordar o medo e o efeito que exerce sobre as pessoas. E o que poderão fazer no sentido de lidarem com ele.

O medo afecta a saúde, imobiliza-os e deixa a vida num emaranhado; tudo é reduzido, a mente abranda, têm receio de ter uma opinião, a actividade desacelera e tem início a paranoia. O medo acumula-se sobre si próprio. Interroguem-se quanto à razão porque temem alguma coisa, e ao fazerem isso começarão a dar o primeiro passo rumo ao controlo.

No decurso da vida deparam-se com momentos de receio de grau diversificado. Se tiverem receio que a vossa receita não dê certo, decerto que não se equiparará ao mesmo temor que o medo pela própria vida ou assim. Assim, ao longo do percurso precisam dizer: “Deixa-me antes de mais localizar o medo e analisá-lo no grau em que se apresenta. Será exterior à minha pessoa? Ou será de natureza íntima? Por que razão será tão importante que a minha receita dê certo?” Que propósito terão na sua confeção? Se o confecionarem na esperança de colherem o benefício de uma experiência acolhedora e carinhosa com os amigos ou a família, nesse caso não precisará ser perfeita por a coisa que importa estar na cálida experiência da companhia dos amigos e não na receita. Mas vocês deixam que a receita assuma seja abrangida pelo receio de que possa não resultar bem, receio de que alguém possa não gostar do que cozinharem… E este bem que pode ser um exemplo a uma escala insignificante mas vós elevai-lo a escalas bem mais significativas na vossa vida.

O medo dá-lhes uma desculpa, ao dizer: “Eu não conseguiria fazê-lo, por estar receosa.” Mas não tinham a responsabilidade de levar isso a tal ponto. Quando deixam que o medo assuma o controlo estão a abrir mão do vosso poder, por assim dizer.

Analisemos o medo da doença. Que hão-de fazer com respeito a esse medo? Recear a doença significa convidá-la; ter noção de poderem fazer algo com respeito à doença significa dar um passo positivo no sentido de rechaçar esse medo. Por outras palavras: “Vou tratar de obter a ajuda por qualquer forma que a conseguir; estou disposto a alegar não ser capaz de fazer tudo quanto fazia.”

Precisam ter em mente uma coisa, é que no processo da evolução, aceitam umas energias e abrem mão de outras. Não é suposto que façam aos sessenta o que faziam aos dezasseis, pois isso seria ridículo. Aquilo que fazem é dizer: “Tudo bem, consideremos a doença.” A doença tanto pode representar um padrão comum como um padrão de desenvolvimento da alma, mas sempre há na doença um aspecto benéfico. Qualquer um que se ache com mobilidade reduzida por uma forma qualquer dirá “Não, não, não…!” Mas é verdade. Por a força que obtiverem do enfrentar do que quer que se lhes apresente na vida confere-lhes um desenvolvimento redobrado rumo à evolução. É a forma como enfrentam aquilo que lhes sucede na vida que estabelece a diferença e não o que acontece em si mesmo. Assim, haverá quem padeça de uma doença e venha a capitular a essa doença, ao deixarem que o medo assuma o comando. E haverá outros que dirão: “Vou tentá-lo pelo que vale,” e que saem dela muito melhor do que outros.

Quando se deparam com a doença – e não creio que não haja por aqui ninguém presente que nunca tenha sido atingido pela doença ou situação crónica – aquilo que fazem com respeito a isso, a forma como lidam com ela é o que estabelece a diferença, e a transforma numa afirmação positiva. Ora bem, seria proveitoso que se interrogassem se estarão a ser obstinados com relação à doença. Estarão a recusar aceitar a sua presença? Nesse caso estarão a afirmar: “Estou a gerar uma guerra com a enfermidade.” Tentar outra abordagem pelo que valha não quer dizer batalhar com ela, mas acolher cada pedaço de benefício que possam encontrar e deixar que os conduza a uma melhor condição. Lembrem-se de que vocês possuem dentro de vós o poder de enfrentar qualquer coisa de cabeça erguida. E há muitos nesta sala que conseguiram justamente isso: enfrentaram algo de cabeça erguida e trataram disso pelo melhor que foram capazes, sem dizer que a vida tinha terminado. Se permitirem que o medo cresça, aí farão da vida uma completa confusão e ela será reduzida.

Lembrem-se que, a doença, por qualquer forma que seja, pode não se lhes apresentar somente a vós mas a mais alguém. A vossa doença poderá representar uma lição para mais alguém. Alguém que seja zelador saberá que a determinada altura terá que fazer por ter paciência, por os rituais por que passa se repetirem inúmeras vezes. E terá noção de que a paciência e o amor – que representa o “instrumento” de aprendizagem desta era -- será o que superará as adversidades e as tornarão melhores.

Além disso lembrem-se do seguinte: se deixarem que alguma coisa se apodere de vós, perderão o controlo. Se conseguirem caminhar e tiverem a cabeça a funcionar, ainda terão muito a dar ao mundo. Se não puderem mexer, haverá uma parte de vós que o conseguirá; não desperdicem o corpo todo só por uma parte se encontrar disfuncional. Aprendam com isso, transformem a condição pelo melhor de que forem capazes para vossa própria vantagem.

Gostaria agora de responder às perguntas que tenham a colocar. (Silêncio)

Muito bem.

Temos aqui uma pergunta subordinada ao medo de um mundo sem Deus, e de receio pelo filho que se encontra doente.

Na luta que o homem empreende para chegar a entender Deus, ele passou da era de Peixes caracterizada pela adoração rígida para a era de Aquário que diz que Deus se acha em vós e não somente fora de vós. Alcançar a percepção disso e fiar-se nisso poderá impedir que qualquer mundo se veja destituído de Deus. Enquanto uma só pessoa acreditar em Deus, o mundo não se verá destituído de Deus. Se olharem para os vossos meios de comunicação sentirão que vivem num mundo completamente isento de bondade. Se, por outro lado conseguirem ver por trás disso constatarão que para tudo quanto passa de negativo nos media, haverá uma contrapartida positiva no vosso mundo, assim como no meu. Assim sendo, não atirarão fora a crença que têm por lhes parecer que vivam num mundo mau.

A enfermidade de uma pessoa é da responsabilidade da própria pessoa que se encontra enferma. Ela precisará assumir responsabilidade pelos seus actos e procurar sair da enfermidade pelo melhor que conseguir. Isso poderá soar a abandono, mas não é. O que transmite é o seguinte: "Eu acredito o suficiente no Deus que se acha em ti, para gozares das forças que te permitam fazer o que precisares fazer." O que não quer dizer que abandonem o auxílio que os outros lhes estendam. É claro que pedem auxílio, porque nenhum homem constitui uma ilha. Só que também precisam reconhecer que não o poderão fazer por mais ninguém; a pessoa precisará fazê-lo por si própria, até certo ponto.

Se alguém deitar um dinheiro a perder, e lhe disserem: "Oh, toma lá mais dinheiro," e a seguir esbanjarem esse dinheiro e lhe disserem para não se preocupar, quando chegará a aprender a lidar com dinheiro? Por vezes precisam bater no fundo antes que consigam erguer-se e dar a volta à situação. Mas a questão está em que a ajuda que lhe tiverem dado terá sido adorável, mas não devem ser capachos, conforme dizem no vosso mundo. Porque só poderão ajudar se derem forças a alguém, e não consolando-a por ser fraca - porque isso não ajuda.

Portanto o zelador, seja em que aspecto for, tem a responsabilidade de dizer "não," tem a responsabilidade de dar o apoio que puder dar, que não seja pernicioso para o próprio. Se alguém tiver um problema e toda a gente lhe fizer tudo, só estarão a fazer com que o problema se agrave. A dignidade da independência da pessoa pode ser-lhe tirada, e quando isso ocorre, torna-se demasiado difícil essa pessoa sentir-se íntegra, por ela precisar dessa noção da pessoa que é. Assim, aquilo que fazem é trabalhar junto com a pessoa de um modo que seja positivo e construtivo, mas não entram no jogo de se agirem por simpatia, por isso não servir de ajuda.

Divórcio e solidão.

A primeira coisa sobre a qual devem interrogar-se é sobre a razão porque temem ficar sós. Porque precisarão sempre das opiniões e dos pontos de vista dos outros ao vosso redor. Precisam dizer, "Pode não me agradar a ideia do divórcio, mas porque quererei agarrar-me a uma condição em que não me sinta feliz? De que é que realmente tenho receio?" Se houvesse alguma coisa que pudesse empreender para auxiliar o vosso mundo, aquilo que faria seria retirar todos os rádios, todas as televisões, todos os filmes e dizer às pessoas para voltarem a conversar umas com as outras de novo, por a comunicação estar a esmorecer por também estarem a permitir (...) fora de vós, e perderem a faculdade de irem ao encontro do outro e de estabelecerem contacto.

O divórcio é algo que assenta numa decisão do foro do livre-arbítrio, na vossa sociedade. mas quando se tiverem decidido pelo divórcio, se o implementarem sem ódio, não colherão qualquer laço cármico. Se não o fizerem desse modo, irão regressar ao circuito da próxima vez e passar pelo mesmo. De modo que precisam reconhecer sempre que, se recearem estar sós, com base em que razão o farão, com que será que precisarão conhecer melhor, de modo a sentirem-se mais fortalecidos? Estar só não significa solidão. Estar só significa ter tempo para estarem convosco próprios, para se conhecerem e porque são como são, sem recearem que isso não seja suficiente na vossa vida. porque apenas quando têm conhecimento de vós próprios poderão partilhar aquilo que sejam com o semelhante. O que nos conduz de volta ao amor.

Que será o amor? De que forma se chega a ver o amor? significará o amor "Se fizeres tudo quanto quero que me faças, então amar-me-ás e tudo está bem?" Ou, será que o amor traduz: "Eu não sou perfeito nem tu, mas talvez possamos chegar a um meio-termo?" Assim, precisam lembrar-se da forma como encaram o amor e a solidão, e a partam daí, com consciência do medo inerente a isso vir a diminuir. Lembrem-se do seguinte: Se tiverem amor pela vossa própria pessoa, terão o melhor amigo que poderão ter na vida, por serem a pessoa mais cara a vós próprios. isso poderá soar a afirmação estranha mas não significa separar-se da vossa esposa ou do mundo, mas significa tão só: "Gostem de vós e tenham amor por vós; tenham orgulho por ser quem são ." Não quero saber o que façam nem a forma como abordam a vida, precisam gostar de vós e ter amor por vós, para poderem mudar qualquer coisa. É simplesmente (...) essa força proveniente de dentro.

Assim, vou dar continuidade a isto a ver até onde chegamos, está bem?

Falta de dinheiro suficiente para cuidar de mim próprio após a minha esposa me ter deixado.

Muito bem; há várias maneiras de abordarem isso. Antes de mais interroguem-se quanto ao que poderão fazer neste exacto momento que torne isso diferente. Muitos de vós já foram instruídos na "Lei dos Três" que transmiti, e aquilo que fazem é pegar numa moeda de qualquer valor e colocá-la na jarra ou no mealheiro ou seja onde for, e de momento dizer que não lhes pertence. E todos os dias pegam numa mesma quantia e depositam-na no mealheiro. Digamos que tenham escolhido uma moeda de vinte cêntimos e a coloquem no mealheiro. De certo modo não ficam sem esses vinte cêntimos ao colocá-lo lá. No final do ano esvaziam o mealheiro e formam três montes separados; o primeiro monte voltam a colocar no mealheiro, como prova concreta de que têm dinheiro. Têm dinheiro; têm esse dinheiro no mealheiro. 

Essa atitude cria um fundo de meneio que irá atrair mais dinheiro. O monte seguinte deve servir para cuidarem de vós por uma forma qualquer. Provam o valor que têm a si próprios gastando-o de qualquer maneira convosco próprios. Tanto poderá ser em roupa que queiram usar como algo que queiram ler, aulas que queiram ter, qualquer coisa. Serão capazes de, sem qualquer sensação de culpa, de o usar convosco próprios. Agora, depois de o terem feito, olham para o terceiro monte, e esse dispensam-no sem reservas nem segundas intenções, o que provará que não receiam a carência de dinheiro. Criaram um fundo de meneio, concedem a vós próprios um pouco de alegria na vida e doam o resto sem segundas intenções. Quando fazem isso, isso traduz-se por uma atitude que diz que não receiam ver-se carentes.

Isso parecerá demasiado simplista, mas há quem tenha praticado isso e constatado que opera de forma bastante efectiva e que realmente pode fazer toda a diferença. Portanto, aquilo que vão fazer é tratar de pôr essa energia em movimento, no próximo ano porque agora já disporem de dinheiro no mealheiro, e se mantiverem o hábito ainda passarão a ter muito mais da próxima vez. Ensina-lhes o facto de conseguirem poupar mesmo que pensem não conseguir. Além disso, passem as competências que têm em revista. Vejam em que área podem tornar-se produtivos, que lhes possa garantir um rendimento mais tarde.
Vou-lhes dizer uma coisa; há muita gente que hesita em escrever, por acharem que possam não escrever na perfeição e que alguém possa não apreciar o que escrevam, ou que nenhum editor o aceite, de modo que se impedem de escrever antes mesmo de o tentarem. Peguem num lápis e escrevam pelo simples prazer de escrever, e poderão surpreender-se com o talento que descobrirem possuir.

Há histórias de vida que constituem histórias extraordinárias, que são capazes de dar esperanças às pessoas, que podem transmitir força às pessoas, quando elas veem aquilo por que passaram e o que fizeram, e dessa forma constituem a concessão de um dom, tanto para vós, ao permitirem que convoquem esse talento, como para os demais, e que podem ser um meio de lucro monetário. Há muito quem escreva para as colunas dos jornais, que jamais tinham achado ser capazes, e que conseguem lucrar monetariamente com isso; escrevem acerca de coisas em que os outros encontram interesse.

Não digam, “Que é que eles querem?” mas “O que terei eu a dizer?’” É isso que importa, entendem? E se se ocuparem com isso, de resto como com qualquer outra coisa, é uma aprendizagem intimatória mas se se ocuparem disso, tornar-se-á mais fácil, tornar-se-á mais produtivo, e mais vocês colhem com isso.

Medo de uma morte violenta.

Uma das coisas acerca das quais se interrogam é, estarei a frequentar condições de violência? Estarei a cultivar companhias erradas, andarei a conduzir de forma desenfreada, por isso acarretar uma responsabilidade. Por vezes, o receio de uma morte violenta prende-se com lembranças de uma experiência ou vida passada. De modo que sentem a emoção inerente mas não encontram qualquer explicação para tal emoção. Contudo (...) se afirmares desde já que venhas a ter uma morte pacífica, e que por forma nenhuma virás a defrontar-te com uma morte violenta, virás a manifestar isso. O poder da mente sobre a matéria, certo? A mente é quem governa; aquilo que pensam torna-se a vossa realidade. Mas precisam pensar nisso a sério, e acreditar quando o pensarem. (NT: Na verdade este conceito seria melhor entendido como assente na perfeita unidade de ambos esses aspectos, e não da prevalência de nenhum, por serem intrínsecos)

Assim, repete para contigo própria que venha a correr bem, que quando vieres a passar por isso resultará. Por isso, afirma desde já que virás a ter uma passagem pacífica. Nós chamamos a esse processo refinamento e não morte.

Medo de cometerem erros.

E depois? sabem que aprendem mais com os erros do que com a perfeição? É somente através da polaridade dos erros que chegam a ter consciência de como corrigir ou melhorar ou alterar qualquer coisa. Por isso, se cometerem um erro, fazem uso da afirmação mágica (E daí?) e avancem para a frente; mas aprendam, e não terão que cometer esse erro de novo. A vida constitui um processo de aprendizado. Mas, uma vez mais, o receio de cometer erros alude ao temor de não parecerem perfeitos aos olhos dos demais. Se tivessem ideia do número das invenções e experiências extraordinárias que no vosso mundo tiveram ocorreram devido a erros que alguém tenha cometido, ficariam surpreendidos. É assim que chegam a encontrar os "elos perdidos" no campo da ciência, através de erros. Por conseguinte, deixem que se torne algo que encarem com uma certa propensão.

Por vezes têm tendência para dedicar demasiada energia a algo insignificante; como quando alguém se cruza convosco na rua e não os cumprimenta. Sentem-se na dúvida, "Porque será que aquela pessoa me ignora, etc.) e muitas vezes a pessoa nem os viu nem ouviu. Talvez fosse demasiado envolvida nos seus assuntos que nem os tenha ouvido. E vocês passam por todo esse sofrimento por causa de uma coisa de nada. Não se preocupem.

Muito bem, a solidão, vamos abordar isso. 

Estar sozinhos é algo que podem controlar. Uma vez mais volto a afirmar que estar só não significa necessariamente solidão. Aprendam a gostar de vós; aprendam a fazer as coisas por vós próprios, mas além disso, reconheçam que estar só dá-lhes a oportunidade de usarem faculdades, potenciais e ideias que não têm usado até ao momento. Sabem que não precisam pensar em mais ninguém, excepto em vós, para poderem tomar uma decisão? Isso representa uma sensação de liberdade. Além disso precisam reconhecer que, se tiverem muitos que tenham feito a transição, lembrem-se deles como foram, não tentem fazer deles deuses nem deusas. Amem-nos conforme eles tiverem sido, por isso representar a maior dádiva que lhes poderão dar. Esse amor jamais perece. Esse amor deixa de ser uma matéria pessoal e torna-se espiritual, assim que passam para o meu mundo. Mas esse amor acha-se sempre presente; o reconhecimento acha-se sempre presente. Por isso, não deixem que o estar só se transforme em solidão, vão ao encontro dos outros e façam coisas em prole da comunidade, ou das pessoas, juntem-se e organizem lanches ou seja o que for que organizam, e o vosso mundo tornar-se-á num lugar melhor, mas uma vez mais, estar só parece coisa demasiado inultrapassável. Não se aposentem! (Riso geral)

Nessa medida, podem abandonar as funções que desempenham no trabalho, mas certifiquem-se de arranjar alguma coisa por que se interessam na vida para continuarem, por precisarem afirmar que a vida não acaba por deixarem um emprego. Representará um choque, por de súbito passarem a dispor de tempo que não tinham antes, mas comecem a pensar naquilo que gostariam de fazer; arranjem um hobby, pensem em todas as viagens que gostariam de fazer, vejam como as coisas sucedem, descubram a satisfação de as fazer, por ser isso que é importante.

Portanto, isso leva-nos a dizer que a aposentadoria representa uma outra forma de liberdade, mas permitam-se não ter receio dessa nova condição. Tenham igualmente em conta que há uma certa quantidade de medo que é normal. É como a criança que sai do primário para o colégio ou que entra para o liceu, qualquer desses que avançam para a frente. "Eu fiz isto a minha vida toda, sempre foi o meu trabalho, um certo número de horas ao dia, ou um empenho total, etc.," mas agora têm que entrar numa situação nova, e apesar de a certa altura ansiarem pela reforma, sentem um certo receio quanto ao que irão fazer. por conseguinte, comecem já a planear aquilo que vão fazer. Façam as coisas por que tenham ansiado fazer, que lhes tragam diversão.

Falamos acerca do medo, e da fúria, e sabem bem que lhes tenho dito, ao longo dos anos, como tendo uma legitimidade de apenas trinta segundos. Os trinta segundos iniciais de medo ou de fúria são legítimos, por constituir o fluxo natural do corpo a dar-lhes conta de que algo não está bem convosco. Mas, passado esse período torna-se numa postura do ego. "Coitado de mim!" ou, "Como se atrevem a fazer-me semelhante coisa?!" ou ainda, "Para onde estão a olhar?" Precisam dizer: "Preciso condensar tudo nestes trinta segundos (...) mas se tiverem isso em mente, tornar-se-á tão divertido que descobrirão que romperão com a fúria ou o medo mais rapidamente. Bom, chegar a isso... (Ri)

Arranjar um namorado e mudar de vida.

Arranjar um namorado nada tem que ver com a mudança do vosso estilo de vida. Podem mudar de vida com ou sem um namorado. Namorados e namoradas não representam uma verdadeira necessidade na vida. podem representar uma alegria na vida, mas vocês podem levar uma vida estupenda com eles ou sem eles. E afirmo-o simplesmente por ser mais uma daqueles condicionalismo que usam quando afirmam que a vossa vida seja perfeita se determinada coisa exterior a vós ocorrer, por lhes tornar a vida interior numa vida melhor e o resto surgir automaticamente.

Medo da mudança.

Bem, meus amigos, com essa é que os pego. (Riso) Por actualmente tudo se achar em mudança na vida. A vibração da energia universal mudou, a vossa vibração alterou-se, e vocês estão a avançar. Palavras essenciais - flexibilidade, aceitação e perdão. Essas são as palavras chave para a era actual. Não se podem tornar rígidos, precisam tornar-se flexíveis, e precisam aceitar a existência de alguma coisa (NT: reconhecimento, admissão de algo) para o poderem mudar; por ser impossível mudar seja o que for que não se ache presente.

Mas depois, claro está, o perdão. Perdoar-se a si mesmos, perdoar os outros. Espera-se que compreendam que quando perdoam a alguém, o estão a fazer por vós e não pela pessoa. Dizem a alguém: "Lamento ter discordado." Importam-se pelo que lhes diz respeito e estarão livres. A pessoa poderá voltar costas e dizer que não os perdoa, mas e daí? Fazem aquilo que têm que fazer. O resto é com a pessoa, deixem ficar por aí. Desse modo não precisarão receá-lo.

Além disso lembrem-se de mais uma coisa. Amizades é coisa que surge e que desaparece e que volta a surgir na vossa vida para voltarem a desaparecer como as correntes de um rio. As amizades não se destinam a uma vida inteira; reúnem-se por um período de tempo, e divertem-se juntos, encorajam-nos, animam-nos, ajudam-nos a transpor obstáculos, e depois, à medida que o tempo vai passando, encetam caminhos separados, poderão voltar a ver os vossos companheiros no liceu, mas depois uns mudam-se para aqui e outros para acolá e perdem-se de vista, mas e qualquer forma, vinte ou trinta anos mais tarde voltam por ventura a reencontrar-se num mesmo local e renovam a amizade que tinham. As amizades não representam uma questão de propriedade na vossa vida, mas de partilha. É uma dádiva que lhes surge na vida. mas permitam-lhe a flexibilidade, liberdade de movimentos, ou por outras palavras, não as sufoquem. 
 
Falta de dinheiro.

Já abordamos isso mas quero acrescentar uma coisa. Interroguem-se quanto à forma como lidam com o dinheiro. Se o fizerem de forma judiciosa não terão que recear a falta de dinheiro. Também quero que parem um pouco para pensar que Deus não é nenhum supermercado, mas sim a essência de todas as coisas, e que reside no vosso íntimo. E se reiterarem a confiança em que Ele lhes dê aquilo de que precisam para serem o que pretendem, propondo-se a tratar disso em parceria com ele, pelo melhor de que forem capazes, não terão o que recear. E repetidamente encontrarão o apoio com que não contavam como que surgindo do nada, mas encontrarão o apoio de que precisam para chegar onde querem.

(continua)
Direitos de Autor: Saul Srour
Autores: June Burke e o Serafim Julian
Transcrito e traduzido por Amadeu António

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