terça-feira, 13 de outubro de 2015

VIDA PARA ALÉM DA MORTE



Bom dia. Estou encantado por me encontrar na vossa presença. Esta manhã optaram por conversar acerca do meu plano, por assim dizer, com respeito à transição, e o que realmente significa para além do que sucede. Por querer que experimentem em pleno aquilo que sucede, iremos periodicamente reservar um período para a energia que irão sentir por essa altura. Quero que compreendam em pleno o facto de que isso não quer dizer que vão morrer, nem quer dizer que venha a afectá-los por alguma forma adversa, mas vou, em certa medida, introduzir-lhes as energias que virão a sentir.



Deixar o vosso mundo constitui acto que brota de uma decisão tomada com base no livre-arbítrio, por altura da morte. Contrariamente a toda a crença que refere que seja coisa que esteja para além do vosso controlo, há uma decisão que é tomada pelo próprio -- trata-se aqui do Eu Superior -- por essa altura. Por conseguinte, constatarão casos de pessoas que fazem retornos miraculosos, e encontrarão casos de pessoas que parecerão voltar como que a escorregar lentamente. Mas existe uma decisão por detrás disso, e essa decisão baseia-se numa perspectiva alargada que lhes é apresentada nessa altura, decorrente da capacidade de ver para além do mundo físico, para além do isolamento ou separação a que aparentemente estão votados, e possui uma certa realidade na posição que assumem no desenvolvimento da vossa alma. Frequentemente, quando uma pessoa persiste, encontra-se nos estágios iniciais de tomada de decisão.



Está a decidir se será efectivamente tempo de partir, ou se deverá debater-se mais por permanecer mais tempo e por sustentar a vida no forma física por mais tempo. mas há sempre ao vosso redor um comité de recepção ao vosso redor para os ajudar com respeito a tal decisão.



Ora bem; esse grupo espiritual tem sempre alguém que conheceram. Pode ser um familiar que os tenha precedido, poderá ser um amigo chegado que tenha partido antes, ou um professor, mas terá alguém que conheçam, de modo que estão sempre rodeados por uma energia completamente familiar.



Por essa altura, e geralmente leva cerca de três dias, conforme medem o tempo anterior à vossa transferência, terão consciência de tais pessoas junto a vós. É por isso que ouvem falar em casos em que determinada pessoa que prolonga a condição em que se encontra diz que tenha percebido a presença da tia Jane ou do Pai junto a ela, ou alguém há muito desaparecido. E essas pessoas não vivem no passado, elas vivem no futuro, por essa gente se encontrar de verdade junto a elas, e estarem aí a fim de as ajudar. Creio que qualquer um de vós, se pararem para pensar em alguma altura em que tenham tido uma associação qualquer com uma experiência de morte, terá consciência de que as pessoas nos seus derradeiros dias de vida proferem coisas dessas. Assim, elas não se encontram sozinhas, mas estão a ser ajudadas quanto a essa tomada de decisão. Estão a ser ajudadas a ver com maior clareza que existe alguma coisa para além do plano material, pela simples presença daqueles que pensavam ter partido. Eles compreendem que a vida prossegue, por assim dizer.



Ora bem, só por terem visto alguém ou conversado com esse alguém não quer dizer que estejam de partida, mas quer dizer que será melhor que aceitem o facto de que venham a estar presentes quando chegar a vossa vez. Qualquer casal que tenha tido um relacionamento amável, alguém que tenha tido um óptimo amigo, uma boa relação com os pais -- mas mesmo que tenha sido uma relação medíocre -- por no meu plano não existir mais arrelia. Ela achar-se-á minimizada, e poderão presenciar gente dessa à espera de os auxiliar. Mas compreenderão igualmente que quando os veem, já não se encontram mais zangados com a pessoa, percebem? Apresenta-se toda uma energia renovada em que se acham imersos por essa altura. Já não se encontram no estado de falta de reconciliação anterior, por assim dizer.



Portanto, a preparação para procederem à passagem é assistida do meu lado, e inclui as forças angélicas que se encontram junto a vós no fim. Caso a decisão seja de prosseguirem com eles e de serem conduzidos de volta para o meu mundo, a primeira área em que entram é por vezes referida em textos como o "patamar da luz."



É o patamar da entrada e do ajustamento. Para o alcançarem, atravessam o plano astral. Ora bem, nessa fração de segundos em que se desprendem do físico, emitem mensagens, e muitas vezes é nessas frações de segundo do desprendimento do corpo físico que a vossa essência espiritual é vista, sentida, ou escutada por parte daqueles que não se encontram junto a vós. Um exemplo disso é o facto de que durante esse período de separação até que o plano astral seja transcendido e o estado de sono ocorra, que representa o período de comunicação.



Quando a mulher chamada Isabel Hickey morreu, ela abandonou o corpo numa Terça-feira pela manhã e pela noite, ou muito perto da manhã do dia seguinte, apareceu aos pés da cama do "instrumento" tão "real" como vós pareceis aqui, por elas terem sido amigas muito chegadas e ela queria que ela soubesse que tinha procedido à passagem. E essa foi a exacta mensagem que transmitiu. Os olhos cintilavam quando disse: "Consegui." Portanto, é uma experiência muito real, e muitos de vós passarão por ela à medida que forem avançando.



Assim que tiverem passado a plano astral e entrado no patamar da luz, penetrarão num estado de sono. Ora bem, esse é um estado semiconsciente em que estão plenamente cientes do amor a ser derramado sobre vós da parte do mundo físico e do espiritual, mas não tomareis parte nele, apenas o acolherão. Por outras palavras, poderão senti-lo, aceitá-lo como vosso e chafurdar nele, por assim dizer, por ser vosso, por lhes ser dado. A razão para o estado de sono deve-se ao ajustamento que fazem ao corpo de luz. Afinal, andaram a arrastar-se pela densidade pelo um número de anos que tiverem estado no mundo físico, e agora têm necessidade de residir num corpo de luz que não possui a mesma densidade nem o mesmo controlo. Necessita de ajustamentos, e durante esse estado de sono, começam a ajustar-se a uma nova energia e vibração.



Agora, esse estado dura, de acordo com a maneira como medem o tempo, qualquer coisa como de dois meses a dois anos, de acordo com a necessidade do indivíduo. A média é de dois meses, e durante esse período, não é estabelecida qualquer comunicação com o plano terreno. Numa situação de espera. Após esse período, estrão mais habilitados a comunicar de novo, por agora se encontrarem numa nova frequência e estarem a começar a aprender a lidar com ela.



Bem que poderão comparar esse estado de sono ao estado do sonhar, em que têm consciência de coisas a desenrolar-se ao vosso redor, mas não participam nelas. É como se estivessem a assistir a alguém mais a fazê-lo, mesmo que se encontrem no "filme." Mesmo que se encontrem no próprio filme, encontram-se em pé recuados, a observar.



A experiência da morte em si mesma constitui uma elevação da vossa frequência a ponto que permita que cortem o cordão que têm com o corpo físico. Geralmente sucede uma sensação de movimento, uma pressa de avançar. Por estarem a passar de uma frequência densa para uma elevada, isso é frequentemente sentido como uma passagem rápida por um túnel na direcção da luz, além da densidade, das trevas para a luz. Alguns passam por uma experiência sonora com o rompimento da ligação ao físico, e por vezes assemelha-se a um zumbido, muitas das experiências de morte descrevem-no como um zumbido, acompanhado da passagem por um túnel, uma sensação de pressa, mas é sempre um movimento rápido e geralmente é uma projecção. É feito em frente e não para trás. E só isso em si mesmo já lhes dirá algo, que a morte não constitui um término nem uma retirada, mas um movimento em frente. Estão a mover-se em frente na direcção dele.



Agora; ao avançarem em frente, e passarem pelo astral e chegado à luz, e terem mergulhado no estado de sono, isso representa o período de ajustamento. Do período de ajustamento sucede o período de avaliação, e é nesse período que avaliam a vossa vida passada. Serão assistidos por espíritos guias que tiverem estado junto a vós nessa vida e por aqueles que se encontram no espírito neste mundo. Passarão a vossa vida em revista sem a personalidade e o ego, e verão onde terão sido o vosso pior inimigo. Verão onde terão resistido e onde não, e a partir dessas visualizações, dessas imagens do desenvolvimento da vossa alma ou das situações em que o tiverem evitado, determinarão aquilo que quererão fazer daí em diante.



Para muitos que fazem a ideia que o meu mundo constitua um local em que se toca harpa, devo dizer-lhes que há pouco quem toque harpa para além das aulas de música. Não encontram ninguém sentado nas nuvens com halos a brilhar e harpas a vibrar. Torna-se verdadeiramente divertido no nosso mundo ver como o vosso mundo nos vê. Contudo, o meu mundo, nesse nível, destina-se ao completo ajustamento ao local que tomarem na nova energia. Assim, procedem a uma avaliação da vossa vida.



Dirão: “Eu realmente não me saí tão bem relativamente à paciência, mas lá consegui, sabes, ajudar mais alguém através de um serviço desinteressado.” Determinarão exactamente o quão válidos terão sido para vós e para os outros, e notarão se terão colocado a vós próprios em primeiro lugar, porque se não forem válidos para vós próprios, não terão como o ser para os outros.



Quem quer que pense que tornar-se num escravo dos outros, e da sua energia, dos seus desejos de algum modo esteja a prestar auxílio a si mesmo em termos de crescimento da alma, está a enganar-se a si mesmo, conforme vocês usam dizer no vosso mundo. Precisam ser capazes de se servir a si mesmos para poderem ser capazes de servir os outros; precisam ter a noção de que são um ser valioso. Assim, precisam apurar o crescimento da alma que tiverem alcançado e como ele terá interagido com o resto das almas. Daí, começam a orientar-se no meu mundo.



Bom, estão habituados a caminhar e a fazer barulho – caminham e quando o pé atinge o pavimento faz ruído – e depois descobrem que caminham sem fazer qualquer ruído, isso torna-se um pouco estranho, sabem? E quando percebem que, se pensarem na próxima esquina à esquerda a caminho de um lugar qualquer, já lá se encontram, torna-se um tanto difícil habituar-se a isso, não será? Mas assim que se encontrarem aqui, o vosso pensamento leva-os onde quer que desejem ir. De modo que isso envolve um ajustamento, senão poder-se-ão dar engarrafamentos terríveis.



Assim, orientam-se com respeito às energias do meu mundo, e alimentam uma expectativa desse patamar particular no meu mundo, aquilo que esperam dele, e se as expectativas que têm poderão aí ser satisfeitas ou não. Não importa o quão evoluídos se achem, precisam passar pelo primeiro patamar. É quase como no caso da imigração. Precisam passar por esse aspecto de filtragem antes de poderem avançar.



Pergunta: Estás a falar do patamar da luz branca.



O patamar da luz branca, sim. Portanto, no patamar de entrada e de ajustamento, no patamar da luz branca, começam a fazer uma ideia de como o meu mundo é, e começam a descartar as ideias preconcebidas que tinham relativamente a ele. Começam a perceber que ninguém os irá compelir a fazer seja o que for, e que tudo quanto fizerem procederá do vosso próprio desejo. Mostrar-lhes-emos tudo quanto há a fazer, mas vós e vós somente decidireis se o farão ou não.



Pergunta: Ainda te estás a referir ao patamar da luz branca.



Acatarão a tomada de decisões pelo futuro do vosso mundo. Ora bem, pensem lá nisso por um instante.



Tudo aquilo com que trabalham e tudo quanto dispõem no vosso mundo, no meu mundo na forma etérica, sob a forma de energia bruta a partir do qual o conceito que tinham disso terá sido desenvolvido no vosso mundo. Portanto, se tiverem feito o conceito de uma coisa qualquer no vosso mundo, quer tenha sido o último modelo de automóvel ou a última moda de vestuário ou um conceito inovador no campo da psicologia ou da medicina – seja o que for – terá sido conseguido focando a energia bruta do meu mundo no exacto momento no tempo no vosso mundo, e assim manifestado algo a que chamam novo. Tudo quanto alguma vez tenha existido, exista, ou venha a existir, encontra-se já em existência sob a forma de energia pura no meu mundo.



Ora bem, quando elegem uma área de trabalho no meu mundo, trabalham com uma energia bruta mais o potencial que lhe cabe, não com o que tenha sido, mas com o que poderá ver; e à medida que aprendem, e estudam e chegam a perceber o potencial da coisa e conduzem esse potencial adiante, começam a criar o foco de um futuro desenvolvimento no vosso mundo. Muitas vezes, uma cura para uma doença é manifestada no meu mundo e a seguir transmitida a alguém com abertura e que se encontre em vias de descobrir algo no vosso mundo.



Um investigador que tenha tido um pressentimento ou uma suspeição e se encontra a trabalhar na investigação disso, terá canalizado para si o potencial dessa ideia, e desse modo trará isso muito mais rapidamente ao mundo. A segunda forma por que poder entrar no mundo seria através daqueles que a tenham estudado a forma de a dar à luz, e realizado de novo a ambição dessa coisa particular e a tenham experimentado. Mas esta segunda via leva mais tempo, entendem. É melhor transmiti-la da primeira forma.



De modo que é isso que ocorre, durante o processo de tomada de decisão optam por estudar. Esse estudo terá um foco de acordo com o potencial que tiverem, e vocês determinarão a forma como o irão transmitir ou distribuir. Fá-los pensar em todas aquelas coisas que têm quem as entregue em vinte e quatro horas ou isso, por avião, camioneta, lambreta ou a pé, não é mesmo? Mas trata-se de coisa bem real aquela que acontece.



Bom, por essa altura já terão tido alguma percepção nessa experiência inicial e perceberão que isso terá levado um certo tempo, conforme a maneira que têm de medir o tempo, porque só o estado de sono em si mesmo deve durar pelo menos dois meses, entendem? E o período de ajustamento, de orientação, leva tempo, de modo que poderão passar quase um ano até chegarem aí – conforme medem o tempo. Contudo, isso para nós não passa de uma gota de água, por não termos tempo como vós e o tempo no meu mundo se movimentar muito rapidamente.



Para poderem experimentar esse movimento de tempo quero que pensem nas alturas em que se terão sentado a meditar e terão pensado terem passado uns cinco minutos e percebem que terão sido trinta a cinco. O sentido da perde desse tempo dá-lhes uma pequena indicação daquilo que sucede no meu mundo. Não existe sentido de passagem de horas, minutos, etc.



Pergunta: Pensei que sempre passássemos em revista a vida que tivermos tido de novo e examinássemos todas as coisas boas e más que tivermos passado.



Essa é uma excelente questão. Enquanto decorre o desprendimento do físico, passa-lhes a experiência de vida diante dos olhos, como que em revisão, como se alguém tivesse posto a bobina de um filme a rodar e a vida pretérita passasse muito rapidamente diante de vós retirais-vos dela. É quase como se passassem por isso ao longo do percurso. Isso sucede por altura do desprendimento e essa experiência acompanha-os na direcção do meu mundo e ajuda-os durante o período de tomada de decisão de modo que obtêm uma perspectiva do vosso mundo após esse período de descanso. Isso ocorre, mas sucede à medida que irrompem do corpo físico. Mas ao contrário do que pensam, esse emergir não é doloroso mas bastante pacífico.



Esse termo “emergir” aqui representa a ideia de uma coisa brusca, quando na realidade é bastante relaxante, e representa uma coisa tipo desapego que não é de todo muito difícil de aceitar.    



Uma das coisas mais difíceis para qualquer um durante o processo de tomada de decisão é a percepção de que os outros não queriam que ele partisse. “Não me deixes, não me abandones.” Ouvem isso repetidas vezes, e aqueles que se encontram numa enorme agonia, num grande sofrimento, esforçam-se por se manter vivos em benefício daqueles que não querem que eles partam. Quando uma pessoa se encontra em muito mau estado e se encontra num processo de tomada de decisão desses, e alguém lhe diz: “Eu amo-te muito, mas concedo-te permissão para partires,” poderão estar a conceder-lhe a maior dádiva que alguma vez lhes poderiam ter dado. Porque manter-se num estado de agonia em benefício de outra pessoa não é viver. Entendem? Por isso, por vezes precisam deixar de pensar nos termos do “eu” e começar a pensar nos termos do que seja benéfico para essa pessoa. E se ela tiver noção de que não pode continuar a pensar que os esteja a desertar, então ter-lhe-ão concedido uma dádiva.



Quando a maioria das pessoas anda ao redor de alguém que esteja a morrer, a impressão que dão a essa pessoa que está a morrer, primeiro, é a de que são um incómodo; de que é muito incómodo estar com ela; e em terceiro lugar, que não querem que parta, que deve parar com essa tolice e dar continuidade á vida. Isso nem sempre poderá acontecer, mas deixa a pessoa numa situação muito difícil, por gerar um conflito terrível com respeito ao instinto natural que tem que lhe diz que é tempo de partir, e o instinto que se acha relacionado com a personalidade que diz: "Não posso partir. Os meus filhos não querem que eu parta, o meu marido não quer que eu me vá." Quando se dispuserem a dizer. "Que o que for adequado para mim ocorra," irá passar a ser mais fácil.



Pergunta: Quando fazem a passagem e são esperados por alguem queém que tenham conhecido antes, que aspecto irá essa pessoa ter do outro lado? Parecer-nos-á conforme a tivermos conhecido? ﷽﷽﷽﷽s por algugem e ser. "Que o que for adequado para mim ocorra," irue diz: "N



Pergunta. Como se chamará? Será que se dá um reconhecimento dessa energia?



Dá-se. Precisas compreender uma coisa. Em bora as idiossincrasias da personalidade se desvaneçam -- poderão não se recordar do cão ou do gato, e esse tipo de coisa -- essas idiossincrasias desvanecem-se, mas o instinto do amor não. Serão completamente reconhecidos por aqueles que tiverem amado.



Pergunta. Quem lhos anuncia, os guias?



Assim já podes ver, são escolhidos pelo desejo de estar presente. Por outras palavras, não encontrarão cinquenta e sete variedades de familiares lá, mas encontrarão uma ou duas. Quando o padrasto do instrumento estava a morrer e ela eo marido foram ao hospital, o único irmão que ela tivera fora abatido na guerra, e o pai disse-lhe: "O Sonny esteve aqui esta manhã e disse que regressaria esta noite." E o marido disse-lhe: "Sim paizinho, é verdade, e ele voltará para estar de novo contigo." Agora, as irmãs dele, que não faziam qualquer concepção dos ensinamentos, disseram que ele estaria a enlouquecer e que estava a perder a noção das coisas e a a ver coisas e a ter alucinações -- todo esse tipo de coisa. Pois bem, às seis horas dessa tarde, o Sonny regressou e o papá partiu, entendes, mas perfeitamente ciente de que o Sonny tinha estado presente. Conseguiu vê-lo.



Pergunta. Então são chamados a partir do local onde se encontram?



Eles acorrem de onde estiverem, por a função de prestar assistência a alguém que se encontre em transição representa um serviço e desenvolvimento da alma. Toda a vez que alguém auxiliar à transição no vosso mundo por meio da gentileza ou da paz que lhes transmitam, isso também equivale a um desenvolvimento da alma para vós como para aqueles que esteja a passar pela transição.



Pergunta. A planície branca é, presumo que seja o mesmo que aquilo a que chamam de nono nível, a consciência correspondente ao nono chakra?



Sim, seria considerado o nono.



Pergunta. Nesse nível, o movimento ocorrerá por efeito do pensamento e será basicamente instantâneo?



Exactamente, mas exige treino, entendes, razão porque passam um certo tempo nesse planalto, é por isso que recebem essa orientação e essas espectativas, de forma que não resulte em conflito entre aquilo em que acreditam e o que sucede, e isso sucede-lhes de modo a poderem dar qualquer passo ulterior. Literalmente, sim, por o oitavo plano correspondente ao oitavo chakra ou ao nível da consciência será o astral e o nono será o planalto branco.



Pergunta. A que nível corresponderá a omnipresença?



A omnipresença não sucederá até ao décimo primeiro ou décimo segundo, de modo que ninguém atingirá a omnipresença durante os estágios iniciais da transição.



Pergunta. Nesse caso encontrar-se-ão no terceiro estágio? Atingirão a omnipresença no terceiro estágio?



Atingem.



Pergunta. Mas a omnipresença acha-se ao alcance da humanidade assim como às hostes angélicas quando atingem esse ponto?



Sim, quando atingem esse ponto.



Pergunta. Queria fazer uma pergunta acerca das pessoas que decidem com respeito à morte consciente -- esta Quarta-feira às 10 horas vou morrer, conforme muitos das religiões do oriente fizeram. Estará a humanidade a avançar cada vez mais na direcção de conseguir isso?



Decerto que serão capazes de o fazer, e aqueles que não temem a morte geralmente chegarão a saber disso. Apenas aqueles que o temem bloqueiam tal experiência. Por exemplo, se tiverem conhecimento de algum dos trabalhos da Elizabeth Kubler-Ross relacionado com a morte e o morrer, saberão que as crianças fazem desenhos que conterão no canto superior esquerdo uma data ou um período, data ou período esses em que morrem. Por nem sequer terem uma ideia do que estejam a fazer quando o redigem, sabem apenas que é importante que conste. A maioria das pessoas terá a sensação de prontidão, quer saibam disso conscientemente ou não, porque saberão disso ao nível subconsciente.



Começarão a deixar a sua casa em ordem. As coisas do âmbito legal que precisam ser tratadas serão atendidas, contactarão os velhos amigos que quiserem contactar, etc. Terão a sensação de deixar tudo no devido lugar de antemão.



Pergunta. E em relação àqueles que morrem acidentalmente?



As pessoas que morrem em situações acidentais terão esses junto de si.



Pergunta. Mas esses não terão tido tempo de deixar os seus assuntos em ordem.



Não terão tido tempo para deixar a sua casa em ordem, mas ainda gozarão da presença de alguém, a delegação estará presente para os acolher. Sempre há alguém preparado para uma morte inesperada.



Pergunta. E em relação àqueles de que se diz estarem em estado de morte cerebral, como aquela mulher que viveu ligada a uma máquina por tanto tempo que não se conseguia apurar se estaria viva ou morta?



Quando a vida corporal é mantida com recurso a máquinas, o espírito permanece junto a ele por uma questão de respeito para com o veículo que o alojou. Assim que a máquina for desligada, o espírito partirá e será considerado morto.



O espírito permanecerá devido ao recurso à máquina, não obstante física e mentalmente esse ser se encontrar legalmente morto. Viver ligado a uma máquina... A vida significa participação; se não forem capazes de participar nela, então caberá a vós decidir. Por outras palavras, deviam ter o direito de escolher proceder à transição ou permanecer.



Pergunta. O espírito que paira sobre o corpo mantido por processos artificiais encontra-se no plano astral?



Está literalmente no plano físico, mas muitos que se encontram completamente conscientes, que entrem numa sala em que alguém esteja ligado a uma máquina, verá esse espírito a pairar sobre ele. Ele jamais partirá até que lhe seja demonstrado o respeito apropriado e lhe tenha sido permitido voltar para o seu elemento de novo.



Pergunta. Afirmaste que essa decisão nos cabia a nós quando morremos. Será essa decisão definida antes de entrarmos nesta vida? Existirá um tempo para cada um de nós?



Há um tempo para cada um, mas por favor, não fiquem com a ideia de que se tiverem um débito cármico e o saldarem, vão partir.



Se fosse esse o caso, muitas crianças de três anos e de quatro anos já teriam partido há muito. o objectivo é o de terem esperança de vida.



Poderão fazer com que isso ocorra antecipadamente através do abuso de vós próprios, ou do abuso do corpo. Há acidentes em que procedem à transição antes do tempo traçado, mas têm consciência desse traçado, e quando surge momento desses, terão consciência dele ao nível subliminal, mas se permitirem que aflore, terão consciência dele. Sim, geralmente é predeterminado.



Não é determinado a ponto de dizerem que seja na Terça-feira às duas da tarde. Muitos de quantos tomam a decisão de ficar continuarão a fazer outras coisas na vida, por nesse estado desperto terem a noção instintiva de saberem que é tempo de regressarem, e não de continuar.



Pergunta. Julian, quando disseste que no estado de transição vemos a vida que levamos passar diante de nós, e ter havido casos em que as pessoas terão narrado que se terão sentido aterradas e afirmam ter visto toda a sua vida decorrer diante delas, ou mesmo antes do acidente, ou depois... Quererá isso dizer que a pessoa que tenha visto a sua vida num clarão diante delas, quererá isso dizer que a pessoa tenha passado para o outro lado, ou morrido, e regressado, ou que será que terá ocorrido? O que terá acontecido será, a ansiedade...?

....



Digamos que o vosso carro derrape. Nessa fracção de segundos presumem que vão morrer, e nessa fracção de segundos preparam-se para se desprender, o que desencadeia a coisa toda diante de vós.



Então o carro detém-se num banco de neve, e ainda se encontram vivos, e então percebem que ainda não era altura de partir. Estás a entender? Mas nessa fracção de segundos, devido a que tenham libertado no corpo todos os elementos necessários para verem esse filme, por causa do medo, do pânico do momento, passam por essa fase inicial, muito embora não o completem.



Pergunta. Usando o mesmo exemplo, Julian, se fizermos uma chamada por uma questão de socorro, isso não enfatizará o auxílio que iremos obter? Fiz um apelo veemente e ele salvou-me.



Decerto que sim.



Pergunta: Eu não queria partir, mas realmente senti a presença de um certo auxílio.



Sempre que emitem esse sinal, esse auxílio estará presente e isso poderá ajudá-los a saber que ainda não é tempo de tomar essa decisão.



Pergunta: Será o nosso anjo da guarda mais os guias e os outros anjos?



São todos quantos tiverem trabalhado convosco, que estarão presentes para lhes dar amparo nesse momento.



Pergunta: E os espíritos desincorporados?



Concebo que haja algumas almas que permaneçam no plano terreno e que se prendem a vós. Aqueles que não possuem qualquer crença no pós vida, continuarão a apegar-se, mas encontrar-se-ão no plano astral, de modo que ainda procurarão fortemente viver no mundo físico, e tentarão falar através de alguém, ou chegar à presença na casa em que costumassem viver, por não admitirem que não mais tenham qualquer ligação com ela, e por não terem qualquer ideia de onde pertencem, por não terem para onde ir, de modo que é como ficar pelos cantos. Ficam onde acham que deva ser a única vida que possam ter.



Pergunta: (Relacionada com alguém que procura expulsar os demónios do corpo)



Deixa que diga uma coisa. Noventa por cento das possessões não passam de obsessões, obsessão com a ideia de se encontrarem possuídas, e de manifestarem isso nelas. Aqueles casos mais legítimos que ocorrem nesses oitenta por cento, por assim dizer, são muitas vezes espíritos confusos que tentam viver por intermédio de outra pessoa, procuram de novo fazer as coisas de natureza física que gostariam de fazer, de modo que uma pessoa que nunca tenha decidido beber pode subitamente querer começar a beber, entendes, esse tipo de coisa.



Aí precisarão de auxílio de modo a que façam saber a esse espírito onde seja suposto estar e a fazer com que o espírito que tenha sido invadido saiba que precisa retomar o controlo da situação.



Mas nem todos os casos de que ouvem falar em termos de possessão são possessão, mas obsessão, ao invés. Torna-se substancialmente mais fácil um pai dizer que o filho comete actos horríveis por se encontrar possuído, do que dizer que precise de uma boa disciplina. Para alguém que não se queira disciplinar a deixar de fazer certas coisas, torna-se muito mais fácil dizer que algo as leve a fazê-las, ou que o diabo as leve a cometê-las. É o que elas dizem. De modo que usam isso a título de pretexto. Em qualquer dos casos, criam um enorme caos, mas no caso da obsessão, é a pessoa que precisa ser tratada primeiro, para se dispor a ir.



Pergunta. E a respeito dos suicídios, Julian? Ouvimos dizer que em termos cármicos essa não é uma escolha muito sensata.



O suicídio não constitui uma escolha sensata nesse contexto, por que se estiverem num acto suicida estarão a afastar-se daquilo que estiverem a enfrentar em prole do crescimento da alma. Talvez as vossas próprias decisões até aí os tenham conduzido a uma situação em que não mais saibam como enfrentar e decidam que seja altura de lhe porem cobro.



Mas o suicida jamais se perde, mas é tratado do meu lado, e quando referirmos as várias ocupações que poderão ter no meu lado, um pouco mais tarde, verão que uma delas é a de tratarem dos suicidas de modo a conduzir-lhes o espírito ao seu potencial uma vez mais, de modo que posam saber que poderão voltar numa outra vez e redireccionar essas energias de uma forma positiva, mas não se perdem, são tratados constantemente.



Pergunta: Eu ouvi dizer que por vezes poderá levar várias vidas a regressar, por não ter sido eu da primeira vez e consequentemente, tornou-se cada vez mais difícil.

Se soubéssemos todas as coisas que não satisfazemos numa vida, desistiríamos. Toda a gente procede à escolha de regressar para atender a uma necessidade qualquer ou a um crescimento qualquer, mas é tudo...



Vocês têm a tendência a olhar para isso no vosso mundo como uma obrigação, sabes, mas na realidade representa crescimento. Estão a beneficiar com isso, de modo que não é encarado exactamente da mesma forma a partir o meu lado. Do meu lado vêem que represente uma coisa boa.



Pergunta: Nós encarnamos muitas vezes, por isso não deveríamos habituar-nos a essa transição?



Sim, já deveriam estar habituados a ela, mas muitos de vós estão. Há muitos de vós que não têm qualquer apreensão com respeito ao fim, mas precisam lembrar-se que quando se encontram neste mundo de densidade que é governado pela mente consciente e pelo ego, muita importância é dada ao ser físico de modo que o ser espiritual se torna praticamente secundário. É por isso que têm a sensação de querer agarrar-se àquilo que conhecem.



No entanto subconscientemente sabem tudo quanto sabiam em qualquer outra vida, mas é somente entrando em sintonia com ela de novo que poderão trazer isso a vós. Assim, quando o fazem, não faz mal, e quando abandonam isso tudo e aceitem tudo quanto são, descobrem que sabem um monte de coisas que não sabiam que conheciam. Passa-se a mesma coisa em relação à morte. Quando abrem mão da luta e a aceitam, descobrem, lembram-se de que envolve uma coisa boa. Mas entretanto, devido ao facto de não se recordarem e se encontrarem ocupados com as actividades da mente, parecerá uma coisa estranha a que não prestam muita atenção.



Pergunta: No nono nível ou o nível do planalto branco o corpo espiritual não terá uma forma?



Ao se alçarem até aos outros níveis, começam a assumir menos forma. Nesse planalto branco, ainda existem. Por outras palavras, se se vissem ao espelho -- caso tivessem um espelho -- ainda veriam o Sam. E esse Sam ainda teria todas as coisas que seja suposto ter, mas poderia ser visto como transparente.



Seria formado por luz, e assemelhar-se-ia bastante a um milhão de pequenas partículas atómicas para ainda apresentar forma.



Pergunta: E com respeito às nossas personalidades nesse nível?



É por isso que permanecem nesse planalto branco por um tempo. Se entrarem em contacto com alguém que tenha deixado o vosso plano muito cedo, talvez ainda recorde o animal de estimação ou o apelido, ou esse tipo de coisa. Mas à medida que o tempo passa, isso desvanece-se e só recorda os incidentes amorosos, o companheirosmo e coisas dessa natureza.


Pergunta: Julian, recentemente uma mulher escreveu um livro dizendo que sentia que se estava a tornar mais leve, e que tinha a intenção de fazer da morte uma experiência em que levasse o corpo consigo, tal como Jesus terá feito…

Mas alguém neste planeta realmente terá feito tal coisa? O corpo físico não consegue suportar a energia do meu mundo. A questão está em que representa uma manifestação.

Pergunta: Muito bem, então ninguém é realmente capaz de deixar este plano com o seu corpo intacto.

É por isso que aparecem fantasmas conforme eram quando partiram, por voltarem a essa energia. Mas o corpo físico em si mesmo não vai para o meu mundo.

Pergunta: Então, nem mesmo no caso de Cristo isso terá alguma vez ocorrido.
Muito bem, então o fenómeno poltergeist seria considerado por alguém perturbado com relação a alguma coisa, como uma versão subconsciente, não?

Assemelha-se à passagem de um furação. Como é que chamam àqueles que retorcem?
Tornados -- pois. Toda a energia adopta forma. Assume a rotação no sentido dos ponteiros do relógio quando entra em acção, e no sentido oosto quando recebe.
Geralmente envolve uma libertação de energia de alguém que se encontra presente, e geralmente prende-se muito com a energia dos adolescentes.

Se reconhecerem a energia que vai dos onze até aos dezassete, o corpo atravessa as maiores mudanças físicas, emocionais e espirituais que possivelmente pode atravessar.
Por causa disso é que se dá o que é designado por energia desenfreada. A energia apresenta um nível muito elevado num momento e outro muito baixo no seguinte – altos e baixos, ou aquilo a que chamam de humores. Esse tipo errático de escoamento pode ser… dar por si num outro fluxo que pode atraír uma outra energia para o dominar. É por isso que não é aconselhável que ninguém que se encontre nessas idades – dos onze aos dezasseis – se envolva em coisas de natureza psíquica.

Bom, não estou a referir-me ao desenvolvimento espiritual ou à meditação, mas ao envolvimento em coisas tipo sessões e esse tipode coisa, em que essa energia errática poderá atraír energias ligadas ao astral.

Porque aí elas podem apossar-se delas e dominá-las, entendem? Deviam ser enconrajados no sentido da consciência espiritual. Isso não é “psíquico,” mas o fluxo natural do ser. Todos os seres neste universo estão destinados à cosnciência espiritual, à consciência intuitiva, a trabalhar a mais elevada forma de cosnciência. Por isso, a energia associada ao poltergeist é a energia de uma força que domina uma energia libertada.
E quando se acham adolescentes na casa, isso muita vez deve-se à existência de muito ressentimento e ódio, em parte encoberto e em parte manifesto.

Dão início a uma corrente de energia que é por sua vez atraída e usada. Lembram-se do filme “Poltergeist”? Foi assim que chamaram a esse filme? (Foi) Pois bem, isso representa o conglomerado de diversas coisas reunidas numa só. Não se tratava de uma forma de energia poltergeist verdadeira.

Assim, há dois chakras invisíveis que o homem pode tocar. Para além do nono, ele não consegue tocar nem usar. É rumo a isso que ele está a trabalhar. Portanto não é um sítio específico para onde vão. NO vosso mundo tudo é expressado por níveis, sabem? Vocês pensam na vossa Terra e no vosso ar e na vossa atmosfera e no ozono e em tudo isso. Mas, no nosso mundo existe tudo num círculo, tudo englobado, de modo que o ponteiro da sua pulsação se move para for a, de modo que o Planalto Branco constitui o centro dessa pulsação.

Pergunta: Eu pensava que íamos para Marte e para Venus e todos esses diferentes planetas.

Do meu mundo, podem ir até eles, sim.

E as energias deses lugares também regressam ao Planalto Branco. Entendem? Por isso, tudo quanto deixe de existir na forma física, a sua essência regressa ao planalto branco.

Pergunta: Como definirias as energias aprisionadas?

Vou-te dar um exemplo de uma energia aprisionada. Tiveste uma discussão com a tua filha, ou com a tua mãe, ou o teu pai, ou o teu vizinho, e pronunciaste umas quantas palavras lacónicas. E depois voltas para a tua casa e pensas nisso, e revives todo o conflito de novo. Nenhum de vós se terá mostrado arrependido. Nenhum de vós terá dito que não valia o desgaste de energia que despendiam com isso, de modo que voltam a ruminar isso. Então, alguém te vem visitar e tu contas-lhe o sucedido. Toda a vez que revives essa energia acrescentas-lhe ao volume. Bom, até que algo suceda que rompa a convolução dessa energia e dessa negatividade, ela irá sofre acúmulos sucessivos até explodir. Se tiver sido acumulado durante muito tempo e de forma consistente e receber o subsídio de uma fonte exterior, então dirás que essa mulher está em sua casa a fazer o mesmo. Os seus padrões do pensar estão a alimentar os teus e os teus estão a alimentar os dela. Da próxima vez em que se encontrarem, estão sujeitos a virar-se um para o outro. Isso é energia aprisionada que não foi libertada e que representa, consequentemente, um grande problema.

Pergunta: Julian, o tempo é todo um, e tudo quanto existiu, existe ou venha a existir existe no teu mundo.

Exactamente.

Pergunta: Então, tudo existe no chamado agora. Quando passamos desta vida, passamos para o outro lado e entramos no período do repouso e da purificação e tudo o mais, seremos nós, por nosso turno, quem decide voltar e elegemos um tempo para o fazer?

Isso é o que mais confunde todo o mundo, por lidarem com o tempo linear, de modo que definem zonas de tempo. Mas para nós não passa de um envoltório de energia. Vocês percorrem a energia A a Z – nós não usamos letras, sabem – de modo que é isso que estabelece a confusão muitas vezes.

Pergunta: Porque será que nós, ou a a maioria de nós, ou aqueles que optam por isso, nesta vida, regressamos a vidas passadas? Porque não vamos até vidas futuras?

Antes de mais, precisam entender que a única coisa com que precisam lidar é com este momento no tempo e a energia em que se acham. É aí que se centra o crescimento da alma. Agora, por vezes, algo decorrente de uma experiência passada, conforme vocês lhe chamam, influência-lhes essa vida. Nesse caso, obter conhecimento com repsieto a isso pode servir de auxílio ao ajudar a colocá-lo na devida perspectiva, de modo que o podem esquecer e voltar-se para o agora. O tempo mais importante da vossa vida é o Agora. O Agora edifica o vosso futuro.

De modo que é exactamente aqui e agora que o têm que atacar. É exactamente aqui e agora que precisam ser um agente da paz. Olhar para trás à procura de onde terá vindo é óptimo, mas não ajuda a operar a mudança.

A menos que aquilo em que se aventurem no passado constitua um auxílio no vosso presente, será um factor negativo se os levar a passar o tempo no passado. Entendes? Não importa que tenhas sido o maior criminoso do mundo, ou a maior santa que tenha existido.

Pergunta: O que tem importância é aquilo que estamos aqui a fazer?

É isso justamente que estamos a dizer. A questão está em que no mundo físico vocês lidam com o tempo linear e vivem uma existênciua linear. Precisam usar a moldura do que foi, do que é, e do que virá a ser. É a única forma por que fará sentido para vós. Será óptimo saber que terão alcançado conquistas no passado que os estão a fornecer energia e que os estão a ajudar a tornar-se melhores agora. É óptimo saber que a razão porque têm um medo quanto a este Agora se deve ao que tenha sucedido então.

Por conseguinte, poderão pôr isso de lado e esquecê-lo, e isso representar um alívio aqui para vós. Mas voltar-se para o passado e permanecer lá não os ajudará a dar qualquer passo aqui. Por outras palavras, (o benefício) está em revelar a faceta de si mesmo em que se deva focar e revelar aquilo em que o homem beneficia ao explorar o passado na área das suas atitudes pessoais, ou emoções ou assim.

Essa é a utilidade que o passado tem… Mas voltar-se para o passado e dizer que foram reis ou raínhas, que foram isto e aquilo, isso não faz sentido a menos que o sejam actualmente. Mas se forem isso actualmente, precisarão fazer melhor do que antes, por ser suposto que avancem em frente. Por isso têm razão ao dizer que venha a ser um movimento em frente. Voltar-se para trás e dizer o que tenham sido não conta. É o que tenham feito que contará. E é or esse tipo de coisa que precisam passar no planalto branco; a introspecção, as expectativas, a orientação. É esquadrinhar tudo na vossa mente, de forma que tenham a clareza para poder seguir para a vida seguinte, por assim dizer.
Tradução: Amadeu António
Diretos de autor: Saul Srour
Autoria: June K. Burke e o serafim Julian 

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